Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04625


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Full Text
I
Auno de 1.842.
Sobado 9 de
TdHo iofi fpeBi'l e nos nrn linuemoi como principiamos, e seremos inonrtdoa com admiracio mire is Naces mais
callM- ___ ____________ (Proclamacjo da Aasemblea Geni do Brasil.)
PARTIDAS DOS COR REOS TERRESTRES.
Gnianna, Paraiba, eRio?tande do Norte, na segunda eaezlafeira.
Bonito e (Ih'jiiIuik. a JU e 24.
Cabo, Serinhaem, Rio PtlrsMfO, Porto Cairo, Maceio, e Ala^oas M H e 2i
l'aje lo. Saolo Ant.io, guinta feira, Olinda lodo os dias.
das da semana.
4 Se, ip Annancicfto de N. S,
5 Tere. s. Vicente Ferrer Re. Aud. do dn juide nireiioda 1. rara.
6 Quart. Marcelino. Chae. Aud. do J, de D. da 3. r.
7 Quint. s. Fuifanio. Festa Nacional.
8 sext. S. Amancio. Aud, d-j J, de 1). da l.r,
9 sab. a. Demetrio. Aud. doJ. de D.da 3. t.
40 Dom. do Bora pastor, s, Fsequiel Profeta
Abril.
Anuo XVI!I. JV. 70.
O Diario publicase lodos os dias que nao forem Santificadoi: o prtco da assi'naiura h.
de tres mil res por quarlel pa~oa adianlados. Os annuncios dos asS,camrs sio inserido!
gratis, eoi dirigida! a esta 1 ypografia ra daa Cruies D. 3, ou i praca da Iadi-nendeoc.a lua dt Wrroa
Plumeros 3/ e 38.
Cambio sobre Londres 2S d. p. II.
Paria 320 reis p. franco.
u > Lisboa 80 a 85 p. 400 de pr.
Ouao-Moeda de 6,400 V. 44,500 a 44,100
N. 44.300 a 44,500
de 4,000 8,400 a 8.200
Pata Patacoea 4,660 a 4,680
CAMBIOS ko da 8 de Abril.
Prata Petos Columnares 4.660a 4,680
Mexicanos 4,640a 1,660
""'la 4,440 a 4,400
Moeda de cobre 3 por 100 de di aconto.
Disconto de bh. da Alfand-;a 1 e por 40t
ao met.
dem de letras de boas firmas le a 4 e {.
Preamar do da 9 de Abril.
4." a 3 borsa e 42 m. da manila.
2. a 4 boras e 6 m. da tarde.
PHASES DA LOA KO MF.Z Uli ABRIL.
Quart, ming. a 2 Ai 4 huras e 11 m. da tarde.
I.ua Nora a 10-- Ai 8 huras e 43 m. da larde.
Quarl. cresc. aIS-- ka 4 horaa e 14 m. da manh.
La cheia a 24 -- as 9 horas e 8 m. da tarde.
i i a it i o n p bii rv a ai i ire ."
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
O Presidente da Provincia em execugao do
art. 482 do Regulamento n. 120 e art. 17 do
Regulamento n. 122, determina que os Es-
crivaes Privativos de orphos deOJinda e de
lguarass pafesem a eserever peante o Juiz
Municipal, encarregado da jurisdiegao dos
orphaos naquelles Termos reunidos proces-
sando cada um no seu ramo conforme o dito
art. 482 do Reglame!;to n. 120. O Tabel-
liao vitalicio do judicial e notas Joaquim Joze
Ciraco exercer suas funeges de Tabelliao
de notas em lodo o Termo de Olinda 5 assim
como as de Tabelliao do Judicial no crime so-
mentu em quanloo Juiz Municipal respectivo
naoexercer jurisdiegao civel nos ditos Ter-
mos reunidos.
Logo que ao Juiz Municipal passar a juris-
diegao civel nos ditos Termos processar pe-
ranle elle o Tabelliao vitalicio Joze Justino de
Suusa no crime, civel e notas pur destribui-
go com o Tabelliao Ciraco.
Fica entretanto conservado o Tabelliao Joze
Justino de Sousa como Escrivo da 5. Vara
Civel desta Cidade da mesma forma que es-
tava servindo.
Os Juises do Civel da 1. e 2. Vara chama-
ro os Escrivaes que Ihes convierem para
processarem nos Eeitos quo pertencto aos
Escrivaes Manoel Joze da Molla e Joaquim
Joze Ciraco os quaes passao para o Termo
de Olinda.
Palacio do Governo de Pernambuco 8 de A-
bril de 1842. -- Baro da Boaviita.
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDHENTE DO DA 1. DO CRREME.
Officio Ao Inspector da Tbesouraria, di-
zendo-Ihe que a quantia de 1 :oI jOSO reis,
oreada para os concertos do quarlel do Hos-
picio devia de sur entregue ao Teen te Co-
ronel Luiz Antonio Favila por prestages
mensaes; isto devia-lhe ser fornecida a
quantia que elle requisilasse para as despezas
dcste me/., dando no principio do vindouro
conta legalisada recebendo logo outra quan-
tia para aconlinuago das despezas do mez
seguate, o assim pordiante, at a conclu-
sa o da obra.
Dito AoTenente Coronel l.uiz Antonio
Favila communicando-lhe o exposlo no of-
ficio cima em additamento ao que lhe fra
dirigido no dia 50, aulhorisando-o a admi-
FOLSfliTO
ARRHAS POR FORO DIIESI'AMI.\(*).
0 Beguino.
13713.
Quem hoje passa pela cadeia da cidade de
Lisboa, edificio immundo miseravel in-
salubre que por si s bastara a servir de
castigo a grandes crimes, ainda ve na extre-
midad* delle urnas ruinas uns entulhos a-
montoados que separa da ra urna parede de
pouca altura ,'onde se abre una janella go-
thica. Esta parede e esta janella sao ludo o
que resta dosantigos pagos d'apar S. Marti-
nho igreja que tambem ja desappareceu .
sem deixar sequer por memoria um panno Je
muro, urna fiesta deoutro tempo. OLi-
inoeiro um dos monumentos de Lisboa ,
que mais tradiges conserva de remotas eras:
nenhuns pagos dos nossos reis da primeira e
segunda raga foram mais vezes habitados por
elles. Conhecidossuccessivamente pelos i,li-
mes de pagos d'elrei pagos dos infantes ,
pagos da moeda pagos do Limoeiro a sua
O Vid. o Diario N. 71 72 e 7o. ~ J
nistrara obrado quartel do Hospicio ea re-
ceber da Thesouraria a quantia orgada para
a mesma obra.
Dito Ao Coronel do I. C. de Engenhei-
ros Firmino Herculano de Moraes Aurora ,
procurando saber o estado em que se acho as
obras militares do Forte do Buraco e quartel
dacompanliia de Cavallaria, que materiaes
se haviao comprado e consumido e os que
restavo devendo ser os do Forte do Buraco
entregues competentemente inventariados ao
Capitao J. B. P. de Lcenla e as do quartel
deCavaaria ao Capitao S. L. Guimaraes ,
eenviadas secretaria Militar as plantas de taes
obras com os respectivos orgamentos.
Dito Ao Commandante do Forte do Bu-
raco, aulhorisando-o para administrar as obras
que no mesmo se eslo fasendo e para rece-
tor da pessoa a quem o Coronel F. H. de M.
Ancora encarregasse os materiaes existen-
tes competentemente inventariados, deven-
do continuar as obras logo que a esse im re-
cebessse novas ordens por dependerem de
eselarecimentos, que se haviao nesta data pe-
dido ao referido Coronel.
Dito Ao inspector Ja Thesouraria para
que houvesse de mandar pagar a Francisco Xa-
vier Dias ou pessoa por elle aulhorisada ,
a quantia de 90j000 reis importancia da
conduccao de 3 Pegas de grogo calibre de
Pilimb para o Arsenal de Guerra.
Dito Ao Commandante interino da For-
taleza de Itamarae, para mandar pessoa au-
lhorisada receber a quantia de 10j20O reis ,
importancia da diaria mandada abonar aos
Guardas Nacionaes que se empregro na
conduccao das 5 Pegas mencionadas no ollicio
precedente.
DitoAo Commandante Superior da Guar-
da Nacional desle Municipio communican-
do-lhe. que em vista das rasoes expendidas no
seu olicio datado de hontem, e das informa-
ges que nelle viero involvidas, mandara por
em liberdade o Guarda do 5. Balalhao Janu-
ario Francisco das Chagas que se achava em
cuslodia na qualidade de recruta.
Dito Ao Coronel Chefe da Legiode Igua-
rass dizendo-Ihe em resposta ao seu of-
ficio de 51 que assentara praga o recrula
Francisco de Sales e que pela extinego das
Prefeituras, devia enviar os recrutas ao Chefe
de Polica da Provincia, por sera pessoa para
isso aulhorisada pelas Instrucges de6 do .A bril
doanno passado, tendentes ao recrulamento.
Dito Ao I refeilo interino da Commarca,
dizendo-Ihe em resposta ao seu ollieiode 50,
que licara recolhido prisao militar, o 2.
Tenente reformado, Jos da Trindade Gra-
historia vaisumir-se as trevas dos lempos.
Sao da era mourisca ? Fundaram-nos os pri-
meiros reis portuguezes ? Ignoramo-Io. E
que muito, se a origem de Santa Maria
Maior da veneranda cathedral de Lisboa
um mysterie ?Se transfigurada pelos terre-
motos pelos incendios e pelos conegos, nem
no seu archivo queimado nem as suas ru-
gas caiadas c douradas pode achara certidodo
seu nascimenlo e dos aunos da sua vida ?
Como as da igreja, as ruinas da monarchia
dormem em silencio roda de nos', e involto
nos seus eternos farrapos o povo vive eter-
no em cima ou ao lado dellas e nem sequer
indaga porque jazem ahi !
Na memoravel noite em que se passaram os
successos narrados no capitulo antecedente ,
essa janella dos pagos delrei era a nica abor-
ta em lodo o vasto edificio mas calinda e
escura como todas as outras. S de quan-
doem quando quem para la olhasse ltenlo
do meio do terreiro enxergaria o quer que era
alvacento que ora se chegava janella ora
seretrahia. Mas o silencio que reinara-na
quulies sitios nao era interrompido pelo menor
ruido. ______,____
vat, que hia ser processado pelo crime de [se principio a manufaclurago do faldamento,
haver insultado ao Commissaiio de Polica do I Portara Momeando o Capitao Anacleto
distrcto do Recife, noexercicio de seu em- Lopes de Santa Amia, para examinar, o
prego, e que approveitavaa occasio para re- orgar os reparos deque necessita o quartel
metter-lhe a represenlago que o mesmo 2. da Solidada entendendo-se com o Comman-
Tenente enderegara queixando-se do mo dante do Deposito.
tralamento, e insultos que recebera do dilo Dita AoTenente Coronel Commandante
Commissario, edo Sub-Prefeito da Fregu- do Balalhao Provisorio, remcttendo-Ihe o
zia do Recife que sem attengo alguma ao; Concelho d'Averiguagao feito ao soldado da
seo Posto, lhe dirigir palavras atacantes i G. compaohia, Manoel Carnciro Machado Frei-
agarranooK) pela abertura,emandando-ocon-1 re, e mandando que ellefosse recoohecido
dusir ao quartel do corpo de Polica por sol- 2. Cadete na forma do Decreto de de Fe-
vereiro de 1820 e Proviso de til) de Outu-
bro do mesmo anuo cujas disposic/Jes prc-
lienxera. -
Dita Ao Capitao Commandante ta com-
panhia d'Artfices mandando em cumpri-
melo a Lei dar demissiio ao soldado Antu-
tonio Jos dos Santos por ter linalisado o
lempo a que era obrigado a servir como re-
crulado e nao querer continuar.
, da 2.
Officio AoExm. Presidente, communi-
cando-lhe que ao anoitecer do dia 50 do
mez passado, se evadir do Hospital Rgi-
men tal onde se achava cm curativo o recru-
ta Thomaz d'Aquno Pessoa vindo ltima-
mente da Parahiba, (cando preses dous sol-
dados d'Artifices que estavao de sentinella.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. rcmettendo-
lhe informado o requerimento do Major Re-
formado Manoel Alvos Monteiro, que a S.
M. o Imperador supplicava o pagamento da
gratilicagao de terga parte de campanha pc-
. lo tempo que servio na guerra de Jacuipe o
'Panellas.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. propondo-
Ihe para demissao os soldados do Balalhao
Provisorio Joao Antonio Antonio Marlins
d'Oliveira Caclano Ferreira d'Aguiar Do-
mingos Cezaro Nunes, Joao da Paixo Ma-
noel Jos do Nascimento e Antonio Luiz
Pereira, lodos julgados incapazes do ser-
vico pela Junta de Saude.
Dilo Ao Inspector da Thesouraria para
que houvesse de mandar entregar ao 2. sar-
gento Belxior dos Reis Borges a quantia de
19^200 reis dispendida pelo Commandante
ta Fortaleza de Itamarae, com os Guardas
Nacionaes que estivero empregados no ser-
vigo da conducg.lo de 5 Pegas de Pilimb
para o Arsenal de Guerra.
Dito Ao Inspector do Arsenal de Mari-
nha para que houvesse de mandar fornecer
transporte para o desembarque de KJpragas
viudas do Rio Grande do Norte na Escunado
Guerra 1. d'Ahril.
DiloAo Commandante da Escuna 1.
dados, com ordem de segura-lo peloes.
Conclua pedindo informagoes a este res-
peito para solicitar providencias, no caso
de se terem commeltido estes abusos.
Dito Ao Preleito da Commarca de Santo
Anlo, reenviando-lhc os papis de conla-
belidade do destacamento, do 1. a 15 de No-
vembro do auno lindo, para que fossem pro-
cessados em duplcala, e pela forma designada
na circular de 10 de Margo deste anuo.
Dito Ao Tenente Coronel Commandante
do Balalhao Provisorio, remettendo-lhe a guia
pertenecate ao soldado Joao Nepomuceno, im-
pedido do Alferes Antonio Bernardino dos
ISeis, cuja guia fra requisitada ao Exm.
Commandante das Armas da Corte.
Dito Ao Capilo Commandante da com-
panhia de Cavallaria para que recebesse ,
to Coronel Moraes Ancora e conservasso em
boa guarda os materiaes pertcncentes obra,
que se eslava fazendo no quartel.
Dito Ao Commandante interino do 5.
Balalhao d'arlilhcria communicando-lhe ,\
que lialia nomead ao Capilo A. L. de San-
ta Anua, para examinar, e orgar os concer
tos de que tinha preciso o quartel da So
lidade sem que por esta commissio (cass
elle dispensado do servigo que lhe competiste
no Balalhao em rasao do seu emprego.
Dito Ao mesmo, communicando-lhe,
que se tinha expedido ordem, para ser-lhe en-
viado o ofiicial de tanoeiro que requisitara ,
com os necessarios preparos e ferramentas ,
a fim de concertar as jarras de madeira e
l.arriz arruinados.
Dilo Ao mesmo, dizendo-Ihe, que a
ordem addicional de II deJunho do anno
lindo nao privou que o 5. Balalhao tirasse
oquantitalivo marcado para fardamento ; mas
to somonte para as pragas que ficarao des-
tacadas na Provincia ; pelo que determinava
em solugao ao seu olficio desta dala que co-
brasse da Thesouraria o quantitativo que dei-
xou de tirar para estas e aquellas pragas ,
isto para todo o Balalhao podendo assim
instalar-se o Concelho administrativo, e dar-
De repente um vulto chegou debaixo da ja-
nella e bateu as palmas com um som sumido:
a (gura alvacenla chegou janella debru-
gou-se disse algumas palavras em voz baixa,
retirou-se tornou a voltar e pendurou urna
escada de corda quesegurou por dentro. O
vulto que chegara subiu rpidamente c am-
bos desappareceram alravez dos corredores e
aposentos do pago.
Em um delles allumiados por tochas se-
guras por longos bracos de ferro chumbados
as paredes passeava um homem de meia
idade e gentil. Osseuspassos eram rpi-
dos e incertos e o seu aspecto carregado.
De quando em quando para va e escuta va a u-
ma porta cujo reposteiro se meneava levemen-
te : depois continuave a passear parando
s vezes com os bragos cruzados e como en-
tregue a cogitages dolorosas,
Por fim o reposteiro ondeou d'allo abal-
lofraiuiu-se no meiomo alva de nmlher
e segura va. Esta entrou e apoz ella um
homem alto e robusto vestido de bu rol e
ciugido de cincto de esparto, donde pendiam
urnas grossas camandulas. A dama alraves-
ou vagarosamente a sala e Coi assentar-se
em um estrado de altura de um palmo que cor-
ra ao longo d'uma das paredes do aposento.
O homem que passeava assentou-se tambem
no nico cscabello que all havia. Fr. Roy,
que o leitor ja ter conhecido licou o p da
porta por onde entrara com a cabega baixa
e em postura abealada.
Approxima-te Beguino disse com
voz trmula elreiporque era elrei D. Fer-
nando o homem que se asscnlra.
Fr. Boy deu uns poucos de passos para
diante.
(i Que ha de novo? pergunton elrei.
O povo cada vez est mais alborotado ,
ejura fallar rija mente manha a VpSSa senho-
ria. Mas essa nao c a pcior nova que eu
trago
Falla falla beguino acudiu elrei ,
estendendo a mao convulsa para o eremita.
E' que amanha em quanto vossa se-
nhoria estiver em S. Domingos o paco ser
accommettido. Pe tendem matar...
Mentes frade gritou a dama er-
guendo-se do estrado de um salto, similhan-
te a tigre deseuberto pelos cagadores nos jun-
caes da Asia.Mentes Podpm nao me que-

f


d'Abril, para que houvesse de entregar ao
Commandante da Escolta que este Ihe apre-
senlasse 13 remitas e 1 desertor vmdos
do Rio Grande do Norte.
Dito Ao Commandante interino da For-
taleza de Hamarac diwndo-lhe que o sar-
gento Relxior dos liis Borges, Ihcenlrega-
ria os 19*200 res que viera incumbido de
receber e (pie ionio rubricados os pipis de
contabelidade (pie llie reraettera a fim de
serena cobrados.
Dito Ao Inspector da Thesouna. remet-
iendo-Iho a guia, que pela Pagadoria das
Tropas da Corte Jbi passada ao 3. Ratalhao
a'Artilheria ap, no seo regresso para esta
Provincia.
Dito__Ao chele de Polica acensando o
recebimenlo do recruta Jos" Roberto que
asentara piara. _______
EXTERIOR.
Montevideo 17 de fevereiro de 1812.
Esta minha correspondencia conten mais
fados importantes do que as anteriores.
Terminada a sessio extraordinaria da as-
sembla geral, por baver chegado o periodo
legal da ordinaria abrio-se esta bontem. A-
in va i a mensagem que o governo apresentou
e que realmente me parece notavel por sua
linguagem e por suas ideas. Espero que ah
c por toda parle se notar o grande contraste
entre o desabrimenlo e furor da mensagem de
llosas e a moderaeflo edignidade desta.
A campanha de Entre-Rios est completa-
mente terminada desde 29 de Janeiro, em
cujo da loi oceupada a capital do Paran por
una divisao do exercito correntino. No
nuvsino dia 20 a sala de representantes que
existia elegeu pira governador provisorio a
D. Pedro Pablo Segu, inimigo de Rosas ,
o qual se pz logo de intclligencia com os ge-
neraos Paz e Rivera.
No dia 8 do correte devio reunir-se na
capital entre-riana os generaes Paz, Rivera,
Ferr e Lpez para concertaren) as operaco-
es ulteriores e no dia 7 devia passar para a
margem direita do Paran a encorporar-se
s l'orcns de Lpez, urna divisao de 1,000
homens corren ti nos comoiandados pelo gene-
ral Nunez : o resto seguir depois.
ComecSoa ver-se os-effeitos da decisao de
Santa Fe : j temos aqui grande numero de
communicaroes le Oribe e dos governos ini-
niigos interceptadas por Lpez. Em una del-
las Oribe recommendasua familia a Rosas:
parece (pie a mandn sabir daqui comquanto
ninguem a incomraode, como elle mesmo
reconbece em uma dessas cartas. En outra
aniiunria elle que far em .Montevideo o mes-
mo que fez em Tucuman : boa restauradlo
nos esperavaconflscacaO proscripees e
nortes. ^
Echaguc eslava na data das ultimas no-
ticias era S. Pedro com 2,000 hmeos.
Parece que o sen objecto era chamar sobro si
a attenco de Lope/. paia facilitar o regres-
so de Oribe ; mas Lpez penctrou o se pro-
jectoc, leudo sobre Echague forca sufici-
ente nao lira osollios de Cordova.
Oribe eslava no dia 7 de Janeiro em Tucu-
man : de Pacheco nada de positivo sabemos ,
mas anda nao se sent por parte alglima.
Echague lem limitado as suas operares a
uma proclamaeo mu mellifiiia dirigida aos
Sanlagecinos.
Por aqui tem havido militas caras largas,
Contavo que appareceriO desaveneas entre
os quatro ebefes (pie boje se reunein na Raja-
da. Enganrao-se redondamente-, reina en-
tre elles a mais estreita e cordial umao e o
maior concert em suas operacOes.
Comecao- novos horrores em Ruenos-Ayres
tem havido algumas execuces. Lm infeliz
que marchava ao patbulo gritouMorra o
tyrano Rosas. Avisado este do que succedia,
mandou cortar-lbe a lingua conserva- o
assim meia hora c depois fuzila-lo. bsto
facto aulhentico ; foi publicado aqu e de-
saliados os jornaes de Ruenos-Ayres a desmen-
tido o que at agora nenhum tem feito.
lia outro facto olcial mui notavel. Re-
metto-lhe a Gazet Mercantil que conten o
estado da Caixa dos Depsitos ; ver que ha
a sen debito militas parcellas debaixo do ti-
tulo :producto dos bens dos selvagens u-
nilarios e a seu crdito as tres primeiras
prest acOes pagas ao agente francez por m-
demnisaQo do tratado Mackau.
Assim pois sao os unitarios, alliados ou
auxiliares dos Francezes, os que pagao as
indemnisaeoes pelas violencias que Rosas
commetteu contra os Francezes e que de-
rao cansa aobloqueio. Os Francezes aban-
dona rao os seusalliados, e agora sao pagos
com os bens que Rosas confisca a csses alija-
dos abandonados!... Ahi est o facto na L-
xela de Rosas ; nao digfio pois que e lalso.
REPBLICA ORIENTAL Do tlMJGBat.
Montevideo, 17 de levereiro de 18 ti..
Mensagem do poder executivo as honradas
La niaras
Senhores senadores c representantes. As
circumslancias em que se abre a sesso ordi-
naria de 1812 sao menos aperladas menos
dilliceis que as de 1811 quando o governo
convocou extraordinariamente a representa-
Cao nacional : o porvir da repblica a presen-
tava-se entilo sol) um aspecto tenebroso e
assustador os perigos e os males de uma
invasao inminente preoecupavao o governo
eos habitantes : uma incerteza funesta para-
lysava ocommercio e os trabalhos da indus-
tria: anossa propria existencia era um pro-
blema que as armas devio resolver sobre nos-
sos campos. O futuro da repblica boje
mais lisonjeiro : o risco e os males insepara-
veis de uma invaso afastaro-se : inquie-
tadlo geral suecedeu a esperance bem funda-
da de uma paz prompta c duradoura : a in-
dustria recuperou a sua primeira actividade 5
e a questao de vida ou morte promovida pe-
la ambico do governador de Ruenos-Ayres ,
decidir-se-ha longe do nosso territorio. O
governo tributa ao Fnle Supremo suas mais
humildes gracas, e felicita a representacSo
nacional por tao prsperos successos. Esta
mudanca de situaco lo feliz e prompta ,
devida aos esforcos o constancia do po\o cor-
rentino do seu governador e do general do
seu exercito que souberao preparar e alean-
car a brilhante victoiia de Caa-guazu e s
pportunas e rpidas operaces do exercito
nacional, conduzido pelo presiden le da re-
pblica em pessoa.
Sendo necessaria a guerra porque o go-
vernador de Roenos-Ayres decarou impossi-
vel a paz foi forcoso invadir a provincia de
Entre-Rios, eoccupa-la temporariamente,
expellindo dali os teen tes do governador de
Boenos-Ayres. A existencia deste governa-
dor bem como o sen dominio em Entre-Rios
c mais provincias argentinas, he inconci-
liavel com a paz e ordum dos estados visinbos.
Pelo (pie di/, respeito Repblica Oriental,
elle mesmo estabeleceu o dilema: elle ou
nos : nao nos deixa oulra alternativa e a
rer nimba : mas assassinar-me Isso 0 m-
possivel. Amo muito o povo de Lisboa; tc-
nho-lhe feito as mercs que poso para que
elle baja de me odiar assim de morte. Os
idalgos podem persuadi-lo a oppor-se ao nos-
so casamento ; mas nunca a por mos violen-
las na pobre Leonor Talles.
Prouvera a Deus que en mentase hoje .
Seria a primeira vez na minha vida : re-
plicou o beguino com ar contrito*.Mas ouvi
com incus ouvidos a ordem para o feito o a
promessa da execu^ao haver tres credos ,
na taberna-de Polco Taca.
Miseraveis bradou erguendo-se tam-
bera elrei, a quem o risco da sua amante
restituir por um momento a energa.Mise-
raveis Querem sobre a cerviz o jugo de Ierro
de meu pai Te-lo-hao, Quem ousa or-
denar lalcousa ?
Diogo Lopes Pacheco do tosso conselho
o disse ao alfaiatc Fcrno Vasques o CoUdei
dos revoltosos, e vosso irmao 1). Diniz esla-
va tambemeom ellesresponden Fr. Roy.
O beguino era o espa mais sincero e im-
perlurbavel do todo o mundo.
, Vclho assassino '
opcao em tal caso mo admitte duvida. Se
para consumar esta obra de redempeo tor
necessario que o exercito nacional banquee
u Paran o presidente da repblica que o
commanda annuncia que o far ; e o gover-
no por sua parle, est resolvido a nao re-
parar em sacrificios para obter tao importante
resultado. _
No meio das graves attencoes que rodcarao
o governo, tem este a satisfacao de haver
mantido em bom estado as relacoes de amiza-
de com todas as potencias cujos subditos fre-
quento os nossos portos.
Autorisado o governo para ratificar o trata-
do ajustado e concluido com o ministro de >
M. Rritannica em julho de 1859, sobre a
abolico do trafico de escravos ratificou e
trocoii este tratado. Por esta occasio o go-
verno da repblica recebeu do ministro de >.
M. Rrilannica, residente em Ruenos-Ayres.
e que se tinha trasladado a esta capital, re
tarados protestos e provas de ad hesite aos in-
teresses, tranquillidade e prospendade da
repblica.
0 governo vo; manifestou que o governa-
dor de lUienos-Ayres bavia recusado admittir
a mediacao que S. M. Britnica otfereeera
para concluir a guerra entre os dous paizes ,
mas nao vos disse porque o ignorava a in-
congruencia e falla de tacto com que o mes-
mo governador apoiou a repulsa da mediacao:
se boje o sabe porque elle mesmo o reve-
lou em um documento solemne. O governo
deS. M. R. saber apreciar esta incongruen-
cia que lo completamente justifica a guerra
com (pie o governo da repblica se de-
fende
A posioao geogrfica e poltica da repbli-
ca a respeito do Brasil pelo estado de guerra
em que desgraciadamente se ada a provincia
do Rio Grande do Sul com o governo geral do
imperio impoe ao da repblica a necessida-
dc c o deverde manter com S. M. o Impera-
dor do Brasil estreitas e l'requentes communi-
cacoes ; e paroste fim conserva junio de S.
M. um ministro plenipotenciario (pie lem ser-
vido eficazmente para sustentar no melhor
p essas relaCOcS e para conservar a amisa-
de entre ambos os governos. O da repbli-
ca faz os mais sinceros votos pela terminacho
dessa guerra e nao recusar para concor-
rer para isso nenhum dos meios que Ihe
permittao empregar a sua posicao e carcter
de neutral : a tranquillidade do vasto impe-
rio do Rrasil est nos interesses da repblica.
Ainda que o governo nao recebesse parte
olcial do seu ministro plenipotenciario em
Madrid nao pode duvidar que se ajustou e
concluio com 5. M. Catholica um tratado
sobre a base de ser reconhecida a independen-
cia da repblica. Este successo que estar
va nos desejos e interesse de ambos os gover-
nos e que se tinha retardado por aconteci-
menlos independen tes de ambos lera ter-
minado a guerra nominal que existia entre a
repblica e a Hespanlia e lera ligado dous
paizesto identificados por sua origem lin-
gua religio e coslumes.
Comquanto o syslema de dominio exclusi-
vo e absoluto que ailoptou o governador do
lluenos-Ayresnos maiitenha em um guerra
nominal com a Repblica Argentina, e por
isso mesmo sem relacoes polticas nem corn-
merciaes com ella ospovosque conseguirao
manter se lora da inlluencia daquelle gover-
nador, ou subtrahir se a sua cruel e feroz do-
niinaco, estao em boas relacoes em per-
fe i lo "acord e unidos em causa commuin com
a Repblica Oriental do Uruguay. A provin-
exclamou I). Fer-
nandoroubaste a amante, ao pai -, queres
rouba-la ao ilho. E tu Diniz que eu a-
me tanto tambera entre os meus inimigos.
Leonor, que faremos para te salvar ? Acon-
sellia-me tu que eu quasi que enlouqueei
O pobre e irresoluto monareba cobriu o
rosto com as mos arqUejando violentamen-
te. I). Leonor cujos olhos falseantes cu-
jos labios esbranquicados revelavam mais co-
lera que terror lancou-lhe um olliar de des-
preso e em lom de mofa responden :
Sim senhor rei na falta de vossos le-
aesconselbeiros, posso eu triste mulher dar-
vos urn bom conselho. Acordai vossos pa-
gens que vao pregar um poste porta destes
pacos c mandai-me amarrar a elle para que
o vosso bom povo de Lisboa possa despedazar-
me tranquillarnente manba, sem profanar os
vossos aposentos reaes. Ser mais uma gran-
de merc que Ihe (aris em recompensa do seu
amor vossa pessoa da sua obediencia aos
vossos mandados.
< Leonor Leonor nao me falles assim ,
que me malas gritou D. Fernando, dei-
tando-se aos ps de D. Leonor 1 elles e a-
bracando-a pelos joelhos, com um choro con-
cia deponientes que conquistou por sua
constancia um lugar tao dislincto entre os po-
vos argentinos; e ltimamente a de Santa F,
que cansada de soffrer tao ominosa domina-
cao se pz em armas contra o seu oppres-
sor obro combinadas com a Repblica Ori-
ental do Uruguay : o seu mesmo inimigo ,
com o systema mplacavel de depredarlo e
morte Ibes procura auxiliares em todos os
povosdaConfederacao Argentina, que ani-
mados do valor da desesperaco espero o
momento de fazer que a restauracao dasleis
naquelles paizes nao seja uma burla sangui-
naria.
No interior todos os ramos da adminis-
traco publica devronecessariamenle resen-
lir-sedo estado violento, dispendioso e in-
certo em que se encontrou o governo nos tres
anuos que levamos de guerra : em tal estado
impossivcl pensar e executar os raelbora-
mentos que exigem o interesse e o bem-eslar
do pai/. Os lempos de agilaco e inquieta-
do publica sao essencialmente lempos de
Iransico nos quaes a juizo do governo,
loda a sua acgo no interior deve limitar-se a
manter a ordem publica e conservar o que
existe e fazendo-se superior aeco das
opiniese partidos, contendo-osa todos ese-
guindo com perseveranca um systema de mo-
deraco e de equidade inspirar a todos con-
fianca e seguranza.
O governo tem a salisfaco de dizer re-
presentacao nacional que qs re,sultados a este
respeito tem excedido suas esperanzas e o lem
confirma.lo no proposito deste syslema de 1110-
derac.aoede tolerancia que deixa fazer e pas-
sar ludo o que nao contra a ordem publica
e contra as leis.
Ao conhecimento que lem o mundo culto
dos principios de liberdade e moderaco que
dirigem o governo e habitantes da repblica
divido o incremento extraordinario que tem
tomado em todo o sentido. Red.izido o go-
verno a observar c velar admitte a todos e
lodos ailluem de todas as partes na confian-
za de qua na Repblica Oriental do Uruguay,
o governo nem prende iieiri proscreve, nem
deixa degollar os homens nem arruina os
lilhos confiscando os bens dos pais ; e que
aqui nao ha o despotismo da anarchia que a-
terra a todos ; perseguindo os que fogem e
pesando sobre os que chego.
No meio dos azares e riscos de uma guerra
de morte como a que nos faz o governador
Rosas, lodos osdias se formo novos esta-
belecimentos custosos. Ocommercio, aa-
gricultura a industria, estendem-se e aug-
menlo, porque todos tem a facilidade de ad-
querir seguranza de conservar e certeza de
transmitlir : as sciencias sao acolhidasea-
preciadas ; as artes encontro apoio e estimu-
lo no publico : ninguem teme ser rico vir-
tuoso c independen le : o governo respeita as
opinies : nio teme nem se irrita pelas affei-
ces de partido : as palavras e as demonstra-
Q6es nao sao um crime: todos vivera tranquil-
los porque ninguem teme que o odio a
vinganca ou a maldade do seu visinho pertur-
ben! o seu repouso.
A mais completa tranquillidade reina em
todos os departamentos da repblica : por to-
da a parte as authoridades sao respeiladas ,
e osjuizes administrfioju8tica sem embarace.
Em S. Jos e Colonia conservrao-se por
algum lempo a favor das circumslancias do
terreno, seisou oito bandoleiros resto dos
poucos Oiientaes que se uniroaos invasores
estrangeiros. Como taes accomeltio as
casas soladas e os viajantes; mais, perse-
vulso.Que te lizeu para me tratares tao
cruamente i'
l. Fernandoreplicou aquella mulher
ferozlembra-te bem do que te vou dizer !
O povo ou se rege com a espada do cavalleiro,
ou elle vem collocar a azevan do peo sobre o
Ihrono real. As febres dos populares curam-
se com banhos de sangue.
Tens raso, Leonor disse D. Fer-
nando enxuga'ndo as lagrimas e aleando a
fronte nobree formosa onde se pintava a in-
dignagao. Serei lilho de l). Pedro o cruel:
serei successor de meu pai. Eu mesmo vou
I ao alcacer examinar os engenhos mais valen-
tes que cubram o temirode S. Martinho de
pedras, de virotoes, e de cadveres j os
montantes e as bostas dos homens d'armas
do meu alcaide-mr de Lisboa farao o resto
Joo Lourenco Bubal ser fiel a seu rei. So
necessario for com rainhas proprias maos a-
judarei a por logo cidade, para que nem um
revoltoso escape. Adeus Leonor conta que
sers vingada. .
I). Fernando voltou-se rpido para a porta
do aposento. Fr. Roy eslava iramovel dian-
te de I le.
Joo Lourenco Rubaldisse oespiasein
se alterar dos revoltososouvi-o da boca
do proprio Diogo Lopes que o certificou a
Ferno Vasques: os trons do alcacer esto de-
sapa-elhados ; e a maior parte dos homens
d'armas e bsleiros do alcaide-mr eram na
taberna de Folco Taca os mais furiosos contra
a que elles charaam...
Cala-te bt'guino gritou elrei em-
purrando-ocom forca e procurando tapar-
lhe a boca.
O eremita parou onde o impulso recebido o
deixou parar e licou oulra vez immovel
diante de D. Fernando, a quem este ultimo
golpe lngara de novo na sua habitual per-
plexidade.
... A adultera : proseguiu Fr. Roy
acabando a phrasc porque ainda a dcvia ,
e era escrupuloso o pontual no deserapenno
do seu ministerio.
Frade atalhou D. Leonor com voz
Iremula de raivar-melhor fra que nunca es-
sa palavra te houvesse passado pela boca ; por
(pie talvez um dia ella seja fatal para os qo
a liverem proferido.
MHBSI


I
*
agrKun
35;
guidos com energa refugiaro-se no terri-
torio inimigo.
o tractado com a Gr Bretanha sobre a
abolido do trafico da escravalura estipu-
lou-se qne o gcverno dentro de dous me-
zcs depois da troca das ratificaces publi-
cara urna lei penal que impozesse o mais se-
vero castigo a todos os cidados que em tal
trauco tomassem a menor parte 5 e o governo
cumprir a dita estipulado, ofTerecendo o
competente projecto de lei, se bem que j
poroutralei dopaiz incorre em nota Je infa-
mia o individuo que no sobredito trafico se
occupar.
Quando o governador de Buenos-Ayres ,
para alentaros miseraveis que ainda lem fe
no sea poder Ihes dizia que o presidente da
repblica do Uruguay nao tinha exercito ,
porque era incapaz de o formar marchavo
a occupar Entre-Ros tres mil soldados guer
ridos que poucos das depois daquelle jac-
tancioso annuncio se apodararo daquella
provincia, e a pozero fra do sen dominio.
O presidente da repblica tambem tinha
providenciado a defesa e seguranza da cariT-
panha deixando ao Norte e Sul do Rio Ne-
gro outro exercito as rdeos do acreditado ge-
neral Medina, prompto a correr onde a ne-
cessidade o cbamasse; e fra disto, ficavo de
guarnigo na capital 2:500 homens de tropa e
milicias.
A evacuago da ilha de Martim Garcia pe-
lo almirante Mackau em tempo calculado
para que nao pdesse ser guarnecida impe-
dio o governo oriental de occupar este ponto
importante ; e a entrega que o mesmo almi-
rante fez ao governador de Buenos-Ayres de
dous vasos armados quando o nico de que
o governo podia disppr esta va ao servico da
esquadia l'ranceza doixava disposico do
inimigo nossas costas e portos ; para occor-
rer a este risco resolveu o governo uip arma-
mento martimo capaz de fazer frente s tor-
cas com que o inimigo occupava o Rio; e nes-
saintenco compiou armou e esqupou os
vasos mais proprios que havia no porto. Es-
ta operago foi encarregada a urna commis-
sao de cidados que torca, de actividade ,
empenho e economa dignos da gratido
publica apromplarj em breves dias urna
torga martima que, quantas vezesse lem me-
dido com a do inimigo outras tantas o tm
afugentado das nossas aguss e posto que
perdessemos nm vaso nossa pequea mari-
nha tem feito ver ao governador Rosas que o
dominio exclusivo do Rio notcousa to f-
cil como suppunha.
Outros elementos de guerra que o paiz en-
cerra eslava o governo disposto a por em ac-
go se a necessidade da defesa o exigase ;
mas desde que acontecimentos felizes mos-
trarlo a inutilidade de semelhante commogo,
tratou-se somonte de abastecer o exercito na-
cional e o de Corrientes do necessario para
proseguir com actividade as operages. Mas
deu-se a este ultimo exquisito c numeroso ar-
mamento ; deu-se-lhe um pequeo subsidio
metallico ; e tudoquanto for necessario para
terminar com felicidadeesta campanlia na-
da omittir o governo, porque dahi depende,
em grande parte a paz da repblica.
Esta paz senliores servir-uos-ha para
reorganisar todos os ramos da administrago
publica e sobretudo a fazenda que em
tal estado de cousas que nao permitte cal-
cular despesas nem deixa seguranca as ope-
races coque mais soffre. Bem sabis que
lia um dficit qaeesmaga nosso thesouro,
Masque fa remos mu: murou elrei
com um gesto d'indisivel agona.
Havia ainda lia pouco tres expedientes
respondeu D. Leonor recobrando urna ap-
parente serer.idadecombater -cederfu-
gir. O primeiro j impossivel -, o segun-
do ...Porque nao o acceitas Fernando ? Pres-
tes estou para tudo. No me vers mais, ain-
da que longe de ti por certo estallarei de
dr. Cede forca : os leus vassallos o que-
rem : que-lo o teu povo. Esquece-te para
sempre de mim.
Esquecer-me de ti ? Nao te ver mais ?
Nunca Obedecer forga ? Quem lia ah
que ousedizerao rei de Portugal: rei de
Portugal obedece forga ? Os pees de Lis-
boa ? Porque sou manso na paz, na se lem-
bram ja de que a minha espada no campo de
bnlalha cnrtou arnezesromo a do melhorca-
valleiro ? Bons ecudeiros e homns d'armas
ila minha hoste, por onde andis derramados?
Dorms por vossas honras e solares !' O povo
vos acordar como me acordou a mim : bra-
mr como os lobos da serra ao redor de vos-
sas moradas ; sallear-vos-lia no meio de vos-
os banquetes por entre o ruido de vossos
e que ha exigencias urgentes para que nao bas-
to nossos recursos actuaes.
O Governo agradece e a nago aprecia a
decidida e efficaz cooperaco que Ihe preslas-
tes na sesso extraordinaria que terminou.
Votastes com a lei dolo de novembro o
auxilio de 500 mil pesos derramados pelos
capitalistas e negociantes nacionaes para acu-
dir s despesas da guerra e para amortiza-
gao deste emprestnno creou-se um impos-
to denominado subsidio que deve pe-
sar sobre todas as fortunas. Mister que a
represenlago nacional olhe o cumprimento
desta promessa como um dos seus primeiros
deveres ; porque fidelidade e exaetido e ha
de ser sempre elemento de indispensavel em-
prego : porem a theoria eexecuco de um
crdito regulare constante s com a paz e com
um governo forte que pode introduzir-se e
manter-se.
O exacto rumprimento de nossas promes-
sas dar repblica urna forga nova e deseo-
nheeida ; e com poucos annosde paz cubri-
remos todo o al razado faremos as despesas
ordinarias e diminuiremos os encargos ac-
tuaes. O ministro respectivo vos dar os es-
clarec men tos que desejardes sobre estapar-
te da administrago sobre a qual o ministe-
rio apenas pode fazer ensaios pareaes to-
mando as medidas exigidas pelas circums tan-
cas do momento as quaes sero igualmente
submettidas consderago das honradas c-
maras.
Com tanto que se salve a independencia c
a honra da nago por nenhum prego nos fi-
car cara a paz. Ella nos dar os meios de
reparar nossas desgragas de melhorar nos-
sas instilugOes e de introduzir a regulari-
dade e a orden), sem as quaes nem patria nem
liberdade pode haver.
Montevideo 16 de fevereiro de 1812.
Joaquim Soares. Francisco Antonio Vidal.
Ilenrique Martnez. Js de Bejar.
( J. do Com. )
IlNTKIUUR.
Baha 18 do Fevereiro.
Tendo-nos com mais vagar dado leitura
das folnas vindas pelo vapor do norte ( louVa-
do seja Dos ) nada adiamos que merecesse
attengo no sentido politico com quanto
deparassemos com muitas cousas que nos en-
chexao de praser a outros respetos.
Vimos nellasocomo as provincias do nor-
te como porfa, se esmero em Iridiar a
estrada do industrialismo, ainda aquellas
que em importancia cedem Baha. Em Ma-
ranho decretos sobre a formago de compa-
nhias de vapores, planos de colonisago, e-
ducago de artfices custa da provincia :
Em Pernambuco os mais niara vil liosos pro-
gressos: 6 engenheiros ( dos quaes 3 ha pou-
co mandados vir da Franca)constantemente
oceupadosem estradas, pontos, edificios p-
blicos 5 planos de descecoamentas de pan-
tanos ; encanamentos de agua ; conslrucgo
de barcos para machinas de vapor, que se
vo fundir n'uma fabrica de lia mais tempo
existente naquella cidade trabalhos prepa-
ratorios para levantar as cartas topographicas
da provincia para os quaes torio particular-
mente engajados os 3 engenheiros novos :
Eis os objectos em que os nossos olhos se de-
morrao, com um prazer misturado de h-
margura ao vero quanto a provincia da Ba-
hia fica atrazada comparada com a sua
visinha.
folgares. No ardor de vossos amores dir-
vos-ha : desamai! Filie ousa j dize-lo
a sen rei esenhor. Oh desgragado de mini,
desgragadode mim
Nao queros pois deixar-me entregue mi-
nha estrella ? disseD. Leonor, com voz
entre de choro e ternura, abragando pelo
pescogo o pobre monareba e chegando a
sua fronte suave e paluda s faces affogueadas
de D. Fernando, que n'uma especie de de-
lirio olhava espantado para olla.
Nao, nao Viver comtigo ou morrer
comtigo. Cahirei do throno ou tu subirs
a elle, o
Um sorriio quas imperceplivel se espraiou
pelo rosto de Leonor Telles querecuandoe
tomando urna postura resoluta e ao mesmo
tempo de resignago proseguu com voz
lenta mas firme :
EntO resta o fugir.
m Fugir! exelamouelrei. Eestapala-
vra s era mais expressiva que narragao bem
extensa dos atrozes martyrios que o malaven-
turado curta no corago irresoluto mas gene-
roso com a idea de um feito vil e covarde em
qualquer escudeiro vilissimo e torpissimo
Snrs. diputados da assemblea vos que vos
sentis afervorados dodezejo ffe bem servir a
Yossa patria olhai para Pernambuco!
( Commercio.)
COMMERCIO.
ALFANDEGA.
Rendmento do dia 8
o:70\>0i8
DESCARREGA HOJE 9 DE ABRIL.
Barca Ingleza = Thoriiaz Mellors = Fasen-
das manteiga carnese conservas.
Barca Portgueza = Snra. do Rozario ss Car-
ne drogas azeite e vinho.
Pataxo Americano = Henry= Barricas aba-
tidas e com lampos sabao e baca-
Iho.
Brigue Portuguez = EmpVehendedor 7= Pe-
dras.
CORRESPONDENCIA.
Snrs. Redactores.
Tondo lido no Diario de 2 do (Jrrente A-
bril a resposta dada por Lord Aberdem a
respeto da poca em que segundo a verso
do Governo Inglez deve expirar o presente
Tratado com o Brazil, deu-me na vontade o
podir-lbes o favor de insiriro seguinte trexo
do discurso de Lord Labouchere a cerca da
Proposta do Ministerio sobre o direilodo as-
sucar, e cafio estrangeiro. Depois de haver
desenvolvido as vantagens do commercio com
o Brazil, cujas vias immensas apresentavo
capacidade para um vastissimo deseuvolvi-
meiito exprime-se assim
O Nobre Lord Secretario de Estado dos
Negocios Estrangeiros eslava to profunda-
mente impressionado da importancia deslas
considerages que tem aborto negociages
com o Governo do Rrazil para assegurar ao
Coinmissario Inglez moderados e rosoaveis
diroitos de transito sobre aquelles rios. A
Cmara devora lembrar-scque o Tratado es-
tipulado com o Governo Brasileiro era summa-
mente van lujoso, eslabelecendo sobre os
gneros Ingleses direitos nunca cima de lo
por cento ad valorem e garantindo-nos
direitos nunca mais altos do que osque pagasse
alguma outra nago. Este Tratado deveria ex-
pirar segundo a intelligencia do Governo
Brasileiro em 1812, e em 184 segundo a
nossa "verso sobre cuja exaetido eu nao
tenho a menor duvida : parece todava que
prevalece 110 Brazil a mais errnea opinio de
que o Tratado presente deve lindar em 1842.
A Legislatura daquelle Imperio acha-se pos-
suida de um forte senlimento de irritago
contra nos em raso dos nossos manejos em
obter para o nosso commercio as mais libe-
raos concesses, entretanto que conservamos
direitos inteiramente prohibitivos sobre os
productos, que dali uos envio. Este esta-
do de cousas tinha para mim tanto pezo, que
a pouco dirig urna carta ao nobre Lord Mi-
nistro dos Negocios Estrangeiros aventando a
ideia de que seria bem a dezejar em razo
dos immensos interesses, que se disculom ,
que desde j se entrasse em ajustes com o
Governo Brasileiro e no insistir na conti-
nuago do Tratado ate o complemento do ter-
mo a que temos Jireito se por motivos fi-
nalcenos ou por quaesquer outras razOes o
Governo Braz. dezejar dl-o por acabado, com
n'um rei de Portugal em um neto de Af-
fonso 4.
Elrei olhou para ella um momento. Era
sereno o seu rosto augelico similhannte ao
de urna dessas virgen.*, qeseencontram as
illuminuras de antigs biblias o segredo de
cijos toques perdido no lim do secul quin-
ze anda" a arte moderna nao pode fazer rc-
irgir. O mais esperto physionomista diffi-
cultosamente advinharia a negrura d'alma
que se esconda debaixo das puras o candidas
feges de D. Leonor, se nao fossem duas ru-
gas que Ihe desciam da fronte e se uniam en-
tre os sobr'olhos coritrahindo-se e deslisan-
do-se rpidamente como as vesculas peeo-
nhontas das fauces de urna vibora.
k Seja pos assim Fujamos : murmu-
ran D. Fernando com o tom e gesto com que
um suppliciado dara no alto do patbulo o
perdoaoalgoz.
D. Leonor tirou do largo tinto com que
apertava a airosa cinctura urna bolga de ou-
ropel e atirau com ella aos ps do beguino ,
quede moscruzadas sobre o peito o os o-
llios semi-abertos cravados na abobada do a-
tato que podessemos vir a um arranjamento q'
collocasse nossas relagoes commerciaes com a-
quelle Imperio sobre base segura equitati-
va permanente e de reciproca vantagem
para ambas as partes. Julgo de mcu dover
apresentar estas ideas, porque talvoz se 011-
tenda que ttdo vai bem, deferindo-se a ma-
teria por mais dous anuos e correndoo risco
da insistencia em nossa propria interpreta-
gao de que c presente Tratado nao deve lindar
antes do auno de 184.
Debaixo de outro ponto de vista se pode
coMJderar este objeclo para o qual eu devo
chamar a attengo da Cmara por um mo-
mento mais. Esforcei-nie a principio para
provar que este paiz nimio pouco nada mes-
mo que valha a pena considerar-se ganhava
relativamente a extinego da escravatura ,
fazendo o nosso commercio com o Brazil por
um camiuho de rodeios em voz de o fazer
em direitura. Ora esta he na verdade a ni-
ca diferenga entre os dous planos. Mas se
se quizesse obrar absolutamente sobre tal
principio, ento dever-se-bia com firmeza e
decididamente desanimar todo o trafico entre
o Brazil. e Inglaterra porque seria esso o
nico meto de nao encorajar a industria da-
quelle paiz, eoseu trafico de escravos. Se
porem esto principio for aplicado ao assucar ,
porque razo nao devora fazer-se extensivo
aos outros productos P Sirva de exemplo o
cali. Me geralmente reconhecido que o
actual sistema de direitos sobre esse produc-
to he o mais absurdo que se podia adoptar.
Mo nao he s isso : elle he eminentemente
injusto em relagoao Brasil e quaesquer ou-
tros paizes occidentaes, que produzo call.
Ilavio duas escalas de diroitos: o call que
decaminho para Inglaterra tocasse 110 Cabo
de Boa-Esperanga pagara meiioros direitos,
do que se vi esse em direitura. O calle do
Java por tanto tocando no Cabo que lho
nao tica muito fora do caminho pagara me-
nores direitos entretanto que o cali do
Brazil deve dar una volla em roda do globo
igual metade de sua viagem para obter a
mesma vantagem. Pelo Tratado nos nos te-
mos compromettido a tratar os productos do
Brazil sobre o mesmo p da nago mais favo-
recida : porem em quanto nos aferramos
letra desse Tratado fugimos ao seu espirit
por semelhaute arranjamento em nossos di-
reitos sobre o catte.
R.
DECLARAgES.
O Arsenal de Guerra compra ate 2000 co-
vados de pao azul proprio para fardamentd
de tropa ; porem que nesta qualdade seja
melhor possvel.
Tobem compra 000 meios d sola da me-
lhor qualdade ; urna porgao de paos de cicu-
pira meirim ou sejo redondos ou quadra-
dos, com tanto que tenho de 10 a 2o pal-
mos de comprido e palmo e meio ate 2 de
grossura ; e bem assim compra mais pao d'o-
lio e cumar tendo as mesms dimengeS
cima.
Todas estas madeiras devem ser nicamen-
te o mago que nao ten ha branco algura :
quem tiver taes gneros appresente-se hoje
mesmo ate ao meio dia, na salla da Directo-
ra do mesrao Arsenal.
Veiga Pessa,
Director.
-t
posentp pareca exttico e engolfado nos
peiisamentas sublimes d cu.
Vi rile dobrs de D. Pedro por teu sold ,
eremita: vinte pelo teu silencio. O resto da
recompensa te-lo-has um dia se a adultera
atravessartriumphador o portal, por onde
vi sal ir fugitiva.
O riraffavel de que estas palavras foram a-
companhadas fizeram correr urii calafrio pela
medula espinal do beguino cujas pernas va-
cillaram. Mas o contacto das quarenta do-
brs que uniu inmediatamente ao peito de-
baixo do escapulario, lli reslituiram o vigor
natural.
Elrei se havia assentado quas desfalecid
no escabello nico do aposento e o sou as-
pecto demudado infunda ao mesmo tempo
terror e compaixo. Ouando o benigno ale-
vantou a bolga D. Fernando ftou nelle os
olhos, e estendeu a mo pata a porta sem di-
zer palavra.
Fre Roy curvou a cabega cruzou de novo
as mos sobre o peito e recuando ate a porta,
desappareceu no corredor escuro pos oiide
entrara.
(Ccntnusfr-*e-ha\)


j tfwt~i>i%mrhi im^
riiiC
rnihniirii.i THKATRO.
= O Vafle .la Torrante Grande Drama do
espeda! Ai-chivo Theatral de Lisboa se re-
presentar pela VRzprimeir, Domingo 10
do crrante no Thealro publico priineira
parto 0 Orpho segunda parlo O
Assassinio torceira parto 0 Suicidio.
A belez* dosto insigne mel-Drama he as-
saz condecida por lodosos amadores que lem
o archivo Theatral da publicacao dos bous
Dramas e a grandeza da peca impossibilita
os socios Empresarios' de Pie, adicionar outro
divertimento 5 na corteza deque este ser
bastante para deixar satisfeitos todos os Es-
pectadores.
Principiar s horas do costtime.
= Quinta feira 11 do corren te se desem-
penhar una escolhida e variada funeco em
b 'nelicio do Director e Artista Gi-miastico Jo-
ze dos Reis : os promenores do Espectculo
se anniinciaro ueste Diario e cartazos.
AVISOS DIVERSOS.
XST Aluga-se um sitio na estrada de S. A -
maro indo para Belem passando a ponteo ter-
eiro, com hoa casa de vivenda, como quar-
tos duas salas e cozinha com bastantes
arvoredos de huelo e Ierra para plantar :
quem o pretender dirija-se ao proprietario 110
primoiro sitio passando a ponte.
ES" Francisco Severiano Rabello avisa aos
Srirs. seus assignantes do Jornal Panorama .
que os mezes de Janeiro e Fereiro do correte
atino se achao no seu escriptorio onde pode-
rO renovar as suas asignaturas.
U3~ Precisa-se alugar um moleque qu# sir-
va para andar com urna preta vendendo fazen-
das, dando-se 240 rs. por dia c suslenlo :
na ra Nova D. 11.
izr 0 abaixo assignado lem aborto um
curso completo e regular do Theologia no
CoventodeS. Francisco lugar de sua resi-
dencia onlinua a receber alumnos tanlo
para Theologia como para Latim e Geogra-
fa. = Fr. Joo Capislrano de Mondonga.
ts&- A pessoa que aun uncin querer dar
urna crianga para criar dirija-se a ra das
Cruzes taja de Marcineiro D. 6.
%sr Precisa-se fallar ao Sr. Joo Jacinto da
Silva : na camboa do Carino D. 8.
S38 Aluga-se urna casa terrea na Boa-vista
no beco que vai para a Gloria oom comino-
dos suficientes para urna familia ; os preten-
den tes di rijao-se ao Recifc ra da Cadeia ve-
Iha D. 1 4 no segundo andar.
C9- A pessoa que aununciou no Diario de
Quinta feira querer urna metade do casa, sen-
do pessoa capaz dirija-se ao pateo de S. Pe-
dro sobrado D. 1 que faz quina para a ruada
Viracho,
ssr No botequim e casa de pasto da Unio
na ra dos Quarteis aprompta-se janlares
para lora com o maior asseio possivel e
por prego com modo mo de vacca e cabi-
della todos os Domingos e Dias .wantos ; no
mesmo precisa-se de um cozinheiro sendo
niuito bom trabalhador nao se olha a prego;
S2y Gaspar da Silva Froes tendo de se re-
tirar o mais breve que Ihe for possivel para o
Rio de Janeiro vende a sua loja da livros ,
e encadernago cita na ra do Collegio D. 7
contendo as melliores obras do leis estudos,
novellas e iic. e na cncaernago os mais
ricos forros llores viradores chapas para
pastase tudo o mais que lhe he pertenceute ;
tambem se yendo a armago separadamente:
os pretndenos dirijo-se a ra das trinchei-
res D. 9. 0 annuncianle parlecipa pela se-
gunda vez as pessoas que tem pinhores venci-
dos hajau de os irem resgastar no praso de
8 dias contados do dia t do corrente adver-
tindo que passadotste lempo nao se respon-
sabe.lisa por pinhor algum vencido e para
mais claresa far annunciar os nomes das
pessoas que tem deixado de comprir seus tra-
tos para aodepois nao se chamarem a igno-
rancia.
ss?" D-se um cont de rs. a juros : na ra
do Torres casa confronte ao oitao da do Sur.
Joo Pinlo de Lomos na quina do beco : na
mesma casa vende-se allinetes de peilo para
homem e senhora, com diamantes cordes
de ouro fino e alguns aneles ludo chega-
do do Porto.
cy Na ra do Vigano n. 8 se d fnoti-
cia de um escravo que sabe tirar formigas.
cy Deseja-se Tallar aoSr. do engenho Ba-
la neo ou pessoa nesta praga por elle encarre-
gada : na rua do Gabuga loja de miudezas De-
cima 5.
s^r Quem precisar de dinheiroa juros, di-
rija-se a rua larga do Rozado D. 9.
S27- No dia H de Maio p. fucturo Correm
da Boa-vista ; o bilhets achao-se a venda
nos mesmos lugares antes annunciados.
C" Ossobrinhos de Thomaz de Aquino
fallecido na Cruz dos 4 caminhs em Lisboa ,
tallom com Joo Porto na Alfandega.
= As pessoas que annunciarao quererem
fallar a Antonio Francisco do Reg Barros ;
dinjo-se ao seu engenho Ginipapo de Seri-
nhaem lugar do sua residencia ou ao seu
sobrinho Manoel Sebastio de Mendonga Lins,
na ru Direita sobrado de dous andares';
quina do beco do serigado.
= Aluga-se o segundo andar de urna casa
na rua Nova com commodos para urna fami-
lia : a tratar na rua da cadeia velha do Reci-
fe por baixo da casa da residencia do corre-
tor Oliveira.
= Quem precisar de urna pessoa para Iec-
cionar de primeiras Letras e Latim em ca-
zas particulares; annuncie. Tnbem rece-
be alguns que se queiroa isto dedicar, e
nao posso gratificar. Outro sim oerece-
se pura adiantar alguma escriplurago que
exisla atrasada e por um prego muito ra-
soavel.do que outra qualquer pessoa: an-
nuncie.
y Joo Frederico de Carvalho retira-se
para Loanda.
K3*- Manoel Andr de Lima e Jos Joaquim
da Silva Maia rotiro-se para Portugal.
G7" Um oculodeverao longe ainda que
seja uzado com tanto que seja bom de vi-
dros ; e urna duzia de quadros tambem em
tiom uzo : quem tiver annuncie.
VENDAS
AVISOS MARTIMOS
** Para o Havre de Grace segu viagem
imprelerivelmente at o limdo corrente mez ,
a Barca Franceza Hortense Capito Morvan
Keval, a qual recebe passageiros que para isto
tem excellentes commodos ; quem quiser ir
de passagem dirija-se a rua da Cruz D. 00.
tiP Para Liverpool a Barca Ingleza Tho-
maz Mellors Capito James Palelhorpe le-
ra pouca demora neste porto e tem lugar
para alguns couros e algumas sacas de algo-
do a frete; quem pretender dirija-se aos
consignatarios Russell Mellors o Companhia.
L3T Para o Rio de Janeiro o Bergantim Na-
cional S. Joo Baptista Capito Joo Gon-
salves Rocha asahircom muita brevidade
por ter ja parte do sen carregamento prem-
pto ; para carga passageiros e escravos a ir-
te trala-se com Joaquim Baptista Moreira no
sen escriplorio na rua do Apolo ou com o
Capito a boido.
L E I L A 0'
VT O Corretor Oliveira faz leilo sabbado
9 do corrente, de uns queijos londrinos,
presuntos de hambre e batatas chegadas na
Barca Ingleza Thomaz Mellors em muito
boa condigo.
^ Miranda & Pereira faro leilo por in-
tervengo do Corretor Oliveira Quinta feira
1 ido corrente as 10 horas da manh de to- no carregodo baixo meio
dos os gneros que formo o fundo da sua bem
acreditada venda com grande armazem es-
tabelecida na rua do Vigario e da armago
da mesma em um ou mais lotes vontade
dos pretendentes ; adverle-se que' ludo se
vende no mesmo lugar por liquidago em
consequencia da prxima retirada de ditos
Miranda & Pereira para fora da Provincia,
que muitos dos gneros em ser sao da melhor
escolha e se acho em perfeilo estado ; e que
a vantajosa posigo do estabelecimento he su-
liciente para assegurar urna decente subsis-la liora : na travessa do RoznoD. 42.
Sahir hoje luz o N. 5 do CARAPU-
CEIBO, com um artigo sobre os Tartufos de
franqueza de um e outro sexo e urna allego-
ria o eoelho de Lafontaine : achar-se-haa
venda das 9 horas da manh em diante.
tw Um negro ptimo padeiro que en-
tende bem de forno e massa : na rua Nova
D. 25 defronte da botica do Sr. Pinlo.
taT" Um cavallo russo novo e de boa
figura carregador e esquipador : na rua da
alfandega velha n. 9.
tsr Copos de meia garrafa, garrafas bran-
cas de dous tamaitos sag a 480 rs. pas-
sas em meias caixas esleirs de angola pa-
pel de peso a 2*G00 rs. a resma arroz de
casca a .> 100 rs. asaca cravinho da india ,
fumo amcrigano e esirigo : na rua do Amo-
rim em casa de Marques & Veigas.
Ksy Urna venda no porto das canoas, por
baixo dw moradia do Sr. Souza Reis, junto
a casa de pasto no beco do porto : a tratar na
mesma.
ts- Urna preta por 550* rs. engomma.
cozinha lava roupa urna dita que faz todo
o servigo de urna casa por 500* rs. um pre-
to bom para todo o trabalho por 550* rs. ,
urna parda de 40annosboa para lomar con la
de urna casa por ser de boa conducta, lava,
engomma e cozinha tudo bem dous ne-
gros para todo o trabalho : na rua de x\goas
verdes D. 57.
\gF Um cavallo mellado carregador baixo
e meio : na rua Nova D. 52.
K C^ Chapeos de sol de seda muito bons a
4* rs. riscadinhose chitas finas em retalho
a 120 e 160 rs. o covado : na rua do Quei-
mado loja de Carioca & Selle, D. 15.
W Um selim em meio uzo com todos os
pertences por prego commodo : no Mundo
novo D. 9.
E7* Um tonel e urna pipa arqiados de fer-
ro e meia pipa cheia de vinagre, e uns can-
leiros : as o ponas D. I t.
tST O mui superior vasilhame de agoa,
do Brigue Leo que conduzio tropa do Ma-
ranho para este porto na rua do Vigario
D. 12.
ss?" Agoa de Ungir os cabellos e suissas :
na rua do Livramenlo loja de chapeos n. 17.
tsr Pes de burilis a 500 rs. ditos de' la-
rangoiras a 160 rs. ditos de coqueiros a 280
rs. ditos de suissara a G00 rs. todos pro-
prios para se transplanlarcm : na quina da
Praciha do Livramenlo loja da viuva do Bur-
gos.
K3" Um cavallo castanho fino anda bem
esquipa muito,
est gordo e be muilo manloudo : no Montei-
ro a fallar com Manoel da Costa Pereira.
Z3~ Farinha da trra muito nova, em sa-
cas de alqueire por prego commodo : na rua
da Cruz n. 61.
i^r* Bolaxa a arroba a 1*920 rs. : na rua
Direita padaria I). 5.
tw Urna casa com soto na rua dos Co-
piaes D. 12, acabada a pouco tempo: a tratar
na rua da senzala nova D. 25.
3- Carne de toucinho de Santos a &0 rs. |
pardo de boa conducta official de tanoeiao
ctiador e trabalha de carpina um escravo
para o campo por 400* rs. ; e um moleque de
12 annos : na rua de Agoas verdes D. 58.
es* Urna mulata de 2o annos, com habili-
dades para o servigo de urna casa cese, cozi-
nha engomma perfeitamenfe : na praga da
Boa vista botica do Sr. Ignacio.
UW" Azeitedecocoa 2*880 a caada e a
garrafa a 400 rs. farinha em sacas a 7ifo00
rs. e a retalho tabaco simonte Bahiano a
560 rs., charutos a 64o rs. o cento paingo
a 240 rs. o quarleiro lingoigas a 560 rs.,
paios a 2*400 rs. a duzia papel almasso
brancoeazul, dito de peso e de embrulho ,
massasde todas as qualidades vinho da Fi-
gueira e do Porto no Pateo do Terco venda
D. 4.
ssy Um carro de 4 rodas para um ou dous
cavallos em bom uzo: no armazem de Mi-
guel Suger np atierro da Boa vista lado es-
querdo e a tratar com N. O. Bieber & Com-
panhia na rua da Cruz n. 62.
ss~" Joze Antonio Gomes Jnior continua
a ^nder por prego mais barato do que ate ao
presente no seu escriplorio rua da Cruz D. 12
sacas com alqueire de farinha de mandioca
feila na Muribeca tanto da muito fina e al-
va como da mais ordinaria.
tsr ptima farinha de mandioca em sacas
por prego muito commodo : 11a rua da Cruz
armazem de AnIonio Pereira da Cunha nu-
mero 14.
& Caixas com velas da companhia Stea-
rina Luzitana ditas com vinho do Porto de
1852 licores agoa de Colonia superior ,
rebiques, fsforos, alfasema insenso em
lagrima gomma arabia muito fina e mais
outros objoctos : na rua do Vigario D. 18 a
fallar com SchaefTer.
ESCRAVOS FGIDOS.
125- Duas rotulas que tenho cinco palmos
de largura cada urna e estejo em bom uzo ;
iinpretnvelmenteasrodasda 3gunda ttncia e fortuna a qualquer pessoa assidua ,
queficando no paiz queira continua-lo.
-. ssy Cals Jnior faz leilo por inlervengo
do Corretor Oliveira de um variado sortimen-
to de objeclos proprios de Jojas de miudezas ,
e muitos artigos Francezes e Suigos, como
copos lapidados papel para forrar sala ga-
lops de prala rendas de seda e de linho se-
tins tafetaes sedas para coletes e outros ,
cambraiasde linho ditas adamascadas, ja-
cons chales, veos lengos, mantas, e um
bom sortimentode meiasdo seda e de algo-
do pretas e brancas para homem, inulher ,
e meninas bonets sapa tos lengos e gr-
valas de seda coletes esporas navalhas ,
suspensorios perfumaras espingardas in-
gle/as pistolas de argo cspeJhos grandes,
lustros de 6 vellas e ec. o que ludo se vende-
r aos prasos acluaes da praga pelo maior pre-
go que for ollerecido visto ser para liquida-
gao de con tas ; Terga feira 12 do corrente as
10 horas da manh no seu escriptorio rua da
CruzD. 10 primeiro andar.
COMPRAS
a ultima lotera a favor das obras da Matriz i ou aun
unci.
c^- Urna casa terrea em Olinda na rua de
Baixo D. 8 : a tratar na rua do Livramenlo
Dcima 12.
C" Cera de carnahuba mel de abelhas
em caada e garrafas ; ludo por prego com-
modo : no forte do Mattos padaria de Antonio
Maia Cortes.
w Cal fina de Lisboa vinda no Brigue
Emprehendedor : no escriptorio de Francis-
co Severianno Babello.
= Urna preta de iftigo cozinheira la-
vadeira de sabo e brrela, engoma e faz
doce e he quitandeira ; na rua dos Mar-
tirios D. 6 lado da Igreja.
S^- Dous pretos mogos muito reforgados ,
de bonitas figuras e de todo o servigo: um
dito perfeilo carreiro, trabalhador de macha-
do e fouce. duas pretas sabendo cozinhar ,
lavar de sabc, e engommar liso?; urna negri-
nha de 12 a 14 annos ; urna bonita parda de
linda figura sabendo com perfeigo engom-
mar coser e capaz de dirigir urna casa por
oslar a isto acostumada sem vicio algum o
que se alianga : na rua do Fogoao p do Bo-
za rio D. 25.
ts?- Urna mulata recolhida de 18 annos,
muita prendada ; urna escrava sabendo en-
gommar coser, e cozinhar, de 20 annos ;
i ditas e urna moleca de 14 annos um es-
cravoq-je paga 1*280 rs. por dia ; 2 pretos
por 650* rs. ; un dilo perito cozinheiro ; um
CS" Do engenho Santa freguesia de Ja-
boato desapareceo em dias de Fevereiro um
pelo do nome Manoel, Rebolo alio bom
preto corpo regular bem parecido, cara
lisa denles alvos ; levou vestido camisa de
algodo trangado e caigas de riscadinho
azul: quem o pegar leve a rua do Hospicio
sobrado n. 5.
- ssi" Fugirona Sexta feira 2 do corrente ,
do engenho Barra do Pago 5 escravos com
os signaes seguintes : urna mulata de noaie
Francisca de 20 annos baixa clara na-
riz chato cbelo pixaim e cortado, corpo
mediano. Vicente, crelo, casado com a dita,
bem prolo barbado, baixo, grossura media-
na, bonilote de20 annos. Francisco, cre-
lo, de 18 anuos est bugando ccr fula ,
pernas e corpo cheio de boa altura ; con-
duziro um quarlo castanho escuro lem um
pcalgadoe silva na te.- bem recompensado de sen trabalho sendo
nesa praga entenda-se com Antonio Francisco
Maia na ruado Vjgaric
C5- Fugio do engenho Maragi freguesia
de Serinhaem no dia 28 de Margo, um ne-
gro de nome Francisco de angola porem
parece crelo por fallar mui bem repre-
senta ter 50 annos altura regular olhos
grandes, queixo comprido e alguma couza
encovado muito pouca barba falta de den-
tes na frente pernas tortas, que quando
anda encontraos joelhos ; quemo pegar leve
1 ao mesmo engenho a Francisco Tavarcs Lima,
ou nesta praga a Manoel Gonsalves da Silva ,
na rua da Cadiea que ser recompensado.
t=7" No dia 24 de Margo desapareceo um
negro de nome Joo, Benguella alto pouca
barba falla bastante atravessada : quem o
pegar leve a rua do Amorim onde tem fabrica
de moer cat de Antonio Vaz de Oliveira que
gratificara com 50* reis:
MOV MENT DO PORTO.
NAVIO SAIIIDO NO DIA 7.
Bahia : Garopeira Brasileira S. Bernardo ,
Cap. Antonio Joaquim rcom a mesma car-
ga que trouxe.
ENTRADOS NO DIA 8.
Portsmonth 42 dias, Brigue Austraco Lu-
sitano do 500 tonel. Cap. Miguel Astolfe,
cquip. 12. carga laslro : a B. Lasserre &
Companhia.
Lisboa ; 54rfias Brigue Portuguez Joscphi-
na de 217 tonel. Cap. Paulo Antonio da
Rocha equip. 17 carga vinho, pedras >
e mais gneros: a Mendos i Oliveira.
SAII1DOS NO MESMO DIA.
Brigue de Guerra Inglez
Commandante Carey.
Babia
Biltern
REC1FE NATYP. DEM. F. DE F, = 1542
V
-^


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