Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04701


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Full Text
Anno de 1849.
Segunda Feira 18
, 3.
Tudo agora depende dnosme.. dBo.prudrnc., modesto e enema o.-
r'""-___________________(FrocUmiyao d Aae.eble Cer.l do araiil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Cu,n. F.r,.t. eK.ogr.nd. do Norte, aegund.s e .ei.as bar...
JUa.to ; (i.r.iiliuiji u 10 e 24
Cabo, Setinl.ee, Rio Formo,, Porto C.l. M.ceio e AUom ..1. *
l'.jei. 13. .'nlo AoUo quintas fe.res. Olind. lodo o. das.
DI AS DA SEMANA.
H e. i. Marinlia V. M. Ckuc. And. do J. de D d. 2 *
1 fee. .. Vicente de P.uU Re Aed. do J. de D. d. i. '.
20 Qja*. i. Jeromraoljnili.no. Ad. do J. de D. da 3. r
21 Lint. *. Prachede* V. M. C.rd. Aed do juii de D da 2 v *
22 St-x-. *. Mari* Mardanela. And. do J.deD. d. 1; T.
2. S.ib. jejem s. Apollin-rio. Re. And. do J. de J). di 3 T
?4 D>. i. Cbr.sline Y. M.
de .Jiillio.
Anno XVIII. N. 15*.
O lVi.iio public.-s* todoi o* di.* que nao for.m Santificado* : e |>rtc i, .asignatar. be
ilc in-s mil reis por qu.rtel pagoa adianlado*. O* aanuncios doa .n'ignaatc s&e iewridwe
gratis e o* dniqu. o ni" forem r.iao de SO res par linlia. A* recl.maeoea deveni a*r
dirigida! a el Tipografa tu das Cruies I). 3, oh a praea da Independencia Inja de Une*
ISi.nv'ro 37 e 3S.
cambios no di*i7 derlho.
Cambio ibre Londres 26 d. p. U.
. ,i Paria 360 rrii p. franco.
, r.ithna 100 por 100 da pr.
Moeda de cobre 4 por 100 de leaeonto.
Iitrm de llrs* de ha. firma I e e 1 e |.
JJeaeoniude b.lb. d. Alf.nd-g. 1 a J ao
MI.
compra vana" a.
Ooeo Moede d. 6.40 V. JJ.'JOft
N. S.SO)
*
Pian
> de 4,000
- Petad'**
Pata. C.oiumi.ar.s
dite Meiic.ee.
miud.
S.SOO
1,820
1 M9
1u.1fll>
16,00
0,000
I,e4l>
I ,$41
1.R40
1,6f
Preamar 1.". 1 horas N ni. da ai.nl i.
2. I hor.a e Vi ni. da tarde.
PHASE DA I.CJA O MEZ L)B JTJLIIO.
l.luari, ming. a 30 a 0 liora. e 22 m. da tard.
la Nora a S 4 hora* e 44 et. da rnanli.
Quarl. ereee. a 14 ha 1 hor.s e 49o. da tard.
La cheia a 22 a 8 hura* e .'Mi m. da manli;
IHARIOl.yr per; Nr~\MBUCO.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA IODO CBRENTE.
Oflicio Ao Chefe de polica dizendo ,
qu nao existimlo na Secretaria da presiden-
cia ejemplares disponiveis da le de o de De-
zembro do anno passado o do regula ment
nnmero 120 que S. S." requisita em ofli-
clo de 9 do corren te queira mandal-os com-
prar e remetler a conta respectiva para se
mandar satisfazer pela Thesouraria.
Dito Ao Inspector da thesouraria da fa-
zenda remetiendo em duplcala as conlas
de varas despesas pertencentes ao ministe-
rio da guerra, feilas pelo arsenal de marinha,
na importancia de 1: Ti i 0 ,> 1H i res, afim de
que mande d'ellas indemnisar o mesmo arse-
nal e leve-as em conta ao ministerio compe-
tente.
Dito Ao Inspector do supramencionado
Arsenal, intelligenciando-o do conteudo no
oflicio precedente.
Dito Ao Chefe de legio do Cabo di-
zendo, queconvindo prevenir qualquer in-
conveniente que poca impecer a ordem e
regularidade das eleigoes que se tem de
proceder para eleitores e doputados geraes ,
cumpre que S. S.* nao consinta reunies
da guarda nacionael do seo commando nos
das das referidas eleigoes anda mesmo que
sejao para os ejercicios ou revistas do cos-
tme.
De igual theor se expedirio nos demais che-
fes da guarda nacional da provincia.
Dito A Luiz Gomes Ferreira signifi-
cando em res posta ao seo ollicio d'esta da-
ta que passa a levar ao conhecimento do
Governo o que S. S." expe em dito ollicio
acerca do assentamento de praca de seus dous
filhos Luiz de Moraes Comes Ferreira e Jo-
ze de Moraes Gomes Ferreira.
Dito Ao commandante das armas or-
denando que faca seguir na primera occa-
sio o cabo graduado segundo sargento JoAo
Luiz da Serra vindo das Alagoas no bri-
gue escuna = Caliope = com passagem para
o Rio Grande do norte.
Dito Ao Juiz de direito do civel de San-
to Anto intelligenciando-o de que iea Mi-
ente deachar-se noexcrcicioda varado civel
d'aquella comarca para que fora removido.
Dito Ao commandante superior da guar-
da nacional de Flores, communicando ter
approvado a proposta para ofliciaes do prime.-
ro batalho da guarda nacional do seo com-
mando superior que veio acompanhada do
seo ollicio de 13 do mez ultimo com a alte-
ragAo de ser nomeado capitao da sexta com-
panhia Antonio Lopes de Siqueira e len-
te da mesma Joze Antonio da Silva propos-
tos estes para capito e aquelle para tenen-
te ; e ordenando-Ihe que nesla inteligen-
cia haja de a fazer publicar e determine aos
propostos que sollctem suas patentes.
Dito Ao Inspector do arsenal de mari-
nha ordenando que mande fornecor ao
Engenhero Carlos de Mornay um vidro de
lampio para a provincia das Alagoas con-
forme requisita o Exm. Presidente respecti-
vo ecuja importancia Ihe ser levada em
conta pela thesouraria da fazenda.
DitoAo Inspector da supracitada the-
souraria communicando ter expedido a
precedente ordem; o determinando-lhe que
leve em conta ao Inspector do supramencio-
nado arsenal a importancia do vidro cima
referido.
IFLffflI?U
A PKKA DO TALIA (*).
Dizia-vos, Sen horas, queamulherda
M. Jo na titas esta va grvida de seis mezes
quando seu marido parti para as Indias.
Poucalempo depois, que ella veio a ser mi,
urna amzade illicita s'eslabeleceo entre ella ,
e um rapaz das primeiras familias da Nova
Orleans. Madama Jonathas era Americana
d'origem nascida na Europa e dotada no
mais alto grao d'uma organizado ardente ,
sequiosa d'emo(es e de praseres typo
gral das mu Hieres dcsta raga ; o que seja di-
to nao como circunstancia altenuante em fa-
vor de Madama Jonathas mas como ohser-
va^fio esclarecedora dos factos. Ha crimes
que nao tem excusas e na minha opinio ,
o adulterio he deste numero.
Em quanto Madama de I. lie-Rouge pro-
nunciava estas ultimas phrases tinha osolhos
ixos sobre Madama Milworth que abaixava
a cabera e cujas faced so cubrio ligera-
mente de um vivo rubor. O olhar de M.
Dawkins tinha seguido a mesma directo e
sua physionomia habitualmente fra e im-
passivel, pardeo tomar urna expressfio ma-
ligna que nao escapou penetrante vista da
velha Sen hora. He provavel que este in-
cidente nao fosse notado pelo resto do audi-
torio cuja altenco era exclusivamente ab-
sorvida pela historia de Mr. Jonathas : alem
Portara Reunindo o districto da capel-
la filial curada de S. Sebastiao de Caric
subdelegatura de Pedras de fogo e desli-
gando-a do districto a que pertencia.
Oflicio Ao chefe de polica communi-
cando ter ordenado a precedente reunio ,
em attenco sua ioformaco dada sobre
o requerimento dos habitantes da supracitada
capella filial.
Dito Ao Inspector da thesouraria da fa-
zenda = Havendo o capitao do segundo bata-
lho decagadores de linha estacionado no
Rio Grande do sul, Francisco Vctor de Mel-
lo e Albuquerque consignado a beneficio de
sua familia nesta provincia o sold de len-
te, que era, quando d'aqui parti para aquel-
la e tendo feito descontar all o sold de ca-

( ) Vid. Diario N. 151.
disto a viuva do ferreiro preenebeu discreta-
mente o seu papel de observadora,- e nao
inlerrompeo um so momento a sua narrado.
A habitacAo de M. Jonathas as Indias
se prolongou muito alem do que elle cantava.
Diversas circunstancias de que nSo trataroi ,
por offerecerem pouco interesse contraria-
do as suas diligencias e retardaro sua vol-
ta. Ha va porto de quatro annose meioque
elle tinha partido quando voltou a Nova-Or-
leans. Gracas aozelo e a fidelidadede seo
primeiro caixeiro Mr. Jonathasachou a sua
caza florecente eseus negocios cmmerca-
es em caminho da prosperidade. Notou so-
mente com dezar que a saude de sua mulher
eslava sensivelmvnte alterada : as ricas cores
de sua tez haviSo desmerecido o pareca
acommelida d'uma enfermidade de languidez.
M. Jonathas attribuiu estes tristes sympto-
mas dr que ella devia ter sentido em sua
longa ausencia. Quanto ao ilho eslava es-
te com saude posto que se percebesse fcil-
mente que era mais pequeo e menos forte
do que um menino de sua idade. Em tiro ,
M. Jonathas nenhuma importancia deo a es-
ta circunstancia que na realidad*, nada
appresentava de extraordinario.
Alguns mezes se passaro c este negoci-
ante feliz no seio de sua familia comeca-
va a esquecer as fadigas e os pezares de sua
longiqua viagem, quando de repente Ihei che-
gou urna revelagflo terrvel e inesperada.
A pessoa que me narrou esta historia dei-
xou-me ignorar deque modo a eousa veio ao
conhecimento de M. Jonathas. Somente
Bitao para essa consignadlo desdo o da 20 de
Agosto de 1S5S continuando entretanto a
sua familia receber somonte o sold de l-
enle como me communica o respectivo
Exm. Presidente; cumpre que V. S.' mande
pagar familia do dito capilao os atrazados ,
que tiver do excedente do soldc desde aquel-
le dia 20 de Agosto at o presento e d'ora
em diante o competente sold de capitao, co-
mo elle requerco ao dito Exm. Presidente do
Rio Grande.
Dito Ao commandante das armas, in-
telligenciando-o do conteudo no anterior of-
ficio.
Ditos Ao mesmo e ao Inspector da the-
souraria da fazenda communicando-Ihcs ,
que tendo sido encarregado de urna enmissao
na provincia do Rio de Janeiro o Atieres de
linha Manocl Pinto de Souza e recebendo il-
legalmente de diversas autoridades locaes cen-
to e setenta e nove mil rea titulo do des-
pesas da mesma commissilo S. M. o Impe-
rador foi servido ordenar que ello se reco-
Ihesse preso a corte e ficasse sem effeito a
guia quo pela pagadoria respectiva se Ihe
liavia passado para esta provincia.
Dito Ao Inspector da thesouraria da fa-
zenda ordenando em consequencia de re-
prescnlacao do commandante das armas que
mande pagar ao corneta, pertencente aol.
hatalhflo do guardas naeionaes de Olinda,
que aquartellou com a cornpanhia do mesmo
balalhAo os vencimenlos que Ihe sao de-
vidos desde o dia do seo aquarlelamento.
Dito Aocommandanto das armas, par-
ticipando a expedieco da ordem supra.
Dito Ao Inspector da thesouraria da fa-
zenda ordenando que mando pagar oo l-
ente coronel Apolinario Florentino de Al-
buquerque Maranho ou ao seo procurador ,
o primeiro commandante Ignacio dos Reis
Campello, a quantia do l.'i.jO!)!) reis, res-
toda importancia despendida com sustento
de recrutas e gratiicacfies de escoltas pelo
dito lente coronel, quando prefeito de Ga-
ranhuns.
Dito Ao referido lente coronel inlel-
Jigenciando-o do conteudo no precedente of-
ficio.
Dito Acamara municipal d<* Naza njai
approvando a nomeagSo que fez de Joaqun.
Antonio Tavares da Fonceca e Vasconcellos
para cirurgio dos presos e pobres d'aquel-
le municipio e encarregado da vaccina.
Dito Ao Inspector da Ihssouraria das
rendas provinciaes scientificando-o de ter
approvado a nomeag;lo de que tracla o ante-
rior oflicio.
DitoAo mesmo, ordenando, que man-
de satisfazer ao Doutor Manoel Joze da Silva
Viva Juiz de Direito interino da comarca
de Goianna a quantia de NI .i'.liO reis que
dispendeo com os presos pobres de justica
d'aquella comarca.
Dito Ao Inspector da thesouraria da fa
zenda determinando, que mande pagar ao
supramencionado Doutor'a qu&ntia de reis
lr,>880 importancia das diarias de 31 re-
crutas por elle abonadas.
Dito Ao referido juiz de direito interino,
scienlificando-o de ter expedido as preceden-
tes ordens.
Dito Ao inspector do arsenal de mari-
nha aulorisando-o nomear para encarre*
gado da escuna = Lebre = Guilherme Pe-
reira Nunes praga da escuna =s primeiro
d'Abril = visto ter os requisitos para isto
necessarios, segundo S. m. assevera.
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DIA 12 DO CBRENTE.
OllicioAo Exm. Prezidonte, restituindo-
Ibe informado o requerimento de Antonio Se-
basliao Freir Capitao das extinctas Orde-
nanzas da Comarca do Serto, no qual sup-
plicava a S. M. o., Giaga de Ihe conferir
urna Penco por ter perdido *. sua fortuna na
passa da guerra de Panellas e Jacuipe, e urna
condecorado em remuneraco dos servicos
que com lealdade e proveito tem prestado
a Monarchia e as Instituicdes que nos
regem.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. transmit-
tindo-lhe informado o requerimento do 1.
cadete J. II. L. Ferreira que pedia a no-
ineagao de Alteres de comn.isse para o bata-
lilao provisoro em atiendo a 10 annoa de
contou-mc que soube urna notite que, du-
rante sua ausencia sua mulher havia trahi-
do seos doveres e calcado aos ps a lideli-
dade conjugal; que nesse inlervallo ella
havia parido segundo filho e que um dos
dois era morto ; que todas as apparencias de-
monsti avo na falla do provas positivas ,
que era o filho adulterino que tinha sobre-
vivido ao iilho legitimo. O negociante sou-
be ao mesmo lempo quo poneos das antes
de sua chegada o seductor de sua mulher
se linha embarcado para urna viagem de lon-
ga correira, cujo motivo, e direceo, se igno-
ra va m.
Nao sei Sen horas eu vo-lo repito qual
foi o autor ou autores desta revelaco ; mas
ella linha um carcter de aulhenticidade ,
que remova toda a duvida. A circunstancia,
deque vos fallei, relativa ao pouco desen-
volvimento phisico do filho confirmou no
espirito do desgranado negociante os nume-
rosos indicios, quo aceusavo sua illegili-
midade. Sua vinganga foi terrvel. No dia
seguinte desta fatal descoherta Madama Jona-
thas foi adiada morta no seo leito com o
peito penetrado de alguns golpes de punhal.
Debalde a polica e a justica procuraro
prender o aut tr presumido deste assassinato.
Quer se livesse expatriado quer tivesse pos-
to termo a seus das nao se ouvio mais fal-
lar delle.
Odesapparecimcnto de M. Jonathas trouce
um golpe mortal caza de commercio.que elle
havia cslabelecido ; as mercadorias foro vene
didas a baixo prego, e convertidas em dinhei-
ro correte deque urna parte foi destribui-
da aos credores ; os gastos da Justica d'in-
ventario os desperdicios interiores e ex-
teriores absorvero o resto em menos
d'alguns mezes nao ficou um so peso da inten-
sa fortuna do Negociante.
Madama de I. Ile-Rouge caloti-se e Ian-
gou as vistas sobre e circulo que a cercara
parajulgarda impresso que tinha produ-
sido.
E o filho o filho ? exclamarlo muitae
voaes.
Perdoai, Senhorasmnhas,replicou Yiva- ,
mente a viuva do ferreiro : tinha-me esque-
cido relalar-vos ests ultimas circunstancia*.
Em fim lenho poucas palavrss a accrefcen-
tar. Dicero-me que o lilho tinha sido re-
colhido pelo primeiro caixeiro de M. Jona-
thas*, que depois morreo. Este honrado ho-
mem o adoptou e Ihe transmitlio asiim seo
nome que nAo conhego esua fortuna, que
era consideravel quando elle morreo. Igno-
ro aondo este rapaz hoje habite e nem pos-
so mesmo dizer se anda existe.
Dissertages interminaveis se (serio oo
seguimento desta historia, as observages,e as
olas so cruzaro ; formarao-se mil conjec-
turas sobre o destino provavel do marido do
amante o do filho de um e de nutro. Ca-
da urna das suppozices foi discutida e al-
ternativamente approvada ou combatida
com calor. Madama Milworth approveilou o
momento da eflervercencia geral para se sub-
trahir sem ser appercebida, triste socieda-


o
'^Jk
fe
servigo scm nota que Ihe fossc desfavoravel.
Dito Ao mesmo Ex ai, Sur. reenvian-
do-lhe competentemente informado o reque-
r melo deMaoel Antonio de Jezus que na
qualidadede procuradoi docapito .1. A. Pin-
to tedia que o augmento da prestado de
TO res por o0,> suido da nova tabella ,
fsse contado do primeiro de Dezembr do
apno,pasado e nao do i. de Abril deste
anno.
Dito Ao mesmo Exm Snr. signifi-
cando-lbe que o segundo cadete Joaquim Can-
dido Pinneiro de Vaiconcllos se aehava addi-
doao batalbo provisorio pelo que ncnhiim
obstculo encontrava para que voltasse ao Rio
Grande do Norte conforme exegia o respec-
tivo Exm. Presidenta
Dito Ao mesmo Exni. Snr., signilcan-
do-lhe que ainda lhe nao lora presentado
o reeruta Laurentino Antonio Jnior cuja
soltura reclamava o commandante superior,
por ser guarda nacional do i. batalhao ,
proioplo para o servigo e bem comportado.
DitoAo mesmo Exm. Snr. remettendo-
lhe informadoo requorimentodo alferesdo i.
batalhao da guarda nacional deste municipio
F. J. daC. Guimaiaes Sobrinlio, que pe-
dia ser admittido no mesmo posto en) urna
das vagas do batalhao de infantaria da G. N.
destacado.
Dito Ao Exm. commaiidandante das ar-
mas do Para, coinmunicando-lhe quedecon-
formidade com a sua exigencia parta no
vapor = S. Salvador = o lente J. .1. da
Silva Lisboa, cuja guia lhe transmitlia.
Conclua com as noticias da dissolnco da re-
volta de S. Paulo.
Dito Ao Dezembargador chefe de poli-
ca fazendo-lhe constar queassentara pra-
ga o recruta Faustino Mariano, que lhe re-
metiera com o seu olleio desta dala.
Dito Ao lente coronel commandanle
do batalhao de infantaria de guardas nacio-
nacs destacado devolvendo-lhe o consellio
de deciplina feitoao guarda Mnnoel Antonio
de Lima para que nomeasso o conselho de
guerra que o devia julgar.
Dito Ao commandanle do deposito,
procurando saber, que destino Uvera o sol-
dado Joo Bernardo da Silva Soares que ao
mesmo Deposito fura ligado por portara de
17 de Dezembr de 1S10 informando ao
mesmo lempo se alem de Antonio Martins
Avresque passara para o batalhao provisorio,
existi outro soldado do mesmo nome vindo
da Paraiba do norte e pela afirmativa que
destino teve.
dem no da 15.
Ofico Ao Exm. Presidente, mandan-
lbe apresentar para tero destino que julgas-
se conveniente o soldado Joze Nunes que
por sua incorrigibilidade era prejudicial ao
servigo.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. rogando-lhe a
Dito Ao commandante interino do for-
te do buraco mandando entregar ao Enge-
nlteiro Vauthier uns cabos com guias que
para all haviao sido remettidos pela anliga
inspectora das obras publicas no caso de
que taesobjectos nao fossem precisos con-
fn uaejio das obras do forte.
Dito Ao delegado do Cabo devolvendo-
lhe o? papis de contabihdade do destacamen-
to daquelle termo pertencentes ao mez de Ju-
nho por nao estarem em forma organi-
sados.
Portara Ao lenle coronel comman-
danle de guardas naconaes destacado man-
dando excluir do mesmo com participago
ao commandante respectivo o guarda Joze
Pereira Caldas que se offerece para servir
na prmeira linha.
TRIBUNAL DA RELACt0\
Sesso de 16 docorrente.
Na appellago civel da comarca de Ro For-
mozo appellante Fr. Thomaz de Santa
Maranna de Jess Magalhcs, appellado
Joze Pinheiro Salgado escrivo Jacomo ; se
julsou pela reforma da spntenga.
Na appellago cvel da comarca de Mace ,
appellantes Manoel Joaquim Pereira e ou-
tros appellada Joaquina Mara do Nascimen-
lo escrivo Posthumo ; se julgou pela re-
forma da senlenca recorrida.
COM MU NICA DO.
Male cuneta ministrat mpetus. [ Stacio]
A piixao nunca pode ser boa guia.
He lastimosa, seno visivel, a cegueira dos
revoltosos de Sorocaba e dosque Ihes fazem
echo pelas mais Provincias do Imperio. Ja
pomos de parle as bravatas que tem appa-
recido em scus furiosos peridicos e a hy-
perbolica bazofia, com que humpugillode
rebeldes se arrogo o dominio da Provincia de
S. Paulo e talvez ue a preponderancia po-
ltica sobre todo o Imperio do Brasil. Essas
ameacas essas roncas quixotaes a ninguem
mais intimidao ; e a prova fo asss manifesta
no denodo com que as Tropas lmperiaes os
accometle.ro e na presteza com que lar-
gro as armas e dero s gambias esses va-
lenloes invencives, que arrotavo ter em seu
favor a opinio publica o senlimento un-
nime de toda a Provincia.
Equal o fim dessa revolugo ? Os rebel-
des j o declarro. Elles se apregoo os u-
nicos patriotas do Brasil, os nicos amigos
das liberdades patrias, e sustentculos da
Constituico ao mesmo lempo que o seu
mesmo proceder revoltoso est provando, que
sao elles os maiores os mais crueis inimigos
dessas mesmas liberdades. dessa mesma Cons-
tituicao que muitos delles apunhalro .
quando. .... sed motos licete rom poner
expediegao de suas ordens ao director do Ar- fluctus. Sim os desordeiros insurgem con-
senal de guerra afim de receber 20 camas
de vento que forio dadas para o quartel do
destacamento da povoago do Affogado f'a-
zendo-as substituir por bancos de madera ,
ou estrados para 30 pracas.
de que havia tres quartos d'hora ella for-
raava.
Mr. Dawkins nao hava lomado parte na
conversago desla veneravel companhia : in-
terpellado por algumas vezes havia respon-
dido por essas fra/.es equivocas que nao af-
firmando nem negando nao empenho a
opno daquelle que as pronuncia. Le-
vantou-se quasi ao mesmo tempo que Ma-
dama Milworth aproximou-se s mesas do
jogo c apostou duas ou tres veses ; de-
pois entrou em un dos saloes de dansa e
. conservou-se solado em urna extremidade
com as vistas fixas sobre a mulher do arma-
dor que eslava sentada naoutra exlremi Ja-
de do salo.
Eslava ali aalguns minutos absorta nes-
tacomtemplaco quando voltando a cabe-;
ca vio Madama de L'Ile-Rougc em pe e na
mesma altitude : ella olhava to bem para'
Madama Milworth.
Vede como est plida dice a viuva \
do ferreiro inclinando-se para elle.
He singular! respondeo o banqueiro
com um surrizo meio irnico
Nada to singular dice Madama de
I,'lie-Rouge surrindo-se do mesmo modo ;
ha urna revelago nessa palidez que ambos
notamos e em certo rubor que nao era s
a observar, acrescentou ella linalmente
"tiffndo en fallci em um momento de deveres
fiante einfedllidade conjugal.
^i'Com elfeto'. (fice o banquero julguei
-perecer... .
Oh oi eston corto que digo dice
tra a nova lei das reformas do Cdigo e do
Conselho d'Estado ; insurgem contra o actual
Ministerio que querem j deposto e subs
tituido por outro l a seu sabor e conforme
s suas ideias que sabe Dos a que tendem.
vivamente a velha. Esta alterago de sem-
blante que ambos conhecemos nao se ma-
nifeslou seno quando fallei em adulterio.
Esta coincidencia em lim nada lem que
me surprenda ; e nao < a vez prmeira sem
duvida que' urna historia d'adulterio pode
dar lugar alguma applicago pessoal.
Talvez Senhora nesta circunstancia
falhe a vossa penetraco, diceo!nglez,que pare-
ca querer provocar a expansaodesua vsinha.
Minha penetrago segura e meo
juizo infalivel em igual materia dice sen-
tenciosamente a velha. Tenho posso dize-
lo urna profunda experiencia do mundo e
do corago humano ; observo estudo mui-
tas vezes a circunstancia mais ftil me ex-
plica um facto importante, que parecera insig-
nilcante. Se eu vos diresse por ex. co-
mo advinhei que Madama Milworth .. Co-
nheceis este Senhor acrescentou ella inter-
rompendo-se e designando com os olhos ao
banqueiro. um mancebo que pareca por
sua attilude dirigir Madama Milworlh um
convite para contradansar.
Nunca o vi dice M. Dawkins res-
pondendo a pergunta.
He umeidado do Sul dice esta que
veio estabelec*!r-se em New-York no princi-
pio do anno atrazado ; e lia perto de um an-
uo que loi reeebido em casa de M. Mil-
worth : diz-se que milito antes o havia el-
le sido as gragas de Madama.
Na verdade dice o banqueiro com
um lom insinuaale : e pensis com elfeito ,
que assim seja '.'
Lago esses patriotas exclusivos, esses liberaes
extremos eslSo em rebelda contra o Poder
Legislativo, eExeculivo, que fizero, e sanc-
eionro as leis da sua maior zanga e contra
o Poder Moderador ; pois que com as armas
as mfios pretende) coagir a vontade do lm-
perador que Iip livre na riimisso e nome-
agAo dos seus Ministros : Logo sao os desor-
deiros os maiores- inimigos da Constituigo ;
sao elles que a qu*rem substituir pela nias
infrene e tresloucafa demagogia i loso sao
elles os mais barbaros ospiores inimigos do
Brasil.
Em verdade onde iramos parar se qual-
quer lei que desagradasse a certa gente ti-
vesse de ser derrogada a forga d'armas, e por
meio de suklevagcs populares ? O que seria
de nos o que sera do Throno Brasileiro, se
os Ministerios sobissem ou deseessem nao
segundo a espontanea vontade do Imperador ,
porm sim na raso da forga bruta e a bel
prazer dos revoltosos, e descontentes ? Como
ouso apregoar-se bons patriotas e esteios
da'Conslluigo homens que insurgem con-
tra a mesma Constituigo ; o que promoven-
do as .edicfrs, e revoltas p6s em perigo o
Throno dilacero a ConstituigAo desmora-
lisSo os povos empobrecem o paz e so-
br'elle acarretao todos os males e horrores
d'huma guerra civil ? E pode-se rasoavel-
mente prezumir que nos metamos nos me-
donhos rodopelos d'lmma revolugo cujo
paradero escapa a todos os clculos s para
contentar a huma duzia de ambiciosos s
para saciar vngangas s para que desgo
estes e subo aquelles ?
Na Europa, e onde quer que domine o Re-
gimen Representativo os Ministerios sao guer-
reados pela OpposigSo, (inseparavel de tal sys-
tema de Governo ) ; e eslo sempre a mudar-
se : mas como? Sem sedigo sem revolta.
sem a menor alterag.lo da orrJem publica. por
meos honestos e legaes que sao; a Tribu-
na Parlamentar, e o Prelo. Por que nao han
de os nossos opposcionistas fazer o mesmo ?
EscrevAo, publiquen) as suas ideias denun-
cien) ao pai/. os erros os defeitos as mal-
versagoes da Admiuislraco ; produzo factos.
e nao calumnias appresentem provas, e nao
lugares communs e declamaces vagas ; e
He forem verdaderas as suas aecusacoes a o-
ninio publica se pronunciar contra tal Ad-
ministrago ; ella encorrer no geral desagra-
d nao merecer o apoio dos Representantes
da Nago c o Imperador infallivelmente le
r de a despedir eescolher outra que de-
sempenhecapazrne.nte a alta misso de gover-
nar o paiz. Deste modo he que so conquis-
ta o Poder deste mod^ he que alguns
cidados probos que todos conhecemos e
respeitamos nose pejode dizer que per-
t'-ncem OpposigSo. Mas o systema de To-
bas e seus sectarios e devotos he sempre
criminoso brbaro edetestavel a es olhos
do cidado honesto que ama a sua patria ,
e a deseja tranquilla e prospera.
Embora pessoas despeitosas hajo dicto .
que o Exm. BarSo Prezidenle ferropea a im-
prensa em Pernambuco. Onde a prova de
lal asserc.au:' Qual a oppresso praticada por
elle ? Ah Se elle nao fora to respeiladov
das leis se elle nao acalasse tanto a Consti-
tuigo do Imperio e ao messo passo nao ti-
vasse hum corago to Pernambiicano e tan
cavalhero; talvez que muitos que por hi pas-
seio e declamo por toda a parte bien-
do echo a os desvarios de Sorocaba tivessem
sido capturados &c. &c., por que devem es-
tar certos caos nossos rusguentos trocba-
nos que o Exm. Barode ludo lem sabido,
e est bem inleirado dos horriveis planws con-
certados em cerlos clubs. Mas elle observa-
os e nao os teme ; e como os nao teme, lem
a generosidade de os nao querer desmasoarar,
e perder.
Praza ao Ceo, que esses snrs. intitulados
da opposigo publicassem seu Peridico e de
urna vez nos dissessem o que he que preten-
den) o que he que querem. A guerra ,
que lizesscni administrago do mesmo Exm.
Baro seria um meio de acrizolar o seu mri-
to seria mais um degrao para a sua gloria ;
porque enlo incetada a discusso nao lhe
faltariafl apologistas eapparecerio em toda
a sua luz os relevantes servigos, que lia feito
a Pernambuco e a todo o Brasil: enlo so-
bresabirio as suas virtudes e melhor se
convencerio do seu tino governativo alguns
de seus mesmos dcsaffeigoados vindo assim
a verificar-se a mxima deJuvenal, quando
disse u Victoria nulla est.
Quamquoe confessos animo quoque subjugat
i'boles.
Nao h mais bella victoria do que aquel-
la que obriga o inimigo a confessar-se ven-
cido.
Desenganem-se os nossos desordeiros e
sallimbancos polticos quo a quadra do seu
predominio j passon : que os povos ames-
trados das dolorosas ligAes que elles mesmos
Ihes tem ensinado j nao creem em suas la-
murias em suas declamages patriticas e
liberaes de tarraxa. Os povos s aspirao ao
socego; porque j vao amando a industria, eo
trabalho, fontes de (oda a riqueza. Ninguem
jquer expora vida para que certos ambiciosos,
e descontentes empolguem o poder e des-
fructem os suores da gente oceupada e labo-
riosa Em toila a parte as revoluges lem si-
do falaes : e o que sero em um paiz como o
nosso ? S locos, e perdidos se podem
lembrarde taes meos.
Esses snrs. que se dizem to liberaes,
vendo, que a maioria do Brasil repelle a
suas ideias e abraga todas essas cousas que
elles chamo oppresso. e eaptveiro, desam-
paren) esta tena de escravos, deixem-oos
em paz e vo politicar por esse mundo fora.
Vo para os Estados Unidos que dizem ser
a patria da Liberdade em carne osso e ca-
roco : vo, e sabero o que por l va i Mas
revolucionar Pernambuco ? J l vai disso.
O Exm. Baro Presidente nao o quer, nao o
querem os bons Pernambucanos, nao quer
rifHguem que tenha que perder : por tanto
ou accomodem -se ou vejo se descobrem
a repblica de Pa to e mudem-se para l.
L. G.
Duvdei muto tempo respondeu a
viuva e o duvidaria ainda se o acaso aju-
dado d'alguma destreza acrescenlou ella
deseangando sobre esta ultima palavra
nao tivesse posto a meo alcance urna prova
escripia eujo testemunho nao pude recu-
sar.
Urna prova escripia .. E a lendesa-
inda em vosso poder.
Talvez .. .
Ainda que a velha tivesse em pregado urna
formula dubitativa o sentido de sua respos--
ta nao era equvoco ; seo semblante c o ac-
cenlodesua voz equivalio a urna allrma-
liva.
Picis minha curiosidade Senhora dice
Mr. Dawkins com um tom o mais insinuan-
te. Dirme-heis agora o nome do feliz mortal,
que Madama Milworth dignou honrar com
sua benevolente atlengo.
A carta de que vos fallo, respondeo
Madama de L'Ile-Rouge tras a asignatura
de Madama Arabella eo subscripto de M.
Richard Dillingham.
Dillingham !... Richard Dillingham !...
exclamou o banqueiro com um gesto con-
vulsivo e um accento nexprimivel.
Madama de LTle-Rouge fez um movimen-
to de surpresa e olhou para o banqueiro.
Este to possuido se achava de urna emogo
violenta, c inoomprehencivel que seos o-
Ilios eslavao ardenles suas fecoes feroses ,
e lodo o ebrp trmulo.
Que leudes, Senhor, dice;, velha vi-
sinlia, S'.-ntis-Vos indisposto.
Dawkins era porem 18o senhor das suas
mais poderosas agitaces d'alma que antes
que a sua interlocutor acabasse de formular
esta interrogago, suas feiges havio tor-
nado sua costumada impassbilidade e seu
semblante tornou se fri como o marmore.
O nome que acabis de pronunciar dis-
se Mr. Dawkins com urna tranquilidade que
nao pareca allectada despertou em meu es-
pirito urna afllictiva lembranga : era o nome
de i'.m homem que possnio todas as mi-
nhas afleignes e que ha muitos annos he
morto.
Quem sabe dice aturdidamente M.
de Pile Rouge, seo amante de M. Milworlh
talvez o llho do vosso antigo amigo.
O Dillingham que eu conheci nao ti-
nha filhos respondeo framente o banqueiro.
Nova personagem sobreveio proposito pa-
ra romper um colloquio, que M. Dawkins e-
videntemente nao desejaria prolongar.
Vos permittis que vos tir a compa-
nhia senhora dice o recem-chegado viu-
va com um amavel surriso. Tende a bon-
dane conceder-me este favor de que nao a-
busarei : em dez minutos eu lornarei a con-
duzir-vos M. Dawkins.
M. de l'He-Rouge ensaiou dissmularo seu
pesar e murmurou um consenlimenlo gra-
cioso cuja sinceridade era visivelmente des-
mentida pela sua atitude e expresso de
phi ionomia.
Ella tornou a entrar para a sala de jogo, e
se apfessoU em etn^unicar .apjse.M auditorio o
singular incidente, de que acabava de ser les-
ataaAa




rta
CORRESPONDENCIA. i
______________________________, i
Snrs. Redactores.
Ao 1er o seu Diario de 50 de Junho nelle
divise! huns versos latines ; mas por pouco
gosto pelas cousas l da Estranja e Estranja
murta ou antes. ... ( istoaqui para nos ,j
que ninguem nos ouca ) por que coslumo ter i
nojo e faslio daquillo que pouco ou na- i
da pesco ; e finalmente por ignorar a pozar \
de vir com o nome do Autor, quem fosse elle, j
( o que sem duvida muito concorre para se
desprezar qualquer pega-, mxime escrip-
ia Estranja ) olhei-os com indiflerenca e
fui por diante. Poneos das porem depois ou-
vi tratar com alguma curiosidade d'esses ver-
sos seus meios. seus fins (socou-
.sas em que me nao mello.) Tudo mais iria
i mil maravilhas se nao pertendessem in-
icommodar ci ao ego sto he, se me nao per-
guntassem, se os havia entendido P Dei com o
competente = nao li = nao sei = e fui me
pondo ao fresco pretextando negocio de ur-
gencia -, huma vez que j eu ouvia ento cha-
mar-se pelo tal Diario : e para que nao suc-
cedecesse outra a mim que traduzi minha
Selecta at quasi os Mandamentos da Lei
dada no Sinay ; em lugar mais particular fui
a os versos que logo me dissero ser nasoni-
cos, quero dizer elegiacos; e dando por paos,
e por pedias tradusi-os como pude. Ora ,
depois de ter tomado esse mesquinho traba-
.lho encasquetou-se-me no bestunto que os
seus leilores olha-los-lo com mais desfastio,
assim ruminados; e que elles nao se desagra-
daras dessa minha toleima. Mas em prosa ?
Seria rebaixa-los de sua dignidade. Em ver-
sos elegiacos rimados em tercetos e quar-
ittos ? Essa larefa seria superior a minha es-
phera. Collocado nessa alternativa recorr
as trovasinhas que, por ser composigAo
mais humilde armonisocom a minha frara
intelligencia. E, como Deus me ajudou (meo
Deus verdadeiro bem entendido ; por que
eu com Appolos e Calliopes nao quero gra-
<;a ) fui urdindo e tecendo-os ; e eis-me em
pouco lempo e sam o seutir no = Ludovi-
cus de Mello. = Procurei quanto em mim
coube penetrar o sentido c intoricSo do Au-
tor e cnsilia-los com a metrificarlo a
qual por vezes me obrigou a dizer algumas
palavras sem correspondente no original; mas
que nao passao de enchimento ao verso portu-
guez ou de explicaco ao latim que, como
Se sabe he naturalmente lacnico ou como
ouvi a meu Mesire dizer quando me expli-
cou o = Mundus a Domino Constitutusest:=
-com pouco exprime muito. 0 eslylo em
que vo os versos sendo obra da mediocri-
dad* ou menos e devendo corresponder-
Ule nao poda deixar de ser humilde e ras-
teiro. Em pouco basta dizer-lhes que da
Hipocrene s sei o nome.
Que se espalhe e se cante no universo
Se to sublime prego cabe em verso
Cam. Lus. Cant. 1."
L vai
Ao Excellentissimo e R.m* Snr. Hispo
D. Thomaz de Noronha &c. &c. &c.
temunha, assim como as diversas conjecturas,
que sua activa imaginado Ihe sugera.
O interruptor de M de L'Ilerouge tinha
conduzido o banqueiro para urna janella.
Confessae dice elle que vos fiz um
eminente servido desligaudo-vos dessa velia
taga relia.
M. Dawkins abalou a cabeca em signal d'af-
firmativa.
Fallemos de negocios, contnuou a
mesma personagem. Revi esta manh todas
as conlas com urna escrupulosa attencao ; a
somma dos pagamentos que amanh devo ef-
fectar monta a 180:000 pezos ; o terco desla
somma est em caixa; falto por tanto
120:000 pezos....
Eu vo-lo levare pela manh, interrom-
feo o banqueiro. Recebi ante-hontem*, co-
mo vos dice o duplo desta quantia que m?
foi expedida de Liverpool; assim estamos
prevenidos contra todas as eventualidades
Eu nao temo eventualidade alguma ,
respondeu o primeiro interlocutor ; para a-
manh nao tenho letras se nao as de M. M.
James Swift, Thomaz Greysburg Williams
Fareag e Richard Dillingham.
O Inglez fez um movimento.
Conheceis algum destes sen llores ? per-
guntou seu companheiro.
Nao, respondeu o banqueiro abanan-
do negligente com a cabeca.
Na verdade, tornou o Americano,
muito arriscado he o caminho em que me lan-
cei por conselho vosso, e mais de urna vez
trem jasando que a minhahonra e for-
Quanto s dio de ter Thomas inmenso
Mil applausos de nos louvor extenso ;
Voltado tens ao *olo Rrasilense ,
Sempie o nosso sers Noronieiise.
Nem de nosso louvor s s cedor ,
Em reinlos lugares leus cantor,
A Indi'a Gran lielanha a Finura e Roma ,
l. Te do de louvor mu cross i soma
To bem T'odSo os Lusos ; geni "o chorem
Pe 11 man lado e cruel sinto deplorem
Lusos que ( coitadinhos ) te>tri ciero, (vaa sb! )
To preslanle Varo nio mciecero.
Feliz e muito foi Brasilia trra ,
Que por surte o gozou qu'cm si o oncena i
Olinda mais feliz oda se sent ,
Qu'essa Estrella possue resplandecente.
Se brilhante p'ra nos Tu s agora .
Muito mais que os Astros f'oste outr'hora
l.uzidie quando aqui nesse Rispado
Nosso eras -0150 Siimnio Prelado.
Virtude das virtudes ( caso raro )
Por que deixaste a nos se eras to cam ?
Honra pompa interesse, Mitra bculo
Tudo mais despresou sem obstculo !
Nossa gloria que presto ento cresceu ,
Pan logo niiirchou, fallecen
Esposo que agora andas ausente ,
Mo vens o pranlo ouvirda passiente
Esposa ab que j |>or vezes trez
Lacrimosa chourou a viuvez ?
A quem ausente tu ,. ella co'amo
Airada pedir consolacu ?
sri em Ti Grande e'us Ponte d'amor
Ella alivio adiar sua dflr.
Ouantas vezes se vio ao mendicante ,
Que pedia s pao p'raquelle instante ,
Sua prvida dexlra com largueza
' randes dadivas dar com mor simpleza !
Ouantas vezes se o vio co'mesmo r
Inda ao que nao pedio beneficiar !
Bastante era saber que a voraz fome
'crseguia cruel mull' i ou homo'
Para logo espantar (mo protectora )
Com bom peso de prata essa oppressra.
Que pessa t ave ;i, qu'inre ainda
O enorme dnm legado S de Olinda ?
Interesse nao tem teu coraro ,
Liberal protectora he tua 111*0.
Prudente s cnnselheiro sabio justo
Inda que se procure a todo cusi
Mais sabio liaver ? homem mais raro ?
Mais digno de si ? melhor ? mais caro ?
No Pulpito he sem par a tudo atiabe ,
Tudo escuta attencao d'elle no sabe ;
Coraro que antes era empedernido ,
Ao ouvi-lo embrandecc enternecido
Apenas sua voz de cima soa ,
*mor que a elle abrasa a todos va.
A naca de Deus de que s cercado .
Que Te banha faz grande e sublimado :
Teu grato coradlo de grara cheio
Catechiza os inortaes l de teo seio.
Teus dotes naluraes e admiiaveis
lio engenlio dardo to favora Rens que nascidos de teu peito .
Para mim viro ser d grao proveito !
Sabido he que leus por excedencia ,
Confuanle no Cco Nobre Ascendencia ,
To grande como as que agora canto ,
Virtudes, que nao soben mais s tanto
Militas colisas ainda eu cantara ,
Se me a Musa Saudoso nao deixara.
\ -ranrle/a e tudo qu'hei cantado ,
Pela imprensa he misler ser publicado.
A legre bem Te diz todo universo ,
se ouve soar seguinte verso :
Don Thunas he lium Deus he Deus, he Deus ,
Atmesmo t'eus diz ; he Deus he Deus
Estes mal compostos versos impares
Em testemunho de gratido
0. d.
Ignacio Luis de Mello.
J cima d'isse, Snrs. Redactores; queso-
mente odezejo de sustentar a dignidade da
peca nspirou a audacia de me improvizar Po-
eta ; por isso rogo aos seus leitores que (o-
lerem as muilas imperfeiees que sua vista
mais aguda desrobrir possa : e se Ihes adiar
algum fetiodar-me-hci por muito satisfeito ;
huma vez que nada mais aspiro e s me resta
ennfessarque com todo respeito sou seu at-
tcnciozo venerador
( Eu )
COMMEKCIO.
alfandega.
h.iidimento do dia 10 de Jullio 2:764*804
llKSOARnEOA II0JE 18 DE JI*LHO.
Rrigue Escuna Americano= Lpez = Fari-
nha bolaxinha barricas abatidas ,
presuntos, carnes, fazendas, o pentes.
Rrigue Ampricano= AI freo Tzbcc = barricas
de farinha.
PRACA DO RBCIFE 10 DE Jl'I.HO DE 1812.
Revista Mercantil.
Cambio sobre Londres = Trocaraft-.se pe-
quenas somas a 20 e 20 1[2 d.
por \i.
Algodo. = As entradas tem sido muito pe-
quenas e nao tem havido vendas.
Assucar= 0 mercado tem experimentado
alguma falta por isso o preco su-
bi mais 'JO rs. em arroba tendo
havido vendas a 750 por arroba so-
bre o ferro.
Couros salgados = Vcnderaft-se de I 40 a 1 i">
a libra.
Aiteile doce do Mediterrneo = dem de 2100
a 2200 o ga'o. >
Raalas = dem a \i rs. a arroba.
Racalhu = 0 Deposito he de 5^800 barri-
cas e as vendas tem sido peque-
as aos precos de 7j800 a 8,y.
Rolaxinha = Vendeu-sc de 4*500 a L>fi00 a
barrica.
Rreu = Vendeu-.e a 5,>;J00o barril.
Carne secca = If em ser 50.>000 arrobas.
Cha Hysson = Vendeu-se de 1)900 a 2*000
a libra.
Chumbo de muirn = dem de 17* a 18*
I rs. oqq. .
Knxofre s= Nao h.
Farinha de trigo = Entraran dous carrega-
mentos com 3*500 barricas das
quaes se venderaft I *000 ; ignora-
se o preco exacto porem snpoem-
se que regulou de 20* a 21* rs. a
barrica.
Folha de flandes ss Vendeu-se a 21*o00 a
caixa.
Pimenta da Indie = dem a 100 a libra.
Sabao amarello= dem do 10o" a 110 a
libra.
Resumo da exporta cito dos gneros de pro-
dueo Nocional desta Provincia para jo-
ra do lmpeiio no anno financeiro /ol?
de Julho de 18I a 30 de Junho de 1842.
Algodio Saccas. 22.177 com 110 281 uj> 8 %
tuna eran a entrada d sta lerrivel partida.
Trahir a confianza de meos clientes Dis-
por para urna especulado pessoal, de valo- i
res enormes que me foraO confiados para
um destino todo differente... Meosanguege-
la-se ao pensar que um acaso desgranado ...
Que tinheis vos a receiar ? interrompeo
M. Dawkins. Nao me obriguei eu a preen-
cher no dia aprasado o dficit que o em-
prego destes valores devia deixar em vossa
caixa ? Vos nada tendes dado ao acaso, e
nao corris se nao urna s probabiliJade a de
dobrar emjtrez mezes a vossa fortuna.
Perdo meu amigo dice o America-
no, em exprimir esteS reccios nao quero
oflender-vos. A (iperaco, cujo plano me
trarastes e que eu nao teria podido realizar
sem o vosso apoio me promette, eu o sei ,
inmensos e seguros beneficios. Permetti ,
que vos agradeca ainda urna vez o generoso .
e desinteressado servico, que de boa vonla-
do me quizestes ofTerecer.
Nao fallemos mais nisto, contnuou o
banqueiro. Para que hora convocastes esse*
senhores ?
Para o meio dia.
3 Achar-me-he em vossa casa as 10
horas.
As 10 horas! repetie o Americano a-
perlando-lbe a mao-
A mo do banqueiro estava fria; el e
nao respondeu ao expressivo aperto de seu
companheiro que se retirou dirigindo-lhe
um signal de intelligencia.
O Inglez ficou algum lempo immovel, e
na atlitude de um homem que reflecta pro-
fundamente. Urna leve pancada sobre o bra-
co o tirou de seu arrobo.
Ora bem! diceM. de File-Rouge, naft
tima indiscripcao pergunlar-vos o bjecto
de vossas graves meditacoes ?
De nenhum modo senhora respondeu
M. Dawkins; cu pensava na historia que
me quizestes contar urna hora.
Estou encantada, senbor. de que a
minha narracAo vos causasse no espirito urna
imprr'ssSo tan....
-- Dizei-mc, atalhou M. Dawkins qual
he, no v sso pensar a moralidade que se
pode rolher desta historia ?
Eu !... respondeu a viuva surprehen-
dida ao niesmo lempo nao s da singulari-
dade desta questo como do tom extraordi-
nario com que foi dirigida... Mas poder-
se-bia pens eu assignalar algumas.
-- Algumas com effeito conlinuoii o
banqueiro : fia urna deilas porem que me
parece capital, e sobre a qual julgo importan-
te chamar a vossa altengao.
Acabastes vossa narracao por eslas phrases,
que ficaraft gravadas na minha memoria. =
Em poneos mezes nao ficou um peso da im-
mensa fortuna de IVI. Jonathas. = Donde eu
concluirei, que a infidelidade de urna mu-
Itu r nao traz somente alcance a honra mas
tabem fortuna de seu marido ; em outros
termos que o adulterio be um elemento de
ruina.
Acrescentarei, que he de regia em toda
catastrophe commercial, que a ruina de um
20.M
1.211
. 83 902} com I 904.48b (rM *.
4.I4a|
com 213. IIi caad.
A ssucar Caivas.
Feixos.
Barricas
Saceos.
Caras e Latas 548
Agurdenle Pipas. I.264N
Quartolas 7 r
Karris 461
Garrafe 090/
Arroz alqueires ....
Couros salgados ...
Cbifres.......
Cobre velho.....
Cafl. .......
Cravo........
Charutos........235.200
Chapeos de seda ....... 229
Doces.........8.977 *.
Farinha de mandioca.....4.988 tlq. -
Pumo..... 398 (jj).
i.S.'i
146 Ti!,
85 197
25.120
549 24%.
52 ..
Genebra Botijas .
Licores garrafas
I.S de barriguda.
Mclaco Pipas .
Quartolas
Ha iris I
Madeirns de constmeco paos
taboas
18 i
6
47>
444
5C3
48@I4.
com 7 730 canallas.
701
4 se
Obras de prala oncas 79 1/2
de cobre...... 504 .
Pao Brasil........11.697 qq:
Passaros empalbados..... 125
Peles de animacs......4.448
Roupa pessas......453
Rap.......... 500.
Salea parrillia........ 66 (D.
Sola e vaquetas, meios 5 631
Tatajuba ,......66 qq: 2().
Tapioca......... 152 (jT.
To cinho........ 162 ,,
Unhas deboi.......95.000
Moeda .......R. 75:309*865
(leeros iniudos e de gasto Rs. 25:802*813
Valor da exportaco Bs. 4 585.583^631
A eporiaco cima foi efl'ecluada em 213 Emhar-
caces sendo 12 Brasileiras 59 Britnicas 8
rancezas 37 Portuguezas, 31 Americanas, 6
Ilainburguezas 4 Hollandezas 7 UespanhoUs 11
Sueccas II Austracas 3 Dinamarquesas 16 Sar-
das i Benence I Napolitana 1 Russiana, e I
Oriental; tripuladas por 2.64 I pessoas e contendo
58.518 1 2 toneladas.
Recapitulaban da Exportaco.
Cram Bretanha e suas possesses I.226:680|602
-ranea 477:592^853
Portugal 81 376|692
Estados Unidos......676:|29,#0I5
126:0514389
594.628|07t
I29:446|288
230:064*200
1I6:272#98
30:84|9I4
SSilMMM
bSttlkftM
13:64NJI263
Sardenlia
Austria .
Hcspanha
Cidadcs \nsiaticas.
iuecia .
"taples
Paizes Baixos .
1.a V>|ata .
Uruguay
INo anuo nanceiro de Julho de 1840 a Junho de
184 I exportaro-se :
Algodo.......169:333 @ 13 .
^ssucar.......2:301.620 ,. 3
Aoardenle ...... 288:670 Caadas.
Cbifres.......98.473
Couros salgados .... I.020
Moeda de ouro e praU. 11 J:366f 180
DECLARACOES.
= 0 vapor Paquete do Norte em com-
misao do governo segu para o Rio de Janei-
ro a 18 do corrente recebe escravos a frete,
e dinheiro a meio por cento : trata-se abordo
com o capito.
t^" Tendo de proceder-se a nova numera-
cao dos predios urbanos desta cidade, d
conformidade com o regulamento do Rxta.
negociante recahe sobre seus credores, so-
bre todas as pessoas que Ihe confiaraO valo-
res. Nao poderieis vos fazer urna applicacao
deste principio ?
O' Meu Dos! dice M. de Tile-Rouge ;
fazeis-me tremer! Quasi toda a minha for-
tunu est as mos....
Chiton dico o banqueiro e contnuou
por alguns instantes a fallar-llie em voz baixa.
Ksta carta! .... exrfamou de repente a
viuva, mas eu nAo vos dico que ella estava
em meu poder.
Vos a tendes contnuou o Inglez com
um tom brusco.
Reflecti, alias a confidencia que vos fiz ,
e o que me resta a dizer-vos porque nao
acabei ~ valem bem um trapo de papel.
Entretanto, senhor....
lie um negocio extenso interrom-
peu M. Dawkins. Terei a honra de me ap-
presenlar em vossa casa amanh pela manh,
as 9 horas e continuaremos a vontade a con-
versando que esta noute cometamos.
As 9 horas!... seja ,... repeli a viuva
hesitando c com voz trmula.
M. de Tile Rouge apartou-se lentamente ,
e reunio-se sua comitiva. Confia seu cos-
tume e apezar das instantes reclamaces de
seus visinhos guardou desta vez o silencio
sobre a extranja conversado que tinha ttdo
rom M. Dawkins.
O Soire passou-se sem outro incidente no-
ta vel.
( Contnuar-*e-ht. )


Sor. Presidente da Provincia de 20 do Julho
del859, abaixo transcripto, o lllm. Sor.
inspector da thesouraria das lendas Provin-
ciaes manda convidar as pessoas que 9e qui-
zerem incumbir desla obra a oomparecercm
na salla das sessoe.s da mesma tliesouraria com
as suas propostas por escripia al o dia 20
do corrente. Secretaria da thesouraria das
Rendas Provncaes de Pornimhuco 12 de Ju-
nho de 1842. O Secretario., Luiz da Costa
Portocarreiro.
Regulamenlo.
O Presidente da Provincia atlendendo que o
lancamentoda dcima dos predios urbanos
desta ridade quando le lo com a devida re-
gularidadeo clareza nao s facilitaos traba-
Ihos dos Empregados, que delle seaclio en-
canegados como tamben) concorre para a
tea arrecadago e conseguinte augmento (Je
urna das principaes ionios dos rendimentos
Provinciaes ; e considerando queessa regtt-
laridadc e claresa nao se poder obter em
quanto subsistir actual numeraco dos di-
tos predios por ser feila a muilo c estar por
osse motivo incompleta e defeituosa ; deter-
mina que se proceda quanto antes a fazer
tima nova numerago sobas seguintes bases :
Primeira todas as casas de cada ra ,
travessa beco &c. da cidade sero numera-
das principiando sempro do norte para o
sul e de leste para o oeste do lado direito
com os nmeros pares e o esquerdo com
os impares de modo que liquem os nmeros
na ordem seguinte: 1, .",. ."i, 7, 9, tic. ; 2,
4, 0, 8, 10, e assim por diante.
Segunda Cada casa ter um s numero d s ligOes ser de 12 rs. por mez de oito li-
embora tenba riiiTerentes andares armazens | goes c previne por esta occasio que nao
0,1 '0Jas. | perlende re tirar-se desta ridade como.al-
TereeiraQuando entre casas que pago j guem teni querido fazer acreditar sen mo-
decima se encontrar alguma que esteja i- tivo algum. A mesma professora vende mu-
sempla della por alguma circunstancia mar-sicas modernas dos melbores mestrese de sua
do Livramento que dc correr no dia 20 do
Julbo correlo em os quaes lem associado
com o Snr. Teen te Joaquim Joze da Sirva
Lisboa da provincia do Para.
XST Dous estrangeiros solteiros preciso de
um andar de um sobrado no bairro do Reei-
fe prefer ndo-se o que tenba vista para o
mar : na ra da Cruz D. 27.
PlI.l'I.AS VEGETAES E l'.NIVI-l'.SAKS AMERICANAS.
Estas pilulas j bem conhecidas pelas gran-
des curas que lem feito, nao requerem nem
dieta, e nem resguardo algum ; a sua com-
posgo to simples, que nao fazem mal a
mais tenra crianga : em lugar de debilitar ,
forlifico o systema purifico o sangue ,
augmento as secregoes em peral: tomadas,
seja para molestia chronica ou somento co-
mo purgante suave; o melhor remedio que
tem apparecido, por nao deixar o estomago
naquelle estado de constpagO, depois de sua
operago como quase todos os purgantes fa^
zem e por seren mu facis a tomar e nao
causarem incommodo nenhum. nico de-
posito deltas em casa de D. Knoth agen-
te do autbor: na rna da Cruz N. 57.
N. B. Cada caixinha vai embrulliada em
seu receituario com o sello da casa em la-
cre preto.
== Zo Popon, professora de piano e can-
tona faz publico que fixou a sua residencia
no alieno da Boa-visla, casa N. 1 C 1. an-
dar, ondeesteve o Collegio Pernambucano.
Oulro sim faz saber as suas discipulas e as
pessoas que o pertenderem spr que o prego
. ."!J.
Quem liver bilhetes premiados da lo-
tera de N. S. do Rozario, be favor irom re-
ceber na loja do Sr. Menezes na ra do Co-
logio.
tsr Deseja-se saber quem be o procura-
dor do Professor publico de grammalica lati-
na da Comarca do S. Anlo que tem procu-
rago para receberda Thesouraria Provincial
o mez de Novembro p. p. na na do Cole-
gio D. 5 ou annuncie sua morada.
tsr Urna senhora de bous coslumes se
propoe a lomar enancas com ama para se
criarem com leite impedidas e desimpedi-
das elambem serecebem as que esliverem
ja desmamadas para se acabarem de criar com
Lodo mino e amor : mora agora na ra do
l.ivramento sobrado D. 2 junto a loja da viu-
va de Joo Carlos Pereira de Burgos.
COMPRAS
*"ferO primeiro tomo do ndice das Leis Mi-
litares do Brigadoiro Raimundo Joze da Cu-
nha Mattos annuncie.
tsr Caixas de obreia yasias: quem tiver
annucie.
^.tsr Lma geometra do Ffrzotilh quem
tiver annuncie.
VENDAS
sr Vende-se ou troca-se por predios nes-
ta praga urn grande sitio no Giquia com boa
caza do vivenda eslnbaria para 40 cavallos
dous viveiros um grande o oulro mais peque'
no 'i moradas de casa na frente duas ca-
cimbas de agoa de beber casa de fazer fari-
nha grande planta de capim prompta 800
ps de coqueiros e grande porco de diver-
jas arvores de fructo o sitio lio todo cerca-
do de valado o tem urna grande olarie, oom
forno quecozinha 12 mil lijlos e com min-
io bom barro dentro do sitio tamborn se
vende fiado com firmas a contento : na quj.
na do beco da Congregago D. 2!.
5^* Cadeiras de bajanco com assenlo de ^*.
nha e encesto da mesma marque?? de coeidn-
r mezas de jantar camas de vento com arma.
cao cadenas com ausento de palhwilia ameiicanas
cama de vciito muito bem litas ai|oo, us ,,
pinho a 3#5oo e pinho da Suecia com 3 pobgadas
de grossura, dito serrado ludo mais em coma do
que ero outra parte ; na na da Florentina em caza
de J. ?eranger.
ESCRAVOS FGIDOS
^ tsr Do engenho novo de Francisco Joze da
Costa fugio um mulato de nomeSeverino ,
plido com pouca barba cabello anelado ,'
levou camisa de baela encarnada e urna so-
brecasaca de panno azul rom gola encarnada
_ u ua a a Quem o pegar leve ao dito engenho, ou na ra
tsr Vm sobrado de 2 andares e sota na Nova D. 22 que ser recompensado.
ra de Acoas verdes : na ra do Livramento I es- Fideles crelo do Maranhfio retin
cada as leis, nao deixar por isso de ser nu-
merada como todas as mais.
Quarla Quando se fizer depois da nu-
meraco, urna ou mais casas, sero oslas nu-
meradas com o numero primeiro anterior ,
accrescenlando-se a cada urna por ordem al-
phabetica a letra A, B, C, &c at que se
chegue ao primeiro numero segunio em
quanto se nao renovar a numeraco.
QuintaTodas as ras beccos travessas
&c. teroem um dos lados tanto no princi-
pio como no fim un letreiro indicando o seu
esrolha para piano e cantona.
tsr O Artista Joze dos Res e sua Senhora
tendoconcluido os espectculos, que devia
apresentar ao Ilustrado publico desta opulen-
ta Cidade, e acbando-se prximo a relirar-se,
faltariart ao mais sagrado dever .se nao Iri-
butassem por este meio a devida demons-
trarlo de reconhecmentoaos filustres e gene-
rososhahitantes de Pernambuco. que to ben-
volos e dadivosos se mostraro aplaudindo e
protegendo os esforcos empregados pelos an-
nunciantes para agradar-Ibes: elles se alongS
nome; e este devora ler-se sempre de um ex- J com a mais pungente saudade de um Paiz tao
tremo para o oulro. O assenlo dos letreiros hosf>italeiro, levando em seus coracoeso senti-
das primeiras sero quadrados, dos segundos monto indellevel do mais acrisolado reconhen-
ni I i t\i ir>-.>.- .1^.* .knn.%...,.^ t^..-----_i^____ :.__a. ellipticos e das terceiras triangulares.
Sexta As letras ealgarismos sero sem-
pre escriptos com tinta branca sobre assento
preto para maior dislincco.
Stima A numeraco dos predios urba-
nos ser regularisada de cinco em cinco annos;
e todas as despesas que com ella se fizerem se-
ro pagas por conta da consignado marcada
para despesas eventuaes.
Palacio do Governo do Pernambuco em 20
de Julho de 1839 = Francisco do Reg Bar-
ros = Conforme. O Secretario Luiz da
Costa Portocarreiro.
L E I L A 0 .
cimento, e a vivificante esperanza de em pou-
co voltar estas abencoadas plagas, patria
classica dos melbores brios humanos.
tsr A commisso administrativa da Socie-
dade Apolnea convida aos Snrs. Socios a
reunirem-se para aelleico da nova adminis-
Iraco, no dia 19 do corrente.
tsr Os herdeiros do finado Joo Policarpo
do Reg Barros Morgado que foi do S. A-
maro avisa aos Vs. foreiros dos terrenos
pertencenles ao dito Morgado, que tem cons-
tituido seu bastante procurador ao Sr. Fran-
cisco Joze Alves Gama para rece be r os foros
vencidos, e bem assim que vendem qualquer
dos terrenos em que se tenha edificado ou
v = Joze Saporiti far leilo por intervengo j feil Dmfetorias. Os Srs. foreiros a quem
docorretorOlivera na loja da ra do res- ?' neS^o convier dirjaO-se ao pateo do
poD. 8 quarta feira 20 do corrente as 10 Garmo sobrado D. 5 primeiro andar,
dos seguintes arligos: cor-
horas da maulla ,
das para violla navalhas finas e ordinarias
para barba facas de cabo preto, ditas Je
oabo de n.arfim oom seus trinchantes cai-
vetes sacarolhas bridas estanhadas es-
tribos, tezouras pennas de lapis botdes
para larda, lindas em carriteis e novellos ,
retroz lacre papel de pezo sovellas, sus-
pensorios linlia prela em meadas ; dita de
roriz marcas d'osso fitas de linho pe
dras de amolar botoes de duraque da de vidro mar de perola e amarellos ,
pentes de marfim caetas do prata livel-
|as da varias qualidades trancelins lequos,
litas de galga de seda, do chamalote, e
para cinto colxeiles cruzes alfineitesde
peito ligas, brincos, oculos caixas para
tabaco indispensavois hcelas de pinho ,
' muitos outros artigos proprios para loja de
mi (Mezas.
AVISOS DI VERSOS.
ASSOCIAgAo C0MKF.RCIAL.
Ha reunio geral dos Socios no dia
primeiro de Agosto seguinte na sala das ses-
ife da soeiedade afim de so elleger nova
.Mesa de Direcgo de conformidaje com o
art. 5. do Cap. 7>. dos Estatutos. -Joze Jer-
nimo MonHro Secretario.
ssr Antonio Joaquim de Oliveira Baduem,
comprou um bilhetede numero 227. emei,.
dito de numero 466S da lotera de N. Snra.
W Precisa-se de urna Imagem do Sr. Bom
Jess dos Passos de um palmo ou palmo e
meio de altura na loja da quina do beco da
Congregaco D. 2l.
ts^-Aluga-se o quarto andar e soto da casa
da ra Nova D. 11: a tratar na loja da mesma;
assim como vende-se tinta preta para escre-
ver a 500 rs. agarrafa.
sr Quem annunciou precisar de urna ama
para um engenho na Comarca do Rio Formo-
so he Joo Francisco Santos de Siqueira ,
morador na ra da Aurora no nico sobrado
de um andar que ali existe.
tsr A pessoa que annunciou no Diario de
lo do corrente querer comprar \ moradas de
casas terreas dirija-se a ra Direita D. S3
lado do nascente onde achara com quem
tratar sobre a venda de urna.
tsr Quem precisar de urna ama para o ar-
ranjo de urna casa dirija-se aos bairros bai-
xos D. io.
tsr Quem annunciou dar soeiedade a urna
pessoa capaz entrando com alguns fundos
ero um negocio ja estabelecido dirija-se a
loja de alfaiate no paleo do Colegio por baixo
da casa da Cmara.
tsr Quem annunciou precisar de um ho-
rnero para entrar de socidade em um nego-
cio ja estabelecido com condigoes dirija-se
a travessa do Rozario D. 12.
cy- Aluga-se urna boa rasa em Olinda na
ra do Amparo D. 31 ; e urna coxoira na na
da Aleara ; trata-sena ra do Vigario n. 10.
botica Jt.il.
tsr Urna canoa nova aberta, que conduz
000 tijolos : a tratar corn Marcelino Joze Lo-
pes.
tsr Dous moloques, um de 14 a lo annos
e outro de 10 bonitas figuras e sem vicios :
na camboadoCarmo D. 11 no segundo an-
dar.
tsr 3 eseravas de bonitas figuras com
boas habilidades urna dellas cose, ongomma
e cozinha, 5 pretos para lodo o sorvigo a 320,>
cada um 2 moloques do 12 a 10 annos : na
na de Agoas verdes D. 57.
tsr Licor Parisiense contra as Blennona-
gias remedio afamado doDr. Levacher; ca-
da garrafa a 1000 na ra do Vigario n. 10.
tsrManocl Antonio da Silva Molla, vende o
seu sitio da Ponte de Uchoa a dinheiro ou
a praso tem boa casa e um forlissimo ra-
es que deita para o rio capibaribe assim co-
mo tambem o aluga.
tsr 12 cadeiras de oleo uzadas que ser-
vom para sala de janlar por 2o* e um balco
que foi de venda com seusarranjos por ba-
rato prec.0 : na ra esteila do Rozario D 50.
tsr ptimas telhas de barro do Posso e
ladrilho tapamento como tambem tijolos
grandes quadrados : na olaria da ra da Flo-
rentina das 3 horas da larde em diante, ou
das 9 horas do dia as duas da tarde na secreta-
ria do detalhe docorpo de polica.
tsr Um fiteirocom duas vidracas em meio
uzo 0 jogos de pistolas de boa qualdade ,
por prego commodo : na praga da Indepen-
dencia n 4.
t^ Telhas a 38* o milheiro e urna por
urna a 40 rs. tijolos de ladrilho a 35 rs. ,
e ocento a 3i ditos de alvenaria a 2o rs. ,
caibros, ripas enchamese outras madei-
ras por barato prego : no terreno que fi-
ca por detraz do sobrado do fallecido Mon-
teiro.
tsr Cha isson superior charutos da Ha-
vana e defama ditos da Babia em caixi-
nhas de cem ludo muito barato : na ra do
Cabug loja doBandera.
tsr
lo reforgado vistozo, e barbado, fugio no
da 11 do corrente; quem o pegar leve a rua-
do Nigario n. 10 que snr gratificado.
tsr Fugio no dia 15 do crrante, a ne-
grinhaDelfina de 9 a 10 annos de nago
angola muito ladina cor fula dentes um
pouco salientes caneca pontuda para traz ,
testa alta, cilios vivos, nariz chato com urna
marca na espadua esquorda com a letra =F=
levou vestido de chita branca ja uzado e ca-
misa de algodaozinho : quem a pegar leve a
ra da Florentina casa do Ajudante do corpo
de polica que gratificar.
tsr Fugio a escrava Flora da costa ca-
ra talhada, olhoi grandes, nariz regular,
heigos cahidos, altura regular, mos a propor-
go, tem os dedos dos Ps por cima umdos ou
tros sendo os pequeos, fgida no dia 10 do
corrente, levando 1 taboleirode fructas, bem
conhecida por vender na ra e ser muilo ba-
rulhenta com as outras ; quem a pegar leve
na estrada de S. Amaro sitio de Joo Baptista
Claudio Tresse que gratificar.
iPt?"/,,8"'il0 os escravos seguintes: em
lOdeSetembrodop. p. o preto Joaquim,
de 2o annos, estatura regular, cheio do cor-
po beicos um tanto grossos cor meia fula,
com todos os denles, e vestido de caigas e
camisa de riscado azul. Em 11 de Oulubrodo
mesmo anuo Thomaz rebolo de 20 an-
nos estatura regular bem feito do corpo ,
e um tanto grosso, rosto redondo rom lo-
dos os denles com algumas sarjas pelas cos-
tas que foro de ven tozas ps chatos, com
os calcanhares alguma cotiza para lora foi
vestido com caigas de brim branco ja uzada e
Tamisa de chila. No mesmo dia o moleque
1 edro de 16 annos annos, seceo do corpo,
rosto cmpralo e descarnado com alguns s-
gnaes de bechigas pernas alguma couza tor-
tas tem urna cicatriz em urna canella de
urna fenda que leve, vestido de caigas bran-
cas e camisa de chila ludo uzado. Joze, ben-
gueia. de 20 annos, rosto redondo, cor bas-
tante preta alguma couza corcovado, esta-
i regular um tanlo cljeio do corpo e
ii" .--------- .vBwii mu luiiiu rucio to corno e
Lm preto de bonita figura robusto e com sgnaes de sarjas ao pe' de urna orelha
IOS dft nacim animLi h. K-.___ nannnn ___i. T ",a UJt-'"" 5
sem vicios, de nago angola he bom car-
regador de cadeirinha : as 5' ponas D 23.
W Farinha de mandioca por prego com-
modo : no armazem do Arantes no beco do
Azeite de pexe defronte da Igreja da Madre
de Dos.
tsr Urna casa terrea na Soledade D. 32 ,
em chaos proprios com um terreno con ti-
pa rece crelo, cabega bastante grande, os
dedos dos pez bastante curtos fugio a 20 de
Junho de 1840. Raimundo pardo de 22
annos, denles limados, meio gago, rosto
redondo, estatura regular, supOe-se estar
pelos sertes do Cear e Ico d'onde he na-
tural lugio a 0 para 7 annos : quem os pe-
gar leve-os a ra eslreila do Rozario D. 17 a
guofazendootodoOOpalmosde frente ,7om In^Ain^^^^ J
. plantado de arvoredos de va- pagaTa todas as despezas "l""
A 40 das fugio do abaixo assignado,
na na da Guia
ras qualidades e cacimba
sobrado de um andar n. 11.
* Superior farinha de mandioca chega-
da ltimamente de S. Catharina por prego
commodo na ra do Vigario n. 7. '
tsr Um bonito escravo official de carpina .
um pardo mogo, alfaiate, bom pagem e fez
todo o servigo de urna casa e trata bem de
cavallos ; urna prela moga porfeila engom-
madeirao cozinheira duas ditas quitandei-
as : urna dita recolhida de 10 a 18 anuos,
cose bem e tem bom principio de engommar :
na ra do Fogo ao pe' do Rozario D. 2o.
tsr Uro mulato de 2o annos bem robus-
toe propro para qualquer servico : na ra
da Caricia do Recifo D. 18.
o escravo ManoH, cagange altura ordinaria ,
nao muito preto no andar parece coxiar por
geito que tornou cara larga com os dedos
mnimos das mos alejados com um forro
ao pescogo porem consta nao o ler mais, is-
to por pessoa que o tem encontrado no Api-
pucos Posso da Panella e Caza forte e bo-
je se supe andar pola Cidade de Olinda, ves-
tido de caigas e camisa branca : quem o pe-
gar leve a ra da Aurora a seu Sr. Joo Fran-
cisco Santos de Siqueira que gratificar.
RECIFE NA TVP. DK |f. F. DE F. = 1842
.
,


Full Text
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