Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04619


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Full Text
A nno efe 1842.
Sexta fe ira I. de
'l'udo aoradepende I a nal mesmos ; da mu prudencia, muderacao, e energa: con-
tinuamos cono prinuipiamoi, e aeremos aponladoa com admiraco enlre as Nacues maii
euliaa. (Proclamaco da Assemblra Geral do Brasil.)
PARTIDAS DOS CORRBIOS TERRESTRES.
Goiaitna, Paraiba, e Rio "randa do Norte, na secunda e sexta feira.
Bonito e (aranhuns, i0 24.
Cabo, Serinhaero, Rio Fonooao, Porto C1to, Maceio, e Ala;oas iol',H, e 21.
Paje 43. Santo Antao, quinta feira. Olinda todoi oa dias.
DAS da semana.
^* Se, i. oitavn s. Aleandre
2* Tero. 2. oitavn Bertliildo.
30 Qna'rl. a. Joao Climacu.
31 Quii, a. balbina.
i ML S. Macario.
2 sab. s. Francnco de Paula.
3 Don. a, Ricardo
P reamar do da I de Abril.
4.a aa 'J horas e 18 m. da nianh..
2. ais '' boras e M m. da tarde.
Abril.
Auno XVIJJ. X.
W.
O Diario publica-ae iodos os das qu* nao forera Santificado*: n prpro da assignalura h
de tres mil rea porquariel papoa adiantadoa. Oa annuncios dos aaaignanles sao ioseridoa
praiis, eos dos que onaoforem razio de 80 reispor lieha. Aa reclamacdea deveni ser
dirigidas a *slnTn">grnfia ra daa CruieaD. 3, su praca dalndependenuiailoja de l ir roe
Nmeros 37 a 38. .
li
CAMBIOS no da
Cambio sobre Londres 28 d. p. 41).
Paria 320 reis p. franco.
, Lisboa 80 a 85 p. 100 de pr.
OuHo-Moeda de 6,400 V. 14.500a 14,700
u N 14,300 a 14,500
de4,000 s ma 8,-200
PaT PtMcoe. 1,660 a 1,680
30 DE Mvi'.l'o.
Frita-PezoaColumnarej 1,660a 1,680
Mexicanoa 1,640 a 1,660
miuda 1,440 a 1,460
Moeda de cojirtjnor 100 de disronto.
llisi-niii" dr billi. da Alfand-ga 1 e por 401
y' ao ntez.
dem de lelraade bo>s firmas 1 e ale J.
PHASER DA I.L'A NO MEZ, DE ABRIL.
Quarl, minj. a 1 s 4 horas e 11 m. da tarde.
La Nova a 10 -- s 8 horas e 13 ni. da larde.
Quarl. cresc. a 18 -- as 4 hora* e 14 m da tnanh.
La cheia a 24 -- as 9 horaa e 8 m. da larde.
IAM
IIC O.
PARTE OFFICIAL.
ASSEMBLEA provincial.
ACTA D.V I6.* SESSAO ORDINARIA DA ASSKMBLEA
LEGISLATIVA DE PKRNAMBUCO EM 22 DE
MARCO DE 1842.
PRESIDENCIA DO SMR. COKS. MACIEL MONTEIRO.
Feita a chamada acharo-se presentes 52
Srs. Depulados, fallando com participago o
Snr. Jos Felippe e sem ella o Sor. Vieira
de Mello.
O Snr. Presidente declarou aborta a sessao,
foi lida e approvada a acta da sessao antece-
dente.
EXPEDIENTE.
Um oflcio do Secretario da Provincia a-
companhado das informacoes que foro exi-
gidas acerca d'aula de Botnica dQ Jardim de
Olinda:=quem fez a exigencia. Outro lemet-
tendo as informages dadas pelos Vigarios das
Freguesias ta Boa-Vista e do curado da S
sobre a Oriagoda Freguesia de Bebiribe : =
Commisso do Estatistica. Outro com as
informacoes exigidas acerca d'aula de Obstre-
licia : = Commisso ne Orcamonto. Um
requer ment do Prefessor e da Professnra
de Primeiras Lettras do Rio Formoso pe-
dindo que Ibes seja concedido para aluguel
de casa o mesmo quantitativo que foi arbi-
trado aos Professores da Cidade de Olinda : =
Commisso de Ornamento. Outro de Mano-
el Jos de Mello pedindo que seja enca-
minhado Commisso respectiva um reque-
riment que havia dirigido esta Assem-
blea o auno passado : = Commisso de Jus-
tina Civil e Criminal. Outro de Thom Perei-
ra Lagos offerecendo oito con tos de reis pe-
lo imposto da Barreira do Ciqui por tempo
de trez annos com a condo de ser feita a
cobranca da taxa na Ponte dos Albgados : =
a Commisso de Ornamento.
ORDEM do da
Foi lido apoiado e julgado materia de
deliberago .irn Projecto do Snr. Ioze Pedro
a cerca da arrecadago da decima dos predios
urbanos.
Continuou a discusso adiada do parecer da
Commisso de Constituigo e Poderes acerca
da indicago do Snr. Lopes Neto. Dada a
bora o Snr. Lopes Cama mandou a Meza o
requerimenlo seguate : = requeiro sessao
permanente at o ultimtum do objecto em
discusso : = apoiado e aprovado. O Snr
Lopes Neto pedio que se declarasse n'acla ,
que elle havia votado contra este requerimen-
to : igual pedido fez o Snr. Peixotode Brito.
Depois d'uma questo de ordem o Snr. Lopes
Cama modilicou oseu requerimento man-
dando supprimir a palavra = permanente = ;
e continuou a discusso do Carecer.
O Snr. Lopes Neto mandou Meza a se-
guinte emenda : = Supprima-se o periodo do
Parecer que comer polas palavras = quan-
to a lei = e acaba na palavra as Constitui-
go = e em seu lugsr diga-se qno a lei
da crago do Conselho d'Estado lo beir, -he
inconstitucional tanto que a lei de 12 de
Ou'.ubro de 1852 reconheceocomoconstitucio-
naes os Artigos da Constituidlo que dizem
respeito ao dito Conselho; e em lugar das pa-
lavras = ella suppoe &.c. = diga-se que
se represente ao Poder Legislativo na forma
da mesma indicago : = apoiada. Encerra-
da a discusso o Snr, Uchoa Cavalcante re-
quereo, que a votago fosse nominal eo
Snr. Nabuco por partes. Posto votos o pa-
recer salvas as emendas votaro contra a
.1. parte que considerava a Lei da'Beforma
do Cdigo do Processo pelo que dispoe nos
artigos 4, 5, 2o, 57, 78 1., e 115, em
desharmonia com a Constituigo Poltica do
Imperio os Snrs. = Pessa de Mello Do-
mingues Carvalho Mendonga Aguiar, Lu-
iz de Carvalho Nabuco Barros Cavalcante,
Pereira de Brito Paula Lacerda Beis e
Silva Lopes Gama Oliveira Alfonso Fer-
reira, Custodio Guimares, Figueredo, Ber-
nardo Rabello Lobo e Resende ; e fa-
vor os Snrs. = Pedro Cavalcante Peixo-
to de Brito Uchoa Cavalcan (i Mendes ,
Machado Rios Lopes Neto Isidro Mesqui-
ta Joze Pedro Pinto d'Almeida Manoel
Cavalcante, Lotfrengo Bizerra Baro do
Suassuna e Mello. A' favor da segunda
parte do parecer julgando que a Lei da
criago do Conselho d'Estado nao oliendo as
Leis fundamenlaes votaro os Snrs. = Pes-
sa de Mello. Pedro Cavalcante Domingues,
Carvalho Mendonca Uchoa Cavalcante,
Mendes, Aguiar, Luiz de Carvalho Nabu-
co Barros Cavalcante, Isidro Mesquita ,
Pereira de Brito, Paula Lacerda Reis e
Silva, Lopes Cama. Oliveira. Pinto d'Al-
meida Lourengo Bizerra Manoel Caval-
cante Alfonso Ferreira Custodio Guima-
res Figueredo Bernardo Kabello Lobo,
e Baro de Suassuna; contra os Snrs. = Pei-
Soto do Brito Machado Rios Lopes Neto, I
Joze Pedro Resende e Mello : e licou pie- '
judicada a 5. parte do parecer concluindo |
que seria intil C talvez mesmo inopportuno ;
representar contra a Lei da reforma as actu- i
aes circumstancias.
Votaro contra a emenda do Snr. Mello,
que raandava addicionar a anti-constituciona-
liilade absurdo e tyranniado I. do arti-
go 79, e artigo 81 os Snrs. = Pcssoa de
Mello. Pedro Cavalcante, Peixoto de Brito,
Domingues Carvalho de Mendonga Uchoa
Cavalcante Mendes Aguiar, Luiz de Car-
valho Nabuco Barros Cavalcante Izidro
Mesquita Pereira de Brito Paola Lacerda,
Reis e Silva Lopes Gama Oliveira Pin-
to d'Almeida Loureugo Bizerra Manoel
Cavalcante, Alfonso Ferreira, Custodio Gui-
mares, FigueredorrJJernardo Kabello, Lobo,
Baro de Suassuna eResende : favor os
Snrs. sas Machado Rios Lopes Neto Jos
Pedro e Mello. Ficou prejudicada a emen-
da do Snr. Lopes Neto insistindo para que
se dirigisse a represen tago na forma da sea
indicago.
O Snr. Presidente deo para ordem dodia ,
em 1. lugar Pareceres de Commissoes, e lei-
tura de projectos e indicages, e em segun-
do continuago da ordem do dia de boje, e
5.* discusso do projecto n. 52 de 1855 ; e
levantou a Sessao depois das Irez horas da
tarde.
Pedro Francisco de Paula Cavalcante de
Alhuquerque Vice Presidente.
Joze Felippe de Souza Leo.
1. Secretario.
Antonio Jos de Oliveira
2. Secretario.
FOLJITII
florita(*).
Minha querida eis-me aqu, disse o
marque?.chegando-se janella, quo impa-
ciente eslava por vr-vos minha Florila !
Quo lenta caminjia a hora da nossa entre-
vista !
E'a nica que cont na minba triste
vida !
Estivestes admiravel esta noite pare-
ce-me que nunca vos ouvi cantar de urna ma-
neira to brilhante ; foi a sublime expresso
do amor dos zelos e do aborrecimento.
Antes de tildo, dizei-me, senhor, quem
era aquella inulher com quem es layis.
A, Marqueza de-Ayamonte. Habita or-
dinariamente na provincia mas achando-se
a^ora em Madrid quiz ouvir a grande cau-
tora a maravilba de quem todo o mundo fal-
la. Admirou-vos e applaudio-vos oxtraordi-
nanamentfi ; eao sabir disse-me que Ibe lu-
vieia feito passar a mais deliciosa noute de que
se l.'.mbrava.
__ Sim vi isso disse Florita. Masco-
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DIA 26 DO PASSADO.
Ollicio Ao Com mandan te Superior da
Guarda Nacional dcsle Municipio, ordenan-
do que mande dispensar de todo o servigo da
mesma Guarda Nacional o Olicial da Se-
cretaria da Presidencia, Jos Ignacio Soares
de Maeedo Teen te da quarta Companhia
do segundo Batalho da Guarda Nacional do
seu Commando Superior 5 pois assim o exige
o servico Publico de que o dito olicial se a-
cha encarregado.
Dito Ao Inspector da Thesouraria da Fa
zenda, ordenando, que a ordem do Comman-
dante das armas, desla Provincia entregue
a quantia de reis 1:514*080, a lim de ser ap-
plicada aos colicortos de que noeessita o
Quartel do Hospicio, onde se acha aquartela-
do o Bala I bao Provisorio de primeira linha,
o intelligimciando-o de que naquella Thesou-
raria deve prestar contas do cmprego da di-
ta quantia a pessoa que pelo mesmo Comman-
dante das Armas for encarregada dos referi-
dos concertos.
Dito Ao Com mandan te das Armas, com-
municando o conteudo no ollicio supra.
dem do da 50.
Ollicio Ao Agente da Companhia das
Barcas de vapor nesta Cidade, dizendo que
pode fa/.or seguir o seo destino a Barc de va-
por S. Sehastio logo quo se tiverem com-
pletado as 2i horas da sua estada neste porto;
e que haja do informar com urgencia se os
lugares da mesma Barca reservados para
passageiros doGovemo se acho ou nao ,
desoecupados.
Dito Ao Chefe do Polica interino desta
Provincia communicando-lhe ter nomeado
para Juizes Municipaes Promotores, e Su-
plentes dos Juizes Municipaes aos Cidados
constantes da relago que se Ihe remelle.
Portara Nomeando o Coronel Jos de Bar-
ros Falco de Lacerda Inspector Geral inte-
rino da Ri'parligo das obras publicas per-
cebendo a niosma graticago, que seo an-
tecessor.
Oflicios-Ao prinieiro Fscripturario En-
carregado da Administrago Fiscal das obras
publicas, ao Inspector interino da Thcsoura-
raria das Rendas Provinciaes, o ao Enge-
nheiro Vauthier, com mullicando a nomeago
supra.
Dito Ao Engcnhoiro L. L. Vaulhior, com -
municando-lhe. em addilamento a participa-
co que se Ihe fez em ollicio dc25doeor-
rente, que ficto excluidos da direcgo, que
Ibe foi incumbida, os trabalhos, e reparos das
fortalezas, o quarteis os quaes sero pelo
Commandante das Armas encarregados of-
liciaesda sua cscolha, e signilicando-lhe, que
deve continuar dar sua direcgo todos os
demais trabalhos de engenharia que se lizc-
rem na Provincia.
Dito-Ao Director do Arsenal de Guerra,
determinando-lhe que mando fornscar pelo
mesmo Arsenal os objeclos, o materiaes que
(*) Vid. Diario N. G2, 05 61 06 o 07.
mo vos achaveis sos ? Onde estava o conde de
Ayamonte ?
O coude de Ayamonte ? responden o
marquez rindo. Oh o conde nao vem an-
da ao thealro. E' um menino de cinco an-
uos bello como o da 5 ella vi uva.
Ah jentendo, disse Florita retiran-
do a sua mo que o marquez tractava de
apertar por entre os ferros da grade.
Sim estivestes sublime minha for-
mosa replicou o marquez. Nao saberei ex-
pressar-vos lodosos louvores, quo se vos tem
dirigido : tem-so esgolado as formulas da
admirago, e eu gosava com o vosso triumfo.
e repela em met coraco.
Amulher celebre, a grande actriz a-
quella cujo neme est cm todas as bocas
Florita o meii amor. Sabis que isto
bastante para cnlouquecer de orgulho e de a-
legria ?
Ao ouvir estas palavras cubriu Florila seu
rosto com as mos e principiou a chorar a-
margamenle : borrorisava-a a glora de artis-
ta : comprehendia a imn.ensa distancia que
exista entre una pessoa da sua prolissao e
a grande senhora que vira sentada ao lado do
rearquez. Dizia comsigo com espantosa de-
sesperago quo o talento nao d os ttulos
nem as honras que se concendem s mu-
Ihores do alta condgo, e que nunca seria, ce, minha nobre 1). Llura.
igual eondessa de Ayamonte a quem o
marquez de Ribiers fazia a honra de dar pu-
blicamente a mo e de quem nao se fallava
seno com respeilo em quanto que a ella ,
a celebre artista se chamava smplesmente
Florita. O marquez nada comprehendeu
destas lagrimas e oxelamou com a expres-
so de urna doce reprehengo : Que vos fiz,
minha alma? Porque sao essas lagrimas,
csso inmenso descosto Eramos to felizes
hontcm Qual pois a causado mudauga to
repentina ? Florita tinha urna dessas almas
zelosas e altivas que nao se manifestam : te-
ra antes morrido do que confessar ao mar-
quez a causa da sua dor.
Nada mudou respondeu ella porem
boje como non tem me arropendo de estar aqu
s com vosco de engaar minha mi. .
J me nao amis Florita ?
__ Eu '. exelamou com vehemencia e le-
vantando os olhos ao co como para lma-
lo por testemunha do que se passava em seu
corago. Eu ? Nao vos amo ? Ah Estara
en aqu ?... Porem Henrique ? Oh ? duvido ,
duvido multo do ten amor.
Minha querida exelamou o marquez ,
queres que lo repita oque to tenho dito mil
rezas D A' noite tu o sabes ; amo-fe mi-
nha formosa Meda minha terna Euridi-
Sim mas nao amas a pobre Florita !
disse com um accento inexplicavel de melan-
cola e do pax'o.
Esta noite passou-se como as demais n'uma
doce con versago ao Iravez da zelosa grade ,
c ao amanhecer voltou Florita ao aposento
em que sua mi dorma, depois de haver
prometlido a Rbiers voltar na noite seguiute
ao mesmo sitio.
Eisaqui toda'a felicidad* do seu primero
, e nico amor : os zelos e um amargo e pro-
fundo sentimento de orgulho Ihe faziam odo^,
sa a sua posico sua arte e at sua gloria.
Sua alma candida e singella nao comprehen-
dia que esta gloria era casualmente o que so-
bre ludo nella amava o marquez que nao vi-
va seno atravez dessa aureola brilhante e
que a sua fama era o seu principal meio de
seduccao. Caldern de la Barca condecen
; com profundo desgosto que Florila sentia des-
: prazer pela sua arte e que Ihe eram j in-
dilferentes os applausos quo n'outro tempo
a faziam to ditosa. Advinbou o q-ie se pas-
sava na alma da joven cantora ; porem nao
sabia como ilizer-lho, nem como cura-la. An-
ua Muller menos prespicaz1*, limitava-so
a vigiar sua filha com inquieta sollicitude du-
rante as visitas do marquez.
Caldern de la Barca tinha acompanhade
FloriU a sua casa depois de um* d* repra-

I


S5F
t
^elo Comtnandanle das Armas lhe forem re-
quisitados para os reparos e mais trabalhos
las fortalezas equarleis da Provincia, os
quaes convem, que sejao dirigidos pelos pro-
prios Commaiidanles, ou outros oflicaes da
escolha do mesrtio Commandante das Ar-
mas..
Dito- Ao Commandanle das Armas com-
municando a expedigo das ordens antece-
dentes, c ordenando-Ilie, que nomeie para
dirigir os trabalhos e reparos das Fortale-
zas, e quarleis da Provincia, vista dos
competente-i orcamentos, os respectivos com-
mandantes, ou quaes quer outros olliciaes,
quejulgar mais habis ; e que requisito os
objectos o materiaes, necesarios a csses
trabalhos, ao Arsenal de Guerra.
DitoAo Inspector Geral interino dasa-
bras publicas, coinmunicando o -conteudo no
precedente officio.
Portara Encarregando ao Juiz de Dircito
da primeira vara do Civel, Martinianno da
Rocha Bastos, da substituido da varado Ju-
iz dos Fe i los da Fazenda visto acliar-se o
actual Juiz Jernimo Marliniano
Mello no exercicio de Chefe
rio desta Provincia.
OHicios Ao Inspector da Thesouraria da
Fazenda, e ao Presidente da Relagao desta
Provincia parten pando a nomeago antece-
dente.
Portara Mandando passar proviso inte-
rina Geminiano de Azevedo Mello para o
lugar de Guarda da Alfandcga vago por ter
passado Amanuense da inesma Francisco
Feliciano Rodrigues Selle.
Olcio -- Ao Gommandante Superior in-
terino da G. i\. do Municipio de Goianna,
eommunicando em consequencia de parleci-
pacao feita em Aviso de 1 i do corren te ter
S. M. o Imperador por Decreto de 28 de Fe-
vereiio prximo passado nomeado para A-
judantc de ordens d'aquelle (dominando Su-
perior a llenrique Luiz da Gunha Mello ,
e Francisco de Araujo Correia do Albuquer-
que.
Dito Ao Inspector da Thesouraria da Fa-
zenda, enviando-lhe o mappa demonstrativo
da Forca da Guarda Nacional destacada na
Provincia, lirn de que possa satisfazero pe-
dido do Gomiuissario Fiscal da Repartico da
Guerra.
i
jueira de
polica inte-
demittido o soldado Joaquim Moreira da Fon-
ceca que seofferecera para servir na pri-
meira linha.
Dito Ao mesmo Exm. Snr., rogando-lhc
a expedicgo de suas ordens ao Director do
Arsenal de Guerra, para que continuassse a
obra que se estava fazendo na Fortaleza do
Brum, que fora parausada sob o pretexto do
ter ido ali aquartelar o terceiro RatalbAo de
artilhcna a p, por ser agora mais que nun-
ca necesaria, e bem assim para que fosse
concertada a grade do calabouco dos presos
de justiga que eslava arruinada, e nao offe-
recia seguranza alguma e satisfeita a re-
quisito do armamento e crreames que
lhe enviava por serem os objeclos nella co-
udos de summa necessidade a guarnidlo da
Fortaleza.
Dito Ao Inspector da Thesouraria re-
mettendo-lhe os papis de contabilidade do
destacamento d comarca do Brejo relati-
vos ao mezes de Janeiro, e Feveiro deste
anno, cuja importa'ucia devia de ser entre-
gue a Jos Joaquim da Gosta, por estar para
isso authorisado pelo respectivo Prefeito.
Dito-Ao chefe do primeiro Batalhao da
Guarda Nacional do Municipio do Recife d-
zendo-lhe que tendo por oflicio de o do cor-
rente exigido a remessa do livro la ma-
tricula geral do Batalhao, e o da primeira
Gompanhia, at o prsenle nenhuma solugo
havia lido e<;ue nao querendo retardar a
nspeccfio que tinhade fazernodito Batalhao,
instava novamente pela remessa de taes
matriculas, ou no caso de nao existirem cs-
sa mesma declaracao.
Dito Ao commandanle da llha de Fernan-
do do Noronha comm;:nicando-lhe que na
Barca Triumpho da Inveja segua guardn-
doos prisioneiros rebeldes do Rio Grande do
Sul um destacamento composto de-un ofli-
Fevereiro ultimo, para serem substituidas
por oulras, de conformidade com o que se
disse no oflicio. circular de 10 do corrente.
Dito- o mesmo, devolvendo-lho os recru-
tas Manuel Carneiro ,e Antonio Dias de Cou-
to o primeiro.por ser maior de 3o annos de
dado, e ter um deleito no braco direito, co
segundo por ja ter dous irmas no servigo do
exercito motivos. que lhe parecio sufli-
cientes para exemptar do recrutamento.
dem do da 21.
OfQcio Ao Exm. Presidente, enviando-
lhe informado o requerimento de Jos da
Silva Gosta, cirurgiaoda llha de Fernando de
Noronha, que solicitava ditinitiva declaracao,
de ser ou nao Regimental o Hospital da dita
llha, e istoem vista do despacho da Presiden-
cia de 9 de utubro de 1853, que ajuntava
por certido.
Dito Ao mesmo Exm. Snr., rogando-lhc
houvesse de dar suas ordens ao Director do
Arsenal de Guerra para que recebesse e
conservasse em deposito duas pegss de bron-
ze de eal. 21, e urna de ferro de cal: 12, que
foro mandadas conduzir de Pitimb, onde
se achavo em abandono, devendo por igual
recebar do Sargento Belxior dos Reis Borges
s utensis e pranchas do madeira que for-
ueceopara sambante conduego.
Dito-Ao mesmo Exm. Sr. iogando-lbe a expe-
dicgo de suas ordens a Thesouraria para
mandar entregar ao sargento Belxior dos Reis
Borges a quanlia de 19^200 reis dispen-
didas comi pragas da Guarda Nacional que
se prestarn ao servigo da condugo das pecas
vindasde Pitimin, leudo vencido cada praca
urna diaria de 100 reis por lempo de 8 dias,
oque prefaza referida quanlia.
DitoAo Inpector da Thesouraria, romu-
nicando-lhe que os soldados reformados
Francisco Alexandre de Moraes Domingos
cripto em algumas das observaees da relagao
de mostra a palavra alta em lugar de
baixa.
Dilo-r Ao snr. Inspector da Alfandega ,
remettendo por copia para sua inteligencia ,
o Decreto de 30 de Dezembro prximo iiido ,
com as condiedes relativas a avegaco dos
paquetes de vapor a que o mesmo Decreto se
refere.
Iguaes Oflicios forao dirigidos aos snrs. Ad-
ministradores do Gorreio Geral, e da Meza
do Gonsulado.
cial, um inferior c trinta soldados, inclusi- Leandro, Joze Nicacio, e Antonio ldano
i n L. 1 i. ll> I.i iii vii
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DA 18 DO PASSADO.
Oflicio Ao Exm. Presidente, enviando-lhe
a conta da despez feita com a conduegao
dos objectos perlencentes ao Hospital e De-
posito do Quartel do Hospicio para o da So-
lidade, na importancia de ,">l ,>200 reis, e ro-
gando a expediefi de suas ordens para que
fosse paga e entregue ao Quarlel Mestre do
Batalhao Provisorio.
Dito-Ao mesmo Exm. Snr. enviando-lhe
competentemente informado o requerimento
.- doTenente Coronel Graduado Luiz Antonio
Favilla, no qual pedia o pagamento de urna
forragem, e da quanlia marcada para allu-
guel de casas, por ter estado em pregado em
servigo na Provincia das Alagoas, no mez de
Dezembro do auno lindo.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. rogando-lhe
houvesse de dar suas ordens ao commandan-
le Geral do corpo de Polica para que fosse
sen tagnes de Meda que sempre eram para el-
la motivo de um novo triunfo. A joven can-
tora eslava plida, distrahida, "e todos os seus
esforgos nao podiam occullar sua dolorosa
preocupagAo. Sentou-se a mesa em silencio,
mas nao comeu cousa alguma. AnnaMuller
sahiu um momento : ento Galderon de la
Rarca aproximou-se aFlorta, e depois de
um curto silencio lhe disse : Nao estava eslu
noite no theatro o marquezde Ribiers ?
Florita estremeceu. Conheceuque Galde-
ron de la Barca linha advinhado o motivo de
sua tristeza e urna vemelhidao arden te se-
guida de urna mortal palidez cobriu scu rosto.
Amis esse homem ? replicou Calde-
rn de la Barea com um accento inexplicavel
de dor e de compaixao.
Sim, amo-o, respondeu Florita,
Nes_te momento entrou Anna Mulier com
urna carta na mo. Tinha-a trazido utn cria-
do com a libre do marque/. Ribiers, e com
ordem de a entregar smente a Florita a
quem era dirigida; porem a criada a quem
w lacaio u conliar* apressou-se a revellar a
*ua ama este misterio. A pobre mi nao se
ireveu a abrir a carta nem langa-la ao fo-
co, como coslumava; entregou-a sua filha. e
sentou-se diante della esperando com ancieda-
de um signa! de conlianca e um momento de
ve alguns cabos, do qual devia regressar na
mesma embarcago o oflicial e aquellas pra-
gas que nAo fossem designadas do destaca-
mento da llha e bem assim os soldados men-
cionados nos requerimentos que se lhe envia-
va, alem de Manoel Gomes Teixeira c A-
Ipxandrino deScisas Cavalcante, que taml>em
devio vir.
Dito Ao commandanfe da companhia de
Artilicos mandando por em liberdade o cabo
Jos Luciano Cabral, por nao lhe ter resul-
tado criminalidade no conselho de Averigua-
go a que se procedeo.
Dito- Ao Commandanle interino do ter-
ceiro Batalhao de Artlheria para mandar
para bordo da Barca Triumpho da Inveja, a-
manh pelas 0 horas do da o destacamento
nomeado para ir de guarda aos presioneiros,
devendoaugmental-o com mais lo piaras as
quaes com o oflicial devio regressar na mes-
ma barca.
Dito Ao Prefeito da Comarca do Brejo ,
dizendo-lhc, que remetiera a Thesouraria
para serem pagos, os papis de contabelida-
ilc do destacamenlo perlencentes aos mezes
de Janeiro e Fevereiro deste anno, menos
os do mex Je Dezembro por nao ler vin lo
o recibo do oflicial Commandanle (pie de-
via ser com urgencia enviado, a lim de se
saldarejn ascontas do anno pretrito.
Di lo Ao Prefeito da comarca do Pao ''o
Alho reenviando-lhe ka n-lagOes de altera-
ges do destacamento relativas ao mez de
abandono e de arrebatamento. Florita tre-
mendo comoferida de um'funesto presenti-
mento aproximou-se a um candeiro noou-
tro extremo da sala, e leo com violentas pul-
sacoes do corago.
Mmha querida : acabaram-se todas as
alegras de minha vida ; acabou a minha feli-
cidade porque 6 necessario deixar-le. Par-
lo para Franca, minha Florita.
Tratavam de casar-me com a marqueza de
Ayamonto e o conde duque punha essa con-
digo minha estada em lK-spanha ; porem
de halde... No posso casar com ligo.. bem
assisada s tu para o conheccr mas tambem
nao casarei com outra. Sou asss honrado ,
e tu asss virtuosa para;que houvesse de dar
cabida a menor idea de sedocc mas pode-
rla o mundo sempre injusto envenenar a pu-
reza de nosso amor e calumniarle. E'
preciso pois separar-se.
Eu parlo Florita ; triste e desesperado nao
vendo piltro termo as minhas penas, senao o
lim de um amor que me acompanhar ao
sepulcro.
Possa a morte livrar-mc bem depressa
de to dolorosa vida E tu minha Florita ,
segu o leu deslino e a brilhanle carreira ,
que se te antclha se sempre bella adorada,
ditosa, e nao esquecas o ten desgragado
=llenrique.
Marques, forao desligados do Azilo de inv-
lidos da Corle o obtiverAo faculdade dogo-
verno Imperial, para residirem nesla Provin-
cia, por assim o haverem pedido.
THESOURARIA DA FAZENDA.
EXPEDIENTE DO DA 17 BO P. P.
Oflicio Ao Snr. Commandante das Ar-
mas desta Provincia pedindo se dignasse dar
os esclarec men tos que o commissaro Fiscal
do Ministerio da Guerra exigi sobre a en-
trega daqi:antia de 400* rs. ao capitao com-
mandante da companhia de cavallaria Sebas-
ti:io Lopes Guimaraes, para compra de caval-
los que a mesma companhia Ao precisos.
Dito Ao snr. Procurador Fiscal Interino
Ja Fazenda enviando a informadlo do Con-
tador da ThezobrarTa sbreos esclarecimen-
tos pedidos no Oflicio que acompanhou os
autos relativos a divida a que est obligado co-
mo fiador o fallecido Joo Guaiberlo de Bauza.
Portara Ao snr. 2. Escriplurario da
contadoria nnearregado da contabilidade Mili-
tar remettendo por copia o Oflicio do ExiDi
Snr. BarSo da Boavisla Presidente da Pro-
vincia de 12 do corrente.
idkm do da 18.
Oflicio Ao Exm. Snr. Barao'da Boavisla,
Presidente da'Provincia, sobre as duvidas pos-
tas pelo commissario Fiscal do Ministerio da
Guerra nos pr-'tsdo Destacamento d^Guar-
da Nacional de Garanhuns por se haver es-
Florita ficou alguns instantes immovel e
os olhos litos sobre aquella carta. Eslava ex-
tremamente plida ; porem nenlium outro
signal atraigoava a sua dor e desesperagao.
Sua mi e Caldern dla Barca guardavam
silencio e observ^Vam-na com inquietago.
Vollou para el!cs sentn -se com urna appa-
renteserenidade e pareca pensativa de
relente vollando-se para Caldern de la Bar-
ca lhe diz :
Ha menos de anno 5 meio que estou no
theatro tenho ganho muilo dinheiro nAo
assim P
Sem duvida respondeu Caldern ad-
mirado desta pergunta ; temos cuidado bem
dos vossos interesses possuis acim de qua-
tro rentos mil reales que estAo em casa de
meu primor D. Fradrique Moreno.
Tanto melhor disse Florita issoser-
vir para minha mfii.
E para ti minha filha ; o teu dote : ex-
clamou Anna Mnller enternecida.
Florita tem um dote mais bello dis-
se Caldern de la Barca os Neste momento o relogi de S. Salvador
deu meia noute : e Caldern de la Barca le-
van ton se.
E' larde disse cile ; Fiorita est can-
cada da representago j eu me retiro. Al
amanha.
PREFEITLRA.
Parte do da 27.
Foi hontem preso pelo commissario de po-
lica do 7. Districto da freguesia do Recife o
Alferes de Monta-brecha Trindade, por ter
insultado ao mesmo commissario na occasio
de o prender, por motivo de ter mandado'dar
urnas bofetadas em urna preta liberta ; foi re-
metlido ao Commandante das Armas para ser
conservado c.m prisAo militar. Pela i. pa-
trulha do districto do palacete o preto Anto-
nio cscravo ; o pelo commissario de Polica
do districto do Manguinho o pardo Viterbo,
tambem escravo; ambos por crime de faca de
ponta : foro remellidos a cadeia. Pela pa-
trulha do districto da ra Nova os pretos Joo
dos Santos e Estevo escravo por briga ,
e ferimento ; lvero igual destino. E pelo
Sub-Prefeito desta Freguesia o pardo Joze
Francisco de Lima por ser encontrado em
horas incompotentes ; foi remeltido para a 1.
Linha.
E o que consta das partes boje recebidas
nesla Secretaria.
Dos Guarde xc.
dem do dia 29.
film, e Exm. Sr. Foi hontem preso pela
palrulha (jo districto doCarmoo pardo Fran-
cisco escravo por briga com um preto ;
foi preso pelo sub prefeito d'esta freguesia o
preto Narciso Jss de S. Anna por ser de
pessima conducta : e pelo sub preito dos Af-
fogados o pardo Marcos Antonio por lhe ser
appreliendido um cavallo furtado: foro re-
metidos para a cadeia.
E' o que consta das partes hoje recebidas.
Dos Guarde ete.
Nos dias 25 26 28 e 50 nao occor-
reo novidade.
EXTKKIOK.
L-se no Times de 20 de Janeiro o se-
guinte :
Commercio com o RrazilVeio-nos s m-
os a copia d'uma carta, suppmos ter sido
hanouco recebida por urna caza commercial
de Liverpool a qual bem pode interessar
aos que so empregAo no commercio Brazilei-
ro, por mostrar que os actuaes Ministros
encarao a questo da expiragodo tratado
Brazileiro precisamente pela mesma face
que os seus. predecessore^. Ella do teor
segunte:
12 de Janeiro de 18k>.
Illm. Senhor-Por ordem do Cq:de de
Aber-decii tenho de aecusar a recepgo da
carta de V. S. datada a do corrente soli-
citando informages cerca das vistas do
Caldern ia para sabir ; Florita poz-se di-
ante delie dando-lhe a mo lhe disse com
voz commovida ~ Adeos.
Caldern beijou aquella mo e sentindo-a
fra e trmula murmurou.
Pobre Florita !...
A celebre cantora permaneceo um momen-
to apniada sobre a mesa. Anna Mulier a con-
templava com um temor ittquieto e depois
lhe disse :'
-* E essa carta minha filha ? N
A' manh Beberis o que conten, res-
porrdeo Florita com os olhos baHhados de la-
grimas e guardando a carta no seio.
Florita deilou-se vestida sobre a cama : o
projecto que revolva em sua imaginagao afu-
gentava osomno de seus olhos. Passram-
se assim algumas horas. Emlim quando jul-
gou que sua mfii c todas as pessoas da fa-
milia estavam profundamente adormecidas ,
levanlou-se e com passos cautllosos para
nao despertar sua mi que dorma no mesmo
quarto accendeo urna vela na lamparina de
noute e dirigio-se ao seu gabinete. De um
cofre em que estavam as suas joias tirou at-
gum dinheiro e o bracelete que lhe havia
dado de presente a rain lia de Hespahha, es-
creveo um bilhele que deixou sobre o seu
toucador e depois langou urna mantlha so-
bre os lwmbros. Grossas lagrimas cahic"2


(ioverno de S. M. quanto o tempo cm que
deve de expirar o tratado existente entre a
Gran-dketanha e o Brazll; e tenho de infor-
mar a V. S. que Lord Aberdeen acaba de
repetir ao Ministro Brazileiro residente n'es-
ta Corte aquillo mesmo que Ihe disse Lord
Palmerstqn a esse respeito a saber que o
Governo de S. M. entende sem a menor du-
vida que o sentido do artigo 28 do tratado de
1827 que nao se pode dar parte da termina-
gSo d'aquelle tratado antes do dia 10 de No-
vembro de 1827 e consegunteniente o tra-
tado nao ha de expirar seno no im de dous
anuos da data d'essa participado sustenta
o Governo de S. M. que nao pode aqnelle tra-
tado terminar antes do dia 10 de Novembro
de 1844.
Sou de V. S. o mais obediente e humil-
de servo Canina.
Lina carta de Corf de 50 de Dezembro
publicada no Moniteur Parisin diz o
que se segu : %
Occorrero aqui serios desastres por oc-
casio da festividade de S. Espendio. O
corpudo Santo foi removido de seu tmulo
para aqui quando Constantinopla foi toma-
da por Mahomet 2. Aohando-se'elle n'um
maravilhoso estado de preservagao est col-
locado de pe n'um relicario de vidro enri-
quecido de ouro e pudra* preciosas ,. e attri-
hue-se-lhe numerosos milagres. Todos os
annos a 2ide Dezemhro levado este reli-
cario em prooisso pelas ras de Corf e faz-
se-lhe urn oflicio especial na Igreja. N'esta
oocasio um Missionano Bblico Americano
chamado Brcwer em quanto que se eslava
fazendoo ohcio'; distribuio orages protes-
tantes e exclamou
^OUiJ !M i
panha e F ranga tivero parte nesle traico.
0 Cnsul da Russia absteve-se delle, por-
que ella mo tern relagoes mercantis com Cu-
ba. S a F ranga pode agora por termo a es-
te odioso trafico ameagando o Bey de Tunes,
aquem intimida a guarnigo de Constantina.
As outras Potencias que sao interessadas
n'este negocio pan-cem animar o Bey e
prometter-lhe o seu apoio ; com medo de
que a Franca se apodere um dia de Tunes.
Assim e que se tolera um abiiso to revoltan-
te n'uma regencia que parece estar assustada
s com a proxirnidade dos Fraucezes em
Constan tina. ,.
(The Sun.)
Domado ; e outros Jo/e A nlonio Gomes Ju- administraeflo ', e tratar-sc de um obieclo im -
mor e outro. Ditos Joaquim da Silva portante.
Pereira e Joze da Silva Mendanha. Ditos,
Bernardo Lasserre&C. e Joze Francisco de
Barros.-- Ditos, Pedro Fernandes Kerreira ,
eoulros, com D. Roza Mara do Vasconcel-
losi Proeesso, Joaquim da Silva Diniz o
Joaquim Manoel Gago da cmara. Revista ,
Becorrente os Administradores do patrimonio
V3- Manoel GomeS de Lima convida as
pososas quem possa estar dever or com-
pras fintas para a casa do Exm. Snr. Baio da
Boavista de cujo servico se despedid o an-
nuncan tu a comparecerem.com as suas coti-
las ate 5 do corrente das O horas da manh
em dianle, em casa do mesmo Exm. Snr.
C0V1MERCI0.
ALFANDEGA.
Nao lerihais em
porm credo s em
dolos ou momias
Dos m
A congregarlo ficou exasperada lancou
o misionario fra da Igreja persegui-o
at o seu aposento e maltratou-o 5 foi sem
duvida sua salvago o haver Ibes escapado das
mos para caza d'um amigo onde as auto-
ridades luglezas prendero-no ecor.duzirao-
n'o eidadella. No da de natal renovou-se
o disturbio, e houve conflictos ntreos habi-
tantes e os soldado* Inglezes. A 20 e 27
lomaro-se estas desordens cada vez mais
violentas lancando-se mao de va rapaos e fa-
cas, e a 28 chegando ao conheciment do
Lord Grao Commissario que o povo dacidade,
e at o do campo estava-so armando de punha-
es e espingardas vio-se obrigado a expedir
urna proclamado ameacando-o de que se-
nao cessassem os lumullos seria obrigado
.1 por Corf debaixo da le marcial. Ao mes-
mo tempo o Commandanle fez recolher toda
tropa as suas barracas na eidadella. A
exaltagao publica anda hegrai.de contra as
authoridades luglezas, em consequencia das
hiedidas que tem tomado para suucar maior
insurreigo.
Consta-nos a seguinte noticia do Tunes .
de O de Dezemhro pela Gazela de Magdebur-
go :guando o Cnsul Franco/ se dirigi ao
Bey sobre a emancipado dos escravos, e
como todos os Estados christaos do .Mediter-
rneo sao aqui represen lados por Cnsules ,
permiltio-se aos negociantes que tem rela-
goes commorciaes com Porto Bico e Cuba,
a compra de negros a im de os mandaren)
para Cuba. A maior parte dos Cnsules das
Potencias christs sem exceptuar os de.ils-
Bendimento do dia 31 5:596,7G8
DESCARREGA HQJE 1. DE ABRIL.
Brigue Americano Syreric Presuntos,
manteiga, cabos bolaxiuhas, pregos, phos-
phoros, calcados, e fumo.
Barca Ingleza Irt Fannha de Irgo qua-
trobarriscom manteiga carnes e. amarras
de ferro.
Brigue Brasileo Indiano- Fazendas e mi-
udezas fumo barricas vasias, o de baca-
Iho
Hiate Especulador Urna maquina de for
ro e seus pertences para engenho.
Brigue Porluguez Emprahendedor Vinho,
vinagre, azeite carnes, toucinho,rap, bar-
ricas com cal,e varios volumes.
Barca Franceza Hortenca Fazendas
e manteiga.
dos Orlaos, e outros e Recorrido o Beveren- : Bano.
do Laurentioo Afitono Moreira de carvalho.- s^- Traspassa-so urna venda com lodos os
I rocesso /canas Gongalves Lima e o la- fundos na ra do Vigario ( bairro do Becife
dre Antonio Gongalves Lima com Manoel '
Joze de campos. Dito Os herdeiros do fi-
nado Joan Antonio climaco e Domingos Bo-
N. 2o, cm consequencia de seus donos rcli-
rarem-se desla Provincia : a tralar na mesma.
cy Quem pretender um sitio de lavrador,
dngues dos passos. Dito A Fazenda rubli- para 500 pesd'assucar animaos com lodos
ca pelo seu Fiscal, e Adrio Joze dos Sanlos.--
Dito, Francisco Manoel da Silva Gusmao ,
com Joze Lopes de carvalho, por sua mulher
o lilhos.
E3~ O Arsenal de Guerra compra porgo
de oleode linhaca bom em barril, ou boti-
jas quem tal genero tiver bpresntense na
salla da Directora hojeas l horas da ma-
nila.
EDITA ES.
Pela Alfandega se faz saber que boje 1.
de Abril se hade arrematar em basta publica
a porta da Alfandega ao meio dia ^ancore-
las com paingo no valor de trinta mil reis .
impugnadas pelo Amanuense interino Josa
Jacinto dos Sontos, no despacho numero 45:25
de Silverio Barrozp de Larval ha, sendo oar-
remaltante sugeito ao pagamento dos direilos.
Alfandega 50 de Marco de 1812V. T. P.
de F. Camargo.
sr PelaAdmnistragoda Meza do Con-
sulado se faz saber que no dia 5 de Abril do
corrente auno se h de arrematar porta da
mesma Administragao qualro caixas de assu-
car, tre:: de branco e urna de masa vado ,
aprehendidas pelos respectivos Einpregados
dos Trapixes do Pelloirinho e Angelo por
inexactido das taras sendo a jirrematago
l'Vre de despezas ao arrematante. Meza do
Consulado de Pernambuco 30 de Margo de
1842.
Miguel Arcanjo Monteiro de Andrade
T1ILATR0.
= Annivcrsario de S. M. F. a Snra. D.
Mana da Gloria Bamba de Portugal. 2.
feira 4 de Abril se reprezentar a multo su-
blime peca os Portuguezes em Argel: sao com-
pletos no dia de Abril os st-is anuos em que
esta grande Pega subi scena sendo tal o
entuziasmo dos espectadores que o applau-
zo retumbava por todos os ngulos da salla.
Aao com menor pompa e explendor ella
vai agora em scena para festejar o aniver-
sario da Augusta filha do 1. imperador do
Bia/il que para gloria do seu Parz Natal ,
rege os destinos da Nacao Portugueza. A
ultima scena sera decorada com a vista de
mar, e a Embarcago em que se livrro do
Captiveiro os hroes Portuguezes aparecer
toda Iluminada 5 aparecendo o retrato da
Augusta Bainha D. Mara 11. c cantando-se
o himno dos Emigrados Portuguezes.
Por estarem electivamente ocupados por
assignatura
os camarotes n. 28 e 20 ser
D E C L A R A C <') E S.
o camarote 11. 20 o destinado para o Illustris-
simo Sr. Cnsul da Nagao Portugiic/.a.
Para mais agrado dos senhores ssignan-
tesser esta recita contada no numero das
assinaturas.
Principiar s horas do cestume.
N. B. As quatro recitas do prezente mezse-
rao alem desla pega as seguirites os trez
viciozos o honiem da selva negra e o val
da torrente. Os sen hores assignan tes de pla-
tea acharo na mao do bilheleiro os seus
cartoes de entrada.
A VI SOS DI VERSOS.
Autos de Revista existentes na Administra-
gao do Correio Vindosdolio de Janeiro.
Autos entre partes a Cannra Municipal
e o capito Manoel Joaquim d'Oliveira. Di-
tos Joo Manoel de Oliveira Miranda e Ig-
nacio Corroa de Mello. Ditos Bento Joze
do seus olhos pisados pelador que Ihe op-
primia o corago ; pareceo vaciJar alguns
momentos; mas bem depressa triunfou de
sua irresoluto, Chegou porta doquartoem
' que dormia sua mai, ajoelhou edirigio-lhe
um mudo adeos abafando a cost os doloro-
sos gemidos que Ihe rehentavam do peilo. Le-
vantou-se abri mansamente a porta des-
eco a escada esahio para a ra fechando
para si a porta exterior.
Anda era r.oute ,rcnava ento a ostagu
mais fra do auno, o vento norte zunia pelas
nas desertas e um rio agudissimo se fazia
sentir. Florita caminhava apressadamente ,
e sem olhar em roda de si. Nenhum medo
Ihe causavam a solidao e escuridade da uoite ,
e a mesma morte a nao teria jissustado neste
momento. Achava -se n'uma daquellas situa-
goesemque todos os sen timen tos secundari-
os desaparecem : s pensava no que ia procu-
rar e no que deixava. Nyo senta a perda
ios seus brilhantes triunfos neni das rique-
zas que deixava ; mas seu coragao despedeca-
va-sc ao pensar em sua mai. Tinha calcula-
rto mal o tempo e mais de urna hora andou
errante pelas descras ras de Madrid, an-
tes que comegasse a romper o dia. Logo que
amanheceo de todo dirigio-se para a ra de
Alcal.
Escusado seria descrever a dor e affligSo de
Anna Muller', quando denianh deo pela fal-
ta de sua ,'ilha. Mil conjecturas dolorosas a-
toimenlavam seu espirito e Ihe a punhala-
vam o coragao. Teria um momento de sur-
preza fito perder tanlos annos de.Virlude?
seria o amor mais poderoso que urna edu-
cagao honesta e religiosa ?
E devia sua* lilha as rcdugtfes do mar.-
quez ?... Oh nao, nao... Florita era incapaz
de toculpavel procedimento : sua alma era
pura como a luz do dia Enilim ella des-
cobre sobre toucador uns papis em que a
sua consfernag ao principio Ihe nao deixra
reparar. Era a carta do marquez cun b-
Ihete de Florita. Arma Muller le rpidamen-
te as seguitltes palavras tragadas pela mao
trmula de sua lilha.
ES-- Na lista dos premios da 1. parte da
nona Lotera do Thcatro, o numero 3057 dos
premiados com 8j rs. deve entender-se
3027 ; como bem se deprehende do logar em
que a-.pielle n. se acha na ordem numrica.
A Commssao Administrativa da Soce-
dade-llarnioniea Thealral convida pela se-
gunda v"z aos snrs. socios a reunirem-se to-
mingo 5 do corrente mez pelas dez horas da
manh na caza do sr. Uircctor, na raIV .,
pollo, a hm de se proceder eleigo de nova gares do costume
alma nao pode curvar-se aos prejuizos do
mundo.... o mundo injusto en o renuncio
e o abandono. Aos ps de uro Dos peran-
te quem desaparecem as jerarchias ca cujos
olhos todos sao iguaes, aos ps d'um Dos,
queso atiende aos coragoes eu vou expiar
alguns momentos de illusao elle no despre-
sar a humilde cantora; elle me acolher com
bondade. Anda um ultimo adeus a vos....
a e"e..... e tudo acabou para mim.
seus -pertences de caza e senzalla : procure o
coronel Manoel cavaleante dWlbuquerquc ,
que o sitio no seu engenho Peresr
3-.Aluga-se o 1. e 5. andar, o sen res-
poctivw armasem do sobrado de 1 aii'ian-s da
ra do Amoriin (no Recife), e bem assirn o I.
andar dosobrado (guarnecido dam./rello) da,
ra Augusta : tratar na ra do Vicario De-
cima 12.
CT Arrenda-se um armasem grande sito
na Boavista com porto de embarque e pro-
prio para qualquer estabelecimento : os pre-
lendenes dirijo-se a ra da Cailcia velha
D. li.
VJ~ Preoi/^i-se de urna criada para lodo o
servico d'uma caza na ra da camboa do
(.anuo, sobrado de dois andares o primeiro.
Gy 0 abaixo assignado faz scienle ao pu-
blico, que Manoel Lopes Guimaes, deixou
de ser seu caixeiro de cobrangas desd o dia
50 de Margo p. p. ; e por cujo Um nio leva em
cotila qualquer recibo que poosa apparecer
pelo dito.
Joaquim Pereira Arantes.
tt- Quem precisar de 1:0(10,) rs. a juros :
anniinoie sua morada.
sr Troca-se a obra de Theologia Moral do
Padre Monte, (boje Pispo do Bio de Janeiro),
nova, eencadernada ricamente, poiumjogo
de Diccionarios de Moraes i. edic;lo que es-
lejo tambem novos ou anda mesmo ven-
de-se a dita obra por 2 bOOO rs. : em Olmda,
casa N. 11 ra de !\athias Kerreira.
S^" No dia 29 do corrente prde>i-se do
Manguinho tea ponte d'choa urna Caixa de
tartaruga com ra|x;, com filetes d'ouro na lam-
pa e as letras iniciaes Jo sen proprielario Jo-
ze Alexandre Ferreira : quem a tiver adiado,
o quiscr restituir leve-a a praga da Boavista
D. 2, que ser reconi[)cnsado.
**' Quem annuncion precisar de urna pes-
soa, que entondesse perl'.-ilamenlo de pada-
ria para distanle desla praga urna logoa :
sendo ainda pcise annuncie sua morada.
= Perdeu-s? urna Capa do Divino Espirito
^anto, desde a na da praia le a Matriz de
Santo Antonio: quem a tiver.adiado, que-
rendo restituir, peder entregal-a na mesma
ra da praia armasem N. que ser gra-
tificado.
= Quem tiver um sitio perto do ro com
capacidade para familia, o quisoralugarpor
auno, sendo desta praga at a cafuinga e
nao sendo o son alugu-l muio caro : anuncie.
es No dia 18 do frrente anearn i m prete-
r vel mente as rodas da 2. parle da 1. Lotera,
concedida Irmandade do Rosario da Boavis-
ta : os bilheles ncbo-se venda na 111 a Nova,
loja do snr. Guerra e em todos os outros In-
hiba porem elle moslrou-Ihe a inutilidade
de qualquer tentativa porque tinha aquelle
convenio o privilegio de receber sem mais
indagagnes ou licengas todas as convertidas ,
que l ossem procurar um isylo contra s en-
gaos do mundo.
Perdoai-me mnha querida mai pros-
trada a vossos ps vo-lo supplico perdoai-
me ador que vou causar-vos...... Fu o amo
com toda a forga com que urna mulher ca-
paz de amar...... ousei sonhar com urna
lelicidade.....que nan para mim......
a que nao devia aspirar.... Elle O diz neo
pode casar com migo Eslas palavras Icrri-
veis arrancarAo a fatal venda de mens olhos :
lancei-os ento sobre mim e apreciei devi-
damente ornen estado... o meu estado oh
mnha mi, perdoai-me, a altivez de mnha
E no convento das carmelitas descaigas que
vou buscar o perdo de meus rros... e a se-
pultura. Oh pelo co vo-lo pego; nao pro-
curis afastar-me de mnha resolugao ella
nabalavel; vossas lagrimas serviriam s de
retal har-me mais o corago. Adeus, minha
querida mi alhe presenga de Dos. Di-
gna -vos receber de vossa lilha csse producto
de seus fracos talentos. Levo comigo a som-
ma necesaria para pagar o meu enxoval, na-
da mais preciso. Agradecei em meu nome ao
nosso honrado protector sua consta 11 le bon-
dade para comigo ; que tambem ello me per-
doQ; evos, sen hora perdoai-me, c al>en-
goai-me que de joelhos vo-lo rogu a desgiM-
gada = Frorita.
Na forga de sua algfio ainda Anna Muller
se lembroudeempregar o valimento de Cal-
dern para que as freirs Ihe restituissem sua
A noticia da inesperada resolugo de Flori-
ui espalhou-se rpidamente, eduranle al-
gunsdias nao se fallou na corte e na villa si-
nao dete acontecimenlo. Por fim elle es-
queceu corno tudo mais. Anna Muller pro-
curou resignar-se convencida de que aquel-
la alma to profundamente fefrj s poda
receber consolacoes da relgSo. Todava nao
pode ella resistir muito tempo a dr de tal
perda, e morreo alguhs nielesdepols, ten-
do legado a Caldern o bello pianno de Flori-
ta e toda a sua fortuna aos pobres e hospi-
taes. '
Florita proessou no fim do anuo, ("..c-
ron de la Barca ehoiou poj muito leinno o ob-
jecto do seu ultimo amor porque elle a ama-
va em segredo. Todas as tardes a -reja
iCarmelitas c a!! de joelhos e cm profundo
recolhimenlo escutava os doces accenlosde
urna voz que sohresahia r,o edro similhanle
a dos anjos (piando enloam os louvores do T-'
do-Pode roso.


HT Aluga-se iim primero andar de sobra-
do oucasa Lerna que o seu alug.ua! nao
exceda a-I ** rs. ero qualquer das segum-
tesruas : (ueimado Cruzes Cadea, pateo
dn'Wospiti.l.-e Itoario. quem tiver annuncie.
isr Arrenda-se um sitio com casa dfl so-
brado ,
duas pontea ; urna olaria com ura sohradiaho
abrir tlu rio junio a ponte grande do mesmo
%er A Snela Casa da Misericordia de OJin-
da, compra 200 covados de durante preto ^
quem tiver annuncie.
C7- Um oculo de ver ao longe anda que
seja uzado com tanto que seja bom de vid ros,
e mais urna duzia de quadros que estejo
, enjiommao e
e -47 travs de
Vrrenua-s ii> siw ww ? > i u ..-- --------- --
na passagem da Magdalena entre as em, bom uzo ; quom tiver anunncie.
lugar
urna engenhnca de fazer assucar com
todos os pertences torras pura plantar ca-
nas para Moer e para smenle matas para o
costeio da ines.ua e perto do embarque no
sitio Aloman do lugar da llana : na ra da
Gloria sobrado 1). 50.
__ l>iecisa-se de du/.enlos mil rs. a premio
porum adou-s anuos: quem os quiser dar
annuncie.
Nin"uem contrate com a S'-uhora U.
uan da Conceigo de Carvalho llego a enm-
urado Mtio 'Amb'jlu, na povoago da Var-
zea por se adiar com litigio.
= Manoel Caelano soares arneirn Montei-
teiro lem precisfto de Tallar ao sur. Lourenco
wachado Da, ou ao sur. Raimundo Joze pe-
i eir Helio e ignora onde os dt ve procurar.
sa Aluga-se um sitio na eutra.lada estrada
de Santo Amaro, com casa de pedia c cal, 4
quartos, duas sallas cosinha boa ap.ua de
beber, bastantes pe* de fructeiras, e com
porto na dita estrada : quem o pretender di-
rija-se ao mesmo lugar, no sitio de Joo
Baptista Claudio Tresse.
Precisa-seaiugar um escravo para o ser-
vido de casa do pouca familia ; dirijao-sc atraz
da Matriz da Boavista, no collegio de me-
ninas.
\>tsr O livro dos ejercicios espinl'iaos pelo
Padre SaJasar, que esteja em bom uzo; quem
tiver annuncie.
tsr Ainda sendo uzadas as obws seguin-
tes : Direito mercantil de Silva Lisboa C-
digo do commercio em portuguez Reperto-
rio das ordenagoes pralicas dos tombos-, quem
tiver annuncie.
tsr Pipas do caxaca sendo boa a dinhei-
ro a vista : na ra do (bjeimado D. !0 segun-
do a ndar, lado do naseente.
tsr Escravos, para fora da provincia sen-
do negras de nago orelas e mulalinhas ,
de bonitas figuras, e na 14 a 18 annos, e
tambem moleques crelos da mesma idade :
no beco da Boia junto ao forte do mattos no
segundo andar do sobrado de 4 ditos de gra-
des de ferro, de 9horas da manfca as 4 da
tarde.
tar Escravos padeiros nfo se olha a pre-
go com tanto que agradem : na ra Direita
D. 53.
VENDAS.
_A VI SO S M A R I T I M O S .
tsr Para o Maranho seguir at 15 do
corrente o bem conhecido Brigue Escuua Lau-
ra por tcr a n,i,ior P*r** de *'M (';lireSara^u"
to prompto ainda recebe alguma carga a fe-
te passageiros e&scravos ; os pretcndenles
dirijo-se ao Capitao Luiz F. da S. Santos ou
aFirmino Jos Felisda Rosana sua da Moe-
dan. 140. ,,
cy Para o Rio de Janeiro a Sumaca tapo-
lina forrada de cobre e de primeira mar-
cha capitao Manoel Rodrigues Pimenla da
Cimba saldr at 12 do crrente com a
,-arga que tiver -, quem quiser carregar ou ir
de passagem para o que tem excellenU.; com-
modos dirija-so a Manchado o; Saiclos ou ao
referido Capitao. .
%^r Para o Porto segu com toda brevida-
de por tero resto de seu campamento prom-
pto a bem conhecida Barca Espirito Santo ,
a qual tem excelentes coinmodos para passa-
gi-iros : a tratar com Francisco Alves da Cu-
nha na ra estreita do Rosario D. 17, ou com
o capitao da mesma Manoel Antonio dos San-
tos na praea da commercio. -
tfr Pra Lisboa sabe no dia 22 do corrente
por Ihe faltar ja pouca carga o Brigue Portu-
guez ConceicjkO de Maria de qu capitao Mar-
noel da Costa Nevos; quem quiser canegarou
ir ile passagem, para oque temos mil llores c-
modos e com lodo o asseio dirija-se a l* ran-
e'isco Severianno Rabello no forte do mattos
ou ao capitao na prfga do commercio.
QP- Para Lisboa sabe no dia 12 do corren-
te o mu to veleiio Macho Portuguez Novo ^
Coiifiesso, loriado de cobre, e de qtie cap-
tflo Manoel Joze Rallo, ainda recebe alguma
cargan frete o passageiros-, quem quiser car-
rejar ou ir do passagem dirija-se a 11 ancis-
coS.'Viianno Rabello no forte do mallos.
Vara o Rio de Janeiro segu viagem o bem
roiihccido Bergantim Nacioual S. Joao Baptis-
ta capitao Joao Gonsalves Rocha com to-
da brevidade para carga, passageiros, e es-
clavos a fretc trata-se com Joaquim Bapti.-ta
Moreira no seu escriplorio na ra de Apolo,
ou com o capitao a bordo.
tST Para o "Rio de Janeiro segu imprete-
r-.velKeiUe no dia 5 de Abril a Barca Brasilei-
r Firmeza bem conhecida nao si) pela veloci-
dade de suas viagens como {>elos superiores
.ommodos, e bom tratamento aos iwssageiros,
ainda recebe alguma carga rniuda c tem lu-
gar para 2 passageiros e escravos assim
como previne aos Snrs. passageiros que tem
fallado em passagens as verificarein em lempo
aliin de nao perdercm os camarotes para o
que trata-se com Antonio Francisco dos San-
tos Braga va da mor-da n. 142 u como
Capitao da mesma Narciso Joze de Snela
Anua.
COMPRAS.
. Lm casal da escravos robustos o
negro he carreiro: na ra do Cabug D. 7.
%sr Um escravo e urna moleca : em tora
ee portas na primeira venda.
tsr Urna casa terrea de pedra e cal na ra
novados Prazeres, defronte do sobrado do
Sr. Gadault onde tem boje colegio de meni-
nas assim como tambera se aluga metade
de um sobrado proprio para homem solteiro :
na ma do Colegio D. 5 no primeiro andar por
cima da botica
cr Cm faldamento completo para guar-
da nacional de cavalaria em meio u/.o o por
prec/> com modo : na >ua do mundo novo
D. 9.
ss?* Umamarqueza de'conduru uzada e
compostadenovo : na ra estreita do Roza-
rio U. 2a.
ssr Cadeirasde Jacaranda e canaps por
prego com modo : na ra do Encantamento
armazem de mulhados por bix.o do ^objado
do Reverendo Vigario do Recife.
Soy 400 garrafas vasias, 5 pipas arquia-
das de ferro, urna porta de amarello nova;
ludo por prego commodo : na ra da Madre
de Dos na primeira loja de fazendasn. 22.
tSTi escravos mogos de bonitas figuras para
todo o servigo urna linda preta de 20 anuos.
recolhida engomnia cozinlia e faz todo
o servigo com desembarasso 3 ditas que co-
zinho engommo e lavo de sabo e var-
rella um moleco de 10 anuos proprio para
todo o servigo e mesmo para 0 do Fogo ao p do Hozarlo l). 2o.
C3r lim caixesque forao de venda, no-
vos com 0 vidros na frente e todos os
mais commodos para se deitar effeitos : na
ra larga do Rozario venda defronte do beco
do peixefrilo.
tzr l'ma escrava crela de 14annos, cose,
engomma ensaboa e cozinha : na ra de
Apolo armazem de Paiva & Manoel.
J3T Guia Policial e criminal, contenJo
alem da Le das Reformando cdigo do Pro-
cesso criminal, o Regula ment n. 120 para
a execuge da parle policial e criminal da di-
ta lei u o regulainento n. 132 coutnedo dis-
posiges (provisorias a respeito da mesma :
prego 4O0 rs. : na ra do Vigario n. 16.
XT A casa da ra de Apolo pertencenleao
casal do fallecido Joaquim Antonio Ferrara
de Vasconsellos, para pagamento dosseus ere-
dores: esla.-asatem no fundo urna ja edifi-
cada com 75 palmos de frente e 100 de fun-
do travejada em primeiro andar e soto e a
da frente a cha-se em respaldo tendo 10 pal-
mos de frente 117 de fundo e entre urna e
outra chaguo de 20 palmos com porco de
terreno foreiro at abaixa mar em parte at-
terrado, he ptimo para urna perfeita edifica-
go de todo o.genero e tamhem um bom tra-
piche : na ra da'Cauz n. 10.
KSg" l*otassa da Russia da primeira orle ,
em barris pequeos por prego commodo : em
casa de Joo Rufino da ilva Ramos na Bao-
vista ra do Hospicio sobrado defronte do Co-
ronel Brito Iriglez.
jgr Superior rap da Babia igual ao de
Lisboa por ser mito por um fabricante da
fabrica de Lisboa e dito superior maca roca :
na ra do Collegio D. 12 escriplorio da Typo-
to bem de varrella e sabio
ptimas para todo o servigo [
boa qualidade de 25 a 40 palmos todas oa
em retlho ; e urna porgo de araan: na ra
da cadeia velha n. 5.
isr Cha isson tipim igual ao queja se veo-
deo : na praga da Independencia loja numero
21 e 22.
tsw Duas camas de condur novas e sem
uzo algum con armages por prego com-
modo : na ra da senzala velha armazem de
assucar n. 66.
tsr Vendem-se e alugao-se bichas supe-
riores por prego commo Jo : na ra da Al-
fandega velha D. 11 loja de barbeiro.
tJT Farinha de trigo francez de supe-
rior qualidade : na ra da Alfandega velha
n. 9 casa de Latham e Hibbert.
ss?- Bichas boas a 120 rs. cada urna a re-
tlho at 20; na ra da cruz D. 10.
UT Urna escravo marinheiro de nago
mogambique: na ra Nova D. 22 segundo an-
dar.
SS5" Bolaxa propria para escravos abe
lOOOrs. a arroba de outra qualidade: na
ra Direita D. 10.
OT Um bonito pardo de boa conducta ,
bom tanueiro carpina e caiador ; um .es-
cravo cozinheiro de forno e fogo da-se a
contento um dito dito ; 4 ditos para todo o
servigo ; urna moleca de 14 annos ; 6 escra-
vas sendo urna ptima costureira e engomma-
deira ; um ptimo casal de escravos c um mo-
lequinho filhodo mesmo coni 5 annos: na ra
de Agoas verdes D. 38.
tzr Frascos com polpa de tamarinos com
2 libras e garrafas com xarope de ditos e
3a 4 arrobas de ditos prompos para embar-
car e preparados que podem durar 2 an-
nos sem que Ihe de o bicho : na ra do Ro-
zario botica de Joo Pereira da Syeira.
tsr Urna caixa com tintas muito finas em
vidros muito proprias para retratista ou
pessoas curiosas assim como outras mais
inferiores ; lamparinas francezas de forma de
globo e diversos livros folhetos e peri-
dicos com estampas finas em fumpe colorido ;
tndo por prego commodo por se querer ulti-
mar a venda : na pracinba do Livramento lo-
ja de fazendas D. 20. ^^^
tjr No dia 24 do corrente deiapareceo um
escravo de nooie Anastaoio do 19 annos ,
pedreiro costuma a trocar o nome : quem o
pegar leve ao forte do mattos casa da quina da
raa da Lapa ou no estaleiro de Manoel de
Souza Couto Santiago defronte da case da
Assemblea que ser recompensado.
MOV1MENTO DO PORTO.
ESCRAVOS FGIDOS.
lili I UU UUUUUl.lu'i ~ !------------- r
tSW Urna casa na ru* da casa forte: na ru i^iafia Im parcial ; aonde se achara libras ber-
.. >. rv i^ Cflm<
C.-v D
\ji... -*
-y.
da S. v^. -..
XST Urna cabra bicho que seja boa leileira:
na praga da Independencia u. 9..
tas para sua qualidade ser vista pelos
piadores.
%ar Duas escravas, coziohao lafo mui-
tsr Em julhode 1839 fugio desta cidadl
um preto crelo do nome Berilo estatur-
baixa grosso do corpo zambro, com pae
nos no rosto natural do Aracaty o quaa
veio do Cear na Sumaca Emilia, remettido
por Manoel Caelano de Gonveia a casa da
viuva Costa & Fdhos e foi vendido por estes
em 28 de Maio dosobrediloanno a Joao Mar-
tins Frreira, da Ass ; quem o entregar na
ra da cadeia velha n. 40 ser recom pensado
com oO reis.
SSf No dia 23 do p. p. desapareceo o preto.
Joao, de 23 annos, alto, pouca barba falla
bstanle atravessado ; levou caigas e camisa
d'algodgo : quem o pegar leve a ra do Amo-
lim venda n. 105 onde lem fabrica* de caf
de Antonio Vaz de Oiiveir que ser re-
compensado.
tzr Em Julho de 1841 fugio do Engenbo
Para izo fregucsia Je Unna da comarca do Rio
Formozo. o escravo Pedro angola ladino ,
cor fula baixo secco, ps apalhetados, os
cbelos da cabega ja pinlo de branco e o
melhor signal que tem be ter cicatrizes as
nadegas de surras : quem o pegar leve ao di-
to ejigenho ou nesta cidade a Antonio Ba-
ptista Ribeiro de Faria que receber 100,
rs. de gratificagao.
tsr Fugio no dia 9 do p. p. urna preta de
nagao Rebolo de nome Benedicta olhos
grandes e abotuados para fora., teve quizila ,
com urnas manchas brancas pelas peinas e nos
bracos ja eslo apagadas a qual quando fu-
gio eslava prxima aparir de idade 30 an-
cos ; levou vestido urna saia preta e pao da
nosta : quem a pegar leve a ruados Martirios
D. 13 que ser recompensado.
SST No dia 1. de Outubro de 1859 fugio o
preto Martinbo, creoulo cor bem preta al-
to, reforgado quando anda tem um jeito no
p porcauza de urna trilhadura : quem o pe-
gar leve a casa de Joze Alexandre Ferreira ,
na praga da Boa vista D. 2 que receber 50,
rs. de gratificago.
tsr No da 28 do corrente auzentou-se do
sitio que foi do Sr. Cajola no lugar do Barba-
Iho, nm moleque de nome Manoel de na-
gao angola baixo cheio do corpo pernas
arquiadas, levou vestido camisa de madapo-
lojarota, ceroulas de estopa, chapeo de
pello branco muito velho : quem o pear leve
ao sitio do Dezembargador Maciel Monteiro ,
no Hospicio, que ser gratificado.
NAVIO ENTRADO NO DIA 24j>0 PASSADO.
Baha ; 2 dias Vapor de Guerra Inglez Ar-
dent, Comraandante Russell : anda cru-
zando.
SABIDOS NO MESMO DIA.
Suspendeo do lameiro para o Para a Charra
firasileira Amphitrte, Commandante o Ca-
pitao Tenente Antonio Joze Vieira.
Gottembourg ; Patacho Sueco Alert, Cap.
Elias HouseiiJ, oarga a mesma que trouxe
de Macei.
Acarac ; Escuna Brasileir Ebsia, Cap. Joa-
quim Carneiro de Azevedo Seria carga
diversos gneros.
ENTRADOS NO DIA 23.
Maranho s 10 dias Brigue Escuna Brasil
leiro Laura de 165 tonel. Cap. Luiz ber-
reira da Silva Santos equip. 12, carga g-
neros do paiz : a Firmino Joze Felis da
Roza. ., t- ,
Montevideo; 33 dias Brigue Brasileiro Sal-
vador Feliz de 17o tonel. Cap. Antonio
Sicardo equip. 13, carga carne secca : a
Gaudino Agoslinho de Barros.
Maranho ; tendo arribado ao Cear d'onde
traz7dias 5 Patacho Brasileiio S. Joao de
117 tonel. Capitao Felippe Rodrigues San-
tos Moura equip. H carga sola, pipas,
e harricas vasias: a Francisco Marques Ro-
drigues & limaos.
SABIDOS NO MESMO DIA.
Cork ; Barca Ingleza Eliza Jobnspn Cap.
Peter Petrie, carga algodo e assucar.
Rio de Janeiro : Brigue Brasileiro Imperador
D. Pedro Cap. Joaquim Soares Mearim,
carga diversos gneros.
ENTRADO NO DIA 26.
Havre de Grace-, 31 dias, Barca Franceza Hor-
tence de 238 tonel. ,' Cap. Morvau equip.
15, carga fazendas : a Kalkmann & Rose-
mund.
SABIDOS NO MESMO DJA.
Trieste ; Barca Ingleza Emilia Capitao A.
Dandson carga assucar.
Lisboa-, Brigue Portuguez S. Domingos, Cap.
Manoel Gonsalves Viana carga assucar.
. ENTRADO NO DIA 27. .
Rio de Janeiro ; "9 dias Escuna de Guerra
Brasileir Lebre Commandante o 1. Te-
nente. Marcos Joze Evangelista passagei-
ro um invalido.
SABIDO NO MESMO DA.
Trieste ; Brigue Austraco Airone Cap. A.
Covacevich carga assucar.
ENTRADOS NO DIA 28.
Maraaho ; 45 dias Brigue Escuna Brasi-
leiro Amalia de 158 tonel. Cap. Estanis-
lao Joze Rodrigues equip. 12, carga ar-
roz sal e &c : a Machado & Santos.
Costa do Chile tendo sabido do Havre.de Grace
a 50 mezes-, Barca Franceza Fanny de 409
tonel. Cap. Charles Walbaway equip.
52, carga azeile de peixe : ao Capitao.
Rio de Janeiro Babia e Macei ; 10 dias
Vapor Brasileiro S. Sebastiaode 220 tenel.,
Commandante Bernardino Das Pinheiro ,
equip. 21 passageiros para esta Provincia
10 e2 para a do Para : a Joaquim Ba-
ptista Moreira.
Riode Janeiro; 25 dias, Brigue Brasileiro,
Indianno de 225 tonel. Cap. Antonio Car-
los de Azevedo Coutinho equip. 14, car-
ga diversos gneros : a Manoel Joaquim
Ramos e Silva.
SABIDO NO MESMO DIA.
Rabia : Vapor de Guerra Inglez Ardent Co-
mandante Hussell.
ENTRADOS NO DA 29.
Cabo Verde ; 20 dias, Brigue Americano
Syren de 258 tonel. Cap. Charles Nickol-
son equip. 10, carga bolaxa fazendas e
&c. : a Hanry Forster & Companhia.
Camellas; 27 dias, Garopeira Brasileir
Conceig Grande de 46 tonel. Cap. Ma-
noel dos Santos Fon tes equip. 7 carga
farinha de mandioca: a Manoel Joaquim
Ramos e Silva.
Fundiou no lameirflu para acabar de carregar
o Brigue Inglez Romance Cap. Robert
Stcoech.
RECIFE NAJVP. DE M. F. DE F,


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