Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04662


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Full Text
Anno de 1842.
Sabbado 28
TuJo ^oFuiJepend; de nos ihkiiio ; da aoeaa prudencia, noderM&o', eenerga : r.m-
linuemos como principiamos p eremos llgMtadoi rom idmiraco enlre as Nacea uinis
culi"- (Proclnmnrao da Assembla Geral do'rraiil.)
ilo
|PARTiDAS DOS CORREIOS TERBESTRES.
- Kio pande do Norle, aeguudase ae-xias feiras.
u e24-
Goianna Pnrail>u
Bnnilo e Gnranliuio ,
Cabo Serinliaem Bu Pormmo Porto Cairo Mcelo c Alagoas no I, =
PajciHS. Santo AnCu. quintas feiras. Olinda lodosos dins.
DAS DA SEMANA.
23 Seg. s. Bail.) ftao, Cliano. Aud. do J, de D. da 2. v.
25 Quarl. a. Qr.fo.'.0 7. o p, Aud. do J. de D. da 3. t.
2 Ouint. '"'"'do Corno de Dos. s. Folippo Neri Fundador.
27 >el. s. Joisi I*. M. Aud, do .1. de |i. da i. y,
2% Sab. s. Germano ti. Bel. Aud. dn J. deD. da 3. v.
2 de Maio.
Anno XVIII. N. 113.
O Diaria publica-ee lodos os das qnd nao foron Snniifiradns o npr" da assignature 6c
de irrs mil rea por quartel pagol adiajilndoa, Os aonuncioa dos ansignanles gao inserido*
gratis os dos que a atka (brea > rao de NO reii por linha, Aa reclamariVs devem ser
dulcidas a esta I \ prjgrafia ra das Croles 1). .1. ou a prara di Independencia loja de lirro-
humero 37 e oS.
Cambio sobre Londres 27 d. p, iL\
,. Parii 85U reia p. franco,
Lisboa S'.l a !) [i. 100 de |>r,
Ouro- Moeda de fi,400 V, 15 100
N. Li.llU
, Je 4,000 8.300
Frata Patacoea 1,720
CAMBIOS no da 27 de maio.
I'haTa Peros Cnlumnare 1,720
Meiiranus 1,720
""da 1,508 a 1.500
Moeda de cobre 3 por 100 de desennlo.
DescunU.de bilb. da Alande-a 1 por 100
ao me i.
dem de letr de bou fi-m 1 a 1 e j.
PHASES DA LIA i\U MEZ, L>1 MA1U.
Pleamar dn ata 28 de Main
1. e a 7 buras e 42 m. da manba,
2." a S lloras e 0 ni. da tarde.
yuarl. min*. a 2--s 10 boras e 28 m. ila manh.
1 na Nora a 10-- s 0 Imras e 10 m. da manli.
Quarl. cresc. a 17 -- a 0 boras e 42 m da manb.
La oheia a 24-- s 7 boras e 21 m. da nianb.
1> I\I5I
BU
to E P E li N AII l l C O.

PARTE OFFICSAL.
LE N. 93.
OBaroda Roa-vista Presidenta da Provin-
cia de Pernarnbuco. Faco saber todos os
seus habitantes que a Assembla Legis-
lativa Provincial Decretou eeu saneciouei
a Lei seguinte.
Artigo nico. 0 Presidente da Provincia
iica antliorisado para mandar pagar aoJuiz
de Direilo Manoel Teixeira Peixoto os orde-
nados, quelheso devidos desde que Coi
desempregado at o ultimo de Desembro de
mil oitocenlos e quarenta e un ; lempo cm
que o pagamento dos ordenados dos Juizes de
Direilo se comecou fazer pelo cofre Geral.
Fico derogadas todas as disposicoes em
contrario.
Mando por tanto todas as Authoridades ,
qiiem o conbecimento e execuQo da refe
rida Lei pcrlencer que a cumprfto e faco
cumprir tao inteiramente, como n'ella secon-
tem. 0 Secretario d'esla Provincia a faca im-
primir publicar, e correr. Cidade do Re-
cife de Pernarnbuco sote de Maio de mil e oi-
tocenlos e quarenta e dotis 5 vigsimo pri-
meiro da Independencia e do Imperio. =
Eslava o sello das Armas Imperiaes = Bario
da Boa-vista.
Carta de Lei pela qual V. Ex. manda
xecutar o Decreto da Assembla Legislativa
Provincial que Houvc por bem sanecionar,
mandando pagar aoJuiz de Direilo Manoe!
Teixeira Peixoto os ordenados, que Ihe sao de-
vidos, como cima se declara=Para V. Ex. ver
= Jo/e Ignacio Soares de Macedo a fez =
Sellada ;; publicada n'esta Secretaria da Pro-
vincia de Pernarnbuco em 7 de Maio de 1812
= Casimiro de Sena Madureira.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA II DO CRREME
Ollicio Ao commandanle das armas ,
participando ter expedido as convenientes or-
dena para que com urgencia sejao substi-
tuidos por 011 tros os guardas nacionaes Eelis
dos Santos Silva e Angelo Joze Tbomaz ,
do3. batalho d'este municipio, Francisco
Paulino da Silva do 2. batalho e Manoel
Nicolao de Barros do 5. de Olinda visto nao
cstarem em circunstancias de pertcncer ao
corpo destacado.
Dito Ao Inspector da thesouraria das
rendas provinciaes, disendo-lhe, que approva
as arremataces dos impostos constantes da
ii'lrao sob n. 1 que acompanhou o sin
oliciode 7 do corrente, pelos precos, e tem-
F@LlruITB
PALLO DE WORMES ( *).
Tudo tinho sido maravillosamente previsto:
passada urna hora cada um delies andava j
passeando nos lugares mais pblicos da cida-
de e Paulo esta va oceulto em um retiro pre-
parado de antemo quando se espalhou pela
cidade a noticia do seu roubo violento.
Nao foi dilTicil de conhecer que esta noticia
era acolhida com satisfago, mas a fugado
acensado pereceo aos juizes urna confirmac,o
das suspeitas que havia contra elle e assim
foi julgado por contumacia e condemnado
niorte.
0 libertador de Paulo conseguio subtrahi-
( ) Vid. Diarios N. IDO 104 108,
109 eHO.
po n'ella mencionados ; e quanto aos im-
postos designados na relaoo sob n. 2, (jue
deve po!-os segunda vez em praca na forma ,
que propoe visto nao terem apparecido lici-
tantes segundo informa.
Dito Ao commandanle geral do corpo de
polica signilicando-ilio em resposta aoscu
ollicio do 10 do corrente, em que da parle do
criminoso proeedimento do soldado do corpo
do seu commando, Valerio de Sousa Lima,
que deve demittir o referido soldado, e re-
inettel-o ao juiz competente para proceder
contra elle na forma da Lei.
Dilo Aoengeuheiro em chefe cncar-
regando-o de fazer os estndos neeessarios ao
melhoramento do porto d'esla cidade e de
apresentar o projeeto d'esla importante obra :
e parlicipando-lhe que licfio expedidas ao
inspector do arsenal de marinha as ordens
convenientes para lhe prestar as canoas e
outros meios que sejao precisos n'este tra-
balho.
Dito Ao juiz interino da I. vara do cri-
me disendo -que pode convir na cessao ,
que Luiz -!a Costa Porlo-Carreiro qner faser,
dos serviros do africano Damifio por elle ar-
rematados em favor de Joze Maximiano 'V-
reira Viana pagando este a quantia de .*.vi.>
res annuaes, segundo olerece ; e dan-
do por dador Domingos Francisco de Souza
LeAo.
DiloAojuiz do civel do pao do albo,
declarando cm resposta ao seu ollicio de 12
do corrente que na conformidade do artigo
2. da lei de (> de novembro de 1.827 deve
mandar entregar administracao dos estabe-
lecimentos de caridade a quantia de 234000
reia, que existe no deposito geral d'aquella
comarca proveniente do legado deixado i
obras pas pelo fallecido Antonio de Barros
Sousa visto nao tero teslamenteiro cumpri-
do n'esta parte o seu testamento segundo
informa.
Dilo Ao commandante superior do Red-
fe signilicando-lhe em resposta ao seu olli-
cio de ."0 de Abril ultimo que a atlribuicao.
que pertencia presidencia pelo artigo 88 da
lei de 18 de Agosto de 1831 foi-Ihe agora
restituida com a extinecao dos profertos; e
que em consequencia lhe delega a fnccAo de
faser reconhecer ao major commandanle do es-
quadro da guarda nacional do seu cominan-
do superior.
Dito Aoengenheiro em chefe disendo,
que, sendo conveniente que o servido da
seguir a dita barca no servieo que esla l'u-
zendo.
Dilo Ao inspector do arsenal de mari-
nha participando o conteudo no seu ollicio
supra.
dem do da 12.
Ollicio Ao inspector da thesouraria da
fazenda ordenando cm conseqiien'ia de
requisita o do director secretario do montepo
gerafl dos servidores do estado feita em olli-
cio de 13 de Abril ultimo que mande fazer
osdescontos das mensalidades do contribu-
irte coronel Francisco Joze Martins a ra-
So de SS6tf000 reis por anno, dol. de Ja-
neiro do cociente al ol de Marco de 1811 .
e d'ahi em diante rasao de I0.>000 reis
annuaes.
Dito Ao director secretario do monte-
po geral dos servidores do estado partici-
pando a expediccjK) da ordein supra.
DitoAo commandante das armas, di-
sendo que mande apresentar ao crurgido
cncarregado da vacina s quintas feiras de ca-
da semana alguma* pracasde primeira lulia
tiradas dentro as, quemuitos anuos lenhao
tido bexigas ou hajao sido vaccinadas
lim de n'ellas se faserem as experiencias da
revaccinacao : pois assim o requisita o dito
cinirgiao allegando nao haver ninguein se
lhe a presen lado para ser revacunado.
Dito Aocirurgi&O cncarregado da vacci-
na communicando ter expedido a ordem ,
dada pelo ollicio antecedente.
dirigido de um
barca de escavaQo va desde j
modo congruente ao melhoramento que se
pretende fazer no porto desta cidade cojos
estudos se lhe tem incumbido faz-se neces-
sario que elle d ao inspector do arsenal de
marinha indicaces da direccao, que deve
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE 1)0 DA 10 DO CORRENTE.
Ollicio Ao Exm. Presidente remeltcn-
do-llieem proprio orignalo parecer da junta
de saude que em sessao de 30 d'Abril p. p.,
julgou incapases do serviQo militar ao Cabo
Manoel Joao Antonio Joaquin de Souza ,
Mathias Dias Galiano Domingos Cosario Nu-
iles, Joze Francisco, Domingos Joze de Mace-
do e Manoel de Jess do Bombn os 0 pri-
ineiros pertenec! tes ao batalho provisorio,
o 7. a companliia de Artilices e o 8 ao de-
posito e propondo a lodos para demisso ,
visto servirem mais de peso que de utilida-
df ao Estado.
DitoAo mesmo Exm. Snr. devol-
vendo-Ihe competentemente informado o re-
qucrimeiito do Pai do soldado Flix Martins
da Costa do batalho destacado que pedia
Ibsse seu fillio desligado por ter sido indivi-
damenlc disignado.
Dilo Ao mesrno Exm. Snr. remeltcn-
do-lhe para que fossem difiridos como enlen-
desse acertado> os requerimentos dos guar-
das nacionaes do Batalho destacado Mano-
lo s inquirices da justicia forra de cuidados
e de oiro.
Os bens que possuia foram confiscados e
assegurou-se-lhe o duplo por urna via occul-
ta ; mas elle nao quiz acceitar senao o equi-
valente do que perda.
Em quanto se restabelccia da sua ferda
sustentou contra si mesmo um terrvel com-
bate.
A religio do juramento os servcos pas-
sados a generosidade que lhe era natural ,
o contiveram e por lim decidi que o crime
de Prederik (icaria para sempre oceulto cm
seu peito.
Desde ento contrado o costume de viver
retirado.
A terrive! cicatriz que tinha no mslo o
punha em um continuo perigo de ser desco-
berto ; e via-se obrigado a occullar-se a todos
os olho.
Desta sorte conseguio a muito cusi pas-
sar a fronteira alema para se refugiar na
Franca.
Assuas nicas paixoes eram o esludo c o
amor da humanidade.
Ilavia muilos annos que habitava em Mo-
ret e a sua caridade tinha feito com que os
pobres de toda a com marca abencoas*em o seu
iiome quando um inesperado acontecimen-
to o d(':o acouhecer a Mr. Lervlle e a sua
irm.
Todava contnuava sempre na sua resolu-
gao de nunca entregar aos tribunaes o auliior
do crime, de que elle mesmo -.'stava inno-
cente e urna circumstaneia veio justificar
esta resolucilo.
Frederik, doquem continuaremos a occul-
tar o verdadeiro nome tinha sido chamado
para oceupar um dos mais elevados empregos
da corte de Vienna, tanto pelo seu nascimen-
to como pelo sen mrn'cimento pessoal de
que muitas vezes havia dado provaa na diplo-
macia.
A" vista disto Paulo julgava que haveria
mais crueldade e vileza se o trahisse agora.
Este o horrivel segredo de Paulo.
el Nicolao de Barros Antonio Joaquim de
Santa Auna ; Seyerino de Moura e Araujo ,
Angelo Joze Thomaz Francisco Mendes de
Souza Manoel Antonio Lima Alexandre
Joze do llego o Felis dos Santos Silva.
Dito Ao Commandante superior da guar-
da nacional deste municipio, cotumunicando-
llie queassent ua voluntariamente praca no
batalho provisorio de linha o soldado do ba-
talho de guardas nacionaes destacado Joze
Antonio IVssoa de Carvalho do 3. batalho
deste municipio e que tao bem se alistara
voluntariamente na eonipanhia de Artilices ,
u guarda do primeiro batalho do mesmo mu-
nicipio Francisco Antonio de Souza Braga ,
que fura boje remedido pelo respectivo Che-
fe para faser parte do batalho destacado ,
Servndo-se S. S." de dar assuas ordens, pa-
ra que fossem elliminados dos respectivos ba-
talhes e por outros substituidos no des-
tacado.
Dilo Ao capitfin commandante interino
do 3. batalho d'Aitilhera disendo-lhe em
resposta ao seu ollicio desta data que na do
-2 d'Abril se lhe ordenara que recolhesse ao
arsenal de guerra nao s as 10 pistolas co-
mo a ambulanca que o batalho trouce da
corte.
Dito Ao mesmo remeltendo-lhe nova-
mente a guia do ex sargento Xavier Mathias-
para que examnasse se sua conta feita pela
Contadura do Maranho so inclino o farda-
monto requerido devendo organisar logo a
conta quando por ventura se veriicasse a
hypolese de nao estar o fardamento incluido
na conta feita na dita provincia.
Dito Ao commandante d'Arlifices ap-
provando a criaco da caixa de economa que
organisou no dia i do corrente sendo como
sao lonvaveis os lins da instituidlo, entre ou-
tros o de dar decente sepultura as pracas que
houverem de falecer, licando desonerado o
3. batalho d'Artilheria de dar as sepulturas,
e conseguintemente de receber os 60 reis
mensaos de contraria por cada praga que
passaro a ser arrecadados na dita caixa a
qual leudo j de fundos01.120 dessa quan-
tia devia indenisar-se da dispesa qu< lisera
com o soldado (|ue falecera no ,Jia 28 do mez
passado. Conclua louvando-o pelo interesse
que tomara no bem estar das pracas da sua
companha.
Portara Ao leen le coronel do batalho
provisorio mandando dar baixa ao cadete
Antonio Pedro Cavalcante d'Albuquerque ac-
ceilandoCom praca em seo lugar ao paisano
por elle oflerecido Manoel de Jess o qual
servindo somonte, o lempo que faltava ao d-
mitlido nao recebara a gratilicago concedi-
da aos que jservro no Exercito.
Dita Ao mesmo authorisando-o a rece-
Via-se condemnado niorte em lugar de
outro enforcado em elligie e riscado da
lista dos vivos.
Tal era aquelle a cuja sorte Madame de
Tilmont tinha julgado poder unir a sua ; e a
quem seu fado adverso ia brevemente ondu-
zir ultima catstrofe.
Restabelecida um pouco da terrvel agita-
co que experimentara mas enfraquecida
por una incessante drtr que o tempo nao ti-
nha podido diminuir consentio urna inanh
em dar um passeio com seu irino que todos
os dias a isso a provoca va. O cocheiro rece-
beoordem de se dirigir para o jardim das
plantas.
Quando atravessavam a ra que conduz pa-
ra a barreira de Fotainebleau foi acarroa-
gem obligada a parar por bni instante.
I ma multido de povo rodcava dois solda-
dados de cavallaria que conduziam diante
de si um homem com asmaos atadas. Ma-
l.iiiii! de Tilmont chegou a cabeca portinlio-
la por um mov monto maquinal de curiosida-
i
t
i
'fl


^
ber como praca voluntaria a Joze Antonio
Pessoa de Carvalho que lhe seria mandado
aprsenla!- pelo tenente coronel commandante
do bataiio de guardas nacionaes destacado.
Dita Ao tenente coronel commaulante
do batalliao de guardas nacionaes deslacado ,
mandando excluir do mesnio e apresentar
ao commandante do Batalha Provisorio o
guarda Joze Antonio Pessoa de Carvalho ,
que seofferecera para servir no dito batalho.
REPARTICAO DA POLICA.
Pessoas despachadas no dia 2o do corrente.
Parahiba = Manoel Alves Vieira de Araujo,
Portuguez.
Par = Luiz Antonio Gongalves, Portuguez.
Rio de Janeiro =Joaquim Casado Nobre,
Brasileiro.
Baha = Joze Francisco do Bomfim Bra-
sileiro.
COMMl NICADO.
Foi pelo Exm. Presidente da Provincia ,
nomeda urna commisso para dar o seu pa-
recer sobre a lugar mais conveniente, e o
plano do cemiterio decretado pela Le provin-
cia n. 9! : o momento nos parece favoravel
para desenvolver as considerages que o objec-
to offerece lim de prevenir alguma repug-
nancia que possa apprecer quando chegar a
occasio de seren prohibidas as sepulturas no
recinto da cidade.
Em todos os paizes o transporte dos morios
ateo lugar das sepulturas executado segun-
do os costumes peculiares cada um d'elles ,
e por isto se v que uein sempre sao observa-
das as necessaiias precaocoes. Em Pernam-
buco foi por muilotempocostume transpor-
tar os mortos bracos de homeris, e foi pou-
cos annos q' se introdu/.iu o servigo de carros
fnebres; mas, anezar .le se con hecer feral-
mente que este meio de transporte be muito
mais commodo. a mor parte dos enterros sao
feitos em procissao e o transporte bracos ou
sobre hombros.
Diariamente se encontro corpos transpor-
tados por homens e muila gente diz ser
brbaro e irreligioso que corpos humanos
sejo transportados sepultura por caval-
los. Bem vezes nos temos visto face facecom
enterros que de longe sao annunciados pelas
luzes e mo cheiro que de si exlialo os cor-
pos encerrados em caixo^s nao pregados, e
que deixao transpirar por largas fendas mias-
mas infectos.
Muitas vezes os cadveres exhalo, como
dicemos, um mo cheiro, e he evidente que,
aquelles que os conduzem esto expostos ,
durante a distancia que ha entre a casa do
morlo e o lugar da sepultura contralureni
a mesma affeccao ou outras. Nao he cstra-
nhtt aqui a epidemia de bexigas, e entretan-
to os corpos d'aquelles que este dagello da
humanidade tem ceifado, sao transportados,
como si tivero sido victimas de urna affec-
go nao contagiosa.
Algumas vezes dos corpos correni lquidos
corrompidos c cahem por todo o caminho ,
e por muito lempo se veem expostos exhala-
co ptrida os habitantes das ras onde passo
s enterros. Nenhuma precaugo se toma
para evitar a extravaso de laes lquidos ; nin-
guem se lembra nem de empregar substancias
capazes de absorver os lquidos e de decom-
poros miasmas que d'elles resullao, nem re-
ilecle que quanto mais rpido for o transpor-
te menos expostos sero os habitantes dos
lugares por onde taes proeisses se escoo ,
e "de nenhuma sorte os que conduzem os
corpos.
Urna das cousas que a muito tempo deveria
teroecupado o espirito imitador dos Pernam-
bucanos he o mal que resulta de que as sepul-
turas seja em Igrejas mas apenas ha pou-
co tempo foi lembrada e proposta a mudan-
ca das sepulturas das Igrejas para um cemite-
rio. Nao duvidamos que pessoas zelosas se
tivessem necupado do mal de taes enterros ,
mas temendo sem duvid suscitar questoes
desagrailaveis visto o espirito devoto do Po-
vo e nao querendo talvez expor-se ao ana-
thema de irreligioso ou judeo dexraO
de pugnar pelos direitos da humanidade. Mo-
je anda existe este espirito devoto e de ne-
nhuma sorte religioso ou de convcc3o e he
justamente o que tememos. Nosso temor nao
he infundado ; um triste e escandaloso excm-
plo nos offerece a Bahia mas se anda tiver-
mos a dita de possuirmos na Presidencia o
Exm. Baro da Boavista teremos remedio ,
quando mesmo os estupidos ou pedantes quei-
ra por em scena o drama sacrilego da Bahia ,
quando mesmo descontentes polticos sequei-
ra aproveilar do rumor popular para apre-
sentar algum rompimento.
Js males que resultao das sepulturas as
Igrejas sao demonstrados por fados medo-
nhos e que nart soffrem a menor duvda ;
entretanto muita gente ha sustentado com urna
denodada firmeza, que os restos humanos
nao deven ser enterrados nos cemiterios ou
campo como se fora de negros novos .
As corporacoes religiosas sao as que mais se
oppoem que se acabe com o terrivel abuzo ,
porque dos enterros as Igrejas provem mui-
tos ganhos, e essas corporacoes ou irmanda-
des ,' nao querem perder os lucros que delles
resultaO trocando assim os interesses da hu-
manidade por um pouco de dinheiro. Algu-
mas pessoas e que nafi pertencem baixa clas-
se se oppoem a mudanea das sepulturas nao
por causa de inlercsse e sim porque a ideia
de cemiterio lhes causa repugnancia ou Ihes
parece um aviltamento social. Seria intil
nos demorarmos em mostrar quanto tem de
absurda tal opiniad se nos s escrevessemos
para a classe Ilustrada da Provincia mas he
preciso destruir o germen de discordias ou
desgostos fucturos.
Seria intil pereorrermos a historia fne-
bre de todos os povos da antiguidade para
moslrarmos que n'esse tempo os mortos eran
mais venerados do que actualmente ; seria
intil procurarmos provar aqui, com ex;np-
tos da antiguidade que os Imperadores e le-
gisladores fizera sempre observar as medidas
hygicnieas, para chegarmos ao ssculo das
luzes. Basta s dizermos que em todos os
lempos anteriores ao Christianismo as sepul-
turas sempre foro fora das Cidades ate que
a religio Christ se introduziu, reinou no
Imperio Romano e trouxe com sigo novos eos?
turnes. Ao principio e quando os crstos
se foraO tornando numerosos, recebera es-
ses em dom de pessoas ricas muitas porcOes
de trra destinadas ao enterramento dos cada-
veres mas bem depressa passarau elles das
bordas doscaminhos, como era os tmulos
romanos, para ao redor das Igrejas e d'ahi
para dentro dos templos. Constantino he
enterrado no vestbulo da Baslica dos S. S.
Apostlos que tinha mandado construir;
esse exemplo foi imitado. D'ahi nasceu o
abuzo, e chegou tal ponto que excitou a
animadversa dos Imperadores. Em vo pro-
hihiro elles que as sepulturas fossem as I-
grejas; em vo concederaO esse previlegio so-
mente aos martyres: urna piedade mal en-
tendida e prejuizos j mui entranhados tri-
umpharao da authoridade Imperial.
Os Padres fizera, durante os cinco primei-
ros seculos da Igreja Christ, do recinto dos
templos um monopolio, e s elles podan ser
enterrados as Igrejas. Diversos Concilios
reconhecerao e con testaran esse dueilo ; es-
criptores deffendera o privilegio dos Padres ,
e elle foi em lim respetado em toda a Euro-
pa. Quando os mdicos chamaran a altencao
dos governos sobre o perigo das sepulturas no
seio das Igrejas os Padres reclamaran suas
antigs regalas., e o abuzo fal continuando
sem que os Imperadores podessem repnmd-o ,
ale que um Papa conceden singulares privi-
legios um cemiterio situado pi-rto de N. ^
Je la Daurade em F ranga. Os mortos que
nelle era enterrados obtinhao pleno perdao e
remisso de todos os peccados e por ISlO os
Condes de Tolo/a reservrao para si a posses-
s'o exclusiva.
Grandes inconvenientes e accidentes terri-
veis demonstrro todo o p.'rigo das sepultu-
ras no seio das cidades e Igrejas; os mdicos
lizero ouvr uteis reelamacoes : de toda a
parte levantou-se o grlo generoso contra um
abuzo intoleravel ; e um Duque de Modena
resolveu-sc a incumbir Scipio Pialoli de exa-
minar os perigos que accompanhavio os en-
terros no interior das cidades.
Hoje est reconhecido e bem demonstrado
que as sepulturas as cidades, compromet-
tem gravemente a saudc publica 5 que os mi-
asmas que se exhalo das sepulturas podem
e tem causado terriveis catastrophes eque
nao s dio mais intensidade s doencas re
liantes mas tambem desenvolvem epidemias
mortferas. Desde I77G os enterros as 1-
grejas em Franca forao prohib.los e a seve-
ridade tem sido tanta que em 1810 um Arce-
bspo d'Aix solcitou em vao do goveino a gra-
ca de ser enterrado em sua Cathedral.
Gracas sejo dadas Assemblea Provincial,
por ter adoptado urna medida Uto til, e tal-
vez de grandes melhoras no estado sanitario
de nossa Provincia ; entretanto seja-nos per-
mittdo dizer que a Le tem graves defeitos,
defetos que nos lito de ser fataes,, eque
nascera sem duvida de cabecas tonsuradas.
Se as sepulturas sao mudadas em attenco ao
mal que produzio por suas cmanacAes nao
sabemos que os Padres, Frailes, Bispos ,
Dotadores d; capellas c Padroeiros nao ex-
halem de s depois de mortos miasmas infec-
tos e capazes de desenvolver como os dos
outros vvenles, epidemias.
Esperamos que a commisso escolhida pelo
Exm. Presidente dezempenhar a importante
misso de que foi incumbida e que se mos-
trar digna da conlianca que nella depositou
o Exm. Barao da Boavista.
SOCIEDADE DE MEDICINA: .
Discurso do Dr. Joze Eustaquio Gomes re-
citado no dia 4 de Abril na sesso publi-
ca annoal da Sociedade de Medicina.
Senhores Ha um anno que instalamos
esta Sociedade para colhgir-mos o resultado
de nossas observares e pratica diuturna ,
e para conferenciar-mos a corea dos meios ,
que devem produzir o philanlropico lim a
que nos proposemos isto he ; o de minorar,
e aliviar os males que allligem a humanida-
de ; prevenir, ou desviaras influenciasdele-
terias ; auxiliar com as luzes da Sciencia
acQo da Juslica na averiguagao da existen-
cia de cortos delictos; e indicar ao Governo
os meios maiseficazes de manter a salubrida-
de publica e as cauzas que se ella opo-
em. Empreza he esta verdadeiramente gran-
de e eminentemente generosa e que
tanto maior renome e gloria nos adquirir
quantos sao os sacrilicios que temos de fa-
zer as contrariedades com que temos de
lutar e talvez mesmo os desgostos que te-
de e no mosmo tempo soltou um grito pe-
netrante e desmaiou. Tinha reconhecido Pau-
lo no que assim levavam prezo.
Ao grito que ella deu o desgragado vol-
touos olhos para a carroagem ; mas j tinha
esgotado toda a taga da dr : inclinou a ca-
bega econtinuou a andar oom a alma re-
signada e com os olhos enchulos.
Este s;:ccesso nada esclareceu a Mr. Ler-
ville c smenle serviu de conlirmar o que
j sabia. Com ludo, sentiu urna violenta
comraogo vendo que esse homcm a quem
havia chamado seu amigo estava to igno-
miniosamente mettido entre as mos da jus-
tiga. Mas nao teve muito tempo de atten-
deraisso. Odesmaio dp sua irm se pro-
longou de um modo assuslador. Teve de
voltar para o seu palacio onde multiplica-
dos cuidados a restituirn) anda urna vez vi-
da ; mas tambem a entregaram ao senti-
mento da sua desgraga.
Chegado o dia seguinte Lerville julgou
que era tempo de dar a,conliecer a sua irm
a funesta historiado seu amante : tema este
terrivel momento mas contra a sua espe-
ranga, Madamcde Tilmontouvio com soce-
go e sem mudar de attengo ; pareca que a
sua sensbildade estava amortecida.
Debaxo das salas do palacio da justiga,
para o lado das torres que dominam o Sena ,
c quenaquelle tempo anda serviam de pri-
sao viam-se muitas enxovias escurissimas ,
para as quaes se descia por urna escada de
caracol de mais de cem degros e me-
dida que se hia descendo a esta especie de
cisterna ; sentia-se um violento fri, e urna
atmosfera carregada; porque nao havia all
mais que um pequeo respiradouro similhan-
te a urna estreita chamin oqual sem dar
claridade apenas servia para renovar escas-
samente o ar infecto da prisSo.
Nesta triste morada que o presidente u-
sando do privilegio do seu cargo foi adiar
o desgragado Paulo de Wormes.
Paulo vos nao esperaveis ver-me ? lhe
perguntou Lerville.
remos de sofrer. Desta mesma Cadeira que-
|10t mal oceupo ja o nosso lllustre Collega ,
e dif o primeiro Prezidcnle tragoulum.no-
samente a rbita que tinhanios a descrever ,
patentiou e cnurnerou os benehcios e a uti-
lidade que promelte a Sociedade de Medie.na.
Nem mais do que disse nem melhor do que
elle o fez posso eu dizer fl fazer e so por
nunprimelo de dever eu vos dirijo esta
breve falla.
A existencia do primeiroannoda nossa As-
sociacao foi assignalada pelos Escriplos deal-
guns'ilos nossos Socios em desernpenho do
programla da mesma e compenetrados de
senimentos de humanidade trataro nesses
Escriptos cathetoricamente de alguma9 mo-
lestias espargindo luz sobre a origem cau-
zas dosenvolvimento durago e cura das
mesmas. Estes Socios sao credores de reco-
n hecimenlo publico.
Permilti Snrs. que por um instante oceu-
Pe a vossa altengo sobre um objecto que com
vehemencia exige nossos cuidados os mais des-
velados meditago e estudo.
Vos sabis que he mellior previnir os ma-
les do que cura-Ios que a Hygiene lem
bases mais seguras do que a Therapeulica.
Nos que platicamos a Medicina havemos ob-
servado com surpresa que algumas molestias
outr'ora raras teem annos a esta parte a-
cometlido grande numero de individuos con?
notavel recrudescencia ; tais sao as. Erisipel-
as as Hidrocelles as Phtisicas pulmona-
res, as Elefantiasis Arbica, e Grega as
febres intermitentes, e remitentes com um
lypo gravissimo e sinthomas adinmicos.
' Nenhum servigo maior e mais nteressante
podemos fazer a Provincia do que determinar
as cauzas destes terriveis flagelos que parece
querer despovoar esta talvez a mais bella e
risonha das Cidades do Imperio da Sant
Cruz indicar prescrever os meios de as re-
mover, ou neutralizar. Cuanto a mim '> as
cauzas de semelhantes molestias que nos a-
meago com medonho porvir, esto prxi-
mas dentro mesmo da Capital : c cauzas
sao estas que sem manifesta injustica ere-
voltante ingratido no se pode attnbmr *
naturesa do clima ; por quanto se consioV
rar-mos a localidade desta Cidade do Recife r
conheceremos que nao pode ser nem mais fe-
liz nem dolada de condiges as mais favora-
veis salubridade. Edificada em vasta pla-
nice desabafada de montanhas que em-
barassem o giro dos ventos ou faco rever-
berar os ardentes raios do sol cortada por
dous rios caudaes que nutrem perene ver-
dura banhada pelo mar do lado do Norte
Leste e Sl esta Cidade nem receia o ardor
infenso do sol dos Trpicos, de que he cor-
rectivo virago constante que do niara lw-
teija ; reinando nesta lalilude os ventos dos
quadrantes que se comprehendem de Norle,
Leste e Sul.
Consideremos agora Snrs., como o homem
perturbou e por assim dizer destruio lodo*
estes prezentes da dadivoza Natureza. Al
permanece as immediages de Olinda ao>
noroeste trez milhas distantes desta Cidad
um Pantano verdadeiro foco de miasmas ,
viveiro de plantas e aves aquaticas e de
insectos. que nelle se gero crescew vi-
vem morrem e apodressem : este Pan-
tano he feitur% do homem E suas a oas
corrosivas sao diariamente e com abundan-
cia consumidas nos nossos uzos domsticos.
Olhai par as ras desta Cidade : no vero r
cheias de p subtil incomodo e sufocante :
no invern; encharcadas delama, e de agoas
lodozas, que por falta de conveniente esgto
s desaparecem lentamente e por evapora-
godepois de haver inficionado a alhmoslera.
Nao respondeu Paulo ; eu j nao es-
pero de algum ente da trra nem consolago ,
nem augmento de meus males. Serei entre-
gue ao meu paiz onde me espera amorte.
Cumpra-se a vontade do co.
Mas vos estaes innocente sim eu te-
uho a certeza disso: a intelligencia intima
que faz com que os scelerados se reonhegam
entre si, tambem faz que dois homens hon-
rados se reconhecam um ao outro. Porque
nao fallaes ? Porque nao entregis vinganga
humana o verdadeiro culpado ?
Nao, replicou Paulo jurei que havia
de conservar a sua vida ; assim como elle con-
servou a minha jurei que lhe havia de ser
fiel na vida e na morle.
Isso, disse o presidente um respeito
exagerado e urna abusiva observancia da
ledo juramento. Eseeu, que nao estou
ligado por algum juramento quebrasse o se-
gredo ?
Nao fagis tal. Siwiilhante acgo se-ia
vil, e indigna de vos e de mim.
Se a amisade nao vos pode fazer mudar
de conselho enlSo ser preciso queeu cha-
me outro sentimento em meu auxilio ?
Ah exclamou Paulo, que vindes lem-
brar a um desgragado quejulgava nao ter
j cousa alguma que o ligasse trra Pon-
de a vossa mo sobre o meu corago. S es-
sa lembrang-t que assim o pode fazer palpi-
tar. Oxal que ella o saiba eque istoseja
como a ultima vontade de um moribundo.
Adeos lhe disse Lerville preciso
que sejais salvo ainda mesmo a vosso pezar..
Edizendo isto sahiu.
Passadas Yinte e quatro horas Paulo a"
enmpanhado por dois soldados de cava'laria ,
masem urna sege de posta, segua a estrada
de Slrasburgo para as fronteiras de Alle-
manhaser entregue a authoridade encarrrga-
da de executar a irrevogavel sentega da justi-
ga humana.
O presidente que insista sempre na sua
resolugo servio-se da influencia do sen cargj


Reparai para os quintaes da maior parte das
casas; e ah deparareis com iguaos depsitos
mentando vermes e importunos insectos ,
que nos atormento de dia, perturbo o som-
no de noule com impertinente zumbido, e
irritto a pelle com dolorosa ferroada.
Lancai finalmente as vistas pelas margens
dos rios e pelas praias ; asquerosos objectos
stvos antolbar : immundicies lixo des-
pejos das casas animaes morios, e em pu-
trilicaco, e ate borroriso-me Je o dizer ,
cadveres ah jazem insepultos. Tudo attesla
a nossa indolencia e apathica indifferenca
para com os mais preciozos bens, existencia ,
e salido.
Os assougues immundos os impestados
matadouros onde o sangue das rezes derra-
mado fica empossado, e coagula-se por falta
de escu.-jdor, defundindo horrivel cheiro as
chamirjs e fornos das padarias e das dif-
ieren! osoflicinw no centro mesmo da Cidade,
e em acanhado recinto as casas e armasens
de vveres sequestrados da livre communica-
cao do ar as mal asseiadas canoas e depo
si\os impuros d'agoa potavel \ tudo confirma
. auzencia absoluta da Polica sanitaria em o
nosso Paiz.
O que direi, snrs. que vos seja extranbo
do prejudicialissimo uzo de enhumar cadve-
res nos Templos ? As sepulturas ah se a-
chao constantemente entulhadas recebando
uns quando outro dos finados nao esto anda
consumidos. A Caza de Dos, a Caza da 0-
raco se torna assim urna morada de horror ,
aonde em vez de aspirar-se flagrancia dea-
romas e puro nsenso aspira-se mefelicas
xalaces.
Merc pspecial da Providencia he que com
tantas cauzas do destruigao e de morte em
un clima ao mesmo tempo quente e hmi-
do nao se ten ha desenvolvido nenhum desses
flagelos devastadores que tem coi fado mi-
jlhari's Jo vidas em diversas Regioes do ve-
llo Mundo, e mesmo deste em que habi-
tamos.
Seja pois snrs. na ordem dos trabalhos
deste segundo anno com preferencia e ur-
gencia adoptado o de investigar e inconles-
tavelmenle assignala'- as cauzas destas moles-
tias a cujos assaltos se acha hojo a popula-
rn mais sugeita e que suecumbe maior
numero de victimas ; conhecer os meios de
as remover e indcalos pedindo, repre-
sentando, e instando por aquellas providen-
cias que estiverem fora do nosso alcance ,
e que s podem ser dadas pelas Authori-
dades.
Por guisa tal seremos uteis ao Paiz uleis
liumanidade e a geraco presente e a
geraco futura agradecida bem dir a Socie-
dade de Medicina de Pernambuc.'.
Admirador das luzes e das virtudes do
'honrado primeiro Presidentedesla Sociedade,
cu me ufano de imittar seus dignos exemplos;
he por isso que ao terminar este discurso eu
significare! em vosso nome como elle fez, a
confianca que depositamos no Egregio Prezi-
dente desta Provincia, sob cuja Administra-
Sao se creou esta Sociedade. O Patriotismo ,
e a Ilustrarn, que tanto o destingue, seu de-
cidido zelo, e solieitude pelo bem do Paiz nos
assegura que elle prestar enrgica coopera-
Qo para que permaneca e prospere to til
Inslituic.o, que asss proficua vira a ser a
editar s.
O Illm. Sr, Inspector da Ihezouraria
das rendas provrneiacs manda fazer publico ,
que por nao terem tido licitantes os impos-
tos abaixo declarados, rao novanionte pia-
Ca nos dias 2o 27, e 28 do crvente pelo
prego medio dos rendimenlos dos tros alios
anteriores conforme o decreto do 1 i- de fto-
vembro de 1805 e olficio do Exm. Sr. Pre-
sidente da provincia dalado de 11 do correnle
mez.
Por tempo de um anno os seguintes im-
postos : furo das caixas, e feichos d'assucar.
Taxa das barreiras.la Magdalena Cequia
e Carvalhos. Dita das passagens do rio no
Cordeiro e Caldereiro.
Por tempo de tres annos os seguintes di-
tos: vinte por cento na agurdente de consu-
mo nos municipios de Olinda Coianna, Na-
zareth Pao do Alho Limoeiro Bonito ,
Caranhuns Simhrcs Flores e Tacarat ,
Boa-vista e Cabrob.
Quarenta reis por caada de bebidas espi-
rituosas de consumo na provincia excepto a
agurdente de fabrico nacional.
As pessoas que se proposcrem a estes con-
tractos comparecao na sala das sesses da
mesma Ihezouraria munidos de fiadores do-
neos e competentemente habilitados.
E para constar se mandou aflixar o presen-
te e publicar pela imprensa.
Secretaria da Ihezouraria das rendas pro-
vinciaes de Pernambuco 13 de Maio de 1842.
Luiz da Costa Portocarreiro, Secretario.
I1
rovincia que o vio nascer e onde o seu
nome he caro pelos servicc-s importantes, que
lhetem feito.
Com a sua prestante dedcacao que invo-
camos, o segundo anno da Sociedade de Me-
dicina cheio de futuro e de esperances ter
a gloria de as realizar. Disse.
e do seu carcter para fazer escrever corte
de Vienna.
E' certoque as suas informaces nada ti-
nham de posilivo ; mas podiam conseguir
absolviQo do innocente anda quando nao
fizessem descobrir o culpado.
Depois que o presidente cumprio este de-
ver oceupava-se nicamente em consolar
Ra irm mas seus exforgos erain baldados ,
porque at nem chegava a distrahi-la.
Madame de Tilmont passeava os dias no
seuquarto ou no jardim ; pareca urna llr
cortada pelo p ecujo principio de vida se
definha.de instante para instante sem re-
medio. '
I-erville querendo tira-la desta mortal in-
dolencia chamava muitas vezes a sua at-
tengo sobre a situago de Paulo e sobre a
possibilidade do seu livramento. O verda-
deiro culpado ser Jescoberto, ou descobrir-
se-ha a si mesmo no momento extremo.
Os antigos amigos de Paulo os estudan-
tes qqe tentaran! urna empresa to im-
Antonio Luit de Souza.
Goncalves Ferreira.
|f ,. -Id Aw tal e S*va.
Vital de Oliveira.
, Vieira (oellio.
KefiMidi Hodugues Sette.
,/Germn i Cavalcante.
M.vti'-s Ribeir.v.
,, C:ir o*.le Queijs Fonceca Juuior.
,. I.ino da Silva Mrfrtiiu-
,, G.'ncal es Ferreira.
,, Cirnanla B&tavM de 1.ai ras.
,, He Ihaid. (lava caite.
A>iininj Jo/e de Miranda Falca o.
Tiiiente Coronel Antodo Carneiro Macba lo Rios
Drjgudeiro Antonio Rodrigues de Almeida.
Aleixo Joze de Oliveira,
AUxandie Rodrigues dos Anjos.
1. da Silva /"ragozo.
Joze Lopes.
Agjsiinho Henriques na Si!?a.
Dr. > da Silva Neves.
Amaro Goncalves dos Santos.
ngel Cust dio'ios
Anecleto Lopes de S. <4nua.
>i J ze de Mendonra.
Bernardo Antonio de Minora.
.. Joze Martins Pereira.
ffento Jaze y/ives.
M demandes //irros.
.1 da Casta.
Zfeitolomeo Franc seo de Souza.
>i ffaudeira de M lio.
,, Manocl de Souza Canto.
Zternadin > fereira de Zirito.
Ai uno Antonio de Serpa /fiaodro.
asia Rodrigues Seixas.
//raulio Te-xeira.
Caetano da Costa Morena.
* (odies de S.
Ji /.e da Silva,
de Miranda Casto.
Piolo de Veras.
Quilino Glhardo
Tenente Coioncl Caetano //iberio Tciiera.

>
O Bachnrel formado Francisco Carlos Brando De
legado de Policia do 1. distiicto do ternv> riaCi-| Custodio Manuel Goncalves.
dade do Recite &c. Faz saber que eth1 cutupri- | Dr. Clemente Jo/e /-Vrreira ra Coila.
ment do Art. li do Reglamento n. \ti de 2 de Canuto Jo/e Vello/o < a Silveira.
Fevereiro do correni* anno foiSo inscriplos'na lis- Dr. Cacemiio Joie de Moraes Sarment.
ta dos Jura-os por terem as qualidades exigiras Cypriano Luis da Pal.
nos patagraplio* 1. e 3. do regulaineute n. Claudio /fenicio Machado.
"o de 3i de Janeiro derte mesmo anuo, os Cida- Doming s Joze Vieira.
d s seguintes.
1
'
11 !
1*
M
1 1
Antonio Joze Pereira de S.
Alves eneira.
Bandeia de Mello.
Duarle Jnior.
Dr. .. ,. Pereira
de Magalhes liastos.
He Ohveira.
Pestaa-
" Pinto Gnimares.
,'.' Pbm-
., da Cos.
, |f (.'cnie doCirreio.
f*C SonZa Cossciro.
.7 Joaqun 'le S uta Riheiro.
, de Almeida Cueles.
,, de Mello Pacliecho.
.. de Mello.
Pedro das Neves.
Franc:sco dos Santos Braga.
de Moura
Henrique Mafra
Anes Jacoin. Pires.
Carlos F-ancijCj da Silva
Pereira Barros.
Ignrfci da Silva.
Alves Barboza.
., da Fonceca.
,, da Silva Companbia.
Cusmo.
Dr. tt ., Ne>cs
Di. da Assumpco Cahral.
,, de Albuque'rque Maranho.
,, Avclino Feneira Lopes
Baptsta R Wro re Fai as.
f, Aento Ftoi
,, GomesTavates.
.. Pessoa._
,, Caldas Braudo-
,, Camello Pessoa
,, da Costa Reg Mouteiro.
,, Dantas do ,,
,, ornellas Camera.
,, l'.g'dio da Silva.
Fabio de Mendunca.
., Felis dos San s
,, Ferreira da Annunciaco.
,, Ricarr.o do Reg-
., de S Leilo.
1
animosomente execulada ,
ter-se-ho agora esquecido
prudente e tao
para o salvar ,
del le ?
No de crer.....
Mas por outro lado similhante empresa n3o
podia falhar ?
A familia da condessa que asss ponde-
rosa e que solicitava a reparafo do crime ,
deixar de recobrar um novo ardor?
Finalmente Lerville lancava algumas ve-
zes na alma de sua irm urna terrivel duvi-
da, para agila-la e tira-la da sua melanc-
lica oppresso.
Paulo dizia elle era talvez um engaa-
dor e um rerdadeiro assassino !.... Esfor
eos baldados ja nada podia fazer correr as
lagrimas da desgracada Adela.
Paulo depois que se vio entregue aos se-
us carcereiros admirava-se apesar da sua
resignarlo mais que humana de nao rece-
bar esperanza alguma de fra.
Este cruel abandono o lancou em urna ir-
ritaQo que ainda nao tinha pxperimenla-
Snares.
Malaquiasde /guiar Pires Fecreira.
,, //llonco /-'enera.
,, da Silva Gusino.
Delphino GoncalvesPcreira Lima.
Deniz y/ntonio de Moraes e Silva.
Estanislao Pereira de Oliveira.
Evaristo Mendes da Cunda .zevedo
Kstevo "
/'lancisco //ugusto da 6'-sta Guimaraes.
,, Cbavier de Miranda.
,, de Mat os.
,, Maga Id aes Bastos.
,, e Silva.
,, 6'avalcante.
Dr. ,, Pereira de Grito.
,, 6'orreia Gomes.
u Joz.' da A'iiva.
( 6'ontinuar-seh. )
I) E C L AKAC A O E S.
t37" O Arsenal de Marn ha tem precizao de
admettir alguns serventes livres para os seus
trabalhos : as pessoas que isto se queirao
propor, podem apresentar-se quanto antes ao
Senhor Inspector d'ordcm de quem se faz
o prezonte annuncio. Secretaria da liispcr^o
do Arsenal de Marinha de Pernambuco em 27
de Maio de 1842. Alexandre Rodrigues dos
Anjos Secretario.
o- OEscrivoe Administrador da Mesa
de Diversas Rendas Provinciaes desla Cidade,
faz publico a quem convier, que no dia pri-
meiro de .lunho prximo vindouro principia a
contar os trinta dias marcados, para o pa-
gamento a boca do cofre da Decima dos
predios urbanos dos 5 bairros desta Cidade e
Povoacao dos Allbgados e lindo esse praso
se proceder executivamente contra todos os
devedores na forma das leis em vigor, pelo
principal e juros segundo o artigo 58 da Lei
Provincial n. 94 deste anno. Recite 27 de
T II E A T R O .
Espectculo gimnstico muzica, mmica,
e fantasmagora, para Domingo 29 do corren-
lente debaixo da Direcgo do Artista Joze
dos Reis.
Depois de urna armonioza pega de muzica
Madama Emilia Amanti cantar urna excel-
ente .Aria, pela ve/ primeira dezempenhada
em este Theatro da Opera a Cariteia muzi-
ca do celebre Merendante; seguirao-se diferen-
tes'e mu difieeis sortes,eevoluces executadas
pelo Artista .loaquitn dos Reis e por dois
Jovens desta Cidade execulando os dois l-
timos as sortes seguintes. Os bolos a imita-
Qo dos sinos de Toledo as Rcbolcadas ,
l'inllanos o o Laberinto.
Continua o divertimento com a linda Pan-
tomima que a podido de muitas pessoas so
repelo que tem por titulo, o morto fingi-
do ou o esqueleto. He j desnecessario te-
cer elogios a esta bellissima Pantomima; pois
as joco/as e interessantcs scenas que nella se
cncontrffb, a fazem digna dos applauzos d'hum
publico tao sabio como discreto. Logo depois
lera lugar o divertido baile n do fricac das
palminias em sima das peinas de pau por
Joaquini dos Reis e hum joven curio/o. A
cuntiiuiaco se cantar o preciozo Duecto de
dois baixos da Opera a cher.erentola de-
zempenhado por a referida Madama Emilia ,
c Jo/e dos Reis ; dando lim ao todo de to ex-
celente e escothido espectculo com a primei-
ra execuoao das brilhantes e virtuosas opera-
Qfles illuzorias da fantasmagora,na qual se ve-
rao pela vez primeira em esta Cidade tres fan-
tasmagoras a un mesmo tempo, cuja incom-
paravel illuzo cauzar a maior sorpreza aos
espectadores entre as muitas figuras que se
ho d'aprezentar se destinguirao as seguintes,
!). Iniixotec Sancho Pansa, a cabera de Olo-
l'ornos, aparicao de Lucifer, oselvagem do ca-
ada, o graciozo Chin a divertida scena de
Mr. Cunningham diferentes transformages
inteiramenle novas nesta Cidade, entre as tres
fantasmagoras, os lanceiros c coraccirosda
guarda Real de Luis Eelippe Rci dos France-
zes. o carnaval de veneza a sombra de
nio o sigano nigromntico o homem da
Selva negra e o jui/o final.
Ometindo-se os nomes de outras muitas do
maior gosto, e de todas as das tres fantasma-
goras tanto pela extensa explicado que se
tornara indispensavel, como tambem por nao
privar aos illuslres espectadores do prazer da
novidade.
Principiar as horas do costume.
N. B. Os bi I he tes de camarotes se achao
venda em poder do seu encarregado o Snr.
Zebedeo Cozar. Nao se permite entrada na
caixa do Theatro a pessoa alguma se nao os
que trabalharem.
Oulra: tendo de seralgum tanto demoradoo
intervalo para as tres fantasmagoras porcau-
za dos grandes preparativos que se nessecitao,
espera o Director que o indulgente Publico te-
tilla a hondade de disculpar.
Maio de 1842. = Luiz Francisco de
Cavalcanti, Escrivo e Administrador.
Mello
do e por lim at a sua mesma fiiosophia o
ahandonou.
O exeinplo de Scrates, como o do Salva-
dor j nao Ihe serviam de consolago, e
de balde se lembrava das suas ultimas pala-
vas no momento de dcixaravida. J nao
comprehendia como a consciencia pura e ir-
reprehensivel podesse ser urna fonte de re-
sifnaco ao contrario parecia-lhe mais pro-
prk> que a alma se rebellasse contra o reo ,
que o innocente comdemnado morte expi-
rasse em accessos de raiya e de desespe-
rcio.
No meio destas crueis agita?es apresen-
tou-se como d'antes sua vista um bilhete ,
no qual estavem escripias em lapis as mes-
mas palavras que d'antes lera : = na vida !
e na morte !
No dia seguinte quando foram buscar o
preso para o conduzir ao tribunal onde de-
via ser confrontado com a sua sentenc,a nao
o adiaram na prisAo...
Lerville foi informado disto poucos dias
Terca feira T>I de Maio, subir scena pe-
la primeira voz em beneficio do Ador An-
tonio da Cunha Mondonga o novo Drama em
tros actos intitulado a Os Capotes ou a cons-
piradlo malograda O complicado entrecro
desta Peca 5 as intoressantes scenas que a or-
no eo bello ponsamento que nella domina
obrigaroo beneficiado a olerece-la em espec-
tculo aos seus respectivos protectores, en-
carregando-sc elle do principal papel em
cujo desempenho empregar as suas diminu-
as forcas.
No lim da Peca o Snr. Reis eaSnra. Emi-
lia Amanti canlarao em obsequio ao Reneli-
ado um dos melhores duelos.
depois mo desconhecida se apressou a dar-
llie noticia.
O presidente arrebatado e fora de si ,
corren logo presenca de sua irm a lim de
llie participar este successo, que podia mudar
a sua existencia.
Lerville acha sua irm no fundo do jardim,
falla-lhe porem ella nao o ouve ; l-lbe a
carta e ella se poe a rir : levanta os olhos
para sua irm eavfi, como a irm de llam-
let, cornadas de raminhos de bervas ede
pal ha com a alegra nos olhos c dizendo
que ia marchar seguidamente para o altar com
o seu amante,...
Madame de Tilmont tinha perdido a razo.
Paulo de Wormes boje um dos ricos plan-
tadores do Raixo-Canad. Persistindo *em-
pre no estado de solteiro o seu benfico
intluxo tem-se derramado em torno da soa
morada e nao se acha um infeliz em dez
leguas de circuinferencia, Fim.



inrmii ***>mrtt$S33
m
A
im> f wn
Rematar o ospeclaculo ajocozissima farga
intitulada u o Cagador.
0 Beneficiado sciente das nohrcs qualida-
des que caracterizo os habitantes desta Cida-
de espera obter a sua proteccfio e por isso
Ibes tributa desde ja os mais cordeacs agrade-
cimentos.
COMM ERGIO.
ALFANDEGA.
Rcndimcnto do dia 27 de Maio Rs. 5:706#180
DESCAUnEGA 1I0JE 28 DE MAIO.
Barca Francesa = Zilia = Fasendas.
Barca Austraca = Robert = Manleiga e
louca.
Galera Brasileira = Brasil = Cabos de cairo.
MOV1MENTO DO POBTO.
NAVIOS ESTRADOS NO DIA 2(5.
Liverpool 5 52 das, Brigue Ioglez Mara
Rainha de Escocia de 243 tonel., Cap. t.ui-
llierme, equip. 13 carga varios gneros:
a Crabtree & C.
Stoky ; 58 das Galera Ingleza Gimes Tiur
de 212 tonel. Gap. Joao Latn equip.
1 i carga bacalho : a Crabtree & C.
SAllinoSNJ MKSMO DIA
Parahibae Ro Grande do Norte 5 Escuna de
Guerra Nac. Lebrc Gommandante o 1.
Tenente Joze Marcos Evangelista ; passa-
geiros o Exin. D. Manoel de Assis Mascare-
nbas dous criados e dous esclavos.
Bahia ; Hale Nac. Flor da Urangeira Cap.
Francisco do Reg Augusto, carga vanos
gneros.
ENTRADOS NO DIA 27.
Rio de Janeiro 5 pela Bahia 25 das Irasen-
do do ultimo Porto 5 dias, Brigue Escuna
de Guerra Nac. Andorinha Commandan-
te o Capitao Tenente Antonio Joze Fran-
cisco Paixo.
Forts Philipp i 79 dias Galera Ingleza Ja-
mes de 559 tonel., Cap. xark lodd,
equip. 17 carga la : aodito Capito, vem
retrescar e segu para Londres.
AVISOS MARTIMOS.
# Para o Porto segu viagem com brevi-
dade por lev parte de seu carregamento
prompto a Barca Portugueza Tentadora Ca-
pito Emidio Joze de Oliveira 5 quem nella
quiser carregar ou ir de passagem para o que
tem excellentes commodos dirija-se ao
mesmo Capito ou ao seu Consignatario Ma-
noel Joaquim Ramos e Silva.
\ssr Freta-se o Brigue Brasileira Reboucas
para qualquer parte do Imperio ou Europa ,
preferindo-se para a Baha 5 quem quiser fre-
ta-lo, ou carregar, dirija-se a Amorim [ratitas
na ra da Cadeia ou ao Capito a bordo.
tsr Para o Porto segu viagem com toda
brevidade o muito velleiro e bem acreditado
Brigue Portuguez Primavera, Capito Joze
Carlos Ferreira Soares ; quem no mesmo
quiser carregar ou ir de passagem para o que
tem excellentes commodos, dirija-se aos seus
consignatarios Mendos & Oliveira na ra do
Vgario D. 13 ou ao referido Capitao.
tsr Para Montevideo segu viagem em pou-
cos dias o Patacho Sardo Fortuna Capito
Joao Baptista Bikalm ainda pode receber
algum carga ; quem quiser carregar ou ir
de passagem dirija-se ao mesmo Capito, ou
ao seu Consignatario Manoel Joaquim llamos
e Silva.
tsr Para o Havre a barca Franceza Came-
lia Capito Guilber recebe carga e pas-
sageiros : consignatario L. A. Dubourcq.
tsr Para o Canal freta-se a barca France-
za Zlia Capito Fresz de 220 toneladas :
consignatario L. A. Dubourcq.
L E I L O E S
A. Schramra far leilo por interven-
gao do Corretor Oliveira de varios utenci-
lios pertencentes a um navio naufragado ,
como seja correntes de ferro vellame ferro
&c. Sabbado 28 do corente pelas 10 horas da
manh no forte do mallos junio a prensa do
Mondonga.
tsr Manoel Joze Rodrigues de Andrade ,
far leilo por intervengo do Corretor Oli-
veira de grande porgo de mobilia e de
muitas obras de ouro prata e diamantes
que se vendero por baixo prego ; Terga fe i -
ra 31 do corrente as 10 horas da manh na
casa que foi da associago commercial.
\ cy Lenor Puget & Companhia fazem
leilo por nlerveiiro do (Corretor Oliveira ,
Quarta feiral.de Junlio de um grande
sortimento decambraiase vestidos de gusto
moderno longos, sedas, brins de listras para
calcas lilas de setim e um lindo sortimen-
to de miudezas, eobjectos da moda no seu
armazeni da ra das Crujes as 10 horas da
manh.
"Tvi SOS DIVERSOS.
tsr Precisa-se de 150*000 res a juros por
dous meses hypoleeando-se um moleque :
quem quiser annuncie.
tsr Alluga-se um segundo andar de urna
casa com soto na ra do Rangel, j ao Sa-
bir no pateo da penha : a tractar no mesmo.
tsr Quem oflVreceo 800*000 reis a premio
de 1 11 por cento declare a sua morada para
se tractar a respeito.
tsr Pergunta-se oSr. sengor da Sociedade
nova Pastoril, quando pretende apresenlar
as cuntas da mesma Sociedade que recebeo
em fevereirop. p. para as examinar, ou se
acha ainda pouco tempo para servirem de pa-
o de amostra.
Hum socio da mesma.
tsr Preci/a-se alugar urna negra que sai-
ha bem lavar de varrela e sabo ; quem a
tiver annuncie, ou dirija-se ao atierro des Af-
fogados, padariaD. 17, defronte do viveiro
do Muniz.
tsr Aluga-seuma grande caza nova na es-
trada de Joo de Barros a qual consta de
quatro quartos dous na frente com portas
envidracadas, edous otra/ destes, duas gran-
des salas janellas na frente envidragadas ,
urna porta na frente outra no oito para o
grande quintal com seo porto, coznha fora,
toda a caza pintada grande cacimba de boa
agoa c algumas arvores de fructo; quem a
pretender fale na caza D. 25 na ra do
Bangel na esquina do beco do Carcereiro : e
compra-se na dita caza um tronco para segu-
rar escravos.
tsr No dia 30 do corrente se arrematar
impreterivelmente, pelo maior prego e por
ser a ultima praga porta doSnr. Doutor
Juiz de Orfos e auzentes na ra do Colle-
gio a requerimento de Antonio Joze de Bar-
ros Vcigas, como testamenteiro do finado Jo-
o Antonio Femandes urna venda cita na
ra de Orlas D. 1 i com todos os seus per-
tences como se ver do mesmo balando no
acto de arrematago.
tsr O Snr. que pretende fallar com Joa-
quim Bibeiro de Meirelles, vindo ltimamen-
te .lo Porto ; dirija-se a fora de Portas ven-
da do Snr. Pinhero n. 212.
tsr Joaquim Luiz de Mello Carioca ten-
do acabado de pagar aos seus credores lngle-
zes ; todos os saldos de suas con tas contra-
ludas no espago de trinla annos que negociou,
com fazendas nesta praga ; faltara a um de
seus deveres se nao agradecesse publicamen-
te como por este agradece a todos os sobre-
ditos seus ex credores a urbanidade e bono-
ma com que sempre o trataro e a frauque-
1.a com que houraro sua firma ; asseverando
aosmesmos que sua eterna gratido servir
( em parte) de recompenca a esses favores ,
que ter sempre gravados em sua memoria.
PILLAS VEGETAES E UN'IYKItSAES AMERICANAS.
Estas pilulas j bem conhecidas pelas gran-
des curas que tem feito, nao requeren! nem
dieta e nem resguardo algum ; a sua com-
posgo to simples, que nao fazem mal a
mais tenia crianga : em lugar de debilitar ,
fortifico o systema purico o sangue ,
dugmento as secreges em geral: tomadas ,
seja para molestia chronica ou somente co-
mo purgante suave; o melhor remedio que
tem apparecido, por nao deixar o estomago
naquelle estado de conslpago depois de sua
operago como quase todos os purgantes fa-
zem e por seren mui facis a tomar e nao
causarem incommodo nenhum. Ounicode-
posito deltas em casa de D. Knoth agen-
te do aulhor: na ra da Cruz N. 57.
N. B. Cada caixinha vai cmbrulhada em
seu receituario com o sello da casa em la-
cre preto.
Ninguem negociar com Antonio Fer-
reira de Mello quaes quer bens que possua ,
por que alem de seren a maior parte leti-
giozos eslosugeitos a responsabilidades de
bens de orphos que o mesmo dilapidou ,
como breve se vai patentiar em juzo com-
petente.
sr George Carey retira-se desta Pro-
vincia.
tsr i. VV. Ver Valen retira-se para fora
da provincia.
tsr Thomaz B. Pavver, retira-se para In-
glaterra.
tsr Alberto Hosch morador na 1 ua da Ca-
deia do Bocifo n. 17 lencona rolirar-so dos-
la provincia convida iosSis. a quem esti-
ver a deve r Ido quoiro presentar suas cuntas
uestes 8 dias paraserem satisfoitas ; assim
como tambeui r.'git aos que Ihe devem quoi-
ro ter a bondade ir regular suas cuntas com
elle antes da sua retirada.
tsr Joze Mara Vioira subdito portuguez.
retira-se para fora do Imperio.
tsr G. II. Pasohe, subdito Hrilanico re-
tira-se para fora do Imperio.
tsr Joaquim da Silva Mouro subdito
portuguez retira-se para Angola.
tsr Thomaz Pinto Caldas subdito por-
tuguez relra-se para fora do Imperio.
tsr Quem annunciou precisar de 100, a
premio sobre pinhores de ouro ou prata ou
outra qualquer pessoa que precisar dirija-
se a ra Nova D. 5.
W O abaixo assignado roga ao Sr. J. M.
S. o obsequio de vir pagar 25j350 para re-
ceber o seu penhor que desde Fevcreiro de
1838 o deixou na mo do annunciante e o
nao fazendo no praso de lo dias o annun-
cianle os vender para seu pagamento.
Vicente Ferreira Maro.
Cj- Precisa-se de um caixeiro para tomar
conta de urna venda por balango na ra de
fora de portas passando o beco largo na se-
gunda venda : a fallar na mesma venda com
joze de Lima Soares o mesmo vende urna
armago para venda com todos os pertcncos.
tsr Roga-se a qualquer pessoa que souber
ou Ihe for offerecido urna pega de madapolo
n. 8 com urnas nodoas de alcatro que pas-
so bastantes dobras junto com um retalho
que ter 10 varas de algodozinho o fa-
vor de aprehender e mandar na ra Direila
loja de fazendas D. 8 que ser gratificado ,
pois que esta fazenda fo entregue a una mu-
lata escura, que dizia ser do senhor .
tsr Tendo o abaixo assignado de fazer um
pagamento ao Snr. Joze Carlos Teixeira e
nao sabendo onde existe a letra competente ,
digne-se o referido Sr. ou a pessoa a quem
pertencer a indicada letra de annunciar on-
de existir a mesma.
Francisco Antonio Pereira da Silva.
tsr Manoel Joze de Bastos com venda as
3 ponas faz sciente ao respeitavel publico ,
que de boje em diante se assignar Manoel Jo-
ze de Bastos e Mello por haver 4 de igual no-
me e um deltas criminoso no cartorio do
escrivo Alcanforado.
XST Precisa-se de urna pessoa para ir a Qnei-
cheramobini cobrar judicialmente urna letra
da quantia de 926j : na ra Angusta no pr-
meiro andar do sobrado do Sr. Seixas.
r Nobolequim dacova da onca preci-
sa-se de um portuguez de 12 a 14 annos para
vender no balco.
tsr Precisa-se de alugar um prela para
o servigo de urna pequea familia do portas
fora : na ra estreita do Rozario D. 53 pri-
meiro andar no ultimo sobrado do lado es-
querdo vollando para o Carino
= Alugo-se duas moradas de casas pr-
ximas ponte do Manguinho as quaes tem
bons commodos cum quintal e cacimba e
porto com porto para embarque na camboa :
a fallar com seu proprietario Manoel Pereira
Teixeira morador em seu sitio prximo as
ditas cazas.
tsr llenry Heylyn Comyn relira-se para
Inglaterra.
tsr Desapareceo da casa do abaixo assi-
gnado urna africana de nome Florinda de
18 annos cor bem preta com urna cicatriz
no rosto a qual o abaixo assignado arrema-
lou os seus servigos ; quem a pegar leve a
ra do Crespo D. 7 lado do sul. = Manoel Jo-
ze Lopes Braga.
COMPRAS.
^tsr A obra Juzo Divisorio, por Alberto
Carlos de Menezes ; quem tiver annuncie.
tsr O terceiro e quarto annocompletos do
Panorama ; quem tiver annuncie.
tsr Um selim com todos os seus pertences,
c em bom estado ; quem tiver annuncie.
tsr Ps de fructa pao que nao sejo mui
pequeos e a frucla nao seja da de carosso;
quem tiver annuncie.
tsr Escravos de ambos os sexos, de 12 a
20 annos : na ra do Fogo ao p do Rozario
D. 25.
tai Cmacadeiraem bom uzo : na ra No-
va I). 10.
VENDAS.
e^- Um resto de barricas de arinha de tri-
go franceza : na ruada Alfandega velha nu-
mero 9.
tr lim sobrado de dous andares e soto ,
na roa do Agoas venles : a tratar na ra do
Livramento botica D ll.
tsr- Dous casaos de rolas da India ambos
com fllhos pequeos por barato prego : na
ra de Agoas verdes D. 53.
\c^- Osseguintes livros : Diccionario Ju-
rdico por Pereira e Souza Traite des nub-
les por Mr. So 011, Desquiron Mortecivil Theo-
rie des lois crminelles tudo novo e por
menor prego que cas lojas de livros j quem
pretender annuncie.
tsr ptimas bichas pretas, c grandes, ra-
p de Lisboa do ltimamente chegado : na ra.
do Cabug loja do Bandeira.
tsr Batatas chegadas novamente: no ar-
mazem de Das" Ferreira ho caes da Alfan-
dega.
ss^- Urna balina nova de lila boa um bar-
rete para clrigo secular que nao seja muito
alto e nem gordo : quem quiser annuncie.
tsr Urna canoa d'agoa em bom uzo : na
ra do Bangel, casa que tem urna trapeira ,
com duas janellas com caixilhos.
tsr Um cvalo castanho, grande boa fi-
gura anda bem a passo e bom carregador:
na ra das Trncheiras D. 15.
tsr Um moleque muito bom cozinhero :
na ra Nova 1). 1 110 segundo andar.
tsr Um escravo proprio para o ervigo do
campo e um dito sapateiro a dinheiro a
vista se dar em conta : na ra Nova D. 2.
tsr Colla de superior qualidade por pre-
co commodo em porgo e a retalho : na bo-
tica de Joaquim Joze Moreira defrontc da
Matriz da Boa vista 1). 10.
tsr Um escravo crelo vindo a pouco do
Maranho, muito sadio e mogo, proprio
paia todo o servigo enlende de sitio por se
ter nisso em pregado aigum tempo e tambem
servenie de botica por disso ter muita pra-
tica : na ra dos Quarteis D. 5.
tsr Para fora da provincia um escravo
crelo de 18 annos, de bonita figura : na
ra das Cruzes D. 0 no segundo andar.
C7- Urna cavallo rodado bom passeiro r
e novo por prego commodo : na ra da ca-
deia do Becife loja de ferragens n. 20.
tsr Carne de bo porco, e cameiro mili-
to gorda e lingoigas de todas as qualidades :
na ra das Trncheiras no assougue fraiwez.
tsr Vende-seou troca-se por lijlos ecsl.
um casal de escravos proprios para o servir
de campo : na ra do Queimado D. 15.
tsr Meia legoa de trra em quadro para
levantar engenho d'agoa na distancia de 3
logoas da Cidade do Recfe ; quem pretender
annuncie.
tsr Amanda e Osear com seis voluntes ,
por prego commodo : na ra do Queimado lo-
ja de ferragens D. lo.
tsr Lm cavallo de estribara bom anda-
dor baixo at mais de meio : na ra Nova ao
p da ponte venda da quina lado do sul.
tsr lima venda com poucos fundos 011
s a armago na ra larga do Rozario D. 1 :
a tratar na mesma, ou na ra Nova D. 20.
tsr Vinho de Champanhe e uma parti-
da de azeite doce por prego commodo na ra
da praia armazem D. 12.
>^ tsr Pecas de cassas bordadas de agulha de-
muito boa qualidade com 6 varas a 2500,
ditas de algodozinho com avaria com 22
jardas a 1 e800 : napracinhado Livramento
n. 29.
tST Urna preta crela coznha o ordina-
rio engomma lava de sabo e varrella e
faz todo o mais servigo de uma casa : na ra
de Hortas sobrado de 2 andares D. 24.
tsr Um boa eserava de 24 a 26 annos,
muito deligente tanto para casa como para
ra cozinha o ordinario cose chao, en-
gomma bem faz lavarinto e lava de sabo
e varrella a vista do comprador se dir o
motivo da venda, nao sendo por taixa : na
ra da Cadeia do Recife n. 55.
tsr Lm preto de idade que sabe bem tra-
tar de vaccas e cavados, trabalha bem de en-
chada e sem vicios nem achaques ao com-
prador se dir o motivo da venda : no sitio
que lica entre o de Antonio Felis e o que ta'
do Machado.
lima carteira envernzada com pouco
uzo; nc alterro da boa-visla loja de seleiro
D. 12.
tsr Farinha superior da Muribeca : na
ra do Colegio D. 7, lado do nascente.
ESCRAVOS FGIDOS.
tsr As nove horas da noule do dia 20 do
corrente fugo o cabra Manoel bem fallante ,
e astucioso estatura regular cheio do cor-
po com umi ferida ( boba ) no tornozellb
do p esquerdo que o obriga amanear; quem
o pegar leve a ra do Crespo loja D. 5 lado do
norte que ser recompensado.
RECIFE NATVP. DEM. F. DEF.=18*-<


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