Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04633


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Full Text
Afino de 842. Ter$a Fe ira 19 de
lado son dcpeade nos mcmoi ; da noMi prudencia, moderacSo, e energa : con-
linuemne cono principiamos, e aeremos apontados coa admiraco entre as Nacues tnaii
(Proclamacao da Asamblea Geral du rasil.)
calla!.
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goitnna, Paraiba, e&ioerande do Norte, na segunda e sexta eira.
Bonilo e Garanhum, 10 24.
Cabo, Serinbaem, Rio Formte-, Porto CaUo, Maceio, e Alargas no 1 11, 21.
Pajea 13. Sanio Aalio, quinta feira, Olinda todos os diis.
DAS da semana.
48 Ser. GaldinoB. Cnann. Aud. doJ. deD, la 2. T.
19 Tere. s. yermogenes M. Re. Aud. do juii de Direito da 1. ara.
20 Quart. s. Ignet do Monte policiano M. Chae. And. do J. de D. da 3.' t.
21 Quii. S. Ancclmo Are. And. do J de D. da 2. v.
22 Sext. Si, Soter e Cai Mm. Aud, o J, de D. da 1. t.
23 Sab. S-JofR M. Aud. dl J. deD. da 3. Y.
24 Don. fgida de N. Sra. a. Fiel de sigmaring'a M. F.
Abril.
Auno XVIII. N. 84.
O Diario publica-ae todos os d.as que nao forem Santificado o reco da aS,i-n..ura ha-
de tres mil rers por qu.,te| p.go, adiantados. Os annnncios dos aasigantes sao'inserido,
gratis e os dos qm o nao f..mn a r.iao le 80 res por linha. As KctesuCoM lcren, ser
dingidas i,Mta Typografi. ,n. das Crures D. 3, ou prara da Independie, lojas del.rro.
dameros 37 e 38.
Cambio sobre Londres 28 d. p. 1U.
Paris 320 reisp. franco.
.. Lisboa 80 a 85 p. 100 de pr.
Otino-Moeda de 6,400 V. 15.U0O
N. 14,900
> de 4,000 8.200
PbT Patacea 4,(180
cambios ho du 17 pe Arru..
Puxta- PeosColumnares n fi$Q
Mexicanoa ) _g^j
niuda 1,440 a 1,460
Mocda de cobre 3 por 100 de disronlo.
Disconlode bilh. da Alandrga 1 por 100
ao me i.
dem de letras de boas fm
ale a le x.
Prtamar do da t9de Abril.
1." a 11 horas e 42 m. da manli.l.
2." (12 horas e 6 n. da tarde.
PHASES DA LOA NO MEZ DE ABRIL.
Quart, ming. a 2 --e 4 horas e di m. da tarde.
La Nora a 10 s 8 horas e 13 m. da tarde.
Quart. orate, a 18-- ai 4 horas e 14 m da manh.
La cheia a 24 ais 9 horas e 8 m. da tarde.
MI
III.A RIO RE PE R I\A;il REEO.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE BO DIA 15 DO C0RRENTE.
Ofliclo Ao commandante das Armas, di-
zend m resposta ao sen oflicio de 15 do cr-
nte, no qal informa sobr o requermen-
to do padre Antonio de Faria Neves, que pede
ser nomeado capello do batalho provisorio
de cacadores de 1. Iinha, que pode nomear
o referido padre para semelhante emprego ,
caso nao naja na provincia lgum capello
militar disponivel, que possa servir no men-
cionado batalho.
Dito Ao administrador fiscal interino
das obras publicas, determinando que mande
pagar a Francisco Jos Rodrigues, arrema-
tante da estrada as visinhancas da ponte de
Santo Amaro a quantiade liSoOj reis, im-
portancia da despeza, feila pelo mesmo arre-
matante, tto 1. do presente mez, com a obra
da referida estrada.
Dito Ao engenheiro em chefe communi-
cando a xpedigo da ordem supra.
Dito Ao Inspector da Thesouraria da Fa-
zenda declarando em resposta ao seu ol-
licio d'esta data que nao procede a duvida
do commissario fiscal do ministerio da guer-
ra sobre o pagamento da graticaeo addicio-
nal do alferes Jos Rernardo Femandes Gama ,
por isso que estando elle em servigo activo na
companhia de cavallaria ligeira de linha, o
l'acto de achar-se em pregado pela presidencia
em urna commisso Ihe nao pode acarrtar
a pona ila citada graticaeo, a qual somente
deveria cessr se em consequencia d'ella t-
vesse sido desligado da companhia a que
pertence.
PortarasImpondo s cmaras munici-
paes do Rio formozo e Garanhuns cm vir-
tude do art. 30 da lei provincial n. 79 de i
de Maio de 1859 a multa de SOji reis a cada
urna que ser paga pro-rata pelos Vareado-
res Secretarios, e Procuradores respectivos,
por nao tercm legalisado com documentos a
tabella da receila e despeza do anno lindo.
-ii i
ARRHAS POR FORO D'hESPAHHa(*).
13713.
IV
Mil Dobras p-terra e trezentas Barbudas.
Mal Ferno Vasques travra do braco do
conde de Rarcellos e a grita popular come-
gra a itroar a praga Fr. Roy escoando-
se ao longo da parede do mosteiro dobrra
a quina que voltava para a corredoura ( 1 ) e
seguindo seu caminho por viellas torcidas e
desertas chegra porta do fc-ro donde ,
atravessando o contiguo e malassombrado ter-
reirinho em que os raios do sol apenas r-
pidamente passavam embargados ao nascer
pelos enormes campanarios da cathedral, e
ao pr-se pelos pannos e torres da muralha
mouriscachegra esbaforido a S. Martinho.
A porta do pago eslava fechada : mas a da
igreja eslava aborta. Entrou. Ao lado di-
reito urna eseaiia de caracol descia da tribuna
real para a capella-mr e a tribuna commu-
nicava com o palacio por um passadigo que a-
travessava a ra. O beguino olhou ao redor
de si e escutou um momento : ninguem
eslava na igreja. Subindo rpidamente a
escada Fr. Roy atravessou o passadigo e en-
nVid.oDiarioN.71,72,7o,76,77;79e82.
(1) A corredoura era urna ra que passando
ao sop do monte do Castello e por detraz
de S. Domingos dava passagem do centro
da cidade para Valverde ( hoje passeio publi-
co e Salitre.)
Ollicio As cmaras sobremencionadas ,
remcttendo-lhes as portaras antecedentes para
sua intelgencia e execugo.
Dito Do secretario da provincia ao
1. da Assembla legislativa provincial com-
ni nica mo em resposta ao seu ollicio de li
do corrente terem sido impostas as multas de
que traclo as duas portaras antecedentes.
Dito A cmara municipal d'esta cidade
communieando para sua intelgencia e
execugo ter a Assembla legislativa provin-
cial resolvido que com urgencia se chamas-
sem ossupplentes, que devem substituir a
seis de seus membros que se relirro para
o Rio de Janeiro.
Dito Ao director do arsenal de guerra ,
ordenando, que mande fornecer ao arsenal
de marinlia os objectos, que devem fazer par-
te do armamento do Brigue = Capibaribe =
constantes do pedido que se Ihe remette ,
assim como que envi secretaria a con'.a
da despeza dos mencionados objectos a tim
de ser lancada a cargo do competente minis-
terio.
Dito Ao inspector do arsenal de roari-
nha intelligenciando-o de ter expedido a or-
dem antecedente.
Dito Ao engenheiro A. Kersting deter-
minando, quod'ora em diante dirija ao en-
genheiro em ci efe as exigencias, e partteipa-
ges que houver de fazer ao governo por
isso que exige a regularidade do servigo, que
toda a correspondencia dos engenheiros da
provincia com a presidencia seja feita por in-
termedio do dito engenheiro em chefe.
Dito Ao engenheiro em chefe partici-
pando o conteudo do precedente ollicio.
Dito Ao delegado do termo de Santo An-
uo significando-lhe que ao chefe de Po-
lica interino se deve dirigir sobre toda c qual-
quer occurrcncia qtio por ventura possa
haver no exercicio de suas funegoes.
Dito Ao engenheiro em chefe approvan-
do a deliberago, que tomou, demandar re-
parar os estragos que fizero as climas no
estrada de Pao do Albo e bem assim que
mande fazer em toda ella os concertos que
relata em seu ollicio de 30 do passado ; sem
com ludo estabelecer o concertador permanen-
caminhon-se sem hesitar no meio dos cor-
redores e escadas interiores para urna passa-
gem escura. No iim della havia urna porta
fechada. O monge vagabundo parou e es-
cutou de novo. Dentro altercavam tres pes-
soas : Fr. Roy bateu devagarinho tres vezes,
e poz-se outra vpz a escutar.
Ouviram-se uns passos lentos que se appro-
ximavam da porta ; e urna voz esganigada e
colrica perguntou : Quem est ah ?
Eu : respondeu o beguino.
Quem eu ? replicou a voz.
Honrado D. Judas Fr. Roy Zambra-
na indigno servo deDeus, que pertende
fallar a elrei ou mui excedente senhora D.
Leonor para negocio de vulto.
Abre, D. Judas abre disse outra
voz que pelo metal pareca femenina e que
soou do lado opposto do aposento.
A porta rodou nos gonzes e o eremita en-
trou.
Era o logar em que Fr. Roy se achava urna
quadra pequea allumiada escaramente por
urna fresta esguia e engradada de grossos va-
res de ferro a qual dava para urna especie
de saguo ainda mais acaudado que o a-
posento. A abobada desteera depedra 5 de
pedra as paredes e o pavimento; ao redor
viam-sc por nico aderego muitas arcas cha-
peadas de ferro. O monge entrara na caso
das arcas da croado recabedo do regno.
As duas personagens que ah estavam alora
a que abrir a porta eram D. Fernando e D.
Leonor. Elrei estava em p curvado sobre
urna das arcas, com a fronte firmada sobre
te de que tracta o regulamento que em
seu dito offico se refere e que anda nao
est em execugo.
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DA 12 DO CORRERTE.
Ollicio Ao exm. presidente, rogando
Ihe a expedigo de suas ordens, para que
pelo arcenal de guerra se mandasse evacuar
a casa, que serve d'arrecadago geral no quar-
tel das cinco ponas, oceupada com urna jior-
go d'agoa raz devendo entregar-se as cha-
ves ao tenente coronel commandante do ba-
talho de Guardas Nacionaes destacados que
ali se vai aquartelar.
Dito Ao mesmo exm. sr., enviando-lhe
urna requzigo motivada, dos objectos que
ro necessarios a alguns concertos no quar-
tel das cinco ponas.
DitoAo inspector da thesouraria, re-
meltendo-lhe os papis de contabelidade do
destacamento da commarca do Cabo perten-
centesao mez de margo ultimo, cuja impor-
tancia devia de ser entregue ao cabo d'esqua-
dra Jos Vicente Ferrcira.
Dito Ao inspector do arsenal de marinha,
rogando-Ihe, quehouvesse de mandar desem-
barcar hoje tarde, de bordo do vapor vindo
do Norte a um soldado que adoecera de be-
xigas e faze-Io conduzir ao quartel do hos-
picio onde seria recebido e teria destino.
Dito Ao capito honorario de 1. linha
Ricardo LioSabino, dizendo-lhe, que hoje
tarde seria mandado desembarcar e con-
duzido para o hospital regimenlal, o soldado
do batalho provisorio do Maranho que a-
doecera de bexigas convindo que Ihe com-
municasse o dia em que se achava pago de
seos vencimenlos, visto nao o ter acompanha-
do a respectiva guia.
DitoAo lente coronel commandante
do batalho provisorio, ordenando-lhe que
tivesse hoje pelas 5 horas da larde urna pa-
diola prompta a fim de ser transportado ao
hospital regimenlal, um soldado do batalho
provisorio do Maranho, que adoecera de be-
xigas a bordo do vapor chegado do Nortp ,
cujo soldado hiria para o seo quartel rcmettido
o brago esquerdo c folheando um enorme vo-
lunte de folhas de pergaminho cujas guar-
das eram duas alentadas taboas de caslanho ,
forradas exteriormente de couro cru de boi,
ainda com pello (2). D. Leonor tambem
em p por detraz d'elrei, olhava attentamen-
te para as paginas do vro. O que abrir a
porta era o thesoureiro-mr D. Judas gran-
de afeigoado de D. Len r e valido d'elrei,
Ojudcu apenas voltra a ponderosa chave ,
sem volver sequer os olhos para o recem-che-
gado tornara immediatamente para ao pe
da arca a que elrei estava encostado e pro-
seguir a vehemente conversago cujos lti-
mos ecchos Fr. Roy ouvira ao approximar-
se. ..
Mil dobras p-terra e trezentas barbu-
das sao todo odinheiro que o vosso fiel the-
soureiro vos pode apurar neste momento, res-
pigando como a pobre Rulh no campo do
vosso thesouro ceifado c bem ceifado ( a-
qui o judeu suspirou ) por aquelles que talvez
menos leaes vos sejam. Jurar-vo-lo-hei so-
bre a toura se o queris que nao fica em
meu poder urna pogeia.
Elrei n3o o esculava. Apenas Fr. Roy en-
trara D. Leonor se havia eneaminhado pa-
ra o beguino e langando-lhe um olhar es-
( 2 ) Para nao enfadar os leitores com um
sem numero de notas declaramos por urna vez
que lodosos costumes e objectos que descre-
vemos sao exactos e da epocha porque para
tacs descripces nos fundamos sempre em
documentos ou monumentos.
pelo inspector do arsenal de marinha, eicaria
addido ao deposito.
Dito -=-Ao capito commandante do depo-
sito authorisando-o a receber como addido
o soldado mencionado no ollicio cima re-
colhendo-o loguao hospital, a m de ser trac-
tado das bexigas.
Dito Ao prefeito da comarca do Rrejo ,
dizendo-lhe, que cm vista dos oficios que Ihe
dirigir acerca da aprehengo do soldado
dezertor Pedro da Silva Capoeira e do seo
estado valetudinario resolvido havia a pre-
sidencia manda-Io demitir c tendo-se ve-
rificado a baixa a 18 de Fevereiro deste anno,
remettia-lhe a escuza passada pelo batalho ,
para Ihe ser entregue, e a quantia de 115^920
reis, importancia dos vencimenlos que se Ihe
tirou desde o dia 18 de julho do anno pas-
sado em que foi preso, at o anterior da sua
demigo, devendo S. S. deduzir da dita quan-
tia a importancia das despezas que zera
com o seo alimento, e curativo, entregando-
Ihe o excedente tendo depois disto l'cito a
bondade d'acusar o recebimento deste ollicio,
e quantia nelle contida.
PortaraAo teen te coronel commandan-
te do batalho provisorio remettendo-lhe
o conselho d'Averiguago feito ao soldado da
6. companhia Francisco de Lemos Duarte o
determinando que elle fosse reconhecido 2.
cadete na forma da lei, cujas disposigOes
prehenchera.
DIA 13.
Dilo Ao exm. presidente, ponderando-
Ihe a necessidade de xar-se a torga do des-
tacamento da G. N. de cada uuia das comar-
cas, e de scienticar as authoridades poli-
ciaes das mesmas, que nao permittido aug-
mentar o n. de pragas sem previas ordens
des. ex.", ordem que neste caso Ihe devia
de ser comunicada para pdr d'acordo a llie-
zouraria evitando-sc por esta forma irre-
gularidades e abusos, que por ventura se
posso cometter.
Dito Ao mesmo exm. sr. reenviando-
lho com informago o requeriinenlo do
padre Antonio de Faria Neves, que pedia ser
nomeado capello do batalho provisorio dea-
ta provincia.
crutador, Ihe perguntra com visivel ancic-
dade j
Ermito a que voltastcaqui ?
Acumprircom minha obrigago ape-
sar de vos me terdes dado hontem por quite o
livre : vim a dizer-vos que a estas horas
talvez ten ha j corrido sangue no roci de Lis-
boa e que espantoso o tumulto dos popu-
lares contra os do conselho e contra os se-
nhores e fidalgos da casa e valia d'elrei.
Fra palavra sangue que D. Fernando
havia cessado de attender voz esganicada do
thesoureiro-mr, quecontinuava em tom de
lamentago :
Bem sabis senhor | que tenho em-
pobrecido em vosso servigo e que hoje sou
um dos mais mesquinhos e miseraveis entro
os fillios d'Israel. Aondc irei eu buscar dois
mil maraveds velhos d'Alemdouro que sao
em moeda vossa trezentos e noventa mil si-
dos ? ( 5 _).
( 5 ) O maraved velho deouro de Alem-
Douro ( chamado assim para o distinguir do
maraved de lo sidos que era aquelle pelo
qual se regulavam as quantiasdos que vinga-
vam sold ou maraveds ( a que se chamava da
Estremadura ) valia 27 sidos, isto, menos
de libra e meia das antigs cada una das
quaes era igual a 20 sidos. A dobra d'ou-
ro conhecida pelo nome vulgar de p-lerra,man-
dada lavrar por D. Fernando traba o valor le-
gal de 0 libras e por tanto era mui superior
nominalmente ao antigo maraved, exceden-
do-o cm prego mais de 4 vezes.Todava,






Dito Ao mesmo cxm. sr. reenviando-
llie competentemente oformado o requeri-
mento do altores reformado Miguel dos Cil-
ios de Mondonga que supplicava a S. M. o
I. o pagamento de sidos atrasados que
deixou de receher os quaes constavo de
urna guia 011 cautella passada pela thezon-
raria desta provincia.
os legtimos interesses do nosso commercio I Quando a paz se restabeleceu atou de
martimo, a completa independencia danos- novo a Inglaterra o fio dos seus projectos e
REPARTICO DA POLICA.
Parte do dia lOde Abril de 1842.
Foio hontem prrfeus pelo 3 Gointnan-
ilai'te do Corpu Policial Francisco de P-u!a
Brrelo Joaquini Rafael, por estar espau-
ando a urna inulher ; pelu i = Tenente do
Brigue l'.-cuna Mclheioy Fernando La-
saro de Lima o mariohero Joze de Figue-
redo prrtencenle guarniio da b.irca de
Vapor Pernambucana por Ihuserappre
(tendida una i d'ordem de V. Ex. pa^da minha dispo-
sicio pelo- Commandanledo meamo Brigue;
peloolficirtl de i. Bou Ja de Polica una par-
da ,
sa bandeira. >. A necessidade desta emenda
fui defendida pelo scu autor com o discurso
seguinte : (*)
Similores! Depois de teroflerecido a m-
nha emenda he ni'cessario que eu determi-
ne de tal modo o sentido o base della, que ne-
nliQequivoco possa restar este respeito. Nao
cuide a cmara que se trata neste caso de um
voto geral, ou que o met fim seja recom-
mendar de urna mancira elstica ao gover-
no, que ponha a salvo de qualquer aggresso
que seja os legtimos interesses do nosso com
mcrcio maritimo e a completa independencia-
da nossa bandeira: de que entendo fallar he
do direito de visita, concedido pelo tratado do
1831 desenvolvido polas'concesses de 1833
e aggravado ( dizem ) por urna convengo de
1811 que anda nao est ratificada.
.... Em materia de tratados, sehores,
he mclhor poltica previnir que reprimir; e
nao he sem eselnplo que'urna convengo nao
ha sido ratificada. Em 22 de setembro de
1838 assienou o sur. conde de Mole um trata-
cujo nome nao quis dar, por ir msul-,
tnr e eapancar a una creoula em s'.a faz ; do de commercio que anda nao ro ratificado :
v. prlo Inspector de Qja.tei., da Ribei.a e s porque as cmaras belgas manilestarao
d'eile Baine, o escravo de nome Clemente, ilacs opmics a este respeito que a ratilica-
cujo motivo uio consta. Foio todos reco- Ca l'ez temer mu serias dilliculdades parla-
Hiidus Cadeia e vul-i^ pioceJer nos termos
d.i I,-i contra o sohrtd i i mu ih'iiM,
E*' o que consta das pai les buje iccebidas.
P.isu-se Pasaporte ao paido Luii e ao-
cie< iilos Ueoedido Inuocr-o o, Maiheos,
e Francisco, todas esclavos, e de -pacliados
plo Negociante Juca Antonio Bjstos, para
ii Pr>viiCM do Rio de .Imeiro.
EXTERIOU.
0 UiHF.ITO DK VISITA.
Discurso do Deputado Billaull na cmara dos
Deputadosem Franca. consequencias fu-
nestas do direito de Visita. -- ruina de lodo
o commercio das outras nagnes un conse-
quencia da concessfio do dito direito. as-
tuciosa poltica da Inglaterra.
mentares.
ic Ha seculos que o direito de visita be, no
a ambicaO tnica ( porque sao nimias as que
ella tem ) mas a ambicao principal de Illgla*
ierra. E-lhc preciso fazer-se senhora sobe-
rana dos mares } e o direito de visita be para
ella o primeiro attrbulo da sua soberana.
Kis-aqui porque ella tem sempre andado atraz
desta conquista atravez de todas as pilases
da guerra e da paz.
<( Todos vos, senhores, deveiseslar lem-
brados da queslo dos neutros que encerrava
o direito da visita. A Franca proclamou o
principio generoso de que a bandeira cobriaa
mercadera ; mas a Inglaterra recusou reco-
nlieccl-o, preferiu desistir por ento do di-
reito de dar caca ao contrabando ate poder
lrans('ormal-o em verdadeiro direito de visita,
por onde o principio da Franca a que bavio
O direito de visita que neste momento es-adherido em 1778 as potencias do Norte kas-
t sendo assumplo de lo serias cotiteslages I se destruido. Desde entilo, de cada vez que
entre os Estados-Unidos e Inglaterra, acaba'a Inglaterra se tem adiado em presenga da
igualmente de ser bjcto de uma discusso
mtli importante na cmara los depulados em
Franga por OCCasifto dos debates sobre a res-
posta ao discurso da corea. A importancia
da materia exige que della demos conheci-
menlo aos leitores.
Discutia-se, em sesso do 22 de Janeiro o
^ 4. da dita resposta que lerminava por es-
tas palavras: < A prudencia com que o gover-
no deve seguir as negociages enlaboldas por
vossaordem nosafianga que a produccAo na-
cional conservar a protcegao que llies 6
d "hla. >; i! '
t) paraeraplio f'>i adoptado : jwreni o depu-
tado Billault propz a addigo seguinte : E
igualmente nos afianza qne, nos arranjos re-
lativos supprcssode um trafico criminoso ,
baver lodo o cuidado possivel para que li-
quen! a salvo de qualquer aggresso que seja
Franga sempre a questo dos neutros so sus-
citou ; e foi em eonsequencia das pretengoes
dos Inglezes ao direito de visita que teve lugar
o bombardiameulo de Copenhague em 1807.
a Napoleo porcm (nos todos o sabe-
mos ) nao lolerou taes pretengoes e tal acto
sem rcspotider-llies. Ledo o decreto de 1807 :
Visto que ncnlium governo tem poderes bas-
tantes para transigir sobre a sua independen-
cia o sobre os seus diroilos : visto que lodos
os soberanos da Europa sao solidarios da hon-
ra das suas bandeiras : Todo o navio quu sof-
frer a visita e um cruzeiro ingle/, liear, ipso
fado, desnacionalisado, o perder a garanta
ua mu bandeira.
(*) Substanciamos as parles menos ossen-
ciaeseste discurso que no resto vai repto lu-
zido texfualmente. (N. do J. do C.)
(i Sangue dizes tu beguno ? excla- ; minha capellina de camal eo meu estoque
mot elreiOh que muilo!A quem se francez : rilou D. Fernando eseumaiido de
alreveram assim esses populares malditos ?
< Eu proprio vi o nobro conde de barcelos
trarar-se com Fernfio Vasques, mui grande
Tiumerodebesteiros e pees armados d'aze-
vans rodeavam j o alpendre de S. Domingos,
o os clamores do morram os traidores atroa-
vam a prag.a.
Que me deem o meu arnez bruido a
colera. Eu irei a S. Domingos, e salvare os
ricos-lioniens di Portugal ou acabarei ao p
delleS. Pageos onde est o meu don/el
d'arnias ?
() teu donzeld'armas ,. rei D. Fernando
interrompeu com voz pausada e firme D.
Leonorsegu com os otitros pagens canu-
tillo de Santarem montado no teu cavallo de
batalha. Aqui s leus a mua de teu corpo
( 4 ) para seguires jornada.
Mas o conde de Barccllos ? 0 meu leal
conselheiro, deixa-Io-bei despedagar pelos
cobrindo-os com o manto de uma grande cen-
sura dictada por umsentimento philantropi-
eo, eil-a que sob pretexto de supprimir um
trafico culpado l vat promovendo o fim da
sua grande especulagao poltica. E uma gran-
de mina que ella trata de.explorar.
Pela minha parte declaro que tenhopou-
ca fe no zelo de Inglaterra pela suppresso do
trafico dos negros : todo o caso est, em que
esta a occasio de conquistar o direito de yi-
sila e de anniquilar o commercio colonial
das outras potencias, em proveito das suas
possessOes orientaos, e do monopolio dos g-
neros coloniaes.
Snsr. a Inglaterra he mui hbil na sua
poltica. Em 1814, som deixar entrever al-
gum fim interessado somenie propoz o com-
promisso de abolir o trafico dos negros ; em
1813 pedio que as potencias europeas tomas-
sem para esse fim medidas colleclivas ; em
1822 (no congresso de Vienna) j fallou do di-
reito do visita j quiz que o trafico fosse de-
clarado piralarta j exigi que todas as mer-
caduras provenientes de paizes em que se em-
pregasse o Irabalho dos escravos fossem pros-
criptas em lodosos mercados da Europa.
As quatro grandes potencias adherindo
ao voto particular da Franga respoiiJera
que a Inglaterra quera estabelecer principios
Inteiramente novos no cdigo internacional
maritimo ; e em eonsequencia disso uada
obteve por essa vez o gabinete do S. Jaime.
Porem a Inglaterra nao se assusla com os re-
vezes que pode recebera sua poltica. Espe-
rou que nova occasia se Ihe offerecesse: c
quando em 1830 relages de amzade se esta-
belecra entre nos e ella pareceu-lhe o mo-
mento mais favoravcl e logo nos primeiros
dias do governo de jullio a quesla do direito
de visita foi interreirada de novo. Foi cnta
que se concluio a convengao de 1851, a que
servio de complemento a de 50 de novembro
de 1855 ; e por ellas licou finalmente estahe-
lecido o direito reciproco de visita.
A grande missa da marinha franceza ,
snrs. deve ser e tem sempre sido a de apoiar
as mariiihas secundarias e de contra-balan-
gar reunitedo-as >ua o poder da marinha
ingleza. Era por tanto necessaro naO dar a-
poio s pretengoes da Inglaterra ; porque,
forte como ella osla potencia o explorara '
em seu proveito. Todo o mundo sabe que a
proteegao dada pela Inglaterra s potencias
ftacas reduz-sea dominal-as.
Ha tres potencias cujo commercio mar-
timo a Inglaterra quer por todas as maneras
anniqtlillar: a llespanha os EsUdos-Unidos
o Portugal. O sen proced ment com Portu-
gal em 1850 lodo o mundo o sabe ; agora
pelo que diz respeito a llespanha he o laclo
de tal maneira extraordinario (pie lie preci-
so lel-o no .Monitor de ante-honlem (folha
oflicial), para acrodital-o. A Inglaterra pre-
tende estabelecer na ilhadeCuba, que he
possesad Despatillla um tribunal mixto ,
cuja missaO ser passar revista a todos os ne-
gros existentes na ilha para reconhcer os
importados de 22 anuos a esta parte, e de-
clarados livres por aulordade ingleza !
Eu snrs. nao quero prolecgarj para o
trabalho dos escravos ; mas o que lambeta
nao quero reconhcer a uma nag.a6 o direi-
to de dictar leisa outra e dar-lhe poder pa-
ra arruinar o commercio de um povo a lim
de se desembaragar de umaconcutrencia te-
mi vel.
(i Alem outra potencia com quem a Inglaterra se acha
empenhada neste momento em uma grave po-
lmica sobre o mesmo objecto ; safj os Esta-
dos-Unidos ; porem desta vez reconheceu
o gabinete de Londres que se nao poda fal-
lar lao alto em Washington como em Lis-
ba e em Madrid ; senlio que a Uniarj, para
sustentar os seus diroilos nao teria necessi-
dade de recorrer aos signatarios de Vienna ,
e que nao mostrara a mesma tolerancia que
Portugal e Hespanba ; e em eonsequencia
disso modifieou e encapotou as suas preleu
ges e es-aqui de que modo.
que eu vos pego ( diz elle ) o direito
de visitar os vossos navios, nao para verificar
se elles fazem o trafico mas para me certifi-
car nicamente da nacionalidade delles.
Essa disttncgo imaginaria ( respondem
os Estados-Unidos) ; c demais esse direito
de decidir da nacionalidade d'um navio he a-
inda mais odioso do que o que ato agorase
tem chamado direito de visita a qual por
outra parto, s pode exerctar-se em tempo
do guerra e nao em tempo de paz.
Bem vio a Inglaterra que com taes dilli-
culdudes era impossivel alcangar a victoria
viva forga. Que fez entao ? Em 1814 e 181&
tinha-se querido aproveitar do movimenlo da
oxatlago religiosa que entao havia ; em 1850
tenlou aproveitar-se da oxaltaco liberal da
poca para nos arrancar o direito de visita;
em 1841 recorreu a um concert europeo.
Se eu posso fazer entrar a Franca t as tres
outras potencias europeas no syslema do di-
reito de visita ( disse comsigo), reslaosos-
oulros pequeos estados c a minha aulorida-
Uo decidir a questo !!
ii Foi, comefleito, o que acontece u : a-
gora de que se trata he de saber se em
presenga das hostilidades dos nossos adversa-
rios, nos somos igualmente habis.
A Inglaterra (note-se bem) nunca vai de
chofre onde quer ir; vai sempre passo a passo -r
mas anda sempre e ninguem a sabe fazer
parar.
Supponhamos agora que a Franga se dei
xa prender as maos : que he o que se hade fa-
zer? A Inglaterra abusa io seu direito ; a-
buzaremos nos tambem ? Porem dous abu-
zos em presenga um do oulro he um con-
llicto ; um conflicto he a guerra ; e a guerra
n&O he o que vos queris.
'. Sabis oque hade acontecer quando as-
sim vos concederem o direito de roeiproeida-
de ? A Inglaterra ha do rccuzal-o a todas as
marmitas de segunda ordem : ha de recuzal-o
a llespanha hade recuzal-o Suecia hade
rccuzal-o Dinamarca. A marinha ingleza
se arvoraiem grao juiz dos mares ; e quan-
do todo o resto do mundo tiver passado por
debaixo do jugo chegar entao a nossa vez.
bem pelo cantrario o valor real d'uma do-
bra p-terraera inferior ao do maraved velho
na razaode20 para 52 112.
A alteraco da moeda feita por D. Fernn- pees desta cidade abomnavel ? Lembra-le
do no principio do seu remado confundiu e deque teu to ; que foi o teu protector ,
! ornou completamente o antigo syslema quando o braco de D. Femando anda se
monetario : as barbudas das quaes havia 55 nao erguera para te coroar rainha.
em cada marco da le de 5dinheiros vinliam j Rei de Portugal s tu que deves lem-
a ser igttaes s libras novasdest rei, porque!brar-te delle quando o da da vingancache-
gar. rnto cutnprir que os traidores e vis
te vejain montado no teu ginele de guerra.
p odnzindo 165 oque, dada a differenga Hoje nao podes se nao deixar entregue sua
do toque entre o marco de le e o marco das serte o nobre D. .Toao Aflbnso e os senho-
produzindoat ahi um marco do le de II d-
nbeiros 27 libras licou em nova nioedagem
barbudas lornavacada tuna destasa mesma
cousa que a libra. Por outra parte cquiva-
lendo cada libra a 20 sidos, moeda sem va-
lor intrnseco vinhao marco de le a ser r -
presentado por 5:000 sidos, e assim o anti-
go maraved d'ouro, correspondente vigesi-
res que sSo com elle mas nao le esquega que
se o sen sangue correr todo o sangue que
derramares para o vngar ser pouco como
serao poucas todas as lagrymas que eu verte-
( 4 ) Os cavallciros quando se punham a
I
na |ia. te de um m-rco de prata ; correspon- caminho costumavam cavalgar em muas,
da realmente a lOosobios, ao passo q.ie i como animaes mais rijos e possanles que os
ca ta pe-terra ando o mesmo que 8 libras a cavallos ; ne-.tes monlava um pagem ou doti-
Itfio valia mais de 120 sidos, isto ficav, i zel. Vcja-se principalmente a le de D. All'on-
j ,>ara aquella moeda na tasode 20 para 32112. j so 5. sobre os que vao a cas d'elrei.
rei sem consolagao sobre os teus veneraveis
restos. Comba teres ? Ajudado por quem ,
n'iima cidade revolta ? Os liomens d'armas
de leu castello (luel.raram seu preilo, elumul-
tuam na praca : mtiilos de teus ricos-homens
esto conjurados contra ti:tu propriormao o
est. Partir! partir!Ha quantas horas
sabes tu que a ultima esperangaest no par-
tir breve ? Porque depois de tantas hesitagnes
inda hesitar uma vez ? Asscgurcmos ao me-
nos a vinganca se nao podemos salvar a-
quelles quo leaos a seu senhorse foram ex-
por furia de liomens refeces e crs para
esconder nossa fuga fuga que c o seu
nome !
O furor c o despeito revelam-se as faces e
labios esbranquigados da adultera e a afllic-
gaoe temor comprimidos, n'uma lagryma que
Iherolou insensivelmente dos olhos. Era li-
ma das rarissimas que derramara na sua vida.
Elrei linha-a escutado immovcl. Desacos-
lumado a ter vonladc propria desde que
(comodiziao povo ) esta mulher o enfeitig-
ra ainda mais uma vez cedeu da sua resolu-
cao se nao d'homem cordato ao menos de
valoroso e respondeu em voz sumida :
Parlamos. E seja feita a vontade de
Deus !
i Amcm !murmurou o beguino.
Eremitainterrompeu D. Leonor vol-
tando-se para Fr. Roycorre j ao roci e
dize em voz bem alta aos populares amotina-
dos que me viste partir com elrei caminho
deSantarem. Tal vez assim o conde seja sal-
vo porque a furia desses vis sandeus se vol-
tar contra mim. Dize-o que dirs a ver-
dade : quando l bouveies ebegado o meu
palafrem ter j transposto as portas da cruz.
Guardae-vos', mesquinhos quoelle a torne
a passar com sua dona. Frade esse dia
ser aquelle em que a adultera pague todas
as suas dividas !
Fr. Hoy sentiu pela medula dorsal o mes-
mo calafro que sentir na noile antecedente ;
porque o olhar que Leonor Telles cravou nel-
le era diablico e a palavraadulterapro-
ferida por ella soava como um dobrar do
campa, evinha como envolta n'um habito
de sepulchro : o beguino arrependeu-se des-
ta vez mui seriamente do ter sido to mia-
do e exacto na parle oflicial que appresentra
na vespera. Callou-se todavia esahiucom
o seu ademan do costumecabega baixa e
tnos cruzadas no peito.
Os tres (tearain outra vez sos.
D. Judas meu bom D. Judas : disso '
elrei com um gesto d'alllicgoeu nao enten-
do estas embrulhadas leltras mouriscas da la
arilhmctica. Estou certo de que nao deves
ao tbesouro real urna nica mealha, e de que
as arcas do haver nao existe senSo o que tu
dizes : mas de corto nao queres que um rei
de Portugal caminhepor sen reino como um
romeiro mendigo. Ao menos os dois mil ma-
r vedis d'ouro...
(( Ai suspirou o thesoureirn-mrjuro
a vossareal senhoria que me impossivel
achar agora outra quantia maior que a de mil
dobras p-terra e trezenlas barbudas..)
Fernandoalaihou Leonor Telles- orde-
^


Mas j enlo o remedio vira serodio!
u O direito de visita altera profundamente
o direito internacional. a nossa forga marti-
ma e os nossos interesses commerciaes. E
porem declaro que pela minha parte anda
nao perd a esperanza de ver a minha patria
elevar-se altura de grande potencia marti-
ma. Bem sei que nao podemos, como a In-
glaterra consagrar todas as nossas tinancas
prosperidade das nossas frotas; mas pode-
mos testa de todas as marinhas de segun-
da ordem, fazer tremer o edificio do poder
inglez no Mediterrneo e no Ocano. Nao ,
anda nao renunciei para a minba patria a
honra de proteger todas as marinhas que a
marinha ingleza se prepara para devorar (ap-
plausos); e toda esta perspectiva se perde
concedendo-sc o direito de visita.
Snrs., ha duas naques que se esto me-
dindo urna outra de una extremidade do 0-
ceano outra : sao a Inglaterra e os Estados-
Unidos. A cada momento podem nascer por
este lado eventualidades de guena ; e em tal
caso que fareisvs? Em vez de aprovetar-
des esta circunstancia e ficardescom as mos
livres para offerecerdes o vosso concurso aos
Estados-Unidos, que lem os nossos mesmos
interesses e principios que defender consen-
ts que a Inglaterra vo-las prenda, eque pos-
sa armar-se contra vos com o vosso consenti-
men to !
Senhoresa vossa consdecendencia vai sa-
crificar o presente e o futuro da nossa mari-
nha ; vam romperos lagos que nos unio a
todas as marinhas de segunda ordem ; vo ,
finalmente, destruir asolidaridade das ban-
deiras segundo disia o imperador. ( Muilo
])cm! Muilo bem )
E se fosse s isto Mas vai ainda estra-
gar o espirito do marujo. Todo o mundo sa-
be que a gloria da bandeira nacional faz a co-
ragem do soldado ; c quando os nossos mari-
nheiros, a bordo dos navios mercantes, ad-
quirirem o habito de parar a cada tiro de pe-
ga que dispararem os Inglezes pensis vs
que no fim de alguns anuos desta pratica nao
lero perdido alguma cousada idolatra com
quedantes ojhavo para a 5ua bandeira?
( Sensago )
N'huma palavra o direito de visita 6
a morte dos nossos interesses commerciaes.
A Inglaterra ve com ciume as nossas relaces
cam a frica com o Brasil e com as posses-
soes hespanholas. O nosso commerco d'A-
frca im.orta cm 12 mlhospor anno o do
Brazilem 52, o das possesses he panholas
sobe a 33. Es-aqui o motivo que o- inquieta,
porque Ibes faz prever o engrandecimento da
nossa marinha. Queris fados ? Aqu os
lendes. Onavio francez Marabout, partido
da Babia para a costa d'Africa foi capturado
por urna corveta ingleza. Este navio que
devia trazer para Franca urna carregago de
azeite, est esperando por urna senlenca d'um
tribunal, eos mrinlieiros esto a bordo da
corveta ingleza A expedigo est perdida.
Eque confianca hade ter o commerco
n'uma bandeira to exposla? Nao vo os cru-
zeiros inglezes fazer-se juizes provisorios de
todas as presumpeoes do trafico? Nao vo ad-
quirir o direito de conduzir os nossos navios
ao porto em que ho de ser julgados ? Nao vai
a Inglaterra fazer-se senhora dos nossos ma-
rujos ?
Senhores evidente que com o direito
de visita se pretende dar um golpe no nosso
poder martimo no espirito dos nossos ma-
rinheiros e nos interesses do nosso commer-
co ; e por tanto, sobejarazo me assste para
dizer ao governo : Se a ratificaco do trata-
do inevitavel, ao menos fazei que ella seja
condicional, e que nos possamos algum
dia obter a derogaco de principios to fu-
nestos aos verdadeiros interesses da nossa
patria. (Applausos.)
(J. do Commerco.)
TteiubT
BIODE JANEIBO.
na aos mofos do monte que ahi icaram que
enfreiem as mullas : devenios partir j. E'
to nieu alfeicoadoD. Judas que com duas
palavras eu obterei o que tu nao podeste obter
com tantas rogativas.
Ella surriu alternativamente com um sor-
riso anglico para elrei c para o thesourero-
mr. D. Fernando obedeceu ealevanlan-
do o reposteiro que encobra m porta fron-
leira aquella por onde entrara o beguino, de-
sappareceu. O thesoureiro a a fallar ; mas
ficou cora a boca semi-aberta o rosto erifia-
do e como petrificado Vendo-se a sos com
u. Leonor. Era queja a cohhecia havi lar-
gos lempos!
D. Judas dsse esta em lom mavioso
tu has de fazer servico a eirei para esta jor-
ada. Dars os dos mil maraveds velhos.
Nao posso! respondeu D. Judas com
voz trmula eafogada.
Judeu replicou D. Leonor aponan-
lo para um cofre pequeo, que eslava no
canto mais escuro do aposento, coberto de
tres altos de p o que est naquella arca?
y thesourero-mr hesitou um momento,
c depois balbuciou estas palavras:
Nadaou para fallar verdade quasi
nada. Bem sabis que dantes eu all guar-
dara algumas mealhas, que me sobejavam de
minha quantia mas ha muito que ncm essas
pouca: mealhas me restam.
Vejamos todava : tornou D. Leo-
nor cujo aspecto se carregava.
Misericordia > bradou D. Judas com
ndizivel agona, Ahi reportando-se, por um
O MINISTERIO E A 0PP0SICA".
Urna carta que recebemos de um dos nos-
sos correspondentes da provincia de Minas ,
e em que se queixa de alguns artigos de cen-
sura ao ministerio, que em algumas folhas
da ordem tem apparecido despertou-nos re-
tlexoes que nao julgamos sejam improficiias.
A posico actual da sociedade nada tem de
normal ncm de ordinario : de um lado vemos
una faego que nada respeita que ameaca
subverter a sociedade nteira que concita to-
das as paixes anarchicas urna faego emlim
presidida pelos Andrades e Vergueiros po-
rem mil veses mais feroses do que at boje os
conhecemos ; porque tem de saciar mais lon-
gas e mais rancorosas vingangas: dooutro ap-
parece o ministerio que, para manter sua po-
sigo para repelir a faego que o hostilisa ,
carece do appoio franco, leal, constante e
indulgente de todos os cidados. Haver
entro esses contendores lugar para um lercei-
ro partido, para um partido que negu indul-
gencia ao ministerio ao mesmo tempo que
ropilla a faego ? A conscencia publica res-
ponder que nao. Se a faego nao fosse to
desorganisadora se atraz della e para sus-
tentaba noexistsse essa cmara de Vnda-
los que ameaga subverter todos os monumentos
de nossa civilisago ento nao olhariamos
como grave perigo um fraccionamento na pha-
lange sagrada dos defensores da ordem. Mas
qualquer divergencia pode ser funesta : urna
palavra mal pensada de um jornalista dar lu-
gar a longos jbilos e compridos commenta-
rios dos adversarios ; essas censuras mais ou
menos destituidas de fundamento enfraque-
cem a autoridade privam-a da forga moral,
e Maio est porta, como hade o ministerio ,'
se nao tiver conscencia de si, se duvidar um
instante do appoio que encontra em lodosos
Brasileiros dar na faego os golpes que a sal-
vago do estado exige ?
De todas as calamidades que podem sobre-
vir ao imperio a mais grave a nica tai-
vez irremediavel a existencia de um gover-
no hostilisado por urna fraegao do partido da
ordem fraco porisso mesmo e desconfiado
de si em presenga da cmara do ccele. En-
to inquestionavel ser o triumpbo dessa c-
mara ; cm um momento perder-se- quanto
para a reorganisago do paiz havemos conse-
guido e Dos sabe qual ser o paradeiro das
desgragas que ento cahiro sobro a patria !
Quando mesmo houvesse justiga nessas cen-
suras ? Quul a ulilidade dellas ? Discutir al-
guma qesto antes que o ministerio a resolva,
guial-Oj aconselhal-o mostrando-lhe oque
delle espera o paiz vemos que pode ser til:
mas quando um acto qualquer est consum-
mado umaquestoresolvida, a censura nao
faz seno asedar os espritos fomentar divi-
ses dar victoria aos adversarios.
Tal ca posigoemque osadiamos cons-
tituidos ; tal o favor que a opposigo actual
tem feito ao governo .' Toda a divergencia
perigosissima ; toda a censura que llie possa
ser dirigida por um ou outro acto menos pen-
sado deve ficar subordinada adheso que
elle merece pelo denodo com que resiste fae-
go anarchica e aos mais do que justos {re-
cejos de ver a sociedade cahir as garras dos
homens do ccete.
dagas franquesa com que esses homens j
revelam toda a sua hediondez, toda a perver-
sidade de suas mximas um interesse nico
boje existe, boje empenha todas as forgas na-
conaes : tudo o mais seno indiferente ,
pelo menos de pouco momento. Esse inte-
resse nico apoliticado ministerio antea
faego : ceder as suas exigencias ? facilitar-
lhe- o triumpbo, em vez de esmagal-a ?
Desde que virmos como vemos, o ministe-
rio apreseutar toda a energa toda a vigilan-
cia necessaria isso basta elle credor,
solidariamente credor de todos os applau-
sos, de toda a confianca dos amigos da ordem.
O mais pode sem receio ficar reservado para
lempos melhores e ento veremos se o go-
verno tem raso ouso os se us censores.
( Brasil. )
tante. Meza do Consulado de Pernambuco
lo de Abril de 1842.
Miguel Arcanjo Montelrodc Andrade
THEATBO.
COMMERCO.
desles arrojos que inspiran! os grandes perL
gos procurou disfargar oseu susto conti-
nuando com um riso conlrafeto:
Misericordia digo; porque fra mais
fcil adiar entre os amotinados do roci um
bomem leal a seu re, do que eu lembrr-
me agora do lugar onde lere a chave d'uma
arca ha tanto tempo intil e vasia.
Perro infiel eu te vou recordar quem
pode dizer Onde as havemos de achar.
Estis boje, mu excellente senhora .
merencoria e irosa : replicou o thesourero-
mr trabalhando por dar as suas palavras o
lom da galantaria.. mas visivelmenle cada
vez mais enfiado e trmulo. -- Assim chamis
perro infiel ao vosso leal servidor por causa
d'uma chave intil que se perdeu ? Todava,
dzei quem sabe della e eu a irei procurar >
Generoso e leal theseureiro -- infer-
rompeu D. Leonor imitando o tom das pa-
lavras do judeu, como quem gracejava -- nao
te des a esse trabalho por tua vida. Quem
pode faze-Ia apparecer um velhoco descrido,
que moranacommuna de Santarem : eu sei
de um remedio que Ihe restituir lingua a
presteza d'uma liogoa. de mancebo de 20 an-
uos. Oseu nome Issachar. Conhece-lo?
Alta e poderosa senhora vos fallis de
meu pobre pai responden thesoureiro-
mr redobrando-lhe a pallidoz. Mas Ira-
temos agora do que importa. Com mil e qui-
nhentas dobras p-terra e quatrocentas bar-
budas queeudisseameusenhor elrei csta-
rem prestes....
ALFANDEGA.
Bendimento do da 18 7:272^540
DESCARREGA" IIOJE 19 DE ABRIL.
Patacho Americano = GirafTe = Ferragens,
tintas, breoe agoa-raz
Brigue Inglez = Funda! = Bacalho.
Barca Inglesa = N'agthingalc = Fasendas ,
louga sabo, batatas, queijos e pre-
zuntos.
Brigue Inglez = Jamo Erskim = Plvora.
DECLABAgfiES.
= Pela Adminislrago da Meza do Consu-
lado se faz saber que no dia 20 do corrente
mez se ho de arrematar porta da mesma
Administrago quatro caixas do assucar,
tres de branco e urna de mascavado a-
prehendidas pelos respectivos em pregados do
Trapixe novo por inexatido das taras; sendo
a arrematago livre de despezas ao arrema-
= Descripgo do variado c pomposo Diver-
limento, que se hade executar Quinta feira
21 do corrente, debaixo da drecgao do artis-
ta gimnstico Joze dos Beis sendo prehen-
chido com duas grandes Pantomimas tudo
guardando a ordem seguidle.
Depois de urna escolhida pega de muzica ,
Madama Emilia Amanti cantar com recitado
a famosa e nova cavatina da opera Gli A-
rabi nelle Gallie de maestro Pacini: con-
cluida que seja seguir aexecugo dadiverti-
dissima Pantomima quo tantos aplausos al-
cangou a primeira vez que se desempenhou ,
e que a pedido de inuitas pessoas se repele ,
que tem por titulo 0 Boticario d'aldeia ,
ou o fingido cao de Inglaterra. Depois so
cantar com toda a sua engracada scena o jo-
cozissmo Duelo de Baixo e Tiple na opera
Elisa c Claudio desempenliando o papel de
Mrquez Joze dos Beis e o da frentica Eli-
sa Madama Amanti.
Em continago se executar o grando o
novo Drama em um acto em pantomima que.
tantos aplausos lem merecido, e tantas en-
dientes teu dado aos Thealros de Lisboa c
Porto o que se intitula -- a priso e morlo
do infame e scelerado Bemechido na seria
do Algarve
Esta excellente pantomima envolve empre-
senta scenas admiraveis, tanto as atroci-
dades que este guerrilheiro executava com os
infelices lavradores assassinando-os 7 e qyei-
mando-lhes as suas nicas propriedades, co-
mo na sua derrota junto ao monte de Grou
na serra do Algarve que indiscretamente pre-
tendio defender e onde sao apresionados pe-
los bravos guerreiros constilucionacs, que es-
perando embuscados as ditas tropas rompen
queima roupa um vivo fogo sobre ellas,
porom estas tomando logo a defensiva desba-
ratad inmediatamente os rebeldes apesar
dos grandes exforgos, que fasem para susten-
tar as quase inconquislaveis posiges que oc-
cupo, e conseguir algumas vantagens sobre
as tropas liberaes ; o resultado desle feliz a-
conlecimento rclirarem-se os rebeldes em
precipitada fuga edesordem, aYixarcm.no
campo grande numero de morios, e em
poder das valorosas tropas da Bainha o'
Guerrilheiro e atroz Bemechido seu chefe
que depois do infame ter desfechado una da-
vina por 3 veses a um va lente e guerreiro ca-
p to este sem temer os perigos o faz presio-
neiro com o maior valor e intrepidez sen-
do logo alado e eonduzdo s cadeias de foro
para ser julgado em conselho de guerra ou-
vindo-se depois ao longe signaes de ser fuzi-
lado o faganhudo Bemechido; manifestndo-
se nos lavradores c as gentes daquellas fre-
guesias o mais vivo praser e satisfago por a-
cabar de existir aquelle malvado que tantos
assassinios roubos e depredages comelteu
naquelle territorio cantando ao mesmo lem-
po Madama Emilia Amanli, no meio de tan-
d'escarneo c proseguiu :
Do que importa que eu trato. Sabes
tu, mcu querido D. Judas, que sejam as
tnas dobras mil ou mil e quinhentas tna-
nha a estas horas eu D. Leonor Telles a
rainha de Porlugal, estarei em Santarem ?
Ouvistej dizer que, em nosei qual das tor-
res do alcacer ha um excellente potro ca-
paz de desconjuntar n'um instante osmem-
u___j____:.__i____ ..:iii n ir_-
bros do mais robusto villo ? Veio-me agora
a idea que o velho Issechar amarrado a elle
deve ser gracioso porque lendo vivido mui-
to constrangido a fallar ha de contar cousas
incriveis quanto mais dizer onde est urna
chave cjo paradouro elle nao podfe ignorar.
Nao achas tu tambem que folgangk e des-
porto digno de qualquer rainha o v>5r como es-
touram os ossos carunchosos de um perro de
noventa annos ?
Um suor fri manou da fronte de D. Judas,
cujas pernas vacillantes se recsavam a soste-
lo. Quando D. Leonor acobou de fazer as
suas atrozes prgntas o judeu tinha cado
de joelhos aos ps della.
Por merc, senhora --exclamou elle
n'um trance horroros d'angustia mandai-
me acoular como a liis vil servo mouro :
mandai-me rasgar as carnes com os mais atro-
zes lurmentos ; mas perdoai a meu velho pai,
que nao tem culpa da pobresa de seu filho.
Se eu tivera ou podera alcangar mais que as
duas mii dobras e as quinhentas barbudas que
oflercci a meu senhor elrei....
Judeu atalhou D. Leonor tu deves
do potro sao intolleraves ; asegunda quo
eu costumo cumprir as minhas promessas: a
a terceira que se neste momento d'aperlo eu
le podesse applicar o remedio nao o guarda-
ra para a ossada borolent de um lcbreu des-
dentado.
Vendido cem vezes proseguiu o the-
soureiro'-nir lavado em lagrymas e procu-
rando abragal-a pelos joelhos -- eu nao pode-
iiaapprescnlar neste momento mais que a
somna j dita de duas mil e quinhentas do-
bras c quinhentas barbudas ainda que vossa
merc me mandasse assr vivo:
Es un louco ,.D. Judaa -- interrom-
peu D. Leonor alfastando de so judeu com
um gesto de randura. -- Por urna miseria
de pouco mais de quinhentas p-terra consis-
tirs que Issacliar que leu pai-honrado ve-
lho -- pragej as ancias do potro contra o
Deus de Abraara de Jacob e de Moyses ?
0 thesourero-mr conservou-se por alguns
momentos callado, c na postura em que esla-
va. Depois passando o brago de revez pelos
ollos cnxugou as lagrymas e crgueu-se.
A resolucoque tomara era a de um desespe-
rado que vai suicidar-se.
Aqui eslaro senhoramurmurou elle
os dois mil maraveds quando o quiserdes.
Procurarei obtel-os; mas licarei perdido. A-
gora podis dar ordem vossa partida
Adeus meu mu honrado D. Judas dis-
se D. Leonor sornndo. -- Nao perders nada
em ter cedido aos meus rogos.
)ito isto sahio pela mesma porta por on-
n i rfuueu aMtiuuu i7. L.COHUI iu ueves uno isio saino pela mesma porta p
l>. Leonor langou para o judeu um olharsabeT tres cousas J a primeira que os tratosde sahra elrei. (Continuar-se-ha.)


*
awiwwii .,giar>TTqn^iy
torcgostjo oHymJode. 3l*ria2. Rainha
de Portugal.
Principiar s horas do costume.
N. B. Os camarotes se acho venda desde
ja para maior commodidade do publico.
Por motivo da caixa rio Theatro ser peque-
a para o Espectculo desta noite nao se
permitte entrada nella a pessoa alguma, se
nao aos que trabalharcm.
quererido dar 1:000 rs., sobre
sita no atierro dos Affogads :
i VI SOS DIVERSOS.
PROSPECTO.
O MLSF.O MARAMIE3SE.
Em lodcs as idades em quaeaquer cir-
cunstancias sempre de ulilidade fui p.ua
un Estado a propagacio das luzes Com as
(pues t podei baver civili-acao e assim
hem entendida e preconzala liherdade. A
Europa toda e a'he mesm. o Imperio Oi-
tommo publica Peridicos destinados ltis-
trucclo e Recreio de seos pjvoa e as-az
vautajo o resultado e'lcs co'liera desta quali-
d.iile de pnbliC3c6es. E como uieln r delei-
tar o espirito e alimentar o coracio ? Por
certo que de iieabuin outro modo o podemos
lser melhor que, lee em li vi o recreativas,
que o mais digno dos divertimentos que ha
para urna idea votada ao cotihecimento das
proelas j modernas como antigs j verda-
deras como ficticias aonde possa admirar o
passado reflectir sobre o presente e an-
tever o roturo. Quando arsirn rsfleniona-
mos supere o noa> espirito urna idea que
nao d-ve ser meno-p-e-ada: esta a publi-
CCo de um Peridico que s<5 tianscrewei
artigo* que diglo respeito ao Rerreio e lus-
trncio dos que oleren) : nada tratando d
poltica exlrairemos dos Peridicos tanto
Nacionaes como Es'rangeiros aquiljo que de
mais interesse rontiverem. Noticias sobre
a Litleratura, Commercio Lavoura Ar-
tes e Scieni ias fnrmarfio o todo do=YlU-
SF.O MARANHF.NSE=} com cuja publi-
cacio julgamos sei vico fazer nosaa Patria;
nao pelos nossos conhecimentos {cuja po-
breza confesamos) mas sim pelo gosto e
desvellos que teremos na esculla e Iraduco
dos di Aferente artigo.
Huma pub icaco poiem desta natureza
demanda alem de as.iduo e constante tra-
ba! bo grandes despt-zia para as qu^es nos
na ochamos mu habilitados'j principal-
mente qnaudo arbamos de despender nao
pequea quanlia cmii urna Litographia, e
com varios aprestos a embelezar a obra que
p rojee tamos5 por isso de uiister se nos torna
o soccoiro de asignaturas que por milito
mdica quanlia as estabeleceriamos se o uu-
inero de assignantes correspondesse a fazer
fares precisas despetas : todava attendendo-
se caresta em que tu lo se acba e des-
pendios que fa remos com esta publcelo a
(piantia ds 8:000 rs. ( que se. i paga depois
da publicacio do i u ) por anuo nao
ser laxadas de exorbitaate. Para a devida
bUitentaco do Peridico nao podemos accei-
tar asignaturas por Tremesties ou ainda
menino por Semestres : logo que se manifest
gosto ecoadjuvaco por esta empieza, eolio
longe nio estaremos de acceitar taes assig-
naturas.
^ O MUSEO MARANHENSE era publica-
do duas vese por mez, isto nos das i e
15 de cada un; d'est'arle 24 numero* for
marSoa assigiMtura de armo ; e cada mme-
lo louvai de 3 folbas de papel de impres-
tio e de una estampa litographada.
Rogando aos nossos roncidado* o seu fa-
vor para o b.iin xito desta nossa Empreza .
os avizamos que as asignaturas scro fritas
no Escriptorio de nossa Tipographia eos
-numerosa piopoirio que seforem publican-
do serlo levados s moradas dos Srs. Assig-
jiantes.
Maranbfo i6de Marco de i84*>
Francisco de Salles NunJ Casnaes.
Os 6nrs. Joaquim Pereira Ron Jo Pe-
rcira desastre, Ignacio Francisco dos San-
toa Adriao dos Santos Monteiro a Vi uva de
Aflbnco & C Miguel Joze Barboza Guima-
ries, Joze Antonio Alves Bastos, Manoel de
Azevedo Maia Antonio Rodrigues d'Almei-
da Joze Vicente de Lemos, Joaqun) Joze
SfSv rs.
urna casa ,
annuncie.
ssy Osnr. Joze Thomaz dasfleves, quoi-
ra se dirigir ao largo da Boavista venda B.
9, para se lhe entregar urna carta vind d
Lisboa, e rranjar certo negocio.
ttr Joze Maria Pererr da Silva e Souz -
Bacharct Formado Bezembargador da Re-
laco Ecclesiastica de Braga e Cortego na
Seda dita Cidade retira-se para Portugal.
ssy Joze do Sacramento Silva, retira-se
para portugal poV alguns mezes a tratar de
sua saude.
tsy Aluga-se metade de uma casa a pessoa
capaz e de pouca familia: na ra atraz dos
MarlirosD. 52.
cr* Manoel Joze de Magalhes litz sciente
ao respetavel publico que se retirase para a
Cidade do Porto na Barca Portugueza Es-
pirito Santo a tratar de seus negocios.
xsr Precisa-se de um cont de reis, hy-
pothecando-se uma grande morada de Casa em
Olinda ; quem quiser dar annuncie.
jsy Manoel Joaquim Rratd3o retira-se pa-
ra Europa.
ssy Quem precisar de um forneiro diri-
ja-se a ra dosQuarteis casa de pasto D- 2.
cy Jos d'Ara'tjo portuguez retira-se
para a Haba.
V&- Luiz Antonio da Cunta retira-se
para Lisboa a tratar de sua saude.
SF" Urna mof;a qua cose bem e com preteza
so olferece para trabalhar em uma loja fran-
ceza : quem de seu prestimo se quiser utilisar
annuncie.
ssy Um rapaz que sabe bem francez offe-
rece-se para ensinar algu'ns meninos, que
seus paes a isto os qaiser aplicar, por prego
commodo: as pessoas quequiserem dirijo-sc
ao segundo andar do sobrado ultimo na pra-
i;a da Boa vista junto a Concei^o.
S^ Aluga-se o armazem da ra do Viga-
rio l). 21 que estava artigado a Firmino Jo-
ze Fe lis da Roza o qual tcm grande propor-
co para socar assucar : quem o pretender
dirija-se a Joo Nepurooceno Fernandes de
Mello na Boa vista ra da Gloria O. 34.
tT Quem precisar de uma para casa de
um homem solteiro, dirija-se a ra da pieda-
de no correr do nicho no segundo andar do
sobrado que na loja tem tenda de ta'nuero.
s^r Precjsa-sc de um canooiro forro ou
cscravo que queira trabalhar em ama ca-
noa aburla : na na do Rangel 1). 17.
ssr Precisa-Be de uma criada para casa de
homem solteiro que saiba ensaboar en-
gotnmar e coser, dando fiador a sua con-
ducta : no beco da Boia perto do forte do
matto no segundo andar do sobrado do 4 di-
tos das 10 as 3 horas da tarde.
s^" Quem precisar de dinheiro a juros so-
bre pinhores de ouro ou prala : na ra do
Torres casa da quina defronte do Snr. Joo
Pinto Lemos, na niesma vende-se uma ne-
gra para o matto.
S3T" B-se um cont de reis a premio so-
bre hypotheca ou boas firmas : quem quiser
annuncie.
tsr Joo Moreira faz sciente ao respei-
tavel publico que de boje em danle se as-
signa Joo Dias Moreira.
ssy A pessoa a quem lhe for offerecido um
sn'ar primeras letras grammatica latina e
msica no matto ou serto, dirija-se ao
pateo do Carmo quina da fu d Hortas D. 1
lado direito.
ttr Mat.oel Pereira de CrValho retira-se
para Portugal. .
t2y Quem perdeb urna letra da quantia de
500*000, dirija-se a praca do Commercio bo-
tequim do Ameida. s
T Joze Soars de Azevedo, Brcharel em
Blls-Letras pela Universidadede Panz e
PrOfessor de Lingoa Franceza no Liceo faz
publico que as casas d sua residencia ra
dos Quarteis, o primeiro sobrado junto a
Polica se acba ensinando Geographi, Lin-
goa Franceza e Philosophia. As pessoas
que (esejafem esludar qulquer desfaS ma-
terias podem dirigir-se acasa do annunciante
a qualquer hora excepto das 10 da manh
at s duas da tarde.
ssy Boaventura Antonio Maciel retira-se
para Portugal.
r B. Anna Leonor da Silva Guimaracs
retira-se para a Cidade do Porto na Bafea
PolugueZa Espirito Santo levando na sua
companbia sua filba Carolina Emilia das Bo-
res.
s^" Joze Alves Branco retira-se para
Rio de Janeiro a procurar nrelhoras de for-
tuna : para o que faz este aviso conforme a
Lei.
AVISOS MARTIMOS.
cy Para Macei com escala para o Ro de
S. Francisco o Hia te Esperanca do Mara-
nho ; quem quiser carregar ou hir de pas-
sagem dirija-se a lingoeta venda de Joze
Verissimo da Rocha ou a bordo a fallar com o
mestre Aindiado no forte do mattos.
L E 1 L A O'
S=y Lenoir Puget&Companhia farO lei-
lo por intervengao do Corretor Oliveira, de
grande sortimento de fazendas e miudezas ,
Francezas Suissas e Hamburguezas, que
se vendero pelo prego que se oflerecer, visto
deverem-se vender para fechar contas terca
feira 19 do corren te as 10 horas da manh no
seu armazem da ra da Cruz.
ssy Faz-se leiln de uma porco de bola-
xnba americana muito nova vinda de New
York quarla feira 20 do crtente na por-
ta do armazem de Antonio Annes Jacome Pi-
res.
ptorio na na da Cruz I). 12 sacas com 1-
queire de farinha de mandioca feita na Mori-
beca tanto da muito fina e alva como da
mais ordinaria.
tsy Urna escrava de bonita figura de 26
anuos, cose engomma cozinba o ordi-
nario e lava : na ra da seuzala velha nu-
mero 41.
cy Gigos com garrafas pretas muito boas:
na ra da Cadeia n. G3.
r3- Bons oasaes de porquinbos da india,
por prego commodo : na ra da moeda nu-
mero 151.
cr Barricas com salitre com 111 libras
cada urna, ditas com breu e caixas com
sabo branco : na ra das Cruzes B. 9.
tsf* Marques & Viga vendem por prego
commodo chocolate sag a 180, cravinho ,
charutos, copos de medida, passas em meias
caixas e quartos e arroz de casa a 4,400
a saca.
tsr tima boa casa terrea cita na ra do
S. hereza ). 12: na niesma dir quem yende.
ssy A viuva e berdeiros do finado Anto-
nio Joze Teixeira Bastos, vendem a loja de
ferragem cita na casa B. 51 na prdcinhado
Livramento lado esquerdo a qual tem cer-
ca de 8:000* de reis, de ferragens em bom
estado para pagamento de seus credores,
e porissose faruma venda favorayel, ou-
tro sim sendo a casa de sua propriedade ga-
rante-seao comprador uma porgo de annos
por aluguel commodo.
ssy A taverna da ra da roda B. 8, com
todas as vantagens a favor do comprador, tem
commodos para morar familia e uma pouca
de prata em varias obras bem como culheres,
garfos. cabos de faca resplandores e mais
pedagos: a tratar na mesma.
tsr Um casal de escravos crelos o ne-
gro hecanoeiro e a negra cose, engomma ,
cozinha e faz doces para fora da provincia :
na praga da Independencia loja de livros se
dir.
cy Um escravo de 22 annos, sem vicios,
e de bonita figura : na aua dos Td noeiros B.
10 segundo andar.
__________________________________________
COMPRAS.
ssy 4 ou G duzias de garrafas vazias, que
tenho sido de vinho de Bordeaux : na ra
Nova B. 35.
OF Para fora da provincia escravos de am-
bos os sexos sendo de bonitas figuras, de 14
a IN anuos, e se pago bem : no beco da
Boia ao p do forte do matto no segundo an-
dar do sobrado de 4 ditos das 10 horas s
3 da tarde.
VENBAS.
Martins Monteiro, Vicente Joze Gomes, Joa-
quim Lopes da Costa Maia Joze Joaquim
Pereira, Miguel Rodrigues Vieira Joaquim
Martins Moureira, Joaquim Joze da Costa
L;ito, Francisco Joze Pacheco de Oliveira ,
e Manoel Lopes Guimares: queiro declarar
Sttaa moradas ou dirijo-se a ra Nova B.
21 para negocio de seus interesses.
ssy Manoel Joze da Costa e sua Filha
Violante Francisca da Costa retira-se para o
Porto.
ey A pessoa que annuncou querer dar
fronlim para cabeca desenhora, com um dia-
mante grande esmalte azul no meio de um
triangulo, com ramagens as ponas : quei-
ra fazer o favor de o tomar e levar a ra de
Agoas verdes B. 16 que ser recompensado.
cy O abaixo assignado tendo de seguir
viagem para a Cidade do Porto na Barca
Espirito Santo, faz publico para conheci-
mento do commercio que durante a sua
auzencia Cea girando com a sua casa de ne-
gocio seu irmo Bomingos Alves da Cunta
de baixo da firma do annunciante, para o que
j lbe tem concedido todos os seus poderes.
Francisco Alves daCunha.
tsy Precisa-se de tim cozinheiro psra bor-
do do Patacho Francelina quem eslivernes-
tas circunstancias entenda-se com o Capito
Candido Forjas da Lacerda em fora de portas,
rna de S. Amaro, ou na praga do Commer-
cio ou na loja de cabos do Sr. Mamede.
, ssy Joze Joaquim Gaspar, subdito por-
tuguez retira-se desta Cidade para o Rio de
Janeiro.
tsr A pessoa que quer fallar a Manoel Jo-
ze da Costa dirija-se a jjracinna do Livramen-
to B. 21 primeiro and/rr.
ssy Joze Joaquim Pinto subdito portuguez
retira-se desta provincia.
ssy Uma toalha de cacund de bom gosto,
por preco commodo : na ra de Manoel Coco
Becima 1.
ssy Uma escrava crela bolinhcira, per-
feita boceteira e com outras habilidades ,
que se aliango ao comprador : nu ra do
Queimado B. 15
BP" Vellas de carnahuba de 6 ,7, ell em
libra e sapa tos de burracha por prego com-
modo : na ra do Rangel B. 7.
ssy Bulaxa para escravos a 1 j rs. a arro-
ba : na ra Breita B. 10 ; e bolaxa superior
para negocio : na travessa do Rozario defron-
te da Igreja B. 9 a 2j880 a arroba.
ssy Um bom escravo padero que a vis-
ta do comprador se dir o motivo da venda ;
na ra do Cabug loja de miudezas junto do
Sr. Bandeira.
ssy O engenho de agoa moente e corrente
com al|uns animaes vacutn e cavallar cito
na freguezia do Cabo, denominado Jardim ,
entre Pantorra e Buranhem: a tratar no mes-
mo com o seu proprietario Manoel Mendes
Caminha.
%ar Bichas pretas de superior qualidade :
no atierro da Boa vista B. 19 junto do beco
do ferreiro.
ssy Uma negrinba de nagao de 15 an-
nos com bonita figura engomma tem
ESCRAVOS FUGIBOS.
lar A dous mezes se acha fgido o negro
Severino de 30 annos baixo grosso, bar-
bado nariz bem chalo falla fina, ps gros-
sos : quem o pegar leve ao engenho Cotun-
guba junto a Nazareth ou a Joaquim do Re-
g Barros Pessoa em Apipucos, que ser
gratificado.
ssy Nodia]17 de Bezembro passad fugio
um preto de nome Joaquim de 22 annos. de
naco Congo grosso do corpo e barrigudo ,
olhos grandes barbado e o bugo bastante
crescido he ainda bugal, pois que pouca ou
nada diz direito este negro veio do Araca-
ty aonde linha andado pelo Piauhy, econ-
ta uma historia de caranguejo, chimango,
bicho de p e quando lbe procuro pelo no-
me diz que he Joaquim Manoel pequinino bo-
nito caranguejo multo lempo chimango mui-
to bicho de p costuma dangar muito com
outros negros batendo muito com os ps e
mo, cantando as cantilenas a cima, pelo
que muito bem pode ser conhecido ; quem o
pegar leve a ra da Cadeia do Recife B. 5,
que ser gratificado.
MOVIMENTO BO PORTO.
SsyA Senhora que vendia hostias e obreias principio de costura e cozinha ; outra dita
mudou-se para fora de portas no primeiro de 50 annos boa lavadeira de varrella e co-
andar do penltimo sobrado de 2 andares do zinha : na ra Bireita B, 20 lado do Livra-
ladodonascente antes do primeiro beco, e ment,
continua no mesmo. ssy Joze Antonio Gomes Jnior continua
wy Quem precisar de tuna pessoa para, en- a vender por prejo commodo no seu escri-
NA\10 SAI1I0 O DA 16.
Marseilles ; Brige Binamarques Midia, Cap.
Henry Prott com carga que trouxe.
ENTRADOS NO 1)1 A 17
Montevideo ; 52 dias Patacho Sardo Fortu-
na de 112 tonel., Cap. Joo Baptista Ri-
chelmi, equip. 9, c*rga carne secca : a
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Goianna ; 8dias, Lanxa Brasilea Bom Je-
ss M. Primo Joze da Silva equip. 4,
carga assucar : a Estevo Cav alean ti d>
Albuquerque.
SAIIIDO NO MESMO DA
Para Cruzar; Escuna de Guerra Brasileira
1. de Abril, Commandante o 1. Tenente
Fernando Lzaro de Lima.
Macei ; Barca lngleza Braziliam Cap. Ri-
cardo Goble carga lastro.
SAIIinn NO D!A. 18
Macei ; Sumaca Nac. Bom Jess, Cap. An-
tonio dos An jos Caldas Carga vanos g-
neros.
RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F, = &1
s~


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