Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04699


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Full Text
Anno de 1842.
Sexta Fe ira 15
V_ _
-
ludo agora dapr-ade de aa imn i d nos pmdencia Diodetaciio eenerga ; cnn-
iiioe>naa como principiamos e eremos apuntados com admiraOHO IDtre as Na<;.".es mais
I'*'- (Proclamaciio da AsscnibU'a Gti do ir*il.)
% a...
PARTIDAS DOS COR REOS TERRESTRES.
foWi,' Pamba e 1! o grande do Norte, icjundas e sextas hit**.
Uunito : Garanliuii!. ..'.(le 24
Cabo. Serinhaem Rio Foimou, Pono Caira, Macei r Alagnas un I. s ,_H a 21.
haje S. Santo Anl.'io quintas feiras. Olinda lodos os das.
DAS DA SEMANA.
1) e<. Sabino, a. Sidronio M. Chae And. do J. de D. da 2 v
12 r.. s. JoSo Gii.ill.crlo Al). Re. And do J. del), da 1. ?.
4.1 Qji.rt. a. Anacido J\ Al. Aud. do J. de D. da 3. v.
44 Quii, a. Boavenlura B. Card. And do juii de D da 2. v
U Se*', a. Gamillo de Lellis Aud. do J. de P. da i. y.
id Sab. Triumpho da a. Crn*. N. .Sra. do Cara. Re. And. do .). de 1). da 3. v
7 Dooi. O Anjo Custodio do Imperio, a. Aleiio.
de .Fu I lio.
Anuo XVIII. N. 150.
O Diario publica-se ludo os dias que ao forem Santificados : o p'*fo da issifnaluj lia
lil rail por quartal pago* aflaaudoa). Oa aaaoncioa dos aagaaata* a.'ia inaaVidna
lia e <. dosqna o m'io fuiem rato de SOreii po linda. Aa recUmanoea deram sr
I dirigida* a esta TTpOgrai* ro daa i.ru/es l>. 3, ou a praf* da ladapcaileaoia luja de litiai
' Humero >< i 58.
('.AMPIOS \o DA 44 df. jimio. compra
Ouno Moeda d. f.,400 V. 4ft,0M
. N. l,80J
'. Je 4,060 S.SII
Prata Paiaee*
i l'ezoa Golaavaara*
ao diln Meiiran.a
i nnuda
i .i ,, Paria ."ilnl rei p. franco.
.itbaa l."ll j.u llIU de pf.
;,. .:,-( 'i ( .i |0i) uni.
i iiai firmal Ir a 4 J.
lu .! bilh. d llfai '.; I
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l'rfri/imr ilo t(n 16 l. a (I horaa r 4 m. da aunaS,
?. a I lioraa e IS ni da larde.
Quarl,
I na
Qnarl.
La
PHA8E." DA I-HA M> MEZ E JDLIH).
atine,, t 31 -* !' I,r *'' m '" l,rj-
Nova a S-- 4 l.oraa e 44 m. da manh.
orea*. 14 -- a 7 liara* e 4(1 m da lard.
oheia a 22-- 4a S horas e 36 m. da manh;
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 1 1 DO C0RRENTE.
Oflicio Ao Exm. e Reverendissimo Ris-
po diocesano communicando-lhe haver par-
ticipado o Delegado do termo do Rrejo em
olTicio de 50 de Junho ultimo que falecern o
Revendo Vigario daquella freguesia Manoel
da Costa Pinh'eiro.
Dito Ao Inspector da thesouraria da fa-
zenda transmettindo o requerimento de Ca-
listo Joze dos Anjos cabo de esquadra refor-
mado de cavallaria de 1. linha, em que pe-
de o pagamento do que se Ihe est dever ,
fim de que Ihe mande pagar caso haja quo-
ta destinada para esse pagamento visto es-
tar removido o obstculo, apresentado pe-
lo Fiscal do Ministerio da Guerra em sua in-
formaQao com o Imperial Aviso de 10 de No-
vembro do anno passado que inandou fa-
zer extensiva as pracas de pret reformadas as
disposiies do decreto de 16 de Maio de 1821.
ou do contrario ihe mande ajustar as suaa
coritas.
Ditos Ao mesmo e ao Commandanle
das armas, intelligenciando-os de ter nomea-
do Alferesde commisso para servir no bata-
Iho provi-orio de cagadores de primeira li-
nha d'esta provincia Joaqu'm Herculano Pe-
reir Caldas.
Dito Ao Inspector da thesouraria das
rendas provinciaes significando em respos-
ta ao sen oilicio de i do mez prximo passado,
em que informa ao requerimento dos mora-
dores da ra Imperial do atierro dos Affoga-
dos, que dos lampies, que restao para a illu-
minaQo d'esta cidade mande collocar na
mesma ra os que poder nos lugares, que
pelo chefe de polica Ihe forem itidicados.
Dito Ao Chefe e polica participando
o poniendo no precedente olilcio em respos-
la aoseu de 5 do crreme acompanhado do
que Ihe dirigi o Delegado do primeiro dis-
tricto do termo d'esta cidade em que repre-
senta a necessidade de se illuminar a supraci-
tada ra.
FOLlflITB
HISTORIA DOS TRES PROVERBIOS. (*)
Rem convencido estou que muito ter sido
lamentada a posieo da minha pobre Zehra
pelas jovens senhoras cujos coraces sao
todos piedade o commiseraco: sim vos
que pela manfla penteaes eom complacencia
vossos bellos cabellos"; que ao meio dia des-
prendis os lindos caracoes encerrados desde
a vespera em aperlados papelotes e enrolados
por alvos e delicados dedos e formaes esses
graciosos aun *is sobre a brilhante fronte; que
linalmente noite arranjaes dessa profusdo
de cabellos que vos cahem sobre as brancas
espaduas trancas elegantes entrelazadas de
llores de adornos que nos bailes ou nos
espectculos vos ganham milhares de vistas
d'olnos namoradas ; vos comparando-vos
com a desgranada Zehra a lamentareis de lo-
do o coragAo e diris : Quanto seria eu
infeliz se como ella tivesse a cabega rapa-
da Consolai-vos porem oh almas com-
passivas que os cabellos vem depressa e se
a historia dos dous primeiros proverbios teni
sido triste eis-nos chegadns ao ultime que
vos trar aos labios o sorriso de reconheci-
mento e ao corago a alegra como a es-
niola que. daes ao pobre desfallecido ou a
agua qui> langaes no vero flor secca.
( ; Vid. Diario N. 146, 147, el 19.
Dito Ao chefe da legio de Garanhuns ,
seientiicando-o de ter approvado a proposta
para oflciaes do primeiro batal/iao da legiao
deseocommando ; edizendo-lhe que a fa-
ga publicar e ordeno aos propostos, que so-
liciten] pela Secretaria da Presidencia as res-
pectivas patentes aim de poderem entrar-
no exercicio dos seos poslos.
Dito AO Agente da companhia dos va-
pores, dizendoqueira ordenar ao Comman-
danle do vapor = S. Salvador = que se a-
presente arnanha na thesouraria da fazenda
d'esta provincia para receber a quantia de
20:000^ reis em notas remettidas thesou-
raria da provincia do Para.
Dito Ao Exm. e Reverendissimo Direc-
tor do Lyceo cornmunicando haver partici-
pado o Commandante das armas, que em
consequencia da representagio que S. Ex.
Ihe enderegou acerca dos estudanles milita
res d'aula de Geometria, ordenou que fossem
chamados para o servigo do batalho que
pertencem os cadetes Manoel Joze de Azeve-
do Amorim, Joze Air.mgo dos Santos Bastos,
e Antonio Luciano de Moraes de Mosquita
Pimentol. .
Portara Encarregando o cirurgiao S-
bastio Joze Gomes de fazer as vesitas de do-
entes no batalho de infantaria de guardas
nacionaes destacado e no terceiro batalhAo
de artilharia a pe em quanto for necessario.
com a gratificago mensal de trinla e trez
mil'ms.
Officio Ao Commandante das armas corn-
municando ter feito a antecedente nomeago
em attengao ao que S. S." expoz em oilicio
de 9 do correte.
Dito Ao Inspector do arsenal de mari-
nha autorisando-o para elevar s classes
immedialasos mancebos eaprendizes d'a-
quelle arsenal, que por seu adianlamento
estilo no caso de seren para ellas passados.
Portara Ordenando ao Coqunandanle
da escuna = Cobre = que mande dar bal-
xa a Manoel Courenco Nunes IWarcolino de
Oliveira e Antonio Pereira Raptista per-
tencentes canoa fia Ghocalho as e que fo-
ro recrutados para a dita escuna. .
COItl! ESP ONDE NC I A .
Vira Zehra com dolorosa resignngSo seus
cabellos entre as mos dessa velha mendiga .
e depois vendidos por algum dinhoiro que
fo dispendido em ignobeis golosinas f Dh !
diziaentSoa pobre menina no fundo-lo sen
corago oh meus bellos cabellos que mi-
nha mi amava tanto e que eu so de boa
vontade teria sacrificado a ella meu enfeite .
meu veo que su minlias nulos tinham toca-
do que fo feito de vos ? A mendiga nao
dava attengao nem a seus suspiros., nem a
sua tristeza ; e alguns dias depois achando-sp
j sem real ; disse : A' manh Zehra co-
megaremos a percorrer a cidade : se tu que-
res queeu te sustente e" preciso que me aju-
des !
Oh anda mendigar mendigar para
sta infame Zehra n8o pode supportar esto
pensamento ; ella prefera a morto a ter para
sempre urna similhante vida ; porem poz em
Dos toda a sua esperanga e o proverbio
prova quetinha razo.
Finalmente nao sabendo nem o que fa-
ra nem onde ira sabio ao anoitwcer da
casa onde tinha passado to maos dias e dis-
punha-se a abandonar a cidade tomendo ca- !
hir n'oulras mos iguaes s da judia e ir pa-
ri Alpuxarras fazer companhia ao Mauras!
fugitivos e segui-los no seu exilio s costas |
da frica mas ella nuiz anda langar umi
vista terna e dizer o ultimo adeos cidade
que a tinha visto nascor.
Percorreo claridade da lua o hairr Sil
Alhambra cujo palacio de mar more verme.
Snrs. Reilaclores
S o dezejo de deprimir a replanlo elhcia ,
faria com que o sur. Guilberme Slepple Qzes-
se Iranscrevor no Diario do lionlem una Cor-
respondencia na qual laxa de rancorosa e
parcial a sua exclusao da lista dos eleg veis da
Kreguezia de S. l-'r. Pedro Gongalves, e lau-
ca a culpa desla exclusao ao sur. < avallante .
Juiz do Paz do Recita como se sendo Viv
dadeira a exclusao nao lora obra da junta .
da quai o .sur. Cavalcanle apenas faz 0 terco :
porem nao consegu o osen fin [mis inda o
mais idiota ao ler a Correspondencia aian-
/el e despacho condece que o digno Juiz de
Paz do Recife nao levo parle em tal exclu-
sao e sin um simples equivoco do copista ,
e quaulis vezes nSo soler enganado o sur.
(iiiilhorme no cumpnmenlo dos devores do
seu emprego sem que por isso se Ihe lenlia
irrogado una culpa ? Guardo-mc snrs. I!e-
dactores para oulia occasiao as myitaa
codzinhas que me coiriao do liico da pena e
ieeo-lhes transcrovad a signilicaco junta ,
que d S. Constancio ao substantivo Aran-
zelpara ligao do sur. Guilhermo ; erogo-
aosnr. Cavalcante que contine a merceras
funegoes do juiz da Paz como o torn feito a-
leaqui, que lano tem grangeado a eslima
dos seos coin|>.iroehiano a iuvuju du eona
inimigos, e que cont para o deiTeiider de
injustas arguiges com o
Jusliceiro.
Aranzel s. m. ( do Arab. arraz I, minu-
ta rol lista memoria para lemhrangu :
do verbo rsala cscrover fazer ausento a-
pon lamen tos ) formulario, regiment., di-
rectorio ; tarifa, pauta de Alfandega; it. fam. ,
longa sorie de cousas que se narro ou de
artigOS. Fazer um aranzel to largo de suas
grandezas Vioira.
MISCKLLANEA.
ASAPPARENCIAS.
Aquelles quo j lOro as Aventuras de Za-
ino parecia bello ao luar que o esclareca;
e alli se demorou a ouvir o murmurio da aaoa
da fon fe do* Leos que rega toda a cidade ,
pira conservar esta memoria no seu exilio.
Passou odislricto de Granada depois gran-
de mesquila onde orou por ulgiim lempo,
depois ajoelhou diante da sua casa natalicia ,
o em seguida foi ver a porta de Alboiein por
onde sabio chorando o ultimo rei mouro.
Tambem ella sahio chorando pelas portas
da cidade, e bem depressa seacliou nos campos.
A noito eslava bella as flores das laranjei-
ras olimoeiros langavam um suave perfume.
Os mouros linhair. razao em chamar plani-
cie de Granada o para izo terrestre. Zehra
extenuada de cancaco deitou-se dehaixo de
urna arvore e all dormio sem perigo algum
at ao amanhecer. Nenhum vento fri tinha
incommodado sua cabega descoberta ; poden-
do dizer-se que o Dos que guardava a flor no
seu calix e a ereanea no seu bergo tinha
conservado para Zehra durante toda a noile
um ar fresco e brando. Esperai c veris ,
que o proverbio o verdadeiro.
Zehra abri os olhos ao nascer o sol olla
tinha esquerido n'um profundo somno. que
tinha fgido de urna rasa onde vivia misera-
velmente e ficou extremamente surpreza
venilo-se n'uma cmara tflo respl.indecente;
nao sabia onde so achava mas aspirava o
ebeiro das flores ouvia os passarnhos e as
l'oiiley : va de um lado (".ranada ; o do oulm
atierci'bia Alpuxarras no horisonte.
Oh quanto mclhor seria morrerneste
dig o capitulo intitulado o Cao e o Cavallo,de-
vem j estar mui prevenidos contra as appa-
rencias dj que podem resultar impulago de
Crime por mais claras c evidentes que ellas
posso parecer : porm cis aqu um lcto, l-
timamente referido pela folha franceza Ce
Droit, milito propro para fazer ver al que
ponto ellas podem s vezes enganar-nos.
I'ni carreiro que neslo invern passado se-
gua a estrada real de Paris para Sccpux foi
de repinte atlrahido pelos vagidos de urna
crianga que parecia chorar a mui lo peque-
a distancia dalle. Eroqualro horas da ma-
nhaa. Julgue-se da sua sorpresa quando .
procurando o sitio donde os vagidos pailio ,
eneontrou do meio da lama urna crianga re-
cem-nascida o com todos os indicios de par-
lo rcenle. Sem se importar com a explicagAo
do mysterio o pobre bomem cuidou no mais
urgente. Ernbriilhou o engeiladinho na sua
camisola, lovou-o roda Jola Rourbe e dei-
xou-o l.
Immediatamento depois den parte polica
daquelle eslranho aconteciinonlo; eesla, ten-
do procedido s indagages necessurias veri-
licou bom depressa ascircunstanciasseguintes:
l'ma leileira de Pataiseau chamada Meu-
nier nao obstante achar-se uo ultimo perio-
do da sua prenhez tinha viudo segundo o
postumo vender a sua bilha de leite a Paris.
Na noito antecedente partir acompanhada de
son marido o no meio do caminho sentir
duros que llio linhao leilo perder os sentidos.
Meunior prcslou-lhe ossoccorros que pode,
sem se lembrar nem pouco nem muito do es-
tado em que ella se achava ; e encontrando
dentro da carroga o quer que fosse e que o
escuro Ihe nao deixava bom distinguir, atirou
fra isso que ora.
Entretanto, como a mulher se continua va
a queixar assentou que devio ser as dores
de parlo. e com toda a pressa que pode ,
eonduzioa parturiente casa da partoira mais
prxima. Esta ultima ; apesar de examina-
da e do Paris, visilou a doente e declarou quo
a poca do parto a inda nao eslava prxima.
Em consequencia dislo voltoij immediata-
mente o pobre homeni para Pafiseau e man-
dou i llamar um medico, imagine cada uo o
espanto de Meunier quando o homem da arte
Ihe declarou que a mulher j tinha parido e
i l ii .. la
lugar. E ella dizia isto sorrindo-se parece
que confiava na Providencia. Eslava 13o aba-
tida que nao se podia levantar ; quorendo co-
Iher os fructos de urna arvore visinha obri-
gada pela forne tentn levantar-se porem
cahio logo derramando lagrimas.
L'ma senhora da cidade passava neste mo-
mento nao longo dola seguida de um nu-
meroso squito : eila vio ao ta vez das arvo-
res a pobre Zehra o chegou-se a ella inter-
rogou-a e vendo-a tao sofTredora e to bella ,
acreditou-a e levo della compaixo. A se-
nhora limilou alli o seu passeio porque se
tratava de fazer urna boa acgo: voltou a Gra-
nada conduzindo Zehra.
Esta senhora caritativa era viuva e rica e
em poneos dias devia ir para Mauilha onde
seu filho era governador. Os seus negocios
a chamavam imperiosamente quelle paiz ,
onde possuia consideraveis propriedades; mas
logo que estes negocios estivessem terminados,
ella devia voltaralJranadacomoseu caro filho.
("ode imaginar-se quaes seriam os preparati-
vos |>ara urna viagem 15o longa o D. Izabel
achou em Zehra urna ajudante intelligente.
Do sua protegida ella a fez logo sua pupilla
e sua amiga e Zehra se tornava digna disto,
porque era boa, affeetuosa, e amante para
com sua protectora ; ella tinha adiado nella
quasi urna segunda mi; enofimdedois
meses era to feliz que dando-se um peque-
no baile, Zehra foi convidada e sentio viva-
meute a falta de seus cabellos : todos os de-
mais pezares tinham j desaparecido.


l
lho perguntou o que era fetto da crianca. Foi
ento que o palerrna se lcmbruu ilo que Me ti-
nha acontecido de noite o do embrulho que
tinha atirado fra na oocasio dos primeiros
incommodos de sua mulher. Correu imme-
diatamente ao sitio da catastrophe onde na-
da encontrou ; porem bem de pressa leve
noticia do que se passra, e foi Bourbe bus-
car seu filho que apezar de tantas incle-
mencias eslava vivo e sao, c pode finalmen-
te ser restituido a sua roa!.
A circunstancia mais notavel de todo este
cstranho acontecimento que urna multar
possa parir urna enanca sem se sentir. .Nos
que,.porgraca de Dos nunca estivemos
em to criticas circunstancias apenas repu-
tamos a cousa aereditave! 5 porm, como nao
somos juizes mui competentes na matena, de
boa vontade deixamos a quem o fr ( e nisto
encontrar o benigno leilor a prova da nossa
modestia) a solueo de semelhante oifTicul-
daile.
A moralidade do caso que em se tratan-
do de atlribuir a algnem qualquer cousa que o
accuse de criminoso ou mesmo que simples-
mente o deshonre, 6 necessario muila cautela.
MODELOS DE CUMPR1MENT0S A SEMIOBAS.
iodo o mundo de ve (cr noticia da famosa
Christina rainha de Suecia mulher extra-
vagante que a foira do querer ser grande, se
fez na realidade pequea : porm nem todo
o mundo lera noticia da maneira por que esta
princeza foi recebida em Franca quando j
depoisde ter abdicado a coma e abjurado a sua
religio se apresuntou na corle de Luiz XIV.
Era na poca da minoridade do grande rei.
Todos fallavo de casamenlos para elle ; e
como para un principe que tinha sido dado
por Dos ( Dieudonn llie chamavo os Fran-
cezes ) ludo devia ser extraordinario assen-
tou-se que a filha do grande Gustavo Adolfo ,
mulher de tanto espirito que nao faziacasode
thronos nem de altares nao podia ter vindo
a Pars, se a Providencia de proposito a nao
tivesse trazido para esposa do rei de Franca.
Este ida apezar de extravagante ( porque a
noiva poderla ser mi do noivo ) temou com
ludo tal corpo que todo o mundo a admillio ;
e os Francezes queja vio em Christina a sua
futura rainha esmerro-se em fazer-lhe .
cada qual mais todos os obsequios que por
senielhante motivo lho erao devidos.
foro cumplimentar a princeza lhe dirigirao
discursos mais 011 menos lisongeiros ; porm
nenhum dalles merecen passar posteridade
seno o da universidade de Paris. O orador
da deputacao caprichou de dizer muito em
pouco e conseguio-o. Resumi em poucas pa-
Iavras a gloriado pai que tinha visto tantos
soberanos aos seus ps a magnanimidade
da filha que abondonava sem saudades o maior
objeclo de ambiguo que havia entre os ho-
mens a illustracao do seu espirito que lhe
tinha Caito ver o absurdo dosystema religioso
da pretendida reforma e a infallibidade das
mximas da religiocatholica; e alludindo fi-
nalmente de urna maneira to fugitiva quanto
delicada s vozes que ento corrio cerca do
seu casamento com Luiz XIV concluio desta
maneira : -- Fecit te Gothia ( Suecia ) Chris-
ou dois annos e':la
Porem em um anuo .
tornara a ser venturosa porque seus .ca bel -
. los cresciam e em sua superstigo por que
todas as donzellas sao supersticiosas ella se
persuada que seus cabellos novos serian)
para ella urna nova vida e que ella augmen-
tara cm bens medida que seus cabellos cre-
. cessem.
D. Isabel nao julgou ser necesario pergun-
. tar-lhe se a queria acompanhar a Manilha.
Zebra fazia actualmente parte da sua casa e
. D. Isabel a amava como urna filha. Ella tinha
anteriormente estudado muito, esuas des-
granas haviam interrompido sua instrueco ,
mas ella tinha de novo comegado seus estudos,
. com mais amor que nunca na sua nova posi-
. cao e passados tres mezes tornou-se urna
mulher distincta.
D. Isabel parti n'um navio que afretou
em Malaga para ir com Zebra e seus cria-
dos ; e a viagem foi feliz alao Cabo da Boa
Esperanca. Alli D. Isabel foi acomet-
tida de urna doenca grave que a obrigou a
desembarcar, e Zehra nao abandonou nem
de dia nem de noite a cabeceira de sua pro-
tectora ; mas apesar de seus cuidados ella
ia peorando ; e a pobre orf ajoelhava ento,
pedia vida de D. Isahel, eofferecia em sa-
crificio seus cabellos queja tinham cresci-
doalguns dedos. Com effeito qual sacrifi-
cio podia ella fazer de que nao fosse mere-
cedora a que a tinha salvado ? Sua ancieda-
de por esta segunda mi era de reconbeci-
linam Roma ehristianam facial te Gallia
christianssiniam!
Nao menos delicado do que este c muito
mais do gosto da pessoa a quem foi dirigido |
foi o cumprimento que um embaixador turco i
fez a urna senhora de Paris que o causlicava j
com reftexes desagradaveis cerca da plura-
lidade de mulheres adoptada pelas leis civis
e religiosas dos Turcos. Dizia-lhe ella que
era j um indicio de bruteza nsupportavel!
baver um systema religioso que fazia das mu-
Iheres puras machinas nao Ibes concedendo ;
alma e excluindo-as do paraso ; mas que o
uso da polygamia, concedido nicamente aos ;
homens era nm escndalo tanto mais odioso,
quanto s podia servir para tirar toda a mo-
ralidade ao sentimento mais nobre da huma-
nidade Iransformando-o em puro estimulo
spnsual sem fim sem vocaco sem utili-
dade e sem futuro. Defendia-se o embaixa-
dor como podia ; mas vendo que nenhuma
das suas resposlas satisfaza e que a per-
seguido conlinuava cada vez mais forte to-
mn por outro caminbo e disse-lhe. Minha
senhora se as mulheres em Turqua fossem
to interessantes como em Franca de certo
nos nos contentaramos com urna s. Esla
coarlada satisfez de tal modo a escandalisada
senhora que dahi por diante achava o embai-
xador um homem mui moderado apezar de
ser cerlo que na sua trra tinha nao menos de
quatro mulheres legitmase dozeconcubinas.
Dissero depois ms linguas que o motivo
lesta mudanza de opinio foi por o Turco lhe
baver provado com palavras e com obras que
os encantos da sua nica pessoa valio para
elle muito mais do que todas as que conserva-
va reunidas no seu serralho de Constanli-
nopla.
A POLICA DE APLES.
Mlle Halles [ diz o Commerce de Paris] can-
tora franceza escripturada n'um dos theatros
le aples, devia cantar ltimamente n'uma
representado a beneficio de um dos actores
da companhia : acommetlda, porm, de um
incommodo de garganta que a sorprender de
supeto prevenio logo de manha o director
to theatro paiticipando-Ihe a impossibib-
dade em que se achava de cantar, lmmedia-
tamenle foi enviado o medico do theatro para
examinar as circunstancias da bella enferma ;
r. u Oiscipulu de Esculapio que se gabava de
fallar sempre com preciso excepto as cou-
sas essenciaes, fez um extenso relatorio, don-
de resultava que a doente soflria urna afleceo
de garganta muito intensa porm que esla-
va apyretica. Consultado o diccionario dola
Crusea, para se saber o que queroria dzer em
linguagem de gente christa esta palavra bar-
bara achou-se que se tralava de um destes
iunumeraveis termos technicos forcados in-
dspensaveis gue os charlates costumo fazer
remar as gales da sciencia para darem boa
opinio de si : e que a significado da palavri-
nha em linguagem corrente queria dizer__
sem febre.
ptimamente Como o regulamento dos
theatros declarava que s em caso de febre
que os artistas podem ser dispensados do ser-
vido que Ibes compete. recebcu Mlle. Halles
ordem formal de se apresentar na represen-
tado.
A pobresita obedeceu, mas quando chegou
a occasio de representar o sen papel, apenas
pode enloar algumas notase ficou muda. Um
diluvio de assobios lhe correspondeu de todos
os ngulos da sala at que, obtendo afor-
ra de gestos que a ouvissem chegou bo-
ca do theatro e contou tremendo o estado
do molestia em que se achava ; a ordem da
direceo que a obrigava a cantar e a impos-
sibilidade em que eslava de a cumprir.
O publico teve compavxo da interessante
perseguida vendo com os seus olhos a injus-
ta que lhe fazio ; eaos gritos de furor com
que poucos minutos antes havia exprimido o
seu descontenta ment succedeu urna salva
de bravos, e urna chuva de ramalhetes. Mlle.
Halles foi reconduzda em triumpho ao seu
camarim e a representado adiada, visto
que o respeitavel publico assim o exiga.
Porm a polica dos aples nao para gra-
Qas : no mesmo instante o inexoravel magis-
trado fez prender a pobre victima subslituio
os braceletes de rubins por algemas, os anneis
poranginhos, e, vestida theatralmente como
se achava pregou com ella na enxovia.
Ali ficou engaiolado o rouxinol de Paris ,
at que a voz publica tendo levado a noticia
da sua desgraca aos ouvidos de urna grande
personagem da corte esta personagem obte-
ve do ministro do interior urna ordem de sel-
tura mas nao tanto a tempo que a molestia
da victima nao tivesse j feito tantos progres-
sos por causa da humidade e inconvenientes
da priso que quando chegou sua casa j ia
moribunda.
O embaixador de Franca a quem constou
este negocio queixou-se da brutalidade da
polica ao governo e tanto o commissario ,
como o medico foro destituidos.
[ J. do Com]
Cap. Joaquim Pedro do S e Faria
diversos gneros.
carga
E DI T A E S.
COMMERCIO.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 14 de Julho 793,569
DESCARRECA MOJE 15 DE JCLH0.
Brigue Escuna Americano= Lpez = Far-
nha bolaxinha pimenta barricas
abatidas ditas com lampo cha e
eucomendas.
MOV MENT DO PORTO.
novo futuro porque no caso de um resultado
fatal, que acontecera pobre Zehra! Tor-
nara a ser urna orf abandonada o ludibrio
de todo o mundo. Ella exprimentava todas
estas agonas quando orava a Dos por lon-
go tempo junto ao leito da doente. Era na
realidade terrivel para a pobre menina tornar
a ficar sem apoio e muito mais n'uma tor-
ra estranha sem poder entender na sua mi-
seria urna s palavra do seu paiz.
Ella pedio ao Ceo com tanto fervor que fez
descer sobre D. Isabel urna benigna influen-
cia ; e urna tarde que com a cabera e os bra-
cos apoiados sobre o leito ella dizia Meu
Dos! permitlireisque urna mi morra in-
do procurar seu filho ? Ella sento sobre
sua cabera urna mo posta docemente. Eu
espero disse a enferma ; e desde ento
seus olhos se reanimaram sua voz tornou-
se mais forte e suas faces tornaram-se cada
dia menos lvidas. Zehra observando este
milagro adquiri a sublime crenga q'a me-
loraera devida as oraches christs que recita-
NAVIO ENTRADO NO MA 13.
Philadelphia ; 47 dias ; Brigue escuna Ame-
mericano R. F. Lpez ; de 164 lonel. ;
cap. Abraham Sheed ; equip. 9 carga fa-
rinha de trigo cha &c. a Malheus Aus-
tim & Companhia.
DITO NO DIA 1 J
Richmora ; 59 dias ; Brigue Americano Al-
fred Tyler ; de 22o tonel. ; cap. Roberto
Knox ; equip. 11 carga farinha de trigo,
attenry Forster & Companhia.
SAIIIDO NO MESMO DIA
Santa Catarina; Brigue Brasileiro Boaventura;
A Cmara Municipal desta Cidade do Recite e
seu Termo drc.
Faz saber que, peloExm. Prezidenle da
Provincia em vrlude do Avizo de 11 de
Maio p. p. fora" dadas as convenientes or-
dens, para a convocarlo da nova Assemblea
Geral ordinaria procedendo-se a Eleico da
maneira seguinle : que a primeira reunio ,
para formar o Collegio Parochial que devo
nomear os Eleitores seja feita impretervel-
mento as Freguezias deste Muuicipio no
dia 24 de Julho p. f, em conformidade das
Instrucces n. 157 de 4 de Maio do corrente
anno, e mais ordens em vigor ; que a reunio
do Collegio Eleitoral deste Districto para a
EleiQo dos Deputadosa Assemblea Geral Le-
gislativa dever fazer-se no dia l4deA-
gosto p. futuro ; e a ultima e geral apuraQo
dos votos nesta- Cmara no dia 11 de Se-
tembro do presente anno.
E para que ebrgue ao conheeimento de to-
dos mandou a Cmara fazer o presente que
ser publicado pela Imprensa. Recite em 6
de Junho de 1812. Joze de Barros Falco
deLacerda, P P. Fulgencio Infante d'AI-
buquerque e Mello Secretario.
= A mesma Cmara Municipal, faz sa-
ber que no praso de 15 dias contados da
dacta deste ser posto em arrematago, por
quem menos izer oempedramento e es-
gotamento do atterro da Boavista. As pes-
soas, que quizerem laucar comparego na
caza de suas sesses no referido da munidos
de fiadores idneos. Asphntas, projectos ,
orcamento e mais condi?6es para a sobredita
obra acho-se na mesma casa para seren con-
sultadas por as pessoas que quizerem lanzar.
E para que chegue ao conheeimento de to-
dos mandou a Cmara fazer o presente Edital,
que ser publicado pela Imprensa. Recife em
sesso de 50 de Junho de 1842. -- Manoel
Coelho Cintra, P. P. Fulgencio Infante
de Albuquerqne e Mello Secretario.
Vicente Tomaz Pires de Figueiredo Camargo,
Commendador da Ordem de Christo o
Inspector da Alfandega.
Faz saber que boje 14 do corrente sa
hade arremalar em hasta publica na porta da
Alfandega as mercaduras abaixo descriptas,
as quaes se acho nos armasens alem do tem-
po permitlido, pelo Regulamento o em es-
tado de ruina a saber : Urna porco de a-
doellas, e urna maquina de madeira por seis
mil rs. 158 garrafas vazias cenlo a 6^500
rs. duas barricas com gsso 2j(j2 libras a
1*600 rs. o qq. ; nao sendo o arrematante su-
geito ao pagamento dos Direitos e Expedien-
te. Alfandega 13 de Julho de 1842. V.
T. P. de F. Camargo.
DECLARACOES.
="
va o desde ento ella foi ehrisl da refi-
era Ihordos horaens e algumas vezes ,' na el-
fuso de alegra compar^a-o por sua bon-
dade e ternura sua pequea Zehra a
qual tomecava j a amar o filho da sua pro-
loclora eaconceber urna esperanca de ven-
tura domestica para o futuro e a nao se con-
siderar mais orf.
Em fim o navio aproximando-se de Mani-
lha acabava de entrar no mar perfumado
da Sonda e a viajem tornava-se deliciosa
por entre margens cobertas de arvores de ca-
nella e de noz moscada, e por estreilos chei-
os de ilhas florecenles parecendo urna es-
trada terrea guarnecida de arvoredos. A
todo o instan te, D. Isabel e Zehra ficavan-
I" Tendo de proceder-se a nova numera-
cao dos predios urbanos desta cidade do
conformidade com o regulamento do Exm.
bnr. Presidente da Provincia de 20 do Julho
a
-to e depois ella devia temer pelo sen
gio que a salvava salvando sua protectora.
A Providencia anda a soccorreo urna vez. D.
Isabel recobrou a saude e o dia que se sentio
perfeitamente boa ella agradecen a Deoa ,
tornou a embarcar-se dizendo : An-
da verei meu filho
Ento ella nao falln seno desse caro fi-
lho queesteve quasi a nao tornar a abracar.
Entretinha-se desde pela manh at a
noito com Zehra delle o qual dizia que
surpresas vendo vir da borda dessas llores-
tas edirigirem-separa o navio barcos nia-
laios carregadosdelaranjas e cocos e con-
duzdos por jovens raparigas de semblantes
bronzeados denles brancos e olhos pretos,
e Zehra admnava suspirando seus loncos ca-
bellos alados n'um s n no alto da cbeca
Comtudo seus cabellos creciam e ella ja
podia formar espessos caracoes sobre sua fron-
te. Ella se asssgurava disto diante de um
espelho quando urna manh D. Isabel lhe
veio d.zer : Sabes Zehra estamos
Uiante de manilha e em poucas horas vere-
mos meu filho. Zehra ficou bstanlo con-
tente de seu cabellos se aeharem crescidos.
D. Isabel tinha sido imprudente de pro-
metter que em poucas horas vera seu lillio
parece que achava diante da cidade onde elle ,
governava ; mas militas vezes a tempestada
sobreveem mesmo no porto. Porem desta
vez a lempestade nao sobreveio e D. Isabel
desembarcou nos bracos de seu filho.
Seria lon|o e difiicil procurar descrever a
alegra do filho tornando a ver sua mi ; e
vos filhos pojis imaginar esta alegra re-
cordaiido-vos da vossa quando depois
do urna ausencia abraca s vossa mi; e
s desta maneira se pode pintar taes sen t-
menlos. Quando Fernando este era o no-
me do filho, depois de estar por muito lem-
po oceupado de sua mi, do seu paiz natal, o-
Ihou para Zebra, perguntou a D Isabel quem
era esta joven bella Senhora : e ella lam-
bem o achou bello e muito mais agora anima-
do como estava pelo prazer de ver sua mi.
D. Isabel respondeo a Fernando referindo
quem era Zehra e o que ella lhe tinha feito.
e lernando se lhe uniu approvando do co-
ragao os beneficios de sua mi.
Era um homem de irinta annos nobre ,
distinclo, echeio de talentos. Elle tinha
certamente adiado grandes partidos entre as
crelas de Manilha mas tinha jurado
nao ser esposo seno de umacompatriota ,
e quando dizia isto diante de Zebra el-
h experimeiilava todo o seu amor de patria,
tila se uceupava ento de enfeitar-se ; tinlia-
se tornado la fu la e leria muito prazer em se
P'-nlear -le llores como as habitantes do
paiz !
Se suas trancas fossem compridas ella le-
na feito urna coroa enlrelacada dejasminse


3
- ".
m
de 1859, abaixo transcripto, vo Illm. Snr.
Inspector da thesouraria daa Rendas Provin-
ciaes manda convidar as pessoas que se qui-
zerem incumbir desU obra a eomparecerem
na salla das sessocs da mesma thesouraria coni
as suas propostas por escripia at o dia 20
do corrente. Secretaria da thesouraria das
Rendas Provinciaes de Pera i m buco 12 de Ju-
nho de 1842. OSjcretario Luz da Costa
Portocarreiro.
Regulamento.
O Presidente da Provincia attendendo que o
langament da, decima dos predios urbanos
desta cidade quando fe i lo com a devida re-
gularidad e clareza nao s facilitaos traba-
dlas dos Embregados, que delle seacho cu-
carregados como tambem concorre para a
boa arrccad.aco e conseguinte augmento de
urna das principaes fontes dos rondimenlns
Provinciaes ; e considerando queessa regu-
ilaridadceclaresa nao se potler obter sin
quanto subsistir a actual numerago dos di-
tos predios por ser feita a muito e eslar por
csse, motivo incompleta e defeituosa ; deter-
mina que se proceda quanto antes a fazer
urna nova numerago sob as seguintes bases
Primeira todas as casas de cada ra ,
travessa beco &c. da cidade sero numera-
das principiando sempro do norte para o
sui e de leste para o oeste do lado direito
com os nmeros pares e do esquerdo com
os rapares de modo que iquem os nmeros
Itfi ordem seguinte: 1, 3. 5, 7, 9, &c. ; 2,
i, 6, 8, 10, e assini por diante.
Segunda C*da easa ter um s numero ,
embora tenha difieren tes andares armazens
ou tojas.
Terceira Quando entre casas que pago
decima se encontrar alguma que esteja i-
sfsmpta della por alguma circunstancia mar-
cada as leis, nao deixar por isso de ser nu-
werada como todas as mais.
Quarla Quando se tizer depois da nu-
merago, una ou mais casas, serao estas nu-
meradas com o numero primeiro anterior ,
accrescentando-se a cada urna por ordem al-
jphabetica a letra A, B, C, &c at que se
chegue ao primeiro numero seguinte em
quanto se nao renovar a numeracao.
Quinta Todas as ras beccos travessas
iic. leroem um dos lados tanto no princi-
pio como no im um lelreiro indicando o seu
nooae; e este devera ler-se sempre de um ex-
tremo para o outro. assento dos letreiros
das primeiras serao quadrados dos segundos
ellipticos e das terceiras triangulares.
Sexta As letras e algarismos sero sem-
pre escriptos com tinta branca sobre assento
preto para maior distincg&o.
Stima A numerago dos predios urba-
nos ser regularisada de cinco em cinco anuos;
a todas as despesas que com ella se fizo rom se-
ro pagas por conta da consignado marcada
pan despesas eventuaes.
Palacio do Governo de Pernambuco em 20
fdeJulhode 1 839 = Francisco do Reg Bar-
jos = Conforme. 0 Secretario Luiz da
Costa Portocarreiro.
=3 A Cmara Municipal d'esta Cidade do
Recife faz Sesso extraordinaria no dia 10
do corrente. Recife 14 de Julho de 1842.
Joze de Barros Falcode Lacerda.
P. I.
Fulgencio Infante de Albuquerquc e Mello.
Secretario.
Continuaco das faltas dos Alumnos do Ly-
ceo no mez do Junho p. p.
Aula de Frauroz.
Nomes Faltas.
Antonio Benlo da Costa. ~
Joaquim do Reg Barros Pessoa. 7
Paulo Cavalcanto de Albuquerque. 7
Francisco Simplicio de Paula Freir, 0
Galdino Joo Jacintho Borges. 6
Francisco Brederode de Andrade. o
Francisco de Assis da Silva Ferreira. I
Joo Tiburcio da Silva Guimares. 4
Joze dos Santos Nunes de Oliveira Jnior. 4
Joaquim Tavares Rodovalho. 4
Manoel de Souza Garca de Mello.
Geografa.
Miguel de Freitas Barros. U
Thomaz de Aquino Mindello. 3
Francisco Serfico de Assis Carvalho. 3
Simphronimo Olimpio de Queiroga. 4
Dezenho.
Joaquim Diasde Santa Anna. 14
Joaquim Olariu d'Assumpgo 12
Luiz Gonzaga de Snna. 10
Joze Anac'eto de S. Boaventura. 8
Galdino dos Santos Nunes de Oliveira. 3
Seeretaria do Lyceo 12 de Junho de 1812.
O Secretario Joo Facundo da Silva Gui-
mares.
LE LO ES.
tsr 0 leilad d>' calcados e bezerros de lus-
tro annunciado para o dia 14, tica transfe-
rido para Terca feira 19 do corrente.
AVISOS DI VEBSOS.
giestas o que na realidade harmonisaria mui-
to bem com os seus cabellos pretos. Fernan-
do amava os penteados com flores ella o sa-
bia e tinha obtido de urna das jovens senho-
rasdo paiz urna essencia exquisita que fa-
zia crescer o cabello e o tornava macio como
a seda e da qual todas as noites ella fazia
uso depois de ter orado por sua mi.
Emfim, Fernando podia regressar sua
patria : seus negocios cstavam terminados e
D. Isabel elle e Zehra, se fizeram de
vola com um bello tempo no mesmo navio
que as tinha conduzido de Malaga.
Nada liga tanto como urna longa viagem, e
sobre tudo urna longa viagem de mar : est-
se reunido n'um espago bem estreito e bem
frgil sobre scena mais vasta e mais infiel
do que a trra Tem-se necessidsde de mais
amisade e de mutuo apoio ; torna-se mais
de pressa sociavel e familiar : alli, os bellos
pontos de vista a admirar sao para todos co-
mo para todos sao os perigos e temer juntos
de admirago e de terror isto forma em pou-
cos dins amisades intimas e duradouras por
toda a vida. Fernando ganhou logo a confi-
anca de Zehra que amava todos os dias ou-
vil-o contar suas aventuras por mar e as
estranhas historias dos selvagens que habitam
as partes interiores das ilhas da Sonda ; se
elle refera que tinha estado em perigo ella
tambem suppunha estar com elle. Ella se
interessava em tudo que Ihe dizia respeito ; e
elle do seu lado, ouvia com terna compaixao
= Manoel Gonealves da Cruz Inspector do
13. Quarteiro da freguezia de S. Frei Pe-
dro Gonealves do Becife faz saber aos habi-
tantes das ras seguintes: Praga do cominer-
cio, Abreu Torres, Crelas, Lingoela Al-
fandega velha Trapixe novo Tanoeiros ,
e fora do Arco do Bom Jazus at o estaleiro
publico : que elles sao obrigadosa participa-
ren! ao annunciantc o seguinte, as mudan-
cas para cutros distritos afim de recebe-
rem guia cuja deve ser apresentada ao inspec-
tor de quarteiro para onde vo residir; as-
sim como participarn as pessoas que recebe-
rem em suas casas, quer por estada, ou hos-
pedagem : Todos os estrangeiros sao obriga-
dos dentro em trez dias a appresentar os t-
tulos de residencia para Ihe ser posto o vis-
to : no prazo de 8 dias viro alistar-se os
proprietarios de botes de aluguel, dos por tos,
ilo trapiche da naco Lingoeta e Forte de
Mallos assim como todas as pessoas- livres
oceupadas no mesmo servido.
tsr Joo de Oliveira Guimares faz cer-
to ao publico 'Pesia cidade que tem vendido
a sua taberna sita na ra do Cordenis ao Snr.
Joze Vicente da Cruz e por isso previne ao
arrematante das bebidas espirituosas que fica
desonerado para com elle. Est muito certo
nao dever nada a pessoa alguma; mas se al-
a relago de seus infortunios e quando ella
referia todos os beneficios de que a tinha ac-
eumulado D. Izabel, elle olhava para sua
mi, e Ihe agradeca como se aquillo fosse
um novo signal da sua ternura ; elle se jul-
gava feliz em saber que Zehra era christa
'D. Izabel via com alegra esta intimidade
sempre crescente que una seu filho e Zehra ;
ella tinha sempre temido sair deste mundo an-
tes de ver seu filho as&ociado a urna esposa ,
segundo o seu eorago, o Zehra he pareca es-
sa mulher perfeita. Fernando e Zehra li-
nham um e outro em segredo o mesmo pen-
sament e a mesma esperanca.
Pode imaginar-se que a viagem foi encan-
tadora porque he nossa alegra interior que
faz tudo risonho e alegre ao redor de nos. Pa-
ra Fernando e Zehra as ilhas da Sonda ti-
nham sido rnais perfumadas, as vagas phospho-
rencias dos mares mais brilhantes ; os lu-
gares mais esplendidos as estrellas mais
scntillantes. Quanto o pico de Teneriffe Ihe
havia parecido bello urna manh aos pri-
meiros raios do sol Quanto as bellas Ca-
narias Ihe tinham parecido dignas do seu an-
tigo nome de AfTortunadas O ceo tinha es-
tado constantemente bello e o vento aca-
riciador ate a hora em que aperceberam ao
longe o paiz ; as costas da Andaluzia os
rochedos de Gibraltar. Elles grilaram Ierra !
Mas um vento se levantou forte e sempre
forte sobreveo urna borrasca urna tempes-
tado um furaco Cahiria a pobre Zehra no
guem se julgar seu credor pode i inmediata-
mente apresentar-lhe sua conta.
= O abaixo assignado morador na cidade
de Olinda D. 4 declara ao snr. arrematante
do imposto de 20 por cento sobre o consumo
das agoas ardentes da produccao brasileirn
que deixou de vender este genero directamen-
te para o consumo desde doze de .luido do
corrente na sua taverna.
Manoel Joze de Bastos.
=3 No dia 17 de Margo do anno prximo
wHsado furtaro do sitio do Arraial do abaixo
assignado dois quartaos sendo um russoe ou-
tro laso ambos com o ferro 0 na eoxa di-
reita quem dos mosmos souber o descubrir
ter de alvigaras lOj res por cada um ese
guardar lodo b segredo : na ra das Flo-
res D. 12. Joze Antonio Carneiro Jnior.
ts?" Oferece-se sima sen hora para ama de
casa de homem solteiro ou viuvo engoma,
e coze costuras de mulher, e d'alfa ate ; na
ra de Santa Bita D. 12 da parte do nascen-
te.
= Quem precisar de alugar um bom pi-
anno: dirija-se a ra do Rozario loja de miu-
dezas D. 7 o tambem so vendem boas pe-
cas de muzica para o mesmo.
XST Precza-sede urna ama de leite forra ,
de bons coslumes e que nao tenha filhos ,
prefere-se alguma do mato ; na ra Direita
venda D. 29.
= Aluga-se dois escravos mogos afeitos
para qualquer servigo \ um acostumado a
trahalhar em servigo de olaria o qual he um
perito official de lijlos e o outro be co-
zinheiro : no armazem da ra nova D 3i.
= Joaquim de Paula Lopes declara que
desde o dia 8 do crrante deixou de vender
agurdenle de produco b'rasileira na sua ven-
da da piara da Boa-vista D. 9.
= Precisa-so de 2 officaes que entondo
bem de faser charutos no beco da ra da
Madre de Dos ou na ra do Apollo 3. an-
dar por cima da venda de garapa.
= Aubertin professor de esgrima, avi-
za aos amantes desta arte dstincta que mu-
dou de residencia e que de boje em diante
d licocs em sua caza na ra do sedo N. 21 .
lado direito sahindo da Boavista desde as 1
horas da manda ate as 2 da tarde, e das 3 ate
as 10 danote ; assim como d licites as casas
das pessoas que a quizerem pur prego mui-
to moderno. Em sua casa se acharo todos
os utensilios para o jogo de lorete e espa-
dago.
0 mesmo professor tem estabelecido urna
escola de tiro de pistola que comegar Do-
mingo 17 do corr-mto e durar desdeas 9
doras do dia ate a larde : lisonjea-se elle que
pelo seu methodo os seus discpulos Picarn
to destros em atirar a pistola, como os que
tem muilos annosde exercicio. Os arranjos
necessaros para este exercicio se acdaro em
casa do annunciantc a prego rasoavel.
= O Thezoureiro da Lotera de Nossa Se-|
nhora do Bozaro quo corre infallivelrnente
a 7 de Agosto prximo futuro avisa que os
bildotes acho-se a venda na loja do snr.
V'ieira ra da cadea do Becife ; sr. Mene-
zes, ra do Collego ; sr. Moreira Cabug ;
abysmo ? A tempestado era terrivel e nao
vos direi qne era terrivel por causa do ceo pe-
sado das vagas que se ahriam como grandes
gargantas escumantes de monstros gigantes
d<>s raios que se crusavam as nuvens como
lancas n'um dia de batalda porque estas
imagens perlencem ao pintor que tem palhe-
la e pieeis; porm dir-vos-dei que esta
tempestado era terrivel pela situago moral
dos que curvavam a cabega sob sua voz fatal.
Meus filhos exclama Isabel apertan-
do-os contra o seu corago e ella juntava en-
tre as suas mos as mos de Fernando, e
de Zehra.
Minha amiga !..... minha esposa !......
dizia com desesperago Fernando beijando a
mo de Zehra.
Adeus dizia a pobre menina .
0 navio acabava de encalhar : a agoa alli
entrava a grandes borbolhoes por doisou tres
grandes rombos; e nao apareca urna vela ,
um s barco ao longe !
Adeus adeus repetiam Izabel e Fer-
nando.
Dos soja ubengoado! gritava Zehra com
urna voz verdaderamente commovida e agi-
tando seu lengo ;(isoccorrem-nos, soccorrem-
nos e o vento calma.
Ella tinha razo o vento aplacava urna
chalupa aproximava-se forga de remos e
ella conduzio trra saos esalvos todos os nu-
fragos.
e o sr. Saraiva na Boavista junto a Igreja
Matriz.
es Roga-se encarecidamente ao snr. Di-
rector da sociedade Amizade nos t'e quo
daja de revogar o annuncio, um lugar
de ser para as 10 horas da manh ser para
as 4 da larde ; pois s. s. nao ignora que de
manh a maior pirte dos socios leem que fa-
zer c a tarde eslo desocupados.
Oilo Socios da mesma.
= Sabio o n. 21 do Espelbo das Bollas.
contendo um famoso A. B. C. moral dos Jo-
vens : continuago da historia da Provincia ,
de. O Bedactor roga ao respeitavel publico ,
que concorro a comprar e a subscrever a
fim do que u folda nao acado termos em quo
est por nao render com que su faga trente as
despezas da impresso -. em tanto quo a mes-
ma folha parece digna de ser lida por todas as
familias
= Trinta e cinco socios (alem deoutros
que nao entraran neste concilibulo) rogo
ao snr. Director da sociedade Amizade nos
Une, haja de nao revogar, mas antes ron-
firmar o annuncio foito em seu nome nos
Diarios de 13 e 14 do corrente.
I'm pelos 33.
= Faz-so scienle ao publico que a socie-
dade Natallense ollleiou ao snr. F. de F.
Gamboa que no dia 23 do corrente feste-
java o annivorsario da Coroago de S. M. I. ;
e neste mesmo dia foi oflerecer ao Exm. Pre-
zidente o beneficio para a casa de correegio ;
e para que se nao faga mujuizo, solazo
presente. I'm Socio.
= Quem quiser mandar fazer servigo por
carroca com cavallo : falle na ra Nova lado
do norte penltima loja.
sa Quinta feira 21 do corrente s 4 horas
da tarde na praga do Juizo de Orphos na
ra do Collegio se dade arrematar de renda
annual urna morada de caza terrea cita na
ra ua Gloria no bairro da Boavista.
= Arrenda-seum sitio com sobrado, e ou-
tro com casa terrea na passagem da Magda-
lena entre as pon tes : a tratar na ra da
Gloria no bairro da Boavista sobrado de um
andar lado do nascente.
= O aviso inserto pelo Diario de 13 do
corrente do snr. Director da sociedade =
Amizade nos Une nao pode ter logar salvo
se tal convocago he para o que dispoem o
Titulo 7. $ 3 do Artigo 21 dos Estatutos;
e se para o contrallo s. s. nao podia fazer
tal avizo.
Um Socio.
= Da-se 200*000 reis a premio, sobro
penhores de ouro ou pnta ; na ra Nova
D. 3.
= Precisa-se de allugar um molequedo 13
a 13 anuos de idade para o servigo de urna
casa de pequea familia que saiba comprar
na ra e que seja fiel, dando-seo sustento
e 8*000 rs. mensaes: na ra das Flores casa
D. 8 se dir quem o quer ou annuncio pa-
ra ser procurado.
tsr Precisa-se alugar pretos e pretas para
venderem azeilc de carrapato s tardes: na
ra das Larangeiras 1. andar do sobrado I).
7 lado do norte.
Cdegados a Granada os dous jovens des-
posados durante urna longa viagem e unidos
diante de Deus durante a tempestade foram
em fim unidos para sempre peante o altar*
Foi em a antiga mosquita quo se tinha co-
mo Zehra convertido que o casamento le-
ve logar.
Amina tendo sido convencida de seu infa-
me abuso de confiauga a casa natalicia foi
devolvida a Zehra e ella alli entrou para ce-
lebrar o seu casamento com Femando. Du-
rante as festas vieram dizer que urna velha
mulher morria de fome sua porta : ella Iba
deu asylo por todos os dias da sua vida : era a
mendiga qne a tinha feilo soffrer por tanto
tempo.
E urna tarde Zehra assentad entre Fer-
nando e sua mi achava prazer em recor-
dar em sua folicidade quanto Dos depois de
Ihe ter (eito soffrer tinha sido misericordi-
oso! Foi urna -admiravel providencia como a
sua que a tinha deposlo podre edespojada de
tudo mesmo dos seus cabellos, entre as mos
bemfeitoras de D. Izabel ; foi a sua providen-
cia que a linda conservado a vida da sua bem
feitora ; e foi ainda a sua mesma providencia
que tinha serenado a tempestade sobre a sua
cabega....
Dos protege a ovelha desgarrada ,
disse sorrindo-se D. Isabel, o abragou se-
us dous lilhos.
Eis-aqui a historia do terceiro proverbio.


- _-:.-
SSfcSssiSS1? .- Mfc*fcg',.-riMpi^Mi
M*-ft
w^;*
^ O Racliarel formado Joaquim Joze da
Fonseca Jnior, inmlou sua residenftia e
escrijUorio parao pate> do Collogio sobrado
D. 15, onde podoro fallnr-lhe a qualquer
hora do lia. Elle seionlifica aos si-us amigos ,
econstiliiint-'s do fura que lem suplicado ,
e espera obterde S. M. o Imperador a graca
de o querer dispensar^ do lugar de Juiz Mu-
nicipal e Orfos da Comarca do Limociro ,
para o qual o Mcsmo Augusto Sr. Dignou-se
Nomial-o por Deere lo de 25 de Maio do cor-
rente armo.
MLULAS YKGETAF.S l L'MVKUSVES AMERICANAS.
Estas pilulas j bem ooulioeidas pelas gran-
des curas que tem feilo nao requeren) nem
dieta e nem resguardo algum ; a sua com-
posigo to simples que nao fa/.em mal a
mais tenra crianga : em lugar de debilitar ,
fortifico o systema purificao o sangue ,
augmento as secreges em geral : tomadas ,
seja para molestia chrouica ou somente co-
mo purgante suave; o melhor remedio que
tem apparecido por nao deixur o estomago
naquelle estado de constipaeo depois de sua
operago como quaso lodos os purgantes fa-
zem e por seren mui facis a tomar e nao
causnrein incommodo ueiilium. O nico de-
posito dolas em casa de I). Knolh agen-
te do aulhor : na na da Cruz N. 57.
N. B. Cada caixinha vi cmhrulhada in
seu receituario com o sello da casa em la-
cre preto.
UT Antonio Jozo Villas loas, por cauza
de.sta praga, e do
de sua molestia rol ira-so
Imperio.
tsr Antonio Joaquim Rebollo Pessoa, dei-
xou de vender agoa ardenle de fabrico nacio-
nal na sua venda em Olinda na ra do Am-
paro sobrado denominado o ponto desde
o primeiro de JiiIIo do enrente.
cr D-se 200* a premio sobre pinhores
deouro ou prata a dous por cento ao mez :
na roa de Agoas verdes por cima do assou-
gue.
sssr Alugao-sc o primeiro e terceiro andar
c o armazem da casa da ra da praia com
bastantes commodos para familia : na ruada
Cadeia velha n. 35.
tST Alug -se duas canoas a bertas para
errregar lijlos ou arela : atraz dos Marti-
rios casa de 3 portas verdes.
Deseja -se saber se existe aqui a vi uva
di Anilirozio Xavi*r na rua do Queimado
D. 2 ou annuncie.
tS^ ACommissa Administradora da So-
ciedade Apolnea tem marcado o dia 10 do
conente para a sua partida.
Sy Joaquim dos Reis aohando-se despe-
dido por seu mano Joze dos Res, da eecnp-
tura que linbao por dous anuos : retira-se pa-
ra fora do Imperio.
t-F- Procisa-sc de urna ama de leite forra
de bonscostumesque nao lenlia ilho pre-
fere-se alguma do mato ou dos suburbios
desta cidade : na rua Direila venda D. 29.
= Aluga-se o segundo andar com soto
da casa cita no patee do Hospital do Para izo :
a fallar com o commandane geral do coi|o
de polica.
= Allu;a-se o primeiro e terceiro andar
armazem do sobrado de i andares da rua da
moeda defronte do ferreiro Caelano ; a trac-
tar na rua do Vigari D. 12 com Nuno Maria
de Seixas.
= Jaeintlio Soares de Menezes faz sciente
aossnrs. Smitt & Corblbe que as fazendas
s aqui sao eonlieeidos pelas pestKMM
que o* inandao vir para o sen ai'o
particular sao iiidispensavcis tan
to para a consetvaco dos arreios r
ranos como para a sua heltza. na
rua Nova D. 2i.
Faqueiros domados para de-
sert tallieres para solada o Irin-
xar eolheres para peixe cortes
de vestidos de seda e de cassa para
bailes e otitros objectos do ulti-
mo gosto para Scnhora viudos
pelo ultimo navio de Franca : na
rua Nova D. 21.
tsr l'm preto de bonita figura robusto ,
e sem vicio algurn de nago angola e bom
carregador de cadeirinha : na rua do Padre
Florianno D. 26 at as 7horas e meia da ma-
nila.
tST* l'ma canoa decarreira em bom estado
por ter tido pouco uzo : na rua da Cadeia ve-
lha n. 35.
tsr Varios bens existentes na Ilha de S.
Miguel constantes de algumas moradas de
casas vinbas, moinhos, e trras os quaes
fono do casal do Reverendo Antonio Francis-
co de Mello fallecido na mesma liba: os pre-
l-'ndi-ntes drjo-se a Joo Manoel Rodrigues
Vallenca morador na rua larga do Rozario
desta Cidade aonde poder" ver o inventa-
rio dos mesmos bens ou no Rio Formozo
ao respectivo Juiz Municipal, e Delegado de
Polica.
G^" 6132 ponas de boi e de nnvilhos a
bordo da Sumaca Felicidade : a tratar na rua
da Praia n. o.
tsr Vende-so ou trora-se por urna casa no
Recife ou escravos um sitio todo cercado
de limc com bastantes ps de larangeiras ,
e outras militas diversas frucleiras com boa
casa de vivenda, que tem duas salas, 4 quar-
tos cozinlia fora quartos para pretos es-
tribara para dous oavallos e boas trras pa-
ra plantajes; os pretendentes dirijiio-se a en-
trada da rua do Hospicio na ultima casa ter-
rea que lica ao lado direito junto a um por-
to que lica defronte do sobrado novo de um
andar.
C3- Caixascom folhasde flandres de su-
perior qualidade bules de metal branco, tor-
neiras do mesmo de patente candieiros ,
perfumadores e escrivaninhas de lato e
outras diversas obras de metal, lato e es-
tn lio ; ludo por prego con)modo : na rua
Nova defronle da Igreja da Conceico nu-
mero 103.
aqueestava.ncumb.,loerllrega.:-ll)espo.par. Rodrigues Pereira & Companhia tanto a
ssr A noticia verdica dos acontecimntos
que livero lugar no cerco do Porto, vida,
trabalhos e aeches do D. Pedro durante es-
te mimoravel sitio gloriosos feitos dos H-
roes liherass eseu desembarque as praias
de Portugal ; um volume em quarto com
164 paginas, em broxura a 240 o encader-
nado a 480 na praga da Independencia loja
de livrosn. 37 o38.
ts&" Doze pellesdeonc pintada entre el-
las 9 excellentes para tapete por estarem em
bom estado : na rua da Moeda n. 140.
tsr No armazem do Racelar defrontc da
escadinlia da alfandega outr'ora do Moleta ,
vende-se boa farinha de mandioca asslm
como no beco do capim no armazem de Joze
bom quintal com cacimba de agoa polavel .
'bom l ora I para algurn eslabelecimenlo de
industria c oficina lem porto perto para
Miibarque eso Illa falta re partimentos inter-
nos he de foro mdico e est legalmcnle
ivaliada : na quina da rua das Ciu/.es junto a
praga da lnde|iendencia no primeiro andar .
ou na rua do l.ivramento I), 5.
S^ Sevada nova a IO0 rs. a libra batatas
aiOrs. cafo'a 180, cii a 2*360, zeite
ioce a 040 a garrafa passas novas a 240 ,
maca nao a 100 rs. touciulio de Santos a
120, de Lisboa a 24o e todos os mais g-
neros por proco barato : na rua do Arago
quina que volta para S. Cruz D 22.
tsy l)m escravo anda mogo para todo o
servigo de rocaou engenho por proco com-
modo : na caniboa do Carmo sobrado de dous
andares no primeiro.
tw 20 pipas arquiadas de ferro proprias
para agoada, por ja lerem servido para o mes-
mo effeito, acbo-se no caes da alfandega ar-
mazem doSr. Dias Ferreira.
ts??" L'ma preta de angola, de 30 anuos ,
cozinba o ordinario, e engomma liso ; a fal-
lar com Joaquim Joze de Paiva na rua do
Rangel sobrado de dous andares defronte do
beco do Trem.
cr Azeito doce a 4ji800 a caada e 640
a garrafa de coco a 2880 e 400a garrafa,
de carrapato a 3*200, e 440 a garrafa, man-
teiga ingleza superior a 720 franceza a 320
e 380 S3{; a 280 farinha de Maranho a
1 40 sevadinha a 160 espprmacete a 700 ,
presunto a 320, paios a 200, linguicas a
360 papel de peso a 3* almasso branco
proprio para armadores a 2*400 queijos no-
vosa 1*440 sabao a 100 rs. btalas no-
vas a 1*280 a arroba e todos os mais gene-
ros : na rua Nova venda ). 55 ao pe' da
ponte.
tsy Por prego com modo um grande sobra-
do em Olinda rua de S. Rento defronte da
Igreja de S. Pedro Martyr bastante frescos ,
com excedente visla e extraordinario quin-
tal murado, rom suficiencia para mais 5 gran-
descazasno muro da frente : na mesma Ci-
dade rua de Malbias Ferreira n. 44 e no
Recife na quina do beco do porto das Cftnoes
no segundo andar do sobrado de Manoel An-
tero de'Souza Re*. ,
tz^ Agoa balsmica 5 alem de muitas vir-
tudes que possue esta agoa balsmica nova-
mente inventada ser suficiente declarar
esla, que parecer incrivel : esta agoa faz
parar e extinguir dentro em 4 minutos qual-
quer himorrogia proveniente de feridas feitas
com armas brancas, e de fogo, ou semillan-
tes ainda que estejao cortados os maiores
vasos arlerios, ou esteja o cerebro oll'endido, o
ola e encesto da mesma irarquczas te condu-
1 nfezos He jantar camas de te uto cimii am a
eS ca'lenas con a-sti.l 1 le plbin' a nmt-> icr.^,
ran.as le v< nlo ni.lo I en IfiiU* a h$ 00 il.s e
pinho a 3,*5<'<> t |)nlio la Snecia com 3 potegadns
de arotium, dito 9fl|tdo I do mais em ton a ia
que em oulra pule ; a* na florentina em c?a
de J. />'ei riger
FSCRA VOS~FUGIDOS.
tsr No dia 15 do corren le fugio da praga
da Roa vista n. 5 um molcque de nacao uni-
baca de II anuos muilo vivo, bem fal-
lante olhos redondos e muilo abertos ros-
to tambern redondo cor pela a filiada ca-
heca redonda e bem feila nariz chato, ven-
las largas lem urna cicatriz abaixo do olho ,
muito ligeiro nosseus movimentos lie cozi-
nbeiro levou camisa de chila nova muilo
suja calipa.t de panno preto rotas, e com ma-
llas amareiladas por eslar desmerecido; quero
o pegar leve a dila casa que ser gratificado.
19" No dia primeiro do correle fugio do
engenho S. Rraz Ireguezia de Sferinhaem, um
escravo crelo de nome Gongalo cheio do
corpo bem barbado tem um deffeito na
mafl esquerda que he desmunbecada e bola o
osso para fora, foi escravo do Sr. do engenho
do Sallinhode Lnna Joze Lins Salgado, e
consta andar pelo engenho Gindahi amolla-
do : quem o pegar leve ao dito engenho S.
Rraz ou nesta praga na rua das Crzes D. 7
que ter 50* de gratifioaga.
sw No da 4 do crrante fugio o preto
Antonio., de nacao cozinheiro alto e del-
gado de 20 e tantos annos com um brin-
quinho na orelha esquerda pez cheios de
bobas levou camisa branca jaqueta azul ,
caigas prelas por cima de outras brancas, cha-
peo de palha consla que anda a noute na
Roa vista aonde se supfie que est oceulto por
alguem ; quem o pegar leve a ruado Rangel
D. 25 na quina do beco do Carcereiro que se-
r gratificado.
S2~ Da-se 200*000 reis de gratificago a
quem apprehendor os oscravos abaixo notados
Joze mualo bastante gago, cabello nao
muto pichaim idade 22 a 24 annos levou
caiga azul e carniza de riscado amarlo altu-
ra regular e seco do eorpo c deve ter alguns
signaos de alcatro por ter andado embarcado.
Joaquim cabra do Serto reforgado, pei-
tos ou ps largas idade 22 a 24 annos bem
alegre e dezemharagado tamben) devt} ter
signaos da alcatro por andar embarcado le-
vou carniza de chila e caiga de brim branco :
supoem-se sigo ambos a fuga, a qual deva
de ser ou pela estrada do Ass de onde o ca-
bra ilho ou o molato para a do Porto Cal-
vo Engenho de Pracinha. Estes escravos le-
vo dinheio por lerem furtado na occazio da
-se
te de Manoel de Jozus Pinto j as enlregou
ao mesmo snr. Piulo por isso que j nao lem
muis responsabilidade nenhuina.
C O M P RAS.
diribeirocomo a praso.
Lina preta de meia idade de nago
angola lava de varrella esabSo e faz todo
o servigo de urna casa : na rua do Padre Flo-
rianno n. 55 venda junto ao beco tapado.
C?" Urna negra cozinha o ordinario, en-
L'ma corren te de bom ouro para re- saboa e com mais algumas habilidades para
logio : annuncie. una casa de familia : na rua das Cruzes De-
X3~ 5ou 4 moradas de casas terreas, cm cima 8.
chaos proprios a dinheiro: annuncie. CT Lma alva para Padre, muito rica,
tsr- Lma casa terrea que nao exceda u lorJi(ia fe susto feita de panno deesguiao:
1:200*, que seja emboa rua. annuncie. i naso ponas 1). 57 onde tem lampio.
"** C?- A Crannnaiica Franceza de Emilio I Papel para listas de Eleitores da Fre-
Sevne ; o Manual Eucyelopedicb 5 ea Hiato-1Ruezfa deS. Antonio com o rotulo impres-
ria antiga
cahir em cima outra porgad da mesma agoa. o
que lar que no fim de 4 minutos estoja oj -"^u 99
sangue inteiramente estanque em fim de 5 J ?. k ,
das oslar a ferida inteiramente fechada e i J? Za T "!' T, 'T' Pe8?Pa,n.ela?8
sem receio de que aparecad infiamaedes J fm(d'S |lenteS ,,arf[ente do ^.xo inferior
quando a ferida he sobre o osso os fios Ihe sel t";'dS V,evou Ve'lldK Cam',Za dmadapolio ,
; Manoel por alcunho Manoel de Santo Amar.>,
annos com altura e corpo regular ,
ha. cor um (antofula, pesapalhetados,
rO amarrados por 7 minutos, e em poucos
dias ser completamente s qualquer cha-
ga inveterada e mesmo cancarosa ; vende-se
a 2* cada vidro na rua da Cruz escriptorio de
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
A colegaodo Diario de Pernambuco
e caicas brancas de brim de listras chapeo
preto j velho, e tal vez ten lia mudado de traje;
os aprehendedores qu o pegarem levem as 5
j Ponas padaria D. 52 que ser recompecado
I generosamente.
cr* Da-so 50*000 a quem pegar ou descu-
le Julho de 1841 a Junho de 1842 : na rua do ?r 'c es^vo Joaquim de nagao angola 16
annuncie.
cy L'm par de castigaes de praia sem fei-
tio sendo .le goslo moilerno : annuncie.
*- s^" A obra de J*. o Souza prinieiras li
nhas do Procosso Civil : na quina da rua do
Queimado loja I). que volta para o Rozario.
CS~ Lma canoa ainda com aigum uzo,
que carregue 700 a 800 tjjolos : no forte do
Maltosa fallar com Joze Gomes Tavares
VENDAS.
Grxa superior para arreio.s e
carros agoa par.) limpar bids rl<
arreioj e tan os ; estes dous ai ticos
so : na loja de livros da praga da Independen-
cia n. 37 e 38.
er Vdlasde carnahuba muialvas, de 6,
7 e 11 em libra por prego bostanla commodo:
na rua do Rangel D. 7.
ssr Lm escravo ladino de bonito figura,
oflioial de carpina para fora da provincia ou
algum engenho do centro : na rua das Cru-
zes I). 7 terceiro andar.
C^ I m 'seravo crelo de 50 annos offi-
cial de sapateiro e lem principios de bar-
beiro para fora da provincia : na rua das
Floros I). 12.
E?" Vende-se ou hypolheca-se a retro abor-
to <>u fechado urna casa torrea alem do Mon-
dego ainda nova com bastante fundo e
Mundo Novo D. 9.
ssr l'ma venda com poucos fundos pou-
co mais ou menos 1:000* de reis na quina
do beco largo que vira para a rua da senzala
nova : a tratar na mesma.
3- Lma carroga muito maneira e em bom
estado ; um cavado com alguns andares, duas
vaccas prenh-s com crias ja grandes : em S.
Amaro a fallar com Raimundo Joze Pereira
Rollo.
ssy Lma escrava de nago boa figura, he
quilandeira : na ruado Padre Florianno sa-
turnio do beco do Sengado sobrado junto a
venda D. 54.
tsr Ricbas pretas de todos os tamanhos ,
e de boa qualidado vcllas de espermacele
com mistura de s<:bo com toda semilhanga
de espermacele puro em luz e honiteza ,
m librase caixas a 320: na rua da Cadeia
do Recife n. 62.
tp- Lma barcaga que pega em 8 caixas :
no forte do Mallos no primeiro andar por ci-
ma do armazem de Joze Antonio da Silva \i-
anna na rua da Moeda.
c^- Vende-se ou arrenda-se urna boa caga
torrea com aotflo e mirante, na Cidade de
Olinda na rua da Roa hora : na rua das
Flores D. 12.
Cadenas de balanro com assenlo de palto-
a 18 annos, bem parecido tem a cabega um
tanto comprida urna cicralriz no dedo im-
mediato ao polegar de urna das mos e outra
sobre o peito de um dos ps: o qual foi desen-
caminhado do sitio do abaixo assignado no dia
12deMargodocorrenteanno ; quem do mes-
mo souber dirija-se a rua das Flores D. 12 ou
no seu sitio no lugar do Arraial.
Joze Antonio Correia Jnior.
iF" O preto Joo de nago cagange ida-
de de 30 annos cor preta olhos afumagados ,
estatura baixa grosso docoipo falta de um
a dois denlt s de diante da parte de cima OS
pez grossos e oveiros e pelos lados um mais do
que outro e pelos lornozelos ; quem o pegar
leve a rua das Cruzes D 1 que ser recompen-
sado.
tsr Tito, de nago angola de 18 a 20 annos
com um dos lornozelos do p esquerdo incita-
do muilo ladino, parecen do crelo, li pinlor
e bulieiro suspeita-se eslar trabalhando de
pintor ou de servente em alguma Obra nesta
cidade, particularmente em Olinda para onde
usa acollarase encontrou-se a cerca de 15 dias
em rumios com moloques capadocios, tem
vicio de. jogar por cujo motivo faz frequenlos
tugas.; quem o pegar leve a ruado Vigario
I). I 'i que ser gratificado com 20*000.
RECIFE NA 1YP. DE M. F. DE F. = 1842


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