Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04685


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Full Text
Anno de 1842.
Ter$a Feira 28
lado agora depende de n. meamo ; d. o... prudanci. moderado e enerria
UMM como Pr..e.P.o. e aereo,*, .poetado, rom admirara. a, N.ooe, Jl
r"'____________________ (Proclamacio di Aaaenblea Geni do Iran.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
foil,n,'?,,f" i > grande do Norte, segunda, e ,ei.. feira*.
Bunio Garanbunr. a O 24-
C.bo S.rinhw., Rio Formor. Porto C.W. M.cei e Alajoa. .o 1. o 2I.
Pajea 43. Sanio Anuo quinta, feira. Olinda lodo a dias. '
DAS DA SEMANA.
17 &e{. s. Ladialo Bei. Chae. Aud, do J. de I) <1 2 ,
28 fero. jejum. a. Lefio 2. P. Bel. Ari. do J. de D. da 4. T
2H Qjart. a. Pedro e s. Paulo App.
30 Quii. Maroal Ab. And do juii ele D. da 2. v.
1 ScXt. a. Theodorico Ab. Aud. do J. de D. da 1. .
2 Sab. VLiiecao de N. Sara. Re. Ari. do J. de I) da 3 t
3 Do, a. Jaciniho M. '
de Junlio.
Anno XVIII. N. 1M,
O Diario publica-ae lodoa oe da* qne nao forem Santificado* : o prefe da aaaignatura be
de tro* mil reio por quartel pagoa adianladoa. O anuncio don asignantes aie ieseridos
gralis e o< dos que o nao'forem raiao de 80 rea por linda. Aa rerl.maeea aerea ar
dirigida-i a i-si.i Tipografa ra da* Cruiea D. 3, ou a praea da Independencia laja de litro*
Klimero 37 c 38.
CAMBIOS no da 27 de jucho.
compra venda.
Cambio aobra Londrea 27 d. p. 4.U.
Paria 350 reia p. franco.
Liaboa 95 por 100 da pr,
Moeda de cobra ii por 400 de deaconlo.
Idea* de lelraa de boaa firman 4 e Ht{.
Deaconlo de bilh. da Alfandtga 4 por 4001
ii ni'i. I
Obo- Moeda da ,400 V. 46,090 46.'O0
N. 4S.80J 16.000
s.6* 8,800
4 .836 4.S5U
4,830 i,t
4.830 4.850
l.iiOfl 1,620
a .de 4,000
PbaT* Pataeoe*
u Pazo* Columnarae
iln- Mexicaaee
,i miuda
Preamar do din 28 deJuilio.
4. 8 "ori e 30 m. da manh..
2. a 8 hora* e 54 m. da tarde.
P11ASES DA LOA NO MEZ DE JNHO.
Qnarl, aaiag. a 4 a 4 lioraa e 32 m. da manli.
La Nora a 8 -- a 7 horaa B5 m. da tari
Quart. creee. a 45 aa 2 heraa e 33 m. da tard.
La ebeia a 22-- a 7 lioraa a 2 a. da tard:
PIAR IO DE PE R N A M U C O.
PARTE OFFICIAL.
MINISTERIO DA GUERRA.
s. PAULO.
Illm.'e Exm. Snr. = Communicando-me
o Exm. general Baro de Caxias que nao de-
soja va oficiar a V. Ex. seno depois do com-
bate que projectava julgo conveniente par-
tecipar a V. Ex. as posices qae oceupo as
forcas.
O General tem estado acampado junio
ponte dos Finheiros a urna legoa da capital,
e nao tem tidoociosa agente sob o seu com-
mando empreando-a em baler a campanha,
e procurando sorprender as partidas rebeldes,
o que todava nao se tem verificado porque a
consciencia que tem os rebeldes de sua pouca
torca os conserva semprc ao longe, e quando
cliegAo a ser avistados, fogem precipitada-
mente : apenas elei tuou-se a sorpresa relata-
da em o n. 6 do Governista na qual constou
ao depois que o inimigo leve dous homens
mortos, e 7 feridos alm de cavados tamben)
mortos e feridos, cujo numero se nao sabe ao
corto.
Os rebeldes desde o da 3 do corren te achil-
se acampados na Candelaria de S. M. o Im-
perador a 5 leguas desta Cidadc ; e o gene-
ral depois da certeza que teve do desembo-
que da cavallaria e mais tropa que boje se es-
pera nesta cidade e contando que a cava-
lliada que tem he sufliciente resolveu ir dar
sobre o inimigo.
Corre noticia de que o major Bloen acha-se
em Tatuy com urna forca numerosa. Se isso
fr verdade, he umgolpe decisivo na rebelio,
mas nao pude ir ainda tonto do boato que
corre.
Dos guarde a V. Ex. Palacio do Governo
deS. Paulo o de Junho de 1842. Illm.
e Exm. Snr. Conselheiro Joze Clemente Pe-
lo satisfeita com a aproximarlo do batallo
na villa do Principe.
Tendo chegado a esta cidade a 27 encon-
trei aqui noticias atterradoras dadas por uin
individuo natural de Montevideo vindo de
Garatuba e que foro partecidadas a V. Ex.
por officio do secretario desta presidencia de
25 do corren te : nenhuma de taes noticias
se verifica e por isso tenho mandado proc'es-
sar o noliciador que se ada na oadeia.
Dos guardo a V. Ex. Desterro 28 de Maio
de 1812. Illm. e Exm. Snr. Conselheiro
Joze Clemente Pereira. 0 Presidente An-
tero Joze Ferreira de Brito.
( Do J. do Commercio.)
LEIiV 108.
0 BarSoda Boa-vista Presidente da Provin-
cio de Pernambuco. Faoo saber todos os
seus habitantes que a Assembla Legisla-
tiva Provincial Pecretou a Lei seguinle.
CAPITULO l.\ -
DESPESA MUNICIPAL.
Art. 1. A despesa das cmaras Municipaes
da provincia para o anno municipal do 1. de
Outubrode 1842 30 de Setembro de 1843
he ixada as quantias seguinles.
Art. 2. A cmara municipal da cidade do
Recite he aulorisada para despender.
reir ministro e secretario de estado dos ne-
gocios da guerra. = Baro de Mont'Alegre.
S. C.VTHARINA.
Illm. o Exm. Sr. Tendo partido daqui
a 21 cheguei as Tres barras em S. Fran-
cisco a 22 fi ali soube que as primeiras
companhias do balalho calharinense j ti-
ndo chegado Villa do Principe ^ e que o
resto do batalhao continuava a sua marcha
gom que tivesse desertado ou adoecido um s
soldado.
Recebi os dous officios que aqui incluo ,
da villa do Principe um do commandante
superior Manoel Antonio da Cunha e oulro
do major Francisco de Paula de Macedo Ran-
gel ever V. Ex. que nem um nem outro
d noticias do mais pequeo movimento do
interior da provincia de S. Paulo, e que igual-
mente nada ha que reciar pelas fronteiras
do Rio Grande.
No tendo ainda chegado o coronel Cid para
tomar o commando d.s forcas da columna e
fronteiras do Rio Negro julguei mais con-
forme ao bem do servido que fosse com etei-
to o major Rangel encarregado do dito com-
mando nao s por ser mais antigo, mas at
mesmo porque o major commandante do ba-
talhao calharinense andava alguma cousa en-
fermo. ()
Consta-me que na villa do Principe esto
em exercicio as novas authoridades, porem
que na Coritiba havia passado o dia em que
devio tomar posse e esta se nao linha veri-
ficado que corrio rumores de oposico nes-
te ultimo lugar mas que muita gente eslava
disposta a favor do governo imperial, e mui-
(*) O coronel Pimentel, nomeado com-
mandante interino das forcas desta columna,
por constar nao ter ainda chegado o coronel
Cid deve achar-se ha muitos dias testa das
mesmas forjas.
1. Com o Secretario 1:000*000
2 Com o Porteiro. 600*000
3. Com os trez Ajudantes
do Porleiro quatro centos mil
reis cada um....... 1:200^000
4. Com o Procurador os seis
por cenlo na forma da lei, cal-
culados segundo a receita, sup-
primida agratifieacode duzen-
tos mil reis que actualmente
percebe.......... 1:O00j000
5. Com os quatro Fiscaes das
freguesias saber de Santo
Antonio soiscentos mil reis, do
Recife e Boa-vista quinhen- i
tos mil reis cada um, e de ATo- '
gados dnzentos mil reis 1:800*000
G. Com o Engenheiro enga-
jado exclusivamente para o ser-
vico da Cmara....... 1:200,>000
5 7. Com o advogado da C-
mara ........... 200*000
8. Com o Cirurgio do Par-
tido ........... 500*000
9. Com o aluguel da casa de
suas sessoes, expediente, e des-
pesas miudas........ 000*000
10. Com a decima dos pre-
dios urbanos do patrimonio 872*708
11. Com o tribunal do Ju-
ry e eleices........ 500*000
$ 12. Com o fornecimento de
luses para acada...... 250*000
15. Com as cus tas dos pro-
cessos criminaos, que he sujei-
to o cofre da municipalidade, o
contraven$es de posturas 1:000*000
14. Comalimpesa das ras
epontes..........1:000*000
15. Com o ni vela ment e
calcamfnto das ras.....6:000*000
$ 16. Para sedar principio ao
Cemiterio publico......4:000*000
17. Com o concert dos pre-
dios ............ 6:000*000
18. Com despesas eventuaes,
inclusive oenterramento de objec-
los corruptos........ 500*000
$ 3. Com os dous Ajudantes do
porteiro acento evinte mil reis
cada um .'......... 240*000
1. Com o procurador os seis
por cento na forma da lei cal-
culados segundo o orcamento ,
supprimida a gratilicacao de dn-
zentos mil reis que actualmen-
te percebe......... 220*000
$ 5. Com os dous fiscaes das
freguesias da S e S. Pedro Mr-
tir cento e vinte mil reis cada
um............ 240*000
6. Com o Advogado da c-
mara ........... 150*000
7. Com o expediente, e des-
pesas miudas........ 40*000
$ 8. Com a decima dos pre-
dios urbanos........ 58*170
9. Com o fornecimento de
luzes para a cada, supprimido o
do destacamento policial 58*000
10. Com as cusas dos pro-
cesaos criminaos, e contravenc/>es
de posturas........ 300*000
11. Com os concertos dos
predios calcadas e bicas 1:200,>000
12. Com elr-icfies, e despesas
eventuaes, supprimido o ordena-
do do professor de partido 200*000
5. Com as cusas dos proces-
aos criminaes e contravenc,es
de posturas ........
(i. Com reparos dos predios,
tontos, e limpesa das ras .
7. Com despesase ven tuaes,
supprimida a despesa como cura-
tivo dos presos pobres.....
80*000
200*000
50*000
1:101*070
5:506*170
Art. 6. A cmara municipal
da villa do Cabo he authorisadn
para despender :
$ 1. Com os em pregados, sen-
do o ordenado do Secretario cento
o cincoenta mil reis do Porleiro
vinte c cinco mil rs., e do Fiscal
da villa vinte e cinco mil rs. o
do Procurador os seis por cento
na forma da lei), calculados em
trinta mil rs. ,...... 230*000
2. Com o expediente, e des-
pesas miudas....... 20*000
3. Com o tribunal do Jury ,
o eleiQes......... 60*000
4. Com as cusas dos proces-
aos criminaes, e conlraYences
de posturas......... 30*000
5. Com reparos e despesas
eventuaes.......... 30*000
Art. 4. A cmara municipal
da villa de IguaraQ he aulorisada
para despender ;
1. Com os empregados, sen-
do o ordenado do secretario du-
zentosmil reis do porleiro ses-
senta mil rs., do ajudante do por-
teiro cincotmta mil reis do fiscal
vinte e cinco mil reis, e do por-
cu'-ador os seis por cenlo na for-
ma da lei calculados em sessen-
la mil reis, supprimida aquanlia
de 9*000 reis da festa dos Santos
padroeiros da villa, e a do vinte e
cinco mil reis de ordinarias does-
crivo da cmara imperial .
2. Com o expediente e des-
pesas miudas ........
3. Com a decima dos predios.
4. Com as cusas dos proces-
sos criminaes, e contravenertes de
posturas..........
5. Com o concert dos pre-
dios calcadas, e limpesa das ras
$ 6. Com eleices e despesas
miudas ..,.,.,.,
395*000
20*000
27*770
60*000
300*000
50*000
852*770
410*000
28:222*70X
Art. 3. A Cmara municipal
da cidade de Olindahe aulorisada
para despender :
i. Com o secretario ...
^ 2. Com o porteiro ...
600*000
200*000
Art. 5. A cmara municipal
da cidade de Goianna he aulhori-
sada para despender :
1. Com os empregados, sen-
do o ordenado do Secretario qua-
trocentos mil reis, do Porteiro
cincoenta mil reis do Porteiro
do Auditorio quinze mil reis, do
Fiscal da cidade, redusido cin-
coenta mil reis e do Procurador
os seis por cento na forma da lei,
calculados em sessenta e quatro
mil rs. supprimida a gratifica-
do deduzentos mil rs., que ac-
tualmente percebe ......
2. Com o aluguel da casa de
suas sessoes, e do Jury, expedi-
ente e despesas miudas .
3. Com a decima dos predios
urbanos e foros dos terrenos,
oceupados pela cmara e acou-
gue ^..........
4. Com o tribunal do Jury ,
e eleices ........
Art. 7. A cmara municipal
da villa do Po-d'Alho he aulho-
risada para despender :
1. Com os empregados, sen-
do o ordenado do Secretario ele-
vado duzentos mil rs. do Por-
teiro cincoenta mil rs.. do Fiscal
da villa vinte e cinco mil reis, e
do Procurador os seis por cento na
forma da lei calculados t-m cin-
coenta mil reis supprimida a
gratificacSo de cincoenta mil reis,
que lho marcou a cmara eo
ordenado de dez mil rs. do Procu-
rador geral das cmaras do Rio do
Janeiro ..........
2. Com o expediente e des-
pesas miudas ........
3. Com os foros dos terre-
nos oceupados pela casa da cma-
ra e acougue....., .
4. Com o Tribunal do Jury,
e eleices.........
5. Com as cusas dos proces-
sos criminaes c contravences
de posturas.........
6. Com o fornecimento de
luzes para a cadeia......
*j 7. Com as obras, concertos,
e limpeza das ras......
8. Com despesas eventuaes,
supprimida a do aluguel do quar-
tel por ser provincial ,
325*000
20*000
6*310
60*000
80*000
40*000
250*000
50*000
831*310
579*000
110*000
22*070
60*000
Art. 8. A cmara municipal
da villa de Nazareth he authori-
sada para despender:
1. Com os empregados, sen-
do o ordenado do Secretario 200*,
do Porteiro sessenta mil rs. do
Continuo Ajudante do Porteiro
cincoenta mil reis do Fiscal da
villa vinte e cinco mil rs., e do
Procurador os seis por cento na
forma da lei, calculados em vinte
mil rs., supprimido o ordenado
de oitenta mil rs. do Advogado da
cmara..........
2. Com o aluguel da casa de
suas sessoes expediente, edes-
355*000
>


tf, T
pesas miudas..... loo*000
S 5. Com o tribunal do jury ,
e eleices......: 00*000
^ 4. Com as cusas dos proces-
sos criminaos e contravences
(lcp"sluras......... 80*000
^ 5. Com reparos e despesas
eyentuaes......... 50*000

045*000
Art. 9. A cmara municipal
da villa do I.imoeiro he authori-
sada para despender :
^-lr-Co os ompregados, sendo
o ordenado do Secretario tresen-
tos mil reis do Porteiro cincoen-
ta mil reis, do Fiscal da villa vin-
te e cinco mil reis o do Procu-
rador os seis por cento na forma
da le. calculados em cincoenta e
seis mil reis, suprimida a grati-
licagao de cento e cincoenta mil
reis que actualmente percebe ,
o o ordenado de oitenta mil rs. do
Advogado da cmara.....
^ 2. Com o expediente e des-
posas miudas ........
5. Com o tribunal do jur\ .
e eleices.........
^ 1. Com as cusas dos proeps-
sos criminaos e contravences
de posturas ........
^ 5. Com obras. reparos e
despesas oventuaes......
451 *ooo
20*000
00*000
80. 000
200*000
791*000
S
4. Com o tribunal do jury ,
e eleictjes.........
S 5. Com as custas dos proces-
sos criminaes e con Ira venenes
de posturas........
0. Com reparos obras, o
despesas eventuaes......
Art. 15 A cmara municipal
da villa do Bonito he authorisada
para despender:
1. Com os empregados ,
sendo o ordenado do secretario
duzentos mil reis, do porleiro
cincoenta mil reis do fiscal da
villa vinte c cinco mil reis e do
procurador os seis por cento na
forma da lei, calculados em
quinze mil reis ......
2 Com o expediente, e des-
pesas miudas........
5. Com o tribunal do jury ,
e eleices.........
4 Com as custas dos proces-
sos criminaes, e contravenges de
posturas ..........
5. Com reparos e despesas
eventuaes .........
A
00* 000
00*000
200*000
582*960
porteiro quarenta mil reis e
do procurador os seis por cento ,
na forma da lei calculados em
cinco mil reis........
2. Com o aluguel da casa de
suas sesses expediente, e des-
pesas miudas ........
$ 3. Com a decima do predio
do patrimonio........
4. Com o tribunal do jury ,
e eleices.........
5. Com as custas dos proces-
sos criminaes e contravenges
de posturas........
S G Com obras e concer-
tos............ 400*000
Art. 10. A cmara municipal
da villa de Santo Anto he aulho-
risada para despender :
' 1. Com os em pregados, sen-
do o ordenado do Secretario eleva-
do a trezentos mil reis do Por-
teiro oitenta mil reis, do Ajudan-
te do Porteiro cincoenta mil rs. ,
do Advogado da cmara oitenta
mil rs. do Fiscal da villa redusi-
do i cincoenta mil rs e do Pro-
curador os seis por cento na for-
ma da lei, calculados em cento ,
e vinte e cinco mil rs., suppri-
mida a gralilicacao de cento e cin-
coenta mil rs. que actualmente
percebe ..........
$ 2. Coui o Cirurgiaode par-
tido ...........
5. Com expediente e des-
pesas miudas........
4. Com o tribunal do jury ,
e eleices.........
^ ,"i. Com o fornecimento de
lu/.es para a cadeia......
S 0. Com as custas dos proces-
sos criminaes e contravences
de posturas ........
t 7. Com obras concertos c
limpesa das' mas......
8. Com despesas eventuaes.
085*000
200*000
50*000
(0*000
78*000
80*000
000*000
100*000
1:833*000
Art. 11. A cmara municipal
da villa de Serinliaem he autho-
risada para despender :
K 1. Om osempregados, sen-
do o ordenado do Secretario cen-
to e vinte mil rs., do Porteiro cin-
coenta mil rs. do Fiscal da villa
vinte e cinco mil re. e do Procu-
rador os seis por cento na for-
ma da lei, calculados em vinte
mil reis.......... 215*000
2. Com o expediente e des-
pesas miudas ........ 10*000
^ 5. Com as custas dos proces-
aos criminaes, e contravences
de posturas......... 50*000
$ 4. Com eleices reparos ,
o despesas evantuaes 50*000
525*000
Art. 12. A cmara municipal
da villa do Rio Formoso he au-
thorisada para despender :
^ 1. Com osempregados, sen-
do o ordenado do Secretario cento
e vinte mil rs., do Porteiro cin-
coenta mil rs. do Fiscal da vil-
la vinte e cinco mil res e do
Procurador os seis por cont na
forma da lei calculados em trin-
ta fe cinco mil reis......
J. Com o expediente, e des-
pesas ilii odas........
$ 5>, Coma dcima dos predios
250*000
20.>niiii
12*000
290*000
10*000
40*000
50*000
50*000
440*000
302*000
31*000
2*100
40*000
80*000
vinte e um da lei numero setenta e nove ,
l rinta e oito da lei numero oitenta e sete e
as demais leis provinciaes reguladoras da re-
ceiU da mesma cmara.
CAPITULO 5.
qua-
pro-
Art. 14. A cmara municipal
da villa do Brejo he authorisada
para despender :
1 Com os empregados, sen-
do o ordenado do secretario cento
e cincoenta mil reis do portei-
ro elevado cincoente mil reis ,
do fiscal da villa doze mil reis e
do procurador os seis por cento ,
na forma da lei calculados em
vinte e dous mil reis..... 234*000
2. Com o expediente, e des-
pesas miudas........ 10*000
5. Com o tribunal do jury, e
eleices.....'..... 40*000
4. Com as custas dos proces-
sos criminaes e contravenges
de posturas......... 30*000
5. Com reparos, e despesas
eventuaes....... 50*000
384*000
Art. 16. A cmara municipal
da villa de Garanhuns he autho-
risada para despender:
1. Com os empregados, sen-
do o ordenado do secretario cen-
to e cincoenta mil reis do por-
teiro vinte e cinco mil reis do
fiscal da villa doze mil reis, e do
procurador os seis por cento na
forma da lei calculados em vin-
te e dous mil reis ...... 2O9*CO0
2. Como expediente, e des-
pesas miudas ....... 10*000
3. Com o taibunal do jury ,
e eleices ,....... 40*000
4. Com as custas de proce.*-
sos criminaes e contravenges
de posturas......... 80*000
5. Com raparos, e despe-
sas eventuaes.......r.z 50*000
389*000
I Art. 17. A cmara municipal
da villa de Flores he authorisada
para despender :
1. Com osempregados, sen-
do o ordenado do secretario ele-
vado duzentos mil reis do
7. Com despesas eventuaes
Art. 18. A cmara municipal
da villa da Boa-vista he authori-
sada para dispender :
1. Com osempregados, sen-
do o ordenado do secretario cen-
to ecincoenta mil reis do por-
teiro quarenta mil reis, doaju-
dante do porteiro vinte mil reis .
do fiscal da villa vinte e cinco mil
reis e do procurador os seis
por cento, na forma da lei cal-
colados em quarenta e oito mil
reis supprimida a gratiflcagAo
de cincoenta mil reis, que Ihe fo
concedida pela cmara ....
2. Com o aluguel da casa ,
que serve de archivo expedien-
te e despesas miudas ....
( 5. Com o tribunal do jury,
e eleices.........
4. Com as custas do proces-
sos criminaes, e contravenges
de posturas.........
5. Com obras e concertos
0. Com despesas eventuaes
50*000
908*160
285*000
50*000
50*000
80*000
100*000
30*000
593*000
42:192*148
CAPITULO 2.
KECEITA MUNICIPAL.
Art. 19. As camarasmunicipaesda provincia
para o anno municipal d'esta lei arrecadar
dentro de seus municipios as rendas constan-
tes dos seguintes paragraphos.
$ 1. Alugueis dosproprios municipaes.
2. Foros dos terrenos municipaes.
S 5. Laudemios.
s
Art. 15. Acamara municipal
da villa de Cimbrcshe authorisada
para despender:
5 1. Com osempregados, sen-
do o ordenado do secretario cento $ 4. AJeriges de pesos e
e cincoenta mil reis, do porteiro qualquer natureza que sejao.
vinte e cinco, do fiscal da villa 5. Licengas e cordiales,
doze mil reis, e do procurador os 6. Repeso de acougues.
seis por cento na forma da lei, 7- Taxa de dous mil reis sobre os mas"
calculados em trinta mil wis 217*000 cates e boceteiras que vendem nos seu
2. Com o expediente, e des- municipios
pesas miudas........ 10*000 8. Taxa das passagens dos rios com ex-
5. Com as custas dos pro- cepgao dos municipios do Recife eOlinda
cessos criminaes, e contravencOes nao podendo os arrematantes augmentar a
de posturas....... 50*000 quanlia d'estas taxas, que serio de vinte
4. Com o tribunal do jury, reis por cada individuo e quarenta reis por
j eleices......... 50*000 cada animal vacum ecavallar.
5. Com obras e despesas 0. Taxas sobre as estradas e pon tes
eventuaes......... 50*000 municipaes guardada a disposigao dos ar-
tigosdous e vinte e cinco da lei provincial
577*000 numero nove.
10. Taxa de dous mil reis sobre as en-
genhocas, conforme o artigo quarenta e dous,
paragrapho segundo da lei provincial numero
trinta enove.
11. Disimo de miuncas inclusive o do
pescado em todos os municipios, que n8o
forem o do Becife e Olinda sendo feita a
arrematado na razSo do cinco por cento e
por collecta na forma do regulamento de
trinta e um de Margo de mil oitocentos e trin-
ta e dous.
12. Multas por eleices.
13. Multas, segundo os cdigos crimi-
nal e do processo.
14. Mullas por contravenges de postu-
ras.
15. Multas, segundo o artigo sessenta
e seis da lei do 1. de outubro de mil oitocen-
tos e vinte oito e artigo 50 da lei provinci-
al numero setenta e nove.
16. Divida activa dos annos anteriores.
17. Saldo do anno municipal anterior.
18. Qnaesquer outras rendas impesi-
Qt'is ou taxas, queestejona posse de co-
brar nao podendo a cmara municipal de
Olinda arrecadar o imposto sebre as balancas
de pesar aguear nos trapiches do Becife con-
cedido pelas leis anteriores para a receita
(provincial (cando assim interpretados os
disposicOes eraes.
Art. 20. Fico em vigor os artigos
renta e cinco e cincoenta e um da lei
vincial numero noventa.
Art. 2i. O presidente da provincia fica
authorisado impor a multa de cem mil reis
trezentos mil reis is cmaras municipaes ,
que no fim Jo anno d'esta lei nao tiverem
cumprido as disposiges do artigo vinte e seis
da lei provincial numero setenta e nove ou-
vidas ellas previamente e paga a multa pro-
rata pelos vereadores secretario e procu-
rador.
Art. 22. Est authorisada a cmara municipal
da cidade de Olinda contractar com parti-
culares a construego de unta ponte na pas-
sagem de Sant'Anna hypothecando bar-
reira respectiva pelo lempo e sob as condic-
ges, que o presidente da provincia appro-
var.
Art. 25. Em geral fico authorisadas as
cmaras municipaes a Tazar pontes estradas,
e fontes aonde convicr pela mesma forma do
artigo antecedente.
Art. 24. As cmaras municipaes as con-
tas annuaes guardar a mesma ordem e
denominaQo d'esta lei, quando tractarem
dos paragraphos da receita ou despesa.
Art. 23. Os documentos que as cmaras
saoobrigadasremetter, conforme o artigo
trinta da lei numero setenta e nove devem
ser os originaes e nao as copias que deve-
r ficar.
Art. 26. As cmaras as tabellas do ba-
lango e orgamenlo annuaes accrescentar
no fim das casas respectivas a somnta das ad-
diges descriptas e o saldo ou dficit ,
quando houver.
Art. 27. Os augmentos de ordenados, ou
gralificages que forem concedidas pelas c-
maras municipaes, nao sero pagassem
que sejo confirmadas pela assemblea provin-
cial.
Art. 28. Fico revogadas as leis e dis-
posigesem contrario.
Mando por tanto a todas as aulhoridades ,
quem o conheciment e execugo da refe-
rida lei pertencer que a cumprao e fago
cumprir to inteiramente como n'ella se
contem. O secretario d'esta provincia a faga
cumpiimir, publicar e correr. Cidada do
Recife de Pernambuco em dez de Maiode
mil oitocensos e quarenta e dous ; vigsimo
primeiro da Independencia, e do imperio
= Esta va o Sello das Armas Imperiaes = Ba-
ro da Boa-vista = Carta de lei pela qual V.
Ex. manda executar o decreto da Assemblea
Legislativa Provincial que orga a receita ,
elixaa despesa municipal no anno inancei-
ro que ha de correr do primeiro de Outu-
bro de mil oitocentos e quarenta e dous
trinta de Setembro de mil oitocentos c qua-
renta e tres, na forma cima declarada ss Pa-
ra V. Ex. ver = Joze Xavier Faustino
Bamos a fez. = Sellada e publicada n'esla
secretaria da Provincia de Pernambuco em
10 de Maio de 1842 = Casimiro de Sena Ma-
dureira = Begistada fl. 177 v. do livro I,
de leis provinciaes. Secretaria da provincia
de Pernambuco em 51 do Maiode 1842 =An
tonino Joze de Miranda Falco. ____;
INTERIOR.
S. PAULO.
lllm. e Exm. Sr. Em observancia do
que me foi ordenado em portara de 7 do cor-
rente fui s villas de Lorena e reas dei
posse aosjuizes municipaes, de orphos e
delegados, e seus supplentes, intimando aos
primeiros dessem logo posse aos subdelegados
e seus supplentes, conformando-me assim
com as instrueges dadas por V. Ex. aos dele-
gados as portaras de suas nomeages ate
mesmo porque muitos destes ltimos no es-
tavao nos lugares dependendo de tempo a
sua cohvocagao e urgindo a mnha presenga
as outras villas para empossar de promptn
aos delegados. Fiz immediatamente publicar
por editaes estas posses segundo a insinua-
go de V. Ex. Nestas villas nao observei maior
alterago nosespiritos dos oppoentes nova
organisagao judciaria; nao assim na villa dos
Silveras onde publicamente sp fallava em
resistencia e se ameagava de morle aos em-
pregados que ousassem tomar posse ; tanto
que estes foro a posse em Lorena, fortemen-
te armados e acompanhados, comoeu mesmo
Que hoiive con-
observei na sua ida e villa,
rligos trinta e nove da lei numero noventa, | voeacio de povo armado por parte dos oppo-


*>
entes nesta villa provocado ludo pelo viga-
rio .Manoel Flix de Oliveira.seu pai e irmos.
como fra de duvida porque eu proprio
cncontrei magotes de soldados policiaes que
me dissero io levados per seus cabos
casado seu capilo Antonio Joz da Silveira ,
que assim mandava convocar toda a eompa-
nliia bem armada de espingardas ( que vi)
e outros instrumentos de guerra. Dispersei
um destes magotes e ordene! por escripto a
um soldado que bsse com aquella minha or-
dem dispersar quaesquer outros ajuntamen-
tos com ollicio meu ao referido capitao em
que o estranhava por semelhante procedi-
mento e ordenava dissolvesse toda a gente
que livesse reunida. Tudo isto se passou na
estrada entre Silveiras e Lorena, e j de noi-
te. Pelos factos qua anteriormente corrio
sobre estas reunioes sediciosas tinha eu j
ordenado que os permanentes que mandara
vir do Bananal, ficassem ahi nos Silveiras
ordem do subdelegado quandopor l passas-
sem entregando esta ordem ao mesmo sub-
delegado. Chegando a Lorena entendi-me
logo com o delegado para a suspenso do re-
ferido capitao de polica e sebre outras provi-
dencias : enlo me disse o mesmo delegado
que sobre proposta do subdelegado dos Sil-
veiras havia j resolvido varias providencias
sobre estes commandos nessa villa. Tam-
ben communiquei ludo ao promotor para pro-
ceder as mais minuciosas indagarles sobre
estas reunioes clandestinas para denunciar
seus autores e cmplices. Sei agora per com-
municac,o vocal do delegado de Lorena que
aqui veio esta tarde que. tanto em Lorena,
como nos Silveiras, as novas autoridades pro-
seguio no exercicio dos empregados sem es-
torvo maior. Parto esta madrugada para dar
posso aos empregados em Pindamonliangaba,
Taubat. S. Luiz e Cunha onde ainda a
nfio lomro. Da cidade de Taubat agora
recebo communicacoes do Dr. Joo Evange-
lista de Negreiros Sayo Lobato referindo-
me o que tem occorrido sobre a demora ca-
prichosa de sua posse por parte da cmara ,
com circumstancias bem desagrada veis sobre
o estado de agaco dos inimigos da Iei reforma judiciaria que publicamente provo-
cao a revolta exigindo muito a minha pre-
senta immediata naquella cidade para dar
providencias sobre o socego publico. o que
se me offerece por agora communicar a V.
Ex. sobre to melindrosos objectos.
Dos guarde aV, Ex. Ouaratinguet U>
domaiode 1842. lllm. e Exm. Sr. Ba-
ro de Mont'Alegre presidente desta provin-
cia. Manoel Alves Alvim juiz de direi-
lo da primeira comarca.
O presidente da provincia receben com
salisfacao ooflficio de hontem em que oSr.
capitao Francisco Jorge Antunes Lima olfere-
ce-se a si e a seu filho para marcharen) para
esta capital ou para qualquer oulro ponto,
onde seus servidos posso ser aproveitados ; e
aceitando a sua patritica ofFerta que muito
Ihe agradece declara-lhe que pode j remet-
ter ao dito seu lilho a apresentar-se ao Exm.
general baro de Caxias no acampamento jun-
to a esta cidade. fcando no entanlo o Sr. ca-
pitao nessa villa onde o seu servico pode ser
de muito maior utilidade causa publica no
desenipenbo das commisses que este governo
ter o cuidado de encarregar-lhe pela muita
confianza que deposita no seu patriotismo e
recommendaveis qualidades.
Palacio do governo de S. Paulo 27 de
maio de 1842. Baro de Mont'Alegre.
Quartel general junto aponte dos Pin hei ros,
27 de maio de 1842.
ORDKM DC DA N. O
Convindo organisar as pragas da guarda
nacional e o grande numero de paisanos que
se tem oferecido para o servico da guerra :
lago publico as orcas sob meo commando que,
uzando dasattribuices queme conferem as
iustrncQes que acompanharoo aviso da se-
cretaria da guerra de 18 do corren te creei
nesta data dous batalhes de caradores que se
denominarlo primeiro e segundo batalhes
provisorios em operacGes e bem assim 4 es-
quadres de cavallara conforme os planos
abaixo declarados.
Por osla occasiao fago igualmente publico
que todas as pracas da guarda nacional desta
provincia enwltectivo servido ser reputa-
das em destacamento embora se conservem
nos seus distrietos e qua as que entrarem
em operacGes tero todos os vencmentos de
campanha correspontendes aos postos que
exercerem.
A forca de Jaca rali y far um corpo em se-
parado que continuar a ler por commaiidan-
te ao Sr. lente coronel Paula Machado.
Nomeio para commandante geral das ca-
valarias ao Sor coronel honorario Joo da Sil-
va Machado.
O Sr. 2. tenente do imperial corpo de en-
ginheiros Joze Jacques da Cosa Ourique pas-
sar a servir na columna rm opcracies como
engenheiro della.
omeiooSr. coronel Joze Olinlo de Car-
valho commandante militar da cidade de
Santos.
O Sr. Brigadeiro reformado Antonio Pinto
da Silva fica encarregado de formar una i r-
laCo circunstanciada de todos osSrs. officae-.
de 1. e 2. Iinha, tanto effectivos como re-
formados que vencem sold os quaes fica-
ro de baixo do seu commando.
Plano para a organisaco dos batalfies pro-
visorio de cavadores.
ESTADO MAIOR E MENOR
Teen te coronel commandante 1; major,
1; alteres ou tenente ajudanle 1; alferes se-
cretario, 1; cirurgio-mr, 1 ; cirurgifio aju-
dante, 1; sargento ajudantc l;djt mostr 1; corneta mor 1. Somma 9.
Forca de cada companhia.
Capilo i; lente, 1; alferes, 2, primei-
ro sargento, 1; segundos ditos 2 ; forriel,
1; cabos, 8: soldados, 100; cornetas, 2. Soma
ma 118.
Recapitularlo.
Estado maior e menor, l; for^a de 4 com-
panhias, 472. Total 481.
Plano da organisaco dos esquadroes de ca-
vallaria.
Estado Maior e Menor.
Major commandante, 1; alferes ou teen te
ajudanle 1; cirurgio, 1; sargento ajudan-
te 1; dito quartel-mestre 1; ferradores, 2;
clarim-mr, 1. Somma, 8.
Forca de cada companhia.
Capitao, I; lente, 1 alferes 2 ; pri-
meiro sargento, 1; segundos dito, 2; forriel,
1-, cabos, 8; clarim, 2. Somma, 98.
BecapilulaQo.
Estado maior e menor, oto ; forca das
duas companhias 19G. Total 204.
Baro de Caxias.
5. PAULO l. DE JUNIIO
Ccnsta-nos que tendo comecado a apparecer en-
tre alguna dos principacs conimandanles da torca re-
lieldc estacionada na visinhanca desta capital certa
rivi'lidade e tliviso que talvez seria muito fatal sua
causa apressaro-se em dar disto immediatainente
parte ao sen chele Rafael Tobas de Aginar o que
o obrit>ou a deixar o jen palacio de Sorocaba para
vir cun sua presenca conciliar os nimos e des-
truir essas rivalidades e mesmo certo temor e d'-se-
jo de desercio das suas bandeiras que em muitos
dos seus principiava a manifestar-se.
As.se vera-se pois que Hafael Tobas tendo im-
inedatamenie partido de Sorocaba acha se agora ,
ou no acampamento rebelde tratando de consiliar
a uns animar a outros e anda Iludir a algnns
que mais concienciosos principian a suspeitar do
jusiira da sua causa ou enlo em algum ponto im
mediato donde possa com l'acilidade transmittir suas
ordens aos mesmos reheldes Como porein nao po-
da a cidade de Sorocada permanecer sem um chefe
que livesse a neerssaria loica para sustentar ali du-
rante a ausencia de Tobas os principios de sedico
proclamados allrma-se e podemos dizer com
grande fundamento que fra pelo mesmo Rafae
I odias nnmeado vice-presidente o senador Diogo An-
tonio Feij. O fidel ssinio sustentadoi da constitui-
dlo do estado o amigo do tbrono que julga coac-
to o Snr. D Pedro II pelo ministerio e consellio
de estado, vai, cada vez que julga necessario aos
seus nteresses assumindo as prerogHtivas da coron;
sto. como o juiz de direito da 4. comarca o Ir
Fernando Pacheco Jordu nao apoiava seus desva-
rios com urna simples portara o suspende de um
cargo para o qual lora nomeado por S M. e que
s por S M podia sei suspenso segundo a nossa
le fundamental ; agora teve necessidade de retirar-
se de Sorocaba e elle mesmo nomea o seu substitu-
to Deixemo-lo porein obrar quantos desvarios Ihe
suggirir a louca mana de governar : a sua gloria ser
curtissima o seu triumpho momentanio e o seu
revez----- elle j principia ; as tropas da legalidade
commandadas por um general hbil c que merece iu-
teira conanca dellas e dos Paulinas todos j priu-
cipiou a enxothr a elle e aos seus para longe as praias
desta capital. e esses miseraveis que na phrase
dos extincin jornaes da opposico ou antes da se-
dco devio morrer aires do que sujeitar-se ao go-
verno actual, s tem al agora dado provas da
mais despresivel cobarda e pussillanimidade.
Temos porein um novo chefe de rebeldes em So-
rocaba e diremos que j nos tardava a noticia de
que o padre Fe.j se tinha declarado um dos princi-
paes autores da sedico de S Paulo Este senador,
que o autor do 30 de Julho no Rio de Janeiro e
que segundo todas as crticas, todas as convieces .
tem duas (ilhas queridas as rebellines do Sul e da
Baha como era possivel que nao livesse urna par-
te muito activa na de S Paulo ? Este senador que
segundo as mesmas convieces occasionou por seu*
agentes a revolta de Mato-tiros so e que ainda se-
gundo as mesmas convieces tentou j em outro
lempo sublevar esta mesma provincia como era
possivel que agora que o grito da sedir'o se les ouvir
em S. Paulo, fosse elle alheio a taes morimenios '.'
.l nos tardava puis tornamos a dizer a noticia de
que o padre Ferjrt se tinha declarado rebelde. Esta
noticia pois em nada siirpreliendeu-nos nos a
esperavamos de ha muito : e se logo no da da accla
macan de Rafael Tobas em Sorocaba nao appareceu
conjiinctamcnte o nome do padre Feij nao por-
que elle nao eslivesse ligado a ella da mesma ma-
nen a que o rebelde Tobas, mal porque nessa occa-
siao andava pelas villas e cdades circumvisinhas sa-
cudindo o bebo da discordia c tramando em prol
da mesma sedico alim de que ella apparecesse em
mais de um pono na provincia O que ha ftorm de
original em nulo isto que o mesmo rebelde padre
Feij tendo pedido urna pensio, que elle dzia ser-
llienecessaria para a sua subsistencia por ter salu-
do pobre da regencia e achar-se de lal maneira en-
l'Tino que nao ihe era possivel ir ao senado fosse
j Agora encontrado seguindo de Campias para Soioca-
i ba hem montado c que pela marcha apressada
| que lev.iva c mesmo pelo seu porte e movnnentos ,
1 ningiiein diria que ali eslava um paralytco. E ainda
t unos - pi'nso que Ihe foi dada pelo ministerio dos Andra-
das talvez j com o premeditado fim de promover
em S. Paulo a sediro agora proclamada mas com
o motivo apparente das molestias que nao Ih'1 per-
metliSn tomar assento no senado Nao sabemos .
mas talvez toquemos ainda nesle assumpto por a-
gora basta-nos salwr que o padre Feiji) o vice-pre-
sidente dos rebeldes e que o secretario o l)r. Mi-
guel Arcanju ex-inspector da tbesouraria desta pro-
vincia.
4 de junbo.
As noticias que temos de Campias sao cada vez
mais lavoravfis causa da legalidade. Consta-nos
qu os rebeldes que se achavn urna legoa de dis-
tancia daquella cidade com o lm de sorprende-la,
nenhuma tentativa de ataque tem ainda ousado fi-
zar vista do numero de legalistas que se tem volun-
tariamente presentado armados e disnostos com o
maior entbusiasmo a nao deixar penetrar na cidade
forca alguma rebelde- I.' tal o desanimo que este
nobre aspecto de Campias tem produ/.ido nos rc-
vollo.sos que at lem-se retirado, nao sabemos para
onde da Venda Grande e sitios de Luciano Teixei-
ra e fallecido major Theodoro onde se acbavo a-
campados. Honra seja fcita aos briosos habiantes
de ( amputas que nao cons'-ntiro que o seu solo
lsse manchado pela bvdra da lebellio que nlguns
poneos orgulhosos tem ousado levar a alguns pontos
da provincia > honra aos leaes Paulistas que tem sa-
bido sacrificar seus mais caros nteresses, (pie tem
deixado suas casas seus lilhs suas esposas pa-
ra sustentar a legalidade para defenHer o throno de
S. M 1. para assegurar a paz na piovincia e
para manter a unifio e intcgridaile do imperio brasi-
ieiro !
De Mogy-niirim transcrevemos um ollicio do
juiz de direito da 7. comarca em que dava par-
te ao governo desta provincia de certas reunios que
se l'ftsio as fazendas dos Cintras e Cotrins com o
fim de ser atacada a villa pelos rebeldes, mas que
taes reunioes foro logo dispersas smente com a
certeza que livero os facciosos da gente que eslava
reunida a favor da legalidade a qual achnva-se dis-
posta h nao esperar ser atacada para cutan dispersar
esse grupo de anarcliistas Ti vemos depos noticias
igualmente exactas porem mais minuciosas ; dellas
sabemos que no bairro da Ressaca e Curato da Penlia
' lugares mu prximos villa reunro-se Jflti !io-
mens que foro notiiieados por ordem dos Cotrios
com os olficiaes da guarda narional e pelo juiz de
paz do Curato Estes facciosos preteiidiio atacar a
villa no da 23 de Maio ; mas, tend >-se ennheci-
mento des.se plano no da 21 o juiz municipal Dr.
Joze Alves dos Santos pedio toda a forca possivel ao
coronel chefe de legio e derio SC taes providen-
cias que a 23 couto-sc no quartel mais de 300 hn-
niens armados ea 2.1 havia em Mogy-mirim 700
legalistas promplos a SJ.ir ao encontr dos rebeldes.
Taa foi a gente legalista que se apresentou na vil
la que at mandaro um reforco considcravel para
auxiliar a guarnieo de Campias.
^a l.imeira tambrm exista alguma forca rebelde
reunida por Antonio Jo/.e da Silva por insinuaces
segundo se diz do senador Nicolao l'ereia de Cam-
pos Vergueiro Em consequencia fiestas noticias
que passavo por certas na villa parti o mesmo
juiz municipal com 100 pracas para o Curato di Pe-
nda quartel general dos sediciosos com dUignio
de trazer presos os < intras mas estes evadiro-se ,
podendo-se apenas segurar um dos seus mais amia-
ciosos sequazes rjue se acha agora na cada, e mais
i i guardas nacionaes que I cucamente declararn
ter sido obligados pelo juiz de paz e capilo Bento
Cintra a tomar armas contra a legalidade, ofl'erecen
do-se a ir para o quartel da villa em defesa da ordem,
o que cumpriro. Juntamente com o Cotrm figio
o Coronel Joaauim Floriano que com elle se acha
va Muitos cidados tem-se distinguido tiesta occa-
siao em Mngv-mirim distribuindo mantimentos ,
dinbeiro e outros objectos necessaros manutenco
da numerosa forca que ali assegura a paz e tranqu-
lidade publica sendo muito notavel entre ellcs o Sr.
Felisberto Pinto Tavares que tem constantemente
mandado e com abundancia todos os gneros ne-
cessaros alem do grande servico que tem prestado
fazendo marchar de Mogy-Guass immenso povo
A nossa penna nao lem a energa necessaria para tra-
car a este digno e prestante cidad os elogios de que
se faz credor : cont elle porein com os mais cor-
diaes votos de estima e consideraco nossa e de to-
dos os brasilt ii os que preso a ordem. Cremos que
o governo desta provincia nao se ter descuidado de
tributar a esle e mais cidados que to voluntaria-
mente se tem prestado na crise actual em prol da le-
galidade os mais vivos agradecimentos. Nao me-
nores elogios merecen) os dignos jiiizcs de direito e
municipal. cuja intelligcnca zelo e aclividadc se
tem feito notavel.
r ni Mogy das Cruzes sallemos por cartas fide-
dignas, achar-sc tudo em periVita paz e tranquili-
dade i a lei das reformas acha-se ali perfeitamenle
em execuco ao principio bouve clubs de gente
suspeita e mesmn fidlava-se em opposico lei das
reformas eal d/.ia-se que se havia de franquear a
entrada da villa ao m\jor Francisco de Castro do
< ante c Mello um ilus mais audaciosos comman-
dantes da forca relieide e obrigar assim a villa a
declarar-se tambem rebelde porem o juiz munici-
pal e delegado de po'icia o Dr Francisco Assis Pei-
xoto Gomide a quem nao foro incultas taes pre-
tences dos facciosos den em tempo opportuuo t' acertadas providencias que conseguio cstabclecer a
paz e tranqulidade em todo o seu municipio tiran-
do aos desordeiros lodosos meos de favorecer a sedi-
co declarada em outros ionios da provincia
A foriJt i|ne guirnei'f o interior ileslt capiml e f*7. o Mrvi-
C? ii lerinn il.i mrvnn OCMBOSta ile algnim ti'oiia de linda e
guarda nacional activa e dr reserva, a'lia-m* na nielhor ordem
i ci.-ivcl: taaot varios pontos da cidade beai siwroe-ido c
01 s:n respectivos commandante que .ao o meUMI-toro
nel Francisco de Paula Machado tcnente-oorruel tefuratdn
de I linha Jos Joaquim da I.ui leuen e-coronel AMOStio
Alves da Crin tem sido assa/ vigilantes ttKMOSC incBs
teia aos seus cuiDManiios. A guarda nacional nao ohatante
a cMilu-rancia de servico >quc lem sobre ella pesado acba-r-
Satisfeila alejre e possuida do mais vivo enlbusiassio contra
esseamiseraveis rebelde que tent o noiloar nossa heroica e em-
prc leal provincia. Temos tamhem um eorpo fnrmado proviao-
riamenle. como liui de dar al;um descanso aof guarda nacio-
naes, que .' destinado a patrulhar loda a imite pela cidaoV ,
anm de que u soreg piibl.co nao fle-ja alterado^ este corpo tem
prestado mu hom servico e aeu oonunandante o l''iieiile-co .
ronel, refirmado de primeir.i dnha Iliogo Jos Machado .
lem mostrado muito icio e aclividaile
--- Nesle momento somos informados de que urna partida de
reheldes, capitaneada pelo major Frmciaco de (lavlro do Canto
e Mello, deu un assalto na faicnda do coronel ni,uno da Sil-
va I'radu donde fiire rouhuu todo o gado uiano qu-4 ali
se achava a c\ allos tamhem mansos obrigaudoo administra-
dor da l.i/' ikI.-i e a escrav atura da mesma a fugir toda: consta
un. Igualmente que ama oulra partid* capitaneada por uta ce-
lebre Joaquim Mirinno de Carnario dispoe-e a praticart-
cuaes atleulado entre San'e Annae Conceieao docuarulho..
I. com elleito adiniravel que um ^entil-homeai da cmara de S.
M. o Imperado! M aclie tesla de eaU- desla qualidade' Kia,
I'aulislas, vede quaes sao os saleliles ilo rebelde Tobia* .'
Vede de que classe de homenc e india aqaelle que a* incai-
ca o delensni dos diieitOS dos Culadaos \ ede como tolera,
se que nao ordena o rouho e a violencia Tal era a sorn-
que nos esperava se u governo no tivesst tomado em teapo a-.
neccssviias prnv uleneiofi para libertar-no.- de semelhante ri.,
telln:
. Iloniem 3do corrate parti para Campias ama forca
legalista de 3 II e lanas pracas e irtilharia eomniaudada pelo
leneiitc-coroncl Bc7.errr,. v(iuvernis|a.)
DIARIO DE I'EIIMIIJI.
l'nJcinos lioje obtor algumas folhas das
que trouce o Relmpago chegado do Rio le
Janeiro no dia 2.'i com 1T> dias de viagem ,
por (|uo nada recebemos pelo correio : o Jor-
nal to Commercio conten muitos artigos so-
bre S. Paulo, dos qtiaes deixamos transcrip-
tos os mais modernos. F.isaqui o que diz esla
l'olha no seu N. de IU do corrente, que be o
mesmo donde zemos os nossos extractos.
.Na parta ollicial e na parte interior adia-
nto os leitores as interessantes noticias que de
S. Paulo trouxero o vapores Campista e
l'aq uete do Norte Devenios accrescentar que,
por ollicios do presidente de Santa Catharina
de !2 do corrente cartas de l'aranagu de "t,
e outras de Santos de 7, consta qtie a comai-
ca da Coritiba se conservava em perfeita be-
diencia ao governo de S. M. o Imperador.
Continuaremos nos seguintes ntimeros os
extractos do que tivermos de mais mipor-
tmte.
VARIKDADK.
CAItAPlTA HAI.KM-Tl'MI LO.
Marilia de Dirceo.
Invita torio.
Resurrexit sieut dixit. Allelnia Resus-
citou o Catapuceiro segundo promettOra
em Cjuarta feira de Cinza. Alleluia Prepa-
rem-se os eleitores uarrectis auribus por-
que as carapogas que agora voser talhadas,
em,logar de sorem lisas como in jilo tem-
poie, hao-de sahir mui enfeitadascom seus
broslados requifes e passamanes.
Ou estamos no seculo do progresso ou nao
estamos. Se nao estamos en to sao outros
qumlientos : e se o estamos enlo preciso
que tambem o progresso chegue as carapucas.
Sem figura : Se at aqui o Carapuceiro es-
creveu em prosa chilra d'aqui por diante
( pelo menos em quanto Ihe der na cabeca) es-
crever em verso ; e a razo d'isso a que j
deu o mestre Tasso logo no principio da stu
Cierusalemnie :
Perche il vero condito in molli versi
Dulc'niel i le al le Ka rulo ha perstiavo.u
(ue a verdade envolvida em brandos versos ,
Docemente attrahindo, enleva e vence.
Nao se pense, Dorem que arrebatado de
furor pico vii langar mao da tuba de Cal-
liope %*
Critando : Eucantarei a horrivel guerra ,
Com que os lilho da trra
Sacrilega invaso nos cos tentaram ,
E a Jove assoberbaram.
BOCAK.
Nada d'isso : quero-me fazer pastor, e hei-
de me chamar Dirceo, que nome classico no
Brasil, e sobretudo em Miuas. Quero contar
minha Marilia as minhas magoas ; porque,
ein lim de con tas o Carapuceiro tanta
de carne e osso como a outra gente christa ;
e qnando Ihe d na vneta ,
Escosta-se ao cajado geme chora
A inconstancia da prfida pastora.
BEI.MIRO TRA.NSTAGAKO.
J por aqui pode ver-se que pretendo tratar
de amores e nao de polticas j o se praguen-
! tos disserem o contrario porque tendo a
consciencia no estado em que eslava a d'aquel-
le Rruto que deu costa em Philippos por
toda a parte Ihe apparecem phantasmas que o
'Condemnam morte.


lsio posln i]r- attoncao o leitor aoquese
segu, que s a amostra do puno.
I.Vnv PRQnSIR. *
I.
I 'i Marilia nao sou vil desordeiro
Cm'estude era derribar a ioi do Estado ;
De astuto trato da csprosses matreir0 >
Sem-pejo e sem-calcoes assignalado.
enero o imperador e nao s isto ,
Mas quero quoa nagas toda o respeito :
Detesto o vil canal ha e I he resisto ,
Por maisqueoHa engodar-meesludc eespreite,
Gragas Marilia bella ,
(iracas minha estrella !
II.
(lente ha queao ver sen rosto n'uma fonle,
S'espnnta de o adiar todo eslanhado ;
E queixa-se se a gente (Teste monte
Houver de Ihe ir ao corpo cun cajado.
Coiiada Se levanta ; voz mesquinha ,
Nao ha ninguem que ouvidos j Ihe preste ,
Poique mais cedo aquelle e mais tarde este
I .lie vo deixando a praga crina e ssinha.
Iiia Marilia bella .
Irra com esta estrella !
III.
Mas eu se tenho dotes da ventura ,
S> aprego Ihes dou gentil pastora ,
Porque posso bater com voz segura
Estacorja tao vil quanto impostora.
I. buin minha Marilia bom ser dono
D'um rebanhoquc cubra monte e prado ;
Maslutarc'a caualha em prol do Estado
Vale mais que um rebanho e mais que um
throno ,
(ragas ; Marilia bella ,
(iracas minha estrella !
IV.
Nao podando fulgir com luz divina
Deslarte a torpe seita illude a plebo :
Diz-lhe cpie a Jiberdade llie deslina ,
E o mais em que se o nescio povo embebe.
O sen amor da patria sede d'ouro :
Estupida ambiguo n'alma Ihe mora :
J40 Marilia nao houve inda atemora
De orgulho ecorrupgo maior thesouro.
Irra Marilia bella ,
Ira com esta estrella !
Y.
Coripheus da anarchia e da Floresta ,
.la tendes feito muito em curto espago;
Mas p'ra croar a obra inda vos resta
Do crime na carreira um grande passo.
Sim Marilia esta seita e seus furores
Medita ensanguentar nossas campias :
Porque s por estragos e ruinas
que podem mediar seus conductores ,
I'ra Marilia bella ,
Fra coa tal estrella !
VI.
E assim vo indo as cousas t que a Morte
.Nos culha ifeste monte ou n'outra serra ,
Sem que esp'ranga jamis nos deixe a sorte
De ver inda feliz a nossa trra !
Nao s'engane a naco com bomensd'estes
Ou eos planos de que ellos sao autores ;
Quem quizer conbecer os taes senhores ,
Olheas faganhas que izeram estes.
Triste Marilia bella ,
Triste da nossa estrella !
P. S. Tendo-se concluido a quaresma es-
t abeita a a (.rula das Charadas segundo
se promelteu. Pdem portanto entrar todas
as que forem apaixonadas d'este divertimento
de charadas com tanto que smente as adi-
vinhem mas que as nao facam. Eis-aqui a
primeira :
Se do que s foros o avesso. ) .
Knto sim vah>s tu mil ; )
Mas em quanto o que s tu fores, ) .
Es nojento s haixo s vil. )
Ninguem lem nome
De mais valia,
Se t'o nao chamam
Por irona.
I Sentinella da Monarchia. )
A PEDIDO.
Acco de gragas que dirigem os'Deoses Pe-
nates ao muito sabio e benigno Mytholo-
-' gista = Abeliiudo do Recife. = Senhor=
Nos tendo sido por especial indulto e por
unir, s mgica palavra de V. Sapiencia, trans-
portados das mmundaschamins onde nos
havio collocado ingratos Mythologistas pa-
ra a encantora morada de Jpiter devela-
mos ser ferreteados com a infamia da mais ne-
gra ingralido se nao fossemos pressurossos
render a V. Sapiencia os nossos mais cordiaes
agradecimientos por to inapreciavel graga.
Voltaire Maury Quiniliano Marmon-
tel, Cicero Du-Marsais Igo-Rlair e tao
bem Gutemberg que tivemos occasio d'en-
contrar nesta habitago d*enlevos servem-se
de nos, como seus orgos ieis para da sua
parte agradecer tabem a V. Sapiencia a espon-
tanea defesa, que fez dos seus direitos contra o
jumento d'Erasmo.
Queira pois V. Sapiencia ser no acolhimen-
to dos nossos sinceros sentimentos to be-
nigno quanto foi generoso na prestago dps
beneficios, que experimentamos.Os- Penates
MOV MENT DO PORTO
EDTAL.
A Cmara Municipal desta cidade, e seo ter-
mo &c.
Faz publico para que chegue a noticia de
todos os habitantes de seo municipio ; que
tem demittido dos euipregos que oceupavo
na Cmara os cidadaos Rodolfo Joo Rarata
de Almeida Felis Rizcrra de Mello Leito ,
Prxedes da Fonceca Coutinbo e Francisco
Antonio Rabello deCarvallio, e nomeado a
Antonio Joaquini de Moilo Pacheco para pro-
curador ao capito- Malinas de Albuquerque
e Mello, para fiscal do bairro de S. Anto-
nio ; a Manoel Ignacio de Oveira Lobo para
liscal do bairro de S. Frei Pedro Congalves ,
o para porteiro interino oajudante do mesmo
porteird Candido de Souza Miranda Couto.
E para constar mandn lixar o presente e pu-
blicar pela Imprensa.
Dado na cidade do Recife em a caza das
sesses da Cmara Municipal aos 27 de Junlio
de 1842 x. Vigsimo primeiro da Indepen-
dencia e do Imperio.
Joze de Rarros Falco de Lacerda
P. Presidente.
Fulgencio Infante de Albuquerque e Mello
Secretario.
declaracaoT"
= Ainda se niio comprarao as madeiras de
que precisa o Arsenal de Guerra annuneja-
das no Diario antecedente.
NAVIOS KNTRADOS NO DA 2.'.
Rio de Janeiro; 12 dias; Rrigue Brasileiro
Relmpago, de 157 toneladas; Capito
Joze Antonio de Carvalho ; equip. f 1 ;
carga carne secca : a Joaquim Raptista Mo-
re ira.
Parabiba ; 5 dias ; Escuna de duerra Rrasi-
leira Lebre ; Commandante o 1. Tenente
Marcos Joze Evangelista : traz "0 recrutas.
SAIHDOS NO MESMO DIA.
Babia, e Rio de Janeiro ; Vapor Brasileiro
Paquete do Sul; Commandante Mathias de
Rarros Valente.
Ports Philipp ; Galera Ingleza Duke of Rich-
mond ; Capito Clark com a mesma car-
ga que rouce.
ENTRADOS NO DA 20.
Terra Nova ; 57 dias 5 Rarca Ingleza Crea-
more de 208 tonelladas ; Capito TI10-
maz Shapley ; equip. 15 ; carga bacalho ;
passageiro 1 : a James Crabtree c\ Comp.
Lisboa ; 29 dias ; Rrigue Portuguez Concei-
go Flor de Lisboa de 5io toneladas ; Ca-
pito Vicente Anastacio Rodrigues ; equip.
2o ; carga vinbo podra vinagre &c. : a
Mendes c\ Oliveira.
KNTRADOS NO DA 27.
Liverpool ; A\ dias ; Rrigue Ingle/. Con
2lo toneladas ; Capito John Miiler
de
procuragao que assignou em nota para este
iim todas as procuragoes anteriores declaran-
do-as de neiilium ell'eito.
Vicente Eloy da Fonseca Silva.
S53- Aluga-se urna prela que sabe cozi-
nhar o ordinario lava de sabo, e boa com-
pradera nao tem vicios e he muito fiel, na
ra das Flores I). 0.
XST 0 Thftsouroiroda Sociedade Theatral
Philo-Thalia avisa aos Socios que ja desde
hontemdestribueos bilbctes para a recita de
hoje 28 do corrente na ra do Queimado loja
D. 15 guardadaa disposigo do ^ 0 art. \\,
tr OSr. D. J. C. baja de ter'a bondade
de pagar um chapeo que comprou eni' De-
zembro p. p. na ra Nova I). 5 pois que eu
nao costumo fazer prego a fazenda alheia
como o dito Sr. pretende do contrario uza-
r aquelle que com dito Sr. leve alguma con-
templaco dos meios que estiverem ao sen
alcance para o que o previne.
= Etienne Pintor retira-se para fora do
imperio.
= Joze Maria Sarment subdito portu-
guez retira-se para o Aracaty levando em
sua companhia o sen filho Joaquim Francisco
Sarment, e dois criados Joo Vieira Lo-
pes e Innocencio Correia ambos pardos.
tsr Asselim Marlins Jambo brasileiro j
retira-se para o Rio de Janeiro.
quip. 12 ; carga fasendas : a Deane Veullc
& Comp.
Terra-Nova ; 52 dias ; Rrigue Inglez Herald ,
de 2o2 ton. ; Capito John Warrem ; e-
quip. 12 ; carga bacalho: a M. Calmont
& Comp.
t- PILILAS VEGETAES E liNIVKRS.VES AMERICANAS.
L EI L A
= Frederico Robilliard far lcilo de um
bom cavado bem feito forte e j ensina-
do para pusar um cirrinho o qual ebegou
prximamente do Cabo da Boa-Esperanga e
be mui proprio para tirar raga : Terca feira
28 do corrente, ao meloda cm ponto, na
praga do commercio.
i.eilo perante o cnsul poi tuguez, nodia 50
do con en leas M boras ; da armaco uten-
cilios o mais objeclos de urna venda na ra
do Vigario n. 25, que pertence a extinta so-
ciedade Miranda & Pereira ; cuja arremata-
gSo se hade lazer no referido dia pelo mais
que derem para se concluir a liquidago da
dita sociedade.
A V I SOS DIVERSOS.
T II E A T R O
. n
* Nao sei se o lcilor tem alguma noticia do
poeta francez Searron ou das obras que elle
escreveu. Para o nosso caso bastar saber
que (oi um poeta satyrco do lempo de Luiz
XIV ( e at primeiro marido da segunda mu-
llier do grande rei ) muito notavel e estima-
do pelas suas composicoes burlescas. Entre
as que mais nome Ihe deram distingue-se
urna por extremo extravagante intitulada
<( Le Virgile Travest em que elle desfigu-
ra por tal modo toda a Eneida, que a final faz
d'ella pouco mais ou menos o mesmo que eu
agora comecG a fazer com u Marilia de Dirceo.
Nao ha portanto nada de original na minha
embranga nem quero que ninguem m'a te-
nha por tal.
Sob os hospicios do Exm. Governo da Pro-
vincia.
= 0 Emprezario grato aos briosos habi-
tantes de Pornambuco que durante o espago
de 24 annos no tem cessado de Ihe dar deci-
didas provas de protecgo e estima deze-
ja quanto cabe em suas debis forgas coope-
rar para o bem dos mesmos habitantes aju-
dando com seu diminuto contingente os pa-
triticos esforgos do Governo Provincial, na
eonslrucgo da projeclada caza de correigo ,
tao indispensavel em una cidade tal como es-
ta ecuja utilidadea bem da moral, e de-
cencia publica se acha exuberantemente de-
monstrada. Para dar principio a esta offerta,
vainodiadeS. Pedro a 29 do corrente fa-
zer a primeira representaco com a grande
pega.
50 annos da vida de um Jogador.
0 Director cantar urna aria de carcter da
pega a Dama Rlancbe e o muito aplaudido
duelo das Pistolas : rematando este especia-
culo com a to aplaudida pantomima o Alardo
na Aldeia.
COMMERCIO.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 27 de Junho \ \ :275^00.j
descarregaO hoje 28 de jlniio.
Brigue Americano = Poultney = Farinha.
Brigue Inglez = Cora = Carnes Presuntos,
e Queijos.
Barca = Navarre = Fasendas pimenla ,
canella, farinha de trigo e de milito.
Brigue Dittamarquez P. = Caroline= Fasen-
das, miudezas, ferragens vid ros ,
potassa papel, e drogas.
Brigue Portuguez = Concigo Flor de Lis-
boa = Barricas
sebolas.
vasias batatas, e
A meza actual do Senhor R. .1. dos Mar-
irlos desta cidade do Recife, faltara aosco
mais sagrado dever se teslemunha ocular do
estrago produzido pelas chuvas na sacrista
daquella igreja nao participasse aos liis de-
votos do Senhor R. J. e com especialiJade
aos zelosos irmaos desta corporago ; para
que penetrados de compaixo pela "ruina em
que se acha a caza material de Dos ( que
nel'a chove como as ras ) hajo de por em
pratica o exercicio da sua caridade christ ;
concorrendo com a esmola que Ihe dictara
sua piedade e dgvoco : tendo em vislasa
magnitudedo objecto e a extrema pobreza
da mesma irmandade, que exhaurida ficou
pelas dispezas da festa antes de aparecer a
catastrophe. Isto posto o provedor e m-
zanos vo no dia 12 do futuro, implorar o
soccorro dos devotos do Supremo Senhor ; a
fim de fazer-se o reparo urgente cuja me-
nor dilago importar a ruina de todo o edi-
ficio.
= Na ra das Trincheiras D. 9 precisa-se
de urna pessoa que sirva de portas para fora.
XST No dia S6 do corrente as 8 horas da
nouledesapareceodacasa n. 16 na ra da
Conceigo da Roa vista urna menina de 8
annos, bem clara, cabellos louros e crespos,
mudando os denles da frente por nome Jo-
sefa pede-sea quem a livor encontrado ou
tenha em seu poder de a levar logo em dita
casa mencionada que ser bem recompensa-
do alem de se Ihe ficar muito obrigado.
cy Quem ordonode um relogio caldei-
ro eaixa de prala com vidro na frente ,
o qual foi lomado em fora do portas a um pre-
lo dirija-se ao mesmo bairro casa de Anto-
nio Joo da Ressurreigao e Silva que dando
os signaes I no entregar.
Cf Manoel Nunes de Mello subdito por-
tuguez retira-se para o Cear.
?- Oabaixo assignado faz publico que
tendo de retirar-se para a Cidade de Loanda.
lem constituido seu procurador o seu cimba-
do o Sr. Joze Francisco de Azevedo Lisbca ,
para que elle possa agenciar tratar e correr
com todos os seus negocios ; revogando pela
Estas pilulas j bem conhecdas pelas gran-
des curas que tem feito, nao requerem nem
dieta e nem resguardo algum ; a sua com-
posigo to simples, que nao fazem mal a
mais tenra crianga : em lugar de debilitar,
fortifico o systema purilico o sangue ,
augmento as secregoes em geral : tomadas ,
seja para molestia chronica ou somente co-
mo purgante suave; o melhor remedio que
tem apparecido por nao deixar o estomago
naquelle estado de conslipago depois de sua
operago como quaso todos os purgantes fa-
zem e por seren mui facis a tomar e nao
causarem incommodo nenhum. 0 nico de-
posito dolas em casa do D. Knoth agen-
te do author : na roa da Cruz N. 57.
N. R. Cada caixinba vai embrulhada em
seu receiDiario com o sello da casa em la-
cre preto.
Cf Joze Antonio da Silva subdito portu
guez retra-sc para o Rio de Janeiro.
COMPRAS.
C3- Duas vaccas boas leiteiras e cordei-
ras e que sejo paridas de pouco ; e um se-
im em bom estado ; quem tiver annuncie.
\3F Escravosde 12 a vinte annos, para
fora da provincia : na rita do Colegio D. 10.
tsr- Erna ferramenla completa sendo boa,
de carpira : no arsenal de guerra a fallar com
Antonio Ignacio da Purificago ou em sua
tenda de marcineiro no principio da ra de
Dorias.
VENDAS.
C?* Marques & Veiga vendem por prego
commodo o seguinte em sua casa na ra do
Amorim e nos armazens defronte das esca-
dinhasda alfandega, sacas grandes com mi-
Iho a 2i00 chocolate sag arroz com
casca aija saca papel pardo e de peso fu-
mo em estriga e charutos.
tsr Vm silho com sua manta com mui-
to pouco uzo por s ter servido 3 vezes, por
preco commodo : na praga ds Independencia
loja n. 9.
C?" Quatro pipas com agoa ardente pro-
pria para embarque, por prego commodo :
na venda defronte da Igreja do Livramento
D. 19.
W Erna mulatinha muito exparta de 6
a 7 annos : na ra do Livramento D. 7.
CS- Pregos americanos para barricas e
feixos tinta para escrVer, em botijas, lonas
da Russia e junco da India : na ra do Tra-
piche n, 17.
ESCRAVOS FGIDOS.
cr Tito, nago angola idade 18 a 20
annos com um dos tornozelos do pe esquer-
do incitado, muito ladino, parecendo criou-
lo, pintor e bolieiro ; suspeita-se estar tra-
balhando de pintor ou servente em alguma o-
bra nesta cidade e particularmente cm Olin-
da para onde uza acoitar-sc ; encontrau-se
a perto de 15 diasem reunioes de moleques
capadocios, tem o vicio de jogar por cujo
motivo faz frequenles fugas : quem o pegar
leve-o a ra do Vigario D. 12, que ser grati-
ficado com vi rite mil rs.
RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F. =1842
MUTILADO
I


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