Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04658


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Full Text
Anno de 1842.
Segunda Fe ira 23
o
Tudo agora depende de ns mesnios ; da nnssn |irudeni'ia nioderae.i a energa : ron-
linuemos como principiamos e seremos apuntados rom admirac;'io entre as Naci'u-s mais
cultas. (Proclamaco da Asse'mbla Oral do iraiil )
PARTIDAS DOS CORREJOS TERRESTRES.
Goianna Paraiba e IIio grande do >orle segundase sextas feiras.
Bonito e Garanhiuis a 10 e24-
Cabo Seriiibaem Rio Formoto Porto Calvo Macei e Alagos no I. 11 t
Tajea 13. Santo Anl.'io quintas feiras. Olinda todos os dial.
1
DAS DA SEMANA.
2 Scg. s. Batilio Are. Chae. Aml. do J, de D. da 2. v.
2V Tere. s. Afra A M. Re. Aud. do J. de D. da 1. v.
25 Quarl. i. Gregorio 7'. o I>. Aud. do J. de D. di 3. t.
2<; Ouint, Fesla do Corpo de Dos. s. Filippe Nati Fundador.
>7 .ke*t. s. loio P. M. Aud, do J.deD. da I. v.
2H Sal. s. Germano B. Re. Aud. do .1. de D. da 3. .
29 llom. s. Maximiano B. s. Martyrio M.
da Maio.
Auno XVIII. N. 109.
O Diario piiblCa-M lodos os dial que nao forem Santifirados : o pr<"C" '* assignatura lie
de tres mil k'is por quurtel pagoa adiantados. Os nutnn 'ios dos assitrf1Antes so inseridos
ralis a os dos qua n.in forea raio de 80 res por liana. As rerlamaeoei deven ier
.dirigida! a esta Tipografa roa dasCrur.es D. '!. ou a uraea da Independencia loja de livros
Numen Ai n 3X
Cambio sobre Londres 27 d. p. IU.
u m Paris oSOroil p. franeo.
,. Mshoa B9a 90 p. 11)0 de pr.
Ouao- Moeda de Ci.'ilK) \ 1 1.10
N. Li.OOO
. de 4,000 8,3*0
PtuTs-PataecVs 4.720
CAMBIOS no da 25 dk maio.
PiuTa PexoiColumnaraa 4,7
k Mexicano! 4,72ll
' >'"<> 4,500a 4,500
Moeda de cobre 3 poHOO de descont.
Deicontotlt mili da AIfandiga 4 por 409
ao raer.
dem de letras de boas firaaia 4 t a i e f.
H reamar do a,a 23 de Malo
1. a 3 horas r 42 m. da manh.l.
2. i 4 horas e fi ni. da tarde.
PHASES DA I.UA INO MKZ UE MAl.
Quarl, rning. a 2--s 10 horas e 28 m. da manli.
La Nova a 40 -- s 0 horas e 40 ra, da manh.
Quart. rese, a 47 -- is 0 horas e 42 ra. da manh.
La eheia a 24 -- s 7 horas e 21 m. da manh.
IIIA IIIO DE
SRIVAMBUCO.
Somos authorisados a declarar que o Exm.
Presidente da Provincia sempre entender ,
que oSnr. Vauthier em seu nome e no de
seus colegas lhe offerecia o projecto de que
trata a sua correspondencia adiante inserida ;
oque alias he bem evidente pelo oflicio do
niesmo Exm. Snr. que abaixo transcreve-
mos: verdade he que o Snr. Vauthier lambem
sempre declarou que nao fa/ia presente do
seu trabalfio Companhia de Bebiribe mas
como esta declararlo nio implicava com a of-
fertafeita aoExm. Presidente, este conti-
nuou na sua persuago visto que o Sr. Vau-
thier nao se explicara mais a este respeito. E
como o lim do ofiereeiment do projecto era
sem duvida leva-lo effeito como nao resta-
va na occasio outro recurso ao Governo se-
no faze-lo adoptar peia companhia que ha-
via celebrado um contracto, que nao eslava no
caso de ser desfeito ; como lirtalmcnte esse
procedimenro era at indicado pelo mesmo Sr.
Vauthier o Governo fez a proposta Compa-
nhia : mas esta usando do arbitrio que lhe
competa o recusou com bons ou mos fun-
damentos, e deste modo inulilisada ficou a of-
ferta. Este resultado seria justamente o mes-
rao, si o Governo entendesse desde o princi-
pio que o Snr. Vauthier lhe nao fazia pre-
sente do seu projecto, e que quera gmen-
te que S. Ex. fosse o seu medianeiro para com
a Companhia ; e por certo si em outros cir-
cuncunstancias se achasse elle, entender o
negocio como ltimamente" foi explicado pelo
Snr. Vauthier, elle cujodesejo mais ardente
he elevar esta Provincia ao maior grao de pros-
peridade nao duvidaria fazer indemuisar o
Snr. Vauthier medida do seu desejo e al
ainda mais generosamente se se viesse a ve-
rificar que da execueao do seu projecto resul-
tario Provincia vantagens que o mereces-
sem. Entretanto si o Snr. Vauthier tivesse
logoque recebeu o officio que nos referimos ,
reclamado contra urna intelligencia que
to avessaera s suas intencfies e to preju-
dicial ao seu interesse e no que nao havia
inconveniente algum ter-se-hia evitado toda
a discusso. Os RR.
OFFICIO.
Foi recebida com muito especial agrado a
ollera que Vv. Mm. fizero a esta Presiden-
cia da memoria orea ment e riscos prin-
cipaes do projecto de agoas potaveis para esta
Cidade com o dessecamenlo do pantano de 0-
linda e navegaco do rio Bebiribe e depois
de louvar-lhes esta Presidencia o zelo com
que se empenho pelos melhorainentos da Pro-
vincia participa-Ibes que enderecou a men-
cionada ollera direccao da Companhia de
Bebiribe para que esta lomando em conside-
raco a utilidade do projecto, o faga executar,
se lhe parecer conveniente, como parece a
este Governo. I). G. &C, Palacio do Go-
verno de Pernam buco em o de Fevereiro de
1812. Barao da Boa-vista.
PARTE OFFICIAL.
qUfl o faga constar ao dito em pregado por in-
termedio do respectivo administrador.
F@LMIT
PAULO DE WORMES (*).
Madame de Tilmont tornando a si po-
rem immovel e plida como urna rosa branca,
julgava ter sahido de um espantoso sonho ,
to iiorrivel como a mesma realidade. Pou-
co a pouco viu que tudo era verdade e ento
se abondonou mais violenta desesperaco.
Seu irmo procurava consola-la, mas em vo;
a sua desgrana havia-lhe revelado toda a forga
de seu amor e nao experimentava mais que
ina neeessidade a de conhecer em fin a
causa do seu commum infortunio. Suppli-
cava incessantemente a seu irmo que lha re-
ferisse mas Lerville limilava-se em gemer
com ella.
No dia seguinte Lerville deu ordem para a
sua partida de Moret. Madame de Tilmontsen-
t'a, que o coraco se lhe parta ao momentoem
que ia abandonar os logares onde a ventura
me tinha apparecido como urna sombra e j
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DIA 7 DO CBRENTE
Officio Ao Exm. e Reverendsimo Di-
rector do Liceo disendo que em attengo
ao que S. Ex. Reverendsima acaba de re-
presentar respeito de um alunno d'aula de
primeiras letras de Nasareth atacado de ele-
phantiases, tem resolvido que o professor
d'aquella aula vede fo dito alumno a entrada
na mesma oque, seonopuder conseguir
por meios brandos como he de esperar re-
corra ento authoridade policial do districto
para auxiliar a expulsao do referido discpulo,
para que nao seja prejudicada a QSlrucgo dos
outros, que ho de necessariamente fugir, pelo
receio de ser a molestia referida contagiosa :
e recommcndando-lhe que n'este sentido
expessa as suas onlens ao dito professor.
Dito Ao comnmndante das armas or-
denando-Ihe que mande receber na compa-
nhia de artfices, o aprendiz de marcineiro
da companhia de operarios Joaquim Rafael
e Silva que se offereceo para servir na dita
companhia e os educandos do arsenal de
guerra, Demetrio da Paixo e Joaquim de
Santa Anna os quaes tambem fe offerecero
para a msica que alli se est organisando ;
segundo participa o Capito Joo Pedro de A-
raujo e Aguiar.
Dito Ao referido capito commandante
da companhia de artfices communicando a
expedico da ordem supra.
Portara Ordenando ao commandante
geral do corpo de polica que manda apre-
sentar ao Chefe de polica interino o soldado
da 5. companhia Jos Maria de Azevedo.
Officio Ao Inspector da thesouraria da
fasenda ntellrgenciando-o de ter sido apro-
vada pelo Imperial Aviso de lOdeoutubro de
1840, expedido pela Secretaria d'Estado dos
negocios da fasenda a nomeaco do guarda
da mesa do consulado d'esta cidade Jos Lou-
renco Xavier Quintino ; e determinando-Ihe
REPARTICA0 DA POLICA.
Parte das occorrencias do dia 15).
O Commandante Geral do corpo de polica
partecipa hoje <]ue lora preso hontem de-
pois das 10 horas da noite na ponte da boa
vista por urna patrulha do mesmo corpo ,
Joo Manoel Rodrigues por lhe ser encon-
trado um caivete; que a guardada cadeia
fora reforcada com mais (> pragas : que se
destacara urna pdtrulha de 10 homens des-
posieao do subdelegado da Freguesia (lo reci-
fe ; que as patrulhas rondantes se recolherao
um pouco mais cedo ao respectivo qtiartel : e
finalmente que o sobredito corpo estivera por
ordem superior de promptido e nao occor-
rera mais novidade.
Parte das occorrencias do dia 20.
Segundo a parte boje dada pelo comman-
dante geral do corpo de polica consta (fue
hontem nao occorrera novidade nesta cidade.
Pessoas despachadas no dia 20 e 21.
Rio de Janeiro ss Fr. Carlos Joze do Porto
Mauricio, Italiano.
Lisboa = Theodoro Domingues, Pottuguez.
Ro Grande do Sul= Manoel Antonio Correia,
Bnesileiro.
Dio de Janeiro com escala pela Baha = Ma-
noel Rodrigues Pimentada Cu-
nha, Brasileiro adoptivo.
Rio de Janeiro = Jacinta preta escrava
de Lourengo Bizerra Cavalcan-
te.
Phladella = Daniel Pereira Austin Ame-
ricano levando em sua com-
panhia sua mulher e duas
ilhas menores eduas criadas.
Porto Calvo = Joo Francisco dos Santos,
Brasileiro.
as gaiollas com passaros seboas,
e arcos.
Brguc Portuguez = Tarujo i." = Fasen-
das vinho vinagre azeito se-
bollas.
ltate = S. Antonio = Charutos, fumo o
vinho nmscatel.
( ) Vid. Diarios Na. 100 04 e 108.
nao podia resistir sua dor. Mil pensamen-
tos diversos a rodeavam : lembrava-se princi
plmente que se seu irmo eslava resolvido a-
guardar silencio ella poderia chegar a saher
por si mesma o fatal e mysterioso segredo do
destino do seu amante.
Depois de um dilatado combate que interi-
ormente sofiria, sahiu do seu quarto com
toda a precaugo chegou porta do jardim .
e abrindo-a com a chave que havia levado ,
sabio; e apesar do tremor que a perturbava .
caminhou para a entrada do bosque. Ora se
adiantava com rapidez ora para va e pare-
ca estar resolvida a voltar para casa. No
meio desta hesitaco achou-se finalmente no
fatal sitio onde vira Paulo pela primeira vez;
sobresaltava-se com a lembranca daquelle dia.
e ficou immovel como quemreeeava decidir-se.
Bepentinamente ouviu pouco distante de si o
ruido confuso das folhas seccas arrastadas por
uns passos vagarosos e incerlos : o bosque era
assaz frondoso para que Madame de Tilmont
podesse ver de quem eram aquelles passos ;
encheu-sede terror e a fugir a tempo que
Paulo aparecen na sua presenca.
O seu exterior j nao mostrava o desarran-
jo de sua alma agitada violentamente, urna dor
COMMERCIO.
ALFANDEGA.
Rendimcnto do dia 21 de Maio Rs. 3:2G1,>212
DESCARRBCA0 HOJE 25 DE MAIO.
Biigue Francez = Circunstance = Fasendas.
Darca Portuguesa = Tentadora = Fasendas,
ferragens pomada, barris de carne ,
aseite, vinho, ancoretas com azeito-
PIUCA 1)0 RECIPE 21 DE MAIO. I
1
Revista Comniercial.
Cambios = llouvero transacoes a 27 d. por
I #000
Algodo = Kizero-se pequeas vendas a
5500 por s>,
Assucar == Tem havido vendas de G00 a GoO
res por a' sobre o ferro.
Couros = Conservo-sc a 155 reis por libra.
Aniagem = Vendeo-se de 240 a 300 a vara.'
A/.eite doce dem a 2^200 o galo.
Bacalho = Chegarao dotis carregamenlos que
seguiro para o sul ; o deposito actual
de 3400 barricas inclusive 900 que
chegarao do Rio de Janeiro.
Barricas abatidas = Vendcrao-se a 700 rs. ca-
da una.
Batatas = lia falla.
Iolaxinha = Vendeo-se de 2,>400a 2j00 a
barriqiinlia.
Carae seca = Chegarao dous carregamenlos
um viudo de Monte-vdeo queseguio
para llavana tendo regeitado 1*800
por fe,.
Karrnha de Trigo = Ha multa falta no mer-
cado existindo apenas 200 barricas
em primeira mo : a Americana nova
tem-se vendido de 20 a 22 reis, e a
Francesa de 21 a 22* reis a barrica.
Farinha de mandioca = Vai dechindo ea-
penas se alcanga i^OOO pela sacca.
Lona da Bussia larga ss Vendero-se de 26 a
28*000 a pessa.
Louea ordinaria Inglesa = dem de 188 a 190
por cento de premio sobre a factura.
Manteiga s= Ha abundancia no mercado: par-
te dos barris viudos do Havre pela Ca-
melia obteve de 280 a 300 reis por li-
bra A Zilia e o Circonslance trouce i-
gual poreflo que inda nao foi vendi-
da. A Inglesa tem obtido de 300 a
380 reis.
Milho = No ha.
moderada oceupava o lugar que haviam dei-
xado os confusos signaes da desesperado.
Adela disse Paulo levantando vaga-
rosamente a cabera a tua alma nobre c vir-
tuosa adivinha os sentimentos daminha! tu
julgaste que ella pura e nao te engaaste.
Paulo respondeu Madame de Tilmont,
recuando alguns passos eu vim procurar-te
para desenganar-me de urna tenivel duvida ,
para conhecer em lim se a digno dos senti-
mentos que o meu eorago te dedicou.
Queouco! que! o meu segredo lee
desconhecido ?
E' s da tua boca que o quero saber.
Oh nunca nunca. .eu seria teste-
munlia do horror que te causara e ento
morreria de dor.
Os labios do desgracado trerniam e reve-
lavam a perturbago de sua alma.
En to adeos, disse Madame de Tilmont,
eu esperava levar urna idea consoladora e
nao levo mais que urna Iiorrivel eonviceo.
Juro pelo Co clamou Paulo com tor-
ca juro que nao sou criminoso : tomo tam-
bem por testemiinha aquella por quem daria
agora mesmo esta vida que s conservo, por
que a honra me impe esse dever.
A COMPANHIA 1)0 BIBEJUBB E OS PROJECTOS DE
ENCANAMENTO.
Artigo 3.
Snrs. Redatores = Venho poupar como
promet no P. S. da minha correspondencia
Eu te creio disse Madame de Tilmont,
quero acreditar-te, porque eu morreria se ti-
vesse tima certeza contraria.
E seus olhos levantados para o Co enche-
ram-se de lagrimas. Paulo. lomou-Ihe urna
das mos e a pertou-a contra seu coraco cujas
palpitacoes confuzas a fizeram estremecer.
Deixa-me ausentar, disse Madame de
Tilmont eu tremo lenbrando-me que ousei
dar um passo tao imprudente.
Todava as suas lagrimas continuavam a
correr ; oceultava com as mos o seu lindo
rosto : depois chegando-as fortemente ao pei-
lo lancou sobre o seu amante um olhar cu-
fuSoeSS0nOSep(',de P'nlar' eextIa'mou
Adeos e agora para sempre.
m~~J,aU,?.orreu em seu seSumento mas
um gesto atterrador o obrigou a parar
m ~ 9r"heces sle precipicio ? disse Mada-
nu de r.lmontapontando para a borda da es-
trada ; se das mais um passo, no mesmo ins-
tante me lanco nelle.
Paulo immovel ecom os bracos es-
tendidos tentava abranda-la mas a sua av-
ilante sem lhe dar atlenco ajuntou com
un tom funesto, apontando para o horisonte,
!,!




Je lodo crenle ao conselho deliberativo
_i companhia do Biberibe o trabalho de pu-
blicar os documentos relativos as condic/tes
pecuniarias por ni i ni apresentadas para encar-
regaf-me da execucAo do meo Projecto. Pu-
blicando-as pois integralmente espero ter-
minar a polmica entre nos suscitada eque
muito tem otendido minlia lionra e a de me-
os companheiros para nAo interromper mais
a marcha serena e regular de oulras ob-
servacoes que pretendo fazer aos accionistas o
ao publico rcspondcndo correspondencia
inserta no seo diario de I do corrcnte cujo
estilo serio e grave honra seos autores e
traz outra vez a discussAo s suas legitimas
bases. No artigo annimo de H do corrcnte ,
duas assereoes me tocarAo de perto; limares-
peita exigencia do pagamento do projcto ;
a oulra limita-se exorbitancia da retribui-
Cfto, que exigimos ; tratarei de ambas ft
espero demonstrar a injustiea com que por
esse lado nos agred rao.
)o documento junto n. I consta que nun-
ca lizemos ollera do nosso |)rojecto ao gov. r-
no nem companhia de Biberibe; e posto
"* me possa engaar a cerca da verdadeira sig-
nilicagao dos termos d'um idioma que nao
be o meo persisto na convicgAo, em quanto
me nao fizercm conhecer o erro que 03 ver-
bos .apresenlar e communicar por
nos em pregados uesse documento exclu-
em a idea de dadiva ; sobre este ponto
nada mais direi por spolo assaz eluci-
dado pelo nico documento explicativo
da minha intenciio, desejando todava que
o auor do artigo do diario compreben-
da bem a forea dos motivos de delicadeza
que me embaracao de ser mais explcito ago-
ra ede niio introduzir mais na nossa dis-
cussAo o nome d'uma pessoa respfiitavel que
nao devia nella apparecer.
Quanto ;i segunda asseroao basta 1er no
documento junto n. 4 em que se acho ca-
radas as primeiras proposites pecuniarias por
nos feitas ao conselho deliberativo para se
conhecer fcilmente os erros grosseiros [tara
nAodzer mais em que cabio o autor do ar-
tigo do diario de 11 do corren te. 0 terceiro
artigo desse documento mostra com a neces-
saria clareza que a quantia de 80 conlos
comprehendia todas as nossas exigencias pe-
cuniarias ; pelo que sao pura invencAo do
correspondente do diario os 8 contos a ella
adicionados para pagamento do projecto e
os G0 para transporte de minha senhoria a
l;ranea e engajamento de dois outros En-
genbeiros.
E quanto mais parecerfio extraordinarios
esses^rros, vista do documento n. icon-
tendoas propostas definitivas que lizemos em
10 de maro ao conselho deliberativo antes
de recber-mos a resposla das primeiras. Por
elle. nos olTerecemos para empreitar-mos o
encanamento simplesmente por *>0() contos ,
ou para nos encarregar-mosda sua direccAo
adopiando novas bases de contracto de manei-
ra que entrando em linba de conta o engaja-
mento que dois d'entre nos lizemos com o go-
verno pedamos por nosso trabalho du-
rante os Ires annos la obra a penas 2G con-
tos em vez de I 40 cuja reclamacao o corres-
pondente do diario nos lauca em rosto sem a
menor razo.
Poderia accrecentar militas reflexes s
que precedem ; o me seria dillicl provar
que com o Engenheiros queconsiderei e con-
sidero ainda indispensaveis execuco do
nosso projecto completo as nossas primeiras
i
propostas crAo mu razoaveis e attendives ;
e que se por ventura alguma coisa ncerravo
ellas de inconveniente companhia ou desa-
,<;radavel ao conselho deliberativo era facili-
mu modiicalas sem rejeitar igualmente todas
ellas-, poderia.mesmo allegar que quasi todas
as modifi.laces contidas na Aegunda pro-
posta havio sido previamento explicadas ao
digno secretario do conceibo para levar c.on-
sideraco deste se nao estivesse pelas ou-
tras ; mas todas essas observacoes eslende-
rao sobre maneira os limites desta corres-
pondencia ; que me praz de concluir aqn ,
confiado no bom senso e rectido dos accio-
nistas da companhia e do Publico que apre-
ciado como devem os documentos refe-
ridos. Recife 16 de maio de 1842.=Sou
Snrs. Redactores i.
L. L. Vauthier.
Documento n.l. Offlcio dos autores do
projecto d'encanamento do rio Bebiribe ao
Exm. Snr. Prezidente da Provincia.
Desejosos de contribuir, por todos os meios
ao nosso alcance prosperidade desta cida-
de e deste Paiz temos a honra de appre-
sentarmos V. Exc. a memoria, orcamen-
to e riscos principaes de hum projecto por
nos concebido para se conseguirern tres resul-
tados da maior importancia e desde muito
lempo procurados isto he o encanamento
de agoas potaveis para esta Capital a nave-
garfio do rio Bebiribe e o dessecanvmto do
pantano de Olinda 5 afim de que servindo-se
V. Exc. communicar os ditos papis Di-
rectora da Companhia de Bebiribe e mos-
trar-lhe as grandes vantagens que ollercce es-
se novo projecto ten ha a bondade de nos co-
adjuvar perante a dita Companhia pelo pode-
roso apoio da sua recommendagAo, e da appro-
vagAo le que V. Exc. julga digno nosso pro-
jecto, declarando de mais Directora que es-
tamos promptos a entrar em conferencia com
ella ou com a commissAo que nomear para
examinar o nosso projecto e lhe ministrar
todas as explicaees e esclarecimentos es-
critos ou verbaes que precisos forem.
Approveitamos a occasiAo para patentear
V. Exc. &c. <\c. 1. de Fevereiro de 1842. -
Vauthier, Boulitreau Milet.
Documento n."2. Officio do conselho deli-
berativo da Companhia de Bebiribe ao Snr.
Vauthier.
O conselho deliberativo da Companhia de
Bebiribe querendo deliberar definitivamente
sobre a adopcAo do plano de encanamento de-
lineado por V. S. e pelos Snrs. Boulitreau e
Milet, que foi ltimamente offerecido Com-
panhia por S. Exc. o Snr. Presidente da Pro-
vincia deseja saber se V. S. seencarrega de
o por em execuco e quacs as condig<3es com
que se incumbe dessa empresa : pelo que ro-
gamos a V. S. haja de nos responder a se-
melhanle respeito com a brevidade que lhe for
possivel.
Dos guarde de. 16 de Fevereiro de 1842
J. R. de Oliveira B. J. F. Barros.
Documento n. 3. Resposta ao precedente
officio.
Respondendo ao officio que Vv. Ss. servi-
ro-se me dirigir em nome do conselho de-
liberativo da Companhia de Bebiribe a 16 do
corrente lenho a honra de lhes appresentar
com a autorlsacAo dos Snrs. Boulitreau e Mi-
let hum projecto contendo ascondiefies prin-
cipaes com que pedemos contractar com a
Companhia de Bebiribe.
Ainda mais urna tempestade...tu o pre-
di sseste.
Ella nao estalar boje, exclatnou Pau-
lo; porem bem depessa.... Urna voz interior
me diz.
Com cffeito as nuvens se amontoavam
unas sobre asoutras e grossas bagas de a-
gua regavam ja a trra.
Madame de Tilniont continuou diligente-
mente o seu caminho disse ainda adeos a
Paulo, quando un ngulo do bosque a ia oc-
cullar le todo a sua vista.
Bem depressa conheceu que era noite. Per-
seguida pelo temor de que a sua ausencia
fosse conhecida ,. e esperando fazer un ca-
minho mais curto determinou passar atra-
vez dos campos : apezar dos obstculos que
encontrava caminhiva animosamente ; mas
respirando |)ouco depoiscom didiculdade, e
vendo-se coberta de sunr enfraqueceu. Ca-
minhando pelos campos avrados de poueo ,
a cada passo que dava,seuspsse entranhavam
pelo chao e traziam una pesada niassa de
trra hmida.
Muilas vezes perda o equilibrio eescor-
regava ; muitas vezes ora obrigada a parar ,
I i ni
de tomar a respiraco. Finalmente
chegou aos muros do jardim, mas em que
estado grande Dos Trazia os ps cheios
de barro as pernas estavam feridas pelos es-
pinhos e cardos e os cabellos molhados de
suor e de chuva catiiam em desalinho ro-
da do seu corpo. Foi neste estado que Mada-
me deTilmont voltou para sua casa aonde
apenas se atreva a entrar.
A pequea porta ainda eslava meia aber-
ta ; Madame de Tilniont introduziu-se atra-
vez los escuros corredores subiu pela esca-
da falsa e entrou no seu quarto.
Ella acreditava que eslava salva ; mas en-
trando na cmara viuseuirmao assenlado,
e olhando para o chao com recusando enca-
ra-la.
Nao temaes lhe disse Lerville ; eu s
que dei pela vossa falta. Os creados julgam
que estamos oceupados em preparar algumas
cousas para a nossa partida q^e deve ser esta
meMiia noite. Assim nenhum delles sabe
que tao imprudentemente abandonastes yos-
so conductor vosso irmao e vosso amigo.
Pobre Adela !
Ah meu irmo eu sempre fui digna
de vos e de mim elamou Madame de Til-
Deos guarde &c. 20 de Fevereiro de 1842.
Vauthier.
Documento n. 4. Projecto de contracto
junto*) precedente documento.
Entre a Directora....... eos Snrs. V. B. e
M. est celebrado o contracto segunte.
Art. 1." Os Snrs. V. B. M. lomo o en-
gajamento de ceder Companhia o Projecto
delineado por elles para abastecer a Cidade de
Pernambuco de agoas potaveis ; estabelecer
huma navegaco da povoago de Bebiribe para
Olinda;edesa|agar o pantano d'Olinda,de diri-
gir em ludo o que compete a Engenheiros, e de
concondu/ir a seo (ira no prazo de 4 annos as
obras constantes do sobredito projecto, fazen-
do todas as operacoes grficas que forem ne-
cessarias detcrminacAo dos niveis e direccao
das obras organisando todos os mappas ,
plantas, riscos geraesedetalhados dirigin-
do os mestres de obras nos seos trabalhos
especiaes, e fornecendo todos os methodos de
execugo, e esclarecimentos uteis para a exc-
cugAo mais prompta e econmica dos traba-
lhos vigiando de mais no seo bom anda-
mento.
Art. 2." Para o melhor desempenho das
obrigacoes contidas no precedente art. alera
do seo trabalho propro os Snrs. V. B. eM.
mandaro vir dos pai/es entrangeiros ou esco-
IherAo no paiz pessoas habilitadas para coail-
juva-los na sua pesada tarefa em nume-
ro sufficicnte o qual nao poder ser menor
de iluas.
Art. 5. A companhia para gratificar os En-
genheiros abaixo assignados dos seos traba-
lhos assim como est o definidos no> artigos
prescedentes lhes pagar huma decima parte
do valor total das obras conforme ao orea men-
t por elles apresentado slo he 80 contos de
reis no prazo de quatro annos da forma se-
grate :
\." 8 contos ao assgnar o presente contrac-
to como pagamento do projecto.
2. huma somma mensal de hura cont e
quinhentos durante os 48 raezes da execugo.
Art. 4. A Companhia toma o engajamento
de fornecer para a execuco das obras assim
como para seo estudo definitivo, todos os ma-
teriaes olliciaes, serventes, feitores, apon-
tadores, mestres de obras, ferramentas, uten-
silios machinas o todo mais que for preciso ,
conforme as requisic/ies feitas pelos Engenhei-
ros as formas que sero determinadas, e de
maneira que nunca o trabalho possa solfrer no
seo andamento por falta dos sobreditos meios
de execuQo. .
Art. *j. Para seguranca da Companhia, os
Snrs. V. B. e M. consentirAo deixar nos
coffres da dita, huma somma mensal de 200,>
reis retidos durante os 40 primeiras mezes ,
para formar huma (anea de 8 contos que lhes
ser entregue no fim las obras e ficar as
mAos da Companhia no caso de os Engenhei-
ros nAo conduzirem as obras at seo completo
acabamento.
Art. 6. No caso de serem accabadas as obras
antes do prazo de 4 annos, os Engenheiros re-
becero da Companhia oque faltar nessa poca
para completar com todos os pagamentos j fei-
tos a somma total de 80 contos especificada no
art. 5."
Art. 7. Se por falta da Companhia as 0-
bras nao se accabassem no prazo marcado de
quatro annos, a somma de 8 contos mencio-
nada ao art. 5. ser entregue aos Engenhei-
ros no fim desse prazo e para gratifcalos de
seos trabalhos ulteriores at o completo aca-
mont; mas vejo bem que j nao ha esperan-
za de ventura.
Tanto a dor coma o cansaco a faziam fra-
quejar sobre os joelhos. Neste estado Ler-
ville correu a asseuta-la em urna cadeira,
Em que estado vejo minha irmA disse
o presidente. Porem cuidemos em reparar o
mal. S eu quero ajudar-te a lim de que nao
haja suspeita alguma.
Mdame de Tilniont reanimou-se compoz
seus cabellos, e mudou de vestido e em fim
preparou-se para apparecer diante dos crea-
dos. Lerville mandn trazer a ceia para a
cmara de sua irru e esta ainda que muila
necessidade tivesse de restabelecer suas forcas,
comeu pouco ; e d'alli a meia hora j a car-
roagem rodava pela estrada de Pariz.
Lerville poz em pratica tudo o que a mais
affectuosa e terna amizade lhe sugera afim
de acaimar a nffceao de sua irm. Os dis-
cursos e os conselhos da razAo e da expe-
riencia nada podem sobre um coracAo ferido
pelos tiros de urna dir recente e profunda.
Porem se os ol ha res mudos, eos cuidados
silenciosos de urna amizade delicada c pura
nao conseguem vencer a dr, ao menos alcan-
am fazer com qtie ellaseja menos pungente.
ha ment .las obras Ibes ser paga huma men-
saldade de 1:800,* reis.
Art. 8." Se por culpa dos Engenheiros, nao
se acabarem as obras no prazo marcado .os
Engenhewos continua ro a dirigirs obras al
seo completo acabamento, sem receberem por
isso nenhuma gratilicacao da Companhia, eos
8 conlos mencionados ao art. 8.a licando ao
puder da Companhia al serem inteiramente
prcenchidas as obrigacoes dos Engenheiros a
baixo assignados.
Art. 0. A Direccao geral ser especialmen-
te dirigida pelo Snr. V. que a reprezentar
em todos os casos e com quem ser estabeleci-
da a correspondencia ollicial da Companhia.
No caso de empedmenlo ou morledoSnr.
V. elle ser substituido as suas funcc,0es pelo
Snr. B. sendo neste ultimo caso chamada una
outra pessoa para completar o numero dos a-
gentes da direccAo.
Art. 10. O Snr. V. ser autorisado fazer,
no lim de seo engajamento com a Provincia ou
mais cedo se o governo o permitir, huma
viagem de 6 mezes na Europa se comprome-
tendo a tratar de ludo que lor dos interessea
da Companhia na Inglaterra ou na Franca ,
sem ser por esta circunstancia mudado o pes-
soal da direec/io.
Art. H. O Prazo de quatro annos princi-
piar em...... e acabar em.......
Documento n."o." Propostas definitivas fei-
tas ao conselho deliberativo da Companhia pe-
los Snrs. V. B., o M.
Constando-nos por ditos do Exm. Preziden-
te da Provincia quea Directora da Companhia
de Bebiribe nao julga adoplaveis as propostas
que lhe lizemos a 20 de Fevereiro p. passa-
do, por intermedio de Vv. Ss. para nos en-
carregar-mos porempreitada da direccao
da execuco do nosso projecto d'encanamento
d'agoas potaveis pura esta cidade desseca-
mento do pantano de Olinda e navegagao do
Bio Bebiribe ejulgandoque nao tem sido
tomada a este respeito huma decisao definiti-
va por nao termos sido d'ella informados di-
rectamente : impellidos pelo natural desejo
de facilitar em quanto for possivel a adop^ao
d'hiun projecto por nos concebido e que nos
parece sempre mais vantajoso do que todos os
appresentados por sua seguranza a muito
maior quantidade d'agoa que elle fornece e
a superior qualidade desta agoa em razao da
lltracao que ministra o nosso projecto pen-
samos que a Directora hade recebersem dis-
prazer as seguntes observacoes.
Se, deixando-se de parte o dessecamento do
pantano e a navegaco do Rio Bebiribe a
Companhia quzesse cuidar somente no objec-
to que determinou a sua formaco, isto he oa-
baslecimeulo desta Cidade por agoas potaveis,
ocusto total do projecto por n'is appresentado
assim reduzido e modificado nalguns pontos de
pouca importancia indurado nelle as despe-
zas de administrado nao poderia chegar a
mais de 500 contos somma menor do que lo--
dos os projectos at agora appresentados; e
para provar quanto estamos certos de nosso
proposito, ficamos promptos a tomar a dita
obra de empreitada por este prego.
Alem disto pensando que a Directora pode
achar demasiado o numero de o Engenheiros,
que julgamos necessario para se dirigirem as
obras, pensando de mais que os engajamen-
tos que dous de nos tem j com a Provincia ,
e que podem ser renovados inlluem at cer-
to ponto sobre a questo de nosso pagamento,
e rellectindo que como he do interesse da
A noute passou-se quasi toda em inteiro
silencio, eem profundas meditages ; e des-
te modo o somno nao podia pezar sobre os via-
jantes. Madame de Tilmont olhava com ar
triste e apaixonado para as nuvens que
corriam para o lado do bosque : abaixou os
vidrosda carruagem como para respirar oar
que o sopro dos ventos devia levar aos loga-
res que ella deixava com tanto pezar : tapou
depois a bocea com o lenco afim de abafar
seus ais e suspiros e cahic em profundo
silencio : e Lerville cheio da maior compai-
xo procura va na escurido as mos de sua
irmA e apertava-as ternamente entre as
suas.
A carruagem entrou em Pariz ao romper
do dia e foi parar porta da casa do presi-
dente que era em um bairro pouco frequen-
tado. Madame de Tilmont enfraqueeida ,
cheia de dr e devorada por urna invenci-
vel tristeza naoquiz sahir do seu quarto du-
rante muitos dias e com tudo anda ignora-
va o segredo que Paulo havia confiado a Ler-
ville.
Mas tempo que fagamos conhecer a nos-
sos Ieitores a terrivel confidencia.
( Conlinuar-se-ha. )


*>
companliia dar ao trabalho o mais rpido an-
damento, e por conseguinto fornecer todos
osmeios indispensaveis para alcanzar este re-
sultado podemos, tractando com a compa-
nilla por ordenados deixar de parte lodos os
agentes que alem de nos tres forem necessa-
rios ; temos tomado a deciso de lhes propor
as condiges seguinles :
Em todos os casos o projecto ser pago 8
routos em dinheiroou em aegoes, a vontadc
da campanilla; de mais, no caso dse execu-
Ur o projecto completo avallado em 800
cortos.
i. Se os snrs. V, e B. r.o lizerem inme-
diatamente un novo contracto eom a Provin -
ola os ordenados annuaes dos abaixo assig-
snrs. V. 8 conlos ;
4 annos
propostas; por quanto subsste e nao podo Domingo 2!) do corren te cujos interes-
ser destruido o motivo principal que obstou saldes promenores serao annunciados com an-
adopcAo do mencionado projecto : Uto he : leeipacAo para mellior intelligeiieia e com-
a necessidade de em prego de machinas para mo'didade de tao respeitabilissimo Publico ;
elevar as agoasdo rio Beb rie Iiavontlo-se
declarado contra o emprego de machinas a
maior parte dos accionistas da companhia o
ainda mais, porque em cous.'quencia da sua
ultima resolugao, o conselho entrn em no-
vos ajustes e contractos para por em pratiea
o encanamento do rio da prala, e nao pode
j agora recuar sem milito prejuizo e desai ,
ainda mesmo (|ue fosse possivel remover o in-l zenlacoos Dramticas, jogos, equilibrios, dan-
cen ven ente das machinas, cuja circunstun-jga de corda volante e corda toza gimnas-
cla sem entrar em outras considoragoes que tica izica bailo e saltos de tranpolim ar-
advorlindo que os Camarotes se acbao a ven-
da desde j, sendo o seu encarregadoo snr.
Zebedeo Cazar.
Modesto Francisco das (-bagas tendo arran-
jado urna Companhia de Jovens de ambos os
sexos capazos de aprezentarem ao respeita-
vel publico divertimentos compostos de repre-
o conselbo teve em vistas por nao adoptar o,
projecto de encanamento do rio Bebirlbe j
fez abortar um plano oreado pelo Engenbeiro
Boyer em 370 conlos e outro oll'erecido por
A. F. de Mornay que se propunha a emprei-
tar o orcamenlo do mesmo rio por pouco mais
de 100 contos adoptarulo este machinas hy-
draulicas, e aquello as de vapor: com o que
fico respondidas as observagoes que Vv. Ss.
fazem a respeito do custo da obra. Dos
guarde &c. Marco 12de 1842. = J. B. dO-
liveira B, J. P. Barros.
E DI T A L
nados serao os seguintes
B. 4 ditos ; M. 2: tOO. : o que nos
da a somma total de 57:000*000.
2. Se os ditos snrs. lizerem um novoenga-
jamento com a Provincia s condic/es como
que tem ja contractado, islo he ; o snr. V.
12000 francos com 600* de graticagao an-
nual, o snr. B. 0000 francos com 300* de
gratificagao annual, receber da companhia
soturnas iguaos licando o snr. M. com orde-
nado de 2.400*, o que nos 4 annos d a som-
ma total de 55,240* rs.
Em lim, no caso de se executar o projecto
reduzido, avallado em 500 contos, ascon-
diges precedentes licarao as mesmas acban- Perante a Tbezourarla de Fazenda se lia de
do-se somonte reduzido a tres annos o lempo arrematar, pelo maior prego, que se ollero-
da execuco. 'cer, a renda da caza de 2 andares e loja ,
Deste modo a somma dos ordenados pagos sita na ra Direita desta Cidade. do lado do
pela companhia, seria no 1. caso -13:200* ; nascenle D. 5, pertencente a Fazenda Pu-
no 2. caso 26:450* rs. j hlica por tempo de um triennio linanceiro ,
Taes sao as novas propostas que temos de I contado do 1. de Julho de 1842, ao ultimo de
apresentar a Directoria rogando a Vv. Ss. de i Junho de 1843. As pessoas, que se propo-
os dar a mais prompta resposla qualquer zerem a licitar ,- devero comparecer na salla
que seja o seu sentido. Dos Guarde &C. 10 das sessrtes da mesma Tbezouraria, nos dias
de Margo de 1842. = Vauthier, Bouletreau, 7, 10, e 14 de Junho prximo vindouro.
Milet. | competentemente habilitadas. Secretarla da
--------- ; Tbezouraria de Fazenda de Pernambuco 1 4 de
Documento n. C Bespo>ta do Conselbo dell-1 Maio de 1842. Joaqulm Francisco Baslos ,
berativo aos documentos n. 4 e 5. Official Maior.
O conselho deliberativo da companhia de Be- j
biribe, recebeo em devido tempo o ofllcio que
V. S. Ihe dirigi com data de 20 dopassado ,
inclulndo o projecto de contracto assijinado
por V. S. c os senhores Boulitreau e Mllet,
com as condicoes pelas quaes se enearrega-
rao da execugAo do plano por V. S. e seus
dignos collegas deline do e offerecido ao Exm.
Presidente da Provincia. Tendo porem o con-
selho resolvido nAo adoptar este plano, ape-
zar da sua perfeigo e das vaniagens que ap-
presenta, em raso de ser o encanamento do
vioBebiribe dependente de machinas, orca-
D E C L A B A C <"> E S.
= O Arsenal de Guerra precisa comprar
urna porcAo de madeiras de grande. dimen-
ses: as pessoas que quiserem vender pode-
rao comparecer no dia 23 do corren te mez as
10 horas da manila.
= Continuaco da rclago dos devedores
da Dcima Urbana anterior ao anno de 1833.
Bento Joze de Senna Fora de Por-
tas N. 123
de Manoel Monteiro de S ra
da Cruz N. 33.
Alexandre Joze de Araujo ra da
100,000*000 e que demando um cosleio
annual, tal voz de um tergo desta quantia ,
despendi este constante e certo e contra o
qual se lia manifestado a maior parte dos ac-
cionistas desde a installago da companhia ,
e tambem por serom as condiges propostas
assaz onerosas e tendentes a elevar conside-
ravelmente o orgamenlo e custo das obras e
a tornar a companhia dependente dos seus em-
pregados : assim o communica a V. S. em
resposla a seu mencionado oflicio ; deixando
de referir todas asrasoesque na mesma ses-
so o decidiraf) a adoptar exclusivamente o
plano aeencanamento dorio daPratajap-
provado pelo Exm. Presidente da Provincia ,
a cujo conheciinento Jevou o conselho esta
sua deliberaco.
Com quanto nao ten bao sido adoptados os
trabalhos de V. S., o conselho os julgou dig-
nos de todo o apreco e espera ter ainda oc-
casio de melhor os poder apreciar e de ebe-
gar mesmo ao termo de um contracto com V.
S. quando tractar da empreza do desseca-
mento do pantano de Olinda, e da melhora
da navegaco do rio Bebiribe que se propoe
acontraclar por parle da companhia. Deus
Guarde &c. 10 de Marco de 1842 = J. B. de
Oliveira B. J. F. Barros.
Documento n. 7. Besposta do Conselho de-
liberativo ao documento n. 5 ( vindo junto
com o precedente documento. )
Depois de firmado o olicio que o conselho
deliberativo da Companhia de Bebiribe inde-
regou ao Ulm. snr. V. em data de 10 do cor-
rente Ihe loi appresentado o de Vv. Ss. da-
tado dell, modilicando alguns artigos da
proposta que Vv. Ss. ihe havio feitas para se
oncarregarem da execuco do projecto de en-
canamento esgolo do pantano e navega -
Cao do rio Bebiribe offerecido ao Exm. Pie-
zidente da Provincia ; e fasendo algumas ob-
servables a respeito do plano geral das obras ,
e das alteraeoes que nelle se podem fazer em
relagao ao augmento e diminuigo das despe-
zas oreadas. Em resposta cumpre ao con-
selho significar a Vv. Ss., que nao Ihe he pos-
sivel lomar em considerado as modificacoes
30*240
18*000
74*230
Cruz N. 44.
Manoel Gongalves da Porciuncula ,
hoje Joze Antonio de Moraes ,
Fora de Portas N ll6. 30*310
Manoel Gomes Braga, hoje Joze Fer-
nandes da Silva Fora de Portas
N. 32. 4*320
Os Erdeiros do Padre Vicento Fer-
reira Jorge hoje Francisco Joze
Belem, Senzalla velha N. 38. 41*040
Joze Joo de Oliveira Pinlo por
detraz da Guia N. 3. 10*800
Belchior Jos dos Beis Fora de
Ponas Ns. 52 86, e 93. 27* 118
Erdeiros de Amaro Branco, ra do
Amorim sem numero. 33*100
Joze Tavares Gomes, Praga do Cor-
po Santo, N. 71 r.Encantamen-
to 72, Fora de Portas n 174el78 264*858
Joze Francisco Belem Cordniz
N. 44, Beco do Padre Alexandre
N. 216. 67*500
Margarida Maria deJezus, ra de
Maria Bodrigucs N. 163. 36*700
Manoel do Nascimento Costa ra
da Lapa N. 172. 109*296
Anna Maria da Trindade Senzalla
velha N. 39. 123*300
Joanna Maria Francisca do Nasci-
mento, Beco do Tocolomb n. 27 12*240
Izabel Maria da Vizitaco Beco do
Tocolomb N. 17 8*232
Erdeiros de Manoel Vellozo da Sil-
veira ra da Cacimba N. 112 ,
hoje unida a de N. 197 da Madre
de Dos, de Manoel Francisco
Lavra. 12*600
THEATRO.
= O Artista Gimnstico Joze dos Reis ,
tem a satisfacAo de annijnciar aos [Ilustres
habitantes desla Cidade que est preparan-
do com o maior esmero e enthusiasmo un
brilbante e bem delineado Expectaculo para
rendou ao Snr. Francisco de Freilas Gamboa,
todos os Domingos o dias Santos do tarde, pa-
ra dar as suas funecoes das i horas albo as
avemarias pelo prego de 500 reis cada buh-
te de entrada na porta principal como j se
uzou ueste mesmo Tbeatro nos annos de
1820 1850 -- e 1831 devendo os Senho-
res que vieren) de jaquelas oceuparem a Pla-
tea e varandas eos Senhores docazaca os
Camarotes ; o Director da nova Companhia,
est persuadido do interesse qiio rezulta ao
respcitavel publico, nAo 80 pela aplicacAo dos
seus jovens artistas como pelo innocente re-
croio queoferece mocidade que nao ten-
do onde empregar licitamente as lardes nos
Domingos e dias Santos se onlretero uestes
recreativos expectaculos que dislrahindo de
alguns mog hbitos a mocidade tara com is-
lo um grande servico a todos os paes de fami-
lias pairos e Senhoras cazadas pois que
o diminuto prego de 300 reis por cada bilhete
Ibes evitar muitas distragoos mais dispen-
diozas.
Os expectaeulos serio prezididos por um
Snr. Agente do Polica, e a competente suar-
da para manutenefio da boa ordem. Terfio
principio os Expectaeulos do I. dia Santo do
mez de Junho em diante o que so annuncia-
r por Noticias Cartazos e folhas publicas.
AVISOS DIVERSOS.
=C O Snr. Agricultor que se tem offerecido'
por este Diario para ser administrador do
ongenbo com seis escravos seus : queira
dirigir-se a ra do Crespo D. 9 lado do sul
tpie achara com quem tratar a tal respeito.
= Quem precizar d'um rapaz Portuguez,
para se empregar de caxeiro de qualquer ne-
gocio, sabendo ler escrever e contar, ou ainda
mesmo para padaria por j ter pratica pro-
cure na ra da larangeira na padaria do sr.
Luiz de Castro que achara o pretendonte.
tSF" Em eumprimento ao Artigo 2 do Be-
gulamento de 17 de Fevereiro de 1852 fago
publico, que no dia 14 de Junho prximo fu-
turo pelas 10 horas do dia perante o conselho
extraordinario Ae ha de arrematar o forneci-
inento dos medicamentos para os doentes em
traclamento no Hospital Reg mental d'este
Corpo ; os pretendentes dirijo-sc a respecti-
va Secretaria, onde estar presente o Formu-
lario. Quartel do Commando Geral do Corpo
de Polica 21 de Maio de 1842.
Pedro Alexandrino de Barros Cavalcanti.
= Alluga-se um sctAo grande tendo co-
sinha e quatro quartos quintal, cacimba,
e por prego cmodo ; cito no bigardos Coc-
idos, junto a nllaria do snr. Miguel Carneiro:
quem o pretender falle com Marcellino Joze
Lopes.
O snr. J. F. S. deF. queira mandar pa-
gar boje o aluguel do sobrado da ra do Ran-
gel em o qual morou no anno de 1859, o con-
traro amanhaa se publicar seu nome por ex-
tengo.
= Alluga-se um terceiro andar na ra Di-
reita com cmodos sufficientes.para grande fa-
milia por prego cmodo: Quem o preten-
der dirja-se a ra do Livramento defrontc da
sacrestia : a fallar com Antonio Joaquim de
Mel.
s= Arrenda-se um cilio bastante grande
com muitas arvores de fructo no principio da
estrada dos aflictos muito perto da praca :
com casa de muitos cmodos e bastante agoa
de lavage. e muito boa de beber : quem o
pretender dirija-se a fallar com o supra dito.
=s Aluga-se um escravo crioulo para qual-
quer servigo ou para ser servente de qual-
quer obra por ser muito esperto : na ra das
CruzesD. 6, 2. andar.
Qualquer Sr. Sacerdote que quizer ser
coadjutor da reguezia de N. Senhora da Paz
dos Allogados annuncie pois tem duas ca-
pellanias niui boas ambas dentro da Matriz
urna nas quintas Cairas e mitra nos domin-
gOS e dias santos ; alem disso lem o torco
doque rende a freguezia e a metade da dc-
zobriga. A quem convier dirija-se ao mes-
mo vigario na mencionada freguezia rezi-
dente em a ra de niotocolomb. Declaro
mais que lem oulra capellana na capella do
Bozaro ou do Paraizo em a ra de S. Mi-
guel ; o em todas as capellanas desta matriz
lem bons estipendios.
Arrenda-se um sobrado de 1 andar ,
que tenha quintal e que seja nas ras di-
reita Penha Bangel Carmo hortas,
5 ponas ou aguas verdes : nesta mesma
ra no sobrado I). 3 nao se olha prego.
A pessoa que annunciou querer dar cin-
co contos de reis a premio por tempo de um
anno com scguranc.a em um bom predio, sen-
do que ainda nAo deo : querendo fazer este
negocio dirija-se ao principio do atierro dos
aflogados no primeiro sobrado a esquerda.
Antonio Ignacio da Boza declara por
via ueste annuncio que tendo-se auzentado
! da sua caza no dia 20 do crreme o seu filho
Joaquim Maria Gongalves da Boza ecomo
athe hoje nao saiba do seu destino : previne
as pessoas que com o mesmo aiinuncianle
temeontas para que nada doem e nem en-
treguen! qualquer quantia que elle pega ou
queira receber ; licando por este annuncio
dezonerado ^ toda responsabilidade.
i No dia 27 do corren te as 4 horas da
lardo a porta do film. Sr. Doulor Juiz Muni-
cipal o substituto da I. vara docivel na ra
do collegio se ha de arrematar por execu-
gnes do8Credor.es do Sr. Joze Bento da Costa
urna terca parte do sobrado de dous andares
na ra do Rozarlo larga pertencente ao re-
ferido Sr. Costa : onde tem venda o Sr. Va-
lenga os pertendentes compareci no refe-
rido dia por ser a ultima praga.
Apossui que annunciou no Diario de
21 do corren te ter&oooj rs. e osquer dar
com hypothcca em um bom predio dirija-se
a ra das aguas verdes 1). 58 que se Ihe di-
r quem faz esto negocio.
txy I ma Snra. capaz dezempedida se offe-
reee a ser ama do urna caza ; quem a perten-
der annuncie.
= Boga-se ao sr. thosoureiro da sociedade
panense que baja de fazer u favor declarar por
esta folha os nomes de todos os socios que
deixarAo de pagar suas joias e meucalidade ,
cotias A a lim de o publico conhecor quaes
sao aquelles que compriro o dever de bom
socio ; e so sr. thosoureiro nao satisfizer o
pedido passar pelo desabor de sofrer algu-
ma couza a respeito e islo Ihe afirmaum so-
cio da mesma.
.== Madame Tbeard acaba de receber um
completo sortimento do pentes e alfinetes ,
para infeitar a cabega guarnecidos de ouro,
esmalte, e oulros ornamentos llores e en-
lejes do cabega chapeos de seda para se-
nhoras bicos de blon fitas ; perfumaras
muito superiores e varios outros objectos de
fantasa.
=s Avisa-se aosnr. que tirou as cartas do
Crrelo, de nome A. F. Santos baja de an-
nunciar a sua morada para ser procurado ; ou
enlAo ler a bondade d'as mandar entregar no
palio do Hospital do Paraizo na venda por
baixo do sobrado, que se pagar o importe
dolas.
= Precisa-sede alugar urna caza terrea no
Recre e sendo nestas ras senzalla velha,
e ra da Guia; adverle-se que he pequea
familia : quem a tiver pode annunciar pa-
ra ser procurado.
=s Aluga-se urna casa com muitos com-
modos : na ra do Livramento D. 2.
%.j" Arrenda-se urna casa lerrea sita no
beco do Joo Francisco bairro da Boavista :
quem a pretender dirija-se a ra da Cadeia
velha caza 1). 48, 1. andar.
ti?" O abaixo assignado nunca se consti-
tuodevedor do Mraz Antonio da Cunha por
quantia alguma e este he dovedor ao abaixo
assignado por letras de cambio vencidas em
1838 e que forao traspassadas ao mesmo a-
baixo assignado pelos snrs. Antonio Joze de
Castro Guimares Joze Bodngues Pereira ,
e outros ; cujas letras esto vencendo juros :
roga-se ao mesmo snr. Braz que recolha ao
cartorio do Escrivo Bego, os autos de sua
questAo com o abaixo assignado para que
nao levem descaminho e mesmo para finali-
zar urna qiiesto principiada a 3 annos. Te-
nho assim respondido o seu annuncio do Dia-
rio de Sabbado. Luiz Antonio Gongalves.
C3" A Dir?cgo do Gabinete Litlerario avi-
za aos socios do mesmo Gabinete queuzan-
do dauthorizagao, que Ihe loi conferid* na
ultima reunan d'Assembtea Geral, transfe-
rio o Gabinete para o primeiro andar do so-
bra.lo 1). 1 4 na ra do Livramento e que
o mesmo Gabinete estar aberlo das 4 as 6
horas da tarde para serem entregues pelo
Bibliotecario es livros que forem pedidos na
confu niidade dos estatutos. O Secretario ,
Joze Bernardo Gaivo Aicanforaqp.
E7" Victorino Joze Netto. subdito Porta-
guez retira-se para fora da Provincia.
I

I
1


4
*
PILVLAS VECETAES B UNIAKRSAES VMEHIGAJIAS.
Estas pilulas j bem conhecidas pelas gran-
des curas que tem feito nao requeren) nem
dieta e nem resguardo algum ; a sua eom-
posigo tao simples que nao fazem nial a
mais tenra crianza : em lugar de debilitar ,
forlifico o systema purilicao o sangtie ,
augmento as secrecoes em geral : tomadas ,
se ja para molestia clironica 011 somente co-
mo purgante suave; o inelhor remedio que
tem apparecido por nao deixar o estomago
naquelle estado de constiparn depois de sua
operaco como quase lodos os purgantes la-
zem e por seren mu lacis a tomar c nao
causarcm incommodo nenlium. O nico de-
posito dellas 6 cm casa de I). Knoth agen-
te do author : na ra da Cruz N. 57.
N. B. Cada caixinha vai embrulliada em
seu receituario com o sello da casa em la-
cre preto.
COMPAMU.V DE REBUMBE.
Tendo de cotnegar as obras do cncana-
niento das aguas da nascent-'. do Prala no dia
i. de julho prximo futuro o conselho de-
liberativo da companhia convida as pessoas
que quiserem contractar o fornecimento dos
canos de ferro, para que liajio de apresen-
lar as suas propostas declarando os presos ,
as garantas que exigen) e o lempo em que
secompromeltem a satisfazer a encommenda;
advertindo que deven) remcttel-as em carta
feixada ao director o Sr. Joze llamos d'Oli-
veira a lim de seren peante o mesmo con-
selho abortas e tomadas em consideraco.
O abaixo assignado peder dar os necessarios
esclarecimentos a respeito da qualidade do
ferro e da quanlidade grossura e diame-
metro dos canos que se exigem.
B. 1. Fernandos Barros.
S^- Cuillicrme da Silva Guimares decla-
ra que a lempos deixou do se assignar Gui-
lhermedaSilva Meira Guimares.
= O Sr. Joaquim Ribeiro de Meirelles,
chegado ltimamente di cidada do Porto quei-
ta annunciar sua morada ; pois se Ibc dezeja
talar a negocio de seu interesse.
ssy Adverlc-so ao Sr. Luiz .Vives' Barboza
que antes de partir para lora do Imperio co-
do Palacete casa de duas janellas envidraca-
dasdelronte do sobrado que se est fazendo.
tsr Quem estiver as circunstancias de
ser ama saliendo cozinhar, e tratar de urna
casa dirija-se a ra Nova D. 26 segundo an-
dar.
X3" Joze de Mello Costa retira-se para o
Aracaty, levando em sua companhia o seu cai-
xeiro Manoel lavares.
AVISOS MARTIMOS.
ver Para Philadelphia segu viagem at o
dia 28 docorrenle a Barca Americana Globe ,
Capitao N. Esling ; quem na mesma quiser
carregar ou ir de passagem para o que tem
excedentes commodos, dirija-se ao Capitao
a bordo ou aos seus consignatarios L. G
Ferreira A Companhia.
szr' Para Lisboa segu viagem com mui-
ta brevidadeo Brigue Portuguez Tarujo 1. ,
rauito velleiro forrado e pregado de cobre ;
quem quiser carregar ou ir de passagem para
oque tem excedentes commodos, dirija-se
aos consignatarios Mondes & Olivcira na ra
do Vigario U. 15 ou ao Capitao Manoel de
Oliveira Faneco.
L E I L A O1
Cals Jnior nao tendo podido concluir
o seu leilo no dia II porcauza da chuva ,
la-lo Quanta feira 25 do correte, por inter-
veneao do Corretor Oliveira, constando de
varias mercadorias Suigas e Francezas de
prompla extracto de algumas ferragens e
miudezas de perfumaras muito finas ; as-
sim como de un rico par de espelhos grandes,
algumas espingardas inglezas de I e 2 canos.
$~j- Moje 25 do correnle se far leilo as
10 horas e meia da manh no 'primeiro andar
das casas onde mora a viuva do Burgos Pon-
ce de Len na presenca do Snr. Dr. Juiz de
Orlaos de diversos objectos como sejo ;
mobilia joiasde prata ouro diamantes ,
e mais duas colxas adamascadas de seda os
quaes vao a requer ment da viuva invena-
nlo pretende baja de vir a justar suas contas i rjante D. Francisca da Cunha Bandeira de
com a casa de Burgos Ponce de I.eon de quem
be devedor.
\3T Arrenda-se o terceiro andar da casa
da ra de S. Francisco, do fronte da cadeia
I. 3 por cima do assougue francez : a fallar
no segnndo andar da mesma.
snr Os abaixo assignados declaro que por
hora nao tem procuraco do seu devedor Luiz
Antonio Gonsalvcs e apenas prometero a
esle pese encarregario como procurado-
res de promover arrecadago das dividas cons-
tantes de ttulos que elle houvesse de nos en-
tregar para iicar a disposicao de todos os
seus credores em gcral. Lehmann & Com-
panhia.
O Preciza-sc alugar urna preta escrava
que ten ha bom leite para criar urna crianga
de um mez quem tiver annunce ou diri-
ja-se a ra do Fagundes D. 5, sobrado de
um andar.
ss?" Qualquer pessoa particular, que pre-
cise de un Clrigo, a pouco chegado de Por-
tugal declare por esle Diario para se tratar
de seu ajuste.
xsr O Snr. Luiz de Azcvedo Santos, que
trabalha a bordo da barca da escavano, quei-
ra aparecer atraz do corpo Santo loja de louca
n. 66 que se llie quer fallar.
%gr Os Srs. Joze Luiz Bellro Mavignier ,
e Ernesto Gonsalves dos Santos queiro apa-
recer na ruada Cadeia velha n. 5i no pri-
meiro andar, a negocio que Ibes diz respeito.
cy 0 abaixo assignado faz sciente ao res-
peitavel publico que deixou de ser caixeiro
doSr. Antonio da Costa Ferreira desde o
dia 15 do correnle. = Joo Baptista Rodri-
gues.
ssy Precisa-se de 400,) a premio sobre fir-
mas ; quem quiser dar annuncie.
cy O Sr. Luiz Antonio Gonsalves que tem
annunciado retirar-se desta provincia quei-
ra antes de o fazer ira ra do Vigario D.
55pagar um valle ja a muito tempo vencido.
t^y Aluga-sc um sitio na estrada do Poin-
bal, com casa de vi venda bastantes arvo-
redos de fructo e tena para plantar : na ra
do Livratnento a tratar com a sua propieta-
ria.
X2T Aluga-se o 5. andar e armascm do so-
brado de 4 andares da ra do Aniorim, de-
fronte do ferreiro Caetano:
do Vigario I). 12.
S3T Uma senhora propoe-se a tomar escra-
vas para ensillar a coser bordar marcar ,
fazer |avarilo renda engommar, lavar de
sabo cozinhar e um ludo quanto quiserem
mandar ensinar dando somente o sustento,
e tarnbem se lomao negras do matto : na ra
Mello para pagamento dos credores do casal.
X.GP" A Senhora viuva do Dr. Classen far
leao por intervengan do Corretor Oliveira ,
da inteira mobilia da sua casa, que ser ven-
dida por qualquer prego assm como dous
excedentes carrinhos com arreios, e um bom
cavado Quinta feira 26 do corrente as 40
horas da manha, em o sitio de J. dosS. Por-
to no Manguinho Papa Ierra.
XSF" Iloje as 10 horas da manh o Corretor
Oliveira far leilo, em o sitio, que foi do fal-
lecido liaira, no Cajoeiro, da mais esplendida
mobilia, que at hoje se tem offorecidoa venda
publica e a mais apropriada para adorno de
qualquer casa por muita asseada que seja ,
pertencente a um respeilavel Cidado dos Es-
tados Unidos prximo a retirar-se desta
praca ; e para melhor informaeo se noto al-
guns dos principaes artigos de difierentes sa-
las a saber : sala de vesitas conten Iremos
com espelhos mui ricos e tampos de pedra
marmore branca, um pianno dos mais raros
pela sua superior qualidade, com chapa de
ferro interna para prender a cordeago, e con-
servar a alinago um espelho muito grande
para sala um sof de mogno com travissei-
ros e as cadeiras para igualhar perfeitamen-
te euvernisadas uma estante de msica ,
mesa de meio de sala 4 cadeiras de bracos
de variados gostos, uma caixa de costura com
lampo de pedia \ caixinha para cha apare-
Ihos de procelana da india 5 lampies mo-
dernos com vidros lapidados e pingentes, um
lindo relogiode cima de mesa bom regulador,
quadros de vistas no Rio de Janeiro e mui-
tos outros objectos de fantasa ; sala de jan-
lar : duas bancas com lampos de pedra mar-
more aparador, mesas de janlar um apa-
relho completo da melhor procelana branca
de Franca um dito igual para deser com
pralos altos para frutas, um dito de gosto ex-
quisito um dito para cha, bandejas, gar-
rafas de cristal de cores para vinnos copos ,
e muitos objectos de vidro raros ; alcovas e
quartos : um magnifico le i lo de mogno um
dito de madeira cipreste, lavatorio de mogno,
com lampo de pedra, dous lindos guarda rou-
pas de senhora com bons espelhos e tampos de
marmore cadeiras lampies esleirs de
canl.jo que guarnecen! todas as salas da casa ;
a tractar na rua^ alen) do grande trem de cozinha ha um
'carro americano que leva i pessoas com os
pertences e arreios completos para um ou 2
oavallos um dito mui leve de duas pessoas ,
utro de 4 rodas para um e 2 cavados com
os arreios competentes. Snhoras ou bo-
nicos decentes que queiro examinar os
ditos artkos podem dirigir-sc ao menciona-
do sitio sexta feira e sabbado 20 e 21 do cor-
rente que ento ludo Ibes ser eaporttatieB-
menle patente.
COMPRAS.
557- Seis mil lijlos de tapamenlo : na ra
da Aurora n. 9.
53- l ina pofco de tijolos de tapamenlo ,
o 10 a 20 milheiros de alvenaria posto no Re-
cite : na praga do Corpo Santo a fallar com
Joo Antunes Ciuimaraes.
52T Duas cabras bichos que sejo criadeiraS
e tenho bstanle leite : em fora de portas
n. 104.
VENDAS.
V SS9" Sahioaluz e vende-se na praca da
Independencia loja de livros n. 57 e 58 as
Notas eRellexes a alguns artigos do regula-
mentodas Alfandegas. Est obra nao he so
interessante para os empregados como para
os negociantes, e pessoas que despacho mer-
cadorias, pois Ihe dcouhecimentos que nao
podem adquerir com a simples leitura do re-
gulamento.
S2S'* lu sitio na estrada de Joo de Barros
junto ao beco do espinbeiro com 280 e tan-
tos palmos de frente, e mil e tantos de fundo,
com bastantes e bons arvoredos cacimba de
agoa de beber sem casa tarnbem se vende
metade do mesmo : na pracinha do Livra-
mento casa de llcrculano Joze de Freitas, De-
cima 21.
tST Uma morada de casa terrea com quin-
tal e porto no bairro de S. Antonio a qual
rende mcnsalmente l2,> ; e uma escrava de
angola que se aanca a sua conducta : na
pracinha do Livramenlo I). 25.
\tsr Os livros seguintes: Dircito Emphi-
teutico e Dissertacocs jurdicas por Lobo ,
Tratatos de Testamentos e Sucessoes por Go-
vea Pinto Doutrina das Acecoes por Cor-
reiaTelles Processo Orphanologico por Cal-
vadlo Primeiras linhas sobre o processo ci-
vil por Pereira e Sotiza Canstancro, Diccio-
nario portuguez ; lodos com muito pouco u/o
e por proco com modo : na ra Nova em casa
de Miguel Joze de Alir.eida Pernambuco.
%ST lina parda moca de 18 anuos, sada
e sem dell'eito nem achaques : na ra da ca-
deia velha n. 58.
ssy Muito boa farinha da tena a 5<120o
alqueire da medida velha muito bem medi-
do, una poreo de couros de cabra, e 18
arrobas de cera da Ierra : na ra eslreita do
Rozaro D. 22.
S2T Couros brancos envernsados : na ra
do Vigario em casa deJ. O. Elster I). 55.
Z3~ Duas canoas urna de carregar agoa ,
e outra a berta de carga na pracinha do Li-
vratnento loja de fazendas D. 29 ; assim como
a pessoa que atinunciou querer hypolliecar
uma casa terrea no bairro de S. Antonio, por
400 dirija-se a mesma loja.
S27* 12 cadeiras de Jacaranda novas, uma
banca de meio de sala com abinhas. man-
gas de vidro c um bicudo bom cantador, em
sua gaiola de rame : na ra do Liviamento
D. 15 no segundo andar das 10 horas as
duas da tarde.
ssy Ferramenta para tanueiros e serras
d'agoa pi oprias para engenhos : na ra do
Vigario armazem n. 4.
Hf" O sitio denominado pisa no atierro do
varadouro em Olinda, com grande casa de
rivenda contendo 5 salas de frente um
grande soto banheiro de pedra e cal no in-
terior da casa e mais 5 pequeas casas ( sen-
do duas arruinadas com bastante tena para
plantar fora a que est coberta pelo rio .
com algumas arvores de fructo o terreno he
proprio vende-se ludo por prego commo-
do : a fallar com o Major Mayer.
K2r Uma barrica grande com potassa bran-
ca chegada agora : na ra do trapiche no-
vo n. 17.
tsr Seis varas de bico da trra da largura
de palmo e meio proprio para roquete, loa-
dla e roda p de cama : na ra Direita
D. ;*>5 indo para o Terco do lado esquerdo.
S27" Vedas de carnahuba de cor muito alva,
sendo a arroba a IOji e em libras a 520 : no
atterrodosAflbgados antes de chegar ao v-
veiro do Muniz defronte de um fugueteiro.
5J7" Um preto de idade que sabe bem
tratar de vaccas e cavados traballia bem de
enchada e sem vicios nem achaques ao
comprador se dir o motivo da venda : em S.
Amaro no sitio que tica entre o de Antonio
Fclis e o que foi do Machado.
cy Uma porgao de cera de carnahuba e
mel de abelba: no forte do Mallos padaria de
Antonio Maia Cortes
v ts^ Um jogo de Diccionario francez e por-
tuguez e vice-versa, em meio uzo, por 3f 200
e urna caita de tartaruga para rap : na ra
,lo CabugalojadoSr. Bandeira Jnior.
ssr Bestas nincas di; roda novas, e bo-
as : na ra da Madre de Dos I). 21 ou no
engenho Ginipapoa fallar COO) o Major Fran-
cisco Xavier na c-marca de tioiana.
tsr Una cadeira de dou.s bragos nova ,
acabada de pintar e dourar forrada de se-
da com bambinellas borla s vidro co-
chim e tapete por prego cmodo, na rua do
caldnreiro por traz da rua de orlas O. 25.
53" llum moleque nacAo .idade 12 a U
annos sem vicio nem achaq.ues faz todo
oservigo de uma caza na rua do cabuga loja
de miudezas junto do sr. Bandeii a.
%ET Uma casa de taipa no alte rro dos Affo-
gados, em bom local : na ruadf- Agoas ver-
des D. 55.
tsr Arroz branco e vermelho em sacas e
alqueires sendo de boa qualidade ; uma ca-
noa de carreira nova e bem fe'ta, carrega
11 pessoas : na rua da praia serrara do An-
tonio Das da Silva Cardial.
jet* Urna venda com poneos fundos boni-
ta armago, com quintal cacimba com boa
agoa e acomodaco bastante esta.ndo sur-
tida vende de I2.> res para cima diar amonte
para a Ierra, lem muita freguezia de matulos,
adinheiroa vista, ou a prazo com boas firmas;
na rua larga do Rozario D. i a trai'ar na
mesma.
ESCRAVOS FGIDOS.
tt~ Fugio a 5 de Dezembro de 1841 o par-
do Antonio de 40 annos estatura ordina-
ria grosso a proporgo carrancudo na-
riz afilado, denles limados bem canluda
tirando a calvo queixa-se de ter uma moles-
tia em um ouvido bem delgente no trba-
lo c quando Irabalha he muito cantador ,
fugio do lugar do destricto Quitunde da Pro-
vincia de Alagoas Cidade de Macei he es-
cravo Je Manoel da Gama Romeiro foi es-
cravo de Ignacia Mara de Moura vi uva e
depois foi a dita casada com Carlos Joze Lins,
este o vendeo a Manoel da Gama Romeiro,
desconlia-se que elle leva uma carta de forro
tirada de notas porem que he nuda porque
a dita viuva depois de o ter vendido o fez por
velhacada : quem o pegar leve a seu senhor
no engenho Quitunde que ser gratificado
e se pagar toda a despeza que com elle se
lizer.
ts^* Tito de nago angola de 18 a 20
anuos um dos tornozelos do p esquerdo bi-
chado muito ladino, vestido de caigas de
riscado e camisa de aldc he pintor e tem
andado de bolieiro, he natural que esteja em
reunirtes de outros moleques que joguem, cujo
vicio nelle predomina, costuma dizer a quem
o encontra que anda em servigo de seu senhor:
quem o pegar leve a i ua do Vigario D. 12 que
ser gratificado.
ss^- Manoel de nago congo de 50 annos,
estatura regular ganhador antigo e muito
conhecido nesta praga tem os ps alguma
couza grandes, e um dos dedos com pequeo
defleilo levou camisa de baeta encarnada o
de estopa caigas do mesmo e de panno
preto odios amarelados e muito freguezdc
garapa e por estas casas costuma andar vadi-
i n<|o consta ter andado pelo Carmo velho ,
5 pon tas e a (logados, fugio desde 19 de Abril
passado quem o pegar leve a rua do Viga-
rio n. 12 ou no atterro da Boa vista D. 14 no
segundo andar.
MOV1MENTO DO PORTO.
NAVIOS ENTRADOS NO DIA 21.
Culinguiba ; 5 dias, Hiate Brasileiro Espe-
culador de 54 tonel. Cap Bernardo de
Souza equip. 6, carga assucar : 'a A.
Schramm ; passageiro brasileiro Joaquim
Joze Ribeiro.
Lorient i 48 dias, Barca Franceza Zilia de
227 tonel. Cap. Friese equip. 12 car-
ga fazendas : aL. A. Dubourcq ; passagei-
ros 4 francezes ; e o brasileiro Gadault.
SAHIDO NO MESMO DIA.
Lisboa ; Brigue Portuguez Josephina Cap.
Paulo Antonio da Bocha carga assucar ;
passageiros brasileiros : Manoel da Silva
Costa S Joze Gomes Sobral Placido
Joze do Reg Coulo Joze da Silva Dias,
EmilioSimoes de Azevedo LourengoJoze
Ferreira ; portuguezes : Bernardino Go-
mes de Carvalho e Antonio Joze Gomes
de Oliveira.
REC1FE NATYP. DE M. F. DE F, =1842.


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