Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04643


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Full Text
Anuo de 1842.
Sbado 30 de
Todo agora dcpeaile ewi nesmoa ; da aosaa prudraeia, nodcrico, eenargia ; con-
linuemuj como principiamos, iteremos aponladoa con admiraciio entre aa Nacoee man
ruitai. (ProcUmacao da A ssemblea Geral Jo araail.)
iii' ,i
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianna, Paraiba, e Rio grande do Norte, na segunda eseita letra.
Bonito e Garanbuaa, a 1U 24.
Cabo, Serinhaem, Rio Fontwiio, Porto Calvo, Maceio, e Alagoaa no i 11, a 21,
Paje 13. Santo Anto, quinta feira, Olinda todo* 01 dial.
das da semana.
25 Se*, a. Maroea Evangelista. Chae. Aud. do I. de D. da 2. r.
20 Tere. s. Pedro de Ratea. Re. Aud. lo juide Direiloda 1. a,ra.
27 Qoart. i. Tertuliano B. Chae. And. do J. de D. da 3. v.
28 Qoint. S. Vital M. Aud. do J. de D. da 2. r.
29 Sen. 8. Pedro M. f + na freguoiia de a. Pedro M.) Aud, ib J, de D. da 1.
30 Sab. S. Catharina de Sena. Aud. do J. de D. da 3. r.
1 De Mato Dom. A Maternidade de N. Sra. a. l'elippe, es. Tiago Ap.
Abr i.
Anuo XV151. Na U.
O Diario publicase todos oa das qucniio forern Saaiificarloa: o preco .1 aw^natura l
ie trea mil rea por quartrl paro adi.nlanos Os annunctoa doa aaatgnantaa io* inferido!
gratis, e os dos que o a.io tarea rai.'io le SO reis por linl>.\. Aa reclaaiaCoea Hevrm sar
(lirisidaaai-staTypografiarua das Craiaa .3, ou 3 praeadaIndepen>na lojai de lurot
Numeres 37 e 38.
CAMBIOS no da 2!) de Abril.
Cambio sflkre Londres 28 d. p. 1U.
* Paria 320 res p. Crneo.
i.isbos Sil So p. 1U0 ta pr,
Oob.0-Moeda de 6,400 V. I&.1I0Q
m N. 14,900
a de 4,000 8.200
B*r* PataeOea 1,680
1'rsta Penis i'oluwnarea l.fiSO
Mexicanos 1,680
muida 1.Villa 1,4fin)
Mneila le cobre 3 por 100 le ilisinnio.
Discontude billi. la AVfaatlaga 1 por 101
ao met.
dem de letras de bota Liui le a 1 e J.
Preamar do da 30 de Abril.
1.a a 8 horaa e 30 ni. da nianh.i.
2. a S horas e 94 a, da tarde.
P1USF.S DA I.UA NO VEZ DE ABK1L.
O/uarl, ming. a 2 a 4 lloras e 11 m. da larde.
L' Nora a 10 -- s S horas t 13 n. da Unir.
Quarl. cresc. a 18-- ka 4 horas e 14 m da manh.
La clieia a 24 -- s 0 huras 8 m. da larde).

UIAIUO DE PBKNAHBIJC
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
ADVERTENCIA.
O Diario de Pernambuco publica gratuita-
mente os annuncios dos srs. Subsctiptorcs
porem annuncios verdaderamente taes, e nq
correspondencias documentos certidOes ,
citages &c &c. &c Reputao-se annuncios
dos srs. Assignantes aquellos que lhes dizem
respeito, por sua pessoa, bens, negocio, in-
dustria &c. de.; e nao sao nem podem ser
reputados seus os dos seus prenles ami-
gos caixeiros, compadres, correspondentes
5c. &c. 5 por que para isso nem so obrigou o
Diario nem Ihe convinha obrigar-se.
PARTE OFFICIAL.
ACTA DA 58. SESS.VO ORDINARIA D\ ASSEMDI.EA
LEGISLATIVA DE PKIINAMBL'CO EM 20 DE
ABRIL DE 1812.
PRESIDENCIA DO SNR. SOL'ZA LIA.
Feita a chamada, acliarao-se presentes 2i
srs. deputados faltando con, particip&cfio os
srs. Pereira de Brito e Maciel Monteiro ,
o sem ella os srs. Alvaro, Machado Ros, i c-
dio Cavalcanti, Manoel Cavalcanti, Lobo ,
e Nabuco.
Osr. presidente declarou aberta asessao;
bi lida e approvada a acta da antecedente.
EXPEDIENTE.
O sr. Aguiar mandou meza o requerimen-
lo seguinle : = requeiro urgencia para se dis-
cutir com preferencia boje mesmo o pro-
jeclo n. 18 deste anno : ^= approvado. Osr.
Marros Cavalcanti : = requeiro que o pro-
jecto n. ll deste anuo ten ha bojea lerccira
discusso com preferencia a qualquer oulra :
= approvado. Foi lida e approvada a re-
daceo do projecto n. 17 de 1841 e igual-
mente a emenda que offereceo o sr. Neto,
a qual be do theor seguinle : = O presidente
da provincia dar o plano desta lotera de-
dusindo n'elle o juro de 12 p. c. em favor da
dita Irmandade. Osr. Faria: = requeiro ur-
gencia para que entre em 5. discusso j o
projecto n. lo do anno passado: = approvado.
OUDEM SO DA.
Entrou era i. discusso e foi adoptado o
projecto n. 18 d'este anno. O sr. Aguiar :
= requeiro, que seja ouvido o exm. Bispo
Diocesano sobre o projecto n. 18 d'este anno
pelos canaes competentes : = approvado.
3. discusso do projecto n. 11 d'este mes-
mo anno. O sr. (zidro mandou a seguinle c
menda : = depois das palavras Porto de ga-
linhas accrescente-se pelos engenbos Ser-
rado, e Caite o mais como no artigo : foi
apoiada, e entrou em discusso. Encerrada
a discusso foi approvado o projecto, ea
emenda.
5. discusso do projecto n. 15 do anno pas-
sado. Viero meza os seguintes artigos ad-
ditivos : = do sr. Gitirana para se collooar,
ondo convior = Fico tambe ni concedidas i
matriz de N. S. da Conceico da villa do Bo-
nito Irez loteras de Gl:0000 de res cada
urna cujas loteras corrern nesta prnca, e
em meias loteras, sendo conveniente, se-
gundo o plano., que se acha adoptado para
a do Seminario d'Ohnda = : do sr. Reg Dan-
tas = Fico tambem concedidas matriz de
Santo Anto trez loteras de 61:000.) de res
cada urna com o plano da do Seminario, cor-
rendo nesta praga salva a redaego : = do
sr. Aguiar = Fico tambem concedidas dez
loteras de 61:000ji de res cada urna, em fa-
vor da matriz de N. S. do Rozario da cidade de
Goianna que sero sugeilas ao plano que
ogoverno ouver de dar s concedidas para a
matriz de S. Pedro Mrtir : = do sr. Olivei-
ra = Para a impressao das Memorias hist-
ricas d'e.sta provincia compostas pelo cida-
dao Jos Bernardo Fernandes Gama, fica con-
cedido o beneficio de 12 p. c. de urna lotera
de 6p:000j de res qual o presidente da
provincia dar o plano necessario : = fro
apoiados eentrro em discusso. Ultimada
a discusso foi approvado o projecto com os
artigos addilivos. O sr. Lopes Neto votou
contra os artigos additivos ; o sr. Barros Ca-
valcanti contra o projecto, e artigos addili-
vos.
Continuaco da 2. discusso do projecto n.
24 deste anno. 0 art. 5. approvado : o art.
1. ficou adiado por liaver empate na vola-
cao. 0 art. o. foi approvado. Os artigos 6.,
7. e 8. ficro adiados a reqiierimenlodo sr.
Barros Cavalcanti at a Ueciso do art. A. O
art. 9. foi approvado.
O projecto ri. 20 deste anno entrou em 1.
discusso, fqj approvado. E sendo dada a ho-
ra o sr. presidente deo para ordeni do dia o
seguinle : 1. discusso do projecto n. 1J de
1840, 2. discusso do projecto n. 50 de 1859;
1. discusso dos projeclos n."' 15, 10, 17,
e 22 d'este anno e 2. discusso do projecto
n. 58 de 1850 ; e levantou a sesso.
Thomaz An onio Maciel Monteiro.
Presidente.
Joze Felippe de Sonsa LeSo,
1. Secretario.
Antonio Jos de Oliveira,
2. Secretario.
FLK1ITD
ARRIIAS POR FORO D'eSPANHa(*).
15715.
Vil.
Juramento Pagamento.
Passra mais d'um anno depois do casamen-
to d'elrei. Este casamento que explicava o
repudio da infanta de Castella bao bastara em
verdade para acendera guerra entre D. Hen-
riqueeD. Fernando, estando j de algum
mudo previsto nos captulos addicconaes do
tratado de Alcoutim. Mas como seo desgosto
que simlhante ollensa devagerar no animo
do re castellano nao fosse assaz forte para ser-
vir de fermento a futuras .guerras D. Fer-
nando suscitara novos motivos de serias de-
savengas que nao particularizaremos aqu,
por nao vrcm a nosso intento. liaste saber
que depois de imitis mensagens e queixas,
1). Henrique de Castella, entrando sbitamen-
te em Portugal c tomando mu las Ierras for-
(*)Vid.oDiaroN.71,72, 7o, 76, 77,79,
84 85 80 88, 91 92 e 95.
tilicadas alravcssra rpidamente a Beira ,
passra junto aos muros de Coimbra onde se
achava D. Leonor Telles c viudo olferecer
bata I!; a a elrei D. Fernando que eslava em
Santarem e que nao acceilou o combate ,
seencaminhra para Lisboa cujos habitan-
tes desapercebidos apenas tiveram tempo de
se acolherem aos antigos muros edificados pe-
los rabes de cujas torres e adarves viram
os castelbanos saquearen] e queimarem os
bairros mais povoados o ricos da cidade os
arrabaldes sem lhes poderem por obstcu-
lo. No meio deste aperlado cerco, desampa-
rados d'elrei que apenas liies enviara alguns
deseus cavalleiros, os moradores de Lisboa
nao tinbam desanimado. Com varia fortuna
baviam resislidoaos acmnmellimenlos dos cas-
telbanos coque mais duro era de soIlVer ,
fume a sede eatcao receio de tr.-ligos
de seus naturaes. Finalmen'.e D. Fernando
fizera urna paz vergonhosa, depois de ter sus-
citado urna injusta guerra e Lisboa viu af-
faslar dos seus muros o excrcilo d'elrei de
Castella que a tivera sitiada durante quasi
Jois mezes.
REPARTIC\() DA POLICA.
A 28 de Abril.
Passou-se passaporle a Cezaria, parda, cs-
crava de Francisco da Cunha Machado para
o Rio de Janeiro.
Pardo preto escravo de Delfino dos An-
jos Teixeira Biheiro, para o Rio de Janeiro.
Francisco pardo e Antonio creoulo ,
escravos de Joo Pinto de Lemos, para o Rio
de Janeiro.
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
SKSS.V KXTR.VOItOl.N.VlUA DE !7 W. JANEIRO DE
1842.
PRESIDENCIA DO SNRr. BARROS.
Comparecero os Snrs. Costa Monteiro ,
Oliveira Caroeiro Monteiro Mello Caval-
canlc Ricardo do Reg Maciel faltando
com causa os Snrs. Maniede e Doulor Nilel-
ia. Aborta a sesso o lida a acia d'antece-
dente foi approvada e o Secretario dando
conla do expediente meneioiiQu os seguin-
les ollicios.
llm do Exm. Presidente da Provincia orde-
nando emcumprimenlo do Imperial Aviso
expedido pelo Secretario d'Estados dos Nego-
cios do Imperio com data de 10 de Dezem-
bro ultimo que esta Cambra remeltesse com
urgencia a Secretaria da Presidencia a acta
do Collegio Lleitoral d'esla Cidade, perlencen-
le a Eleigo dos Reputados Gera-'s vindoura
Legislaturu ; assim como a acta da apuraco
gcral feita por esta Cmara alim de ser lu-
do transineltido a mencionada Secreta'ia de
Estado a Cmara reso'veo queso remetes-
sem as copias das referidas actas.
Outro do mesmo Exm. Presidente orde-
nando que esta Cmara mandasse pora dispo-
sigodo Director do Arsenal de Guerra a cha-
ve da casa do Lyceo onde trabalha o Tribu-
nal do Jury alim de*er reparado o telbado da
mesma pelo estado de ruina, em que se acha,
a Cmara licou inleirada e detcrniinou que
se remeltesse dita chave.
Outro do mesmo Exm. Snr. communican-
do que tendo a Presidencia encarregado da
execugo do artigo-52 periodo 5. da lei de
18 de Agosto de 1851 aoTenente Coronel
Cominnadahle das Armas pelo que respeita
a este Municipio ordenava que esla Cmara
remeltesse aj dito Commandante das Armas
copias das listas dos Guardas Nac'onaes d'este
Municipio do servico ordinario e das listas
da reserva as quacs devino estar no Archivo
da mesma Cmara em conformidade do Ar-
tigo 52 da mesma lei, informando circums-
lanciadamente em quanlos Ralalhoes com-
panhias ou sesses de companhia reparliro os
Era nos fins tic maio de 1575 pela volta
da larde d'um formoso dia de primavera.
O ar eslava tepido e o cu limpo. Pelos
campos e valles via-se verdejar a relva ; e a
madresilva cas rosas bravias enredadas pe-
los vallados emhalsamavam a almosphera.
Mas estes eram os nicos signaes que nos a -
redores de Liboa rcveilavam aquella estago
por excellencia suave no seu clima suavissi-
mo. Tudoo mais conlrastava horrivelmen-
lecomelles. Os extensos e bastos olivedos
que nessas eras a rodeavam jaziam decepa-
dosem trra como se por ahi tivesse passado
fouce gigante meneada por brago de
ferro ou de bronze. Pelos outeirinhos corna-
dos pouco havia. de vinhas frondosas viani-
|sc espalhadas as videiras cuberas de llores ,
ressecadas antes de tempo ou ennegrecidas
telo fogo assimilhando-sn a gandra cubera
d'uraes, que foi desbravada por Qnsd'outo-
no. As vastas borlas que se deiraniavam
por Valvenie trulladas pelos ps dos caval-
! los estavam incultas o abandonadas. Mas
sobre este mal asombrado e triste chao do pai-
nel", mais nielaiicholica e afilela avul-
Guadas Nacionaes alistados para o servigo or-
dinario e para a reserva e como so fez a
repartigo por companliias dos Guardas Nacio-
naes da lista de reserva na formado artigo
19 perodo 2. da dita lei dando igualmen-
te conta do eslado aclual dos Batalhoes se
llesesto de conformidade com o qu deter-
ininoos artigos 55 e 57 da sobredita lei
quanto ao numero d; Guardas ove. addiado t
o (pie o Secretario actual revendo o archivo
apprescnlasse as copias exigidas pelo oflicio
a cima para depois se responder ao Exm.
Presidente.
Outro do Prefeito da Commarca participan-
do que a lista dos jurados d"esta Commar-
ca reniettida pea Prefeilura em i de Mar-
go do anno p. p. continuava ainda a sera
mesma que deve servir para o presente anno,
cora asaJte'racfles somonte constantes da rcl-
lacao que junto remeter : inleirada.
Outro do mesm.) disendo que p >r esquec-
mentodeichou de contemplar na rellaco ci-
ma que havia enviado a esta Cmara dos
nomes que devem ser illiminados a Domin-
gos de Soiiza Leo : inleirada.
Outro do enjjenheiio Frmino Ilcrculano do
Moraes Ancora participando que a vista do
ollicio que esta Cmara Ihe dirigi em daota
de 25 de, Dezembro do anno passado para as-
sslr com o engenheiro cordiedor da Cmara
demarcago da ra nova do Irapixe dtfroutc
do corpo Santo cumpria lser saber a Cma-
ra que sempre o achara prompto a emprc-
gar-seno servigo da mesma Cmara que po-
desse diser respeito aos dbjeclos da sua pro-
fisso quaudo a Cmara neiiliiim engenhei-
ro privativo lii.'ha que nella se einpregasse ,
agora porem que ella ja o (iiiha nao sabia a
que fin nem em que qiialidade se fasia ne-
cessaria a sua presenta na pertondida deinar-
caco da ra do trapixe : inleirada: oSr.
Oliveira reqnereoqueseextgisse doengenluiro
a planta para ser remelliila ao Exm. P. pa-
ra ser aprovada a qual foi remedida ao
mesmo Exm. P.
Outro do cidado Joaquim Joze Esleves
participando que leudo mudadoa sua residen-
cio para a villa do Bonito pedia a sua di-
misso do lugar do Promotor ajudante da G.
N. deste Municipio: inleirada.
Outro do Fiscal d'esle bairro aeompanhado
de tluas notas de adiadas por infraecesde
Posturas dos mezes do Outubro e Novem-
bro do anno passado empollando a de Ou-
tubro na quantia de259ji rs. c a de Novembro
na de 558ji rs. : inteirada.
0 Procurador apresen ton tres certidoes do
theor das sen tengas que esla Cmara oblevo
contra AnlonioJozedo Magalhes Basto, Joze
tava ainda a figura principal a cidade..
Os populosos bairros chamados os arrabal-
des, onde d'anles era continuo o ruido dis-
corde de tracto inmenso, achavam-sc con-
vertidos em un moulo de ruinas. Para o
lado do sul e poente nao se viam desde os an-
tigos muros (cujo contorno apenas cercavao
casteilo e o bairro a que boje damos geral-
mento o nome d'Alfama) seno edificios quei-
niados ras entulhadas pragas desfeitas ,
vestigios do sangue pecas d'armadura abo-
Indas ou falsadas hastilhos o ferros parti-
dos de virotes de langas e d'espadas e a-
qui e acola cadveres flidos, nao s de ca-
vados mas d'homens cujas carnes mei-
as devoradas pelos caes ou pelo tempo lhes
deixavam branquej.ir as ossadas. Sobre os
entulhos trppreciam como phaniasmas os ser-
vos inoums, revolvendo as podras derrocadas
em busca dealguma preciosidade que tives-
se escapado s chara Oas e ao ni migo ; e jun-
to as paredes negras da sinagoga os mercado-
i res judeus olliando para o sen bairro asso-
lado depenavam as barbas roda dos rah-
bis; que recitavam ca tom de pran-
,



'LglLLCigga
i
UjtjmjfcMj

I

da Coat c Francisco Antonio d'Oliveira
sobre a demoiic,ao das casas que os mesmos
edificarn: quanto a primeira, e -2. iuleirada,
o quanto a 5. fez o Sr. Vereador Mel Caval-
eant O segunde requeriniento. Requeiro
que esta Cmara ordene ao Sr. Procurador
que suspenda a execuijao da sentene.a que
manda dimolir a casa do propietario Francis-
ca Antonio de Oliveira ate ulterior deciso
desta mesilla Cmara. O venador Mello Ca-
vaioanle oqtial entrando eni discussao <
depois a votagAo foi approvado votando
lontraoSr. Barros, que fea aseguintede-
claracAoDeclaro que seesoreva na acta o
.....o additamento ao requer ment lo Sr.
Vereatlor Lui/. Francisco que o meo voto ,
que se espere pela dliberaco da Rellagto des-
ta cidade visto que O negocio uteiramen-
lejudicial, segundo oque tem decorrido a
resucito. Recite.17 de Janeiro de 1812, o
Vereador P. Presidente Barros.
O Sr. VereadorMello C.ivalcante fez ltima-
mente o seguinft requerimento que Ib i ap-
pi-UVado -Rcqdoiro que esta Cmara declare
por F.dil es que todos aquellos edificadores
do balita do Recite, que livero cordiaco
d o dia 17 de Setembro de I8I equea-
inda nao principiro a obra lieao obriga-
|os (piando quiserem edilicar, a requerer
nova cordiatjSo cando izenlos de pagar no-
Vos emolumentos por j o terem feito. Ses-
sAo de 17 de Janeiro de 1812 ; o Vereador M.
<\ivalcante.
A (.amara deliberou que se desse ao en-
goriherd cordiador copia do titulnos terre-
no; de Mai-inha dos bairrosdo Recite Santo
Antonio o Boa-vista.
Deliberou mais que o Procurador mandas-
so fusor a divisAo das cazas nmeros 25 c 2
da Praga da Independencia que se achao
anda por se arrematar e que no dia20se-
i Ao postas em praea conjunctainentc com o
contracto da allerigao dos pezos e medidas
i leste Municipio o que se lana publico pelo
Diario.
PespaeharAo-se alguns requerimentos C
por ser dada a hora levanlou-se sessae e
Mandaran l'azer aprsente em que assigna-
i a i, Fu Francisco Antonio (tabello 5*e Car-
valbo Secretario Interino aescrevi.Bar-
ros Pro-P -Costa Monteiro Mello Cava I -
cante, Ricardo do Reg, Macicl.
INTIHUOK.
provavelmenle por se ter encerrado a discus-
so mais cedo do que se suppunba.
Resultado que aquello deputado adunia na
sua carta que emqtianlo os Inglezes osto
l'azendo tantos exforcos para acabar cpm o tra-
uco da esclavatura na costa d frica sao ol-
les mesmos os que o esto exeroitando as su-
as colonias da India, possuindo escravos ,
vendeiido-os e comprndoos em grande nu-
mero e s eom urna diteronca : que os es-
cravos (pie elles procuran libertar da escravi-
dao sao os negros e (pie os escravos ipie el-
les possuem vendem e compran sendo pa-
ra isso autliorisados por lei sao brancos.
A gravidade (lestes tactos exigia qu 0 autor
da carta deixasse lora de toda a suspoila de
Invida a realidad das suas ncu Ipagos ; c a
maneira ponpie o faz pirece-me decisiva e
terminante. Cada laclo (pie vai apontando ,
vem logo demonstrado com mu documento of-
licial emanado de alguun aulhoridade in-
gleza ; de maneira (pie sendo olliriaes as pe-
gas justificativas ollicial lica sendo tamben) a
acensaban que deltas resulla. Porem ouga-
mos o proprio autor da carta e vejamos o
que elle diz : trauscreverei com toda a lde-
lidadoqu poder, as suas expressoes por
que em materia de semelliante gravidade
preciso deixar toda a esponsaholidado da ac-
ensado s costas de qiicni a faz. Fis-aqui os
dulcientes lacios apuntados pelo deputado
francez.
I. m lia escravos ruraes( praedial )em
grande pai'le da India : o prego porque se
vendem, nao orea nimio cima do do gado
ordmirio. Tralo-os com indileronca ou
com rigor ; se adoecem nenbuin soccorro
Vil. Em 11 de julhtfde 1857 urna me-
nina oscrava de nove annos de dado foi
oonduzida ao tribunal da polica. Traza as
mos todas despedazadas na altura dos po-
lillos, donde Ihe linhao arrancado pedacos de
carne; tnba as espadoas grandes buracos,
prodH/.idos pela coinhuslAode carvoes arden-
tes : as ilbargas eslavAo igualmente despeda-
cadas, otinha alm disto nina grande ferida
nacaboea. Fstas feridas de que so scguio
a morle da crianca tinnao sido feitas com
nina faca de carniceiro e depois com cal.
O criine da desgranada consista em ter bebi-
do un pouco de vinagre com assiioar que es-
lava preparado para sua sen hora. 0 coroner
classilicou este fado de assassinio. (Report
of India law-conunissioners.)
N. R. Nao se diz (pie pena si! pronunciou ,
ou appliCQti.
VIII. Nao ha lei precisa que regule a
exlensio do poder dos senliores pala com os
escravos : ludo lica ao arbitrio dos magistra-
dos locaes cujas opinioes sao umitas vezes
contradictorias entre si.
(dem.)
IX. Nao quero entrar em muitas parti-
cularidades sobre o carcter benigno do que
se chama escravidao na India (diz Lord Au-
cklainl gsvcriiador geral da India aos directores
da companliia em Londres, em carta de 10
de maio de LSil transcripta no Times de 28
de outuhro do mesmo anuo). Nao coneide-
ro to bem o estado da lei civil (pelo que diz
respailo aos escravos) como um mal profun-
do egeral o reccioqoe nao permita reme-
dio fcil ou inmediatamente appHcaveb
Quando as leis penaos e de polica (con ti-
se Ibes orala ; quando sao velhos muitas ma) inclmo-me lortemente a pensar que nao
RIO DE JANEIRO.
DV K.SCItVVIOVO ENTRB OS INUI.K7.ES.
Sur redactor. Como parece que, como
sen quarfo artigo sobre o Dreilo de visita ,
o Jornal do Commercio den por concluido
hidoipianto se propunba di/.i-r a cerca do que
se passoii a este respeito na cmara dos dipu-
tados em Frauga, permilta-me a liberdade
de dizer-lbe que Ihe falln -l'azer nieneftode
una crcumslanciaoii incidente pie se nao
o ni ais notaveljle lodos os que occorrerao na-
quella inlcressante discussAo pelo me-
nos de muita importancia edignissimo de
chegar roconbecimenlo do publico : fallo da
caria (pie o deputado Lanjuinais ao roilaclor
do Siecl. acerca do uso da escravidAo ,
actualmente adoptado pelos Inglezes, a ipial
se acba publicada non. desta folhacorrespon-
dente ao d'ia til de Janeiro. F certo que a
caria de que se trata nao faz parle da discus-
nisso ; porem lein com ella toda a relacAo
possivel porque os fados que nella se apon-
lao estavao d<'simados fiara seren oU'ereci-
os a consideiaeao da cmara e nao o forao .
ve7.es os abandonan. ( Lien!. C0HNBR ,
employcd in an ollicial survey in Travanco-
re. )
II. Ogoverno possue grande numero de
escravos r u raes quealuga por sua con la ,
ou emprega na cultura das trras. Todos
elles llie pertencem por falla de berderos.
( dem. )
til. Os soffrinienlos dos escravos uraes,
na mnior parte da India sao taes (pie todas
as cruezas das ludias Occdenlaes sao nada
vista delles. ( dem. )
IV. Ha no Malabar cera mil escravos ru-
raes. A degradacao da sua naturesa os se-
para do resto los habitantes : asna barriga
hydropio contrasta horrivelmente com os se-
os bracos e peinas de esqueleto. Como se
Ibes nao da de comer iiem de vestir, a sua
condicao nao milito mcllior (pie a do gado
com que lavrao. Pelo ordinario trabalbao
desde que o sol nasce al que se poeni, sem
mais descauco que duas horas por dia. 0 cas-
ligo dos acoltese permttido por I i : os so-
nbores podem vender os seus escravos, ( mili-
tas vezes o fazeifl. ( Lvmi'hki.i. of Ihe Ma-
dras civil servir. )
V. A proliNgao da imporlaco dos es-
cravos dos estados estrangeiros tem augmen-
tado o pre^o d escravalura em lugar de por
tim a este trauco. Todos os anuos entra no
paiz de Pecan um pande numero de escla-
vos : os trillos sao arrancados a suas mris pa-
ra irem ser vendidos em pai/.es remlos.
( Ciuitt.in Rcporl lo government on Ule
lam revennes. )
VI. a A escravidao n domestica existe de
nina maneira muilo extensa na India mes-
mo em Calcula, onde o tribunal supremo es-
t nimias ve/es ( coutinually ) OCCUpado
com aeeusacoes de assassinalos ou de sevi-
preciso dar-Ibes um carcter de protecgAo
Ibais decisiva (a favor dos escravos) ; e eslou
persuadido que o tompo o melhor meio de
pioduzir com seguranga e tranqudade a
completa aboligaoda escravidAo.
0 rea lorio que acaba de ler-sc certa-
mente o mais curioso e importante documen-
to (pie sobre a historia novissima da escravi-
dao tem apparecdo aos olhos do publico ; c
impossivel que qualqucr pessoa desprevenida
o lenha I ido sem que as gegiiiiifes relexdes
se Ihe a presen tem immediatamente ao espiri-
to. Como! Pois os Inglezes que com tanto
alineo promovein a abolicAo do trafico da es-
clavatura no mundo novo sAo os mesmos
(po o eslao l'azendo no vt-lbo os que possu-
em vendem o comprao escravos, aulorisa-
dos para sso pela legislayaodo paz e os que
anda boje nao tem lei precisa que regule o
poder dos senliores para com os escravos ?
Pois a escravidao s ha de sm- um criine ,
(piando se trata de negros e em se fallando da
America, o hado ser colisa permittida, justa e
licita (piando se talla da India e em se
tratando de brancos ? Pois o goveino ingle/.,
que s no lempo acha meio seguro e tranquil-
lo de acabar com o tralicoda escravalura bran-
ca nos seus eslados o que pretende aca-
bar de cliofre com o tralicoda escravalura ne-
gra nos eslados alheios quaesquer que sejao
as consequeneias que dabi possao resultar
para esses estados? Logo nao lia tanta sin-
ceridade como se pretende nos clamores de
philanllnopia com que o governo ingle/, est
aireando os mares o Ceo e a Ierra para fa-
zer entrar as nacoes nos seus planos cujo
lim oslensivel a abolicao dotraiieo da escra-
valura i.a costa d'AfriCa : logo algun oulro
lim mais oceulto sem ser o da liumanidade
e o da consciencia deve haver em toda esta
cias dos .cultores para com os escravos. solicilude lAo anli;a e proseguida com tanta
( Colonial-Maga/ine dcotilubio de 18*0.) lenacidado, do governo de Inglaterra pelos
escravos : logo n3o sem razAo que deputa-
dos frapcezes disserAo na cmara respectiva ,
que o verdadei.o lim do governo de Inglater-
ra, na sua solicitude tao philantrpica, consis-
ta em atacar a liberdade da navegac/io e eni
destruiros principios mais santos do di reU>
publico martimo fallando s consciencias
em nome dos interesses da liumanidade.
Todas estas consequeneias sAo obvias e ine-
vilavis ; o assim como as eu deduzo dos
principios em que ellas se con tem assenlo
(pie todo o mundo, as deduzir. Quanto ao
deputado Lanjuiriuis u quein me tenho sem-
pre referido nesta correspondencia eis-aqu i
o que elle concluo do todos os fados que a-
ponta ; Nao digo que estes fados devAo at-
tenuar o horror quo inspira o tralicb dos ne-
gros ; -porem o que digo que nos devem
impdr grande prudencia quando se trata de
fazer tratados inspirados por urna potencia
que, ao menos pelo que parece, se importa
lAo pouco com os sollriinenlos dos escravos
brancos.
Fsta conclusAo he ao mesmo lempo just-
sima e moderada. Q. Z.
(Jornal do Commercio.)
LAGOAS.
No dia 25 do correte se cncerrou a sesso
da Assembla Legislativa d'aquella provincia.
Nesse mesmo dia lomoii conla da administra*
CAo o I. vico-presidente o sr. coronel Jos
Ignacio de Barros Lei le. A tranquillidade
publica nao tem sido all alterada ; mas a
seguranca individual nao pode anda contar
com a benigna influencia das Reformas : foi
ltimamente assassinado um tal Rraz JoAo ,
que for;i senhor d'engenbo', bomem nolavel
por seu genio turbulento e ao que di/.em ,
por seus crimes do genero d'aquelle que ora
seexecutou na sua pessoa. O rigoroso bin-
verno deste annoj levou praia dous navios
que se achavao carga no porto de Macei ,
que he muito desabrigado na eslaco dos ven-
ios do sul. Forao presos e processades como
introductores de sedulas falsas dous porlugue-
zes casados e domiciliarios na provincia quo
se assevera terem muitos socios e haverem
espalhado na provincia grande numero das
suas sedulas que sAo de i> c IOj res.
Fm consequencia do ass.issnalo do dito
Iba/. JoAo. foi preso o sr. Zeferinu Cavalcanti
d'Albuquerque quo nos envin urna corres-
pondencia na qualse queixa dos Chefes do
Polica interino eefleetivo e muilo os incre-
pa de parciaes vingalivos e tirannos : nao
damos publicidade a osla carta ; por que nao
sabemos si o sr. Zeferino est em circunstan-
cias do nos poder relevar pela sua obr gacao
de (oda a responsabilidade que a lei faz pesar
sobre o impressor ; tanto mais quanto a sua
correspondencia nao se limita a censurar os
Chefes de Polica s pelo acto com elle prati-
cudo e acensado crimes di lbrenles pessoas,
cada tima das quacs pode mover-lho um pro-
cesso.
NAo-duvidarcmos satisfazer o sr. Zeferino,
se elU nos enviar urna obrigaeAo de pessoa co-
nhecida e abastada que se responsabilizo pelas
multas pecuniarias que Ihe podem ser im-
postas, eque na forma do cdigo do processo,
rccaliem sobre o impressor si elle nao livor
bens pelos quacs sejo satisfeitas.
Dl-llllll DE I'EIWAHIILCO.
k> os versculos hebraicos dos Threnos.
Por meio deste vasto quadro de assolacao
rompa urna numerosa coiiijmbiadecavallei-
i'os (! damas de donas e'escuden os de don-
/ellas e pageos brilhaiile cavalgada (pie des-
liada banda de Santo Anlau pan S. Domin-
de sabia de vez em (piando urna exhalaeao de
crnica: eslerir. osle Iblgar este ruido do
con ten lamen lo, osle mal/, de reflexos nmia-
liCOS, decores vai'iegadas pa.vsando como
um lurbilbo atravez daqueUe silencio sepul-
(-hi.il pareca rasgar o vn de tristeza que
i i o.i n.iiiiiii m;r ..-uinu i.i.ni ............... ,....-..... .....B..............-- ,
os e lomava pela Corredora para a porta 1 cubra a vasta rea da chinde destruida, e re-
de Ierro. A formosura e o luxodas mullie- j vova-la a urna nova existencia.'
res, as figuras alhleCicas eos rostes varona
dos cavalleiros o bruido das armas, o loii-
co -los ip'jos o rico dos arreios oiuliin
ludo dava clara mostrado que naquella Cval-
gada vinha a mais nobre gente de Portugal.
Os risos das damas os ditos galantes e agu-
dos dos hdalgos, o rinchar alegre dos cor-
res possanles e dos delicados palafrcns as
Joudicea dos donzeis que ora correndo
rodea sola ora soflreandoos cavallosae per-
passar pelas muas pacificas dos cortesaos le-
tra, los, os faaiam vacillar e-debrucar sobre
os arenes : o bater das azasdos nebrise gi-
i Halles empoleirados nos piinhos dos falcoei-
ros o latir dos galgos e aliaos, que alrella-
dos lrcejavain por se atirarem cima daipiel-
k-s centenares de liabilacoes derrocadas, d'ou-
dadeiraou falsa seespalbra de que varios
moradores da cidade eslavam pleiteados com
elrei do Casfella para Ihe abrirem una das
portas. Dava forca a laes snspeilas o acba-
rem-so no campo caslelhono Diogo Lopes Pa-
ciicco o I). Dinz que com elle se haviam a-
junlado na sua entrada em Portugal e as
desconfianzas lecohiam naturalmente sobre a-
quelles quedoisannos antes linlram seguido
o partido contrario a D. Leonor, de que o
infante o o velbo privado de 1). Alfonso i. e-
Mas-o povo a pesar dsso contiiruava a
esperar inste.
A cavalgada chegou ao lerreiro da s. Fm
engenho de arreniessar podras eslava assenta- ram cabecas. Assim a popiilaridade dos par-
do no meio delle eosgrossos madeiros de ciaes de D. Dniz linlia diminuido considera-
(pieera construido viam-se anda manchados velmente porque o povo m* vez de attribnir
de rastos desangue. Urna dama que vinha a- sua ruina s causas remotas as paixes
na frente da comitiva parou : um oavalloiro insensatas dp. Leonor, ea imprudencia
s as surgesloes de Diogo Lopes e
de boa idade e genlil-homem que cauinha-
va a seu lado,- parou lambem. Adama a-
d'elrei ,
do infante va a origem de todos os males pro-
va i ^ru laiiu ,' i'aifii kiiiiiiciij. j\ ii.iiih. ..- ...w.svv .f...... *... *w ....-.^j-. -
pontou para o engenho disse alguinas pala- -sontos e o odio que contra os dois havia con-
_______ ^ .. .,...11,:... .Un,!. .l.,r... I..II o Mi i-.il^i.l, i-i. ni: .li.I.'t > :i ln.liiv flWMIlfl I f I :1 W) l'l > 11 I -
vras aocavalleiro o depois ilesa ton a rir.
Fila era a mu nobre e virtuosa rainba I).
Leonor: elle o mu excellenle e esclarecido
iv I). Fernando de Portugal.
D. Leonor Telles tinlia rasan para rir.
Durante o cerco de Lisboa urna voz voi -
cebidose estendera a todos os(|ue triaserem-
Iheaffcicoados:
Apenas ,- porlanto se divulgou a noticia
da intentada traigan o povo furioso corren s
inoradas daquelles (pie como lica dito Ihe
cran mais suscritos. Seguiu-se una testado
L0TET1A DO TI1FATR0.
Eslava marcado para a oxtraegao dos premios
eannibaosfesta de vulgacho em qualqucr
lempo e logar que elle reine. Aquellesquc
nao poderain provar de mcnlo nnegavcl a sua
innocencia forain metlidos aos mais crueis
tormentos, onde nenlism se confessou cul-
pado. Um desgranado contra o qnal eram
mais vehementes as descontianoas foi arras-
lado pelas iiias e feito depois em pedacos :
oulro diz o chronista( ) lomaron) e
pozeram-no nafumdad'buum engenho,quees-
tava armado ante a porta da see ; c quando
desfebou langou em cima dessa ogreja
antro duas torres dos sinos que hi ha, c quan-
do cabio acharomno vivo e lomaroiono',
nutra vez, e pozerorano na funda doengonluv
edeilouho contra o mar,omde elles desojavom,
o assi acnbou sua vida.
Era por isso que I). Leonor olhra parao-
ongenbo c se i ira. O'proprio jk>vo linha
pagado urna parle das arrlus do seu casa-
mento.
( Conlinuar-sc-ha.)
( ) F. Lopes. Chr. de Fcrn. cap. Ta.
^.A.


L
sd
be
fi'^fc i";:
desta lotera o da 28: com cffeito nesse
da o as horas do estilo aprcsenlou-sc na sal-
la o snr. Dr. Manoel Teixcira Peixoto, no-
meado presidente, com o EscnvAo ewai
empregados e deu-se cometo aos trabalhos ,
pola vericagAo dos bilhetes, qu achendo-se
exactos foraO langados as urnas ; mas nes-
ta occasiAo um dos espectadores gntou que ha-
viAocahido dous bilhetes. Com efieito esta-
va por baixo da mesa dous bilietes enrola-
dos o amarrados como os outros, o sem mais
exame fora langados na urna que perten-
ciao que era a dos premios. Tendo-se po-
rera exlrahido j 900, nolou o snr. Escrivao
que o ultimo bilhete era de um papel diffe-
rente, e requert-u urna nova verilicago : sus-
jenderao-so os traballios e examinadas as ur-
nas achou-se ter a dos premios 2 bilhetes
de mais, ambos de ipual papel, niasdifTo-
rente como fica dito, do dos bilhetes da lo-
tera. A vista disto o snr. Juiz presidente
dando por milla a extracgAo principiada ,
mandn proceder novos preparativos, e
marcou o dia 2 de Maio para correrem de novo
as rodas. 0uas' todos concorda, e a cousa
parece bem "clara que estes bilhetes fora
os que estavaO no chao, langados por quem
quer que fosse e reclamados de proposito ou
por acaso ; porem quem se podia interessar
tanto no desarranjo da presente extraega ?
dizem uns que os especuladores de bilhetes,
que linha desta vez grande quantidado por
vender, e Ihes convinha fazer adia-Ia : outros
pretendem que para descrdito da lotera foi
islo intentado pelos interessados um que a lo-
tera do theatrono se faca exclusiva. Quan-
to a nos em vez do descrdito o caso occorrido
serve de mais urna prova da perfeigao o zoilo
hbil EscrivaO da lotera do theatro, c far
gmenlo que se tomem certas cautelas noce>-
sarias para o que consta-nos que j se deraO
algumas provideneias; fasendo arredar as gra-
des de separagao da mesa dos trabalhos. Si al-
gum desarranjo pode istocausar algucm he
aquellos, que j tioba contado com o premio
grande e que vm assim aguado o seu pra-
ser ; mas nem por ah raesrao ha grande quei-
xa, pois nos asseveram que o dono de um
meio bilhete dos dous premiados j o negoci-
ou com pessoa devota do demandas; o que
pelo menos prova que be ni depressa ecora
punco so resignou a passar sem premio por es-
ta vez visto que dizem que nao he o com-
prador pessoa do aventurar muito dinheir.
CO.VIMEKCIO.
alfandegaT
Rendimcnto do dia 29 3:580
drscarregaO hoje 50 DE abril.
Galera Inglesa = Emily = Fasendas ccar-
vo.
Barca Ingleza = Nightingale = Ferro e fer-
ragens.
Brigue = Europc = Carvao.
E D IT A E S .
O Illm. Snr. Inspector da Thezouraria das
tiendas Provinciaes, manda faser publico,
<|iie, em virtude da Le i, perante a mesma
Thesouraria se liad de arrematar em hasta pu-
blica a quem mais der nos das 2 4 e G de
Maio prximo vindouio, pelas 11 horas Ja
inanhA, osseguintes Impostos :
Furo das caixasc Fechos d'assucar.
Tasa das barreiras da Magdalena, Ce-
quia e Carvalhos.
Passagcns dos ros" nos Municipios do Reci-
l'e e Olinda.
Vinte por cefilo n agoardente de consumo.
Quarenta reis por cariada de bebidas espi-
rituosas de consumo na Provincia excepto a
agurdenle de fabrica Nacional.
Dizimo docapim de planta nos Municipios
do Rerife e Olinda.
A arremalaco los tres primeiros Impostos,
ser feita por lempo de um anuo a co'ntar
do 1. dcJuIho do corren te: e a dos demais
por lempo de tres annos, a colitar da-mesma
Cpoca.
As pessoas que se proposerem a estas arre-
matares compareci na sala das sessocs da
niesma Thesouraria nos das cima indica-
dos munidos de fiadores idneos, e habe-
li lados.
E para constar mandn o mesmo Illm. snr.
Inspector afiixar o presente o publicar pela
Imprensa.
Secretaria da Thezouraria das Rendas Pro-
vinciaes de Pernambuco I. de Marco de 1812.
O Secretario Luiz da. Cosa Porto-
carretrp.
. = Pela Administrago da Meza do Consu-
lado se faz saber, que nodi 4 de Maio fu-
turo se ha de arrematar portada mesma
Administrago urna cixa d'assucar masca-
vado aprehendida pelos respectivos Embre-
gados do Trapixe da Com'pan h a, por inexac-
tidao da tara ; sendo a arrematagAo livre de
despezas ao arrematante. Meza do Consula-
do de Pernambuco 29 do Abril de 1842.
Miguel Arcanjo Monteiro d'Andradc.
DECLARAQOES.
= A Cmara Municipal desta Cidade, faz
sessao extraordinaria no dia 7 de Maio prxi-
mo futuro.
= O Administrador da moza das Rendas
Gcraes internas, avisa pela ultima vez as pes-
soas abaixo declaradas que devera sizas an-
tigs para que venhAo pagar no prelixo
tenipo de um mez o que devem : pena de
so proceder a executivo contra os omissos.
E aquellas pessoas constantes da relagao, que
tivercm pago, e quu |r esquecimenlo do
depositario geral Villaga ; nao forao abonadas
nos competentes livros hajAo de apresentar
os seus recibos, para seren averhados.
Recebedoria 29 de Abril de 1812. Fran-
cisco Xavier Cavalcanti de Albuquerque.
Luiz Ferreira Campos, ou seuserJoiros 2(>0j
J0A0 Joze Raposo ou seus herdeiros -i20j
Domingos Rodrigues do Passos, ou seus
herdeiros........loOj
Joze de Medeiros Macicl, ou seus her-
deiros ........180.
D. Lauriana Candida Roza Rigueira. 170,
Luiz Ferreira de Campos, ou seus her-
deiros ....... 79*200
Domingos Rodrigues do P., ou seus
herdeiros....... 50*
rsula Anastacia Pereira Caldas 220*
Manoel das Noves Gurjo ou seus
herdeiros.......800j
0 Cirurgio Joze d'Albuquerque ou
seus herdeiros.....200*
CapitAo-mor Antonio dos Santos Coe-
Iho ou seus herdeiros 140*
Manoel Carneiro LeAo c o Padre
Francisco de Paula Carneiro LeAo 320*
rsula Anastacia Pereira Caldas 200*
Joan Antonio de Miranda ou o snr. do
engenho Caramame por estar a
propriedado sugeita .... 1:320.
Joaquim Joze Ferreira .... 43jdi00
Jozo Antonio Lopes ou seus herdeiros 280*
O Capito Antonio dos Santos Coelho,
ou seuS herdeiros.....200i
Manoel Luiz da Veiga morador em
Santo Amaro ...... 70,
Antonio Barbosa da Silva, ou o possui-
dor do sitio da Fasenda 7203
Jozo Antonio Lopes.....150.
D. Rita Queiroga......400*
Joze Goncalves Pereira, ou scis hord. 180*
(Contina.)
CONSULADO BRITNICO.
ss FaZ-ze saber aos subditos Britnicos
residentes em Pernambuco, que a reunio
annunciada para odia 28 do corren te (ica
transferida para segunda feira 2 de maio, ao
meio dia. para oslins designados no acto
Ceorge IV. Cap. 87. Consulado Britnico
27 de Abril do 18i2.=H. Augustus Cowpor,
Cnsul
THEAT B O.
Domingo 1. de Maio infalivelmciito desen-
canta r-se-h a = O Valle Ja Torrente = subli-
tne Mel Drama que por causa das grandes
cheias o terriveis trovoadas lera por duas
vezes Hcado encantado entre dois allissimos
montes, (pie sao divididos pelo mesmo Valle-,
mas os socios cmprezar.is para pode re m des-
encantar a Peca e faze-la navegar sem pe-
rigo dos Cachpos peiiendem- pr-lho a re
boque a jocosissima larga = As Astucias das
Gamenhas = porem como a torrente pode
ainda nessa noule estar impetuosa, para pre-
ven ir-mos os desastres e prejuizos que posso
occorrer roga-se ao respeitavel pblico, que
se digne contribuir para osla empreza com
um consideravel numero de seduls, que so
rAo oolras tantas taboas de salvado em que
escapcm do naufragio os agentes e mais em-
pregados do Theatro do contrario teremos
de ver destacadamente subraergirem-se,
tanto aquellos como estes 110 pelago inson-
davel.
e= O aTlista gimnstico Joaquim dos Reis.,
Terca feira 5 de Maio no Theatro publico
O Beneficiado que tao distinelo acolhimenlo
tem encontrado nos hospitaleros e genero-
zos habitantes desta heroica Cidade, tem
destinado em prova do seu rcconhecimenlo ,
um cscolhido, c mui variado expectaeulo,
quo ser executdo pela maneira .seguintc.
Dcpois. de urna armonioza overtura tero
lugar difforentes exerciciosgimnsticos entre-
lagados cora novas sortes e difUcois evolugoes,
desempenhadas pelo Director, o Benelicia.lo
o o menino Pernambuca'no, que est noite
desempenhar pela vez primeira o papel de
palliacinho. Em seguida Madama Emilia A-
mante cantar urna nova Aria da famosa 0-
pera La Pietra Del Paragone. Depois o
Beneficiado cxedflar em scena as pernas de
pu difficultosas experiencias, sortes e exerci-
cios com os quaes espera satisfaser a curio-
sidad dos Ilustres expoctdores. Seguir-se-
lia um precioso o jocozissimo Dueto com asua
com ptenlo e engracada scena do Turco em
Italia, cantado por Madama Emilia o Joze
dos Reis concluido que seja o Beneficiado
praticar a nova experiencia da-- Ascengo
do BalAo Aerosttico--, com directo, o
qual se elevar desde a caixa do Theatro ate
as garandas, c descera Ja mesma maneira ,
desempenliando ao mesmo lempo no seu cu-
ino um surpreendente equilibrio acompa-
nhando-o na sua viagem duas meninas senta-
das na sua barquiulia que levar o dito BalAo,
as quaes irAo laucando (pianlidade de llores
para a Platea e Camarotes. Esta sorte tem
merecido os maiores applauzos em todas as
partes onde se lera executdo pela muita vis-
ta e dilliculdade ; a conlintiacAo se executar
a nova c divertida farca em pantomima quo
tem por titulo Os Tanoeu/os ou os aman-
tes indiscretos. Esperando o Beneficiado que
em nada dosmereca s que j se tem desem-
penhado, para desta maneira icarem gosto-
zas as pessoas que o hourarem com a sua as-
sistencia. Jozo dos Reis desejando sempre
mostrar quanto he grato aos benelicios rece-
bulos do respeitavel publico em satislagao
ao pedido do militas pessoas far cantar em
esta noilea divertida Tonadilha Espanhola da
Chiquita com novas quadras c tragedia e
to'Ia a sua jocosa scena, nAo como parte inte-
grante desto divertiraento mas cmo tribu-
to de seu sincero reconheciment e para
que esta repelido nao molesto aquellas pes-
soas que nAo exigiraO urna tal repetigAo.
He este o divertimento quo o Beneficiado
tem a deslinda honra de ofTrecer aos (Ilustres
e magnnimos habitantes desta Cidade a
quem protesta eterna gratidAo.
Principiar s horas do costume.
AVISOS DI VERSOS.
Snrs. Redactores Fixar a atlcncjio do
publico sobre o nome de quem assignou a cor-
respondencia transcripta meu respeitoem o
Diario N. 88 de 23 do corren le, fallar na bem
condecida e varonil D. Joaquina Maria Perei-
ra Vianna era resposta suficiente as calum-
niosas imputages quo nella se me fazem ;
porem para que o publico fique cada vez mais
conhecendo o carcter desta senhora permit-
tAo-mo a inserso de algumas linhas que
quero apresentar em minhadeffesa.
Em o auno passado sendo eu caixeiro do
fallescido Jos Domingues da Costa em urna
loja de tonga fallei com a Sra. D. Joaquina ,
para quo comprando a mesma loja de louga
fizessecomigo sociedade sendo eu o gerente
da casa continuando ella sob a minlia ad-
ministraran e ueste sentido cscrevi-Ihe urna
carta a que ella respondeo annuindu i mi-
rilla proposicao de ser seu socio nos lucros.
Convencionada assim a sociedade verhalmen-
te dando-so na loja o competente balango ,
entrei eu para ella na qualidade de socio e
sob minha adininislragao continuou a geren-
cia da casa ; pelo que comecei a surtir* a casa,
de quepassava letras com afirma social de Jos
do SacramentoSilvadiCompanhia, u estas mes-
mas leltras e debaixo da mesma firma paga-
va ; como porem posto nao esteja em uso
faserem-se laes sociedades por escriplura pu-
rfica ou particular pela conlianca e boa
f que deve inspirar quem a titulo do pro-
da casa fazia eu queso aprvcitou dos lucros
das fasendas conipraiias por mim para sorti-
raenlo da loja responsavel por lodos os ac-
tos,, quo so acharein Sellados com a firma so-
cial. Ha por tanto m f da parle delta (pian-
do repugna pagar aos diversos credores *
quem eu comprei loucas para o' sortimento da
casa lougas que igurao no balanco ". quu
augmenloos fundos da casa. A* Snra. D.
Joaquina porem a nada atlendendo sinao
a amonloarjbrtuna tem-se l'urtado ao paga-
mento das lettras de (jue a casa devedora ,
pivlsxlo do nao ser eu seu socio e nao es
lar authorisdo para comprar nem vender fia-
do e para colorar sua m f appresentou
em jui/o contra mim una queixa em que
diu haver-nio cu servido de sua firma para 0-
briga-la por dividas que ella nao leve em
Yislasconlrahir, risum lenealis ... al que
ponto pode chegar a sahidesa desla Snra.!
E nao salisfeita com esto procedimenlo lan-
ga mao do prclo para atacar ineu crdito illi-
bado minha repulago sem mancha a Sra.
I). Joaquina, cuja casa ganhou coinaniinha
adminislrago que em dez me/es de minh 1
gerencia appresentou de lucros um cont con-
t e cincuenta e sette mil seis ceios e qna-
renla o oitomil reis nos quaes lenho mea-
gao do que ainda nAo fui embolsado !
Oque vale quo me acho em Pernambu-
co onde sou .bem conhecido como he tam-
bera a Snra. D. Joaquina, e onde a cada un
de nos se far a devida justiga.
Julgo-ne Snrs. Redactores, bastantemen-
te dellendido cora esta e?posigo e agrade-
cendo-lljes o obsequio de insirir era seu bem
conceituado Diario llics pego conlinuenni
dar lugarnellea qdaesquer esclrecimontos ,
que a tal respeito me foreiri p'arecendo (ireci-
sos. Seu utehcipso respeilador.
Jos do Sacamento Silva.
B^ A Vi uva de Ja' Carlos Percra do
Burgos faz scieiito ao respeitavel publico ,
que Domingos Joze Gongalves deix'o de sof
seu caixeiro, desde 27 do crrenle; e pelo
presente agradece-I he os seus boiis servigos,
que sempre desempenhoij no decurgo de $
annos que estove em sua casa.
tT O bilhete da 2. parlo da G. Lotera a
favor da obras da Matriz da Boavisl, N.
3497 pertcnee a Pedro Henfique Hotler
manii de Maroim.
f sb Da-se zefte de cafrpalo de vendageni
a pretas .e mlequcs na fu de Agos Ver-
des D. 1 i lado do perite.'
T* Dezeja se raber se xte aqui, vil
aomlp, 1 m.t viu padeii que lm um fillm
no Rio (/iande do Sil ih.im.id<> Vicente Jo-
aquim Ferrtiij Guimaiies caio teja m'orl
os sepa heideiios,
OT A vi 11 va de Onofre Jos da Costa ,
convida a todos os seuhores que tiveiio ron-
tat com seu talerido muido, exerpeo de
letras, a apreentareui-u* 110 pr^so do So dias
para seiem pagos e do ronlrario niu*s;
respon.sahi.-li.-ai a por qualquer dn vida, que
para o fotuto po>s* occorrer} assim como
puhlira que desde o dia zi do correnle
tico asua cosa giando sob a firma de
Viiiva de Om fre & C. sendo a C. ,
seu en'e.ido Onofre Jjm: da Costa.
xzr Aluyo-se duas canoas do condusir a-
goa para a Cidade, as quaes se achao bem
estanques por ter-se acabado de fabriear|:
quera as pretender dirija-se a loja de fasen-
das de Joaquim Gougalvcs Casco.'
Diluas vegetaes c universacs Americanas.
Estas pilulas j bem conhecidas pelas gran-
des curas que tem feito, nAo requerem nem
dieta e nem resgHardo algum ; a sua com-
posigAo tao simples que nAo' fazem mal a
mais tenra crianga : em fuga'r de debilitar ,
fortilico o systema purilic o sangue, (
augmentao as secreges 6rii geral : tomadas ,
seja para molestia chroica, ou somente co-
mo purgante suave ; o iehr remedio que
tem apparecido por n'Ao'deixa'11 o estomago
naquelle estado de corrstip'gAo, dcpois'd sta
ecgao d a outrem sociedade em estabcleci-wperagAo como quse lodosos purgantes fo-
mento seu todava eu receiasse alguma bur-
la para o futuro -redigi urna escriplura de
sociedade que Ihe dei para assighar ; nun-
ca porem assignou a Snra. D. Joaquina a'es-
criplura pretextando rases e espagando a
conclusao do negocio de um dia para outro ,
at que por fm declrou nao querer assignar
a escript'ira de sociedade poi1 condiges nclla
exharadas, que Ihe nAo agradavo. A
zem e por serem mui facis a lomar e nao
causareal incommodo rienhura. O tnico de-
posito delfas om casa de D. Kno'th agen-
te do author: na ruada CrzN. 37.
N. B. Cada caixinha va'i embrulhda em
seu' receituario com o' sello d casa era' la-
cre prclo.
Urna creula de bohs cstumes Se ffe-
rece para ser ama de caza de homem'sorteiro
, que me nao agradavao. A pe-
nas me fez conh'ecer expressamente ota de-'ouviuvo, e para lodo o servig'; cxCepco
clarago, procurei immediatamente separar a if'5 cnigora'ar: na ru do Padre Fforiano
sociedade e dando halango enlreguei-llie a D. 8.
- Preci-a-se de um cont de reis u premio,
sobre hypothera
1 1
casa. Desta exposico sincera e verdadeira
evidencia-se que a Snra. D. Joaquina, que
conscnlio na sociedade, que nunca so oppoz,
nem judicial, nem cxtrajudicialmenlo a aos
actos que como socio c cm adtninistracao proemado.
de uina raza terrea cila no
atterro dos AlVo^ado- ; quem Ihecoiifier
esse negocio anniuirie a sha mrad. sflira &i



57*
m
A
9 X-.S

i ti

O Carapuceiro n. 9 est Uoje no lugar
do costme espera dos seos fiegaezes : tem
de mimosia-los com a deacripgo phisielogi-
ca da Coquetta, e espera deixa-los satisfeitos,
ao menos pelo interesse palpitante da ma-
teria. Tambera se recebem assignaturas por
cii.co patacas por trimestre e para estes fre-
guezes sero Carapuceiroentregue muito cedo
nos dias de sua apparico.
or* A pessoa que oTereceo 380* por un
escravo na ra dos tanueiros se he que in-
da persiste queira comparecer.
tar Aluga-se tima ptima casa terrea na
ra nova que vai par a trempo com sufici-
entes commodos para urna numeroza familia:
quem a pretender dirija-se ao pateo da S.
Cruz casa de Joo Sebastio Peretti.
tsr Na ra do Rozario no segundo andar
do sobrado D. 27 cnsino-se os preparato-
rios seguintes: Geometra, Philosophia, Inglez,
e Francez.
tw Aluga-se urna casa terr?a nos 4 can-
tos da Boa vista : a fallar com Carneiro Mon-
teiro no forte do mallos.
%sr Trapassa-se urna venda com armado
e seus pertences mas nao tem fundos faz-
se negocio a praso com letras : na ra do Vi-
gario n. 2o.
tsy A pessoa quu quer fallar com os her-
deiros da viuva padeira que tem um filho no
Rio Grande u'oSiil. dirija-se ao Recifo ra da
Cruz n. 55.
ssr A commissao administrativa da socie-
dade Apolnea tem marcado odia 7 de Maio
para asna partida econvida aos Srs. Socios,
a remetterem seus pedidos para convidados t
o da 5.
ssy Deseja-se fallar ao Sr. Matheus cirur-
gio dentista prximamente chegado da Ra-
bia : annuncie sua morada.
tsr D-se pelo tempo que se convencionar
urna propriedade de trras ao sul da praca O
legoas, para se edificar um engenho pois
que para este lim offerece as mais apreciaveis
proporces tanto na largueza e fertelidadejjo
terreno pela maor parte coberto de mattas
virgens como as vantagens para edificaco
da obra ; quem convier dirija-se ao Recife
ra do Padre Floriano casa do secretario da
Cmara ou em Olinda ra do Aljube casa
n. i na quina que desse para a bica de S. Pe-
dro.
tsr Acha-se um si'.io de lavrador dpvoluto
em um engenho muito perto da praga, e com
muito boas trras com suficiencia para tra-
balharcom 20 ench.adas ou mais muito boa
casa bom cercado e muito grande e com
alguinas focas ; quem o pretender emendarse
com Antonio da Silva Gusmo na ra do
Queimado.
5^-O Sr. Joo Rodrigues da Silva Barata
queira annunciar a sua morada para se lhe
entregar urna carta vinda do Maranho.
tsr Quem precisar de una parda de roeia
idade para ama de casa de um homem soltei-
nf, ou do pouca familia dirjase ao fim do
beco do porto das canoas do Recife confronte
a S. Cruz sobrado da quina que tem venda
por baixo.
ssy Precisa-se fallar com o Sr. Manoel Du-
artc natural do Porto da freguesia da tra-
vanca para se lhe entregar urna carta vin-
da do Porto ja a lempos : no atterro da Roa
vista venda de Joo Rorges Alves Cabral.
= Na presencado 80*. Juiz dosOrfos. se
pora em hasta publica por arrendamento an-
nual o conhecido sitio do arraial, do finado
Joo Carlos Pereira de Rurgos, contendo u-
ma caza de vivenda de 4 aguas, sercada de
espagozos allegretes com o seu jardim cozi-
nha fora a semelhanga de urna Capella,
porto forte c murado de pedra e cal ate as
duas extremidades do ro, e o mais com cer-
ca nativa sobradnho para pombal, coxei-
ra em baixo cazas para feitor e escravos ,
estribara para 5 cavallos curral para vaccas
o urna nova coxeira sobre a qual lera umso-
ta que avista parte da Cidadc de Olinda ,
es a margena do rio, ponte, um grande ba-
nheiro 2 telbeiros para lavadeiras, aUegrqQl
tes ; tudo de pedra e cal, um grande viveiro
para peixe, e varios arvoredos estrangp'ros
em alinhamenlo que formo urna vista [ito-
resca ; o qual ser apregoado no dia 2 de Maio
prximo futuro as 3 horas da tarde na caza da
rezidencia do dito snr. Dr., na ra do Quei-
mado, a requerimento da Viuva Inventarian-
te D. Francisca da Cunda Randeira do Mello ,
para pagamento dns Credores conforme a
concordata que se selebron.
tsr Francisco Joze Machado Guimares ,
subdito portuguez retira-se para o Brejo de
areia.
\ST Antonio de Oliveira faz scientc ao res-
peitavei publico que por haver outro de
igual nome, de hoje em diante se assignar
Antonio Marques de Araujo Oliveira.
Antonio Pereira da Fonseca faz sci-1 tudo se vender por baixo prego visto
ente ao eespeitavel publico que de hojeem para hquidaco da urna lojade liVroi
diant^aenssignar AiUouio Pcieira da Fon-
ser
seca Jordo.
ET Ao rospeilavel publico de Pernambuco
Thomaz Gosling, agente geral no Rrazil,
para a -- Medicina Popular Americana faz
scienle ao respeitavel publico que acaba de
estabeecer o seu deposito geral, no Rio de
Janeiro na do Ouvdor N. 14.'i. Apresen-
lando este invaluavel especifico ao generoso
povo Braziloiro, elle tem em vista a ser de
utilidad aos seus semelbantes, e o pouco
tempo que est conhecido na Corte, o bom a-
colhimento que tem tido, combinado nos
grandes beneficios tirado* por muitas pesspas
afflicus ha annos mostra bem que os seus
Traeos esforcos nao tem sido debaldes. An-
da nao fazem tres mezes que a Medicina po-
pular foi introduzida no Imperio do Brasil,
e j as vendas sobem a 5* caixas. Que me-
Ihores provas pode-se querer de seu grande
merecimento ? As numerosas pedidas para
agencias, tanto no interior da Provincia do
Rio de Janeiro, como as de Mallo Grosso ,
Minas S. Paulo, Santa Catharina &c., sao
outros indicios da estimaco que vai tendo em
varias partes do grande Imperio. A Medici-
na popular est recommendda para todas ai
enfermidades procedidas da impuridade do sa-
g*, como molestias do figado, rheumalismo
gdtta, affecgoes cutneas, febres, inflamma-
COMPRAS-
V T* A historia de 'Orlando amorozo es-
lando em bom uzo : quem tiver annuncie.
xsr Portadas de pedra com suas vergas
de volta, sacadas e cordo : na ra do Quei-
madoD. 15. .
\tarV Art de Penser, ou Uogjca de Porto
Real ora ou em uzo :^ba>ba da Indi-
na ra Nova botica I). 29 na mesma com-
pra-se um moleque.
%3r Uma balanza com pesos at 8 libras-,
no atterro da Boa vista loja deourives fran-
cez.
ESCRAVOS FGIDOS.
pendencia loja devrosn.
VENDAS.
goes
escrfulas ulceras antigs cancros
hemorrhoidas, hydropezia, retengo das u-
rinas, zc., molestias das Senhoras &c. &c. ;
nao entrando em sua compozigo nem azou-
gue, e nem outro qualquer inelal ou mineral,
e particularmente adoptada aos climas quen-
tes, como os muitos annos que tem sido em-
pregado com os mais felizes resultados as
Indias tanto Orientaes, como Oceidentaes
lem mostrado. As caixinhas tem maior nu-
mero de purgantes que outro qualquer reme-
dio desla natureza e vo acompanhadas com
direccoes bem explcitas, em lingua portu-
gueza ; e vende-sa na caza cima dita a 1 jOOO
rs. cada caixinha, e em porgan mais era
couta.
tsr Carlos da Silva Tavares relira-se pa-
ra a provinciadoCear.
*ZF Antonio Joze Moreira retira-se para
fora do Imperio.
=. Joaquim Duarte, subdito portuguez ,
retira-se paraacidade de Loanda.
Jacintho Augusto de Miranda retira-
se para Angola.
= Narcizo Joze Ferreira retira-se para o
Cear, noprimeiro navio, que se oferecer pa-
ra aquelle porto.
tST Antonio Fernandes, retira-se para fo-
ra do Imperio.
AVISOS MARTIMOS
%ST Para o Cear sahe no dia 4 de Maio o
Patacho Quatro de Maio ; quem no mesmo
quiser carregar pu ir de passagem para o que
tem excellentes commodos dirja-se a Ma-
noel Joaquim Pedro da Costa, na ra da Ca-
deia.
nsy Para o Aracaty sahe at o dia 8 de
Maio o bem conhecido Hiate Olinda por ter
parte do seu carregamenlo prompto ; quem
quiser carregar ou ir de passagem dirija-se a
Manoel Joaquim Pedro da Costa na ra da
Cadeia. ,
L E I L A O'
& Russell Mellon; & Comranhia faro
leilo por itervenco do Corretor Oliveira
e por oonta de quem pertencer de divers i-
dades de fazendas inglezas variadas d'agoa
doce, na Alfandega degla Cidade hoje 30
do correte as ll horas da man lia no seu ar-
mazem da ra da cadeia.
tss" J. P. Adour 5 Companhia, fazem
leilo por intervencio do Corrotor Oliveira ,
no dia Sexta {eir 6 de Maio, no primeiro an-
dar da sua casa na ra Nova D. 4 defronte do
oitio da. Malriz de varios movis de mogno .
cadeirasdo varios padres poltronas cadei-
ras caixas para costura mesas secreta-
rias* canaps de varios feitios e lmannos ,
papel pintado muito rico para forro de casas ;
deolara-se que todos estes objocios sero ven-
didos pelo maior prego que for offerecido, vis-
to ser para liquidac,o de con tas.
-^crf O Corretor Oliveira far leilo Quinta
feira 5 de Maio as 10 horas da manh no seu
annazem da ra da Cadeia n. 54 primeiro an-
dar, deuma cxcellenlecolego de livros no-
vos proprios e mui procurados para os estu-
dos actuaesdo Curso Jnridico em Olinda e
grande porgo d'outros histricos para ins-
trugo de varias materias, e regreio papel,
cpnUeciraenlos, e letra> em brartco &c. o que
tsr Dous escravos bons marinheiros : na
ra da Cruz u. 46.
cr* Um bergo feito a moderna : na ra
estrella do Rozario D. 23.
cy Uma venda com poucos fundos no
pateo do Hospital do Paraso D. 1 : a tratar
na mesma.
er Um negro de 26 annos olficial de sa-
pateiro, e ptimo para o servigo de campo :
na ra do Rozario botica de Rartholomeo &
Ramos.
ta^ Farinha de mandioca de superior qua-
Iidade ; noarmazemda cabos no canto do
CorpoSantn.89, a5* o alqueire.
ssf Uma morada de casa terrea de pedra e
cal, nova, com bastantes commodos para
grande familia, com quintal murado, nos
Affogados defronle de N. S. da Ps ou tro-
ca-se por escravos e vende-se muito em
corita: na ruada Cadeia do Recife loja de
Joze Pires de Moraes & Companhia *, assim
como uma preta crela de bonitaaigura, cose,
engomla e faz lavarinto tudo com perfei-
go.
ts^ Azeite de carrapato liquido a 5^520 a
caada e tambem se d de vendagem a
pretas e moleques : na ra de Agoas verdes
D. 14 lado do poente.
tJ~ Uma venda em Onda na bica de S.
Pedro com commodos suficientes para uma
familia : a tratar na mesma n. 43.
fflp Uma corneta de bomba (cornet a pis-
tons ) com o competente melhodo : no atier-
ro da Roa vista loja franceza de ourives.
Cadeiras de Jacaranda por prego com-
modo: na ma do Encantamenlo armazem
por baixo do sobrado do Reverendo Vigario
do Recife.
t^" No armazem Je Dias Ferreira no ca-
es da Alfandega ou na ra da Cadeia do
Recife D. 59 vende-se sacas com alqueire
de l'tfijo branco amarello e fradinho, muito
novo e por preg commodo.
xsr Uma carleira -com seu banco, um
moinho e torrador grande para caf : na ra
do Vigario .n. 2o.
SS"- Arroz pilado branco superior dous
bracos de balanga proprios para padaria ou
armazem de assucar : no beco do peixe frito
venda D. 4.
tsr 16 sacos vasiosem bom estado, pro-
prio para farinba : na ra do Queimado loja
de ferragens D. 5.
CS- Garrafas pretas: na ra Nova D. 5o ,
botequim ao p da ponte.
V.SS7" Dous ricos fronlins para senhora de
mullo bom ouro e so com meio feitio 5
CT A' perto de 6 para 7 annos anda una
negra fgida da villa de S. Migtfel, provin-
cia das Alagoas que se diz forra com os sig-
naes seguintes : Catharina Intitulada com o
nome de Mariana ; fula, alta, e seca, a ca-
bega ura tanto comprida olhadura algurra
couza.vesga, e meia zamba das pernas: quem
souber onde ella existe, queira annunciar pelo
Diario ou mandal-a cooduzir ra da sen-
zalla velha por de traz da botica franceza do
sr. Saisset em um pequeo sobrado de um an-
dar que ser recompensado de seu traba-
llio.
tar Fugio no dia 7 do correte mez de
abril uma negra por nome Anglica nago an-
gSco alta cor fula bem ladina rosto todo
talhado bastante buchechuda boca pequea
olha por baixo dos olhos, tem debaixo do
queixo do lado esquerdo um calombo bem
como um sinal e este grande ; levou vestido
saia preta vestido de chita cor de caf com
pintas pretas, pao da costa novo azul, (era-
se por noticia que anda negociando compran-
do e vlndendo por toda a parte e principal-
mente em Olinda, quem a aprehenderou della
liver noticia dirija-se ra de Agoas Verdes
D. 5 que ser bem recompensado.
tsr Pede-se a todos os srs. capites de
embarcages que por favor antes desahir des-
te porto liajo de correr as suas embarcages
para ver se nellas vai um negro de nome An-
tonio de nago congo estatura baixa cor preta
falta de denles na frente bem barbado tem
um talho no brago direilo levou vestido ca-
rniza de algodo da trra e caiga de pao da
costa porem pode ser que elle j tenha mu-
por
alfinetes da ultima moda
menos do seu justo valor
no ingle/, por melado do que custou : na ra
doZurrich D. 15.
xsr Uma negrinha crela de 12 annos ,
com principios de costura ; outradita de 20
annos cose, engomma liso c com uma cria
de 6 mezes : na ra Direila D. 20 lado do
Livramento.
tsr Um selim em meio uzo com todos
os pertences por prego commodo : na ra
do mundo novoD. 9.
SSF" Um moleque perito olficial de alfaiate ,
ecom muito bonita figura : a tratar com Jo-
ze Higino de Miranda.
tsy Um mulequede 18 a 2o annos, ro-
busto e sadio sem vicio algum com ofli-
cio de cozinheiro : na ra da Cruz D. 56.
OT Sal do Ass de muito boa qualidade -.
a bordo do Brigue Tentago, ou a fallar com
Firmino Joze Felis da Roza.
CF- Uma loja de couros com todos os seus
prepares na ra Direila : a tratar na mes-
ma ra loja de couros D. 21.
HT Joze Antonio Gomes Jnior, vende
no seu escriptorio, ra da Cruz D. 12 sac-
cas com alqueire de farinha de mandioca fei-
ta na Muribeca, muito fina e alva pelo
prego de 7*000 rs,
SS5" Um moleque de nago angola de 10
a ll annos : na ra da Madre de Dos loja de
bahus n. 215.
tsy Um negro de meia idade por 350iP ,
sem vicios nem achaques o qu se aicnca
dado a roupa para nao ser conhecido ; sen-
do que. algum dos ditos srs. achem o dito ne-
gro queiro fazer favor de o mandar partici-
par na ra do crespo sobrado de dois anda-
res D. 6, lado do norte ou ento annuncie.
sssr No dia 20 do corrente Abril, fugio
desla cidade do Recife um escravo de nome
Vicente, estatura baixa, cor preta, cheiodo
corpo olhos grandes queixo fin pouca
barba com 2 denles tirados na frente na-
riz chato ps pequeos e com idade de 2o
annos pouco mais ou menos ; levou vestida
carniza de madapolo caigas d'algodo tran-
gado jaqueta de lustrim azul, e chapeo de
palha : os aprehendedores levem-o no en-
genho Ramos, junto a Villa doPu d'alho,
que ser bem recompensado ido seu tra-
balho.
MT* No dia 3 de Margo p. p., desappare-
ceo um escravo de angolla, de nome Manoel,
pescador e canoeiro, representa ter para mais
de 35 annos, e desde m'ulequeque foi escra-
vo nos affogados, onde cazado ; estatura
ordinaria seco do corpo muito preto e fal-
la descangado; levou chapeo embreado, cai-
ga de liriin de listra azul seroula d'algodo-
zinho usada uma camisa de madapolo lina
tambem usada e com pregas e outra nova de
algodozinho ; conduzia um pequeo panacum
com varios objectosde casa : quem oapreen-
der ou delle tiver noticia queira dirigir-sea
para senhora
, e un' forte pian-i casa de Joze Joaquim. dos Reis, na ra da
Cruz no Recife N. 28, que sei generosamen-
te recompensado.
MOVIMENTO DO PORTO.
NAVIO ENTRADO NO DIA 28.
Sergipe ; 12 das Sumaca Rrasileira S. An
tonio Rei do Mar de 111 tonel., Cap. Jos
Valentim do Espirito Santo equip. 8,
carga cssucar : aodilo Capito : passage-
ros Rrasileiros Joaquim Alves Pinheiro,
Joaquim Joze Moreira Ezequiel Joze Go-
mes Pedro da Silva Ramos, Manoel Al-
ves dos Santos Joaquim Ignacio de Oli-
veira Joze Alves Guimares Joze Joa-
quim Bomfim portuguez Joze P. Mar-
ques e um escravo.
ENTRADOS NO DIA 29
Macei 44 horas Brigue Escuna de' Guer-
ra Brasileiro Calliope Commandsntc o
Capito Teneote.Felippe Joze Ferreira.
Maranho ; 66 dias Brigue Brasileiro Ten-
tago de 162 tonel., Capito Joaquim
Gonsalves Maia equip. 14 carga diver-
sos gneros: a Firmino Joze Felis da Rsza.
Dito ; 28 dias, Patacho Brasileiro CaroliD
do 122 tonel. Cap. Francisco Bernardo
de Mallos equip. H, carga diversos gne-
ros -. a Francisco Marques Rodrigues & "'
mos.
RECII'E NA TYP. DE M. F. DE F, = *8ii


DA
REOEITA E D13SPSSA
DA
DE
CARIDADE
VERIFICADA DO Io DE JANEIRO A 31
DE MARCO
DE
3*?..
PERNAMBUCO.
JVa Typ. deM. F. de Faiia
1842.
/



Conta ,/* RECE1TA.
Janeiro l Pela importancia d* 4 Letras a vencer do t. de 0"lr^7 ^ MoiU*
janeuo Quebr de 1U6 prevenientes do arrtndamaart-; ^"V?***1^' o,w>Il>0#>
, RcoSo da TWraTd.s Rendas Provinci-e, do Sub.d.o pe, encent
ao,H deC vencido emNovembro prximo pawad. JOW9W
" ^ ^Sour^rH. deCa.idadede.deo i. tS. deDW.ro pro-
ximo passado, a iU4*o res por da. ... 44uo4
a? Da Thezouraria das Renda, Provincia*, do subs.dio da cezi do. bx ^^^
posto*, vencidos em Dezenil.ro prximo pastad*. .... uo<*>
3i Do Procuwdor da Admioislraco, do rendimenlo dos predico, arrecadacj es-
te mez segundo consta do Livro respectivo. "^vwwa
Fevereiro i Da Thezouraria das Rendas Provinoiaes. do subido do H. do Lana ""* ^
cido em Dexerabro prximo pas>ado...... '-#* *.- '
io Do Cnsul Portugus, pelo trataniento do servente do Vapor >. ^bastiio,
Domingos Antonio, no H. de Caridade de 9 a 31 deJ.ne.ro prox.mo pas-
sadoa i44oreispordia.....* -! *
,4 Do mesmo pelo tro lamento do subdito de raa Naci Majoel Fraawo Mou-
4 reir do aj de Janeiro pro.imop.wdoj. .Utfo"'? ^ ^' 4*U64
19 Da Thezouroria das Rendas Prmnciee. do subsidio do H. de Candade,
vencido em Deiembro prximo paaiado. <">*"
a5 Do Consol Portugut*, palo tratamento do servente do Vapor ^ j*b"ttiO>
Domingo. Antonio, do s. a 12 do correte a i44 re. Pr d,a- *728
a8 Do Procurador da Ad^mistracio do ~ndimeoto dos predios arrecada- f -
do neste mez segundo conata d Livro respeeHve. iwuquo
Marco 6 De Thoraax d'Aquino Fonreea, pelo tatamente- de Francisco Lu.i, deale a
de Fevereiro a 6 de Marco correnta, a i44o res por da. 47^30
Do mesmo dem de Joaquiro da Silva Pereira de 17 de Janeiro a 2a de re-
?ereiroa i44orei>Pordia......,.....1 V i" 1. a
7 De Jote Egino de Souza P*ixe. pelo Iratamento de sua escrava Ixabel, de 8
a aS'de Fevereiro, a lUa8o reis. .* aouooo
11 Do Cnsul Portugus pelo tratamento de Manoel Francisco Moureira, do
1. a a8 de Fevereiro prximo passado, a i44o por da. 4fS
Do mesmo dem de Jlo Antonio, de aa a 37 de Fevereiro a iU44o res. 8UO40
u 16 De Joxe Egino de Souza Peixe pelo tratamento de sua escrava Izabel, do
i. ande Marcea 1U280.........I **'*.' LJ 14U000
ao De Manoel de Aievedo Maia amla dada por um annimo do Certo de
Paja para a compra, de urna caza gara o H. de Candade e pagamento
da respectiva siza. ...... : *
3o Da Thezouraria das Rendas Provincia*. doM&widWAo H, de Cridade ven- ^^
cido em Janeiio proxiao passado. ... oouooo
>9>a37Uoao
* I
a,



de Caridade, verificada do l.'-o de Janeiro a 31 de Margo de 1842.
184. DESPEZA.
Janeiro i Por Saldo em 31 do prximo passado a favor do Thezoureiro. 6?7i6a
3 Pagos a Jernimo Francisco d* Cunta par conta do concert da caa
n 53 na forma do con tracto............. 1 3oUoo
lo Aos Eiupregadosda AdminUtraclo dos seos ordenados vencidos em De-
sembr prximo passado.............. a 54U170
Aos idein doH. de Caridade dem dem. ...... 3 i5gU436
11 Ao Regente da C. dos Expostos por diversas despezas que fe* em Desem-
broprximo passado................ 4 4U36o
Ao dem do H. de Caridade dem idem..... 5 67U600
Ao dem do H. dos Lazaros dem dem...... 6* 3U7ao
Ao Procurador e Comprador dos Estabelecimentos de Caridade de di-
versos gneros que para os meamos E. cumprou em Dezembro p. p. 7 186U960
Ao Regente do H. dos Lazaros e sua reulher deseos ordenados vencidos
doi. deOutuhro a 3i de Dezembro. .' .......8 3oUooo
ai A Ignacio Adriano Monleiro pela carne verde fornecda em Dezembro
prximo passado. ... \ ..... .'..... 9 aoc/d.Wo
Fevereiro i Aos Em prega dos eamas daC. dos Ex pos tos, dos seus ordenados veuci-
dos era Dezembro e Janeiro prximo passad6........10 4"4U47'
(( Aos ditos da Administracio dem em Janeiro idem. 11 54''' Aos ditos do H. de Caridade, idem e relo dem.......12 i44U56>
* 5 Ao Comprador dos E. de Caridade, de diversos gneros, que para os
mesmos E. comprou- em Janeiro pioximo passado.......i3 aaoo4o
x Ao Regente do H. dos Lizaros por oversas despezas que fez em Janeiro
prximo passado.......'....... i4 aiU36o
19 Ao dito da casa dos Expastos idem idem. i5 4^U.'>bo
<( Ao dito do H. de Caridade idem idem. ....... 16 48U370
A Manoel Figeiroa de Paria pela inipresso papel e destribuicSo da
Conta da Receita e Despesa d'AdminislracSo do 1. de Maio ao
ultimo de Septembro prximo passado..........17 64U000
A Joaquim Manoel de Barros procurador d H. do Panizo, do toro
das cazas n0' 35 36 37 e 38 al o ultimo de J un lio do anuo pro- .
ximo passado..................18 iglI75o
14 A Manoel Ferreira Lima pelos gneros que para os Estabelecimentos de
Caridade fornecc-o em Dcsembro p. p........... 19 l64U58o
Marco 1 Aos Empregados e amas da caza dos Exposloi, de seus ordenados venci-
dos em Fevereiro p. p. ............20 a57o^o
5 Aos ditos da Administracfio idem id' m........ai 54Ui5
Aos ditos do H. de Caridade idem idern.......aa i43U366
. 7 Ao Comprador dos E. de Caridade por diversos gneros que comprou
em Fevereiro p. p............. 5 a^Ugoo
Ao Regeute do H. deC., por diversas despezas que fez em Fevereiro pro
ximo passado. .................4 61U090
^Ao dito do H. dos Lazaros idern idem. ....... a5 a3U58o
... a*Ao dito da caza dos E. idem idem.........a6 4J5ao
ao A Joaquim Manoel de Barros e sua mulher, pe!a compra de urna caz* terrea
1 [ na ra por deltas doCalabouce, D. 4p"'ao H. de C., inclusive
a sisa como consta da Eicriptura passada pelo Tabelio Bizerra Ca-
valcanti.................... 27 iriooUooo
26 A Igoacio Adriano Monleiro, pela carne verde fornecida em Janeiro
prximo passado.................28 267U800
Ao mesuio idem idem de Fevereiro idem......29 a54Uaoo
3o A Manoel Antonio de Jezus pelo po lornecido em Novembro e Dezem-
bro p. p. com o abate de a5 por 010. ....... 3o i65uaa5
5:i9iU569


Maro

RECEITA.
Transporte.................... .ar^Uoao
3o Recebidos da Thezouraria das Rendas Proyinciaes do subsidio do H. dos La-
caros vencido em Janeiro prximo passado.......... 25oUooo
Da mesma idem da caa dos Espostos idem. aSoUoou
51 Do Procurador da Administrado do rendimento dos predios recadado
neste me* coo consta do Livro respectivo.........; oouooo
N
ia:^97Uo2o
Manoel do Nascimento
Presi
Aleixo Joze
Escri
Antonio Mar
Thezou
Patricio Joze Bor
Jozc Joaquim


'
184*
Marco

(c



Tronsporte
DESPEZ.
30 Pagos A Me. Calmont & Companhia, por fatendas que endeo para oa E.
d-Cari**...................
" 3 Ia idfm idlrt* <..
A Mawofel Ferrara Lima pelos geieros fornecidog no niei e Janeiro
prx.mo pasado.............. ,
Ao mesmo dem do mei de Feverei'ro dem. i .
AJoze BentoMunu, Fe|e Pdrtero do H. deCaridade, deseu orde-
j nado e ?*> de n te o 6m de Fevereirs prximo passado. .
31 Peto importancia do 45 letras a vencer do i ^Je Oirtubro^e i3 i 7
de Ootirbro de 184*3,..... .
3t
3a
83
34
Saldo
em caixa.
5:i9i569
*ot>U46o
i83U36o
35 ioU5g9
6:36iUoq5
a48U575
13:797 Uoaa
da Costa Montciro
dente.
de Oliveira
v*o.
tins Ribeiro
reico.
ees de Frejtas;
Pereira.


i
KAPPA
DOS
Enfermos, e Expostos, que cntraro, sahirao, e morrero
do I. de Janeiro a 51 de Mar^o do corrente anuo, e
dos que ficao existindo para o primeiro de Abril pr-
ximo futuro.


Hospital de Caridade.
Sexo Mascolino. Sexo Femenino.
o
I
I
I
I <
I
a
3
lif
31
!!!
13
Janeiro.
I aa I 17 I 4 1 8
Fevereiro.
Marco.
27 I 10 I II I 2
I a4 I 1 I 7.1 5
Somma.
I I 38 I 22 I i5
Hospital dos Lazaros.
Sexo Mascolino
i.
3 it
I
s
llf
I I
3 ISS
Janeiro.
Fevereiro.
Marco.
Somma.
Gaza dos Expostos.
I
Janeiro.
Fevereiro.
Marco.
Somma.
14 I 0 I 0 1 0
I 0 I 0 I 0
-r-
I 01 o 1 0
I 0| | o
Sexo Mascolino
o
I
o
I I
53
o
52 I 2 I 0 I 4
50 I 1 I 0 I 5
0 II
27
24
23
15

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14
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52
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I 19 I 10 I 1
Sexo Femenino
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Sexo Femenino
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2
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lili
lili
67 I 3 I 0 I 1
69 I 2 I 0 I 1
70 I 0| 0| 1
I 5| 0| 3
3
JO
To

75
14

69
70
69
Salla das Sessoes da Administracao dos Estabelecimentos de Caridade 31 de
Marco de i84ar
O Escripturario
francisco Antonio Cavalcanti Cousseiro.


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