Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04673


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Full Text
Anno de 1842.
Pabbado 11
j jm Rora depende de us meamos ; da nona prudencia aioderacao eenerga : crni-
uioio' cono principiado e aeremos aponladoa coi admiraco cnlre as Naefea mais
(Froclantaco da AKsrmbU'a Ceral do praiil.)

PAUT.DAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
jiaW", T.wl* e Rio grande do Norte fundas e rilas feiras.
BoatW 5<;fu,,u"1 > -0 24-
lv_b>. Je'in,","n ^' 1'*" Porto Cairo, Macci c Magnas no 1. s H, e 21
l'.'.- 13. Sanio Aola.i quistas feiras. Oliada iodos a dial,
DAS DA SEMANA.
ij Seg, Noberto R. Chaac. And. do J. de da 2. t.
I l'-'io. Robrrlo Ab Re. Aud. do i. de D. da i. v.
> (Jjarl, Salualiano B Aud. da J. de D. da 3. r.
ij 'uim, a. Primo e Feliciano Mm Aud do jui de D. da 2. v.
\) :x%>. s. Marjaiida R. Aod. do J. de D da i. t.
H Jb. Barnab' Ap. Re. Aud. do J. de D. da 3. y.
it Dom. J- JVio de S. Facundo, s. Onofrc
de Junlio.
Anno XVIII. N. 124.
O Diario publca-M lodos os das qOfl n"io forem Santifirados o prec da asignatura be
de tris mil n'is por i|onitel DagOl adianlailos. Oa annun<-ins dos assignaules aa* iuserid.w
gratis e os dosqui o n.io fou'm i rallo de SO reis por linlia. As redamarle* doren) r
dirigidas estaTjpOgrafii roa das Cnuei D. 3, ou a prara da Indi'i'rndencia laja de viajs
Numero 37 o 3S.
Mei
CAMBIOS NO DA 10 DE JIMIO.
Cambio sobre Londres 27 d. p. f. PllTA Fetos Columnarej
l'aris 3.)0 res |i. frani-o.
, Lisboa '.l.i |ior 4UU de pr,
Ooao-Moedi de 6.400 V. IS.-'iOO
, .. N. 15.VSW
, Je 4,000 S.600
i.TM
i ,72tt
"Muda l..'Ha J.&OO
Moeda de robre 4 por 400 de descont.
Descont de bilb. da Alfandega 3|4 fH06
ao mei.
Ideir. di- letra de boas tiraras 1 e a 4 e {.
Preamar da
1." a i> korai
2. a 7 horas
din 11 de Jimito.
r >'l ni. da man!..'i.
e 1S m. da tarde.
FHASES DA I.LA NO ME'/, DE JXI10.
Quart. min. al s 4 horas e 32 m. da maith.
La Nora" a S-- s 7 horas e 58 m. da lard.
Quart. crese. a I i aa 2 horas e 33 m da lard.
La eheia a 22- lis 7 ho.as e 2 m. da lard.
IHAMIIO DE
\T A11B U c
PARTE OFFICIAL
LE N. 105.
CONCEDE L'MA LOTERA A IRMANDADE DE N. S. DA
SALDE DO POCO DA PANELLA.
O Bario da Boa-vista Presidente da Provin-
cia de crnambuco. Fago saber todos os
seus habitantes que a Assemblea Legis-
lativa Provincial decretou e eu sanccio-
ne a Lei seguinte.
Artigo nico. Para reparo o mais obras
da igreja de Nossa Senhora da Saudo do Po-
co da Panella na. concedida irmandade da
referida Senhora una lotera da mesrna
sonima e pelo mesmo lempo que foi con-
cedida igreja de Nossa Senhora do Rosario
da Boa-vista d'esta capital.
Fico derogadas todas as disposices em
contrario.
Mando por tanto todas as Aulhoridades ,
quem o conhecimento e execugo da re-
ferida Lei per tenccr que acumpro e fa-
go cumprir to inteiramento como n'ella se
contcm. O Secretario desta Provincia a faga
imprimir, publicar, e correr. Cidade do
Recfo de Pernambuco novo de Maiode mil oi-
tocentose quarenta c Jous; vigsimo primeiro
da Independencia e do Imperio = Esta va o
Sello das Armas Imperiaes = Bu rao da Boa-
vista = Carta de Lei, dc.
LEI. N. 100.
C)NCEDE LOTERAS AS MATRIZES DE S. PEDRO
MARTVR DE OL1NDA DE GOIANNA DO BO-
NITO E S. AHTA" ; EA 1. B. F. CA-
MA.
0 Birlo da Boa-vista Presidente da provin-
cia de Pernambuco. Fago saber todos os
seus habitantes que a Assemblea Legisla-
tiva Provincial decretou e eu saucciunei
a Lei seguidle.
Artigo nico. Fico concedidas as loter-
as seguintes.
$ l. De/ de sessenta e quatro contos de
reis cada urna para a matriz de S. Pedro Mar-
tyr de Olinda reguladas pelo mesmo plano
adoptado para os do Seminario Episcopal.
$ 2. De/ de sessenta e quatro contos de
reis cada urna para a matriz de Nossa Senhora
do Rosario da cidade de Goianna as quaes
correrlo segundo o plano do artigo anteceden-
te.
'$ 3. Trezda mesma quantia e confor-L
me o mesmo plano para a matriz de Nossa Se-
nhora da Coceio da villa do Bonito as
quaes correrlo n'esta cidade e poderlo ser
divididas eui raeias loteras.
IFLE.I TU
hUk
K VESPERA DO CASAMENTO.
Stroller rico negociante de vinhos rivia
na cidade de lnspruck e na casa contigua
sua morava um juiz chamado Boldheim. Em
consequencia das rela?6es que entre elles es-
tabelecera to prxima visinhanca o filho do
juiz e a filha do negociante quasi se tinham
criado juntos, e habituados a participa-
rem dos mesmos brincos e dos mesmos pra-
zeres da infancia conceberam um mutuo e
arraigado afeclo.
Quando o joven Boldheim completou os de-
zaseis annos determinou seu pai manda-lo
para Vienna a fim de entrar na universida-
de e seguir a carreira da medicina. Po-
rem nlo foi so este o motivo que mover o
juiz a separar de si um filho a quem tanto
ama va. Havia notado ffaffecto que una
Caspar a Josefina Stroller e receava que este
$ l. Trez da mesma quantia e confor-
me o mesmo plano para a matriz da villa de
Santo Anto as quaes correro n'esta ci-
dade.
5.* Urna de sessenta e cinco contos de
reis para a impressodas memorias histricas
d'esta provincia compostas pelo cidado Jo-
ze Bernardo Fernandos Gama dedusindo-se
para este lint doze por cenlo da mesma lote-
ra cujo plano ser dado p' lo presidente da
provincia.
Fico revogadas as leis e disposiges em
contrario.
Mando por tanto todas as authoridades,
quem o conhecimento e execu^o da re-
ferida Lei perlencer que a cumprlo e fa-
qo cumprir to inteiramente como n'ella
se contcm. O Secretario d'esta provincia
a faga imprimir publicar, e correr. Ci-
dade do Recifo do Pernambuco em nove de
Maio de mil oitocentos e quarenta e dous ;
vigsimo primeiro da Independencia c do
Imperio = Eslava o Sello das Armas Impe-
riaes = Baro da Boa-visla= Carta de Le ic.
60 VER NO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 7 DO CORRENTE.
Ollicio Ao desembargador relator da
junta de justica remetiendo o processo ver-
bal do reo o capito de artilheria de primei-
ra 11 n lia reformado, Affonso de Noronha For-
tes fim de que depois de visto o apr-
sente em sesso da referida junta.
Dito Ao inspector da thesouraria da fa-
senda transmettndo a conta da despesa ,
feita com impressoes c livros para a secreta-
ria de polica, importando em 9L>000 rs. ,
para que a mande satisfazer.
DitoAo inspector da thesouraria das
rondas provinciaes, remetiendo para sua
intelligfcncia o execuQo um exemplarda
lei provincial numero 93 de 7 de Maio ulti-
mo mandando pagar ao juiz de dircito Ma-
noel Teixeira Peixoto os ordenados que
Ihe sao devidos desde que foi desempregado
at o fim de Des-mbro de 1841.
J)it0 Ao oommandante superior da guar-
da nacional d'este municipio disendo que,
nao sendo possivel fazer a polica da matar
parte das comarcas com a guarda nacional
destacada e fasendo-se por isso necessario
destrahir parte do corpo policial em destaca-
mentos torna se indisper.savel, que a guar-
da nacional do seu commando superior tor-
ne prestar os seus relevantes servgos com a
guarnicloda cidade nlo s nos Domingos,
mas tambem as tercas e quintas feiras de
todas as semanas : c que expela as suas or-
dens para que nodia 9 do corrento comcce
este servico.
sentimento que at entlonlo fra mais que
urna amisade pueril ao menos assim o pen-
sava ello viudo a desenvolver-se com o tern-
po toniasse o carcter de urna vilenla pai-
xo. Porert o amor tinha ja lanzado pro-
fundas raizes nos corajes dos dois jovens : a
sua separadlo foi mui dolorosa ; vertern, la-
grimas em abundancia juraram amar-se e-
ternamente ; e por fim Gaspar partiu para
Vienna cheio de saudade e amargura.
Antes da sua partida tinha este joven ajus-
tado com um seu intimo amigo e que desde
muilo lempo era o confidente dos seus amo-
res que por via delle chegariam as suas car-
tas mo df Josefina e que esta Ihe entre-
gara tambem suas resposlas. Com effeto
por meio desta correspondencia clandestina
suavisaram os dois amantes a saudade e os
pe/ares da sua forcoza separago. Mas um a-
contecmento inesperado veio interromp.r es-
ta ordem de cousas e causar urna grande
mudarla na situaco de Stroller Merreu a
mi de Josefina, e o pai, depois do tcrem pas-
eado os mais pesados das de dr e afflicclo,
Dito Ao commandanle das armas par-
ticipando ler expedido a ordem antecedente.
Dito Ao subdelegado da freguesta de Al-
fogados significando em resposta ao seu olli-
cio de boje : I. que qualquer dos membros
ta junta pode acreditar as informaeoes que
Ihe forem dadas, anda por pessoas nao es-
pecificadas no artigo 3. das Instrucoes de i
de Maio ultimo : 2. que devendo ser o ren-
dimenlo exigido pela Lei proveniente de
bens de raiz, industria, commercio ou em-
prego est claro que, o homem, que por
meio de variada industria ganlia aquella soni-
ma tem dircito de volar : 5. finalmente
que a junta competo decidir, si o individuo
tem o rendimento legal para ser incluido na
lista dos votantes.
Dito Ao inspector do arsenal de mari-
nha determinando que remelta diaria-
mente presidencia urna parto de todas as
occorrencias do porto com a declaradlo dos
navios, que cntrarem o sahirem o dos
nomes dos passageiros.
Portara Ao commandanle do vapor =
Correio Brasileiro=:, ordenando que rece-
ba seu bordo e transporte para a corte aos
soldados Joze Joaquim da Silva, Joaquim Jo-
ze Pessoa Manoel Joze Carneiro Simpli-
cio da Rocha e Francisco Javier Barbosa ;
assim como ao segundo sargento Antonio Jo-
s Machado Belfort, e aos furrieis Nicolao
Constantino do Mello e Vctor Gncalves
Freir que Ihe serlo remeltidos pelo com-
mandanle das armas.
Ollici Ao supradito commandanle das
armas, intelligcnciando-o da expedigo da
ordem antecedente.
Dito Ao commandanto das armas, dsen-
do-lhe, faga embarcar para a Baha no va-
por = Correio Brasileiro = o sargento aju-
danlc Joo Augusto Cesar de Mencses o o
soldado Joaquim Francisco Barbosa deGo-
doea fim de irem servir no batalho pro
visoriod'aquella provincia, segundo reque-
reo o respectivo commandante coronel Joze
Thomaz Henriques.
Portara Ao commandante do vapor
(]orreio Brasileiro = determinando, que
receba a seu bordo o conduza para a Babia
as supra mencionadas pracas.
BISPADO,DE PERNAMBUCO.
Dom Joo da PurificaQo Marques Perdigo ,
Conego Regrante de Santo Agoslnho pe-
la Graca de Dos, e da Santa S Apostlica.
Bispo de Pernambuco do Conselho de S.
M. I. e C. &c.
Saude, Paz, e Benglo a todos os Nossos
Diocesanos em Nome de Jess Christo.
resolveu deixar de todo o commercio apu-
rar os sdus fundos dar-se todo aos cuidados
de procurar um casamento vantajoso e feliz
para Josefina e depois passar no descanco o
resto de seus dias.
Informada a menina da determinaco de
seu pai, confes*ou-lhe francamente a sua in-
clinac.o para Boldheim e os senlimentos
que este Ihe havia inspirado, a corresponden-
cia da parte delle e a reciproca promessa que
se havia feito sem todava declarar o segre-
do das suas relages epistolares. Stroller
ria-se Jestes amores tratando-os de crianei-
ce. Gaspar muito rapaz ainda disse elle
asua lilba apenas tem dezanove anuos e
nao passa de umestudante que ainda nao
coneluio seus esludos ; certo que seu pai
um magistrado de respeito porem nao por-
gue bens alguns e apenas vive do seu cargo.
Este partido nao pode convir-te de modo al-
gara e eu nao sacrificara jamis a felcida-
de de minha filha a uns amoricos do rapa-
zes. Quanto mais que tres anuos soj pas-
cados depois que parti Gaspar para a uni-
Quaiufo a recta razflo Nos persuade submis*
sSo aos deveres do Ministerio no qual um
Decreto un permisso da Provtlcncia Nos
collocou necessario julgamos obedecer sem
hesitarlo ao estimulo impulsivo da conscien-
cia que Nos obrig'a platicar o bem ins-
pirado.
lie evidente que a Hdelidade na exaego do
dever lie o primeiro dislinclivo do homem
tle bem. Esta prerogativa insinuada no re-
tiro o imbuida era virtude da recordago do
ultimo momento daexinaniclo humana ( por
meio da qual indispeiisavelmenlo devenios es-
colar aquella voz que Nos constrange a com-
parecer no Tribunal da responsabilidade )
persuadindo-Nos a por em pratica lod'a justi-
ca com que anhelamos exercer as sagradas
funecoes de Nossa importante Misslo, he a
mesma que Nos excita exarar, posto que
com penna um pouco grosseira os senti-
menlos que insinuemos a prol da Religio e
do Estado cooperando d'est'arte para o bri-
I han te esplendor da Crenga Catholica Esta-
bildade do Throno do Sor. Dom Pedro 2.",
e prnsporida.de de seus Subditos, por cujos
caros objeclos dirigimos incessantes votos ao
Dador e Distribuidor de lodo dom perfeito ,
o Re dos Reis, c Dominador dos que do-
minlo.
Nao he alheio mas anlcs consono ao Mi-
nisterio Prcladicio-Docesano o designio que
Nos propomos, insinuando a mutua e re-
ciproca roadjuvaclo para constituir inabala-
vel a firmeza de um Throno, que quer, e
supplca sua tlefesa pela lealdade dos coragdes,
pois (|ue a Santa Igreja Inivcrsal, inspirada
pelo Espirito Santo, o protegida por seu Di-
vino Fundador constantemente persuade
qual a obediencia que devenios prestar aos
Principes Reinantes, designados taes pora-
quellaProvidencia, que, poderosa, esabia-
mente rege o humano destino, segundo nos
refere a sagrada Escritura no L. dos Prov. C.
8. VV. 15 e lG dizendo que os Reis e os
Imperadores, roiulo .e imperao em Nome
da infinita Sabedoria, que he o mesmo Dos,
e que sob o nicsmo Nome decreto os Legis-
ladores e os Poderosos ludo quauto he juslo,
para que a Sociedaile subsista pela observan-
cia das Leis, que a prolejo e conslituo
istmia de qualquer sediciosa perlurbago o
maior dos llagellos que pode occorrer men-
te humana atientas as lerribilissimas con-
sequencias delle inseparaveis e pelas quaes
devem um dia responder os que as occasio-
narem.
A obediencia s Authoridades legitimas ,
cujo exercicio devenios respeitar quando di-
manante das Leis tambem he preceptiva ,
sendo corroborada pelos repelidos exemplos
versidade e esta longa ausencia o tem feito
sem duvida esquecerde ti.
Estas palavras apertaram amargamente o
coragode Josefina mas nem por isso des-
corgoou pois se cria segura do affecto do
Gaspar, que ainda na sua ultima carta,
eheia de exprcsses da mais arden le ternura ,
liie repela seu doce projeclo e esperanzas
de urna prxima unio. Mas devia ella avi-
sar o seu amante do que paseara com seu
pai ? declarar-lhe a ntengo em que eslava
do a casar e a repugnancia que havia ma-
nifestado a coroar o seu mutuo amor ? O que
resultara desta declango ? Afllgi-lo intil-
mente.
Ouanlo mais que d'alli a pouco mais de um
anno havia Gaspar de rece be r o grao de dou-
tor, e Josefina nao julgava possivel que Strol-
ler ousasse negar sua lilha a um doutor como
Gaspar Boldheim. Convencida por estas re-
flexes resolveo guardar silencio. Logo que
na cidade s* soube que Stroller pretenda ca-
sar sua lilha se apresenlaram numerosos
pretenden tes por que nao era menos confie-

(



ii' II W I H I
2
dcJesus C. por meta dos quaos esto ama-
vel Salvador nos significa o que devenios pla-
ticar convencidos da urgencia em pos d'lnaudilu obediencial qual a que o
Criador tribulou criatura para nossa crudi-
go. Se tacs exemplos nos nao comovem ,
mui prximos estarnos a perpetrar o maior
thrasonisino ( a maior temeridade. )
Se nos onlrcgarmos leitura das Epistelas
do Principe dos Apostlos i.' Cap. 2. W.
15 at 17 e do Apostlo ( designado vaso
d'eleigo por Jess C.) Rom. Cap. 13 VV. 1.
at 7. encontraremos os nicsmos preoeilos ,
os niesmos exemplos.
Mas porque Nossa reticencia pala omissfo
na expresso da doutrina que aquellas Eps-
tolas conten, pode occasionar carencia de
perfeilo conhecimenlo, sendo de Nossa men-
te facilitar a persuaso referiremos a niesma
instrugo que aquelles gloriosos Inviados por
Jess C. nos transmiltira.
O 1. nos diz : = Carissimos lilhos estai
sugeitos Mageslade Temporal, e a tod'a hu-
mana criatura que exerce seus Poderes para
. vingarocrimc e remunerar a virtnde. Pra-
ticai este dever que vos est proscripto poi-
que lieos assim o .determina. Esta hesua
vontade para que facaos omudecer a igno-
rancia dos imprudentes. Honrai a todos, se
queris receber liorna amai a Tralornidado .
se anhefoes amor, fraterno lemoi a Dos
resjieitai o Soberano. =
O 2. igualmente nos diz : Tod'o homom
estoja sugeito aos Poderes inais Sublimes.
scienlo que nao h Poder, que nao dimane
de Dos. Aquello, que resiste Poleslade ,
resiste ao Poder do Dos c a si mesmo se
condemna, verificad'* desobediencia aquello.
que exerce legalmonlo suas atlribuiges.....
Praticai o bem para que a Potestade vos tri-
bute os devidos encomios n contemplo vos-
sa exaeco premiando vossa fldelidade.....
Necesariamente devemos viver sugeitos, nao
tanto pelo temor da roprehonso como por
nQo manchar a conscioncia na intolligoncia
de que os Preceitos Imperiaes, conformes
com as Leis ou a estas nao opostos, sao
rdenacoes de Dos. So pois devois conside-
rar vosso Soberano Chefe como Ministro do
Allissimo, por cuja causa Lhe prestaes tri-
butos satisfazoi a todos o (pie Ibes he devi-
da a quem tributo tributo -, a quem im-
posto imposto ; a quem temor temor ; a
quem honra, honra. = Parece impossivel
que sendo esta doutrina escrita para nossa
instrugo subsista e prcvalcca to consi-
deravel desobediencia sobr'o Globo Terrestre,
oceasionadora de tao ingente calamidade in-
felizmente attribuida ao acaso, nao obstante
estarmos convencidos que se Apastlo deter-
mina esta obediencia para com os Principes
inlieis .celebres por sua crueldade, ( pois
que a obediencia a taes Sublimidades nao
deslroea piedade j com maior rasio devemos
obedecer ao legitimo Monarcha es Auto-
ridades que professaoo Chrislianismo ese
deslingueiTi pela paternal sollicitude para com
seus legaes Subditos.
Nos porem circunspectamente interessados
na geral ventura dos habitantes no Paiz da
Santa Cruz, persuadimos a observancia Jas
Leis c a ingenua adhosfio ao Digno Princi-
pe que por ellas nos Rege apreciando
a existencia de un Soberano que a Provi-
dencia nos conecdoo para nos sentar dos
males que Potencias limtrofes experimen-
tan carecedoras d'este precioso Dom. He
a experiencia, a lodos manifesla, que nos
sugere lo convenientes rollexes sem que
seja necessario lembrar o (pie geralmentc oc-
corre Cumprindo-Nos nicamente exhortar
os Nossos Subditos espirituaes, para que pre-
vinao os futuros males em que podemos ser
envolvidos, nao reprimindo tod'o acto, ou
occasiao d'nsubordinaco que nos podo
constituir reos na prcsenia do Bcclissimo Jul-
gador do genero humano, Prerniador do m-
rito e Punidor do demerito.
Tranquillisftmos nossas consciencias pela
repreasTio dos sentimontos menos reflectidos ,
tributando inteira submisso aos preceitos
que a lei nos impe postergados os quaes ,
nao pode a Soccdadc esperar o gozo da tran-
quillidado qual lern tod'o direito.
Contemplemos Pernambuco outr'ora attri-
bulado ora tranquillo, exemplificando tod'o
Imperio Brasilicnse, e prestando-I.be os mais
extraordinarios soecorros pela salular vigi-
lancia do benemrito Presidente que actu-
almente rege scu deslino, o Exm. Baro Boa vista.
Se a Caridade em todas as Nossas Pasto-
raes recomendada com o maior desvelo, est
desanimada, quando entregue ohidacoo
primeiro dever da criatura para com o Cria-
dor pelo menos sejo-nos como presentes as
evontuaes adversidades, que a everso pode
occasionar em qualquer funesto porvir, cuja
recordaoo efiica/menle nos preserve ilo seus
calamitosos elle i Ins. A lenidadc do coraeao ,
seja o mais nobre antidoto contra este sauda-
vel temor.
Florescenle Pernambuco nao esciirecas,
nao olfusques em um.instante a Glora que
por ni ni tos ttulos te pertence. Permanece
firme na posigo em que ora ests collocado ,
para que tod'o Universo divulgue c propale
lii'adhesfio ao Snr. D. Pedro 2., e obedien-
cia das Leis. Se a censura caritativa d'nni
Heos justamente provocado pela omnmoda
rclaxaoiio nos costumes, e na moral, ( rei-
nante em tod'o Orbe) em algumas occasies
leni sido sobre ti invada para ten bem tu
igualmente tens patenteado afleica" aquella
Rcligio que professas e segues. Arroja
por tanto para mui longe qualquer dcsintell-
gencia. Possas tu com verdade dizer : = De-
pois que goste a'margura do Cliz que me
inviasles para m'instruirdes pela experiencia,
(piando a rellex'o nAo he suiTiciente fazen-
do-me sentir a importancia da tribulaco.
veio em meu socuorro Dos a vossa con-
solarlo para me felicitardes segundo vossa
Copiosa miseraefio. Residencia Episcopal no
Palacio da Soledade aos 8 de Jim lio de 1812.
Joo Rispo Diocesano.
cida a formosura da filha (pie a riqueza do
pal. Porem Stroller os foi despedindo ato-
dos ou por que iienliiiin delles 11)0 Coiivies-
se ou porque ja tinha hincado as suas vis-
tas sobr--um que pola sua riqueza e quali-
dades lhe pareca o mais p oprio para son
genro. Era esto Barlholo Carly o amigo e
confidente de Gaspar e como Stroller attri-
buissesuas frequonles visitas a paixo amoro-
sa lhe fez saber por pessoa do conianga ,
que nao duvidaria dar-lhe sua liilia no caso
de Iba pedir. Bartholo acolheo com prazer
esta declararn por que a frequencia de ver
e fallar a Josefina llie havia despertado no co-
raco um scnlimenlo que a a misada ao prin-
cipio quizera a bufar, mas que por lini se tor-
nou mais forte que ella : quanto mais que es-
te casamento lhe convinlia a todos os ros-
pe tos e ainda que a delicada siluacfio em
que se achava a respeilo de Gaspar e Josefina ,
nAo dexasse de pungillo um pouco todava
a generosidade codeo conveniencia e ao a-
mor.
Bartolo eslava seguro do coiison lmenlo do
RIARIO DE PRNAIBl'CO.
OSPORTFGUEZES.
Quando bem longe esta vamos de pensar ,
que houvessemos de fallar anda em rivalida-
des entre Rrasileiros natos, e Brasileiros a-
doptivos somos obligados a dizer sobre el-
las al;iimas palavras ja que desgracadamen-
te a opposigo nilo contente com os malos
que tem feto ao Brasil procura mase mais
aggravallos revvendo essa fatol intriga ,
que felizmente pan nos tinha desaparecido.
A opposicao nao calcula bem as consequencias
de tal passo, o mais funesto e pernicioso que
se poderla dar as actuaes circunstancias, em
que he necessario reunir os nimos e volita-
dos dos Cidadaos concentrar todas as for-
cas sociaes fim de podermos defender a in-
legridade do Imperio ameacada em um dos
seus extremos e resistir as impudentes pre-
tenertes do estrangeiro forte e egosta. Mas
que importa opposicao os males que peso
pai pois que fura elle mesmo que fizera as
pri mei ras propostas ; mas nao bastava isto ,
era neecssaroobler o consenlimento da filha,
porque sendo corlo que Stroller nAo quena
a Gaspar para seu genro, nAo o era menos
que o muito affecto que tinha sua lillia ,
lhe nao permiltiria nunca obriga-Ia a um ca-
samento contra sua vontade ; e em quanto
Josefina amasse Gaspar e se julgasse por el-
le correspondida nada sera capaz de a de-
cidir a casar com outro bomem. Era pois
niistora Barlholo haver-se de tal maneira .
que Josefina comogasse a descoofiar da cons-
tancia de Gaspar e viesse por im a capaci-
tar-so da sua inlidolidade. Desgraciadamen-
te para o pobre Gaspar a confianca que ello
havia depositado no seu desleal amigo era
tima arma poderosa de que este poda servir-se
com vanlagom para o alraigoar.
J (lissftnoos que as cartas de Gaspar sua
amada cram dirigidas a liulliolo e por va
delle chegavam em segredo s mos de Jose-
fina. Logo que assenlou no projeclo de sub-
plantar o son amigo comegou por inlereep-
sobre o imperio ou que ella possa trazer-lhe
rom as suas imprudencias c manejos ? Sem
moral, e sem patriotismo a opposigo abra-
car lodosos meiosos mais perniciosos, com-
anlo que consiga os seus dominantes lins ,
sentada no meio das ruinas do Paiz se
cmprasela talvrz do mal que ha feito da
sua Torga em destruir ludo oque antes eteve
em p (pial lobo entre cadveres desangra-
dos de ovollias. Nos porem que conbecemos
todas as suas prfidas intencoes as inlencoos
desses pseudo corifeos de Brasileiros ; nos
quo tomamos a tarefa de Es3i plores pblicos
para desmascarar 09 perversos nos procura-
remos mostrar em poucas palavras quaes sejo
os fins da opposigo quaes os agentes occul-
tos que a prologem c insuflo.
Todos nos sabemos os motivos por queso
dissolveo o Ministerio de 25 de Julho e qu
entre ellos figurn ltimamente onAopodc-
rem concordar os seus Membros na maneira
de considerare dirigir os complicados negocios
do Rio Grande do Sul. Todos nos sabemos
que os seus Membros por motivos que ago-
ra nao queremos indagar lzero atcerto
tempo urna traca e frouxa opposigo aos Mem-
bros do Gabinete que Ibes soccedeo em
Margo do anno passado e que al agora tem
administrado o Imperio; mas logo dopois
quo o Exm. Snr. Calnion boje Viscondc de
branles declarou na qualidade de Minis-
tro da Fasenda, que o tratado que temos Com
a Inglaterra devia expirar no anno de 1812 ,
e que oGoverno nao eslava disposto a fazer
tratados 18o onerozos para o Brasil como o
que deva (indar, no(ou-se que principiava-
se urna forte guerra contra o governo Impe-
la! e o mesmo Senhor Alvares Machado,
que se tinha al enlio conservado em com-
pleto mutismo recuperou como por mila-
gre a perdid palavra. Guerra guerra ao
actual Ministerio foi logo a bandeira que ar-
vorarfioCertas notabilidades do partido, guer-
ra guerra ao actual Ministerio foi a se-
nha por que se reeon hoce rao os seides dos
velhos da montanha Qy^l niolvo
dessa guerra lo desapiedada perguntamos
nos ? O Ministerio osla vendido aos Portu-
gviezes ; o Ministerio he Lusitano porque
tem no seu seo um Lusitano respondcin-
nos os nossos antagonistas.
1 Quem porem nao ve a nao ser de inlelli-
gencia a mais miope que sao taes motivos
futeise infundados:' Por ventura nao exista
no seo do Gabinete de Julho o Snr. Limpo
de Abreu to Portuguez de nascimenlo, co-
mo o Snr. Joze Clemente ? e qual dos dous
tinha mostrado mais devotaco causa da
Independencia o Sur, Limpo que se lhe
oppunhaem Minas como Juz de Fora ou o
Snr. Joze Clemente que no fiio de Janeiro
apparec: u sempre entre os primeiros e mais
patriotas Brasileiros daquella poca ? E de
mais porque e para que se vendeo o Gover-
no aos Portugueses? que Tactos authoriso-
nos assim pensal-o c dizel-o ? Ser pos-
sivel que Portuguezes en trelacados com fa-
milias Brasileiras desapossados dos empre-
gos Pblicos ; Traeos em numero e em rique-
sa em comparagAo da grande maioria de
Brasileiros ten tem recolon isa r-nos de pois
de 20 annos em que temos gosado da Inde-
pendencia ? arrastrar-nos ao jugo de Portu-
gal que sem recursos se ve hojea merco das
faegoes e mal podendo com os encargos in-
ternos um seill nao poderia despender com
una guerra estrangeira ha duas mil legusa
do Ocano ?
He una qnimera pois o grito de guerra, que
contra o Governo levantara os seus antago-
nistas : mas debaixo delle encobrem-se sinis-
tar as suas cartas ; e quando Josefina lhe per-
jjuntava por ellas respondia-lhe : e'screveu-
me ha poucos dias porem nada mandn pa-
ra a senhora nem mesmo na niinha carta
di/ia urna s palavra a scu respeito. Este si-
lencio to aturado eujo verdadeiro motivo
estiva bem longe de vir idea da pobre me-
nina causava-lhe viva inquelaco c um
profundo senlimento.
Assim se passaram alguns mozos, e Barlho-
lo para nao despertar-Ihe suspeitas nao da va
o menor indi' io de aspirar sua mo. Po-
rem o lempo urga ; s faltavam tres mezes
para que Gaspar tomasse o gru de doulor e
voltasse a Inspruck e enlo ludo se de.-ico-
hriria : era pois necessario nAo perder um
instante. Barlholo pedu formalmenle a
mo de Josefina e o pai instou com ella fia-
ra que desse o seu consenlimento. Ainda al-
gn* dias resistiu a pobre menina, at que
ja capacitada de que Gaspar a havia esquoci-
do ceden s repetidas instancias do sen pai.
consentindo em ser esposa de Barlholo e fi-
xou-sc o dia para a celobraco do casamento.
tros planos e revela-se a influencia occul-
ta da Inglaterra que desgragadamente para
o Mundo nao he a primeira vez, que delki
lem abusado. = Vejamos.
Dosojosa de expedir os nossos gneros dos
mercados Europeos a fim de fazer prospral-
as suas colonias, daremprego milbesde
bragos que se erguem soniente para receber
a esmola do pobre, tornar-se a monopolisado-
ra da cullura e venda dos gneros tropicaes ,
e satisfazer se assim se possivel he, a sede
de ouro que a devora note e dia tem a In-
glaterra por lodos os modos e meio; procu-
rado reduzir a nossa Agricultura ao maior e
mais deploravcl estado de n.iseria e inhabi-
litar o Governo Imperial a ter os meios preci-
sos para lhe prestar aquella protecgo e seg-
ranos de que tanto necessita para o sen de-
sonvolvimento. Foi o seu 1. passo esse m-
zeravel tratado que fundado n'uma suppos-
la reciprocidade, faz admiltir em nossos por-
tos todos os gneros ingle/es com um direi-
to mdico e lixo ao mesmo passo que os nos.
sos gneros ou nao sAo recebidos nos porlos
Inglezes ou somenle o sao sob o pagamento
de direitOS taes que equivalem urna probi-
higao. Foi o 2. arrastrar os nossos inexper-
tos Estadistas com as palavras doces de Phi-
lanlropia, e.dc BeligiAo a fazer o celebre Tra-
tado que abolindo de repente a nlroducgode
Africanos no Brazil sem proporcionar ostneios
de subsiituil-os por ou tros individuos, dalou
a decadencia de nossa agricultura fonte t-
nica de que havemos toda a nossa riqueza, o
que a necessidade mais urgente tem sempre
alimentado com a entrada clandestina de no-
vos Africanos para que senao esgolaSse para
sempre.
Com estas duas grandissmas concesses ,
de que a Inglaterra tira tantas vantagens, por
que lhe dAo mais de trez milhes de consumi-
dores obligados dos productos de suas manu-
(acuras o lendem a arruinar-nos pelo lado
agrcola com vantagom das possessos Ingle-
zas pao, he fcil que a Inglaterra dolas se
desaposse sem emprear os meios precisos a
assegural-as jierpetuainente so lhe fosse possi-
vel -- Insultos, ameagas, invasesdo terri-
torio Nacional, falla de boa T cm suas rela-
goes, ludo em urna palavra tem sido tentado
para arrancar do Governo Imperial a conces-
so de um novo Tratado como tanto dezeja
o seu Governo. Os nossos Navios sob os
mais futeis pretextos, tem sido devassados e
retidos; nossas praias lem sido teslcmunhas
de rcutos attenlados dos seus Cruseiros ; e
agora tirando a mascara lomAo urna porga o
do nosso territorio expellindo da PovoagAo
de Pirarra todos os Brasileiros que nella se a-
chavo e orcupando-a por soldados Inglezes,
c pegas de arlilharia. Finalmente as nossas
divisos internas, que desgragadamenle tanto
eoneorrem a tirar a forga ao Governo Imperial
sao por ella exploradas como as nossas Minas ,
e empregai'as para concorrerem aos seus pla-
nos. Infamia e deshonra ao que auxiliaos
planos do Estrangeiro contra a Patria ; na-
ma e deshonra ao que recebe o seu ouro para
conseguir "a propiia elevago ; infamia e des-
honra !
Com efieito a Inglaterra quer um novo tia-
tado a todo o custo e vendo o Governo Im-
perial rodeado de em baragos julga quedeve
amonloar ainda em roda delle novos em bara-
gos e obrigal-o a annuir aos seos desejosi;
mas a Inglaterra conhece igualmente que
com o partido dominante quo com o Gabi-
nete actual composlo de Brasileiros distinc-
tos por seo patriotismo e por suas luses nAo
lhe ser possivel satisfazer os seos fins sem
a mais completa reciprocidade sem que to-
Esta noticia que alguem leve o cuidado
de mandar a Gaspar foi-mais terrivel para
elle que o efieito do raio. Cuslava-Ihe a crer
que a sua ama ule e o seu proprio amigo hou-
vessem conspirado contra elle na mais infame
traigo. Com ludo a falla de cartas de am-
itos.....Esla incerteza mais custosa que a
morte.
Paite to Vienna a toda a pressa e chega a
Insprouck a 5 de Maio de 1857 antc-vespe-
rado dia destinado para o casamento.
Nenhuma duvda lhe pode enlo restar,
porque na cidade nao se fallara de outra cou-
sa, que da prxima unio do rico Bartholo de
Carty com a lillia do opulento Stroller.
O mais sinistros projectos eoniegam a fer-
mentar na cabega do fogoso Boldheini. hillio
do Tirol e collocado por tanto entre a Ale-
manlia e a Italia elle resente-se, como todos
os seus compatriotas, do infiuxo de ambos
estes pazes do primeiro herdou a violencia
do amor, do segundo o furor du Hume.
O tiro|32 ama como um alemo e vifiga-
secomo o italiano..... Comludo umpens.^


i*>n
n*
das as vantagens cstejAo equilibradas para
ambas as partes contractantes. 0 que Ihe res-
la fzr ? Sjrvio-so ta opposigo para 'Ierro-
car o Gabinete tirar a di recis o dos negocios
das mos desse Cidado que sabe pugnar pe-
los inleresscs do seo Paiz para que recaa em
luao de outros na futura esperanga de que
srjo mais docois s suas vistas inleresseiras ,
oii rueos oppostas s suas exigencias desar-
rasadas. Portugal ahi est para attcstar de
um modo conveniente que nao be sem fun-
damento que altribuimos Gran Bretanba
dezejo's o tentativas para influir na directo
de uossa poltica interna as relaces que pos
sa ler com oss<*os interesses Ora par der-
ribar o gabinete actual pensa a Inglaterra que
o poder fazer imputando-lhe por meio da
genio da opposic.au a pecha de lusitanismo ,
que ninguem sabe verdadeiramente o que ge-
ja mais qun se fosse acreditada por urna po-
pulacho ciosa de sua liberdade seria bastante
para alienar dclle todas as sympatbias Quan-
lo porem se Ilude Os Brasileiros de hojo,
queremos diser a grande minora dos Brasi-
leiros nao se deixo levar de nomes vaos e
indagando os fados conhecem que urna das
qualidades que dcslingue o aetual Gabinete
he um forte senlimento de Nacionalidade, he
o desojo de ver o Imperio prospero e feliz
Oulrolim anda tcm a Inglaterra aligando
intrigas entre Brasileiros e Portugueses e
he o de expedir Portugal da concorrencia
commereial nos nossos mercados. Portugal
bein que pequeo a assusta por que ella sa-
be que Portugal melbor so entender com-
noscoem materiascommerciaes e poder fa-
zer um commercio livre e fundado na mais
completa reciprocidade Os gneros Portu-
gueses como vinbo linhos, ferragens, Ac.
soem geral-preferidos aos das outras Naqu-
es quer pelo longo uso que delles temos tol-
lo, que por causada sua intrnseca melho-
ria. Eos resultados provenientes dos Map-
pas de importarn o exporlago provo exhu-
berantemente que a Inglaterra apezar dos
seos 25 milhoes do habitantes, apezar da per-
foigao da sua industria e da extenso de sua
navegago, encontra um poderoso concor-
ren te nesse Portugal pobre vexdo e com
sos trez milhoes de almas Todos os meios
portanto que tenderem por entre as duas
Nages urna barroira que as empega de en-
tenderem-se acerca dos seos recprocos inte-
resses sao bous Inglaterra cujas nicas
vistas sao oppor-so prosperidade de ambas
Forao estas as que obstaro a que se levas-
seenVilo o tratado de 1856 ; as que nos
roubaro trez milhoes de obrigados consumi-
dores dos nossos productos ; as que nos de-
rla em resultado sofrermos aqu mesmo o
monopolio inglez para a sua compra e com
omaior grvame denossa Agricultura
Se o actual Governo que resiste as injus-
tas prelenges da Inglaterra e quer ficar li-
vre para promover a felcidade do Paiz pode
ser alcunhado de lusitano e de anti-nacio-
nal ; que nome asss vil encontraremos pa-
ra dar aquellos Brasileiros desvairados que
uxlio as vistas do Estrangeiro para subir
ao poder ? que estigma assz negro Ibes pode
ser impresso para os fazer conhecidos daquel-
Ies,que preso os interesses de sua Patria;'Mas
se algum Governo houve anti-nacional, foi
sem duvida aquelle que destruo em pouco
tmpo quanto se havia feto em prol da le-
gahdade no Rio Grande e que sob o funda-
mento de reprimir o contrabando de Africanos
deixou o Inglez ousdo insultar nossas costas,
perseguir nosso commercio &c. Bem mise-
ravel he sem duvida a opposigo actual que
reconhecena'o o desconcert em que tcm cahi-

mento contem anda o furioso mancebo.
Joselina obrara neste caso em intera li-
berdade ? Decidir-se-hia por sua espontanea
vontade, ou ser constrangida por seu pai?...
Quer v-la fallar-I he, ouvir de sua boca que
j o nao ama que o esqueceu por outro....
l isto impossivel. Aquella boca que
tantas vezes me disse amo-te Gaspar, e hei
de amar-te sempre nao poder agora dizer-
ine j te nao amo quero a outro !.... Nao.
Josefina tu de certo foste Iludida ou ests
violentada.
Fez que na manh seguinte Ihe fosse entre-
gue um bilhete em que supplicava nrden-
t'-mente que entrada da noute Ihe fallasse
n> jardim. As esperanzas de Josefina renas-
ceram mais fortes com a ledura deste bilhe-
te e quizera logo responder-I he, mas seu
P;'i, pie a viga va com o maior cuidado de-
pois que soubera da chegada de Gaspar nao
lli para responder ao seu amante e muito me-
nos para acudir noite ao sen chamado.
Entre tanto Gaspar pode otroduzir-se no
do e balda do melos para poder vencer aos
seos adversarios em leal combate, procura
fazer reviver extractos odios odios de naci-
onalidade e vi por um infame jogo servir
de instrumentos exigencias inglozas !
Sim nos nao tememos al'iirma-lo a d-
reegao Ingleza se mostra em tolos os pasaos
do circulo opposicionsta que aspira subrao
poder. He a Inglaterra, essa nova Garthago,
que forja as infundadas aecusaeoos do lusita-
nismo contra o Ministerio e seos Delegados ;
quem a subministra como armas aos Brasi-
leiros que pertendem fazer cahir a Poltica
actual, quem falla pela boca de todos esses
outros que bem que ligados a essa Poltica ,
fazem por motivos todos particulares guerra
a administrado Pr vincial ; quem fimlmen-
te empresta essas sommas, que ellos alardeio
para poderem vencer as elleigoes como se
ja tivessemos clu-gado a haixcza do vender-
mos os nossos votos peso de dinheiro. Mas
que provas tem dado o Ministerio e os seus
Delegados de nilo seren leaes ao Brasil o ao
Imperador ? Que receios podemos ter (quanto
a nossa Independencia e Commercio ) de Por-
tugal, que como ja dicemos se v" nos maiores
apuros e que nem ao menos tem um vaso
de Guerra em os nossos Portos? A Inglaterra
pelo contrario nos deve assustar no presente
e no fucturo. Bica poderosa influente .
est ella acostumada a fazer tildo com os seos
meios, comoseoouro. seus vasos de Guer-
ra percorrem nossos mares coalhAo os nos-
sos ancoradouros detem as nossas Emharca-
ces mercantes sem motivo algum vexam-
nos por mil modos ahrem as mesmas cor-
respondencias Officaes e fazem at verda-
deras depredaefies.
De tudo quanto havemos dito concluimos ,
que he urna refalsada calumnia a pecha de
lusitanismo que langa a opposigo ao Minis-
terio eseos Delegados, e que se alguem h
vendido ao Estrangeiro nao he do circulo que
governa mas do circulo dessa opposigAo que
Ihe ambiciona o Posto e que nilo duvida sa-
crificar a paz a Nacionalidade mesmo. com-
tanto que os seus desejos sejo satisfeilos com-
anlo que saboreem o prazer de verem-se um
da no Poder anda que no outro caio pe-
la forga da indignagAo Publica cobertos de
lama e de vergnnha. O Bom-senso Nacional
far justiga a esses anarquistas de nova espe-
cie ; saos planos nunca se realisar; e Per-
nambuco que tem saboreado seto annos
de socego e de prosperidades, segundo a
marcha serena at agora tida os envergo-
nhar com o seu desprezo c repulsa, e os con-
servar na nullidadeem que vivem uns e dp
que outros nunca deveriAo ter saludo. A unan
dos Bous Cddaos em roda do Governo a
sua persistencia nos principios seguidos far
a forga do mesmo Governo e esta forga ser
a garanta dos Cidados contra as insidias dos
ambiciosos dos perversos dos revoluciona-
rios de todos os tempos. UniSo e mais
unio he o que Ibes recommenda o Diario de
Pernambuco.
A PEDIDO.
SONETO {*)
Hoje salv< u Patria, Monarrh/*
D' magnnimo P dio .i heroicidad?;
Q lal Ale des pilando em tenra ida 'e
O tolo da inslenle rebelda ( i )
(*) A dis olnco da Cauur1.
( i ) A r beldia do Rio grande do Sul
jardim e ahi espera intilmente : urna ,
duas, militas horas se passam c.Josefina
nao apparece. A desesperagAo e o ciume ra-
lam o coragao do mancebo. J nAo ha duvi-
da : Josefina j o nAo ama. E' por sua von-
tade por muito sua livre vontade que vai
casar com Bartholo. A infiel amante, e o
falso amigo ambos o atraigoram vilmen-
te.... Pois bem : cumpram-se os destinos.
Ceg e arrebatado por to furioso padecci ,
encaminha-se para o lado da casa acha a
porta do jardim aberta nlroduz-se furtiva-
mente e vai direito ao quarlo de Josefina ,
como quem ISo bem conhecc lodos os passos
daquella habitago.
Precisamente naquella noule as duas fami-
lias dos futuros esposos estavam reunidos no
salopara assignatura das escrpturas.
Josefina afllita e angustiada de presenec-
arestascena, sobe por um nslanlo ao seu
quarto para dar algum desafogo ao oppresso
coragSo ou antes para pensar no modo de
Neste lausl- zo memorando 'ia
Dczenvolvco nwi* forga. e inageMade;
Fi mmica vefdadtra Itfieidads
Contra a discordia, a torva tira ira. ( I )
No aero Olyntpo Jpiter .-up ino
Hoje far.end niii'Mil <> mundo
O Virio, u Crimc arrmese u no infei nu
F.ia In'it-ui'ei do Brasil fvcuudo,
O N.niu'ci-lfbiai, i'-\ eiemo
Do grji:dv? Iinpirador, P.dro segundo.
EDITA ES.
Vicente Thomaz Pires de Figucredo Carnar-
io, Commendador da Ordmn de Chrsto ,
e Inspector da Alfandega por S. M. I. e
C. O Sr. D. Pedro Segundo a Quem Heos
G. &c. e.
Faz saber que no dia 11 do correntese
ha de arrematar em hasta publica ao humo da
na porta da Alfandega o fardos com 500
cestos de vimo pintados no valor de lOj im-
pugnados pelo segundo escriplurario Joze Fi-
deles Barrozo de Mello, no despacho por fa-
ctura de Antonio Joaquim de Sou/a Uiheiro
sob o n. 5io3-, sendo a arremtalo sugeita
a Direitos e Expediente. Alfandega t) de
Junho de 18t. = V. T. P. de F. Cemargo.
ssy Pelo Juizode Direito da 1. vara do
('rime da Commarca do Becife se fez saber
aos habitantes do Termo de Olinda (jue o
junta apuradora da listas dos Jurados se re-
ne para comegar seus trabadlos, sbado
11 do correnle na casa da ('amara da Ci-
dade ; portanto todas as pessoas que tivereni
rcclamacdes a fazer contra excluzao ou in-
cluzfio indevida na lista comparecern no re-
ferido lugar.
tj~ Pela AdministragSo da Meza do Con-
sulado se faz saber que no dia 14 do correnle
mez se hAo de arrematar porta da tnesnia
Administragao duas caixas de assucar blanco
aprehendidos pelos respectivos empregados do
Trapixe do Angelo por inexalidAo das taras,
sendo a arrematagao livre de despe/as ao ar-
rematante. Me/a do Consulado de Pernam-
buco 8 de Junho de 1842.
Miguel Arcanjo Monteirod'Andrade.
D E C L A R A C O E S.
ssy Os donos das laxas de ferro, que se
achilo no caes da Alfandega sao avisados rara
as despachar e d'ali remover por todo o pre-
sent mez de Junho ; por quanto tendo de
se proceder a obra no novo trapiche preciso
se faz o lugar por ellas oceupado para deposi-
to de matoriaes.
ANNUNCIO VOS INniGF.NTRS.
A Sociedade de Medicina d s pessoas que
nSoesto em circunstancias de retribuir aos
Facultativos urna consulta gratuita as Tor-
gas Quintas eSabbados das 10 horas ao
meio da na casa D. 2 da ra do Cabug. por
cima da loja de cera, no canto da ra das La-
rangeiras, pela qual se entra para a dita casa.
No da 51 de Maio principrAo as referidas
consullas. Pernambuco 8de Junho de 1842.
Dr. Sarment Secretario perpetuo.
tsy D'ordem do Snr. Inspector so annun-
cia que no dia 14 do correnle se hade ven-
der em hasta publica na porta do Almoxarifa-
do d'csta reparlgo os medicamentos que
sobrarao da ambulancia fornecida a Barca
Triunfo da Inveja na sua vagem para a Ilha
de Fernando as pessoas a quem a compra
dos mesmos medicamentos possa convir sao
convidadas pelo presente a comparecerem no
dito dia c hora. Secretaria da Inspegio do
Arsenal de Marn ha do Pernambuco 51 de
Maio de 1842.
Alejandre Rodrigues dos AnjosJ,
Secretario.
CONSULADO DE PORTUGAL.
%3~ Polo presente se faz publico que no
sabbado 11 do correnle pelas II horas da ma-
nila na ra Nova segundo andar da casa
I). 7 se ha de fazer leilAo iinpreteriYelmente
do splio do fallecido Joze Elias de Miranda ,
subdito de S. M. Fidelissima que consiste
em um escravo roupas o movis do seu
tizo. O inventario e as condigoes do leilo
serio patentes em o acto d'arrematagAo. Con-
sulado de Portugal em Pernambuco 8 de Ju-
uhode 1842.= J. B. 'Morena Cnsul.
= O Arsenal de Marinba lera de contratar
os fon.eciineiilos dos objectos abaixo declara
.los pelo lempo que couvier aleni do con-
tracto d'outros fornecimenlos j annunciados:
amotolas, ago arcos de pipa dito de bar-
rica agudias surtidas rame de ferro di-
to de lalao brim ingle/ dito da Russia ,
broxas, bombas de ferro, ditas de cobre,
baldiadeiras conchas de balea defaroha*
ditas do cobro calcas, camisas, cruvos de
tonel de pipa e de barrica, chumbo em lenco!,
pilcaros de folba embornis de sola faroes
de vista o de vidro lanlernas de vista, e
de vidro lio de vella ferro inglez oda
Suecia dito em verga redondo e quadrado .
guarda iniirrao de folba galos com sapati-
llios, sapalilhos jugos de medida de fari-
nia limas surtidas lenba de barca livros
em hranco, niangueira de sola saceos, po-
der nei ras peles de carneiro funiz de folha,
chpelas remos sondare/a taboado do
pinho tinta propalada laixas de bombas ,
ditas de cobre izarcao vermelliAo : as pes-
soas a quem convenbao fazer cada um destes
fornecimenlos, sao convidadas pelo sen hor
Inspector para apresentarem suas propos-
tas na secretaria desla Inspccgo ate o dia
l.'i do corren te. Secretaria da Inspcc-
go do Arsenal de Marinha de Pernambuco
8 do Junho de 1842.= Alexandre Rodri-
gues dos Alijos, secretario.

( 1 ) D>s res de S. Paulo.
amistar este consorcio em que j nao pode
consentir. Chegando porta do quarto v
um vulto e sola um {rilo do espanto re-
conhecando o hornem que Ihe era to caro ,
e por quem lano havia padecido.
E's tu Gaspar ? es tu : exclama fura de
si e vai a langar-se-lhe nos bragos.
Ao ouvir esla voz que tantos encantos ti-
vera para elle algum da Gaspar hesita o
seu furor o seu ciume comegam a desvane-
cer-so ; eelle ia talvez ceder quando abrin-
jo Josefina a porta do quarlo a vista dos
enleites, dasjoias, dos vestidos de noivado
espalhados por cima de todas as mezas e
cadeiras vem accender de novo e exasperar
o seu furor.
Sim son cu : grita com voz horrivcl, e
a agarra com nio convulsa por um brago.
Ouve-se um tiro e Joselina cabe sem vida
alravessada pelo coragao. O sangue espana-
na-lhe da medonha ferida salpica o assas-
sino e ensopa o pavimento. Gaspar consj-
T II E A T R O .
= O; trez Viciozos ou Destino e educa-
co ; que a pedido de militas pessoas se re-
presenla a Beneficio de Pedro de Santa Roza ,
Domingo 12 do frrente no Thcatro publi-
co = Personagens. = Loredano rico pro-
prietario (ama. = Flor indo dado a sen-
suahdado, Antonio Lopes Riheiro = Ro-
mualdo dado a embriaguez Gamboa =
Leandro dado ao jogo, Elcutei io = Mal-
donado vadlo Cimba Guimares = D.
Frederico jogador, Joze Masimo Cabial =
Um Negociante do Ro de Janeiro Joo Joze
Lopes. Um Oficial de Polica, Pedro de S.
Roza = O corre'or de Florindo Pedro da
Silva = Eduardo Juiz de Direito, Sebasliao
Arruda = Pedro creado Modesto das
Chagas = D. Eulalia Bita da Gama= D.
Henriqucla, Joanna do Freitas Gamboa=
D. Adelle Jozel'a Candida de Mello = Mada-
ma Lucinda Luiza da CoiiceicAo = Sofa ,
creada Mara Joaquina. = Parlo!. = O
Roubo o o Jogo = Parto 2. = A Embria-
guez c o Incendio = Parle 5. = SenSuid'-
de e Assassinio. Os inle vallos sero prehen-
chidos por escolhidas overturas. Rematar
o Expectaculo com o Pantomimo =; A Re-
cluta na aldeia.
TIIEATRO DE TARDE.
asa No dia 15 do torrente lera lugar o pri-
meiio Expectaculo desempep.hado pela nova
i_L !U.. i ^^^1
dera um momento com ternura e espanto es-
te cadver involto no seu sangue, c tirando
outra pistola a desearrega contra a sua cabe-
ga ; porem o tiro, apontado com mao incor-
fa nao fez mais que levar-lhc parte da face;.
Entilo Bartholo que havia corrido logo ao
primeiro tiro, entra no quarto de Joselina ,
eprecipita-se sobro o seu ensanguentado ri-
val. Empcnha-se entre ambos urna lula ler-
rive! cahem a bragados e rolam pelo pavi-
mento ; porem Gaspar cujo ceg furor dio
augmentava as Porgas consegue metter dc-
baixodc si o seu adversario e procura des-
pedarar-lhe acahega com repelidos golpes da
pistola. Chegam em lim todas as pessoss
que se nchavam reunidas no saldo e apode-
ra m -se do assassino.
A 27 de Maio do mesmo auno de 1857 o
novo de Inspruck acudi em niultidoa ver
exiciitar no patbulo um mogo de 20 annos.
Esto ningo chaniava-sc Gaspar Boldheim.
FIM.


afi
,4
companhia do Jovens artistas. Depois de u-
ma excelente overiura abrir a sccna con
a representago do novo e insigne drama cm
2 actos critico e moral -- o capricho de urna
mullicr Intei vallos -- .No fin do I. aalo ,
os 2 gladiadores combatendo. No liin da pe-
ca as scgninles sortes de gymnastie.a. 1.
Hercules suspenso pelos pos ceiundo grega
com 2 genios 2. Os 3 Alcidea suspensos
em forma triangular um dos quaes susten-
tar em cada mo um pe/o de duas arrobas ,
e nos denles um de arroba. 5. Os dous ara-
bes formando diflercntcs sortes no ar. i.
llercules suspendeiulo os 3 Alejaos. 8. O mos-
mo suspendendo urna nuvem com 5 genios.
0. O mesmo na corda de arco pendurado por
um pe e sustentando no ar 5 arrobas de pe-
jto. Rematando o espectculo com Danea
de corda bamba ejecutada por um arlequn)
o2palhagos, formando bellas e difliceis al-
titudes algumas das quaes inda nao vistas
nesle Theatro.
O Director espera que o Ilustrado pu-
blico uzar da precisa indulgencia com os
jovens artistas, desculpando-lbesos troperos
e desintelligencias que por acezo possao a-
prezentar sobre a scena na Uo diflicil arte
de imitar a nalureza.
Principiar s i horas em ponto.
gmda feira 15 do correnle as 10 horas da ma-
nda 5 e adverte-se. que a grande variedadedos
objectos c o prego qualquer que seja porqu
serio vendidos muilo deve convidara con-
eorrencia dos Srs. Arn matantes.
xsr Amorim limaos cont nuaro o seu lei-
lao no annazem de Fernando Joze Drague.
nos dias 11 e 18 do correnle de rolos de fu-
mo barris e quarilas de loucinbo por
conta de quem perteneer.
tsr Silva Barroca & Andrade fazem leilao
por intervencao do Corretor liveira de 2(50
feixcs de arcos de ferro avariados de agoa sal-
gada a bordo da Barca Inglez Nigbtingale .
CapitoHunter, na sua rcenlo viagein d
Liverpool a este porto; boje 11 do correnle
as i I horas da manb uo seu annazem de-
fronte da Igreja da Madre de Dos.
AVISOS DI VED SOS.
CO\lM ERGIO.
ALFANDEGA.
Randimcnlodo da 10 de Junho 0:558> 101
DESC.Ultl-.CYO IIOJE 1 1 DE JIMIO.
Rriguc Poi tu;uez = Afi icario = Vinbo vi-
nagre azeile carnes e podras.
Barca Austraca = Gara = Farinha de tri-
go.
Briguc Hespanhol = Florentino = Azeile
doce e passas.
Barca Nacional as Eirmcsa = Fumo pessas
de cabos caixas com canella barri-
cas e gigos com botijas vasias e cai-
xas com fogo.
MOV.MENT DO PORTO.
NAVIO SAHIDO NO DA 9.
Montevideo ; Patacho Sardo Fortuna Cap.
Joo Baptista Richalmi carga assucar.
ENTRADO NO DA 10.
Terra Nova 3o dias Barca Ingleza Man-
chester do 105 tonel. Cap. Smith cquip.
\i carga bacalho : a II Ley den.
SAIIIDOS NO MESMO 1>IA.
Rio de Janeiro pela Babia Vapor de Guerra
Rrasileiro Corred do Brasil Com. o 1.
Tenente Benjamn) C. de Campos; passa-
geros Brasileiroso 1. Tenente F. V. Ro-
cha e sua familia Manoel Joaquim Hen-
riques Paiva 5 cadetes, e 21 pracas de
tropa o portuguez Noberlo Moreira e
2 Americanos.
Guadelupe ; Barca Franccza Zia Cap.
Friesz, em lastro.
AVISOS M A R I T I M 0 S .
= Para o Cear com a maior bevidade pos
sivel o patacho Nacional Laurentina quem
no mesmo quizer carregar ou ir de passageni
dirja-se ao seu proprietaro Eourengo Joze
das Neves na ra da Cruz N. 52 ou ao ca-
pitao do mesmo Antonio Germano das Ne-
ves.
T* Para o Rio de Janeiro o Brigue Nacio-
nal Reboucas Capito Antonio Joze Peixo-
to de superior marcha forrado de cobre ,
engajou a maioria do seu carregatnento e
com o que liver se obriga a sabir com a pos-
sivel brevidade; quem no mesmo quise* car-
regar embarcar eseravos ou ir de passagem
para oque tem superiores acommodacoes po-
de entender-se com os consignatarios Amo-
rim Irmos no Recite ra da Cadete D. 21.
ssy Para o Ro de Janeiro a sabir com
brevidade b Bergantn) Nacional Imperador
D. Pedro, Capilao Joaquim So a res Miarim ,
para carga, passageros e eseravos afrete,
trata se com Joaquim Baptista Moreira no
seu escriptorio ra de Apolo ou com c Ca-
pilao a bordo.
L E l L O E S
%W Oleilo annunciado por intervenga.)
do Corretor Oliveira para Sexta feira 3 do
corrente da excellenle mobiiia que guarne-
ca o sitio da residencia da ^enhora viuva do
fallecido Drr Classen no Manguinho papa
tena nao se tendo efleeluado enconsequen-
cia do mo lempo icou Irnferido para Se-
= Quem quizer saber em que consiste a
Felicidade : quem quizer regular-se com a
Fbula Russiana do Fazendeiro e o burro ,
offerecda concideraco dos Srs. Eleitores ,
leia o Carapuceiro N. 21. Vende-sena
Praca da Independencia loja de Iivros N\
57 ," e 58
Antonio Copes Ferreira retira-se para
Portugal a tratar de sua saude.
PIEULAS VKGKTAESEUNIVERSAES AMERICANAS.
Estas plalas j bem conbecdas pelas gran-
des curas que tem feito, nao requerein nem
dieta e nem resguardo algum ; a sua com-
posico 6 lio Simples, que nao fazem mal a
mais lenra enanca ; em lugar de debilitar,
fortificao o systema purilicAo o sangue ,
diigmenlo as secrecoes em peral : tomadas ,
seja para molestia chronica ou somente co-
mo purgante suave; o melhor remedio que
tem apparecido por nao deixar o estomago
naquelle estado de conslipago depois de sua
operario como quase todos os purgantes fa-
zem e por seren mu facis a tomar e nao
causaren) incommodo nenbum. O nico Je-
posito dellas em casa de D. Knoth agen-
te do autbor : na ra da Cruz N. 57.
N. B. Cada caixinha vai embrulhada em
seu receituario com o sello da casa em la-
cre prelo.
= Perdeu-ss no dia 8 do corrente, as duas
horas da tarte ao sabir do arco do S Antonio,
at a ra da senzalla ve'ha no Recife, urna
moeda deouro de 12*800 rs ; quem a tiver
adiado querendo restituir dirija-se a ruada
cadeia do Recife loja de cambio N. 48 que
ser gratificado.
cr Mlle. Zo Papn professora de msica,
residente nesta cidade ra Nova D. 11, de-
fronte da Igreja, d ligues de pianno em casas
particulares a raso de 12800 res por me/, a
duas lices por semana ,' sendo no bairro de
S. Antonio ea rasfto de i5j pelas mesmas
lices, sendo nos bairros da Boa-vista e Re-
cife. Tambem d liges de cantoria pelo pre-
go que se convencionar.
= Precisa-se alugar pretas e moleques pa-
ra vendercm azeite de carrapato s tardes:
na ra das Larangeiras sobrado D. 7 lado
do poente.
C3 Manoel Joze Machado Malheiro re-
tira-separa a Europa a tratar de sua saude.
S3r- ('.laude, Raffiin retira-se para Tora
do Imperio.
ct* Miche, Minero .retira-se para fora
do Imperio.
Bf O Snr. Manoel Pinheiro de Mendonca
dirija-se a casa n. 40 da ra da Cadeia do Re-
cife, para receber urna carta vinda do Serto.
tsr Manoel Joze de Magalhes Bastos,
retira-se para Lisboa tratar de sua saude.
t*y Da-se G00,> a premio de 2 por cenlo so-
bre pinhores de ouro ou prata ou com hy-
polheca em alguma propriedade livre e des-
embarassada : na ra do Collegio D. 8.
ssy Manoel Joze da Costa faz publico que
por havcroulro de igual nome se assignar
de boje em diante Manoel Joze da Costa c
Silva. i
*~y Quem tiver para alugar urna casa terrea
ou um sobrado de um andar no bairro do Re-
cife que nao soja em beco ou ra muito ex-
quisita e que tenhacommodos para urna pe-
quena familia e que o seu aluguel nao exce-
da de 12a, dando-se alguns mezes adianta-
dos OU um bom fiador : annuncie.
== O Bichare! Formado Francisco Carlos
Brando Delegado de Polica do 1. Districto
do Termo desta Cidade mudou a sua resi-
dencia para a r. do Civramento D. 3, i andar.
tar Alugiio-se dous pretos m ptimo
serrador e outro da-se gratis por algum
lempo para aprender o mesmo oficio : na ra
do Rangel I). 35.
jsr I>-sel02c em cobre por 100. em
sedulas : na ra do Rangel D. 55.
taf" Ignacio Joze Leite Guimarcs deixou
de ser caixeiro do Sr. Manoel Forreira Luna
desde o dia (ido Correte.
m>- Precisa-sede nina criada que saipa
engommar, lavar e coser : na roa do Colle-
gio I). 8 primiro andar.
x&- Quem quiser dar dinheiro nesta pra-
ca para o receber na Cidade do Lisboa di-
rija-se a pracada Independencia n. 2.
$S9- A DireccAo da Sociedado Amisade nos
Ene de conformidade com o 15 art. 19
dos Estatutos avisa aosSnrs. Socios, que a
reuniao em Assembla Coral marcada pelo
$ 1. art. 7 para o dia 15 do corrente tora
lugar pelas 5 horas da tarde na casa de
suas sessoes onde se po.Ao cm efclividadc
.sdisposico'S do artigo 10.
C5- Em resposla ao annuucio do Sr. Silva
Medeiros lem-se a dizer-lhe que por nao se
saber com eerteza a pessoa a quem oi com-
prada os bilhetes de sua rifa por isso foi o
motivo de se ter feito aquello annuncio, poi-
que do contrario j a muilo lempo se tena
hido receber o dinheiro dessa pessoa que os
vendeu portanto roga-se de novamentc ao
Sr. Medeiros que queira indicar o lugar qui-
se pago ditos bilhetes. ,
%ST Na ra Augusta casa terrea de urna
porta e duas janelas envidracadas defronte
do sobrado (pie se est fazedo, recebe-se es-
clavas ladinas ou mesmo novas para se ensi-
nar a coser, bordar fazer lavarinto, engom-
mar lavar de varrella c o mais servigo de
urna'casa conforme o gosto do scus snrs. ,
gratuitamente trazendo apenas o sustento ,
da maneira que aos snrs. convicr.
COMPRAS.
t^- 5 travos para coherta, de 5 i.palmos de
enmprido, e de 11 a 12 polegadas cm qua-
drode grasura, quina viva, sem brozio ,
piolho ou rasadura que seja madeira de lei:
na ra da Cruz n. 22 em casa de Manoel do
Nasciment Pereira.
w>- 8 arrobas de capim diariamente pe-
sado no recebiment, c posto na ra da Guia
ou na ra nova d'Alfande;; : a tratar com
Arcenio Fortunato da Silva na Alfandega.
iz?~ Eseravos de ambos os sexos de l2 a
2o annos : na ra do Fogo ao p do Rozario
D. 25.
tsy lima casa de mu andar e soto eo
rho proprio n ra do Facundos D. 7 ou
Uoca-se por urna casa terYa que tenha bom
luintal na ra de Hortas ou em S. Tfiereza:
a tratar na ra do Rangel O. 55.
S2^- Boiesde graxaa 100 os grand -s e
os'pequcnos a 100 rs. garrafas pelas a 70
rs. cada urna-, e frascos pretos a 00 rs. al
120 os grandes amenas muilo novas a 200
rs". a libra pipas e quartolas que loro de
agoa ardente. balangas pesos, e medidas
de pao, e de (landres que foro de venda e
dous caixes para mostrador de venda : as
5 ponas D. 25
tur Farinha de aramia a 320 vinbo do
Porto, de Madeira muscalel e de Selu-
bal palos presuntos cbourigos, e lodos
os mais gneros de venda por prego commodo:
na ra nova D. 2.
C9- Um mulato de 28 a 30 annos, proprio
para pagem e bom oficial de sapateiro na
ra Nova I). 9.
CE^Urna casa de um andar na ra das trin-
cheras com chaos proprios e quintal com
cacimba : na rua da Cadeia do Recife n. 12.
tSP" Cm escravo de bonita figura de 30
annos com officio de sapateiro e bom tra-
bajador para fora da provincia : na rua
das Flores D. 12 do meio dia at as 5 ho-
ras da taade.
tsr Brincos de brilhantes muito ricos ,
um ellegante faqueiro com 48 cobertos de pra-
ta o outros objectos : na rua do Vigario n. 18
om casa de E. Schaefer.
s^- A possede cem palmos de frente 800
ditos de fundo em um terreno alagado o
qual tem fronte para duas ras e paga an-
nualmente80j de foro, sendo o dito terre-
no no alinbamento da rua do Hospicio: no at-
ierro da Boa vista loja de alfaiate na quina do
beco.
VENDAS.
-C3" Livro de novena de S. Joo : na praga
da Independencia loja de livros n. 57 e 38.
C7 Czaos de rolas da India com filhos
pequeos por prego commodo : na rua de
Agoas verdes D. 55.
tsr Quejos muito frescaes por prego com
medo : na rua do Encantamento annazem
por baixo do sobrado do Reverendo Vigario
do Reeife.
cr Sacas oom farinha de mandioea de su-
perior qualidaile por proco commodo : ra
ruada Cruz n. 52.
cr Erna cadeira de dous bracos nova ,
pintada e dourada forrada de seda com bor-
las bambinellas vidro cochiin e tape-
te : na rua do Caldereiro atraz da rua de
Hortas D. 23.
tsr Erna casa terrea na rua da Roda D. 23
com bastantes commodos para familia : na
rua de Hortas D. 41. De.i% do Snr. Joe Pe-es Campello do Eg<-
XST Cm escravo mogo, mulato trabalba OMoCang ss. d> Sor. J.ie Mauricio de Oli-
veira Maci.1 (lep-.tili.rio gerai e do Sur.
ESCRAVOS FGIDOS.
%SF FukW uo di.i :>\ de Maio um pelo
de nome Jacinto uco augo'a iddi'.e pou-
co mais "n tueinia da 18 j a uios, b..si..ti-
le alt<> e g oc ?e ii b>rla inda huc.*', rom
cae.' de estopa >* cauizi de clii.l bi-u ; iptem
o p gar l-ve-o a vend d? Uiugo Rodi gu i
em fura !e Pmt.'S que s> l iecomp\
C? Nt noile de i 9 do p. p. f"giilo o ni ne-
gro e tuna Nva** Ciiu o .-^giides siguinle,
o negro be ful ile non e Aut nio Tedio ,
ladino eni laliiiie, qui p.ue.e criouto por
tei viudo inuit pequeo da suilrn que
diesel beng'i ll> bsiii parecido, abura >!
diuarit gros-o ducoipo lendo j-na-pm-
ti' deeabellj braHCin pela fiziuiiDiiiia nao
reureteuld Ivi inai' de 5o aiiiion de uladc ,
lem um 9god mui divnelo em sima de um
p que he una marca redonda do laman1
de quatro vinU-ns de pi .la por llie l r cabi-
do em dito lugar niel quelite na reftMrffiu de
msuc r eui rujo empiego i rtete I leou
alem da roupa do votpO, lgu-ia IMala dr iur-
timenio dentro de um lurio de pele de c*i-
i.eiro brinco c.imizas, se.oulai de a'godio
da Ierra cacas e aquilas de diverjas M-
zendas econsj uzadas levando mais urna
lede de algodo quaie nova e bita verme-
Ifij : este iKgro fui esc; ai o do Snr. Leonar-
do Bizerra Cavalcan r do brejo da Madre de
bem de sapateiro e sem vicio : na soledade
delronte do segundo andar do Hospital.
X23~ Erna negrinha de nago, de 15 an-
nos e com principios de costura um mo-
leque de nago com principios de pedreiro ;
e um mulato claro ptimo para pagem : na
rua Direita D. 20 lado do Livramenlo.
ss?* Erna negra do gento de angola de
20 annos boa quitandeira ensalma cozi-
nha paga por dia a 480 a vista do com-
prador se dir o motivo da venda : no Monde-
go D. 05.
t~ Em proto de 25 annos de bonita fi-
gura : na rua da Galdcreiro sobrado de um
andar D. 1.
ssr 0 moleques de nago ., de 1 i a 10 an-
nos; c um preto de 25 annos, todos com
muito boas figurase sem vicios nem achaques
e perfeitamente ladinos : na rua Nova n. 105.
W Erna morada de casa nova de pedra e
cal, nos A (Togados por 550* ; quem pre-
tender annuncie.
ts?- Em escravo de nago de 20 annos ,
bom carreiro e trabalbador de enchada : no
beco da Eingoeta venda de Joaquim Joze Re-
bello.
OT" A oitava nona e decima parte da
paula das Alfandegas : na praca da Indepen-
dencia loja de livros n. 57 e 58.
%ST Em boi filho do pasto mango, e umi
carnea: na rua estreila Jo Rozario D. -/(i
no segundo andar.
Ignacio da Roza. A n< gra lie de naci cosa,
d- nome Caherina, ropre/.cnta ter quarnit,
e lautos anuos de idade, ht-m parecida de ca-
ra nuil afiliado gros>a do coi pu pcilS
gruidos, aliuia prop>ni f. n d o m ralo na
cal) ca de c.irugar taliolleuo, talhas de >a
tena en ambis as le.'i principando os
dilis i ilbo |ogu de'iaiaodas mames tbe ao*
cant<< da bocea, tomo arqu a lo, uraap'rii)
mnis giONta do <|Uj uuira pe apapagaiadtw,
tendo um ^igllal mui vizivel, que veni c
Ur no meio de urna da rain Has uta eilx'CO .
ou caln;bo : levou n<> coi po .-aia de ganga a-
/ul j i ii inl.1 e ealieiio de madapolu j W-
llio, Daonv da 10-ta quaie no\0, levando rlls
de si.b-eleiile 4 vestidos j uzadoi aendo i
de chita, e um tle c^.-.-a com palma ""
Sabii'j lodos ii.. nie.m. boi'a laul > < ne-
gro coiiio a negra j o. seit-m lodo parecei-
ros, e esir.it os d > uiesiuu Sur ; quem del les
souh i e os pegar, h-ja ile leva-> a Sur.
do iiiio na i ua Velb da B.o-visla sobra-
do da esquina que tolla para a rua da A e-
giia, querr gineroz. mi nte |>ag-' de todo seo
tralallioj a>sii>.i cuno pOttla-*B pioced r
com lodu u iij;or da Iri iouJ*a qualquer |ies-
soa que os I Ver animado se i.'epo dulean-
nuiu .< o.s o fizer coi.di zi ai eo Sr. p *
meio que tur u ais omh emente.
RECIFE NATYP. DEM. F. DE F. a=W3
-L


Full Text
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