Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04635


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Full Text
Anno.de 1842.
Quinta FeVa 21 de
Todo agora depende e nt
iinuemoi como prineipiaaoi,
saltea.
meamos ; da Mua prudencia, moderacao, eenerga con-
e seremos apontado. con admir.co entre as Nacfiea mais
(Proclama* di Assemblra Cen dolfiair.)
PARTIDAS DOS CORREROS TERRESTRES.
(.miara, Piraibi, e Rio turie do Norte, efund e.etta feira.
Bnnit e Ciranmaas, a lile 24.
Cabo, Seriehaeej, Rio Formoxo, Porto CaWo, Maceio, Ala/roas nol,H, 21.
Pajeii 13. Saato Aetao, qinu feira. Olinda todoi 01 diae.
DAS DA SEMANA.
48 Seg CeldiaeB. Chano. Aud. de-J. de D, da 2. t.
^9 Tere. I. llerraogenea M. Re. Aud. do jnide Dlreitn da 1, Tara.
-O Quart. f. Ignex do Monte policiano M. Cbanc, And. do J. de I>. da 3 T
Zl Qwri. S. Ak**b Are. Ad. do .1 de D. da 2. .
22 Sea. Se. S*sr Caio Usa. And. do J, de D. da 1. T.
'3 Sh. S 'orK M- AutI- an J J D- da 3. t.
24 |>om. fgida de N. Sra. i. Fiel de tigmaringa M. F."
Abril.
Anuo XVIII. N.
a2.I)l".,^PUblC""" Xo *....! MU por cuartel p.:os .d.antados. O. .,,., ,,, aiU'.n,*, ." e dol
gra... o. dos,ue o nao forem ,ao de SO reia Pr !,),.. A, Bl...c.-,e. d "en ,e
Cml>io sobre Londres 28 d. p. II).
I'.ri. 320reiap. franco.
a Lisboa 80 a 85 p. 100 de pr.
Mo.de de 6,400 V. l,;,|nJ0
N. 1H.909
de 4,000 8.200
Pat.efles ) p6S0
CAMBIOS no da 20 nE Abril.
Ot
Piut
PrTa- PesosCfluMarM 1,680
k Mexicano. 1,680
" miull 1,410 a l,46
Moeda ila obre 3 por 100 de diacnnia.
Di.conlode bilh. da Alfand-ga 1 por 109
ao me i.
dem de letras de bnas firma. 1 a 1 e |.
P1MSEH DA I.UA NO MEZ L>E ABRIL
Preamar do da 21 de Abril.
1.a al huras e 18 m. di oaal<3.
2. al huras e 42 m. da urde.
Quart, ming. a 2 s 4 llorase II m. da tarde.
I.ua Nora a 1(1 -- as 8 horas e 13 m. da larde.
Quart. Mae. a 1S-- as 4 hora, e 14 m da manh.
La ca.ia a 24 e S> horas e S m. da larde.
lFlAI.ro iE PERNA 11 RE O
ADVERTENCIA.
No ultimo periodo do artigo = Commu-
nicado = do Diario de hontem em vez das
palavras as nao permitte o privilegio por uti-
lidade publica mas authoriza &c. = la-se
= nao sjtermitte o privilegio por utilidade
publica mas tombem authoriza &c.
PARTE OFFICIAL.
ACTA DA 30.* 8ESSA ORDINARIA DA ASSBMBLEA
LEGISLATIVA DE PERNAMBUCO EM 10 DE
ABRIL DE 1842.
PRESIDENCIA DO SUR. MCIEL M0NTEIR0.
Feita a amada achara-se prezentes 20
snrs. Deputados, faltando sem partecipaco
os sors. Manoel Cavalcanti, BaroJe Suas-
suna, Pedro Cavalcan ti, Machado Rios, U-
choa Cavalcanti, e hidra Mesquita.
Osnr. Presidente declarou aberla a sessao.
Foi lida e approvada a acta da antece-
dente.
ESPEDIENTE.
Foi Iido un offlcie d Secretario da Provin-
cia parteeipando ter a Presidencia multado
as Cmaras do Rio Formozo e Garanliuns ,
na quantia de cincoenta mil rs. cada urna,
na conformidade da resoluco desta Assem-
blea j scicnte. Fora lidaa a approvadas as
redacQes das Leis sguintes : i. conceden-
do ao Reverendo Laurentino Antonio Morei-
ra de Carvalho o ordenado annual de 600a
rs. ; 2. fixiindo a For? Policial para o an no
fmanceiro de 1842 1813; 3. mandando p-
gar ao Juiz de Direito Manoel Teixeira Peixoto
o* ordenados que se Ihe devem ate o lim de
Dezembro de 1841. Entrando em discusso
a redaego da Le, jubilando o Reverendo
Ignacio d Almeida Fortuna com GOOjOOO rs.
annuacs: o snr. Lopes Gama mandn mesa
a seguinto emenda : 0 Presidente da Pro-
vincia aposentar ao Padra Ignacio d'Almeida
Fortuna como Substituto de Latim do Ly-
co,, com o honorario de 000*000 rs. :,?-
Encerrada a discusso foi approvada a re-
daego com a emenda.
nha desta Cidade o beneficio de 12 porcen-
to de 10 Loteras de 64:000*000 rs. cada u-
ma : foi apoiado e julgado materia d'- dc-
liberago. O snr. Paesde Andrade apresen-
lou o requerimento seguinte : requeiro -
urgencia do Projecto n. 24deste anno para
entrar em 1. discusso antes da Lei do 0r<;aa
ment : apoiada e vencida a urgencia, foi
aprovadoo requerimento. Entrou em 1. dis-
cusso e foi approvado o referido Projecto.
Continuou a 2. discusso da Lei do Orna-
mento Provincial. O Art. 31 ficou adiado.
Ao 35 eseus paragraphos viera sstguin- to
les emendas : do snr. Netto depois da
palavra arrecadar diga-sc da manei-
ra, quejulgar mais conveniente ; o mais ,
como se acha ho Art. apoiada : do mesmo
snr. siipprima-se oimposto de cinco por
cento do algodo exportado : nao foi apoia-
da : do snr. Gitirana ~ ao 6. : depis da pa-
lavra urbanos accrescente-scexcepto
os que pertencerem ao Recolhimento da Con-
ceito de Olinda : apoiada : do nr. Dinlas-
ao 10 : depois da palavra escravos di-
g4t-e que nao forem comprados para a agri-
cultura : apoiada : do snr. Lobo suppri-
ma-se o $ 18 respeito da laxa da passagens
dos rios no6 Municipios do Recife e (Hinda :-
apoiada : do snr. Figueiredo additivo
mil rs. por cada urna carga de carvo de ma-
deira ou vegetal, qne entrar para esta Ci-
dade : apoiado. Entrarao em discusso ,
e passando-se depois votar, foi approvado o
Art. e seus parmraphos e rejeitadas todas
aemendas, eoadditivo.
0 snr. Presidente deo para ordem do dia a
mesma de hoje, e levantou a sesso s duas
horas e meia da tarde.
Joze Felippe de Souza Leo."
Pro Presidenta.
Antonio Jos de Olivtira
1. Secretario interino.
Luiz de Carvalho Paesd'Andrade
2. Secretario interino.
xeira Antonio Jos de Souza Gomes, Loiz
Paulino Cavalcan le Vellez de Guivara Fe-
lippe Manoel de Christo.
Goianna.
Joo Joaquim da Cunha Reg Barros, Fran-
cisco de Albuquorque Maranho Cavalcante,,
Christoyo Vieira de Mello Pessoa Antonio
Alvcs Vianna Bunio Jos Ferreira labello ,'
Cosme Jos de Mallos.
Cabo.
Sebaslio Antonio do Reg Barros liento
Jos l.ciiienha Lins Francisco Paos Barre-
Estevo Velho Brrelo Joaquim Manoi'l
do Reg Brrelo Antonio de Paula Souza
Leo.
S,mto Anto.
Jos Martins Pereira Monteiro Joo Ne-
pomoceno Paes de Lira Jos Pedro Vellozo
da Silveira, Manoel Thom de Jezus, Hen-
rique Manpies da Silva, Ilomem Bom Soares
de Mendonca.
Rio Formozo.
Pedro Gaudiano de Rales e Silva Pedro
Uchoa Cavalcante, coronel Gaspar d<; Mene-
zcs Vasconcellos de Drumond Joo Bap isla
Accioli Lins, Joo Manoel de Barros Wan-
derlei, Sebaslio Antonio Accioe Lins.
Bonito.
Joaquim Bizerra de Mello
Andr
Jos
Bar boza de Mello-, Jos Moreira AI ves da
Silva Antonio Telxoira de Carvalho Marti-
nho de Mello e Albuquerque Francisco Xa-
vier de Lima.
Brejo.
Francisco Alves Cavalcante Camboim, Le-
onardo Bizorra de Sequeira Cavalcante, Jos
Pedro de Miranda Henriqne, Antonio Fran-
cisco Cordeiro de Carvalho Francisco Be-
major Lourenso
ordem no da.
1 Projecto do snr. Pereira de Prito con-
cedendo para a manutengo dos Misionarios j
Italianos do Hospicio de N. Sen hora da Pe-
G0VERN0 DA PROVINCIA.
S. Ex. o sr. presidente por portara do 11
do correnle nomeou para supplentes dos de-
legados os cidados seguinles :
i ara o termo de Olinda.
Dr. Manoel Joaquim Carne i ro da Cunha ,
l'mbelino Ferreira Cato Miguel Jos Tei-

ARKHAS POR FORO D'hESPASHa(*).
Durante este dialogo o donzel tinha acaba-
do de destrancar a porta do paco cavalgando
na mua que (razia de redea, e sabido ao Ier-
re i ro seguido de Fr. Roy, que coxeava, estor-
cia-se escispirava dolorosamente de quando
em quando. Passo a passo, e sofreandoa mu-
Ja, caminlio da s, o pagem narrou ao begui-
no todas as particularidades succedidas aquella
manh as quaes Fr. Roy sabia melhor que
elle. Chegados defrnte dos pagos do coiicelho,
o pagem lomou pelo sop da alcac,ova e Fr.
Roy pela porta de ferro nao sem terem pri-
meiro sabido da bolea do donzel para a manga
do beguino alguns pilarles (1), oda .boca des-
te para os ouvidos daquelle alguns latinnos
pios devidamente escorchados.
Apenas passro o lugar da s e Uems|K>zera
velha o soturna porta de ferro Fr. Roy se
chara perfeitaiueiile sarado do seu to agun'o
rheumatismo. Ligeiru como um galgo desceu
por entre as antigs tercenas reaes, e em me-
ringuer Cezar de Andrade ,
Bizerra Cavalcante.
Flores.
Manoel Ferreira labello Jos Manoel de
Souza Magalhes Mathias Felis de Miranda
Monte-negro Agostinho Nogueira de Car-
valho Francisco BarbOza Nogueira Paes ,
joze Fiancisco de Nogueira.
Boa-Vista.
Joo Saveriano Lima Marlinho da Costa
Agr Domiciano de Paiva Brando Joa-
quim Francisco de Gov Ferra/ Manoel
Nunes de Barros Cornelio Carlos Peixoto
d'Alencar.
N'azarelh.
Joze Mnria de Barros Brrelo Joze Fran-
cisco Lopes Lima, Joze Porfirio de Andra-
de Lima, Ignacio Xavier Cameiro da Cunha,
bacharel Antonio Pereira Barrozo do Moraes,
Gervi.zio Luiz de S Carneiro.
Liiroeiro.
Joo Saraiv.i tfe Araujo Galvo. Joze Fran-
cisco da Costa Gomes, Joze Caelano Pereira
de Qaerroz, Clnistovno das Mercs Goncar-
vps Guerra Antonio Pereira da Cosa An-
tonio Joaquim Ferreira.
Carahuns.
Francisco Ignacio de Paiva Joze de Car-
valho Araujo Cavalcante Christovo Teixei-
ra de Macedo Jos de Albuquerque Caval-
cante A poli nato Florentino de Albuquf-
que Maranho, Francisco de Medeiros Cabral.
Pao do Allio.
Francisco do Reg e Albuquerque Mau-
ricio Francisco de Lima, capilo Manoel Fran-
cis.o Ramos, Antonio Teixeira de Borba ,
Manoel Lucas do Araujo Pinheiro, Ignacio
Paulino da Cunha Souto Maior.
EXPEDIENTE DO DIA l8 DO CORRENTE.
Ofilcio Ao juiz relator da junta de Justi-
nos de tres credos eslava no pelourinho ( 2 ).
Ah viu eoua que o fes parar.
Un liomt'iii vestido de valencina, e ruberta
a cubega eom om grande feltro, arengava a um
trofo de besteiros e pedes armados de langas
ouazevans, dealroarcovas ou cutllos : tinha
as mos um desconforme montante, e na cin-
ta urna espada curta : a turba ora o escutava
altentamente, ora prorompia em gritos confu-
sos e estrondoeoa. Fr. Roy chegou-sc. O ho-
raem do feltro ampio era o meslro tanoeiro
Bertolameu Chambao que enlhusiasmado
prosegua o seu vehemente discurso sem
reparar so beguino :
Ja vo-lo drsse : d'aijui ninguem ble p
antes d'elrei nossosenbor sabir para S. Do-
mingos. Nada de bulha fora de razo que l
esto os esculcas. Daremos moslra ao pugo
quando ahi fr so a adultera. Se, como hon-
tem nos fctiarein as portas, isso outro ca-
o. E' preciso qas isto se faca. A /obra pe-
gonhenta deve sahir da toca. Nao tNgo que en-
t> n#o seja possivel esniagar-se-lhe a caheea
.... N'um brandir de azeran. ... Mas Cdlel-
m
(*)Vid.oDiarioN.71, 72, 7o, 76, 77,70,
82, ,84 e 85. '
( 1 ) Moeda de prata de cinco sidos.
( 2 ) As tercenas ou laracensreaes,rsto,
o deposito dos aprestos das gales de guerra, e-
ram junto ao sitio em que hoje vemos a igre-
ja da Magdalena: o pelourinho velho ou Andi-
gues era um terreiro que Bcava poueo mais
ou menos no lim da Ra da Prata.
la nao haja sangue !.... Pelo menos d'inno-
centes.... Leaes e esforzados cidados desta
mui leal cid/... Safa bruto
Esta perorago inesperada com que mestre
Bertolameu interrompera o seu discurso que
se ia elevar ao pice da eloquencia proceder
de Ihe ter deseido a grossa e espaoosa mo do
beguino Sobre o hombro, que Ihe vergra co-
mo se houvesse descarregado em cima delle
urna aduella de cuba. A Fr. Roy occorrera
urna idea abencoada, a decommunicar a mes-
tre Bertolameu a nova que D. Leonor Ihe re-
commendra espalhasse entre os'amolinados
a nova da sua partida de Lisboa com elrei.
O mendicante sabia que o tanoeiro era liomem
de bofes lavados e que dentro de meia hora
a noticia teria corrido loda a cidade. Assim se
esquivara nao s a ser visto no roci pelo don-
zel, dequem naquelleinstanteseapartra,mas
tambem a achar-se tnvolvido em qualquer de-
sordem quesimilhante noticia poderia proiiu-
zir, atienta a irritaco dos nimos. Alem dis-
so a lembnfrfa do arrepio dorsal, que as ulli-
mM palavrasdc D. Leonor Ihe tinham causa-
do, Ihe fazia quasi desejar que o tanoeiro, en-
earregado ( segundo percebera do fim da sua
arenga) da commisso, que, na taberna de Fol-
co Taca,Diogo Lopes incumbir a Ferno Vas-
qiies,podesse ainda desempenha la, a tal bando
a lupa de D. Leonor. Estas consideraos que
lhchaviam passado rpidamente pelo espirito,
Qa transmillindo os processos dos reos Joo
Carlos de Tavares particular do 3. balalho
d'arlilheria p e Gonzalo Jos, soldado
do balalho provisorio de 1. linha a lim de
que os aprsenle em sesso da referida junta.
Dito Ao chefe de polica interino da pro-
vincia remetiendo, em satisfaeflo do (po
requistou em seu ollicio de 10 do correnle,
copia da parte do commandane do brigue es-
cuna = Nictheroy =cerca da priso do ma-
rinhero Jos de Figueiredo portencente
guarnico da barca de vapor = Pernambu-
cana. ^
Dito Ao engenheiro em chefe intell-
gnciando-o em additamenlo ao oflicio de 2
(lo correnle de que devem cessar todas as
obras de pontes e estradas salvos somonte
os reparos necessarios as ruinas, que o lem-
po invernoso tver occasionado as estradas
novas para que se nao deterioren!, e tam-
bem os que forem absolutamente indispcn.a-
ves para nao embarazar o transito publico,
ns pontes.
Dito Ao inspector geral interino das o-
bras publicas communicando o conteudo do
precedente ofilcio.
II "----^-maaaj
e o ver que mestae Berlolameu nao le va va gei-
to de acabar, o moveram a fallar ao lanoeiro,
que so sentir quando elle Ihe descarregra
sobre o hombro a ponderosa mas amigavcl
palmada.
Com mil c quihentossatanazes excla-
mou mestre Bertolameu, vollando-se, e vendo
ao p de si o beguino. Sabia que a m.1o da
santa madre igreja era pesada ; mas nao pen-
sava que o fosse tanto Que me queris Fr.
Roy ?
Dizer-vos que podis mandar sabir vossos
esculcas de sua atalaja; porque poderiamche-
gar a passar o invern ahi antes de verem
elrei c.'iegar e passar para S. Domingos.
Fr. Roy,replicou o tanoeiro fazendo-se
vermelho tfe colerapara vir interromper-mc
com urna de vossas bufoneras nSo valia a pe-
na de me aleijardes este hombro
Tomni comoquizerdesas minhas palavras:
chama-me o que vos approver, bufao ou
mentiroso, mas a verdade que nao ser boje
que os populares fallarlo Com. elrei.
Hoieque, morreu dos feitigos da adulte-
ra ou tornou-o invisivol algtun encantador
seu amigo ?
Nem urna cousa nem outra: mas com es-
tes olhos de grande percador ( atjui o bqguiuo
fez o gesto habitual de cruzar as mossobn;
o peiio )eu o vi sahi'- para a banda da porta
da cruz....


TW""
Ummu*.
De igual tlicor no administrador fiscal inte-
rino das obras publicas.
Dito A' cmara municipal d'esta cidade,
participando ter a A-sembla legislativa pro-
vincial appjovado o parecer da commisso
respectiva, queconfirmou o augmento de cin-
cuenta mil res que a mesma cmara deo
ao seu advogado Jos da Silva Guimaraes sobre
ordenado, tendo principio o dito augmento
desde o tempo que lbe fui conferido.
Dito A referida cmara municipal, de-
terminando em consequencia da resolugo
da A ssembla legislativa provincial, que en-
vi com urgencia o competente diploma ao
supplente que deve substituir ao membro
da mesma Assembla Francisco Dom ligues
ila Silva o qual se retirara para o Hio de Ja-
neiro.
Dito Do secretario da provincia ao 1. da
.Assembla legislativa provincial, communi-
i-ando a expedigo da. ordeni supra.
Dito Ao juiz Formoso dizendo-lhe que tendo sido Hornea-
do 1. supplente do juiz municipal o delega-
do d'aqnt'lle termo o bacharel Pedro Gaudi-
iiio de Hales e Silva, compro, que lle pas-
se a vara do juiz municipal, qUO elle licar
ixereendo conjunclamcnte com o cargo de
delegado em cuja quadade deve lomar ton-
ta dos objeotos pertencentes respectiva pre-
feitura extimla.
COMMANDO DAS ARMAS.
cohtWasaG doeipeb. no da 13 do cbrente.
(fiicio Ao cxm. presidente, devolven-
do-lhe competentemente informado o re-
i|ueiimenlo de Antonio .Mauricio Lins \\an-
ilcrlei que na quahdade de tutor do menor
Manoel da Rocha Lins, lillio do finado alferes
do i. linba Manoel da Rocha Lins, pedia a
S. M. o I.. o pagamento de sidos atrasados,
que se ficrao devendo ao dito alferes, os
quaes cdnslavao da guia e caulella que
juntava, passada pela Tliesouraria.
Dito Ao cxm. general eommandante em
ebefe do exercilo no itio Grande do Sul, rei-
lerando-lhe a communicago que se lizera
em 1-6 de marco do anno passado, acercado
rpconhecimento do 5. cadete Manuel Baptisla
Ribeiro de Faria visto constar por cartas
delle dirigidas a pessoas do sua familia, que
nenbuma ordem se rebeber para ser reeo-
becido.
Hilo Ao eommandante superior da G.
N. dest municipio, communicando-lhe, que
assenlra voluntariamente praga na cumpa-
nliia d'Artiflcrs o (. N. do 5. batalhao
Mauoel Antonio da Cruz.
Dito Ao mesmo. Tazende-lhe igual com-
muiiicaco acerca dos Guardas do 3. bata-
lhao Severino Jos de Lima c Ignacio Maxi-
iniano l'ontes.
DitoAo inspector da thesouraria re-
ineltendo-lhc os papis de contabelidade do
destacamento do Rio formo/o, cuja impor-
tancia devia de ser entregue ao Dr. Manocl
Teixeira Peixoto que para islo eslava Ut
tborisado pelo pivfeilo.
DitoAo lente coronel eommandante
do batalhao de Guardas Nactonaes deslaca-
do communicando-lhe, que se expedir or-
den para ser evacuada a arrecadago geral do
quaitel das cinco puntas cujas chaves he
seriao entregues.
DitoAo tenente toronel eommandante
do batalhao provisorio, exigindo informacoes
acerca do presente stado desaudo do solda-
do Manoel Vieira e se be o proprio que
comparecer inspecgo feral do da o Je
Janeiro deste anno, sendo ento praga do
deposito. ,. ,
Dito Aochefe interino da polica da pro-
vincia para que houvesse de mandar passar
para a fortaleza do brum o soldado Mis
Joze da Silva, dezerlor do 3. batalhao d ar-
tilheriaa pe, que constava achar-se na cadera
desta cidade continuando preso a disposi-
cao do juizo do crime quando por ventura
houvesse cometUdo crimes pelos quaes tivesse
de ser julgado. ._
Dito Ao delegado do destncto de Junto
Antao dizendo-lhe que em face das rasos
que expender em seo officio de II do cor-
rente mandara assentar praga ao rec.u a
Virissimo Jr.ze de Souzn, e por em libertada
odenome Manoel Jacob, por ser lilho nico
de viuva e menor de 16 anuos.
Dito Ao prefeito da comarca do Bonito ,
dizendo-lhe em resposta aos seos ofltcios de
2. e5 do rorrenle que os papis de conta-
belidade continuar.) a ser enviados ao rom-
mando d'armas e pela maneira establecida
na circular de 10 de margo, e queassentarao
praca os trez recrutas que remetiera, bean-
do ero custodia o de nomo Joo Ramos da
Silva por allegar izempees fundadas cm
Lei.
Portara Ao cnpito eommandante inte-
rino do 5. batalhao d'artilhera mandando
excluir com guia de passagem para acompa-
nhia de cavallaria ligeira o soldado Manoel
Felis da Roza.
Dita Ao capito eommandante da c m-
panbia de cavallaria ligeira authorisando-o
a receber com guia de passagem o soldado
mencionado na precedente portara.
TRIBUNAL DA RELAC'O'.
Sesso de 19 de Abril de 1.819.
Os Embargos de Joao Velho de Mendonoa
Furtado, contra o Reverendo Ricardo Joze
Machado oppnstos ao Accordao proferido nos
Autos de appellago civel da en mina rea de
Goianna ; foro desprezados mandando-se
cumprir o Accordao embargado Escrivo
Ferreira.
Os Embargos de D. Mara Thercza Joaqui-
na Vel oza de Azevcdo contra Joaquim Joze
Relio e oulros ao Acrordao na canza de Ap-
pollago civel, Escrivo Jacomo ; foro reci-
bidos o reformado o lito Accordao em parte.
Na Appellacflo civel do Juizo de Direito des-
ta cidade Appellantc Joze Antunes Guima-
raes Appellado Joaquim Xavier da Maya ,
Escrivo Bandeira ; se jugou pela conlirma-
cao da sentenca appellada.
Na Appeilago crime do Juizo dos Jurados
da Villa da Granja da commarca do Sobral ,
Appellante Innocencio Gomes Coutinho, e
Apppellado Joze Romo de Maltos Escri-
vao Jacooio; foi julgado improcedente ore-
curso.
REPARTIQAO DA POLICA.
Parte do da 17 de Abr de 1812.
0 Commandante Geral interino do corpo
Policial, partecipa somente que pela pri-
meira patrulha rondante do lugar do Forte do
Mallos, forabontem prezo Manoel Das, por
suspeita de ser desertor de Mannlia.
Dita do dia 18
Das partes do Commandante Geral interi-
no do corpo Policial, consta que hontem nao
occorreu novidade. -
DiUdodial9.
Pela parte hoje dada pelo Commandante
Geral interino do corpo Policial consta se-
ment qoe tora hontem prezo pelo cabo da
patrulha rondante do bigarda praga da lndt-
nendenria o escravo de nomc Roberto poi
Suerer tomar-lhe satisfago delle ter d.ssolv-
do um adjunctode pessoas occiozas.
EXTERIOR.
O DIREITO DE VISITA.
ART. Hit
Estado da questin. Discurso de Berrjer.
- Rrfutaco da todos os argumentos de
Guizot Os Inglezes fazendu o trafico.
Silencio! Ohomemque actualmente est|
na tribuna cbama-se Berrycr; e Rerryer quer
dizer eloquencia e lgica : .porem antes de o
fazermos falar preciso que atemos o tio da
discusso para que o leitor nos perceba.
Todas as proposigos contidas no discurso
do deputado Billault haviao ja passado na
consciencia da cmara. Todo o mundo via a
necessidade de marcar com o ferrete da mais
decisiva improbaeo o tratado de 1811 : mas
os argumentos desenvolvidos no discurso de
Thiers produzirao tal torga de convicio, que
ja a cmara se nao salisfazia eom a expresado
do desojo de tornar impossivel a raticago
daquelle tratado ; quera estender tambem
a sua censura s con vengues de 1831 e 1833.
Foi nesta intenco que o deputado Jacques
Lefebvre propoz que a emenda de Riilaiilt fos-
se substituida pala segunle : E confiamos
igualmente que eoneedendo o seu concurso
repressode um trafico criminoso o vosso
governo gabera preservar de toda o qualquer
ofTensa que seja os interesaos do nossocom-
mcrcio e a independencia da nossa bandei-
ra
Como a essencia desta emenda era a mesma
que a de Billault e linba os mesmos resultados
prafreos nao teve aquelle deputado duvida
alguma em adopta-la ; porem o que fez na c-
mara tanto mais profunda impresso quan-
lo o faeto era menos esperado foi ver que o
deputado Lefebvre adversario poltico de
Billault, nao s adoptava todas as consequen-
eias da sua emenda mas al procurava dar-
Ihe mais extemjao. Foi no meio da agitago
produzida por por este triumpho do sentimen-
to naciosal que o deputado Berryer comc/J
o seu discurso, cuja substancia aseguiute.
Senhores em varias pocas di Aferentes
povos tcm querido estabelecer osen dominio
nos mares; cocaminho porque todos elle
tem procurado ir ter ao sem fim foi sempre
abalar com difforentes pretextos as basesdo di-
reito publico em que consiste a seguranza
dos oulros povos. E precisamente deque a-
gora se trata -, porque a verdadeira. questo
seo governo pode dar autoridade a um inglez
para montara bordo de um dos nossos arma-
dores oh por outras palavras1, para ir de-
vassar o domicilio de mar do cidadao franecz.
i( A prelengo n5o nova. Ja a rainlia I-
sabel prevalecendo-se da amisade que tinh
com Henrique IV e aproveitando o pretexto
da guerra que linba com a Hespanha pedio
que os navios inglezes fossem authorisados a
visitaros vasos franceses para verificaren! se
levavam soccerros aos seus io'migos ; porem
a resposta do Re Henrique foi esta : Nao ,
nunca jamis conseolirei em semelhante di-
reito de visita porque s pode servir para
favorecer a pilhagem e para pertuibar o com-
mercio.
Jo tempo do directorio renovaro-se as
pretengrtes ; renovaro-se no tempo do impe-
rio e sempre intilmente. A final pparc-
cero ainda urna vez em 182i porque a per-
severan^ ingleza nunca se cansa.
As circumtancias ero dificeis c o mo-
mento terri vel. Foi o duque de Wellington
quem apresentou a memoria ao ministro do
re e oquenella se pedia era : Que se
concedesse aos vasos de guerra das duas na-
ges dentro do trpico do Norte e ao
Puente ateos 23 graos de longitude do meri-
diano de Grcenwich licenga de visitar os
navios mercantes das duas nages, e de levir,
para fazer pronunciar o confisco, quellesem
que houvesse escravos na conformidadedas
leis do estado a que pertencessom.
No congresso de Vienna insistio-se ainda
de novo ; mas desta vez foi lord Castelreagli
quem renovou a proposigo nestes termos: u Se-
ria de desejar que a aboligo do trafico tivesse
lugar ao norte do equador ( sempre o nor-
te do equador !eo que sto queira dizer cm
breve vo-lo direi ) aim de melhor poder ex-
ercitar a polica contra os navios que ainda
lizerem o trafico.
Q"eres agora saber o que a todas estas
exigencias respondeu Talleyrand e em oc-
casio to diflicil i' Foi que em pontos do
polica martima o re de Franga nao reeo-
nhecia riem admittiria jamis outra alguma
que nao losse a que cada potencia podia exer-
citar nos seus proprios navios.
a Veto finalmente o congresso do Vieribt-,
c com elle a j cansada'qucsto da aboligo do
Iralico. As principaes potencias da Europa a
tinhoj decretado o por um acto to so-
lemne como tinha sido o do i. de fevereiro
de 1815 j porem o fim a que tenda a perse-
veranga ingleza nao era esse : tratava-se de
atacar a liherdade da navegago ; e nra o
poJer fazer procurava-se abalar a f polti-
ca fallando s conseiencias om nome dos in-
teresses da bumandade O direito de visita
foi pretendido de novo ; porem a magnifica
resposta de Chateaubriand condecida de to-
do mundo.
Para que o direito de visita? E para
reprimir o trafico? Ento basta concede-lo pa-
ra os pontos de partida e chegada como diz
a convengan de 1831 e nao preciso com*
prehender todo o espago intermediario, co-
mo se veno tratado de 1811. Se me disse-
rem que preciso que a vigilancia se exerci-
le em Porto Rico em Cuba em Madagas-
car na costa do Brasil isto enlendo eu;
mas fura daqui nao cntendo desconfio, di-
go que ha perigo e que podem nascer colli-
ses funestas.
Segundo o tractado de 1841 o direito
de visita pode ser ejercitado desde 32 gro.<
de latilude septentrional at -43 de lalitude
meridional. Que quer isto dizer ? Quer di-
zer que todo o ocano Atlntico, desde a i-
Fr. Roy olhai que osles honrados cida-
dos vos escutam e que o auto mu grave
para gastar truanices.
(( J disse, mestre Bertolameu que fallo
verdade. Pelo bento circilho do Santo-Padre
vos juro que hoje elrei nao dormir em Lis-
boa segundo o geito que Ihe vejo. Elle caval-
gava urna possante mua de caniiuho- n'outra
ia urna dona cubera com um longo vu : se-
guiam-no donzeis, tlcoeiros, e mogos de noi-
te. Ao perpassar ainda lbe ouvi eslas pala-
vras :olhai aquellos villes traidores como
se junlavatn : certamente prender-me quize-
ram se, l fra (3) Nao pude percebermais
nada. Quemis, porem, preciso ?I)eixas-
tes fugir a preia : agora catai-lhe o raslo.
h Traidor elle que nos ha mentido como
um pago bradou o lanoeiro sopesando o
monta ni.Masque se guarde de outra vez
trazer a Lisboa a adultera Rainha ou bar-
ragan arrancar-lhe-hemos os olhos. A ar-
raia miuda foi escarnida ; mas nao o ser em
vao. Que di/eis vos outros honrStloi bur-
gueses ;'
( 3 ) Nom quis alia hir e partiosse da ci-
dade com D. Lionor, no mais carosamente
quo pode o hia dizendo pello caminho :
Oolhaae &c. >. Fernao Lopes chr. de D.
Fernando c. 61.
Escarnidos, escarnidos! respondeu com
grande grita o tropel.Mas f quo nunca
a adultera ser rainha de Portugal. Morra a
coinborga !
E no meio da alarida as ponas das langas ,
o os largos ferros das almarcovas agitados nos
ares scintillavam aos raiosdosol oriental co-
mo um vasto brazido.
Ao roci! ao roci! gritou mestre Bsr-
tolameu.Vamos rapazes : j que nao I'a-
zemos aqui nada ao menos que o povo nao
soja por mais lempo burlado.
E pondo o montante s costas, mestre Ber-
tolameu tomou por urna das ras que davam
para a banda de Valverde S'guido da turba-
multa, e sem fazer caso de Fr. Roy, que rro-
eurava rele-lo, ponderando que ainda po oria
alcangar elrei e fazc lo retroceder. O lanoei-
ro porem nao linba valor para affrontar-sc
face a face com D. Fernando, e por isso li:i-
giu nao ouvir o beguino qu- dentro de si-
gilos minutos so achou s no meio do lerrei-
ro callado e deserto.
Entretanto junto a S. Domingos, se bem
que a nxa comecada entre os nobres partida-
rios de D. Leonor e Ferno Vasques se hou-
vesse desvanecido a agitago dos populares,
cujo numerocrescia continuamente, nao se ti-
nha acalmado. Encostado a um dos pilares do
alpcudre o alfaiate ora langava os olhos de
revez para os senhores da corte e conseibo ,
que esperando por elrei passeavam de um pa-
ra outro lado, ora osespraiava por aquelle mar
de vultos humanos que elle sabia poder agi-
tar ou tornar immoveis com urna palavra ou
com um simples aceno. Similhante hora que
precede a p ocella em que apenas se veein
correr na atmosphera abafada os cast los en-
contrados de nuvens densas e negras, e se oli-
ve o estourar dos trovos roufenhos e prolon-
gados, aquella hora que ento passava era es-
pantosa e ameagadora d'estrgos sobre tudo
quando, apoz um rugido tcrrivcl do tigre po-
pular se fazia na praga apinhada de gente
um silencio aindamis temeroso e ttrico.
Foi n'uma deslas interrupges do motim ,
que um pagem, sahindo ao galope do lado da
corredoura veto apear-se junto do alpendre,
o tirando da cinla um pergaminho aberto o
entregou ao infante D. Diniz.
Este fitou os olhos na eseriptura descorou
sbitamente e entregou o pergaminho a
Diogo Lopes dizendo-lhe ao mesmo tempo
em voz baixa :
Estamos perdidos
Diogo Lopes leu o contedo naquelle es-
cripto fatal e no mesmo tom respondeu ao
infante :
< O caminho da salvago que nos resta o
de Santarem. Obediencia c circumspccgo !
O pergaminho passou rpidamente de mo
em mo : os Hdalgos letrados t eavalleiros
lizeram um circulo no meio do alpendre de-
pois de o haverem lido, e fitaram uns nos ou-
tros olhos desassucegados. Todos receavam
fallar. O manboso Pacheco foi o primeiro que
se atreven a isso aproveitando habitualmen-
te a besitago dos outros (idalgos econse-
.heiros.
r Vistes a ordem d'elrei. Como um dos
mais velhos entre nos direi meu parecer. Em-
bora o risco seja grande achando-nos cerca-
dos do povo-armado e furioso, o nosso dever
por a vida por obedecer a nosso senhor elrei.
Masatalhou o doutor Gil d'Ocem que
por mui letrado e prudente era ouvido como
orculo pelo< cortesos o caso grave : o
povo se no vir retirar enviar-se-h a nos : se
ibes dizemoso motivo de nossa partida ca-
paz dedesconcertos maiores que os jcommet-
tidos. Sua seiihoria nao devera ter-nos em-
prazado para este auto sea sua intengo erd
nao dar resposta aos populares.
Visivelmenle o doutor em leis e degredos
estava tomado de medo no que nao levava
vantagem maior parto dos outros membro
do conselho real.
( Continuar-se-ha.)


y
&
o
Iba da Madeira at 230 leguas ao sul do Ca-
bo da Boa Esperanza fica comprehendido na
zana ; quer dizer que o direito de visita ha de
ser exercitado em paragens onde nunca se fez
o trauco ; quer dizer que todos os navios que
dobrarem o Cabo da Boa Esperanza para irom
India e a Bourbon hflo de ficar sujeitos a el-
lo : quer dizer, para dizor indo n'uma pala-
vra que todo o mundo oommercial ex-
cepto da Mancha e do Mediterrneo, fica
asordensdw Inglezes.
AllirmAo-vos porem que nao ha de haver
abusos. Bom dizo-lo ; porem, se j no
espaco tfio circumscripto concedido pelo tra-
tado de 1851 os havia nao ha de have-los,
quando o direito de visita se ester.der a todo
o mundo commercial ? Ao menos nao posso
cre-lo. ,
A outra garanta que vos oflereceme a
da reciprocidade. Para dizer o que sinto o
que nisto se deve admirar antes a habilda-
de do Sr. ministro" dos negocios estrangeiros
que a pravidade e a autoridade di sua razo.
Grande foi por certo a sua habilidade, porque
soube excitar o sentimento nacional, di-
zendo-lhe : A reciprocidade havia sido
pedida por todo o mundo ; mas a fallara
verdade preciso ser bem ceg para achar
na reciprocidade urna garanta real e verda-
deira. Nao ha nago por mais insignificante
quesejaqne nao exija logo a reciprocidad ,
guando se l'azem tratados ; o com tu.io hem
sabem ellas que a reciprocidade jamis Ibes
pode servir de garanta porque ha de ser
sempre ilMida e sophismada : mas para el-
las una questaode honra-, e concede-se Ibes
de boa vonlade csse phanjasma que contenta
o seu amor proprio. Sabis vos cm que a ver-
dadeira garanta consiste ? Consiste as for-
jas do paiz ; consiste as forjas espalhadas
as extremidades do mundo nos mares da
India as extremidades da America. Isto,
isto que faz que a garanta da reciprocida-
de seja real : e portanto abusar cruelmen-
te do que ha de mais nobre no corceo de hu-
ma nacao ofTerecer-lho* a reciprocidido como
urna verdadeira garanta e vr depois appel-
lar para o patriotismo e forga nacional, a(im
de dar realidade a essa mesma garanta que se
offerice.
Nao ha senao um nico caso em que a
reciprocidade possa ser garanta : c quando
lia proteceao igual de forjas entre os esti-
pulantes ou quando ha scmelhanca as si-
tuares nos interesses e no comportamen-
to. Edar-se-ha esta identdade de situago,
de sentimento de moderago de lealdade,
de desinteresse entre Inglaterra e Franga F1 O'
vos que tanto tendes solTrido nestes ltimos
teinpos da iniquidade da Inglaterra e da sua
falta de boa f para comnosco vnde dizei
se a lealdade entre os dous povos tem sido a
mesma sea reciprocidade tem sido igual de
parte a parte. Nao e nao !
Senhores reparai bem que o interesse
pm cujo uome vos fallo he o da aboligo do
trafico dos negros \ e para saberdes o que he
tratar com urna nago de 60 milhes de sub-
ditos cuja existencia toda inteira descansa
no interesse commercial e na extracto dos
productos da sua industria (situago inteira-
me nte difieren te da nossa ) olhai para o que
acaba de acontecer em 10 de Junho passado.
Dina proclamago do governador de IJemera-
ra permtlio em virlude de urna ordem do
foverno a introduegode cem mil negros da
Costa d'Afrca as colonias inglezas Chama-
rao-lhe A indemnisago foi a lercdra garanta
que o Snr. ministro dos negocios estrangei-
ros nos quiz fazer valer. A indemnisago urna
garanta! Queris saber athe que ponto ella o
? Um naviobrasileiro (cuido que foi a Fi-
delidade ) havia sido visitado no golfo de
Gui, e conduzido perante a commisso mix-
ta da Serra Lea. Verificada a carregago do
dito navio toda a sua existencia material ,
todos os seus papis declaren a commisso
que nao era boa presa e que nao poda ha-
ver suspeita de trafico. O navio assim ab-
solvido pedio urna indemnisago e nada
havia mais justo. Que aconteceu ? Aconte-
ceu que a commlssao deliherou de novo, eque
o mesmo navio foi declarado boa presa !
( risadas gernes ). Estou corlo senho-
res que os navios franceses nao ho de ser
tratados brasileira ; oh I ceftamente nao !
Mas o que isto quer dizer he que a garanta
no est na indemnisago es na forca.
Resumindo ludo quanto acabo de dizer,
sustento que o tratado bu desnecessario que
he intil, que he Ilusorio que faz conces-
sdes immensas que rasga o antigo direito
europeo quo entrega ao direito de visita o
inundo commercial todo inteiro : sustento i-
gualmente que todas as garantas que se nos
olYerecem sao insignificantes : digo omfim,
que todas as minhas appehensoes subsistem ,
que as vejo era pe diante de mim que na-
da por ora as abalou.
E agora que todos os argumentos do Sr.
ministro dos negocios estrangeiros esto re-
duzjdos a nada forgoso he dizer alguma coli-
sa respeilo do direito dos neutros.
Tres pontos principaes tem sempre sus-
tentado os defensores deste direito : primei-
ro nunca jamis admittiro o direilo de vi-
sita e somentc reconhecero o que era blo-
queio real; segundo, s admittio como con-
trabando de guerra o chumbo a pedfa e os
vveres convertidos em rages; lerceiro, sus-
tentaro sempre a mxima de que a bandeira
cobre a mercadora. Quanto aos dous pri-
nieiros pontos concedo que a nova conven-
cao os nao altera ; mas quanto ao terceiro ,
sustento que langa inteiramente por torra es-
ta mxima, introduzida na poltica das na-
ces pela humanidade exigida polo espirito
do cliristianismo, e sustentada pela cvilisa-
go. Sustentada pela civilsago digo, e
exigida pelo espirito do clirsliaoisme : por-
que he por ella que se pc limites aos desas-
tres e destruigo ; porque he ella quem em-
baragaquea guerra destrua toda a proprieda-
de particular ; porque he por ella que, an-
da durante a guerra continua a haver pro-
priedaoe, permul gdes e commercio no mun-
do. E comtudo smenU os Inglezes he
que nao quizero admitti-la S elles he que
prolestro Ser preciso dizer-vos em inte-
resse de quem ?
Todo o mudo leu assm como ou li a
ultima mensagem do presidente dos Estados-
Unidos. Quantas eventualidades de guerra
nao apparecem em toda ella Ora supponde
que a guerra se declara e dzei-me qual
a vossa situago. Dizei-me qual ella depois
de haverdes abandonado o direito dos neutros,
ede vos haverdes privado de todas as vanta-
gensda neutralidade.
O nosso principal comoiercio com os
Estados-Unidos porque o triplo daquelle
que fazemoscom qualquer outropovo do mun-
do. E com que navios se faz este commercio ?
Tres sptimos sao francezes o resto he es-
trangero. Logo he preciso que em lempo
de guerra todos elles posso entrar nos vos-
sos portos : e como h de elles entrar em
nao havendo direito de neutros ? Senhores ,
olhai bem que ides sa limonar a destruigo de
todo o nosso cemmercio Vede que idea de-
cretar a nossa ruina !
Se a Franga fiel sua honra sustenta
o principio de que a bandeira cobre a merca-
doria ludo est salvo : se o abandona eis-
aqui o que ha-de acontecer. A guerra he fla-
grante o direito de visita existe. Aulori-
sados por elle os Inglezes montar a bordo
de todos os nossos navios; e ento pela pro-
dueyodo todos os papeisde bordo o por to-
dos os oulros artos que sao a consequencia do
direito de visita provo que sob bandeira
franceza ha propriedade americana : pensis
vos que ho-de guardar-llie milito respeito ?
Em a bandeira nao cobrindo a mercadoria ,
j nao he a nacionalidad do navio que se pde
em questao he a naejonalidade da mercado-
ra ; eeis-ahi o navio declarado boa presa ,
sem Ihe valer a bandeira s porque a mer-
cadoria he de origem inimiga. IVouvera a
Dos que nos annaes do consellio das presas
nao houvcsse tantas decises a favor deste es-
candaloso sophisma!
Dizei quanto quizerdes que nao abando-
nis o direito dos neutros t porem eu offe-
recendo estas reflexes a todos os meus coll-
gas ca lodosos Francezes que me ouvem ,
hei-de sempre gritar do alto desta tribuna:
Desconfiai das pretenges la" pertinazes
de urna potencia queja vos implcou n'uma
(( conferencia em que vos s tinheis um voto
contra cinco c cujo fin era por-vos Iota
dos tratados europeos \ desconfiai de urna
potencia que tem nleresses que defender
rancores que satisfazer contra os Estados-
Unidos; desconfiai da convengo em que
vos querem fazer cahir (Applausos.)
Voto pela emenda.
(Do Jornal do Commercio.)
'COMMERCIO.
ALFANDEGA.
Rendimento do da 20 5:534*460
BESCMWEGAO" H0JE 21 DE ABRIL.
Brigue Inglez Nihtingaie = fazendas louca
por dentro.
Brigue Inglez = Funchal= Bacalho.
Brigue Inglez = James Erskim=barricas com
cerveja ditas com graxa ditas com
olio ditas com salitre 1 caixa por
dentro. E alcatrao por tora.
DECLARARES.
= O Brigue Porluguez ConccigSri do Ma-
ra de que capito Manoel da Costa \eves,
sai no dia 2o do corronte para Lisboa.
= O Patacho Minerva, recebe a mala pa-
ra a Baha, no dia 23 do corren te, pelas 4
horas da larde.
AVISOS DIVERSOS.
s Pedro Velho de Mello faz scicnl ao
respeitayol publico que sendo deVedor de 4
letras a Antonio Ferreira de Mello conforme
annunciou em 11 de Janeiro do corrente an-
uo succede que o dito Ferreira rebatera duas
das ditas letras ao annuncante as quaes se
vencio no ultimo de Maio do corrente anno,
e Maio de 1843; icando somente o annun-
cante a dever para sal o de todas as emitas
entre o annuncante c o sobredito Ferreira ,
duas letras; a saber urna da qunli de
.'JOOaOOO rs., vencer-se no ultimo de Maio
de 18ii e mitra de610j000 r. vencer-se
no ultimo de Maio de 1815; advertindo que
estas duas letras se acho obrigadas a outrs
duas de menor quantia que o mencionado j
Ferreira he devedor na Collecloria de San-
to Antao endcadas pelo annuncante; as-
sim como, que no cazo de appaivcer qual
quer transaeco com as ditas letras 0 an-
nuncante protesta nao se responsabilizar ,
e npm por oulra qualquer letra que apparc-
ca fora das duas oomprehendidas no prezente
annuncio como j constou ao annuncante .
o que tf. constar pelo citado annuncio de 11
de Janeiro do corrente elanto pelo dolo e
m fe que o dito Ferreira tem uzd com o
annuncante como para nao alegarem igno-
rancia faz o prezente em 13 d'Abril de 182.
= Manoel Al ves Guerra possuindo a caza
de 2 andares sita na na Velha da Boavis-
la D. 26, acontece que pessoas mal intencio-
nadas tem espalhado achar-se dita caza com
ameago de ruina, e o supplicante por nao
querer que ninguem padega por scu respeito,
chamou dous peritos, para que fossem miu-
damentc fazcr-lhc os exames precizos o qual
effectuara em o da 10 do cor rento e he o
scgunlo que seivir para tapar a boca aos
ditos Talladores.
Nos abaiso assgnados Mestrs pedreiros
desta Cidade do Recife declaramos debaixo
de nossas consciencias o seguintc : Que tendo
sido chamados por Manoel AI ves Guerra pa-
ra irmos examinar a sua caza de 2 andares ,
sita na ra Velha da Boavista D. 20 ; declara-
mos que tendo-Ihe deitado o prumo desde
a impena ate as lojas, a adiamos sem defei-
to algum por se adiar perfeitamente apruma-
da e por sso prezentemente receio algum
deve haver nella ; e por termos feito os refe-
ridos exames miudamente mandamos passar
a prezente paia constar a quem convier, c
estamos proniptos a responder pelo que ci-
ma referimos mandando passar a prezente
para constar, em que nos assignamos. Re-
cife de Pernambuco 19 de Abril de 1842.
(Assgnados) o Mestre Pedrero Manoel Ca*
valcanli, e Joaqum Alvos de Castro.
= A pessoa que annunciou no Diario de
Sabbado passado, querer comprar urna ne-
gra que sabe engommar lavar, e cozinhar ;
pode procurar na ra do Arago na Boavista ,
caza defronto de um sobrado do 2 andares,
lado esquerdo vindo do Recife para a Boa"*
vista.
= A pessoa que Ihe faltar um taxo e m
vidrode cadeirinha ; pode dirigir-se a ra ve-
lha da Boavista vendada quina, quedando
os signaes certos Ihe ser entregue; pois foi
tornado da mao de un molequc que o anda-
va vendendo, e por se suppor ser turtado
fez-se apprchcngo.
ss Quem quizer Passrtprtes para Nvids;
e para passageiros escravos e l'olhas corri-
das com presteza ; falle com o shr. I.uiz
Rorges de Sequeira, e Francisco Gongalves
GurjSo que diro quem os tira.
= Sahio o n. 15 do Espelho dds Bellas :
tonde-se na praga da liidependencia D. 37 e
38 na ra do Collgid, Inja de livrs D. 1-2 ;
na ra do Roza rio estreita, botica do snr.
ParahhoS ; n> rila da Cndeia d Recife, loja
do snr. Bourgard e na ra Direita loja de
fazendas do snr. Angello.
= Aluga-se os fundos de urna caza que tem
agougue com limpeza na ra dos Quartcls
D. 0 com bastantes commodos para urna fa-
milia cozinha fora quintal e cacimba' mui-
to boa a 9 rs. mensaes : quem pretender,
procure no acougue defronto da cadeia.
= Todas as pessoas que tiverem contas
contra a Barca Ingleza Thcreza arribada
a este porto ; bajito das aprezentar no espa-
go de 48 horas depois da data deste annuncio,
no armazem de Dourley Haymond & Prytz ,
ra d'Alfandega vclh N. 3 e para qu hih-
guem se chame a ignorancia se faz o prezente
annuncio ; certos de que depois deste prazd
canta alguma ser admiltida.
=s: Quem precizar de urna ama para caza
debomem solteiro; dirija-se a ra da Cruz
no Recife lado direito sobrado de 5 andares
no 2. andar.
= Pergunta-so ao srs; Membros da Direc-
go da Sociedade Amizade nos Unne (ou
antes Beneficencia caixeral) se a caza das
sessdes da dita sdciadade, est convertida em
caza de danga salvo se S. Ss. acharad algum
artigo dos estatutos quo Ihes desse essa td
elstica attnibuigo. t'm Socio.
= Quem precisar de Um rapaz Brazileiro ,
de idade 16 anuos para caixeiro de qualquer
arrumagd (excepto venda ) ou pard cobran-
ga dando fiador a sua conducta : annuncie.
= Quem annunciou ter para alugar um
escravo muito fiel, e sem vicio : queira diri-
gir-se a ra da Scnzalla velha na quina do
beco do porto das canoas N. 4, 2. andar ;
onde se precisa.
= Offerece-se lima Senlira Porlugueza ;
para engommar c administrar urna caza de
familia : na ra dd Rozario estreita D. 21.
= Collegio Santa-Crin Materias d'en-
oino e Lis'a dos artuaes Piofessores dVle
K-latieleiiTiienii> : Secc > Priineira Preli-
minares, Aula-i : l. L-iuia Ciernenls ,
de Moil e Civililade ., l)..o:nna CllMl.>ii
Calli^rapbia e Conla : Profeaturea Amonio
L-rnci > da Silva, A M. Jilo D 0 lato fio
mao, Seccio Segunda Lin,;uas : a. Gam-
inain-a e Lingua Pirlugue/.a, aoaly>e lioi-
l'ina n.icio do-i Iihscos. Vej. Anta 5. 3.
Fiaocez, Gramoiaiica analye c verSo,
Exercicios de pronuncia de conversac e
de coiDposic.io. A.lj. Fraoci-co Cbabriilic ,
4 Ingltz F'ancisco Gomes d'Oveia Suju
Fellippe Nen Colap.i 5. Grammalic e L.
Portuguesa e Latina Amonio Mari* Chave*
e Mello, A li. Riuilio Xvifr ji>-era de
Mello f Gtcgo F'"i$ro Oibrillae4
Sercio Terre-ra Sidenc .a 7. Geogr.iphia
e Chron>loga 8 Hitona Mmoel Fer-
reira da S Iva Di, ha I Poro li no Scieu*
c'ii 8< ciae e Joridiraa Sup. Pedio Bizeria
Per en a il'A.auj Hellrio f> M..llilli.lica .
Aiiih J.elica Gonetra Algelua Trig.
nomelpa Vel>ippa Weri CoUpo 10 F.'e-
ineotoR d'Historia natural; Vaga, iiFhi-
li.ai pliia rarioiial e moni Dr. Antonio Vi
cene do JV< cm nto Feroa, G> adii.nl o m
Scienc a.s snciaeae JuridcaS li BJie'Oilca .
Potico, Lit:er.iiuri clstica, Jlo Antonio
de Souza Belti Araujo Lima, fiarharel
''orniado em S nc'd* aociae-' e Jnrilira.
Sup. Pedro IVtena P-rn'ra d'Araujo B lirio.
S'ico Otarla Cuisn de commeicio 1.1
Arithmeura Algebra Geometra, Geo-
grapbia. Vej. Aula 7. e 9., a. anno, 14
Ai itrios de cambn ibeoria e practica d'es-
ciipturacio commercial, analyse dos diffe-
rentea ramos de commercio. N. B. A direc-
ci mandou rontraelar n Emopj um pro-
fes or especul pari eta Cadeira. 3. auno ,
15 elementos do direitocbtnniercial, disto
liado commercio, D-. Antonio V cenle lo
Nascime'nto Fetosa; $ccf o Qninla",. Arle
de Becrro 16 Musir votul, Befrarendo
l'ade Prjmo Poli, iano Tararea Adj. Anto-
nia Ignacio da Sda 17 Musir u*irumen-
tal. Violino ViiK>ta VtUt.cell#J B"-
verendo Pudra Primo, Flauta Candido
oze Li-bua ij. Antonio Ignacio da Silva ,
Clai 'meta Violio. Candida Jbia LiHVa,
N. B Os deinais irs'.rumeiitot ad libitum.
|8 Danca Antonio R'ifino Severi.m- da
Cuiiba 19 Desenlio lin-ar d figura* e
paix^gem. Joutuint Joee de C-r*allta Ba<
rftarel em Lltraa peh Univ^id.tie' de
Ftauca.=Antono Maria Chai6s e Mello ,
Di.dor.
= Aluga-se ma morada de caza de dois
ihdares e sotao, sita na ra da Cadea do reci-
fe n. 7 com fundos para a rila do Encan-
tamento a qual tem muito bons commodos
para ma grande familia e s acha actual-
[riiente concertada c pintada de ndvo. Qiiem
a pertnder queira procurar dirctamri.te
Jdao Vera Lima na do Vigarion. 17,
hSoab itiquiliho rezident ha loja da tnesm
Caza."
tST No dia 20 de Margo passado furlrao
d Soth Sea Coffe Hoilse ra da Cruz D.
24 um relogio inglez dos authors S. & N.
Dtinsfbrd Plymouth Dock n, 1050 o tan-
to relogio tem na caixa a inicial Se tem o
vidro quebrado ; roga-se aos Srs. Belojoeros
em particular e a qualquer outra pessoa a
quem o mesmo relogio for ofTerecido de C
aprehender o levar a mesma casa que recebe-
r 20,i de gralificacao, e se ficar sumamcoM
agradecido'.


I I
JF~*;"r^""'"''Tiiitf"irir*"- TT' TJTfHrr^
i
Joze Soares rie Azevedo, Breharel en
Bellas-Letras pela Universidad? de Pariz, e
Vofesser de l.iugoa Franceza no Liceo fax
publico que ii;is casas de sua residencia ra
dsQuattcis o primero sobrado junto
Pulida se acha ensinando Gcographia, Liti-
goa Franceza e Philosopba. As pessoas
quo desejarern estutlar qualquer distas ma-
terias padem dirig r-se a casa do annunciante
a qualquer hora excedo das 10 da manh
at s diias da larde.
tsr Joze Antonio de SoUM Villaga reti-
;ra-se para a Baha r.l.o dia 2o do corrale.
tsr Joze de Oliveira subdito Portuguez re-
tira-so para o Porto.
tST Luir Antonio da Cunlia retira se
para Lisboa a tratar de sua saude.
tsr Manuel Joze de Magalhes faz scienle
ao respeitavel publico que se retira-se para a
Cidade do Porto na Barca 1 Vtugueza Es-
pirito Santo a tratar de seus negocio?.
tsr Pedro Marques da Silva Iibeiro retira-
so para Portugal a tratar de seus negocios
tsr Francisco Joze Pereira relira-se para
o Hio de Janeiro tratar de sua saude.
tsr Joo Ferreira da Silva Pereira retira-
se para o Porto na Barca Espirito Santo a
tratante sua saude.
tsr Ma noel Paulino do Nascimento re-
tna-se para Portugal Jetandoem Slia com-
panhiR sua senhora Maria da Purilicaco o
sua lilba Maria da Trindade.
tsr Manuel Jo/o Teixeira rctira-se para a
Babia at o dia 25 do crtente.
i7" Joaqun Lopes Oas rctira-so para a
Cidade do Porto.
tsr Juze Alves Branco, relira-se para o
Bio de Janeiro a procurar nielhoras de for-
tuna para o que luz este aV!90 Conform a
Lei.
er Joie de Aratijb portugaez retira-
se para a Bahia.
tsr Antonio Joze Martins Ferrrcira, reli-
ra-se paro o Porto.
c^ Henrique Bernardes de Oliveira re-
t ira-se para forado Imperio.
ty ThofnazB. unston subdito Britnico
relira-se oom sua familia para Inglaterra.
BT Domingos de Fre las e Castro reti-
ra-se para Europa.
tsr TheodoroDomingues, Portuguez, re-
tira-se para a Cidade de Lisboa.
?Sr Manuel dos Surtios Portuguez reti-
ra-se pora Lisboa.
fcg* Francisco Martins faz seiehte ao res-
peitavel publico que por ha ver outro de
j^ual nome de Iroje em diante se assignaf
Francisco Martins de Aniorim.
tsr O Sr. L. C. Pi F. hajft no pras de 8
dias contados da data teste ir Satisfacer o im-
porte da letra, |ue a dous annos acceitou.
tsr Cuem fl*l^ alugaruma escrava para
todo o servico de una osa annunci?.
tsr Aiuga-seurna casona ra do Jardn*
D. 12 que tem sotao quintal cacimba ,
o cozinha fora : na rila da senrala nova D-
cima 25.
tsr Lina banca redonda de angico para
meio de sala rom duas gaveta*, feta de
encomenda : na ra das Cruzes na loja do so-
brado novo de Luiz Pereira de Farias.
tsr Paramentos completos para tizar mis-
sa encarnado roxo e prelo um vco de
hambros de seda de uro fino um laco para
sagrario de ilhama de ouro ludo feito na
Cidade do Porto : a Tallar com Joo Joze de
Lima no cscriploriode Domingos Joze Vieira,
na praca do commercio.
tsr O sitio agoazinba de Bobevibc com
casa de vivenda com urna grande planta-
Cao de capim larangeiras, coqueiros prin-
cipiando a darem fructo, muitos dedenzeiros,
cajuehos erras para plantar e terreno
para vaecas e nao be foreiro : na ra da Ca-
deia n. a fallar com Mauoel Antonio da Sil-
va Motta.
tsr Doce de pera figo e chila tudo de
Os Snrs. Bernardo de Sena Dias, Fer- calda milito novo urna portlo de pipas va-
nandesA Marques, Joze Vicente de Lima zias-, mantega superior a 610 a libra no-
queiraoannunciar as suas moradas para se zesai20dita, presunto a 280 dita touci-
praia arlia-se pinborada por cletacfio mo-
vida a viuva e hnrdeiros ro fallecido Feij.
par sed crodor Nuno Maria de Seixas o que
e previne aos preletttjentcs a compra da
nwsma.
tsr Alnga-so nm moleque que seja bom
cozinheiro tambem se compra fazetido eoli-
to ; quem o tiver tanto para urna couza como
para outra dirija-se a casa de Joaquim Pe-
reira de Mondonga na ra da praia a diante
da ribeirado |exe.
tsr Aluga-se um arrmazem propno para
dous oflkios ououlro qualquer estabeleci-
mento cito na ra da tnouda no fundo da
venda do snr. Alexandre : a tratar na ra do
Nogueira 1). 19 lado direito.
AVISOS MARTIMOS
tsr Para Lisboa sahir no dia 10 de Malo
vindouro o Brigue Portuguez Josephir.a ,
Caplo Paulo Antanio da Rocha ; quem n^
mesttio quiser carregar ou ir de passagert pa-
ra o que t;m excellentes com modos dirija*
sea Mendos A Oliveira, na ra do Vigario
D. lo ou ao referido Capitn.
tsy Para o Rio de Janeiro segu viagem
oom loda brevidade o Brigue Nacional Bom
Jess para carga e passageiros dirijo-se a
Gaudino Agostinho de Barros na pracinha
do Corpo Sinto D. (7 ou ao Cajdto Joo Ro-
drigues Amaro, a bordo.
"compras.
tzr -icasaes de pombos que sejo gran-
dvs e bonitos ; quem tiver annuucie.
l.y- Porespacode 10 das a contar da pu-
blicaco rfesle compra-sc para fora da trra,
urna escrata prendada no lorio, e que seja
vendida pordesgosto d** familia ou por en-
tro qualquer motivo particular: na ra da
Cadeia n. )7 primeiro andar.
V E N D A S
trotar negocio 5* A pessoa que e quiser engajar no Ba-
4alh8o de guarda nacional destacado dndo-
se-1 he um* gralificaefio conforme ajuste,
anntiircie.
tsr A pessoa que quer um escravo fiel pr
negocio de ra dirija-ae a ra do Colegio
D. 5 segundo andar lado do flaseente.
Sy Desde a raa da praia Rangcl Li-
vraments at a do Queimado perdeo-Se
m embrulrrt) com Qfie a 87j cm seduas ,
sendo urfla de 10#cor de roza : qnem aetiot
cuereado rosl luir dirija-se u loja de Novaes
& Basto que graticar generosamente.
=3 i) abaixo assignado paitecrpa aorespei-
lavel publico que o annuncio ensirido no
Diario d'bontem dezanp.vc do cor rente nao
se entende com elle com" loja de fazendas
na ra da cdeia velia do bairro do recite
I). 57.
Mnnoel Joze de Magalhes.
tST 0 abaixo assignado aebando-se de pos-j
se da loja do fallecido Joaquim Joze Moreira,
em cuja continua a negociar com os mesmos
TYeguezes aos quaes roga o favor de virem
pagsr suas conlas com brevidade ao mesmo
abaixo assignado. Joze de S e Souza.
Vff Alnga-se o terceiro andar da casa da
rBa Nova D. 10 : a trotar na mesma.
tST Aluga-se duas canoa urna de carre-
gar agoi. e outra aberta que caneca 1200
tijoos : atraz dos Martirios casa de S portas
Verdes.
tST Otiei annuneoi querer comprar urna
negra cozinheira en^omadeira e lavadeira,
dirija -se as 5 po'fitas loja de fazendas D. 2S.
tsr A serrara do vapor cila ta ra da
nho de Lisboa a 280 pedra pome para lim-
par Fcrragem a 100 rs. a libra, passasa 160 :
na ra Nova venda D. 2o.
R37" Cera de carnahuba e mol do abelha ,
I em porQa e a retalho : no forte do mallo
padaria de Antonio Joze Cortes.
tsr Erna venda na ra Direita D. 14 oom
poucos fundos tem tambem frente para a
ra da Pcnha : a fallar com Oomingos Perei-
ra Mendanha ou com Marques e Veigas que
ar) todo o negocio.
S^" Genebra de lollaoda de superior qua-
lidadeem frasqueiras por 6i00 charutos
da Babia a 000 rs, a caixa cerveja branca
em barris de \ duzias a 2f 240 duzia, vina-
gre em pipas c quartolas a por oOrf a pipa:
na ra da Cruz D. 4.
tsr Vmii chamarra para algum podre que
sejabaixo e secco do corpo : na ra Nora lo-
ja dealfaiate D. 16.
tsr Chapeos de sol de seda inglesa e de
superior quahdade: na ra da Cruz armazem
n. oo.
tsr ptimas bichas prctas : na ra do
Cabug loja do Bandeira.
13^ Lm candieiro grande de oieio de sala ,
em bom uzo por preco com modo : na ra
de S. Rila nova D. 18 lati do nascente.
t3T Um sobrado de 2 andares u* ra de
Agua veriles na ra do Colegio D. 8 se-
gundo andar.
tsr Uma caixinha com lentos do madre
perola para o jojo de voltarete : no praca
da Independencia loja de livrosn. 57 e 58.
tsr Um escravo de nacao, de bonita fi-
gura robusto be caoociro ; ao Maogui-
uho venda de garapa.
tsr Urna escrava anda moca tic nac&V
rebolo co/inha e vende na na a vista do
comprador se dir o motivo da venda: na ra
do Livramento D. 2.
ssy L'ma negra de angola de bonita li-
gara e cera amarclla en poreo e a retalho :
no beco da lingoeta venda de Joaquim Joze
Rabelk). MJ ,, .
tsr Sacas com alqueire da medida velha de
feijo branco muito novo por preco comino-
do : na praca da Independencia D. 28e 29.
C3- Agoa ardente do reino a ltf rs. a ca-
ada dita de am* a 720 genebra a 800 ,
licor ile segunda qualrdade a 160 a garrafa ,
espirito de vinho para cbapeleiro a 1*440 a
caada: na ra de S. Rita nova fabrica de
licores. ,
cyUma casaca nova pie anda nao ro ser-
vida de panno verde, e feita a moderna ,
e um relogio que nao recula mal por pre-
go commodo por haver preciso : na ra Di-
reita D. 41.
tsr Meios pesos columnarios : em casa de
Ilenry Forslertx Companhia na ra do trapi-
che novo n. 17.
tsr Um negro de26annos, de bonita fi-
, (zura muito robusto : na ra da Cadcia do
i Recife loja de Joao da Cunha Magalhes.
tsr A obra de Salustio traduzido ao pe da
i letra pelo preco le 3ji rs. : na praca da
ldependencia n. 57 e 58.
tsr Erna casa de pedra e cal no poco da
panela, com bastantes com modos para fami-
lia nao muito grande : na ra das Trinchei-
ras sobrado D. 9.
tsr Erna mulata de 18 annos bem pare-
cida sem vicios nem achaques cozinha o
ordinario cose liso, e he muilo boa engom-
madeira : na travessa da trompe para o mon-
dego na casa que tem a frente cor de sinza.
tar Em preto mogo trabalhador de macha-
do e fouce ; urna preta de bonita figura per-
leila cozinheira elava de saboe varrella ;
urna dita de todo o servigo ; urna mulata de
22annos, ?ngomma com perfeigo cose,
e cozinha ; um moleque e urna negrinha de
12a 1 i annos : na ra do Fogo ao pe do Ro-
zarlo D, 2o.
5^" Erna earroca para boi, nn uzo por
prego commodo : naioledade D. 10.
tsr Em escravo re nago de 25 annos ,
sem vicios nem defleitos, para todo o servigo
vende-se por seu snr. retirar-se para Tova la
provincia : na ra da Cabug loja de fazendas
D. 4.
tST" Farinha de mandioca da trra em sa-
cas de alqueire por prego commodo: na ra
da Cruz n. 61.
tsr Vasos de louga para jardim : no ar-
mazem de vidrosao lado da cadeia.
tsr Popel dourado pratiadoe pintado de
bonitas cores por prego commodo : na ra
do Cabug loja de miudezas D. 5.
ssy Lina parda moca de 18 annos sadia
sem deffi-ito nem achaques : na ra da ca-
deia do Becife n. 58.
sis'" Erna esciava crela', bolinheira per-
feita boceteira e com outras habilidades que
ao comprador se afinngo: na ra do Queima-
do D. 15.
ss^ Erna canoa de carreira pintada e
mui bem feita por prego ocmmodo, e mer-
gulhosdeparreira muscatel : a traz dos Mar-
tirios casa de 5 rotulas verdes.
tW Barricas de farinha de trigo franceza ,
de superior qualidade : na ra da Alfandega
volba n 9.
szy Charutos da Havana Hamburgo, e
Caxoeiro: na ra do Cabug loja do Banderra.
tsr Em sobrado ainda novo ecom mui-
tos commodos, bem repartido e obra mni
bem acabada de 2 andares e sotSo corrido
formando5 andares, com um grande ter-
j reno no fundo e tem embarque na porta a
i toda hora muito proprio para qualquer cs-
tabeleciment por ter muitas proporertes para
j isso: a fallar com JooHenrique da Silva junto
ao orce de S. A tonto.
UT CHieijos londrrnos, presuntos para fi-
ambre batatas ingieres : xu praga d Com-
mercio armazem de Joo Carrol! Filho.
*s?- Por commodo pre^oum grande sohra-
doem Olinda na ruada S. Bento defronte
da Igreja deS. Pedro Mrtir, bastante fresco,
com excellenl vista, e extraordinario quin-
tal murado oommodidades estas que offere-
cem a quem tiver bom goste de formar do
mesmo urna ptima casa de recreio : na mes-
ma Cidade ra de Malhias Frerreira casa n.
44 e no Recito n quina do beCo do porto
das canoas no segtndo andar do sobrado de
Manol Antero de Souza Beis.
tsr Erna preta do gento de angola sem
detTeito algum de 24 a 26 onnos he perita
lavadeira de saboe varrella : na ra da Ca-
deia n. 45 loja de Joaquim Gonsalves Casco.
c?" Erna escrava tfc 18 aonos, corinha o
ordinario, eengomma : na ra da Penha De-
cima 12.
tsr Meias de linho para homem em
porgad, fior prc^o commodo: na ra do Cres-
po D. 12
tsr Erna carteira de meia face em bom
uzo e por prego commodo : no pateo do
Carmo venda D. 5 ou na casa D. H .
125" Em bateo de amarelo com 4 palmos
c meio de boca e 30 de comprrdo enteirigo
4 de um pao s muito sao c noto : na ra
larga do Rozario D. 6.
tsr Em armaco e pertences de venda ,
no bairro do Recife lugar de boa freguesia
para a trra e 200 garrafas vasias: na ra da
Madre de Dos primeira loja de fazendas nu-
mero 22.
tsr Paos para tipoias : na ra da Cruz
n. 57.
tsr O engenho de agoa moente e corrertte
com alfuns animaes vacuin e cavallar cito
na freguezia do Cal denominado Jardim ,
entie Pantorra e Buranhem: a tratar no mes-
mo com o seu proprietano Manoel Mondes
Caminha.
tsy Erna escrava cabra de 28 a 50 annos ,
com duas cras urna de 7 annos e outra do
um mez tem bom leite e muilo boas ha-
bilidades vende-se por nao querer estar no
matto este he o motivo da venda : na ra
dn Queimado loja de fazenda D. 7.
ESCBAVOS FGIDOS.
= Fugio no dia a) deSetembio du atino
de 11"1/j i iiraa e.'crava creoula de nome M.ir-
g3i ida, rom dade de 2i a 4 anno* bem co-
uitecidk nenia pr ca por .uid.tr vendando fa-
zenda a qual tem os signaos s'guintes al
lua regular cor lulla tem Lillas de denle*
na frente, quando rise fraiue a cara loda ,
lentos pea apalhetados, peinas linas, le-
\'<>u v stido saia prtla e patio pieto consta
-Ino ella anda m-siuo ne-la piafa | oi> j
leni fcido encontrada por varia* eses; tas
im r.)gae a qualqimvcapito de carapoot
pe-soa particular quea aprehender leve na
ra do (apiebe na venia do Joze Vericiino
da Rocha que <;i\ilific.iifi rom 5 ,) .
= Fugio no dia de Janeiro do anno de
184O um escravo de noin Tliomac, t r .\0
a 5o atinas com o< vignaesseguioles de na-
ci 1 cholo, inais p< que veio muilo peque-no ten um calombu
na testa tem o roblo picado de bixiga tem
as boxexas xupadas par dentro, tei a pei-
nas arquiadrs, muito tomador de tabaco
muilo Iiiir l'jlante foi cativo do delunlo
Jo/.e Martins da Penha na villa de Una ro-
gase a qualquer capilo de campo ou pessoa
particular que o pegar lete na ru do Trapi-
xe na venda de Joze Vircimo da Rocha que
gratifcala com 5o fl .
= Em onze de Abril de 1841 {wgio do
bailo assignado um preto de nome Anto-
nio de iiagc Mocaoibique staluia regu-
lar bem feiio de corpo, e peinas, que re-
piecnia iJade de quareuta e tanto annos,
e allem dos signara pele, na testa assiina
dos olhos, tem os seguinles ; muito l>..i ludo.
camelos entre os peitos e pernos, sobie
pulpo de huma das maos um caioaso qne pa-
rase goma raelt; os dedos grandes dos p z ,
alguma couza para dentro e tem vazado um
dos 0II11 s ; quem o Irouxer 011 mJ-
iiio der urna noticia exacta pela, qual se
possa ir buscar receber cimoniia mil res
de seu trahalho : em o dep-.-zilo de agoa e
pjdaria juntuao tbelro lera quem atrege a
(juantia cTereciJa ; em a me.-ma caza se pie-
c:za duas ou tres pictas que tomeiu pao de
vendaje.
Joaquim Joze da Costa Oliveira.
ir Fugia honteii; ij de Abril ueB do Biigue Ksnuna Amalia uro negro criou-
lo vindo proximaoiente do Maiaubio
ofticial de calafate, bem talante, tem idade
de -ja a 34 annos, com algumas espinhasuo
rosto em barba e bem retinto feicoens
lindas e rosto redond e na palma da
mo esquema um tilho de pocos dias 5 le-
vou carniza, de ciscado le cbila urna calca
branca de algodio trancado e urna
lila tul de ganga, sapatos, e chapee de
liraa abas largas : quem o aprehender le-
vai ero casa de Machado S Santos na ra
do Ainariui e receber cincoeota milieis ,
pela apr lienco, e mais urna gralificaco.
MOVIMENTO DO PORTO.
NAVIO ENTRADO NO MA 20.
Liverpool ; 58 dias Galera lngleza Emilia
de 200 tonel. cap. Gcorge Guitlell, equip-
lo carga fazendas a Me. Calmont *
Companhia.
aECLFfc; NA TYP. DE M. F. DE \\ = 18
aa.


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