Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04702


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Full Text
Auno de 1842.
Terca Feira 19
Tado .gor. depc.de de ns mesmo. danos. p,udec
unuem., co-o pr.ncp.amos .Poud, con, tBITt^0 g; jffifc, J
<"11"- ________- _________tt'roclanupo d. Asserabl. Geni do Mal)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
r.o.ann., Pamba e lito grande do Norte, segunda, e sextas feiras.
Iluailo 9 Garanbuiu a -0 e24-
C.ba, SeiwW, Rio Poiaoia Pono C.W. Maoei e Alago., no 1. ,11 e 21
fajen. 13. Sanio Anuo quintas feiras. Olindi lodo es di.,. '
DAS DA SEMANA.
18 Saj. i. Marinha V. M. Ckanc. Aud. do J. de D. da 2 *
4! icro. i. Vicente de Paula Re Aad. do J. de D. da i. i,
20 Qjsrt a. Jernimo Emiliano. Aud. do J. de D. da 3. r
21 Quii, a. Prachedes V. M. Card. Aad do juii de D da 2. v
22 SeX\ s. Mara Magdanela. Aud. do J. de D. da 1. ?.
83 SjI). jrjnm a. Ap..|lin.ro. Re. And. do J. de D. da 3 r
21 D. a. Christina V. M.
de Jullio.
Anuo XVIII. N. 153.
O Diario publicase loiloa os das que nio forem Santificados : prec. .a.jnalnr. be
de tres mil res por quarlel pago, adiantadoa. Os anuuncioa dos atsigB.ntes t\> i.Mridva
gratis e os dos que o nao f.irem rario de 80 reia por liaba. As rcetaoaooM dereni tr
dirigidas a1 ela Typografia ra das Cruaes D. 3, ou a praja da Independencia Lia i, lirres
Numero 37 c 3S.
CAMBIOS no da 18 dejuliio.
Cambio aobre Londrea 26 J d. p. 411.
Paria 360 rea p. franco.
,. .. Lisboa 100 por 100 de pr.
Moeila de cobre 4 por 400 de descomo.
Idea de letras da hoaa firaaaa le a 1 e f.
Descont de hilh. da Alfand-ga 1 a
MI.
campra
Ooao Moeda de 6,401 V. li.oai
N. 45.MJ
Palia
. da 4,00
Patanrs
Peoa Coluaiaaraa
dit. Mexicana,
aaiuda
8,8M
4,8t#
1,S2S
l,8it
vena.
IC.lOtl
ift.toe
9.0d*
1.S4?
1,8*1
1.B40
1.68U
Pitamnr do ,/iu 19 fe Julho.
'* i lloras e (i ni. da man!..!.
* a 2 horas e 30 ni. da Urde.
PHASES DA LA 1NO MEZ E JDLIIO.
Quarl. miog. a 30 0 Uoraa e 24 m. da tarJ.
I-ua Nora a S -- s 4 boras e 44 m. da manh.
Qnarl. creac. a l'l as 7 hura, e 4 a. da tard
Lua cheia a 22-- da S horas a 30 a. da manb.
IHAKIO IE~PKH]\A II nVVAh
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 14 DO C0RRENTE.
Portara Ao Director interino do arse-
nal de guerra ordenando, que mande for-
necor ao batalho provisorio quatro caldei-
res de ferro estanhado para subsliluirem
outros tantos de cobre que sero recolhidos
aquelle arsenal, o conforme representa o
commandante das armas, eslo prejudican-
do a saudo dos soldados.
OlTIcioAo commandante das armas ,
communicando a expedigo da ordem prece-
dente.
Portara Ao Director interino do arse-
nal de guerra determinando, que entre-
gue ordem do commandante das armas bar-
ras de madeiras ou estrados para Irinta
pracas que se acho destacadas na povoago
dos Affogados ; e receba em troca as camas
de vento que I he forem remettidas.
Oflicio Ao commandante das armas, in-
telligenciando-j do conteudo na antecedente
portara.
Ditos As juntas qualificadoras de Jaboa-
to e Tijucupapo acensando recepto das
listas dos cidados activos e fogos das res-
pectivas freguesias.
Dito Ao Juiz de direito interino da Co-
marca do Cabo, dizendo, que a primeira par-
te da duvida que communica em seo oflicio
de 12docorrente acha-so dissolvida no i
8. do capitulo segundo das instruegoes de 2(1
de margo de 1824 e a segunda no artigo 25
do decreto numero 157 do 4 de Maio d'este
anno.
Dito Ao juiz e mesarios da irmanda-
de do Sur. Bom Jezus da Via-sacra rogan-
do-lhes em consequencia de nao poderem se
eflectuar asoleiges d'aquella freguesia na i-
greja pa rocina,! como recomioenda o decre-
to numero lo7 do 4 de Maio d'este anno por
se achar ella em obras continuadas e de ha-
ver representado o respectivo juiz de paz ,
que a Igreja da Santa Cruz he o nico edi-
ficio em que ellas podein ter lugar que
consinto que as ditas eleices se fa^o na
referida igreja assim como que se assentem
as divises necessarias, para o que o mencio-
nado juiz de paz com ellesse entender.
Dito Ao supracitado juiz de paz, in-
telligenciaudo-o do conteudo noolllcio ante-
rior.

FLMITIi
A PENA DO TALIA (*).
2.
No dia seguinte pela manh urna seg
paiou porta da casa de M. Milworth. O
banqueiro desee e ordenou ao criado que
ointroduzio, que annuncasse M. Dillingham
logo que esto si apresentasse em casa do ar-
mador. Enlrou immediatamente no Gabine-
te de M. Milworth.
O armador eslava sentado sua cartei-
ra levantou-se eestendeo a mo ao ban-
queiro.
Boa noticia meo caro amiga Ihe di-
ce elle nesto instante recebo urna carta de
meu Comiltente que me annuncia que a
nossa empresa vae em caminho do bom xito.
Pouco m'importa dice secamente M.
Dawkins sao negocios vossos e nfto os
meos.
Que queris dizer com isto? exclamou
o armador surpreliendido.
( ) Vid. Diario N. ll, e 132.
CO.MMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DIA 14 DO CORRENTE.
Oflicio Ao Exm. Presidente rogndo-
le houvesso de passar ordem ao director do
arsenal de guerra para receber quatro cal-
deiroes de cobre do rancho do batalho provi-
sorio fazondo-os substituir por outros de
ferro esta tifiados visto que aquellos estavo
prejudicando n saude dos soldados segundo
informavo os facullalivos.
Dito Aomesmo Exm:'Snr. entregan-
do-lhe informado o reqiterimento que ao
Soberano enderessava o capi'Jo do batalho
provisorio Francisco Pinto de S no qual
pedia a reparago de urna preterigo que sof-
frera oom a publicaco da proposta do exerci-
todo sul.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. rogndo-
le a xpodiccao de suas ordens para que
fossem recebidos a bordo do Patacho = Pi-
rapama que se fazia de vella para o sul os
segundos cadetes to baUhfio provisorio, sar-
gento Mannel Carnciro Machado Freir e
Torquato Alexandrino dos Santos que se
offeroceto para servir no sul, e bem as-
sim o sargento Vctor de Luna Freir do
mesmo batalho.
Dito Aomesmo Exm. Snr. remelten-
do-lhe informados os requerimentos dos pri-
meiros cadetes Augusto Pereira de Carva-
Iho e Joaquim Manoel de Oliveira Maciel,
que peda semomeados alferes de commisso
dequalquerdos batalhesda provincia.
Dito Ao capito commandante da com-
panhia destacada em Olinda ordenando-Ihe,
que ncluisse nos prets e relaees de mos-
tra o corneta Aneceto Salvador lirando-
Ihe os vencimentos desdo o dia 19 do mez
passado em que foi chamado para o activo
servido passando a necessaria communica-
go ao commandante do batalho respectivo
Dito Ao Dezehbargaffbr chefe de poli-
ca communcando-rbe xpie mentara pra-
ga o recruta Geraldo FrkiiciscV Ribeiro que
nesta data remetiera.
Dito Ao commandante do patacho = Pi-
rapama = di/.mdo-Ihe que Ihe serio apo-
sentados 2 cadetes e 1 sargento que a seo
bordo tinho de seguir para a corte.
Dito Ao lente coronel commandante.
do batalho provisorio mandando excluir
do mesmo e passar guias aos segundos ca-
detes, e sargento que tinho de seguir para a
corte no patacho = Pirapama = aos quaes
deva (azercertos adianlamentos de sold e
etape no sentido que se Ihe indicou.
Dito Ao lenle coronel] commandante
dobilalhode infantera dfl guardas nacio-
nacs destacado comnuinirando-lhc quoes-
tavo nomeados o Capito Francisco Pinto de
S e capito Graduado Sehastio Lopes Gu-
mares o primeiro para presidir o o se-
gundo para auditor doconsnlho de guerra
lo guarda ManoelAntoniode Lima pelocri-
me de dezergo.
Dito Ao lente coronel commandante
do batalho provisorio communicando-llie a
nomeago do capito S.
Dito Ao capito S. L. Guimares fa-
zendo-Ihea coiiimunicaco doler sido Ho-
rneado auditor.
Portara Ao major commamhnlo inte-
rino do terceiro batalho do arlilharia a p .
mandando em cumplimento ao aviso impe-
rial de 10 de Maio desle anno e oflicio da
Presidencia de 1 i de Junho ultimo, abrir
praca voluntaria nesta dala a Joze de Mo-
fees Gomes Ferrera ilho do oommenda-
dor Luiz Gomes Ferreir natural desta pro-
vincia com 14 annos do idade concide-
rando-ocom licenca indeterminada para con-
tinuar os seusestudos na pranga onde se
aeha sem direito a vencimentos em quan-
to assim se conservas** Tora da provincia se-
gundo o offerecimenlo que fez seo pai.
Estados-Unidos para que possa asaim x-
pellir dos increados Cuba e Brazil ? por
que quer acabar com o trauco de negro !___
Abre seus portos aos escravos americanos cri-
minosos de insurreico e mataneas, o promet-
te-lhes protecoo ? E porque quer acabar com
BXTELUOH.
Quero dizer, Senhor que eu nao en-
tendo de m'associar nein directa nem indi-
rectamente em vossas especulares e que ,
os 120:000 pesos, que esperaveis de mini,
nosahiro da minha caixa para entrar na
vossa.
-^ Que significa esta lingoagem ? dice M.
Milworth com urna voz alterrada ; zombaes
ile mim ? He una silada que armastes
minha boa fe ? Tomai sentido vos nao
me trahireis impunemente.
Interrogai vossas lembrancas M. Mil-
worth ejurai, se o ouzais que nunca tra-
histes a ninguetn.
Vos ments exclamou o Americano ,
inflamado de colera -, mas nao tentis ah i-
trar vossa prolissio de Iraidor com a de ca-
lumniador.
O Inglezo olhou ixamente sem responder.
Ainda urna pergunla repeli o arma-
dor desesperado, brincis com migo, M.
Dawkins ?
Eu nao me chamo Dawkins dice fria-
mento o banqueiro; chamo-me Jonalhas
Mulberryj
Aestenome, urna revoluto inaudita sj
INGLATERRA E AMERICA.
KXAME DAS CAUSAS E DOS EEFEITOS PHOVWEIS DE
l HA GUERRA ENTRE ESTES DOl'S PAIZES.
\. Condigodo pobre irlandez.
louve lempo em (jue saqueavo urna cida-
de urna nago assassinavo um povo em
nome da religio. A Inglaterra exeedou todos
esses horrores. Desoja capturar navios ame-
ricanos ou francezes para dcpois'sercm con-
fiscados pelos seus tribunaes ? V. porque quer
acabar com o trafico do negros Importa
ella Africanos s Indias Occidentaos pira que
a populugo trabal.'iarora seja to augmenta-
da que os operarios iquem obrigados a traba-
Ihar para viver, morrendo de fome os que nao
poderem trabalhar; ou com os meamos fins,
transporta Indios para Mauricia ? E porque
quer acabar com o trafico de negro Dese-
ja levantar o prego dos assucares, dos algo-
des e cafs do Brazil de Cuba, dos Estados-
Unidos cima do preco por que fico os das
Indias Orienlaes ? E por que quer acabar
o ni o (rallco do negros Deseja reduzir o
salario do trahalho livre da India abaixo do
trabalho escravo om Cuba no Brazil c nos
dedarou no semblante do armador : suas fa-
ces cobrirlo-se d'uma palidez mortal um
suor fri correo em lodo o seo corpo bani-
baleou e cabio sobre urna catieira.
' Meo Dos disse com voz entrecortada,
que nome ouvi eu ?
O de um homem cuja honra mancha-
tes cuja fortuna aniquilastes cuja vida en-
venenases ; o de um homem que vos nao co-
nbecieis oque o tralasles como se irata
un inimigo mortal ; de um homem que con-
demnastes ao exilio depois le o ter reduzido
a assassino. Imaginis agora o odio que vos
tenho ? Sabis porque (enho sede de repre-
salias ? porque vos pago vergonba por vergo-
nha ruina por ruina infamia por infamia?
Lde praeguio tile com um gesto de tri-
umpbo apresenlandolhe a carta que Ma-
dama de L'lle-Rouge Ihe havia entregue urna
hora antes.
O armador recebeo o papel com mo tr-
mula.
Minha mulher articulou surdamente
reconhecendo a letra.
Apenas correo as primeiras lindas levan-
tou-se dando um grito de raiva.
o trafico de negros! Forma tenco do man-
dar regimentos excilarem na America urna
nsurreiclo de escravos ? E por que quer a-
cahar coiii o trafico de negros ~ Ameaga in-
vadir os Estados-Unidos queimar Boston ,
New-York Charleston e os snus outros por-
tos ? E por que quer acabar com o trafico de
negros Ameaca ella com agolar o. selva-
gens seus alliados, e nao poupar nem muflie-
res netn crianzas ? E ainda com vistas de a-
cabar o trafico de ejeravos.
Agora bem que admitamos a abolicio do
trafico rcpellimos esses meios de consegui-
la. i\o liaver outros meios ? Sim ; pois
i sabemos pela Revista db Edimburgo que so
a Franca e a America nao querem consentir
em declarar o trafico acto de pirataria, a Grio-
Bretanlia bastar rejeitar os direilos prote3-
lores sobre o assucar das Indias Orientaes
para assegurar a ueslruigo do trafico de
escravos.
E porque ento nao servir-se desse meio ?
Deixemosque responda M. Mauricio Queen ,
em sua replica commisso do parlamento.
O efeito seria mu nocivo na verdade .
| por causa da superioridad dos espirituosos
que poderio ser restillados da calda pura da
canna da India, sobre a agurdente das Indias
Occidentaes eos espirituosos fabricados na In-
glaterra.'-E ento, philanlhropicos britnicos.
que do vosso horror contra o trafico ? Pedia
Inglaterra e Franca quo renunciem a dig-
nidade de sua bandeira a sua independencia
martima, a liberdade dos mares; pedis-Ihes
que entreguen! todo o seu commercio merc
de vossos cruzeiros e quando possuis um
meio em vosso entender seguro para aca-
bar com o trafico, nao o applicaia, porque po-
deria ser damnoso prosporidade de algumas
resudarlas inglezas ? Vossos interesses estilo
pois cima de vosso averso pelo cativeiro !
Ha lempos em que os melhorcs homens e
ainda as nages sao victimas de urna espe-
cie de monomana. A monomana dcste se-
clo urna falsa philanlhropia. Opprimido
pelo peso de sua enorme divida e dos rui-
nosos resultados de monopolio e de sua logis-
lago arslocralica o povo inglez ft*i facil-
mcnlc levado a cssa direcgjo porque fcil-
mente se persuadi de que a aboltgio do cati-
veiro das Indias Occidentaes abrira s Indias
Orientaes vasto e permanente mercado para
. .jexclamcu elle. 0 aii-
Dillingham .
seravel o infame!
Ah reconheceis agora que aquelle ,
que seduz a mulher de outro, he miseravel ?
que o homem que mancha thalanio con-
jugal he um infame ? que sois um miseravel,
e um infame Senhor Milworth .'
O armador tornou a cahir sobro a cadeira ,
e cobro o rosto com ambas as mloe.
Meu Deus! dice elle com agona tu
sabes se meo arrependimentu lem sido arden-
te e sincero. Este crime.....este horrivel
crime !.... oh eu julgava qao minina la-
grimas e remorsos o terio extingaido!
que 20 annos de honra,e probidade rae tinho
merecido o perdo de meo crime que minha
vida inleia linha reparado um so desvario de
minha mocidade!...
Elle to bem joven interrumpe* ir-
nicamente Mulberry perdoai-lhe pOiS por
esse ttulo.
M. Milworth levanou a cabrea o filou
olhos ferozes sobre o semblante impassirel
do banqueiro.
Oh eu vos offendi cruelmente, dice
elle mas vossa vinganga he horroroza


I
suas manufacturas ; o, dada urna vez ossa di-
receo a illusao contina porque os Ingle-
zes eslo boje persuadidos de que o que basta
para tornar o trabalbo livre da India menos
dispendioso do que o Iralialho do escravo no
Rrazil nos Estados-Unidos e em Cuba 6 a
abolilo do trafico de escravos.
Sabendo que o trafic de escravos mais
productivo nos Estados-Unidos bem que o
trafico tenlia sido ha muito lempo aboii que ha muito lempo nem uin escravo africa-
no para ahi tenha sido importado, nao ex-
traordinario que esse povo julgtte que a abo-
ligao do trafico tornar o trahalho livre me-
nos dispendioso do que u trahalho do escravo?
S ha para 880 una explicarlo, e para a-
cha-la recorremos Revista de Edimburgo ,
que nos diz que o Irabalho livre menos dis-
pendioso do que o do escravo porque :
Quando o cativeiro adocado pela luima-
nidade o que M. Greiglh chaina o dead wei-
ght, isto o sustento dos velhos dos en-
fermos dos invlidos das mais e das en-
ancas, torna enorme a somma das despezas.
Tal a theoria sobre a qual assenta toJaes-
sa decepeo. Claro iea a quem a analysa ,
quo foi creada em visla de um interesse par-
ticular porque come o provantos, admit-
te .sem repugnancia larga importago da fri-
ca e das Indias Orientaos do que chamo
trabalhadores livres.
llm escriptor j cima citado confessa que o
projecto da Inglaterra animar a emigrarlo
africana dando a cada emigrante um premio
de 30 dolais pelo seu contracto ; a grande
justificaeao dessa singular espectilagao etie
jioria termo ao trafico de escravos N'o nos
demoraremos cm indagar quaes serioos re-
sultados reaes sobre esse trafico na frica ,
bem que seja cerlo que admittida ella, a hu-
manidade dos Ingle/es nao os impedira de
comprar escravos aos mercadores africanos .
sob condico de emigrado como trabalhado-
res livres o que evidentemente estimulara
o trfico no interior da frica, o dar-lhe-ia
desenvolvimento qual nunca leve. Vinguem
pode duvidarque debaixo desse rgimen, a
importago de negros as colonia brilanni-
cas nao deva ser muito mais consideravel do
que no lempo da maior actividade do trafico.
Paremos, e examinemos qual deva ser o
destino do Africano assim importado. A Re-
vista de Edimburgo diz :
O resultado de urna emigrarlo limitada
nao seria smente o acrescimo de alguns bra-
cos popnlacAo trabalhadura da colonia; seria
tamhem para essa populagao a necessidade de
trahalhar para viver.
Nao urna rellexo aerea. a respostas
queixasdo lavrador das Indias Occidentaes ,
que diz que seus negros livres pedem para
trahalhar prego que os pe lora de estado de
rivalisar com o Rrazil e Cuba. Eis-aqui o re-
medio que Ibes i mi cao : Importa i negros
livres at que estes se vejo obrigados a traha-
lhar ou a morrer de fome e cnto o vosso
trabalbo livre ser menos dispendioso do que
o trabalbo do escravo. Isto : substitu a
lome e a miseria ao conslrangimento e ao po-
der do senhor e en la expelhreis dos mer-
cados Cuba e Brazil Essa resumo nos pare-
cen indispcnsavcl antes de fallar da Irlanda.
Oeditor da Revista tinha presente o relatorio
do commissario da lei dos pobres, sobre a con-
dieao dos pobres na Irlanda. K documento
ollicial, O relatorio dos commissari ,s que
examinro a condigo do trahalho livre na Ir-
landa foi feito por lestemunhas colhidas nos
proprios lugares e d a esse assurnpto luz vi-
Vinganga repeli Jonalhas com amar-
go surriso chamis isto urna vinganga ? ....
o nao Senhor Milworth eu nao eston
vingado. Que vos fez elle de mais do que
me fizestes ? Manchasles minlia honra, man-
ebei a vossa ; deslruistes minha fortuna ,
destrua vossa, envenenastes minha exis-
tencia, envenenis vossa. He urna justiga,
e nao vinganga. Talvez que a vingan-
ga apparega mas at aqui a vantagem
vossa, porque Dio livestes como eu u
desgraga de chamar filho aquello que de vos
nfio procedeo.
Nao revolvaes ascinzas daquellcs que
nao existem mais, dice tristemente o arma-
dor. A mai expiou cruelmente seocrime e
Deus fez ao filho a graca de morrer antes
que....
Calai-vos exclamou Mulberry com ti-
ma voz de Irovo ; de que serve encarregar a
vossa conscicncia d'uina mentira odioza e
intil '.' Este lillio est vivo Eu tudosei ,
ouvistes. Sei que meo filho morlo e que
vosso curnplicc substituto o bastardo ao filho
legitimo.
Em quanto o banqueiro fallava a pbysio-
vissima. Urna testemunha dep<5e : <> Passo
por bom trabalhador o por pouco trabalbo
que haja raramente fico desoecupado mais
de tres mezes por anno. No principio desto
vero fiquei sem trabalbo pouco mais ou
menos tres semanas a fio. Nao tinha pro-
vises; vend quanto tinha em casa, nao qu-
rendo abandonar minba mulltor, e podem es-
tar certas que comemos o prego de quanto
possuiamoscom a mais estricta economa. Em
fim vend a panella em que coznhavamos.
nossas batatas. Deixci a casa com minha mu-
llier c seis filhos-, fomos a lugares em que nSo
eramos conhecidos e pedimos esmola.
Oulra testemunha faz observar que essa his-
toria trivialissima.
Outra declara que elle, sua mulher e seus
filhos viro-s^ obrigados a dormir ao relento
com umas coberta para toda a familia ; que
nunca achara oerupago desde que chegra
cidade em que estava bem que nao se hou-
vesse descuidado de procura-la : que havia
tanta gente em igual posigo que trabalbo s
se oblinba por votos inloresses e faegoes ;
chamava facgfies os amigos que por elle se n-
teressavo.
Outro diz : Minha mulher a esta hora es-
t pedindo esmolas para mim e para seis fi-
lhos c quando noite traz algumas batatas,
nem posso comprar um arenque de um sold
( 8 rs. ) para comer com ellas. Nao tenbo
roupa seno a que trago ao corpo ; tremendo
de fri, esfaimado, como agora me estao ven-
do quando posso ganhar 10 sidos por dia ,
exponho-me de boa vontade ebuva e ao ven-
to que me penetro al o coragao. Vivemos
as ruinas de urna casa abandonada e temos
de mudar a posico da cama toda a vez que
muda o vento ; so a casa nao estivesse nesse
estado, nella de cerlo n3o me dexario pois
nao estou em estado de pagar alugueis : nos-
sa cama se com pe de um colch8o de palba ,
e para todos temos urna coberta nica que
pesa quatro libras e minha mulher envol-
ve-se nella quando vai pedir esmola. A noi-
te passada nSo (inhamos nem urna faisca de
fogo em casa e de manhfta quando ama-
nh^ceu comprei um pedago de turfa com os
10 sidos que recebi hontem pelo meu traba-
lbo do dia c estavamos hoje ao p do f<4fo ,
>>u procurando poupar a turfa ( trra com-
buslivel) e meus filhos empurrando-se hri-
gando a quem mais perlo do fogo (Icaria.
Outro destes desbragados conta que plan-
ta algumas batatas em m trra de monta-
nha que duro-lhe ellas seis mexes do an-
no que va i depois buscar trabalbo na Escos-
sia na Inglaterra deixando sua familia a
pedir esmola e a morrer de fome. Que sof-
fre cm Inglaterra os trabalhos mais pesados,
e que o que o leva a esse paiz a falta total de
trahalho no seo.
Outro depoimenlo : Eu minha mulher
e meus cinco filhos vivemos s vezes quatro
ou cinco das a fio com hervas e mais nada .
nem urna batata ; ha seis ou sete annos nao
sei o que um sapato. E'-me fcil contar os
nares que estraguei : foro dous ou tres em
toda a minha vida. lia quatro annos que nao
compro vesta e caigas ha cinco : fiquei tres
semanas em casa sem poder sahir por estar
n. Minhas irmas remendaro-me as que
visto : e chapeo nao tenho nem bom nem
mo. E no entanto o relatorio affirma que
nfio havia na parochia melhor operario do
que esse homem, o qual accressentou : Te-
nho um par de cobertas toda a familia e eu
somos sete pessoas dormimos todos na mes-
ma cama para que ellas eheguem : agora es-
nomiadeM. Mitworth exprima urna profun.
da admiraco. Lvantou-se sem responder ,
edirigio-se a sua secretaria abrio-a e ti-
ro della um papel.
.Y'ste momento appareceo um criado e
annunciou M. Richard Dillingham.
0 armador leve um tremor nervozo ; abri
a boca mas a palavra expirou-lhe nos labios.
Fazei entrar, dice tFanquillamenteo
banqueiro.
0 rapaz foi introdusido.
M. Dillngham dice o banqueiro o-
Ihando-o litamente antes que tratis com
vosso devedor o negocio de dinheiro que a-
qu vos conduz nao ser convenientt que
primeiro regulis outra conta com o marido
de vossa namorada ?
Oereito desta phrase foi fulminante. Ri-
chard recuou dois passos dando urna excla-
magao inarticulada : lodo o sangue Ihe havia
refluido ao corago ; tenlou balbuciar algu-
mas palavras mas a lingoa ficou-lhe colla-
da ao paladar.
O armador nao mudou d'allilu.fo : conser-
to velhas sao as nicas que tenho desde o
dia em que me casei j ha 17 annos. Outro
que diz : Aluguei urnas trras pelas quaes
pago JO schellings por anno j sou lambem
tanoeiro. Posso adiar trahalho trez mezes
do anno o ganhar dous schellings por dia ;
sou pois mais feliz do que a mor parte de meus
compatriotas. Em resposla a e. ta : Sua familia serve-se de leilc com as ba-
tatas que come ? Exelamou a testemunha:
Leite! senhores Declaro solemnemente
diante de mous visinhos aqui juntos e que
s.ihem se digo verdade Durante oilo soma-
as que estive de cama caberlo de visicato-
rios nao oomi seno batatas e arenque sal-
gado nao behi seno agoa. Muitos denos
supplico a Providencia que nos lire desle
mundo ; para nos seria isso melhor do que
viver na penuria e na miseria em que vive-
mos.
Outro disse : No vero passado nio tinha
batatas sufllcientes para minha familia viva-
mos de hervas que apanhavamos e de maris-
cos. Ser anda peior no prximo vero ;
minhacolhela de batatas falhou porque,
nao tendo dinheiro com que comprasse boa
sement, nemmeiode ganha-lo fui obri-
gado a acceitar a que os mais nao querio e
a paga-la com o meu trahalho.
Outro declarou que elle e sua mulher dor-
mio no chao que nunca linho tdo cober-
ta a que para nao se resfriarem dormo
vestidos.
Contoos commissariosque havio en-
contrado aessehomem na estrada carregando
um feixe de varas para dellas fazer mangoaes,
que as tinha comprado por dous schellings,
tinha andado 30 militas para as ir comprar ,
que andara outras 30 na volta o.que fazia
60 isto 20 leeoas e dizia que che-
gando em casa por feliz se acharia se por
ellas Ihe dessem 3 schellings. essa testemu-
nha accrassenta i tevei > das em cami-
nho ; parli de Cross Molea sem comer de
manh ; cheguei ao mio do caminho'sem
quebrar meu jejum sent que a fraque-
za me nao deixaria chegar casa nessa mes-
ma noite ; he um paiz selvagem e n3o sei o
que teria sido de mim se nao tivesse encontra-
do um conh'-cido que rao deu agazalho na-
quella noite. Chegando i casa delle, tive
um deliquio pois desde a vespera nada tinha
comido. Disse depois que trabalharia todo
o invern para quem Ihe quizesse dar de co-
mer, que deixaria sua familia ir mendigar
para si somente e que o que fez todos os
seus conhecidos igualmente fario por um
schplling.
Outra testemunha que devia scellins 6
pences (' perto de 7* patacas e meia ) de alu-
gueis eixou mulher e filhos a um amigo ,
andou 40 mlhas, Irabalhou cinco semanas ,
no fim das quaes voltando com os 3 schel-
lins eseis penens que havia ajuntado achou
vendidas em praga, na vespera para pagar
sua divida as suas batatas.
Um de Kentucky.
(J. do Com.)
A PEDIDO.
Aolllm. e Revm. Sr. Padre Mestre Fr. Joo
de S. Ignez PavAo Provincial da Venera-
vel Ordeni de N. S. do Carmo por occasio
da festa da mesma Angusta Senhora offe-
rece Manoel Mendes da Cunha Azevedo
Confrade da dita Ordem.
MOTE.
A Nuvem, que o Propheta vio no Monte.
o peito, immovel e devorando seus suspi-
ros.
M. Milworth dice em alta voz o ban-
queiro a perda de vossa fortuna vos preocu-
pa mais que a de vossa honra : vos estis
em presenga do amante de vossa mulher.
0 armador levantou maquinalmenie a ca-
bega c estremece quando vio o semblante
de Richard desfigurado por lvida palidez.
Entretanto nem Um nem outro rom peo
silencio.
--- M. Milworth dice Jonalhas diri-
gindo-se para o armador de que tendes re-
ceio ?
Um convulsivo tremor agitou os membros
de M. Milworth: levanlou-se e deo alguns
passos na cmara ; cambaleava como um ho-
mem embriagado
O adulterio quer sangue proseguio
Mulberry smpre impassivel ; eu matei
um des culpados e nao teria poupado o ou-
tro se como a vos, o Ceo me tivesse permit-
tido reconbece-lo face a face.
SOTVETO.
O procelloso mar, que o seio abrir
Do Sabio Conductor o Drago Forte ,
E ao foro Capito da Egypcia Cohorte
Com ella nos abysmos submergira .
0 Fogo que de noite conduzira
O povo de quem Itera hO Dos o Norte ,
Doce Man que n preservou da morte ,
As agoas que da* pedras exlrahira ,
O Trovao que as montanhas abalava .
Quem h, que taes prodigios se remonte,
Que nS.oconbega aMao, que as derramava?..
Os Troves, o Man, o Fogo, a Fonte
Sao sombras dos destinos que encerrava
A Nuvem que o Propheta vio no Monte!.
O CAMIMIO DA MORTE.
A vida o que ser ? Da morte he strada ;
N*um carreiro comega e ao prado corre
Por onde a me conduz o tenro filho,
Orando a Virgem Snela.
L junio ao vale a senda dos infantes
Um jardim alravessa. Eil-o que esfolha
O pensativo mogo c langa ao vento
Do horto as brancas rozas.
No meio de jardim um bosque existe.....
L gente a rola de perfumes cheia....
L colhe o amante entretecido ramo
E va a doce amada.
Se no bosque se prde o mante inquieto ,
V no ar dissiparem-se mil sonhos ;
E o demonio do mal o arroja inerte
Sobre fontes impuras.
Ampio e rico palacio na csplanada ,
(Quasi extinctoocaminho)atrahe, encanta..
JMas foge, viajor dentro, as vaidades ,
E a vil mizeria a porta.
Mais longo arvore negraa da scienca....
Recua viajor cerco-na embustes:
Os encantados sonhos.
Ao deixar o jardim a flor, o canto,
A mocidade e amor que all folgueSo,
Da msseao campo assoma..eil-o que abraca
De palha um feixe apenas.
De to penivel ceifa enlo repousa
Sobre amiga col] i na, entre ureas vi ribas ,
E na taga purpurea ainda cncontra
Um beijo aos froxos labios.
Mais longe, o umbroso e rido deserto,
De cyprestes de teixos semeado ;
Eis a montanha nnim d'agudos picos,
D'onde as Irevas descendem.
Para a subir quiz Dos queso ficasses:
Restava-te um amigo....eil-o por trra:
Todos te esquecem ao passar Teos filhos
A campa Ihe alevantam.
Mizero viajor subindo para,
E to Icnge se vendo do carreiro
Em que a me o cingia ao eolio anglico,
Urna lagrima verte.
E dos jardins foriosos j to longe,
To longe dos prazeres que lito escapo,
Em saudosas lembrancas se concentra
E tristes bymnos canta.
Os bragos tende em vo juvenlude
Que o fri invern Ihe congella os brados :
Oderradeiro occaso Ihe apparece,
E Dos Ihe chama o sp'rilo.
Quando inanido searrastrava o triste,
Deixando em cada pedra o sangue impresso,
Adrede passa a morte, as mos Ihe estende,
As palpebraslhe fecha.
Ao meo Amigo F.
Mimoso da fortuna, tu que excitas
Indolente qual s amor, e inveja,
Colhe sem nevoas neste Ceo dos sonhoa
As rozas que encontrares.
Traducgo livre por
D. J. F. B.
Um duello !
sangue
i
deo tremendo o armador : era este
respon-
o ultimo
nastes M. Mulberry : acceilo meo deslino
como urna expiago. Cuardai para vos os
requintes odiosos que vosso odio imaginou ;
quero antes morrer sem vinganga ,' do que
ser vingado como vos o sois.
Talvez to bem dice Jonalhas com ti-
ma expresso desprezadora gosteis mais de
deixar dizer que o dinheiro do amante pagou
ao marido as complacencias da mulher.
O armador largou um profundo suspiro ,
e nao respondeo.
Que contais fazer M. Milworth.
Seguirei ocxemplo que me destes;
irei como vos procurar urna patria na tr-
ra doexilio...
Como fallaos de seguir o meu txemplo?
interrompeo o banqueiro com altivez. Eu
meexpatriei mas a ninguem roubei ,e de-
pois de minha partida ninguem teve odrcito
de me difamar como nome de fallido.
Houve ainda um silencio.
Vos tendes raso Senhor dice peni-
velmente o armador mas com um accento
de profunda resignagBo. Convem que eu
morra por que a justiga dos homens nao
vou-se sentado com a cabega inclinada para |calculo de vossa vinganga Vos vosenga-1 parar so a borda do meo lumulo.


rT*-
-m-
?>
III. e Ex."" Sur. L#*o oficialmente ao
fonhecimcnio de V. Ex. hnm aronterimento
que vocalmente lhe participci hontem, e vou
referir as diversas circunstancias deste lasti-
mosa successo com as causas que o tem produ-
cido.
Hontem pela* 6 horas da tarde toda a par-
te da paredo divisoria do meiu do tima tro supe-
rior ao arco aberto nadita parcde para formar
a boca do scenarin, ahateo-se arrastando com
sipo o simples que sustenta va anda a mor par-
te do arco, brando smente desta parede todo
o p direilo do lado do Sul at ao principio da
abobada, e lia grande porco doquedeita
para o Norte.
Immediatainenle Iransportei-me cora o Snr.
Engenheiro Bouliireau ao lugar do aconteci-
cncnlo onde fizemos asobservaces e collsimos
;i informacoes que passo a relatar a V. Ex.
O arco, e a parede divisoria em que eslava
aberto tindo sido construidos cora os mesmos
cuidados que denoto-se em todo o mais da o-
bra do tbeatro, e at ao infeliz successo de
bontem nao linha aparecido nesta parede outra
racbadura do que huma insignificante no n-
gulo d'ha das portas lateraes, mas que era
nteiramcnle local, e dependa somonte da
construeco da verga, assim como se pode ain-
conservada, com ludo, sendo esta parede na
parte superior inleiramente solada, e sem li-
gacao nenbuma como mais do edificio antes de
se assentar o travejamenlo, e receiando algu-
ma coisa acerca da l'ortido da cal massada, por
causa das copiosas churas do invern, apezar
das cuberas de tabeas que estavo em prega-
das para proteger as partes mais recentes da
construeco, n'huma visita das obras que fiz
em companhia do sobredito Engenheiro, no
lia 5 ou 6 do corren te, ordenamos que se cons-
truisse a parede somente at a altura da verga
d'ha porta aberta cima do arco, o que at
farilitava muito a collocacao das thesouras do
tecto. Toda-va, por nao ter sido percebida
esta ordem, ou pelo motivo bastante fulil que
nao ficava mais traba]ho que sedar aos pedre-
ros, a parede nao parou na altura determina- to da parede divisoria,
da, e sendo a parte superior estreta, por ser
cortada em forma de triangulo, subiro as fia-
das com tanta rapidez que quando reparei es-
ta infraeco ;s ordens dadas, e que o Enge-
nheiro Bouletreau foi ao tbeatro na quinta feira
p. p. para ordenar que a parede nao continu-
arse faltava somente un> 4 palmos ale ao
cume e deixou elle seguir a obra ate seu fim.
Entretanto apezar desta (alta nao se podia
presumir acontecimento algum quando hon-
tem sem seesperarem as competentes ordens,
nem se dar parte ao administrador nem aos
Engenheiros, o contramestre pedreiro, na
presenta dos mestres principiou pelas cinco
horas da tarde a tirar algumas cunhas do
simples da banda do norte ; logo que se fez
esta operaco reparou-se um abatmento
sensivel da parte superior da pare e pelo lado
la sala; suspendeu-se en to a operaco so-
bre as observaces dos mestres porem tarde
de mais porque antes que o administrador
da obra que nos vinha partecipar o movimen-
to acontecido chegasse ate minhacasa, a
parede abatia-se com grande estrondo, ca-
h i mo todos os dvstrocos no lugar da pa lea.
O exame das ruinas prova exuberantemen-
te que nao era vaos os receios resultan-
tes das extraordinarias chuvas
de deste invern sobre a ligaeo da cal massa-
da por quanto toda massa da parte demol-
ih est rcduzida em p miudissimo; isto he
para mim novo motivo de pensar que as cau-
sas apontadas sao as urftWs do acontecimen-
to e sendo fcil obstar ua rcprodticco o
nao deparando ao menos neste momento co-
mo modo de construeco melhor e mais eco-
nmico do que aquelle ja empregado mcu
parecer h que se execute novamente a par-
te demolida da parede divisoria em conformi-
dade do projeclo por V. Ex. approvado sal-
vo as nossas cautellas quepoderoulteriurnion-
te me ser suggcrdas, e que apezar de seren
provavelmente demasiadas sero com ludo
justificadas pelo natural reccio que traz rom-
sigo um primeiro acontec m-nto desla na-
turoza.
Em quanto ao dnmno doli rcsullante po-
de-se avahar pouco mais ou menos n'hum
cont de rs. calculando do modo seguinte : a
parte demolida tem o volume de9 a 10 bra-
cas cubicas e pudendo anda servir mais da
metade dos lijlos nao custar mais a nova
construeco de 60.000 rs. a braca, o que
para o lodo d....... 000*000
Sen;!o necessario mudar somente
algumas pecas do simples pode
avaliar-se a nova construeco em 300,)i000
E acrescentando para varias despe-
zas nao provistas.....100 000
Obtem-ge a somma indicada 1:000000
Taes sao as circunstancias as eausas, e
consequencias ao menos a meu ver, do
lastimoso acontecimento de hontem que te-
nlio a honra de subme.tter sem outras refle-
xoes aos benvolos e eruditos apresos de V. Ex.
que servir-se-h decidir a cerca do meo pa-
recer cima referido o que melhor estiver pa-
ra o publico servido. Dos Guarde a V. Ex.
Illm. eExm Snr. Baro da Boavista, Prezi-
dente da Provincia.
L. L. Vauthier.
P. S De manh o snr. Boulitretu tem ex-
aminado com o prumo e com os maiores cui-
dados as grandes paredes lateraes que nao
tem sofrido de modo nenhum pelo aba timen-
uno to conriiii; iiiiu na |>iii fcv i|ii uu. ..*- iu---- < i.\.\*\
peito as entricas que o supplicante sofreu na de Olveira ,
I. e 2. instancias pelo crime que lhe foi im-, Nada mais se
que vai por mim assignada e sellada com o
sello do Batalho. Quartel na Fortaleza dn
Brum 14 deJulhode !8i2=r Manool lgna
co de Carvalho Mendonoa .Major e Cnm-
mandante interino.
COMMERCIO.
C O R R E S P O N D E N C I A
Snrs. Redactores.
O abaixo assignado lendo o seu respeita-
vel Diario de 5 do corrente mez. nVlle vio o
Oh'cio do Exm. snr. Prezidente da Provincia,
no qual ordenava ao Exm. snr. Commandan-
te das Armas. que fizesse por era execuco
a senlenca que na Junla de Justina obtivera o
mesmo abaixo assignado, pelo Conselho de
Guerra que respondeu por ter sido aecuza-
do de haver recebido na Corte do Imperio 111
prezioneiros livres rebeldes do Rio Grande
do Sul c ter entregado somente nesta Pro-
vincia 108 vindo assim a faltar 6 ; o para
que o respeitavel publico nao faca rnu con-
ceito da conducta civil e militar do abaixo
assignado ; por isso roga o mesmo a Vs. ms. o
obzequio de lhe inserirem em sua bem con-
ceituada fo'ha o requerimento e Despacho
nelle exarado e juntamente a certido da
ordem do Da do Quartel do Commando das
Armas, que manda dar cumprimento a dita
sentenca do que muito obrigaro a este seu
venerador. = Anacilo Lopes de Santa An-
e da hmida- na Capito d'Arlilheria.
Illm. e Exm. snr._= Diz Anacleto Lopes
de Santa Anna, Capito do 5. Batalho Je
Artilheria a p que a bem de seu direito se
lhe faz preciso qu.ij,V. Ex. mando que o Com- das sessoes da Junta de Justica 48 de Junho
mandante do referido Batalho lhe passe por | de 1842 = Baro da Boavista = Libanio =r
certido o theor da Ordem do Dia 50 de Ju-|Chaby = Ponce = Burlamack = Salguei-
nho do cerrente anno, na parto que diz res- ; ro == P-xoto = Assignado Manoel Joaquim
Ajudantc d'rdens de semana,
secontinha, relativo as sentencas,
putado de ter recebido na Corte do Imperio em ditolivro, do qual fiz extrar a prsenle ,
lli prezos livres, elementa Provincia en-
tregado .rnenlo 108 : por lano = P. a V.
l'.\. so" digne assim o mandar. = E. B. M.
Julho 7 de 1812. = Anacido Lopes de Santa
Auna. = Passe. Quartel do Commando das
Armas do Pcrnambco 9 de Julhode 1842=:
S Brrelo. = Illm. o Exm. snr. = O Ca-
p (flo Anacilo Lopes de Santa Anna pedo
certido da parte da ordem do dia 50 do mez
p. p., que diz respetoa elle supplicante, o
acho justa a sua prtlenco e sobre cla V.
Ex. mandar o que for servido. Quartel no
Brum 7 de Julho de 1812= Manoel Ignacio
de Carvalho Mcndonoa Major Commandan-
interino.
Em virtude do despacho cima, certifico
que revendo o livro que serve de registo das
ordens do Commando das Armas, nelle en-
contrei a ordem do dia 50 de Junho de 1842,
de que faz menco o supplicante e em quan-
fo as sentencas que o supplicante obteve na
primeira e segunda instancias declaradas em
dita ordem sao do theor segunte = Quarlel
Eu linha prevenido esta concluso, con-
tinnon framente o banqueiro e quiz pou-
par-vos at o trabalho de procurar armas :
minhas pistolas eslo na sege : segu-me ,
Senhores, accrescentou elle e serei teilemu-
nha de ambos.
Acabando esta phrase abri a porta ; os
dos adversarios o seguiro sem proferir urna
patarra.
A vuva do ferreiro os enconlrou nn es-
cada.
Madama Luisn dice Jonathas car-
regando fortemente no verdadeiro nome da
v>lha osegrednho que me quisestescon-
fiar honleru a noite eusta a vossa fortuna ;
mas em recompensa de todas as historias ,
que to bem Gontastes em que figurar a
narracu de vossa ruina nao ser nem a me-
nos interessante nem a menos digna de
caplivar a curiosdade daqucllesque gosto de
ouvir-voi.
Antes que a vuva interdta tivesse lempo
de pronunciar urna syllaba o banqueiro de-
sappariceo..
3.
A duas milhas pouco mais ou menos ao
Norte de New-York s'elevava urna eminencia
de maltas que domina ornar ecujos flan-
cos se aparlo para cavar urna sorte de gar-
ganta estreita e profunda : um lugar
agreste, e deserto longo de toda habitaco,
e cuja solido raras vezes pertubada pela
presenca do homem.
A sege do banqueiro parou junto da emi-
nencia. Os tres homens descera o, comeca-
roa subir a colima e em brere se inter-
nar nos rodeios da garganta.
No fim de 10 minutos de marcha M. Mul-
berry parou.
Neste lugar o valle alargado formara urna
especie de descampado de 6 a 8 bracas qua-
dradas d'cxtenso cercado d'arteros.
Batler-vos-hei a 10 passos nao as-
sim Senhores? dice Jonathas.
A dez passos seja respondeo o ar-
mador Bichard guardou o silencio.
Mulberry medio a distancia eos dois ini-
migos se posero em fronte um do oulro.
O banqueiro tomou cuidado d armar as
pistolas antes d'enlregalas a ambos.
M.Mhvorlh he o oflendido, dice Jona-
thas atirar primeiro.
O mancebo nao fex obsorvnco alguma. O
banqueiro exereja sobreseo espirito um as-
do Commando das Armas de Pcrnambco 50
de Junho de 1842= Ordem do Dia = Sua
Ex. manda publicar as sentencas que obteve a
praca abaixo declarada na 1. c 2. Instancias,
Capito do 3. Batalho de Artilheria Anacleto
Lopes de Santa Anna acousado pela culpa
de ter recebido na Corle em Kevereiro deste
anno para conduzir a esta Provincia 114
prezioneiros livres rebeldes do Rio Grande
do Sul, que se destinaran a Ilha de Fernan-
do de Noronha fazendo somonte enlrega de
108 prezioneiros livres fallando 0, dos que
forao confiados a sua guarda obteve do Con-
selho de Guerra a sentenca segninle= Yon-
do-se nesta cidade do Reeife o Processo ver-
bal do Reo-, o Capito Anacleto Lopes de San-
la Anna acto do corpo do delicio, e teste-
munhas dadefeza e interrogatorios, decidi-
se uniformemente, que o Reo nao era crimi-
noso c por conseguinte o absolvem foi con-
firmada a sonlenca pela Junla de Justica na
forma abaixo transcripta = Confirmo a son-
lenca do Conselho de Guerra por quanto
moslrando-se pela rcHago folhas 28, que do
Quartel General foraO remmeltidos para bor-
do da Barca Triumpho da Inveja 118 pre-
zos entre livres e escravos por oficio e
certido folhas 27 se ve que na orcasio
da entrega nao se acharan 9 prezioneiros os
quaes tinho tido destino constante do mes-
mo offirio, e por isso vem a ser o mesmo to-
tal de 109 que com os ," constantes dos of-
licios folhas 31 e 5o, formo o numero lotal
de 114, para os quaes recebera fardamento ,
fazendo regressar o numero de pecas exceden-
tes a este numero como se prova pelo docu-
mento fl. 51 ; e por isso entregara o nume-
ro de prezioneiros livres, e escravos, cons-
tantes da rellago fl. 56 : prova-se mais o en-
gao que houve na rellacSo fl. 28 em se
reclamar s 4 prezioneiros, o nao mais ,
quando sendo exacto aquello numero r-
nho a faltar 9, e nao 1, por tanto confir-
mo a sentenca do Conselho de Guerra e
julgo ao Beo o Capito Anacilo Lopes de
Santa Anna, sem criminalidade, devendo o
Conselho de Guerra ficar entendido, deque
de ve fundamentar as suas decizoes. = salla
ALFANDECA.
Rendimento nao publicado no dia 15 do cor-
rente........ 2:520*005
Rendimenlo do da 18 de Julho 3:300*557
DESCARRKGA HOJE 19 DE Jt I.HO.
Brigue Americano = Alfreo Ty!or = farinha.
Brigne Escuna Amerieano= Lpez = Fari-
nha breo barris carnes e vinho.
Barca Ingleza =Prcnilla=fazendas e queijos.'
Escuna Iugleza = Othello = Bacalho.
M0V1MENT0 DO PORTO.
IUV10S KNTIUDOS SO Mi 17.
Liverpool; 45 das Barca Ingleza Precilla
de 218 tonel. Cap. John Taylor equip.
13, carga fazendas e manteiga : a Ber-
uardo Lasserre & Companhia.
Terra Nova ; 42 das Escuna Ingleza Otbel-
lo de 155 tonel., Cap. Thomas Kirlh ,
equip. 9 carga bacalho: a Charles Koope
& Companhia.
Bio de Janeiro ; 20 das Brigue Brasileiro
S. JoaBaptisla de209 T., Cap JoaOGon-
salves Bocha equip. 16 carga farinha
de Irigo e de mandioca : a Joze Gonsal-
ves Cascad.
s\I1ID0 NO MESMO 1!\
Para os Portos do Norte ; Vapor Brasileiro
Paquete do Norte Commandante Fran-
cisco Martn* Setul!.
ESTRADO NO DIA 18.
Amsterdam ; 48 das Escuna Dinaniarque-
za Elinna de 100 tonel, Cap. A. Eriel
Amondson equip. 7 carga diversos g-
neros : a Brandi a Brandis.
8A1IID0S NO MESMO DIA.
Alagoas 5 Patacho Brasileiro Pirapama, Com-
mandante o 1. c Tenente Felipe Joze Perei-
ra Leal.
Lisboa; Brigue Parluguez Duquo de Bragan-
Ca Cap. Joaquim Ignacio Ribeiro com a
mesma carga que rouxe.
Liverpool-, Brigue Inglez Mary Queen Ofscots,
Cap. W. Kelly carga algoda e assucar.
E D IT A L
ss= Pela Administrarlo da Meza do Consu-
lado se faz saber, que no dia 22 do corrente
mez se lia de arrematar porta da mesma
Administraco urna caixa de assucar mas-
cavado apreendida pelos respectivos Empre-
gado s do Trapixe da Companhia por inexac-
tido da tara ; sendo a arrematnco livre de
despezas ao arrematante. Meza do Consula-
do de Pernambuco 18 de Julho de 1842.
Miguel Arcan jo Monteiro de Andrade.
i
cendenle que a desordem de suas faculdades
nao lhe permita nem ajiprofunar. nem
contestar.
O armador aponlon ao seu adversario. Nos-
te momento supremo quer o amor da vida I
nelle se desperlasse quer a vista do homem,
que o linha lo morlalmente ultrajado a-
nimasse no seo coraco o senlimento da vin-
ganen elle fez a pontana com cuidado e
fez fogocom o braco firme.
0 joven deu dois passos para traz voltou
um pouco laigandoa sua pistola, e cabio
niorto.
Um grito rouco c prolongado semilhan-
te ao de um leo parti do intimo das en-
tranhasdo banqueiro.
= Oh agora estou vingado exclamou |
elle ; este homem que acabas de assassinar
he o fruclo do adulterio Us teu ilho leu |
bastardo que me havias lanzado entre meos
bracos e que entreguci-o hoje a baila da (ua
pistola. O li I ho do crime pereceu pelo cri- |
me. Oh! estou vingado, repeli ollecom
um accento frentico; h sangue tanto as
tnas ruaos, como as minhas Malei a mi,
mas tu mataste o ilho.
0 banqueiro acabou sua horrivel impreca-
Co; mas o semblante de M. Milworth nao
exprimiu, nem surpreza, nem terror, nem
emoco. Dirigi sobre Mulberry um olhar
onde se pinta va um profundo senlimento de
piedade.
= Vossa mulher tinha doisfilhos, dice-
lho lentamente. Ignoro qual foi o destino
do primeiro; mas eis-aqu o acto mortuario
do segundo.
E entregou a Jonathas o papel, que tinha
tomado na sua secretaria. O banqueiro per-
correu o rpidamente.
= Justica do Ceo exclamou elle com um
accento desesperado era meu filho !...
E precipitou-se sobre o corpo de Richard
Dillingham.
je He o exilio, que se abre murmurou
lentamente o armador apartando-se pois
que a morle nao me quiz.
Urna hora pouco mais ou menos depois des-
ta scena duas chalupas transportavao cada
urna o seu passajreiro a bordo de um Vapor ,
que estava ancorado no porto de New-York.
Um destes homens era M. Milworth ; o outro,
M. Jonathas Mulberry. E ambos erobarca-
raO no Vapor Prezidente. "
' FIM.


...' .
L E 1 I, A O .
O corrotor Olive ira (ar h-ilo por con-
ta de^uem pertencer de I (i dzias de bezer-
ros de luslro o urna caixa rom calcado para
hometri ; hoje lerga feira 19 do correntu as
11 horas do'da : na na da Cruz D. 10 pri-
meiro andar.
AVI SOS DI VERSOS.
w As rodas da Lotera
de IVossa Kenhora do Li
vratiiento, andao impre-
terivelmenle no da 20 do
corren le ; e os respecti-
vos bilhetes achao se a
venda nos lugares do eos-
turne.
tsr Dous cstrangeiros solleiros precisao da
iim andar de um sobrado no bairro do Reci-
fe preferindo-se o que tenlia vista para o
mar : na ra Ja Cruz D. 27.
isr- A pessea que annuneioii ter oitocen-
tos mil res para dar a juros de dous por con-
t ao mez coin boas firmas queira annun-
ciar sua morada para ser procurada.
PILULAS VEGKTAES E UNIVKUSAES AMERICANAS.
Estas pilulas ja beiu conliecidas pelas gran-
des curas que tem feito, nao requeren) netn
dieta e nem resguardo algum ; a sua com-
posico tao simples que nao fazem mal a
mais tenia crianca : ein lugar de debilitar ,
fortifican o systema, purilico o sanguc eommodoVpii grandefemilIaTcita "na 7u
dugmento as sec.ecoes em geral : lomadas i da A|egria : a tratar com Marcelino Joze Lo-
duas salas, e solo e chaos pioprios : na
ra do Cabug lojadc miudfzasjunto do Sur.
Randeira.
LOTERA 1)0 TIIEVTRO.
Os premios saidos na xtraccAo da 2. par-
le da 10. Lotera sao pagos hoje 19 do cor-
rento no escriptorio do respectivo thezourei-
ro das 10 horas da manha urna da tarde ,
continuando o pagamento nos das 19 e 20, e
deste ultimo em diante nos dias do costume.
As rodas da 1. parte da 11. Lotera an-
do impreterivelmente no dia 18 de Agosto
prximo futuro, e os bilhetes acho-se a ven-
da nos lugares j annunciados.
tsr Aluga-se o primeiro andar do sobrado
I). 24 da ra do Rangel, o qual tem cinco
quartos duas salas, e cozinha : na praga da
Independencia loja de livros n. 37 e 38.
tsr Perdeo-so no dia IGdocorrente asi
horas da larde, desde a caza em que mora
Antonio da Cunha Soares Guimarfies al a
loja do mesmo na ra do Crespo duas sedu-
las de 10> reis cada urna sendo urna de pa-
pel branco e outra de verde ambas com a
assignatura as costas de Freitas Guimares
pela qual se fazem conliecidas : a pessoa que
as aehar e quizer dezencarregar sua concien-
cia com a entrega das mesmas dirija-se a
referida ra do Crespo loja D. 5, lado do nor-
te que ser generosamente recompensado.
tsr Preciza-se de um rapaz poituguez de
12 10 annos de idade para caxeiro de loja
defazendas ,"anda mesmo nao tendo pratica,
distante desta praga 10 legoas dando fiador
a sua conducta : a tratar na praca da Roa-vis-
ta D. 10.
CS" Aluga-se urna casa assobradada, com
e pedreros : na ra da Cadeia de S. Antonio
sobrado de um andar D. 8
VENDAS.
seja para molestia chroica ou somente co-
mo purganto suave; o melhor remedio que
tem apparecido, por nao deixar o estomago
naquelle estado de conslipacao depois de sua
operago como quase todos os purgantes fa-
zem e por seren mui facis a tomar e nao
causarem incommodo nenlium. O nico de-
posito dellas em casa de D. Knoth agen-
te do aulhor : na na da Cruz N. 57.
N. B. Cada caixinha vai embrulhada em
seu receituario com o sello da casa em la-
cre prcto.
tsr O Artista Joze dos Reis e sua Senhora
tendo concluido os espectculos que devia
apresentar ao Ilustrado publico desta opulen-
pes.
= Offerece-se um pardo de idade e de
muito boa conducta para caxeiro de compras
e vendas e mesmo algumas viagens para o
mallo : quem se quser ulilisar de seu pres-
umo annuncie..
tsr Francisco Joze de Araujo Regallo Bou-
ro faz saber ao respeitavel publico que de
boje em diante muda o seu nome para Fran-
cisco Joze Regallo Braga.
27* A quem Ihe faltar urna canoa aberta
que poder carregar um milheiro de lijlos ,
encarnada por fora dirija-se a ra larga do
Roza rio 0. 0.
Graxa superior para arreios e
carros agoa para limpar lates de
arreios c carros ; estes dous artigos
s aqu sao conhecidos pelas pessoas
que os inandao vir para o seu uzo
particular, s5o indispensaveis tan
to para a conservaco dos arreios e
carros como para a sua beleza. na
ra Nova 1). 2i.
Faqueiros domados para de-
sert, tallieres para selada e trin-
xar colheres para peixe cortes
de vestidos de seda e de cassa para
bailes e uniros objectos do ulti-
mo gosto para Senhora vindos
pelo ultimo navio de Franca : na
ra Nova D. ai.
tsr Um fardmento completo para G. N.,
4 botijas de olio de copahiba, duas escadas de
mo eumselimcom todos seus pertences,
por prego com modo : na ra Direita D. 11.
tsr Urna morada de casa de taipa com bons
commodos para familia quintal scrcado de
limo com algunsarvoredos e chaos pro-
prios na campia da casa forte ; a tratar na
venda do Snr. Nicolao.
tsr Urna rica toalha de cambraia de linho
bordada com bicoeni roda irmo do mesmo
bordado, propria para baptisado ; e um ro-
quete ricamenlo bordado co: bico irmo do
tsr Um escravo credo proprio para lodo o
servico ; azeite doce a caada a 4j500 o 300
a garrafa ; laboado de pinho tanto America-
no como da Suecia por prego com modo por se
querer despejar o armazem: na ra dos Quar-
teis D. 5.
tsr Um escravo de bonita figura : na ra
da Cruz n. 29.
ssr lima osera va boaengommadeira, e h-
bil para todo o arranjo de urna casa por ter
sido educado entre familia estrangeira nao
duvidandodar-se a contento sendo casa de
reconhecida capacidade : na ra da Cruz nu-
mero 57.
tsr Um escravo perito remador canoei-
ro, e camaroeiro de 30 annos bonita fi-
gura a vista do comprador se dir o motivo
porque se venda : na ra Augusta caza terrea
de 3 portas em que mora a viuva do finado
Joo Gonsalves Rodrigues Franca.
tsr Um preto bom alfaiate e cozinheiro :
na ra larga do Rozario I). 9.
tsr Urna negra de boa figura cose, bem,
cozinha e est prenhe ; o um braco de ba-
la nca com con xas proprio para armazem de
assucar : na ra da Cadeia do Recife loja de
fazendas n. 17.
tsr Um negro bom cozinheiro e para
todo o mais servico de urna casa : na ra No-
va D. 21 sobrado de um andar defronte da
Igreja da Conceico.
tsr Um mualo de 2o annos robusto pa-
ra qualquer servico : na ra da Cadeia do
Recife D. 18.
tsr Urna caza terrea com duas portas e
urna janella na (rente quintal murado com
porto para a ra do Palacete e cacimba ,
as 5 pon tas D. .*>."*>; a tratar na ra da sen-
zala padaria D. 33.
tsr Yol u ni es de leis do Imperio do Brasil
de 1840 a 1842, Muzeo Universal, Memori-
mesmo bordado prompto detudo para qual-
quer clrigo que lenlia bom goslo : na ra da I as da Capanha de D. Pedro RevofucAo fran-
Florentina na ultima casado lado do norle. | ceza Historia Natural Archivo theatral ,
tsr Um braco de batanea grande, com captivo de fez, Faiel doente imaginario,
con xas e 5 pesos de duas arrobas e um dejTancredo, Francisca de Rimini, o castellu
arroba para baixo at urna libra: no Recite! de Munllouvier, as seguinles novellas : a
ra do Amorim D. 57. i forca de urna paixAo Anju da Guarda, amor
tsr- Um negro de 40 annos trabalhador I offendido e vingado o noivo defunlo a he-
de indiada na ra doQueimado D. G. ranea de um tio o ro de ouro a pelle do
Ricas figuras de porcelana fina cai- lio o segredo da conlisso a ponte dos
votos e dadivosos se mostruro aplaudindo e
prolegendo os esforcos empregados pelos an-
nunciantes para agradar-lhes: elles se alongo
com a mais pungente saudade de um Paiz tao
hospitaleiro, levando em seus coraooeso sent-
ment indelleveldo mais acrisolado reconhen-
ciment, e a vivificante esperanca de em pou-
co vollar a estas abencoadas plagas, patria
classica dosmelhores brios humanos.
tsr Domingos Duarte Souza Rodrigues,
retira-se para a Cidade do Porto a tratar de
sua saude.
tsr Ilenrique Bickeley subdito inglez ,
retira-se jara Inglaterra lc-vando em sua
coiupanhia sua mulhere trz filhos
tsr Quem annunciou querer comprar 4
.. casas terreas querendo duas em boa ra ,
dirija-se a ra da Praia sobrado de dous an-
dares do lado da mar.
tsr* Achou-se um alinete de peilo do
ouro quem for seu dono dirija-se ao beco
de S. Pedro no primeiro sobrado passando o
marcineiro no segundo andar, que dando
os signaes Ihe ser entregue.
tsr Luiz Candido Ferreira faz sciento ao
Snr. arrematante das agoas ardentes que
desde o dia 13 do corren te deixou de vender
tal genero em sua venda no Arraial.
tsr Aluga-se o segundo andar do sobrado
da ra doQueimado D. 10 : a halar na loja
do mesmo.
tsr No dia 20 do corren le se ha de arre-
matar infalivclmcnle por sera ultima praca ,
> sobrado de um andar com grande quintal ,
com recreio no fundo que olha para a mar ,
cito na ra da Gloria da Uoa vista perlen-
cente a Ignacio de Jess Bandeira ; quem
pretender comprar compareca a porta do Sr.
Dr. Nabuco na ra Nova pelas 4 horas da
tarde.
tsr* Da-se lOOj a premio de dous por cen-
toa mez sobre pinhores de ouro prata ou
brilhantes : no paleo da S. Cruz I). 5.
5SJ* Aluga-se urna casa no im da ra do
Cotdvetlo junto ao porlao da Olaria do Snr
Correia ou se vende por prego commodo, a
qual tem commodos suficientes para urna fa-
milia bom quintal e cacimba, cozinha fora,,
tsr Quem I i ver para alugar urna preta que -
la Cidade, e acbando-se prximo a retirar-se, ; saiba vender falo dirija-se ao pateo da S sa ,
faltana ao rnais sagrado dever se nao ti i- j Cruz casa junto a do Sr. P.rctte. ra
butassem por este meio a devida demons- ^ Francisco Ccraldo de Souza Guimares
tracto de reconhecimenloaos filustres e gene- retira-se para Angola,
rososhahitantes de Pernamnuco. que tao bene- ^- () Sr. Sargento ou furriel do Balalhao
destacado que a 8 dias levou a chave da
caza da ra do Jardim n. 15 j queira tornar
a entrega-la ou trazer a fianga que ofereceo do
Sr. Major Gusmo.
tsr Quem precisar de um mogo portu. uez
de 22 annos solteiro, que sabe ler, escrever,
para caixeiro de armazem ou cobranga, dan-
do fiador a sua conduela, annuncie.
tsr O Primeiro secretario da Sociedade
Nalalense, avisa aos Sr. Socios que hoje
(19) pelas 0 horas e meia da tarde sesso.
v Quem annunciou querer comprar 3
moradas de casas terreas querendo urna na
xas com arranjos de costura para senhora, e
msica, caixinhas de Jacaranda com perfuma-
ras eslojos ricos para barba lamparinas
de porcelana caixas de tartaruga e de mas-
ludo por prego commodo : no Recife na
do Amorim 1. 57.
tsr
noivos o ladro por mor Leocadia ou a
innocente victima do crime Dorolhea ou a
Lisbonense infeliz vida e amores Sofroni-
mo Religio amor c patria engao fatal,
e outras muilas novellas todas de muito bom
j gosto : na ra do Yigario D. 10.
Um completo sor limen to de lazendasi tsr Duas moradas de cazas na ruada Ro-
e miudezas ludo o mais barato possivel, da e Cotuvelo : a tratar com Joze AfTongo
como sejo chitas de asscnlo branco c de co- Moreira na ra da Cadeia de S. Antonio.
res a 100, 180 e 200 ir., o covado cassasl____________________________________m
chita a 240 e 520, panno da cosa muilo lar- j ESCRAYOS FGIDOS.
go a 440 duraque preto do mais fino a -----------------------------------------',__,__
700 fustes pintados a 400, brincos imi- tsr Doengenhonovode Francisco Joze da
tando os da moda a 400, 000, 800, e 1 rs. o, Costa fugio um mulato de nome Severino ,
par frontins a I,> botes de abertura dou- ; plido com pouca barba cabello anclado ,
rados de osso e louga conlas chamadas do levou camisa de baela encarnada e una so-
Rio de Janeiro carias francezas e portugue- brecasaca de panno azul com gola encarnada ;
zas lilas lavradas e lisas de todas as cores ,; quem o pegar leve ao dito engenho, ou na ra
novellas a 140 entremezes a 100 rs. um Nova D. 22 que ser recompensado,
diccionario francez e portuguez por 1,)280,' tsr Fugio no dia 13 do correte o escra-
uroa grammatica franceza urna barretina vo Joze oficial de pedreiro de 50 annes ,
com aparelho para offical de guarda Nacional tem urna das pernas inchadas, com ume fe-
rua da Gloria da Boa vista D. 19, com 3 quar- l)or ^ > urna dita sem aparelho par guarda ; rida sobre o peito um signal grande de car-
tos quintal murado',' cacimha meieira e'Por-'l> dilas de oliado de differenles mode-; ne levou jaqueta de duraque azul, e algu-
clios proprios dirija-se a ra velha casar0Sa^ : na ra Direita loja de fazendas D. mas caigas de brim ea ferramenta de seu
de duas portas pintadas de. verde, ao sahir! ^ 1ue est^ P'ntaJa de novo defronte do be- uzo : quem o pegar leve a ra do Lfvramento
no pateo da S. Cruz das 0 as 9 horas da ma-
nila.
" tsr Precisa-se fallar ao Sr. Ouvidio Gonsal-
ves Yalle que mora na Ibura e ao Sr. Je-
rnimo Cezar de MHIo a negocio de seu in-
teresse : na ra da Cadeia do Recife loja de
fazendas n. 17.
tsr Quem quiser alugar urna casa na So-
ledade dirija-se a ra Direita venda que foi
de Joze da Penha.
tsr Precisa-se de 5000 a juros com pinho-
res de ouro ou prala : na ra da praia arma-
zem n. 15.
tsr Quem precisar de urna ama forra se \~
Iho, com bom c bastante leite, dirija-se a ra
Augusta sobrado de um andar e sotar.
COMPRAS.
VtT Dous taxos grandes : na ra estreita
do Rozario vindo do Collegio a esquerda De
cima 13.
^ssr Km broxura a Tentativa Filosfica do
Dr. Argenelnom de Gronetmon ; quem li-
ver annuncie.
tsr Urna verga que sirva para porta de co-
xeira que tenha 9 palmos de largura : na
ra d'Alegria no primeiro sobrado.
tsr Escravos de ambos os sexos para fo-
ra da provincia e alguns ferreiros, carpinas
co da penha.
tsr Vellas de sebe de Hollanda superio-
res em grandes e pequeas porgues e sa-
cas com farinha da trra ludo por prego
commodo : na ra da Cruz n. 58.
tsr Um engenho de fazer assucar na fre-
guesia de Unna distante do porto de em-
barque duas legoas e meia bastantes trras
ale para levantar outro, com maltas de toda
qualidade de madeiras para o labaralorio do
mesmo boa casa de vi venda caza do pur
gar, he engenho tapado, ludo de pedra, ser-
ra d'agoa cercado bem tratado grande
cavallarice de p-idra senzala de lelha boa
moenda de ferro os 5 eixos boas laxas ,
grandes e novas e tem cinco assentadas ,
e nina por assentar : a tratar com Joo
Mara Seve.
tsr Urna preta denago moga com ha-
bilidades : no Recife ra da Conccigao casa
n. 25 e 20.
tsr Urna negrinha crela de 15 anos ,
cose chao com principios de engommar e
cozinha o ordinario ; um escravo crelo de
20 annos canoeiro e urna negra angica de
20 annos quilandeira: na ra Direita D.
20 lado do Livramento.
tsr Barrisinhosde vinho do Porto feilo-
ria superior, e gigos de champanhe ludo
por prego con;modo
ci venda n. 1.
na praca do Commer-
botica D. 11.
W O preto Joo de nago cagange de
50annos cor preta olhos afumagados es-
tatura baixa grosso do corpo com falta de
um a dons denles na frente da parte superior,
ps grossos e loveros pelos lados um mais do
que outro e pelos tornozelos : quem o pegar
leve a ra das Cruzes D. que ser genero-
samente recompensado.
tsr Fugio no dia 15 do corrente o mulato
Domingos, de 18 annos, barriga indiada,
com urna inchagao ao pe' do embigo, cor
clara secco do corpo, meio selado para di-
ante, cabello anelado, intitula-se forro: quem
o pegar leve a praca da Independencia loja n.
11 de Antonio Felipe da Silva.
tsr No dia 15 do coi rente fugio o negro
Joo Congo de 50 annos alto, corpo re-
gular, cara lisa olhos e boca regular, pou-
ca barba tendo somente no queixo dos la-
dos urna pasta de cabellos meio ronceiro no
andar, mose pez regulares, tendo em um pe'
amarrado urna linha levou vestido cagase
camisa de algodo da trra suja trazendo
por dentro urna camisa de baela encarna.la ja
velha e chapeo de couro falla arrastada ,
e he bastante baquiano nestes serios : quem
o pegar leve a ra Nova D. 34 que ser gra-
tificado.
RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F. = 1842



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