Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04698


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Full Text
Anno de 1842.
Quinta Feira 14

Todo agora depende de n* meamos ; da nossa prudencia anodesaollo e enerva ron-
tiaaenies como principian. e teremos apon lados con. ai'agiraoAo "entre ti Narres naja
calUs. ____________________ (Proclaniacio dn Atacable. Gem do Iran.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
fownn, PraiU Rio grande doNorie, segundas e venas feira.
Koaiio Garanliuu 0 e 24-
Cabo Serinhaem Hio l-'ormozo Corto Calve, Macelo e Alagon no I. \\ e 21
haje 13. Santo Antao quima feira. Olinda lodo os diaa. '
DAS DA SEMANA.
H tf. Sabino, a. Sirlronio M. Chae. Aud. do J. de D. da 2 t
it rp. Joao Gualterio Ab. Rcl. Aad do J. de D. da 4. t.
i"J Qaart. a. Anacido I\ M. Aud. do J. de I). da 3. r.
14 Quiut. a. Boavenlura H. Card. Aud do juia de D da 2. V
1.) Si-x Cantillo de I.elli Aud. do J. da D. da i. y.
'* Sab. Triumpho dk a. Crea. N. Sra. do Carino. Rei. Aud.de 3. de D. da 3. .
17 Dn. O Anjo Custodio do Imperio, a. Aleixo.
de .Fu!!.o.
Anno XVIII. N. 149.
O Diario publica lodos O dial que nfio forero Santificado: o preco da eeaignalure bo
de ir mil mis poi nuariel pago adiaBlado. Oaannunoioa dos assignantes e> inserido*
grali e 01 do< q>i ci n.m forero M*4o de SO rea por linlia. As reclamarles dereni Mr
dirigida* a eelaTjuografi ra das Crines 1). 3, uu a praea da lndenendeari loja de lirioa
."S muero 37 e 38.
CAMBIOS .no nulo dfjilho.
Cambio ofcte l^mdre Sflj d. p. fl'.
,. rafia 3"ll rei* p. franco.
a [.iaboa lt)0 por 100 de pr,
\1.....|a de ijilire 'i por -100 dr descont,
Iden. de leira* de boas lireas 1 r a i t i
Descontdf bilh. da Alfainltge I
ni".
compra
Oeao- Moedade 6.400 V. ,Uo
. N. 1S.K0J
. Je 4,000 S,S0
1'niTi l'alacoea
i> l'etos I'olumnarea
a ilil. Mriicanoa
i.-.mi
1,82
1,81
veada.
l Id.tiOi
Otlilt
i,!U
IVill
M'iH
1 ,*o
Preamar dn din i4 de Judio.
i. m a 10 linr.is e 1) >n. da manila.
. a 10 horas e 0 in. da tarde.
IMUSF.' DA LIJA M> MEZ DE JDI.fiO.
Quan, m,n<. 30 B lioraa a 22 m. da tard
la Nova a 8- 4 borla e 44 ni. da nianli.
Qaart. cresc. a 44 as 7 horas e 4!) m. da tard.
Loa cheia a 22-- as S horas e 36 m. da manli.
DIARIO |>E PERNAMRIXO.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO da provincia.
EXPEDIENTE DO DA 8 DO COMIENTE,
Oficio Ao juiz de paz supplento da fre-
guezia de S. Anto, aecusando recebido o seu
oflicio em que d parte do nao tt'r a junta
qualificadora dos votantes d'aquella freguezia
deferido algumas reclamagoes que Itie foro
a presentadas, com o fundamento de se lercm
passado os quinze dias marcados no art. 7."
do decreto de 4 de maio d'este anno ; o quo,
diz lhe nao parece razoavel por nao ter-se
a junta reunido em to los os quinze das para
receber as mesmas reclamaces e nao have-
rem editaes nesse periodo : o significando-lhe
em resposta, que do seo mesmo oflicio consta
ter a junta afilxado na porta da matriz, no im
dos primi'iros quinze dias de sua reunio as
duas listas de quo tracta o art. 1.", na for-
ma do sobredi to art. 7. das inslrucges ; e
que quanlo a recusa das reclamaces, por
se tereni presentado depois dos segundos
quinze, das nada pode a Presidencia resol-
ver, porseresse direito da junta, enoa-
char-se determinado no dito art. 7., quef-
ra d'ess praso se}io si!s acceilas era ad-
mittida a excepeo da falla da reunio sueces-
siva da junta, u qual por denuncia do fiscal ,
ou queixa das partes offendidas pode ser res-
ponsabilsada sefoi omissa em receberas di-
las reclamaces dentro do periodo que a lei
marra.
Dito Ao chefe da legio de S. Anto, di-
zendo em resposta aos seos dous officios de 6
do correle que nao tendo o decreto de 4
de maio d'este anno eslabelecido recurso da
junta classiPicadora dos cidados activos para
a Presidencia da provincia nada pode prover
quanlo ao direito que S. S. supe nos cor-
netas o nos mais guardas nacionaes dol.*
balalho d'aquellfl municipio, de votaran as
eleices primarias : e que se a junta respec-
tiva infringi alguma de suas obrigages ou
projudicou aos di rei tos de alguns dos ditos ci-
dados ao fiscal pertence denunciar, ou aos
proprios excluidos queixarem-se de qualquer
violaco pois nao julga os commandantes
dos cornos competentes para inlervirem as e-
leigOes por seos subordinados lirando-lhcs as-
sim a liberdade, que deve reinar em actos si-
milhanles.
Dilo A' junta qualicadora da villa de S.
Anto, aecusando recepgo do seo oflicio de
F0LHE7II
HISTORIA DOS TRES PROVERBIOS. (*)
Quando Zebra vio sua mi receber o golpe
mortal, e ouvio sua voz eitinguir-se e mor-
rer esteve para se dirigir aos assassinos e
inon-er com a que lhe tinba dado o ser. Ka-
lima ainda linha notado cu>m olhos extrac-
tos estemovimento de sua filha. Va-le ,
eu to ordeno. Urna ordem urna ordem
maternal, urna ordem do ultimo suspiro ;
ella devia submetter-se : era urna voz sagra-
da que obedeca gemando. Atenuada pela
fadiga que nao sentia porque sua dr oc-
cupava todas as outras affeiges do corpo e da
alma ella chegou a essa doce sociedade de
companbeiros de exilio que sua mi, e ella ti-
nhsm to desgracadamente deixado. Ella
se linha desgarrado por longas hora* as mon-
odocorrente, acompanhado das listas dos
cidados activos e fogosd'aquella parochia ,
e intelligonciando-a de ter significado ao juiz
de paz supplente, que o decreto de i de maio
nao espassa o praso para as reclamaces alem
dos quinze dias.
DitosAo Exm. director do lyceo ao
inspector da Thcsouraria das rendas provin-
eiaes e ao director interino do curso jurdi-
co participando ter nomeado o professor de
geographia do collegio das artes hacharel
.Manoel Ferreira da Silva para a mesma ca-
de ira do lyceo.
Dito Ao inspector da thesouraria das
rendas provinciaes communicando ter man-
ijado despedir os antigos empregados da re-
partido das obras publicas, e nomeado ao co-
ronel Jozede Barros Falco de Lacerda para
inspector fiscal da mesma repartioo, Eran-
cisco Manoel da Cruz Couto para escripturario
da inspeceo fiscal, Anselmo Joze Pinto de
Sousa Jnior e Augusto Carlos de Lemos
Pacheco para escriturarios do gabinete do
engnpheiro em chefe assim como Bento
Bandcira de Mello para escripturario encar-
regado da contabilidade e dos armazens ;
tenrfo esle o ordenado queja percebi, e a-
quelles os, que Ibes forera marcados pela Pre-
sidencia.
Dilo Ao commandantedas armas, trans-
mittindo os officios e pret do destacamenio de
guardas nacionaes do Brejo enviados pela
thesouraria da fazenda com asduvidas do cora-
ra issario fiscal do ministerio da guerra a fim
de que baja de solver as referidas duvidas com
os esclarecimentos que tiver.
Dito Ao mesmo remetiendo o mappa dos
alumnos militares da aula de malhemalica do
lyceo fim de que vista das notas postas
no mosmo mappa haja de dar as providen-
cias que julgar convenientes.
Dito Ao inspector da thesouraria da fa-
zenda ordenando ', que mande pagar ao al-
teres Francisco Joaquim Guedes Alcanforado a
quantia de cinco rail cenlo e vinte reis do a-
luguel de urna casa na villa do Limoeiro on-
de esteve aquartelada a companhia de guardas
nacionaes destacada.
Dito Aocommandante da companhia su-
pracitada communicando a expediro da or-
dem antecedente.
Portara Nomeando ao major da guarda
nacional Bernardo Luis Ferreira Cezar Lou-
reiro instructor geral da guarda nacional Jo
municipio de Flores.
Officios Ao commandante superior da
guarda nacional de Flores e ao inspector da
ta ausencia uraa joven mulher amiga in-
tima de sua mi e que teria sido sua pro-
tectora linha morrido. Sera duvida ella
foi bem acolhida pela pequea colonia poi-
que a desgraga uin lago forte. Desatava-se
com ludo esse laco : ciumes de mulhercs ,
inimisadesde homens se tinham elevado en-
tro elle como se ellos no devessem aper-
tar-se estreitamente e esquecer o mundo
de queestavam longe. Nao foi assim a dis-
cordia reinnu logo na sociedade O desacor-
do tira a forca e onde nao existe fonja ,
nao pode haver proteceo. Zehra no poda
passar sem ella. Ella linha necessidade de
consolages a de sgnaes de ternura.
Ella procurou a amisade de urna mulher de
quarenta annos esperta e rispida que se
apoderan logo della e suas caricias para a
thesouraria ta fazenda, participando a preco
dente nomeac,o.
Portaras Nomeando ao alferes Miguel da
Rocha o Vasconoellos alferes do hatalhao de
guardas nacionaes destacado servindo na
companhia do Limoeiro e instructor do I."
batalliao da guarda nacional d'aquelle muni-
cipio.
Ollicios Aocommandante das armas ao
chefe da legio do Limoeiro e ao inspector
da thesouraria da fazenda intelligenciando-
os da antecedente nomeacio.
Dilo A' cmara municipal de Olinda,se-
enlilicando-a de ter approvado o project a-
presentado pelo engenheiro em elude das o-
bras publicas para o tapanienlo de parle da le-
vada do pantano d'aquella cdade que se a-
cha arrumbada e determinado ao mesmo en-
genheiro que com urgencia desse principio
estes trabadlos cujas despesas sero pagas
pela thesouraria das rendas provinciaes, e n-
domnisadas pela mesma cmara quando os
seos cofres o permiltirum.
Portara Ao eommandanle da escuna =
1. de abril = ordenando que d guia de
desembarque e remella ao chefe de polica o
remita Remigio Joze da Fonceca visto nao
ter prest no para o servico demarraba, e
allegar isonces.
Oflicio Ao chele de polica communi-
cando que pelo supramcncioi/ado comman-
dante lhe ser remellido o recruta cima re-
ferido.
[)j|0 Ao juiz de direito da I.* vara do ci-
vel, remoliendo um oiciQ da irmandade do
SS. Sacramento da freguezia dav ,Vw-visla ,
acompanhado de um capitulo substitutiVC 'o
compromisso da mesma irmandadj i fim
tle que haja do dar sobre elle o seo parecer.
dem do da 9.
Olficio Ao inspector da thesouraria das
rendas provinciaes ordenando que mande
pagar a Vicente Ferraz Cogominho proprie-
tario da casa onde esteve aquartelado o des-
tacamento ta comarca do Pao do albo, a quan-
tia de 7G>532 reis importancia do aluguel
vencido desde 2G de setembro de 180 at o
ultimo de marco do correnle anno.
Dito Ao mesmo remetiendo as contas
das despesas feitascom o sustento dos presos
pobres de justiga da supramencionada comar-
ca deste o l. de setembro de 180 al o ul-
timo de marco do prsenle anno importan-
do em reis oOo^SOO fim de que as mande
satisfazer no caso do estarem legalisadas.
Dito Ao delegado do termo de Pao do a-
lbo intelligenciando-o da expediro das or-
guic/ics a sena legtimos possmdores. A vista
desles ttulos fez nascer, nesta mulher ,
que se chamava Amina urna esperara}* de
futuro criminoso e de riquezas mal adquiri-
das. Mostrou-se lao terna assidua para
Zehra que a desatacada joven cessava ao p
della de chamar e de chorar por sua mai.
Engaada por estas apparencias de amorqua-
si maternal, ella se lhe abandonava e nao
suspeilava mal algum e escutava com doce
emoco Amina quando lhe con lava que
tnha sido mai quo a lilha a adorava tanto
como ella a filha e quo esta tinha morrido ,
da mesma idade que Zehra Ento osollios
de Amina se enchiam de lagrimas, sen pello
de solucos o a donzella enternecida lhe sal-
tava ao'pescogo exclamando com uraa do-
Sede minha mai, eu sou
pobre orf redobraram depois que por urna
taiihas e bem o dava a conhecer podendo- confianza de que temos necessidade na des-
so apenas conduzir ; porque seus olhos esta- graga ella ffie tinha mostrado oHtulod*
vam cohertos com um veo de lagrimas. Em propriedade que sua mi lhe tinha entregado
fim. enlrou no retiro onde seus irmos ha- no momento de sua morle. Esles papis
nidos vviam tranquillos quando eila se li- provavam a posse de bens immeneos tanto no apreciavel valor...
mas durante a sua cur- campo, como na cdade de ('nonada heos Oh! eu dividire com vosco nimba
__________________ confiscados pelo governo hespanhol, mas segunda mai, respondeo Zehra com a eflusfio
( ) Vid. Diario N. 146, 147. que podiam recuperar-se depois das perso-) de una airaa amante.
lorosa alegra
vossa filha !
Zehra lhe disse ella um da vos me
mostrantes papis, que vos d-ixou vossa mi
ellos sao sem duvida inules actualmente ,
mas pd vir un dia em que podem ter ura
nha separado delles
dens precedentes era resposta aos seos dous
olficiOS de 0. do correnle era que as requi-
sita va.
Dito .\o inspector da thesouraria da fa-
zenda enviando a filiac&o do corneta Mano-
el Antonio dos Sanios, engajado no 1. de ju-
nho do anno passado para a 3.a companhia do
I." hatalhao da guarda nacional d'este muni-
cipio, para que lhe mande abrir o competente
assentamento deprava, lira de poder ser
pago dos seos vencimentos.
Dito Aocommandante superior da su-
pracilada guarda nacional scienlicando-o
do con leudo do antecedente oflicio.
Portara Mandando passar proviso interi-
na para o lugar deamanuensed'alfandegad'csta
cdade, vago pela demssode Manoel da Fon-
ceca e Silva Thouiaz Joze de. Sena.
Oflicio Ao inspector da thesouraria da
fazenda participando para sua intelligcncia ,
e fim de o fazer constar ao inspector d'alfan-
dega a nomeagao antecedente.
Portara Encarregando o capito do 3."
hatalhao de aililh.na p Adelo Lopes
de Sant'Anna de exercer nesta cdade as mes-
mas funeges que exerce o inspector geral
das obras publicas da corle relativamente ao
reconhectineuto medaejo e demarcaco
dos trrenos de marinha.
Ollcios Ao commandante das armas, ao
inspector da thesouraria da fazenda, e ao en-
genheiro em chefe das obras publicas, com-
municando oconteudo na antecedente por-
tara.
Igual communicagao se fez ao inspector fis-
cal (las obras publicas.
Dito Ao engenheiro em chefe das obras
puTWCas. aecusando recebido o seo oflicio do
o do correte acompanhado do relatprjp -^
cerca dos meios convin'iayeis para remediar
demolico do arrecife artificial' no lugar do
mosqueiro d'este porto ; dizendo-lhe em res-
posta que ponha era pralica os referidos
meios ; e inlelligenciando-o de que nesta da-
ta expede as convenientes ordens respeilo
tanto ao inspector da thesouraria da fazenda ,
como ao inspector fiscal das obras publicas ; o
olficia cmara para que consinla no rebai-
xamento que necesariamente se deve fazer
em alguns lugares do mesmo arrecife.
DitosAo inspector da thesouraria da fa-
zenda e ao inspector fiscal das obras publi-
cas dando as ordens, que no precedente of-
licio diz se lhe vao expedir : e a cmara
municipal d'esta cdade pedindo o supraci-
tado consentimento
Dilo Aocommandante geral do corpo de
Eu nao pego isso ; mas conflai-mos ,
minha filha. cu os guardarei com lodo o
cuidado. Ella os lirn sem hesitar de seu
seio e os CDtregou a Amina. Era urna tarde ;
e depois desta prova de afleigo que ella tinha
dado sua pertendida proleetora, adorme-
ceo contente para son ha r com sua mai, que
estava no paraso entre as frescas fon tes de
Selsebil de Kouler e sombrada arvora'
de Toba. Se tranquilla pela la Zehra di-
zia ella em sonhos : outra mulher a protege ,
e te procura fazer esquecer. Oh nunca.
Comludo ella boa e ama-me e nao me
deixar nunca.
Acordou ento : era j dia e Amina ti-
nha desapparecido : dsseram-Ihe que desde
a madrugada ella se tinha dirigido para ola-
do de (ranada. Urna nica idea lhe oceor-
reo pnto ; urna idea de bera : sem duvida
Amina se tinha dirigido cidade apesar do
todos os perigos para fazer valer seus titu-
lillos de propriedade. Zehra tnha precisa-
mente advinhado o fado mas a intenco !
ella a supunha boa e pura era m e crimi-
nosa. Amina iacom eflelo ver se poda ti-
rar partido desses papis mas para ella s ,
e nao para interesse de oulrem.
MUTILADO


polica participando ler concedido, por des-
pacho rlesta dcla demissao do servido ao 2.
sargento do corpo do seo commando Luiz de
Azcvedo Sousa.


COMMAXDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DA <).
Officio-Ao Exm. Presidente rogndo-
me a expediccao de su as ordens a The/oura-
ria para que se adiantasse ao Mnjord'Arti-
llieria Fernando da Cosa mais um me/, de
sold e as vantagens a que tivesse direito
pela conimissao de que esl encarregado .
vencidos at o fim do mez passado.
Dito- Ao mesmo Exm. Sr. cnviando-lhe
o exame e oreamento dos comerlos a faser-se
na Fortaleza de Tamandar eForte de Gai
b e significand-lhc que linha en gado d administrar e derigir taes concertos ,
ao Major d"Arlillioiia Fernando da Costa ,
pelo que devia elle continuar ha CommissSe
em que se aclia com as me-nris vantagens.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. remetiendo-
lhe o reqtierimento do sol,Indo reformado An-
tonio Jo/.c Paes e duendo-Ibe que prelen-
dendo elle melhoria de reforma se acfaava
por este motivo inhibido de dar qualquer in-
formacao a respeto por assim o determinar
o Aviso Imperial de 12 de lunho do anuo
passado.
Dito Ao mesmo Kxm. Sr. procurando
saber, se pelas disposkoes dos arta. 4. e 5.
da Le n 120 de 24 de Agosto do auno pre-
trito que fixon as Forras do Exercilo de
trra para o anuo financeiro de 1842 a 1843 ,
estaro ou nao abolidas as gratificaccs
marcadas aos \o ti otarios pelo art 12 das Ins-
truccoes que acompanharo o Decreto de 6
de Abril de 1841.
Dito-Ao Inspector ila Tlie/ouraria para
mandar indemnisar a caixa do Batalhao Pro-
visorio da importancia das comedorias de
embarque, que pela mesma caixa se man-
daran abonar a I Capito 1 Tenente 8
Alferes do dito Batalhao que embarcaro pi-
ra a corle certo que da Presidencia receberia
para semelbantc pagamento a competente au-
tborisaco.
Dito-Ao mesmo remettcndo-lbe os pa-
pis deconlabilidade do mez do .limbo per-
tencentes ao destacamento da Commarca do
Bonito a fim de seren pagos e a respectiva
emportancia entregue ao Sargento Antonio
Francisco da Silva.
Dilo Ao Dezombargador Chcfe de Poli-
ca dizendo-lhe que assentam prac,a o re-
cruta Solidme dos Santos.
Dilo Ao ir-ob-Delega do da Boa Sfetofrei-
pacnleiwlo-lhe o seoorficio.de- 97 de Juho ul-
timo que tractape ue urna guarda para o
Manguinho.
Dito Ao Delegado do Termo do Bonito ,
restituindo-lhe os papis de conlabilidade ,
que de mais viero com os do mez de Junho
ultimo, o raria para serem pagos.
Portara Ao Tenente Coronel Comman-
dante do Hatalhao de Guarda Nacional desta-
cado mandando d'ordem da Presidencia ex-
cluir os guardas Antonio Vlanoel da Silva ,
e ManoelSoaresda Silva.
da 7.
Officio Ao Exm. Presidente remettendo-
Ibe a ralacfii nominal dos individuos volun-
tarios e recrutadns que assentaro praca
no mez de Junbo ultimo.
Dito-Ao Tenente Coronel Commandante
do Batalhao de I na uta ra deG. N. destacado ,
, para que fi/esse constar aos guardas Feliciano
Gomes e Joaquim Tose de Sania Anna, que
a Presidencia indifirira leus requerimentos .
nos quaes pediao dispensa do servieo por do-
entes por os ter a Junta de Saude adiado
vigorosos.
Portaria-AoTononte Coronel Commandante
do Batalhao de G. N. destacado, mandando
d'ordem da Presidencia excluir os guardas
Manoel de Miranda e Souza Francisco Ba-
silio de Anuda e Theodoro Ribeiro da Luz,
por difieren tes motivos.
nu 8.
Olicio Ao Exm Presidente restituindo-
lhe informado o requer ment de Joaquim
llereulano Pereira-Caldas, que supplicava a
nomeacao de Tenente para o B. de (i. N des-
tacado ou de Commissao para o Batalhao
Provisorio
Dito Ao mesmo Exm. Sr. apresentando-
llie informado o requerimento do 1 Sargento
Jos Leoncio Lins d'Albuqiierque, do Bata-
lhao de Infantaria de G. N destacado que
impetrara a nomeacao d'Alferes para o mesmo
Hatalhao.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. commnni-
cando-lhe que mandara desligar do B. de I
de <.. \ destarado o Cabo d'Esquadra Ma-
nuel Francisco Soares por estar inhibido de
fazer servieo activo em consequencia de in-
capacidade fsica.
Dito Ao Commandante intirino da Forta-
leza de Itamarac reenviando-lhe o recibo
do Capello por conter vencimentos a que
uo linba direito.
Dito Ao Major Commandante intirino do
Hatalhao 3. d'Artilheria envando-lhe a
guia do 2. Tenente Jos Antonio Barbosa ,
para por ella se Ihe tirar os vencimentos que
se lhe devino cumprindo que a referida
guia fosse depois remettida a Secretaria Mili-
tar para ser traiismettida a Tbezouraria
Portara Encarregando ao Major Fernan-
do da Costa d'administracao das obras milita-
res da Fortaleza de Tamandar e Forte de
Gai bu de conformidade com os orcamentos
que apresentara vencendo por este servieo
as vantagens marcadas para os officiaes d'Es-
tado Maior da l.CIasse.
'uta-Ao Tenente Coronel Commandante
do B. de I de G N. destacado mandando
d ordem da Presidencia excluir o guarda Jos
riiemotco com guia para o seu respectivo
Corpo,
Dito Ao.Deienrbargador Chefe dn Poli-
fia cttznde-lhe que em vista da informaco
VO Delegado do Termo desta Cdade que lhe
remeter com sen officio de 7 do corrente .
mandara por em liberdade o recruta Francis-
co Quirino do Siqueira
Dito Ao Delegado do Termo de Naza-
reth dizendo-lhe que dos 4 recrutas que lhe
remetiera com o seu officio de 3 licara em costodia o de nome Ignacio Mari-
nho.
I
Zebra eslava bem longe deste pegamento:
ella s pensava nosperigos que Amina ia af-
frontar para a servir e julgando que se-
ria vergon lioso e culpavel de lambem nao
se ex por seguio suas pisadas.
{lio a encontrando no caminho chegou a
Granada ao anoutecer. O ar da cidade natal
Jlic fez bem no estado de inquietac,o em
que eslava nao pelos seus ttulos mas por
Amina, a quera proeuravn sempre e errou
de ra em ra toda a notite nao lhe emba-
razando a escuridao. A la nasceo e de-
1 senhou as agulhas e emblemas da architec-
lura mourisca. Ella via ludo isto com amor;
era o sen paiz a sua religiao ; mas ella sen-
tia-se opprimida de flaqueza e nao ousava
dirigir-se a pe.ssoa alguma para obler um
asylo ; porque sabia os pericos que corra.
Com ludo ao vollarrie urna ra vio urna
velha diante da porta d urna pequea estala-
gem a quem pedio para descancar. A vc-
iha olhou para ella cum nquietaco que pa-
reca diz'r : Pagar-me-has-tu ? Mas
quando eli< vio ao redor do seu pescooo e
por entre o tecdo do lenco, um collar de
/ erlas e diamantes que sua mfii lhe linha
(iado lhe disse : < Voluntariamente.'
COMMl NIX A D O.
CONTINUADO DO N. PRECEDENTE.
Da Rhetorjca Franceza transcrevemos o se-
guinle (. A arte da narraco consiste sobretu-
do em dar todos os fac los as cores da verosi-
milhanca o que ser fcil de conseguir-se
no se aferrando se nao ao verdadeiro pri-
meiro dever do hornera de bem.
Estas authoridades posto que impercept-
veis comnhos em presenta do sublime con-
temporneo parecem pesar algumas libras ;
por tanlo oucamos anda o portentoso Pas-
chal. m Convem na elloquencia ncerrar-seo
nais possvel no natural e nao fazer grande
<> que he pequeo nem pequeo o que he
grande.
De barato dariaraos e ate de graca que
fosse a byperbole como son bou s. s. nos seus
delirios o maior ornato das peroraces e en-
lo accrescen la riamos com o citado Paschal
que nao basta que una cousa seja bella ,
lie preczo que ella seja proprla ao objecto e
que nula lenba de mais nem de menos ;
todava para que nao passe esta nova inven-
eflo quo Ulvez s. s. chame creado do velho
Patriurcha da Bhetorica nao1 podemos ne-
^'ar-nos ao trabalho de repetir ,uas palavras ,
fallando da questionada figura. A hyper-
bole porem ento s he um ornato da Oraco
quando a ?ousa de que temos de fallar he ex-
traordinaria ; porque ento permilti-se-nos o
dizer mais do que he j que nao podemos
dizer quam grande ella he de. E na nota
ao mesmo Aulhor le-se que he esta a pedra de
loque para distinguir as hyperboles legitimas
das que o nao sao. Que todas as vezes que
ellas seempregao seriamente em cousas pe-
quenas e ordinarias fasem o estillo incbado,
e quando sao exageradas ( ultra modum ) a-
inda em cousas grandes fazem o estillo fri.
S pois sao ornadas, e bellas as hyperboles ,
como diz S. Barboza quando sao modera-
das e se trata de cousas grandes ou ex-
traordinarias.
Descarado pedantismo pois cabe que lenba
aquelle que pretende sustentar a legitimidade
da byperbole na narraco de urna Oraran f-
nebre era qw. se elogia um hornera de vir-
tudes oidinarias e as peroraces que sem
ellas perderiao lodo o ornato : assim como
jactanciosa (latina partilha aquelle que alar-
dea de Orador. apesar de nao entender
Quinlilianno nem saber traduzir Cicero.
Nao quizemos significar enm a supposla >
serie nao i n ter rom pida de acertes meritorias ,
se nao urna byperbole que contina a existir
a despeilo do seu exagerado qtiaso he for-
(a por tanto dizer quo era nada aproveitou-lhe
a sua justificaco.
Nao menos burlado licou s. s. com a sua
deffesa do apanagio fazendo entre o ter-
mo errneo, e o improprio tima distinecao
qye ninguem ale aqui descubriu e que (di-
remos mesmo ) nao existe no seu inseparavel
Quinlilianno que eslabelece entre o proprio,
ou certo e o improprio ou errneo um s
meio que he o nao proprio. Se pois o seu sa-
horoso apanagio nao proprio como s. s.
nao desconhece, nao he figurado, ou nao
proprio como reconhece Constancio ; que
resta-lhe se nao o improprio do citado Classi-
co que se no distingue do errneo se no na
sua erma cabera ? Quizeramos todava ver
esse escriptor que sem ser Classico na lingoa
s. s. houve por bem authorsar como juiz :
pois se urna vez j duvidamos do seu mrito
litlerario no he muito que duvidemos tam-
bera da sua veracidade.
Seja porem como for o que nSo cahe em
cesto rolo he a maneira sdruxula e travessa
pela qual s. s. pretendeu Jegitimar a sua ex-
tica perorarlo para a qual cituu Quintilianno,
e analisou Marmonte! que s. s. entendeu taO
mal e a cujas opinies alias subscrevemos.
E cora effeito a novidade de que Marmontel
exclue da regra que prescreve eloquencia do
pulpito as Oraches fnebres e os panegiri
eos e somente abrange os Sermes he urna
descuberla que a ai le Oratoria nao obtena se
na Academia de Olinda nAo oceupasse um lu-
gar distinclo a Pessoa proba do reformador da
eloquencia moderna !
Agora porem estupendo sabio que mul-
temos o bico na sua luminosa opinio. per-
mita-nos que depois de lhe chamar-mos Qui-
xote pela inepcia com ques. s. deixou de en-
tender os escriptores J do seu peito e mais
alguns que forao ohjeclo de sua legenda lhe
expliquemos o preceilo de Marmontel se-
gundo o qual mesmo nos discursos do genero
demonslrativo h em fundo convicio e per-
suaso e he o que com evidencia se depre-
hende da segunda parte da senten$a que por
desnecessaria omitlimos (secundum morem)
mas ques. s. achou indispensavel sem du-
vida para dar noticia de quasi loda a pagina
de Noel, e La Place donde servilmente pla-
giou a solitaria e miseravel cilago com que
pretendeu deffender-se. remechendo, e
respingando fazendo das tripas coraco as-
sim a troncos, e abarroncos cahe aqui, le-
vanta acola vnn fura de. de. Como est
faceto e gaiato ah velhacio.
Mas reunindo o restante das forjas moribun-
das do nosso batalhao de lhetoricos ensaie-
mos a ver se de urna vez demolimos o seu co-
lossal e invulneravel Achylles. Felizmente
em Lemonnier lemos o seguinte A perora-
cao ou conclusao do discurso he urna analise
em que o Orador rene os pontos principaes
que lem desenvolvido no discurso. Elle deve
resumir era um eslreito circulo o que a elo-
quencia tem de mais seductor e mais patheti-
co a fim de attrahir os ouvintes. E ha
na Orago fnebre de Bossuel por Conde que
o Ilustre escriptor encontra disto um frisante
exemplo.
Eiapois, profundo senbor o que no nos-
so humilde pensar, com razo no se pode
chamar, como a sua estirada arenga plata-
formas, e pataratas, plagios deNoel e La
Place, compillac/io de frases do Magnum Le-
xicn e Constancio, calumnias a Cicero e
Marmontel, mentiras a Quinlilianno, des-
pejados insultos a Maury fofas declamaces,
atrozes diatribes e insulsas facecias ao abe-
Huido do P.ecife e pouco mais. Todava so-
mos tao pouca cousa para fallar de .n',s mes-
mos... a opinio publica decidir.
Quanlo melhor nart fora ques. s. murxan-
do por um momento as fofas azas do orgulbo
com que lano se tem apavonado na Acade-
mia de Olinda, respondtsse com pollidez as
urbanas censuras que lhe fizera oabelhudo
do Becife ; j que depois de completamente
derrotado nao quiz subserever proverbial ,
e dogmtica sen lenca de Chesterfield. So
temos tido a desventura de obrar mal h urna
certa nobreza em confessal-o ingenuamente :
he o nico meio de a reparar !
Fora sera duvida para desejar que s. s. e-
conomisasse os atrozes convicios com que ala-
cou a dignidade pessoal do.seu antagonista ,
constituindo-o desl'arte na necessidade de o
repellircom as mesmas ai mas. Mas nao que-
remos tomar-lhe o exemplo. Ate breve.
(Continuar-se-h.)
CORRESPONDENCIA,
Zebra passou pois a noite nesta casa e
comec/ava a interrogar sua velha hospede a
fim de saber da sorte de Amina quando es-
ta velha maldita depois de a ter bem ouvi-
do examinado : lhe disse : Minha fi-
Iha vos sois moura e eu pudia denunciar-
vos maseu n.io vos atrai^oarei e vos pro-
legerei com tanto que me deis urna perola
e un diamante do vosso colar.
Immediatamenle Zebra desatou o seu col-
lar ; tirou urna perola e um diamante, e
Ih'os deo. No dia seguinte houve novas amea-
?as novas supplieas e urna perola e um
diamante foram novaraente laucados na
goola do cerbero. O collar desapareca e os
das passavam-se e chegou tima (alai ma-
nila em que Zehra ficou s com o fio na
mAo. Foi este o signal de urna mudanza to-
tal na velha a qual disse cora um tora brus-
co : Eu me exponlio muito minha filha ,
tendo-vos em mirilla casa manha > neces-
sario partir.
Zehra nao tinha remedio seno obedecer.
'( Oh minha tui disse ella dardo um
suspiro, eei-laoulra vez errante em (ira-
nada.
Ella se resignou cmbticou-se na sua uian-
tilha ecaminhou pergunlando por Ami-
na em todas as portas. A inhumana velha
a tinha despedido sem lhe dar a ultima co-
mida e quando chegou a tarde ella ia ca-
li r de fraqueza porta de urna casa magni-
fica ; os muros de marmore e estuque es-
tavam cobertos de inscrpges tiradas do Al-
eono mas era preciso ver o interior. O ar-
chiteclodo palacio do Almasor o linha deco-
rado ; o marmore branco dos pateos assimi-
Ihava-se a um tapete do mais fino tecido e
no meio do maior destes pateos havia un;a
cscala cercada de leoes de bronze que lan
cavara n'iima larga bacia por suas goeas,
correntes da mais lmpida agoa. No meio da
cscala elevava-se ima arvore artificial car-
regada de fructes edepassaros de todas as
especies que pareciam querer voar; lanzan-
do tarabem de seus bicos lios da mesma a-
goa oque causava um murmurio harmu-
nioso : todas as portas estavarn moldadas e
guarnecidas de ouro, e a plataforma do gran-
de saifm liguraVt um veide [irado onde pas-
sarinhos de ouro, parecan) vollejar e scin-
lillavam aos resiilandores de militas vellaa
Ociieiio (c um SUfflptUoso jantar chegou
ao olfato de Zehra que se achava desfalleci-
Snrs. Redactores. = Tendo o abaixo as-
signado, uzando do direito que lhe confere
o Art. 7. das Instrucc/ies de A de Maio en-
deressado a Junta Parocbial de S. Fr. Pedro
Gon^alves do Recife um requerimento para
ser comprehendido no numero dos Cidados
da no solar da porta ajuutou-se a isto os a-
cordessons de muitos instrumentos locadosa
pouca distancia : nao ousou bater com as
argolas de bronze que se sustinham na por-
ta mas ouviu urna voz por cima da cabega. ,
que disse :
Quem essa mulber embucada ?.....ella
que entre
Dois creados lizeram entrar Zehra que re-
conheceo logo o palacio da sua' familia : __
Ah estou salva, disse ella, Amina oble-
ve oque enlou para mim.....Amina! Ami-
na onde est ella ?
Com efleito Amina tinha tirado nartido dos
ttulos de Zehra para receber os bens confis-
cados : tratava-sede renegar a sua religiao ,
e de se fazer publicamente christ nao re-
cuou diante desta deshonra. Sim urna
deshonra c um acto de fraqueza a renun-
cia da fde sous pas. Como renegado, vos
insultaos, os que vos deram a vida abando-
Mndo a religiao que vossa mi vos deo com
" MU Kle borrivel | VoS ,-enegaes a pa-
tria renegando a f ma desnaturalisacao!
ama impiedad.
(.omitido, isto era muilo simples para a
artificiosa Amina ; nada lhe podia custar de-
L



>

Re-
ollegiveis desua Paroehia em cuja lista nao nerosos sao lambem um especie de f. Por
apparecia sen nomc ; e havendo o snr. Juiz sso que creram os Co Iros os Reguos e
de Paz, Prezidente da Junta no despacho outros fizeram prodigios. Esaqu porque
queexarou, apehdado d aranzel seu dito re- esses coragesque em nada creem que tra-
qusnmeiito : peco a Vms. tenho a bondade Um como illusOes todos os affectos da alma ,
de publcalo; e b-m assim o me*mo despa- 0 como loucuras todas as firma! aceces;
cho, a fim deque o respeitavel pub ico co-1 que desdenham da imaijinagAo e da ternura
nhegaasem razodosnr. Cavalcante, quan- do genio nunca poderao conceller causa
do empregou o termo aranzel oqualempre- verdadeira mente grande ou generosa; nao
gado nesse despacito que julgou justa a re- teem f aenlo em a materia e na morte < w-
rlamago, pois que assentio no que requereo Uo j insensiveis como urna regelados com
o abaixo assignado, bem moslra o rancor eia outra. Na linguagem das antigs caval-
jmrcialidadfc para rom este ( e talvez para j larias dar a sua f era synonymo de todos os
com outros muitos ), e que mui de propoz- prodigios do amor. Campos de bataina e Ira-
dicoes ainda proclamam quem foramosleaes
cavalleiros que prestavam f e homenagem ao
seu Deus sua patria e a sua dama. E ser
preciso citar os martyres ?hroes que [na
phrase de St. Ambrosio ] sem ejrcitos,
sem legioes venceram tyrannos, amansaram
feras tiraram ao fogo a sua violencia ao
gladio os seus gumes.A f considerada
na sua amplido he urna forca to terrivel
que destruira o mundo se a fins perversos
fosse applicada : nada ha que nSo seja capaz
deexecutar um homem sob o jugo de urna
persuaso intima e quando submette sem
condigo a sua razo de outro homem. O
que prova que as mais eminentes virtudes .
qnando as separam de Deus e as querem
considerar em suas simples relaefles moraes .
estAo quasi a tocar na raia dos maiores vicios.Se
os philosophos tivessem feitoesta observaco ,
n3o teriam tamanhas diTiculdades em fixar
os limites do bem e do mal. Nao carece o
christianismo de urna escala como Aristte-
les para engenhosamente collocar urna vir-
tude entre dois vicios; mas cortn o obstculo
com toda a seguranza mostrando-nos que as
virtudes o sao quando refluem para a sua ori-
gem isto para Deus. Firmar-nos-hemos
nesta verdade se applicarmos a f aos nego-
cios humanos chamando-a por interveneo
das ideas religiosas Da f descendem todas
as virtudes da sociedade porque cerlo, por
unnime assento dos sabios que o dogma que
ensina a crcr em Deus remunerador e vnga-
dor o mais firme sustentculo da moral e da
poltica Finalmente se fizerdes da f o seu
verdadeiro uso; se a eneaminhardes inteira-
mente para o Creador ; se a tomardes como
olho intelectual que vos descubrir asmaravi-
Ihas da cidade santa e o imperio das existen-
cias reaes ; se prestardes azas vossa alma pa-
ra a levantar sobre as miserias da vida ; reco-
nhecereis que as F.scripturas noexaltaram de
sobejo esta virtude quando fallaram dos pro-
digios que com ella se podem praticar. F
dos contractosdizem lodos, e todos a devem
guardar. Mas f celeste f consoladora ,
(u fazes mais que erguer de seus fundamentos
as montanhas tu levantas pesos opressivos ,
que esmagam o coracao do homem.
A esperanca segunda virtude theologal ,
tem quasi a mesma forra que a f ; o desejo
o pai do poder : quem deseja effieazmenle ,
alcancn. Procurai disse J. Chrsto cacha-
reis ; bateievos abriro. I'ythagoras dizia no
mesmo sentido : o poder habita ao p da ne-
cessidade ; porque a necessidade indica priva-
cao e esta caminha com o desejo. O desejo
ou a esperanca o genio : tem a virilidade
que gera e a sede que se nao estanca. V-se
um homem Iludido em 9eus designios ?. E'
porque n desejou ardentemente porque
lhe fallcu aquelle amor que cedo ou tarde se
apossa do objeeto a que aspira daquelle a-
mor que ( na Divindade ) abrauge (udo e frue
to fora excluido da lista dos ellegiveis.
<-ifel5de Julhodel842.
Guilherme Stepple.
Illms. snrs. da Junta Parochial de S. Fr.
Pedro Fongalves do Recife. = Guilherme
Stepple Cidadao Rrazileiro morador nesta
Freguezia achando-se inhabilitado por Vv.
Ss. para ser votado ou elegivel, pois que
na lista dos cidados activos desta Freguezia
est inscripto sen nome com a simples nota
de = votante = que o exclue dequalquer
vntagao que por ventura sobre elle possa
recahir, equivalendo isso urna perda de direito,
em que da parte do suplicante houvessem
causas e nein poder da parte de Vv. Ss. ,
fallando com o respeito devido ; vem bazea-
do na providencia do Art. 7. das InstruccOes
de 4 de Maio ultimo reclamar o direito ,
que lhe confere a Lei para ser comprehendi-
do no numero dos cidados elegiveis de sua
Parochia. Se pelas Instrucges referidas de-
vem ser inscriptos como elegiveis todos os ci-
dados que podem ser votados para Elleito-
res conforme o Art. 94 daConstituico, se-
gundo est deve o supplicante ser considera-
do elegivel, porquanto elle Empregado co-
mo de V. S. c sabido e desse emprego que
orcupa a 19 annos provem-lhe um rendi-
mento triplicado ao que por Lei he exigido,
nao est pronunciado e acha-se no gozo de
seus direitos civs e polticos como muito
bem se sabe. Nao sabe o supplicante a que
attribuir semelhanle exclus&o pois que lhe
consta que pelolllm. snr. Delegado fora com-
jirehendido como ellegivel. Assim elle =
\ a Vv. Ss. se dignem a vista da Lei de
lser a nota devida na inscripto do seu
nome. = E. R. I. = Guilherme Stepple. =
i) Supplicante foi qualilicado elegivel, e as-
sim est inscripto na lista geral desta Paro-
chia ; e se outra classificaco apparece na co-
pia afiliada na porta da Igreja engao foi
do copista. Esta Junta far constar em nova
lista em conformdade ao Art. 8. do Decreto
de 4 de Maio do correnle anno, a original
classiicagao, em satisfago ao aranzel do
supplicante. Freguezia do Recife 21 de Ju-
nho de 1842. = F. Cavalcante Presidente
da Junta.
M1SCELLANEA.
fe', esperanza, e caridade.
Sem duvida que he urna razo prodigiosa a
que nos deu a conhecer na f o manancial de
todas as virtudes. Nao ha poder e fortaleza
se nao na convicio : nem um raciocinio
forte divino um poema ormosa urna pin-
tura, senao porque o espirito ou o olho que os
jnlga est convencido de urna certa verdade
oceulta nesse raciocinio ou poema ou qua -
dro. Que milagres nao podem produzir pe-
queo numero de soldados persuadidos da ha-
bilidades do seu general?A amizade o pa-
triotismo, o amor, todos os sen timen tos ge-
todos os mundos por urna immensa esperanca
sempre satisfeita, e que renasce sempre. fia
todava urna differenca essencial entre a f e
a esperanca considerada como forca. O loco
da f est fora de nos provem-uos ella de ob-
jeeto alheio de mis : ao contrario a esperanca
nasce dentro de nos para transbordar exterior-
mente A nrmeira -nos imposta o nosso
proprio desejo gera a segunda ; aquella obe-
diencia esta amor. Porem como a
c gera
pois da odiosa acgo de ter espoliado urna
orf sim espoliado ; porque nao era para
Zhra que ella tinha trabalhado pois que
desde que ella tirou a sua mantillu e a re-
ron heceo disse :
Levai essa rapariga : exclamou ella ,
estdamnada; urna iuimiga da f urna
motira ; dai-lhe um pedago do pao e des-
ped-a.
Que terrivel golpe no foi este para a des-
granada orf Ella se va na casa de seus pas;
ia ser venturosa bem acolhida por Amina
que devia estar inquieta por sua causa ; oh !
que tormento posta porta pelos creados !
Ella o foi, e s pode dizer solucando :
K Oh minha rui
E a fesla recomecou em casa de Amina em
quantoa pobre Zebra sem defensa sem re-
fugio se a Hasta va della desvairada deses-
perada e pedindo a morte. Ellca chmava.
e se a visse vir fugiria. Nos soffrimentos
do corago acontece muilas vezes que for-
mamos votos de nao vver e estes votos sao
frncos parque annunciam pouca torga e re-
signado -, mas Dos sabio e nao concede ao
homem quando lhe pede, a morte $ porque
sabe que a recusaramos no momento su-
premo.
OdesejodeZehra era n3o obstante sin-
cero neste momento ; e passando por a gran-
de mesquita que depois de ter sido purifi-
cada e benzida se tornou a catbedral se
prostrou no adro invocando o complacente,
o clemente o misericordioso o consolador,
Dos por todos os seus nomes. Ficou an-
niquillada nesta posicao supplicante, eera
com a maior desesperarlo que ouvia o mur-
murio dos instrumentos e das vozes longi-
quas ou o rumor dasdansas ao redor della.
Levantai-vos, "que tendes vos eslaes
doente ? lhe disse urna velha ainda mais i-
dosa que a primeira e coberla de farrapos ;
vinde se nfio tendes asylo eu vos darei mc-
tade do meu. Zehra a seguo como urna
machina. Quando vio com ludo a velha en-
trar em urna casa terrea escura e arruina-
da hesitou em segui-la. ft Avangai, meni-
na, nao tenhaes medo j este logar nao boro;
mas seris nelle bem acolhida; se yus sois des-
granada eu tambem osou, dividiremos. El-
la avangou s?m deixardizer marinada ;i ve-
lha eenlrou n'um quarto n, eshuracado,
e infecto. Era all com ludo que devia dei-
mais fcilmente as nutras virtudes, dimana
mais directamente de Deus eporconsequencia
sendo emanacSo do Ente Supremo mais bella
que a esperanca ; eis a rasffo porque a Igreja
colloroii a f em primeiro logar Todava a
esperanca .(Tereco em si um carcter particu-
lar ; o que a poe era relaco com as nossas
miserias Indubitavelmenle foi revelada pelo
cu a religiao que constiUiiu virtude a es-
peranca : esta ama dos infelizes posta ao p
do homem como mi junto no herco do filhi-
nho enfermo que o embala nos bracos e o
sacia do leite que lhe acalma os padecimentos ,
vela sua caheceira solitaria, adormece-o com
feiticeiras cantilenas. Quao admiravel ver a
esperanca, (ao grata para conservar-se eque
parece movimento natural da alma transfor-
mar-^ para o christao em virtude rigorosa-
mente exigida de forma que o obrigam a be-
ber largos tragos dessa taca mgica quando
para muitos miseros seria felicidade tocar-lhe
com os labios. Ainda mais e aipii va a ma-
ravilba ser recompensado por ter esperado,
ou por outra por ter l'eito a sua propi-ia ven-
tura O fiel, sempre militante na vida sem-
pre s maos com o immigo tratado pela re-
ligiao quando em desbarate, como esses gene-
raes vencidos que o senado romano recebia tri-
umpbantes s pela rasao de que nao tinham
desesperado da salvaeao final. E se os anligos
reputavao tao marav Ihoso o homem que con-
fervava alguma esperanca que pensaratn dn
christao que em sua linguagem assombro-a
nao diz manter mas praticar a esperanca ? .
E oque diremos agora da caridade filha
de J. Chrsto e que no sentido proprio da
palavra significagraca e alegria ?... Saliendo
a religiao o quanto os aectos humanos sao su-
jeitos a degenerar em eulpaveis nao se rvu
da palavra amor (pie nao (em severidade bas-
tante, nem d'amisade que vaisumir-se no t-
mulo, nem de compaixao demasiado individual
e mu prxima do orgulbo ; mas achou a ex
jnessao charilas caridade, que abrauge as
Ires primeiras e tem um certo qii^ celestial
que purifica as nossas tendencias as encami-
nha'para o (]reador e para o prximo med-
ante elle e por amor delle Finalmente se a
caridade urna virtude toda christ emanada
do Omniponente e do seu Verbo ao mesmo
lempo urna estreila allianca da Divindade com
a humana natureza. S por essa continua
harmonia do cu e da Ierra., de Deus e da
humanidade se reconhece o carcter da ver-
dadeira religiao. Quantas vezes asinstitui-
coes moraes e polticas da antiguidade esto
em contradieco com os sentmentos da alma :
ao contrario o christianismo, concorde sem-
pre com os coraces, nao ordena virtudes abs-
tractas c solitarias mas virtudes tiradas das
nossas precises e utes a todos Collocou a
caridade como pocod'ahundancia nos desertos
da vida A caridade sofredora beni-
gna nao procura supplantar outrem nao
procede temeraria, nao se ensoberbece. Nao
ambiciosa nao se applica aos seus privati-
vos inleresses, n3o se irrita nao cogita o
mal. = Nao folga de injust-^as; compraz-se
com a verdade. = Tolera ludo, er ludo.
ludo espera e ludo soffre.= Es-ahi como a
defini o apostlo S Paulo na I. ep. aos Cor.
cap. 15.
Temos visto quanto s8o nobres e de origem
divina as tres virtudes, firmes baluartes da
nossa crenc,a : = c que virtudes eram as que
tanto apregoavam os sabios da antga Gre-
cia .'. A fortaleza a temperanga a pru-
dencia. = O' J. Chrsto, s vossa alma ter-
na e sublime poda ensinar ao mundo que a
f a esperanga a caridade s3o as virtudes
que convem assim ignorancia como mi-
seria dos homens!...
Chat. Gen, du Chr. L 2.
COM MURCIO.
ALF ANDEGA.
I'.endimenlo do da 13 de Julbo 5:248*953
M 0 V I M E N T 0 DO PORTO.
.navio SAiitno >o n 12.
Portea do Norte ; Vapor Drasilero S. Salva-
dor Commandanlc llenry Otten.
dtono da IT
Cunguiba ; Sumaca Rrasileira S. Antonio
Re dos Mares, Cap. Jo/.e Valen ti m do Es-
pinto Santo oarga diversos gneros.
DECLARA CAO.
tsr O Colector dos impostos do Municipio
de Olnda faz publico a*quem convier, que
por ordem do Thesotiruro das rendas provin-
ciacs lem de contratar por avenga as taxas
dts passagens dos ros Cordeiro e Calderei-
ro deste Municipio com quem maiores van-
lageos olferecer ; quem lhe convier taes con-
tractos deve coqiparecer na casa da Cmara ,
boras do expediente para contralarem a
vista das condiges. =Joo Consalves Rodri-
gues Franga Eserivo.
A VISOS MARTIMOS.
v,y- Para a Baha segu viagem impre
velmente nodia 10 correnle o Patacho S. An-
tonio, por ler maior parle de sua carga; quem
qtiiser carregar dirija-so a Amorim & Iranio ,
nu ra da Cadcia do Recife.

LEI LOES.
tar-se, depois de ter recebido da inulber urna
miseravel comida. Oh cumulo de dessraga !
Zehra eslava era casa de nina mendiga de
urna judia que tinha sabido occullar-se sob
o veo de urna devogSo hypocrita e sob urna
extrema miseria ; e esla mulher poda en-
tregando a pobre Zehra livrar-se alguns dias
de mendigar. Porm tinha calculado melhor:
Zehra era bonita e ella con lava receber do-
brada esmolla sendo acompanhada nos seus
peditorios por esla interessante creatura. Poz
em execugSo o seu projecto, o Zehra foi obri-
gada a marchar com ella pela cidade eslen-
dendo a mao e todos os dias da janella do
seu palacio, Amina lhe Iangava a sua es-
molla.
Oh mnha m3i! diz'a dolorosamente
Zehra.
Urna tarde que ella se despa para descan-
sar, um pouco dos seus humilhanles passeios,
desatou o seu bello cabello preto.
Ainda nao vi to bellos cabellos. disse
a velha.
Minha mai tambem os achava bellos ,
respondi Zebra.
Rellissimos milha filha su o repito ,
e delles se poderia tirar um grande partido.
ss?* O Corretor Olveira far leilAo por
conla de quem perlencer, de lt duzias de be-
zerros de lustro e una caixa de calgado
para homem ; Quinta feira 14 do correnle as
11 horas do da na rua da Cruz D. 10 pri-
meiro andar.
AVI SOS DI VERSOS.
= Joaquim dos Res achando-se despe-
dido por seu mano Jo/e dos Res, da esrip-
tura que tinhaopor dous annos: retira-se para
fora do Imperio.
= Dezeja-se falar ao Sr. Joze Joaquim Ca-
valcanle do Albuquerque a negocio de inte-
resse; aluga-se um armazem proprio para
qualquer negocio na rua do Rozario estreila
D. -29 na rua do queimado loja deferrage D 7.
VT O Snr. Valenlim Joze Correia ; dir-
ja-se a rua do Crespo D. 5 lado do norte para
receber urna caria.
Sim. cntrancando-os, ornando-os,
se cu fosse feliz !
__Oque o que nfio se trata disso; e ao
mesmo tempo procurava urna thesoura velha.
Vamos eu tenho necessidade de descansar
alguns dias ajuntou a velha com um tom sa-
rio e imperioso e preciso que estes cabel-
los sirvam de alguma cousa. corlemo-los.
Nao, nao! por.pedade, dizia Zehra pon-
do-se de joelhos n8o mos corlis eu vo-Io
supplico minha mai os amava tanto. .
Apesar disto dever enternecer a velha judia
sem alma ella lhe chamou tafula aventu-
rera ; injuriou-a ameagou-a e Zehra sus-
pirando eslendeo a cabega como um cordeiro.
A velha aproveitou-se deste momento do
resignagao e desatando a bella tranga de ca-
bellos de Zehra Iha cortou o mais junto
cabega possivcl.
Aquelle a quem se contou esta historia ,
levantou as mos para o ceo, e disse :
A cabega de um orfo todos sabem tos-
quiar !
Eis-aqui a historia do segundo proverbio.
( Continuar-se-ha. )
MUTILADO


OThesom-eii o da Lote-
ra do X, S. do Roza-
rlo declara que a segunda
parle da mesilla, corre in
falivelmcntc no dia 7 de
Agosto, eosblhetes avil-
se a venda as ras do
Cabug sr. Moreira, Co-
legio sr. Menezes, Cadeia
sr. Cambista .Vieira Boa
vista sr. 8a ra va junto a
Matriz.
tsr Alugo-se duas casas tm Olinda na
ruaOle Malhias ferreira n.22 e23 por mo-
nos do que at o presente se tem aiugado ,
prefenndo-se a algutna familia que na mes-
ma queira estar pelo lempo que ll/e convier ,
pois as ditas sao unidas e tem excedentes
quintaos; quem as pretender dirija-se a ra
largado Hozaris botica I). lo.
sa- 0 abaixo asaigaudo par tecina a quera
convier que lie fallecido seu cunhado Joao
Joze da Silva morador que foi na Cidado de
Olinda que a viuva sua mullier vai inventa-
riar no Juizode Orlaos d'aquella Cidade o
pouco ou quasi nada, que possue o seu casal;
osSrs. que forera credorcs d'elle queiro le-
galisar naqucllc Juizo as suas dividas para se-
rem pagas como Anselmo Joze Ferreira.
= O abaixo assignado da qu a renta mil
rs. em dinheiro a quem achou o Testamen-
to com que falesceu rsula das Virgena: an-
nuncie sua morada para s-r promptamente
procurado, epago. MaooeMe Jozus da Silva.
= Joze Antonio Ferreira da Silva reti-
ra* para o Rio de Janeiro.
., wr Pcharel formado Joaquim Joze da
ronseca Jnior, mudou sua residencia, e
oacriptorio para o pateo do Collegio sobrado
V. 13, onde poderao fallar-llie a qualquer
hora do da. Elle scientfica aos scus amigos
cconst.tuintesde fura que ten, suplicado ,
e espera Obterde S. M. o Imperador a graca
re na na Aova primeiro andar da ultima ca-
za indo para a ponte d lado do sul.
= Quem precisar de un caxeiro brasilei-
ro que sabe ler escrnver e contar li-
vrede guardas naeionaes paira qualquer oc-
cupa$o anda mesmo. para fora do imperio
dando fiador a au conduela; annuncie sua
morada.
== Furlaraodo agougue defronte da ca-
deia um relogio de piala horizontal novo ,
com corrente e chave deouro, sem vidro ,
por a roda do mesmo nao fechar; roga-se a
quem for olferecido o remeta no dito acou-
gueque receben 20\>000 de gratiicagao.
= Roga-so a Illustre Cmara Municipal
doste Municipio do Iecife, o favor de se nao
regular pela avaliago de sua antecessora ,
sobre o consumo de agoardente de produgao
brazileira que nao tendo no espado de Pan-
nos excedido no mercado de 560 rs. por ca-
ada velha ella Ihearbitrou o prego de 800
rs. por caada velha nutrindo assim um es-
peculador ambicioso com o prejuizo de Al-
menaos Pas de familias que vivem de suas
pequeas tabernas e as mais dellas os fun-
dos sao alheios : estes espero dos sabios e
illustrados Camaristas actuaes que faraodes-
aparecer o veame a triumphar a Justica.
SW Aluga-se urna casa terrea na ra alraz
do atierro da Boa vista com duas alcovas na
frente e duas atraz urna dispenga cozi-
nha lora duas grandes salas e quintal com I
cacimba : a tratar na casa mediata.
comparecerem porcauza de suas oocupagOes
Cm Socio.
Xj- Preeisa-se de dous pelos que saihfn
irabalhar de cuchada para um sitio muito
porto da praca na piuca da Independencia
leja de relojoeiro dosnr. Meroz.
cr Olfercce-se urna senhora para ensillar
meninas a ler, escrever, contar coser he
cha lavarinto, marcaa tanto com lelras ve-
Ihas, como modernas bordar lengos da
mesma marca adverte-se a quem quiser-se
aulhorisar de seu presumo que tanto ensina
forras como captivas por prego commodo: na
ponte velhaa A\).
COMPRAS.'
tsr Urna escrava de nagAo, que nao te-
nha habilidades sem vicios sendo de bo-
nita figura equetenhade dade 1G a 18
annos: na ra Augusta junto a casa do Co-
ronel Salgueiro : ou na ra do Cabug loja
do Sr. Bandeira.
tsr Duas arrobas de peonas de emma ou
qualquer porgo por diminua qtiofseja; quem
tiver annnucie.
VENDAS.
W" Quem livor bilhetes primiadoa da
lo-
Ura pro lo crelo mogo bonita fi-
gura e sem vicios : na ra da Cadeia do Re
cife n. 27 a fallar com JoAo Joze de Carvalho
Mora es.
tsr Umaduziado cadeiraa de Jacaranda
novas urna banca de meio de sala urna se-
^NwJ!A"- V!S-a ', Para Crelaria de amarel, **' vcTo*
ittun r .imja-se a rita do Colegio loja do 5r.
Menezes D. 2. a qualquer hora do dia.
angico para cazados udo superior c por
) o prego commodo : na ra das larangeiras De-
u Senhor morador em Beberibe ,! cima 15.
lhei'vra.(!r',tateS,r,,a8arila,0Ja ,,e loua! ** rcaSa de um pao com
atraz do Corpo Santo a quantia de 140,550 l marragao faexa vlame e odo o mais nn
212S e C0mid0d u'e P^mete, ciso promplo a viajar : o al rro dos aC
do_cont arw se cobrara por me.os judiaos, gados na primeira adaria a (aliar com a viu-
de o querer dispensar do tugar de Juiz Mu-
nicipal e Orlaos da Comarca do l.imoeiro
para o qual o Mesmo Augusto Sr. Dignou-se
J\omial-o por Decreto de 25 de Maio do cor-
rente auno.
UT Aluga-se o segundo andar do sobrado
da ra Nova D. u a tratar com Cameiro
Monteiro no forte do Mallos
= O Director dasaciedade =Amizade nos
Lite faz corlo aos snrs. socios, que a reu-
nan em assemblea geral de Domingo 17 do
corrente, lera lugar polas lo horas da ma-
.nna na casa de suas sessOes.
PILULAS VGETAES E LMVERS.YKS AMERICANAS.
Lstas pilulas ja beni conhecidas pelas gran-
des curas que tem feito nao requeren) ncm
u>ta e nem resguardo algum ; a sua com-
posiQao tflo simples que nao fazem mal a
mais lenra crianca : em lugar de debilitar ,
fortiicao o systema purilico o sangue ,
augmento as socrecoes em geral: tomadas,
seja para molestia chroica ou somonte co-
mo purgante suave; o melhor remedio que
tem apparecido por nAo deixar o estomaro
naquelle estado de constipacAo depois de sua
operacao como quase todos os purgantes fa-
zem e por seren mui facis a tomar e nAo
causarem incommoclo nenhum. O nico Je-
oosilo dellas em casa de D. Knoth agen-
te do author : na ra da Cruz l\. 57.
N. 1$. Cada caixinha vai pmbrulhada *m
seu receituario com o sello da casa em la-
cre preto.
as-Antonio Joze Villas Boas, por cauza
de sua molestia mUra-se desta praca, e do
Imperio.
S25- Hoje as qualro horas da tarde vai a
praca na ra do Collegio casa do Sr. Dr. Juiz
'le Orfos de renda a casa da ra da Cadeia
perlencentes aos herdeiros do finado Cua-
resma. K
W- Antonio Sebasliao da Silva faz scien-
teaoSr arrematante do imposto de agoa ar:
i ente qlIe elle nAo vende mais dito genero ,
desde o d!al2do corrente em sua venda no
varadouroem Olinda n. 18.
5" Em 8 de Maio do corrente anno d*s-
aparecao urna canoa de carreira com panel-
ro e dous bancos ; quem a adiar leve a Fran-
cisco Rodr.gues da Cruz na ra do Cabog
que gratificar com generosidade.
A pessoa queunciou no Diario de
t^ Aluga-se o segundo andar do sobrado
da ra do Oueimado D. 5 : a tratar no pri-
meiro andar do mesmo.
OSr. quequer comprar as 5 pedras
que se aclio na ra do Subo dirija-se a ra
do Gabllg loja do Sr. Ferro.
Qoem tiver para alugar una preta e
i preto para o servico de urna casa de
va do fallecido Joze Domlogues de Oliveira.
25- l'in moleque do 18 annos bonita fi-
gura, ao comprador se diro as habilidades :
na praga da Independencia n. 20.
t^- Lm terreno com (jo palmos de frente
e 800 ditos de fundo com caes de pedia e
serrara ; una casa forrea com muitos com-
modos ; duas canoas novas para abrir : na
casa terr,,/ '?::,.Ja_'e_a,,,,a. Au,,sla to "beir. por detraz do Fagundes.
, --------j Ufc. .. ,,,,, riuiilKll
casa terrea de trez rotulas confronto ao so-
brado era que reside o Coronel Acciole.
S2T Caixascom folhasde /landres de su-
perior qualidade bules de metal branco, tor-
tsr D-se 800 a inrn. d" ^".,7 'T '""'"' '"""u,jc u,,lt;s metal branco, tor-
^cou^o?^
nuncio m ^ fifmaS: ^^ ^"^an-joutras diversas obras de nieui., latao, e es- ra mreita u. miado do Um
sr A pessoa queannunciou no Diario do \\ova7ef ol dT [S S^u.0" ,JSK S"0 inrl0 toda* cores
2 do corrente um lago de prata cravado de mero 05 h J Cofleeto "" ^^ f0^ superiores chi
diamantes querendo vender diriia-se n rnn i t^ r,' aul a i l dalos de metim e de 1A dil>
tS-Up!;,0,ltS* ferra8e09 D' S' I aga Para tam'lm de "areio.
Cadeia do Becifen 61 ra da las possoas que os mandAo v.rparaoseu izo
ra virquanlo antes na praga da Independen-
Ca na do lii/n^o *t *o i r .
cia loja de livros n. 57 e 58 desmanchar o
engao que tem com o caixeiro da mesma
loja.
C3~ Aluga-se urna casa na soledade no
caminho que vai para o manguinho : a fallar
na r,.a D.reita na venda que foi de Joze da
Penha.
& Snr. J. B.. S. tenhaa bondade de
mandar pagar urna continha que deve na
talheres para selada e trinxar boros
Grande do Sul ou Rio do Janeiro ; e 48 tra-
vos de boa qualidade de 55 a 40 palmos
(odas ou em porgo : na ra da Cadeia velha
n 5.
ssr Lina preta moga, bonita e sem vicio ;
no atierro da Boa vista loja D. 10.
tw m bom piannoem bom i izo por pre-
go commodo ; e um rasal de escravos seni
vicios ao comprador se dir o motivo da
venda : no atierro da Boa vista D. (.
tsr Cera nmarelaem porgo o a relalho
no beco da Lingoeta venda de Joaquim Joze
Rabello.
ta Vende-se ou troca-se por urna casa no
Becile ou escravos um sitio todo cercado
de hmao com bastantes ps de larangeiras
e outras muitas diversas fructeiras com boa
casa de vivenda, que tem duas salas, 4 quar-
tos cozinba lora quartos para pretos es-
tribara para dous cavados e boas trras'pa-
ra plan tagnes; os pretendemos dirijo-se a en-
trada da ra do Hospicio na ultima casa ter-
rea que lica ao lado direito junto a um por-
tao que lica defronte do sobrado novo de um
andar.
vMezas de costura cadeirasde Jacaranda
de oleo, americanas de palha, de assento d
pao, banquinhas de Jacaranda, e de oleo, c-
modas da Jacaranda, angicoe condur mar-
quezas de condur e amarollo sofs de jaca-
randa, guarda lougasde amarello, secretarias
com estante mesas de janlar lavatorios
tocadores mezas de meio de sala relogios
para cima de mesa camas de vento ban-
quinhas de amarello, e muito mais trastes
na ra da Cruz armazem de trastes n. 51.
ey laxas de ferro coado e balido em bom
sortimento eoutras ferragens mais para en-
genho ; um moleque muito robusto proprio
para aprender qualquer officio : na ra do
Vigano n. 7.
cr_ Superior larinha de mandioca chega-
da ltimamente de S. Calharina por preco
commodo : na ra de Vjgario n 7
ssr l'mcngenhode beslas,*n freguezia
de Munbeca denominado ConceigAo com
boi.s partidos de varze e boas ladeiras tem
maltas o bous riachos dos quaes se pude fa-
zerumbom engenhode agoa, distande des-
la C.dade o legoas e 5 do porto de embar-
que para as casas : na ra do Cabug botica
de Joao Moreira Marques D. 5.
tsr Una escrava de nago bonita figura,
cose chao coz.nlra o ordinario tem prinl
c.pios de engommar e Java bem do varrella -
um moleque crelo, canoeiro de 20 annos'
ambos se do a contento ao comprador : n*
ruiD.rc.taD. 20-ladodo Liv,amenlo.
ar raimo fino preto o todas as cores a
hila
ditos
cabera
de todas as qualidades chitas finas o ordi-
narias madapoloes, algodaozinho l.so e tran-
cado tanto azul como bramo, eoutras ,ui-
tasfazendas ror barato preto: na run do Li-
vramento casa pintada de amarello D 5
Umsortimento de relogios patente,
ehorisonlal, ditos de parede com despertal
venda da ra das Larangeiras se nao quiswr
se cobrar judicial-
passarpelo desgosto de
mente.
S2T Quem annunciou no Diario de 15 do
corrente um methodo de flauta, dirija-se
a praga do Com mercio vendan. 1.
tsr'Na ra do Rango! D. 55 da-se 102j
em cobre por 100o em sedulas ; na mesma
caza vende-se urna porgAo de barricas que
forao de fannha de trigo.
tzr Aiuga-se urna grande casa torrea na
airada de Joao de Barros a qual consta de
porta e duasjanellas envidragadas de frente
porla no oilo para o quintal, duas grandes'
salas de oO a 40 palmos de largo 4 quartos,
dous na frente com portas de vidraga e re-
tiro edous ao fundo destes cozinha fora
dous armarios e toda a casa muito bom pin-
tada grande quintal com alguns arvoredes
boa cacimba e agoa e portao na frenta da
eslrada : a tratar na ra do Bangel D. 25 na
quina do beco do Carcereiro.
tsr Boga-so ao Sr. Director da Sociedade
Annsade nos une baja de transferir a renniao
ann.iheiada para Domingo 17 do correle as
12 -lo KTjE; comprad dZZrZ HT*t P Dmlng 17 do ^^
grandes de cobre', querendZra &? I J g1' R "* ft ** tarde
mos e ma,o de boca novo e fornido prJcu- Xtt&^Al^
sa
gosto para Senhora vindos pelo ultimo na-
vio de b ranga : na ra Nova D. 21.
tsr Urna cadoira nova rica ,' pnta(la e
domada, torrada de seda e de bom gosto por
prego cmodo na ra do Caldereiro D. 25
ssr Urna mulata muito boa costureira en-
gomadeira com perfeigosem vicio mem a cha-
qus ao comprador se dir o motivo por que se
vende na ra do Crespo D. 6.
tsr Duas prdas lavadeiras e cosinheiras ,
urna dl.a reeolhida de 16 e 18 annos sabendo
cozere com muito bom principio de engoma-
do ;do.s pretos muito reforgados e mui tu mo-
gos propnos para todo o servico: duas neeri-
t:rSD12rs:nad,>^i"-'
tsr Tabado de pinho da Suecia costado cos-
admho assoalho e forro propriopara casas e
undosdebarncasdemeiapolegadaa 5 quar-
tos de groasura, remos de faia, vergontas de
pmho e pregos ripaes caixais e cabeca de pipa
por preces cmodos no Armazem de Joz An-
tonio da Silva Vianna ra da Moeda.
sr A casa terrea D. 5, no largo da ri-
be.ra do bairro de Santo Antonio com muita
largura eftfndo, grande quintal murado
com cacimba no meio propr.a para se levan-
tar sobrado por ser dita casa entre dois oi-
toes dobrados ; e bom assim urna porgo do
curo, o prata de bom toque : naso pontas
v. b venda que tom lampifio.
V* lima can a nova berta que condui
BqOtijolos, por prego commodo: a tratar
com Marcelino Joze Lopes.
hTJc fra (Ja.prmi,u'i;' "" eacravo
cal.... de _>.,anuos, so se vende para o Rio,
tsr Urna carroga muito maneira e em bom
estado ; um cavallocom alguns andares, dua^
meas prendes com crias ja grandes : em S
Amaro a fallar com Raimundo Joze Pereir
III. 11*/,
ESCRAVOS FGIDOS.
Fidel
les
, crioulo do maranhfio retin-
toe eforgade,, vistoso, barbado; fugio no
da 11 de JU|o corrente : quera o app?ehen-
f I /riT3 SGU Sen'10r na rua %"o
IN. Ib sera bem recompensado.
2T O preto nago angola de 18 a 20 annos
r as; irnuze,os d P* *S^ '""-
lo muito Tadino, parecendo crelo, h pintor
ninu r'nn '. ^P^ MUr ^^alhando de
Cdade ,ne.!e'iVente ""na Obra nesta
usa to;irra,;'CU,arm?nteem 0linda P^a onde
usa aco.lar-se enconlrou-se a cerca de 15 dias
em nunioes com molequos capadocios em
v co de jogar por cujo motivo faz frequeolS
fugas;- ,uem0 pegar |(!VC a >, J s
Jf .q.ue sera ral,ficado com 20^000
nol!rTmaasnn!i,' naCa0C0nS0' d"- dado 50 annos
rada ol ,rZ ^^ H^ 'Ja Cr'lesla c^"
rada olhos afuinassados era grande efeia na
J ,,,JCa *"**< ^arade, p ?te nuerda
lo que.xo tom um carocinho ou cic tn T-
rSto J\S2-?T ***** ^earuaS A-
ragaoa francisco touren^o.
BECIFE NA TVP. DE^FTDFTlV^a


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