Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04694


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Full Text
Anno de 1842.
Sabbado 9 de
Tudo agora depende de nos me.mo. ; d. no.,, prudencia moder.eao i
lBw..e...r,..cVl.H, -.w.Boilo.cu...d,.9a,e.;.fN.cf.. -"
cula3,_______________________(Frocl.m.cao daAssembU'a Geral do mil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
f.oun:.. r.r.il,. ,e lito grande do Nnrte, secunda, e Has eiraa.
liomn jGaranbuiiv t Q e24-
(J.bo Serinb.em Hio Formte Porto C.W. Naci e Alago., no 1. 4, 21.
J'.jc.i 13. .Sanio Anluo quinlas feras. Olii.d. lodos os dias.
DAS DA SEMANA.
4 .e,'. I"bel Itainha de Portugal. Chae Aud. do J. de D da 2 ,
!> 1'ji. Allmnaiio M. Re. And do J. de I). da*, t.
6 Qjart. a. Domingas V. M. Aud. do J. de 1). da 3. r.
7 Quiil. Pulfjueria V. M. Aud do juii de D da 2. v
H Se'. Prccopio N. Aud. do J. de D. da i. r.
>J Sil), i. Gyrillo B. 91. Re. Aud. do J. de D. d.3. y.
%m Dsoi. a. Januario e aeus Comp. Nm.
BIABIO
Jull
IO.
Anuo XVIII. N. 145.
O Diario publica-ae todos os dias quo n3o forem Santificados : o prec0 da aisignamr be
de tres mil reis por quarlcl pagoa adianl.dos- Os .inniineins dos assignamee san inseridos
gralis e os dos que o nao foicm raiao de oOreii por linlia. As rerlamaroes devem str
dirigida! a esta Tipografa ra ilas Cruies D. 3, ou a praca da Independencia' laja de 1ti.
Numero 37 e 38.
CAMDIOS no da 8 DEJULII0.
Cambio sobre Londres 26 { d. p. V.
l'aria 36 reis |i franco.
ii Lisboa JO por 100 de pr.
Mocda de cobre S por 100 de descont,
dem de letras de boas firmas Ir :i I e J .
DeseonUi de bilh. da Alfanil-- 1 por 100
ao met.
Oono- Mocda de 0,400 V. 4C,UI
N. 45,80)
de 4,000 R.fiO
Piut I'alaraes j ,H3i
i Prios Oolumnares 4 ,$30
dita Me..canas 4,830
i ipimla 4.600
compra \uii.
4C.4M
in.se
,8M
IM
4 ,SS
l,H
Preamnr do dia 9 de Jullio
4. .6 bors e 6 m. d. manka.
2. a 6 horas e 30 m. da larde.
I'UASE.S HA UJA NO HEZ DE JULHO.
Quart, ming. a 30 -- a lt huras e 22 m. da lard.
l-ua Nova i S-- ;ii 4 huras e Vi m. da manh.
Quari. crear. .44-- ka 7 horas e 49a. da lard.
La cheia a 22-- da S huras e 36 m. da manh.
NA II BUCO.
PARTE OFFICIAL.
GOVEF.NO DA PROVINCIA.
EXPED1BNTE DO DA 3 DO COR RENTE.
Ollicio Ao inspector da thesouraria da
fazenda transmettindo para a sua inlelli-
gencia e execugo a ordem do tribunal do
thesouro publico nacional sob o numero 51.
Dito Ao Exm. e Rm. Director do Ly-
co dizendo que mande por concurso a
cadeira de primeiras letras da Boa-viagem.
Dito Ao Presidente interino da rulago ,
participando em comprimento do Imperial A-
visode 6 de Juubo ultimo que S. M. o Im-
perador bouve porbem conceder seis mezes
de licenga com o vencimenlo de dous tercos
do seu respectivo ordenado im de poder
tractar de sua saude ao Dezefftbargador da
RclacAo d'esta Provincia Francisco de Paula
Cerqueira Leite.
Dito Ao comtnandante das armas in-
lelligenciando-o de tersido approvada porS.
M. o Imperador a resolucao que a Presi-
dencia tomou de empregar no batalho pro-
visorio d'esta Provincia aos alferes do linlia
Antonio Francisco de Almeida e Joze Jua-
quim de Meirelles.
Dito Ao Director interino do arsenal de
guerra ordenando em cumprimento do Im-
perial Aviso de l4de Junho ultimo, expe-
dido pela Secretaria d'Estado dos Negocios do
Imperio que mande preparar com a possi-
vel breviJade um docel quatro reposteiros ,
e um tapete para a salla do cortejo do pala-
cio da Presidencia doCear : e dclerminan-
do-lhe que logo que taes objectos estiverem
promptos parlicipe-o Presidencia fim
de se providenciar acerca da rcmessa, e envi
a conta da despesa para ser paga pela thesou-
raria da fazenda.
REGULAMENTO DA CONTARIL1DADE DAS
ORRAS PUBLICAS DA PROVINCIA.
TITULO a.
Da distribuigo dos fundos.
Artigo i. Os fundos concedidos pela lei
annual do orgamenlo Provincial para as des-
pesas de cada exercicio, nao poder ser em-
pregados em despesas relativas outro exer-
cicio.
FLKIi TU
0 PRECEPTOR D'UM RE.
Cont rabe.
II.
Pouoo antes da noite os quatro via-
jantes chegaram Aldeia quedemandavam.
Encontraran, os habitantes reunidos em
frente das cabanas: encaminharam-se a elles,
c pediram-lbes pousada.
-- Depois de examinaren, curiosamente os
viajantes por algum tempo levantou-se d'en
tre ellos, um velbo e ft,z-Ihes signal que o
seguissem. Conduziu-os urna casa cons-
truida de grossos troncos d'arvores que ti-
nha dous quartos apenas ; fe-Ios entrar no
segundo poz sobre urna esteira algumas pro-
visOes, e retirou-se.
Bem que um tal acolhimento devesse
desagradar aos quatro estrangeiros todavia
poseram-se a ceiar sem quo os inquietasse a
rudeza do seu hospede.
Pouco a pouco a cmara visinha en-
cheu-se de homens os quaes conversavam
vivamente em urna lingoagem desconhecida.
Os cxercicios corresponders aosannos i-
nanceiros principiando no 1. de Julho e
acabando em 30 de Junho do anno seguinte ;
e sero somonte consideradas como perten-
centes um exercicio as despeses resul-
tantes de servigo feilo antes do primeiro dia
do anno linanceiro seguinte.
Art. 2. Os fundos votados pela Assem-
blea Provincial sero distribuidos pelo Pre-
sidente da Provincia por diversas obras, con-
forme as precisoes do servigo sob propostas
do Engenheiro em Chefe e observages do
Inspector Fiscal.
Art. 5. As propostas do Engenheiro em
Chefe para a distribuigAo dos fundos de que
falla o precedente artigo sero para elle
mandadas antes do dia 15 de Maio de cada
anno ao Inspector Fiscal que as remetiera
com suas observages ao Presidente da Pro-
vincia antes do lim do mesmo mez.
Art. 4. A distribuigo determinada pe-
lo Presidente da Provincia ser transmiti-
da antes do lim de Junho ao Inspector Fis-
cal e por este ao Engenheiro em Chefe ,
que communicar aos diversos Engenheiros
copias d'essa dislribuico no que diz respe-
to aos seus respectivos servicos.
Art. 5. As dttspesas que se houverem de
fazer com cada obra nao poder exceder
das consignacoes annuaes ; todava quan-
do o exigirem as circunstancias poder fa-
zer-se algumas mudanzas qa dislribuico pri-
mitiva pedindo-se d'ante mo a necessaria
aulorsago ao Presidente da Provincia.
Art. G. No fim de cada anno linanceiro for-
mar o Inspector Fiscal, e submclter ao co-
nhecimento e approvatjo do Presidente da
Provincia urna iriforinago sobro oquanlilali-
vo dcinitivamenle applicado cada obra
conforme a distribuido primativa de fundos,
e as posteriores alteraces autorisadas pelo
Presidente da Provincia conforme o artigo
precedente.
titulo 2.
Da consignado de fundos.
Artigo 7. Para se pagarem as despesas, hi-
tas com as obras publicas sero de ante-mo
consignados nos cofres Provinciaes os fundos
necessarios para salisfazel-as.
As consignacoes sero feitas pelo Inspector
da Thesouriria Provincial e por elle partici-
pando ao Inspector Fiscal e ao Engenheiro
em Chefe. Os fundos consignados somonte
( ) Vid. Diario N. 144.
Ourphaly eigueu-se para ouvi-los de mais
perto e tendo-os esculadopor algum lempo,
vollou todo assustado para os seus compa-
n lie i-os.
Cali i mus entre urna tribu de bandidos ,
disse em vozbaixa o nossos hospedes ma-
quinan, assassinar-nos quando estivermos a-
dormecidos ..
Elles qurt venham exclamou Akor ,
tirando da espada.
Ourphaly impoz-lhe silencio e conti-
nuou :
A luta seria intil por que elles sao
mqitos : o nico recurso he fugir.
Infelizmente esta cmara he feixada
por todos os lados e nos nao poderemos sa-
hir se nao atravessando a cmara visinha a-
onde esto os nossos inimigos.
Eu acharei meio de ludo arranjar rc-
plicou Ourphaly. T, Akor, vae reunir-te
aos nossos hospedes a fim de evitar toda a
suspeita e desviar-lhes a attenco at que
oucas o signal para te ajuntares comnosco.
Entretanto Rocad cujo vigor conhecemos
arrancar al;mis dos troncos que formam a
cabana e abrir-nos-ha assim urna passagem
O expediente foi approvado ; eludo sa-
bio conforme desejavam os viajantes, de
sorte que quando pela alta noite os sallea-
sero disponiveisdez dias depois da data da
consignado.
Art. 8. As consignacoes ordinarias far-se-
d mnnsalmetite de 25 30 de cada mez sob
a indicaco das precisOes do servigo para o
mez seguinte, feita pelo Engenheiro em Che-
fe e mandada ao Inspector da Thesouraria
lo f a 30 de cada mez por intermedio do
Inspector Fiscal.
As consignares extraordinarias far-se-o ,
quando for possive!, da mesma maneira que
as ordinarias.
Art. 9. Todos os fundos relativos a um ex-
ercicio deverao ser consignados antes do
lim do sexto mez do anno fmancuiro seguin-
te.
titilo 3.
Dos pagamentos.
Artigo 10. Todos os pagamentos de despe-
sas feitas com as obras publicas da Provincia ,
sero directamente feitos pela Thesouraria
das Rendas Provinciaes o pessoa que ti-
ver prestado o servico quo elles se reliri-
rein, uo aos seus legtimos procuradores no
sua falta. Assim se praticar com o paga-
mento dos arrematantes de ordenados '!e
compras de terrenos ou predios e de ob-
jectos movis de valor assaz consideravol pa-
ra dar lugar um regular contracto de venda.
Art. H. Para evitar a demasiada compli-
cado, resultante do pagamento directo dos
jornaleiros o dos fornecedores dos objectos
movis do pouca importancia sero delega-
dos agentes das obras publicas para eHectua-
rem csses pagamentos cuja justilicaco far-
se- do modo queadianle so determina.
Pdenlo tambern adiantar-se esses agen-
tes fundos que nao excedo noventa mil
reis por cada vez, devendoser apresentados
no praso de um mez os recibos dos credores
individuaes, na forma adianto determinada.
Art. 12. Todos os pagamentos que nao
sarem dos limites das consignacoes de quo
trata o titulo precedente sero fritos pela
Thesouraria dez dias depois d datada con-
signadlo vista dos titules lavrados pelo
Inspector Fiscal sob os certificados do Enge-
nheiro em Chelo.
Os ttulos de todos os pagamentos sero da
mesma forma. Elles sero lavrados pelo Ins-
pector Fiscal e por osle entregues com os
necessarios documentos justificativos The-
souraria Provincial onde sero examinados,
e rubricados polo Contador, e devolvidos ao
para os destribuir
que tem de ser
suas prfidas intenges encontraram-na va-
zia e reconheceram que o designio tora des-
eo berlo.
Osviajantes continuaram son caminho,
atravessando ora dezertos ora Ierras culti-
vadas. Correram differentes perigos, mas
salvou-os sempre a prudencia de Ourphaly ,
ajudnia^la forcea do Rocad o da bravura de
Akor.
Chegaram em fim a urna Cidade da
Abyssinia na qual reinava o grande Rei
Lirnppelidado o Tigre Negro em ra-
zo da sua crucldade.
As boleas dos quatro estavam esgotadas,
e el.esse envergonhariam de mendigar. Con-
sultaram entre si o modo de viverem af: que
chegasse a grande fortuna que esperavam 5
mas Rocad poz fim a estes cuidados dizendo-
Ihes que se nflomortificassem por tao pou-
co pois correra sua conta prover subsis-
tencia de todos.
Com effeito apresentando-sa no lugar
do mercado em quo sereuniam os mariolas ,
offereceu os seus servicos aos mercad ores que
all io fazer compras em grosso o fez-se lo-
go procurado pela sua fonja prodigiosa : e co-
mo elle so rarregasse fardos que vinte ho-
mens ordinarios nao podam levantar pare-
ca muito moderado pedindo apenas o salario
Engenheiro em Chefe .
com as diversas pessoas
feito os pagamentos.
Art. 15. Os documentos justificativos de
que Irada o precedente arligo para regula-
ris.tr os pagamentos sero os seguintes:
1. Folha dos ordenados, e outros venci-
mentos com a designado da lei, ou ordem,
que os autorisou acompanhada do = visto
= do Engenheiro em Chefe.
2. Certificado do Engenheiro em Chefe pa-
ra o pagamento das obras feitas por admi-
uistrac/io, ao qual se annexar as ferias dos
jornaleiros com os recibos por elles assig-
nados u bem assim os recibos dos fornece-
dores dos objectos, em pregados as obras.
3. Certificado do Engenheiro em Chefe
para os adiantamentos de fundos, em con-
formidade do artigo 11. Alim de verificar-
se a despesa feita com esses adiautamentos
sao necessariasas pegas justificativas, men-
cionadas no paragrapho antecedente.
4. Certificado do Engenheiro em Chefe pa-
ra as obras feitas por arremalaco obser-
vando-se que o primeiro certificado rela-
tivo cada obra ser acompanhadode urna
copia do termo da arremalaco e o ultimo
de outia do termo do recebimento defimtivo
da obra lavrado pelo Engenheiro em Chefe.
5. Certificado do Engenheiro em Chefe ,
para as compras de terrenos ou predios e
de outros objectos movis que deem lugar
um contracto unindo-se ao do!, paga-
mento urna copia do contracto e das pegas
justificativas da rogularidade das compras.
Art. 14. Nos certificados do Engenheiro
em Chefe de que tracta o artigo anteceden-
te ser notada a deciso do Presidente so-
bre a arremalaco, ou contracto do venda,
em virtude do qual a despesa se pode fazer
regularmente. Nos certificados relativos s
obras arrematadas notar-se- de mais o quan-
titatvodos fundos de que tratar" os ante-
riores certificados para a me.sma obra.
Art. 15 Todos os ttulos de pagamentos ,
relativos um exercicio deverO ser expedi-
dos antes do fim de seis prmeiros mezes do
exercicio seguinte e apresentados The-
souraria antes do fim dosse ultimo exerci-
cio.
titulo 4.
Das con tas.
Artigo 16. As coritas relativas as obras
dores pendraram na cmara para executarem relativo a dez trabalhadores.
sero mensaes trimestraes e annuaes.
Desta sorte elle e seus companhei-
ros viviam na abundancia. Nenhum po-
rem encontrava o deslino que esperava e j
comecavam a impacientar-se excepto Our-
phaly quo Ihes repeta continuamente esta
bella mxima do Saadi :
Nunca renuncies a felicidade. As fon-
' tes do bem e do mal sao oecul tas, e tu
ignoras qual se de ver abrir para regar o
espaco do tu turo. Oh! hornera! Oh!
meu irmo .. quem quer que sejas !...
S paciente na adversidade e espera.
Alguns mezes havia que elles viviam
neste estado oscillando entre o desanimo, e
os mos pensaments ( por que o espirito
occioso he similhanle a caza deshabitada em
que os animaes damninhos se multiplican) sem
obstculo ) quando repentinamente o som
dos atabales e o estrepito das armas so ou-
viram em toda a Cidade.
Era urna revolta contra o Tigre Ne-
gro cujas iniquidades tinham em fim can-
gado o povo que desesperado se langou s
armas.
De todos os lados corriam bandos ar-
mados engrossar as iileiras dos revoltosos ,
que pediam a morte do tyrano.
Em tal conjunctura o Rei Lir sahira
do pago a frente dos seus guardas c desper-
sara os descontentes no primeiro recontro.



i
i
l

As primeiras sero feitas dentro dos dez
primeiros dias do mez prximo seguinte.
As segundas dentro do primeiro mez do
trimestre seguinte io do que ellas tracto.
As terceiras dentro dos seis primeiros me-
zesdo exercicio do anno ulterior ao, de que
ellas se oceupao.
Todas essas contas sero expedidas pelos
Engenheiros e verificadas pelo Inspector
Fiscal.
Art. 17. As contas mensaes serAo feitas
pelos Engenheiros que dirigirem cada urna
das obras. Estas contas constar :
1. Para as obras administradas das ferias
dosjornaleiros e dos recibos dos fornecedo-
res de objectos movis que se empregar
as mesmas obras. As ferias sero certifica-
das pelo Engenheiro, e assignadas por todos
os trabal fiadores que souberem escrever,
ou pelo apuntador pelos que os nao soube-
rem. Os recibos dos fornecedores sero tam-
bem rubricados pelo Engenheiro.
2. Para as obras arrematadas d'uma no-
ta summaria dos trabalhos feitos no mez
precedente fim de se conheoer as suas des-
pesas eosfunJos, que Ibes podem ser a-
bonados.
No caso doserem directamente dirigidas pe-
lo Engenheiro em Chufe afumas obras por
administrado sero por elle verificadas as
ferias dos jornlenos e rubricados os reci-
bos, pela maneira indicada no i. do an-
tecedente.
Art. 18. As contas ti imestraes, igualmen-
te feitas pelos Engenheiros conter, quan-
lo as obras administradas o resumo das des-
pegas que com ellas se fizero nos irez me-
zes precedentes e quanto as arrematadas ,
a-somma que toca aos arrematantes pelos
trabalhos feitos no trimestre antecedente,
regulando-se a dita somma por urna nota cir-
cunstanciada d'esses Iraballio qi'e lhe ser
junta. Estas contas apresentarO n'uma das
suas co'umnas a recapitulado dos certificados
do Engenheiro em Chefe dados athe o mez
antecedente desde o principio do exercicio fi-
nanceiro para as diversas obras de que tra-
to as contas.
ArlT 19. As contas annuaes sero organi-
sadas pelos Engenheiros c Engenheiro em
Chefe.
Os Engenheiros organsar em tudo que
for relativo aos seos respectivos servigos as
contas das despesas feitas por administra-
co ou arremataco bem como as relati-
vas s compras de terrenos, ou predios, e de
objectos movis, que dercm lugar a um con-
trato especial.
OEngenheiro em Chefe organisar as con-
tas relativas s despesas feitas quer com o
pessoal, quer com o servico geral. Far tani-
bem contas annuaes no caso de dirigir por
si mesmoalgu mas obras.
ATim de reunir as contas precedentes o
Engenheiro em Chefe organisar tamben)
urna conta recapitulativa e summaria que
indique os resultados das contas precedentes,
e o descont animal financeiro de cada obra ,
comparando-se as despesas feitas com a som-
ma dos certificados dados para ellas.
Esta ultima conta justificar-se- por urna
recapitulago geral, e circunstanciada de to-
dos os certificados para pagamentos dados
pelo Engenheiro em chefe.
Art. 20. As contas mensaes e trimes-
Mas o povo irritado he como a vaga do Oc-
ceano que vae e vem furioso at destruir
o obstculo que se lhe oppOe Os vencidos
reuniram-se uovamente e deram repetidos
combates ao Tigre Negro com resultados
diversos.
Akor que se tinha unido aos revolto-
sos desde o primeiro dia fez-se logo notar
por sua audacia e tendo sucumbido os che-
fes principies foi unnimemente proclama-
doGeneral. Desde enlo tudo mudou de fa-
ce. Lir vencido em tres combates succes-
sivos foi sitiado, e morlo jtela propria mo
d'Akor que arrojou o cadver ao povo reu-
nido em torno do pago.
Entoos principaes da Cidade se con-
gregaran! para eleger um Rei.
Alguns propusaram Akor porem a
xnaioria receou que elegendo um guerreiro
lo audaz se submeltessein a um Senhor que
nos negocios ordinarios do Estado se condu-
zisse como na guerra ; sempro com a mo ar-
mada e o furor nos olhos. Em iim nao
sendo possivel accordar as diversas opinioes ,
decidiu-se que a esculla do Rei seria com-
meltida a um solitario que habitava n'uma
caverna da monlanha visinha e que passa-
va por ler communicagao directa com o Ceu.
poram em consequencia procurar o santo ho-
traes sero remeltidas ao Engenheiro em
Chefe ; e este depois de servir-se dellas pa-
ra regula risa r a sua contabilidad^ e dar os
seos certificados transmiltil-as- ao lurpec-
tor Fiscal, para cumprir o disposto no arti-
go 15.
As contas annuaes sero mandadas ao Ins-
pecto Fiscal para serem especialmente ve-
rificadas, devendo este dirigir respeito d'el-
las um relatorio ao Presidente da Provincia.
Art. 21. A'im de poderem os Engenhei-
ros o Engenheiro em Chefe e o Inspector
Fiscal conhecer 'todo o momento o estado
da receita e despesa no que respeila su-
as attribuices especiaes tero elles regis-
tros de contabilidade na forma seguinte.
Os registros dos Engenheiros conter pa-
ra cada obra de que esliverem encarrega-
dos urna relaco dos certificados successi-
vamente dados pelo Engenheiro o que lhe
ser lodos os mezes participado pelo Enge-
nheiro em Chefe.
O registro do Engenheiro em Chefe conte-
ra na primeara parte relages circunstancia-
das dos certificados por elle dados para to-
das as obras e na segunda a recapitularan
mensal dos certificados dados, e a relago
dasconsignaces mensaes de fundos, feitas
pelo Inspector da Thezouraria.
O registro do Inspector Fiscal ser simi-
Ihanle ao do Engenheiro em Chefe com a u-
nica differenga de que em vez das relaces dos
certificados, dados pelo mesmo Engenheiro
em Chefe contera as relages dos ttulos de
pagamentos, dados pelo mesmo Inspector
Fiscal.
CAPITULO 5.
Disposices transitorias.
Artigo 22. Para o bom andamento do ser-
vico das obras publicas e cumprimento do ,
que est prescripto no presente regulamento
o Engenheiro em Chefe eo Inspector Fis-
cil organisar modelos das diversas relaces,
contas certificados ou ttulos os quaes
sero impressos em todas as suas partes cons-
liluintes.
Art. 23. O presente regulamento tr vi-
gor do primeiro de Julho do anno. financei-
ro seguinte em diantc.
Palacio de Pernambuco 25 de Maio de
1842.
Raro da Roa-Vista.
THEOURARIA DA FAZENDA.
EXPEDIENTE DO DIA 25 DO PASSADO.
Officio Ao Exm. snr. Raro Presidente
da Provincia informando o requerimenlo de
Florencio de Mello e Albuquerque Jnior.
dem da 27.
Dito Ao mesmo Exm. snr. idem o de
Luiz Antonio Rarboza de Rrito.
Dito Ao mesmo Exm. snr. partee -
pando a arremataco da renda da casa de so-
brado sita na ra Direita pertencente a
Fazenda Publica feita por Joze Marcellino
da Roza.
Dito Ao mesmo Exm. snr. com as
Cuias dos Tenentes Joo Marinho Cavalcante
do Albuquerque e Manoel Cavalcante Re-
zerra.
iin'in ; communicaram-lhe a resol ugo ; e
condusiram-nn Cidade.
Chegadoao lugar em que o povo se ha-
via reunido o solitario lancou a vista so-
bre a multido e depois fixando-a sobre
Ismar que como curioso alli seachava,
exclamou :
m Eis o Principe que o Ceu vos deslina
E fazendo-o aproximar-se poz-lhe a co-
roa sobre a cabeca.
Os principaes habitantes porem princi-
piaran! a murmurar dizendo:
Quem he este liomem desconhecido,
Como saberemos nos se elle he verdadera-
mente digno de reinar ? Pessamos-lhe ?
que ns de as leis de que necessitamos a-
concelharam os velhos e desla maneira jul-
garemos da sua sabedoria.
Este concelho foi abracado por todos ;
e disseram a Ismar o que d'elle se pretenda.
Sim disse Ourphaly que o nao tinha
deixado : o vosso novo Rei havia previsto as
vossas necessidades e eis aqui as leis que
elle resol ve promulgar. E entregando um
manuacripto a um dos ancios este comeg*u
a l-lo em voz alta. Eram regras estatuidas
para o interesse de toda a naco e to sa-
biamente combinadas que asseguravam a ca-
da um todas as vantagens e immunidades,
TRIBUNAL DO JURY DESTA CIDADE.
Dia 0 de Julho.
Denuncia contra Joze Antonio da Trindade,
pelo homicidio de sua sogra Rernardina Fran-
cisca da Conceigo : foi absolvido.
Dia 7.
Dita contra Lourenco Pacs de Macedo ex-
soldado de Polica pelo furto de urnas nava-
Illas : foi absolvido.
Juoixa de Manoel Alves Guerra, contra Jo-
aquim Alves de Couto por crime de banca
rota e resistencia ordens legaes tomada
a acuzago pela jusliga ; foi absolvido.
CMARA MUNICIPAL DE OLINDA.
4." SESSA ORDINAIIIA DE 7 DE MARCO DE
1842.
Presidencia do snr. Guedcs.
Abriu-se a sesso estando presentes os se-
nhores Vereadores Leal, Laage Jnior Ma-
ciel Monteiro, e Tavares, faltando com cau-
sa os mais senhores e lida a acta da antece-
dente foi approvada. O secretario dando
conta do expediente mencionou um officio do
Advogado desta Cmara, partecipandoque
s do ex Advogado inha recebido dous autos,
e que nao lhe dera mais informages algumas,
e que havendo mandado dar busca em um dos
cartorios achara mais tres cauzas, e que fica-
va providenciando a respeito. A Cmara i-
cou i n le rada.
Outro officio do Fiscal das Salinas em
resposla ao que esta Cmara lhe dirigi e
remetiendo dous termos de adiada contra Ma-
noel Joze Martins -la Costa, os quaes fora
entregues ao Procurador desta Cmara, ea
mesma ficou inteirada. Nesta sesso apre-
sentou o Procurador desta Cmara quatro re-
querimentos, nos quaes pedia que se lhe pas-
sasse mandado para as quantias que tinha a-
presentado. A Cmara nomeou urna com-
misso dos snrs. Vereadores Laage Jnior ,
e Leal, para darem seu parecer a respeito.
Ouvera requerimentos de partes e fora
despachados ; e dada a hora o snr. Preziden-
te levantou a sesso. De que para constar
fiz a prezente acta em que assignara. Eu
Joo Paulo Ferreira secretario a escrevi. =
Guedes Prezidente = Maciel Monteiro =
Laage Junior= Tavares = Leal.
O Partido Nacional ou Industrioso compa-
rado eom o Partido Anti-Nacional.
--
Composico dos dous partidos.
O Partido Nacional compoe-se :
1. Dos queexecuto trabalhos d'uma utili-
dade directa para a sociedade.
2. Dos que dirigem esses trabalhos ou
cujos capilaes se acho compromettidos as
emprezas industriaes ;
">. Dos que concurre ni pura a produeco por
trabalhos uleis aos productores.
O Partido Anti Nacional compoem-se:
1. Dos que consomem e nao produzem-,
2.Daquelles cujos tahalhos nao sao uteis
sociedade nem servem aos productores-,
3.De todos aquelles que professo principios
polticos cujas applicages sao prejud'ciaess
produccSo e tendem a privar os industriosos
do primeiro grao de consideraco social,
lia urna cousa muito importante a notar ,
Quando o aifcio acabou a leitura as
aclamaces rebentaran; de todos os lados. Is-
mar foi proclamado Rei e i-onduzido em
triumpho ao paco de Lir : a par delle iam
Rocad Akor e Ourphaly.
Logo que os quatros amigos se acha-
ra m sos Ismar estendendo-lhes os bracos ,
disse :
Foi na esperanca de que vos me ajuda-
reis a carregar o pezo da coroa, que eu a acei-
tei, por que sem o vosso auxilio eu nao
poderia reinar um s instante. Nao conser-
varei por tanto o titulo de Rei sem que me
fagis promessa de me nao abandonar um mo-
mento se quer.
Nada temas lhe tornou Ourphaly ,
sorrindo-se nos le seremos sempro fiis ,
porque nascemos e crescemos comtigo. Nos
somos os tres principios da tua vida : Rocad
he a forga Akor a coragem eu a
inteligencia : sem a nossa alianga nao
ha homem digno deste nome e s ella pode
formar um grande Rei.
Aqui parou o Dervix e voltando-se para
o Califa depois d'uma curta pauza acres-
centBU :
Chefe dos Crentes Esta historia ex-
plica o meu segredo. Nao darei a leu filho
nem a fecidade nem a sabodoria porem
e vm a sar que des que os cidados chego a ser
iguaes aos olhos da lei nao pela casualidade
do nasciroento que elles se acho alistados
n'um ou n'oulro d'estes partidos; mas sao
nicamente as suas oceupages e opinioes quo
determinan anual dos dous pertencem,
Da Moralidade d'um d'estes partidos :
Do immoralidade do partido opposto.
Que cousa ser moral? que cousa ser in-
moral? eis-aqui ma questo que de ve de ser
resolvida antes de comparar a moralidade dos
industriosos com a dos anti-industriosos.
Em poltica assim comoem reirgio,aspesso-
as honradas que sao devotas e as que o nao
sao, reconhecem que toda a moral deriva do
grande principio que foi proclamado por Jess
Christo.
Amai o vosso prximo como a vos mesmo ;
fazei pelos outros o que dezejais que os oulros
fago por vos.
Assim a questo reduz-se a saber, quaes se
conformo mais na sua couduetacom o prin-
cipio que serve de base moral,se os industri-
osos ou os nao industriosos. Ora eviden-
te que os industriosos emprego toda a seu
vida d'um modo ulil ao seu prximo-, por
isso que dedico o seu lempo e os seus meios
produego do que pode satisfazer as primeira.
precises da sociedade e grangear-lhe gozos.
E' igualmente evidente que a conducta d'a-
quelles que nao pertencem ao partido industri-
osu c immoral, pois vivem realmente cula
dos mais gozo de todas as vantagens que
Ihes grangeo os trabalhos dos industriosos ,
sem Ihes dar em troca cousa alguma que Ihes
seja til 5 e finalmente nao fazem pelo seu
prximo oque este faz por elles.
O leitor deve pois concluir necessariamente-
comigo que o parlido industrioso tem urnas
conducta moral, ao passo que a conducta do
parlido anli-industroso completamente im-
moral.
Podemos ainda convencermo-nos -da supe-
rioridade dos industriosos debaixo da relago
da moralidade encarando as cousas por ou-
tra face.
um facto que os propietarios de brac
immoveis leem pouco crdito ; entretanto que
os negociantes fabricantes e outros indus-
triosos o teem muito.
Donde procede esta differenga ? De que os
proprielarios industriosos gozo ha muito lem-
po da repulaga de serem mais exactos em sa-
tisfazerem os seus empenlos do que os pro-
prielarios nao industriosos.
Ora, um dever prescripto pela moral o de
pagar cada qual as suas dividas pois islo
obrar para com o nosso prximo do mesmo
modo que dezejamos que elle se porte para
com nosco; e n'isso leem os industriosos urna
conducta mais moral do que os nao ndustrio-
sos pois que paga as suas dividas mais
exactamente.
$5.-
Da riqueza dos dous partidos.
Aquelle que consomm toda sua renda, por
mais considravel que seja a sua fortuna, nao
se deve considerar rico ; pois s quem faz e-
conomias que posse verdadeiras riquezas :
por quanto a riqueza de qualquer consiste es-
sencialmente no seu superfluo e consta das
sommas de que pode dispr.
Em mil oito ceios e quinze a Cmara dos*
Communs ora composta quasi exclusivamente
''ara que elle as consiga dir-lhe-hei quaes
sao as faculdades que deve cultivar. He
elevando a forga a c ragem e a inleiligen-
ciaao mais alto grao que se consegue vi-
ver bem econsequentemente bem reinar;
porque, reinar nao he mais do quo viver
para um grande numero.
A estas palavras o Califa hacend palmas
transportado de alegra tomou o filho nos
bragos e deseando os degrosdo Ihrono ex-
clamou :
Dervix l toma este menino e se o seu
preceptor. Todas as riquezas que eu tinha
promettido ao vencedor sao tuas e todas as
mais que poderes apetecer.
. Guarda os teus Ihezouros respondeu
o philosopho surrindo-se, aquelle que julgar
poder satisazer sua ambigo pe!a posse das
riquezas assemelha-se ao que pretender
sullocar o incendio langando-lhe palha secca.
Da-mesomente teu filho, para que cu
busque fazer delle um bom Rei. Se o con-
seguir icarei asss pago com o reconlmci-
mento do povo ; he a nica recompensa, que
em nos nodesperta nem avareza nem am-
biguo.~
(Traduzido. )


?>
de proprielaros|de bens immovcis. Se o Esta-
do precisava de dinheiro estes ricos endvi-
dados nao se aeliavo eni circunstancias de
lhe prestar socorro porque Jno tinho eco-
nomas de que podessem dispr.
Anda mais : nao sendo a sua renda suflici-
ente para as despezas que elles se julgavao o-
brigadosa fazer para suslentarem dignamen-
te a nobreza da sua origem, tivero a ingenu-
ulado de pedir nago que llies desse capitaes
no mesmo momento em que ella eslava oppri-
niida debaixo dos onus que tnhaa supporlar.
ORei tomou sabiamente o partido deex-
pellir os zanges e chamar as abelhas ; elle
se dirigi industria para obter os recursos
de que Un ha precisao.
Que aconteceo ?
Os productores cujos capitaes sao todava
mui fracos em comparago daquelles quo pos-
sem os propietarios de bens immoveis se
esforcaro por fornecer jo estado todo o di-
nheiro de que elle havia mister.
Donde concht que as verdadeiras riquezas
acho-se as niaos dos industriosos posto
que os nao industriosos possuo a maior parte
dos capitaes.
4.-
Da Capacidads poltica dos dous partidos.
Antes de comparar a capacidade poltica dos
dous partidos devo responder claramente a
esta qufstflo.
Qual hoje o primeiro grao de capacidade
em poltica ?
A minha resposta simples c fcil.
Desde que os homens se tomaro iguaes a
os olhos da Lei os direilos polticos nao sao
mais fundados seno sobre a posse do dinhei
ro ou de cousas que se posso adquirir com
dinheiro. O maior, e o mais importante dos
poderes confiados ao Governo eo do impwr
sobre os cdadaos ; d'este direito que dima-
nan todos os que elle posse. A sciencia po-1
litica consiste pois hoje essencialmente em fa-
zer um bom orcamento.
Ora a capacidade necessaria para fazer um
bom orcamento a administrado donde re-
sulta que esta a primeira capacidade em po-
ltica.
Vejamos agora quaes sao os que carecem de
maior capacidade administrativa para o gover-
no dos seus negocios se os proprietarios, in-
dustriosos ou individuos cujos capitaes nao
estao empregados as emprezas induslriaes.
evidente que a capacidade administrati-
va tal quo sem ella os industriosos nao p-
dem enriquecer, nem mesmo conservar a sua
fortuna ; entretanto que aos proprietarios de
heos immoveis basta que nao gastem mais do
que as sitas rendas para conservaren! a sua
JSeni duvida|he nojestudo
na propria sciencia do ho-
tida em pouco ale o lempo de Scrates,
que
ce-teja ti mesmo.
de nos mosmos ,
mem
mas depois d'elle cultiva la com esmero
roda toda a esfera da moral.
|Uma sciencia pode ser curiosa sem ser til,
ao passo que nao ha uliiida le real, se nao
quando da sua theoria ivsi.llo os meios,
e as regras de urna arte cuja pratica serve
de esclarecel-a ; assim he o seu uso proficuo
que lhe attrae todo o valor. Por isso ilute-
mos que a astronoma he til agricultura .
e navegaco ; a geometra a todos os of-
ficios fabris; a chmica medicina e
mctallurgia. Pelo que se consideramos a
moral utilissima he porque os seus precoi-
tos coodernados formo urna sciencia porcer-
to importante e toda pratica ; por quanto
regras, e mostra os meios
nos prope as
de as conhecer
fortuna e que as economisem para enrique-
cercm.
R^sta-nos examinar quaes administrao me-
Ihor os seus negocios particulares se os pro-
prietarios industriosos ou os de bens immo-
veis ? Temos a prva disto no que eu disse
no paragrapho precedente isto que sao es
proprietarios industriosos ; pois que foro el-
les que acudiro ao Rei e que lhe preslaro as
sommas de que elle precisava entretanto que
os proprietarios de bens immoveis o deixavo
no embarazo.
O leitor certamente concluir comigo que
os proprietarios industriosos sao superiores
em capacidade poltica aos proprietarios de
bens immoveis por isso que Ihes sao supe-
riores em capacidade administrativa. Assim
acha-se resolvida a objecgo que fazia objeclo
das minhas invesligages n'este paragrapho.
( Contmuar-se-ha. )
VARIEDADE.
DA MORAL FILOSFICA E RELIGIOSA.
Poucas sciencias teem urna esfera tao vas-
ta como a sciencia dos cestumes : lodos os
seus principios se encaminho a um fim com-
mum isto he ; a procurar-nos o mais se-
guro meio de ser feliz mostrando-nos a li-
gago intima dos nossos verdadeiros interes-
ses com o cumprimenlo dos nossos deveres.
A moral he a parte essencial da filosofa e
quie a nica que dignamente pode ser ca-
racterisada com a denominago sublime d'a-
mor da sabedoria ; porque n8o pod dizer-
se verdadeiro sabio aqaelle que somente pro-
cura investigar da naturesa os arcanos miste-
riosos remontar dos efeitos s causas, e
submetter a seus clculos e experiencias a
ordem e curso da mesma naturesa. O gran-
de Scrates abertamente declarava que taes
conhecimenlos lhe erad estranhos com ludo
mereca o nomftj de verdadeiro sabio porque
dedicou todos os seus esforcos eassiduoes-
tudo ao couhecimento essencial de si mes-
mo que o orculo d'Apollo em Delphos re-
commendava como a primeira base de toda
a sciencia ss u 'Sosco te ipsum, = Conhu-
e fornece os motivos para
effeolivamente obrarmos em harmona com a
nossa perfeigao e felicidade. Esta sciencia
restricta aos interesses da vida constitue a
moral filosfica.
Porem nao podemos deixar de reconhnccr
quanto esta he incerla e variavel nos seus
principios, porque estes, fazendo depender
o dever de ser hom do desejo de ser feliz du-
rante o curto espado da vida a tornao sem
duvida assaz mudavel segundo a Jorga
das affecges diversos temperamentos pai-
xoes e fantasas que mmlao e transtorno
o objecto da felicidade. Ora o homem que
ji mais se julga obrigado a seguir certa re-
gra de conducta, e bondade a nao ser para
obter um estado feliz neste mundo segundo
os seus gostos e caprichos mudar com faci-
lidadede meios urna vez, que reconheoa po-
der alcanzar esse fim determinado p re fe-
rindo este quelle meio para sua acqwsicjSo :
em taes circunstancias ser vicioso e mu por
principios se elle julgar ou o vicio ou o cri-
me mais conveniente sua felicidade. Por
ventura tomaromos como regra de moral a ra-
zio ? Esta se torna inactiva e nulla sem a
educado ; para o que basta ver o grao de per-
feigao de que esta faculdade he susceptivel,
comparando o selvagem que abandonado
desde a infancia tenha vivido as florestas ,
com o homem civilisado. Qual ser pois a
causa a que devamos attribuir ela mudan-
ga lo consideravel, se nao educaco ? Por
isso se os exemplos e as ligues que bebemos
desde annos jovens sao bons justos e sabios,
apferfeigoao a razo s-e pelo contrario elles
sao mus. corrompem e deprava.
Juntemos verdade destas assercOes que
qualquer socedade nao tem as forjas ne-
cessarias para recompensar tedos os actos de
virtude que podem praticar os seus mem-
bros : pois que tambem quanto mais com-
muns sao as suas recompensas mais estas
perdem o seu valor. O interesse deprava a
virtude e a hypocrisa a contrafaz : muitas
vezes se remunera aeces cujos autores re-
ceberio a justa punigo se se, tivesse at
cangado o conhecimenlo das causas que as
motivaran. Dizer que o tempo do castigo e o
desejo da estima dos nossos similhantes bas-
lo para nos affastar do crime e conduzir-
nos pratica da virtude he cahir nos mes-
mos inconvenientes. Sao pois estes os esco-
Ihos, que torno arriscada a moral filos-
fica.
Estas causas e contrariedades que lauto
teem feito desviar os homens do verdadei-
ro conhecimenlo da moral se do igual-
mente cm globo a espeito das nagOes. A
historia essa fiel testemunha dos lempos e
das acedes, nos mostra com provas irrefra-
gaveis que n3o so entre os povos barbaros
se teem estimado, e ate avahado acefies to-
talmente contrarias lei natural, despresan-
do a maior parte das virtudes civs ; mas
esta mesma desordem e contrariedade se en-
contr no seio das nagoes as mais civilisa-
das. Nao vemos um Aristides inabalavel na
observancia dos mais solidos principios de e-
auidade, e por antonomasia o justo sen-
do victima do ostracismo, tanto mais injusto
por isso que so recahia sobre os talentos e
o proprio mrito ? Nao se v a franqueza
de um Scrates cuja moral na sua mais
sublime simplicidade era a base das suas 1-
ces punida como um atroz delicio sen-
do aecusado por Melito, nome votado a um
eterno opprobro ? D'onde data a decadencia
da forga e esplendor das repblicas da Gre-
cia tao celebres e llorecentes ? Ne foi desde
que abandonara^ as solidas mximas da sa-
bedoria e que, salisfazendo so aos seus
caprichos se affastaro da simplicidade dos
principios segundo os quaes ate ento se
tinh&o governado ? Nao se enfraqueceroe
tomaro despresiveis medida que aberra-
ro da estrella pollar da virtude ? Nao cami-
nharfto rpidamente para a sua total ruina ,
COVIMERGIO.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 8 deJuIho 1:597*915
DESCARREGA" HOJE 9 DE JIMIO.
Brigue Portuguez= Conceigo Flor de Lis-
boa = pedras.
Brigue Dinamarquez Melitta barri.i de
carne sobrecellentes, lijlos e pe-
dras.
MOV1MENTO DO PORTO.
NAVIO ENTRADO NO DIA 8.
Maianhao ; il das Brigue Ese una Brasi-
leiro B^ja Flor de 119 tonel. Cap. Antonio
Ferreira de Silva Santos equip. 10 car-
ga diversos gneros: a Firmino Jos Felis
da Roza.
SAHIDOSNO MESMO JIA
S. Cath*rna com escala pela llha Grande; Bri-
logo|que[chefescorrompidos oradores a vi
dos ,Vc sophistas perigosos procuraro formar
da corobinago dos vicios que tanto osca-
rcclisavao urna arte que decoraro com o
nome elevado de sciencia do governo ? Co-
mo se nao fosse possivel governar os homens
sem os desviar dos verdadeiros tramites da
sabedoria c da verdade, sem os engaar ou
opprimir ou agrilhoar ; como se houvesse
mais gloria cm imporarem como lyrannos
sobra um grande numero de escravos, do
que reger por meio do leis d'cquidade e justi-
ga um grande numero de cidados felices.
Estes exemplos dos merecidos desastres ,
que os deslinos offereccro nos estados da
anliga Grecia nao teem servido de esclare-
cer nem as nacrtes nem os seus chefes ; ao
contrario maravillosamente secundados pela
amhigo avidez, ignorancia adulago e
pervorsidade teem feito de dia em dia mais
tenebrosa a sciencia de governar envolvida
nos densos veos de urna falsa philantropia.
Por tanto se discorrermos por lodos os perio-
dos da vida do homem e bem assim pelas
differentes vicissituiles das nacfies tiramos
em resultado que nao pode haver urna moral
solida o capaz de dirigir o homem indepen-
dentemente da religio e da cicusa de um
Dos legislador vingador do crime e remu-
nerador da virtude.
A moral religiosa tem infinitamente mais
elovago amplitude e estabilidade : defne-
se a sciencia da vida em visla da eternidade ;
e se por exccllencia se diz a arte de ser bom
para ser feliz todava nao he urna bondade
de conveniencia nem urna felicidade de fan-
tasa. A vonlado divina torna-se a regra
nica das vontades humanas ; e os pequeos
interesses da vida presente desapparecem di-
ante do interesse infinito e invariavol que
ofierece o quadro de um grande futuro,
e de destinos impenetraveis. Assim na mo-
ral religiosa o principio, o fim o meio
ludo he.'ixo, ludo he constante : o preciso
termo est marcado; eocaminhodescriplo
com Inminosos caracteres: nao se trata para
o homem se nao de saber com que condic-
go a felicidade lhe he promeltida e qual he
a bondade de quo elle espera a recompen-
sa. Por consequencia a ideia da bondade
de um Dos faz nascer sentimentos de amor;
a da sua misericordia o reconhecimento ; a
da sua sabedoria a resignagao ; a de seu
poder a conanga ; e finalmente a da sua
magestade a venerago. Sao justamente es-
tes os caracteres da moral do christianismo
que mostra na plenitude e excellencia que
ella respeita, a sua celeste origem. Cha-
mando o homem ao culto de um s e verda-
dadeiro Dos lhe evidenceia que os senti-
mentos interiores e o amor por este ser fa-
zem a essencia deste mesmo culto ; que o a-
mor pelos nossos similhantes he o sumario ,
eo principio de lodos os deveres j regulan-
do os seus desejo* e seus appetites j fasen-
do desviar ludoaquillo, que induz ao vicio e
ao crime. A piedade nos fornece exuberan-
tes motivos para encontrar prazeres vareados
no cumprimenlo de taes deveres, que a in-
differenga e a impiedade desdenha e o fa-
natismo desfigura.
Concluiremos este artigo, dizendo que
esta sciencia posta em pratica ser pois a arte
de assegurar a felicidade pura e plena que
espera o homem alem da vida sem com tudo
renunciar ao cuidado dse procurar no breve
espago de urna existencia ephomera os vislum-
bres desta felicidade que na rpida carreira
da vida qual ponto entro duas eternidades ,
sao como os relmpagos sabidos do seio das
nuvens, que de longinquo horisonte anda a
nossa vista ferem ; mas j amortecidos.
( Museo Pitloresco.)
(Diario do R. de Janeiro.)
gue Brasileo" S. Mara Boa Sor te Capf
lo/e Joaquini I lias dos Prazeres carga sal
c cocos.
Terra Nova ;|Barca Ingleza Creamore Cap.
Chapley, em lastro.
Trieste j Barca Austraca Robert, Cap. Bil-
lifer ,Jcarga assucar.
EDITAES.
Vicente Thomaz Pires de Figucrdo Cantar-
lo Inspector d'Alfandega Faz saber que no dia 11 do corren te ao meio
dia na porta d'Alfandega se hade arrematar
em hasta publica as mercadorias ahaixodes-
ciiplas e com os pregos notados ; avaliagfio
que tivero por seacharem deterioradas.
1 Sacca com favas vinda no Brigue escuna
Portugus Amelia cm 18 de Janeiro de 1812
marca a Francisco Rento de Medeiros por
1 000 res.
2 Barricas com charutos viudos na Laura
S. Joze entrado em lo de Fevereiro de 1842
marca a M. B. de Freitas por 2ji r.
2 Pegas de cabo de linhoS. M. contramar-
ca n. e data com 800 libras a 5 rs. o q. q.
1 Quartola vasia S. M. contramarca, n. ,
e data por 1*000 rs.
Nao sendo o arrematante sugeilo ao paga-
mento de dircitos e expediente.
Alfandega 8 de Julho de 1842.
V. T. P. de F. Camargo.
= Pela Administragoda Mesa do Consu-
lado se faz saber que no dia 11 do corrente
mezsehaode arrematar aporta da mesma
Administrago duas caixas de assucar masca-
vado aprehendidas pelos respectivos Empre-
gados do trapxe novo por enexaclido das
taras e urna saca de milho aprehendida sem
despacho pelo guarda commandante da pri-
meira barca de vegia ; sendo as arrematages
I i vres de despesas ao arrematante. Mesado
Consulado de Pernambuco 5 de Junho de
1812. Miguel Arcanjo Monteiio de Andrade.
Malhias d'Albuquerque e Mello Fiscal da
Frcguezia de Santo Antonio d'esta cidade ,
em virtude da Lei c.
Faz saber a todos os proprietarios mora-
dores na mesma freguezia que, em virtude
das posturas em vigor, conservem as testadas
de suas moradas limpas de lixo e immundi-
ces nutro sim recomenda aos mesmos mo-
radores que nao consinti seos escravos fa-
zerem despejos immundos se nao depois
das sete horas da noite e em vasilhas bem
tapadas para que nao incomoden) ao pu-
blico sob pena da multa imposta pelas pos-
turas. E para que nao alieguem ignorancia,
mandei fixar o presente e publica-lo pela
imprensa. Recife 8 de Julho de 1842.
O Fiscal
Mathias de Albuquerque c Mello.
DECLARACA.
= A Rarca Portugueza Tentadora recebe
a malla paia o Porto, no dia 24 do oor-
rente.
AVISOS MARTIMOS.
tsrPara a Bahia seguem com toda brevida-
de as Sumacas Nacionaes Aguia de Manga-
rali ha e A misado, de boa marcha e forradas
de cobre ; quem quiser carregar ou ir de
passagem dirija-so a Gaudino Agoslinho de
Barros na pracinha do Carpo Santo D. 67.
tsy 0 muilo velleiro Brigue Brasileo Em-
preza de que he Cap lo Francisco Ferreira
Borges, est a chegar do Cear para onde
voltar com brevidade ; quem quiser carre-
gar ou ir de passagem dirija-se ao Escriplorio
de Francisco Severianno Rabello no forte do
Mallos D. 9.
LEILES.
. fa-
icer.
es" 0 Corretor Oliveira continuar
zer le loes por con la de quem pertenec
d'ordem do Cnsul do S. M. F. e em sua
presensa oude um Delegado hoje e Segu-
nda feira 9, e 11 do crrante as 11 horas da
manli no trapiche do Vianna, dos restan-
tes salvados do Brigue Portuguez Afiicano.
OT Lei lo que faz a vi uva de Joo Car-
los Pereira de Burgos Ponce de Lefio de di-
versos trastes de sua casa constando em
mezas espelhos de parede banquinhas ,
presepio urna sela de S. Antonio, paies,
canto de sala, guarda roupa ou louga pa-
peleira secretaria 6ic. ludo novamenle ava-
hado muito baixo no dia 11 do corrente
segunda feira as 11 horas da manhaa na pre-
sensa do Sf. Dr. Juiz de Orfos os quaes se
pe em leijfto a requerimento da annunciante
para pagamento dp$ credores conforme a coh-
cortada.
M


mWwhw jiu111
\
AVISOS DIVERSOS.
tsr A segunda parte da quinta Lotera a fa-
vor das obras da Igreja de N. S. do Livramen-
to desta Cidade ; corro impretenvelmenle no
da 26 do corrente, e os bilhetes esta a ven-
Thcsourciro da Lote-
ra fio \ **J At\ Rna. da nos logares seguintes : ra da Cadria, lo
i ia ut, l!, 3. uu nwci jaidossnrs. Vieira cambista, e Joo Jozed
parte da mesraa, corre in
falivelmente no da 7 de
Agosto, eos bilhetes axo-
se a venda as ras do
Cabug sr. tforeira, Co-
legio sr. Menczes, Cadcia
sr Caro'isla Vieira Boa
vista sr. 8a ra va junto a
Matriz
sai Sabem os lllustres Freguezes de que
trata o Carapuceiro n. 29 ? Toca do rijo em
as iniquas pretengoes do Gabinete Inglez a
respeito do nosso Brasil ; e recomenda mais
estrella unio para llie pdennos resistir. A
final faz ver om que consiste servir Patria,
e que nao lie promovendo sediges e des-
ordens, que se conquista licitamente o poder.
Vende-se na praca da Independencia leja de
livros n. 37 e 38.
tsr Precisa se Je urna mullier de idade ,
que tenha capaeidade dse encarregar de ze-
lar curando e remendando para escravos e
se encarregar de ser ama n'tima casa, em
um engenho na Comarca do Rio Formoso;
adverlindo se que se nao escolhe qualidade de
cores e nem nascimentos ; pois s se quer
capaeidade ntelligencia ; assim como que
ica a sua disposigao una escrava : quem isso
llie convier. annuncie.
tsr Aeha-se em hasta publica para ser ar-
rematada de renda trienal a morada de caza
de sobrado de tres andares e soto com loias
da frente e do oitao n. \\ sita na ra da Ce-
deia do Recita, que foi do linado Capilao-mor
Antonio Joze Qua resma pela quantia anim-
al de rs. 1 :7,"0.>000, pagos a quarteis: os per-
tendentes podem comparecer a porta do Snr.
Dr, Juis de orfaos defronle da caza da Opera.
no dia 14 do correnteas 4 horas da tarde, que
he o dia imprelerivel d'arrematagao por j
estarem lindos os dias da Lei.
= Hum rapaz Portuguez se oflerece para
caxeiro de Engenho sabe beni ler e escre-
ver 5 d Mador a sua conducta : quem preci-
sar annuncie niesmo para lora da Provin-
cia.
tsr Crabtree Heyworth & Comp. previ-
nem a quem pretender comprar urna casa no
patio da Penha que foi no inventario dos
bens do finado Francisco Ferreira da Annun-
ciaco aquinhoada ao lilho desle Felis Fer-
reira da Anmtncingo, que essa casa est pt:-
nhorada pelos Annuncianles ; assim como os
demais bens de raiz do casal e por isso em-
barazados para poderem ser vendidos ; e para
que ninguem se chame a ignorancia fazem
o presente aviso.
O Sr. que percisa falar com Joze An-
tonio dOliveira relativo ao tenente Manoel
Ferreira deAlmeida tenha a bondade diri-
gir-so a loja de fazenda do mesmo Oliveira na
pracinha do Livramenle N. 20, a qual que
hora.
Percisa-se de um moleque para hir ven-
der pSo com um rapaz : quem o tiver para
alugar dirija-se a padaria da ra direita De-
cima 10.
tsr Pedro de Alcntara Pereira subdito
portuguez, socio que foi da primeira firma
Miranda & Pereira a qual acha-se extinta pe-
lo fallecimento do socio Joze Elias de Miran-
da annuncia que fez entrega legal de ludo
quanto pertencia a dita sociedade ao Snr.,
Joaquim Baplista Moreira Cnsul Portuguez,
e pelos negocios que a elle respeitao deixa
incumbido como seu bastante procurador o
Sr. E. Schaeltar.
er Preciia-se alugar um negro deligente
para o servido do botequim da Unio : na ra
dos Quarteis D. 8.
Da-se duzentos mil rcis a juros sobre
pinhores do ouro ou prata : quem precizar
dirija-su a praca do Corpo Santo botequim de
Almeida que ahi se dir quem os d.
O abaixo assignado aviza aoSr. Thom
Pereira Lagos arrematante do consumo das
aguas-ardentes de produgao brazileira que
nao vend'* ditas agurdenles.
Manoel Joze de Azevedo Maya
Dezaparicco no dia 8 de Maiop. p. u-
m* canoa de carreira com ilois bancos e
corrente : quem a adiar leve-a a Francisco
Rodrigues da Cruz na ra do Cabug que pa-
gar generozamente.
p. B.
seu receituario
p
rio declara que a segunda faimiho Moraes; ra do Jiiegio, loja do
snr. Menezes ; ra do Cabug loja do snr,
Bandeira e botica do snr. Joo Moreira Mar-
ques e ra do Crespo loja de Joze dos San-
tos Neves Thezoureiro da mesma Lotera.
PILULAS VEGETAES E UNIYERSAES AMERICANAS.
Estas pilulas j bem conhecidas pelas gran-
des curas que tem taito, nao requerem nem
dieta e nem resguardo algum ; a sua com-
posigo 6 to simples que nao fazem mal a
mais tenra cria,nga : em lugar de debilitar ,
fortilico o systema purifico o sangue ,
augmento as secreges em geral : tomadas,
seja para molestia chronica ou somente co-
mo purgante suave; o melhor remedio que
tem apparecido, por nao deixar o estomago
naquelle estado de constipado, depois de sua
operacSo como quase todos os purgantes fa-
zem e por serem mui facis a tomar e nao
causaren) incommodo nenhum. O nico de-
posito dellas em casa de D. Knolh agen-
te do aulhor : na ra da Cruz N. 57.
Cada caixinha vai embrulhada em
com o sello da casa em la-
cre preto.
= Pedro d'Alcantara Pereira, subdito
portuguez retira-se para o Rio de Ja-
neiro.
tsr AlugSo-se o segundo e lerceiro andar
da casa n. 55 da ra da Cruz : a tratar no
primeiro andar da mesma.
tsr O Juiz e* mais mezarios da Irmandade
do Divino Espirito Santo ereta no Convento
de S. Francisco desta Cidade fazem por meio
Jeste saber a todos seus Irmos que Domingo
10 do corrente ha ver meza geral para discus-
sao do novo Compromisso da mesma Irman-
dade deverao estar reunidos as 9 horas da
manha.
tsr Aluga-se urna casa de sobrado com
exeellentescommodos para numerosa fami-
lia granda coxeira armazem para nretos
estribara, dous quintaes com portoao la-
do da casa lendo cacimbas, com algumas
plantas enclusive grande parreiral com 20
palmos de largo e 300 ditos de comprido ,
no lugar denominado a llha com frente pa-
ra palacio velho e fundo para o Hospieo e
estrada para o mesmo ; quem pretender diri-
ja-so ao Recite ra da Concejero casa n. 26 a
fallar com Joo Mara Seve.
tsr Aluga-se o segundo andar do sobrado
da ra doQueimadu D. 16 : a tratar em bai-
xo na loja de louca.
tsr Na ra do Livrameuto D. 2 deseja-se
muito saber se nesta Provincia existo Mano-
el Joze Consalves Lomba.
tsr Joze Antonio da Silva faz sciente por
esta f Iba que por haver outro de igual no-
me des de herje em diante se assignar Jo-
ze Antonio Ferreira da Silva.
tsr Na ra do Livramento D. 2 deseja-se
muito saber se nesta provincia existem Mano-
el Antonio de Carvalho Diogo de Ctfrvalho ,
Gabriel de Carvalho todos tres irmos o na-
turaes de cabeceiras de Bastos Reino de
Portugal.
tsr Aluga-se urna preta para vender todas,
as qualidades de venda pois tem disto mui-
(a pratica ; quem a precisar dirija-se a ra
Vigario n. 22 ou annuncie
tsr No da 25, 26, e27, do corrente ir3o a
praga diversas casas cituadas em pedras de
fogo pertencentes ao casal do finido Jo3o
Carlos Pereira do Burgos para pagamento
dos credores do mesmo casal, as quaes v3o a
praga a requerimento da viuva inventariante
D. Francisca da Cunha Bandeira de Mello,
os pretendentes poderao comparecerem nos
das disignados na Cidade de Goianna, na
presenga do Sr. Dr. Juiz de Orfosda mesma
Cidade.
tsr Constando ao abaixo assignado que
peloJuiso da primeira vara do Cvel desta
Cidade houve quem obtivesse no dia 4 de
Maiodo corrente anno um embargo no sitioe
casa da ra do sebo que foi outr'ora de seu
cunhadoJoao dos Santos Nunes de Oliveira;
mas que ja pertencia ao abaixo assignado mui-
to antes daquelle embargo por escrptura de
, prctarin-
de farda ,
Precisa-so de um homcm
do-s estrangeiro para criado
para ir para um engenho na Comarca do Rio
Formoso e que alcm de bem saber desem-
penbar seu lugar de criado, que saiba ler,
pois tem de ser enearregado da caixaria da
casa de purgar do mesmo engenho : a fallar
com Francisco Santos de Siqueira na ra da
Aurora.
tsr Prccisa-se alugar um sobrado de um
andar em ras que nao sejao exquisitas, e
que o seu aluguel nao exceda de 12 : quem
tiver annuncie.
tr D-se 100,) ou maiores quantias a
juros de dous por cento ao mez com pinho-
res de ouro: na trempe em casa de Joanna
dos Passosse dir.
Havendo quem saiba fazer manteiga ,
e tratar de gado e querendo empregar-sc
nisso em urna fazenda distante desta praca 24
legoas onde 80 vaccas : aparega na Sole-
dade sobrado grande de seis janellas : a fa-
zenda nao he no serto, onde s se tira o lei-
te pelo lempo de verde he as mattas onde
em todo o anuo se tira leite c no vero an-
da mais do que no invern.
oy Precisa-se de um ofllcial de chapcleiro:
no beco da Gloria.
r O Snr. Joo Francisco de tal morador
nesta Cidade que Ihe faltar um escravo di-
rija-se a ra do Queimado D. 21 loja de Jo-
ze Joaquim da Costa que ahi est um serta-
nejo que Ihe dar noticias delle no caso que
cumbinem os signaes.
tsr O abaixo assignado partecipa ao arre-
matante do consumo de ogoa ardente, que
deixou de vender tal genero em sua taverna
no pateo da ribeira D 12, por ser colelado
em porgao que nao consom desde o dia 6
do corrente.
Manoel Joze de Baslos Sinlillo
tsr Na larde do dia 11 do corrente se bao
de vender porta do Sr. Dr. Juiz de Orfaos e
Auzenles os bens do fallecido Joze Domingues
da Costa gneros de loja mobilia e escra-
vos.
tsr Domingo 10 do corrente as 4 horas da
tarde sesso da Sociedade Amisade nos Une,
na casa de suas reunies para ser continua-
da a discusso dos Estatutos.
"compra sT
tsr Frascos limros que fossem de agoa de
colonia : na ruada Cadeia do Recita n. 7 lo-
ja do Bourgard.
VENDAS.
venda lavrada em o cartorio competente e
constando-lhe mais que foi requerido arres-
to sob o falso de pretexto do ser aquello sitio
o nico bem que pessuia o seu cunhado ,
v-se na necessidade de declarar a beneficio
do arrematante que nenhum valor pode ter
o seu embargo; porque recahe sobre urna
propriedade alheia e que o arrestado Jofio
dos Santos possueoutros mui tos bensalem do
indicado sitio.
Lourengo Cavalcanti de Albuquerque.
Sabio a luz n acha-se a venda na loja
de livros da praca da Independencia n 37 e
38 a Conslitugo do Imperio do Brasil com
notas explicativas com a citago das pagi-
nas das obras dos principacs Publicilas, e das
Leis secundarias que teem sido polmugadas
relativamente aos artigos da Constiluico
Esta obra he de summa utilidade nao s aos
estudantes do curso jurido mas a todas as
pessoas pois poupa o insano trabalho que
d o procurar as obras de Direito Publico os
lugares em que se acho desenvolvidos os pon-
tos sobre que se deseja consultar acrescendo
que as explicares ajudar muito as pessoas,
que nao houverem estudado o Direito Publico
a comprehender a Lei fundamental eonhe-
cimento que todo o cidado deve aspirar Pre-
go 2*000 reis.
tsr Urna escrava de angola de 24 a 25
annos bonita figura com algumas habili-
dades : na ra da Cruz no Recita n. 24.
W Urna venda com os fundos de 700*
na ruadasenzala velha defronle do beco do
Campello : a tratar na mesma.
Semen tes de nabo, alfaco senoire,
coentro e mustarda todas muito novas : no
atierro da Boa vista venda por baixo do so-
brado do Snr. Francisco Joze da Costa, D. 36.
*^ A dinheiro ou a praso urna venda na
Cidade de Olinda, ra da Boa hora, com pou-
eos fundos : a tratar no forte do Mallos com
Joaquim Francisco de Alem ou na mesma.
tsr Urna preta de 16 a 18 annos, linda
figura e recolhida sabendo engommar e
coser ; urna dita pertaila engnrnmadeira e
cozmheira 5 duas ditas lavadeiras e quitan-
deiras ; um preto de todo o servigo 5 duas
negrinhasde!2al3annos: na ra do Foo
ao p do Rozario D. 25.
*^tsr Um sextante novo, e um mappa da
costado Brasil divididos em 18 planos em
ponto grande : na ra da Cruz n. 40.
tsr Urna canoa aberta de amarello que
carrega mil lijlos de alvenaria grossa em
meio uzo por prego com modo ou la m bem
sealuga um brago de balanga grande; pro-
prio |iara armazem de.couros ou assucar, com
os lernos de pesos a vonlade do comprador ; IRECIFE NA TYP. DE M. F. DE F. =18
um terreno na povoaco dos Aftagados na ra
de S. Miguel com os alicerces da frente ja
promplos para una casa de 20 palmos de
frente : na ra velha da Boa vista venda De-
cima 19.
tsr Bichas violentas a 160 a rtlulho e
o cento a 9* : na ra da Cruz ao p da Tipo-
grafa.
tsr Os lerceiros e quarlos bordoes de vio-
leta", bordnes de rebeca expressamente man-
dados vi r da Italia ; um pianno quasi novo,
muito lindo e de excedientes vozes ; e as mu-
sicas novas vindas do Bio entre as quaes o
triste adeos de urna victima de D. Miguel no
Porto em 1839.
Vive, bella e sobre a campa
Doce pranto vem verter :
Vem moldar as cinzas minhas ,
Adeus Marcia eu vou morrer
Na ra de H01 tas D. 25 sobrado que faz quina
com o beco de S. Thereza.
tsr Marques & Veiga venden) por prego
commodoem sua casa ra do Amorim os se-
guintes gneros : sag a 180 a libra choco-
late caixas com lelria papel maquina do
peso e-pardo charutos em caixas pequeas ,
arroz com casca a 4,y a saca canaslras com
batatas as mais novas possiveis e copos de
meia garrafa.
tsr Urna mulata de 20 annos engomma
ecozinha o ordinario : no pateo da S. Cruz
Decima 2.
tsr Urna escrava a vista do comprador
se dir o motivo porque se vende : na ra da
I'az defronle da cozinha do covento do Carmo
venda da quina D. 1.
t3* Dous moleques, um de angola de 14
a 15 annos, bonita figura proprio para to-
do o servigo de urna casa e outro crelo do
10 annos, tambem de bonita figura, sem
nenhum achaque: nacamboa do Carmo D.
M no segundo andar.
Stsr Um rico e moderno Atlas Geogrfico ,
como poucos por aqui, com 40carias, con-
tando a theoria das estages revoluces an-
nual da trra pavilbdes martimos de todas
as nages do mundo condecido tudo na
mais rica impresso do anno de 1840 : na ra
Nova loja do Vilaga.
tsr Urna negra crela bonita figura de
24 annos, engommadeira, cozinha, lava de
sabo e varrella e refina assucar : na ra
do Fagundes D. 18.
1 Urna secretaria com muilas gavetas
pequeas e 3 grandes para roupa e um
armario envidragadoem cima do mesmo,
obra nova envernisada e de bom gosto e 5
portas que ainda nao l'onlo servidas : na ra
de Hartas D. 23 lado do poimte.
OT Um "preto ladino de 20 annos bo-
nita figura ; na ra (Jo Crespo D. 3 lado do
norte.
tsr Seboem rama de boa qualidade em
qualquar porgao : a bordo do Brigue Paque-
te le Pemambuco, fundiado ao p das esca-
das do Palacio.
tsr Urna escrava de nago, de 20 annos ,
bonita figura lava de sabo, engomma liso,
e faz doces : na ra da Aurora casa terrea
D. 6.
tsr Um carrinho de 4 rodas e seus per-
tences oom pouco uzo ou quasi novo e ser-
ve para um ou dous cavallos por ser muito
maneiro para ver o carrinho no primeiro
sobrado atraz da Matriz da Boa vista e a
tratar do ajuste no escriplorio de Matheus
Auslin' na ra do Trapiche novo n. 12.
tsr Telhas de vidro e farinha de trigo ,
da marca superior de SSSF e SSF por prego
cmodo : em caza de N. O. Bieber & C. ra
da Cruz D. 63.
tsr Urna duzia de cadeiras um camap ,
e um jogo de banquinhas tudo de oleo ; 2
espelhos de salla ern bom uzo e vende-se
muito em conla por haver precizo : na ra
do Fagundes D. 18.
ssr Para fora da Provincia dous escravos
de bonitas figuras : na ra do Vigario n. 15
no primeiro andar.
t Folhas de relages simestres impres-
sosem bom papel ; na praga da Independen-
cia n. 57 e 58.
ESCRAVOS FGIDOS.
A 40 dias pouco mais fugio o escra-
vo Manoel cagange estatura ordinaria, ca-
ra larga um tanto fulo lera um dos dedos
mnimos alejado no andar parece ler delei-
to levou um tarro ao pescogo porem cons-
ta andar sem elle lem sido visto nos Api-
pucos VIonteiro e Casa forte, e ltimamen-
te no Recita, levou vestido caigas de hrim
e camisa do mesmo.: quemo pegar leve a
Santos de Siqueira que ser
Jofto Francisco
gratificado.
i.
m


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