Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04649


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Full Text
Auno de 1842. Terra Feira 10 de
ludo agora depende a no infamo* ; da noiaa prudencia, moderarn, eenergia: conj
liruerno como principiamos, e seremos apnntadoa com admiracjo rntre NacGea man
oiilus. (l'roclamac jo da Aisemblea Geral il<> rrnsil.)
PARTIDAS DOS CORREROS TERRESTRES.
r,oinn, Paraihe, e Rio grande ilo Norle, ni aegunda testa felfa.
Bonito* (.aranhuns, ID24.
Cubo, Serinhaem. Rio Formlo, Pono Cairo, Miceii'., t Aliguas no i 4 I. e 21
I'ijei'i 43. SanloAul.ii), quinta fein. Olindi lodos ti*dia.
DAS da semana.
'.I Ser. Gregorio Nanii.inieno B. Chae, Auil. ilo J. ileD. ila 2. v.
-III Tete. *. Anlonino Aro. Bel. Auil. ilojuir.ile Direito ila -1. vara.
i\ Oua'rl. Anaalaoio M. Clianc. Au 4 2 Quii. Joanna Frinceta. And. do juii de D. da 2. vara.
13 Se*'- N- $'* 00s Mirlvri-s. And, ? J.ilnl). da 1, v.
44 San. a. Gil. Ral. Aud. ilo J. de D. d 3. v.
'(5 ]l.iiu. Fascoa do Fsnirilo Santo s. Idoro I.airndor.
Majo.
Auno XVIII. N. 100.
II MIII II 'II I
O Diario pmblica-M lortoiotdia qul n.'iu (orem Santificado o preeo da asi;natura be
d* Ire mil re por quartel pago adiantado. O annuncio do aisigmnle jo inferido
palie, eoa doique o n.io luirm ;'i raijo de SO reispor linh. Aa reclamacei derea r
dirigida aeata 1'y-pogYatU ra da Croia 0.3, ou a pnea da Independencia lojas d. litro
Numero 37 3S.
CAMBIOS >o da !) de Maio.
Cambio sobre Londres 2S d. p. 41'.
i Faris 340 reis p. frani'o.
,ibiia 89a 90 p. 400 d pr.
OlJRO- Moeda de 6,400 V, 48.000
.. ,N. 4'1,000
- de 4,0011 S 200
rntTt- Paiac? 4,6S0
l'gill Peto C.nlummre 1,080
o u Mexicano. 1,680
,. anuda 1,440 a 4,46w
Moeda de cobre 3 por 400 de diaroalo.
Disoonlo de bilh. da Alfinds-ri 4 por 40S
ao me i.
dem de letra de boa firmal 4 a a 4 e ,.
Pleamar do tita 10 de Malo
1.a a < luirs e IS m. da maiih.i.
2. a ;'i horas e 12 m. da larde.
[MIASES DA I.CA IVO MR7, DE MAIO.
Quarl, ming. a 2--;i 10 horas e 2S m. da nuali.
i.na Non i 40-- s 0 horas e 40 m. da inmli.
Quirl, tc. a 47 -- i 0 horas e 42 ni da manh.
l.na r.!:eia a 24 -- u 7 huras e 21 m. da mano.
pebuiambuco.
PARTE OFFICIAL.
TRIBUNAL DA RELAC40'.
Scsso de G de Maio de 1812
Na appollaoo eivel do JUZ0 dos jurados
rlesta cidade appelante Napolen Gabriel Hoz
Deshoyes o appelado Bernardo Lancac cs-
erivo Ferreira julgou o tribunal procedente
o recurso por se n.io ler observado a formal-
dade ordenada no artigo 2."> do cod. do pro-
cesso criminal, mandando-se remeter o pro-
cesso na forma do art. n02 do mesmo c-
digo.
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
SFSSXfl KXTnvOItOIWlUA I)E 10 DE rT.VKRKUH)
I82.
PRESIDENCIA I>0 SNR. BARROS.
Comparecro os Srs. Mamede Mello Ca-
valcanti Oliveira. e Dr. Vilella faltando
com causa os Srs. Costa Monteiro, e Maciel, | medidas deste municipio principiasse do dia
editaos terem prestado juramento e tomado
posse do vico-presidentes desta provincia os
Exm." Srs. Dr. Pedro Francisco de Paula Ca-
valcanti do Albuqucrque, consellieiro Thomaz
Antonio Maciel Monteiro, e Dr. Francisco
Xavier Pereira de Brilo dejxando por en-
commodado de prestar dito juramento o Exm.
vicepresidente Domingos Malaquias de Aginar
Pires Ferreira.
Resolveo mais que o Sr. procurador usasse
dos meios jndlciaes para fazer compellir oar-
remtame das 2 casas da praca da Indepen-
dencia n. Si, e 22 Jos Thomaz de Cam-
pos Quaresma a lim de assignar o auto de
arremataco c que se mencionasse na pre-
sente acta o roquesito e despacho do dito
arrematante.
Resolveo mais que se pedisse ao Exm. pre-
sidente a authorisac.ao para so tirar da quota
marcada no art. .">0 da lei provincial n. 88
de 50 de abril de I8il a quantia de 1:00(1.)
de reis para as despezas que se fazem ne-
cessarias.
Resol veo mais que se publicasso por edi-
taes que a afericSo c reviso dos pezos e
e stm ella os Srs. Cameiro Monteiro, e Ricar-
do do Reg.
A berta a sessao e lida a acta d'anteceden-
le foi approvada. O secretario dando conta
do expediente mencionou os seguintcs of-
licios.
Fin do Fxm. presidente da provincia ap-
provando a arrematado dos contractos e
mais bens [lertencentes ao patrimonio d esta
Cmara : inteirada.
Outro do commandante das armas reque-
sitando novamente os livros de matriculas das
guardas nacionaes : inteirada.
I. de maivu cuja arremataco foi feita por
Jofio Hilario de Barros.
Porfi tambem arrematadas as duas lojas
da praca da Independencia n.'25, eSlpor
lempo de T annos, e pela quantia de 1.>0,>I00
reis animaos cada urna.
DespaCnrfio-se alguns requer montos e por
ser dada a hora alevantou-se a sessao, e man-
darn fazer a presente ero que assignro.
Fu Francisco Antonio Rahello de Carvalho
secretario interino a esorevi. Barros pro-
presidente Mamede, Mello Cavalcanti. Oli-
veira Dr. Vilella.
Outro do Kxm. vice-presidente Domingos
Malaquias de Aguiar Pires Ferreira, parte-! lllustrissimos Senhores da cmara muni-
cipando que por encommodado nao podia cipal. Diz JosThomaz de Campos Qua-
comparecer a prestar juramento do dilo car-i resma que al o presente nao tem assignadq
ou que Ihe conceda a su:: estada ali at se mu-
dar', pois nao pode prestar fianza nem as-
signar o tormo para se nao ver na dura nc-
cessidade de responder polos aluguois de <|iii-
nhentos mil reis anniiaes por ospaco de tres
anuos. Espera merecer a atteneflo de ISo
rectos como jusljceiros membros dessa cma-
ra municipal, que j tem observado eom as
duas lojas nmeros vinto o tres, e vinte e
qualro os poneos pretendentes que a ellas
tem aparecido e que outro tanlo aparecer
com a loja numero vinte e un o vinte e
doiis se o suplicante se mudar. Talve/ eS-
sa cmara ignore que esta fdjaj foi elevada
por piques a sescentos mil reis edepois por
oitiem do Exm. Sr. ex presidente baro de
Suassuna l'oi-lhe marcado o aluguel de quatro
centos mil reis por anno proco ou aluguel
rasoavel avista do exposto. Pede a sua con-
sorvaco at se mudar ou que lique pelo que
dantos psgava a raso de quatro centos mil
reis para enlo prestar lianca e assignar
o termo. E leceber merc. Jos Thomaz
de Campos Quaresma. Indollirido. lecil'e
em sessao extraordinaria de de/, de fevereiro
do mil oito centos e quarenta e dous. Barros
pro-presidente. Mello Cavalcanti Dr. VHel-
la Mamede Oliveira.
EXTERIOR
godo vice-presidente : inteirada.
Outro do procurador Prxedes da Fonceca
Coutinbo pedindo so mandasse satisfazer ao
mestre pedreiro Manoel Cavalcanti Vieira a
quantia de 66d>l40 reis importancia da des-
peza feita com o rcparlimento das lojas da
praca da Independencia n.0' 25 e 24, como
constava dos recibos que juntara : que se pas-
sasse mandado.
Outro do venador Costa Monteiro parleci-
pando, que por encommodado nao podia com-
parecer em sessao: inteirada.
Outro do veriador Maciel, participando que
pelo mesmo motivo cima nao podia com-
parecer em sessao ; inteirada.
A cmara resolveo que se publicasse por
FOLMi 0
I'AL'I.0 DE WORMES.
Paulo viva quasi em urna independente so-
lido nos arredores de Fonlaiuebleaii onde
s era conhecido por alguns actos de benefi-
cencia que prflticava e pelo decidido amor
que tiriliu solido o que poderia faze-lo
passar por um rgido misntropo.
Todava elle reuna a setis costumes inge-
nuos e brandos um espirito lao agradavelcomo
firme.
Poucos homens possuiam tantos dotes ex-
teriores : a sua estatura era mediana mas
engranada seus cabellos annellados assom-
bravam-lhe o rosto cujas regulares leos
s oraru alteradas por urna cicatriz pie a-
travessando do alto da face esquerda passava
pelo labio superior e chegava al parte in-
leriorda face direita. A' primeira vista pa-
reca que similhante ferida o destigurava ,
mas bem se condeca que ella ajnntava urna
nova graca sua agradavel physionomia e
o termo (pie essa respeitavel cmara muni-
cipal exige da loja numero vinte o um e
vinte e dous que o suplicante oceupa na praca
da Independencia por que pretende se mu-
dar visto o alto preco a (pie elevro alguns
membros desta cmara municipal sem que
fosse por arremataco e sim por ampia ven-
tada dos mesmos talvez por se capacitaren)
ser aquello local o mclhor possivel para ne-
gocio noque se enganaro completa mente.
E como o suplicante nada devefpois j pagou
o primeiro quartel a raso de quinhontos mil
ris poranno, e continuar a pagar em quin-
to se nao muda. Implora a essa respeitavel
cmara municipal, a que o conserve pelo pre-
qualquer que pausadamente o contemplava .
nao podia resistir ao desojo de ser sen amigo.
Com tudo to preciosos dons eram per-
didos para os que os admiravam e para o
mesmo que os possuia.
Pareca que urna grande desgracas pesava
sobro a cabecado amavel Paulo.
Um mysterioso veo oncobria sua passada
existencia c o sen mesmo criado cujo af-
focto e dedicago para com o sen amo chega-
vam a urna especio de idolatra, sconhecia
os successos do sua vida depois que o comeca-
ra a servir.
Sabia-se todavia urna unici cirrumstancia
notavel desta mysteriosa existencia, cesta
circumstancia bavia excitado por muito tcm-
po a curiosidade no publico sem que jamis
a podesse satisfazer.
Depois que Paulo se estabelecera em Mo-
ret a joven Soba II. ... com quem se en-
contrara um dia em casa de una pobre al-
dea ; que ambos iam soccorrer concebeu
por elle a mais ardente paixo. Pelo torii|io
adianle diversos incidentes estreitaram mais
a amisade de Paulo com a familia de B....0 o
IIKSPAMIA.
Fma carta particular de Madrid com dala
do 21 de Marco di:', que a deelaraco feita no
Parlamento Injjlez por SirR. Peel relativa
as negociaces pendentes para um tratado de
commercio tem prodiizido urna grande sensa-
cona llespanha. Os Populados Cataleseslavo
em grande alarma, equeriointerpollar os Mi-
nistros a esse respeito pois que receavo que
os interesses da Gatelunlia fossem sacrificadas.
Corra em Madrid que o Ooverno tei.ciona-
va despedir o exercito do Norte, que tinha
sido formado depois dos aconlecimenlos de
Outlibro passado.
0 d Castelbano dizque urna companhia
minera na provincia de Guadalajara tinha
descubrido urna mina de ouro na visinhan^a
deSassada ; o urna companhia de Madrid an-
nunciara a descoberta de duas minas d'asou-
gue no districto de lluel.
As foi has do Madrid de 22 de Marco contem
muito poucas noticias polticas. O Corres-
ponsal o e o Correio Nacional queixo-
se altamente do Coverno por ser to reservado
sobre o supposto tratado de commercio com a
Inglaterra, cuja existencia dizemelles. se
solitario arrastado por urna amorosa inclina-
do e parecendo entregar-se novamente as
engaosas promessas do futuro procurou u-
ma unioque todos applaudiam-
Porem un> dia, en) que era perseguido
mais fbT temen te por urna sombra tristeza,
ohteve do pai de Solia urna conventjfio parti-
cular.
Poucos instantes depois Mr. B......sabio
doscu gabinete, coberto do urna palidez mor-
tal e lao enfraquecido que apenas leve va-
lor para fazer um signal a seus criados, os
quaes entrando no gabinete acharam o des-
granado Paulo cahMo no chao sem sentidos
o assim o conduziram para sua casa.
Nodia seguinte Mr. B..... parti de Mo-
ret levando sua lillia e pouro tempo depois
venden as casas que alli possuia a Iude nao
ter mais occasiflo de voltar aquella trra.
P'alli em dianle Paulo viven ainda mais
retirado. O sen nico prazor consista no
esludo, e em continuos passeios que dava
polas solitarias varadas do bosque. A noute
vinha nimias vezes surpreh(-nde-lo no nieio
de seus passeios o de suas meditaees as
I fez saber naco llespan hola pe 11 boca d'um
I Ministro Estrangejro Sir Robert Peel ; e
sustentio que csiando em p o relatorio d'cs-
tc tratado tem enchdo o espirito publico de
serios roceios.
A conducta do Coverno llespanbol as ma-
terias do religio produz o seu desojado ell'ei-
lo. A corrupeo e immoralidade grasso por
toda a llespanha. l.'m borrivel sacrilegio
diz o Constitucional do Barcelona leve lu-
gar o'esta cidade. Um liornem depois de rcee-
iior a coinuiiinho no altar da Cathedral, ti-
rn da boca a sagrada partcula o pegou-a na
pona da Igreja por escarneo. Igual escn-
dalo so perpetrou na Igreja do S. Pedro. que
se polleesperar, diz a folba llespanhola ,
de crcaturas embrutecidas pela ignorancia,
e que tem perdido as sal litares redeas da re-
ligio para abracar as mximas da falsa phi-
losopliia o
Segundo carias de Madrid de 22 de Marco ,
o Coverno llespanbol come^ava a achar-se
perploxo ipianto norma que devia seguir pa-
ra prolongar a minoridado da joven Bamba.
Conforme as leis da monarqua llespanhola,
Sua Magostado completa a maioridade aos
quatorze anuos periodo da vidaem que urna
menina ainda nao est capaz da assumir o go
vernoduma grande naco. O Regente Es-
partlo quer prolongar a sua menoridade at
os dezoito ; e isto s se pode fazer convocan-
do urna sessao extraordinaria das Cortes para
o nico o expresso lim de rever a Constitui-
co. Ora 0 poder de rever dado a um tal
Corpo nao poderia ser limitado a um s artigo
da Conslituic/io se tal nao for a sua vontade.
Fis-aqui pois urna seria dilliculdade que o Co-
verno emprega todos os seus esforcos para
vencer.
PORTUGAL.
As noticias recebidas de Lisboa alcancavfio
at 21 de Marco e o principal acontecimen-
to que annunciavo era o nascimento d'um
principe que a Bainha dera luz a salvo no
dia 16 5 e continuava a passar bem. Nao
tinha occorrido novidade alguma de importan-
cia poltica nem algum outro successo nota-
vel seno a entrada no Tejo de dous vasos
de guerra Franceses o Jena de 84 pegas e
o AfricainedeliO para ofim segundo se
dzia de olfurecer abrigo a Bainha debaixo
da bandeira Francesa se as circunstancias
tomassem necessario um tal movimento. Est
nao por conseguinte o verdadeiro motivo.
I rna carta de Roma datada de 17 de Margo
diz o seguinte : um correio que chegou ape-
boras e as estacos lhe eram indiflerentes,
algumas vezes, (piando a atmosphera car-
regatla e sulfuria annunciava a tempestade,
Paulo assentado no cume de um alto ro-
Cvedfl pareca apressar como seus votos esto
magestoso espectculo, e elevando os olhos ao
co e correntio ao mesmo tempo a vista so-
bre a tena onde lhe pareca que se demora-
va muito julgava-se mais prximo do raio ,
e invocava o lim do seu martirio.
Por este tempo que foi poucos annos an-
tes da queda do imperio de Napoleo veio
assislr cm Mcret a baroneza de Tilmont .
viuva de um ofiicial superior, que tinha
morrillo na llespanha. As suas riquezas c-
ram consideraveis e sen irmo mais velho ,
presidente de um tribunal de justica que a
amava com toda a ternura d'um pai con-
sentiu em viver na sua companhia todo o tem-
po que o seu cniprego lhe deixasse vago.
Madamc de Tilmont, eslava na florida da-
de de vnle e seis annos tinha bastante cs-
I piritO muita amabiidade c debaixo das
lapparencias de urna frivola jovialidade oc-
fcultava urna alma verdaderamente sens-


JU
Das ha poucos das de Lisboa fo reenviado
xitra vez com despaclios para o Cardeal Cpac-
cini, e leva ao niesmo lempo arosadeouro
xesma c que sempro apresentada a algum
distincto Prelado Catholico. Espera-se que
"varias personagens sejo elvalas ao Cardi-
ialato logo depois da Paschpa. I Ion tem foi
assassinado na sua propria casa o donde Sue-
.codo Palen. Tinha SO anuos de idade e
depois de ter occupado inuitos cargos] impor-
tantes de diplomacia, vivia retirado arranjari-
do as notas das suas viagens Grecia ao E-
gyplo e a outras parles do Oriente para publ-
calas. Parece que o tim dos assassinos foi
roubar-lbe una preciosa eollecco de antigui-
dadesque elle tinha lormado.
( Estrado de Follias Inglczas. )
LONDRES. 51 DI5 MA1H .0 DE i 8 2.
Com quanto seja bem geralmente sabido
cm Franca que o Rei Luia Felippe padece de
urna molestia que nao pode ter outro termo
seno o fatal pela sua avancada idade. toda-
va dos Jomaos de Pariz nao se deprehende
que se tenha apoderado do espirito publico re-
ceto algum das consequencias que se seguirte-
morte d'este hbil Principe. Isloem gran-
de parte um caracterstico do povo Francez.
Em nenhum periodo da sua historia jamis Ihc
deo muito cuidado o passado ou futuro. Bem
diirerentes do povo Inglez que nao acha fe*
lcidade em cousa algumaque nao lhe agrade
pela rellexo os Francezes s achilo na re-
ilexo interrupcao de sensages deleitaveis ,
o considerad como perturbaeo de gso tudo
quanto a disperta. O imperio do gosto veri-
ficado n'um novo modelo de chapeo, ou n'um
fardo de modas c n'outros artigos de gala fe*
roinil satisfaz momentneamente a vaidade
nacional tanto quanto a mais completa das
victorias Africanas do General Bugeaud. Por
tanto a indiflterenca dos Francezes quanto ao
ofcilo que possa ter a morte do Rei nao so
sobre as vistas da -Franca mas sobre a paz
da Europa, nao um indicio de falla de im-
portancia do assumpto ou de ser elle ina-
propriado para a considerarlo dos nossos con-
cidadaos mais pensadores. Pelo contrario ,
quanto mais indill'erentes parecerem os Fran-
ceses a elle e menos se prepararen! para su-
perar os perigosa que pode expol-los ; tanto
mais nos incumbe adoptar medidas de precau-
co taes que melhor nos possfto lvrar dos
nalescom que qualquer futura desorganisa-
go da Franca deve inevitavelmente de amea-
gar aumvisnho to prximo e de tantas
sympathiascomo a (irn Rretanha.
' Em quanto admittimos que o actual Rei
dos Franceses est muito longe de ser um Mo-
narcha popular e que se a m f d'um So-
berano s justamente punida pela deconfian-
ca e odio do sen povo Luiz Felippe nao
mais impopular na Franca do que merece se-
lo queremos igualmente altribuir suain-
fluencia individual essa grande e incalculavel
ventura, que a pieservago da paz da Eu-
ropa. E esta urna graga para o mundo pela
qual reconhecemos que os homens bonse
lionrados nao podem ser sobejamente gratos.
a caridade que encobre urna multidao de
pecados na vida real do monarcha das Barri
cadas. Quando as espadas de mais de mei-
milhao de Franceses estavo prestes a saltao
das bainhas para sustentar ao mando de Mr
Thiers o dominio de MehcmetAli na Sy.
ria so voto do Re tornou-as to impoten-
tes para a carnilicina como outras tantas ro-
cas as mos fle mulberes. A fabulosa divm-
vel e ingenua. A todas estas qualidades
reuni os aggrados da ligura e se depois da
sua viuvez nao se entregou de novo ao a-
mor foi porque nao tinna encontrado um
bomem digno de prender seu coraco por
seus merecimentos. Mr. de Lerville, seu ir-
mo, era conhecido nao s pelo seu saber e
intereza mas tambem pela urbanidade de
suas maneiras despidas de toda a altivez e pe-
dantismo.
Paulo quasi estranho a tudo que o cercava,
a'.nda no fim de seis mezes ignorava que es-
_tes dous irmos habitavam em Moret quan-
do urna tarde o acaso lhos fezconhecer, no
meio de urna daquellas tetriveis scenas da na-
tureA que elle se comprazia em contemplar.
A noute aproximava-se com um escuro
manto i oco cobria-sede negras nuvens a-
montoadas por um vento arrebatado e os
carvalhos agitando confusamente seus altos
cumes bramiam com urna terrivel desordem.
Ami'udados relmpagos pareciam incendal-
as sombras abobadas da floresta para depois
as defcarcm em urna escurido mais espanto-
sa em quanto as rpidas torrentes de chuva
dade das tempestades n8o reprimios esforcos
dos encarcerados vei tos com mais firme ou
mais poderosa mo d 3 que o fez a de Luiz Fe-
lippe por um periodo de onze anuos aos (bu-
cos impulsos guerrei ros de seus subditos ul-
tra democrticos. I esta urna consideraran
summamenle importante.
Ora se o Rei morresse immediatamen-
te se havio de aposentar a consideraco du-
as quesles de muita transcedencia. Com
tudo urna d'ellas c de ta delicada naluresa,
que poueo mais faremos por agora do queal-
ludir a ella. Por tanto indica-la-hemos pri-
meiro ; e vem a ser esja : Deixaria a na-
ca Francesa subir o Duque de Orleans pacifi-
camente ao throno occupado por seu pai '.' Es-
tar o poder de Luiz Felippe suficientemente
consolidado para isto; ou antes ni reinar
elle pela mera forga de seu carcter e qualida-
des pes.soacs ? Qualquer pessoa peder fazer
justica ao sentimento que suggere a conveni-
encia* de ii o levar at soluco este ramo da
invest "ag o. Rasta que a discutamos para
um intento Oais elevado do que a satisfagao
de pequeas paixes, c nao para fornecermos
ao prejuizo nacional um estimulante de indi-
cios e suspetas.
Porem nao sup pondo tenco algumadepor
de parte a dynasl.ia de Orleans vem a pro-
posito indagar aqui se o Duque de Orleans se-
guir a poltica pacifica de seu pai. Senti-
mos urna persuago que quasi monta ac n-
vcgodequc elle nao o feria. Se bem qu
prudentemente sequestrado de tomar parto al-
guma as discussdes polticas do dia bem
sabida pelas Cmaras que o Duque apenas her-
da urna porgo na verdade pequea da saga-
cididc do Rei. elle um principe amavel e
completo mas os seus talentos paraogover-
no sao de umaordem mu limitada. O sou
valido entre os Ministros do seu Pai era a-
quelle pequeo incendiario M. Thiers e :>e
algum infortunio aecelerasse a poca da sua
elevago ao throno presumimos que M. Thiers
seria o primeiro chamado para assumir anda
outra veza direceo dos Conselhos Naciona-
es
O que convem pois Inglaterra fazer ?
Quando o injusto mordomo do Evangalho se
vio ameagado do desagrado de seu Snr. tra-
lou de se fazer amigo d'antemo com todos a-
quelles que podo ajuda-lo na adversidade.
Tacamos nos o mesmo. Estabelecendo urna
communicagocommercial livre e proveitosa
com Portugal, e Hespanha faremos d'es-
les paizes firmes sustentculos da paz poltica
de toda a Europa. Aproveitando a occasio
presente para fazermos concesses aos cultores
de vi n lio agua-arden le e fructas de Fran-
ga e aos artistas de fantasa de Pariz ex-
tinguiremos mais eficazmente a mania de
guerra quaesquer que sejo os intentos do
futuro Soberano do que se os nossos vasos
de guerra surgissem triunfantes em todos os
portos onde tremla a bandeira tricolor. A
maioria do genero humano e especialmente
dos nossos visinhos confinen taes ainda tem de
aprender as venturas que s a paz pode ou-
torgar-lhes. Se elles o soubessem nao es-
tario to promptos a degolar-se uns aos ou-
tros, para saciar aambico de governantes
loucos e sem principios.
(The Sun. )
1NTER10B.
COMPANHIA DE REBIRIBE.
uelatonio do concelho deliberativo da as-
socia<;a na heuxiao de 7 do comiente.
Snrs. o Conselho Deliberativo da Com-
alagando os prados cas estradas as faziam
quasi intranstaveis.
Madame de Tilmont e seu irmo foram
surprehendidos por esta grande tempestade ,
sem meio algum de lhe poderem escapar. Ao
seu lado o vento impetuoso e forte quebra-
va as corpulentas arvores cuja qm'da amea-
gava suas vidas e do cume dos escarpados
barrancos soltavam pedagos de rochas que
vinham cahir a seus ps.
Pouco mais atraz delles caminhava Paulo
parando de quando em quando para ouvir a
atterradora voz da tempestade ou para ad-
mirar as grandes e enormes massas de nu-
vens de que sahiam incessanteroente vibran
tes raos, que pareciam combaterem uns
com os outros as vastas planices dos ares .
como o fazem no campo da batalha os mor-
tferos raios inventados pelos homens.
Neste momento estalou um trovo e um
rao veio ferir a trra poucos passo distan te de
Mr. de Lerville que privado dos sentidos
cabio em trra e rolou at um profundo pe-
go pie eslava junto da estrada.
Aos clamores de Madame de Tilmont Pau-
panhia vem dar-vos conta d seus trabarnos ,
patentear-vos o estado dos negocios seu
cargo, e concorrr comvosco para a elcigp do
Conselho, que dsve continuar na gerencia dos
mestnos negocios.
Pouco lempo depois da vossa ultima reu-
niio ^) conselho obtevo a approvacao dos Pla-
nos de enea amen to das agoas do l'rata ; e es-
tipulou com o Governo da Provincia o piaso
concedido para iudemnsagao d.ts obras, que,
por es.-e novo contracto s tem de ser enlre-
gups Provincia 20 anuos depois de lindo o
privilegio \; suas prorogaces; ao mesmo
tempo que a companhia licou desde j desone-
rada da o.bngacAo de forhecer agoa gratuita as
Repartir .oes publicas Ouarteis e Navios do
Estado e fora alterados e diodificadoj era
bem c'.eseus futuros nteresses outras con-
dieg'>s do primitivo contracto. Tudo pois,
pareca estar disposto para (pie inmediata-
mer.tese desse principio s obras ; mas dan-
do os auctores do PrdjectO espera ncas d'as em-
preitar, se por ventura bes permittissem
circunstancias que reclamavAo a sua presen-
ta na Corte c Provincia do Ro de Janeiro e
conhecendo o conselho o quanto seria conve-
niente aos nteresses da Companhia que el-
les as posessem em pralica ; resolveo d'ac-
cordo com o bem pronunciado deseto da mai-
or part- dos snrs. Accionistas deferir por
algum tempo a execugao das obras, ate que
decisiva resposta houvesse a simelhante res-
peilo. Esta deciso cliegou s mos do con-
selho em Setembro do anno passado, e (juan-
do esperava que ella fosse favoravel a vista
das repetidas proniessas que elles havio f'ei-
to de aniiuir vontade da Companhia leve
em resposta que por mu i ponderosas rasfies.
Ihes nao era possivel encarregarem-se d'ossa
empresa. Nao obstante julgou oconselho que
devia instar para que um d'elles viesse dar ,
ao menos o primeiro impulso as obras, e
fazel-as continuar por outro Engonheiro de
sua escolha e conlianca para que (das fossem
fundadas desde o eomeco com a necessaria se-
guranza eaccerto; ese acreditasse d'egl'arto
a empresa, de maneira que os accionistas nao
ficassem Iludidos as justas esperangas que
nella havio depositado. Na resposta a este
ultimo convite assegura-nos o snr. Coronel
Conrado que est prompto vir a esta Pro-
vincia todas as vezes que se julgue ndisp-T-
savel a sua presenca para desvanecer qual-
quer obstculo que possa apparecer na execu-
Co do seu projeclo ; accrescentando que
to fcil concidera a obra e tanta conlianca
deposita no snr. Kersting quem inculcara
para leval-a a effeito que nao duvidou de ser
accionista de 200 acees. no valor de 10:000*
rs., inclusive as 50 com que a Companhia o
mimoseara.
No entretanto snrs. o conselho longe
de licar em inaeco tractou de converter es-
ta demora em beneficio da companhia pro-
curando indagar d'onde poderia haver os ca-
nos de ferro mais brratos e de melhor qua-
lidadc em materia e fabrico-, e com effeito
obteve sobre este particular bastantes esclare-
cimentos e informaces que o poem ao al-
cance de faser com algum accerto a encomen-
da dos que sao necessarios ao encanamento ;
e espera receber agora algumas amostras ,
por urna casa de commercio que se prnpe
a fornecel-os. Igualmente tractou de impe-
trar do Poder competente e lhe foi concedi-
do pelo art. ceita e Despeza geral para o anno linanceiro
de l8i2 a H5, a i/.engo dosdireilosdos
mesmos canos de ferro e dos mais objectos
que, para o mencionado fim a companhia
lo voou a soccorrer Lerville : acostumado a
andar pelas mais difliceis estradas deixou-
se ousadamente escorregar al ao fundo do
precipicio e posto que enfraquecido pelas
vicissitudes de sua saude pouco lirme to-
mou sobre seus hombros e o conduzio para
cima.
Madame de Tilmont, ajoelhada e incli-
nada sobre a borda do barranco estendia os
bragos como para ajudar o caritativo estran-
geiro e logo que Paulo cliegou cima o
ajudou a levantar Mr. de Lerville para junto
da estrada.
Paulo procurou assegurar-se se elle ainda
vivia e julgou que assim o podia affirmar.
Vendo-se ambos na impossibilidade de o
conduzir chamaram e appareccram alguns
mateiros que aliciados pelas promessas de
Madame de Tilmont formram urna paviola
com ramos de arvores e assim o transpor-
laram para Moret.
Occupado Paulo nicamente do ferido es-
tendia-lhe a mao como para observar os mo-
vimentosdo pulso. Madame de Tilmont ca-
minhava do lado opposto da paviola sub-
mandasse vir de fora : o que muito se deve
a sollicitude dos snrs. Engenheiros Conrado e
Bellegarde que mu a proposito destribuirao
no Rio de Janeiro a Memoria e Planta do en-
canamento que mandaia imprimir e lytho-
grafar a sua custa, e deque oll'ereeerao
companhia 50 exemplares.
Assim snrs., se passou o auno de 18-41 ,
sjm que fosse possivel comegar as obras.
Quando porem o conselho se dspunha>acon-
Iractar o Engenheiro, e a prevenir o mais
que era conveniente foi convidado por S.
Ex. o snr. Presidente da Provincia para nina
'reunio que leve lugar a 29 de Janeiro ulti-
mo e na qual S. Ex. submeltendo ao ex;i-
me do conselho urna Memoria Orgamentoe
Biscos principaes do encanamento do rio Bc-
beribe para as Cidadcs do Recife e de Olinda ,
manifeslou desefosdeque fosse adoptado este
l'rojeclo por abranger alem dosuprimento
d'goa potavel, outras obras inui necessarias a
Provincia como o dessacamento do pantano
de Olinda c a navegago por meio de com-
portas do rio Beberibc ate a Povoacaodo
mesmo nome. N'essa rcuniao o conselho ou-
vio dos snrs. Engenheiros Vauthier e Bouli-
treau algumas explicagoes e desenvolvimen-
tos ao plano por elles concebido ; e posto (pie,
depois de o ter feilo examinar por pessoas in-
telligentes e prolissionaes reconhecesse ser
elletragado com muito tlenlo o habilidade,
assentou que apesar disto nao convipha adou-
tal-o na parle relativa ao encanamento do Re-
her be ; porque, alem de licar a empresa de-
morada e dependente do novo contracto que
se devia faser para o dessecamento do panta-
no e navegaco do rio ; alem de que a As-
semblea P., que necessariamente devia in-
tervir, taTvez nao podesse tomar conheci-
menlo do negocio na presente sesso ; era
dentis indispensavel empregar machinas hi-
drulicas, ou de vapor para filtrar e elevar as
agoas a altura dos chafarizes o dos reservato-
nos da Cidade ; e essas oreadas com a res-
pectiva eollocago em mais de cen cotilos de
rs., exigan) um suprimento constante e as-
saz despendioso para o seu maneio e conserva-
gao. Lcmbrado do quanlo os snrs. Accionis-
tas se havio opposlo na primeira reunio ,
ao emprego de machinas, se possivtd fosse
tra/.er as agods a Cidade sem o seu auxilio,
embora para isso maior despendi houvesse ;
teria o conselho raso sufliciente para noa-
do[>lar o encanamento do rio Beberibe mas
ainda oulras rasoes houveraa que 9 conse-
lho julgou dover altcndur e que podis co-
nhecer das actas e correspondencias a cerca
desteobjecto.
Anhellando porem o conselho coadjuvar as
patriticas inteiicoes de S. Ex. ; compenetra-
do da utilidado que deve resultar do desseca-
mento do pantano do Olinda ; o do inelhora-
niento da navegago actual do rio Beberibe,
de modo (pie ella possa ser constante e nao in-
terrumpida ; o convencido de que a compa-
nhia podia tomar a s esta empresa sem se
destrahir do fin para que foi organisada ; pro-
noz a S. Ex. que estava prompto a contracta!1
o dessecamento do pantano, e melhora da
navegaco, urna vez que o Coverno Provin-
cial cedesse companhia os terrenos ora ala-
gados lhe assegurasse e garantisse a posse
d'elles em todo o tempo obrigando-se a i ti
Jemnisal-a do valor correspondente ao terre-
no que lhe fosse legalmente disputado ; e lhe
permittisse cobrar, por cerlo numero de an-
uos, urna pequea tasa sobre as erabarca-
ges que navegaren] no rio depois de feitosa-
quelles melhoramentos. O conselho aguar-
d;iva a deciso de S. Ex. para fixar o con-

mergida em muda alllicco, e s sahia desle
abalimento para observar se seu irmo ainda
respira va.
Tendo chegado a casa foi o informo met-
tido na cama.
Paulo examinou-o com muito cuidado e
conheceo que o raio o havia asphixiado, mas
que as pizaduras procedidas da queda nao e-
iam perigosas.
Devia-sc chamar o medico ; e no mesmo
instante manda um criado a cavallo, que par-
le a galope para a cidade ; mas quando vol-
tar elle ?
Paulo hesita va e pareceu consultar coin-
sigo mesmo !
Tal vez que daqui a um quarlo de hora ja
sejam inuteis os soccorros.
Grande Dos! exclamou Aladame de Til-
mont meu irmo morrer !
o Paulo hesitava ainda mas em fim sa-
turnio da sua irresolugo lica tudu ao mcu
cuidado dissecora vivacidade pego smente
que me ajudem.
Assim todos o rodeiam solcitos e a sal-


; o.1 m .
tracto sobre estas bases com o intuito de
submelter a vossa deliberago, se convinha
udiiicional-o empresa de encanamcnto ou
formar outra empresaom separado, confor-
me vos parecesse mais conveniente.
Yol lando todas as suas vistas para o enca-
naiiienlo adoptado pela companhia, ejap-
provado pelo Governo da Provincia o conse-
Iho ultimou a compra da naseente das agoas
do Piala c contraclou com o Engenheiro A.
Kersling a direccao dos trabalhos e execu-
co do plano do mesmo encanamento. As
eoudiecoes destes con Irados podem ser por
vi'is examinadas a vista dos documentos que
acharis sobre a meza com lodosos niais pa-
pis a que se refere o prsenle relatorio.
Desejoso de promover a venda das apolices
da CQmpanhia, que ao tempo em que aug-
menta o seu capital e assegara os fundos
neccssarios empresa de que se ella encarre-
gou diminue a conlribuigocom que os so-
cios devem concorrer, o conselho incumbi
ao Coronel Conrado o procurar-lhe Accionis-
tas na capital do Imperio, centro boje das
mais extensas expeculages ; e pertendia pro-
curar accionistas em outras Provincias, se
por veutura comegada a obra nao appare-
eesse sufliciente n. de concurrentes para o
restante das acges.
Fora estes snrs. os ullimos trabilhos
do Conselbo Deliberativo dacompanbia, e
por elles deveis ter reconhccido que actual-
mente nada mais falta se nao por mos a obra,
fazendo-se a aquisico dos matenaes e dos
mestres, obreiros, e serventes necessarios.
Cumpre nao obstante advertir-vos que, ao
mesmo tempo que se principiarem os traba-
lhos deveis entrar com o resto da 1. presta-
cao e logo depois com a 2. Ijm de que o
novo conselbo possa faser com seguranea c
vantagem a encomenda dos canos de forro ,
;;dianlando para isso os capitaes que precisos
forem.
Cabe aqui, snrs., dar-vos conta do estado
da caixa. Do livro respectivo. que se acha
sobre a meza, veris que fora destribuidas
807."J aegoes, das quaes se ha arrecadado
17:51O(X) res e que lendo-se despendido
7:829*740 existe cm caixa 9:510*200 ,
que podem ser destinado* a compra de ins-
trumentos de trabalbo e de materiaes com
que se d aigum comeco as obras. Exami-
nandos entrareis no conhecimento deque a
applicago dada a urna parte dos fundos era
indispensavel para adiantamento dos negocios
da compa ubia.
Nao s nesta parte como em todos os seos
trahalbos o conselbo presume haver fielmente
prehenchido a misso que llie Ib i por vos con-
fiada. Tres anuos, be verdade, se bao con-
sumido ern preparativos; porcm snrs. ,
quantas vaulagens nao adquiri a compauliia
durante este espago de tempo i' Indispensa-
vel prorogago do praso izengo do onus de
Ibrnecer agoa gratuita 5 dispensa de direitos
dos canos de ferro e dos mais objectos man-
dados vir de fora, &c. &c. : ludo isto srs. ,
foi conseguido dentro d'esse periodo ; de sor-
te que bem pode diser-se que se as obras
nao principiaran to cedo como era de dese-
jar, ficou todava a companhia muito habili-
tada para accelerar a sua marcha e conciuso ,
e os Accionistas obtiverad vantagens preciosas
assegurar-lhes o justo rendimento dos seus
capitaes. Certamen te com taes precedentes ,
e depois de termos destruido os preconceitos
que no nosso Paiz existio contra associages
desta naluresa e chamado os menores capi-
talistas o limitado fructo da industria as
economias mesmo do pobre se assim nos de-
vemos explicar, para tomar parte nesta em-
presa ; depois ilc termos tido a gloria deor-
ganisar a primeira associaeo verdaderamen-
te patritica que tem existido nesta Provincia,
e dado o mais til oxemplo a nossos Concida-
daos para novas empresas: depois de tantos
obstculos vencidos, j para a confeceo do
contracto com o Governo da Provincia e pa-
ra a adopgo do mefbor e mais vantajoso pla-
no de encanamento e dos meios de o por em
esecugo : j para obter do mesmo Coverno .
e dos Poderes Legislativos Geral e Provincial
aquellas eoneessfies que a companhia tinha
indispiilavel dimito para poder progredir : he
indubitavel snrs., que os trahalbos que
nos reslo, sao mui pequeos em. comparaeo
dos j vencidos, e que somente de vos do
vosso patriotismo e do bem entendido co-
nhecimento de vbssos interesses depende o
iinalisal-os gloriosamente.- Sao estes os dese-
jos dos memhros do conselho, to interes-
sados com'o accionistas as vantagens de
tAo patritica empresa e como cidadaos, na
utiilade que d'ahi deve provir nossa com-
mum Patria. Possa ella ser realisada pos-
sao nossos votos ser satisfeitos !
Cidade do Recife de Pernambuco 7 de Maio
do 1812. = Assignados os Memhros do Con-
selho deliberativo da Companhia.
COVIMERCIOT
'ALFANDEGA.
Rendimento do da 9 de Maio 1:120*371
DKSCARREfiA" HOJE 10 DE MAIO.
Rrigue Portuguez = Primavera = Passaros ,
arbustos dinheiro ferragens fa-
s ndas presuntos azeite e sebol-
Ins.
Rrigue Portuguez =^: Tarujo I." = Vitiho ,
vinagre azeite, miudesas fasendas ,
barris de carne e sebollas.
Rarca Inglesa = Columbus = Fasendas e
lotica barricas com ferragens man-
teiga e miudesas.
Patacho Americano = Lurey = Plvora.
MEZA DO CONSULADO.
Paula dos precos corren tes do assucar algo-
dio e mais gneros do paiz que se des-
paoho na mesa do consulado de Pernam-
buco na si'inana d 9 a lo Maio de de
1812.
\ssuear b. n. I. sorle 1*950
2. 1*850 I. q. 1830
". I#790
1. !.>(><)(>
.'i. 1*480 2. q. i480
6. 1 #300
Dito dilo velho 1. 1*780
2. 1#850 I. q. #850
">. 1*550
i. I > 100
i. 1*250 2. q. 1250
8. 1*100
Dilo mase. n. I. I* 150
% l#O50 2. q. 1150
Dito dito velho I. 950
2. 50 1. q. 950
Algodoem id. 1. 5*700
2. 1*700
5. ".) 700
Antonio Rento Fres.
Jos Maria Cesar do Amara!.
Feitores c con fe rentes.
= Pela administrado da meza do consu-
lado se faz saber que noda 15 do corren te
mez se ha de arrematar porta da mesma
administraeao urna barrica de assucar branco
aprehendida sem despacho em acto de embar-
car pelo guarda d'alfandega Yicente Ferrei-
ra de Fanas ; sendo a arrematadlo livre de
despe/.as ao arrematante. Meza do consulado
de Pernambuco 9 de maio de 1812. as Miguel
Archanjo Monteiro de Andrade.
ss O administrador da meza das rendas
geraes internas lendo avisado aos morado-
res do bairro do Recife para que viessem
pagar o imposto de escravos que devem :
muito poucas pessoas comparecoio ; e por
isso elle passa avizar pela relaco abaixo
para que venhao at o lim do corrente mez
pagar o que devem pena de se proceder a eje-
cutivo. Recebedoria 9 de maio de 1812.
Francisco Xavier Cavalcanli d'Albuquerque.
UELACAO.
Narcizo Jos dos Santos.
Felis Augusto Scolla.
Mnoel Joaquim Rrando.
Francisco Pacheco de S.
Joo Antonio Soares de Abreo.
Jos Antones de Oliveira.
Joo Alves de Carvalho Porto.
Luiz Antonio de Sequeira Jnior.
Antonio Joo Garcia.
Francisco Antonio Coelho.
Manoel Ribeiro da Cunha Oliveira.
Antonio Martins da Costa.
.!. O. Fisto r.
Joaquim da Silva Lopes.
Manoel de S Leiliio.
Manoel Jos Martins da Costa.
Souza di Bastos.
Russell Mellors e C.a
Alberto Horck.
Jos Gongalves Pereira.
Francisco Severiano Rabello.
Manoel Pereira Caldas.
Jos Joaquim da Costa Le le.
(Continuar-se-ha.)
vaco da familia parece depender do seu me-
nor gesto.
Tomando um caivete abri com elle u-
ma veia ao enfermo o sanguo correo e
pouco depois os signaes que o enfermo dio de
existencia vieram derramar a alegra e a
esperanza em toda a familia.
Paulo preparava as ataduras com urna ad.
miravel destreza e conservava um socego
e sangue fri que admirava a todos os pre-
sentes.
Olhavam-no com respeito e Madame de
Tilmont principalmente nfio podia ver o
salvador de seu irmo sem urna profunda
commogo. Passadas duas horas chegou
o medico que examinando o enfermo ap-
provou tudo o que se havia feito e declarou
que sem estes soccorros to promptos teria
elle infallivelmente perecido.
Ouvindo isto toda a familia procurava o
author do benelioio para Ihe manifestar sua
gratido........ porem elle tinha desap-
parecido.
Esta auzencia repentina durante a noite ,
e em momento em que o agradec ment fazia
T II E A T R O .
Domingo 15, se representar a mui
sublimo ejocozapeca A Condeca de Me-
linou ou o Chapeo que tantos aplauzos ob-
leve quamlo subi scena em beneficio do
Sr. Copes, na qual clebutou pela I. vezo
Sr. Modesto Francisco das Chagas fazendo
a interessante parte do Baro Caturra ,
rematando o expectacuto com a belissima
farga O Holandez paga o mal que nos fez.--
DECLARACES
= A cmara municipal d'esta cidade faz
sesso extraordinaria no dia 12 do corrente.
to vivamente desejar a sua presenga cau-
sou tanta admiraco como disgosto. Ate se
ignorva o seu nome e o salvador de Ler-
ville deixara tal impres^o que os criados
se inclinavani acrerque tinhamsido testemu-
nhas da apparigo d'um espirito bemfasejo.
Mr. de Lerville gracas aos cuidados do
doutor ia cada vez melhor e no fim de oito
dias j se podia levantar da cama.
Por toda a parte se fizeram indagacoes para
descobrir o desconhecido bemfeitor. Muilos
aldces das visinhangas responderam sem he-
sitar; O que procuraes nao pode ser outro
seno o senhor Paulo.
Os criados informaram-se da sua morada ,
e mr. Lerville logo que se vio em estado de
andar de carroagem para alli se dirigi com
sua irm.
Quando cntraram viram urna simples mo-
rada guarnecida de alguns poucos movis or-
dinarios e que nenhuma conformidad li-
nham com o exterior do proprietario. Este
achava-se fora, e o seu criado recebendo os
hospedes limitou-se a dizer-lhes que seu
amo nao recebia visitas. Mr. de Lerville
AVISOS DIVERSOS.
Roga-se ao Sr. Antonio Moreira Pinto
Darboza que antes de fazer a sua viagem
queira quanto antes saptisfazer urna divida
que contraio as cinco pon tes D. 12, da
I quanlia de trinta mil reis 5 isto se espera
no prazo de trez dias do contrario uzarei
do que a lei promete.
A pessoa que no Diario de sbado 7 do
corrente annunciou querer vender um re-
lojo de ouro patente hamburguez annun-
cie sua morada.
Urna pessoa quecscreve bem, e certo por
ter j dado francez latim lgica rhetori-
ca e geometra ; se offerece para escrever
em algum cartorio ou escriptorio ; e mes-
mo fazer qualquer escripturago particular,
ou de commercio do que tem alguma pra-
tica : quem de seu prestimo se quizer utili-
zar pode annunciar para ser procurado,
admirado de urna resposta to incivil res-
pondeu que eaperava ser excluido da regra
goral, e que a gratido que alli o conduzia
nao podia deixar de ser aceita a seu amo.
Mais um motivo para nao vos receber ,
respondeo Joze se o senhor Paulo recebesse
as visitas de todos aquelles a quem tem soc-
corrido, en to nao gosaria um s momento
de descanco no seu retiro. '
Met amigo replicou mr. de Lerville o
que dizeis muito me penaliza, ha excepges
para todas as regras a minha idade e a di-
vida sagrada" que contrahi para com vosso
amo me authorisam a insistir na minha
prelsncao e deelaro-vos que esperaremos
que elle volte a menos que nao nos violen-
tis a sabir daqui.
Vendo Joze que era intil resistir mais ,
fez a acco como para lavar as mos e abri
outra porta convidando os hospedes para que
entrassem para outro quarto.
Esta cmara estava ornada com mais al-
gum cuidado do que a primeira c os dous
hospedes admiraram principalmente a mul-
tido de livros c de cadernos que estayaui
S37* Arrenda-se o armazcm que foi a ser-
rara da ponte velba e vende-se na mesma
12 costadinbosde lomo: na ra da Cadeia
velha loja Je chapeos D. 11.
= A casa da ra de Appollo pertencente aa
casal do finado Joaquim Antonio Ferreira do
Vasconcellos foi hontem pela primeira vez
a praca e continua boje para terminar a-
manha sendo a praca as 11 horas na por-
ta da referida casa.
C7* O bilhete n. 5125 da 2. parto daO.
ioteria a favor das obras da matriz da Boa-
Vista pertence ao Sr. Jos Felis da Camera
Pimentel do engenho Gaipi eica em pu-
der de F. da Silva Lisboa.
isr O bilhete da 2. parte da 0. lotera a
favor das obras da matriz da Boa-Vista de
n. 1849, pertence ao Sr. Jos Joaquim Ra-
mos Villar residente na cidade do Para e
lica em poder de Antonio Jos da Silva Pe-
reira.
SS" O Sr. Antonio Coelho de Mello Suruc,
queira dirigr-se casa de A. Scbramm ,
para receber urna carta vinda da Paraiba.
t2^ Ollerece-se um rapaz brazileiro para
eaixeiro de alguma casa de commercio nacio-
nal ou estrangeira ou para lojas, armazens
da assucar ou mol hados, e mesmo para co-
branoas ; e d fiador sua conducta; no
atierro da Boa-Vista lado da matriz fabrica
de chapeos ou annuncie.
tzr Quem tiver, de >'. S. do tergo at \
ra do crespo hum sobrado de hum andar ,
com bom quintal e cacimba o Sr. pro-
prietario querendo vender ou trocar por
outra no lugar do paleo de N. senhora do
terco, annuncie para hir a casa e no cazo
de nao querer aluganle que se acha dentro
querendo sahir e devendo o aluguel, e nao
tiendo com que pague faremos negocio com
a sabida.
t*T Adverte-se ao Sr. Antonio Moreira
Pinto Barbosa que antes que faca sua via-
gem para angola veuha pagar o saldo de
urna conta que a muito deve na loja da ra do
crespo I). 12 isto no prazo de tres dias, do con-
trario se uzara dos meios judiciaes.
AO HKSl'EITAVEL PUBLICO.
Xemo dat quoJ non habet, eque plus
quam habet.
Srs. Redactores.
A gratido virtude por si recomenda-
vel, e a mais bella a urna alma reconheci-
da a beneficios recebidos ahinda mesmo ,
d'um coragao~bemfazejo ; sao os poderozos
incentivos que do cauza ao prezehte an-
uuiicio. Os abaixos assignados nao podem
sepultar em profundo esquecimento ; sem
grande injustiga a seos sinseros dezejos e a-
the mesmo levando ao conhecimento do pu-
blico os mui benignos sentimentos e a-
migaveis disvelos, com que acaba de dar-se a
conhecerManoel d'Oliveira Faneco ca-
p lao do hrigne -Tarujo l.-na viagem que a-
cala de fazer de Lisboa a este porto ; nao s
aos passageiros que I ronce a bordo do dito na-
vio como por meio deste ao mundo inteiro :
rogando os ditos passageiros, ao Illm. Sr. ca-
pito Oliveira Faneco Ibes disculpe este ras-
go de sua gratido ficando na certeza que
muito lhescusta nao poderem patentear ao
publico, todos os rasgos de sua alma gene-
roza e bem fazeja durante toda a viagem,
s por nao offenderem sua modestia dig-
nando-se ao mesmo tempo contar com os
sinceros voltos prestimos eservicos de
todos os passageiros : nemo datquod non ha-
bet eque plus quam habet. Pernambuco
9 de Maio de 1812.
Assignados todos os passageiros.
em eonfusao por cima da maior parte dos
movis. Alg'ins objectos de historia natural,
urna ferrugenta espingarda de caga, e urna
guitarra toda cheia de poeira completavam a
mobilia da cmara.
Mr. de Lerville que era dotado de urna
viveza augmentado pelo exercicio de suas
lunegoes habituaes, abrangeu todos estes de-
talhes em um langar d'olhos, e compren-
den a connexo que certamente existia entre
estes objectos materiaes e a alma do seu
possuidor.
Esta cmara disse para sua irm
a fiel imagem da situago moral daquelle que
a habita. Nislo descubro urna alma, que
vive descontente sobre a terra, procurando
no mundo intellectual nao s alimentes para
a sua actividade mas tambem distraeges
para suas penas e que despresa os prazeres,
ou os pas^atempos que d'antes a enfeitiga-
vam. Receio muito que este joven queso
cura de fazer os outros felizes, seja elle mes-.
mo infeliz.
(Conlnuar-se-ha.)


.


4
a. .-_.
Bllhctes da parte da
6. Lotcrii concedida
favor das o l;ras da Ma-
triz da Boa vista cuja-
rodas andao iiiipreterivel-
mente 11 de Maio ; nos
lugares do costiime.
Pcrciza-sede ui n fcitor no engenho S.
Joo na ilha de llama rac.
Eulalia Arnoul J. re l ira-so para a Fran-
ca pela barca franee a Hortense.
= Padre Manoel Jos de. Oliveira e Sil
veira rctira-se pal a portugal.
tsr Aluga-se nm i grande casa na estra-
da de Joo de Barro; ao p da Cpela de 3S.
S, da Conceico a < |ual consta de duas gran-
des salas i qiiarto* .. dous adianto coni por-
tas de vidraca, ditas de retiro toda pintada, 1
porta de frente e dm is janellas em vidraradas,
porta rro oiio para -o quintal, armarios, cozi-
nha fora com fugc i ingle/., torno e pia
para despejo das agoas da cozinha grande
cacimba de excedente ogoa quintal muro
grande ou pequeo .-i to com algumas arvo-
redos dei fructo, e porto na frente que
admitte carros r na ra do Rangel na quina
que vira para n i'wco tsr A pessea qiie annunciou querer com-
prar urna toalha de lavarinto nova para bapli-
sado dirija-sea ra da sen/ala velha n. 41
segundo andar que/ achara urnas poucas on-
depoder cscolher a q ue mais Ihe agradar,
e tambem um corte do ico de toalha sendo
queira para a esma.
tsr Precisa-se de um rapa;', para vender
pao com um negro : na ruada Guia padaria
n. o.
tsr A pessoa que ped io emprestado um
chapeo de sol di seda na vendada ra Direila,
J). I queira fazer o l'avor de tsr Aluga-se urna perla Zorra com bs-
tanle le te de primeira barriga: na ra da
Florentina sobrado de um an dar de varanda
de ferro por cima da venda do Sr. Nicolu,
jy IVio-se 100j a juros s( >bre pinhores de
ouro : na Tua Direita D. 12.
-X3T ^jQecisa-se para lora da provincia de
mu moco tle 12 a 10 annos, brasileiro ou
portuguez que tenha principios de vender
em baco de lojas de fazen das : na ra dos
Torres no segundo andar da casa da quina
junto ao Sr. Joo Pinto de Lomos.
tsr Aluga-se o primeiro andar do sobra
do da ra da Guian. 15, com muitos bous
eommodos para urna grande familia ; os pre-
tendentes dirjo-se ao se proprietario na
Roa vista na travessa da ra que vai para a
Gloria.
CT A pessoa i|ue annunciou querer com-
prar um clavinote dirija-so a ra Direita
D. 1.
tsr Manoel Gamillo Pires foi nomeado
Inspector da ra do Grespo.
tsr Quem annunciou querer comprar um
clavinote dirija-se a ra do Cabug loja de
Antonio Rodrigues da Cruz.
tsr Manoel Francisco da Silva faz sciente
a quem cohvier que Joaquim de Souza Mo-
reira deixou de ser seu caixeiro em o dia 7 do
corrente.
ssr Joo da Costa faz publico que de
hojaem diante se assignara Joo Joze da
Gosta.
i r Manoel Fsteves Pereira Campos reti-
ra-se para a Gidade da Parahiba.
CSr l)escja-se saber quem recebeo da Jja-
hia o drama a restaurado da Baha em I 2o
remettido por Joaquim Joze Texeira $ quei-
ra annunciar. ....
or Os Srs. Joze Luiz Rellrao Mavignier ,
c Ernesto Jernimo Gonsalves dos Santos ,
queiro ter a bondade de aparecerem na ra
daGadeia'vellia n. 51 no primeiro andar,
que se lhe deseja fallar.
tsr Aluga-se um armazem proprio para
se vender trastes loja de marcineiro ou para
venda,, e anda conserva a armaro dentro,
na ra das Gruzes D. 7 : a tratar no lerceiro
andar. ^ /
tsr Roga-se ao Sr. Manoel da Silva lei-
*eira o tavor annunciar a sua morada que se
se lhe deseja fallar a negocio de seu mteresse.
j*y Prensa-se alugar um negra ou mo-
jeque para un sitio : na ra do Conceico da
Boa vista D. lOlado do Rozario, ou anuncie.
jr^- >\i ra da Madre de Reos D. 26 adia-
se je novo aberto urna bolica sortida de todos
e novos medicamentos ; quem da mesma se
quiser utlisar ser servido com todo o as-
seio promptido e prego commodo.
xsr Aluga-se a Sala de um primeiro andar
na ra la Cruz proprio para escriplorio ,
ou outra quaquer occupago ) assim com
na mesma casa se vende um burra de. ferro,
nova com segredo, urna bala pea com peso-
de pesar carne a bordo deembarcaces ou pa-
ra armazem do mesmo trafico na roa da
Gadeia do Becife loja n. AS.
t-r A pesioa que annunciou querer
comprar urna toalha de lavarinto de born gos-
to dirija-se a ra do Mondego D. 65.
tsr O Sr. Joaquim Antonio da Silva Cas-
tro dirija-se a ra Nova defronto da Igreja
daConceieo. n. 103 para se lhe entregar
urna carta vinda do Rio de Janeiro.
tsr Preeisa-se de urna criada para todo o
servico de fora e dentro de lima casa e que
saiba coser e engommar : na ra do Colegio
I). S primeiro andar.
vs* Domingos Joze Vieira faz publico que
por haverontro de igual nome se assignara de
ora em diantc por Domingos Joze Vieira da
Costa.
AVISOS MARTIMOS.
tsr Para o Ro de Janeiro segu vagem
com milito brevidade o Patacho Nacional
Aguia de Maugaraliba ; qilem no mesmo
quiser carregar ou ir de passagem dirija-se
a Gaudino Agostinho de Barros, na praci-
nha do Corpo Santo I). 07 ou ao Capito a
bordo.
tST O Brigue Bom Jess de he Capito
Joo Rodrigues Amaro anda recebe urna
pequea porco de carga e passageiros ; os
pretendentes dirijo-se a Gaudino Agostinho
de Barros ou ao Capito a bordo.
' tgy Para llamburgo segu vagem no da
15 do crrente c bem conhecido Brigue Por-
tuguez EmprehendeJor forrado de cobre e
de primeira marcha ; quem quiser carregar
o pequeo resto que lhe falla dirija-se ao es-
criplorio de Francisco Severiano Rabelo no
forte do matlo.
a^ Para o Acarac saldr no dia 1-4 do
corrente o Patacho Brasileiro Aurora com a
carga que tiver a bordo ; quem quiser carre-
gar a pregos muicommodos ou ir de passa-
gem dirija-se a Francisco Marques Rodrigues
& Irmos na ra do trapiche quina da dos
tanoeiros n. 12.
L EI L A O'
tsr M. J. de Souza Ca.neiro far leilo
por inlervengodo Corretor Olveira Terca
fera 10 do corrente as 10 horas da manh ,
na ra do Yigario D. 10 primeiro andar de
porco de mobilia e militas obras preciosas
de ouro prala c brilhanles a saber : os
trastes consistem em um esplendido oratorio
com seus pertences, mezide jantar candi-
eiros de globos mangas de vidro, lanternas,
bancas para meio de sala sofs cadeiras ,
leitos bercos, cmodas, caderinhas para
ra banheiro carteira pequea para escri-
ptorio e varios outros objectos ; as obras de
prata consistem em lindos aparelhos novos e
completos para cha ditos uzados, castigaes,
salvas jarro e bacia faqueiros colheres ,
prato e thesouras para espevilar ; escarradei-
ras esporas e outras obras velhas ; as de
ouro consistem em colares cordes de varias
qualidades,grossurase feitios correntes pa-
ra relogos fivelas, contas finas do Rio de
Janeiro botoes argolas redomas, allne-
tes*"com cornelinas, aoeloes alfinetes com
brilhanles ditos com esmeraldas &c.
tr Cals Jnior continuar o seu leilo
por intervengo do Corretor Oliveira, Quar-
ta fera 11 do corrento as 10 horas da ma-
nh no seu escriptori rqa da Cruz D. 10
primeiro andar de varias mercadoriasFran-
cezas e Saigas de prompta extraco o de um
grande sortimento de artigos proprios para
lojas de ferragens e miudezas como cai-
vetes, botoes amarellos esporas cepos la-
pidados Jeques pentes papel para for-
rar salas &C, adverte-se que este he o ultimo
leilo chamad. o queima. que tado o que
resta ha do ser vendido quaquer que seja o
proco, sempre aos actuaes prasos da praca.
tar Russell Mellors & C. faro leilo por
intervengo do Corretor Oliven a de varias
qualidades de fazendas inglezas com toque de
avaria ; em consequeucia da prxima mu-
danza de suas fazendas de um. para outro ar-
mazem vendero mais um grande sortimen-
to d'ellas em perfeito estado ; quarta fera 12
do corrente as 10 horas da manh em ponto ,
no seu actual armazeiu da ra da Gadeia.
VENDAS.
"^BiT Madapoles finos em pecas a oy, 5<>o00
e As chiipeosdc sol de paninho a lji2fK) ,
dilos para meninas a l i s. linhasde nov
los de cores a 610a.libra botins de Lisboa a
2<'."() o par panno da costa muilo largo a
400 r$. o rovado : na ra do Qheimado loja
D. 15 de Carioca & Selle.
CT Cm cavallo lazad de bonita figura,
e em boas carnes ein muilo bous andares :
na ra da Gadeia do Becife I). 6T>.
S&- 18 cadeiras, urna cmoda um sof,
urna rijosa qadrada de meio de sala tuda de
Jacaranda, a moderna e em bom estado, urna
cama tambera nova urnas cadeiras america-
nas em meio uzo vende-se ludo sto por sen
dono ter fallecido ; e urna porco de linhas
pelas cruas do Porto: no paleo do Carme-
quina da ra de Hortas venda D. I do lado
direito.
ty l'ma bonita cscrava de 20 annos, com
algumas habilidades : urna cmoda de mogno
com una grande estante para livros. unida
a mesma '. e uini duzia de cadeiras america-
nas quasi novas : na ra da Gadeia do Becife
n. 42.
G7" Cmacadeira de 2 bracos rica pin-
tada e dourada forrada de seda com vidro.
bambinelas borlase tapeto por preco com-
modo : na ra do Caldereiro por detraz da
ra de llorlas D. 25.
cr Vinho do Porto de superior qualida-
decm barris dequarloem pipa, e sacas de
farinha por preco commodo : a tratar com
Francisco Marques Rodrigues & Irmos na
ra do trapiche quina da dos Tanueiros nu-
j mero 12.
tsr Azeite de carra pato liquido a T>,*360 a
caada, 450 a garrafa. 110 a contramelalc-.
e tambem se da de vendagem a prctas e molo-
ques ; assim como da-se a o#200 a quem to-
mar de "> caadas para cima: annuncie.
CF" l'ma negra de 1S annos : na ra do
Amorim venda de Antonio Joo Ramos.
XST Lm escravo crelo de 20 annos, com
oficio de sapateiro : no pateo do Carmo ven-
da D. 1.
ty Fma casa terrea na Soledade I). 52 ,
com um terreno contiguo razando ao lodo 00
palmos de frente, com 400 de fundo, em
chaos proprios com cacimba e lodo planta-
do Me arvores de diversas qualidades \ os
pretendentes dirijo-so a ra da Guia sobra-
do de um andar n. 11.
tsy Fma espada de punho de roca de su-
perior qualidade. por preco commodo : na
ra do Cabug loja de Antonio Rodrigues da
Cruz.
cy Fma porco de passarinhos de difTe-
rentes qualidades todos cantadores e em
suas gaiolas por preco commodo na na
Direita I). 55 no segundo andar.
tsr Fm moleque ladino de 12 annos, mili-
to esperto e ladino, propiio para quaquer
oficio : na ra Nova defronte da Igreja da
Conceicon. 105.
$t&m Fma negra crela de 18 annos, cozi-
nha o ordinario : na ra das Gruzes no car-
torio do escrivo Souza.
ty Muilo bom gomma de lamarana : na
ra da Florentina nova na ultima casa do
lado do nascente defronto do sobrado.
tw Fm bom escravo de na^o angola ,
proprio para todo o servico de roga : na Gam-
boa do Carmo sobrado de 2 andares no pri-
meiro.
nr A venda da ra da praia confronte a
ribeira, com poucos fundos e muito afregue-
zada para o matto : a tratar na mesma.
w Barricas de farinha de trigo franceza ,
de superior qualidade : na ra da alfandega
velha n. 9.
t3^ Fma negrinha denaefio, de 14 annos:
na ra do nixo do Livramento D. 4
WT Urna casa de taipa no atierro dos affo-
gados em bom local, por prego commodo :
na rua de agoas verdes D. 55.
13" Por prego commodo, umi moleca
crela de 12 annos de boa figura sabe
coser, fazer lavarinto ', lavadesabo, e h-
bil para todo o servgo e um berco moder-
no : na rua do ano casa da Sen hora Monica.
mt- Um sobrado de 2 andares e sto na
rua de Agoas verdes : na rua do Livramento
botica D 11.
*r" Urna parda moga de 18 annos sadia
e sem deffeilo algum : na rua da Gadeia velha
0.68
w Dous escravos um crelo pescador ,
e canoeiro, e o nutro de angola tambem ca-
noeiroe de todo o servigo: na rua da Gloria so-
brado de um andar de varanda de pao pinta-
da de verde.
CF" l'ma molecota de 18 annos de bonita
figura cozinha o ordinario lava de Sabo
e tem principio de engommar : na rua estrei-
to do Rozario D. 55.
= Feijo molatinho em sacas, por prego
cmodo no armasem de Joaquim Goncalves
Vieira Guimares defronte da cscadinha da
Alfandega.
= Fma venda na rua d'agoas verdes D. 1.
muito boa para vender a retalho e mesmo pa-
/a o matto a fallar na mesma, e na rua do
Vigariocom Joo da Cosa Una Jnior, para
tratar de.seu preco.
ssy Ocarivgainenlo de sal viudo do Ass
no Brigue S. Muria Boa Sorle lano a reta-
lho como por alacado : na rua da Gadeia do
Becife n.45 a tratar com Jo/e Gonsalves Cas-
cooucom o Capito do mesmo Brigue.
tsr A venda de fora de portas iv. 05 jun-
to ao barheiro : na mesn-a a entender-se com
Joze de Lima Soares.
tsr Estojos e cartiras proprias para va-
gem contendo todo o necessario como the-
souras navallias escoras &c. tudo muito
fino ; caslicaesde casquinha fina, cartas fran-
cezas e outras mudas miudezas por preco
commodo : na rua dos Quarteis D. 4.
i v" Vcnde-se ou arrenda-se por preco
muilo em conta um sitio cercado de limo ,
ecom bastantes psde larangeiras c limei
ras limes doces assafroeiras nianguei-
ras cafezeiros e outras militas fructeiras ,
com boa casa de vivenda com 4 quartos ,
duas salas qnarto para pelos estribara
para douscavallos Cozinha fora um gran-
de telbeiro boa cacimba d'agoa e seu jar-
dim de diversidades de llores : no Hospicio no
sitio do Exm. Sr. Maciel Monteiro.
tsr Duas negrinhas crelas de 12 a 15 an-
nos com habilidades : na rua Direila D. 20
lado do Livramento.
ESCRAVOS FGIDOS.
tsr No dia 7 do corrente fugio um escravo
de nome Luiz crelo de 18 annos alto ,
seceo do cerpo gago, as pernas tortas para
dentro dentes limados e um dos da frente
quebrado olhos afumacados gengivas en-
carnadas e cor preta ; levou vestido camisa
de madapolo calcas do riscadnho roso e
chapeo de seda velho tem sido sempre sr-
venle de ped reino, e ultimamento trabalhava
as obras de palacio velho quem o pegar
leve a rua das ci uzes J). 0 no segundo andar
que ser gratificado.
tsr Desapareceo desta Cidade urna escrava
de nome Mara de naco JJaci altura regu-
lar tem urna cicatriz na curva de urna das
pomas um grande buraco na orelha cs-
querda aqual nunca fugio supo-se ler si-
do tortada e remettida para a Parahiba :
quem a pegar leve a rua Direila D. 58 que
ser gratificado,
S35" No dia 2!) do p. p. desaparecen um ne-
gro que no fallar parece crelo, de nome
Justinano foi de um engenho, estatura or-
dinaria levou vestido camisa e caigas de al
godo, he chamado por algunho Malhari ;
quem o pegar leve a casa de Joo Mainel Ro-
drigues Valenca na rua larra do Rozario ou
no engenho Itapirema de Manoel Rento Ma-
chado, queler recompensado.
MOV MENT DO PORTO.
NAVIO ENTRADO NO DA 7.
Boston ; 42 das, Patacho Americano Lucen
de 104 tonel. Cap. Slowell Foulet car-
^a taboado, barricas vasias e azeite de jmj-
xe : a Henry Forste r.
SAHJDO -VO MESMO DA.
Parahiba e Liverpool, Calera lngleza Emily ,
Cap. Ceorge Guillet, carga assucar.
Mocambique Patacho Portugnez S. Joze ,
Cap. Policarpo Luiz Consalves Ferreira
carga lastro.
ENTRADOS NO DIA 8.
Babia; 7 dias Brigue Escuna Brasileo
Tito de 108 tonel. Cap. Antonio Francis-
co Pereira equip. 14, carga carne : a A-
morim & Irmo.
Porto ; 51 dias Brigue Portuguez Prima-
vera de 192 tonel. Cap. Joze Carlos Fer-
reira Soares equip. 17, carga varios g-
neros : a Mendes & Olveira ; passageiros
portuguezes Vicente da Silva Ramos, Joze
Pereira da Costa Joaquim AI ves da Cosa,
Joaquim Martins, Joaquim Antonio Ma-
noel Joaquim Antonio Joze de Paulo ,
Manoel Joaquim. Manoel Joze.
Lisboa ; 51 dias Brigue Porluguez Tarujo
1. c de 58 tonel. Cap. Manoel de Olivei -
ra, equip. 15, carga varios generosa Men-
des & Oliveira ; passageiros brasileiros :
Antonio Manoel de S. Rita D. Elena Jo-
sefina D. Joaquina Emilia de Azevedo ,
portuguezes : Filisberto Claudio Pereira ,
e Joo Antonio Alves.
RECIPE NAJTYP. DE M. F. DE F. t= 1842


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