Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04642


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Full Text
Annode 1842.
Sexta Fe ira 29 de
Todo aRora depende ao* mesmos; da noa prudencia, moderecao, eenergia : con-
tinenlo, cono principiamos, ( lertmoi apontndoe con admiraeo entre ii fifm mu
cajtM '(Proclemacao da Assemblea Geral do lra.il.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Gniaaaa, Paraiba, e Rio grande do Norte, na eegunda e sexta feira.
Bonito e Garanhuna, a 10 e 24.
Cabo, Serinhaetn, Rio Formoto, Porto Cairo, Macei, e Alago., no 1 41, e 21.
Pajea 13. Santo Anto, quinta feira. Olinda todos otdiaa.
DAS da semana.
25 Se. s. Marcoa ErangelUta. Chae. Aud. doJ. deD. da 2. r.
2fi Tere. s. Pedro de Ratea. Re. Aud. do junde Direitodal. rara.
*>7 Qaart. a. Tettuli.no B. Chae. And. do J. de D. da 3. t.
28 Ouinl. S. Vital M. Aud. do J. de D. da 2. r.
59 Se*l- S. Pedro fll. C* na fregueiia de >. Pedro M,) Aud, do J, de D. da 1. T.
3) Sb. S. Catharina de Sena. Aud. do J. de D. da 3. v.
1 l)e Maio om. A Maternidade de N- Sra. a. Felippe, es. TiagoAp.
Abril.
Anno XVIII. N. 83;
O Diario publica se todos oadiaa qnno forera Santificados: n greco da aaaitnatnra he
de tres mil reia porquartel pagos adianlados. Os annui.cioa dos assignantes sao inserido,
gratis, eos dosqne o nao fnrem raeo de SO rei.por linhs. As rtclaesacdes deven ser
dirigidas a rtla T'pografia roa das Croiea 1). 3, ou a preca da lmbptndrncia loja. de linu.
Nmeros 37 a 38. \
CAMBIOS no da 28 ne Abril.
Caatbio obre Londres 2S d. p. 11).
a Par. 320 res p. franco.
Lisboa 80 a 85 p. 100 de pr.
Ooao-Moeda de 6,400 V. 15,000
N. 14.900
> de 4,000 8,200
Paatl Patace 1,680
PraTa Petos Columnare. 1.G80
a Mexicanos 1 .tiSO
miuda 1,440 a 1,460
Moeda de cobre 3 por 100 de disconto.
Diaconli'de billi. da Alfand-ga 1 |>nr 100
ao mez.
dem de letras de boa. firma, le d e |.
Preamar do da 29 de Abril.
1.a a 7 horas e 42 m. da manha.
2. a 8 horas e b ni, da tarda.
PHASEK DA LOA HO MEZ L)E ABRIL.
Uuart, ming. a 2 s 4 horas e 11 m. da tarde.
I -;a Nora a 10 -- s 8 horas e 13 m. da tarde.
Quart. creac. a 18 a. 4 horas e 14 m. da manh.
La cheia a 24 9 hora, e 8'm. d. Urde.
i i Aja i o i> e p n rc a ii mi r, o.
PARTE OFFICIAL.
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DA 21 DO CRREME.
Oflicio Ao exm. sr. Presidente remet-
tendo-lhe informada a supplica que I he diri-
gio varios ofllciaes da guarnigo, para que
liouvesse de contractar com P. Aubertin mes-
tre d'aesgrima, o ensino dos mesmos olfici-
aes, mediante urna gratificago rasoavel,
nao sopor que todo o militar devia comut-
lidade saber menear a espada que lhe era con-
liada para defeza do .Soberano, edaNago,
como por que lhe falecio os meios pecuniari-
os para por si mesmos fazerem este con-
tracto.
Dito 4 o mesmo exm. sr. rogando-lhe
aexpediQo de suas ordens para que fossem
recelhidus ao arsenal de guerra ou na ins-
pectora da marinha para terem devida ap-
plicago, os medicamentos dietas, eulen-
sis, que restavo da ambulanga queacom-
panhra os presioneiros rebeldes do Rio Gran-
de do Sul, ha de Fernando, o que ludo
constava da relaco que lhe IrausmiUia.
Dito Ao mesmo exm. sr. informando-
lhe que segundo as participares recebidas do
capito Anacleto Lopes de Santa Anna, quan-
114os presioneiros rebeldes do Rio Grande,
queestavo abordo da barca = Triunfo da
ltiveja = e isto concordava com o recibo
passado pelocornmandante da ilha de Fernan-
do ao ollicial que os foi levar, no qual aecusa
recebidos 113, e faz ver que falecera 1 du-
rante aviagem.
Dito Ao mesmo exm. sr. ponderando-
Ule os muilos trabalhos de que eslava pre-
sentemente sobrecarregado o arsenal de guer-
ra e propondo-lhe para que o fardamento.
e corrame branco da companhia d'artifices
fosse feito por pragas da mesmacempanhia ,
fornecendo o arsenal o preciso para a manu-
facturadlo do fardamento, e corrame me-
dida vantajosa nao s em relago brevida-
de, como a bemfeiloria da obra.
Dito Ao commandante superior da guar-
da nacional deste municipio communican-
dolhe que assentra nesta data praga na
companhia d'artiices por se ter ofterecido ,
o guarda nacional do 2. batalho Joo Pedro
da bilva devendo por isso ser iluminado do
dito batalho.
Dito Ao major ciiefe interino do 1. bata-
lho da guarda nacional, devolvendo-lhe um
guarda que acompanhara o seo oflicio desta
data por apresentar molestia que o inha-
bilitava do servigo do batalho^ de guardas
nacionacs destacado ao menos em quanto
nao fosse radicalmente curado conforme as-
severava odoutor J. E. Gomes.
Dito Ao presidente da junta de saude ,
para que liouvesse de informar acerca da ca-
pacidade cirurgica de Sebastio Jos Gomes,
para desempenhar com utilidade o lugar de
cirurgiao ajudante que requer.
Dito Ao tenente coronel Trajano Gozar
Rurlamaque, remettendo-lhe na quahdade de
presidente a portara de nomeago e mais
papis relativos ao conselho de guerra que
hiao responder o particular Jos Rodrigues
Soares e o 2. sargento Joo Francisco Fer-
reira de Magalhes.
Dito Ao 1. tenente Hemcterio Jos Ve-
lozoda Silveira, ordcnando-lheque sereco-
Ihesse capital.
No mesmo sentido se officiou ac 2. tenen-
te Jos de Rarros l'imentel.
Portara Nomeando o conselho de guerra
a que vo responder o particular J. U. So-
ares e o 2. sargento J. F. F. Magalhes.
REPARTICO DA POLICA.
Parte das occorrencias.
No dia 19 foi preso pelo sub delegado da
freguezia de Santo Antonio o pardo Jos Ta-
vares de Souza, e ignora-se o motivo 5 e pe-
la l.patrulha rondante da ra nova, Jos
Francisco da Costa por traclar mal a mes-
ma patrullia : foi solt.
No dia 20 e 21 nao houve novidade.
No dia 22 foro presos, pela patrulha ron-
dante da ra da Madre de Dos o menor de
nome Antonio por julgal-o ociozo ; foi sol-
t : pela que rondou na ra Nova Rofino Jos
dos Santos por dar urna cacetada em um
portuguez j idoso. O 1. commandante do
corpo policial Severino Henrique de Castro
Pimentel, que na noite do mesmo dia se a-
chava de ronda participou que um caixeiro
de Antonio Felis dos Santos fra ferido em
urna perna sem declarar todava por quem,
e nem a qualidade do fermento : e pelo olli-
cial de Registo do Porto o pardo Joo Jos
Perera e o preto de nome Manoel, de na-
co congo, escravo por terem viudo sem
passaporte da villa do Aracati no hiate =
Olinda = e fazerem-se por isso suspeitos ;
foro remettidos para a cadeia.
No dia 23 nao occorreo novidade.
No dia 24 foi preso pelo cabo da 3. com-
panhia do corpo policial Jernimo Jos Fer-
iF@Lir.nrii
reir o pardo Jos Pedro da Silva por ter
pertendido introdusir um caximbo pela boca
a urna prcta : foi recolhido cadeia.
O commandante geral interino do corpo poli-
cial participou que lora preso pela patrulha ron-
dante no lugar das 3 pon tas o portuguez Ber-
nardo Jos Perera, por espancar a sua mu-
lher.
No dia 23 foi igualmente presa pela 1. pa-
Irulha rondante na ra da scnzalla velha a
preta liberta de nome Thereza por c tar -
bria, e insultando a visinhanga, e a moral
publica en ni palavras obscenas.
No dia 20 foi preso pelo capito comman-
dante da companhia de cavallaria de linha o
pardo Antonio Francisco, por ter insultado
a um Inferior da mesma companhia, e a guar-
da do novo Thealro.
A 23 de Abril.
Passou-so passaporte Joo Antonio Ro-
drigues Portuguez para a cidade do Porto;
Leocadia crioula escrava de Joo Xavi-
er Carneiro da Cunta para o Rio do Ja-
neiro ; Manoel dos Santos, Portuguez, para
Lisboa ; Joze Antonio de Souza Villaga ,
Brasileiro paraaBahia.
A 27 de Abril.
Passou-se passaporte Manoel Joze Tei-
xcira Brazilciro para a Bahia.
Pela Uepartigo da Polica desta provincia
se faz publico para conhecimento de quem
pertencer que pelo oicial do registo do por-
to foi preso no dia 22 do corren te mez o
preto de nome Manoel, de maco Congo ,
viudo da villa do Aracaty no hiate Olinda ,
sem passaporte por constar da respectiva
matricula ser elle escravo e fazer-se por is-
so suspeito.
De ordem do Illm. Sr. Chefe de Polica
d'esta provincia se faz publico para conhe-
cimento de qncm perlcncer, que o praso, mar-
cado para a appresentago e matricula dos
estrangeiros existentes na mesma provin-
cia 5 foi prorogado at o fim do prximo vin-
douro mez de Maio. Secretaria da Polica
de Pernambuco 27 de Abril de 1842.
O Amanuence da mesma
Francisco de B. F. Cavalcante d'Albuquerque.
ARRIIAS POR FORO D'ESPANHA (*).
Apenas elrei se alevantra D. Leonor ,
cujas faces se haviam tingido da amareliido
da mor te se ergucra tambem. Naquelle
rosto similhante ao de urna estatua de sepu!-
chro apenas se conhecia o viver no profun-
dar cada vez mais das duas rugas frohtaes
que se lhe vinham juntar entre os sobrolhos.
Ouvndo as derradeiras e fulminantes pala-
vras de D. Diniz elrei soltara um destes ru-
gidos de desesperaco e colera humana que
nem o rugido da mais brava fera pode igualar;
grito de ventrinquo ; qne como o estridor
de todas as libras do rorago que se despeda-
cam a um tempo ; gemido como o do rodado
ao primeiro giro do instrumento do supli-
cio rugido grito gemido congloba-
dos n'um s hiato fundidos n'um som ni-
co pela raiva pelo odio pela angustia :
brado que s lera um eccho accorde no brami-
(*)Vid.oDiarioN.71, 72, 73, 76,~7V79~,
84 83 80 ,88 91 e 92.
do que hade soltar o" reprobo quando no der-
radeiro juizo o julgador dos mundos lhe dis-
ser : para ti as ppnas eternas.
O brado de D. Fernando fizera tremer os
mais esforgaJos cavalleiros que se achavam
presentes : o movimento que o seguiu fez
gelar o sangue em todas as veias.
Como um relmpago elle tinha arrancado
da cinta o agudo bulho e com os olhos des-
varados encaminhava-se para o meioda slla ,
ondeseu irmo o esperava immovel, com a
mo sobre o peito, como se dissesse : aqui!
Mas D. Fernando nao pode oterecer as
aras do adulterio um fratricidio: urna barrei-
ra se tinha alevantado a seus ps. Era um
velho de fronte calva e de longas melenas
brancas e desbastadas peos annos : era a-
quelle que lhe fra mais que pai c que elle
respeitava mais que a memoria deste : era o
scualfcrcs-mr ovcneravcl Ayras Gomes,
que ajoelhando lheclamava com vozes trun-
cadas de solugos e lagrymas :
Senhor que vosso irmo
E' um covarde traidor que deve mor-
rer! Irmo ? Mentes velho Elle j o
nao c
INTERIOR.
Copiamos do Jornal doCommercio de 8 do
correnlc o segunle artigo, que foi o que
deo lugar a iudicaeo do Deputado Das da
Motta, daAssemblca Provincial do Rio de
Janeiro, que do mesmo Jornal transcreve-
mos em o nosso N. 90.
TRAFICO DA ESCRAVATIRA.
Na folha de Londres Anli-Slavery Repr-
ter de 26 de Janeiro encontramos de-
baixo da rubrica = Exigencias do govcrim
britnico sobre a emancipago dos escravos il-
legalmente introduzidos em Cuba e no Bra-
zil um anigo sobre o objecto em questo,
que, pela importancia da materia, aqui trans-
crevemos quasi todo accrescenlando em no-
ta as necessarias rectificages de algumas as-
sergOes menos exactas. Diz deste modo :
Ha muilos anuos que a llespanhu eo
Brasil conlrahiro as mais solemnes obriga-
gOes de cooperar comnosco para a suppresso
do trafico da escravatura. Pelos tratados com
estas duas potencias adquiri o governo brit-
nico o direito (!!!) de perguntar oque tcmsi-
do feito de todos os Africanos que segundo
notorio, tem sido Ilcita c escandalosamen-
te introduzidos por centenas e por milhares
desde a concluso daquelles tratados e que
anda agora o esto sendo nao obstante a vi-
gilancia de umaesquadra inteira de cruzeiros,
mantida pela Inglaterra com tanto dispendio
de vidas e de fazenda as costas de frica ,
Cuba c Brazil.
Os nossos tratados com a Hespanha pa-
ra a suppresso do trafico remonto ao anno
de 1817 e foro comprados com a despesa de
400 mil libras esterlinas que a titulo do
"indemnisago foro pagas aos Hespanhoes
ento oceupados no trauco cm attengo s
perdasque soffrerio com a sua abolico. Pe-
lo tratado de 1817 ohrigou-se o rei de Hespa-
nha a acabar com todo o trauco da escravatura
nos seus eslados at o dia 30 de maio de 1820;
e pelas leishespanholas todos os escravos in-
troduzidos clandestinamente, desde essa po-
ca sao declarados livres.
O nosso tratado com o Brazil para o mes-
mo fim de margo de 1827. Por elle se es-
lpulou que nunca mais seria permittida aos
subditos brasileiros a conlinuago do trafi-
co de Africanos por qualquer mancira e
debaixo de qualquer pretexto que fosse ;
e que o exercicio de tal trafico, depois do
dito periodo seria tratado e julgado pira-
taria. N'uma Iei passada pela assembla
legislativa do Brasil c sanecionada pela re-
gencia em 1851 declaro'i-se que lodosos
escravos que de fra fossem importados no
paiz licario sendo livres.
Do que fica exposto se segu que so os
nossos tratados com as duas potencias e as
leis fundadas nos ditos tratados houvessem ti-
A' palavramentes um relmpago de
vermelliido passou pelas faces cavadas do an-
tigocavalleiro : abaixou os olhos e correu-
os pela espada. Fra esta a primeira vez que
ella ficra na bainha depois de to funda af-
front-. Mas aquelle era o momento dos gran-
des sacrificios. Ayras Gomes replicou a-
limpando as lagrymas :
Nunca vos menli senhor nem quando
eris na puericia nem depois que sois meu
rei. Sabei-lo. Criminoso ou innocente, D.
Diniz filho de meu bom senhor D. Pedro.
A vosso pai serv com lealdade ; por vos j me
andou arriscada a vida. Hoje tendes por de-
fensores todos os cavalleiros de Portugal:.el-
le que nao tem talvez um s. Senhor rei,
ficai certo que para assassnar vosso irmo vos
mister passar por cima do cadver de vosso
segundo pai.
Alalhado assim o primeiro impeto, o ca-
rcter do mogo monarcha revelou-se inteiro
neste momei/to. Commovcu-o a postulado
venerando ancio que pela primeira vez via
a seus ps ; c com a irrcsoluco pintada nos
olhos titou-os em Leonor Telles.
Por urna reflexo instantnea a hyena pre-
vira que o sangue derramado p;lo fratricida
nocahiria smente sobre a cabega deste, mas
tambem sobre a dola. Naquelle rosto en-
to similhante ao de urna estatua D. Fer-
nando nao pode 1er a sen tenga do infante,
bem que l no fundo do corago ella estives-
se escripia cm sangue.
Entretanto os cortesJos, que no furor rom-
pen te d'elrei haviam ficadoestupefactos e que-
dos vendo-o vacillar, rodearam o infante.
O velho Gil Vasques de Resende que ia in-
terpor-se tambem entre D. Diniz e elrei ,
quando este arrancara o punhal, parara ao ver
a heroicavresolugo do alferes-mr ; mas ao
hesitar de D. Ferrando correr a abragar-se
com o seu pupillo que no mcio de tantos
nimos agitados por paixes diversas era
quem nicamente pareca tranquillo e a-
Iheio ao terror que se pinta va em todos os
semblantes.
Finalmente elrei mcltcu vagorosamente o
punhal 110 cinto e com voz pausada mas
trmula e presa disse :
Que esse malaventurado saia d*anle
mira.)'
O tom em que estas pouras palavras forara


i
BS
IftjBnininl HlffTHI
Vio exocugo nao s toda essa mullidode
desbragados que actualmente esto solviendo a
mais terrivel sorte que liomem pode solrcr
nlos dizemos a incrivel quanlidade de
entes que tao miseravchnente. tem perecido
com circumslancins tao alro/es como horr-
veis (a), leriao escapado escravido e mor-
te mas em consequenoa da deslrtiigio dos
mercados de osera va luanos ditos paizes, es-
tara j extinguido p trauco de carne humana
com das as alruzos coiisequencias de que el-
le o origem.
Os direitos que a Gro-Brctanha adqui-
ri pelos ditos tratados actualmente os es-
t o governo exoicitando. J se exigi Des-
palilla o completo dosempenho das suasobri-
gages: j seibo requeren que cinleslemu-
nlio da sua sinceridade ella emancipasse to-
llos os osera vos iuliodiizidos as suas colonias
desde 1820 em fraude das suas proprias leis
e das suas ohrigaooes para comnoico ; fl te-
mos toda a satisl'acao em di/.ei qUO O Ilustrado
governo Ido paz j acceden a esla exigencia
at ao ponto de pedir inlbrmagoes sobre o ob-
jecto(b).
Quanlono Ib-azi I, a mesma justa exi-
gencia Ihc ser feita. Ila-de-lhe ser feita in-
tmago para qudesele por unta vez o lago
(a) Nao queremos acensar o escriplor des
te artigo do fallar escandalosamenle verda-
de nesla parle do sen anve/oado pelo que
diz respeilo ao Brasil, posto que realmente o
lenta feito: con hocemos a razio porque assim
falla odeseulpamo-lo. O caso que, cons-
lando em Inglaterra as cruezas o horrores
Cun que os escravos blancos sao tratados as
possessOes inglezas da India o homem de
bem estremece o revolta-sc pensando que
em toda a parle deve acontecer o inesmo :
porm daqui verdade anda mais longo do
que de Inglaterra aqu. Nao eacrevemos em
paiz remoto onde nao soja possivel eonlradi-
zer-rios ; escrevenios aqui no Bio de Janeiro
face ile milhoes de (esteinunhas militas
dellas inglezas que a cada 'momento nos po-
dom desmentir. A verdade nua o croa
que, em (bese geral, e salvas peqoenissi-
mas excepees que nao fazem regra os es-
clavos un lira/il sao halados com tal humani-
dade que muila gente livre na Europa e ines-
mo no Ibazil, presculindo do laco ignomi-
com que lo illegalmentc conserva presa a im-
mensa poreo da sua populacho eserava, vic-
tima de um commcrcio tao nohre como espon-
tneamente declarado pirataria e que se-
gundo a opnio dos seus maiores hoinens ,
tem sido a praga do paiz (c).
__ A correspondencia com as potencias
eslrangeiras conlida as folhas de 18U)quc
Ira lo do trauco da escravalura, moslraoque
com elleito ja se dero os passos preliminares
para segurar o bom xito da exigencia de que sem os prodigiosos esforgos do governo do 8.
se trata. EmSdcjunho de l8t) dirigi o M. 15. cas enormes despezas que fazia, ob-
nosso representante Ouscley ao ministro dos
negocios cstrangoiros Lopes Gama urna nota,
na qual fallando das tentativas que o parti-
do favoravcl ao trauco fazia na legislatura pa-
lo de milita importancia por onde se vea
maneira extraordinaria porque as autoridades
inglezas pretenden) acabar com a escravido
naquelles paites, Ei-lo aqui transcripto lit-
leralmcute da folha americana New Orleans
leo citada pelo proprio Anli-Slavery Re-
prter :
l'm negocio milito serio acaba de come-
car navizinhanca do Matanzas ( una praga
da illia de Cuba ). Consta que o cnsul in-
glez tora ha poneos dias, a nina fazenda
situada junto daquella cidade, e intentara
obter a cmancipacaode lodosos escravos per-
lencentes a um fazendeiro que linha viudo de
Jamaica. Os seus consellios sediciosos lurio
occasionailo una revolla geral entre a gente
de cor daquella praga. Logo que o com-
mandante de Matanzas leve noticia desla oc-
correncia fez prender o cnsul, e inan-
dou-o escollado por soldados ao governo.
Nao .sallemos qual ser o resultado dcste acon-
tecimenlo.
(e) (Jijo semelhanle exigencia possa ser
feita ao governo do ltr.17.il nao pomos duvi-
da ; que ella 0 seja com juslica o que de-
claramos redondamente que nao. Com se-
melhanles principios destruida lic.t por urna
voz toda a doiltrina dos casos julgados ; lo-
dos os contractos fetos em llespaiiha desde
l quaes al j eslo sanecionados pela preso ip-
ra repellir a le de 7 de novembro de18~l ,
que, para tornar elleclivoo traladocom aGro-
ntauha, segurara a emancipago de todos os
escravos illicilamentc-nlroduzidos no Hnzil
declarando a obrigago em (|ue ambos os go-
vernos estavo de provar com actos enrgi-
cos a sua resolugo de acabar por urna vez com
um commercio infame que innundava o pajz
de hordas brutas inqumente arrancadas
da sua trra natal sem que para isso vals-
gao lieao redu/.idos a nada ; loda a pro-
priedade lica vacillante todas as fortunas em
perigo, e militas dellas destruidas do todo.
E pouco mais ou menos a mesma colisa que
1 lioso da osciavidao desejm i.i pnsMr vida se alguepi enlrasse por nossas casas, cachan-
lito. Colgada como grande numero dellcs pas- do em alguma dellas urna partida d queijos
sao. Km Inglaterra morrem lodosos annos londrinos que nos compramos e pagamos com
210 pessoas livres de lome; 110 Ibazil nao o nosso dinlieiro, nos viesse dizendo: l'.s-
oonsla que um s escravo tenba morrido pol-
los queijos foro inlrodiizidos contra nina lei
falla de alinieulo : pelo contrario a primei- espressa e em fraude delhi : que vos os le-
ra cousa que os senhores fazem quando lies I nliais comprado em segunda, lerccira ou
isl.io docnles procurar os meios de os cu- (piarla man importa pouco; a origem he
rar sem excepgao de despez ou sacrilicio, Ilegal, o tanto basta. Da i-os para c, que
e muilos ha que acodem primeiro aos escra-
vos do que a si propros.
Seja o ipie lr corlo que as cruezas pra-
nao sao VDSSOS.
Tanto 011 anda mais monstruosa he a pre-
leneao de qiierereni os Inglezes vir exondar
hcadas legalmenle na India neste artigo de|noBrasil um tratado feito entre0 governo
escravatura sao de tal maneira monstruosas
que nao ha no Ibazil exeosso legal ou Ilegal
que possa ser comparado com ellas. Por ven-
tura ha c alguma lei que permita a um pai
livre vender sen lilho como escravo? Por
ventura haca alguma lei que permita a nina
pessoa livre vender-se a si mesma como escla-
va ? l'ois todas oslas monstruosidades e ou-
Iras militas cxslem ach.lmenle na India.
(b) Tildo o (pie o escriplor diz a osle res-
peilo rigorosamente verdade : poderta po-
rem accreseentar para ser completa a no-
ticia de ludo o que tem oeconido as coloni-
as hespanholas acerca dcsle negocio um lac-
braziloiro e o da Gro-lrelanha. Nao, nao
he isto o que diz o direilo internacional ; nao
he islo o que diz a Mstica; nao he o que dizcm
todos os principios de equidad'- o de raziio
Quandoo Ibazil quizer conirahir um tralade
coma Inglaterra os meios de exeeular esse
balado lano as possesses brazih'iras,
como as propriedades e subditos da mesma
potencia que navegaren! em alio mar nlio
sao os que a Grfio-Brclanha quicr escolber,
Silo os qce o governo dn Uia/il Ihc quizer
dar. Trido o mais sao (yrannias, saooions-
Iruosidades sao violencias (pie s a loica
podo l'a/.er vingar.
proferidas fez vergar o auimode I). Diniz, li-
jo corago antes disso parecer de bron/.o e
os olhos arrasaram-se-lhe (Tagua- Sentir
que al enlo era una colera cega repenti-
na insensata que o ameacava : agora ,
porem no modo c na oxprc.vsao de D. Fer-
nando vira claramente que era um amord'ir-
moque expirara.
Ora a (-aboca pendida em cima do hombro
de Gil Vasques do liesende saliiu do aposento.
I'.ra talvez o velho o nico amigo que Ihe
restava no mundo.
D. Leonor levou ambas as mos ao rollo, e
via-se-lhcarq nejar o eolio Tormoso por mal
cuntido suspiro.
Gorago compadecido o generoso
pensou l consigo o a!!ores-mr (no bavia
pouco i traclra pela primeira vz.
llora maldita c negra em que perd mela-
do de minha lo esperada vingauca pensa-
va Leonor Telles eo choro rebcntou-lhc
com violencia.
Nao te a 111 i jas Leonor; disse I). Fer-
nando aperlaodo-a aopeito. Quennnca mais
cu o veja c viva so poder, em paz
Mas as lagrymas correram ainda com mais
abundancia e amargura.
O resto daquolie dia foi triste: liisLe o ban-
quete e o sarn. A almosphera em (pie res-
pirara a nova minha linha o quer que era pe-
sado o mortal (pie resfriava lodosos cora-
coes.
A" meia-noite por um claro luar de cii
limpo d'inverno urna barca subia com diI-
liculdadeacorrente rpida do Domo : popa
viam-se relu/ir Has toacas o mantos negros
dedoiscavalleiros que ah iam assenlados ,
as orlas e bordaduras de ouro e prala : um
dos reme!ros cantava mnn cantiga melancho-
lica a que responda o compaulieiro e di/ia
assim :
Morios me sao padre o madre :
K11 lamanino Gquei.
lrmos meus mal mequizeram :
Eu mal nao Ibes quererei.
Vou-me correr osse mundo
Sabe Deus se o corrcre !
A alma deixo-a c pre/.a 1
Ocorpo s leva re i.
servava : Que seria muito para lamentar que
(i passasscqualquer proposico que tornasse
ineflecliva aquella lei, ouque, por qual-
qiieroulro modo tendesse a animar o tra-
ico da escravalura ; e que o abaixo assig-
nado protestara com todo o vigor possivel
contra a sua adopg.io a qual comtudo ,
se nao poda esperar de lo Ilustrada admi-
nslrago sendo claramente impossivel,
por todos os principios de equidade e de jus-
tiga que, qualquerque fosse desgraga-
damente a pratica se privassem dos seus
direitos e liberdade garantidas pelas mais
positivas leis e pelas eslipulaeoes do tracto ,
lautos innocentes individuos que devio vi-
ver sombra da protecgo das leis e das o-
brigagesem que estafa o governo mperi-
al (le segurar o castigo dos seus crmionsos
oppressores. >
a Aqui licou o negocio com o Snr. Lopes
Gama que em breve foi substituido no cni-
progo pelo Snr. Aureliano de Souza a quem
o ropresenlante Uuseloy se dirigi em L2H de
Agosto d 1840 dizendo-lbe: Que linha
recebido ins'ruccoes mu positivas para pro-
testar pela maneira a mais forte contra a re-
ic pida qual em exeeugfio do philanlhropico
e justo compromisso do Brasil para coma
(!rao-l>relanha se garanta pela maneira a
mais solemne e absoluta liberdade dos
Africanos illegalmenle ntroduzidos no ini-
perio tornando-se este direilo tao abso-
luto como legal. Agora quanlo inle-
ra concurrencia de lord l'almerslon nos pas-
sos dados pelo Snr. Ousoley lemos urna boa
prova nos ollicios dirigidos por S. S. quelle
funecionario, em 2e25 de setembrode 1840,
no ultimo dos quaes si; explica por osle 1110
do : nistro brasileiro que bulos os negros ille-
galmenle inlrodiizidos no Brasil deveni ser
considerados livres, em virtudedo tratado
entre a Gro-Brelanha c o mesmo Brasil;
eque o governo de S. M. nao pode ad-
iniltir que qualquer le que a legislatura
h (pioiralzer passar d ao governo a mini-
ma juslilicacao para infringir um tratado
concluido entre as duas potencias.
O Sur. Aureliano, respondendo a este
ollicio, diz: Que a administracte de que
faz parle sympathisa com os pbilantropicos
senlimentos do seculo ; que nao favorece o
trauco da escravalura ; que nao ha de des-
k mentir osles senlimentos pela maneira por
(i que considerar o di lo projeclo de lei.
(i Do (pie lica dito so v que as colisas os-
lan maduras para a deciso entre os Jous go-
vernos. 0 Brasil ha d emancipar os seus es-
cravos se quizer sustentar a honra de sua
legislatura as suas leis e o sen compromisso
para com o governo da Grao-Ilretanha. Km
lodo o caso, porem, nao ser a Inglaterra
que solra que o ti ajado (que letra mora:
ha do exigir a execucao delle o acabar com o
Itlico. A humanidade a juslica a refi-
gura a fe dos tratados, a integridadda lei,
tudoesl da nossa parte: falta s que ogovern
seja firme, cdeclaramos que o hade'ser. >,
Assim se exprime o Anli-Slavery I{e.
porter. Nunca presumimos de eerteirog
e nao temos prctencOes de o ser: mas
quando olhamos com attencio para o ca'r\
do tempo e das circumstancias parece-nos
que nos nao engaaremos muito discorrendo
desta maneira: A poltica do Inglaterra tor-
tuosa : como os homens vesgosque quando
tem oso lhos litos em um objecto, esto re
almonteolhando para oulra parte. \ pro
tengo de estabelecer em Cuba e no Brasil
urna commissao para verificar quaes sao os A
fncanosque tem sido ntroduzidos nos dous
paizesdesdea celebragaodos tratados, e|-
berta-los impossivel que seja sera. Al
gum ou tro objecto do mais ulilidade real
menor perigo na execugo tem em vista o ea
bnete britnico cujas dilficuldades e diuV-
zas se trata de ameagar proparando a flexi-
bilidad^ dos governos respeclivos por nieio
de pretenedsexageradas a que depois se ha
de renunciar em troco do outras vahtagens
Assim faz a cobra quando nada : volta-se on-
dulando direila e escpierda ; mas o rabi-
nho l vaiscmpreccrlinlio com a corrente
C0NTR.1RIEDADE OU COMO EM DIREITO MELIIOS
N0ME H.UA.
Certifico em observancia do despacho re-
tro ipic por occasio da abertura do nova
Uceo desta cidade, acn leceo que algunses
ldanles do antigo Liceo passaram para a au-
lado Lalimdo bairro do Itecife por motivos
alendivois que para isso allegaro; e vicever-
sa das aulas desta cidade passarao oulros
para a do Lyceo : cerlilico mars que depois
de inslalladoo novo Lyceo, dolle nicamen-
te sabio d'aula de Latim para a do bairro do
Becife, no principio desle corrente anuo lec-
tivo oestudanle tcdro de Alcntara Paria
Barboza, lilho de Joaquim Antonio do"Faria
llarboza natural desta provincia ; edos
mappasdo respectivo Professor foi o dito es-
tudanle contemplado sempre na observagao
com a nota pouco adan lamento. O referi-
do verdade. Secretaria do Lyceo 20 de A-
bril de 1842. Subscrevi e assignoi
Joao Facundo da Silva Cumiarnos,
Secretario.
CO.VIMEKCi.
ALFANDEGA.
Bendimento do da 28 5:609#946
descarbegaO" hoje 29 de abril.
Brigue Inglez Niglhirigale = Ferro, maqui-
nismo, laxas, fazendas, barricas de
ferragens, e ca xas de folha.
Bnguo Kurope = Carvo.
Galera Ingloza s= Kmily = Fasendas, la-
xas maquinas e carvflo.
DECLAB AGES.
De meus a vos nos solares
Nasci, dois dias passei :
Meus irmos nada vos lonho ,
Seno o nome que herdei.
Esta cantiga cuja loada montona reper-
cuta nos rochedos aprumados das margena ,
foi inlerrompida por um doloroso suspiro.
Um dos cavalleiros o dera.
Os romeiros callaram-se : arrancaram de
voga com mais anda, e depois continua-
ra m :
CONSULADO BRITNICO.
= I'az-ze saber aos subditos Britnicos
rendentes em Pernambuco, que a reuoio
annunciada para odia 28 do corren le lica
transferida para segunda feira2 de maio, ao
meio da para os lius designados no acto
Oeorge IV. Gap. 87. Consulado Britnico
Se fui rico ora son pobre :
Cnoro boje se j folguei :
Villas troquel por desvos :
Muito fui : nada serci.
Sem padre madre 011 irmos ,
A quem me soccorrerei ?
A I i meu Senbor Jess :
Seahor Jess me accorrei !
I'm gemido mais angustiado que saliiu
involto em solugos, cortou de novo a canti-
ga : era do mesmo que j a interrompera.
O seu eompanheiro bradou aos harqueiros
com a voz trmula e cansada de um ancio :
Callaivosahi com vossas trovas maldi-
tas
Os romeiros .vogaram em silencio mas
pensaram la comsigo que muito dainadas Je-
viam ser as almas de cavalleiros que assim
maldiziam tao devoto trovar.
Bopararam porem que dos dois desco-
nliecii-os o que suspirara e gomera lngara
os bracos ao pescogo do que fallara, e quo
este allagando-o Ihc diza :
Quando lodos senhor vos abandona-
ron nao vos abandonara! eu; queodevoao
amor com que vos criei e esclarecida e
santa memoria do vosso virtuoso pai.
Enlo os harqueiros bem que miles cn-
Ireviram que poda muito bem ser que nao
lossem duas almas dainadas aquellas mas
sini malaventuradas.
( Continuar-se-ba.)
Ma



27 re Abril de 18i2.=H. Augustus Cowpcr,
Cnsul
T II E A T R O .
Domingo 1." de Maio infalivelmente desen-
canlar-se-ha = O Valle da Torrente = subli-
me Mel Drama que por causa das grandes
Cheias e terriveis trovoadas lem por duas
vezes ficado encantado entre dois altissimos
montes, que sao divididos pelo mesmo Valle;
mas os socios empresarios para poderem des-
encantar a Peca e faze-la navegar sem ne-
rigo dos Gachupos perlendem pdr-lhe a re
boque a jocosissima farca = As Astucias das
Gaaicnhas = porem como a torrente pode
ainda nessa noute estar impetuosa, para pre-
venir-mus os desastres e prejuizos que posso
occorrer roga-sc ao respeitavel publico, que
se digne contribuir para esta empreza com
um consideravel numero de sedulas, que se
rao outras tantas taboas de salvado em que
sea peni do naufragio os agentes o mais em-
pregados do Theatro do contrario lercmos
de ver desbragadamente submergirem-se,
tanto aquelles como estes no pelago insli-
da vH.
O Director da Companbia Gymnastica Mu-
sica o Mmica, que actualmente se acha em
esta Cidade tem a honra de annunciar a
to bondadoso e indulgente publico a quem
be to obligado pelos repetidos favores que
continuamente delle recebe para Terga fei-
ra 5 de Maio um brilhante e variado espe-
ctculo em beneficio do Artista Joaquim dos
Deis oqual depois de outras militas sortcs .
que lem adesempenbar esta noute, executar
a nova experiencia da ascengo do balito ae-
rosttico com di recito, o qual se elevar desde
a caixa do Theatro ateas va randas e desce-
ra da mesma maneira verificando ao mes-
mo lempo no seu cume um surprendente
equilibro, acompanhando-o na sua viagem,
las meninas sentadas na sua barquinha,
qu3 levar o dito balo as quaes iro Janean-
do quantidadesde Flores para a platea e ca-
marotes esta sorte tem merecido os maiores
aplauzosem todas as partes onde se tem pra-
licado pela sua muita vista e dilicul'ade.
i\. B. Os pormenores do espectculo se an-
nunciaro por este Diario e cartazes.
A VI SOS DI VERSOS.
silo
tzr Sendo na primeira Dominga de Maio ,
odia determinado pelo Compromisso para a
vlleicao da nova Meza que ha de reger a Ir-
inaudade de santa rita de cassia ; por isso se
faz scienle aos Irmaos da mesma Irmandade ,
para comparecerem aos votos, que heno!.
tic Maio esse dia.
tzr Agoa Balsmica Alem das muitas
virtudes que possuo a agoa balsmica, nova-
mente inventada sor suflicicnte narrar esta
-que hado parecer incrivel. Esta agoa faz pa-
rar e extingue completamente dentro em 4
minutos, qualquer immorrogia de sangue
feita com armas brancas, ou de fogo ainda
rios ou mesmo esteja o cerebro offendido ,
o que equivalle a sarar urna ferida mortal, a
maneira de applicar este remedio to simples
como ellicaz he Para qualquer ferida bas-
tar que se Iheappliqueem cima urna porco
de fios motilados na sobiedita agoa balsmica,
depois amarrar bem a ferida c deitar-lhe em
cima outra porgAo da mesma agoa ; no fin
de \ minutos ter estancado osangue, e no
lim de 5 das estar a ferida completamente
curada, e sem o menor receio de que appare-
ga nllamaco. Quando a ferida he sobre o
osso os fios Ihe serAo demorados por 7 mi-
nulos ; em fim tem a propriedade de sarar
qualquer chaga inveterada, e canerdsa. Y'en-
dem-sc a 2* rs. por cada vidro no escripto-
no de Manoel Joaquim Ramos c Silva ra
da Cruz N. 26.
tsr Ao respeitavel publico de Pcrnambuco
Ibomaz Gosling, agente geral no Brazil ,
para a-- Medicina Popular Americana, faz
scienle ao respeilavel publico que acaba de
ostabelecer o seu deposito geral, no Rio de
Janeiro ra do Ouvidor N. 115. Apresen-
lando este invaluavel especifico ao generoso
povo Brazileiro elle tem em visla a ser de
utilidad aos ses semell.anles, o o pouco
lempo que osla conhecido na Corte, o bom a-
Collnmen o que lem tido, combinado ;.os
grandes beneficios tirados por muitas pessoas
m.ctas ha anuos, mostra bem queosseds
fracos eslorgos nao tem sido debaldcs. Ain-
da nao fazem tres mezes que a Medicina po-
pular foi introduzdu no Imperio do Brasil
< ja as vendas sobcm a S ca xas. Oue mc-
Ihores provas podc-se querer de seu grande
merecimenlo ? As numerosas podidas para
agencias, lano no interior da Provincia do
Rio de Janeiro, como as de Matto Groi so
Minas S. Paulo, Santa Catharina c., sa
outros indicios da estimaco que Val tend em
vanas partes do grande Imperio. A Medici-
na popular est recommendada para todal as
enfermidades procedidas da impuridade dok-
gue, como molestias do figado, rheuinatisn[o,
gtta, affecges cutneas febres, inllamnia-
gcs, escrfulas, ulceras antigs cancros,
hemorrhoidas, hydropezia, retengo dasb-
rinas, &c., molestias das Senhoras &c. & ;
nao entrando em sua compozigAo nem azqu-
gue, e nem outro qualquer metal ou minenl,
e particularmente adoptada aos climas quci-
tes como os muitos annos que tem sido em-
preado com os mais felizes resultados as
Indias, tanto Orientaes, como Occidentes
tem mostrado. As caixinhas tem maior n|-
mero de purgantes que outro qualquer remi-
di desta natureza, c vo acompanhadas con
direeges bem explcitas em lingua porlr-
gueza ; e vende-sa na caza cima dita a 1 jOQD
rs. cada caixinha, e em porco mais em
con la.
xsr O Bibliotecario do Gabinete Littera-
rio, responde ao socio, que lhe fez a peri
gunta no Diario de hontem que se for ao Ga-
binete das \ as 6 horas da tarde, hade achar
oque quer, menos por estes das, que
por mu.lauca do estabeleciment, nenhuma
bora estar aberlo para dar livros; entretanto
que o Bibliothecario suppoe que esse socio
n8o est ao facto do que se delibera na caza ;
e por isso deu lugar a sua vexada pergunta.
ssr Roga-se ao snr. F. A. V. S. Jnior,
queira ler a bondade de ir resbalar um seu
crdito de 18, rs., que passou a 2o de De-
zembro p. p.; como o negocio na occasiao
nao foi para crdito e sim para dinheiro,
vindo s o dito snr. desta quantia a restar
8j280 rs., e do que deo por conta nao tem
rlocumenlo algum ; e por isso tenha a bonda-
de de ir tirar o seu crdito quanto antes: na
ra Nova loja de alfaiate D. 16, para nAo
baver duvida para o futuro.
CF Precisa-sc de um caixeiro que tenha
praticado em venda, para tomar conta de u-
ma dando fiador, ou seja conhecida a sua
capacidade : no patio de Santa Cruz quina
da ra velha D. 1. Na mesma aluga-se urna
caza por detraz do alterro da Boavista com 4
quarlos e sotad.
cy Os carregadores do Pataxo Nacional
Santo Ambrozio, actualmente arribado na
capital da Provincia do Rio Grande do Norte ,
queirao comparecer boje 25) do corren le pelas
9 horas da manha, na ra do \gario, em casa
de Mendos & Oveira bem de scus in-
te resses.
S2T Hoje 29 do crrente va" a praga por
venda a porta do snr. Dr. Bastos, na ra da
Aurora as partes que lem os herdeiros mai-
ores as duas grandes cazas terreas unidas ,
e tres senzallas para escravos. na ra do Co-
tovello com um pedaco de muro na frente ,
onde so pode edificar duas boas propredadas ,
chaos proprios, grande sitio com tanques, c
cacimbas com boa agoa muitas arvores de
fructo c todo o terreno a beira do capibari-
be, pelo fundo ; as quaes forao doCapitao-
mor Antonio Joze Quaresma e se permuta o
restante desse predio pertencenle aos Or-
phos.
st No dia 24 de Abril do anno passado ,
furtra do lugar do Pogo da panella urna
convida a tridos os II. dos diTerentes J^JLT
do Gire. ; e aquelles Nacionaes c Eslrangei-
ros que se acharem nesta Cidade queirao
honrar com as suas prezengas o referido
acto.
C^ Antonio Forjan, faz sciente ao respeita-
vel publico que mudou o seu nome para An-
tonio Ferreira Antero.
d* Pede-se aos snrs. Doutores Juiz d'Or-
phos e Ausentes, e Privativo da Fasenda ,
ouaquem competir, so dignem ordenar ao
respectivo Escrvo, para faser publico tres
veses por esta follia o dia da arrematagodos
escravos sequestrados ao fallescido abintesta-
do Antonio Joaquirii Pereira ; visto que ha
muito quem os queira arrematar, e nao se
sabe quando e nem se os pregdes j se pu-
blicaran.
Um dos prctendetes'.
negrinha nago benguella idade 11 para
12 annos de nome Joaquina cara redonda,
orolhas e boca pequea olhos grandes ca-
bellos estirados como de cabra ps camba-
dos de bixos : roga-sij a todos os capites de
campo, o Authoridades policiaes, queirad
langarsuas vistas por estes matos, ea pega-
rem podendo conduzil-a ao Recifc na bo-
tica do snr. Saisset & C. ou no alterro da
Boavista em casa do snr. Dr. Gomes que
serd recompensados.
tsT" O abaixo assignado, tendo de retirar-
se para Portugal, no dia 10 do futuro mez
de Maio, aviza ao snr. Costa Araujo & Ir-
maos e ad snr. Joze Rodrigues Pereira &
C. hajo d vir receber a quantia que o an-
nunciante lhe he devdor, ate o dia 7 do re-
ferido mez ; e como jdlga nada mais dever
n'esta praga faz o presente annuncio.
Plcido Joze do Reg Couto.
tsy A pessba quequr comprar 2 cspelhos
grandes uzados ; dirija-se ao' i. andar do so-
brado da ra das Cruzes D'. 7.
Preciza-se de um caixeh prluguez ,
Aluga-se umaexcellente casa ha es-
trada de Joo de Barros ao p da Capella de
Nossa Senhora da Conceigo ; a qual consta
de duas grandes sallas duas alcovas envidra-
gadas, e duas janellas, toda pintada dous
quartos pertencentes a salla detraz porta no
oilo, grande quintal com algumas arvores
fructferas, portad ao lado da casa para a es-
trada c boa cacimba d'agoa : quem a pre-
tender falle na ra do Bangel, sobrado D.
2o na quina do becco do carcereiro. Na
mesma casa cima corapra-se urna redo de
viveiro, que lenha 10 a 11 bragas de compri-
mento.
c^" Os snrs. Joad Pereira Castro, AdriAo
dos Santos Monteiro, Antonio Rodrigues de
Almeida Joze Vicente de Lima Joaquim
Joze Marlins Monteiro Vicente Joze Gomes,
Joaquim Joze da Costa LeilAo, e Manoel Lo-
pes GuimarAes, queirad annunciar suas mo-
radas para negocio de seus interesses.
S27- Voou do 2. andar do sobrado D. 10 ,
defronte do Theatro as 10 horas da manha
do dia 27 do corren te, um papagayo contra-
fcito, com falta de pennas sobro asazas, c
levou no p urna corrente fina de. ferro:
quem o tiver pegado e o quiser entregar ,
annuncie, ou dirija-se ao mesmo sobrado ,
que ser recompensado.
S2^ A pessoa que annunciou querer fallar
com Joaquim Vieira de Barros ; dirija-se a
ra do Amorim no Recife, cusa de Antonio
Vaz de Oliveira.
CT O abaxoassignado, declara a quem
annunciou para comprar o remedio para mor-
deduras de quaesquer cobras : nao he preciso
mais do que 80 rs. de chlorura de cal viva em
p, tapar em um vidrinho hermticamente.
O mesmo engaja a todos os viajantes de so
muir, caso for mordido, esfregue-so logo a
mordedura com saliva ou agoa e cal, a dor
passa, c lira sem perigo algum.
Joad Dubois.
OT* O abaixo assignado comprou por con-
ta do snr. Francisco Soares morador no As-
s um meio bilhete da Lotera do Theatro
publico, de N. H78 da 2. parte da 9. Lo-
tera.
Serafim Joaquim Viadas.
tC" Padre Candido Joze Coelbo, Vigario
da Freguesia da Villa Extremoz Provincia
do Rio Grande do Norte tendo do se retirar
desta praga ; c nao podendo despedir-se de
seus Amigo?., e agradecer-Ibes verbalmcnte
seus obzequios lhos offerece o seu pouco
presumo naquelle lugar, e Ibes pede descul-
pa desta falla.
ar Antonio Fernandos, re ti ra-se para fo-
rado Imperio.
xsr O primero secretario da Sociedade
Natalense, avisa aos socios da mesma que
a sesso do 1. de Maio, tem lugar as 7 horas
da noute ; na qual lem de cumprir-se o ulti-
mo periodo do art, 5. dos Estatutos, alem
dos mais trabalhos.
ts~ Alugo-se duas canoas de condusir a-
goa para a Cidade, as quaes se achao bem
estanques por ler-se acabado de fabricar :
quem as pretender dirija-se a loja de fasen-
das de Joaquim Gongalves Casco.
cj- Martinho Joze de Slqueira mostr
de clarim de cavallaria se offerece aos Illus-
trissimos srs. Commandahtes de Esqadrdes
das commarcas desta Provincia para ensi-
lar o mesmo instrumento cbm as novas ins-
tfueges : quem s quiser utilisr de seu
prestimo dirija-se ao largo de Palacio ve-
iD. no (toarte! dcompanhia de cavallaria
tal c muitos commodos em S. Amaro
junto as casas do Snr. Crdozo por um ou
niaishnnos : a Iratr na ra Novueom o seu
proprietario.
SST Carlos da Silva 'lavares rclira-se pa-
ra a provincia do Cear.
CT Francisco Joze Machado GuimarAes ,
subdito prluguez retira-sc para o Brejo de
area.
C7" Antonio de Oliveira faz scientc o re.-
peitavel publico que por haver outro do
igual nome delojocm dianlc se assignar
Antonio Marques de Araujo Oliveira.
MP Joze Stare de Aitrredo, Bacharcl em
Bellas-Lelras pela UniYersidade de Pariz e
Professor de Lingoa Franceza ri Liceo faz
publico que as casas de sua residencia ra
dosQuarteis, o primeiro sobrado junto
Polica se acha ensillando Geographia, Lin-
goa Franceza e Phlosophia. As pessoas
que desejarem cstudar qualquer deslas ma-
terias podem dirigir-se a casa do annunciante
a qualquer hora excepto das 10 da manh
at s duas da tarde.
== A pessoa que no Diario do mez de Marco
l>. p. anfiunciou dezejar falarcom D. lzabel
Thebtoni de Miranda procure nos Aflbga-
dos : largo de N. S. da Paz D. 19.
= Joaquim Duarte, subdito por tugue/.,
relira-se para cidade de Luanda.
se Jacintho Adgdsl d Miranda retira-
se para Angola.
= 0 abaio assignado rog a pessoa que
lem em seo poder o iridlatinho Francisco ,
queira entregar, ou se o quiser comprar podo
vir falar com 6 niesm para tratar do ajuste
do contrario va i denuncia-lo a polica vislo
j saber onde se acha escondido.
Manoel Joze de Mclo.
= A pessoa que annunciou n'd Diario de
27 do corrente precizar de urna escrava para
alugar, procure na ra augusta segundo"
caza passando o beco do Peixoto da parle du
poente.
Aluga-scjuma caza na ra do Amparo
em Olinda com bstanles cmodos ; aluga-
se to bem urna mcia agua na Boa-vist na
ra da Gloria ; trata-se na ra do vigri
N. 16.
- 0 thezourciro da sociedade theat e InslrugAo comprou um meio bilhete da
2. parte da nona lotera a favor das obras
do theatro publico de N. 5097 por conla da
mesma sociedade.
Quem tiver algum instrumento que sir-
va para banda do muzica militar que es-
teja em bom vo 5 dirija-se ao patio de S.
Pedro D. 9.
Precisa-so de um hnrnem quo seja boir
padeiro c forneiro para una paderia no al-
terro da Boa-vista no sobrado de um andar,
a tratar com Agostinbo TavarcsBodovalho.;
e tambem aluga um preto quo entenda do
mesmo oflicio como assima expe.
r Dizenctm nhou>e ou l'iirtiio de Iris
da Serrara da ra da praia urna canoa pe-
quea cim u 1 na boca 1 da na proa ; a pes-
.oa que Nouber aonde e*l fina o fror do
0 dizer r.a ra da piaia no terceiro iroiazem
lado do naseenle.
tar A pessoa que precisar de um homeni
para criado de lodo o servic, cnidadoeo na's
coias que se lhe entregaren! dirija-se aun
bairros baixos as cinco ponas em urna
meia agua confronte a 3 rendas.
tsr Aluga-se o armazem da ru'a do vigario
D. ai que eslava alugado a Kirmioo J >*
Felis da Roza 6 qual lem graude propor-
cao para tocar asurar quem pertendtr
dii ija-sp ao abaixo assignado na Oo-Vla
1 na da Gloria D. 3$.
JoIj Nepomoceno Ferrtira d Mello'.
de 14a 16annos de idade, oque de fiador a | de Linha ou annuncie sua morada para
na venda da na do Rangel
sua conducta
D. 5o.
CF A. R. L. 6 de M. aviza a scus II. para
compareceiem no prximo domingo 1. de
Maio pelas 9 horas da manha para assis-
tirem ao aclo fnebre, (jue se tem de celebrar
pelo finado e R. I. cx-Vn. J. L. d'O. G. : c
ser procurado e se conlractar o negocio.
b= Narczo Joze Ferreira retira-sc para o
Cear, no primeiro navio, que se offereccr pa-
ra aquello porto.
s^r Joze Gonsalvcs Villar negociante na
provincia do Cear retira-se para a mesma.
su- Aluya-se una casa com grande quin-
Dezeja se ?aber se exili aqu, ou
aonde, una viin padeia que lem um iilbn
no Rio O ande du Sol chamado Vicente Jo-
aquim Ferreira Guimaries caso seja mora
os seo herdeiros. .
isr A vi uva de Onofre Jos da Cosa ,
convida a todos os senhores que tiveiio coti-
las com seu falecdo maiido ; exc-pco do
letras,' a apreaenlarein-as no praso de 3o dias
pera serm pagos e do contrario nao s
refrpbnsabelsai por qualquer duvida, que
para o futuro po.-sa occorrer; asim como
publica que desde o dia a3 do correle
tcou sua casa girando sob a firma de
Viuva de (nc.fre & C. teiido a C. ,
seu enlado Oiiofie Jos da Costa.
> O sr. que annunciou ontem 28 do
corrente urna caiteira, wnJo de duas fa-
ces annuncie a sua morada para se procu-
rar, i
*ST Iloje pelas a horas da larde fai-sr*
leilo dos gneros e perlences da venda da'
ra dircita D. 1|.


sauEifefi^iassseyssas
^^rwfl
Pilulas vcgetaes c universaes Americanas.
Estas pilulas j bem condecidas pelas gran-
des curas que teni feito, nao requeren) ncm
dieta e nem resguardo algum ; a sua com-
posigo tao simples que nao fazem mal a
mais tenra enanca : era lugar de debilitar ,
fortifico o systcma purico o saiiguu '
augmentao as secreges em geral : tomadas ,
seja para molestia clironica, ou soinente co-
mo purgante suave ; o melhor remedio que
tera appareciilo por nao dcixar o estomago
naquelle estado de conslipago, depois de sua
operarn como quase todos os purgantes ra-
zo ,*e (>or seren mili facis'a tomar e nao
causarem inrommodo nenhum. O nico de-
posito dolas em asa de D. Knoth agen-
te do autior: na ruada CruzN. bl.
N. B. Cada cautn ha vai embrulhada em
se recoituario eom o sello da casa em la-
cre preto.
irr Cm sel ira em meio uzo; quera
anuuncie.
tiver
V ENDAS.
aTgSPs matus: a tratar com o seu proprie- horas da noite t^SSTSL'SZ
tariolDoraingos Pires Ferreira atraz da M- nomo Joaquirn Perneo,^dade l para U
contiguo a casa do Major! annos, nago Bengnella baixo giossodo
tsr Antonio Joze Moreira rctira-se para
fora do Imperio.
s^- Francisco Joze da Costa Guimares ,
retira-se para lora do Imperio.
cr A Senhora D. Joaquina Wanderley ,
que morou no b-jco da inoeda e tein um l-
lhodenome Victorino, queira anuunciar a
sua morada para negocio de seu interesse.
tzr Aluga-s um preto que entenda de pa-
deiro dirjase a praga do eommercio bole-
quimdo Almeida que dir quera pretende,
no mesmo precisa-sede um bom padeiro.
tj- Quem precisar de um ama do leite ,
dirija-se a ra Nova D. 10, defronte da Con-
ceigo.
tSff~ Antonio J'oaquim da Silva faz sciente
aorespeilavel publico que por ha ver outro
de igual nomo de boje em diante se. assigna-
r Antonio Joaquirn da Silva Paula.
jj* Precisa-se alugar urna negra captiva :
no beco da Pol venda de Francisco Maciel de
Souza.
\zr Joanna Mara de Jess retira-sc pa-
ra a provincia das Alagoas e como julga-se
nao dever nada nesla praca porisso faz o pre-
sente annuucio.
tjy lima marqueza nova de condur mo-
derna e por prego commodo : na ra do
Rango! D. 50.
ser para Tora da provincia urna ptima
ereolinba de 15 a 14 com algumashabilida-
des : na ra Direita D. 29.
ssy Urna morada de casa terrea as o pon-
tas D. 2o : a tratar com Franciaco Martins
Ferreira na mesma ra.
|V. VST Na ra Nova junto ao caldereiro adia-
se a venda um completo sortimenlo de fa/.en-
das francezas e iriglezas como sejo sedas e so-
lios de-todas as qualidades sarjas pretas e
de cores para vestidos de senhora mantas de
seda ede blond, panos finos de superior qua-
lidade-a 4f500 e a sapatos de duas so-
las a 2i200 e de urna a 1 rf>80t), ditos de mar-
roqu ni para senhora a IjlOO, borzeguins
gaspiados para senhora a 5ji520 merino de
duas larguras a 2j500 e outros muitos obje-
ctos por prego commodo.
js- Por prego commodo as seguintes
obras : Diccionario de Moraes da ultima edi-
go, dito Jurdico por Pereirae Souza Pas-
coal Joze de Mello historia anliga da Gre-
cia Bccreago pbilosophica indicador dos
cambios, Linhas Orfanologieas por Carvalbo:
no segundo andar do sobrado defronte do
thealro que faz quina com o beco do Mdrga- e de primeira marcha : na ra
do, dasO horas da manh as 9, e das 5 da criptorio de Manoel Joaquirn Ramos e Silva,
tarde em diantc. tsr Panno lino azul a 5ji200 e mais or-
tsr Urna negra de nago que engomma, dnarioa 1 jOOOocovado e cera de carm-
AVISOS MARTIMOS
Cj" Para Lisboa saldr com a maior bre-
vidade possivel a Barca Porlugueza Senhora
do Rozario, Capito Boavenlura Borges Pam-
plona ; quem quiser carregar ou ir de passa-
triz d Roa vista ,
Mantel do Naseimenlo da Costa Monteiro.
sy Urna vet:da com poucos fundos, na
ra Jo Colovelo D. lo e bem afreguesada
par a trra, e tem commodos para fam
lia tem bom quintal e cacimba a dinhei-
ro cu a praso com boas firmas: na ra do Ca-
buj D. 5.
1&- Vende-se a troco de tijolo de alvena-
ria, duas canoas de mil lijlos e urna de
501: no atierro da Boa vista casan. 2 de
Frincisco Antonio de Oliveira.
tzr Sacas com superior farinha de mag ,
e ce outra mais inferior tudo prego commo-
do: na ruada Cadeia do Becife n. 59.
ej- Um raoleque de nago angola de 10
a : I annos : na ra da Madre de Dos loja de
bahus n. 215.
er Bichas pretas de excedente qualida-
de, legitimo e superior vinho de feitora ,
ptimo toucinho de Lisboa em pequeos bar-
ris amendoas molares sag paios, chou
rigos, presuntos, boas garrafas de vidro li-
sis e bordadas e calis proprios para mesa :
o atierro da Boa vista venda de Manoel de
Azevedo Maia.
CT Chapeos do Chile da mais superior
qualidade : na ra da Cruz n. 26 escriptorio
de Manoel Joaquirn Ramos e Silva.
O superior Patacho Sardo Fortuna ,
da Cruz es-
gem dirija-se a Manoel do Naseimenlo
ra na ra da Cruz n. 22.
Perei-
L E I L A 0'
SZT Alcxandre Mack-ay & Companhia fa-
zeai lelao por intervengo do Corrclor Olivei-
ra de cerca de cera barricas contendo sal
relinado em caixinhas pequeas bem acondi-
cionadas e proprias para conservar o genero
por immenso lempo ; Sabbado 50 do corren-
te ao meio da em ponto no armazem de
Joze Rodrigues Pereira & Companhia no
beco do capim.
va O Corretor Oliveira far leilo Quinta
feira 5 do Maio as 10 horas da manh no seu
anuazem da ra da Cadeia n. 51 primeiro an-
dar de urna excedente colego de livros no-
vos proprios e mili procurados para os estu-
dosactuaesdo Curso Jnridico emOlinda, e
grande porgao d'outros histricos para ins-
trugo de varias materias e recreio papel,
conhecimenlos c letras em branco Osee, o que
tudo se vender por baixo prego visto ser
para liquidago da urna loja de livros.
C? Hcm y Christophers por estar proxi-
jiio a fazer una viagera at Inglaterra, far
Jeilopor intervencfio do Corretor Oliveira,
Terca feira 5 de Aaions 10 horas da manh
cm ponto no sitio da sua residencia perten-
ecido a G. C. Cox na estrada do manguind ,
de toda a excedente mobiliado mesmo sitio ,
degrande porgao de livros escoltddos dos me-
1 llores authores assim como se venderao 2
carrinlios inglezes de duas e de 4 rodas cora
seus competentes arreios.
COMPRAS
C? Um caixilho ou rotula para janella ,
e um raoleque ou molcca de 12 a 16 annos ,
ladinos e sera achaques : no atierro da Boa
vista venda D.'59.
*^ tsy Urna Geometra Algebra, e Trkono-
metri de La-Croix em bom uzo quem ti-
ver annuncie.
tsr Flcraenlos de Cirurg'u de Lagu, 1ra-
dosido do francez para portuguez e una ar-
te-de sangrar : na ra estreitado Rozario bo-
tica de Joo Pereira da Silveira.
-^ %sr Algumas obras de direito criminal ,
em meio uzo: na ruado Cabug loja de Ma-
nuel Duarte Ferro.
coziuha e cose chao ; urna canoa de car-
reira nova e pintada : e um realejo com boas
vozes: atraz dos Martirios casa de 5 portas
verdes.
S3- Urna caixinha cera 2o vidrinhos com
tintas muito finas proprias para retratistas,
ou curiosos mitras com ditas mais inferio-
res lamparines fraqcezas, e diversos livros.
folhetos e peridicos de Lisboa de instru-
ciio e recreio com eslampas finas em fumo ,
o coloridas tudo a prego barato para se ulti-
mar a venda : na pracinha do Livramento lo-
ja de fazendas D. 26.
jay Cem meios de sola duas canoas fe-
chadas duas duzias de costado de amarello;
e urna escrava de nago ainda bugal tudo
por prego commodo : na padaria de Joo Lo-
pes de Lima.
or 50 sacos vasios ; na ra do Cabug
leja de Antonio Rodrigues da Cruz.
tsr llm candieiro do meio de sala gran-
de e em bom estado ; urna espingarda de
caca boa de fogo e ponlaria ; um violo Rus-
sianode boas vozes umrelogiode caixa de
prata com os'das do mez ludo por preg
barato: na ra de S. Rita Nova D. 18 lado
nascenle, onde existe urna carta vinda de
Luna, para o Sr. Joo Baptista Fragozo.
OT Ora escravo de nago angola por
prego commodo : na ra do sebo ao entrar
da S.Cruz D. 7.
szr L'm negro de meia idade por 530ff ,
sem vicios nem achaques o que se alianga :
na ra Nova botica D. 29 na mesma com-
pra-se um moleque.
ssr Fm sitio no Arraial que foi do finado
Marroquim com casa de vivenda grande e
de taipa com muitos commodos bastantes ', na mesma.
buba em pequeas porgrtes a vontadedo com-
prador: na ra do Crespo D. 5 lado do norte.
cr Vellasde carnahubaa 52o a libra e
na
em porgc de arroba d-se por menos
ra de Manoel Coco D. 4 lado direito.
,G7" Um oculo grande de ver ao longe, por
prego commodo : no beco do Veras na Boa
vista D. 6.
ssy A loja de ferragem cita na pracinha
do Livramento D. 5i em muito bom esta-
do ; dando-se ao comprador um praso rasoa-
vel para pagamento da mesma : as 5 ponas
loja de fazendas D. 22.
S2T Cmaescrava de 18 annos cozinha ,
e engomma liso ao comprador se dir o mo-
tivo da venda : na ruada Penha Yenda De-
cima 12.
ssy Farinha de mandioca de superior
qua idade recen temen le chegada : na ra
da Mocda n. 140 casa de Firiuino Jo/e Felis
da Boza.
tF Um piano em muito bom estado : no
atierro da Boa vista no terceiro andar da casa
D. 65 ; assim como a pessoa que ja o vio ,
sendo queira ainda pelo prego que ofieeceo
pode mandar buscar.*
E7" Um sobrado de um andar com grande
quintal murado e cacimba em chaos proprios,
cito na ra das Triucheiras : a tratar na ra
da Cadeia do Becife n. 12.
vr Vende-se ou troca-se poroutra, urna
Lpreta que sabe tudoquanto he necessario pa-
ra n arranjo de urna casa : no principio do
atierro dos affogados casa de Silvestre Joa-
quirn do Nascimenlo.
L-rUma venda na quina da ra por detraz
de S. Joze defronte da fortaleza : a tralar
corpo muito fula pernas um pouco tortas ,
rosto largo falla meia travessada levou visti-
do caiga de castor de lista camisa de xila ,
i- quem o pegar leve-o a casa de seu Sr. Anto-
nio Martins de Couto Vianna na ruada Ma-
dre de Dos loja de fasendas n. 27 ou na ra
da Cadeian. 15, quesera generosamente re-
compensado.
= No dia 4 do corrente mez fugio urna ne-
grinha de nome Benedicta nago Rebollo do
idade de 12 a 14 annos \ levou vestido de xi-
la azul e pao da costa j zado, dita ne-
grinha vendia azeite de carrapato cm um (lan-
dres e temos signaes seguintes magra ,
cor fula cara marcada de bexigas f beigos
grossos tem urna marca de ferida no pesco-
go pela parte detraz ,-e tem urna junta da
mao direita ura tanto grossa que pouco se co-
nheceadiferenga, a pessoa, que a appre-
hender leve-a no pateo da 'Solidado em
urna easa alta que fica defronte do hospital
que ser bem recompensado doseu trabalho.
=i Fugio no dia 18 d'Abril, um preto de
nome Miguel, de nago Mogambique de i-
dade de 28 annos pouco mais ou menos ;
estatura ordinaria seco do corpo com um
carogo de um lubinho na testa : quem o apre-
hender e o levar a ra larga do Rosario boti-
ca Decima 10, ser generosamente gratifi-
cado.
Isa Fugio no dia 27 de Margo do corrente
anno um cabra de nome Pedro representa
ter 50 annos, alto, cheio do corpo bem sui-
sado beigudo, nariz xato muito prozista,
e falla como matuto puxa por urna perna ,
com ofilcio de serrador, e carreiro, entende
de servico de engenho e noticias que anda
no cordeiro : quem o pegar leve a ra Direi-
ta passando o beco da penha sobrado de dois
andares ou no pateo do carino venda D. 7 que
ser bem recompensado.
= No dia 24 de Margo dezapareeeu um ne-
gro de nome Joo nago Benguella alto,
levou carniza de algodo, caiga de brim bran-
eo falla bastante atrevessado e tera um sig-
nal branco em um dos lados debaixo do brago:
quem o aprehender conduza-o a ra do Amo-
rim onde lem a fabrica de moer caf de Anto-
nio Vaz de Oliveira que receber 50^000 de
gratilicago.
w No di. 3 de marco prximo (indo,
auzeiitou-se um molato de nome Pedro,
de idde de i a a |3 anno* baixo eiefor-
cado do (Oi'po, pi's apallu-lados cabellos
ruivos ou cor de logo olhos vesgos com
ps de fruclas muita trra para plantar, ou
criar vaccas de leite com boa cacimba de
agoa de beber : na ra do Agoas verdes so-
brado D. 19 confronte ao lampio.
ST Dous mil abanos por prego commodo;
e urna rede de arasto com 50 bragas de
comprirnento e 5 de altura no coppe : de-
fronte do viveiro do Muniz.
xzr Farinha de mandioca chegada de S.
Matheus muito boa a 6# a saca e queren-
dosera saco tira-se o valor delle : na ra da
Cadeia do Becife n. \1 e a bordo do Hiate
Flor da Larangeira fundiado na volta do forte
do mallos.
ts&~ Urna propriedade de trras na fregue-
zia da escada com 600 bragas de frente e
C9" Urna parda moga de 18 annos sadia meia legoa de fundo lugar de um engenho
e sem deffeilo era achaque : na ra da Ca-
deia do Recifen. 38.
cj" Linha de novelo grossa a 800 rs. a
libra sapatos para hornera e meninos a 610
o par panno da costa muito largo a 400 rs
o covado: na ra do Queimado D. 15 loja de
Carioca & S Ue.
C5" 5 bonitos moloques de 14 a 16 anuos;
ura prelo de todo o servigo por 550,) 5 duas
pretas sabendo mu bem engommar e co-
zinhar ; urna dita lavadeira de sabo e varre-
la ; uraauita ptima quitandeira ; urna ele-
gante mulata de 20 a 22 annos, perfeita
costureira engomraadeira, e capaz de di-
rigir urna casa : na ra do Fogo ao p do Ro-
zario D. 23.
iy Um negro de 26 a 50 annos, quega-
nha6O por dia, ao comprador se dir o mo-
tivo: na ra do nicho da Penha casa D. 6;
assini como urna carroga sem boi.
VT Vende-se ou troca-se por predios nes-
la praga, o sitio denominado Cassole, que
extrema com 05 engenho Uxoa, Giqui c rio
d'agoa Curiada muito bom e muilo boas
Ierras : a tratar no engenho Bello Monte ua
mesma freguesia ou no Rectfe na ra da
Cadeia D. 40.
~ESCRAVOS FGIDOS.
tEF" No dia 17 do corrente fugio'do abaixo
assignado um negro de nago cabinda, de
meia idade, chama-se Matheus seco altura
regular pernas finas levou carniza e se-
loura de algodozinho levou tambera urna
rede com urna bata encarnada tem urna
orelha furada noticias que o mesmo acha-
se nos Affogados, em caza de urna certa
sra. que o apoia e por isso o abaixo assigna-
da protesta procuraros dircitos que Ihe con-
cede a Lei, para tirar o seu escravo e isto
nestes dias se elle nao vier para caza : por
tanto roga ao mesmo tempo aos capiles que
o vireni do o pegar e conduzi lo a ra das a
goas verdes D. 12 que ser bem reconpenga"
do. Francisco Joze Duarto.
pouca vista peritas meia zambas e mul-
to regrista: consta achar-so aqu mesmo
dentro d-t cidade. Quem o pegar lee-0
ra nova armazem D. i4 onde se dir quem
he cu ?enhor e ue pagaiiu a* dispezas.
ssr'F'igio no dia 29 de setembro do an-
no de 1841 urna escrava ciioola de nome
Maigarida com idade de ai a i\ annos ,
bem conhecida rusia praga por andar ven-
deudo fazenda a qual tem os seguintes sig-
naes altuia regular cor lula lem falta de
denles na lente quando se ri franze a cara
toda, tem os pi. apalhetados, peinas finas
levou vestido saia preta, t pao preto, cons-
t.< que ella auda niesino nesta praca pois j
tem sido eiu'oiitrada por varias yetes, e as-
.-ini roga-,-e a qualquer pessoa particular,
ou capito de ampo que a prender leval-a
na ra do Tiapixe venda de Jos Verinimo
da Rocha que gratificar com 5o,ooo.
es* Urna escrava por nome Joanna repre-
senta ter de idade 48 annos cor fula denles
podres e lalta a diente, eitatura alta, per-
nas g re s-as parecem enchadas, ps muito
grande, foi eslida com um cd>ec) de
cassa saia de metim preto, t lie sema-
nas que est fgida tas urna carta violante
e triz um Pan lingindo andar negociando;
quem a aprehender leve-a ra das cruzes
na quina que vira para o] beco, que sei
recompensado ; lar. dois dias que ibi vista
no caminbo dos remedie s.
MOV MENT, DO P,0RT0.
NAVIO ENTRADO NO DIA 28.
Montevideo 63 dias Brigue Hespanhol Ce-
res de 124 tonel., Cap. Gabriel Pl, equip-
10 carga carne secca : a Joo Pinto de
Lemos & Filho.
SAHIDOS NO MESMO DIA
Montevideo-, Brigue Oriental Pampeiro Cap.
Joze Buzzo carga assucar.
Canal Rarca ngleza Lady Mary Cap. E.
Tomkins, carga assucar.
Pesca ; Barca Americana Athalia Cap. Bar-
tlettslayheu carga a mesma que trouxe.
RECJFfi NA TVP. DE M. F. DE V, = 18*-

**.


Full Text
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