Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04763


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Full Text
Anno de 1843.
Sexta Feira 5
\
ludo rom depende de nos tnemnni ; da nossa pru.lrncia niodcr.vr.o e cargia : cnn-
iiaurno* como principiamos
saltas.
t erremos aponladns rom mirarfio rnlre as Nacfiea naia
(Proclamaran da Asseaibl 'a f.eral do Iralil.)
PARTIDAS DOS CORREJOS TERRESTRES.
Culmina l'arait. c Mo grande do Norte, ses.mdas c se-.lni fi
Bonito* ; Caranl.ui.i .. '0 8 24
Cabo erinhaeaa Rio Fnnnnm Porto CaNo Mar-ci e Magoaa no 1. *
Jjjn'i 18. Santo AMfto quinlaa leiras. Olinda lodos .os dia-i.
das da semana.
I Se, s. c-- Pedro Harinela. Chano \ud. do .1. de D. da 2. v.
*: i'erp. V S- dos Anjos. Re. Aad. do J. de D. da4. t
3 Qjart. Invencao de s. Ilslevao Prolomarly. Aurl. do J. de D. da .". v.
4 Quint. Donvagos de GuaaaSO Fundador. Aud do juir de D da 2. v
i> ScXI. N. Sra, das \evcs. Aud. do J. de D. da 1; t.
( Sal. I'ranafiguracdo de Chrialo. Re. Aud. do J. de I, da 3. t.
Dota. a. Caotano. i. Donato M.
.aS
de Agosto. Anno XVIII. N. 167.
mKmimj!IEXirxmmmnmmmmmT'~w O Diario publ'ioa-M todas os li a;oe nao forem Santificados : o preco da aasif-natma he
de tres mil res por quaitel pasos adianlados. Os annuncins doa aaaigaantea sao inseridos
. e os MAM o nao fonal rrw.io dfl W "'is por liaba. As rc.-lnmaof devem rxr
dirigida! a asta T-f-tografia roa daaCnuet '). ". oa a prara da Independencia lnjs de Btrtfa
Numero 37 e 3S.
CAMBIOS no da 4 magosto.
compra venda.
Cambio iohre I.omirea % d. nominal
y m Paria SSOroap.fraaoo*
Liaboa MU ,,., I no da or,
Moeda de robre 4 por 1W) de ilesronlo.
dem ile letras He boas firmas Ir a 1 e \.
Ileseoniode Inlh. da Alfand-ja'l a i
met.
Ocao-Motdad. 6.400 V. 15,900
,. N. 15,80 J
. da 4.000 8,800
PllaTl Palares 1,H?0
ii Peoa *'>lunniaraa I.S20
o dito Mexicanoa 1,8 0
. niuda l.<540
16.10(1
16.0UI
OOfi
1.840
1.840
1.H40
If.KO
Pleamar rio
l."a 3 horas i
'i, a 4 horas
(fia de Agosto.
i m. da man1'-1
(> m. da tarde.
P1IASES DA LA MO MF.7, DE AGOSTO.
La Nova a I -- i* 0 horas e U ai. da lard
Qnarl. rese, a 13 -- al 3 hora e 4 m da manh.
I.ui cheia 0 -- i 11 hoia 50 m. da lard.
Quart. rainR. a 'l'J --ni I horaa e 30 ro. da manh.
ARIO Df

3
.NA MR CG O.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTO 1)0 DA 2. DO COMIENTE.
OITicio Ao Inspector d;t thesouraria ta fa-
zentla devolvendo os documentos que a-
companlirao oseo officio do lionlem sobre os
vencimentos do ex sargento Francisco Xavier
.Malinas, c soldados Francisco Venancio de
Souza, e Joze da Hora; ordenando, que man-
de pagar 9omente o que se cstiver dever a
os dous referidos soldados entregando a sua
importancia ao commandanle do 5. halalho
d'artilharia p segundo requisita o com-
mandanle das armas ; esignificando-lhe, que
nao lem lugar o pagamento do supracilado ex
sargento por j havor receido todos as
seos vencimentos como consta da sua in-
formacAo.
Dito Ao commandanle das armas, com-
munieando-lhe o con leudo no antecedente of-
ficio.
Dito Ao inspector do arsenal de mari-
nha nulorisando-o para nomear o piloto E-
duardo Augusto de Colisa lint de servir na
escuna = Lebre = durante o impedimento
do oflicial que por doente aclia-se recolhido
respectiva enfermara.
Dito Ao coronel cliefe da legio de S.
Anlo determinando que vista da re-
lajo que lite for remanida pelo delegado de
polica d'aquello termo mande dispensar do
servico dos ba (aHies que pertence os
ollciaf.s da guarda nacional do seocomman-
do que seachao nomeados inspectores de
quartorao.
Dito Ao supramenconado delegado in-
lelligenciando-o da expedieAo da procedente
ordero.
Dito Ao major Antonio Gomes Leal, di-
zendo que lica na intclligencia de baver S.
ni. mirado no exercicio do lugar do director
interino do arsenal de guerra.
Dito Ao inspector da thesouraria da fa-
zenda ordenando que envi a secretaria
copia da con ta do que sedespendeo coma
compra dos livros c mais objectos que fo-
ro Torneados secretaria de polica im
de ser rometlida ao ministerio da justica.
Illms. Snrs. ss Foi presente S. Exc. o
Sur. Presidente da Provincia a expsito dos
sentimentos de ordem respeito, e adhesao,
que ao Governo de S. M. o Imperador con-
sagro os membros d ossa Ilustre corporaQSo,
e o mesmo Exm. Sur. me encarrega de de-
clarar Vv. Ss. que sendo-lhe mu agra-
ve I aoxpresso de tacs sentimentos espera,
IFOLMiTlI
O .NOIVO DF. ALM-TFMIJLO. (*)
Isso que me dizeis, mil vezes m'o disse a
mim mesiUO mas tudo cede verdade que
presencie! ; se vos nao basta o que alfirmo ,
aqui tondas a prova, aqu lendeso billicte que
seacbou no aposento de miaba prima.
O bilbele disserio todos horrorisados.
Guilherme estendeu a mfto para recebe-Io;
neste instante tres pancadas quasi ao mesmo
lempo retumbarao na porta.
Quem a esta hora estar batendo ? dis-
se Guilherme. Vai, Gertrudcs, ni ver quem
ser e o que qner.
( ) Vid. Diario N. IG, c 166,
que em lodos os lempos a inbro corpora-
co acadmica dar como agora, decisivas
prono de amor ao nosso Augusto Monar-
cba, e de inttresse pela causa publica =: Dos
Guarde a Vv. .Ss. Secretaria da Provincia de
Pernambuco T0 de Julho de 181-2 = Illms.
Snrs. Eiicarregados da corporagao acadmi-
ca de Olinda. No impedimento do Secreta-
rio o Ollicial M.tior Antonio Joze de Oli-
ve ra. =
GOMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DI.V 2 r0 CRREME.
Ollicio Ao Exm. Presidente, dando a in-
formaco que pedir sobre o fornecimento de
patrullias rondantes de cavallara.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. comnui-
nicando-lhe que por commodidade das pra-
as da for(;a destacada em Olinda manda-
das encorporar ao balalho de nfanlaria de
guardas nacionaes desta capital para nel-
le fazercni o servico da guarnigo ordenara,
que taes prayas se considerario adddas co-
brando seos vencimentos pela dita fortja, sen-
do rendidas todos os mezes ou de lo em K
dias como melhor conviesse ; devendo faze-
rem o servico com o seo proprio fardamento.
Dito Ao commandanle superior da guar-
da nacional desle municipio communican-
do-lhe que o loque de recolher partira de
hora em diante da nova residencia do Gover-
no no campo do erario o nao da guarda
principal romo era costume o que neste
sentido hotivesse de dar suas ordena sos cor-
pos da guarda nacional desta cidade.
Dito Ao major commandanle da forca
destacada em Olinda, mandando lcar sem ef-
feilo a portara de 2K do mez passado o con-
siderar ligados a mesma forc;a do primeiro do
crreme em dianto tirando-lhcos respecli-
vos vencimentos as 50 praQas que foro
mandadas para o balalbo de infantaria de
guardas nacionaes destacado devendo-as
contar em servido no mesmo ba tal bao.
DitoAo lenle coronel commandanle
do batalbao de infantaria de guarda nacional
destacado mandando ficar sem ell'eito o ofli-
cio de 28 que tractava das 30 pravas parlen-
cenes a forca d'Olinda e considerabas add-
das desde o primeiro do corren te certo que
os vencimentos de taes pracas serio cobra-
dos pela forga de Olinda.
Dito Ao Tenenle Coronel Commandan-
le do Dalalbo Provisorio, ordenando-lbc que
lemettesse a f de ollicio do soldado Francis-
co Joze Domingues que bia ser proposlo pa-
ra reforma.
Igu'aes exigencias se lizora ao Comman-
danle interino do 3. Balalbo de Artilheria ,
a cerca da f de olicio do soldado Joze do Car-
ino de Olive ira, c ao Commandanle do De-
posito sobre os dos soldados Joze Francisco
dasCbagas, Joze Manuel de Oliveira Fran-
cisco Xavier de Couto c Antonio Rodri-
gues 2.
Dito Ao Delegado do I. Districto do
Termo desta Cidade dizendo-lbe que assen-
tara praca orecruta JoAo Antonio que re-
metiera com sen ollicio desta dala.
INTERIOR.
IIIO DE JANEIRO.
Agora ebega nm sugeito que deixou o Fei-
j na ponte do Anastacio =s duas leguas
distante desta Cidade. File vem dizendo
niuitos disparatese asneras, como por exem-
plo:=iquc fof niu acabar-se lo depressa o
brinquedo= que nao be mais Pjtulista ; por
que Paulista quer dizer gente vil cobarde ,
indigna ove. !
os rimaos dosr. i-eij em l858r
Sr. Fditor da "Senlinella". Entre os mc-
us papis velhos deparei com o excmplar im-
prosso que I be envo da exposic/io de
principios que, em2lde outubrode 1835,
fez aosBraseiroso Sr. Diogo Antonio Feij ,
como regento do imperio a qual foi assig-
nada pelo ministerio de ento de t|iie fa/.ia
parte o Sr. Antonio Paulino I.impo de Abren.
E porque n'ellu vejo consignadas certas ideas
com que mujto simpalliisa ; rogo-lbeo obse-
quio de transcrever na sua folba se nao (oda
a nlrega d'aquella peca ao menos os perio-
dos que vilo sublinbados por que sao os de
queeu mais gusto na presente conjuntura ;
peisiiadmlo-me ijiie com isto fago UBI servigo
ao nieu paiz despertando assim em militas
pessoas de boa f certas ideas de que parecem
estar totalmente esquecidas.
Son sen atiento venerador.
Crn Carranca
K Braaileiros Collocado no governo pe-
lo voto nacional ineu dever expr-vos chi
franqueza os principios que dirgelo a actu-
al administrarn, e manifestar-vos os senti-
mentos de que ella se acba possuida com re-
leerlo causa publica.
A Constituigao do estado a le suprema a
que tanto os tidados como o mesmo gover-
no devem prestar culto e bomenagem por
ser a expresso da vontade geral : ella e o acto
addicional sero religiosa e muilo lealmente
observados. O governo longe de disputar as
provincias o gozo de vantagens que a reforma
Ibes outorgou ser o primeiro em mantel-as
lilteralmente instruindo convenientemente
aos presidentes como seus delegados para
que o espirito e a marcha da administradlo se-
Eu disse Gertrudcs. tremendo; eu ?
Vejo que lens medo bem, irei eu !
Ab mcu pai! ineu pai por quem sois,
deixai que balo nao de abrir: sao mais
de dez horas se for....
Onoiro! lauto melhor mais cedo o
conbecerei.
O noivo nao : mas se forem ladroes .
Evilo-!hcso trabalho de me arrombarem
a porta indo-Ibes abrir : v como balem !
Ladrfiesno fazem tanta bulla.
velho levantou-se foi abrir e vollou
acompanhando um homem bastante alto ma-
gro e todo vestido de preto.
Ao ve-lo lodos estremeccrao j um secre-
to presenlimento d zia-lhes que esse devia ser
o esperado noivo ; e que talvez....
Senbor, disse Guilherme sua inespe-
rada visita, desejava saber com quem tenlio
a honra de fallar.
Estacarla vo-lo dir responden elle
apresentando-lbe um papel que lirn daalgi-
beira.
Guilherme abiio-a e ao ver-lhe a assina-
tura :
Ah disse do meu correspondente
de Francfort; sois sem duvida suu lilho '.'
O mogo inclinou a cabeca em signal de as-
sentimenlo. Guilherme conlinuou a ler e
qoando cencluio :
Vosso pai disse me parlecipa que de-
vieis fazer viagem apressada para chegar no
para Francfort, onde vos chamao deveres que
vos noconsentem longa auzencia: bem, ludo
se ananjar : ficai aqui com minlia familia ,
emquanlo mando-vos preparar o aposento em
que deveis passar a noitc. Augusta aqui
tens ten noivo faze-lhe companhia.
Angosta ergueu ento os olhos para sen
noivo ; ella o vio pal ido e macilento vie-
rao-llic sem duvida i idea as historias de lien-
rique \ ella estrmeceu fri suor banhou-
lin: as faces e a languidez do desmaio a fez
cahir sobre una cadeira que Henrique Ihc
havia ehegado; sua mai eslava j i ao p della
jam francos e unifrmennos a eslo respeito em
todo o imperio.
A escolha de empregados pub'icos amigos do
nossas inatitugoas caracterisada pela sua
probidade e aptido ser um dos principaes
cuidados do governo : elles sero aproveitados
aonde qner <|ue se enconlrem quaesquerquo
lenhain sido at agora as suas opinios ou o
partido a que tenha pertencido. Todo o Bra-
silciro tem dircito aos cargos pblicos urna
vez que alm dos ou tros requisitos que a le
possa exigir seja dolado de talentos e virtu-
des.
A primeira necessidade de um governo o
carcter de eslabilidade. Nem os seus prin-
cipios inudarAo nem empregado algum seni
removido por declamacoes vagas ou por in-
trigas seinpre perniciosas. A demisso ser
precedida dfl exactas informales e s ter lu-
gar quando fallecer inleiramente a esperanza
de correceo.
O homem de probidade de ve considerar-so
seguro ne seu posto: ella encontrar nogo-
varno forte protector contra a malsdicencia o
a calumnia.
A Religio base da prosperidade publica e
individual, verdadeiro apoio das leis solida
garanta da moral. ser mantida e profunda-
mente respeitada. O tribunal, porem da
consciencia ser imperscrutavel ao governo ,
c o homem religioso poder, debaixo da pro-
teceao da constituicAo, fazer livre uso dos
principios que a sua ra/Ao Ihe ditar.
ts&- u A mpunidade de ve cessar: a tran-
(|iiilidadc publica deve descangar sobro bases
mais lirmes e seguras. O governo ser.infa-
tgavel em promover a execugo das leis pe-
naos : cumprc que o cidado pacifico o ho-
mem honesto nao esteja discrigao do tur-
bulento o do perverso. Todo o habitante do
imperio encontrar no governo asilo opprcs-
sao : elle he o protector dos seus diretos.
A marinha e o exercito sera convenionlc-
menle organisados. O governo deve ter
sua disposic/io os meios necessarios para fazer
respailar as leis e executar a vontade nacio-
nal. Nao ser esquecida a sorte de tantos of-
liciaes desamparados sem esporanga de ac-
cesso.
A arrecadaco das rendas publicas far-sc-
com zelo, mas sem yexame; e a mais seve-
ra economa as despezas convencer os Bra-
zleiros de que nem o patronato nem con-
sideragdes pessoaes regulam a partilha desso
deposito de parte de sua fortuna que smen-
le ser applicado s necessidades do estado.
Nossas relagoes internas sero mantidas e
ampliadas ; mas o governo estar firmemente
resolvido a nao sacrificar em caso algum a
honra nacional. Nunca ser provocador;
mas sustentar sempre dignamente osdirei-
fazondo-lhe respirar ses estoeuciasaromti-
cas liinpando-lhesas faces.
Confianga, disse-lhe Henrique chegan-
do-se para ella, conianga: no silencio da noi-
le o pensamento de vosso pai oceupar-sc-ha
com a.s histerias que Ihe contei, e mui des-
granados seremos muita forga do alma ter
se pudor resistir. Conianga muitos recur-
sos anda temos se nos este falhar.
Augusta vollou para elle seus olhos em
quedominava urna incflavel expresso de ter-
nura o gratido; o mancebo despedio-se de
todos e retirou-se.
Filho doconslrangimenloem |ue todos sa
achavo, triste silencio reinou na sala. O
recem ehegado estranhando sem duvida o
modo com que o recebio, vendo que nao pro-
ferirlo urna palavra sequer, nem suanoiva,
nem sita futura sogra vendo mesmo a es-
pecie de averso que sua presenca causa-
va como que se arrependeu da diligencia
que havia feito e acanhado nao sabia como
ineelasse a conversado ; felizmente vol


/
<

tos de urna nago briosa corto de que os
Brasileiros sabero acudir s reelamaces da
honra e do dever.
A agricultura merecer ao governo especi-
al allengo. Olavrador, ntrenos, igno-
ra anda os primeiros principios desta arte ,
que tantos progressos lem feito entre outros
povos, e por meio da qual espera o governo
que os Brasileiros aprendam a aproveilar os
thesouros com que a natureza os enriqueceu ;
e que apparecendo por toda a parte a abun-
dancia nao tenham que envejar a povo al-
gum sobre a trra. A' abundancia seguein
de perlo a industria a sabedoria a rique-
za e com ellas a publica prosperidade. A
prudente introdcelo de colonos tornar
desnecessaria a escravatura e com a ex-
lincco desta muito lucrar a moral e a for-
tuna do cidado.
Prescrutando cuidadosamente todos os de-
feitos e abusos que possam existir nos diver-
sos ramos da publica administrago o go-
verno ser solicito cm applicar ou propor as
providencias e medidas que forcm aconseja-
das por um espirito circumspecto de re-
forma.
u Brasileiros O governo fiel ao seu
dever, promover com assiduidado e desvelo
a prosperidade publica e pela exacta obser-
vancia da constituioao c das leis empenhar-
se-lia em tornar a monarchia constitucional
cada vez mais digna de vosso amor e venera-
gao. Ella he a garanta mais solida da paz e
seguranga que to propicias sao aos progres-
sos da industria e da rivilisaco e aodesen-
volvimento dos prodigiosos recursos do nosso
abengoado paiz.
Brasileiros Os poderes polticos do esta-
do sao delegacoes vossas : cumpre respeitar a
vossa mesma obra. Sem venerado s leis,
sein respeito e obediencia s autoridades pu-
blicas nao pode subsistir a sociedade : a fe-
roz anarchia abandonando o fraco ao forte ,
o pequeo ao grande o desvalido ao pode-
roso devora em poucos das o povo que sa-
code o suave peso das leis e desconhece as au-
toridades. Reuni-vos por tanto em torno do
governo, e coadjuvai-o nos esforcos que ha
de empregar para consolidar a vossa felicida-
de e a gloria da patria.
Palacio do Rio de Janeiro em 24 de Outu-
bro de 1835 dcimo quarto da Independen-
cia e do Imperio. = Diogo Antonio Feij =
Antonio Paulino Limpo de Abreu. ss Mnoel
Alves Branco. = Manoel da Fonceca Lima =
Minoel do Nascimento Castro e Silva.
(Sentinella da Monarchia )
As cartas do Padre Feij.
A insolencia e estupidez do estadista do
inslincto se niostra sem rebugo as cartas
que esereveo ao Exm. Baro de Caxias im-
pondo-lhe condiges para um tratado de paz
com o Imperador E' forte mana a d'este
Padre de querer sempre hombrear com os
principes da Ierra-, na regenciadiza-se bom
irmao c primo dos soberanos da Europa; ago-
ra rebelde com as armas na mo ergue-
se como potentado e quer fazer tratados E
prope suas condiges quandoa desmorali-
saefio eslava em suas fileiras quando a mor
parte de seus soldados deserlava e abandona-
va a bandeira da revolta basteada sobre a
illuso c a fraude !
Eslranha o Padre Diogo Antonio Feij que
o Sr. Luiz Alves de Lima ( Baro de Caxias)
marchasse contra elle como quem langa em
rosto.uma ingralido ; persuadir-se- o padre
que todoa os homens devem ser como elle,
dominados pelo orgulho e pelo demonio da
anarqua ? Deve-ro todos ser rebeldes s por
que o eslontcado cx-regento levanta os povos
contra a consliluigo o contra o M.marcha?!...
.Nada porem he tao ridiculo to es-
tpido como a remessa do peridico que re-
ifigia em Sorocaba lisogeando se lalvez que
o chchopalavreadodo redactortoria bastante
a resolver o Baro de Caxias a abaldonar seus
deveres, para manchar-so com urna traigo.
Deus d-ijuizo a este padre, cada vez mais
estonteado, mais inconsequente, e mais per-
verso!...
GOMMUNICADOS.
tou Guilherme para terminar esse supplicio
que todos parlilhavo.
Vosso quarto est prompto meu ami-
go haveis de estar cansado depois de to
apressada viagem : quando quiserdes podis
retirar-vos.
O noivo deu*se pressa de o fazer, certo
que punco Iheaprazia a scena muda que llu-
via representado.
Que isto minha filha, que to aba-
tida te acho ? sao as historias que nos con-
tou Henrique que te assm perturbo? nao vs
que todo o que nos contou sao....
Ah meu pa reparastes em seu sem-
blante to lvido na vozsepulcliral com que
vos fallou, no seu ar de constrangimenlo pou-
eo natural? reparastes na cliamma de seus o-
lhos e na horrivel mellancollia que Ihe entris-
teca o semblante? ah que para mim recejo a
noite de Clementina e da prima de Henrique.
Desterra, minha Augusta, essas ideas,
nao te ueixes ir a futeis recejos ; repara me-
Jhor em leu noivo vers que elle nada (<-m
La lyrrannie n'est aujourd'hui craindre
que de la part des demagogues. ( Boyer-Co-
lard. ) Hoje s he de temer a tyrannia dos
demagogos.
So por urna parle he para lastimar a loucu-
ra dos revoltosos de Sorocaba e Minas ; poi-
que em fim somos todos Brasileiros todos
irmos e corre-nos obiigaco de sentirmos
os males communs ; por outra asss nos deve-
nios comprazer de espirito de ordem, que fe-
lizmente reina em o nosso Pernambuco. He
verdade que nao fallo tambem por c des-
sas almas turbulentas, e despeitosas que
muito desejario seguir o movimenlo revolu-
cionario d'aquellas duas Provincias para cu-
ja execugo nao tem deixado de haver ensai-
oe e horrorosos planos em seus clubs &c.
&c. : mas gragas incansavel vigilancia do
Exm. Baro Presidente gracas s*suas enrgi-
cas providencias e gragas finalmente ao bom
senso dos Pernambucanos, Indo se tem malo-
grado e as sedigoes vo como que abortando
no nascedouro.
E para que se concita o povo i' Para que he
arremegar-nos na medonha voragem da guer-
ra civil ? Para que S. M. o I. dimita o ac-
tual Ministerio Mas onde iramos parar o
que seria do Throno Brasileiro o que licava
sendo a mesma Constituigo do Imperio se
os Ministerios estivessem discrgao dos fac-
ciosos, e houvessem de ser nomeados, ou di-
mittidos nSo por espontenea vontade do Impe-
rador ; mas forca d'armas e por meio da
rebelio ? E anda ouso apregoar-se patrio-
tas exclusivos e sustentculos da Constitui-
go do Imperio homens, que assm querem
apunhalar nos seus mais vitaes principios a
mesma Constituigo ? Se esta fica infringida
com a mais leve onVnsa a os direitos de qual-
quer cidado ainda da nfima classe como
ficar attentando-se conlra um dos mais sa-
grados e importantes direitos do Poder Mo-
derador que he lodo pessoal do Monarcha i1
A nobre Opposigo deve rejetar de seu cir-
culo a homens de semelhantes principios e
de tal proceder ; por que elles nao sao oppo-
sicionistas polticos, comosedizem, e he in-
dispnsavel que hajo no Rgimen Repre-
sentativo ; sao especuladores sao demago-
gos furiosos sao turbulentos republiqueiros,
que com o manto de Constitucionaes preten-
dem imbair o povo cavar a ruina do Thro-
no, fraccionar o Imperio, desmembrar as Pro-
vincias e plantar o seu efemero podero so-
bre monlOes de cadveres. A revolugo he o
ultimo recurso dos povos depois d'esgotado
o calix dosoi'rimento em osGovernos despti-
cos : mas em o Rgimen Constitucional Be-
presentativo he inteiramenle excusado esse
remedio extremo ; e quem promove revolu-
goes he um louco furioso ou um perverso
completamente desmoralizado que merece
ser reprimido e castigado com todo o rigor
das leis para segurdade dos cidado? industri-
osos honestos e pacficos.
O Brasil carece d'um Goveruo forte acti-
ve e enrgico sob pena de vermos as revo-
iugoes abrolharem do todas as parles e vir a
que justifique digomal que possa dara-
limentova credulidade. E'o filho de um
homem que conhego ha muito lempo um
joven que goza de geral estima. Confia no
amor de ten pai, que te nao ha de compro-
melter.
Augusta recolheu-se : sua mi a acompa-
nhou : Guilherme ento sentou-so ao p do
urna mesa, e descansando a cabega sobre suas
mos poz-se a medilar : depois de alguns
momentos de silencio :
Ser possivel disse, issoque nos con-
tou Henrique ser verdade a razo me esl
dizendo quo nao crea que absurdo ; mas
o amor paterno me diz que, mentira ou ver-
dade nao devo arriscar asortede minha fi-
lha. Que eu conduzir minha Augusta ,
minha nica filha ao supplicio o mais br-
baro a mortc mais cruel eu leva-la ao
llialamo conjugal onde em vez do esposo ,
encontrar um verdugo Nao, esse casamen-
to ser adiado guarda-lo-hemos para outro
jda para outro mez e se elle nao o filho
I
ser inevitavel a dissolugo do Imperio. Um
Governo tolerante, condescendente limido,
e. fraco nao he Governo, he mais um elemen-
to de ruina, he urna calamidade publica mor-
mente em um paiz como o nosso que des-
gragadamente principia por onde muitos tem
acabado. Por urna parte a demasiada hono-
mia das nossas leis criminaos e por outra a
impunidade dos delictos tem-nos cavado um
atysmo do qual s nos pode desviar a mo
poderosa d'um Governo forte, que tome a
peito a salvago da Patria. Ora tal Adminis-
trago necessariamentc tem de descontentar n
muitos que llie consagro um odio implaca-
vel. Mas caso o Governo cometa faltas, e
erros caso se desearreic do caminho da Lei,
ah esl a imprensa livre censurem os seus
actos com a devida decencia, e sem calumnias,
denunciem-o a opino publica que elle per-
der a forga moral e ser dimitlido pelo Im-
perador mais empenhado que ninguem na
felicidade dos seus subditos.
Por mais que alguns descontentes vozeiem
por ahi, que em Pernambuco a imprensa es-
t muda o coacta eu sustentarci que he
isto um aleive urna calumnia. Apparega
um s fado do qual conste que o Governo
Provincial haia posto o menor estorvo liber-
dade dos prelos. O Exm. Baro Presidente ,
este nosso benemrito patricio nada teme cer-
tamente da publicdade de seus actos. Seu
amor sua adheso ao Imperador e s Ins-
tituiges do seu paiz sua prudencia e mo-
derago c o bom acert de suas medidas ad-
ministrativas sao sobejos motivos para que
elle seja sobranceiro a ludo quanlo contra o
seu governo posso dizer os seus desatleicoa-
dos e inimigos. S nao escreve quem nao
quer pois qualquer pode ter a sua typogra-
phia : e se os donos das que existem nao tem
querido acceitar certas correspondencias e
censuras he por que estas sao escripias com
o fel das injurias e calumnias e nenhum
quer desacreditar osen estabelecimento. Se
h individuos to ousados e poderosos que
no silencio das trevas podem tramar sediges,
e encubar planos horrorosos. .; por que nao
sahem a terreiro com um peridico s seu e
de franca e leal opposigo ? Parece que
muito se temem do conflicto e que na dis-
cusso nao venlia a tornar-se cada vez mais
brilhanle e glorioso omerilo do Exm. Ba-
ro. Se houver quem o censure, muito mais
haverquem o defenda e ento melhor se
apreciarn as suas boasqualidades, e serviros
relevantes.
Que bens nos podpm trazer os perturbado-
res do nosso socego que felicidades nos po-
dem daresses homens que nos pretenden)
arremessar no golfoinsondavel da urna re-
volugo cujo paradeiro escapa a todos os cal
culos humanos ? Que cidado honesto nao
recua assustado simples ideia d'uma revolu-
go no Brasil ? Nao bastar o fatal exemplo
dos nossos vizinhos das novas Repblicas do
Sul ? O demonio das revolugoes tem reduzi-
do ultima penuria esses paizes outr'ora to
prsperos, e florecentes. Nao vemos que
ainda apezar das maiores vigilancias da Po-
lica apezar da forga que s por si exerce
o neme o prestigio do Imperador os assas-
sinios pululo de todas as partes? O que seria,
se se desatassem esses lagos to poderosos ,
se ficassemos em fim entregues discrigo
dos ficciosos e a os furores d'uma revolu-
go ? Mens meminisse horret.
Finalmente sejo quaes forem as faltas
d'um Ministerio s ao Imperador compete o
dimitti-lo e nunca a um pugillo de sedicio-
sos e descontentes sob pena de ficar o
Throno reduzdo a urna perfeita nulidade e
conseguintemente acabar-se a Monarchia, e
sernios victimas de lodosos caprichos de to-
das as desordena de lodos os males da de-
magogia.
L. G.
Quando em 1824 a guerra civil deyaslava
osla bella Provincia quando ninguem ousa-
va dar azilo aos vencidos, a quem com ar
carrancudo saapontava, como termo de seu
destino pristes ferros, desterros e cada-
falsos ; um homem appareceu entre nos ,
mandado pela'Providencia que tomando a
peito a arriscada, e de/.amparada cauza des-
ses infelices, deu-lhes azilos dinheiros ,
transportes, salvou-lhes finalmente as honras,
e as vidas, sacrificando com essa conducta
toda sua fortuna e comprometiendo para
sempre sua sorte Este homem he o snr.
JozephRay, dignissimo Cnsul dos Eslados-
Oidos d'merica Elle aqui vive mas co-
mo ? Somente suas virtudes o nao abando-
naran e esses aclos grandes e generosos ,
que esto estampados em nossos corages e
que passaro indeleves a histeria como ex-
emplo raro de virtudes. Invejozos de sua
fortuna e da muila gloria que Ihe granga
sua nobre conducta vis intrigantes entes
dispreziveis tem promovido a ruina completa
de sua caireira commercial; o snr. Ray em
quanto elles assim obrao; nem se queixa !
Nao contentes seus nimigos ainda nao po-
dendo olendel-o ueste Paiz onde he ge ra-
mente de eorago amado, e respeilado vo
compromettel-o perante o seo Governo ,
e obtem inesperadamente a nomeago de ou-
tro para o Consulado, que elle to dignamen-
te exerce ; c o snr. Ray nem se defende !
O seo inimigo ligadal he nomeado para o
substituir ; e o snr. Ray cruza os bragos ,
ecala-se! Nao nos calaremos nos, que somos
teslemunhas de suas virtudes, como desses
iniquos planos que tantos danos Ihe accar-
reto. Nos votaremos se he possivel, ao
snr. Ray mais estima e devogo ; e aos seos
detractores desprezo eterno. Vos Pernam-
buco todo dizei se no longo periodo de mais
de 20 annos, que o snr. Ray existe entre nos,
nao ha provado ser um homem de eorago dos
mais bem formados que produzio a nalure-
za ? Se nao he elle dos coslumes os mais do-
ces entre os da mais adiantada civilisago ?
Se nao tem fielmente cumprido todos os seos
deveres e como Cnsul de sua Nag5o ? Di-
go lodos ; e vos que sois seos inimigos di-
zei que ten des a oppr ? Suas virtudes ,
que vos devorao e maltrato Nos vos com-
prehendemos! Mas porque nao perguntaes
tobnm ; que somos nos ? Bem sabis que
vosso carcter u coslumes nao rezisle a menor
analyze! Comparados com o sr. Ray eala-
vos ; escondei-vos; confundi-vos nao nos
incommodeis; nos tratamos da virtude dei-
chai, que a vi ilude receba nossas adoragoes,
e respeito e nao venhais intarromper nossos
cultos ao merecimento verdadeiro.
NOTICIAS ELEITOltAES.
de meu correspondente se o noivo.... Mas
que inda me canso com argumentar com
possibilidade Dsr eu crdito a historias que
s servem para metter medo a criangas e
sacrificar a amisade oconceilode que gozo
a vaos receios Que dir de mim a gen le sen-
sata se souber que por puerilidades por me-
do de almas do oulro mundo deixei de casar
minha filha com o filho de um meu amigo i'
Servirei de ludibrio serei escarnecido por
quantos me conhecerem Nao, o casamento
ha de ?ffectuar-se.
Guilherme levanlou-se eapagou as velas ,
que accesas chegada do noivo ainda ar-
dio e recolheu-se para seu quarto.
Que noile horrivel que passou mil confu-
sos pensamentos agitavo-lhe a abrasada ca-
bega ; ante seus olhos hediondos espectros,
a seus ouvidos soni de risadas ; entre ellas
parecia-lhe ouvr a voz de Augusta que o
implorava : Meu pai dizia meu pai !
E para evitar esses tormentos que o acco-
mettio apenas hia adormecendo o velhoj
Eletoresda freguezia
Os Snrs.
.loo Cavalcanle de Albuquerque.
francisco de Olanda Cavalcante.
Francisco Cavalcanle Jaime Galvo
Sebastio do Reg o Albuquerque.
Joze Mariano de Araujo.
Joze Filippe Salvador de Vazconcellos.
Luis Si vir i ao Marques Bacalhau.
.loo Alves Pragana.
Reverendo Sebastio Joze Ribeiro Pessoa. 587
Manoel de Fraga Vieira. 58b'
de Araujo Cavalcante. 580
de Iguaragu.
Votos.
661
609
5 591
591
588
587
587
Bazilio Gomes Pereira.
585
erguia-se do leito e punha-se a passear no seu
quarlo : quera dislrahir seu espirito e nao
podia. Elle via sua Augusta envolta n'uma
moilalha via ao lado della um esqueleto a-
uiinado e urna voz medonha retumbava-lhe
os ouvidos : Incrdulos aprendei a conhe-
cer- me.
Assm passou toda a noite ; s ao amanhe-
cer o dia pode por fim conciliar o spmno : a-
penasacordou a primeira cousa quereos o-
llios encontraro foi o bilhele que Henrique
Iho havia dado para prova da existencia do
noivo d'alm-lumulo ; o velho em sua insom-
nia o linha lido mullas muitissimas vezes;
elle ainda o tornot a Ir.
Minha Augusta, disso nao, nao que-
ro que em ti se verifique essa tradigo Com
t;'io funestos auspicios nao celebrarei leu ca-
samento, guarda-lo-hemos para maisoppor-
luna occasio. Escandelise-se embora esse
que deve ser teu noivo, rompa o projeclado
consorcio, embora Com meu dinheiro, rom
sua fbrmosura minha Augusta nao sollie-


>
583
580
580
379
579
57
578
577
574
570
570
368
508
505
550
550
550
550
3*8
5*7
515
5i5
545
5*5
520
500
488
470
402
375
Raimundo Nonnato de Araujo.
Jo:'.o Joaquim da Fonceca Galvo.
Urbano Joze d Mello,
pelis da Cunha Tcixeira. -
Doutor Joo Joze do espirito S. Lopes.
Antcro Jo/o de Mello.
Juo Cavaleante de Laccrda.
Antonio Cordciro Falcfio.
I.uis Ignacio de Albuquerque.
Antonio Luis de Couto Jnior.
|)r. Luis Duarle Pereira.
Manoel Joa(|iiim da Fonceca Galvo.
Joo Amando de Souza Rolim.
Vigario Jozo Joaquim Lobo 'Alberlim.
Joaquim Jozo Pessoa de Mello.
Pedro Alexandre de Mallos.
Manoel Cosme Fcrreira.
Joaquim Jo/e da Fonceca Galvo.
Cosnio Joaquim da Fonceca Galvo.
Herculano Francisco Bandeira de Mello.
FYancisco Das Leite o Albuquerque.
Antonio da Molla Teixeira.
Kstevo Paz Brrelo.
Antonio Joaquim da Fonceca Galyo.
Antonio Gomes Ferreira.
Cosme. Joaquim da Fonceca Galvo Jnior.
Adolfo Manoel Carneiro de Araujo;'
Joze Pedro Carneiro da Cunha.
Francisco Antonio de Castro. -. r
Reverendo Herculano Joze Gomes' Pa-
checo.
Francisco Chavier Dias.
Eleitores da freguezia de Una.
Os Snrs. Votos.
Francisco de Barros Reg. 123
Eugenio Noberto Alves Ferreira. 117
Joze Luiz de Caldas Lins. 112
Padre Joo Baptista de Albuquerque. 103
Manoel Gongalves d'Azevedo. 100
Antonio Venancio da Silveira. 99
Vigario Joaquim Joze d'Azevedo. 98
Manoel de Birros Aciole. 89
Paulo de Amorim Salgado. 80
Manoel de Hollanda Periquito. 70
Joze Antonio Pessoa de Mello. 71
Belizario Adolfo Pereira. 69
Manoel Frazo Castello Branco. 68
Francisco de Paula Marinho Wanderley. 67
Antonio Vieira Fialho. 06
Francisco de S. Thiago Ramos. 01
Joo Vieira Fialho. 59
Joo Mauricio Wanderley.
Joze Noberto Castello Branco.
Pedro Ignacio Wanderley.
Eleitores da Freguesia do Cabo.
Os snrs. Votos.
Francisco Paes Brrelo 862
Aftbrigo Arthur de Almeida Albuquer-
que 560
I)r. Manoel Joaquim Carneiro da Cunha 539
Aanoel Nclto Carneiro Leo 858
Paulo Caelano de Albuquerque 552
J)r. Manoel Carneiro Lins de Albuquer-
quo o;>2
Estevo Joze Velho Brrelo 5*0
Di. Manoel Francisco de Paula Cavaleante 545
Pedro Velho Brrelo 519
Antonio de Paula Souza Leo 512
Joaquim Manoel do Bogo Brrelo 510
Pedro do Albuquerque Lins c Mello 489
Manoel do Carino Cana de Assucar 489
Manoel Joze de Siqueira 480
Ignacio Francisco Vieira de Lcenla 475
Manoel Netto Carneiro Leo Jnior 409
Manoel Caldas Barrptq 454
Manoel do Reg Barros 454
Antonio Januario PaesBarreto 430
Joo do Reg Barros 409
Joaquim Aurelio Pereira de Carvalho 408
Sebastio Antonio do Bego Barros *08
50
55
r falla de noivos. E para que chegou elle
to macilento e pallido....
Ao proferir estas palavras elle sentio que
Ihe batas porta foi abri-la, e recuou so-
bresaltado Era seu futuro genio: o mancebo
entrou: Guilliermenem se lembrou desauda-
lo. Depois de alguns minutos de silencio :
Sabis explicar-me senhor disse o
mancebo o modo extraordinario com que
me tratoem vossa casa ? Quando me avis-
lo vossos fmulos me fogem 5 hontem vos-
sa ilha quasi que desmaiou com a minha
chegada : vossa mulher nem um olhar teve
para mim : e agora vos mesm estremceles
com minha presenga. Quiz esl manh dar
um passeio todos os que encontrei viravo-
meosolhos, alguns ouvi que me exconju-
ravo e urna velha ouvi dizer que apon-
lando-me dizia para urna visinha : E' o
genro do snr. Guilherme o noivo d'alem-
tumulo !...
Guilherme nao sabia como responder-Ilie ;
emim animando-se;
Manoel da Vera-Cruz Lins o Mello
Finnino Pereira Martina
Antonio Bandeira Carneiro Lean
Antonio Joaquim Airea do Nascimento
Francisco Manoel de Siqueira
Francisco Paes Brrelo Jnior
Joaquim Manoel Carneiro da Cunha
Antonio Francisco de Paula Brrelo
Manoel Joaquim do Reg Brrelo
Joaquim Thcodoro ta Silva Smiles
Joo Paes Brrelo de Lacerda
Antonio Bibeiio de Laccrda
Francisco Joze da Costa
Jo/e Cordeiro de Carvalho Leite
Francisco Xavier Mondes da Silva Junior
Francisco AHongo Ferreira
Bento Joze Lcmenha
Estevo Joze Paes Brrelo
Luiz Francisco Paes Brrelo
401
598
594
592
378
358
307
502
5(12
291
291
280
281
2711
27!
270
269
263
238
F ACTOS DI Vi:BSOS.
Na noile de 5 para 4 do correnle. foi prezo
pela Polica desta cidade um individuo a caval
lo bom armado com um taino sobre o hom-
bro do poucos dias e suppoem-so ser um
dos assassinos escapados das cadeiasdasA-
lagoas.
No dia I. do correnle foi espancado aosair
da Igreja de S. Francisco de Olinda um es-
ludanle por dous companheiros seus.
COV1MERCIO.
ALFANDEGA.
Bendimento do dia 4 de Agosto 5:035ji8I5
MOV MENT DO PORTO.
NAVIO SAHIDO NO DIA 3.
Parahiba 5 Barca Ingleza Rriscilla ; Cap.
Taylor ; carpa assucar algudo, e couros;
passagoiros Inglezes S.'A. Beikluy e sua fa-
milia ; Frederioo Youk ; Joo Brondlenk.
Macei ; Hiate Brasileiro Esperanca do Ma-
ranho Cap. Manoel Joze Soares carga
diversos gneros.
SAHIDO NO DIA 4.
Bio de Janeiro ; Brigue Americano llannah ;
Cap. J. D. Smilh ; carga lastro d'areia.
DECLABACES.
no niun m'ascolta da opera Torvaldo e
Droliska do celebre M. G. Bossini : tercei-
ra parte a farga Manoel Mendes : quarla
parte scena eduOto novo a come frenar il
pianto da opera Gazza Ladra do celebro M.
G. Rossini.
Rafael Lucci procura todos os meios de
poder agradar a este respeitavel publico e
peda desetilp por algumas faltas involunta-
rias pelo que Rear eternamente agradecido.
O liilhetea acho se no mesmo Iheatro.
N. B. o espectculo ter lugar no dia mar-
cado nao choveudo de (i horas da tarde por
(liante ; e no caso de chover se Iranslirir ,
marcando o dia por esta mesma folha.
Principiar impreterivelmente as 8 horas e
meia.
AVI SOS MARTIMOS.
= Para o Aracaty segu viagem a soma-
ca Estrella do Cabo tem parte de seu carre-
gamento pronpto o pertende sahir a 17 de
Agosto ; queiu quizer frotar dirija-se a Ma-
I noel Joaquim Pedro da Costa.
= Para o Rio de Janeiro a barca brasilei-
ra Firmeza bem conhecida nao s pela velo-
\ cidado de suas viagens como pelos superio-
res com modos e bom tratamcnlo aos passa-
geiros segu cm poucos dias por ter a
maior parte de seo carregamento, para o res-
; tanto c passageiros e escravos a frete trata-
:sc com Antonio Francisco dos Santos Braga
' ra da moeda n. I 42 ou com ocapito da
mesma Nareizo Joze de Santa Anna.
X*T O Brigno escuna Americano B. F.
I.oper, forrado do cobre, o de primeira mar-
cha propo-se a seguir viagem para Luan-
da achando-sc prompto o seu completo
carregamento ; quem nolle pretender carrf-
gar pode ir inscrever a quantidade do volu-
mes na ra da Cruz numero 57 afim de ver
se convem ou nao seguir dito vaso tal des-
tino.
%& Para o Bio Grande do Sul sahir
por todo o presente mez o Brigue Paquete de
Pernambuco tem os melhores com modos
para passageiros e recebe escravos a frete ;
quem pretender qualquer das couzas enten-
\ da-se com Leopoldo Joze da Costa Araujo ,
no forte do mallos casa da quina da ra da
Lajpa no segundo andar.
AVISOS DIVERSOS.
CURSO PUBLICO E GRATUITO DE
CHVMICA.
Com as nogesde physica necessarias para a
completa ntellgencia dos phenomenoschy-
micos, pelo
DR. JOZE J0.VQUM DE MOItAES SARMENT.
CT As pessoas que desejarem seguir este
curso, que ser puramente de exposico
oral fundamentada em experiencias sen: for-
malidade alguma escolstica : podem compa-
recer na casa da residencia do Dr. Sarment ,
na ra do Hospicio sitio dos lees Domin-
go p. futuro, 7 do correnle, s 11 horas da
manh ; licando scientes que a essa hora im-
preterivelmente principio a primeira ligo.
T1IEATBO.
= Domingo 7 de Agosto terceira recita:
primeira parte representar-se-ha a comedia
em um acto Reinaldo e Catbarina : segun-
da parte M.'Carmela Adelaide Lucci cantar
una scena ecavalina ; nova Tullo e va-
mTeslc Domingo 7 do
1^1 correte pelas 1.1 ho-
ras da manlia correm as
rodas da Lotera de N. S.
do Rozarlo, c os resto dos
hilhetes acho se a venda
nos lugares ja annuncia-
h s ; ra do Colegio Snr.
Menezes ; cadeia sr. Viei-
ra ; cabiiga sr, Moreira :
Boa-vista sr. Saraiva jun-
to a Matriz.
ssr- O Brigue lnglez Newburn Capito
.1. M. Wranglcs arribado no porto de Na-
tal do Bio Grande do Norte com agoa aber-
ta na sua viagem de Maurituis para Londres
carregado do assucar precisa de dinheiro a
risco sobre o casco, frete e carga, para fazer
os consertos necessarios de seguir viagem pa-
ra seu destino ; quem quiser fezer este ne-
gocio queira entender-se com os Agentes
Tendea irma ? perguntou-lhe.
Tenho respondeo elle.
Eoque dirieis, o que sentirieia, se li-
ma tradico litiga vosindicasse o futuro noi-
vo de vossa irma como um.... vampiro ,
um verdugo que s espera pela hora das nup-
cias para assassinal-a i*
Rir-me-hia da tradigo disse o mogo.
E se cm vez de vossa irma, fosse vos-
sa fi]ha ?
Rir-me-hia tambem.
que nao sois pai meu amigo des-
culpar-me-heis quando o fordes ; urna terri-
vel tradico que voga nesta Ierra indigita co-
mo de mo agouro para bodas o anno em que
estamos c ntais anda o dia 7 de Janeiro
deste anno quando o noivo ('; estrangeiro :
dizem que sabe dos tmulos um espectro ;
que esse o noivo c que no dia seguinte a
noivaum cadver
No semblante do mancebo una senlimento
de raiva concentrada havia succedido habi-
tual melancola. O velho continuou :
Muito lempo julgei que podia vencer
essa tradigo julguei que devia tenta-lo ,
mas o amor paterno triumpha da razo. O
casamento ha de ser adiado.
Com que responden o mancebo n'
um tom que denolava sua indignagoque pro-
curava concentrar, foi para ludibriar de mim,
para entregar-me acs chascos da plebe desta
cidado que me lizestes vir Senhor tal nao
espera va. Vossos receios terio sido descul-
pavois bem que ridiculos quando eu esla-
va em Francfort mas agora hei de ser vosso
genro amanh ou nunca.
Nunca antea nunca q:ie amanh.
O joven de Francfort retirou-se ; dahi a
meia hora j batia a estrada e noile ,
quando toda a familia seachava reunida lo-
dos alegres o radiantes Henrique dirigin-
do-se para Guilher-me :
as lutas de amor como as guerras ,
disse justo todo o estratagema perdoar-
me-heis pois meu amigo o de que lan-
camos mo hontem noitc ; ludo o que
do Capito n'esta praga Me. Calmont d C.
t&- A pessoa que precizar de urna ama di-
rija-se a ra da Moeda defronte do armazem
do Sr. Callas.
tarD. Anna de Siqueira c Castro; mora na
ra das Agoas-verdes sobrado dedois andares,
aorule mora o Escrivo Posthumo.
s^- Joo Francisco dos Santos Siqueira ,
querendo pagar aos seus credores vende os
terrenos alagados, na ra da Aurora ; o en-
genho Pirang. moente e correnle situado
na comarca do Ro Formozo ; o qual he d'uma
produgo prodigiosa, sercado omelhorque
se pode encontrar, bastantes sitios de lavra-
dores ; advertc-se quo o engenho he de ani-
maos podendo ser d'agoa com peqcena des-
peza e a maior facilidade. O sobrado do Mon-
teiro que deixa-se de doclarar a bondade e bom
goslo deste predio, tanto por aer muito co-
nhecido e mu perto da pra^a ; por isso os
concorrentes com facilidade poderfto exami-
nar. Adverte-se que o sobrado acha-se hy-
pothecado ao snr. Dr. Martinianno da Rocha
Bastos \ assim como o engenho se acha su-
jeilo a casa da senhora Vi uva Costa & Filhos ,
e ao snr. Jozo Joaquim Theotonio, com
quem se devem entender os pretendentes
para a desobriga ; o quanlo para o ajuste
e validade das vendas entender-se-ho
com o meu bastante procurado- desta o
snr. Major Manoel do Nascmento da Coa-
la Monteiro a quem esl competente-
mente authorisado por mim e minha Se-
nhora para a realidade das ditas vendas ,
approvando nos, j por este annuncio lude
quanto elle lizer: e querendo entender-se
com o dono o podero lazer procurande-o
no engenho Pererecas na comarca do Rio
Formozo.
wr OfTerece-so um pardo de idade, e
muito boa conducta, para caixeiro de com-
pras e vendas, e mesmo algumas viagens :
quem se quiser utilisar de seu prestimo di-
rija-se a ra das Flores D. 6, que achara
com quem tratar.
.5" Aluga-se a casa denominada da levada,
sita da Povoago do Monteiro : as pessoas ,
que a pretenderem dirijo-se a ra do Ca-
buga no 1. andar do sobrado que volta para
a ra das Larangeiras.
OT Na casa de Fernando de Luca, na ra
da cadeia velha D. 17, 1. andar, acha-se um
deposito de conservas, como seja ervilhas ,
sardinhas &c.; o tambem conserva de do-
ce que se vende deludo isto em partidase
a relalho ; queijos de parmesan e Suisso ( do
Groyere), vinho de champagne da melhor
qualidade e com marca conhecida vinho do
Porto superior, engarrafado de 1832 dito
de Bordeaux tinto e branco em caixinhas
de urna duzia de 7^500 at 10,000 rs. dito
de Bordeaux maia inferior, de 520 a 400 ra.,
(exclusive a garrafa) dito em meias pipas de
48 a 55. rs., azeite doce engarrafado fino ,
agurdente francesa, charutos e rap de
llamburgo de superior qualidade sal in-
glez em sextas, chocolate fino de llamburgo :
todos estes gneros sao do ruis diminuto pre-
go possivel.
tsr A pessoa que annunciou no Diario de
Ido corrente precisar de um homem idoso e
solteiro para administrador de engenho sen-
do queira um casado com pouca familia, e
capaz abonando sua conducta e que tem
bastante pratica deste trabalho por ser na-
tural do mato, e j ter sido administrador e
lavrador de engenho, est bem ao facto de
todos os mov men tos do mesmo Ira lamento ,
de escravos de animis, e bom ensinador
de cavallos c mais habilidades : sendo quei-
ra annuncie : adverle-seque no ajuste se far
toda a convengo.
vosconlei he falso ; falsa a historia de minha
prima falso o bilhete falsa a historia do
militar: o que ha de certo o que he ver-
dade que amo a vossa Augusta, que que-
ra e sua mo que sabia a havieis prometi-
do ao filhe de vosso amigo : e conhececen-
do vosso genio, forca me foi procurar excluir
esse rival : nao adiamos seno este meio :
todos esta vamos conspirados.
O semblante do velho carregou-se de des-
contentamento.
Tu tambem, Augusta? erio fingidos
leus receios de hontem Teu silencio tua
conisso. Tantos sao os culpados que nao
ha remedio seno.....
Perdoar a todos respondero os qua-
tro criminosos.
Sim e tanto mais que nisso todos
lucramos que nao perderemos nossa Augus-
ta : Henrique morar comnosco a nao se
ir estabelecer em Francfort,
F1M.
-.-



P1LLI.AS VKGRTAES E l'NIVERS.VES AMERICANAS.
Estas pillas ] bem contiendas polas gran-
des curas que tem fcito, nao requeren! nem
dieta r> nem resguardo algum ; a sua com-
posgo tao simples que nao fazem mal a
mais lenra crianga : em lugar de debilitar ,
fortifico o systema purilico o sanguc ,
augmento as secregoes em geral : lomadas ,
seja para molestia chroica 011 somentc co-
mo purgante suave; o melhor remedio que
tem apparecido, por nao deixar o estomago
naquelle estado de constipago, depois de sua
operaco como quase todos os purgantes fa-
zem e por seren mui facis a tomar e nao
causarem incommodo nenhum. O nico de-
posito dellas em casa de D. Knoth agen-
te do autbor: na ra da Cruz N. 37.
N. B. Cada caixinha vai embrulhada em
seu receituario com o sello da casa em la-
cre preto.
MT Mara do Carmo rctira-se para Por-
tugal.
= Antonio Joze de Oliveira Castro re-
tira-se para o Aracali levando em sua com-
panhia seu caixeiro Joze .Mara da Silva e
fmulo de nome Paulo Joze Bandeira pre-
to.
= Aluga-se sem o primeiro andar a ca-
sa numero 1 do atierro da Boa-vista pinta-
da de novo e com excellentes cmodos pa-
ra urna grande familia algumas das novas
da ra da aurora sitio de santo Amaro e
ra da Solidade com abatimenlo : a
com Francisco Antonio d'Oliveira ou com o
seu caxciro Manuel Joaquim da Silva.
= O arrematante do dizimo do capim de
planta, e mais socios rogo aossnrs. que
estAo devendo o mesmo disimo hajo de ir
saplisfazer no praso de oilo dias e nao o
fazendo se uzara do que a lei concede por
iisoque gozo do mesmo privilegio que go-
za a fazenda nacional, e j estarem tirados
os competentes mandados de execuco.
= Ocorpo de polica contracta muzicos pa-
ra a banda de msica militar que est orga-
nisando : quem estiver n'esla circunstancia
dirija-se a secretaria do mesmo.
'= Aluga-se um armazem com frente pa-
ra a ra dos Barbeiros e alfandega vellia :
no escriptorio de Henrique Christophers.
= Permuta-se um sobradinho de um au-
na ra do Colegio queira nhnnwiar a sne-
morada para se llie fallar a negbro de nor-
tancia.
tsr O Sr. PtdrodaCunlia e Antfratlo na-
nitncie sua morada
cr Novo di psito de escolente rap prin
cera da Babia muitu lavo.avel em piec ;
jlTerecendo todas as vantagens a bemdo com-
prador : na ruada Cruz escriptorio n. 16.
tST Aluga-se urna caza na ^oledade ao p
Jo Sr. Vieira cambista com commodos para
familia com qui nial : a tratar no pateo do
Carmo caza do Gabriel Antonio.
XS^ Boga-se ao Sr. Bozas que veio de Pa-
jabu do Flores, e trouxe urna carta para D.
Anna Alexandrina de Castro Lefio queira
annunciar a sua morada para se mandar re-
cebera encomenda } que acompanboii dita
carta.
tsr O Bacharcl Formado Felisardo Tosca-
no de Brito advoga na caza de sua residencia,
ra estreita do Bozario no terceiro andar
por cima da botica do Sr. Paranhos.
tsr O Sr. Antonio Gomes da Cimba, quei-
ra annunciar a sua morada para se lite en-
tregar urna carta viuda do serto.
BT' Precisa-se de um caixeiro athe dade
dd 1 i anuos que entenda de venda para
ir para a Villa de S. Anto : as 5 ponas
D. 5.
tsr Quem quiseralugar um moleque de
16 annos tanto para cozinhar como para
tratar comprar dirija-se ao pateo da S. Cruz caza
dar por urna caza terrea que seja grande,
e que tenha bom quintal para um pequen o
estabelecimento voltando se o que se con-
vencional : annuncie.
tsr Aluga-se o segundo andar da casa n.
3." na ra da Cruz do Becife : a tratar no pri-
meiro andar do mesmo.
ty Precisa-se alugar urna escrava para
o servieo de urna casa de punca familia que
saiba comprar e cozinhar, e seja fiel: na
ra das Flores casa D. 8.
tsr Aluga-se o sobrado da ra do Amo-
rimn.lll: a tratar na ra velha da Boa
vista D. 37.
tsr* Boga-se a pessoa, que por engao ou
esperteza tirou urna carta vinda do Porto no
Brigue Mrquez de Pombal, para Joo da
Silva Ferreira: o favor de a laucar novamen-
te no Correio, ou entregal-a na ra da Ca-
deia do Becife D. 10, por cujo favor se ficar
agradecido.
tsr* Sizinando Joaquim Torres relira-se
desta Cidade para a Baha.
= Domingos Rodrigues de Andrade, por-
tuguez retira-se para o Aracaty, lavando
em sua compaabia um fmulo e dois escra-
vos.
tsr Manoel Ignacio Monteiro constando-
Ihe que no da da entrega das listas para os
votos aparecerao duas litas do mesmo no-
roe he certoque tenhoum filho de nome
Manoel Ignacio Monteiro Jnior, que foi
sargento de artfices, e soube que elle assi-
gnara urna lista muito difieren te da minha ,
e o meo filho mora na ra do jardim e eu
as 'i pontas, e a lirma de meu filho he mui-
to difierente da minha e se apareceo outra
igual firma a minha he falsa e a pezar da
minha lista os Srs. que nclla estavfio serem
muito suficientes de eu votar nelles fago es-
te annuncio para que o Snr. que me deo a
lista ficar certo que eu nao tenho duas caras ,
e nem haveria empenho que me fizesse assi-
gnar duas listas.
tsr Quem precisar do una ama para to-
do o servido de urna caza dirija-se a ra da
Lapa casa grande que tem urna fita na janela.
tsr Na padaria do pateo da S. Cru de-
fronte da igreja precisa-se de dous homens
para a masseira que tenhao bastante pra-
tica.
OTA p?ssoa que annunciou no Diario de 3
do corren te querer urna permuta em urna ca-
za terrea, dirija-se a ra da senzala nova nu-
mero 23.
O Sr. Antonio que leve Ioja de livros
junto a do Sr. Perette.
tsr O Thesoureiro da Sociedade theatral
Philo-Thalia comprou por conla da mesma
o mcio bilhele da segunda parte da segunda
lotera do Bozario de n. 598.
tsr 0 abaixo assignado roga a pessoa que
Ihe furtaro alguns carneiros de annunciar
por esta folhacom os competentes signaes.
Joo Dubois.
tsr" Quem annunciou querer vender dous
conloes de ouro e outras galntarias dirja-
se a ra do Bangel quem vai da pracinha na
loja do segundo sobrado de manh athe as
8 horas, e das duas as da tarde.
tsr Quem annunciou querer vender 18
oitavas de ouro em difTerentes obras dirija-
se as 5 pontas venda D. 23 onde tem o lam-
pino.
tsr Quem precisar de urna parda forra, de
meia idade, para ama de caza de homem sol
teiro dirija-se a ra da senzala velha n. 33,
e na mesma caza engomma se o cose-se toda
qualidade de costura.
t^- Quem annunciou precisar de urna ama
que cozinhe o ordinario dirija-se ao por-
to das canoas armazem de Paiva & Manoel.
t^- l'erdeo-se desde a ra Nova at a pra-
ga da Bca vista 34> em sedulas, sendo una
de 50 e as outras de 2 e 1, rs. ; quem achou
e quiser restituir, annuncie sua morada.
Joze Francisco Lopes Jnior retira-
se para tora da provincia.
tar* Pede-se ao Sr. arrematante do dizimo
de capim de planta o favor de declarar o lugar
em deve ser procurado para se pagar o dito
dizimo.
tsr Com prou-se dous bi I he tes da segunda
parte da segunda Lotera a favor das obras da
Igreja de N. S. do Bozario da Boa vista um
de n. 1260paraoSr. Boaventuaa Domingues,
e outrp.den. 18-25 para o Sr. Antonio Joze
Guimares moradores em Maroim pro-
vincia de Sergipe.
tsr Aluga-se o primeiro andar do sobrado
da ra Direita D. 11 com commodos para
urna grande familia : a tratar no terceiro an-
dar do mesmo.
tsr Desapareceo no dia 50 do p. p. um
menino crelo forro de 12 annos com ca-
misa de chila azul, calcas de estopa jaqueta
de chita preta tizada e chapeo de na I ha :
quem o pegar leve na bica dos 4 cantos em
(linda caza da viuva Mara Joaquina.
A obra do theatro publico desta Cida-
de precisa de travs de 25 a 35 palmos de
comprido e 7 polegadas de grossura e 8 1|2
de largura quem tiver para vender compa-
reoa em dita obra a qualquer hora do dia
tsr O abaixo assignado faz publico, e pa
ra que ninguem se adame a ignorancia, que
o drama histrico = Catharina Alvaro/ Para-
guss = representado na Babia no Theatro
Publico de S. Joo as noutesde 2 e 3 de
Julho do corren te anno com feliz sucesso e
que ser repetido no dia 21 do mesmo mez .
e expressamente escriplo pelo abaixo assigna-
do para o memoravel dia 2 de Julho, he de
sua absoluta propriedade por ser produgo
sua c nao ter cedido o seu manu-scripto
pessoa alguma quer nesla provincia da Ba-
bia como fora della ; oulro sim declara que
nerseguir com todo o rigor das les quem
quer que seja que abuzar do seu direito de
propriedade declaraco esta que o abaixo
a**ignado ve-se na necessidade de fazer por
MOtivo desuspeilasque tem de llie havereiri
furtivamente tirado umn copia do referido
drMia. =s Baha H de Julho de 18l2.=Am-
hfusio Bonzi.
\r^;' O ommamlantc, Jernimo
Homero, di Birca de S. iVl. F.
tteal Principe I). Pedro ; preciza de
linlieiro arisco, para pagamento da>
despezas que lern felo n'este Porto
pela sua arribada Toreada e para
continuacao da sua viagem ao de
Boston nos listado Unidos da A-
tnerica i\o Norte : as pessuasa quem
eonvier celebrar este contracto pe-
la soma de 6000 Pozos Hespaoboes
e pela que mais llie for necessaria ,
podem dirigir ao consulado de Por-
tugal suas propostas em carta le-
chada.
chado e fouce ; urna preta muito moga tic 2<
annos perfeila costureira e engomadeira faz
l.ivarinto ; um moleque
do 16 annos cozi-
C O M P B A S
tsr Cm escravo mogo que seja bom e fi-
el e dcoslumado ao servieo de caza : na ra
da Cadeia do Becife D. 18 eaza de Bussell
Mellors & Companhia.
tsr 4 moradas de cazas terreas cm boa
ra, e em chaos proprios, a dinhcro : na
praga da Independencia loja de ourives.
sar" Um refe em bom estado : nos 4 can-
tos da Boa vista D. 47 ou annuncie.
wr Para o Bio de Janeiro urna escrava
preta moca sem vicios conhecidos que
saiba perfeitamenle engommar c cozinhar :
no atierro da Boa vista defronle da Matriz
caza amarella no segundo andar a fallar com
o Or. Carneiro da Cunha.
tsr Botijas vazias que tenho sido do ge-
nebra a 80 rs. cada una : na ra da sen-
zala velha armazem de licores.
VENDAS.
tsr Selins inglezes elsticos bordados e
lisos ditos de molas todos turados e do cou-
rode porco talins de cavallaria cananas
de couro blanco e preto, bandas da seda e
de l espadas de roca e sem ella barreti-
nas de cavallaria e enfauteria ludo do gosto o
mais moderno tambem se bola couro enver-
nisadode branco em talins e cananas para
cavallaria ou infantera por proco commo-
do ; advertc-se que os couros s5o inglezes, e
nao quehrao verniz por serem muito ma-
cios : na loja de Antonio Ferreira da Costa
Braga na ra Nova D 13 e 14.
tsr Urna escrava moca de bonita figura,
cose engomma liso cozinha o ordinario, e
lava de sabo : na ra do Fagundcs D. 14
indo da ribeira ladoesquerdo.
tsr I ni sobrado de um andar c solo ,
com quintal tanto para o sobrado como para
a loja no pateo da penha a tratar na ra da
praia serrara de Constantino Joze Bapozo.
BP* Urna lualha de lavarinto nova : na
camboa do Carmo D. 10.
ts^ L'm moleque de 15 annos, crelo,
com principio desapateiro e bom cozinhei
io : na ruada senzala armazem D. I.
c^ Urna escrava de naco de 22 annos,
de muito bonita figura boa lavadeira de sa-
bo e varrella cozinha o orfinario engom-
ma liso e he boceteira : na ra do Bozario
da Boa vista caza de duas portas e urna janela
pintadas de verdes e portadas amarellas de-
fronte do alfaiate.
tsr Dous canarios do imperio bons canta-
dores : alraz dos Martirios D. 29.
tav Um relogio comcaixa de prata, pelo pro-
co de 8i000, advertindo que he por precizo;
na ra Direita loja de fazenda D. 41.
tsr no armazem de Joaquim Goncalves Vi-
eira Guimaraesde fronte das escadinhas da
Alfandega vende-se bom prezunto a 200
r. isa libia.
tsr Para fora da Provincia urna escrava
crela de 20 annos bonita figura per-
feita em todo o servido tanto costureira co-
mo engomadeira, e cozinheira : na pracinha
do Livramento loja U. 22.
tsr 4 cabras bixos por preco muito
commodo na ra dos quarteis D. 5.
tsr L'm escravo de figura elegante de
naco angico muito moco robusto inda
bucal ao comprador se dir o motivo por que
se vendo : na ra Direita padaria D. 33.
tsr Por proco commodo um optino tou-
ro verdaderamente lurino e algumas vacas
da mesma raca : em Olinda ra do Amparo
botica de Joo Soares Bapozo.
= Um bonito escravo traballndor de ma-
nileo ; duas preta de todo o servieo ; urna
dita Cozinheira que se da a Contento e faz do-
ces; urna degrinli por 220,)000 na ruado Fu-
go ao |i do Rzjrio I). 25.
= Un sobrado de um andar e solo, ehos
proprios na na do Fagundes 0. 7 ou troca
se poi iiiii caza lerna que tenha quintal ,
i:as ras de borlas i ou Santa Therza : ira-
la-sc na ra da Camboa do Carmo padeia de
D. Mara l.ourenca da ConceQo.
t^ Una negra de naco de 20 annos ,
cozinha boceteira e peffoita engomm--
deira : na ra Direita D. 33 segundo andar.
^srFilas asselinadas lavradas, ditas de seda
para lagos e debruns de todas as cores e largu-
ras por proco barato lano em pocas como a
varas: na ra do Cabug loja do Bandeira.
ES" Verdadeira estameiiha fazenda esla
feita nicamente de l propria para hbitos
de terceiros de S. Francisco, esla eslamenha
foi mandada vir de encomenda por no'haver
rtesta praga nem mesmo na Ifahia e Bio de
Janeiro : na ra Nova D. 23 loja de alfaiate
de M. F. Coimbra.
tsr Um escrava para fora da provincia ,
crela, de 18 annos coso bom engomma ,
ensaboa cozinha sofrvel e compra na ra
o he muito carinhosa para meninos ; quema
pretender annuncie.
= Parreiras das molhorcs qualidades de I-
talia pedras de marmore para mezas de va-
rios tamanhos e igualdades, ladrilhos de mar-
more na ra da Cruz D. 1 segundo andar
junio ao arco do Bom Jezus.
tsr Antonio Joze Francisco Veiga vende
loO barricas com assucar, vindas do Bio For-
mozo : para examinar no trapiche do Vianna
e para o ajuste e:n sua casa na ra do Amo-
rim.
tzr Cavalloscom as qualidades precisas :
na na da Conceiea> da Boa vista venda D-
cima 30.
tsr Una caza terrea com 3quartos, duas
salas grandes cozinha fura boa cacimba e
quintal murado na ruada S. Cruz defronle
da ribeira da Boa vista : a tratar com Miguel
Carr.eiroda Cunha no lugar dos Coelhos.
**CF" Carrinhos inglezes de duas e qualro
rodas, com coberla ou sem ella, com arreios,
lampios e ludo completo por prego com-
modo : em caza de Me. Calmonl z Compa-
nhia.
tsr* Una moenda de ferro para engenho
de assucar, da construeco mais nova he
obra a mais perfeila e recontemonte chega-
da de.Inglaterra por prego commodo para
ver no armazem de Augusto & Companhia
na ruado Apolo c tratar com Mo. Calmont
A Companhia.
tsr Vinhoda madeira e de Tenerife em
pipas meias ditas o barris, de superior
qualidade e por prego barato : em caza do
Me Calmont & Companhia.
tsr Piannos forles e fortes piaimos do
celebre autbor J. Broadwood & Sons Lon-
dres recentemenle vindos de Inglaterra :
em caza de Me. Calmont & Companhia.
C^" A opera Norma para cantera com
coros e acompanhamento de pianno : quem
pretender annuncie.
S3"" Cadenas de halanco com asiento ik paliii-
nlia e eleoslo r mezas de janlar camas de vento i un arma-
cao cadenas com asento de palliinlia americanas,
cania* de vtnto muilo tem (eitas a ^'oo citas ue
pinito a S^'.ioo e pinlio da Suecia com 3 polcadas
de grossura, dito serrado ludo mais em conla do
3ue em outra parte ; na ra da Florentina em caza
e J. Zfi'i Aiigcr.
ESCBAVOS FGIDOS
Na manh do dia 5 do corren te fu
gio um mulato de idade de 16 annos com ca
miza e caiga de algodo da Ierra, chapeo preto
tem os beigos gror.os, denles da frente largos
tem no dedo indicador da mo, esquerda
urna cicatriz rccenle de um corto de faca : he
filho da Cidade de Olinda e foi escravo do Ju-
iz de Direito o Senhor Doutor Antonio Baptis-
ta Gelirana o boje do medico Brito quem o
pegar conduzindo caza do dito medito no A-
terro da Boa-vista receber urna gratificag".
tzr A trez me,zes que fugio do engenho
pororocas una negra de nago angola de
nome Maria Boza, bastante vistoza cor mui
preta que parece ser crela mui afectada
quando falla; idade pouco mais, ou menos 25
annos peilos escorridos, nao se podendo dar o
signal da roupa por ella ter conduzido toda ;
quem a pegar leve ao dito engenho na comarca
do Bio formozo, ou em casa do 8r. Major Ma-
noel do Nascimento da Costa Monteiro atraz
.a Matriz da Boa vista que gratificar.
BECIFE NA TYP. DE M. F. DE F. = 1812
*


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