Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04659


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Full Text
Anuo de 1842.
Terca Feira 24
"ludo agar* d^cn.L de nos inesmos ; .la nnM .rndvi.cia modera
tinuemos como pnacipiauo* e seremos atontado* con. admiraran 'entre as Nacoei m.us
*" ______^___ cl>",c,om"^> da Assembla Geral do iratil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES,
Gnianna. Patwb H.otrrande do Tsotu- sesudas e sextas reina
Dimito e fiairaniiuiie 0 f 24'
(iabo, Sennho'-.n Kio l-oimoao. Porto Calvo M.,,j; e A, no o
Pajeo !>- 3moA;iu quintas fera. 01ii DAS DA SF MANA.
23 Seg. ajiil'tf Am Chano. Aud. do J, de D ,] v
2'l Turf. *. Alr-> V M Ki-1. Aud. ,1o J. de P>. j, j "'.
2 Quart. Gregorio 7. e P. And. do J. d e j) ',1,3 T'
56 Qofct. ^.do CorpodcDeo. a. F.e|, ', Np,- VuM,.
>7 S.-xt. s. Jo5 r. M. Aud, do J.dal dt 4 v
>S Sl>- Germano B. llel. Aud. do J. ,ie j) (ja j T
29 lina. Muiliir.o B. s. Mnrlyri ]\t.
de Maio.
Auno XVIII. N. UO.
I
O Diario ptihlica-se. todos 01 dial <|'"' nSo fnrrin Santificados : o pteoo da aisignarur* ti
.'..-.-s mil ret por quariei pago* |dianiados. 0* aanMncio* dos assignanlca sao maeriflo*
L-ratis e os Bosque o nao forMI i radio de 80 reil por linlia. As n-elamaci-s il.vcrn ser
lirigdaa a csi.'T\|io;rafi.i ra das Crii/cs I). >, un a prafa ila Independencia lnja de lirios
humero 37 c 3S.
CAMBIOS NO DA 27) DE MAIO.
Cambio aofere Londre* 37 i. p. 11". PiwfA- PeosColumnarea
ii w Caris .'!,M res p. franco .
.. Ltfboa Sil a DO p. 100 .Ir pr,
OuRO-Moedade 6,400 V. 15,100
N. 15.000
- de 4,000 S.SOO
PaaTA-Faiaoea ,720
1,7
.i i> Mexicano! 1,72.1
.. auda 1,500 a 1,600
Moni de cobre 3 por 100 de descont,
lleseonto de bilh. da Alfandfgt 1 por lOJ
ao mer.
Mir. de letra de hna firmal le a i r { .
I'reamar dn a a 24 de Mato
i.~ a 4 "ora e 30 m. da aianaj,
2, = a 1 hora* a > m. da tarde.
O'.ai; aiiag.
La Nova
Quart. rese
La ebria
PHASBS da LIJA M) mez. de maio.
a 2-- is 10 luirs r 2S m. da manh,
n 10 -- ;is 0 horas e 40 m. da manh.
a 17 .' 0 horas r 42 m da manh.
a 2 lis
7 lio,
21
da inanli.
BPAUI!
II O.
PARTE OFFICIAL
COVERN'O DA PROVINCIA.
KXI'EDIEX TK ,)0 DIA () ,)0 conUEMl!
Oiricio Ao Juiz municipal da 5." vara des-
te termo .k parlicipando-Uie, que de acor-
d com o. artigo 2." doregulamento da presi-
dencia ,j,. ,j0 (je marco do corren te anuo o
tem i jncarregado da substituicao da 2.a vara
io'^jvel d'esta cidade.
Dito Ao Juiz municipal da 2.a -vara in-
(elligenciando-o da resoluto constante do
anteceden te ollicio.
Dito A Cmara municipal d'esla cidade ,
ordenando que mande entregar, caso nao
Iiaja algum inconveniente a chave da porta
da entrada para a sala onde outr'oraa ines-
ma Cmara fazia as suas sesses ao chele in-
terino de polica que a requesitou lim de
ii'olla seren recolhidos os detidos por crimes ,
ni que tem lugar a priso sem culpa formada.
Dito Ao Chele de polica interino par-
ticipando-lhe a expedico da ordem supra.
dito do da 10.
OlicioAo Doutor Jernimo Martiniano
Figuera de Mello participando-lhe tero de-
sembargador Antonio Ignacio de Azevedo pres-
tado juramento para entrar no exercicio de
chele de polica d'esta provincia para que
lora nomeado por S. M. o Imperador e di-
setido-!he que fa^a entrega d aquella repar-
tn-o ao ditodesemhargador : louvando-o |>e-
jos hons servcos que como chele de polica
interino acaba de prestar ; e asseveramlo-
Ihe que eltei o torn&O mais digno da estima,
econlianca da presidencia.
hitos Ao commandanle das armas ao
commandarilegeral docorpode polica, ao
conirnandante superior da guarda nacional do
recite e ao inspector da thesouraria da fa-
senda communicando haver o desembarga-
dor Antonio Ignacio de Azevedo prestado ju-
ramento para entrar no exercicio de chele de
polica d'esta provincia.
Dito Ao sobredito desembargador parti-
cpando-lhe o conteudo nos ollcios preceden-
tes.
Dito Ao presidente da relajo signili-
cando-lhe que, de acord com o artigo 2.
do regulamentoda presidencia de 50 de Mar-
co do corrente anno, tem encarregado o Juiz
municipal da 5/ varad'este termo da substi-
tuido da 2.* do civel icando d'ella desonera-
do o 2. Juiz municipal.
Dito AoExm. e Reverendissimo direc-
tor do lyceo participando que em conse-
cuencia da authorisaco que Ihe foi confe-
rida pela Assembla Legislativa Provincial ,
FLIKIIT0
PALLO DE WORMES (*).
Paulo de Wormes que era originario de
um dos principados da Confederagao Germani-
Allemanha fazendo-se nomeado entre seus
condiscpulos pelo aproveitamento de seus es-
tudos pelo seu bom coracter pela habli-
dade que mostrava nos exercicios da mocida-
de, e mormenle pelo poder da sua palavra.
Todava nao tnha entrado as associaces
polticas que a sociedade allema formou na-
quelletempo. Nao era a pusilanimdade mas
sim a razo e a profundeza de seu espirito
que o faziam olhar com um ar de compaixao
Para aquelles mancebos que julgavam que a
tem prvido a Alejandrina de Lima e Al-
buquerque nacadeira vaga de primeiras letras,
de meninas d'esla freguesia a Leonor Caro-
lina Calando de Yasconcellos nados Adosa-
dos e a Florinda Candida da Conceico na
substt.ico das oadeiras d'esla cidade cria-
da pela mesma Assembla.
Dito Ao F.ngenheiro em chefe, disendo,
que achando-se quasi todas as ras d'esta
cidade muilo incommodas seus habitantes ,
e alga mas quasi intransitaveis, em conse-
quencia das copiosas chavas, que tem havido
as quaes chegarSo a penetrar militas casas .
tornando-as inabilaveis por nao estarem ni-
veladas as ras nem reparadas as calcadas ;
e nao tendo a cmara municipal desempenha-
do este servico, que a lei faz seu cargo, en-
carrega-o de proceder todos os exames ne-
cessarios a lim de informar qual seja o
meio mais prompto e prolicuo de reparar es-
te daino at que se execute a lei em toda
sua plenilude para que sejo feitos os me-
I'horamentos que a salubridade e commo-
didade publica imperiosamente reclamad.
DitoAcamara municipal d'esta cidade,
scientilicando-a de ter incumbido o engenbei-
ro em chefe do t rabal lio mencionado no olicio
cima.
Dito Ao presidente da commisso encar-
regada de dirigir obra do Theatro publico ,
declarando em rosposta ao officio de que fez
coinpanhara representac3odo thesoureiro da
lotera concedida favor da mesma obra na
qual expoe a duvida em que se acha de pa-
garos premios da mesma lotera por lhe ter
sido embargado por mandado do juiz do civel
o premio grande que com quanto nao com-
pita i presidencia decidir respeito d'esse em-
bargo feilo pelo poder judioiario, pode com
ludo esclarecer o referido thesoureiro para
que pague todos os mais premios que nao so
achilo embargados i lim de poder satisfascr
a cxpeclaco dos donos dos bilhetes premia-
dos na extraco que pelo respectivo juiz foi
declarada valiosa os quaes tem direito de re-
ceberem em quanto se nao resolver compe-
tentemente o contrario salvo qualquer em-
bargo legalmente determinado.
Dito Ao chefe de polica communican-
do-Ihe que em attenQo ao que novamen-
te requisita ha espassado at 20 d'este mez
o praso marcado aos delegados d'esta comarca
para apresentarem as listas dos jurados ; di-
sendo-Ilie haja de expedir as convenientes or-
dene respeito ; o enviando-Mie os dous oll-
cios dos subdelegados d'este termo para se-
ren archivados ; segundo requesita.
Dito Ao Juiz interino da i .* vara do cri-
me intelligenciando-o do conteudo no prece-
dente officio.
C ) Vid. Diarios Ns. 100, D3i i08
e 109.
velha Gemiana perecera infallivelinenle, se
nao Iheestendessem a mo e a reniocassem
em joven Allemanha.
Depois que Pau'o perdeu seus pais e se
viu senhor de uma honesta riqueza entre-
gou-se por inclinado aos graves estudos de
medicina. Esta resolugo foi-lhe funesta ,
porque d'ahi que se originou ou pelo me-
nos procedeu a occasiao de uma serie de des-
granas que toda a sua vida deva sentir.
Achando-se uma nobre menina abandona-
da dos melhores mdicos e desesperando se-
us pais da sua cura chamaram o joven Pau-
lo para trata-la.
Ksle leve a ventura de salva-la ou tives-
se advinhado nielhor a molestia que os mdi-
cos ou fosse ajudado pela natureza o corto
que a enferma achou-se restahelecida.
Durante os dias da convalescenra tempo
em que a alma que parece renascer ao mes-
mo tempo que o corpo, est naturalmente
disposta para os sentimenlos de ternura .
menina inclinou-se para o seu salvador.
C0MMAND0 DAS ARMAS.
EXPEDIENTE 1)0 DA 0 DO COliltEM I"..
Olicio Ao Fxm. General e Comman-
dante em Chefe do exercito do Sul rogaii-
do-lhe a expedccao de novas ordens para
que o batalhaoonde estivesse servindo o Al-
teres de Cacadorcs de Linha Manoel Joaquina
Madureira lcasse scente que desde o pri-
meiro de Maio de 1840 se deixou de pagar
a prestago de?0> reis mensaes que o dito
Alteres dava asna familia nesta Provincia ,
tendo-se passado guia pela thesouraria, que
fora remeltida ao General Andreas cn.lao
commandantc do Fxercito o (nal a envin
| ao encarreRado da caixa militar, seguuda coni-
municou em seo officio de 10 de Desembro do
referido auno.
Dito Ao Inspector da thesouraria, re-
meltendo-lhc os papis de conlabelidade do
destacamento da Comarca do Limoeiro per-
tencentes ao mez d'Abril p. p., cuja impor-
tancia eslava authorisado para recebol-a o Ca-
bo de Polica Manoel Martins Buril.
Dito Ao mesmo remetteiido-llie os pa-
pis de conlabelidade do destacamento da Co-
marca do Cabo relactivos ao mez d'Abril ul-
timo devendo a importancia dos niesmos ser
entregue ao ('abo Joze Vicente Ferreira.
Dito Ao mesmo remettendolhe os pa-
pis de contabe'idade do destacamento da Co-
marca de Nazareth cuja importancia devia
deser en trege ao Vce-Consul Joze Joaqiiim
dos Deis.
Dito Ao Chefe de Polica interino, ro-
gando-lhe a expedico de suas ordens para
que o soldado do deposito Joao Gomes fosse
transiendo para a respectiva prisfio militar ,
por constar que se achava preso dias no Cor-
po de polica.
Dito Ao Delegado da Comarca do Limoei-
ro disendo-lhe que os papis de conlabelida-
de do destacamento depois de rubricados ,
(bro romettidos a thesouraria para serem pa-
gos, e que sendo dous os recibos da quantia
destinada para agoa e luz do mesmo destaca-
mento devia enviar com os papis do mez
corrente o recibo que deixou agora de re-
moller.
Dito Ao Delegado da Comarca do Cabo ,
disendo-lhe em resposla ao seo olicio de (i do
cnente que os papis de conlabelidade do
destacamento fono remettidos a thesouraria j
para serem pagos.
Dito Ao Commandante interino do 3.
batalho d'Artilheria rcmettendo-Ihe os re-
querimentos e documentos dos ex soldados
Francisco Xavier Mathias, e Francisco Ve-
nancio de Sonsa, para que organisasse a con-
ta do cpie se lhes eslava a dever de farda-
mento.
Portara Ao Cpito Conimandante da
Corapanhia de cavallaria ligeira mandando
reconhecer Cadete da prmeira classe ao sol-
dado Antonio Ignacio Ribeiro Roma, queeni
conselho de direcro provara estar as circuns-
lancias de servir como tal na forma do Al-
va r de II de Marco de 1757.
EX.TE1UOK.
(Supplemenlo ao N. o do Calholico.)
Letras Apostlicas de Nossu Santissimo Padre
Gregorio XVI Papa por Divina Providencia
nas quaes so recommendao e ordeno pre-
ces publicas por causa do infeliz estado da
Relgio no Reino de Despalilla e se con-
cede indulgencia plenaria em forma do
Jubileo.
Gregorio \M. Papa para perpetua me-
moria.
A causa da Religio Calhoiica que nos-
sa humldade foi confiada por Jesu Chrsto
Principe dos Pastores, e amanlissimo Re-
demplor do Genero humano; e a Caridado
com que amamos a todos os povos gentes e
Nao/>es ; to intimamente nos insiao e obri-
gao que nao podemos omittrcousa aiguma
que julgueuios necessaria para conservar na
sua inteirezao de|>ositoda f epara impedir
a perdicao das almas. Ora bem sabido o
estado em que na llespanha se acliao os nego-
j cios da Religio, c com quana aiilicao de
nossa alma somos obligados ha muitos anuos
a chorar as tristissimas vicissitudes da Igreja
naquelle Reino. K verdade (|ue aquello povo
sem se desviar dos Santissimos documentos
de seus pais conserva a maior adheso f
ortliotloxa : a maior parle do clero combate
furtemenle pela causa do Senhor : e os Ris-
pos qnasi todos ainda que vexados de um
modo lastimoso ou desterrados e opprimi-
dos de solrimentos gravissimos zelo quan-
to podem a salvaco de seu robando: mas
lambem all se acho e nao em pequeo nu-
mero homens de perdicao que colligados en-
tre si por impa sociedade escumando as suas
confuses como ondas do bravo mar fazem
a guerra mais encarnizada contra o Christo e
os seus Santos ; e tendo ja causado grandes
perdas Religio Calhoiica impamente se
esforcao pela ariuinar de todo se possivel
fosse.
Nos da nossa parle, algando a voz Apos-
tlica como nos incumbe em razo do nosso
ministerio, nao temos deixado de lamentar
publicamente as gravissimas feridas, que o
Governo de Nfcdrid tem feito Igreja ; e de-
claramos maniteslamente nullos e sem effe-
to lodos os actos do poder civil contra os di-
reitos e Leis da mesma Igreja. Alem disso
Paulo que ento linha pouca experiencia .
e ainda se nao liavia imposto a regr de un
procedimento austero regia que o pri
meiro dever de um medico leve a fraqueza
de se deixar amar e do amar ao mesmo
tempo.
Quando os prenles da menina descobri-
ram o seu mal j este era mu profundo ;
todava prohibiram toda a communicaco en-
tre os dous amantes mas estes apesar dos
(pie os vigiavam conaeguiram ver-se occul-
tamente sem mais salvaguarda que a pure-
ra do seu amor.
Km urna tarde que os dous amantes pas-
soavam um quarto de legua distante da baln-
taco paterna na descida da arenosa mon-
tanha de Ansberg succedeurlhes um caso
singular i e smilbante aoque vimos aconte-
cer iiiito a Moret.
Entregues iiiteiramente a seus tornos sen-
timenlos nao reparavam no arriscado pre-
cipicio que costeavam escorregaram na ara,
c Paulo segurou repentinamente em seus bra-
cos o corpo da menina ; porem teriam ambos
perecido, se um potente braco nao seguras-
se Paulo a lempo que este rolava junctamente
com o seu precioso fardo por um precipicio
de duzentos pos de profundidade.
Um cegador que vinha mais atraz vendo
o perigo dos dous jovens largou em me-
nos tempo do que se pode dizer a espingar-
da que razia agarrou-se com una das nios
a um pequeo lamo que penda sobre o pre-
cipicio e coma outra segurou Ib r temen te o
braco que Paulo lhe estendia por um vago
instincto de conservago.
Paulo conheceu no seu libertador um dos
seus melhores e mais antigos condiscpu-
los de universidade mas por uma circuns-
tancia fatal o libertador de Paulo que por
justos motivos designaremos smenle com o
nome de Frederik conhecia nao s a meni-
na que eslava ento sem sentidos, mas
tambem a sua lamila.
Depois que ella recobrou os sentidos a
sua confusao foi igual agrande dr que sen lio,
ILEGIVEL


aaaaaaa


nos queixamos com vehemencia e com toja a
signilkaco de dr das atrocisirnas injuri-
as 6 calamidades que lein l'itu soll'rer a Oos-
sos veneraveis irmos, Bispos daqupfie Rei-
no i.fl as pessoas .sagradas do um e outro se-
xo da abominacSo constituida no lugar
Sanio 5 e da sacrilega u/.urpaoo dos bens ec-
clesasticos vendidos o adjudicados ao thesou-
ro publico ; trazendo juntamente memoria
as penas e censuras ccclesiaslicas que pelas
constituientes Apostlicas e Decreto:; dos con-
cilios geraes incorrem pelo mesmo facto a-
quelles que oti/.ao praticar similhantes atten-
tados. E j urna e OUtra vez procuramos
satisfazer este deverdo nosso ministerio A-
postbco rias duas Allocnces que dirigimos
aoSo nossos Veneraveis Irmos (lardeaos da
Sania I groja Romana oni consistorio do 1.
de Fe ve re i ro de 18ob' el. de Marco de
1841 ': as quaes Allocucoes mandamos im-
primir para licarem sendo um publico e
perpetuo monumento da nossa Apostlica sol-
hcitude e desapprovaco. Esperavamos que
a nossa voz fosse duvida como sahindo da pro-
funda allleo do Coraoo do pai commum de
todos os liis; eque as nossas reiteradas adver-
tencias e snpplicas lizessem eessar lo cruel
persegui?ao contra a Religio Catholica.
E corto que para este lim prostradu dias
e noites aos ps do Crucificado entre mul-
tas ligrimas e gemidos nao cessamos de
lhc pedir na bumildade de nosso Coraco ,
que por sita infinita misericordia edignasse
estender sua ino auxiliadora naeo de
Tlespanha attribulada e de mostrar aos que
erravo a luz da sua verdade com que po-
dessein tornar no caminho da justica. Mas
por impcnetravol juizo da Divina Providen-
cia nem um bom efleito at agora tem cor-
respondido nossa esperanc.a : pelo contra-
rio vemos por aquella vastissima regiao
Yo as cousas cada da de mal em pior de
sorte qae all parece a Religio Catholica
amcacada da ultima ruina. Sem Tallar j de
mijitos outros actos bein sabidos, que re-
centemente tem sido decretados ou executa-
dos contra as Sintissimas Leis da Igreja e
contra os decretos desta S Apostlica de-
ploramos agora ver chegar a maldade a tan-
to que por malicia diablica foi proposta
as Corles do Reino urna Le execravel cu-
jo principal objecld" extinguir de todo a le-
gitima authoridade ecclesiastica e esta hele-
ce r a impiaopinio de que o poder leigc p-
por seu direilo supremo dominar mesma I-
grejao as cousas (eclesisticas.
Econi e licito uaquella Lei que se eslabele-
cc que a Nacfto Hespanhola pode passar bem
sem osla S Apostlica : que se deve cortar
toda a eommunicaeo com ella para obter
quaesquer grecas, indultos, e concessoes ec-
clesiaslicas equedevem ser castigados todos
aquellos que conlravierem a similhante dis-
posico. Tambem se ordena pela dita Lei
que as letras Apostlicas e outros rescriptos
emanados da mesma Santa S nao s liquom
sem observancia e sem effeito algum mas
tanihem que sejo obligados debaixo da pe-
na all mesmo estabelecida aquelles a cujas
mos chegarem a denunci-los no mais breve
espaco de tempo authoridade civil para
que esta os faca anegar ao Governo.
Alm disso decretado na dita Lei que os
impedimentos malrimoniaes liquen) sujeitos
Jurisdicco dos Hispos do Reino at que
pelo cdigo civil seja estabelecida a distinoo
entre o contracto matrimonial e o Sacra-
mento do matrimonio ; que nm urna cau-
sa acerca das cousas religiosas possa ser tra-
zida da llespanba a S de Roma ; e que
nunca mais naquelle reino seja admiltido ou
Nuncio ou legado d'esta Santa S ; com fa-
culdade para conceder grabas ou dispencas ,
nem'ainda gratuitas. Que mais ? E' exclui-
do mani testamente o Sacratsimo direito que
tem o Pontifico Romano de confirmar ou de
rejeitar os Bispos eleitos na llespanba e at se
estabelece a pena de desierro contra os pres-
bteros nomeados para qualquer Igreja epis-
copal, que supplicarcm a esta Santa S a con-
firmadlo ou letras Apostlicas ou o pallio
metropolitano. E depois d'estas disposicGes
ainda na mesma Lei se inculca o mesmo Pon-
tfice Romano como centro da Igreja sem
he deixarem meio algum decommuncaQo ,
se nao mediante a venia e nspeceo do Go-
verno !
Nesta pois to grande perturbaQo da Re-
ligio Catholica na Hespanha dezejando Nos .
quanto est da nossa parte cohibir os males
que all se vo ingrandecendo, querendocom
maior empenho soccorrer aquelles fiis caris-
simos que ha muito tempo estendem para
nos su as mos supplicantes, seguindo o exem-
plo de nossos predecessores nos resolvemos
recorrer s preces da Igreja universal, e exci-
tar a piedade de todos os Catholicos a favor
(aquella alllicta NaQao. E de certo que nao
podendo nem um deixar de participar d'esta
afflicSo e sendo commum a todos a causa do
sentimenloem tamanho perigo da Religio o
dale tambem deve ser commum a todos o
desojo de Ibe dar soccorro. Por tanto reno-
vando e confirmando por estas nossas letras
as queixas o recia macos que j fizemos as
sobreditas allocucnes; reprovando, abrogando,
e declarando nullos todos os actos do Governo
de Madrid at aqui praticados contra os direi-
tos e contra a dignidade da Igreja e desta San-
ta S exhortamos encarecidamente a cada
um dos nossos veneraveis Irmos Patriarchas.
Prima/es ; Arcobispos e Rispos por toda a
oxtenso do Orbe catholico r>ue estilo em
graea e communbocom esta S Apostlica
e por aquella caridade com que todos em o
Senhor nos unimos e por aquella f com
que nao fazemos todos mais que um s corpo.
Ihes pedimos que juntando suas lagrimas
com as nossas se esforcem unnimemente
por aplacar a clera Divina, e implorar para a
infeliz NaQao Hespanhola a misericordia de
Dos omnipotente, e que procurem com em-
penho inflamar cada um seu clero e povo a u-
nir assuas incessantes preces para o mesmo
fim. Queremos e mandamos aos nossos ve-
neraveis Irmos Arcebispos e Rispos dos
nossos Estados Pontificios a cada um na sua
propria diocese que por aquelle modo que
julgarem mais conveniente em o Snr. man-
den) fazer preces publicas ao pai das miseri-
cordias para que pelo sangue de seu filho
que por todos foi derramado se digne abre-
viar os dias de tribulaco no Reino de Hespa
nha. E para que mais fcilmente ouco os
nossos rogos invoquen) todos umildemente
a Santissima Virgem Mi de Dos poderos-
sima auxiliadora da Igreja mi amantissima
de nos todos, e fldelissima protectora da Hes-
panha e implorem tambem o soccorro do
Principe dos Apostlos estabelecido por Chris-
to como pedra fundamental da sua Igreja ,
contra a qual nunca prevalecer o poder do
inferno ; e bem assim a todos os Santos o San-
tas do Ceo, e principalmente aquelles que por
sua virtude santidade e milagros mais illus-
traro a Igreja de llespanba. E para que todos
os liis de qualquer ordem, dignidade, e con-
dico seappliquem s oradnos esupplicas
com mais ardente caridade e abundante fruc-
lo, abrindo nos com liberal mo os thesou-
ros das gragas celestes, concedemos indul-
gencia plenaria em forma de Jubileo a todos
os liis ehristos que bem confessados e
commungados assistirem pelo menos tresve-
zes preces solemnes que forem determinadas
ao arbitrio do proprio ordinario e qupala
mesma ntencao orarem fervorosamente por
tres vezes no espaco de quinze das dentro da
Ir-reja que pelo ordinario Ihes for designada.
Nos temos urna confianza certa que os Ao-
jos da Paz que teem na sua man os vasos de
Ouro e thu.ibulo de ouro bao do ollerecer
sobre o Altar de ouro ao Senhor as nossas fer-
vorosas o .muidos Sunplicas e as de toda a
Igreja a favor da llespanba ; e que o mesmo
Senhor rico em misericordias se dignara re-
cebellas benignamonle e annuir aos nosso,
votos e aos votos communs de lodos os liis
o juntamente fazer pela, torca da sua dircit
epelo braco da sua fortalesa com que a
Snela Madre Igreja destruidas em fim as
adversidades c os oros respire livre de tan-
tas calamidades c go/e daquella paz o liber-
dade com que Jess Christo a dotou.
E para que estas nossas letras cheguem
mais fcilmente noticia de todos, e nenhum
possa allegar ignorancia d'ellas, queremos
e mandamos que sejo publicadas segundo o
"Stilo por algum dos nossos cursores s portas
daRasilicado Principe dos Apostlos e da
chancellara Apostlica e bem assim no
monte Citorio e campo de Flora e que em
cada um dos sobreditos lugares fique alixado
um exemplar d'ellas.
Dado em Roma no Palacio de S. Pedro de
baixo do anel do Pescador aos 22 dias do mez
de Fevereiro do auno de 1842, Dcimo se-
gundo do nosso Pontificado.
A Card. I.ambruscbini.
( Do P. dos Pobres. )
DIARIO DE PERNA9BUG0.
AS ROSCAS.
por ver a sua rep'.ilaco lo publicamente
comproinettida.
Os dous condiscpulos entenderam-sc por
um simples olhar e dando as mos Fre-
derk jurou que guardara segredo e Paulo
jurou que seria seu amigo at a morte.
Passadosalguns lempos Frederik foi pro-
curar Paulo e disse-lhe :
Paulo eu anio urna das mais encan-
tadoras crea tur as que exislem debaixo do co,
e Umbem sou amado.
O amor que lhe tenho tanto e to
violento que chega a um frenezi que me
faria cioso at da minha mesma sombra .
e prouvera a Dos que eu nao tivesse alzum
motivo de o ser Mas tenho rival, sim, e iho
rival e a minha caheca se perturba com u-
ma lal idea.
Aquelle de quem desconfi digno de me-
dir o ferro comigo, e ainda que a reputaco
daquella a quem ambos amamos exige que
se evite urna aceo que dfl que fallar com
ludo o meu sangue ferve com lauta forca ,
Bom he que o Exm. Presidente da Provin-
cia nao despreze as reveladnos ou denuncias,
que Ibes forem communicadas a respailo de
rusgas : porque todos nos sabemos que
espiritos descontentes, asemelhanca ro anda indmito, quena gaiolla esgaratonha
rame por rame a ver se depara com sufici-
ente aberta para tentar a fuga, assim ellosna<
perdero qualquer cnsejo por monos favoravol
que seja para tangorem a roda da fortuna.
Nao he que os rusguentos <> moto boje mf-
do a alguem que pensar com certa maduresa:
mas emim basta a possihilidade de poderem
causar algum incomodo ainda que moment-
neo para que'o Governo lerta e at de pnntaria feita.
Na verdade se olharmos para o estado de
illustraco de Pornambuco illustraco bas-
tantemente segura por sor o resultado de a-
turada experiencia nao ser fcil acreditar
actualmente em urna rusga bem como
nao ser fcil aos rusguentos depararem
com algum pretexto que possa servir de ne-
aace on x esparrela para com os inexpertos.
Se pelos Domingos se podem tirar os dias
santos nao ser temeridade presumir que o
zumzum que anda rolando acerca da dis-
soluco da nossa cmara de comuns fosse
tal vez quem minstrasse assnmpto aos rus-
guentos para discorrereni largamente, e no
meio d'algum discurso streme-patriotico lar-
sarem por modo de aborto alguma frase que
cheirasse a prximo rompimento de rusga .
Mas porque ? equem alimentar tal rus-
ga? A isca nao pode de maneira alguma
engodar.
Demos que se rcalise a dissolugo da cma-
ra : ser isso motivo razoavel de conflagra-
gao para um povo experimentado, que j nao
acredita ou que nao deve acreditar mais em
baratadas, o em thiph.s ? Hao. d cer-
to Se a Cmara lor dissolvuia nao teremoa
mais do um auno de armisticio legislal.vo e
quem lamentar de coraco Sincero essa lao.
pequea intorruneo parlamentar ? Ningucm.
Anuos e anuos de reunios se escoarao sera
ae as nossas cmaras conclutssem urna le ,
que contivesse alguma das muilas medulas sa,
lutares de qmrnccessitamos desde que grita-
mos liberdade Inleresses particulares
de momento quasi sempre absorvero ornis
precioso tempo das sesses ; e o braco robus,
lo da Providencia e so Elle por si, sem a-
. ma dos homens antes hitando com a per-
iidia eambico d'ellos nos tem sustenta-
do a borda de um grande abismo de males. A
Constitunte hia,eiisanguentando a grande o-
bra da nossa sempre gloriosa h independen-
cia se mu inesperado spro divino a nao
aniqulasse. Os nossos Estadistas de maior
vulto tem-se prevalecido da iniundade da In-
hiinaparasemearem dogmas terrive s de se-
dieo em consecuencia dos qu e< negras mi-
veiis so lo::i por ve/.es condencaco sobre nos-
sas cabegas; nuvens que sem duvida tenao
Sesabroxadocm furiosa tempeslade se a I ro-
videncia nao as desspasse contra todos os cal-
culos humanos. Sed-pois que medrarao as
extravagantes ideas da liberdade qus expel-
liro para alem do atlntico o Fundador da
a Independencia c do Imperio um
aviso da Providencia nos nao despertarse,
quandoem Pornambuco, principalmente, e
em outros pontos do Imperio es nossos solda-
dos de vizeira cahida com as armas carrega-
das no meio da mais feia e diablica confu-
so, nos fizero evidentemente conh^cer
,, que nos tinhamos ayancado a mais do que
rleviamos c podamos talvez que a viso do
I tajo ni fosse boje urna realidade eque
a torra de S. Cruz estivesse reduzida a una
-raudo pracad'armasdedilerontes adarmes.
Nao foro cortamente as medidas legislativas
que nos salvaro; mas sim o nosso proprio sen-
so, eu antes a Providencia, que confundmdo os
homens e as lingoas fez nascer dos seos mes-
mos nteresseiros tramas a nossa pacificaco,
eomo de um cahos. Ella creou o brilhante
Mundo que temos diante dos nossos olhos. A
lueda do Regente Feij foi obra preparada as
Assembloas pelos homens mas o dosfecbo
lo drama nao foi onsaiado Uorn mesmo'
pronosticado; parecen um rasgo da Fortuna :
e podemos agora dizer que so a maiorida-
le do nosso Augusto Monarca nos nao acar-
retou todas as desgraeas, que por va de re-
at acompanho 9 Iransgresso do Pacto Fun-
lameiilal. nos o devenios a nossa experien-
cia : o plano dos homens foi oxecutado mas;
apenas executado a Providencia o desaponloUj
logo. A' Providencia por tanto entreguemos.
que urna tal consideraco nao pode con-
ter-me.
Vem o meu corago me predz que eu e
encontrarei boje e nao o deixarei sem que
elle tonha achado um padrinho ; assim como
eu achei em ti.
Paulo comprehendeu que osconselhos da
razio seriam inuteis, e por isso acompanhou
o seu amigo.
Acarroagem parou por detrae, de um pe-
queo bosque que eslava pouco distante dos
muros de urna grande tapada.
Frederik deixou as espadas naquelle sitio ,
ecaminhavam ambos para urna pequea gra-
de, de que Frederik tinha a chave.
Junto della eslava um pavilho solado que
de una parto cania sobre a estrada, e da
outrasobrea tapada e cujas cortinas esta-
vam inteiramente fechadas.
Corraento o mez de Julho e postoque
j fosse muito tarde todava ainda durava o
crepsculo.
Frederik depois de incumbir a Paulo que
ficasse de viga enlroucom toda a cautella.
Ora a formosa Condessa de Sh.....era mu
pouco conhecida de Frederik posto que elle
fosse seu amante.
A condessa era urna dessas mulheres de
corte', capazes de abranger a um tempo n*
sua vasta ternura todas as classes da socie-
dade desdo o duque at ao ultimo aixei-
ro de loja mas como fosse dotada de urna
perfeita sagacidade, sabia evitar todo o es-
trondo e desorden) entre aquelles que se
comprazia de fazer ditosos, c que se julgavam
obrigados a guardar o maior segredo.
Frederik devorado pelo frentico ciume ,
admirou-se muito de que a porta do pavilho
de que tambem tinha a chave estivesse fer-
rolhada pela parle de dentro. Nos vimos j
que o sou braco era de urna forca pouco com
mum assim agitando forlemonte a porta,
fez saltar fora o ferrolho,e em trez saltos subi
os quinze degros da escada que ia ter c-
mara superior. Esteassalto foi to repenti
a nossa causa deixemo-la correr.
Ora : se o que vimos de dizer he urna ver-
lade incontestavel, porque teremos nos .1e
carpir' a dissolucfio da Cmara ? porque nos"
havemos de inquietar com rusgas ? Com
i dissoluco nao podemos nos perder mais do
que temos perdido e talvez possamos ga-
nhar mais do que lemos ganho ate aqui. Ex-
olioar-nos-hemos para que os nossos dignos
leitores nos percebo e nos dem razo sea
livermos devendo licarem na intelligencia
de que daremos mo palmatoria no caao de
estarmosem erro.
Nao perderemos mais do que temos perdi-
do dizemos nos ; porque sendo a actual le-
gislatura composta dos mesmos homens, co-
nbecidos, examinados, e pprovados as le-
gislaturas passadas com mu poucasexcep-
c/les he de crer que fago agora tanlo quan-
to j lizeraO-, isto he nada ouo peior ; por
,]ue l diz o antigo proloquio : nunca d'ura
no que nem se quer houve tempo para tran-
tar a segunda porta.
No momento em que Frederik entrou sal-
tava pelo janella do jardim um homem e a
condessa estava n'uma perlurba^o que nada
tinha de equivoca.
Frederik no auge de furor perdeu todo o
sontimento de razo ouvio-se um tiro de
pistola e a desgranada condessa cabio morta
sobre o seu sof.
Paulo atemorisado extremamente e sem
saber a que sen timen lo devia obedecer mas
impellido pelo imperioso desojo de soccorrer ,
fosse a quem fosse aventurou-se a caminhar
para o pavilho.
Chegando ao p da escada encontrou Fre-
derik correndo hatondo com urna violenta
desesperado sobre a cabega e forcejando
pelo arrastar comsigo.
Porem Paulo escapou-Ihe entrando na c-
mara do pavilho : o terrivel oxpectaculoqiie
se apresentou a seus olhos, nao foi bastante
a impedi-lo de experimentar os soccorros da


mouro um bom christ5o Pod .crnos porem
gan!iar niais coni a dissolugo ; porque o po~
vo que lie o vcrdadeiro juiz de s< jus interesses,
teni poress modooccasioopo rtuna de, me-
ditando bem nos negocios d. i patria es Ihcr com niais sangue fri o seus reprezcn-
taiites. O Monarca em nada ofender o povo
quando appelar para o mest r.o povo : da-lhe
ao contrario a devida impor Unca : far urna
replica urna observado e pedir que elle
julgue de novo com niellu ,r conhecimentode
causa : h<9 o mesmo que acontece um Juiz
recto, cuja sentenca he embargada com bons
fundamentos : elle medi ta sobre os embargos
e se os reconhecc digno s derecebimento re-
voga a sentenca com m ,uta satisfagao; se nao
0s regeita e a confir na 5 e n'isto mesmo el-
le exerce a mais nol >rc de suas fungues. Se
a Naci Brazileira em vista das palpitantes
irregularidades das nossas elleigoes passadas,
e da maneira com que foi dirigido o l caba-
lismo', intender q Ue os Deputados actuaos sao
os que convem ao paz f elles sero reelleitos;
eento o que se tera perdido com a dissolu-
gao ? coiza algu ma ganhar-se-h nada me-
nos que o test jmunho indubtavelmente pro-
nunciado da jjacao. Se porem a Naco in-
tender que o ,tros candidatos dcvem ser os es-
collados r* i(iam salutar se nao aprezentar a
medida 'dis unitiva, ? Sero ento chamados
pelo povo 1 jovos campes que operara no
verdadeir j interesse nacional, a nossa ur-
gentissitr a reorganiscgo social, servindo-
lhe de f ,stimulo e mesmo de reprehenco
viva i regeico aulhentica dos actualmente
sufrag idos. Logo, para que rusgas' qua-
do tu do se pode conseguir sem pu nem pe-
dra ., gracas aos saudaveis recursos do siste-
ma representativo i}
Qualquer destemido que concitar queira
a populago rusgas nao pode ter em
vista se nao o interesse o egosmo a ambi-
guo do mando 5 nunca o bem commum mas
oapoiamento de urna faceto. Ninguem po-
rem ha que se deixe hoje levar pelas alicanti-
nas dos especuladores polticos. Depois que
os pobres gapateiros 1 os artistas e mesmo
os proletarios experimeiitara, que acabadas
as rusgas elles licavo com as caberas que-
bradas ou que sahndo das prizOes e das cal-
cetas uns se achavo reduzidos tizaren) da
sovela, que tnho erradamente trocado pela
granadeira outros correrem ^ara asofiici-
nas e quaze todos para as farras da mize-
ria cm tanto que a custa de Suas lagrimas e
fadigas os imbaidores se impoleiravo no tro-
no, que demanda v? wm a capa (je vans
promessas de lber Jajc ? as rllsgns dtixaro
de ser frequenles. % t lo(los ja sabem jzer .
que he asne\fa s^-vir de escada : E por
urna conseO(Jencja ,ytSia revolugo as ideas
nos vemr com a maor satislago que a
grande massa da populago s cuida de sua
inu"'jstria lodos procuro um modo de vida ,
''-oa prolisso que Ihes assegurc meios ho-
nestos de sustentar com decencia suas fami-
lias d educar os lilhos. Nos apellamos pa-
ra o testein un ho do nosso Pernambuco on-
de a industria vai crescendo a palmos onde
os antgos hbitos vo-se desprezando onde
ja se frequento sociedades mu decentes e
interessantes onde j reino outros princi-
pios, outra crenca digna de ser modelada.
N'uma palavra a grande idea de qu*, o
* principio real da prosperidade de um povo
est inquestionavelmente posto no desenvol-
'vimento da industria na educago na so-
ciabilidade e nao as rusgas he urna idea
hoje familiar o pratica em Pernambuco. E
quem sabe d'isto nao teme rusgas .
Ha por alii urna pequea aprehenco nos a-
niaios mais tioioratos, e vem a ser o receio
de novo movimento elleiloral: supon algtiem,
que novas maquinages apparecerad, novas
intrigas, novas cabalas. Mas, alein de que
essas aprebenges nao pass.to de fantasmago-
rias, do que j temos oxompo na Reforma
do Cdigo que pacificamente s vai .ven-
tando nao obstante os bichar.'s com qu
nos melcro medo somos de opinio, que
ludo isso he nada a vista da nocessidade quo
possa haver (nao diremos que baja) da dis&i-
lugo tanto mais quanto conven advert 1
que as futuras elleigoes se rao" praticadas Bol)
inelhores auspicios pois que he muilo de es-
perar que o regu lamento do Governo geral ,
a a solicitude do Governo Provincial, cm
quem milito nos devenios confiar, ajudada
com as legitimas deligencias da Polica mui
bellamente montada, opponhao inacessivel
trincheira a toda e qualquer invasao ou ani-
mosidade cabalstica > ; e que por tanto
venhao a ser feitas no meio de toda esponta-
neidade dos votantes, que s assim podere-
mos ter verdadeira reprezontago nacional em
lugar de conventculo sedicioso. Acabaremos
aqu este artigo j mui longo deixando
para outro o traannos da queslo, que se vai
agitando entre os publicistas da nossa Cida-
do Seno caso de dissolugo deve-se proce-
der as elleicoes primarias, ou se nicamente
as secundarias -- A questao he bem seria.. ..
C O M M l NIC A D O.
Urna casa de correegao, com um sistema
penitenciario na capital de nossa Provincia,
seria quando nao um dos principaes meios
governativos para urna completa e perma-
nente felicidade ao menos o mais infallivel ,
para chegar-mos a este lim. Quem,.como
nos, refleclir um pouco de boa fe sobre as
nossas circunstancias moraes, e polticas,
nao deixar de con vi r de que a nossa propo-
sigo he to verdadeira, quanto he necessa-
rio a sua execugo j e j. Nao ha quem
duvide deque tt tranquildade termo, em
quanto nos synonymo de toda a seguran-
ga civil, poltica, e religiosa he o fim pri-
mario de toda assocago poltica. Fallamos
em geral, mas com relago Provincia.
Sem tranquilizado nada se goza com seg-
ranga !. 0 Governo o simples cidado ,
e o Ministro da Igreja, todos igualmente
vacilao sobre a sua segurauga se a soce-
dade nao tem socego. Temos visto dizer,
que na inlallibilidade da punigo dos culpa-
dos est o completo da tranquillidade social.
Isto nao he exacto absolutamente fallando.
lie verdade que a inlallibilidade da punigo
he sempre um meio ellicaz, para a tranquil-
lidade : mas se a sociedad;; nao tem em si um
meio proprio prevenir os delitos ; embora
ella seja severa na infallibilidade de os punir 5
isto mesmo ser um gorme fecundo de desas-
sbcego ; e sempre um estado de guerra entre
o Governo, e os cdadaos. He melhor preve-
nir os delitos, do que ter de os punir: diz
um sabio Criminalista. O desenvolvimenlo
deste ponto nao cabe em um communicado,
deixamos pois ao pensador. Urna casa de
correegao, com um sistema penitenciario ,
he para assim dizer, a casa do Pai commum,
oceupado na educagao de seus lilhos menores,
ou antes a casa dos engeitados adultos. Cm
menino, ou um rapaz malcreado, e dissolu-
to que j nao presta nem para manijo ou
soldado he certa mente um engeitado do Pai,
da Mi e de todos que o conhecem : deve
pois ir abitar a casa de correceo. Urna ra-
pariga ou una moga que os moiconse-
Ihos das taigas amigas, e pouca cautela dos
Pas a lev.tra<5 mizeria de urna vida deso-
nesta e vagabunda v para a casa de cor
loeoo. O espadachim, o jogador de proiis-'
sao', o ebrio, o pelotiqueiro e mesmo o
ocioso, nao devem estar lora dosta casa sem i
iino nao parecib corrigdos. O homem vi-
noso careo; da correegao, para que perca o
, -o vicio assim como o docnle carece de sor
curado, para licar bom : ora a cura de um
lente he um bom para o mesmo 5 logo a
'nivecio de um vicioso he do mesmo modo
um li'in para elle mesmo! A casa de cor-
roegao nao he somante para os individuos a-
qui apon lados, mas tambem para os gran-
des criminosos, cujas penas serio multas
vozes inuteis se ellas nao fossem purgadas
nesta casa. O condoninado prizao ppi-al-
guna ani.os pode nesse lempo ainda assim
sor til si, e a sociedaile no emprego de
sua industria que deve ser obrigado na
casa de con-ecgfio. Nos sabemos quanto he
porigoso a reunio de condoinnados un li-
ma prizao, onde vivem ociosos : ha malva los
ntrenos que se julgo felizes quando es-
tilo presos desl'ructando dizem ellos o
santo ocio entre os amigos Do quo tomos
dito bem se ve qual a extencao de nossas
vistas respeito desta casa 0 nosso amor
pola justica e felicidade de nossa Patria ,
nos ha penetrado destas deas ; e corto de que
ellas devem tocar no animo de todo o liomoni
do bem seja qual for o sen estado 011 con
digo, tomamos a tarefa d'as expor por
meio do prelo ainda que pouoo e mal de-
senvolvidas. O Exm. Snr. Presidente ha
muito tem o pensamento de edificar e esia-
bclecer urna casa do correegao; mas nao sa-
bemos ate onde chega a extencao de suas ideas
este respeito. Suppomos que elle j se li-
dia authorizado pelo poder competente ; esta
pois de sua parte a pontualdade na execugo
de suas vistas, que sem duvida devem de ser
satisfactorias atienta a sua grande capaci-
dade administrativa e amor pelo bem de sua
Patria.
gem dirija-se a Manocl Uoaquim Pedro da
Costa.
sjy- Para o Aracaly pelo Ass o Hiate O-
linda saliir no dia ."> de Junho ainda rece-
ba carga miuda : trata-se com Manoel Joa-
quim Podro da Costa.
xt para a Babia sabe impretervemente
poda 23 do crrante o Hiate Nacional Flor
de Larasgeiras forrado de cobre e de pri-
meira marcha, nao recebo mais carga por es-
tar com o seu caiogamento completo s re-
cebe passageiros para o que tem excellen-
tescommodos 5 quem quser transportar-se
dirija-so a ra da Cadeia velha loja de fazen-
das 11. 1".
S2T Para a Babia segu vagetn com toda
brovidade a Sumaca Amisade 5 quem na mes-
illa quiser carregar, dirja-se a Gaudino A-
goslinho de Barros atrazdQ Corpo Santo D.
(7 ou ao Capilao Joze Podro.
t2T Para o llo de Janeiro o Patacho Santo
Amaro ; quem quiser carregar ou ir de pas-
sagem dirija-so a Gaudino Agostinho d
Barros atrajj do Corpo Santo H. G7.
t*r Para o Porto segu viagem com tado
irovidado o muilo velleiro e bem acreditado
Brigue Portuguez Primavera Capitc Joze
Carlos Ferreira Soafes ; quem no mesmo
quiser carregar ou ir de passagem para o que
lom excellcnles eommodos, dirija-se aos seus
consignatarios Mondos & liveira na ra do
Vigario lo ou ao referido Capilao.
L E I L 0 E S
COMMERGIO.
ALFANDEGA.
Rondimento do dia 25 de Maio Rs. 4:071 j 161
DESCARREGiO BOJE 2 i DE MAIO.
Brigue Portuguez = Tarujo 1." = Fascn-
das e vinho.
Brigue Franco/ = Circonstanco = Fascndas ,
e manteiga.
Barca Portuguesa = Tentadora = Fasondas,
ferragens, mudesas, feijo, asctonas,
passaros sebolas, c arcos.
Barca Francesa = Zilia = Batatas e quei-
jos.
Hiate = S. Antonio Flor do Brasil = Pipas
com lirio florentino fumo c charu-
tos.
Oleilo do Corretor Oliveira no sitio
do fallecido Bairo no .Cajueiro annunciado
para hontem (25) ficou por causa da chuva
tranlorido para sexta feira -21 do crrante.
19F Cals Junior nao leudo podido concluir
o sen leilo no dia II porcauzada chuva ,
fa-lo Quarta feira 2o do crrante, por inter-
vencao do Corretor liveira, constando de
varias mercadorias Suicas e FranceSls da
prompla exlragao de algumas ferragens e
miudezas de perfumaras muilo finas ; as-
sim como de um rico par de espelhos grandes,
algumas espingardas inglezas do 1 e 2 canos.
tsar A Sen hora viuva do Dr. Classen far
leilaoporintervencaOdo Corretor Oliveira,
da inteira mobilia da sua casa, que ser ven-
dida por qualquer prego, assim como dous
excellontes carrinhoscom arreios, e um bom
cavallo ; Quinta feira 26 do crrante as 10
horas da manh, em o sitio de J. dosS. Por-
to no Manguinlio Papa tena.
MOVIMENTO DO PORTO.
NAVIOS SABIDOS NO DIA 22.
Halifax-, Brigue Inglez Chedobucta, Capito
Lthgow carga lastro.
Liverpool com escala por Maceio ; Barca Iii-
glezaColumbus, Cap. Daniel Creen car-
ga assucar.-
sua arte mas seus esforgos foram baldados ,
a baila tinha atravessado o corago da con-
dessa.
Paulo penetrado de dr e receando tam-
bem algum desgosto proprio desceo rpida-
mente a escada e correo para o lugar onde
licra a carroagem.
Frederik nao apparecia : depois de esperar
ainda alguns minutos mandn ao cocheiro que
partisse dirigindo-se por algumas varadas
mais retiradas.
Na manh seguinte a casa de Paulo appa-
receo cercada de soldados porque elle tinha
sido visto quando sahio do pavhao e foi
aecusado na mesma tarde assim que se soube
doassassinio. Apezar dos protestos que fa-
zia da sua innocencia conduziram-no para a
cadeia.
Sua alma combatida pelos mais contradic-
torios pensamentos abragou em fim o partido
mais nobre.
Frederik salvou-me a vida dizia comsi-
go mesmo e salvou tambem a vida e a hon-
ra daquella cuja ruina o meu amor ia cau-
sar devo da mesma sortesalva-lo das conse-
quencias do seu cruel delirio. Sim devosal-
va-lo e a minha innocencia sera a minha
salvaguarda.
Estando na priso recebeu um bilhete em
que estavam escripias em lapis asi segu mies
palavras das quaes se recordou : a vida e
alem da morte E depois estas : Eu fiz o
meu juramento, e nao sere perjuro.
Paulo engolio este blbete.
Alguns das depois comegou o processo.
0 aecusado appareceo com urna tranquil-
lidade que impunha a todos urna inteira con-
vieco da sua innocencia limitou-se a jurar
que passava junto do pavlho quando urna
sbita exploso lhe fezerrque o seu soc-
corro como medico poda ser necessario e
que esteora o nico motivoqueo fizera entrar
no pavlho.
Mas de um lado as namoragoes da condes-
sa po Jiam fazer suppor o contrario e do 011-
A VI SOS MARTIMOS.
t^- Para a Babia segu viagem impreteri-
velmentenodia20 do crrante, o Brigue Li-
zi.. faltando-lhe a quarta parte da carga
quem se quiser aproveitar da rapidez da via-
AV1 SOS DIVERSOS.
0 abaixoassignado faz sciente ao pu-
blico como procurador do Reverendo Joo
lavaros de Mello, que ninguem contrate com
Antonio Joze Rebollo Guimaraes negocio al-
gum com dois esclavos que existem sob a ad-
ministraefio do dito Uebello pois que o abaixo
assignado tem poderes Ilimitados para os de-
fender tanto em juzo como fora delle pois
quo ditos cscravos que sao de nome Manoel, e
outra de nome Mariana nao sao do refferido
Rebello, e sim do dito Reverendo Joo Tava-
res dos Santos os quaes existem de hora em
diante no poder do abaixo assignado.
Joo Joaquim de Figueredo.
Preciza-se 800*000 reis a juros so-
bre pinliores deouro pa;ando-se os juros
mensalmente a um e meio por cenlo : quem
quizar dar annuncie para ser procurado.
Joo Rento da Luz brazileiro adodti-
vo retira-se desta provincia.
Victorino Joze Netto subdido portu-
guez retira-se para fora da provincia.
tro a familia della solictava a punigo do cn-
mecomo maior empenho.
A prisao estava quasi a urna legoa da cida-
de e no fim de cada audiencia Paulo era
conduzido para l n'uma sege seguramente
fechada e escoltada de um piquete de seis
soldados a cavallo.
O sitio era estril e deserto e o aspecto da
velha e arruinada fortaleza que o dominava ,
ainda o tornava mais triste.
Na vespera do dia em que se devia dar a
sentenca e quando Paulo era conduzido para |
o tribunal seis homens a cavallo e mascara-
dos atacram a escolta a meia legoa de dis-
tancia da cidade dando-lbe quasi a queima
roupa urna descarga de mosquetana. Dois
soldados cabiram feridos e os outros ater-
rados pelo inesperado ataque puzeram-se em
fgida.
Paulo ficou livre ; os que o haviam salva-
do deram-lhe armas e um cavallo dos solda-
dos feridos ; e se prepararan! todos para de-
fender-se do resto da escolta que recobra-
da do seu primeito temor, voltava a atca-
los resolvida a recuperar o preso a todo o
custo.
0 mais animoso dos soldados lancou-se so-
bre Paulo e depois de alguns golpes dados ,
e recebidos de parte a parte ferio-o no rosto,
e Ras fez urna horrivel ferida.
I'm tiro de pistola abaleo o soldado o qual
cabio ferdo clamando : Ao menos licas as-
signalado para toda a vida.
Os outros tres soldados, e o postilho, ven-
do que nao podiam resistir por mais tempe ,
trataran) de salvar-se.
Paulo apezar do muilo sangue que derra-
mava parti a galope acompanhado por um
dos malcarados e os mais se despersram
por di floren tos estradas.
( Continuar-se-ha. )
ILEGIVEL

II

I
I


4
cy Guilhcrme Purcell, rctira-se para Co-
ra do Imperio para tratar de :;na saude le-
vando cm sua Companhia sua scnhuia e qua-
tro lillios.
I'ILI'LAS VEGETABS E 1'NfVKlSS.vKS UIKIUCVN VS.
Estes pilulas ja bem conhecidas pelas gran-
des curas que teml'eito, nao requemo nem
dieta e nem resguardo algum ; a sua com-
posico tito simples que nao fazem mal a
ibais lema crianca : cm lugar de debilitar ,
Ibrtifico o syslema purilico o sanguo ,
augmento as secrercs eni geral : tomadas ,
seja para molestia chroica ou somente co-
mo purgante suave; o mellior remedio que
tem apparecido por nao deixar o estomago
naquelle estado de constipacfto depois de sna
operagao como (piase todos os purgantes I'a-
zem e por seren mui lacis a lomar e nao
causarem incommorlo nenlium. O nico Je-
posito dellas cm casa de I). Knoth agen-
te do author : na ra da Cruz N. 57.
N. B. Cada caixinha vai embrulliada em
seu receituario com o sello da casa em la-
cre preto.
BT Joze de Mello Costa retira-se para o
Aracaty, levando em sua companhia o seu cai-
xeiro Manoel Tavares.
No dia 27 do corrente as i horas da
tarde a porta do Illrn. Sr. Doulor Juiz Muni-
cipal e substituto da I. vara docivel na ra
do collegio se lia de arrematar por execu-
crtes doscredores do Sr. .lo/e liento da Costa
urna terga parte do sobrado de dous andares
na ra do Rozario larga pertencente ao re-
ferido Sr. Costa : onde tem venda o Sr. Va-
lenca os perlendentcs compreoslo no refe-
rido dia por ser a ultima praca.
Roga-se a una pessoa vinda da cidade
do Porto na barca Tentadora que trouce urna
enconimenda para entregar na ra do Livra-
mento D. 19, aoSr. Domingos Pereira de
Mendanba tenbo a bondade de entregar ao
mesmoSr. Mendanha ou na mesma ra a
seo proprio dono D. 10, ou annuncie sua
residencia de que se llie ticar sumamente
grato.
C3" Quem quiser manjar tecer obras de
palhinha de toda qualidade, e por menos pre-
go que em outra qualquer parte : dirija-se a
ra do Mundo novo D. "28.
ty Aluga-se um grande soto, com mui-I
tos cmodos: na ra do Livramento D. 2.
cy Cose-se e caseia-se costuras de alfaia-1
te, tambem se corta e cosem-se costuras
cha e vestido de senhora por prego commo-
do e menos do que ni outra qualquer par-
le ; na ra das Cruzes L\ 5.
X2y Faz-se scientea quem convier que no
dia 2i do corrente se ha de arrematar por o
anuos a renda annual do sobrado de 2 anda-
res e soto I). 15 do pateo do Collegio pelo
Juizo da primeira vara do Civel.
ts Em com priment ao Artigo 22 do Re-
gularaniode 17 de Fevereirode 1852, fago
publico que no dia i de Junlm prximo fu-
cturo pelas 10 horas do dia perante o conse-
llio extraordinario se ha de arrematar o for-
necimento dos medicamentos para os doentes
em tralamento no Hospital Regimental deste
corpo ; os pretendenles dirijo-se a respecti-
va secretaria onde estar presente o formu-
lario. Quartel do Commando Geral do Corpo
de Polica 21 de Maio de 1842. = Pedro Ale-
xandrino de Rarros Cavalcanti.
tai" Qualquer Snr. Proprietario das comar-
cas de foraqne quiser contratar com um ci-
rurgio obrisrando-se a fazer um partido
certo ou mesmo para fora da provincia ,
annuncie.
tnr Precisa-sede 100* a juros sobre pi-
nhores d ouro ou prata ; quem quiser dar
annuncie.
SST Precisa-se de urna ama de leite pre-
Terindo-se forra: na ra da Conceico da lloa
vista em casa de Rufino Ramos da Fonseca
ou annuncie.
ST1 llenry Heylyn Comyn retira-se para
Inglaterra.
cy* Francisco Juaquim Duarle, vai a Ma-
cei tratar deseus negocios.
S2?" Joze Francisco Marlins retira-se para
o Aracaty.
S~3" Precisa-se alugar urna negra que sai-
ba lavar de varrella sabo e cozinhe o or-
dinario : no atterro dos Ahogados padaria
D. 17 defronte do barbeiro
t^ Quem liver para fazer algum servico
pertencente a carroia de cavallo ou cassambas
dirija-se a ra Nova do lado do norte na pe-
nltima luja.
SST Nos coelhos na loja do primeiro so-
brado alia/, de S. Goncalo tem urna negra:
para se alugar para o servico de urna casa.
t3T Precisa-se alugar urna negra para o
servico interno de urna casa ; na travessa do
Rozario D. 12.
$&" Aluga-se urna inorada de casas de 2
andares e solo
Ilecifo n. 7
cita na ra da Cadeia do
com fundos para a ra do En-
cantamento a qual tem niuitos bons com-
modos para urna grande familia c se acba
actualmente consultada de novo; quem a pre-
tender queira procurar directamente a Joo
\ eir Lima, na ra do Vigario n. 17 e
nao ao inquilino residente na loja da mesma
casa.
ssy A pessoa que empenhou urnas caigas ,
o 2 coletes por 22*500 na ra Direila padaria
I) 10 baja de ir resgastar no praso de 8
dias do contrario ser vendido o dito pinhor
para pagamento.
tzj- Perdeo-se um caxorro ainda novo de
cor sinzento escuro, com militas malhas
pretas ; quem o achou e o quiser restituir ,
poder mandar entregar na ra Nova n. 3
loja de seleiro que ser gratificado.
sy A commissao administrativa da Socie-
dade Terpsichore convida aos Snrs. Socios
para o dia 2u do corrente comparecerem na
casa da mesma Sociedade as 6 horas da tarde
para o fim de se proceder a eleigao da nova
commissao.
517" Por justos motivos foi transferida a
Festa de S. Rita de Cassia para o primeiro Do-
mingo de Junho que o dia o do dito mez ,
j por isso se faz sciente aos Irmos desta Ir-
mantlade e devotos da mesma Sancta.
COMPRAS
uw Dous bancos grandes e i candieiros de
parede : quem tiver annuncie.
VENDAS.
S2S- Rolaxa inferior para escravos, a 2* rs.
a arroba : na ra da senzala velha D. 50.
s^ Caixinhas com colxetes sortidos cm
nmeros, avontadedo comprador, e mais
barato (loque em outra qualquer parte: na
ra da Cruz D. 0 em casa de Lehmann &
Companhia.
tsr. Lu cavallo rodado novo e bom pas-
seiro eem boas carnes por preco comino-
do : na ra da Cadeia do Recife loja de ferra-
gens n. 41.
ssr Dous bonitos moleques de 16 a 18 an-
nos ; duas pretas mogas de bonitas figuras ,
perfeitas engommadeiras ; cosem ecozinho ;
urna mulata de 20 a 22 annos, de elegante
figura costureira engommadeira e ca-
paz de dirigir urna casa por estar a isso acos-
tumada ; um preto para todo o servigo ; du-
as pretas lavadeiras de sabo e varrella urna
mulatinha e urna negrinha de 12 annos : na
ra do Fogo ao p do Rozario D. 25.
SSF" Um preto a pouco chegado a esta pro-
vincia limito sadio e excellente serventuario
de botica por disso ter bastantes annos de
pratica : na ra dos Quarteis D. 5.
*2F" Farelo de muito boa qualidade : no
armazem de Fernando Joze Rraguez junto ao
arco da Conceico a i a barrica e sem ella
a 5* reis.
ssy I!m cabra de bonita figura mui bom
serrador e carreiro entende de todo o ser-
vigo de engenho : na ra Direita passando
o bei-o que vai para a penhano segundo so-
brado.
siy Gomma laca fin a 880 a libra : na
ra Nova botica D. 29.
novas e prenhes e urna novilha : na ra da
da Madre de Dos loja D. 21.
= Urna canoa nova atera e que condu/.
000 tij.l!os dealvenaria grossa ; e por prego
commodo : quem a pretender falle com Mar-
celino Jos Lopes.
cy Tres bois mangos para carro ou car-
roga, e 5 vareas somente de horlaliga de
superior qualidade c dita de eoentro chgada
ltimamente de Lisboa e dita da tena tu-
dona praca da Boa vista D. 16.
tsr Fin aparelbo de papel pintado de mui-
to bom gosto para sala e de cor diflerente
para alcova por prego commodo : na ra do
Vigario n. 25 primeiro andar.
C7* Superiores caivetes de molla de bo-
tar a penna esabir aparada por proco com-
modo na ra do Cabug loja do miudczas
junto a botica.
tj- Por prego commodo una duzia de ca-
deirasde palhinha em bom u/o urna banca
de abrir, urna mesa pequea urna cama
de amarelo um candieiro de meio de sala ,
nm cabide para guardar roupa e um bah
grande : no pateo do Carmo no segundo an-
dar do sobrado que tem varandas de pao e
assougue na loja.
SEy Um sitio na estrada de Relem que
tem 2000 palmos d'exlenso na frente da
mesma estrada e mais de 3000 palmos de
fundo com urna casa de sobrado construida
de lijlo e cal, aviamento de fazer farinha ,
e estribara na loja, para 1 cavallos urna
caza de taipa e telha com senzalla para escra-
vos e outra estribara para 3 cavallos; o
qual sitio tem muitos e diversos arvoredos de
fructo, terreno livre para toda e qualquer
planlago que ludo produz grandemente ,
em alto e baixo : tem sercado para 8 a 10 vac-
cas e maltas para sercas e lenha de uzo do
mesmo sitio, e mesmo para vender ; porto
de embarque perto incluir-se-ha tambeni
mais de 20 mil qovasde roga comedeira e no-
va j tambem se vende cm relalho conforme
convier aos pretenden tes terrenos divididos
com parte do fundo ou todo. Outro sitio com
caza de sobiado arvores de fructo e perto de
embarque na passagem da Magdalena entre
as duas pontos terrenos arvores de fructo ,
e porto de embarque no mesmo lugar: urna
casa terrea sita em um terreno de 100 pal-
mos de frente o 500 de fundo arvores de
fructo e tambem pono de embarque no mes-
mo lugar ; e urna propriedade de oiaria e 10
casas terreas no mesmo lugar a margem do
Capibaribe e ponte grande : na ra da Gloria
sobrado d'um andar junto ao convento das
Recolhidas.
CS" Um sitio na estrada de Joo de Barros
junto ao beco do espinheiro com 280 e tan-
tos palmos de frente, e mil e tantos de fundo,
com bstanles c bous arvoredos cacimba de
agoa de beber sem casa tambera se vende
metade do mesmo : na pracinha do Livra-
mento casa de llerculano Joze de Fre tas, Do-
cima 21.
I ricas de i durfas si? re! duzia ginebra da hol,
lauda superior q< Midade "ico a Irasqucira cha-
tutps <1h batna 4jo res n cnixinlia d; joo ; na ra
fld (.'i uz l).
S23 Abotiiaduras de llla^'i de fio es i(u* in lli. res
gosto* amarilla. e de >. P. II. |>'a CH.Ices e
de A. paragu.rdafl'Alfandena e outro* m<.ito pa-
droes bos de inlas 15 qtadadei wp uxidiis
de esp;ilous a 0#6jo teil cal.' uir?, linlias de marcar
muito fina,, pen/e* de tai taruga de iiwrrala, mtias de
laia |>rtla-, e de fda cumpnda*, e ca la e oulras
inulta* ii iudeza, p r preco commodo,' na ruado
(Jabug ni.
^_ j- A arauco auca garris cheUs c va-
zias e lodos os mais prteuces para urna venda ,
! tudo cm bem esudo uo po. t > das canoas, pjuc
I mais adianlt Ja |niu ic ilo Snr. Mesquita ; tratar
| na mesma labrica que se llie dir quem vende
Sy Qjairo moiecotaj de 13 a i4 annos de idade,
| duas esiavsa por H*t /eis nina parda boa cozi
1 uheira c cngomaileiaa urja dita cozmlieira e
| lavadeira duas eservas c >in habilidades dois ne-
gros pra lodo seivico e um n"lato de honita ligu-
j ra hu) page:n ; ua rua d'A^oas-verdes L. ;8.
_j- Chapos de chille de muitj ,-uperior quali-
dade de aba larga e inesmo de outias quali.iades,
por preco commodo por junto e a n taino ; no
escripioiio de Manuel Joaquim Kamo e Silva na
rua rta Cruz n. 26.
52jT Agoa balsmica alem das muitas virtudes
que posMie a agoa balsmica, novninenle inventaaa,
ser si fliciete narrar esla que ha de parecer incri-
vil. Esla agoa Uz parar e extinguir complet-min-
le dentro em 4 minutos qualquer cm innrragia do
saiigu leit-s c 111 anr.as brancas ou de logo ain-
da que eslejo eorlados os maiores v.zos aeiios, ou
mes r>o esleja o cerebro ollendido o que equival-
le a saiar urna lenda rooital a inaueira de apj.licar
es e remedio to simples CbOiO eificaz be. Para
qualquer le; i.la bastar que se applique em cima
urna porco de liis molh.idos ua sobredita agoa bal-
smica depois amarrar b m a ferida e deilar-liie
em cima i.ina porcao de dita agoa ; uo lim de 4 mi-
nutos lera estancado o sangue e no lim de 3 d as
estara a le ida completamente curada e sem o me-
nor receio de que appareca enlamacao. Quando a
lerida lie sobre o osso os lios Ib serio demorados
por 7 minuto* ; em fim tem propriedade de sanar
qualquer cbaga envelciada e cancroza ; vende-se
por 'jj! reis cada vidr j no crcnptorio de Manoel-
Joaqun Hamo e Silva na rua da Cruz 11. 26.
y y Urna morada de caza nova Ira vejada com 5o
palmos de laigo, e 109 de Ionio, icnde annual boojj
res cun terreno no tundo para outra Ciza e tra-
pee urna canoa nova ne tarreua que pode condu-
zir 12 a 14 pessjas urna cita para "00 lijlos cu-
ja ie est con-ti uind 1 oetraz dos Martirio, no esta-
leiro de Vicente J/erreira de t,n yus ; trata se com
Cardul, ua iua da Piara.
ESCRAVOS FGIDOS.
tT Ferramenta para tanueiros e serras
d'agoa pi oprias para engenhos : na rua do
Vigario armazem n. \A.
$23" Arroz branco e vermelho em sacas e
alqueires sendo de boa qualidade ; urna ca-
noa de carreira nova e bem feita, carrega
11 pessoas : na rua da praia. serrara de An-
Quejos do serto muito novos ; na lon0 Dias da Si|va Cardial.
es- lim bicudo, 2 pinta slvos 5 pata-
Uvas ,
praca da Boa vista venda D. 9.
jet- Quejos do manteiga dos mais novos ,
c da melhor qualidade ; e um escravode na-
co intuid sadio de boa figura e hbil pa-
ra todo o servico :' na rua da Conceigo da
Boa vista D. 10 do lado do Rozario?
xsr Um negro para todo o servico de 16
a 18 annos : no segundo andar do sobrado
da praca da Boa visla junto a ConceiQo.
szr Duas duzias de costado de amarello ,
2 canoas feixadas com mais de 60 palmos ca-
da una 1 quarto muito novo e urna por-
Qo de caixas vasias vindas do Porto : na pa-
daria de Joo Lopes de Lima ; urna escrava
de naco ainda buci : na mesma caza.
xsr- Um quarto carregador muito pos-
san te e passeiro proprio para urna carroQa;
na rua novaN. 103.
sjy Um cscravo de nac^a com bonita fi-
gura de idade de 50 annos ptimo para to-
do o servigo : na rua direita D. 20 lado
do Livramento.
W Un escravo proprio para todo o servi-
go : na rua do ^ogueira N. 15.
VT Na rua do vigario I). 3o ha caxinhas
com excelentes charutos, o por cmodo
prego.
1ZF- Um preto Je nago angola de 25 an-
nos com bonita figura ; urna preta crela ,
de 21 annos 15vaccas boas Jeiteiras 8 ja
perlo de apartarem \ prximas a parir e
urna parida a um mez e tambem algumas
crias das mesmas vaccas. duas egoas muito
un cuno um palanque, um bigode,
um pinta silvo francez todos cantadores e
em gaiolas de rame, ludo pelo prego de 50.) :
na rua Direila D. 55 no segundo andar.
v or Luvas de seda preta com dedos a 900 o
par ditas de pelica a 800, transelins debur-
racha a 80 rs., papel de peso lino a o a
resma thesouras linas a 240 cartas portu-
guezas a 1 200o masso tacase garfos finos
a -MKH) a duzia brincos prelos para luto a
520 o par, colxetes, caivetes, pos para
dentes ptima banha l'ranceza e filas sur-
tidas de seda por barato prego : na rua do
Livramento loja de miudezas D. o.
X5T L'ma casa de taipa no atterro dos A Ali-
gados, em bom local : na rua de Agoas ver-
des D. 55.
= Urna excellente casa terrea a sobrada-
da feita a moderna e com cmodos fiara
grande familia : que a pretender annuncie.
ts?" Vellas de carnauba muito bem eitasde
6 em libra a 520 reis as cinco ponas ao sa-
bir no largo da foitalesa loja de fasendas e
miudesasD. i.
= Doco de calda mesmo para embarque
por prego cmodo na rua do Mun do novo
I). 28.
Vi~f* bombas de ferro para cacimbas folhas de
ferro carias portuguezas m i linas a I3oo papel
almaco azul a 3ooo reis a resma ; ua rua da Cruz
D. t>4.
SS7" Viuagre proprio para conservas em pipas e
quartolas a of reis a pipa serveja brauca em bar
-ZJ" Nj da 21 do crrente fugio urna molala por
no-ne Claidina, din os signaes neguintes baix pe
apallteados nariz chati C-m um signal na mo,
-aia de xila com t.ma coi rente de ferro na peina ;
quem a pegar leve o lorie d mato em caza da
viuva de Stbasti < Francisco A'elein que ser re-
C mi|ii ni' (] i.
JC5-"" Na ronte de i<) do corrente fugir^o um u -
flro e urna negra com os signaes seuintes o ne-
gro be ful de no e Antonio Pedr. ladm bem
filante que parece cr ou o por ter viudo muito pe-
queo da sua tetra que diz ser Uenguella hen
parecido altura ordmatia grosso do corro, tendo-
j suas pintas de cabe.ios brancos pela liziotioiuia-
oo lepiczent ter mais de o Annos de idade leiu-
um sigual mui distiucto era sima de um p 'le he
um matea redonda do tamanho de quairo vliitens
de prata, por Ihe ter cabido em dito lugar me! queli-
te na refinaco de asiucar em cujo tmpie.o j es-
teve : levou alem na roupa do cerpo alguma mais
de surtimeuto dentro de um surrao de pele de c*r-
neiro branco, carnizas seroulas de a godSo da
te ra calcas e jaquetas de diversas lazeudas ,
e cores ja uzadas levando mais u.na rede de algo-
dan quae uova e baca vermelha : este negro loi
cscravo do Snr. Leonardo Bizei ra Cavalcante, do
hrejo da **a re de Dos do Snr. Joze Per.s Cara-
pello do linceaba Cangass do Snr Joze Viauricio
de liveira Maciel, drpozitario geral e do Snr.
Ignacio da rloza. A neg a be de naco costa de
minie Catheiii.a reprezenta ter quarenta e tantos
annos de ida e, bem parecida de cara nariz afil-
iado grorsa do corpo peilos grandes ai tura pio-
porcional, um ralo na cabeca e carregar taboileiro,
talh.'s de sua trra em ambas as laces principiando
os ditos talhes logo iiebaixo das maraes ihe ao- can-
tos da li na, coiuj arquiados, urna perna mai- gros-
sa do q-e outra pez apapagaiarfos lenoo nm sig-
nal mui vizivel que vem a ser ter no meio de
urna das cauchas um enxaco ou calumbo: lovou
no corpo sa a re ganga azul j uzada e cahe-
co de madapolo j veho panno da cesta qua-
ze novo levando mais de suhselente 4 vestidos ji
uzauos sendo 3 de chita e um de Casca com pal-
mas azues- Saint o lodos na mesma hora tanto o
negro como a negra por seren todos pareceiros ,
e escravos do mesmo Snr. ; quera deles souber e os
pegar, baja de leva- los ao Snr. dos ditos na rua Ve-
lha da Boa-vista sobrado da esquina que volta par
a rua da Alegra ser generoz men c pago de todo,
seo t.abalho ; assim como protesta- e proceder com
todo o rigor da le contra qualquer que os tiier atni-
/.iado se depois deste anuun. io os nao fizer condu-
cir ao seo Senhot pelo meio que l'or mais conve-
l en e
8^ Fugio a lempos um molato acabocolado,
cambado das | ernai estatura regular de 45 annos
ac idade .le nome Apobnario entrnde bem do
trabalbo de cilio descoolia-se que esttja trabalhan-
do em algum a titulo de l'orru ; quero o pegar leve-o
a rua da Cadeia do Hecil l). <> que receber
5ft reis.
^5"" Kugio no dia 15 do corrente um escravo de
nome Joze de nar.o cassange baixo de 4 an"
nos de idade lexou vestido camiz. de baeta azul,
calca de ganga azul falla inuiro atrapalhado ; quem
o pegar leve-a na rua da Cadeia do Recife oq ,
que leceber b'o# reis
RECIFE NATYP. DE M. F. DE F. =1812,
mt


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