Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04631


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Full Text
Anuo de 1842.
Sbado 16 de
Tuilo *p>T* lUpaade n* *e*ao* ; da nos** prudenria, noderaco, c cnergii: -
linuemo* cobo principimos, e eremo* aponudo* con aduiracao enir* a* Nkffth (a*i*
cu|Ui (Proclamacao da Aaacablea Gcral do Itatil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goiaana, Paraiba, e RioRrand* do Norte, na aegunda e sextafeira.
Boatto e Garaahun, a 10 e 24. ..,.,,
Cabo, Serinhaem, Rio Formoio, Porto laWo, Macem, Alagoa* no 1 11, 21.
Pajai 13. Sanio A4o, quinta feira. Olinda todo* o* di**.
DAS da semana.
11 Ser. LeoP. Chae. Aud. doJ. de D. d. t.
12 Tere. I. Vctor M. Re. Aud. do juii de Direito da 1. Tara.
13 Quart. a. Hermenegildo M. Chae. Aud. do J. de D. da 3. t.
14 Quint. S. Tibarcio e Suzaoa Mra. Aud. do J de D. da 2. v.
15 ceil. naiili** e AnastaciaMm. Aud, do J, de I), da 1. Y.
Ifi. >ab. *. Engrai* V. M. Aud. do J. de D. da 3. v.
17 Dom. Amceto P,M. Elias Monge.
Abril.
Auno XVIII. JV. 82.
O Diario publiei-se lodo* o* das quinao forera Santificado*: n arreo da asaignatura h*
t tra mil rfi* por qnartel pagos adiantadus. Os annuncio. dos ttlifaantei sao inserido*
(ralis, eos dos que o nao furem A raiao de SO reis por linha. As redtnacOa* derem ser
dirigidas a .la Tipografa ra das CrOtes I). 3, ou* praf i da Independencia lojaa de 1TIO*
Numero* 37 e 38.
CAMBIOS mo da V6 de Abril.
Cambio sobie Londres 28 d. p. 11!.
Paris 320 reis p. franco.
Lisboa SO a S5 p. 100 de pr.
Ocao-Moeda de 6,400 V. 14,500a 14.700
N. 14,300 a 14,500
de 4,000 8,lU0a 8,200
PliT* Patace* 1,060 a 1,680
PmT- Petos ('nluinnsres 1.660a 1,680
, Mexicanos 1,640* 1,660
miuda 1.440 a 1,460
Moeda de uobre 3 por 100 de discontn.
Ditconto de bilh. da AUandcga 1 e i por 108
ao met.
Idea de letraa de hoaa firmas le a 1 e J.
Preamar do da ti de Abril.
1.a a 9 horas e 18 > da manliH.
2, a 9 hora* e 42 "' da tarde.
PHASES DA LOA NO MF.Z UE ABRIL.
Quart, ming. a 2 s 4 horasellm. d tsrde.
La Nora a 10 -- lis 8 horas e 13 m. da tarde.
Quart. cretc. a 18 -- a 4 horas e 14 m. da manh.
La cheia a 24 s 9 horas e S m. da larde.
DIARIO DE PEKNAMMJttO.
ERRATAS DO N. 81.
Pag. 1. col. 1. no officio ao chefe de Legio
do Limoeiro 1. 4 Joo Saiva lea-se Joo
Saraiva. col. 3. officio ao Juia de Direito in-
terino da 1. Vara lea-se da 2. Vara.
No Moviment do Porto Entrados nodia
1A Portos do Norte ~ lea-se Sabidos no dia
14 Portos do Sul.
PARTE OFFICIAL.
ACTA DA 26/ SESSA ORDINARIA DA ASSEMBLEA
LEGISLATIVA DE PERNAMBUCO EM 12 DE
ABRIL DE 1812.
PRESIDENCIA DO SNR. MACIEL MONTEIRO.
Feita a chamada acharo-se presentes 26
srs. deputados fallando sem participarlo os
sr. Uchoa Cavalcanle, Machado 11 ios, Manoel
Cavalcante.
O sr. Presidente deelarou aberla a sesso ,
foi lida e approvada a acta da antecedente
com a emeuda constante do requerimento se-
guinte do sr. Nabuco : = requeiro, que se il-
liminem as palavras == rom especial agrado ,
=quc vem na acta a respeito da representadlo
deS. Paulo.
ESPEDIENTE.
Um officio do secretario da provincia in-
formando sobre o pagamento da gratificacao
requerida pelo coronel do corpo de engenbei-
ros Firmino Herculano de Moraea Ancora :
commissao de legislaco Um requerimento
do proessor de primeiras letras de lora de por-
tas Francisco Rodrigues Xanda pedindo a gra-
tificacao que Ibe compete pelo art. 10 da Lei
de 15 de Outubro de 1827 : = mesma com-
missao.
OIIDEM DO DIA.
Um projecto do sr. Figueiredo transferindo
a Matriz de Maranguape para a Capella de N.
S. do O' do Pao Ama re lio : = apoiado e
julgado materia de deliberaco. Outro do sr.
Lourenco Bizerra erigindo em Villa e ca-
beca de comarca a povoaco de Caruar, e
supprimindo a do Bonito : foi apoiado e nao
julgado materia de deliberaco.
Ficou adiado o parecer da commissao de
peticoes devolvendo o requerimento do Cida-
do Francisco Xavier de Miranda commis-
sSo de orcamento.
Foi approvado o parecer adiado da commis-
sao de emendas municipaes eorcamentos so-
bre 3 representaces da cmara do pao d'alho.
Ficou adiado outro da commissao de cuntas
municipaes approvando as contas da cmara I illuminacao por gaz:=do sr. Dantas =inelu-
de flores relativas ao anno finanesiro (iodo.
Foi approvado outro parecer da mesma
commissao approvando as contas da cmara da
boa-vista do anno de 1830 a 1840.
Passando-se a tratar do projecto n. 6 em 3.
discusso, o sr. Pedro Cavalcante mandou a
seguinte emenda ao art. 1. = o corpo de poli-
ca para o anno fiuanceiro de 1842 a 1843,
constar de 300 pracas ficando o presidente
da provincia autorisado a alterar a sua orga-
nisacao do modo que adiar conveniente, com
tanto que nao exceda a quantia marcada na
lei do oicamento, salvo no caso do art. seguin-
te : = apoiada. Encerrada a discusso foi
regeitada a emenda, e adoptado o Projecto
em 3. discusso.
JNo estando presente nenbum dos membros
da Commissao de constituidlo, e poderes o
sr. presidente nomeou os srs. Aguiar \ ei-
r de Mello e Reis e Silva para examina-
re m o diploma do sr. deputadosupplente Dr.
Francisco Elias do Reg Dantas, que se acha-
va na ante-sala. Apresentando depois a com-
missao o seu parecer julgando conforme o re-
ferido diploma foi approvado ; e sendo o
sr. Dantas introdu/.ido na sala com as formali-
dades do esii'o prestou o juramento e to-
mn assenlo.
O sr. Carneiro da Cunda mandou meza o
seguinte requerimento: = requeiro a urgen-
cia do projecto n. 10 de 1841 para ser discu-
tido antes da lei do orcamento : = apoiada e
vencida a urgencia foi approvado o requeri -
ment. Entrou em 3. discusso o dito pro-
jecio e foi approvado.
Passou-se a tractar do Projecto n 9 em 2.
discusso. Os artigos 22 e23 foro approva-
dos. O 24 foi substituido pela seguinte emen-
da do sr. Jos Pedro : =Em lugar de 4 con-
tos diga-se 5 contos =s, elevando-se o orde-
nado do enferme]ro, a 120$ reis : ao arl. 25
o sr. Neto mandou a seguinte emenda := em
lugar de 3 contos diga-se, 4 contos. =r Foi ap-
provado o art e regeitada a emenda. O art.
26 foi approvado Ao art. 27 o sr. Oliveira
apresentou a seguinte emenda : = supprima-
se o art. 27 := loi apoiada, e a final rejeitada;
e passou o art. Ao art 28 viero i meza as
seguintes emendas : = do sr. Rabello sup-
prima-se a illuminacao da oidade de olinda ,
e afogados deduzida a despeza que se faz
com ella : = do sr Figueiredo = supprima
se a palavra olinda- e faca a respectiva re-
dueco na cifra sm do sr. Neto =cootinuando
em vigor a disposico do art. 33 da lei Provin-
cial n. 73 de 30 de Abril de 1839 acerca da
ARRHAS POR FORO d'HESPANHA(*).
Alcarere ajeacere pela arraia miu-
da alcacere porelrei D. Fernando de Por-
tugal se desfizer nosso torto e sua villa se-
no !...
Este brado que soltou um alentado alfage-
me que eslava pegado coma balustrada do al-
pendre foi repetido em grita confusa por mi-
Ihares de bocas. ,
De repente da banda da ra de Gileanes
sentiu-se um tropear de cavalgaduras que pa-
reciam correr redea sola: todos os olhos
se volveram para aquella banda : muitos ros-
tos empallideceram.
Urna voz de terror girou pelo meio das tur-
has. -- Sao homens d armas d'elrei A-
ecas humanas redemoi-
iihou a estas palavras e comecou a rlividir-se
romo o mar vermelho.diante de Moyss. Em
um momento viu-se urna larga faixa esbran-
quicada cortar aquella superficie movel e escu-
(*) Vid. o Diario J. 71 72, 75, 76 e 77.
zive 50 lampioes para a villa de santo anlo ;
augmente-se o quantiativo necessario : =t do
sr. Aguiar : sendo sessenta lampies para a
cidade de goianna : = do sr. Nabuco := ad-
dicione se a emenda do sr. Aguiar 20 1 m-
pies lambem para o pao do alho Foro apoi-
adas, e entrro em discusso. O sr Aguiar
pedio retirar a sua emenda; o que Ibe foi con-
cedido. Encerrada a discusso foi appro-
vado o att com a emenda do sr. Neto sendo
rojeitadas as outras. Ao art 29 o sr Olivei-
ra mandou a seguinte emenda: em lugar
de 200 contos de reis diga-se 250 contos :
apoiada. O sr Dantas : supprimo-se as pa-
lavras e a do sul : o sr. Figueiredo :
depois das palavras-Lei u. 90- accresccn-
le-se e com a compra de accoes da compa-
nhia dos Aqueductos nos termos da lei n. 9O -
36:000 # do sr. Neto supprimo-se as
pa'avras preferidas &c. ate" o fim. Foro
tamhem apoiadas, e entrro em discusso
Dada a hora, ficou adiada a discusso. O sr.
presidente deo para ordem do dia em 1. lugar
- pareceres de commisscs e leitura de pro-
jectos, e indicacoes eem 2. 3.* di cusso
dos provectos, n.0* 7, c 8 2. rt do 11. 9 1
dos ns 10, 15, 18, e 24 todos deste anno ;
continuadlo da ordem do dia de boje 5 e le-
vantou a sesso.
Thomaz Antonio Maciel Montciro ,
Presidente.
Jozc Felippe de Sonsa LeiO,
1. Secretario.
Antonio Jos de Oliveira,
2. Secretario.
COVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DIA 13 DO C0RRENTE.
Ollicio Ao Cheie de Polica interino da
Provincia, au-totisando-o para alugar uuia
ra a derenie, a fim de n'ell rsUMecer a Se
crelaria da Polica e durodo-llie que
mande organisar tima relacSo dos ojectos,
que no seu officio de 11 do crrenle diz aclia-
rem-si no Aitenal de (nena para que se
epera ordem par Ihe s-rem entregues.
Dito Ao Cniiimanddiite do Brigop Escu-
na Nicthfioy paia otdenai ao a. Tenente
Guratdo Damzio de S >usa Freir, desla-
cjcIo a sru I ordo que se apivtii'e au Com-
mandanie da Bica de Vapcr B hiana que
n^ue jara o Cear a fim d'alli servir na
Escuna de Guerra Bella Americana em con-
formidrff'e das ordens snperioies,
Portt>ria Ao Inspector do Ai.-mal de Ma-
ri n ha ordenando, quemando aprerentar-
ra : era ampia estrada que se abrir desde a
ra de Gileanes at S. Domingos. As pa-
redes desta adelgacavam-se rpidamente : pa-
ra a banda da Mouraria e da Pcdreira os liceos
e encruzilhadas apinhavam se de gente e os
reflexos dos ferros dasazevans populares que
erguidas scintillavam ao sol comecaram a
descer e a surair-se como as luainhas das bru-
xbs em sitio brejoso aos primeiros assomns do
alvorecer. Ferno Vasques oldou ao redor de
si : eslava s. Descorou ; mas ficou im-
movel.
Entretanto o tropear aproximava-se cada
vez com mais alto ruido : os bsleiros do con-
celho postados ao longo dos pacos do almiran-
te eram tal vez os nicos em quem o lerror nao
fizera profunda impresso : alguns j haviam
estendido sobre o braco da bsla os virotes
hervados e revolvendo a pol faziam encur
var o arco para o tiro. Os bsleiros de gar-
rucha tinham j o dente desta embebido na
corda promplos a desfechar ao prinieiro reful-
gir dos montantes us dos cavalleiros e escu-
deiros reacs. Do resto do povo os ousados e-
ram os querecuavam 5 porque o maior nume-
ro voltava as costas e internava-se pelas a-
zindagas dos hortos de Valverde e vinhas d*Al-
se a buido da B-irca de Vitpor Bhi.rna o Dii-
penseiro da E>cuna de Guerra B^lla Ameri.
cana, Antonio Joaquim de Moura que fi-
cra aqu no ho-pital, eja se acha prompto.
Dita __ Opternimaudo au Commaudante da
Barca doVapir Babiuia que receba a seu
bordo e conduia para o Garo 2. Tenle,
e o Uispenseiro, mencionados no officio, e
portara antecedentes.
Offic'o A Director Secretario do Man-
to Pi Geral dos Servidores do Eslado re-
metiendo una letra da quantia de um cont
ttezenios oito ti) I du/entos e quinte reis
a 8 d p. do saque de Me. C.ltiiont & Com-
panhia solne Cairos Astlcy &Companhia,
impoilancia das contribuices que desde a
ultima remessa se tem arreralado pela The-
sourai ia desta Provim ia dos eonti ibuinte ao
dito Monte Po constantes da relacio, que
se Ihe entia.
Dlo__Ao Inspeclor da Thesouraria da
Fazentla participando, em consequencia de
rommunicacio feila p v Avizo da Secretaria
d'Etado don Negocios da justic de 3 de Fe-
vereiro ultimo, liarer S. M. o I. concedido
a Firmino Per. ira Moottiro, Juiz de Direito
do crime da comarca do Caho, mais trer me-
tes de licenja com raelade de feua venc
tucntos.
Dito- Ao juiz de Direito tobremencionado
communiratido-llie ter-lhe ido concedida a
lirenca de que tracla o precedente ollicio.
Portara-iticumbindo ao Juit Municipal
da 2. Vara encarre^alo inlerinameute da
l. do crime de*t Cidade da exeruco das
ItistruccQes de 29 de Oulub o de 1834, e
19 deNocembro de 1835, acerca da aire-
u'.aaco dos sivica dos Africanos illicila-
nientp impoi lados.
Olliriy Ao dito Juie Municipal, trans-
mi:tindo-lhe a portara supra, e dizendo-
llie que visla do officio de >eu antecessor,
que por c pia se-lhe enva acompuiliado
da relami los Africano' cujos servijos fo-
i> arrematados, conrlua as informaces ,
exigidas no Imperial Aviso de 6 de Dezem-
bro do annop. p., do qud igualmente se
Ihe remette copia.
Dito Ao Ch fe de Polica interino da
Provincia, communicando o conteudo na
uortai ia antecedente.
De igual tli 01' o Joiz MitTiicipal Supplen-
le da a. Vara d'esle Termo.
C0MMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DIA 8.
Officio Ao Exra. Presidente enviando-
mafalla ou trepa va pelas ras escuras e mal-
gradadas do bairro do almirante.
Mas no meio deste susto geral apparccra
uro hroe. Era Fr. Roy. Ou fosse impru-
dente confianca no cargo occulto que Ihe dera
D. Leonor ; ou fosse robustez d'animo, ou
fosse finalmente a persuaso de que o habito
de beguino Ihe servira de broquel, longe de
recuar ou titubear correu para a quina da
ra donde rom pia o ruido e mirando pela
aresta do ngulo um breve espaco vollou-se
para o povo e curvando-se com as mos as
ilhargas dcsatou em estrondosas gargalha-
das.
Todo ficou pasmado 5 mas vendo e oavindo
o rir descompassado do eremita o povo come-
cou a refluir para a praca. Aquellas risadas
produziam mais animo e enthusiasmo que os '
quarentas seculos vos contcmplam de Napo-
leo na batalba das pyramides. Os amoti-
nados recobraran n um instante toda a anteri-
or energa. ... .
Esta scena tinda sido rapidissima ; todava
ainda grande parle dos populares hesitava en-
toe o ficar ou fugir quando se conheceu cla-
ramente a causa daquelle temor que apertra
prr algum tempo todos os coraces. Era a
corte que edegava. ,
Montados em muas possantesos officiaes da
casa real os ricos-domens conscldeiros c
juizesdo desembargo vinhajn assistir ao auto
solemne cm que da boca d'elrei a nacao de-
via ouvir ou urna resoluco conforme com os
desejos tanto da arraia miuda como dos se-
nhores e cavalleiros ou a confirmaco de um
casamento mal agourado por muitos nobres
e por todos os bur^uezes e condemnado de
ummodo nada duvidoso por estes ltimos.
No meio das variadas cores dos Irajos corte-
sos negrejavaro as garnachas dos letrados c
clrigos do paco, e entre o re'uzir dos esplen-
didos arreios das muas alentadas e fogosas dos
vassallos seculares dos alcaides mores ese-
nhores viam-se rojar as gualdrapas scienti-
fieas das mansas cavalpaduras dos mestres em
leis e degredos dos sabedores e letrados, que
constituiam o supremo tribunal da monaredia,
a curia ou desembargo d'e'.rei.
A numerosa cavalgada alravcssou o terreiro
por entre o povo apinbado o em todos os
rostos transluzia o receio acerca de qual sena
o desfecho deste drama terri\cl e inmenso em
que entravam representantes de todas as cla#-
ses sociaes.



.i-arWi ...... m
fcgnrt-.na ni i ''*_?;?*f~ J-
]!u' a relcelo nominal dos individuos volunta-
rios', e recrutados. que ssentaraO praca cm
o iih'z do Morco ultimo.
Dito Ao ni-suio Exm. snr. enviando-
Jlie competentemente informado orequeri-
inento do Alteres de I. Lnha Antonio Her-
narditio dosReis, que pedia o pagamento do
veiit'imcnlos a que tem direito, em visia da
guia que Ihe fui passada pela Provincia do.Ma-
anlino, onde servio durante a guerra.
Dito Ao Exm. PreziUente e Co;nrnan-
danle das Armas da Provincia do Ccai, ooin-
nmnioando-lhe, que a requerimento do I.
Teen te Juaqulm Cezar de Mello Padilha se
linlia ordenado que do I. (leste mez cm di-
ante l'osse elevada a 55#000 rs. a presta-
ea mensal de 25tfQ0O rs que deixara em
soccorro de sua Familia nesla Provincia, de-
vendo-se dos vencimentos a pie tera direi-
to pela lo (loar doduzir-se a referida quan-
tia de j rs.
Dito A Inspector da Tiozouraria ,
ooinmiMiicaudo-lhe o contendo dooflicio pro-
cedente a t i 111 de por d'acorde a conlabli-
dadt^ Milita!'.
Dito-- Ao mesmo, onmmunioando-lhe ,
(pie d'ordem le S. M. o 1., de 2S de Feve-
Veiro uliiino, so tinha passadoordem ao Ca-
pital Albuco Honorato Bastos, para do 1.
deste mez em diente, nao cobrar a presta -
ao, (pie nesla Provincia deixara o Teen te
Coronel de I. LnhaJoao Francisco de Mello.
Dito Ao mesnio dando-Ibes os escla-
recimenlos que pedira por sen intermedio o
(.< mmissario Fiscal do Ministerio da Guerra .
cerca daquanliu n andada alionar compra
de cavados para a Companllia de cavallaria l.i-
goira desta Provincia.
Dito --- Ao commandante do Forte de (ai-
l>, dizendo-Ibe em respo.sla ao sey ollieio de
ment a Le dar demissilo aos sol lados
Manoel do Nasennenlo e Maximiano Anglp
la Luz por terem concluilo os seus onga-
jamentos, c nao qucrcrem continuar no
servico.
Dita -- Ao Tencnte coronel commandante
do Dalalho provizorio mandando d'ordem
deS. M.oL, de 28 de Feverciro ultimo, dar
demissao ao soldado Raymundo Joze, pilca-
do incapaz do servido em sessao da Junta de
saude de 51 de Janeiro deste auno.
Dita Ao capillo commandante da com-
panhia de cavallaria mandando em virlude-
da mesina ordem o por igual motivo dar de-
missao ao Cabo d'Esquadra Joaquim Thomaz.
Dita Ao capilao commandante do D po-
zito, mandando em virlude da mesma or-
dem ; e igual motivo dar baixa aos soldados
Manoel Joze, Manoel Florencio de Faria,
Manoel Bizerra Antonio Hispo de Villa, Ma-
noel Victorino, Manoel Forreira de Brito,
Antonio Joze da vilva Joao Francisco, Ma-
noel Antonio Das, Joo Pedro de Lima ,
Feitdorodos Hamos, Ladislao Joze'lavares,
Manoel Antonio Pacheco Francisco Antonio
da Vera-Cruz, Manoel Joatiufm e Joze Joa-
quim de Sania Auna.
REPAUTICO DA POLICA.
Parte do dia 1-4 de Abril de I82.
O Commandante Geral Interino do eorpo
Policial, partecrpa que forao hon tem presos
pelo Sub-Delegado da Freguesia da Bowista ,
o crenlo Jo.ipiim Felis de Santa Auna por
constar-llie ser desertor do eorpo d'Arllhe-
ria ; foi rcmellido disposicao do Comman-
dante las Armas ; e o Portuguz Joaquim Jo-
ze Dos Sebra cujo crime nao declara : e
pelo cabo lo mesmo eorpo commandante da
Guarda da passagem da Magdalena Gervazio
da (lunha por nao ler Querido satisl'aser o
imposto da barreira, e insultar a mesma
Guarda., segundo consta da Parle dada peto
sobrdito cabd : fbi recolhido cadeia.
No dia 1") Passou-so Passaporle ao Ba-
charel Felis Gomes do Reg, Brasileo, pa-
ra a Provincia do Para levando em Ba oom-
panhia seus escravos, Claudino, e Tbereza 5
ao Capilao Antonio Leal de llanos Brasi-
lero para o Paco de Camaragibe Provincia
das Alagoas, levando em sua companllia as
suas escravas Mr.ria o Lu/.ia-, e a Joaquim
Jerooymo da LuzOliveira, Portuguz para
a Provincia do Rio de Janeiro.
No dia I i Passou-sc Passaporte i Joze
Eginie de Sonsa Calvan. Brasileiro, para a
Provincia da Parahrba do Norte ; Joze Cliil-
tlirioo de Carvallio. portuguz para Loan-
los oreje i'aro ledos mofam d'essa manba
andradina. ltimamente o 'Brasil' cm um
ptimo artigodesfaz a miseravel intriga ; o
pone que poderiamos dizer a respeito dimi-
nuira a loica daargumentaco dos COftgas ,
por sao toleren! ellesque tambem olle-recamos
a nossos teitoras os seus brilhantes pensainen-
tos transcrevendo aqui o mesmo artigo :
Novos inventos !
Ojiante mais reconhecc sua fraqueza; quan-
to mais se v reduzida a irieia duzla de ener-
gmenos que formfio imperceplivel minora
no paizj quanlo mais perde esperanzas de ga-
nliara causa da aiiarcbia que pleitea ; mais
a faeco dobra -de esforoos mais fecunda se
mostea em recursos de calumnias e inventos,
mais descarada no em prego d'elles !
Agora a mina que explora a lacean do Sr.
LimpoedoSnr. Vergueiro, ptimos Brasi-
leiros dos quatro costados, a do Lusitanis-
mo Commetteodo um anachronismb de
13 anuos persuade-sfi ella que estamos em
1830", que aqui aliundam anida esse.s emi-
grados portugueses que tantos zelos tanta
desconfiahea causaram ; persuade-se que 15
anuos da mais dura experiencia nao hastaram
para nos precaver contra tristes illuses e
vai < minerando o lusitanismo com alian
ainda maiordoquc O mneraratn os lberaes
de 1850.
prova', desde o instante em-que leve a cau-
tella de buscar o subterfugio de um diz-
se de 11111 consla-
Que fazer pois ? Appcllar para o bom sen-
so nacional e n'elle confiar queellofar jus-
tica d'esses clamores. O bom sonso nacional
ver que de todos os estrangeiros que habi-
tam em nosso paiz sao os Portuguezes os
mais submissos nossas leis, os que mais
respeitam as autlioridades.brasileiras ; os das
outras oaoes allanados pela proteccao de
seus ministros pela fra(|uesa lilba de nos-
sas divisoes fazem oque Ibes parece trac-
tam com o maior despreso nossas leis, nossas
autboridades, e al a nos mesmos, certosque
urna carranca de seu ministro obligar o go-
verno .1 contemporisar : os Portuguezes
nao. xigooi (pieelles tirona ttulos do re-
sidencia ? Immediatamenle ellos o tiram.
Commellem qu sao suspeilos de baver com-
mellido algum crime' As aulboridades os pren-
dem, os processo,os condemnam, sem dar sa-
tisfacoes diplomticas, semsor o gabineteobri-
gado a trocar notase mais notas. Ora, es-
trangeiros tao submissos sero os que lio de
querer intervir em nossos negocios dar-nos
a lei quando obedecen] i1 t
Nao fallaremos na facilidade eom que o Por-
tuguz aqui se estabelece definitivamente e
convidado pela semelbanca delingua, pe-
la bomogeneidade de religiao de leis civis ,
Sem repararem que todos os motivos de d(J roslnnies (. (l or?(!m } qui iruia sua re-
(iesconnancaquecnlaose.lavao, agora de-, si(Jcncja llfl() (,uerems cbamar sobre ellos
do correnlo jue por agora nenhom con-
cert se po lia fazer Do mesmo Forte con-
virdo no entretanto que maudasse tomar as
goleiras, paia nao augmentar com o invern
a ruina do i'dilicio.
Dito Ao Capilao A (Tongo Honorato Has-
tos, ordenando-Ibe, quedo I. deste mez
'in diaiile elevass' a 55,>(l('(> rs. a presta-
ran mensa] de 254000 rs.. que nesla Provin-
cia deixara a seu procurador. para socorro de
sua familia o I. Teen te J. C. deM. Padilba
Dito- Ao mesmo. oi'denando-lhe, que
do I. deste mez em dianle sossasse de tirar
u'.i Tbezouraiia 1 preslaco que nesta Pro-
vincia deixara o Teen le coronel de 1. I.i-
nba Joo Francisco de Mello.
Dito Ao 'l'cni'iiie coronel comandante do
Batalhao Provizorio, dizendo-llie (pie ac-
ceilara o offerecimento que lzcnpara servir! ,
,. .... ii- i 1 1 b ilda: e a Antonio Deletlies francez, para a
no r.\ercito d operacin-s 110 mo brande do >u'
.i.
argento Antonio Joze Machado Bclfor't,
e Furriel Nicolu Constantino de Mello am-
bi s lio Ra tal bao Jo seu coinmandn, conce-
dendo a Cada Umdelles 15 dias de Invoca pa-
la se arrnjarem a lim de partirem na pri-
meira orcaio opporluna, devendo abonar-
Ihe adianla.los para laesarraiijos um uiez de
vencimentos.
Portara Ao Teen te coronel comman-
danle do Hatalbio Provizoi o mandando ex-
cluir com guia de passaem para a companllia
d'Arliiiccs o cadete Joao Carlos (.'.avalcanle
Mhuque'rque.
Dita Ao capilao commandante da com-
panbia deArtifiees, autborizaudo-oa receber
Com gua de passagem o cadete mencionado
na precedente Portara.
Dita Ao mesmo, mandando em cumpri-
Provincia do Rio de Janeiro.
L_____
i,\Ti;nii;.
HIODK JANEIRO.
O LUSITANISMO 01) O MOLHO DE l'ASTKI.KIKO DOS
PATRIOTAS.
Desde a independencia hasido o < Lusita-
nismo a poderosa alavanca de que se tem
servido os ambiciosos para sublevaren) as ni is-
sas o Lusitanismo, o Cbumbismo
em todo o par/, o molbo de pasleleiro a
ultima ralio dos patriotas Ora, nao ora
possivel (pn-a l'aceo deixasse de laucar inao
(Pesia arma poderosa quando Irada de sal-
var a patria ... e o tein fil; nas infe-
lizmente com milito pouco sucresso, porque,
por sedico, este estratagema qiiasi est de o-
do desacreditado, todos os Braaileiroa sensa-
sap parece rain <|ue nao temos no tbrono um
principe que ao mesmo lempo nascera com di*
reilos coroa portugueza e cujos agentes
loueamenle compromettiam os inleresses pe-
cuniarios do Brasil em questes de que dever-
se-iam abster, e com a emigracao liberal por-
tuguesa ; sem repararem cm tudoisso o Sr.
Limpo 8 0 here da Limeira ja aeosluniados
a explicares d'essas deram suas ordena
faccao : l.'e disseram a seus libellislas ,
ide e propagai por toda a parte pie o ministe-
rio se apoia nos Lusitannos e Ibes entrega
toda a influencia gobernativa E a faccao
obedecen.
De prompto um lonco o energmeno de S.
Paulo bradon : Querem casar a Princeza
I). Januaria com D. Miguel o dando-Ibes o
tbrono enjertar o despotismo mais mons-
truoso no lusitanismo e logo o 'Maiorista'
ouve o clamor e 0 repele sem reparar que
essa lembranca era tao absurda c ridicula pie
sympatilias, simplesmente juslilica-los c com
ellos o ministerio.
A faccao nao enlcilc sem duvida por
Lusitanos somonte, os estrangeiros por-
que decerlo nao com algumas centonas de
individuos (pie ella quer persuadir que o mi-
nisterio conla fiara supplanlar a opinao na-
cional : sera duvida debaixo da designacao
de Lusitanos compreiiende lodos os nascidos
em Portugal, embora residentes no IJrasil ,
desde a poca la independencia. Sem em-
bargo de reconbecermos queesscssaoBrasilei-
ros, e quetantodireiro tem deintervirdirecta-
mente em nossos negocios como o Sr. Lim-
po c o Sr. Vergueiro, corypbeus da faceflo,
admitamos que a influencia d'elles seja peri-
gosa criminosa mesmo vejamos se temo
mais pequenofundanientoaarguigaoda faccAo.
Os Drasleiros do 4. sao boje mui raros
entre nos 5 ha mais de 20 annos que nos tor-
em o capaga miscapangadoSnr, Lim- n;""i"si independen tes,.^de enti para c a
a acredita!
po
Immedialamente o 'Maiorista' com a fe-
cundidade de maginago com que inventou
a conferencia ministerial para reforma da
conslituicao, invena a existencia do clubs
organisados pelo ndbre ministro la guerra ,
eemqueos Portuguezes arregimentados se
preparara para intervir activamente em nossa
poltica.
Que oppr a isso ? dizer que mentira a
mentira mais impudente e abjecta que nunca
foi escripia por patina alguinai1 Isto o que im-
porta :' A gen la da faeco forrou acara com
triplico folba de (landres c o desmentido o
mais solemne nao Ibe l o menor abalo, com-
anlo que possa esperar ir por .liante em seus O; U sua riquesa .' Antigamenle ;
planos. Chamar a juizo a folba anarebica ?
Mas 11 sen impreasor aprsenla algUQI mendi-
go como responsavel e contina por diante:
morte lem constantemente diminuido o seu
numero, semipi possa elle augmentar: ora,
os poneos d'esses que existem distantes de
sua patria de origein a tantos annos nao p-
dem conservar lembranca alguma, idea algu-
ma d'clla; vivem entre nos, confundidos com
a po|iulacao brasileira conidia entrelazados
por lodos os vnculos da alfcicao domestica o
das relaces de anisada ; nao existem em
eorpo, nao forman corporagao alguma
oxer-
dislincta : (|Uf inlluenca podeni pois
cer como nascidos em Portugal ? A do nume-
ro e da forcji ? Nao de certo : na massa da
populaCQ brasleira agglomerada na capital
do imperio, seu numero bem diminua frac-
poderia ser ; mas boj pianlas casas inglezas
e do miras nactnis existem mbis ricas do que
as d'elles (plantas casas de Hrasleiros de 0-
ocalumniad'or anarebsta ica i.a ma vai p*-|rgem existem tao ricas como as d'esses! Per-
ra a cada algum miseravel. Alm deque anos- j corre a lista dos nossos pruprietanos, o
sa le da uiprania tal (pie em todos os tac- DOS* lasendeiros 5 quantos adiis que Ras-
tos que publica ojornalista respoosabili- cidosem nossa terca devem a sua aclivda-
sado suppoe-se isemplo da obriga;o de dar a
I.otre os membros daquelia lustrosa com-
panllia, distinguia-se por sen porte altivo o
conde de Rarcellos, D. Joao Affouso Tollo,
lio de I) Leenor a quein nos diplomas des-
sa cpcha se d; por e.vccllencia o nonie de li-
'I ronMnbciro, Quan/io os amores d'elrei
C0! ia sobrinba comecaram, elle (/.era; sin-
cera ou sinnladamenle grandes diligencias
para desviar O monaivlia de levar avante seus
i 1 9 I). Fernando preaistira todava
hell o cnto o conde juntamente com a
infama I). Beatriz( 1 ) e O. Alaria Tilles ,
irmdeD Leonor, stiscitaram a dea dea curvad.) debaixo do peso dos anuos Deixa-
r de JoaoLoureneo ,U Caba. O os mo,.jcr UDJ aos outras, .que signal de
Vellia raposaem pie le pe/.e nao sera a
adultera cainita da boa ierra de Portugal l
gritava um rarniceiro voliando-se paca urna
velba cpie eslava ao p delle mas olliaudo de
travez para o conde que passava.
Leal oonselbeii'O de baareguices por
(|nanto rendaste a honra do compadre Lou-
reriCO P --peripintava um'allagemo fingindo
fallar com un visinbo mas bmeainlo tam-
bem os o.lbos para I). Joao Ailonso Pello
Que tenues vos con o lobo que empece
ao lobo ? acudiu um iagageiro calvo e a-

povo Babia isto, e pesio que liouvcsse estendi-
jo ; sua ni,i vunlade a lodos os pareates de
Leonor 'Pellos A odiava principalmente O con-
de como protector daquelles adlteros amores
Foi portante nelle. que >e cravaraui us olhos
dos popularos pie lendo-se em poucas lio-
ras rimado at a altura do tlirono nao besi-
* am cm car teslemunho publico du seu odio
contra o mais distinti membroda fidaljruia;2).
(1)1). Beatriz era irml dos infantes 1>.
Joo e D. Oi'ih'z e meia irma d'elrei
( 2 ) titulo de conde era de maior pre-
Deus se amercear de nos
O que ellos neiotiam interrompeu una
rogaleira eia serem alaganlados { 3 ) com
boas tiras de como erii.
E ella lia Dordia i' accresscenlon
um forreiro Conheceis vos a coniborca ;'
A's varas a quieia c-u ; urna do alcaide no
eminencia entre nos. c Joao Affouso Tollo era
eni;io o uni'o que cm Portugal linba siiuilban-
te titulo.
( 3 ) Acoutados.
'Iiumaco ; oulra do cuitado as cosas dol-
a .) ( A ).
E' costu me ; orgo di coi la apena:
nolon um procurador qui- gravemente ron-
templava aquello espectculo, e que at ah
guardara silencio
Estas injurias que como o logo de um pe-
lol.iij se (isparav.im ao longo das extencas e
profundas fileiras dos populares iam feriro.
ouvidos do conde de Bureellos (jue fingindo
nao as escutar empallidecia e coravasucces-
sivainenle e morda os beicos de colera.
De quando em quando o vociferar atiranto-
( 4 ) Segundo varios quadernos legaes do
nosso direito consueludinario e municipal da
epocha \isigothico-feudal em cortos casos
applicava-ses molieres casadas a pena de que
rosa o uiscurso do forreiro. Oahaide \inha
a easa da criminosa piraba no chao um tra-
vosseiro pegava n'uma vara e comecava a
bater cm cima doli fa/.endo-llie o compasso
o marido da culpada as cosas desla : tal era
o modo porque as mulhorcs osiavam as varas,
pona (pie com menos apparalo se applica-
va tainbem aos homens por mu i los e diversos
elimos.
de fortunas assombrosas! Ser pela illuslra-
so da gi iilalha era allbgado no ruido de risadas
descompostas mais insolentes cem vozos que
as injurias porque no rir do vul^o ha o quer
qne tao cruel einsu'tuoso que faz dar em
trra o maior cora( ao e o animo mais robusto.
Entre os parriaes de U. Leonor que v-
nham naquella comitiva viain-sc porem ,
militas fidalgo-. e letrados que ou llieeram
possoalmente inimigos ou pelo menos de-
sapprovavam alta e Iranoamente a sua unio
com elrei. Diogo Lopes Pacheco era o prin-
cipal entre tiles e o povo ao ve-lo passar o sau-
dou com um murmurio que loi con o a re-
compensa do velho pelas desventuras da sua
vida do venturas que devora a um caso ana-
logo a morte de L) lene* de Castro.
Quando os Bdalgos ra tal le ros e letrados da
casa e consolho d'elrei se apoaram junto aos
dojjraus do alpendre do mosleiro o alfaiale ,
que viera misturar-se com o povo logo que
ellos desembocaran! na praea subiu apoz fi-
les e esperou que se assenlassem no extenso
banco de castanhoque corra ao longo da al-
pendrada Dcpois vollou-se para a multi-
daoapinliada cm volla :
So elrei ainda nao presentodisse elle
em vozintclligivel e firme--ah leudes para


gao ? Nao injuriemos os nascidos no Brasil,
nao discutamos essa these. Se pois os Porlu-
guezes e os Brasileiros do 4. nao dominam
na sociedade nem pelo seu numero*. nem pe-
la sua maior illuslrago nem por sua maior
riquesa, qual o titulo porque exercerSo m-
lluencia qual a razo porque buscar n'elles
o ministerio o seu apoio i' Se para ter o gos-
to de dar um pretexto s declamaces da lae-
Queris saber onde est a forga do minis-
terio e do partido que o sustenta ? Olhai para
o parlamento brasileiro em que s teve a fae-
go ( e ento ainda nao era faego ainda se
poderia considerar opposico legitima ) insig-
nilicante minora : quantos Brasileiros nas-
cidos em Portugal n'elle achais ? Talvez meia
duzia se tanto, e nem todos esses eram mi-
nisteriaes : tinlia a faccao o-Snr. Limpo
eo Snr. Vergueiro! Olhai para a imprensa do
nosso partido vl-a-eis entregue a pennas de
Brasileiros filhos de Brasileiros Olhai para
cssas assemblas provinciaes do Rio de Janei-
ro da Babia das Alagoas que j repre-
sentaran! contra a faego anarchica vl-a-eis
compostas nao sabemos se com cxccpgode
meia duzia de nomes, de Brasileiros natos.
S:io esses os apoios do govorno. Para que
llie fosse preciso um partido lusitano que o
sustentasse seria preciso que a populacho to-
da do imperio fosse lusitana ; porque, lirai
da populagao meia duzia de ambiciosos e um
pugillo de descontentes, o resto quer ordem,
quer cstabilidade, querdesenvolvimento ma-
terial u moral de nossa prosperidade ; o res-
to quero governo actual; porque -um go-
verno regular evos abomina a vos que nos
dosles um govemo de violencia, do fraude e
de opprobrio!
Por outro lado que influencia d o gover-
no a esses que chamis da faego lusitana ?
Na presidencia das provincias apenas um ni-
co Brasileiro do 4. acharis, e ha 18 pre-
sidentes de provincia! A' frente da guarda
nacional vede talvez entre a sua ofliciali-
dade superior o inferior nao aeheis meia du-
zia d'elles. as ultimas nomeaces da jus-
liga e da polica sao todos os Horneados Hrasi-
leiros natos.
Gomnos vindes fallar em faego lusitana,
em apoio dos Lusitanos em poltica lusitana,
como inventaes essa nova calumnia dovosso
penltimo Maiorisla' ? queris que a nagao
inteira feche os olhos a isso que presencia pa-
ra dar crdito a vossas imposturas ?
Eoquepertendeiscom essesystema de fo-
mentar odios edesemear no paiz elemen-
tos de discordias ? queris a recordaco das
malangas do Cu yaba com tanto que ellas
vos dem o dominio ? Quo encanados estaes ,
se vos persuads que provocando a guerra
civil e o exterminio alcangareis o poder !
Os Brasileiros baratea re m seu sangue para
depois serem escravos dos Andrades !... E de
mais, o diflicil no galgar o poder manter-
se n'elle e isso vos impossivel por mai-
or apoio que vos de o ccete emquanto nao
I verdes por vos o apoio nacional. Subiste
ao mando em 2 de julho em 21 de margo
esta veis em opposigao ; oito mezes nos basta-
ran! para apear-vosdo poder : subi de novo
agora., era oito dias talvez eslejais em baixo,
porque a sortedas minoras turbulentas,
nos laizes civilisados e que gozam da van-
tagem do rgimen constitucional, lerom
isempre de ceder forga da opinio publica que
as abomina. Gragas civilisago brasUeira ,
ragas aosystema representativo, o vossodo-
( Sentnella.)
minio e impossivel
i i
COMMERCIO.
ALFANDEGA.
Rendimento do da 15 5:140^812
DESCAUREGA H0JE 16 DE ABRIL.
Brige Brasileiro = Bom Jess = Huma Al-
va renga com barricas de bacalho.
Brigue = Jozeina = Huma alvarenga com o
resto da descarga e urna canoa com
podras.
Patacho Americano = Giraffe = Huma al-
varenga com barris de pregos dito
de alvaiade barricas com farinhas
ditas com breu barricas vasias e
arcos.
orrente, noTheatro publico. 1. parte-- o
Orpho. 2. parte o assassinio. o. parle
o suicidio. A beleza deste insigue molo-Dra-
ma be assaz conhecida por todos os amado-
res qne leem o archivo Theatral da publicago
dos bons Dramas, e a grandeza da pega im-
possibilita os socios Emprezurios de lhe adicio-
nar outro divertimento ; na certeza de que
este ser bastante para deixar salisfeilos todos
os Espectadores.
Principiar s horas do costume.
EDITA L.
Olllm. Sr. Inxprctor vincia manila fiuer publico o ordem do Tribu-
nal dj Thescuro Publico Nacional a diailtb
transcripta- Secretaria da Thesouraria de Fa
zenda de Pernambuco 1 Ide Abril de 1S42-
Joaquim Francisco Bastos ,
OIRcial Maior.
Or em N. 39
O Viscmde de Alunles; Presidente do Tribu-
nal no Th siluro Piil |ico nacin! participa ma"br
Insuector da The buco, q i- em Incnanr a do Ari. l. do Decreto
de 22 de Julio de 1841 n. 3 188 m.tndou abrir no-
v Ir.'co na caixa n'Ainottisac'o por qualro mezes ,
da* not-is do exmelo Raneo que deixarn de ser
trecadas nn praso marcad |i
  • da l.ei de II de Outuliro de 1837 ; observan i' -se
    nesla operaco as dispozires do hegulamento de 29
    de Novenil r > do mesmi auno : en observancia do
    ai t 2 do dilo Decreto n an Ion tambem abrir de
    nevo o tiet da,- notas de SOjjfOOO terminad'! em
    vii lude da Porlaria dn I. de ezeuibiodc 1838 ,
    lixan'o at 31 de De embro do co reme anu> o pra-
    so dentru do qual posso as ditas notas ser apie-
    seutadiiS na sobredita caixa d' morlisacio : e linal-
    mci;te em confonn da .le Novembro passaHo n. 213 marenu o mesmo dia
    3l de Desembro para terminar a suhsiituicu da< no-
    tas de 60jjuOOO a 600^000 mandada laier p'or ocozo
    do r< uhodo Thesouro ; ficandoes possuidores depu-
    is delle sujeitos s penis marcada? no art. !>. i ;i
    Le n. 53 de 0 de ulubro le 1835. que o Sr
    Inspector lia publicar p r editaes e ms J.irnaes
    para conlicc int-uto dos intensados ; rrpetindo os
    anuncios ami dadas ezes al o lim de-ie auno.
    Thesouro Publico Nacional em 18 de Marco de 1842.
    Visconde de branles.
    AVISOS DIVERSOS.
    D E C L A R A C O E S.
    ouvir vossos agravamentosos senh res do seu
    eonselho : por ventura que elles podero dar-
    yos resposta em nome de sua senhoria e el-
    le vira depois confirmar seu dito.
    "enlior Femo Vasques sois o nosso
    propoedor : a vos toca o fallar replicou
    um do povo.
    Assim o uueremos! assim o queremos!-
    bradou a turbamulta
    Oalfaiate voltou-se enlo para os cortesos- ,
    conselheiros e letrados do desembargo d'elit ,
    c (lisse :
    Senhores a mim deram carrego estas
    gentes que aqu sao juntas, de duer algumas
    cousas a elrei nosso senhor que entetidem
    por sua honra e servico ; e porque direito
    si i ipto que sendo as partes principaes pre-
    sentes o ollicio de procurador deve de cess*r,
    no que ellas bem souberem dizer vos outros
    que sois principaes partes neste feito eaque
    islo mais tange que a r.s devieis duer isto ,
    e cu uo ; porem nao emb'argando que as-
    simsja, eu direi aqio de que me deram
    por mo mostrando que vos doeis pouco da
    lionra e servico d'elrei...(5)
    ( 5 ) Textual Veja-se~ror7uo"~"Lope=T'
    thr, dcD. Fernando cap. Gj,
    ' A Cmara Municipal tiesta Cidade
    faz sessao extraordinaria no dia 21 do cor-
    rente.
    CONSULADO BRITNICO.
    Faz'Sb saber aos Subditos Britnicos resi-
    dentes em Pernambuco que no dia Quinta
    feira 21 do corren te mez de Abril meio dia,
    ter lugar no Consulado de Sua Mageslade
    Britajlica, ra do Trapixe novo : oajunta-
    menlo dos ditos subditos para os fins desig-
    nados no acto Geog. IV. cap. 87. Consulado
    Britnico 8 de Abril de 1X12.
    A. Augustus Cowper, Cnsul.
    THEATRO.
    tsr Sabir boje luz o N. o do CARAPU-
    CE1RO, contendo um artigo interessantissi-
    mo sobre a allluencia dos Collegios entre nos;
    no qual se mostro os graves prejuizos que
    da introduegao dos collegios estraugeiros pro-
    ven aos nossos costumes, Religio e lin-
    gua materna. Acha-se venda as 9 horas.
    == Francisco Domingues ta Silva preten-
    da sair para o Rio no dia 18 do correnlc no
    Brigue Indiano, e lempo entilo tinha para
    despedir-se de todos os seus amigos e pes-
    soas a quem obrigado, e olTerecer para a-
    quella Cidade o seu diminuto servigo ; porem
    como no entretanto chegasse o vapor do Nor-
    te para nao perder to opportuna oecasiao ,
    vio-se na necessidade de retirar-sa sem ler
    concluido suas despedidas ; por isso roga a-
    quelles de seus amigos, e pessoas a quem dei-
    xou de ir receber, pela rasao indicada,, as
    suasordens, que queiro ter a bondade de
    aceitar por este annuncio a sua despedida c
    oflerecmenlo ; e desculpal-o desla involun-
    taria falta.
    = Precisa-sc de um feilor para o sitio do
    cajueiro que saiba plantar : a pessoa que
    quizer e estiver ras circunstancias d'oser,
    dirija-se ao mesmo sitio para tratar o ajuste.
    = Dezeja-se fallar com os snrs. Carlos da
    Silva fiiho de Manoel da Silva do lugar da
    moreira da Ribeira Dio e Francisco Ribeiro,
    lilho de Francisco Ribeiro j fallescido do lu-
    gar da Quinta da Torre de Ribeira Dio em
    Portugal ; queira anunciar suas moradas oti
    podem dirijir-se ao beco da Lingucta venda
    de Joaquim Jozc Rebello que se lhe de::eja
    fallar.
    = Faltando aos abaixo assignados, algumas
    contas de gneros que comprara no Trapixe :
    avizao as pessoas que inda as nao tiraran de
    as entregarem no praso de 5 dias.
    Francisco Fcrreira Bailar & C.
    = Os enearregados da administraran da
    caza do fallescido Antonio de Carvalho par-
    tecipao a todos os snrs. Credoresde se ajun-
    lareui Segunda feira 18 do corren le pelas 7
    para as 8 horas em caza do snr. Justino Pe-
    aproverta a'occasio para se despedir de todos
    os seus Amigos ; pois que pelo grande nume-
    ro destes, e seus urgentes afazeres naquella
    Cidade o nao pode fazer pessoalmente do
    que roga desculpa ; olerecendo todava aos
    mesmos o seu pouco presumo naquella Cida-
    de.
    Joaquim Joze Cuiaco.
    =Pede-se aos srs. Directores do Theatro, q'
    como tem de levarem algumas pecas j vislas,
    escolho d'entro ellas a excellenle comedia
    Condega de Genevites, oti o chapeo, por ser
    urna das melhores que tem subido a secna.
    = A pessoa, que no ario de Segunda
    feira 11 do corrente annunciou querer com-
    praros livrosde Direito j usados Doutri-
    nadasAcges; Manual de Tabellies ; Perei-
    ra de Carvalho eGoveia Pinto; querendo
    alcm destes comprar outms, que sao Or-
    denagoes; Direilo Empbyteutico; tractado
    de Interdictos, e Dissertages Jurdicas por
    Eoho ; Percira eSouza, primeiras Linhas;
    Mullo Freir ; Direilo das cousas e das pessoas
    era portuguez ; guia dos Jques d'Orplwos;
    Diccionario Histrico Jurdico Ensato de elo-
    quencia ; Diccionario portuguez por Cons-
    tancio; eDito francez; todos com muito pu-
    co uzo; dirija-se casa de Miguel Joze d'AI-
    meida Pernambuco na ra Nova casa D. ,
    2. andar i que l se dir quem os tem.
    = Quem annunciou querer o Reportorio
    das Ordenagoes dando por elle 16ji rs. ; po-
    de ir vel-o na ra do Collegio D. 12 em 2
    vol.; edigo Vcentina bem cncadernados ;
    assim como um jogo de Ordenaces por 10*
    rs. : em Olinda ra da Mizericordia D. 7.
    ssy Soltro-se com a endiente do ro A-
    pipucos para o Recife duas canoas, urna
    grande com urna travessacurva no meio. o
    outra mais pequea ainda nova no dia Ter-
    ga feira 12 do corrente : quem dellas tiver
    noticia, pode partecipar no armasem de ma-
    deiras, na ra da Palma ou a Joaquim do
    Reg Barros Pessoa em Apipucos.
    tsr D. Anna Lioua da Silva relira-se pa-
    ra o Porto na Barca portugueza Espirito
    Santo.
    = Aluga-se na ra Direita o segundo an-
    dar D. 23.
    O Vale da torrente -- Grande drama do es-
    pecial archivo Theatral de Lisboa-- se repre-
    czentara pela primeira vez. Domingo 17 do
    Cala-te villao bradou erguendo-
    sc o conde de Barcellos com voz aflngada de
    cholera, que j nao podia conterse nao que-
    resque seja euquem te faca resfolgar sangue
    em vez d'injurias por essa boca sandia.
    O velhd Pacheco poz-se tambera em p.
    Conde de Barcellosexclamou elleem-
    brai-vos de que os burguezes teem por costume
    amigo o direito de dizerem aos reis seus agra-
    \ainenlos de queixarem-se edeosrepre-
    henderem. Nos somos menos que os reis
    Ferno Vasques tinba-se entretanto rollado
    para o povo apinhado ao redor do al pendre ,
    com o'rosto cufiadomas era d'indignacao
    e liava feito um signal com a cabeca. No
    mesmo instante o povo abrir urna larga cla-
    rcira e qtiando os fidalgos e conselheiros at-
    tcntos para o conde c para Diogo Lopes voL
    taram os olhos para o roco ao tropearda mul-
    lido, um semi-circulo de mais de quinhen-
    ios usleiios e pecs armados azia urna gros-
    sa parede em lente dos populares.
    Ferno Vasques encam inhou-se cntaopara
    D. Joao Alfonso Tello ecom a mao trmu-
    la de raiva segurando-o por um braco, dis-
    sc-ilie :
    reir de Faria a bem de seus interesses.
    = Roga-se por muilo*favor ao snr. que a-
    chou a carteira no atierro dos Affogados ,
    queira trazer na ra do LivramentoD. 4,
    visto a dita carteira de nada lhe servir, e ler
    osnr. que a achou tratado de trazer logo ao
    anntinciante no outro dia, e j fazem 6 dias,
    ainda nao a trouce : pode-a frazer, que ser
    gratificado e lhe Acara obligado.
    = O abaixo assignado avisa ao rspcitavel
    publico que se acha exercendo os lugares de
    Escrivio doCrime, o Tabellao publico do
    Judicial e Nottas do Termo da Cidade d'Olin-
    da : por tanto quem de seus trabalhos pre-
    cizar dirija-se 'a mesma Cidade ra do
    Amparo D. 65. 0 mesmo abaixo assignado
    Senhor conde vos sois que doestaes os
    honrados burguezes desta leal cidade em m-
    hIki pessoa ; porque eu nada nz seno repetir
    em voz alta o que cadi um e todos me ordena-
    ran) repetisse. O que propuz nao meu : --
    eis seus authores Pelo
    que a mira toca ,
    Plalas vegetaes e universaes Americanas.
    Estas pilulas j bem conbecidas pelas gran-
    des curas que tem feito, nao requeren! nem
    dieta e nem resguardo algum ; a sua com-
    posigo to simples, que n8o fazem mal a
    mais tenra crianga : em lugar de debilitar ,
    fortiicao o systema purifico o sangue, e
    augmento as secreges em geral : tomadas ,
    seja para molestia chronica ou so'mente co-
    mo purgante suave ; o melhor remedio qua
    tem apparecido por nao deixar o estomago
    naquelle estado de constipago depois de sua
    operago como quase todos os purgantes fa-
    zem e por serem mui facis a tomar e nao
    causarem encommodo nenhum. O nico de-
    posito dellas em casa de D. Knoth agen-
    te do author: na ra da CruzN. 57.
    N. B. Cada caixinha vai embrulhada em
    seu receituario com o sello da casa em la-
    cre preto.
    ssr Quem quiser comprar urna casa terrea
    na ra dos Copiares a da quina q'boia o portan
    para a ra do Padre Manoel do Muro : falle na'
    ra Direita D. 58 defronde da botica do Snr.
    Peixc, que achara pessoa authorisada para re-
    gular a venda da mesma.
    senhor conde nao receio vossas amcacas.
    quandoo nobre despe osen gibao de Ierro pa-
    ra vestir o de tela nao sei eu se este mais
    forte que o do peo, e se tambem a sua boca
    nao pode golfar sangue como a d'uaa pobre
    villao
    D Joo forcejava por desavir-se do alfaiate,
    procurando levar a mo cinta onde tinha O
    punhal ; mas Ferno Vasques era mais forco-
    so e o conde j tinha entrado na idade em
    que costoma minguar a robustez do homem.
    Nao pode chegar com a mo ao cinto.
    Conde de Barcellos:' proseguiu o alfai-
    ate com um sorriso -nao recorraes a issc argu-
    mento; poique eu tambem eslou habituado a
    Udar com ferros azerados ainda que mais
    delgados e turtos que o vosso bulho
    Estas ultimas palavras ditas em tom d'es-
    carneo mal foram ouvidas a grita na pra-
    va era j; espantosa ; as injurias as pragas ,
    as a mearas cruzando-se nos ares produziarn
    aquelle rouco e grande brado da furia popu-
    lar queso tem simultanea c >m o ruido de
    tufo abysmando-se por cavernas immensas.
    s fidalgos e letrados linham rodeado os
    doiscontend >iea; os parciaes de D. Leonor o
    conde; os outros, cujo numero era muito mai-
    or, o alfaiatee tanto estes como aquelle- tra-
    balhavam em apasigualos posto ,que todos
    os nimos estivessem quasi to irritados como
    os dos dois contendores.
    Finalmente o conde ceden. O aspecto da
    muitidoquc se agitava furiosa contribuiu ,
    porventura mais para isso que todas as ra-
    soes e rogativas dos fidalgos e cavalleiros at-
    nitos com o espectculo inteiramente novo
    naquellaepocha daousadia popular :desta
    ousadia que tnen scabando as ameacas do pri-
    miro entre os nobres era mais ncrivel que
    a da vespera a qual apenas se atrever a
    toruno.
    Que fazia porem o n< sso beguino no meio
    destes preludios de urna eminente assuada ?--
    ! E' o que o leilor Ter hd seguinte capitulo.
    (Ccntinaar-se-ha.;




    = A pessoa que fez a cneommenda a Tho- tsr Quem precisar de urna ama com bom
    maz d'Ar|uino Foneeca dos livros abaixo de- leile sem cria e parida de 15 dias dirija-se
    rl.iiiH'.'js q unir OS ir recebar na ra Nova ao beco largo da Matriz de S. Antonio De-
    ' '.! i Garret, I, Brame. 1 Tractado cima 6.
    deE Iiir;n .). | Garret, l.vrico de Joao Me- ot- Roga-sea pessoa que talvez por en-
    Oino 1 dito Portugal no balanza des Euro-; gano tirou do Correio una carta viuda no ul-
    peos 1 dito e Chronista 1 dito formacV timo Vapor dos portos do sui, para Joze Joa-
    da2. Cmara 1 dito Easto de guia para K- quii da Silva Maia o favor de mandar en-
    leitores., I dito O dia 24 de Agosto 1 dito o tregar ( ainda mesmo estando a berta ) na ra
    retrato, poema; 1 Cstillio Cartas de E- do Crespo lado do norte toja D. 0.
    cijo ; 1 dito Noite do castalio, 1 Felirlo Eli- tzr Joaquim Jos Pereira Guimarcs, re-
    sto, 1 Panorama desde 4867 a 1840, lCons- tira-se para a Cidadc da Baha.
    lando. Diccionario portuguez 1 Garret, j tzr Marcelino Ribeiro, faz scicntc ao res-
    CamOcs, 1 dito Caldo, tragedia, e 1 Casi i- poilavel publico que de hoje em diante se
    Jho, a primavera. assignara Marcelino Joze Ribeiro.
    = Achando-se em poder da mulber do a-! ar Joao Franeisco Martina retira-sa pa-
    baixo asignado alem d outras nina Letra ra o Aracaty.
    da quantia de 100*000 rs. a 12 mezes pre- cr Roga-se encarecidamente aos iUoitMR nhora de difterentes qual.da.es vestidos
    .... il... i i____:.. i..e. ,.,.n cotilwira i> iniMllll.-is 1)1 UltlMiaS UC TOSIO
    mas habilidades sem vicios e se afianca a
    sua conducta : na ra AugusU confronte a
    ultima casa de Joze Mara das t as 9 horas
    da manliS e das duas as 0 da tarde.
    Xssr Cassas mu finas para vestido, veos de
    diversas qualidades sedas para vestidos ,
    de muilo boa qualidade e de gusto moderno ,
    veludos de varias qualidades, fitas, llores,
    e plumas uiuito linas, madapolo (francez
    muito fino boas toncas bordadas para bapli-
    sado bicosdelinliodetodasas qualidades,
    guarnieres de bicos para vestido de bailes ,
    toncados para ditos chapeos parasenhora e
    meninos de muito bom gosto, fil de Iinho,
    golas e colarinhos bordados, bonets para me-
    ninos aventaespara senhora e meninas, car-
    teiras de algibeira luvas para homem e se-
    trucro o favor de nao fallarcm a sesso geral
    de boje 10 do corrento isto pede =3 Um so-
    cio ila mesma.
    tsr Roga-se aos Snrs. Joo Antonio Vi-
    eira de Souza, Joze Joaquim dos Reis Au-
    gusto Botolio, Pedro Antonio Rodrigues
    Guimarcs de aparorerem no praso de (5
    dias na ra do (Jueimado toja da quina D. 10,
    a negocio.
    AVISOS MARTIMOS.
    cisos a vencer a 27 do corente me/., acceita : socios da sociedade theatral Recreio & Ins-
    por Francisco Joze de Paula (larneiro, c imi-
    dogada por Joze Morena da Silva faz sciente
    ao respeilavel publico, que Oca de ucnlium
    efibito a mesma Letra ; por isso que o mes-
    1110 Acceitanto a tem substituido com oulra
    datada de 27 de Fevereiro do crrente anuo
    le igual praso por baver o dito abaixo as-
    signado cedido na reforma como exigi o mes-
    mo Acollante.
    Joaquim Antonio deS. TiagoLessa.
    $sr Joo Pacheco das Aercez faz ver ao
    respeilavel publico que por serem tristes as
    suas circunstancias no estado de indigencia ,!
    retira-se com sua familia para a Cidade da
    Baha d'onde espera aeu val i monto.
    O- Joo Cbilderico do Carvalho retira-
    se para Loanda.
    C^- Aluga-su o terceiro andar da casa da
    ra Direita defronte do beco do scrigado por
    preco commodo : quem o pretender dinja-se
    .ao negociante Antonio Joaqun do Mello na
    mesilla ra defronte do oita do Livramanto.
    =3 A Rarea Ingleza-- Thercza Capitao
    Cuillierme II. Driscoll, arribada este porto,
    na sua viagein de Plymoiith para Nova llol-
    landa precisa tomar dinheiro risco sobre
    o casco e fete para pagar as despesas feilas
    nesta porto, o poder seguir sua viagem:
    quem quiser faser este negocio pode enlen-
    der-se com o Capitfio do mesmo navio em a
    casa do snr. Dowsley Raymond & Rits na
    ra da Alfandega velha.
    = Alugo-se os terceiro e quarto andares
    da casa pertencente ao Exm. Senador Manoel
    de Carvalho Paes de Andrade sita na na do
    Collego : os pretendentes dirijo-se ao cor-
    re tor Oliveira.
    = Auberlin professor de Esgrima d em
    sua casa como em casas particulares lices
    de llrete e espadao por um metliodo que
    permUtfl a seus discpulos poder exercer
    cm assaito' mesmo que seja publico depois de
    2o ligoes : na ra do Rangel I). 2 i.
    Lcssons io fencing.
    Aubertin professor gves at bis house
    cy Para o Porto a Rarca Portugueza Es-
    pirito Santo pretende sabir impretervel-
    monteno dia 21 do correte, anda recebe
    alguma carga e passageiros para o que tem
    excedentes commodos, dirija-se a ra es-
    trella do Rozarlo D. 17 a tratar com Francis-
    co Alvos da Cunba 011 ao Capitfio Manoel
    Antonio dos Santos na praca. do Commcrco.
    tssr Freta-se para qualquer porto da Eu-
    ropa excepto de Trieste o muito velleiro e beni
    conbecido Brigue Portuguez Emprebendedor,
    forrado de cobre : os pretendentes dirijo-se
    parasenhora e meninas, bijuteras de gosto
    moderno todas estas fazendas sao do ulti-
    mo gosto e prego muito commodo assim
    como outras mutas que ser patentes aos
    compradores que se dignarem honrar a casa
    da annunciante com a sua freguezia e junta-
    mente se fazem vestidos chapeos e qualquer
    encomenda relativa a modista : na ra Nova
    I), 20 no prmeiro andar casa de Madamc Mel-
    locheau.
    tsr Urna escrava de boa figura para lo-
    do o SRrviQo de urna casa : a fallar com Ep-
    fanio Joze Antunesna ra dos Tanueiros.
    v. eHXsseguintes livros em bom uzo: Fer-
    r ira B. contrato mercantil Mili economa
    poltica Baptista Say cathecsmo da mesma
    materia dito tratado da mesma materia ,
    Cmeneri direito ecelesiastico Ramonsalas
    direito publico constitucional, Felice direito
    nataral Sinlaxe, Grammatca latina de
    Dantas novo methodo do Padre Antonio Pe-
    reira : na rua do Queimado D. 0 no prmeiro
    andar ; ludo por preco commodo.
    tsr Guia policial e criminal contendo
    alem da le das reformas do cdigo do proces-
    ver ao longe superiores para navio salvas
    de casquinha de difieren tes lmannos ditas
    de sola a imitado de diario cha superior ,
    e diversas miudezas por preco commodo : na
    praca da Iudependencia toja de miudezas D.
    21 e 22.
    tsr Um negro anda bucal, e um mole-
    que de 14a 45 annos : na pracuha do Livra-
    mento loja D. 20.
    tsr Banicas com sardinhas mui boas re-
    cem-chegadas : no armazem de Fernando Jo-
    ze Braguez.
    tsr Cm preto com principios de carpina
    e calafate trabalha bem no servico de cam-
    po para torada provincia : na rua do Cres-
    po a fallar com Joze Joaquim da Silva Maia.
    ssy Por commodo prego casaes de rolas da
    india : na rua de Aguas verdes D. 55.
    tsr Cm sitio no Manguinho na estrada
    de S. Jos com casa de vivenda arvoredos
    de fructo baixa para capim vende-se me-
    tade a praso : na rua do Rangel D. 12 da par-
    te do poenle.
    tsr Cm moleque de naco de 12 a 14 an-
    nos propro para aprender qualquer oflicio-,
    e urna bomba de ferro propria para canoa
    d'agoa : no principio do atterro dos Afibgados
    em casa de Silvestre Joaquim do Nascimento.
    tw Cm moleque de nago de 10 anuos,
    propro para aprender officio : na rua do Fa-
    gundes D. 18.
    tsr Bichas grandes e pequeas de muito
    boaqualdade echegadas prximamente de
    Lisboa : na rua do Visarlo venda de Themo-
    thio Pinto Lia! n. 50.
    i^- Cma escrava de nacfio de 20 annos,
    de bonita figura ptima lavadeira de vrela,
    c he quitandeira : na rua do Livramenlo D.
    20 lado do Livramenlo.
    IUIIHUIIUU OTinc "J |nviviiuviivwU...rv "I nCUI Ud iti uuaiviuiiiwu"vv>.. ^ j-
    ao Capitfio na praca do commercio ou 110 es- so criminal o regiment n. 120 para
    criptorio de Francisco Sveriano Rabello.
    U" Pasa o Porto dever sabir at 21 do
    corren te o Urgue Portuguez Leo; quem
    no mesmo quiser carregar ou ir de passagem ,
    eitenda-secom o Capitao do mesmo Ricardo
    MIICIHJU-Si; IVIII U !.il|i:iclll 111/ lili ciliu i..^...^w Vi^^ I A UIUI'II 93 Ullinwiliuuii ..v- j..
    Xavier da Cimba ou com Joaquim Jos de d e varias obras de ouro e diamantes
    Amorim.
    L E l L A 0'
    exe-
    cuao da parte policial e criminal da dila le ,
    c oregulamenton. 122 con leudo disposices
    provisorias a respeilo da mesma : na rua do
    Viga rio n. 10.
    tT 12 caderas e urna cmoda de jacaran-
    11 ni
    ESCRAVOS FCG1D0S.
    tsr Miranda & Pereira faro leilo por in-
    tervengo do Corretor Oliveira dos restantes j
    generes da sua venda cita na rua do Vigario
    n. 25 da armagoda mesma e de pipas e
    ; segunda feira 18 do corrento
    barris vastos
    as 10 horas da inanha em ponto.
    relogio de ouro que regula mui bem: na rua
    estreita do Rozario D. 51.
    tsr A safra de um engenbo distante des-
    ta praca 11 legoas com moenda e assenta-
    mento de taxas prumpto e com a condieo
    de dar 20 captivos a dinhero 011 com pe-
    queo praso ser.do por boas firmas da pra-
    ca : na rua da senzala nova n. 1.
    S37" Cma escrava crela de 28 annos co-
    se engomma faz renda e lavarinto ven-
    grande sortimeoto de fazendas e miudezas ,
    Francesas Suissas, e Hamburguesas, que
    and in lown lessons in fencing and llie broad | se venderao pelo prego que se offerecer, visto
    Sword Exen ise, by a metbod wliieh rendis deverem-se vender para fechar cuntas terca
    1 ..,.!.. 1 !.,,....,,1,1. Muiuitanl iit Stl loo_ f.',.... 1(1 .1.. n.....| ~.. (l\ l.ii ,!. niinli'. mi
    IS n lilil na Hialina fin pomo. a. ra(,uiuum *. > ~ .-.-.....- .^~
    ^tsr Lenoir Pup.et & Companhia farf !ei- de-se por desgoslo c sendo para fora da Ci -
    Io por intervengo do Corretor Oliveira, de dade : na rua da Gloria I). 11.
    cy Um moleque de 19 a -20 annos. pti-
    mo para lodo o servico: na rua do Lvramen-

    bis euplrs tlioroughly competent iu 2o les-
    sons.
    ss" Aluga-se um sobrado de um andar, e
    slito com suficientes commodos para tuna
    familia na ruaFormozu do bairro da Boa
    vista j no atterro da Boa vista sobrado Dci-
    ma 10.
    127* Francisco de Miranda Leal Scve, reti-
    ra-se para Portugal.
    tsr 0 billiete n. 774 da segunda parte da
    primera Lotera a favor das obras da Igreja
    de N. S. do Rozario da Boa vista pertence ao
    Sr. Joze Pelis da Cantara Pementel do enge-
    nbo Gaipio, eficaem poder de F. da Silva
    Lisboa.
    ssr B-se4250# rs. a juros, por 8 me-
    ses sobre bypotheca em bens de raz ; quem
    -quiser annince.
    VT Joze Joaquim Pinto subdito Portuguez
    retira-se desta provincia.
    tsr Joze de Araujo subdito portuguez ,
    retira-se para a Baha.
    ttr O Sr. Joao Francisco de Pon tes nio-
    j-ador no Reliro, que de presente est nesta
    praca lenha a bondnde de dirigir-se ao for-
    te do mallos prenga anexa a do Sr. Joaquim
    Joze Ferreira que se Ihe deseja fallar.
    ar Aluga-se um escravo que seja fiel e
    possante para negocios de rua ; quem qui-
    ser annuncie.
    xr- Aisxandre Ribeiro de Miranda Fon-
    taiira retira-se para Macei
    tsr O abaixo assignado tendo de seguir
    viagem para a Cidade do Porto na Barca
    Espirito Santo faz publico para conheci-
    nenlo do commcrco que durante a sua
    ;ni/.encia tica girando com a casa de nego-
    cio seu irmfio Domingos Alves da Cunha de
    baixo da firmado annunciante, para o que
    Jhe tem concedido todos os seus poderes.
    Francisco Alves da Cunha.
    feira 19 do corren te as 10 horas da nianh no
    ssu armazem da rua da Cruz.
    COM P R AST
    ar Cmaescravaque saiba coznhar, lavar
    e engommar ; quem tiver annuncie.
    52^- Urna porco de cabo velho : ua rua de
    Agoas verdes D. 58.
    t-ry Cm pequeni
    n pequeo habito de Cbristo pro-
    pro para casaca quem tiver annuncie.
    V E i\ D A S.
    tsr O Regulamenlo N. 115 de 15 de Mar-
    go do corren te atino que regula a execugao
    da parte Civil da reformado Cdigo : na pra-
    ce da Independencia loja de livros n. 57 e 58
    pelo prego de meia pataca; na mesma loja
    vend^-se a reforma do Cdigo e brevemen-
    te ter os regulamenlos ja publicados para
    execugao da mesma reforma em formato de
    quarto, mui correcto, e ptima impressao.
    B I Hieles da 2. parte da
    1. Lotera concedida
    Jrmandade do Rosario
    da Boa-vista, cujas rodas
    ando impretcrivelwentc
    18 do corrente; nos lu-
    gares o costume.
    tsr lm cavailo deestrbaiia anda bem de
    baixo at meto e de boa figura : na rua das
    Trincbeiras venda D. 17.
    s^r Vende-se ou troca-se por um mole-
    que (uje entenda de cozinha e nao ten ha
    vjcios, urna negra de 14 anuos com algu-
    to loja de tonga 1). 10.
    vssy A excorente obra Enciclopedia Bri-
    tnica em 41 meios volumes da 7 edcao pu-
    blicada este anuo, e um riquissimo servico de
    porcelana de franga para 24 pessoas : na rua
    da Cadeia do Recife D. 18.
    tsr Cma cama de Jacaranda nova que
    anda no fui servida : na rua do Livrameuto
    D. 4.
    tP Cma canoa de carreira com 50 pal-
    mos de compridoe 6 de boca nova e bem
    construida por prego commodo ; na rua
    atrazdos Martirios D. lo.
    -*.ssr Colegoes completas do archivo Thea-
    tral de Lisboa por prego commodo : na rua
    do Vigario escriptorio de E. Schaeffer onde
    tambem se recebem assignaturas para esta
    obra.
    tsr 11 canoas para abrir grandes e pe-
    quenas : na rua da Cadeia do Recife D. 48
    loja de fazendas confronte a toja do Snr. Joao
    Cardozo Ayres.
    ^cy Chapeos de castor brancos pretos e
    pardos ditos francezes de quahdade superi-
    or ditos de massa e de castor branco e pre-
    to com copa redonda proprios para mon-
    tara e meninos e de outras muitas qua-
    lidades e cores tanto de castor como de massa
    para homem e meninos e de formas as mas
    modernas e por prego commodo : na rua
    da Cadeia do Recife loja de chapeos n. 42.
    tsr Sementes de diversas qualidades su-
    periores, echegadas ltimamente na Galera
    S. do Rozario : na praca da Boa vista botica
    D. 10.
    tsr Duascasinhas na estrada que vai pa
    ra S. Joze ao virar para a Capunga : assim
    como se vende terrenos no moatno sitio para
    se edificar casas : na rua das Cruzes D. 7 ter-
    ceiro andar.
    SST lina espada dourada ptima para of-
    licial supuerior da guarda naciona bules de
    cy No dia 4 do corrente fugio urna negri-
    nha de nome Benedicta de nacao rebolo ,
    de 12 a 14 annos, Ievou vestido de chila azul,
    panno da costa ja uzado venda azeite de
    carrapaloem um llandres cor fula, cbelo
    cariado rente rosto marcado de bechigas ,
    beigos grossos tem urna marca de ferda no
    pescoco pela parte de detraz urna junta da
    maodireita um tanto grossa iue pouco se
    conhece a dferenga 5 que a pegar leve no pa-
    leo da Soledade em urna casa alta que fica de-
    fronte do hospital que ser recompensado.
    tsr No da 7 do corrente desaparecco um
    molecote crelo de nome Bernardo vestido
    de caigas de pao da costa aiul com listras
    brancas, camisa dealgodozinho alio, ma-
    gro ps grandes : quem o pegar leve a rua
    do Tamb n. 549.
    tsr Fugio um escravo sapatero de nonio
    Athanazio de boa estatura calvo com pi-
    cadas de begichas pela cara crelo testa a-
    carnerada com duas cicatrizes na testa do
    lado esquerdo grosso ps apalhetadns :
    quem o pegar leve ao engenho de Ctingunha
    de Ipojuca que ser gratificado.
    tsr No dia 5 do corrente, desaparcelo
    2 pretos canoeros indo para o poco da pane-
    la em canoa, um de nome Antonio, com
    signaes de bechigas alguma couza fulo es-
    tatura alta eooutrode nome Agostinho ,
    mais baixo nariz chato, ps apalhetados,
    .rosto bechigoso be africano, levaro ca-
    i misa e caigas de algodo grosso, a canoa apa-
    receo no dia o entre os mangues no Cajueiro,
    ha indicios que morrero porisso se grati-
    ficar com generosidade a quem souber ou
    der noticias na rua da Cruz n. 59.
    ssr No dia 5 sabio de casa urna negra do
    nome Maria de nagfio angico com um ta-
    boleiro de fructas para vender que he em
    queseoecupa, de altura ordinaria, tem o
    roslo bastante talhado, e descarnado T tem
    pelas costas alguns signaesde relhoainda. fres-
    cos he bem fallante : quem a pegar leve ao
    so do Morgado em S. Amaro que ser gr>
    tilicado.
    MOV MENT DO PORTO.
    111 1.n Mj[iuei 101 iiii Kiiarua iitiiiuuu uuiis uc ---------------------------------------------------------------------^-------------7o'>
    metal superior para cha oculos niglezes de RECIFE NA TYP. DE M. F. DE Vt = ib'
    NAVIOS SAHID0S NO DIA 14.
    Fortos do Norte -, Vapor Brasileiro Bahiana ,
    Commandante Joaquim Peixnto Guimares
    ENTRADOS NO DIA 15
    Buenos Ayres; 40 dias, Brigue Dinamar-
    qus Medcia de 210 tonel. Cap. H enry
    Prott equip. 12 carga la de carneiro, e
    couros : a N. O. Bieber & Companhia
    veio refrescar e segu para Marscillcs.


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