Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04700


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Full Text
Annode 1842.
Sabbado 16 de
I
i
I

indo Ron de pende de nos meamos ; da nossa prudencia inodeseco eener'ia: c.m-
tiiiue.n.s i orno principiamos e imeael apon lados com dimisr.'u. 'entre a NacM mais
caltas. (Proclaaiacao da Assemhls fiersl dn'rrs/il.)
PARTIDAS DOS CORBEIOS TEKRESTRES.
s'ioianni Paraiba llio grande loNorte, secundase se*i.i< foiraa.
ttuaiin : fiaranliufit 10 |M-
Oaho Serinhiem Rio Formo Porto Caira Mecei r Mapua ia I, :
flie 43. Sanio Antao quimas feiras. Olinda lodo os das.
II.
DAS da semana.
II .r. 9. Sabino, s. Sidronio M. Clianc And, do .1. de J) da 2 v
II leO. f '"' '"'Ualbrlo Ab. Rrl. Aad do J. de D. da 1. t
13 Qjnrl. a. Anacilo P M. And. do J. de T). da 3. t.
I i Ouinl. '. Boavrnlura H. Card. Aud do ju de D da 2. v
i. SiX\ a. Camillo de I^llis Aud. do 3. de D. da i. y.
I|> Sab. Triumuho da a. Crui. N. Sra. do Carino. Re. Aud. do J. de J). da 3. .
17 Dmi. O Anjo Custodie do Imperio, a. Aleixo.
Tul lio.
Anno XVIII. N. 151.
O Diario publica-se todas os dias que nao forem Santificados : o !'*'.'o da assijnature be
ile Uva mil icis por quartel ua.'os adianladna. Os annunnos dos assigiiantes sao eseridos
eralis e os dos que o n.io forem rsr.ao ile NO re i i por linba. As reclamiciii-s devim aar
dirigid** eeuTypogre.fi roa dea Crniei 1). 3, oe a prara da Independencia l"ja de lios
Knmero 37 e 3S.
cambios no nui5 orjclo.
i
,,,i sobra landres 3<> | d. p. IV.
r I'arn 360 rea y. btmtu
.iiboa liill |ioi 100 da i".
\|oeda Iw>hre4 por lOOdc lesconlo,
deje V Immi 'I* h" "'mas Ir l'
l>e..,,Mn de fcitb da Mfinri*rii a
Ocha Voedadefl 40(1 V. -15.900
V 15,80 i
Pn
. de 1,01)')
PateroM
Oro Coturno.arta
dita Mlleme*
truda
compra venda.
JG.Mfl
3 0(H.
14*
14*6
AV>
s.soo
i.S?*
I.8t)
l.s
1 <;.*
Pleamar do din 16 1." a 11 horas e 42 m. ds inirr-.i
2. a 13 horas e l M da tarde.
PlUlHfr rA II A M) HEZ lF ll'I.IIO.
Ouarl. mir.. a 30 As i hora* f 22 da ItrJ.
la Nota a S-- s 4 h >ras e 'l'l m ds nianli.
Qaart. orear, a 14 as 7 hara 4!l m da tard.
Lua oheia a 22 al S '.mas a 36 m ds eianli.
DIAB
mnmrmm*
PEltNAMBUCO.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 12 DO CBRENTE.
Ollicio Ao inspector do arsenal de raari-
n ha remetiendo copia do Imperial Aviso de
9 de Junho prximo passado acompanhada
das que a elle viero annexas
Dito Ao commandanle superior da guar-
da nacional d'esle municipio communican-
do ter nesta data approvado a proposla do
commandanle do quarto batalho da mesma
guarda nacional ; 8 dizndo-llie que a fa-
<;a publicar em ordem do dn e constar aos
propostos para solicitaren! as respectivas pa-
tentes.
Dito Ao Jniz do Civel da prinv-ira vara,
e provedo'r de capellas ordenando informe o
requerimento que llie remette do Francis-
co Manoel da Costa declarando a qualidade,
e circunstancias do vinculo de que se tracta
sua instituido lim de satisfazer o Impe-
rial Aviso expedido pela Secretaria d'Estado
dos Negocios da Justina cun data de I."> do pas-
sado.
Dito Ao Inspector da thesouraria das
rendas provinciaes intelligenciando-o de ter
approvudo a proposta feita pelo presidente da
cmara municipal de Garanhuns do bacha-
rel Francisco Machado Dias para reger inte-
rinamente a cadeira de Grammatica latina d'a-
quella villa.
Dito Ao Presidente da supracitada cma-
ra signilicando-lhe, que approvou a propos-
ta de que se tracta no precedente ollicio ; e
scienliicando-o de ter feilo a antecedente
communicaco.
Dito Ao commandanle das armas re-
metiendo copia da Proviso do Conselho su-
premo militar de de Junho ultimo rea-1
I i va ao exercicio que compele aos individu-
os agraciados com honras de offciaes de ex-
ercito e que perlencem a guarda nacional.
Dito Ao Inspector da thesouraria da fa-
zenda determinando que mande abonar ao
capito Sebastio Lopes Gnimaies, comman-
danle da companhia de cavailaria de primei-
ra linha d esta provincia a quantia de oito-
cntos mil reis para ser applicada a compra
de cavados para a mesma companhia.
DitoAo comu.andante das armas, par-
ticipando a expedit-Qo da ordem precedente
em resposta ao seu ollicio de honlem, em que,
a requisita.
Dito Ao mesmo dsvolvendo o reque-
IFmas T
A PENA DO TALIAO.
Era no principio do muz de Margo ds an-
no de 1841 ; urna numerosa sociedade esla-
va reunida nos saines de M. Milworth rico
armador de navios do New-York oqualc**-
1. seo cazamenlo.
Nossos leitores poupar-nos-lio sem duvi-
do a descripgo desta festa. Os pormenores
que Ihds poderiamoadar nftojapresentario
em taoal>gro este carcter de cousa nova,e
original, que pode offerecsr um vivo alimen-
to curiosiJade. Il-je i sabido que as
grandes Cidadet do Estados-U o idos os di-
vertimentos pblicos, ou particulares soquasi
inteiramenle recebidos dos uzos francezes ,
ou inglezes. Em New-York em particular ',
a physionovnia d'um baile as alias classes
sociaes reproduz bem fielmente o aspecto
il urna das reunies agradaveis de Pariz. ou
de Londres : a mesma elegancia no vestir ,
a mesma polidezde linguagem delicadeza de
'A slo o mesmo luxo de representaco. De-
baixodestas diversas relacoes a partida de
rimeutode James Pinches, que acompanhou
o seo officio de 4 do corren le cuja preten-
5o nao pode ter lugar.
Dito Ao mesmo communicando haver
S. M. o Imperador por aviso da secretaria da
guerra de 21 de Junho prximo passado de-
terminado que totlos os requerimentos para
baixas e quaesquer propostas para ellas dos
eommandantes militares sejAo dirigidas a-
quella secretaria d'eslado para serem tomadas
na devida consideraco.
Dito Ao Insppctor do arsenal de mari-
nha dizendoque para poder ser salisfeilo o
Imperial Aviso de 20 do passado Junho, cum-
pre que informe sobre o estado da obra do
porto d'esta cidade e o lempo que levar a
concluir-se.
Dito Ao Inspector da thesouraria da fa-
zenda, transmiltindo a nota relativa ao con-
tribninte para o Monte pi geral dos servido-
res do estado, o Dezembargador Gregorio da
Cosa Lima Belmont que pelo respectivo
Director secretario fui enviada em data de 17
de Junho ultimo afim deque haja de proce-
der aos descontos eassentos necessarios.
Dito Ao Director secretario do Monte pi
dos servidores do Estado, participando o con-
teudo no anterior ollicio.
Dito Ao commandante das armas sig-
nificando em resposta ao seu oflicio de hoje ,
em que informava o n'querimento de Joo
Carlos Ca vafean te de Albuquerque Alferes
do batalhAo de infantaria de guaras nacio-
naes destacado que nesta data o nomeou
alferes de commisso para o batalho proviso-
rio de caladores.
DitoA o Inspector da thesouraria da fazen-
da commnnicando a supracitada nomeago.
Portaria Ordenando ao Inspector do ar-
senal de marinha, que mande abonar ao com-
mandante e mais pracas do brigue = Ca-
liope = o sold do corrente mez ; assim co-
mo as comedorias e mais vencimentos para
Iru meses conforme requisita o Exm. Pre-
sidente das Alagoas.
OfficioAo Inspector da thesouraria da
fazenda intelligenciando-o da expediego da
ordem supra para que bajado satisfazer os
pedidos, que houver de fazer osupramencio-
do inspector.
Dito Ao mesmo participando para sua
intelligencia e execucAo haver S. M. o Im-
perador determinado por Aviso de 23 de Ju-
nho ultimo, que por aquella thesouraria se
pague ao Major reformado Manot I Alves Mon-
teiro a gralilicago de campanha que ven-
ceo na guerra de Panellas e Jacuipe desde
22 de Setembro de 1833 at 19 de Novembro
' de 1831, regulada pela tabella de 28 de Mar-j breve para Fernando o que eslava servindo
co de 1823. i "" batalhAo de infantaria de guardas nacionges
Dito Ao mesmo transmittindo pava a : destacado.
|SUS intelligencia o execugo na parte que Dito Ao mesmo Exm. Snr. inforuian-
! Ihe toca copia do Aviso Imperial, exped-Ido o requerimento do alferes do batathSo de
! do pela secretaria (Testado dos negocios da fa-1 Infantaria de guardas nacionaes destacado ,
/.enda em 25 de Junho p. p. JoAo Carlos Cavaleante de Albuquerque, que
Dito Ao mesmo para mandar satisfazer \ pedi ser passado no mesmo posto em com-
I a Bernardo Joze Martins Pereira a quanlia de f niissAo para o batalhAo provisorio.
4*800 reis, importancia do sustento de IrW Dito Ao commandante geral do corpo
i remitas e 1 sentenciado que remetteo pa-! de polica coinniuiiicando-lhc o resultado do
i ra esta cidade o delegado supplente do Gara- Jonselho do investigagfu que mandara pro-
tilMjns. i ceder contra o cabo de esquadra Francisco
Dito__Ao sii|iracilado delegado supplente, j Manuel Gomes, do BatalhAo de infantaria de
i intclligencjando-o do conteudo no anteceden- guardas nacionaes destacado em vista do
te ollicio. e de j ter mandado adiantar dous j seo officio d* 25 de Junlio ultimo.
' mezes de sold ao destacamento d'aqnelle Dito Ao mesmo procurando saber so
termo i as P''aVas de guardas nacionaes comprehendi-
Dilo__Ao mesmo transmillindo as ordena' das em um pret que Ihe remetiera eslavo
do tribunal do thesouro publico nacional, da- i addidas a regulada companhia do corpo de seo
tadasde 17 o 20 de Junho ultimo e de nu- commando e destacadas no Brejocomo in-
meros 54 a 50. i Jicara o titulo do mesmo pret.
Dito__Ao mesmo ordenando que man-! DitoAo Director interino do arsenal de
m
de abonar as comedorias de embarque, e pas-
sarguia ao lenle Joaquim Joze da Silva
Lisboa que parte hoje para o Para no vapor
= S. Salvador =
Dito Ao commandante geral do corpo
de polica ordenando em resposta ao Bo
ollicio de hontem que mamle dar baixa do
lervjgo ao soldado da quinta companhia do
corpo de s>u com mando JoAo da Cruz Fer-
reira Guedes visto que pelo seu mo estado
de saude nAo pode continuar servir.
C0MMAND0 DAS ARMAS.
EXI'KOIENTK 1)0 DA 9 00 CORRENTE.
OfficioAo Exm. Presidente, commu-
nicando-lhe que em presenga do seu ollicio
guerra prevenindo-o, -que as camas de ven-
to fornecidas ao destacamento do Allbgado ,
hloser recolhidas e para que mandasse a-
promplar bancos de madeira, ou estrados pa-
ra trinla pragas.
Dito Ao coronel chele de Icgio de guar-
das nacionaes do municipio de Nazareth di-
zendo-ihe, que altendendo a reclamago que
lizera para a soltura dos lecrutaa Manoel Pa-
checo da Silva Manoel Faustino Antonio
Barboza e Ignacio Marinho da Silva todos
guardas nacionaes de bom comportamento e
promplos para o servigo os mandara por
em liberdade.
Dito Ao commandante do destacamento
do Aifogado iustruindo-o no modo de pres-
tar-se as requisigoes do subdelegado e A-
de hontem dalado e da informag.Aodo Leu-! gentes subalternos da polica.
te de Geometra do lyceo desta cida le a cer-1 Dito Ao Desembargador chefo de pol-
ca dos allumnos militares ordenava que se | cia devolvendo-He o recruta Cosme Ramos,
recolhessem ao Cdrpo para fazeivm o servigo por ser maior 58 annos.
que Ibes competir, os cadetes Manoel Joze Dito Ao delegado supplente do termo de
d'Azevedo Amorim Joze Aflonso dos Santos Nazareth commiinicartdo-Ihc em resposta
Bastos, e Antonio Luciano de Moraes da Mes- ao seu ollicio de 5 do corrente que os re-
qwila Pimcntel por nada lerem aproveitado, cridas no mesmo mencionados forSo posi,os
e nem darem esperangas de aproveitamento.
D lo Ao mesmo Exm. Snr. restituin-
do-llie o requerimento docirurgio SebastiAo
Joze Gomes, oqual pela necessdade de um
facultativo que passasso as revistas dos doen-
tes no batalhAo de artilharia, e outros corpos,
convinha ser admettido a fazer este servico ,
mediante a gratificago mensal de 53* reis ,
tanto mais quanto se achava doente o cirur-
giomordo dito batalhAo e teria de partir
M. Milworth nada tinha a invejar dos circu-
ios os mais brilhantes de Saint-James-Slreet,
ou de la chausse d'Autin.
Fin urna saleta longe do tumulto das
quadrilhas e do motim da orchestra esla-
vo reunidas viole a vinte cinco pessoas ,
cujas idades ou gostos nao convinhao as
fatigantes emogOes da dansa. Esta sala_ e-
ra o sancluario do Whist e do ecarte ,/n o
azilo destes entreteminenlos em pequea
reunioonde a maledicencia inslrue a portas
fechadas o processo dos ausentes. No meio
estavAo postas as mesas do jogo : a urna das
extremidades, em frente d'um fogo, onde
scintillava una chama bem alimentada se
estendiaem sem i-circulo um grupo composto
pela mor parte de senhoras cujos termos de
baplismo havio sido registrados segun-
do todas as apparencias nos primeiros an-
nos da guerra da Independencia. No meio
destes semblantes rugados em que o lempo
tinha imprimido sua expressiva injuria um
s so distingua por um saliente contraste s
era o de Madama Arabella Milworth a rau-
Iher do armador.
Arabella tinha vinte e qualro annos ; a
morle de seo pai velho e valenle oDicial
de Marinha,a havia dexndo orfa.e sem fortu-
na quando M. Milworth a d.-sposou. Era
urna linda loura de feiges regulares de c.ir-
pr, elegante pelle branca faces ligeramen-
te coradas ; mas estas vanlageiis exteriores
nao ero realgadas nem pela vivacidade do o-
Ihar nem pela viveza do semblante. Seos
olhos semblante e movimentos trasio u-
niformemente o sello de langui lez monto-
na e de negligente indifferenga que pare-
ciAo aecusar em si a ausencia ou o somno
de toda a paixAo viva de lodo senlimenlo
pronunciado. A esta expresso habitual
ou para melhor dizer a esta Taita d'expres-
sAo se juntava nesle momento um ar d cons-
Irangimento e quas de desgosio que era
justificado naturalmente pela presenga de oi-
to, ou de/, matronas, cuja vista cconversagao
podiAo sulficieiilemente passar por urna pro-
yocago de tizca.
A mais prxima de Madama Milworth era
urna senhora com os cbelos sollos e rugas
mltiplas ; era originaria d Franga e ti-
nha deixado aquelle paiz durante a emi-
gragAo. Era conhecula em New-York pe-
em liberdade a reclamago do chefe d.e 1c-
giAo.
Dito Ao lente coronel commandante
do batalho provisorio, mandando considerar
excluido do mesmo, o ex soldado Manoel An-
tonio, desde o dia 10 de Maio em que dea alta
do hospital.
Portara Ao commandante interino da
companhia de artfices mandando em Cum-
plimento a lei dar baixa ao cabo de esqua-
lo nome de Baroneza de L'Ile-rouge ; mas
em linguagem plibea chamava-se Madama
Luisn. Filha d'um Mrquez do a litigo rgi-
men cujos beus, dizia ella havio sido
confiscados no lempo da Repblica ; as-
sergao inexacta por que tendo-seo Mrquez
arruinado no jogo dez annos antes da revolu-
go a Repblica necesariamente nao ti-
nha adiado em que fazer presa. Por um
concurso de circunstancias inuteis ao uosso
proposito, a filha deste gentil-bemem fo i.fe-
liz em disposar um velho mestre ferreiro ,
Francez e emigrado romo ella, mas possui-
dor d'uma fortuna consideravel. Esta per-
sonagem murreosem lilhos no lim deSUanu.os
de unio legando a sua mulher por lesla-
meiilo autbenlico a propriedade de lodos
os scus bens. Desde esta poca ropudiou
ella o nome de Luisn para adoptar fiemo
ja d asemos o de L'Ile-rouge, em memo-
ria da faganha d'um de seos avs quear-
vorou primeiro o estandarte de Ciiristo em
urna illia deserta do mar vermelbo. Graga-s
a sua fortuna e as suas relage, a vi uva
do ferreiro era recebida as primeiras casas
de New-York. No meio dos bailes, e das



da Manoel Joze da Silva Lisboa por ter sem
ota concluido o seu engajamentri e nlo
querer continuar.
DitaAo lenle coronel commandante
do hatalho provisorio mandando dar baxa
no soldado Alexandre Joze de Harros accei-
vando coni praga en sen lugar, o paisano
Mauoel Henrique las Nevos sem direilo a
gratifiracAo alguma.
DEM no DI v 1 1.
OflicioAo Exni. Presidente, remellen
do-lhe eni duplicado o inappa da jorga elec-
1 iva de linha per (encent ao mez de Junbo
ultimo.
DitoAo mesmo Exm. Sur., rogando-
llic a expedieco dft saas ordens para que o
corneta da guarda nacional Aueeeto Salvador,
dacompanhia aquartelada em Olinda co-
brasse os seus vuicimentos conjunctaineiile
com os das pracas da companlia Pazondo-se
a necessaria communica^ao a lliesouraria pro-
vincial.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. para que
houvesse de mandar abonar ao capitao com-
mandante da companlia de cavallaria a
quanlia de 8U0j reis para ser applicada a
1 compra de cavados para a mesma companlia.
que augmenlou em pracas.
Dito Ai mesmo Exm. Sur. procuran-
do saber que vaniagens ficavfio competindo
ao capitao Adelo Lopes de Sania Anua ,
pela coiniss'io de recondener medir c demar-
car os terrenos de marmita.
Dito Ao Inspector da desouraria re-
mellendo-Ihe os papis de contabilidade do
destacamento do Pao d'allio afim de serem
pagos, ea respectiva importancia entregue
ao cabo de esquadra Joze Simos da Silva.
Dito Ao mesmo, remottondo-lhe os pa-
pis de contabilidade do destacamento de Pa-
jp de Flores, de Janeiro no ultimo de Ju-
nho do corrente auno, e coinmunicando-lhe.
que a importancia dos ditos vencmentos al
Abril devio de ser entregues ao major An-
tonio da Silva Gusmao e os de Maio e Ju-
nho ao primeiro commandante Joze Rabel-
lo Padilha.
Dito Ao mesmo remettendo-lhe os
papis de contabilidade da comarca do Brejo,
relactivos ao mez de Junbo.
DitoAo mesmo, coinmunicando-lhe
varias alterad-oes ordenadas pela Presidencia
em respeito sos destacamentos das comar-
cas.
Dito Ao commandante da escuna =
Primeiro do Abril = alim de rece be r a seo
bordo trez soldados.
Dito Au Teen te Coronel Traja'no Cezar
Rurlamaque pirtecipando-lhe, que em subs-
tituigao aos Vogaes do Conmino de Guerra ,
de que era Prezidentc e que tinho embar-
cado para a Corte, nomeara os Tenentes A.
.1 de S Consseiro, e Andr Nunes Cardo/o ,
e AI Peres Antonio Carlos Pessoa de Saboia.
Dito -- Ao Delegado do Termo do Rrej>'>
devolvendo-lbe os Pros dos vencimentosda
escolla queconduzira recrulas para esta Capi-
tal por nao eslarem organisados conforme a
Le e prevenindo que se as pracas compo-
nentes da escolta perteneia ao destacamento,
direito nenbum tintino aos vencimentos re-
clamados pelo ser vico de conduzirem os re-
clutas.
Dito -- Ao Capitao Commandante da Com-
panhia de Cavallaria, para reeeber da Tbc-
.zouraria a quantia de SOjOOO rs. para
compra de cavaros devendo termuitoeo
vista as Cualidades recommendadas pela
I.-i.
*%
Dito Ao Commar.Jante interino da Com-
panlia de Artfices a fim de renielter a guia
do Teen te J. J. da Silva Lisboa que segua
para o Para.
REPARTICAO DA POLICA.
Parte das occorrencias do dia 12.
Foro hontem preso*. pelo delegado do I.
ilistricto deste termo Antonio Marlins da
Costa ; pelo juiz municipal da 1. vara o
inglezdc nome Thomaz por ter alropelado
com o carro que boleava a urna creanca ,
lancando-a por trra : e por mu soldado do
hatalho provisorio Joze. Bernardo por es-
tar em desordem.
E'oqueconsla da parte boje dada pelo
commandante goral do corpo policial,
dem dodia 13.
Consta que nao oocorrera novidade n'esla
cidade da parte dada hoje pelo commandante
gral do corpo policial.
E das communio.aQOes recebidas dos dife
rentes termos desla provincia to bom cons.
la que nada (em oeconido.
dem ilo dia i i.
Da parte dada tioje pelo commandante gc-
ral consta que bontem fora preso pela patru-
Iba dos Coelbos a ordem do subdelegado
respectivo um nglez por insultar urna mu-
Iber.
reunoesas mais brilhanles, raras vezes se
nolava a sua ausencia : c ainda que sua
idade tivesse provavelmente equivalido a una
dispensa ella nao faltava a convite algum.
Era vista em todas as reunios contando sua
genealoga a todo o mundo e a todo o pro-
posito ; numerando tongamente os pergarni-
nbos que a authorisavo a lomar os seos quar
tos de nobreza e esqneeendo os direitos nao
menos aulhenlicos que a authorisavo a lo-
mar seos quarteis d'inverno. Para acabar
d'esbocar o retrato desla senliora acrescen-
taremos que eslava perfeilamente correte
na clironica diaria daC-.da.l-; e campo ; que
possuia urna colleoro variada d'anecdotas es-
cndalos e aventuras d'inrerpretacfio e-
quivoca.
A attenco do grupo de que Madama de L'
lie-Rouge fasia parte pareca estar profun-
damente captivada ;vla narradlo d'nma liis-
toria que esta senliora principiara. Anda
que o orgAo vocal de Madama de L'Ile-Rou
'gesubisse a um diapasAo convinhavel sua
voz era entretanto eolni (a de vez quanlo do-
laS pxclamac-s de certos jugadores, que Por-
ivfl Invi ente n cada ponto
A PEDIDO
kxtracdo no ECHO.
Sea Cidade de Rarbacena em Minas se
as villas de Queluz e Lorena em S. Paulo con-
seguro amplificar o mappa dos Reis descen-
dentes de Amador Rueo nem por isso se
deve julgar se no que a pacificago desses po-
vos ser um pouco mais tarda mas nunca
duvidoso o triunfo da Legal idade : nem por
isso duvidaremos de interrogar a Opposifo
em Pernambuco- o que pertendes? Quaes
sao vossos flns?? Sobre luilo revelai-nos por
favor quaes sao os principios das llustraces
vos dirigem P Se pertendes disputar o triunfo
da Urna pela preferencia do mrito intellectu-
al da dedicacAo ao Rrasil, nada mais con-
sentaneo com a nossa organic/io social ; nada
ba que vos esteja mais franco urna vez que
ehegueis a supperar urna grande difliculdade -
unio e hoa t- Nao tragaes porem para o
conflicto da elegblidade Candidaturas metha-
ph sicas, notabilidades, que na Corte vota-
ram ajoelbadas ao Governo e na Provincia
promellio redargir o Delegado que vinha
trazara poltica e as Leis do Governo. Se
procedis em tal anomala como serAo conce-
bveis os vossos principios ? Se porm perten-
des de maisdisso oceupar o campo eleiloral i
sombra aterradora das exigencias archi-libera-
es pronunciadas no Sul alem de vos mos-
trantes superlativamente contraditorios por
que no Sul armAo-se homons inexpertos para
repellir as Leis que vossos Candidatos descu-
tiraoe votaram ; quer-seapeiar os Ministros ,
de quem vossos Candidatos receberam con-
decoracOp.s e oflicios ; emprehendeis para vos
e para a Provincia urna loucura e um im-
possvel : para a Provincia urna loucura por
que ella ganha precisamente repollindo eoi
qualquer sentido todo o contato com a exalta-
Cao sorocabana .como ligeiramente demons-
tramos no artigo do n. passado : para vos
um impossivel por que com taes tergiversa-
do \s nAo se pode mais Maquear a expectativa
do povo. Longe de minar a estabilidade da
Administrarlo provincial ella se achara for-
flexes ebeias de sentido sobre a inconstancia
da sorte as viciscitudes da fortuna e ex-
travagancia do acaso &c. Anegar destas inter-
rupcoes o auditorio de Madama de L'Ile-
Rouge guardava um religioso silenoio, e
suas palavras ero ouvidas como poderozo in-
leresse que se d as assembleas a todo o
orador cujo mrito e superioridade reco-
nhecida domino a attenco e ordeno o re-
conbecimento. He permiltido pensar que
a eloquencia da narradora nao atisorvia em
um grao to eminente o espirito le Madama
Milworlh condemnada pela civilidade a
figurar alguns instantes no meio desta vene-
ravel companlia.
Eu nao posso dizpr-vos senhoras (li-
sia a viuva do Perreiro proseguindo na sua
narraojio qual era o appcllido da Pamilia ,
deste negociante. Seo nome Jonatnas he
soquetenbo em lemhranga. Era mui ri-
co e suas retacos comnierciaes mui ex-
tensas. Pelo meiado do anno de 1818 una
especulado importante, e delicada cujo
resultado dependa de sua prezenca o obri-
gOQ a fizer urna via-ern as Indias.
Deixando a Nora-Orleans conGoa a ad-
l.' de si mesmo pela aequiesecncia que tem
s ibido grangear dos bomens despreocupados
lo todas as fraccocs polticas nao exceptu-
ando mesmo o que se pode appellidar pacto
de Pamilia por ter reigeilado o camiuhodas
hostilidades.
No Echo n." 160 de 10 de Dezenibrode 1841
lianscrevemos o artigocommunicado do Bra-
sil 197 que gtralmente se altribtie a um Sr.
ex-Deputudo dos mais olficiosos na sesso pas-
sada a favor do Ministerio de 25 de Marco o
declarado em Pernambuco opposicionistn a
Aduiinistragfio do Exm. Sr. Raro da Roa-
vista : nesso communicado se retorquia pelo
seguintc raciocinio outro idntico s difleriu-
do em pessoas. De que lado ser presta-
do o apoio ao Sr. fia rao : se do lado dos seus
parantes pernicioso seria tal apoio: dos nos-
sos alliados corto que nao que o hostiliso
aberlamenle. Entflo pareceo especioso es-
te argumento e se bem < que "a mesma
occasio convidamos um dos escriploresdo dia
liara refutar argiimenlago do parlamentar ,
ninguem cuidou nisso e com ludo o ponto
era bem fcil. A familia do Sr. Raro he con-
siderada pelo communicante do Rrasil como
inteiramenle opposicionista (diz elle): mas
ou opposicionista ou governisla seus mai
influentes membros nao se illudem com o
phantasma d'um palriciato degradante para a
civilisaco de Pernambuco ; d'aqui a preci-
so em que sempre eslaro de conceder a
qualquer de seus cheles elevado ao poder to-
da a liberdadede acc^So para apoiar-se, e mo-
derar a poltica dos oulros partidos eis-aqui
( nos parece ) como effeclivamente o Sr. fia-
rn tem conseguido insinuar-se e ser hoje
como a pndula reguladora da Provincia .
contando com decidido apoio de partidos, que
antes se hostilisavo sem perder do presti-
gio da sua familia que no entanto gosa sem
odiozidades de toda a representado compa-
tivel.
A 10 de Dezembro de 1841 nao nos com-
pela esta tarefa., nem as eventualidades po-
lticas urgio urna decisao terminante pela
causa do Throno sem cuidar dessas modili
canjes de calculo e de tarracha que tanto
tem alordoado muitos de nossos concitlados.
As epochas de eleicoes sao sempre excepcio-
naes em todos os paizes constitucionaes. e en-
lo leve o eseriptor publico prestar a sua co-
adjuvaco ordem aceitando as capacidades
do dia : o Brasil acha-se alem dacrise eleito
ral em um Pervedouro de sediees que ten-
dem nao a abater taes e taes nomes no poder,
mas a abalar o proprio poder supremo do es-
tado o impeador Se urna sedigo impo-
zer um Ministerio outra re volts Para subir o
decahido, nesta conlagrac,ao continua tem
de desapparecer a monarchia ou de appare-
cer a divizo do imperio. Taes circunstan-
cias sao mais que excepcionaes, sao mais que
grandes calastrophes para nao ser aceita pe-
lo Echo e aceita de toda a convieco a Ad-
ministrado do Exm. Sr. Baro da Roa-vista,
que vai conservando a Provincia iscnta da
eombustao revolucionaria. 0 Echo sempre
Poi votario da Monarchia Porte nem elle en-
ganou punca a ninguem a este respeito. 0
partido, as notabilidades do paiz, o Governo ,
que mais caminhar para a monarchia Porte ,
estes tera os sufragios do Echo ; e nao he el-
le que tergiversa sao aquellos que o consi-
deravo a tres annos ilhado ultra anachro-
nismo poltico ( no chronista e no 7 de abril),
quando proclamavamos o Imperador sobre lu-
do que hoje pelo mesmo tom brado as
suas publoaces ( no Brasil transmigrago
ministraco de seus negocios ao seu primei-
ro caixeiro, homem capaz e seguro, intei-
ramenle fiel ao palro e que justilicou ple-
namente a confianza com que este o havia
honrado. M. Jonalhas.....
Urna retumbante exclamado que parti
da meza visinha interrompeo Madama do
L'Ile-Rouge.
Perdi .. lisia um jogador. Nao sei
como pode ser Tinba quatro pontos e o
Sr. apenas dois. Os caprichos da sorte sao
na verdade incimprebensiveis :
Perd, replicou elle recosiando-s? na ca-
deira e todava se tivessos o sote paos en.
lugar do vlete eu pegava com oilo e o
ponto era meu. Assim Poi por um acaso bem
pequeo .
O acaso o nosso meslre interrompeo
fleugmalcamente um apostador, e nao ha
nem pequeos nem grandes acasos. Quan-
las vezes tem-se visto acasos to insignilican- j
les como o de que Pallaos decidir do destino
dos imperios o mudar em um momento a
fortuna dos maiores conquistadores. Se Na-
poleo .
Em quanlo este senhor conlinuava sua tlie-
do Chronista ) Viva o Imperador Viva o Im-
perador o mais nada. Sun Viva o Impe-
rador Viva a monarchia forte a monar-
chia Rrasileira Appoio a Administracao ,
que para ella conserva Ilesa de commocos
intestinas, o forte para o futuro de equilibrio
h eonserVaco a Patria dos pacificadores do
Para e da Haba. Pernambuco ser o escudo
da conslituico.
MISCELLANEA.
A ALMA.
Transportemos o pensamento esses mag"
nificos tempos em que a palavra de Jebovah
povoava" u espaco d< mundos radiosos ; om
que a trra se cobria de llores e de fructos ;
emqueos nascentes valles eram pola primei-
ra vez dourados pelos fogos do sol ; em que
milhares de animaos surgidos do nada eal-
eavam a verdura intacla das virgens florestas ,
brincavam as ondas do ocano, ou cxperi-
mentavam os vos as phtliiees do ar : Poi en-
lo que Deus tirn do lelo do seu infinilo'po-
der aquelle para quem tantas cousas tan-
tas maravilbas baviam sido feitas. O lefio e o
elepbanle reconheceram seu senhor ; a Ierra
teve ordem de prover s suas necessidades.
Como animal era o mais bello del les ; como
intelligencia foi a imagem de Deus.
Quanto mais estudamos os s'-gredos d'alma.
tanto mais nos confunde o cunti de grandeza
que o Eterno Ihe imprimi. Prisioneira em.
um corpo de barro e desde a queda do ho-
mem sujeita s arrogantes exigencias daquelle
escravo a alma tem calculado a distancia dos
asiros descoberto as leis reguladoras do uni-
verso e Poreado a dvindadu as trincheiras
de sua immensidade.
Pedaeos de rochedos agoitados em colum-
nas desenliados em deiieudos capitois ele-
varam ao ceo o pensamento de Michel Ange-
lo. Urna vara de lindo e algumas tinlas se
transforman! as mos de Rafael em figuras
aeras que diriamos imaginadas pelos Anjos.
Signaes gravados sobre a cor tica dasarvores
ou sobre papel excilaram de gcragAo em gera-
cAo mil sonsacos deliciosas. O pensamento
do homem tom conquistado o segredo de so-
brevivor a si mesmo ; e nislo obedece ao des-
tino neo impelle para a immortalidade ain-
da sobre a torra.
A exeepcAo de alguns insensatos orgulho-
sos que para adquirrem nomeada com-
prometieran! a ventura do genero humano ;
aexcepcAo de duas ou trez hordas solvagens
sem mais inslincto do que os brutos; todos os
povos tem reconbecdo no homem urna subs-
tancia independente do corpo e origem da
vontade e inlelligoncia. Forfio precisos se-
culos e sobretodo as luzes de urna religAo
toda espiritual para que o homem podesse pe-
netrar melhor os mysterios de sua alma. A
antiguidade so os conheceu superficialmente.
Ella conceba a existencia da alma -. mas
que alma era essa ? urna materia mais sublil
do que o corpo um fogo invisivel e impalpa-
vol. A resposta eslava reservada e devia
ser dada por esses philosophos do Evangelho,
que mais sublimes ainda que mais simples
que os do Prtico mostravam por fiadores de
suas palavras com urna mo o con com a
outra os altares do erro derribados pela cruz
de seu divino mostr.
Sahido das faixas do polylheismo o espirito
humano se compreliendeu a si mesmo. Viu
eom clareza que a materia nAo obstante a
sua subtileza be umaescrava bruta e iner-
se pbilosophica. e estabelecia urna sabia com-
paracao enlro Na poleo e o sete de paos, o
postador do jogador vencido levantou-so
tranquilamente e aproximando-se ao cir-
culo que Madama de L'Ile-Rouge presidia ,
veio sentarse em frente desta senhora.
Esta porsonagom pareca ter de idade
i pouco mais ou menos 30 annos ; era d'al-
ta estatura e as suas feicOes ero ibrlemen-
te descriptas.
M. Dawkins ( era o seo nome ) de naco
inglez ; havia sido muito lempo banqueiro
em Liverpool, e disia-se poderosamente rico.
Apenas havia um anno que linha vndoes-
tabelecer-se nos Estados-Luidos. Com ludo
isso M. Dawkins era pouco contiendo e en-
tre as pessoas que se acbavo na reuniAo de
M. Milworlh lalvez se nAo encontrasse u-
ma que podesse com certeza dar informaedes
sobre sua vida privada.
Quando a attenco geral que so linha da-
do ao recr-m-ebegado se passoii para Mada-
ma de L'lje-Rouge, esta continnou assim a
sua narraco.
( Contnuar-se-ha. )
'I


*>


I

to queso ha urna analoga possivel ntreos
phenomenos d'alma e os do corpo. Como pe-
deran) tomos representar a ideia do justo o
do injusto '.' formar na imaginagAo o quadro
de tuna cidade do urna parte do mundo? Nao
se podo sem horrivel repugnancia suppor
i]iic urna pedra julgue e sinta : e entre urna
podra c urna alma material nao haveria outra
dlTerenga se mo a que existe entre o ferro e o
ar. Seriam douscorpos variados pela especie ,
mas semelhantes por todas ds propriedades
que so a essencia da materia. Pelo que a al-
ma seria composta de molculas e tomos, que
lerio lodos cxlensao nm lado dircilo e
otitro esquerdo. Suas operares seriam da
mesma naiure/a por exemplo corno umo fo-
llia ou fructos saludos da mesma arvore ;
um raciocinio tria forma c partes, um acto
da vontade exlenso e grossura : supposico
inloleravel que oceupa a grandes phloso-
phos e que faz rir a gente simples. Con-
eluiu-se por tanto que a alma he urna subs-
tancia absolutamente immaterial pois que
nAo pode ter nenhuma das propriedades que
se nolo nos corpas.
Mas os brutos pensam ? Sei disto e rio
ignoro que esta questo tem feito bulla as
escolas. Ella me parece julgada por urna so
palnvra, Dos nao pode ordenar que dous e
ilous fcam cinco Deus nao pode tambem or-
denar que a materia pense ; porque o pen-
samento be por sua nalure/.a simples c inma-
terial. Por tanto todo o ente que pensa se-
ja elle um mosquito nao pode pensar pelo
corpo. Logos brutos tem urna alma. Mas,
visto que ella he immortal, ho por ventura
semelhante nossa ? Se isto merece respos-
ta darei a de Cicero : nao ha epiniflo por
mais absurda que nao seja defendida or al-
guna philosophos.
D'aqu passamos um mysterio eujo segre-
do reservou o Eterno para si. 0 homem Mi-
de comprehender que o scu corpo est sujeilo
urna substancia mais perfeita que obra so-
bro esta materia bruta como Deus obra so-
bre e universo. Mas quaes sao os lagos que
unem lo intimamente duas substancias lo
dissemilhantes ? O homem sempre o ignora-
rar. Sua alma existe, sua alma he simples e
da mesma materia que Deus. Porem depois
de haver permittido o conhecimento destas
verdades o Eterno intimou-lhe Tu nao
passars adianle. 0 orgulhoso que quer a-
vancar sent o deslumbramento do impru-
dente viajante que se debruca horda de um
abismo.
Todos os actos da vontade o da intelligen-
ria nascem da alma. Porque he pois um me-
nino ao sahir do seio de sua me incapaz
de os formar? Ser porque o seu corpo he
fraco ? mas que importa o corpo, quando nao
he elle que quer nem que comprehende ?
Nao ; mas serve de instrumento alma que
quer e que comprehende. Para que a al-
ma julgue da grandeza de urna casa he pre-
ciso que os olhos a vejam; para que ella com-
prendida a belleza de um concert de msica,
he preciso, que osouvidos o ougam. He por
tanto preciso que os ervos que communicam
dos oliios e dos ouvidus ao cerebro tenham
adquirido o conveniente grao de forga ; que o
proprio cerebro to necessario as operagoes
da alma chegue perfeigo que Ihe he pro-
pria. A alma nao he alterada pelo mo esta-
do do instrumento, espera que elle possa ser-
vir est oondemnada at l urna verdadei-
ra inercia ; assim como a novoa que encobre
o sol lhe nao tira nern o foco de luzes nem o
calor e a medida que ella se dissipa esse
astro se mostea aos olhos que em breve des-
lumhra rom toda a sua gloria.
Segundo o mesmo raciocinio comprehen-
der-se-ha o motivo porque urna pancada na
oahega urna febre cerebral podem desarran-
jar as facilidades intellectuaes. A harmona
entre a alma e o corpo deve ser perfeita.
Quando n'um relogio sequebra urna roda o
ponleiro nao pode marcar as horas. Portan-
to se tal parte do cerebro que servia alma
para exercer a memoria se desarrania em
(llanto essa parle se nao reslobelecer a al-
ma conservar-se-ha inerte a respeito da me-
moria.
A nomenclatura que os philosophos tem
feilo das faeuldades e das operagoes do espiri-
to faz muirs vezes cahir em ideias falsas.
Consideremos a alma como um ente simples ,
que loma o nome de intelligencia quando
combina relacoes juizo quando tira conclu-
siles vontade quando se determina. A me-
moria he como um vasto reservalorio onde se
amonloam as ideias. He ella que se deve
principalmente esta perfeico do espirito, que
vem cen o anuos. Mas como ella nunca
esl em repouso c he devorada por urna im-
periosa necessi'lade de aclividade cada dia
lhe adquire novas riquezas. Eslas conser-
vadas pela memoria a levam mitras, como
pelos degros de urna escaila. Por sso in-
dopondente do cerebro, cuja maior ou menor
intensi lado intlun em suas operagoes ella
se fortifica por si mesma. Se um menino nas-
cesse com os orgos aperfeigoadns nao lia
duvida nenhuma que anda assim estara min-
io longe de um homem de Irinla annos por
que nao teria nenhuma ideia adquirida.
Seria esta lalvez a occasio de entrar n
castigo. E ento nao he sobre o sen cora-
cao que ellas imperam he sobro a sua co- Crimc Entre o pnmciro o segundo acto,
bardia.
Comedia em actos a Sensibildade n
ime Entren primeiro esegundo acto ,
os beneliciados executaro dois Duelos o pri-
immorlalidade d'alma nica sancho mero : Perpiacere alia Signora : da Opera .1
possivel de toda a ideia religiosa faz a base Turco in Italia do Celebre Me .. Ross.n. =
do (odas as pocas da historia. Pelo contra- o o segundo lo yorre che .1 tuo belcore :
rio logo qi... esta arenca enfraquecr certa he da Opera I posto abbandoiialo : do Me. Savc-
a decadencia de um estado. Nao ire longe
procurar as pravas com-ideromos o oslado
da Franca desde Luiz lo : una vasta scena se
grande questo das sensages e das deas :: nos ofiereec ; aqu um Sardanapalo adormec-
mas ella nao vem agora a riosso proposito, do sobre o seio de urna prostituta i
Oulra lia nao menos importante defendida
com vigor por uns, atacada com violencia
rio Mercadante.
Os beneficiados esperAo o mesmo acohi-
monto que tem tdo em outras partes e fi-
caro eternamente agradecidos.
N. B. Os bilbetes achao-se no mesmo The-
por ou tros questo sublime honorfica pa-
l ra os seus defensores que cobre de vergo-
! nha os seus adversarios origem de toda a or-
dern e de toda a juslga, a immorlalidade da
alma. Eoi o homem langado sobre a trra .
pava ah cumprir os destinos de un brillo ,
comer e morrer ? Deve elle ser o ludibrio da
forga: nulrir-se de lagrimas sem nenhuma
esperanca de consolaco ? Sao as leis inven-
res sabidas dos antros infectos da depravadlo airo.
publica ostentando no alio do thronoa nso- Principiar impreler.velmente as 8 horas.
lencia do icio? acola urna raivi frentica con-,-------------.,-----__-------.._--------------------
Ira a virtude conlra a razo contra tuda A V I S OS M A II I I 1 M Ob.______
quauto ha de grande no homem : um re jul-
>ado como malfeilor por um punhado de
' ; Jue Tentaca forrado e encavilhado de co-
atbeus i quem Irinla milhoes de homens nei- ...
Iire
sy Para o Maranhao segu viagem o Bri-
aca forrado e enea
bem eonliccijo itesl*
.. 'uihtii ijw uvaM praoa \ quem
xavaiii as uiaos l.vres ; malanga* omn.l4, ou ," (|o ',|rjJMe a
em todas as cidades com a audacia de um san- ^ ^ ^ ^ ^ M ^ ^ ^^
guc fro que deixaru o proprio ero estope- .,
,i'cl0; ,,u,lj; d:,s muUle_rM pos,0_aJ,,'0!1 = Para jo Aracaly, segu viagem a sumaca
Os feilas para assegurar o repouso dos ricos, as piaras publicas ; a a ignorancia o o em- ,,(.|ici(Ja(J( m^[va j0Zc Rodrigues Pinheiro ,
econdemnar a immensa maora degenero brulecinienlo decretados como fondamenlo < forpa(Ja debreemujto ve,erJ| iemwil||eg.
.humano miseria e sujeico? Soser uro. educaco nacional : emfimum tnnator- 0zef rpegar0ohrdepassagempaque
|DUd mais nm ente soberanamente justo., no la' na orden, social, que a vista desses tambos eomodt, dlrij .40 ao metlre 001 sea
mas sim um tiranno caprichoso que zombou tempes d- horrores os de Dom.c.ano e Com- Jot|() Antomo Joiq||lm (|e Soll/a nibeir na
das suas croaluras, e Ibes promelteu o que niodo pareceni a idade de ouro. Km poca ,.,,, tla <;ljt.,.,
nao ha de riimprir ? Todas estas queatese nenhuma parecen mais anfraquecida a crenca'
militas outras sero resol vidas pela afiirmati- \ de Deus e da immorlalidade d'alma ; em ne-
i va se Dag0.es que a alma he immortal. Que j ahuma poca se viu a natureza humana mais
I interesse tem pois cortos homens em desli uir : degenerada. Reapparccoram depois dessas
I. I. I I. O ES.
que creou a alma sua imagem como bein
o conhecemos postis de parte as luzes da
Escriptura a anniquilaria depois da separa-
?o do corpo para dar esse gosto aos philo-
sophos ? Cm ente to grande dizcm elles ,
Na loja da ra do Crespo D. S fle far
leila.'i das dividas do negocio da mesma as-
sim como da armaca e de outros ohjectos,
que anula oxistem por venda ; Segunda fe ira
18 do corrente as JO horas da manila.
pon _
a baze de toda a verdade de todas as virlu-1 horrorosas tempestades homens que o con sus-
des. e de toda a felicidade ? Pois Deus J cita quando quer salvaros homens. Adi-
vina musa de Chateaubriand repeli suspiran-
do palavrasque restituirn) alma a consejen-
oa de seus destinos, t'm novo padre da gro-
ja lo simples ein sua modestia como subli-
me em sen talento La Menais vem sen tu r-
o Creador de tantos milhdes de mundos nao I se sobre as ruinas do seculo e ensnar seus
pode ahaixar-se ate urna to mesquinha ere-' concidadAos aviltados o verdadeiro segredo .Socios, que a reunan cm assemblea gcral de
atura como o homem. Que lhe imporla a pe-! de suas miserias. Inspirado por D-use por Domingo 17 do corrente lera lugar pelas 10
quenhez do nosso corpo? E quando tvesse-
mos a grandeza do sol seria pela estatura
A V I SOS DI VERSOS.
ss^ O Director da Sociedade Amisade nos
Una anda continua a fazer certo acs Srs.
seu Corac&O La Martina faz ou vi r deliciosas me-' horas da manhA na casa de suas seAses.
loda", c parece roubar aos anjos sua celeste i &j- Oahaixo assignado com casa de ne-
que' Deiis"nos juigaria ?' IJina so alma he poezia. Ciliada por estes grandes homens j gocio no beco da lingoela pretende retira-se
seus "olhos mais preciosa do que os mundos urna geraclo se formn, a qual conhece a para portugal, dexando a sua caza entregue a
' seu mano Antonio du Souza a quem deixa
aulhorisado para pagaras contas que o mes-
mo dever e comprar e vender como antiga-
de que elle semeou o espCO porque esta al- necessdude do eneher os vacuos do coraco e
mi pode comprehendel o eama-lo. Esses que taogrande e tao bella como suasdoulri-
reforem a sua gloria mas nao a sentem.
as, restituir lalvez sua patria o antgo
menta licando tambem aulhorisado a rece-
llomem se Dos le creou se le gravou esplendor de sua gloria,
na lace o sello da magestade e do poder se Materialistas divos-hei somante urna pa-; her as contas que dever ao mesmo.
entre tantos animaes uns sao teus amigos i lavra : porque vos apraz destruir o encanto
outros te nulrem quasr lodos te obedeeem | da vida ? que vos fizeram tantos m.lhes de
sea primavera vem todos os annos llorescer dosgracados que choram sobre a Ierra para
os teus iardins, o vero amadnrecer leU4 Ins tirardes a nica esperanca que Ibes en-
io encher-te os celleiros chuga as lagrimas? Vosmesmos, vosqnr
fruolos o ou I oin no
nao ultrages o aulor de tantos beneficios. Foi
elle quem tantas gracasdeu ao sorrzo da tua
compariheira ; foi elle quem estabeleceu a
mais doce harmona entre teusolhosea verdu-
ra dos campos, e queros que depois de haver
derramado sobre ti os thesoiiros da sua bon-
dade e do seu poder ,
vis animaes que creou aos milheros para o
leu servico? Ah Porque annquiJara
Dos a rnnha alma, (uandoa sua immorlali-
dade importa sua gloria! Nao lhe deu elle a
ideia de urna felicidade que ella nunca con
seguir sobre a Ierra ? Nao lhe fez sentir a-
poz da satisfaco de cada desojo o aborreci-
mento, e o cansaco, que parecem dizer-
Ihe : T bes feito para outros destinos e ou-
tros prazeres? Nao lign elle um encanto
indizivel ao pensamento dessa eternidade por
que suspiro ? E ter-me-hia elle engaado !
Seduzr-me-hia com um vAo phantasma ins-
crever-me-hia no coragAo a obr^agAo de ser
virtuoso quando osla virtude difficil, prati-
cada por mil sacrificios, tinha do ficar sem
recompensa alguma Nao nao ; ou a alma
he immortal ou Dos nAo existe. Prefiro
rrfugiar-me no abysmo espantoso do athes-
mo do que acreditar em um Deus verstil,
prfido e mentiroso.
Como so os homens estranhos e incon-
sequentes! Base* famosos raciocinadores ,
que deciden) em sua sabedoria que a alma
morre com o corpo nAo renuncam lodavia |
as ideas de honra e de virtude. Nao v>m
que ser virtuoso sem crer na immortaldade
d'alma he o cumulo do absurdo e da nece-
que consiste a virtude ? Em
eu lastimo come insensatos, porque renun-
Joze de Souza e Silva.
Quem annunciou querer falar Joze
Alexandre Seabra de Mello dirija-se a ra
da Cruz N. 62: segundo andar, aonde acha-
ra quem d noticia ou se encarregue da qual-
quer partecipagao para o Rio Crande do Nor-
caes urna ventura mais real do que os vossos le aonde he morador.
vAos prazeres ? Filhos de Ado como nos i = D. Joanna do Rozario Cuimaraes Ma-
ilerramaes muitas vezes vossos suores sobre o diado com os mais administradores do fa-
triste lega Beata mundo, debalde procuraos evitar os
te considere como esses seus espinhos. Que repouso de coraco que
COnrolacao coleste para aquello que tem um
alvo alem desla eslrada tortuosa Amanh
lindar a sua peregrinaban, amanhadesem-
baragada dos seus obstculos sua alma ir
reunir-se ao autor de sua immortaldade !
O incrdulo tambem marcha ; mas depois
de ter colhdo algumas floaes chega por for-
os dous abysmos, um do nada o ou-
tro de urna vinganca to lerrivel qnanto he
poderosa a mAo donde ella parte. Em qual
deve elle cali ir i'
(i Lovau d'Acnboise.
(D. de la C. )
MOVIMENTO DO PORTO.
NAVIO KMTRAD0 NO DIA 11.
Rio Grande do Norte e Parahiba ; *i dias. Va-
por Brasleiro PaqiKle do Norte, Cap.
Francisco Martina Setubal traz nm Ma-
jor e 82 recrutas para o Rio de Janeiro.
SAIIID0 no niA it'i.
Baha : Rrigue Sardo Daro Cap. Jacome
Bonsenhor em lastro.
DE CLARA C O E S.
k&- O PatachoS. Antonio Triumpho reco-
dado. Em
cumprir os seus deveres. Quaes sAo esses
deveres ?- Fazer bem aos homens. Para be a mala para a Babia no da 18 do corren te.
que (arei eu bem aos homens ?-- Para que
elles m'o faeo. E se elles m'o nao fize-
ren) ? Colareis de urna boa consciencia. ~
O que he a consciencia ? Responde,
doutores se a alma nao be immorlal que
vem a ser essa consciencia ? O que he o jus-
try- OBrigue Porluguez Duque de Bragan-
ga recebe a mala para Lisboa boje (10) as
i horas da tardo.
T II E A T R O .
Rafael l.iicci profesar de forte Piano o
> t III a SCI C3M wiunv........ -, < .
loe o injusto? Palavras sonoras vasias de cantar, com sua filha Me. Carmela Adelaide. praga
sentido. Ha s um codito para o materialis- l.ucci ; lero a honra de apresentar-se pela 11). Ir
iara pagamvnto de dividas o sitio do mesmo
nos ahogados com caza de vivendaj^^aenzal-
Ia para escravos onde tem urJMajj^pwurrado
para enfermara caza para fetor estriba-
ra para tres cavallos duas carimbas mura-
do na frente com gradiamento de ferro, porto,
tem um jardim corn boas llores 200 par-
reiras que todas dAo uvas de muitoboa qua-
ldade ps de larangeiras limeiras ro-
meiras goabeiras fruta pAo coqueiros ,
cajueiros planta i'ecapim sufficiente para
dois cavallos e um bom viveiro no fundo
para ver enlenda-se com a mesma sra. na ra
direita e para tratar com Henrique Fors-
ter & C.
= Zo Popon prolessora de piano e can-
tura faz publico que luou a sua residencia
no atierro da Boa-vista, casa N. i C A. an-
dar ondeesteve o Collcgio Pernambucano.
Oulro sim faz saber as suas discipulas e is
pessoas que o pertenderom ser que o prec
dis ligoes ser de 12j rs. por mez de oito li-
gos e previne por esta occasio que nao
pertende retirar-se desta eidade como al-
guem tem querido fazer acreditar sem mo-
tivo algum. A mesma professora vende mu-
sicas modernas dos melhores mestrese de sua
escolha para piano e canloria.
= Percisa-sc de prelos ou moloques para
vender azeite de carrapalo ; pagando-lOo rs.
por caada e da-se mea garrafa para que-
bras licando seus senhores rosponsaveis :
na venda da ra do Rozario estreita que faz
quina para o palio do Carmo.
ts?- No dia 2*>, 20, e 27, do corrente iro a
praga diversas casas ciluadas em pedras de
fogo pertencentes ao casal do finado JoSo
Carlos Pereira de Burgos para pagamento
dos credores do mesmo casal as quaes vio a
praga a requerimento da viuva inventariante
ancisca da Cunha Bandeira de Mello,
o faz mentir a si piimeira voz ao respaitavel publico desta Ci-j os pretendentes podero comparecerem nos
t& o seu egosmo; que o laz rneniir a si h iiiii-iih viv., auii;ri...".rmiUUUli
mesmo quando o nao impels i suas ultimas dade no dia 21 do corrente tendo-se aj
consequencias. Para elle outras leis nao ha i do por algnmaJ noires em seu beneficio. .
conseq
fora daquellas que o obrigam pelo temor do i presenlagao sera a segmnte:
tendo-se ajusla-
,\ re-
dias disignados na Cidade de Goianna, na
presenga do Sr. Dr. Juizde Orlaos da mesma
Cidade.


:.tfhnMwi ira m> wnuil i

O Carapuceiro n. 31 sahio hoje bcm
adubado. Tracla prime tramen te de quanto
he detestavel a afectagAo em todas as colizas.
Em segundo lugar faz suas rcflexes mansas
cercados que se zangfio com elle; e lti-
mamente annuucia a instalagao de urna nova
sociedade denominada = A Oengosina = ,
isto he 5 a soeiedade das D-ngosas. Vonde-
se na praga da Independencia loja de livros n.
37e38.
PILULAS VEGETAES E UHIVKIISAKS AMERICANAS.
Estas pillas j bem conhecidas pelas gran-
des curas que tem fe i lo, nao requeren) nem
dieta e nem resguardo algtim ; a sua com-
posigao to simples que nAo fazem mal a
inais lenra crianga : em lugar de debilitar ,
fortificAo o systema puricao o sangue ,
aiigmento as secreges em geral: tomadas ,
seja para molestia ebronica ou somente co-
mo purgante suave; o melbor remedio que
tem apparecido por nao deixar o estomago
naquelle estado de conslipago depois de sua
operago como quase todos os purgantes fa-
zem e por seren mui facis a tomar e nao
causarem incommodo nenhum. 0 nico de-
posito deltas em casa de I). Knolh agen-
te do aulhor: na ra da Cruz N. 57.
N. B. Cada caixinha vai embrulhada
seu reo'ituario com o sello da casa em
ere preto.
fermeira ele um engenho no des!rito do Rio
Formozo annuncie sua morada.
S3T" Aluga-se urna casa na ra do Cotove-
lo, que llca junto ao porto da olaria do Sur.
Correia com commodos para urna-familia, PJ
tar A propiiedade Maranguape outr'ora
Morgado por baver fallecido seu adminis-
trador foi dividida pelos actuaes herdeiros ,
e estos diseJHO vender ; consta de excellontes
trras para toda qualidade de plantas urna
/as jimio do sur. Bandeira.
cy D-se sociedade a alguina pessoa capaz
tendoalguns fundos, e que queira lomar par-
te activa em um negocio ja establecido : in-
nuncie-
tsr Quem precisar de urna crela para
ama dirija-se ao Forte do Mallos, ra da
Moeda por cima do armazem de Joze Antonio
da Silva Vianna.
= Offerece-se um pardo de idade e de
muito boa conduela para caxeiro de compras
e vendas e mesmo algumas viagens para o
mallo : quem se quiser utilisar de seu pres-
umo annuncie.
= Aluga-se dois escravos mogos afeitos
para qualquer servigo ; um acostumado a
trabalhar em servigo de olaria o qual he um
perito ollicial de tijolos eooutrohe co-
zinheiro : no armazem da ra nova D 54.
^ Quem precisar de urna parda forra pa-
ra ama de urna casa de portas dentro dirija-
m ; se a ra do Nogueira ladoesquerdo D. 1.
a-| tw Precisa-se de urna ama de servir: na
ra do Nogueira D. 2o.
Joaquim dos Keis, acbando-se despe-l t^r Precisa-se do um caixeiroque tome
dido por seu mano Jo/e dos Res, da escr.p- conta de urna casa de negocio por balango ,
tura que tinhao por doiis annos : retira-se pa- dando fiador a sua conduela : na padaria de
ra fora do Imperio. Joao Lopes de Lima
= Aubertin professor de esgrima, avi- t3r Precisa-se de urna ama de leite : na
za aos amantes desta arte dislincta, que mu- | ruada Penda lerceiro sobrado que fica na
dou de residencia eque de boje em diante
d ligues em sua caza na ra do sebo N. 21 ,
soto bom quintal e cacimba por prego grande e asa de sobrado de um andar e vari-
commodo : na ra do Cabug loja de miude- | os silios de coqueiros : a tratar no mesmo lu-
lado direilo sahindo da Boavista desde as 7
horas da manb ate as 2 da tarde, e (fas 5 ate
as lOdanoite ; assim eomo d lices as casas
das pessoas que a quizerem por prego mui- I
to moderno. Em sua casa se acharAo todos
os utensilios para o jngo de llrete e espa- i
dagao.
O mesmo professor tem estabelecido urna '
escola de tiro de pistola que comegar Do-
mingo 17 do corrento, e durar desde as 9
horas do dia ate a larde : lisonjea-se elle que !
pelo seu methodo os seus discpulos licarao
to destras em atirar a pistola como os que i
ilharga do Livramento lerceiro andar.
COMPRAS
Urna llanta de buso em bom uzo e
um selim lamb^m em bom uzo : na ra No-
va lado do poente na penltima loja.
ssy Urna cmela de chaves de metal ama-
relio e um flautiui nao se olhando ao pre-
go : nesta Typograpbia so dir queas pre-
tende.
VENDAS.
tsr Lista geral da 2. parte da 10. Lote-
tem mu i los annos de exercicio. 0.-> arranjos,
necessarios para este exercicio se acbaro em 'oria do Tlieatro; na praga da Independencia
casa do annuneianle a prego rasoavel. loja de livros n. 37 e 38.
tsy Exelarecimento-lo annuncio inserido
no Diario de bontem assignado por um socio
da Sociedade Natalense. = A Sociedade Na-
talense feslejou o anuo passado o dia da Co-
roagao de S. M. I. j tenciona f.stejar este an-
uo o mesmo dia para o que tem principiado
cnsaios ilesde o primeiro do correte disto
fez certoaoSr. Gamboa porofficio, para pre- Pelicular 9 sa mlispensaveis tan
venir de quejeslejandc talvez o theatro pu- to para a COUSeivacao dos arreios e
blico dexfso de ter concorrencia Consta canos como para a sua beleza. na
poredifBHpnio Snr. Can boa ofiereceo ..,, WAva \\ .),
hontem f^Spectaculo deste dia para pre- i n l'
hencher o numero d'aquclles em beneficio r aquellos dourdos para de-
da casa de corrego e para que em lempo !sert, tallieres para .solada e trin-
algumsepossa dizer que o Espectculo da | xar colheres para neixe cortes
Graxa superior para arreios e
carros agoa para limpar la toes de
arreios e carros ; estes dous artigo
so aqu sao condecidos pelas pessoas
que os mandao vir para o seu uzo
Natalense foi causa de pouco render o tlieatro
publico nesle dia, faz-ee o prsenle esclare-
ciraento. Um socio Expectador.
c* Offerece-se um rapaz brasileiro de 10
annos para caixeiro de cobranga o qual sabe
Jer escrever e contar e tem bom talho de
letra; quem de seu presumo se quiser utili-
sar dirija-se a ra da Larangeiraa D. 12 da
parte direita entrandi^fH>Rozario.
tar Precisa-se de um a dous ofliciaes de
chapeleiro : no beco da Cloria.
tar OThesoureiro da Sociedade theatral
Philo-Thalia faz publico que principia a des-
tribuir no dia 21) os bilheles para a recita do
dia 22 do corrente na ra do Queimado D. 13,
guardada a disposigo do 0 art. 11 e pede
a todos os Snrs. Socios, queirao mandar bus-
ca-Ios ale as 4 horas do referido dia 22.
tsr Aluga se o armazem do sobrabo D. 32
na ra estreita do Rozario, proprio para
pualquerestabelecimento por ser todo la-
geado c bastante grande : na praga da In-
dependencia n. 2.
tgST 0 primeiro secretario da Sociedade i
Natalense partecipa aos Srs. Socios que ama-
nha (17) pelas quatro horas da tarde sesso
Outro sim, os bilheles da recila que tem lugar
no dia 23, dedicado a solemnisar a Accla-
magAodeS. M. 1.0 Senhor D. Pedro II.
principio a|destnbuir-se segunda feira na ra
do Crespo D. 4 lado do norte ; os >rs. Socios
queiro mandar busca-Ios ate quinta feira 21
do corrente, advertindo aos que assim nao
li/.tyem que se sederG a oulros socios que
os pretendem.
r A pessoa que por vezes tem annuncia-
do no Diario precisar de urna mulher para en-
para peixe
de vestidos de seda e de cassa para
bailes e outros ohjectos do ulti-
mo gosto para Scnhora viudos
pelo ultimo navio de Franca : na
rua Nova D. a i.
t^" Varios bensexistentes na llha de S.
Miguel, constantes de algumas moradas de
casas vinhas, moinhos, e trras os quaes
foro do casal do Reverendo Antonio Francis-
co de Mello lallecidona mesma llha: os pre-
tndanles dirijo-se a Joo Manoel Rodrigues
Yallenga morador na ra larga do Rozario
desta Cidade aonde poder" ver o inventa-
rio dos mesmos bens ou no Rio Formozo
ao respectivo Juiz Municipal, e Delegado de
Polica.
SS" Urna negrinba de 12 annos : na ra
de S. Thereza D. 24.
= Cassas pintadas a 200 rs. o covado e
corles de vestidos de ditas de 1760 a 3600 ,
chitas d'assentos escuras e claros a 160 o co-
vado e cortes de dita de pateute a 3600 ; al-
catifas de novos padroes a 400 rs. o covado
gar, ou com Novacs & Bastos na ra do Qiiei-
mado D. lo.
1^7" Azeile de carra pato a 5*200 a caada
para cima: na ra do Nogueira 1). 12.
S3T lTm escravo crelo do 2o annos, com
bons principios de co/.inheiro : no beco da
Gloria fabrica de chapeos.
SS^" Superior gommade ara rula por pre-
go commodo : na praga da Boa vista D. 9.
tar 15 barris com mel: na ra da Ma-
dre de Dos loja de Joze Antonio da Cunha.
tST Pannos finos encordados a 2#(i00
2^880, 3j 3*200, 3*500, 5*840, 4*000 .
e 5*000 : na loja da viuva de Joao Carlos Pe-
reira de Burgos
ts^ Um fiteiro envidragado urna escada
de inao urna canselia urna gamela muito
grande para banho uns caixes para mos-
trar gneros em venda 2 balees duas em-
peadas para portas duas medidas de quar-
leirftoe salamim do velho padrao, e urna me-
dida de caada : as 5 ponas D. 23.
tsy Urna escrava recolhida com um illio
de 2 annos faz todo o servigo de urna casa ;
3 ditas de bonitas figuras de 16 a 20 anuos;
urna pardinha sem vicios de 14 annos ; um
bonito-mulato official de lanoeiro ; um dito
bom pagem ; um escravo da costa perito of-
ficial de pedreiro ; 3 escravos mogos ven
dem-se por preeiso por 900* ; urna parda
ptima cozinherra ; e urna negra da costa boa
quilandeira e lavadeira por 280* : na ra
de Agoas verdes D. 38.
tsr
lo ou fechado urna casa terrea alem do Mon-
dego ainda nova com bastante fnmio a
bom quintal com cacimba de agoa potavel ,
ebom local para algum estabeleeimento de
industria e officina tem porto perto para
embarque eso le falta repaitimentos inter-
nos he de foro mdico e est legalmente
avahada : na quina da ra das Cruzes junto a
praga da Independencia no primeiro andar ,
ou na ra do Livramento D. 5.
%S9" Um bom piannoem bom uzo, quasi
novo por prego commodo e um casal de
escravos sendo a negra ptima lavadeira e
o negro de todo o servigo sem vicios, ao
comprador se dir o motivo da venda : no
atierro da Boa vista D. 74.
VST Um sobrado de 2 andares e soto na
ra de Agoas verdes : na rua do Livramento
botica D. H.
\Sf Um methodo de llaulta em bom es-
lado por F. Devienne, prego cmodo : na
rua do Nogueira D. 25.
tsr Urna prela bem moga com um filho
nascido a um mez propria para criar e pa-
fra o servigo de casa : a tratar na rua do Col-
legio sobrado de um andar D. 6.
tsr Dez pipas arqueadas de pau e 2 ditas
arqueada de ferro : em Fora de Portas D. 18,
venda junto ao beco largo.
tsv Urna mobilia de Jacaranda obra do
A dinheiro ou a praso um venda na
Ciiladede Olinda na rua da Boa hora, com
poucos fundos e commodos para familia : a
tratar com Joaquim Francisco de Alem ou na
mesma.
t&~ A/.eilcdecariapalo em barris a 2*88.0
a caada : no caes da alfaudega.
tsr .No Domingo no assougne francez de-
fronlo da C deia haver carne de poico a 140
a libra e de hoi a 100 reis.
t^" Caixas com folhasde llandres de su-
perior qualidade bules de metal branco, tor-
neiras do mesmo de patente candieiros ,
perfumadores, e escrivaninhas de lalo, e
oulras diversas obras de metal, latao e es-
tanto ; ludo por prego commodo i na rua
Nova defronto da Igreja da ConeeigAo nu-
mero 105.
cy Cnia caixa de ferramenla de carpina ,
e um banco : na rua das Cruzes sobrado de
um andar n. 17.
^CT" O Brigue Escuna Beja Flor de lote
de 6000 arrobas forrado e encavilhado de co-
bre e boa marcha ; os pretendentes para o
verem defronle do caes da Lingcela e para
tratar com Firmino Joze Felisda Roza na rua
da Moeda n. I 40.
ESCRAVOS FGIDOS.
vjtfr No dia 14 do corrente fugio o preto
Manoel, angico baixo secco do corpo ,
com alguns signaes de sua nagao levou cal-
gas de algodo da trra e camisa do mesmo;
quem o pegar leve a rua da Cruz n. 90 que
ser gratificado.
S27" 0 mulato de nome Domingos, de 18
annos levou caigas de hrim liso de balguia,
camisa do chita de assento branco com urnas
Vende-se ou hypolheca-se a relro aber- flores e ja uzada chapeo de niassa prete de
'seda tambern uzado barriga crescida cor
clara cabellos anclados com um inchago
ao pe do embigo que he urna rotura ; quem o
pegar leve a praga da Independencia na loja
Je Antonio Felipe da Silva que gratificar.
tw Roga-se as Authoridades policiaes ,
capitaes de campo e pessoas particulares da
Parabibado Norte a aprehengo da escrava
Joanna de. nagao angola cor lula que foi
escrava do Capilo Nicolao Tolentino de Vas-
concellos da mesma provincia a qual tem
um dedo do pe'alejado mui visivel : a entre-
gar no primeiro andar do sobrado amarello
do Palacete tsr Do engenho novo de Francisco Joze da
Costa fugio um mulato de nome Severino ,
plido com pouca barba cabello anclado ,
levou camisa de baela encarnada e urna so-
brecasaca de panno azul com gola encarnada ;
quem o pegar leve aodilo engenho, ou na rua
Nova D. 22 que ser recompensado.
GT" Fugio no dia 7 do corrente o affricano
Joze calabar, do poder do Dr. Pereira cu-
jo signaes sAo os seguintes : boa estatura ,
grosso do corpo e tem um dos olhos vasados ;
quem pois o gegarlevea rua do Rangel na
casa do referido Dr. que gratificar.
isa- Gratiica-se com 50* a quem aprehen-
der o escravo Delino baixo olhos grandes,
noolhar reparando-se bem olha em revez e
Porto, em bom uzo, e ainda moderna: na : no andar com o geito do corpo parece ter as
rua da
Campos
praia armazem de Joze da Silva
Urna negra da costa propria
servigo de campo : na rua do Cabug loja de
miudezasa D. 3.
Vinlio de salsa panillia bollos arme-
pernas lorias falla um tanto descangada ,
foi do fallecido Roberto Manoel Alve's ; juem
para j o pegar leve a fora de portas casa n. 104 de
Joaquim Lopes de Almeida.
%St Fugio no dia 13 do corrente um escra-
vo crioulo de nome Joze official de pedrei-
nios, o verdadeiro Purgante e Vomitorio de i ro com 30 annos de idade, tem urna das
Le-Boy ; os verdadeiros Poz Parizienses e i perna encbada com urna ferida sobre o pei-
purgativos anli-syplilicos anti-dastrosos, e
aiitibiliosos ; ludo chegado ltimamente de
Pariz, e acha-se venda na rua Nova loja
franceza que foi de Frederico Chavas D. 5.
C^ Saldo Ass a bordo do Patacho Mara
Luiza fundiado defronte do Trapixe novo :
os pretndenos enlendo-se com Antonio
Joaquim de Sonsa Ribeiro.
vv Urna cabrinha de 16 annos propria
para quem tem familia ; quem pretender an-
nuncie.
tar* Novo e excellente rap prince/a da Ba-
ha, por prego commodo : na loja de miude-
zasde 4 portas junto aoarco de S. Antonio.
iw Um negro bonita figura proprio
r i J l---------------- -------- 'i cgiu m/iiiia lisura, prop
fustfto alcoxoado branco e pintado a 560 o j para todo o servigo : na rua da Cruz D. 60.
coVado ; cortes de col tes de sarja de cores a
1000 rs. ; grvalas de selim pieto a 640 ;
lengos brincos e pintados a 160; gollas de fi-
l de linho modernos a 160o ; saias para se-
nhoras a 1600 ; panno atualhado para tualha;
ditas e guardanapos de difieren te tamanhos;
panno proprio para os mesmos ; assim co-
mo um bem completo sortimento de fazen-
das finas e ordinarias por pregos commodos :
na loja de Antonio daCunha Soaresuimaraes
rua do Crespo D. 5 lado do Norte.
es** Caf moido, em grosso e a retalho e
milho para passarinhos muito novo chega-
do de Lisboa : na rua da senzala nova n. 23.
tay Urna caza terrea com quintal sufrr-
vel e tem bstanles commodos para familia;
e um casal de escravos : na rua da Conceicto
D. 8.
lar L'm moleque crelo de 10 anuos, bo-
nita figura, proprio para aprender qualquer
officio : na camboa doCarmo D. 11 segundo
andar.
to, um signal grande de carne ; levou jaque-
la de duraque azul, e algumas caigas d
brim e a ferramenla do officio : quem o pegar
leve-o rua do Livramento botica D. 4f.,
que ser recompensado.
tsr Desapareceu no dia 12 do corrente um
moleque de nome Joa, o qual representa
ter 16 annos de idade pouco mai* ou me-
nos cor regular cara redonda boca gran-
de beigos grossos cheio do corpo quan-
do falla gagueja tem o cabello cortado ren-
te ao casco; levou vestido caiga de estopa ,
carniza de algodaozinho e jaqueta de fran-
klim azul ; cajo muleque andava vendendo
velas de sebo m um taboleiro sem ser pin-
tado : julga-se ter sido seduzido, por isso
roga-se a todas as authoridades policiaes ,
capitaes de campo e Commandante do Re-
gislo, a aprehenso do dito moleque, pois
pode acontecer o quererem embarcar para
fora ; e logo que o aprebendo podem-o en-
viar ao atierro da Boavista sobrado D. 14,
primeiro andar onde mora o Major Felippe ,
pois promete gratificar todas as despezas que
se l i verem fe i lo.
RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F. =s 1842
.


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