Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04657


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Full Text
Auno de 1842.
Sbado 21 de
'ludo agora depende de nos meamos ; do nossa prudencia moderaran e energa : con-
tinenos como principiamos e seremos apuntados rom admiracn entre as Marres mais
CullaS. I'iih l:nil;cr.iii i] .1 A -M'llllil a (piM.il do tl.inl )
PARTIDAS DOS COR REOS TERRESTRES.
(.oiinna Parailia e llio grande do Norte segundase sextas feiras.
Itonito e Garanhuns a 40 e 24"
Cabo Serinhaem Bio Formoio l'orto Calvo JUarci e Alagoas no I.
Paieii 43. Santo Anlao quintas feiras. Olinda todos os dias.
DAS DA SEMANA.
lo' Seg. I- Oitava Joao Nrpotnureno M.
.|7 Tere. $ 2. Oitava s Paseoal llaylaoF.
4$ Quarl. a. Tmporas jejum S. Venancio Aud. do J. de D. da 3. t.
4<) Ouint. a. Pedro Celestino P. Aud. do juii de D. da 2. vara.
20 !*e.xl. Temp. jej. s. Bernardino de Sena F. Aud, do J, de I), da 4. v,
| Sh- Temp. jej. Maneo* 1!. Re. Aud. do J. de D. da 3. v.
22 |)n. SS. Tnndade. Uitn de Cassin Viu.
Maio.
Auno XVIII. N.'[I08.
sgaaaTHiii n i
O Diario publioa-M indos os dias que nao foiem Santificados : o prejo da aisignalura he
de trea mil res por quartel pagol amantado!. Oaaaauncioi do* aaaigaantea sao inserido
gratis e o do* qu* o u.ici taren i razio di1 NO reii pal liuha. Aa reclamacoes de\cm er
iKrifCdaiaasiaT>po^ratia na das Crines D. 3, ou a praja da Independencia loja de livroa
Numero 37 e 3fS.
CAMBIOS no da 20 de maio.
Cambio sobre Londres 2S d. p. 4U.
i Pars 340 res p. franco.
,. Lisboa 88a 00 p, 100 de pr.
Ouro- Moeda de 0,400 V. 4;.40
......N. 15.0P0
. de 4,000 S.M0
1'iuta PaiaoSc
4,720
'mti Peros Columnarea 1,720
n Mexicanos 1,72(1
.. rniuda 1,500 a 1,50(1
Moeda de cobre 3 por 100 de descont.
Descont'le bilh. da Alfandega 1 por 400
ao mei.
dem de letras de hoas firmal 1 < a 1 e |.
Precintar do ttia 21 de Maio
4. a 2 lloras e m. da manila.
2. n a 2 lloras 30 m. da tarde.
I'iiart, ming
1 ua Nova
Quart. rese
La eheia
l'HASF.S DA LA NO MEZ UE MAIO.
a 2--s 10 horas e 2N m. ila manli.
a 40 s II hnras e 40 m. da manli.
a 47 -- is 0 horas e 42 m. da manb.
a 24-- is 7 horas e 21 m. da inanh.
\ KI O
PARTE OFFICIAL
GOVEP.NO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA G DO COMIENTE
Ollicio A Cmara Municipal do Cabo ,
ordenando que providencie acerca do reparo
tas ponas do Engenhovelho e S. Estevao ,
que Ib rao deiladas abaixo pela cheia do rio se
pirapama = e que com urgencia naja de
dar passagem ao publico da maneira que for
mais comnioda e conveniente, como Ihe in-
cumbe a Lei do 1." de Outubro de 1828, por
isso que informa o Engenheiro Vauthier que
o deteriora ment das referidas pontes ha in-
terrompido as communicagoes da estrada do
Sul.
Dito Ao Engenheiro Vauthier commu-
nicandea expedigo da ordem supra.
Dito Ao Chefe de Legio da guarda na-
cional da Roa-vista participando, ter no-
meado Joao Severino Lima para Major de Le-
gio do seo commando e a Joao Jos Rodri-
gues Coelho para Major do batalho d'aquella
villa: e determinando-lhe que o faca constar
aos nomeados os quaes devero sollicitar as
respectivas patentes pela Secretaria para po-
derem entrar em exercicio.
Dito Ao Inspector da Thesouraria da Fa-
senda ordenando que mande entregar ao
capito Francisco de Paula Meira Lima
quem vai ser incumbida a administrado dos
concertos de que precisa a parte do conven-
to do Carmo da Cidade de Goianna que Coi
cedida para quartel da 2. companhia do bata-
llio de guardas nacionaes destacados, que al-
l existe a quantia de GOjOOO reis ;ni que
forao oreados os ditos consertos.
Dito Ao Commandante das Armas in-,
telligenciando-o de ter expedido a ordem an-
tecedente em resposta ao seu olicio de -ido
corrente em que a requesitava.
Dito Ao mesmo Commandante das Ar-
mas disendo que mande alistar na com-
panhia de artfices logo que lhe foreni re-
mettidos pelo respectivo Commandante Ge-
ral os soldados do corpo de polica Jesuino
Claudianode Albuquerque, eJos de Sousa
Teixeira os quaes su oflerecero para servir
na referida Companhia segundo part cipou o
mencionado Commandante Geral em ollicio de
4 do corrente.
Dito Ao Commandante geral do corpo de
polica disendo que pode mandar apresen-
tar ao commandante das armas os soldados do
IFOLCHUTI!
PAULO DE'WORMES (*).
Paulo e os dois irmos Lerville caminha-
vam em silencio: Paulo, principalmente,
pareca abysmado nos mais tristes pensamen-
tos; aproveilando-se de um momento em que
0 presidente ficra mais atraz dirigi a Ma-
dame de Tilmont com voz alterada e sem
voltar para ella a cbega as seguintes pala-
vras :
Nos havemos fcito conhecimento no
nieio da tempestado ... que presagio para o
futuro !
Madame de Tilmont estremeceo e fez um
movimento como querendo desembarazar o
braco \ Paulo a releve com ar supplicante ,
e ambos pararam a dar tempo que chegasse
Mr. de Lerville.
Este dia deixou urna triste impresso na al-
ma dos dois amantes ( agora ja lhes podemos
dar este uome ) mas bastaran) alguus dias
referido corpo, de que tracta o precedente of-
lico.
DitoAo Engenliciro Vauthier, segnii-
cando-lhe em resposta ao seu ollicio do 2 do
corrente em que musir as dilliculdades en-
contradas pelo arrematante das obras de Par-
nameirim na extrago d'areia precisa paraos
aterros da estrada, que deve por em observan-
cia oque determino os artigos I i e lo da
lei provincial numero 9 de 10 deJunho de
1855.
Dito A Cmara Municipal de Ijjuarag,
participando ter separado provisoriamente a-
quelle termo do de Olinda, em consequen-
cia da representaco por ella dirigida de-
monstrando as dilliculdades de ser bem admi-
nistrada a Justina estando o dito termo re-
unido oulro.
Dito A Cmara Municipal do Limoeiro ,
disendo em resposta ao seu ollicio de 50 do
mez lindo que em ollicio de 5 do dito mez
lhe foi communicada a nomeago dos supplen-
tes do juiz municipal d'aquelle termo ; o que
ella pode receber o juramento aos ditos sup-
plentes vista do artigo oda Lei de 1. de
Outubro de 1828.
Dito A Cmara Municipal de Goianna ,
communicando ter gubdivido a freguesia d'a-
quella cidade em dotis districlos de subdele-
gados; compreheudendo o 2. districto ojul-
gado de paz de Goianna.
Dito A Cmara Municipal do Bonito, par-
ticipando liaver gubdividido a freguesia de Bi-
serros em 4 districlos de subdelegados sa-
ber Bsenos Caruar, Craval, e S. Cae-
lano ; sendo os limites dus tres ltimos os
julgados de paz n'elles exislenles.
Dito A Cmara de f.aranhuns intelli-
genciando-a de ter subdividido aquella fregue-
zia em 4 distrietos de subdelegados que sao
Garanhuns Corrente Quipap e S. lien-
to, comprehendendo-se cada um dos tres l-
timos nos limites dos juigadosde paz, que ali
ja exislem.
Dito Ao Chefe tie policia interino da pro-
vincia participando-Ule ter feito as subdivi-
ses mencionadas nos tres.olTicios precedentes.
Dito A Cmara Municipal de Nasareth ,
disendo que faz-se desnecessara a despensa,
que requer para os vereadores Joaquim Joa-
quim Joze d'Albuquerque Maranhao, e Ma-
noel Cabral de oliveira c Mello, do servico de
olllciaes da guarda nacional por isso que o
servico da guarda nacional e as fungues de
vereador d'aquelle municipio nao sao to con-
tinuadas e activas que se nao posso aecu-
mularsem prejuizo da causa publica.
( ) Vid. Diarios Ni. 100 e 104.
para apaga-la j to grande o poder da pri-
meira embriaguez do amor Todava desco-
brio-se nelles urna singular mudanga : Mada-
me de Tilmont, que era naturalmente jovi-
al tornou-se seria e pensativa e Paulo que
havia tanto tempo eslava submergido na tris-
teza achava algumas vezes os seus ca roes de
alegra e de prazer ; mas a c haga que lhe roia
o peito eslava mni longe de cicatrizar, e quan-
dono se achava na companhia daquella que
sabia mitigar a sua dr, via-se ento mais
desgracado que d'antes.
Durante estes custosos accessos de tristeza
e de paixo alTaslava-se do castello para
onde nenhumas instancias e rogos o podiam
conduzir ; e quando algumas vezes tornava
la descobriam-sc no sen rosto signaes visi-
veis dos terriveis abalos que a sua alma ex-
perimentara.
Betirado em sua solitaria morada ounos,
mais oceultos e separados logares do bosque j
perguntava e dizia comsigo mesmo : Son cu
que ouso aspirar a ventura ? Eu em compa-
ragao de quem o miseravel paria um ente a-
fortunado ? Que fago eu no mundo i' Para
que o nao deixo como um convidado que
abandona o banquete onde ludo misturado i
DitoAo Juiz Municipal do Bonito, in-
telligeiioiando-o deque em virtu.de do arti
go 475 e 2. parte do artigo 475 do rcgula-
mento numero 120 de 51 de Janeiro do cor-
rente auno o tem incumbido da jurisdiegao
dos orlaos d'aquelle termo.
Ditos Ao Presidente da Belagao c-
mara municipal do Bonito, e ao juiz de d-
reilo do civel respectivo participando ter fei-
to a incumbencia deque tracta o anteceden-
te ollicio.
Dito A adminislraeao dos cstabelecimen-
tos de caridade. communicando ter a Assem-
blea Legislativa Provincial resolvido reque-
rimento do citladao Antonio Joze Pires, ex
Thesoureiro da mesma adminislraeao, que as
contas do tenipo da adminislragao transacta
sejao examinadas na thesouraria das rendas
provinciaes ; e signilicando-lhe, (pie pode re-
melle r as referidas contas ao chefe d'aquella
repartigao para o indicado lim.
Dito Ao Coronel Jo/e Mara de Barros
Brrelo = Foi-me presente o ollicio de Vm.,
datado de 2() de Abril lindo, no qual expoo
os motivos de molestia e de oceupagao no
cargo de Chele de legiao da guarda nacional
d'esse municipio que o privao de exercer o
empregode subdelegado da freguesia de Tra-
cunhem para que foi propospo pelo chefe de
policia, e nomeado por esta presidencia. .N'un
ca a patria reclamou com mais urgencia os
servigos de um cidadfio prestante qual tem
Vm. sido sempre como agora e at preve-
nidos o mais possivel por meio de urna polti-
ca vigorosa. Esta arma salutar do governo se
tornara improlicua si nao fosse manejada
por mos tiio habis como a de Vm. e de
oiitros cidadaos conspicuos das freguesias, em
que forao criados os districlos dos subdelega-
dos do chefe de policia. Espera por tanto es-
ta presidencia que Vm., rellectindo no va-
lor do sacrlicio que faz do seu descango
ao paiz em que nasceo e na gloria que
resulla todo o bom cidadao dos servigos gra-
tuitos e bem desempenhados a prol da segu-
ranza publica se preste servir o dito car-
go para que foi to acertadamente csco-
Ihido.
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DIA 7 DO CORRENTE.
Olicio Ao Exm. Presidente remetten-
do-lhe informado o requerimento do Teen te
Felippe Marques dos Santos feito por seo pro-
curador no qual pedia que o augmento da
prestaco de 25j a 55,> reis fosse contada do
de i'el ? Que espero P faltar-me-hia o valor !
replicava com mais socego ; nao preciso
muito mais valor paFaviver, que para por
termo vida.
Ento acalmava-se gradualmente, e a Icm-
branga de Madame de Tilmont vinha enfra-
(juecer estas dolorosas imprcsscs. Trazia
dea as suas gragas seductoras lembrava-se
das agradaveis conversaces em que a amavel
viuva tinha por mais de urna vez trahido sc-
us oceultos senliiiientos e corra a reparar
junto lidia as culpas da sua misantropa.
Assim se passaram alguns mezes. Paulo
adquira novos direitos ;i estimacao de Ler-
ville e ao terno aecto de sua amavel irni,
mostrando sempre um carcter nobre e hon-
rado. Descobria-se principalmente nelle um
ardente zelo para com a humanidade e nos
seus mais brillantes dias quando nao appa-
recia no castello tinha-se a certeza de que o
acliariam na choupana de algum velho invali-
do ou de algum desgracado enfermo. Ma-
dama de Tilmont que cada ve/, la/ia maior a-
prego dclle ja nao procurava dominar o seu
corago e todos os dias senta augmentar o
seu amor que bem conhecia ser correspondi-
do daquelle a quem o dedicava. Via apezar
I. de Desemhro doanno passado e nao do
I. (.'Abril.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. remetten-
do-llie para ser dliridoo requerimento de Jo-
ze Pedro d'Andrade que pedia fosse desliga-
do do batalho de guardas nacionaes destaca-
do seo lilho Francisco Basilio d'Andrade
"por doente e iinpossiblitado do activo ser-
viro.
Dilo Ao mesmo Sur. propondo-lhe pa-
ra que o fardamcnlo grande do batalho pro-
visorio fosse fabricado por pragas do dilo ba-
talho dando o Arsenal de guerra o pao ,
e o mais que necessario fosse para o fabrico.
Dilo Ao Exm. General Presidente e
Commandante das Armas da Provincia do Cea-
r, remeltendo-lhe a guia, que pelo batalho
provisorio foi paseada ao 2. Sargento Joaquim
Manoel Dantas que viera da corte acompan-
hado do ollicio do commandante das armas da
Corte que lhe transmettia.
Dito Ao Inspector da Thesouraria re-
mettendo-lhe as guias que pela pagadoria das
tropas da corle e Ihesouraria do Maranhao
forao passadas ao capito Luiz Pereira daFon-
cec'a Alferes Ilermenejildo Joaquim Fernan-
das de Meneses, Teen te de CommissSo Fran-
cisco d'Asss Mendes Guimares e Alferes
tambem de Comniisso Justino Francisco Men-
des todos incorporados ao batalho proviso-
rio e disendo-lne quo na guia passada ao
Alferes Justino Francisco Mendes, vinha,
incluido o Alteres Manoel Pinto de Sousa, que
nao tinha anda chegado a esta provincia e
as que lhe l'oro remettidas em 1G de Margo,
se achava a do 'Cnenle Andr Nunes Cardo-
so que se apresentara.
Circular Aos Commandantes de corpos,
companhias e Fortalezas encarregados de
obras Militares, intelligenciando-os deque
os pedidos dos materiaes necessarios para o
andamento de taes obras, devio ser satisfei-
tos pelo Arcenal de Guerra, rece beodo antes
a rubrica do Commandante das Armas, e que
as (eris dos operarios devio ser organizadas,
e assignadas pelos mesmos encarregados das
obras e remettidas de 10 em 10 dias a Se-
cretaria Militar a lim de receberem a rubri-
ca e serem aprezentadas no Arcenal, para
seren pagas.
Ollicio ~ Ao Teen te Coronel commandan-
te do Batalho de G. N. destacado mandan-
do excluir do mesmo, e remetter com guia
ao chefe do 5. Batalho da G. N. deste Muni-
cipio por ter izempgoes que o impossibilito
de servir, o Guarda Joze Marcellino Pereira,
a lim de ser por oulro substituido.
do espesso veo que cohria o destino do seu
amante, que o futuro se lhe aformoseava com
todos os encantos que a sua imaginago lhe
preslava e o mesmo Paulo enlregava-se al-
gumas vezes a pensamentos do ventura e de
prazer.
Todava os dois irmos Iembravam-se
muilas vezes da conversago que houvera na
floresta e do silencio que Paulo havia im-
posto s suas peigunlas. Faziam immensas
conjecluras e Iembravam-se todos os erros a
que pode ser arrastadoum mancebo ou se-
j;i por um carcter violento ou por amiza-
des indignas do seu nascimento e de sua edu-
cago porem nada sabiam decidir. Todava
ambos concluiramsiiasconjecturasassentando,
que sem duvida os pezaresde Paulo, earesolu-
go que tomara de viver na solido procediam
de algum duello em que teria a inelicidadede
haver morlo um adversario que lhe era caro.
Esta idea lomou por assim dizer raizes
no seu espirito e posto que urna tai persu.-
so s fosse obra dos seus proprios desejos ,
todava ellesja consideravam como urna con-
vcgo intima que os tranquillisava sobre a
maneira de viver de Paulo, e sobre a exalta-
go de seus discursos.
r*m


./
i
Dito-- Ao Commanclante interino do 3.
Balalhao de Artilheria a-,o, ordenando-llie ,
que remetlesse ao Coniii landaole da compa-
ithia d*j Artfices a quar. lia de 7,>080 res ,
que a caixa de tardamente >* eslava a dever ao
i. cadete j. C. C. de Albu qiierque segundo
u conta que remetiera.
Dito Ao Capito commandante da com-
panhia de Arlices, dizend'o que dcvia re-
ceber docoininandante d'Art llieria a quan-
tia ile 7*680 rs., para ser ef dregue ao 1. ca-
dete J. 0. C. de Albuquerque .. e que em vis-
ta da guia que oacompanliou lhe tirasse o
f.irdamento que se eslava a dever ao dito ca-
dete em um semestre.
Dito -- Ao Commandante do Ratalho Pro-
visorio rcmeltPido-lhe a juslicaco que
dera o soldado Modesto Antonio de Moraes e
Silva que pretenda servir come 1. cadete ,
u lim de que o Pretenden le juntass-e novos do-
cumentos, que provassem a nobreza de seos
quatro Avs, visto nicamente ter provado
a de dous, oque qnando isto lhe nao fosse
possivel, enlao procedesse a conceibo de A-
veriguaco para ser reconbecido segundo
cadete.
Portara Ao Tencnte coronel comman-
dante do Ratalho Provi/orio mandando ex-
cluir do mesino ao ox-sol-lado Eustaquio Jo/e,
por ja ter dado alia do Hospital.
Dita --- Ao Commandante do Deposito ,
mandando receber como addido para ser trac-
tado no Hospital, o soldado Manoel (lomes ,
da guarnido da Baha e desligar com guia
o soldado addido .Lunario Jo/e Fraga que
devia de ser apresentado ao Coronel J.
T. llenriques. que estava a partir para a
liahia.
CMARA MUNICIPAL D RECIFE.
SESSO OIIDI.NAISIA 1)10 .") DE IAHCO DE
182.
PRESIDENCIA DO SNR. BAItnOS.
Comparecerao os Snrs. Costa Monteiro ,
Cameiro Monteiro Oliveira Doutor Tava-
res, e Ricardo do Reg ; faltando com causa
os mais senhores.
Aberla a Sesso e lida a acta d.a sesso
antecedente foi aprovada.
O Secretario dando conta do ex.pediente
mencionou os seguintes ollicios.
l'mdoExm. Presidente da Provincia par-
ticipando que se adiando empedido de to
mar assento na Assembla Legislativa Pro-
vincial o Tenente Coronel Leonardo Riser-
ra de Siqueira Cavalcante coma acabava
de participar o Secretario da mesma Assem-
bla houvesseesta Cmara demandar cha-
mar o suplente que deve substuil-o : que se
remettesse Diploma ao imedialo em votos.
Outro do mesmo Exm. Presidente ordenan-
do em cumprimento do Imperial Aviso ex-
pedido pela Secrelaria d'Eslado dos Negocios
do Imperio em dala de 3 de Janeiro ultimo,
que esta Cmara procedesse a nova apurado
final dos votos para Deputados Geraes en-
cluindo nella os volos do Collegiodo Bonito ;
porque apesar dos defeitos argidos a eleico,
nao pcrlcncia a esta mais sim a Assembla
Geral Legislativa o conhecimento d'elles e a
deciso sobre a validade da dita Eleico : de-
liberou a Cmara que se apurasse os votos do
Collegio do Ronito.
Outro do Engenheiro desta Cmara remet-
tendo oorcamento dos concertos que pre-
cisa a parte da Ribeira de S. Antonio que
Tendo Lervile o seu espirito socegado a
talrespeito, comedn a revolver em sua cabera
um projecto de pie nao fallava a sua irm.
L'm da de manila Lerville apresenlou-se
em caza de Paulo com grande admiraoo des-
te por serainda muilocedo. O ardo ma-
gistrado era mais agradavel que de costume ,
e ao mesmo tempo que fazia os cumprimen-
los usuaes esfregava as mos com compla-
cencia.
Logo que se assentou tomou repentina-
mente um ar grave e descansando as mos
sobre a bengala disse :
Ha muito tempo que nao exercito as
funecoesdo meu cargo uem tenho feito in-
terrogatorio algum ; por tanto a fim de nao
perder este costume venho interrogar-vos
segundo as formas e depois proferirei al-
guma sentenca que espero que nao vos se-
r desagradavel.
A estas palavras Paulo lomou um semblan-
te carregado e ia a manifestar a repugnan-
cia que similhante conversado lhe causava ,
mas o presidente fazendo signal com a mo ,
con tinuou logo :
Meu amigo nao recieis qne eu vos faca
alguma pergunta indiscreta sobre os vossos
costea a praea do mesmo nomo ; e que bre-
vemente apresentaria odas outras partes: de-
liherou a Cmara que Hcasse adiailo t que
fosse apresentado o outro orcamento perten-
cente as de mais partes.
Outro do mesmo Engenheiro remetiendo u-
ma nova planta de arruamento para o terreno,
que existe entre a ra da Aurora, e a do Hos-
picio atea travessa do Pombal : deliherou
a Cmara que fosse remeltida a dita Planta a
Commissao de edilicaco, alim de sobre ella
dar seo parecer.
Despacharo-se alguns requerimentos. E
por ser dada ahora alevantou-se a sesso ; o
mandarao fasera presente em qu-^ assignaro. j
Eu Fulgencio Infante d'Alhuquerque e Mello,
Secretario a escrevi. Rarros Pro Presidente,
Carneiro Monteiro, Costa Monteiro, Oliveira,
Ricardo do Reg, Dr. 'lavares.
IarhTde pernambcoT
Constando ao Governo da Provincia por de-
nuncia de alguns militares, que se pretenda
alterar a tranquillidade publica na noute de
l) do corrente, tomou elle nessa mesma nou-
te as medidas preventivas queestavoem suas
mos, e que erao do seu dever em pregar: na-
da porem appareceu que podesse confirmar a
denuncia de sorte que podemos conjecturar
que ou os ditos desses novos especuladores de
anarchia nao passa" de impotentes desejos ;
ou que elles nao se julgo ainda bem dispos-
tos carregar com as consequencias de sua
loucura. Entretanto o Governo e a Polica ,
prevenidos e dispostos a reprimir a menor ten-
tativa, fazem diligentes todas as pesquizas
para prescrutar as intenetes de quem qtter
que ousa pensar em tirar-nos de um estado de
quietaeo que lem servido de modelo todo
o Imperio, Do que at o momento em que
laucamos estas linhas se tem sabido, nada h
que faca receiar pelo socego publico.
Com a chegada da Corveta Portugueza D.
Joo Primeiro se tem espalhado nesta cidade
noticias sobre a Capital do imperio e Rahia ,
de cujos portos vem aquella Corveta, as quaes
podemos afianzar nenhum fundamento tem :
por via de pessoa competente sabemos que o
Commandante assevera nao haver occorrido
novidade nem alteraco alguma querem ti-
ma quer em outra cidade at o momento de
sua partida.
A PEDIDO.
Illm. Snr. Tendo de deixar o cargo de
Chefe de Polica que por impedimento do V.
S. me foi confiado pelo Exm. Prezidente da
Provincia julgo do meo dever transmitir a
V. S. algumas abreviadas informaefies cer-
ca do pouco, que no limitado espassode tem-
po de aturado trabalho pude fazer adiantar, e
que muito folgarei mereca a approvago de
V. S.
Primeramente tendo-mc o Exm. Prezi-
dente auctorisdo para fazer todas asdespezas,
que necessarias fossem creago da Secreta-
ria de Polica onde sement existio alem
dos livros da extincta Prefeitura desta Comar-
ca trez mezas e um trculo para o respec-
tivo sello forcozo me foi comprar todos os li-
vros papis, cadeiras, panos para as mezas,
e os mais utensilios deque a Secretarianeces-
sitava para seo andamento exceptuados
um sello e duas estantes de amarlo que
me foro fornecidas pedido meo pelo Arce-
nal de Guerra.
Esta Secrelaria se acha montada com os 10
livros constantes do Regulamento junto que
lhe dei os quaes afora os ndices Alphabeti-
cos de que alguns se acompanho foro
por mim rubricados abertose encerrados.
Por esse Regulamento ver V. S. que o tra-
balho de esciipturaco foi dividido com igi-al-
dade j que o Archivo da ex ti neta Prefeitura .
que se achava em estado de tolal desconcert,
foi arranjado de maneira mais conveniente ; e
finalmente que, foi creado um methodo de
eseripturaco pelo qual fcilmente se podem
obter informaees a cerca de qualquer indivi-
duo que tenhacomettido crimes de que o
Ministerio Publico tenha de lomar conheci-
mento.
Acho-sej Horneados os dous Amanuenses
da Secretaria ; e como esta se acha em lugar
assaz iicanhdo e sem a conveniente decen-
cia, solicitei e oblive do Exm. Prezidente auc-
torizaco para lugar urna caza que tivesse
as precizas comodidades. Saliendo porem que
estava prxima a chegada de V. S. deixei de
o fazer afim de que tivesse toda a liberdade na
escolha da situaco e do edificio.
A Cadcia desta Cidade tambem foi provida
dos convenientes livros para a respectiva es-
eripturaco sendo na forma do art. 158 do
Regulamento n. 120 um para os assentosde
entrada c sabida de todos os prezos outro
para os respectivos termos de bitos outro
para quaesquer termos que nella se fizerem
de outra natureza e o ultimo finalmente pa-
ra as vizitas da Cadeia como determina o
art. 150 do mesmo Regulamento. Os dous
primeirosso acompanhados dos seos respec-
tivos ndices alphabeticos e todos acho-se
por mim numerados e rubricados.
Para Regiment da Cadeia, e para a eserip-
turaco dos livros em quanto ordens ou re-
gulamentos especiaes se nao organizassem ,
recommendei a observancia das leis existen-
tes, que tinho sido dadas pelo ento Governador
da Justina Cirne. eque disgracadamente se a-
chavo em desuso. A Cadeia foi por mim vi-
zitada duas vezes, em consequencia da I. vi-
zita julguei dever suspender o Carcereiro pela
falta de exaeco no cumprimento dos seus de-
veres mandando-o responder em Juizo com-
petente, e por occa/io da 2.;' determinei que
os presos enlo amontoados em detrimento
das leis na priso denominada do seguro fos-
sem destribuidos pelas diversas prizoes que
se achavo inhabitadas por falta da necessaria
limpeza ; a saber os sentenciados para a Ca-
deia do crime ; os pronunciados para o segu-
ro ; os dolidos por crimes em que tem lu-
gar a prizo sem culpa formada para a sala
em que a Cmara outr'ora fazia as suas Sess-
es ; os recolhidos em custodia para o quarlo
do Oratorio e mais salas ; os escravos qual-
quer que fosse o seo crime para a cnchovia:
e as muflieres finalmente para a sala em que
estavo ; de modo que se cumprisse quanto
fosse possivel o dispoato nos artigos 148 e
149 do j citado Regulamenco n. 120, dic-
tado pelos mais saos principios da Philo-
sopuia.
Os Estrangeiros foro chamados no 1." d'A-
bril ultimo a aprezentarem-se na Secretaria
da Polica a fim de tirarem seos ttulos de
residencia ; e bem que o primeiro prazo mar-
cado para isso fosse at o fim d'aquelle mez,
todavia a afluencia de trabalhosna mesma Se-
cretaria fazendo que se nao podessem tomar
segredos. Eu conheco Paulo como homem ,
independentemente dos lacos sociaes que po-
de ter conservado ou qaebrado ; conheco sua
alma capaz de tudo quebom e generoso,
logo sobre outros pontos que a minha ami-
sade precisa ser esclarecida. Ouvi-me e
principalmente nao percaes de vista o sen ti-
ment que dicta o meu procedimento.
J A vosjja familia honrada ?
Sim mas para que serve essa per-
gunta '
Tendes no mundo urna existencia certa ?
Sim tomou a responder Paulo de-
pois de um instante de hesitaco como se
tivesse rcflectido sobre o sentido daquellas pa-
lavras ; cstou livre da necessidade.
Sois casado ?
Poderieis vos pensa-lo senhor :'
Sois viuvo tendes filhos ?
Nao nao, senhor.
Nestes casos, meu caro Paulo casai
com minha irm.
Urna proposico tSo precipitada causou no
mancebo um effeito similhante ao de um
golpe violento e sbito rectiou alguns pas-
sos e ficou immovel ; quera fallar e nao
podia articular urna s palavra. O corac,o do
"fr
todas as declaracoes do crescido numero de
Esrangeiros que alluiao para dalas neces-
silou que esse praso se prorogasse at o lim do
Maio corrente. Desde aquella poca at hojo
lem-se tomado 702 doclaracoL-s e passado Al
tilulos de rezidencia.
Relativamente a organisncio da Polica em
(ola a Provincia devo dizer a V. S., que se
cho actualmente nonieilos nao s lodosos
Delegados e Sub-delegados mas tambem
lodos os supplentes dos primeiros e os dos
segundos somente as Commarcas do Re-
cife Goiana Limoeiro, Nazareth Cabo,
Orejo, e Roa-vista. .Nos cinco primeiros ter-
mos j est em execuco a lei da reforma Po-
licial judiciaria ; dos outros aguardava ainda
noticias e inlormaces.
Km virtude da anthorizaco que meconfere
o art. 131 do Regulamento n. 120 deleguei
a Inspecco doThealro do barro de Santo An-
tonio aol. Delegado d'este lermo e a do do
bairro do Recife ao Sub-delegado respectivo ,
com recurso porem das suas decizOes para o
Chefe de Polica; e determinei que, em quan-
to o contrario nao fosse re/olvido, devia-se
observar o Regulamento expedido pela extinc-
la Prefeitura em 2 de Setembro de 1859 na
parte em que se nao opozesse s dispozic/ies
do stipracitado de n. 120.
Por ollicio de 21 do mez de Abril lindo or-
denei aos Delegados de Polica, querecolhes-
sem todas as lcencas para trazer armas e
que somente as concedesseni nos casos urgen-
tes, visto que a nova organsacao policial ju-
diciaria eficazmente garante a vida honra ,
e liberdade dos Cidados sem haver necessi-
dade de langar-se mo de um meio de seguran-
ga quequasesempre degenera em escndalo ,
scenlificando-lhes de que as lcencas concedi-
das pelos seos Sub-delegdos unicaniente vi-
gorassem dentro dos espectivos distrctos;
de que os que andassem armados lora d'elles
fossem processados ; e finalmente de que taes
licencas podioser cassadas pelos referidos De-
legados (piando concedidas fossem sem mo-
tivos ponderzos visto que elles principal-
mente competa vellar na seguranza dos Ci-
dados e na prevenco dos dbelos dentro
dos seus respectivos termos.
Por outra Circular de 22 do mesmo mez
determinei aos Delegados e Sub-delegados
que em cumprimenlo do artigo 0a para-
grapbo 7." do Regulamento numero 12, re-
mellessem aosJuizes de Paz tima relagode
lodosos Reos, que elles pronunciassem ou
indiciados se achassem ern crimes em que
tivesse lugar a aecuzaco por parte da Juslica,
com especificagao do motivo da prizo e dos
seos signaes para serem mais fcilmente co-
nhecidos e capturados.
Querendo regularizar por um lado o servico
da Polica e evilar por outro o possivel abu-
zo de nomeiarem-se Inspectores dequarteiro
em numero maior, do que o necessario ao ser-
vico com o lim de fiirtarem-se alguns ao ser-
vido da Guarda Nacional recomendei uos
Delegados em ollicio de 21 d'aquelle mez, que
nao allerssem para mais ou para menos o nu-
mero dos que approvasscm sem os mais pon-
derozos motivos e que remettessem a lisia
nominal dos approvados Secretaria da Poli-
ca com declarado do districto marcado a ca-
da hum'd'elles.
Por outra circular de 23 do mesmo mez
exig dos Delegados de Polica que me in-
formassem se os Carcereiros das Cadeasdos
seos termos tinho ou nao ttulos vitalicios e
que no caso de negativa me propozessem as
homem to imcomprehensivel que ler-se-ia
dito que nunca se lembrara de similhan te coli-
sa aquelle que s respirava pela mulher cuja
mo se lhe offereia neste momento.
Sim eu o desejo clamou finalmente
Paulo com urna voz alterada eu o desejo :
mas sabis o que ntentaes ? Sabis por ven-
tura que s a vergonha de vossa casa que
vindes sollicitar ? Ah '. Maldito seja odia em
que me conhecestes Eu que deva ser feri-
dd do raio e precipitado as entranhas da
trra.
Em quanto dizia isto os msculos do
seu rosto exp>;rimcntavam urna terrivel con-
tracto.
Lerville, pregado sobre a cadeira era
fortemente combatido por mil sentimentos di-
versos. A indignaco o espanto a com-
paixn um doloroso temor pela sorte de sua
irm oagitavam ao mesmo tempo. Todavia
a (locura natural do seu carcter e o habito
de tranquillidade que contrahira durante as
suas occupacTies magistraes triunfaram em
lim de todas aquellas paixoes.
Mancebo disse o presidente veis me fe-
riso corago c s a crenc,a que tenho de que
nao estis no vosso entendimento natural e
que pode mitigar o meu desgosto.
Essa exaltado de que j vos reprehend,
pode ter as mais funestas consequencias se
n3o conseguirdes modera-la. Entrai em vos,
e deixai as quimeras de urna imagnaco de-
sordenada que podero perder-vos.
Chamai em vosso soccorro a razo, e a Gr-
meza d'alma de que um homem jamis se
deve separar e consent em continuar a
conversaco que agora se torna indispensa-
vel comoum amigo que nao quer deixar de
o ser.
C na trra nao ha desgrana alguma por
mais terrivel que paressa cujo dessabor o
tempo nao possa em fim atenuar, menosa per-
da da honra....
>'o posso acreditar que sejais culpado, nao
digo de um crime mas at de urna falta ca-
paz de manchar a honra o mais precioso de
todos bens.
Eu sou innocente clamou Paulo.
Eu advinhoa verdade disse Lerville
suspirands e prevejo que terriveis prejuisos
terernos a combater.
Algum prente vosso apesar do que me
dissestcs...talYez que vossopai..fizesse tecali"'


f>
pessoas que julgassem aptas para ocupar esse
importante lugar, assim como todos os mais
de que a Cadeia necessitasse a vista da per-
misso do art. 152 do Regulamento nume-
ro 120.
Dezejando ou que os passaportes as legi-
tniaces, e os ttulos de residencia de Estran-
geiros, passaiios pelos difieren tes Emprega-
dos da Polica fossem todos similhantes aos
ipie se davo na Secretaria da Polica a fim
de naoescaparen) declarares importantes, re-
nielti em i do corrente d'este atino duscnlos
ejemplares impressos de cada um daquelles
actos a lim de Ibes servirem n'este anno e des-
liibuirem certa porco pelos seos Sub-delega-
Jos, na proporco do numero e do niovmenlo
dos habitantes dos respectivos districtos.
Km consequencia de requisico que liz ao
Exm. Presidente da Provincia fui auclorisa-
ijo a comprar e a remetter cada Delegado
,'i livros para o seo expediente especial, visto
que servindo elles sem estipendio algum pe-
zado seria obrigalos a ter livros sua casta ,
o perneciso nao os ter regulares polos nao
l'ornccer a Polica. Estes sao o l.para o re-
gisto das legi t magues e passaportes, o 2." pa-
ra os ttulos de residencia ; o "." para o re-
gisto de sua correspondencia ; o \. para os
termos em geral ; e o o. para o registo das
ordens qne Ihes servirem de regiment. Nao
existindo lacs livros j promptos foro elles in-
commendados por oh*co de 28 do'mez lindo
a officina de Santos & Companhia, cujo gosto
em taes obras geralmente reconhecido.
Attendendo que as destiibuigesde estno-
las em dinheiro feitas na cadeia desta Cidade,
nao podio ser conformes ao bom rgimen das
prizes nao erad devidamente fiscalizadas ,
nem podio ser uteis aos prezos pela exigui-
dade das quantias dadas solicitei e obtive
doExm. Prezidente da Provincia authoriza-
go para fazer recolhel-as um cofre especial,
cujo lim fosse occorrer as pequeas despezas
para maior commodidade dos prezos j que
a Provincia nicamente consigna certa im-
portancia para o seu sustento. Em conse-
quencia d'cssa authorizago ordenei ao car-
cereiro da cadeia desta Cidade que nao con-
sentisse em taes destribuiges sem Iicenga es-
pecial do chefe de Polica que a daria ou
negara conforme as vistas dos testadores
oudoadores, e sempre no maior inleresse
dos prezos e do servico publico.
Como se marcasse por districto a cada Sub-
delegado o da Freguezia quando se fez em
Margo a divizo policial, e me parecesse con-
veniente dividir alguns d'esses districtos para
multiplicar a vigilancia da Polica ped in-
formages aos Delegados em (Juicio de 20 do
mez indo, acerca da convenisncia d'cssa
medida dos limites que deviso assignar-se
aos novos districtos, e das pessoas que para
elles deverio ser nomeadas como Subdele-
gados e seos Supplentes.
Em OlTIcio de 28 do mesmo mez, ped ao
Exm. Prezidente da Provincia que se dig-
nasse conceder cada Delegado um Ordenan-
za para o seo expediente tirado das pragas dos
destacamentos estacionados nos seos Termos :
em outro de diversa data que se mandasse
concertar as cadeias d'lnda e d'esta Cida-
de ou que para isso me authorizasse at cer-
ta quantia a fim de que tivesse ella um
tempo a necessaria seguranga e o conveni-
ente aceio e limpeza tanto quanto compor
tavo a natureza dos seos edificios. At o
prezente n;lo tive resposta.
Relativamente as vizitas do Porto nao ha-
sobre a vossa cabega urna vergonha to injus-
ta como indelevel.
Oh nao clamou desgragado Paulo
desl'alecendo sobre a cadeira.
Poupai-meestehorrivel suplicio ; por hoje
bastante.
A'manh, sim amanh sabereis tudo.
Dexai-me recobrar as minhas forcas. A-
deos vos que me chamis vosso amigo pela
ultima vez...Adeos vos que sois o irmo da-
quella, cuja perda chorarei at morte.
Lerville nao pode reter as lagrimas, levan-
tou-se e cahio em um estado de consterna-
gao difilcil de pintar.
Paulo ficou immovel, e como estupefacto.
Desenvolvia-se um horrivcl futuro a seus
olhos e nada podia adogar a sua amargura.
Em fim sabio esperando achar no movi-
mento e na agitago fsica alguma consola-
go ao seo tormento.
Voltando Lerville para o castello, foi lo-
go fechar-se no seuquarto.
Tema o momento de ver sua irm e de
lhe participar o resultado da sua triste visita :
urna terriyel incerteza o assaltava de todos os
lados.
Informara sua irm do resultado de sua
vendo aqui outra se nao a do Registo, feito
por Ofilciaes de Marinha ignorantes da le-
gislaco civil e criminal, e nao sugeitos a' Po-
lica quanto sua QomeacSo, demissfto &c
preparava-me a representar aos GoVerrtos
Provincial o Geral, para quecreasse n'este
porto alias to frequentado una Repart-
cao da Vi/ita. semelhante que existe no
Rio de Janeiro. Forgado porem a servir-
me entretanto d'aquelle Regiito at que
melhor t-ouza se estabelega ped, e obtive I
do Exm. Prezidente da Provincia para que
elle cumprisse as ordens que pela I olica '
lhe fosseni dirigidas; remet ao seo Com-
mandante os carines impressos que deveniserj
entregues aos Estrangeiros na oceazio da sua
chegada por mar ; e reoomendei-Ihe a mais
restricta observancia do Regulamento na par-
to relativa aos Passaportes.
Depois de todos estes actos preparava-me
dar as precisas Instruges praticas aos Dele-
gados, e Sub-delegados de Polica noexerci-
co de suas importantes funcoes a subminis-
trar-Ibes os modeos d'alguns Mappas para
melhor desempenho dellas &c. &c. ; mas a
curtoza do tempo a multido de trabalhos ,
tendo obstado a que esse apparecesse V.
S. toca aprezcnta-lo com aquella perfeico ,
que he de esperar de sua experiencia e sa-
bedoria.
Pelo que tenho exposto v-se que mni-
tos e muitos trabalhos de organisacoe di-
receo ainda se requerem para por a Polica
no estado em que deve icar a lim de esta-
blecer e firmar a seguranga publica c par-
ticular de modo que ella se torne to sauda-
vel to protectora to ellicaz quanto re-
querem as nossas peculiares tristes circuns-
tancias, quanto exigio as vistas dos poderes
do Estado que adoptaro, sancionaro e
publicaro a boa lei de o de Dezembro de
1841.
Coube-me a gloria de concorrer para se
plantar nesta Provincia urna arvore til-;
V. S. pertencer com os outros Cidados ou-
tra ainda mais avultada, a de faze-la crcsCcr ,
vigorar e produzir sazonados fructosem be-
neficio de urna popnlago amiga da ordem ,
e anhelante de seguranga tanto tempo dester-
rada d'entre ella.
Dos Guarde a V. S. Recifc 10 de Maio
delSil.
film. Sur. Antonio IgnaciodWzevedo. Dc-
zembargador c Chefe de Polica d'esta Pro-
vincia.
Jernimo Marliniano Figuera de Mello.
Juizdos fcitos da Fazenda.
Iliate = S. Antonio = Fasendas e barricas
vasias.
1.anxa = S. Cruz = Vinho.
E DITA E S.
O Illm. Sr. Inspector da thezouraria
das rendas provinciacs manda fazer publico ,
que por nao terem tido licitantes os impos-
tos abaxo declarados, rao novameute pra-
ga nos das 2o 27, o 28 do corrente pelo
prego medio dos rendimentos dos tres annos;
anteriores conforme o decreto de 11 de No-
vembro de 180 o ollicio do Exm. Sr. Pie- I
sidente da provincia datado de 11 do corrente
mez.
Por tempo de um anno os seguules im-
posto* : furo dascaixas, e feichos d'assuear.
Taxa das brreirasda Magdalena Cequia
e Carvalhos. Dita das passagens do rio no
Cordeiro e Caldereiro.
Por tempo de tres annos os seguintes di-
tos: vinte por cento na agurdente de consu-
mo nos municipios de Olinda (oianna, Na-
zareth Pao do Albo Limoeiro Ronito ,
Garanhuns Simhres Flores e Tacarat ,
Boa-vista e Cabrjb.
Quarenta reis por caada de bebidas espi-
rituosas de consumo na provincia excepto a
agurdente de fabrico nacional.
As pessoas que se proposorem a estes con-
tractos compareci" na sala das essOes da
mesma thezouraria munidos de fiadores ido-
neos o competentemente habilitados.
E para constar se mandou aflixar o presen-
te publicar pela imprensa.
Secretaria da thezouraria das rendas pro-
vinciaes de Pernambuco lodo Maio de 4842.
O Secretario
Perante a Thezouraria de Fazenda se ha de
arrematar, pelo maior preeo, queseofere-
cer, a renda da caza de 2 andares e loja ,
sita na ra Direta desta Cidade. do lado do
n aseen te D. pertencen te a Fazenda Pu-
blica por tempo de um triennio financeiro .
contado do I. de Julho de 1812, ao ultimo de
Junho de 1845. As pessoas que se propo-
zerem a licitar, devero comparecer ns salla
das sessdes da mesma Thezouraria, nos dias
7, 10, e 14de Junho prximo vindouro,
competentemente habilitadas. Secretaria da
Thezouraria de Fazenda de Pernambuco I 4 de
Maio de 1842. Joaquim Francisco Bastos ,
Official Maior.
DECLARARES.
CO.MMERCIO.
ALFANDEGA.
Rendimcnto do da 20 de Maio Rs. 8:08Bi4H
DE8CABBKGA HOJE 21 DE MAIO.
Barca Portuguesa = Tentadora = Fasendas,
ferragens, miudesas, carnes, ase-
te vinho ancoretas com azeitonas ,
caixascom pomada gaiollas com pas-
saros, e sebollas.
Barca Francesa = Camelia = Mantega, bar-
rs com ocar e lquidos.
Brigue Portuguez = Tarujo 1." = Fasen-
das vinho vinagre, azeite se-
bollas.
Patacho Americano = Lucy = Paos de pi-
nho. '
visita, ou dexala-hia ignorar at ao da se-
guintea desgraga que a ameagava ?
Mas se guardasse silencio nao trahira o
seu rosto os sentimentos que o agilavam ?
Brevemente fentio (pie nao tinha forcas
para dissimular e assim entrou no quarto
de sua irm a fim de prepara-la para o gol-
pe que a devia ferr.
Anima-vos lhe disse elle a sorte
nos destina sem duvida grandes desgostos.
Que queris dizer meu irmo ? De que
estamos ameagados.
Sois vos principalmente que deveis te-
mer replicou Lerville. Oh quanto mal
digo minha fatal complacencia Ao prin-
cipio fui a causa involuntaria da vossa desgra-
ga ; porem nao a forgei depois com as mi-
nhas proprias mos ?
Oh ceos! exelamou Madame de Til-
mont, explicai-vos.
Pois bem : procura i ouvir-me com firme-
za e resignago... Aquelle que amis nao
digno da vossa mo.
Madame de Tlmont trmula e chorosa ,
apenas teve forga para pronunciar estas pa-
lavras.
Meu irmo nao vos enganaes i'
0 Collector da Decima e mais Impostes do
Municipio de Olinda, manda fazer publico a
todos os seos devedores ( dos Impostas a seo
cargo) que o mez prximo vindouro o mar-
cado para a arrecadago passiva a boca do co-
fre, conforme as disposiges das Leis e Re-
gulamentos em vigor; eque lindo este p ra-
zo, proceder executivamente contra os que
deixarem de concorrer sen; excepeo de pes-
soa como he do seu rigoroso dever: e para
que chegue a noticia a todos e nao se cha-
mem a ignorancia, fa:', constar pelo presente,
e por Editaes axados nos logares mais pbli-
cos do dito Municipio. Olinda 10 de Maio de
1842. 0 Escrivo Joan" Gongalves Ro-
drigues Fraga.
T II E A T R 0 .
Programma do espectculo que lia de subir
Mena. Dominen vinte e dois do torrente, em benefi-
cio do | n iiiieii o actor Joaquim Joze da (iaiua. O
Htneliciiilo vai ter a lion a de apprrzentar ao Illus-
iradj Public > desla Cidade um p >mposo e mu vari-
ado epectacido t n lo o gosi de annunciar que
para ol>/equio ) o A ti-ta Jo'e dos iteis, e sua companhia
a fazer parte fie to evtrao diara funeco. Ue-
umpen ada huma gran e linfonia d'arb itura re-
pieze tar-it-li pela I vez nesle TliraOo o novo e
ensigne drama em t es actos q;ie se denomina a
N j oa de Saigue, Ksie relio e oplim 1) ama que
taotos aplauMl lein merecido, e lanas enchentes tem
dad3 no Thea'rn ^aciorlal da ra >los Condes em
Lisboa, huma das produccoes dramticas que inui-
to Iioiiiho o seo autor e o bncliciado cuidadoso nos
scus impifscietiveis deveres para com o Publico, tem
feito lo*) s o* extorcas para qne este llrama suba a
sceua o mais bem ciezeirpenhado possivel no qua-
e Hpprczentai o Artista Joze dos Keis a executar
um dos principacs papis.
No lim do'.i? acto Madama Emilia Amanti can.
lar* urna preciosa Aria dos milhores autores. Con-
cluido que s?ja o drama se cantar um jocozissirao
Huirlo co:n loda a sua limlissima scena por a men-
cionada Amanti e sen espozo. Concluir to variado
e novu espectculo com huma nova e dive tidissi-
iii.i Pantomima compoita pelo Director gimna que se intitula 0 Tribunal em conluzo, ou ss wa-
r.ivilhas da Mgica ncra.
.Nao se previne o Publico exagerando a be leza e
jocozidade desia Pantomima ; |)Cique s perteuce ao
seu d'sccrnimento e concepeo o decedir pro ou
co itra o sea uierecimcnio ; |>orem pode se a-
fiancar <|ue tanto pela aeco como pela marcha, in-r
cideaies ediveilideaimai aceas deve produzio
O mais bellissimo elleito e ganhar a Publica es^ecta-
l'So sendo dcempenliacia pela C-mpnhia gim-
na.-lica e a maior parte dos Aclorts que Iormj a
companhia normal do Thealro desia Ci lade, He
cori o referida espectculo que o Beneficiado lein a
honra de convidarais lllustrcs habitantes d'tsia Ci-
dade robando-lias a sua protecCSu nesia noute.
Principala ds oras do coflume.
N. I. (s camarotes achao-e a venta desde j no
mesmo Thealro em poder do actual camaroteiro o
Sur. /.ebedeo Cesar para maior c miodidade do
Publico exceptuando 01 dos lllustnssimos Sur s-
ognaates dos divertimeuios do Artista Joze dos Heis,
que a reg do raesmo se lhe rezervarSo atlic odia
iy rio corrente.
A VI SOS DIVERSOS.
t/- Joaquim Joze Ferrcira, previne ao res-
peitavel publico que Undo em T do corren-
te aceitado urna letra da quantia do dous con-
tos cento o oitenta mil reis com o nomedo
sacador em blanco aconteceo perde-Ia ; ro-
'a a pessoa que a achasse queira restituir-lhe,
e declara que lie passada por lettra de Joze
Mendes de ireitas o que ludo se justificar
se necessario torprecizo nenhuma pessoa a
quero possa ser a presentada a negocio ; por-
que o annunciante jamis a pagar, seja quem
for a pessoa ; que figure como sacador de se-
millante lettra.
SL27- Acha-se de novamente em praga o ci-
tio do Anaial, de Joanna Joaquina do Nasci-
mento vi uva do avaiiador Manoel Carmo da
Cunha, para pagamento dos credores e no
da r>0 do corrente he que se hade arrema-
tar a quem mais der 5 quem pertender nelle
lanzar, comparecer na porta do Doutor Juiz
dos orlaos na ra do Collegio.
ES Joze Mara Nogucira, partecipa as pes-
soas que em seo poder liverem pinhores de
o uro empenliados na venda cita no patio de
S. Pedro L). 2 que no prazo de 8 dias con-
tados da data (leste ; os venho tirar do con-
trario serid vendidos para seo pagamento e
os diios Snrs. hajo de procurar no atterro da
Roa-vista D. 5-1.
tP Um hornero chegado ltimamente do
Porto de/.eja-se arranjar de caixeiro ero algu-
ma botica do que he bastante pratico; quem
o pertender annuncie ou dirija-sea ruado
Vicario R. 1.
Elle proprio ajuntou Lerville com o ac-
cento da tristeza, elle proprio se condemna
Eu ainda nao sei ludo, porem manhfi deve
acabar de me instruir.
Ah eu tenho um triste presenlimenlo ;
as suas revelatjOes sero lo terriveis para nos
como os bramidos do raio cujo elleito a sua
mo soube desviar.
Cruel disse Madame de Tlmont .
com a voz soflbeada e inclinando a cabeca
sobre a parede, derramou urna torrente de
lagrimas.
Ao nascer do sol do dia seguinte Paulo va-
gava a roda do Morct plido enraquecido,
e com os cabellos e vestidos em desordem.
Ghegando finalmente ao caslol'o disse
que quera fallar em particular a Mr. de
Lerville o qual se apressou a recebe-lo. Era
passado apenas nm quarto de hora quando se
oiivio um grande Mtroudo na cmara sen-
tin-se como urna bulha de cadeiras quebra-
das e arrasladas pelo chao e ao mesmo
tempo se ouviam gritos de espanto. Em iim,
Lerville abri a porta gritando.
Foge desgranado: foge para longo
de urna habitacao, aonde s trouxeste a
desolacJlo.
Paulo semelhante a um espectro, a-
travessou a cmara e os creados assustados
se affastavam delle. >'a perturba?o em que se
achava enganou-se e chegou porta do quar-
to de madama Tlmont, a tempo que esta sa-
hia delle, assustada pelas vozes de seu ir-
mo.
Com esla inesperada vista madama de
Tlmont rectiou e cahio sem sentidos Pau-
lo para, considera-a com um olhar turvo,
quer chamar soccorro e nao pode fallar.
Repentinamente ajoelha inclina-se e
imprime sobre os fros labios de sua amante
o primeiro. e lalvez o nico sculo que delle
devia receber.
A desgranada que se achava em um estado
vago e incerto meio enlre a morie. e a vi-
da, tornou a si pela forea daquelle horrivel
sculo deo um grilo e repulsou com am-
bas as mos aquelle que tanto amara.
Paulo levantndose logo, correo, deseco
a escada e desapareceo.
Conlinuar-se-ha. )
f 1
! 1
1 .n
M


PILUU4S YEGETAES E UNUER8AES AMERICANAS.
Estas pilulas j bom conhccidas polas gran-
des curas que toni Coito, nao requeren) nem
dieta
posigo to simples que
mais tonra crianga : eni lu
.4
TFi
e nem resguardo algum : a sua com-
no fazem mal a
;ar do debilitar ,
forticao o systcma purilico o sanguc, u
augmento as secrocoes em geral : tomadas ,
seja para molestia clironica o somonte co-
mo purgante suave; o melhor remedio que
tem apparecido, por nao deixar o estomago
naquelle estado de conslipaoo depois de sua
operago como quase todos os purgantes l-
/em e por seren mu i lacis a tomar e nao
causarem incommodo nonlium. O nico de-
posito dolas em casa de D. Kuotli, agen-
te do anbor: na ruada CruzN. 57.
N. B. Cada caixinha va embrulhada em
seu receituario com o sollo da casa em la-
cre preto.
= Antonio Jos Soarcs Jnior retira-se
para Cora da provincia.
Dezeja-se falar ao Sr. Joze Martinz de
Oliveira da provincia das Alagoas a negocio
do grande intoresse seo e assim roga-se-lhe
o favor de annunciar a sua residencia ou
dirija-se ao largo de N. Sra. do Terco 2.
andar do sobrado 1). (>8 ou na ra dos quar-
teis loja de miudezas I). 2.
tsw Antonio Vieira, subdito portuguez re-
ira-sc desla provincia.
tsr Amos. T. Jcnckcs, Americano retira-
se para o Hio de Janeiro.
csy RaziloGonsalvcs Ferreira tem de fa-
zer urna viagem a Portugal o mais breve pos-
sivel levando em sua conipanhia seu neto
menor Manoel Gonsalves Ferreira e Silva J-
nior.
13- O abaixo assignado subdito portnguez
pretende fazer una viagem para lora da pro-
vincia, e doixa por seus procuradores os Srs.
Lehmann di Companhia.
Luiz Antonio (onsalves.
X2T Guilherme da Silva Guimaraes decla-
ra que a lempos deixou de se assignar Gui-
lherme da Silva Maia Guimaraes.
S2F D-se a premio a quar:tia de cinco
con tos de ris por lempo de um anuo com
seguranca em 1 predio : queni pretender an-
nuncie.
OT* Faz-se scientca quem convier, que
no dia 2 i do corrente se ha de arruinetar por
3 annos a renda annual do sobrado de 2 an-
dares e soio I). 15 no pateo do Colegio pe-
lo Juizo da primeira vara do Civel.
S2^ A pessoa que annunciou querer dar
<>00.> a juros de dous por cento com garan-
ta dirija-se a ra do Livramento D. 23, se-
gundo andar, de manha athe as 9 horas e
de meio dia as o da tarde.
CF* O abaixo assignado avisa ao Sr. Capi-
to Antonio Manoel Moraes de Mesquita Pi-
mentel, para que venha receber da mo do
mesmo urna quantia de dinheiro vindo do Sr.
do engenho Arendipe ; assim como ao Snr.
Cap. Paulo Pereira Simoes para o mesmo im
sendo o abaixo assignado morador na ra
Augusta a esquerda do Coronel Salgueiro.
Alferes Manoel Ignacio Pereira da Silva.
MP" Arrenda-se um sitio a margem do rio,
com casa grande com mu i los commodos co-
xeira, e todos os arranjos necessarios : os
pretendentes dirijo-se ao Manguinhositio de-
fronte de S. Joze.
yny Francisco Caetano Profiri e Custo-
dio Moreira da Silva, vendo o segundo an-
nuncio de Anua Luiza Corroa de Mello nao
podem deixar de por esta ultima vez respon-
der-lhe : que a Od. L. 4. T. lo 3. ,
que ella cita para considerar letigioso o so-
brado da ra de Agoas verdes e terreno da
ra dos Martirios, nao llie aproveita ; porque
para estes bens serem considerados taes era
preciso que sobre elles livesse ella algum di-
reito o que jamis pode provar e se funda
esse direilo por haver interposto o recurso de
Reviste dos Accordos contra ellas proferidos
na Rellano sobre a prelenco de querer-sc le-
gitimar lilha do Sargento-Mr Ignacio Gor-
retada Mello saiba que tal direilo anda as-
sim mesmo llie nao assiste por nao serem
suspensivos seffielhantes recursos : veja Pe-
reira e Souza 577 e not. 753. Logo os re-
feridos bens nao esto leligiosos.
xsy Mandando-so comprar rape na botica
do Sr. Luiz Pedro das Ncves aconteceo que
o portador deixasse licar a caixa em quanto
se dirigi a outra parte e na volta a indo
buscar respondeo o caixeiro te-la entrega-
do a um moleque por engao cuja caixa he
de prata toda de gonius com urna chapa lisa
para lirma e amassada em um dos cantos ,
no lampo abre-so duas e tem o geilo para
trazer-se no bolgo do colele : roga-se a quem
for offerecida ou alguns dos snrs. que ven-
den! rap aprehende-la mandando-a en-
tregar na dita botica ou a Antonio de Sou-
za liis.
5^- Arrcnda-se um sobrado de um andar
na camboa do Carmo, de Lourengo Joze Fer-
reira : na ra da Florentina sobrado novo
junto a mar.
tsw A Mesa Regedora da Irmande do Sh.
Sacramento da freguesa de S. Fr. Pedro
Gonsalvcsem virtude do capitulo !) do com-
promiso convida a todos os Irmaos para
assistirem a elleico da nova mesa no Do-
mingo 22 do corrente as 10 horas da manh ,
no seu consistorio dia marcado no capitulo
10 do mesmo compromisso.
i_r Perdeo-se no Domingo do Espirito
Santo na lgrejade S. Francisco, um allinete
de ouro com a seguinle lirma =G. J. A. ;
roga-se a quem o achou de levado a ra do
Collegio 2 lado do nascente no segundo
andar, quesera gratificado.
cr Ver Halen & Carey Cirurgioes Den-
tistas nesta Cidade na ra da Cruz n. 4o, che-
gados do New York a 18 mezes, aonde pia-
ticanio a sua profisso com geral satisfaco ,
e tendo recebido o benigno acolhimento e
proteccBo dos dignos habitantes desta Cidade,
tem a honra de annuncar-lhes que, elles
prelendem retirar-se breve para as oulras
provincias do Imperio e por isso solicitam
aquellas pessoas que ainda necessitarem do
seu prestimo hajo de procurados em quan-
to antes pois todos os progressos aplicaveis
a sua arte sero por elles plenamente execu-
dos. .
W Os bens que Luiz Antonio Goncalves,
possue acho-se pinhorados pela maoria
dos seus credores, nada mais Ihe restando
alem de diversas dividas que ico entre-
gues a seus procuradores para promoverem
sua arrecadaga, em quanto o mesmo Gon-
salvesvai procurar em outra provincia os
meios de subsistencia e com que possa al-
gum dia saldar suas contas visto que com
ningaem conlratou deixar deauzentar-se des-
ta provincia antes de as saldar.
is" Deseja-sc fallar com o Snr. Francisco
Joze A n tu nos Portuguez ou pessoa que faga
as suas vezes : na ra do Colegio venda D. 3
ou annuncie sua morada para se tratar nego-
cio que Ihe diz respeito.
tsr AlugaO-se pretas e moleques para ven-
derem azoite a tarde : na ra das larangeiras
lado doinieute sobrado D. 7 primeiro andar.
cr Gaspar da Silva Fres em respostaao
annuncio inserto no Diario n. 107 em que
0 Sr. Antonio Joze Rbello Guimaraes Ihe pe
de que antes de partir para o Hio de Janeiro
v ajustar com elle as suas contas. e Ihe per-
gunta que provas tem de ser o dito Guima-
raes seu oflicial e quanto pagou aos carpinas
pela armaco da loja da ra do Collegio e lu-
do o mais que nella exista publica o docu-
mento junto que considera sobejo para sa-
tisfazer a curiosidade do Sr. Guimaraes.
Digo eu abaixo atsignado que tenho pos-
to um loja de livros na ra do Collegio na
loja do sobrado D. 7 de baixo da minha di-
recto e lirma ; porem com um emprestimo de
1 diOOjOOO rs. tomados a dous por cento ao
mez ao Sr. Gaspar da Silva Fres por lem-
po de 15 mezes e nao fazendo o negocio es-
perado mas antes indo de encontr a minha
fortuna contratei com o dito Snr. Fres
seder-lhe a loja em seu pagamento passan-
do-lhe urna letra a 0 mezes a vencer da
quantia de 823<050 rs. inclusive os juros que
se achao vencidos bein como a encaderna-
co nos fundos da loja que faz frente para o
caes obligado o dito Sr. a conservar-me tra-
balbandoem dita encadernaco com o jor-
nal diario de 1 920 rs. cuja renda comprehen-
de o todo da negociago de livros como expe-
cificado lica 5 pelo que eoniro no dito Snr.
Fres toda a posse e dominio til que out'ora
tinhaem dita loja e encadernaco, e como
tal a poder possuir livremenie por virlude
do presente, contra o qual nao quero ser ou-
vido nem convencido para cujo litn re-
nuncio toda e qualquer lei que a meo faV''
ter possa e para que o dito comprador pos-
sa livremenie se utilisar Ihe mandei passar
o presente que a meo rogo fez Manoel Joze
de S. Auna o Araujo, perantc as tcslemunhas
Jernimo da Costa Arruda e Mello, e Cypri-
ano Luiz da Ps e eu me assigno de meu
pioprio punho. Recifo 1 de Agosto de 1841.
Antonio Joze Rabello Guimaraes. Como
tesb'muiihase que oslo liz a rogo Manoel Jo-
ze de S. Anna Araujo Jernimo da Costa
Arruda e Mello Cypriauo Luiz da Ps. Es-
lava reconhecido.
sar O Sr. J. F. S. F. queira mandar pa-
gar oaluguel das casas em que morou no au-
no de 1850, e se o nao fizer hoje, ou segunda
fera ser o seu nomc publicado por inteiro.
s~5- OSr. Luiz Antonio Gonsalves antes
de fazer a sua Yiagem que pretende queira
ir pagar o quo deve na ra de Dorias D. 7 a
Hraz Antonio da Cunha.
5ST Francisco Joaquim Duarle vai a Ma-
cei tratar de seus negocios.
$2T Quem precisar de urna ama para casa,
para cozinhar dirija-se a ra da Florentina
numero 1.
SST Engomma-se roupa com pereigao e
prego com modo : na ra da Penha D. 10, se-
gundo andar.
AVISOS MARTIMOS.
S2^- Para o Rio de Janeiro sahir impre-
terivelmente no dia25do corrente o Rrigue
Rom Jess para passageiros trata-se com
Gaudino Agostinho de Rarros ou com o Ca-
pilao Joo Rodrigues Amaro.
tsr Para Lisboa segu viagem com mui-
ta brevidadeo Rrigue Portuguez Tarujo 1. ,
milito velleiro forrado c pregado de cobre
quem quiscr carregar ou ir do passagem para
oque lem excollentos com modos dirija-se
aos consignatarios Mendos ix Oliveira na ra
do Vigario I). 15 ou ao Capilao Manoel de
Oliveira Fanoco.
L E I L A O'
CS'* O Corretor Oliveira far leilo se-
gunda feira 25 do corrente as 10 horas da
manh em o sitio que foi do fallecido fini-
rn no Cajoeiro, da mais esplendida mo-
bilia que at hoje se tem ollerecido a venda
publica, ea mais apropriada para adorno de
qualquer casa por umita asseada que soja .
pertencentea um repeitavcl Cidadao dos Es-
tados Unidos prximo a relirar-se desta
praca ; e para melhor informaco se noto al-
guns dos principaes artigos de diflerentes sa-
las a saber : sala de vesitas contem Iremos
com espelhos mui rlcns o lampos de pedra
marmore branc, um pianno dos mais raros
pela sua superior qualidade com chapa de
ferro interna para prender a cordea^ao, e con-
servar a aliaran um cspelho milito grande
para sala um sof de mogno com Iravissei-
ros e as cadeiras para ignalhar perleitamcn-
te envernisadas urna estante de msica ,
mesa de meio de sala i cadeiras de bracos
de variados gostos, urna caixa de costura com
lampo de pedra caixinha para cha apare-
Ihos de proeelana da india 5 lampios mo-
dernos com vidros lapidados e pingantes um
lindo relogiode cima de mesa bom regulador,
quadros de vistas no Rio de Janeiro emui-
tos outros objectos de fantasa ; sala de jan-
lar : duas bancas com tampos de pedra mar-
more aparador mesas de janlar um apa-
relho completo da melhor proeelana branca
de Franca um dito igual para deser com
pratos altos para frutas, um dito de gosto ex-
quisito um dito para cha, bandejas, gar-
rafas de cristal de cores para vinhos copos ,
e muitos objectos de vidro raros ; alcovas e
quartos : um magnifico leito de mogno um
dito de madeira cipreste, lavatorio de mogno,
com lampo de pedra, dous lindos guarda rou-
pas de senhora com bons espelhos e tampos de
marmore cadeiras lampies esteiras de
canlao que guarnecem todas as salas da casa 5
e alem de grande trem de cozinha ha um
carro americano que leva i pessoas com os
perlences e arreios completos para um ou 2
cavados um dito mui leve de duas pessoas ,
eoutrode 4 rodas para um c 2 cavallos com
os arreios competentes. Senhoras ou ho-
mens decentes que queiro examinar os
ditos artiuos podem dirigir-se ao menciona-
do sitio sexta feira e Sdbbado 20 e 21 do cor-
rente que ento ludo lhes ser espontanea-
mente patente.
tzr Continua o leilao da venda da ra es-
treila do Rozario D. 50 hoje 21 do corrente
as 9 horas da manh athe finalisar com o
resto da fazenda e armago.
C O M P R A S
CT 50 moedas de OjlOO com o cambio
corrente: quem tiver annuncie.
tsr- Escravos de ambos os sexos de Di a
18annos : na ra do Vigario armazem n. 8.
VENDAS
meira muda : no sitio junto ao Rozarinho do
lado do poente
SS&- Vende-seoualuga-se urna ranoa quo
pega em um milheiro de lijlos de alyenaria:
no estaleiro defronte do convento de S. Fran-
cisco a fallar com o mestre do mesmo.
SST Meia legoa de Ierra para levantar en-
genho d'a^oa na distancia de 5 legoas des-
ta praeja ; quem pretender annuncie.
CT Salitre refinado em barricas de tres o
meia arrobas barricas com ervilha secca,
Mandes com ervilha verde, conservas, fruc-
tas em conserva vinho de champanhe di-
to do Porto dito da madeira, dito de xe-
rex ginebra de Dolanda em frsqueiras
e em garrafas cha aljfar em caixa de H e
12 libras cu rio tes, carros de conduzir entu-
Iho barricas com tijolo proprio para limpar
facas, e armamentos charutos de Havanna,
Manilha e Rabia agulhas de mariar, 0-
culos de ver ao longe carne salgada de vacca
e porco sal refinado para_meza tudo por
preco cmodo armazem n. 5 ruada alfandega
Verba.
S2T Huma morada de caza por prego c-
modo junio a caza da opera em Olinda com
duas frentes um grande quintal cacimba que
dar agoa todo
n
anuo
e outros militas vanta-
gens ao comprador na mesma caza achara
com quem tratar.
XCT Tratado d'economia poltica poi-J. R.
Say a economa poltica por Droz e a geo-
metra applicada as artes por Dupin tudo
por prego cmodo : em Olinda na ruado bom
sncesso sobrado nico.
= Superiores caivetes d'uma folhae mol-
la que com o simples trabalho de meler-se
urna penna sai esta aparada por proco c-
modo : na ra do cabugal loja de miudezas
junto do sr. fiandeira.
= Papel pintado de todas as cores em
porso e a retalho pratiado e dourado ,
estampas de bom gosto tudo por prego c-
modo : no pateo de S. Pedro D. 9.
ssy lima carroga sem boi e por prego
cmodo ; na ra do nixo du muro da Penha
caza D. 6.
s^- Lei le sem a menor mistura d'agoa ,
desde. Domingo 22 do corrente em vante, na
ra larga do Oozario a porta da botica da
Rartholoineu & Ramos. Cinco canoas de le-
nha na liba de nogueira : a fallar com o ar-
rendatario da mesma.
E3~ Urna parda moga com 18 annos de
idade : e som defeito nem achaques : na ra
da cadea Yol ha 11. 58.
S3^ Velas de carnauba a 280 rs. a libru ,
sapatos de borracha por preco cmodo : na
ra do Rrangel D. 7 na mesma caza preci-
za-se de una ama.
^ = Aboluaduras para cazacas de muilo bom
gosto chegadas ltimamente por prego
cmodo na loja de sirigueiro na quina da
ra do cabugal que volta para o Rozario.
= Um cavallo muilo bom de carro de duas
rodas cujo he muilo mango e est muilo gor-
do quem o pretender dirija-se a coxeira do
segeiro Miguel no aterro da Roa-vista.
B^" l'm sobrado de um andar soto na
ra de S. Rento da cidade d'Olinda em
chaos proprios com um terreno com alicerco
para maii de 0 cazas e com bastantes como-
dos para urna grande familia e por preco c-
modo ; a tratar na ra augusta na caza terria
confronte ao sobrado do sr. coronel Actu-
les : na mesma h para vender-se velas de
carnauba de superior qualidade a prego de
520 rs. a libra e em arrobas por menos quo
em outra qualquer parte.
M O V 1 M E N T O DO PORTO.
NAVIO ENTRADO NO DIA 19.
IIha de Fernando ; G dias Patacho Nac. Pi-
rapama Commandanteo Capilao Tenen-
te Antonio Firmo Ceiho ; passageiros o
Padre Albino de Carvalho Lessa Vicente
Ferreira dos Santos Neves 4soldados, 1
cabo 1 furriel, 4 sentenciados, e urna
mulher.
Rabia; 5dias; Hiate Rrasileiro S. Antonio
Flor do Brasil de 50 tonel., Cap. Henrique
Joze Vieira equip. 10 carga diversos
gneros i a Joze Luiz de Souza.
Rabia ; 5 dias e meio Crvela de Guerra
Porlugueza D. Joo Primeiro Comman-
te o Capilao Tente Soarcs Franco.
tsr lima preta com duas lilhas : na ra
da cadea do Recife n 20.
t3T lima rede propria para despescar v-
veiro com 12 bragas de comprmento por
prego commodo na pracinha do Livramen-
to n. 29.
s^r Lima escrava sem vicios e com algu-
mas habilidades : a tratar com R. J. Rarata
de AI incida. I______________^
SS- Dous quartos sendo um poldro de pri- RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F. =1842.
ENTRADO NO DIA 20
Havre de Grace ; 44 dias Rrigue Francez
Circunstance de 22! tonel. Cap. Andr
Mara Millo!, equip. 12 carga fazendas: a
Avrial Freres.


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