Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04706


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Full Text
A uno de 1843.
Sabbado 23 de
Indo ifori depende de n/.s mesmo : da nossa prudencia modeaciio e energia : en*.
liMMM'MMO fmwifilWW c aeremos aponlndos cura admirarlo ntre as Narvrs n-.ais
el' (Proclamaran di AssemblCa f.eral do eriwil.;
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Ciii-'i"'* f',r*t," > c Rio grande do Norte fecundas e sextas feras.
Bobi iMHu" .. 0 c 24
t'.tbo f-eiifiRae Rio r'nrmni. Porto Caira, Mar-i,'. e Alagla no I. *
I i> 3. Sanio Ahijo quintas feias. Olinda lodos os dita.
H.
RAS da semana.
iS Se. Mminha V, M. Mane Aud, do .1. de 1). da 2 .
11) f$$). Yi'enlc de Paula. Re A.d. do J. .le D. d 1. r.
20 Qj*rt s- l'.'roiiimo Emiliano. Aud. do J. df 1). da 3. t.
21 Quinl. Pnufcpde* N M. Card. Aud dn jirit do D da 2. V
22 Srx .Mari Magdanrli. Aud. do.l.de I). da 1. t.
23 S.ih. ji'jum Apiillin.no. Ral. Aud. do J. de T). da 3. t,
24 0>:n. a. Chrislina V. M.
IlllllO.
Anuo XVIII. N. 157.
> O Diario publira-se lodr.a os dias qne njo forem Santificados : o |>ree0 da aiaignaiiira La
W ira* mil taii por Mtartel pafOa adiintidos. 0 annuiii un dos a(si;nan|cl gj inujidua
|i gratis e oa dos pe o njo fuu'nt i raido de SO reis por linda, Aa rerlaaueoVa de\em ur
"sa dirigidas a esla Typogralia run da. CrWM f. 3, oa a priri da Independencia luja Jo litio
/ Numero 37 o 3S.
CAMBIOS no da82 08 JOLITO,
compra venda.
Cambio aahre I.ondrea 2t J m a Paria SAO raa p. iraaOo.
.. Lisboa 100 por 100 d pt.
Moeda de robre 4 por KM) de descont,
dem do letras de huaa lirmas te a 1 e {.
Ilesoonl" de billi. da Alfanil- 1 a } i
ter.
Olido- Moeda de fi.400 V. lii.HOO
.. N. i.i.SOl
. de 4.0110
Piui PataevM
Peros ('oluoiiiares
dita Mriiran.s
rinda
s.soo
1.S2
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t.Sl*
1,040
16.100
10.000
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1 ,K4ti
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Pleamar do
a boras t
i.'
tlia 23 de Juilm
l*i m. da maii':."i.
a i horas e \ m da larde.
PIUSES IJA LA NO MF.Z B JDLIIO.
Quarl, ming. 'MI -- a 0 luirs e 24 m da larJ.
I na Nora a S-- s 4 horas e 4 m. da nianli
Quarl. frese, a 14 -- ka 7 luirs e 4 m da tard
Lu eheia 22-- s S horas t 3G m. di biiuIi.
IMAItl O IV P E111\ /
PARTE OFFICIAL.
COVERXO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 20 DO CORRENTE.
Ofieio Ao Inspector da thesouraria da
fazenda ,. participando qnelevouao conhe-
eimento doOoverno Imperial, para que re-
solva respeito como mais conveniente jul-
gaf nao haver a Assemhlea Legislativa Pro-
vincial na le do orgamento para o corren te
anno fnaneciro consignado quantitalivo al-
gum para o pagamento 'Jos sidos c mais
vencimentos dos cornetas c clarins dos cor-
pos da guarda nacional, e nao ter sido igual-
mente votada na lei geral do oreamenlo para
o mesmo ano linanceiro somma olguma pa-
ra simiihante despesa como S. S.J declara
em oflieio de 16 do corrente.
Dito Ao administrador da meza do con-
sulado acensando recepgo do seo officiode
lodo corrente que acompanhou o mappa
demonstralivo do rendimenlo o despesa ge-
ral o provincial'd'aquella reparco orga-
uisadopclo Jimanuenso Domingos das Neves
Tcixoira Bastos c significanilo-lhe que es-
ta puerta Coi recebida com nspecial agrado.
Ditos As juntas qualifica.ioras da Gloria
do Ooil Ipojuca Bom-jardim e Pao do
alho acensando recehidas as listas dos cida-
dos activos e dos fogos das respectivas fre-
g es i as.
Dito AoExm. e Reverendissimo Direc-
tor do Lyco, remetiendo um oiTIcio da c-
mara municipal da cidade de Olinda em que
|iouc a creagflode mais urna cadeira de pri-
meiras latas para miuiiiicis fim do. que in-
forme sobre a sua pretenQao.
DiloAo Delegado interino do termo do
Santo Anto, intelligenciando-o de haver
remeltido ao administrador do corrcio geral
resta' cidade o estfelo ,*que ah foi preso ,
Jissim como para a escuna = primeiro de.A-
liril =, alim deservir na marinha o re-
inita Lili/ Fclis da Costa.
Dito Ao Engenheiro em chefe di/en
do que fica inleirado do que partecipa em
seo oflieio de id do corrente acerca do abati-
menlodo arco do thealro em construcc.o ; e
recommondando-lhe toda a frequencia na ins-
pecc.no dos trabadlos do mesmo theatro,
para evitar que appareca um segundo de-
sastre.
Dito Ao inspector da thesouraria da a-
zenda, participando-lhe que vista do
que S. S.a pondera em oflieio de 2 do corren-
te k-vou a consideraciio do Exm. Presiden-
te das Alagoas os obstculos, que ha. para a
exocncfin do ftlglins dos arligos da le rfaquel-
la provincia iloS de Abril; e ordenando,
que ponha em execuejio os demais artigo,
que julga exequiveis.
COMMANDO DAS ARMAS.
BXPED1ENTB DO DA 20 DO CORRENTE.
OflieioAoExm. Presidente, remelten-
do-lhe a omita da despe.sa feita com a guarda
dos Aflbgados e rogando-lhe houvesse de
a mandar satisfa/.er pelo arsenal de guerra.
Dito Ao mesmo Exm. Sor. pedindo-
Ihe permigao para mandar incluir nos prels ,
e relarjes de aiterac/iea da (orqa da guarda
nacional destacada em a cidade d'Olinda o
corneta do primeiro batalbo Joaquim Joze
de Santa Anna, fazendo-se a necessaria com-
municaco as thesourarias Provincial e (le-
ral.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. devolven-
do-lhe competentemente informado o reqne-
rimentodo segundo lenle Joze de Barros
Pimental que supplkava o pagamento dos
| sena sidos desde 18 de Dezembro do 1850.
\ al o lim do mez prximo passado que dei-
I sarao do ser cobrados pelo batalbo por catar
! fora da Provincia.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. remellcn-
| do-lbe o reqnerimenlo do primeiro cadete
PYancisco Joze Marlins do terceiro batallio
d'aitilliaria que tendo passado a maior em
ISdeJunbo ultimo, pedia faculdade para
continuar seos estndos preparatorios faeul-
I dade que gozava quando menor.
Dilo Ao mesmo Exm. Snr., restituin-
do-lhc informado o requerimenlo do ex-cabo
i de esquadra Manoel Francisco Rodrigues,
i que pedia ser transportado a provincia do Ma-
; ranhfto lugar de sua naturadade.
DitoAo mesmo Exm. Snr. devolven-
i do-ihe o requerimenlo de Joana Mara da
| Trindade edizendo-lhe que s a Ihesoura-
| ria eslava habilitada para informar sobre o
objeclo de sua pretengao.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. remeltcn-
do-lhe informado o requerimentodo capitao
F. d*Asss M. Gumaraes que pedia s?, Ihe
ajustasse conlas cm vista da guia que trou-
xe do Maranho.
Dito Ao Exm. General commandanle
das armas da corte, remeltendo-lho a guia
do primeiro cadete Francisco Pinto de Moraes
Castro que se ohVrecera para hir servir no
exercito do sul ou onde o joverno imperial
julgasse conveniente.
Dito Ao Desembargador chefe de poli-
ca remettendo-lhe a copia da sentencia ,
que em 13 d'Agosto de 1854 (bra dada pe-
la Junta de justiga ao R. Mathiasdas Cie-
gas pelocrime de sediego militar ,
rnentos a bordo da chama Carioca .
e fe ri-
ficaudo
assim salisl'eila a exigencia que li/era por olfi-
co de 18 do correnle.
Dito Ao commandanle interino do quin-
to hnlalhao da guarda nacional desle muni-
cipio, ilizendo-lhe (pie com eifeito rrcebera
o son olliciodo primeiro de Junho e relaeao
que o acompanhara mas que se no reeor-
dava se o guarda Luiz de lc ranea Mei rolle ,
fAra o portador, no entretanto que esto guar-
da nao pertencoo, e nem pertenceao batallio
de infantaria do guardas nacionaea desta-
cado
DitoAo Engenheiro L. L. Vauthicr ,
di/endo-lho que nao dera ordem para Ihe ser
aprsentadoo sollado de cavallaria que requi-
sitara em IfJ do fifrente por assim ser con-
veniente 80 servico.
Hilo Ao lenle coronel commandanle
do balalhao provisorio devolvendo-lhe o re-
querimenlo do capit&O Francisco Pinto do S,
para que o inslruissc segundo o decreto de "1
de Julhode 18l.
Dilo Ao mesmo para que coniderasse
addidonodia 12 do Junho ultimo oex*solda-
do Eustaquio Joze com vencimento d'elape
somenle por l regmentaj para ser traetado, enoqual Ca-
lecer nosta data.
PEHWliill'GO.
SODRE 0 NOVO SYSTEjiA D HAMII.T0N l'Atl.V ENSINAR
I.I.NG0AS.
Artigo I.
Gestudo das ingoas vvase umitas forma
um dos priuieiros ramos da educado actual.
Que pessoa h ah dedicada ao esludo que nfio
passasse tres ou qualro annos da sua juventu-
de dehaixoda frula d'um meslre de lalinida-
de lyrannico o orgulhoso ? Est lambein
muito generulisada entre pos a lingoa france-
zc e sao bastantes os que se dedicam in-
giera. Nao he possivel pois dcsconhecer quan-
to seria vantajoso substituir aos mlhodos de
ensino at aqu seguidos oulros mais sim-
ples que ponpassem lempo, gastos e incom-
modos o porisso julgamos til dar aconhe-
ccrosyslema adoptado por Ramilln e que
um de na vio praticar na Europa com gran-
des vanlagens.
Hamillon nao pode pertender o mrito da
originalidade na invengao, pois j Locko e ou-
lros o linham proposlo cen annos antes: mas
pois que o Sr. Hamillon conseguio por ern
ortica este novo mthodo sua deve ser a
gloria porque delle tem procedido a ulili-
dade.
As obras relativas ao mesmo assumpto e
com igual plano publicadas antes do lempo
do Sr. Hamillon sao a edic/to da Rihlia .
com a verso latina de Pignini ; o Novo Testa-
mento de I.uben que he o texto grego in-
lerlinhado com a ti aduceao lilleral cm lalim
e allemao ; os pensamentos de Cicero pelo
Abbade Olivet nterlinhados em inglez ;
una obra franceza pele Abbade Radouvil-
liers em Pariz 1708 e a de Lorke .obro
a edneaco.
Neslc mllioJose propoein Hamiltou intro-
dusir Iraduceoes mu estrictamente litteraos
em vez de diccionarios o fazer tal uso deltas,
que nao seja preciso o diccionario por muito
lempo. Snpjionha-se que o idioma lio o ita-
liano c que o livro escolliido lie o Evange-
lliodeS. JoAo : segundo o syslcma d'Ham-
lon lem este dado urna clave da qual oll'e-
recemos uma amostra na seguinte (radnejo
para porttiguez :
Nel principio era il Verbo e I Verbo
3r0 principio eja o } p.yho r. o Veihn
era apprcsso Dio c il Verbo era Dio.
ara junto de Dos, o o Vt'ibo era Dos.
Ouosto era nel principio appresso Dio.
Etle era no principio perto de. feos
Per mezzo di lui tulle le cose fnrou
Por rucio de elle toda* aa cousas Joram
falle : c senza di lu milla fu falto di
\ jeitos : o *nm elle nada joi jeito de
ci olio stato falto.
atptlo que h sido jeito.
(n lui era la vita, o la vita era la luce
Km elle era a vida e a \ida era a luz
deg iiomni.
dos homens.
E la luce splend Ira le tenebra e lo
/.' t laz brilha entre as trevas e as
tenebra lianno non ammessa la.
trevas teem nao admittida a.
Vi fu un nomo mandato da Dio ,
.lllihuuvs um homem mandado de Dos ,
che nomava si Giovamii.
que nomea\'a-se Joo.
Qnesti verme qual lestimone aflim di
Esto veio quul Utstimunha afim de
as"
FL;>3I?il
JO.VO FERNANDES ANDEIRO.
CO.>HE DK 0EREM ,
1385.
. I D. LIANOP..
Improbe amor
( Virg--J?j. LU: ir. )
Povo de Portugal! Hoje comega o reinado
de D. Lianor... Julgasles que ella nao apro-
veilaria o i-nsejo quando osle azado se Ihe
antolhasse! Esqu cestesque eu sabia q' urJie-
ia para anniquilar Andeiro.. Andeiro, minha
vida ilion anjo da guarda Ai.deiro que
s quem poder tornar-me menos pesado o
scoplrode ferro e a eora de espinhos que me
dorao Ah que liaveis (car esmagados sol)
minhas plantas !...Credes que me nao sobrem
brios para ver correr o sangue dos Porttigue-
zes sem quo isso me faga nojo ? Ccm a mes-
la ndilTerenga o verei como se fra lym-
pha susurrando de sombrosa fonle Santa
Mara Val E' possivel que os homens me
hajilo tornado o corago do loque das cela-
das ?...
E D. Lianor depois- de ter proferido es-
tas palavras sentou-se apniando a fronte ni
uma das maos. Fm vestido de almafega pre-
taa cobra toda o que Ihe fazia sobresahir
a alvura das faces. Anda nao linda volvido
um credo quando se levanlou e achegou-se
a uma das frest >s esguias de architectura a-
rabe ou antes mourisca de sen regio apo-
sento : os raios dourados de um sol puro Ihe
dard-'javao transversalmente na lez paluda ,
eaqui e ali nos lapizas impriman figuras nio-
vedigas. Ah que s o pincel de um Apel-
les poderia f-xpressar o sublime do rosto dos-
ta mulher i
Balerao ; D Lionor foi abrir.
Irnhomern de esbelto lalhe e guapas for-
mas enlr.m.
Rainha de Portugal dase o desconhe-
cido.
Andeiro acudi D. Lianor que pa-
lavras essas na boca do homem que tem en-
trado no mou aposento....
Perdoa.....Perdoa.... eis-me a leus
ps...
E ao dizer ato Ihe apertava as maos com
ternura.
Ests perdoado- mas de lodo inda n3o.
Vem para o meu lado e melhor ouvir-me-
has.
D. Lianor senlou-se n'uma cadeira de es-
paldas que eslava ali prxima sobre um
estrado, c o conde dOurem se encostou a
um dos bragos.
Logo que se finou D. Fernando fs-
iles chamado sob pretexto de. assislir s suas
exequias e podestes vacillar um santiamn
sem areorreros ao nieu ehamamento ? .. Ti-
veste animo para te domorar no C^tslello d'Ou-
11............aMMBMB
rem ?... Ah Andeiro cnto cpnhcci que
me nao umaviis Emquanlo eslive ausente
de ti ludo me aborreca...os pass'-ios. as
justas... o trinar das aves...ludo me causara
tedio! As flores estavao seccas e mirradas...
os livros parecio-me escriptos por quem nun-
ca amara por quem nao sofrera as pungen-
tes dores da separago 0 meu viver era
mais doloroso do que o passamento do repro-
vado Quantas vezes me nao arrependi dte
haver amado !... Mas que digo ? ... Andei-
ro tu anda me amas... tu cuja voz suave
seiena as procellas da minha alma dizo quo
me nao has olvidado que eu sou anda a-
quella a quem tu cutre a fagos e sculos dizi-
as : que divisavas em seus olbos o lt u para-
so... profere cssas palavras angellcas, e jul-
gar-te-hei urna divindade sobre a trra .'...
Na me acoimes to do leve. Vordadc
que me demorei ; mas a lardanea foi per
que minlia esposa e ineus filhos essas flo-
res ephemeras, que apenas comego a bro-
tar, ej vem enfreadas e mingoadas de sue-
cos faziao todo o possivel para que os nao



i
vender tdslimoniauza .illa Inc.;
tender esihnunhn
ii
Ins
onda perfcondecido he pois trocado instantneamente | nada mais alem. O que lio bello oque he
omle por\ pelo condecido: o traballio polipario he d'unia forte o que he grande admitte o mais ou
1 natiire/a muilo penosa o ponpa-se no tem-! o menos ; no sublime nao ha termo rio com-
; po da vida o mais contrario ao Ira balito ; sen- parago. --*.
do to incommodo esto para alguna meninos .; N'arte de Escriplr dlstiiigueni-se trez sore-
que forma um obstculo insupeiavel para os' les de sublimes ; o sublime de imagem o
O Sr. Hamilton pertende ( e segundo pen-i seus progressos. U delles que preferem que' sublime do pensamenlo e o sublime do sen-
samoscom muila raso), que o idioma" se po- losflageliem ou que Idos riem qualquer ou- lmenlo. 0 sublimo de imagem pinta os
rie adquirir com muila mais racilidade e Jira penitencia. He intil dizer que um re- .grandesobjecloscom cores Ifio vivas, tuear-
promptidao com estas tradueges interlinear \ medio nao he bom se elle he tao nauseativo' rebata a admiradlo : citaremos como exem-
mozzo di
rneio do.
lu tull credessero.
elle indo* cressrm.
res, rio que pelo mthodo antigo de comecar que o doente o langa forzosamente
pela grammatica e continuar com o diccio- melhor niedecma a que se rieve administrar .
nario. seno a que melhor se pode tomar.
Supponhamos por agora que o nico ob-
jecto he lr o italiano sem tractar decscre-
v-lo ou fala-lo ; que o pupilo se inslruc a si
mesmo sem mestre por rneio da clave e que j
nao apprende n'uma escola mas em particu-;
MISCELLANE4.
nao he a '. po a pintura rio |>roccriimcnto de Nepluno em
' Homero o eff-ito produzido pela palavra de
Jpiter em Virgilio c em Vollaire as ulti-
mas expressoes na descripefio dn Bomba. O
sublime rio pensamenlo aprezenla ordinarja-
menle urna grande iileia expressaria nuri con-
i sizamenlo : tal he o famozo = fiat lux = do
Gnesis : laes s.lo tambem as primeiras pa
lar. Comparare-mos o plano rioterjaeha-
SIRUME.
Rale assumplo, sobre o qual exslem al- jlavras d Oracao fnebre de LuizXfVssS
rio a palavra italiana em urna Iraducco lit- I guns Tratados, sendo mais notavel o do il-i Dos he grande meus irmos. Lamartine
toral com o oulro de a buscar n'um diccio-! lustre Longino nao pode ser profundamente poem na poca de Dos estas palavras sublimes
nario ; e o inthodo de comegar polo esludo \ desenvolvido em um artigo de poucas linhas j dirigidas ao homem. =
da grammatica, com o de vir a esluda-la n'um | como este. Nao li fcil dilinir o sublime ,
periodo j adiantario nos conhecimentos ria | por que elle nao pertence ao dominio da re-
lingoagem.
Nao llavera queui nio admita que ha pou-
cas eousas mais inloWaveis que o Iraba-
lho de buscar continuamente signifleados
n'um diccionario: nem ha ohjecto algum mais
digno rie compaixfio rio que um rapaz choio
rie vivacidaue sentado um 'dia de bonito sol,
como sao estes nossos dias com um montan
de palavras que nao enlende diante de si e
que tem de traduzi-Ias ara purtuguez antes
de jantar com o nico auxilio de um pezado
diccionario. .Nao pode haver oulro ohjecto em
ver e registrar o diccionario, seno o de trocar
um som desconhecido por oulro que he contie-
ndo. Parece poisque nao ha causa melhor que
ario fazer esta troca no menor lempo possivel:
e que ser tanto maioroprogresso dodiscipulo
o tanto mais abundante a sua colloegodepala-
vras, quanto elle poder faaer mais lloras (Ta-
queras n'um lempo dado. .Nao se olhariaeomo
urna vanla ;em que o diccionario se abriste de
golpe pela pagina que se quer, e que. um rnovi-
mento simples rio dedo indico marcasse a pa-
lavra que se desoja ? Ganha-se alguma cou-
sa em empregar lempo prmero em adiar a
letlra P e riepois em adiar as tres lettras
PRl que servem de guias ? Pareco-me que
isto he s perder lempo 0 que nao se rieve
fazer seno quanrio lie inevitavel. Mas anda
ha um nflnldade de dilllcuhla les que so a-
montoam sobre o pobre principiante Logo
que tem adiado a palavra hade l rabal ha l
por descobrir qual he b sentido ri'.iquella que
he convera entre as diversas que Iheappre-
senta o diccionario ; hade considerar lambem
ocaso do substantivo a uniera da syntaxe
em que se deve enllocar o a relacao que ten:
com as nutras palavras.
S a perda rie lempo na parle raechanica do
trahalho he immensa pelo methodo antigo.:
riuvidamos muilo que um menino de talentos
medianos e regular applicago rie entre 10 e
11 anuos aciie no diccionario mais rie 60 pa-
lavras n'uma hura rieixandu parte agora o
lempo empreado em considerar o sentido rie
cada palavra quanrio j a tem adiado. Por-
tante, so o Evangelho de S. Jo lera 10,000
palavras lfiO horas se om pregara no mero
processo digital rie vollar as tullas : porm
em monos lempo que iso o mesmo menino
poderia aprender pelo methodo rie Hamilton
a construir os qual o Evangelhos, rom a
maior exacefid e a mais escrupulosa correc-
gao. A tradcelo inlesliiiear poupa o incom-
morio e o lempo deste trabadlo mechanico.
Immediatamenle debaixo da palavra italiana
est posta a palavra porlugueza : o som ries-
flexo ; sim ao do senlimento. O sublime
em todos os gneros li o mais alto grao de
T as q'un jour pour ctre juste
Tai reternit de van t moi
O sublime do senlimento parece estar ci-
ma ila natureza humana e deixa ver na fra-
cstenco, rie grandeza de elevadlo e de quesa ria humandade una constancia quasi
expressiio, a que pode attingir o espirito bu-i divina. (I retrato do justo pelo Poeta llora-
mano, li um nao sei que que fore a ima-jcio = juslum el. Icnacem &C oll'erece um
dexasse : parem a tua imagem foi superior a
tudo... o amor de um arijo leve mor valia que
o de urna crealura terrestre !...
Tua aiulher exdamou I). I.ianor .
levantando-se arrebatada : para que vieste a-
coniar o lefio que noseu anlro dorma pro-
fundamente ? Para que incitaste o tigre, que
j eslava farto de sanguc '.' '. Sabes quanto va-
le essa palavra rie anathema para urna mulher
que le ama loucameritc ? Para una mulher
quctcccdou honraras, reputaefio e que
devidiocomtigo o seu throno '! Oh mis*
ter que morra !.... Quero o seu sanguo... ha
rie soffrer a mais lerrivel das mortes... Tu
nao respondes.' Ficas quedoe immovel como
se te fugira a vida ? Ah descerra descer-
ra por piedade os labios e se me engaares,
treme... Em vez ria purpura vestirs a mor-
talha ; em vez de throno leras um tmulo !
ginaefio por um cara ter rie grandeza, ede ver-
riade cujo maravilhozo natural arrebata ,
exta/.ia transporta a alma v parece eleva-
la a cima ria natureza humana.
A pintura a estatuaria a muzica lera O
seo sublime, quo se manifesla pela energa ,
ou nobreza ria expressao.
O sublime se encontra algumas vezes em
um simples grito ria Natureza em urna ac-
co vii tuoza : oulras veze li urna palavra,
um rasgo um grito um mov ment, een-
lo oseoeffeito h semelhante aoefleitodo
relmpago ou rio raio.
O sublime h tSo indepondente d'arte ,
que tem acontecido ser produzido por pes-
soas que nao tem a mais ligeira noco (Pel-
la. Todo aquelle que estiver vehementemen-
te apaixonado, todo aquello que tiver a al-
ma elevaria pode achar urna inspiradlo su-
blime. Fis-aqui um exomplo queotTerece
urna mulher de condico vulgar : eslava ella
ameac.aria rie perder seofilho nico : desespe-
rada nio aehava allivio para tao acerba di?
Hura Ministro da Regiaoprocurava consola-I-,
riizendo-lhe que Dos quera chama-lo a si
para g<>zir da Remavenluran^a eterna ; e
lombrava-lhe a resignadlo e a obediencia rie
Abraham que por orriem rio Senhor devia im-
niollar seo lilho Isac sobre urna fbgueira.
Ah Exdamou ella Dos n5o teria exe-
gido de urna mi este sacrificio H o subli-
mo da ternura maternal. Todos conhecem a
celebre resposta rio grande ScipiAo acusado de
concusso por dous Tribunos rio Povo. Os
Cidariaos rie Roma mesmo os dous acuzado-
res seguirao o Hroe e nossos coracoes diz
Voltaire, o seguem anda. H por que Sci-
piAo tinha sido sublime o s ao sublime he
dado suhjugar todos os homens. Algumas
vezes o sublime se faz admirar no mesmo si-
h-ncio : o famozo Bussi le Clerc se aprezenla
no Parlamento seguido dos seos Satlites, e
ordena aos Magistrados que dem una Sen-
tencia contra os Direitos ria Caza rie Rourbon ,
ou que o acompanhem para a IJaslilha. Ne-
nhum Ihe responde, e torios se levanto para
segui-Io : tal he o sublime ria virtude. Do
que este silencio nao poda haver mais elo
quente resposta ; por que se h um carcter ,
pelo qual possa ser reconhecido o sublime he,
que elle he tal em si mesmo que a imagina-
gao o espirito a alma nao podein conceber
bello exomplo rio sublime rio senlimento. O
grande Corneille nos arrebata militas vezes
por o sublime d'esle genero : le = Moi = na
sua Medeia ; le = quil inourut do Velho
Horacio : le = soyons amis (auna = sao
passagens a que nada se pode comparar.
Conclusao : em lodos os-generos he mili-
to raro o sublime ; he por assim dizer um
dum inslinclvo : os escriptores em verso ou
prosa que tem a inania do sublime sao
quasi seraprc pretenciosos empnlados ex-
travagantes : elles parecem riescunhecer a
sentenciosa mxima = Du sublime au ririieu-
le il n'v a qu'un pas =r= Champagnac.
D rie la (..
AM0II FRATEttKAl.
Tin acontecimenlo revestido de circuns-
tancias tao extraordinarias que mais parece
aventura de enfeitar romances que faci his-
trico, acaba rie passar-se em una pequea
aldea rio valle de Rustan na Navarra ha ta
pouco lempo Iheatro de aronl''cnienlos b< m
i i ff rentes, e uns e outros riignissimos rie
memoria. (Copiaremos texlualnient-- a carta
que St-nlinlla dos Pyreneos escreve um
cuir sooii lente ri is Aldudes
Vou dar-vos parte de una tragedia digo
na desmemoria de que acaba de ser llieati-
o nosso valle e que rieve riexar rie si longas
recordac/es nestas nossas montanias tao se-
paradas rio mundo.
llavia ( porque j nenhiim delles exis-
te! ) na nossa aldea dous irmfios rie hbi-
tos e nclinaciles inteiramente dill'erentes,
que, nao obstante isto viviao juntos, uni-
rios pela mais extremosa amizarie. HavlSb
Nao leras animo de tal por em obra... E' im-
possivelquo, leudo nos nlhos o c'o tenhas
no coradlo o Averno Seria um crime de
elles perd lo pai e mi mas continuavao na
mesma communidarie rie bens que existia en-
tre os autores de seus dias viviao na mesma
Cabana, llamn, que era o mais velho p
a quera a natureza dotara de formas athleli-
cas e constituicao robustissima cullivava o
campo com mu m a paseen la va o re ba ribo pe-
las monlanhas c nunca vinha para casa sem
tr.izer comsigo urna ou mais raberas rie caca.
Na havia em torio o valle pastor mais atrevi-
do nem mais arrojado caQarior : mais rie tur
lobo havia cabido d'baixodas balas da sua
cagadera ou do peso do sen cajario rie arg-
a. Antonio, que era o mais novo tinha
elles sao mais basios que as folhas quo sol tao
as arvores no glido invern e riepois as ful-
gancas e as tertulias e os lorneios mu az-
que nunca nos lavaramos o mesmo senta- nha viro aps desgostos sangueesparsido e
dos no escario real e cercados rie lougainhas I cada falsos !... Ah que entAo ser digno de
e pompas e cingindo-nos a fronte coroa tau- inveja o nosso donoso vver Eis o futuro
xiada, c empunhandu o sceptrodos ris ve- que te aguarda futuro a que o raeu se rieve
riamos sempre (liante dos olhos este distico
de sangue : Moi te e ignominia aos assassi-
nos .'
livar : at l se sempre o mesmo e vive-
remos s um para o oulro como dous estre-
mosos amantes no mais puro amor embebe-
procuranrio amaina-la.
posa tu bem o sabes
Nao amo minha es- '
mas usarmos de um
direto que s a Dos loca arrancar '
ventura urna \ida que nos nao t.iz peso!... ,
-^ Tena razio... Quanto seriamos erueis'ddos!
se separassemos da planta a rosa nial aborta j I.ianor ao dizer estas palavras nao no-
que cora o roci da manh concentra a tragan- deconter os gozos que Ihe sossobravao o pei-
na e recobra o verdor... Dar morte a urna j lo cao seio apertou cora a maior vehemen-
mulher porque ama com lodo o alent da [ca a Andciro.
sua alma a seu esposo .. e demais nao me | Cumpre que te partas sera tardanga ,
amas tu?... Andeiro cu eslava cega pela continuou ella desprendendo-se a cusi dos
paixSo ; ra vejo quo desassisada ande. : hragos rio amante ; alta va a manila* e para
Quo venha agora quera nos mal qner queeu j que nos nao tenhaoem ni estanca sahiis
aoccultas por aquella porta. manh con-!
vocarei os do meu conci-lho para a nomea-
caracler extremamente doce que dizia per-
fectamente com a sua pequea estatura o
com a sua constituicao delicada. Era eho
qtioni administrava o interior ria casinlia ,
quein CUidaVa d-> a?eio dola quem prepara-
va a comida ; e em ludo quanto fazia era
fcil rie ver que os gostos rie seu rinAo erao
escrupulosamente consultados, Antonio era
ao mesmo lempo cozinheira costureira e
criada de dentro: pareca que a natureza se
tinha engaado quanrio o creara honicn,
Junio da cabana dos dous irmos viva
una familia originaria de Sevilha', que, rie
longo lempo tinha viudo estabelecer-se no
vallo. Era ella com posta de pai e mal c tres
ilhas-, e Mananta a mais velha das tres ,
era sem conlradicgo alguma a mais linda
moga rie todo o valle rie Bastan.
n Era s-hre Maranna que pesava torio o
cuidado o arranjo domestico ria casa ; mas
as suas occupacAes sempre Ihe davao lempo
d fazer frequentes visitas a Antonio a quem
multas vezes ajudava preparar as comidas
rie que seu irmo pareca gostar mais.
a Esta flequen taca o fez naseer no corag
rie Antonio seiilimentos de ternura para Ma-
ranna ; e tal forca adquiri em breve esta
inclinacao, que Antonio assentou rie abrir-so
se com seu irmao. llamn applaudio a esco-
lta e riisse-lhe que era preciso declarar o
seu amor aquella que o tinha feilo naseer.
Antonio prometteu que o Caria; mas, dca-
da vez que ia a abrir a boca morria-lhe a
expressao nos labios e licava sem dizer
nada.
Entrelanlo, iacahindo Antonio en ne-
gra melancola e fnava-se a olhos vistos.
Seu irmo animava-o por todas as maneiras
possiveis a tomar animo e a declarar-se ;
por m de cada vez que o fazia, Antonio res-
ponda sempre : Cera vezes o tenho tenta-
do ; cera vezes a palavra me tem cado presa
na garganta e nada posso dizer. >> = Es-
t bem disse Ramn j que naO tens co-
ragem para tanto, eu l re, e veremos o
que se passa. >> Antonio abracou Ramn
chorou lagrimas de agradeciinento.
k No iia seguinle fui Ramn a casa ria fa-
milia Garca rieclarou os senlimentos de seu
irmo e pedio a rno rie Maranna para An-
tonio. A pretendi de l mon nao foi repel-
lida ; porem os pas de Maranna respond-
raO que cnsultariaO as inlengoes de sua li-
Iha e que riaria resposta. Ramn relirou-
se contente.
Entretanto, passava-se dias, semanas
>; mezes e a familia de Marianna nao respon-
da. Maranna ronlinuava a visitar Antonio ;
mas o triste Antonio em breve cabio" doento
de feb e hectica e licou de cama.
Vendo seu irmo reriuzido a tanta exlre-
miriade Raraon den rie mo a torio o orgu-
Iho hespanhol, foi de novo casa da familia
Garca e exi;io prompta resposta. Julguc-
se da sua riesesperacao quanrio Ihe foi respon-
dido que sua iiiha nao se quera casar. Em
taes circunstancias, Raraon assentou qui
devia arriscar tudo. Procurou fallar com
Marianna, e perguntou-lhe se o seu co raga o
era feilo da rocha dos Pyreneos para se nao a-
branriar com o esladu a que seu irmo eslava
reduzido por amor della. Tenho feito tu-
do para Ihe querer bem respondeu a don-
zelli; mas nao he possivel vencer oulro a-
mur que tenho e amor que me ha de faz^r
morrer porque aquelle a quem eu quero n":o
me quer. = E enl'io que amur he esso
que lia de perder Antonio ? Quera mais dig-
no rie possuir-vts que meu irmo ? ~
Vos, Ramn E dizenrio isto escon-
ri.u o rosto no avenlal.
Tu deliras I.ianor disse Andeiro [com voz de ferro Ihe bradarei : que ao con-
de ri'Orem e a D. Lianor Telles le Menezes
reconhego regentes de Portugal !
Quanto s lioa atalhou Andeiro.
duremos de destruiros nossos inimigos;
cao do mestre ri'Aviz Fronleiro .rie \;i ser
rie anlre-Tejo e Udianna porque necessilo
de o afastar para longe de nos Ordi i
tas prses que ho rio continuarainda quo
eu tenha rie subir ao throno por cima de de-
gros formados de cadveresnao ahundona-
rei oriote prazenla vinganga !... Parte, meu
Andeiro ; esta noite veruos-hemos uo
assim ?
Sim I.ianor vou cumprir teus anto-
jos : mas antes de me partir pego um bei-
jo nessa fronte que me faz inveja mais es-
tremaria lindeza !
Quanto le p fadl fazer rie mira o quo te
praz...nfio ser o ultimo que...
Mal tinha acabado qaanrio se sento um
sido de pessoas eum pagem acodado en-
trn a annunciar a vinda de Alvaro Paes. D.
I.ianor embado quiz dar fgida a Andeiro ,
ppis o anciaoj entre as columnas se divisa-
va e os dous ao toparem-se recuavo es-
pantados como feridos rie um raio.
Saurie a vos regente de Portugal ea
vos conde d'Onrem., disse o chanceller quo
lora de D. Pedro I. e D. Femando.
\ resposia de Andeiro fui lazer-so de aba-
e i, i.ianor lana oulro tanto se Al-
)
- >-



?>
l( Malditos de ns ambos exclatnou
Ramn como assom forado de raio. Muther !
I. preciso que t monas o e tamhem >
(l IJ.ihi a poneos minutos llamn eslava na
sua cabana. Antonio, di/ elle a seu iranio
rom nlhos espantados; son cu quem ella a-
i
vai Placida buscar u lanj > do pjscoco e o c ha
peo do duciilo arranja un pe o outro, d
utn beijo em seu marido, diz-lhe que venha
breve, reoommendalhe qu<> tenlia juizo,
dre. &C. &c.
Eis-ahi mostr Victorino na ra e de rota
Sou eu.... E nao pode acabar. Ca- batida para a taberna. No lemplode Bachu,
Ido no chao como urna pedia e nunca mais, parolando e befoerricando ebega a molestia
na tornen a ergner. Etava morlo ao seu auge o o tremor se loma universal
Antonio d gritos de desesperado. To- Mestre Victorino v Ita para casa agitado cu
,1o o inundo acudi a presenciar caso to las- mo falla de lamo em dia (le furaco. Trepa
linio.-o: poroni, a l'ebrc de Antonio aiacer-j como pode a oseada bale porta e ci-m
jioii-se de nina maneira lu extraordinaria ,'nos bracos do sua mulher que lho limpa o suor
(,iie m*isa mesma noile expirou chamando; com um lenco forneo corrido daquella hora |
por seu irino. e lbe aprsenla um copo d'agua illrada. A i
a Ramn e Antonio mor re rao he tres vista do horrivcl liquido, o liydroplioboun-
dias e lora enterrados na mesma cova : a- ira em furor o tremor cresce a doce Pla-
nianhi lia de cidcrrar-se a desgranada Ma I cida sent as suas cunscqucncias nos bracos ,
riannn que nao pode sobreviver a la- as costas, na Cabera; porem nao sequei-,
,non xa j B S: a visiihanga /angada de tanta bu-
Mii-iiKH como iiv poi cas MARIDO como Iba, nao acudase levara a sua cruz ao
HA miitos. Calvario scnn a mais pequea sombra de
Mestre Victorino remendao da cidade doj enfado.
Havre be um destes maridos felizes que ,: Foi em congruencia de urna scena deste
sem milito se saber como nem poique tem ; genero que mcslre Victorino se vio na neces-
arte* de implantar no coraco de suas mulhe-; sidade de comparecer peante o tribunal de |
res amor a toda a prova e mesmo prova de polica correccional do seu dislricto 5 nao que
pao. Ser mestre Victorino moco, ciegan- sua muliier se tvesse queixado, mas porque
lo, bem feito generoso, poupado traba-ios vizinbos o denuucirao. A todas as per-
Ihador? Qual! E* um calurra velbo j guntas do presidente, o remendao nao tem ,
magro, amarello, preguicoso rabujento se nao a mesma rosposta : E' o meu tre-
gastador e por cima de ludo isto linda; mor.
foefoadn o bebado capaz de enxngar todas as j
adegas do Douro. E, com tudo ( quem tal
Josetinajde 120 tonel. Cap. Francisco .lo-
ze Ribeiro equip. 10, carga carne sceea:
a G. A. de Barros.
SAHIDOS .NO MESMO DIA.
Babia ; Brigue Ingle/. Eleonor Cap. Char-
les A. Malckenrot com a mesma carga
que troiiNe.
Tamandare' ; Brigue Escuna de Guerra Nac.
Caliop-, Comroanuantc o Capilo Tenle
l-'.'p- i07.9 Ferreira.
ENTRADO NO DIA 22.
('.ara; 42 di as Brigue de Guerra Nac. lo-
pcrial Pedro : Commandante o Cap. Te-
uente Jesuino [.aniego Cosa.
diria ) este desmaselado lilho de S. Cris-
pim anda sempre to apuradiriho como Cupi-
do, como gatino de freir, como cachor-
rinbo de lilha nica. Todos os d*s tom u-
ma camisa lavada para vestir, urna excelen-
te sopa para comer, urna cama bem feita para
dormir, urna linda carinba para o alegrar ,
duas lindas maosinbas para lbe fazerem
tetes.
Ingrato A camisa lavada logo u suja ; a
fooa sopa aflbga-a em ondas de cascarrao; a
linda cara mascarra-a ; as mosinhas que o
aflagao repelle-as c estorlcgn-as !
Mas voc be um bebado.
= E' o meu tremor.
= Mas voc descompoo sua mulher.
= E' o meu tremor.
= Mas, vocbate-lhe. >
= E' o meu tremor. >
Placida interrogada pela sua vez, respon-
de pouco mais 011 menos do mesmo modo.
= Mas seu marido foate-lhe.
= Ora Quando o pobre do homem
assim est nem elle sabe o que faz.
= Assim ser ; mas o caso he que est i
sempre assim.
= Ora nem sempre E demais eu
he que tenho a culpa. Se eu lbe nao desse
Com laes qualidades mostee Victorino de- dinheiro.
veria ser classificado entre os monstros ; mas, i r= Rar-l.'.o ia urna massada.
para Ihe fazer justigu he preciso advertir! ss Ora. sempre V. S. tem cousas! .
que o pobre homem he atacado de urna mo- Quem sata ? Eis-ahi est dia de 'lodosos
Santos que cu llio nao dei porque o nao ti-
h-stia terrirel. Esta molestia elle mesmo a
capitulou : cbama-se tremor. Quando Ihe
vem o accesso j nao v palmo de trra :
chora, canta, ri, blasfema ultraja rabia ,
escouceia e bale. O diagnostico deste terri-
vel mal pude deduzir-se dos symptomas se-
gu n tes:
Mestre Victorino est em aeco de lancar
urna lomba n'uina chinela de cozinheira. De
repente alira com o .tirapo para um canlo com
a forma para outro levanla-se diz a sua
mulher que nao est de maro para trabalhar ,
e que Ihe de dinheiro ,^porque quer ir cs-
pairecer.
Placida que ve vir o accesso trata de o
conjurar. Primeiramente emprega boas pa-
lavras ; mas se a cousa nao pega rebusca na
algibeira, e apresenta a seu marido a sua mais
bella moeda de dez centesimos. O doente en-
crespa o sobr'olho, bate o p na casa e le-
vanta quatro dedos para o ar. Placida d ou-
tros dez centezimos a sen marido, e o ac-
cesso cometa a remittir. J dous dos dedos
se abaixra ; mas os oulros dous continuao a
estar hirtos e as convulsas clnicas do p
que contina a bater na casa de urna maneira
horrivel, persistem do mesmo modo. Placi-
da rebusca anda urna vez na algibei'ra e os
quarenta centezimos esto na mAo do emper-
rado Victorino. Consummado o sacrificio ,
que cu 1110 nau u
nha c mais elle nao disse grande cousa
Assim defendido pelo mais hbil comis
generoso do* advogodos, o ignobil tremedor
be condemnado a quinze (lias de cadea. Se
alguem quer pandar um contra cen, aposte
que todo os quinze das a primeira pessoa
que apparecia porta da cadea esperando
|U6 ella se abrigue era u doce Placida com
um cestinho no braco e nelle una camisa
lavada o una sobei ba sopa.
(Jornal do Com.)
varo Paes a nao delivesse com este razoar :
Seuhora atienda vossa alteza por um
so momento um Porluguez que com sobran-
ceria sent pulsar-lhe o corceo no peito ,
quando ouve fallar na sua cara palria. Em
primeiro lugar pedirci perdSo do terlidoa
demesura de penetrar 110 vosso aposento...
Quiz prosegu'- mas D. Lianor Ihecortou
a falla.
Buscai ensejo mais azado ; ora n3o
posso attender-vos.
Ah sen hora disse Alvaro Paes le-
vando o joelho ao chao : ouvi de um anciio
que vio embranquecerem-llio os cabellos nos
combates que sentio o sibilar dos peloiiros
com > mesma indifferenca com que vos po-
dis escular a msica d'um sarao ou os ar-
remedilhus d'um iruo ou d'um faicista-
Quando D. Fernando que Dos baja sol!
tou a alma do corpo nao bou ve um so de
seus vassallos que pao verlesse copiosas la-
grimas... eu fui um delles que ainda hoje
me estala o coraqo de saudade quando me
fallfto nesse generoso monarcha que ter
GOMMb:KCIO.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia 2:2 de Julho 4:721 #6U
DESCARREGA No DIA 2fi DF. J11.II0.
Barca Ingleza =Pricella = o rest t da carga.
Escuna inimarque/a ssElinnaasFerragena.
lonas agoa de colonia licores, bar-
ris de genebra e volumes pequeos.
MOVIMENTO DO PORTO.
NAVIO ENTRADO NO DA 2l.
Rio do Janeiro; 21 dias Brigue Escuna Nac.
perpetual nomc !... 'ostes escollada por re-
gento do Portugal e quando concebamos as
mais Heridas esperanzas vimo-las desap-
parecer como o p diante do aquilo !... Des-
culpai se com tanta hardideza fallo ; a ma-
goa que me opprime, o desejo de vos ver tri-
l'har a vereda da vi rinde fazem com que eu
defenda os interesses de minha patria em
quanto tiver um sopro de vida n'alma. D.
Beatriz acaba de ser acclamada snecessora da
cora em algumas partes do reino ; estamos
ameacados de soffrer as soberbias de Castella 5
e serei queda ao ver o sangue dos Portugue-
zesesparsir-se?... Lembrai-vos que cada gui-
ta de sangue que se derramar ser urna gem-
ma que a vossa cora perde '.. Os meus a
migos e vossos vassa'.los aqui me envio pa-
ra que bajis de expulsar dos pacos ao conde
d'Ourem: grao contento terAo os Porluguezes
no dia em que seu corpo fiear soterrado. An-
nti aos des. jos da naco... um velbo que vo-
l pede de joelhos... um Portugus que se
doe dos males de Portugal... nao me levanta-
rel dsta avilanto poatura cmquanto nao hou-
i)i:ci.\i.\ cao.
1^" Tendo de proceder-so a nova numera- j
cao dos predios urbanos desla ciliado, de
conformidaJe cora o regulamenlo db Exm.i
Sur. Prosidento da Provincia de 20 de Julho
de 1850 abaixo transcripto o film. Snr.
Inspector da thesouraria das Rendas Provin-
ciaes manda convidar as pessoaa que so qui-
zerein incumbir desta obra n eompareccrem
na salla das sessoes da mesma thesouraria com
as suas propostas por escripia al.'-o dia 20,
do corrente. Secretaria da thesouraria das
Rendas Provincias de IVrinmbuco 12 de Ju-
nbo de 1842. O Secretario, l.uiz da Cosa
Portocarreiro.
, Regulamcnto.
O Presidente da Provincia allendendo que o
lancamento da dcima dos predios urbanos
desta cidade (..ando feito com a devida re-I
gularidade e clareza nao s facilitaos traba-;
Ibos dos Em pregados, que delle seachfto eu-
'a>'egados como tamiiein concorre para a
f.oa arrecadaco o conseguinle augmento de
umadas principaes fontes dos rendimentosi
Provinciaes ; e considerando queessa regu-j
laridade eclaresa nao so poder obter em
;|uanto subsistir a aclual numeraco dos di-;
tos predios por ser feita a rumio o estar por!
esse motivo incompleta e defeituosa deter-
mina que so proceda ipianlo antes a fazer
urna nova numerario sobas seguintes bases I
Primeira odas as casas de cada ron,
Lravessa beco&c. da cidade serio numera-
das, principiando sempro do norte para o
sul e de lesle para o oeste do lado direito
com os nmeros pares e do esquerdo com j
os impares de modo que liquem os nmeros;
na ordem seguititc: 1, ">. ', 7, 9, &C. ; 2,1
4, (>, 8, 10, e assim por dianto.
Segunda Cada casa lera um s numero |
embota lenha ditferontoS andares armazens ,
OU lojas. 1
TerceiraQuando entre casas que pagaoi
decima se encontrar alguma que esteja i-
sor.ipta della por alguma circunstancia mar-
cada as leis, nao deixar por isso de ser nu- j
morada como todas as mais.
Quarta Quando so fizer depois da nti-|
meiaco, una ou mais casas, seraoestas nu-
ruciadas com o numero primeiro anterior ,
aecrescentando-se a cada urna por ordem al- j
phabetca a letra A, B, C, &C al que se
rheoua ao p'imeiro numero seguinto em
quanlo se nao renovar a numerado.
Quinta Todas as ras beccos traveseas
&c. terSoem um dos lados tanto no princi-
pio como no fin um letreiro indicando o seu
nomc; e este devera ler-se sempre de um ex-
tremopara o oulro. O ausento dos letreiros
das priuieiras sero quadrados dos segundos
elliptcos o das terceiras triangulares.
Sexta As letras e algarisnios Se rao sem-
pre escriptos com tinta branca sobre sssvnlo
prelo para niaior distinCQO.
Stima A numeracAo dos predios urba-
, nos ser regularisada de cinco em ciucoannos;
e todas as despesas que com ella se fi/erem se-
' rao pagas por corita d > oonsignaco marcada
para desposas eventuaes.
Palacio do Coverno de Pernaml;uco em 20
de Julho de 1839 = Francisco do Reg Bar-
ros = Confortnc O Secretarlo Luiz da
(osla Portocarreiro.
J3P" Domingos Alfonso Neri Ferreira Sult-
Delegado de Polica na freguesia de Santo An-
tonio &e. faz saber que uzan lo da lacolda-
de que Ihe confere o regulamenlo numero
120 de !l de Janeiro do enrenle anno tem
uomeado para exercerem inleriiiamenle os
lugares do Inspectores de Quarteiroes at a
nprovaf"lo 1! 1 Sur. Delegado do primeiro dis-
lricto aos seguintes Cidadflos Joo Carlos
Marinbo Palhares, ra di camlioa do Car-
,111oVicente Albertino Ferreira Lopes,
! ra do Fogo Francisco Baplista de Almei-
I da na de Orlas .lustinianno Anlonio
Alves Soares ra do Calderelro l.uiz
Francisco Moreira de Mendonca ra de S.
Jo/.e Joze E'oy Machado ra do l.ivra-
menlo Joo Thomaz Pereira ra da
l'raia Franrisco (ionealvcs do Cabo na
Augusta JozeGuedcs Salgueiro o Pon-
las Aprigio Jo/o da Silva ra do Fa-
gundos e Sania Rita Thomaz Ferreira Soa-
res ra de Sania Therc/a l.uiz da
Costa Porto Carreiro ra da Roda
Francisco de Paula Salas rua dos Cupia-
les- Joo Baplista Raimundo dos Santos ,
rua do padre Florianno como taes devem
de ser reeonhecidos pelos habitan los desta
freguesia Sub-Dolegatura de Polica 21 de
Julho de 1842.
T II E A T R 0 .
= M. Carmela Adelaide l.ucci por pe-
dido do snr. F. F. Gamboa cantar o him-
no nacional peranle o retrato Imperial gra-
tuitamente boje 2." do corrente ; visto ser em
beneficio da casa da correrc.o projectada pe-
lo F.xm. Presidente da Provincia.
AVI SO MAR I TIMO.
tsf" Pu.ia o Aracaty segu* viagem a Suma-
ca Fslr-da do Cabo, prompta de novo, o ja
tem parle de sen carregamento promplo:
quem quiser carregar dirija-sc a Manoel Joa-
qiiim Pedro da Costa.
veriles por bem por termo ao de/ar que Ira/ a
honraportugueza manchada!... As lagrimas
de um velbo beira do ultimo quartel da vi-
da bao de por coito humedecer vosso coracao,
etorna-lo brando ..
Assim como o tigre esfamiado que tem
sido por longo espnco cncadeado quando se
desprende corro rurioso em cerca de prca ,
tal D. I.ianoi semelhava ao ouvir as palavras
chasdo velbo Alvaro Pa'.
__A'ca-vos disse allim chammejandn-
Ihe os olhos fogo : cssa postura mal cabo a
um cavalloiro estremado. Son regente de
Porlugal ; tenho possanca o o que faz o es-
rravo quando o senhor manda? Obedece .
Bu son 0 senhor meus vassallos sao sujei-
tos ao meu podero 5 mando : deve-se obe-
decer liardidos amlrao esses que vos n-
cumbio prasmo que a mm mal cabe. An-
,|eiro tem entrada nos meus pacos porque
me praz e quem ousar acoimar-me poro
que houver talento de l'a/cr. mamlar-lhc-liei
ni nonno para purificar-lhe a alma 00 venlu-
go para o llviar doearrego da vida !...
A V I S OS DI VERSOS.
SST 0 Carapuceiro N. 53 deve dar no go-
to a muita gente e ainda mais ao bello sexo-
porque tracto do Chime. Traz como varieda;
de um aponlamento ou lembranca de um
G. N. fazendo promessas as Almas do Pur-
gatorio para sabir ollieial do hatalho desta-
cado: hepeca memoravcl. Tem mais urna
Fbula da arvore com o seu tutor, que he
bem digna de altencao e arremata com urna
pequea ancdota relativa a Eleicocs. Vn-
dese, na praca da Independencia loja de li-
vros N. 07 e 08.
= Tendo de correr as rodas da segun-
da parte da quinta lotera a favor das ohras
.le X. S. do Livramento no dia 26 do cor-
rente e restando na loja do Tbesourero da
mesma alguna bilhetes apartados por diver-
sas pessoas ; o mesmo roga a quem os apar-
tou que lenha a bondade de os hir receber
boje sabbado at ao meio dia do contrario
sero vendidos dessa hora em vante a quem
os procurar o que se tom deixado do fazer
por esta rem apartados. Joze dos Santos Neves.
ssr Joo Ebeling subdito llamburguez ;
retira se para Maroim com cscalla pela
Haba.
Alvaro Paes licou mudo como urna estatua,
ecomoseum poder galvnico o impellira ,
levanlou-se rpidamente.
San hora disse elle depois de algum
tempo de silencio reflecli quelalvez...
Daris esta resposta aos meus bondosos
fiis vassallos.
-- Reflecli...
-- Sahi !
Alvaro Paes inclinou-se limpando urna
lagrima que gelada se llin escoava pelas fi-
ces enrogadas deisou o aposento real.
D. Eianor apenas se vio a sos, travou
da coroa que segundo a usanca eslava
sobre urna almofada de velludo carmesim ,
e esclamou, despreadendo dos labios um sor-
so satnico :
E quem negar agora que eu sou rai-
nha de Porlugal !
( Continuar-se-ha. )


SP
""-'?.'*a*"?a*g*- ;*2tt*>t>mo.ma>yiwy-
i
t7* Koapc Brookiag, rcra-se para os
Lisiarlos Unidos.
PILLAS VKKTA'.S r. L'MVF.KSVKS iMBRICVNYS.
Estas pitillas j bem conhecidas pelas gran-
des curas (]ii; lem feito, nao requeren] nem
lila o n?m resguardo algum ; a sua eom-
posicao to simples que nao fazem nial a
as dividas passivas contraliidas de baixo da-
quella exlincta firma e a cobrar lodas as
activas inherentes a mesmn sociedad".
tsr* Aluga-se urna prela para eozinhnr .
lavar engommar c comprar na ra mas
nao para carregar agoa nom oulro poso so-
melhanle por 10. im-nsaes : quem a pro-
mais tenia crianca : cm lugar de debilitar, tender dirija-sea ra Nova lado do norte pe-
fortificao o systema purifiefio o sangue .! nultima loja.
dugmi'nlo as secrecOes em geral : tomadas ,
soja para molestia rbronica 011 somonte co-
mo purgante suave: o melbor remedio que
tem ap|)arecido por nao deixar o estomago
rtaquelle esludo de constipado depois de sua
operaco como quase lodos os purgantes fa-
zem e por seren mu facis a lomar e nao
causa rom incommodo nenhum. 0 nico de-
posito dolas em casa de l>. Knotli, agen-
te do autlior: na ra da Cruz N. 57.
N. B. Cada eaixinha vai embrulliada em
seu receituario rom o sello da casa em la-
cre preto.
tsr Manool Antonio da Silva relira-se
para fora da provincia.
tsr Aluga-se o loreoiro andar da casa n.
55 na ra da Cruz no Bocio; a tratar no pri-
meiro andar da mesma
tsr Pordetrazdi ruada senzala velha
para sealugar uin grande armazem com ram-
pa feita de novo que serve para embarque e d Ignacio de Jezus Bandeira tem foito em-
desembarqu s: a tratar na ra da Cadeia do barato e plnhora em todos os bens deste, cu-
Becife n. 20 jos alimentos contiuuAo acorrer; do me de-
C*rPrecisa-s? do urna ama forra, sem filho, | ver ficar scienle a pessoa que os arrematar ,
que tenba bom c bastante I ule : na ra Au- como da preferencia da divida da anniincian-
guslu sobrado de um andar e sota. tu a quaesquer mitras.
tsr Precia-se de um padeiroqueentenda j %sr A pessoa que tem nma-escrava fgida
a annoe meio para dous anuos, a.qtial diz
tsr Desapareceoda ra Nova um carneiro
grande, lodo branco com urna orelha fu ra-
da julga-se estar recolhido emcompanluade
ovelbas ; quem do mesmoder noticias na loja
do ferragens D. 18 da mesma ra ser gra-
tificado.
tsr Quem annunciou ter una caria vinda
de porlugal para I). Mara Margarida Calaca
Salgado, dirija-sea praca da Independencia
n. 55 e 34.
tsr Precisa-se de* 100.)' sobre pinbores de
ouro ; quem quiser dar annuncie.
S*y Quem entregar a Manoel Caetano Soa-
res Carneiro Monleiro urna pequea carbu-
ra de algibeira perdida na noulc do dia 21
iio crrente ser gratificado.
= Luca Bernarda de Je/us, avisa a quem
convier que ella por cxcmicSo no juizo da
cr L'ma cama de Jacaranda nova : na
ra Drctn passahdo o heco de 8 Pedro o
tercero sobrado ou na ra do l.ivramenlo
l). i.
tigr Duas facas ou caivetes de mola mili
pioprios para aparar cercas em sitios ou pa-
ra cedoros e viajantes que anda nao fo-
rQ servidos; historia (-eclesistica, obras do
Arcebisuoda Babia, e u:n Poneile : chitas
brancas com llores encarnadas ditas azues
com llores ditas ditas com llores amarellas,
a madapoln, por proco commodo : ria ra
Nova lado de norte penltima loja.
tsr l'm moleque de angola de I 4 annos ,
proprio para aprender algum olficio : na run
Nova armazem I). 54.
^cr Cambraias bordadas de cor a 500 n
vara brins de lislras de algodfio a 520 dilo
trancado lino a 640 setinetascom lislras do
cor a 520 o covado ganga azul a 120 len-
cos prclos de seda milito grandes, cbapeos
francezes e de castor e oulras multas fa-
zendas : na rua do Que! triado loja de Carioca
j& Selle I). 15.
fa xaropo de maracuj a 480 dita lamari-
no puro em polpa a 800 a baha.
tST l'm engenho de fazer assucar na fre-
gueade luina dislanle do porto de em-
barque duas leguas e ineia bastantes Ierras
ate para levantar outro com mallas do toda
qualidade de madeiras para o labaratorio do
mesmo boa casa de vivenda caza de pur-
gar, lio engenho tapado, ludo de pedra, ser-
ia d'agoa cercado bem tratado grande
cavallarice de p;dra senzala do telha boa
moenda de ferro os 5 eixos boas laxas ,
grandes e novas e tem cinco assentadas ,
e urna por assonhr : a tratar com Joao
Mara Scve.
E3" Sacas com farinh de Mago' ltima-
mente ebegadas do Rio de Janeiro: na rua
da Cruz l>. 46.
tsr L'ma harcaca que pega em 8 caitas ,
por proco muilo barato: no forte do Matos
na ruada Moeda por cima do aimazcm de
Joze Antonio da Silva Vianna.
ttr Sal do Ass a bordo do Briguc Escu-
na S. Joze : na rua Nova D. 22.
tsr Barricas com sardinbas de [boa quali-
dade ebegadas pouco de Lisboa no ar-
de masseira : na rua Direita 0 05 : na mes-
ma vendo-se bistoito bolaxinha doce bis-
cilo d'agoa e bolaxa ludo fe i lo com per-
fec&o.
x^r Aluga-se um grande armazem na rua
de S. Francisco D. 2 : a tratar no mesmo so-! guudo declara a dita escrava queira appare-
brado. ccr no sitio que fica no fundo do sobrado do
tr Quem annunciou querer comprar um j finado Monleiro para quarido chegaro dito
palanquim de rebucu dirija-so a rila Nova j matulo que Irouxe a noticia saber"se cxmi-
armazem D. 54. O I nar.
Aluga-se um bom escravo padeiro,! tsr Boga-se a pessoa que tem em seu po-
tan lo para padaria como para sor vento :ie' der talvez emboa f, urna escrava cujo
tT l'ma preta de 18 annos. de nacao son-
go com principios de costura cozinha o
ordinario, o ensalma ; limpelo de 50 an-! niasem de Manuel Joze Marlms da Costa na
segunda vara eserivao Magallies por alli- nos: em fora de portas casa do Joze Fernn- rua da Cadoa velha N. 10.
montos dos seos selle (ilhos menores bavidos des da Silva Manta. Instiluico-s de Pathologia geral Medi-
tsr L'ma preta de nacao bengtiela de 18 co Cirurgica obra compilada dos melhores
annos robusta bonita figura e propria para eseitytores, em idioma portugus : na rua da
todo servido : as 5 ponas D. 14 lado do; Cruz n. 20.
nascente. ** Cma escrava de nagao angola, engom-
cr Tinta de escrover de superior qiiali-ma, cozinha o ordinario e tem ptima igu-
dade : no atierro da Boa vista |l. 00 loja de i ra : na rua de Agoas verdes 1). 17.
rotulas verdes. *^" '* libras de prata velha, urna chamar-
tm Um moleque de bonita figura pro-'' P pessoa baixa e secca casacas e so-
prio paraqualquer oflicio : na rua do Ran-; brecasas de panno mi ri e duraque n
pe casa de louga n. 5. | todas as mais obras do alfaiate por prego com-
tsr Um carrinho proprio para divertimen-1 mo.lo : na rua Noua loja dealfriateD. 10.
lo de qualquer crianca obra muito curiosa ;
por nao ser preciso quem o puche para o la-1
zer andar o que se faz por moio de um pe- .
a pessoa que a descobrio queso chama A-
il reza, que eslava muilo chela de sarnas e
que linlia ido comprar capim em urna canoa ,
ou que son snr. venda capim em canoa, se-
K S C B A V O S FGIDOS.
IT Fligio da casa de Joao Dias Barbozu
queno leme : n rua Nova loja do Sr. Viliaca. Mac>U(Jllln na rua de S. Bita nova a escra-
Vl.ma pipa o una q.iarlola arquiadas va LQlzat de ^ anBflB moca e robusta su-
qualquer obra na rua das Trincheiras so-
brado li. 25 segundo andar.
nomo e signaos abaixo se ler.-io que a man-
de ferro, do servico de azeitc do rarrapatoc! ^.^ anJa,. no (i(|ui;i andc morou ,cm
ma.s tres flandres e medidas: as 5 pontas|a pegar leve a dita casa, ou na reparticAo do
L!!! ^m.h"!^'>\ m ..... Oorreio que ser gratilicado.
tsr No dia 20 do correle fugio do sitio
Manguinlio um mu-
uim de 10 a 18
l.'m preto gabo de 40 annos proprio
ossos pez e mlos"
gos Joze Soaros o favor de informar-lhe ojer fulla, corpo regular, cabello cortado
lugar de sua moradia a lim de o procurar quasi rente e as unhas das mos todas po-
para corlo negocio se bom que de pequea dres de quiglla levou vestido rouxo usado ,
monta para aquello de bastante considera- e panno da costa bastante velho.
cao; nota-so porem que nao he o Sur. do == Manoel Dias Fernandos, faz ciente ao
mesmo no ne em pregado na Secretaria do respaila vel publico que tendo sido roubada
tioverno. j a sua taverna na quina das ras das Trinchei
tS Quem precisar de um homem bom res- ; ras D. 55 na noitede21 para 22docorrente,
tilailor -fe agoa arden te dirija-se as 8 pon tas cujos ladros cntrarao pelo muro do quintal i a 120 e a OO, I)a\ata7nvas a" JO r. a lib
por ser um tanto
antiga cm una
dasfinies, foi visto no istlimo em dire^ao
xsr m sor.ment de ferramenlas prove- 01i|1(Ja qi,em o pegar leve ao dito sitio
monle das melhores fabricas de franca; como il>ra gratlica(lo.
sejao serras d agoa ; de enca.xe ; de carp.n- ^ Fortunato de nacao congo de 30
tetro, com chavos de trinco ; circulares &C.\maoS ,)aiso ? e grosso. ,evU Catn,sa d8
ngenho S. Braz da
baixo assignado ,
p. um seu uscra-'
genlioda costa da
bem preto, picado
argola do ferro no
nados nos 40 buhe tes da lotera do impresti- | tro mil sigarros
nio da Polonia que lendo-lhes sabido o pro- j le de polieia ,
mi de 750 Borns, produzindo em moeda de i peisde mporl
Pemambiico 157,y000 cuja quanlia foi em-| ignorao ese
pregada por corita dos mesmos interessados das cima forem
em bilhelcs da segunda pude da quinta lote-
lia a favor das obras de N. S. do Livramenlo
desta Cidade cujos nmeros sao os seguin-
tes que lieao em meo poder : Bi I he tes n-
teiros N. 5824 580S 3820 5825 5805 ,
5815, 5841, 5842, 5804, 5827, 5805, 3814,
5828, 5819, 5800 : Meios N. 300 1515 ,
5755, 4515, 4316, 4960, 5588. 5871, 4005,
-4098, 5808 4397, 1404, 4102, 4936, 5208 ,
5201,5047, 5733,3646 5200.5010, 5639,
5762, 3705, 3058, 5704, 5057, 5578, 5221.
Manoel Juaquim Ramos o Silva.
que sejao aprehendidas, ou quem denunciar
este ou aquelle ser generosamente gratifica-
do e se guardar involavel segredo.
E3- J recisa-se de nina ama forra ou cali-
va sem filho que tenha bom e bastante lete:
na rua do Bangel sobrado de dous andares no
segundo, I). 18.
COMPRAS.
ar Escravos de ambos os sexos e tam-
bem com officios carpinas pedreiros e fer- Nova fhr
dn, H. m.ihr iZ7 Y r as circunstancias que ocorria desejava o eom-
1^^^ charutos da igualmente a mulher do dito es-ravo
genebra da Holanda, muslarda e ( porJfCil-do e a roolher fi|hos eslarC(I1
em meo poder), respond quede formaalguina
o
lia
conservas de todas as qualidades salmn
peixeem bilhas pequeas, sal ingle/. e G-
iros muitos gneros ostrangeiros : no arma-
zem da praca do Commerco n. 1 de Davis &
Companhia.
tsr Vellas decarnahuba de 0, 7, e 11 em
libra mu alvas, e pelo preco mais commo-
do possivel : na rua do Bangel D. 7.
KKMITAGE.
VENDAS.
na
porte
oas'i!
i
nunciar percata folha no praso de 8 dias con- _
lados de boje.
tsr Antonio Candido da Silva retira-s
para fora da Provincia. ~~ ------'-
tSf Joze Pires de Muraos, c Antonio Fran-j""cr Colleco do leu sobre eleicoes : na
cisco de Morsas fazem publico que dissol- i praca da Independencia loja de livros n. 57 n
verao amigavelmenlo a sociedade que tinhio|38, proco um cruzado.
na Joja de ferragem na rua da Cadeia do Be- tsr Urna escrava de nacao moca cozi-
cife D. 41 de baixo da firma de Joze Pires Aba, lavadesabao* varrella ; urna creoli-
de Mora es ze Pires de Muraos encarregado da iiquidacao angommar e cozinlia ambas se dio a con-
de mesma sociedade durante o tempo que tonto: na rua Direita D. 26 lado do Livra-
(.'lla existi c assim obligado a pagar todas monto.
procos soffiin'.es assucar refinado sobrefino
em pedra e em pr a 100 a libra dito de se-
gunda qualidade a 120 dito de terceira a 80
rs. dito mascovinho a 70 rs. niel da re-
furacao a 186 a caada e 80 rs. a garrafa, vel-
las de primeira qualidade a 10| a arroba e a
320 a libra, charutos de primeira qualida le
omcaixaso o cont a l^6(M), ditos de segun-
da dita a 800, ananois inleiro cm caixa /landres i 1^280, dito entalbada n.2a 8(10.
dito n. 5 a 480, dito n. 4 a 320 rliom velho I
a 400 a garrafa cognac dito a 0}o vinho I
de caiua 520 aguado colonia a l> a garra- RECIPE NA TVP. IK M. P. DE F = 1812
ovendia para nao dar mo exemploaosoulrus,
que medesse licenga para o mandar conduzir,
como de fado o lz no dia 18 do Novembro ;
porem chegando l os meus portadores nao
me foi entregue em razfio do dito escravo ni-
quella oceasio ter-sc ausentado para oulro
lugar a ludo quanlo mais houve a este res-
peito, Antonio de Siqueira, homem bem co-
nhecido na Villa do Bio Formozo, poder in-
is loi um dos meus portadores q"
porque suponho o meu escrava
porem nao vendido e talvez para
er coroborar o negocio manden)
prem praca e arrematar em alguma caber/a
de Comarca das Villas do Sul mandel an-
nunciar pelo Diario de 4 de Janeiro deste enr-
ente anuo e protestar peranle todas as au-
toridades que por rionhuma arrematado es-
larei, e protesto haver a mim oque be divido
por qualquer meio que poder conseguir per-
das e dainos assim como dou 500j a quem
o levar no mesmo engenho S. Braz ou nos-
la Cidade a Francisco Goncalves da Bocha.


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