Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04630


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Full Text
Auno de 1842. Sexta Feira 15 de
Toda *" depende e ni
linuemoi como pnnci|iiinot,
callaa.
; da noMi prudeacia, oiltraco, eenerji. : eo-.
- aponanlos coa idmirico entre a. Macei man
(Proclamaciio da Aaaemblea Geral du ruil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianna, Parailia, e Rio grande do Norte, na segunda eaexia feira.
Bonito e Garanhun., a l(Je 24.
Cabo, Serinhaem, Rio Formnio, Porto Calva, Maceio, e Alagaai no \ i\ e 21.
Pap 13. Sanio Anuo, quima feira. Olinda lodoaoa dial.
das da semana.
41 Seg. s. Le.loF. Ctiaac. Aud. doJ. de D. da 2. t.
4J Tere. s. Vctor M. Re. Aud. do jaiide Direiio da 1. rara.
13 Qaayt. Ifermenejildo M. Cbaac. Aud. do J. de D. da 3. v.
14 Quii. S. Tiburcio e Suiana Mm. Aud. do J de D. da 2. Y.
15 ext. M. Batiliaaa e AnastaciaMm. Aud, di J.de D. da I.t
Ifi sab. Engracia V. M. Aud. do J.'de D. da 3. t.
47 Don. i. Aniceto PtM. a. Elias Monje.
Abril.
Anuo XVI11. N. 8f:
O Diario publica-., todo. o. da. qnen-io forem Saatifietdo*' o preco da aa.i-nati.r. b
de .*.... re,, porqu.r.el p..0, adi.nl.dos. O, .anuncio, do, ass.g.n.e, o^" do*
graf. e os do, uno o nao forem I ra.ao de SO rei. por l,nh.. A, raelamacM devem .
Nuer, 37,e'1'06' "' ^ CrBte, 3> U P"*" d* Ia'P""'' '"i" Imo.
Cambio obre Londres 2H d. p. 11).
m u Paria 320 reis p. franco.
.isboa SO a So p. 10U de" pr.
OcRo-Moed.de 6,400 V. 14,500a 14.700
> N. 14.300 a 14,500
de 4,000 8,100 a S.200
Paira Paiacoes -1.(lilla a.CSO
CAMBIOS o da 1 i de Auru..
Pbt-PeioeColumnaie l.fifiOa l.fiRft
Mexicano. 1,(54)1 a l.lidt)
" ni"'1 1,440 a 1.4)U
Moeda de cobre 3 por 100 de diaoonlaa
Uiseonlode bilh. di Aland--. 1 e por 10#
ao mez.
dem de letra, de boa. firma. 1 e alef.
Preamar do da \bde Abril.
4.a a 8 haroa e 30 m. da manh.7.
2. a 8 lioraa e 54 da larde.
P1IASES DA LOA NO MEZ UE AtRIL.
Qoart, ating. a 2 aa i hora, e 11 m. da larde,
l.ua Nava a 10 -- s 8 boraa e 13 m. da tarde.
Quart. tre.c. a 18-- aa 4 horai e!4 m. da manh.
La cheia a 24 as 9 hora, e S m. da larde.
II11A RIO l>E PE 1. A lfl.llCO.
PARTE OFFICIAL
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 11 DO CORRENTE.
Ofiei'o A o Engenheiro em chefe ao servi-
ro da Provincia dizendo que continu as
obras que pe a reclamadlo feila pelo proprie-
tario do sitio junto ; Magdalena o Cidado
Jos Joaquim Bzerra Cavalcante, foro subs-
tadas 5 por isso que os lilulos que elle apre-
sentou nao sao os primordiacs, pelos quaes se
podia saber se primitivamente foi concedido
s do encanamento do rio Beberibe at esta Ci-
dade como tambem do dessecamento do pan-
tano do mesmo rio entte a Cidade de 04nda,
e a Povoaco de beberibe.
Dito Ao ebefe de Policia inlerino da Pro-
vincia dizendo que, em altenco ao que
elle pondera em seu ofticio de 6 d corrente ,
fico dispensados por em quanto de fazer au -
diencia no lugar pela Presidencia designado
Kara esse fim os Sub-Delegados dos Bairros do
otile e Ba-Vista d'esta Cidade.
Dito Ao referido ebefe de"Policia ,, para
que mande por em liberdade o amnistiado
Francisco Raimundo de Barros Tatahvra ,
que se acha preso n'esta Cidade ; por assim
aquelle terreno sem o onusde passagem publi- o liaver requisitado o Kxm. Presidente do Ce-
ca como ahas nao be de costume. ara, que entende nao ha ver o dito amnistiado
Portara Ordenando que se passem no-
meacoes do Tenente para urna das Compa-
nhias do Batalbo de Guardas Nacionaes des-
tacados ao Alferes do 3. Batalbo da Guarda
Nacional d"este municipio Joaquim Correia da
Costa 5 e para Alferes ao Alferes do 1. Bata-
lbo do Limoeiro Francisco Joaquim Gucdes
Alcanforado.
Oficio-Ao Commandante das Armas par-
ticipando as nomeacoes antecedentes.
Uito Ao Commandante Superior da G.
N. d'esle municipio, communicando a nomea-
codo Alferes Costa supracilado e dizendo-
llie que expeca as convenientes ordens pa-
ra que elle se aprsente ao Commandante das
Armas.
Dito Ao Chefe da Legio do Limoeiro ,
participando temomeado para servirem no Ba-
talbo de Guardas Nacionaes destacados, ao
Capilo Joo Sai va de Araujo Galvo, Tenen-
,e JoS(- Jernimo Fcrnandes Guimares e
Alferes Francisco Joaquim Guedes Alcanfo-
rado, todos do 1. Batalbo da dita Legio.
Dito Ao Inspector da Thesouraria da
Fazenda ordenando em consequenria do de-
terminado no Avizo da Secretaria d'Estado dos
Negocio da Justara de 22 do mez ultimo, que
mande pagar ao Becbarel Urbano Sabino Pes-
soa de Mello os vencimentos de Juiz de D-
reito da 2. Vara do civel d'esta Cidade re-
lalivos ao tempo decorrido do dia 4 de Setem-
110 <*o anuo passado em que finda'ro os tra-
balbos da Sesso ordinaria da Assembla Ge-
ral Legislativa at o dia 20 de Novembfo ,
em que expirou a ultima prorogaco.
Portara Mandando passar nomeaco de
Escriyao do Jury da Comarca de Santo Anto
ao Cidado Joo Sabino Machado Pimentel
uu 12.
OfFicio Ao Engenheiro Vauthier, orde-
nando, que remeta Presidencia com a maior
hrevidade possivel o plano, e orcamento nao
quebrado o termo, por que se acha va obrigado
na dita Provincia.
Dito Do Secretario da Provincia ao 1. da
Assembla Legiidaliva Provincial, remetiendo,
para serem prsenles mesma Ajembla, dous
officios da Cmara Municipal de Garanhuns ,
em que pede que se augmente o ordenado
do respectivo Porteiro e se conceda ser loita
a arremalaco dos dizimos de mitineas pelo
praso de trez anuos.
Dito Ao Inspector da Thesouraria das
Reodas Provinciaes, ordenando que mande
pagar ao Engenheiro Auguslo H,erstiug a quan-
tia de 820 I 500 reis importancia de 5 sex-
tas parles de 17:420 palmos cbicos de pedia
para o 5." lanco da estrada de Santo Anto,
o qual lora oreado em 984 } 600 reis reser-
vndole a oulra 5.* parte para qaudo se con-
cluir aquella obra, que se acha incumbida ao
mesmo Engenheiro.
Dilo Ao Engenheiro Augusto Kersting
communicando a expedieco da ordem supfa.
Dito Uo Secretario da Provincia ao 1. da
Assenibb'a Legislativa Provincial, i emolien-
do para ser levada ao conhecimento da mes-
ma Assembla a informaco da Administraco
do Patrimonio dos Oraos a respeito da per-
tenco de Jos Policarpo de Freitas, e Anto-
nio Carlos d'Almcida, empregados do Colle-
gio dos mesmos Oraos.
Dito Ao chele da Legio da Guarda Na-
cional de Iguarass communicaudo ter sido
approvada por despacho de hontem a pro-
posta para Officiacs do Esquadro de Caval-
laria d'aquella Legio que acompanhou o
seu officio de 4 do passado a fim de que a fa-
ca publicar em ordem do dia determinando
aos promovidos que sollicitem pela Secreta-
ria da Presidencia as suas Patentes.
Dito Ao Inspector da Thesouraria da Fa-
zenda, ordenando, em cumprimentodo Avizo
da Secretaria d'Estado dos Negocios do Impe-
rio de 22 de Marco ultimo que sollicte do
Inspector d'Alfandega c do Administrador
da Meza do Consulado, c remeta i Secretaria
com a possivel brevidade os mappas da im-
portadlo directa de gneros estrangeiros para
esta Provincia assim como os da exportadlo ,
doanno financeiro de 1840 a 1841 e que fo-
ro exigidos em datas de 14 de Oulubro de
1839 e 2G de Marco do anno prximo pas-
sado.
Dito Do Secrecario da Provincia ao 1. da
Assembla Legislativa Provincial, remetien-
do em satisfaco ;i exigencia da mesma As-
sembla por elle coinmunicada emolliciode
15 do mez ultimo, a informaco da Adminis-
traco do l'atrimonio dos Orlaos acerca da
pretenco doDi.cclor, e Mordomo do Colle-
gio dos mesmos a augmento de ordenado.
Portara Ordenando ao Commandante da
Escuna de Guerra 1. d'Abril que faca
aprestar o navio de seu commando a fim de
seguir para o porto da Parahyba do Noria no
dia 15 do corrente.
Ollieio A o Juiz de I ireilo interino da 1.
Vara do Civel si^nifiando-lhe emsoluco
duvida (pie piopoz em oBicio de 6 do cor-
rente que em quanto nao forem exmelos
os Jtiizes do Civel nao podem os Juizes Mu-
nicipaes ser os executores das sentcncas por
aquelles piofcridas, e sim os proprios Jui-
zes do Civel.
REPAUT1CAO DA POLICA. .
Parte do dia 12 do Abril de 18 42.
O CommandauteGeral interino doCorpo de
ra ocscravo Jos da Costa por furto d'uma
lanlerna, cujos presos foro fecolhidos Ca-
dcia.
EXTERIOR.
pelo Delegado do 1. districto d'esta Cidade ,
m eslrangeiro 5 e pelo Inspector do Ojiartei-
rao da Ribeira do Bairro de Santo Antonio
os individuos seguinles : Manoel Lourenco ,
Manoel Saturnino, Manoel Izidio Francis-
co Sevcriano, Victorino Pereira Jos Anto-
nio Roberto e o menor Martins : mas nao
consta porque motivo foro prezos.
Abril 12. Passou-se passaporte a Jos Joa-
aquim da Silva Maia, Porlu^uez para Por-
tugal ; e Guia as creoulas Mara Joaqu.na ,
> Diimjzia despachadas por seosenhor I.ni/.
Ferreira da Silva Santos para o Maranlio.
Parte do dia 13.
Pelo Commandante Geral interino do Cor-
de Policia me foi participado que foro
Montevideo. O general Rivera em Ma
poltica de ruysterios o torpezas resolvcu pas-
sar ao 011 tro lado do Uruguay provincia
de Entre Bios jquandoalli nao era neces-
saria a concurrencia dc^uas forjas visto q-ue
o hbil vencedor de Ca-aguass era senhor
da provincia. Muilo diversamente se ajniza
aqu a respeito do motivo que o levou l : mi-
nliaopinioquB inimigo mortal do toda
a reputacao militar que assoberhe a sua, el-
le foi buscar opportunidade do preparar com
geito elementos para deslustrar niais tarde
o renome glorioso do general Paz ; c anda
maisentendo que, vendo qnc a questao ar-
gentina vai muilo acaminho e promette yin
breve e prospero desfecho elie quer niachi-
nar a lm de remover para mais longc o seu
termo. Far V. reparo n'estc meu pensar ,
e entender sem duvida. que sendo Rosas
inimigo intransigivel de Rivera este devia
anressaV todos os meiosque pudessem trazer
a prompta e total queda d"aquelle ; pois dos--
granadamente para estes povos assim nao a-
contece. Compendio de vicios ja pblicos,
j privados, Rivera se teni col locad o na pre-
cisiiode marchar por urna senda cstreita o
igualmente ladeada de precipicios : otrium-
plio completo de Rosas seria arauto infallivel
para proclamar sua queda ; mas a victoria
Policia pai, ipa, que foro hontem presos lotal (|os ,|Cr0M deCorrientes, restabelecendo
no
lio
.
FLfOITD
AUDIIAS POR FORO D'hESPANIIa(*).
i 571 3.
. IIL
Um bullaos e urna a^ulha d'alfaiate.
O Sol que havia mais de meia hora sabira
do oriente cingindo da sua aureola de verme-
Ihido no meio da atmosphera turva e cin-
zenta de um dia dos fins d' Agosto dava de
chapa no roci 011 praca onde avultava o mos-
teiro de S. Domingos rodeado d'hortas e
pomares que verdejavam pelo valle da Mou-
raria ao oriente e pelo de Valverde ao norte.
J;i muitos bsteiros e pees armados de aze-
vans sederramavam ao longo da parede dos
paco* de Lancarole Pecanha fronleirOB ao
mosteiro descendo uns por entre as viuhas
d'Almafalla ( 1 ) outros do arrabalde da
Pedreira ou bairro do almirante ( 2 ) ou-
(*) Vid. 0 Diario N. 7t, 72,7oe7c7"
( 1 ) Hoje o monte da Graca.
( 2 ) Hoje o bairro dentro da ra larga de
tros da banda da Alcacova outros emfim de-
sembocando das ras estreitas e irregulares que
iam dar opulenta e celebre rua-nova ( 3 ).
Homcns e mulheres se apinhavam aos dez c
doze no meio da praca e s bocas das ras ;
fallavam meneavam-se riara chamavam-
se uns aos outros. As vezes aquella m de
gente cujo vulto engrossava de minuto em
minuto agitava-se como a superficie de um
pego passando um tufo de vento. Incerta ,
varillante informe sbitamente se configu-
rava alinhava-se e similhante a um trian-
gulo enorme, a urna quadre la gigante des-
ie< liada de trom monstruoso vi brava se con-
tra a vasta alpendrada do mosteiro cujas
portas anda cstavam fechadas. Ah hesitava,
ondeava e retrahia-se como resaltara a
folha cortatlora de urna acha d'armas qitando
nao podesse romper as portas chapeadas de
forte castello. Entao aquella mullido toma-
va a forma de meia la cujas ponas se en-
S. Roque Ciliado Ra do Ouro, Roci
e Calcada do Duque.
( 3 ) Moje Ra dos Capellistas.
Policia me foi
lontem prezos pelo Inspector do Ojiarleiro
da Ribeija do Bairro de Santo Antonio Mi-
guel Archanjo ; pela patrulha que rondou
no lugar do Carmo a esrrava Alaria por
estar fgida-, e por um dos caixeiros do Guer-
a ordem na repblica lheseria igualmente
fatal. A paz ha-de ser a morte de Rivera ;
nao sondo entilo necessaria a nica qualidade
porque o toleram,seu presumo militar,
ha-de apparecer mnlo em dia escu monto de
defeitos que o carecterisam e queotornam
incompalivel com toda a idea de ordem c do
organisacAo. Genio das trevas elle s po-
de brilbar no escuro apenas alumiado pela
luz enfumacada dos caulies e bombardas ;
como as aves de agourc e de pranto elle te-
me o fogo da luz. Por isso quando as cou-
sas se vao compondo ,seu genio fatal as e-
maranba de novo, por isso quando o bravo
e desgranado general Lavalle estere em atli-
lude esperanzosa, elle soube plantar a dis-
cordia e desaccordo no seio mesmo do seu va-
loroso exercito ; e talvez por isso foi agora
para formar um partido seu, e roubar sym-
pathias ao generoso Paz.
Os Argentinos bem o conhecem ; mas,
necessitando que -Entre-Ros seja guardado ,
curvavam pelos lados de Valverde e da Mou-
raria evinham topar-se por baixo do bairro
ladeirento da Pedreira donde confundindo-
^e e irradjando-sc de novo, se espalhavam
pela vaslido do terreiro. O povo que dor-
mir por seculos lora accommetiido d'uma
das suas raras insomnias e viva essa pos-
sanie vida da pracaf publica em que de or-
dinario ridculo e roz ; mas em que s ve-
zes sublime e terrivel.
Era a manha immcdiala noite em que
sohrevieram os acontecinentos narrados ante
cedenlemente : o povo preparava-se para urna
lucia moral com o seu rei mas nao se des-
cuidara de vir prestes para urna lucia physi-
ca se D< Fernando quizesse appelar para
esse ultimo argumento. Era a primeira vez
qnc a arraia-miuda dava mostra* da sua (orea,
e revindicavao direito de dizer armadanao
quero O elemento democrtico apparecia
pela primeira vez inluindo activamente na
monarchia ; enxertava-se nclla como princi-
pio poltico a par da aristocracia j que com a
Ma manopla de le n> arrojava a plebe con-
tra o throo sem pensar que brevemente es-
se
te ronhecendo assim a forra popular, se
Valeria della para esmagar aquelle que ora
sopravam nos nimos a revoha e que reve-
lavam ao vulgo urna nova existencia.
A hora aprazada para a vyida d'elrei anda
liao havia balido ; mas o povo orgulhoso da
Jmportanria que sabilamente se Ihe dera ,
rmbeveeido na idea te que obrigara el rei a
partir os lacoaadulterinos que o unim a Leo-
nor Telles nao media o tempo pelo curso do
sol mas pelo fervor da sna impaciencia. Duas
vezes se espalhra a voz de que D. Fernando
cheg ra e duas vezes o povo correr par o
alpendre do mosteiro. As ponas da igreja cs-
tavam porem fechadas bem como a nor-
taria e as estreitas e agudas fiestas do mostei-
m golhico que formado apenas de um pa-
vimemto terreo e humilde contrastava com
a magnificencia do templo, cm cujas porta-
das profundas sobre os columnellos poutea-
gudos que sustinham os, lechse chaves da a-
bobada ou 09 auimaes monstruosos e iiybri-
dos os centauros os satyros c os demonios ,
avultados na podra dos ranilcis por entre as
folliageus de carvalho e de iodo parecram ,



em quanto vo combater de frente o tyrnnno
de sen paizde oulro lado do Paran estao
ou parecen estar deliberados a foslejal-o para
que ello Ibes conserve aquella provincia, em-
bora conheeam que bem caru Ibes lia-de cus-
tar esse auxilio.
Rumores vagos correm deque Rivora se
quer fazer nomear director em chele da guer-
ra contra Rosas, cabentlo ao general Paz o
segundo logar no exordio ; creio porem que
smelhantc pretendo nao pode ter cabimen-
to por desmedida e porque seria indicadora
da prolongarn da guerra trazendo damno-
sos resollados finaos : por fim isto sao conjec-
turas. O corto que se carece actualmente
ile noticias dos exordios o que so pwsi
milito tna precedente. A dirercao ollieial
(l'este estado osla entretanto confiada a crea-
turas de Rivera, boniens que nao merecen)
ser npmeados.
Por toda a campanlia se commetteram as
maiores violencias eonlra os Brasileos nVila
estabelecidos na ocasio da ipassagem de Ri-
vera ; a uns obrigava a servir noexv*.cilo a
todos sem cxcepgao levou os osera vos para
soldados &c. At quando srao obrigados
os Brasileiros a recorrer protecoo d'esle lio-
mem sem f sem lei e sem moral, mil ve-
des pior que o pnnlial dos rebeldes ? \ .
(Sentinella.)
REPUMJCA ORIENTAL.
Monlivedo 4 de margo de 1812.
No dial i do passado chegaro a Bajada
quatro caciques o o capitao Gorord envia-
dos pelo coronel Baigorl o qual ollicia a Paz
pedindo-lhe ordene nstrmves para coorde-
nar srtias oporaertees O Coronel Baigori tem
dons mil indios postados'cm l.ebuco Pcllan-
mone l'rre-langueu pontos ao sul da pro-
vincia dsS. l-uiz, o sobre a (Yonteira de Bue-
nos-Ay res quasi ein fenle de. Tapalqueu ,
Lamina Blanca e Yin te e Cinco rie Mito.
listes caciques viento rom iini oflieial de
Lpez que o mez passado fo mandado por este
levara Baigorri nina carta do Paz. Baigorri
foi subalterno de Paz no annode 1850 e re-
fngioll-se entre os indios por causa dos sue-
cessos del851em Cofdovu : agora responde
a Paz e manda quatro caciques amigos se-
us,"pata trataren) com o general verom o
exereito &C
O ofliciiil (fue acompanlia os caciques diz que
entre os indios ecom Baigori ha muitos olli-
ciaes <\o exereito libertador. Os caciques ,
depois de conferenciaren! com o geonral Paz ,
SahirfiQ no d a 20 para Santa l'. Aqui d-se
milita importancia a este successo.
i conferencia entre Paz Lpez Ferr ,
o Segu leve lugar na Bajada nos das 1 c 20 de feveiviro. Acabada ella relirou-se
Lpez para Santa E: lii/.em todos (pie se bou-
ve ajmiravel mente e com muila fraiiquesa e
lealdade.
O general Paz tinba recebido fas carretas,
&c que daqui llie inandarao en espingar-
das e muniefies ; a sua infantaria tinba lulo
nm reforco de 1.00,1 homens. lloje diz el-
le, decupo-mn smente da passagem do ex-
ondo ; ja est Indo i-ucerladoe principiada
a execucao do nosso plano.
No din 20 chegou a Bajada outro proprio in-
terceptado a Oribe. Lina carta do Cliefe de
estado-maior de Paz que me foi cominuni
cada, dizoseguinte : Nosei oque con-
ten os offieiS de Oribe mas o meu general
inostrou-se mui alegre depois de l-Ios e ou-
vi dizer ao Snr. Ferr que estes olicios Ibes
davo muita luz' para as suas operaces. O
Portento todos escraVidao ou liberdade ,
patria ou cadeas rgualdade ou tyrann.a c-
leget A vossa deciso nobre ou infame ,
me far vosso amigo ou inimigo. toinoa-
mi"o serei vosso salvador c salvador da
patria e de vossos filhos ; como inimigo o
mais irreconcliavel e severo com os que nao
tem patria religiao nem altelos naturaes
a seus filbos Prtennos consnltai vossos de-
veres sagrados e a felicidade ou desgrasa do
solo que vos vio nascer 5 e nunca vos queixeis
da conducta do vosso compatriota e fiel amigo,
porque ella ser regulada pela vosssa.
JOA PABLO LPEZ.
mais que pude colber que Oribe diz a Rosas
que est a p, oque nao tonie esla-expres-
s'10 na sua apcepQfio geral, mas que entenda
que est a p nao por ter os cavallos fracos
e sim por nao ter cavallos. Os ofllciaes vi-
nboem um cbifrede dous fundos: Lpez man-
dn passar polas armas a um dos conducto-
res.
AcabiSo de chegar dezoseis individuos fgi-
dos de Buen os-Ay res. Dizem que ha muitos
refugiados nos vasos de guerra estrangeiros.
REPBLICA ARGENTINA.
SANTA FE'
proclamarlo.
0 govemador ecapitao'general da provincia
de Sania Laos habitantes de Buenos-Ay-
res.
Prtennos A' frente de um poderoso, va-
lenlee virtuoso exereito a vos 1110 aprsenlo
para reconquistar a vossa liberdadtf usurpada
pelo ma cruel mais brbaro e mais sangui-
nario de lodos os tyrannos. Soou a hora do
exterminio desse uionslro e nao deporei as
armas eu vo-lojuro emquanto com o sen
impuro e corrupto sangue nao lenba elle ex-
piado os horrorosos crimes com que a dez an-
uos afllige a desventurada provincia de Bue-
nos-Ayres e mais provincias da repblica, a
quem tem fe i lo sentir o duro jugo da sua es
cravido. Coi)) a espada ein nina mao e na
outra um ramo de oliveira que enlrarei no
vosso paiz.
Argentinos Portenhos que queris contri-
buir para a salvarlo da patria na sua agona ,
eu vos convido a reunir-vos a meus estandar-
tes para vinganles o sangue de vossos pas ir-
maos o filhos que o impio llosas tem foi lo der-
ramar para sustentar seus ambiciosos e atre-
vidos caprichos ; para vinganles a honra de
vossas esposas e lilbos vulnerados pelo azorra-
gue e pela faca dos mashorqueros produ-
zidos palo Averno para allligira hiimanidade ;
para reciiperardos vossas fortunas ; para vin-
ca riles asante o augusta religiao de Jess
Quisto profanada,"..- essa besta feroz, o j Joao Pablo Lpez e depois de conferenciar
inmoral Rosas, cija impia temeridade ole- sbreos assumplos*. guerra ret.rou-se a
vou ateo du'lirio de fazer adorar o seu im-
ENTRE ROS
VIVA A FEPBRACA!
O poder executivo da provincia :
Sondo de mister adoptar medidas promptas
cellicazes para tornar vigorosa a guerra de-
clarada ao tyranno da repblica, e leudo a
mais plena conlianca naaptido patriotismo
e parles que em tu alto grao rene o escla-
recido Argentino general em cliefe do exer-
eito libertador de resrva D. Jbae Mara da
Paz decreto :
rt. 1. Confere-se o commando militar
de todas as Coreas de linha e civcas da Pro-
vincia aoExm. Sr. general em ehofa do ex-
ereito libeitador de reserva brigadeiro I). Jo-
ze .Mara Paz podendo proceder organisa-
cao do todas ellas conlerir patentes cem-
pregos militares at o de coronel inclusive,
o nomear os commandanles dos departamen-
to?.
Art. 2. communique-se&c.
Paran o de fevereiro de 1842. Pudro
Paulo Segu. Flix de Martnez.
NOTICIAS DE CORRIENTES!
Montevideo A de margo.
As nossas noticiasda Bajada alcanzo al 22
do mez passado. O snr. govemador l). Ferr
chegou com os seus niuiistros aquella cidade
nodia17. A 18 chegou o sht. govemador
MS-----------^*";
toda a sua vida respeilador das les eautbori-
dads nao qufia manchar o.seu crdito j
no ultimo quarel della; e neste inluito ajun-
ta tres documentos dos quaes se v que S.
Ex. Ihefci'denou que recebesse c pagasse cer-
tas ferias o que elle Coronel rtelamou quj
tal ordem nao podia ser elle dirigida c. c.
Ao ver do illuslre Coronel sao aquellos ter-
mos incompativeis com as suas funcoOes c
portantq, visto como nao podao elles Ser ac-
cntosos devia necessariamente haver enga-
o no enderezo do olficio de S. Ex. ; pois que
anda relevando a m applicacodaquelles ter-
n)os applicago que parecen sem duvida of-
fensiva ao Sur. Coronel, nao* sendo elle o
encarregado da parte liscal da Repartirlo das
Obras Publtcas nao poda ser encarregado
de receber e pagar. iNs porm nao enxer-
gamos nessas expressOes a incuria que I!ie
descubriu o nosso corresponilnte nem lao
poco podemos descobrir como da ordem en
questao resultasse o transtornoda regularida-
de do servigo que tanto recciou o los re Co-
ronel : milito menos se pode conceder, que
anda quando ludo isto exislsse valesse li-
ma reprehendi dura da parte do subordina-
do que tem ,por norma respeilar o que
digno de respeito, para com o seu superior
I que be*a primeira Autoridade da [trovincia ,
e essa reprehenejio sem duvida alguma esl
comprehendida nos lemos do documento da
correspondencia sob N. 2, por mais simples
que elle pareca.
Quando se diz ao Chefe de urna Repartigo
--receba -pague est bem entendido
que he para o fazer por intermedio dos seus
agentes subalternos alguus dos quaes mul-
tas vezes a inda tem outros agentes seus su-
balternos por quem vert a ordem a ser por
ultimo executada. Remis que desar podo
resultar de receber pagar, que poss ex-
citar o subordinado a reprehender o seu supe-
rior ? Ha alguemque nao receba nem pague:'
Sao estas cousas do numero daquellas que as
convences sociaes tem maicado com o fere-
te da vilesa '.' por cerlo que nao : logo nao lia-
com as viaagens truaiteseas que as faces mor-
as Ihcs imprimir oesculplor, esearnecerem
da ofcolera popular, que len a como as mares
do o"eano comecava a descere u trasbordar.
A penas l dentro.se ouviam de vez em quan-
do as harmonas saudosas do orgo e do i-att-
locho montono dos rades que o'ereiiarii a
Detis as preces matutinas Era ehto que o
povo cscutava : o retralu'a-se arrastado pelas
blatpbemiasc pragas que sabiam de mil bocas,
e que oram ropeliidas do anctuario pelo sds-
surro dos psaIrnos que rel>oavam dentro da
ifjfja e que transudavam por todos os poros
!o ^iganle i!e poilra nm balito de paz de re-
M;ta(.o e de ronanca em Deus.
O povo porem era como os liomens ro-
bustos do Gnesis : era impio porque era ro-
boito.
O dia subia e com elle subia o murmurar da
desconfianna: as noticias corriam encontradas:
ora se di/ia oue elrei redera aos desejos dos
seus vassallos e dos peoes e que viria an-
iiunciar ao povo a sua separaco de Leonor
'J e.'les : ora pelo contrario se afhrmava que
elle ca orine em sustentar a resolueo cou-
mundo e selvagem retratnos aliares dedi-
cados ao culto e reverencia do Ente Supre-
mo Attenlado inaudito execravel e sem
exemplo Com a espada ouvi Portenhos ,
inarcliarrei para fazer desapparecer os debis e
cobardes que esquecidos da religiao da
honra i- da patria continueai a seguir indine-
rentos su bmissos ao ambicioso traidor ty-
ranno impo e Cruel assassino da buinaiii-
oade JoO Manoel Rosas.
Portenhos! nosei engaar os homens,
se respeita-los c respei-lar os s>us diieilos :
a minha palavra nio a palavra falla/, dos ty-
rannos, eu vo-la dou de que seno felizes os
Portenhos virtuosos que concorrem COniigo
para salvaren) asna patria assim como que
persegu re de morte lodo o cobarde que nes-
la crise de salvacao voltar o rosto. Escolhei ,
P01 teuhoi : LIBERDADE ou inl'ainia.
Soldados que pela foi'ca ou terror estis a-
lislados no servieo do traidor Rosas para op-
primir esscravisaf a patria, convido-vos a
que abandonis as lileiras do deshumano que
vos escravisa. Os que se apresentarem as
ininbas hauderas serao recebidos nos bracos
dos mais valentes elfienciadosao terminara I11-"
la que ter curta diiraeao. Os que desde
21. Aeliava -se na Bajada o capilo Borordo,
do priineiro exereito libertador que com
outros olliciaes patriotas se Beba na divisao
do Coronel BaVgorri. O capitao Borordo,
com seto ilhos de caciques veio receber or-
deus.
A organsacao Entre-Rios tocata o seu ter-
mo.
A' saluda do Exm. governaJor D. Pedro
Ferr estove para rebrillar um niolim diriji-
do pelo coronel rosista Alganaroz. Os conju-
rados premeditavo assassinar o govemador
delegado Manoel Ferr e saquear o Ihesoii-
ro fugindo depois para um dos pontos oceu-
pados pelos rosistas. Convicio perante o tri-
bunal competente da sua perfidia e aleivosia .
foi espingardeado o ingrato resista no da 12
de fevereiro o presos os seus cmplices que
sao prisioneiros de Caa-guazu. (Nacional )
( J. do Com. )
Adiante publicamos urna correspondencia
do Snr. Coronel Moraes Ancora que servia
de Inspector Geral disObras Pubjcas; na qual
pertende provar que o acto da Presidencia ,
para
o ollicio do nosso
j quizereni r i tirar-so deiXarei em plena lber- queodesonerou daquelleemprego, foiesponla-
dade. Soldados, portenhos ou abandonai o I neodaparledo Exm. Presidente da Provineiae
tyranno da vossa pal Ha ou osperai a viii-1 noemronsequouciadcmeuosacatameuloouii!-
ganca dos livres se l'ordes apanha los com ai- hordinagaodasua [>arte paracomomesmoExin.
mas na mao. Patria ou morte, soldados! Presidente; porque, diz elle, leudo sido em
traria : havia quem assevrrasse qne na alca-
Cova e 110 terreiro de S Marliubo se come-
cavam a ajunlar liomens d'armas c bsleiros ,
e a cholera popular Crestia ponjue a aticava o
receio.
No mcio de urna pinba de galeotes carni-
ceiros pescadores, moleiros lagareiros ,
e allgomes dois homens allcrcavam violen-
tamente: eram Ayras GileFr. Rov : objec-
lo da dispula Ferno N'asquos : argnente o
pelintal ; defendente o beguino.
Que nao vira vos digo eu grilava Ay-
ras Gil disse-m'o Garciordonez o nierca-
dor de pannos de Ruao e d'iprcs, que mora
ao cal da ra nova aos acougues defron-
te das tara, enas d'elrei
s IMeitiu pela goija como um perro judeu
replicava frr. Roy : JN'o era Ferno Vas-
ques bomem que (llasse a este auto, tendo-o
aarraia miuda e'egido por seu propoedor.
o Medo ou dobras do paco podem tapar a
boca aos maisousados e fazo.-los dormir ate
deshoras relrucou o pelintal.
Dobras do paco sei eu que fazcm fallar
tornou o beguino com um riso sardnico, lem-
brando-se do que nessa noile passra : me-
do sabis vos que faz lugir : inveja sabemos
nos lodos que fu/, imaginar ..
Descaro c gaijjanioice que faz mendigar:
interrompeu As ras Gil vermclbo de chole-
ra reliando os punbos e descahindo para o
beguino como gai que vai afJerrar outra em
combate naval.
Excomunicabo vos murmurou Fr. Roy
fazendo-se prestes para resistir ao abalroar do
pelintal
E o vulgacho que eslava de roda lia e batia
as palmas.
Nisto os gritos de alcacere alcacere re-
boaram para outro lado da praca : o povo cor-
reu para l. Os dois campeadores voltaram-
sc : era o alliale.
Sem dizer palavra, o beguino olhou com
gesto'de profundo desprezo pata Ayras Gil ; o
tomando urna postura entre heroica e d'inspi-
rado estendeu o braco e o iudex para o lu-
gar onde passava Ferno Vasques, Depois
parti com a turbamulta que o rodeava em- I
via motivo plausivel
cor respndeme.
Irregularidade do servieo bavera si o Exm.
Presidente se livesse dirigido um Empega-
do subalterno das obras publicas 5 entaoexis-
liria com ell'eifo inversao da ordem estable-
cida, mas sendo o Snr. Coronel Chele da Re-
partieao ein geral e jelgando-se elle mesnio
at competente para representar pela falla de
pagamentos dos Empregados della e especi-
almente das feas dos operarios, nao Ihe po-
da irrogar injuria a incumbencia de rece be r
e pagar essas lerias e muilu menos Irazer
estacomsigo a desorden) dos Irabalhos da Re-
partido.
Acresce que j nao era osla a primeira vez.
que o illuslre Coronel se deslizara um pou-
co da senda respeitoza que sempre de-
vera seguir e que diz ser a que sem-
pre Irilhoia ; que alem da reprehengo do
ollicio sob N. 2 houve da sua parte reinci-
dencia aggravada nodo N. ; e da propna
correspondencia alias escripia em termos
habis, se deduz que o seu aiitbor quer di-
zer que o Exm. Presidente desonerando-o do
encargo de Inspector Coral obrou por ca-
pricho e sem outro motivo plausivel : o que
he incontestavel em presenca dos proprios do-
cuinenlos da correspondencia; eo que por
cerlo ninguein dir (|ue he milito respeitoso.
Nem tumbem era esta a primeira vez que se
Ihe havia dado incumbencia sobre a parle lis-
cal das obras publicas como a que constado
ollicio de lo do passado a que o nosso Cor-
respondente se nao escusou.
quanio o pelintal o segua de Ion ge lento e
cabisbaixo.
O allaialc cercado dos outros rabecas da
rtvolla da vespera cncaminbou-se para a
alpendrda deS. Domingos Trazia vestida
uuia saia (4) de valentina reforcada calcas
de Lila capatos de pelle de gamo touca de
ingres com fita de momperle e cinta de cou-
ro ludo escuro ao modo popular. Com pas-
sos firmes subiu os degraus do alpendre. Ual-
li em p com os bracos cruzados correu
com os olhos a praca onde enlrc o povoapi-
nhado se fizera repentino silencio. Depois ti-
rando a touca cortejou a mullidlo para um e
outro lado : os seus gestos e ademanes eram
j os de um tribuno.
( 4 ) Muitos dos trajos ivis do sectilo 14-
eram roinmiuis a ambos os sexos, ou pelo
menos tinbam nomes communs como se po-
de ver da lt de D. Allonso -i acerca dos tra-
jos.
(Ccninaar-se-ba.;


Finalmente a sua prspra representado sob
N. 3 he mais urna provade quo nao pela in-
cumbencia mas somenlo dos termos porque
ella foi redigda se escandnlisou o Ilustre Co-
ronel que nao satisfeito com a primeira des-
forra quiz ainda tirar segunda representan-
do nao s em termos menos habis, como
tambem intempestiva e infundadamente : por
quanto nao havendo no cofre sino 26contos
de reis que nao podio chegar todos os
Empregados que estavao por pagar algum
Imvia de esperar sem que nisto houvesse
graga ou desfavor urna vez que se mandara
destribuir toda a quantia. Mas era do em-
penhoegosto a que parece, do nosso cor-
respondente repetir ao Exm. Presidente as
palavras descuido engano -- equvocaco-
adogadas com est'outras de quem redigiu a
ordem.
Ilavendo pois o snr. Coronel Moraes Anco-
ra faltado ao respeito primeira Autoridadn
da Provincia o que esta cabla ca livrar-se
do contacto em q' com elle esta va e isso fez,
desonerando-o do Lugar de Inspector Geral
das Obras publicas 5 nao por capricho; mas
por justiea.
CO.Y1MERCIO.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 14 5:S4858i
DKSCARRECA IIOJE 15 DE ABRIL.
Patacho Americano = Giraffe = Fasendas ,
cubos, pregos cidra charutos e
tiula.
Patuxo Americano = Henry = Caixas azei-
te manteiga de poico e barricas aba-
tidas.
Rrigue = Jozefina = O resto das mercadorias
vinbo e vinagre.
Barca Ingleza= Tliomaz Mellor= 0 resto i cunslancias daquelles aquem S. Ex. manda-
de cruz. 0 engano podia proceder de quem
rcdigio o officio, ou mesmo Je S. Ex. sem
Ihe ser indecorozo nao s porque todo ho-
mem he sugeilo ao engano como principal-
mente porque nao declarando ocorpo do of-
ficio a quem he dirigido, e-rindo no canto
inferior do papel, militoabaho da assigna-
tura de S. Ex. a direcgo, podia mui bem
accontecer, que S. Ex. lesse sortiente o con-
teudo da ordem, e nao fosse examinar a quem
era dirigida, suppondosera quem pertencia
execulal-a. E a nao se atlribuir a engano a
direcgo que te ve a ordem, forgozo he con-
cluir que ella me foi dirigida com um dos
dois fins : ou para rebaixar abater e me-
noscabar o lugar de Inspector Geral das Obras
Publicas mandando-o fazer o servido de Al-
moxarife Pagador, o que nao pode caber na
circunspecto e delicadeza da primeira Auto-
ridade da Provincia e por isso inacreditavel;
ou de pensado para nao ser executada e ha-
ver um pretexto para me demiltir o que la
l)em me nao pareca crivel. Nao me compe-
tindo pois por maneira alguma a execugo da
citada ordem e nao podendo nem devendo
atlribuir u sua expediego a nenhum destes
motivos he necessaria concluzAo attribui-
la a engano sem que dessa observado se
possa concluir falta de respeito a Auloridade
que a expedio.
Na reprezentago attribuo, em verdade ,
somenle a puro descuido ou equivocago de
quem redigio a ordem -- para seren pagos os
Empregados das Repartieres Provineiaes, o
n3o serem contemplados os das Obras Publi-
cas na destribuigo desses pagamentos ; po-
rem longe de ser isto offensivo a S. Ex., res-
salva-o, na minha timilde opinio da im-
pitago de parcialidade ; por quanto deven-
do-se a esses Empregados seis mezes de seus
ordenados nao tendo emolumentos e ten-
do iguaes prqcijEes esto as mesmas cir-
tuar todos os pagamentos, que ella lem de
fazer : este Empregado que presta urna fi-
anza he inmediatamente subordinado ao
Administrador Fiscal, o qual autorisa as-
sim os recebimentos, como as despezas. Des-
tas dispozQes do Regulamenlo se eonclue
dos empregados ? e contra quem com mais-
criinoiua se vocifera rezulundo dahi desar ,
e vilipendio de minha reputadlo a qual lodo
o homem de ve mais que tudo prezar:
|K>r isso rigorozamenle nje vejo impelido a
incomodar-los rogando .o grande obze-
que s o Almoxarife he competente para re- quio de inserir as auiheulicas cerlidoens que
ceher dinheiros para a Repartigo e fazer os j para escoimar a minha conducta extrahi
de 1'azendas e ferro.
CORRESPONDENCIA.
Snrs. Redactores.
Varias pessoas me tem asseverado, que a
dispensa do exereicio de Inspector Geral Jas
Obras Publicas e das oulras commisses de
que me achava encarregado nesla Provincia ,
que expoiilaneamenle me foi dada pelo Exm.
Snr. Presidente em 23 de de Margo p. p.,
teve origem em eu nao cumprii urna ordem ,
que nessa datarecebi, dirigindo-lhe por oc-
casio della ollicios offensivos sua aulho-
1 i(i. 11J1 inculcando que S. Ex. assigna de
cruz as suas ordens ; e como sempre tiz tim-
bre de respeitar as leis e as autoridades cons-
tituidas e de expender os meus pensamen-
tos, quando a ellas me dirijo, com decente
franqueza e verdade, magoa-me a idea de
ser luchado taivez no ultimo quartel da mi-
nha vida de insubordinado e menos res-
peitador das mesmas autoridades. Por ou-
tro lado vendo no n. 08 do seu acreditad*
Diario, que nao vem publicada no expedie'n^
te do Governo do dia 23 a ordem a que se
illude mas sim a que para o mesmo lim de
Vagar os trubalhdores das Obras Publicas a
feria vencida fra dirigida no mesmo dia e
provavelmente depois da minha resposta, ao
Sur. Almoxarife Thesoureir Pagador da-
quella Reparligo, ommisso que deve ter
contribuido para ser acreditada a inculcada
cauza da dita despensa mesmo pelas pessoas
que mais convencidas estiverem de eu ho
poder cumprir a indicada ordem sem um com-
pleto transtorno da regularidude do servigo ;
sou impelido por estas razes e pela consi-
derago que tributo ao respeitavel publico, a
pedir-lhes Snrs. Redactores o obzcquio de
liiiscreverem em algum dos prximos n-
meros do seu Diario os trez documentos abai-
xo copiados sendo o i. a ordem que S. Ex;
irie dirigi em 23 de Margo para e?< pagar a
feria vencida aos trabalhadores das Obras Pu-
blicas depois de receber d Thezouraria
das Rendas Provineiaes a sua importancia ; o
2. a resposta que dei aessa ordem ; e 0 3. a
reprezentagd qu na mesma data antes de
recober a dita ordem, dirig Presidencia ,
pedindo-lhe que mandasse contemplaros Em-
pregados daquella Reparligo na destribuigo
dos pagamentos que mandou fazer por cotila
do que se deve aos Empregados das oulras
ReparligGes Provineiaes que nao tem emo-
lumentos. Creio quo ninguem a nao ver
pelo prisma da prevengo, descortinar nes-
sas duas pegas o menor indicio de pretender
inculcar, que S. Ex. assigna d cruz o seu
expediente ; porquanto a fraze persuado-
ine que a dita ordem me foi dirigida por en-
gao deque uzei no cilicio, nao pode de
ra pagar; e o nao serem contemplados na
destribuigo dos pagamentos s se pode attri-
buir a descuido equivocago ou esque-
cimento de S. Ex., ou de quem redigio a or-
dem ou ento a urna excepgo odioza e in-
justa ; ora repellindo esta ultima cauza, por
nao ser decoroza primeira Auloridade da
Provincia que deve ser imparcial, e justa ,
s se pode admittir o esquecimento ou equi-
vocago. E com quanto S. Ex. seja suscepti-
vel do o ter j que essa he infelizmente a
parlilha da humanidade jul^uei mais decen-
te, em Da reprezentago a S. Ex. dirigida, al-
tribuil-o a quem redigio oflicio, sem poder
dahi inferir-se se nao do modo mais torga-
do pela prevengo que S. Ex. assigna de
cruz, porque milhares de vezes acontece ao
mais atiento escapar na leilura urna especie
entre muitas que se oferecem considerago.
FlgUrou-fie-me pois, que S. Ex. linha orde-
nado que se mandasse pagar aos Empregados
Provineiaes o que se Ibes devesse do semestre
lindo, que quem redigio a ordem (quede
certo nao foi, nem costuma ser S. Ex.) dei-
xou de mencionar os das Obras publicas, e
que S. Ex. nao tendo s esse objecto em que
curcar nao adverlio nessa falla. Nao ha coi-
za mais faclivel, sem que por isso seja al-
guem responsavel, urna vez que nao bouve
iotenga de mal fazer, e be nesse pensamen-
to que liz a reprezentagaO que infelizmente
foi talvez entregue a S. Ex. na mesma occa-
zia" da entrega do officio de que cima falei.
Devo por esta occazia declarar aos snrs. Re-
dactores que a reprezentago de que trato
foi obra espontanea minha os Empregados
da Repartigo nao influifo directa nem in-
directamente para eg a dirigir, e mesmo neT
nhum teve conhecmento della se nao o A-
manuense que a tirou a limpo na occazio de
o fazer.
O dezejo de justificar perante o publico a
hngoagem que empreguei nos meus ollicios
4)ia-me distrahindo da tengo de dar o'motivo
em que me fundei para observar a S. Ex. ,
que havia engano na direcgo da sua ordem
sobre o pagamento da feria : eil-oahi. Allc-
partiga das Obras publicas, como todos sa-
bem, cbmpe-se de duas.sccgoes distinetas ,
e independentes cujo servigo respectivo lhes
sl marcado pelo Regulamenlo de 10. de A-
gosto de 185o, em virtude do qual cabe ao
Inspector, cliefe de utqa.secgo, ludo quan-
to he relativo aos planes, direcgo Cexecu-
go das obras, e ao Administrador Fiscal ,
ehcfe da outra ludo que respeita tieconomia
e eontabelkladc da ReparCo, Com o que
nada tern-o Inspector. Pela Adronistragfio
Fiseal se recebem os dinheiros e se fazem
todos os pagamentos, sem a menor ingeren-
cia do Inspector Geral, e para esse lim ha um
Almoxarife Thozotirlro Pagador, designada-
menls encarregado de receber os fundoades-
pagaments ; que o Inspector nao pode, nem
mesmo autorizar taes actos do Almoxarife ,
e menos lhe cabe receber e pagar ell'ectiva-
tnente dinheiros por contada Repartigo; e
he por isso que cima disse que eu nao po-
dia cumprir a ordem q' me foi dirigida nodia
23 de Margo sem um completo Iranstorno da
regularidade do servigo. Por tanto urna or-
dem ao Inspector Geral para receber dinheiro
ila Thezouraria, e fazer pagamentos a opera-
rios da Repartigo s pode ser dirigida por
engano a nao o ser por algum dos outros
molivos cima indicados o que nao he per-
miltido acreditar.
Tendo dito quanto julgo bastante para ar-
redar de mim a idea do insubordinado, e
menos-respeitador das leis e das autoridades ,
de novo pego aos snrs. Redactores o favor de
inserirem no seu Diario estas mal tragadas li-
nhas, bem como os documentos abaixo trans-
criptos ; favor pelo qual lhes ficar summa-
menle agradecido.
O seu Venerador e attento Crearlo.
Firmino llerculano de Moraes Ancora.
i. Documento.
Vossa mere pagar hoje mesme a feria
vencida dos trabalhadores das Obras publicas,
depois de ter recebido a sua importancia
da Thezouraria das Rendas Provineiaes
qual tenho expedido as convenientes ordens.
Dos Guarde a Vossa merc. Palacio do Go-
verno de Peinambuco em 23 de Margo du
1812-- Rara o da Roavista sur. inspector
Geral das Obras publicas.
2. Documento.
Illm. e Exm. snr. Acabo de receber
Da ordem deV Ex. para pagaroje mesmo a fe-
ria vencida dos trabalhadores das obras publi-
cas depois de ter recebido a sua importancia
da Thezouraria das Rendas Provineiaes ; c co-
mo ainda mesmo considerado como Inspector
das Obras publicas nao me pode caber o re-
ceber e destribuir dinheiro em pagamentos
da Repartigo persuado-me que por engao
me foi dirigida a dita ordem o que me apre-
t a levar ao conhecimentc de V. Ex. para
deliberar como convier boa ordem do servi-
go. Dos Guarde a V. Ex. Recife 25 de
Margo de i842. Illm. c Exm. snr. Raro
da Roavista Presidente da Provincia. Fir-
mino llerculano de Moraes Ancora Coronel
graduado do Corpo d'Engenheiros.
5., Documento.
Illm. e Exm. snr. Vendo no Diario
de 22 do correte que V. Ex. mandara pa-
gar aos Empregados que nao tem emolu-
mentos, das diversas Repartiges provineiaes,
os ordenados que se lhes deve do primeiro se-
mestre {indo do anuo cor rente; e nao sendo
contemplados naquella ordem os Empregados
na Repartigo das Obras publicas, osquaes
nao percebem emolumentos, escrutes deve
seis mezes dos seus ordenados o que nao se
pode deixar de altribuir a puro descuido ou
equivocagAodc quem redigio a ordem julgo
do meu dever como dirigindo parle do ser-
vigo da mesma Reparligo, levar ao Conhe-
cmento de V. Ex. esse infeliz esquecimento,
e rogar-I he em nome delles a expedigo das
suas ordens, para que sejo igualmente con-
siderados na parlilha para que tenho igual
razo de bem dizer de V. Ex. pela contempla-
go de que lhe sao devedores os mais Em-
pregados provineiaes. E para que a doenga
do Administrador Fiscal nao sirva d obstcu-
lo ao pagamento visto ser elle quem autori-
za as folhas, rogo mais a V. Ex. para que de
as providencias que em sua sabedoria jul-
gar adquadas para que essa falta seja suprida.
Dos Guarde a V. Ex. Recife 23 de Margo de
1842 Illm. e Exm snr. Raro da Roavis-
ta Presidente da Provincia Firmino ller-
culano de Moraes Ancora Coronel graduado
do Corpo d'Engenheiros.
maneira alguma despertar a idea de assignar {tinados s desposas da Repartigo, e tic eflec-
Srs. Redactore. Leudo m seo prestimo-
zo jornal de 12 do crreme urna Reprezenta-
co que a Cmara Municipal desia Cidade
pretende enderecar ao Exm. Sr. Presidente
afim de ver se obtem subtrahir-se da multa ,
iue em virtude da Le Provincial n. 79 le
ora imposia nao foi pequea a minha sur-
preza quando vi que todo seu contexto e
defeza se eslreiav na negligencia e talla de
exaeco dos deves de seos empregados ; ou ,
que ( para melhor dizer ) todo seo arrazoado
nao encerrara mais do que um libello aecuza-
torio contra cada um relativamente suas di-
versas obrigaces. Entretanto sendo eu tfm
por ellas com a mais subida evidencia conhe-
cer.i o publico sensato quo infundada li a ar-
guicio, que vertigino/amente se me urdi,
e finalmente que a Cmara na cpnfecro da
supramencionada Reprezenlaco, inteii men-
le olvidou-se de invoear o auxilio a que re-
correo o lamigciado Vollaire quando ex-
clamou-
Descends du haut des cieux augusta
veril ;
Repand$ sur mes ecrits ta forc et la
ciarte ,
Reflectidamenle examinadas as cerlidoens,
com rlare/a se ve queem nada coneorri para
a falta em que cabio a Cmara de nao aprezen-
tar ascontas no lempo em que lhe incumbe a
Lei ; por que das Actas consta que sempre
tive a solicitudeds as prestar nao s no perio-
do devido mas tao exactas que as Coiu-
missoeus i cujo exame foro submetidas, nen-
liuma ohjecio ou eselarecimento livero a
pedir : finalmente to bem me pareceu fallai,
e destituid 1 de lundaineiio a pe. na que se
me ii roga e rebelda edesohediaiKas or-
dens da espeiUvel Cenara; pir, qi-ese,
se quer atribuir a iiunlii inol)i>rdiiiagit
falla de comprimenlo que deixei de dar
Porlaria que dil a Repeezentieo que me
foi expedida em darla de 8 de Onlubrod.
auno pascad > pela qual se me oideiuva, (pie
t m (ii,|i/,.:s.- as cotilas pelos modelos nexos :
dahi iienhuma eolpalx-Iidade me pode rczul-
lar ; por t|ue jaiuaitt poda dar ex.eucoa
aijuillo de que nem tive a mais leve iioIkj ,
e nem me l'oi entregue : e tanto lie esta a
copia da verdade que da cerlidi .- culbe
uio estar regiitraiia scinelhanle P. rtana e
nen teiem as dilieientes Coaitnissoens li-
vro algum para esse fin destinado, cres-
cendo uio ter ella lia bem th o preatnle da-
do us nruli-llos piotnelidos. Em ullim. ana-
li-e, he digno de nolar-se e atbe prete
repugnante que laxando-te-me de impon-
tu.il negligente intenso e de tuil. ipidn
toa pn-oit upacio pode imaginar, ca-lega-
do em mi mina de detleitot jamis soliente
a inener reprebeiiaio ou mesmo adrooea*
lacio da respeitavel, e actual Cmara e
multo menos das transactas cu jos liiougei-
ros documentos coacervo em meo poder !
Nenhum estremec ment uiecauzj eata a'u-
viio de documentos, que com atan se dis ha-
veiemcuulra inini; por que se viles existem ,'
nao pasio de bem iaro termos de chada, e
multas mu demiuulas que 110 ircenso
concurso dos trabailius, deque me aubrecar-
rego Im 111 podido me escapar : e ento se
he axioma ,- que aquelle, que d contado
mais im-lhor dac do menos qual nao he
.vi>t disto a futilidade desses decantados do-
cumentos !! Nao alioiui- mu-h.i o excessivo
augmento do capital t. (|ue lioje existe em
colee, em cumparagio a..s tempjs psaados -y
r.a j eri argumento para a minha delidadV
os ti'.y.intos e lanos mil reis, quede mais se
ac liarn no cufie da Muncipalidade quando O
iino 1 a-s.uio e no piiticipio da actual ad-
ini lis'U'co s.-deuo balanco > m lalleiu
por mitu as dcsii.teres>aJas cjnscienciasdos
iba nos Vereadores ; na > pe deudo de vula
anticipaco com (jne recolho antes do tri-
mestre alguma soma que me parece so-
orar a* vi-la da leceila e despera.
ParecendO-me pois salafactoria e sul'fi-
lit rile isla hreve e ligeii a an.lise coa parte da lt -preaentaco que se leferea
minha p>8oa pi incip^lni-tile por seiem i
ininhas palavras leuzniene aoump>nhadas
de authentico documentos, por isto dei-
xando dme espraiar mais sofire a materia,
nao deixo de crdialineiite uie conlessr, que .'
sdu e lenboa honra de ssignar-ina *
DeVv. Mercs aHeeluozo Amigo
Prxedes da Fohcci Goulmo.
Fulgencio Infante d'Albuqnenjue e Mello,
Bacharel Ibrmdo ein Sciencia> Jurdicas, e
Sociaes pela Academia. d'Olinda, e Secr -tario
da Cmara Municipal da Cidade do Recife,
e seo termo zc. ( ei t fico que leveudo o
Archivo da mesma Cmara de I le nio'. cons-
ta que haja vr algum de Commisses de
Pol.c a e mais Commis. mara, onde s legistrm s per la 1 s e of-
licios respectivas. Cei tfico mais que as cai-
tas trimestraes du actual procurador foro
apresentadaj em tetado competente, e r*-
mettidas pela Cmara a Commiso de Po-
licia, que a mema C"mmis*o nurtW aJUri-
! 1
-
------------*-


fjiT-""^ wTtfjiiirj'iiii a m
&*j*^i3SEZ^X~i gTiTSS
4
s'-tilou parecer algum nem fea exiuenei*
1.1,^una mesma Cmara sohre a* lelei-ida*
rapta*, cuino tuda oii.-ta d > Livro d.is A>'iu<.
C-rt fi<> i'tiis, que nlo consta dominio
liio ras acta-, iiiriii m<-iimi do livro de Prgty
lt> u'ii'ios queoaclii.il Procurador Lofse
vez Iguiiia ifprthi-nddo. ou adraoegiado
pela Cataara ciual, e nem -qne deixass'* de
cumplir alguioa de su*a oidem. Cei tifio
mus que abroara presen* aluda nao >r-
uanisuQ o archivo apenas fez um inventa-
rio dos linos e papis exigentes no me*-
mo archivo Otilio dos movis da nluriici-
palidade nm vio de ponto, s-gurv'o o
R\?gulaento interno de dosa de Agosto de
rail oit > centos e quareiita e um e oulro pa-
ra oaFiscaes lansarem a moraiia e os n -
meadas pessaas multadas designando o ob
ii'do das inlrarces quantia das mullas,
e das reincidencias, nao constando das actas,
nem do livro de registos que se teoho d -ib
litros, nem modello algum deque far
menea > o referido Regulamenlo. E para
trjr (jucm precisar de ama, am* para casa,
di rija-se a fu do >ogueira tasa terrea envi-
d rabada n. 6.
UT* Precisa-se de um cont do rei* dan-
do-so urna grande propriedade errt Olinda,
livre e desembarazada ; quern quiser dar
annuncie.
sar Aluga-se o segundo andar de um so-
brado na ra da Senzala hova no Recifo : a
tratar no porto das canoas do mesmo bairro ,
no tanqne d'agoa.
\W Os Srs. Luiz Lopes e Silva Joze Ca-
milo Freir c aSenfeora D. Candida Correia
Cima queiro mandar receber urnas cartas
vindas do MaranhAo em Olinda ra do S.
Rento ultimo sobrado ao descer para o aljubu
ou annunciem.
tST A pesso que annunciou para vender
um habito de S. Francisco annuncie sua mo-
rada.
- Osahaixo assignados, Muniz Pereira,
Amula & C. pelo prezente annuncio deola-
rao que de rommum aecordo tem disso vida
que o referido conste mandeipjssar a pre-en- a sociedade que tinho na loja de miudezas
te que roe foi pedida, e Vai na verdade sem
cousa que duvida faca, e ana referidas li-
vros me leport". lUrife dePernambneo t
de Aliril de iftYj'i. Sub^crevi e assignei.
Em f de vordade. Fulgencio Infante d'AI-
huqnerque e Me lo.
EDITA ES.
O Barbare! Antonio Jos do Souza Comes ,
Sub-Oelegado da Freguezia d S da Ci-
dade de Olinda
horas da maulla, c setido dia Santo ou leado
nos (lias immediatos asalta como me acharan
prouipto a qualqtier hora para despachar na
casa de mil da residencia ra do Carmo N
15. Freguem daSd'Olinda 12 do Abril
de 1842. En Antonio jNunes de Mello Es-
crivo do Juiz de Paz, e do Sub-Delegado o
csircvi. Antonio Jos de Souza Gomes.
DECLARAS OES.
da ra dos Quarleis D. 6 ; e todas as obriga-
ces e letras pnssivas da firma dos annun-
cianlos forO reformadas na proporcao do que
pertenceo a cada um dos socios em nome de
cada um em particular e enconsequencia
d'esta amigavel separacAo social eslo os
mesmos aiinunciantes persuadidos que nao
existe documento algum passivo, firmado
com a dita firma hoje extinta ; porem se
por ventura existir alguma forado conheci-
mento ou Iembranga dos annunciantes, pe-
lo presente deca rao aos possuidores dos mes-
mos documentos <|uc no praso de 8 dias ha-
Faco saber sos mens comparochianos que j;l0 de os apresentar para serem pagos ou re-
me aho do exercicio do rehuido cargo e que I formados competentemente; pena de que nao
as audiencias serao as quintas feiras as nove | 0 fa/ondo assitn fica a referida firma sem
responsabelidade alguma. Outro sim decla-
ro que a loja da ra dos Quarteis D. G fi-
cou pertencendo aoex-socio Francisco Jo/e de
Andrade, e a da praca da Independencia
I). 4 ao ex-socio Antonio Muniz Pereira As
dividas activas tanto de sonta de livro co-
mo por letras e obrigaces forao divididas
ntreos annunciantes; e porisso os devedo-
res mesma exmela firma se entendern com
qtialquer ex-socio em particular para virem
cito na ra Velha. Estudos c= As lingoas
Francoza e Portuguesa ; a leitura a escri-
pia a geografa a historia universal e sa-
grad, os raticos principios da arithmetica
e u costura em geral.
Termos == Pensionistas 20<* rs. por mez ,
meias pensionistas IOj dito externas b
dito. Estas quantias serO pagas mensal-
mente adiantadas sem descont de ferias ,
nem dos dias que as alumnas passarem fora.
A alumna depois da matriculada nao se
considera retirada do Colegio, em quanto a
Directora nao for inteirada d'isto, por parti-
cipago de pae ou correspondente.
N. B. A Msica a Danca e o Desenlio nao
sao incluidos nos precos a cima mencionados.
tsr O solicitador Guimarcs, propoe-se a
tirar passaportes para dentro e fora do Impe-
rio com promptido e por prego rasoavel,
os prelendentes dirijao-se ao beco do peixe
frito a tratar com o annuncianle.
%SST Precisa-se de um moco de iiMe do 16
annos, que tenha muito boa escripia e se
queira em pregar em um escriptorio : na ra
da moeda n. 140
tST Quera precisar de um rapaz portuguez
para caixeiro do que tem bastante pratica e
mesmo para tomar cota por balaceo, anuncie.
S2J* A pessoa que quer fallar a quem tem
correspondencia com o Reverendo Viga rio
de Pianc Manoelda Conceico dirija-se a
ra das Cruzes ultimo sobrado do lado dircilo
hindo para o Convento de S. Francisco.
AVISOS MARTIMOS.
= O Administrador da meza das rendas no conhecimento a quem pertencera as mes-
ge raes internas, aviza aos moradores dos
Rairros do Recilu Santo Antonio, e Roa-
Vista
le
, para que venho pagar o imposto
eseravos que osldo-u dever, tho o liin do
crtente mez ; pena de se proceder a execu-
livo contra os omissos. Recehedoria 12 de
Abril de 1812. =Francisco Xavier Cavalcan-
te d'Albuquerque.
AVISOS DIVERSOS.
mas dividas. = Muniz Pereira Arruda &
Companhia.
l!5- O primeiro Secretario da Sociedade
ThcalralRecreioc Instruccao avisa a todos
os socios que a commissao administrativa tem
marcado o dia IG do correte para sessao ge-
ral da sociedade na casa da mesma pelas 6
horas da larde a lim de tratar-se de obje-
clos que exigem urgencia.
S23- Aluga-se um bom sobrado de um an-
dar com commodos bastantes para familia :
cr
Acha-se quasi prompta a traducao do na nia Nova D. 6 lado da Matriz.
Direito Poltico do Macare! pelo Dr. Casimiro '
Jozede Moraes Sarment. As pessoas que
quiserem comprar esta obra dirijao-se em 0-
linda nalacleira da Misericordia D. 7, enoRe-
cife no escriptorio da Typogralia Imparcial ,
ra do Colegio D. 12: eusta o exemplar 5*200
pagos adiantados, enlreMndo-selogo, a quem
quiser as formas promptas.
= O Director da Sociedade Nova Pastoril,
convida a todos os snrs. Socios a reunirem-
sc hoje pelas G horas da tarde em sua casa
no pateo de S. Pedro para urna sessao ex-
traordinaria ; na certeza de que a essa hora
marcada a Sociedade delibera sobre o que
tem a tralar com os ditos socios que se a-
harem presentes.
WT Sanio o n. i3 do Espelho das Relias :
conten os artigos seguintes : Aproveitar para
ter Heceitas moraes D. Sieio da Silveira ,
e D. Guimar Henriques Imprensa regida
por mnlheres Vaidade effeito do Matrimo-
nio o Juiz escarnecido pelo reo Charada ;
vende-se nos lugares docostume.
Bf OSr. Joze Antonio, que no dia 4 do
corrente alugou oescravo Joaquim canoeiro ,
queira tiuuda-lo a casa do seu respectivo S.-.,
ou declare a sua morada;
X2S- A-tista da annuncio feito no Diario
n. 11 da venda de urna casa de taipa na
enerjuzilhuda de Rellem declara-se que nin-
gu em a compre, sem que entenda-se com o
pr oprivlario do sitio onde a mesma est edi-
ii .ada.
ar Gregorio Domingos Ferreira retira-se
para Portugal.
cr Aluga-se a loja do sobrado de um an-
dar no pateo *la Matriz de S. Antonio De-.
*.-ima i.
SST Para o Rio de Janeiro segu viacm
dentro em poucos dias o Rrigue Escuna Voa-
dor por ter a maior parle do carregamehlo
a bordo ainda recebe carga a frete por com-
modo proco e passageros para o que tem
exceden tes commodos que se podem exami-
nar; os pretenden tes dirijo-se a Firmino
Joze Felis da Roa na ra da moeda n. 140.
CT" Para o Porto dever sabir at 24 do
corrente o Rrigue Portuguez Leo ; quem
no mesmo quiser carregar ou ir de passagem ,
entenda-se com o Capito do mesmo Ricardo
Xavier da Cunha ou com Joaquim Jos de
Amorim.
L E I L A 0'
tsr O leilo de Henry Christopber annun-
ciado para hoje 15 do correute fica trans-
ferido em consequ enca da chuva, para o dia
que se annunciar..
COMPRAS.
O abis* assignado retira-se da pro-
vincia e *visa as pessoas com quem tem
contas para as apresentar no praso de 8 dias
a botica nova da ra estreita do BoianoJ
D. 31 para serem pagas!
Muiioel Joaquim Rrandao.
n
C7" Quem preciar de um raprz brasileiro
para caixeiro de cobranca nesta praga ou
para caixeiro de engenho ou administrador ,
e mesmo para armazem dando fiador a sua
conducta ; dirija-se a ra Direita padaria
D. 45 ou annuncie.
xzr OSr. Padre Joaquim Cipriano Rezer-
ra do Mello professor publico de latim em
Nazarclh e hora assistente nesta praca, di-
rija-sa a loja de livros da praca da Indepen-
dencia n. 37 e 38 qus se Ihe deseja fallar.
ts?- 0 Sr. Fortunato Correia de Menezes
dirija-se a ra estreita do Rozario D. 17 ou
annuncie sua morada.
tST" Aluga-se urna meia agoa na roa da
Alegra : trata-se na ruado Vigaron. IG.
SS- Roubaro na noute do dia 8 para 9 do
corrente de um quintal da ra de Mathias
Ferreira em Olinda o seguinte : urna baca
grande de rame para banho um laxo um
vestido de esguio com bordado do susto e
bico targo urna saia de cambraia um len-
co dito de barra roxa urna camisa de ho-
rnera tendo no en Tranque as letras J. J. A,
L. umaceroulas de pao de linho, urna
toalha dita com franjas de matamos e carrea-
ras de bainha ; roga-se a todas aftfcoridades
tanto em Olinda como no Recife a aprehen-
code taes objectos, promettendo-se a quem
deste roubodescobrirem retrbuiQaodos mes-
mos objectos 20 de gratificado na ra das
Trnchelas D. 9.
S2^ Manoel Joze da Cosa e sua filha Vio-
lante Francisca da Costa, retiro-^e para o
Porto.
tST Aluga-se o terciro andar do sobrado
da ra do Amorim no forle do mallos : a tra-
tar com Carneiro Monteiro.
&r3" Arrenda-se una cazinha junto a pon-
te grande da passagem da Magdalena com
dous quarios cozinha e quintal com cacim-
ba : na ra da Cadeia velha n. o Uo pri-
meiro andar.
tsr Colegio da Bw-vista para meninas,
t?~ Um negro mogo que saiba trabalbar
de cuchada ; e duas a trez vaccas de le te ;
quem liver annuncie.
tsr Escravos de ambos os sexos de 12
a 20 annos para fora da provincia sendo
agradem se pagaro bem : naruadoFogo ao
p do Rozario D. 2;.
ta^ Escravos de ambos os sexos que te-
nho de 20 annos para menos mas nao me-
nos de 12 pagao-se bem urna vez que sejao
de bonitas figuras adverte-se que sao para
fora da provincia : em casa de Machado &
Santos na ra do Amorim.
VENDAS.
Bllhctcs da 2. parte da
t. Lotera concedida
Irmandade do Rosario
da Boa*vista, cuja rodas
ando miprcterivelroente
18 do corrente; nos lu-
gares do costume.
CT Pentes de tartaruga de goslo os mais
modernos; tanto grandes como de marrafas;
assim como tambem se compra tartaruga em
grandes em pequeas porcoes e pentes ve-
Ihos ou troco-se estes por no vos ; tambem
se concerta toda e qualquer obra de tartaruga:
na ra de Horlas casa terrea D. 18 lado di-
reito hindo do pateo do Carmo para os Mar-
tirios.
KT Venderse ou roca-se por um moleque
um negro'tfe meia idade; sem vicio rtem acha-
que alaum o ooe se aianca na ra' Nova bo-
tica D. 29. ", *
tST Urna caja terrea na ra de S. Thereza
D: 1 por pror;o Commodo : n ra do Cres-
po D. 7.
taf Vende-se ou troca-se por predios nes-
ta Chiede o engenho Parazinnoda fregue-
zia de L'uua da comarca do Rio Formozo ao
pedo embarque, com safra criada, e ani-
maes de roda por ser engenho de bestas : a
tratar no mesmo com o seu proprietario.
tsr pus milheiros de tedias trincadas ,
que podem fazer o mesmo effeito das sans ,
por barato preco : na olaria dos CoClbos ao
p da matanca ; na mesma precisa-se de um
oleiro de roda.
say Um preto moco de bonita figura, bs-
tanle forcoso proprio para armazem de as-
sucar, e sabe andar com carraca, vende-se por
que o Sr. retira-se para fora da provincia na
primeira venda defronte da Matriz aa Roa-
vista.
ssy Um preto carpina um dito refinador
de assucar, e um dito sem oflicio : na ra da
moeda n. 140a fallar com Firmino Joze Fe-
lis da Roza.
ssr Cobertores de olgodo americano por
preco muito commodo : na ra do Crespo
loja D. 5 lado do norte.
ssr Cera lavrada chapeos de palha do
Chile e pao de linho de riojes feira e
loles : defrotitc do trapiche uoyo em casa de
Joaquim Jos de Amorim.
S2?" Chapeos fraucezes muito finos, da ul-
tima moda viudos de Pari* rece n te me n te :
na ra do Collegio D. 4.
sW Um mulatinho de 12 annos de bo-
nita figura : na ra das Cruzes no ultimo so-
brado do lado direito hindo para o Convenio
de S. Francisco.
r- Espirito de vinho para chapaleiro a
1 440 a caada : na fabrica de licores da ra
de S. Rita Nova.
G3" lima negra de naca o, moca de 28
annos cozinha o ordinario he boa lava-
deira tanlode sabao como de varrella com-
pra e vende na ra, nao tem vicios nem
achaques : na ra de S. Thereza venda De-
cima 13.
f* X3?~ Urna bengala de cana da India com
ponteira e caslo de ouro tudo a moderna e
de bom gosto : no aterro da Roa-vista loja
de Joze Ignacio da Assumpco.
ssy Um manto de cavalleiro da ordem de
Christo com borlas : na ra da Cadeia ve-
lha luja de Cardozo Ayres.
ssr Papel pintado em ponjSo ou a retadlo:
no pateo de S. 1 edro D. 9.
fcy Farinha de mandioca de superior qua-
lidade recen temen te chegada do Rio de Ja-
neiro a dinheiro ou praso: na ra da moe-
da n. 140.
KsF" Urna casa terrea na ra dos Copiares,
a da quina que bota o portan para a ra do
Padre Manoel do Muro : na ru Direita D.
58 defronde da botica do Snr. Peixe achara
pessoa authorsada para regular a venda da
mesma.
ssy Por commodo preco casaes de rolas da
india : na ra de Aguas verdes D. 53.
C7" Um sitio no Manguinho na estrada
de S. Jos com casa de vivenda arvoredo
de fructo barxa para capim vende-se me-
tade a praso : na ra do Rangel D. 12 da par-
te do poenle.
#
ESCRAVOS FGIDOS.
3" Fugio um escravo' sapateiro de nome
Athanazio de boa estatura calvo com pi-
cadas de begichas pela cara crelo testa a-
carneirada com duas cicatrizes na testa do
lado esquerdo grosso ps apalhetados :
quem o pegar leve ao engenho de Utinguinha
de Ipojuca que ser gratificado.
M0V1MENT0 DO PORTO.
NAVIOS ENTRADOS NO DIA 13.
Maranhao ; Rrigue Escuna Rrasilcira Laura
Cap. Luiz Ferreira da Silva Santos carga
diversos geueros.
SAHIDO NO MESMO H|.\.
Porto; Rrigue Portuguez Flor de Reiriz, Cap.
Joze Thomaz de Lima carga assucar.
ENTRADOS NO DIA 1 4
Portos do Norte; Uaica de Vapor Brasilea Pewmn-
ijucmia Coininandanl* Joze Mara Falco Passa-
geros : o fcxm. Joo Antonio de Miranda Ur.
Felipe Joaquim Gomes, Manoel Jansen Pereira ,
r Joaquim Fracco de S Antonio Joaquim
do Espirito Santo Dr. Joze Joaquim Gonsalves.
Nibeiro Reverendo Antonio Pinto de Meudonca,
diio Joze da Costa Bnos Dr. Aiiguel Fernandes.
e 6ilva ftianoel Joze de Albuquerque Dr. be-
nedicto Marques e Silva Ur. Francisco Domin-
gues da bilva, r. bernardo de Souza Franco ,
Iraz officiaes e 3 eslranyeiros.
SAIIIDO NO MESMO DA
Portos do Norte ; Vapor de Cuerra Brasilei-
ro Coneio do Brasil Commandante o
primeiro Tenente Benjamim Carneiro de
Campos.
KEUFE ^A TVP. DEH. F. DE F, = 1842


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