Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04661


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Full Text
Anuo de 1842.
Sexta Feira 27
Tuilo o">r dependa de ni memo! : dnnossa prudencia, moderaran encrfi : eon
' ueinne como principiemos e arenlos apuntados rom ailmiracao entre as Nac.de! mais
. (Proclamaeao dtAuembUl Gerel i'o Irttil.]
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
.. -, Tarai!-- Kior*nde do Norte, segundase sexta feiras.
Bonito e Gtrwiliui.s <> e24'
CI n ;~erinlieii. 1U Fotmoio Porto CnKo Maeeio e Alajoas no I.
p>.U 13. SBrtuA das da semana.
II. e 21
de Maio.
Anno XVIII. N. 112.
O Diario public-M lodos os das que nao (oren Santificados : o po d aaigoatur. 6
de e, 1 re* por quartel pa..s adienudos. Os .anuncio. ,lo .,Rnnlea sao .nser.-k
rL.....s doi .p, o nao (ore rado de ;S0 rei. por link. A, re,l.n,.ce, derejn t
: s asi. Ppoprafia roa ibl Cruil 3, u a pr.c. da Independen*, loj. de I.tIO.
Numero -17 t 38.
Cambio (bre Londres 27 d. f. 10.
Paria 360reUp. franco.
Lisboa 89a UU p. 100 de i-r.
O0BO-Moed.deti.4lUlV. J5.1W
Je 4,000 *.SM
PrTA Paiar'n-s *'"
CAMBIOS NO DA 25DE MAIO.
Prt PetoaColumnarea I.7J0
n Mexicanos l,?Ht
miuda 4.500 a i .'><*>
Murcia de eobre 3 i.ur 400 de deacoato.
Descont de bilh. da Alfandtge 1 por 400
ao mez.
dem de letras >7 i*e\t. s-
>S Sb. <"eni:;-i:<> B. Bel. Aud. do J. de D. da 3. v.
-T0 Do. M**ilIM> B. s. Marlyrio M.
'reamar do a
1. a (i lloras
2. n 7 lanas
m 27 de Mio
e 34 m. da manlia.
v 1S m. da tarde.
PBASES DA LOA INO MEZ. DE MAJO.
Juan, miag. a -* 1 or.l e 2S m. da man,.
I.ua Nv. a H) "< d* n""7
Qu.rt. ereac. a 17 as 9 Lora, e 42 m. da man,.
Lua clieia a 24 as 7 horas e 21 m. da innnli.
iRM
uco.
PARTE
MINISTERIO DO IMPERIO.
SENSOR. Ninguem hoje duvida que as
Instriiccoes Decretos e mais Ordens em
vigor acerca das Eleicoes Gcraes e Provin-
ciaes nao basto para prevenir os abusos ,
e desacatos que nellas se vo progressi-
vamente commcltendo e que muilo com-
proniettem o Governo Representativo, que
V. M. I. tem tanto a peito manter em sua
puresa. Verdade lie que seni o concurso das
Cmaras Legislativas nenluima medida ser
completa, e fflcaz ; mas esta consideradlo
r.o escusa de empregar as providencias capa-
ses de obstar ao progresso do mal e de me-
lliorar nosso actual prooesso eleitoral. Cabe
na espiten do Poder Executivo alterar os Re-
gulamentos sobre a nomeaco das Mesas Pa-
rochiaes e sua aullioridade qus sao sem
duvida as principaes causas das fraudes vio-
lencias p abusos praticados as eleicoes ,
contra os quaes se levanta um eral clamor 5
e be este o primeiro objeclodo Decreto que
lenho a honra desubmetter Alta Considera-
cao til! V. Ai. I.
Es tu be le ce r a o as instruecoes de 26 de Mar-
co de 18*24 as Mesas Parochiaes com urna au-
loridade exorbitante c absoluta: COmpete-
Jlies verificar seo volante be Cidado Riasi-
leiro activo ; se est no goso dos seus diroiUv.
polticos ; se nelle concorrem todas as quali-
dades que a l.ei fundamental exige para o
xercicio do direito de volar, ede ser votado:
se est incurso em soborno podendo impor-
Ibe iinmedialamente a pena da perda do voto
activo, e pa.sivo &C ; e suas decisoes san
terminantes. Em virtude de tanta aulliori-
dade quando as Mesas Parochiaes sao com-
postas de rnembros pouco escrupulosos s
votio os que Ibes convem seus amigos es-
tejo ou nao na circunstancia de o fazer.
Mesarios inda conscienciosos podem commet-
ler muitas irijustioas tendo de decidir sem
os precisos eselarueiuipntos e com a rapidez
necessnria em actos eleitoraes materias de
tanta transcendencia.
Oque maravilba he que a Autoridade in-
vestida de tamanho poder seja nomeada por
acclamato sem outra garanta que afiance
a acertada escolha seno o bom ou mo
humor e as paixes da muitido. Tal me-
tbodo de nomear nod o triumpho razao ,
e juslica ; mas ao faccioso que com des-
pejo eousadia levanta a voz que vai sendo
niachinalinente repetida pelos circunstantes ,
c torna nao raras v.izes equivoca a vontae de
todos com o brado de huma insignificante mi-
noria.
Nao foi possivel atinar com hum alvitre pa-
ra a nomeaQao das Mesas isento de graves ob-
jetos ; em taes casos hejustilicavel o recur-
so sorte e he o melhodo que se propoe
para substituir ao da acclamaco consagrado
nos Regulamentos do Governo. A sorte de-
signar d'enlre todos os Parocbianos 10 Elei-
tores a quem incumbe nomear a Mesa em
escrutinio secreto. De quantos syslemas se
tem publicado de quantos occorrt>ro em a-
turadas reflexoes nenhum se afigurou mais
justo, e regular.
Forca era conservar as Mesas Parochiaes
todos os poderes indispensaveis para concluir
com exactido e rapidez a eleico dos E-
leitores : reservou-se-lhes pois o direito de
reconbecer a identidade das pessoas, apurar
os votos e decidir todas as questes que a
este respeito se suscitassem sem recurso ,
terminantemente. Alistar porcm os Cidadaos,e
os Fogos he l'uncco que nao pode ser sa-
tisfactoriamente desempenhada senfio de es-
pado e vista de inforinac/ies esta funecao
pOS foi conferida a huma Junta especial, cu-
jo trabalho deve ser concluido pelo menos oi-
todiasantes da reunido das Assernblas Pa-
rochiaes.
Estas providencias Senhor ho de pou-
par muitosatlentados ao Paiz e melhoraro
consitleravelmente nosso systema eleitoral.
Quera comcircunspeccao medita nos disturbi-
os motins ecrimes que de ordinario se
tem perpetrado em nossas eleic/ies reconhe-
ce que quasi toilos procedem da nomeaeao das
Mesas Parochiaes, c de sua llimitada auto-
ridade. As desavengas ntreos Parochos e
Juizes do Paz ; as vozerias amcacas e tu-
multos ; o arrojo com que se installao mesa-
rios ; as repetidas fraudes j na apnraco j
norecebimento de Cdulas de votantes inca-
pazes ; todos estes, e outros fados tom sua
origen) na esperanca to triumpho que taes
Mesas promettem, e revelao a imperfeicao de
nossos Regulamentos sobre a materia.
Estes Regulamentos sao obra do Governo ,
e na rbita da Autoridade imperial est in-
piestionavelmente o direito de modiical-os
como oxij'ir o bem do Estado.
V. M. I. porm Resolver o que for mais
justo e consentaneo com as liberdades pu-
blicas.
Palacio do Rio de Janeiro em i de Maio de
1842. Di' V. M. I. Subdito reverente, e fiel
criado. Caudillo .loze de Arujo Vianna.
DECRETO
~s. 157 de 4 de mvio di 1842.
I) Instruccoes sobre a maneira de se proceder
as Eli.-'icr.us t'eraes e l'rovmciaes.
Tomando em consideracao o Relatorio do
Meu Ministro o Secretario d'Estado dos .Ne-
gocios do Imperio : I le i por bem que se pro-
ceda s Eleicoes para a presente Legislatura
pelas Instruccoes, e mais Ordes em vigor ,
com as alteracoes sesuintes.
CAPITULO I.
Do alistamcnto dos Cidados activos e dos
Eogos.
Art. I." Km cada Parocbia formar-se-ha
huma Junta composta do Juiz de Paz do Dis-
tricto em que estiver a Matriz comoPre-
sidente; do Parodio ou quem suas vezes li-
zer ; ede hum Fiscal que ser oSub-Dele-
gado que residir na Parocbia ou o imtne-
tiato Supplente desle no seu impedimento.
Nao bavendo ou nao residindo na Parocbia
Sub Delegado, o Juiz de Paz e o Parodio ,
nomearao o Fiscal dentro os primeiros seis
Supplentes do Juiz de Paz. Esta Junta for-
mar duas Listas poniendo huma os Cida-
dos activos que podem votar as Eleices
Primarias, e ser votados para Eleitores de
Provincia : contra os Fogos da Parocbia.
A Listados Cidados activos ter ao (liante
de cada hum dos nomes nellas inscriptos a
nota de Votante ou de Elegivel.
Serao notados como votantes todos os Ci-
dados activos, que tem voto as Eleigfles Pr -
marias confrmeos Arts. 91 e 92 daConsti-
tuiefio; e como elegiveis todos os Cidados ac-
tivos que podem se<- votados para Eleitores
conforme o Art. 94 da mesma Constituidlo.
As deliberaces desta Junta serao tomadas
pluralidade de votos.
Art. 2." Na Lista dos Cidados activos de
huma Parocbia nao ser comprchendido o
que nella nao tiver hum me/, de residencia ~,
pelo menos antes da primeira reunio ta
Junta.
Os que nella se tiverem ostabelecido ha me-
nos de mez iro volar na em que anterior-
mente residmo.
Art. 5. Tumbem nao sero comprehendi-
dos na Lista dos Cidados activos para Eleito-
res os pronunciados em queixa denuncia ,
ou summaiio : estando a pronuncia compe-
tentemente sustentada.
Art. 4." A Lista dos Cidados activos ser
formada por Ouartiires, e porordem alpha-
bdica, dnvendo conter tantos Captulos, quan-
tos forem esQuarteires da Parocbia : eos
nomes dos Cidados nella contidos sero nu-
merados successivamente conforme a orde.m
natural e successiva da numeraco. de ma-
neira que o ultimo numero mostr a totalida-
de dos Cidados activos tlella.
A Lista dos Kogos ser pela mesma manei-
ra organisada por Quarteires dedarand -se
em frente de cada hum Fogo o nome da pes-
soa ou chote de familia, que o habite: sen-
do os Fogos igualmente numerados conforme
a ordem natural, e successiva da numerarn ,
de sorte que o ultimo numero dos Fogos indi-
qne a totalidade delles.
Art. o." Para a formaco destas Lisias os
Parochos, Juizes de Paz Inspectores de (Jnai-
teiro Coll-'dores ou Administradores de
Rendas, Ddei:ados, Sub-Delegados, equaes-
quer outros Em pregados Pblicos devem
ministrar Junta todos os esclarecimentos ,
(jue Ibes forem pedidos, procedendo para os
satisfazerem at a diligencias espisciaes se
forem precisas.
Art. (>." Por Eogo entende-se a casa ou
parte della, em que habita independenlenieu-
te huma pessoa ou familia; de maneira que
hum mesmo edilieio pode ler tlois ou mais
Fogos.
Art. 7. No primeiro Domingo que se se-
guir pelo menos tres das ao recebiinento des-
te Decreto, reuniwe-ha a Junta: < no Do-
mingo em (pie se completarem quin/.c dias
depois da ra reunio sero anisadas as re-
feridas duas Listas oa porta da Igreja Matriz .
antes da Missa Conventual ; eatquinze dias
depois sero recebidas e decididas pela Junta
as reclamacoes e represen taces tanto so-
bre a Ilegal inclusfio excluso e classilica-
er. dos Cidados activos como sobre o inde-
vido augmento ou diminuidlo de Fogos.
Art. 8.* Todas as alteracoes, que a Junta,
em virtude das redamadles de que trata o
Art. antecedente lizer as Listas (pie ti-
ver allixado, devero ser publicadas pelo mes-
mo modo como additamentos ou declara-
c{^ das mesmas Listas.
Art. 9." Organisadas assim definitivamen-
t. as Listas, so exlrahiro dellas duas copias,
das quaes depois de verificadas e assigna-
das pela Junta, ser enviada huma ao Juiz de
Paz que houver do presidir Assomhla Pa-
rochial : e outra no Municipio da Corte ao Mi-
nistro e Secretario d'Estado dos Negocios do
Imperio, o as Provincias aos respectivos Pre-
sidentes; ecom istosellavera por satisfeita toda
a incumbencia da Junta, celia por dissolvida.
Art. 10. Quando acontecer que entre o do-
mingo em que. lindaren) os primeiros quin-
zes lias da reunio da junta na forma do
artigo 7., e o dia marcado para a eleico, nao
decorra um prazo de vinte e tres dias comple-
tos a junta em todo o caso se entender de
fado dissolvida oito dias antes do da eleico.
Art. II. O fiscal deve, eos interessados
podem representar ao ministro e secretario
d'estado dos negocios do imperio n corte e
aos presidentes as provincias contra os a-
bllSOS,e ille'ilidadescommettidasna formaco
das listas o suas alteracoes ; a fim de que
se faca efectiva a responsabilidade dos que a
tiverem.
CAPITULO II.
Da formaco da Mesa Parochial e entrega
das Cdulas.
Art. 12. No dia marcado para a reunio
da assemble parochial o juiz de paz do (lis-
trido en que estiver a matriz com o seu
escrivo o parodio ou quem suas vezes li-
zer se dirigirlo igreja matriz de cujo
corpo e capella mor se faro duas divisoes ,
nina para os volantes, e outra tara a misa.
S as parochias em que nao houver ma-
triz', lica permillido reunir-se em oulro edi-
i que anticipadamente designaro, man-
dando nelle fazer-se a diviso indicada.
Art. i". Terminada a ceremonia religiosa.
e feita a leilura de (pie trata o -2. do capi-
tulo 2. das nstruecOes de 20 de Marco de
1824, annunciar o juiz de paz que vai pro-
ceder-se nomeaco da mesa. Immediata-
mente o parodio lera pela copia da lista ali-
xada os nmeros e nomes dos cidados no-
tados como elegiveis c o escrivo do juiz de
paz ir laucando em urna urna um bilhetecom
o mesmo numero que for lido. Estes bi-
hIi's devero estar feitos e numerados com
antecipacfto.
Arl. 14. Concluida pelo parodio a leilura
da lista c recolhidos na urna os bilheles
com os nmeros correspondentes aos dos no-
mes dos (idados elegiveis mandar o juiz
de paz exlrahir della por um menor deza-
se.-> bilheles ; e os cidados que os nmeros
designarem estando presentes ou outros
igualmente sorL'ados na falta delles forma-
ro a commisso que tem de nomear pri-
meramente dois secretarios e depois dois
escrutadores os quaes tero de compor a
mesa com o juiz de paz e o parocho.
Art. lo. Os cidados designados pela sorte
na forma do artigo antecedente tomaro logo
assenlo na diviso da meza; e sob a presi-
dencia do juiz de paz, servindo de escruta-
dor o parocho,e desccretarioo escrivo dojuiz
de paz, procedero por escrutinio secreto, e
pluralidade de volos eleico dos dois se-
cretarios e dos dois escrutadores d"entre
os cidados presentes ou que posso compa-
recer dentro de urna hora.
No impedimento de qualquer membro da
mesa que nao seja o juiz de paz ou o pa-
rocho os quaes ten substitutos designados
por le', a mesma mesa nomear quem subs-
tilua ao impedido.
Art. 10. Feita a eleico da mesa o escri-
vo do juiz de paz lavrar acta no livro pro-
prio em que relate fielmente todo o succedi-
do e se declare quaes os cidados Horneados
secretarios, equaes os escrutadores ecom
(puntos votos. Esta acta depois de appro-
vada ser assignada por todos, licando as-
sim de fado dissolvitta a commisso o cons-
tituida a mesa parochial, qual compete:
1. Reconbecer a identidade dos votan-
tes.
2. Receber as cdulas numeral-as, q
a pura I-as.
^ o. Requintar autoridade competent
as medidas necessarias para manter-se a or-
dem na assemble e fazer observar este De-
creto.
Art. i". Inmediatamente depois de cons-
tituida a mesa parochial o juiz de paz fa-
zendo a chamada pela lista dos votantes, con-
vidar os cidados activos do quarteiro mais
distante da matriz para irern mesa cada
um por sua vez medida que for chamado ,
entregar suas cdulas ; observando-se depois
o mesmo com cada um dos quarteirOes da pa-
rocbia preferindo os mais distantes aos mais
prximos e nao podendo entrar na diviso ,
ara que estiver a mesa os cidados de um
quarteiro seno depois que tiverem saludo
os que anteriormente tiverem entrado, e fo-
rem chamados pelo juiz de paz.
Art. 18. Nenhum cidado poder votar
as assembleas parochiaes, seno tiver sido
incluido na lista dos cidados activos de que
trata o artigo i. deste regulamento ou seja
como votante ou como elegivel; e nenhum
cidado poder ser eleitor se nao tiver sido
notado na mesma lista como elegivel.
Art. 19. Os cidados activos que nao ps-
tiverem presentes quando o seu quarteiro
votar s sero admittidos a fazel-o quando,
depois de lerem votado todos os quarteires ,
se li/er nova chamada dos mesmos ; a qual s
repetir em quanto houver presentes cida-
dos votantes, (pie anda nao tenho/dado
seus votos.
Art. 20. So a ordem prescripta nosartigos
antecedentes for transtornada, entrando,
sem seren chamados pelo presideole na di-
1
i

i
i
I

i
S



viso da meza maior numero de cidados, de-
vor este por si ou por votago da mezaj( a
que sempre se proceder neste caso a requi-
rimento de qu-dquer de seus membros ) orde-
nar que se relirem todos os prsenles ; e no
caso de nao ser obedecido peder suspender
o trabalho al qu se restabelega a ordeni 5
e far proceder contra os desobedientes.
Art. 21. -V proporgo que cada votante
for entregando a sua cedida uro dos secre-
tarios designados pelo presidente a numerar ,
rubricar e leeolhera na urna.
Art. 22. Quando as ce lulas nao lorem en-
tregues na forma prescripta ueste Decreto e
se nao puderem extremar as que tiveremsi-
do'recebidas regularmente proceder-sc-ha a
novo recebimen lo de cdulas sea meza as-
simo resolver depois de queimadas as pri-
meiras.
Art. 25. Findo o recebimento das cdulas,
e inih-se proceder na apnraco sero convi-
dados e admiltidos na divisad da meza os
cidados presentes para que assistio que-
rendo sua apuraco c mais actos da me-
za at que seja dissolvida.
Art, 24. As cedidas cmstaro de tantos
nomes quanto eleilores se devem nomear.
Se oonstarem de menor numero de nomes,
serao, nao obstante apuradas : se contive-
rem maior numero serao desprezados os no-
uk-s excedentes 110 lim.
Aquellas <|iio contiverem nomes de pes-
soas nao clegiveis, terto vigorsomentea res-
peito das pessoas devidamente nomeadas.
Art. 2". Nao lie permit ido ao Kleitor o
mandar poroutrem a sua cdula mas a (le-
ve pcssoalmente apresentar.
CAPITULO III.
Disposices diversas.
Art. 2C>. Principiada a apuracau de qual-
quer eleigo, nao ser rebebida mais cedida
algaras.
Art. 27. Quando as eleigoes se nao pudc-
rem fazer no'dia marcado, devero verilica-
se no primeiro dia que se seguir ao em que
tiver cessado o impedimento.
Art. 28. Ihvendo denuncia de suborno em
qualquer eleigo sera rcmettida com todos
s documentos, e provas, que se presenta-
ren autoridade competemte a im de
proceder conforme o direilo.
Art. 2'.. As cedidas dos votantes as elei-
oes primarias, como as dos eleitores as se-
cundarias sero emmassadas e lacradas ,
e remetlidas pelas mesas para os archivos
das cmaras municipaes onde se conserva-
rao at a futura legislatura, c cntflo sero
queimadas.
Fica salvo a qualquer oidadio interessado o
direito de requerer pela aulboridadc judica-
ria competente um exame aellas sua cusa.
Este exanie ser leito em presenga do presi-
dente da cmara secretario e dos verea-
dores queso puderem reunir ; e conclui-
do elle sero judicialmente emmassadas e
lacradas de novo as cdulas e entregues ao
archivo da camari.
Art. 50. Us livros que as cmaras muni-
cipaes devem fornecer na forma do o. do
cap. 5. 0. do cap. 5. e 0. do cap. o.
das instruccoes de 26 de Mareo de 1S24 se-
rao numerados e rubricados abertos e en-
cerrados pelo presidente da cmara ou por
qualquer vereador por elle designado.
Art. 51. Nao lie permittido chamar sup-
plente sene para substituir eleitor que
tenha fallecido, 011 mudado seu domicilio para
tora da provincia. Em todos os outros casos
so entender que o eleitor dar seu voto no
collegio que lhe seja mais com modo.
Art. 52. As mesas dos collegios se se a-
presentarem eleilores de outros districtos fa-
rio 110 lim das actas da eleigo declaraco es-
pecial deltas, e dos collegios a que cada un
perteneia ; como lambem declararoquaes os
do seu districto, queabinao votaran, equaes
os supplentes chamados e por morte, e
miidanca df domicilio de quaes eleitores.
Art. 55. AlflH das duas copias de que
tratoo 0. do cap, 5. e o 6. do cap. <>.
das instruccoes de 21 de .Marco de 1824 se
extrahir na mesma occasio mais una ter-
ccira que ser enviada ao presidente da pro-
vincia.
Art. 54. Com as ordens que acompanha-
rcm este Decreto para as presentes eleigoes ,
ir lambem a que marcar o dia da eleigo em
cada provincia de maneira que a junta de
parochia forme as lisias do artigo 1., em
quanto se publica e ebega ao conhecimen-
to de todos os parochianos o dia da eleieao.
A eleigo primaria nao poder ler lagar na
mais remota parochia seno cinco semanas,
pelos menos depois que a ellas chegarem as
ordens. .
Candido Joze de Aiaujo Nianna do meu
2
concelho, ministro e secretario d'estadodos
negocios do Imperio o tenha assiin entendi-
do C faga executar com os despachos neces-
sarios. Palacio do Rio de Janeiro em qualro
de Maio de miloitocentose quarenta e dois,
vigsimo primeiro da Independencia e do Im-
perio.
Com a Rubrica de Sua Magestade o Im-
perador.
Candido Joze de Araujo Vianna.
MINISTETIO DA GUERRA.
Illm. e Exm. Sr.=S. M. o Imperador
Cuja Augusta Presenta levei o oflicio n. 25,
(pie me dirigi o antecessor de V. Ex. em
(lata de 22 de Setembro do anno passado ,
lia por bem Mandar declarar V. Ex., em
res posta Conformando-se com o Parecer
do Conselheiro de Estado Procurador da Co-
ma Fasenda e Soberana Nacional: 1
que respeito de proviroento dos oficios va-
gos de Justiga deve V. Ex. fazer observar o
Decreto do 1. de Julho de 1850, que esl
em seu inteiro vigor ; 2. que pelo que
respeita idade exigida para que os Cida-
dos posso oceupar empregos pblicos est
sem vigor a Ord. do L. 1. til. 04, depois
que o Decreto de 51 de Outubro de 1851 de-
ca rou que em 21 annos completos termina
a menoridade e he o individuo habilitado
para todos os actos da vida civil=Deos Guar-
de a V. Ex. Palacio do Rio de Janeiro em 4
de Maio de 18i2=Paulino Joze Soares de
Souza=Snr. Presidente da Provincia de Per-
nambueo.
Fonceca|Euna ; assim comoqile pelas 10 ho-
ras da noile se recolhero ao respectivo quar-
lel, sem haver occorrdo uovidade os ollici-
aes com ametade da torca, que for* posla a
disposiciodo subdelegado da freguesia dos Af-
fogados.
Pessoas despachadas no dia 25 e 21.
Macei = Joze Carvalho Silva Rrasileiro.
Rio de Janeiro = Manoel Preto .escravo, de
Marculino Francisco da Silva.
Joze Joaquim Gaspar Portuguez.
AmosT. Jenckes Americano.
Joao escravo de Rita Mara daCon-
ceicao.
Macei Thcodozio Ferreira de Figueredo ,
Portuguez.
Parahiba = Manoel AlvesVieira de Araujo ,
MINISTERIO DA JLST1CA.
Illm. e Exm. snr. Sua Magestade o Im-
perador, cujoconhecimento levei o ollicio
de 5 do mez prximo pretrito era que V.
Ex. me communica haver demittido Floren-
cio JozeCarneiro Monteiro do Posto de Major
da Guarda Nacional, Ilouve por bem Appro-
var o seu procedimento, vista das razes
expendidas por V. Ex. no mencionado (Jui-
cio. Dos Guarde a Y. Ex. Palacio do Rio
de Janeiro em 0 de Maio de 1842. Paulino
Joze Soares de Jouza Snr. Presidente da
Provincia de Pernambuco.
Illm. e Exm. snr. Foi presente Sua
Magestade o Imperador o seu Ollicio nu-
mero 50 de 5 d'Abril do corrente anno, parte-
cipando que demittra do exercicio de Ins-
pector cera I das obras da Provincia e de
todas as mais commissdes de que se acha-
va encarregado ao Coronel graduado d'En-
genheii os Firtnino Herculaiio de Moraes Anco-
ra, obrigado pela maneira irregular, e falta de
snbordinacao com que elle muilo lempo
se havia na sua correspondencia ollicial com
V. Kx.. pondo repelidos obstculos execu-
efio das suas ordens : e o Mesmo Augusto Se-
Mhor Approvando o seu procedimento lia
por bem Mandar recommendar V. Ex.,
que seja severo em fazer manter a mais rigo-
rosa disciplina e subordinaeo todos os
olliciaes Militares que se acharem servindo
debaixo das suas ordens demittindo-os ,
logo que ellas faltarem dascotnmisses ,
em que se acharem e procedendo contra
elles por todos os meios estabelecidos as Lps
=Deos Cuarde a V. Ex. Palacio do Rio de
Janeiro em 0 de Maio de 1842=Joze Cle-
mente Pereira=Snr. Presidente da Provincia
de Pernambuco.
REPARTICAO da polica.
Parte das occorrencias do dia 21 e 22.
1.1
O Commandante Geral do corpo polica
participa que no dia 21 do corrente foro pre-
sos pela patrulha rondante na ra da Sen-
zalla velha o escravo de nome Pedro por
suppol-o fgido ; e por um soldado do sobre-
dito corpo outro escravo de nome Joo, por
briga : e que no da 22 naooccorrera uovida-
de n'esta cidade.
Parte das occorrencias de dia 25.
Da parte, boje dada pelo commandante ge-
ral do corpo policial, consta que tbro hon-
tem presos pela patrulha diurna queron-
dou no lugar do Forte do Matos um individuo
de nome Flix de tal o qual foi rccolhido
cadeia 5 pela das. ponas o preto Jos Con-
go, escravo, por briga e insulto a mesma
patrulha; e pelo commandante da guarda da
cadeia Thcresa Maria de Jess por estar
ebria e proferindo expressoes obscenas com
ollensa da moral publica ; e linalmente que
n'esta cidade nao occorrera mais uovidade.
Parte das occorrencias do dia 24.
Em sua parte de boje participa o com-
mandante geral do corpo policial que fora lion-
teni preso pelo ollicial da primeira ronda
do mesmo corpo por estar ebrio Manoel da
Portuguez.
1NTKRIOU.
A DISSOLC0AO DA CMARA.
A resoluco que acaba de tomar o goyerno
imperial de dissolver a cmara temporaria foi
urna medida de publica salvacjio sem a qual
ogoverno representativo nao se sustenlaria
por muilo tempo no paiz.
A cmara temporaria eleila sem as for-
malidades da lei na maior parte das provin-
cias do imperio nao podia ser considerada
como a representante legitima de suas neces-
sidades ; o povo Dio podia crer naquelles que
lhe tinhao imposto como seus procuradores a
torca de fraude e da violencia e todas as leis
emanadas delles nao leriao aquelle grao de le-
gilimidade sem o qual o poder se torna u-'
nao applieasse seria reo de lesa-constiluigo-
A dissolucao pois da cmara temporaria nfio
Ibi empregada como um direito, mas como
rigoroso dever.
Se tao fascinada pelo espirito de partido e
to irascivel nao eslivesse a cmara tempora-
ria eerto ainda podia se nao neutralisar ,
10 menos arrdar para mais ionge o emprego
dessa medida, A cmara dos deputados ti-
nlia a su dispor um meio de salvagao e ella
odesprezou tinha um recurso poderoso cou^
Ira a medida da dissolr.co e o repellio sem
prudencia nem "criterio. Incapaz de rcilectir
pela violencia das paixoes que nutria em seu
seio, nio attendeu que s pela imparcialida-
drt de suas decises e exacta aquiescencia aos
diclames da lei, podia conquistar as sympa
thias da nacSo. Em verdade se a cmara ,
conhecendo o melindre de sua posicao, an-
nullasse as eleicr>e^ das provincias em que se
commettro nullidades e repellisse do seu
seio os falsos procui adores do povo, que mo-
tivo allegara o governo para dissolve-la Nao
teria ella por esse fado afianzado ao paiz
seu respeito lei a sua reprovaco aos ex-
cessos commettido pelas facc<">es e o qae
mais ainda ( o desejo de se conformar com os
principios vilaes do systema lepresentativo ?
Kxpurgada de toda a mancha o poder havia
de se ver na necessidade He aceital-a e esperar
que ella se pronunciasse de urna maneira so-
lemne e terminante contra a sua poltica para
enlao demttl-a. Nao o governo nao havia
de a presen tar-se cmara como um treslouca-
00, dissolvel-asem o motivo justilicado, deixar
.e reconhecer nella o representante legitimo
das necessidades do povo.
Aapprovac,aoimparcial, pois, daseleiccs
ma usurpacao. Nestas circunstancias dous das provincias era o nico recurso de salvagao
meios de proceder restavo ao governo ; ou que tinha a cmara, e recurso tanto mais
sanecionar com o seu silencio todas as llega- obvio e ellicaz quantoconciliava excellenie-
lidadesquetveraoporlm a eleieao da cama- mente a sua dignidadecom a conservagao da
rade 1812, 011 dssolvel-a in continenti ,
isto no momento em que ella se consti-
tuase. O primeiro expediente era terrivel 5
o poder que oadoptasse se tornara o ludibrio
das faccoes, pois sanecionaria o principio
brutal e subversivo de toda a especie de or-
dem que a victoria ainda (pie conseguida
por meios reprovados importa sempre o tri-
umpho da razo e da juslica. Demais sanc-
cionado tao eslranbo precedente qual o pa-
radeiro aos excessos commetlidos pelos parti-
dos na arena das eleiees'.' Se o victorioso
fosse sempre applatidido como o legitimo ,
se o resultado das volaeoes fosse sempre tido
como o legal, a fraude nao teria limites a
lorrupcao iria sempre em augmento, c cada
eleigao seria assignalada por lodos os horro-
res das guerras civiz.
Cumpria arredar to desgracado futuro de
sobre o paiz mostrar s faccoes que seu tri-
umpho epheinero (piando nao fundado as
largas bases da razio e da justiga que ex-
iste na conslituigao um correctivo lorie e elli-
caz contra os seus desmandos e atrocidades ,
e que o governo imperial tinha bastante forga
e energia para nao recuarantc a sua applica-
go. Era este o nico expediente pois, que
o governo devia adoptar as graves circunsr
tandas em que se achava o paiz expediente
que tinha a grande vantagem de conciliar a
salisfago de urna grande necessidade publica
com os principios mais Yitaes do systema re-
presentativo.
E com eleito o direito dadissolugo co-
mo o reconhecem todos os publicistas tem
por lim a manutengo do equilibrio dos pode-
res polticos do estado. Sem elle o poder
desapparece, e todo o mecanismo do systema
representativo se desmantela aos golpes for-
midaveis do parlamento. Priva a coroa do
direito de dissolver a cmara temporaria e
concedei s cmaras todas as altribuices de
que elLs se acho investidas, que, quando
menos pensardes acordareis um bello dia e
vos veris a bragos com a mais terrivel das 0-
ligarchias.
Ora irregularidades insanaveis havio
manchado a mor parte dos diplomas aposen-
tados approvaco da nova cmara que com
inaudita coragem e indesculpavel impruden-
cia os approvou todos e dest'arle exorbi-
tou admittindo no seu seio falsos procura-
dores do povo. Era possivel deixar subsistir
este allentado est< manifestaco solemne da
cmara de nao recuar ante nenhuma irregu-
laridade para orgar.isar urna maoria forte ,
compacta e decidida contra o governo Nao,
de maneira alguuia. Seria indigno de sua
alta posigao o gabinete, que conhecendo o mal,
e tendo o meio de o remediar se entregasse
nos bracos da mais culposa indilVerenga. Ha-
via um recurso contra os desmandos da cma-
ra e esse recurso que nunca podia ser ap-
plicado mais a proposito do (pie depois das de-
iberaces do da 50 de abril c governo que o
1 existencia. Mas a paixao a nao deixou
retleclir : desesperada por organisar una
maoria contra o poder, ainda que fosse re-
erutando os espectadores das galeras, ap-
provou todas as monstruosidades das eleigOes r
passou a esponja por todas ellas e assim ar-
mo'o poder com a forga formidavel da razio
e da justiga, provocou a dissolugo tornou-
a indispensavel e necessaria. A dissolucao ,
pois do da 1. de maio pode ser definida :
o saioidio poltico da cmara dos deputados.
Entretanto, os homens que com tanto es-
cndalo abusaran de sua posigo approvando
atropelladamente eleges monstruosas inca-
las de Ilegalidades as mais insanaveis pro-
curan mil subterfugios para proyar a illegili-
midade do acto da dissolugo. Como que a
cmara podia ser dissolvida exclamao elles ,
se ainda nao estava installada se ainda nao
eslava no exercicio das suas funrgrtes Eis o
pretexto ftil com que os mal intencionados
procuran provocar a revolta e reproduzir nos
localidades em que domiuao os mesmos exces-
sos que assolrao o Para o Maranhaoe a Ra-
bia e anda boje junco de cadveres as
campias do R io Grande do Sul.
Sira todo o paiz sabe que a maioria da c-
mara temporaria desejava ardentemente que
ella se installasse; mas se Sua Magestade di-
rigisse a palavra a essa cmara nao a tinha
ogoverno, por esse simples facto reconhe-
cido como regular e legitima ? Ora era is-
so justamente o que o governo nao podia nem-
devia fazer. A dissolugo nao foi empregada
senao como um correctivo ao abuso escanda-
loso com que a cmara temporaria reconheceu
validas aseleigrtes monstruosas que lhe dero
nascmento ; se pois o governo pelo laclo da
installacao, a reconhecesse, tornar-se-hia
cmplice de tamaito allentado Contribui-
ra lambem para o descrdito do systema re-
presentativo, quemis que tudo procurava
evitar.
Cumpre na instaRacio das cmaras ver duas
cousas a sua constituigao acto puramenle
seu e o reconhecimento do poder, acto do
que elle s pode ser juiz. Ora se o gover-
no nao quera fazer esse reconhecimento, de-
via esperar que ella se constituisse se julgas-
se legitima para enlio dissolvel-a porque
autes disso nao poda haver dissolugo, poi-
que nao havia cmara.
Por outro lado se a cmara nao fosse dissol-
vida antes de installada tambem o nao po-
dia ser depois pelo motivo apresentado no re-
latorio dos ministros ,-as monstruosidades
das eieigoes approvadas. Ento era preciso
que a cmara se declarasse contra a poltica do
gabinete para que o poder moderador inter-
vesse na lula demittindo os ministros 011 dis-
solvendo. O momento pois escoltado pa-
ra a dissolugo foi o mais propicio antes era
illegal, depois necessilaria o concurso de ou-
tras causas.
Fm outros arligos mostraremos em que


*>=
consist rao as nullidades das eleicfles que ser-
ven de fundamento ao relatorio dos ministros
que precedeu o decreto da dissoluco.
S.
(J. doCom.)
Protesto-Andrada !!!
Os abaixo assgnados membrosda,dis5ol-
vida cmara julgam preencher um dever sa-
grado protestando como desde j protes-
tan perante a naco e o monarcha contra a
Ilegal dissoluco da mencionada ornara feita
oodia I. de maio do presente anno. 0 art. 101
g 5 que se invocou para sanar tao nullo pro-
eJimentO nao pode de modo algum ser ap-
encado ao caso vertcnto. Elle s tem pur
fin o appello naco que se nao pode veri-
licar sen preliminar conhecimento das opi-
nies da cmara dissolvida e por motivo ter-
minante a salvaco publica que se nao po-
illa mostrar estar em perigo sem acto al>um
de urna cmara que, nao estando juramen-
tada e installada nada ttafca ainda Coi-
to. Pelo relatorio dos ministros v se que o
governo arrogou-se urna culposa e indevida
ingerencia no juizo das eleicoes populares ,
constiluiu-se tribunal supremo con poder de
revogar o que a cmara tinha decidido como
o nico juiz que a consti uigao reconhece na
vcrilicac/io dos poderes dos eleitos. Rrpeliu
sem pudor as calumnias que jornaes assalara-
dos linham vomitado contra as eleicoes e as
quaes acamara tinha j feto a devida Justina
depois de urna completa discusso ; exee-
deu pois tudo quanto at agora se Ihc tem
concedido anda de mais. Os abaixo assig-
nados nao se demoran mais em especificar as
violencias que se deprehendem em toda o
procedimento ministerial ; e tendo cumprido
com seu dever esperan da Justina impe-
rial e nacional remedio ao attenlado contra
o qual protestan e de que aggravam em
lempo.Antonio Carlos Ribeiro de Andraila
Machado e Silva.Martin Francisco Ribeiro
da Andrada.
De tantos Reputados que bavio tomado
assento na Cmara Tenporaria s os dous
Andradas proteslarao contra a dissoluco!
os factosdevem ser contados como ellos sao.'
Felizmente contina a confianza dos habitan-
tes ea tranquilidade da Provincia.
P. S.
Fizero-nos o obseqio dos lie/ primeira)
nmeros do Correio Maranhciise, que so
publica duas vezes por semana o cliega a
10 do corrente: parece que be nina folha durii-
cada fazer opposieo ao Exm. Viee-Presi-
denle 5 nao obstante elogiar o Exm. Pres-|
dente. A Provincia eslava em socego.
DECLARACoES.
DIllllO DE PRNABl'CO.
Moje vinte c seis cliegou do Norte o Vapor
Bahiaqa que nos tronce jornaes do Para
at seis e do Ccar at desoilo do corrente ,
i'ao viudo nenlium do Maranho, porque
guando sabio este vapor salario mais dous
aomesmo tempo,e por um daquellesa matado
correio. Aquellas p oviicias estavfio em tran-
quilidade. >'a primeira bavia tomado posse
o Kxm. Presidente Rodrigo de Souza Silva
Pontea ; o Exm. Vice-Presidente Bernardo
de Souza Franco receben os mais pblicos tes-
ten unhos do reconbecimento e saudades dos
Parabenses sendo obsequiado na sua parti-
da para o Rio por todas as pessoas de distinecao
>da capital. o Cear o Exm. Presidente ad-
diou por Portara de 2 do corrente a Assem-
blea Provincial para o 1. de Julbo prximo
vindouro.
A Sentinella da Monarchia diz, que con ef-
feito espera-se brevemente na Corte a chega.la
de S. A. R. o Principe Prussiano Adalberto;
o que j esto dadas ordens para a sua recep-
to.
Entre outras pessoas ltimamente chegadas
da Corte, nota-seo Sr. Doutor Caetano Joze
da Silva Santiago Juiz de Direito da Com-
inarca do Limoeiro : este nosso Patricio que
lie irmao do bravo vencedor do Piraj que
acabou gloriosamente no Para victima do seu
"-'lo pela cansa publica, be um dos lilhos da
Academia de Oliuda que Ihe fazem mais hon-
ra pela sua prohidade cricunspec^ao c
JuLeireza, como Magistrado, que be a mais de
oitoannos, e por suas excellentes qualidades
como particular. Esta Provincia tinha di-
reito a possui-lo o nao ser indiferente aos
seus merecmentos que tao dislinctamente o
recommendio.
RETIFICACA.
A noite de 19 do corren le foi inteiramente
tranquillla para a populacho desta cidade e
at nem nos quarleis se tocou alarma :
a Polica poz em movimento algumas patru-
lbas, recolbeu urnas e reforcou outras &e.
&C, Os corpos militares da guarnicu nao se
conservaro debaixo de armas e nem tive-
rao occasio de se apresen taren garbosos e
com firmaza ; os soldados do batalho provi-
sorio nem se movero das tarimbas. O Sr.
Commandante das Armas nao passou revista
alguma nem o Exm. Presidente sahiu de
sua caza. Conjecturas, pode-as fazer qualquer;
CORREIO.
Officios de interesse particulares existentes
na administrado do correio.
Oflicios do Exm. Presidente ao M. da!
Mariuba, interesse de Joaquim Joze da Costa.
dem ao M. do Imperio interesse de
Manoel Antonio Monteiro de Andrade.
dem. ao dito de interesse de Joze Fran-
cisco Pereira da Silva.
dem. aoM. Justica, interesse de Mara
Ignacia 'lavares de Gusmo.
dem. ao M. de Guerra, interesse do
Sargento Francisco Joaqum Govea.
dem. ao M. da Guerra interesse do
ex soldado Joze do Carmo.
dem. ao M. da Guerra interesse de
1 Francisco de Paula Primo Barata.
dem.ao M. da Guerra interesse de
Francisco Nunes Vanna.
Autos existentes na administraco do cor-
reio de Pernambuco.
Aulhos entre partes Joaqum da Silva
Pereira, e Joze da Silva Mendanha.
dem --Rento Joze Rourado, e outros com
i Joze Antonio Gomes Jnior e outros.
dem. Pedro Fernandes Ferreira e ou-
tros com R. Roza Mara de Vasconcellos.
dem. Joo Manoel .1'Ol ve ira Miranda ,
e Ignacio Corroa de Mello.
dem. a Cmara Municipal do Recife e o
Capito Manoel Joaqum d'Oliveira.
dem. A Fasenda Publica o Aririo
Joze dos Santos.
dem. Bernardo Lasserree Companhia ,
I e Joze Francisco de Barros.
dem. A Irmandade da Misericordia da
cidade de S. Paulo, e Joo Baptisla Vaz.
dem. Francisco Manoel da Silva Gus-
mo e Joze Lopes de Carvalho.
dem Joaqum da Silva Riniz, e Joaqum
j Manoel Gago da Cmara.
Autbos viudos do Rio de Janeiro em 2 de
Maio de 1812.
Autbos em que sao partes Antenio Pe-
! reir da Cruz Rarreto e Joao Evangelista da
j Costa e Silva.
dem. --Francisco Alvos de Carvalho <
sua Mulher com Manoel Lopes de Barros.
dem. o Mrquez do recife, c Rento
Jos da Costa.
CF- Re ordem rio Snr. Inspector do Arsenal
de Marinha se faz publico que no dia 27 do
corrente pelas II horas da manb em vir-
tude da authorisaco do Exm. Sr. Presidente
se vender em hasta publica na porta do
Almoxarifado do mesmo Arsenal urna por-
code cabo velho de linho. As pessoas a
quem convier a compra deste objecto sao
convidadas pelos mesmo Senhor Inspector
comparecerem em dito dia e ho'a. Secre-
taria da Inspego do Arsenal de Marinha de
Pernambuco em 25 de Maio de 1S2 Ale-
xandre Rodrigues dos Anjos
w O Escrivao e Administrador da Mesa
de Diversas Rendas Provincaes desla Cidade,
faz publico a quem convier. que no dia pri-
meiro de Junho prximo vindouro principia o
pagamento a boca do cofre da Recima dos
predios urbanos desta Cidade e Povoaco dos
A (logados do segundo semestre do corrente
anno inanceiro e lindo o praso marcado se
proceder executivamente contra lodos as de-
vedores nao s pelo semestre vencido ; como
dos annos anteriores. Recife 23 de Maio de
I8i2. es Luiz Francisco de Mello Cavalcanti,
Escrivao e Administrador.
Continuaco da relaco dos devedoresda
Recima Urbana dos annos anteriores 1853.
Roaventura Goncalvef, boje Joo Mara Seve.
Sensalla velha n. \. 1582i
Francisco Antonio Duro, ruado Vi-
gario 11. 53.......97ji560
Luiz Antonio Pena ra da Moeda
n. IR........18*000
Joao Luiz Ferreira da Silva hoje
Francisco Antonio d'Olveira, ra
da Cruz n. 1......520420
Mara Anglica dos Prazeres boje
dos herdeirosde Antonio Ferreira
Ruarte.Velloso, ra da guia n. 47 Si300
L011 renca Rosa hoje Joze Antonio
Lopes bece das Miudinhas n-
meros 1 e2. 16*884
Boza Mara Joaquina ra da Sen-
salla nova n. -27.....70.>800
Gaspar Joze dos Res, hoje Joo
Maria Save Fora do Portas nu-
mera 27...... B8#800
Irmandade do Bom Parto, Fora de
Portas nmeros 115, e 181. 57.11(1
Viuva de Joze Soares fora de Por-
tas 11. 67........19*348
Joao Francisco de AlbuquerquG Mel-
lo ra ilo Aiuorim n. 111. 60*810
Capaila do Pillar fora de Portas n.
83 63 A 63B, 05 C, e 78. Il.yl5i'>
Viuva de Joze Alcmo de Cisneiro ,
ra do Amorim n. III Sen-
salla velha nmeros 78, e 79 ra
da Cruz 11. 31......1 19*863
Joao Rodrigos Seixas 011 seus er-
deiros, beco da Lingucla n. 127. 25.585
llcrdeiros de Bento Joze da Costa ,
beco das Criollas n. 156, Sen-
salla velha nmeros 18, 22, e 25
Azeite de peixe n. 90, e 118. 51 tO
Antonio Fez da Azevedo. Senzalla
nova n. 25. 50, 70, 71 beco
Largo n. 12.......70.*807
T II E A T R O .
Espectculo gimnstico muzica, mmica,
e fantasmagora, para Domingo 20 do corren-
ten te debaixo da Rirecco do Artista Joze
dos Reis.
Depois de urna armonioza peca de muzica
Madama Emilia Amanti cantar nina escol-
ente Aria, pela vez primeira*dezempenbada
em este Theatro ra Opera a Gariteia muzi-
ca do celebre Mercadanle; soguiro-se diferen-
Les'e mui dtficeis sortes,eevolucoes executadas
pelo Artista Joaqum dos Res e por dois
Jovens desta Cidade execulando os dois l-
timos as sortes seguintes. Os bolos a imila-
c'10 dos k sinos de Toledo a as Reheleadas ,
Finllanes e o Laberinto.
Continua odivertmentocom alinda Pan-
tomima, que a pedido de mulas pessoas se
repete que tem por titulo, o nimio Ungi-
do ou o esqueleto. He j riesnecossario te-
cer elogiosa esta bellissima Pantomima; pois
asjocozas e interessantes scenasque nellase
eocontrfio, a fazem digna dos applauzos d'luim
publico tfio sabio como discreto. Logo depois
ter lugar o divertido baile do fricac das
palniinlias em sima das peinas de pan por
Joaqum dos Beis e hiiin joven curiozo. A
continuaco se cantar o preciozo Dilecto de
dois baixos da Opera a chenerentola a de-
zempenhado por a referida Madama Emilia ,
e Joze dos Reis ; dando lim ao todo de tao ex-
celente e cscolhirio espectculo com a primei-
ra execucao das brilhanles e virtuosas opera-
rnos illuzoriasda fantasmagora, na qual se ve-
rao pela vez primeira em esta Cidade tres fan-
tasmagoras aum mesmo tempo, cuja incom-
paravel illuzfio cauzar a maior sorpresa aos
espectadores entre as militas figuras que se
hfio d'aprezentar se deatinguirfip as seguintes,
D. Quixote e Sandio Pansa, a cabeca de Olo-
fernes, aparieSo de Lucifer, oselvagem do ca-
ada, o graciozo Chin a divertida scena de
Mr. Cunningham diferentes transformacoes
nteiramente novas nesta Cidade, entre as tres
fantasmagoras, os lanceiros e coraccros da
guarda Real de Luis Felippe Re dos France-
zes o carnaval de veneza a sombra de
nno o sigano nigromntico o honiem da
Selva negra e o juizo final.
Ometindo-se os nomes de outras muitas do
maior gosto e de todas as das tres fantasma-
goras tanto pida extensa explcaco que so
tornara indispensavel, como lambem por nao
privar aos Ilustres espectadores do prazer da
Dovidade.
Principiar as horas do coslume.
N. B. Os bilhetes de camarotes se acho
venda em poder do seu encarregado o Snr.
Zebedeo Cezar. Nao se permite entrada na
caixa do Theatro a pessoa alguma se nao os
que trabalharem.
Outra: tendo de sor algum tanto demoradoo
intervalo para as tres fantasmagoras porcau-
za dos grandes preparativos que se nessecito.
espera o Director que o indulgente Publico tc-
nha a hondade de disculpar.
=
Galera Rrasilera = Brasil= Fumo, e sabo.
Briguo Portuguez = Tarujo l." = Pedra.
IMPORIACO
0 Brigue Francez = Circonstance = viu-
do do Havre de (iraca entrado no corrento
mez consignado a Avrial Freres manifes-
tou o seguinte.
2 Caixas com peluca a A. Scliramm.
1 dita com litas de seda a Kalkemam &
Rosemund.
! dita com fasendas de algodo a Bolli
Chavannes.
I00 Barriscom raanleiga, a Calmont Brot-
ters &Companhia.
2 Fardos com fasendas d'algodo 2 caixas
com dila dita 1 dita com dita de seda a
.1. Keller. S
20 Barriscom vinho -jfilos com agoar-
dento -1 caxa de passaSf^r barril com amen-
doas i caixas com ameixas (i ditas com a-
soite doce 12.v harris com mantei^a- 11 cai-
xas com porcellana 0 ditas com cristaes-1
caixa com escovas 1 dita de ferragem 1 dita
de vestidos de casa bordados 1 barril con
ferragem 1 emlirulho com amostras 5 caixas
com livros I dita com utensilios para livre-
ro 1 dita com botes, colxetes o papelo \
dila com Bengallas 1 ditas com chapeos 1
dita com tintae vernz 2 ditas com carnei-
ras- ditas con calcado I dila com caixi-
nhaspara Senhoras- I dila com fasendas de
seda e bordada I ilita com chales de merino
2 ditas com papel 1 dita com vidros 1 dila
com llores e pedestal 2 ditas com fasendas de
algodo ditas com agoa de colonia a A-
vi ial Freres.
8 Caixas com conservas ao Capito.
1 Boceta com confeitos -1 quadro-vl livrq
5 paos Je chocolate a J. Slodart.
2 quadroa I caixa com vidro- I mesa 1
gaiolla I papagao a Joo Pinto do Lemos
v\ Filho.
IIOVIMKM'O 1)0 PORTO.
COMMERCIO.
NAVIOS ENTRADOS NO DI.V 25.
S. Matheus ; 8 das, Hiato Brasileiro Bom
Sucesso de 51 tonel. Cap. Antonio Joa-
qum Je Souza equip. 6 carga farinha
de mandioca : a Gaudino Agoslinho de
Barros.
Terra .Nova 5 55 das, Brigue Ingle/. Terra
.Nova de 108 tonel. Cap. Alexandre Sla-
ter, equip. II, carga bacalho : a James
Crabtree i\ Companbia.
Liverpool ; 15 dias Barca Austraca Robert
do 500 tonel. Cap. R. (',., equip. 15, car-
ga fasendas : a Jolinston Pdler o Compa-
uhia.
Rio de Janeiro 10 dias Rrigue Brasileiro
Imperador I). Pedro de 173 tonel. Capito
Joaquim Soares Miarim equip. 15 carga
farinha : a Joauqim llaplista Moreira; pas-
sareiros brasileiros, Antonio Joaquim do
Mello Venancio llenrique de Resende ,
Francisco Geraldo Ferreira da Souza, Cae-
tano Xavier Pereira de Brito.
SABIDO NO MESMO DIA,
Canal, Brigue Inglez Kurope; Cap. John Br-
die: carga assucar.
ENTRADOS NO DA 20.
Maldonado ; 10 dias, Brigue Inglez Andes, do
212 tonel. Cap. Govey equip. 10 car-
ga lastro : a Ordem.
Por los do Norte 5 17 dias Vapor Brasileiro
Baianna; 220 tonel. Com. Joaquim Peixoto
Giiimaraes equip. 24 : a Joaquim Bap-
tisla Moreira; Passageiros brasileiros, Ma-
noel Mendos da Cruz Guimares Teen-
te Joaquim da Silva Lisboa, Alferes Joze
Luiz Teixeira Lopes Alferes Joze Ciriaco
Ferreira Alferes A'oberlo da Costa Ferrei-
ra.
SABIDOS NO -MESMO DIA
Macei, Brigue Escuna de Guerra Baasileiro
Caliope, Com. Felippe Joze Ferreira.
L E I L 6 E S
ALFANDEGA.
Bondimento do dia 25 de Maio Bs. 2:938#222
DESCARRRGAA iiiuk ti7 DE MAIO.
Barca Portuguesa = Tentadora = Miudesas.
Barca Austraca = Robert =Hanteiga, e
louca.
Brigue Inglez = Terra Nova = Bacalho.
Barca Francesa = Zilia = Fasendas.
c^" A. Schramro far leilao por interven-
cao do Corretor Oliveira do varios utenci-
lios pertencentes a um navio naufragado ,
como soja crranles de ferro vellame ferro
i &C. Sabbailo 28 do corrente pelas 10 horas da
. manb no forte do mallos junto a prensado
Mendonca.
AVISOS DI VERSOS.
r Constantino Francisco Alves"avisa a
tOilos os seus credores para no dia 27 do cor-
rente se reun re m na sua venda, alim de
tratar negocio da mesma.

s


is&mfamr-v.nmitm
KM
4
Qualquer Sr. Sacerdote que quizer ser
coadjutor da treguo/i.i de N. Senhora da Paz
dos Ahogados annuncie pois tom duas ca-
pellanas mui boas urubas dentro da Matriz
urna as quintas feiras e outra nos domin-
gos, e dias santos; alem disso tem o terco
do que rende a freguezia. c a metade da de-
zobriga. A quem convier dirija-se ao mes-
mo vigario na mencionada freguezia rezi-
dente em a ra de motocolomb. Declaro
mais que. tem outra capellana na capella do
Hozario ou do Para izo em a ra de S. Mi-
guel ; e em todas as capellanas desta matriz
tem bons estipendios.
NLULAS VEGBTAES E UNIVERSAE8 \HER1CAN\S.
Estas pillas ja bein condecidas pelas gran-
des curas que tem feito, nao requeren) nem
dieta e nem resguardo algum ; a sua com-
posico to simples <|ue nao fazem mal a
mais tenra crianca : em lugar de debilitar ,
fortificao o systema purilico o sangue ,
dugmento as secreges em geral : tomadas ,
seja para molestia chronica ou somonte co-
mo purgante suave; o inelhor remedio que
tem apparecido por nao deixar o estomago
naquelle estado de conslipacao, depois de sua
operaco como quase todos os purgantes fa-
zem e por serem mui facis a tomar e nao
causarem incommodo nenlium. 0 nico de-
posito dellas em casa de I). Knoth agen-
te do author : na na da Cruz N. 57.
N. B. Cada caixinlia vai embrtilliada em
seu receituario com o sello da casa en) la-
cre preto.
tsr Dos trastes annuncados no patio do
Carmo para vender ainda reslao (i cadeires,
e un; sof em bom estado de Jacaranda e as-
sento de palhinha : quem os quizer procu-
re no mesmo patio, quinada ra de Hor-
tasD.l.
tsr Precisa-se alugar moleques e pretas
para venderem azeite de carrapatos tardes :
na ra das Uarangeiras, lado do poenle D. 7.
tsr Thomaz finio Caldas subdito por-
tuguez retira-se para lora do Imperio.
tsr 0 botequim da L"nio na ra dos Quar-
teis D. 8 precisa le um bom cozinheiro
tsr No dia 7 de Junho bade-se arrematar
em praca 2S 4 boras da lai'do a porta do Sr.
Dr. Juiz do Civel da 1. vara, na ra d'Aurora
um sobrado de um andar e sotao, com grande
quintal e terreno para a mar para se fazer ca-
sas cito na ra de S. Rita Nova que foi do
finado Antonio Simes Rosaado cuja casa
vai por execuco e be a ultima praca
tsrO botequim da Unio na ra dos Quar-
teis D. 8 precisa de urna caada de leite,
que possa cliegar at as (i boras da manh.
tsr Precisa-se alugar urna casa terrea para
pouca familia, ainda mesmo sendo sobrado ,
sendo as seguintcs ras: senzala nova, velhae
da Guia ; quem tiver annuncie.
tsr Precisa-se de um pequeo para caixei-
ro : no forte do malos por cima do armazem
de Joze Antonio da Silva Vianna ra da
moeda.
tsr Joze Francisco Martins estabelecido
com urna venda na ra estreita do Hozario D.
49 vendo ho Diario de 24 do corrente um
annuncio de outro de igual nome em que
partecipa retirar-se desta Cidade apressa-se
em fazer ver aos seus freguezes, e mais pesso-
as a quem convier, que elle nao be o autbor
de semeldanle annuncio e scientica nao
ter tenco de sabir para fora.
cr O Professor de Geometra do Colegio
das Artes do Curso Jurdico, avisa a quem
convier que nao se tendo aberto a matricu-
la de sua aula no lempo que marcao os Es-
tatutos por se adiar elle doente em Feve-
reiro e exercendo as funces de Deputa-
do Provincial em Margo e por estar com
licenca na Corte o Substituto, agora por or-
den) do Sr. Director d'Academia communi-
cadoa!8do correte, vai dar principio a
referida matricula nacasadesua residencia no
nico sobrado na ra do BomSucessoem 01 in-
da; e que parasepoderem concluir (comalgum
esforco ) no anno lectivo as materias que
se tem de dar terminar a inesma matricu-
la a lo do mez seguinte.
tsr Roga-se a qualquer pessoa que sou-
ber ou lhe for ollerecido urna pessa de mada-
polo n. 8, com urnas noduas de acatrfio
que passo bastantes dobras junto com um
retal lio que lera l varas de algodozinho o
favor de aprebender e mandar na ra Dirci-
ta loja de fazendas D. 8 que ser gratifica-
do pois que esta fazenda foi entregue a um
mulato que dizia ser de do Senhor .
**. r- Sabio o n. 17 do Fspelho das Helias
conten os artigos seguiutes : O espelbo do
mundo smisade facecas, ancdota con-
tinuaco do resumo da historia da provincia:
vende-se na praca da Independencia n. 57 e
38 ; na ra do Colegio loja de I.ivros D. 12 ,
e no Recife loja do Sr/J3otirgard.
tr Joze Maria Vieira subdito portugus
retira-se para lora do Imperio.
tsr Joo Francisco Martina retirase pa-
ra o Aracaty.
tsr Ilenry Heylyn Comyn retira-se para
Inglaterra.
Joo liento da Luz bra/.ileiro adopti-
vo retira-se desta provincia.
tsr Guilherme Purcell, rctira-se para fo-
ra do Imperio para tratar de sua saude le-
vando em sua companhia sua senhoia e qua-
tro lilhos.
tsr Aluga-se um sitio na estrada do Pom-
bal com casa de vi venda bastantes arvorc-
dos de fructo e trra para plantaces : na
ra doQueimado n. 12 no primeiro andar a
tratar com a sua proprietaria.
tsr Precisa-se de um homcm para cria-
do de libr e que alem de bem desempe-
nbar seu lugar como criado que saiba 1er,
alim de ser encarregado da casa do purgar do
engenlio Pererecas eem otras cousas do
trabadlo do mesmo engenho : na ruada Au-
rora no nico sobrado que ali existe 1 andar a
fallar com Joo Francisco Santos de Siqueira.
tsr Alberto Hoscb morador na ra da Ca-
deia do Hecift* n. 17 tenciona retirar-se des-
la provincia convida aos Srs. a quem esti-
ver a deve r lhe queirao apresentar suas contas
neslesSdias, para serem satisfeilas ; assim
como tambeiii rga aos que lhe devem quei-
rao ter a bondade ir regular suas contas com
elle antes da sua retirada.
tsr Antonio Joze (tabello Guimares faz
sciente ao respeitavel-publico que o annun-
cio inserto no Diario n. 107 a respeito do Sur.
Gaspar da Silva Fres, foi feito inadverti-
damente eque o annuncianto confirma o
annuncio que o mesmo Sr. fez em resposta
ao meo ; declarando as pessoas a quem ten lio
fallado contra o Sur. Fres e ao mesmo Sr
bajao de me desculpar palavras ilhas da mi-
nha ignorancia e ingratido.
tsr Precisa-se de um feitor para um sitio
pequeo perto da praga : na ra da Cruz no
Ilecife n. 01 casa do Cirurgio Silva.
tsr Precisa-se de um cont de res a ju-
ros com bypotlieca em 4 escravos : na ra
da cadeia armazem n. 10
tsr G. H. Pasche, subdito Britnico re-
tira-se para fora do Imperio.
tsr Al'ora-se ou vende-se um terreno com
bastantes pos de larangeiras, a maior parte de
embigo na estrada do Manguind, no se-
gundo sitio do lado esquerdo passando" a
ponte com 500 palmos de frente e os fun-
dos que se far ver aos pretenden tes por in-
teiro ouretalludo, e prego bastante com-
modo : no mesmo sitio acharo com quem
contratar sendo nos Domingos o Dias San-
tos e nos dias de fazer poderilo dirigir-se
a ra da Cadeia do Recife loja de chapeos nu-
mero -42.
tsr Joaquim da Silva Mouro subdito
portujuez retira-se para Angola.
tsr Quem annunciou querer dar 5:000* a
premio dirija-se a ra do Livramento D.
o que se dir quem pretende.
tsr Francisco de Souza Harcellos avisa a
quem convier que Marcelino Joz de Souza ,
nao pode alugar a casa da ra estreita do Ro-
zario aonde mora por estar despejado qual-
quer destes dias e protesto na ocasio do
despejo nao attender a pessoa algumaque nel-
la esliver.
tsr D-se 800j a um cont de reis a juros
sobre pinhores de ouro ou prata ou hypo-
thecaemalguma casa ; quem pretender an-
nuncie.
tsr Deseja-se saber se nesta praga exislem
os Snrs Joze Francisco Brando Castro ,
Francisco N'unes Vianna Joze Simes do
Amaral, Candido Theolonio Joze Ilario do
Monto e Lidoriode Oliveira Campos para
se Ibes fallar a negocios de seus interesses ,
annunciem suas moradas.
VT Roga-se ao Sr. M. R. C. O. que haja
de recolher ao respectivo cartorio em 24 horas
os autos que tem em seu poder desde 20 de
Outubro do anno passado, sem que se tenha
dignado de os athe boje restituir, do con-
trarise azar do remedio legal.
tsr A viuva do finado Manoel Joze de Mc-
deiros vendo o arrojado annuncio que o Sr.
Manoel Antunes Villaga fez no Diario de quar-
ta feira 2o do corrente em que o dito Snr.
\ llaga se diz o maior credor de seu casal e
quer impedir que se vendo bens a pre-
texto de urna demanda responda que a
demanda existe no cartorio do Escrivao Vas-
consellos e nos autos se mostra por docu-
mentos que o Sr. Villaga he devedor e nao
credor e nao tem o dito Sr. Vilaga penhora
em os seus bens que esto livres.
tsr A quem lhe faltar urna pega de fasen-
da urna jaqueta ainda nao concluida e u
tos forfio aprehendidos a um preto por sr
suspeitar serem furtados; dirija-se a Sub-de-
legalura da Boavisla que dando os sign.ie.-
certos Ibes serio entregues.
tsr Aluga-se una excedente casa larrea
com muitos bous commodos, na ra doCo-
lovello N. 15: quem a pretender dirija-ge fl
ra doQueimado D. 17.
tsr Aloga-sa urna casa de taipa bem e-
dificada nova com duas camarinhas e boa
cacimba d'goa de beber propria para urna
venda e morada na entrada dacapunga, a
diante do sur. Gamboa : tratar na ra do
Queimado D. II.
tsr 0 sur. D. S. B c S., queira mandar
pagar um seu vale j vencido com execuec
prompta na ra doQueimado D. il. se
nao quiser passar pelo desgosto de ver seu no-
me por extengo nesta l'ollia e seus salarios
penhorados.
tsr 0 abaixo assignado aviza ao snr. Joa-
quim da Costa Aga que nao pague orna le-
tra que deve ao snr. Antonio Joze da Silva .
morador na Varzea da quantia desetecentos
quarenta e tantos mil rs. que o protesto da
dita letra dir; cuja letra perdeo-se da casa do
abaixo assignado at o Recife. Crussahi 12
deMaio de!82.
Antonio Gomes Pinto.
tsr 0 abaixo assignado roga encarecida-
mente ao snr. Domingos Eustaiiuio da Cu-
nda Aderes do Balalliao Provisorio lia ja
tsr I na padaria com lodos os seus per-
iquees, ou sealuga com os mesmos ou so
com Ibrnoetedieiro ou rw-smo para mora>
fia : a tratar na ra do Collegi venda De-
cima I). 0.
tsr l'arinba de trigo mnilo boa para bola-
va a 8.> e 10> a barrica : na padaria fran-
cesa no alieno da Boa vista D. 22.
tsr Batatas chegadas novamenle : no ar-
mazem de Ferreira Dias no caes da Alfau-
dega.
ssr Caixas e roeias ditas com charutos do
superior quaiidade e por preco commodo .
na ra da Roda venda de 4 portas que tem
lampiao. .
tsr Enserados proprios para cubrir caixas
ou alvarengas com 24 ps de compriinento,
e 10 de largura feilos em um s panno sem
costura por preco commodo : na ra da
Cadeia do Recife armazem de Mac. Calinonl
& Companhia.
tsr Urna mulatinha de 5 anuos muito
esperta.: na ruado LivrameuW armazem de
louca e moldados 1). 10.
tzr Papel pinlailo de divesas qualidades
para encailernago de livros, papel de prata
e ouro e estampas ludo por prego commo-
do ; e bem assim unta clarinete de bom gosto,
com 15 chaves de prata e faulas de 5 cha-
ves : no patio de S. Pedro D 0.
tsr Urna escrava de 22 anuos, boa qui-
laudeira e lavacleia tanto de varrella como
le vir pagar no botequim da Estrella a qu- j de sabao : na ra do Mundo novo D. 57.
tia de vinte dous mil Iresentos e vinle rs.
importancia de comodonas que no mesmo bo-
tequim comeo 5 e como esleja a retirar-se pa-
ra fora da Provincia, e nao tenha ate agora
satisfeito a dita quantia, por isso se faz o
presente annuncio.
Joze Joaquim de S Pegado.
ty Aluga-se um grande sotao com muitos
commodos: na ra do Livramento D. 2.
tsr Fin bom portuguez que tem pratica
bastante de Commercio por haver sido aqui
estabelecido com casa de commercio desde
1832 athe o anno pussado, tendo viudo para
esta em 1825 oll'erece-se para caixeiro de
algum negociante nacional ou eslraiigeiro ,
ou mesmo para algum senhor de engenho :
quem o pretender dirija-se a loja do Sur. Me-
roz na praca da Independencia que dir
quem be a pessoa.
C M P R A S .
"^C? O segundo volme da novella Alfonso
de Eodeve : na ra do Cabug loja Iranceza
que faz quina para a das Trincheiras.
as*" Una eadeira da Radia prompta com
seus cortinados qu ainda nao seja tizada :
quem tiver annuncie.
VENDAS.
tsj' L'm sorliment de relogios patente ,
e horisontal ditos deparedecom desperta-
dor por prego cmodo : na ra das Cruzes
casa de relojoeiro I). -4.
tsr Joze Antonio Gomes Jnior conti-
nua a vender no seu escriptorio ra da cruz
D. 12, saccas com farinba de mandioca,
muito fina e alva feita na muribeca c a
prego cmodo, attendendo boa quaiidade ,
e quantidade que con tem as saccas.
tsr Uma armagno da loja da ra do Li-
vramento D. 10 boa para qualquer esta-
belecimenlo de negocio, quem quizer diri-
ja-se a mesma que achara com quem tratar.
E^- Uma porgo de caixas vazias : na ra
da Cadeia velha D. 17 primeiro andar.
tsr Duas escravas da costa uma com ha-
bilidades e a outra bstanle hbil para todo
o servigo de ra por ser boa quitandeira : na
ra do Queimado D. ).
tsr Um casal de escravos e urna porgo
de prata de bom toque contendo salva co-
po colheres de sopa c para cha cabos de
facas garfos resplandores, eoulras obras:
na ra da Roda D. 8.
tsr 101 palmos de trra propria, com 158
ditos c meio de fundo quasi junto a Igreja
da Solidde com bastantes arvoredos de
fructo de diversas qualidades e boa cacimba
de pedra e cal : na ra da Gloria em casa de
Ignacio Bandeira.
tsr Um Horacio grande e um Atlas geo-
grfico contendo 5ocartas: na praca da In-
dependencia n. 5.
tsr Urna canoa grande que pega 800 lij-
los uma dita de earreira 2 carros de mao,
duas carrogas com um cavado, e um banhei-
ro de pao: noatterro dos Ahogados c da viuva de Joaquim Lopes Machado.
tsr Una porgo de lenha de uma sumaca
velha propria para olaria recebe-se o va-
X Superior Iuvas de plica a 800 ditas de
algodo muito linas a 520 ditas de seda pe-
la sem dedos para senliora a 700, ditas com
dedos a 800 ditas cor de carne para senho-
ra tisouras linas a 240 trancilim de bor-
raxa a 80, macassar perola muito lino a 520 e
a 400 lindas de marcar, banda fia nceza,
pozes para denles muito lino fita de cs, ri-
co saboneto de barba imitando masses pe-
ras, e figos, papel de pezo muito fino a 5j2()0
a resma e mais miudezas por barato prego 5
na ra do Livramento D. 5.
Doze cadeiras de Jacaranda novas, uma
banca de meio de salla com ahinha qualro
mangas de vidro uma cama com todos os
seus pertences nova um bicudo bom canta-
dor em sua gaiola de rame ; na ra do Li-
vramento D. 15 no 2. amlar das 10 boras
as duas da tarde.
tsr Um preto Je naci angola de 25 an-
uos com bonita figura ; urna preta crela.
de 21 anuos 15 vareas boas leiteiras 8 ja
perto de 'apartaren! 4 prximas a parir, e
uma parida a um mez, e tambem algumas
crias das mesmas vaccas, duas egoas muito
novas e prendes c uma novilha : lia ra da
da Madre de Dos loja D. 21.
S23^ Falos de boi mais enconta do quefem
qual quer outra parle, e lodas as pecas res-
pectivas pela a metade do prego ordinario ,
dirija-se pelos falos inteiros matamja do
Coelho a tallar com Ricardo Romualdo da Sil-
va e pelas pecas miudas as pretas Joan na na
Rrbeira da Roa-vista e Ignez no arcal da In-
tendencia ou na Boa-vista ra dos Pires II.
7 5 nesta casa das 5 s 7 da noite c as pre-
tas das 0 s 8 da manda.
t^ Porco de soda, Bizerros e couros miu-
dos na Boa-vista ra dos Pires D 7 de ma-
nda al as nove doras o de tarde das tres ali-
as seis.
ESCRAVOS FGIDOS.
tsT No dia 8 Ho crtenle fugio uma negia oV no-
me Henc'lta nacSo da co'.la, icprezcnta ler de Ha-
de 4? a 44 "mos estatura mdiMra inara cor
pela com o ro?to picad de hexigas e com lign-
inas listas da naco ; ea tem urna pequea cicatni
junto ao olio esquerdo lem falta de denles na fen-
te e tem Irez trancas un encole do maca da na-
co tem a punta de um oss>> no hombro esquerro
s.iI. o para Lra lev..u no corp> cabreo de al-
KUdfiozillh vestido de chita nzada, e pao da cos-
ta : desconfiare que esleja s-gnia por aiguin C:\u-
Iho de campo, c que talvez n' Snr. ; i.s aprelirudedor^s queiro Icval-a ru forte do
Biaya ,
lor em lijlos e em melralha : na ra da sen-
ma pequea porcao de dinheiro, cujos objec-1 zal velha armazem de licores.
Sn
Mallo I leur.i de Sebasiiiio Joze da Silva
que sero recompencadjs.
j^ Fo||io no da ai do c. irrente, um prelo de
11 me Jacinto naco Angola idade pouc mais u
menos de 18 a 00 anuos bailante ello e groco, sem
barba bastante bucal com cale de estopa e ca-
rniza de chita a/ui; quem o pegar leve o o venda de
Diogo Rodrigues em lora de l'orlas que ser rc-
conipcucado.
tT o dia 4 de Abril do Crrenle anno fugio, ou
fuitaro uma 11 grinlia do naca.! rebollo i afie 2 a
i4 aunos, luvou viilido ae xila azul, e pao da CJS-
la j u/.ailo, dita negriulia vcmli azeite de carrap'-
to em um Dando*, com os signaes seguinies magia,
cor lula cara marcada de bexigas beicOS gros*o>,
tiuba urna marca de le ida uo pesCOCO pea paite i)e
detrs euma pona la ni-o dir ta um taulo giossa ,
que pouro se coubree a dillereuca : a pessi a ,ue a
aipreliciider ou leda der noticia cert. oude existe ;
Barros no sitio defioule las casas do Beiervudo '-
gario Padre Luiz quesei bom rejompeuiado d >
iu trabalbo.
RUCIFF NATVP. DF M. F. DE F. =18i^


Full Text
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