Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04637


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Full Text
Anuo de 1842.
Sbado 23 de
Todo jora ttapende e no neiiaM ; da noa prudencia, moderaco, eenenrir ittn-
turnemos como pnauuiamos, r sernela apontadoa com admirar.iio entre s Nacoes mais
cullaa. (Proclamaco da Assembla Geral do irasil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianna, Paraika, e Rio'rende do Norte, na segunda eaexiafeira.
Bonito e Garanhuns, a 0e24.
Gibo, Serinliaai, Bio Formte!, Porte-Calvo, Maeein, Alagoas no 4 11, c 21.
l'ije 13. Sanio Anto, ajninla feira. Olinda todoi os ditJs.
DAS DA SEMANA.
18 Se, a. GaldinoB. Chae. Aud. doJ. deD, da 2. t.
19 Tere, s. Hemogen* M. Re. Aud. do jnii de ireitooal. afa.
20 Qna'rl. a. I'nei do Monte policiano M. Cbanc. Aud. do J. de D. da 3. r.
21 O"'"*. s- Ancclmo Are. Aud. do ,1 de D. da 2. v.
22 Sntt. f*s. Soler e Caio Mm. Aud, d-> J, de D. da 1. t.
23 Sb. v Jorge M. Aud. do J. de D. da 3. T.
24 Don. fgida de N. Sra a. Fiel de sigmaringa M, 1'.
Abril.
Anno XVIII. N. 88.
O Diario publcate lodos os chai quenaoforem Santificarlos: o preco da assignatnra h
de tres mil res por quarlel pagos ad.antadoa. Os an.n.ncios dos assigantes lo inseridos
gratis, eos dos que o nao torta iranio de 80 res por linha. As reclamar.oes derem ser
dirigidas a mta Trpograna ra dat Guies I). 3, ou a praca da Independencia lujas lirio
Humeros 37 e 3S.
CAMBIOS no da 22 db Abril.
Cambn sobre Londres 28 d. p. 11'.
Taris 320 res p. franco.
u Lisboa 80 a S5 p. 100 de pr,
Ocro-Moeda de 6.400 V. 15.000
. u N. 14.900
.. de 4,000 8,200
Pa.T* Pataco 1,680
I'HAT Peoa f.oliinuiaies !,">
Mexicanos i ;,\o
miuda 1.440 a 1,460
Moeda de cobre 3 por 100 de diaronto.
Discerni ao mex.
dem de letras de boas firmas le a 1 r ,
Preamar do da 23 de Abril
1. a 2 horas e 54 m. da niaiib.
2. a 3 horas e 1S ">. da tarde.
MUSES DA I.UA NO MEZ. UE ABRIL.
Qnarl, ming. a 2 s 4 huras 11 m. da tarde,
l.ua Nora a 10 -- s 8 horas e 13 m. da larde.
Qusrt. rese, a 18-- a 4 horas e 14 m. da manh.
La cheia a 24 s 9 horaa e 8 aa. da tarde.
DIARIO BE
i-
RNAMBUC
PARTE OFFICL.
ACTA DA 53. SESS.vO DA ASSEMBLA LEGISLATI-
VA PROVINCIAL EM 20 DE ABRIL
DE 1842.
PRESIDENCIA DO SNR. PEDRO CAVALCANTI.
Feita a chamada acharao-se prezentes 29
srs. deputados, faltando com parlicipaco o
sr. Maciel Monteiro e sem ella os srs. Ma-
chado Ros Manoel Cava lean te e Silva Gui-
mares.
Osnr. Presidente declarou aberla a sessao.
Foi lida e approvada a acta da antece-
dente.
EXPEDIENTE.
Um oflicio da administrago dos estabte-
cimentos decaridade desta cidade remettendo
A exemplares da conta da sua receita e despe-
za do I. deoutubroaSI dedezenibro de 181:
== para o archivo : un reqnerimenlo do pro-
vedor e niezarios da confraria da santa Cisa
da mizericordia de Olinda pedindo a esta
Assembla baja de dispensar no art. 2. da
lei provincial n. 51 de I o de junho de 185(5,
quecriou na cidade do Rccife um tabellio
para os apontamentos e protestos das letras
commerciaes ; tt= commisso de junta civil,
e criminal. O sr. Neto mandou meza o
requerimento seguinte : = requeiro a urgen-
cia para se discutir j, e de preferencia a
qualquer outra materia o projecto n. 17 de
1841, que passou em 2. discusso, e consede
6 loteras para conclusao da obra do templo
de N. S. do livrmentoc= approvado. En-
trn em 5. discusso o dito projecto e foi a-
doptadfl. 0 sr. Pinto d'Almeida mandou
meza o requerim nto seguinte i = requeiro
urgencia para que se discuta com preferencia
a qualquer negocio o projecto sobre a divi-
san da freguezia de Jpojuca : =s approvado.
Entrando em 2. discuso o dito projecto o
sr. Burros Cavalcante mandou a seguinte e-
inenda substitutiva : = a freguezia de Ipoju-
ca limitar d'ora em diante com a de Seri-
nhaem pelo rio Sibir, que servir de diviso
s duas freguezias : es apoiada : encerrada a
discusso, bi regeitada a emenda eappro-
vado o projecto. O sr. Bizerra Cavalcante
mandou o seguinte requerimento: = requeiro
urgencia para que entre j em 2. discusso o
projecto n. 10 desle auno: = approvado.
Entrou em discusso o referido projecto. Ao
art. -l.o sr. Paes d'Andrade mandou a seguin-
te emenda : = em lugar da capella de N. S.
da Conceicao d'Alagoa de baixo di;a-se=s
capella sita no lugar denominado = Ginitais:
= apoiada. Foi approvado o art. e rejei-
lada a emenda. O art. 2. foi approvado com
a seguinte emenda do sr. Neto : = em lugar
da pala va = denominaco = diga-se = ni-
vocaco : os artigos 3. e 4. foro approva-
dos e passou o projecto era 2. discusso.
Foi approvado o seguinte requerimento do
sr. Faria : = requeiro a urgencia do projecto
n. 15 do anno passado para entrar em 2. dis-
cusso.
ORDEM DO DA.
Conlinuou a 2. discusso do orcamento
municipal. Ao art. 20 o sr. Neto mandou a
seguinte emenda: = supprima-se o art. 20 :
apoiada : =osr. Nabuco er supprimo-se as
palavras = artigos 48 49, e 50, = etique
adiado o art. 51 at que venhao as infor-
maces que foro exigidas a respeito dfim-
prestimo paru que foi aulorisada a cmara
municipal : = apoiada : = foi rejsilada a e-
mencla do sr. Neto e approvado o art. com
a dosr. Nabuco. sr. Gilirana mandou o
seguinte art. addilivo : = lica pertencendo
cmara do Bonito a porco do patrimonio da
cmara de sant- Anto existente dentro
do municipio daquella cmara : =apoiado.
Bada a bota marcada licou adiada a discus-
so. Passou-se a tratar do orcamento pro-
vincial. Osr. Neto mandou a seguinte emen-
da ao art. 57 : = sc oscoilecloies se nao coii-
formarem com o preco constante dos recibos
dos inquilinos dos predios urbanos, ou for
arbitrado pelos proprictarios que os oceu-
parem, o lanQamento da decima ser feito por
arbitramento, nomeando o collector respecti-
vo um arbitro, o proprietario ou seu pro-
curador outro, e Ambos os nomeados um
desempatador para ocaso de desintelligencia
dos dous primeiros; cojo julgamento sendo
conforme ser irrevogavel bein como o do
desempatador se che;ar a conheeer do ne-
gocio := apoiada : = o sr. Figueiredo=sup-
prima-so o art. 57 := apoiada : dada a hora ,
licou adiada a discusso e o sr. presidente
dando para ordem dodia 2. discusso do pro-
F@LKlITfi
ARRHAS POR FBO D'hESPANHa(*).
O conde de Barcellos gnardava silencio. Nao
podia conceber como D. Leonor o nao avisa-
ra a tempo e por isso preocupava-o a indig-
nado ignorando que a resolucao da fuga
fra tomada mui tarde. Na vespera elle acon-
selhra elrei que cedesse a ludo quanto o po-
voquizesse; porque dissolvido o tumulto f-
cil era chamar rrle os senhores e cavallei-
ros de mais conlianga acompanhados de gen-
te de guerra com que seria sopitado qual-
quer motim se os populares ousasem oppor-
se de novo vontade de seu rei e senhor. D.
Fernando acceilra o conselho que se nao
era o mais leal, era ao menos o mais seguro;
mas as relaces do beguino que o conde
ignorava tinham mudado como o leitor
viu a siluago do negocio.
A retlexo de Gil d'Ocem eslava em todas
as cabecas e por isso os cortesos ficaram
outra ve?, em silencio como buscando um
expediente para sabir daquelle diliculloso
passo : a incerteza o despeito o receio
pintava-se nos i'ostos demudados de muitos.
nVid.oDiarioN.71,72, 75, 76, 77,79,
82,, 84,85*80. '
E as vagas do ocano que ameacava tr-
galos encapelavam-se aos ps delles : o povo
vendo os Hdalgos em p e mudos n'un circu-
lo apinhava-se cada vez mais basto ao redor
da alpendrada. Isto fazia erescer o temor ,
e o temor perturbava demais os nimos para
que podessem adiar um expediente acertado.
Era nois isso que esperava o a-tuto Pacheco.
h Um alvilre me tembra para obedecermos
a elrei e escaparmos sanha dos populares.
E1 duro para a nossa lealdade : mas o nico
de que nos podemos valer.
Dizei, dizei ;> clamaram a um tem-
po todos exceped do conde de Barcellos ,
que lilou nelleos olhos desconfiados.
E' necessario que annunciemos a nova
da partida d'elrei eque sejamos os primei-
ros a affear este procedimento : necessario
que vamos adiante da indignadlo dos pe0e5.
Bepoisdir-llies-hemosque buiiadoseomo elles,
nada fazemos aqui. Ento nos apartaremos
sem custo e saldremos da cidade.como pu-
dermos na certeza de que nao serei eu o ul-
timo apesar de velho que cruze as portas
da alcacovade Santarem.
Mas quem hade fallar cm nosso nomo?
perguntou Gil d'Ocem.
No vosso Mestre Gil das Leis inter-
rompeu o conde de Barcellos. Nem o receio
das attrOntas de alguns milhares de sandeus ,
e ate ucm o da morle me obrigai ia a cuspir
jecto n. 1"> de 1841 3. don. 2 desle anno,
2. do n. 58 de 1850 1. do n. 10 deste an-
uo ,> e continuaeo da de boje levanlou a
sesso.
Joze Felippe de Souza Lco.
Pro Presidente.
Antonio Jos de Oliveira
1. Secretario interino,
l.uiz de Carvalho Paes d'Andrade
2. Secrelario interino.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Sua exccllencia o sr. presidente da pro-
vincia por portara de51 demarco prximo
passado nomeou para supplentes dojuiz de
orfos do termo da cidade do recife aoscida-
dos seguinte* : em primeiro lugar o Bacha-
rel Joao Antonio de Souza Beltro d'Aratijo
Pereira : em 2. dito Manoel Ferreira da Sil-
va ; em 5. dito Vicente Pereira do Bego: em
4. dito Jos Francisco de Pava : em 5. dito
Antonio da Silva Neves : em dito Francisco
Carlos Brandao.
EXPEDIENTE DO DA 20 DO CBRENTE.
OllieioAo inspector da thesourario da
fazenda. transmitlindo as cotilas, e mais do-
cumentos pertencentcs aos soldados refor-
mados Felizardo Jos da Fonceca e Jos
omingues de Mello a im de que na con-
formiilnde das ordena supeiiores sobre a in-
dentnisarao das despezas i dativas a exeivicios
lindos laca realisar o pagamento dos venci-
menlos atrasados dos referidos soldados, man-
dando entregar a sua importancia ao quarlel
mestre do .". balalbo d'arlilheria a p se-
gundo requisita o commandanle das armas.
Dilo A' cantara municipal de Sanio A-
ilo participando, para sua inlelligencia e
devida execuco ter a Assembla legislativa
provincial approvado as suas contas, porten-
cenes ao anno financeiro de 1S0 a I8il ,
glosando a quaitlia de 57*500 reis que ella
acrescentou gralilicaco que linha o res-
pectivo -ccretaria e lite mandou pagar sem
autliorisaco: e bem assim resolvido louval-a
pelo zelo, que moslrou na arrecadaco das
rendas municipaes e applicaQo dosmeiosa
augmenlal-as.
Dito Ao juiz de orfos supplente do ter-
mo do recife declarando-lhe em resposla ao
maldic-es sobre o nomedaquelle a quem urna
vez jurei preito e leal menagem.
h Vitam impender vero nenio tenetur :
replicou Gil d'Ocemou como quem o dis-
sesse por linguagemningucm obrigado a
deixar-se matar por a mor da verdadeou deseo
preito.Vos fazei o que vos approuver.
A' aucloridadc de um texto latino trazido
assim a ponto por um lo insigne doutor nao
havia resistir. Oslidalgos e conselhoirosap-
provaram quasi unnimemente o alvilre de
Piogo Lopes.
' Mas quem hade fallar ao povo ? insis-
liu o mestre em leis que nao pareca exces-
sivamenle inclinado a incumbir-so dessa glo-
riosa I arela.
<( Eu se assim o quierdes replicou
inmediatamente Dtogo Lopes.
O manboso cortesSo vira claramente que a
partida d'elrei transtornava todos os seus de-
senhos : todava calculara n'um momento
como sem suscitar a indignaco de Ferno
Vasques e por consequencia algitma relaro
pergosa podia salvar-se e ao infante. Logo
(ne elrei se esquivara influencia do povo ,
de euja omwdia o velho esperava ludo o ca-
samento de D. Leonor era inevitavel, e ain-
da suppondo o que n3o era d'esperar quo
o tumulto fosse avante e que Lisboa se rc-
bellnsse claramente contra D. Fernando o
resultado da guerra civil linha milito maior
probabilidade de ser favoravd a elrei, senlior
I seu oflcio d'estu data que, noconlendoo
regulamento n. 145 nova disposico a res-
! peito da competencia do juizo de orlaos para
a arrecadaco e adminislraco dos bens de
ausentes que eslava mui claramente esla-
belecda pela lei de 5 de novembro de 1850,
nao era necessaria a providencia, que requi-
sita da publicaco do mesmo regulamento,
para que fique certo de sua jurisdic.o : e quo
ao poder judiciario perleitce decidir da com-
petencia dosjuizes, e responsabisaros, que
excederem de suas attibuices com trans-
torno da forma do processo e prejuizo das
partes.
Dito Ao commandanle superior da G. N.
d'cste municipio intelligenciando-o de que
a junta de saude que deve inspeccionar os
Guardas Nacionaes, que aleijo molestias,
nao he a da 1. linha mas sim urna junta ,
composta dos dous mdicos do extincto hos-
pital militar, e dos facul'ativos, que se adia-
re m na occasio pertencenles aoscorposda
Guarda Nacional referida que ella se deve
reunir de trez em trez mezes se for neces-
sario alias de seis em seis ; e dizendo-lho ,
que cumpre que elle qnando marcar o
ufa da inspeceo da Guarda Nacional, o co:n-
munique ao commandanle das armas por
isso que sendo os ditos mdicos do hospi-
tal extincto chamados para a inspeceo de 1.
linha, convem que nao rece bao ao mesmo
lempo ordens pata dou.sservigos e se vejo
obrigados a faltar a um.
Dito Ao commandante das armas par-
ticipando oconteudo do ollieio antecedente.
Dito Ao 1. medico do extincto hospital
militar scientilicando-o de que a junta de
inspeceo (pie por ordem da presidencia de
12 de fevereiro se mandou reunir para o exa-
me dos Guardas Nacionaes, deve ser com pos-
ta d elle do 2. medico do mesmo hospital,
e dos facultativos da G. N. que o comman-
danle superior respectivo convocar ; e de que
ella deve reimii-se de trez em trez mezes ou
somente duas vezes no anno segundo pare-
cer necessario ao dilo commaudante supe-
rior.
Do igual theor, mutatis mutandis, ao
exm. 2. medico do referido hospital.
Dito A' cmara municipal da cidade de
Goianna communieando ter a Assembla le-
gislativa provincial approvado as suas conias,
do resto de Portugal, que ao povo desprovi-
do naquella epocha dos prncipaes meios cora
que hoje pode sustentar urna lucia intestina.
Assim o alvilre que olerecra para a salva-
gao dos cortesos era s para se haver de sal-
var a si, conservando ao mesmo tempo a
aireico dos caberas da revolta sem que o
meio qtie para isso devia empregar ofizesse
descahir da graca de D. Fernando.
Para os clculos de Diogo Lopes faltara po-
rem um elemento : era a delaco do be-
guino : e era justamente esta falta que os
destruida lodos. Assim a polilica !
O sacrificio de Diogo Lopss foi geralmente
recebido com approvaco e agradecimento.
Ento elle sahindo do circulo approximou-se
a Ferno Vasques que de quando em quan-
do volva os olhos inquetos para a pinna dos
fidalgos ecavaleiros.
Falhou a tracadsse o velho corteso
em voz sumida ao alfaiateelrei acaba de sa-
bir da cidade.
Ferno Vasques recuou e poz-se a olbar
espantado para Diogo Lopes como quem nao
accreditava o que, ouvia.
n O que vos digo a verdadecontinuou
Paciicco.Mas nfio alTrouxar Elrei de Cas-
tella por nos e boni numen de idagoa
porluguezes o sSo tambera. Mais: sao por
nos a maior parte dos que t.ra aqui vedes prc-
senl-s. Conservai o bom animo do povo, e
ai o resto de mim o ... de miom rssabei.


--..rrJis
"Tiia 11 i'i ii
BSL-
nfr-iw-* --*- .c-*"tca
/.. vi i i.ki
Si
relativas aos anuos decorridos do 1839 a
1841.
Do mesmo llieor cmara da Boa-\ista ,
participando terem sido approvadas as suas
amias dos anuos linanceiros de 1858 a 1841:
a du Brejo as oe Cimbres as (Je 1839 a 1841 : de Flores
as de 1858 a 1840 : du Bonito as de 1840
a 1841: do Rio fontiozo as de 1858 a 1839:
a de Serinhacm as de 1859 :ii8iO: du
Caranhuns as-de igual lempo : de Pao do
Alho as de 1858 a 1859 e as de 1840 a
1841 : e deslinda as de 1859 a 1841.
.SOCIEDADE DE MEDICINA.
Jtelatorio dos trabalhos da Sociedade de Me-
dicina de Pernatnbuco no auno le 1811
para 1812, segundo as dispusieres dos pa-
rgrafos 1." e 2." do artigo 54 dos Estatu-
tos ; pelo Secretario perpetuo Dr. Jos
Joaquim de Moraes Sarment.
Essa arvoro que vos nssomhra pelas propor-
C06S colossaes de suas formas., evos parece
m padro chrODologieo lega lo aos vinJouros
jitlas geracoes pretritas se considerardes
no lempo quelevou para de tenia herva clie-
gar ao niagestoso esplendor em que a con
templis adrareis que mediara largos soco
los. Mas se lora dbil flor que dieitando-
vos coui a suavidade momentnea de seu a-
ruma ou como o matiz fugaz de suas cores
completara seu desrhvolvimento no curto es-
pago de poucas semanas seus elementos des-
ligados lia muito terio desaparecido em no-
vas combinar.oes e debalde buscurieis agora
O menor vestigio seu. Sim, he lei suprema,
primitivamente imposta pela nalurcsa que
a lentiiio do descnvolvimento seja eos cor-
pas sublunares concHcAo obrigatoria da sua
forlalesae dura cao. Nem pensis que efesta
lei eslejao sontas quaesquor instituirles hu-
manas. Quem ignora que as melliores legis-
Jnges se turno nocivas quando applicadas
a poVOS uAo preparados para suas prescripces
|ielo lento andar do lempo ? quem nao V co-
mo vao dcfin.'.andncn torno de nos essas so-
ciedades que instituidas no ardor asmochegarao rpidamente ao seu maior au-
ge C se bam que litis ou agradaveis vao
passando com igual rapidez do apogeo a triste
i> solitaria agona. Porem vos, homensd'es-
tndus, a quemas necessidades quotidiannaa
da nossa prfisso obrigfto e habitan a pro-
funda e atienta meditago vos reconlieces-
lesque o primoiro auno de. urna sociedade
scientilica he um anuo de noviciado e assim
como O lavrador para segurar a colhela pr-
vido prepara d'aule-mo ecom vagar a trra
assementes, assim vos lamben) vos limitas-
tes n'este anuo a disporos germens fecundos
de importantes trabalhos.
Mas nem por isso l'oro de lodo sacrilicados
ao luli.ro VOSSOS exforgos n'este ar.no ; antes
as primicias de vossos trabalhos sao propicio
agouroda utilidade d'esta renniao e se me
nao engao, do renoino e consideraco que
hn de adquirir entre as mais sociedades medi-
cas. E na verdade apenas regularmente cons-
tituidos vendo na Provincia nina epidemia
catarrhal, que acommetlia qunsi luda a popu-
lacho comerastos por ella vossas diseusses.
IN'ellasse observou ooaracler distinotivo das
discusses scientificas. Nem as inspraces
do amor proprio suggeriro dissertages abor-
recidas por falta de originalidade nem bou-
ve impoltica acrimonia que j-istificasse a m-
nima alterago. Cada qual expoz ingenua-
mente sem preparaco de pensamentos ,
nem atavos de linguagem o que a pessoal
experiencia llie bavia mostrado esperando
quando instrua adiar n"que cspunha mele-
na para ser instruido. Ero conversas sem
pensamenlo oteulto em que a turbulenta
ambicio ou o torpe inleresse nenhuma par-
te tinhfio e por isso erflo pacicas e decen-
tes. Feliz qualquer reuniao de bomens on-
de sem justos motivos de desgostos e com
manifest pruveito da bumanidade se pojlem
inda communicar os pensamentos o escru-
tando a verdade proclama-la sem receio "
liva por base do seu tratamento imitando
assim por tradico a pralica dos antigos m-
dicos pois como sabis as opmies medicas
do pavoso differem pela data das nossas ; o
que o povo boje pralica fui crenya de nossos
predecessores : nos progredimos o povo pa-
rou, e quando nossos successores tiverem com
repetidas experiencias modificado nossas opi-
nioes therapeuCcas, estai cerlosque ho de
ver praticar pelo povo o que nos boje Ihe a-
coinelhamos e que bao de encontrar resis-
tencias derivadas dos hbitos que hs Ihe es-
tamos dando. Cumpre todava confessarqueas
tosses intensas, que presistiao depois dos
symptornas febris cediao n'alguns casos ad-
riravelmente ipecacuanha. Postoque as
evacuaces sanguneas vos parccero de pouco
elTeito nao posso deixar de vos repetir o que
iv.nna-iti acui iw-uu v/m,iw -----,---------------( .
Em tao uteis discusses so reconbeceo que durante as discusssoes ja disse a saber que
taes ipedemias nao ero raras n'esta Provin- nenbum dosdocntesplethor.cos quesangre,
cia que desde o lempo dos Hollandezes se | licou com tosse prolongada e que lodos, m-
achoseusprincipaessvmptomas d esc ripios, elusivamente os meus escravos, quando no
lcaro lvres de
prmcip;
oque nos annos de 1815 o 18215 j alguns j maior grao da cephalab'ia
membros da sociedade observara/) outras mui- lodos os symptornas da epidemia em -* ou ob
lo semelhanles o estas; Nao oblante seja-me
lici oconfessar que todo quanto se aeha es-
cripto ou verbalmenle se assevera, relativa-
mente aos symptornas das molestiaes pulmo-
nares antes dos trabalbos immorlaes de Aven-
brugger e de Lannee, me nao inspira sulli-
cieiie conflanca. Perdoem-me os manes ve-
nerandos de nossos predecessores ; assaz nos
legaro para lites tribuannos respeito e gra-
tido ; porem sem educarlo medica do ouv-
do ludo he incertesa econfuzio na diagno-
sis das molestias da cavidade thoracea. Nes-
sa epidemia que lodos presenciamos bem
longe estara dos aelnaes progressos da niede-
cin.i quem deixasse de reconhecer que nen-
huma concordancia naris entre a a|>'arente
gravidade dos syinptomas geraes e as alte-
races reaes du apparelbo respiratorio Ora
quero negara que lia 20 annos, os mdicos
nenbum meio seguro possuio para cslarem
materialmente cellos d'esla falta de concor-
uoras.
A sede d'esta molestia tanto quanto se po-
do determinar sem autopsias; a que felizmen-
te raras vezes d lugar pareceo-vos pelos
syinptomas, na mucosa pulmonar, com mai-
or comprometimiento dosyslema nervoso ge-
ral do que nos Minarnos ordinarios. Com
ludo o nosso collega o Sur. l)r. Ferreira ,
;uiado pela tendencia ao humorismo que va i
grassando cada vez mais na celebre escola de
Par/. e que hade vir a ser se me nao en-
gao o systema final da medecina quando
a cbymca orgnica nos tiver explicado o mys-
terin das transformaees da materia operadas
no laboratorio vivo da economa animal o
Sur. Dr Ferreira apresentou-vos urna nota
em que adoptando as observares fetas n'al-
gumas autopsias pelo illustre pliysiologista
Mageodie e as experiencias por elle tentadas
para artificialmente produzir a mesma moles-
tia, acba asede destas epidemias n'uma falta
dancia que todos presenciamos e sendo is- do coagulacao e viscosidade do sangue, o quai
to inconteslavel que aprego podemos nos | transvasando do systema circulatorio se so-
dar ao que se nos assevera concernenle a di- lidiiiea e ubstrue as communicacoes das arte-
agnosis das molestias do peilu aillos da feliz
applicaco a estas molestias da percussao oda
auscultacao. Arriscado seria pois asseverar
(pie ja houveaqui urna epidemia como esta,
mas sabemos positivamente (po nesta com .quando eonhecermos ascondigoes e as leis das
movmento febril consideravel cepbalalgia
violenta, ardor na garganta grande prostra-
qko nao exista no bufo lesoque explicasse
a intensidade d'estes symploinas o por isso
cediao em mui poucos dias se no bofe nao ex-
istia anteriormente molestia grave. Pareca-
se em ludo esta epidemia com as de grippe
ou influenza que preceder na Europa
rias com as veas pulmonares.
Postu que eu esleja intimamente convenc-
do que os systemas na nedecina s puderao
salisfdzer um espirito philusophico e exacto
transformaces da materia operadas pelos cor-
pos organisados, eque por isso mesmocu in-
cline para o humorismo, confesso que o pou-
co que al aipii sabemos, nao sodas altera-
(;0es mas at do estado natural dos liquidos
da nossa economa me parece lio insullei-
ente o eUVilo complexo ib- calizas tao Variar
veise lai) difllceis de determinar, que na ver-
a invasao da cholera-inoi bus o tamanlia era dade bem seguro estaa em suas upinioes ,
a semelhanca que a materia d'esta socieda*
de concordou (jue assim nomo succodeo n'a-
quellas epidemias a sangra c seus equiva-
lentes nttoa domav.io. sendo preferiveis os e-
molienleseos revulsivos. Entre-ns, cons-
tiluindoa existencia da osera va tura cada ebe-
qii'ua negasse que por agora ossodistas te-
nlifio mus direito primaria. N'esta epide-
mia em.particular, quando os autbores lin-
da os que mais recenlemeo te sobre ella lem
escrpto nenhuaia autopsia puderao fazer ,
t sendo indubilavel (jue a morle dos infermos
Ao pronunciar estas palavaas Diogo Lopes
laucn de relance os olhos para I. I>inz.
Mas re lomar por uiulher I). Leonor
iicudiu o alfaiate atlerrado vollara Lis-
boa COO SKIS cavalleiros e bomens d'armas ,
C entao desgranados de nos '.
i Nao temis : o matrimonio adultero ser
condemntdo pelo papa Vos j terciamivi-
iIi contar o que succeileu a elrei l). Sancho :
a I). Fernando pode succedty > mesmo. Tan\-
bem os lidalgos de Portugal eem bomens d'ar-
mas. Pudeis estar cerlo de que nao vos a-
bandonaremoy. Agora resta urna cousa.
<^oube-mea mim dar esta triste nova aos bous
e leaes burguezes que tao ousadamente se
opposeram deshonra da tena ede seu re ,
eu devo ser ouvido por eles. Manda^Hies
que facam silencio.
Pemau Vasques obedeceu : o ruido dos po-
pulares que nao descontinuara durante esta
scena acalmou a um acenoJo alfaiate.
Diogo Lopes fez entao um largo discurso,
com que nao cansramos os leilores, que pou-1
co mais ou menos lero previsto qual seria.
Misturando amargas rep ehenses contra I).
Fernando com lisonjas aos populares procu-
rou persuadi-los poslo que indirectamente ,
de que toda lidalguia eslava choia d'indigna-
c.'io. Alludiu resislencia |ior armas que
elrei podia encontrar entre os rcos-bomens
de Portugal contra o seu casamento ; e no
caso de vir esse a cabo a probalidade de ser
le de familia as mais ampias funcertes da me- Ihe nao pode ser exclusivamente altribuda,
decina ora por triste necessdade ora por que pederemos nos inferir das alleraces a-
sordida avaresa opovotambem lem a sya cbadas no sangue de doentes que suecumbiro
tlierapeulica. Este na espbera das minlias i com molestias eslraubas a epidemial' Nao
ru-bu-ss adoplou a ipecacuanha em "lose Tumi-! obstante a sociedade de ve li car agradecida
ao Sur. Di\ Ferreira por ter submetlido
sua attenco o's-lrabalhos do mais celebre phi-
siologista Francez e a presen lado por escrip-
lo as consideracoes que a isso o movern e
que sao mais urna prova do muito que deso-
ja a duraco eesplendor d'esla sociedade.
Debatidas as quesles relativas aestaipe-
demia versaran as discusses da sociedade
sobre os inconvenientes da existencia no inte-
rior da cidade das ollicnas queempregao fo-
gos activos e sobro os meios de sanar esses
inconvenientes. A solucodos problemas de
hygiena publica para uo ultrapassar a meta
da justiga deve limitar os sacrificios impostos
s fabricas e oflicirias quillo que a experien-
cia tem mostrado sulicientemente para tornar
suas emanacesou estrepito inotrensivo po-
pulago e pouco incommodo aos visnhos.
Exigir d'ellas maiores sacrificios, alem de in-
justo vera a ser ou acabar com industrias
uteis, ou favorecer o monopolio pela extineco
dos estabelecmienlos pobres, augmentando
em ambos os casos o prego dos fabricos, e oon-
segumtemenle as despezas das familias. Mas
de quao extensos e varios conbcimeiitos nao
precisa o medico sobre os processos das anes
e das industrias sobre as materias que ellas
emprego e podem substituir sobre os meios
com que os povos que nos precedero no cami-
nbo da civilisac.ao evitro de todo seus In-
convenientes ou as tornarn menos ncommo-
das, para de consciencia quieta e com pleno
cor.hecimenfo da materia mostrar que he for-
goso removo-las, ou indicar as modificages
que Ibes devern ser impostas para as tornar
inolTensivas saude no interior das povoa-
gOes.
Na solugo da questo particular que vos fui
pedida pela cmara Municipal d'esta cidade ,
considerastes, que se de um lado nenhuma
das oflcinas que emprego fogos activos o
interior da cidade preenche as condices de
salubrdiide que a Adminislragao do Muni-
cipio deve exigir algumas d"e;sas ollicinas
as poderifio prebencher se Ibes fossem im-
postas e que posto fosse de rigorosa justiga no
estado em que se achao remove-las todas
para fora da cidade, o respeilo pelo direito
adquerido c o proprio inleresse dos habitan-
tes requera que para aquellas olficinas que
pudessem constituir-se as referidas condi-
ges so nao recorresse a esse meio extremo,
e se limtasse a Cmara Municipal a iuipor-
Ihes um modo de construego dos fornos o
urna isolago tal que nao conlinuassem a ser
nocivas nem muito mcummodas.
Consumistes bstanles sesses em debates
instructivos sobre esta materia e finalmente
resumisles em concluses da mais ntida cla-
reza e da nata fcil apphcago as condices
que deveria ser impostas a taes ollicinas para
continua'em a trabalhar no interior da cida-
de. Verdade he que ate buje vus cuube o des-
gosto de ver sem applicagao o fruclo de vossu-
discusses, e sem remedio algum o mal sos
bre X]ue fustes consultados. Mas nem por
isso desanimis continuemos a subministrar
dados pralicos de reconbecida utilidade s Au-
toridades que os pedirem ; nossas obrigaces
para com a Provincia (carao assim generosa-
mente desempeubadas, emborasejo tempo-
rariamente esteris por inapplicago quo vos
nao compete e vos nao pode ser imputada.
annullado [Hilas censuras da igreja. Einfi-u ,
sem nunca Ibes dizer claramente que nsis-
tissem na revolta a Iratassem se fosse preciso
de defender a cidade contra o poder real, sus-
cilou lodas as ideas quepodiam levar os po-
pulares a ste excesso. Fallava o ponto dif-
liculloso ; oda partida dos lidalgos. Pache-
co soube com a mesma ambguidado dar espe-
raneas aos pees de (ue elles se encaminba-
vam para suas alcaidaiias e honras como
louvavel intento de se apercebererr. em snecor-
! ro dos burguezes de Lisboa e com tal arte
I o fez, que os senhores e cavalleiros que se
achavamem S. Domingos, sem exceptuar
o proprio conde de Barcellos nao viram as
suas palanas senao urna feliz inspirado para
os salvar da colera da mullido.
Esta durante a larga arenga do antigo con-
sol beiro d'Aflbnso \. guardara silencio, in-
terrompido a espagos por um desses borbo-
rinhos que sao como os anuncios das e-
rupges do volco popular. Pacheco cmfim
conciuiu : mas o cspeclaculo' que linha (lian-
te de si o fez licar immovel por alguns mo-
mentose estes foram terriveis. Aquellos
centenares de olhos avcrmelhados scnlil-
lanles de furor cravados nelle e nos outros
lidalgos ; aquellas bocas semi-aberlas pres-
tes a proromper em lirados de morle eram
como um pe adelo diablico como urna ver-
ligem de loiicura. Os populares pareciam a-
inda cscula-lo, c nao poderem accreditar a |
deslealdad!! de I). Fernando de Portugal.
Os lidalgos aproveitararn este instante de
lorpor moral que preceda a urocella. Desce-
; rain da alpeiidrada e montando as suas
i possantes nulas encaminharain-sf! vagaro-
mente para a banda da corredoura. No meio da
eavalgada e rodeadodus cavalleiros mais bein-
jquistosdopovo ia o conde de Darcellos,e Diogo
Lopes com os seus pageos fecha va o squito. Se
I houvessem attravessado a praca ocondo te-
ria corrido grande risco 5 porque ao dobrar o
I ngulo do mosteiro j os doestos grosseiros e
I violentos voavam contra elle do meio do povo
'apinhado e al dois virotes de bsta pare-
cerarn sibilar por cima da sua cabega. Mas
apellando os acicales os cavalleiros seguirn)
ao longo da corredoura, cm quanto Ihogo Lo-
pes vicloriado pelos a quem com sorrisos
retribua aquellas mostras d'alTecto obstava
a que as ondas populares" rodeassem o dim-
nulo numero de eortesaos alguns dos quaes
nhan fundados motivos para reear a irrita-
co desses nimos ferozes exaltados pela fu-
ga d'elrei.
A eavalgada linha desaparecido quando
um trogo de besleiros e pees desembocou do
lado da ra nova. Era meslre Bertolameu e
a sua gente que vnham confirmara nova que
dera Diogo Lopes Pacheco.
Mas as palavras que Fr. Roy dissera ter
ouvido proferir a elrei langadas entre os a-
molinados uomo um facho sobro nionto de
lenba por onde lavra ha muilo fogo oceulto,
levaram o tumulto a um ponto medonho. As
alfrontas que at ahi quasi s se encaminhas
vam contra Leonor Telles e os seus parciaes
voltaram-se contra D. Fernando. As mal-
dieges, as plagas os nomes de traidor e,
covarde se ajuntavam s mais violentas amea-
gas. Ins juravam que nunca mais elle en-
trara em Lisboa : outros propuubam que sa
langasse fugo aos pagos reaes. Debalde Fer-
no Vasques trabalbava por aquela-Ios; nem
j esculavam o seu dolo. Furioso espalha-
vam-se p das ras que alrovoavam com gritos
brandindo as armas ; e por certo que se nesle
momento D. Fernando Ibes tivesse appareci-
do nao teriarn talvez respeita jo a vida do fi-
lliu do seu tao querido I). Pedro 1. o mais
popular de todos os nossos res chamados
da primeira raga.
Eslc motm sem objeclo sew resistencia,
e sem resultado acalmou nesse mesmo dia.
Ao anoitecer a cidade linha cnido no seu
habitual silencio e pouco a pouco os fidalgos
o cavalleiros attravessando as portas da cruz
seguiam caminhode Santarcm. O systema
militar dos antigos parlhos dera a victoria a
elrei : elle vencer fugindo .'
0 povo adormeceu : os cabegas da revolta
estavam irremediavclmente perdidos.
( Conlinuar-se-ha.)


o
l Resolvida esta queslo, tomastes para or-
dem do dia de vossas sessOes a impprtantissi-
ma queslo das erysipelas insistindo parti-
cularmente as relagesdc eauzaaeffeito que
entre ellas e a elephantiasis dos rabes pare-
cen! existir. Se ha materia n'esta Provincia
digna da mais profunda medilaco dos mdi-
cos he por certo a erysipela essa molestia
hoje verdaderamente endmica em Pernam-
buco, e taO geral que naO podemos quaze
entrar n'uma familia sem a encontrar a ella ,
ou a seus effeitos.
. He por ventura a elefantiasis effeito de re-
petidas erysipelas? Deve a intumescencia
da pelle e tecidos adjacentes ser atlribuida ex-
clusivamente n'esta molestia propagaco da
inflammacao erysipelatosa ? Sao as erysipe-
las cauza ou sao effeito ligado natureza par-
ticular da Elephantiasis ? Tem esta por sede
o syslema lymphalico como assevera varios
autores ? Quaos sao os tralamentos qc me-
lhores resultados tem dado durante osacces-
sos iuflammatorios, e quaes de|His d'esses ao-
cessos P Existe algum meio prophylactico ;
alguns.recursos preventivos, que assim co-
mo para os crimes sao tambem prefer veis as
molestias aos meios repressivos ? Est por
ventura provado que antes do anno de 1817
as erysipelas ero rarissimas n'esta Provincia?
E tendo n'esse anno viudo urna expedico do
Rio de Janeiro, onde a erysipela era desde
muito lempo endmica he licito attribuir ao
contagio a maior frequencia d'e>ta molestia
entre nos? Nao deve antes esta maior fre-
quencia ser imputada extica imitacodos
hbitos da Europa entre nos a essa louca i-
mitacao do luxo dos climas fros na zona tr-
rida imitaco que lornando-se mais activa
coni a vinda doSnr. D. Joa VI. para o Bra-
sil tal vez com a chegada da expedido da
Corle tomasse em 1817 maior vigor n'esla
Provincia transformando a primitiva leveza
c simplieidade do vistuario em pesadas casacas
de massicos pannos, em aperladas calcas de
lanilicios com repuxadas prezilhas e fazendo
dus habitaces com dispendio dobladamente
nocivo verdadeiras estufas, onde o calor he
concentrado por tapetes, vidracas, c forros ,
nao so caros e desnecessaxios mas directa-
mente contrarios saude, e finalmente intro-
duzindb a intemperanga essa origem com-
mum de todas as molestias, por concorrerem
desde ento para este porto de todas as partes
do mundo iguarias e bebidas, com que se
desaliem os appetites, e se estraguem os es-
tmagos mais robustos ? Sem fallarmos nos
hbitos que j estava consagrados como ar-
tgos de f de se esperar pelas horas do calor
para sahir de caza depondo ento as vestes
leves e frescas de que usamos de manha
para nos involvermos em calrenlos tecidos
de la quando o sol vai chegando ao meri-
diano, o quena verdado parecera acto de
conlirmada demencia se nao soubessemos
quanta influencia tem sobre as aeces huma-
nas o exempjo eaopinio por mal fundados
quesejo. E este ultimo respeito seja-me
licito dizer perante o primeiro Magistrado da
Provincia, que tantas provas de benevolencia
e considerarn tem dado a esta sociedade ,
que o diere das Administraces mudando as
horas do trabalho as estaces publicas e
impondo arrasoadas cohdicoes de vestuario
aos empregados a s obrigaria as pessoas
que tem dependencias da administrado a sa-
bir pela fresca mas daria um exemplo que
pelo lugar elevado dnde partia nao poderia
deixar de ser imitado e de ter influencia na
saude publica. Em npoies que to longe
est da zona trrida admirei o juizo pralico
dos habitantes e do governo. Das 11 horas
ate s 5 da tarde dehaide algem quer tratar
de qualquer negocio publico ou particular ;
assim que o sol se approxima do zenith fecho
as lojas e as repartieres ao mesmo lempo e
so depois do ablandar o seu ardor contina
o giro dos negocios. O mesmo se pratca nos
Estados-meridionaes Ja America do Norte.
Lis indicadas as quesles, que cerca das
erysipelas aparecera por differentes vezes em
vossos animados debates, masa solugo d'es-
tas quesles, com magoa o digo, nem se
deo, nem se dar to cedo por quanto para
resolver algumas seria preciso que precedesse
a existencia de estatistica medica na Provin-
cia ; sem ella questes de numero sao insolu-
veis, e quem ha ah que trabalhe na estatis-
tica medica ? I>ara resolver outras era pre-
viamente necessaro que existisse na Cdade
um hospital digno .'a sua actual grandeza ou
abas que as familias fossem mais facis em
consentir que os morios sirvo para instruc-
go dos vivos e finalmente para chegar a
result.idos satisfactorios sobre urnas e outras
preciso seria que as nossas necessidades e de
i nossod familias nos nao compellissem a consa-
grar quasi todo o lempo ao tralamenlo dos
doentes, motivo este derivado da pobreza da
classe medica que na minha opiniad he a
^principal causa do atrazo em que se acha a
sciencia mais ulil humanidade.
Nao obstante tantas e tamanlias dilficulda-
des vos encetastes a questao as erys pelas
e as elephantiasis circumdo-vos por todos os
lados; os collegas mais antigos dizem que
esse flagello vai progredindo cada vez mais
entre o povo, o vosso dever, e o vosso amor-
proprio esto agora empenhados na soluco
d'estas questes. A tarefa he ardua na ver-
dade, mas j que a emprehendestes curh-
pro desempenha-la. As curas de elephantia-
sis, que obtiverad como meios internos ds
membros da commisso que incumbistes de
vos apresentar um relatorio sobreest moles-
lia e os bons resultados da compresso ge-
ralmente admittidos devem animar-vos em
ta" rido trabalho particularmente se at-
tenderdes importancia de vossos louvaveis
esforcos para esta Provincia.
Entre as-discussOes ordinarias da Socieda-
de apresentou o nosso Collega o Sur. Tei-
xeira a memoria annual, que nos impoem
os Estatutos. Pratco to perspicaz nao podia
deixar d'escolhor materia ulil. Tomou por
assumpto da sua memoria a hydrocele essa
molestia, que dizem tambem ter-se tornado
endmica e ir feneralizando-sedeum modo
espantoso na Provincia. O nosso honrado
collega nao quiz expor a historia geral e com-
pleta da hydrocele nem indicar meio algum
novo de curativo, mas sim entrar no exame
das cauzas da sua maior frequencia na Cida-
de e narrar o que melhores resultados Ihe
havia dado em mais do 50 annos de pratica
em Pernambuco.
As provas da maior frequencia da hydrocele
actualmente parecem-me insuflicientes mas
a influencia do clima e dos mos hbitos hy-
gienicos dos habitantes sobre a producead'es-
ta molestia est admiravelmente exposta e
sinto que os limites de um relatorio geral me
nao permitto reproduzir as simples e exactas
expresses do autor. Porem vos ordenastes
a impresso d'esla importante memoria, e
nao tardar que o publico a possa ler. Se este
se conformar aos conselhos que Ihe d o nos-
so collega, ser-lhes-ho uteis em muitos
sentidos.
O autor, e os praticos antigos da cidade ,
barril com alcatro, por lora. ,
Galera Ingleza = Emily = Fasendas, lou-
ca por dentro laxas e maquinas
por fora.
Escuna Americana = General Warrim =
Barricas, e sacos vasios por fora.
Briguc lnglez Nigthingale = Fazendas por
dentro.
IMPORTACA.
que me fazem a honra de me ouvir estaO
persuadidos que nao s a hydrocele de rara
que era antes, se tornou mais frequente,
mas ate proporcionalmente excede em-nume-
ro o que observra n'outras trras. Seja-
me licito manifestar alguma duvida n'este
ponto. O professor Cloquet Je dados eslatis-
ticos muito approximados conclne que a sex-
ta parte dos homens padece em Franca de hy-
drocele e o professor Velpeau diz que he to
frequente esta molestia, que s as salas da
Caridade tinha operado mais de 50 hydroce-
Ips em menos de um anno. Ora asseverando
o Sur. Teixeira que na sua opiuio a quinta
parte dos homens da cidade padece de hydro-
cele oexcesso em Pernambuco seria de urna
sexta parte to somente, e esta differenca
loma-se de bem pouco valor se considerar-
nos que nenhinna exactido porlem tpr aqui
os nossns dados estatisticos. Nolai, Senho-
res, todas as vezes que se me apresenta
questes importantes surge inmediatamen-
te a falta d'eslatistica medica para tornar du-
vidoza a soluco d'essas questes
Suppliquemos as autoridades em nome da
humanidade, que mandem tomar o senso
exacto da populaco da cidade e vos nomeai
para hem da sciencia que professais, urna
commisso permanente d'estatistica medica ;
com esses dados correlativos resolveremos
com glora da sociedade e utilidade publica
problemas por agora d'incerta soluco.
O Sur. Teixeira, um dos nossos collegas
mais idozos e cuja existencia se passa em
successivas molestias ate no leilo do soffri-
mento rodeado d'innumeros doentes fo,
nao obstante tantas e to legitimas desculpas,
o nico membro da Sociedade que aprezentou
n'este anno a memoria exigida pelos Estatu-
tos. Estas circunstancias a importancia da
materia os facos que abunda na memoria ,
torno o Snr. Teixeira, membro benemrito,
da Sociedade.
(Continur-se-h. )
A Galera Ingleza ~ Emily vinda de Li-
verpool entrada no corrente mez consigna-
da a Me. Calmont & C., manifestou o se-
gu n te :
14 barricas com vidros lt ditas dito fer-
ragens 21 barricas com manteiga 4 fardos
dito fazendas de algudo 5 caixas dito ditas
dita 10 ditas dito ditas iiulio 5 ditas dito
ditas seda 8 fardos dito ditas la caixa di-
ta dita, a James Oabtree & C.
10 caixas com fazendas do algodo 10 far-
dos dito ditas a B. Lasserre & C.
10 fardos com fazendas de algodo-5 caixas
dito dita 1 dita dito dita de la, a G. Deae
&C.
1 caixa ignora-se a S. Corbett.
50 barricas com manteiga a Diogo Co-
ckshott & C.
5 Fardos com fazendas de la a Jones
Patn & C.
70 caixas com fazendas de algodo 20
fardos dita dita 1 caixa ignora-se a Rus-
sell Mcllors A C.
W caixas com fazendas do algodo 4
fardos dita de dita 1 caixa dita de la 1
embrulhocom toucinho A Ordem.
20caixas com fazendas Je algodo 1 dita
dito de la 2 112 toneladas de ferro em lo-
Iha 0 caixas com chapeos 1 dita com quei-
jos 1 dita de folha ignora-se a Geo :
Kenworthy C.
5caixas com fazendas de algodo 26 bar-'
ricas c mu vidros 48 enibrulhos com ps de
ferro-150 barriscom manteiga -1 caixa com
courode lustro, Joknston Pater&C.
6 ditas com fazendas de algodo 8 fardos
com dita dito a Fox Brothers.
100 taixas de ferro 10 caixas de ferra-
gem pertencenta as machinas ~ 50 pessas
de ferro soltas para dita a Fox Stodart.
0 fardos com fasendas de la 69 ditos dita
d'algodo c 5 caixas dita dito a Alex Me
Kay&C.
1 embrulho com livros impressos, para a
Livraria.
50 sisoscom louca a A. Schramm.
10 barricas com serveja Gasto do Navio.
10 caixas com medalhas a J. O. Elster.
Urna caixa (ignnra-se) ao Padre lnglez.
20 toneladas de carvo de pedra e 57
barricas de serveja a M. Calmont A C.
112 Rigos com batatas ao Capito.
10 fardos com fasendas d'algodo -15
caixas ditas dilo e urna dita (ignora-o) a
Latham A Hibbert.
Una caixa com fasendas de l p algodo -
2l fardos com dita d'algodo e 5 Caixas com
dita dilo a Gaskell Jonson & C.
lo embrulhos a Diversos.
a lamosa o nova cavatina da opera Gli A-
rabi nelle Gallie -, del maestro Pacini: con-
cluida quoseja seguir aexecugo dadiverti-
dissima Pantomima, que tantos aplausos al-
cancou a primeira vez que se desempenhou ,
e quo a pedido de umitas pessoas se repete ',
que tem por titulo 0 Boticario d'aldeia \
ou o Ungido cao de Inglaterra. Depois s
cantar com toda a sua engracada scena o jo-
cozissimo Dueto de Baixo e Tiple na opera
Elisa e Claudio, desempenhando o papel de
Mrquez Joze dos Reis, e o da frentica Eli-
sa^Madama Amanti.
Em> continuar se executar o grande o
novo Drama em um acto em pantomima quH
tantos aplausos tem merecido, o tantas en-
dientes tem dado aos Theatros de Lisboa e
Porto e que se intitula, k Priso e morte
do Remechido, na serra do Algarva
Cantando no fnal Madama Emilia Aman-
ti o Himno de D. Mara Segunda Rainha da
Portugal.
N. B. Os camarotes se acho venda desdo
j para maior commodidade do publico..
Por motivo d i caixa do Theatro ser peque-
a para o Espectculo desta noi,te nao sq
permitte entrada nella a pessoa alguma, so
nao aos que trabalharem.
AVISOS DIVERSOS.
S27* Aluga-se o primeiro andar do sobra-
do no atierro da Boa-Vista lado da Matriz ,
com oilo corrido de janellas cin frente da
ponte; quem o pretender dinja-se ra
nova, segundo andar n." 16.
. cy Precisa-se de um homem de boa con-
ducta quesejabom alfaiate, c enltnda per-
feitamentedo co>te para oceupar o lugar de
conlramestre ganhandopor dia quatro pata-;
cas : no atierro da Boa vjsta loja de alfaialo
deManoelJoaquim Venancio, D. 17.
=; O Spr. Francisco Bento de Medciro dirija-se a ra do Livramento D. 4 nara se Iho
entregar urna carta vinda do Rio Grande.
Quem precisar de um rapaz brasileiro
para cobranza, ou mesmo para escripturaco:
annuncie.
A pessoa quo annunciou precisar d
2 contos de reis a juros sohr* pinhores de mi-
ro ou piala sendo que anda queira diri-
ja-so a ra do Livramento D. 21.
Joo Antonio Miguel, reir-se para o
Rio do Janeiro.
EDITAL.
-= Pela adminislraco da Meza do Consu
lado se faz sabe: que no dia 25 do correnle
mez S' hade de arrematar porta da mesma
Administrago urna caixa dcassucar branco
aprehendida pelos respectivos empregados do
Trapixeda companhia por inexactido datara;
sendo a arrematado livre de dispezas ao ar-
rematante. Meza do Consulado de Prnam-
bucoSl de Abril de 1842.
Miguel Arcanjo Monteiro d'Andrade.
COVIMERCO.
ALFANDEGA.
Ren di ment do dia 22 714^574
DESCARREGA HOJE 25 DE ABRIL.
Brigue lnglez = James Erskim = Fasendas >
por dentro ancoras correntes e um
DECLARAgES.
A Camamara Municipal desta Cidade ,
faz sesso extraordinaria no dia 28 do cor-
renle.
= O brigue fndiauo, recebe a mala para
o Rio de Janeiro hoje ( 25 ) as 11 horas do
dia.
THEATRO.
=t Descripco do variado e pomposo Divcr-
((mento, que se hade executar Domingo
24 do corrente debaixo da direceo do artis-
ta gimnstico Joze dos Reis, sendo preben-
dado com duas grandes Pantomimas ludo
guardando a ordem seguinte.
Depois de urna escolhida pega de muzica ,
Madama Emilia Amanti cantar com recitado
= Manoel do Nnscimerito Cerea fa? etr-
oaquetn couvier que por aulhoriuco do
Sr. Mauo.l R.b.-iro da Silra residente e-u
L'sboa dissolveo u ti.n do anuo pa^sad^>
de |84i acata rommei'tal que aqui eirava
debaixo da firma do mtiinu Sr. Ribeiro e
que por mo esl munido de anp'o, poderei
para liquidar as ixlinrta fi mado Sis. M-
uoel Ribeiro da Suva, Ahnoel da SJva Fi-
Iho & Amorta e Antonio J02 d'Amriui,'
ficando obrijiado a pagar as divida* p'sdva* )
e a retener todas u activ.coniraidas pelas
referidas firma* i oatruain que a sobredi ti
cara do Sr. Ribeiro nesta eldale, paou
a girar em nome lio annuuciai.te c,m o'
qnal s poJerio eut-iider os Sr. iiegociatiieW
e inaia p s as que tiverem quae*quer Irania-
c>s com a mesma caza.
= A abaixo >signrda receben do' hoje iq
uroa ralla de Joae do Sacramento e Silva
cora a dacta de ai do con eme e bem asm
orna cunta ItnpreaMj respond.-lhe, que
ella tilo Ihe dando poderes pata comprar e
*enderfiido, e estn Jo elle era sua loja de lou-
ca oa qualidade de imples rateiro, esl res-
pomtavtl por ludo o prejuixo por elle caura-
do, asaim como peta entrega de peno de
quatro cont de res, que tem e nbeiro que apiou romo se mostra do lino
respectivo, que eptrtgo a annuriciante e
tambera pela de 88j j que ficjilo stm sua
orderri fiados, e qu agora' di na mesma )i
haer rendido, nio haveodo l-inheiu para
i0 ordera a'guma. Lembre-seo Sr. Silra
deq^ue quando a aniiunc-niecomiirou suj8
multas nstaii ia (erida Jjja ]te )^_
| mingutS da C.sta deu-lhe urdeus mui ter-
minantes reUclirameii e a comprase vendas-
e por so uio pode nem dere estar a a esma
airaunciante pela celebre e desauthoiizada
conta, que fez imprimir.
Joaquina Maris Pereira Vianna
= Aluga-se urna escrava para todo o ser-'
vio : quem a pretender dirija-se ao patio
da Santa Cruz na Boavista caza ao pe da do
Sr. Peretti, que Iho dir quem luga dil*
escrava.


f/ Pelo navio francez Hortense lia chega-J perio para o Reino de Portugal doixa as
do no .principio do crrente na, os vorda-
deiros pos parisienses purgativos ; anli-
d-irtrosos anli-sypliiliticos, anti-biliosos ;
e se vendcni com o competente receituario ,
ius lujas segiiintes : de Mero/, relojooiro na
praca da Independencia a que foi de Frode-
ri<:o Chaves na ra Nova D. 5 e de chapeos
na roa di Cadeia do Reeife 1). 42 pelo proco
de mu cruzado cada inassinho.
VKh O Sr. Francisco Raymundodc Barros
1 atavia queira annunciara sua morada jja-
ra se tratar de negucio de sen interesse.
f Precisa-so d urna ama que ten ha-bas-
tante leite pura criar urna menina anda
que seja captiva : na roa Nova segundo andar
da quarta casa ao sahir da por. te dofronte
do gallineto literario.
tsr (Juem quiser dar J0.C a juros sobre hy-
potl-ecaem una escrava annuncie.
tsr Aluga-se un oplimu moleco de boa
figura para todo o servico cozinha o orji-
nariy e lie muilo liel assiol como urna
.preta : na praca da Boa vista D. 4.
E^ Aluga-se uma casa na soledade, com
muilo bous cummodos : na ra larga do Ro-
zarlo no segundo andar do sobrado junto a
botica do sur. Bartholomeo.
et No dia 19 do crrante dcsapareceo um
preto ganhador com un hahulzinho, leudo
dentro do dito uma saia preta, urna norma
suas casas de negocio entregues asen socio Jo-
aquim da Silva Ferreira Vinhas, authorisado
para comprar, vender pagar, e receber em
nome do abaixo assignado. = Lourenco Joze
Ferreira.
cr Antonio dos Santos portuguez rc-
tira-se para aCidade do Porto.
tsr Manoel Joze Salgado Coutto subdito
portuguez, re l ira-se para f ora da provincia.
tsr Joo Antonio Rodrigues, relira-se pa-
ra Portugal a tratar de sua saude.
13P Manoel dos Saulos Portuguez reli-
ra-se para Lisboa.
tsr Theodoro Domingues, Portuguez, re-
lira-se para a Cidade de Lisboa.
tsr Domingos de Freitas e Castro reti-
ra-se para Fu ropa.
tsr Aidonio Joze Marti ns Ferrreira, reti-
ra-so para o Porto.
tsr Thomaz B. Gunston subdito Britnico
relira-se cojh sua familia para luglaterra.
tr Joaquim Lopes Dias retira-se para a
Cidade do Porto.
jy Joaquim Pereira da Silva retira-se
para a Cidade de Porto.
m Joaquim Joze da Silveira Brasileiro
retira-se pai a Angola a tratar de seus nego-
cios.
tsr Izahel Candida de Carvalho retira-
se para o l'orto com suas ulnas menores ,
praca, pelo maior preco que for ofTerecido
visto ser para completa liquidacao de con tas.
COMPRAS.
tsr Um melhodo de rebeca em bom asta-
do na botica da ra do Vigario.
tsr Urna canoa de carrea uzada ; quem
tiver annuncie.
tsr Escravas de meia idade para o mal-
lo: na ra Direita D. 20 lado do Livramento.
lar- |!m methodode Molino para flauta ,
que seja encadernado e ten ha pouco uzo :
na ra Nova D. 5.
VENDAS.
de caria de alforria uma ctilher de prala 2; por motivo de molestia.
lencoes, e una coberta sahindo o dito pr-
lo dedetr/iz ta Matriz para entregar na ra
Direita passando o beco da penha primeiro so-
brado de 2 andares.
i^r Quem quiser dar 90j a juros com pi-
nhoresde ouro amiuncie.
tsj' Quem perdeo urna letra do valor de
"iOOvOO rs. dirija-so a praca do commercio
botequim do Almeida que dir quem achou.
xsr O solicitador Guimares tira pas-
sa portes para dentro e lora do Imperio com
promplido e preco rasoavel os pretenden-
tes dirijo-se ao beco do peixe frito D. 4 pri-
meiro andar al uma hora da larde e des-
sa hora em (liante na ra do Cotovclo nume-
ro 5X0.
tsr Roga-se ao Sr. L. C. P. F. queira
no praso de odias ir tirar os seus pinhores
na ra Nova pois o praso se acha vencido a
maisdeum mez do contrario sern vendi-
dos.
yr Na Camboa do Carino D. 8 precisa-
se fallar ao Sur. Joze Jacinto da Silva a ne-
gocio de seu interesse.
tsr D-se a juro* a quantia de OOji
por cento ao mez sobre pinhores de ouro ou
prala: na ra eslreila no Rozario I). 21.
tST Roga-se aoSr. M. F. B. o obsequio de
ir pagar na ra Nova a quantia de 4.>700 que
tiinoii m fa/.endas a mais de 2 anuos.
O" Precisa-so de pelas para venderem
que trabalhe
i caixeiro que
a 2
tsr Anlonio Ferreira dos Santos retira-se
para Loanda a tratar de seus negocios.
tsr Joaquim Lopes da Costa faz sciente ,
que desde 23 de Janeiro de 183(5 se assigna
Joaquim Lopes da Costa Maia e continua.
tsr Quem precisar de uma ama de leite
forra dirija-se a ra das Cruzes D. 19.
tsr Joze Azevedo e Silva faz sciente ao
respeitavel publico que por haver outro de
igual nonoe de hoje em diante se assignar
Joze Francisco de Azevedo e Silva.
tsr Joze Francisco de Azevedo faz scien-
te ao respeitavel publico, que por haver outro
de igual nomo se assignar de boje em dian-
te Joze Francisco de Azevedo Uliveira.
AVI S~OT~M A R I T I M"os7~
tsr Para Lisboa saldr no dia 10 de Maio
vindouro o Rrgua Portugue/. Joseplnna ,
Capitao Paulo Antsniu da Rocha ; quena no
esmo quisercariegar ou ir de passagem pa-
BUlules da 2. parte da
9, Lotera concedida
favor das obrasdo Thea-
tro Publico cujas rodas
audo impreteriveliDente
<28 do correte; nos lu-
gares do costume.
tsr Na ra da Cruz botica de Luiz Pedro
das Neves vende-se o verdadeiro balsamo
homogneo fabricado por Pedro Garbaza ;
cirurgio Italiano : As virtudes dcste balsamo
sao curar com a maior promplido qualquer
ferida por mais velha e ruim que seja, sar-
nas, erizipelas, e todas as molestias da pelle ,
rheutnalismos schiaticas, gotas, inchacGes,
o. fraquesa das arliculacoes queimaduras ,
fstulas e mordeduras al de animaos peco-
nhentos. Tomado por dose interna cura e
extirpa as lombrigas, e solitaria, na Ihema
e menstruaco dores de clica estomago ,
ventre, e livra de qualquer molestia conta-
giosa estimula o apetite de comer e aplica-
do em fricos calma e socega as mais violentas
dores chronicascauzadaspor agota o rheu-
malismos.
tsr Um Atlas grande de Serr.cncourt ,
contendo o novoe velho mundo, com 56 car-
las : na praca da Independencia I). 5.
tsr Urna venda em fora de portas defron-
te do beco largo I). 19 com poucos fundos :
a fallar na mesma com Manoel Domingues
Comes.
tsr L'm bonito molequo de Lia 15 annos,
preco commodo : nos armazens de Joze Ro-
drigues Pereira & Companhia no beco do ca-
j/fpim de Fernando Joze Braguez junio ao
arco da Conceico e de Joaquim Gonsalves
Vieira Guimares no caes da alfandega
tsr Urna farda para guarda nacional, com
pouco uzo e por preco commodo : na ra
de S. Thercza venda D. 13.
SST Barricas de farinha de trigo franceza ,
de superior qualidade : na ra da alfandega
velha n. 9.
tsr Lina preta de bonita figura, de 2G
annos ensaboa e lava de varrela faz to-
do o servigode uma casa compra e tainbem
vende fazendas : na ra Nova D. 26 segun-
do andar.
tsr Urna carteira de meia face era bom
uzo e por preco commodo : no pateo do
Carmo venda D. 3 ou na casa D. 1 i.
tsr L'ma casa de louca de barro na ra
doRangel, tem com modos para familia na
entrada da ra do Rangel D. 57.
ESCRAYOS FGIDOS.
rao que tem excedentes com modos dirija- ,
.' j ,.,- V duas pretas mocas, cozuihAo engommao,
sea Mondes (V O vera na ra do Vicario r ;,
er.saboiio ,. e fazem lodo o mais servico: na
ra do Fogo ao pe do Rozario D. 2o.
D. 1 "> ou ao referido Capillo.
tsr Para o MaranhAo al o fim do corrente
sahiro Brigue Escuna Voador, por ter a
pao de veudagem ,
de masseira ; bom como di
C?- Carne de boi, vitela, carneiro, e por-
: co ludo gordo e em con la : na ra dasTrin-
maior parle do seu earregsinento anda re- r^
, iCheiras no assougue Trancez L>.
cebe a guma carga o passanciros para o que ,, ? k
" ,, i u i tsr Lm mulalinho de 11
tem excelleiileseommodos como se pode ve- ., ,. n .
,. i i- i- do Crespo I). 1i lado < o sul.
rihear : os pretendentes dirijao-se a hrm- f.
noJozJFelisda Roza, ra da Moeda n. L42. ^ ma Casa *' M'' H1
tsr Para o Rio de Janeiro e Rio Grande P/P*0 commodo : na ra do Queimado
o.
annos
na ra
ue inamena w' > ^^ ^ jy i'ara o Kio Ue Janeiro e Hio brande r. r. *" """
trabalhe na mesina, e lenhaalguma fregu- (io S(1, ^ impreterivelmente no dia 2o ,0Ja d* r've ,
sia de po : na rua_do Colleg.o venda D. 0. ;do (>orrente a ve|lcira ( |(ova Barca Trmm_ %sr V and res de zin
arrem
zo da lerceira vara do Civel, a escrava pinho-
rada por Joao Lopes de Lima a Joo Anas'.a-
cio da (iunha.
tsr Fngomma-se roupa com asscio : na
rtia da Coneeigo da Boa vista D 15.
tsr Joze Pedro Marques da Silva faz sci-
ente a aquelles Srs., que vendern carne a
Joao Baptistade Qtciroz contando com socie-
dade entre o annunciantc e o dito Que'iroi,
que toda a relacao est acabada entre um e
outro e que por isso a nada se responsabe-
isa.
tsr Da-se -400j a premio sobre pinhores
de ouro ou prala, por lempo de 10 mezes: na
ra do Vigario n. 26.
tsr Precisa-se de um rapaz de 12 a 14 an-
nos ltimamente chegado do Porto; na pra-
^a da Boa vista D. 6 da parle do Sul.
tsr Quem precisar de uma ama capaz para
todo o servico de dentro de casa de menos
engommar dirija-se a ra atraz dos Martirios
casa de 5 partas verdes.
tsr Aluga-se uma morada de casa terrea
na Boa vista no beco que vai para a Gloria ,
com suficientes commodos para uma familia :
na ra da Cadeia U. 14 no segundo andar.
tsr Tobas Davis e sua familia reli-
rSe-se para os Estados Luidos da America do
Norte.
sar Joo Fernandos faz sciente ao res-
peitavel publico que de boje em (liante se
assignar Joo Jo/e Fernandes de Magalhes.
t^r Antonio Mcira subdito Hespanhol,
retira-w para fora do Imperio.
sy 0 abaixo assi^nado retira-se dcste Im-
ija-se ao Capi
no da Silva ou a (andino Agostinhode Bar-
ros pracinha do Corpo Santo n. 07.
p Para llamburgo sahir com toda a
brevidade por ter a maior parte da carga
prometa o muilo velleiro e bem conceituado
Brigue Portuguez Fmprehenpedor de que he
Capitao Ignacio Joze do Araujo para o resto
da carga e passagoiros trata-se com o seu
consignatario Francisco Severiano Rabello no
inco proprios para assucar
copos
xo e
ra
ra-
forte do mallos.
L F I L A O'
tsr Lenoir Puget & Companhia fazem le-
do por interveiiQo do Corretor Oliveira de
um grando sorlimento de miudezas e fazendas
Francezas, Suissas e Hamburguezas que
se bao de vender por todo o proco para saldar
con tas entrando ueste numero um variado
sorlimento de alcaides; Terca feira 26 do
corrente no seu armazem da ra da Cruz.
v tsr Cals Jnior continuar o seu leilo
por intervenco do Corretor Oliveira Quarta
feira 27 do corrente as 10 horas da manh no
seu escriptorio na ra da Cruz D. 10 primei-
ro andar, demuilase diversas fazendas Fran-
cezas e Suicas de prompla extracto, como,
sedas, sarjas, solins, tafetaes, macedonias,
ricos lencos de selim para grvala, ditos de
tafel e de sarja cortes de vestidos de seda ,
e de chaly cainhraias adamascadas eoutras,
lencos d^ seda chales, mantas veos &c. ;
e de um variado sorlimento de artigos pro-
prios de "tojas de fbrragens e de miudezas o
que tudo se vender aos prasos actuacs da
soavel : no atierro dos aflbgados D. 18.
$~r Umnaparelha de espelhos para sala:
na ra eslreila do Rozario D. 26.
tsr Um negro crelo de 20 annos talha-
dor e de bonita figura : no largo do Ter-
co n. 9.
tsr Pentes de tartaruga das modas as mais
modernas abortos e lisos e de marrafa ;
assim como tambem se compra tartaruga ,
em pequeas e grandes porgos e pentes ve-
lhos e tambem se conserta toda obra de tar-
taruga : na loja de tartarugueiro no pateo do
Carmo no sobrado da quina que volta para a
ra das Trincheiras.
tsr Sacas com farinha de mandioca a
<4,> "00 : na ra da Crnz n. 40.
tsr Uma espada para nfficial, chegada pr-
ximamente do Rio de Janeiro do ultimo
gosto tem guarnir/ios de ferro e a folha
bordada com letreiro viva o Imperador D. Pe-
dro Segundo, e uma banda de retroz com
borlas de galo de ouro verdadeiro tudo por
prego commodo : na soledade venda que fi-
ca confronte ao oifo da Igreja.
ss^" Tijolos de limpar facas vellas de car-
nahuba estojos de navalhas para viagens ,
escovas finas para chapeo fsforos de penle,
facas e garfos de cabo de marim cartas
francezas e porteguezas thosouras finas
para costura, bicos estre tos e largos arga-
li-s e vellas elsticas para curar carnosidades
e dor de pedra, e umitas miude/as baratas :
= A al do corrente pelas 5 hora-, da tar-
de fugio do bec< do^ bailx-iros onde .stava
tiabdlhaiido um moleqoe de nome Andr,
de 16 anuo- de idade, audar e manaras de es-
pon lado com chapeo de palha novo cal-
sas Je sita muilo tujas, carniza d'a I goda o ,
tem uma nodoa branca i as nadrga*, falla
muilo pouco o portuguez por ter tgiadosenr
pie n'um siiio da Sra, O. Maria Fi'ancica
Monteiio a quem f dia, rpor !to nio salle o noroe de seu ver-
dadeiro senhor que he Joo Alvesd'Olivei-
ra a quem o aprehendedor levara ua ru a
da cru* D. 18 e que alein de obrigado re-
compensar do seu ira'ialho.
: p:m o dia ao de Marco prximo pas8S3-
do auzenlou-se da ca D. 14 no aten o da
Boa-vista a preta Luiza, de naci alabar
com os signaes seguinles, abura regular ,
cor meia Fula cara comprida e descarnada,
com falta de denles e em uma das mas tem
um lobinho, a qu^l por ter lora roupa nio
he sabe do trage com que andar mas tras
um avental preto e pao da co*ta de liatrjs,
a qual sabid com um llandes cual a caadas
de azeite de carrapato he bem conhecida
ne-.te recife por vender muitos anuo* azeite ,
e nOtida que ei ccoiada dentro o rerife,
onde ja foi vista comprando carne no asso-
ue por pessoa que nio stbia de sua fgida.
Da mesma czi a cima auzentou-se no du 8
de Deznnbro do anuo prximo psado
preta Antonia, n.tco congo, alia, magra,
prmas e bracos finos oIIioj pequeos ros-
lo escamado a qual vende azeite de ca r-
palo e noticia que anda vendendo ag>a,
por lora de portas, e pela cinco-pomas f vi-
ve de noite pelos outros portos de canoas de
agoa ; porlanlo roga-se as autinnidades po.
liciaes e capities decampo, as aprehendi
e levrm ou inandem levar a dita caza no a-
lerro da Boa-viita D i4 primeiro andar on-
da fe gratifcala tod'S as despesas.
s- No dia i. de Marco de-te anno fugio a
escrava Joanna de naci angolla cof fula,
cute" Mgual izivel que ttm um dedo do p
aleijado, a qual foi de Cap. Tolentinod'Vas-
conselos da Parahioa j por Vczes tena sido
vista por esta cida le e pela de Olinda e
mesmo pelo alen o do* bfJfojados : quem ape-
nar leve no Forte do brum a entregar a0
Vago Mestre de Artilbena.
tST Fugio em ii de Abril do corrente,
uno negro rreoulo por mue B.nedxio ,
representa ter 35 annos de idade, pouco
mais ou menos, de esatura ecoi po regular,
bem parecido, e levou vestido carniza e cal-
cas biancas, chapeo de couio sertneja o
bolea de couro alado cinta Quem o pe-
gar leve a ra da atzala velha u. a no 2.
andar ou na ra da cada do Bairro do
Rerife b.ja o. 53 que sei gratificado.
MOV MENT DO PORTO.
NAVIO ENTRADO NO DIA
22.
Bahia ; 8 dias, Patacho Americano General
Warrende 128 tonel. Cap. Charles Ogle,
equip. 7 carga lastro a A. Schramm.
Aracaty ; 20 dias Hiate Brasileiro Olinda do
49 Ij2 tonel. Cap. Jos Gonsalves Pena ,\
equip. 12 carga varios geeeros : a Main-
el Joaquim Pedro da Costa; passageiro!
Manoel Joze Rodrigues Oliveira Joo Mar-
ques da Silva, Antonio Joaquim Gonsal-|
ves : todos portuguezes e 2 escravos.
na ra larga do Rozario loja D. 7.
tsr Farinha de mandioca e de Mag che-
gada ltimamente do Rio de Janeiro por 11UCIFE NA TYP. DE M. F. DE Ft = 1W-


Full Text
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