Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04728


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Full Text
Anno de 1840. Sabbado
Tudo'agora drpende de' nos mesmo* ; da nossa [prudencia," modera-
co e euergia : continuemos como principiamos, e seremos aponlados
com adiuiraco entre as Naces mais cultas.
Prcclamaco da Asserablea Geral do Brasil
t
O

Subsreve-se para esta folha a 3?ooo por qnartel pagos adiantadoi
Tiesta Typogralia ra das dures D 3, e na Praca da Independen-
cia n. 3'7, c 38, onde se recehem correspondencias' legalifadas e art-
nuncios, iusirindo-se estes gratis sendo dos proprios assignantes,
viudo assgnados-
PATIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Cidadeda Parahiha e Villas de sua pretenco.......\
Dita do Rio Grande do Norte, e Villas dem....... c._i.. .....
Dita da Fortaleza Villas dem..............jSeS- e SexU" fe"'
Cidade de Goianna ................./
Cidade de Olinda..................... Todos os dias.
Villa deS. Anto...................... Quintas fe i ras.
Dita de Garanhurts e Povoaco do Bonito.........lo, e i4 He cada me;
DitasdoCaho, Serinuaem, Rio Forraozo, e Porto Calvo, t, n, e 31 dito d.to
Cidade das Alagoas e de Macei............dem dem
Villa de Paja de Flores....................dem 13, dito dito
Todos os Correioi parttm ao meio da.

PHASES DA LA JNO MEZ DE AGOSTO
Quart. cresc. a 5 as a h. e .11 m. da man.
La Cheia ai3-as 4 h. e 55 ra. da man.
Quart. ming. ain-as 9 h. e 5? m. da man.
La Nova ai-as 4 h. e ijm. da man.
Afare chela para o dia 11 de J$osto.
As 12 horas t 3o minutos da manha.
As 12 horas e 5| minutos da tarde.
22 de Acosto; Numero 183.
'i .iii nim -
CAMRI08 Agosto fia
Londre?......ai) i|id. por tfooo ced.
Lisboa ......8o a 83 por o|o premio por metal ofTarccido?
1* ranea......3io reis por franco.
Rio de Janeiro ao par.
OURO Mocda de 6^00 reis, vellias ljJSoo
>, Ui'as ,, novas I^doo
Ditas de 4?ooo reis, HJooo
PKATA Pataces Bn.sileiros-----. \gti\o
Pezoj Columnarios----------i|6.'io
Ditos Mexicanos ....... i#i:>0
Muida. .......--- ijjfMo
Descont de billietes da Alfandega 1 118 por loo ao mes.'
Jdem de letras 1 i|4 a 1 ip por be ;""mas oll'erecido.
Horda dt cobre 3 a U por too de disc.
das da semana.
17 Segunda S. Mamede M. Audiencia do Juiz de Direito da 1. vara.1
8 Terca S. Clara de Monte Falco V. --.Kelacio e Audiencia do 'J u
de Direito da 1. vara,
so Quarta S. Luis B. Audiencia do Jut de Direito da 3. vara.'
90 Quinta Bernardo Ab. Audiencia do Juis de Direito da 1. var^
21 Sexta S. lo.una Francisca Viu. Audiencia do Juiz de Direito d^\
I. vara.
22 Sabbado jcjain S. Temotheo Relaco e Audiencia do Juiz de Direito da>
23 Domingo O Sagrado Coraco de Maris.
AH

m,w
* >*,<** y;%^^.*>^^^
RIO DE.1ANEIRO.
CMARAS DOSSRS. EPTADOS.
Sessode 17 dejulho de 1840.
Presidencia do Snr. Marcelino de Brito.
A's 10 horas e meia faz-se a chamada ; e,
reunido numero suhcente de Snrs. depu-
tados ahre-se a sesso.
He lida e approvaJa a acia da sessao ante-
cedente.
O Snr. primeiro Secretario da conla do se-
guinle
Expediente.
Hum officio do Sur. Antonio Francisco de
Paula Holfanda Cavalcanti de Albuquerque,
communicando achar-se nomeado ministro da
jnarinlia.
Outro, do Snr. Anlonio Garlos Riheirode
Andrada Machado e Silva, communicando
achar-se nomeado ministro do imperio.
Outro, communicando que S. M. I. mar-
cou o dia a8 do enrreute para receber no pa-
co de S. Christovao, pelas onze horas da ma-
nila a deputacoda cmara dos Snrs. depu-
ta do que tem de dirigir a sua augusta presen-
ca pelo plauzivel motivo de ha ver S. M. I,
assumido o governo do imperio.
Outro, do Snr Martim francisco Ribei-
to de Andrada communicando achar-se no-
meado ministro da fazenda.
JDe todos fica a cmara inteirada.
Outro, do ex-minislro da fasenda re-
metiendo os esclarecimentos exigidos sobre
a pretenco dos guarda da alfandega da pro-
vincia de Pernambuco : terceira comms-
so de fasenda.
Outro, enviando os esclarecimentos sobre
asaposetadorias de Joo Antonio Loureiro,
Francisco Tosrano de Vasconcellos e Joo
Carvalhode Souza e Mello: a comroisso de
penses e ordenados.
Le-se e be approvado o seguinte requer-
ment.
" Requeiro que a cmara se digne dis-
pensar-me do exercicio de secretario visto
que o gravissiroo incommodo, que actualmen-
te sofl'ro na minlia saude nao me permute
continuar no roesmo exercicio. J. A. Ma-
rinho
Le-se huma felicitaco da cmara mnnici-
pida villa de liberaba pela reuniodo cor-
po legislativo : he recebida com especial ag-
grado. .... ,
Hura requerimento de tres cidadaos bra-
sileiros pedindo hum privilegio para esta-
belecerem hum transporte regular por va-
por no rio Parnahyba e seus confluentes!
commisso de coromercio agricultura in-
dustria e arles.
Huma lepresentaco da cmara munici-
pal da cidade de Niclherohy, pedindo agra-
da do rendiroento das marinbas do respe-
ctivo municipio: terceira comnusssao de
fasenda. ...
Outra, de Joo Diogo Slurz, pedindo
prompta deciso sobre o privilegio que pede
para o estabelecimento da navegacao por va-
por norioAmasonas e seus afluentes visto
que o estado de sua saude urge que faca
urna viagem Eurapa, segundo -conselbao
os mdicos cujos atleslados aprsenla : Oca
sobre a mesa.
Oidem do dia.
Continua a discusso da resoluco que au-
torisa o pagamento a Guilberme loung c
cutrosa
O Snr. Carneiro d* Cunha retira o seu a-
diamento e pretende votar pelo do Sr. Mon-
tezuma.
O Snr. Maria do Amaral vota contra o a-
diamento, porque no estado em que se acha o
negocio enlende que nao he po gradar. Nota que volou sempre contra se-
melhante pagamento em quanto era lempo;
mas desde que o corpo legislativo o autori-
souemi837, nao vo meio algum porque
possa evitar'se o mesmo pagamento
O Snr. Vniia nao v tambem meio al-
gum de evitar o pagamento visto ter sito o
governo autorisado a pagar por meio de hu-
ma convenco arbitral f a qual se procedeo,
e foi julgada por sentenca. Entretanto nao
ter duvita que o negocio volte commisso,
mas nao mesma de que elle orador at par-
te visto que essa ja disse o que entenda so-
bre a materia.
OSnr Clemente Pereiaa entende que o ne-
! gocio est decidido e nao admite conles-
taco visto que a constituicu prohibe que
j se faco rever procesaos ('nulos.
Entretanto passa a responder a algumas ob-
' servaces apresentadas na dUcusso Cr que
! o contracto celebrado entre o ministro da
' guerra de 1829 e Guilherme Young tanto e-
! ra valido e obrigatorio para a naco que a
cmara dos Snrs. deputados decretou a ac-
cusaco do ministro o que nao faria se da-
hi nao resultasse essa obngaco. Nota
que o mesmo governo que succedeo adminis-
! traco de 18J9, tanto reoonheceo a validade
do contracto, que, em couformidade de huma
das condieces do mesmo contracto m indou
examinar se a encommenda eslava confor-
me o estipulado, e verificou-se que sim co-
mo se collige de huma |ieca do processo
que l.
Pelo que respeita ao corpo legislativo ob-
serva que decidi toda e qualquer questo que
podesbe suscitar-se sobre a validade do con-
tracto desde o instante em que autorisou o
governo a faser huma convenco arbitral ;
e nestes termos entende que nao be possive
retrogradar sem manifesta offensa de tiios os
principios dejustica.
Examina o precesso l a sentenca e per-
suade-se qne he injusta tod* a idea de pa-
tronato no negocio em questo, a vista das
pessoas respeitaveis que serviro de arbi-
tros, e da escrupulosa fisialisaco que bou-
va da parte de todos os empregados do the-
souro.
Observa que na sentenca se nao atteudeo
aos damnos e que, pela conveneco arbitral,
nao se contaro os juros, se nao como coro-
pensaqa das perdas. Termina declarando
que nao responde a algumas outras relexoes,
por asjulgar alheias a materia,
Fica a discussoo adiada pela hora.
Entra em terceira discusso e he adoptada
para ir a commisso de redaeco a lei que fi-
xa as torcas de trra com o artigo additivo,
que marca a gratificaco addicional aos ci-
rurgioes e capelles do exeicito.
Entra em terceira discusso, e he tambem
adoptada para ir commi.-so de tedacio ,
lei que fixa as loicas de mar, com a s*-
guinte emenda ;" Retabeleca-se o artigo 5.
da resposla do governo, ficandoa companliia
addida ao corpo de imperiaes marinheiros.-
Garvalbo de Mendonca.
Entra em primeira discusso, e he sem de-
bate approvado para passar a segunda, o pro-
jeclo sobre colonisacio. !
Entra em discusso a resoluco que concede
certos privilegios companhia que pretende
estabelecer a navegacao por vapor no rio A
masonas e seus afluentes.
O artigo primeiro he sem debate apprc
vado.
Entra em discusso o artigo segundo ; to-
mo parte na discusso os Srs. Resende Vi-
anna Soulo, Angelo Custodio Carneiro
da Cunha. Clemente t'erreira e Paula Can-
dido, e fica a discusso addiada pela hora,
com as seguintes emendas que foro apoi-
adas.
" Supprimo-se as palavas ntrumen-
tos e utencilios e redija-se o artigo por
maneiraque fique entendido que as machi-
nas de que se tracta no artigo sao to somen-
te as que sao necessirias para mover cada hum
barco que a companhia empregar. Reduza-
se a 5 annos o tempo para a isemp?o dos di-
reilos. Vianna.
" A companhia pedir ao presidente da
provincia onde os utencilios instrumento,
I bracos, etc., houverem de ser empregados.
authorisaco pira os mandar comprar lican-
do asssim livres dos direitos de importaco.
Paula Cundido.
j O Snr. presidente d para ordem do da :
Primeira parte ; Rresolugo do senado 11.
66 deste anuo ; conli-uaco das materias da-
das pan boje,'a mais a resoluto numero
ao deste anno
Secunda parte: Discusso do orcamento
do imperio 5 e, se houver lempo, continua-
cao dresolu:o boje adiada sobre 0 privi-
legio concedido companhia que pretende
emprehender a navegacao por vapor no A-
masonas 1 resoluco n. .15 e emendas do se-
nado resoluco n. 84, que extiogue o vin-
culo de Jaguara
Levaotou-se a seso s 2 horas.
p e n jv a i>rii vv^
DIVERSAS REPARTigES.
Correio.
O Vapor Nacional Maranhense recebe as
maias para o sul boje u as 4 horas da tar-
de .
O Brigtie Escuna Aracaty recebe a ma.a
para o Aracaty boje as dez hora3 da rnanha
PREFEI1RA.
Parle do dia ao do correle.
Illm. eExm.Snr. Partecipo V. Exc ,
que hontera nao occorreo novidade seguudo
as partes boje recebidas.
Editax.
A Cmara Municipal da Cidade do Recife e
seu Termo etc.
Faz saber que em virtude do Artigo a.
da Carta de Lei do i. de Outubro de 1818
dever ter lugar pela manha do dia 7 de Se -
tembro prximo vin(|ouro Eleieo dos
Membros da nova Cmara Municipal desU
Cidade e dos respectivos Juizes de Paz, que
devem substituir os actuaes em o principio do
futuro anno de i84i ; cuja Eleieo se effe-
ctuar em todas as Parochias do Municipio
sob a Presidencia dos seos Juizes de Par na
couformidade ds Ltis e esposicoens em
vigor.
Todo Cidadio com direito de votar para
nao iocorrer pa paulta de que tracta citada
Lei do 1. de Outubro de 1S2& dever em sua.
Parochia no mencionado dia apre^entar se as
respectivas Mezas suas Sedulas para o fim iu-
dicado
E para que nesta Parochia chegue ao co
nhecimhento de todos se passou o presente.
Recife em Sesso de 14 de Agosto de 1840;
E eu Fulgencio Infante de Albuquerque Mel-
lo Secretario o subscrevi. Joa<]uim Bernir-
do de Figueiredo Presidente. Gaspar da
Menezes Vasconcellos de Drumond. Joze de
Barros Falco de Lcenla. Froncisco Carnei-
ro Machado Ros. Joaquim Joze de Miran-
da Jnior. Francisco Antonio de Oliveira.
DIARIO DE PERNAMRUCO.
Esta Provincia, que se tem tornado asilo
da paz e da prosperiJade no meio do sentir
ment que I lie cauzaro as calorosas discus-
s5es, que precedero o glorioso acto pela
qual se e tngaro as tenras raaos de
S. M. I. eC as redeas deste Imperio, tem
dado as mais sinceras proras de amor e respei*
to, que Ihe mereceo esse feliz sucesso sa-
hendo deste modo abracar e adorar os fins,
sem aplaudir os meio*.
S. Ex o Snr. Presidente que nao sede a
palma aos que bemsabem amar ao Vlonar-
cha constitucional, e ao Brasil tem unido
os seus aos votos de sua patria. Nomebu
urna commisso, coraposta dos Illms. Snrs.
Desembargador, Jos Libanio de Souza, Te-
nenie Coronel, Francisco Jos Martins 0
'Inspector Joo Baptista l'ereira Lobo Jni-
or para effeitode darera direceo a um Te-
Deum, que pelo governo se mandn cantar
ni Matriz de Sauto Antonio ; pois elle bera
convencido est de que a esse Dos infini-
tamente sabio, e poderoso que o Brasil deve
as suas epocbas felices.
Em a noite do dia 10. (por edital da Cma-
ra, era que pediro-se 8 dias de illuminaio)
illumiuou-se cidade easmuziras milita-
res sahirao acorrer as ras, acompanh'das
de urna inmensa multido de povo de dille-
rentes classes ; e deespaco em espaco solta-
vo girndolas de fogo. (O que j se havia
platicado expontaneameule quando se rece^
bero as*noticias).
Ao amanhecer do dia o salvaro as forta-
lesas, e navios de guerr ^ e na f >rmi do cistu-
me. ao meio dia, e ao decerem-sa as ban-
dearas. Pelas nove horas principiou a con-
correr para a Freguesia um nobre, e bri-
lbante concurso de todas as principies pes-
soas da Provincia, e povo a assistir ao Te-
Deum que foi entoado porS. Ex Rma. o
Snr. D. Joo, depois de recitado por S. Ex.
0 Snr. Bispo resgnala*io um eloquentissimo
discurso que de parelha com a armona da
orchestra e a sumptuosidade e fasto, ora
que eslava ornado o templo, dero a este ac-
to um carcter bem digno da grandeza de seu
01 ij celo.
Seguio-se a isto a grande parada cora-
posta dos Balalhes da Guarda Nacional des-
ta cidade, e da de Olinda ed um parque
d'Aililtieria, com quatro bocas de fogo for-
mando tudo urna diviso que foi dirigida
pelo dnr. Francisco Jacintho Pereira, Cora-
mandante Superior da ti, \. do Recife.
Uepois das Salvas, S. Ex. da varanda do
palacio deo vivas a S M. I. e C. e Defen-
sor perpetuo do Brasil Consiituicn e
Naco Uraseira, que foro respondidos com
eoiUusiaaoM por toda a tropa e povej En-
to o lllm Sur. Commaodante superior,
Vnracisco Jacintbo Pereira deo v* tiras a $


2
DTARIO DB PERNAMBDCO

Y.x.oSnr. Presidente da Provincia ao bra-
*o corpo das Guardas Nacionaes e aos Per-
nambueanos que foro respondidos por toda
tropa e povo
at ento pronunciado a favor da medirla os resultados nao justifiquen! hum dia as mi-
__ r*. rt *. tt -i aan .^ n xn >l nllVtlnO Mllll II I >lll u J n ___ I_____>."_.. ____1 W_ I --., 1 I > <
nao descorocoro alguns deputados do trium- nhas tristes apprehenses e as de meus i
pbo da sua idea ; continuarn a insistir em q' tres collegas pertencentes a essa patritica
o Imperador fosse declarado maior por huma
bej;uio-se o cortejo, a que assisliro o corpo le ordinaria e dado que nao poucos se dis-
llus-
ma-
llegas perten
ioria de 19 de seleml>ro.
Chamado pelo recente no cilado dia aa do
Consular Estrangeiro todos os Embregados pozessem a votar a favor dela huma vez corrente mez para me encarregar da reparli-
publicos, e pessous gradas da provincia.
A noite illuminaro-se as ras dislin-
guindo-so neslu especie de deroonslracc.o de
regosijo publico o Trena, o quartel dos para a sua rea I sacan.
que fosse acompauhada de garantas para a
naco e para o throuo crescia este empenho
i medida que se observava mais tendencia
No meio do dbale desta transcedente ma-
teria debate que devra ser nolavel pela
prudencia sizudeza e gravidade que o devia
presidir apparecero symptomas de coaeco
na cmara dos deputados. Os que admillio
a idea com rnodifieacens vro-se expostos
a insultos e perigos se nao guardassem si-
lencio. Para prova desle laclo offereco o Jor-
Invoco
Artfices, e a casa dos Educandos, e o quartel
de Polica, hiijeoccupado pelo segundo la
talho da G. N. ali aquarteilado, rujos of-
ficiaes dero um cha, e urna rea opipera.
Ilouve theatro, e as niuzicas militares cor-
rero outra vez as ras como na vespora.
INo dia i6os Rms. Coneg"S cantaio na
S um Te-Deum em arco de Gracas
Consta-nos, que lorio escollados para i- nal do Commcrco de n 188 a igj
rem beijar a mi S. M. I. e C. por parte
de S. Ex. Rma o Snr. D. Joan, o Reverendo
Joaquim Antonio Gonsalves Lessa ; pela A-
ademia Jurdica de Ulinda i s Sis. Drs Anto-
nio Jos Coelho, Felippe Janson de Castro e
Albuquerque, Pedro Francisco de Paula f_a-
-valcanti de Albuquerque, Manoel Mara do
Amaral e Joo Caprslano Bandeila de
Mello j por parte da caniara Municipal des-
ta ciclarle do Recife, os Snrs. Venadores
Francisco Antonio de Oliveira, Gaspar Mene-
zes de Vasc. Drumond e Joaqun Jos de Mi-
randa ; pela Cmara Commerci.il o Snr. Jo-
s Ramos de Oliveira.
No prximo numero daremos a relacvo dos
Festejos de Olitida.
NOTICIAS PROVINCIA ES.
Par'
Recebemos folhas do l'ar, que alcancao
ateo i. do crrante Agosto. Esta provincia
est em paz. O Exm. Presidente olereceo
Ass. Geral alguna exentplares do eusaio co-
rografico sobre a dita Provincia nelU nova-
mente publicado pelo cidadao Antonio Ladis-
lao Montciro Hoera.
MaanhAo.
alem disso o lestemunho dos deputados e es-
p< ctado do que tem chegido aoconherimeuto do pu-
blico ; nao tivero alg-.Mis dignos represen-
tantes do paiz e principalmente os ministros
da cora de sofber vergonhosos insultos e a-
m-acas. Pessoas do povo reunidas em gran-
de numero invudio o paco dd cunara ro-
deavo os deputados dentro da propri i sala
dassessoes tomavo parte nos debales ap-
plaudindo estrondosamenle os oradores de
hum lado e suil'ocando a voz de outros com
ritos aterradores ; em huma palavra, quasi
que haviadelodo desapparecido a dislincco
entre as galeras eos legisladores ; appala-
cao pacfica e industriosa que ao principio
esperava tranquilla a soluco que os poderes
supremos do estado houvessem de dar ques-
taoda maioridade comecava a affligf-ae
vista descepas to desagradaveis representa-
das naquelle mesmo recinto donde somente
devero partir exemplos de ordem e de obedi-
encia ;s leis ; e o governo via-se na impossi-
bilidade de fazer cessar pelos meios ao seu
alcance semelhante estado de cousas nao
desejando que ainrla levemente se lite, atlri-
buisse o intento d<* coagir os legisladores.
Runca foi considerado infensoao governo de
Recebemos folhas desla provincia ale 8 do s ^ ]. oSnr. f). peJr0 H ,endo at em
conselba a crise em que nos vamos como
permittia a constiuico do estado eero fiis
ao seu dever aquelles representantes da na-
co que tendo obedecido ao decreto do adia-
mento foro ao paco do senado fazer parte
de huma reunio popular [**J onde deline-
corrente. Segundo as noticias em Varanhao
lecebidasde 14 de Julho, a Cidade e a co-
marca de Caxias gozavo de completo socego.
por cvtarem de todo livres dos rebeldes. As
noticias, que ah se recebera'o da Pamahiba ,
al a data de abde Julho. sao lisougeiras ;
pois dizem terem as rouzas melhorado gran-
demente uaquelia villa. O mais se ver da
parle ollicial, que publicaremos
Ckaiu'.
As folhas desta provincia alcancao at ra
de Agosto Na Assemblea Provincial tem ha-
bido dcsiiitelgencias entre os seus membros
as sesgues preparatorias.comose ver da parte
fficial, que publicaremos. Em vi-rtude do A-
viso de ti de Julho pp. expedido pela Ser reta-
rla de Estado dos tte;ocios do impe io o Pte-
sidenle da provincia 01 denou a Cmara Mu-
nicipal da villa de Giauja, que faca canceller
o seoofticiode ai de de'Oulubro de 1839, em
que se queixa ao Governo Imperial do ex-
Presidenle, o D.r Juo Antonio de Miranda .
pela linguagem descomedida de que se serve.
Oo eslas as con/as mais nolaveis, qne en-
contramos.
KXPOS1CA.
Do Exm. Sni. senador bernado Pereira de
Vasconcellos, ex-minislio do imperio.
Re nardo Pereira de Vasconcellos julga de-
ver explicar ao publico o sen procedimeulo no
curto periodo de 9 horas do dia a a do corren-
te mez em que loi ministro e secretario dt
estado dos negocios do imperio.
Sao boje sabidas dos haliitanles desta capi-
tal e s-lo-hio em breve dos de todo o im
peno, as mekncocas orcunencias dos dias
anteriores ao relerido a2 de julho por occa-
sio de se ocrupar a cmara dos deputados da
questodo sujipriiDento de idade de S. M. o
Imperador am de que o mtsmo Augusto
Senhor enlrasse inmediatamente no exeicicio
de sua autoi idade constitucional. He incon-
troveisoquea medida de antecipar a maiori-
dade de S. IU. I. nao tinha niaioria de votos ,
nem na cmara dos secadores, nem na dos
deputados, poslo que aquelles inesmos que a
impugnavo nao ;ltassem aidenles e sinceros
desojos de v-la reali.-ada sem ollcnsa do
principios conslituicionaes : este fado nao era
desconbecido dos que concaberao este auno a
idea de investir o joven Imperador da suaau-
tondada. No senado loirt hum tal piojtxto
cjtiludo htm que miiguem o impugnasse
ni (Un i.s;o e HOlKaMV qiif-m o Mislenlasse
Psla (Jmtao da camuia vitalicia nenhuii.a 1111-
pitkiao produzio no erpiuto puhluo sendo
u.dijijcsioque nem os iiatianies a ote
outra poca desejado a regencia da augusta
prin.'e/a imperial a Snra 1). Januaria de-
sejo este que nunca excedeu os limites de
hum pensamento e que me cuslou as mais
acerbas injurias e calumnias ha vendo mes-
mo quem as discussocs da assemblea pro-
vincial de Minas Geraes me indigitasse co-
mo conspirador contra o regente do acto ad-
dicional imprecando a minha moite
Confesso iii;',enuimenle que o mcu a (Trro
monarchia e o exemplo da dispensa de idade
da Sra. D. Mara II rumba de Portugal, fo-
ro os unicoa elementos de minha convieco ,
sem que ento fizessem peso no meu espiri-
to mui valiosas consideradles que se podio
ojq.r a huma tal medida. A inda boje nao
hesilarei em dar o meu 1 oto para o suppri-
niento de idade de hum principe, deb.iixo
de razoaveiscondifoens de segiiianca ; ainda
hojevoiaiia pela maioridade do Snr I). Pe-
dro II mas iom limilucoes e com siHicienles
garantas parao'hrono e para o paiz 5 pois
que os acontecimenlos mesmos do reinado da
'ni. 1), Mara 11 tem leito em inini a mais
profunda impresso.
bailara o Snr. U. Pedro duque de Bra-
ga nca organisado o paiz, e nos primeiros
empregos do estado os Portuguezes mais es-
clarecidos mais traquejados 111 meneio dos
iKgocios pblicos canegados de prestantes
seivicos pajria e os bravos generaes que
tanto bavio contribuido para a qued 1 da u-
surpaiao e leconquisla da perdida liberda-
de. Este governo que pron eltia lar^a du-
rar 5o tanto pela sua solidez, orno pelas
imniort :cs reminisi'cin i is que despertava ,
durou apenas dous annos ; nao era passadu
este prazo quando rompeu huma revolia ,
que rasgn a carta constitucional e violen-
tou a joven rainha a assignar con o seu pro-
prio punho a condemnac,o do mais importan-
la Ululo de gloria de seu augusto pai; e la es-
t l'r rtugal remoinhando entre a anarchia e as
tentativas de hum governo regular .'
Liversas sao e para peior as circuns-
tancias do brazil : nossas inslituices nao es-
to completas; la'lo-nos mullas leis impor-
tantes exigem considerareis reformas e mu-
o lia que vivemos sob o governo fraco de re-
gencias. Falla-nos hum conselho de estado ,
nao lemcs eminencias sociaes ou por pobre-
za nossa ou poique a iuveja e as lacces te-
nho caprichudo em nivellar ludo, i^esle es-
lado de cousas nd acclamra eu por meu voto
o Sur L). Pedio 11 maior desde j se ra que
o arniassemos de lodos os ineios necessaiios
paia ser leliz o seu iciuudo beui que lioje
me consideie na mais explcita obrigaco de
lien os de qualqner cuta f ruvuuia se b.rtV {, ,.vidar Ud.s tti m.nbas (urcas abra de que
cao dos negocios d imperio, nao hesitei hum ncoens se tom.iro sobre a propria existencia
rio governo forcejando por dar o carcter de
revoluco a esse acto do adiamento que a-
pezar de ludo he e sempre foi considerado
como ordinario ?
Conspirara eu cumprindo fielmente as leis,
na quaUdade de ministro da coi01 e meus
inimigos sao irreprehensiveis bem qut a*
nfringissem por hum modo tao extraordina-
rio como elles mesmos nao podero negar?
Depois de expedid j o decreto de adiamento,
parti o regen te para S. Christovo afim
de participara S. M. o Imperador o passo
qu dra e e decUrar-lhe qual a intenco
do gove* no que nao foi outra seuo prepa-
rar devidamente ascousis para que, ainda
no correte anuo fosse prochimidi a. maio-
ridade de S vi. nao como huma medida
arrancada pelo desencadeamento 'das pai\o-
ens e dictad 1 revolucionariamente pir hum
partido em menora desde iBlli at boje mas
co;n .aqueilasolemnidide pruden ia e sisu-
deza quedevem acompanhar hum to grande
acto nacional. O re.;ente voltou ten lo sidii
benignamente acollado pir S M o Imperador
e merecido o seu assenlunento
Ao meio dia conslo ao ministerio reun-
do em casa do regente que o commandaue
das armas Francisco fie Paula Vasconcellos ,
estav de acord com a reuniio no senado ;
que o commaudinte dos esludanlesMi acade-
mia militar havia marchado com elles ar-
mados para aquelle ponto e rpie liumi de-
putaco comporta de senadores e debutados se
diriga a S. Chrilovo pira oh er de S. M.
o Imperador a sua acquiescencia procUmaco
de sua maioridade. lira indispensavel ao go-
verno procurar tamhem saber qual a deiiii
tiva resolucaj d) mesmo augusto senhor vis-
ta da face que as cousas acabavo de tomar e
para isso vollou o regente ao paco imperial.
S M. se dignou declarar --quequera tomar
j as redeas do governo e que a assemblea ge-
ral losse convocada pira o dia seguale Co-
nhecda assim a voutade de S, [Vi. entendeu
o governo que era do seu re ver coaforuar-se
com ella e os commandanles da torca deque
poda dspor recebero orden p-ira se limita-
rem nicamente aquellas medidas iadispensa-
veis afim de fazer com que a seguranca indi-
vidual fose respeilada.
Apezar dos escrpulos que tinao os mem-
bros do governo sobre tal medida de ordem
do regente em nome do imperador con
voquei de novo a assemblea geral, no mes-
mo dia 11, para o seguinle vista da de-
claraco de S. iVl. e porque era esteo ultimo
acto do regente. E para que o pretesto dea-
char-me eu no poder nao contribuisse para
se consummar huma revoluco e eiisanguen-
U-la, consegu do regente a minha demisso ,
durando este meo ullitno minislerio de g lio-
ras somanta, 9 horas que cu repulo as mais
honrosas de lodaamiulia vida publica,
Vio me be dado saber qual ser a minha
sorte por este aoontecimeuio O Sr. Antonio
Cirios Ribeiro de Andrada Machado e Silva
[hoja ministro do impeiio] arrojou-se a a-
meacar-me em particular e aos meus oulros
coi legas em geral na augusta presenca do
imperador 110 momento mesmo em que S.
.vi acabava re aceitar a dimcil e espinbosi t-
rela de dirigir os negocios pblicos. Oue i-
co Que seuiimeutos se preienuem iuspirar
ao cor.ui do innocente monareba i,)ue pro-
va de acaldnenlo e respailo a sui sagrada pes-
soa A espera doselleitosda colera e fin-
gacca do Sur. ministro do imperio lenbo
al gora de.norado esla ininlia breve expo*
siioj masj que tarda> lano, torca he;
|)rocurar por esle meio jusliricar-me peanlo
os lirazileuoa verdadeiramente amigos da mo-
narchia constitucional
Veuho sobre mira lodos o-, males ainda
eslou impenitente. Louge de arrepeadei-uie,
ulano-me do meu procedimeulo sojeilaado-
me ao juizo imparcial dos tirazileiros lguae s
senliuienlus [posso com seguranca assevera-to]
comparten! os meus boniatos collegas quu
nunca hesilij nunca abandonro u seu
poslo no momenlo do perigo. iNo posso ter-
minar sem agradecer-lhes e especialmente
4o Exm. Snr. Pedro de Araujo Lima as dis-
linclas provas de coninca que me deio em
huma occasio lo solemne.
Rio de Janeiro ai de julho de 18 lo.
Bernardo l'ereira de Vasconcellos.
[ Do Jornal do Comm eicio. j
s momento vista do perigo. tendo por col-
legas cidados to honrados ; alguna dos quaes
pertencio a essa mHora nao desconheci a
crisa em que eslava o Brazil ; afllgio-me so-
hretudo os pergos que nmeacavo o ibrouo ,
produzidos pela precipitaco e inslita ma-
neira de discutir tolerada na cmara dos de-
putados. Meus cdlcgas e en unnimes em
senlmentos propasemos ao.regenle em no-
me do imperador o adiamento da assemblea
geral, para o qual esta vamos expressamente
autorisados pela constiuico da monarchia .
e nnnea me pireceu o regente mais brazilei-
ro e mais digno do seu alto posto do que
subscieveado o seguinle decreto :
O regente, em nome do imperador o Sr.
D Pedro II tomando em consideradlo a
ejepoico que pelos ministros e secretarios
de estado das rlifTerentes renartcoens lite foi
feita acerca do estado de p'erturbaco em que
actualmente se acha a cmara dos deputados
e altendendo a que a qufisto da maioridade
rleS. Al I. que nella se agita pela sua
gravidide e pela alia posico e importan-
cia da augusta pessoa que be relativa, so-
mente poda e (leve ser tratada com midureza
rellexo e tranquillidade : ha por bera u-
sando da attribuico que Ihe conl'ere o art
101 5 da conslituicao do imperio adi.ir
a assemblea geral para o dia ao de novembro
do frrente anno. Bernardo Pereira de Vas-
conceos senador do imperio, ministro e se-
cretario de estado dos negucioi do imperio o
tenha assim entendido e taca execular.
Palacio rio Kio de Janeiro ,emii de julho
de 1840 dcimo nono da independencia e do
imperio. Pedro de Araujo Lima. Bernar-
do Pereira de Vasconcellos. "
No senado nao se conenlio que fosse lido
este decreto : e permita Dos que o seu 110-
hre presidente o Snr. Mrquez de Paran-
gu j ainda hum da nao teuia de arrepeu-
der-se da maneira porque se houve ueste
transcendente negocio Na cmara dos de-
putados apparecero gritos ameaoas e pro-
vocacoens que nem se compadecio com a
constiuico nem com o regiment da casa.
Accusaro-n;e de calumniador de traidor e de
inimigo do Senador O -Pedro II. Protesta-
rao cintra este arto como emanado de hum
governo Ilegal intruso e usurpador; mas
emfim obedecendo-lhe pouparo ao go-
verno o dssabor de recorrer n providencias a-
dapladas para a sua execuco.
Calumiiici acamara, dizem os meus
adversarios, porque ah reinava a mtis per-
leita lranr|uelirlade e nao havia nlteacio
.lguma na capital. Peco aos leitores que
coulrontem o decreto de adiamento com esla
inrrepaco e convencer-se-ho de que nel-
le se nao asseverava que o povo da capital es-
lava agitado e menos amotinado. Limitou se
a exprimir a desorden! das discussoes na c-
mara dos deputados desordem que pareca
appropruda para tornar odiosa a sania causa
que ah se pteiteava. Digo-no os espectado-
res imparciats diga-00 Jornal do Comraer-
cio de ui do correle mez. lnexplicaiel
contradieco Ao mesmo lempo que se me
aecusava da calumniar a cmara de conspi-
rar contra o Brazil e o Ibrono estrondavo
na casa os brados horriveis dos tribunos da
plebe, e a ilJusliada uiaioria reprovando
com mudo ileucio tanto desatino s faziu
voios para r|ue a Divina Providencia salvasse
O joven principe, para que nao fosse elle mais
huma victima innocente olferecida nos alian s
da demagogia
Era eu o liaidor e o conspirador obser-
vsndo religios'.menle a le e meus desvai-
rados aecusadores ero liis a cousiiluLo do
est.do almejavo a tranquillidade publica ,
quaudo discutio e atactvo o acto do poder
moderador que adiava as cmaras ? quando
proclama>o Ilegal intruso e usurpador ,
hura governo que liabo al ento recoaiieci-
do dado que hum ou outro uestes ltimos
dias, alguma vez lallasse por incidente sobre
a sua legalidade i1! [*J
Louspirava eu ad.ando as cmaras como a-
{*) Cabe notar que nesle numero nao se
coinpreiiende o Snr. conde de Lages que
longe de aecusar 110 senado a llegaiidade do
regeute ooqlinnou a ser seu ministro desde
odia 11 de marco at 1 y de rnaio do corren-
le anuo reservando a su 1 brilliante dedura-
io para fazer parle do discurso dirigido em
2-2 de julho a S. ftj. I, pela depuiaco de
que loi roembro.
i_**J Vidc discurso do Snr. uiarquezde l'a-
lanugu, impitsso no UtSj.eiUdor.


DIARIO f> R P R N A M R U C I
a-
/
ra evidente a relaco que exista entre as ga-
lerins assim orgmisad*s e um ou oulro de-
pnlado; nenbuma discusso era j possi-
vel.. O proprio Sr. Limpo, actual ministro
da juslica. o reconlieceu. e lembrou indirec-
tamente ao governo a necessidade de dar fim a
esses escndalos..... Antes ludo se lzesse re-
volucionariamente j ficasse ao menos salvo o
decoro da represenlai o nacional
N'estas circunstancias o governo sentio a
necessidade de complclar-se e de chamar a
sen seio o liomem que havia sido um dos sal-
vadores da monarcliia em pnmeiro que oppoz ideas de or lem, de amor
as iustiluices, de estabilidad'? aos desvarios
democrticos de ifci^ e 8 ifj e 1^37. Ess
homem cuja fasta capar idade administrativa
nao era contentada havia desde o comeco da
sesso sido cortejado pelos roemliros mais in-
fluentes da opposica>: iaba-se que elle con-
demnava a marida da administraco. e espe-
r.ivam osopposicionislas que o resentimento
fallando mais alio em seu corado d* que o
patriotismo, desse-ldes to prestante auxiliar.
Eng-maram-se ; o nodre parlamentar, iel a
se us principios, tiulia continuado a a presen-
tar nassesscs do senado as mesmas ideas de
orden, de reorganisaco social, que tem con-
sunto proclamado e com multiplicados dis-
cursos, de da em dia mais eloquenles, ha-
via tornado mais bril han te a aureok de glo-
ria que o cora.
Era indispensavel aos males urgentes do
pau dar efficaz remedio 5 apraca va paraly-
sadas suas tninsairoes todos os amigos da
ordem e da mnnarchia mostravam no rosto a
tristeza, que Ihes trasborda va nocoraco, e
lodos inqniriain o ijue faz o governo ? co-
mo nao protege a liberdadede vol da maioria
parlamentar ; como a dei.xa coacta ?
governo linda envido ossas queixas ;
cumpria-llie evitar a acensar 1 de cobarda,
cumpria que nunca se dissesse que ante os
males da patria crzava impassivel os bracos:
a constiiuico otlerecia meio o;ip irtuno de sa-
bir d'esse estado, e com a entrada do novo
ministro, que punda na batanea todo o pezo
dos servidos prestados monarchifl foi lavra-
do o decreto de adiamento das cunaras.
Levado dos Sis depulados, e:.se decreto
produzio a sensaco que d'elle era esperada
todos os que condemnavam as scenas prece-
dentes deram evidentes provas de jubito ,
a minora porem d sfe/-seem clamores ; qui-
zeram dizer que o decreto n*.iltava a cmara ,
que havia deliberado al ento con socego e
ordem (to depressa esqueridos das vaias que
baviam .ido dadas a seu* collejas dos insul-
tse ameaios que Ibes baviam sido dirigidos!)
edesenloaram alguns vivas enlgujis loras.
N'esse interim ebega ao meiodosaloo Sr.
senador Ferreira de Vlello, convida os seus
amigos a acompanbarem-o no paro do sena-
do 5 alguns o fazein, e pequea parle do povo
das galeras os segu ; os mais Sis. deputa-
dos rctiram-se para suas casas e obedecen) a
ordem lt*;;;l d. governo ; culie elles havia al-
guns opposicionislas.
No senado porem de oulro modo baviam
procedido Ao receber o decreto de adia-
mento antes de aberta .1 sesso, o Sr. mar-
que/, de Paranagu, presidente dessa cmara,
resolveu logo desobedecer-lhe Assim era
preciso : o mismo homem contra quem da
nove anuos foi dirigida urna revoluco, de-
via desobedecer a una ordem legal e tornar-
se principal autl-or de out a revoluco A
revoluco de abril to.fecunda em alias licts
de prudencia, devia ser du lodo perdida para
o uobre marquez.
A fim de mellior desobedecer o nodre sena-
dor deu logo ordem a seus amigos polticos
que se retir.issem da sala que nao douvesse
casa, e nao fosee lido o decreto : mas nao se
arredassem muito em quaulu nao vo'tava o
Sr. I erreira de Mello, por quem havia man-
dado convocar alguns depulados para juntos
deiiderarem. Us senadores amigos da ordem,
cunacios Je seus deveres, a elle fin, retira-
duzidos mais ebeios de razo ergua a voz rara-se para suas casas ; eo nobre marques
um nobre deputado, e sollava horrorosas n- ficou de guarda na sala para que nao poJesse
vectivas contra seus collegas (o Jornal do o porteiro lechar as portas,
Commercio ad est para confirmar o que di- | Se o presidente do senado douvesse cumpri -
temos) o presidente nao poda impr-lde si- ; do a ordem legal do governo ? se nao bouves-
lencio, e fama era que esse uobre depulado ia >e posto sua vontade no logar de um artigo
com armas s se;ses. eapresso da constitu, o, a revoluco nao le-
alo porem nao dastava ; as tribunas da ca- ra sido le la ; seus ebefes nao lirum ada-
os LTIMOS ACONTECIMENTOS.
Pens que um verdadeiro cidado
muito mais deve tractar em seus
discursos de salvar seu< compatrio-
tas do que de agradar-ldes.
Ucmtst. 3. Phil. 1. Olynt.
' Os acontecimentos que na semana passada
se succederam sao lo graves, to prximos a-
inda esto, e os oradores que os incitaran ,
levaram a grao lo subido de incandescencia
as paixoes populares que suppomos perigoso
(nao psra nos, que nos nao importam perigos
pessoaes e desde que escrevemos a vitam im-
pender vero foi a mxima que (vemos por
diante; mas para a patria) fazer reflexoes -
cerca d'elles. Esperemos que se acalmem as
tempestades que es fura cues dos partidos su-
blevaran! deixemos que os das e as noites
tragam a refle.xo e facarn com que os pro-
prios provocadores de taes scenas se arrepen-
dam de sua obra ento elles proprios que a
ana lili oem.
Nos porem que em assumplo de tanta mon-
ta temos antes de ludo em pensamiento a sal
y a cao da patria, a Bu&tentaco da ordem e a
consolidado das iustiluices reronbecemos
que f nos cumpre aceitar lodos os factos con-
sumados esquecer todas as Ilegalidades por
meio das quaes elles se consumaram e espe-
rar que as decepces, os desengaos e os re-
morsos casliguem aquelles que asaconselha-
ram ou praiicaram. Intensissmos votos fa-
jemos Providencia para que todos os bons
lirasileiros procedam como procedemos ; nao
produzamos acontecimentos de segunda ter-
ca e quarta feira da semana pissada reacees
lias provincias ; que as reacees sempre sao
perigos&s, e na quadra actual poderiam cau-
sar a anniquilaco do imperio. Invoquemos
pois lodo o espirito de ordem todo o patrio-
tismo de nossoscoreligionarios polticos ; dei-
semos que os arcbilectos de ruinas se ave-
nharo entre as difliculdades que elles proprios
crearam ; nao Id'as augmentemos e at mes-
mo suppliquemos Divina Providencia que
llies d alguma parte de sua omnipotencia ,
para que, como ella possam fazer surgir a
ordem do meio ducados.
Taes sao nossas intences quanto ao occor-/j
rido n'esses tres das ; CUmpte-nos porem an-
tes que passemos a esponja do esqiiecimenlo
6odre taes successo deixal d'slles urna nar-
raco exacta e fiel que como a propria con-
sciencia relrace a seus autdores a gloriosa
parte que a alguns delles conde n esse drama ,
s vezes burlesco, mas felizmente al doje nao
ensanguenlado
Tanto mais necessario nos parece semeldan-
te narraco, quanto a nica <|ue iem;is a do
Despertador, dictada r>or todas as furias do
espirito de partido, inflammadas no facho da
ingraiido, nao i'ile dar seno ideas fallsi-
mas de taes acontecimentos. As palavras des-
se Abyssinio que apredeja no occaso o sol iiue
110 oriente adorara, desse que s te.n vva<
para o vencedor, e maldices para os vencidos,
embora lenbum sido esses vencidos seus pro-
tectores podem dar ideas inle.ramenle falsas
e erradas e por isso cumpre que aprsente-
nos urna narraco que ninguem possa contes-
tar dictada pela verdade, epeia justiea.
Nao assim procedern) os qossos coreligio-
narios polticos em oulras pocas, quandoo
poderos arreacava com golpes de estado.quan-
do em mmensa maioria as cmaras e na po-
pulaco, poderiam ter concitado as paixoes
populares, queapeassem seus adversirios :
elles o nao fizeiam ; sim i|iie firoclamavam as
doutrinas de oidem, de estbilidade e de fu-
turo e quem anhela o triumpdo d essas dou-
tiinas confia da loria deltas, e nao provoca
revoluces. Oulro tanto nao quiz fazer a op-
posico...... mas 1 So prosigamos, narremos
simplesmente os factos
'J inda a cmara dos Sis. deputados ebegado
em suas disiusses a um ponto de calor e ve-
hemencia que Ihe tulbia a liberdade de deli-
berar. JNo meio dos discursos m.iis bem de-
nida a ou Ira porqo, igualmente diminu i,( urna revoluco. em umi cidade que conta
de senadores, delideram levar ao Monarclia
lima represeutaco, e fa/.er intervir a vonlade
imperial, sempre resucitada pelos Urasileiros.
mais de lio.000 dadilanles com a briosa
guarda nacional, fiel aseos juramentos, com
os sempre leaes permanentes*
entre eHes que violavam a lei, e o governo IVa praca aconRanca havia renasc l> com
que a queria i'xecutar. | i noticia do decreto do adiamento, astransic-
Essa represeutaco, primor de lgica, 1 c9e tinbam-se activado a all'.indeg renden
nptimo documento Tle agnardam as reflexoes
da histeria, Cumpria qu houvesse um pre-
texto mais ou menos plausivel para acobertar
a resistencia que os representantes oppuudam
ao governo ; nem podiam elles ir ; presenca
de S. M. I. reOconfesaos de injustificada re-
voluco: o governo eslava em seu dicito a-
(liaurjo as cunaras; forca foi por tanto contes-
tar a |oi"alidaile n do aclo, mas da aulori-
dde de que emanmi : e pois nao recuaram os
representantes. e declararara que desde 11 de
marco era o governo da regencia illegal u-
Suroad r !
E' mafoa profunda para todo o liomem que
preza a patria que quer antes de ludo vel-i
anida e feliz e tirar todo o pretexto a nova*
reacees e dUcofdias, o ver como domens de
criterio, e que a idade e a posicSo social que tudopoderia anda l'jzer-s.:, senio de lodj
mais que o ordinario, o consalado ka alguns
despachos impjrtantes; e oajontamento du
campo em nada inquieta va aos que d iscanoa**
v,\m na jusica da Cauta do governo, e no pa-
triotismo das cunaras.
Mas o govern > que davi 1 odiado com pru-
dencia til, que nenhumi arguic llie pida
ser dita, havia recorrido, com os seus oppo-
silores ;i mes.na autorilide; a vontade dj
Monircda esteva mauil'esta (ulvea teja este
um (bis cas >s rarissimos e excepcionaes^m qu 1
no systftma representativo a Imittam >s que in-
tervendi a vontade iiessjaj do .Monircha) ;
nao seriam de ceno os governstaa que seibo
baviam de oppr
l'udo eslava pois consumid) sem miior
lesordem, sem mais aturada in^uietaco ;
oceupam devism tornar reQeclidos e pruden-
tes se animaron) a soltar urna palavra que os
constilue a elles proprios em dimcultosissina*
pn-icio Si o governo era illegal, to I01 os
seus actos sao virtualmente nudos, lodos ca-]
dne.im. e ou devem ser revalidados agora, ou
declarados expressamcnle nullos ; se o gOVC-
no era illegal torna-se legitima toda a resis-
tencia que qualquer queira fazer s ordens
d'elle emanadas e d adi que dorrivel con-
fuzo !
Se o governo era illegal, como recondece-
ram lodosos nobres depulados e senadores a es
se governo, desde abril at aa de jullio ; ci-
i se oceuparatn com suas proposlas ; como
responderam ao discurso le abertura da sesso;
como emfim logo e:n abril nao se oppuzeram
usrpala :'
Muito pode a cegueirado espirito de pirti-
"do, JNo atlenderam os nobres representan-
tes que essa aecusaco, que dirigiam ao go-
verno, reverta com muito miis forc sobre
elles proprios... mas desculpemol-os, que nobre m^ cegeoenthuHiasmo. e o triumpho legitima e ** permanente, delles os que eram
todas as imprudencias: ao menaa muita gen- IPmo e senadores assignaram un pape|
te assim o pensa. a 'luc ^' tulo ,1o re-
O que porem mais que muito no sorpre->obs.imento damaindade de S M. olm-
bendeu, oque nao podemos demudo algum l),;r', r *
smeldante re-|. Mttocomegou urna discussj0, que un
egtmente, ao menos com umi appirenwa
de legalidad, Retirasse n-se es senadores a
depulados pira suis caxas 1 no dia seguate
reunisse.n-se. convocad >s pelo giveruo, em
snis-respectivas cmaras a do Sis deputa-
dos, que. j; havia eomegado adiscusio da
maiordade, votisse com urgencia ; que-u se
l!ie opjiora depois de Inver S iVl, 1. dado a
conhecersua vontade ? JNesse mesmo dia po-
de.i ter o senado adoptado, sannecioaado o
governo a resolnco, e na quinta feira 1 lar-
de, ou na sexti feira lomado o Imperad jr as
redeas do estado, sem qu! nuve.lS es .'iras s
condensassem nos horlsontes da patria
Mas assim nao se ici; achou-se que se de-
via continuar a obrar revolucionariamente.
Oscidadios reunidos no senado, o no campo
de Santa Aun 1, (cujo minero lii|!ia avult 1 11
c ia continuamente avult indo desd 1 que se es-
palhara a noticia da declara 9 lo deS M. I o
da completa acquiescencia do governo), nao
sabemos com que titulo, s ib a presi lencia da
Se o governo era usurpador, sendo irrespin- P'rava a uus, 0calor C< Oe.llhusiasmo inni-
saval o regente, sendo seus ministros o<'res- rava outros ; as mais tristes provo-'a<;ds>s oar-
pdnsaveis, so'.re elle, signatario da represen- ";i,n d '"blin 1 ed >s I il.ios de um h ftn m,
taco, sobre elle e seus collegas, ministros ni flue qndo esqueeessequalqaar eutra consi-
a Sen boca I) Januaia er. de/.oito *'"aeSo ao menos da de es,ir le obrado, qu
dia em qui
anuos, di ve canir cora
toda a su 1 forca, a ao- circunst-inei bou ve em que deven a vidi.
cusa o de usurpador! Qualifique quem e-ieaquem diante de urna etnSo numerosa
quiser semelhanle procedimento, nos conten- nrallido, f.natisada pelos griloi e vocifera-
tamo-nos com lastimal-o, e fazemos votos ao goes queouvia 5 denominava mmsiro, sm-
co para que nunca o imitem nem mesmo nos- guiarlo, canbal que se cevava le singue ,
sos mais figadaes inimigos. 1e ''a e folgava no meiodelie a ver se as-
Sibcndo o geverno da deliberagao que da- *m .'. mis s Ide quebraram as vidragas ,
va sido tomada pelos cidado; reunid >s no s Ide insuflaran) a residencia !
paco do senado, entendeu que era'do seu de- Admiremos a bondade do povo (lamnense,
ver, ja que appellavam
elles pira a vontade sua docilidade, seu horror aos rrimes ..
do Vlonarcha, j que faziam tremular to sa- cidade esleve desde entfio sem auto-idades ]
g-.ida dandeira, saber tam dem directamente o presidente da reunio incooil docam-
qjal era essa vontade, e obrar confrmese po de Sancl'Anna po'-se em communieaejo
ella manifestasse. O Vlonarcha entendeu que directa com os comman Untes di forca arma-
dcvii por j em sua cabeca a corja de espi- da; d'elle pirliram as ordens que lor.mdi-
nlios da goveroanya, entendeu sem duvida das, o governo, anda nico d-gil, eslava
que devia assim dar um desfecho ao drama sem accio, nem ao menos houve a deferenria
que seu coragSo paterno, seu amor aos Urasi- de communicarem-se-lhfl as ordens que era.".
leirps receia va que viese a ser enssnguenla- dadas. Enoenlanto apenas houve odesa-
doj o Imperador Constitucional e Defensor cato cima mencionado; nio nos coazla qus
Pemetuo do brasil disse que- quera j ser houvesse assassinio ou roubo algum. Culi
declarado roaior ; seu desejo pea fim a lula, essa gloria ao povo da briosa cidade do liio d
Poderla o governo ter recorrido for^a : Janeiro !
no paco do senado nao eslava reunido nem O apedrejamenlo mesmo da caza d'esse q'
nvsmo um terco da represeutaco nacional pospondo lodos os seus 1 osen lmenlos 111 bo-
ixmmesmi lo ios os senadores e depulados radoperigo, invocado por seus anligus alli-
o|posicijnstis; nos arredores do paco anda aJus nj havia um s momento hesitadoem
nai havia seno alguns estudiantes das acide- assumir a responsabUidade de un acto,qud
mas, alguns curiosos, e uu> ou outro maio- talvez mu brevi 'ja considerado- como o
rila ; mal subira o numero dos que cstavam mais brlbante (lorio de sua gloria ; fui geral
retnidosa uus aoo bomens; nao era de certa e immedatameute condemuado, e ui bi-
li forte esse oucleo quedells podesse sabir verem sido as provocaedes d'essa discussfo ,
______________________--------.------------ talvez mesmo a mesquinha viuganca de cer-
si. c ariependi.lo do papel que fez, declara tos individuos tivesse recu 1 lo dianle d elle .
jsiu iiuiciu nao uasiava ; as iriuunis un w- h j'" "" > ~ -------------------------- ------- :-------, -, .
mar e seus conedores viram-se atuldados de do poni em que se reunissem, nem se amina- qie tul nada conlnbuiu para que os senado- JNao taremos aqu nma cotle.ao UM sua -
a proclamai'-se representantes da uaga [ r di minora se eetirassem do sali elossem mes rasgos de eloquencu que eniao 101.uu
^


RI DE PERNAMBCCO
,
vernitdelegalidadeaoquefazianu
Por le, aassemblea geral nao discute,
Wtas as duas cmaras, seno nos casos do
rtipo M da conslituico as mais ve/es que
M acham reunidos os dous ramos do poder ie-
ao s as scssoes de apparato. em
Ora a
ST Aluga-se um sitio na soledade entre o
palacio do Rispo e o pombal muilo grande ,
com casa ratificada de novo trata-se na ra
do Vigario n. 7.
cy Precisa-se alugar urna casa terrea ,
lobrado ou mesmo lojas da-se i* a Mono
mei.saes na ra do Ranj;el -obrado defronte
se acha
6e 11111 lea geral.
E para que foi essa srena, digna dos me-
lhores dias da convenci francesa s qa'
rcolivo que a legitimava ? S o gasto de mul-
tiplicar desorden, de nada fazer com di^ni-
tlade e socego ?
Porisso nodia seguinte os deputados e
senadores nao participes dessas scenas, convo-
dia cobrar.

V visos Mari irnos.
PARA LISBOA at fins do corrente o
Brigue Portugus S. Joo Baplista Capito
Manoel Jos de Soasa por ter a maior par-
te do seo carregament promplo ; quem qut-
ser carrejar 011 ir de passaem para o que tem
de do servico de casa um jarro de prata, um
par de fivellas ditas doorada de bonito mode-
lo para Padre resplandor e titulo para Ima-
gen de Ghristo, colheres garios cabos de
facas ludo de prata urna catxa dita para ra-
p um realejo que toca dando-?e corda, urna
rotula para porta um selim arriado um
berco de condun un,a rede grande urna
ramela de amarelo e um caxorro do reino
muito felpudo ; as 5 ponas D. 23 onde tem
'.ampiad. .
Sjy Urnas vacis com suas crias bem Hui-
das e que Vtnda ddo algum leite ; na estra-
da de Joa"o de Barros sitio da viuva do talle-
cido guarda Mor.
CT Dous pardos sendo um carpina e ou-
tro afaiate e ptimos para bolieiro ; na ra
doVigarion. 7. ,
C9" Potassa Russiana de primeira qualida-
de por ser o verdadeiro perlace e muito
ora-, n.i ruado Vigario n. i5 escriptono do
Coronel Menezes.
tsr Um bom escravo de bonita figura de
idadede i4 annos bom canoeiro e cozinha
o diario de urna casa ; na ra estrella do
Rozario D 29 no terceiro andar.
roquim setim e cordavad ditos de cour(
de lustro para homem e senhora ditos bo-
tizinhose chiquitos para meninos, chinellas
de marroquim para andar por casa chapeos
do chille de todas as qualidades tanto de aba
larga como de copa alta de 4ooo para cima ,
pistolas bandas de retroz espadas bicos
de linho fitas peitos de camisa a 1000 ; na
praca da Independencia 11. 7 e o e miude-
zasembo'm sortimentona rda dos Quarteis Io-
ja por baixo do escriptorio da Companhia.
cy UnPnegro moco de bonita figura, pti-
mo para todo o servico; na ra do Crespo lo-
ja D. 5 lado do norte.
Escravos Futidos
OT No da 10 do corrente fugio um es-
cravo de nome los de nacao congo altura
regular cara redonda com buco e feian-
xao levou vestido camisa de xilla azul, cal-
cas de brim branco ; que.n o pegar leve a ra
da Conceicao da Roa vista em casi de Jos de
Lima que gratificar.
ssy Roga-se a todas as authoridades po-
liciaes, e pessoas particulares a aprebenco
racaly
Hiate Flor da laran^eira de
.ehou o presidente d essa reun.ao popular construcefo e segu para
..orno era ao mesmo lempo presidente do se- H amiel,e .
eitu a reunio popular da vespera : por isso
jbei la o
CJ- O Leilo de Alexandre Mackay Si C. ,
trans-
aos-
he posse do governo : por isso toda a con-
tu ao quesubsliluiu o jubilo que leria ani-
11.. lo a c.dade do Rio de Janeiro se a ludo
huuvesseu presidido urdem e regularida-
de. .. annunciado para 21 do corrente, fica I
Urna populaco essenculmente roonarch.s- ferd a ,erca feira ,5 as lohorai da
taco.no do U10 de Ja.tro urna _Ppulcao nba ^ no seu arm,zem (|a ra da Cruz. CT Um ptimo sitio na Povoacao dos Ja'Boa vista desla Cida"de^7onsirq7he "Z
cy George Deane & Companhia fazeai Affogados def-ronle da Igreja do Rosario, marada de um cabra de nome Benedicto sa-
de urna escrava fgida no dia sabbado de Al-
ET Urna cabnnha de idade de 5 anno ^^ ^^ anno ^ ^ |||e| $
recolh.da cose bem e faz lavarinto e com Getmdes ( Je naco djJ dildeude
pnncip.os de engommar e cosinhar ; na annos ^ lem caj)el(JS brancos ? eslalura _
ra nova ultima casa do Gadaut. I rostQ mudo |os reu|ares
Cf- Umbom cvalo para cangalha ; em o p esjuerdo mais la?go que o di-
S. Amaro em cas., de Manoel Pere.ra Lemos. ^ e temHn0 peil0 do p esquerdo urna si-
t^- Urna negnnha de idadede i annos, calrz redonda do tamanll0 de urna mopda de
sem vicios nem achaques, de nacao benguela ^ v|ilens d(j nQ exo de ^
e nova na trra 5 na ultima l?)a de faxendas .e er(Ja falu.|he um denle na fren,e
na ra do caes indo para palacio. e ft frenle dos mesmos ,,e aberU men(js og
S^- Umarmazemdesd com seus perlen- da frenle > ^ p esquerda ,em uma xMf.
ees, e quintal para rancio de cavados as de dUas polegadas de coroprido procedida de
5 ponas D. ai urna canoa de amarello que uma $ da ( em ambas flS g tem _
carrega b a 700 t.|olos de al venara de um des marcd5 de Lechigas e sarnas, levou um
so pao, era estado de se poder abrir; na ra veslido de hamalote amarelio com listras .
dapra.aarmazmdecarne defronte de Jos putro dito de chita amarell, com listras e fio-
Higmo de Vlirunda.
ssr
de ira
res encarnadas camisa de algodo baeta e
Lma escrava creoula boa eogomma- sa^ ,)reia um taboleiro esta preta he bas-
, na ra atrai dos Martirios D. ib. la|)te ,adina f e lo escrava do failecdo Gama
que lodos os aunos [ desda itSy para cu ] na
cite de 2 de dezembf
to e excessivo coutenlamen
o manilestava lao juj- |p|a0 por nlerVenro do Corretor Olivejra com duas grandes moradas de casas cosinha
lamento esteve carre-- de uin uoin soljn)e,lto (je fazendas in;lezas; fora estribara para seis cavados senzalla
do enlhusiasino que devia ostentar viu quasi
dtserlos os camaroles anda da segunda or-
de.ii-
paleiro escravo que foi do mesmo fallecido
Gama e hoje do^ogro do Sur Jos Fran-
cisco de Barros do engenho Garana ; quem o
pegar leve a Manoel Jos Gansalves Braga .
fandega velha. ba e tanque para banho dois grandes vi- ju,,io aoarco deS. Anlouio que ratificar
IST" Que faz Joo Rernardino de Moraea e veiros grande orla logar para olaria com com Kenerosidade.
Castro, no da quinta feira i? do corrente, barro para lelhas lijollos e mesmo para
gida e inste ueste da, era que lao uiana qUar|a rera a(, do corrente as 10 horas da para pretos duas cacimbas sendo uma de
ueveria ter-se mostrado. O tl.eatio em vel man|i;i em p1)nt0 n0 seu armazem ra da al- excedente agoa de beber e outra com b^rn-
seguinte pouco mais de mil Do esses nu-
meios exacta idea do estado geral de inquie-
ta^o e anxiedade que nao deixava que appa-
recesse o amor a mouarctna de toda a poj>uU-
V e 11 ci a s
tST Uma escrava sem molestia nem vicio
algum ; na camboa do carmo, I) deis.
tsr
de setim ; na inesma casa cima.
SST Uma estola mui rica : no aterro da
os para que Mas consequencias sejam piospe- oa
ras para que desfa^am-se ludos oa recelos e
que uj apureudaiu 08 ambiciosos o meto lo ^ *"
comcsiuho de calcar aos oes a le ea consli- .
gao
Mas emfim tudo est passado ludo con-
cluido ; agora so nos 1 esta acceiiar o laclo
consumado respeital-o faer votos aos ce-
vista se conhecer melhor as comodidades
que tem e muilo principalmente sendo por
mdico preco ; para se ver no mesmo sitio ,
e a traclar do ajuste no Recife na ra da Ca-
Duascolxas, uma de damasco, e outra ua"-2f), casa da viuva de Anacleto Anto-
nio de Moraes.
SST Un troca-se por uma escrava de idade
Alo vi 1 tiento do Porto
NAVIOS ENTRADOS NO DIA i,
HAVEM ; 55 dias Brigue Sardo S^altor
de 180 tonel., Capilo Francisco Crux t
tui^au
[DoBrazil.]
Avisos t* i verso.-
t&~ O abaixo ftfsignado lendo comprado no yi
dia 16 de Agosto de 8ri a varios negocian- e g.
les desla praca toda divida passiva de Luiz jsr Vinho do Porto em barris, ptimo fa- niarinha com ancora e coroa ditos para of-
Ignacio Pessoa de Mello por -4:127,5q5 e ra engarrafar, ou para casas particulares h^aes d0 estado maior com o letreiro'de P-
cora prometeiido-se a pagar com os prasoa de por preto muilocommodo ; no Recife arma- dro II espadas de roa para olficiaes a tJoo ,
Feliz de aaa tonel., Cap. Antonio Luiz
Gomes equip. tt carga gneros do
paiz ; a Antonio Joaquina de Sou/a Kibei-
ro passajjeiros ii po tuguezes.
j servico de pollas dentro de uma casa di- pretos, marro.juius l'rance/es prefumaiias bicos de todas as larguras, fitas de garca de
rija-sea ra do adre Floriano U d. de todas is especis boioens de musiarda, |a_ todas as larguras e de bom goslo macass
^C^" Gabriel Gonsaves laz scienle ao res- cas e garlos de cabo de marfin lencos de se- perola a 20 o Irasco as verdadeiras pilulas
peitavel publico que vai por loja de faztu- da de todas us cores a uoo eslojos de duas da lamilia em Irascos de 5o cara o seu com-
ds de lodasas cjuulidades a saber t sarjas, navali.as tuui tinas pistolas de alcance, dit^s plente lolhete a Joo, e excedentes bichas
selins de uiaiau, seda de todas as qualidades, pequea, fitas para cinto mui bonitas bu- randes chegadas ullimamenle ; na praga da
bros transados mad ipoluens, sitas tinas de hs de metal para cha e.oulras muitas ga-; IiidependetiLia n. 20
boa qualiudde algodo/inbos. estopa, e xi- lantartas por preco comniodo. pv ip^ iolius de Lisboa a 3ioo ditos iran-
ia. i,o Leco do padre onde esleve o mestre bar t^> L:: escravo de nflro benguclla de cezes obra .tjuiIo bem f'eila a 7000 sapalos de
btiro esta lo a vai a er as das mellioies no idade de l anuos, de bonita figura ; na ra bezerro butzeguinsde dura,ijue pelo e de
heu soi lbenlo ludo 1.01 pieio Lauto lano lia- .direila venda que fui de Jos Lourenco. laerasauito em cotila, sapalos de Lisboa e
aoowuu umiiuio, |_ sr Um moieque de boa conducta etilfa- [fraucwes paarseimora de duraque raar-
geiros4.
PlifLADLPIlU ; 61 dias, Brigue Ame-
ricano Laguna de tj tonel., Cap Tira-
na/. Morale equip 9 carga familia ,
bolaxa ; a A. Schramm fuudiou no la-
tneiro.
SAHIDO NO MESMO DIA
MARANHAO'; Brigue Escuna Nac. Laura,
Cap. Lu/. Francisco da Silva Santos car-
ga varios gneros passageiros 5 e 35 es-
clavos.
RECTF N A TYP. DE Ai. F. DE F. io*<


JK.-*
2c^
*^>V
**-,
<*&# &*^S4Pr o^Ss??__
QGO0DOGCC
)
PKaBAS,
Dedicadas d S. M. 1. o Sr. D. Pedro x para seicm lulas na
noite do dia i'S d //gosto, na occazio de se soltar o foso
artificial, que em applauso ao Mesmo Augusto Se-
flhor, mandn fazer a. Cmara Municipal
d\'Sta Cidade.
Salve oh Dia de paz Da de Gloria ,
De Julho Vinte tres Dia inmortal ,
De marmore no mais rico pedestal
Mereces ser inscripto p'ra memoria.
Cessem de JN'uma Tito e Marco Aurelio
Os renomes que enchem todo mundo :
Novo Astro apparcee que os olusca ,
O Magnnimo Heme Pedro Segundo.
Jo ve querendo dar aos Brazileiros
A mor prova do seu intenso amor ,
Deo-lhes dos sena thesouros o mais rico ,
Fez Pedro do Brazil Imperador.
Supplante-se a anarcliia o despotismo ,
Reine s no Brazil paz uniSo ;
Pedro existe no Tlnono e delle s
Depende do Brazil a salvat o.
Alegra-te ol Brazil levanta a fronte ,
Qu'hum porvir venturozo'o fado'augura ;
Em Pedro leus a onle perennal ,
Donde correm os rios da \ entura.
>'o Permesso surcando as ondas bellas ,
Do Monarcha Bra/.ilio os graos louvores ,
Em quanto mundo liouver levemos todos ,
Por onde o Sol levar seus resplandores.
No Templo da Memoria collocado
O teu Nome inmortal, quedesta sorte,
Izempto ficar da lei da morte .
Ser semprc no mundo celebrado.
Da Olmpica morada eis novo Alcides
Baixa edestre a hidra amotinada :
Gracas ao Grande Pedro ao Forte, ao Justo,
Que assim nos livra de voltar ao nada.
De Septembro o Augusto Dia Selle
Nacao Independente o Bra/.il fez
A vida conservou-lhc a honra a glora
De Julho immortal Dia Vinte Trez.
J da Fama os i larins alti-sonantes
De Pedro o Augusto Nbme apregoando
Estalo pelos (limas mais distantes.
Mais prestante que Tilo e que Trajano
O excelso Monarcha Brasilriro
Da Gloria ao Templo jJ s elleva ufano.
J Pedro do Estado o leme rege .
Bazede coraces Ihe escora o ihrono ,
SoJove existir que o nao iuveje.
\ iva o Monarcha I.u ido Benino ,
One mais .Sabio ser mais Pi eJilStO .
Que o mesmo Nutna Tito e Aotoniuo.
las Pedro surge Prora po e disvellado ,
1". o Brazil libertando alai ha os damnos ,
Do monslro queja dea suplanta u .
O Meroe do Brazil Pedro Segundo
\ era seos Povos curar seus males ,
Qual Sol que v e vivifica o mundo.
Alegra-te oh Brazil Brazil Potente ,
Se fosle n'outro tempo desdi tozo ,
Sobre o Throno hoje tens .Monarcha ingente,
O Imperio do Brazil as maos de Pedro
' Abri principio de'pocas sublimes ,
Ainda mais sublimes que as de Alfredo.
^ -
Ao nclito Monarcha Hroe amnz->,
Eleva a Fama bum Templo magestozo.
Ilum peito em que a v rinde s florece ,
Aos fiis Povos seus Pedro oerece.
O que be das Musas dio as Musas eantem ,
O que he dio dos Geos, aos Ceos mandemos.
Os louvores de Tilo o Mundo rala ,
Tito a Pedio Segundo nao iguala.
&
&
O)
m
gJ
0
t

ra

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o
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B
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Pernambuco na Tjp. de M. F. dcFaria. 1810.
'QQm


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