Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04623


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Full Text
Anuo (le 1842.
Quinta Fera 7 de
Tede.agor AapUodel a ni me.mn. ; d nona prudencia, Dtoderecfro, renerfi.
lihueaaoa eoo prmuipiamtM, t errmu apuntado con admir.c jo entre as Nacea aia
"" _^________________(Proclamaoo da Aaaaablea Geni do traail.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianna, Paraiba, e Rio grande do Norte, eegunda eaextafeira.
Bonito e Garanhana, a 40e 24.
Cabo, Serinnaea, Rio Formnio, Porto Calvo, MaceicS, e Alagoai no 4 41, Si.
I'ajei'i 13. Saato AntJo, quinta feira, Olintla todo, oi diai.
DAS DA SEMANA.
4 Se. K' AanancicSo de \. S.
5 Tere, s. Vicente Ferrer Re. And. de do Jol. de Direiro da 1. Vera.
0 Qaart. I. Marcelino. Chenc. And. do J. de D. da 3. r.
7 Quint. F.pifanio. Festa Nacional.
*, sext. S. Amando. Aud, d> J, de D. da I.t,
9 lab. .Demetrio. Aud. do J. e D. da 3. r.
48 Dota, do Rom pastor-, t. Eieqoiel Profeta
Abril.
Anno XVIII. N. 74.
0 Diino publcate todos 01 dia. qo* n.o forem Santificado.: o arico da a.ai'nalora ha
de tre. mil re. por quartel p.goe adianladoa. Oa aftauneioe doe ....enante, aio in.endoa
gratis, eoa doime o noforem aratao de HO rea por linl.a. A reclaaaacoea detesa se
dirigidaa.rataTTpografia rea daa CruieaD.3, oui praca da Independencia' loiaa de litros
Numero. 37 e 3S. *
CAMBIOS no da 5 de Abril.
Cambio .obre Landre. 28 d. p. 1U.
Paria 320 rea p. franco.
> I.i.boa 80 a 35 p. 400 de pr.
Obro- Moeda de 6,400 V. 44,500 a 44,700
N. 44.300 a 44,500
de 4,000 8,400 a 8,200
Pam Patacoee 4,680 a 1,680
Pk.ta- Peros (.oluran.re. 4,600a 4.680
Mexicanoa 1,640 a 1,660
ntida ^ 4,440a 1,460
Moeda ile cobre 3 por 400 de diaconto.
Diaconto ile bilb. da Alfandega 1 e por 106
ao mea.
dem, de letraa de boa. Tirata* le a 1 e {.
Preamar do dta 7 de Abril.
1." a 2 horai e (i m. da mana}.
2. a 2 boraa e 30 m. da tarde.
ata
PHASES DA I.OA NO MEZ DE ABRIL.
Qaart. saing. a 2 a 4 horaa e 11 m. da Urde.
La Nora a 10 -- a 8 hojas e 13 m, da tarde.
Querl. cre.c. a 48 ka 4 hora, e 44 m da manb.
Loa cheia a 24 as 9 horaa e 8 m. da tarde.
ftlAlUO DK P E K A II BU C O.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DAPROVINCIA.
continca^aO do da 2 do corrente.
Olicio Ao Juiz Municipal Supplente da
2/ Vara do Termo d'esta Cidade, dizendo-
Ihe em.resposta ao seu oflicio do 1. do cor-
rente que pode nomear quem interinamen-
te sirva o lugar-do escrivo do seu juizo.
Portara Ordenando que pela Secreta-
ria da Presidencia t-e passem nomeagi'es de
Juiz Municipal do Termo do Cabo ao Bacha-
rel Francisco AlTonso Ferreira por ter re-
signado o lugar o Bacliarel nomeado Antonio
Joaquim de Moraes e Silva e de Promoto-'
res do Cabo ao Bacharel Gatdino Ferreira
Gomes e de Garanhuns ao Bacharel Jos
Francisco Pereira Vianna.
Oflicio Ao Engenheiro Vauthier, dizen-
do, que pode suspender interinamente os tra-
balhos dos concertos da ponte dos Carvalhos,
visto nao ser prejudicial ao transito publico a
Ma demora, assim como minorar os das pon-
tes do Recite c Magdalena.
Dito Ao Inspector interino da Thesou-
raria das Rendas Provinciaes remetiendo a
relapso dos Membros da Assembla Legislati-
va Provincial, que comparecerSo na presente
Sesso durante o mez de Marco ultimo
im de que mande satisfazer os respectivos
subsidios.
Dito Do Secretario da Provincia ao 1.
da Assembla Legislativa Provincial com-
municando ter feito a remessa sobre-rhencio-
nada.
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DA 23 DO PASSADO.
OflicioAoExm. Presidente transmettindo-
lheo Processo yerbal feito ao Furriel do 3. B-
talho d'Artilheria ap Claudino Joze de Mel
lo, aflm de ser julgado em ultima instancia
pela Junta de Justiga e ponderando a neces-
sidade de convocar-so com brevidade a dita
Junta para dicidir de Processos que inul-
to brao submettidos aoseu julgamento en-
tre elles os dos Cadetes Tito Augusto d'Albu-
querqu Portocarreiro e Joo Evaristo Ve-
loso da Silvcira.
DitorAo mesmo Exm. Snr. requisitando-
Ihe varios concertos, qnero de misterfazer-
se no quartel da Solidade, para seguranga, e
cmodo alojamento da Tropa.
DitoAo mesmo Exm. Snr. remettendo-lhe
informado o requerimentodo Capito Luis de
Queiroz Coutinbo, que naqualidade de Man-
dante do BatalliSo Provisorio pedia se lhe
mandasse abonar urna Cavalgadura, e a com-
petente forragem.
DitoAo mesmo Exm. Snr. remettendo-
lhe informado o requerimento do Tenente Joze
Teixeira de Campos queachando-se em ex-
ercicio do lugar d'Ajudante do Btalho Pro-
visorio pedia se lhe mandasse fornecer a
Cavalgadura e forragem que por Lei lhe
competa.
DitoAo mesmo Exm. Snx. communican-
do-Ihe, que estavao em custodia no Btalho
Proyisorio desde 7 de Fevereirodeste anno,
os recrutas vindos da Provincia do Rio Gran-
de do Norte Gonsalo Joze de Castro c Pe-
dro Joze ambos incapases do servigo o pri-
meiro por ser maior de 50 annos e o segun-
do por mentecapto, estando por isso compre-
hendidos as disposicGes do Aviso Imperial
de 14 do referido mez de Fevereiro.
DitoAo Inspector da Thesouraria commu-
nicundo-lhe, que a Presidencia mandara orga-
nisar na Cidade de Goianna, urna Companhia
de Guardas Nanionaes destacada composta
de 4 Capito 1 Tenente 1 Alferes H.'
Sargento, 2 segundos ditos, 1 Furriel, 6
Cabos d'Esquadras 2 Cornetas e 85 Sol-
dados cuja Companhia ficava sugeita ao re-
gulamento de Linha e principiara a ter or-
ganisagoem 16 de Fevereiro ultimo tendo
por Commandante interino o Tenente del.'
Linha Reformado Francisco de Paula Meira
Lima e para Subalternos o Tenente Jerni-
mo Cczar de Mello e Alferes Bartholomeo
d'Albuquerquc ambos da Guarda Nacional
daquelle Municipio.
Dito Ao Tenante Coronel Commandante
do Btalho Provisorio ordenando-lhe que
eflzesse recolher ao Arsenal de Guerra os
objeclos pertencentes ao Deposito qu na
remoco do mesmo para o Quartel da .Solida-
de o Capito Antonio Paes Costa entregara
ao Quartel-Mestre Nascimento.
Dito Ao mesmo dizendo-lhe em res-
posta ao oflicio de 18 do corrente que poda
mandar o Quartel Mestre do seu Btalho,
receber do Director do Arsenal de Guerra a
importancia da despesa que se fizera com a
remocho do Hospital e Deposito para o
quartel da Solidade, segundo a conta que re-
metiera.
Dito Ao mesmo communicando-lho ,
que nesta data havia nomeado o Capito man-
dante Luis de Queiroz Coutinbo, Tenente
Antonio Joze de Souza Cosseiro e Alferes
Domingos Eustacio da Cunha o primeiro
para presidente e os ltimos para vogaes de
umConselho de investigaco que se devia
reunir em em l alacio na Salla dos respecti-
vas Sesses.
DitoAo Capito Commandante do Deposi-
to, communicando-lhe, que nesta data se orde-
nara ao Commandante do Btalho Provisorio,
fizesse recolher ao Arsenal de Guerra, .os ob-
jectos que ficiro a cargo do Quartel Mes-
tre Nascimento quan Jo o Deposito eflectuou
a sua mudanga para a Solidade.
Dito Ao Prefeito da Comarca de Goian-
na remettendo-lhe o requerimento e do-
cumentos do recruta Manoel Pereira Brando,
para que informass sobre sua pretengo.
r Portara Nomeando o Conselho que
tinhade investigar da conducta dos Sargentos
Magalhes e Spares durante otempo que
serviro na Companhia d'Artfices.
Dita Ao Tenente Coronel Commandan-
te do Btalho Provisorio, reme'teodo-lhe
o Conselho d'Avirguago feito ao Soldado da
6. Companhia Bernardo Francisco Soares e
mandando que elle fosse reconheaido 2. Ca-
dete na forma do Decreto de \ de Feverei-
ro de 1820 e Pioviso de 26 d'Outubro do
mesmo anno cujas disposiges prehcnxera.
da 25.
OflicioAoExm. Presidente, eiviando-
lhe o mappa da f orga dos destacamentos da
Guarda Nacional, a servigo da Polica as
Comarcas e as guarniges das Fortalesas ,
com declarago do quantitativo marcado para
agoa e luz dos mesmos com o que ficava
respondido o seu oflicio de-22 do corrente.
Dito Ao Prefeito interino da Comarca
do Becife aecusando o recebimento do de-
zertor Gongalo Jos do Btalho Provisorio,
e do recruta Manoel Euzebio da Boa-morte,
que fora posto em custodia e depois em li-
berdade por ser menor de 18 annos e ter a
seo cargo sua Mi.
Dito Ao mesmo dizendo-lhe em res-
posta ao seo oflicio de 24 que o recruta Je-
rnimo Tavares da Costa fora sollo por
ter sido inspeccionado e julgado pelo Facul-
tativo incapaz do servigo, cm consequenca
de padeeer molestias crnicas.
da 26.
Dito Ao Prefeito interino da Comarca
do Recife dizendo-lhe, que mandara assen-
tar praga ao recruta Joo Antonio que a-
coinpanhara o seo oflicio datado de hoje.
DitoAo Prefeito da Comarca do Cabo ,
dizendo-lhe que ficava entregue do recruta-
Raymundo Rodrigues do: Santos que acom-
panhara o seo oflicio de 23 do corrente.
da 30.
Dito Ao Exm. Presidente -, rogando-
Ihe houvesse de mandar dar passagem no Va-
por S. Sebastio que segua para o Norte,
ao Sargento Joaquim Manoel Dantas, que hia
servir n-a guarnigo da Provincia do C ;ar.
Dito Ao mesmo Exm. Snr., remetten-
do-lhe informado o requerimento do Capito
Commandante da Companhia d'Artifices ,
que solicitva o pagamento dos sidos atrasa-
dos que deixara de receber.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. ponderan-
do-lhe que alguns ofliciaes do 3. Btalho
d'Artilheria recebero adianlados os sidos
de Fevereiro e Margo desteanno, cuja im-
portancia foi na maior parte consumida com
os arranjos da viage-m da Corte para esta Pro-
vincia de maneira que a ser j discontada ,
e por i n lei ro ficaro ditos ofliciaes sernos
necessarios meios de subsistencia pelo que
houvesse de dar suas ordens para que sof-
fressem odisconlo pela 3* parte do!, de
Abril em diante.
Dito Ao Inspector da Thezouraria re-
mettendo-lhe os papis de contabilidade do
destacamento da Comarca do Pao d'alho, per-
tencentes ao mez de Fevereiro ultimo, cuja
importancia devia de ser entregue ao Cabo
d'Esquadra Antonio Pereira Barata.
Dito Ao Tenente Coronel Commandan-
te do Btalho Provisorio communicando-
lhe que o havia nomeado e aos Capiles
Luiz de Queiroz Coutinbo Francisco Pinto
de > e Manoel Fernandes da Cruz para
Membros de varios Conselhos de Direcgo ,
que tiolio de ser feitos a diversas pravas ,
quepretendio sorvir na qualidadede primei-
ros Cadetes licando na intelligencia que o
Conselho se devia reunir na Secretaria Mili-
tar no dia, 2 do mez vindouro. .
Dito Ao mesmo communicando-lhe ,
que estava authorizado para administraros
concertos que se devio faser no quartel do
seoCommando, devendo en tender-se como
Inspector da Thesouraria e receber delle a
quantia orgada para os mesmos concertos.
Dito Ao Coronel do 3. Btalho d'Ar-
tilheria respondendo o seo oflicio de 2 i do
corrente, que communicava a priso do Ca-
dete E. J. P. Barreto.
DiloAo l;reciio interino da Comarca
do Recife disendo-Ihe, que mandara assen-
tar praga ao recruta Francisco Antonio de Pau-
la que Viera acompanhado como seu oflicio
de 27.
Dilo Ao Prefeito interino da Comarca de
Nazareth devolvendo-lhe anda os papis de
contabilidade do destacamento relativos ao
mez de Dezembro para serem reformados ,
recebendo a,data de 29 de Margo.
Dito Ao Prereito da Comarca do Pao
d'alho, dizendo-lhe, que foro en\iadosa
Thesouraria para serem pagos os papis de
contabilidade do destacamento, pertencentes
ao mez de Fevereiro ultimo e que tivero
destinos recrutas Joaquim Teixeira eJos
Flix Gnedes Jnior ; licando por est for-
ma respondidos os seus oflicios de 28 do cor-
rente.
Portara Nomeando o Conselho de Di-
recgo que tem de tomar conhecimento da
justilicago que perante o Auditor de guer-
ra dero de sua nofcresa os soldados do Bata-
Iho Provisorio Luis d'Albuquerque Maranho,
e Manoel Thomaz d'Albuquerque Maranho ,
na forma do Al vara de 16 de Marco de 1737.
Dita Nomeando o Conselho de l'irec-
go do soldado Manoel Antonio de Santiago
Lessa.
Pita Nomeando o Conselho do Direcgo
do soldado Modesto Antonio de Moraes e Sil-
va.
Dita Nomeando o Conselho do soldado
Joo Carlos Manoel de Saboia.
rt-t ii
Dita Nomeando o Conselho do Paisano
Antonio Sebastio de Mello Reg.
Dita Nomeando o Conselho do soldado
Joaquim Manoel d'Oliveira Maciel.
da 31.
OflicioAo Exm. Presidente fasenJo-lhe
algumas reflexes acerca dos exames dos
doentes da Guarda Nacional pea junta
de saudp.
Dito~Ao mesmo Exm. Sr., propondo-Iho
para demigo o soldado da companhia d'ar-
tifices Jorquim Melilo do Amaral por ter
sido inspecionado pela junta desande em ses-
so de hontem, e julgado incapaz do servigo,
em consequencia de padecer urna hernia in-
guinal bastante dilatada.
DitoAo mesmo Exm. Sr., disendo-lhe
que o commandante da companhia de Guar-
das Nacionaes destacada em Goianna segun-
do as ordens que lhe foro derigidas, rece-
bera do coronel chete do 1. btalho daquel-
le municipio, 37 espingardas, send 27
doad. 17 e 10 ad. 13 recebendo tambem
algum corrame e utencis. parle destes
objeclos em mo estado e que nao convin-
do que a companhia tivesse armamento de
duas qualidades, rogava a expediego de suas
ordens, para que so forneceJse pelo arcenal
de guerra 89 espingardas completas do ad.
17 com oseo respectivo corrame, entregan-
de-se ao commandante do dito btalho todos
os objeclos que a companhia delle reoebera.
DitoAo mesmo Exm. Sr., rogando-lhe
passasse suas ordens ao Director do arcenal
Guerra, para elliminar da classe dos edu-
candos a Francisco de Paula Gonsalves que
se oflerecera para servir na companhia d'ar-
tilices devendo manda'-lo aprezentar afim
de se averbar a praga.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. para man-
dar receber no Arsenal de Guerra 40 pistolas,
e urna porgo de medicamentos que foi for-
necido ao Btalho d'Artilheria no seo regres-
so da Corte para esta Provincia guardando
os rebeldes prisioneiros no Rio Grande do
Sal.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. remetten-
do-lhe competentemente informado o requeri-
mento do Padre Capello da Fortaleza de Ita-
marac que pedia se lhe mandasse abonar
o sold de 22*000. desde julho do anno pas-
sado por assim o determinar o artigo 14 da
Lei de 26 de Setembro de 1840.
Dilo-AoTenente Coronel chefedol.Btalho
da Guarda Nacional deste Municipio, disendo-
lhe, quea matricula do hatalhono tendo osne-
cessarios assentamentos entre outros o do
dia da qualificago dos Guardas, de mister se
fasia que com urgencia lhe envias.se urna
relago nominal por companhias dos Guar-
das do servigo ordinario e da reserva cott
cxpecilcago de idade naturalidade, quali-
dade estado, prollico e data da qualifica-
go. Que no acto da inspecgo devia ter
prompto um mappa do armamento e corra-
me segundo o modello 11. 1 m?.ppa que
as companhias tm bem devio apresentar *
de conformidade com o modello n. 2 alem
do da forra eflecliva do btalho com a expe-
cificacodesignada no modello n. 5.
DitoAo Commandante da campanhia de
Guardas Nacionaes destacada em Goianna ,
dando"algumas providencias acerca do trac-
tamento dos soldados que ali nfermassem ,
grave, ou levemente.
DitoAo Commandante interino do bata-
lo d'ar(ilheria remetendo-lhe a baioneta do
soldado Leonardo Alves de Souza que fora
pronunciado a priso e livramento pelo cri-
me de haver assassinado sua mulher naJ-
Iha de Fernando.
THESOURARIA DA FAZENDA.
EXPEDIENTE DO DIA 27 DO P. P.
OflicioAoExm. Sr. Baro da Boa-rsta
Presidents da Provincia expondo que o
A
I
1
-i


se sabendo por a Thesouraria as torgas Je que
coompoem todos os destacameulos da Com-
mancas e Fortalezas da Provincia pedia se
dgnasse lar as suas ordens para que tosse re-
metUda urna relaco dos mencionados des-
tacamentos com deelaraco nAo S do nu-
mero depravas e dos ofliciaes de que se
compoem cada mu delles como dos abonos
para agua eluz.
DitoAoSr Inspector da Thezounra de
Fazenda da Provincia do Rio Grande do Nor-
te participando em resposta ao oflicio de
2 do passado que estando a Thesouraria
comproroetlida por ordens terminantes do
Tribunal do Thesouro Publico Nacional a
remelter fundos para Londres e por este
motivo privada de poder pagar a algumasdas
.suas urgentes despesas nao era possivel sa-
tisfazer agora a sua exigencia da remessa'ae
alguina quanli i para supprimenlo das despe-
as d'aquella Tliesouraria.
idi.m no da 22.
DitoAo Exm.# Sr. B. da B. vista Presi-
dente ila Provincia, informando o requer-
mento de Francisco da Cunha Machado e
Joo Pinto de Lemns en que pedir&o por afo-
ra ment duzentOS palmos do terreno alagado
no bairro da Boa-vista em seguimenlo a ra
do Hospicio para Santo Amaro que Ihes I.>i
cedido por Joa Xavier Carneiro da Cunha ,
onformeo aforaincnlo que este havia fe i lo ao
administrador da Capella de N. S. da Con-
ccico dos enluciros.
MoAo Sr. Cummandantc das Armas da
Provincia diz>-.ido que leudo mostrado a ex-
periencia ser impossivcl salisfazer logo nos
primeiros dias de cada mez todas as despe-
sas militares e que para o promplo expe-
diente e commodidade das partes lie absolu-
tamente necessario cstabelecer as pocas e
ordem do sen pagamento c ponderando o
Commlssario Fiscal do Ministerio da Guerra ,
que os das h C 2. de cada mez e as ve-
ses o terctiro em consequencia dos difieren-
tes corpos se acharara e:n grande distancia
mis dos outros so podem ser applicados ao
expediente das inoslras recehimenlodasre-
lacos rio prels, c sua conferencia e paga-
mento, lem em conformidade do artigo 5(5
do Hegulame.'ilode |0 de Abril de 1852 mar-
cado os ditos (Has 1 2, e T> para aquellefim:
osdia e .vi para o pagamento da- repartiese
to Caminando das Armas folhas dos oflicia-
es dos corpos, e das fortalesas do Brumo
Buraco: os .lias (i 7, e 8 para o dos oflica-
PS a\ ulsos e reforma.los : os dias 10 e 11
paraos preis das praces reformadas eos
dios seguintespara os mais pagamentos que
tiverem lugar ; aJvirtindo que desla
regra lidio livcs os casos extraordinarios e
urgentes; que os dias de que se trada sede-
vem entender dias uleis e que quandooex-
pedienleo permittir se anleciparao os paga-
mentos segundo a ordem establecida : o que
. unipria participar para que se dignasse ex-
pedir as ordens que julgasse convenientes.
DitoAo Sr. Inspector da Thesouraria de
Fazenda da Provincia do Rio Grande do .Nor-
te transmiltindo, em curoprim.ento.daor*.
dem do Tribunal do Thesouro Publico .Nacio-
nal de.", de Fcvereiro passado, pelo Comman-
dante da Escupa I. de Abril um caixotc com
as armas nacionacs o qual conforme o conhe-
ciineiijo assignado pelo dito l'.ommamlanle ,
o copias do conbecimento e factura que acorn-
panharo a remessa para aqui futa devia
conteraquantia de I2:00p*000 rs. para ser
applica la a substituido das .Notas da 1. Es-
tampa.
DitoAo Sr. Inspector da Thesouraria de
Fazenda di Provincia da Babia participan-
do que o Doutor Manoei Maria do Ama ral,
lente do Curso Jurdico da Cidade de Olinda
recebsdpor a Thesouraria a quantia de 9004
rs. d ajmla de cusi que I lie compete para
Mr tomar assenlo na Assemhlea Geral Legis-
lativa como D-'putido.
DitoAo Sr. Inspector da do Cear a res-
peilo do Doutor Joo Capistrano Bandeira
de Mello.
DitoAoSr. Inspector da da Parahiba par-
ticipando ler mandado em conformidade do
oflicio de I i do passado passar do cofre da
Rerebedori Geral para o do rendimento do i
poi cciiiod'armazenagemaddiciorial aquantia
del)7.>fll7rs.,considerando-seasahidadaquol-
li: cofre como supprimento feito aquella The-
souraria para pagamento da companhia
provisoria le I. linha ali em servico.
PortaraAo Sr. Thesoureiro da Fazenda
para fa/er a passagem de que Irada o pre-
cedente ocio.
idkm un di\ 2o.
OflicioAoExm. Sr. Barao da B. Vista
Presidente da Provincia informando o reque-
rimento do Ignacio Pires da Silva, em que
pedio o abono das comodonas do estilo, e o
meio sold de sen posto de alferes de 2. li-
nha visto ter viudo da corto do Rio de Ja-
neiro e a cliar-se preso.
DitoAo Sr. Contador da Thesouraria ,
participando ler o Exm. Sr. Presidente com-
municado que por Decreto de 28 de Janei-
ro p. p. I'oi nomoado o Dezembargador da
Belacodo Maranhao Antonio Jos de Azeve-
do para Cheto de Polica desta Provincia ; e
que lem nomeado ao Juiz de Direto Jerni-
mo Martin iano Figueira de Mello para servir
interinamente aquello lugar.
DitoAo mesmo Sr. Contador participan-
do diversas remoces de Juizes de Bireilo de
unas para oulras Com marcas.
REPARTICO DA POLICA.
Parte do da 5 de Abril de 1842.
0 Delegado do I. Termo participa que to-
rio hotcm presos os pretos Antonio escra-
vo de Bofino de tal por ser encontrado e
II horas da noite dormindo em urna calcada
as o ponas e conheeer-se depois de acor-
dado estar elle bastante ebrio; e Manoeldo
Sacramento por ser encontrado s 1) horas
no lugar do aterro, e fazer-se Slispeito : o
pardo EstevAo Fernandes pelo mesmo mo-
tivo e-odeter insultado a patrulha : o pe-
lo Manoel escravode Jofio Areenio por ser
encontrado tarde e em uVsordem com uat
preta : o pardo Lourenco Joaqun) da (ama ,
por ser vagabundo e de roaos costumes e
encontrado as I! horas da noite no lugar da
ra da praia : foro todos recolhidos cadeia.
CO.VIMKCIO.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia ... 4:214*636
DESCARGA PARA 0 OA 8 DE ABRIL.
Barca Ingleza = Tbomaz Millors = Fasen-
das.
Barca Portuguesa. = Snra. do Rozario == Car-
ne toucinho azeitfi e chapeos.
Brigue Portuguez = Emprchendedor = Po-
dras.
A' PEDIDO.
Illm. e Exm. Sr. Eu saba perfeilamon-
te que os inimigos do governo havi&o do ti-
rar argumeulo da morle de Joo Facundo de
Castro e Menezes para culpar o partido que
Ihes he adverso ; milito maor fo a convicio
que livede queassim conlecesse quando vi
daqni seguirera para essa corte o padre Carlos
Augusto Peixolo de A lenca r e o cirurgio Jo-
s Lourenco de Castro e Silva: mas, nunca
peiisei que onvolvessem 0 mou nonio em a
na r rae, So desse atlenlado senao para descre-
verem o zelo e actividade com que dei todas
as providencias a (im de se dcscobrirem os
autores do crim<\
Nao valero, Exm. Sr. os meus honro-
sos precedentes, a minha conheeida blandu-
ra, ointeres.se que devia ter em que duran-
te a minha administrago, nao appareces.se um
al I ulado dessa natunva e a sincera dor que
me causn tfio horrivel acontecimente, para
que esses detractores se abstivessem de iropu-
tar-me um fado mpj-ovavul, que nao pode
ser acreditado por quem me conhecer e l-
ver sensocommum, mas que pode rjeixar cle-
sagradavel impressio no animo de pessoas in-
cidas, e das que, de niiui nao tiverem no-
ticia.
Estimei entretanto, que esses doiis bo-
nicos rancorososquizessem logo em Pernam-
tucu formular suas abominaves rcllexes,
sobre lo desastroso successo nocommuni-
cado constante do impresso incluso, porque
dero-me assim occasio de desfazer, quanlo
antes, suas calumnias no prsenle oflicio que
dirijo nao com o lim de obtera conviCQftO de
V. Ex. que nao peder acolher o alroz a-
lcve contra mim levantado mas para nji-
nistrar-Ihe documentos com que se posa dcs-
truir se necessario tor, qualquer aecusa-
qAo que ah por acaso se imprimir no sentido
do lihellofamosso publicado em Pernambuce.
Os autores do retorido commiuiicado para
drem certoar de verosimilhanca s suas as-
serges amontoro urnas sobre outras .
tantas falsdades que, no extenso arrazoado
quetizero, apenas se encontro tres/actos
verdicos: i. a existencia da morte de JoAo
Facundo c da viagem dos referidos Jos
Lourenco e padre Peixolo deAlencar, que
ninguem contesta-, 2. a circumslancia de es-
lar eu jogando o voltarete (piando aquella
morle se divulgou, nAo, porem, com o dic-
to de polica, o Dr. Miguel Fernandes Viena
3. a de ter-me sido dada a fatal noticia pele
lenle Luiz Xavier Torres, oqual, toda-
va nfto meu ajudante de ordens como
diz o communicado pois j linha deixado
de o ser.
Mas falso, e jnteiramenle falso, que
continuasse eu a jogar depois que se me coin-
municou o assassinato ; pois levanlei-me da
mesa inmediatamente ;'c, no mesmo instan-
te inlerrompro-se lodos os divertimentos
em que estavao lomando parte grande nu-
mero de pessoas de amhos os sexos naquelle
da reunidas empalado. Duvidci sim que
tivessem perpetrado o crime que se me par-
ticipara porque se meanlolhou impossivcl
e fabuloso : masisso s prova cm meu abono.
Nao soceguei porm c niandei ver se era
exacto o boato que se espalhra pois houve
quem ponderasso que talvez fosse o estampi-
do que se tinha ouvdo na cidade, proveni-
ente dos fogos que se estavao a tirando por oc-
casio da tosta de Nbssa Sen hora da Concei-
Co ; mas quando a noticia se conlirmou ,
to.lo o mundo presenciou que calii em extre-
ma consternacAo pois conheci logo as intri-
gas a que essa calamiiladc ia dar lugar tora da
provincia 5 e preciso que bem pouco propen-
so seja cu a desanimar, urna vez que, cm
tao deploravel nonjunclura conservei o san-
gue trio cora ooe exped as ordens que por
varias autoridades liz distribuir.
He tambera falso, Exm. Sr. que o assas-
sinato fosse perpetrado s sele horas da noite;
por quanlo, querendo cu logo que elle veio
ao mou conhecimeilto, fa/er sabir numerosas
patrullias para capturar os assassinos recor-
r aomeurelogio para conhecer, vista da
hora que marcasse se j so tinha verificado
o loque de recolher, evientao que faltavAo
seis minutos para as oilo horas : motivo por
que o commandante da polica, segundme
constou depois mandou tocar a reunir, a
lim de nao demorar a expedico das neces-
sarias providencias.
Note V. Ex. que os autores do communi-
cado flngcm ver na promplidAo cm que se
tornarte essas importantes medidas um In-
dicio de premedilaeAo, no enlanto que, se
ellas se tivessem retardado haviAo de fazer
um crime dessa demora. Triste condico de
um governo que, nestas pocas calamitosas,
censurado pelo que faz e que tambem o
seria se isso mesmo deixasse de pralcar !
He falso finalmente que as avenidas de
palacio linbo sido guardadas por tropa que
impedia o transito 110 largo em que est enl-
locado esse edificio como ludo ver V. Ex.
das copias dos lucios ns. I, 2 e Quem
males nao tem obrado, e nao soifre porcon-
seguinte os remorsos que agitavo o senador
Alencar quando oqui presidente 11A0 se ro-
dela desoldados, nem recorro a precaucOes
de queso se lembio conscicncias perversas.
Respeilo, Exm. Sr. mxima do = Jam
pare scpullis ==, e por isso nao irei levantar
a fra lousa que cobremos restos inorlaes de
Joo Facundo, e remixcr-llie as cinzas. NAo.
Mas quem poder ler sem indignado, que
o filleeido era mu varo respeitavel e gc-
ralmenlc estimado por suas excelIon tes qua-
lidades e notorias virtudes.... que elle nao
centava umsiniriiigo por motivos particu-
lares.... que, occupando os primeiros car-
gos da provincia por tres vezes dirigi as re-
I deas da administradlo com satisfaco geral,
e j.irnais comnielteu urna violencia, una vin-
ganga para salisfa/er rancores.... que era um
chefe de numerosa familia o primeiro in-
lluente. na provincia o cidad por mufles
titules respeitavel e amado! i1 Felizmente os
coevos conhecrto esse homem ; ejlhetem
feito a juslica que merece. Mas, (piando os
ngulos desa e de oulras provincias anda
resoao com as imprcameles que contra si elle
atlrahio pelas inauditas pcrsegiOesqueexer-
citou ; quando os fados ainda 1'allAo taoclo-
quenleincnle muilo abusar da paciencia ,
mostrar total despiezo pela Opiniao publi-
ca o exaltar um individuo sobre quem s
devrfio cahir analhemas !
Diz o communicado = que nAo be possivel
referir o monstruoso allantado occorrido sem
ni'o attribuir, por depOrem contra mim to-
das as coincidencias; porquanto, tendo eu
rripiado a carreira da moderago que havia
trilhadono principio de minha .idministraco,
liz levar por meio de 11111 Jacaranda de um
Joaqnim Iiiheiro e outros, o espanto o ter-
ror o a perseguico ate o interior das fami-
lias, e por lodos estes fados horrorosos, u
dos quaes toi o recrimnenlo de Joo de Cas-
tro Silva e Menezes declarou-se o Joo Fa-
cundo em opposic/io manifesla contra mim.
A opposieao Exm. Sr. s se deelarou
contra o meu governo depois que aqu chegou
o padre Peixolo deAlencar que a promoveu
em conformidade de insinuarles que trouxc
da corte segundo j live occasio deodizer
a V. Ex. E tanto fallecio esses ados mons-
truosos agora apuntados pelo communicado ,
que a opposico vio-se obrigada a censurar-
me pelos proprios fados por que me havia
anteriormente elogiado, como succedeu a
respeilo do fanlasiado reciutamenlo do Joo
d Castro, segundo o prove totongamente
cm oflicio que a V. Ex. dirig sob n. 59.
Diz mais o communicado que fazendo o
Joo Facundo oppOSCBO por meio de cartas
aosseus amigos, eu as faza interceptar, o
como estas aecusavo minha sen hora de inhu-
mana m conselheira e. de dispor-nie vin-
ganca accendera-se a colera da mesma, que
prometiera tirar desforra desses insultos.
Nunca Exm. Sr., interceptei cartas, nem
sou capaz de urna accao tao vil, comoV. Ex.
ver da copia do oflicio n. 4. Muitas cartas
do Facundo Uve em mo as quaes me ero
enviadas pelas pessoas a quern linho sido di-
rigidas, ou por facilidade destas cahiSo em
poder de seus adversarios polticos, que m'as
apresentavo. Estas cartas na verdade nao
ataeavo a minha honra rrem o melindre de
minha familia nao fazio mais do que repe-
tir o que se conlinha as columnas do Yin-
te e Tres de Julho. Qual pois o motivo por
que lomari'a urna vindicta tao desequilibrada
com a culpa commellida ?
Isto pelo que perlence prmera coinci-
dencia. Quanlo segunda diz o commu-
nicado que a morle do Joo Facundo j
linha sido premeditada sob o governo dos meus
predecessores mas que. nao leudo elles an-
nuido a lo negro crime s eu Ihe havia
dado o meu assenlmento, para mostrar que
nao quera sollYcr opposieao.
Nao ha pessoa alguma lo miope quedeixe
de ver que partido algum se atrevera, quan-
do <|uzesse commelter um crime a exigir
o beneplcito da presidencia : mas quando
lioiivcssem homens tao loncos que o cotr-
traro praticassem, qual a razo por que nao
teria eu repellnlo* a idea de um horrivel as-
sassinato do mesmo modo por que, na opi-
niao do communicado, o fizero os meus pre-
decesores ? Nao eslou eu na mesma ele-
vada posico cm que elles se achavo i* Nao
devo como elles, recelar o compromcttimeii-
lo donieunome, da minha reputac/io? Nao
lenho ilhos i' E se por essas causas nao acce-
dro os meus predecessores ao crime pro-
poslo, qual a razo por que o faria eu, quan-
do em ludo sao os meus inleresses idnticos
aos delles i' Para mostrar por acaso que nao
quero soffrer opposico ? E por ventura a
quereriAo soffrer meus predecessores ? E de
mais, quando acelei a governanca'desta pro-
vincia me dispuz para logo a SOflrer guerra,
pois quando os homens mais benemritos e
reputados no Brasil, ministros de estado ,
senadores, deputados, receben) lodos os das
qs mais asquerosos insultos sAo calumniados
e injuriados nAo me devia eu julgar de me-
Ihor condieflo do (ue elles para licar rserito de
censura. Porta uto ainda nesle ponto he in-
fundada e gratuita a supposigo dos autores
da parle do impresso que nosoecupa.
A lercera coincidencia consiste em dzer o
communicado que o altores Jacaranda qui-
se ra anteriormente malar o redactor do' vin-
tceTres de Julho', em pleno da a face do
governo e qu eu ameacava varar o dito re-
dactor com a minha espada.
Essa espada, Exm. sur., que a Iei me
onfiou s se tinge no sangiic dos ininigos
externos da patria e no dos anarchistas no
campo de balalha. Por principio algum qui-
sera eu rebaixal-a a um vil instrumento de as-
sassinato c por isso ninguem suppor que
com ella ameacasse o louco escriptor cujas
descomedidas e extravagantes censuras mili
soberanamente despresava. Olanlo aoallent;:-
(loipi-: se imputa ao alferes Jacaranda posso
asseverar a V. Ex. que nada rnenos verda-
deiro: s vim allis a conhecer esse alcive
quando Ihc dero luz no Vinte c Tres de
Julho', o pareceu elle lo inverosmil, lo
inerivel que o mesmo juiz de paz perantc o
qual o sobredilo alferes chamou seu calum-
niador responsahlidade apesar de muilo
amigo desle, de inimigo particular do Jaca-
randa e tambem meo desaffeelo, por tl-o
eu demiltido de um lugar que indevidamente
ocenpava reputou nao obstante por ficticio o
fado imputado na propria sentenca em que
despronunciou seu correligionario poltico.
A qnarta coincidencia se deprehende na
plirase dos autores do communicado de ter
eu demittido do posto de alferes do corpo do
polica a um sobrinho do Joao Facundo e a
um cunhado dcsle do posto de chefe de legi-
o e de ter desonerado do com mando do
batalho provisorio de cacadores ao capito
Joze Flix Bandeira cautelas que dizem ler
eu tomado para mais a salvo executar o meu
designio, nao me julgando ainda seguro com
o reforeo que tinha cm palacio.
ludo isto nova calumnia Exm. Sr.,
tmt
M


HftKtf*
O
>#iiiiiirEs
pois nunca em palacio Uve outro reforco se
nao os meus dous ordenanzas. Demilti, na
verdade o sobrinho do Joo Facundo por
inhbil para o poslo que occupava e por
andar scduzindo os soldados do seu corpo ;
demilti o cunhado do mesinos Facundo por
nao se adiar fardado nao obstante se achar
nomeado, havia mais de anno para o im-
portante poslo de coronel chele de legio;
c tirei finalmente o commando do batalho
ao capilo Bandeira por perlencer ao club
narchista do padre Peixotode Alencar,
segundo live a honra de participara V. Ex.
eni nieu officio de n. 60 do anno prximo
passado.
Nao contentes os autores do communicado
com todas cssas calumnias que minuciosa-
mente lenho confutado, pretendem ainda
mostrar que existe um vasto plano de vin-
ganga c para .isso cito o espancamento
de um supposto afilhado do Facundo e o
assassinato de Joo de Castro. Mas feliz-
mente pelo officio da copia n. i ver V. Ex.
que motivo produzio o espancamento era
questo 5 pelo da copia- n. 0 conheoer que
Joode Castr bem longe de ler sido victi-
ma tem peto contrario procurado satisfazer
se US odiosos transportes as pessoas de seus
inimigos, e pelo de n. 7 ficar patente a V,
Ex. que temendo cu que as malvadezas do
referido Jlo de Castro trouxcssem final
alguma rcaoc/io cheguei a responsabilisar
.1 pessoa mais inllueule de S. Bernardo das
Russas por qualquer desacato que contra a-
quelle ali apparecesse.
Tambem sobremaneira inexacto o com-
municado quando tem por lim apresentar os
nimos como que assombrados e a existen-
cia de urna emigrac.no que nunca houvdiro
Aracaty, como se evidencia do otTicio da co-
pia n. 8. Me.ino desta capital apenas qua-
tro pessoas sahiro o se embarca rao s 2
horas da larde a saber: o bachrel Nascir
ment que me apresenton urna (cenca de
V. Ex. 5 o hachare! Joo Paulo de Miranda,
que Coi para sua comarca de Garanhuris em
Pernambueo, e o padre Peixoto de Alen-
car e o cirurgio Joze Louronco nao por me-
do, sim para ahi forjarem intrigas tanto
assim que s resolver sua viagom para essa
corle depois que souboro que Manoel de as-
cimento Castro e Silva tinha sido escolhido
para senador.
sobreludo talso que quatro tini'io si-
do os assassinos do Fac-mdo e que dous
destes tinhao procurado osobrodilo drurgio
para mata-lo parando-llie na porta, pois
o contrario.se deduz do cilicio da copia n. 9 ,
feito pela nica pessoa que transilava na ra
da morada do mesmo Joze Lourenco e do fi-
nado Facundo quando teve lugar o assas-
sinato.
Tenho demonstrado ; segundo os meios ao
meu alcance quao destituida de fundamen-
to falsa endiosa a inculpadlo que me foi
feita. Tem bem eslou convencido de que nao
foi o partido intitulado do governo quem
mandn perpetrar esse feroz homicidio ; pois,
se nunca tentou contra os dias do Facundo ,
quundo este qual furioso, o persegua, op-
primia e vexava nao o faria por cerlo agora,
quando o Facundo se achava physica e 1110-
ralmenle inhabilitado para ofiende-lo ao
passo que elle se julgava Iriumphanle com a
conservaco do actual gabinete e a reforma do
cdigo do processo, e eonsiderava o lado op-
poslo como agonizante. Por ventura quem
acaba de vencer um pleito, lenta sacrificar
seu rival que Hie nao faz mais sombra? Es-
tou perianto persuadido que oulros nio foro
os motivos da morte de Joo Facundo seno
os que indiquei em meu ollicio n. G8do-anno
prximo passado.
Tenho finalisado minhas relexes sobre to
dcsagradavel assumpto c protesto a elle uo
voltar, salvo se S. M. o Imperador mandar
o contrario.
Ao concluir porm este j lo longo ofilcio,
nao passarci em silencio que essa pessoa que
oimpresso junio inculca como conselheiro da
presidencia* o hachar! Anselmo Francisco
J'erelli, que de Pernarnhuco Irouxc para
meu secretario nao por gusto delle que
nao me quera acompanhar. Esse bachrel ,
em quem tenho descoberlo carcter sisiido ,
probidftde espirito avesso a todo o principio
anarchcoe desorganisador, e indefi-renca a
partidos leni merecido minha confianza ;
mas, apezar disso, nunca se arvorou em
Mentor da* presidencia nem eu o leria sof-
rido : motivo porque se meus actos tem si-
do bons a mim deve perlencer a gloria ; se
mos sou eu q^ipm nicamente devo por
olles responder peraute meus superiores c a
opinio publica.
Tambem nao me esquecerei de dizer que
um s instante me nao lenho desusado da
senda de imparcialidade justica e reclido
que me hei prescripto desde o principio do
meu governo ; e se isso nao obstante to rude
guerra lenho soflrido fique V. Ex. rertode q'
airidi vindo para aqui um presidente com
qualidade de anjo ha de padecer as mesmas
desabridas hostilidades, em quanto um sena-
dor Alencar e oulros liverem directa ou in-
directa influencia nos negocios do Cear.
S me resta pedir a V. Ex. perdo se nesto
officio alguma vez transpuz as raas da mode-
raco e respeito com que devo fallar a um mi-
nistro da coroa.
Dos guarde a V. Ex. Palacio do governo
do Cear em i 1 de Janeiro de 1812. IIIm.
e Exm. Sr. Paulino Joze Soares de sousa.
JozeJoaquim Cocino, presidente e comman-
danle das armas.

a' pedido.
Illm. e Exm. Snr.Participo V. Ex. ,
que deixci o lugar de Prcfeito que interina-
mente exercia 5 e como por mais cuidadozo ,
e vigilante que fosse no cumprimnto dos me-
us deveres po3Sa com ludo ter incrrldo em
algumas faltas se bem que involuntarias e inr-
vitaveis condigno humana ro^o V. Ex.
sedignede benignamente releva I-as alien-
tos os bons desejos quesempre tivec mos-
trei de obrar com acert no exercicio de lo
arduo emprego. Por mais redase ajusladasquc
fossemas minhasintenccs.trahalharia emvo
por conseguir o fim da Prefeitura, se aprol
do bem publico nao tivesse a cooperac dos
dignos Empregados da Polica, osSiib-Pro-
feitos dos Irez Bairros da Cidade o Cap lo
Sevrino Henrique de Castro Pimental Jos
Antonio da Silva Grillo, e o Capilo Joo do
Reg Barros, e o Secretario da Prefeitura
Francisco de Barros Falco Cavalcanlcde Al-
buquerque, que grandemente me coadjuva-
ro e cujo zelo e pericia excedem todo lou-
vor. Oque nao obstante a immoralidade
reinante cujo imperio excede todoeoncei-
to he forcozo confessal-o frustrou quan-
to era de esperar as maisassiduas diligen-
cias da Prefeitura favor da manulenco daj
boa ordem : este desenfreamenlode cost-
me s o apurado ensino da Santa Religio ,
a execugo dos seus saudaves preceitos e a
mui bem disciplinada e rigorosa Polica pde-
nlo opor insurmontavel obstculo e barrei-
ra. Com a reforma do cdigo estou que a
Com marca melhorar sohre maneira toda-
va oscrimesoceultos nao deixar de conti-
nuar seos corages nao secontiverem possui-
dos do amor das virtudes sociaes e Christs
pelo poderozo influxo da Religio. Dos
Guarde V. Ex. por minios anuos. Recife
I. de Abril de 1842.= Illm. e Exm. Sr.
Baro da Boa-vista Presidente da Provin-
cia^ Joaquim Jos da Fonceca Jnior.
a' pedido.
paga de leus desvellos e la dedicado leu) inflamaees nchaeftcs dos olhos accideri-
infelizirmo. tes, paralisia hydopresia bechiga saram-
Vs, nieu Dos que em vossos inexcru-! po enfermidades dos meninos tosse de to-
laveis juisos entendesles dever chamar para da a classe, clicas, dor de pedra lombri-
Vso apreciado de lodos, o querido dos ami- gas, disenteria surdesaj vagados de cabe-
gos a honra de seus cofiegas, o dolo de sua $a enformidade le S. Joo, erisipela, ul-
familia dignai-vos, Senhor, aoolher essa ceras algumas de 50 annos canearos ,' tu-
alma justa dignai-vos dar-Iho lugar cutre os mores incliacrs nos ps e pemas al'mor-
vossos escolhidos. E t. alma generosa lj reimas, irrupeo de pello sonhos horrive-
da cierna manso nao cesses de dirigir aoj s, pezadellos toda qualidade de dores e
Altissimo fervorosas suplicas pelo innocente molestias da mulheres como ohstrucOes
irmo e desditosos pais. E vos Seiihor,
dignai-vos acolher vottos lao justos e lanzar
l do excelso trono em que rcfJbuscs, um
olhar de compaixo sobre a mais carinhosa e
sensivel das Mis, sobre o pai mais amigo de
seuslllhos, sobre o irmo desvcllado e....
sobre os amigos que o choro. Senhor de e-
terria bondade Tende d'elle compaixo. E
l carocompanheiro de minfias fadigas sco-
lares recebe o meu derradeiro adeus e mi-
nhas lagrimas sinceras. Por o Acadmico
A. e M.
EDITA I
A memoria d'um collega.
as J nao existe Collegas meus, dae
lagrimas ao vosso estimado companheiro o in-
feliz Joze Gomes de Sousa. Terrivd c i-
nesperado golpe Ihe descarregou a inimga da
vida! Surda ao clamor da humaiiidade e
inexoravel ao pranto dos amigos inscnsivel
pugente magoa d'estremosos pais a .norte
nos rouhou um dos brilhanles lloros da Aca-
demia d'Olnda vinte e "res anuos d'uma vi-
da sempre Ilustre vo para sempre sumr-se
dehaxo da lousa fria Eis redusido ao nada
o corpo que alojou a alma mais bem forma-
da Essa alma vos collegas meus, aco-
nhecestes bem. As qualidades mais hrilhan-
tes, as virtudes mais apreciaveis fasio o *
= Pela Administrago da Meza do Consu-
lado se faz saber que no dia II do correnle
mez se ha de arrematar porta da mesma Ad-
ministradlo urna caixa de assucar branco e
no dia 12 do mesmo duas dilas aprel*cndi-
das pelos respectivos Empregados dos Trapi-
xesNovo, Pelloirinho, e Alfandega velha por
inexaclido das laras ; sendo a arrematadlo
livre de despezas ao arrematante. Meza do
Consulado de Pernambuco(3 de Abril de 1812.
Miguel Arcanjo Montciro de Andrade.
TIFATRO.
= Regosijo publico, em Celebra^o do
fausto Anniversario da acdamaco de S. M. I.
o SENHOR 1). PEDRO II. Quinta feira 7
d'Abril. 0 Artista Joze dos Reis para cele-
brar to venturoso arontecimento expor em
scena o espectculo segrate ~ a orchestra
desempenhar pela vez primeira a nova sinfo-
na da Esposa Fideli que seguir o Hym-
no Imperial cantado por Madama Emilia A-
manti. Patenteando-se ao mesmo tempo a
Augusta Efligie de S. M. I, depois lera logar
a nova e famosa Arya de Matilde na Opera
Elizabelta, Rainha de Inglaterra cantada
por a mesma Madama Amanti. Seguiro dif
ficultosas operaces athleticas e experiencias"
da maior destresadesempenhadas pelo Direc-
tor e Joaquim dos Reis distngundo-se em
particular com os vistossimos vos aerios na
hrilhanle Columna Giratoria. A conlinua-
go Madama Emilia Amanti cantar p precio-
so Hymno da -SENHORA D. MARA II..
Rainha de Portugal concluido que soja ,*sc
cantar pedido de muilas pessoas que tan-
to nos favorecem a jocosa Tonadilha les-
panhola da Chiquita Ou seja o Poeta o
Muzico eaSevilhana, na qui se desempe-
nharo tragedia e quadras novas. Dando fim
a to variado e -scolhid espectculo com a
divertida Pantomima intitulada- O Sargento
Marcos Romba ou os-Quinlos Imperfeitos ;
a qual depois de um grande numero de scenas
relaxacoes &0, Em todos os casos estas pilulas
sero um remedio certo e simples porem
poderoso^ para cura de mole'itias chronicas
contagiosas ou nltf, e o que as faz mais adap-
taveis a este paiz he (pie nao tem a menor
tendencia a resfriados quando se lomo. Nao
requercm dieta nem resguardo algura a sua
composigo he lo simples que nao fazem
mal a mais L>nra enanca. Pelo agradavel do
seu effeito e por ser a dose geralmente de i a
8, sao estas pilulas preferiveis e superiores
a qualquer outra medidna. Ellas tem sido
a nica medicina de multas familias por longo
tempo tirando sempre o desojado fim de reV
tabelecer a saude. Sendo um grande preser-
vativo para o escorbuto e tenesmo ,* c suas
consequendas ; os martimos e viajantes nao
deverio ir sera ellas. Os habitantes dma-
lo e serto eneonlraro nestas pilulas urna
medicina que llies assegurr as vidas de seus
escravos. O nico deposito das verdadeiras
pilulas vegelaes he em casa de D. Knolh a-
gente do author no ra da Cruz I). 87 ,
para onde se mudou de tora de portas.
N. B. Para maior seguranza vai caila cai-
xinha embrulhada em seu receilario c la-
crada com o sello da casa om lacre preto.
V as Sabio o N. 12 do Espelho das Bellas ,
contendo s artigos seguintes: Madrigal
poesa pernambucaha. poder da ras.
Ancdotas. Vende-se na praca da Indepen-
dencia I). 57 38; na ra do collegio loja
de livros D. 12 ; na botica do snr. paranhos ;
c na toja de fasendasdo snr. Bourgard.
= 0 bilhete da segunda parte da primei-
ra Lotera de N. S. do Rosario da Boavista, de
numero 5185, perlence a Joze Jacinto do
Reg, assislente na cidade da Bahia.
= Osnr. Antonio Francisco do Reg Rar-
ros faca o favor annunciar a sua morada pa-
ra ser procurado relativo ao preto que se a-
cha em seu poder, apreendido por 2 dos
seus moradores.
= No botequim da Fnio, ra dos Quar-
leis D. 8, precisa-se alugar um negro para o
servigo do mesmo.
= Precisa-so alugar um soto#ou melado
de urna casa para urna pessoa ; advcrle-se
que more pouca familia : quera tiver an-
nuncie.
= (juem precisar de algumas canoas do
are_a lano para obra como mesmo para al-
gum terreno, eporpreco commodo ; adver-
lindo-se que as canoas sao de mlheiro de li-
jlos : no caso que algura snr. de olaria pre-
cise de algumas ditas canoas para carregar li-
jlos e com o competente canoeiro ; dirja-
se a ra do Rangel 1). 17 a tratar o negocio.
=3 0 ahaixo assignado em vista do anun-
mui jocosas e novas n'esta cidade se conclui-
r com o engranado Pavle que tem por ti tu-1cio foito Pel^snr- Francisco do Itogo Barros ,
lo- 0 Saboardo Manez desempenhado por um escravo apreendido por dois seus mora-
o Sargento Marcos e a velha Aldeana.
N. B. Com lo plausivo! motivo nada se
omillr de gaslo nem fadigas para apresen-
tar ueste dia um excdlente espectculo tan-
to na sua cxecuQo, como no aparato e de-
cencia que se requer ; estando o Thealro a-
dornado o com urna numerosa e hrilhanle
honroso lecido, que nos chamvamos Joze utominagao.
Antes de se faser patente o Augusto Retrac-
to de S. M. I. ,. o Director Joze dos Reis reci-
tar um soneto alusivo a to fausto dia a-
presenlando-se tambem duas ninfas com va-
rios dsticos dedicados ao mesmo fim.
Principiar s horas do costume.
aviso s~d1Tersos.
ss Pilulas Vegelaes e t'niversaes Ameri-
canas. =A fama destas pilulas vegetis do
Dr. B. Brandretli pelas grandes curas dellas
oblidas faz com que sejo procuradas com
avidez e dellas fazem 117.0 tanto nos casos mi-
nulos como nos mais intrincados. Sao re-
comniendadas por milhare de pessoas a 'piem
ellas tem curado de tsica, influencia ca-
tarros indigesloes, disdeusia dores de
cabeca dores ou poso em a nuca que ge-
ramenle sao sntomas de apoplexia, ictericia,
febres intermitentes bilis escarlatinas fe-
ble amarela c toda a classe de febres as-
Console-vos ao menos a posse d'esse pe-1 ma gola reumatismos enfermidades ner-
nhor lo caro. Menino eslimavel e des- vosai, dores no ligado, pleuresa, deblida-
venturado! Recebe os meus pesares, como i de interior, abalimento ne espirito, roturas,
Gomes de Sousa : llho obediente, irmo des-
vcllado amigo estremoso, esludante dis-
imulo, caridoso com os pobres inoansavol
em proteger o desvalido urbano, e civil com
lodos, finalmente homem como ha poucos.
Tal foi, amigos meus o companheiro, que
perdestes E de ludo isso o que resta boje ?
L'm cadver fri, e manido. Vos todos ,
que o conhecestes, chorai-o : vossas lagri-
mas sao um tributo irrecusavel sua memo-
ria. Cobri-vos de d Brasileiros Porque
perdestes um compatriota que vos honrava.
Enluta-te, Academia d'Olnda! Apagou-se
urna das lanlernas, que fasio teu splendor.
Chora-o, sim, chorai-o, pas infefisesI A
perda, que fisestes irreparavel. Chorai-o,
c se o pranto enxugardes seja s para ata-
Ihar o que Copioso verte o joven que sabido
penas das manllhas sou be dar provas du-
rante o longo padecimenlo de seu desditoso
irmo das virtudes mais apreciaveis c que
raro se encontro ainda em experienles adul-
tos,
dores: roga ao meiino snr. Barros, que no
caso de que dito eseravo tenha os signaes se-
grales : bastante ladino que parece crioulo ,
de nomo Joze offical de capateiro sem
barba apenas tem buco magro nao he alio ,
no dedos dos ps mostra ter lido unas fti-
das ahobalicas, e nos mesmos pes tem fon-
das que mostro ser era vos que pretendem
sair, ter de idade 20 a 25 anuos ; o pode
mandar entregar ao seu verdadeirosnr.. mo-
rador no pato de N. S. do Terco que gra-
tificar bem a quem oaprehendeo sem por
a menor duvida.
Joo Gomes Marlins.
= Perdeo-so urna carteir de algibeira
dos afugados al o viveiro do juiiz no dia 5
do correnle contendo dentro da dita carteir
5 letras una da quantia de 4&\IG0 rs., saca-
da contra Francisco Jos Carneiro a favor de
Felis Esleves Van na vencida em 6 de Feve-
reiro e duas da quantia de.G5300 rs. cada u-
ma e sacadas contra Joaquim Jos Bello a fa-
vor de Francisco Cavalcante de Alhuquerquc
nina vencida em 50 de selembro e oulra em
30d Dezembro de \841 e um bilhete da
lotera do thealro dois mil reis em sedulas ,
urna xave decarleira e mais alguns papis
que sscrvem ao annuneianle ; quem a ti-
ver axado e quizer reslilui-la leve-a a ra do
Livraraento toja de fazenda N. 4 que ser
recompensado : adverte-se que os aceitan-
tes esto previnidos para nao pagar sanio '9
annunciante.



CK*H**sa*-
5B5saagqBwgB^*BagiW*CBiifc jw wm-rftfsagMcEsai^
^4^
ts^ Precisa-se alujar um cscravo ou *s-
ravu para u servido de casa : na ra da sen-
ala vUm n. 50.
C7" Alnga-se tima casa terrea com bastan-
tos comm os e quintal no principio da
estrada dos AnTiclos junto ao Manguinho ,
por preco muilo commodo sendo por anuo ;
quem a pretender dirja-se a ra da Cadeia
do Recife n. I&
B- Iloga-se ao Snr. Antonio Francisco do
Reg Narros o obsequio ce annunciar a sua
morada para se Ihe fallara negocio que Ihe
diz respeito.
s^- Roga-seao'Sr. JooBaptista Fragozo ,
queira mandar receber urna carta vinda de
Unna na ra de S. Rita nova D. 18 lado do
nascente,
tsr l'reeisa-sc de urna pessoa que saiba
tirar fon-iigas para cmpregar-se por algum
,'iiipo ueste serveo em um- sitio distante
desta praga meia legoa : iu ra Direita D. 11
terceiro andar.
cy 0 Sr. Joo Rodrigues da Sdva Barata ,
queira annunciar a sua residencia para S lt
entregar urna carta vinda do Maranho.
tsr A!uga-se inctade de urna casa a pessoa
capaz e de ponca familia na ra atraz dos
Martirios D. 52.
ey Joze Stares de Azevcdo Bacbarel em
Bellas-Letras pela Universidade de Pariz e
Professor daLingoa France/u do Lyceo faz
publico que as casas de sua residencia, na
ra dosuarti'is priinciro sobrado junto
Polica se acha ensillando Geographia, Lin-
goa Franceza e Pbilosophia. As pessoas
que desejarem estudar qualquer destas ma-
terias podem dirigir-se a casa do annunci-
ante a qualquer hora menos das 10 da ma-
nila ao meiodia.
tsr Avisa-se ao publico e particular-
mente ao snr. Francisco Xavier Carneiro
Los que do poder do Major Manoel de Sou-
Ea l.eo desapaieceo urna Letra passada pelo
me'smo snr. Lins, cem favor de Manoel Tho-
maz de Souza Leo senhor do engenho novo
da ConccicAo da quanlia de ooOjOOO rs. ,
Mra que se acha vencida desde o auno de
185o, e que tem no verso tres pertences,
dous passados pelo proprietario da Letra .Ma-
noel Thomaz de Souza Leo, e outro por Ja-
cinto Joze de Mello ; e para que nao seja a
mesma Letra negociada c nem paga pelo
snr. Lins se faz o presente, a fim de que
noaleguem ignorancia.
tsr Quern precisar de urna ama parda para
cosinhar em Cusa de hcmem solteiro, ou de
pouea familia : procure na ra das Cruzes D.
18, debuixo do sobrado de um andar, va-
randa ile pao a qual d fiador a sua
conducta.
tsr Precisa-se de um caixeiro abil para
tomar urna venda as o pontas por balaneo ,
(Lindo fiador a sua conducta : qucm preten-
der dirija-se a ruada Roda venda D. 8.
tsr 0 snr. que por engao levou um cha-
peo de sol trocado na Thezouraria Geral,
por volla do meiodia, no dia Sabbado 2 do
correte e deixou outro mais velho que o
doannunciante baja por obzequio hir des-
trocar no patio do Catmo, sobrado D. 9 ,
2. andar, que Ihe licar obligado.
tsr Precisa-se de unja ama que tenha bom
leite c queira tomar corita de urna manga
para a tratar em sua casa dando-se boa pa-
ga : annuncie.
cr 0 s:ir. Antonio Francisco do Reg
Ranos que nu Diario N. 71 diz ter em sen
poder um cscravo, que nao quer dizer quem
he sen snr., senho o escravo ladiuo, por no-
me Miguel, naco baca fulo, grosso bai-
xo, anda e falla muito apressado e olha por
baixo dos olhos ; pode o mandar com toda a
seguranza a ra d Agoas-verdes sobrado D.
10, que alem de se pagar ludo se licar
muito agradecido, ou annuncie sua morada
para se mandar buscar.
tsr Por convenci mutua o snr. Joze
Antonio Pessoa deCarvalho nao he mais meu
caixeiro. Henrique Zimmcr.
AVISOS MARTIMOS.
sahir impreterivelmonle no dia 12 do corren-
te ; quem quiser carregar (o poucoque resta)
ou ir de passagem para o que tem excedentes
commodos dirija-se a ra da Cruz n. 57 ou
ao Capitao Joze Thomaz de Lima a bordo ou
na praga do commercio.
LEILA0'-
tsr Manoe Joaquirn Pedro da Costa faz
Leilo de cem rolos de fumo por conta de An-
tonio Joze Teixeira Guimres e urna por-
go de feijo alqueire velho por conta de Francisco Joze
daCastro, eJoaquirn Lopes da Silva, cujo
feijo se vender barato; Quinta feira 7 do
corren le no armazem de DiaS Ferreira e no
mesmo armazem se *ende a qualquer hora a
6, reis.
tST Russell Mellrs & Cympanhia fazem
leilo por intervenco do Correlor Oliveira ,
cem casa deste Sexta feira 8do corrente ao
meio dia em ponto, de urna grande colego de
.ivros de atithoresgregos, latinos, porluguezes,
'nglezes, francezes, italianos, e hespanhes,
proprios para aquellas pessaas que seguem a
?ida commercial a jurisprudencia finalmente
para literatos, e curiosos que desejao instruir-
see deleitar; adverte-se que tudo se vender
ndubilavelmenle pelo maior prego que se otTe-
recer em um ou mais lotes a vontade dos pre-
tenden les.
52^- G. 4. Brendcs a Brandis faz leilo
Sexta feira 8 do crrenle as 10 horas da nia^
nh de urna partida de cerveja branca em
barricas de 4 duzias a qual se vender im-
preterivelmente pelo maior prego que se offe-
recer ; na ra da Cruz D. 4.
COMPRAS
ssy Urna morada de casa terrea em qual-
quer ra que nao exceda de um cont de re-
is para urna Irmandide : na ra de S. Ri-
ta nova I). 18 lado do nascente.
"^ssy 0 manual Enciclopdico em bom uzo;
quem lirer annuncie.
* tzr Um Diccionario de inglez para portu-
guez ( grande ) por Vieira, ainda mesmo uza-
do : na p.'aga da Independencia loja de livros
n.57e58, ou annuncie.
tsr Ainda mesmo sendo tizadas as obras
seguintes : Direito mercantil de Silva Lisboa,
Cdigo do commercio em portuguez Repor-
lorio das ordenages pa tica dos- tombos ;
qaem tiver annuncie e sendo em Olinda de-
posite-as no Recife.-
VENDAS.
tsr Urna negrinha de boa figura por pre
go com modo : no pateo do Carino defronle do
porfi de S. Theresa D. 8 ; na mesma se
oflerece urna parda de bons eostumes e d
fiadora sua conducta para ama de una casa
de pouca familia ou de liomcm solteiro.
tsr Tijolos de alvenaria ladrilho, tapa-
mento telha e areia posto na obra em por-
cesgrandes e pequeas: no beco largo da
Matriz de S. Antonio D. t.
tsr Lm negro de boa figura de naco ca-
binda caiador o oarreiro : na ra do Padre
Floriauno n. 5o venda junto ao beco tapado.
ssy Duas pretaseum preto proprios para
todo o servico : na ra Nova loja D. 14
tsr Lm excellente methodo de rebeca com
muita boas msicas por prego muilo eom-
modo : na ra da Cruz D. 18 segundo an-
dar.
. tsr Um carro de 4 rodas para um ou dous
quenas caf do Rio a 5e, a arroba, e a 180 rs.
a libra sevadaa 100 rs. dita : na ra No-
va Venda D. 55 ao p da ponte.
ty Bolaxa boa a.2* rs. a arroba : na ra
da senzala velha no Recife D. 50.
tST Urna gamela de amarelo mito com-
prida larga e funda um galo da india
muito va-lente ; umaescrava muito hbil prra
todo o servigo de urna casa excepto engom-
mar urna caixa com realejo que toca dndo-
se corda um caixa grande em bom estado ,
e una cabide de amarelo para ropa : na ra
da Roda venda D. 8.
tsr Um casa terrea cita no fim da ra do
Cotovello junto ao porto da olaria de Mano-
el Correia ou lroca-se por outra no bairro de
S. Antonio a qual tem urna porta duas
janclas de frente com fundo suficiente ,
chaos proprios cozinha fora duas salas ,
soto quintal e cacimba, por prego commodo :
na ra doCabug loja de miudezas junto do
Snr. Bandeira.
tsr Una marqueza uzada composta de
novo por prego commodo : na ra estreita
do Rozario D. 2o.
X tT Estampas do Magestozo Sanctuario do
Sr. Rom Jess do Monte nos suburbios da
Cidade de Braga com todas as magnificas
obras que o adorno e dos lados se I em
portuguez elatim toda a explicago do que
conlem e significa cada urna daquellas obras
que aprsenla aquella prespectiva : na ra do
Colegio loja de chapeos n. 5 no Recife ra
da Conceigo D. 25, na pracinha do Livra-
mento D. 24 lado do nascente.
tsr Differentes obras de ouro sem feitio ,
um brago de balanga grande, um dito peque-
no com conxas de folha em bom estado e
corren tes de ferro as mesmas alguns pesos
de 2 arrobas e de menos: no pateo da S. Cruz
padaria defronte da Igreja.
tsr Bichas pretas de superior qualidade ,
chegadas prximamente : no atterro da Boa
vista D. 19 junto ao beco do ferreiro.
tSF" Agulheiros com agulhas sortidis de
superior qualidade : na ra da Cadeia D. 7
loja do Bourgard.
tsr Vinagre tinto em barris: na ra da
Cruz D. 25 casa de Hermano Mehrtens.
tsr Um piannoem muilo bom estado, pa-
ra aprender : na ra das Trincheiras sobra-
do novo de 2 andares.
UV Urna vacca boa leiteira : no Hospicio
casa passandoado Sr. Pinho Borges.
*cr Compendios do Geometra proprios
para as aulas primarias; prego 640 rs. : na
ra do Colegio loja de livros.
t*s~ Um preto de 25 annos de bonita fi-
gura bastante robusto proprio para todo o
servigo de urna casa e tem algumas habili-
dades, ontroca-se por urna prota que saiba
engommare coser com perfeigo : no atter-
ro da Boa vista D. 40 no primeiro andar.
tsr Lm escravo do gento de angola, de
20 annos ; urna vacca parida de novo o urna
novilha: a fallar com Manoel do Amparo
Caj.
Para o Havre de Grace segu viagem
mpreterivelmente at o fim do corrente mez ,
a Barca Franceza Hortense Capito Morvan
Keval, a qual recebe passageiros que para isto
tem excellentes commodos s quem quiser ir
de passagem dirija-se a ra da Cruz D. to.
ts?~ Para o Rio de Janeiro segu viagem
dentro em mui poucos dias o Brigne Escuna
Voador por se adiar quasi em meia carga e
parte engajada para passageiros lem excel-
lentes commodos recebendo ainda alguma
carga a frete e escravos : trata-secom Firmi-
'io Joze Felis da Roza na ra da Motda n. 140.
t*T l*ara o Porto o Brigue Flor de Beiriz
cavados em bom uzo no armazem de Mi-
guel Suger no atterro da Boa vista lado es-
querdo e a tratar com N. 0. Bieber & Com-
panhia na ra da Cruz n. 62.
tsr Urna casa terrea na ra de S. Bento na
Cidade de Olinda com chaos proprios. bas-
tantes commodos, quintal quasi murado,
e com a|guns arvoredos de fructo : na mes-
ma Cidade ra do mparo D. 7.
ST* Azeiledoce a o rs a caada e a garra-
fa a 640 rs. dilo de peixe a 2.>2i0 rs. a
caada toucinho de Saniosa 4500 rs. a ar-
roba e a libra a 160 rs. manteiga supe-
rior 960 rs. dita a 720 rs. dita a 520 rs. ,
bolaxinha quadrada a 5j rs. a caixa e em li-
bra a 240 rs. dita redonda a 5j300 rs. a
barrica e a fibra a 200 rs. espermacete fi-
no a 840 rs. dilo800 rs., dilo Americano a
400 rs., vinhos engarrafados do Porto s Fi-
gueira Bordeaux e Madeica sevadinha a
160 rs. sag a 280 rs. tapioca a 120 rs. ,
feijo mulatinho novo a 9 rs. o alqueire da
medida velha presuntos a 560 rs. a libra,
lingoigas a 560 rs. paios 220 rs. sal de
Lisboa a 1 600 rs. Cha superior a 2if560 rs.
charutos da Caxoeira emcaixas grandes e pe-
nesa praga cntenda-se Com Antonio Francisco
Mia na ruado Vigarie
ty* Fugio do ;engenho Maragi freguesia
de Serinhaem no dia 28 de Margo, um ne-
gro de tiome Francisco de angola, porem
parece crelo por fallar mui bm { repre-
senta ter 50 annos altura regular olhos
grandes, queixo comprido e alguma couza
encovado muito pouca barba falta de den-
tes na frente pernas tortas, que quando
anda encontra os joelhos ; qem o pegar leve
ao mesmo engenho a Franciso Tavarcs Lima,
ou nesta praga a Manoel Gonsalves da Silva ,
na ra da Cadiea que ser recompensado.
tsr No dia 50 de Margo ultimo fugio urna
cabra de nome Mara Thereza de boa estatu-
ra bastante ossuda com urna cicatriz em
um dos bragos e outra na testa cara mui
cheia de panos ps grossos e as pontas al-
gum tanto para dentro de mais de 40 annos;
levou a roupa que quiz porqu eslava lavando
em Bcberibe e ja foi encontrada ( dzem )
no Rio Formoso, com vestido de chita en-
carnada franceza e urna troxa de roupa e
panno da costa na cabega inculcando-se por
forra: roga-se a quem a quiser pegar.ou man-
dar pegar a referida cabra toda cautella e
cuidado por ser muito matreira e levem-a
ao abaixo assignado defronle dos ltimos ar-
cos da ribeira da Roa vista ao ir para S. Gon-
galn que ser recompensado.
i Jos Antonio dos Sanios e Silva.
tsr Do engenho Malmapdias fugiro dous
escravos o molecote Joo crelo de 16 a
18 annos algum tanto fula, olhos grandes,
e bem limpos e com quanto ainda nao es-
leja em altura regular ja he meio rcrorgado;
bem fallante e bonito de cara sendo esta
bem redonda : o qual no dia 50 de Margo de-
pois de disparar um tiro de espingarda lina
em sua senhora a viuva D. Anua Ferreira
de Mello pode-se evadir carregando em
sua companhia urna escrava do abaixo assi-
gnado morador no mesmo engenho a qual
escrava he de nom Roza cor fula acanela-
da cara descarnada beigos nao grandes e
iguaes, altura regular, pernas e bragos finos,
um tanto secca do corpo representa 25 a
50 annos e levou as mos inchadas de pal-
matoadas que levou no dia 29 de Margo e a-
companhou o referido molecote no dia 5Q : as
pessoas que os pegarem nesta praga entre-
guem ao Sr, Francisco Jos Silveira na ra do
Vigario ; na Comarca deS. Anlo ao Sr. Te-
en te Coronel Jos Cavalcanti Ferrs de Aze-
vedo ou ao Sr. Antonio Joo de Lima ou
ao abaixo assignado no dito engenho Malma-
pidas da mesma comarca de S. Anto quo
sero recompenstdos generosamente.
Antonio Raymundo de Mello.
MOV1MENTO DO PORTO.
ESCRAVOS FGIDOS.
tsr No dia 22 de Outubrode 1840 fugio o
mulato Paulo bastante alto grosso cor
quasi branca olhos azues cbelos acasta-
ados pouca barba de 25 annos, traba-
Iha de carpina e sapateiro, tem um dedo gran-
de do p direito aberlo para fora com urna
orelha furada com um brinco as costas pica-
das de chicote que recebeo do seu antigo Sr. ,
he natural do rio de S. Francisco veio da
Babia, e conta historias de sua patria, sabe
tocar viola quilarra e dangar : quem o
pegar ffvea ra de Agoas verdes D. 12 que
receber 100* rs. de gratificarn.
S2y No dia 12 de Abril d6 1841 fugio ou
furtaro do abaixo assignado, o escravo de
nome Caetano de hagfio alto bastante ,
pouca barba nao falla quasi nada tem a
marca S com travesso ou outra qualquer;,
tem um olho que Ihe cabe a cpela para baixo,
he serrado?: quem o pegar leve a ra da
praia na serrraria do annunciante que rece-
ber lOO rs. de gratificaco.
Antonio Dias da Silva Cardial.
sy Fugiro na Sexta feira 2 do corrente ,
do engenho Barra do Pago 5 escravos com
os signaes seguintes : urna muala de nome
Francisca de 20 annos baixa clara na-
riz chato cabalo pixaim e cortado corpo
mediano. Vicente, crelo, casado com a dita,
bem preto barbado, baixo, grossura media-
na, bon i tote de20 annos, Francisco, cre-
lo, de 18 anuos est bogando cor fula ,
pernKS e corpo cheio de boa altura ; con-
duziro um quarto castanho escuro tem um
pcalgado e silva na testa: quem os pegar ser
Um recompensado de seu trabaho sendo
NAVIOS ENTRADOS NO DJA 6.
Ro de Janeiro;20 dias, Brigue de Guerra In-
glezBiltern Commandante Carey.
libas de Faulkins e Montevideo trasendo
do utimo porto 25 dias Brigue Inglez He-
be de 189 tonel. Cap. Ch ristophers Tho-
maz Anderson equip. 15 carga lastro:
a Me. Calmcnt & Companhia.
Liverpool; 45 dias, Barca Ingleza Thomaz
Mellors de 257 tonel., Cap. James Paletro-
pe equip. 14 carga fazendas: a Russell
Mellors & Companhia.
Boston ; 40 dias Brigue Americano Henry
de 155 tonel. Cap, J. L. Mauson, equip.
7 carga azeite de peixe bacalho bar-
ricas vasias e &c. : ao Sobre carga.
Caravellas ; 18 dias Sumaca Brasileira S.
Roza de 5t tonel. Cap. Francisco Caeta-
no de Almeida equip. 6 carga farinha
de mandioca : a Manoel Joaquirn IVimos e
Silva.
Rio Grande do Sul com escala pelo Ro de Ja-
neiro, 24 dias Patacho Brasileiro Aguia
deMangaratiba de 99 tonel. Cap. G. An-
tonio de Castro equip. 9, carga carne
secca : a Gaudino Agostinho de Barros.
Ro deJaneiro; 16 dias, Escuna Brasileira
Virginia de 125 tonel. Cap. Joze Mara
Regio equip. H carga carne secca : a
Joaquirn Baptis Moreira.
SAHIDOS NO MESMO DA.
Rio de Janeiro ; Barca Brasileira Firmeza ,
Cap. Narciso Joze de S. Anna carga di-
versos gneros.
Cork : Brigue Inglez Prnce Albert Cap.
G. Dolby carga assuear.
RECITE NATYP. DEM.F. DEF. = 1812


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