Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04634


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Full Text
Auno de 1842. Quarta Feira 20 de
Tildo sor. depende e nos meimoi ( d noji prudencia, mcdencfio, e energa con-
tinuemos eomo principiamos, e seremos sponlsdos coro admiraran enlre as Nacei mais
cultas, (Proclamaciio da Assemblea Geral do Brasil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Coianna, Paraiba, e Rio grande do Norte, na segunda e sexta feira.
Bonito r (aranbunv a 40e 24.
Cabo, Serinbaeaa, Rio Formoio, Porto CaWo, Maoeio, e Alagoas no i H, e 21.
Paje 13. SaatoAniao, quinta feira, Olinda todos os das.
DAS DA SEMANA.
Abril.
Anuo XVIII. N. 85.
O Diario publicase todeaosdias quinao forfm Saniificil, o pceo da signatura h
de tres mil reia porquariel pagos adiantados. Os anauncios dos asignantes a.,J inseridos
gratis, eoa dos que o nuo forem raiao de 80 reispor Jilha. As reclamacBes deret*. ser
dirigidaa a esta lypografiarua das Cruies 1). 3, ou prica da Independencia lojaa de linos
Nmeros 37 e 38.
CAMBIOS o da 19 de Abril
Cambio sobre Londres 58 d. p. 11'. 'iita Pexof Columnare
I'aris 32Uren p. franf-n. a M
'.isboa SU a Si) B>. 100 de pr,
Oono-Moeda de 6,400 V, 15,000
a N.
i de 4,000 8.500
P*Aii -Pataces 1,680
Le icanoi
aiud
1,680
.680
1.440 a 1.46U
">- i.-1411 a
Moeda d- robre 3 por 100 de diaobnlo.
14,900 Uisionlyde billi. da Alfand-ga 1 por 109
ao me i.
dem de letras de bota] firaaas 1 e
ilcj,
/'reamar do da 20< Abril.
1.a a 0 horas e 30 ni. da manli.1.
2. a 0 horas e 54 ". da tarde.
MUSES DA l.tJA KO MEZ DE ABRIL.
Quart, ming. a 2 s 4 horas e 11 m. da larde.
La Nova a 10 -- s 8 horas e 13 m, da tarde.
Quart. Creas, a 18 a 4 horas e 14 m da manh.
La cheia a 24 s 9 horas e 8 m. da tarde.
IIIA ItB O DE P ERNA Al BIT I
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA l6 DO CBRENTE.
Ofllcio Aoexm. hispo diocesano, dizen-
do que fica sciente de ter elle nomeado ao
reverendo Joo lavares de Mello para capel-
lo da ilha de Fernando de Noronha.
Dilo Ao Inspector da thesouraria da fa-
zenda communicando a nomeago de que
tracta o ofcio supra ; c intelligeiiciando-o de
que o nomeado deve seguir o sen destino ein
odia 20docorrente no patacho = Pirapama.
DitoAo commandante da ilha de Fernan-
do participando, que a bordo do patacho =
Pirapama = parte o reverendo Joao lavares
de Mello qne vai exercer na dita ilha o mi-
nisterio de capello ein lugar do reverendo
Albino deCarvalho Lessa que deye vollar
no mesmo Patacho.
Dito Ao Inspector interino da thesoura-
ria das rendas provinciaes remetiendo copia
do requerimenlo, que Assemblea legislativa
provincial enderegou ocidado Antonio Jos
Pires ex thesoureiro da arlministraco dus
estabelecimen'tos de caridade a fin de que
fuga examinar as contas do mencionado cida-
do quando Ihe forem apresentadas pelaad-
ministracao actual, uonfurnie resuveu a mes-
ma Assemblea.
Dito Do secretario da provincia ao I. da
Assemblea legislativa provincial, communi-
cando o conteudo no precedente oicio.
Ditos Ao Inspector da thesouraria da fa-
zenda e ao commandante das Armas, par-
ticipando ter mandado abonar, por despacho
de 14 do corren te a quantia necessaria para
a compra de urna cavalgadura aoajudantedo
batalho provisorio d'esta provincia, o len-
te Jos Teixeira Campos.
Dito Ao commandante do brigue escuna
= Niclheroy = determinando-lhc que faca
recolher preso ordem do exm. sr. minis-
tro da marinha, a bordo da escuna =s Lebre
= surta n'este porto o 2. tenente Gerardo
Joo Damazio de Souza Freir visto ter elle
desobedecido ordem do govemo que pelo
dito commandante Ihe foi communicada.
Dito Ao Inspector do arsenal de marinha
[POLLITO
ARRHAS POR FORO D']IESPANHa(*).
Ojudeu estendeu os bragos com os punhos
cerrados para o reposteiro que ainda ondea-
va levou-os depois cabera donde trou-
xc urna boa porgo das melenas grisalhas.
Feilo isto lirou da aljubeta urna chave, abriu
o cofre pequeo e pulvurulento sacou para
fra um saquitel pesado, sellado, e nume-
rado e osdois mil maraveds rolaram sobre
o grande livro que ainda estava aberto so-
bre urna das arcas. Contou-os quatro vezes,
empilbou-os aos ceios e como se as forgas
se Ihe tivessem exhaurido no espantoso com-
bate quesepassava na sua alma atirou-se
de brucos sobre a pequea arca e abragado
com ella desatou a chorar.
Meu pobre thesouro junto com tanto
trabalho! exclamou por fim entre
solugos.Guardei-te neste cofre com medo
de te ver roubado, e os salteadores, vim en-
contra-los aqui Mas que se livrem de eu
tornar a rece be r os direilos reaes das mos dos
mordomos. Meus ricos dois mil maraveds
debom ouro nao voltareis sosinhos quan-
do vos tornardes a ajuntar com os vossos a-
bundonadoscompanheiros!
^H^oDiarioN.Tl, 72, 7S, 76, 77,79,
partecipando a expedigo da ordem antece-
dente e. dizendo que dirija para bordo da
escuna = Lebre = mandando fomecer-ihes
0 necessario transporte os mdicos que es-
toencarregados de inspeccionaros, tenente
mencionado no officio precedente.
Dito Ao exm. director do liceo dizen-
do, que haja de mandar entregar ao lente
da escola de chimica, e physica do mesmo
liceo as substancias, e machinas pertencen-
les mesina escola.
Dito Ao director do arsenal de guerra ,
ordenando que mande entregar ao lente so-
bremencionadu as garrafas d'agua raz, que
seachavo depositadas na fortaleza das cin-
co pontas d'onde foro removidas por ordem
da presidencia entendendo-se com elle so-
bre a sua conduego.
DitoAo mesmo lente supracilado com-
municando o conteudo dos dous olllcios an-
tecedentes.
Dito Ao commandante do brigue escuna
= Niclheroy = remetiendo o rcgnlamento n.
120, a fira deque faga exceular pela sua par-
te comoencarregado do registo do porto o
cap. 5. 9ec. 1. das disposigoes policiaes no
que diz respeito aos passaportes : ordenan-
do-lhe que na relagao nominal dos passagei-
ros declare quites os que apresentro pas-
saporte, e impega que desembarquen! sem
ordem do chefe de polica osestrangeiros, que
estiverem comprehendidos no art. 82 do dito
regulamento assim como que exija dos bra-
sileiros que nao apresentarem o passaporte
a declarago do motivo na forma do art.
81 ; e determinando-Ihe que faga por ora
a parte do registo com todas estas declaraces
por duplicata, enviando urna directamente ao
chefe de polica e outra secretaria da pre-
sidencia conforme as orden ltimamente
expedidas ; que no acto de chegar qualquer
navio que nao seja de guerra, exija do mes-
tre ou commandante a relago dos passa-
geiros e rnais pessoas que n;lo pertengao
matricula na forma do art. 94 para fazer
d'ellas mengo na parte : finalmente que ,
para accelerar as operages da polica faga
executar qualquer diligencia que Ihe for
requisitada pelo chefe de polica, dentro de
suas attribuigoes, independentemente de or-
dem especial da presidencia.
Dito Ao chefe de polica interino da pro-
vincia tommiinicando a expedigo dasordeus
dadas no ollicio antecedente.
EXTERIOR.
O DIREITO DE VISITA.
ART. II.
Discursos de Guizot, e f'illemain.y/sili-
cios parlamentares. Discurso de Tlders.
O discurso do deputado Billaud havia sido
coborto de applausos ; e foi ainda atravez das
jexrlamacoes de adheso que parlio de todos
os ngulos da sala que Guizot ministro dos
neeocios estrangeiros subi tribuna para
|defender a convenci de 1811. A sua argu-
mentago, em si mesma fraca e sem substan-
cia teve por tanto, quecombater com a
exalfago patrioliea desenvolvida pelo brilhan-
te improviso do sen fogoso adversario.
Odircito de visita disse elle, nao foi
inventado para ocaso de que se trata, lia
lonpo tempo que o direito de visita existe pa-
! ra certos casos; por exemplo em caso de
liloqueio, para o contrabando de guerra. Ora,
| (udo quanto no caso presente se fez foi as-
similar o trafico dos negros ao contrabando de
guerra em caso de bloqueio.
Mas preciso nao esquecer um artigo
do tratado de qu*1 ainda ningnem fallou :
' que nao fica livre a urna das duas potencias
fazer por si s um cruzeiro de maneira que
nao basta a um commandante inglez rereber
urna commisso darainhade Inglaterra para
cruzar ; -lhe preciso tambem um mandado
do rei dos Franeezes. E' ja urna garanta ;
eis-aqui outra. O nico direito que o cruzei-
ro estranpeiro tem o de conduzir o navio
suspeito perante a autoridade nacional que
pronuncia nfio smente sobre a prevenciio ,
mas sobre a questo de perdas o damnos. Urna
terceira garanta que se um navio foi re-
tido sem motivo sufficiente, a jurisdiegao na-
cional fica com o direito de impr ao govemo
estrangeiro a que o captor pertence, urna in-
demnisaco em favor do navio apprehendido,
a qual deve ser paga dentro de seis mezes.
Ora este exemplo de um tribunal nacional po-
der impr o pagamento de urna indemnisa-
cfio a um govemo estrangeiro nico.
Esta idea pareceu consolar de algnm modo
D. Judas. Levantou-se tornou a contaros
dois mil maraveds : desconliou de que ha-
via engao e que eram dois mil e um : tor-
nou-os a contar o quando elrei eulrou no
aposento j prestes para cavalgar tinha o
bom do judeu obtido a certeza de que nao da-
va urna pogeia de maisda somma que Ihe fu-
ra requerida em nome do potro da torre de
Santarem (1).
( 1 ) Aquellesque nao conhecerem asopi-
niOes estado de civilisago e costumes da
idade meda mediro o lliesoureiro-mr D.
Judas por um agenciador de fazenda moder-
no como seno nos engaa a memoria ,
Ihe chama com urna ignorancia deliciosa o
marquez do Pombalem urna lei sbreos chris-
tos-novoS, e acharo inverosmil a scena an-
tecedente posto que esteja bem longe dUso.
A falla de christos habilitados para trata-
rem materias de fazenda publica obrigou os
reis porluguezes a despresarem a lei das cor-
les de 1211 que os inhiba de ein pregare ni
judeus no sea servigo. Mas esta necessidade
nao poda destruir o profundo despreso em
que se tinha esta raga odiada como abomi-
navel em consequencia das convieges polti-
cas e religiosas daquelles tem pus despreso
que em grande parte assentava em bous fun-
damentos. A idea que se fazia de um judeu
na idade media acha-seexpressa na lei 25. da-
te Ohexclamou elrei langando osolhos
para cima do enorme folio sobre cujas pagi-
nas amarelladas eslava empuado o dinheiro
temos os dois mil maraveds ?
n Sai ha vossa real senhoria que feliz-
mente tinha em meu poder urna somma per-
tencentc a Jeroboao Abrabanel, omercador
da porta do mar e deque, nao me lembrava:
ao bascillhar as arcas dei com ella : a quantia
est completa e o honrado mercador nAo
levar por certo mais de cinco por c-nloao
mez em quanto os ovencaes de vossa senho-
ria nao vierem entregar no thesouro o pro-
ducto dos direilos reaes vencidos : cnlo pa-
gar-lhe-bei al a ultima mealha a quantia e
seus lucros se vossa senhoria nao ordena o
contrario.
Faze o que entenderes D. Judasres-
<( Disse-se que o \erdadciro pcusamenlodo
Inglaterra estava bem longe do desojo de ver
abolir o trafico. E' certo senhores que 6
condgao da natureza humana misturar sem-
pre inleresses pessoacs e mundanos expresso
dos mais nobres sentimentos ; porm, se ja-
mis houve pensamento de espirito humano
bem desligado de vistas temporaes (pelo me-
nos esta a minha opiniao), fui seriamente
o que se manifestou pura a abolicao do trafico.
Oh Tenhamos mais f nos sen limen tos do
humanidade que vivilico e animo tantos co-
ragoes generosos! S>- vos tivesseis podido as-
sistir a urna deslas grandes reunios onde
homens de piedade ardente vem empenhar
todos os seus esforecs e todos os seus recursos
em urna tao nobre causa, nem um nico mem-
bro desta assemblea sem exceptuar o pro-
pro honrado preopinante licaria um m mo-
mento incrdulo. Todos, todos se convence-
rifio de que estas reunioes bem longo de so
rebaixarem at ao srdido de scntimenlo do
egosmo, obedecem nicamente ao sentiiiien-
lo desinteressado e generoso do amor do bem
e da humanidade.
O mystico e elegante epilogo com que o de-
voto ministro acabava o seu discurso, fez mili-
to pouco elleito, apezarde reforgado por Vil
lemain que fez algumas reflexoes no mesmo
sentido. Via-se claramente que ludo se rc-
duzia a urna purissima astucia parlamentar,
por mcio da qual substituindo-se o ser ti-
ment ao raciocinio se tratava de illudi a
questilo, em lugar de entrar francamente nel-
la que o que convinha; c por isso, quan-
do Dupin exclamou : Nada de ftigir da
quesillo. Nao existe neste recinto um 80 par-
tidista da escravidao ; todos a desejiio ver a-
bolida : de que se trata dos meios nu-
merosas exclamaces de adhesfio se ouvirao
em muitos pontos da cmara.
Entretanto porm j Thers se ia enca-
mnhando para a tribuna e j todos se pre-
paravao para ouvi-lo. Eis aqui o que elle dis-
se : /
Senhores tem-se fallado nesla discussiio ^*
das con vengues de 1851, 1855 e 1841. Eis
aqui o meu pensamenlo a respeito de todas
ellas. A concesso de 1851 fui desbragada ;
as garantas de 1855 foraoinsullicientes; quan-
to ao tratado de 1841 conlenlo-mc de d-
zr, para n3o sabir de urna expresso con-
quellas corles, e pinta melhor o pensar des-
saseras a similbante respeito do que ludo
quanto podessemosaqui escrever. Osqua-
aes judeus (diz o legislador) assy como leste-
munho da mcrle de Jesu-Christo devema se-
er defesus solamente porque som hornees.
Junte-se a isto o carcter cruel, hypocritn e
cubigoso de D. Leonor Telles, tao excellente-
mente pintado pelo grande poeta-ehronista
Ferno Lopes, e poder-se-ha enlo avahar de-
vidamente a verosiniilbanga desta scena d'i-
maginago no meiodc outras scenas da vida
real desses lempos.
pondeu elrei, que nao oouvira attento a
metter n'uma ampia bolsa d*argempel, quo
trazia pendente do cinto os dois mil mara-
veds.Tudo fio de ti, honrado e leal ser-
vidor.
E recolhidos os maraveds saiu. O judeu
licou s.
No inferno ardas tu com Dathan Cor e
Abiron maldito nazareno !... murmurou
ellePorem nao antes do eu haver colhidoos
dois quero dizer os tres mil e duzentos
maraveds que me liraste com lanta con-
ciencia quanto pode ter a alma tisnada de um
christo.
Feita esta jaculatoria ao Deus d'lsracl D.
Judas ferrolhou interiormente a porta do re-
posteiro atravessou o aposento saiu pela
por'.a fronteira que tambem ferrolhou e a
bulha de seus passos, que se alongavam, soou
atravez tos corredores por ondi passra Fr.
Hoy, at que por. aquella parte do palacio
ludo caiu n'um completo silencio.
V.
Mestre Rerlolameu Chambao.
Pr. Roy sahindo da casa das arcas altra-
vessara os corredores visinhos 5 mas cm vez
de seguir oque dava pa a o passadigo deS.
Marlinho lomara por urna osead i n ha escura
aherta no topo da estreta passagem anterior
a elle. Bata escadinha deseia para o atrio a

paco
O beguino ,
habituado pelo seu ni.-




flagrada que alguma cousa llie falla que
preciso fazer.
u Pertende-se que o dircito dos neutros,
este direito porque a Franca lem sustentado
combates lo furiosos nao comprometlido
por elle. Ura langai os olhos por esse mun-
do. Qtianto se nao queixou a I"ranga em ou-
tro lempo da America porque entrecava o
direito dos neutros Al por esc motivo l.u.e
chegou a fazer a guerra K hoje ? lloje a
Franca que concede o direilo de visita em to-
da a cxtengo dos mares commerciaes e do
mar da Indias Hoje sa America quero-,
siste 5 e a que ? A' simples exhibigo dos pa-
pis de bordo Porque o que a Inglaterra diz
aus Estados-luidos islo : Nao dexeis vi-
d silar os vossos navios meh'antes, nao; mas
mi permitti a cinco grandes nagoes reunidas
por um tratado por vistas de hunianida-
(( (Je que exijo a um navio que usurpa a
vossa banJeiraa simplesexhibigo dos seus
papis de bordo.
Esta exigencia simples ; e comludo os
Estados-1 nidos a repelle-ai com toda a ener-
ga e dizem : Nao com autliorisacao
nossa jamis vos usareis do direito de fa-
<( zer parar :ini navio no mar e de Ihe pergun-
- tarse americano ou nao. Protuovei la
ti os vossos lins de humariiilade como quiser-
des; mas tende milito cuidado em nao er-
rar a pancada; porque se re ti verdes um na-
vio americano responderis por isso ao
consellio da l ni fio.
(i K porque resisten) os Estados-Unidos com
tanta lonja:' Pensis vos que, se o direito
dos neutros nao estivesse, implicado nodirei-
um direito legitimo ; alterastes um scntmen-
tu que deveis respeilar como urna forca para
mais tarde o pdenles oppor como um grande
facto nacional a prctencoes estrangeiras. Di-
reito de visita em tempo de paz! Eis-aqui
una concessao tanto mais perigosa quanto
menos argunien'os vos Gofio restando para o
futuro, alim de a pdenles repellir em tempo
de guerra.
A argumentaco de Thiers era ao mesmo
tempo enrgica e concludenle; porem to
frequentes e descomedidas eroas interrup-
goes com (pie a cada momento se procuruva
cortar o lio das ideas do orador que o presi-
dente chegou a declarar que suspendera a ses-
s;lo se a cousa continuasse do mesmo modo.
E todas estas interrupcOes ero partidas do
centro.
Bem vejo que lodo este tumulto calcu-
lado (exclamou o orador ) mas, nein por
isso deixiirei de expor o meu sentiment
". Senliores a cada momento vos esto zondoque a reciprocidad establecida no tra-
tado una garanta efc.iz. Como Ha al-
guem que se lembre que a concessao do direi-
to de visita sem recipiondade era cotiza pos-
si vc| ? Porem nao lie nisto que est o
caso; lie no numero de navios que liad de
fa/.er a visita. A convenco de 1835 tinha
com muito cuidado estipulado que por ne-
nhum caso o numero dos cruzeiros de urna
nago poderia ser mais do dobro dos da ou-
tra ; e, por esta clausula linda o governo
francez na sua mo os meios necessarios para
limitar ale certo poni o numero dos cruzei-
ros inglezes. No tratado de 1841 foi abolira
to de visita que se pretende, a America levara aquella clausula e licimos nos sem garanta
alguma contra o numero excessivo dos ciuze-
ros que a Inglaterra quizer armar. Queris
saber agora quaes podem ser os resultados
desla imprudencia, e que terrivel fuluro vos
preparis para o commercio francez em caso
de guerra ? A primeira cousa que a Inglater-
ra cos urna fa/.er em caso de ruptura lancar
mo de lodos os navios que topa e sem decla-
rarlo alguma ; e o que vos agora Ihe conce-
dis he o direilo de manter em todo o tempo
urna marinlia de corso superior vossa e
prompta a lancar-se sobre lodos os nossos va-
sos mercantes ao primeiro signa! de guerra.
Gabai-vos. se a lano vos atrevis gahai-vos
do que izesles; izesies do corso monopolio
de India trra !
Outro inconveniente gravissimo do ha-
lado de 1811 lio a extensfio das zonas em que
o direito de visita ha de se exercitado. Dan-
tes s se estendia o corso desde Cabo Verde a-
te dez graos de latilude meridional, vinte le-
guas i quein das costas de Cuba Porto Hi-
co Madagascar e Brazil ; agora todo o Oca-
no na sua parte mais frequenfa.la est entre-
gue ao corso dos lnglezes.
E sabis vos porque a Inglaterra fez es-
tender a z<-na dos cruzeiros desde 10 ate 52
graos de latilude ? E porque dessa maneira
a sua resistencia Uto peremptoria tfio de-
cisiva to enrgica -,- at probabilidade da
guerra!' Si m o direilo de visita o mesmo
direito dos neutros edebaixode uro aspee?
to mais grave. Km tempo de guerra pode a
Inglaterra dizer coro alguma apparencia de
razo: ii meio da visita se um navio realmente ini-
< migo ou neutro ; mas em tempo de paz 0
direito de visita lem tanto de iuconceptivel ,
como de funesto.
Senliores. quatro direilos essencaes tem
sempre sustentado os listados neutros, eo
principal diodos os direilos pie formo
como a caria magna dos mares <]ue to-
do o navio mercante combuiado pela bandei-
ra de um estado neutro, nao pode ser vi-
sitado. Para sustenta-losse formoa a grande
coalisio dos neulros no tempo de Calharina
segunda ; para defende-los se reun rao a Sue-
Ca ; a Russia 0 a Dinamarca.
Verdade que oulros Inleresses polticos
forcarfto algumas ve/es estas potencias a tra-
quear nesla importaste queslao a ponto de
ossignarem tractados criminosos ; porem ,
ao menos, a Franja sempre se. conserven (ir-
me anda nos seus mosdias; e o direilo de
visita sempre poda ser qualilicado por vos
direito sem precedentes. E agora ? Cousa i- ; comprehen 'e a costa d'A frica ; porque o
nexplicavel O que a Franca havia-to tenaz- I10sso commercio com O Senegal tem lomado l,or oulro ,a/,a (Ter a opposicao que o governo
porque '} Porque depois de nos terem le-
vado a Iba de Franca ja nao tinhamos na
carreira da India se nao Bourbon onde po-
dessemos cstabelecer um grande posto mili-
tar ; c o meio de nos desgoslar desta resol u-
go era por em perigo os nossos estabeleci-
mentos da ilha.
Os colonos de Bombn s vivem por Ma-
dagascar. E de l que Ibes vem gado e vi-
veres : ora quan'do os lnglezes fizerem o
corso entre Bourbon o Madagascar quanJo
poderem embargar nossos navios, em que
perigo nao lica a subsistencia dos nossos colo-
nos de Bourbon
Urna voz: tipas leis ?
Thiers : As leis Sabis vos o que diz a
lei ? E' que basta adiar algumas taboas
num navio para que fique legitimada a captu-
ra ; e para o transporte do gado sao as taboas
objecto indispensave!.
As leis as leis Aqu fazem-se leis ;
no mar fazem-sc capturas. Depois do mal
feilo vem as negociacoes, depois das nego-
eiacoes as desculpas, e quem padecen, pade-
cen. Sabis vos o que acontecen com o Ma-
r bulo ? A lei manda va-o ir para Caven-
na ; e oque se fez foi metter-lne gente in-
gleza, deixando-se icar s o numero de ma-
rinlieiros indispensaveis para a mareago, e
mandando o resto da cquipageni para a
Babia.
Que e motivo que inspirou aos lnglezes a
supppessao do trafico l'osse, ao principio, ge-
neroso, de boa vontaile o concedo; mas esse
motivo de huraanidade est inteiramente
desacreditado desde que se sabe que os navios
que se occupaO com o trafico nao tem oulro
meio de escapar a urna perseguido terrivel,
se nao laucando os negros ao mar. N'nma
palavra o motivo generoso quasi que intei-
ramente cessou ; e sobre as suas ruinas del le
todos os das vai anillando cada vez mais o
poltico.
Sao seis horas da tarde ; a sensacAo produ-
cida na cmara pelo discurso de Thiers he
grande ; a discussao va-seanimando cada vez
mais, Berryer estaa tribuna; porem como
o presidente adiou a conlinuaco dos debales
para a semana seguinle para a semana se-
guinle adiaremos nos o discurso do deputado
legitimista.
(Do Jornal do Commercio.)
1NTEIUOB.
RIO DE JANEIRO.
O G0VKII.N0 E A Ol'I'OSICA.
O joverno parece liaver compreliendido ail-
miravelinenle as necessidadesda sua posicao.
A principio fraco c vacillante alentou pela
frouxeza de suas decises as espe aneas dos
seus antagonistas. Mas a experiencia mos-
Irou para logo lodos os grandes inconvenien-
tes dessa poltica de concessoes e eforencias
que por i.m lado esmoreca os seus alliados ,
mente recusado nos sen maos das vos ac- grande desenvolv ment : porque o Senegal
bais de o abandonar, creando a funesta prece- eslava fora da zona c era preciso fazel-o en-
trar para dentro.
dencia do direilo de visita em tempo de paz !
E esta precedencia esla certos que
<( A ilha de Bourbon ora outro eslaheleoi-
menlo Francez que lava milito cuidado aos
mesmos. Sin, ofiendestes o seiilimento de lnglezes; ei-la comprehendida na zona E
mais tarde hade servir de armr. contra vos
a acariciava por temor que nao pelo desejo
de fa/.er o hem.
A essa poltica que combatemos sdevidos
em grande parte os einbaracos suscitados ao havel-os substituido no poder.
nistero a entrar na morada real as horas
mortas e a sabir nas menos frequenladas ,
sabia por duturua experiencia que a porla
principal devla estar aborta, mas anda erma,
ao mesmo lempo que a igreja por onde en-
trara ja cometaria a povoar-se de liis ,
porque como fcil de suppor as igrejas
eram naquella epocha mais frequenladas que
hoje. Desceu pois com fiasso firme ,
resolvtdo a encaminhar-se ao roci e a es-
palliar entre os amotinadoresa noticia da par-
t Ja d'elrei.
Mas urna diflituldade imprevisti ihe embar-
go u es passos. Ou fosse que os aconleci-
nientosda vespera obrigassem amaiorescau-
tellas nao havenjo ainda entao exercito
permanente nem guardas pagas para de-
fensao da pessoa real cuja uiHhor proteccao
cstava na proprfa espada ou fosse por qual-
quer outro motivo, a porta anda se nao
abra O beguino hesitou se devia retroce-
der para sabir pela igreja se esperar. As
eonsiderac/k's que o tutham movido a seguir
este cammho o obrigaram a icar. Metlido no
estreito e escuro vo da escada o eremita ,
se tal nome. se pode dar a um homeni que
ivia no meio das turbas assemeiiiava-se ,
involto nas suas roupas de burel e reluzin-
do-lhe os olhos meia luz. que dava o pateo
ll -rior a um moderno funecionario da na-:
atura, que hoje nesses mesmos pacos,!
e irum desvao iguallalvez no mesmo sitio |
moslra aos que cntram o rosto banhado na
hediondez da sua alma esperando (pie a vin-
dicta publica o convide a algum banquete de
carne humana e no esperar airo/, rodea com
as garras os ferros do seu covil como um
tigre captivo : o espa era all por assim
dizer nina preexistenciaurna harmonia
preestablecida doalgoz.
Passraobra de meia hora e o beguino
comecava a impacenlar-se seriamenle, (pian-
do sentiu ps de cavalgaduras no paleo inte-
rior do edilicio. D'ahi a pouco um donzel
trazendo na mo urna enorme chave e as
redeas de urna valente mua enliadas no brac,o,
chegou porta e comecou a abri-la. Era um
dosdonzeis d'elrei. Costumado a disfargar a
sua frequenloenlrada no paeosob acapade fra-
ile mendigo e habituado a estender a mao
espera de alguns sidos que devota monte
Ihe atiravam senliores cavalleiros o escu-
deiros ao que elle retribua com a longa
lenda das suas oracoes em lalim estropeado .
Fr. Royera acceto a quasi todos os morado-
res da casa d'elrei que respeitavam asna
apparente san'.idade. Por isso sahindo do .
sou desvao cncaminhou-se para a porla.
n A madre santa Maria vos guarde de mu ;
olhado de feitigos e de ligamentos :
disse elle chegando-se ao donzel e fazen-
do sobresahir esta ultima palavra.
Vos aqu Fr. Boy, por estas horas P
replicn o donzel YoJtando-se admirado.
depois pela opposieao ao andamento regular
do governo. A ella a organisaiao desse par-
(blequeris -- tornou o beguino. (guan-
do hoiilem os malditos hurgue/.es acconiiiiel-
teram os pacos reaes com sua grita e revolta ,
eslava eu aqui. Ai (pie niedo tive -- Fs-
con i-me n'aquclle desvao c quando se le-
cbaram asjiortas ache-me encorralado caden-
tro como um emparedado em seu nicho. A
minha prolissao de paz e relgio nao me
consenta passar por meio d'hamens possui-
dos de espirito de soberba e de colera e
; inspirados por Belzebulh nem o susto me
deixava animo desallbgado para ir rocar o bu-
rel do nien sanio habito pelos trajos ernpes-
tados dos tilhos de Be!jal. Tambem a humil-
dade e mortilicagao christa se oppunham a
que eu suhisse a pedir gasalbado a algum de
vos oulros os moradores da casa de nosso se-
nhorelrci. Assim, louvando a Deus por me
conceder urna noilc de padecimento, all me
deixei icar sobre as lagens hmidas subre
as duras e agudas arestas dos degrus da(|uel-
I leseada. Agora que a revolta linda,
consolado com as dores que me Iraspassam os
ossos e confiando na providencia de Jesu-
Christo vou-me ao meu giro diario para
\ r se obtenho da caridade dos devotos a pi-
tanza usual com que possa malar a fem de
vintequatro horas pela (pial dou mil louvo-
res ao justo juiz que reina eternamente nos
altos cus.
O beguino revirou liealiieamente.osolho?,
c fez urna visageni cnirc alllicta c resignada,
tido em S. Paulo cujas prctencoes exagera-
das cujos desejos de dominio exclusivo tem
excedido toda a expectativa a ella esse en-
carnicimento com que trabalham os nossos
antagonistas na obra delestavel daanniquila-
e,ao social.
Felizmente conheceu o governo os inconve-
nientes resultantes de tal linha de proceder ,
arripiou carreira c lancou-se nos bracos nao
de um exclusivismo raucoroso mas no cir-
culo dos homens dedicados monarchia c
lei nao dividiu a sociedade em dous campos
inimigos, como lizeram os homens dejulho,
mas coniou nos seus aliados (juco couduzi-
ram victoria de margo mostrjndo aos con-
trarios nao necessitar do seu appoo para bem,
desempenhar os deveres do seu cargo.
De enlao por dianle a poltica do paiz mos-
Iru aspecto mais favoravel a situago dos
negocios se tornou melhor aeonfianga renas-
ceu nos defensores naturaesda actualordem de
cousas, e o desanimo se insmuou nos coracoes
dos homens do ccete em hora na virulencia
de sua linguagein apparenlem forgas (|ue nao
tem recursos que nao possuem. Dahi essa
energa que. tem caracterisado os ltimos aclos
do gabinete de marco e como consequen-
cia natural, o appoo decidido (pie Ihe tem
prestado a maioria sensata e relleclida do paiz.
As provincias que parecam estremecidas pe-
la rpida mudanca de duas polticas to op-
postas to rivaes como as de julho e mareo,
tornaram-se trauqu lias e socegadas ; porque
os capases virain que seus esforcos seriain a-
judados pela auloridade publica e porisso
nao duvidaram comprometter-se contra os
seus antagonistas, a bem do triumplio das
nossas nstituicOes. Tal c o resultado imme-
diato dos {ovemos fortes e enrgicos. O paiz
conlia nelles os homens prestrnosos con-
tandocom o seu patrocinio, nao se conser-
vam em criminosa indifierenca ; nos stus ac-
tos rellecte a energa da authoridade c as-
sim se forma essa bella cadea dos bous contra
os mus cadea indissoluvel, cujos aunis
sao inteiramente homogneos cuja sida re-
siste aos mais fortes empuches aos mais va-
lentes corrosivos empregados pelas faegoes.
Em S Paulo ainda nao appareceu o mesmo
phenomeno verdade mas quao lisongei-
ro no para um gabinete ter contra si orga-
msada a opposgao apenas em urna provincia.
Nao tem sido utilissima essa manifesfacao de
sentimenlos contrarios ao governo pelo parti-
do anli-arrihado, porisso que, erguendo una
bandeira cunta o gabinete deixou as oulras
provincias que a nao seguiram a manil'estacao
tacita de que adheriam com albuco apoltica
de margo ?
Em Minas nessa provincia sempre tran-
quilla e socegada sempre notavel pelo seu
amorsinslituiges pela sua adhesao since-
ra monarchia e lei tem sido infructuo-
sos todos os meios de que se ha servido a op-
posgao para chamal-a as fileiras dessa cruza-
da que tcm por lim a alh'anga de a S. Pedro
com (i S. Paulo e todos os alten lados mais
incrveisconlraa monarchia e a lei coman-
lo (pie delles possa provir a queda dos homens,
a quem nunca perdoaram o crime horrivel de
Que provam
essas assignaturas arrancadas pela violencia ,
e pela sedueco a mais baixa e escandalosa i'
levando ao mesmo tempo a mo ao joellio ,
como se all sentase urna dr agudssima.
Neneravel Fr. Boy alalhouo d onzel
com as lagrimas nos olhosse tivesse/s pro-
curado o aposento dos donzeis, nos vos dara-
mos ao menos um almadraque para repousar,
e repartiramos comvosco de nossa cea. Mas
o mal est feilo, eo peior para hoje nao
vos posso offerecer abrigo. Vos credes san-
to-homem que a revolta linda e nunca
ella esleve mais accesa. Sua senhoria vai
partir j da cidade...
Santa Maria val sanio nome de Jess I
aecorre-nos virgem bemdila interrompeu
Fr. Roy. Pois os populares teimam em sua
assuada c elrei deixa-nos aos coitados de
nos humildes religiosos e cidados pacilicos ,
entregues ao furor dos pees ?
E que remedio bom Fr. Roy ? rcpli-
cou trislemenle o donzel.Sem cavalleiros ,
escudeiros e bsteir s nao se faz guerra ,
nem se desfazem assuadas e nada disto tem
elrei. Agora vou eu ao roci avisar os senlio-
res do conselho os privados e lidalgos que
l esto que sigam caminho de Sanlarcm ,
sob pena de incorrerem cm caso de traigo se
licarem em Lisboa por signal que elrei me
recommendou procurasse avisar primeiro
queninguerp sua mere: o infanle D. Diniz.
No roci dizeis vos i' tornou o be-
guino arregalando os olhos.-Conl'esso que vos
nao entendo. (Continuar-sc-ha.)
\


i
Mas a opposigo incumbindo-se sempre de
mostrar ao paiz que o gabinete tem por si o
Yoto da maioria vae despertando em Minas
urna reacgo sai uta r contra essas assignaturas
torpemente aluciadas. De todos os ngulos
da provincia sobem ao throno protestos de
amor e delidade causa da monarchia e
de acquiescencia poltica enrgica e Ilustra-
da do gabinete de margo. Por sitas tentati-
vas infructuosas por suas provocagoes re-
volta, tem ella conseguido erguer nossos ai-
liados de Minas dos bracos o*a indifl'e.-enga ,
alim de se pronunciarem a favor do gabinete:
gracaslhesejam dadas!
Conhecendo quo fortemente existe appoia-
do pelo paiz pensante, o governo ao passo que
procura reprimir a insolencia das facetes ,
vae imprimindo no paiz esse movimento regu-
lador que desmontando por toda a parte os
meios de acgo da anarchia introduzir a
ordem no cabos e proteger a liberdade dos
cidadaos pacficos e honestos contra os atten-
tados dos faccinoras.
Nao decerto das faces menos lisongeiras,
porque pode ser encarado o gabinete actual ,
a que o aprsente dedicado a publicaros mais
bem adequadosregulamentos para a boa exe-
cugo das leis. Emquanto os bomens de ju-
Itio entregues as delicias da sua posigo ,
tugiam aos seus incommodos os ministros
de margo longe do tumulto dos bailes e dos
jan tares das reunies eslrondosas, e dos
clubs, procuram no silencio do gabinete ,
applicar remedios aos males da patria.
Erflquanto o Sr. Antonio Carlos ainda des-
canga do esforco imrnenso que fez para man-
dar calcar a frente do consulado e reformar
o vestuario dos creados da casa imperial or-
denando que os enfeites de serigueiro fos-
sem de lio de ouro e o Sr. Limpo de Abreu
nao cessa ainda de admirar a sublime conci-
s.io das suas alteragcs aos estatutos da casa
de eorrecco s para demitlir o Sr. Thom
Joaquiui Torres os membros do gabinete ac-
tual fizeram os importantes regulamentos pa-
ra execugo das leis do conseibo de estado,
das reformas do cdigo do processo do jui/o
dos feitos da fazenda ; deram nova organisa-
go s secretarias de estado ao estabeleci-
mento dos menores do arsenal de guerra, e ao
les do tbesouro em urna palavra procuram
suprir a lactina que nao soube preencharo ga-
binete passado. Em verdadea misso impos-
ta pelo paiz ao prime'ro ministerio do Impe-
rador era urna misso organisadora ; convi-
nhadaraos regulamentos de que necessita-
vam as leis o prestigio do monareba e levar
a ordem ao cabos em que nos tinbam enlloca-
do leis fracas e inadequadas e a indifiereri-
gaculposa de inuitos dos ministerios da me-
noridade.
Incapaz de preencher esta misso o gabi-
nete de 2i de julho a legou ao seu successor
que a vae desempenliando com geral satisfa-
(o dos bomens sensatos de todos os partidos.
(Rrasi. )
ca e por sua grande aclividade e meios am-
pios faz beneficios diarios, e importantes
ierra que escolheo para sua residencia e on-
de parece querer permanecer pelo empre-'o
de sua fortuna em bens de raiz : em urna pa-
lavra esso cidado estrangeiro de muito
waior proveito nos ha sido do que ao seu pro-
pno paiz.
E quando assim nao fosse em que se fun-
dava o Diario do Rio para que se regeita-.se
a proposta de um individuo somente por que
he estrangeiro, embora vuntajoza ?
este easo convem que nao consintamos as
associages nacionaes, e estrangeiras que en-
tre nos se organizo todos osdias; que de-
mos de mo acs verdadeiros principios ; que
dustruamos de animo alegre o futuro do Im-
perio, para deixar reinar urna doutrina que
nao lie acreditada nem pelos proprios que a
propalo os quaes somente lem em vista ,
a sombra de um prejuizo popular, hoje mui-
to mais enfraquecido do que penso, fazer
pasearos seus interesses particulares.
Nao be menos falso que ao Exm. .Ministro
se tenha requerido ou pedido couza alguma,
no sentido das palavras do Diario do liio : os
trez cidadaos mencionados apenas tem mos-
trado o dezejo de que para o seu predio se
transfira o Consulado consultando nisto, nao
s o seu inleresse privado, como o Publico.
Muito ganhar com effrito o consulado em
sepassarpara um edificio vasto, bem cons-
truido, de bella aparencia edeadmiravel
posigo para o commereio, e tanto he isto
verdade que militas vezes temos ouvido la-
mentar a falta que se commetteu em nao se
comprar com os dinheiros pblicos a antiga
alandega, e mais dependencias para nellas
collorar esta e outras repartieres. Mas o
que tal vez o Estado nao* podesse cmprelien-
der foi magnficamente realizado por trez
articulares, e agora apparecem objeegoes pa-
vender para ser demolidas, velhas arma-
ees de madeira podre de pouca utilidade
para o commereio, e que s servem para des-
liar aquella parle da Cidade.
Este he o principio conforme com a nossa
Lei Fundamental, que nao permita o privi-
legi por utilidade publica mas autboriza a
desapropriago quando se de o mesmo mo-
tivo e nao o invocado pelo Diario do Rio de
Janeiro.
COMMERCIO.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 19 5:706*430
descariikgW hoje 20 de abiul.
Brigue Inglez = Funcha| = Bacalbo.
Rrigue Inglez = James Erskim = Plvora.
Brigue Siciliano = Gabriela = Frinha fei-
jo e azeite.
a do consulado.
Pautados pregos correntes do assucar algo-
do e mais gneros do paiz que se des-
paeho na mesa do consulado de Pernam-
buco na semana de 18 a 24 de Abril de
sorte
Assuear b. n. I.
2.
o.
4.
o.
0.
Dito dito vellio 1.
2.
3!
4.
5.
I. q. 1830
q. 1150
raqueelles nao tirem um premio digno de Dito mase. n.
COM MF NIC A DO.
Debaixo do titulo noticias particulares-
vein um artigo 110 Diario do Kio de Janeiro ,
de 24 do mez prximo findo no qual se in-
culca que mcerto estrangeiro millionario
muito se lem empenhado com o Exm. Minis-
tro da Fazenda para que llie d o privilegio
exclusivo para os trez trapiches armazens,
e cazas que est edificando no local da an-
tiga alfaidega desta Cidade, de embarcar e
desembarcar caixas de assucar solas, emais
generes do Consolado, c armasena-los com
gravo prejuizo'de 5, ou G proprietarios de
oulrps trapiches que contad com direitos ad-
quiridos, c com a nossa forma de Governo,
que exclue o monopolio ; e por fim ao pas-
so que se receia que as uSspezas que se eslo
fazendo com as referidas construeges do in-
dicios des:r bem acolhida a pretengao pelo
actual Ministro, que com isso tr de enri-
quecer ainda mais esse cidado estrangeiro ,
em quanto durar o seo ministerio ; se pede,
e se espera que a igualdade e direifos ad-
quiridos valho mais do que a riqueza do
pretenden te .
Cumpre neste artigo refutar todos os factos
allegados combater a sua doutrina errnea ,
erepelir suas insinuaces prfidas. falso
primeramente que as construeges menciona-
das sejo de um s individuo : ellas perten-
cem a trez rios capitalistas, m partes guacs,
sendo dous Nacionaes e um estrangeiro c
este mesmo, que tem a honra de figurar no
Diario do Rio como dono exclusivo se a-
cha entre nos estabelecido a bastantes anuos ,
est entrelazado com familia do paiz con-
correo ellicazmente para fundar duas das mais
respeitaveis cazas de commereio desfa Provin-
suas fadigas e que compense o inmenso ca-
pital despendido, que monta a centena-
res de contos.
Aquelles proprietarios, entretanto, nao
querem o privilegio exclusivo que se diz i
elles admittem a concurrencia porque sa-
bem que ella hade ser funesta aosoutroses-
labelecimentos : elles conto com o favor do
Commereio com os servieos que j Ihe vo
fazendo, dando-lho espago para recolher as
caixas que d'antes fieavo expostas ao tempo
as ras, com prejuizo de seus donos, e do
transito publico: dabi ao monopolio. ou
privilegio exclusivo grande he a distancia ,
se bem que as couzas venbo a ter, em um
e oulro caso o mesmo resultado.
Se o Diario do Rio tivesse exactas informa-
ges acerca do objecto em questo, certa-
mente nodiria que as avuitadas despezas
que se vo fazendo do a entender que h
fundadas esperancas em favor do actual mi-
nistro que com isto ter de enriquecer
mais esse cidado estrangeiro em quanto du-
rar o seu ministerio por quanto houvera
sabido, que a obra comegou muito antes de
entrar o Exm. Visconde d'Abrantes para o
gabinete delineada com as mesrnas propor-
ees com que hoje he continuada ; e se hade
concluir, ainda qu o Consulado nao se
translira porque ha meios e vontade nos
seus proprietarios para nao deixa -a para-
da. Pareca que o Diario do Rio altenden-
do alta posigo do Ministro da Fazenda e
a circunspecgo e imparcialidade com que
costuma decidir negocios desta natureza se
devia abster de empregar a lnguagem inde-
coros.* que cima referimos, e tanto menos
desculpa merece nesse particular, quanto de-
ve saber que nada se decidira respeito,
sem a informaco do Prezidente da Provincia,
o qual comprehendendo bem o favor que de ve
s emprezas uteis, nao deixa ao mesmo lem-
po comprometter os interesses pblicos o
privados.
O Diario finalmente d a nosso ver de-
masiada latitude a liberdade de commereio ,
quando quer que ein todo caso continuem os
trapiches velhos a embarcar os gneros : sea
prohibigo de assim fazer fosse imposta com o
fim de favorecer interesses individuaos -sem
conveniencia publica leria o Diario razo ;
mas se a authoridade competente entendesso
que coiVinha boaarrecaJago, e liscalisago
das rendas, economa dos dinheiros pbli-
cos que todos os gneros de exportando se
depozitassem em utn s edificio quer fosse
Nacional, e quer particular como acontece
com os de importago nao ha quein diga que
eila nao esteja no seu inteiro direito e que
nao h nisso o menor privilegio exclusivo.
ou monopolio ainda que ven liad a soffrer ,
nao 3 ou 0 donos de trapiches mas nica-
mente trez (o Diario do Rioem ludo havia de
ser inexacto ) que tcoi todava o recurso de
6.
I.
2.
Dito dito velho I.
9
1*950
1*850
1*750
1*600
i ,> 150
1*300
1*750
1*030 1. q. 1630
1*330
1*400
1*230
1*100
1*130
1*030
930
830
2. q. 1230
^)
1.
Algodoem pl. 1.
2.
3.
Antonio Rento Fres.
Jos Mara Cesar do Amaral.
Feitores e conferentes.
1130
950
5*800
4*800
5*800
DECL A RAGES.
= Pela Administrago da Meza do Consu-
lado se faz saber que no dia 20 do corren te
mez se ho de arrematar porta da mesma
Administrago quatro caixas de assucar
tres de branco e una de mascavado a-
prehendidas pelos respectivos empregados do
irapixe novo por inexatido das taras; sendo
a arrematago hvre de despezas ao arrema-
tante. Meza do Consulado de Pernambuco
13 de Abril de 1842.
Miguel Arcanjo Monteiro de Andrade
e= O Administrador da Meza da Recedo-
ria das Rendas geraes internas pela ultima
vez aviza a os moradores do hairro do Recife,
Santo Antonio c Roa-vista para que ve-
Dhfio pagar o importe de escravos; cuja
relacoj se acha tirada para ser remetida ao
Procurador Fiscal para proceder a executivo ,
se por ventura nao vierem pagar Ihe o fim
do corren le e findo o prazo a meza nao re-
ce ber sem o solicitador. Recebedoria 18 de
Abril de 1842.
Francisco Xavier Cavalcanle de Albujerqe.
consulado britnico.
Faz-se saber aos subditos Rritanicos resi-
dentes em Pernambuco que a renio an-
nunciada paraodia21 do correte, fica trans-
ferida para quinfa feira 28 do mesmo, ao
meio dia para os fins designados 110 acto
George IV. cap. 87. = Consulado Rrilanico
18 de abril de 18i2.=A. Augustus Cowper,
Cnsul.
ligo descriptivo e phisiologico do Pclintrd
urna variedade do bom acert das metades
duas bernard.cezinhas. Gusta o preco esta-
belecido.
tsT- Jozc Quintino de Castro Leo, ,o se
podendo desped.r de todos os seus amigos ne
a presteza de sua viagem para o Termo de
Mores : pede desculpa aos mesmos e ollere-
ce o seu limitado prestimo naquelle lu-ar
onde o aoharo sempre prompto dar cx^ecu-
gao a^ suas ordens.
t^- Preciza-se de um caixeiro que ten!,*
praliea de balco, da-se bom ordenado na
praga da Roa-Vista D. 7.
t7" Nisfo o sr. Jos do Sacramento e Sil-
va relirar-se para porlugal como consta do
annuncio fcito 110 diario, haja de o nao fa-
zer sem se entender com seu acredor Jos
dos Santos Porto.
= A pessoaque annunciou no Diario de
bontem (juerer dar um cont de reis a "pre-
mio querendo dar quatro ceios annun-
cie a sua morada para ser procurado.
= Aluga-se um escravo muito fiel esem
vicios ; a pessoa que o quizer alugar an-
nuncie.
*. = Sabio a luz a obra de Salustio tradu-
zida ao p da letra : ra do collegio loja de
Kvros de Antonio Joze Rebello Guimares
sfc Aluga-se o segundo e terceiro andar do
sobrado N. 00 na ra da Cruz : a tratar no
primeiro anclar do mesmo.
= Aluga-se o primeiro andar do sobrado
a poco edificado no atierro da Roa-vista ,
com oito corrido de janellas para a ponte e
em linha com a ra da aurora : quem o per-
tender dirija-e a ra nova .segundo andar do
sobrado N. 10.
a' pkdido.
= Declaro que, as faltas que eni o mez
de Margo p. p. oSr. Ignacio de Rarros Oar-
retto ; em a aula de Filosolia oro motiva-
das, por vir sempre tlepois de lomado o ponto.
Liceo l9d'Abrilde 18 i2.
llerculano Julio d'Albuquerque,
Redel.
= Quem perci/.ar de um homem j anciao
descenla e tantos anuos para administrar
urna caza ou um s tio perto da praga o
tambem encinar algum menino cm caza par-
ticular prestpndoGanga a sua condula ; di-
rija-se a praca da boa-vista no armazem de
sal D. 5.
Quem tiver costuras para mandar fazer,
tanto de alfaiale como de senhora, bem feitas,
e muito em conta; dirija-se a ra das trinxe-
ras D. 2.
= Alluga-se um sobrado d'jm andar no
bairro de Santo Antonio
THEATRO.
O Artista Joze dos Reis annuncia ao
rospeitavel publico que em consequencia de
Madama Emilia Amante ter estado alguma
couza imcomodada e nao se achar ainda in-
teiramente restablecida, nao pode ter lugar
o espectculo de tinado para quinta feira 21
sendo transferida a sua execugo para Do-
mingo 2i do correte, e como por esta ocur-
rencia o Director tenha mais lugar para os en-
saios e preparativos da nova e guerreira pan-
tomima do rcmechido na sena do Algarve ,
elle promete nao perdoar despezas nem fadi-
gas para o seu milhor dezempenho.
AVI SOS DI VERSOS.
3r O N. 6 do CARAPLCEIRO ha de sabir
hoje pelas nove horas da manila traz um ar-
os pertendentes
dirijo-se a praga da Roa-vista venda D. 0
= Quem percizar de una ama de caza ,
daraservigo interno, de lavar, cozinhar &;
aliangando-se sua boa condula pode procu-
rar na ra da Florentina D. 14.
= O abaixo assignado partecipa ao respei-
tavel publico que o aiinuncio ensirido no
Diario d'liontem dezanove do corren te nao
se entende com elle com loja de fazendas
na ra da cadeia vefha do bairro do recife
D. 37.
Manocl Joze de Magalhaes.
= Aluga-se urna morada de caza de dois
andares e solo, sila na ra da Cada do reci-
fe n. 7 com fundos para a ra do Encan-
tamento a qual lem muito bous com modos
para urna grande familia e se acha actual-
mente concertada c pintada de novo. Quem
a pertender queira procurar diretamenle a
Jo'o Vicira Lima ra do Viga rio n. 17, e
noa inquilino rezidente na loja da mesma
caza.
er* Aluga-se o armazem da ra do Viga-
rio D. 21 quo eslava alugado a Firmino Jo-
ze Felis da Roza o qual lem grande propor-
go para socar assuear: quem o pretender
dirija-se a Joo Nepumoeeno Fernandas de
Mello na Boa vista ra da Gloria D. 34.
H^ Manoel Pereira de Garvalho, retira-se
para Portugal.
ssy Boaventura Antonio Maciel relira-se
para Portugal.
ty Luiz Antonio da Cunha retira-so
para Lisboa a tratar de sua saude.
cr Manoel Joze de Magalhaes faz sciente
aorespeitavel publico que se retira-se para a
Cidade do Porto na Rarca Portugueza Es-
pirito Santo a tratar de seus negocios.
CT Joze Maria Pereira da Silva o Souza ,
Racharcl Formado Dezembargador da Re-
lagao Ecclesiastica de Braga e Conego na
Seda dita Cidade relira-se para Portugal.
C^* Joze do Sacramento Silva retira-se
para portugal por alguns mezes a tratar de'
sua saude.


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; ,
I
I

Sjy O Sr. Francisco Caetano Pereira Gui-I
maraes telilla a baiuiade de dirigir-se a ruaj
de Agoas verdes D. 50 ; pois se Ihe deseja
fallar.
tST Herece-se urna pessoa para leceionar
de laiitii e prinieiras letras em casas particu-
lares por mi) prego nimio rasoavel mos-
trando muita aplieacao e actividade ; quem
precisar unniincie.
S2y No dia 20 de Marco passado furtarao
do South Sea Cwffe House ra da Cruz D.
t> t un relogio inglcz dos aulhores S. & N.
Dunsford Plymoulh Dock n. 1050 o raes-
mo relogio tem na ca xa a inicial S e te-m o
vidro quebrado ; roga-se aOs Srs. Kelojoeiros
em particular e a qualquer outra pessoa a
quera -omesruo relogio for otl'erecido de o
aprehender* levar a mesmacasa que recelie-
r 20 de gratilicacao, eso liear suinamerite
agradecido.
XST Bernardiuo llamos morador em fora
de portas avisa ao respeitavel publico que
por haver outro de igual nomo de buje em
diante se assignar ernardino de zcvedo
Ramos.
%ST Perdeo-se no dia 7 do corren te o meio
bilhete n. 203 da tote* do Rozario : que-m o
tiver adiado, e quiser restituir, dirija-se a
ra da Cruz botica n. 51) que so Ihe dar o
adiado, ou para licar interessado ; adver-
tindoquc o thesoureiro da dita est preveni-
do a respeitodo mesmo bilhete.
ar Descja-sesabcra lim de se concluir
certo negocio se existe livree desembaras-
sada de pinhora ou hypolheca urna parte de
casa terrea cita na ra do Aragio I>. 12, per-
tenecnte a mesma a Jo/u (Jarlos Lopes no
caso de haver algum impedimento queiro
por obsequio annunciar ou dirigirse a ruado
Cabugaloja de miudezas n. 4, aliin de se
evitar quesles para o futuro.
12^- Manoel Joze Teixeira relira-se para
a Baha at o ;!ia 83 do corente.
SS5" Joze Antonio de Souza Villana reti-
ra-s para a Baha ateo dia 23do corrente.
l^- JozeJoaquim Pinto subdito portuguez
relira-se desta provincia.
ey Joze Joaquim Gaspar, subdito por-
tuguez retira-se desta Cidade para o Rio de
Janeiro.
Sy O Director da Sociedade Kuterpina ,
marcou o dia l do correle para a partida da
referida Sociedade ; assim como convoca ss-
sao da commisso para boje as 5 horas da tar-
de e convida aos Srs. -ocios a enviarem as
prnposlas ile seus convidados para a partida.
\3r Joze da feilvn Santos avisa ao res-
peitavel publico que mudou o seu noine para
Joze Joaquim da Silva Rarao.
cy Os abaixo assignados fazem publico
pelo presente annuncio que tem vendido ao
Sr. Jos de Se Souza a loja cora fazendas e
dividas activas que elles houverao da viuva
do fallecido Joaquim Joze Moreira em paga-
mento do que o mesmo fallecido Ibes era de-
vedor podendo osdevedores daquelle casal
salisfazerem seus dbitos ao ditoSr. Joze de
S e Souza. Diogo Cockcholt & Cumpa-
nhia ; por Rozas & Braga & Hadlieldo Joze
Jernimo Monteirp 5 J. O. Elstcr ; Bolli z
Ciiavannes ; Jobnston Pater Companhia ;
por Fox Sludart Joao Clemitton ; Alexan-
tlre Mackay & Companhia; Sinilh & Corbett;
G. Kenworlliy & Companhia ; Crabtree Hey-
.wortli & Companhia, em liquidaco.
ssy U abaixo assignado achando-se de pos-
eda loja do fallecido Joaquim Joze Moreira,
emxuja continua a negociar com os mesmos
freguezes aos quaes roga o favor de virem
pagar snas cuntas com brevidade ao mesmo
abateo assignado. Joze de S e Souza.
SSjr Munoel Paulino do Nascimento re-
tira-sp para Portugal levando em sua com-
panhia sua seo hora Maria da Purilieago (1
sua ilha Mariada Trindsde.
SST" Quera precisar de urna ama de leito ,
forra e sem cria dirija-se ao pateo do Hos-
pital do Paraso primeiro andar t'o sobrado
doSr. Bruno.
ey* Cuera acliou orna canoa aberla ten-
do na proa una abertura, pode partecip.ir
ao abaixo assignado morador na ra doA-
ragao casa defronte de um sobrado de dous
andares. JozeCjuintino de Castro Leo.
cr Domingos Joze da Cunha faz scienle
ao respeitavel publico que por haver outro
de igual nome nesla Cidade se assignar de
hora em diante Domingos Joze da Cunha
Lage.
xar Aluga-se o terceiro andar e armazem
do sobrado de 4 andares da ra do Amorim ,
defronte do ferreiro Cnelano e o primeiro
andar do sobrado amarelo na ra Augusta : a
tratar na ra do Vigario D. 12.
tSF Aluga-se o terceiro andar da casa da
ra JVova D. 10 : a tratar na mesma.
si Deseja-se fallar ao Sr. Padre Luiz An-
tonio Pereira Charca o < a negocio de scu 11-
teresse : na ra da Cadeia vedia loja por bai-
xo da residencia do Corretor Oliveira
S*y Joze de Oliveira subdito Portuguez re-
tira-se para o Porto.
xsr Pedro Marques R i boira retira se para
Portugal a tratar de seus negocios.
sr?" Lourengo Joaquim faz publico que
de boje em diante se-assignar Lourengo Joa-
quim Fernandes Braga.
ssy Francisco Joze Pereira relira-se para
o Rio de Janeiro tratar de sua saude.
ssy Joo Ferreira da Silva Pereira retira-
se para o Porto na Barca Espirito Santo a
tratar de sua saude.
Cy O abaixo assignado tendo de seguir
vagem para a Cidade do Porto na Barca
Espirito Santo, faz publico para conheci-
mento do commercio que durante a sua
auzencia fica girando com a sua casa de ne-
gocio sen irmao Domingos Al ves da Cunha
de baixo da firma do annuncianle, para o que
Ihe lera concedido todos os seus poderes.
Francisco Alves da Cunha.
AVISOS MARTIMOS.
napraeado commercio em casa de Manoel
Ignacio de Oliveira.
VENDAS.
ur Para o Rio de Janeiro segu viagem
alhe o lim do correte o muito volleiro
Brigue Nacional Oriente do Brasil tem os
melhores commodos para levar mais de 20
passageiros por ter G cama>-otes e um ca-
marn) onde pode levar urna familia e'tu-
do com o maior asseio, como podo desejar
quem queira ir com toda acommodidade ;
para passagem trata-se com o Capito do
mesmo Luiz da Costa Ferreira bordo, e
para carga ou escravos com Manoel Ignacio
de Oliveira na praga do Commercio n. 28.
tSf Para Luanda segu viagem no dia 50
do correte o Brigue Brasileiro Pernambuca-
110, Capito Francisco Joze Correia : quem
quiser carregar ou ir de passagem. dirija-se a
ra da Cruz n. 57 ouao mesmo Capito.
ssr Para o Rio de Janeiro segu viagera
cora toda brevidade o Brigue Racional Bom
Jess para carga e passageiros dirijo-se a
Gaudino Agostinho de Barros na pracinha
do Corpo Santo D. 07 ou ao Capito Joo Ro-
drigues Amaro, a bordo.
L E I L A O'
\jf Cals Jnior continuar a fazer leilo
por intervene/10 do Corretor Oliveira Quar-
ta fetra 20 do correte as 10 horas*4da ma-
nila, no seu escriptorio ra da Cruz D. 10
primeiro andar de um sorlimentode artigos
propnios de lojas de miudezas e de ferragens,
assim como de mu i tas e diversas fazendas
Francezas e Suissas de prempta extracto, o
que tudo se vender aos prasos actuaes da
praca pelo maior preco que for olTerecido ,
visto ser para liquidaco completa de coritas.
tST Faz-se leilo de urna porgo de bola-
xinha americana muito nova viuda de New
York quarta feira 20 do conente na por-
ta do armazem de Antonio Atines Jacome Pi-
res.
xsr Ilenry Chfislophers por estar prxi-
mo a fazer um viagem ot Inglaterra, far
lilo por intervenijo do Corretor liveira ,
Sexta feira 22 do correte as 10 horas da ma-
nila no sitio da sua residencia pentencente a
G. C, Cox na estrada do manguinho de to-
da aexcellentemobilia do mesmo sitio, de
grande porQo de livros escolhidos dos me-
lhores authores assim como se venderao al-
guos escrayos e dous carrinhos inglezesde
(loas e de 4 rodas com seus competentes ar-
reios.
XST Miranda & Pereira faro leilo por in-
tervenc,o do Corretor Oliveira dos restan-
tes gneros da sua venda sita na ra do Vi-
gario D. 25 consistindo em massas de va-
rias qualidades cerveja sabonetes millio
painco, feijo tapioca arroz em casca ,
pimenla manteiga cominhus de da ar-
mao da mesma e de pipas, barris c cai-
xas vasias ; Quinta feira 21 do corrente as
10 horas em ponto.
Bllheies da '2. parte da
9, Lotera concedida
favor das obrasdo hea-
tro Publico cujas rodas
ando impreterivcliuente
28 do corrente; nos lu-
gares do costume.
S3- Salustio, Horacio Tito Livio en-
cadernados, e traduzidos : na ra de Agoas
verdes D. 50.
jy Um escravo crelo de 14 a 15 annos :
na ra do Padre Floriano D. 28.
tST Papel pintado, dourado e pratiado, e
estampas de registos raais barato pie era par-
te alguma : no paleo de S. Pedro D. 0.
t3T L'ma morada de casa teirea no beco do
peixe frito D. 9 : a tratar na mesma.
tw Um sor ti ment de relogios patente,
e horisontacs e relogios de parede com des-
pertador, por prec.0 com modo : na ra das
Cruzes casa de relejoeiro francez D. 4.
SSir Urna morada de casa terrea na ra do
Bomfira : na ra da Boa hora em Olinda De-
cima 3.
tSf Umaduziade cadeiras de condur ,
e dtias banqiiinhas em bom estado : na ra
Direila venda D. 20.
t^" Urna escrava cabra de 28 a 50 annos ,
com duas crias urna de 7 annos e oulra de
tira mez tem bom leite e muito boas ha-
bilidades vende-se por nao querer estar no
maito este he o motivo da venda : na ra
do Queimado loja de fazenda D. 7.
s~?" Urna casa de taipa no atierro dos Affo-
gados da parte da ruar grande : na ra das
Bernaventurangas D. 4.
SS^ Sacas com arroz pilado a 2j500 a ar-
roba e dito com casca a if avista do pre-
tendcnlemelhorse far o negocio: na ra
dos Quarteis D, 7.
SSF" Aclia-se a venda na loja do bom ba-
raleiro de Cuerra Silva & Companhia na ra
Nova D. 0 o seguinte : lindas sedas de todas
qualidades para vestido chales de seda para
senhora, llores de diferentes qualidades ,
Jeques de papel e de seda lilas de todas as
qualidades metbodos para (lauta e pianno ,
flautas de bano de 4 chavps ditas de buso,
ditas de urna chave Violes mu ricos em
COMPRAS.
tsf Urna cama de amarelo em meio uzo ,
com seto palmos de largura ; quera tiver an-
nuncie.
c?- Porespacode 10 das acontar da pu-
blicarlo desle compra-separa lora da Ierra,
urna escrava prendada no todo, e que seja
veudida pordesgosto d familia ou por ou-
tro qualquer motivo particular: na ra da
Cadeia n. 57 primeiro andar.
E^- Escravos pretos de 12 a 20 annos, de
boas figuras e tambem alguns de offlcio de
pedreiro e carpina para fora da provincia :
suas competentes caixas -, ditos mais inferio-
res rebecas finas e ordinarias ricas ci-
rmelas de bano com chaves de prata ins-
trumentaos completos para msica militar,
medidas de nova invengo para alfaiate su-
periores candieiros para cima do mesa, do
ullimo gosto casligaes de casquinha e vi-
drodedifterentes modelos, superiores ben-
galas de cana e de outras militas qualidades,
lanternasde casquinha e cristal, ricos jarros
com llores candieiros de todos os tamanhos
proprios para estudantes livros em branco
para escripturagao mangas de vidro de dif-
ferentes gostos, papel para forrar salas o
verdadeiro Le Roy purgante e vomitorio, su-
periores cafeteiras de fazer caf no diminuto
espago de 5 minutos obra de nova invengo,
bandejas de difTerentes lmannos e gostos ,
envernisadas bules d metal do principe,
ricos estojes de navalhas com os seus compe-
tentes aparelhos ricas caixas com superiores
tintas finas para desenlio, c outros muitos
objectos do ultimo gosto.
tsr Urna negrioha de naco de 15 an-
nos com bonita figura engomma tem
principio de costura e cozinha ; ou Ira dita
de 50annos, boa lavadeira de varrella e co-
zinha : na ra Direita D. 20 lado do Livra-
menlo.
c^" Um escravo de 22 annos sem vicios ,
c de bonita figura : na aua dos Ta noeiros D.
10 segundo andar.
Og" O enfcenho de agoa moente e corrente
com aljruns animaos vacum e cavallar cito
na fregueziado Cabo, denominado Jardim ,
entre Pantorra e Buranhem: tratar no mes-
mo com o seu proprietario Manoel Mendes
Caminha.
tsy Urna escrava de bonita figura de 26
engomma cozinha o ordi-
aunos, cose ,
nario e lava
mero 41.
na ra da senzala velha nu-
E,SCRAV0S FGIDOS.
das nadegas e ps pelo" que tem A pelle fo-
veira o tambem um dos dedos mnimos dos
ps sem osso proveniente de urna ferida que
teve levou chapeo de palha velha, jaqueta
de metim preto uzada camisa de algodozi-
nho,e caigas de cbila azul velha; quem o
pegar leve ao pateo de S. Pedro lado da ra de
Agoas verdes D. 12 que ser gratificado.
S3T Fugio no dia 15 do crrante um mo-
leque creoulo de nome Gonsalo de 8 an-
nos cara redanda bera fallante corpo
gordo levou vestido caigas de ganga azul,
com um s suspensorio camisa de algodo
Irangado e bastante saja e sern, chapeo :
quem o pegar leve a ra do Livramento D. 7,
que ser gratificado.
Mf No dia 5 do corrente desaparecerlo 2
negaos canoeiros ido para o pogo da pa-
nella em canoa um de nome Antonio com
signas de bechigas, e alguma couza fulo es-
tatura alta, e o outro de nome Agostinho ,
mais baixo nariz chato ps apalhelados ,
cara bechigosa he africano levaro cami-
sa e caigas de algodo grosso a canoa apa-
receo no dia 5 entre os mangues no cajueiro,
ha indicios que morrero porisso se gratifica
com generosidade a quem souberou der no-
ticiaes dellosna ra da Cruz n. 59.
cy Dts^pjieieu no dia 7 do corrente,
urna negra de nome Anglica de naci
angica bein ladina io*to talhado fula ,
curia, de haixo do queixo 110 lado esquerdo
lem um calombo levou vestido de saia pre-
la, e de chita cor de cafe pano daosotta
a/ul novo quem a pegar ou della tiver
noticias diiiia-se arua das agoa verde D. i
sera b- m rfconipeusado.
SS7- Fugio no dia 9 do p. p. urna preta
Rebola de nome Benedila olhos abotO-
dos para foia eve quizila coro humas ma-
llas brancas pela perng e nos braco* j
eito apagadas a qual quando fugio eslava
prxima a parir, idade de 30annos, levou
vestido urna aia pela e pauo da costa no-
vo quem a pegar leve a ra dos Martirio*
D. I 3 que Wi recan penc.-ido.
t&r Fugio no dia 8 do corrente da praia
de S. Francisco em Olinda um moleqoe da
costa de nome Joze idade de 9 a iO annos,
com os signaos segnintes : acero cara la-
biada denlas bein daros, e herios, le-
vando ramiza de chilla e calca de titeado
azul. Quem o pegar leve em Olinda, ra
do baldo D. aa que ttr ciucoenta mil rs.
de graiificacSo.
Xr No dia i5 Jo corrente fugio urna
negra de nome Florinda de naci baca ,
dada de 20 annos, poco mais ou menos es-
tatura e corpo regular cur um tanto fula ,
peinas bracos e p*s groco*, rosto redondo,
lem uj. dente dt-men s na frente, levou vesli*
do de chita com palmas inen nadas pao
da costa e solitario d'ouro com una pedra
amarella roga->e a todas autoridades poli-
i'iaes cantics de campo ou pessoas que a vi-
rem tenhio.a honda de aprehndela e mn-
dala levar a la das Trt-nxeias caza junto ao
assogue Fiancez.
t*r Fogi* hontem 17 de Abril, de Bordo
do H igue Kscuna Amalia um negro moti-
lo viudo prximamente do Maianho,
oflicial de calafate, bein falante, tem idade
de 2 a a4 annos, com algumas espinhasno
rosto, e.n barba ebein raluto feicfiens
miudas e rosto redondo c na palma di
mo esquerda. un tilho de pocos dias j le-
vou tamiza de riscado de cbila urna calca
branca de algodo trancado e urna
dita azul de ganga sapatos, e chapeo de
Braga abas largas : quem o aprehender li-
vai em rasa de Machado & Santos na ra
do Amorim e receber cincoenta mil reis ,
pela aprdiencio, e mais tima gralifiracio.
tJP" Fugio no dia \~ do crrente uti.aes-
crava crdula de nome Francisca altura re
guiar j corpo e?pigado um pouco grossa,
olhos grandes e alguma cous abugalhados ,
dentes limados, e qusndo ri-se volta rnuilo
o heico superior j tem na testa do lado direi-
lo um pequeo carneo e no hombro et-
i|ui rdo um loni'linbo j bstanle visivel : le-
vou vestido de chita cor de rosa com follios
por baixo, pao da costa de.-diolado,
Quetn aprehndela leve em caza do Dr. Pei-
xoto de Brillo no Ait-rro da Boa-vista que
ser generosamente iiialiljcado.
t^ Fugio no dia 8 do corrente um escra-
vo de nago Benguella de nome Joaquim ,
alto, secco beigos grossos tem Ues feridas
na canalla da perna direila pisa mal e-ncon-
sequencia das ditas feridas ; levou vestido
ccroulas e camisa de algodo da trra ja
foi visto as 5 poitas : quem o pegar leve ao
Recife ra do Amorim D. 57 que ser recom-
pensado.
tw Em 26 de Margo do corrente armo fu-
gio um preto d*. nome Joze de nago cagan-
ge baixo secco, mos e ps pequeos tem
na cabega unta cicatriz beta como em urna | RECIFE NAiTYP. DE M. F. DE F. = iW2
sft^



CONTA
DA
tkceitrt c Despeen
DA
Adminstraeo dos Estabelecimcntos
DE
Caridade,
DO
1. de Outubro a 51 de Dezembro
DE
1841.
PERNAMBUCO.
Na Typ. de M. F. de Faria.
48^2


Conta da Recea eDespeza da Adminstra^o dos
OutubroaSide
.84i.
Outubio i.
!(
I 1
24
((
27
3i
E
I
RECEITA.
Pela importancia de 6a Le ras a vencer de i"j He Siembro de 184 a 7
do Outubro de i846, provenientes do arrendamanto de diversos pre-
dics.................
Recehidos do Procmador da Cmara Municipal desta Cidude, de corridas
de porcos era beneficio do Hos, ital dos Lauros .*
dem dem..................u'j*
Dd Tbesooraria das Randas ProvMiaea da SnhTidio perteticente ao H. de
Ca djde vencido nos metes d? Agesto e Selernbro p. p......
dem I dem do H dos L. idern idem...... 1 j *
De Jo Francisco Pinto Guimaracns pelo tratamento do preto Paula des-
de g at a8 de Selcmbro p. p. a ia8o res por dia b
De Lua Gome Feneir pelo tralamento de sua eBcra*a Candida defde
la de deSetenbiO at 14 de Oytubro prximo paasado a I280 res
por dia....................7
Do Procurador da Administroci dos rendimeulos arrecadados neste mez ,
begundo consta do L. respectivo ...
9:34,t()o
6,810
5o,54o
1 :000,00o
> 0,000 *
a5,6oo
4o 960
a:i5,979
13:o84,8


Estabelccimentos de Caridade verificada do I. de
Dezembro de 1841.

DESPEZ
i84i.
Outub.o 1. Por saldo" fafor do ThesoUrtiro em 3o do irt'z p. p.......x :io3 a5
Pagos aos Empegado e amas da Cada dos Exposlos, dos seus ordenados
__/ vencidos em Se tt moro p. p, ... ,...... o a3 ..e
a IdetM iilem da Adfiniiistr.cio ide'i idem.........* \ 3 54 170
dem dem do H. da Caridade idem idem. .........4 iu8 836
A Jernimo Francisco da Cunha por con ta d-j concert da Casa n 53
ha fr.na do Currjralo ..............5 3. ,
2 Ao Rigente interino da Ca^a dos Expostos por diversas despeas que o met
de Seterobro p. p fe* cOm a me.-ma Casa..........Q ti atjvl
a g I Itm Me do H. de Caridade idt-m idem incluiiv as despezas miudas 7 i58.cq>
dem idern do H. dos Lavaros dem dem.........* 8 38"160
a A Ignacio Adriano Moiiieiio pela carne brnecida no mei de Setembro pr-
ximo pagado ............... 189490
Ao Comprador dea E'abeleeimentds de Caridade por diversos gneros que
para os raesinos Estb-lecimeutos comprou em Setembro p. p. 10 121,400
14 A SfVeiiannO Jo^de Moura da gratifletco vencida em Siembro p. p.
como Enfermeiro interino do t. de Caridade........n 10 000
a3 A Antonio Jos Pereira re Priendas que vendec para o enchoval dado
trefc exposta querazaio, e para tnortalhas e ataduras dos doenies do
Hospital de Caridade..... ...?..., 1 158 -Ao
A Manoel Nivaido Cardas, e a ana mulbf, squelle Regenta e est enfer'-
mera do Hoapial das Lata ros dos seua Ordenados de 14 de Julho ao
ultimo de S*Jtembr p. p. a rtiio de 60,000 feis por aniro i3 a5,666
26 A Frederteo da Costa Ros ex Rr'geme do mesmO Hospital do seu ordena-
do vencido do 1. de Janeiro a i3 de Julho dia anterior o em que
foi dimtrfdo...................,4 3a, 166
,, A Joaquina Jgnet do Espirito Santo dem idem dem ....... i5 3a,i66
., Ao Regente do H. dos L-7.aros por diver.-as despe/os feitas em Maio p. p. 16 26,780
Pagos ao ex Regente do Hospital dos Lata ros por diversas despttas feitas
em Junbo prximo pssado ......... ...,17 55 >o
dem idem d> 1. a l3de Julho............ 18 1 lio
11 A B ubara Mara da Conceico ex cozinbeira do Hospital dos Lazaros do
seu ordenado vencido do 1. de Janeiro ao ultimo de Mao p. p. dia
anterior no em que loi demelida............ig a5,ooo
Notemb. 1 Aos Empregadose amas da Casa dos Expostos de seus ordenados vencidos
em Outubro prximo passadu.............a0 173 ?q8
11 5 dem idem da Administracao idem idem.......... al 54,i65
,, dem idem do Hospital de Caridade idem idem........aa 139,03
6 Ao Regente do Hospital do Lataros por diversas despezas feitas em Ou-
tubro prximo passad........... a3 7 -20
dem dem do Hospital de Caridade idem^dem........24 139'ao
,, ,, dem idem do* Expostos idem idem............a5 4a 100
i A Ignacio Adrianno Mormiro pela carne verde que brneceo em Outu.
bro prximo pastado........... i a6 187,460
M Ao Comprador dos Estahelecmentos de Ca idade por diversos generes
comprados em Outubro p. p. ........ .... 37 217 i3o
> 9 A Justino Pereira de Faria & limaos, berdero* do finado Luir Pereira
de Faria por cunta do que Ihe ficou devendo a tranaata Administra-
ci de gneros que o mesmo forneceo desde Julho p. p. a Maio do
trente....................28 a:4oo,ooe
5:790,389


-


ii 54,7'^o
, 4
RECEITA.
m Z : i3:o8/(o8q
Transporte................ *
No'ven'ib 6 Rebebidos da Thesouraiia das Rendas P.ovinciaes do subsidio pertenceute
Casa dos Kxposlos vencido nos meze* de Agoslo e Setembro p. p- 9 joo,uoo
dem dem do H. de Caridade do mez de Oulubro .... 10 5oo,ooo
" Do Cnsul Portuguez pelo tratamento do sabdilo de sui Naci Manoel
Francisco Moreira desde a3 de Setembro a 3| de Oulubro prximo
passado a i4oreis por da........ '. '
q De Justino Fereira de Faria & Irmsos, herdeiros do finado Luu Fereira
de Paria fiador do ex Procurador Antonio Pavo de Vasconcelos ,
saldo do alcance em que ficou o meirao ex Procurador.....I 4'4.QQO
.16 Da Thesouraria das Rendas Provinciaes do subsidio do H dos Lasaros ven-
cido no raez de Outubro prximo passado........3 a5o,ooo
dem idem da Casa dos Exposto dem idem....... >4 a5o,ooo
a? De Manoel Jos Martins da Co>ta pelo tratamento do Portugus Jos An-
tonio de Araujodesde la de Outubio at 5 de Novemhrp prximo pa*-
sado a 1440 reis por da......... *'5 d4'56
3e Do Procurador da Administrado importancia do rendimento arrecadado
neste roes segundo consta do Livro respectivo.......J6 3ao,8oo
Dezemb.0 4 Recebidos de Carlos Augusto de Vtoraes pelo tratamento do Portuguez
Antonio da Rocha desde o dia a at 6 de Novembro p. p. a l44
reis por dia................. 7 57
q Do Cnsul Portuguez, pelo tratamento do subdito de sua Naci Manoel
~ Francisco Moreira desde o i a 3o de Noveinb o p p. a 144" "8- Por da 18 43,2uo
14 De Frederico da Costa Ries, ex Regente do Hospital dos Lazaros d-
nheiro que havia recebido de S. Ex. Rma. para a compra de um Ca-
vallo para o mismo Hospital..........L 19 40,000
1 18 Da Tnesouraria das Rendas Provinciaes do subsidio da Casa dosjExpos-
tos vencido em Novembro p. p..........1. ao a5o,ooo
r

5>
15.754119


r
1841.
Nvjvemb
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IO
5
DESPEZA.
Transportes....................
A Manuel Ferreira S^iroa pelos gneros que forneceo em Agosto p. p. aq
dem dem era Seteinbro -..............30
dem id 111 em ulu'>ro ............ t 3,
A SeverWDO W de Moma pela grat fieco que como Bn Per metro irili-
11:10 do Ho'pital de Caridade vencen do 1. deOulubro a i5 do cor-
,lle ...................3a
Pagos aos Empegados e amas da Casa dos Exposfos dos seus ordeca-
dos de Nov< mbro p. p................ 33
Ideal dem da Xdministivco idem idem...........34
dem idem do Jl spital de Cavidade idem idem ........35
Ao Regente do Hospital dos Lauros pelas desperas feitas em Novera-
luo prximo passado................36
dem idem da Casa dos Exposfos iden............37
dem idem do Hospital de Caridade idem..........38
dem ao Comprador dos E^tabelecimenlos de Caridade por diversos gene-
ros que compiou ern Novembro p. p. ,.......3q
A Antonio Jos Mauricio 1. Enfermeiro do Hospital de Caridade do seu
ordenado e racu des le 10 a 3o de Novembro p. p. ..... 4o
A Cerillo Machado Freir 3. Enlermeiro do seu ordena lo e racio de
16 a 3o de Novembro p. p-............. 4'
A Ylanoel Ferreira Lima pelos gneros que forneceo em Novembro p. p. 4
Ao Thesoureiro da Meza de Rendas Internas Provinriaes pela Decima
do 3. c Semestre de 1834 a >^5 das Casas n. 1 e a da ra do Roza-
rio larga, por a nao lerem pago os seus anlepossuidures os berdeiros
de Antonio Muniz de Medeiros......... ... 43
5::9o,389
aop,5i".i
i4o,46o
174,45o
I5,ooo
319,91a
5'4,i65
ia8,83a
3i,38o
4o 690
67,880
191,490
10,666
6 533
156,48o
59,400
7:297,127

A


i 841.
D'lrmb.0 11
3i
J>
6
REClilTA.
Transporte, ................. 15:754,137
dem dem do Hospital dos Lazaros id Do Procurador da Administradlo importancia do lendiinento arrecadado
neste mee segundo coosla do Livru respectfto........ 2- 44o0
Saldo 1 IsTur do Thespureiio .......i..... 627,itia
"\
\
\
I

^
*
16; 67 a, 699
Manuel do Nascimen
Pltgi
Aleixo Jos
Esrri
Antonio Mar
Tfaeton
Patricio Jos Bor



i8f.



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>
15
>
5 17
18
20
>
>>
7
DESPEZA.
Transporte.....
1 ................... 7:a97 "7
Ao Capeltfo do Hospital dos Lazaros do seu ordenado vencido do 1. *= de
Setemhro ao ultimo de Nuvimbro p. p..........U 62 5oo
A M. C. SiComp. importancia de fazendas que vendeo para o Hospital de
Caridade .. ................45 al8>88o
A Barlnolomeo 0 Ramos pelos remedios fornecidos desde o 1. de Janei-
ro o ultimo do Jiinlio p p. con, o abate de 4o por ceiito 46 i:337,45a
Ao Solicitador da Admmistiacfo para degpezas Judic;aes ...... fa 3o,ooi>
Pagos a Mdtioel Antonio de J oento foineceo desde oi.= de Juuho nt o ultimo de Outubro p. p. 48 435,;45
A Ignacio Adriano MonK-iio pela carne verde fornecida tm Novcmbro
prximo pagado.................^ 197,760
A Piarisco Romlo Baibza por a8 pares de Sapalos que fes para fermos do Hospital dos Laxaros ,..........5o a5 aoo
A Maria Valeria dos A nj os, pelo eitio de ir upas que fez para os Hospi-
taes de Caridade e Lazares..............5, q-600
Ao Encarregado de diversas obrs feitas no Hospital de Cirdade por ma-
leriaes comprad, s para as mesmas obras e feria i dos ofiiciies, de
Carpina Pedttuo. Sei ventea, tintas e pinturas, segundo a conta que
apr.zentou ..................5a 550,*4o
Pela iHi|ioilarici' de 45 Letras a \encer doi. de Outub:o de 43 a 7 J
de Outubro de 1846................ 6:361,095-
16:672,699
to da Costa Monteiro
d*nte.
de Oliveira
vu.
tint Ribeiro
reiro.
quim Pereira.
ges da Fonceca.



I
8
Demoustraco da Receita e Despeza da Adniinistraco dos
Estabelccimentos de Caridade.
Rectila conforme a relacSo N. 1................a5:i66q.8
De.-peza idero dcra ,, a................7949j4
Saldo................ 7 : 2^5.c)i.{
Salla das Ses5es da Adniin9tiacio dos Eslabelecimentos de Caudado 3i de Dezembio de 1841.
F. A. Cavalcanle Cousseiro
E criptutaiio.

*
Dcmonstraco da mor tizaran do Dficit deixado pela
tranzacta Adniinistraco.
Transporte da demonstiacSo apreieniada na conta correte de Julho a Sttemhro. 3:507,254
Pagos a Justino Pcreira de Para & Irrnios............... a ioo.ooo
A Bartholomeo z Ramos.................... q5i aoi
685M38
Salla das Sesse3 da Adm inistraco dos Eslabelciroenlos de Caridade 3i de Deiembro de 1841,
F. A, Cavalcante Cousseiro
BsciiMprario.


->..-------------
9
A I.
Relacao do que rende por anuo o Patrimonio do Grande
Hospital desta Cidade do de N. S. da Conceico dos
Lazaros, e Caza dos Expostos.
Ra da Cadeia.
Huma morada de Cafa? de i andar........ '; i a36 oo
Ra do Queimado.
Huma diia de 3 ditos ................... a 4:o0o,oo
Ra do Livramento.
Huma dita de a ditos .................... 3 476 000
Ra Direita.
Huma dita de 1 dito.................... j i6,ooo
Ra do Padre Floriano.
Huma dita terrea..................... 5 lo3,aoo
Huma dita diia...................... 6 96,000
IInina dita d'la ................... 7 lO'i.noo
Huma diia tit*...................... 8 96,000
Hun.a dita dio.........*............ o to 609
Beco da Carvalha.
Huma dita dita .................... 10- 5a,8co
Ra do Fagnndes.
Huma dita dita...................... il 78,000
Huma dita dita...........*.......,.. ia 109,900-
Rna de S. Jos.
Huma dita dita.................... 13 121,200
Huma dita tila...................... l4 96.000
Huma dita dita....................... i5 76,800
Ra atraz da dita.
Huma dita dita................... 16 84,000
Ra de Manoel Coco.
Huma dita diia...................... 17 84,000
Huou dita dita..................... 18 84,000
Huma Jiu dita .......... ^ ........ 19 109,300
Huma dita dita............-......... ao 108.000
Huma dita dita....................... ai lo6,8oo
Rita das 5 Ponas.
Huma dita dita ...................... aa 121,20a
Huma dita dita.......,............... a3 rio,4co
Huma dita dita....................... 24 109.200
Huma tuta dita ...................... a5 147,000
Ra da Viraco.
Huma dita dita..... .....,.*.?.... a.6 lo4,4<>o
Hum* dita dita...................... 7 84 000
Beco de S. Pedro.
Hium dita de S andarea............. i ao* 129,60-
4 iw,aoo>
1



10
_ ".....e : : : 4:>,,.20
Tran9p0rle.......Ra de lionas. N."
Huma morada de casa de i andar -'........*9 2l6,00
Ra de Sania Thereza.
... ,. ............3o 64,8oo
Huma dita terrea......................3| JoJ
Huma dita dita....... ; ..........3a 00
Hucua dita dita ... \ ''
Ra do liozario larga.
H^ma dita de 3 andares.........' \\ \ '.'.'.'. '. l\ "!
Huma dita dita....... ^ ^ '
Ra da Roda.
.. %. ........ 35 4*000
Huma dita me., agoa............ ....... 36 4>,ooo
"uma j" ^!a ; ;;*;.". :.......37 4,oo
Huma dila dita I............. ~ .
Huma dita de i andar eoilolojes....... ;.......* b"OO
JW ote o Callebouce.
Huma dita terrea 7......; ......' 39 7a>o0
TJmz o Callebouce.
,..,.. -..........4o 100,200
Huma dita dita........ ..... ** "'
itoa rfo Cabugd.
Huma dila de 3 andar. ; I .. ....... 8ao>00
/toa riova.
.. ... ......... 4? 2o5,00O
Huma dita terrea........ .............43 5oo ooo
Huma dita dita ................... 180,000
flu. di a de, andar...... 4 .^
HumadidUa. '. '. '. '.',".'...' 1 i .....46 5a9>ao
Atierro da Boa-Vista.
Huma dita terrea......... ; .........' 4? *V*
Ruti da Conceico.
Huma dita dita : r '. 1 ^8 |09.*00
Ra do Quiabo.
Hum.dil.dU.......... ;........49 **
Ra d Alegra.
Huma dita dita .;;.;. ~* ...... ........5o 96.000
Ra da Gloria.
Huma dita dita ...;.................5 "l>ao
Ra do Encantamento.
Huma dita de 3 andares '.....; ; ,...... 5a 3oo'00
Ra do Azeite de Peixe.
Huma dita de a ditos...........;..... 53 M,*0*
Ra do Amorim.
Huma dita de 1 dito ; ..........;... i 54 i3a,ooo
Ra da Moeda.
Homa dita de 3 ditos ; i .........,.;...: 55 i6otooo
Ra da Lapa.
Huma dita de dito i : .'" = ; M la0'0
u ao Burgos.
Huma dita dito om a coberla abatida............;.. 5j
Huma dita dito .y.................... 58 3oa^oo
ia:o39,a4>


/
II
Transporte..................;. i2:o39,a4o
Fora de Portas.
Huma dita terrea...................> 59 120,000
Ilha do Nogueira................. 1:000,000
Subsidios dados pela Thesouraria das Rendas Provinciaes.
<
A Ca dos Exportas................ 3:ooo.ooo
Ao Hospital do Lazaros............... :ooo,ooo
Ao D.tu deCaridadc................ 6:ooo,ooo ia:ooo,ooo
Foros.
A I'tuaiidade de N. S. da S.Midade da Boa-Vista....... 5,Iia
A Joaquina Jo> Ferreira de Almeida........... 3,556 7668
a5; 166,908
Salla das SesaSej da Administiaao dos EstabeUcimentos de Caridade 3i de Deiembro de 18^1*

Francisco A. Cavalcante Cousseiro
Ecripturario.
i
OBSERVAC^OENS
Alem das Casas mencionadas nesta relacao exiitem o. terrenos de duas multo tempo cahida.,
ama na ra do Nogueira e outra na do Palacete.


12
Rclacao da Despeza animal d'Administraco dos Eslabele*
cimentas de Caridadc.
Empreados da Administracao.
Escripturaro................. 200,000
Procurador eComprador................. aoiy>oo
Adtogado..................... 100,000
Solicitador..................... i5o,ooo
Grande Hospital.
Regente...................... 3 0,000
Cape I lio..................... a5o,ooo
Medico....................., 240.000
Piimeiro Cirurgio.................. a4orooo
Segundo dito................... 100,000
Primeiro Enfermen o ., .............. 1 so,000
Segundo dito.................... 06,000
Enfermeira.................... 120,0 o
Barbeiro e Sangrador................. 84,o Poiteiro e Fiel do Regente............... 140,00c
Comedorias aos a Enfrmenos, e ao Poiteiro e Fiel do Regante a a 00 leis
por dia.................. 219 000
Hita a 3o enfermos a 4<> ft dito............. 4:38o,ooo
Dita a 4 Esclavos do H.spitai a a<{o............ 35o,4oo
Hospital dos Lazaros.
Regente e sua mulher a 60,000 reis por anno ........ 120,000
Comedorias aos ditos a 400 reis por dia............ 292,0. o
Dita a 28 Enfermos a 4 00 reis dito............. 4:0r*8 000
Dita a 3 Esciavos do momo Hospital a a4o.......... 2ta,c*uo
Casa dos Expostos.
*
Regente ...... .............. l5o,ooo
Jila .....;. ........ 200,000
Comedorias aos ditos a 4oo reis por dia ........... 29a 000
Dita a 17 Expostos a a6o reis por dia i s l;rJi3,3oo
Ui diado a 8 mas que devtm efectivamente existir na ca a 3ao reis
por da................... 0344*o
Comedorias s ditas a a6o reis por dia ........ 75o aoo
Memalidade a 4-o 26 amai fora da caza encarregadas de expostes ate
a idade de um anno. .....,,...,.... 1:218,000
Dita a 1,600 a a4 ditas de 1 a 7 aunos ............. 46.8co
Comedorias a a E era vos a a4o por dia .......... 175,300
Ao Hospital do Paraizo.......;....... a8,i5
65o,ooo
6:6 39,40
4:761,800
5:832,900
17:885,100


.
13
..*.#
Transporte.................i 17:885,100
F0101
Ao Hospital do Paraiw a8,i5o
A Ordem 3." Franciscana.........i... ; 3 48o
A D. Anna Joaquina Ouarte ,......, i,5ao
I Laurinda
A Joaquim Canuto de Figueredo........... ll,0o
A Administracio do Patrimonio dos Orfioi......... i,a4
A Luis da Boaventura Salerno ........ 5,iao
A Domingos Antonio de Siqueira .' ..... 48oo__________S.5,8q4
Salla da Sessoens da Administracio dos Cstabelecimeutos de Caridad
Si deDezembrode 1841
F A Cavalcante Cousseiro
Esciipturario

N. B. Aultim parcella inscripta na pagina 1 aAo Hospital do Paraizo a8,i5o, acha-se ali repe-
tida por ingano, sendo a mesma que se acha no alto desta sob o titulo *- Foros


14
N5
Relaco dos Expostos existentes na respectiva caza e
fora delta al 51 de Dezembro do Corrcnte auno com de-
clara cao de seus nomes e destinos.
M O
Nonie
i Laurinda
2 Maria da Luz
3 Henriqueta
4 Arcangela
5 Umbelina
6 Jcwefa
7 Constanza
8 Igne
9 He re la na
10 Pedro Rales
11 Facundo
12 Prachedes
l3 Juo
\A Jozfa
j5 Anua
16 iNicolao
17 Ti ajano
18 Antonio
19 Maiia Joaquina
20 Lndgera
ai Lucira
22 Paulina
vti Bernardina
a4 Manat
25 Emilia
26 Joaquina
27 Ignacio
28 Egidio
29 Hypolito
3o Fernandna
3i Agoslinlia
32 Angela
33 Viartiniano
34 Mara
35 Jio
6 EvaiislO
37 Severianoa
38 Eugenio
39 Spi ianno
4o Joaquim Paulo
4i And re
42 Floriauno
43 Thoii.
44 Marcelino
45 Malheus
J. <0
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Aquem entregues
Na Caza


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Rila Alaiia das Dores
Iza bel Bai,dt-iia de Millo
Angela Mara
Arma Valentina
Ti.eodora Mara
Joanna Paula d' Assumpco
Aniirt Joaquina Persoa
Martn lia d' Aiaujo
Ria Nicati
Mjiia do Saoramruto
Domingas i\lai ia da Couteico
Maiia dosPrazeies
Beuta Joaquina da Perda
Jonaa Baptisia de Jezus
Mara Madalena Goncalves
Benedita Mara do Espirito Santo
Tiieodora Mara do Sacramento
Anna Flix da Hora
Auna Joaquina do* Prazeres
Fi ei Caetano
Marcelina Francisca do Livratnento
Jo/a la Joaquina da ConceicSo
Joaquina Maiia do Carino
Anua Joaquina Pea.a
Francisca
Mara Joaquina da ConceicSo
Joaquina de Sania Anna
Rila Mara Barboza
Otaervacoens
Eni atnamtntaca
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46 Victorianna
47 Manoel
48 F.liis
49 Gaspar
50 Antonio
51 Theodoro
5a Faustino
53 Silvtria
54 Rilq
55 Delflna
56 Loica
57 Marcelina
58 Thereza
5g Matiricia-
60 Joz-fd
61 IiaUel
6a rsula
63 Justina
64 Iieft
65 Icnez
66 Antonia
67 Justina
68 Jacob
69 J rje de Jf.'zus
7" Linndro-
7I Sancho
7a Jlo
73 Ant rilo
74 Lni/. Gnrizaga
73 Bonifacio
76 Pedro
77 SperidiSo
78 Antonio
79 Boa-Ventura
8u Boa-Ventura
81 Antonio
8a Alexandiino
3 Pedro
84 Ivo
85 Benedito
8 Benedito
87 Joanna
88 Clandina
89 Cailota
9 F,-mti ia
91 Maria
gt Alejandrina
93 Roa
9 Joanna
95 Romana
96 Joanna
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N 4.
A quera entregues
Caeana Mara
Frenrisra Clemencia
Ignez Perpetua
Inacia M.nia
Maria Joaquina de Lima
Caa Mara de Jezus
Anua do Reg
Louienca Maria da Conceico
Tbereza Maria de Jezus
l> Fiancibca Bebianna
Dita
Maria Pedro
Francisca Clemencia
Anna loaquina Pessoa
Roza Maria do Livrair.ento
Catliariua de"5 una
Joaquina de San' Anna
Manoel Cavalcante
Joaquina Maria do Espirito Santo
Juo Ferreira dos Santos
Maria Joaquina do Fispirilo Santd
Joaquina Maiia de Barros
Leonarda Bofa
An:a Francisca d' Araujo Lima
Antonio Rodrigue Samico
Tin rea Prpetua de Jezus
Manoel do Sasnimento da Costa
Antonia Joar|uina do Saciameuto,
Vicente Ferreira d' Araujo
Joaquim Bodrignis Piuheiro
Joze Justino de Souza
Fran> i>ca Joaquina
Fclippa Engia'ia
Framisra da Chsgas
Maria dos Praieres
Feliciana Maria do Ca mo
Dellir.a Boza do Amor Divino
Francisco Luiz Maciel Vwnna
Jgnacia Maria do INasciinento
Maria do O'
Joanna Vfiisima
Cundida R< za
Anglica F> liria
Manoel Joze Oa Paz:
Joze Mai ia da Ci uz
Joze Tavares de Souza
Joze Anton'o do Reg
Antonio Fernandts-Vellozo
Jeronirna Ther: a de Jezus
Mai ia Laura o' Araujo Gondim
Joao Rodrigue d' Araujo
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Desamamentado
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Nomes
97 Therea
98 Joanna
99 Joanna
100 Lucia
101 Barbara
103 Joanna
103 Paula
104 Luduvina
105 Liberata
106 Sinfronia
107 Mu noel Joie
108 Manoel
109 Serapilo
110 Felipe
211 Maria
lia Raimunda
n 3 Theodora
i|4 Idilino
n5 Carlos
j 16 Innocencio
117 Gabriel
118 Manoel
119 Racbel
120 Mar Iba
1
3

1

11
11

Preta

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Preto
Indio
B
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Preta
*
B
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Cabra
P
B
N 5.
Aquem entregues
Francico Manoel da Cunha Medeiros
Maria Francisca Tarares
Jos Maria da Crnt
Antonio Roberto da Silva
Ignacia Maria
Salvador Henrique d' Albuquerque
Doutor Martin a 110 da B. B.
Dito
Antonio Martina Rtbeiro
Dito
Bonifacia Mara
Anna Valentina
Rita Maria Barbosa
Joanna Maria do Lirramento
Anna Valentina
Isabel Luir
Mariana Francisca
Joaquina liara do Espirito Santo
Joaquina Maria de Barros
Maria Joaquina
Arcangela Francisca
Rosa Mara da Conceicfo
Domingos Affonco Ferreira
Manoel Francisco Duraens
Obscmcoeni
l Por termo

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*

Por engajameato
*>
Salla das Seasoens da Administrado dos Estabelecimentoa de Caridade 31 de De-embro de 1841
F. A. Ca raleante Cousseiro
Escripturario


17
Recopiliacao dos Enfermos, e Expostos, que cxistio no 1. de Ja-
neiro do corrente anno, e dos que entrarao, sahirao, morrcrao,
e existem segundo os Mappas de n. a
*
Grande Hospital.
o

3-
H
o
o
."5
o
fe3
Do Sexo Masculino.
| 28 | i33| 92 | 47
22
Do Sexo Feminino.
Total.
j io | 6o| 38 | 29 | 3
38"|93|3o"'| 76 I 25
Hospital dos Lazaros.
o
H
fea
o
1
5
fea
o
'5


Uo Sexo Masculino.
7
'I 2 I 3 I 14
Do Sexo Feminino.
"I I -3 I 1
o
Total.
Caza dos Expostos.
1 29 5
0 6 i
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^
o
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H
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Do Sexo Masculino.
Do Sexo Feminino.
Total.
|_46 I 37 I 1 1 39 I 53
I 62 I 39 I 5 I 29 I 67
1108 I 76 I 6 1 58 |i2o
Salla das Sessoes da Administrado dos Estabelecimentos de Garidade Si de
Dezembro de 1841.
*
F. A. Cavalcante Cousseiro
Ecripluraiio.


'
' .'
18
Mappa dos Enfermos, que existio, entrarao, sahiro, mor-
rero, e existem no G. H. desta Cidade.
.1 1 ."> 1 SI Sexo . Alaseu lino 1 1 o* .s >* 1 - Sexo Pemininc ,
Mezes. < SahirSo. Morrero. s 2 1 1 R 1 *J !l 3 l% ! i I 2
Janeiro. 28 1 11 1 6| 5 | 28 | 10 1 5| 5| 2 I 8
Fevereiro. 28 | 7l 5 1 2 | 38 | 8 1 7 1 3| 6 I 6
Marco. ~I~m TP" *"----------------------------------------r--------------- 38 | l7 1 *7 1 6 | 33 | 6 1 1 i| 3 I I0
Abril. 3a| 8| 10 | 6|24 10 1 3| 3| 2 I 8
Maio. 24| "I 9l 3 | 23 8 \~*\ 0| 2 I 8
Jnnho. 23 | 7 | 10 | 3| 17I 8 1 f\ 41 a I Q
Jullio. 7 1 n\ 8 1 5| 3| 1 | 23 1 9 |ihn 6
Agosto. 23 1 :l 24| 6 | 6| i | i I 10
oeptembro. 24 | 8| 5| 2 | 25 | 10 I 4 I a i ii
Uutubro. 25 | 8 4| 4 | ^5 11 | io | 8 | 3 IO
JNovembro. Dezembro. 2> | 12 | 6\ 5 | 26 | 10 41 I *\ 3
20 | 10 1 7 | 7 1 "f 3 2 | 2 | 0 | 3
Sotmna. 1 lo | 92 | 47 | | ft >o I 38 I 29 I tf
Salla das Sessoes da Administrado dos Estabeleciinentos de Caridade 3i de
Dezembro de 1041
F. A. Cavalcanti Coussei'ro.
Escripturario.


I
19
N. 6.
Mappa dos Expostos, que existio, entraro, sahirao mor-
rero, e existem na respectiva caza, e fora della.
Sexo Masculino. Sexo Femenino.
Mezes. 1 1 .8 1 1 1 lil 1 I 1 lilil IIJ '2 1 1 1 ^ -3 W Itq IcS fe t
Janeiro. 1 46 | 2 | o | i | 47 | 62 | 2 j 1 | 2 | 61
Fevereiro. Marco. I 47 2 | 0 | 2 1 47 j 61 j 11 0 0 | 62
I 47 1 1 0 | 0 | 48 | 62 | 6 | 0 1 1 | 67
Abril. Maio. 1 4 1 4 | 0 | 2 | 50 | 67 | 4 0 | 7 | 64
1 50 | 3 l 0 l 4 1 49 1 64 1 4 1 0| t | 67
Junho. Julho. Agosto. 1 49 1 1 0 | 1 1 50 | 67 | 6 1 1 1 3 1 69
1 50 1 3 1 1 1 3 1 49 1 69 1 3 2 | 2 | 68
| 49 1 2 | 0 | 0 | 5i I 68 1 6 1 0 1 0 1 74
Septembro. |5i | 2 | 0| 2 |5i | 74 1 0 1 1 1 6 1 73 73 | 3 | 0 | 3 1 73
Uutuoro. | 5i | 6 | 0 | 5 | 52 |
Novembro. Dezembro. | 52 | 6 | 0 | 4 | 54 | 73 | 4| 0 | 5 | 72
1 54 1 4 1 0 1 5 1 53 1 72 | 0 1 0 1 5 1 67
Somma. 1 I 37 1 1 | 29 | | | 39 | 5 | 29 |
Salla das Sessoes d'Administraco dos Estabelecimentos de Garidade 3i de
Dezembro de i83i.
1^ F. A. Cavalcanti Cousseiro
Escriturario.


20
N. 7.
Mappa dos Expostos que existan, entrarao salurao mor-
Mappa u ^ ^ ^ de ^ genhora da Conceicao dos
rcrao, c
Janeiro.
Fevereiro.
31areo.
Abril.
Maio.
Jnnho.
Julho._____
Agosto.___
Septembro.
Outubro.
Novembro.
Dezembro.
Somma.
Mezes.
Lazaros.
Sexo Masculino.
Sexo Femenino.
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Salla das Sessoes dAdm.nistracao dos Estabelecimentos de Garidade 3i do
Dezembro de i83i.
F. A. Cavalcanll Cousseiro
Escripturario.


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