Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04640


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Full Text
Auno de 1842* Quarta Feira 27 de
Tuilo agora depende e nos aiesmoa ; di om prudencia, moderaco, eenerga con-
< i nurmos como principiamos, eseremos iponlados com admiracio entre as Maces maia
<-ulia. (Proclamacao da Assembla Ceral do irasil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Coianna, Farailia, ..Rin grande do Norte, na segunda eaexta feirf.
Bonito e Gar'anhuns,, a O 24.
<:.ibn, Serinhaem, Rio Pernoto, Porto Calvo, MaceiA, e Alagoas no 1 fl, e 21.
Paje 13. Sanio Ani), quinta feira. Olinda lodos os ilm.
DAS da semana.
25 Sep. a. Marcosltanselisla. Chine. Aud. doJ. de D. da 2. t.
2G Tere. s. Pedro de Rale. Re. Aud. do juide Direiloda 1, rara.
27 Ouart. a. Tertuliano II Chae. Aud. do J. de D. da3. r.
2.S Qaia S. Vii.l M. Aud. do J dtU.dit.r. *
2 Sext. S. Fedro M. C* na fregueiia de s. Pedro W) Aud, do J, de D. da \, T.
Ji) Sab. S. Calliarina de Sena. Aud. do J. de D. da 3! Y.
i De Maio. Uoni. A Maternidade de N. Sra. s. Felippe, es. Tiago Ap.
Abril.
Auno XV111. N. >3
O Diario publicase todoaosdias que nao fore m Santificados: o areoo na aaaiai
detresmil res por quartel papos adamelos. Os nnuncios dos aasun'anM lio i na
gratis, eos dos,(ue o n.m lorem A rai.io de 80 reis por linl.a. As lecUmacoei dte
diriuidaaacitaTypogrfiarua das Cruies T). 3, o praca dalndcpeadeneialoia delitro
Nmeros 37 e 38.
tura Iw'
ridod
ni ser
Cambio sobre Londres 28 d. p. i!',
a Paria 320raia p. franco.
.. .isboa SO a N.i p. |||(| de pr,
Ocro- Moeda de 6,400 V. 46,000
a N. 14,400
> de 4,000 8,200
Pbata Paracoes i ,flS0
CAMBIOS o du 20 dr,Abril.
!'i;ii Petos Columnares 1 r.sil
Mexicanos 1 .lisii
" miurla 4,440 a 1,460
Moeda (Ve cobre 3 por 400 de diaconto.
Diiconlude billi. da Aiandea 1 por 409
ao mei.
dem de letras de boas firmas 1 e a 1 e |.
Preamar do da 27 de J/>r!.
4. a 6 horas e 0 m. da raanb.1.
2. a C boras e :u n, da tarde.
Ouart. ming. a 2
I.ua Nova a 40
PHSE DA LA NO MKZ DE ABRIL.
--a Aorase 14 m. da tarde.
as S lloras e 13 m. da larde.
manh.
Quart. i-reac. alS-- ka. 4 luirs e 44 m da manh.
La clieia I 24 I 9 horas a 8 m. da larde.
PARTE OFFICIAL.
QOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 21 DO C0RRE.NTE.
Oflicio Ao Commaiidantc Superior da
guarda nacional d'eate Municidio, di/.endo,que
constando das informages dadas pelo Prefei-
to da Comarca e Vigarios dos districtos dos
esquadroes de cavalluria da guarda nacional
de olindu e do recife as quaes Ihe devolve,
que o guarda Caetano Mara Bessone he domi-
ciliario da freguezia do poco municipio de
olinda pode mandar cumprir a ordem d'a-
quelle commando superior respeito de sua
mudauga para o esquadro de olinda sobre
aqnal representou o commandante do esqua-
dro do recife.
Dito Ao Inspector do Arsenal de Man-
nha, intelligenciando-o de que pelo comman-
danto interino do 5. batalho d'artilheria se-
ro postos sua disposgo os medicamentos ,
ulensis e dietas que sobrarao da ambulan-
cia condusida para a i 1 lia de Fernando pelo
cirurgio d'exercito Antonio Rodrigues dos
Anjos aos quaes far dar o destino que mais
conveniente for aos interesa s da fazeida
publica.
Dito Ao commandante das armas com-
municando a expedico da orpem supra e
dizendo que ordene ao Commandante inte-
rino do 3. ImliilliMi) d'urtilhcrin mtregueti dis-
posigo do inspector do arsenal de marinha os
medicamentos, utensis e dietas mencionadas
noofficio antecedente.
Dito A' admimstrac/io dos estabclecimen-
tos de Caridade dizendo queiro informar
com urgencia si he possivel mandar receber
no Hospital de caridade im de ser n'elle
tractado mediante o quantitativo de 240 rs.
diarios, que pelo Arsenal de guerra vence o
educando do mesmo arsenal Joaquim de Pau-
la o qual se aclia doente de bexigas, segun-
Dito A' cmara municipal de Iguaracu ,
communreando ter a Assembla Legislativa
Provincial, depois de ouvir o parecer da Comis-
sao de rendas municipaes approvado assuas
contas relativas aos annos financeiros decorri-
dos de 1858 a 1841,e declaiando-llie,que, nao
tendo ella apresonlado o bataneo, e ornamen-
to do anno de 1810 1841 escriplurados e
devidamente organisados, confrmeos mode-
los annexos a lei provincial n. 79 de 4 de
maio de 1839 como reconheceo a referida
commissao e fazendo-se por isso dignado
ser multada nos termos do art. 30 da citada
lei, todava ha a Presidencia por bem dispen-
sal-a da mencionada mulla na esperanza de
IFOLEfllTrl-
A1U1HAS POR FORO d'eSPANHA (*).
13713.
VI.
Urna berregan rainha.
O Douro bem carregado e triste A sua
corrente rpida, como que -ngustiada pelosa-
gudos eosearpadosrochedosque a comprimen),
volve aguas lurvas e mal assombradas. as
sua% ribas fragosas raras vezes podis saudar
um sol puro ao romper da alvorada porque
o riocobre-sc durante a noite com o scu manto
denevoas, eatravez desse manto a almos-
phera embatiada fazcahir sobre a vossa cabe-
ra os raios do sol semimortos quasi como
um fro rellexo de la ou como a luz sem
calor de urna tocha distante. L' depois de al-
to da que esse ambiente simbante ao que
que se naja de futuro com mais exaco e
pontualdade no desempenho dos deveres, que
a similhante respeito lhe impe o sobredito
artigo.
Dito Ao Bacharel Manoel Teixeira Pei-
xoto agradecendo-lhe a remessa da estalisea
criminal da comarca do rio-formoso desde 10
de mart}o de 1834 at 26 de Jolho de 18! ,
tempo da sua administrac/io como juiz de
dircito 'aquella comarca e louvando-o pelo
bom desempenho d'aquelle trabalho.
Dito A' Cmara municipal de nazarclh ,
remettendo copia do parecer da commissao de
rendas municipaes dado sobre as contas d'a-
quella cmara relativas ao anuo linanceiro
re 180 1841 o qual foi approvado pela
Assembla Legislativa Provincial ; e ordenan-
do-lhe que le d odevido cumprimento ,
faiendo indemnisar o cofre da municipalidade
dos preiuizos que se lhe causa rao como in-
dica o referido parecer.
Dito A' cmara municipal do pao do -
alho enviando, para sua intllgencia e exe-
cuQo, copiado parecer da commissao de ren-
das municipaes, c ornamentos, approvado pela
Assembla Legi lativa Provincial c dado so-
bre as suas representacjies que lhe forao re-
meltidas por ordem da presidencia em ollicio
de 18 de Abril de 1839.
Dito A' cmara municipal do rio-formoso,
transmittindo para que lhe d a devida exe-
cuqAo, copia do parecer da commissao respec-
tiva, dado sobre as suas confa do anno linan-
ceiro de ,1839 1840 e approvado pela As-
sembla Legislativa Provincial.
COMMANDO DAS ARMAS.
CONTINL'AQA DO EXPED. DO DA 18 DO CORRENTE.
Ollicio AoExm. Prozidente transmiltin-
do-lhe informado o reqiierimenlo do 2. Sar-
gento Joaquim Manoel Dantas que vindo da
Corto com passagem para a Provincia do Loa-
r pedia transporte no Patacho 4 de Maio
que estava a partir para ali.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. trar.smillin-
do-lhe informado o roquerimento do Sargento
Ajudante Joio Antonio Leitio adido ao Bata-
lho Provizorio, vindo do Maranhao o qual
pedia passagem para a Provincia da Babia, a
que pertence na primeira mongao que se
oferecer.
Dito Ao Exm. Barao de Caxias Com-
mandante das Armas da Corle, aecusando re-
cebido e respondendo o seo officio de 29 de
Marc;o ultimo no qual lhe fcisia constar a sua
nomeac/io para um tal Commando, oflere-
cendo ao mesmo tempo toda a cooperacao em
tudo que podesse resultar beneficio ao S. N.
ito Ao Major Chefe interino do 5. Ba-
(*)Vid.oDarioN.7., 72, tK~7g', 77 79
84,83,80^88. '
rodeava os guerreiros d'Ossiafl, vos desoppri-
me os pulmoes onde mullos vezes tem de-
positado j 05 germens da morte. Enlo, se,
trepando a um pinculo das ribas espraaes
os olhos para a banda do serto l vedes co-
mo urna serpente immonsa ealvacenta que
se enrosca por entre as montanhas, e cujo
col est por baixode vossos ps : o pevoei-
ro que se acama e dissolve sobre as aguas que
o geraram. O horisonte at ahi lurvo li-
mitado indistincto expando-se ao longo ,
contornoa-se dos cimos franjados das monta-
nhas engastados no chao azul dos eus e a
trra a perder de vista parece-vos um mar
de verdura violentamente agitado; porque em
desenliar as paizagens do Domo a natureza
empregou um pincel similhante ao de Miguel
Angelofoj robusta solemne, o profunda.
Como sobre um circulo convertido om nau-
machia o Porto ergue-se em amphiteatro
sobre o esteiro do Douro o reclina-so no
seu leito de granito. Guardador de tres pro-
vincias e tendo as mos as chaves dos ha-
veres dcllas, o scu aspecto severo e altivo ,
talbao da G. N. deste Municipio dizendo-
lhe que em visla do seo ollicio desta dala ,
mandara recolher a prisao o Cadete 4. C. M.
de Saboia pela falta de respeito com que se
portara para com S. S. na tarde do da 17 do
corren le.
Dito Ao Chefe de Polica interino da Pro-
vincia exigindoos esclarecimentos ou in-
formacao que pedir em ollicio do I. deste
ni-z, acerca do procodimonloque tiveraocom
o 2. Tenente Reformado Jos da Trindade
Grvala, os ex-Suh-Prefeito o commissario
do Bairro do llvcifc, na occasio em que pren-
derao ao dilo 2. Teen le.
Dito 'oJuis Muuicpal Suplente da-1.
Vara desta Cidade dizendo-Ihe que licavao
expedidas asordos, para ser appresentado
em Juizo o 2. Tenente Reformado Jos da
Trindade Grvala a fin d'assistir a forma-
cao da culpa, e continuar nos termos do Pro-
ce.-.soal final jiilgamento.
Dito Ao chefe de l'olicia interino re-
motlendo-lhe a ola de urna praca do Batalhq
Provizorio.
Dito Ao Capitflo Commandante da Com-
panhia d'Artiliccs mandando desempediro
soldado Anastacio Guedes Alcanforado visto
j nao ser Guarda Nacional do 2. Batalho,
desde 9 do corrente em que se alistara nal.
linlia estando por isso no seo dircito, o ter-
so feilo no dia 11 communicacjlo ao Com-
mandante Superior da (inania Nacional para
0 mndar eliminar do dito Batalho.
Dito Ao mesmo mandando d'ordem de
S. M. o I. communicada om Aviso da Repar-
tico da Guerra de 22 de Marco ultimo dar
demco aos Soldados Manoel Antonio da Bo-
cha e Joaquim Ricardo da Silva este em
attongo aos servicos elloclivos, que tem pres-
tado na G. N. e aquello por ser subdito de
S. M. Fidelissima.
da 19.
Ollicio Ao Exm. Presidente, significan-
do-lhcque estava no caso de ser posto em l-
brdade o rocruta Ignacio Gomes ex-Solda-
do do Corpo do Polica por ter a presentado
provas que o izempto do recrutamenlo e
procurando sabor se bavia commetlido este
remita algum crimo, que devesse por elle ser
punido.
DitoAo mesmo Exm. Sr., reinviando-
1 lie os papois de contabelidado da Com marca
do Pao d'Alho portencentes ao mez de Mar-
co ultimo, e iiformando-lhe que bom fun-
dada era a duvida a presentada pelo Commis-
saro Fiscal do Ministerio da Guerra para
dcixar de por o corrente; por isso que nos re-
feridos papis se tirava voncimentos paramis
de 20 pragas, que deve de ter o destacamento,
e que para previnir estes inconvenientes seria
i-
talvez miliior aulhonsar o pagamento dos d
tos papos, e tomar-so a respeito a medid*
proposla em oflicio de 13 doste mez.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. communican-
do-lhe a priso do Soldado d'Artices Anto-
nio de Barros Barbosa. effectuada d'ordem da
Commandante do 2. Batalho da G. Y a
pretexto de ser o mesmo soldado guarda ; pe-
dindo a expedico de suas ordena para (no
fosse sollo, e piovidoncias para nao continu-
aren prisOes de scmelhanto naturas* o que
linalmente fosse cstranhado o ollicial Testado
do corpo de Polica que nao tractou com a ci-
vilidade o respeito que devia ao Capilla
Commandante da Compashia d'Artiliccs e
queudo ali Coi com elle en tender-se sobre
priso to referido Soldado.
TIIESOURARIA DA FAZEKDA.
EXPEDIENTE DO DA 13 DO CRREME.
OflicioAo Exm. Sr. Viscondo d'Abr.an-
tea Presiden-to do Tribunal do Tliosouro
Publico Nacional ex pondo que entrando a
Thesouraria em duvida a vista da Lei do 13
de novembro de 1827, cd artigo95da do 24
d'Outubrode 183i; 1. seqialqucr divida, que
deva ser inscripta o deve ser pola totalidade,
quando pertence a diversos hordeiros ^ ou se
se pode fazer inscripcao separada da parte de
cada um delles dando-so-lhes o respectivo
ccmWec'unenlo a pvo>ovi;ao i^viv; su loviu
aiiprosenlando, ombora cada urna destas par-
tes fiquem redusidas a quantia menor do 400o
rcia; e 2. se podendo fazor-so esla divisao ,
sendo a divida da naturesa de que irada a-
quella segunda Lei cachando se que cada
urna das parles lica rodusida a quantia menor
de 4u0.> reis, quando a totalidade ou a som-
ma de todas a exceda devem ou nao oslas
partos seren inscriptas : pedia so dignasse
dar a este respeito os necessarioa esclareci-
mentos.
DitoAo mosnio Exm. Sr. acensando a,
recepc/io da ordem do Tribunal do Thosouro
Publico Nacional de 29 de Mareo prximo lin-
do e bem assim em um caixole lacrado com
as armas do Imperio que conduzio o Com-
mandante da Barca de Vapor Bahiana a quan-
tia de 100:000, reis em notas, a qual vai ser
applicada substituigo das notas de 3 -10
e 20ji rois como a dita ordem determina.
DiloAo mesmo Exm. Sr. dizendo. que
mandando a ordem de Tribunal do Thesou ro
Publico Nacional de 7 de Maree prximo lin-
do por constar por aviso da Secretaria de Es-
lado dos negocios da Marinha que a Thesou-
raria tem deixado do pagar com promptido
a tripulac/io d Brigue Escuna Nictheroy
sendo ja quatro meses o atraso em Janeiro
como o de mordomo de casa abastada. Mas
no o julgueisantes do o traclar familiarmen-
te. Nao f .Qaes cabedal de cerlo modo spero
p rude que lhe havols de notar ; trazei-o
prova e achar-lhc-hes um coraco bom ,
generoso e leal. Rudeza e virtudo sao umi-
tas vezes companheiras ; e entre nos dege-
nerados netos do velho Portugal talvez se-
ja elle quem guarde ainda maior porco da
desbaratada heranca do antigo carador porlu-
guez no que tinha bom que era muito e
no que tinha man que nao passava d'algu-
mas demasas d'orgulhoi
Nos ins do sculo 14. o Porto ia anda lon-
ge da sorte |iic o aguardava. O (crnenlo da
futura grandeza eslava no carcter dos seus
! 811)08 na sua situaco c as mudaiioas po-
iiiioas o industriaos quo depois sobrevierern j
om Portugal. Posto que nobre e lembrado
: como origom do ni.me desta linhagem porto-
iguoza os seus destinos eram humildes com?
! parados Com os da theocratica Braga com os
da eavailoirosa Coimbra com osdeSanta-
rem a cortesa j com os d Evora a romana c
monumental, com os de Lisboa a morcado-
ra guerreira 'e turbulenta. Quem ovis.se
cornado da sua cathedral, semi-arabe gemi-
gothica em vez do alcacer amoiado ; sot-
loposta em voz de torre do menagom aos
dois campanarios lizos quadrangularcs e
macissos, to diirerentes dos campanarios dos
ostrospovoschristos, talvez porque entro
nos os architeclos rabes quizeram deixar as
almdenas das mesquitas estampadas com um
Ferrete da anliga sorvidao na face do templo
dos nazarenos ; quern assim visso o burgo
episcopal Jo Porlo, pcridurado roda da igre-
ja c defendido antes por anathemassacerdo-
tes que por onpenhos de guerra mal pen-
sara que desso burgo submisso nasceria um
empeo de comniercio onde dentro de cinco
secutes mais que em nenbumaoutra pavoa-
oaodo reine, cssaolasso^ enlo frafa c nao
drlinida, a que chamavam burguezes teria
a consciencia da sua forQa e dos seus direitos,
e daria a Portugal cxcmplos de um amor te-
naz d'indepcndencia e de libordade.
A populosa e vasta cidade do Porte que
i


mm
-A.
r
ultimo que a Thesouraria providencie para
que taes pagamentos s fagAo com pontualida-
de todas as vesos que isso se nao opponha
o estado dos cutres : cumpla informar que
at o presente todos os pagamentos de despe-
sas a cargo do Thesouraria lem sempre anda-
do em dia : e que era verdade ter o dito B.
E. sahido da Provincia de Maranho, deven-
do-se a tripulado vencimentos desde Outubro
do anuo passado ; mas que chegando aqu em
7 de I'evcreiro do corrente foi no da I i do
mesmo mez em que pelo Arsenal da Mari-
nha se liquidro as suas contas, paga de lu-
do o (pie se llie devia.
DitoAo mesmo Exm. Sr. com as ternu-
ras viasde 2 letras que nesta data se envia-
ro nos Agentes do Brasil, em Londres.
Dito-Ao mesmo Exm. Sr. remettendo o
Balango explicailo da roceila e dispesa geral,
de marco prximo (indo odas rendasappli-
cadas ao res:;ntedo papel eodo rendimenlo
\[d um por cont do armazenagern add-per-
tencenlo ao mesmo mez.
DitoAo Exm. Sr. Baro Presidente da
Provincia pedindo se dignasso transmittir
ao Tribunal do Thcsouro, os precedentes
(lucios.
DitoAo mesmo Fxm. Sr. rogando se
dignasse enviar Directora do Monte Pi
Geral dos Servidores do Estado a letra de
L3U8,>2I3 reis importanoia das contribui-
rnos arrecadadas por a Thesouraria at es-
ta data.
DitoAo mesmo Exm. Sr. dizendo, que
duvidando o commissario Fiscal do Ministerio
da Guerra por o corrente no Pret do des-
tacamento de Pao do Alho por nelle se con-
templaren! 23 pracas, quando por a The-
souraria constava ser somonte do 20, rdgava se
dignasse communicar se esta alterngAo proce-
da de ordem de S. Ex., o quando esta or-
dem nao existisse o que se devia practicar a
semelliante respeito.
Dito Aos Srs. I. L. Goldsmid, W.-
Thompron i W." King Agentes do Iba
zil em Londres remettondoas I. vias das 2
letras de que Irada o (.lucio cima dirigido ao
Exm. Sr. Yiscondo Presidente do Tribunal
do T. P. N.
PortaraAo Sr. Thesnuroiro da Fazenda
mandando entregara N. O. Bieber&C. pela
cn U vciu bocal a \iiaiitia de
r>L283>7l \ reis correspondente a qnalro mil
libras Sterlinas no Cambio de 28 dinlioiros
slerlinos por mil reis valor das 2 letras,
de que Irada o precedente oflicio.
REPARTICO DA POLICA.
Abril 23 Passou-se Passaporle Ma-
noel Percira de Carvalho Portueuez ,
para Lisboa Boaventura Antonio Maciel,
Drazileiro adoptivo, para o Porto, Jofio
Ferreirada Sdva Pereira Port. para o Por-
to, Manoe! Paulino do Nascimento Port. ,
para o Porto levando em sua companliia
soa mulher c una lilha monor Garr.ia ,
e Sicilia pretos escravos de Manael Gon-
salves Pereira Lima para o Rio de Janeiro ,
Manoel Andre Gomes de Lima Port., para
Lisboa Joze Joaquim Gaspar Porto para
o liode Janeiro, Joanna pela escrava
de Antonio Joze Machado para a Bahia ,
Anna Leonor da Silva Guiuiaraens, Port. ,
para o Porto, levando em sua companhia urna
ilha menor Domingos de Freilas Caslro ,
Port. para o Porto, Thomaz Conston, In-
gle/. para Liwerpool levando em sua com-
panhia sua mulher, e um lilha menor, e
urna creada de nome Maria.
N. 3 Pedro Marques da Silva Ribeiro,
Port, para o Porto.
DIARIO DE PERNAllMJCO.
Temos at hoje guardado silencio cerca
do projecto de stenographia para a publcagAo
dos debates da nossa Assemblea Provincial,
porque tendo esse negocio mui intimo nexo
com a empreza do diario de pernambuco,
pareeia-nos mais delicado nao fallar na ques-
to em quanto se ella nao decidisse definitiva-
mente pela mesma Assemblea. A considera-
gao porem de que se abanJonassemos a causa
em que nos adiamos comprometidos sem ao
menos expormos aos membros da Assemblea
odireito que temos d'esperar, que elles fun-
dem a sua decisfio as pausadas regras da Jus-
tina pode acarretar-nos um remorso a que
devenios e queremos escapar move-nos hoje
a romper o projecto que tnhamos feito de ca-
lar-nos por ora. A causa nAo be exclusiva-
mente nossa ; he antes da provincia inteira ,
que bem nos poderia taxar d'uma criminosa
negligencia se confiassemos o destino do que
nos loca a ondulagAo dos debates queoas-
sumplo provocar sem que os bons desejos
dos Representantes da Provincia fossem devi-
damenle orientados.
Nao nos canearemos em demonstrar a-
qui a utilidade da publicagao stenogrnphioa
doslrabalhos da Assemblea porque nao jul-
gamos isso ponto de controversia : temos a
necessidade como juslilicada e tractaremos
smente o negocio pelo lado da mais prompta
execugAo c seu melhor desempenhe; alvo a
que a Assemblea, sem duvida, lem de
mirar.
O modo porque at aqui lem ido as coisas
para se obterem tachygraphosem nossa Ierra ,
nao" he certamente um meio para que os ve-
nhmos a ter ; e se alguns se appresentarem
por parte d'alguem que nao tenha em son fa-
vor as garantas que por si ollerece a empreza
do diario de pernambuco podemos desde j
vaticinar, com lodos os homens de senso ,
que o contracto ser n<*xcquivol. o trabalho
dos artfices ephmero e todas as condiges
Ilusorias.
Quando o anno pascado a Assemblea Pro-
vincial se lembrou da publicagao stenographi-
ca dos seus Irabalhos nao s a Commissafi
de Polica nnmeada de sen seio para con trac-
tai- com o proprietario deste jornal como s-
le niesmo proprietario, assentaram que man-
dar vir os tachygraphos da corte e appresen-
ta-los em Pernambuco a traballiar era coisa
mui fcil esimples, c que a quantia de 2:000.
ile rs. era nao s mu snflieienle para este en-
cargo mas abrangia algum lucro para o I
contradador. O fado he que a experiencia j
moslrou o contrario, e que mis e outros eram ;
complectos hospedes noassumpt de (pie trac-;
lavara. Na corte, porcxemplo, h mais do I
doze anuos que existem tachygraphos j fei- j
tos, cuma escola que contina a cria-los ;
ha ubi mais de um jornal montado em grande,
com um prelo mechnico e o que mais he ,
com numero de subscriptores que Ibes dao a-1
lento e vida ; h ah mais de 200 composto-
res. e alem de todos esses recursos cada urna ,
das Cmaras Legislativas d 2:000^000 de
rs. e mais pela publicado dos seus Iraba-
lhos em uin mez e ncm exige que a publica-
gao soja integral, nem uod.< immedialo ao
dos debates. Na provincia de Pernambuco
porem nao h um aprendiz de tachygrapho ,
um s jornal existe o diario montado, he
verdade muilo alem do que as forcas da
provincia peimiltem. porem em ponto que
nao pode sofrercomparngAo.com os da corte ;
os subscriptores do diario alem d'andarem por
menos do terco do numero (pie conla o jor-
nal do Commcrcio, c o prego da subscripgo
por pouco mais d'ametade nem assim sao
animadores...; entre 20 a 50 composi-
tores que a provincia conta, 10 smenle pode-
ro merecer o nome de ofliciaes ; e depois de
todas estas deficiencias a Assemblea marca
ametade da retribuigao que na corte se da ,
exige que se publiquem os seus Irabalhos in-
tegralmente no da inmediato ao de cada ses-
sAo e tudo sob a enorme responsablidade de
500^000 rs. de multa por cada falta que baja
nossa- incompatives o nexequiveis condi-
ccs Qucrermos imitar tudo quanto a corte
tem faz sem lhe prmos os mebs e sem
nos prmos a ns em circunstancias idnticas,
he com effeito urna com pcela e ridicula
burla.
Nao obstante apparece em campo um no-,
vo concorrente que nao s acceiU as condi-
goes do contracto, mas parece que anda as
melhora em favor da Asssemblen pois que se
sugoita exorbilante mulla de 600j rs. por
cada falta, em lugar dosoOOj doprimeno
estipula.Inr !
Esta sugeigo smente da elevagAo da mul-
ta ao duplo sem ao menos a probabilidado
moral do cumplimento dascondicoes, sera
bastante por si s para por em dosconlianga o
animo dos Representantes da Provincia ; po-
rem a especie de mystiliragAo que em casos si-
milhatites costuma por em obra o chime ou a
invoja, fascina sempre de tal sorte osespirilos
| desprevenidos c consciencosos que os arras-
! la como coisa certa a todas as phantasmaso-
ras da crodulidade : he una ptica calcu-
lada pelos inleresses da insidia. Mas a As-
semblea Provincial a descobrir fcilmente :
ella tem d'um lado a empreza do diario de
pernambuco com toda a responsablidade que
nella peza, c com esses poneos mi mu i los ser-
vigos que at aqui h prestado ; do outro
tem o proprietario da Typographia Imparcial,
com os seus bons desejos o o sen nome.
Porem logo que so appresentam doiscon-
correnles em campo ( dir alguem), lie claro
que a especulagAo ofierece vanlagens a am-
bos. Provaremos juntamente o contrario.,
e que se ella fosee adjudicada ao segundo con-
corrente, nada menos faria a Assemblea que
alimentar paixoes momentneas, em seu
proprio e demonstrado prejuizo.
Muito antiga he a guerra que a cubica faz
ao ni \iio be rCBWAMimco pnm q\io ntnfraem
ponha em duvida a sua existencia ; e posto
que todos os seus guerreadores bajam cado
successivamenlo, o mau resultado de uns
nem por isso tem desanimado o esforgo dos
outros ; e alguem h ahi que est persuadido
que publicando os Irabalhos da Assemblea tem
s com isso posto em p um jornal como o
diario: eis ahi a origen) da competencia, Mas
se ns quisessemos langar mAo d'um argu-
mento d'nnalogia, era-nos fcil mostrar aqu
que, quando as Cmaras Legislativas no Rio
(ie Janeiro se desenganarnm de que a contri-
buigao dos compradores dos seus jomaos pri-
vativos nem para a quarta parte das pespezas
rendiam assentaram de procurar para essa
publicagao os jomaos mais lidos da corte; e
boje mesmo quandn se Irada d admittir
um empresario, nao fien em esquecimonlo
essa circunstancia, como acconteceu o anuo
passado na Cmara dos Senadores onde sem
duvida pela permanencia de seus membros ,
existe maii pralica do negocio em questao.
Nao he porem nosso intento servir-nos da pa-
rdade como principal arma de combate :
deixemos cada um com o seu calculo e con-
tentemo-nos de mostrar que he smente para
empecer, quando outra coisa se nAo possa al-
cangar quesefazem novosoirerecimenlos
hoje se estende por mais de urna legua desde
o Seminario al alem de Mragaia ou antes
al a F'oz pela margem dimita do rio entra-
nbando-seamplamentepara q berilo, mos-
travaainda nos fins do seculo 14. os elemen-
tos distincin de que se compoz. Ao oriente
o burgo do hispo ediicndo pelo pendor do
monte da s, vinha morrer as hortas que
cubriam todo o valle hoje esto langadas a pra-
ga de D. Pedro e as ras das Flores e de S.
Joo e que o separavam dos mosteiros deS.
Domingos e de S. Francisco. Do poente a
jiovoagAo de Miragaia assenlada ao redor da
ermida de S. Pedro, irepava j para o lado
do Olival, e vinha en testar pelo norte com o
couto deCedofeila e pelo oriente com a vil-
la ou burgo episcopal. A i',rojao munici-
pioe a monarchia entre esses limites pele-
jaraui por seculos suas batalhas de predomi-
nio aloque triumphou a cora. F.ntAo a li-
nhaque divida as tres povoages desappa-
receu rpidamente debaixo dos fundamentos
dos templos e dos palacios. O Porto consti-
luiu-se a.exemplo da unidademonarchica.
Era neste burgo ecclesiaslico, nesla cdade
nascenta qu por um formoso dia de Janei-
ro da era de Cesar de lilO ( 1372 ) se viam
varridas e cuberas d'espadanas e flores as es-
treitas e tortuosas ras que pela encosta do
monte guavam ao burgo primitivo fundado
ou restaurado pelos gaseos se no menlem
memorias remotas ( i ). Na ra do Soutoj
assim chamada talvez pela visinhanea de al-
gum bosque que de castanheiros ( 2 ) como
principal entrada da povoago andavam as
(langas judengas e folias mouriscas com mu-
s/as e trbelhos ou jogos por entre o pov
vestido de fes la oque era indicio evidente
( i ) Conde D. Pedro tit. dos Viegas.
Cunha Cal. do Bispos do Porto part. 1.
pag. 13.
( 2 ) Efizeram mu apressa hfla grande
praga ante S. Domingos e a ra do Souto ,
queeraentom todo ortas. F. Lopes,- Chr.
deD. Joaoi. P. 2. c. )6.-Isto era poucos
anuos depois da epocha de que vamos fal-
lando, i
deque se esperava elrei cuja viuda a qual-
quer povoagao'era o nico molivo legal para
fazerdangar e foliar judeus e mouros que de
cerlo nAo folgavam com esles forgados e dis-
pendiosos signaos do contenlamcnlo publico.
Com effeito urna numerosa e esplendida ca-
valgada vinha da banda do bailiado de Lega.
Elrei D. Fernando ajunctra em Santaremos
seus ricos-homens c consclhciros : amestra-
do por Leonor Telles na arte de4issimular ,
recebera com todas as mostras de boa-vonta-
dc o infante D. Diniz e Diogo Lopes Pacheco,
ao qual para maior disfarcenao oscacera mer-
cs( 5 ). Depois em folgarc e cagadas vaguea-
ra pelo reino com D. Leonor al que em Eixo
fi/era um como manifest da resolugAo que
tornara de a rece be r por mulher o que neste
dia cumprira na antiga igreja daquella cele-
( 5 ) A23deSctembrode 1371, em San-
tarem ", fez elrei merc a Diogo Lopes Pache-
co da Ierra de Trancozo para que a haja c te-
nha em pagamento da sua quantia. Rpgisto
d'elrei D. Fernando L. i. f. 81.
Assemblea da Provincia, com augmente de
multas descommunaes e provavelmente,
com a conviego intima do que o negocio lio
todo prejudicial para o segundo concorrente
que se poz em campo. Dissemos cima sob
que auspicios elles se appresetaram ambos :-
demoiistremo-lo.
0 proprietario desta folha tem una typo-
graphia complectamente montada, com qua-
tro prelos ordinarios cada um dos quaes re-
cebe duas paginas do diario c outro prelo de
movimento de rotago chamado mechanico :
mais de mil exemplares da sua folha sao m-
pressos e deslribuidos diariamente ( anda
mal. que nem todos sao pagos ) e esta mes-
ma folha, que temdesoito annos d'existen-
eia he a que tem licado com vida e sabido
vencedora do meio de seis campanhas atu-
radas e teimosas que o despeito lhe h sus-
citado. O segundo concorrente tem urna ty-
pographia que ser da melade da forga da
nossa, nao tem eslabelecido jornal algum
proprio; smente tem promettido um h
largo tempo, que nao acaba d'apparecer ; o
os 2:000,)000 rs. que a Assemblea consignou
para a empreza seriam se elle a lomasse ,
destinados para o cosleio desse jornal pro-
mettido ; de tal arte que os Irabalhos da
Assemblea da Provincia he que lhe viriam dar
nascimento e voga Quem como ns se acha
iniciado em todos os mysteris d'um jornal,
acha muila graga em similhanle coisa e bem
pode calcular ao justo a duragao d'Q tal mete-
oro. A olficina do diario de pernambuco
lem sempre feito mui grandes despezas, e
contina a faze-las ; c lodos convir em
que, um acrescimo de prejuizo por espago do
dois mozos no anuo lhe nao jiodesermu sen-
sivel, porque he compensado com o lucro do
outros e muitos trabalhos da olficina. A ty-
pographia Imparcial porem muilo mais mo-
derna muito inferior em forga e com mui-
to menos que fazer no poderia supportar
por ora um prejuizo de algum vulto ,, sem se
ver ameagada d'uma anniquilagao imminente.
0 mesmo nosso honrado companheiro na con-
coi roncia nad ousar contestar as verdades
que aqui publicamos ; e bastara o que fica
dito para o nosso hlenlo. Convem todas ia
que anda so fagam mais algumas retlexoes.
O primeiro concorrente havia feito um con-
tracto com a Assemblea Provincial o anuo pas-
sado para a publicagao de que se tracta o
qual, por crcumstancas inesperadas e que
ahi nao estavam prevenidas veio a nAo ser
cumprido : (l)a Assemblea com toda a jus-
tiga relevou o contraclanle da multa enorme ,
a que s por inexperiencia se havia sugeitadoj
(I) Dous foraos tac!iygraphosdo Rio de
Janeiro convidados para tomar os debates da
presente sessao : o L havia exigido 400j rs.
por mez passagens pagas a elle e a um aju-
danle ; mas nao estando a sua proposta com
a clareza necessaria quando se tratou de es-
tipular as convngaos definitivamente e dar
ao tracto as explicuges convenientes decla-
ren que elle com o seu ajudante nunca po-
doria dar os trabalhos da Assemblea por in-
tegra e muilo menos no dia immediato ,
que o seu ajudante seria pago pelocontrac-
lador e deste modo nao poda convir, ex-
cepto si se lhe desse um companheiro. O se-
gundo sijeilava-se a dar a integra dos deba-
tes na esporanga porem de se obter da As-
semblea que relevasse a clausula de ser a pu-
blicagao fe i la no dia immediato ; quera para
s e o seu ajudante 1 :200rf pela sessAo oque
com passagens- montara 1:760, ficando
240j000 rs. para todas as mais despezas ine-
vitaveis.
bi-e commenda dos Hospitalarios. Era pois pa-
ra celebrar este matrimonio adultero agou-
rado pelas maldiges populares que o his-
po 1). Alfonso menos escrupuloso que o po-
vode Lisboa acerca de adulterios vesta de
festa o seu mui cannico burgo (4).
A cavalgada que se vira descer ao longo do
valle j atravessava o rio da villa pela pon-
( A ) Este bispo D. Affonsoera anda o
mesmo a quorq elrei D. Pedro dizeiri qui-
zera ncoutar por sua propria mo em conse-
quencia de olle haver commel'.ido adulterio
com a mulher de um honrado cidadAo his-
toria iniudamenlc narrada por Fernao Lopes
na Chronica daquelle rei e que ns nAo sa-
bemos dizer at que ponto seja verdadeira.
D. Redrigo da Cunha suppe que o bspo ,
corrido desta aventura escandalosa nAo pelo
delicio, trivialississmo no clero daquelle tem-
po mas pelo ameagado castigo cousa inau-
dita antes e depois deD. Pedro, subir do
bispado e nunca mais vollra ao Porto .pos-
to que anda yiYesse pelo menos at maio de


I

*
mas o contractantc eslava disposto a resignar,
se e contava para o auno prximo remover
comtempo os obstculos, levando execu-
cao o que eslava estipulado. O segundo con-
currente veio, o offereceu-sc por aquellas
mesmascondiges a fazer a publicado dos tra-
balhos no vindouro elevando porem as mul-
tas como j dissemos em favor da casa 5
mas sendo a este respeito ouvido o segundo ,
declarou este que so sugeitaria lambemal-
terago das multas, mascn outraaiterago,
(2), e reclamando a preferencia, em attengo
aos servidos por elle prestados Assembla ;
e afinal para arredar todos os embaragos ,
offereceu-se a publicar no dia immediato de
cada sesso todos os trabalhos e debates da
Assembla que Ihe fossem en'regues decifra-
dos no dia antecedente-, at s 6 horas da tar-
de gratuitamente deixa.ndo a cargo da
Assembla o fazer contractar os tachygraphos
e mais agentes necessarios para tomarem os
debates. Decida agora a imparcialdade se
podia haver ollera mais vantajoza para a As-
sembla.
Mas nem os servidos do proprietario dcsta
folha nem as vantagens do seu offerecimen-
lo foram at agora atteudidos porque o ne-
gocio nem ao menos ainda foi examinado.
Parece que todo o empenho da parte d'alguem
he que a deciso da Assembla seja em favor
do segundo coneorrente tenha ou nao tenha
elle menos garantas que o primeiro e sejam
ou nao desconhecidos todos os dita mes da jus-
tiga.
Ora, todos os argumentos que at boje se
tem feito aparecer contra o primeiro concor-
rento reduzem-se a tres : ser o diario de
pernambuco (illicial nao haver publicado es-
te a :i no os debates da Assembla, por insi-
nuadlo do Governo da Provincia -"-"querer
ainda palear este negocio ; para fazer o mes-
nio na prxima sesso. Em favor do segun-
do coneorrente allegou-se que o homein quer
estabelecer utn jornal. Sobre esta allegaco
Hada lie preciso dizer : quanto aos captulos
Nao obstante isto mandou-se fixar o con-
tracto correndo todos os riscos ; mas o ho-
Hiem ou reeeioso de nao poder desempenbar
o seu tracto, ou julgando-se ainda mal re-
compensado no momento em que ja nAo ha-
via tempo a perder pedio urna explicago ,
a que o procurador do empresario nao" podia
dar solugAO e ficou deste modo desmantelado
tudo quanto se havia arranjado eo empre-
sario inhabilitado de cumprir o tracto que ce-
lebrara com a Illustrissima Commisso de Po-
lica. Temos em nosso poder os documentos
comprobatorios do que levamos dito e al-
guns Snrs. Deputados j tivera em suas mos
parte delles. Por tanto nao foi o empresario
que recuou no seu oTereciment pela perspec-
tiva de una perda infallivel, nem taO pouco
por insinuaces que nunca existiram.
(2) A alteragao proposta na clausula de
serem os trabalhos publicados no dia inme-
diato ao da sessao. os chamamos a altengAo
da nossa Assembla para os jornaes da Corte :
alli o anno passado, para nao irmos mais lon-
g, nem o Jornal do Commercio nem o Des-
pertador publicava por inteiro os debates da
Assembla Geral no da iuimediato ao da ses-
sao ; e ainda este anno o Diario do Rio de
Janeiro publicando os trabalhos da Assembla
Provincial respectiva o nao fez sinode urna
parte cousa a que tambem se sujeita a em-
presa do diario de pernambuco. Parece que
isto basta para convencer. que essa clausula
lie inexequivel c que ninguem jJe boa f se
)a de sujeitar ella.
te do Souto ( 5 ) e encaminhava-se para uma
antiga porta da povoaco primitiva porta
conhecida ainda boje, como ento pelo
1372 i como se v do calalago chronologico
dos bispos portuguezes pelo sabio J. P. Ri-
beiro. Estaopinio que assenta n'um ar-
gumento negativoa falta de noticias desse
prelado nos documentos ; consultados por
D. Rodrigo da Cunha posteriores aos in-
minentes agoutes desmentida pelo teste-
munho de Ferno Lopes, no cap. 59 da chro-
nica de Fernando que faz presente D. Af-
fonsorenovagAodaspazes d'Alcoutim ju-
rada no Porto em 1 371. E' por isto que a-
pesar de Cunha, nos pareceu natural fazer
abengoarpor um bispo, que se pinta como
manchado d'adulterio um casamento adul-
tero.
( o ) Sobre esta antiga topographia ve-
jam-seas inquirigrtes dos annos de 1238 e
138 as Memorias das Inquirieres pag. 43
nota 2, c Dissert. Chr. e Crit. lom. 5. d
292 e sogg, V'
que contra nos se nstauram duas palavras
somente serao bastantes para os dissipar.
Que importa por ventura que o diario de
pernambuco seja olicial ? Implicar isso por
acaso que os trabalhos da Assembla se pu-
bliquen) prompta e talmente ? Ou quero -
ria alguem que esta commissAo fosse antes
desempenhada por algum jornal que devesse
apparecer entre nos com as doutrinas e boa
lingoagem do Maiorista e constitucio-
nal do Rio ? Ou nos temos boa f, ou
deshonra : escolham os nossos adversarios :
boa fe, nada h a recea ; se deshonra ah
est a Assembla com o remedio em sua mo,
para cada desvio que a publicaco ostente.
Mas cabe aqui agora aproveitar o exemplo
d'uma grande nago em caso similhante para
mostrarmos que nilo h o menor risco em se
encarregar da publicidade de trabalhos parla-
mentares a folhas oflTiciaes. Os exemplo* po-
dem mais que tudo. Ojiando em 1854 por
um transtorno ou desordem que ainda boje
nao podemos explicar na ollicina privativa
da cmara dos t-ommOs, em Londres, licou
interrumpida por tres ou quatro diasaseria
Jos trabalhos da caza o Sun que era
ento um dos jornaes mais lories da po-
cha apressou-se logo no dia immediato a to-
mar sobre si a larefastenographica da cmara-,
e desde esse instante nAo bouve uma s pes-
soa que o nao reconhecesse nesta parle com
carcter popular : ainda at boje ninguem se
alreveu a contestar a escrupulosa exactido e
regularidade do Sun no desempenho de
similhante trabalho que durou por milito
tempo. Que receio haveria cois que accon-
tecosse o contrario em Pernambuco?
Resta-nos apenas dizer mu pouea coisa a
respeito dos servigos do proprietario desta fo-
Iha feitos Assembla ou antes Provincia,
em que-temos fallado por vezes 5 e seo faze-
mos he com bem repugnancia mas somente
para que nao parega allcgago infundada: fal-
laremos nicamente dos servigos materiaes.
A nossa primeira Assembla installou-se em
1853 e desde o de 1850 at o de 41 tem o
proprietario desta folha publicado nella "gra-
tuitamente as actas dos seus trabalhos e
impresso da mesma forma todos os projectos ,
pareceres e mais actos olliciaes que nao ex-
cedem d'uma pagina e que nunca sao menos
de 20 por sesso. Tem alem disso forne-
cido sempre a pedido da Assembla 3ti n-
meros o diario tamhem gratuitamente e
ludo islo calculado bem por baixo montara a
uns quatro mil cruzados. Se parece pouco ,
anles pouco do que nada.
Eis-ahi quanlo nos pareceu necessario dizer
a respeito de urna materia que vai bem cedo
ser debatida em 3. e ultima diseusso na nos
sa Assembla Provincial. Dcviamos una ex
posigao similhante mesma Assembla para
a esclarecer ao Publico para o tirar da an-
xiedade que h das tem manifestado ea
nossa propria consciencia para a tranquilisar.
A dignidade da Assembla est eomprometti-
da nesta questo : ella a decidir com a justi-
ga que convem aos escolliidos da Provincia, c
nos nao duvidamos d;; que o anno prximo
venhmosa teriima publicago stenographica
e regular dos trabalhos da nossa tribuna.
COM MU NIC A DO.
A 21 do corrente destribuioo Majordemit-
tido Florencio Jos Carneiro Monteiro una
Exposigo do Fado e Direilo que deu lugar
sua demissAo Nella pretenden mais o no-
vo Aristides alardear de proprietario indepen-
dente e do mais prestante e obediente servi-
dor do Estado na Guarda Nacional do que
demonstrar o facto o direito de sua demisso.
Quanto ao facto esqueceo-lhe confessar que
Joo Carrol Jnior foi sempre considerado ci-
dado ingloz. Sendo fillio de un Inglez e
nascendo no Rrasil tinha o dito Carrol a esco-
Iha de deixar de ser cidado brasileir, logo
que declarasse querer gosardos direitos de ci-
dado inglez que Ihe competiam pela sua fi-
liagao, e perder por este facios on use rega-
bas do cidado Brasileir. Elle assim o fez -
presentando-se na Polica em 16 d'Agoslode
1839 como cidado inglez com attestado. do
respectivo Cnsul depois qjio se reoolheu
d'Inglaterra esta cdade em 7 de Novembr
de 1834. Sendo preso ordem do Comman-
dantodo Esquadro de cavallaria deu parle
ao seu Cnsul, e este requisito a sua soltu-
ra ao Exn Snr. Presidente da provincia ,
que era obrigado satisfazer esta requisigo
sem a menor demora vista a p'rov.i de estar
preso como guarda nacional um subdito es-
trangeiro. A falta de respeito, subrdinaco
e obediencia provou a mesma exposigo com
os dous ollicios em que o Major demittido
resiste ao cumprimento da ordem que Ihe
foi expedida ealcunhao Exm. Presidente
de violador da lei e da marcha regular do ser-
vigo e de introductor da insabordinago nos
corpos da Guarda Nacional ; o que lornava
desnecessaria a pontuagAosarcastica, que com
o demittido aggravou a ihtengo criminosa de
suas proposigoes contra a primeira authorida-
de da provincia a quem era subordinado.
Vamos ao Direito. Ja dissemos que J0A0
Carrol Jnior era livre escolher que paizque-
ria servir e que tendo optado a Inglaterra ,
quando alli foi, perded os direilos e os encar-
gos de cidado brasileir. A mesma Consti-
tuigao do Brasil nisto expressa tirando o
direilo de. cidado ao Brasileir que se natura-
liza em paiz estrangeiio. Este igual ao que
fez Joo Carrol Jnior.
Que o Exm. Presidente podia mandar sol-
tar o estrangeiro preso no Corpo de Polica
sem fazer passar a ordem pelos tramitas ordi-
narios prova-se com os mesmos arligos do
Decreto de 5 de Julho de 185 citados na
exposigo, os quaes declaram queem ca-
so urgente as proprias aiilhoridades civs pre-
tiram essa ordem quanlo mais a primeira au-
llioridadc da provincia que deve ser obede-
cida por todos que nella residem principal-
mente pelos empregados em commandos dos
corpos-ou pusios militares.
Dizemos que nao s podia mas devia fa-
zer soltar sem as demoras ordinarias um es-
trangeiro preso porque o Presidente da Pro-
vincia e nao os chefesdos corpos da Guarda
Nacional, quem responde pelas queixas ,
que os representantes dos interesses de paizes
estrangeiros lizerem s suas Nages 011 ao
Governo Geral por oaasio de ollensas prati-
cadas as Provincias. Nao admira que duvi-
de da legilimidade do Cnsul Inglez para
requerer lias provincias pelos subditos do
seu paiz quem quer negar ao Presidente o
direilo de superior inspecgo e mando n
Guarda Nacional, fasendo delle queixas ao
Comniandanle Superior.
regra geral que tem o poder do demil-
tirquem exerce o direito de nomear quaN
quer empregado si a lei o nao prohibo ;
assim vemos disporo artigo 59 da lei de 18 de
Agosto de 1851. Esta lei deu ao Govarno a
nomeagao e demissfioarbitrariadosOlliciaes de
Legioe ao povo o direito de nomear os Olli-
ciaes de Balalho,e deosdemitlir no fim de 4
annos pelo fado de nao seren reeleilos. Pas
sando esta nomeagao para os Presidentes ,
nao podia deixar de ser conforme o systema
da le da Guarda Nacional deoiarado no artigo
59. Quando tal se nao cjuizesse.admittir a o
menos lindo o quatriennio acabado eslava o
direito do Olicial, que por tollcraHcia ou pre-
cario consentimento do Governo fosse conti-
nuando at ser dispensado do posto, eoutro
nomeadoem seu lugar. Eisoque aconteceu
ao e'x-commandante do esquadro de cavalla-
ria que sopitava todos os deveres e at as
corisideragoes de amizade para resistir ou 1-
ludir a execugo de todas as ordens superio-
res, com o fim do perseguir todos os que per-
dendesse tornar seus subordinados qualifi-
cando ape/jw Ihe constaba existir qualquer
individuo em se lembrar da lei d Guarda
Nacional que manda qualificar em Janeiro
de cada m annol.
Os argumentos tirados das leis provinciaes
de 1838 c 1859 authorisam igualmente a de-
missAo, .porque ellas se referem sempre d demis-
so duda pelo Governo, e fallan! da demisso
do posto. pois inqueslionavel que o Exm.
Presidente d Provincia podia mandar soltar
o subdito inglez preso iHegalmente pelo ex-
comniandanto do esquadro de cavallaria o
que devia fa/e-|o sema menor demora para
satisfazer justa requisigo do Cnsul de urna
NagAoamigi. E' tambem certo que as re-
petidas resistencias di dito cx-commandant:
ordens que trata va m de desligar os alis-
tados Guardas 011 ellas manaSscm dos Pre-
feitos ouda primeira authoridade d provin-
cia ou do Commandante Superior exigiam
um acto de energa r!a parte de S. Ex. dis-
pensando do posto quem S podia occupa-lo ,
em quanlo ao Governo parecesse conveniente.
E todos sabem que o Exm. BarAo da Boa-
vista tem sido louvado por osla resolurao ,
que mais uma prova da firmeza com que so
dirige nicamente pelo bem publico em sua"
abengoada administrago.
nome de Vandoma. Ao lado direito d'elre1
ia D. Leonor a rainha de Portugal : -7- elle
montado em um cavado possante ; ela em
um palafrem branco levado de rede desde a
entrada da ponte pelo infante D. Joo, que
familiarmente fallava e ria com a formosa ca-
valleira. Da banda esquerda o bispo D. Af-
fonso Curvado e enfraquecido pela velhicc ,
oscillava e fazia cortezias involuntarias a cada
passada da munsissim e veneranda mua e-
piscodal. Junto ao velho prelado o infante
D. Diniz cominhava em silencio c no as-
pecto melancholico do mancebo se divisdva
que uma profunda tristeza Ihe consuma o
coragAo, vendo-se como atado ao carro triirm-
phal da mulher que pouco a pouco se conver-
tera em sua rreconcliavel inimiga. Apoz
estas prncipaes persotiagena va-se urna gran-
de multido de cavalleiros, clrigos corte-
sos, conselheiros juizes do corte compa-
nhia esplendida por entre a qual brilhava
ouiiro, a prata e as variadas cores dos tra-
jos de festa que sobresahiam no chAo negro
das vestiduras rogaganles dos magistrados e
O MONOPOLIO DO ASSICVR XV INGLATERRA ALEXTA
O TRAFICO DA ESCRAVARIA.
( Extracto d'wn impresso Inglez. )
E' facto bem sabido que por elTeito do sys-
tema de monopolio lein constanlemen lo aug-
mentado os males da escravatura e do seu tra-
fico ; que em quanto continuar esse mono-
polio nAo se pdenlo elledivamente acabar;
mas desde o momento em que se puder mos-
trar invadidos os interesses pessoaes e parti-
culares dos productores d'aa*Uflsr ngloze* ,
o Governo lera o que alias nao tem um pre-
texto legitimo para empregar mais do que 11-
sintngoese intancias, e poder livremente in-
sistir com os governos llcspanhol e Brasileir
sobre o cumplimento de suas sagradas obri-
gages. Pde-se com seguranga alrmar quo
nada contribuir com tanta cerlesa para a ex-
tingo do maldito Trauco d'escravos Africanos
do que a admissAo da produego de Cuba e do
Brasil na Inglaterra ; e que por outra parte ,
se continuar a sua exclusuo o trafico llorecc-
r a despeito de tudo. Aquellos que realmen-
te dezejo por temor aos seus horrores pro-
seguiro no seu objeoto pelos meios legtimos
da persuarao bascada sobre o interesse e
se for mster, sobre o direito que nos d o je-
ver da propria protecgAo para instarmos sobro
a cooperagao dos governos ofensivos.
O Corpo Legislativo de Franga tem tracta-
do de deliberar sobre a questo de conceder
liberdade aos lavradores as suas ilhas pro-
ductoras d'assucar e o governo Francez tem
sido incessante as suas pesquizas acerca do.
resultados da nossa mediiia de emancipago.
Que fatal efieitu nao lera sobro a sua conduc-
ta n'esla materia o di/.er-sc que depois de pa-
garmos to prdigamente aos proprictarios
d'escravos as nossas colonias a conservago
clrigos. AdiantC'd'elrei as dangas dosmou-
ros e judeus volteavam rpidas aosom da vio-
la ou alaude rabe, das Irombetas e das
soalhas. Segundo o antigo uso seguiam-se
s dangas coros das donzellas burguezas que
celebravam com seus cantos o amor e aven-
tura dos noivos ( 6 ).
Mas esse canto tinlia* o quer que era triste
na toada. Triste era tambem o aspecto dos
populares que sem lm s grito de regosijo
se apinhavam para ver passar aquello prestigip
Diniz cujo rosto melancholico revelava que
os seus pensamentos eran) accordes con os
do povo que por loda a parte nAo via neste
consorcio senAo 11 m crime e urna fon te de des-
venturas. Os cortesAos ; porem, fingiam
iiopercebero que passava roda delles, o
pareciam trasbordar d'alegria. Muitoseram
daquelles que mais contrarios haviam sido
aos amores d'elrci ; mas que vendo em fim
D. Lionor rainha voltavam-se para o so!
411c nascia e calculavam j quantas Ierras,
e q;ie somma de direitos reaes Ibes poderla
render da parte de um rei prodigo a sua mu-
danga d'opinio.
Entre estes nao se via o tenaz c astuto Pa-
checo. Habituado ao tracto da corte por lar-
gos annos experimentado em lodos os en-
redos dos pagos hbil em traduzir sorrisos e
gestos palvra*s avulsase discursos fingidos,
geral. Mil olhos se crvavam no infante D. 'nao tardara em perceber que asmerces c a-
( 0 ) A'ccrca do similliante iisanga vc-
ja-seF. LopO. Chr. de D. Joo 1. P. 2.
c. 9t,
grados d'elrci e de D. Leonor cncobriam in-
tentos d'irrevogavel vinganga. Conhecendo
(pie a sedigao popular fra intil e que a-
inda renovada com mais furia nao poderia
resistir s armas de D. Fernando havia-se
affaslado da corte e posto que s nos lias
desse anno elle passasse a servir o seu antigo
protector e amigo D. Henrique de Caslella ,
buscara entretanto esquivar-se ao odio da no-
va rainha conservando ao mesnio tempo a'
boa opinio entre o Vulgo.
( Continuis**'-/


m/
pj*.-.-:~7~*\ t- -:\- -.^fcy-" ** nwMyyiBiKWtf ?**
j'-
dos scu.s agricultores .!'osetavos que ero em
geni..- livre sumos ohi-igados a pagar anim-
almente sinco miiinv-s, soma igual a um de-
cimp servar os plantadores de ruina. Aiuda com
a modilcacao proposta do Cuverno o rusto
da preferencia dada pela Inglaterra aoassucar
de trabadlo livre das colonias Ingle/.as sobre o
assucar manufacturado por escravos talvez ex-
ceda dc.trez milhoes e meio por anno. A ra-
co de pobre urna onca por da o consum-
lo do Reino unido em 18 ti seria de cerca de
5:(i77c8(,7 quintaes sobro cuja quanlidade
a proposta proteceo de !2 s. 7 d. por
quintal montara a 3:572:545 Ib.
Os argumentos produzidos pelos plantado-
res d'assucar da India Occidental e Oriental
sao calculados a confirmar os governos i* to-
dos os pailas que possuem escravos na conti-
nuaQo ilas suas actuaes insliluieoes. Se de-
poisd'uma provade traballio livre havcniosdo
estabeleecr pelo mais forte argumento que po-
demos produ/.ir o da nossa pratica a mai-
or baralesa de trabailio escravo como pode-
mos nos esperar que oulros paizM que nao po-
dem fazer taes sacrificios quacs nos fazemos
em apoio de interesses parciacs queiro se-
guir o nosso exemplo em dar a libordado aos
seus escravos ? Por lauto muito importa a
causa da humanidade que combalamos as as-
sercoes d'aquellcs que procurao perpetuar o
seu monopolio e produ/.ir razos para desa-
creditar as suas interesad ras declaracos.
( Traduzido. )
CO.MMERCIO.
ALFBEGA.
Rendimonto do dia 26 5:164,>205
DBSCABREGAfi "Oj;: 27 DE ABRIL.
Brigue Ingle? =? Puncha! a= Bacalho.
Brigue Inglez Nigthingle sa= Ferro, n.aqui-
nisno, e laxas de ferro. ,
Galera Ingleza = Kmily = Fasendas, gigos
com louca, barricas com ferragens, ta-
xas, e inacliinismo.
I) E C L A B A C o E S.
tST O Vapor s. Salvaior recebo as mallas
para Cear Naranhfio c Para boje asi) bo-
as da manli.
ex Pela Thesouraria da Fazenda desta
Provincia continua a Substituido das notas
de 5 10 e '20) da primeira estampa os
possuidores das di (as notas hajo de apresen-
ta-las na Thesouraria todos os dias que nao
forem de guarda das 10 boras da manh a
una da tarde a liin de se proceder a com-
petente substiluico. = Thesouraria da Fa-
zenda de Pernambuco 26 de Abril de 1842.=
Domingos _Aflbnco JNeri Ferreira Thesou-
reiro.
T II E A TRO.
O Director da Companbia Gymnastica Mu-
sica e Mmica,tjue actualmente se acha em
esta Cidade tem a honra do^nnunciar a
to bondadoso c indulgente publico a quem
be to obligado pelos repelidos favores que
continuamente deile recebe para Terca fei-
ra 5 de Maio um brilhante e variado espe-
ctculo em beneficio do Artista Joaquim dos
Reis ,o qual depois de outras militas sortes .
que tcm adesempenhar esta noute, executar
a nova experiencia da asceneo do balo ae-
rosttico com diregao, o qual se elevar desde
acaixadoTheatro ateas varandas e desce-
ra da mesma maneira verificando ao mes-
ino lempo no seu ciime um surprendentc
equilibro, acompanliando-o na sua viagem,
duas meninas sentadas na sua barquinba ,
quo levara o dito balo as quaes i rao lanzan-
do quantldades do Flores para a platea o ca-
marotes esta sorte tem merecido os maiores
aplauzosem todas as partes onde se tem pra-
ticado pela sua milita vista o dificultado.
N. R. Os pormenores do espectculo se an-
nunciaro por este Diario e cartazes.
CX A possoa quo annunciou tempos
ter para vender remedio para mordeduras
de cobras, e de outros qnaesquer bichos,
queira annunciur a sua morada para ser pro-
curado.
CX O sr. Elias Emcliano Ramos, queira
dirigir-so ao Forte do Matto, ra do Amara
a casa de Antonio Jos Francisco Veiga, pa-
ra receber nina caria de circunstancia viuda
do Rio Formo/o a qual so se pode entregar
ao mesmo senhor.
= Quem precisar de urna pessoa paraca-
xeiro de algum Engenho ou mesmo para en-
sinar meninos, annuncie para ser procurado.
CX Aluga-se urna casa terrea com quintal
e porlo, precisa de algum concert propria
para armazem de carpinaou marcineiro : a
pracinha do I.i va ment I) 25
= Um rapaz que sabebem francez offe-
rece-se para dar ligues nao s em sua casa ,
como no segundo andar do ultimo sobrado u praga
da boa-vista junio a Conceieo.
ex Domingos Duarle Souza Rodrigues ,
retira-se para o Rio de Janeiro.
ex Joze Antonio Anlunes subdito Por-
tuguez retira-se para Luanda.
*y Manoel Antonio Torres subdito por-
tuguez retira-so para o Cear.
= Joze Mara Jorge JNegocianle da pro-
vincia do Cear retira-se para a mesma pro-
vincia.
CX Deseja-se fallar aos Srs. Joaquim Al-
ves Teixeira Francisco Herminigildo Ras ,
c Joze dos Santos Ras a negocios de seus in-
teresses : na ra da Cruz D. 22ou annunciem
suas moradas.
CX Aluga-se um prelo bastante forte pa-
ra padaria ou para armazem de assucar de
ludo tem muita pratica : na ra do Queima-
do loja D. 7.
exManoel Joze Salgado subdito portuguez
retira-se para Cora da provincia.
CX Deseja-se fallar ao Sr. Joze Carlos de
Meudonea a uegocio de seu interesse ou
pessoa que fuga as suas vezes annuncie sua
morada.
CX Aluga-se urna pretn dando-se 520
por dia ; quem tiver anu'incie.
CX Aluga-se um sobrado de um andar ou
um pnmeiro andar, no bairro de S. Anto-
nio preferindo-se no paleo do Carino ou do
Paraso : quem tiver annuncie.
ex Precisa-se de 50ja juros sobro pinto-
res ; quem quiser dar annuncie.
CX Joanna Mara de Jess retira-se.pa-
ra a provincia das Alagoas, c como se julga
nao dever nada nesta praga faz o presente
annuncio.
QrsD Advogado Dr. Moraes Sarniento
mudou a sua residencia para a ra dos Quar-
teis sobrado D. 4 primeiro andar.
CX Joo Baptistade Queirs avista do an-
nuncio do Sr. Joze Pedro Marques da Silva no
diario de 25 do correte mez responde, que
a sociedade entre ambos esl sim acabada ,
porem o Sr. Marques tem em si 070 e tan-
tos mil rs. para pagar as carnes compradas
para a sociedade e nao as tcm pago nem
quer entregar a quantia ao annunciante para
as pagar nao entregando ou nao pagando
protesta have-lo pelos meios judiciaes.
tST A Commisso administrativa da so-
ciedade T^rpsichore, convida aos socios a
reunirem-se hoje pe'as 6 horas da tarde.
queira um com lodos os pertences dirija-se a
mundo novo D. 9.
CX i^veisn-se de 500,> a juros sobre ny-
pothcoa em um predio nesta praga ; quem ti-
ver annuncie.
CT 0 Snr. que annunciou o armazem da
ruaestreitadoRozarioD. 25, sendo queira
6* mensal polo aluguel, annuncie.
CT Furtaro na manh do da 24 do cor-
rente da casa terrea I). 21 na ra do Calabou-
ce um lengo de seda preta para pescogo e
um anelao de ouro com um diamante pe-
queo pesando para cima de 5oitavas sa-
be-se que os ditos objectos foro furtados por
um prelo por consequeucia rogarse a todos
os Srs. ourvese mais pessoas aprehenderem
o dito roubo se for oflerecido dando-se
8,< de gratificago a pessoa que entregar os
ditos objectos na mesma casa casa a cima ,
tenda do mareneiro Alema.
CX Quem precisar de um caixeiro para
tomar conta de urna venda por balango a
,pial esteja bem sortida, c d fiador a sua
conducta annuncie.
ex Furtaro para amanhecer o da o do
correte da loja de marcineiro da ra do Ara-
o por baixodosnr. Capito Barros duas
eadeiras sendo urna de Jacaranda eoutra de
Migico e urna cabra bicho ; a pessoa que
tiver comprado ditos objectos pode levar em
dita loja que receber o importe por quanto
comprou.
ex Quem tiver para alugar por anno um
sitio rom casa de vivenda fructeiras e ca-
, pim para um cavallo sendo ateo maogui-
nho ou estrada de Joo de Barros : na ra
eslreita do Rozario loja de relojoeiro.
ex Quem Ihe faltar urna canoa de carrei-
ra dirija-se a ruado Vigario n. 14 que se di-
r onde existe.
QT Hoje pelas 4 horas da tarde he a ulti-
ma praga da escrava pinhorada por Joo Lo-
pes Lima a Joo Anastacio da Cunha pelo
Juizo da terceira vara do Civel por nao se
efleiluar nodia23 do correnlo por falta de
porteiro.
CX Joze Gonsalves Villar negociante na
Provincia do Cear, retira-se para a mesma.
ex Joze Antonio Queirs morador na ra
da moeda D. 7 retira-se para as Alagoas. '
300, paios a 200 rs. passas a 5^200 a cai-
xa e a libra a 200 rs., sag muitQino a 280,
sevadinha a IG presuntos inteiros a 280 e
320 manteiga boa a 5G0 dita a 520 sal
de Lisboa a 1000 medida venia e todos os
mais gneros de venda : na ra Nova venda
11. 55 ao p da ponte.
CX Urna canoa nova de amarelo, com 55
palmos de comprido muito boa para carrei-
ra : na ru do Fagundes D. 5, ou por de-
traz na primeira serrara.
ex Sal de Lisboa a 1600 o al pjeira : de-
fronte da ribeira da Boa vista venda por bai-
xo de um sobradirdio.
ex Urna marqueza de condur a moder-
na em uzo : na ra do Rangel D. 15 no
primeiro andar.
ex Urna escrava de 26 annos lava de sa-
bo e varrela faz todo o servigo de urna ca-
sa etambem compra na ra e vende fazen-
das e toda qualidade de venda : na ra Nova
D. 26 segundo andar.
CX lima escrava do geno de angola de
16 annos, de bonita figura, coziuha en-
saboa faz todo o servigo de urna casa e he
boa quitandeira vende-se para pagamento
de urna divida: amado Fagundes D. 1 a
fallar com Antonio Manoel Pereira Vianna ,
ou annuncie.
ex Una escrava de naco benguella de
25 a 26 anuos, boa quitandeira lava roupa,
cozinha e faz lodo o mais servigo do urna
casa : na ra do Padre Floriano D. 55 venda
que fica junto ao beco tapado.
ex Lm relogio de repgo com pontei-
ros de ouro, por prego com modo : na ra do
Colegio D. 5 lado do norte.
OT Bilhetesda Lotera dn Theatro que
corre no dia 28 do corrente : na loja de cha-
peos do largo de Palacio.
t* Lima morada de casa terrea D. 20 na
camboa do Carmo : a tratar com Antonio
Lourengo Tavaresde Araujo na mesma ra
D. 2i.
ex Urna escrava creoula de idade de 20
annos coze cozinha e tem principios de em-
gomado ; outradita de nage de idade de 28
annos be quitandeira cozinha e lava: la ra
Direita D. 20 lado do livramento.
ESCRAVOS FGIDOS.
AVISOS MARTIMOS.
ex Para o Rio Grande do Sul pretende
sabir no fim do corrente mez a sumaca Caro-
lina nova, forrada de cobre o de primei-
ra marcha por ter o seu carregamenlo com-
pleto recebendonicamente passageiros ou
escravos a frete ; os pretendentes dirijo-se
a Machado & Santos na ra do Amorim.
CX Para o Maranho segu viagem com
muita brevidade o Brigue Escuna Amalia ,
Capito Estanislu Joze Rodrigues anda
Ihe falta alguma carga ; quem quiser carre-
gar ou ir de passagem dirija-se a Machado 6i
Sanios ou ao Capito.
L E I L A O'
CX Cals Jnior continuar o seu leilo
por intervencSodo Corretor Olveira Quarta
feira 27 do rorrente as 10 horas da manh no
seu escriplorio na ra da Cruz D. 10 primei-
ro andar, demuitase diversas fazendas Fran-
CX No dia 19 de Fevereiro do corrente an-
no auzentou-se pela segunda vez urna es-
crava creoula de 16 annos de nome Ma-
ra da casa do seu legitimo Sr. e sabe-se
que ella se acha por consentimento de Janua-
ria Mara de S. Anna em urna casa particu-
lar para ser vendida porisso que avisa-seao
publico que pessoa alguma contrate com a
dita Januaria negocio algum sobre a dita es-
crava sob pena de se assugeitar o que conii-
i.a as Jis a respeilo.
CX Fugio lempos um mulato acabo
calado cambad das peinas de estatua
relngar, de 4^ ann0, < <'e nome Apolinaiio ,
eulende bem fa -se que esieja trab-dhando ra algum a ti-
tulo de Ib ro ; quem o pegar leve a ra da
Cadeia do Rccile D. 6a que sei recom-
pensado.
MOV1MENTO DO PORTO.
armazenedo arsenal de guerra, queira apare-
cer na praca da Independencia n. o que se
Ihe deseja fallar.
0T 0 solicitador Guimares tira pnssapor-
tes para dentro e fora do Imperio com
promptido e prego rasoavel os proienden-
tes dirijo-se ao beco do peixe frito no pri-
meiro andar do sobrado D. 4 at urna hora da
tarde edessa hora em (liante na ra do Co-
tovello n. 580.
ex Da-so, dinheiro a juros sobre pinhores
de ouro ou prata : no Recite na ra dos Tor-
res casa confronte ao oi to da do Snr. Joo
Pinto de Lemos, na quina do beco ; na
mesma casa se vende alfinetesde peito de dia-
mantes para homem e senhora.
Cf A pessoa que annunciou no diario n.
c Roga-se aVSr. Jos dos Reis, direc- 88 querer comprar 5 vaccas de leite sendo
tor da companlua gimnstica e muzica aj queanda queira, dirija-se a Olinda ra do
____a -* -. 1.. -x .( ,. ,...l,>it.li,l. I'jii i ii 111 11 'i liC_ Ali n t\a Pnci \\ 4
AVISOS DI VERSOS.
repeligo da muito aplaudida Tonadilha Es-
paiihola ou antes Chiquita por ter me-
recido geral sympalhia e se houver pessoa
alguma a quem desagrade este pedido re-
colber-se-ha ao silencio.
L'm apaixonadoda mesma.
CX Roga-se pessoa que em Margo p. p.
recebeu no Rio de Janeiro urnas ou mais car-
tas para entregar n'esta a Antonio Barboza
de Freitas o obsequio de o fazer na ra da
Cadeia velha n. 58, ou annuncie para se
procurar.
cezase Suigas de prompta extrago como
CX O Sr. Andrade em pregado eui um dos
ljubecasa D. 1.
CX Boga-se encarecidamente ao Snr. que
no dia sabbado 25 do corrente l*vou urna car-
ta na loja de Silvestre Pereira da Silva Gui-
mares o favor de dirig r-se a mesma, que
se Ihe deseja fallar a uegocio de seu inte-
resse.
ex Alugo-se duas canoas urna d'agoa ,
e outra aberta que carrega 1200 lijlos: atraz
dos Martirios casa de 5 portas verdes.
CX A pessoa que annunciou querer com-
prar dous sellos cm meio uzo, sendo que
sedas sarjas, setns, lafetaes, macednias,
ricos longos de setim para gravata ditos de
tal'et e de sarja cortes de vestidos de seda ,
e de chaly cambraias adamascadas e outras,
longos de seda chales, mantas veos &c. ;
e de um variado sortmento de artigos pro-
prios de lojas de ferragens e de miudezas o
que tudo se vender aos prasos actuaes da
praga pelo maior prego que for oferecido ,
visto ser para completa liquidago de contas.
COMPRAS.
ex Sacos vasios em bom oslado ; na ra
da Cadeia do Recife loja de fazendas n. 17.
VENDAS.
ex Um sortimenlo Je relogios patente ,
e horisontaes e relogios de parede com des-
pertador por prego commodo : na ra das
Cruzes casa de relojoeiro francez D. 4.
ex Dous caixilbos por preco commodo :
quem pretender annuncie.
CX Azeite doce a 4^800 a caada e a gar-
rafa a 610 dito de coco a 2,>880 e a garrafa
400 caixas com bolaxinha quadrada a 5,j, e
a 200 rs. a libra soda de leite a 240 dita ,
redonda a 200 rs. espermacete a 720, tou-
ciuho de Lisboa a 240 dito de Sanios a 160,
lombos de porco a 100 rs. a libra, lingojeas a
NAVIOS ENTRADOS N0 DIA 25.
Rio de Janeiro 9 dias e meio Curveta de
Guerra Americana Marin Commandan-
te Gouldborouph vem refrescar e segu
para Philadelphia.
Vans Dmans Dand ; 74 das Barca Ingleza
Calcuta de 146 tonel., Cap. Robert Huid,
equip. 26 carga azeite de peixe, e l : ao
Capilao.
S. Matheus ; 12 dias Hiate Brasileiro Flor
das Larangeiras de 54 tonel. Cap. Fran-
cisco dos Reis Augusto, equip. 6, carga
farinha de mandioca : a Joaquim Domio-
gues de Souza.
ENTRADOS NO DIA 26
Rio de Prala tnd sabido de Ivlgartrwn ;
11 mezet Barca Atmricana Alhalia de
16 > tonel., Cap B. Mayhen equip. 16,
carga azeite de peixe : a Jospph Ray.
A8s ; i/i dias, Brigue ISranleiio Sagital o
de a5o totuL, Cap. Antonio Joze dos Reis
equip la carga Ka I : a Antonio Fran-
cisco do* Santos rag
Montevideo; a i dias Biigue Sueco Susan
de a3o tonel Cap. A H. Grio equip.
la, carga carne: a Me. C.lmont & C.
Rio de Jan'110 ; 1 o, d as Sumaca Ibasdeir
Ami-adi-de 115 lotl. Cnp. Jo2e pedro
dos Santos equip. 11 carga carne, tei*
jo, e farinha : a Gaudino Agosliuio oe
l'ai ros.
RECIFE NA,TYP. DE M. F. DE l\ = 1^-


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