Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04682


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Full Text
Anuo de 1842.
Quinta Feira 23
Todo sor. depende -le n meaoioa j t;...e. <'mo principate. t seren.ua apom.dn, con. admiracao ire N.r.V, m,
** _________^ (Procl.niacao d. Aascmbl.'. Geral do'iran )
PARTIDAS DOS COK REOS TERRESTRES.
B.MW1, frit. eitio grande do Norte, aegumlas exlas frir,
Mnita : .aranl li.. (abo Serinhaem, Itio Formo. I'oriu Calr. Macei e Alago.s no t. .11
Jajr.'t 13. Sanio A1.1..0 quintas feiraa. Olmda lodo* o* .lias.
DAS DA SEMANA.
?0 te;, i. SilTerio P. M. Chano And. do J. de D. da 1 T.
21 i -t : s. l.nitGootaga. Re. And do J. de D. da I. t.
22 Q-i rt. Paulino B. AoJ. do J.deD. da 3. t.
23 Quiul, jejum s. Jo:i. Sacerdote. Aad do jut de D. da 2. v.
24 Si-x'. + Vaacimenlo de a. Joao Baplisla
la Safa. a. (iuilhe.me Ab. Re. Aud. da J. de D. da 3. .
26 Do. A Parea, de N. Snra.
de alunlio.
Anuo XVIII. N. 13.3
O Diario piiblira-se todoa o diaa tjue nao furria Santificados : o preje. da .asignatura be
de tres-mil reis por quartel pn-.;i>s adianladoa. O annunrin dos asaigoantea san inaerido
gralia e o> dos que o na forem razan de SO re. por linlia. A* reclamacoes drvem t
dirigidas a rala Typugrafia ra daa ('.rutea D. 3, ou a prara da lndependeacia loja de liaros
Numero 37 r 3S.
l'reamar do da 23 deJunlio
1. a 4 hotaa t 3:) ni, da manda.
2. a 4 horas e 54 m. da tarde.
CAMBIOS no da 22 de jinho. compra venda.
Cambio aobre Londres 27 d. p. I 0Ro- Moeda de 6,400 V. m Paria 35(1 reis p. franco. a a N. 15,780 15,900
15.50J 15,700
.iahua 11.) por 100 da pr. de 4,000 8,600 8,800
Moeda >le cMbre 4 pul lOU ilr dearonlo. PnAT* Pnlacoes l,8-0 1,840
Ida de lelr Ir firmas Ir (,. u Pnoa (.olumn.rrs 1,820 1,840
Pesi-onlue bilh, d. Alfand*;. ? pial 100 dito Mraicanea 1,820 1,840
ao mei. u eaiuda 1,60 l.filO
P1USF. DA LA M> MEZ UE JDNHO.
Quarl. aaing. ai -- a 4 hora e 32 a, da nanh.
l-u. Not. 8-- 7 bir.a e 55 m. da larJ.
Ouarl. crear, a 15 ia 2 Imraa e 33 m. da lard
La ebeia a 22- s 7 huas e 2 m. A . lard.
JARIO l> E P ERNaMB IIC O.
PARTE OFFiCIAL
MINISTERIO DA' FASENDA.
DECRETO N. 6() DE 9 DE MAIO DE I82.
Dando regularnenlo para a arrecadago dos
hers dos de fu ritos e ausente* vagos e do
evento.
Tendo ouvdo o parecer da secgo de fa-
zonda Jo meu consol lio de estado, hei por
hem que se execute o regularnenlo que coiu
este haixa. assignado pelo visconde de Abran-
tes do meu conselho senador do imperio ,
ministro e secretario de estado dos negocios
da fasenda e presidente do tribunal do Ihe-
souro publico nacional. 0 mesnio ministro o
ten ha assim entendido e faca executar com
os despachos necossarios. Palacio do Rio de
Janeiro, em 9 demaiode 1842, vigsimo
primeiro da independencia e do imperio.
Com a rubrica deS. M. o Imperador. Vis-
condo de branles.
REGULAMENTO.
para a arrecadago dos bens dos defuntos e
ausentes, vagos e do evento, em conformi-
dade do artigo 17 da lei de 30 de novembro
de 1841 N. 25.
capitulo 1. Dos bens de defuntos e al-
senlos e tos bens vagos.
ArL, I. Sao bens de defuntos o ausentes :
,. Os de herangas de falecidos testados
ou Intestados de que si sabe ou se presu-
me haverem berdeiros ausentes.
2. Os ie pessoas ausentes sem se saber se
Man moras e viv..s.
Ait. 2. Dns eoutros se devem inventariar,
arrecadar e administrar at serem entregues
a seus donos se apparecerem ou a seus
henleiros successores legtimamente habili-
tados ou al se haverem por vagos e devo-
tos fasenda nacional.
"Art. 3. Sao bens vagos que, na cunfor-
inidade das lois vigentes se devolvem a fa-
/eii-ia nacional:
. Os movis a de raz a que nao adiado
senhorio certo.
2. Aquelles cujo dono morreu sotn deixar
parentes al o dcimo grao contado segundo
odireitocivil nao tendo feito testamento:
ou morrendo com testamento ou sem elle, os
berdeiros repudiaren! a heranga.
F@.LIKIIT0
DIANA URSEOLA (*).
Muito lempo foram inuteis sua* indaga-
goes. A altura das janellas era immensa e
tornava impossivel urna evaso : nenhuma
sabida se offerecia a seus olhos fatigados. De
repente ecomo tocada de uraa vara mgica,
lia se dirigi precipitadamente para um tro-
foo de antigs armas que desde seculos
talvez dormiam pacificamente encostadas
"parede esobre as quaes a ferrugem tinha
secado o sangue. Em menos de um minuto,
as espadas adamascada, sos escudos de armas ,
os capacetes de luzido bronze arrancados e
dispersos pelas mos de Diana cahiram jun-
tos a seus ps.
Bemdito seja Dos exclamou ella com en-
tusiasmo. Al ha urna porta. .. uraa porta.
0' miu Dos nao me abandonis !
E sem perder lempo ella sondou a espes-
sura desla porta o experimentou abalal-a,
resolvida se nao chegasse a arrombal-la ,
a pralicar-lhe ao menos urna abertura a pona
de urna langa ou com a lamina de um pu-
3. Os denomr>:dos do evento no municipio
da corte.
4. O producto de todos os predios e quaes-
quer bens vagos ou herancas jacentes anda
litigiosas, que por falta de senhores ou ber-
deiros cerlos se devolvem fazenda nacional.
5. Todas as erabarcacnes e navios que se
perderem e derem a costa as praias do impe-
rio e seus campamentos sendo de inimigos
ou corsarios.
Art. 4. Todos estes bens se devem inven-
tariar, arrecadar, avahar e arrematar para
terem o destino legal na conformidade des-
te regularnenlo.
capitulo 2. Da contabilidade e cscrip-
turaeio.
Art. 5. A contabilidade dos bens de defun-
tos e ausentes e bens vagos se far em um
jogo de quiltro livros distinctos que se de-
nominarn: Eivro de Registo dos Inventarios,
Livro de Termos de Leilo Livro de Razo
e Livro de Receita c Despesa. Estes livros
soro fornecidos pelos escrivSes, e abertos ,
rubricados e encerrados pelo contador geral
do thesouro publico e pelos contadores das
thesourarias provinciaes gratuitamente.
Art. 0 0 registo dos inventarios constar :
\. Do nome profisso, estado e domici-
lio do defunto testado ou intestado ou do
auzenle com declamgao se sao conhecidos
ou desconhociilos os alsenles a quem perten-
eci ou novan poi leucer m oens nrrecauauos.
2. Da descripgao dos bens suas especies
e avaliaQes e declarago dos avaliadores e
do lugar onde se fizero as avallagfies.
5. Da designagAo das especies metlicas e
classieaco dos valores fiduciarios.
4. Dos livros de commercio que seriio
numerados e rubricados pelojui/, se nao t-
verem j sido pelo falecido e do estado del-
los.
3. Da declara<;ao e natureza das obrigages
activas e passivas.
Art. 7. 0 Livro dos Termos de Leilo ser-
vir para se langarem nolle todas as arremala-
ges que se lizerem as entregas dos bens
de raiz movis e semoventes, a seus donos,
ou aos seus henleiros e interessados habilita-
dos assignando cada um o competente re-
cibo.
Art. 8. 0 Livro de Razo lera contaober-
ta a cada inventario e no titulo della iro
declaradas as circumstancias do I. do arti-
go 6. No debito das conlas se carregarO ao
curador os valores especificados dos hens ar-
( ) Vid. Diarios Ns. 123, \%" 129,
e 150,
nhal ; mas inmediatamente reconheceu que
este ultimo recurso llie era arrebatado. Es-
ta porta ao primeiro choque que Ihe fezsolfrer,
produzio um som metlico e vibrante ; era
urna nica e pezada almofada de ferro sli-
damente cerrada por urna fechadura exterior.
Esta fechadura devia ter sua chave ; mas on-
de eslava ella ? quem a tinha ? perder-se-hia ?
Diana ignorava todas estas cou.-as e se va
entregue segunda veza todas as angustias da
desesperago e da anciedade.
Os sinos zuniram tristemente pela cidade -,
Diana correu varanda e escutou. Vozes
numerosas se fallavam e respondan). Os ma-
rinheiros vagavam ao acaso sobre o porto, li-
ma surda agitagao reinava em torno do pala-
cio A explicaefio deste movimento desusa-
do nao se fez esperar. Vio-se logo fluctuar
no cimo da grande torre do caslello a bandei-
ra prela, que era de uso arvorar na morte dos
Duques de Naxos
Assombrada por este lgubre signal Dia-
na soltou um grito agudo e oceultou a ca-
bega entre suas mos. A Duqueza a este gri-
to acordou e fixou sobre Diana uns olhos
espantados.
Que tens minha filha murmurou el-
la agarrando-se ao respaldo do seu leito e
que qova desgrana ?..
recadados, e poslos em administragao por
classes que constarem do registo do inventa-
rio ; no crdito se langarO os inesmos objec-
los e seus valores entregues aos berdeiros e
interessados habilitados com referencia s
ordens do juizo : as ontregas feitas pelo cu-
rador dos dinheiros existentes e do produc-
to dos bens que se forem liquidando, e a im-
portancia das despesas com o costeio e cus-
tas do proeesso de cada heranga de modo
que cada conta deste livro quando saldada
c fechada demonstre em resumo o estado
activo e passivo de cada heranga il liquida.
Art. 9. No Livro de Receita o Desposa es-
cripturar-sc-ha na receita todo o dinheiro re-
bebido pdo curador proveniente dos hens
escripturados no Livro de Razo ; e na des-
peza todas as entregas e pagamentos que se
i/erem por ordens legaes -Jo juzo aos ber-
deiros e interessados habilitados iinporbn-
cia da gratificago fixada aos funecionarios, le
que trata o art. 20, ea importancia do sal-
do liquido dos bens arrecadados e administra-
dos que se houver d remetter aos cofres p-
blicos no principio do cada mez de modo
que cada conta de receita e despesa represen-
te a tolalidade ou valores de cada heranga
liquida.
xVrt. 10. No principio de julho de cada au-
no os livros de contabilidade e escriptiifa*
da recebedoria ao thesouro publico ; e as
capilaes das provincias por intermedio das
respectivas recebedorias das capitaes ou col-
lectorias directamente s thesourarias res-
pectivas, onde com preferencia a qualquer
outro trabalho se tomar inmediatamente,
na lorma das leis a conta da gesto dos cu-
radores afim de que sem demora reverti
os livros ao juiw> expedindo-se-lhes depois
as quiUges na forma da lei. Nos mais mu-
nicipios serio as conlas tomadas pelos respec-
tivos agentes da 'Fazenda os quaes da rao
conta s thesourarias do resultado acompa-
nhando ludo com a copia dos livros.
capitulo 3. Dos empregados, suas obnf
acod e vencimentos e das penas.
Art. II. Ojuizdosorphos logo qeli-
ver conheciniento de ter fallecido no sen dis-
tricloalguma pessoa com ou sem testamento,
deixando bens nao sendo casado ou nao se
achaifdb o conjuge na trra ou nao tendo
berdeiros presentes ascendentes deseen-
denles, oucollaleraes notoriamente conhe-
Que desgraga ? responden Diana dei-
xando rebentar seus solugos... Vos pergunlaes
que desgraga ?.....Oh l meu Dos! se vos
soubesseis....
Mas ella se suspendeu de repente 5 porque
vendo a Duqueza to fraca e lio plida ,
tema quebrar o ultimo fio da sua vida por
urna to violenta emogo. Comtudo a sal-
vago de Jacques dependa talvez de um sig-
nal Je urna palavra da Duqueza.
Aonde encontrare) eu urna boa inspirn-
go disse ella se nao fdr no coragio de sua
mi ?
__ Que i' perguntou a Duqueza com es-
forgo.
__ Vosso filbo Jacques Senhora vai
morrer assassinado por seus irmos e so eu
posso salval-o !...
__ E porque o nio fazos ? Ihe lornou sul-
tando a Duqueza cujos olhos despejiram
como dous raios luminosos.
Porque ? porque no teem aqu encer-
rada porque estou presa, e porque esta
porta est guardada.....
__ Tu podes salval-o, dizestu, continuou
a Duqueza que pareca debater-se sob os tor-
mentos de um pensamento horroroso ; tu po-
des salval-o, e ests anda ahi? Ah sao seus
irmos que o matam nio assim ? Seus
cidos proceder a arrecadago e inventario
tle todos os bens e prover a respeito da ad-
minislraco delles na forma das les e desto
reptilamento. E'mesmode sua obrigacio e
e da do escrvio procuraren) por lodos os
meios a seu alcance ter conhecimento das
pessoas que fallecerem neslas circumstan-
cias.
Art. 12. Da mesma maneira proceder a
respailo dos bens das pessoas ausentes, nos
termos da ordenago liv. 1. tit. 02 38.
Art. 13. Os delegados e subdelegados de
polica sao obrigados a participar inmediata-
mente aojuiz dos orphos o bito do lodosos
intestado de seu districto anda que com
henleiros ou sem ellos presentes e bem as-
sim a noticiaren) aos sobreditos juizes as pes-
soas que so livereni ausentado sem se saber
do seu destino deixando os bens desampa-
rados ; servindo-se para esse fim tambem dos
inspectores de quarteiro a quem dario as
necessarias inslrucges.
Arl. 14. Quando o juizo, pela distancia
om que se adiar do lugar em que exislirem os
bons do falecido ou ausentes nao poder acu-
dir immediatamente para arrecadar a heran-
ga fioo os inesmos delegados e subdelega-
dos obrigados a acautolar que se nio extrav
em al que se aprsente o juizo.
Cela falta de cumplimento do que fica dis-
rem responsaveis por todos os prejuizos a que
por sua negliecnca derem causa.
Art. lo. Feita a arrecadago e poslos os
bens em administragao ojuizdc orphos,
havendo todas as possiveis nformages a res-
peilo da naluralidade dos intestados manda-
r affixar editaes no seu termo e dirigir
deprecadas para os termos da naluralidade
dos finados se forem nacionaes afim de la
la m bem se a 111 xa rem edilaes por lempo razoa-
vel chamando os berdeiros successores
dos mesmos finados o todos os que direi-
to lenho na sua heranga a virem habili-
tar-se.
Art. 10. Todas as herangas de bens de de-
funlos e ausentes ou sejo de testamento ,
ou ab-intcstado sero arrecadadas inven-
tariadas e partilhadas com audiencia do pro-
curador da fazenda do juizo dos foitos da cor-
te : as provincias rom a dos procuradores
liscaes e seus ajudantes ou com a dos collec-
tores nos lugares em que nio houver aju-
dantes.
irmos que comegaram por me cravar so
bre o leito da dr e que querem acabar-m*
lirando-mc Jacques meu nico amcr Oh!
se eu podesse fallar-lhe Mas tu Diana, por
piedade : nio podes tu voar em seu soc.
corro ?
Eu vo-1 o repito Senhora esta porta
esl guardada.
Mas aquella aquella nio a confie-
res lu ?
Em vio leu lio procurado abril-a. Eu
nao lenho a sua chave.
Eu sei aonde est re pondeu a Duque-
za a quem o instincto maternal tinha dado
toda a sua inlelligencia toda a sua energa.
Ajuda-me a andar um s momento.... e lu
sers desembaragada.
A pobre mi nao se havia levantado ha
muitos me/es: Dos obrou um milagre. El-
la s poda adiar a chave preciosa que esla-
va to cuidadosamente guardada em um cofre
de cedro com repartimenlos secretos. Pro-
curou todos os recanlos o mais breve possivel,
porem mui devagar para a sua impaciencia ,
e para a de Diana.
Eila aqu disse ella com sua voz
desfalecida.
Da c exclamou Diana lirando-lh'a
das mos. Depois duvidandp inda de tanta


3tt~
Ai l- 17. O procurador da fazenda, os pro-
curadores liscaes seus ajudantes e os collec-
tores por si e pelo sollicilador nos luga-
res onde o liouver, a quera daro as instruc-
ges necessarias assistirSa a todos os actos
da arrecadacao e inventario, para fiscalisarem
a exactido da arrecadacao descnpgo e ava-
liagodos bens, das despesas attendiveis oda
certeza dasdividas activase passivas e para
requererem ludo quanto convier expedioAo
do inesmo inventario.
Art. 18. E' da obrigaco dos empregados
de que tralo os dons artigos antecedentes.
promover em jnizo o andamento das arreca
dacese inventarios dos bens do defuntos e
ausentes e das herangas jacentes : e requerer
nelle ludo quanto for conveniente para a boa
adminislragfio dos mesmos para que sejAo
arrendados e arrematados os que o deverein
ser, ese verifiquen! nos cofres pblicos ad-
entradas do producto liquido dos mesmos
b*ns as pocas marcadas ueste rogulamento .
e era geral quanto convier aos interesses da
fazenda.
Bata mesma obrigago (lea imposta reee-
bedoria do municipio e as mais estagoes por
onde se arrecadar o imposto, e a desempe-
nbard por meio de requisigoes Iei las ao pro-
curador di fazenda, aos procuradores liscaes
o seus aj raanlos, nos lugares onde os bou ver,
e bem assim a de representar ao tribunal do
thesouro e lliesoui arias no caso de omisso
dos mesmos empregados.
Art. 10: Para desempenho de ludo quan-
to licadisposlo no artigo antecedente fico
aulorisados os referidos empregados para re-
quererem era jui/.o e exigirem dos escri-
vaes e curadores lodos os esclarecimentos d.>
que precisaren! e daquelles os inventarios ,
processose livros para se, examinaren! e to-
dos estes funecionarios ficoobrgadoa a satis-
fazer as requisigtts que assim I lies forera fei-
tas para desempenho do que se dispe ues-
te regulamento pena de desobediencia o de
suspensao por nm a trez mezes a arbitrio
do tribunal do thesouro e theaourarias.
Art. 20. Aosjuizesde orpbos, alera do
que Ibes incumbe a Iei de 5 de novembio de
1850 cumpre promover o andamenlo dos
inventarios dos defuntos e ausentes e acti-
var o apuramento das herangas jacenles e nao
pbduclo"iqido o"rehd'imento 'uaqlflas
que nao forera reclamadas nos termos deste
rogulamento sob pena de incorrerem em
nma multa de o0/> a 100,) reis imposta na
corte pelo tribunal do thesouro, sebre repre-
sen lago do ailministrador da reeebedoria e
do procurador da fazenda ; e as provincias
pelas mesas das thesourarias sobre a ''epre-
senlagAo dos procuradores liscaes seus aju-
dantes ou colindles sendo os mesmos jui-
zes ouvidos.
Art. 21. Os juizes de residuos promovern
os processos convenientes dos bens vagos con-
sistentes em bens de raz que per falta de
senhores c herdeiros certos sao recolhidos
ao thesouro publico amde que sejAo arre-
matados em hasta publica com as solemnida-
des legaes, dentro de seis mezes depois de
encerrado o inventario e o seu producto li-
quido recolhido ao thesouro nacional, e the-
sourarias as provincias e debaixo das mes-
mas penas do artigo antecedente.
Art. 22. Nos municipios em que houver
U
lelicidade corren prestes porta por expe-
rimentar a chave. A porta ceden o os Olhos
de Diana engolfaram-se na spiral obscura de
urna pequea escada de pedia.
Agora Senhora disse ella depois de
ter conduzido a Duqeza i sua cama. Orai
porque eu volte cedo \ porque a ininha raor-
te seguir-se-hia de vosso lilho Ou Jacques
hade viver ou nao me tornareis a ver I I
IV.
A Sfirologitre ou a ftlha da i iste'za.
A algumas milhas de Naxos e sobra a cris-
ta circular de urna monlanha se elevava um
bosque de freixos c oliveiras onde o lia pe-
netrava a custo c cuja solido se asseme-
Ihava dos antigos bosques sagrados. Havia
um caminho pouco rrequentado porque d'a-
lem s exista urna monlanha estril calva
e escarpada o um pouco mais longo o Oca-
no. A' vista desla naluroza inerte- desles
despidos rochedos, gibantes immensos que
banhavam seus ps de marmore as ondas do
mar Ego o viajante poderia crer-se n'um
deserto. Mas as vezea qunndo as vozes
dos sinos grandes da cathedral annunciavam
a morte de algma eminente personapem
um mensageiro partido de Naxos atraves-
savao bosque, e se eaibrcnhava atrevida-
mais de um escrivAo de orphaos servir um
iclies por nomeagAo do governo.
Art. 25. Aos eserivaos compete, alera da
expedicao dos actos e processos judiciaes :
1. Escripturar os livros de coutabilidade es-
abelecidos peste regulamento.
2. Extrahir do Jivro da receita e despesa
dos diuheiros a cargo do curador no princi-
pio de cada mez a conta corrento de que tra-
ta o art, 50, e a guia explicativa do producto
liquido arrecadado no mez anterior com es-
pecificago do que pertencer conta de cada
urna arrecadacao e administrado a qual se-
r authenticada com a asignatura do juiz.
Art. 24. Aos curadores ou administradores
dados s herangas jacenles e bens ausentes
compele :
1." A .irrecadago eadministragAo das he-
rangas jacentes e bens de ausentes de que fo-
rera encarregados representando pelas mes-
mas herangas e bens em juizo e fra delle
demandando e sendo demandados pelo que
Ihesdisser respeito.
2. Ter em boa guarda e conservaco os
bens arrecadados que lhes forem confiados.
5." Promover activamente pelos meios le-
gaes a arrecadagAo de todos os objeclos per-
tcncenles s herangas jacentes e patrimo-
nio dos ausentes e r. cobranga de todas as
dividas activas.
4." Solicitar nos devidos lempos a arrema-
tago dos bens de que trata o artigo 29 e o
arrendamento dos de que trata o artigo 51.
5.* Entregar nos cofres pblicos lodos os
dinheiros existententes das bprangas e o
producto de todos os bens e effeitos arrecada-
dos as pocas marcadas neste regulamento.
Art. 25. Os curadores incorrer na pena
dedemisso se por negligencia sua nao se
arrecadarem e conservarcm devidamente os
bens da heranca e se nao promoverem a co
branca das dividas activas alm de ficarem
responsaveis bem como seus fiadores pe-
los prejuizos que sofrer a mesma heranga.
Art. 20. Do producto que se arrecadar e
apurar dos bem mencionados nos artigos an-
tecedentes depois de abatidas as despezas
ilo costeio e expediente dellas, se deduzi-
rAo 0 112 por cenlo a' saber : 1 por cen-
to para o Juiz ; e 1 1|2 por ccr.to para o
escrivAo alm dos emolumentos que lhes
pertencerem pelos actos dos processos na fr-
liiu uu lOftlUIOIlCU ; I pOI criiiu pala ii (jiuiu-
rador da fazenda ; 1 |2 por cento para o soli-
citador o 2 i 12 para o curador sem outros
alguns emolumentos.
Art. 27. Todos os sobreditos funecionarios
sao obrigadosa indemnisar ao thesouro naci-
onal por seus bens bavidos e por haver ,
pelos descaminhos e prejuizos a que derem
causa.
capiti'lo iv. Disposigoes geraes.
Art. 28. Em todas as avaliges de bens mo-
vis semoventes e de raiz das herangas de
defuntos e ausentes entrar um louvadopor
parte da fazenda nacional, pena de nullidade
do processo o qual ser noineado na corte
pelo administrador da reeebedoria e nos
mais lugares pelos empregados de fazenda a
cujo cargoestiver a arrecadagAo do imposto. Os
louvados devero ser pessoas entendidas nos
objeclos que frirem avahar desempenharo
este encargo na forma das leis independen-
temenle de novos juramentos e vencero
por cada avaliagAo os emolumentos estabeleci-
dos nellas para os maisavaliadores.
Art. 20. Keito e concluido o inventario no
mais curto espago de lempo possivel srfto
vendidos em hasta publica precedendo di-|
taes todos os bens movis o semoventes e
seu produelo ser recolhido aos cofres pbli-
cos respectivos 21 horas d-pois de felfa a ar-
remalagao. Da mesma forma ser recolhido
a elles todo o dinheiro ouro prala e pedras
preciosas.
Art. 50 Osjuizes respeclivos farAo reco-
Iher aos cofres pblicos no principio de cada
mez o producto liquido arrecadado no mez
anterior nao s do rendimenlo que tiverem
tido no dito lempo os bens administrados ,
como das dividas que se (iverem cobrado ,
pena de responsabilidade sua e da demisso
dos curadores. Estas rerhessas serAo acompa-
nhadasde guia do juizo em duplcala, e de
una conla corrente da revita e despeza havi-
curador juize escrivAo. Deslas guias, urna
ficar na estaco arrecadadora c outra ser
entregue ao curador com quitagAo no ver-
so assignada pelo Ihesoureiro ou collector.
e seu escrivAo com declarago da quantia e
especie recehida e do livro folha o nume-
ro em que fica langada.
Art. 51. O producto dos bens que forem
arrematados nos termos do artigo 21, ser
pago boca do cofre 2 i horas depois de eita a
arrematago nAo sendo entregues os bens ao
arrematante sem que aprsente no juizo o co-
nhecimento em forma passado pela estagno
respectiva, do qual consto a entrada della fei-
ta no cofre.
Art. 52. As justificages para a cobranga
de dividas pertencentes s herangas de bens
de defuntos e ausentes e as habilitagoes dos
herdeiros serAo feitas perante o mesmo juiz
dos nrphAos, conforme as leis existentes, sen-
do ouvidos no municipio da corle o procura-
dor da fazenda, e as provincias os procura-
dores liscaes, sftus ajudantes ou os collectores;
dando-seappellago s partes contra quera se
proferirem assentengas e appellando os di-
tos juizes ex-ollicio daquellas que derem a fa^
vor dos habilitantes para as relacoes dos
districtos sempreque o valor da divida cu
da heranca pxceder de 80^000.
Arl. 55. Nocasode nao apparecerem inte-
ressados a habilitar-sc como legtimos sucecs-
sores e herdeiros dos defuntos e intestados, o
jui/. uos nrpuaos ravrauoa o termos neces-
sarios por que consle claramenle haverera-se
praticado todas as diligencias legaes com au-
diencia dos liscaes, julgard por suas senten-
gas vacantes e pertencentes fazenda nacio-
nal os bens das herangas.
Art. 54. Dentro de seis mezes depois de
concluido o inventario nenhuma heranga ja-
cente ou bens vagos podero ser conservados
em poder dos curadores : os herdeiros ou in-
teressados habilitados que no dito prazo a nAo
reclamarem scrao pagos pelo thesouro publico.
Arl. 55. Os fundos das herangas jacenles
e bens vagos recolhidos no thesouro publico
serAo entregues aos legilimos herdeiros ou
a quem de direito pertencerem vista das
deprecadas de que trata o art., 91 da Iei de 24
de oulubro de 1852 acompanhadas das ha-
bilitagoes orignaes julgadas por sentenga, li-
cando o traslado dellas nos respectivos cari-
nos : tanto nestas como naquellas lera visla
o procurador fiscal do thesouro e os das the-
sourarias.
Art. 56. Nunhum pagamento proveniente
mente pelos obscuros desliladeiros da monta-
nha. No fundo deste deserto com effeito ,
se destacava entre as negras cores da som-
bra urna habitaco solada de urna archi-
lectura barbara o de um miseravel aspecto.
Era ali que viviara em communidade e em
perfeito abandono dez mulheres, difTerentes
em dade cujo carcter inspirava urna espe-
cie de religioso respeito bem que nao reco-
nhecam de nenhuma surte a igreja. Cha-
mavam-lhe Mirologilres ou lilhas da tristeza ,
e sua presenca era olhada como indispensavel
nosfuneraes dos grandes Senhores.
Na manhA do dia em que se linham passa-
do os factos cima referidos, as Mirologilres
eslavam assentadas deredor de urna mesa po-
bremente guarnecida. Toscas coroas de maj-
os e algumas nvasseccas ao sol compunham
todo o seu banquete. Seu traje de appa-
rencia assaz lgubre consista n'uma tni-
ca negra atada pelo meio do corpo com urna
corda amarella e urna tonca de sarja escura
que esconda seu cabello.
Ser verdade Marizza diza a mais no-
va que por sua idade pareca estar investida
de urna sorte de autoridade; ter morrido em
tao pouco tempo o Duque Jacques.
Em menos de seis horas responden Ma-
rizza. Oescudeiro, queme Irouxe a noti-j
de heranca jacente ou de dividas passivas do
testador ou finado se elfectuar sem que pri-
meiro seja pago o imposto estabelecido pela
Iei de 50 de novembro de 1841 e sello que lr
dc-viiloda heranga ou legado.
Art. 57. Todos os provedores de capellase
residuos, e juizes de orpbos, dentro do pra-
zo de 00 di'as depois da publicago deste re-
gulamento licAo obrgados a dar ao thesou-
ro e as thesourarias relagocs circunstanciadas
de todas as herangas jacenles e de todos os
bens ausentes que se acharem arrecadadose
administrados debaixo da inspeceo de seus
juizos declarando se as herangas sAo de de-
funtos testados ou intestados se sAo conhe-
cidos ou descotheridos os ausentes a quem
prrlengao ou devAo pertencer os bens arre-
cadados c administrados : quaes e quanlos
sao seus bens com suas descripgdes avali-
ages e declaraefio de rendimentos e o esta-
do actual da adminstragao.
Art. 58. O procurador da fazenda no mu-
nicipio da corte, e os procuradores fiscaes das
thesourarias vista das referidas lelages e
fazendo todas as mais diligencias convenien-
tes se reconhecerem que alguns desses bens
se acliAo vacantes nos termos de direito e no
caso de pertencerem fazenda nacional 1ra-
tarAo da sua encorporagao e aproveitamento
al se recolher o seu producto aos cofres res-
pectivos.
Art. 59. Os juizes a cujo cargo eslivereni
os depsitos publicas dos seus districtos, no
prazo de 5 mezes contados da publicagAo.
deste regulamento e de futuro lodosos an-
uos dariw balang aos mesmos depsitos ; c
por esta occasiAo faro cxlrahir urna relagAo
de lodos os bens de qualquer natureza que
sejo, que se ach?rera depositados ha mais
de 50 anuos declarando mu especificadarnen-
te a qualidade dos bens a data e motivo do
deposito e a ordem ou mandarlo em virtnde
da qual se cffcctuou.
Da mesma forma pratcaro os juizes dos
orpbos a respeito dos bens que se acharem
recolhidos nos respectivos cofres e felas as
relagoes uns c oulros juizes as remetu-r
ao thesouro publico nacional e s Ihesoura-
rias pena de responsabilidade.
Art. M). O procurador da fazenda e os pro-
curadores liscaes ibis thesourarias vista das
mencionadas relagoes, exigindo dos juizes
e nos rrs|icctivo3 curtoi'ios os mais esclaren-
menlo's que lhes forem precisos se reconhe-
cercm que alguns desses bens se acho vacan-
tes procedern nos termos do art. 58.
Art. -41. Todas as herangas jacentes ora
existentes no juizo fico sujeilas s disposigoes
deste regulamento em ludo quanto lhes forem
applicaveis.
Art. -42. Eogo que for publicado esle re-
gulamento, se instituir um rigoroso examo
das herangas jacentes e bens vagos que exis-
tirem desde 22 de seterabro de 1828 cm que
foi exlincla a mesa daconsciencia e ordens, lo-
mar-se-ha conta ao juizo e aos curadores e
formar-se-ha um balando em duplcala do ac-
tivo e passivo das mesmas herangas icando
um exampiar no juizo e sendo o oulrq re-
meltdo na corte reeebedoria da provincia ,
e as provincias s thesourarias respectivas.
Este exame ser feito por commisses Hornea-
das na corte pelo ministro da fasenda e as
provincias pelos inspectores das thesourarias.
Arl. 45. Sao sujeilas s disposigoes desle
regulamento e da mais legislago respectiva
ca anda eslava aturdido do golpe. O prin-
cipe JoSo diz-se que eslava inconsolavel.
Mas os momentos sAo preciosos (inliel pre-
parai ludo que nos preciso : nos nAo tarda-
remos a partir para o palacio.
(uliel obedeceu mais voltou pouco depois
dizendo : Batem Marizza.
- E'misier abrir; sem duvida algum
viajante perdido
tJuliel tinhaaberto. Urna mulher envolta
em um veo apareceu no limiar do obscuro re-
fugio.
Entrai diz Marizza. Usol est abra-
sador e vos tendes necessidade de reoou-
so;... ^
Noo descangoque eu proeuro res-
ponden Diana levantando seu veo porque
diego de Naxos correndo e a esperanga de
obler de vos urna graga donde depende u.ais
do que a minha vida, me fez esquecer o
comprimento do caminho.
Quepodem para vossa felicidade, san-
ta virgem pobres creaturas como nos ? r-
denai nos obedeceremos.
Eu nAooideno, pego : e o quechoro ,
um logar entre vos um vestido similhan-
te aos vossos o direito de ir sobre a tumba
dos finados implorar a misericordia do Eter-
no......
E pensaes n'isso ? exclamou Marizza ,
erguendo as mos. 1'm oflicio como este nao
seno um refugio contra a miseria, ou meio
de penitencia para reparar urna falta. Mas
vos....que motivo.. ,
Nao me interroguis ; eu nao poderia
responder-vosUrna lagrima correu sobro
suas faces ; Guliel a descobrio e dirigiu pa-
ra a velha um olhar supplicante.
Na verdade uu dezejava muito satis-
fazer-vos tornou Marizza ; mas os estatu-
tos da nossa corporago e a decisAo formal
do nosso santo Arcebispo nao nos permitiera
ser mais que dez. Nossa missAo he de re-
presenlar a virgem Maria os sete peccados
mortaes o anjo do Ceo e o demonio do
inferno ao todo dez pessoas nem urna
mais nem urna menos. Keceber-vos bo-
je seria pois fazer lezAo a urna de nos por-
que os hierais do Duque Jacques nos oceu-
parao todas e laes azares nAo succedem
muilas vezes. Bem vedes pois que he im-
possivel.
Pelo menos sem que urna de nos con-
sinta em ceder-lhe o seu logar arriscou Gu-
liel cujos lindos olhos se lixavam sobre
Diana com tima doce compaixAo.
Muilo bem ; mas quem querer renun-
ciar ?...

*0.


*>

eni vigor as herangas jacentes e bens vagos
existentes no Brasil pertencentes a estrangei-
ros que fallccerem cotn testamento ou scm el-
le e nao pertencerem nagAocom quem exs
isto tratados, nos quaes naja estipulace-
especiaes e diversas. Todos os actos judiciaes
e administrativos relativos a estas heranQas
sero feitos com assistencia dos respectivos
cnsules ou de pessoas por elles aulorisada ,
sendo para esse (im avisados pelo juiz e pro-
cedendo-so sua revelia quando nao compa-
reci.
capitulo v. Dos bens do evento.
Art. 4t. Sao bens do evento osescravos ,
gado ou liestas adiados sem se saber do se-
nhor ob dono a quem pertengao, cujo producto
liquido dcvrf sor recolhido rccebedoria do
municipio na corte e s thesourarias as pro-
vincias.
Art. -.. Nos juizos municipaes a cujo car-
go pela lei de 5 do dezembro de 181 estao
ora as causas da competencia da provedoria
dos residuos havcr para a arrecadagao e ar-
ivmatagAo dos bens du evento os livros se-
gu n tes :
i.' Olivre de arrecadagao em que se ln-
gara o dia mez eanno da sabida o nome,
naturalidade idade e signaos dos escravos a-
cliados com todas as declarages que delles
se poderem haver; a cor e signaes do gado ou
bestas o nome de quem a* achou e o lugar
onde foro achados; e beni assim o valor em
que foro avaliados.
2. O lirro de termos, em que se lancar
as avaliages dos escravos gado e bestas a-
cliadas, e os dearrematagoes dellas e das re-
messas do producto recebedoria do munici-
pio e thesourarias.
3.' O livro dos depsitos em que se lan-
car as verbas de entrada esahida dos ditos
escravos gado, bestas do evento, qse bao
de ser depositados no deposito geral.
Art. 46. Logo que frem apresentados os
escravos gado e bestas achados e pelas di-
ligencias e averiguages a que se proceder ,
se nao conseguio saber a quem perlencem ,
se far inmediatamente a avaliacjio em que
interviro os lancadores na forma do artigo
28 e verificado o langamento nos termos do
artigo 43, i., e remetieran ao deposito
geral.
Art. 47. Immedialamente se passar edi-
taes por que se chainem as pessoas que tivo-
rem direiloaos escravos bestas e gado acha-
dos do evento sendo de 60 dias para os es-
cravos e 13 para o gado ou bestas aprego-
ando-se nos lugares pblicos e as audien-
cias do juizo municipal.
Art. 48. Findo o prazo dos editaes, e cer-
tificando o porteiro ler feito os prognes se-
ro arrematados os escravos bestas ou gados
do evento em praga publica com as forma-
lidades legaes e depois de deduzidas as dcs-
pezas do juizo e do deposito se remetiera o
liquido recebedoria do municipio e thesou-
rarias.
Art. 49. Se, depois de concluida a arre-
matado recolhido o producto recebedoria
do municipio e thesourarias comparecer o
dono do escravo ou animal adiado do evento
e justificar pelos meios competentes o seu do-
minio nesse escravo ou animal o identidade
delle de nianeira que o juiz leconhega o seu
direito, ordenar por sua sentencia que se lhe
entregue o producto liquido da arrematago
do mesmo escravo ou animal, e Ihe dar pre-
datoria para o levanlamento na forma do ar-
tigo 3i deste regulamento. Hio de Janeiro ,
emOde maio de 1812. Visconde de A-
forantos.
Eu disse Guliel com resolugfto.
Pobre menina exclamou Diana aper-
lando-lhe ternamente a mo ; tu tens o co-
rago bom corno ludo que novo e bello.
Toma este ouro e mais tarde tu vers se
eu sei reconhecer um beneficio.
As Mirologilres que logo tinham (aneado
a Guliel um olhar zombador nao poderam
deixar de suspirar ouvmdo o som da bolea ,
qu passava para as suas mAos. Cada urna
dellas lastimava por so lhe nao ter sacrifi-
cado.
Estarei junto do Duque Jacques ? per-
guntou Diana a Guliel, que chegava de tra-
zer seus vestidos.
O dever de bom anjo de nao deixar
um instante o defunto disse Marizza. Era o
papel de Guliel : agora o vosso .. Vos vi-
giareis sobre sua alma al que ve aos Ceos.
Pouco depois, Marizza deu o signal da par-
tida. As Mirologilres cujos rostos eslavam
cu herios de espessos capuzes negros se di-
rig ram para Naxos, e chegaram em procis-
soad palacio ducal.
Todos os smbolos de urna dor solemne ali
estavam esplndidamente depositados. A
salla do throno sobre tudo aonde se via Jac-
ques deitado sobre um leilo de pompa e
preparado com seus mais ricos vestidos bri-
TRIBUNALDA RELAC0\
Sesso de 21 do correle.
Na appellagAo civel da Villa da Palmenu
dos Indios das Alagoas, appellante o Juizo da
Fazenda Publica appellado Joze Hamos da
Cruz, EscrivAo Randeira; se julgou pela con
lirmaeo da sentenga recorrida.
Na appellago crime de Jaragu appellan-
te o Juizo appollado o Juiz Je Paz Sebas-
tian Joze dos Santos, EscrivAo Posthumo ;
se mandn remetter ao Juizo de Direito com-
petente na forma do Regulamento de /. de
Fevereiro do corrente anno.
Appellago crime do Juizo de PazdeTa-
manduha do Rio Grande do Norte appellan-
te o Juizo e appellado o Juiz de Paz Antonio
Pe re ira de Brilo Paiva EscrivAo Posthumo ;
tmbem se mandou remetter.
O mesmo destino leve a appellagAo crime
do Jtizo de Paz da Boavisla e do Recife ,
appellante o Juizo e appellado JoAo Domin-
gues da Silva EscrivAo Posthumo.
Teve o mesmo destino outra appellagAo cri-
me do mesrno Juizo e o mesmo appellado ,
EscrivAo Ferreira. ^
Teve o mesmo destino a appellago crime
da Gidade de Olinda appellante o Juiso e
appellados Conrado de I.amena e outros ,
EscrivAo Posthumo.
Teve o mesmo destino a appellagAo crime
do Juiso de Paz dos Touros do Rio Grande do
Norte appellante o Juizo e appclLdos Ma-
noel Felis Alves da Cruz, e outros.
Teve o mesmo destino a appellagAo crime
do Sear appellante o Juizo, e appellado
Antonio Luiz da Silva Vianna EscrivAo
Randeira.
Teve o mesmo deslino a appellagAo crime
do Juiso de Paz do 2. Districto de Macei ,
appellante o Juizo e appellado Joaquim Ma-
noel Maeiel e outros Vereadores da Cmara,
EscrivAo Jacomo.
Tere o mesmo destino a appellagAo crime
de Jaragu appellante o Juiso appellado
Feliciano Joze da Silva Escriva Posthumo.
Teve o mesmo deslino a appellagAo crime
do Juiso de Paz da Fregitesia de S. Lourengo
da Malta appellante o Juiso e appellado
Angello Custodio do Sacramento EscrivAo
Randeira. Vy-
Teve o mesmo destino a appellagAo crime
da Villa do Penedo appellante o Juiso ap-
pellado Antonio Joze de Medeiros Bitancourt,
Escriva" Posthumo.
Na appellagAo civel do Juiso de Macei,
appellante o Juiso e o Curador appellados
Amorim e Sacavem Escrivo Posthumo ; foi
a sentenga confirmada.
Na Revista Cival, Recorren te Vicente Fer-
reira da Silva Freir e Recorrido Bernardo
Vergnes EscrivAo Reg Rangel ; se julgou
a favor do Recorrido.
Os embargos do Felis Esteves Vianna, c\>n-
tra D. Gertrudcs Gomes do Patrocinio na
causa de appellagAo civel desla Cidade Es-
crivAo Jacomo ; fora despresados mandndo-
se eumprir o AccordAo embargado.
Na appellago civnl do Juiso do Rio Formo-
zo appellante o Juiso e appellado Joo Car-
los da Silva Guimar-es Escriva Ferreira :
Ihava de um esplendor oriental. Todos os
vidros estavam cuhertos de damasco preto se-
meado de estrellas de prata e ter-se-hia em
balde tentado contar as numerosas luzes ,
que de longe pareciam um brilhante rastilho
de fogo.
OArcebispo de Naxos, assistido de todo
o capitulo de S. JoAo ora va cabeceira do
finado e na extremidade inferior do leilo se
achava reservado um largo espago por onde
desfilaram successivamente os enviados do im-
perador Mahomet, osrepresentantes da re-
publica le Vcneza urna deputago de Caval-
leiros de Rhodes, eludo o que Naxos conli-
nha enlAo de nobres Senhores de todas as
partes do Archipelago. Algumas pessoas
mesmo do baixo povoforam admittidas a han-
gar agua nenia sobre o corpo de Jacques ; c
foi este o momento, que Joo Krispo escolheu,
para legar elle mesmo neste triste recin-
to, o tributo oficial, de sua tristeza. Sua
fronte medonha suas faces cavadas podi-
am dar aos assistentes urna idea favoravel da
verdade de seu pezar. Quanto a Marcos e
Guilherme o estupor em que os tinha poslo
esta morffe sbita os impedia de represen-
tar seu papel com lanta habilidade como JoAo,
e as vistas de desconiaiica que elles lhe
langavam s furtadellas provavam assaz,
foi a sentenga reformada por nao ser justi-
ficago meio de pedir.
A Denuncia remeltida do Juiso de Paz da
Villa do Campo maior, contra o Juiz de Di
reito da mesma Comarca Joze Antonio Perei-
ra Hibiapina Escriva Ferreira j foijulgada
improcedente por falta de prova e de audi-
encia do Juiz denunciado.
Do aggravo de Pe ligio do Juiso da 2. Vara
lo Civel dista Cidade, aggravanle Antonio
Joze Percha e aggravada Francisca Maria
Ju ('.armo ; se nao lomou conhecimento por
ier o caso de appellagAo o nao do aggravo.
EDITA!..
=^ Perante a Thesouraria de Fasenda desta
Provincia se ha de vender pelo maior prego
que se ofi'erecer a quantia de 7:000,>000de
rs. cm moeda de piala c 472j050 rs. em
moeda d'ouro. Af pessoas que se propozo-
re m a licitar devero comparecer no dia 23
do corrente na salla das sessoes da dila The-
souraria. Secretaria da Thesouraria de Fa-
senda de Pernamhuco 20deJunliode 1812.
Joaquim Francisco Raslos, Ollicial Maior.
D E C L A R A C A O
= A Rarca de vapor Correio do Su I, rece-
ba as malas para a Rabia e Rio de Janeiro a-
manh (21) as 10 horas do dia.
THEATRO DE TARDE.
A's 4 horas em ponto Dia de S. Joao :
grande Expectaculo de Jovens artistas com-
posto de representag.Ao de Brlela em msica,
Dangas e Cantonas = Entrada geral 300
reis.
COM M ERGIO.
ALFANDEGA.
Rendiment do dia 22 de Junho 7:430jr958"
DESCARItEGA HOJE 25 DE JL.MIO.
Rarca Ingleza = Manchcster = Bacallio.
Polaca Sarda = Da rio = Vinho queijos e
papel.
Barca Francesa = Casimir de Lavigne =
Fasendas drogas e machinas.
Brigue Inglez = Floraville = CarvAo de pe-
dra.
Brigue Dinamarquez = Amalia Carolina =
Caixas com queijos tinas com bizas,
e gaiollas com canarios. *
M 0 V1 M E N T O DO PORTO.
NVVIOS ENTRADOS NO DIA 22.
Rio de Janeiro ; Brigue Escuna Brasileiro
Bella Maria de 107 tonelladas ; Com-
mandante Manoel Ignacio da Terra 5 equi-
pagem II : carga carne, a Gaudino Agos-
tinho de Barros.
Leith ; 18 dias; Galera Inglesa Duke ofRi-
chmond de 470 ton. ; Cap. David Clark,
equip. 24 carga fasendas ; passag. 70 ,
aoCapitAo.
Hamburgo; 32 dias ; Rrigue Dinamarquez
Princesa Carolina Amalia de 164 ton. ;
Cap. Jobn Bentzon -, equip. 10 carga fa-
sendas e\c. a N. O. Bieber & C.
> UllIio NO MESMO DIA.
Cear ; Hiatc Brasileiro Santo Antonio Flor
do Brasil de 50 tonelladas ; Capito Hen-
rique Joze Vieira da Silva ; carga varios
gneros : passageiros Manoel Antonio Tor-
res, portuguez ; e Manoel Mendos da Cruz
GuimarAes brasileiro.
AVISOS M ARIT IMOS.
= O Rrigue Brasileiro Pernambucano sai
imprelerivelmente para Loanda no dia 23
do corrente Junbo.
A Barca Brasileira Temerario, segu
para Benguella c Loanda ate 30 do corrente ,
e anda recebe alguma carga muida.
= A Barca Memoria do Pilar, quesea-
cha no porto do Trem sai para Macei no din
25 do corrente : quem quiser carregar ou hir
de passagem dirija-so ao mesmo lugar do
Trem a tallar com o mestre = Manoel Fran-
cisco da Costa.
= ara o Rio de Janeiro pela Rabia o va-
por Paquete do Su I salina no dia 24 do cor-
rente de tarde.
= Para o Havre a Rarca Francesa Ca-
melia CapitAoGuilhert, sai imprelerivel-
mente no dia 8 de Julho vndouro : para car-
ga e passageiros dirija-sc a L. A. Dubourcq,
ra do Vigario N. 16.
LEI LOES.
tar Em prsense de um Delegado de S. M*
F. e por con la de quem pretencer o Cor-
retor Oliveira far Lcilao sabbado 25 do cor-
rente as II horas da manda em ponto, na
prenga do Mendonga no Forte do Mallos ,
de todo o cubre velho da Rarca Portugueza
Real Principe D. Pedro, chegada este porto
com arribada forgada na sua actual viagem
de Mogambique com destino a Boston nos
Estados I nidos.
sjr* 0 Corrector Oliveira far leilo de urna
completa mobilia de casa entrando louga ,
vidros e muilos outros objectos de adornos;
Quinta ftfira 23 do corrente as 10 horas da
manh em ponto no segundo andar da ca-
sa de J. 0. Elster ra do Vigario.
AVISOS DIVERSOS.
que elles o siispeitavam de ler querido evitar,
limitando-se em si mesmo, os ombaragos ,
ou antes as obrigaees de urna dupla compli-
cidade.
Quando o principe JoAo chegou defronte do
leilo de Jacques poz Um joelho em trra e
o Arcebispo drigindo-se a elle poz-lhe ao
lado a espada hereditar a dos Duques de Na-
xos. Joo a tirouda bainba e levantando-a
em sinal de cruz :
Permita Dos, exclamou elle com urna
voz commovida que este ferro seja lo leve
ao inou bi ac quanto foi temivel as mAos
de Fiancisco met pai e quanto loria sido
glorioso as de meu irmAo Jacques se a
morle inexoravel o nAo tivesse tAo depressa
J desarmado.
Conduziram-no sepultura. O monumento
da familia Krispo feito do mais bello mar-
more negro de Paros brilhava aos dourados
relexos da illuminago como urna enorme
perola de azeviche. Mas segundo o antigo u-
so a cada strofc das ladainhas que os mon-
ges cantavam una das luzes se apaga va.
Logo que deixou de haver algum cirio accezo,
as Mirologilres procederam ao seu ultimo ce-
remonial. A virgem Maria poz as mos so-
bre a cabega de Jacques e se retirou aben-
cy No dia 23 do corrente pelas 4 horas da
tarde porta do Doutor Juiz dos Feitos da
Fazendo se proceder a arrematago dos bens
seguintes, urna quantidude de ferragens em
bom uzo una armago completa de assou-
gue com todos os utensis para o mesmo situ-
ado na ra do Rangel urna porgAo de bo.s
fazendas cincoenla frascos oitavados grandes
de botica um botijAo com 40 libras de oleo
de velriolo outro com mel do abelha um a-
lambique de fMlia de flandes com o fundo de
cobre, um bom escravo do gento 4 inilhei-
rosde lijlos a renda animal da caza na ra
de S. Miguel D. (55 a renda annual da caza
no lugar do Remedio una morada de caza
terrea nos A (logados tudo avahado por pre-
go conveniente a penhorado por execugrtes
da mesma Fasenda contra Antonio Pedroso
Gomes da Silva Thomaz de Aquino Rodri-
gues Antonio Xavier da Silva JoaPereira
da Slveira Antonio Pereira Tirano, Joa-
quim Mauricio Wanderlei & Comp. A Viuva
de Manoel Isidro de Miranda Francisc. Ma-
ria do Carmo Antonio Jcze Mendes Ense-
bio Pinto Joze Theodoro de Vasconcelios ,
e Luiz Francisco Corroa Gomes.
peccados moraos, conduzidos pelo mo anjo,
que era Marizza. Elles passaram um detraz
do outro, procurando locar no esquife so
com as ponas do dedos? Mas o bom anjo
estendia a mo e as Mirologilres recuavam
espantadas, e expriniiao por contorses e es-
tranhos gritos o desespero que ex peri menta vam
de nao ter ganho esta preza para o inferno.
Depois desta ceremonia consagrada pela su-
perstigo toda a gente era obrigada a retirar-
se ; o bom anjo so devia licar para dar al-
ma do morto, prompta a voar ao Ceo, a ben-
go da partida.
A noute se avangava una noute do estio,
toda alva e recamada de estrellas. Diana es-
lava s ; ella seguio com os olhos o distante
brilhar dos brandes e escutou os ltimos
murmurios, que fugiao na direegao de Na-
xos. Ento veiodreita ao esquife verteu
sobre a fronte de Jacques algumas gotas d'um
balsamo cheiroso ; depois ajoolhou-se : nada
mais tinha do que esperar e rogar.
No fin de nina hora Diana se levantou ,
o o echo repetio um grito de alegria porque
Dos tinha ouvido a donzella e a cabega de
Jacques fra e plida acahava de erguer-so
fora do tmulo.
( Conlinuar-se-ha. )


; i


iiiM*ifPMyrej*iyuiaBMSi
sp Domingos da Silva Patricio, subdito
portnguez rctira-se para o angola.
C7" AlugAo-se tinas moradas de casas n*
na da Alegra por proco di. 8j rada lima:
na ra do Rangel a fallar cotn b Bacharel Pe-
iv ira.
tsy OSr. Francisco Gonsalvep da ('osla
dirija-se a ra da Cruz n. 55 para recebei
nina caria,
tST Hojc 25locorrente n porta do Sur.
Dr. lu/, de Orlaos va i a praga or arren-
da ment urna ra-a de un andar loja, na ra
da Conceieao da lioa visla.
Bf A crela que qiior criar, dirija-se a
ra doNoguera sobrado do nm andar Dci-
ma 15.
O^ Na ra do Quuimado loja D. 5 do lado
do poente deseja-se Callar ao Sr. Eslevo Joze
Rodrigues da Cimba 011 aiinuncie sua mo-
rada.
tsw Da-se 102, em cobre por 100.> em se-
dulas : na ra do Rangel D. 35.
cr Da-se 200, n juros sobre pinhores
dcouro Ou prata : na ra Nova loja do ferra-
gem D. "i.
t3~ lloje 25 do correle vai ser arremata-
do em |>raca a porta do K\m. Sr. Mrquez ,
residencia do Sr. Ju/ du Cvel da segunda
vara a requerment de .lsela Francisca
Roza ao seu devedor Bcrnardino Jo/e Fer-
reira Barboza de alugueis da loja, urna ar-
magao e mais objoclos de ferragens niiiide-
zas eomo se ver na rclacao que se acha em
maodo porleiro do tnesmo .luizo existentes
na ra da Madre do Dos D. 22.
cr O Bacharel formado Jota Florines Di-
as Brrelo I.onle adjunto do Liceo, continua
a advogar na casa de sua residencia na ra do
Oueimado D. 7 no segundo andar.
tSF" Apareceo nm moleque crelo no dia
21 do corrente de noine Roberto, dizendo
se perder de um comboio diz que seu Sr.
se chamava Vital Brando e a Senhoia D.
Niquinha, lavrador do Kngenlio Caiar; quem
sejulgar com direilo ao dito moleque, diri-
ja-se ao pateo de N. S. do Tergo D. 8, que
dando os signaes llie ser entregue, e o an-
nunciante se nao responsibelisa pela fuga,
ou qualquer aconlccimcnto imprevisto.
cw A pessoa que annunciou querer com-
prar urna preta ou prelo avanzado em idade ,
querendo um pretocaiador dirija-se a ra
do Arago om casa do escrrv&o Alcanforado.
cy A Senhora Mara da Conccigo Vieira
de Mello queiraannunciar sua morada, pa-
ra se llie entregar urna carta e urna en-
i'ommeuda viudas de Camaragibc ou pro-
cure no beco do peixc frito D. 4.
t3" Aluga-se o arniazem da casa onde mo-
ra o Sr. Dr. May com frente para a na los
Darbeiros e alfandoga velha : a tratar no es-
criptorio de Delinque Chrislodhers.
t3" Alugao-se i eseravos, 2 para serventes
de pedreiro e outros dous para qualquer
servigo, um deiles lie oflicial de seleiro e col-
xoeir eoulro cozinba o ordinario de urna
casa: na ra larga do Rozarlo junto a boti-
ca de Rarlliolomeo secundo andar.
y Ainda est por alugar a casa da estra-
do de Joao de Barros: na ra doRangel D. 2o.
SSV Tbeado.'ie Malliieu Cirurgiao dentis-
ta da Real Cmara de S M. F. a Senhora D.
Maria Segunda Rainha de Portugal parle-
cipa as pessoas que llie tcm fallado para a co-
locaco de denles' artificiaos, que podemapa-;
recer quandoquiserem poisja tem lodos as '
ierramen(ao ; vende pus dentrifes, balsamo
odontalgia) escovinhas para den tes : na
ra Nova 7, lado da Matriz : assim como
as horas que o mcsino faz asoperaees aos po-
bres lie das 7 as 8 horas.
!L5r Florinda Candida da C.oncego prof-
fessra publica na povoagAo de N. Senhora da
Paz dos a fugados leudo de abrir sua aula
no I 5 do mez de julho prximo vindouro ,
porsefindar a 30 do corrente a licenca que
oblevedoKxm. Governoda Provincia, con-
vida desde ja aos habitantes da mesma povoa-
gAo para concorrerem a dar matricula as
alumnas que pretenderen"! confiar ao zelo ,
cuidado c educacfio da annunciante, logo
no dia da abertura d'aula
rao a annunciante
r4
C7* Jo/.'' Francisco Bozas rctira-se par
i Rio de Janeiro.
t^ Antonio Jo/e Bibeiro Vianna subdb
rctira-se para o Rio de Janeiro
Portuguez
I'ILILA.S YKCKTAKS E UNIVIOHSAKS A.MKIIICA.YlS.
Estas pilulas j bem conhecidas pelas gran
les curas que tem l'eito, nao requeren) neiii
lela e nem resguardo algum ; a sua com-
' isicao (ao simples que nao fazem mal a
mais lema enanca : em lugar de debilitar ,
fortifican o systema purilicao o sangue .
aiigmenlo as secreees em geral : tomadas,
seja para molestia ehronica ou somenle co-
mo purgante suave; o melhor remedio que
tem apparecido, por nao deixar o estomago
uaqucllc estado de constiparn depois de sua
operagAo como (|uase todos os purgantes fa-
zem e por seren mui facis a lomar e nao
causarem incommodo nenluim. O nico de-
posito dellas em casa de D. Knoth agen-
te do author : na na da Cruz N. 57.
N. B. Cada caixinha vai embrulhada em
sen receidiario com o sello da casa em la-
cre prelo.
ss?* Precisa-se de 2 homens para assenta
rem praga pelo l'.*mpo da lei em qualquer
dos corpos de linda desta provincia, e atht
mesmo no de artiices, se este ultimo melhor
convier aos quacs se dar a graticagAo que
se ajnstar ; quem estiver neslas circunstan-
cias de acceitar esla proposta dirija-se a ra
da Cadeia do Recite D. 50 primeiro andar.
E3 Joaquim Joze Lisboa de Oliveira re-
tira-se desta Provincia.
= Segunda teira 20 do corrente loi um mo-
leque na venda do porto das canoas D. 23 e
ali deixou um panecum com 17 Ib. e meia de
carno fresca com os competentes temperos ;
islo pelas 11 horas do dia : quem for seu do-
no haja de procurar.
COMPRAS.
i2J- Eseravos de ambos os sexos de 14 a
20 asnos : na ra da Cruz I). 46.
S2T Lm transelim linode ouro sem feitio,
e que tenha vara e meia de comprido quem
tiver annunoie.
n w Duas obras de Rreviarios estando em
bom uso ; quem tiver annuncie.
tsr Eseravos de ambos os sexos com vi-
cios ou sem elles grandes ou pequeos : na
ra da Cadeia de S. Antonio sobrado de um
ondar 1). 8 defronte do Sr. Cardozo.
VENDAS.
O LIVRO DOS DESTINOS,
AIGMKNTADO COM 10 TREMAS,
Que unidos ao outros 10 que se publi-
carte- o auno passado foi iro 38 assumptos,
ou 85(5 profecas verdadeiras .Jinfalliveis e
indubitaveis ; mas que para terem o seu
devido eloito devem ser tiradas as vespe-
ras de S. Joo depois de acesas as fogueiras.
ntreos livros de sortes, que exislem a es-
te se deve dar toda a preferincia ; porque ,
como ja hontem se publicou um dos seus
assumptos he dirigido aos cabalistas que an-
dfio por ahijvendo modos e meios de agar-
rar umadopulagio por faz ou por nefas.
Comprae o livro, Freguezes,
Qu de valor sem segundo.
Podis por elle obter
Tudo o qu' til no mundo.
Vende-se na praga da Independencia loja do
livros n. 57 c 58 pelo barato prego de duas
patacas.
S3^" Farinha de mandioca de S. Calharina,
de boa qualidade, a bordo do Patacho S. An-
tonio Triunfo undiado na praia do Colegio,
a relalho e em porgos por prego commo-
do : a bordo ou na ra da Cadeia D. 21 ,
em casa de Amorim limaos.
Salea parrilha, sag inuilo bom, cha-
, para cojo im axa-
piomta na caza em que
tem feifo a sua rezidencia.
r? Oabaxo assgnado lendo valo nao
menos de (rez firmas suas fabricadas por ou-
Irem o se axando de posse dos documentos
para todo o lempo provar a bieldada dolas ,
previne ao respeilavel publico que nao tem pas-
sado papel algum de dividas seno 5 dos quaes
a maior quanlia he de oitcnta mil rcis e que
de boje em diante nao s se assinarcom todos
os seus sobre nomos como lambem em todo
o papel de circunstancia ter a firma do sua
mulhcr abaixo da sua visto ser mais diflicil
tirar duas que urna.
Alberto Miguel Remi Lavenere.
pos ricos para baile ditlos franceze* de to-
das as qualidades dillos de castor chape-
linas de castor e de seda longos ricos para
grvala, encorduagus para violo, diltas pa-
ra guitarra j e oulras militas fazendas, como
veslidinhos para meninos e setins lavrados,
lizos sedas, bicos de todas as qualidades e
guarnieres de litas mui ricas tudo chegado
ltimamente o por prego mui com modo, o
qual concorre milito para sua devida extra-
gao na fabrica de chapeos na ra nova I). 5.
se l'nguento santo para queimaduras e
chagas : defronte da eonceico n. 105.
= O bote ante hontem annunciado : no
cotovello casa de 5 portas verdes junto ao (Cua-
resma.
%SF" Dous terrenos um na ra Augusta
ja allerrado pagando dimii uto (oro, f
ulro no lugar dos Coelhos com 150 palnn-
e frente para o rio capibaribe eomSOO di-
os de fundo, ainda alagado, pagando di-
minuto foro, e he ftmeio das olarias dos Sis.
Amorim e Almeida : quem os pretender an-
nuncie.
ur lina canoa nova bem construida ,
|ue cunduz 600 tunjos por proco ommodo:
a tratar com Marcelino Joze Lopes.
tm Urna porcSo ifb sola da malta de boa
qualidade ; por proco commodo : na ra da
Cruz I). 47-
vtST* Jaquetas de Nuno ou palhinha da in-
dia de superior qualidade : na ra do Torres
casa de Joze Antonio de Lima confronte a
do Sr. Joo Pinto de Lomos.
CT Urna boa escrava de nago angola de
22 anuos he boa cozinheira ensalma com
pe feigo engomma e cose sufrivelmente ,
nSo tem vicios, o nico motivo porque se
vende he para se pagar urna divida : na ra
da Cadeia do Recife n. 12.
tSf Cm pianno ingiez em bom uzo por
l.Wi como lambem um par de livellas de
ouro para suspensarios, um jpontoiro rict) pa-
ra menino e um corda o grosso tudo ouro
de moeda : na ra do Cabug D. .r> junto ao
Snr. Randeira.
tff Taboado do pin lio da Succia costa-
do costadinho, assualho e forro profiri pa-
ra casase fundos de barricas de meia pole-
gada a 5|4 de grossura remos de faia ver-
gontas de pinho barris com pregos ripaes .
caixaes e cabega de pipa por prego commo-
do : no armazem de Joze Antonio da Silva
Vianna na ra da Moeda.
tS9" Lm prelo para todo o servico : no at-
ierro da Boa vista D. 40.
isr Lm balco que fui de venda em mili-
to bom estado e por barato prego : na ra
esreila do Bozario D. 50
tw Urna rede milito rica : na botica da
ra da Madre de Dos defronte da alfandrga
13 Farinha lina a 1 4 patacas o alqueire :
a bordo da Sumaca S. Antonio Triunfo fun-
diada junto ao caes do Collegio.
S3~ Urna negrinha crela de 0 annos, sa-
dia e sem vicio : na ra do Fagundes D. 4
sobrado de um andar lado do nascente.
\zr L'mescravo do bonita figura, de 50
annos, e badil para qualquer servigo: na
ra Direita I). 11 no segundo andar.
C9" Talins para ofliciaes de guarda nacio-
nal ditos para artilheria e cagadores, e
cananas para os mesmos bandas de s;da de
milito bom gosto, galade ouro para divisas,
butes de metal lino da melhor qualidadae
bom gosto ludo viudo do Bio de Jamuro l-
timamente por prego commodo : na praga
da Independencia n. 20.
tsy Dados para sortes de S. Jo > : na ra
Cadeia velha n. 7 loja do Bourpa d.
t3r l'ma casaca de panno fu o verde, nova,
que serve para homem de corpo regular, por
prego commodo ou troca-se \x r outra pre-
ta ou por una sobreras .ca : na ra Nova
lado do norte penltima luja.
ss^" 5prelos sendo um pescador, outro
oflicial de carpina ambos crelos e de bo-
nitas figuras e outro de naco propr.o pa-
ra todo o servigo : na ra da Moeda n. 140.
tar* Um selim ingiez elstico do couro de
porco com todos os arreios por proco com-
modo : na ra do Crespo loja D. 2 A do lado
do norte.
C5" Lm cavallo preto muito pequeo, bom
carn-gador eesquipador proprio para meni-
no p;r ser muito mango por prego commo-
do : na ra lar^a do Bozario venda D. 4.
U3f L'm lindo moleque de 1G annos ca-
lins inglezes para mentara de senhora tan
lo lisos como bordados ; espadas de roca t
>eui ella ; talins para ofliciaes tanto de linda
eomo de guarda nacional, o. nanas de (odas as
qualidades ; barretinas para cavallaria ; ditas
liara infanieria de guarda nacional tanto para
ofliciaes como para guardas ; bandas de seda
ricas : ditas do IA para sargento hons du
bezerro para homem ; ditos de lustro ; sapa-
tos de pala para homem ditos de lustro; di-
tos de duraqtio do todas as cores para senho-
ra ; ditos para meninos ; chapeos envernisa-
dos para pagem ; selins francezes tanto elsti-
cos como de outros ; estribos de niolla e sem
ella ; tudo por prego commodo : na ra Nova
loja de Antonio Ferreira da Costa Braga da
parte direita segunda loja de seleiro ou tercei-
ra D. 15 e 14; pintada de verde casa defronte
da Conceico na loja I). 14 fazem-se todas as
qualidades de eolxes aparelhos de cama do
panno a vontade dos compradores por mais
barato prego do que em outra qualquer parte
aondo aclmiv.o sempre promptos de todas as
qualidades.
S2T No assougue francez da ra das trin-
Oheiras carne de porco dita de carneiro ,
lingoigas francezas de todas as qualidades.
tsw Cera lavrada pelo mais commodo
prego nao s vendida como alugada : na
ra do Rangel, 7.
tsr L'ma porgo de barris de quinto do
Lisboa om bom estado ; lima porgAo de bar-
ricas vasias que forao de bacalbo ; urna pi-
pa vasia de Lisboa em bom estado barris de
manteiga a (j 100 e em libra a 120 que ser-
ve para bolos toucinhode Santos a 120 a
libra vinho de Lisboa a 1 #760 a caada e a
240 superior e tem muito onde se esco-
Iher a vontade do comprador azeite doce de
Lisboa superior a 640 a garrafa e a cana-
da 0,1 lingoigas superiores a 520 a libra,
paios muito novosa 2.>5(o a duzia : no beco
do peixe frito I). 7 quina da ra dos Quarteis.
ts^ Urna cabra com urna cabritinha, eque
d garrafa e tanto de lei te muito manga,
seive para criar meninos e nAo he velha :
no atierro dos A (Togados defronte da fabrica
de rape' casa de 5 portas de frente.
ssy L'ma escava de bonita figura de 21
annos angommadeira cozinba sofrivel ,
lava de sabo e varrella
deiras
ludo em meio uzo na ra do Fagundes De-
cima 18.
C?" Pias de filtrar agoa urna canoa de
earreira nova carrega 12 a 14 pessoas : na
ra da praia serrara do Cardiai.
tsy Lm quarto em boas carnes e bas-
tante passeiro e muito novo : na ra de S.
Joze D. 22
cy Lma escrava de nacAo com bonita fi-
gura lava bem do varrella e de sabo co-
zinba o ordinario e vende na ra : na ra
Direita D. 20 lado do Livramento.
tsr Farinha muito boa cm sacas ou a me-
didas : na ra do Padre Floriano venda De-
cima 2.
; urna duzia de ca-
, um canap'; um jogo de bancas,
ESCRAVOS FGIDOS.
nopiro e servente de urna casa, nAo tem
vicio algum ; urna preta moca de 20 annos ,
perfeita engommadeira, e cozinba; urna dita
refoicadade 21annos perfeita quitandeira e
lavadeira ; um preto de bonita figura de todo
o servigo ; una negrinha e urna mulatinha
de 12 annos : na ruado Fogo ao p do Roza-
rio I). 25.
tsr Azeite doce a 4*800 a caada e 640
a garrafa dito de carrapalo a 5,>200 dito
de coco a 2*880, o a garrafa a 400 mantei-
ga ingleza superior a 880 franceza a 400 e
480 e240, passas muito novas, macarrao,
talbarim o letria, espermaerte a 700 a libra
cha superior a 2,36 sag a 280 tapioca a
120 e 160, presunos inteiros a 280 a libra ,
e a relalho a 520, linguicas a 360 paios
novos conservas sevada a 100 a libra ca-
tea 4c800 a arroba e em libra a 160 e lo-
dos os mas gneros do venda na rna Nova
venda D. 35.
tsr Selins inglezes de patente tanlo els-
ticos como de outros com molas fuados to-
dos de couro de porco chegado em o ultimo
navio que veio de Inglaterra cabecadas ro-
com 60 palmos de frente e bastante fundo | ligas de conro de luslro ; ditas brancas se-
xsr Fugio no dia 12 do corrente a creoula
Maria Benedicta que foi escrava do sr. Joa-
quim Luiz de Mello Carioca alta bonita fi-
gura bem preta com falta de den fes na
frente lade de cima ; levou pano preto e su-
jo e j uzado : quem della souber leve-a a seu
snr. Manoel Joaquim Pascoal Ramos ra
das agoasverdes D. 57, que ser bem recom-
pengado.
cr No dia 20 do corrente fugio um mo-
leque por nome Herculano crioulo idade
16 anuos tendo ido comprar carne na ra do
Rangel : levou um panecum pequeo, e 1500
em dinheiro ; levou vestido camisa de risca-
do escuro manga curta caiga parda ros-
to redondo denles da frente grandes e cor
pre(a.: os aprehendedores o poden) levar na
ra Direita D. 46, padaria junto ao beco do
Serigado.
tST Em Margo do corrente auno fugio u-
ms escrava de nome Joanna com os signaos
seguntes : tem 46 annos de idade pouco mais
ou menos, estatura regular, falla muito
desembaragada que parece crioula sendo
de nago rebolo nao tem denles em cima na
frente tem algumas cicatrizas pela testa ,
de gomas que teve pestaas crespas secca
do corpo peitos cabidos pernasgrossasque
parece indiadas e urna dellas tem urna gran-
de cicatriz de urna chaga que teve, pez gran-
des egrossos ; quem a pegar leve a ra
Cadeia n. 12 que ser gratificado.
da
RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F. =1842



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