Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04606


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Full Text
Anno XXVIII
Sahbado 17
DIARIO DE
de Janeiro de 1852.
N. 13.
P.EM4MBUG0.
M.EOO BA sUBCU.II'ijiO.
PtOiStSHTO ADUN1.UO.
Por trlmeilre..........
Por lemettre .......
Por Mino........
POO DINTtO DUTIIMIS!.
Por quartel............
MOTIOIAS DO IMPERIO.
Para.....17 deDexbr.iMInas... l5deNovbr.
Maranho 2l de dito |.S. Paulo. 10 de dito.
Cetra... 24 de dito. |R. de J.. 5de Deibr.
Parahiba. 2 .le dito ,Babia... deJauelro
4/000
8/000
15/uoo
4/500
DIAmDA IMAMA.
12 Seg.S. Salyro b. m
S. Arcedlo v Zotlco.
13 Tere. S. Eltrlo.
II Ooart.S Felli.
15 Quint S. Amaro ab,
S. Segundilla
6 B> S. Bertrdo.
17 Sab. S. Anto.
18 Dow. 2. aullillmo
Nome de Jess,
AUDIENCIA.
J mi lo da OrfkSo
2. eo. i 10 hora.
1. cara do eivel.
3. e6. to melo-dla.
Fazenda.
3. t6.il 10 hora.
2. vara do civtl.
4. e sbados ao melo-d.
Hrttc'io.
Tercas e sibadoi.
imaiilDci.
Crescente i 20, ta 8 hora e 15 minutos da ni.
Chela a 7, a > horas e 48 mi nulos da m.
Mingoante 10, a i hora e 8 minutos dt m.
Nova 21, ts 7 horas e 34 minutos dt ni,
tUAHAB D> HOII
Primelrt 1 hora e 18 minutos da tarde.
Segunda I hora e 42 minutoa da raanbaa.
rlHTISll DO OOBBEOI.
Ooitnnt e Ptrthlbt, ti segundas e sextat-
felras.
Rle--Crande-do-Iorte,toda ti qulntai-feirat
ao mel da.
Gtranhuns e Bonito, i'8 e 23.
Boa-vista, e Plores, 13 e 28.
Victoria, s quin las-fe i ras.
Ollnda, todos os das.
NOTICIA ETBAICOEIBA.
Portugal. 14de Detbii Austria.. 2 de Dezbr
Hespanba. 8 de dito ISuissa. ., 2 de dito.
Franca... 7 de dito ISuecla... 28deutbr
Blgica... 3 de dito (Inglaterra 8dr Dezbr.
Italia.. 2 de dito E.-Unldos 23 deNoabr.
Alemanlia. 4 de dito Mxico... 10 de dilo,
Prussia... adedito California 10 de dito
Dinamarca29 de Ouibr[Cblll. ti de dito
Ruasla... 1 de Dezbr Kuenos-A. 8deNovbr
Turqua. I de dllo (Montevideo 21 de Outbr
CAMBIOS DE 16 DE J NElBO.
Sobre Londres, a 27 '/, e 28 d. p. lf
Pars, 340 por fr.
Lisboa, 90 por canto. .
Mr.TAEl.
Ouro.Oncas hespanholas----- a 28/OO
Hoedas de 6/400 velbas. 16/000 a 16/200
de 6(400 novas. 16/1)00 a 16/200
de4/DC0....... 9/000 a 9/100
Prala.Patacoeibrasllelroi.. 1/940 a I/1.""
Pesos columnarlos... 1/920 a 1/970
Ditos mexicanos..... 1/740 a 1/7bi)
PARTE OFFICIAL
Decreto n. 888 de 22 de dezembro de 1851-
Approvt os estatutos do banco da pro-
vincia de Pernambuco cjin algumas al-
terages.
Atlendendo ao quo me ropresentou t dire-
torit do Banco da provincia de Pernambuco,
lii'i por bem approvar oa seus estatutos
con) as seguidles alterages.
1*. No art, 15, ii ilim, Ocam supprimidas
ss palavrss. He probibiJo o exame as
contal de depositse registros de letras,
que so serSo patentes commissao de exa-
me.
2a Pela approviglo d'estos estatutos so-
nSo revoga a dispusiglo creto de 10 de Janeiro de 1819. Joaquim Jo-
s Rodrigues Torres, do meu consalho, se-
nador do imperio, ministro e secretario de
estado dos negocios da fazen la e presiden-
te do tribunal do thesuuro nacional, assim
o tinlia entendido e faca executar. Palacio
do Rio de Janeiro em 22 le dezembro de
1851., trigsimo da indi-pendencia e do im-
perio. Com a rubrica de S. Al o impera-
dor. Joaquim Joi Rodrigues Torres,confor-
ini' --Jn.iii Hara Jacobina.
Iilm. Exm. Sr. R'metto V. Exea
inclusa copia auloentica do decreto n. 8H8
de 22 do crreme, que approva, com as al-
ter n,iiss iielle constantes, os estatutos do
l. mili 'essa provincia, os quaes com o re-
iiuorimenlo Ja respectiva dirocloia acotn-
pauliaram o oliicio de V. Exc. n. 41 do I.*
uo crrenle: e observarei a V. Exc. que o
art. 15. foi alterado para turmomsara sua
doulrina com a do art. 290 do cdigo do
comiuercio, bem como que a ultima dispo-
sigSo do decreto tem por lim conservar ao
govoruo a faculdade de flscalisar as opera-
gesdo Banco, de couformidade com a dou-
trina establecida nSo s no decreto n. 575
do 10 de Janeiro de 1819, como ainda nos
estatutos dos Bancos organisa losd'essa -
poca em diante. I) -os guarde a V. Exc.
'alacio do Rio de Janeiro em24dc dezem-
bro de 1851. Joaquim Jos Rodrigues
Torres. Sr. presidente da provincia de Per-
nambucu. Cumpra-se. Palacio du governo
do Peroambuco 13 de Janeiro de 1852.Vc-
tor de Ollvetra.
Commando das armas.
Cuartel Jenaro/ na cidode do Recift, 16 deja-
t neiro de 1852.
ORDEN! 00 DA. X. 59.
O marcclial de campo graduado com-
mtndiniedis armss, faz publico a guarni-
rlo para os Tos convenientes, que S. M. o
Imperador houve por hntn por decn'tode 2
de gusto do auno pretrito, conceder pas-
sagem para a teiceira ciaste do exercilo ao
Sr. alferes do batalho n. 10 de infantaria
Augusto Pereira Ramallio, sef undo foi de-
clarado em aviso do ministerio da guerra
de 16 de dezembro ullimo, que por copia a -
companhou o ofllcio do Exm. Sr. presidente
desta provincia de hoolem datado.
lie desligado do mesmo hatalhSo n. 10 de
infantaria a queestava addido, afim de se-
guir seu destino, o Sr. capilSo Domingos
de lima Voiga, que leve passagem para a
terecira companhia do batalho n. 12 da
mesma arma, como sol-/ publico em or-
dem do da deste quaitel goneial sob n. 48
de 24 do citado mez de dezembro.
Antonio Cor'ia Sera.
INTERIOR.
ESTUDOS ADMINISTRATIVOS.
Da iiisnt<\i:i publica no imperio do Bratil.
A Ignorancia dos mestres primarios, a falla
de un pettOtl ai>ropriado para o proieasoroto
be apontada geralmente nos documentos ofli-
ciaes que lenha ciamlnado como o maior obs-
tculo ao progreiso c vantagens da iustruccao
nonosto paiz _________
OLIIETIII.
OU
rnemoiras de un marido. O
COn EUGENIO SUS.)
XX.
15 de novembro de 1826.
Sim as noc5es do bem e do mal, do justo e do
injusto, estavain confundidas ein roeu espirito.
Ah nao live preciso de esperar a m un 11 -
dade da Idade e das refleses, para ter a cons-
ciencla e adquerir a prova teruvel de que, em
ineu proceditiieuto para com Jaclnlbo, eu es-
tava ceg pelo absurdo sophisma do egoismo,
Dou metes sao apeoas passado depois que
escrevt as paginas precedentes, cjquanlas
lagrimas, quantos remorsos horrorosos/ re-
morsos eternos, talvet!
Ah! nao he mai uin van senlimenlo de cu-
rioaidade reservada para o fuluroque me dicta
esla paginas, he urna expiafo que eu me im-
ponbo; se o esqueclinenlo podesse succeder
jamis dr que sotTro, e sobre ludo ao males
quecausei, estas linhas palpitantes de pezar
)nc recurdariam un passado que me opprime
de dor e de vergonha....
Oito dias depois do sero que passei com Ja-
cinlho c sua inulber, dviaino partir to ios tres
para esta,viagem do Rbeno, da qual fazlamos
urna festa.
r ni domiogo, dous dias antes do marcado pa-
ra a nossa partida, ajuilames que em ves de
jantar ein minba casa, como costuinavamos,
iriamos a Versalles para ver o grande repuso,
c jamaramos depois na hospedarla eu deve-
rla ir buscar Ceiarina e Jaclnlbo, por laso ao
meiodla em pon) dsela da canuagein por-
ta da casa dos inesmos....
Quaodo entrel na sala em que pensava en-
contrar ineu amigo e sua mulher, esta se acha-
va s; crendo que Jacintho eslava ein casa,
saudtl Cesarlna com urna palidez cordial di-
zendo-lhe:
Kspero, senhora, que nao se queixar de
minba exaclido e....
Mas ella nao me deixou acabar, saltou-meao
pcacoco e disse-me:
D-mc uin abraco depressa..,.
Temendo a presenca de Jacintho, cu diste a
Ccsariua:
()ridioDarion.l2.
Pararemcdiar esse inconveniente que medi-
das se teein empregado ?
Todas as provincias, como depois ve-lo-he
mos, apresentain nos aeus cdices lels e regu-
lamentos declarando as condlides de aptldio
para o caudidato ao eniluo publico. Has nfio
he Isso remediar o inconveniente, be pelo con-
trario aggrava-lo, porque o poder administra-
tivo ve-ie obrigado a fechar oa olbos le para
evitar que as escutas quein tem mestres. _0
meio, uoico efflcaz, n5o pode ser outro seno
o facilitar o cursos de pedagoga, darinstruc-
cao ao candidatos c augmentar todos os dias
ocaoedal intelleclual dos professores J exis-
tentes.
Na Balila.no Rio de Janeiro, em Minas, em
S. Paulo, etc. ,a deliciencia de professores ha-
bis fez com que se adopiasse a idea pruasioa
das escolas ooruiaes, e das pensoes para o mu-
coa pobre que ah ea^udasiem. sla ida tem
em sen ubouo nao' so a oplnlo de eicrlptorea
distinclos, comoCousIn, Wilm, mat tambeiu a
experiencia de varios pases adiantados. Apexar
disso, pouco vingou no Brasil, ou antes he-
nhum tructo deuat boje. Convlria que se es-
ludassem as cansas desse facto, porque a Insti-
tuico ein si be boa. Qnanlo a iiilm, creio que
as principaes sao ; a ignorancia dosystema das
escolas iiorinaes, eadefeituosa orgaulaajo in-
terna da noasas, a in escolha de locslidade
pora asiento deltas, la direccao inexperta, e
as vezes deleixada, e llnalmenle o anlbio com
ue luctamoaein todas as nossas cousas, o Iu-
aligavel e robuatisslmo patronato,
, (.u eeii, oque ae pode esperar de urna
cscula-modelo onde a|educico cilra-e em sub-
lilezas de grammalica e de lgica, onde pouco
5C estuda a vida pralica, a vida consciencioaa, a
vida til .' Basa escola pode formar pedantea,
bouien de lucia aciencia, de vaidade. visando
a alta sociedade, mas nuoca mestres laboriosos,
dedicados, de sciencia prestimosa. Se no diaci-
plo-mestre, diz M. Karrau. os hbitos de sim-
plicldade, de modestia,de bumanidade, o amor
de una vida retirada, o culto do dever, a re-
llgio do coraco nao se converteram em urna
segunda naluresa ; se em ves de Un- fortifica-
ren o senao |n-alie i, nico que pode tornar
til o seu ministerio,imprudentemente Ihe dls-
pertaram a.imagluaco ; se em vex de o Ins-
truirem de modo que o iizessem coinprehender
a immensidade do que elle iguora, o expuze-
rama todos os males que origina urna aciencia
indigesta, exagerada, nao comprebendida ; se
em urna cidade onde a escola esla asseulada e
na escola mesmo, o aspecto do luxo, uina all-
nientaco inais selecta, usos mais delicados,
ilie espiraram despreso pela existencia obscura
que elle deixou, e para a qisal deve voltar; por
ventura as escolas uormaea que o forinain cor-
responderun ao votos do paiz ? (I)
A grande ulilldade das escolas normaes esta
menos na iustruccao que otlerecem a seus ^a-
lumnos, do que no complemento deeducaco,
que Ibes iiniiisii.ini, tornando-os capaxes de
babitiiiir-sc a una vida regrada, sem ostenta-
cao, austera e frugal sem dureza, syslematica,
sisuda e amena, sem allectafo e sem alarde :
a urna vida, em suiuiiia, que inais larde nao
ihe cause tedio. He necessario que a pocha
ein que o discipulo-meslre sahir da escola or
mal uaolhe pareca urna poca de emancipaco,
nein tau pouco o comcf o de urna vida de priva-
i.ii> e de miseria. (2)
Ja se ve, puis, que a escolha da localldade
para a escolas ooruiaes he o objeclo de seria
altencao. Em geral uao he na nossas capitaes,
cspecialmeoie as de priinelra urdem, que se
nota a ausencia de bous mestres. As escolas pu-
blicas sa j aiu quasi desnecesarias, porque hs
excellentes profeisores particulares, bem re-
munerados pelos pais de familia c bastarla
que o governo Ihe ilssc alguina relribuico
para admillireiii s suas lices os meninos po-
bres. He para o nosso interior, para as fregue-
zias do centro, para povoaedes ruraes, que os
ii .ni. ni, de intelligencia nao querein subjeltar-
se a ser prufessores, porque nao espercm co-
Iber vantagens que os compeusein das priva-
(es com que ibes acea uina vida, alm de tu-
Uo o in iu, ingloria. Como pois ae estabelecem
eacolas-inudclos as capitaes, onde ha a vida
du luxo c da dissipaco, a vida afeminada e de
einuces, com o lim de se arrancar dabi homens
quesedediqueiu a urna carreira laboriosa, Ion-
ge de tudo o que Ibes all'ugou a linagiuaco,
(l) De l'Education morale de lajeunesse.a
l'aide des colcr normles prlmaircs. Pars,
1840.
j2) ProsperDumonl, De l'E'ducation popu-
lare et des coles normales priinairea.VVilin,
Kaaai sur l'cducation du penple.
em povoados humilde, arrediot, e vetes
inbospfios t
al. Dumont, fallando das escolas normaes da
Suissa.expdeosdoussystcuias cmeibiaesegueini
O primeiro, cujo lypo he a eacola deLausanne,
e que se assemelha ao systema francs, lende
particularmente ao desenvolvlmento da parte
intelleclual do houiem, e cura menos de acom-
tnodar os bablloa do professor aos costumes
das povoaedes laboriosos do que de lnstrui-lo e
de encarecrr-lhe os conhecimentos. Osegundo
oceupa-se, sobretudo, em trans irinar o discl
pulo em lavrador religioso e instruido, para
mostrar de um modo seosivel geute do cam-
po que a Inslrucco e a elevacao dos sentlmen-
tos pdein conckliar-se com o trabalbo mecni-
co. Oseminarlo de Rceulilngen, na Argovia,
; he o modelo desse systema. Nosou exclusivo
desejo que as escolas normaes, inbulndo o et
plrlto religioso, creando o gosto do trabalbo,
estimulando a dedicaco, nao olviden a lus-
trueco : mas pens que parase obter este ac-
cordo, fra melhor funda-las ein municipios
agrcolas, em lugares retirados, afim de que
nao succeda o queja succedeu s da Kahia.S.
Paulo, Rio de Janeiro, etc., que nenbum fructo
ate boje teein prestado (3)
Apootel i Huilln entre as causas deste facto
a direccao inexperta, quando nao deleitada,
de taes estabelccimentos. A este respeito ve-
jain-se os relatorios do Sr. general Andreas na
Baha, e do Sr, veador Faro no Rio de Ja-
neiro. Nao trasladarrl paja aqu essas paginas
de censura e smenle copiarel os traeos
com que Joufiroy descreve o rstente de uina
escola normal segundo as inspirares de Du-
mont.
He um chisto do dcimo nono seculo,
vendo na humauidade una familia educada por
Deot, e no cbrlstianismo essa educacao pro-
funda, que se fez humilde e pequea quando
asslm era necessario; que se desenvolveu A
medida que por ella se deaenvolviam as socie-
dades, que cresceu com ellas, sempre constan-
te em seu proposito, conlendo a solueo dos
problemas e a satisfacao das necessidades do
presente e do porvir ; um christo comprelien-
deodo a bumanidade, e tudo na humauidade,
enxergaudo em lodos os seus movimenlos no-
vo progressos, em todos os seus progressos,
mesmo nos das seleocias, mesmo nos da liber-
dader mesmo nos da industria, novos esclare-
ciinentos do chrlatiaoismo, novos patsos na
educacao do genero humano, um christo
olhando com auiisade para o pobre inestre es-
cola de aldeia, nelle descobrlndo o mals hu-
miipe, porm o inais poderoso, o mais directo
instrumento do trabalbo de Dos; apalxonan-
du-se por etta obscura e santa misso que as-
socia o mestre escola .Providencia; apaixo-
uaudo-se tanto mals quaedo a considera labo-
rlost, ignorada 'seui compcnsa^iie ; depois,
com stas grandes vista, com esta poderosa
convlccio por um lado, e com esse amor r-
deme da misso do prufessor por outro, entran-
do em urna escola normal, anounclando abl a
sua f e o seu amor, orgaoisando ah ludo,
mestres, discpulos, ensino, disciplina e abun-
dancia de coraco, traosforuiando lodo os seus
discpulos em servos de Dos e da elvilisaco,
em novos amigos da humauidade e da infancia,
ein novos sacerdotes dedicados com paixo a
esaa vida obscura e laboriosa, a
Finalmente, quauto ao patronato ninguem
me contestara que lenha elle Influido grave-
mente pira que as mais bellas inslituice
se desbotona entre nos, e desfallerjam cor-
rodas por esse cancro dilHcilitno de exli-
pa r-se.
Na provincia do Rio de Janeiro o Sr. con-
selbeiro Pedreira nada podendo esperar di
iustiluicij das escolas normaes em quan-
to lian form bem ostudadas nos paizes on-
de floreasen, adoplou outro systema para
preparar professores ; he um systema mixto
entre o austraco e o nollandez, e consiste
em aproveitir-se os meninos pobres que
mostram mais intelligencia as escolas pu-
blicas, colloca-los como adjuntos dos pro-
fessores mais habis, com pequeas retri-
inny'i -s, al que possam reger escolas suas,
f|uiiii lu tijuii.,111 atlingido a idade legal.
Deste modo e sem as grandes despezas das
escolas normaes formain-se professores lia-
bais, que desde a puericia se acostumam
ao magisterio, e que se dedicaram sem
grande esforz ao ensiuo. Este systema me-
teceu os elogios de Cuvicr; sem embargo
pOrm peusa o Sr. Coasm que pJo ser per-
(3) No Rio de Janeiro j est cilincta a que
te creou em 1815,
nioioso inslruccSo, atalhando o prozrosso Eu aconsolharia aos escriptores deste gene-, dequarenla annos legislador, ministro,
aereando cssa trilha habitual qneemFranca ro de obras o aos pais que cuidam seria-1 plmala, bouvera acabado na miseria
se chama rotina. Eu lambem creio que o| mente de seus fllhos a leilura de um ptimo
methodo seguido na provinciado Rio da Ja-, artigo que sa puhlicou a tal respeito em
neiro podera ior esse Inconveniente, se nSo 1841 na Uuarlely Review.
fr acompanliado de cortos correctivos,! Era geral en 1830 as escolas da corte a
acerca dos quse* j pensa seriameoj* o seu leitura das fbulas de Esopo, que foram
-- Toma seiiiidu.... uada de imprudeucla.
Nao ii nliaj inedo, respondeu ella, Ja-
cintho sabio.. Ah! Fernando, que bom dia
v.uno. passar hoje..., e depois da aiuaoha par-
tir para esta deliciosa viagem. Sim he preciso
que nos demos pressa de partir, do cuutrario,
asseguro-tc, Fernando, que Jacintho ficaria
louco ; elle nao sonha senao esta viagem, nao
falla seno desta viagem.... c se ella Ihe apraz
tanto, lie por que deve faze-la com nosco.
Nao pensamos ndacomo elle?
hso lie i,i-iii verdade, Fernando, e estou
certa que dirs como eu....
Vejama presumpeosa/ Vamos, o que he
que cu direi como t?
Confessa que se nos fosse dado cscolber
ou lie ir ein Pars ambos, h vi es como passaros,
durante mu mci, gra;a a uina auiencla de Ja-
cintho, ou fazer ela viagem com elle, nos pre-
feriramos...,.
Preferiramos fazer a viagem com elle?
Oh! sem duvlda.
E Isso, pelo menos, quanto somos egos-
tas tanto pelo prazer de estar com elle como
paradar-lhe o prazer de estar com uosco.
liso he simplissiino.... Unde achar um
companheiro de viagem inais encantador, inais
espirituoso? temos todos tres tal conlianca um
uo mili ii..... conipreheodeino-nos lo bem.....
V, deuiais noaso Jaclnlbo he um observador to
fino, lo potico, elle sabe lamo e sobre tudo !
Ulha, Cesanta, eslou cerlo que elle nos far
ver, observar, seutir cousas, que sem elle nos
teriam escapado, pobres cegos, pobres igno-
rante que somos!
-- A proposito de ignorante, hontem Ja-
cintho me coutuu um facto que me commoveu
tanto quecbeguc chorar. He uina nova pro-
va da delicadeza desse coraco anglico.... T
va ver, Fernando, por ti inesino.
Oh l eu o conheco a fundo.
-- Imagina que ha na accrelara vUinha da
de Jaclmho uin pobre amanuense, o mals sim-
ples e o inais iguoraole dos borneas;..., em
uina palavra, urna verdadeira machina de es-
crever, o qual os outros einpregados nao dei-
xam jamis de invslificar. Houiem Jacintho
assislio por acaso a uina dcsaa scenas ridicu-
las; conlavanv ao pobre humem uina historia
das mals absurdos a proposito de nao sel que
habitantes da la e das esirellaa; elle esculava
estas extravagancias com tanta lngenuldade
quauto reconheclmento, dizendode lempos em
lempos em seu candido asaombro.' a De veras!
como isso he extraordinario! O senhores sao
bem felizes por serein sabios! Os ignorantes
como euso dignos de lastima! *
Verdaderamente, disse eu t Ceiarina, et-
ta simplicidade uie enternece.
E ella enterneceu tanto a Jacintho, que
apezar de sua timidez habitual, nao pode con-
ter a Indlgnaco: Os seuhoret lo uns mal-
vados, Ihe disse eu, conlava-me elle aiuda
hontem lodo couiniovido a eaia lembranca; --
sim be preciso ter um mo coraco para nao
sentir cowpaito nein iuiercr.se por urna pobre
creatura que confessa humildemente sua igno-
rancia, falla com toda a sinceriddde e ere no
que os senhores Ihe dizein,iagradeccin-lbet.au
pasao que os senhores inofam delle. Acham
que he um bella triumpbo, abusar da conlian-
ca crdula de um menino? E he verdade, ac-
crescenlou Jaclnlbo, verlendo lagrimas, na-
da ni i- inspira uina inais aUVcluosa commlse'a-
co do que a Ignorancia humilde e tmida. Des-
grafados exilados deste inuudu da inlilligeocia
e du saber'no qual nos ouiros acbamos lautos
gotos sublimes por Isso quando alguinaa ve-
zes estes pobres ignorantes se dirigem a mim,
considero aempre cuino um dever sagrado por
meu pouco saber ao seu alcance, accrescenta-
va Jaclnlbo com esse doce e lino sorriso que
t Ihe condeces, Fernando, e fazer uin pou-
co como os passaros que do nos inais peque-
nos uina bicada proporcionada stuasforcas.
-- Nao, nao patas dzer-le, Fernando, qual a
cxpresso de bundade ideial da pbyalouoinil
de Jaclnlbo ao pronunciar estas palavras,....
Replto-te, as lagrimas me vieram aos olhos.
Ab! que alma he a aua! Cesarlna; quan-
tas vezes nao teinus ns dito de nosso Jaclnlbo :
Que coraco anglico! ijue espirito encanta-
dor! Que delicadeza exquisita!. He a aensibt-
lidadea ternura personificadas; bem como t,
minba Cesarina, s a belleza, a sedueco, o
enlevo em pessoa.....
Ab I Fernando, Fernando, me raspondeu
Cesarina suspirando, nao me olbe assim, isso
he perigoso....
De repente um choque turdo e retumbtdor,
viudo do gabiuete de Jacintho, noi fez estre-
mecer.
Eu dinc baixinho a Cesarina;
Ha gente all?
Medroso, me respondeu ella cotn voz bal-
xa, mal Arrlndo e levantando os hombros, be
a criada que lera virado uina cadera.
Mas vai ver sempre, tne disse eu cada ves
mais inquieto, a poi la do gabinete est suaoer-
la;.. lalvez mis uuvisscill....
Tranquilisa-te, respondeu baixinho Cesa-
rina, eu voufecha-la....
E dirigludo-sc as ponllnhas dos pes para o
gabinete, pos-se a esoutar um instante, e de-
pois cuino uao ouvisse bulla, abri de vagari-
nboa porta....
Mas recuaodo inmediatamente, paluda e
com as feicdes alteradas, deu um grito aba-
fado....
Corr para ella, e vi no gabinete Jacintho cs-
tendidu por trra sem sentidos, e tendo ainda
na mo um magnifico rauulheie de rosal que
sem duvda tinba ido comprar para Cesariua.
Flquei uin momento tendo de estupor c de
espaulo. Estas palavras de Cesarina, pronun-
ciadas com uina voz despedacadora inc fizerain
tornar a inim.
Mai elle eiti morrendo i
Ajudei Ceiarina a transportar Jacintho para
cima da cama e a dar o primeiro cuidado a
eite infeliz, entretanto que a criada corria
apressada a chamar um medico.
esclarecido presidente.
Um dalles seria a instituirjBo das confe-
rencias dos professores, em pocas assigna-
ladas.
Teriam occasiflo do discutir seus m-tlio-
dosde ensino, de analysarem seus resulta-
dos, de cooi'muoiciro n seus resulta los, de
i'iiiiiiiiiinir ii e n-s mutuamente as ideas de
progresso e de aperfeicoamento. Com este
estimulo, com esta communhao de vistas,
alo somonte se tornara o corpo prossio -
nal mais iutelligente, miis tambem mais
mullirme mu, un,
Aps ss conferencias, surgiriam as bi-
bliolhecas municipios, onde o governo col-
locaria livros deductivos de valor, escribios
de utililade, boas obras de lstraselo) vis-
loque o professor nSo pole erapenhar seu
miogusdo salario em compras de objeclos
desta ordem.
Com esles auxilios, com a creacSo de ga-
zetas populares, e com urna severa inspec-
CSo, oSose pode recir que os professores
flquem estacionarios e que os aeus adjuutos
bebam urna educacao atrazada.
Apnntam lambem os documentos oflicians
como desacorocoamento a carreira do un -
gislerio,a exlg'nidade dos salarios dos pro-
lessores. Essa razSo, que o he para muitos
punios do Brazil, naopoJe prevalecer, quan-
do se ti acta do Rio de Janeiro. Os professo-
res de primeira classe tem ah casa para
morar, um ordenado fizo de 6oo<*> "-">/> Sra*
tificarjSo por cada alumno seu que fr do-
clarado promplo e nada despenden! com
expediente e mobilia das escolas. Os pro-
fessores de segunda classe tem todas essas
vantagens; mas seu ordenado he de 500/
Pode-se dizer por tanto que os professores
primarios desti provincia tem um ordena-
do entre 800f e 1:000/; quando em Franca
o geral dos mestres percebem enlre salario
flxo e prestacOes dos alumnos de 200,000 a
400,000.
substituidas polo ilic'sn nu de meninos, e
jinalmenle pelo SimSo de Nantut de Jussieu.
i) 'iie mi.i em que qualquer destes dous l-
timos livros conleem liccOes de moral a
njliis pura ; mas nSo sei se he um apego s
reminisceucias da infancia, se he a Qdeli-
tfade s primeiras cunen 's, ou urna con-
vicfSo bem formulada, que me faz dar pre-
ferencia ao livro do escravo philusopho.
Oque he verdade he que as boas fbulas
sSo muilo 11; iiiii'iiim lavis : emquanto os
outros I yin.-, -e e-i ni. un por demonstrar
um facto, as fbulas ensinam um principio,
e tanto mais segurauteulo quando o menmo
he luiiti ina in, sem o perceber, por meio de
um exemplo trivial, de que elle vai por ai
ni"s mi tirar a concluso, qua vem a sor
una mxima para a vida.
Na provincia do Rio ha alguns compen-
dios elementares compostos pelo pa Ir-
mestre Jos Polycarpo, de saudosa mamo-
na. Mauil.iii-.se ta obem imprimir as poe-
sas sacras do padre Caldas para uso das es-
colas. Creio pur n que esse monumento
classico de lingoagem porlugueza poderia
sor aloptilo para aulas secundarias de
grammalica e de eloquencia, mas ii.n para
as escolas cujos alumnos reclaman) leilu-
ras adoatadas sua intelligencia e acien-
cia de seu mestres. Poucos professores pri-
marios se lio do achar no Ii asil que pos-
sam leccionar devidamente urna o.lo do pa-
ire Caldas.
Na Inglaterra nSo se vai dar s enancas
um livro desta ordem. As IraduccOes e com-
,i;lai,'' .-.i.> aprn.in-il.is ao seu desenvol-
vlmento intelleclual presumivel. Ha os
li v ni 11 os para a infancia ( hymns for Chd
ini'i i I-Mis. ii man, as Historias do Evan-
gelno ( Cospel slories ) de Mrs. Ilarrow : a
obra prima de Bunyan a Jornada do Pere-
grino ( Pilgrim's progress), e multas outras
deste genero que escus menciouar e n9o
| he s uas maten,is religiosas que ahi se en-
Cooviria no entanto que se creasse um
imposto municipal, ou que se agenciassem
donativos pira cuuslrucfSo do edificios pro
pnos para as escolas em todas as localida-
des.
Todava devo-so confessar que se no Rio
de Janeiroi nao lia edificios deste genero as
casas, que se tem alugado para semelhanle
lim sSo em geral as melliores que existem
as villas e freguezias. No anuo financeiro
ca de 15:000/; u ren ui'ii-is livros mais
.le 5:000/. No anuo de 1849 a 1850 gastou-se
22:000/. Para este annu que corre a lei do
ornamento cousignou a ni-snia quanlia.
(A falta dejornaes de instruc(So popular
ene livros elementares para os meninos e
para os pobres Ii um mal que eu j quiz
remediar um pouco na minha provincia
nisiit un i'i uma gazeta semanal; V. As in-
teligencias precoces sSo CAcepeins con-
ven que os meninos nao tenham entre
mSos livros escriptos para homens entendi-
dos o que piulo ni ruciocinar livremente. Em
Inglaterra, de Goldsmith para c, escrever
e publicar livros para meninos ( chitaren-
bouks) tem sitio um manancial de grandes
contram os escriptos escolsticos ; ha gram-
maticas, tratados de geographia, de histo-
ria nacional e contos proprios nicamente
para a infancia. Isto nao he s na Inglater-
ra ; d-se o mesmo facto em Franca e na
Allemaoha ; e as pessoas que teem lido al-
guma ciusa sobre pedagoga couheccm a
rep*utaco de que gozam em lodo o mundo
os contos populares allemSes de Crimen, li-
vro seleciissimo e de verdadeiro mrito.
Ja vai largo este artigo, e ainda n3o to
qui em um ponto quo me parece da subi-
da importancia. Fallo do futuro do profes-
sor como funcciouario publico. E a este
respeito a quesillo para muu no lie saber
se se deve ou n.in assegurar esse futuro,
porque sustentar a negativa bii sustentar
uma Injustica, senao um absurdo ; a ques-
tao pois versa somonte acerca do modo de
assegura-lo.
N.lo se me traga o exemplo dos Estados
Unidos, onle o professoralo nao lie man,
sem que a lei se importe cuma surte dos
mestres que envelliecein ou enfennam no
ensino. He isso uma consequencia da regra
geral desse paiz, que olha para os funccio
narios pblicos, como pa a criados de ser-
lucros, e em Franca nSo smente se ha cul-i vir que ae despedem ao talante dos amos :
tivadoeste ramo de litteralura, mas ainda jMiguel Chevalior, as cutas sobre a Ame-
o pruprio governo tem protegido a creagSo! rica do nortn, refere que encinlrou em Cin-
de revistas, gazelis, e livros tendentes e il- cinati o general llarrison feto escrivSo do
lustrarlo dos mestres e dos escollares. 1 tribunal doCommon Pleas. Havia sido um
Esfe assumpto merece toda a sllencSo. ihero do batalnas celebres, general em clio-
Tenho visto livros dedicados a instruegao fe, governador d Indiana, senador do cun-
da infacia, cujo contexto he de um excessi- gresso, ministro plenipotenciario; tinba
vo pedantismo : outros, viciosos no metilo- encanecido no servico civil da repblica,
do, ou de e-tvlu fastidioso, narcotisam o depois de vinle anuos de servigo de campa-
leitorem vez de provocar-lhu a curiosidade. nha;e a repblica o deizava pobre e-car-
regado de familia, sem outro recurso seuao
(4) Gazeta da Inilructo publica. Sahiu o o daquelleenurego subalterno.
I." numero no primeiro de uovemb.-o deste
anno.
Esles ezemplus >ao comesinhos nos Esta-
dus-Uni los Callatin, que fui pelo esaacu
1
-- Dude esta remani.' dize-uie.
-- Na sala, reapondeuella soiucaudo.
-- Dizc-lbe que chegue aqu, accresccntou
Jacimiio eslava cuhenu de uuiapallidez mor-
tal, o suor fri que Ibe banbava a fronte gru-
dava a suas fonlcs seus cabellos finos e sedo-
sos; suas palpebras meio-aberlas ilcixavain ver seu marido,
leus ulhos temos; sua respiraco pareca lus- Uin Instante depois, Cesarina, pailita, de-
pensa; ter-se-bia dito que o golpe terrlvel, bulhadaem lagrimas, sabio da cmara e disse-
iiuprevlsto que elle acabava de receber no co- me :
raco, tinba quebrado toda as mutas da vida Elle te chama.... vem.
nesia lenra c frgil creatura. Seus labius es- Nao.... nao exclame! cu, nao ouso
tavam brancos, suas mos inertes c geladas ; Pois eu ouso...., respondeu Cesarina.
todava passados alguns insumes, seu peito Vem.
palpitou, edelle escapou-se um peuivel e'lon- I- pegando-me da mo, obrigou-ine a le-
go suspiro ; depois urna lagrima correu logo gui-la.
por baixo de suas pslpebras. Obedec macbnalmente.
Cesarina, ajoelhada diaote do canap, aus- A'vista do rosto de Jacintho j lvido e de-
teutava em um de seus bracos a cabeca pesada composto, como se sua inorle devesse estar
de seu marido, espreitava sua volta a vida e prxima, nao pude lambem conter os soluco,
enxugava de lempo em lempos com seoslas inclinei-iue sobre o seutravesseiro, e accultau-
das mos as lagrimas que ibe corriaiu dos do o rosto entre asmaos, exclamelsollrendo,
ulliui. oh*! sim, sollrendo todas as torturas docora-
Um ligclro estremecimento de Jacintho e fu .-
uin novo suspiro menos opprmldo annunciou
que a senaibilidade Ihe voltava. Cesarina dis- Perdoa-me.... perdoa-me.'
se-ine com urna v>z alterada: Jaclmho nada me respondeu: massuamao
Creio que elle vai recourar o sentidos.... j desfallceme e fra appalpou em derredor de
relira-te.... si, tocou em meus cabello, e depois encon-
Eu eslava de verligem, meus joelbos vacilla- trando emfiui urna de minha mos ua qual eu
vam de tal sorle que fui obrigado a apoiar-me appoiava a fronte, aperlou-a fracamenle..,.
oa parede para poder alcaocar a porta daca- A eale apeno, levanlel vivamente a cabe;a
mar; depoisdeixei-nle cablr anniquillado so- Um sorrisoaogustlador errava sobre os labios
bre uma cadera de braco da sala. descorado de Jacintho. Seus olbos litaram-se
Goufesso que se oeste momento asforca nao lobre os meus, eu Ii o perdo nesce olhar ou-
me tivessein fallada, eu leria couiiuetlldo urna gellco e beijei chorando a mo que elle deixa-
covardla.....eu teria fgido desta casa, deixan- va na minba.
do i > ii i na com Jacintho, tanto terror me cau-1 Ceaarua sentada junto da cama, com a cabe-
tava o peusainento de tornar t apparecer dian- ca inclinada, com os bra;os decidos, pareca-
n-
se
seus amigos n3o Ihe arranjassem o lugar do
presidente de um dos bancos de New-Vork.
J-tfferson na velhlce eslava na penuria, e pa-
ra vivar tevo de pedir legislatura da Vir-
ginia licenca i>ara por em lotera as suss
trras. O presidente Monroe, depois de ha-
ver gasto o seu patrimonio no servido do es-
tado, leve de implorar a compaixao do coa-
gresso (6).
VI,i he pois Amorfas do norte que se
deve ir buscar o exemplo, porque o syste-
ma das aposenta lorias lile he desconheci-
do. Se nein ha providencia para a vnlhice
dos homens eminentes que se gastam e em-
pobrecen! no servigo do estado, como ne-
vera para o mestre escola, cujas fuocgOes
Collocam-no em posigSo bumil le
Em Franca j a lei ,n de junlmde 1833,
no art. 15, havia estabeleciduas caitas eco-
nmicas ou de reserva para a velhice dos
pro essores primarios ou dotacSo de suis
familias. Mas era 13o mesquinhoo fuluro
que ossas ciizas Ihe promettiam, que a no-
va lei de 15 de margo de 1850, no arl. 39, as
substituio por outras de jubilagSo ( caisses
de retratos) (7|.
Pira nao fazer parada de erudigSo desne-
cessaria, citarei somante o que vai pela Si-
xonia e pela Prussia Em Saxi-Woimar ha i
jubilagSo e as pens s s viuvas e orphSos.
O lempo Je seivicn que da direito jubila-
gSo non he restricto; mas sim apreciado
equitativamente pelo consistorio director
da instrucgSo publica (8J.
Pelo que toca s viuvas e orpliSos, fun-
dou-se em 1825 u-na caixa geral de sub-
vengo, que fui delictivamente organisada
pelo estatuto de 21 de dezembro de 1827.
Todos os mestres contrbuem para a caixa
desde que eutram em l'uncces. Aquello
que deiza o territorio perde seus dreitos ao
-nilicio do estabelecimenlo e nao pode
recianar a quantia com que houver j con- 1
tribuido. O ni.isnio suce-.le a aquello que
he privado do emprego por sentenga Cada
prnfessor comega por paitar 10 thalers de
entrada, e desoa contnbue regularrnenie
com 18 drackmas por semestre. Quando
elle deixa de pagar, desconta se-lhe do or-
denado.
Para favorecer esta excellente iiisiituic.au,
o governo Ihed por anno 350 thalers, afo-
ra outras iloaefi do consistorio superior.
i.ogo depois da morte do mestre escola, sua
viuva ou prente mais chegado recebe 10
thalers para os gastos do enterro e uma
pensSu annual de 12 thalers ;8). Os (Unos,
na falta da viuva, ou por morto della, leom
direito pens3o desia 'uiSi at os 18 an-
nos. A viuva perde seus direitos, quando
convola a segundas nupsias, qnanlo ge
desmoralisa e incorre em pena infamante ;
passam entilo ns seus direitos para os lilhos.
A direcgSo desta instituigao eslacommetli-
da ao consistorio superior.
Na Prussia a lei de 1819 assegurou aos
professores subsistencia nas enfermidades,
pensiies na velhice, e .lat.ie.i i para suas
viuvas e orphaos. 0 Sr. Cousin copia tex-
tualmente um regulamento das sociedades
de Francfort tobre o Oder, fonda las com
o lim de resguardarem da miseria as fami-
lias lii'in lies funecionanos cujas disposi-
e < polem ser anroveitadas, e que asse-
melham-se com algumas alterages, s da
Saxonia.
Em diversas provincias do Brasil est ac-
ceito o princi no da jubilagSo dos professo-
res. Era mesmo um principio da antiga le-
gislagflo geral. Mas esta materia mo tem
tidoo descnvolvimento necessario em um
regulamento propno. Fora conveniente
crear uma caixa de econooiia em cada pro-
vincia i ara a qual concorressem os profes-
sores com uma entrada mdica. Essa caixa
subsidiada annuaimente palos corpos legis-
ativos e pelas associacas philantropicas
quo a a Irninisirag.lii po lia promover, OC-
ourrera : 1., ao professor enfermo ; 2 ao
I
te delle; se eu tlvetse que baver-me com um
marido vilenlo e terrlvel, teria atfroniado o
perigo; mas lupportar o primeiro oinar de
meu amigo, tornado asi.,., esla coragem ex-
ceda iniobas forcas, e eu esculava com uma
espantosa angustia o que te passava e disia nal golpe".... Eu morro,
cmara visinba..., -- Nao, exclainel u gemendo; nao!
Ao principio nao ouvi seno o ioucoi de; morreras.
me que nao via nein uuvla.
Fernando, me disse Jacintho como uma
v '/. i-xiinct i,... lnd'agora eu.... ine senil.... fe-
rido no coraco..... como ae tive*e recebido
uma pnnii il el i ... Eu nao lobrevlvrei a este
tu nao
Cesarina e algn suspiros de Jacintho, o qual
com urna voz traca, que lodavia chegou ana
meus ouvldus, disse a sua mulber:
Eu tinba ido... ao caes.... para comprar-
te rosas....; vallando de l... vi.... em baixo...
a carruagein de Fernando.... Ento,.,. vel-
me.... a ideia..,. de surprebender-vos.... En-
trando com o rainilbete na mo....; nao to-
quel.,,. Abr a porta.... com a minba chave. ..
passei por meu gabinete....; a porta da sala....
eitavaaoaberta. Eolio....; tudoouvi....
Perdo!.... perdo!.... murmurouCesa-
rlna com urna voz aulle-cada,
Depois de um silencio bastante longo, Jacin-
tho coollnuou:
-- Onde est Fernando'?....
Eu estremec, o animo faltou-me; sentia-me
pregado no lugar em que eslava ; antes quizc-
ra que neste momento me matassem do que
que me obrigassem a apparecer diante de /a.
cinlbo. Elle repeli dooemenle, dlrlgindo-se
a iua mulher:
Jacintho contiouou.
As prouiesaas feitas aos moribundo! sao
sagradas, Fernando! Jura-me.... nao abando-
nar Cesarina..... quando eu nao existir mais...,
-- Jacintho, pelo amor de Dos, cxpelle es-
le sinlstros pensamentos.
Deixa-me acabar...,; asforca.... mefal-
t nao.... brevemente.... Fernando, a falta de
Cesarina.... he deiculpavel; ella nao poda ler-
me .mu.... mal ella Iralou-me aempre com
o mal terno cuidados; eu Ihe devo o mo-
mento! mals felizes demlnhavida.... feeres-
centou Jacintho, cuja vol le la alterando cada
ves inais. ..
Uai de eitar lembrado que eu te disse
que.... este casamento.... era desproporciona-
do.... paramlm... W,L^*feQ^ ^ ein^odema.a'damente'vlv. e dem,
Que dixes, Jacintho? Eu nu te compre-
hendo....
Quando Cesarina... depois de minha mor-
te..,. vler dizer-le: a Sou livre, consagre-
mos nosso amor..., pelo matrimonio....* Ju-
ra-me.... Fernanlo, que nao ihe laucar en-
lo em rosto a falla deque foste cmplice.....
Jura-inc.... que nao repelllrs Cesarina dizen-
do-lhe que urna muiher culpada deumafra-
queza.... nao be digna de ter leu nome....
Oh I isso seria infame, exclainei eu, dolo-
rosamente ferido pela odiosa suspeila de Ja-
cimho.
Oh!.... lim !.... isso seria multo infame;...
porque eu, Fernando.. eu Ihe perdo ;. .. por-
que eu a absolvo-..., em nome de sua alien. io,
de seu piedoso respeito para comigo. e m no-
me de suas virtudes domesticas das quaes tens
sido lestemunha como eu.... Fernando.... Ce-
sarina guardar nobrementc o leu nom'e....:
Vossds sero ambos felizes; ... a esta felicida-
de nada faltar:.... pola vosss sao mocos, bo-
nitos.... e aduram-sc uin ao outro....
Cesarlna, immovel, continuaba custo leus lo-
lucos convulsivos ; se u curaco, bem cuino o
meu transbordava de liiiernecimenio e de ad-
iiii i, i para com a adoravel clemencia deslc
uesgracado que se extingiiiasemuina palavra de
exprobaco ou de amargura contra nos, seus
verdugos.
Cesarina, die Jacintbo..., d-me anda
urna vez la mo.... tua bella mo....; o fri
me sobe ao coraco....; a vista extigue-se-
ine.... a vida val-se-mc embora.... Tua mo
tambem, Fernando..., juras-ine que Cesarina
era tua mulber?....
Oh! eu o juro.,., pelos remorsos horri-
veis que sinto de lodo a mal que te lenho feiloi
Juras-uie.... faz-la.... feiii ?
Sun.... Ob! si ni, para un ni ella sera san-
ta c sagrada como tua lembranca /
Adeos.... pelos menos meamastes.... .un
bol, como eu vos aniel.... accreaceolou Jacin-
tho com uma voz expirante ; pensai algumas
ee..,. ein vosso amigo...., em vosso Jacin-
tho.... Jamis elle nao vos fez derramar outra
lagrimas..,, queeslas...
' sUsVaiav"* to""a ull'mai palavras In-
telligiveis de Jaclnlbo....
Sua agona foi louga, mas doce; elle extln-
guio-se sem dor apparente, na nolte de domin-
go para segunda felra.
Cesarlna fecbou-lhe [lidiosamente as palpe-
loas
O medico deu dous motivo! a esta morte to
prompta; primeiramenlc urna desordena orga-
niei, iiwse elle, resultado da ultima duem; i ue
meu amigo, depois o rotnplmento repentiuo
de uin vaso no pello, produzido sem duvidapor-
aco... einaUelto....i!U!iiacmocodemasiadamente viva e demailas
oh" ella me'deu .. alndlmali do que Ihe de.... da.neme repentina; ella, du. couiai. junta-
F'nando..?., nao.eja.nem injusto, neiningra-' dcbil.dade natural de Jacintho condu.iraui
to.... para com ella.... Jura-mc que Ihe per-1 no rapidaincnle a sepuliura^
doirs..,. o amor queteve por ti!...
(c'rjn(iiiaar-i<-ha.J


professor cansado ; 3.", familia desvalida
do professor que falleciere.
F. Octavian.
(Jornal doCommeroio.)
Correspondencia.
Srs. Redaetorej. PermiUm quo em *eu
conceiluado Jornal eu faca urna exposicBo
verdica do que occorreu no acougue do
Paraizo pertencente ao conlrcto da carnes
verdes do qual era eu administrador, cargo
de que fui esbulhado por esse mesmo acci-
dente, que em aeu retrospecto semanal vem
narrado de urna mancira bem diversa, do
que na verdadeteve lugar; devido sem du-
vida a faifa InformacBu que obteve :
Diz em eu retrospecto que havendo de-
nuncia de ter no acougue do Parai/o carnes
ptridas vendendo-se ao povo, o Exm. go-
verno all mandara, e com effeito se achava
porgo de carne em mau estado : mis uto
assim despido das circunstancias, faz com
que sendo abase voridica, ejSo ao mosmo
tempo falcas aaprehcosoos e juizo do pu-
blico e vou demonstrar o que na verdadese
paasou ; seriam 9 horas da manlia que de-
pois de ter corrido as carnes e limpado-as
das pellas, e pedamos que costumam arrui-
nar com presteza na quelles lugares, porque
se penduram os quartos etc.o que ho sa-
bido se prstica geralmente om todos os
acougue*, mandei guarJar debaixo do bal-
do, para s pezar, e dar baixa na guia aos
respectivos talhadores a quem perlencem
e fui almfar por nSo ser possivel na pro-
pria occasiBo fazer-se isso que se eslava
aviando o povo; em minha ausencia veio o
Sr. ajudanle de ordens, correu o acouguee
foi achar deb.ixo do balcBo os pedacos
cima mencionados, apreendeo-o seos man-
dou cooduzr, e logo mn lou lavrar o acto
d'axad que abaixo val transcripto; por elle
Se v que a poicfiu Je carne p lie venden-
do-se aopovi>| >o acougue doPraizo eiam 15
libras de carne I E note Sr. Redactor e no-
te o publico que o Sr. ajudanle do ordena
ali foi de propozilo manda lo, que deu a
maia minuciosa busca, e nada encontrou
meis que 15 libras de carne ja reservada
debaixo do balcBo para ser hincada fora,
porquantohe falco e falcissimo que esli-
vesse exposta a venda.
Quando cheguei sabenlo o occorrido logo
imagiaei quo seria victima infeliz do algum
calumniador, que nSo podendo fazer mal ao
contracto directamente; vingava-se no pobre
administra lor do Peralto, por un modo 13o
Imollloi Qualquei pessoa quo tenha algu-
ui.i idei o> acougue saber que 15 libra-
de carne om pedacos debaixo do balcBo, as
9 horas da mantilla, nSo he fnmecer carne
podre ao publico e porque ra/Bo H ha
omitido, parece quo de propozilo a qualida-
de da cirne, e o lugar om qne foi encontra-
do, p A carne que nos acougues e-ta ex-
i posta a venda, t--r. dependusada ao publi-
co e nilo escondida di baixo do balcBo; o
que he 15 libras itrame para un acougue
em queseconsome.diiriamente de7 a9bois?
nBo lio lato a que vulgarmente se diz faze
de un Bivui'iro un cavaiheiro I nSo se de-
monstra com isto a ira vontade contra o
contracto que honra Ihesej* feita lo r esgola-
do lodosos meios de beui seivir ao publico!
Sou victima; fui logo suspengo pelos con-
tractadores, estou dezempregalo, mas Dio
me queixo senil > da minha eslrella, e da
minha triste sorte, o de essi calumniador
que nSn contieno nem sei quem he, que to-
mando o emprego de denunciante, foi men-
tir despegadamente a primeira authondtde
da provincia dizendo ha ver no acougue do
Paraizo carne podre exposta ao publico :
Sinto bem que o Sr. ajudanle de ordens
quando foi verificar, nBo flzesse mencionar
no acto da echada a circumstancia do iugai
em que foi encontrada a tal porgSo de car-
ne, e o numero dos pedacos que todos jun-
tos pezarara 15 libras. lis a carne que no
acougue do contracto depois da mais minu-
ciosa pesquiza, foi encontrada, o publico
avahar urna tal oceurrencia.
Sou pobre e onerado de grande familia;
proso omito a minhireputacBu felizmente
ahi estSoosSrs. ajudantes do ordens, e as
tostemunbas do termo de achada presenciaos
Ignacio Benlo de Luyla, e Francisco Xavier
de MenJonga, para egclwecerem, o que se
emiti no termo, isto be o lugar em que
fui encontrada a caroe, e em que qudidade
de pedacos eslava la I liada.
A verdade aparecer, e o calumniador
licar confundido, he o que dezeja quem he
de Vmcs. .Sr*. Redactores. Obrigadissimo
criado.
Joaquim da Costa Ramos.
Diz Joaquim da Costa Ramos que para
bem de seu direito precisa que V, S. mande
o esciivBo respectivo passar por certidilo
otbeor do termo da carne achada n
abogue do Paraizo: por tanto pede a V. S.
Illiu. Sr. subdelegado da freguzia de Santo
Aotouioassim o mande.
E. R. M.
Joaquim da Cosa llamos,
P. Subdelegacia deS. Antonio 13 de Ja-
neiro de 1859.
Barata deAlmeida.
Francisco de Barros Correia escrivSo in-
terino da aublelegacia da freguezia de S.
Antonio do Recite em virtude da le ele.
Certifico que o termo pedido por cortidBo
ser do theor seguinte : Termo de achada e
aprehensBo. Aws 29 das do mez de dezem-
bro de 1851, sendo nesta cidade do Recife
de Pernambuco em o pateo do hospital do
Paraizo onde fui vendo por ordem supe-
rior o subdelegado desta fieguecia o len-
te coronel Rodolfo JuBo Barata d'Almeida,
couimigoescrivBn interino de sen cargo e o
l)r. Joaquim d'Aquino Fonseca, alim de se-
procder a oame em uma porffO de carne
quedizia-se achar-geem estado de putrifi-
cacBo, em o assougue do contracto, exis-
tente em dito pateo do hospital do paraizo,
e procedendo-se ao exame e buscas nece-
sarias, fui encontrado 15 libras de carne as
quans dcpuis de seren examina I s pelo *u-
pradilo Dr Joaqun d'Aquino Fonsecca, foi
por esto declarado que a carne se acbava In-
teira mente anu na ila, e incapaz de ser ven-
dida pelo seu estado do putreficacSo ; a vis-
ta do quo bouve o subdelegado a carne por
aprehendida mandan lo-a tangir ao mar,
0 sugoilo a muleta o infractor e para cooslar
nidii.iiMi fazer o presente termo em que com
as lestomuiihas prezentes que assisliram ao
acto Fianscisco Xavier da Silva Mendonga,
1 -nal i i Uouto de Luyla, o Ur. Joaquim d'A-
quino Fonseca, e assignei.
Eu Francuc > de Barros Correia escrivSo o
cscrevi, Barata d'Almeida, Ur. Joaquim
d'Aquino Fons-ca, Ignacio Bento de Luyla,
Francisco Xavier da Silva Mendonga.
documento de urna importancia milito me-
nor a digna todava de captivtr um momen-
to a atteii(So do* espirito* serios. Esto do-
cumento he o quadro que aprsenla, a rela-
ma numrica da populacho Indigente de Pa-
rla, om, 1850, ltimamente publiaida.-ae-
guodo o racemoameito_que se faz de d-oa-
tro em quatro annos, pela administracBo
dos soecurros pblicos, dirigida com tanta
dedicado e habilidade por Ur. Davenne.
Mo so deve procurar neste quadro o que
nelle nBo eiisle. Os economistas fazem
muitas vezes das cifras da estatistica o mes-
mo uso que fazem os philosophos dos acon-
tecimenlos da historia, e os gelogos dos
destroc* da creacBo. Com urna ossada
formam urn ente; com um factoum sys-
toma; com urna cifra urna utopia.
Para evitar este perigo nSo podemos
deixar de mostrar-nos tmidos transforman-
do algumas cifras em argumento*.
1,'ma invcstigacSo aprofundada sobre o es-
tado da misoria em Paris, deveria alm dis-
to comprehendor estes quatro termos: 1.
as causas que a produzem; 9.* a exlens3o
aque ella alcanga; 3." os meios desoccor-
ros que a combatem; 4." finalmente as mu-
danzas destes i'i's elementos da investiga-
do; porque nem as causas, nem_ a exten-
sBo, nem os meios de slllviar a miseria aBo
sempre os meamos. Cada um destes termqs
comprehende as mais difliceis questoes.
Ora a relacSo numrica nSo he evidente-
mente destinada a mostrar os meios de soc-
corros e os recursos da beneficencia publi-
ca de Paris, nem as mudancaa successiva-
mente feitas na administracBo destes recur-
sos por tantos humis de bem que tecnsido
ou sao anda encarrogados d'clla.
A relacilo numrica contm pelo contra-
rio, dados posilivos sobro a oxtonsBo da
miseria e sobre as variarles que ella tem
soffrido. He permitli lo, alm disto, tirar
lostes documentos inducOe* preciosas so-
bre as causas geraes da miseria em Paria.
Examinemos estes dous pontos de vista...
Um tal estado, necessariamente incomple-
to, como os elementos sobre osquaes elle
se firma contm todava importantes doou-
mentos.
Primeira extensBo da miseria.
O numero dos indigentes de Paris, no
principio de 1851. lie, segundo a relacSo
numrica, de 28,72* familias compostas de
63,133 individuos.
O numero dos indigentes era :
Em 1829, de 30,361 familias, compostas de
62,705 indiviluos; em 18*5, de 28,969 di-
tas, compostas do 62,539 hitos; em 1838,
le 26,936 ditas, comportas de 58,200 lito* ;
cm 18*4, de 29,676 ditas, compostas de
66,148 ditos; em 18*7, de 32,563 ditas,
compostas de 73,901 ditos.
ra sendo a pnnulaCSo em 1829 do 816,486
em 1835 de 770,289, em 1838 de 839,313, dos fados que os habis administradores
em 18** de 912,033, em 18*7 de 1,034,196, da cidade de Paris devem estudar com a
em 1848 de 1,034,196 a pruporc.Su corres- maior attencSo, 9 combater com o I
nlo be talvez mais o mesmo que era em
18*7. NBo ae ibera senflo pelo receosea-
mento a qu* ae est proceden lo nesle mu-
iente 1;. Fdra bom que este algarismo
podesse ser deeomposto. Porvenlura he de
ricos exclusivamente que a populacSo tem
augmentado, pala que a cifra dos indigen-
tes tem pouco variado P Qual tem aido a
este respe i lo a sol" le dos diversos dislricios?
0 numero dos indigentes nSo tem porven-
lura augmentado em alguna e diminuido
em utios ?
Mas, evidentemente, estai particularida-
des quo se podem ou se poderBo conhecer
pelos mappas especiaos dos esenptorios
pela ronla das arrecadaedes dos imposto*,
pelos quadros que brevemente serSo publi-
cados do reconseamento da populacBo, eto.
teriam tornado mullo longa a relarjBo nu-
mrica da qual damos a aoalyse.
Segundo as observares que preoeilem,
deve-se considerar o algarismo Je 63,000,
indicado por esla relacSo como a cifra da
populacBo soccorrida polos escriptorios de
beneeenria no fim do recenseamento de
1850, porni nfio como a cifra total da po-
pulacBo indigente de Paris. Ella excede
certamenle de 100,000 almas.
Porep), urna inJicacSo preciosa, quo ro-
sulta da relarjfio numrica e da qual nossas
observares nBo diminuemde nenbum mo-
do o valor, he a proporcSo relativa da mise-
ria entre os diversos aunos 1829, 1832, 1835,
W38, 1844, 1747, 1850, e entre os diversos
disirictos.
Eis-aqui esta proporcSo:
Em 1839, um indigente soccorrido sobre 13
habitantes; em 1832, um dito dito sobre
11,1; 1835, um dito dito sobre 12.3; em
1838, um dito dito sobre 15,3; em 1841,
um dito dito sobre 13,3; em 18*4, um dito
dito sobro 13,7; em 1747, um dito dito so-
bro 19,9; em 1850, um dito dito sobre
16,3.
A relacSo acha-sedeste modo pouco mais
ou menos a mesma em 18.18 e em 1850, e
pouco diflerente do algarismo dos outros
annos.
Qoanto aos districtos, ellos estSo classi-
Bcados do modo seguinto;
2.' um indigente sobre 40,1 habitantes.
2
tambem sua benofleoncia e sua dedicecBo
ao* interesses dos operarios.
Porem ser porvenlura verdade que este
immenso desenvolvimeoto da industria em
Pan* ten lia tido um* grande e feliz influen-
cia obro situaeflo material das clisses la-
boriosas, sem fallar da seu estado moral e
poltico ? Se Or assim, relacSo do numero
dos indigentes com os da populacho total
ter devido diminuir durante o periodo de
prosperidade Industrial, isto he, de 1830 a
18*8. Consultemos a este rospoito as infor-
marle* contidis na relacBo numrica.
liavia :
Em 1829, 1 indigente sobre 13 habitante*
1835, 1 a 12
1838, i > > 15
1841, 1 * > 13
18(4, 1 * a
18*7,1 a i s
3.* um a sobre 31,7 a
1.* um 1 sobre 27,8 a
*.' um 1 sobre 22
6.* um * sobre 91 1
7.* um a sobra 17,5 1
5. um 1 sobre 17,2 |
11. um a sobre 14,2 K
10. um sobre 11,8
9.' um sobre 10,3
8.* um sobre 8,7
12. um u
Esta reparticBo desigual dos indigentes
nos diversos districtos he certamente um
A proporc^o he, como se v, sensivelmen-
te a mesma. Urna outra' informado, com-
binada com esta, n.Vi permittir duvidar da
ver.la.lera causa desta triste permanencia.
Contava-se:
Em 1829, sobre 30,000 familias indigen-
tes, 21,000 estrangniros em Paris.
Em 1841 sobre 29,000 contava-re 21,000
1847 32,000 a 24,000
1850 28,000 22,000
A proporcBo que he de 11 sobre 14 em vez
de 10 sobre 15, excede dos tres quartos.
A triste traduec.fio destes algarismos he
esta:
Deboixo da influencia dos desenvolvi-
meutos da industria, a populacho de Paris
tem augmentado sem que a miseria tonha
diminuido. Sem duvida, em maior numero
de operaiios, tem sido empregado, e todos
i ii el I es que o tem sido, recebendo salarios
elevados, oio team sofTrido; porm um nu-
mero anda muito maior de operarios tem
sido arrancados vida calma e moral dos
campos pelo attraclivo dos altos salarios.
Eelles leem procurado de preferencia ou
leem dedicado seus lillios as profissOesque
olfereoem a recompensa a mais elevada, iato
he, aos trabalhos de luxo. A industria, po-
zar dos exforcos de todos os artfices, como
a proprla beneficencia publica, apezar dos
exforcos de seus administradora*, tem-ae
cita lo enllocada em um circulo vicioso.
Quanto mais ella augmentava, mais altra-
hia; quanto mais salarios e socoorros Inm-
ole como em caridad*; a dmioiilracSo do obredito erlvo de pz, flcmlo Um-
nBo tem merecido manos elogio; porm bemda*p*n**dodo*elonacional ascertidrjes
amb>s teem feito junta* urna desastrosa ex-lde obiloie nateimentos que de ora em diln.
periencia da qual he lempo de reaolher ai le se houverem de passar. EpariqUfl|OS
licOes e da avilar a rapelicSo.A agglomera-S mencionado* habitantes conste.mandeipis.
cBo da prodcelo di industria ara Paria, sar o preiente o publica-lo pela itnpreasi.
occasin de lautos perigo*, tem augmenta-(freguezia de S. Ju do Recife 16 de jan-ii
do a populacBo tolal sem diminuir, metmo.de 1852. Eu Joe Concalves de S escriiio
no momento da mala brilhante prosperida-! de paz e do Registro dos nascirnentos e obi-
de, a populacBo indigente: Esta populacBo tos o escrevi. Francisco Baptisla de Al-
te m sido constantemente composta pela meida.
maior parte de pobres itlrahidos de toda* Em solucBo ao officio de 2 do corrento,
as partes da Franca. era que vm. comraunicando-me que opi.
Eis-aqui a lie'o bem sabida a qual roce- r*cho dessa froguesia duvida baptitar as
lie urna confirmar;.lo nova do* algarismo* i pessoas nascidas em annos anteriores sem
que temos citado. Contentamo-no* de po-[que llio seja apresentada a certi l3o de qu
los diante dos ollios dos legisladores, dos faz menefio o artigo 2* do regulamontode
administradores o dos artistas, como um* (18 de junho do anuo paseado, pede ao mes-
nova advertenciae como umdos indicios; mo tempoescUrecimentos tal respete
mais uteis para consultar nest* immena bem assim se devem ser selladas as cerli-
questSoda desclassilicarjBoe da repartido dOes para baptisados, a interramentos, te-
desigual da populacBo sobro o territorio |nho a doclarar-lhe, que era quanlo o gover-
francez, quealfio, cuja solu;3o diflictl, mas
indespensavel, depende da aabedori* dos
artistas e da aeco combinada das leis dos
poderes pblicos e dos costumes.
_____ ) Voniteur ',
COMMERCIO.
ALFANDECA.
Rendimento do dia 16. 12:269,701
Desear rega hoi 17 de Janeiro.
Brigue portuguez /-n'a -- mercaduras.
CU.NSULADO CERAL.
no imperial nBo resolver o contrario, cutn-
pre ao referido parodio fazer os baptisados,
sobre que verse a duvida por vm. commnni-
cada, indepeodentemento de certidBo: i
respeilo do selo deve-se prescindir delle,
visto que assim opina o inspector da tliesou-
rana da fazenda, de conrormidadecom o
! parecer do procurador fiscal i esped vo.
Dos guarde a vm. Palacio do governode
pernambuco 15 de Janeiro de 1852.Vctor
de Oliveira.
Rendimento do dia 1
dem do da H.
15
. 28:4*9.7*0
Declaracoes.
-DIVER8AS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 15..
dem do dia 16......
-- O Arsenal de Guerra precisa de ofciies
4:895,8b9 j0 corrjer05 ; ag peSsoas que se sonaron
"aiiTaiv habilitadas dirijSn-se *o meamo araenal i
_-_':_". entender-se com o lllm Sr, Director. Arse.
nal de Cuerra de Pernambuco 16 de Janeiro
l\ iMirtiu.il i>.
Parahiba, Imito brasileiro ExalacSo, de 37
tonelladas, conduzio o seguinte :-- 135 bar-
ricas bicalhao, 2 ranastras btalas, 5 barris
e 3 pipas vi litio, 1 gigo tonga, 5 barris vioa-
gre, 3 barricas e6caixas genebrs, 3 barris
e 6 meios ditos manteiga, 2 caixa
poudeiite he :
Em 1829 de um indigonto soccorrido sobre
13 hali i.nie,, em 1835 de um dito ditoso
empenho.
A i'ilaeau numrica contm, sobre a ida-
de, a proflssSo, a origem, a somma do sa
bre 12,3 ditos, em 1838 de um dito dito so- lario, o numero dos fllhos, outtos algaris
bro 15,3 ditos, em 18** do um.dito dito so-! mos que dBo lugar a diversas observacoes
bre 13,7 ditos, em 18*7 de um dito ditoso- secundarias.
tire 13,9 ditos, em 1850 de um dito dito so-
bre 16,3 diios.
Admira bastante este resultado. NBo ha
mais indigentes om Paris en 1850 do que
li.na e-n i :ts ; ha menos queemtolosus
oulios annos do perio lo de 1829 a 1847.
Itii tal faci he certamenle muito nota-
vel; porm -ai necessanas muilas obser-
vacoes : be preciso, tanto em eslattstici co-
mo em physica, ter em considerarlo as oc-
casiOes de erro.
1. A relacBo numrica nSo apresonta se
08." | bairro de Santo-Antonio) eprin-
cipalmente o 12.districlo (bairro de San-
Marcos eSan-'l'iago ), sSo sempre os mais
pobres de Paris.
O 2.' dislricro he, como o 3,' e o l., o
mais rico.
O 10.' districlo ( bairro de San-Germano)
que passa por ser um dos mais ricos, nSo
he senBu o 9.* na ordem de riqueza, o con-
tm um indigeote sobre 14 habitantes.
He no dcimo dislriclo, onde os quartei-
rSes sBo em geral siudaveis e onde a bene-
nSo a cifra dos Indigentes inscriptos nos! Ociencia publica muito bem administrada,
escriptorios de beneficencia, isto he um se junla a urna caridade privada considera-
algariamo inteiramente especial; porque vol, que se encontrara, na devida proporcSo
lodos sabem que he preciso satisfazer con- o maior numero de velhos cima de 60 tfn-
dces determinadas, para quo urna pessoa nos.
possa ser admittida nos escriptorios. As1 He nelle tambem e nos 1 2., 3. ell. dis-
pessoas queseoecupam das obras de cari- tridos, onde abundamossoccorros da can-
dada privadas, sabem quantos iufelizesba f-' dade privada, quevBo morar em maior nu-
ra dos quadros olliciaes ainda por soccorrer,' mero oschefes das familias indigentes es-
as obras privadas sao feitas particularmente trangeiro* era Paris.
para soccorr-los. Ella nBo contm o nu-
mero dos oeotes e enfermos soccorridos
nos hospitacs o hospicios, os quaes Mr. de
Wattevilie avallia para 1847 em 88,080.
J O algarismo nao he smenle especial,
lie, alm disto, variavel. As vari<(0es sBo
um dos maiores cniharacjos da estatistica ;
como a pintura, ella sabe lni i representir, I o
Contam-se dessas familias
No 1* districto 1,295 sobre 1,800
2. 1,098 1,491
3. s 738 1,008
10 > 1,907 3,051
11 1,464 1,918
A relaQflo numrica nos mostra ainda que
II. distiicto, bairro religioso, conten
queijos
verara, mais mBos apparecerara promplas ?d't vela. decompoaijBo, 2 b.rri* vinho,
para recebe-los. Isto nBo ludo. A agricul-! b,rrlcal bacalhao, 1 barril azeite doce,
8* garrafas tinta, 72 grosas de botOes, 4 lo
zias de tecidos, 1 caixa drogas, 1 dita vidros,
3 latas olu, 1 saccu salitre, 1 barrica er,
:' tilos niaiileipi, 1 bala papel do niiilit nlliu,
1 pipa vinho, 3 saceos pimenta, 1 canastra
rolhas, 5 barricas drogas, 1 peneirs, 4 rolos
salsa, 8 butijas oleo, 2 caixas queijos o mais
" objeclos, 1 caixoie diversas especiarlas, 5
caixas palitos de fogo, -5 barris manleiga, 5
csixasfassas, 4 barricas bolacninhas, 1 ca-
nastra sebolas,150 canas sibo; 5 ditas cha,
6 saccas caf, 5 caitas rap, 190 chapeos de
se Ja, 1 barrica cera, 4 rulos de sal**, 1 II ni -
dresassucar e 9 saceos bolachas.
Porto da Pipa, Ir nena brasileira Feliz das
Ondas, de 29 tunelladas, conduzio o seguin-
tiii est subraetlida as alternativas previs-
tas das estates e as intemperies perigosas,
porm que destroem antes os resultados du
trabalhu, do que supprimem o proprio tra-
balho, porque as necessidades do cunsum-
ino nBo diminuem. A industria exposta de
ni u i los outros coutratempos, a industria de
luxo principalmente, variando cora a po-
ltica e com o capricho na cidade porexcel-
lencia do capricho e d* poltica, a industria
amostra us artfices em suas variacOes, e
submelte sua vida, com a de suas familias,
a espantosa tnobilidade de suas fortuuas
diversas,
Porm sem fallar da influencia destas cri
S'SSUbilas eparcaes sobre as quaes a rela-
(3o numrica nBo poda dar noticias preci-
sas, o que ba de mais saliente, o que ha de
mais incoutastavel do qua esta permaoeu-
cia da miseria e este augmento do numero
de indigentes estrangeiros era Paris?
ebalde se tentara altribuir estes effei-
tos a oulras cousis, por exemplo, eleva-
cSo do prego dos gneros alimenticios,,ao
numero dos Qlhos das familia* operaras, a
negligencia dos pas era manda-Ios apren-
der um ullicio, ao numero dos velhos, ao
augmento do preco dosalugueis das cazas,
o a outros fados secundarius.
Todos sabem que a barateza dos vveres
em Pars tem antes diminuido que aug-
mentado. <
A relacBo numrica responde as outras
allegacOes.
O numero dos chafes de familia maiores
de sessenta e cinco annos nBo he senBode
quasi 10,000 sobre 28.000.
O numero das familias sem filbos meno-
res de doze annos he de 19,977 sobre
28,724; se adoptsrmos o algarismo de
63,133 para a dos individuse o do 28,724
para o das familias soccorrida*, v-se que
cada tima dolas se compoem, termo medio,
de tres cabecas apenas.
te : --10 barricas bacalho.
Baha escuna nacional Adelaide, conduzio
0 seguinte : 18 fardos o 8 catxas fazendas,
42 caitas enxufre, 1 dita papel, 1 barrica e
1 caixa missanga, I pacnte franja, 1 caixote
deuiona ios, 5 barriquinhas brota* de sapa-
teiro, 211 une ucias azeilonas. 55 feixs a-
duelassem arcse textos, 1 catxBo aljfar,
1 pacotelivros o amostras, 1 embrulho cha-
les o retalhos de amostras, 1 caixBo valudo,
2 pipas fundo para pipas, 333 rolos salsa-
parnlha, 21 pipas, 17 barris e 6 quartolas
azeite de carrapato, 8 pBes de assucar, 10
saecuscera de ca-nauba, 1 caixBo caxos de
llores, 2 barris olu de rupalnba.
..l.i:t i:t......;IA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PEKNAMBUCU.
Rendimento do dia 16..... 324,823
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento dodia 16.....2:084,198
Movimento do porlo.
Navios entrados no dia 16.
Baha 16 dias, barca americana Suliote,
de 261 tonelladas CapilSo Thomaz B.
Drnkwater, equipgem9, em lastro ; a
Deane Youlle & Companhia.
ludo, excepto o movimento; um algaris-, menos mulheres perdidas que os outros.
mo exacto no momento em que he escripto,1 O termo medio dos salario* das familias
nBo o he oais no momento em que helido. indigentes he ahi tambem mais elevado.
i ira a somma total dos indigentes foi calcu-
lada no dia immediato ao de u m recensea-
mento feito depois do invern, durante o
qual a caridade privada foi immensa depois
das emigracos que tiveram lugar cm 1838,
depois da morlanda le O 10. districlo servo de hablaig io cora o
dcimo segundo, ao maior numero de far-
roupilbas.
0 8 o e o9. contam entre seus indigen-
tes mais JMdrelrM que os outros districtos.
O 6., o h ', o 10. e o 12. mais costureiras;
regou muilus indigentes ; recenseamento o 7." e o 8.' mais sapateiros.
alm disto muile severo, pois que tem por | Porm nBo damos evidentemente estas ul-
elleito tirar das listas 11,000 familias. Tu- timas conjecturas seoBo pelo que valem.e
dos os membros da municipalidade pari-
siense, lodos os administradores dos escrip-
torios de beneficencia sabem muito bem
que no da inimediato ao dia do recensea-
mento sao obrigados a inscrever de novo
as listas as familias iluminadas na ves-
Aera.
3." O algarismo nSo he smenlo especial
e variavel, senBo ainda composto. Os soc-
corros sBo annuaes ou temporarios. Ora
a relacSo numrica nos mnstra que se o nu-
mero das familias inscriptas tem diminuido
a cifra dos que recebem soecunos annuaes
em vez de temporarios lem augmentado.
Eis-aqui a proporcSo:
Em 1847, soccorros temporarios 14,670,
soer irms annuaes 17,873, sobre 32,563 fa-
milias; em 1850, socrorros temporarios!
9,379, ditos annuaes 19,345, sobre 28,724{
familias. 1
i." lie dillicil admittir que o numero de nos, bem que indirectamente, informales
individuos que compcm as familias aej* notaveis e preciosa* sobre urna das con Ji-
13o exactamente avahado como o das fas-' cOas geraes que leem mais poderosamente
sem ligar-lhe* nenhuma importancia.
Resta-nos examinar com atlenc,3o que in-
ri ligues nos he permiltio tirar das infurma-
cOes que precedem, pelo que diz respeito
s causas da miseria.
II
Causas da miseria.
Todos sabom que ba miserias voluntarias
e involuntaria* ; urnas provenientes da falta
do homem, de sua preguica, de sua immo-
ralidade, de sua improvidencia, defeitos au-
gmentados ou diminuidos pelas influencias
que o cercam ; outros que resultam dascon-
digoos geraes da sociedade no malo da qual
elle se acha enllocado.
A rel>(3o numrica da populacSo indi-
gente de Paris nBo he evidentemente falta
para langar nenhuma luz sobre o estado
moral deata populacho ; porem, nfTerece-
Contam-so smente 1,213 familias soc- Santos 25 dias, barca sueca Innncense ,
de 393 tonelladas, capitBo S. Pettersson,
equipagem 13, em lastro ; a N. O. Bieber
& Companhia.
Navios sahidos no mesmo dia.
Porto Alegre- brigue brasileiro Argos, ca-
pilSo Antonio da Silva Soares, Carga as-
sucar. Passageiros, ocapitSo Manoel Jos
da Soledaile e 1 criado, o alferos JoSo An>
tonio I.citan.
Rio Grande do Norte lancha brasileira Fe-
liz das Ondas, aiestre Vicente Jos da Cos-
ta, carga bacalho.
Parahiba hiato brasileiro EihalacSo, mos-
tr Antonio Manoel Affunso, carga baca-
lho e mais gneros. Passageiros, Manoel
Pereira de Ariujo, e Thomaz Tims.
. de 1852.Antonio bernadino dos Res, aju-
iio'.i.rn djnte.
i.19,594 j .. No consolado Britanioo existem cartas
Vosa va P,ra a9 PM,a* seguinte* : Srs. SebastiSo
-' Jos da Silva, Jos Rudrigues de Carvalho,
Gregorio Paes do Amarllo5o Rezando di
Costa, Miguel Tavares Cordeiro, Maverney.
-- De o dem do lllm. Sr. d i redor g^ral di
Instruccfio publica, Tarjo saber a quem enn-
v er, que ionio fallecido o professor d'ms-
trucfBu elementar do segundo grao da fre-
guesia da S da cidado do Oltnda, e cons-
tando oillcialmente, que o respectivo subs-
tituto h renunciado o direito de passar i
propietario dessa cadeira, est ella posta
a e 11 u so com o praso de 50 dias, cou-
dos desta dada.
Directora giral da inslruccSo publica, 17
de Jaoeiro de 1852.Candido Eustaquio
Cesar de Mello, amanuense archivista.
-O vapor brasileiro Bahiana, coiDman-
dante o primeiro lente Segundino, dere
chegir dos purtos do Norte, no dia 18de Ja-
neiro rorrete, e seguir para Mncei, Ba-
bia e Rio de Janeiro, no dia seguinte.
O arsenal de guerra compra papel aj-
maco, de peso, peonas, tinta, lapis eo-
breas : quem us mesmos objeclos se pro-
pozer a vender, compareca no dia 17 do
corrento, trazendo as amostras e a compe-
tente propusta em carta fechada. O escri-
turario. F. Seraneo de Assis Carvalho.
De ordem do lllm. Sr. director geral di
instruegio publica, faz-se lembrar a quem
convier, que o praso marca, io para o con-
curso nova cadeira de instruefSo prima-
ria da freguezia de Santo Antonio do itecife
espira no dia 13 do prximo mez de leve-
reiro.
REAL COMPANHIA DOS PAQUETES I.V.U.-
ZES A VAPOR.
No da 20 desle mez espera-
se o vapor Severn, comman-
dante Chapman do Sul, c no
da depois seguir para ospor-
tos da Europa. Para passanem dirija-se em
casa da agencia n. 43, no Trapiche Novo.
Por ordem do Sr.director interino fago
publico que na conformidade do art. 13 do
regulamento de 12 de na m do anno p.Omlo
abiir-se-ha a matricula dasaulas do Lyco
no dia 15 do correte, e ser encerrada no
ultimo desle mesmo mez, excepto da de
Latim. Lyceu 2 de Janeiro de 1852.0
araanuensejIlermenegildo.Marcellino de Mi-
randa.
A matricula da aula de tacbygraphia
no lyco desta cidade, acha.se aberla desda
o da 15 ao ultimo do corrente.
corridas com 4 lilnos menores de doze an-
nos ;
5*7 com 5.
15* cora 6.
19 com mais de 6 fllhos.
Estes ltimos algarismos podem ser con-
siderados como inexactos; porm os admi-
nistradores dos e.sertplores nBo costumam
contar como termo medio mais de quatro
ou cinco caberas por familia.
O nnmero dos indigentes sem officio nSo
est tSo pouco agmentsdo, porque elle nBo
he senBo de 1,533 dmense 1,365 mulhe-
res.
Quanto ao aluguel, o trmo medio per-
manece ainda o mesmo, entre 50 e 200 fran-
cos.
Todas as iml'orniagOes dadas pela admi-
nistraos!) dos soccorros pblicos, vem pois
confirmar deste modo nossas primeiras in-
ducOes.
H* urna todava que parece contraria-las.
A relac.So numrica designa, por cifras
mu contrita veis, as pruliso s principaes
dos indigentes iuscriptos na lisia dos soc-; Pavo da cmara inuulclpal do
corros e oSo indica uenbum operario das tsala da 16deJaDrode 1832.Praaelwo An-
uflicina* OU manufacturas. j ronlo de Oliveira, preaideole.JoSo Joa" Fer-
He verdade que esta documento colloca "'" d'Agular, ecreiario.
DITAES.
A cmara municipal deft cidade do Recife,
manda fazer publico, para conhecimenCo de
eua inunicipes, o ofclo circular abaiio trans-
cripto, que lin- dirigi o Exm. presidente da
proviocU, participando achar-se reitabelecida
a ordem publica em toda a provincia.
Keelfe, em
VAKIUAI
lias. Por esta rasBo ninguem suppOe fcil-
mente que 30,361 familias em 1829, nSo|se
componham sen3o de 62,705 individuos,
entret uilu que 28,72* familia* em 1850 se
compdem de 63,153, o 29,676 familia* em
1841 de 66,487 individuos.
Compreheu 'c-so ain la mesmo como no
influido sobre a slua(So das classes labo-
riosa de Pars.
Queremos fallar do desenvolvimeoto da
industria, ae qual he devido em grande
parte o creacimento da populacSo.
Oaprogreiso* da industria, ha quarenls
annos, sSo urnas das glorias de Franca; he
declino ilistncto a popularan indigente i preciso ser ingrato para nega-lo ; porm ao
de hSo ter augmentlo senBo de 3,0*2 fa- mesmo tempo Tora necessano ser ceg, em
millas, que era de 3,051, isto he, de 39 fa- presenc* dos ltimos annos, para nao con-
milias, entrelanto que augmentou da 5,734 fessar que a transformadlo de Paris em ei-
individuos a 6,794, isto he de 1,060 indi- dade industrial de primeira ordem tem ado
vil ims; oqueu a cada urna dealas fami- um i inmenso perigo.
lias 26 pessoas do mais. Geralmente todos concordam nisto;po-
5." Emfim arelado numrica, na com- rcm acham-se neste perigo abundantes com
par cao que aprsenla do periodo de 1829 pensacOes no immenao aperfigoainento d
debaixo do nome de jornaleiros e jornalei-
ras de diversos ofllcios, um total de 7,375
cliefes de familia e que oeste numero sem
duvida aieacha mais de um operario das of-
licinasou manufacturas. Porm com tudo
isso, o que temos nos dito ? Que a indus-
tria pagava e cuidava dos operarios que el -
la err.prega.poim que attrahia mais ope-
rarios do que podia oceupar, e deixava ca-
para i|n" a*Ja publico nesae municipio faco
constar Ts. inca, que lodaa as comarcas da
provincia gozam actualmente de paz e aocego,
ai-li un -se iiliioiiohoiI.- pacificada a villa de
Pao d'Alho, onde entrou no da 10 do corrente
a Torca ao mando do tenente-coronel Hyglno
JosCoelho, em encontrar oppoalcio alguina
da parte doa amotinados, que trndo all po9tn
em sobre-aalto a populaco parifica, por effrl-
to de uma prencupaco fantica contra o de-
TIIBATftO DES IZtBEL.
27.' RECITA DA ASS1CNATURA.
Quarta-feira 21 de Janeiro ae 1852.
ISTKl'.a. DA SENHORA D. MAHIA DA
GLORIA.
Depois da execucSo do um* brilhantoou-
vertur*, pela orchestra, subir a scena, pela
primeira vez nesle theatro o magnilico
drama de grande apparato, em 5 adoses
quadro*.
A Venediana,
ou
O Bravo da Yeaesa.
Personagens.
Tbeodora A Sr*. O. Uaria d* Gloria.
O* seobores.
O Bravo
Salfierl
C coude de Bellamoote
Luidgi, gondoloiro
Maffeo
O marquez de Hull'o
lu senador
Um esbirro
Um gondoleiro
Violetta
Da-as dama* mascaradas.
Germano.
Bizerra.
' Res,
Honteiro.
Coiinhri.
Silvestre.
Pinlo.
Riymumlo.
Dito.
D. Emilia.
D. Julia.
D. Rila.
,r multos-n.lnd,genci.depois de os ler, ZZ^V?SS&
.mpregado. He depois do ter leado ou ler Pea" gtrno empregide. para rest.belecer
deixadode perlencer-lhe que elle* s3o o- Ke pr01pi0 a ordem publica por ellea pertur-
brigados a fazerem-se inscrever nos escrip-1 ba(l!li Todaa as autoridadei cumprem o seu
torios de beoefle-ncia. Liles procuran) alem dever nosdlveraos termos e comarcas da pro-
rli-lo obter recursos, abandonando as vincia, cuja tranquillldade ae acha inteiramen-
- ___..a. ----r. -
silo
d
a 1850, nan musir todos os minos o* mais m unliia, e principalmente no bem estar
ii.le i /es, laes como 1830, 18 31, 1840, e e na prsperidade derramadas, gratas ao
principalmente 1848 e 18*9 ll.-i sahi.l >, auamento da produccBo, sobre a populacSo
para nSo citar senSo um exemplo, que em comraerciante e laboriosa da grande cida-
i-ori ei|uencia da diasolucBo das fabricas de. Sente-ae algum orgulho ao ver a cidade
uacionaes, s o decimo-aegundo districlo das sciencias, das artes, das riquezas, a pri-
foi obrigado a dar soccorros extraordina- meira praca de crdito, umdos mercados
rio* amis de 30,000 familias. mais importantes do mundo, o foco domis
Seria necessano tambem saber o flm do vasto consummo, vir a ler ao mesmo tempo
comparar-ge as admissOes, dosde 1829 tem fonte de uma fabricicio immensa.
sempie tido lugar, conformes* mesmas re- O aperfeicoamento dos diverso* rimo* da
gras, com mais ou menos severidade. lia- producefio francez* nSo he conlestavel.
mo*, lodavia, pouca importancia a esta Londres he testemunha disto como Pars, e
observacBo, porque, se neste ou n'aquelle todo o universo se associa aos elogio* ISo
eccriptorio tora havido grande rigor, em frequentemente dado* por Mr. de lUnhu-
um grande numero delles nSo tem havido teau, por Mr. Berger o pelos diversos admi-
quasi nenhum ; ha um* certa compensa- nistrdores tSo emiuente do departamento j-
cSo. do Sen*. aosoporrios de Paria, os quaes1 So de males de que e|l*anSos3o culpadas
6. Faltara ainda par* que a comparadlo podem revendicar uma parto ceosideravel' e de que nSo leem deixado desoUrere de
,ja completa, muitos elomentos impor- iete progresso. Todos conhecom seu ge- preoecupar-se. Temos j| d.l quo lnJu
Queramos chamar a altenf,3u sobre um[ tantea. O algarismo da populajfio de 1850 nio; acrescentemos, que todos conhecem | tria parisiense ne aamirave lano era ge-
RELACaO KUMEi'.ICA DA POPULAfAO IN-
DCENTE de pars, e i.nkorm\0es
ESTATI3TICAS SOBRE ESTA POI'ULACA
PHLICAAS PELA Ali.MI.MSillAC.-lO Diis;
SOCCORROS PBLICOS.
O Vomteur publicou no numero de 28 d"
junho de 1851 uma analyse do immenso e
notavel trabaltio de Mr. de Wattevilie sobre
os bospitaes o hospicios. Esta ubra de
sciencia e de caridade be uma das maia
impelanles pegas que se deve consultar na
grande iuvestigacSo, a qual lodas as pes-
soas de bem devem eiitregar-se sem descan-
to, em preseoca dos graves problemas a
que aassislencia publica da lugar.
assim dizer, o pzeudonymo da pobre-
i. He por massas que abi se contai oa ho-
mensdetraballio, o* escriplores, os vende-
dores e vendedeiras, os porteiros e purtei-
ras, os ramendes, as amas e as enfermei-
ras, os roupvelheiros, etc. O visita lores
ilils mercados dos Palriarchas e do Grande
Ferrier (bairro de SBo alaicello) e da praca
tuvleix (Gros-Caillo) sabara quanto* mec-
nicos, typographos, irabalbadores das fa-
bricas ale, se encontram com o certo do
roupavelheiro.
POde-se ainda perguntar, quaes sBo os
diretlos em que a ciffra dos iudigenles he
mais i-I ;v uta S:lo aquellas em que a in-
dustria muito desenvolvida attrahu pobre*
por seus salarios, faz pobres por suas crises
afasia o* ricos por sua visinlianga.
Temos deixado fallar hs cilfras : sua lin-
guagem tem sido ouvida ; porm nada se
deve exagerar.
NSo deixaiemos de repetir que fdra in-
justo aecusar a industria ou a administra-
ra va loi ros, esbirro, povo e gondoleiros.
A (cena paasa-ae em Vaoaia em tai*.
Nada faltara', como compre, para o bri-
Ihanlismo do scenarlo e vestuario.
O empresario tendo luctado com immen-
sos erobaracos, que Ibe difQcultavam con-
tinuacSo do cumprimento de aeu* deveres,
pi'ile arrostrar tolos, gracs* aoappoio que
tem encontrado no publico seniato e Ilus-
trado da provincia, e Ilustre commissao
directora, a quem tributa os seus respeito*
o cinceros agradecimmtos.
Comssar s 8 horas.
Os h.llelos acham-se a venda no lugar du
costume.
Dos guarde a Va inca. Palacio do governo
de Pernambuco, 11 de Janeiro de 18*2.
Picior dt Oliveira.
Sra. prealdente e vereadorea da cmara mu-
nicipal deata cidade.
Conforme.Joo Jos Ferreira de Aguiar.
Francisco Baptist* de Almeida.cavalleiro da
ordem da Rosa, subdelegado e juta de Paz
da freguezia de S. Jos do Rcife por S. M.
I. e C. ele.
Faz saber a todo* os seus habitantes quo
tndo lepresentado ao Exm. Sr. prc-i Ionio
da provincia sobre a duvida que aprezentara
no dia i.* do correte o parodio interino
desta freguezia Lourenco Lopes de Carvalho, I o trabalhoso maclunismo desto interessao-
sobreosbaplitam^nloa dascriangasnascidas tissimn drama para poder pr outros de
nos annos anteriores iidapendentemeale da grande monta, nSo podo levar scena ss
ceitidSo do respetivo eacIvSo de paz eonfor-i nBo esta vez que sera a ultima: saim "
me determina o art. 24 do decreto regula-' pesaoas que deaejam ver esta bellissirna
mentarde I8dejunho de 1851; Uvera por di-1 produccSo, que em verdade he a primeiri
clsloo officio do mesmo Exra.Sr. presiden- que nesle genero tem subido nos theairos
te da provincia abaixo declarado, Picando os de Pernambuco, e que encommendaram Di-
referidos habitantes entendidos, que em lteles de camarote mandarSo quanto an-
quento governo imperial nSo resolver o tes busc*r no escriplorio ido theatro, P"5
contrario se facSo os baptisados dessos an- do contrario sero vendidos a quotn primar-
nos anteriores indepondente de certilicado ro se apresentar.
Theatro de Apollo.
RECITA EXTRAORDINARIA.
Sabbado, 17 de Janeiro de 1852.
Dapois de uma escomida ooveitura su-
bir de novo scena com 'odo o brilhan-
lismo o maravilhoso e muito applaudiilo
drama de grande machinismo,
D. JOAO DE MARAA,
O u
A Q mili a de um Aojo.
O director empresario faz sciente ao ros-
peitavel publico que tendo de desmanchar
1


*^
5
Principiar impreterivelmente is 8 Loras
em ponto.
PublicacSes Iliterarias.
ELEMENTOS
DI
Homaopathia.
Sahio a lu a segunda parte desta obra
compoata pelo profeasor homceopatha Gos-
si.'t Bimont. Recebem-se assignturas para
a obra inteira a ,000 r., no consultorio
homoeopathico da ra das Cruzes n. 28. De-
pois da publicaeSo dt terceira parte, o pre-
co ser elevado a 8,000 rs. para aquelles
que nSo tiverem asigmdo. No mesmo con-
sultorio, acha-sea venda tudo quanto he
rjecessario para o ettudoea pratlca da ho-
moBopathia, como seja : livros impressos
para Historias de doentes, regimens apro-
priados para a provincia de Pernambuco, e
encarrega-se de mandar fornecer qualquer
encommenda de medicamentos bomceopa-
thicos, tanto avulsos como em caixas, em
glbulos como em tinturas.
No prelo : fathogtmiia dos medicamen-
tos brasileiros.
UsMMAM de anatoma e phttiologia com es-
tampas, para os curiosos em homosopsthia.
Roga-se aos aenhores assignantes o ob-
sequio de mandar receber seus ejempla-
res no consultorio homosopathico da ra
das Cruzes n. 28. .__
TRATAMENTO 110MEO-
PATH1CO.
DAS MOLESTIAS VENERIAS,
e conselhos aos doentes para se cnrarem a
si mesmo, sem precisarem de medico;
pelo professor liomceopatha
Goetet-tllmont.
Sahioa luz eacba-se a venda no consul-
torio homoeopathico da ra das Cruzesn.
28, pelo preco de 1,000 rs.
Avisos martimos.
Para o Aracaty.
Segn em poucos disj, o hiate Capibari
b, pregado e encavilhado de cobre : para o
resto da carga, trata-se na ra doVigano
n. 5.' ,
Segu viagem impretonvelmente no
da 25 do corrente, para o Rio Crande do
Sul, o brigue escuna S. Joo Vencedor, capi-
tao Jos da Silva Naves, recebe carga e es-
cravos a frete ; a fallar com JoSo Francis-
co da Cruz, na ra da Cruz n. 7.
-- Esta carrejando para o Passo de Cama-
-- EKflo deiapparecilos desde iQdeeio-
vembro do anno p. passado doia escravoj se-
guintes : Benedito naci angola representa
25 annos de idade,he casado bem alto, pos e
mos grjnde.sbem parecido, barbado, den-
tes lio.aJo.4, Marcianna naijSocosta alta bem
parecida representa a mesma idade consta
tue foram seduiidot e conduzidos para fo-
ra:roga-seas authoridades policiaese oapi-
13 es de campo a prandam e remetan) para
esta prsca a entregar ao aballo asignado
ra da Cadeia Velha n.l, que se paqarUo to
das as despezaa e se gratillca com 100.COO
rs., a quem os prender e entregar ; e se pro-
testa contra quem esliver de posse delles.
Jos ConcMves Torres.
-- Aluga-se o sotam de um segundo andar
de sobrado sito no bairro de s\ Antonio,
cujo sotam tem urna grande sala com janela
e dous grandissimos quartos com claras
boias, tem mu linda vista, he mu fresco,
esta caiado e pintado de novo, e tem (mal-
mente escada independnlei proprio para
homens solteiros : quem o quizer alugar di-
rija-se a ra do Crespo loja de fazendas n. 6,
que se dir. ,. .
--Antonio deSousa Mannho val a cidade
de Coianna : a tratar de seu negocio.
Antonio Jos Ribeiro Basto.embarca pa-
ra o Rio de Janeiro os seus escravo crioulos
denomesAgostmhoeLuzia.
Carlos Hardjr declara que foi por enga-
o que se annunciou que elle embarcava
um pardo de nome Emiliano, porque tal es-
cravo nSo possue nem nunca possuio.
Aluga-se um escravo moco que sirva
para criado de urna casa estrangeira, e que
seja humilde, e fiel; quem o liver dirija-se a
ra do Trapiche n. 8.
- Quem precisar alugar um bom mnleque
procure na ra da Cadeia de S. Antonio
n. 15.
No dia 19 do crrante, pelas horas da
tarde a porta da casa da audiencia do Dr.
julz deorpbflos, praca hlr por venda, a
casa de dous andares e sotSo, da ra Nova
n. 46, pettencenteao casal do finado Jos
Ramos de liveirs, para pagamento de res-
pectivos legados ; he a-ultima prarjt
-- Precisa-se de 1:800,000 rs a juros de
um e mel por cento ao mez, com nipothe-
ca em urna casa nova na entrada do corre-
dor do Bispo venda nova, be para desobri-
gar outra hipotheca. a
\ irmandade do Divino Espirito
Manoel Rodrigues de Almelds, subdi- O tutor dos nidos legtimos de Ambru
to portuguaz, retlra-se para o Maranhflo. [zio Harris, morlo no Par* m .1839 ; quei-
Ha para alugar dois escravos proprios ra dirlgir-se ao consulado dos Paizes Bi-
"
para armazem de assucar,ou outro quilquor
servio/) i a tratar Da rus do Vigario casa
n. 7.
Publicarlo medica.
Publica-se no Rio de Janeiro mensa I raen-
te. Annaes Brasilientas de Medicina, jornal
da academia Imperial de medicina, o que I
aubscrevo-se em Pernambuco a 6,000 rs.
por anno na livraria n. 6 e 8 da praca da in-
dependencia.
Urna pessoa com a pratica precisa se
olTerece para adminislrar qualquer enge-
nbo : quem de seu presumo se quizor ulili-
sar annuncie.
Urna pessoa com as habilitaces neces-
sarias se propOe a Tazar escripturaedes de
ios oesla cidade quo se Ibe dan.ja fallar a
negooio de interetie.
-- Precisa-se deum calxelro, que ten ha
pratlca de venda: a tratar na ra do Pilar de
Fra de Portas n. 137. .<< _
~ Precisn-se de um frinelrp : fla ra Di-
reita dos Allegados n. f
Hotel no Monteiro.
Domingo, 16 do passado, abrio-ie este
estsbelecimento com as segulntes p ro-
po rco>s :
Bilharesorvote, aos domingos edias san-
os a tarde.
Sala mobiliada e independento, para
Santo,
faz sciente aos devotos de Nossa Senhora da
Conceic&o dos Militares, que do dia 18 do
ragibe a barcassa nova Borboleta, anda re- ]COrrente cm diante, havar missa na mes-
cebe alguna carga para o mesmo lugar, os, ma igreja, todos os domingos e dias Santos,
Srs. pretndanles a procurem no forte do |rte maJrU|5ilja a,sm como iliarimente as
Mallo junto ao trapiche do algodflo, a fallar g norag d, m,..
com d mestre ou na praga do Corpo-Santo
n.2.
Maranhao c Para.
Segu em poneos dias, por termaior par-
te da carga engajada, o brigue escuna Gra-
ciosa : para o restante e passigeiros, para
osquaes offerece ptimas acommodacOes,
trata-se com o consignatario Jos Baptista
da Fonseca Jnior, na ra do Vigario n. 23,
ou com o capillo na p'aca
Para o Rio de Janeiro pretende seguir
com brevidade o brigue brasiloiio Animo,
capilSo Domingos Antonio de Azevedo:
quem no mesmo quizer carregar, ir de pas-
sagem, ou embarcar escravos, pdeentou- s
der-se com o mesmo capiLlo ou com Luiz
Jos de Si Araujo : na ra da Cruz n. 33.
Para o Uio de Janeiro sahe
em poucos illas o patacho brasi-
leiro 31argarida, capitao Florencio
Amorim Irmaon, ombarcam para a Ba-
rra, a entregar a seu senhor Domingos Jos
da Costa Seris, o escravo Belchior, cabra.
Precisa-se alugar nm preto para o ser-
vido de urna casa i na ra do Rangel n. 32
Aluga-se para todo e qualquer nego-
cio, a loja do aterro da Boa Vista n. 38.
Precisa-so do urna ama: na ra do Ran-
gel n. 25. ,
JoSo Antonio Alves do Unto, embares
para o Rio de Janeiro os seus escravos Quin-
liliano, mulato, o Jacintho, creoulo.
-- Aluga-se urna preta forra, ou captiva,
para o servico interno e externo de urna ca-
sa depouca familia : quem pretender, diri-
ji-se ao pateo do Carmo, sobrado D. 9, no
primeiro andar, que adiara com quem tra-
tar a qualquer hora do dia.
O Sr. Joaquim Jos de Mello Jnior, le-
ona abondade de declarar a sua morada ,
para Iheser entregue urna carie, visto nao
.. se saber aonde reside.
francisco Marques, por ler oseuj __ precisa-so alugar urna preta, para o
Carre?amentO aiiasi prompto, para I servico de urna casa de pouca familia, oais
resete da carga Vatros e B.-fJKtt.W bnS "^
Precisa-se de um amassador, que soja
bom : na padaria da Snledade n. 14.
-- D. Roza Mara de Olivera Miranda, em-
barca para o Rio de Janeiro, asua escrava
de nome Emiliana, parda.
Ileseja-se tallar ao Sr. capitao Solidado
para se Ihe entregar urna carta vinda do Sul:
na ra Nova n. 16.
Bento Jos Rodrigues faz ver ao res-
peitavel publico que pertende comprar a
vende pertencente a Jos Joaquim Pereira,
sitia na praca da Boa Vista n. 5,para que to-
das as pessuas que sejulgarem a credora da
mesma apresenlaremsuas contas crranles
no praso de 8 dias, no becco do capim,ven-
da de Bento Jos Rodrigues.
-- Offerece-se um cosinheiro francez,
para cosinhar effeclivamente em qualquer
casa particular : annuncie ou dirija-se-'
ta typographia que se diri quem he.
Acha-se alierta a matricula da aula d(
grammatica latinado bairro do Rocife
respectivo professor reside na ra Augusta
n. 94, onde pode ser procurado a qualquer
hora.
Antonio Augusto da Silva Caedo, em-
barca para o Rio de Janoiro.asu escrava
creoula do nome Maris, que de U trouxe
em sua companhia.
FranriscoJos Mallos Braga, taz ver
aorespeilavel publico, que pretende com-
prar a taberna perlencenle a Bento Jos Ro-
drigues, silta na becco do capim n.6, e por
isao faz ver a tolos as pessoas que sejulga-
rem credores da mesma, queiram ter a bon-
dsde de apresenlar suas contas na mesma
taberna, no prazndeoito dias.
Na ra doLivramenlo o. 10, sobrado,
se dir quem da dinheiro a juros, e quem
vende 1 adareco. 4 pares de brincos, ane-
Ifles, medalhas, transelins, pulceiras, arpo-
las, alflnetes, voltas, 1 baudeirinha, 1 re-
logio patente, colheres de prata para spa e
cha, livellas de coz, etpalileiro; tambem
se dir que vende urna mulata com todas as
habilidades, e quem aluga urna preta.
Domingo 18 do crrante, dia do San-
casa de negocios,por partidas dobradas,e por
preco commodo: quem disso precisar an-
nuncie.
AttencSo.
O arrematante das afneles do
municipio do Recife faz sciente a todos que
vendem lquidos em ancoras, que as man-
deni afirir quanto antes para o anno de
1852, pois que do contrario nao poderao
venderos referidos lquidos sem a compe-
tente adrcelo do crrenle anno.
Aos mscales e boecteirss.
O arrematante do imposto dos mascatea
mboceteiraa faz pela ultima vez sciente aos
e esmos que venhsm quanto anles tirarem
as suas licencM, pois que do contrario nSo
poderao vender pelas ras, pracas e portas
sem a competente licenga.
- O arrematante do imposto das almeces
do municipio do Recire.pela ultima vez pre-
vine a todos quantos vendem lquidos e sec-
eos para que vonham quinto antes afirirem
as suas medidas, do contrario nSo poderao
vender sem a dila afiri$8o do crrante anno
de 1852. .
Precisa-se de um coiinhei-
ro, preferindo-se captivo: na ra
da Cadeia do Recife n. 48-
O cirurgio Bernardo Pereira do Carmo
faz sciente as pessoas que a lempos Ihe fa-
laram e mesmoa quem convier e quizer.pa-
ra por meio de um ajuste razoavel, os tratar
annualmente das molestias que possam ap
parecer, que lenham a bondadede virem a
caaa da aua residencia na ra do Rozano
larga u.30,para oa poderlanrjaremn.de seus
clientes. O mesmo declara nao poder ir
presentemente as suas casas por estar anda
euconiniodado e pede o desculpem nao es-
tar em casa aoaque o procuraran)desdeol.
de Janeiro at 3, por ler sido de urgencia
estar nesse lempo fura. Agradece tamben)
por este meio aos que tiveram a bondade de
o virem comprimentar, assegurando-lhes
sua eslima e graiidao.
O Sr. Bernardo de Albuquer-
que FernandesGama, queira man-
dar pagara subscribo deste Diario
familias, que indo a pauseio quizerem des-
MDoar.
Quartos preparados para dormida.
Espacosa o bem arejada sala de jantar,
com capacidade de servir i 40 pessoas.
Soiti para recreio e passeio.
Estribara e arranjos para cavallo.
Comida mensale avulso,proparain-sejan-
taras e prezuntos, aluga-se louea, vidros ,
bandejas, etc. etc.
Tudo por preco multo rasoavel, e acon-
tentes.
-- No pateo da ribeira de S. Jos n. 15,
lava-see engomma-se com peife^ao e ac-
Ceio.
CASA FELIZ.
escravos a frete trata-se com o ca-
pitao na praca, ou com Luiz Jos
de Sa Araujo na ra da Crui
n. 33.
Para Lisboa sahe com toda a brevidade
o brue brasileiro Mariana, capitao Jos da |
Cuuha Jnior : quem no mesmo quizer car-
regar ou ir de psssagem, poda fallar como
dito capitao na prafa, ou com Manoel Igna-
cio de Olivera.
Para o Bio de Janeiro, se-
gu em limito poucos dias, por ter
engajada u maior parte do seu car-
regamento a sumaca hrasileira
Santo Antonio, nova e de supe-
rior marcha, para o resto passa-
geiros e escravos a frete offere-
cendo a estes o melhoragasalho :
trata-se com os consignatarios Ma-
chado & Pinheiro, na ra do Vi-
gario n. 19, segundo andar, ou
com ocapilo Jos de Campos Ma-
galhes, na praca.
Para o Rio de Janeiro pretende sabir
com brevidade o bem conhecido e velleiro
brigue brasileiro Le3o, quem no mesmo
quizer carregar, ir de psssagem, ou embar-
car escravos, dirija-se a ra da Cadeia do
Recife n. 54: a tratar com Joaquim Ribeiro
Puntes, que prometa fazer os frates em
conta. Tambem vende-se ou troca-se o mes-
mo brigue por algumas propiedades de
casas ueste prace queconvenha : quem de-
sejar qualquer negucio ao rolerido navio,
pode ir a bordo do mesmo, fundeado no
Forte do Matto, e fazer os exames que lbe
aprouver.
-- Para Lisboa pretende sabir com brevi-
dade o brigue portuguez > Novo Vencedor
por ter maior parle da carga prompla, quem
no megmo quizer carregar ou ir de passa-l tissimo Nome de Jess, festejar-se-ha oa
gem dirija-se aos consignatarios Thomaz d matriz do Pogo da Ponella, aoSr. BomJe-
Aquino Fonseca & F1.0 : na ra do Viga- sus dos l'assus, dsn lo principio com o le-
nun. 19 primeiro andar ou com o capitao na vantamenle da bandeira ao romper da ma-
praca. nhSa, a qual ser carregada por aojos, a-
Para o Porto, segu com toda a brevi- companhada pela msica militar, festa, te-
dade, a barca portugueza Espritu Sanlo,ca-j deum; i noile logo de vista ; a bandeira se
pitao JoaoCarlosTeixeira ; quem na mesma ra acompanhada por muitas Sras.: convi-
quizer carregar ou ir de passagem dirija-se dam-so s pessoas desta cidade para assisllr
aoescriplorio de Francisco Alves da Cunba; a um acto de lauta sumptuosidadee reli-
ctCompanbia, na ra do Vigario IgiSo.
Para o Rio de Jaueiro segu al no dia I O bacharel
2t do correle o brigue principe D. Alfonso
o qual recebe nicamente escravos a frete
quem.os mesmosquizer embarcar colinda-
se cun Jos da Silva Campos, na ra da
praia n. 32 ou com o capitao do mesmo na
praca.
Avisos diversos.
~ Antonio Fernandos Gouveia, subdito
po'tuguez, rolira-se paraoPorlo: na barca
Flor da Maia.
\d primeira audiencia do lllm. Sr. Dr.
juiz dos feitos da fazenda.so hSo de arrema-
tar oa seguales objectos : um engenho de-
nominado Barbalhu na freguesia da comar-
ca do Cabo, com todas as suaa trras, mal-
tas e logradores, casas do engenbo.de vi-
venda e de purgar, com 30 furos e 3 balcOes
grandes, semalla para pretos, 1 moenda, 4
tachas e um parol de caldos, tuto de ferro,
e outros objectos avallados em 38.000,000 rs.
e da mesma forma v3o a praca os bini ao-
nunciados em o Diario de Pernambuco de 6,
27 e 28, de oovembro do anno p. passado,
a excepco de alguna queja foram arrema-
tados.
Manoel de Souza Garca,
que ha pouco deixou de ser promotor pu-
blico do Recife, advoga actualmente, e po-
den ter procurado orno primeiro andar do
sobrado n. 30, oa ra larga do Rosario em
S. Antonio.
-- Domingo 18 do correte, haver a fes-
ta de N. S. da Conceigao, com fogo de vis-
ta noite, queae cosluma a fazer na capel-
la de S. SebastifionoVaradouroemOlinda :
As pessoas que tem prqmeltido concorrer
com suas esmolas, o poderao fazer ao tbe-
soureiro Benlo Gon^alves.
Um rapaz hbil se propOe a fazer a es-
cripturasBo de qualquer eatabelecimento :
quem de seu presumo se quizer ulilisar,
dirija-se a ra larga do Rosario n. 38, que
achar com quem tratar.
Aluga-se o primeiro andar de um so-
brado, na ra do Rangel defronte da boti-
ca, a fallar na ra do Cabug loja do Joa-
quim Jos da Costa Fajozes.
Vicente Jos de Unto, embarca para
o Rio de Janeiro, um mulato do nome Ma-
noel.
-- Precisa-se alugar urna preta escrava,
para servico de muito pouca familia: na
Ponte Velba n. 14.
Caligrafa
Na Ra do Aragao, n. i2, se-
gundo andar, copia-se com perfei-
co qualquer papel em muito boa
letra e por preco commodo.
Acha-se farlnha nova de SSSF, (de ra-
minha) para vendar, nos armazens de Dea-
oe Voule & Comranhia, no becco de Gon-
calves.
Quem quizer vender ou
permutar urna morada de casa ter-
rea, na ra Bella, ou Florentina,
e esta que tenha bom quintal: an-
nuncie ou dirija-se a pra?a da
Independencia, loja n. 4 se dir
quemquer.
Emilio fiauch, retratista ale-
mSo, tem a honra de recommen-
dar-se ao respeitavel publico des-
ta praca e provincia, prometiendo
executar com promptidao e per-
feisSo toda e qualquer obra de
sua arte : quem quizer utilisar-se
de seu prestimo, he rogado de di-
rigir-se a casa de sua residencia ,
na ra do Trapiche Novo n. 2, ter-
ceiro andar, em todos os dias uteis
das 9 horas da manhaa at as 4
horas da tarde.
Nova fabrica de chapeos de sol e
tinturara, no aterro da Boa Vis-
ta n. 33.
Nesta jiova fabrica o respetavel publico
achara um completo sortimento de chapeos
de sol de seda e paninho, tanto para ho-
rneo), como para snhora, e conceria igual-
mente, por pre;os mais commodos do que
em outra qualquer parte ; para este mesmo
estabelecimento se acha mudada a tinturara
franoeza da ra Vellia n. 74, lngindo-se jo-
da e qualquer fazenda de seda, laa.algodao
e linho, tanto em obra, como em peca e
com muito asselo, assim como seelimpam
casacas e outra qualquer ropa depauno,
que liver nodoas, pondose como novas, e
por presos muito commodos.
D. W. BAVNON. %
CirurgiBo dentista ame- 4
tj ffM^K ricano, avisa ao rospei- j
t uUlElJ' tav'el publico destacidade #
e> ter recenlemente voltado dos Estados ?
j Unidos, e que se cha prompto a fazer v
v toda a qualidade de operacto peiten- iat
jl cen-te a sua arte segundo os me- 4
t>, Ihorf mentos mais mo lernos: pode se 4
a>i procurar no hotelFrancisco.
##a *
-- Quem precisar de ronpa lavada e en-
gommada, com asseio e promptidao, por
preco commodo: dirija-se a ra de llortas
n. 40. Na mesma caaa cima apromtain-se
bandejas com bolinhos para fra e fazem-
se bolinhos de diversas qualidades, tudo
em conta,tambem se vende velas de carnau-
ba supeiior qualidade.

Paulo Galgnoux, dentista 9
francez, olTerece seu prest-
mo ao publico para todos os
misteres de sua proflssao :
pode ser procurado a qual- m
quer hora em sua casa, na tf
ra larga do Rozarlo, n. 36,
9 segundo andar.
Manoel Buarque de Macedo Lima J-
nior, retira-sc para o Rio de Janeiro, aliui
de tratar de seus estu los levando em sua
companhia um escravo de nome Luiz.
-- No dia 19 do crranle, as 4 horas da
tarde, preseote o Sr. Dr. juiz de orfBos, se
ha de arrematar urna escava pertencente
ao casal de Antonio Francisco da Silva, a
requerimenlo do seu inventarente; he a ul-
tima,praca.
O. vendedor de bilhetes da casa
feliz, dos Quatro Cantos da ra do
Queiutado n. ao, roga a pessoa que
possuir o bilhete n. 5344 da i5.
lotera das matrizes da provincia ,
que venha receber o premio que
tirou de 10:000,000 rs., oqual se
paga sem descont algum.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado
da ra larga do Roza'io n. 48 : a tratar na
loja da mesmo sobrado.
Aluga-se urna escrava, para todo ser-
vico de urna casa : na ra do Aragao n. 40.
~ Aluga-se um sitio que tenha casa com
commolidades, que seja plantado de arvo-
res, o que n8o seja distante da pra(a: quem
0 liver, annuncie.
Na noutedo da 13 psra 14 do corren-
te, na Soledade, casa n. 2, roubaram os se-
guiules objectos de ouro: 1 crrente gros.
sa, 7 anelOes, sendo alguns com diamantes,
1 tisneelim com 13 oilavas, I cordSo uno, 1
dito grosso, 1 dereoo de estufo, com lodos
seus pertences, 1 dilo com pedras pintadas
do ouro, 1 alBncito de peito, com diaman-
tes, 1 duzia de colheres e 1 copa de pra-
ta para cha e 120,000 rs. em sedulaa :
quem descobrir dito roubo, dirija-se ao se-
guudo andar da casa n. 3, no becco da Lio-
goeta, que ser generosamente gratideado.
Olferece-se um moco brasileiro, bas-
tante hbil, e que d* fiador a sua conducta,
para caixeiro de loja de fazendas : quem do
seu prestimu se quizer ulilisar, annuncie.
Juaquim Alves da Silva Guimaraes, em-
barca para o Porto.
A pessoa que perln um tacho no prin-
cipio da estrada do Barro: prncure-o em
casa do inspector Manoel Vieirs, que Ihe se-
r entregue.
Precisa-se alugar urna escra-
va, que seja boa cosinheira e com-
pradera, : quem a tiver dirija-se
a ra da Assumpcao ou muro da
Penha n. 16.
IRMANDADE DE NOSSA SENHORA DO
TERCO.
A commiss.lo encarregada da edilicacSo
das catacumbas desta iriuaadade, faz scien-
te a todos os seus irmaos e irmas, quea-
lm das 54 catacumbas que tem pron>plas
dentro do cimilerio publico encostadas ao
muro, j se deu principio a edilicacjlo das
que faltim ( 42 e entre estas pequeas para
anjos 1 na ra fronteira aquellas 1 roga-se,
pulanlo, aquelles irmaos e irm3as, que a-
inda nSo contribuiram com a quota de
5,000 rs., para urna obra tilo importante e
til, o farjam quanto antes, sem oque im-
possivel ser sua conclusSo, que todos se
devem interessar.
E MAIS OFFICINAS
NA
Ra Imperial n. 118 c 12o, e deposito na ra Nova n. 33.
Mespeitusamente avisam ao publico, o particularmente aos Srs. de engenhos e des-
tiladores, etc., que este estabelecimento se acha completamente montado, comaspro-
porces necessarias, para desempenhar qualquer machina, ou obra concernonte ao mes-
mo. o. mesmos chamam a attencRo para as seguales obras, as quaes construidas em sua
fabrica compelem com as fabricadas na Europa, na qualidade e tilo de obra, e por me-
nos nreco, a saber :
MACHI.NASfjcontinuas de destilar, pelo methodo do autor francez Dcrosno, ai me-
Ihores mschinas, que para este lim at hnje tem apparecido.
ALAMBIQUES de cobre de todas as dimensOes.
TODOS OS COBRES necessarios para o fabrico de assucar.
TAIXOS DECOBBEpara ronnac.ao.
TAIXAS DITO para engenho.
DITAS DITO moveie para dito.
HOMiiAS DE COBRE de picote, de repucho, de roda ede pndulas.
ESCRIVANINIIAS de latao dos melhores modellos.
DITAS DITO galvanismos.
SINOS de todos os lmannos.
OS APRECIAVEIS fugues de ferro econmicos.
BURRAS de ferro as mais bem construidas.
CARROS dito de mi.
PORTOES de ferro.
VARANDASdito.
GRADIAMENTOS dito.
TAIXAS dito.
CALDEIRAS dito.
BA.NHEIROS de zinco e de folha, para banho de choque. ___
d'aro.ra
BOWMAN & MC/CALLUM* engenhiros
ros machinistase fundidores de ferro mu
respetosamente annunciam aos Senhores
propretanos do engenhos, fazendeiros, mi-
neiros, negociantes, fabricantes e ao res-
petavel publico, que o seu estabelecimento
de ferro movido por machina de vapor con-
tina em effectivo exercicio, e se acha com-
pletamente montado com apparelhos da pri-
meira qualidade para a perfelta confeccao
das maiores pecas de machinismo.
Habilitados para emprehender quaesquer
obras da sua arte, Bowman & Me. Callum
desejam mais particularmente chamar a
alienlo publica para a sseguiotes, por
erem dallas grande sortimento j prompla,
as quaes constrgidaa ns sua fabrica pdem
competir com as fabricadas em paiz es-
trangeiro, tanto em preco como em qua-
lidade da materias primas e mSo d obra
asaber:
Machinas de vapor da melhorconstruccSo
Moendas de caima para engenhos de lo-
dos ostamanhos, movidas a vapor por agoa
ou animaes.
Rodas d'agoa.moinhos de vento e serraas
Manejos independentes para cavados.
Rodas dentadas.
AguilhOes, bronzes echumaceiras.
CavilbOes eparafusos de todos os tama-
nhos.
Taitas,pares.cri vos e boceas de fornalha.
Moinhos de mandioca, movidos a m3o ou
por animaes, e prensas para a dita.
Chapas de l'ug.lu e frnos de farnha.
Canos de ferro, torneiras de ferro e de
bronze.
Bombas psra cacimba e de repuebo, mo-
vidas a m8o, por animaes ou vento.
Guindastes, guinchos e macacos.
Prensas hydraulicas e de parafuso.
Ferragens para navios, carros e obras pu-
blicas.
Columnas, verandas, grdese portOes.
Prensas de copiar carias e sellar.
Camas, carros de m8o e arados de ferros
etc etc.
Alm da superioridade das suss obras, j
geralmente reconhecida, Bowman Me.
Callum garanten) a mais exacta conformi-
dad com os moldes e dezenhos remellidos
pelus senhores que se dignarem de fazero
Ihesencommeodas, aproveitandoa occasiSe
para agradecerem aos seus numerosos ami-
gus e freguezes a preferencia com que teem
sido por elles honrados, e asseguram-lbes
que nao pouparBo esforgos; e diligencia
para continuaron) a merecer sua conlunca.
-- Preoisa-se de um pequeo para caixoi-
ro de ven la : no Becco Largo ao Recife, ven-
da da esquina n. i.
Precisa-su de urna ama que tonda
bonscostumes, psra casa de pouca familia :
no pateo do Parai/.o n. 18.
C Starr & Companhia,
Respeitosamente annunciam que no seu ex-
tenso estabelecimento em Santo Amaro,
continua a fabricar, com a maior prrlVicmi
e promptidao, tuda qualidade de machinis-
mo para o uso da agricultura, navegac3o e
manufactura, e que para maior commodo
de seus numerosos freguezes e do publico
em geral, tem abeno em um dos grandes
armazens do Sr. Mesquita oa ra do Brum,
atraz do arsenal de marinha, um
Deposito de machinas,
construidas no dilo seu estabelecimento.
All acharao os compradores um comple-
to sortimento de moendas de canna, com
todos os melhoramentos (slguns delles no-
vos e originaes) de quo a experiencia de
muitos annos lem mostrado necessidade.
Machinas do vapor de baixa e alta pres-
sSo, tachas de todo tamanho, tanto batidas,
como fundidas, carros de m3o, e ditos para
conduzir formas de assucar, machinas para da frecuezia da Glorio, que COr-
moer mandioca, prensas para dilo, fornos__ i_ o 1 .
de ferro batido pira farnha, arados de fer- reu DO da i do COr rente mez e
roda mais approvada construccao, fundos paga immediatamenlc logo que re-
para alambiques,crivos e port.s para for- 1 i- J.,,,..,. |_
nalhas.e urna inlinidade de obras de ferro, ceuer as listas, sem descont ai-
quesera infadonhoenumerar. gum todos e quaesquer premios
No mesmo deposito existe urna pessoa in- aliirpm mu l,ll,..i. c \p\ni
telligenle e habilitada para receber todas as 1ue salnrem nos bilhetes, meios ,
encommendas, etc. etc., que os annuncian- quartos, oitavos e Vigsimos, veil-
tes, contando com capacidade de suas of- didos na praca da Independencia
linas e machinismo, e pericia de seus olli- ., 1 ", .
ciaes, se comprometlem a fazor cxecular, O. 10 fi ID, loja de calrul do A-
com a maior prestoza, perfeicao, e exacta rantes, e na ra da Cadeia do Re*
conformidade com os modelos, ou dse- *___/ nhus, e instrucsOes que ide forem forne- ce n. 46, loja de miudezas. Ls-
cdas. tilo expostos venda os bilhetes c
#Cg Trh'J*3- 'tera d'.reSueiia
Consultorio homeo-
Uva-s novas-a 4,000 rs. o pote.
Na ra do Collegio n. 5, da urna poreflo de
potes de uvas em muito dom estado, is
quaes sn vendom a retaldo e em potes, pelo
diminuto prego de 4,000 rs.
Lotera do Rio de Janeiro
Aos 30:000,000 de rs.
Na loja de miudezas da praca da
Independencia n. .'|, vendem-se bi-
lhetes inteiros, meios, quartos, oi-
tavos e vigsimos, a beneficio da 3
lotera da Gloria: espera-se a lista
no primeiro vapor.
Vende-se urna canoa em bruto deange-
lino por preco muito em conta : a tratar na
ra larga do Rozario n. 44.
Lotera do Rio de Janeiro.
Aos 30:0011,noo e 10:000,000 ders.
O cautelista Salustiano de -
quino Ferreira, avisa ao respeta-
vel publico, que no dia 19 do cor-
rente mez, deve chegar do Sul o
vapor da companhia brasileira, e
no dia 30 o vapor inglez Severn ,
conductores das listas da 3. lotera

pathico. '*
Ruado Collegion. 25, pri- I
meiro andar.
1 O Dr. P. A. Lobo Mosco- 4
so d consultas gratis aos
g pobres, todos os dias das 8 +
*>. as 13 horas da manhaa. Pra-
tica qualquer operaco de c-
)j rurgia, ou de partos. Rece- 9
beescravosdoentes para tra-
% tar desuasenfennidades, ou
fazer qualquer operaco, por
0 I> 1 eco commodo.
da Gloria.
Rilhetes
Meios
Quartos
Uitavos
Vigsimos
33,000
11,000
5,5oo
a,800
i,3oo
Compras.
(y Compram-se escravos de
ambos os sexos, para fra da pro-
vincia de 6 a a5 annos tendo
habilidades e de bonitas figuras ,
paga-se muito bem : na ra das
Larangeiras n. 14, segundo andar.
Compra-so um braco de balanca pe-
queo com duas conchas e os pesos de moia-
quarta a 4 libras, em segunda m3o : na ra
da matriz da Boa-Vista o. 22.
Comura-se urna mulata de boa figura,
cue saiba perfeitamente coser, corlar, fa-
zer vest los de senbora eoulras costuras, e
que tenha bom c^mporlamento aluancan lo-
se; adverlindo-se que nBo he para embar-
car eque paga-se bem : no Recife na ra
do Trapiche n. 40, segundo andar.
Compra-se geometra por lacroix.tng
nometria pelo dito com pouco uso : na ra
da Conceicao da Baa-Visla n. 58.
Compram-se para fta da provincia, 2
creoulinhos ou creoulinhas. molatinhos ou
molalinhas,desdo9al 17 ani.os do idade,
de bonitas llguras e sem defeitos phisicos:
na rus da Cruz do Recife n. 57 segundo an-
dar.
Vendas.
F0LH1NHAS PARA .853.
Vendem-se folhinhas de porta ,
de padre, e de algibeira de tres dif-
ferentes qualidades,sendo urna del-
tas com o almanak da cidade e pro-
vincia: vendem-se nicamente na
praca da Independencia n. 6 e 8
Sino de antua, a 800 rs.
Superior cha nacional
em caixinhas do 2 libras, e da melhor qua-
lidade ; vende-se por preco commodo, na
ra do Corpo-Santo n. 2, primeiro andar.
ATTENgAO'.
Ma ra do Queimado, loja de fer'
ragens n. 37 A, junto ao beco da
Congregaco, ainda ha um resto de
meios bilhetes da lotera de \. S*
da Gloria do Rio de Janeiro, cuja
lista deve chegar no dia 19 ou 20 do
corrente, e se vendem a 1 ijfooo rs.
cada um.
Na vauda da quina da|rua Nova junto da
ponte da Boa Vislase vende doce de goiaba da
segundo qualidade.sen lo caixOes de 9 libras
a 900 rs., ditos,de 7 libras a 700 rs.,tambem
se vende presunto do reioo muito bom a
360 rs. a libra, linguicasdo reino a 3o rs,,
ditos do sertflo 240 rs., latiubas de sardinhas
900 rs., serveja boa por garrafa* 360 rs.,
comludoa vista do comprador se faz lodo o
negocio e tudo est em muito bom|estaao.
Vendem-se 100 palmos de um terreno
no corredor do Bispu, tambem se veade a
retalho voolade do comprador, livree de-
sembarcado, e lie prnprio, a tratar oa ven-
da nova a entrada do mesmo corredor.
Vende-se no armazem de Vicente Fr-
reira da Costa na ra da Madre-de-Deua,
louca azul fina avulso, apparelhos de meza
e cha dos meldores modellos e qualidades,
por preco commudo.
Vende-se urna preta com 40 anuos da
idade pouco mais ou menos, de muito doa
conducta e propria para todo o servico : no
armazem de Vicente Ferreira da Costa na
ra da Madre-de-Deos.
Lotera do Rio de Janeiro.
No segundo andar da cssa o. 25, da ruada
Cadeia do bairro deS. Antonio, ba um res-
to de bilhetes d% terceira lotera em favor
da nova freguezia de N. S. da Gloria, cuja
roda deve ler andado em 3 do crranle. Os
amantes deste jogodirij3o-se mencionada
casa, onde encontrarSo variados, e^seguidos
nmeros.
Vende n-se 8 moleques, de 14 a 18 an-
nos; um lindo mulatinliu de 15 annos, pro-
prio para pagem ; 4 negros robustos para
cuchada; 1 uegro de meia idade, por 300,000
rs.; i mulatas com liabilidadas, e 3 ne-
gras para lodo servico: na ra larga do Ro-
zario n. SS, segn io andar.


Lotera do Rio de Janeiro. -
A os 30:000,000, 10:000,000, 4:000,000 ,
2:000,000 e 1:000,000 de rs.
Ni rui da Cadeia do Itrcile n. 24, loja da
Viova Vieira & Filhos recebTam pelo va-
por S.Sebastifio, entrado em 12 do crtente,
lista da 15. lotera a beneficio da cons-
trucefio e reliaros das motriles da provincia
que seacha palonlo em dita loja, o pelo
meamo vapor chegarsm o acham-se a venda
08 mu afortunados buhlas e cautelas da 3.
lotera boneficio da nova freguezia de Nos-
sa Senbora da Gloria, cuja lista vom no va-
por inilez Km 20 do correle, e trocam-se
por bilhet<*a premiados das loteras do ftio e
desta provincia.
-- Veade-se urna negra ja de dado, pro-
pria para todo sb'vqo e i m algumas habi-
lidades, por preco commodo : na ra do
Queimado n. 20. se informar.
-- Veode-se pilo torrado a quatro vileos
a libra : na ra larga do Itozario n. 48.
--vende-se urna escrava, por preco com-
modo : na ra do Arag3o n. 40.
Vende-se alvaiade em barrs de quin-
tal cada um : na ra do Trapiche n. 10.
Vende-se um sitio com casa de pedra
o cal, com bastantes commo los, bom poc,o
e tanque, muitasarvores de frutas, terreno
proprio o por preso commodo, no lugar do
Arraial do Raixo. que faz extrema com o si-
lio do Sr. Elias Baptista: a tratar no mesmo.
Familia de mandioca.
Vende-se saccas com superior familia
de mandioca a presos rasoaveis : a tratar
com J. J. Tasso Jnior ra do Amorim
D. 35.
A .3,000 rs.
a caixa dos verdadeiros charutos do S. Fe-
lixvendem na ra do Quaimado n. 9.
Vende-se a taberna n. 123, no atierro
dos Alfoliados bem at'rcguezada, quem a
preleuder dirija-se a mesma que achara com
quem tratar.
-- Vende-se na ra do Collegio n. 5, man
leiga ingleza inuito boa a 720 rs., a libra,
caxinhas com 2 libras de perasseccas a 1280
rs. cada caixlnha, chanpagne de marca cs-
trela a 2,000 rs. a garrafa, sebolas novas a
320 rs. o ceulo, marmelada nova, doce de
goiaba fino, Uta com bolaxinha de aramia,
0 nitros muilos gneros por preco com-
modo.
-- Von4e-*e um bom prclo, oflicial de
marcioeiro, que representa ter 25 a 30 an-
cos : quem o pretender dirija-se a Soledade,
ra de Jofio Kernandes Vieira, sitio dos qua-
tro leOes, que achara pessoa autorizada para
usse II m.
Vende-se duas losillas com I .limlo e
bico as ponas, e urna toda aberta de min-
io bonito laberinto : na ra do Queimado
loja n. 14.
Vende-se urna mesa propria pira cu-
sinha : na ra do Queimado loja n. 14.
Vende-se urna escrava bonita figura de
idadode22 a 24 annos, minio liel o sem vi-
cios ; he quilandeira : na ra do Queimado
n. 9.
Vende-so urna molata, com urna cria
de 4 mezes, c com habilitados ; no Mondego
sitio n. 145.
Por 8;olio rs.
Na ra do Queimado loja n. 18, vende-se
J.izia Potica, rica collecfio de poezias mo-
dernas de varios autores em 5 voluntes cn-
cadernados de novo por o mdico preco de
8,000 rs.
Na ra do Quoimado loj n. 18, vende-se
lrico candieiro de giz para cima de mesa
que anda nSo fui servido por proco com-
- modo.
* Na ra do Queimado loja n. 18 vende-se
obras completas de Lafonlaine om franrez
encadernaila de novo por preco du 4,000 ; he
barotiasimo.
Vende-se .historia de Simo de IXantua,
a 800 rs. : n livraria da prarja da Indepen-
dencia II. ti L' 8.
Aos fumenles.
Na ra do Collegio loja n. 7, vende cai-
Xinhas com 100 charutos de8. Feliz a 2,800
rs. a caixinha, a ellos quo oslao-se aca-
bando.
Vende-so 4 caixOcs grandes para um
depozilo sendo um dilles todo envidracado
1 bslcfio, 1 balanca grande com 3 arrobas
do pezos ate meia mi ii la, lodos afefi los pa-
ra o auno de 52, e 1 cachorro para cuna do
balean, 1 balanca pequea quem quizer di-
rija-se a ra Nova n. 50.
Feijao molalinlio,
em saccas grandes; carnauba de primeira
sorte; este ir as novas; toalhas do lavarinto ;
rendas; sa patos de homem e menino; cou-
ros e sola, ludo chugado do Aracaty : na
ra da Cruz do Kecife n. 24, armazem de
Manuel Jos deSa Araujo.
A todo o fielcliristao.
5 Acaba de sabir a luz no Rio de ja-
ff. neiro o seguinle : jS
fr Livrinho milagroso* *,
9 Da vera Elllgic divina do Rosto de ~
(* NolfO Senhor Jess Christo acoropa- 9
9 nhado da mesma imagem ricamente *
# gravada e de um breve resumo da vi- a*
dado Nosso Divino Salvador, oflere- **
r cido a todo o Uel chrislBo. Acha-se
f estampada na frente desle lindo li-
vriniio a segunte poderosa recom- *
( mendacSo : Este livrinho parece- ?
.me proprio para excitar a piedape o r>
0 devocSo dos liis : segu urna tradi-
j efiosobreo verdsdeiro retrato do Nos- *
so Seuhor Jess Quisto,que nao con- (f)
^t> tradiz as que sfio adoptadas sobre o (p
m mesmo objecto poralgunsescnptores ^
a> refenodo-se a oulros antigos. Ol- ^
^ vrioho podo ser lido coro fructo pelos ^
^ fiis. Conceicflo, 25 de Janeiro de ^
k 1S51. Bispo conde capell3o-mr, ^
J vende-se no pateo do Collegio casa ^
m do livro azul a 640 rs. cada um. -.
Nova fabrica de chocolate lio-
moco ptico.
Em a mesma se cnconlra o chocolate ho-
meoptico a provado e aplicado pelos Srs.
Doutoresda homeopathia se encontra mais o
seguintero grande chocolate hespanhul lino
amargo para regalo, dito entre lino tempe-
rado lambem para regalo,cbocolate para o
diario, cha preto, da india, hysson, caf
moid puro, caf desevada, canella muida,
puxuri, familia do MaranhSo, farinha de
mandioca calle de caroco, sevada em gr3o,
charutos da baha, tudo de superior quali-
dadee commodo preco.
Vende-se saccas com superior colla,das
fabricas do Rio Grande do Sul, e a preco
commodo, no armazem, do Das Ferreira
ao pe da alfandega.
Vnide-se rap Paulo Cordeiro a 1280
rs. a libia : na ra da Cadoia loja do Jofio
Jote oe t.ui valiiu Moraes.
Arados de ferro.
Na fundico da Aurora, em S. Amaro,
vendem-so arados de ferro de diferios mo-
delos.
.- Vendem-se amarras e ancores de ferro:
Dt ra do Trapicho u. 10.
Velas de carnauba em libras.
Vendem-se velas de carnauba imitando
espermacete : na loja de galeiro da ra da
Cadeia do Recife n. 36.
Vendo-se urna escrava croouia, ae ex-
cellenteconducls,engomma, lava e cose: na
ra do Vigario n. 13, leroeiro andar.
. Vende-se, por preco commo-
do farinha de mandioca milito
superior, a bordo do patacho Ale-
gra, chegado de Santa Cathariua,
oqual se ocha fundeado ao p do
caes do Collegio: a tratar a bordo
do mesmo, ou com Novaesck Com-
panhia, na ra do Trapiche n. 34.
vende-so champagne da marca amiga
e bem coiihecda, Comet, em casa de Deane
Yulec Lnmpaiihia : na ra daCadeia.
Mouiidus superiores.
Na fundicSodeC. Starr& Companhla
em S.-Amaro, acbam-se venda moendas
de canna, todas de ferro, de um modelo e
construcefio muito superior
DEVERES DUS HOMENS,
a 5oo rs.
Vende-se este compendio aprovado para
as aulas, em meia encadernaefio, a 500 rs.,
cada um: na liviana 11. (i c 8, da prega ila
Independencia.
Attcnran.
Na esquinada ra larga do Rozario \ra-
vessa do queimado n. 9, se vende os livros
soguintes lo ios completamente novos os
quaes por certos mativos se vendem por
muito menos de scu valor us quaes sfio : Os
mysterios de Pars garnecidos com ricas es
tampas, O Juaeo Errante, Mara llespanbola
ou a victima de um lale com ricas eslam-
pas, os tres mosquetearos com estampas por
Alexandre Dumas, os vinte annos depols
com estampas por alexandre Dumas, os mys-
terios da polica e das prizOes obra nova com
ricas eslampas, A Epoco jornal com ricas
gravuras, e o Caramui. Existe apenas um
exomplar de cada urna destas obras.
Vendem-se superiores vinhos finos en-
garrafados, sondo do Torio, linio,un cai-
xinhasde 30 gairafase de Lisboa, branco
em (lilas de 24 garrafas ; muito boa fl mulla
de a I jo 1,1o para selins, e relroz do "orlo :
na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
Marmelada de Lisboa.
Vende-se marnela la de Lisboa em buce-
tas de urna quarla.quaita e meia, tres quer-
as e urna e meia libra por preco mais
commodo do que em outra qualquer parte
na loja de miudezas da ra do Collegio
D.l.
Vende-se tijolo de alvenaria marca
bastante grande no Jiqui olaria defronte
doengenhoindo la buscara 14,000 rs.o mi-
lheiro.
Pechincha.
No aterro da Boa Vista, leja decalsado n.
58, junto ao seleiro vendem-se sapstOes
de lustro a 2,500 e 3,000 rs., o muito bons
a 3,500 rs., a elles freguezos que s3o poucos.
-Oprimo vinlio branco.
Vendem-se barris de 5 em pi-
pa, com vinho branco de Lisboa,
da melhor qualidade que a; parece:
trata-se na ra da Cadeia do Ke-
cife n. 48.
Cal vilgem de Ljsbot.
Vende-se cal de Lisboa, de p-
tima quahdade vinda no ultimo
navio : trata-se com Augusto C.
de Abreu, na ra da Cadeia do He-
cife n. 48.
Fio de sapateiro.
No aterro da Boa Vista, loja n. 58, vende-
se. fio de sapateiro a 700 rs. a libra, e mar-
roquim preto a 1440 rs. a pelle.
FARINHA DE S. CATHARINA.
A meltior fdrinha de mandioca
,e mais recentemenle chegada ao
mercado, vende-se por preco mais
commodo do que em outra qual-
quer parte, a bordo do brigue Al-
mirante fundeado confronte ao
caes do Hamos : trata-se a bordo
do dito brigue, ou no escriptorio
dos consignatarios Machado & Pi-
nheiro, na ra do Vigario n. ig
-. A bordo do patacho nacional Kulerpe,
ha superior larinha de S. Calhanna, chega-
da ltimamente : trala-se a bordo do mes-
mo patacho fundiado defronte do trapiche
da algodSo, ou na ruado Apollo armazem
n 15, e na ra da Cruz n, 33, armazem do
S Arauio.
Vende-se chapeos de palna americana
mu superiores, e relogios americanos para
cima de meza, bons reguladores : na ra do
Trapichen. 8.
Sebolas.
Na travessa da Madre de Dos, armssem
n. 19 vendem-se muito boas sebolas a 320 o
cento.
Paneiros com sal.
Vende-se sal do MaranhSo em paneiros ,
do superior qualidado : no armazem do Sr.
Antonio-Annes, ou a tratar com J. B. da
Fonseca Jnior, na ra do Vigario o. 23.
Salsa parrilha.
A melhor salsa parrilha que ha, chegada
no ultimo vapor, existe muito pequea
porcSo: no armazem do Sr. Antonio Xnnes,
na escadinha da Alfandega, vende-se a com-
modo preco, a tratar com J. B. da Fonseca
Jnior, na ra do Vigario n. 23.
Farellos de arroz.
Esta ISoconhecida e proveitosa substan-
cia alimentaria para cavallos, recentemenle
chegada : vende-se no armazem do Sr. An-
tonio Annes, em saccas, a commodo prego.
FAIUMIA DE BALTIMUHE,
muito nova e de superior qualida-
de : a tratar com Alanoel da Silva
Santos, na ra do Amorim n 56
e 58, ou no armazem do Aines no
caes da Alfandega.
Sobrado em Goianna.
Vende-sc, muito em conta ,
um bonito sobrado sito na ra
em
SALSA PARRILHA DE BRISTOL
salsaIKwImds.
A sala parrilha deBristol dala desde 1832, e lem constantemente manlido sua reputa-
cffn sem necessidade de recorrer a pomposos aununcios de que as prtiparacOes de m-
rito' podem despensar-e. Osucesso do l)r. Brislol tem provocado indultas invejas, e
entre outras, as dos Srs. A. R. D. Sands, de New-York, preparadores e propietarios da
salsa parrilha conhecida pelo nome de Sands.
EstessenboressoliciUraoeni 1812 a agencia de Salsa parrilha de Brislol, e como nao
o pudossem obtor, fabricaro urna imitaclo de Brislol.
Eis-aqui a carta que os Srs. A. R. D. Sands escreveram ao Dr. Bristol, no dia 20 do abril
de 1842, e que seacha em nosso poder :
Sr. Dr. C. C Bristol.
Bfalo, etc.
Nosso apreciavcl s Em todo o auno passado temos vendido quantidades coisdcraveis do oxtraclo de
salsaparrilbadevm. e polo queouvimos dizer de suas virtudes quelles que a tem usa-
do, julgamos que a venda da dita medicinase augmentar multissimo. Se Vm. quizer
fazer um convenio comuosco eremos que nos resultara mulla vantugem, tanto a nos
como a Vni. Temos muito praier que Vm. nos resoonda sobre este assumpto, o se Vm.
vier a esta cidade daqui a um moi, ou cousa stmelhanie, teamos muito prazer em o
ver om nossa botica, ra do Fulton n. 79.
Felo as ordens de Vm. seus seguros servidores.
(Assignados) A. R. D. Sands.
C01TOLSArO.
l.'Aantiguidade da salsa parrilha de Bristol, he claramente provada, pois que ella
data desdo 1832, e que a de Sands s appareceu em 1842, poca na qual este droguis-
ta ii.lo ple obtera agencia do Dr. Brislol.
2. A superioridade da salsa parrilha de Bristol he incontestavel, pois que nSo obs-
tante a concurrencia da de Sands, e do urna porcSo de outras preparares, ella tem man-
tido a sua reputacaoem quasi toda a America.
As numerosas experiencias feitas com o uso da salsa parilha em todas as infermida-
des originadas pela impureza do sangue, e o bom xito obtido nesta corle pelo IIIm. Sr.
Dr. Sigaud, presidente da academia impeiial de medicina, pelo lllustrado Sr. Dr. An-
tonio Jos l'eixoto om sua clnica, e em sua afamada casa desaudena Cambo*,pelo IIIm
Sr. Dr. Saiui niiii) de Uliveira, medico do exercito, e por varios uniros mdicos, per-
mitlom boje de proclamar altamente as virtudes edlcazes da salsa parrilha deBristol.
Vende-se a 5,000 rs. o vidro; na botica de Sr. Jos Mara Gonc.alves Ramos, ra
dos Quarteis pegado ao Quarlel de Polica.
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cr c b"-s^*
ALSA PARRILHA DE
SANDS.
Este ezeellente remedio cura todas as en-
ormidades as quaes sfio originadas pela
impures* do sangue ou do systema ; a sa-
ber : escrfulas, rheumalismo, erupfOea
cutneas, brebuthas na cara, almoroidas,
doencas chronicas, brebultus, bortoeija,
tinha, i'iiciiacOes, e dores nos ossos, e jun-
tas, ulcar, doencas venerias, citica, enor-
midades que alta-jilo polo grande uso do
mercurio, hidropesa, exposlosa urna vida
extravagante. Assim como, chronicas de-
sordena da constituicSo, serSo curadas por
esta io til, e approvada medicina.
A adminiatracSo desle helo remedio, nos
ataques mais estraordinarios tem sido sem-
prn seguidos pelos mais felices resultados
n i. s.i is op.raro .-, ; porm, o seu principal
objeclo be de purilicar o sangue, e limpar o
syatema de qualquer influencia de mercu-
rio. No seu modus oprrandi, he directa-
mente como um remedio alterativo, anda
que, indirectamente serve ao systema como
um vordadeiro Inico. Doengas nos ossos
e no systema grandular assim. .como as
juntas, e ligamentos, s3o inleiramenle cu-
radas pelo uso desle remedio, sem que o
doente faga resguardo algum, quando usar
este remedio. A opperar9o deste remedio
consiste em remover a desordem do syste-
ma, e em breve tempo o doente ganhar a
sui saude.
A Salsa Parilha tem ganhado por muitos
annos una alta repulacSo, de ter curado
doencas mui diulcullosas, que nenhumou-
tro artigo de valor em materia medica tem
curado. He de saber que a SalsB Parilha be
um dos mais valeroaaa remedios que os
ductores usSo em toda a parte do mundo ;
com vistas de ganharem a cura pelo uso de
tal remedio vegetal. Porm, deve-so de
notar, que nem todas as pessoas sabem pre-
parar esto remedio, assim como esco-
Iherema melhor parte que se deve usarem
tal prepararlo. L'm celebre Med.co escrip-
tor, que residi por muitos annos no lugar
aondeha a melhor. produccSo da Salsa Pa-
nlla disse : Seisou oilo especies destas
raizes que crescem nestes bosques, admra-
me que nflo podesse adiar, se o3o urna,
com o gosto, e propriedade da verdadeira
Salsa l'anlla, que se possa recommendar
para medicina ; pois as mais eraiu inspi-
das e inertes. Porm, como os mdicos
nao se diln ao trabalho de fazerem as
suas proprias medicinas, mas sim conliam
nos seus habis boticarios, para a prepara-
rem, e comporem diflarentes drogas. Po-
rm de todas as prepararles de Salsa Pari-
lha devia de ser da genuina, para que o fa-
cultativo e o publico fleassem bem fiados
as preparaefies de Salsa Parrilha a ser da
mellior qualidado. Pois he este o genuino
vegestavel, que se oflerec ao publico ; nes-
te se v combinados o ulile cum dulce ; pois
em infinitos casos em que o doente espe-
ranzas algumas tinha ue viver, e grandes
quantidades de remedios .experimentados,
mas sem resultados de melhoras; mas com
Vende-se em casa de 4.
datnson llowie & Companhia, na
ra do Trapiche n, !\x panno de
algodao para saceos deassucar
muito superior e barato.
Bombas de ierro.
Vendem-se bombas de repuxo
pndulas e picota para cacimba:
na ra do Brum ns. 6, 8
fundiciSo de ferro.
Farinha Fontana,
chegada ltimamente: em casa de J. ], i,s.
so Jnior, na ra do Amorim n. 35.
Deposito da rubrica de Todos o.
Santos na Baha.
Vende-se, em casa deN. O. Bieber&c
na ra da Cruz n. i, algodSo transado di!
quella ra lrica, muito proprio para saceos da
assucar eroupa de escravos, porprecocom.
modu.
eio,
Vendem-se e alugam-se bichas, che- at
gadas ltimamente de Hamburgo,Dor m
$ preo commodo: na ra de S. Amaro t
?; n. as. ,
Vendem-se selins e silhSes
inglezes, de couro de porco, da
primeira qualidade: em casa de A-
damson llowie & Companhia, na
ra do Trapiche n. 4a-
Vende-se superior cal virgen de Lis-
boa vinda pelo brigue Novo Vencedor no
passeio publico loja de fazeudas n. 15, pre-
$0 muito commodo.
MOB1LUS DE FERRO.
Vendem-se ricas mobiliasde fer-
ro, como canaps, mesas, cadeiras
com braco e sem elle, e muitos ou-
tros objectos de ferro : no arma-
zem de Kalkmann Irmiio, na ra
da Cruz n. io.
Charutos de Havana
De superior qualidade : vendem-se no ar-
mazem de Kalkmann Irmos, na ruada
Cruz n. 10.
Livros em branco.
Vende-se em casa de Kalkmann Irmos,
na ra da Cruz n. 10, livros em branco che-
gados pelo ultimo navio.
FANOS.
Veodem-se em casa de Kalk-
mann Irmiios, na ra da Cruz n.
i o, ricos pianos de Jacaranda, com
excedentes vozes chegados ha
pouco tempo.
Vende-se vinho de champa-
uomcertos, oque cima se diz, he' uiuwuno uuuiouuo
eiro. Os propnelarios deate reme- de lodas os larguras : veodem-se no arma-
i por muitos annos empregado todos zem de Kallkmano Irmaos.ruada Cruz n110.
os para prepararem este tso mil, el Vendem-se muito boas navalhasingle-
_sta pura Salsa Parilha, suas curas tem sido
infaiiveis, pois os certifica ios que temosjnhe legitimo e de superior quali-
recebido de pessoas que tem usado destejj j j j^ || &
puro remedio, afilrmatu da sua boa elllca-
cia ; estes certificados temos a honra de Lompannia, na ra da Lni/. n. 33.
aprensenlar ao respeitavel publico, para VInlilnra (loiiradiis
que liquom certos, o que cima se diz, hl
vordadei
lio tem
os meins, ..
essencial remedio da raiz da Salsa Parilla.izas para barba, tanto em estojo de urna,
qne por um, conseguiram as suas vistas, em como de duas,esles trates sendo bons, como
erepararemum taovaluoso remedio, e seus estas o sfio, tornam-se indispensaveis em
tfio lindos resultados tem enchido os pro- um clima como este araca humana, esas
prielariosde gloria, e triumpho de lerem objeclos de estima, a ponto dedeveremser
preparado urna linda composic.3o cootra inventariadas, quando seu dono se retirar
doencas, quo o seu lin ha dustruiro corpo. de urna vez para S. Amaro; oautordollas
numano. Esta. composicSo ba qumica e foi premiado pela descoberta da tempera
nova. Esta Salsa Parilha he combinada com que soube dar ao eco de que ellas so feitas;
outros engredienles que todos elles perten- meias brincas de lio da Escocia ; Ihesouras
cem classe vegetal, e todos com o poder finissimas para unhas ; grampss envernisa-
de purilicarem o sangue. O doente que usar das; oculos para tolas as idades, a 800 rs;
desla composiefio, pode contar que tem o esporas finissimas de ac com correia a in-
cois cilicaz remedio, para a sua enferm- gleza ; escovas de falo; linhas pretas pan
laili-usa. O nico agente nesta cidade he -sapateiro ; espelhos de gavetas os maiores
Vicente Jos de linio, na ra la Cadeia do que tem viodo, a 800 rs. cada um e maiores
ACIDADK DE PARS.
-i ^ ^ ai-i-
do Meio, n. 58 avaliado
a:oooooo, em o qual tem parte
rsula Alaria das Virgens e sua
irmaa Joaquina Alves de Faiva na
importancia de io7,473 rs. quem
pretender dirija-se a caza de Kal-
kmann Irmaos,ruada Cruz.n, io
aun do Collegio n. 4.
Novo sorlimento dn chapeos de sol, par
homem e senhora, a sabor :-chapeos de
sol de seda, armaefio de baleia, de 4,500 rs.
ra cima; ditos ditos para senhora, de 4,000
rs. para cima ; ditos de panno lino, de ar-
mac.lo de baleia e de ferro, de 1,600 a 3,200
rs. ; ditos ditos de armaefio de junco, de
1,200 a 1,800 rs., todos limpos : grande sor-
timento de sedas e pannos, em pecas para
cubrir os mesmos, baleias para vestidos e
espartilhos de senhoras. Concertam-se to-
das as qualidades de chapeos deso, tudo
com perfeicfio e por menos prego do que om
outra qualquer parte.
#***: f
iGantois Pailhetck Companhia.
V Conlinua-se a vender no deposito
geral da ra da Cruz n. 52, o excel-
ente e bem conceituado rap areia
preta da fabrica deCantois Pailhet&
Companhia da Babia, em grandes e _
pequelas porces pelo preco estaba- jg
lecido. i,
mwsstsiii-
Tinta em oleo
branca everdo: vendse no armazem de
Kalkmann IrmHos, ra da Crnz n. 10,
Em casa de J. Kellcr & Com-
panhia, acha-se a venda vinagre
branco, superior de Nantes, em
barris de 3 medidas.
Cadeiras.
Vendern-se cadeiras para meninas; no ar-
mazem de Kalkmann Irmfios, na ra da
Cruz n. 10.
lspellio de parede
com ricas moldurus : vendem-se no arma-
zem deKIkmannlrmnos, ra da Cruz n. 10
Kecife botica n. 61.
AGENCIA
da fundico Low-Aloor.
RA DA SENZAI.LA NOVA N. 42.
Neste estabeleeimento
mais baratos, e outras minias miudezas eai
conla, para liquidar conlas velhas : na rui
larga do Rozario n. 35, loja do Lody.
g-^i" a 5 latas de resto.
Na confesara da ra eslreita do Rozario
contl- 43, vendem-se latas com marmelada pei-
500 rs urna,
ellas rapazii-
para banho bastantes arvoredos de
Antigo deposito de cal
virgem.
Na ra do Trapiche, n. I7, ha
muito superior cal nova em pedra,
chegada ltimamente de Lisboa:
tambem se vende potassa da Itus-
sia, nova e de superior qualidade.
Talxns para engenho.
Na fundiefio de ferro da ra do Brum,
acaba-se de receber um completo sortlmen-
to de taixas de 3 a 8 palmos de bocea, as
iiiiaas acham-se a venda por preco com-
modo, e com promptidfio embarcam-se,o0
carregam-so em carros sem despezas ao
comprador.
-- Vendem-se cera em velas ,
fabricadas em Lisboa e no Rio de
Janeiro, em caixas de 100 libras
surtidas, de 1 a 16 em libra,elam-
bem de um n tamaito, por me-
nos preco do que em outra qual-
quer parte : trata-se no escripto-
rio de Alachado & Finheiro, na
ra do Vigario n. 19, segundo
andar.
Aloinhos de vento
eom bombas de repucho para regar hortas
d baixas decapim : vendem-se na fundiefio
de Bowman & Me. Callum, na ra do Brum
ns. 6.8 etO. -
Deposito de cal e potassa.
No armazem da ra da Cadeia
Jo Huelle n. 13, ha muito supe-
rior cal de Lisboa, em pedra, as-
sim como potassa chegada ultima-
mente, a precos muito rasoaveis.
Deposito de cal virgem.
Cunha & Amorim, vendem barris com cal
em pedra, chegada ltimamente de Lisboa,
na barca > Margarida, por menos preco do
que em outra qualquer parte: na ra da Ca-f com cambao de sicupira e braco.s
deia do Recife n. 50. da ferro : na fundicSo da ra do
Vendem-se amarras de ferro: na ra'
da Senzalla nova n. 42.
ma ahaverum comnleto 90r. 'ra|. pelo diminuto preco de 500 rs uma,
nua a naver um completo soru- pesando 3 liDrascada lata ; a
ment de moendas o meias moen- da que he baraiissimo.
das para engenho, machinas de Caixas para rap,
vapor, e taixas de ferro batido e yendern-w excelientes caixas de xifrepa-
r ra rape, por commodo preco : na ra larga
coado, ae todos os lmannos, pa- do Rozario n. 20.
ra dito. "" V6nde-se urna preta perfeita engoo-
a j cj m madeira, a qual he propria para esse servi-
Agencia de LdWin flUW. o por ser reforcada do corpo, faz o exais ar-
Na ra de Apollo n. 6, armazem de c. Cal- ranjo de casa e ra com mulla fidelidade;
inmii.M Companhia, acha-se conataotementc umaoulra por 200,000 rs., lava, cozinhae
bons aortlmemoa de uia de ferro coado e f8Z o mais servico de casa com perfeicao,
balido, Unte rasa como tundas, moendas ni- ..i.,._j ___* i... ... .1 .I..
ei.as.dasde ferro para iniuiaea, agoa, .te, ^"rundo queambas sfio creoulas, even-
dias para armar em madeira de todos oa la- J,d,s por falla de cubres : na ra larga do
mnilios e madellos o mala moderno, machina Rozarlo, loja n. 35.
horlaonlal para vapor, com forca de 4 caval- I''uzl'11 das modernas C muito bara-
tos, coucos, passadeiras de ferro eatanhado
para casa de pulgar, por menos preco que 09
de cobre, escoveus para navios, ferro foglez
tanto em barraa como em arcos folbaa, e tudo
por barato preco.
Vinho de Champagne,
e superior qualidade : veode-se no arma- Chales escocezea de todas as coros a 1,500
em Kalkmauu Irmfios Ra da Cruz, n. 10 Cortes de cessas empapeladas do ul-
000000>000 timo oslo a 2,000
O Vende-se um grande sitio no lu- Q Ditos de ditas mais Onas 2,400
9 gardo Manguinho, que fica defronte Q Chales de Ifia e seda muito modernos a 3,200
Q dos sitios dos Srs. Carneiros, com n }>eQsdi) chitas prelas com lustio a 6,000
i
tas, vendem-se pelos seguintes
precos :
Grvalas de setim prelo j feitas a 1,400
bitas de seda de cores muilo bonitas a I,-,;"
Ditas de cassa da India muito finas a 800
boa a
1,600
9 fructo : na ra do Collegion. 16, se- jf Ganga da India muito lina, Covadoa 400
i gundo andar. O Panno de linho do Porto de 18 a 19 va-
Vendem-se velas de espermacete, em Dito preto fino com duas larguras, co-
caixas, de superior qualidade : em casa de vado a 2,800
J. Kelier & Companhia: na ra da Cruz nu- Cortes de meias cazimiras de bonitos
mero 55.
Principios geraes de economa pu-
blica e industrial.
Ven Jo-sn este compendio, approvado para
as aulas de pri muirs letras, a 480 rs.: na
praca da Independencia, livraria n. 6 e 8.
Casa de commissao de escravos.
Vendem-se escravos e recebem-
se de commissao, tanto para a pro-
vincia como para l'ra della, para
o que se offerece muitas garantas
a seusdonos ; narua da Cacimba
ti, primeiro andar.
Vendem-se relogios de ou-
ro eprata, patente ingiez : na ra
da Senzalla Nova n. 4a.
Arados de ferro.
Vendem-se arados de diversos
modelos, assim como americanos
padrOesa 3,000
Ditos de dita dita mais fina 3,600
ptimas meias cruas, duzia de 2,600
at 5,200
Zuarto da maior largura, covado a 200
rs., pocas de 24 covados a 4,600
e outras muitas fazendas de muitos precos,
no armazem de fazendas de Gouveia &Lei-
lo, na ra do Queimado n. 27.
: Brum ns. 6, 8 e io.
Escravos r'u idos.
Estam (ogidos da fabrica de calderei-
ro da ra do Brum n. 28, os dous escravos
seguintes: Felippe de nacfio Mozambique,
representa ter 35 annos de idade, estatura
regular, cheio do corpo, e costuma embria- ;
gar-se pertencente ao casal de Jos Maris '
de Jess Muniz,; e Alexandre de nacfio S.
Paulo, de idado 35 annos, alto, falla domo-
rada ; que foi do Meliquer, francez mora- |
dor no Rio-Doce, e ltimamente foi doSr.
Eduardo Bolli : ambos fugiram sem outro
motivo mais do que vadiaclo e sabiram.o
primeiro desde 25 do correnle, e o segunda
desde 26 ; roga-sa a quem os pegar de os
levar na dita fabrica que ser recompensado.
IVi.v, v\T. I' i MT.


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