Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04663


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Full Text
Auno de 1842. Segunda Fe ira 30
Tu'lo a<*ra derif nV le nos meamos ; da nossa prudencia moderaran e energa : cun-
inuemos como jirinciiiiair.os e seremos apon lados coni admirocao enlrc as Narr-s mais
M1||a, (Proclamado do Asserobli'a Gernl do rr.i7l
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
r:niia Paraibi e Kio grnnde do Norie secundase sextas .Viras.
Bonito6trwnrt't O c 4-
(' bo Serinhaem Hio t'ormoio Porto Cairo Maeei e Alagoas no I. 'M, e
I' ia 13- Sanio Antuo quintas feiras. Olinda iodos os dins.
DAS DA SEMANA.
i sen Fernando Re. f.banc. And. do J, de D. da 2. r.
31 Tere, elriimlU s. V. M Re Aud. do J. de D. da*, v.
I Oua'rt. Fiemo Aud. do J, de D. da 3. v.
9 Ouint j<\am Marccl:nO Vt. Aud do juiz de D da 2. V.
o c" O SS C"r cao i\e Jeius. s. Orid.o B.
A Sab. s." Franei o Cararioli Re. Aud. do .1. de I), da 3. r.
S |)um. Marciano M. s. Bon faci B. M.
de 31 a i o.
Anuo XVIII. N. 114-
0 Diario publica-te todos os das que nao forem Santificados : o preco da aRnatur bu
de tres mil reil por iiuaitrl pago* achantados. Os annunems dos assi^nantej siio inafririos
-ralis c os dos .mu o n.'io forem raijo de SO res por linha. As reclamaron deTem tr
dirigidas a eaiaTjpognfit ra das Cunes D. 3, ou 8 praea da Independencia loja de litioa
Numero 37 c 3S.
CAMBIOS .\o da 28 de maio.
Cambio sobre Londres W i. p. 41).
,. l'aris 350 reis p. franco.
> .isboa SO a 00 p. 100 d Df.
Otilio- Moeda de f),400 V. -15.100
.. N. 15.0M
h de 4,000 S.300
FlUTa Patacoes
1,720
l'BAT* PeoiColumnare 1,720
i Mejicanas 1,720
,. miud. 1,50 a 1,500
Moeda de cobre 3 por 100 de descont.
Descont de billi. da Alfandega 4 por 100
ao mei.
dem de letras de boas firmal 4 t 1 e f.
I'reamar to ata 30 de. Maio
1.a a 9 lloras t ISm. di ni.iulia.
2.a a 0 horas e 42 m. da tarde.
PIUSFS DA LIJA NO MEZ UE MAIO.
Ouart, ming. a 2 10 horas e 2S m. da manh.
Loa Nora a 10- s 9 horas e 19 m. da manh.
Quarl. rese, a 17 < 9 horas e 12 m da manh
La cheia a 24- 7 horas e 21 m. da manh.
N 4IIB l)
PARTE OFFICIAL.
LE. N. 96.
FIXA A FORQA POLICIAL PARA O AJINO FINAN-
CEIRO FUTL'RO.
O Baro da Boa-vista Presidente da Provin-
cia do Pemambuco. Fago saber todos os
seus habitantes que a Assernblea Lelis-
lativa Provincial Decreou e eu sanecio-
nei a Lei seguinte.
Artigo i." O Corpo de Polica da Provincia
em o anno financeiro de mil oitocentos e qua-
renta e dous mil oitocentos e quarenta e
trez ser composto de quatrocentas e cin-
coenta e cinco pragas com a organisago
actual e redusido cincoenlae seis o nume-
ro dos soldados de cada urna companhia.
Artigo 2." Em caso urgente poder o Pre-
sidente da Provincia elevar o estado comple-
to do Corpoi seiscentas pravas.
Artigo 5." Continua em vigor os rticos
da Lei Provincial de trifila de Abril de mil oi-
tocentos e trinta e nove que nao foro alte-
rados por esta Lei ; e fico revogadas as dis-
posiefles em contrario.
Mando por tanto todas as Authoridades ,
quem o conhecimenlo c execugo da re-
ferida Lei peitencer que a cumpro e fa-
go cumprir lo inteiramente como n'ella se
contem. 0 Secretario desta Provincia a foca
imprimir, publicar, e correr. Cidade do
Recifode Pernambuco se te do Maio de mil oi-
tocentos e quarenta e dous vigsimo primeiro
da Independencia e do Imperio = Eslava o
o Sello das Armas Imperiaes = Baro da Boa-
vista = Carta de Lei de.
GOVERNO DA PROVINO IjA .
S
AVISO.
Ex. o Snr. Presidente da Provincia
manda fazer publico que d'ora em diante
dar audiencia s partes at o meio dia ; e
d'essa hora em vante so fallar aos Chefesdas
Repartiges sobre objectos do servido publico.
Secretaria da Presidencia de Pernambuco
28 de Maio de 1842. O Oflicial Maior, An-
tonio Joze de Oliveira.
Tomando em considerago o que mo repre-
sentou a Sociedade de Medicina em officio de
11 do correnle de que logo remellerei copia,
acerca do mo estado desta cidade e da ne-
cessidade de prover ao seo melhoramenlo
beneficio da sade publica ; encarreguei ao
Engenheiro Vaulhier de proceder aos exames
necessarios para se determinar o meio mais
prompto e proficuo de remediar a todos os in-
convenientes da accumulago d'agoa as ras
da Cidade por causa das ultimas chuvas, que
tem Iiavido ; e tendoapprovado os trabalhos ,
que sobre este objecto me foro apresentados
pelo dito engenheiro e com t da copia in-
clusa ordenei-lhe que os pusesse quanto
antes m execugo principiando ao mesmo
tem po ern todos os tres Ba ir ros. Oque par-
ticipo a V. mm. para sua intelligencia, e fim
de indemnisarem os Cofres Provinciaes da
quantia que fornecer para os referidos tra-
balhos visto ser esta dispesa Municipal.
D. G. &c. Recife 27 de Maio de 182. A
Cmara desta Cidade.
Officiou-se ao Engenheiro em chefe para
por em execugo o projecto approvado.
EXPEDIENTE DO DIA 13 DO CORRENTE
Oflirio Ao commanlante das armas di-
sendo expega suasordens para que o ba-
talhao provisorio de cagadores de 1. linha
passe faser a guarnico da praca do dia 10
do correnle em diante intelligenciando-o
de que o guarda nacional dar somente a
guarnigo nos domingos ; e sigi\iicando-lhe.
que a companhia de artfices e o batalhao
de guardas nacionaes destacado coadjuvarn
a polica do modo, que. elle combinar com
o respectivo commandante geral.
Dito Ao commandante geral do corpo
de polica intelligonciando-oda ultima parte
lo precedente ollicio e de que o corpo deseu
commando continuar dar a guarnico da
cadeia.
Dito Ao inspector da thesouraria das
rendas provinciaes ordenando em con.se-
quencia de requisico do engenheiro em che-
fe que mande pagar ao engenheiro encano-
gado da estrada de Santo Anto a quantia de
l:4o9^32i reis correspondente aos o(>de
79itji0r>3 res importancia das despesas fri-
tas no mez de Margo prximo passado reis
G(i0,>0ii e igual parte d'aquellas feitas no
mez de Abril lindo reis 799^280 e todas
tloquarto, e quinto langos da referida es-
trada.
Dito Ao engenheiro em chefe partici-
pando a expedego da ordem antecedente.
Dito Ao mesmo participando ter ordena-
do que se Ihe enlreguem todos os livros ,
piantas edesenhos, perlenccntes ao gabi-
nete lopogiaphico por isso que convem ,
que elles passem para o gabinete dos enge-
ni te i ros franceses.
Dito Ao commandante superior da guar-
da nacional d'este municipio = Sendo mu
dignos de louvor os relevantes servicos que
ordem publica tem feilo aguarda nacional
d'este municipio, principalmente no constan-
te em prego de guarnecer esta capital com dis-
traego de suas ordinarias oceupaces, e
grave sacrificio de seus nteresses a presi-
dencia resolve, que V. S." em ordem do dia
louve lo prestrnosos cidados ; e nao sendo
da intencao do governo distrahir esta milicia
nacional dos trabalhos que se tem dedica-
do para subsistir, senao em ultima necessi-
dade, e havendo j n'esta cidade alguma for-
cadel. linha, que a pode ordinariamente
guarnecer, determinei alliviar a mesma guar-
da nacional da guarnigo que prestava em
mais de um dia de cada semana sugeitan-
do-a somente nos domingos guarnigao da
cidade principiando esta delerminagao
ter effeito do dia 10 do correnle em diante.
O que partecipo V. S.' para sua intelligen-
cia e execugo.
Dito Ao inspector d'alfandega signifi-
cando ler-lhe sido muito agradavel a offerta
doBacharel Joo Carlos Pereira Ibiapina das
rellexoes que fezao regulamenlo das alfan-
degas e que por elle inspector lhe foi ende-
rezada ; assim como que baja de agrade-
cer aodito Bacharel, da parte da presidencia,
este testemunho de interesse pela liscalisago
das rendas publicas.
Dt0 Aocapito mor Manoel Thom de
Jess = Foi-me presente o ollicio de Vm. ,
datado em 8 do corrente noqual expoc os
motivos de molestia que o privo de exer-
cer o emprego de suplente do delegado do
termo de Santo Anto para que foi proposto
pelo chefe de polica e nomeado por esta
presidencia. Nunca a patria reclamou com
mais urgencia osservigos de um cidado pres-
tante qual tem Vm. sidosempre como a-
gora que vai com a reforma da Legislago
criminal reprimir os deliclos, e at prevenil-
os o mais possivel por meio de urna policio
vigorosa. Esta arma salutar do governo se
tornara improficua, sino fosse manejada
por mos tao habis como a de Vm. e de ou-
tros cidados conspicuos dos termos em que
foro criados os districtos dos delegados do
cliefe de polcia. Espera portan lo esta presi-
dencia Hjue Vm. rclleclindo no valor ao
sacrificio que faz, doseu doscanco ao paiz,
em que nasceo eda gloria que resulta
lodoobom cidado dos servigos gratuitos e
bem prestados prol da seguranga publica ,
se decida aceitar o dito emprego para que
foi tao acertadamente escolhido.
Dito Ao subdelegado da freguesia da
murbeca disendo que fica scenie do que
communica em seo officio de 10 do correnle :
esperando porem que logo que se restabe-
lega faga a competente participago fim de
entrar no exercicodo lugar, para que foi no-
meado e que passa er substituido pelo sen
supplente durante o sen impedimento.
Dito Ao chefe de polica participando
ter o sub-delegado nomeado para a fregue-
sia de muribeca communicado que por
se acbar enfermo nao poda entrar no exerci-
cio de suas funecoes ; e recoinmendando-Ihe.
baja de dars suas ordens para que se.ja o
mesmo subdelegado competentemente subs-
tituido.
Dito Ao director do arsenal de guerra ,
remetiendo copias do regulamento n. 113 de
3 de Janeiro do corrente anno e as instruc-
oons.de 11 do mesmo mez dando nova or-
ganisago s companbias de aprendi/.os me-
nores na conformidade do artigo 59 da lei
n. 2i3dc50de Novembro de 18i! I fim
le que baja de dar-Ibes a devida exccuoo na
parte, que. Ibe toca : Cumprindo que essa
nova organisago tenhal comego no 1. de ju-
Iho prximo futuro 5 e disendo que nVst
intelligencia v tomando as medidas que fo-
rom necessarias e proponha presidencia
ludo quanto lhe parecer conveniente re-
ferida organisago.
Dilo Ao Juiz dos orpbos d'este termo,
communicando a expedigo da ordem supra.
DEM DO DIA 11.
Officio Ao chefe de polica participan-
do que o corpo policial continuar dar a
guarnigao da cadeia eque o servigo da poli
cia ser coadjuvado pela tropa de I. linha da
maneira que o commandante das armas
combinar com o commandante geral do dito
corpo.
Dito Ao doutor Joze Eustaquio Gomes ,
nomeando-o para membro da commisso ,
que, na conformidade do artigo 3. da lei pro-
vincial n. 91 de 7 de Maio de 18I qdl
manila edificar um cemiterio publico dever
indicar, e desenvolver o local plano .
planta do cemiterio e mais condiges,
deUlhos da obra e disendo-lhe que es-
pera acceite esta nomeago e reunindo-se
aosdemais membros da comisso que sao
os doutores Joze Joaquim de Moraes Sarmen-
t Joaquimde Aquino Fonceca e o enge-
nheiro L. L. Vaulhier baja de dar princi-
pio este trabalbode tanta importancia, e
interesse publico.
De igual theor aos domis membros da com-
misso mutatis mutandia =
Dito A Cmara Municipal d'esta cidade ,
communicando ter nomeado para a supracita-
da commisso os individuos mencionados no
antecedente ollicio.
Dito Ao exm. presidente do gabinete Ili-
terario, disendo queira mandar entregar
ordem do engenheiro L. L. Vaulhier os li-
vros de engenharia, pertencentes provincia,
e que se acho depositados no mesmo gabi-
nete.
Ditt. Ao engenheiro L. L. Vaulhier,
intclligenciando-odocontedo no precedente
ollicio.
, COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DIA 12 DO CORRENTE.
Officio Ao chefe de polica, disendo-lhe,
que com o seu ollicio de 11, Ibe fora apresen-
lado o soldado Joo domos que linha sido
[roso por oslar a note fora do sou quartol al-
iado de urna baionela por cuja culpa hia
ser com peto n lomen te coi rgido.
Dt0 Ao ex prefeito do Rio Formoso ,
devolvendo-lhe os papis de conlabelidade do
destacamento, pertencentes ao mez d'Abril,
para sercm por outros substituidos de con-
formidade com as ordens expedidas em diver-
sas datas e que lieava entregue tos recrutas
Joo Felippe, e Themoteo Barbosa, os quaes
assentar&o praca.
D.to Ao tenente coronel commandan-
te do balallio de guardas nacionaes destaca-
do disendo-lhe que com a ordem do dia do
boje lieava respondida a segunda parte do
seu ollicio de hontem que versava sobre os
Ofllciaes nomeados para o batalhao existen-
tos na Comarca do Limoeiro e quanto a se-
gunda, que se abonara mensalmente a quan-
tia de Oj rs. para lusos da companhia ali des-
tacada ,' devendo a agoa ser condusida da
fon te polos soldado*, o nao comprada.
DitoAo mesmo disendo-lhe em respos-
la ao seu ollicio de 11 do corrente que deyia
mandar urna escolta commandada por um in-
ferior condusir da cidade de Goianna para
esta capital o sargenlo e o soldado da 2.
companhia do batalhao do seo commando,
que ali se acho presos para o fim de serem
julgados militarmente e mandando porem
liberdade o soldado Juliao Ribeiro da Silva ,
da dita companhia, que devia de ser para
outra passada por assim convir ao servigo.
DiloAo commandante interino do 3. ba-
talhao d'artilliara para que considerasse
preso para ser julgado pelo juizo municipal da
2. vara desta cidade pelo crime de ferimen-
to, o furriel Claudino Joze de Mello.
PortaraAo lenle coronel commandan-
te do batalhao provisorio, mandando em exe-
cugo d'ordem de S. M. o. commonieada
emavizoda repartigo da guerra de M de
Abril p. p. dar baixa ao soldado Joze Fe-
lippe ilho de Joo Baptisla ; por qucalem
de ser menor de 18 annos serve d'arrimo a
seo decrepito e pobre pa, o a quatro irmos
menores.
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
SF.SSAO ORDINARIA DE O DF. MARCO DE
1842.
Presidencia do Snr. Barros.
Comparecoro os Snrs. Costa Monteiro -
Mello Cavalcanle, Oliveira, c Ricardo do Ro-
go ; faltando com causa os mais Snrs. Aberta
Sesso e lida a Acia da antecedente foi ap-
provada.
' OSocretariodaiidocontadoexpedientemen-
cionou o seguinte ollicio do Procurador exigin-
do que se mandasee satisfazer ao mestreda
muzica Patricio Jozede Souza, a quantia de24jf
reis pola muzica que apresentou na abertu-
ra da Assembla Provincial e igualmente a
Joaquim Joze de. S. Anna a quantia de \$)
reis da sera e mais proparos da Igreja Matriz
do Corpo Santo para o mesmo acto que se
passassem mandados.
Despacharo-se alguns requerimientos. E
por ser dada a hora alevantou-se Sessfto e
mandou-sc faser a presente em que assignou.
E en Fulgencio Infante d'Albuquerquo e Mel-
lo Secretarlo a escrevi. Barros Pro-Pre-
zidente, Costa Monteiro Mello Cavalcante ,
Oliveira c Ricardo do Reg.
TRIBUNAL DA RELACvO'.
Sesso de 28 do corrente.
O aggrvo de instrumento do juizo do civel
ta villa do Cabo aggravante o sargento mor
Flix Joze da Cmara e aggravados Louren-
co de S Albuquerque e Francisco de Paula
Corroa de Araujo ; leve proviment.
O aggravo de petiejio do juizo dos feitos da
fazooda aggravante o bacharel Joze Jerni-
mo Cezar Loureiro c aggravado a fazenda
provincial ; nao teve provimcnlo.
Na appcllacao civel desta cidade, appei-
lanle Antonio Pereira c sua mulher, eappel-
i

:



IkIo a Viuva c herdeiros do Luiz Ferrara
Campos, Escrivao Rogo Rangel; sejuigou
pela reforma Na appellago civel da oommarca das Ala-
goas appellante Joo Joze Cavalcante d'A-
raujo'e appedado e tAob-m appellante JoAo
Evangelista Reg, Escrivao refreir foi
julgada pela confirmago da senlenga.
A cauza de Da de apparecer da Viuva e her-
deiros de Joo Carlos Pereira de Burgos Pon-
ce de LeSo contra Antonio Clemente Este-
ves de Larras Escrivao Ferreira ; foi julga-
da improcedente.
Os Embargos da Viuva c herdeiros de Ma-
noel de Mello Albuquerque Monte-negro,
contra a viuva Costa & Filhos de appellago
civel da commarca de Nazareth Escrivao
Bandeira ; foro de?, rezados.
Na appellago civel da commarca da Para-
hiba appellante Antonio Joze de Brito ap-
pellado Joaquim Joze de Vasconcellos, Es-
crivao Jacomo ; se julgou pela confirmago da
senten^a appellada com declarago.
Os embargos de Antonio Francisco dos San-
tos Barroca contra Manoel do Carmo Inojo-
za na cauza de appellaco civel dcsta Cidade,
Escrivao Jacomo ; farad desprezados.
Na appellaco crime da cidade do Natal ,
appelante o Juizo cappellado Joao Joze de
Brito, Escrivao Bandeira ; se mandou re-
melter o Processo ao Juizo de Direito res-
pectivo.
Na appellaco civel do juizo do civel desta
cidade appellante Joo Calislo Rodrigues
Callaco appellada Francisca Maria da Con-
ceigo escrivao Posthumo se julgou pela
confirmago da senlenga recorrida.
A' PEDIDO.
Blm. e Exm. Sr. Logo que li as graves
aecusagrtes que na sesso paseada do corpo le-
gislativo me dirigiro alguns Srs. deputados
e senadores quiz responder-lhes porque
nisso interessava pelo duplicado motivo de
meu crdito e da obrigago em que eslava
para com o governo imperial de demonstrar-
le que nao tinha desmerecido da sua conli-
anga quando me julgou capaz de administrar
esta provincia debaixo dos principios de justi-
ca. Porem o ferimento que recebi poroc-
casio da tentativa do meu assassinato impos-
sibilitou-me Je fazer vendo-me pores-
sa fatalidade reduzido a triste condigo de
soffrer, sem poder repellir as repetidas
calumnias dos meus inimigos. Agora que o
estado de minha saude lem melhorado
meu primeiro cuidado em desempenho do
referido dever daraV. Ex. inteira expli-
cado dos fados pnneipaes de que fui ar-
gido.
Seja o primeiro a que eu responda aquello
que me impulro os deputados Andrada Ma-
chado e Coelho Bastos de que eu anniquil-
lra a imprensa opposicionista desU cidade ,
mandando-a cercar e reerular todos os seus
embregados em cujo numero se contava o
administrador, o qual por essa circums-
tancia e ser casado e sargento da guarda na-
cional era particularmente protegido pela
le.
S o empenho de desacreditar-me poria na
boca dos meus adversarios tal falsidade. Pe-
los documentos que junio, sob n. 1 ter
V. Ex. occasio de verificar que nunca a im-
prensa foi cercada nem recrutado maisque
um individuo que fura seu operario achan-
do-se em Alhandra a 11 leguas desta capi
tal, e nao sendo casado nem sargento da
guarda nacional em lim nenhuma excep-
go tendo pela qual devesse ser isento do re-
crulamento. A opposgo, que estava no pro-
posito de ir escrevinhar em Pernambuco por
poder de l impunemente calumniar apro-
veitou-se deste acontocimento para procla-
mara imprensa opprimida e obligada ao si-
lencio. Mas nao foi isto de sua parte mais que
urna tctica das que frequentemente uso os
partidos para lancarem a maldigAo sobre os
seus adversarios pois que, repilo sem medo
de ver provado o contrario\ nao solrera ella
vexagOes, nem era para lh'as mover quem
desde longo tempo eslava habituado a ouvir
com indiferenga innmeros aleives da im-
prensa dos rebeldes do Rio Grande.
Nao 6 menos injusta urna outra arguicao
que me fez o mencionado deputado Bastos ,:
de haver eu suspendido a sesso do jury c,
posto em coaeco com a presenga da forga !
armada os jurados e ojuiz municipal por
forma que aquellos entendro deverem rcli-
rar-se e este pedir a sua demisso. Con-
vem antes de ludo fazer notar a \. Ex. que
>u nao mandei suspender a sesso do jury ,
as a sua convocaco, devendo portanto
^nsiderar-se falsa a portarla em sentido
ftverso, que meattiibuio c leu na cmara | reilo que Ihe era proprio.
m
co
dos Srs. deputados o referido sngeito. O Jornal
doCommercio n. 112 na parte relativa aos
trabalhos da assemblea a traz concebida nos
seguintes termos: Suspenda Vm. a pre-
sente,sessfio do jury at nova ordem do go-
verno : quando a que eu exped exprme-
se desta outra maneira: -Suspenda Vm. a con-
vocado do jury at nova ordem do governo: -
oquemuitodifTerente daquella primeira dis-
posigo, a qual nao posso crer que fosse forja-
da seno para dar Oa cor desfavoravel ao meu
proeedimento pois que por certo seria mais
susceptirel de reparo que eu suspendesse o
jury no exercicio de suas funegoes como
suppe a primeira redaeco do que se eu
fizesse sustar a sua reunio como expres-
so na segunda e assim foi praticado.
Para V. Ex. poder apreciar este acto, nar-
rarei ascircumstantias que o motivro. A
eleico da cmara municipal desta cidade,
como todas as outras da provincia labora-
va em nullidades insanaveis segundo paten-
tiei a V. Ex. em meu oflicio de de maio
do anno atrasado. Annullada ella nullos
eran os actos do jury a que tinha de presidir
ojuiz municipal interino nomeado pela mes-
ma cmara. Que confuso se nao seguira
dahi no foro quantos embaracos para a ad-
ministrago da justiga Para os minorar sus-
pend a convocago do jury at que o go-
verno deciJisse as duvidas sobre a eleigo.
No ctanlo, tendo resignado o emprego o
juiz municipal interino, acamara havia no-
meado para o substituir o bacharel Felisardo
Tosoano de Brito a quem eu demittira do
lugar de secretario da presidencia por ter
tomado vergonhosa parte as fraudes das e-
leiges como se prova da sua propria carta
que transcrevo sob copia n. 2. Este mogo
em menoscabo das minhas ordens convo-
cou o jury e por desculpa esrreveu*me um
longo aranzel em que fallava na independen-
cia do poder judiciario e na necessidade do
prompto julgamento do processo de um escra-
vo que matara a seu senhor. Anteriormen-
te que estivera de juiz municipal nao se
lembrra elle de convocar para esse fim o jury,
e lodo o seu amor da justiga durante esse e-
xercicio cifrra-se em ir defender perante o
juiz de paz o principal reo do mencionado
proresso Nao me era ignorada esta circums-
tanca nem o despeito que lhe ficra da de-
misso da secretaria nem a expectativa em
que stavo os seus parciaes de que podesse
elle zombar da minha authoridade. Conse-
guintemente, vendo que em suas questes
nao era dirigido pelo desojo de esclarecer-se ,
dei-lhe por nica resposta que cumprisse as
minhas ordens. Nao sei que receio concebeu
deste laconismo, que immediatamente se
demittio. No dia seguinte que estava por
elle aprazado para a sesso do jury foi avi-
sado o prefeito de que um grupo de individuos
se achava reunido no convento de S. Bento ;
e nao attingindo o verdadeiro motivo deste
ajunlamcnto por ignorar a convocaco do
jury determinada pelo referido juiz muni-
cipal dirigio-se, como era de seu dever ,
aquello lugar para examinar o que se passa-
va e providenciar sobre o caso se fosse mister.
Para isto se fez acompanhar de urna escolta,
a qual deixou fra e a distancia do edificio, e
entrando elle s na sala nao ero passados
muilos momentos que o escrivao do jury leu
um ofiicio do juiz municipal, recentemente
j nomeado pela cambra participando que de
I ordem minha estava adiada a sesso. Conhe-
\ cida que foi esta deciso, retirro-se os pou-
\ eos jurados que estavo presentes movidos a
; isso por nenhum outro molivo que por espi-
1 rito de obediencia nao tendo havido contra
! clles a menor coaego nem proposito nem
' necessidade de a empregar ; e a mesma
' osponlaneidade houve na demisso que se se-
guio do juiz municipal, como claramente se
.veda sua declarago sob n. 3. Eis o facto
I do adiamento do jury exposto em toda a sua
I verdade ; e assim como as circumstancias
que o revestem nada ha deque se me fazer
nota assim tambem me persuado que com
razo nAo se me pode argir de ter violado um
direito quando ordenei o mesmo adiamento ,
do qual, antes de proseguir devo observar
a V. Ex. que nenhum transtorno proveio
administrago da justiga pois que, preven-
do a demora que haveria na deciso do corpo
legislativo, a cujo conhecimento levara V.
Ex. a questo da eleigo das cmaras com
a qual estava ligada a do juiz municipal re-
voguei a minha ordem que suspenda a con-
vocago do jury ; este inmediatamente se
reuni e teve durante o anno o nume-
ro das sesses que a iei marca como cons-
ta do documento sob n. 4.
Nao obstante, diz-se que com aquello adia-
mento privara eu o poder judicial de un di-
Mas acaso neguei-
Ihe esse direito ? marquei cu as pocas das
sessoesdo jury ? attribui a outra autoridade
essa faculdade ? Nada mais iz senAo exorcer
urna prerrogativa pela qual ,. cumprndo-me
vigiar sobre a boa execuco das lea imped
osados de una autoridade duvidosa. Se
um magistrado incompetente o juiz de or-
phos, por exemplo convocasse o jury,
ninguem me contestara o direito de obstar a
execugo dessa ordem. No caso em questfio ,
nao era liquida a legitmiilade do juiz muni-
cipal como cima deixei dito e porque
pois nao me seria igualmente licito suspender
a convocaco do jury por elle feita emquan-
to nao fosse competentemente decidida a sua
legilimida c ? E depois posso eu activar o
magistrado negligente para convocar o jury ,
porque nao poderei ordena -lhe que suspen-
da a sua convocago quando nisso interessa
a causa publica o pede o bem da justiga ?
Estes argumentos foro a mor parle apresen-
lados por generosos defensores que Uve na
cmara dos Srs. deputados e os meus adver-
sarios nao ousando responder-lhes dero
com o seu silencio mais forga justiga da m-
nh< causa.
Exporei agora a V. Ex. o que occorreu so-
bre o recrutamento do bacharel Ignacio de
Souza Gouvea negocio este que tantas in-
vectivas me attrahio. Era aquello sujeito
procurador fiscal nao da thesouraria pro-
vincial como muitos dissero mas da ad-
ministrago de rendas provinciacs e neste
emprego se havia portado com tal negligencia
e ignorancia segundse vodo relalorio so-
bre o estado daquella reparlieo que remet-
ti a V. Ex. em officio de 7 de outubro do
anno prximo passado sobn. I2i e foi
publicado no Jornal do Commercio n. 284
que em consciencia fui obrigado a apo-
sentado por nao o poder demittir vista
da disposigo da Iei. A este acto respondeu
o dito bacharel pela forma seguinte:
Illm. e Exm. Sr. Nao me don por a-
posentado do meu emprego de procurador fis-
cal da administrago de rendas desta provin-
cia por isso que reconhego toda a extrava-
gancia e nullidade na portara que hoje me a-
posenta. Se deixo de exerc-lo para evi-
tar aroproduogo de vingangas alheias c vio-
lencias que constituem a norma da adminis-
trago deV. Ex., licando-me salvo o direito
quetenho de tornar um da ao excrcieio do
mesmo, todas as vezes que o arbitrio e o des-
potismo desapparecerem desta por ora in-
feliz provincia.
Guarde Dos. Parahiba 0 de agosto
de 1841. Francisco Ignacio de Souza Go-
va.Sr. Dr. Pedro Rodrigues Fernandos
Chaves presidente da provincia da Para-
hiba.
J anteriormente um outro bacharel o
prefeito da primeira comarca e a cmara
municipal de Gorabira tinho-me escripto
em igual estylo como mostro as cbpias sob
n. 5. Era preciso cohibir estas insolencias
para nao perder a minha forga moral esta
considerago que to necessaria authorida-
de para poder dignamente sustentar-se no seu
posto. Um processo era a medida que natu-
ralmente occorreria; porem que justiga se po-
da esperar de juizes de paz eleitos entre frau-
des e violencias, por individuos da faego do ag-
gressor Ousra elle ou outro desacatara
primeira authoridade da provincia se nAo
contasse com a absolvigo ? Para nAo dar-
Ihc um triumpho que servira de escarnecer-
me e alentaros inimigos da ordem mandei-
orecrutar, recurso nico que as circums-
tancias me restava para reprimir o pernicioso
exemp'o por elle dado. Bem previ os clamo-
res que com isso ia excitar da parte da oppo-
sicAo mas antes de ludo estava a dignidad-;
do meu lugar, e a necessidade de mantera
ordem e dante de laes consderacoes nAo
vacillei em tomar a medida indicada a qual,
ainda que nao apoiada pela pratica nao era
opposta Iei. Em verdade nao ha artigo
de Iei que vede o recrutamento do bacharel,
e os meus adversarios reconhecendo isto recor-
rero a argumentos de induego para colorar
as suas censuras. A dous se reduzem estes
argumentos que vou passar em breve ana-
lyse.
1. Se a Iei isenta o estudante do recrula
ment pela mesma razo deve ser isento o
bacharel.
Fcil mostrar que nao existe a razAo de
paridade. O estudante trata de adquirir
urna prolisso o bacharel est habilitado
para exercer mas nao a exerce; por isso
a Iei protege o nobre empenho do primeiro ,
e nao tem um molivo para poder favorecer a
ociosidade do segundo. Aqucllc mesmo fa-
vor que a Iei d ao estudante debaiso da
eondigo de applicaco e aproveitamenlo o
que prova que a disposigo da mesma Iei se
nao pode estender ao bacharel que se con-
centra na inaccAo nao se applicando a nen-
huma das proflsaea para que lem a aptido
necessaria. D'mais observe-se que a Iei da
guarda nacional nAo excepta o bacharel do
servigo activo cmquanto que delle dispensa
ao estudante e se prevaleces* o argumento
referido deveria dizer-se que a mesma ra-
zo havia para um que para o outro gozar
desse bendieio. Daqui se v que a Iei nao
colloca o bacharel c o estudante na mesma l-
nha e que o fundamento que assiste ao se-
gundo para ser isento do servigo militar nao
assiste em favor do primeiro.
2. argumento.Bem que a Iei nao fizesse
mengo de certas classes todava nunca se
poz em duvida a sua isengo do recrutamen-
to como sejo os senadores, os cleri os
tambem os hachareis.Respomlerei que as
duas primeras classes sao privilegiadas pela
natureza das suas funegoes o que se nao d
a respeiio destes ltimos. Que funegoes
exerce, que lugar oceupa o bacharel na je-
rarchia administrativa '.) Se se der bem at-
tengo, ver-se-ha que mesmo aquellas clas-
ses por algum titulo esto comprehendidas
na Iei. Os semdores por exemplo. tema
seu favor a idade que urna excepgo de-
signada na Iei ; os clrigos o direito cannico,
que Ibes veda o servigo m litar e este direi-
to como sabido faz parte da nossa legis-
lacAo. A mesma observago nao se pode ap-
plicar aos hachareis os quaes nao S nao
tem por si disposigoalguma legislativa, como
nem tambem razoes de utilidade publica
que lizero estabelecer a isengo do recruta-
mento em favor das outras classes
Accresce a respeito do bacharel de que se
trata que tinha elle perdido a qualidade do
empregado publico regeitarido a aposentado-
ra que lhe dei de procurador fiscal e
nao estava alistado em nenhuma das classes
da guarda nacional, pelo que nao poda dei-
xar de ser chamado ao servigo do exercito ,
menos que nAo se quizesse fazer urna excepgAo
em merc sua contra a expressa disposigo
do artigo 145 da constiluigo cuja fiyponie-
se infelismente se verifica. Portanto vis-
ta de quanlo deixo expendido, nao tendo o
supracitado bacharel impedimento manifest
para ser desobligado do recrutamento es-
lava de sua parte allegar as excepges ; por
mm desconhecidas que militassern em sen
favor. Assim nao o fez, o nAo obstante o
mandei soltar logo que me constou estar elle
inscripto no foro como advogado.
Assaz elucidado tem sido este arlgo e
por isso nAo me demorando mais sobre elle,
passar^i a fallar da culpa que me poz o depu-
tado Marnho por ter a polica emojegadu
torturas contra um dos indiciados na tentati-
va do meu assassinato afim de extorquir-lUe
a conlissAo do crime.
Taes torturas nao existiro como V. Ex.
conhecer pela leitura dos documectos appen-
sos sob n. 6 E quando existissem qu
culpa tinha eu de actos que ero praticados
sem o meu conhecimento ? Na occasio em
que os reos foro interrogados estava de ca-
ma atormentado de dores por effeito do
ferimento que recebi e em tal estado nAo
podendo seno com cusi dar-me aos cuidados
da administradlo nao seria para estra-
nheza que me escapasse previnir com ade-
quadas instruges os excessos quo na si-
tuagAo dos negocios, as autoridades fos-
sem levadas a commeller. Fallo na hy-
pothese de que as autoridades policiaes ti-
vessem usado de violencias para com os reos.
Mas, felizmente, ellas corrospondero mi-
nha conlianga observando exactamente a
Iei. Mesmo esses soldados a cuja guarda fo-
ro entregues os reos portro-se com mais
moderago do que era de esperar de homens
rudes e impressionados da indignago geral
que causara o crime horroroso que se acahava
de tentar. Se delles ha que dizer sera de
que Jendo de ligar os bragos de um dos re-
os por se terem afrouxado as cordascom
que viera amarrado do lugar do delicio, nAo
executassem esta operagao com a delicadeza
com que se ata um ramo de llores. Mas esta
situago foi de poucos momentos durando
nicamente ate a chegada do prefeito o
qual mandou immediatamente tirar as cordas
aos reos, e assim respondro elles aos in-
terrogatorios livres e sem coaego como
teslemunhrAo mais de quarenta pessoas que
fora presentes a esse acto o qual apezai
da sua publicidade e da imparcialidade com
que foi dirigido nao pode escapar s inter-
pretacOes do deputado cima referido.
Resta-me responder revelaga que fez o
senador Paula Souza de que estava presos
Ifi individuos e foragidos 60 por causa da
tentativa do meu assassinato.
Lera V. Ex., na informacaO do prefeito


&
que junto sob copia n. 7 que nao ha por
tal crime presos mais que 0 o expedidas
precalorias ron Ira 9 sendo estes ltimos a-
qucllcs contra quem depozerart os reos pre-
sos. NaOduvidoque hajao mu i tos foragidos.
(na conjuragao que linha por lini o triiimpho
de una faeca devia necessariamente com-
prehender mudos cmplices e transtornado
o plano era natural que todos os que tinhao
a conscienoia do crime se pozessem em fu-
ga. Recen porem que houvesse exa-
geraga no calculo a presentado pelo citado
senador depois da dezona que elle accrescen-
tou ao numero dos presos. Como quer que
soja, para que a censura me asspntasse se-
ria mister mostrar-se que os referidos indivi-
duos fugirao perseguigao das autoridades e
que tendo en conliecimento desses exces-
sos, nao linha tratado de os cohibir.
Quanto demora do processo em que tam-
ben) tocou o mesmosenador verdade exis-
tir e tem sido irremediavel provindo de
se terem dado de suspeitos os qualro juizes de
paz do districlo da culpa e outro tanto ha-
verem feito os da cidade com except de
uro a quem suspend por nao ter lido igual
procedimento como I he ordenava o artigo
09 do cdigo do processo, visto ser amigo
intimo de alguns dos reos e reconhecida-
mente da sua faega. Estes inconvenientes,
provados com os documentos de n. 8 liverao
forga baslantc para que a relacado districto
denegasse as ordens de llabcas corpus, que
lhe requercra os mesmos reos debaixo do
fundamento de estar sem motivo justo retar-
dada a formag&o do processo. Por minha parle
eu nao linha senaO razoes para o activar.
Que melhor ensejo para obter a punica do
crime do que o momento em que estavaoTres-
cas as impressoes por elle produzidas ? Nao
sei como, na presenga de um interesse tai
evidente pode empenhar-se o referido se-
nador em fazer acreitar-me possuido de um
desojo contrario !
Eis-me chegado ao termo da minha defesa,
a qual nao estendi a alguns outros pontos por
seren de menor importancia e entender ,
pelos esclarecimen tos que acabo do dar, que
ilalii se poda ajuizar da injustica dos meus
adversarios para comigo acerca das suasou-
tras arguicOes. Todava, nao me esquivarei
a prestar quaesquer explieagoes mais que se
desejem sobre os actos da minha adminis-
trago, certo V. Ex. de que meu desejo que
elles appareca em loda a sua luz. Esta se-
guranza me 6 inspirada pela minha conscien-
oia. Foi ella que me servio de consolagao no
meio das tantas amarguras pelas quaes tenho
passado nesta presidencia e essa mesma
consciencia pura e recta que me den forcas pa-
ra rcpellir victoriosamente os meus inimigos
na presente exposicao que tenho a honra de
Jevar presenta de V. Ex.
Dos guarde a V. Ex. Palacio do governo
da provincia da Parahyba do Norte 10 de Ja-
neiroi de 1842. Pedro Rodrigues Fernan-
des Chaves.
POS-ESCR1PTUM.
A 27 de Fevereiro deste anno enlraro os
Ingleses na aldea de Pirarra, que outr'ora fo-
ra Misso sua e mandada despejar e oceupar
por gente Rrasileira por ter sido collocada
em terreno da provincia do Para j e testa
de 40 homens 3 pecas de artilheria e 5
officiaes iizero os teen tes coronis Hay ter
Birghan, e Schomburg que o Missionario
brasdeiro e alguma pouca gente que tinha,
evacuassem a povoago de Indios e se reti-
rassem para a fortalesa de S. Joaquim do Rio
Braceo,
EDITA ES.
O Illm. Snr. Inspector da Thezouraria das
Rendas Provinciaes manda faser publico ,
que nio se tendo effectuado boje a arremata-
cao d'alguns Joslmpostos mencionados no E-
uital desta Thesoura.-ia de 13 do corrente ,
correr urna ultima Pr.ca no dia 1. de Junho
prximo futuro para os lmpostos seguintes :
r uro das caixas e lechos dassucar.
laxa das barreiras da Magdalena Cequia ,
eCarvalhos.
Dita da passagem do rio no cordeiro e cal-
dereiro.
>inle por cenlo n'agoardente de consumo nos
Municipios de Goianna Pao d'Alho Li-
moeiro, Bonito, Garanhuns, Simbres ,
r lores e Tacara t, Boavista e Cabrob.
x'iarenta ruis por caada de bebidas espiri-
tuosas de consumo na Provincia excepto
agurdente de fabrico nacional.
E para constar se mandou allixar o presen-
te i ft publicar pela imprensa Secretaiiada
Iliesouraria das Rendas Provinciaes de Per-
nambuco 28 de Maio de 1842== O Secrela-
no Luiz da Costa Portocarreiro.
Continuarlo ta Usa d u Jd'ftd s.
r.
>

Fia cisco Jozc Silvcira
" ,, Mar nho.
/fodiigues.
Cor. Mai lins
" da .S'i!vh.
(ioiicolvrs B*sl a.
,, Bizerta de Vasconcellos.
> /fntonio das (.'ha 'a.
h Hohcll.i de Carvallio.
'* >. de Suiza
, u Pueirj de Kr.to.
" .i re OI H Covolcante Cosseiro.
" Cainel'o Post*.
Francisco Corneirj ochado dios.
" .Io'i'|iiiii> f'aidoz).
Pereira Lobo.
Ludiera da Paz.
,, Manoel de Alrneda CkUnho.
de Paula Bapli la.
,. (lomes ilos Sontos.
Queiros Fuuceca.
e Silva.
> Barre o.
, Lopes neis.
Pires Ramos.
Serfico de Astil Caivallio.
i, Simes da Silva.
ttndiinues da Cruz.
Scri o de Mallos.
de S tiles e A'htiqurrque.
. da Costa Monleiro.
,, Felieiano /rodrigues Selle.
> Lopes Vianna.
He Rorros Falco.
R beiro Pires.
,, da Silva atitgo Jnior.
> Fer-eiro de Mello.
,. Luis Maciel Vianna.
ii de Corvalho Paes de Andrade.
Major Francisca de Ass:s Campos Cordeiro.
Feinino Joi<- Feliz da R za.
Feliciano Joaquim do. Santos.
Felis francisco de Souza Mogalhes.
Miguis.
,, Joze Tavarcs de Lira.
Felippe Loptii ISet'o.
Dr. Lopes Vello Jnior.
,. Mena Callado da fonceca.
Dr. Fulgencio Infante d Alhuquerqie e Mello.
Frntuozo Jo7e P'ieia Dutra.
Faustino dos Sunos.
Gaudi;io /ostinho de barros.
(inuralo Joze da Cosa e S Jnior.
Gustavo .. do Rcgo.
Gabriel A Honro Higueira.
Ceiniiiaiii rte liveira Mello.
Gregrrio Atituues deOliveira.
Ilerculnno A Ivs da Silva.
Mypolilo C8'ui Vascoi.cellos de ^Ibuqucrquc
ranb >.
Jozc Cliavifr Vianna.
,. ,, Faustino //araos.
i, Ca volito da Coito.
., Pereira do Cundo.
,, ,, Vianno.
,, Antonio Gomes Jnior.
., ., Pinto.
,, ilo Sil* Grillo
,, ,, talles.
,, ,, Liurenr.
.i Mo o.
., do Silva Jnior.
,, (.11 mai "un.
,, dos Sant s Silva.
., de AievtAn Sontos.
., Alves da Silva,
,, Crrela G mes.
Joaquim de Oliveira.
,, Cliovier Sodreira.
,, do Kpirilo .Vai io.
,, fio Nascimenlo
Dios Fernoudes.
., Z/izerro Covo'conte.
Man e'Fiuza.
Goncalves Ferreiro Costa.
" F ntej.
,, Torres.
,, Casco.
Ignacio da Camera.
,, Ferreia e Silva.
Pereira Dutra.
Soares de Macedo.
da Casto Monleiro.
do Monte.
,, d'Assuntpro.
Dingo do Silva.
Rodrigues Pereiro.
Maria fia Costo Paiva.
Seve.
,. do Cruz-
(ierordes
,, Cezsr do Amoral.
Freir Gomeiro.
do Silvo Mendonca Vianna.
Zacori s de Carvalbo.
Gomes Liol.
Jernimo M-nleiro.
Pires de M o raes.
Remo da Costa,
//ernonlo Fernandes Gama.
, Salgueiro-
/ernardin i de Sena.
,, (' aiiilim Leite.
,, Candido de Zorros.
,, Cordeiro de Ca volito Leite.
., Cunegundes da Silva.
Das Moreira.
-- F.gidio Ferreira.
Esleves Vianno.
Feliciano A'oriell.
Francio Pinto (.uimoies.
to Reg /ngel.
Larra.
le Souza Cuimares.
de Ajcve o Li boo.
Ferreira Colo.
Comes Tavores Jnior-
-- Lio de Castro.
Ma-
o
M



II
DECLARACAOKS.
CJ" O Vapor S. Salvador recebe a malla
para o 'iil boje 50 do corrente as 9 horas da
nianhA e as cartas devem ser lansadas na
caixa competente as 8 horas do dia.
ANNrNOlO AOS INDIGENTES.
i A Sociedade de Medecina d s pessoas
* i ii* nao eslo em circunstancia de retribuir
.ios Facultativos urna consulla gratuita as
lerdas, quintas, e sabbados das 10 horas
ga ,
ra
a
ii
ao meio dia na casa D. 2 da ra do Cabu
por cima da loja de cera no canto da
das Larangeiras, pela <|ual se entra para
dita casa.
Amanli 51 do corrente mez principiarao
as referidas consultas. Pernamhuco 28 de
Maio de 1842. Dr. Sarment, Secretario
Perpetuo.
O Arsenal de Marinha tem de contratar ,
com quem por menos fizer os fornecimen-
tos dos objectos precizos para o mesmo Ar-
cenal, e Embarcacoes da Armada abaixo
declarados : por lempo de um anno a decor-
rer do 1. de Julho prximo em diante ; o
fornecimento de p bolaxa carne verde,
plvora grossa e fina caff agoardente ,
assucar, lijlo. Por lempo de G mezes a
decorrer lambem do i. de Julho prximo o
fornecimento de Jaiinha arroz baca I bao ,
feijao toucinho, vinagre, azeile doce e
de coco sabao spermacete sebo em val-
las tachas de cobre e de ferro. Por lem-
po de 5 mezes a decorrer igualmente do 1. de
Julho prximo o fornecimento d'agoa-ar-
ras, tinta branca preta e verde se-
cante aros de tonel e de pipas eravos de
pipa lijlos Inglezes bonels, arcos de
ferros de urna polegada a 1 e 1 | 4 oleo de li-
nha^a sebo em pao, maga de er, alvaiado ,
gc.0 colla. As pessoas a quem convenha
azer cada um desles fornecimentos, sao con-
vidadas pelo Senhor lnpcclor apivscntar
as suas propostas na secretaria d'esla lnspci ao
at o dia lii de Junho prximo. Secretaria
da Inspeccao do Arsenal de Marinha de Per-
namhuco em25 de Maio de 18 42.
Alcxandre Rodrigues dos Anjos.
Secielario.
ssy Continuacao da rellacao dos llovedores
da Decima Urbana anterior a 18"t.
Jernimo Luis da Costa senzalla
velha n. 45......50>000
Antonio dos Santos Santiago sen-
zulla nova n. 6. 54.) Antonio Fernandes de Azevodo. be-
co largo ns. 5 a 7.....10800
Faustino Joze Correia senzalla no-
va n. 17....... 4o.> 160
Joze Antonio Mauricio, guia ns. 7,
52, e55........58.>288
Irmandade das Almas, guia n. 50. 2502
Joao Antonio Climaco ou Antonio
Joze Riheiro porto das canoas
n. 9, guia 58......118*848
Herdeiros do Padre Joaquim Mar-
ques boje da Mizericordia ra
de Maria Rodrigues n. 102. 22*680
Hospital do Paraizo ra de Maria
Rodrigues n. 156.....6.500
Miguel da Costa Dourado lapa nu-
mero 167....... 22*500
Joaquim Thiburcio senzalla velha
n. 87......... 29*970
Herdeiros de Manoel de Aattos Si-
mes senzalla velha n. 88. 62*222
Manoel Lopes Res senzalla nova
n. 78..........41*472
Izabel Maria Ferreira sen/alia ve-
lha n. 17. 5*184
Joze da Cunha Teixcira senzalla
novan. 5........12*000
Joanna Pereira de Azevcdo toco-
lomb n. 1.......13.584
Irmandade do Rozario dos brancos,
senzalla nova n. 8.....4*520
Yiiiva de Joze Francisco da Silva ,
n. 48,c49.......18*000
= Precisa-se comprar calidas para entu-
Ihos : as pessoas que seacharem em circuns-
tancias de contratar a esse respeito queira
com hrevidade dirigir-se a reparticSo do En-
genbeiro em Chefe di Provincia nos dias
uteis do meio dia as 4 horas da tarde.
THEATRO.
Ter^a feira 51 de Maio, subir scena pe-
la primeira vez em beneficio do Actor An-
tonio da Cunha Mondonga o novo Drama em
tres actos intitulado Os Capotes ou a cons-
piroslo malograda O complicado entrecho
desta Pega ; as iuteressantes scenas que a or-
no e o bello pensameulo que nclla domina
obrigarAoo beneficiado a offerece-la em espec-
tculo aos seus respectivos protectores en-
carregando-se ello do principal papel em
cujo desempenho em pregar as suas diminu-
as loteas.
No liin da Pega o Snr. Reis c a Snra. Emi-
lia Amanti cantarao em obsequio ao Iteneli-
ado um dos melhores duelos.
Rematar o espectculo a jocozissima farga
intitulada o Cagador.
O Reneiciado sciente dasnobres qoalida
des que caracteri/.o os habitantes desta Cida-
de espera obter a sua prolecgo e por isso
Ibes tributa desde j os maiscordeaes agrade-
cimentos.
COMMEKGIO.
ALFANDEGA.
Rondimonto do dia 28 de Maio Rs. 6:276*625
DESCARREGAO IIOJE 50 DE MAIO.
Origue Portugus = Feliz Deslino = Afiude-
sas drogas, caixas com vidros, bar-
ris com azeile.
Brigue Inglez = Terra Nova = Bacalho.
Uarea Francosa = Zilia = Manleiga o ba-
tatas.
Brigue Inglez = Mary Oueen Of Scots = Fa-
sendas miudesas louga presun-
tos e queijos.
Barca
Austraca =
ser veja.
Robert = Fasendas e
PRAGA DO REGrFE 28 DK MAIO.
Revista Mercantil.
Cambio Continuao a ser pequeos os sa-
ques a 27 d. por 1*.
A entrada da semana noexce-
cedeo de 200 sacras, e o prego re-
Algodao
Domingos Joze Martins ra de a-
Fora de
G4*750
( Continuar-se-h )
polo n. 4.....
Joze da Cunha Teixeira ,
portas n. 59, e 79.....14*760
Joze Rodrigues da Silva fora de
portas n. 60.......1*020
Prxedes da Fonceca Coitinho Cor-
doniz n. 11.......117*000
Domingos Palmeira, amorim n. 92. 29*160
Joaquim Joze Rabello beco das cri-
oulas n. 155.......9*000
Manoel Rodrigues do Passo, senzal-
la nova n. 10.......6*750
Joze de Pinho Rorges guia n. 27. 3*240
Domingos Rodrigues do Passo por-
to das canoas n. 12.....7.77(>
Herdeiros de Joo Raptista dos San-
tos fora de portas n. 156, 15 5*0 iO
Anacleto Joze de Moraes senzalla
velha n. 55.......1*728
Joze Ferreira Duarlc cruzjn. 28. 13*500
guiar das vendas a 5:500 tendo-se
porem vendido urna partida do Rio
Grande do Nortea 5:700 por@
Assucar As tranzagoes tem sido regulares
de 600 a 650 por (jo sobre o ferro.
Couros Sao procurados al5ors por Ib.
Arroz do paiz Vendco-se de 2:200 a 2:600
a arroba.
Bacalho Chegarad dous carregamentos ,
um dos quaes seguio para o Sul, e
o outro entrou e esta-se retallan-
do a 8* a barrica.
Batatas Vndenlo-se a 1:200 a
Carne secca O deposito anda por 22:000
arrobas im qualro embareagoes que
existen) no porto, e as vendas tem
sido feitas de 2000 a 2300 a <}
Fnxofre em canudos Ha falta e vendeo-
sea I500a
Farinha de Trigo Nao ha nenhuma em
primeira mao : a retalho tem-so
vendido a 24* a barrica.
Dita de Mandioca liegula de 5* a 5:500 a
sacca conforme a qualidade.
Farello H falta e tem-se vendido a 4*
a barrica.
Louga Ingleza -- Nominal a 180 por cento de
premio.
Manteiga Franceza ~ Tem-se vendido de 260
a 280 a Ib.
Milho dem de 7000 a 8000 oalqueiredo
medida velha.
TahacoMaepemlim dem de 2200 a 6000
a arroba.
AVISOS MARI T l M O S
Para o Cear sabe com toda hrevidade
o Patacho Nacional Laurentina Cap. Anto-
nio Germano das Neves : quem no mesmo
quisercarregarou ir de passagem, dirija-se
aoseu proprietario Lourenco Joze das Neves,
na ra da Cruz n. 52 ou ao Capito.
Freta-se o Brigue Brasileiro Rebougas
para qualquer parte do Imperio ou Europa ,
preferindo-se para a Baha ; quem quiser fre-
la-lo, ou carrejar, dirija-se a Amorim limaos
na ra da Cadeia ou ao Capito a bordo.
S-


' *
>.Ttf3fcjHWOpW^"^P'**X'J|Blglir
MOVIMIENTO DO PORTO.
NAVIOS K>TIADOS NO DA 27.
Maranhoe Cear ; 12 Has, Vapor Nac. Cor-
^ reio Brasilero Commandante o i. .Tu-
nete Benj mim Carneiro de Campos; pas-
sageiros Basileiros Raimundo Sczinando
Leal, Manocl Bezerra de Alhuquerque ,
Tenente Antonio Carlos da Silva Jatahi ,
Manoel Nunes de Mello Antonio Theo-
doro Ramos, Joze Antonio Ferreira, 127
pragas de tropa 4 AI reres um encarre-
gado da Escuna Bella Americana um Fi-
el da dita um Imperial Marinheiro e2
presos de Justga.
Lisboa 24 dias Brigne Porluguez leliz
Destino 254 tonel. Cap. Joze Francisco
Lessa, equip 17, carga diversos gneros:
a Francisco Severiano Rabello ; passagei-
ros Portuguezes Joo Maria da Silva Riito ,
Joze Felis Al ves, e o Hespanliol Jozc Sillas.
SAH1K0S NO MF.SNO DA
Portos (lo Norte ; Paquete de Vapor Nac. Pa-
ranhense Commandante J. F. Berrizo ;
passageirosBrasileiros Manoel de Campos
Silva Joaquun Joze de Souza Antonio
Pinto de Mendonca, Joo da Corte Barros ,
o Francez Delelris e o Alemao H. Ke-
Ihmann.
ENTRADOS NO DA 28.
Para, Maranho, e Cear ; lidias, Vapor
Brasileiro S. Salvador Commandante K
H. Otten equip. 4: a Joaquim Baptisla
Moreira traz 120 pragas.
SAHIDO NO MESMO DA.
Londres ; Barca Ingle/a James Cap. Maclc
Todd com a mesma carga que trouxe de
Fcrt Philipp.
tsr Georgo Carey retna-se dcsta Pro-
vincia.
tsr J. W. Ver Valen retira-se para tora
da provincia.
cy TliomazB. Pawer, retira-so para In-
glaterra.
Alberto llosch morador na ra da La-
L E I L O E S
t^- Manoel Joze Rodrigues de Andrade ,
far leilo por intervengo do Corretor Oli-
veira de grande porcio de mobilia c de
muitas obras de ouro prata c diamantes ,
que se vendero por baixo prego ; Terga fei-
ra 31 do corrente as 10 horas da manh na
casa que foi da associacao commercial.
AV 1 SOS 1)1 VERSOS.
\ OS DISCURSOS DO DEPL'TADO PATRON1
11A Cmara dissoluta de 1842-, obra primada
eloquencia parlamentar, recheada de textos,
de difiniges de axiomas de conselhos, de
classificagoes: obra interessantissima paraos
Pernambucanos porque trata explica, e
prova a primasia desta nossa Provincia sobre
todas as outras do Imperio: obra emim dig-
na de Ier-se, e de comprar-se por 200 rs. por
quanto se vende na Praga da Independencia n.
37e58.
A senhora T. M. e o Sr. A. C. R.,
queiro no prazo de oito dias hircm remir os
seus piuhores na mo de quem nao ignora,
c o nao fazendo se passar a vend-los lican-
do-se seui a menor responsabilidade ; por is-
so ja be mais que sullcienle a espera que se
lem tido.
Osenbor Pinheiro dono que foi da rifa
de um piano que se dissolveira no anno
passado baja de mandar ao atterro dos oflb-
gadosD. 18, defronte do viveiro do muiiz
pagar dois bilhetes da referida rifa e Ihe
cumpre visto morar fora di cidade incar-
regando urna pessoa aqui para este paga-
mento.
tsr O abaixo assignado declara que ja est
satisfeito da quantia que lhe era devedor oSr.
Alferes Domingos Eustaquio da Cunha, cu-
jo annuncio foi publicado no Diario de 26 do
corrente.Joze Joaquim da Silva Pegado.
cr Aluga-se o armazem e terceiro an-
dar do sobrado de 4 ditos na ra do Amorim,
defronte do ferreiro Caetano e casa terrea
do becodo marisco n. 3 a tratar na ra do
Viga rio D. 12.
tsr Quem quiser dar 600, a premio sobre
hypotheca em urna casa na ra da cadeia ve-
lha dirija-se a ra da Gloria sobrado de um
andar quasi ao chegar ao convento, ou an-
nuncie.
t3T No dia 30 do corrente se arrematar
impreterivelmente, pelo maior prego e por
sera ultima praga porta doSnr. Doutor
Juiz de Orfos e auzentes na ra do Colle-
gio a requerimento de Antonio Joze de Bar-
ros Vcigas, como testamenten u do finado Jo-
flo Antonio Fernandes urna venda cita na
ra de O tas D. 14 com todos os seus per-
tenecs como se ver do mesmo balanco no
acto de arrema tago.
deia do Recife n. 17 tenciona relirar-se des-
la provincia, convida aos Srs. a quem esli-
ver a dever lhe queiro apresentar suas contas
nesles8dias, paraserem satisfeitas ; assim
como tambem rga aos que lhe devem quei-
ro ter a bondade ir regular suas contas com
elle antes da sua retirada.
tsr Joze Maria Vieira subdito portuguez
relira-se para fora do Imperio.
tsr G II. Pascbe, subdito Britnico re-
tira-se para fora do Imperio.
tsr Joaquim da Silva Mouro subdito
portuguez retira-se para Angola.
tsr Thomaz Pinto Caldas subdito por-
tuguez retira-se para fora do Imperio.
tsr Aluga-se urna casa terrea na ra da
Concordia : na ra Direita loja D. 24 defron-
te do oilo do Livramento.
Ot Aluga-se a casa e parte do sitio per-
tencenle ao Exm. Senador Manoel de Carva-
1 lio Pacs de Andrade ; na estrada que vai pa-
ra a Soledade : os pretenden tes dirjo-se ao
Corretor Oliveira.
tsr Alugo-se dous pretos para serventes
de pedreiro : na ra larga do Rozario junto a
botica do Sr. Bartholomco, no segundo an-
dar.
tsr Aluga-se urna grande casa assobrada
na ra da Alegra : a tratar com Marcelino
Joze Lopes.
SSF" Tomas Frias Cidado Boliviano, re-
tira-se para Inglaterra.
p Joo Pereira de Carvalho c Cunha ,
retira-se dcsta provincia para o porto de
Loanda.
tsr Quem por engao lirou urna carta do
Correio viuda do Rio de Janeiro para Anto
nio Boplista Duarte queira entregar na rna
Augusta venda D. 12 que se lhe pagar o im-
porte.
tsr Joze Teixeira Raslos subdito portu-
guez retira-se para Lisboa com sua Senhora
dous lili ios e urna lilha ficando sua casa de
negocio girando de baixo da firma de Bastos
Filho & Companhia, sendo a conipanhia Mar-
cos Joze dos Santos.
tsr O primeiro secretario da Sociedade
Philo-Thalia ( ontr'ora Becreio e Instrugo )
avisa aos socios que os bilhetes para recita
de 2 do prximo mez de Junho se princi-
pio a destribu r no dia primeiro do mesmo
mez em casa do Thesoureiro ra da Cadeia
velha n. 1, e na mesma occaso se dar a ra-
da socio, um exemplar impresso dos uovos
estatutos assignando os socios o aulhografo
dos mesmos que estar presente.
v^r Quem annunciou no Diario de 27 do
corrente querer vender o diccionario juridico
por Pereira e Souza annuncie onde se deve
procurar.
tsr Aluga-se um negro crelo sabe co-
zinhar e fazer lodo o servigo de urna casa e
proprio para casa de pasto ou casa de homem
solleiro : na ra do Nogueira D. 6.
tsr Alugo-se as casas novas da ra da
Aurorado Francisco Antonio de Oliveira : .a
tratar com elle mesmo ou com seu caixei-
ro Manoel Joaquim da Silva.
tsr Precisa-se de um a douscontos de ieis
a juros a um por cenlo ao mez pagos men-
salmente com scguranga'em um sobrado de
2 andares dentro do Recife ; quem quiser dar
annuncie.
tsr Aluga-se um sobrado de um andar,
com quintal ou casa terrea graudeem qual*
quer rna publica desta Cidade, nao se otilan-
do a prego : na ra de Agoas verdes por ci-
ma do assougue para tratar.
tsr Precisa-se de urna ama : na ra do
Rangel D. 7 na mesma casa vende-se sapa-
los de burrarha.
tsr Presisa-se de 1:200, com hypotheca
em urna casa terrea ; quem quiser dar an-
nuncie
tsr Aluga-se ou vende-se um preto padei-
ro e oflicial de sapateiro, como tambem urna
negrinha de idade de 11 annos : na ra de
Hortas n. 5 no primeiro andar.
tsr Aluga-se a casa n. 1 do atterro da Boa-
vista acabada de pintar ecom excellentes
commodos para urna grande familia ; assim
como o sobrado n. 23 na ra do sebo com
bom quintal e cacimba o mais algumas
casas terreas na mesma ra e da Soledade ,
a tratar com Francisco Antonio de Oliveira ,
ou com o seu caixeiro Manoel Joaquim da
Silva.
tsf x\ I)r?cgo do Gabinete Litterario avi-
za aos socios do mesmo Gabinete que u/an-
do d'authorizago que lhe foi conferida na i
ultima reunio d'Assembl'a Ge.al transfi-
ri o Gabinete para o primeiro ndw do so-
brado l>. H, naruadoLivramenta^eqoe
o mesmo Gabinete estar aberlo das taso
horas da larde para sern, entreguesl pelo
Bibliotecario os livros, que torempedidosM
conformidade dos estatuios 0 Se creta o,
Joze Bernardo Galvao Alcanforado.
tsr Precisa-se de um feitor para um enge-
iil.o distante desia praga duas legoas ; quem
estiver nestas circunstancias dirija-so ao eu-
genho Sao Paulo freguesia da Varzea, que
o dilo foitor s.\ja solleiro e portuguez.
tsr No dia 7 c Junho bade-se arrematar
em praga as i horas da larde a porta do Sr.
Dr Juiz do Civel da 1. vara, na ra d Aurora
um sobrado de um andar e sotao, com grande
quintal e terreno para a marpara se fazer ca-
sas cito na ra de S. Rita Nova que foi do
finado Antonio Simoes Rossado cuja casa
vai por execuofio e he a ultima praga
FILULAS VEGETAES E UNIVEKSAES AMERICANAS.
Estas pilulas j bem conhecidas pelas gran-
des curas que tcm feilo, nao roquerem nem
dieta e nem resguardo algum a sua com-
posigao tao simples que nf.o fazem mal a
mais lema enanca : em lugar de debilitar ,
forlifico o systema purilicao o sangue ,
augmento as secregoes em geral : tomadas,
seja para molestia chronica ou somente co-
mo purgante suave; o melhor remedio que
tem apparecido, por nao deixar o estomago
naquelle estado de conslipagao depois de sua
operago como quase todos os purgantes fa-
zem e por seren mui facis a tomar e nao
causarem incommodo nenhum. 0 nico de-
posito lidias cm casa de D. Knoth agen-
te do aulhor : na na da Cruz N. 57.
N. R. Cada caixinha vai embrulhada em
seu receituario com o sullo da casa em la-
cre preto.
tsr Desapareceo da casa do abaixo assi-
gnado urna africana de nomo Florinda do
18 annos cor bem preta com urna cicatriz
no rosto a qual o abaixo assignado arrema-
to u os seus servigos ; quem a pegar leve a
ra do Crespo D. 7 lado do sul. = Manoel Jo-
ze Lopes Braga.
COMPRAS.
\OT A historia de S. Clair das lillas ou os
desterrados da Hita da Barra do segundo
tomo por diantc ; quem livor annuncie.
tsr l'm tronco; quem livor annuncie.
tsr L*m pianno em bom estado, o que te-
lilla boasvozes : quem tiver annuncie.
l.nias preta ou encarnada a qual se afianga
que nao deslila, o nem quoima a roupa,
estes sineles lambi-m servoni para fechar car-
las fazem letras manscriplas e ditas iniciaos
ligadas : na ra do Rangel I). 21 da parlo da
ribeira no primeiro andar na ra da ca-
deia loja do Sr. B'jurgard D. 7 o na praca
da Independencia loja de relojoeiro do Sr. Jus.
lino Meroz ondeos podero ene mondar da
forma que quiserem os prelendenles e fuz-
se igualmente toda a numeracao.
VSS3" Cffla obra de Geometra por Lacroix ,
o Universo Pittoresco de 2 annos a historia
da Grecia e Pope em Ingle/.: no largo do
Tcrgo loja de fazendas D. 8.
$sr 4 pipas com agoa arJenle sacas com
caslanhas do Maranho barris com doce de
caj e limao tildo por prego commodo : no
paleo de Hospital do Paraso venda D. 2l,
tsr Barris com breu dilos com salitre,
papel de peso e barricas com sag, ludo
por prego commodo : na ra das Cruzes De-
cima 9.
tsr Cma bonita eserava ama de leite com
um filho de 4 mozos muilo bonito ; urna dita
de bonita figura ,'de 18 a 20 annos perfeita
engommadoira, cose e cozinha mui bem;
duas ditas lavadcias de sabo e varrella e
sio (|uilandeiras ; dous lindos moleques de
16 a 17 annos sendo um canoeiro duas ne-
grinhas de 12 a 13 annos; dous pretos de
todo o servigo ; um.dito de 24 annos, de boa
figura, perfeito cozinheiro de forno e fugo:
na ra do Fogo ao p do Rozario D. 2o.
tsr Enserados proprios para cobrir caixas
ou alvarengas com 24 ps de comprimente,
e 16 de largura feitos em um s panno sem
costura por prego commodo : na ra da
Cadeia do Recife armazem de Mac. Calmonl
& Companhia.
t3T Cm preto de naco angola de Sgan-
nos com bonita figura ; urna preta crela,
de 21 annos 15vaccas boas leiteiras 8 ja
perlo de apartarem 4 prximas a parir, e
urna parida a um mez e tambem algumas
crias das mesmas vaccas duas egoas muilo
novas e prendes c una novilha : na ra da
da Madre de Dos loja D. 21.
tsr Cma casa de laipa no atterro dos Airo-
gados em bom local : na ra de Agoas ver-
des D. 33.
5y Cadenas de lialanco com assen'.o d|Mlh-
e ene stJ da mesiia marquezas de candil-
VENDAS.
tsr Erna venda com poueos fundos ou
sa armagao na ra larga do Rozario D. 1 :
a tratar na mesma, ou na ra Nova D. 20.
ST Lina bonita negra de nago de 18 a
20 annos e sadia : na ra do Amorim a tra-
tar com Antonio Joao Ramo.
\sr Em mulatinho de bonita figura de
12 a 14 annos, sem vicios ptimo para
pagem ou troca-se por huma negra que
sai ha vender na ra : na Roa vista, na ra
velha D. 19 na venda que foi do Barrozo.
tsr Sal do Ass a bordo do Brigue Snela
Maria Boa Sorte ancorada defronte do Tra-
piche Novo : trata-se na ra da Cadeia do
Recife n. 4o ou a bordo.
tsr A armagao de venda da ra da Roda
D. 8 com muitos arranjos e commodos pa-
ra morar urna grande familia; um'casal de
escravos para todo o servigo : a tratar na
mesma venda.
tsr Urna eserava do gento cozinha o
ordinario lava de sabo e vende na ra ,
nao tem vicio algum : na Boa vista ra da
Alegra casa que tem o distico da mesma ra.
cy Erna eserava crela bastante sadia sem
vicio sabe cozinhar engommar c algu-
mas outras habilidades que a vista do com-
prador se dirn : na ra de S. Gonsalo a tra-
tar com Manoel Elias de Moura.
tsr Urna morada de casa de 2 andares e
loja no beco do peixe frito D. 2 : a tratar na
mesma.
V tsr Chapeos de sol de seda do Porto com
cabo de osso a 8, pegas de babados de linho
com 30 varas de
largura
de um palmo
proprio para loalhas e lenges por 4ji : na ra
do Fagundes D. 4 sobrado de um andar do
lado do mar.
N tsr Urna bomba de ferro de patente, pro-
pria para canoas dagoa ; um moleque de 12
a 14 annos de negio, e 9 pipas de agoa
ardente branca : no alterro dos Allbgados em
casa de Silvestre Joaquim do Nascimonto
tsr Barris de mel : na ra das Cruzes D.
9 da parte do nascente a fOOO.
ssy Sineles de nova invenco para mar-
car roupa com a sua competente caixa de
nha
r mezas de janlar camas de vento com arma-
cao', cadei as com a-sentu de pall;nlia americanas,
ama de vnito mallo bem leilas a :.tf oo iUf uiuho a jj5-.'0 t pinho da Snecia com 3 pol nadas
,le t-mss-.ir, dito serrado ludo inas em ron a da
que em outra parle ; na na da Florentina em caza
de J. Bvimiftcr.
ESCRAVOS FGIDOS.
ssr Fugio no dia 23 do corrente urna ne-
gra de nome Antonia creo'a natural do
serto de 24 anm.s alta corpo regular,
peitfts um tanto grandes e cabidos cmhigu-
da denles miudos e largos cabellos gran-
des olhos bem a faces beigos um tanto
rosados e grossos, boca pequea cara re-
donda levon vestido de chita uzado saia
preta e panno da costa -, quom a pegar leve a
ra das Cruzes venda D. 4, que sera recom-
pensado. .
tsr No dia primeiro de Margo do corren
anno fugio a eserava Joana de nago an-
gola a qual foi do CapitoTolenlino da Fa-
rahiba do Norte o signal mais visivel que
ella tem he um dedo do p alejado ; quem a
pegar leve ao Palacete no primeiro andar JO
sobrado amarelo quesera gratificado.
tsr Tito de nago angola de 18 a w
annos com um dos tomozelos do p esquer-
do inchado muito ladino parecendo cre-
lo he pintor c bolieiro suspeita-se esiar
trabalhando de pintor, ou em alguma obra
de srvenle nesta Cidade ou em Olinda tp"*
de-se encontrado ha poueos dias em reunios
de outros moleques capadocios tem o vici
dejogador, porcujo motivo faz frequemes
fugas ; quem o pegar ou delle tiver noticias,
avisar na ra do Vigario D. 12 que se gran-
ear com dez mil reis. .
tsr No dia 2o do corrente as 7 horas ja
noute fugio um preto de nagao cabunda u
nome Francisco estatura regular gro
e bem feito do corpo cara bochigosa e Deru
parecida, ariz um tanto afilado levou
tido de algodo da trra de meia manga ,
caigas de brim pardo ja rota a diante as pe-
nas desconfia-se ter sido seduzido por u
preto da mesma nago que tem por sinal u ^
talhosinhosnas fon tes por se ter visto ja
o tal desenquietar o dito escravo, quem o p -
gar'levea ra da senzala velha n. 41 ,
primeiro andar a seu snr. Jozc Gonsalves
ria que recompensar. ____.
RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F. =^2,


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