Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04669


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Full Text

IL,
Anno de 1842.
Ter^a Feira 7
Tuilo eeora dren<'e ''* n<" BaMB,0a ^" nos,a prurlenoia moderaran e energa : con
como piincipiair.oa e renos B|iiinlailon coni silmiraco entre as NtfTci niai
,,n.u (Proclamaciio ila AoaeatbWa (eral ilo traiil )
culta. ___________
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
, Taraiba e Rio grande ilo Norte, segundas-e sextas feira.
< h Serinhaem, Rio Ponooio Porto Cairo, Mar* i e Alagoas noJ.*
'"'.' ij Santo Antiio quintas feiras. Olinila loilos os dios.
DAS DA SEMANA.
t su. s Noberto B Chae. Aud. do J. deD. da 2. t.
2 vr. Roberto Ab Bel. Aud. do J. de D. da 1. .
' Ouari. a. Salusliano U. Aud. do J. de D. da 3. t.
J Ouint sa. Primo e Felisiano Mn Aud do juii de TV da 2. v.
l i s Mareada R. Aud. do J. de D da I. r.
l S-b "Bernab Ap. Re. Aud. do J. de D. da 3. .
J )om. J. Joto deS. Pasudo, s. Onofrc
M.
de Jxutiuu Anno XVIII. N. 120.
My^j^-ur^iMaiUIJIlIWIall IIMIIIHMlffli '. ...-11IJIIIIIII laHI I I
O Diario publica se todos os da- que nao foreru Santificados o preeo na aosignatqra. '">
do tres mil reii i"r quartel pagos adianladoa. Osannuncioa dos aaeignanles s.io inseridos
gratis e oa dos que o nao forem rtfiSo de SOreis por linba, \* reclamaecs deresa s.-r
dirigidas a esta Typografn roa daoCruiea D -; ou praca da Independencia loja de ff roa
Numero 37 c 3S.
Cambio sobre Londres 27 d. p, '.I
M l'aris 3.i0 reis p. franco.
i. .isboa '.).) por I lili de pr,
Ouno-Moeiladefi.U \ 15,401)
N. 11.200
. de 4,000 S.600
Prata Patacftei .,s"
CAMBIOS no da 6 de jimio.
'r..t% Petos Columaarea 4,72(1
0 .i Mes. icanaa i ,72o
tuda 1,500 a 1,500
Moeda de cobre 'i por 100 de desrontn.
Des onio ilr billi. iia Mfaadege 3)4 por 1011
ao mez.
Ideas deletree de boas lirosaa Ir :i 1 ? f.
Preamiir do dia 7 de Junlio
i." a 3 boiaa e V2 m. da manli.i
2. s a \ lloras e (i m. da tarde.
Ouart, min*.
lu Nora
Quart. rese.
La i'lieia
PHASES DA I-'A NO MEZ l)K JU.MIO.
a | -- s 'i liorss e ;'2 m. da matili.
, S-- i 7 horas i- 53 m. da lara.
a I.) s 2 horas e 33 m da taid.
a 22-- s 7 huras e 2 m. da I mi.
DIARIO i>E PERNA
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 31 DO PASSADO.
Ofllcio Ao inspector da thesouraria da
fasenda ordenando em salisfaQo ao que
requisita no ofllcio que Ihe remelle o co-
ronel Joaquim Joze Luiz de Souza, que se a-
cha na capital do Para ern commisso do Go-
verno Imperial; que mando pagar ao seu
procurador n'esla cidade o major Manoel
Joaquim de Oliveira as vantagens que Ihe
forao mareadas e consta) da guia enviada
a aquella lliesouraria a 10 de Janeiro do au-
no corrente contadas at o fim de Abril ul-
timo.
Dito Ao supramencionado coronel in-
telligenciando-o da expedido da ordem ante-
rdenle.
Dito Ao inspector da thesouraria das
rendas provinciaes, determinaiida-lhe, man-
de pagar a consignarlo, que se estiver deven-
do aosestabelecimentos de caridade e que
d preferencia taes pagamentos segundo
as forces dos cofres provinciaes.
Dito Ao Engenheiro Vautliier disen-
do, que pode reqi'isitar ao administrador fis-
cal das obras publicas as madeiras taboas ,
c o mais que precisar para o dossecameuto
das ra* d'esla cidade ; e quo ao dito admi-
nisttador tem expedido as convenientes or-
dens respeito.
Portara A'oadministrador fiscal interi-
no das obras publicas dando as ordens, que
no ofllcio supra diz I he forao expedidas.
Dita Ao commandante da barca de va
por = Baldara = ordenando, que entre-
gue ordem do inspector do arsenal de ma-
rinha as qualorse pravas de primeira linha ,
que se achAo doentes lim de irem para o
hospiUl 5 e scientificando-o do que ellas se-
ro indicadas pelo alteres commandante do
contingente.
Dita Ao inspector do arsenal de mar-
iiIki para fazer desembarcar de bordo da
supracitada barca as pravas mencionadas na
precedente portara o remettel-as na tarde
d'hoje para defronte do hospicio so hou-
ver mar ou para o seguimento da ra da
Aurora fim de irem para o hospital.
Ofllcio Ao commandante das armas ,
participando ter expedido a ordem anterior ,
em resposta ao seu ofllcio d'esla data, em que
a requisitava.
Portara Determinando ao commandan-
te geral do corpo de policia que d baixa ao
soldado Joze da Cunha Maraes Alves e o
mande apresentar ao commandante das ar-
mas para assentar pruca no batalho provi-
sorio segundo se offerece.
Oflicio Ao commandante das armas in-
lelligenciando-o do contedo na anterior por-
tara.
Portara Ao commandante do vapor =
Correio Brasileiro=, para reoeber a seu
bordo e transportar para a Babia ao Coronel
graduado Joze Thomaz Henrques ao alte-
res Joze Tlioma/. Henrques Jnior cadete
FelicianoQuintino Ladislao Henrques sar-
gento quartel-mostr Joze Alves Moreira J-
nior sargento Joo Antonio Leito e sol-
dados Manoel Gomes Ferreira Januario Jo-
ze de Fraga e a mulher d'esle.
Ofllcio Ao commandante das armas ,
communicando a expedico da ordem prece-
dente.
dem do da I. do corrente.
Oflloio Ao commandante das armas or-
denando que mande por em liberdade An-
tonio Felis de Barros queteacha na liba de
Fernando de Noronha cumprndo asenlen-
Ca que Ihe foi dada pelo crime de segunda
tleserfao agravada: por isso que est compre-
bendido as disposees dos decretos de 0 de
Agosto de 1810.
Dito Ao mesmo aecusando reccpe/io do
seu oflicio de 51 de Maio ultimo, declarando,
que nao considera estar o Capitao Adelo
Lopes de Sant'Anoa no caso de responder
conselhode guerra pela falta de entrega n'es-
la provincia de cinco prisioneros livres do
Rio grande do sul que foro confiados com
outros sua guarda pelas razles e docu-
mentos que aprsenla o dito capitao : e no
qual pede, que a presidencia lome esteobjec-
to em consideradlo : signilicando em respos-
ta que, com quanto parego attendiveis as
mencionadas razdes, todava nao pode sus-
pender a execuco do Imperial Aviso do 0 do
mez lindo que mandou mettercm conselho
o oflicial em questo : e devolvendo os docu-
mentos e papis que Ihe enviou fim de
que sejo presentes ao conselho e com elles
possa juslificar-se o referido oflicial.
Dito Ao desembargador Gregorio da Cos-
ta Lima Belmont disendo que lica sciente
de se achar elle no exercicio de presidente da
RelacAo por estar molesto o desembargador
consclheiro Thomaz Antonio Maciel Monte-
ro e de ter nomeado ao desembargador Do-
mingos Nuncs Ramos Ferreira para o subs-
tituir no lugar de procurador da coroa Fa-
senda e Soberana Nacional e no do rela-
tor da junta de Justina ao desembargador
Jo/e Libanio de Souza.
DitoAo inspector do arsenal de mari-
nha signiicando-lhe em resposta ao seu
ofllcio de 27 de Maio prximo passado que
convem em ser de hrigue escuna a armaeao
da escuna em construeco.
Dito Ao director do arsenal de guerra ,
autborisando-o para dar baixa ao educando
Jeze Joaquim Alves que em seu ollicio d'es-
la data informa quo desapparecera no dia
50 de Abril prximo lindo.
Portara Ao commandante gejal do cor-
po de polica-*,1 ordenando que mande apre-
sentar ao che fe de policia da provincia um sol-
dado do mesmo corpo, fim de servir de or-
denanza ao delegado do termo do Cabo.
Oflicio Ao chefe de polica intelligen-
ciando-o da expedico da ordem supra, ern
resposta ao seu olficio de 51 do Maio ultimo ,
em que a requisitava.
PortaraMandando passar nomeacAo de
cirurgifto ajudante da Ilha de Fernando de
Noronha ao cirurgio Joze Soares de Souza.
Oflicio Ao commandante das armas ,
participando, que a vista do que elle infor-
mou em oflicio de 50 do mez prximo passa-
do expedio a ordem antecedente.
Portara Nomeando o cidado Antonio
Alves de Souza subdelegado da nova freguesia
de Alagoa de baixo termo de Garaiihuns.
Oflicio Ao chefe de policia participando
ter feito a nomeoQAo supra 5 e remettendo-lhe
o titulo do nomeado fim de que o cumpra.
Portara Nomeando Francisco Caval-
cantc Jame Galvo subdelegado da freguesia
de Iguarac.
Ofllcio Ao chefe de polica inlelligen-
ciando-o da nomeaco antecedente, o disen-
do-lhe que vista do titulo que Ihe en-
va fa^a entrar o nomeado em exercicio.
Dito Ao engenheiro Vautliier disendo,
que vista da sua informarlo dada em
oflicio de51 de Maio lindo, tem concedido
seis meses de prorogagao ao arrematante da
obra da estrada de S. Amaro.
Ditos Ao inspector da thesouraria das
rendas provinciaes ao administrador fiscal
interino das obras publicas e ao inspector
geral interino das mesmas obras participan-
do-Ibes ter concedido a prorogacAo deque
larda o olficio anterior.
Dito Ao juiz de direiro da comarca de
Santo Anto, conimunicando-lhe ter nomea-
do Joze Thomaz Goncalves do Rosario para
escrivo privativo do jury d'aquelle termo.
Dito Ao juiz da primeira vara do civel ,
nomeando-o para presidir o andamento das
rodas da primeira parte da decima lotera do
theatro que ter principio no dia 7 do cor-
rente no consistorio da igreja da Conccc,ao
dos militares s 0 horas da manlul.
Dito Do secretario da provincia aoescri-
vao da supradtada lotera ntelligenoiando-
o da precedente nomeaejo.
Dito Ao doutor Jernimo Martiniano
Figueira de Mello encarregado da slalistica
da provincia participando, ler ordenado
todas as cmaras municipaes e parochos da
provincia que remetto presidencia com a
brevidade possivel as informaces, que Sua
S.a requisita em ollicio de 28 do passado: 0
signilicando-lhe que ellas Ifio sero Irans-
mettidas logo que forem apresentadas pro-
vincia.
DitoDo secretario da provincia ao pri-
meira da Assemblea legislativa provincial,
remetiendo os authographos dasleis provin-
ciaes d'este anno, que S. Ex. o Sur. Pre-
sidente bou ve por bem sanccionar numera-
dos de n. D5 107 : e intelligenciando-o de
que o authographo da lei do orcamenlo das
cmaras te ve 011, 108.
COM MANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DIA 25 DO P.
Oficio Ao Exm. Presidente commu-
ncando-llie que no acto de embarcar em
Junhodo anno passado um caixao onde
biao acondicionados varios pannos e pecas
de fardamento cortadas perlencentes a agen-
cia do terceiro batalhAo d'Artillieria licaro
taes pannos, e pegas de farda ment inteira-
mento podres, e incapases de applicacao e
ponderando, que ni o devendo a cai xa admi-
nistrativa dobatalho perder quantia da reis
807^285, importancia dos objectos avariados,
por ser a avaria feita em acto de servieo ; 10-
gava a S. Ex. houvesse de mandar indemni-
sar o batalbo da referida qiianlia c orde-
nar o destino que se oeve dar aos panos, e
pecas de fardamenlo arruinado constantes
da relacAo que Ihe transmettia.
Dito Ao inspector da lliesouraria re-
mettendo-lhe os papis de coulabelidade do
destacamento da guarda nacional da comarca
do Limoeiro do I. a 10 deste, mez fim
defiuafossempagos, ea respectiva impor-
tancia entregue ao cabo d'esquadra Manoel
Germano de Miranda e participando-Ibes ,
que o mesmo destacamento deixara de exis-
tir no referido dia 10 sendo por ordem da
presidencia substituido por outro do corpo
de policia.
DitoAo chefe intirino da primeira legi-
ao da guarda nacional deste municipio ins-
tando pelos esclarecimentos pedidos em olli-
cio de 18de Margo ultimo, ao qual acoropa-
nbou por copia o mappa do armamento, e
corrame fornecido a mesma legiao pelo ar-
senal de guerra, desde a organisaco de guar-
da nacional al o presente.
No mesmo sentido se oflicinu aos chefes da
segunda, e terceira legioes deste municipio.
Dito Ao juiz municipal da terceira vara,
Stgniflcando-lhe que estavo dadas as or-
dens para ser retido no quartel Luiz Pe-
dro Seabra soldado do terceiro batalho do
artilheria por se estar procedendo judicial-
mente contra elle, conforme participara em
seu ollicio de 22 do corrente.
Dito Ao Teen te coronel do batalho de
guardas nacionaes destacado, scientifican-
do-o que a presidencia tem mandado ts-
pedir o desfmenlo da guarda nacional da co-
marca deNasareth fasendo-o substituir pe-
lo contingente que a guarda nacional da-
quella comarca linba de dar pava o batalho
destacado, sendo todava o mesmo contin-
gente commandado pelo segundo comman-
dante do corpo do polica Joaquim Joze Pi-
mentel e dando-Ihe varias disposigoes a-
cerca do pagamento de taes pragas qflo de-
viso de ser ler ramadas pelas companhias ac-
tualmculc organisadasexistentes na capital.
Portara Ao capitao commandante inte-
rino do lerceiro batalho d'artilheria a ji ,
mandando em execugo ao Aviso Imperial de
2 d'Abril deste anuo e oflloio ta presiden-
cia do !Sdo corrente mez excluir to mes-
mo balalhAo com passagem para o quinto Cor
poda mesnia arma do Rio Grande to sul,
.1 IT'.i pragas que al'i so uchAo destacadas ,
constantes da rclagAo (pese Ihe transmettia,
devendo enviar sitas guias a secretaria militar
[tara terem convenii nto diroegao.
Dita -Ao mesmo mandando excluir do
batalho com guia do passagem para o pro-
visorio o I. cadete da 0. companhia Esle-
vio Joze l'aes Brrelo.
DitaAo lente coronel commandante
ilo batulh.o provisorio autborisando-o a re-
ceber com guia de passagem o cadete men-
cionad ) na precedente portara.
DitoAo capitn commandante da compa-
nhia d'artlicos, mandando receceber nesta
dala como prara voluntaria r.a qualidadede
1. cadete a Antonio Carlos Paes Brrelo ,
quo como tal sei vira no 5. batalho d'arti-
lheria, praticando-se a seo respeito o quo
determina a resolugo de 7 de Dezembro do
1825 mandada observar pela imperial pro-
viso de 7 do mesmo mez, do anno do 1855.
REPARTICo DA POLICA.
Parte das oexorrencias to dia 2 c 5 do
corrente.
O commandante geral to coipo policial
participa que forao presos no da 2 pela 2.
palrulha da ra duos ie dillercnle sexo cujos nemes e mo-
tivo da priso nao meneionou a mesma pa-
lmilla ; pela I. latrullia da ra da sen/.dla
velha os cscravos Domingos, e Vicente ;
pelo cabo do piquelo do .sobredi lo corpo, Tilo-
ma/. Francisco d'Almeida por estar insultan-
do a outrem ; o pela pattulha da praea da
I loa-vista Caetano Roilrigtfes por ebrio e
no dio 5 pela 2. palrulha da ra da senzal-
la velha Mara Rezendo da Conceiga por
desorden) ; pola Uo Carino, Pedro Joze dos
Santos por suspeilo ; pelo inspector de Be-
lem Francisco Fragozo do Soiza 5 e pela 1.
patrulha da praca da Boa-vista um cscravo ,
por Ihe haver tirado urna pedrada ; e final-
mente cpie n'esla cidade nao occorrera mais
novidade.
Possoas despachadas no dia l.
Rio de Janeico = Joze Tavarcs ;a Gama -
Cidado Brazilleiro, Joaquim cAHoneo,
prelo escravos de Antonio dos Santos Ferrei-
ra Joze cscravo de Joze Mara Percira Ra-
mos.
Aracatv = Nemezio Pereira de Lira Bra-
sileiro Antonio Manoel Bozas Brasiloiro.
Monte-Video =s Joo Antonio de Morae^ ,
Porluguez.
Inglaterra = Thomaz I!. Pawcr, Inglez ,
Henriquo Cbrislophera, Inglez.
Rio Grande do Sul =: Marcelino Carvalhn
Bapozo. Brasiloiro.
fcXTKlUOL..
DETROSPECTO POLTICO.
Km Inglaterra discute-se uo parlamento o
imposto sobro as rend 1;. c a governoconlinoa
acontar com a maioria na decso ilesta me-
dida importante 8pesar da resistencia moi
viva e quasi geral quo o projeelo encontrou
no primeirodia da sua appresentagfin Sir
Bobert Pee! tom-se oceupado com rara porse-
; veranea em dominar a sua maioria, e em de.
.1


I
J==
M
bellar lodosos obstculos. A opposigo whk O Govemador gcral Bugeaud tenciona pr-
conhece que entra n'unia hita sem resultado--ni< frente das Torcas que vo operar contra o
Emir e dar em fim urna ligo as tribus llad-
c Lord John Bussell, o chute da opposigo,
tern manifestado indicios de desaiiiuiac.'io nos
discursos que proferid contra o systema fiscal
dos lory.
Os desastres da India apesar de consido-
raveis, sao menores do que se suppoz ao prin-
joutesque sirva de escarment aos inflis
Quatro naus de Iroha procedentes do Le-
vante haviam entrado em Toulon e suppe-
su que parlirao para as aguas de .\Iarrocos a
ni de fazer urna demonslraeo sobre Tnger,
ia-
nba feito causa commum cora os rebeldes
e formou-so urna liga de cheles inusulmanos
para expedir os estrangeiros do Affghanistan ,
mas as rivalidades de casta que separatn as
tribus da Asia sao un obstculo formidavel
c scriio condemnados a soffrer a pena imme-
diata. Noentanto morreu de paixo a me
i!e umsjos cheles desse trama poltico.
A Prussia contina a affastar-se da allianQa
cipio. certo que 13 a I 1:000 soldados ao je exigir salisfaco pela quebra da neutralu
servigo Brilannco perecerm na retirada de de dessa potencia Barbaresca
Cabul e que apenas un Europea conse- As ordeos para a internagaodos hespanhoes
guiu entrar em Jallalabad. Mas nem esta Christinos revogaram-se; mas pelo em quan-
pra$a nem Candalcar onde existe o General; to nada ha que indique um projecto de inva-
Norlcom 12:000 bonicos cahiram era poder sao atravez dos Pyrneos por parte dos refugi-
do fnimigo. l'klibar-lvhaii toinou a cidade de ados que existem em Franca.
Ghuzni j mas o Coronel Palnincer sysleiitava Desinlelligcncias de commercio tem irrila-
a cidadella o tinha vveres para seis mezes. de- os Soberanos da llollanda e de Napoles,que
O protegido dos liiglez.es Schah-Soodja ti- publicaran) maniTestos e parecen? dispostos
a recorrer s armas se a Russia e a Inglaterra
nao sa apressarem a apresenlar os seus bons
olflcios de mediaco entre as potencias di-
sidentes.
Os implicados na conspiragode Bruxellas.
para a campanba dos indgenas. Os Mahrat- que foram condemnados morte pelos tribu-
tas e os Sikhs visinhos dos insurgentes ollerc- aes, conlam com o perdo do Bei Leopoldo;
cen prolecgo aos senliores do Indostan ean- '
tes querem a supremaca europea do que o
triunfo dos Aflghans.
Noentanto Sir Bobert Peel disse na C-
mara dos Cominuns queo revez de Cabul era
urna caiamidade como nao olVerecia exemplo
a Historia da Gralketanha e que erara in-
dispensaveis os meios extraordinarios para re-
parar tantas pedase evitar a influencia que
o massacre de Cabul poda exercer na popula-
cao da India, c nos paiz.es onde o dominio In-
glez. repousa mais sobre a forga moral da opi-
nifio do que sobro a Torca phvsica.
Um reforco de 15:000 liomens Kuropeus se
destina para a Asia e os poilos do canal es-
to cheios de soldadesca que se dispot! para
embarcar. As despezas enormes que esta ex-
pedico va oecasionar sao o sacrificio mais le-
niivcl para a Inglaterra. A despeza ja supe-
rior receita do Estado ficar sobremaneira
aggravada e quandose pensa que Lord Ke-
ane em 1850 para fazer urna pequea campa-
nba de tres mezes com 12:000 liomens gastou
porto de 300 raribes julga-se infailivel o
dispendio do dobro dessa somma para (|ue as
tropas que vai commandar Sir 11. dTrban
conquisten! de novo os dislrictos do Aflgha-
nistan. Onde haver tanto dinlieiro para sa-
lariar essa guerra formidavel aggravada com
os encargos da China ? Lis o que os polticos
Inglezes nao podem indicar.
Em Franco, continuara asquexas dos dis-
lrictos manufactrenos e agrcolas por causa
da falta de deciso sobre a queslao dos assu-
cares o pela accumulago de vinhos que ha
nos depsitos do sul-gravmcs a pie a Cma-
ra dos Depulados se propOe dar remedio sem
recorrer a um tractado de commercio com a
Inglaterra tractado que tem as antipalhas
dos mais dislinctos economistas Francezes.
A captura de dous navios Francezes, o Ma-
rabout e o Senegambia, tinha dado lugar a um
animado debate na Cmara dos Pares con-
tra os excessos dos cruzadores Inglezes e a
indignidade de sugeitar a Franca ao iniquo
dreito de visita que a pretexto de philanthro-
pia a Gr-Bretanha cxcrcc para arruinar as
plantarles de assucar c Caff dos Brazileiros ,
dos llespanhoes e dos Francezes.
O escndalo sobe de ponto com o Senegam-
bia fretado por conta das autoridades Fran-
cezas de Coree e navegando do Senegal para
essa possesso com urna porefio de pelos en-
gajados para o servigo militar.
O Baro Charles Dupin depois de ouvir os
prosestos de Mr. Guzot para alcanzar plena
satisfago pelos ultrajes recebidos declarou
que duvidava da possibilidade de obter repa-
rarlo e que esta duvida o affliga porque ti-
rava a probabilidade de harmona entre as
duas naques.
Provou em seguida que a Franca nao que-
ra alimentar o trauco da escravalura e que
obra va nisso com desinteresse c que outro
lano nao pedera allegar a Inglaterra que
Taza alarde da sua doce humunidade e piedo-'
sa pbilantropia nos mares da America ao
passo que nos mares da China pcrlcnda a
tiro decanhao obrigar os subditos do Celes-
tial Imperio a comprar o veneno doampho
contra vontade do sen Soberano.
Abdel-Kader foragido no Imperio de Mar-
rocos, prgou nesse Estado una cruzada con-
tra os Francezes, econseguu reunir um exer-
cito de 5:000 liomens decavallaria o nl'antc-
ria pela prolecgo decidida do Marroquino
c tambera pelo auxilio Britannico como in-
(icam as armas encontradas aos seus soldados.
Caliiu de repente sobre as tropas do General
Bedeau junto a Tleinecen e causou-lhc al-
guma perda, obligando este chele a pedir soc
corros que Ihe foram promplamente expedidos
do Cezar e a volver a sua altencao para a Al-
lemanha. O actual Soberano desse Fstado dc-
dica-se a proteger a industria, e tracla de as-
segurar a liberdade do imprensa aos seus
subditos.
Abriram-seem L'psal, na Sueca, ascaixas
que Gustavo 5." Bei de Succia dexou fecha-
das em 1792 para scabrirem 50 annos depois
da sua morte; mas nao offerecem seno anc-
dotas da corte, e memorias sedicas de nenhura
nleresse para a gerago actual.
a Bussia tcnta-se subjugardesla vezaCir-
cassia com loicas mais consideiaveis e ge-
nemes de grande repulacao militar. Convm
mnito ao Czar segurar o sul do Imperio antes
de progredir para a Persia, e de realisar o
plano que Napoleo advinhou em Santa He-
lena- isto a conquista das possesses Bri-
lannicas da India.
No entanto aproveitando com babilidade a
revolla que no Cabul se desenvolveu contra os
Inglezes allirma-se que o Czar expedir dous
milhOes de rublos ao Scbali da Per.Ma e que
este Soberano se puzera immcdiamente tes-
la de 60:000 homens para cercar pela quarta
vez a praca de Horat, despresando os protes-
tos dos Inglezes que tremem pela conserya-
Qo de Bon'.baim e dos seus estabelecimen-
tos na costa do Malabar logo que os Persas
Piquera senhores desse ponto importante.
fa Turqua arranjaram-se as questescom
a Grecia e annuiu-se conservacao de um Bis-
po protestante em Jerusalm ; todava o esta-
do deanarebia em que continua a Syria tem
diminuido o crdito dos Inglezes e offereci-
do ao Embaixador Francez Mr. do Bourque-
ney os meios de supplantar no divn essa po-
tencia rival.
Mehemel-Ali condescendeu com o empenho
dos cnsules d'Austria e Inglaterra, mandan-
do que se suspendesse o dreito addiccional de
2 porcenlocstabelecido para a importaQo das
mercadoriasestrangeiras Mehemet-Ali de-
rlara (pie ficam abolidos os monopolios ex-
cep^o do exclusivo do algodo para remo-
ver o qual anda carece de adoptar certas
medidas.
O Presidente dos Fstados-I'nidos em um
longo relatorio submettido ao Congresso A-
mericano declara que urgente augmentar
qllanto antes a marinlm de guerra da Bepu-
blca qual superior 8 vezes a marinha
Ingleza, e li vezes a marinha Franceza, a fim
de sustentara independencia do paz e de
obstar aos vexames e injusticias doestrangeiro.
Parece que o Begente de Hespanha tem ti-
do diversas conferencias com o Deputado Olo-
saga chefe da opposigo ao gabinete Gonzales
c (|ue tenciona encarregal-o da formaco de
um Ministerio.
Fm Portugal a contenda eleitoral o ob-
jecto culminante da poltica, e nella se acham
involvdos os diversos partidos com todas as
suas esperanzas e todos os seus recursds.
Londres 51 de Margo. Extracto da no-
ta dirigida por lord Aberdeen a Mr. Sleven-
son em res posta que este Ihe dirig sobre o
dreito de visita. Depois,de algumas relle-
xoes preliminares sob e a necessidade de a
clarar immediatamenle a questao que se de-
bale e para evitar erros que podem ler as
mais funestas "consequencias o nobre lord
declara (pie nao entra noexame das doutri-
nasdclord Palmorston sobre esta materia e
que o gabinete lory de cujo elle prgfio de-
ve ser julgado smenle por suas proprias don-
trinas.
A Inglaterra renuncia nos termos mais ex-
plcitos todo o direitO de visitar o navios a-
mericanos cm lempo de paz. Este dreito, a
excepeo dos casos em que pelo tratado se
concede smente um dreito de guerra ,
o em tempe de paz nao poden exercer-se no
alto mar, e nao s se limitar verilearan de
l.andeira do navio mas estende-se a saber o
objecto da viagom ea naluroza ilo carrega-
menlo do navio. O nico fim dos cruzeiros
inglezes assegurar-se dequo os navios que
se encontrm sao realmente americanos.
Estes cruzeiros nao tem inslrucces para de-
te r os navios americanos sem um motivo legi-
timo ; ao contrario devem abster-se de todo
o acto de inlerveocflO a respeto desles navios ,
sejam ou nao negreiros. Mas (piando com
ra/o se possa suspeitar que se ha abusado da
handera americana para cobrir um nawo de
outra *nacao parecera indivel que o go-
verno dos Estados-Unidos que ha abolido o
trafico se oppozesse aos meios reconhecidos
como indispensaveis para acabar de urna vez
este infame trafico a nao serem pblicos os
reiterados protestos de sen representante.
Lord Aberdeen pergunta a maneira como
poderiam cerlificar-se de que os navios que
navegara deb ixoda bamleira da Ullifio sao ou
nao americanos a nao ser pelo dreito de vi-
sita. Pertendcr-se-ha sustentar que basto so
a bamleira para provar a naciorulidade do na-
vio ? Nao seria isto para proteger a pirataria .
Nao visitam os americanos no golfo do Mxi-
co todos os navios suspeitos ? O direto de
visla tao importante para os Estados-Uni-
dos como para a Inglaterra c nao se conce-
be como, sem esta precauco podem se-
guir-secom seguranza as relances mercantes.
Lord Aberdeen acrescenta que este dreito
nooquer a Inglaterra por egosmo mas
sim para proteger a humanidade. Oabaixo
assignado nao pretende fazer a apologa do
dreito de visita 5 porem smente informa a
Mr. Everett que ha concluido um tratado
com a Austria a Prussia a Bussia c a
Franca no qual se estipula o dreito de vi-
sita.
Sem duvida diz o nobre lord que se
pude abusar deste dreito como de outro qual-
quer delegado a um grande numero de a-
gentes. Tambem pede sneceder que este di-
reilo seja txercido arbitrariamente e este
caso nao smente dara Jogar a exigir no urna
satisfaco mas sim um castigo.
O abaxo assignado repete que os cruseiros
inglezes nSo lem a perlengao de intervir sb-
solutamenle nos navios americanos qualquer
que seja o sen destino. Estes navios terao o
privilegio de gosar do monopolio deste impo
trafico se o fazcm ; porem o governo in-
gle/, no sotTrer jamis que o uso fraudulento
da bamleira americana eslenda a iniqudade
soutras nacoos que fazem o trafico e que
bao concluido com a Inglaterra tratados so-
lemnes para sua inteira supprcsso.
( Morning Chronicle. )
LISBOA 50 I)E ABRIL,
Exame phrenologieo do justigado Francisco de
Mattos Lobo.
Com o intento particular de examinar a
organisaco cerebral de Francisco de Mallos
Lobo e procurar nella a verificaco dos prin-
cipios da scienca plirenologca foi pedido o
cadver por dois jovens Facultativos Portugue-
zes os Srs. Francisco Martins Paulino c
Joo Joze de Simas a (im de ser transpor-
tado Escla Medico-Cirurgica de Lisboa ,
aonde devia ter logar o seu exame. O Go-
verno annuindo a esta pretencao inme-
diatamente expediu as ordene para estelim.
Foi nos das 17 e 18 do corren te que se
procedeu s averiguaQes convenientes.
Nao este o logar de entrar no desenvolvi-
incnto e exame da doutrina phrenologtea ,
nem de averiguar se sao ou nao admissiveis
todas as suas pretences e muito menos de
tractar da sua applincjio educaco do ho-
mem ; mas com quanlo se acham ainda 'e-
ligiosos varios pontos desta doutrina exis-
tem nella algumas verdades, as quaes sao
boje geralmcnte reconhecidas. Assim nao se
duvida hoje de que os resultados tao varia-
dos que apresentam as propensoes e os ac-
tos intellccluacs e inoraes sao correlativos
s modificages que existem na organisaco
do cerebro ; este um ponto que Gall poz
fura de toda a duvida Todos sabara que es-
te celebre Filosofo assignou um determinado
numero de faculdades ntellecluaes de sen-
limentos nioraes e de instinctosou propen-
ses, marcando a cada urna dolas seu logar
correspondente no cerebro e indcou igual-
mente os meios de reconhecer na superficie
do crneo o maior ou menor dcsenvolviineu-
to dos orgaos e por conseguinto a maior ou
menor extenso das faculdades a que presi >
dam. Entre os instinctos ou propensoes ad-
milte elle o instnclo de destruigo : e as
circumvoluees cerebraes, quo o constituem
estao situadas cima do meato auditivo de-
vendo por esle motivo a conTormaco do cr-
neo apresenlar urna modificac/io correspon-
dente ao desenvolvimonto desta parte.
Postos estes principios restava ver sea
organisaco da cabera de Mattos Lobo ofTore-
tia os caracteres proprios dos lacinorosos e
que os Phrenologistas tanto pela observado
na especie humana como nos animaes ,
leem assignado. A cabeca de Matos Loboa-
presenta efectivamente os caracteres phreno-
logicos da destruclvidade. No seu examo
procuramos primeiramenle reconhecer qual
das tres regies ircdominava se a dos ins-
tinctos sentimentos moraes ou facilidades
-intellectuaes. Para este fim empregraos o
methodo prescripto por Broussais no sen cur-
so de Phrenologia 5 tragamos com a possivel
exaelido no crneo as tres linlus sobre to-
bosos pontos por elle especificados, e logo
foi fcil conheccr, que a parte dos instinctos
ou propensoes era a predominante notan-
lo-se seren comparativamente muito mais
diminutas as duas outras sceges corres-
pondentes s faculdades intellectuaes e mo-
raes donde se v que a intelfigencia e as
mais bellas faculdades do homem deviam ter
ueste individuo pequeo desenvolvimento o
que confirmado pelo que moslrou a obser-
vago durante a vida, em referencia aos resul-
tados de seus trabalhos intellectuaes. Depois
de nos termos certificado de similhante dis-
posigo, procuramos verifica-la por outro
methodo indicado pelo mesrno Broussais
como conlra-prova do prmeiro servindo-
nos para isso dos seus tres semi-circulos e
enlo se viu que o semi-circulo correspon-
dente nos instinctos apresentava urna dimen-
soquasi dupla de cada um dos outrosdous
que respeitavam s fuculdades intellectuaes e
moraes. Procurando depois appreciar os
instinctos que naquella regio mais prevale-
cam reconhecemos um grande desenvolvi-
mento nos igaos da destruclvidade e da a-
malividade conjunctamente com urna gran-
de depresjo na regio superior da cabega,
na parle correspondente ao sentimente moral
da bondade.
Nao nos limitamos porem aos methodos.
de Broussais; recorremos igualmente aos.
processos recommendados pelos Phrenologis-
tas inglezes Cox e George Combe para a
appreciago da parte cerebral. Pelo melhodo
de Cox reconhecemos urna consideravel pro-
jecgo formada pelas circumvolugoes cerebra-
es pcrlencenles aos iustinctos, e particu-
larmente ao da destruclvidade cujo resul-
tado foi novamenle corroborado pelo metho-
do das lnbas queeraprega Georgo Combe ,
da que igualmente ns nos servimos. Final-
mente procedemos aobservagoes comparativas
com os diversos crneos ; que tinhamos pre-
sentes e em nenhum adiamos proeminen-
cias to pronunciadas nem dimengOes to
notaveis relativas determinago dos men-
cionados instinctos.
Taes sao os fados que o exame mais ob-
vio da cabega de Mattos Lobo eflereceu. Co-
mo a resolugo dos problemas phrenologicos
s possa fazer-se na actualidade da scienca ,
por fados e induccoes e nao por meio de ra-
ciocinios priori a presente observago
conten grande interesse, que muito aug-
mentar com o conbecimento mais delalbado
da vida ecoslumes deste individuo. Escola-
Mod.co-Cirurgica de Lisboa 20 de Abril de
1842.= O Lente Secretario, Dr. Jos Fo-
reira Mendes. [ Diario do Governo. ]
COM MU NICA DO.
Vincit omnia veritas.
Tendo-se publicado no jornal- O Com-
mercio da Bahia um infamissimo communi-
cado contra mim e alguns dos raeus Collegas,
por occasio da reprovngo do sur. Benvenuto
Augusto do Magalhes Taques he forga ac-
dir pela mraha honra expondo o fado com
as suas circunstancias a fim de desmascarar
a impostura do incgnito que vomitou
contra mim com especialidade as mais a-
Iroses injurias que podem vir de estomago
daado. Serei verdico na ninha exposigo ,
e s o juizo quero dos que forera imparciacs.
Vamos ao caso. r
Vagando pelo fallecmento do Dr. Elias Coc-
ino Cintra ( que Dos baja ) urna das subsli-
luii;cs s Cadenas desta Academia, dois su-
geios ( nao he mis ter declarar os nomes) in-
duzem o Bacharel Joze Francisco de Paiva ,
engrandccrtndo-lhe os dotes e o saber, a,op-
por-se a essa .substituirn, e Ihe promettein
loda a precisa coadjuvago. Acorogoado 0


*>
:---' *
a
nr. Paiva com esse offerecimenlo tito espon-
taneo e vendo que o negocio lhe fazia cotila.
t oca nelleaos Lentes, eacha-os bem dispos-
os poique o tinhio por hbil c sisudo. Fia-
d o pois no bom conccilo que delle fazio os
J. entes e no apoio dos que o haviao concita-
do a oppor-se substituidlo vaga arranjava
ns suas theses para o grao de Ur. Reste c-
menos mudAo de opiniao c de vonlade os que
Jiaviflo lenibrado a empreza, e promellido
ooadjuval-a e j qtierem que o candidato pa-
ra a substituirlo soja outro o snr. Taques
(que ainda eslava na Babia), que ellos a-
pregoo por un talento mui distinelo e bem
talhado para Lente. Estranbou o snr. 'Paiva
to inopinado procedimento ; enosequo-
rendo arriscar a algum K no seu doutoramon-
lo, porque havia quem se inclinasse para o
snr. Taques resolveo abrir mo do piojecto.
Dogo aqu nao Ievrad a bem os de Pernambii-
co, que se desviasse da Academia um seu
provinciano.
Apparece outro oppositor substiluigao o
snr. Dr. Villela e tracto de baldar-lhe a
pretenco os amigos do snr. Taques, assim
como havio feito cerca do outro. Carretil
por conta delles certos ditos que muito con-
tribuio para agastar os de Pernamburo.
Vendo eu o estado das cousas e sendo af-
feigoado ao snr. Taques quando mais nao
fosse, por ser elle meu comprovinciano, re-
solvi-mo a dizer ( a 8 de Dezembro do anuo
passado ) a certo Negociante desta praga que
tambem se interessra pelo snr. Taques que
nao era prudente mandarem-no vir da Baha.
Este meu alvilre nao he acolhido ou porque
erradamente o tomassm por parto de alguma
indisposico minha ou porque pensassem (o
que he mais decrer) que ludo se liavia de
vencer com os empenhos ; e o snr. Taques a-
qui apparece quando eu menos oesperava.
Fervin enlo os empenhos ; mas tambem so-
mos ameagados com a indignagiio publica ,
se nao sustentando o snr. Taques ptima-
mente as suas theses o aprovassemos. Ora
conhecendo eu a sumira dilTieuldade ou an-
tes imposiibilidade de um acto tal. qual exi-
ga a opinio publica yque fosse capaz de dis-
sipar toda a indisposico existente e de ele-
var o snr. Taques calhegoria de um talento
raro liz ver ( poneos dias antes do marcado
para a det'eza das theses) a varias pessoas ,
que os snrs. Lentes nao estavo dispostos
indulgencia ncm a arrostarem a opiniao pu-
blica se o snr. Taques no fosse essa capaci-
dade to distincla como dizio seus amigos .
e que nito convialia por conseguinte arriscar
o mogo a urna reprovago. Mar. como en tao
cu passasse por protector de outro Bacharel
da Babia ( se o fui elle que o diga) que tam-
bem se lembrra de oppor-se substituidlo ,
ou me no quizera crer por me julgarem
suspeito ou talvez assentassem que j nao
podlo recuar. A deserto era desairosa aos
padrinhos e ao atilhado: era pois melhor ar-
riscal-o a urna reprovago porque verifica-
da ella nao faltariQo pretextos para tacha-
ren; de injustos aos Lentes reprovadores, e
descompol-os as folhas da Babia caso nao
o podessem aqui fazer. Chega em flm o dia
aprazado, o dies ira; ; he grande o con-
curso assim dos acadmicos como dos ex-
tranhos ; principia o acto fazem-se s the-
ses as objeeges que se devio fazer e o can-
didato nao as defende bem no primeiro dia.
O segundo foi-lhe menos mal; mas ainda as-
sim no se sabio l muito bem de sorte que
para se fazer Justina e nao incorrermos na
censura de havernios cedido aos empenhos ,
no podia o snr. Taques dekar de ser repro-
vado. Dos Lentes que o reprovro talvez
fosse eu o nico que vacillasse entre a indul-
gencia e a justica. O comprovinoianismo pu-
xava-me para a indulgencia mas a consci-
encia e o temor de contrastar a opinio pu-
blica trazio-me para a Justina : e pode ser
que a indulgencia a linal vencesse, se os
mesmos patronos do snr. Taques lhe no em-
bargassem a victoria. Peze-se bem o que
vou a dizer, e quem no izesse o que eu liz ,
atire as pedras.
Por muilos motivos, que he escusado di-
zer -era eu e ainda sou afleigoado ao snr.
Taques ; mas este snr. desde que aqui chegou
nunca se entendeo comigo cerca da sua pre-
tendo que se o tivesse feito eu lhe teria
mostrado as cousas como erad e elle loria a-
berlo rno da empreza. O snr. Taques estava
pois prevenido contra mim por lhe have-
rem dito que cu era o protector do outro Ba-
charel da Bahia e que eslava desavindo com
um dos seus ntimos amigos ; e era tao certa
a prevenco que pedindo o snr. Taques aos
mais Lentes para lhe marcaren! no mez de
Margo o dia dadefeza das suas theses a mim
no so dignou pedir-me esse favor. Nao me
compria como Mestre e mais velho procu-
rar o meu joven discpulo desvanccer-llie o
que lhe haviflo dito, e aconcelhal-n que desis-
tase da empreza; porque so discpulos de
boje querem ler nobre orgullio para com
os mestres, mxime se sao favorecidos rom
alguma aiirazinha de talentosos, que muito
he que os mestres o teriho pira Com elles ?
Mas o certo he que eu no eslava aliena lo do
snr. Taques porque se eslivesse no teria
dado os passos que reprovago ; e o snr. Taques com os seus a-
migos estavo prevenidos contra mim. Ora
no dia da votago nao comparece um dos Leu-
tes e Picamos reduzidos a oilo. Nos sem-
blantes de quatro via eu escripia a repro-
vago do snr. Taques, e para isso bastav.lo
(patro votos contra. Que fazer em caso la
aperlado ? Volando a favor nao benoliciava
o snr. Taques, e ncm langa va fra de mim
as suspeitas ; porque nem o snr. Taques ,
nem os seus patronos acreditaran a nimba pa
lavra. Se moslrasse o meu A a algum col-
lega hava-se de dizer sempre que eu votara
a favor porque j contava com a reprovago ,
que para ella havia inlliiido, e poda contar
com urna descompostura solemnissima. Ou-
tro partido pois nao me restava se nao o de
fazer justiga e votar por forga conscienciosa-
mente. Assim o liz, e soguro em minha
consciencia nao temo os tiros da calumnia.
Senti o anda hoje sinlo a reprovago do sr.
Taques porque sou daquelles que sentem-r-e
do mal que um acto de justiga possa acairelar
ao prximo. Mas declaro solemnemente que
no lenho reinorsos do meu voto e que se
rio fiz favor foi porque nao o pude fazer.
Mas isso no he razao bstanle para que a
forga de calumnias se procure marear o meu
crdito, e a minha honra, em cuja defeza a-
char-me-lio sempre prestes. C estamos a
espera de que se nos diga quem sao esses dig-
nos Lentes da Academia que a tem abandona-
do por no poderem mais com a relaxago dos
outros; quem so esses meus alilhados que
levaran RB, e pelos quaes me tenho tanto
doido e como he. que o snr. Dr. Zacearas
que ileixou de rao acto do irmo do snr. Dr
hagas, fora quem o reprovra, e finalmen-
te porque motivo um dos Lentes deixou de
comparecer no dia da votago, e se no seria
talvez por nao deitar tambem o seu B o que
eu presumo.
Dr. Pedro Aulran da Malta Allniqucrqnc.
P. S. Declaro que quando em prego as
expresases capacidade mui distncta capa-
cidade nolavel, talento raro nao he para
doestar o snr. Taques que sei que nunca se
ineulcou por tal, mas para me servir da mes-
11 ia linguagem de que se servirn, e ainda se
serveai os seus amigos.
E D I T A E S.
O Illin. Sr. Inspector da Paseada desta Pro
vineia manda fiuer publico a orden do Tribu
nal dj Thesoaro Publico Nacional a diante
transcripta Secretaria (la Thr-snu'raria de Fa
ienda de Pernnmbnco 1 ble Abril de 18'2-
Joaquim Francisco Bastos ,
' Official Maior.
Crein N 39. .
O Visconde de Aleantes; Presidente do Tribu-
nal do Th'souro P,i lio nacional participa a-> Sr
Inspector da Tlic^oururia da Proviii' i< de Pcrnain
Inico que em (bservanc a do Art. Io i!o Decreto
de 22 de Julho de 1841 n. = 188 m:indoii abrir no-
v troco na caixa o'Ainorli-ariio por quatro niezes ,
das not*s do extincto Raneo que dcixarSo de ser
trocadas no praso murcadq pe arl. 7- l.
da Le i de II de l'utuhro de 1837; ohservanda-.se
nesta operaco as dispozires do l'.rgulamcnto de 2!)
de Noveml ro do wiesm; auno : em observancia do
art 2. do dito Decreto n an Ion tamben; abrir re
ni'vo o tico da> olas de aOjjfOOO termirad > cni
virtude da Portara rio I. de liezembro e 1838 ,
lixan "o at 31 tle De embr do co reme ann> o pra-
so dentro do qual posso as ditas notas ser apre-
Sfutadas na sobredita caixa d' (mortisaclo : e final-
mente em confnm da le io art. 21 da Lcidc 30d.
Vovcmbro passalon. 213, marenu o mesm o r)b
31 de Desembro para terminar a subsiiluic.i dar no-
tas de OjjOOO a 600^000 mandada 'aer por o.cazio
do rcuhodo Tbesouro ; (cando > s possuidores depo-
is delle lujeitoi as penas marcadas no art. 5. i.a
Lei n. 53 de C de Outubro de 1835. O que o Si.
Inspector (ni publica' p r editaos e nos Joroaes
para conliec mcuto dos (ttercfsados ; repclindo os
nununcios ami dadas ez.-s ale o liin desie auno.
Thesouro Publico Nac'oual etn 18 de Marco de 1812
Visconde de branles
Vicente Thomaz Pires de Figueircdo Camar-
go Commcndador da Ordem de Chrigto ,
c Inspector d'Alfandega porS. M. I. e C. o
Snr. D. Pedro 2., Que Dos Guarde ote.
Faz saber que no dia 9 do correte se
hade arrematar em hasta publica ao meio
dia na porta da Alfandega Xcadeiras de ja-
caranda no valor de 177*000 rs. e (' me-
zas de dito, no valor de 73*000 rs. ludo
impugnado pelo Guarda Francisco Antonio
da Silva Cavalcante no despacho portadilla
de Manoel Joaquim Damos e Silva ; sendo o
arrema tan le su ge i te a direilos de expediente, i
AII'-ind'-'aY dcJunho de I82.
V. T. P. de K. Camargo.
A Cunara Municipal do Becil'e e seo ter-
mo &c.
Faz saber, que pelo Fxm. Presidente da
provincia em virtude do avizo de 11 de Maio ,
prximo passado, forSo dadas asconveniSn-
tes ordena para a convocaran da nova as-
semblea geral ordinaria procedendo-se as
eloigesda maneira sguinte : que a prmei-
ra reunio para formar o collegio pftrocitial,
(|ue deve nomear os eleitores seja feita im-
preterivelmente as freguezias deste munici-
pio no da 24 de Julho prximo futuro em
conformidade das inslruccoes n. 137 de i-
de Maiodocorrente auno e mais ordens em
viger : que a reunnodo,collegio eleiloral des-
te destrielo para a eleicao dos depnlados a as-
sernblea gcral legislativa devora f|Ser-S no|
dia I i de Agosto prximo futuro ; e a ulli- '
ma e geral apuragfio dos votos ncsla cmara
no dia 11 de Dezembro do prvente anuo.
F para que chegue ao conhecimente de to-
dos mandou a cmara fazer o prezente, que
ser publicado pela imprenea. Recife em 6
deJunbode 1842.
Jozc de Barros Falcan de Laeerda
Pro-Presidente.
Fulgencio Infante d'Alhuquerque e Mello
Socrelario.
A Cmara Municipal da Cidade d*0linda e
seo Termo em virtude da lei &c.
Faz saber todos oi habitantes deste mu-
nicipio, que leudo S. M. o Imperador por
decreto do I. do Maiodesle ttfnidissolvido a
cmara dos depnlados, e convocada outra pa-
ra o I. de Novembro tem de proceder-se as
novas elleiges ; pelo que o Fxm. Sr. Presi-
dente da provincia marcou odia 2- de Julho
prximo futuro para as ellciges primarias, o
dia 14 de Agosto para as elleie.Vs secundari-
as c o dia II de Setembro para a apuragfio
geral dos votos na cmara da capital. E para
(pie chegue noticia de todos mandn passar
o presente que ser publicado nos lugares
do costme e pela imprenea. Cidade dod'O-
linda 2 de Junho de I82.
Jozc Joaquim d'Almeida Guedcs
Presidente.
Jlo Paulo Ferreira
Secretario.
T II E A T R 0 .
PR06RAHMA
Do variado espectculo que ha de ler lugar
no Theatro Publico desta Cidade, Ouaila l'ei-
ra 8 de Junho debaixo da direccao do Artis-
ta Jozedos Res.
Concluida que seja urna agradavel sinfona
lera a honra de se aprezentar Madama Emilia
Amante a cantar o grande e famozo rondo da
norma conhecidocom o titulo da casta diva
muzicado celebre Belln. Fin soguilla a mos-
ma Sen hora e Jo/.e dos Beis cantarn com to-
da a sua scenlt o delicado e rrracioso duelo
da opera a Italiana em Argel linalisando,
o Artista Joaquim dos Reisdeseropenharcom
o maior valor e intrepidez a dificultosissima
experiencia da viagem antipoda andando
por o tecto da caixa do Theatro com ;: cabega
jiara baixo rom toda a franqneza e desemba-
razo, posigo osla muito custosa e difcil de
verificar.
Logo se executaro differentes e variadas
sortes equilibrios e cvoltices do mais apu-
rado gosto e satisfatorio desempenho em si-
ma do rame frouxo pelo Director. Depois se
cantar ( muito lempo pedido ) um no\o e
gracioso duelo em Portugtiez da opera o enre-
dador por o mesmo Artista e Madama Emilia
Amanti a qual sent o nao se poder bem e\-
pressar ncsle idioma; por sso roga aos benig-
nos espectadores que lhe deseulpem qualquer
impropriedade de termo, lendo om ella mais
esla attengo liberalisando-se mais este fa-
vor. Dando im a tao excellente e escolhido
dvertimento com a nova c engragada laica
| em Pantomima nunca execulada no Imperio
do Brazil qtio se intitula Huma corrida de
, toirtS em huma aldcia de llespanha.
O sen enredo as viznalidades e galantes
aparcoes produzem o melhor fcffcito com
especialidade na oecasao de sabir o Toiro
( fingido j se sabe) Praga ao toque de um
clarim a onde o esperto com Impaciencia-todos
os valentes que teiiciorio bater-sere divertir-
se com elle porem depois de dill'ereules sor-
tea o graciosidades que se exeruto o Ani-
iiial/.inho enfurecidocomega a pular c a fazer
diabluras com a cabega que forma tal con-
fusflo e desordem pie se imagina ser to na-
tural que faz Iludir as vistas parecendo real o
que no passa de imilaeao.
O Director disvellado em adquirir a publi-
ca solicitude nodescanga em preparar no-
j vasdivcrcOes, que lhe condnsao recreio o pra-
zer nica maneira com quo mostra saber
avahar lantos favores com que o protege um
Publico o mais amavel e generoso.
Principiar as horas do costume.
N. B. Os Camarotes se acho venda des-
de em poder do Sur. Zebeeo Cezar.
O Director e Artista Gimnstico Jozc dos
Ibis partecipa no respeilavol Publico (pie pa-
ra maior hrilhantlsmo do Espectculo que ha-
de, ler lugar Quarta l'eira 8 do corren te Ma-
dama Emilia Amanti cantar no fim da Pan-
tomima urna nova c graciozissima cancao Fs-
panhola., com coros sendo a mesma quecos-
tumo contar os sganos esiganasem llespanha
no fin das corridas de luiros (piando se re-
tiran no mel da confuzfio o alegra ; adver-
tinlo mais que OS ditos CrpS SOrO dezempe-
n! ados rom mu la jocozidade por os mes-
morque aea'.ia.) de touriar e levar [ioleus na
mesma Pantomima.
COMMBRCIO.
ALFANDEGA.
Hendiinenlodo dia 6 do Junho 6:003*961
ie iaiiiii.cm'i no.ii: 7 DE jimio.
Barca Austraca =s Gara as Farinha de tri-
go.
Brigoe Ingle/= Mary Queen Of Scolszz: Al-
Catro e ferro.
Barca Austraca =Roberl =Carvo.
Brigue Poi lu.uez = A ti cano = Vinho vi-
nagre a/.eile e carne.
MOV MEiNTO DO PORTO.
NAVIO 8AHID0 NO DIA 4.
RO de Janeiro pela Balda Paquete de Vapor
Brasilero Pernambucana Commandanfe
M-iiiot*! dos Sanios Ornelles.
ENTHAD08 NO DIA a.
Lisboa; ,'il dias Parca Americana Navarino
de 249 tonel., Cap. J. W. Mackaca, equp.
) \ Carga varios gneros a Ordem; pas-
sageiro o portnguez Joze Narciso de Azevo-
do liamos.
SAHIDO NO MESMO DIA.
Baha e Dio de Janeiro ; Parea de Vapor Bra-
sileira ahiai.-a Coniniandante Joaquim
Peixoto GuimarSes.
Boenes Ayres ; Brigue Brasileiro Salvado Fe-
liz Cap. Antonio Sgardi, carga assucar
o agoa arden te.
Lisboa ; Patacho Portuguez Paquete da Ma-
deira Cap. Antonio Joze Rodrigues, car-
SAIIinoNJ DIA ().
Rio do Janeiro; Bscuna Brasilera Virginia ,
Cap. Joze Mara Reg carga diversos go-
neros.
LEILO FS
S T Latbamo Hibbert precisando fechar
unas cotilas, elimpar o seu armazem fa-
rfio N'ilao Terca l'eira 7 do crrenle pelas 10
lunas da manila de una porgao de cerveja ,
e um resto de birricas com farinha de trigo
franceza no arma/em de sua casa na ra da
Alfandega velha n. ) entrando pela ra dos
barbeiros.
s^r Lenoir Puget <$ Companhia fazem
leilao por inlervenco do Corrclor Oliveira
de mu grande soitimenlo de fazendas e miu-
de/s. como sejilo eainhraias brins de listras
e lisos chales de seda rambraias q fil ,
setim lisos o lavrados para colotes lirolienno
em cortes de vestidos fazenda nteiramente
nova chegada ltimamente pela Galera Ca-
melia lilas do todas as qualidades pisto-
las papel de peso de cores em frmalo pe-
queo proprio para listas eleiloracs 5 Teiga
feira 7 do correnle as 10 horas da manila em
ponto com a genio que estiver no seu arma-
zem na ra da Cruz.
^r Adolfo Schratnm faz Icilo por inter-
veneno do Corrclor Oliveira, de grande sor-
limento de ferragens finas, e miudezas ce-
ir ellas cspellms cartas francezas e portu-
guezas para jogar orillos bragos de balan-
ca facas de pona esporas, cscovas para
denles, curdas para guitarra, pennas papel
de parede viulee e couros de lustro gros-
sos &c os quaes artigos se vndenlo inl-
livelmenle para liquidaeao e por qualfuer
proco Quarta feira 8 do crrenle as 10 horas
da nianha no seu armazem da ra da Cruz.

A V I SOS DI V FRSOS.
= A crioula ama deleite viuda <^o malo,
que annuncou no Diario do dia (i do correnle
querer ser ana de leitfl dirija-se a ra do
Crespo l>. 7 lado do Sol.
I




.J?SSSSSS
A-
-
urna ama para casa
nt di1 pouca familia
do marcineiro jun-
st" Quem precisar tic
de uro lioinun solteiru .
dirija-so. a ra Nova toja
lo a Conceigao.
j_yfv)uoin quser mandar fazer servido per-
tencenU' a carrosa e ca vallo dirija-se a ra
Naya !aJo do norte ao p da poulc penltima
toja.
t" Aluga-se urna canoa grande nova .
que pegue em I50G Lijlo, dd atvenaria : na
piumilia do Livramento n. ->.
ar Aluga-se ou vende se urna casa coma
Viile de taipa citano atierro dos Minga-
dos a qual precisa de algum conserto; a
Tallar na ra Nova lado do norte na penltima
toja ao ) da ponte, ou na ra eslreita do lin-
das
arangeiras toja de cera
gario confronte a
e relojoeiro.
cy No botequm da eslrela precisa-se de
um co/.inheiro, que seja bom para ajudan-
te ainda mesmo que nao saiba t/abalhar em
massas.
tar Por cxccugo dos testamentoiros do
finado Domingos Rodrigues do Passo contra
Antonia Jo/e Mondes se lia do arrematar
no dia 7 do corren le pelas \ horas da tardo ,
(por ser a ultima pr.ic.i) a porta do Sur. Dr.
Juiz ila primeira vara do Civol nina casa de
nm andar esoto com quintal murado, ci-
ta jia ra de S. Rita.
xar Deseja-se fallar ao Snr. Christovo das
Merco/ Gonsalves Gucrta a negocio de
seu interesse : na ra da Cadeia loja de cha-
peos n. 5 t.
tgr O Sis. Mauoel Joze da Franca, e Joa-
quira Joze de Pinho, queiro annunciar as
Mas inoradas para se liles fallar.
*~r [gnacio Gomes de Castro e Silva, reti-
ra-se para Touros con: seu molequo Bento.
t7" Joze Manoel Duarteo sua familia re-
tirfio-se para Touros.
tf Manoel Joze de MagalhSes Basto re-
tira-so para Lisboa a tratar de sua saude.
VU" Os Srs. Salvador Vieira do Mello Ma-
uoel Ferreira ( feitor*) e aSenhora D. Fran-
cisca Thereza de Macdo queiro dirigir-
ge a ruado Cabug loja defronte da Matriz ,
para receber urnas cartas vin las da lllia de
Fernando de Noronha.
v- Oabaiso assignado faz publico a todas
as pessoas que tem pinhores de ouro e prata
em seu poder os vio resgatar impreterivel-
mente at ao fim do presente raez do con-
trario os vender para seu pagamento e faz
publico para que se nao chamen] a ignoran-
cia em tompo algum. = Jernimo de Abren.
ttf O ab.iixo assignado partecipa aos Srs.
seusassignanles do Jornal= Panorama =
que o mez de Abril acha-so no seu cscripto-
vio.= Francisco Se ver a no Rabel lo.
ssy A peasoa que annunciou querer .dat
duaj escravas para aprenderem a eiigomAar
em casa de familia pode dirigir-se a Olif da
na ra deS. liento sobrado I). 20 junto ao
do Sur. Major Manoel Ignacio do Carvamo
Mondonga que achara com quem contratar:
ficando certo que he casa de familia honesta,
o queso lhe eiinar mais ulguma couza ,
querendo como coser, bordar, corlar o fa-
zcr vestidos chapeos de todas as qualidades,
lavarinlo* o todas asqualidades de comer ,
doces tic.
ut Uma senhora casada c do bons costu-
mes moradora em Ulinda na ra de 5. liento
n. 2l> junto ao sobrado do Sor. Major Manoel
Ignacio do Carralho Mondonga se prupoc a
receber meninas como pensionistas, ou meias
pensionistas como mellior convier a sens
pais, para ensinar-llies a 1er, escrever, con-.
iar, grammatica portugueza coser, e bor-
casade um homcm solteiro oude pouca fa-
milia queengomma, cojo, o deeerapenba
bem as pencoes de urna casa dirija-se a na
lo Cotovellocasa terrea I). 41.
tST* Antonio Joze de Rozas retira-sc para
o Aracaly.
&& A pessoa que quiscr alugar una ama
de leite dirija-se aos Cocidos em casa de Mi-
guel Carneiro da Cunha.
OT A crela que se offerece no Diario de
(i do correnle para ama de leite podendo
fazer a eroao por inleire dirija-se a ra Di-
reita padaria D. 5.
tzr As pessoas que tivorcm pinhores na
casal) i na ra das Cruzes os vio tirar no
preso de 8 das na falta serio vendidos.
PILLA8 VI'inoTAKS E UttIVKRS.lRS AMERICANAS.
Estas pilulas j'bem conhecidas pelas gran-
des curas que tem feito nao requerem ncm
dieta e nem resguardo algum ; a sua com-
posigo *tao simples que nao fazem mal a
mais tenia crianga : em lugar de debilitar ,
fortifico o systema purico o sangue ,
augmento as secretes em geral: tomadas,
seja para molestia chroica ou somenle co-
mo purgante suave; o mellior remedio que
tem apparecido, por nao deixar o estomago
naquelle estado de constipado depois de sua
operacao como quase todos os purgantes fa-
zem e por seren mui facis a tomar e nao
causaren) ncomniolo nenlium. O nico de-
posito dolas em casa de D. Knolh agen-
te do author: na ra da Cruz N. 57.
\. II. Cade caxinha vai embrulhada em
seu receituaio com o sello da casa ern la-
cio preto.
iS O Sur. que annunciou precizar de dois
conlos de reis a premio com hypolheca em
um sobrado dentro do Recife, querendo com
o juro de um e meio por cenlo ; dirija-sc a
ra estreita do Roza rio venda 1). 16 no be-
co ipie volta para a ra do Fogo que se dir
quem faz este negocio.
ty O Sur. M. X. H. morador em Olinda,
ten ha a bondade aparecer no Recife airas do
Corpo Santn. 66, que se lhe dezeja falar.
ssy Preciza-se de urna criada escrava ou
forra para lodo servico que saiba engomar e
cozer ; na ra do Collegio D. 8, primeiro
andar.
ssy Quem quizer alugar um sobrado de um
andar, o soto na ra de Agoas-verdes com
certcs condicoos entenda-se na ra de S.
Thereza I). 25:*V
s^- Na madrugada do dia 5 do corrente per-
deo-se um ponte da moda desde o beco de
Joze Lourengo em seguimento do mesmo ci-
ma segundo beco que salie para a ra de Or-
las onde o Samico teve loja de tarlaruguei-
ro ao sabir na ra de S. Thereza D. 2o ;
adverte-se que o dito peaje lem pela beira um
rendado d'estrelas : quem o tiver adiado le-
?ye-o a mesma caza cima que ser recom-
pensado.
ssr A quem pertencer una canea aborta ,
e j muito vellia que carregaria 500 lijlos;
falle com Miguel Carneiro da Cunda que lhe
dir a onde dita canoa so acha.
tsr Um homern ltimamente chegadodo
Porto, de 25 anuos de idade, o qual sabe 1er,
escrever, contar, e he otimo orlelo se de-
zeja oceupar ; quem o perlender dirija-se a
ra da Cadeia volita n. 46.
= Arrenda-se um armazem com grandes
commodospara padaria loge para venda,
o com porto de embarque ; na ra da Gloria
sobrado de um andar junto ao convenio.
= Precrza-se de um capelo para dizer
missa na matriz da Boa-vista nos domingos e
oas santos : no atierro da Boa-vista no 3.
andar da caza de Bernardo Joze Carneiro,
a falar com Joao da Silva Sanios ou na ra
do queimado loja D. o do mesmo Sanios,
v ..- Na loja franceza de Atronco St. Mar-
tin sita na ra do cabug ( a direita quem
vai para a Boavisla D. 2) h bom sortimen-
lodeselins, tanto lrancez.es como inglezes ,
derkeo Joze Poreira chegado ullimmente
Jo Cear ou enl.io loga-so-lhe o favor de
hir a ra do Vigario D. 53.
Tendo-se dezemeaminado duas cartas ,
escripias por Antonio Theodoro llamos, aos
snrs. Bento Joaqun] de Car val lio c Manoel
Joze Ta va res moi adores no Cear, asquees
levava dentro um Bilhete inleiro, e quatro
meios ditos da 1. parte da dcima Lotera, a
favor das obras do Theatro publico ; o inleiro
n. Um e os meios 2II7I 2000 2521, e
2072 c mais 1 bilhete inteiro do Rozario da
Boavisla, annunciada a correr no dia 27 do
corrente de n. 1 i I ; os ditos bilhetes leva-
vao assignaluras as costas os seguintcs ns.
2072, C2521 Bento .loaqiiim de Carvalho ;
g669, Manoel Joze Tavares ; 2071 ManoH
Dias de Oliveira ; 1003 Manoel Antonio de
Azevcdo; o 141 Joiio Joze Martins : quem
adiar ditas duas cartas, dirija-se a ra Direi-
ta venda le Bernardo Joze de Barros, que
ser recompensado,
= Antonio Joze de Souza Monteiro reti-
ra-se para a comniarca do Ass a Iractar l.i
de sua Advogacia : a pessoa que se quizer u-
tilisar deseo prestimo para o encarregar d
alguns pleitos, ou recadaees, dirija-se a
sua casa, ou na de Joo Copes de Cima,
as > ponas ; o mesmo declara levar familia
e um seu camarada.
=si Os dous meios bilhetes de Ns. 319 o
320 da primeira parte da 10. lotera a favor
das obras do theatro publico pertencem ao sr.
Manoel Antonio Alves da Silva da cidade de
Macei c fico em poder de Joaquina Lopes
Dias.
COMPRAS.
t^- Um cano de cobre para receber as
agoas de telhado que tenha 50 palmos de
comprido : atraz do theatro armazem de ven-
der tabuas.
tsr* lima escrava que saiba bem engom-
mar cozinhar e fazer todo o ma's servido
de urna casa que seja de bonita figura e
nao tenha vicios ; quem tiver annuncie.
ssy A grammatica portugueza pelo Padre
Fortes, mesmo dando-se mais alguma couza
do seu justo valor : na ra de Apolo no 2. an-
dar do sobrado do Sr. Domingos Joze Martins
Vieira ou annuncie.
V E N i) A S .
ja lora. \ mesma anunciante lenibra aos aman-
tos dosexeellentes bolos de S. Joo que nao
se descuiden) de mandaren com anlccipac&o
fazerem suas ciicomendas visto haver gran-
de falla de ovos.
iSf Quem quiser alugar urna preta que
saiba fazer o ai Tanjo de nina casa do pequea
familia pagando-se mensalmente I O di-
rija-se a ra Augusta casa torrea de 5 portas
defronto do sobrado pequeo de Joze Hara
Placido Magalhes.
jy A pessoa qu iKo urnas ferragens a
conduzir a um preto dirija-se a ra do Ca-
bug loja de cera que dando os signaes |bfl
s-.-iao entregues.
tSF" Quem precisar de urna senhora de meia
idade e de bous coslumes para ama de urna
dar de toda qualidade lavarintos cortar e
fazer vestidos toucas e chapeos do todas as
qualidades, e queivudo os pais Uinbein se Mies
ensinar o francez msica e danca : a mes-
ma senhora ooniproinelle-se a apromplar com
a brovidade possivel toda a qualidade do co-
mer jantares assados lorias, doces de
lo las as qualidades, sondo ludo feito com edos laes chamados regala bunda por serem
perfeicfio, asseio, o em conta, tambem se cose elsticos de barbatanade balea e tambem os
1) n-.la-se, faz-so vestidos, toucas o chapeos pa- hade todas asqualidades para montara de
sen horas : o alem d'um sorlimenlo completo
de boas fasendas concernentes a eslas lojas ,
lem i icos chales de seda, c sedas de bom gosto
para vestidos manteletes em forma de ca-
liles lodos de seda ; veos do todas as qualida-
des &c. &c. Igualmente se fazem vestidos e
mais adornos necessarios para completo ves-
tuario de urna senhora que saia para con-
lissao cazamenlo baile ou Sars ; para o
'|ue tem una hbil modista chegada prxi-
mamente de Paria : igualmente se fazem cha-
peos turban les c otitros quaesquer enfcites
para a cabera confeccionados por outra se-
nhora Franceza : proinelle-so por tanto, ser-
vir bem tanto no bom gosto como em pre-
co commodo.
19a Deseja-se saber a morada do snr. Fre-
cy O Fado novissimo lvro ou jogo de
sorles engranadas oflbrecendo um gostoso
jntretenimenlo das companhias sociaes e di-
vertidas; dedicado a todas aquellas pessoas,
que em bella soeiedade quiserem rir-se com
os desparates de urna fortuita sorte e por
meio de 3 dados vir cada um no conheci-
mento do estado riquezas, herance, amisa-
des fortunas, contondas, gostos : etc. que
ter. Segunda edicto brasileira correcta,
mui augmentada, e mais completa que todos
os livros de sorles at boje publicados : na
pfaca da Independencia loja de livros n. 57
e 58.
SST A casa terrea da ra da Roda D. 25:
a tratar na ra de llorlas D. 41.
^'ssr Caivetes linos de mola, que em se
nictendo a peona dentro sabe esta aparada ,
por prego commodo : na praca da Indepen-
dencia loja n. 20.
SE/- Colego de Leis Alvars Decrelos ,
e Mesoluces Militares em bom uzo : na
praca da Independencia loja de livros n. 57
e58.
ES" Bilhetes e meios ditos da lotera do
theatro: m ra do Cabug loja de relojociro
junto a do Sr. Randcira.
x.tsr Pannos linos p re tos e de todas as cores
a 2^000 o covado e ditos superiores muito
linos setins de todas as cores e um rico
sorlimenlo de todas as fazendas por prego
commodo, c chapeos de todas as qualidades
para caboca o de sol : na ra do Livramento
casa amarella D. 5.
*sy- Urna preta de 28annos, boa cozinhei-
ra engommadeira, e doce ira e tambem
cozinha de forno : na ra de Agoas verdes
casa D. 5.
XST Sacas com um alqueiro da medida ve-
llia de feijAo branco muito novo chegado
ltimamente do Porto por preco commodo:
na praga da Independencia n. 28 e 29.
tsy Uma negra de nagio angola de 2o
anuos sem vicio algum de bonita ligara ,
faz todo o servico de uma casa cozinha mui
bem engomnia cose faz doce, retina as
sucar e lava ludo com perfeigjo : na ra do
Cabug loja de miudezas junio a botica.
tsr Dous moloques de nago ja ladinos,
sem vicios nem achaques e de bonitas fi-
guras : na ra Nova sobrado de 2 andares D.
28 por cima do urna loja do louca: no mesmo
alugao-se lescravos para serventes de pedrei-
ro ou outro qualquer srrvigo sendo nesta
praga.
tSTJ Oito caigas do panno azul promptas
com estropios a \ cada uma : na ra do
Queimado I). 11.
ssr 400 pellos de cabra ; na ra do Tra-
piche n. 17.
t^~ Una preta ainda moga por prego
commodo : na ra da senzala velha n. 20.
^.ssy Luvas de seda sem dedos para senho-
ra a 000 ditas do pelica a 610 ditas de so-
da com dedos para senhora a 640, ricos pen-
tes de tartaruga para marrafas a lauOO, e
outras mui tas miudezas por prego barato : na
ra do Livramento D. S.
iv Uma negra moga do boa figura e
habilidosa : na ra da Cadeia do bairro de
S. Antonio casa de 5 andares D. i por cima
da loja de chapeos.
\sr 100 pares de sapatcs proprios para
tropa por serem muito fortes : na ra da
Cadeia do Recife n. 12.
wr Urna negra orela de muito bonita fi-
gura de 20 annos cozinha o ordinario ,
engomma c ensaboa : na ra das Cruzes so-
brado de um andar D. 8.
cy 5 vaccas do pasto boas do leite, por
prego commodo: na Cruz de Almas sitio de-
nominado jacar.
C3" Taboado de pinho da Suecia costa-
do costadinho assoalho, e forro proprio
para casas e fundos de barricas de meia po-
iegada a 5|4 do grossura remos de faia> ver-
gontas para mastaros tudo de superior
qualidade e por prego commodo : no arma-
zem de Joze Antonio da Silva Vianna na ra
da Moeda.
tsr Salustio traduzido ao p da letra,
( vulgarmente Rurro ) jogos de sortes para
a noute de S. Joo meia encadernaco a 13 ,
e em broxura a 040 : em Olinda na ra do
Malinas Ferreira sobrado n. 11.
CT Um relogo grande c novo de fabrica
ingleza que corre 8 dias sem se dar corda ,
proprio para alguma reparligo publica urna
duzia de cadeiras duas bancas uma mar-
queza um aparelho de porcelana para cha,
e um osera vo de bonita figura : na ra Direi-
ta padaria do Machado.
tST Tos pares do castieaes do casqiiinha
lina lavrados sendo o lavor em prata dous
pares de jarros grandes de flores e uma co-
legode 8 quadros grandes com molduras
douradas tudo de muito bom gosto a com
pouco uzo, o um guarda roupa : na ra da
virago casa de marcineiro.
s ssr Ligues de lgica por Genuense 11 ti-
cia Verdica dos aconlecimentos que livero
lugar no cerco do Porto vida a ce oes, e tra-
badlos do D. Pedro, em broxura 210 rs., e
encardenado 480 reis ; na praga da Indepen-
dencia n. 57 e 58.
tsy Uma escrava de nago com bonita fi-
gura lava bem de varrella e de sabo ou-
tra dita de nago de meia idade por pre-
go commodo ; um mulato com bonita figura
ptimo para pagem ; um escravo de nago
traballiador de cuchada : na ra Direita .
20 lado do Livramento.
cy Barris de vinho do Porto de superior
qualidade, de A empipa, sacas com farinha
de alqueire da medida velha a 5 : no arma-
zem do finado Moleta no caes da Alfandega ,
e Vasconcellos ra da Cruz a tralar com F.
Marques Rodrigues & Irmaos na ra do Tra-
piche quina dos Tanueiros n. 12.
ESCRAVOS FGIDOS
tsr Fugio no dia \ do comnte um preto
crelo de nome Joze estatura regular, secco,
cara pequea pouca barba de 25 annos ,
levou caigas de estopa camisa de algodo-
znho, e chapeo branco ja velho consta que
anda comprando verduras em Olinda para
vende-las nesta praga onde tambem anda
como ganhador ; quem o pegar leve a ra es-
treita do Rozario D. 50 a Joze Francisco de
Paiva que gratificar.
tsr No dia i do corrente desapareceo uma
negrinhade nome Joaquina, crela, de 15
annos secca do corpo pernas finas sahin-
do-lhe os peilos. cor fula nariz chato ros-
to comprido com um taboleiro e flandres
de vender leile ja vasio e foi vista em urna
casa no principio do atierro dos Affogados ;
quem a pegar leve a Joze Antonio de Olivei-
ra Antunes no seu sitio da irabura que sera
recompensado.
RECIFL NATVP. DEM.F. DE F. =1842,


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