Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04687


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Full Text
Anuo (le (642.
Sexta Fe ira 1.
Tndo agora depende de n meamos ; da nossa prudencia moderado, e enerjia : ron-
liauc.nas como principiamos e cremas aponiado rom ai'imraco cnlra as NieCei mus
ealUa (Proclamaco da Assr'mblfa Geral do'rraiil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES. ^
Goianna, ParaiL e' Kio grande do Norle segundas e senas friras.
Boaiie j Garanbuiu .0 24-
Cabo Serinhaem Rio l'orwioro Pono Caira Macelo r Alabas no I.'5 U tfl
haje 13- Sanio Anlio quimas feiras. Olinda lodos os das.
DAS DA SEMANA.
VI Se;, s. Ladidiio Rei. Chae. Aud, do J. de D. da 1. v.
2.S jici. jejum. s. Lefio 2. c P. Re. Aad do J. de D. da i. r.
2'J Ojort. Pedro e I. Paulo App.
30 Quine Maroal Ab. Aud do juii de D da 2. v.
1 Se*', s. Thei.dorico Ab. Aad. do J. de D. da i. r.
i Sal). Yisilacao de N. Snra. Re. Aud. d J. de;,!), da 3. t.
3 Doro, s. Jaointho M.
de Jullio.
Anuo XVIII. N. 138.
O Diario publicase todcs os dias que nao forem Santificados : o p'ejo da easignattir be
de tres mil reis por quartel pagos dianlados. Os annuncins dos assi;nnlcs s.'ie iaseridoa
gratis e oa dos q-ie o nao forea razao de SO reis por linlia. As reclamarors derein sur
dirigida aeslaTypografia ra das Critzes D. 3, ou a praca da Independencia luja de litro
Numero 37 e 3S.
CAMBIOS no da 30 de jl.nho. compra
Ocho-Moeda de 6,400 V. 46,000
. N. 3,S0J
> de 4,000
PuATi Paiacies
Pezoa Coluronart
.. dit>i Meaicanaa
llUil
Cambio sobre Londres 27 d. p. 1V.
., Paria 351) reia |i. franco.
Lisboa 9' por 100 de pr,
Moeda d cobre."i por 100 He descont,
dem ''< lelrs de boas firmas le a 1 e i-
Descont de bilh. da Alfan.l-a 1 por 400
ao mfi.
H.tiOO
f ,H3
1,830
I.S30
4,f00
venda.
It.'O
46.000
8800
4,850
4.86*
4,850
4,020
Preamar fio din I. He Jiilht
4.a a 40 lloras e ii'l m. da manbu.
2. a I horas e 1S m da tarde.
PHASE5 DA ICA NO MEZ E JLFIO.
Quart, ming. a 30 t kW 22 m da tari
la Nora a S-- a 4 b.iras e 41 m. da manli.
Qnart. cresc. a 14- ka 7 loras e 49 m da tard.
La cheia a 22-- s 8 lioraa e 36 ai. da manli.
DIARIO l>E PERNAMBUf
J
PARTE OFFICIAL.
O VER NO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 2 DO CBRENTE.
Oficio Ao commandante das armas, sig-
nificando em resposta ao seu otfcio do 20 do
correte, cm que informa os requerimentos
dos capites do batalho de guardas nacionaes
destacado Maximiano Francisco Duarte e
JooSaraiva du Araujo Galvo no qual pe-
dem que se Ihes mande pagar o sold de
suas patentes desde odia em que foro no-
meados pela PresiJencia que nao tem lugar
o que os ditos oiciues pretenden).
Dito Ao Exm. e Rm. Director do Ly-
co participando ler mandado passar pro-
viso de substituto de primeiras letras da ci-
clado de Olinda Manoel Joze Teixeira Rastos
Jnior ede professor da cadeira do Bunilo
Joode Moura Florencio.
Dito A commissao administradora do
theatro publico remetiendo um exemplar da
lei provincial n. 07 de 7 de Maio ultimo ,
ooncedendo para a concluso da obra do mes-
mo lliealro, manutengan e decoragao res-
pectivas o benelicio de 12 por cento de mais
vintc loteras de sessenla con tos de reis cada
urna.
Dito Ao commandante das armas d-
zendo que deve dispensar do servigo do ba-
talho destacado ao guarda do mesmo ba-
talho Antonio Joze Cavalcante logo que o
chele da legio de Olinda Ihe mande apresen-
lar oolro guarda para o substituir.
Dito Ao chele da legio de Olinda, com-
munieando o contedo no olicio antecedente,
e ordenando que mando quanlo antes subs-
tituir o supramencionado guarda por outro ,
que tambem perlenca ao segundo batalho da
legio do seu commando.
Portara Ao commandante do vapor =
Paquete do Sul = determinando-lhe, que,
depois de receber os officios da presiden-
cia largue hojo mesmo para o Rio de Ja-
neiro tocando na Rahia.
Oficio Ao Exm. e Rm. Rispo diocesa-
no, remetiendo o olicio do commandante das
armas em que representa sobre a necessida-
je de haverem na Igreja da Solidade conti-
gua ao hospital reg mental os soccorros es-
pirituaes para os soldados doentes : rogando-
Ihe que tomando em couciderago esta
justa representado se digne conceder facul-
dade para se po ler colocar na dita Igreja o
Sanlissimo Sacramento em quanlo existir
n'aquelle lugar o mencionado hospital : e di-
,'endo-lhe, que, no caso do S. Ex. expc-
jdir suasorden n es te sentido tenha a bou-
jdado de Ih'o participar, reenviando n'esta
! occasio o ofieio c documentos, que ora
Ihe enva.
Dito Ao inspector da thesouraria das
rendas provinciacs remetiendo copia da ta-
bella demonstraliva das quantias marcadas
pela presidencia para o sustento dos presos
pobres de Justica das di (Te rentes comarcas no
auno (i na nceiro futuro em con forro idade do
artigo 26 da lei numero 97 do 7 de Maio ul-
timo.
Tabella a que se refere o antecedente of-
licio.
Comarcas Quantias.
Recife...........koOOjOOO
Goianna.......... 2o0,y000
Garanhuns......... 2o0.y000
Flores.......... 200j000
Cabo........... L'iOjOOO
Pao do Alho........ I0O4OOO
Ronito........... 200^000
Rrejo........... 2oj000
Lmoeiro ........... 200^000
Rio-formoso......... 2u0,>000
Boa-vista.......... 200,>000
Nazareth.......... 200,>000
Santo Anlo........ 200^000
*''/, dos Santos nomeado para escrivo da
t lerceira varadocivel segundo S. ni, parti-
cipa em oficio de 18 do corren te ; e que sa-
tisfaga o que determina o Decreto do 1. de J*i-
Iho de 187)0 m de que o governo imperial
confirme o individuo nomeado, 011 outro qual-
quer como Ihe aprouver.
IXTEL\10I..
FOLGI TB
FLT AO BAILK.
Que horror !. .
Aquelles de meus leitores que se preso de
ter corogo sensivel preparem-se para pran-
tearem a minha desgrana que desgrana c
ir a um baile : aquelles que de tudo escar-
necem que ridicularidoo ludo preparem-
se para dar gargalhadas aminha custa
I que nada he mais ridiculo lo que ir a gente
ao baile quando pode estar em na cama dor-
mindo a somno sollo. Fui ao bailo. Nao
l slirei aqu quem me convidou nem ("o pou-
co em qual dos muilos bailes desta cidade liz
i minha entrada no mundo do botfl lom : a-
penas vos conlarei amigo leilor, o que se
passou n'este dia de man agor e que certo
I- entrar na lista dos dias nefandos de minha;
vida. Anda eu nao bavia almoc,ado quando
principiei a preparar a roupa com que me de- ;
Rs. 8:000.^000
Dito Ao chele de policia remetiendo ,
para sua inteligencia e fim de fazer cons-
tar aos seus delegados copia da tabella supra.
Dito Ao vicario da freguesia de S. Pe-
dro Marlyr de Olinda remetiendo um, ex-
emplar da lei provincial numero 10G de 0 de
Maio ultimo concedendo para a matriz da
mesma freguesia dez loteras de sesenta e qua-
tro con tos de reis cada urna, reguladas pelo
mesmo plano adoptado para as do semina-
rio episcopal ; fim de que Ihe d" execuc,o-
De igual theor se dirigi ao vgario da fre-
guesia de Goianna. ,
Dito Ao vigaro da fi-pguesia do Bonito ,
remetiendo para sua intelligencia e execugfip
um exemplar da lei provincial n. 106 de no
ve de Maio ultimo concedendo trez loteriqs.
le 01 contos de reis cada urna para a niatrjz
J'aquella freguesia.
Do misino thpor se expedioao vigaro dp
freguesia de S. Anlo.
DitoAojuiz dedreito da lerceira vara
dociVel dizendo que fica sciente da 110-
meago interina que fez de Galdino The-
mislocles Cabral de Vasconcellos para o oficio
de escrivo da provedora do termo de Olinda,
vago, por ter sido o seu serventuario Joaqun)
dito que o grande lom exiga quo se li-
zesse a barba de manh para torna-la a fazer
note logo depois do almoco me sentei ao
espelho, armei-me de navalha e os pobres
queixos me pagaram a maniado petil-mai-
trismo. Eslava a barba lei la as eadeiras
eslavam cobertas de roupa e cu observava
delonge oeffeito oplico que aria a reuuio
de diversas cores. Jantei ou antes engo'i o
meu jantar e ainda nao havia fixadoa mi-
nha escolha. Era mister decidir-mo a no-
te se aproximava, e o meu bom goslo he-
sitava entre a casaca e a sobre casaca entre
a calca branca e a prcla e ainda agora es-
tara por decidir-me se me nao lembras-
se d'um casamento que vi l na minha
Ierra e por comparado cscolhi o que de-
via vestir. Esquecia-me dizer que muiias
vezes folheei o manual do bom tom > sem
poder nellc encontrar o que. quera porque
(piando cu desejava saber que calca 011 colete
so deva vestir ou calcar para hir a 11111 baile,
elle me fallava em trinchar galinhas perdi-
z-:s &lc. ; e quando eu quena saber co-,
mo se deve tomar cb as sociedades de bom
0a jornaes de Londres oceupam-sc extensa-
mente com a descrioefio de um magnifleo bai-
le de tanlasia dado pida Rain ha o dia 12.
Todos os concorrentes represcnlavam nos seus
Irajos personagens de dierenles cortes nos se-
clos l.v>, 1(1, etc. Forara convidadas todas as
pessoasde distmeco na cArte e os Ministros
de todas as Xac/ies com os seus respectivos ad-
didos. Asseveram os mesmos jornaes que nao
l'possivel exoceder-se a magnil'icencia desla
' apparalosa funego.
Nao havia ulteriores noticias da ludia, nem
da China. As dos Estados-luidos eram mais
satislatorias. A pesar da lngoagem violenta
empregada por algns oradores no congresso
contra a Gra-Rrelanha, a opinio pareca de-
oidida pelas daflconciliadoras. Lord Ashbur-
ton inspirava geral con fia nca, o e|perava-se que
a sua misso leria um xito feliz. A sitliaflo
linanceira do paiz ia melhorando considera-
elnicnte.
A polica de Pars tinha descoberto urna
conspiradlo cojo fim se julgou ser o Je alten-
tar novamenle contra a vida do ri. Havam-
se feiloalgu ms visitas domiciliaras, dasquaes
resultouacharem-se n'uma casa muilos cartu-
xos, municoes de guerra, e urna nova machi-
na infernal. Varios individuos foram presos ,
entre os quaes entrou o conhecido Considere ,
queja por duas vezes responder na cmara
dos pares como implicado as tentativas de
regicidio. O carcter deste homem, e de 011-
tros presos, alivi das iaformac/jes, que se diz
terem sido colhidas pela policia fazem acre-
ditar que o seu fim era commelter to exe-
crando crime.
INDIA.
Pormenores sobre as ultimas noticias do AT-
ghanistan
Na confiso que reina neste paiz nada se
entreve de satisfactorio para as armas ingle-
zas. As noticias recebidas confirmam os de-
sastres j annuneados e parece que presa-
gia m oulros novos. O general Sale continua
a conservar-se firmeem Jellalabad;as suas tro-
pas tem soTrdo muito e esto bastante incom-
l'iiii elle me fallava de grvala a Napolen ,
j,afayele e quanlos oulros diabos rusgaram
|a for Franca.
E' note, eacenderani-se velas, e vou de
3ovo barbear-me porem com tanta infelici-
ade que com os restos de cabello quo ha-
vja foi-se-me tambem parte da pelo mas
sio esses os precalgos do pett-mailre do bom
gpslo. Sem duvida escusaes os pormenores
do que se passou at que me principiaste a
vqslir nem eu lenho vontade de contal-os.
Descreverei agora a maneira porque me ves-
t para ir a este maldito baile de todas as
cap:sas engomadas qe^ tinha que eram
popcas julguei que a mais apropriada era
unja bordada com renda na abertura; he a
mesma quo visto quando faco alguma visU
de mais cerimoiiia. Calec urna calca bran-
ca bom engomada : puz ao prseoco um len^o
de seda pintado vosli o. meu colelo cor de
flor de alecrim com listas ronzas, e depois
minha casaca azul de boloes amarelos go-
la esireiia comprda e torta como a foa
d'uma espada de passeio en) fim a casaca
dos domingos, dos das de annos baptisa-
modadas pela falta de munic/ws. Este ulti-
mo inconveniente deve sem embargo disso ter"
dosapparecido o espera-so saber dentro do
pouco que rel'orcos de toda a especie tem
chegado a esta cidade.
O majur general Pollock nao se altreve a
passar o deslilladciro de Kybcr para ir soecor-
rer a Jellalabad at quo baja elle mesmo re-
Cebido os reforcos que espera para 20 de Abril.
Do tompo em lempo chegam alguns soldados
escapados mortandade dos desfilladeiros de
Cabul. A 19 senliu-so um tremor de Ierra
em Peshawur Ferozeporo Moeru! Dheb,
o al em Queftab. I'm grande numero de
casas e urna parto das fortlicaees de Jella-
labad cahiram por Ierra, e foi necessario mui-
to trabalho para as reparar. O nimigo nao se
aproveitou deste desastre. Alguns dias antes
Ukbar Rhan com i200 homens de infanleria e
800 callos acampou no outro lado do rio. sob
leudas inglezas ; sem embargo disso nao ou-
sou ..tacar a praca.
0 Shah Soojah continua a estar em Cabul,
o escreveu ao governo da India pedindo-lhe
500,000 libras esterlinas ; porm nega-se a
pagars tropas das quaes nao tem precisao.
muito possivel que tenha tomado urna parte
mullo activa na sublcvace do paiz ; c a sua
conducta actual justifica esta suspeita ; escre-
veu ao general Sale convidando-o a retirar-so
do Afi'ghanistan e a dar refens. A 28 da Ja-
neiro houve em Jellalabad um eonselho de
guerra a fim de deliberar sobre esta estranha
communicaQo. Os debates foram acalorados,
o por fim docidiu-se que se rejeitaria a pro-
posta do Shah Soojah. (Courier.)
LNTEKIOR.
CEARA'.
DENUNCIA DE UM ASSASSINATO PREMEDITADO.
Nao he sem umita razo que a imprensa ce-
arense lem sempre fustigado e balido a fac-
cocaslro-alencarina desde que ella appare-
ceo noCear inculcando-se hum partido poli-
tico. Nao era de balde que a indignaco pu-
blica crescia e se perpetuava cada dia contra
esse bando de milhafres sdenlos de sanguee
de rapia. Seus repelidos actos contrares s
leis e atlentatorios da boa ordem e tranquili-
dade tin.ode tal maneira provado quaes
as intenQes desses scoleratos e infames Grac-
chos que era desnecessario mais o interro-
gatorio que abaixo publicamos para fazer
corto aoRrasil inleiro que essa gente ainda
para alguem considerada conspicua e dislinc-
la ns provincia nao passa de huma recua de
avenlureiros intrigantes malfeitores re-
dos &c. 4c. Oh !
dos
esqueeia-me aos pos,
bonitas meias brancas pintadas de azul a
palos grossos que eram os nicos que tinha
na occasio. Depois de prompto e vestido
escovei o cabello que he do bom lom
met na algibcirao relogio tendo pendente
grossa correnle de oiro que finda em dous
grandes sinetes e chave tambem de ouro ,
puz o meu chapeo branco tomei a bengali-
nha e sahi. Ab como eu eslava bonito 1
Huma velha minha visinha cuja aprovaco
eu desejava quando assim me vio disse trez
vezes Figa nao te botem quebrant)!
Encaminhei-me para a casa do baile :
antes eu a achasse arrasada e em baixo de
suas ruinas todos esses barbicas que zomba-
rcm de mim. Cheguei a ra em que ella
esta situads c o priuCpiu ua ra ja eu Oli-
via urna bulba capaz de insurdecer um pobre
christo. Embiquei a porta e abi encon-
tr) um sujeito ligurinha insigniticante ;
com a roupa pregada no eorpo e c com os
meus botes live que era aigum Ci iadu un ao-
ciedade bailarina pouco caso iz d'elle o
quiz entrar quando me foi impedida a pas$


.-*

'-,-.-
i
volucionarios e assassinos que devem ser
banidos da sociedade como hum cancro que
trar a ruina dos membros saos se nao l'or
cauterisado.
A Divina Providencia que vela em nosso
deslino que protege o reinado do Filho do
Fundador do Imperio malogrou desla vez o
trama vil, que os ininiigos do Exm. Briga-
deiro Joze Joaquim Coelho tinlio buscado
para lirar-llie a sda preciosa existencia. Ber-
nardo Antonio da Silveira comprado para as-
sassinar o Exm. Sr. Presidente he denuncia-
do por dous soldados de primeira linha aluci-
ados para o mesmo lim e na noute 22 do
corrente mez he capturado ( sem o esperar)
com as armas cavados &e. que Ihe tinlio
fornecido para perpetradlo do delicio.
Preso o ass issino confessa logo sem a menor
tetubiago, e com sangue fri, a tentativa do
assassinalo indicando o mandante e cumplices
nocrime ludo na forma declarada no inter-
rogatorio infra escripto. Diz que tinha feito
tengo de ler morlo S. Exc. em huma noite
que se achava na varanda da casa do Sr. Com-
mendaJor Machado mas que nao o pode fa-
zer nessa occasiao sem dar a morte igualmen-
te ao mesmo Sr. Machada que eslava tam-
bem varanda. Declarou em lim o horroro-
so attentado com toda a individuago constan-
te do interrogatorio judicial.
E seio ainda os Caslros a gente sustenta-
dora da ordem sero respeitadores das au-
toridades, nao serao sediciosos nao serao as-
sassinos ? O capito-mr Barbosa, o seugen-
ro Thomaz Lourengo o prente do Alencar
Joo Franklim de Lima e o ourives Antonio
I! 'la ni, i ni i Bizcrru de Menezes, sero cida-
dos pacficos e homens de bem ?
O recurso iniquo para hum assassinalo da
primeira auloridade da provincia moslra cla-
ramente os damnados lins dos intitulados op-
posicionistas do Cear. que s desejo o trans-
torno da ordem e a confuso para se locuple-
tarem com a desgraga geral. E seria s o
Exm. Presidente a victima do plano sedicioso
e vingativo dessa opposigo assasiina e de-
sesperada ? {uanlos nao serio os indigita-
dos no club desses demagogos para lerem a
mesma sorte ? Cearcnses amigos da ordem,
da Conslituigo e do Thono alerta contra
os anarchystas alerta c vigiai os Alencares
eCastrqsque querem involver-nos nos horro-
res da guerra civil.
Interrogatorio feito ao prezo Bernardo Anto-
nio da Silveira queseacha presente.
Aos vinle e tres dias do mnz de Junho de
mil oitocentose quarenta e dousannos nesta
cidade da Fortaleza capital da provincia de
Cear Grande em casas de morada do Dr.
chefe de polica interino da provincia Miguel
Fernando Vieira onde fui vindo a seu chama-
do eu esc; ivo do seu cargo ao dianle nomea-
do e sendo foi presente Bernardo Antonio da
Silveira, que acabava de ser preso por denun-
cia dada a este juizo havia alliado e pro-
medido paga a dous soldados de primeira li-
nda para assassinar o Excelentissimo Presi-
dente da Provincia o Brigadeiro Joze Joaquim
Coelho ao qual preso o dito ministro na
presenca do capito-mr Joaquim Joze Bar-
bosa Joo Franklim de Lima', e Antonio
Belarmino Bizerra de Menezes Ihe fez o in-
terrogatorio da maneira seguinte :
Primeira mente perguntou o dito ministro ,
qual o seu verdadeiro nome naturalidade ,
residencia, e lempodella ?Respondeo, que
se chamava Bernardo Antonio Ja Silveira, na-
tural da cidade Je Caxias da provincia do Ma- | io para a impreza vestio roupa delle inter-
rogado, e deixavo os seus uniformes. Per-
gunloii-lhrf o dilo ministro se elle interrogado,
nunca icnlou por si mesmo cumprir o manda-
to do assassinalo ou se nao havia incumbi-
do a eulra alguma pessou alem dos dous sol-
dados mencionados ? Bespondeo que nao
incumbi a oulra alguma pessoa seno aos
soldados e que elle interrogado sabio antes
de hontem noute junto com o soldado Joze
Severino Bezerra porem un por um lado e
outro por outro. Perguntou-Ihe mais o dito
ministro se elle interrogado nao havia re-
cetado algum dinheiro adiantado ? Bespon-
deo que nao recebeodinheiro algum. --Per-
guntou-Ihe mais o dito ministro se fra do as-
sassinalo do presidente seno Ihe falaro para
mais alguma cousa e quem foro as pessoas
influentes nessas cousas ? Bespondeo^ que
quando saino a trojia para o Cur tenton-se
zerra. Perguntou-Ihe mais o dito ministro ,. aqui na capital urna reuniao para irem a Pa-
ran ho morador nesta cidade dous me-
zes. Perguntou-Ihe mais o dito ministro ,
quaes os seus meios de vida '.' Respondeu ,
que vivia de urna venda -- Perguntou-Ihe
mais o dito ministro por que motivo se mu-
dotl de Caxias ? Respondeo que tendo elle
interrogado parte na revoluto do Caxias ,
Maranho assignara lermo de rezidir em
Pernambuco e d'esta provincia vaio para a-
qui por ser o dito termo de rezidencia tem-
porariamente. Perguntou-Ihe msis o dito
ministro que dous homens ero huns que
elle interrogado mandn por Cuedes de Ar-
ronches em um bilhete que Ihe oscreveo ( e
que neste acto Ihe foi apresentado ) preslar-
Ihe todo o soccorro e que os procurara em
casa delle Guedes ?-- Fespondeo que ero
dous soldados de primeira linha um de no-
me Joze Mariano eoutro Joze Severino Be-
para que im mandava elle prestar taes soc
corros a esses dous soldados e que ira jun-
tar-se a elles ? Bespondeo que era para
assassinarem o presidente da provincia e
depois disto hirem esperar por elle interroga-
do em casa do tal Guedes. Perguntou-Ihe
mais o dito ministro quando elle interro-
gado havia fallado com os soldados cima re-
feridos para semelhante fin ? Bespondeo ,
que tres ou quatros dias mais, ou menos.
Perguntou-Ihe mais o dito ministro por
que motivo queria elle interrogado as-assinar
ao Exm. Presidente da provincia se era por
adosen, ou por mandado de alguemi'
Respondeo que foi por que Ihe havia fallado
para isso o alferes Thomaz Lourengo da Sil-
va Castro Per^untou-lhe mais o dito minis-
tro em qua tempo Ihe falara o dito Thomaz
Lourengo para fazer semelhante assassinato ?
Bespondeo que fazio vinte a vintee cin-
co dias. Pergunlou-lhe mais o dito ministro
se havia elle Thomaz Ihe promettido alguma
paga ? -- Respondeo que elle Thomaz Lou-
rengo nada Ihe offereceo e sim a viuva do
finado major Facundo I). Florencia de An-
drade que Ihe prometeo um cont de reis li-
vre do todas as despezas para elle matar o pre-
sidente Perguntou-Ihe mais o dito minis-
tro em que casa Ihe fallou Thomaz Louren-
go em semelhante cousa ? Respondeo que
em sua propria casa. Perguntou-Ihe mais
como he que tendo Thomaz Lourengo Ihe fa-
lado em casa delle a viuva do Facundo
Ihe prometleo um cont de reis ? Respon-
deo que indo elle interrogado vesitar a viu-
va e tratando-se disso olla ento Ihe fez o
prometimento. Perguntou-Ihe mais o dilo
ministro, quem havia dado a elle interroga-
do um bacamarle granadeiro que- Ihe foi
apresentado neste acto ? Respondeo que
quem Ihe havia ministrado fra o dito Tho-
maz Lourengo para elle interrogado tel-o em
sua casa e para o fim do assassinato do presi-
dente. Perguntou-Ihe mais o dito ministro
de quem era um jogo de pistolas de alcance ,
que tambem neste acto Ihe foi apresentado,
achado em casa delle interrogado ?-- Respon-
deo que era delle por Ihe haver D. Florencia
viuva do Facundo dado-lhe. Perguntou-Ihe
mais o dito ministro de quem ero os tres ca-
vados que se acharoem poder delle inter-
rogado ? Respondeo, que um foi D. Flo-
rencia que Ihe deu e dous elle interrogado
alugou para se por em fuga apenas se tivesse
concluido o assassinato. -- Perguntou mais o
dito ministro de quem ero os dous jaqus e
bons de soldado que se achou em casa del-
le interrogado ? Respondeo que ero dos
ious soldados cima referidos que quando

lacio assassinar o presidente a titulo de se vin-
garem da morte de Facundo e que as pes-
soas que conversavo com elle interrogado a
esse respeito foro o capito-mr Joaquim
Joze Barbosa Joo Franklim de Lima e
Antonio Belarmino Bezerra de Menezes que
presentes cstavo. ~ Perguntou-Ihe mais o
dilo ministro qual o motivo porque se nao
efTectuou nessa occasiao o rompimento nes-
ta capital ? ~ Bespondeo que por froxido,
o esperando noticias de S. Paulo. Pergun-
tou-Ihe mais o dito ministro se sabia que mais
alguma parte desta provincia havia algumas
pessoas conniventes, e planiadas para esse
rompimento? Respondeo que ouvio diier ,
que no Crato estavo Joze Lourengo Livio
Lopes, Caslello-Branco e o Dr. Joo Pau-
o de Miranda concertado em tal plano.
Perguntou-Ihe mais o dito ministro para
que fim foro as pessoas retro mencionadas
para a villa do Crato ? Respondeo que
para um rompimento na provincia. Per-
guntou-Ihe mais o dito ministro se sabia
que em algum outro canto da provincia se
tentava o mesmo rompimento? Bespondeo,
que te'ndoconversado com o dito capitao-mr
Barbosa Joao Franklim de Lima e Anto-
nio Belarmino estes Ihe havio asseverado
que havia um plano quasi geralmente da pro-
vincia para o rompimento por quanto na
Serra Azul eslavo os Queirozes em armas ;
na Granja tambem estavo em Sobral o pa-
dre Alexandrej havia hido tratar disso ; ao
que elle interrogado em casa de Joze de
Castro Barbosa e a elle mesmo e que a
chava bom\ que o Barroso do Curu fosse lo-
mar o armamento que |iavia embarcado na
barra do Acarac. = Perguntou Ihe mais o
dito ministro se sabia para onde havia ido o
alferes Thomaz Lourengo da Silva Castro que
desapareceu desla cidade = Respondeu que
elle mesmo Thomaz Lourengo Ihe havia dito ,
que apara o crato encontrar-sa com seu
irmo Joze Lourengo e Livio. Perguntou-
Ihe mais o dito ministro a elle interrogado s
Ihe havio marcado um praso para faser o as-
sassinato no presidente? = Respondeu que
nao teve tempo fixo, e sim quando pudesse.-
Perguntou-lhe mais o dito ministro se o alfe-
res Thomaz Lourengo havia sado antes ou
depois da chegada nesle porto do ultimo va-
por ? = Bespondeu que foi muito antes.
= Perguntou-Ihe mais o dito ministro se
elle interrogado conhecia a Francisco Ferreira
Guedes, e secom elle tinha tractadoalguma
cousa sobre o assassinato do presidente ?
Bespondeo que smente o vio urna urna nica
vez indo a sua casa com o Alexandre Pereira
Caslello-Branco e que Ihe nao deu parte de
gem pelo judeu : mostrei-lhe o bilhete que
me havia dado o meu amigo e poz-se a ler ,
como quem soletrva e de vez em quando
desviava os olhos do bilhete e media-me de al-
to baixo. Se eu nao fosse algum tanto pru-
dente cerlo havia desordem. Depois d'um
bom quarto d'hora me disse elle como du-
vidando:
Vm. he o snr. F. ?
Simsenhor.
Hum dos Redactores do....
He verdade disse eu pondo-me no bi-
co dos pese algum tanto enfatuado por me
conhecerem por esta qualidade.
Pode entrar.
Pensei que me queria impedir entra-
da.... resmunguei, e fui subindo a escada ,
nao sem reparar que o tal sugeito ainda me
acoinpaiuitiV com a vsm.
Entrei para a salla com meu chapeo debai-
xo dobraco c a bengalinha na mo. Im-
mediatannmtecessou a bulla, ums cochicha-
vam ao ouvido de outros, houveram risos su-
focados e todos pregaran! os olhos na mi-
originada por algum dilo galante ou acn-
lecimento que excilasse aquelle movimento:
todava, como nao goslo que olhem pa-
ra mim com muita attengo, subio-me ao ros-
to fogosa vermelhido, o com os olhos procu-
rei onde etaria o meu amigo invitante. Es-
lava em um canto da salla conversando com
alguns sugeitosque eu nao conhecia e para
que la chegasse era-me necessario atravessar
a salla ; assim o fiz e os risos continuaran!.
meu amigo logo que me vio retrou-se pre-
cipitadamente do circulo em que eslava e
aproveilando-se d'uma porta qu* eslava pr-
xima desaparecen por ella. Fiquei com cara
d'asno no meioda sala, e indeciso se devia
proseguir ou retroceder : os risos suflbeados
foro substituidos por algumas gargalhadas ,
e ento conheci que minha posigo no meo
da saia era o motivo dellas. Em que terrivel
posigo eslava eu !
A hilaridade por felicidade minha ces-
sou por se baterem palmas na sala Alguns
jovens vestidos por forma singular c burlesca,
ecom cabeleiras se levantaram e todos se
nha pessoa. Pensei que esta mudanca era iposeroem movimento abandonando repenti-
namente o objecto que os linha tanto alegra-
do ; assim he o genero humano, qualquer
cousa por insignificante que seja o dislrahe do
maior praser ou da mais pungente dor Ca-
da um dos taes amigos se foi ter com urna das
senhoras que estavo na sala e viero para o
meio da casa : as curdas das rabecas soaram
com tres arcadas que deu um rabequista e
eu.aproveilando o geral movimento me fui
escoando por en Ir elles e cheguei-me para
urna janella que me ficava defronte e eslava
solitaria.
Depois d'algum tempo ja fervia a dansa ,
recobrei animo e reparei que ainda eslava
de chapeo na mo e bengalinha o que nao
va na casa. Tive tempo de ir gurdalos e
voltei ao meu posto d'onde a vontade vi
dansar rapases e raparigis. Ms que dansar
momo e montono Nao baviam pulos ,
nem sapatcados todos arraslavo os ps em
ar de desdem ea isluchamam dansar Fran-
ceza O'dansas do outro lempo quanto fi-
caes a perder de vista !
Acabou a contradanga, todos voltaram a
seus logares ; alaum silencio reinou na sala .
cousa alguma a esle respeito. = Perguntou-
Ihe mais o dito ministro se elle interrogado
nao tinha conheciinento a|gum de Francisco
Ferreira Guedes como he. que elle digo Ihe
havia feito o bilhete j referido mandando
prestar todo o soccorro aos dous soldados o
com elles em casa de Guedes se ajuntaria ?
Bespondeu que se fez isto foi porque con-
versando urna vez com Guedes pareceu-lhe
homem de bem. = Perguntou-lhc mais o di-
lo ministro se de fado o capitao-mr Barbo-
za, Joo Franklim de Lima Antonio Belar-
mino sabio do assassinalo do presidente e
rompimentos na provincia e se era conniven-
tes n'isso ? -- Respondeu que Franklim o
Belarmino Ihe fallaran a elle interrogado no
assassinato mas nao que nelle tivessem
parte alguma mas que o capita-mor Borbo-
za s o sabia como era bem cumplice nel-
le. Perguntou-ltie mais o dilo ministro
quem. havia dito a elle interrogado que em
casa docapita-mr Barboza havio as grana-
deiras v que boje Ihe fora l adiada ?
Responden que elle interrogado as vio mesmo.
Perguntou o capitao-mr Joaquim Joze Bar-
boza ao reo, em que parle foi que elle capi-
ta mor havia convidado a elle interrogado,
para assislir a essa reuniao ? Bespondeu ,
que indo ao sitio delle capitao-mr e elle Ihe
disse que vindo para a cidade havia de se
fazer urna reuniao em que se havia deliberar,
e soube que de fado liouve tal reuniao em
casa delle capitaO-mr qual elle interroga-
do nao assistio. Pergunlou-lhe mais o di-
to capito-mr se quando foi elle interrogado,
a seu sitio a que negocio o levou l ? Res-
pondeu que Ihe foi pedir 20* rs. Pergun-
lou-lhe mais que resposta Ihe deu elle capilaO
mor quando elle interrogado Ihe foi pedir es-
se dinheiro ? Respondeu que Ibes dara c
na cidade se os houvesse Perguntou-Iho
mais o dito capita mor se vindo para cidade ,
e indo elle interrogado procurar os 20* rs. se-
ibos deu ? Respondeu que nao deu o di-
nheiro. Perguntou-Ihe mais o dito capita-
mr se depois de Ihe haver desengaado nao
Ihe dando o dinheiro se elle interrogado lor-
nou sua casa ? -- ReApnndeu que ainda foi.
Perguntou-Ihe mais o dito capito mor se nao
foi nessa mesma occasiao, que Ihe nao deu
dinheiro que elle deixou de l ir?- Respondeu
quo nao porque indo duas vezes buscar o
dinheiro elle capitamor lho naO don e depoi
disso foi outra vez saber de noticias dos
negocios mas como soube, que elle ca-
pita mor manou chamar a Joaquim
Mendes da Cruz Guimares, prostrando-se-lhe
aos pes Ihe pedio a sua protecgo ello inter-
rogado e outros muitos desgostosos deixa-
ro de frequentar a sua casa. Perguntou-Ihe
mais o dito capilo-mr a elle interrogado-se
quando elle oi a ultima vez a sua casa se elle
capito- mor Ihe deu alguma noticia ou Ihe
Iratou de negocio algum ? Respondeo, que
dessa vez de fado nada Ihe disse mas que
quando elle interrogado foi ao sitio d'elle ca-
pilo-mr este Ihe disse que eslava a espera
do padre Alexandre que havia mandado a
Sobral, e Imperatriz. Pergunlou-lhe mais
o dito capito-mr quanlas pessoas eslavo no
seu sitio e que presencialo essa conferencia
com elle interrogado ? Respondeo que so-
mente eslava elle capitao-mr e seus escra-
vos porem que seusescravos nao presen-
ciarn pois sao cousas que se nao converso a-
diantede negros. Perguntou-Ihe mais o di-
to capito-mr se Ihe' havia dado algum di-
nheiro, arma ou de alguma maneira o coad-
juvou para comdler esse attentado? Res-
pondeo que para o homicidio do presidente
=========================
mas foi momentneo. Alguns homens de-
rao o brago a senhoras e principiaran) a pas- ,
sear pela casa e quando passavam por de-
fronte de mim olhavam para o meu lado e
riam-se. Nao me parece bom o tal uso do
passeio e as razes fico c guardadas no
peilo, ou antes no linteiro D'um lado
da sala se reuniram algumas madamas que
assim se chamam as senhoras nos bailes ,
conversavo entre si eolhavode vez em quan-
do para mim ; como pensei que a conversa-
go versava sobre a minha pessoa dei (oda
attengo aos mo^Iinenlos que fasiam ; v li-
ma fallar com enlhusiasmo, as outras rran-*|
se e chamaro um cavalleiro tambem 1:0
termo usado em taes casas. 0 tal rapasol
depois de ter acudido ao chamado olhou
para mim fc-z com a cahega um ignal ar^
mativo, disfargou, e d"ahi a pouco ei-lo COBl"
migo :
Est nina bonita noute.
He verdade meu senhor.
OSr.(que agora ninguem mais diz
Vm. ) 0 Sr. gosta dos bailes pelo que vejo.
Alguma cousa ; e tenho verdadeiro jw-


Ir

nada deu porm para a revolugo o ouvio
algumas vezes dizer dando planos 'que nao
.ochava assassinarsem ser por meios de revo-
lugAo. Pergnntou-lhe mais o ditocapitAo-
mr quaes as pessoas que presencia rao elle
capitAo-mr proferir semelhantespalavras ?--
Respondeo que pessoa alguma presenciou
pois elle capito-mr o communicou a elle in-
terrogado somenle.
E por nao ter niais nada a perguntar den
o dito ministro este interrogatorio por con-
cluido do que para constar mandou lavrar o
presente aucto cin que assignou edm^i reo .
e eu Manoel Lopes de Souza : escrvAo do
crimeque o escrevi.
Miguel Fernandes Vieira.
Bernardo Antonio da Silveira. Joaquim
Joze Barbosa. Joo Franklim de Lima.-
Antonio Belarmino Bizcrra de Menezes.
(Pedro II.)
DIARIO ~DE TOA),
Desde 10 de Maio que a nossa Capital e
Provincia sAo ameagadas de rusgas: todos fal-
lao em clubs cm alliciages em intrigas ,
e se nAo fra a confianca no di.no Chefe da
provincia o susto e agona se teriAo apode-
rado dos pacficos habitantes que conhecem
que dessas perturbagessempre lhes resultAo,
e s lhes provem males ao grande como ao
pequeo ao rico como ao pobre. Ellas s
podem convira aventureiros a malvados a
ociosos que nao duvidAc arriscar urna vida
sem importancia para obterem o mando para
que nao tem capacidade e as riquezas que
nao adquirirAo pormeios lcitos-, que se regosi-
jo com os males de lodos anda que elles vc-
nhAo a terdelles a sua quota;e finalmente que
querem comer e beber sem trabalhar a cusa
do suor dos meinbros uteis da socicdade. Se
mu ou outro simplorio se deixa illudir pela
labia dos palradores digno he elle de compai-
xo, por que nao ha mais ninguem hoje nes-
ta cidade dotado de senso commum, que nao
sendo por genio atoigoado rusgas acredite em
promessas de rusguentos, em programmas de
sedicrtes qualquer que seja o seu (im quaes-
quer que sejo os seus corifeos. Mas o certo
he que esses clubs existen), que se tem procu-
rado aluciar olliciaes da guamigAo, que se
propem all meios os mais violentos de plan-
tar o peudoda anarchia chegaudo o caniba-
lismo des&es malvados a decidir que fossem as-
sassinadas pessoas rujo nico crime he nao
apoiaiem os seus desvarios ; que all se tem
compromeltido o nome de pessoas respeita-
veis que nunca concorrerAo nem concorre-
ro para desatinos afim de fazer decidir al-
gum iv.ais timoratos; que ah se reunem ho-
mens que se nao fazem recommendaveis a
seus concidados nem por saber nem pelas ri-
quezas nem pelos seus servicos, nem em-j
urna palavra pelos seus merecimentos; ou-
tros que quanlo sao devem ao Goveruo e ao
Governo actual; outros qua san condecidos
somenle por que um acaso da caprichosa for-
tuna os tirou da sua acanhada esfera por um
momento e que nao podem levar com paci-
encia a inconstancia da sorle.
Este aggregado pois de palradores, de am-
biciosos de vingativos, sem valor real ,
sem notabelidade pertendem por qualquer
meio fazer urna revoluco na provincia re-
lacionados com outros revolucionarios que se
tem espalhado por outras provincias e cujo
club central est no Sul onde elles promet-
terAo revolucionar esta provincia ; dalli lhes
I
sar d; ter urna vida to laboriosa por que a
nAo ser assim cu nao perdera nem um s.
Enlo ja sei que dan-a.
Nada nao gosto d'esse exercicio.
Canta ou loca sem duvida.
Tambem nAo : quando podia aprender
alguma cousa apenas se locava viola e eu
nao quiz me dedicar a esse instrumento.
Vem com destino do jojar o voltarette ,
wisth ou Ecarte ?
Naojogo meu senhor.
EntAo vem aqui nicamente divor-
tir-se a nossa custa ? E deu urna grande gar-
galhada.
- He bem tolo disse eu a mim mesmo. 0
cugeito fot, parece dar conta da commis-
sao e houve muita risada e alegra.
Neste cmenos nova contradansa se arran-
jou e como fallava um cavalleiro para urna
madama chegou-.se a mim um qudam que
linha [ior alfinete de peito urna pasta de me-
tal, e luneta suspensa ao pescoco e me
dis* :
Queremos arranjar urna oulra quadri-
vem a'direcgSo, e o lim gcral he galgar ao
noder, costeo que cufiar soflra quem sof-
frer. Nao he isto obra da opposiQflo que
im laesallenlados nAo loma parte: muitos
oposicionistas nesta provincia repellem taes
principios c os mais disluclos delles repel-
lem at os corifeos da sedi tV.). Nao; nao
he a opposigo quem promov' aqu taes mal-
dades si ella se toca nos extremos com al-
guns grupos que entrAo nesses clubs o cen-
tro os lumens de bem della sabem conser-
varle naquella posigAo em que lodos os res-
neitAo que nAo he a opposirAo um crime.
ConhegAo pois os nossos concidadAos estes en-
tes ferozes que querem renovar os males por-
qneja passamos, conheco-os. e analhemali-
zemos: apoiem os esforcosdo Exm. Presiden-
te que vella continuamente pela seguranza pu-
blica que nAo ignora os passos desses anar-
chistas: elle tem ja tomado algumas providen-
cias que Ihe pareccro mais urgentes, eem
caso de apuro nAo ha de hesitar em tomar as
ultimas medidas de salvagAo. Estejamos a-
lerla e voz do Governo corramos em seu
soccorro, porque nelle est cifrada a nossa
seguranza e tranqulidade. Voltaremos ma-
teria.
O Vapor Paraense que acaba de chegar do
Norte tronce-nos jornaes do Para, MaranhAo.
e Cear : naquella primira provincia Ctljos
jornaes chego at 11 do corrente nada de
novo havia occorrido depos das ultimas noti-
cias : o MaranhAo goza igualmente de tran-
quillidade ; os peridicos que datjj temos at
14 deste muito se oceupo de cleig.ies e na-
da mais : no Cear porem outro he o rumo
que os negocios lovAo: o Exm. Presidente es-
capou ao baeamarte a que o tinhAo votado os
quesempreem baeamarte fundarAo o seu di-
reilo : felizmente o digno Presidente sabe
donde se lhe procura tirar a vida como meio
decisivo de cortar obstculos desorden) e a-
narcha. Nossos leitores terAo lido no lugar
competente os artigas do Jornal Pedro II, que
contem toda a noticia deste attentado.
A' PEDIDO.
O Dr. Manoel da Costa Palmeiro Cavalleiro
Professo na Ordem de Christo, Conego na
S de Olinda Provisor Juiz das llabili-
tages em todo o Bispado de Pernambuco
por S. Ex. Rm. &c
Saude e Paz em Jezus Christo N. Senhor.
Fago saber que I). Antonia Joaquina Bor-
ges Franga, moradora na Freguesia de S. An-
tonio do Recito, me enviou a dizer em sua
eliga" que Manoel Thomaz da Silva lhe
raptara um seu filho de nome Manoel doNas-
cmento Rodrigues Franga para cazal-o com
urna irmA de sua amazia de nome Francisca
Francelina da Costa parda : como sej i de
menor idade a supplicante nAo consenta cm
semelhante cazamento e requera Mandado
para os Reverendos Parochos da Cidade do Re-
cito e para outros quaesquer a quem esta
lhe for appresentada nao receberem em Ma-
trimonio os supp'icados sem sua expressa li-
cenca. Visto por mim o seu requerimenlo ,
mandei por meu Despacho se passe Carla cir-
cular para todos os Reverendos Paroehos do
Bispado, a qual he da forma seguinte Man-
do debaixo de obediencia formal e sob pena
de responsabilidade ao Bnvrendo Parodio da
Freguezia de S. Antonio do Recito ; e a todos
o< deste Bispado, que sendo lhes esta appre-
sentada indo por mim assignada e Sellada
com o Sello deste Bispado ou valha sem Sel-
lo ex causa nao receba nem consinlAo re-
ina mas falla um par e a Exma. Senhora D.
F. que est prompta a dansar lhe roga se-
ja seu cavalleiro. Espero que V. S. nao se
esquivar.
Tanta honra dansar com urna Excelencia !
Bem va eu que muitos outros homens ha-
viam na sala mas pensei que se tinham e.s-
cusado e por bom tom nao quiz negar-me
a este obsequio. Demais eu quera mos-
trar a estes passeaderes como he que se dan-
sava.
Salii do meu canto, e novos risos sufocados.
A Exma. com que eu devia dansar era a fl-
ua d'um meu visinho pobre homem que
vivia de seu cilicio e nunca teve ttulos
excellencia ; mas o bom tom desculpava este
tralamenlo.
Pantaln gritou umsugeito ; ea m-
sica tocou urna conlradanca Sem lavas !
disse a senhora com quem eu dansava o-
Ihando para mim como espantada e recu-
sou dar-me a mo ....
Nao sei ao primeiro pullo que dei a sa-
la relurabou cora um murmurio surdo mas
ceber-se em Matrimonio a Manoel do Nnsci-le cargo], e passar immcdialamente a exer-
inento Rodrigues Franga com a parda Fran-
cisca Francelina da Costa sem expressa orden,
deste Juizo e assim o comprad. Dada em
Oliida sob o meu Signal somenle aos 28 di
Jando de 1812. E eu o Padre Joaquim da
.Wimpco Escrivo da Cmara Episcopal i
sobscrev. -- Manoel da Costa Palmeiro.
Signal 100= Sello V. S. S. ex C. 1 40= Re
Kisto 40 esa Desta 040 = AssumpgAo. =
Carla circular para o Reverendo Parodio di
Freguezia de Santo Antonio do Recito e pan
lodos os ma is deste Bispado a favor de D.
Antonia Joaquina Borges Franca. = Regisla
da no Livro competente -- Magalhaes-- Para
V. S. Assignar.
CO VIM ERGIO.
ALFANDEGA.
Reudimenlodo dia nO de Junho 8:421*201
DESCARRECA BOJE I. DE JIMIO.
Rrigue Portuguez = ConcoicAo Flor de Lis-
boa = Vinho vinagre azeite car-
nes c miudcsas.
Rrigue Ingle/ = Cora = Fa/endas Sabio.
manleiga, queijos ferragens e vi-
dros.
Marca Ingleza = Crt-amore = Bacalhao.
Brigue Dinamarqus = P. Carolina Amalias
torraren* tintas, e polassa.
Urigue Americano = Navarro = Pan casa-
batidas c seos pcrlences c ditas
com lampos.
Brgue Americano = Poullncy =s Farinha de
Irigo.
MOV MENT) IK) PORTO.
NAVIOS ENTRAROS NO DIA 20.
Rio de Janeiro Baha Sergipo Mace ;
Vapor Paquete do Norte ; 17 das de via-
gem : vindo cm commissAo do Governo.
Ass ; Pat. atara Luiza 5 "Odias, de 117
ton. ; Mostr Ignacio Marques ; equip. 0 ;
carga sal: consignatario Antonio Joaquim
de souza Ribero.
SAHIDOS NO MESMO DIA.
Rio de Janeiro ; Brigue de Guerra Capibari-
be ; Commandanle Sabino Antonio da Sil-
va : passageiros do Governo Cap. Luiz Pe-
reira da Fonceca Tenenle Antonio Rodri-
gues d'Almeida Altores Francisco do Reg
Barros ralco, Altores Herm--negildo Fer-
nandes de Menezes Altores Claudino Alves
Carnauba Altores Joaquim da silva Fer-
reira 2. Tenente Joze de Barros Cavalcan-
t, 2. Tpnente. Joze Ignacio de Medeiros e
mais 7 Inferiores.
Loanda ; Brigue Brazileiro Pernambucano ;
Cap. Francisco Joze : passageiros N.
Gabriel Bez francez ; Joaquim da silva ,
port.; Thomaz souto Caldas portuguez ;
Joaquim Raimundo Lapubergjie ,' braz. ,
Fclis de Cantalicio, braz. ; Joaquim Pe-
reira Carneiro e Cunlia port,; Antonio
Joze da silva Lima port. ; e Joze Vicente,
brazileiro.
OBSERVARES.
Rordeja no IameirAo um Rrigue do qual
linda se nao sabe a nago por nao ter asa-
do bandeira por hora.
E DI T A L .
0 Cidadao Manoel Ignacio d'Oliveira Lobo ,
Fiscal da Freguezia de S. Fr. Pedro Gon-
galves do bairro do Recito.
Faz saber a todos os moradores da citada
Freguezia que elle s'acha empossado d'aquel-
oavAo-se distintamente abas da casaca
correntes de campanilla e em verdade ,
aqui para nos as inhibas correntes e sine-
tes fasiam um retenido tAo forte que se pa-
reca com o som de vinte cascareis juntos
Dsconcerte-me e ao segundo pullo meti
um p pela barrado vestido do Exm. meu
par ; querendo obviar este desmancho aliiei-
me para dianlc e fui justamente pisar com to-
do o peso do corpo o p d'uma dama. Em
conjuntura to extravagante, com um p
preso barra do vestido do Exm par com
o outro sobre o p da bella dama que me fi-
cava vis-a-vis liz um movimento perd o
equilibrio c certo ira aochAo se me nao agar-
rasse as gadelhas d'um gamenho que eslava
pertodemim. Ento conheci que nAo erAo
cabeleiras maspepteadosa Sanean*.
O barulho recresceu em um momento ; a
dansa e jogo parou immediatamenle : unt-
riam-se o mi-u par Umenlava seu vestido
novo que o Selvagem assim me chamou!
havia espedagado: a dama de vis-a-vis cho-
ra va com dores noToalos e o gamenho ocu-
paya-se em pentear o cabello que eu havia de-
cer suas funcgOes fazendo eomo lhe rumpre,
xecv.tar risca as posturas municipaes. Ro-
lle 28 de Junho de 1842. Manoel Ignacio
l'Olveira Lobo. -.-
I) E C L A R A C O E S.
= O Vapor Paraeuse recebe a mala para
o Sul hoje (1.) as 4 horas da tarde.
= O Vapor Paquete do Norte, recebe a
mala para a Parahba e Cear anianhA (2) as
i horas da larde.
= A impiijjnacAo das mercadoras toita pe-
lo 1. Eseripturario Jenuino Joze lavares foi
m Despacho de V. Lasscrre c\ Comp. e nao
le B. Lasscrre como por engao se escreveo.
AlfandegaoOde Junho 1812.
AVISOS MARIT I MUS.
= Para o Rio de Janeiro, sahir breve-
mente o Bergantn) Nacional Imperador D.
Pedro Cap. Joaquim sosres Miarim : para o
esto da carga passageiros e escravos a frele,
tracla-se com Joaquim Baplisla Moreira no
seu escriptorio ra do Apollo.
= Para o Araraiy, r-ahir ale." do correntc-
a Sumaca Delmira Mestre Joze Joaquim Al-
ves : ainda recebe alguma carga ininda o
passageiros a Iradar com o dito Mestre 011
com Antonio Joaquim de souza Riheiro.
= Para o Araealy sahir o mais breve
possivel o Patacho Mara Luiza: quem no
mesmo quiser carregar ou ir de passagem pa-
ra que tem bous conunodos, cntenda-so
com o Mestre ou com Antonio Joaquim de
sousa Riheiro.
= O Rrigue Americano Poullncy Cap.
Mouall sahir cm poucos dias para o Rio de
Janeiro : quem quiser ir de passagem para o
que lem excellentescommodos, dirija-seaos
seus consignatarios L. G. icrreira & C.
LE LO ES.
tzr O Corredor Oliveira far leilio na
Praga doCommercio Sexta toira I. de Ju-
Iho ao meio dia em ponto, por ordem do Cn-
sul de S. M. F. n'csta Cidade, do casco, mas-
tros e gurops do bergantim portuguez A-
fricano capitAo Silverio Manoel dos Reys ;
ludo no estado em que se achar e por conta
e risco de quem perlencer em consequencia
do sinistro acontecido ao mesmo bergantim
em o dia 25 do corren te mez pelo que foi le-
galmente abandonado pelo dito capilAo. Ad-
verte-se que o bergantim he de conslrucao
brazileira e deexcellentes madeiras forrado
de cobre de fragata pregado e encavilhado
lo mesmo: os pertendentes podem dirigir-se
praia do brum lugar onde se acha o men-
cionado bergantim quasi en en I ha Jo para o
examinaren) antecipadamente.
tsr James Crabtree & Companhia fario lei-
lo por intervengAodo Corrector Oliveira de
cerca de 20 cestos de vinho champanha de
mu superior qualidade, e difieren tes marcas,
alguns barriz de vinho muscatel e madeira ,
e, d'esla, e do porto engarrafado; que se ven-
derAo pelo maior prego visto ser para ajus-
larconlas: Sabbado 2 de Julho s i ho-
ras da manba no armazem mais prximo ao
arco de S Antonio.
AVISOS DIVERSOS.
= O primeiro secretario da Sociedade Na-
talence avisa aos snrs. socios que o pon-
to da reuniao de hoje ( I. de Julho ) he pe-
las seis hoias e meia da larde na casa do
cosame.
sarranjado tendo lirado d'algibeira um cs-
pelhinho e urna escova.
Eu.....eu ainda tinha na mo um mas-
so de cabellos e aproveilando a geral confu-
sAo fui-me despediudo sem diser cousa algu-
ma e com tanta pressa que em vez de tra-
zero meu chapeo achei-mcem casa com li-
ma cousa que nem urna semelhauca tem
com chapeo antes parece pasta de papis.
Por minha desgraga perdi a minha bella ben-
galinha !
' '.I legue i a Casa enraivecido mas depois
que me passou o acceso de colera dei raso
aos bailarinos por que certo eu era urna ex-
crescencia de mau gosto naquella planicied*
bom tom e podia-me bem comparar coro u-
ma verruga nera e cabelluda no rosto d'al-
guma dama clara e rosada. Jurei nunca mais
ir a bailes o desde j tenho por inimigo o
desgrasado que me convidar para to inspi-
dos brinquedos.
riM


v^
Vtftr.
I
cr Mauricio Joze de Goveia rondeiro do I
Engonho Boa vista nos suburbios de Goianna
. traspassa a sua escriplura d.- arrondameiito ,
que ainda tem oito anuo o he commodo o
prego a qualquer pessoa que Ihe paga o res-
tante ilas hemfeilorias que nelln fez igual-
mente suas lavouras e tamben) de animaes
mangos; quem pretender dirija-se a ra da
Cadeia do Recife a fallar com Manoel Gonsal-
da Silva ou ao mesmo engenlio.
t^- Para un engenlio no Ilio Formozo se
precisa de urna mullier idosa abonada por
alguem t seja de que cor for, para so en-
carregar da casa e tratar dos escravos doenles.
annuncic.
= Na ra das Trincheiras D. 9 precisa-se
de urna pessoa que sirva de portas parafora.
cr Manoel Nunes de Mello subdito por-
luguez retira-se para o Cear.
cr O abaixo assignado faz "publico que
tendo de retirar-sc para a Cidade de Loanda,
tem constituido seu procurador o seu cunha-
do o Sr. Joze Francisco de Azevcdo Lisboa ,
para que elle possa agenciar tratar e correr
com todos os seus negocios : revogando pela
procuracao que assignou cm nota para este
lim todas as procuragoes anteriores declaran-
do-as de nciiluim effeito.
Vicente Eloy da Fonseca Silva.
PILULAS VEGETAES E L'NIVERSAES AMERICANAS.
Estas pilulas ja bem conhecidas pelas gran-
des curas que tem feito, nao requeren! ncm
dieta e nem resguardo algum ; a sua com-
posigao tilo simples que nao fazem nial a
mais lenra criaiiea : cm lugar de debilitar ,
fortificAo o systema purilicAo o sangue ,
dtigmentao as secregOes em geral : tomadas ,
seja para molestia ebronica ou somente co-
mo purgante suave; o melbor remedio que
tem apparecido por nao deixar o estomago
naquelle estado de constipagao depois de sua
operagao como quase todos os purgantes fa-
zem e por seren mui facis a tomar e nao
causarem incommodo nenhum. O nico de-
posito dellas em casa de D. Knoth agen-
te do author : na ra da Cruz N. 57.
N. B. Cada caixinha vai embrulbada eos
seu receituario com o sello da casa em la-
cre preto.
%r Responde-se ao Sr que fez o annun-
cio por este Diario de n. 129, 130 e 131, que
pessoa
alguma uzease negocio com Luiz
Francisco Correia Gomes de Almeida com
asparles de um sobrado sitio e casa terrea
na povoagodos Affugados D. 5 que s exis-
te urna bypollieca e he talgo estar embar-
cadas e nem se pode fazer embargo um
propr otario que tem bens de raiz nem lie
de luga.
cr Precisa-se encaressidamentc saber da
moradia do Sr. Joaquim Joze de S. Auna e
Silva, o qual ja foi morador na Villa de Igua-
rass oceupando o em prego de escrivo de
Orlaos, fillio da Senhora D. Joaquina (por an-
llionomazia doceira ) a negocio de grande
interesse : na ra de Agoas verdes D. 36, ou
annuncic.
cr Antonio Tlieodorio Ramos subdilo
portuguez relira-se para o Cear.
cr Arrenda-se um armazem na ra da
senzala velha com commodos para qualquer
eslabelecimento quintal com portas para a
ra da Guia cacimba e estribara para dous
cavados ; trata-se na ra do Queimado 7
terceiro andar.
cr Periieo-se desde o viveiro da Magda-
lena at a ponte dous xalles de merino em-
brulhadoem um Ipngo de seda, ludo ja ser-
vido ; quem achou querendo restituir pode
lear a ra Nova ). 13 e 14 defionte da Con
ceigAo que ser bem recompensado.
cr Urna senhora de bons costumes e de
milito twa criaco se prope a cnsinar meni-
nas fora desta provincia a qual sabe ler es-
crever coser bordar marcar fazer la-
varinto le todas as qualidades cose mui
bem toda qualidade de costura ch, corta ves-
tido de sonhorae cose com muita perfeicAo ;
quem de seu prest i mo se quiser utilisar diri-
ja-se ao pateo do Paraso I). 10.
\sr Cm alveitor chegado ltimamente da
Ciiirtti do Porto se oflerece para ferrar, san-
grar, capar e curar cavados com toda a
perfeicAo ; quem de seu prestimo se quiser
utilisar dirija-se a ra de S. Rita Nova venda
D. 28.
cr Joaquim Teixeira Le te retira-se para
o Cear.
cr Quem presisar de um homem porlu-
moradora no paleo da Matriz de Sanio Anto-
nio D. 8 avisa ao rcspcilavcl publico que
se aclia prompta a exercer, nao s a faiul-
dade de parteira corno a d* sangrar o vaci-
cinar; para que as pessoas que se quiserem a-
proveilar do seu prestimo, a acharan somprc
prompta a toda e qualquer hora c mostrar o
grande conhecimenlo que tem de sua fal-ul-
dade.
CT Sonjean lavrador e gravador sobre to-
do o metal, se offerece ao publico para qual
quer trabalho concernen te ao seu ollicio o
qual far com toda promptidAo : no patio da
Matriz de Santo Antonio I). 8.
cr O abaixo assignado tendo sido de-
mitlido pela Cmara Municipal por motivos
que a todos sAo patentes do lugar de Fiscal
que exercia a 11 annos, oAo tendo outro ineio
de vida recorreo ao de solicitar causas nos
auditorios desta cidade para o que se achn
munido da competente Provizo. As pessoas
que se quiserem utilisar do seu prestimo o
poderO procurar.
Rodolfo Joo Barata de Almeida.
SS" A pessoa que liver pao d'algoda" em
porco ; annuncie para ser procurado e pa-
ga-se a 00 rs. a vara.
cr No dia 4 do correnlc pelas dez horas
da manha principia o pagamento dos bilhetes
premiados da!, parte da segunda lotera a
favor das obras da Igreja do Rozario da Boa-
vista no consistorio da Igreja da ConeeieAo
dos militares, al odia 8 do mesmo: Os
bilhetes da segunda parte da mesma lotera
achao-se a venda nos lugares do costme, eas
rodas andio infalivelmente no dia 7do pr-
ximo inez de Agosto.
cr A barcaga Conceigao Annuncante 2^700 o masso facas linas para mesa a mi-
nova de lote de mil arrobas, pega em 18 lacio do marim a 4*500 a duza e ouiras
caixas prompta do tudo e Aindiada na n-i muitas miudezas por prego commodo : nu at-
beira : trata-se com Joaquim Pinhciro Jaco-I trro da Boa vista junio ao linlurero D. 55.
me na ra do Vigario n. 32. *&" A ,Ja ,,ova do alfaiale ao p do ponte
cr Pannos finos de cores muito encorpa- do atierro da Boa vista mudou-se para o
dos 2,>880 o 5,>200 e 5*920 o covado : outro lado para a loja do sobrado do Sr. An-
na quina da pracnha do I.ivramento lujada Ionio Luiz Gonsalves Ferreira D. 5 na qual
Viuvade Joo Carlos Pe reir de Burgos. se continua a vender casacas de bum panno
ES- tima escrava de nago ja de idade, pa- preto e de cores a 2*3* sobrecasacas de dito
ra engerido por ja ter tdo pralica ou para'a 22rfe28j ditas de mirin preto a 20j ,
fora da provincia: no atierro da Boa vista ; ditas de la a 8^ ; ditas de brim aG* jaque-
venda ). 50.
C O M P B A S
cr Compra-se ou aluga-se urna escrava
para vender na ra que seja del : no atier-
ro da Boa vista D. 50.
or Um violo em segunda mAo; quem
livor annuncie.
cr Lgica Racional, Geomtrica e Anal-
tica Historia dos filsofos antigos e moder-
nos eo Tratado Theologico Poltico de spi-
noza ; quem liver annuncie.
cr Para fora da provincia moleques ne-
grinhas de angola e crelas de 12 a 18 an-
nos c negras boas costureiras e engomma-
deiras : na camboa do Carmo D. ll no se-
gundo andar.
tsf Dous negros vclhos ainda robustos: na
ra do Colegio I). 4.
VENDAS.
guez para criado dg alguma casa particular
annuncie a sua morada.
Cf Quem precisar de um caixeiro portu-
guez para venda do que tem pralica e d co-
nhecimenlo de sua conducta dirija-se a ra
estreita do Bozario venda R. 10.
Cf" Madanie Sonjean parteira franceza ,
cr Lhomond Grammalica franceza ; Lo-
bAo Acedes Sumarias ; Dilo Execugo por
Sentenga ; DitoProcesso executivo ; Dito se-
gundas linhas ; Dito Interdictos ; Dito Far-
ciculos de Dissertages ; Dito Notas de Mello;
Repertorios das Ordenages ; Borges Carnei-
ro Direito Civil ; Gouveia Pinto tratado de
testamentos ; Dito manual de Appellages e
Aggravos ; Menezes Juizos Divisorios; Trata-
tado de Tombos ; Classes de Crimes ; Ferrei-
ra Borges Direito Cambial, e em separado o
quarto tomo do Direito Civil de Borges Car-
neiro : na praca da Irtdedendencia loja de li-
vros n. 57 e 58.
cr CollegAo de leis Provinciaes do presen-
te anno a 480 : na praca da Independencia
loja de livros n. 57 e 58.
cr Una venda de poucos fundos rio forte
do Mallos D. 13 com bastantes commodos:
na mesma.
cr Erna escrava de nago bonita figura,
cozinha bem o ordinario lava de sabao e
varrella ; um escravo denagAo bonila figu-
ra o de todo o sprvigo : na ra Direita D.
20 lado do Eivramento.
C?" Um sobrado de 2 andares e soto na
ruadasCruzes onde moreu o Dr. Meira: na
ra da Gloria serrara de vapor.
cr Caixas com ferramento completa para
lanoeiro pregosde todas as hitlas, espe-
dios de caixa e de capa marroquins b zor-
ros e varias outrasfazendas : na ra da Cruz
D. 11.
cr Um ptimo methodo de rebeca com
muito boas msicas : na ra da Cruz n. 19
no segundo andar.
cr Barricas com \ duzias de garrafas de
cervoja branca a2j a duza genebra de Ho-
landa a 6,> 400 a frasquera charutos da Ba-
bia a 400 rs. em caixinhas de 200 : ni ra
da Cruz D. 4.
tsy Urna morada de casa terrea grande, na
ra do Fagundcs e doas canoas novas por
abrir: na serrara de Joao Antonio Baptista
Muniz na praia da ra do Fagundes junto a
i i lie ira.
X3T Grande quanlidade de ponas de boi ,
ecasquinhos por prego commodo ; e pennas
de ernma : na ra Nova armazem D. 34.
tW 4 vaccas prenhes crelas lidias do
pasto, e prximas a parir: no atierro da
Boa vista venda de Manoel Ferreira Lagoa.
cr Urna porgAode sal de Lisboa a mil o
alqueire da medida velha : na prga da Boa
vista venda D. 6 do lado do sul.
cr Vedas de carnahuba de boa qualidade
a 280 : na ra de Manoel Coco D. 4.
CT Farinha de mandioca a i,)600a saca ,
cem sacos vasios para farinha e urna balan-
ga com conxas por prego commodo ; um mu-
lato sapateiro boa figura e moco : na ra
da Cadeia loja u. 17.
cr Farinha de mandioca a 4j600 a saca :
no armazem do fallecido Molela.
cr Dous escravos de bonitas figuras, pro-
.prios para todo o servigo : na ra do Vigario
n. 15 primeiro andar.
cr 0 verdadeiro purgante e vomitorio de
Le Roy e tarnbem acaba de rece be r o Lo
Roy fabricado por Carlos Bailo em Genova o
qual tem aprovado muito bem nAo obstante
ser mais barato que o primeiro obligndo-
se o vendedor a restituir o importe quando
possa deixar de operar eficazmente a primei-
ra dose : na ra Nova loja do Bom Barateiro
de Guerra Silva & Companhia.
CT Un.a escrava crela de lia 15 annos:
n4 ra do Cabug loja de fazendas D 4.
cr Car le ras e oslojos de viagem com na-
vallias Ihesouras oscovas e &c. bengalas
de cana caixas de massa de tartaruga para
rap, castigaes de casquinha fina e de vi-
dro agoa de colonia de Piver ossencia di
rosa banha franceza bandejas linas ade-
regos pretos de filagr fitas de setim pa-
pel almaco e de peso de todas.as coros fs-
foros infaliveis a 40 rs. e mitras mudas miu-
dezas por procos rasoaveis : na ra dos (Juar-
teis D. 4 defronte do hoco da Pol.
CT Borzeguns gaspiados para homem ,
ditos at o meio ditos de pona ditos para
senhora, pretws e de cores holins o meios
ditos francezes, ditos de Lisboa para homem,
sapatos de palla para meninos ditos de Lis-
boa pira homem ditos de lustro para ho-
mem o senhora ditos de marroquim preto e
de cores ditos do duraque francezes e Lis-
boa para senhora ditos de panno de la para
meninas, e oulras mudas fazendas tudo por
preco commodo : na praca da Independencia
n. 20 e 27.
CT Um sobrado de dous andares e soto,
formando tres andares ainda novo muito
bem construido com muitos commodos, ten-
do 110 palmos de fundo e 32 ditos de fren-
te com grande terreno no fundo embar-
que a'toda hora, e com grande vantagens
para qualquer eslabelecimento : quem o pre-
tender annuncie.
CT Sal do Ass a bordo do Patacho Maria
Luiza fundiado defronte do trapiche riovo: a
tralar com Antonio Jo.quim de Souza Ribei-
ro na ra da Cadeia do Recife.
^3 Urna venda corn poucos fundos na
ra da senzala velha: a tratar com Manoel Jo-
ze Marlins da Costa na ra da Cadeia velha
n.lG.
tsr Para fora da provincia urna escrava
de angola ainda moca faz todo o servigo
de urna casa : na praca da Independencia
ll. 5.
cr Um moleque de nagAo proprio para
aprender qualquer officio por ser muito ro-
busto : na ra do Vigaiio n. 7.
CT Farinha de mandioca fina a bordo
do PatachoS Antonio Triunfo, chegado l-
timamente de S. Catharina a qualorze pa-
tacas o alqueire e no armazem da ra do Vi-
gario n. 7a 4j800 ensacada.
CT Um preto alfaiale muito bom cozi-
nheiro : na ra larga do Rozario D. 9.
cr Um Vanguerveem bom uzo : em 0-
linda na ra do Amparo botica do Rapozo.
senzala velha D. 50.
tsr Papel de peso azul de muito boa qua-
lidade em meias resmas a l,400, dito almas-
tas de panno a 10 e 1 \a de merino a 0^ (\Q
duraquea7j, ditas de bretanha brimese-
tinela por prego muito em conta caigas de
panno de 8 a 12. dilas de merino a 8
ditas de duraque a c de la a 4500 d
brim de listras e trangado de riscados do
varias coi es de setineta e metim ludo por
prego muito em conta coleles de voludo
lavradodebom goslo a 8000rs., dito liso
preto a G e 8,y ditos de setim gorguro, de
seda de IA panno egasineta de 4 a 5#
ditos de luslao e de oulras muitas fazendas,
a prego muilo em conta tarnbem se vende
cortes de vellido lavrado a 6# o Covado dilo
Uso preto a 5,>200 e 4,> e oulras mais fazen-
das por comrnodo prego ; assim como tam-
bern se fazem casacas e sobrecasacas e to-
das as mais obras levando os freguezes a sua
fazenda para cujo fin tem um perito mesire
para desempenhar qualquer obra a vontade
dos freguezes e por prego mais commodo do
que em oulra qualquer parte.
CT Vedas de carnahuba a 520 a libra, t-
jolos de limpar amarellos facas e garfos de
cabo de marim cartas francezas e portugue-
zas thosouras finas para costuras de senho-
ra frontins para senhora Le Roy francez ,
bicos largos e estreitos, argados e vedas els-
ticas para curar istulas carnosidade e dor
de pedia fsforos de pento e muitas miu-
dezas baratas : na ra larga do Rozario loja
de miudezas D. 7.
CT 4 libras de tartaruga : na venda da
quina da ra do Manoel Coco.
d Listas geraos da primeira parte da se-
gunda Lotera a favor das obras do Rozario
da Boa vista : na praca da Independencia lo-
ja de livros n. 57 c 58
cr Urna crola de 27 annos, cozinha bem
o ordinario, e muito asseada, lava de varrel-
la e de sabao engomma e cose boa figu-
ra e disposla para lodo o servico : na ruado
Cabug loja do Bandeira.
CT Bombas de forro para cacimbas fo-
Ihas de ferro cartas porluguezas muilo finas
al 500. parel almaco azul primeira quali-
dade a 5 a resina ; na ra da Cruz D. Gi.
ESCRAVOS FGIDOS
CT Dcsaparoceo no dia 26 o pelo Manoel,
falla pouco portuguez, baixo secco de 50
annos com urna ferida ainda por fechar na
pernadirita : quem o pegar leve a ra Di-
reita lado do poente defronte do beco do seri-
gado.
tsr A 20 e tantos dias fugio o escravo Ma-
noel Cagi.nge, eslalura regular um tanto
corpolen'o com ferro ao pescogo o dedo
minimo da mAo direita alejado levou caigas
brancas e camisa de algodAo tem sido visto
no Monteiro Apipucos e Pogo : qnem o pe-
gar leve a ra da Aurora a JoAo Francisco
Santos de Siqueira que recompensar bem.
tar A 15 de Fcvereiro passado fugio do
abaixo assignado o escravo Joze angola de
20 a 2o annos, sapateiro, secco do corpo ,
altura regular rosto comprido odios cre-
cidos beigos grossos pez com era vos bo-
bticos que o fazem cambar um pouco no an-
dar, costuma ?embebedar-se he muito re-
grista parece crelo e foi escravo do Fe-
liciano que foi porteiro do trem : quem del-
le souher dirija-se ao annunciante que mora
nesta Cidade que dar de gralificaco a
quantia de 100>.
Joo Gomes Marlins.
cr No dia 29 do corren te fugio a escrava
Maiia de nagao Beier de 17 a 18 annos ,
bastante alia .eeea do corpo bem parecida,
cara pequea e a bucetada odios grandes,
nariz pequeo e chato boca regular Ion-
es alvos e perfei tos peitosom p e peque-
os tem as cosas urna pequea ferida e al-
gumas marcas de chicote, maos e pez bem ft i-
los, pernas compridas ecaneludas, levou ves-
tido de assenlo cor de ganga com palmas en-
carnadas e panno da costa cosluma vender '

so aparado d.- primeira sorte a2.>500 a resma laranJas wpOe-se estar recolh.da em alguma
dito de segunda sorte braneo a 1,,920 tinta C3Sa : Sue,,'a.,,0rar ltfVC a ,l,a Nova l) 4
em polos a 100 rs. fsforos de ponte de mui- '
lo boa qualidade dilos em caixinhas a G0
rs. pasde ferro muito fortes a 500 rs. cada
urna e a duzia a 5>500 lindas de miada a
que seragralilicado.
RECIFE N A TVP. DE M. F. DE F, =1842
d
al
li
b
d


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