Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04703


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Full Text

Anuo de 1842.
Quarta Feira 20
illllMil IIM
Todo agora depende de nos mesmoi ; da nossa prudencia modeucfio e cner- : Con-
linoenos ctmo pnnciuian.0! e tereuioa panudos eum admiraco 'entre s Narres m.-iis
cali**- (Proclamaciio da Assrmblca Geni di> ira/il.)
PARTIDAS DOS COR REOS TERRESTRES.
CuUnna, Parafc. e flio grande do Norle lesmidaa e exias feiras.
Hoiiito > GaranliLW a Q e 24
Cabo Serinbaem Rio Formozo Porto Calv. Maeei e Alago ir 4.
Pajea 43. Sanio Anto quintas feiras. Olinda lodos os dias.
II.
das da semana.
ifi e. I. Maiinba V. M. tkanc And. do J. de I), da 2 .
4!) lio. Vicente de l'aula Re Aad. do J. de D. da I. T.
20 Qirt Jernimo Lmiliano. Aud. do J. de D. da 3. t.
21 Quii, a- Prachedes V. M. Card. Aud do juiz de D da 2. v
22 Sex'. a. Mari Magdanela. Aud. do J. de D. da i. t.
23 Sa!). jejum s. Ap.dlin rio. Ral. Aud. do J. da D. da 3. .
24 D im. a. Chrislina V. M.
de Jullio.
Anuo XVIII. N. 154.
sr-TTsr, 'ira^^ ;!% i ;
' ri i iu>mwBmmtmm
O Diario publica-ae lodoi os dias que nao forem Santificados : o prec0 j, signatura h.
de tres mil rea por quarlel pago, adianlados. Osannunrins dos asignantes iTn iaiarido.
palia e os dojqua o nao forem ratSo de SO reis por linlia. Aa reclamarles derem sor
a dirigida! a esta Tipografa ra das Cruies 1). 3, ou a praea da Independencia luja de lino
( Kum ro .'57 c 38.
Cambio icr-ie Londres 2f J ,!. p. TJ.
r u Paria 300 rail p.'ffanOo,
ii Lisboa J,)0 por 100 de pr,
Mocda !e cubre 4 ;nr 400 dr ifoacojtto.
Icirir. ie lf ir de linas riras le n 1 e{.
Descont de lulli. da Alfand-a4 a {
m.z.
DEJULHO. compra < fonda.
Otiao-Moeila de 6.400 V. 15,060 46.400
i N. !iS0) 40,000
. de 4,000 .S.HU0 0,000
PruiA Pataces 4,S?0 *MV
'i Pezns Columnaras 4,820 1.S10
dii Mexicana! i.s.e 4.840
" .nuda 4,040 I,SU
Prenmnr d ,
4. "a i borai i
2. a 3 lloras
,:. 20 de Ja lito
54 ii. da nank3.
I mi da tarde.
PVUSES HA I.UA NO HEZ UE JL.HO.
Ouart. ming. a 30 -- s 0 horas e 24 m da tari.
I ua Nora a S-- as 4 horas e 4'l m. da manb
Quart. cresc. a 14 ka 7 linrai e 4 m. da tard
La cheia a 22-- s 8 horas e 30 m. da manb.
\R
m*
>E
l II w
PARTE OFFjjMIJL_
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE 1)0 DA 1 ."> 1)0 CORRINTE.
Olcio Ao inspector da thesouraria das
rendas provinciaes, communicando adiar-
se Roberto Demetrio Ferreira regendo inte-
rinamente a cadeira de primeiras letras da
povoagao de Rarreiros que se acha vaga.
Dito Ao Presidente da cmara munici-
pal do Rio-formoso scienlilieando-o de ter
feito a precedente communicago.
Dito Ao Commandanle das armas sig-
nilioaado ein resposta ao seu odicio d'esta da-
ta que deve devolver o recruta Felis Jos da
Roen* que pelo Delegado do termo do Rio-
formoso llie foi remeltido visto ser incapaz
do servido militar.
Dito Ao Inspector da thesouraria da fa-
renda ordenando que mande abonar co-
medorias de embarque e passar guia ao \.
cadete Francisco Pinto de Moraes Castro, que
segu para a corte no vapor = Paquete do
norte = por se ter oflerecido para ir servir
no exercito do sul.
Dito A Pedro Ucl)a Cavalcante de Albu-
querque aceusando recebidos os seos dous
officios de II do corrate em que partecipa,
que se acfia no exercicio do lercciro supplen-
te do juiz municipal do termo do Rio-formo-
so ; e scientifoa a Presidencia de haver re-
mettido cinco recrutas ao commandanle das
armas.
Dito Ao Commandanle das armas di-
yendo expega suas ordens para que o se-
gundo cadete do batalho provisorio Joa-
qun) Caudillo Pinbeiro do Vasconcellos siga
para a provincia do Rio grande do norle na
primeira occasio, conforme requisita o Exm.
Presidente respectivo.
Portara Ordenando ao Inspector do ar-
senal de marinlia que mande fornecer ao
commandanle do vapor = Paquete do norle
= o enrvao de pedia que for preciso pa-
ra poder seguir viagem para a corte e o
maU que elle houver de requisitar para o
mesmo lim.
Dto-Ao commandante do supramenciona-
F@LMITU
O VALLE DE CARATEL.
Sobre o declive de urna das collinas pr-
ximas da principal cidade da Provenga ele-
va va-se pelo dcimo quinto secuto o cas-
tello de Alguemont. Sua architeclura toda
mourisca eslava em perfeita harmona cora
o oeo azul para o qual se avangavam suas
grimpas atrevidas. Diante de suas janellas
gticas estendia-set a vasta c risonha pres-
pectiva que anda boje causa admirar;,;1o. Era
Marsellm com seus numerosos mirantes, seus
elegantes castellos cuja unio surpreliende o
encanto, e os olhos que percorrem a va-
riada scena ; e depois embellesados da ri-
queza deste quadro e sobre ludo pelo bri-
lliantisino abrasador sol que reflecte no rio ,
elles descancam docemente sobre os pomares
de igueiras e de oulras arvores de fruta
espalhadas aqu e all na esteusao do campo,
un indo sua espessa e sombra verdura pe-
quea e plida folhagem da oliveira.
Ao longe ecomo um negro gigante appa-
rece um reduelo que coroam as lorres den-
tadas do castillo de Jf, sahindo tristo e n
do seo do Mediterrneo. Dis-se-hia que, a-
pressada a ugr avaga, um monumento
ennegrecida por sua sombra rola mais im-
p tilosamente ; mas logo apparece anda mais
esclarecida pelos raios do sol ; e vai quebrar-
se contra a quilha do ligeirocbaveco e da tar-
do vapor determinando que recoda sou
bordo, o transporte para a corte o Atferes
de commissao Joo Carlos Cavalcante de Al-
huquerqne e o soldado Joze Pedro cania-
rada do mesmo assiu. como o cadete Fran-
cisco Pinto de Moraes e Castro.
Oflicio Ao Inspector do arsenal de ma-
rin/ia significando em resposta ao seo olli-
eio de 7 do corren te, que deve mandar pre-
parar o patacho = Pirapatna = para partir
a manh para a provincia das Alagoas fim
deconduzir as madeiras que em dito ofli-
cio diz haver contralado com Lourengodc Al-
buquerque Marnnho : e ordenando que
guarnega o mencionado patacho com gente
do brigue escuna =Niclheroy=, e entre-
gue o seu commando ao prinfeiro tenente Fc-
lippe Joze Ferreira Leal.
Portara Ordenando ao supramenciona-
lo primeiro tenente que receba o comman-
do do patacho cima referido para o supraci-
tado fim.
Oflicio Ao Commandante superior da
guarda nacional d'este municipio dizendo
em resposta ao seu oflicio de 50 de Junbo ul-
timo que ainda mo veio remeltido como
recruta o guarda nacional Laurentino An-
tonio Jnior.
Dito Ao Doutor Jernimo Mar'tinao
Figueira de Mello Enearregado da Estatis-
tica da provincia remetiendo os olficos dos
vigarios do Cabo, Serinhaem e S. Lou-
renco de Tijucnpapo satisfazendo a exigen-
cia que S. 8." fez a Presidencia sobre li-
mites de freguesias,
Dito Ao Commandante das armas or-
denando que mande dispensar do servigo
do batalbao do infanlaria de guardas nacio-
naes destacado ao guarda do segundo balalhiio
da guarda nacional deste municipio Francis-
co Razilio de Aranda logo que pelo respec-
tivo commandante Ihe for apresentado outro
guarda para o substituir.
DitoAo commandante superior da re-
ferida guarda nacional scientificando-o do
conteudo no antecedente oflicio; para que ex-
pega suas ordens a respeito.
Ditoi Ao mesmo, dizendo que nao po-
de ter lugar a riquisigao que faz do capi-
tao Luiz Pereira da Fonccca para Instruc-
tor do terceiro batalbao da guarda nacional
do seo commando superior fim de supprir
a falla do lenlo Joo Pacheco Alvos, no-
meado p?la Presidencia e que se acha lora,
por ter aquelle ofcial seguido para a corle ;
e que deve lembrar outro que interinamen-
te exerca esse lugar.
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DA 13 DO CORRERTE.
Oflicio Ao Exm. Presidente remet-
lendo-lbe competentemente informado o re-
quermento do cinngiao approvado J F. d;i
R. Galvo, que a S. M. o Imperador impe-
traros graga d'o promover a cirurgiflo mol
lo batalbao provisorio onde ja servia em
qualidade de cirurgio de partido desde 27 de
Janeiro deste anuo.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. dcvolven-
do-lhc a representagaoque o Exm. e Reve-
rendissimo Rispo desta Diocese fizara ao Exm.
Ministro da guerra acerca do mo comporta-
ment do capello do Exercito FreiJoze de
e informando a res-
12
deste mez.
Dito Ao mesmo Exm. Sur., restituid-
do-lhe informado o requerimenlo de Joa-
quim Fernandos Cania que pedia fosso ex-
cluido do batalbio destacado, um guarda ,
que tendo sido liberto sob certas condeges
(pie ainda nao prehensora, nao poda ser
chamado para o activo servgo da guarda na-
cional.
S. Jacinlho Mavignier
pcilo conforme exiga em seo oflicio de
DitoAo memo Exm. Snr., signifl-
cando-Ihe qde se'conformava coma avalia-
gfio das clapos o forragens para o prsenle
semestre feita pola thesouraria.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. mandan-
do-llie apresentor p.ira ter destino o recru-
ta Fdis Joze da Rocha viudo do termo do
Rio-formoso.
l-^o Ao mesmo Exm. Snr. rogando-
tlio a expediegao de suas ordens para que
fosso recebido abordo do vapor = Paquete
do norte = ou do patacho Pirapama o I.
cadete addido ao batalbao provisorio Fran-
cisco Pinto de Moraes Castro ,|que se offerece-
v,\ para bir servir no exercito do sul man-
dando S. Ex. abonar-Ihe pela thesouraria as
comodonas d'embarque e passar-iho guia.
tana rpida s quaessua engragada vella la-
lina da a rapidez do voo de um passaro
Encostada mais alta das janellas do cas-
lello de Alguemont, una madrugadora jo-
ven sen hora tinha suas vistas extremamente
fixas sobre urna estreita senda que se avis-
tava ao longe. A immobilidade constante de
branca estatua se a brisa nao agitasso ao
redor della a comprida manta cujas ondula-
gCesora cobriam ora descobriam seu lallie
legante. A' medida que o lempo se decor-
ria urna expresso mais viva de temor e de
esperanga se succedia na mobilidade das fei-
ges da joven provengal. Em im suecum-
bida sob o peso tic urna nquietagao ebegada
ao seu maior auge ella deixou-se Cahir so-
bre urna cadeira oecultou sua cabega entre
as mos e poz-sc a chorar amargamente.
Logo estremeceu ao rumor de urna porta
que se abri; depois, dirigindo-se pes-
soa (jue entrava e se avangava para ella.
Elle nao vem elle nao vem disse ella,
ah Fauslina que pensar desta demora de-
pois do que eu Ihe escrevi i'
Talvez que o vosso mensageiro cho-
cando a Rordeos n8o encontrasse o conde ,
elleoseguo sem duvida no curso n sua via-
jero aloque o encontr pelo menos eu Ihe
dei esta ordem ; que vos na vossa pertur-
bado vos esquecestes de dar-lhe.
Se assim a minba carta chegar
milito tarde ludo estar acabildo. Oh !
Tambera requisita va suas ordens para que
fo.ssi; recebido no mesmo vapor o soldado Jo-
ze Pedro Jnnior impedido do all'eres J. C.
C. de Albuqucrque que segua para a cor-
le.
Dito Ao Inspector da thesouraria re-
inettendo-lhe os papis de conlabilidadc do
destacamento do Rio-formoso relativos ao
mez de Junbo ultimo cuja importancia de-
via de ser entregue ao Doulor Manocl Teixci-
ra Peixolo.
Dito Ao Inspector do arsenal de mari-
nba para que livesso a bondade de prestar
is necessarias lanchas, para o de/embarque
dos roerulas viudos to norle.
Dito Ao Inspector da thesouraria para
que segundo as ordens da presidencia hou-
vesse do dar ao primeiro sargento quartcl mes-
lic.l. P. dos S. Alvarenga a quantia do
"iOO.) reis por conta dos voncimenlos do
destaca meo to Dito Ao Cbefe do terceiro batalbao da
guarda nacional do municipio do Cabo sci-
tiitilicando-o da remessa da quanlia cima ,
e daudo-lhe as precisas instruegoes para sc-
rem organisadoa os papis de contabilidad
do destacamento.
DitoAoEiigcnbeiro Vauthicr disen-
do-lbe queso passarflo as convenientes or-
dens para ihe seren entregues os cabos ,
guias e oulros objectos que para o forte do
buraco forao remellidos pela antiga Inspecto-
ra das obras publicas conforme requisi-
tara.
DitoAo tenente coronel commandante
do batalbao provisorio mandando desligar ,
passar guias o abonar sold c etape at o
im do mez ao primeiro cadete addido Fran-
cisco Pinto rjj Moraes Castro o soldado Joze
Pedro Jnior impedido do alteres J. C. C. de
Albuquerquo que se offerecero para servir
no sul, liindo este ultimo em companhia do
dito AI fe res.
Dito Ao Juiz municipal supplente da
primeia vara do termo desta cidade dizen-
do-lbe em resposta ao seu oflicio de hontem
dalado boje recebido que se passara or-
dem para ser recolhide preso no respectivo
quartel o soldado de cavallaria Rozendo Pe-
reira de Faria pronunciado pelo crime d'of-
fensas fizicas nao leudo lugar a sua rcmes-
BBHHIHHHHS-SBH^HB
desgrana desgraca... E novas lagrimas
acompaiibaram estaspalavras.
Siceg.ii.. Anua Madama d'Alguemont,
eslou certa que nao est tfio mal como vos
parec. Vossa imaginago muito viva e
sejam quaes forem as suas mpressoes ella
exagera ludo. Tende mais razao e sangue
fri.
Sangue fri !.....quando a niiiiba ami-
ga quando a muiher adorada de meu irmfto
est s portas da morle. Ab Faustma, que
dizejs vos. ..ou podereis vos duvidar do pe-
rigo do seu estado '.... Mas ausente duran-
te muilosmezes, nao teildes polido seguir ,
e calcular como eu a marcha desastrosa do
mal desconbecido quo corroe a minba caa,
Bathilde. Oh como os pregressos lem sido:
aferradores e rpidos, sobretodo depois
da partida de Reno .'.... Sua volta era a ni-
ca esperanga que me restava de chamar vi-
da sua moiber expirante o elle nao volta. j
Oh nieu irm.io iieu irmao omle ests |
t.....
A voz de Anua manifestava um as.ento;
de dr e de ternura que nao encontrn sym-
patilia alguma no coraco de Faustina ; seus
labios delgados e sumidos se desenvolveram
sob um sorriso amargo ; u seus olhos perspi-
caces como os de una ave de rapia expri-
m rain o mais profundo despreso.
Vos acreditaes minba pobre Auna que
bastara s a presenca de vosso irmao, para
que a condessa do Alguemont recobrasse a
saude ?......Mas nAo ao p dt-sse marido
lo temo e apaixonailo que asta muiher
irrcprehensivel foi accomettida dessa inex-
plicavel melancola que resisto a ludo que a
vossa dedicagao fz para a combater ?.......
Considerai minba cara Auna reflecti as
mil circumstancias que nao tem podido es-
capar vossa observago nem minba e
como eu vos diris que ha nesta languidez
um mysterio ; que poderia bem explicar-se.
Vossa bella condessa nao ama seu marido e
lamenta algum amigo da infancia.
Ab repeli vivamente Anna, vos pro-
curaos destruir minha estima por Bathilde,
mas perdis o tempo e nao conseguiris ian-
gar odiosas suspeitas sobre os senlimenlos
secretos do ser, para quem os anjos teem nes-
te momento acoroa celeste.
Vos conservaes ainda toda a lotica con-
lianga da mocidade disse Fauslina de cor-
to que foi imprudencia unir-vos sem exame a
essa muiher que na volta do suas viagens ,
vosso irmao vos a presen lou como sua sem
sedignar dizer, a vos tilha dos condes de
Alguemont nem em que paiz tinha nascido,
nem quaes oram os nobres ascendentes daquel-
la que so introduzia n'uma familia alluda com
o rei. Eu eslava junto a vos na primeira en-
trevista que levesteis com esta estrangeira ;
eu julgo ainda ouvir as breves palavras do
conde Rene : Anna vos disse eis urna
irm que te trago ama-a por minha cau-
sa, c cm breve tu a amars por eiia mesmo.


-wa^iu**
a a cadcia por a isso se oppor a rosolucaoIibo fui confiada. D'eslas tres fu negos lo quebraro-se as cadeias a mulher recon-
imperial do 7 do Agosto di 1837.
DitoAo Delegado suppleirte do Ljrnro
do Rio-rormoso di/cu.lo-lhe quo do 5 ro-
er utas constante da relagAo que Ihe remel-
tera com seo officio de 11 dosle mez 2 as-
sentarao praga 1 fra rcmetido ao Exm.
Snr. Presidente para II)'' dar outro destino ,
e 2 sollos sendo un por lenlo do epilepsia,
e outro por ja ter servido e dado demisso
cm consequenria do ser ilbo nico de viuva ,
izempeo que anda linba cm seu favor.
REPARTICAO DA POLICA.
i arte las occorrencias do dia lt>.
Da parte boje dada pelo Commaiidanto Ce-
ral do Corpo Policial consta que liontem fo-
ra preso pela palmilla ile S. Joze, a ordem
do Delegailo o paisano Jozo (ioiicalves por
ser encontrado com nina laca de punta o
qual foi recolliido a cadea.
dem do dia IS.
Da parte hoje dada pelo conimandante ge-
ral do corpo policial consta que hontem nao
occorreo novidade.
NISGEU.A3E&.
ROSDEYEllES DO CURA.
lia eiu rada parochia urfl honaem som fa-
milia, queperlence familia de todos ; que
be chamado para tcstemunha conselheiro .
o agente nos actos os mais solemnes da vida
civil; sem o qual nflo he dado nasefif nem
morrer, que toma ohomcm noseio mater-
no c deixa-o no tmulo, que benze ou con-
sagra o berco o thalamo o Icitode morte,
eo fretro :"um bomem a quem as criancas
se babituo a amar venerar, e respailar; a
quem at os desconbecidos ehaniAo = meo
pac s= ; cujos ps os chrUlos revelao suas
mais intimas oonlisses suas mais occnllas
lagrimas : um bomem que he por estado o
consolador de todas as miserias d'alma c do
corpo o medianeiro natural da riquesa e da
indigencia que ve tanto o pobre romo o
rico bater asna (unta : aquello para deixar
cm segredo a esmola, este para recebel-a sem
curar; que nfi i sendo de nenhuma ordem so-
cial est ligado todas as classes ; s infe-
riores pola pobreza da vida e quasi sem-
pre pelo humilde nascimento as superiores,
pela cdueaeao sn.-ncia e elevados senli-
mentos que inspira e prescreve nina relig-
lo philanlropic.i ; um homem em summa ,
quosabetudo, quetem o direito de dizer lu-
do o cuja palavra cabe sobre as inlelligen-
cias c sobre os coraocs com a autlioriilade de
urna missao divina e o imp rio de urna f com-
plela
Este homem lie o Cura : ninguem pode fs-
88/ mais beneficio ou causar maior damno aos
horneas, seeumpre ou desconheco suaal-
fa misso Social.
0 que he um Cura ? O ministro da relig-
o de Ehrislo eniarregado de conservar seos
dems, de propagar sua moral e adminis-
trar seus beneficios parte do rebanho que
Ento vos vos lanzasteis nos bracos desta i r-
m presumida e logo se estabeleceo urna in-
timidado que torna inexplicavel a diferenca
de vossos caracteres : em vos ludo era sinoe-
ridade ; mas de seu ladfl....Acautela-vo ,
Anna .'...
Viva, apaixonada em todas as suas impres-
Ses Anua era expansiva e franca ; OS sen-
timentos generosos que enchiam sua simase
espalhavam ao redor del la como os perfumes
se exhalam das flores ; mas tambem as ma-
nifestacoes de seu resseulimeuto nao eram
menos promptas: foi-lhe impossivel repri-
mir a indignacAo que Ihu causara ni as pedi-
das insinuages de Fauslina. Os olhos pre-
tos da joven provengal flammejaram de raiva;
seus denles de urna nol.iv.-i brancura se
serraram por um momento ; ellos ian abrir-
se para dar passagem a lluras reprehensos .
quande urna das criadas da condessa appace-
ceo cadve to Anna que sua ir na" acabava
de acordar c quera ve-la.
Ella querver-mc ? repeli Auna, com
alegre surpreza e com toda a rapidez .
correo para o quartode sua irm esquecen-
do sua colera, ea mesma Fauslina, que
cora va de despeito.
Mais velba do que Auna Fauslina era sua
prxima parenta o linba tambem o nom*
de Alguemont : mas ella nao tinba nem
encantos, nem as qualidades amaveis da ir-
mado conde. Por muito lempo tinha-sc li-
sacerdocio emanad as tres qualidades do Cu- quistou o respeilo no eoracSo do homem.
ra que vamos tomar cm considcraoAo, asa- A proporoo que a palavra Evanglica tem
her como padre como moralista e como soado nos seculos ha derrocado nm erro ou
administrador espiritual do Chrislianismoem una lyrannia o, bem so podeallirmar que
sua parochia; Nascem d'ahi tres especies de o mundo actual todo, com suas Icis, seos
deveres que tem o Cura i prcencher se (]ui .costumes suas instiluices e esperancas ,
ser ser completamente digno da subhmidade (nao, he se nao a palavra Evanglica mais ou
de suas funcees sobro a Ierra c da estima
ou veneracAo dos homens.
, esta eivilist'co pralica esta rasao
, com os artificios piedosos e gros-
Em qualidade de padre ou conservador do
domina oltrstao nao sao os devores do Cura
accessiveis ao nosso exame por que o dogma
misterioso o divino por sua naturesa pros-
cripto pela revelaco aceeJito pela f essa
virtnde da ignorancia humana repelle toda
critica : o pa Ir como qualquer fiel n'esle
ponto sd coritas sua conseiencia o a sua i-
greja nica authoridade do que depende.
Entretanto mosmo no dogma pode a elevada
rasao do sacerdote influir proveitosamente na
pratica sobro a religiao do povo que dovo
instruir. Em epochas de trovas e de igno-
raneia nao poucas abusos triviacs e supers-
ticos vulgares se insinuno as sublimes
crencas do puro dogma Christo ; a supersl-
oio he o abuso da f e o ministro esclareci-
do do urna religiao que soll're a luz por que
d ella vem toda a luz dove dissipar essas ne-
voas que do mate santidado da religiao,
oque confundiran olhos prevenidos o chris-
tanismo
suprema
seiros abusos dos cultos d'erroc de dolo. Dei-
xar cali ir esses abusos da f, reduzir as oren-
cas em demasa complacenlus de seo rebanho
a grave e mysteriosa simplicdade do dogma
christao i contomplacao de sua moral de-
s nvoivimento progressivo de suas obras de
perfeicao tal he o dever do Cura. A verda-
iie jamis nocessila do erro nem as sombras
augmentan a luz.
Mais bella ainda he a larefa do Cura como
moralista. Ocbristianismo he urna philoso-
phia divina escripia do dous modos : como
historia na vida e morto de Chrislo ; como
preceilos, as sublimes lices que deo aos ho-
mens. O novo testamento ou o Evangclho
rene em si estas duas palavras do chnstianis-
ino o preceito o o excmplo. O Cura deve
te|-o sempre as mos sempre diante dos o-
Iftos sempre no Cor.icao.
0 bom sacerdote he um commentaro vi-
vo d'esse livro divino. Cada urna das palavras
mysteriosas do Evangelho responde ao pensa-
mento que o interroga e encerra um sentido
pratico e social, que esclarece e vigora o pro-
Cfdimento do homem. Niio ha verdade mo-
ral ou poltica que uo exista em germen em
um versculo do Evangelho ; todas as philo-
sophias modernas commentaro um e depos
o esquecero; e a philhaulropia nasceo de seo
primeiroe nico preceito a caridade. A l-
berdade tem-lho sempre seguido as pisadas ,
e o aviltadora escravidAo desapparece dianto
de sua luz : a igualdade poltica nasceo do re-
conhecimenlo de nossa igualdade e fralerni-
dade na presenta de l)i-os as Icis tornaro-
so humanas abliro-se os usos barbaros ,
taria os lacos (|ue a uniam familia : ser
condessa de Alguemonl e possuir a immen-
sa fortuna addida a este titulo era o fin de
todos os seus votos. Seu despeito foi extre-
mo quando o joven conde parti sem Ihe of-
ferecer o titulo que ella ambcionava ; com-
tudo conservou a esperaeca em seu coragao ;
e sobo pretexto de consolar Anna que ,
orla desde o horco o nao tendo outro apoo
que sen irmao se desolava de sua partida ,
Fauslina se iqstallou no caslello ; mas nao
pde conseguir o ganhar a iuteira conlianga
de sua prima que urna sorte de inslnctoa
a Hasta va de si.
Depos de dois annosde ausencia o conde
vollou ; mas quando elle enlfou no salfio de
honra onde o espora va m Anna o Fauslina,
no uieio de escudeiros, e de numerosos cra-
los : elle dava a ino a urna mulher encan-
ta lora que pareca ainda na adolescencia,
tanto su as formas eram puras v delicadas,
tanto havia de graca e timidez em suas ma-
neiras.
Mademoiselle d'Alguemonl minha ir-
mTi dissa o conde e vos bella prima eis
a condessa Dathilde minha mulher que eu
vosapresento Desejac-lbe a boachegada ao
caslello de nossos ascendentes ; e vos todos ,
ajuntou ello dirigindo-se s damas do s-
quito e aos pagens saudai vossa nobre se-
nhora.
A esta apresentago aparatosa que foi se-
menos encarnada na civilisacao moderna.
Sua taref.i porem niio est completa : a le do
progresso ou da perfeieo ponsamento acti-
vo e poderoso da rasao do homem he tam-
bem a f do Evangelho ; elle nos veda que
fiquemos eslacrnarios no bom exhorta-nos
ao melhor, e nao soffre que descorcoernos da
humanidado dianto da qual incessanlemen-
to patontea mais esclarecidos horisontos : e
proporeo que os nossos olhos se abrem
luz, mais promessas lomos em seos mysterios,
mais verdades em seos preceitos o futuro
em nossos destinos !
O Cura encerra pois em suas mos toda a
moral toda a rasao toda civilsagAo e po-
ltica quando n'ella tem o Evangelho. Ras-
la-lhe abrir este livro tel-o e derramar ao
redor de si o thesouro de luz o de perfeicAo,
cuja chavo a Providencia confiou-lhe. Mas
seo onsino qual o do divino mestre deve
ser duplicado : pela vida e pela palavra; sua
vida quanto for compativel com a frgil ida-
de humana deve ser a explcago sonsvel de
sua doulrina urna palavra viva A Igreja
ali ocollccou mais para excmplo que para
orculo pode a palavra fallar-lhe se a na-
turesa nogou-lhe esso dom : mas a vida he
urna palavra sue se d a ouvr todos nem
ha lingua tAo eloquente e persuasiva como
urna virtude.
O Cura he tambem administrador espiritual
dos sacramentos do sua Igreja e dos bens da
charidade.
Seos deveres debaixo dosle ponto de vis-
ta quasi niio diferem dos que prescreve
qualquer outra administrago. Tem de lidar
com os homens deve conhecel-os : loca as
paixes !'.umanas he mister que sua mo se-
ja branda e delicada, chela do prudencia o pre-
cangAo. Sao de sua altribuigao as faltas os
arropendimentos as miserias as necossda-
des as indigencias da humanidado ; deve
poisttor ocoragaoiico e superabundante do
tolerancia de misericordia de maosido ,
de compaixao de charidado o do perdoes !
Sua porta deve toda hora oslar aborta
aquello que o despertar sua lampada sem-
pre accesa e as mos sempre o hordo ; es-
tagrtes distancias pesie sol noves, lu-
do Ihe deve ser indifferonte quando se trac-
tar de levar o oleo ao enfermo o perdao ao
culpado ou seo Dos ao moribundo. Di-
ante delle, como na presenca de Doos nao de-
ve haver rico nem pobre, grande nem peque-
no mas homens isto he irmaos em mise-
rias e osperangas. Se porem he do seo dever
ninguem recusar seo ministerio, por outro la-
do nAo deve ollerecel-o imprudentemente a-
quelles que o desdenhoou desconhecem. A
charidade importuna, longe de attrabir in-
dispe e aliena: deve o Cura esperar que ve-
nhao elle ou que o chamem tendo sem-
pre em vista que sob o rgimen de absolu-
ta libordaile de culto que he a lei do actual
estado da Socicdade o homem s Dos e
sua conseiencia deve cuntas da religiao que
professa. Os direitos o deveres do Cura come-
go quando se diz : sou christao.
[ Tradusido. ]
A CRICA.
Cubiga sede insaciavel de dinheiro mo-
leslia da nossa poca, e que as instituiedes po-
lticas, costumes olis, tudo em una pala-
vra tende a fazergeral.
A cebica ficar sendo para sempre o cu-
nho particular da nossa era ; he a mancha
indelevel que a far reconhecer. Alem do
nascimento, riqueza e ernpregos existia
em outro lempo urna potencia em cuja pre-
senca todo aquello que tinhn urna pesigAo so-
cial era obrigado abaixar-se : essa potencia
era a consideragAo publica. Ella perda certa-
mente em prega r-se mal algumas vezos ; mas
erntim exorcia urna influencia moral sempre
activa. Hoje he o interesse pessoal quem
subslituiu a considerago publica. Despre-
za-se o quo honra para correr aps do que
rende ; em urna palavra a socicdade est ma-
torialisada. He. a vida um vasto mercado ,
em que se trata de enriquecer o mais de pres-
sa possivel e do por a mo no dinheiro in-
dispensavel para haver a certesa de gozar os
mais grosseiros prazeres. He o cidado re-
dnzdo s proporges do bruto ; velhacaria,
perfidia violencia a cubiga inventa tudo ,
para ludabsorver. Sob seu imperio os sen-
limentos generosos sao completa parvoice ;
as opinies independentes moeda falga ; ri-
quezas, sempre riquezas eis o alvo essen-
cial o firn nico da vida. Por outro lado
como as jetarchias nAo oxistem mais e co-
mo os cargos de reprcsenlanteda nacao produ-
zem dinheiro em boa moeda e pago de conta-
do e fa'/em oulros tantos senhores do paiz ,
a cobiga revestu-se do manto do patriotismo;
proclama-se a salvadora da patria para me-
lhor encher as algibeiras. Em outro lempo
os grandes do mundo eram contidos pelo pu-
dor de sua prepria clevagao ; os artistas e ho-
mens de letras tinham o fito na gloria ; vi-
viam anles para a posteridade do que para
si proprios ; hoje batem ellos moeda com o
seu talento. Apoz destes segu o rancho dos
emprehendedores que arregmentando a
chusma de operarios de todas as planas, chu-
pa-lheso suor para d'ahi extrabir um lucro,
que vai sempre em crescimento ; c depos
artistas homens de letras, deixo ou tor-
nfio a submetlcr-se ao jugo vendem-se e
revendern-se ao que mais oflerece e langa
por ultime.
Finalmente, os funecionarios desde o mais
alto ateo mais haixo Iraficam e mercade-
jam cada um com a sua fraegao do poder. Os
lugares tem emolumentos regulados ; mas is-
to he poiieo ellos servem para crear o enca-
par as luvas ou molhaduras c outras pilan-
cas, que se nao contam. Em ultima analyse
a cubiga reina como soberana absoluta em
um paiz onde se quer inocular urna lberda-
de que s se basca no desinteresse sem li-
mites. T. 1. do D. de la C.
songeado que um casamento com ffan aper-, guidu de algumas palavras mais aflecluosas
dirigidas particularmente a Anna ocastello
retumbou aos gritos de acclamagao. Made-
moiselle de Alguemont apertou em seus bra-
gos, com urna alegra tAo viva como sincera ,
a irm que Rene Ihe dava, em quanto que
urna raiva quasi convulsiva fez balero co-
raco de Fauslina que desde este momen-
to jurou ao joven por um odio que eslendeo
al Anna.
A mais terna amizade uniu bem depressa
se duas Gunhadas contra volitada de Fausli-
na. Esta para perturbar a sua unido tencio-
nou laucar em sua alma os effeitos do ciume,
que ralavam a sua elogiando particular-
mente a cada urna dolas seus encantos ; mas
estes elogios achavam sempre um fiel echo na
boca das duas amigas: Dathilde admira va na-
turalmente a formosura expressiva que bri-
Ibftva em Anna que de seu lado gabava sin-
ceramente os louros cabellos e bellos olhos a
zuesde Ralhilde e principalmente a sua
polle branca como a mesma nev e que
fin cortos momentos tomando um leve colo-
rido se tornava lo bella como a mesma ro-
sa que no mez de maio brillia nos jardins
Quando o acaso a fazia achar-se na presenga
dos estranhos una ex liorna timidez da-
va a esta moga una apparencia de melanco-
la e receio porem na intimidado ella era
affectuosa e sua conversago linha urna o-
riginalidado tal que bem mosirava queseus
ditos, eram smentefilhosde sen espirito.
Sem embargo Balbjlde lomou um roslo de-
cidido pelo estudo e Ihe consagrou lodo o
lempo que ella pode roubar socicdade cn-
tregando-se sobre tudo poesa.
Ocastello de Alguemont, longo lempo tris-
te e solitario tornou-se depois da chegada
de Ralhilde a morada dos prazeres e da
ventura. Todos os dias a imaginago viva
de Anna inventa va novas feslas que tivfl-
ram para ella maisum ncanto quando lord
Rixwald Redford se lornou um dos convivas o
mais assiduo. Ao eram nem a sumptuos-
dade dos feslns, nem a variedaie dosdiverli-
menlos que altraham o joven Inglez ; Anna
bem o saba e Ralhilde era a confidente da
alegra que ella experimenta va. Se como el-
la Fauslina livesse lido urna amiga pode ser
que seus conselhos livessem impedido "de so
abandonara novas esperances que deviam
desvanecer-se como as primeras ; pc'ide ser a-
inda que as doguras da amisade deslruissem
as ms disposiges do seu carcter e trou-
xesscm comsigo o venturoso segredo de agra-
dar apezar da privago do dom to positi-
vo da formosura. Quando una mulher feia
possue dotes de espirito bondade de coraco,
franqueza de carcter ella pode ser ainda
lentamente amada.
Fauslina nao possuia nada disto. A inveja
(pie devora va seu corago afcava ainda mais
sua figura poco agradavel e deprima o seu
espirito; que apezar de sua fortuna: e sua
grande nobre/;; nao li ti ha adiado um ho-
mem que pedisse :< sua mo.



**>

C"
COMMEItCIO.
ALFANDEGA.
liendimento do da 19 de Julho 2:492*337
DKSCARnEGAo HOJE 20 DK JULHO.
Escuna Ingleza = Olhello = Bacalho.
Rarea Ingleza ==Prcnilla=fazendase queijos. j
Escuna Dinamarqueza =Ellinne = Queijos.!
Brigue Americano = Alfreo TyIor = farinlia.
M0V1MENT0 DO PORTO.
MAVIOS ENTRADOS NO DA 10.
Barra da Catuama ; 20 horas ; Vapor Brasi-
lero Paquete do Norte ; Commandante
Francisco Marlins Selubal
Montevideo; 57 dias Brigue Sardo Feliz Pa-
traa de 108 tonel. ; Cap. Miguel Sicardo ;
aquip. 12 carga carne secca : a G. A. de
Barros.
Acarar ; 50 dias ; Patacho Brasileiro Emu-
laco de 122 tonel. ; Cap. Antonio Gomes
Pereira ; equip. 13 carga sola : Manoel
Goosalvesda Silva.
DECLABACES.
= O Brigue Imperador D. Pedro recebe
a malla para o Rio de Janeiro hoje (20) as
4 horas da tarde.
= O Bacharel Formado Francisco Cario*
Brando Delegado de Polica do I. Districto
do Termo da Cidado do Recife &c. Faz sa-
Iber que tem chegado ao sen conhecimento ,
que alguns individuos sem haverem sido pro-
pastos pelo respectivo Sub-Delegado e nem
terem obtido a competente nomeaco exer-
cem as funeces do Inspectores de Quarteiro
em alguns lugares da Freguezia de Santo An-
tonio ; e por isso avisa a todos os habitante
da mesma Freguezia que s reconcgo co-
mo taes aos cidados abaixo declarados, vis-
to que ellos nicamente se acho competente-
mente nomeados e que esses outros que se
inculca Inspectores, bem Ionge de o serem
eslo comprehendidos na disposigao dos Arls.
137 o 301 do Cdigo Criminil, cujas penas
lhes vo ser impostas. Delegalura do 1. Dis-
tricto do Termo da cidade do Recife 18 de
Julho de 1842. Francisco Carlos Brando.
Lista dos Inspectores de Quarteiro da Fre-
guezia de Santo Antonio.
Manoel Camello Pires, Ras do Crespo =
Ignacio Manoel Viega, Cruzes = Manoel
Joaquim Rodrigues de Souza Queimado =
Francisco Antonio de Souza Bozario larga=
Joze Ribeiro do Amaral, Larangeira9 = Joze
Joaquim Ferreira.de Carvalho Trinxeiras =
Felis Francisco de Souza Magalhes, Largo de
S. Pedro= JoAo Borges Alves, Agoas-verdcs=
Francisco Joze Vianna Florentina = Joze
Luiz Pereira, Nova = Joze Bernardo Mi-
queles Nogueira = Antonio Luiz de Frei-
tas "Atierro dos ATogados= Caetano Pinto
de Veras Direita = Joze Jernimo de Sou-
za Limoeiru, Sol, Flores e Paz = Manoel
Joaquim Gomes, Cadea = Francisco Joa-
quim de Oliveira Baducm Ca'gada e Assou-
guinhos s Joze Mariannode Albuquerque ,
Rangel e Pracianhdo Livramento s=s Manoel
de Almeida Lima Crtame e parte do At-
ierro.
= Pela Delegalura do I. Districto do Ter-
mo desta cidade, se Taz publico para que
chegue ao conhecimento dos habitantes da
Freguezia da Boavista que Francisco Gomes
da Silva Pereira Jnior, foi demillido do I
Emprego de Inspector de Quarteiro da Praga'
da mesma Freguezia.
T II E A T R O .
Rafael l.ucci profesar de ("orto Piano e
cantor, com sua filha Me. Carmela Adelaida
Lucci tero a honra de apresentar-se pela
primen-;) vez ao resptavo| publico desta (Ci-
dade no dia 21 do corren te tundo-so ajusta-
do por algumas noites em seu benelicio. A re-
presentago ser a seguinte:
Comedia em 5 actos u a Sensibilidade no
Cnme Entre primeiro esegundo acto ,
os beneficiados executaro dois Duelos o pri-
meiro : Perpiacere alia Signora : da Opera il
Turco in Italia do Celebre Me. G. Rossini =
e o segundo: lo vorrei che il tuo belcore :
da Opera il posto abhandnnato : do Me. Savc-
rio Merendante.
Os beneficiados espero o mesmo acolhi-
menlo que tem tido em outras partes e i-
car eternamente agradecidos.
N. B. Os bilhetes acho-se no mesmo The-
atro.
Principiar impreterivelmente as 8 horas.
da de vidro mar do parola e amarellos ,
penles de marfim canelas lio piala livcl-
las da varias qualidades traneelins loques,
litas de garga de seda do ohamalolo e
para cinto colxeilcs cruzes allineitesd.'
peita lirias brincos oculos caixas para
tabaco indisponsaveis hcelas de pinito ,
a mu i tos outros arligos proprios para luja de
miudrzas.
A V l SOS DI VERSOS.
Foi nesta poehaque a ventura dos hab'
tantos do castello d'Alguemont recebeo um
violento choque e pareceo acabar-se para
seropre. A joven condessa que no principio
tirilla tomado urna parte to viva nos praze-
res que a cercavam pareceo de repente des-
gostar-se e querer antes preferir a solido
ao bolicio das funegoes
Eu nao sei que oceulto pesar a dominara
que umitas vezes profundos suspiros se esca-
pavam custosamenle de seu peito. Simpto-
mas to tristes inquietaran) o conde que nao
sabia a que altribuisse o estado de languidez
de sua adorada Bathilde tornando-se por es-
te motivo cada vez mais terno e mais aman-
te para com ella mas cada dia se augmen-
ta va o mal da joven condessa que sempre
doce e resignada com sua sorle longe de
queixar-se se prest a va com paciencia a todos
os remedios que intilmente se Ihe faziam.
Para distrahir algum tanto a desesperago e
a dolorosa inquietago de Anna a plida Ba-
thilde se sorria e tractava ao mesmo lem-
po seus temores de chimericos ; mas quando
se achava s era ento que dava um livre cur-
so asuas lagrimas e militas vezes quando o
silencio da noite reinava em torno dola e
suppondo que o conde fatigado pelas tristes
vigilias, se entregava por fim ao repouso,
selevantava cautelosamente abriaajanel-
la e longo tempo encostada a esta procu-
rara respirar o ar da noulo com urna espe-
cie de prazer deppis seguia com seus olhos
AVISOS MARTIMOS.
vsr Para o Rio de Janeiro a Sumaca Ami-
gada forrada de cobre e de boa marcha ,
seguir infalivelmente no dia 23 do corrente,
pode receber alguma carga miuda e escravos
a frele ; quem na mesma quiser carregar ou
ir de passagem dirija-se a Gaudino Agosti-
nho de Barros na Pracinha do Corpo Santo
D. 67 ou ao Cap to Joze Pedro dos San-
tos.
Para Loanda e Benguella, sabe impre-
terivelmente a barca Temeraria no dia 2o do
corrente ; ainda recebe pequea porgo de
carga miuda o roga-se aos senhores carre-
gadores de dirigircm quanto antes os seus
conhecimentos ra da Cruz N. 37.
L E I L A 0 .
= Joze Saporiti far lcilo por intervengo
do corretor Oliveira na loja da ruado Cres-
po D. 8 hoje 20 do corrente as 10
horas da manila dos seguintes arligos : cor-
das para violla navalhas finas e ordinarias
para barba facas de cabo preto dilas Je
cabo de r.'.arlim com seus trinchantes cai-
vetes sacarolhas brides estanhadas es-
trib-s, tezouras pennas de lapis botes
para farda linhas em carriteis e novellos ,
relroz lacre papel de pazo sovellas, sus-
pensorios linha preta em meadas ; dita de
roriz marcas d'osso litas de linho po-
dras de amolar botes de duraque de se-
\rj- Srs. Freguezes, chegucm ao Carapuceiro
n. 32 que est importante. Compreip-o.
c vero. Traeta primeiramenlo do que soja
a verdadeira e taiga modestia : em segundo
lugar traz huma variedade composta d'um
Ollicio de corto Juiz do Dircilo quesequoi-
xa d'uma forquilha grande que Ihe nintaro
na porta do caza e reflexes a este Ollicio; c
conclue com huma Ancdota bastantemente
engranada : vende-se na loja de livros
da praga da Independencia n, c 37 e 38.
Senhores Redactores.
Em resposta ao annuneio dos Senhores
Novaos S Bastos inserido no sou diario de 'i
do corrente, n. 110, rogamos a V. ni. o
favor de repetir a insercodo annuneio do
Senhor Estevo Cavaleante d'Albuquerque
enserido no diario de 8 do Marco deste anuo ;
n. 33 com o qual respondemos cabalmen-
te ao annuneio dos Senhores Novaos & Baslos :
con ten tamo-nos com esta resposta por brevida-
de ecomo ainda contamos sor-nios incitados
ento diremos ludo.
Somos Senhores Redatores
seos rospeiledores.
A viuva e herdeiros de Antonio Joze Tei-
xeira Bastos.
=Eslevo Cayalcante d'Albuquerque faz sci-
ente ao respeitavel publico (|iio liavendo om
diasd'Agostodo anno passado abonado ao sen
sobrinho Joaquim Cavbante d'Albuquerque
na quantia de JOO res o a Manoel Toixei-
ra em ignal quantia Ionio os memos abonos
ler a casa dos Senhores Novaos e Bastos ; e
lendo o annunciante mandado a seu lilho Joflo
de S Cavaeante d'Albuquerque pagar ambos
os abonos os Snrs. Novaos e Pastos s llt'a-
presentaro o da Joaquim Cavaleante o mais
um crdito d'este da quantia do 618j res ,
porcm que, nao linha a (Irma do mesmo an-
nunciante e por que sou mencionado lilho
recuzasse pagar sementante crdito aquel les
Snrs. contra toda a especia ti va afh'rmaro-lhe,
que o abono linha sido vocalmente e desla
sorle conseguindo iludir seu lilho rorSo pa-
gos daquella quantia deOI3.> res ; cooperan-
do muito para isso o di/erom-lho aquellos
Snrs. que em seu pudor nao exista mais abo-
no algum do annunciante : quando polo con-
trario devem ellos tero de Manoel Teixeira ,
e como o mesmo annunciante nao flzesse vocal-
mente semelhanto abono de 6loj res segun-
do falsariamente disserflo aquellos Snrs. por
isso faz sciento para que ninguem receba em
pagamento, ou laca outia qualquer tranza-
cilo com o referido abono dado a Manoel Tei-
xeira existente em poder dos snrs. Novaes
e Bastos, da quantia de 300,) rs. pois que
o annunciante j o pagoll e pretendo em
tempo pedir a esses snrs. o excesso que in-
melancolicos o curso da la at que esta dc-
sapparecia no horisonte ento os suspiros e
paiavras interrompidas quesaiam de seu pei-
to iam misturar-se ao mugido do Mediter-
rneo.
Em quanto urna dor violenta atormenlava
a alma dos moradores de Alguemont. Faus-
tina se embriagava : ella esperava ver desap-
parecer para sempre esta Bathilde que ella de-
testava Antes de pouco tempo Reno seria
livre, c quem sabe o que islo produziria [....
Ento com urna louca esperanga ella se a-
proximou do conde, e lingindo querer tomar
parte na sua dor como urna destreza infer-
nal pode com algumas paiavras, como ditas
ao acaso excitar um senlimento de ciume
na alma de Rene que mostrando nao ter
comprehendido o verdadeira sentido dellas-,
lornaraO com ludo d'ali em diante mais raro
os curtos instantes de repouso seus ouvidos
se applicavam com um cuidado ate ento des-
conhocido a menor voz a menor queixa de
sua abatida esposa c de noute o dia era in-
separavel de Balhilde.
Depois de ler assim preparado um futuro ,
cujo bom resultado ella goslosa se propunha
esperar Fauslina se affastou nao sem se
descuidar dos meios de conhecer ludo o que
se passava no interior do castello : e ella son-
to logo que o mal ia todos os dias em aug-
menta.
Urna manli dispertando d'um somno
muito agitado, Bathilde se achou encostada
devidamente reeeboro de seu fllho, como
lambem os juros competentes ; assim como
ambeni provar-lhes a m f com que.se hou-
veraO em semelhante negocio m f-j' certa-
mente indigna do homens dados aocommer-
cio. Recife 23 de Fevrrciro de 1842.
srj" Caetano Antonio Chaves com loja
de barbeiro na ma da Penha D. 0 examina-
do em sangrar tirar denles olereco o seu
presumo as pessoas que se quiserem utili-
sar assim como tamhem amolla navalhas
olizourase outro qualquer objeclo da sua
oceupaco do que o acharo sempro promplo
a toda e qualquer hora que o procuraren).
CJ" Quem precisar do urna ama para caza
que cose, engonima borda com perfeigo ,
cozinha, c faz ludas as qualidades do massas ,
di rija-so a na dasenzala velha sobrado de 2
andaros no primeiro.
Oilerece-se um rapaz pura contra-mes-
tro de loja deall'aiate o qual entende perfei-
tamente do corte ; quem de seu preslimo so
quiser Htilisar, dirija-se ao beco do S rapa-
lel D. 10.
533- Urna Snra. de bons coslumes propde-se
a engomar com perfeigo : quem do seu pres-
limo se quizor utilizar diyja-se a ruada
l'raia caza verde junto ao sobrado de dois
andares.
ssy Preciza-se de um feitor de sitio que
en tanda bom de jardn e orla quem se a-
char neslo caso ; dirija-se a casa de Francis-
co Antonio de Oliveira, no atterro da Boavista.
=: Fin pardo de idade e de muito boa
conducta so ollerecc para caxeiro de compras
o vendas e mesmo algumas viagens para o
mallo : quem se quiser ulilisar de seu pres-
limo dirija se a ra das Flores I). 0 que so
dir quera pretende, ou annuncie.
= PerdeU'Se no dia 10 do corrente as 4
horas da tarde desde a caza em que mora
Antonio da Cunr.a Soares Guimares ate a
loja do mesmo na ra do Crespo duas se-
diilas de I00,> rs. ( e nao IOj como foi por
engao annuneiedo ) cada urna sendo urna
de papel branco e oulra de verde, ambas
com a assignatura as costas de Freitas Gui-
mares pela (jual se fasem conhecidas: a
pessoa que as adiar e quiser desenoarregar
sua consciencia com a entrega das mesmas ,
dirija-N a referida ra do Crespo loja D. 5 ,
lado ilo norte que ser generosamente re-
compensado.
= Antonio Francisco Marlins, fazscion-
te ao snr. Lagos arrematante das agoas-ar-
denles do produgo brasilea, que desde o
ilia 10 do corrente Julho deixou de vender
agoardente na sua venda da la Direita
I). 23.
= A pessoa que quiser dar para criar da
cite algum menino ernpedido ou sem ser em-
pedido ; aliancando-se o bom tralamenlo e
sondo preciso se l fiador ; dirija-se a ra
Direita Jjya de couros D. 20.
^ = Quem livor as obras de Guuvoa Pinto ,
sobre testamento, Doutrina das Acgoes por
Correa Toles e o Digesta Portnguez que as
queira trocar por o tracladu do Say sobre Ec-
conomia Poltica ou vendel-as procure a
loja da esquina do Queimado que volla para
o Bozario.
ao seo de seu marido que sem que ella o j
soubesse linha passado toda a n ute ao seu
lado, e que a olhava com urna expressaoos-
tranha na qual urna especie do alegra se
mistura va sua dor.
Obligado met caro senhor Ihe disse
ella obligado por tantos cuidados prodigali-
sados pobre Bathilde. Mas sou obligada a
dizer-vos elles me fazem mats nial do que
bem. Vr-vos privado do repouso ver vossa
bella cor tornar-se plida como a mmha e
vossa saude perder-se junto ao mcu leito de
dor um martirio mil vezes peor do que
o que me opprime. Conoedci-me pois eu
vo-lo supplico qued'hoje em (liante soja Be-
atriz quem me vigi ella mlher pru-
dente e hbil ao p dos doentes vos bem o
sabis.
Terna amiga bem louco aquello que
confia dos outros o seu mais precioso thesou-
ro quando elle o pode guardar; e minha ca-
ra Bathilde eu lenho querido iear ao p de t,
at que se a hora na qual eu devo partir para
um negocio muito importante.
Vos me deixaes exelnmou Ba-
lhilde i llorando.
__Tranquiiliza-le meu arijo, antes de dois
mozos eu voltarci e ento teroi o goslo de
le adiar....
Morta inlerrompco Bathilde com s.-
cenlo de voz sepulcral.
Desterra essa niedonha idea e parti-
dla de meus venturosos pjcssenlimentos; ac-
credita-me, nos tornaremos a gosar urna ven-
tura to perfeila como nos primeiros dias de
nosso consorcio. Meu amor, eu te deixo entre-
gue aos cuidados de nossa boa o cara irma ;
sob a mmediala protecgo da Virgen) Ma-
ra a qual nosso capello ojl'erecer nossas
humildes olleras e n'ella confio nao te
a Alijas.
Bathilde suflocou um suspiro, o nao disse
mais una s palavra que podesse patentear
a profunda dor de que seu coraco se achava
possuido osapertou convulsivamente a mao
a seu marido.
Um momento depois ella ouvio rinchar de-
haixo de sua janella ocavallo que devia con-
ilii/iroamgo que ella nao esperava jamis
lomar a ver.
. Adeos Senhor Ihe disse ella perdoai
vossa pobre uiulher lodos os pezares que
olla vos tem causado.
Oh! sede ahengoada por lodo aquello
amor rom que lendes feito a ventura de meus
dias Ihe tornou o conde apertando-a ter-
namonte om seus bracos. Que a paz do Se-
nhor venha sobre li. Eu parto, masa minha
alma e meu pensamento nunca te dexaro.
O final adeos foi por muas vezes pronun-
ciado sem que os bracos do conde podessem
desembaragar-se dos da condessa e quando
em fim elle pode soparar-se os olhos da jo-
ven esposa o seguiram at que Ihe ibi per-
mitlido ve-lo da janella do castello.
( Continuar-se-ha. )


*^MrM. PILLI.AS VKGKTAES H UNIVEnS.VES AMERICANAS.
Estas pilulas ja bcm conliccidas pelas gran-
des curas (jue tem feilo, nao requeren! nem
dieta e nem es -lia. Jo ulgum ; a sua com-
posigo to simples, que nao fazem mal a
mais tema crianga : em lugar de debilitar ,
forlifico o syslenia puriiico o sangue .
dUgmonto as secreges em eral: tornadas',
soja para molestia ehronica ou somonte co-
mo purgante suave; o molhor remedio que
lein opparecido por mo deixar o estomago
Dique-lie estado de constiparan depois .Je sua
opcrago como quase todos os purgantes l'a-
zem e por seren mui tacis a lomar e nao
ciusarem incommodo nenhum. O nico de-
posito dolas cem casa de I). Knolli, agen-
te do author: na na da Cruz N. 87.
N. B. Cada caixinlia vai embrulliada em
seu receituario rom o sello da casa em la-
cre preto.
tsr Domingos Duarte Souza Rodrigues,
retira-se para a Cidade do Porto a tratar de
sua saude.
tsr- Henrique Rickeley subdito inglez ,
retira-se rara Inglaterra, levando em sua
companbiasua mulhere trez lilhos
tar Precisa-se fallar ao Sr. OuvidioGonsal-
vc. Valle que^nora i.albura c ao Sr. Je-
rnimo Cezar de M'dlo a negocio de sen in-
teresse : na ra da Cadeia do Recife loja de
t'a/.cn las n. 17.
= Zo Popon, protessora de piano e can-
toria faz pblico que fixou a sua residencia
noatterroda Boa-vista, casa N. 1 C, i. an-
dar onde esteve o Collegio Pernambucano.
Oulrosim faz saber as suas discipulas e hs
pessoas que o portenderem ser que o prego
das liges ser de \2> rs. por mez de oito li-
gos e previno por esta occafto que na"
perlendo retirar-se dest.i cidade como a|-
guem tem querido fazer acreditar sem mo-
tivo algum. A mesma professora vende mu-
sicas modernasdos melborosmestreseBe sua
oscolba para piano e cantoria.
ssy Francisco f.eraldo de Souza Guimaraes
retirase para Angola.
de ser scu caixeiro desde o da 18 de Julbo
porrele.
tS9" Precisa-se alugar pelos para Iraba-
Iharem do enehada om um sitio: no alieno
da Moa vista loja D. 10.
tar Precisa-se de 300ji a premio por torn-
eo de dous anuos sobre bypolbeca : na pra-
ca da Independencia D. 14.
l-T* Pret"nde-sc comprar a casa terrea cita
na ra da Glora da Boa visla O. 10, perten-
cente ao Sur. Manoel Caetano de Souza h>
vendo alguma pessoa com direita a mesma
propriedade queira annunciar por esta fo-
Iba ou dirija-seao pateo da S. Cruz D. o
no praso de 4 dias contados de boje.
i D. Mana Classen vi uva do Dr. Classen.
retira-se para fora da provincia levando em
sua companbia um seu lilho.
W Precisa-se de um rapaz-portuguez de
15 a 10 annos, que d fiador a sua conducta,
fiara lomar corita de urna loja de couros no
pateo do Livramento I). 18.
lar O Thosoureiro da Sociedade Theatral
Philo-Tbalia faz publico que principia bo-
je a dostribuigo dos bilbetes para a recita do
dia 22 na ra do Queimado D. 13, guar-
dada a disposieodo 6 art. 11 e pede nos
Sms. Socios queirao mandar busca-Ios at as
4 boras da tarde do referido dia
tw Joo Felipe de Souza Litio faz publico
a quem convier que tendo fallecido seu so-
gro Joo Marn ha Falco acha-se elle an-
nunciante na posse do vinculo de N. S. da
Conceico dos coqueiros do Rairro da Boa vista,
na qualidade de Invenlariante e berdeiro e
que de ora em diante devem todos os forciros
entender-se com elle annunciante mo so-
mente acerca de pagamento de foros, como
do lodo e qualquer contracto tendente ao mes-
mo vinculo. Ou tro si m declara que estan-
do na deligencia de fazer o respectivo inventa-
rio desoja saber quaes os seus foreiros e
quanto pagao de pensar ; e por isso roga a
lodos elles se dignem procurar o annuncianle
nesta Cidade, em o pateo da Matriz de S.
Antonio casa 1. 9 segundo andar a im de
Agoade tingiros cabellos : na praci-
uba do Livmmciilo loja do chapeos D. 19.
SS5" lin boi mango lilho do pasto, has-
lante grande e gordo : na ra da Cruz I). I.
tsy~ lT:;;a mulalinha de (i anuos : na ra
do Livramcnlo D. 7.
C^* Duas moradas de cazas terreas urna
na ra do Rozario da Roa vista o a oulra no
hoco do Lobato : no largo do Livramcnlo D.
3 primeiro andar.
SS* Azeite de carrap; lo em relalho a II
|)atacas, azeite doce a 010 a garafa tanibem
se aluga una preta por tarde para vender
azeite : na ra de S. Thereza venda D. 13.
tsr finia venda com os fundos de 00
ponco mais ou menos e querendo o compra-
dor tira-se melado para Tora em effeitos na
do beco do
a tratar na
~_, m" :_ ., i i ",,w"l,M,"d 'segundo anuar, a um ue
gao da caza de Ignacio de Jezua Bandeira.
ar Aluga-se urna casa terrea de duas por-
tas com armaefio propria para qualquer es-
tabelecimento cita aop do arco de S. An-
tonio e pegada aos baixos da casa em que
mora o Sr. Cardo/o ; bem como se aluga 2
liretos para serventes de obras do pedreiro ,
no que rslo bem desembarassados : no pa-
teo do Colegio casa da (nina amarla de An-
tonio Joze do Ma alhes Bastos.
C9- Precisa-se alugar urna escrava para o
servigo de urna casa : na ra das Cruzes D. 1.
ladodireito, advorte-so que paga-so 9600
mensalmonte.
*3T O abaixo assignado faz publico que
desde o dia 12 jJc Agosto de l8il deixou o
nome de Joze Pereira Penna o se assigna pelo
seu actual nome de Jozo Francisco da Silva
Penna.
\r Precisa-se do um si ti lio que tenlia ca-
za de vivenda baixa e pasto para 8 ou dez
vaccas de leite : no principio do atierro dos
Allogados em casa de Silvestre Joaquim do
Nascimento.
S3T Os Srs. Joze Mondes de Freitas An-
tonio Joaquim da Silva Porto e Joaquim F.
Torres queirao annunciar as suas moradas
que se llie desoja fallar.
j&~ Precisa-se alugar um rnoleque de 15a
15 annos para o servico de urna caza de p -
quena familia que saib comprar na ra e
que seja fiel dando-so o sustento e 8,> men-
saes : na Soledade segunda casa nova junto'
das do Sr. Hercfllano.
C7* Joze dos Res e sua sen hora, retira-se
para fora da Provincia, levando em sua com-
panhia Joaquim Antonio de Carvalho de me-
nor idade.
tsr Precisa-se de un feitor de sitio que
cntenda bemdc jardim e borla : no atierro
da Boa vista em casa do Francisco Antonio de
Oliveira.
tsar Quem precisar de 2 pelos para tra-
balharem em serventes do pedreiro, ou ou-
tro qualquer servigo annuncie.
tS^ Quem fordonode um barril do mol
de furo que foi tomado a um negro que <>
anda va vendendo, dirija-sen ra da senza-
la velba n. 25 que dando os signaes llio se-
r entregue.
SST Roga-se a pessoa que no Diario de I (i
docorrente annunciou precisar de urna pes-
soa capaz para lomar corita de uma casa de
negocio ja estabclccida annuncie sua mo-
rada.
tSF" Roga-seaoSnr. que pedio emprestado
um Panorama c a vida do D. Joo de Cas-
tro de ir entregar na na das Cruze 1. 1.
Manoel Teixeira Coimbra faz sciente
foreiros de sofrer alguna ombarassos.
tsF" Arrenda-se a caza denominada da se-
vada cita noMonteiro ao pe' da ponte: a
tratar na roa dos Quarteis D. 2.
CT- 0 Sr. Joo Baptisla Ferro queira vir
resgatar no praso de oilo dias os dous relo-
giosque empenhou na ra do Caldeiro sobra-
do de um andar I). 1 do contrario so vende-
r para pagamento do principal e juros.
ESP" Antonio Candido da Silva retira-se
liara fora do Imperio.
Sp* Manoel da Silva Amorim faz sciente
aoSnr. arrematante das agoas arden tes de
produgo brasileira que deixou do vender
tal genero em suas duas (avernas om Olinda
citas no varadouro eque no mesmo dia fez
sciente ao Snr. Bandeira.
COMPRAS.
ssr* l'm relogiode prata borisontal, que
soja bom e (i cadeiras de oleoem bom esta-
do ; quem livor annuncie.
er Urna volta de cordo grosso sem fei-
tio, e de bom ouro ; quem livor annuncie
tw Uma escrava que tenha 40 annos ,
quesaiba engommar e nao soja fujona : na
ra de Agoas verdes D. 58.
W Dous eavallos estando em boas carnes,
e que sejo quando nao milito bons ao me-
nos Bufriveis : na ra da Cadeia de S. Anto-
nio lado do poenle no terceiro andar do s m
brado em que mora o Sr. Advogado Joze Nar-
ciso.
Um palanquim de rebugo que esteja
em bom uzo : na ra doS. Rita* Nova I). 18
lado do nascenle.
na da senzala velba defronto
Campe I lo junto ao barbeira :
mesma.
tu?- Rap princeza da Babia tal e qual o
Princeza de Lisboa na loja de \ portas jun-
io ao arco do S. Antonio.
tsr Na reinaco dos 4 cantos da Boa vis-
ta vende-se assucar refinado de boa qualida-
de e muo alvo a 2*40() a arroba e 80 rs. a
libra dito mascavado c toda mais qualids-
de assucar.
tsr Um terreno no fim da na Boda com
120 palmos de frente com alicoree funda-
do a 16 annos c com 140 palmos de fundo ,
tambem se vende em menos porgos : a fal-
lar no sobrado que tem lampio junto ao fer-
roiro.
tsr Uma toalba do panno de linbo toda
a berta de lavarinto : na ra dos Quartcis D.
11 primeiro andar.
%s&* Dous moloques um de 14 annos e o
outro de 10 annos ; um negro de 20 annos ,
muilo robusto para todo o servico c todos
de bonitas figuras : na camboa do Carmo D.
H no segundo andar.
-^SST Longos pretos da India, barricas com
farelo ditas com farinha de milito, peritos
de marrafa verlas do espermacetc gangas
amarlas algodo/.inho proprio para sacos ,
ou roupa do escravos: na na do Trapiche no-
vo n. 12 em caza de Matheus Austin & Com-
panbia.
tsr Vende-se ou freta-se para qualquer
parlo o Briguo Escuna Americano B. F. L-
pez de lote de 10 i tonel. novo forrado o
oncavilhado de cobre e de superior marcha:
trata-se com Matheus Austin & Companbia
na ra do Trapiche novo n. 12.
tsr Urna banda para oficial ; um talim
com seus perlences um fiel de ouro para es-
pada 4 estrelas douradas um fardamento
completo para guarda nacional, umselimcom
manta de couro de onga o cabecadas ludo
por prego com modo : na ra Direita loja do
couros 1). 20
S232 Uma negrinha crela de lo annos,
cose chao com principios de engommar o
cozijha o ordinario ; um escravo crelo de
20aruio5, canoeiro o uma negra angica de
20 ainos, quilandeira: na ra Direita D.
20 lado do Livramento.
sr Uma negra de boa figura cose, bem,
cozinha e est prenhe 5 e um brago de ba-
langa com con xas proprio para armazem de
assucar : na ra da Cadeia do Recife loja de
fazendas n. 17.
A v'uva d: Filhos de Antonio Joze
Teixeira Bastos vende para pagamento de
seus crodores o seguinte : urna grande casa .
sita alem do rio Capibaribe defronte da Po-
voago doMonteiro, sobre um elegante ler-
raco que aleanga a mais bella vista do tudo
que tranzila pela estrada que desse de Apipu-
res na ra da Cruz no Recife n. 16, avalia
da em 468^888 rs. : um preto de meia idade
proprio para o servigo do campo ; e duas ca-
noas aberl 'S que servem para condugo de fi-
jlos e enlulho. Tambem se vendem dividas
seguras com razoavel nbatimento",
aar-papel de pozo muilo noa2#800 a res-
ma ; 4vas do seda com dedos a 640 e sem
ellas 500 rs. de pelioa 500 rs. e d'algodo
muito finas 300 rs. ; facas e garios ; trance-
ln) de borrase 80 rs. ; thezouras linas 200
rs. ; escovas para denles 120 rs. ; obreias em
libra 800 rs. 5 peo es do tartaruga 1440 a pa-
rclha ; agoa do colonia muito fina em fras-
cos grandes e pequeos ; exconeia de roza ;
spiritos de todos os cheiros; fsforos de peri-
tos e do calinitas 5 banha franceza ; corxe-
tec., agulhas em caikinhas eoulr^s muitas
miudezas baratas : na ra do Livramento
D. 3.
tsr Duas cazas, uma no beco do Lobato ,
o outra na Boa vista ra do Rozario, aquel-
la com D. 5, e esta com D. 505, perleneen-
les a Luiz Francisco Corroa Comes d'Almei-
da : na ra do Livramento 1. andar D. 5.
. ES- Assucar refinado a 80 rs. a libra e
2400 a arroba e caire modo ; tudo supe-
rior : na refinago da na da Senzalla nova
N. 20, junto a Santa Cruz do porto das ca-
noas : na mesma caza compra-se um brago
grande com balanga.
tj- Uma porgo de prata fina : em Olinda
ra do balde D. 24, ou annuncie.
C3- Uma Samara para pessoa baix e sec-
ca do corpo por prego cmodo : na ra No-
va loja de alfaiate D. 16; assim como toda e
qualquer obra para iimem.
W OrdenagOes do Reino, e as obras jur-
dicas de Correa Telles, Borges Carneiro,
Ferreir Borges, Gouvea Pinto, Lobo,
Vanguervo e outros: em Olinda ra da
Mizericordia D. 7.
c^- Panno de linho em pessas de 18 va-
ras : em caza de Hermano Mehrtens ra da
Cruz N. 25.
M- Uma excellente mulatinha mucamba
recolbida, idade 18 annos, com boas habi-
lidades ; 5 escravos para todo o servigo ; uma
pardinha idade 13 annos ; uma parda boa
cozinheira 5 uma escrava por 280,? rs. ; 4 es-
cravos para todo o servigo e por 1:200 ; um
bonito pardo bom pagem e um dito bom of-
li< ial de tanoeiro com idade 18 annos : na ra
das Agoas-vordes D. 38.
S Duas canoas de carreira novas j a-
parolhadas por prego cmodo : a fallar na
ra do Encantamento armasem por baixo do
sobrado do Vigario do Recife..
tar Uma meza de louro e urna porgo de
forramenta de carpina : na ra do Arago na
Boavista no deposito de assucar refinado.
t^" A posse de um terreno que fora oceu-
pado de uma casa de taipa que cabio cita no
lugar do Caldereiro Freguezia do Poco d;i
Panella : a traz da Matriz da Boavista D. 13.
aW Bixas pretas o grandes, da mclhor
quahdade que vem a este Paiz : no atierro da
Boavista D. 19, junio ao beco do ferreiro.
er Pentes de tartaruga lizos e abertos ,
ditos de marra fas 5 e tambem se eoncerta to-
da a obra de tartaruga tudo por prego mais
barato que em outra qualquer parte : na ra
do Arago na Boa visla, no deposito de assu-
car refinado.
ESCRAVOS FGIDOS.
eos a esta cidade toda a
VENDAS.
, ._.. ^.....^ 11VB1 iy |-(ja
ao publico que Joze Antonio Vieira deixou 111. 25 e26.
- Papel de peso coroinha para oscrever ,
cor de rosa, amarello claro e a gomado azul
escuro e claro roxo e verde ; em resmas e
relalho : na praga da Independencia loja do
livros n. 37 o 38.
sir lina prela moga com uma cria de um
mez propril para criar 0 para o servico
do uma casa : na ra do Collegio sobrado de
um andar D, 6.
tsy Barricas com farinha nova Galega ,
lilas com dita Americana, e meias ditas,
sacas com anos do Maranho de vapor e da
fabrica sacas com sevada, condegas, balaios,
pilulas da familia e bichas da melhor qua-
I idade ludo por prego com modo: na ra es-
trella do Rozario D. 17 padaria do Francis-
co Alvos da Cu riba.
lar Uma puta de nago moga com ha-
dados : no Recife ra da Conceigo casa
extengo de mais, d'um quarto de legoa para
cima e para baixo da Povoaeo 5 e desfructa
todos os commodos de passar a festa por eslar
prxima ao rio e na mais plena liberdade.
Lsta caza tem 6 sallas e 8quarlos, o ofle-
rece franca proporcao para passarem festa ncl-
la duas grandes familias independontes ,
como ja tem acontecido : faz parte dosta pro-
priedade dua.s olarias com 2 fornos terreno
suficienle onde se tira todo o barro necessa-
rio para o manojo das olarias : tem alem dis-
so baixa para capim e grande terreno onde
se pode fabricar o mais delicioso sitio pela fer-
tilidade do terreno. Vende so mais a posse
de um terreno no atierro dos Affoados com
fundos ate a baixa mar o qual lera 50 pal-
mos de frente e j com alioerces : mais 286
palmos por delraz da ra Augusta com 1 mil
e tantos de fundo e que s aliaga ras gran-
des mares : mais 09 ditos na ra Augusta j
promptos para nelle edificar-so ; uma lo a de
ferragens na pracinha do Livramento, dan-
do-se razoavel abatimenlo sobre as entradas
garante a chave da caza onde osla a loja a
quem comprar, por portencer a caza a an-
nunciante. A parle de uma caza de 5 anda-i RCCUi;
tsr No dia 3 docorrente fugio a escrava
Clara da costa do 40 a 50 annos, mal pa-
recida alta, secca do corpo, um tanto man-
ea do pe', cujoscambao para dentro quaudo
anda levou vestido de riscado azul costu-
raa a vender fructas : quem a pegar leve a
ra Nova armazem D. 54 que ssr recom-
pensado. ,,
t&~ Fugio no dia 15 do correle uma pre-
ta de nago, de 55 annos, estatura regular,
meia fula tem um talbo no rosto que chega
alhe o queixc, levou vestido de chita amare-
la ja desbotada cabello cortado consta an-
dar om S. Anua ou caza forte : quem a pe-
gar leve a ra do Cabug loja de miudezas D.
5 que ser gratificado.
c?- No dia lo do correlo fugio o negro
Joo Congo de 30 annos alto, corpo re-
gular, cara lisa olhos o boca regular pou-
ca barba tendo sotnente no queixo dos la-
dos uma pasta de cabellos meio roncoiro no
andar, mose pez regulares, tendo em um pe'
amarrado uma linha levou vestido calcase
camisa de algoso da torra suja trazondo
por dentro urna camisa de baeta encarnada ja
relha e chape,, (ie couro falla arrastada ,
ene bastante baquiano nos les ser toes quem
o pegar leve a ra Nova I). 5 i que ser gra-
tificado. b
NA TYP. DE M. F. DE F. = 1842


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