Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04690


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Full Text
Anno de 1842.
Tera Feira 5
US
TuJo agora depende unssa prudencia modcrsco e energa : eon-
tinneroas como principiamos e seremos apollados cosu admiracao enlre as Nscoes mais
(Pr
eiliM.
roclamacao da Assembla Ceral do Cratil.)
PARTIDAS DOS COR REOS TERRESTRES.
fioURt a ParaiLa e Kio grande do Norte secundase sexlas feiraa.
Uuaia : Garanliuin. .. 0 e 24-
Cato Serinhaeni i R> Formte Fono Caire Macei t Alajoas no 1. 1/,
i ajea 13. Sanio Anlo quintas feiras. Olinda Indos es dias.
DAS DA SEMANA.
4 Se;. Itabrl Rainha de Portugal. Chae. Aui!. do J. de
:> Hn. s. Athanaiio M. Re. Aad do J. de D. da 4. v.
ti Oj"ii. Domingas V. M. Aud. do .1. de 1). da 3. v.
7 Quiot. Pulquera V. M. Aad do juiz JeD. da 2. v
5 Scx a. Pn.copio M. Aud. do J. de D. di 1! r.
9 Safo. s. Orillo B. M Ral. Aud. da J. da D. da 3. .
40 Dsni. i. Jannaiio e eus Comp. Mm.
D. da 2. .
de .Tullio.
Anno XVIII. N. 141.
O Diario nublica-ae lodos os das que nao forem Santificado* : a prefo da assignalare ae
dr Iros mil res por quarlel pagos adianlados. Os aniiunrios dos assignaulea s.'ie iaseridaa
gratis e os dos q'ie o nao forem raiao de SO reis por htilia. As rerlaaiacoes dcTesa se
^ dirigidas a esiaTrpografia roa das Crines D. 3, ou a' prac a da Independencia laja de lirias
.Xuiiimo 37 e 3S.
CAMBIOS no da
Cambio oare Londres 2 ,. Paria 360 reis p. franco.
, ,, .isboa 100 por 100 de pr.
Moeda de cobre > por 100 de descnnlo.
Idea de letras de boas firmas 4 e a I
Descont de bilh. da Alfand*ga 4 por 100
ao mei.
de ji .no. compra venda.
Ouho-Moeda da 6,400 V. 16,090 46.'09
N. 4H,S0J
> de 4,000
PaiaciVs
Peina Columnarcs
dita Meiiranaa
miuila
PAT*
S.600
1 ,S30
4,H30
1,830
4,600
l'i.OUD
KKOO
.S.aJ
i .KM
MO
P reamar do Mii
4.a a 2 hora* a 0
2, a 2 horas e 3'J
5 de ////O.
n. da manila,
a. da tarde.
Ouarl,
I na
Quari.
Lita
PHASES DA I.UA MJ MEZ DE JLIIO.
ming. a 30 -- a !) borai e 22 m. da larJ.
Not.
erese.
cheia
a 8-- s 4 horas e 44 m. da matili.
a 44 -- as 7 horas a 49 m. da Urd.
a "2'2 lis S horas e 36 a, ds raanh.
DIARIO DE
RNAMBUCO.
GOBERN DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 28 DO PASUDO.
Olncio Ao Commandante das armas partir
ripando ter expedido ordem ao Inspector da
thesouraria da fazenda para mandar abonar
dous mezes de sold adianlado e as compe-
tentes comedorias de embarque aos olliciaes .
que seguem para a Corte mencionados no sen
n{Hco de 27 do corrente.
Dito- Ao Administrador fiscal interino das
obras publicas ordenando que despeca da
exercicio de Fiel do Almoxarife d'aquella Re-
particao Marcelino Jos Lopes visto ter o
novo re.ulamento de 25 de maio ultimo sup-
primido este lugar.
Dito- Ao Commandante das armas, remet-
iendo trez ofncios do Tenenle Coronel Clice
interino da legiao da guarda nacional de Olin-
da acerca do guarda Miguel Arcanjo de Ar-
rala que se acbava preso na fortaleza do
Pn-amarello por nao ler comparecido ,
(liando foi designado para servir no bai.alho
destacado fim de que proceda com o dito
guardr, na forma da lei.
Dito Ao mesmo transmitlindo o processo
do reo o Capilo nacleto Lopes de Sant-<
Anua para que mande executar a sentenca
da junta de justica nelle exarada.
Dito Ao Command-intc superior da guar-
da nacional d'cste municipio determinando ,
(pie cbame para o ser vico da mesma guarda na-
cional o Pratico da barra Joo Marques Correa,
visto nao se adiar mais no exercicio d'aquellr
lugar, segundo participa o Inspector do ar-
senal de marinlia ein officio de 23 do corrente.
Dito Ao Inspector da thesouraria da fa-
zenda ordenando em cumpritnento do Im-
perial Aviso da Secretaria d'Estado dos Nego-
cios da Guerra, que mande pagar em 12
jircslacoes mensaes ao ex Alferes doexercito
Miguel da Rocha e Yasconcellos a quantia de
1:210 (f 000 rs. importancia dos sidos, que
naquella qualidade de Alferes venceo desde
o I ? de Janeiro de 1827 at o ultimo de Ju-
nho de 1831 por conta da qnota consig-
nada na lei do orcaiuento n ? 108 de 26 de
maio de 1840 para pagamento dos sidos dos
olliciaes comprehendidos na resoluco de 13
deSelembio de 1831.
Dito Ao mesmo approvado a arrema-
tarlo feila por Jos Marcelino da Roza da
casa de dous andares sita na ra direita O.
3 pertencente aos proprios nacionaes pelo
trienio de 1842 1845 e preco de 248 jf rs.
por cada anno.
Oito Ao Juiz de paz e subdelegado de
Pedras de fogo dizendo que doolBcio, que
por copia lije enva ver que o. Exm. Ris-
po Dioccesano j (leo as suas ordens para
que seja franqueada a capella deN. S. da
Conceicao : fim de nella se fazerem as ele-
ees primarias ; e que pode em conformidad^
das ordens de S Exa. Urna, exigir as chaves
da referida capella no caso de que ainda nao
tenho sido entregues
Dito Ao Engciiheiro Vaulhier remetien-
do o officio do Inspector do arsenal de mari-
nha dando parte de que o mar va demolin-
do o arrecife artificial no lugar do mosqueiro
d'este porto a fim de que mande examinar
a ruina e proponha o meios que julgar
convinhaveis para remediar este mal.
Portara Ao Director do arsenal de guer-
ra ordenando que entregue ao Comman-
dante da escuna de guerra Cobre urna
bandeira em lugar de outra que elle forne-
ceo para a fortaleza da barra da provincia do
Rio-grande do norie por ordem do respec-
tivo Exm. Presidente; e que remella aconta
da dita bandeira para ser salisfeila pela the-
souraria da dita provincia.
Dita A o Commandante da supramencio-
uada escuna determinando que receba a
su pea citada bandeira.
deS. Paulo 7 de junlio de 18>2.- Illm. e
Exm. Sr. Joz Clemente Pereira.
Mont' Alegre.
TIIEOURARIA DA FAZENDA.
EXPEDIENTE DO DA 22 DO PASSADP.
Officio -/Ao sr. Administrador da meza do
consulado!, dando os esclarecimenlos que pe-
dio em (illicio de 8 do corrente sobre os d-
reitos que deve pagar a im.ed i dcouro e
prata nacional, quando exportada para fura
do Imperio.
Portarla Ao sr. 2 ? Escripturario da con-
tadoria encarregado da conlabelidadc mili-
tar remetiendo por copia jara sua inlelli-
gencia a Provisao do Conselho Supremo Mi-
I lar de 18 de abril precedente, sobre o
pagamento dos meios sidos aos officiaes in-
volvidos na revoluco de 7 de novembro de
1837, na Cidade da Babia, e amnistiados
pelo Decreto de 22 de agosto de 1840 e que
se Ibes deixou de pagar durante o tempo que
estivero em processo e sentenciados.
DEM DO DA 23.
Ollicio Ao Exm. sr. Baro Presidente da
provincia rom a representaco do Commis-
sario fiscal do ministerio da guerra e docu-
mentos que a acompanharo relativos ao pa-
gamento do-i vencimentos do coronel J. J.
Luis de Souza para dignar-se de communi-
car s'este oll'uiul pela comm ssa > de que est
encarregado te.n direito gralificaco addi-
cional e quaes os precos porque lhe devem
ser abonadas as etapes e forragens.
iNm.um.
CO>'TINl"ACA(5 DAS NOTICIAS DE
S. PAULO.
Olicios do Presidente da Provincia.
Illm. e Exm. Sr.Em data de S do corren-
te tve a honra de oficiar a V. Exc. participan-
do o estado (Pesia provincia ; agora puco
mais lenho que aecressentar. O general
Baro de Caixas conserva ainda a mesma po-
sigo e a forga sob sen com mando tem sido
augmentada pela companhia de cavallaria e
por 80 homens de infantina chegidos ltima-
mente d'essa corte: amanhila marcha para o
acampamento dos Pinheiros um dos batalhes
provisorios de guardas nacionaes de mais de
200 pracas.
Como ja fiz sciente a V. Exc, consta qne os
rebeldes esto mal armados e peior discipl na-
dos ; nem outra cousa se podia esperar de gen-
te reunida tumultuariamente.
Esta cidade conserva-se tranquilla e desas-
sombrada dos receios que seus pacficos habi-
tantes tinham a principio dos rebeldes ; estes
nao enconlram sympathias na populacho ; e
os poneos que lhes sao affeicoados ou tem
ilesappa'ecido ou esto em silencio.
Pelos demais logares da provincia ha toda a
vigilancia e as autoridades policiaes cuidara
em cumprr com os seus deveres. Na cidade
de Campias foi preso o cirurgio-mr Patri-
cio da Silva Manso, (*) que havia estado na
frf;uezia da Limeira fomentando a rebelliao.
N'esle momento acabo de rece be r eommu-
nicages da cidade de Campias e me diz o
juiz municipal qne comecam all a manifesta-
rem-se receios de iusurreicao na escravatura ,
e qu na villa de Capivary ja tem havido albi-
nia cousa de serio a esse respeito: isto deve
servir de freio a muila gente interessada pe-
los rebeldes e alguns d'elks conspicuos no
partido, ofciarar ao mesmo juiz municipal
olerecendo-se para o coadjuvarem na manu-
tenco da ordem publica.
Deus guarde a V. Exc Palacio do governo
(*) Este o ex-deputado de Itydo Grosso,
de celebrrima nomeada!...
Illm e Exm. Sr.lenho a honra de trans-
miltir V. Exc. as copias inclusas pelas quaes
ver V. Exc. e servir-se-a l'azer chegar augus-
ta presenca de S. M. o Imperador a noticia do
primeiro triumpho que as armas imperiacs
ohtiveram contra os rebeldes d'esta provincia,
o que devido as promplas c sabias providen-
cias dadas opporlunamcnte pelo general em
chefu Baro de Casias. Espero que esta pri-
mera victoria seja seguida de outras e que
a ordem e tranqullidade SO restabelecerao bre-
vemente n'esle paiz sompre distincto no
Brasil pelo amor e lidelidade de seus habitan-
tes sagrada pessoa do monarcha e que ora
se v arraslado aos horrores e calamidades da
guerra civil pela ambieo desordenada pe-
la loucura e raiva.de uns poneos de individuos.
Communicando a V. Exc. esta agradavcl no-
ticia sinto terao mesmo lempo de partici-
par lhe que alguns logares da primeira comar-
ca agitam-se violentamente que em as villas
de Queluz e de Lorena rompen a sedico a
qua ainda nao reconlieceu o presidente intru-
so e rebelde mas tu lo coneorre a fater acre-
ditar que dar este passo a nao ser reprimi-
da pela (brea do hatalhao de fuzileiros que V.
Exc. mandou entrar pelo norte da provincia.
Na villa de Pindamonhangaba cidade de
Tauhat e mais alguns pontos decidida a
tendencia pira, a relHIio. Pessoas da maior
inlluenea n'essas paragens trabalham com fu-
ror >ara isso ; muitas d'ellas compromelte-
ram-s oom o coronel Raphael Tobas de A-
guiar a coadjuval-o efficazmente como se
prova pelas cartas d'este ultimo aprehendi-
das no campo dos rebeldes, balidos junto
cidade de Campias as quaes exige que
oumpram as promessas de auxilio s coopera-
cao que lhe. lizeram : mas a gente que Sigue
os rebeldes os pontos que os reconheceram ,
desanimarlo quando lhes for evidente que >
impossivel resistir s armas de S. M o Impe-
rador.
Tenho Gnalmente a honra do annunciar a V.
Exc. que recebi boje communicaertes oflica-
es de Coritiba e que esta comarca at o
dia 2. do corrente eslava tranquilla, lendo
tomado posse e entrado no exercicio de suas
funecoes as novas autoridades nomeadas em
consequencia da lei de o de dezembro do 18 il.
Deus guarda a V.Exc. Palacio do governo
deS. Paulo, ft de junhode 182.lilm.e
Exm. Sr. Jos Clemente Pereira Baro de
Moni' Alegre.
se preparavam ; porque, nAo havendo ou-
Baro de] tras autoridades alm dofl juizes de paz, sen-
do estes lilhos das monstruosas elcic/ies lei las
na presidencia de Raphael Tobas e sendo
por isso todos elles crealuras suas intil e
perigoso era tentar perante os mesmos qual-
quer meio de documentar as gravissimas sus-
peitas que tinham os conhecedores do logar.
N'este estado de perfeito isolamento achavam-
se os Sorocabanos amigos da ordem quando
comecou-se a por em exeeucao na provincia a
lei das reformas. Nao foi porm efta lei sa-
Intar e altamente reclamada pelas necessida-
des publicas nem to pouoo a le do con ce-
S. Paulo 7 do junho.
Tivemos acerca dos movimentos de Soroca-
ba algumas informacoes que nos foram mi-
nistradas por pessoa credora deconlianca as
quaes sendo a nosso ver de algum interes-
se julgamos til dal-as ao publico. Segun-
do nos informam haviam de ha muito em
Soroeaba todas as disposiertes que deviam ,
mais cedo ou mais tarde produzr o elfeito
que teve logar no dia 17 de maio ; mas eslas
r!isposic5es que nao eram desconhecidas pe-
los amigos da ordem ; nao podiam com tudo
ser provadas eficazmenle : nao havia d'ellas
urna prova plena ; mas os indicios eram tan-
tos tantas eram as coincidencias que se eom-
hinavam entre s que nao podiam deixar de
produzr as pessoasque asobservavam de
porto suspeilas de tal natureza que bem
podiam ser qualificadas como certeza Nao
existia, porm n'aquella cidade urna s au-
toridade nomeada pelo governo : achava-se
por consequencia este sem ter absolutamente
urna s pessoa com quem pudesse ter una
correspondencia olTicial exacta. Por outro la-
do niuguem se animava a intentar qual-
quer processo ou meio de conhecer doeu-
mentalmente os movimentos sediciosos que
Mo de estado a que deu motivo ruptura de
Soroeaba; ellas serviram smente de pretex-
to para Iludir aquellos que achavam-se tura
de estado de as lr, e muito menos de ascom-
.probender, e obrigal-os d'est'arte a declarar-
se ao principio opposicionistas ao depois re-
beldes. O monmnlo porm em que recebes-
sem as autoridades de Soroeaba as necessarias
ordens do governo para a execuco da referi-
da lei, era por assiui dizer o toque de re-
bu te que devia chamar s armas os campees
darcvolta. Assim aeonteceu e desde enlo
comecaram as mesmas autoridades a mostrar*
se completamente desobedientes s ordens do
governo demorando com os mais frivolos
pretextos a posse que deviam dar aos novos
empregados. N'este interim divulga-se a no-
ticia da dissoluco da cmara e era este sem
duvida o golpe que mais devia exasperar a-
quelles que viam perdidas suas mais charas
esperances e laucados por trra seus planos
ha lano combinados e em favor dos quaes
ludo haviam sacrificado, ~ moralidade, hon-
ra conscicncia e atdinheiro. En to os re-
beldes de Soroeaba, de combinaco com o juiz
de paz Antonio de Mascarenhas Camello, que
tambem promotor de guardas nacionaes,
ped rain-I he um destacamento de 40 pravas ,
com o pretexto de ser essa medida necessaria
para defender o conimercio que se achava ex-
posto : o juiz de paz como era natural sa-
tisfez immediatamente a esta reciamacao a
fez-se o aqiiartelameuto no hospital sendo o
destacamento commandado pelo instructor e
ajudanle do balalho de guardas nacionaes Jo-
aqun) Joze Xavier de Almeida.
N'este estado achava-se a cidade de Soroea-
ba quando a ella chegou o juiz de direito da
respectiva comarca para fazer cropossar os no-
vos empregados nos seus cargos; mas j o nao
pude conseguir, e noilederam-se tiros
sua porta o que o obrigou a relirar-se. Lo-
go depois o mesmo ajudanle de guardas naci-
onaes com ordem do major do hatalhao Ma-
nuel Lopes do Oliveira comeQou a recrutar
lodos os guardas tanto do servico activo ,
como da reserva e ento procuraram-se to-
dos os meios de Iludir a uns ou intimidar a
outros como convinha fundiram-se bailas ,
prepararam-se carluxos! N'esta mesma occa-
sio chegou a Soroeaba o capito do Ratalhao,
morador na freguesia do Campo Largo cora
umaforca de80 homens armados; e consta
que tambem chegou com 30 homens o alferes
Joo Bernardinode Oliveira IWbosa e ou-
tra igual commandada pelo major de Itapeti-
ninga Pedro Smoes c logo em Vguimenlo
entrou o vigario do Campo-Largo, padre Can-
dido Lucio de Almeida perfeitamenle arma-
do com espada garruchas, cartuxeir; #c. ,
capitaneando a 2o homens igualmente bera
armados indo toda esta gente para o mesmo
hospital onde j existiam outros sacerdotes
voluntariamente destacados : logo depois ehe-
gou o padre Joze Manoel d Uliveira Ciborio,
que anda va pelas villas circumvisinhas pre-
gando obediencia ao Tobas o tramando a
revolta. Deve notar-se que este mesmo pa-
dre acha-se agora reunido forca rebelde que
tencionou acommetter esta capital, onde tem
o commando de urna companhia. A chega-
da d'este padre a Soroeaba deu novo alent aos


tm
^1

*
rebeldes e nesse mesmo da paitiu para es-I de. Cont, pois, V. El. com a mais leal co-
ta capital o ex-tcnenU coronel doze Joaquim
de Lcenla que fo com outros oiriciaes
da guarda nacional demiltido pelo governo
da provincia ; continuando, apesar da demis-
so a exercer as funcges annexas ao cargo
que occupava o qual veiu com o im de par-
ticipar que tudo eslava prompto e escoltar
para Sorocab'a o Tobias que atento acha-
va-se occullo sendo a suu residencia n'esla
operago d'este municipio, cujas autoridades
a porlia esto dando as providencias para se
opporem lava daanarcbia, que levanlou o
eolio em Sorocaba; e, se preciso fr, aviva
(brea estoseus municipes proniplos a ajudar
a brilliante victoria dos bous e leaes Brasilei-
ros contra cssa horda de rebeldes que se re-
vollaram para opprobrio e vergonlia de seus
chefes atrabiliarios. Da Exm.1" Presidencia
capital perfeitamente enigmtica. Ghtgou|d'esta provincia se esperam mudidas mais po-
com cITeilo Raphael Tobias a Sorocaba no dia sitivjs. que as autoridades bao riquisitado, e
Ifi de maio s 10 horas da noite e a 17 j com ellas e com acoragem e decidido enlhusi-
s 10 hors da manhaa reuniram-se na sa-
la da cmara os vereadores Joze Joaquim de mar seus esforgos combinados para debellar
asmo do povo d'este municipio offerece a ca-
Lacerda, vigarioda vara Homualdo Joze Paes,
alferes Manuel Ribeiro de Anuda Bacharel
Vicente Eufrazio de Azevedo Marques ma-
jar Manoel Lope9 de Oliveira ElesbAo An-
tonio da Costa c Silva Francisco Manoel
Campolim major Antonio Joaquim de San-
ta Anna e Jo&o Bicudo de Almeida. Come-
garam logo a entrar o vigario collado Joze
Francisco de Mendonca padre Tristao Fer-
reira de parias padre Joze Gamillo Galvo,
padre Jote Manoel de Oliveira Ciborio padre
Joaquim Gongalves Gomide vigario do Cam-
po Lacgo Candido Lucio de Almeida, padre
Francisco Gongalves Pacheco padre Rafael
Gomes da Silva padre Antonio Lias de Ar-
ruda coronel Joo Floriano da Costa capi-
to Francisco Lopes de Oliveira Antonio
Lopes de Oliveira, lente Joze Custodio Bar-
bosa juiz municipal Elias Ayresdo Amaral,
Elias de Oliveira Cesar Ccine Francisco Xa-
vier de Barros Antonio de Mascarenhas Ca-
mello e varios outros. Estando todos estes
reunidos mandn a cmara tocar a rebate
no sino da cadeia oque le/, ajuntar alguma
gente d'esta que vulgarmente chamamos
i canalha Entiio a cmara acclamou pre-
sidente da provincia o coronel Raphael To-
bas de Aguiar ; acclamacao que foi respon-
dida pelos espectadores j para esse lim reu-
nidos. Foi ento urna commisso buscar o
u rebelde Tobias que logo veiu e tomn
posse da presidencia assignando a acta da
cmara municipal com os vereadores e mais
espectadores cujos nomes ico transcriptos,
e outros que por menos importantes, omit-
timos. Taes foro os preparativos para a re-
bellio de SorocaLa. 0 rebelde depois
a hydra da rcbollio aonde for conveniente.
Deus guarde a V. Exc. muitos annos. Villa
de Pouso-Alegrc, 51 de maio de 1842.
Illm. eExm. Sur. BarAo de Mont'-Alegre,
Presidente da provincia de S. Paulo. Mo-
desto Antonio Mayer. Jos Pedro de Barros
Mello. -Bernardino Jos de Campos. JoAo
Pedro de Oliveira. Manoel Caetano Mon-
leiro Guedes. O secretario, Joo Cassiano
de S. Tiago.
liasposta do Presidente.
Illms. Snrs. = Becebi com a maior satisfa-
go o oflcio de VV. SS. com dala de 51 de
Maio p. p., em que exprimen! seus leaes sen-
limentos de adhesAo ao throno de S. M. o
Imperador, seu pezar pela revolta que reben-
lou n'esta provincia, e seus sinceros desejos
de cooperaren) com os honrados habitantes de
seu municipio para o restabelecimeulo da or-
dem nos pontos d'esta, a que chepou a rebrl-
liao; eagradecondo a VV. SS. to patritica
oferla, desde j a aceito, e farei uso dos soc-
corros d'esse municipio, logo que sejam pre-
cisos, o que talvez nAo acontega, porque as
promptas o opportunas providencias do go-
verno de S. M. segundadas peloenthusiasmo
que os Paulistas lem manifestado contra a
rebellio, terau de sufloca>-a em milito pouco
tempo.
Deus guarde a VV. SS. Palacio do governo
de S. Paulo, 6 de Junbo de 182. BaiAo
de Mont'-Alegre. Snrs. Presidente e Mem-
bros da Cmara Municipal da Villa de Pouso-
Alegre.
Com o im de aterrar aos legalistas d'esta
capital e desanimar s nossas forjas, talvez
d haver temado posse da presidencia, deu mesmo com o lim de ver se promovem algu-
xplendido jantar a todos os conspii adores
que. assignaram a acta da rebellio e deu
constantementeNivasaS. M. o Impera-
dor! Immedialamente tratou dedemillir to-
dos os'empregados que nao tinham coopera-
do para a rebellio e langar modos dinhei-
ros que os collectores das rendas publicas Iha
offereciam das collectorias para pagar a sua
phalange. Estas sao as noticia que nos fo-
ro transmiltidas e que damos ao publico :
nAo devenios omittir a sensaco que nos cau-
sou ver o numero e desenvoltura dos sacer-
dotes que apparecem n'esla scena Consta-
mas deseiges om a nossa guarda nacional,
lem certas pessoas, que tinham eslreitissimas
relacoescom a ex-opposigo, eque continuam
a lel-as com os rebeldes, espalhado noticias
assustadoras de Mina, dizendo e asseverando
que os pontos d'aquella provincia que confi-
nam com a de S. Paulo, haviam seguido os
passos e o exemplo da rebellio manifestada;
eque sendo esse o voto quasi unnime dos
mineiros, cedo viriam de l consideraveis re-
forgos aos rebeldes, ao mesmo tempo que nao
poderiam do Rio de Janeiro vir mais tropas
legaes; e que al regressariam as que j leem
nos que alguns, sendo to negligentes eo-jvindo, para fazel-as marchar para Minas, on-
missos que constantemente deixam perecer dea rebellioapparecer em pontomuitomais
a muitos dos seus parochianos sem adminis- consideravel. Taes eram as vozes que a
Irar-lhes os Sacramentos da Igreja tracta-! poucos dias espalhavam os opposicionistas, ou
rem at em favor da revolta de fanatisar o
povo para dispol-o a ella ; outros igualmente
criminosos porem menos hypocritas, es-
uuecendo' s preceilos do Divino Mestre que
nos recomnienda humildade chrisl paz e-
vangelica e amizade fraternal abandona-
ran! a hostw e o CALIS tomaram armas fra-
tricidas e dispe-se com e'las nao a sus-
tentar a unidade do imperio nao a defender
a cruz do Salvador mas a assassinar seus
proprios huaos com o louco im de sustentar
o orgulho a ambico e os caprixos de um
rebelde !. .
dem 9 DITO.
O/fcio da Cmara Municipal de Pouso-
Alesre ao Presidente de S. Pa lo.
Illm. e Exm. Snr. = A cmara municipal
da villa de Pouso-Alegre, nos limites d'esta
provincia de Minas Geraes com os d'essa pro-
vincia de S. Paulo, lendo sabido com despra-
zer dos acnlecimentos da cdade de Sorocaba,
aonde se fez ouvir o grito de revolta contra o
governo de S. M. o Imperador, eque com sa-
tisfago esl vendo as enrgicas providencias
empregadas contra os revoltosos n'essa provin-
cia e n'esta comarca doSapocaby, compre-
hendido o municipio de sua administradlo,
pensa ser do seu mais rigoroso e, ao mesmo
tempo, mais grato dever, comniunicar a V.
Ex. os sentimentos d'ella ede seus municipes
a prol da ordem e estabilidade do governo,
qu." com lanto e to louvavel empenho trata
de consoliJar o syslema jurado, nico salular
e que promette a ventura de nossa patria, e a
cuia sabedoria e tino administrativo sao devi-
Josos benficos impulsos de nossa prosperida-
antes os rebeldes d'esta capital, porque ainda
aqui muitos ha d'elles que a surrelfa pralicam
boas gentilezas. Porm, do oflcio que dei-
xamos transcripto no principio d'esta folha,
dirigido pela cmara municipal de Pouso-Ale-
gre ao Governo d'i;sta provincia, e da resposta
d'este aquella, que tambem deixamos trans-
cripta, vero nossos leitores a falsidade d'es-
sas noticias que se lem espalbado, e conhe-
cerAo a malignidade d'esses rebeldes excessi-
vamente cobardes, que nao tendo a coragem
dse reunir aos seus consocios que lem em-
punhado as armas, deixaram-se licar n'esta
capital para manejar outras armas contra a
legalidade, as armas da intriga, da calum-
nia e da mentira !
Temos igualmente certeza que de Caldas
ofereceram-se muitos para marchar para esta
provincia a roadjuvar-nos na sagrada causa
que defendemos, e que all estAo promplos a
seguir o primeiro aviso. Como pois, que
se diz que tambem Minas tem arvorado ban-
deira rebelde?! Se o tem 'eito, como que a
cmara municipal de Pouso-A legre felicita ao
governo d'esta provincia pelas providencias
que ha tomado para abafar a rebellio deS.
Paulo? como que os habitantes de Caldas
igualmente se offereceme se preparar! para o
mesmo lim ? E note-se que nao sao meros
boatos que damos ao publico sao pegas ofi-
ciaes e authenlicas, sentas da menor suspei-
ta. Felizmente as mentiras e intrigas es-
palhadas pelos rebeldes aqui do centro da c-
dade nenhum efieitoteem produzido e nem
o produzirAo ; de todos os lugares circumvi-
sinhos de todas as villas nao tocadas pela
revolta tem marc.'.ado constantemente gen-
te para esU capital, nAo tem sido necessa-I
rio f menor osforgo o mnimo rigor para
reunir a nossa guarda nacional ; nunca, des-
de a criagAo da mesma guarda nacional, viu-
se em S. Paulo os hatalhes to cleios o
os soldados lAo promplos pessoas ha que
setnpre huscavam pretextos para escapar a
este servigo ordinario suave o nao arris-
cado que agora se teem apresentado volun-
tariamente com prazer com satisfazlo ,
para defender a provincia e o throno de S.
M. I. ; nem um s soldado tem ainda deser-
tado nem um tem abandonado o posto ,
nem um lem-se evadido ao servigo to pe-
sado como tem sido : observa-se pelo contra-
rio no rosto de lodos elles urna expresso de
prazer, que denota a sastifagAo intima de
que eslo possuidos ; todos ardem de vivo
desejo de cruzar a? armas com os rebeldes.
Se fosse possivel attender ao desejo dos nossos
soldados se nao fosse necessario tomar me-
didas de precauco precisas para assegurar a
nossa victoria com o menor sacrificio possi-
vel dos legalistas j os teriamos com certe-
za, visto !ancar-se sobre o inimigoscom lodo
esse fogo de cnthusiasmo pela ordem que se
observa em lodos os seus niovmentos, em to-
das as sua-aegoes. Conlinuem, pois, contin-
en) muito embora os rebeldes do centro da ca-
ntal, a servir-se das armas da intriga e da ca-
Umnia: lancem mo, alm d'essas, de outras
quaesquer -. a uniao dos nossos soldados dos
nossos guardas nacionaes, da nossa tropa de li-
nda anto de S. Paulo como viuda do Rio
de Janeiro ser sem pie a mesma sempre
firme sempre inalteravel.
Tem constantemente chegado novas forcas
viudas do Rio de Janeiro pelos vapores e
ainda estamos a espera de mais que chegaro
mu brevemente ; o batalhoque vem por tr-
ra, consta-nos que dentro em niui poneos (lias
ter de estar tambem por e : igualmente tem
vindo urna porco consideravel de armamen-
to todo esrolhido no melbor estado pos-
sivel.
= De Campias e Mogy-mirmnada por
ora sabemos de positivo : consta que o fDT.
Anselmo da Franca, cliegou com urna forga
de 500 homens escollados para auxiliar as Cor-
ea! legalistas ja reunidas n'esses pontos ^'s
Ihe damos os mais sinceros louvores e agra-
decimentos por esse servigo prestado legali-
dade : cont elle e os seus bravos cantaradas
com o reconhecimento de todos os legalistas
amigos da ordem. Tambem nao devenios
omitir os eminentes e r a trio ticos servieos
prestados na crise actual pelo honrado Snr.
Padre Joo Vieira Ramalho que abando-
nou seus inleresses privados que deixou sua
casa seus negocios para dedicar-se inleira-
mente a sagrada cauza da unio e iiilegrida-
de do Imperio e sustentago do throno do
Sr. D. Pedro II Este benemrito cidado
veiu com urna forca consideravel, o acha-se
com ella om Campias prompto para lodo
o servigo um que o quiscrem empregar : he
a elle tambem que em grande parte se (leve a
viuda d'csses 500 homens trazidos da Franca
pelo Sr Anselmo.
= Do acampamento das orgas imperiaes
sabemos que no dia primeiro do corren le o
Exm. General avuigou frente de 500 ho-
mens at alem do Passo do Vossocava e leu-
do sido encontrados alguns cavalleiros rebel-
des ; foram postos em fuga pela cavallaria im-
perial que marchava na vanguarda. Tendo
desaparecido todos os rebeldes que exploravao
as mmediages d'aquelle passo a duas leguas
do acampamento dos Pinheiros retirou-se
S. Exc. o Sr. General e passando pelo pri-
meiro acampamento dos rebeldes alem do Rio
Jaguara soube-se que elles d'ahi se tinho
retirado depois da corrida que tivero as
suas guardas avam-sdas no dia 29 p. p. c
que n'essa occasio havAo lido os rebeldes 7
feridos dos quaes morrero alguns. Depois
do dia primeiro as forgas imperiaes lem con-
tinuado todos os dias a fazer reconheci-
mentos ; mas nao lem encontrado um s
rebelde ath o Passo do Vossocava. Cons-
ta por pessoa fidedigna que teem deserta-
do ath o dia .*> mais de 200 homens das
forgas rebeldes ; e alguns d'esses Iludidos ,
que voconhecendo a m f dos seus chefes,
e abandonam as bandeiras da rebellio vo
contando por onde passam que a desergo
era cada vez a mais. O acampamento rebel-
de d'alem do Jaguara estove formado na
Fazendinha em campos do coronel JoAo
da Silva Machado ; e durante o tempo que
alli estiveram roubaro maisde 100 bois ,
e lodos osravallos e beslas que encontrarAo :
igual procedimento liveram elles com o gado
e lodosos animaes doMirandaque mora
no Pirajussra ; emlim a Qdelidade dos sol-
dados do rebelde Tobias vai-se manifestando
cada vez mais e com soldados acostuma-
dos a rapia que elle nos quer offerocer urm
modelo degovernojivre .
S. Paulo 11 de junho.
Gracas Providencia aos esforcos do go-
verno e ao patriotismo dos vcrdadeiios Pau-
listas os rebeldes experimentro o primeiro
revez no primeiro assalto que tiverao sobre a
cidade de Campias Da ordem do da que
publicamos se v que os rebeldes muito su-
periores em numero forao batidos e destro-
cados completamente na Venda Grande a
urna legua daquella cidade, deixando no cam-
po 17 morios 15 prisioneiros 2 pecas de
artilharia e muila bagagem ; foi tal emfun r
a debandada que muito d pois do combale,,
se achou aqui e ali esporas facas e copos de
prala que abandonro logo que a inlntaria.
das forcas imperiaes avancou sobre o ponto,
em que os relieldes se tinho fortificado.
A cidade de Campias se havia pronuncia-
do heroicamente pelo governo imperial, ape-
lr de grande numero de oposicionistas que
ali haviao, muilos dos quaes abracaro a cau-
sa da rebellio ; um dos mais importantes
municipios da provincia por sua populaca e
riqueza dos seus productos : conviuha pois
muito rebellio levantar ali o seu estandar-
te para animar alguns opposicionistas inde-
cisos violentar e seduzir alguns indifterentes
e ignorantes : emfim a cidade de Campias
era alm de tudo um importante ponto
militar por sua posico geographica. Desa-
lojados porm como foro os rebeldes da
posico em que se achavo para assallar essa
cidade deveudo ter perdido a esperanca de
reunirem outra vez esses Iludidos, que en-
grossro suas fileiras de crer que o parti-
do que defende o Imperador e as leis ganhe
novas forcas e que todos os dias aprsente
urna attitude cada vez mais respeitavel Por
sso reputamos urna grande victoria esse ulti-
mo successo de Campias. Mas ainda nao
cssa a sua maior vantagem : outra de mais
vulto e que por ora nao pode ainda ser re-
velarla ao publico foi conseguida com a to-
rnada da bagagem rebelde na qual se achou
toda a correspondencia ofhVial do chefe rebel-
de com o commandanie dessa forca, que era
destinada a atacar Campias, e com outras
muilas pessoas notorias da provincia, e militas
cartas particulares de diversos das villas e des-
la capital para o mesmo chefe e para outros
caudilhos. Por esta correspondencia est hoje
o governo e o Exm general em chefe ao fado-
de todo o plano de operacoes dos rebeldes e
dos recursos e relacoes com que conto.
Mas antes ignorassemos alguns desses abo-
minaveis planos porque elles sao taes que
amcaco agrande piopriedade do BnuU ...
talvez o deslino da sua populaco civiltsada. ..
e nao lado ninguem prever al que ponto
o phrenes! e o desespero revolucionario pode-
ri chegar A paz da provincia a unio do
imperio a monarchia e a conslituico sao poc
cen* cousas muito sagradas muito dignas-
de todos os nossos sacrificios para que se sal-
ven) ; nas nos clculos dos chefes rebeldes
sao objec lo muito secundarios avista da ne-
cessidade de satisfazer a sua ambico.
Confiamos entretanto que esses planos sero
mallogrados pela promptido e acert das me-
didas e operacoes que o governo e o Exm. ge-
neral poro em pratica eque esta provincia
ser salva.
E' notavel um pequeo trecho de urna das
cartas dirigidas pelo rebelde F. ao rebelde F.,
e por isso o traiiscreveremos lateralmente.
Depois de outras cousas que nao copiamos ,
diz : Meu camarada e amigo ja sei que
V. vao atacar Campias e por cerlo uo ser
muito disputada a nossa victoria : nao s cs-
queco de dar muilos vivas ao Imperador
qiundo entraren) na cidade porque isso
muito preciso e por ora con vem muito usar
dessa tctica..... porque, por em quanto,
ainda hamuita gente que jul{;a que sem lm-
peitidor nao se vai paia o co. &c. &c.
Seguio se depois ulgumas noticias do palacio
de Sorocaba.
Por aqui podero nossos leitores alcancar as
vistas dos rebeldes : conhecer os meios por
quequerem Iludir tanta gente de boa f, que
ain a os acompanha
- O governo da provincia acaba de ter par-
ticipaco oficial cerca da cidade de Coritiba
e das villas do Principe eParanagu'. De
profundo socego go/.avo aquellas povoaces ,
e as novas autoridades da lei de 3 de dc/.em-
bro do auno passado haviao tomado posse e es-
tavo em exercicio As noticias da cidade de
Coritiba ahanco a 2 do corrente
Flsta noite ( 5 do con ente; foi preso o
grande Patricio Manso autor da rebel-
lio de Cuyab c se acha na cada desta
cidade (Campias) uo se lendo feito outras,
""
.'ja
=J


t
cacadas semelhantes por nao haver o segredo
preciso as diligencias....
(Carta particular de um empregado da cida-
de de Campias de 5 do corren te.)
(Governista,.
Foram-nos confiados os seguintes extrac-
tos de duas cartas de S. Paulo de diversas
pessoas fidedignas urna era data de 4 ou-
tra de o do corren te.
.... Permitta-me que eu expenda meu
parecer acerca da sedico que infelizmente
rehentou n'esta pro/incia. Emquanto a mim,
ella nao deve causar csses sustos e receios de
pie julgo muita gente possuida atiento o
espirito de orden) que anda mesmo agora
domina na maior parte da provincia o ca-
rcter o circumslancias das pessoas que se col-
locaram frente do movimento, e os ne-
nhuns recursos de que pdem dispr os se-
diciosos para eonseguirem seu criminoso fim.
Vmc. conhece o espirito de ordem dominante,
e ha de convir comigo que nao um Tobas ,
inepto (mu todo o sentido, com seusodiosa
monarehia que ha de ler poder de levar a
efteito seus abominaveis planos. Ora sen-
do este o chele ostensivo da revolta, que mais
se pode esperar de putros que o acompa-
nham como o hem conhecido padre Feij,
e, segundo di/.em, um Bento Joze de .Muraos.
tenente-coronel reformado que comman-
di as loicas rebeldes majores Jeronymo
IzidorO de Ahreu Francisco Galvo de Bar-
ros Francisco de Castro todos perfeitas
uullidades militares destituidos do mais in-
significante prestimo ; sendo de notar que
esto ultimo at tem de menos o braco esquer-
ro Alm d'estes, consta figu.'arem do mes-
mo lado um tal Lacerda de Sorocaba creatu-
ra de Tobas Tristode Yl deputado pro-
vincial &c. e outros paisanos que tambem
quizeram tomar parle activa mas s podem
servir de augmentar a confusflo queja reina
entre ellos.
A lonja de que podem dispr ignora-se
qual seja ao certo. Os exagerados do partido
elevam-a a mais de 1.000 homens em Soro-
ca ba c parte na Cuta cinco e meia leguas
distante d'esta cidade, emquanto uniros ,
melhores calculistas do 600 homens sob as
onleiis do Tobias. O certo que seja qual
fr o numero de rebeldes elles nunca pode-
ro conseguir vantagem da tropa disciplinada
da primeira linha que nos temos sendo ,
como na realidade sao povo armado e mal,
sem chefes nem ordem. A presenta d s for-
<;as que o sabio e prudente ministerio man-
dou em soccoiro da provincia; a vinda de
um general hbil para dirigir as operaedes ;
as providencias enrgicas prestadas pelo go -
Yerno em apoio da ordem, desanim ou quas
completamenle os revoltosos, a ponto deja
lavrar a desercao as suas ileiras constan-
do que s em um da deserlaram 00 !
Pelo que respeita ao plano que elles possam
tr formado decoadjuvar os rebeljes do Ro
Grande, para chegar ao fim que os corypheus
di opposigo tem em* vista, certifico que
de nada sei comquanto o julgue possivel em
theoria mas nao em pratica na presente oc-
casio em que a comarca de Coritiba bar-
reira formidavel jue elles tem entre si, se
acha tranquilla.
Em fim eu nao dou muito peso a esta re-
volta ; poderei estar engaado mas parece-
me que ella cessar no momento em que fr
batida a primeira fore,a rebelde. Se eu visse
em commuco urna grande parte da provincia;
seoulras capacidades dirigissem a revolta-, e
se finalmente os rebeldes contassem com a
coadjuvacao de outras provincias eu nao es-
tara to tranquillo pela causa do throno e da
integridade do imperio ; mas quando noto
a imposibilidade em que elles se acham de
proseguir no seu damnado intento, domi-
nando apenas a comarca de Yt sem que
outros tenliam acompanhado ou coadjuvado
suas vistas desea no, o e convenco-me de que
o mal nao pode ir avante nem durar muito
teropo. Em breve veremos ou elles larga-
ren! as armas ou esconderem se pelas ma-
tas fugindo espada da justiga que os ha de
punir. Oxal que assim acntela
......Ha muito que existe n'esta pro-
vincia um partido que se denomina paulista
( posto que ello se componha tambem de Eu-
ropeos). Esta gente com a noticia da dis-
soluco da cmara desapareceu ; cui.lava-
mos que. cstavam aterrados porm engana-
mo-nos : dividiram-se por diversas villas a
tramar urna revolta geral na provincia e a-
qui estavamos na me:hor boa f. No dia 15
de maio seguiu d'esta para Yt Tobias e
d all para Soroca ba onde, no dia 17, se
fez acclamar presidente interino da provincia ,
visto que a cmara juiz de paz e comman-
dante da guarda nacional eram creaturas su-
as : no dia 18 o mesmo se fez em Yt ,
onde as authoridades ( excepto o juiz de d-
reitoj todas eram creaturas suas: a estas
| duas cidades pelos mesnos motivos se li-
| garam as villas de Poil Feliz, Capivary e
i Ilapelininga visto que os com mandan tes das
guardas nacionaes eram da opposico e o
j povo poito que desapprovs sufficiente forfa para se oppr. O intruso
: Presidente e Feij chefes da rcbellio to-
I niara ni medidas de precauco demittindo to-
| dos os empregados que Ihes eram suspeilos ,
I em cujo numero entrn o juiz de dircilo Fer-
| nando Pacheco. Concebeu logo o plano de
organisar urna forqn para vir sobre cs'.a capi-
tal e com elcito organisou OSO pessoas a
mor parle a cavallo com langas e armamento ,
que linha ha muito promplo e se encami-
nharam para osla cidade, onde anda existem
na distancia de tres leguas mais ou menos ,
e conservam-se fazendo pequeas guerrilhas.
Para lelicidade iussu chegou a tropa vin-
da d'essa e o general, o com isto licaram
sem animo de atacara cidade, avista das
providencias do general com o que augmen-
tou-se o enthusiasmo na populacho. O gover-
no digno de todo o elogio pelas promptas
providencias que lem dado para esta e deve
continuar com a mesma energa e assim a
provincia em breve ser salva e as outras
do por um moco de Paracat chamado Mello
Franco que dizem ser'Medic e que tem
a mania de querer figurar como homem poli-
tico mas com tanta inl'e icidade que alie-
non de si as aflces de todos os membros da
Assemhla Provincial (segundo deca rao a 1-
gtius dos mesmos ) por pertender dirigir os
iialulhos parlamentares sem habilitacone-
iihiima para isso. Afirmava o taldoutor que
a noticia do assassinato do Baro fra dada por
G. em carta dirigida por expresso a elle e a
outro sujeilo da opposico e nao faltou quem
livesse o cuidado de transmilti-los povoaces
vi/.inlias para animar os compreos. (,)ue
bella gente Que feliz lembranca a de procu-
rar triumphos momentneos por meio de assas-
sinatos fingidos ou reaes Chegou filialmente
. crrelo a 3 des te mez, 0 das olhas ejornaes
vio-se que nenhum fundamento havia para
tal noticia. Os homens de hem euchro-se
de alegra e dero-se muitos parabens e os
propagadores do boato escondoro-se e tai-
vez eslejo esludando outros ainda niais en-
genhosos.
A noticia da sed cao de Soroca ha se vcio
dar um raio de esperauca aos que de S. Pedro
e S. Paulo esperao a sua saivaco servio
tambem para despertar todo o enthusiismo e
nao terao animo de por em pratica &> insi- aclividade de que sao capazos os amigos do
nuaces que partem ahi da corte para que fa-
c,am revoltas inda que durem pouco lempo ,
para animar as de mais provincias a se robe- i cia transmitida de Mo'gy-mirim foi tambem
arem. As villas do norte excepto Taubatj o primeiro a apresontar cnthusiaslica rcaeco
e Pindamonhangaba esto em boa ordem contra os planos daquclles que dizendo-se l-
'ioverno nesta Provincia municipio de
Pouso-Alegre onde primeiro chegou a noti-
e na de Guaratinguet o commendador Mello
tem conservado desde o 1 de maio 400
homens em armas sustentados sua custa
beralocs, a ponto do negarem obediencia ao
Imperador e : Assemhla Geral nao se de-
dignao de obedecer ao menor aceno d'el-rci
e com isto tem amedrentadoras duas villas Tobias.
que estavam dispostas a seguir o exemplo de A Guarda Nacional de Pouso-Alegre fiel
. Soroca ba no mesmo dia 17 de maio. A ma- ; ao seu rfever correu immediatamenle s ar-
' rinlia toda governista. mas, o dirigida por seus dignos chefes, e
O padre Joo Ramalho logo que soube pelas ncansaveis authoridades que ali se no-
da revolta de Sorocaba marchou para Cam- mer&oem virtudc da le da reforma, prepa-
pinas com tropas e avisou toda a comarca da
Franca para que pegasse cm armas e viesse que a patria exige de todo o bom cidado em
idohellar o inimigo. I laes circunstancias. Quanto nao deve ser H-
Campinas esta na melhor ordem possivel e i songeiro para o Governo ver boje todo dedica-
do defeza da causa nacional aquello impor-
tante municipio de que os desordeiros ous.ro
esperar auxilio quando a Assemhla Provin-
cial deS. Paulo comecou aexeceutar o seu pla-
node anarchia! O mesmo enthusiasmo e aoti-
vidade se nota em todos os lugares onde tem
chogado a noticia, de sorte que os homens es-
vai sobre a Limeira e Piracicaba : cm Jundia-
hy est Antonio de Queiroz Telles com 500
homens guamecendo a villa ; e commanda
a forra alli um F que foiofficial de tropa
de linha e valenle.
No lugar chimado Tatuy entre Sorocaba
e a villa de Itapetininga j se acha urna
reuniao con lia a revolla composta de pes-
soas hem influentes e quando se fr atacar
Sorocaba j temos essa gente pela retaguar-
da. Em fim cu supponho que em breve
(eremos o prazer de ver as 5 villas subjeitas ,
porque as personageus que apparecem as
ditas villas, fazendo grande opposiQo sao
pessoas quebradas, que devem muito ao co-
fre dos orphos, e por isso nfto Ihes coiivm
quo os nqyos juizes tomem conta. N'esta ci-
dade se acham emigradas omitas pessoas de
Sorocaba
lio
mesmo e se sabe que s o Paula Souza e
mais Ires ou qualro sao os que apoiam a re-
bollio.
Consta que cm Goritiba ha muita gente da
legalidade e as cartas que lomos sao em
bom senlido. ( J. do C. )
, que nao quizeram annuir a rebel
, eram governislas. De Yl acontece o
L-se na Senliiiclla.
Falleceu no dia 15 do corrente e foi
sepultado hontem na igreja de S. Francisco
de Paula o Exm. Mrquez de Barhacena ,
senador pela provincia das Alagas. S. Exc.
havia recommendado em testamento que
o seu enterro f.*se feitosema menor pompa;
e assim se cumpriu a sua ultima vontade ;
pois nao lendo a familia dado parle ao go-
verno de seu allecimento, nem Ihe foram
feilas as honras militares que Ihe competan)
como marechal do exercilo e conselheiro de
estado. ------
Minas Gedaes.
Ouro-Preto, 5 de Junho de 1842.
Dar-lhe-hei agora algumas noticias da
Provincia pelo que diz respeito poltica .
porque convem que aquellos que se interesso
pela causa publica sejojexactatncnte informa-
dos do que occorre. Por a'guns das grasson
nesta Capital com a maior consternadlo de to-
da a gente honesta o funesto boato de ter sido
assassiuado o Baro de Mont' A legre pelos se-
diciosos de Sorocaba, accrescenlaudo se a cir-
cumstancia de ter sido arrastado pelas ras c
esquartejado o seu cadver, cousa horrivel na
verdade e s pratieavel no meio de povos
barbaros mas que tambem podia ser acredi-
tada por quem s- lembrasse de haver dito o
velho Antonio Carlos na Cmara dos Deputa-
dos que a sua Provincia por ser mui civi-
lisada lria em postas o Presidente que para I e tal bambunea fez ella para Iludirs dispo-
1 mandasse o Governo. I'.stc boato foiespalha sienes do Rgimento que ha quem diga que
nem houve voiaco, e que essa falta supprio-se
por convenco particular dos denotados depois
do adamento. Essa mensagem foioficialmente
communirada pelo Secretario da Assemhla a
todas as Cmaras e Juizes. de Paz. e agora
comeco a vir esposlas taes quaes te devio
esperar de funecionarios pblicos que sabem
cumprir com dignidade os seus deveres. Ahi
Ihe remeltcrei algumas de que pude obter co-
pias e se as apreciar como creio, poder-lhe-
liei mandar ainda um grande masso porque
ispera-sc (pie a grande maioria a ter de res-
ponder o far no mesmo sentido.
(Carta particular.)
5 de Junho (s 11 horas da imite )
No mciode toda a agilaco causada pelas no-
ticias temosgozadosocegoeseguranca, e gran-
de a aclividade que deseovolvem em diversos
pontos os amigos do Governo para resis-
rem a qualquer tentativa.
Vs.r momento recebemos noticias de Bae-
pendy onde houve grande susto com o boato
que espalhou se, nao sei como to geral mente,
do assassinato do Baro de Monl'Alegre. J
se ia porem desvaneoendo c as authoridades
mostravo-se muito activas. Ali prendeu-se
um emissario da opposico em cujo poder a-
charo se cartas rulei-indo o movimento de So-
rocaba. c convidando os Mineiros a auxilia-lo.
( dem. )
S. Joo d'Kl-Rei 5 de Junho.
No dia 3 houve aqui alguma agitaco na
gente da oppusico pelas noticias aterradoras
espalliadas pela folha de Barhacena que aqui
derramuii todo o fel da sua maldade: mas com
a chegada do correio dessa corle hontem ,
pelas -f horas da tarde ficro completamen-
te abatidos e desanimados.
O ponto que essa gente revolucionaria tinha
em vista nesta Provincia era esta Cidade ,
como una das melhores povoaces da Provin-
cia porque conlavo que rompendo nella a
rehclio, seria seguida por muitos outros pon
tos da Provincia.
Foro porm baldados todos os planos da
lceo anarchisadora porque os amigos da
ordem vigiavo sobre seus passos. Procurou
ella seduzir a Guarda Nacional da Cidade por
occasio da reuniao da mesma para a procisso
do Corpo de Dos e apenas podro seduzir
vuite e tantas pracas.
O nosso digno Delegado porm requisitou
logo do Chele de Legio a ibrea de Guarda
iNacional que foi muito promptamente pres-
tada : e procedendo-sc chamada pelo (oque
de cornetas comparecen inmediatamente
grande numero de Guardas Nacionaes at
mesmo da reserva. Estabelecero-se rondas,
collocou-se um lorie destacamento no quartcl,
e communirou-se o occorrido para as Villas
mais prximas, para que estivessem sobre avi-
zo contra to negros planes, e dero-se outras
militas providencias. Estamos cortos que ,
havendo alguma vigilancia, essa gente nao
ousar. mais levantar a caheca.
Proccdeu-se a urna snbsonpco cujo prin-
cipio Ihe remello. E grande o enthusiasmo
pela causa da ordem.
(Idea )
rava-se para prestar aquelles valiosos sei vicos
labelecidos j comeco a abrir suliscripcoes pa-
ra auxliarem o Governo nasdespezasque bou-
ver de fazer durante a crise
O Coronel Commandanle das Armas Jos
Manoel Carlos de Gusmo desde o dia 29 de
Maio em que chegou a esta Capital mostra-
se muito activo em dar providencias confor-
me as ordens do Governo e posto que nao te-
nli.i sua disposieo muita foroa do primeira
linda estou certo de que a aulhorisaco que
consta ter-Ihe sido conferida para organisar
corpos provisorios e a dirceeo que pode dar
numerosa Guarda Nacional da Provincia ,
quando seja necessario desta^a-la sero bas-
tantes para fazer reunir forcas consideraveis.
A repetidos factos que evidentemente provo
a decidida opinio da maioria da Provincia
contra ludo quanto cheira a desordem lem-
brou-se ltimamente a opposico de oppr a
grande arma dos boatos que se reproduzem to-
dos os dias, e cada qual mais absurdo. Se
choga um correio quedesminta completamente,
j dahi a urna hora apparecem outros diversos,
c semprc com referencia a cartas (pie se dizem
vindas por expressos. Na Capital mesmo pro
palo-se actos como praticados pelo Governo
da Provincia que nem por sombra exisliro.
O vellio universal uterrompeu ha poucos
dias a sua carreira, declarando que o fazia em
raio das violencias comettidas pelo (ioverno
contra a liberdade da Imprensa. Convem ,
porem notar-se que todas estas violencias ci-
fro-se em um processo intentado contra o pe-
ridico Guarda Nacional por haver cha-
mado os povos ;s armas contra os poderes su-
premos do estado por occasio da dissoluco
da Cmara. Por alguns dias-esteve pronun-
ciad e prezo oimpressor at que apresentou
um titulo de responsabilidade assignado por
um velho carpina, inteiramente incapaz des-
crever urna linha que vio-se na necessidade
de ooeultar-se para evitar os trahalhos em que
o envolvro os ospertalhes que abusaro de
sua simplicidade. Desde ento desapareceo
tambem o Guarda Nacional, que diflicil-
mr-nte achara pessoa conhecida que se respon-
sabilisc por suas doulrinas. F.j ; sabido que a
Assembla Provincial pomos minutos antes
de sor adiada no dia 9 de Maio volou urna re-
presentaoo ou mensagem semelhauca da dos
rufies e mandis para ser dirigida ao Throno ,
COMJMERCIO.
ALFANDEGA.
Kindimenlo do dia \ de Julho 5:o51#850
DESCAKI1EGA HOJE ') DE JULHO.
Brigue Portuguez = Gonc*ic,o Flor da Lis-
boa = Vinho vinagre e fazendas.
Brigue Dinamarquez Melitla louca, es-
covas, e lalas com tinta.
Barca Ingleza = Creamore = Bacalho.
Brigue Inglez = Gora = Taxaa maquinas,
aQo, cobre amarras para navios e
caixas de folhas de tlandres.
Barca Americana Navarre = Farinha e
vellas de espermacete.
MOVIMENTO DO PORTO.
NAVIOS SAI1ID0S nodia2. r
Parahiba e Rio Grande do Norte ; Vapo-
Brasileiro Paquete do Norte Gommandan
te Francisco Martins Setubal.
dito no da 5. t
Rio de Janeiro -, Brigue Escuna Brasileo
Tito Cap. Anlonio Francisco Pereira ,
carga di ve reos gneros.
Parahiba ; Barca Ingleza Manchester. Cap.
John Sniilh em lastro de assucar.
ENTRADOS NO DIA \.
Rio de Janeiro pola Rabia ; 15 dias, Paque-
te Inglez Raguir Commandanto o Tenen-
te Purner.
SABIDOS NO MESMO I.V
Havre de Grace ; Brigue Franeez Circonstan- .
ce Cap. Millot, carga assucar e algodfo;



Maeej ; Brigue Austraco Gara Cap. Rai-
mundo Rag Yin mi lastro de assuar.
AVISOS MARTIMOS.
= Anda recebe passageiroa para o Rio de
Janeiro o brigue americano Poultney an-
nunciado ante liontem.
= Recebe passageiros e carga para o Rio
o berganlim brasileiro Imperador 1). Pedro ,
anlo bonlem annunciado.
= dem dito para o Aracaly o Patacho
Maria Luiza o a Sumaca Delmira ; dem.
L E 1 L O E S.
John Gatis por estar prximo a retirar-
se para Inglaterra far leilo por interven-
gao do Correlor Oliveira Quinta feira 7 do
correte as 10 horas da manh, na casa de
sua residencia ra do Hospicio contigua do
Sr. Commandante das Armas da excedente
mobilia de sua dita casa quasi toda nova ,
por ter sido feita de encomenda poneos me-
zes eronsisie principalmente em mezas re-
dondas e compridas de meio de sala ditas de
jogoede jantai sola, cadeiras modernas,
espelhos lindissimos aparador com tampo
de pedra marmorc tapetes leitos cmo-
das, lavatorio?, carteira porttil do mogno,
taboinhas venesiiias para janellas, poreela- aeoa ardenle de produco brasilea, quede-
noel Gonsalves da Silva no bairro do Recife ,
para o ajuste, preferindo-se a algum que
possa encinar as prirneiras letras.
C?" O abaixo sssignado avisa aos arrema-
tantes das agoas ardenles que desdo o pri-
meiro do oorrente deixou de vender Ul gene-
ro na sua taberna na ra estreita do Rozario
D. 19= Joze Francisco Martins.
tsg" Aluga-se urna casa terrea na ra por
detraz do atierro da Roa vista com comino-
dos para grande familia: a tratar na casa me-
diata.
525^ Precisa-se de urna ama de leite forra
ou captiva que tenha boas qualidades : na
ra do Colegio D. 6 sobrado de um andar.
tSF" Precisa-se de urna ama de leite, da-
se boa paga agradando : annuncie.
cWiernardino Francisco de Azevedo Cam-
pos nao vende mais agoa arden te na sua ven-
da da na estreita do Rozario D. 3i desde o
primeiro docorrentemez de Julho e faz es-
te annuncio para conhecimento do Snr. ar-
rematante do consumo.
*m~ J. M. C. avisa a A. P. P. F. que tra-
te de pagar o que Un: deve, se nao quiser
que autnticamente se manifest ao publi-
co o seu nome, suas maldades e trapassarias.
ts?' O abaixo assignado faz scienle aoSr.
Thom Pereira Lagos arrematante do im-
posto de 20 por cento sobre o consumo de
rial do atierro dos Alfogados da parte da (ras mullas fazeudaa na loja anligt de fazen-
mar pequea com fundos suficientes com \ das baratas da viuva de Joao Cirios Pereira de
bastantes arvoredos bem vingados a casa; Buigoa, pra iuha do Livramenlo na quina,
grande he milito boa vende-sa ludo junto :; U. i.
na ra estreita do Rozario loja D. 10, ou na
mesma casa as G horas da manh.
cy Urna negrinha de 14 a 18 a unos/, sem
vicios nem achaques, de bonita figura: na i loja de louga que ca confronte a Igrcja da
- Una esi-iava que cozinha bem o diaria
de huma caza am como para todo o mais
servido na ra nata O. ai p ir cima da
na muilo fina para mesa cha &c. ulenci-
liosde cozinha c muilos outros objectos di-
gnos de atrahir a concorrencia de pretenden-
xou de vender dito genero em sua taberna no
pateo do Carmo quina da ra de Hortas O. 1
lado direito d;'.sde o da 2docorrenle mez ,
tes tanto pela qualidade como pelos precos: ,Jia em (lIJe PagO" o trimestre vencido e que
haver mais a venda urna linda coleeao de
livros muito estimados dos authores Byron ,
Gibbon Irvinge outros assim como urna
carrosa e arreios para urna cavallo que per-
tenceo a fabrica de moer trigo e um ptimo
escravo.chegado no ultimo vapor do Para,
aoostumado a cortar e serrar madeiras e
proprio para engenho ou qualquer servico..
tSF- James Crabtree & Companhia trans-
feriro por causa da chuva o seu leilo de vi-
nhos madeira porto muscatel e champa-
nhe e lera lugar Torga feira o do corrente
ao meio dia em ponto no armazem de Joze Ro-
drigues Pereira pi-rto do arco da Conceigo.
E3-0 Correlor Olivrira fa/.l eilo por conta
de qnem perten<-er d'ordem do Cnsul de
S. M. F. n'esta Cidade e em sua presenca
ou de um Di-legado, do panno vergame ,
maga me pulame, ferros, correntes, logo,
cabrestante roda de lome e agoada &c. ;
salvado do Rrgue Portuguez ATricano, aban-
donado lagalmente pelo seu tapito ."dlverio
Manoel dos Reis ; Quarta feira G do corren le
as 10 horas da manh no trapiche do Vauna.
AVISOS DI VERSOS.
PILULAS VEGETAES E UNlVEnS.YES AMERICANAS.
Estas plulas j bem conhecdas pelas gran-
des curas que tem feito, nao requeren) nem
dieta e nem resguardo algum 5 a sua com-
posigo to simples que nao fazem mal a
mais lenra crianga : em lugar de debilitar ,
fortifico o systema purilico o sangue ,
dugmento as secregoes em geral : tomadas ,
seja para molestia chronica ou somente co-
mo purgante suave; o melhor remedio que
tem apparecido, por nao deixar o estomago
naquelle estado de conslipago depois de sua
operago como quase todos os purgantes fa-
zem e por serem mui facis a tomar e nao
causarem incommodo nenhum. O nico de-
posito dellas em casa de D. Knoth agen-
te do author: na rna da Cruz N. 57.
N. R. Cada caixinha vai embrulhada em
seu receituario com o sello da casa em la-
cre preto.
e Na ra da Cadeia loja de Joze Gomes
Leal. existe urna carta para o snr. Joze An-
tonio Ferreira vinda do Rio Formoso.
= Pedro Rodrigues Dantas e Mello sub-
dito Rrazileiro 5 relira-se para fora do Im-
perio.
= Precisa-se alugar um andar de sobrado
em ra nao esquisita e cujo aluguel nao ex-
ceda de 200 > reis por anno e que tenha c-
modo sufiicientc para familia nao pequea :
na pragada Independencia N. 35 e oi, ou an-
nuncie.
tt* A loja franceza de Allonso Saint-Mar-
tn pa ra do Cabug D. 2 continua no
seu bom sortimento de fazendas francezas ;
n faz scienle as Madamas de bom gosto que
entre um grande variad-) gosto de challes,
tambem tem os taes de sarja preto com mui-
to boas franjas, mijito em moda a.'ora, e sor-
timento de boas sedas para vestidos, sobre
tudo alem de bom he barato.
ssy O Snr. Sacerdote que esliver as cir-
cunstancias de aceeitar urna capelania na Co-
marca do Rio Formozo na distancia de du s
legoas da mesma procuro ao Snr. Major Ma-
naste mesmo dia foi colelado em porgo que
sua taberna nao consom por esta caliza he
que deixou de vender tal genero.
Narciso Joze da Costa.
tSF" O Sr. Vicente Eloy da Fonseca e Silva
tendo-se retirado desta praca declarou por
este mesmo Diario qual a pessoa que deixa-
va constituido seu procurador bastante ; por-
tantoquem com elle tenha transagoes Ilqui-
das pode entender-se com dito seu procu-
rador na ra da Cruz n. 57 primeiro andar.
%ST" Fina senhora de bons costumes se pro-
pe a tomar criangas com ama para se cria-
ren) com leite impedidas e desimpedidas c
tambem se receben) as que esliverem ja des-
mamadas para se acabaren) de criar com todo
mimo e amor mora agora na ra do Livra-
mento sobrado D. 2 junto a viuva de Joo
Carlos Pereira de Rurgos.
ES Aluga-se o segundo andar do sobrado
na ra do Queimado D. iG : a tratar em baj-
o na loja de louga.
X2&" Aluga-se urna casa terrea eom bastan-
tes commodos, com bom quintal e cacimba ,
na ra velha D. 12 : a fallar no pateo do
Carmo venda D 7.
S^" Avisa-se aosSrs. que tem pinhores na
venda da ra estreita do uozario 4* faz quina pa-
ra o pateo do Carmo, os vo tirar dentro de oito
dias, do contrario ficaro sem elles porque
o possuidor relira-se para fora da provincia.
COMPRAS.
0 primeiro volume da Geogralia por
Malte Rrun impressa em Pariz em 1805,
nao se olha a prego : na ra da Cadeia velha
n. 4G.
t^* Urna salva do prata sem feitio, de mais
de palmo de dimetro paga-se bem a oilava escravo de nago com bonita figura otimo pa-
ma Augusta quina defronte do beco do Pei-
xoto.
C5" Acha-se a- venda na loja do Rom Rara-
leiro de Guerra Silva & Companhia na ra
Nova D. G o verdadeiro purgante e vomitorio
de Le Roy ; e tambem acaba de receber o Le
Roy fabricado por Carlos Ratto em Genova o
qual lemaprovado muito, nao obstante ser
mais barato que o primeiro obrigando-se o
vendedor a restituir o importe quando possa
deixar de operar eficazmente primeira dose.
ssy Um cabra de 23 annos] com officio de
canoeiro e vaqueiro : na ra do Queimado
D. 8 no primeiro andar.
tsy Rolaxa para escravos a 1 ji rs. a arro-
ba : na ra Dir ta padaria D. 10.
S~ l'ma maquina de vapor de forga de G
cavados para moer assuoar, da mais nova ilt-
vengo esta maquina est daclarada por to-
dos os engenheiros a melhor que lem vindo a
esta praca para vender-se e tem a vantagem
de cozinhar com muilo pouca lenha c quasi
inleiramente com bagago. l'ma maquina
para agoa de moer assucar muito boa de
una das fabricas melhores de Inglaterra (11o-
rsley Jron Work o ). Dina maquina de caval-
los para moer assucar da nova invengo, nio-
enda pela moda do assentamento com muita
facilidadee rapidez da mesma fabrica ( Hors-
ley Jron Worko) o mais se espera com cer-
teza uestes 8 a 15 dias. Duas maquinas de
agoa para moer assucar ludo de ferro das
mesmasja estfb trabalhando dilfeienles as
Provincias de Sergipee Babia, e lem sido re-
conhecidasas melhores obras que tem apareci-
do para vender-se. Os riscos e plano pode-se
ver em casa do A. Schramm na ra da Cruz ,
onde se dir o lugar onde estas maquinas es-
tao armazenadas os pregos sao muito com-
modos e trata-se com Ci islovao Diestel
lir- Sacas de farinha de mandioca lie Ma-
go superior u cliegada recen temen te alquei-
re cogulado medida velha a Gj.'iOO : na ra do
CollegioD. 11.
XST Meios billietes da 2. parle da 10. Lo-
tera a favor das obras do thealro Publico a
b.'iOO ; napiaga da Independencia loja de
miudezas D. 21 o 22.
tS" L'm metliodo dejmuzica para violo
( de Mollino ) por prego commodo; na ra do
Coluvello caza de duas janellas envidragadas
de fronte da manguera.
S?" l'ma carteira de urna face em bom es-
lado e urna canoa para nove ceios tijollos
que tambem se aluga : na ra do Rangel D.
41 venda que volta para o'Frem.
(Jm mulato sadio reforgado i"o 18
annos boleiro borrador que sabe tratar
de arreios carros e cavnllos entendo de
borla e jardim e de boa figura : na ra da
Cadeia na casa por cima da loja de chapeos
ao lado da cadeia ; vende-se por nao querer
servir a seu snr.
S25- Erna escrava de nago de idade 18
annos cozinha o diario de urna caza outra
dita de nago angica com idade 20 annos, um
go
se for boa prata ; quem tiver annuncie.
tsr Escravos de ambos os sexos com vi-
cios ou sem elles grandes ou pequeos : na
ra da Cadeia de S. Antonio sobrado de um
ondar D. 8 defronte do Sr. Cardozo.
VENDAS.
GF" l'ma cabra bem rapariga e robusta ,
propria para o servigode campo, por ser a
isto acostumada por prego commodo : na
ra Direila D 11 terceiro andar.
tsy Una casa terrea de pedra e cal na Po-
voago dos A llegados chaos proprios, quin-
tal murado no fundo por prego commodo :
no pateo de S. Joze casa de 011 rives.
ssr Para fora da provincia urn mulalinho
de 15 annos, por prego commodo por ter urna
perna torta : na ra da Cadeia do Recife loja
de ferragensD. 37.
S27- Rilhetesda segunda parte da decima
lotera do Theatro : na pracinha do Livra-
menlo loja de miudezas D. 52.
tsr Duas pipas com agoa ardente : no Re-
cife no beco do Monleiro venda da quina.
tST L'm moleque da costa da mina de
IG annos bonita figura que serve para pa-
gem hepedreiro, pinta, bom canoeiro de
jangada de pescara e canoa: na ra de Agoas
ra todo servigo 5 na ra Direita D. 20 lado
do I.ivramenlo.
Urna Geometiia e Alge'ira de Lacroix ;
quem pretender aunuiirie.
- A liaduQiode M lio Freir pelo Ba-
chaiel Manuel Coi ia Lima, achaea vti-
da por 3s'i>oo reis em Olnda ra de S Pe-
dro Novo casa lerriaera fren e da Igieja.
U:n negio de dude de 5o annos bas-
tante robusto, e proprio para rmm sitio pur
pfCo commodo,- na 1 na d Pra a armazem de
Joze da Silia Campos.
- Ihlhi-ii'o e meios bilhetes da Lotera do
Thealro: na loja de Carioca e Sette rna d
Queinidi D. 13.
Bihas pelas da im-lhor qualidade que
vem .1 c-.sd' Pj z, sacca com arios ile ca-ca
ditas com la uiha; no Alieno daBoa-visU.
D. ig jmit<> ao beco do Frrreiio.
P.'iio.s lino:, encorpjdos e de superior
qualidade aUB o, alJHo, 3L'.>oo, 3o ,
.iCJ5oo. .{Uooo ocutado, lu.-,l6e? para ce-1
leu* 1 240, da s 36o c a /{'O re" o coi a
do ; lodlli.idos para guaidanapu- a 600 r> u
raa f hn t ivncai.'o branco a a8oavara;
e Mino :i 3>o Uncos (ion* ecainado> pa*
a lahaco a aU< 00 ies a duzia e a aoo rs.
Conceici
- Um hom par de pNtollas foi minanlta
chegadas 'goia prozimo de i\ev O. c. no
Beco da Lmgoela venda ri. iij de Bernardo
Roque.
- Bilhetes e meios U Hieles da Lotera do
Theatio, no Alieno da Boa-vista |ija Deci.
ma ai.
Gomma de ararula muito auperior e
prfeo cmodo e qu.ijo5do .-erloj na Praca
da B.i-vi-i.i Vriila U. g
Um violio de exc*lleules vozea, por
eoiuiDodo prego ; naiua do Queimado loja
D a do iad j do nasrt-nte.
Cera lavrada pelo mj-s commodo pre-
a ra do Rangel D j.
U verdadeiro ungueal anlo, bem co
nhecido pelos mus mldyr sos elT-ilo : pan
q'itiiuiduros le i las, ou chagas rlieootl
iiovarneiile de Lisi>o<; na na nova defonlo
da Ig eja da Con.t-igio n. n3.
C innua-se a vniler no armazem de
l'Vruandes Joe Braguea iunl ao Arco da Con-
ceigio batatas ingle** lectnteroentes ch,-_
gadis a 1U000 a arroba, e lo bem ancoras (
bail do eidadeiiu vinho P. RR, lano to
lo como branco, par prego mui commo-lo.
Urna pela de nacj, com idade de ao
anuos de bonita ligu:a lava de >abio, en .
< mma lizo e ta'ie lazn- doce; na ra da
Auroia casa terrea D t
Bilbites e m.ios da Lotera do Theatro;
na roa do (M ug loja de miudezas junto do
Sor. Bainleia.
N Recde na da Ci uz Eseriptc: o D.
la de Jos Anionio Gome, Jnior, se vende
por prreo comm da, sacias cora alqueire de
buinha de mandioca feita n.i inunbeca lan-
o da muito lina e ilva tomo da mais ordi-
naria.
4 esciavas mocas de boas figuras, com
hoas abelidades, huma delLa he bea coatn-
teira, engommadia, cozinhira; huma di-
ta boa vtudedtira de ra ; 3 escnuos milito
nbiistts paia td>' lia).alho a 3-oUvoo c.da
hura ] 3 mol. que de la a lG annos do bo-
nita figura ; na ra de Ag a verd; a c sa Dc-
eiiua 37
Duina tscrava de ncro caguije, idade
de 3o anuos pi'opiia ai a ven .as dtlila ,
cozinha o diario de huma ca-u e lava de saiiui
em lora de porta* esa 11. y8 do lado d > Pu.
ente.
= Queijos Londrinos, presuntos con-
cervas Inglesas, licores lirios viudos do por-
to madeira malvasia muscatel de setu-
bal, clery, bucellas, chaltoau margox cha-
rutos de manilha cha de Lisboa, tudo por
preco cmodo : na ra da Cadeia venda de lo-
ze Gongalves da Fonte.
ESCRAVOS FGIDOS.
- No dia at de Junbo fugio do sitio do
Cordeiro defronte do Snr. Gabriel, Imni
negio de nomo Antonio fila pouco poilu-
guez, deedatma o dinaria representa it
a 18 anuos sem barba, levou vellido serou-
la dealgod) e carniza de (stopa ja uzada e
hala tn- amada ; cjueui o pegar leve ao mes-
rao sitio do Cordeiro ou ao Manguind sitio
defronte da capella de S Joae.
No dia do correle ugi'o hura- pre-
to por rime Fiancisc > nago rooe.unhique,
seg de hura ollio leou vestido ca ca de al-
godo da tena, e carniza do mean.o, manga
curia, e batanle su<; quem o pegar levi-o
em casa de Jof 1 Leite Pinto Onigueira que
ratificarcoui gen>rozidade; na ruada Gnu
do Recito 11. no.
= Fugio no dia 27 do Junho a preta ve-
lha Jozefa rebolla alta secca do corpo ,
sem denles na frente, rosto redondo, um
boraco grande naotelha cabellos brancos,
vestido de xila azul uzado pao da costa ja
velho, argolas francezas : quem a appreen-
der leve a ra Direita padaria D. 5.
tsr No dia 26 do p. p. fugio a preta Luzia,
congo, de 24 annos, fulla, corpo regular,
cbelo cortado rente cabega um tanto abu-
ndada para traz levou vestido de chita uza-
do panno da costa bastante velho tem as
costas um lanto cortadas de chicote he bem
conhecida por ler as unhas das roaos todas
verdes D. 3/
C7- L'ma morada de casa terrea com 4
pequeas ludo em urn correr na ra Jmpe-
* 1--------- "muj uu4> inauj luuda
cada burrt< pee.m de chillas a aU88o e< podres de quisila que da na trra della; quem
rotado 1 140 itis pecas de rlu( a 5Uoo | a pegar leve na ra da Roda venda de -i por-
tas que lem lampino que ser recompensado.
'-CJboo 0U8 .;> (,U.oo a' 8U000 rria ;
rrias a i4o lin, ifo ea um i< is o cc-
algO'laosin'io a ifjo res vaia e utt-
lc
ido
RECIFE NA TVP. DE M. F. DE F, =1842.
I


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