Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04605


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Full Text
a.
pm
AnnoXXVHT
Sexla feirn 16
de Jnneiro de 1*853.
N. 12.
DIARIO DE m PEMAMBl'CO.
vnEgo A snacniPijo.
Pioimknio Adurmi, a
Por trlmeatre..........W /O
Por semestre..............ggg
Por inno.............."W0
PiOO DENT.O DUT.IRI8T.1. _--
Por qu.rtel.............4/500
OTIOI.S DO 1MFCIIIO
SMsDt AtDiricclAh.
Para.....<7 d.Deibr.
Maranhao 2l de dito
Ce.r... S4 de dilo.
Parahlbt. e dito
Minas. ifldeNovbr.
S.Paulo. 10 de dilo.
II. .1.- J 2 de Deibr.
Babia... sdeJanelro
I Seg.S. Salyrn b. m
Ss Ircadlp? '/.'iliC'i.
13 Tercas. Elarlo.
II ..)...ir t.S Flix.
5 Qulnt S. A itiiii-'i ab.
S. Segundlna
.6 S S. Berardo.
17 s ib. S. Anlo.
18 Dom. 2. .S'aullsslmo
Noine de Jess.
Jio di OrvkSo
2. e.'>. As 10 horas.
1. vara do civtl.
3. e6. ao raelo-dia.
Faztnrln.
3. e6.it 10 boraa.
2. vara do civil.
4. e aabadoa ao mclo-d
Rilaei'm.
Tercas e ssb.doii
miaiaa.
Creicente 20. as 8 horas e 15 minute da ni.
Cbeia a7, a a horas e 48 minutos da m.
Mingoantc i 16, a I bora e 48 minutos da m.
Nova i21, as 7 horas e 31 mlnutoa da ni.
tUlaUlM nOJB
Prlmelra Oe3o mfnutni da Urde.
Segunda 0 e s4 mlnuloa da manhaa.
rriTiDAa sos ooauoa.
Ool.nna e Parahlba, a legunda e aextai-
fclrss.
RIo-Crande-do-Rorte.todai aa qulntas-feiras
aomelo da.
Caraohuns e Bonito, i 8 e 23.
Boa-Vlata, e Florea, 13 e 28.
Victoria, As qulotai-felraa.
Ollnda, lodos oa dlaa.
NOTiciAa nTBairauBAS.
Portugal.
Hespanha.
Franca ...
Blgica...
Italia.. .
Aleln.nl a.
Prussla
Dinamarca
Ruasla...
Turqua.
15 de Deibi
8 de dito
7 de dlio
3 de dito
2 de dito
4 de dilo
3 de dito
29 de Oulbr
1 de Deibr|
I de i Austria.. 2 de Dezbr
ISuls.a. .. 2 de dilo.
Sucia. 28deOutbr
Inglaterra 8 de Deibr.
K.-l nidos 23 deNoabr.
Mxico... 1(1 de dilo,
'alil'ornia I de dito
Chin is de dito
xuenos-A. 8JeNnvbr
Montevideo JI de Outbr
CAMBIOS Df 15 Di J NXlnO.
Sobre Londres, a 37 e 28 d. p. 1/
Parla, 34o por Ir.
Lisboa, 90porcento.
atTTAEa.
Ouro.Onca heapanholaa.... a
Hoedaa de 6/400 velhas 16/000 a
de6400noraa. 16/000 a
de4/0C0...... 9/0O0 a
Prala.Patacoe brasilelroa.. l'iu' a
Pesos columnarlos.. 1/920 a
Diloa mexicanos..... 1/740 a
28/600
1H/200
lfi/200
9/100
1/9io
1/970
1/750
aa pane uoi uiuuimuu.,_qt.r |. pm 1791 r. ni>m<>atlo sitgun 1
e.n aobre-s.lto a populacao pacifica, por efl.-.- K gr.na,leiroS no pn.no.ro bat-. heelle quero dirige a b.talha.
fantica contra o de- v iwnw h...... --------,.-------- ,----1# | ,_,.- tjovernador de Nienna rleDOis qual dava
...... ... ..__:___1.. ....1.. (i ,, i.... i.. .
Scnonbrunn
ma orden, do imperador a no dos Kourbun, na despresou na ia para
Soult o commando .los tres fozer a paz com aquellas que o t.nhtm man
qu.lromezes le^'*"| mais glorioso vencer!. Ma'ceiu eacula a
plespaar "^"2* lea sm ,go corro para junto ue suat Uifl-
V&SmF&^& o vnlu'cm .1... .tomar
l'ntar?. mff^g^Ut '^XSSSffVS do comm.n .0
do f^^?*g"l Jo general Lefobvre, ella liohl preha.iel.i-
ano peisado; *J"l|y**5 P" n?,U r do U funches de ebefe .le esta lo-maior da
aviso de lid u 1.0 do meamo enn 1,, s do Platinado.
eondofir i esta su. ramilla, es uueio de Luxe.ni.urgo Logo depo.s foi em-
de laes li- PrKdo segunda vez sob ocummindo de
Lefebvre, depois sob o de Kleber; deu com
Omwmo Sr. marechal decampo manda aucceaao, co.j.o clioC, da u-rda iw^dj,
ouiro m IranMrefer o aviso da reparticSo > fO'"t"S da p..s.Kem de Sieg, de fcnesl.
e ra de 23 de dezeoibro ullimo, que > Us'.acli, o comnundou a .1. esq er..
?. o cop uenemitiiJo pelo Btoi. "a k uihe de AlWoklroben. na qual m
Aust.ucos (orain postoe>em urna completa
de ruta
Csneral de divisilo no auno VII (1799) elle
foi enoarregido de reprimir a insu.roic,2o
helvtica o i|u"COi)feguio nao spela por-
> i is.k, > 11 ;., pela eaiMde.' l.ump'iita est..
inss.o, reu.iii-se o eX'-rcilo de Masscoa
o lom .11 urna parte elflcz no g.nho da fa-
mandar dec!a ar, que S ibealllo Jos do He- "lu" **** ^ cn> co ** **">**
BoUarfeto. he o mes.1.0 ml.vicluo que, P "" u8,uin mauolna che a de nlre-
feuio cX'eVoi promuvi.o. o eea taj o. P (Mo dos Au.Ui.CO. co.n os Hus-
iiTccira cIhssi com o uonie de SebastiHo ft ,. ... .. ,, ,-
os o Reg o%rosrPor ler havido eogaao "V"> M,sse"a no esjrcito da 11. .a. no
,, ? o in.a ll.rrna nn ,1b- qu.i coiiiiihihou a a la direiia e couliibuio
no que o ,asuu p. a l-rceira classe do P'lSl""ol a eampaahr de Sao-Bern rio e a
xercto; assimcoma-unicoaV.Exc.para victona Merengo Da,o.s de glorioeoe
oa.on.iiu, .i numoiosaseonoatea dados em lo ios ..s lu-
coag^rdeaV Exc-J/ano.1 F,ro de 8" *> terriWJIO de Genova, elle fui ferl-
Souxo < Je/lo.-Sr. presdeme da provine! de de "Olio prisionero com seo irmlo em
Perna.nbiico.-Cuu.pra se --Palacio do govcr-| Mo.itc-I.retto ; pO'.n victu'ia .le Muren-
no de Perna.nbuco, 13 de Janeiro de 1852.. go o poz em lihrdade, e elle foi oomealo
lio, pa a
dro, para
qu.es enlram boje na fruido
da guer
lhe fora por copia
Sr. presi.lenle J. provincia em ofllcio de
honlem datado.
Rio de Janeiro. Ministerio dos negocios
da gUTia.O'n 3 .ledeze nhro de 1851.
Ilim. EX'u. Sr.Il.ve.ido uor l.em j. M.
o Imperador por sua lmnodlta e imperial
resolucllo de 3 du cor.enle, tom ida (obre
coosulla do conselho supremo militar,
Vctor dc\iHiveira.
Candido leal l'errcira,
Ajud.utede ordens encarregado do detalhc
. ,> i.t
EXTERIOR.
A MORTK 1)1) MAItECf,\L SOULT,
DUQUE DE DALMACIA.
Segundo dizem certos miral.stas indul-
gentes, devele verd. lo aos morios. O
que se deve ent3o .os vivos? Se nR.i m
engao, este adxgio vulga e pass.do qua-
si como ca-u juigado significa que poden) >s
sera peiigo dizer verJade, os morios,
ns quaes nflo necessitim mais dell.; e in-
demuis r nos destn modo .10 cinst.angi-
in.'ii'.i e das alteucOos lisoi.ge.ras que ell -s
nos impunham em Vida .. Esta mxima
lavo'.li dos mor.iisl'S he uim g'an 10 im-
moialidade. Ao nosso ver, examinando
smente o la lo real e pmt.co dea cous,
nao 83o os vivos que devem a ve.dade ao>
morios, sfiu os mu.tos que no-la .levrm.
Toca-lhes esclarecer-nos o guiar-nos na ctr-
reira aberU dimite de nos e para elles fo-
ch.d. para sempre, pelo esoerlseulo de sua
Vida, d seus combates, de suas virtudes,
que a inv.ja nSo pode m.is ofTuscar co.n
suas fraquozas sem appello, com sua* ful-
las irrepar.ve.
Procuremos applicar ests principios e
un a breve e apressad. necrologa da illus-
tr.So militar que acia :e extinguir-se
depois de urna longa vida, nilo isenta de
desigualdades e de erros, grande e gloriosa
iiuMiio s m., non.cas por uito* lados.
FOLUfiTlitf.
ou
WEItlORIAS DE Uffl MARIDO. (*)
(POa XDOSMIO BUS.)
XIX.
commandaule superior 110 l'ieroontc onde opprimida e muilo numerosa, fez 011 por
Cum.iri.nio a i s .,- e..;V. do valle d'Austa si mes.n. ou -
Weoulr.rva'rt,genlma"is^soliU8',"e'ieu'- dajoz oalcaocou. vidoria"de'Cebor..'ijom- juma falaldade do que te.n sido MUi
ranea de qu.rteif de invern para oexercito b.Uu em Albufera, com iguaes probabili la- dlM mhMb, ^l,''
e a entroja de DanUIl des, os anglo-hespanhoes e os portuguezes ,ext ema eas mu lanijas de partido. pollU-
Dopois do tratado de Tilsitt, o m^roch.l que unb.m vindo sitiar Radafoz. Forgou coiidale .Ilustre guere.ro
entrou em Fnoc. com o exerc.to e foi feito Wellmgton a levantar este amo. investio A. arlado dos negoc.os em iSSieMe re-
dunue de Dalmacia depms Cdiz,- mas depois d. balalha per- pr-senlou Franca em maio de 1838. ua H
"I didados Arapiles a da evacuacSo de Madrid ro.cflo da rairma de Inglaterra, e todos se
Cheg.mos a rdnest. guerra d. Hespanh, or J|)9 Buua arle fu coustrangi 10 a leoiDrara aluda da reoepoSo aOectUo.men
onde o marechal representou um grande abandonar a A.id.l ,zia, eoperou urna sabia te hosuilateira e triu.npnanl. q le recebe
papel eexerceu grandes cunmn los quasi ret,raas no fim da qual foi chamada a Kran-'do povo inglez. Koi para ello como a via-
sem interrups9o de 1808 181*. Nom-ado ca, o aalli enviado para o exercito da Alie- I em de Vol.aire, em 1778, e leve como o il-
pnmeirarnecite para o commando do centro manila (1813) onde comman iou o centro las; lusirecaslellSo do Fe. iiey sua repreo.it>-
do grande exercito, elle bateu o exercito r4ndeg balalhas de Lutzen e de B.ntxen.I*>0 d'/rdK*. Som duv.da urna parle dessa-
da Extremadura, tomou Burgos, Stau.ler, euois da funesta h.lalha da Vicio ia, o 'homeingens oa.ss.va por cima de sua Cib -
perso^u.o pona do to.yoneU o exerc.to imperador o lornou a enviar para a les a- Ca e vinin.n directamente a Franca como
ingiei at a Coru-iha, on le foi obrigado nliacom pod-res illimitados para tomar o > um presagio ecjmo u.n penhor da boa hsr-
a embarcar-se depois de um combate mullo C0(n,n,j0 oa ,|estrocos do exec.lo da moma fuiura dos dous povos ; po e.n um.
vivo, o qual cuslou a vid. a seu genral sir pennsula reunido .liante le B.yoona. Elle outr.., na verd.de, era de'.i lamente adque-
JohnM.ore. Soull tomou Corunl.a e de- reorg.nisou o exeicilo, fortilicou esla pra- r.da o betn inteiramenti passoal ao rival
pola orerrol, Cijos arsenaes e porlus con- ea e tomou outr. vez a olT^usiva : mas nada mullas vezes feliz do W.dlesley.
tinh.m um mm.nso m.teriai de guerra ^j,,, maijconservar aos frd0ezsa domi- En. 1839, o m.r-chal subi outra vez ao
que foi preza do vencedor. n,sSo ,, M.,Sjaha. D pois de t^r ref.eado poder como presdeme do cous Iho, com a
Foi depo.s dest.s duas vantagens ola- por muilo tempo um ini.nigo victorioso e pla dos negocios estrangeiros. no anuo
.vais que o ciarocnal duque do Dal nacia >o- superior em numero, o amecha I vio-e em- segunde, con a da guerra, as q laos n3o
cebeu a n.-de.1. .: uv.iiir o norte de Por- II assallalo e u suas proprias I.tilias. No d ixou, osla vez pela ulli.na. senao a 15 le
tugalfl809) Ule passou o alinho, dea- Uifi de 1813 e no principio de 18M, elle deu sepio.ub o de I85 Ha intil ju.i.-r que
t ui indo, tomo.! Chaves, Rraga, e final- uina serie de combates perlina/ e inorci- estas diversas presidencias do conselho fo-
mente oPorio, depois de um combate fu- furos, tanto junio do Nive e do Adour, como raoj puramente honor, fies e nomina s.
ue- em Urihor, e.n Aire, em Vic de lligo.ro e em Como compe.isac.1o, o duque de Dalma-
cia )... eleva lu a diguadade, 10 la oxee u'10-
nal e se.n .tlribui^os particulares, de ma-
rechal g neral tres homei.s, tres heres'a
iinliiin recebido :n.l > delie : foram Tu
renne, V.llars e o marechal Saxe.
Depois desta poce, recolh.do vida pri-
vada, o marecual general Souli sanio mais
dola, neo autes, ne.ii depois da revoluta o
de fevereiro. Sua idade vaneada explica fi-
nalmente este ropouso, o qual n3o foi to lu
voluntario antes, he verd. le, de Fevoreiro ;
mas depois, foi injustamente que um jornal
procurou tuibuir esta IO.cSu deumho-
uiem deoi.enta .unos um larinlo cl.eio
de ii.ii.na hei-.li. contra a Repblica. .\ .
lural nente amigo de todo o governu esta-
belecido felle o provou e he esla s sua u.i-
gn.andado poltica) o marcena. Soult nao
noso no qual vinle e cinco mil Portug
zes perder u a vi a, uln morios como Tarbea, seguidos ia famosa bat.lha de To-
precipitsdns em urna ruptura da ponte, e los, onde vinle mil h-.ucezes os quaes es-
afogados no Dou.o. t.vareduziio seu corpo, sustentaran, com
A posicSo do m.reeh.l nesta pra. da v.ntagens ao menos iguaes, os exforijos de
primeira orden era diOicil, em presenca perto de cem mil co.nbatentes, e onde se
le um povo feroz e levantado, e de um. aeran) os ltimos tiros de ar.iihana pela m-
aguressso eminente. Ou antes de urna falta dependencia nacional A 19 de marco, o
idTousiva do exercito inglez. Mas a classe marechal dirigi su subm.aso a Luuxvin
mena, abastada ou rica, a qu.l por toda o qjal o nomeou p.ra o commando da de-
aparte aspira ao repouso deb.ixo de qu.l- cima terceir. divisflo militar, e o fez no
quer sreptro que aja; a populacSd judaica mez de selembro commendador da ordem
do Porto e de Portugal, onde ella he muito ae>- ,"*
uito numerosa, fez ou por vid. do marechal poderla acabir aqu
por loitigacflee de amigos s6"11"" gloria fossem menor. Po.om
iropost.slisonge.ras o ra- ao contente com a que hsvia 13o jusla-
impru lentes, proposl.s lisonge
Em 1801 achava-se frente do um cor- rechai, e n3o s elle nflo teve a .....
de o/e mil horneo*, encarregado de resistir ell.s anln que eedeb plei.amon- maior parte dos grandes campos de bat.lha
6 B tffffFOMBO ilosli.ih ts i>iipi u itiiiics, iJiuuuatoa nswni
achava-se a frente do um cor- rechai, e Ola s.elle nflo teve a cor.gem de ^^i? ...?-'."- -h! .!!-."? .. k".?.
po
asignado beca baixa. Tratava se. segn lo a idei. de sua grande ,o, 80 e ue seu ano
doligyp- que o imperador ilvra em 1807, de cons- valor, olentou um realismo ardent-, sem
i-Me.iu, tituir na l.ypotheao de urna partilha de pudor convencer os Bourbous d.since.ida-
8. Portugal entre a Hespanha ca Franc, u.n de da aua dedicacSo inuuarcliica ; elle p,o-
tn) l) t)/0 mi NO llUllSi l'iitaiii'atjy uc irsisiit a oima a^im'r uuwv.-ucMpiDa.oMau.i- --- ---------- __ _J
occup.r lr.nte, Gallipoli, Trenlo o Brin- ti e acbou po- pro.00.-l0l .bertamente ***""" d 8'8'"s. ldo
des ou qussi por entregar-se a ollas com .ca- por um. aoblIO inexplic-vel em um ho-
Dezoito me*es depois ostav. designado beca baixa. Tratava se. segn lo a idei. de sua grande ^O.icJJO e de seu alio
para o commando geial do exercito do "
lo em Mil)-titiii.,,".o do Abdail.h
1C"^'""--i ene- ^o d.--Luiitn,^ie;;tMO,,.i;"dV to **.!_**&* .^J!^ J!
ral da guarda dos cnsules, elle foi no lem- nar a tomar e exect.r ess- p.ojecio v3o migr.dosuo uiberoo, foi nome.do para o
po do ro.npimento oo trata io, investido do e impossivel, o de por osla co.a sobro a
commando do campo da nolonh.e do oxer- checa do marechal duque de Dalmacia.
cilo ex ediciooaiio da Inglaterra. Um. piop.ganda, inlrig-s, d gamos o ler- PB,to J,e:u UB '"arco, t3o ger.es e proluu
Km 19 de ma"o ,c solffoi comprehen- mo, for.m organ'.s.das e tramadas com es- floaaaeaconh.ocee (desconfi.ucas in-
ido pelo imperador na f.mos.-pionocaota vista, sem o vol o sem participacSo do "'ilHl
dos dezuiodos quaes ora o ultimo quo
hairtiii.i tle
eu aiti pro
v lem a credo de um
emigrados de uiberuo, foi --
maiMerio da gueira no prioOlfilO dedezem-
\)\iuc\. t>ro i*e 181*, pur u fui ubngado a d-ia-lo
rnnte muilo tempo foi considerada cmo urna uuardas mais (emives a rplade, e .nn!. que hoje
niio he urna ridadclla ne essan'a seteuranra ilo es~
lado, cnservi-sa romo um m num nto hisiO'Ko
um resto do p >s zcs e a curiosidade dos estrancc'ios Dentro deste
cdlfino, em seu* espacoos salos, veem se eme-
tre mente disponas milhiiiT-i armasde t 'a a espacie e tr-'pi'c s de diHcrentcs
'I' li-i- Tambem observa frequentpmpnie o pb-
losopho com urna doloroa emoci mult dto d'ins-
trumentOM de t rtm-ados mancira da inquifico
nesp nhola. cm qua-ito que as mulheres empalli-
derrm Hnv.ro ma. h.i iu ijiie fez rodir caneca
<]'\nii.i Holcna Uina s la 'icsta v.isli fortalesa
cont'-m os retractos c Mnraduras de todos "S prin-
cipes qoe i-einaram na Ingl trra desde iuilherinc.c
n outra estio -tcposU I >$ to ccssrs immensos thes uros k Uimos queno veem
a lu do da seno na agraco dos res Km lim. a
To re ,1. I .i' I .rii um templo onde a Ingla-
terra dc|K>stoii urna grande parte d>" sua honcsli-
d,i tr dcsiii riqueza c das suas mais gloriosais rc
cordan>c4 Porem quanlos rlesgr irados gemeram
n'ouiro tempo ueste ic- i.lo ? q na tas Ugrmai so
de< rnmaram entre aquclles muros de doze ps de
Erossura. Se podessem lallar^qu lias antigs *bo-
ad* quantas s en-s de dosesporacAo e quant>s
cucl 'ades [imli-i' .i .i contar n'is : de quantos re s e
ministros tenlo ouvid > as mldiccs! Durante as
guerras nvis e religiosas esta fortalesa, orrVpada
su(-tessivamc')lc reos dillcrottei partid -s que go-
vernaram a Inglaterra foi a prisio onde gemci
um i mull.I.l de desgranadas vii lim n da ruelda-
d t\cs us opprcssorc? c o abysmo pnde se *cnul-
tanm tu II.un d inuocfiitc atholiros, lefor-
madores. presl>elcr>auo). anel ranos rcoluciona-
rlos ff Es. ocia c d'lrtaoda, VVhsgs c Torys todos
tivcra u a sua,vez de geinerem neste formidavel
cdilli io
i-nii-fis trgicas historias deque loram tPstPmu-
nhas q^iHIes lug res. quem se podara' esqueoer do
S4rrifirio de lady Netli sdale. Condemnadn mortc
o seu esp so p >r ter c*ndcde Marr restahele era Diogo III hu tbr no
de Inglaterra, rspcravaaa Torreo momento do seu
sippli o. A t de Marrodc I7I6. hegava osen
te 11. cj a n te rome^av. ae tender o seu '.coe-
b-oso manto sobre o lionsonte. qirindo este desgra-
^ado -"ni os olbos elev dos ao ceo parara buscar,
cm vio atravez d grossos ferros de sua prisa.1 al-
gn-, raios de u>n sol nu tinha bnlliado para elle
peholUnia vez Amaoli. diza c<ig >aodespertar
f-e podesse ronciliar o somno) manha, pnmeira
cliriiade do da deverei inoirtT ...... Ai. i ae
i.-.---.' inorrldopin Duiiblufu, gritando W-
vi Diogo III Rpida coin<> o relmpago* c
bella como a gloria, a mortc au'pod er
imarga n'uin camiio de huilln; mis Incli-
nar a cabrea hacha/........- > parcela
abatido com esta dela. Singulares vi-
csaitudes da fortuna! contlnu u ; ae Diogo
vncera, a estas horas o parlamento me eri-
.; 11- r. 1 estatuas ; se nao tivciseui bastante quan-
Piladfl de ouro nein honras sulDcentej; com
que pagar os meua sacrificio. Porem foi
vciichlo : aou rebelde, e a minha cabeca
he coiidcmnada, como aa de todos esses ra-
leroios nobrea que me ajuilaram alevantar
o calendarte do nosso re: cumpr.i-se a von-
tade do co........ Porem a minha pobre
ulher ? que ser della na terra ? morre-
il sem -i .i i o ultimo adeus ? Ah cale
teta para mim o mai> cmel golpe.
Sulmierso rstava o mi. lu ueslas cruefs
refiei'cao, quando de repente ae abre a por-
;i e apparece una mulhrr envolvida n'u ni
11 int'i ; lord Netuiadale Tea 11 movimento
de aurpreaa ao conhecer a aua eapoaa lan-
cou-ae-lhe ao pescoco, e por alguna segun-
dos a perln ao coraco. Pasaados os prl-
ineiroa transportes diase com urna voz bai-
lante commovida 1 ambos neate sitio......... a
quem devo este feliz favor de ter a dita de
tomar a ver-vos ? como pudeate chegar a
aqui ?
Depoia de mil pedidos e supplicas, con-
cederam a graca a todos 09 prenles dos coa-
demnados, de virem abraca-los pela ultima
vez. Mas nao podemos perder nm inatante;
he nessessario que me concedaea um favor.
E que favor pode cuncejer um hoiiictn
quo deve morrer ainanhaa ?
Muda! de traje couiign envolvel-vos nei-
te maulo e enterrando este chapeo al aos
olhoa, vi'ii.i daqui em meu lugar, e cu ficarci
no voB4o.
Ru I queris sacrificar-vos por mira / ...,.
tiniH, na yt-rdade, nonhuma rasflo d 1 ropcl- 8 ai"d; '"e ixigia que eu oonsinta /
lira Hepublica. elle n3oo foz : neiinua ac- t T.^uc leme,i Q**e pudero fizer a urna
dbil mullir, que nao fe* mais do que chorar
no mel das discordiaa politicaa ?
Ignoraea o odio fmplacavel que tem aos
panidarios do rei Diogo? Tem contado o
numero d* victiinas, e se amaoli Ihes faltas-
amia viva ha j muilu annos. e recebeu
0 basifio de marechal do Franc; que guar-
dou i|u.m'nii n aele anuos. At 1803. Ho-
Daparta nao llubl conhecido o g 'nerai Suult
stifi.i pela it!..ii!'ui.ii;.iu ; tu s elle recebiu
d M i" 'H.1 a seu respHito este tesiemuuho
1 .mi honroso : Eu vo-lo dou com> um ho
ni-..i de intelligeocia e de coragein, cima
das Torgas do qual nflo Oootlecu nada.
Na grande campnha de 18U5, Soull, que
c ii.iiMiidava um dos corpos do exercito,
compietou o i-ilt' de Uim e tonou dejois
Cumchefe ilnr iiir.i d bat lha( urna par-
ledas mats uecisivas na victoria de Auster-
litz. Foi seu corpo do exercito que arre-,
me>sou no lago de Mu/ a nieta )e do eier-
citu russo. j vespera da balalha o impe-
i'fl'.r, d l 10 SUS 1U-.I' iinn1', lhe Initi 1 di-
meu amigo ; o viohu li.*ou no balde de gelo,
elle nao ser servido seno depois da sopa.
Eu: i'.in verdade, senhora* envergonho-
me de meua gustos excntricos c dos cuidados
que elles Ibe causam.
Cesarlos, .rindo e para seu marido : Est
ouvlndo, meu amigo? sempre formalista. -
Para mim : Para puui-lo, Mr. Fernando, lenho
grande desejo de pegar-lbe da palavra, e nao
ue oceupar mais nada do Sr.. de aeus gosloa
excntricos....
Eu, rindo: Aqui entre nos, aeohora, eu se-
ria bem puuido, porquanto lenho uina palio
desordenada pelo vinho deXcresgelado bebero
vinho de Xeres gelado be urna heresla, bem o
so. mas a senhora e Jacintbo sao tao indul-
gentes,-..
J 11 nit hu : E tu lambem nflo 6% mui Indul-
gente para coma paixo*desordenada de minha
dengracada mulher a reapeilo da gelea de ana-
ns, quaudo jautinoa em tua caaa, Sr. Lucul-
lo? pols cm verdade t nos recebes coin um
Jacintbo c eu chegmos conversando ao
grandes castanheiros das Tuiheriaa, debalio
daaquaea achamos Ceaanna no meinio lugar
em que eu a encontrara pela prlmelra vea len- eapleudor, com um luxo dignos da amiga Ro-
do Ir.... Logo que dos vio, ella sorrlo-se, mel-juia/
teu aeu bordado dentro do btalo, e tomou o Ceaarlna: E elle tem rasao ; quan to uina
braco de Jacintbo, Indo eu junto della do ou- peasoa pode, nada lhe parece demaiadamente
tro lado; conversando e paaaeiaodo, todos tres | bom.nem demasiadamente bello para seus ver-
chrgmos casa de Jacintbo onde o japtar nos 1 dadelros amigos.... E quando Mr. r'ernaudo pa-
caperava; aenumonoa mesa e a converaaco |ra rcceber-na*aOinenic all mim, Jacintho,
continuou assiin! I f encher de luzea e de Corea todas aa cmaras
Jacintbo, examinando a mesa : Entao, Ce- : de seu palacio, desde o vestbulo al aos faldea,
sarlna, equeccale....? icoino ae esperaaae cem pessoas, obra como ho-
Cessrina: Oque, meu amigo? |mem que coinprehende a amiaade. o he es-
Jacintbo: O Xeres de Fernando? 1 la a la opiuio ? Pela minha parte, onfesao
Ccaarlna: -- Sou incapaz desta enonndade, que nao lenho senio desden para estes laiuoa
vaiosos queae arruinan muitas vezei em rc-
' (*) Vidt o Diario a. j ceber iadifferentes ou invejosoi.
imperador. Seguio-sn um." profunda des- ^P^eAo vult-ndo da .Iba de Elba o 10-
uoifio emum aorpo do exercao ja abala 10 meou par em-jor general e fui nesCe ultimo
com os,antoso espectculo qu a,reseti- Pp^que elle tomou p.rta M
lavo a pMi.,8ulaf assim como pelo sent- Heunw e oa de Waterloo. Elle d
ment iostinet.v da im.-oiiiica e da pro- *" de sua 00 ra ge ID ordinaria ; purem um
funda loju.tica desia guerra, ainia mais bisio.ador que tm Cusc.euciis.raeue es-
ruirasta a Franca do que Portugal e lies- 5**J esta grande pooa, Mr Ach I e de
pj||inai *s o Vamabelle, lhe expiOa o nflo ter pre uchi-
E
/es
pri
dos
doursda.abnlhanlefoituna de Bernadothe q^o loc-va ao serv.co das rdeos,
edeMural, esquecia o que dev.a ao i.npera- Jg" dtt ler nflanocia na perda da ba-
dor, e oarecia mesmo olvidar a exsleucia tna
do um novo exercito inglez do qu.l te-Jos; Depois da capitufa^ao do Pars, o mare-
os iiiuvi m-ritus lhe eram descouhecidos, chalseguioo enercitu alffl do 1.01/ ; de-
Woilingtun. po contrario, exact mente pois retuou-se para a Lozere, p-.ra a casn de
ius tus u autorisaa que se Iho empreste este
pensamcnio.
O glorioso soldado suecumbio de urna
apoplexia ful hante, quarta feira d6 de
novenibro, a 10 horas e meu da noite, em
seu f.ni iiu de Soulberg, juntii de .Saint
AmaiiSt sua tera uatal. onde manifestuu o
desejo de sur impumado.
I1..I 1 nilo foi um desies homens de primei-
ra ordem que domname ciriCtnrisam uua
o.ioc ; o que acabamos de eX^or, o tm ja
exhuIj'T siiLotueut) provado or n oceu-
pa um lugnr eminente nos factos da urna
d-s poc maioiesda historia, a postendade como >a
cuiitemp >raneos nilo porilo uetihuma difli
col 1 mu em dar-llie o lug-ir que merece .
um dos pnmeiros na segn di urde n.
Flix Siorrand.
(Itlustraiion )
V.%jUlaDAOE<*.
ATORREDE LONDRES.
N'um dos nrrabaldes de landres, e s portas des-
ta grande cid ide, na rsquci'd do laniisa eleva se
nii.i .Miu-j torre 'pa ii'..tl;i, que tempo p vi- e te*
film ido na SIM liase. Edificada por Guillierme o
imimni I ., ionsei*va-s mi.i.i cm Ikhii ata 10
l.'i'r.i de repar.icocs, desde o da da ouquista. Uu-
Jaclmho: -- Ah, meuUeoa! aluda ota ma-
nhaa paasou-ae oa repanlcoumfacto betn tria-
te, que prova quanto he verdade o que dizes,
Catarina*
Eu: Conta-nos fsao.
Jacintbo;-- Ah. meus amigos, ouvlndo es-
ta triste historia, eu bem dase duas vezes o co
por me ter dado uina mulher como tninba Ce- 9ue taUlicara suas esuripturaa.
aarina! Eis-aqui o facto, em duaa palavraa: for provado, be negocio de gallea
nado e o pequeo reudimemo. Aa divida vie-
rain, depoia as cltacea, aa peuhoras; entao,
exasperado, teineudo princlpilmeute perder o
seu lugar por cauaa de auaa dividas, este dea-
gracado, aeguiudo oa iodigo^aconaelhoa de aua
mulher, extraviou urna parte dos fundos a aeu
cargo, depoia para encobrlr eate roubo, dizem
Se ocriuie
E eate pa
Um de meus c dlegas, boin boineui, mas de bre hmuem tinha aido irrepreheoslvel aid ao
uina deploravel fraquesa de carcter, tem por da em que aua mulher o abysuiou eiu duaa
inulber a mala fatua, a mais orgulhosa das crea-1 deshonras. Ura, poia, amigua, ouvlndo esta
turas; ajuolal a Isso que ella tem um amante trate hutorla, eu cumparava comigo minha pe-
no inenoa factuo e nao menos orgulhoso que 1 queoa caaa uu modeata, tao ordeuada, grabas
ella. e*ta adoravel caseira que aqu esta; eu peu-
Eu : Pelo menos peosam do mesmo modo, aJVd eiu noaso caluio e feliz lar, sOmeaie aber-
um e outro. to a dous amigos de infancia c dala comigo:
Jaciutho: Oh! perfeilanicnle, e deste ac- iC tiuudo como sou, eu uvera casado com urna
cordo sabel, meua amigos, o que resullou? Meu mulher indigna, em vez de car com Ccaarlna,
desgranado collegaaeraprovaveluieule condena- nao ** oudceaurla hoje. Nao, nao, ines ami-
nado a galea.
Ceaanna: Ah! isso he horroroso....
Eu: Ecoino accouteceu eata deagra^a?
Jacintbo: O mala naturalmente que he
goa, pols coiupreheudo que um homem fraco,
dominado por urna inuler ma, pode acabar
por perder a Iramoulaua ; ura quem sane ac,
como taatoa outros, eu uo lerla cabido mi.il-
possivel. A inalnei, para agradar a seu val- guw abrumo de iufamia e de desespero ... em
doso amante, coinprava ricos vestidos, depoia vez de vlver, cuino vivo..... gracas a Ccsariua.
para (azer admirar estes vestidos, dava saraos Cesarina, ao marido, com vos commovida e
e bailes; voaas concebem, amigos, que coin olhaodo-me com expreaaio sem aer percebida
eata marcha, quem tem apenaa mil escudos de delle: -- Entao, ineu.buin Jaciolho, eu te faco
ordenado, ae arruina depressa, O pobre Mi- ; felit. bem felis, completamente feliz?
chaud (eate he o noine do meu collega) nao poa- Jaclniho, olhando para inlm aorrindo Es-
suia aenio laao e mil francos, pouco mais ou tas vendo como hevaidosa? Nao achas quegos-
inenoa, do dote de aua mulher. Esla renda la multo de ouvir-me repetir-ibe que he ado-
era mais que aullicenle para auas neceaaida- rada, be idolatrada em troco da fehcidade que
dea, porquauto o pobre homem lem goaios lio ihe devo ?
simples quan 10 os nosaos; masas absurdas des- Cesarina, com cmocSo : irn, he verdade ;
peas de sua inulber absorveram logo o orde- leus elogios nao me desagradan,; se soubesses,
amigo quanto elle tem de duce e de bom 1 .> 1 .
11,1111 .' se soubesses quinto he benfico para o
coraco poder a geole duer: Tal qual aou, ape-
za de meua defeitos, fafo Jaciutho fehx, coin-
plelamente feliz. Elle nao acha a menor ex-
probaco que faaer-me (sorrindo docemeotej,
pois einlim vejamos. Investiga, tuterroga o mais
profundo de leu pensamemo; nada em meu
procedlmento, em meus aeoiimcutoa, em 1111-
nhaa palavras, te revolta.... dire manas,...,
nada causa o mala ligelro, o mais impercept-
vel eatremeciinento a teu coraco.... tao deli-
cado c tao impressionavel...,, cuara sensitiva,
nao be assiin f
.1.1. iniii". coin um sorrao 00a labios e doces
lagrimas nos olhos : Fernando!.... eu advi-
uii, ella quer que em la presenca cu me
prosle a aeus pea para os beljar.... ella quer 1
mostrar al que grao de iuettavel idolaliia p- I
de ehegar um escravo da fehedade, e com que
santa alegra, com que pleJoso reconheclineu-
to elle se ajuelha dame de aua diviudadc eo-
caaiadora (Alegremeulc.) Pols nao ha de ser,
aasim, madama Jaciutho, a aenhora n m oaar
deste triuuiphol Seu carcter inQexvel me
lem votado a urna eterua felicidade, eu aodre-
rel resoluiamenle a inlnha sortc ; mas nao he
a Vmc. que darel gracaa, he a Dos.... que a
collocou juoto de mim....
Eu : E ser bem feito. Ela-aqui, madama
Jaciuthi, o que se ganba em apenar mullo com
oa hmeos; ouvem-se desua boaa verdadeaj....
Jacinlho: E iaso nao he ludo..,, eu me viu-
garei de aua tyraonla.
Eu: Multo bem 1
Jacintbo: Tenho o meu projecto.
Eu: O uivsterio de lnd'agora?
u seu furor ? Preeiicheriaui o numero com a
vossa,
Que me importa ? Se morredes amanha,
julgals qnc vos sobrevlrla mullo tempo ? Ig-
uorais a impresa.o que pode fazer uina dor
aguda no espirito de uina deinl mulher t De
di e de noiie verel **ssa cabera querida ro-
dar debaixodo hactu do verdugo' Nao, nao
eu nao poderei sobrevlver. se oontlnuaes a
a recusar o que vos peco: tcoho a Intima
convlcco de que antea de u-n mez noa reu-
niremos de novo. Ah por ple.lade, deiaal-
me aalvar-voa; delaal morrer ae lor mlater*
ueala priS a um 1 mulhpr obscura, vivei
para elevar algum dia o turouo dos vossos
reis.
Como lord Neihisdale foclinasse a cabeca
em signal de duvida, accrescenlou a sua
esposa..
~ Nao, nao, n*o est tudo perdido; dentro
de 1 annos, de viute lalvea, o throno dos
Situarte poder levantar ac do po. A Escocia
ser sempre fiel, em quanto que aquellas
quebradas uiuniauhas exiitlrcm na sua ba-
se, haver no coiaco de aeua filhos um
manancial ineagotalel de valor e adheso ao
seu rei. Reservada a vida para tempo mais
1 -- % I IfaUSSSSg
Jacinlho: Juatamente.
Eu; -Bravo! Dlie-me o leu segredo, eu te
ajudarel.
Jacioibo: Crelo bem ui-.su..... tu i indis-
peosavel ralnba vtnganca.,..
Eu: Falla.... e serei teu seide.... teu si-
cario.
Cesarioa, alegremente: Ab!.... De que
serve ter amigos ... ae elles noa abandonaos no
momelo do perigo ?
Jaciutho: Silcucio, senhora..... contenba
auaa lagrimas e aeua gritos,.., Eis-aqui as mi-
uini ultimas voutades.
Eu: V-jainoa.
Jacinlho: -- Ellas seriorrevogaveis.
Eu: Desapiedadaa/
Ceiariua, sempre alegremente: -- Ah 1 ....
Ah!....
Jacintbo: Ab !.. A senhora nao espera la-
Iso.... mas eu, ha mais de quiuze das, que pre-
paro minha vinganca.
Cesarina, levauaudo as mos para o eco :
Vo> o ouvis, meu Dos; nao smente ha mala
de quiuze diaa que elle medita urna vingan-
ca.,.. aeno que a prepara !
Eu: -- Ue um verdadeiro extracto de perver-
aidade! uina ferocldade cozlda em aeu sumo,.,.
Jacinlho, tomando um ar feroa: Escute-
me bem, senhora, como quer que a vida que
passo aqu me se[a odloaa, ped, ba qunze
diaa, urna llceoca de um mez a meu ebefe de
dtvlso, e elle compadecido do desespero que
assombrava meu rosto concedeu-iue esta II-
ceofa.
Cesarina: Urna lieenca I....
Jacinlho:--Oh! nao crea que me escapar
(voltando-se para mim;, que nos escapar, que-


a
diioio- 10' vo. he remullido morrer com- accl'ente, eolTereeer ai frescas brujas do
baleado pele vuin mu. noide-te suas margens abrigitlas das lem-
Lorri Ne.hlsdal. paarceu ceder poi Has. i pestede levantadas ao largo pelo* ventos ile
_ De|ircn caro iipoio, ine date; ui.io eii dle- oeste, e do norte. Na extremldade do
potio pira i veas, fgida: rsptra-vo< un che .olpho que ja/, entre as elevadas som-
pira conduxir-vos ditas nsilha.desl Torre, eO- tnl de 0|re/za e Flora, DOS moS-
couirarel. um. Locha que voa coo.ln.ira a lrdo ^ty$ palermo os eos narlns empavesa-
de i navio francs, qui .ira.e.sar. embuca- cupui.i arredondada., e que Ihe
*WX&tZrSSS^^ T*v dev'am spparenci. onentslAlm des-
lord lU.isd.le, \,nhrulu.,l!> no traga que e.u cobr.amos urna sombra verdej.nle, os po-
linl.i trazldo qu.ndo enlrou : dnranle alguoa mi- mares de limSo e laran|a, e bosques de al-
nulos casa mulLer neurosa exiua-linentou s inail farrobeiras que se nni'.inl ruin m. lano de
terrlveia agoniaa, luoderou-se de todos 01 acua la Conca d'Oro. Estendendo os Olhos pelos
Miembros uro eilremeclnirnto convulsivo, paaiea- priineiros declivios das moni.lillas, que 00
affaalaaeioh lira-la do .h.limenlo era que eal.- contram elles o magnifico recinto de mon
va anbraeraad., sal.lu deieus labloa mu g "> de tanhus que serve como de moldura a esle
alegm, levaniou >s...eos aoccocexcli.nou "Gr>- quadro magnifico, que entra varias legoas
;.aa mcu Dana, asta salvo ,, agit"caoque linsa pj|0 interior.
triuiioroido todas n aun (acuidades, senulu-se Estas cordilheiras postas em escalan em
urna profunda iranq ilildado. .s no nielo da ge|g MeitM (jisliiictas subiam aos ares na
noi e. go.av.. silcnciosimeole do mili s.uto pr.. n tt&&ttJSTlUZt. o. Piaros atrev, los, que as noves do in-
Mr, n.ihum lemor, nenhuin Mnlimenlo oleres- Vorno anda branqueavam. Forman 10 um
aado era o ineimo i'i.or uro|i.o de ler felto uma semi-circulo, como para abracar e def'nder
boa icjio, perturbaran) a traoqullblade do aeu ovalloquo llie surge aos ps, viam-se ao
cuiacao; a morir naquelle. mo.oenloJ feria urna |0nge do mar, distando malS de tres legoas
felicidad*, para ella. u, ,|0 outio, a esquerda o cabo Zafarano,
. E"l""nl0, eomnara a deaponlar a aurora. escuJ,nd0 com jUaS masas compelas OS
Ud, We.bUdal. viu chej(ar od.a aera temor'a|. p,c09 d, B*garia, direiU Cabo di Gallo
S 2&&j3ttSSEL U eleva,, a (sOO es sobre "-sas cabe
p.rcr suav.s par. q,,rrn sane da Torre d.Uo- as OS seus penhascos decalcarlo dourado,
Srea. Hievt pisara o solo de Knoca. E liiiel.a- prondenJo no monte Pellegnno, aon le ser-
nenu cooiagrula ao aeu capo.'o a tua propria lor- pejava por enlie precipicios a estrada de
te nao pareen intereasa-la. Sania Rosalia. A baha, protegida por tSo
Abre-ie uaate momento a porta e auparece um egjgantados quobra-ondaa, apiesenlava-nos
icerdet. V.uno, milord diipor-vos a morrer. U|||a surpB|i,.ie puuco ondulada, um quadro
- Milord ... dis.. nob .esposa, minir.- magl|iUco e a irn4ga,n dl feliz P.lenno la
&2SttttSBSTE 5K 4u.p.rjc,.W mtjmmfm
W.thi.dale..lvou-s m.a e.tou prjmpta para fa- perfumada, ao fraco rugido das ondas que
zer.ssuss veaa, aou tu. esposa. O mmlatro expiravam na praia.
espantado fol dar eata nclicia ao ov.rnidor, que Quauto lie penoso, quando a alma se elo-
cenaultouc- tribunal lim de aiber o queidjvtt Va sob a nprossSo de urna vista gran lima
SLffiS fi'i.adl ; yi jiaatadhlaaiaat* m.gninc. o serros arrebaladoa do sbito
rtcibeuordcm de no-I* em liherdade : c Ma ior* rtQd^,.T.,ia
.no mulber part, par. -rana, onde .ncou.rou o &, SE* ''T "l". n
esooso querijo que ella mesilla salvoo.
( Dai Novillada-)
importuna! Apenas a uossa embarca(ao
enlrou uo porto, foi logo como tomada d
assalto porcrioteuares le martimos primos
com irmSos dos Uzzaroni comecando entSo
RECORDtr.S DE UM NVTUrUUSTA
A gruta de S. Cyro e a torra dcU-Isdu, nal os incommodos do desembarquelucom-
costas da Sicilia. molos anda tnais graves para nos do que
Tendoeu, Mr. lUilna bdwarJa, a Mr. Blae- [WO commuui dos viajantes, porque as
ahard, ajudanle naturalista deate profeseor oossas malas, e liahusclieias deinstrumen-
ido ene irroga Jos da diversas missOns sci- tos, vasos, o garrafas, l'iziam-nos vivamen-
entilicas pelo ministro de instrucc,ao publi- te torneras demoras o embaracos da alfan-
ca, jardun das plahlas, o a cadftnia das dega. reli/mente naose roolMaram nossos
ciencias, visitamos par esse fim o reino reciios. O duque de Serra di Falco, direc-
ila Sicilia. Ro>olvenv. u 'jar juntos sahin- lor geral, avisa Jo da nossa cliegada dera
do de Pars no dia 20 de marco de 1815. ordetisa osle respoit i, viudo logo um guar-
Ne dia 28 ehegamos a aples. No ospaco da pr-se nossi isposic.ao, o com grande
de 8 dias aira ves-amos tola a Franca, de- aduiiraQo dos marinlieiros que nos traus-
mosuina visli doolliosa l.o3o e M.rselha, porlnvam as bagagens, fomos, sem soflYer
pernoitamos em Genova, visitamos os seus a menos visita, alojar-nos na liospedoria de
alarios, locamos em l.iorne, admiramos o Franca.
ptisteiio, a torre inclinada, o o Campo
l
Santo de Pisa; bocejamos de aborrecidos,
no tristo recinto de Civila-Vcechla, o vimos
depois erguer se o sol por delraz de Cas
tellamare, dessar-se no perfil do Vesuvios
lo rr..r l'ausilippo e cabo Misene, tornar
cor de purpura as agoas da bahia, e abri-
lhantiros alvos edificios desta cidade da
qual se diz que a devemos ver para depois
morrer,
Apesar destes encantos aples nSo nos
poda deler por mais lempo. Tudo nos cha-
mava i Sicilia ; e tanto qu pelo zelo olli-
cioso de Mr. de Montebello ohtivomos os
documentos que nos eram indi embarcamos no Paltrmo, o primoiro barco
de vapor que eslabeleceu communicatdes
regulares enire a ilha e o continente. Esta
viagem oulr'ora t3o incena, o as vezes pe-
nosa e longa, faz-se agora com seguranza
em inte horas, o mais. Partindo de ap-
les s quatro horas dmxando a nossa esquer-
da Cabrea, e suas rochas escarpadas, mu-
dos leslimiinbos dos crimes do Tiberio, e
da valeutia de noss is soldados. Vimos o
sol pender para o accidente, dourar com os
seus ltimos ralos os putearos d-S costas
calabrezas, eslender-se depois sobre as on-
das, e substituir n'uma dessas noites as
sombrs transparentes quo nunca conbece-
raai o eco u.'iii a Ierra do norte. Ao alo-
rocer, quando subimos caberla, desappa-
recia do honsonie o ultimo pincaro das
Calabrias, ao passo que na pia da embar-
ca(3o a Sicilia sabia de um mar asulado
crescendo a olhos vistos. Antes do meio
da dobramos o cabo de Callo, e abrange-
mos com a vista o valle admiravtl tilo jus-
tamente chamado Conca d'Oro.
A bahia de aples offerece certo ao via-
jante que vem ao largo um dos paincis mais
arrebatadores. Todava prefiro a vista do
f;olpbo de Palermo. A paisigem em apo-
es iitln i em barmonia. A cidde inclinada
sobre suas pequeas ia taras auspenle a
vista sbitamente, que entre o co e a tr-
ra s enoontra ago, escasas sobranceiras
ao Monte Falcone, e os baluartes do ras-
tollo de Saulo-Ermo. A cosa rasa do Por-
lici, cubera c.mi as suas villas hanq esdas
areceumarrabaldeque segu al Costel-
imare. Eutre a vista n esta margeiu liles
griciosameote airedondda nSo ha ponto
algum intermedio. O bouiem tem grande
dominio nesta paisagem aonde a naturia
s realmente ae mosira na massa solitaria,
e no cne'fumegante do Vessuvio. Este
magnilioo accideute. lanzado no meio do
quadro sem que nada ,o ligue ao todo
causa talvaz, por isso mesmo, effeito mais
agradavel. le com ludo, urna permanente
amearja, e iovolva com siniatros presenli-
mentnsas mais risonjias impressdes.
IN.Io acontece o mesmo em Palermo. Em
toda a parte se harmonissm os mais mara-
vilhosos cootrastes afim deconcorrerem pa-
ra o efleitogeral.
O lii.meiii e a natureza, n3o antagonistas
mas simples rivaes, sSo vistas, ao mesmo
tempoem todas as planicies, de urna paisa-
gem que pa'oce prepaiada por um grande
artista com arte infinita. Da coberla do
nosso pyroscapho vamos a bahia Internar-
se naslerras, inc'in-ir-s miiii pouCO pira n
BBjjjaaBBf^pMBSfjBBB^PapajaasB-Bla^BSPJBJI
ro O" i.... pois t juraste, amigo Frroaudo,
que tomarlas parle cu. iiiiuba vinganca, uobe?
Eu, com uina voz terrivel: Juro-o
Cesaiina: Ueu eos. tende piedade de
iiiiin 1 Qual ser a u.inlia aorle?....
Jacinibo: De hoje a oito das,... ao' anoi-
lecer.... rala ouvlndu, senbora? ao aaoilecer!
Eu : --E pdc er ntesino alia uolte, senbora i
Cesarina: Que carrascos'. que vao etica fa-
zer de inlm Jusios Cos!
Jaclnlho: -- Vai saber agora, senhora..,, D*
hoje a olio dias ao auoitecer.,.. Vino, entrar
em un) carro. .. com Fernando ecoinlgo.
Eu: O carro aeri puchado por cavaljoi pre-
toa, nao be JScintho?
JacintSo: -- Prelos como corvoa, com crinas
borrivels; a senhora nao dar um grito,.., se-
nio...
Cesarina Juro n5ogritar.
Jaciotho : E far in ni.... O carro diri-
gir rapldaineule para....
Cesarloa : Tudo isso he extraordinario e
parece prodigio! Um carro..., correado rapi-
dimente....
Saclniho. --Silencio senbora..., Vine, ver
rtiuiloa outros, o carro ae dirigir rpidamente
para uina certa ra estrella e souibria onde
ha..., onde ha,.,. Sabe, aenl.ora, o que ha ?
Eu : -- Ah..,, ae ella o aoubesse, desgracada!
Cesarina : O curpo lodo me treme '..... Ab I
o que be que ha nesta roa. Sr. *
Jaclntho. Da um escrlplorio de dellgen
NSo perdendo um s momento comega-
mns as nossas incurses. Como n5o saba-
mos qual foss> a futura direcgflo da nossa
viagom nSoquizemos deixar Palermo som
ver as pouco conhecidas maravilhas que ella
contem. Dirigidos por ciceroni escolhidos
cujo zelo hospitaloiro n3o e-t'iou um s
momento, vi-itamos as antigs mesquilas,
aonde so leem ainda versculos do alcorSo
em pilastras muros In lanos annos con-
sagrados ao culto.de Chrislo.Eliminamos
com assombro ests palaciis, igrejas, claus-
tros com esculpluras, ontallies e outros
ornatos, e aonde os preciosos marmores,
esmaltes, m ilachitas, e lapis-lazuli, se con-
funden!, e rcunem de mil modos, forman lo
c ilniin i- lavra las de varias maneiras pelos
fillios .la Grecia, ou de Arabia, ornando as
inuraltuse abobadas, sobresaindo em es-
culpluras delicadas, entrelacen lo-se em li-
nhas caprichosas, e brilhantes arabescos,
eproluzindo um todo summamente rico,
sen quo por isso se sublraissem critica
l o me i'/i.i o goslo clstico e severo de
nossos guias__ leo delirio da aite, cx-
clamava D. Antonio Callo, archeologo dis-
tiento que applaudia com fino e desienhoso
sorrisoo conego Piccolo-Acaro teria iaz3o ;
com tudo nos protestamos contra o rigor da
senleiirja. Quero houvesso observa lo quan-
lo tem de magostse, na sua nropria nudez,
as elevadas e sombras abobadas das nossas
cathedraes do norte poda admirar estas
Ohieasi aonde a brilhmte lu do sil meridio-
nal fat sobresair a magnifica prufusSo dos
ornamentos, o parece vir em auxilio do
pensainc.lo do artista aformoseando o exs
leo-, do oiillcio com tintas inimiUvei-
vermelnas e cor de ouro.
Tudo cm volts de Palorm corresponda
plenamente ao que para nos linlia de novo
e inesperado o aspoclo destes monumentos.
Na Cono de Oro a vegetacjlo, inteiameute
nieridional, e quasi africana, desenvolve
marsvilhosa aciividade. Fecundada pelo
calor do Clima, o pela agoa de fontes inex-
bauriveisque a m.1o do homem dlsinbulu
rior mil eque lucios, a Ierra descanga ape-
nas um mez por anuo. As arvore que nos
jarJins (looliverza ou da Flora misturavam
a sua folhaguin com a da palmara eallarro-
beira tomaram agiganta las dunenses. Nea-
to privilegiado terreno a ulveira he um
arvoro de bosque ; o cypreste sooe a altura
do chopo. Os pass tos pblicos eslSo guar-
necidos de limoeiros e larangeiras; e estas
mesmas arvores formam de Palermo a
Honreale um bosque de mais de una legoa
de comprimento, que sobe aos primeiros
leclivios dos montes Cucchie.e CiilTone, e
s acibam quando a Ierra vegetal Ihe falta
scgiiindo-se-lhe o cactus e aloes que subs-
litucm aqu as mouias eos espinnos. Urna
de nossas primeirasdigressO'S, nos arredo-
res da cida le, foi a visita a gruta ue S3o Cy-
ro que no mundo sabio gosa de alguma re-
i utac.io por lar ministrado ios palconlolo-
gistas curiosas ossadas fossea. San lo de
Palermo pela porta de Termmi seguimos
pnaiei-aniente um.i oslrada quo lina no coo-
iro de formosos jardins; deixamos a nossa
esquerJa a ponte do Con lestavel cuja cons-
m.iv'i i sobe ao reinado dos Qlhos de Tan-
B>g I "II 1 -Jl I 1..... I
credo i e em brete costeamos as montanhas de hlppotimos. da gamos, veadns, e de va-
que formam o revertimento oriental de rlaa especies de ces, misturados cora con-
ConoadeOro. Cheganrlo ao p do monta chis marinhis. E CnObne, o principe Gragoatelli urna das junta aossignaes de perfurago que tem os
mais distinolas caberas da opposlco sici- mu ros da caverna, o quepJa aitribuir-se
liana, que nos lerviu de gula nesta curta ex- a alguna molluscoi marinhos, faz suppor ao
pedicSo, nos fez notai no meio da planice doutor Ghristie, que esta fenda fol aberta
um vasto edicio, coca iaoellas similhando sob as agoas de mar, donde denota a (lzera
seteiras, e com porlas baixas e abobadsdas sahir algumas dessas destruirjes de que a
Senlo fosse a grossura dos muros to los di- Sicilia d por toda a parte provas irrecusa-
riam que oram as ruinas de urna grande veis, ... ,
quinta Este edificio que o mais humilde Qualquor que seja o fundamento deata o-
dos nossos burgoeze nflo quiera para casa pinino, he ce>to que as rumas accuoiuladas
decampo, f..i com tudo a habiliSo predi- nesto lugar eram t*> consideraveis qu des-
lecta dos reis normandos, aue ahi vinham pertou o genio especulador de alguna ingle-
repousar das fadigas da guerra. Ainda lio- zes. Fez-se urna exploraco regular da ci-
je tem o nome significativo de De/.a.e. Quem veraa de S Cyro.sando os seus fosseis trans-
o ve conhece que os guerreiros que o babi- portados a Londres. Quando a visitamos era
laram recorriam s artes ipara honraiem j completa a devastacao, oapenaapole-
uma religiilo cuja indulgenuia muilas vezes mos arrancar da abobada algn fragmen-
reclamavam, e nao para assioi acharem o los iDormosquo nos parecerem ler perlen-
seu roso rossoal. Em frente desta antiga ciio a algum elephante.
sa decampo ten a montintu uina aber- Nao perdemos coraludo, de vista o fim
tura baisa e sustentada por dois arcos : principal da nossa viagem. Mr. Bianchsrd,
he a entrada de urna gruta que tem urna encarregado de colher insectos para com-
grande baca, don le sai um rio de agoa vi- plelirem as collecces do NlMOm, UaM
va que ferlilisa o paz visinho, e que por explorado os arredores de Palermo e Conca
urna hyperbole inteiramente siliciana he d'Oro. Mr, Eiwards, e eu, percorremos as
denominada maro dulce. Esta gruta per- praias visinhas, quebramos rochas a or
tenciaoutr'ora ao palacio das Delicias, o d agoa, e levantamos pe Iras. O que viram >s
servia cer lamente de sala de banhos aos va- das povoacfles Marlms duplicaran em nos
lentes conquistadores da Sicilia, o desejo de comecar seriamente os nossos
Pouco depois de havea paasado este mar trabalhos ,e por tal motivo aprestamos os
de agoa doce, foi-nos preciso apear di car- preparalivos de viagam.
ruagem, para trepar ao declivio das ruinas O nosso trem nao era cousa de pequea
queficam na raz do monte Criffone. lima monta. Queramos discorrer seoslas da
vereda que segu por entre dous campos de Sicilia passo a passo, por assim dizer. go-
-actusnosconduiiuemhreveem frente da zando de inleira liberJale de accSo. Iiese-
grula de S. Cyro.-Consiste esta numa es- javamos poder rpidamente atravessar as
cavaclo irregular de 40 a 50 ps de fundo, e praias aranosas, aonde cousa alguma com-
20 a 30 de altura, offerecendo as vislas os pensara noisas fadigas, para parar em qu.l-
seus muros s rochas esc.lvaias, onde se quer parte em n\tie rochados cobertos de
roconhece ainda o Irabalbo dos opranos despojos marinos,' nos promettessem resul
que descobriram a gruta. Nesla caverna tidos, sem.nos vermos jaman atormenta
nada merece a attencSo dos simples viajan- dos pelas oecessidades da vida,
les, mas para nos ora ella de summo inte- Viajar assim por Ierra era impossivel : so
resse.poniosapresentarobellomodellode no mar obleriamos completamente o nosso
uma caverna de ossadas, o. antes urna bre- objeclo. Por isso resolvemos roalisar n um
cha ossosa, mostronio numa vista de olhos barco a nossa pequea circumoavegacSo ...
como sofrormaram alguna dos antigos os- Comecava a nossa viagem s-b favoravais
suarios nos quaes a setenla moderno lea auspicios. Ocj eslava sereno o marsoce-
historia de ui mundo que os homens nun- gdo, e o nosso barco costeavs, um dos pon.
r-a!.lv,.7enntmnlram tos m>,i galantemente pitorescos desla
D po s que Cuv'ier- abrlu, pelo seu enge- graciosa margen,. O monte Pell8f ;e'e-
nho, urna vereda entSo desconhecida aos vava por cima de nossas cabecas, seus Dan-
gelogos, e fun lou a p.loutologi. adquir- eos de aspecto selvagem, descendo .rreba-
Fam grande importancia os osso. Toaseis, t.d.menie par. a m.rgem, compost.de
Esles Testos faunos acham-secommumenlerocnedos perpend.cul.res. Neate Iludo
noseio de diversas conchas; porem em al- encimado, pareca a villa de Belmonteos-
guinas partes enconlram-se em m.ss. .per- tentar com orgulho as grac.s um pouco ar-
lados uSs contra outros, como se um. des- .redada, do seu rasle llinho, p.vtlnes, e
conhecidi vontade procur.sse reuni-los. i k"cos, c.rreg.dos de todos os ornatos do
11., va muito lempo que se sabia que as ca- estylo stciltauo, e cerca Jos de eleg.nlera-
- mimles de arbustos, que pendiam ate a
buida da encost.
Em baixo, como quo para fazer contraste,
collocar as natarezas uma das mais bellas
cousas que os pintores, e toda a qualiJade
de artistas devia esiudar. A calcarla porosa.
vernas de Harlz e da Franconia contioham
montdsdeossaias. Mr. buckland, um dos
mais celebres gelogos de Inglaterra, pro-
vou que estas regies oSo linhain privilegio
algum a semelhante respeito.Quebrando
,s oceultas obstas st.l.gmites. des- ~ff SfttSgi pe.'J
liumigo que recua ein volla das suas meno-
res escabrosidades, musir iuuutneraveis
feriJas, e pende quasi em loda a parle. De-
baixo destas semi-abobadas coroadas de
coclii e medronheiros, abre-se um verda-
doirq, dolalo de gruas. Descrever islo li
iinpossuel. S o pincel *de uabil artista po-
derla dar alguma idea desle incrivel mixto
de rrmas, cores, e accidentes de todo o
geuero ; destas grandes salas, aoude adu-
nan) abrigo barcos maiores que os nossos;
desles prticos irregulares com ciiluuio i>
cobrlu thesouros paleontolgicos cuja exis-
tencia se nSo suppunha. Num lodo quasi
sempro negio e feliJa achou numorosos es-
queleto de ursos, e hyenes.e lambem alguns
je ces, lobos, e jaguars, pertencentes a es-
pecies de tamanho muilo superior ao de seus
actuaos congneres. Acham-se misturados
cotn os ossos das especies de carnivoros,os-
sos de animaes ruminantes, e roe lores,
vend-se ainla na superqcio vestigios dos
lerriveis denles que os despedararam. Des-
tas circunstancias reunidas concluu Mr.
Buckland quo laes cavernas havtam sido co-
vis dos aniin.es eroses cuios restos conser- enlalbedas om aglgauladas agaibas, aonde
"... ..... fin ,ii i.: 11 i i, .mi i. i. ... ii a ... i .i .i. .i.
do ; a carruagem parte, dous dias depois esta-
remos iii btraburgo,... e enlso trema, senho-
ra!.... ns comecareinoa lodos tres urna via-
gem prisa margena do Rbeno, que, segundo se
dis, sao das mala pitloreacaa.... E isao ao be
ludo....
Cesarina, vivamente: -Jaciotho!..... ser
possivel.... T esls gracejando, nao he? Oh,!
ter-noS'ha en. verdade preparadn easa surpre-
za ? Que felicidade.... uina tal viagem aei en-
cantadora!
Eu: Posso declfrar o enigma, .enbora.
Est I,mil... 11 que ba tres semanas, pouco
mais ou menos, em um domingo ao Janlar, em
inini.a casa, V.uc admirou un. lbum que con-
tinua vistas das margena do Kheno '
Cesarina:-- Certamenle, leinbro-me disso.
Eu: E Ic.nbra-se tambein que teve a Im-
prudencia de di er: Meu Dos, quo delicio-
s. dever aer una viagem pelas margeos do
Kheno I...
Cesarina : lie verdade, en d.ssc Isso.
Eu : Eelsaqui, senbora, o que acontece
quando a gente tema desgraca de fallar dlante
desle rnnnslro de Jacintno de um desojo que
tem..... Elle nao deacanca em quanto o nao aa-
tlsfaz .... linda bein quando o nio previne.....
Jaciotho: Entao, ineus amigos, adoptain
ininba idela, nao be?
Eu ; TJoaninente 1
Cesarina : Que felicidade Ser uma ver-
dadeira feata esta viagem.....; o outono est
vavam, bem como os das victimas que ou-
trora liles inatavam arome. TSo plausiva!
explicado foi geralmenle admillida e achou
poucos coi.trauctores.
A sciencia coosigrou outros factos que
pouco se combina ram com a theoria do ge-
logo inglez. l)escobiiiam-se as rochas
calcaras enmpaelas, em cuja massa se n:lo
via resto algum de fosseis, especies do bo-
tascheias de ossos encammadosnum penhas-
co niui differeute da propna rocha. Neslas
betas poucas vezes se encontraran! vesti-
gios de leinla lateral, estando ellas mul-
tas vezes compUtameute alulhados. Tor-
nava-se desde culi > impossivol que hou-
vessem servido de covil aos animaos, cujbl
restos co'iservavam, apresentanlo friqueii'
tes vestigios de fracturas, Oto poucis vezes
alisados pela frequente rodadura. Para ex-
plicar tao vari is circumstaociasfoi preciso
cousilerar estas JiUs como fendas antigs
para oode a correte das agoas arraslou e
accumulou OS esqueletos ns deixados oo
slo.
Esta theoria, que alguns gelogos Tranca-
zos sustentaran), fui, havera 3 annos plena-
mente confirmada. Mis. CuuslantPrevust,
e Diisnoyers descobriram nos suburbio, de
Parle, e especialmente em Uoutmorenca, e
Foiilainebleau grande numero de fen las
nt _'is semelaudo as que se encontrarBo
em graude numero as costas do Mediter-
rneo, e oulras rnuias que se eslavam for-
mando. as primeiras acharam ossos ca-
ractersticos de faunos palontologicos ; nos
segundos s vira ai vestigios Je animaos
ainda vivos. Convenca u-se oiiio deque
as ultimas fendas enre^uociam lodos os dias
a medida que as aguas pluviaes para ali ar-
i'jiiv.uii novos depsitos. Estas observar;es
cumplelam, sem as destruir as felas por Mr.
Buckland, devendu se hoje distinguir das
cavernas de ossadas as fendas ossaes de que
acabamos de fallar.
lie a oslas ultima, que porteo a gruta
de S. Cyro. Antes de explorada apresentava
nos nmeros perpendiculares munlanha
uma parede de cerca de viote pus de altura,
quasi nicamente composta de ossadas ag-
Jatina las por infiltracdes calcreas, ou ar-
gamassadas com pequea quintidade de
ara quaitsosa, e barro endurecido. Era
uma especio de rocha de composicSo parti-
cular, que murava a entrada da caverna, e
Ihe encina quasi todo o interior.
Encontraram-se ahi restos de elephanles,
cas, senhora; e por ineus cuidados.... lene- lio bello esteanno.... Isso ser encantador,
brosos, urna carruagem foi allugada de ante-1 Jaciotho ;_ Obi nos admiraremos Junios es-
inSn, Fernando e eu, apear da resistencia e lea pontos de vliU mgicos i trocaremos nos-
dos solucos da senhora, a metiremos nesta sas Iinpreisdes de viagem I Que conversaedes
carruagem e senUr-nos hemos nrlla ao seu la- iueigotaveis, e depois quando vollannos, que
boas lambrancas para noaaos saraos de In-
vern ?
Eu : Para 11 xa r .tas lembraocat, aera pre-
ciso eacrever noasa viagem, tu te encarregars
dlaao, Jacinlho, eu desenharei as lllustracdes.
Jaciotho : Maravllhosa.nenie.....efareinus
hoineuagem da obra a Cesarloa.
Osai i na : Aceito com goato, e a obra lera
por titulo : avxitToaas a rEaie.i:*AC.dES de tres
aanoos.
Eu : Adoptado.....
Cesarina : Outra condicao : Mr. Fernando
he sem duvlda excellente desenhador ; mal be
um deteitavel calculador.
Jaclntho : I oina l, Fernando.
Cesarina : Elle esta demais habituado a
trat.r-se como lord ; exijo portioto formal-
mente que Ibe seja Interdicto encoinmendar
cousa alguma na. hospedarlas, do conlrario el-
le noa arruinarla.
Jaclnlho : Adoptada.....
Eu: Peco a p.lavra.....
Ces.rid.: He justo.....mas o .enhor nao a
lera i eu aerel a encarregada de dar as orden.
durante a viagem ; Jaclntho aera o c.iz......e
Mr. Penando.....
Eu: Einnm... vejamos, que serel ?
Ceaarina! Sera o director e o ordenador
geral do. pasados... e eicursOet.
Eu: Aceito..... inai. ...
Cesarin. : Maa faca entendido e resolvldo
que o br. director e ordenador geral dos pas-
seios far este respelto tudo o que qulxer a
m.loria dos viajantes, ou mesmo lado o que
quiter cada viajante ein particular.
Jacinlho : He evidente.. ., aem isso o Sr.
se misturan), cumprimeui, e liga n as mais
disparatadas cores, desio o branco leite al
a cor de sangue. u preto asevichaJo. Oque
o artista n3o seria capaz de desenliar s3o
as grutas submarinas, os corredores esirei-
los e fundos, aonde qualquer vaga, locaudo
lias abobadas a llar o'egoa, Se iulroduz pro-
duzindo eslrantius sons.
A onda levanta ia pela nossa pequea eui-
barcacS> bastava para desaOsr os mugido*
da i ooii i sementando os de algum mouslru
gigante perturbado no seu repouso. laia-
gine-se quanlos mil rugiJus ua sahiram
destes centenares de boceas qu.ndo as in-
veslem de frente as onda, encapelladas <
empuadas pelo furor da lempusiaJe !
Tinhamos, com tudo, dobrado Capo di
Gallo. Urna brisa fresca que nos dava no
rosto, impriniu em n.isso bitel movimen-
tos mais sacud los, .visando-me a ni mi e a
Mr. Ewards que nos cumpiia fazer o tyioci-
uio de mariuheiros. O mer oiferecia-se
nossa vista com lodos os seus uorrores. Pa-
ra o arrostar ostendomos as nossas camas e
deilados oo fundo do barco, contentava-
mo-nos com lanzar de quando em quando
uma vista de olbos pa a a niargem que de-
sapparecia ao nosso lado.,..
Aaldea de Torredell Isola be uma espe-
cie de feud peitenc.nte ao conde de Capaci
As casas, em numero de quasi cen s3o bai-
xas e pequeas, porm, muilo aceiadas no
exterior. Quasi todas lram construidas
costa do proprietario que as aluga por pe-
quen, renda. Tera uns 1,200 ha hilantes
Construida n'uma lingua de trra, cuja
posse disputa ni as arase rophedos, e a sua
nica vegetac3o possivel silo Carlos. A po-
s...; i > emprega-se exclusivamente na pes-
ca. Quando alli ebegamos quasi lodos os
habitantes se achavam ausentes, vollando
s depois do tem, o proprio para a pesca da
sardinh. ; pois o mar tem, como a trra
suas colheit.s quasi em di. marcado, com
a diuVrenca to la em vanlagem das colheilas
martimas, de que nao be preciso tancar se
mentes..
A cas. senhorial domina o pequeo por-
to da povoa(3o marilama. Constru ia para
d mis flus, serviu oulr'ora de residencia ao
senhord. trra, e para preparar os atuns
que vinham quasi entregar-se nao longe de
l'lsola delFemine. lia porm, ja muitosao-
nus que os peixes deixaram estas paragens,
o que os proprielarios dellas se acham au-
sentes. Ileu-se a casa ao cura da aldeia. O
director e ordenador geral poderia entregar.se
a um arbitrario abomioavel!
Eu:Vamos, por inais grave que leja a
respoosabilldade que pesar sobre meu poder
desptico, aceito eata. eminente. funccOes.
Acabo de ler oulra ves a cooversacao desta
nolte entre Ceaarina, Jaclntho e mim, procuro
..nuncios luiente ein lllinhas leinl.i nc,' is ae -cu-
li nio direl reinoreoa, mas a menor cunfu-
s'o, o menor embaraco, durante este sero, no
qual a serena con0anca de Jaclntho teria devl-
do laser-me experimentar o marlyr.o incestan-
te de um. potlfo perjura e Infame ; porquan-
to a promesa., trocada entre miro e Ceaarina.
de conienur-noa com um amor puro e casto,
eata promessa cooseollda por nos de boa f, e
cun a Arme inlencu dea cumprlr,.... nos a
u .hu. >i mais larde Indignain nle.
E esta traicio infame iuspira-me por ventu-
ra algn, remoraos ?
Nao.... porque creio que jmala nao lentl por
Jaciotho uma adelco mal. sincera e mala
Entretanto nao tenho a alma bronzeada, nem
pervertida. Donde vem, pola, que permaneco
inseoslvel a este pensaineoto terrivel:'
Abuso de urna manelra Indigna da confianca
do meu nielhor amigo : deahonreio-o.
Eu dula ceinlgo, ba pouco, que era preciso
que loda. .. noede. do justo e du Injusto, do
bein e do mil estlvesiein confundidas em meu
espirito, e eii aqu porque :
Jaclntho he o mal fellt do. homens, elle re-
pete-me nao lodo, os da. ; eu o creio, eu o
sel, eu o vejo, einlim tudo m'o prova. Cesari-
na, que o lem tempre tcrnamenlc amado como
Individuo que exercia ellas funocet na oc-
casao de nosse visita era um pobre domi-
nicano, que por 15 tari, menos de N fran-
cos por mez, calebrave visa, todos os do*
mingos,ooofesit os moribundos, o.siva
e btplisava. Apesar di sua pobreza o bota
do homem pret.v. s animaes, e eonla-
va seis pass.ros em glioll, Igumas galll-
nlias, tres gatos, e dous efieg. Dava-lhes de
comer? Ignoro. Olhaodo para as suas i ln-
sonomiaseafaimadas, era-nos licito duvi-
dar disto. Os efies, principalmente, tinham
extraordinaria magreza: era a machioa a-
iii na: i ri'.luz.L a msis simple. expressSo.
Corlo, aqu> lies desgracados baviam crescl-
do morios do fome....
NSo he oustoso deix.r semelhonte man-
san dedescan;o. Ao alvorecer est.vamos
a p, eemqu.nto Mr. Bl.uchird, ten lo na
inflo o sua rede de apanhar insectos se en-
caminhava para o l.do da trra, Mr. Eward.
entrandon. b.rca S.nla rosalia i. perseguir
. alguma dstancia os habitantes do mar al
to, enesrregando-me eu de explorar as cos-
tas de pennsula. O meu encargo nSo era,
certamenle dos r. ais r.ceis. Cercava .
margem um. cinta bastante extensa de
calcan, eftremimcnle deslocida, Em al
guns pontos pareca esta rocha uma enor-
me esponja, cheia do tenias, de cavidades
irregulares, o de agudas puntas. Noulras
representas, um montao de folnas duleg.
das quasi regularmente separadas por Ion
gas e Tundas racias.
Feitos estes preparativos conllnuaram nossos
estudos sem interrupcao. Quando o lempo fa
vorecia, ia de manba um de nos com Pero .e
buscar provises. Ordinariamente diriglamo-
iies t'lsola del Ferinme em busca de lugar
proprio para, pesca. O mar uprescotava aqu
um aspecto intelra.nente novo para ml.n. Nao
ha no Ocano ess.s grandes calmarlas durante
as quae. a auprrflcie dis ond.s, lisa como o ge-
lo, permitte vista o penetrar grandes profun-
dexaa, e diatioguir .s mal. pequeas cuusas.
Engaados nos priineiros da. por est trans-
parencia verdadeiramrote luar.vilhoso, sucoe-
.leu-iue mullas vexes querer apanhar uina ar-
itiiii le, ou urna medusa, que pared, estar a
algumas pelegadaa de distancia. O nosso patrio
aorria-se, e laocava ao mar uina uina rede na
altura de alguns ps, sem que consegulsse to-
car no objeclo que eu julgava poder agarrar
com a in,i i. Tao admiravel li.npidexanda pro
duaia outra illuso encantadora, lncllnadoa pa-
ra o mar na proa da einbarcaco,aligurava-.e-
nos ver valiese colonias, cuja declivios ora nu,
oracoberto. de verdes prados, ou de .natos,
reprce.it iv un as vistas da trra firme.
Nosso. olhos examinavi.u as menores esca-
broitdades de rochas a.nootoadas urna, sobre
as oulras. Vamos precipicios a mais de cem
ps de altura, ondulacdes de rea, pedacos de
pedra, e montas d'alga e de fuco representada,
tao claramente que noa fazia.n perder o senll-
mentoda realidade. Entre nos e esta pinlurea-
ca e ri8onha regiao nao viainos o liquido nter
inedioque Ihe servia de at.nospbera, e not con
duxla ua superficie. Parecia-nos estar sus-
pensos no vacuo, ou antes realiaando um des
ses soubos que todo o homem teui tido u.n uii-
Iho de vexes julgavamoa esvoacar, como os
passaros contemplar no. altos as mil sinuosi-
dades de terreno, obstculos iuvenclveis para
aunnaes ligados pela sua natureza a .nperficie
da Ierra.
Povoavam esta regiao sub-marna entes de
forma blsarra dando-lhe estranha physlono-
nii i Peixes unas vezes separados como os pas-
sarinhos de uuasoa boar(ues, oulras vezes em
cardumes camo Dandos de pouibos ou aodori-
ii a >, errava.n por entre grandes pedras, esca-
vavam,as inoulas nc plantas inarinhaa, e se au-
mia.n amedroutados ao vereur o nosso barca
passar-llies sobre a cbeca.
Os caryophlles, formavarn inoulas de fjores
vivas que se ramicavam em arbustos, cada
renov dos quaes era u,n animal, dislioguiudo
se poueo dos verdadeiros vegetaea que eulre-
11; iv un os seus ramos inatlsados com rama-
geus animadas. Enormes holothurias pardo ea-
curas cobrlam a rea, ou trepava.n custoaa-
ineute pelo roebedo agitando a sua enroa de
Heotacutos, e.h quauto ao lado delles licavain
immoveis asterias averinelhadas e.tenaendo os
seus cinco bracos raiadoa. Moltuscos muilo se-
uelhante na ir.na ; caracoes dlITerentes na
forma e na cor, se arraslava.n lentamenlc co-
mo seus irmoa terrestres, ao passo que os c.i-
raoguejos, scmelhando grandes aranhas, os
es.i.agavam no seu cur.o obliquo, rpido, agar-
raou-o. algumas vexes com as auas garras le-
inorosas.
Outros crustceos, piijecidos as nossas lagos-
tas e caranguejos do Ocano, brincavam as
moutas de alga, viudo de quando cm quando
expor-se apura luz do co, e relirando-se arre-
batadamente ao menor arruido ao abrigo de
seus sombros retiros. A estes aunnaes, a
ni mu parte dos quaes nos recordava.n forma,
bein conhecidas, se rcuuia.u oulras especies
pertencentes a typos que nTnca se viam em
nossas fras lat.tuJ.es. Eram os co.uatulos, p-
renles prximos das isteiias, que, de algum
modo, substitualo na creaco actual as crluoi*
des, quasi extinctas ein uossos dias, e l:io cam-
inan j na elasse dos fdssels : eram os salpas, mol-
luscos transparentes como o vidro, que se reu-
na... em I me i cadeia, formando colunias lltic-
luantes : os beroides, cuja curiosa organisa-
co ja Mr, Edv/arao lizera couhecer ; as medu-
^ is, das quaes as ad.iilraveis ineta.norpb.iscs
esto em contiadiccao com as leis gcraes.que
at nossos dias parecia.n reger por forma ab-
sofuta a propagacaodas especies animaes; as
lirolaa, c dipbyis, cuja diapbueidadc he l'
c oiupleta que s coiu graude* cusi podein ellas
dislloguir-te ; e, liiialmcule, as stephanomlas,
griualdas animadas feilas de crystal e (lor.,.
que. ainda mais delicadas do que as ultimas,
a, s ijij, ueei ni iiiuich iiulu, e da noite para a
niauba nao delxaui se quer uma sombra nos
vasos que eocbiain algumas horas antes.
As uussas observaedea as praias eram ainda
mais lcela e proveiloias por urna clrcu.nstan-
cia n nivel, e que me parece aluda nao ter sido
apontada. Em loda a parle aonde as rochas cal-
cadas, scmelhai.tes as da Torre dell'lsola, vi-
nham uiergulliar-sc no mar, appareciaui cec-
eadas de uina especie de lagedo quasi ao ni-
vel da superficie da agoa, que. .ein variar inul-
to na largura, acoiiipanba todas as sinuosida-
des da margem, encheudo as cavidades pouco
furnia., e cubrindo as oulras de solida aboba-
da, abrindocaminho fac, a que.n nao temer o
choque naa pernaa de onda*, bein pouco leine-
ii vi-i ni tempo bonancoao. Este cimento ea-
branqulcado o compacto eimelua um editado
felto pela man dos homens, quaudo he apenas
obra de una ou duas especies de pequeos
luulluscos perteuceulcs a elasse que faz parte
dos gaateropdes, e comprehende o caracol
Poda ao principio admirar urna reunio que
justifica o estudo anatmico destes animaes;
poique ao primelro volver de olhos quasi pare-
un, i..i.au, Ibe prodigalisa seus cuidados, auas
atleoces Unto seuo mais que mura ora. Elle
esteve gravemente doenle, eu e ella o viag.a-
ni is, nu por falsidade, nao afim de nielhor eu-
gana-lo, mas sincera e cooicleuciosamenle, e
e por cucan da profunda alleico que Ihe
temos.
Esle projecto de viagem a fres me encanta,
elle transporta tambe.u a Ceaarina, cu o cu.
nhecl pela sna physlonoinia ; pois bem como
eu, ella aprecia, como me.ece aer apreciado, o
adoravel carcter e o espirito encautador de Ja-
olntbo, ella sabe quaui feliz be uosso amigo en-
tre nos ambos.
A respeito desta falta de reinorsos da qual
me espanto, Cesarina he como eu ; qnantai ve-
zes me tem ella dito nessea curtoa momentos,
que succedein ou preceden! nova embriagues
seuipre reoascenle :
Deque serveria a Jaclntho o tempo que te
dou diariamente de meloda as tres horas da
tarde, ein quanto est em aua repartlco? Fal-
to em nada aos ineus deveies de esposa dedica-
da, de caseira inielligenie > Sou menos amo-
rosa para com elle do que at aqu .' Mo ; por-
que elle me inspira a luesina alleico. Tu bem
sabes, Femando, nao ae paasa da em qu* nao
digamos de nosso Jaciuluo. Que coraran ang-
lico que espirito encantador t que delicadeza
exquisita E Islo, nos o dueos, nao por liy-
pocrisla, elle nao est presente, estamos ios ;
quem poderla ouvir-nos ? De por Uoto com o
corar., aa. mos que fallamos. Se manba
Jaclntho adoecer, ae tlver necess.dade de ml.n,
.e os cudalos de ininba modesta casa o recla-
maren), nossa. eulrevisUs serio suspensas por
em quanto a neceuidade o exigir. Einfin er.
cem nio Mr semelh.nc..Em quinto o csra-
eol tran.ll. li.reir.ente em nossas vinhas e Ur*
dlns, carregado com a.u. bem conheclda con.
cha, con.erv.-.e o verme-marinho parado
si.nelha Be.la sentido os annelides Cubculos
A sua inesnii concha fax tantas vezes o tuba
calcarlo dos ltimos, que frequeotemente un
sao tomado, pelos oulros. Finalmente, os ver.
ines-marlnho vlvem, oorno ceitos .nneliei
reunidos ein grandls.lino numero, formando o
seu. tubo, rutrrliicadoa a nica calcada que
cerca uma grande parte da. costas da Sicilia
Milhsafcs de animaes procuravam abrig,,
as cavidades irregulares, formaJas por os-
la agglomeraffio. Alli viviam pequeos
crustceos mu sementantes aos nossos mil.
lepedes, e que, como elles, se converiem
n'uma bola para escaparen) .os seus t-ersV-
guidorea ; os opliiuros, mi i me. un,,,
sen.elh.nles s steri.s, cojos bragos com-
pridos e delgados leem a Insigne proprie-
dade do laucar friscas a cada um de seus ar-
rebatados movimentos ; os syllis e poly-
noes, pequeosann-lides, que s9o as vr/,
aiuda mais phosvhoricos do que osophiu.
ros ; os nemelres de cuja simplificada orga-
iihiir.l i os I-llores da Revista sa lombra 3o
anda ; e os planarios, seus prximos pa.
rentes, dos quaes a anatoma olTerece, cora
a dos precedentes animaes, mui singulu
variedade.Todas estas especies erampsij
nsdesumma curosidale Com o martelo
na lun proseguimos na invcli.a;,i > ateo
fuodo das estrellas cavernas queasconli-
iina n, e em breve seeneberam os nossos
tubos e frasquinbos. Vollamos entao al-
deia, e mellmosos nossos prisioneiros un
grandes vasos de vidro, cheio. de agoa lim-
pida, que no. deixava ver os seus mais pe.
queoos movimentos. Escolhemos os qu'.
deviam ser primeiro sacrificados scienen,
comtanlo logo a verdaJeira festa,po8Cln.
gava o momento do esludo.
QuSo rpidas p.ss.vam as horas, em q .
examinando cada um de nos o viveinn. '
nos traziam inspirages de-momonto, (.x.
ploravaroos a rica mina entregue s nossss
obsorvafOes, triplicando, por assim dizer
ii es-as conquistas cotn Irnb illos e deseo-
briinentos dos dous companheiroa Quin-
to eram especialmente agradavois pin
mim, que as minbas precedentes excur-
sOesem Chausey, SSo-H.lo, Breh.t, eSaint
Vas-la llague tinha s-mpre andado s !-
S.i- ah / Para comprehender o sentimento
que esta tSo curta palavra exprime, he pre-
ciso que cada qual se veja cercado destes
prodigios de creado viva, sem ver ao pe de
si um amigo, nem qualquer ente que ti
prehunda e participe do seu arrehatamanto.
He necessario ler dado na solidan gritos de
entliusi.sino, edelles se n8oouvireeho;e
liaver experimentado a imperiosa necessi-
dade de amigos inlelligontes, que no lim de
algum lempo sentn, o naturalista, o o ob-
servador solitario. Que dilTerei>r,a hnjoi-
O trabalh i era f.-)to por tres a cada instan-
te cada um de nos chamava os outros para Ihes mostrar alguma observar,,1ocu-
riosa, ou alguma maravtlha n9o esperada;
e com esta conttnuacao de factos, rrfleiijei
e idoiag, sempre alimentadas por novos ub-
jenlos ni o I ti 1.1 UM vamos os prazeres e acqul-
sieiies. Se apparecia algum. duvida quanlo
a exactidSo de nossas observaces, resol-
via-se com benevolencia, mas sempre com
severi lado ; eeste continuado exame ug-
mentava os nossos gosos dando a cala re-
sultado o onulin da certeza.
J se v como o dia se pass.va nesle cu-
rioso emprego. A' noile, quando nossos
olhos e dedos, cansados como uso do mi-
croscopio, piuca e escalpelo, exigiam im-
periosamente algom re ouso, sabamos di
aldeia, e alravessando um pequeo bosque
decactua, de quinze ou dezoito ps de al-
tura, iamos presenciar o .ceso do sol. lio
alto de uma eollin. solitaria, coroada por
urna torre arruinada, e culluc.da no centro
da nossa peninsula vismos o aslro brilhan-
le descer pouco a pouco para o mar, que
parecia abrasar-so com o sou contacto de-
sapparecer por .letras de Csboe Santo-
Vito, e lanzar nos altos penhascos d. cosli,
e no bollo valle de Capaci, distante meia le-
goa do nosso observatorio, as admiraveis
cores que turna.n vaporosos o transparen-
tes os mais pesados massicos das monta-
nhas. Voltamos noss. habilitarlo aonde
nos esperava o magro jantar preparado por
Arlare, e as vezes engaados-pelo ligeiro
crespusculo dss regios meridionaes nos
leiMv mi is surprehen ler pela noite, cn-
coutravamos os nossos m.rinheiros, qui
reunidos em pat'ulha, e armadas dos |;i
at o licca vHlavam pela nossa seguran^.
Estes li hos do mar consi.leravam os ho-
mens da trra, como salteadores sempre a
espera dos viandantes. Os monlanhezjs
das visinhancas gozavam, he certo, de pes-
sima reputaeflo; e nos primeiros dias .l!
nossa chegada obtivemos com dilllculd.de
que nos nio acnmpanhassem nos moa.en
los cm quo il s- javamos estar a sos. O que
aquelles diziam n3o deixava de ter algum
fundamento. O padre Antonio, confess.n-
do-nosque as montanhas visinhaser.in ha-
bita las por mu gente, mostrou-nos uou
carabina sempre c.rregad. e outris ar-
mas que tinha nio para repelliros mal-
.eilores.
As nossas invesligifss for.m favoreoi.l,.-
por vinle formosos dias, em que muilo
aproveitmos. Os nossos cartes de dese-
nlio, o cadernos de notas, comecaram a en-
cher-se. Os* trabalhos enpreliendidos esla-
vam Comturlo ainla longe de lindar, quan-
do vimos, n'uma bella manhSa ao acordar,
o mar encapella lo, e a praia batida pelas
ondas. Os nossos balis achavam-ae esgo-
tados desde a vespera. Era utria jornada me
vitavelmente perdida, e o vento podia du-
rar muito. Continuar a viagem era o ni-
co meio de aproveitar o tempo de deicanf o
forcado. Fizamos, pois, igoai da partida,
e em menos de uma hora collocamos de
novos nossos instrumentos as estantes,
e estendemos os colxes oa coberta. An-
tes de nos separarmo. do padre Antonio,
passamos-lbe, a pedido seu, um alterado
do ptimo agasalho que haviamos delle re-
cebido, e que nSo deixamos Grar sem ra-
que ha no inundo um bnmem mal. feliz, mais
adorado que o nouo Jacialdo e
E amanha, sem duvlda, recordando a his-
toria contada esta tarde ao jantar por seu ma-
rido a respeito de um de seus coltega. da rc-
parlico, Ceaarina me dir :
Esls vendo, porque sua mulher orgulho-
aa e Imbcil amou a um faluo a um vaidoso,
em vez de amar a um homem de bem, ele des*
gr.cado corre rl.co de Ir a. galles.'
Eis aqui quaes aaro sem duvlda nenhuma,
as reftexfles de Cesarina ; eu pcnsarel como el-
la e fatlarel do fundo da alma, porque cuinpre,
repito, que os principios do bem e do mal, do
Justo edoinjusto, e.tej.m confundidos em rae"
espirito.
Siin, esta noile 10 de setembro de 1826, el.
aqui o que pens e o que e.crevl a s. coiuig
mesmo, e com a m3o na conaclencla.
I serevo isso, ..lim de saber, quando un "la
a Idade, a reOe.o ou os acomednentos me u-
verein amadurecldo ou miniado, que juio Mi''1
.obre miiihas eonviccoes de hoje.
Este exime futuro parece-me dever ier la
curioso, t.lvex mesmo tao instructivo, que pre-
tendo oontlnuar quanlo for possivel este dia-
rio, protestando .er sempre quer p.ra o bem,
quer para o mal, tao .locero para coniigo mer
ino quanto acabo de o ser e.crevendo esl'
iinhas. '
(<,'onliar-.-)
\
\


mi -w '
compensa ; a depois de Ihe ter tpertido pe-
1 ultimo vez a mo, emburramos di santa
Rosala, desforramos a nossa vela latina, e
aproamos immaJitamenlo para Castalia-
mare.--A. de Quatrof.aes.
(Riout des Rivuss)
(Marn d fl.iwrn de li'bna )
COMMERCIO.
ALFANI>F.CA.
Rendimento do da 15. 13:784,076
Discarrega hoie 16 dtjaneiro.
ilrigue portuguez oa mercadonas.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do da 1 al .23:587,251
dem do da 15.........i8.*!l"!
28:449,740
DIVERSAS PROVINCIAS.
TRATAMENTO HOMEO-'
PATHICO.
D1S MOlalTUS VGKEaalS,
a conselhos aos doentes para sa curaren) a
si mesmo, aem preoisarem de medico;
pelo professor homceopatba
Gosstt-Bmont.
Sahio a luz a aeha-se a renda oo consul-
torio homcsopathico da ra das Cruzes n.
98. pelo preco de 1,000 r. ^^^^^^
Avisos martimos.
Rendimento do dia 1 a 14..
dem do dia 15......
1:005.897
158,101
1:159,198
I" vporlui'iio.
Parahiha, hiate brasiHro Tres Irmaos ,
conduzlooajunte : -- 280 barnoas baca-
Iho, lOOarrobaa de carne, 1 aacca alfaze-
m, 16 libras deervadoce, 10 birricas fari-
nha, I caixa cha, 2 ditas |n-s". 12 barris
mantag, 3 gigos louca, 1 pipa vinho, 2
caixas aletria e I bila papel.
Porto Aleg-e, brigue brisileiro Ar gos
con Inzu oseguintd : -- 1140 alqueires sal,
40 pipas agoarlent, 650 barricas com 4446
arrobas o 7 libras de aasucar.
RECEBEOORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 15..... 333,964
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento d,> dia 15.....8:659,836
Movimentodo porto.
Navios entrados no dia 15.
Rio de Janeiro -- 22 das patacho inglez
Howard, de 220 tonelladas, capitao James
Biown, equipagem 11, em lastro ; a Rus-
selItMIors & Companhia
Assu' 7 dias, brigue brasileiro Principe D.
Affonso,de 212 tonelladas, meslre Fran-
cisco d Sil Aveleda equipagem 16 ,
carga sal ; a Jos da Silva Campos. Veio
largar o pralico e segu para os portos do
Sul.
Navios inhidos nomeimo da.
Boston liiate americano Grand Turk, mes-
tre E lmond Cerper, carga assucar.
Rio Grande do Sulpatacho braaileiro Dous
de Agosto, capit.10 Chnstovflo Pedro de
Carvulho, carga assucar e mais gneros.
Trieste--brigue escuna hamburgU'Z Uer-
ili. Koeho capitao Wilhclin Friedrich
Silln, caiga asauear.
Parabib hiatt braaileiro Tres Irmaos ,
meslre Jos Duarte de Souza, carga varios
gneros. Passag-iros, Jollo Cnrisostomo
Peres, Luiz Antonio Gonzaga, e Alexau-
drino da Costa e Silva. ____ __
Declarayes.
.- O vapor braaileiro Bahiana, coromsn-
dantooprimeiro lente S gunlino, deve
cliegardos purtos do Norto, no dia 18 de Ja-
neiro correle, e seguir para Macei, Ba-
bia e Rio da Janeiro, no dia seguinte.
CORKF.IO.
A escuna Adelaide recebe amala para a
Bahia hoje 16 ao meio dia.
O arsenal de guerra compra papel al-
maco, da peso, penuas, tinta, lapis e o-
breias : quem os meamos objectos se pro-
pozer a vender, compresa no dia 17 do
conente, trazendo sa amostras e a compe-
tente proposta em caria lechada. O escri-
turario. F. Seraft-o de Assis Carvalho.
De ordem do lilm. Sr. di'eclor geral da
iiistrucco publica, faz-se lembrar a quem
convier, que o preso marcauo para o con-
curso nova cadeira de instruc^ao prima-
ria da freguezia de Sanio Antonio.do Recite
ospiranodia 13 do prximo mez de feve-
reiro.
REALCOMPANHIA DOS PAQUETES 1NGLE-
ZES A VAPOR,
fio da 20 deste mez espera-
re o vapor Severn, comman-
dsnleChapman do Sul, e no
dia depos seguir para os por-
tos da Europa. Para passanem dirija-seem
casa da agencia n. 43, no Trapiche Novo.
--Por ordem do Sr.director interino faco
publico que na conformidade do art. 13 do
regulamento de 12 sbiir-se-ha a matricula dsulas do l.yco
no da 15 docorrente, eser encerrad no
ultimo deste mesmo mez, excepc.no da de
I.iiiin Lyceu 2 de Janeiro de 1852.O
amanuense.Ilermenegildo.Marcellino de Mi-
randa.
-- A matricula da aula de tachygraplna
00 lyco desta cidade, acha-se aberla desde
o da 15 ao ultimo do crrente.
Theatrode Apollo.
RECITA EXTRAORDINARIA.
Sabbado, 17 de Janeiro de 1859.
Depoia de urna e-colnia ouveitura su-
bir de novo sceua com lodo o brilhan-
liamo o maravilloso e muito applaudido
drama de grande mchinismo,
D. JOaO DE MARAA,
0 0
A Queda de um Anjo.
O director empresario faz sciente ao rcs-
peilavel publico que leudo de desmanchar
o Irabalhoso machinismo deste ioleressan-
lissimo drama para poder por outros de
grande monta, nSo podo levar acea sa
nBo esta vez que sera a ultima: assirn as
pessoas que Uesejam ver esta bellissima
prodcelo, que em verdade he a priaieira
que ueste gnero tem subido nos thealros
de Pernambuco, e que encommendaram bi-
llietea de camarote mandar So quanto an-
tes buscar no escripturio Ido thealro, pois
do contrario sero ven jilos a quem primei-
ro se apreaeolar.
Principiara imprelerivelmente s 8 horas
em poni.
PuhlicacSes Iliterarias.
ELEMENTOS
DE
Homaopathia.
Sahio a luz a segunda parte desta obra
composta pelo profesaor homceopalha l.ns-
set Bimonl. li cebem-se assignaturas para
a obra inteira a 6,000 ra., no consultorio
homceopathicoda ra das Cruzas n. 8. I)e-
pois da publcalo da terceia parle, o pre-
(0 ser elevado a 8,000 rs. para aquelles
que rulo tiveremastignado. No mesmo coa-
sullono, acha-ae a venda ludo quanto he
necesgario para o esludoea pralica da ho-
mceupathia, como seja : livros impressos
para historias de doentes, regimens apro-
pnadua para a provincia de Pernambuco, e
encarrega-se de mandar fornecer qualquer
cncommenda de medicamoulos homceopa-
thicos, tanto avulsos como em caixas, em
glbulos como em tinturas.
No prelo : Vathogenesia dos medicamen-
tos brasileiros.
Elementos de anatoma e f histologa com es-
tampas, paraos curiosos em homceopalhia.
Roga-ae aos seohores assignantes o ob-
"soquio de mandar
Para o Aracaly.
Sague empoucos dias, o hialeCapibari
be, pregado e encavilhado de eobre : para o
resto da carga, trala-se na ra do Vicario
n. 5. '
Segu viagem imprelerivelmente no
dia 35 do crrante, para o Rio Grande do
Sul, o brigue escuna S. Jo*o Vencedor, oapi-
ifio Jos da Silva Neves, recebe carga e es-
cravos a frete ; a fallar com Jo8o Francis-
co da Grua na ra da Cruz n. 7.
Esta carregando para o Passo de Caroa-
ragibe a barcassa nova llorbolela. nin la re-
cebe alguma carga para o mesmo lugar, os
Srs. pretendentes a procurem no forte do
Mallo junto ao trapiche do algodao, a fallar
com o meslre ou na praca do Corpo-Santo
n. 2.
MaranhSo c Para.
Segu em poneos dias, por tormaior par-
te da carga engajada, o brigue escuna Gra-
ciosa : para o restante e passageiros, para
osquaes oflerece ptimas acommodacOes
trala-se com o consignatario Jos Baptiste
da Fonaeca Jnior, na ra do Vigsrio n. 23,
ou com o capilSo na p'aca
Para o Rio de Janeiro pretende seguir
com brevidade o brigue brasileiio Animo,
capitBo Domingos Antonio de Azevedo :
quem no mesmo quizer carregar, ir de pas-
sagein, ou embarcar escravos, poleeoten-
der-se com o mesmo capitSo ou com Luix
Jos de S Araujo : na ru da Cruz n. 33.
- Para o RO de Janeiro sahe
em poucos dias o patacho brasi-
leiro Margarida, capitao Florencio
francisco Marques, por ter o seu
carregimento quasi prompto, paro
o restante da carga passageiros e
escravos a frete trata se com o ca-
pilSo na praca, ou com Luiz Jos
de Sa Araujo na ra da Cru
n. 33.
- Para Lisboa sahe com toda a brevidade
o brKUO braaileiro Mariana, capillo Jos da
Cduba Jnior : quem no mesmo quizer car-
regar ou ir da passagem, poda fallar com o
dito capitao na praga, ou com Manoel Igna-
cio deOliveira.
Para o Rio de Janeiro, se-
gu em muito poucos dias, por ter
engajada a m lior parte do seu car-
regamento a sumaca l-rasileira
Santo Antonio, nova e de supe-
rior marcha, para o resto passa-
geiros e escrav.s a frete offere-
cendo a estes o melhor agasalho :
trata-secom os consignatarios Ma-
chadock Pinlveiro, na ra do Vi-
gurio n. 19, segundo nndar, ou
com o capilSo Jos de Campos Ma-
gilhaes, na praca.
Para o Rio de Janeiro pretende sabir
com brevidade o bem conhecido e velleiro
brigue braaileiro LeSo, quem no mesmo
quizer carregar, ir de passagem, ou o jibar-
ear escravos, dirija-so a ra da Cadcia do
Recife n. 54: a tiatar com Joaquim Ribeiro
Pontea, que prometa fazer os fretes em
conta. Tambem vende-sa ou Iroca-se o mes-
mo brigue por algumus propriedades de
casas nesla pra?a queconvenha : quem de-
sejar qualquer negocio ao referido navio,
pJe ir a bordo do mesmo, fundeado no
Forte do Matto, e fazer os examos que Ihe
aprouver.
--Para Lisboa prelenijoshrcom brevt-
dada o brigue pOrtuguez Novo Vencedor
por ter maior parte da carga prompta, quem
no mesmo quizer carregar ou ir de passa-
gem dirijn-se aos consignatarios Thomaz de
Aqumo Fonseca & Fil'.o : na ra do Viga-
rio n. 19 primeiro andar ou com o capilSo na
praga.
Para o Rio de Janeiro.
Segu com brevidade a sumaca brasileira
S. Antonio,muito nova a de superior marcha:
para carga, escravos a frele e passageiros,
trala-se com os consignatarios Machado &
Pinheiro, na ra do Vigario n. 19, segundo
andar, ou com o capilSo Jos de Campos Ma-
galhes, na Prafa.
-- Para o Porto, segu com toda a brevi-
dade, a barca portugueza E-pirilo Santo.ca-
pito JoSo CarlosTeixeira ; quem na mesma
quizer carregar ou ir de pissagem dirija-ae
ao escripturio de Francisco Alves da Cunba
.v Companbia, na ra oo Vigario
A baicaca Flor do Dia, recebo carga pa-
ra os portos do noil-S ateo Assu': quem
quizer Carregar dirija-so a ra da Cadea do
Recife n. 43.
a
Constando 10 baixoassignado, que o
baoharel Joflo Antunea Lins Wandely, diz
poaauir urna lettra (nSo sabe de que quan-
tia) do mesmo abaixo assigoado, pelo pre-
sente declara para coobecimento do publi-
co, que iienhurna tranzafSo leva com o dito
bacharel, e nern eom outra qualquer pessoa
que fosse obrigado a passar latirs, a per-
ianto se alguma existe no poder do mencio-
nado Jollo Antunea, he falca, e por isso pes-
soa alguma a negocie, aob pena de perder
o seu ilinheiro ; consta outro sim, que es
se bacharel tem querido negociar a dita le-
tra com diveraas pessoas, a queastaes pes
aoas nfio a tem negociado em rasSo delle
"a 1 deolarar porque meios se constltuio
credor do abaixo assignado, j que por si o
nlo podia fazer em ra8o da sua nimia falta
de meios. .0 abaixo assignalo declara es-
se bacharel que esas conducta nflo Ihe pJe
aer honrosaenm a pessoa alguma, que
se quiser ter dinheiro outros sSo os meios,
e entre elles o abaixo assignado aponta a
trabalho, como a verdadeka fonte da rique-
0 abaixo assignado tem sido victima
de quanto tratante ha neste mundo ; esta
reduzido a pobreza, e portanto nSo est
mais disposloa se doixr defraudar impu-
nemente. Antonio Alves Ferreira.
Domingo 18 do crrante, dia do Sin-|
tissimo Nome de Jess, festejatvse-lia na
matriz do Porjo da 1' mella, ao Sr. I'.oui Je-
ss dos Psssus, dan lo principio com o le-
vanta menle da bandeira ao romper da ma-
n'i.a, a qual ser carregad por anjos, a-
companhada pela msica militar, fesla, te-
deum, noile logo do vista ; a bandeira se
r acompanhada por multas Sras. : convi-
dam-se s pessoas deala cidade para assistlr
a um acto de Unta sumptuosidsdee reli-
giSo.
O bacharel Manoel de Souza Garca,
quo ha pouco deixou de ser promotor pu-
blico do Recife, advoga actualmente, e po-
dera ser procurado orno primeiro andar do
sobrado n. 30, na ra larga do Rosario em
S. Antonio.
-- Domingo 18 do correnle, haver a fes-
ta de N. S. .1.1 i: ta noile, qu se costuma a fazer na capel-
la de S. SebastiSo no Varadouro em Olinda :
As pessoas que tem promettido concorrer
com suasesmolas, o podero fazer ao tlie-
soureiro Bento 1......alves.
- U.n rapaz hbil se prope a fazer a cs-
eriptuirieilo de qualquer estabelecimento :
quera de aeu presumo se quizer uiilisar,
imja-se i ra larga do Rosario n. 38, que
achara com quem tratar.
Aluga-seo primeiro andar de um so-
brado, na ra do Raugnl defronte da boti-
ca, a fallar na ra do Cabug toja do Joa-
quimjoada Costa Fajozas,
Vicente Jos de Brito, embarca para
o Rio de Janeiro, um mulato de nomo Ma-
noel.
Manoel Rodrigues de Almeida, subdi-
to portuguez, retira-se para o MaranhSo.
-- Adverle-se que a venda da luja de .Sc-
lei'odoSr. Antonio Ferreira da Costa Bra-
ga da ra Nova nto se po te effectuar por es-
lar penhorada e sem a solurjao das exocu-
cdss ludo he nullo.
-- Ha para alugar dois esersvos proprios
para armazem de assucar,ou outro qualquer
servieo: a tratar na ra do Vigario casa
n. 7.
Precisa-sedeum pequeo para caixoi-
ro de van la : no Becco Largo no Recife, ven-
da da esquina n. 1.
5 "
Aluga-se a loja n. i5, da ra
do Crespo, e garante-se o arren-
damento pelo tempo que convier a
quem comprar a armacSo da mes-
ma loja: a tratar na ra da Cadeia
de S. Antonio n. 9.
Quem precisar de urna ama para lavar
e engomar: dirija-sd ao Pateo do Carmo
n. 10.
O cirurgiao Bernardo Pereira do Carmo
taz sciente aa peaaoaa que a tampos ihe fa-
laram e meamos quem convier e quizur.pa-
ra por meio de um ajuote razoavel, os tratar
annualmente das molestias que possam ap
parecer, que tenliam a hondada de virem a
casa de sua residencia na ra do' Ruzario
larga o.30,para os poderlanrjaremn.de seus
clientes. mesmo declara nao poder ir
presentemente as suas casas por estar anda
cucuii......ia 1.> e pede o descuipam n3o es-
tar em casa a os que o procurara m desde o 1.
do Janeiro at 3, por ter sido de urgencia
estar nesse lempo fura. Agradece tambem
por esle meio aos que tivoram a bondade de
o virem cumpriinentar, asseguraodo-lhes
sua estima e gralid&o.
O Sr.Bernardo de Albuquer-
que I"< rti.ui l'.s (. un 1, queira mon-
dar pagara subscrico deste Diario.
Caligrafa
Na Ra do Arago, n. i2, se-
gundo andar, copia-se com perfei-
cao qualquer papel em muito boa
letra e por preco commodo.
Acha-se farinha nova de SSSF, (de ra-
minha) para vender, nos armazens de Dea-
ne Koule i Companhia, no becco de Con-
tal ves.
Quem quizer vender ou
permutar urna morada de casa ter-
rea, na ra Bella, ou Florentina,
e esta que tenha bom quintal: an-
nuncie ou dirija-se a piara da
Independencia, loja n. l, se dir
quem quer
CASA FELIZ.
O vendedor de billietes da casa
feliz, dos Quatro Cantos da ra dg
Queioiado n. 20, roga a pessoa que
possuir o bilhete n. 5344 ''" ''
lotera das matrizes da provincia ,
jue venha receber o premio que
tirou de 10.000,000 rs., o qual se
[aga sem descont algum.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado
da ra l loja da mesno sobrado.
Napolen Gabriel Itez, embarca para o
Rio de Janeiro, o seu escravo de nome Gre-
gorio, pardo.
Aluga-se urna escrava, para todo sor-
vico de urna casa : na ra do Aragfto n. 40.
-- Alugi-se um sitio quo lenlia casa com
commo lidados, quo sejn plantado do arvo-
res, e que nao seja distanto da praca : quom
o liver, annuncie.
O tutor nos fillios legtimos de Ambro
zio Harris, morto no Para em 1839: quei-
ra dirigir-Be ao consulado dos Paltas Bai-
xos iic.ia cidade que se Ihe desoja fallar a
negocio do iuteresse.
-- Precisa-se de um homem qne n3o te-
nha familia, para caixeiro< d conhecimento de sua conduela : na ra
do Rangel n. 47, primeiro andar, ou no -
genho Novo de Muribeca.
-- Precisa-se deum caixeiro, que tenha
pratica de venda: a tratar na rui do Pilar de
Fra de Portas n. 137
Precisa-se de um forneiro: na ra Di-
reila dos AlTogados n. 66.
-- No da 19 do correnle, as 4 horas da
tarde, presente o Sr. Dr. jalz de orlaos, se
ba de arrematar urna escrava pertencenle
ao casal de Antunio Francisco da Silva,
requer ment do seu inventarente; he a ul-
tima p ". i.
- Joaquim Ferreira tiendes Gumar3es,
embarca para o Rio de Janeiro, o cabrinha
Julin, crenulo, a entregar a Anselmo Fer-
reira Conde.
Manoel Buarque do Macado Lima J-
nior, retira-se para o Rio de Janeiro, fim
de tratar do seus estu los levando em sua
couipanhia um escravo, de nome Luiz.
Na nouledo dia 13 para 14 do Corren-
te, na Soledad, casa n. 2, roubaram os se-
guimos objectos de ouro:--1 correte gros-
sa, 7 Mel .,, sendo ai.uu.-. com diamantes,
Compras.
C3T ("ompram-se escravos de
ambos os sexos, para fra da pro-
vincia de 6 a a5 annos tendo
habilidades e de bonitas guras ,
paga-se muito bem : ni ra das
Larangeiras n. 1 '1, segundo andar.
~ Compra-so um braco da balanza pe-
quono com duas conchas e os pesos de meia
quarta a 4 libras, em segunda ino : na ra
da mal 1/ da Boa-Vista n. 32.
Cun .rn-se urna mulata de boa ligara,
que saiba parfeitamente coser, cortar, fa-
zer ve-ti ios de senhora e ouiras costuras, a
que tonha bom c importamento amanendo-
se; aJerlmdo-se que nao lio para embar-
oar eque pags-se bem : no Recife na roa
do Trapicho n. 40, sogundo andar.
-- Conipra-se geometra por lacroix,trig
nometria pelo dilocom pouco uso : na ra
da Conccic.lo da Bja-Vista n. 58.
Compram-se para fu a da provincia, 2
creoulnho* ou creoulinhas, molatinhos ou
molaiinlm-, desde 9 at 17 annos de idade,
de bonitas guras e sem del' utos phisicos :
na ra da Cruz do Recifa n. 57 segundo an-
dar.
V endas.
Emilio Raurli retratista ale- ""celim com 13 oilavaa. 1 cordo fino, I
r-miuo pataca, retratista aie- Jjl0 gro8SOi, tereco de estufo, com tolos
mSo, tem a bonra de recommen-
dar-se ao respeitavel publico des-
ta praca e provincia, prometiendo
executar com promptido e per-
feico toda e qualquer obra de
sua arte : quem quizer utilisar-se
de seu prestimo, he rogado de di-
rir>r-se a casa de sua residencia ,
na ra do Trapiche Novo n. a, ter-
ceiro andar, em todos os dias uteis
seus perlences, 1 dito con pedras pintadas
de ouro, 1 allineito do peito, coui diaman-
tes, 1 duzia do colheres e 1 copa de pra-
ta para cha e 120,000 rs. em sedulas :
quem descubrir dito roubo, dirija-se ao se-
guudo sudar da casa n. 3, no becco da Lin -
goeta, que ser generosamente gratificado.
Offerice-se um moco brasileiro, bas-
tante hbil, e quo da Dador a sua conducta,
para caixeiro do loj < de fazendas : quem do
seu presuma se quizer utilisar, annuncie.
Joaquim Alves da Silva Guimaraes, em-
barca para o Porto.
A pessoa qua perdn um tacho 00 prin-
I Vieira, que Ihe se-
PublicacSo medica.
Publica-se no Rio de Janei'o mensalmen
le Annaes BrasilienS'S de Me licina, joma
da academia Imperial de medicina, o qua
subscreve-ae em Pernambuco a 6,000 rs.
por anno na linaria n. 6 e8 da praca da in-
dependencia.
~ Urna pessoa com a pralica precisa
ofTerece para administrar qualquer enga-
rnio : quem de aeu prestimo se quizor utili-
sar annuncie.
Urna pessoa com as habilitares neces-
sarias se propOe a fazer escripluracOes de
casa de negocios, por partidas dobradas,e por
preco commo jo : quem disso precisar an-
nuncie.
Emanuel Chiozz, subdito sardo, se-
gu viagem para a Bahia e Rio de Janeiro.

Avisos diversos.
D. Roza Maria de Oliveira Miranda, em
barca para o Rio de Janeiro, a sua escrava
de nome Emiliana, parda.
Ileseja-se tallar ao Sr. capitn Solidada
para se Ihe entrenar urna carta vinda do Sul:
na ra Nova n. 16.
Benlo Jos Rodrigues faz ver ao res-
peitavel publico que pertende comprar a
vende pertoncentea Jos Joaquim Pereira,
silla na praca da Boa Vista n. 5,para que to-
das as pessoas que se julgarem a oradora da
mesma apresenlarem suas contas correles
no praio de 8 das, no becco do capim,ven-
da da Bento Jos Rodrigues.
-- Offereee-se um cusinbelr-3 francez,
para cosinhar effeclivameuie em qualquer
casa particular : annuncie ou dirija-se a es-
ta typographia que se dir quem he.
-- Acha-ae berta a matricula da aula de
gramrnatica latinado bairro do Recife : O
rea. activo professor reside na ra Augusta
n. 91, onde pode ser procurado a qualquer
bora.
Antonio Augusto ds Silva Caedo, em-
barca para o Rio de Janeiro, a sua escrava
creoula de nome Maria, que de l trouxe
ero sua companhia.
Francisco Jos Mallos Braga, faz ver
ao respeitavel publico, que pretende com-
prar a taberna perlencenia a Bento Jos lio-
diigues, siita no becco do capim n. 6, e por
isso < rem ere lores da mesma, queiram ter a bon-
dade de aprsenlar suas cuntas na mesma
taberna, 00 prazodeoilo dias.
Na ra doLivramenlo o. 10, sobrado,
se dir quem da dinheiro a juros, e quem
vende I adareco, 4 pares de brincos, ane-
AttencKo.
0 arrematante das afiricSes do
municipio do Recife faz sciente a lodos que
ven lem lquidos em ancoras, que as tnau-
dem lrir quanto antes para o anno de
1852, poia quo do contrario mo poderao
vender oa referidos lquidos sem a compe-
tente atiricio do correnle anno.
Aos mscales e boceteiras.
O arrematante do imposto dos mascatea
inboceleirasf.z pela ultima vez sciente aos
etesmos que veuliam quanto antes tirarem
as suas licenQss, pois que do contrario au
poJerSo vender pelas ras, pravas e portas
sem a competente licenga.
- O arrematante do imposto das ariscs
lo municipio do Recife.pela ullima vez pre-
vine a todos quanlos ven lem liquidse sec-
eos para que venham quanto antes afirirem
as suas medidas, do contrario n3o poderflo
vender sem a dita slric,3o do corrento annu
de 1852.
Miguel Archanjo da Silva Costa, tendo
de estar lora por alguns dias, visa a quem
porvenlura interessar, h|a de noenUnto,
entender -se com sen irinau o bacharel JoBo
Vicente da Silva Costa.
-- Aluga-se o primeiro andar do sobrado
da ra eslroita do Rozario n. 16 :a pessoa
que o pretender dirija-se ao aegundo do
mesmo.
-- Antonio Jos Sosres, vai a Baha.
Precisa-se de um cozinhei-
ro, preferindo-8e captivo : na ra
da Cadeia do Recife n. 48.
O cautelista Faria Barbosa,
acaba de expor a venda, no pateo
do Collegio, casa do livro azul, os
seus bilhetes da 3. lotera do B10 ,
em beneficia da freguezia da Glo-
ria, cuja lista deve vir no dia ao,
pelo vapor inglez. O cautelista
promette pagar em continente e
sem descont algum todos e quaes-
quer premios que por sorte sabir
nos bilhetes que vender com sua
firma, fieros dos seus bilhetes.
Meios 11,000
Quartos 5,5oo
Uitavos a,800
das O horas da manhaa ateas 4|cipio daeslrad. do Barro: pioeure-o em
1 j ^ 1 casa do inspector Manuol
horas da tarde. Ir entregue.
Nova fabrica de chapeos de sol e Precisa-se alugar urna escra-
tinturaria, no aterro da Boa Vis-
ta n. aa,
va,"que seja boa coMnheira e com-
pradeira,: quem a liver dirija-se
Nesta,nova fabrica o respeitavel publico a ra da Assumpcao ou muro da
achara um completo sortimento de chapeos j j. i y>
deso de seda epaninho, tanto para ho-, renna n. 10.
mem, como para senhora, e concerta igual- IRMANDADE DF. NOSSA SENHORA DO
mente, por presos mais commodos do que TERCO.
em, oulra qualquer parte ; para este mesmo A commissao encarregada da edihcaQao
aatabelecimento se acba mudada a tinturara das catacumbas desta irinandade, faz scien-
franceza da ra Velha n. 74, lingindo-se lo-; lea todos os seus irmaos einn.i s, quea-
da e qualquer fazenda de seda, 13a, algodao > lm das 54 catacumbas que tam prouplas
e linho, Unto em obra, como ora peca a'dentro-do cionleiio publico encostadas ao
'mpam 11.ir 11, j 1 M' den piinCIpiO a el. eaca das
com muilo asseio, assim como sa al
casacas e outra qualquer ropa de panno,
que liver nodoas, 1 miau se como novas, e
por precos muito commodos.
D. W. BAYNON.
Cirurgiao dentista

ame- 3
map
d'arora
Starr & Uompanhia,
que faliam ( 42 o entre estas pequeas para
ai'jos na ra fronteira aquellas: roga-se,
portanto, aquelles irmaos < nniaa-, quea-
inda n3o cunt ilmiain com a quola de
5,000 rs., para urna obra 13o importante e
til, o faQam quanto antes, sem o que im-
pussivel ser sua cunclusSo, que lodos se
j, avisa ao respei- (jjevem interessar.
- lavel publico destacidado | -- Precisa-sa alugar urna preta mesmo
>- ter receplemente voltado dos Estados 4 idosa e bruta que saia a ra na ra das La-
_ Unidos, eque se acba prompto a fazer # ranjeiras n. 14, junto a relinagao, ni
(^ toda a qualidade deoperacao peiten- 1
cen-te a sua art- segundo os me-
__ Ihoramenlos mais mo lernos: pude se '^
H procurar no hotelFranrisco. $1
Inslruccaoelementar, no aterro di
Boa Vista n. 5.
Jos Xavier Faustino Ramos, previne ao
respeitavel publico, e especialmente aos se-1
nhores paos de seus alumnos, que osexer-i
cicos de sua aula de liuirueflo elementar, |
ciuiocai-ao no dia 12 do correnle mez. I
Aluga-se o sotao deum aegundo andar ReSpeji088mente annuncUm que no aeu ex-
doaobrado, sito no bairro de Santo Auto- t Q esigbelecimenlo em Santo Amaro,
mo, cujosotao tem urna grando sala com C0|lljnu, a fabricar, con a o alor perfeicao
janella, e dous grnndissimos quartos com e prompiijg0 toda qualidado de machinis-
claras boias, tem mu linda visla, he mu Q uso dj grcu|iur,( navegc3o e
fresco, esl calado e pintado de novo, tem manufactura, eque para malor commodo
liu.il i lenlo escada indepen lente propno dfl geus numerosug froguezes e do publico
para homem solleiro : quem o quizer a u- elD ger,| tem abarlo emum dos grandes
gar, dinj.-se a ra do Crespo, luja dla- ar,n,Zeiis do Sr. Mosquita na ra do Brum,
zondas n. 6, que se dir. atraz do arsenal de marinba, um
Precisa-so de um caixeiro para pada- i ...ia ,l<- mirlnins
ria, que tenha pralica da mesma, ou de ne- Ueposito de machmas,
gocio, e que abone sua capacidade: na pra-1 construidas no dito seu estabelecimenlo.
i da Sania Cruz, padaria n 106, *"' acharBo os compradores um comple-
Quem precisar de roupa lavada e en-1 to sortimento demoandas de canna, com
gomruada, com asseio e promptid8o, por j todos os melhoramentos (alguns delles no-
preco commodo: dirija-se a ra de Hortasl vos e originaeaj de que a experiencia de
n.40. N. mesma csa cima promtam-se muitos mos lem mostrado necessnlade.
bandejas com boliohos para fra a faZem-l Machinas de vapor de baixa e alta pres-
se bolinhos de diversas qualidades, tudo s3o, tachas de lodo tamanho, Unto batidas,
em conla.tambem se vende velas de carnau-' como fundidas, carros d mo, a ditos para
d" supeiior qualidade. conduzir formas deassucar, machinas para
--^--^---^---.^-^ moer man Doca, prensas para dito, fornos
^W#tf *WaSV de ferro batido para farinha, arados de fer-
* Paulo Galgnollx, dentlgt *; nula mais approrada construcsao, fundos
francez i offerece seu prest- para alambiques, crivos e portas pra for-
mo no publico para lodos os nalhas, e urna infinidade de obras de ferro,
mistei'ca le ana proflssfto:
piule -n procurado a qual- tt
quer hora em sua casa, na ra larga do Rozarlo, n. 3(>, tf
"* segundo andar. 9
#*! ?#
Hotel no Montero.
Domingo, 16 do passado, abrio-se este
estabelecimento com as seguimos pro-
porciVs !
Itilhar e sorvete, aos domingos o dias san-
os a tarde.
Sala mobiliada e independente, para as
familias, que indo a paBseio quizerem des-
cancar.
Quartos preparados para dormida.
Espacosa e bem arejada aala dejantar.
Vigsimos l,3oo
Mara Emilia da Penha Comas, relira-se
para a Europa, e o moleque Francisco, ere- com capacidade de servir 40 pessoas
oulo, forro, que leva em su companhia, he 8oiti para recreio e passeio.
de idade do 3 annos enBo 11, como por en- Estribara a arranjos para cavallo.
gano de lyponraphia foi publicado nos Dia-! Comida mensaleavulso.preperain-sejan-'
rios de lie 13 docorrente. tares a prezuntos, aluga-se louca, vidros ,
Precisa-ae alugar urna prela eacrava, bandejas, etc. etc.
para servieo de muito pouca familia: na Tudo por preco muilo rasoavel, a acon-
Ponte Velba n. 14. tantas.
OOeieee-se um escravo mogo para cria- No pateo da ribeira de 8. Jos n. 15,
lO'S, mcdalhos, transulms, pulcoiras, arpo- --------------------------------------r-
las, alOnetos, voltaa, 1 bandeirinha, 1 re-do de alguma caaa estrangeira ou mesmo lava-seeengomma-se com perieicao e c-
logio pateute, colheres de prata para sOpa e naciunal, o qual, alm de aer fiel, sabe bem neio
.. recober sous exempla-lcb, Hiellas de cor, e I palileiro; tambem' cosinhar e tratar de urna caaa com aceio: -
res no consultorio bomeeonatbico da rual so dir que veude um muala com todaa as na ra do Brum, no segundo andar do so- neiro,
das Cruzes n. 28. "habilidades, e quem aluga um preta. lbrdode4 andares. pardo.
Carlos llardy embarca para o Rio de Ja-
o seu escravo de nome Emeliano,
que ser infadonho enumerar.
No mesmo deposito existe urna pessoa in-
telligente e habilitada par receher todas as
lencommendas, etc. etc., que os annuncian-
tes, conlmdo eom a capacidade de suas of-
lloas e machinismo, e pericia de seus ofll-
ciaes, se compromettem a fazer executar,
com a maior presteza, perfeicao, e exacta
conformidade com os modelos, ou dse-
ribos, e instrucr;Oes quo Ibe furem forne-
cidas.
(f> COSSULTOBIO CNTAt OMCOOPiTHlCO V
t> DE PERNAMBUCO. V
. Derigiao pelo Dr, Sabino Olegario Lud- 4t
O gero Pinho.
9 Roa do Trapiche Novo n. 15.
ft) Tolos os .lias ii le isscil.ir.iiicoii.su lias 4
>) e remedios de grac aos pobres.desde *
pela oisnhS, at as duas horas da lar- 1
Sde. As curreapondeocias e imforma- %
cOes poderao ser dirigidas verbal-
(9 mente,' ou por escripto, devendo o *
4> doente indicar pritntiro : o nome, i W
aja idade, esUdo, prollssao, econalitu- uf
M So ; segundo: aa molestias, que lom '
Stido, e oa remedios tomados; arcei- #
ra : a poca do apparecimenlo Ja mo- 9
(y lastia actual, e descnpci i minuciosa, <>.
|r> dos aignaesousymplomas quesoffrer 9
FOLHINHAS PARA i85a.
Vendem-se falhinhas de porta ,
de padre, e de algibeira de tres dif-
ieren tes qualidades,sendo urna del-
tas com o almanak da cidade e pro-
vincia: vendem-se nicamente na
praca da Independencia n. 6 e 8
Si nao de Plantn, a800 rs.
Uvas novas a 4,ooo rs. o pote.
Na ra do Collegio n. 5, ha urna por;9o da
potes de uvas em muito bom estado, as
quaes se vendem a retalho a em potes, pelo
diminuto preco de 4,000 rs.
- Vende-se uina mulata, de 30 annos de
ilade, pouco mais ou menos, com urna cria
de 4 mezes, muito luzida, com as habili-
dades seguintes:-- engomma bem, cozinha
admiravelmnnte, cose e faz rendas de todas
as qualidades : n,i na do Mondego, casa
1 mu r.im port.o ao lado, que foi do pa-
dre Manoel Julin.
Farinha de mandioca.
-- Vendn-se saces com superior farinha
do mandioca a precos rasoaveis : a tratar
com J. J. Tasso Jnior ra do Aiuorim
n.35.
A .3,000 rs.
a caixa dns verdadeiros charutos de S. Fe-
lixvendem na ra do Qaaimadu n. 9.
Vende-se a taberna n. 123, no atierro
dos Affogados bem al'regue/ada, quem a
pretender dirija-se a mesma que achara com
quem t'atar.
Vende-so na ra do Collegio n. 5, man
teiga ingleza muito boa a 720 rs., a libra,
caxinhas com 2 libras de perasseccas a 1280
rs. cada cairlnlia, chanpagne de marca ca-
irela a 2.neo rs. a garrafa, sebolas novas a
320 rs. o ceuto, marmelada nova, doce de
goiaba fino, lata com bolaxinha de aramia,
e outros muilos gneros por preco com-
modo.
Vonle-se um bom prolo, ofllcial de
marcinero, que representa ter 25 a 30 an-
nos : quem o pretender dirija-se a Soledade,
ra de Jo3o Fernandos Vieira, sitio dos qna-
iro leOes, que achara pessoa aulorisada para
esse fin.
Vende-se duas toilhascom I Imrinloe
bien as pona-, e urna loda aberla de mui-
to bonito laborinto : na ra do Queimado
loja n. 14.
Vendse urna mesa propria para CU-
sinha : na ra do Queimado loja n. 14.
-- V.-n :-.. urna escrava bonita figura de
idado de 22 a 24 annos, muito liel o sem vi-
cios ;ne quitandeira : na ra do Queimado
0.9.
Vende so urna molata, com urna cria
de 4 mezes, e com habilidades; no Mondego
sitio u. 145.
Por 8;ooo rs.
Na ra do Queimado loja n. 18, vende-se
l.izia Potica, rica collec3o de poezias mo-
dernas de varios autores em 5 volumes en-
.a i... nados de novo por o mdico preco da
8,000 ra.
Na ra do Queimado loja n. 18, vende-so
lrico candieiro de gz para cima de mesa
que anda me fui servido por preco com-
modo.
-- Na ra do Queimado loja n. 18 vende-se
obras completas de Cafonlaine em francez
encadernada de novo por preco do 4,000; he
barotissimo.
Vende-se a historia de SlmSo de Nantua,
a 800 rs. : na livraria da prafada Indepen-
dencia n. 6 e8.
Lotera do Rio de Janeiro.
Aos 20:000,000 de rs.
Na loja de miudezas da praca da
Independencia n. 4> vendem-se bi-
lhetes inteiros, meios, quartos, o-
tavos e vigsimos, a benecio da 3
lotera da Gloria: espera-se a lista
no primeiro vapor.
Lotera do Kio de Janeiro.
Aos ao:ooo,ooo e 10:000,000 de rs.
O cautelista Salustiano de A-
quino Ferreira, avisa ao respeita-
vel publico, que no dia 19 do cor-
rente mez, deve chegar do Sul o
vapor da companhia brasileira, e
no dia ao o vapor inglez Severn ,
conductores daa listas da 3. lotera
da freguezia da Gloria, que cor-
reo no dia 3 do corrente mez e
paga immediatamente logo que re-
ceber as listas, sem descont al-
gum, todos e quaesquer premios
que sahirem nos bilhetes, meios,
quartos, oilavos e vigsimos, ven-
didos na praca da independencia
n. i3 e id, loja de calcado do A-
rantes, e na ra da Cadeia do Re-
cife n. 46, loja de miudezas. Es-
t3o expostos venda os bilhetes e
cautelas da 3. lotera da freguezia
da Gloria.
Bilhetes 22,000
Meios 11,000
Quartos 5,5oo
Uitavos a,800
Vigsimos i.3oo
Molduras riotiradas
do todas os larguras : vendem-se no arma-
zem de Kallk.oann Irmaos.ruada Cruz n' 10.


7^
Loteria do l'.in de Janeiro.
Aos 30:000,000, 10:000,000, 4:000,000 ,
2:000,000 e 1.000,000 de rt.
Na rutda Cad"ia doltrcife n. 24, loja Ja
Viova Vioira & Filhos, receberam pelo va-
por S.SebastiSo, entrado ero 12 do corren'.e,
lista da 15. lotera a beneficio da cons-
tru.ccSo e roparos das matrizes da provincia
que seacha patente em dita loja, o p.|o
uiesmo vapor chegnram o achatn-se a venda
os mu afortunados bilhotes e cautelas da 3
loteria a beiu'licio da nova freguezia di' Nos
sa Senhora da (loria, cuja lista vero no va-
por intdez em 20 do crrente, e lroram-se
por bilhetes i.remiados das luterias do Itio e
desta provincia.
Vender urna negra j de idsde, pro-
pria para todo serve," u l.-m algumas habi-
lidades, por prcQo commodo : na ra do
Queimado n. 20. se informara-.
Vende-se pfio torrado a quatro vintcns
a libra : na ra larga do Itozario n. 48.
- Vende-se urna escrava, por preco com-
modo11 na ra do Aragflo n. 40.
Vende-se alvaiade nm barris de quin-
tal cada un : na ra do Trapiche n. 10.
Vende-se um sitio com casa de pedra
o cal, com bastantes commodos, bom poco
e tanque, muilasarvores de frutas, terreno
propio e por preco commodo, no lugar do
Arraial de Baixo. que faz extrema com o si-
tio do Sr. Elias Baplista: a tratar no nv-smo.
Continua-se a vender manleiga ingleza
nova a 640 rs dita franceza a 560 rs., caf
em gr3n a 140 rs., che llissona 1,920 e 2,400
rs., dito de S. Paulo a 1.600 rs., seyaiiiona
a 180 rs., farinha do ararula a 200 rs bola-
cinha irrgleza a 280 rs., dita quadrada a 240
rs., arroz do Maranhllo 80 rs., toucinlio de
Lisboa a 280 rs chouncas a 400 rs., fari-
nha do MaranhSo a 80 rs., velas de esper-
macete 6 em libra a 720 rs carnauba de 6
o 8 em Ib. 280 rs., psssas novas a 320 rs. fi-
gos a 160 rs.. amelgas a 400 rs/J e queijos a
800 rs. e 1,280 rs. novos, no pateo do Carmo
venda nova n. 2.
Aos fumantes.
Na ra do Collegio loja n. 7, vende cai-
xinhas com 100 charutos de S. Feliz a 2,800
rs. a caixinha, a ellos que eslSo-se aca-
bando.
Vende-so 4 caisOes grandes para um
depozito sendo um driles todo envidrando
\ nidos de ferro.
Na fundicBo da Aurora, em S. Amaro,
vendem-se arados de ferro de diversos mo-
ldo).
-. Veode-S9 rap Paulo Cordeiro a 128'
rs. a libra : na ra da Cadoia loja de Jo8<
Jos de Carvalho alo raes.
Venden-so amarras eancor9do ferro
na ra do Trapiche n. 10.
Velas de carnauba eiri libras.
Vendem-se velas de carnauba imitando
espermacete : na loja dar' s-deiro da ra da
Cadeia do Ilecifo n. 3\
Vende-se saccaa rom superior colla,da>
fabricas do Rui Crande do Sul, e a prec'
commodo, no armazom, do Das Feneira
ao pe da alfandega.
Moenrtus superiores.
Na fundiQ8o de C. Slarr & Companhia,
em S.-Amaro, acham-sea venda moendas
de canna, todas de ferro, de um modelo e
construcQfio muito superior
DEVEREi> DOS I10>1ENS,
a 5oo rs.
Vende-se este compendio aprovado para
as aulas, cm meia encadernarJo, a 500 rs ,
cada um: na livraria n. 6 e8,da praca da
Independencia.
Vemlcm-se por pceo com-
ino,nnsarmazens de Francisco Dias
Fcrreira, e Antonio Annes no
caes, da Alfandega os seguinles
gneros: farinha de mandioca mui-
to fin em saccas; fumo cm folba
para charutos; cal virgem de Lis-
boa, viuda pelo brigue Novo Ven-
cedor ; macella do l'orto iniaito
nova: a tratar nos mesmos arma-
zens, ou com Novaei & Compa-
nhia, na ra do Trapiche n. .34-
Attencao.
Na esquina da ra larga do Itozario tra-
vessa do queimado n. 9, se vende os livros
seguinles tolos completamente novos oh
quaes por certos mativos se vendem por
muilo menos deseu valor os quaeasSo : Os
mysterios de l'aris gornecidos com ricas es-
tampas, O Judo Errante. Mara Despatillla
ou a victima de um frade com ricas estam-
pas, os tres mosqueteiros com estampas por
Alexandre Dumas, os vinle anuos dopols
com estampas por alejandre Dunas, os mys-
lerips da Polica e das prizoes obra nova com
ricas estampas, A Epoco jornal com ricas
gravuras, e o Caramui. Existe apenas um
exemplar de cada urna destas obras.
Vendem-so superiores vinlios Anos en-
garrafados, sando do Porto, tinto.em cai-
xinbasdo 30 garrafas e -de Lisboa, branco
em ditaa de 24 garrafas; muito boa flsnelha
de algodSo para selins, e retroz do forto :
E MAIS FFICINAS
NA
tilad
rbVlc'a,%''n;iaTa"gVa7id*rcVm3'Vrrob na ru do Vgario n. 19, primeiro andar,
de pezos at meia quarta, lodos aferidospa- ilai nielada ele Lisboa,
ra o anno de 52, c 1 cachorro para cima do t Vende-se marnela la de Lisbaa cm buce-
balco, 1 balanza pequena quem quizer di- las ,je uma ,, ,rta,quai ta e meia, tres quar-
rija-so a ra Nova n. 50. t,s 0 uma e meia libra por preco mais
Brilla (la lilissiil. commodo do que em outra qualquer parte :
M j i r >J d8 Rudezas da ra do Collegio
JNa ra i'o irapiche lNovo n. iu, n, j.
existe por vender uma pequena
porcao desta fazenda sendo de
duas qualidades, uma regular e a
outra muito superior c a melhor
que tcm viudo ao mercado.
Rotim para cmpalhar.
Vcnde-se rotim de excellente
qualidade, por preco muito com-
modo : na ra do Trapiche Novo
n. 16.
Gcnebra de Ilollaitda.
Cheg^ram recentemente algu-
mas frasqueiras com verdadeira
genebra de llollanda, de superior
qualidade : ve:.dem-se na ra do
Trapiche Novo n. G.
Diamantes para vi-
draceiros.
Ghegu uma porcao de excel-
lente qualidade : vende.n-se na
ra do Trapiche Novo n, G.
FcijaO nuil ilirilin,
cm saccas grandes; carnauba de primeira
sorte; esti'iras novas; loalhasde lavariuto;
rendas; tpalos de tioiuein e menino ; cou-
tudo chegado do A incaIy: na
-- Vende-se tijolo de alvonaria marca
bastante grande no Jiqui olaria defronte
do engenbo indo la buscar a 14,000 rs omi-
lheiro.
Pechincha.
No aterro da lioa Vista, loja decalsado n.
58, junto ao seleiro vendem-se sapatOes
de lustro a 2,500 e 3,000 rs., o muito bons
a 3,500 rs., a olles froguer.es que sSo poucos.
Oprimo viiilio branco.
Vendem-se barris de 5 em pi-
pa, com vinho branco de Lisboa,
da melhor qualidade que a parece:
trata-se na ra da Cadeia do lle-
cife n. 48.
Cal vflgem de Lisbo t.
Vende-se cal de Lisboa, de p-
tima qualidade vinda no ultimo
navio : trata-se com Augusto C.
de Abreu, na ra da Cadeia do He-
cife n. 48.
Fio de sapaleiro
No aterro da Boa Vista, loja n. 58, vende-
so fio de sapaleiro a 700 rs. a libra, e mar-
roquiin preto a 1440 rs. a pelle.
Attencao.
Na ra larga do Itozario n. 38,loja do miu-
dezas do Cardeal vendem-se Collarieihos
poslicos do ultimo gosto, chegadus ullima-
Itua Impciinl n. 1 I 8 c 12o, e deposito na rna Nova n. 3..
Respcilosamonleavisam ao publico, o particularmente aos Srs. doengenboso des-
..Jores, etc., que este eslabelecimento se acha compl-tamente montado, com as pro-
iiurcOe necessarins, para desempenhar qualquer machina, ou obra conrernenle ao mes
mo. 0. mesmos OhamaO a atteneflo para as s>-guintes obras, as quaes construidas em sua
fabrica rompetem com as fabricadas na Europa, na qualidad e mSo de obra, e por me-
nos niveo, a saber:
MACHINAS continuas do destilar, pelo methodo do autor francez Derosne, as me-
Ihores machinas, que para este fim at hoje tem apparecido.
AI.AMBUillES de cobre delodasasdimensOes.
TODOS OS COBHKS necossarios para o fabrico do assucar.
TAIXOS DECOBIlEpara relinafSo.
TAIXAS DITO para engenho.
DITAS DITO movis para dito.
UOMKAS DE 'OBU do picote, de ropucho, de roda cdo pndulas.
ESCIIIVAMNIIAS de lai3o dos melhores modcllos.
DITAS DITO galvanisadas.
SINOS de todos os lamanhos.
OS APKECIAVEIS fogOos de ferro econmicos.
BURRAS de ferro as mais bom construidas.
CARROS dito de man.
PORTOES de ferro.
VAP.AND*Sdito.
GRADIAMENTOS dito.
TAIXAS dito.
CALDKIRAS dito.
BAMIbiROS de zinco e de folha, para banho de choque.
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ros c sola, ludo chega......u ...~v...j ..- ^.i,.. ..------
ra d Cruz do Recife n. 24 armazem de mente de l'aris, por preco muim raaoav i.
ManoelJos deSa Araujo. No acougue da nbeira deS I0t6, ven-
Vendem-se 3cscravas mocas de bon- de-se carne salgada, on, barns, ilaqueiias
ta figuras, com varias habilidades ; 1 mu- que sobram do consumo diario: trata-se no
latintio. oe 10 anuos de idade ; 2esrrvos mesmo acougue com Joaqun Demetrio.
de servico de canino ; 1 negra de meia ida- I Vemlem-s* os gneros, armaclo e t
de; 2 negrotas do 15 anuos, s ndo uma del- do mais que existe no armazem do solirailo
las bem educada no convento de Iguarassu.: do paleo da Santa Cruz, na esquina da ra
na ra Direita n. 3.
Vende-se uma mulata de 1H a an-
uos, bastante aceada, ensaba bem, e sabe
tratar do arranjo de urna casa : na ra da
Senzalla Velha n. 38.
Nova fabrica du chocolate lio-
IIKKNip iICO.
Em a mesma se enronlra o chocolate ho-
Vclia, pelo valor alli metidos, dinheiro,
ouapraso; esta venda he muito acredita-
da : a tratar na ra das Cnizcs n. 30.
Vende-se rap de Lisboa, cm frascos,
chegado pela ligeira a 4,000 rs., os senno-
res freguezes que costumam to i ar a boa pi-
tada, nilo deixarSo de mandar buscar ao
largo da Assemblca n. 4.
-- Vende-se um escravo de elegante figu-
meopatico aprovado e aplicado pelos Srs. ra, muilo possanie, e robusto para todo, e
Doutoresda homeopathia se encontra mais o qualquer servico, e tambero enten le de ca-
seguinte.o grande chocolate bespanhol fino noeiro, da idade de 19 a 20 anuos, e sein vi
amargo liara regalo, dito ontre fino tempe- ci, a vista do compra lor se dir o motivi
rado lambem para regalo,cnocolate para o
diario, cha preto, da india, hysson, caf
moido puro, caf de sevada, cauella muida,
puxuri, farinha do MaranhSo, farinha do
mandioca caire de carolo, sevada em gr9o,
charutos da Bahia.tulo de superior quali-
dade e commodo pieco.
A todo o fielchristao. 9
S Acaba do sabir a luz no Rio de ja- <*
S neiro o seguinte : ^
cr Ltvrinho milagroso'
< Da vera Efligie divina do Rosto de ZL
% Nosso Senbor Jess Christo acompa- 9
(p Dhado da mesma imagem ricamente <
9 gravada e de um brevo resumo da vi- V
^ dado Nusso Divino Salvador, oOere- 9
rj cido a todo o fiel christSo. Acha-se ?
estamnada na frente deste lindo li- 9
m vrinho a seguinte poderosa reeom- 9
f mendacSo : Este livrinho parece- f>
mUM propno para excitar a pieJape e rfl
m dcvo(5o dos liis: segu urna tradi- 9
fcSo sobre o verdadeiro retrato do Nos- 9
so Senhor Jess Christo.que no con- 9
m, tradiz as que sSo adoptadas sobre o tg
m mesmo objecto poralgunsescriptores <
- re nido-s a oulros antigos. O li- 9
vrinho podo ser lido com fructo pelos ^
fiis. Conceifo, 25 de Janeiro de ^
ISjl. Bispo conde capellSo-mr, ^
vende-se no pateo do Collegio casa ^
do livro azul a 610 rs. cada um. ^
vt
W>
AfUocao
Vendem-se batatas em canastras, com 1
arroba e tantas libras, pelo baratasimo pre-
co de 400 rs. a canastra: na ra Direita, ven-
da da esquina n. 76 0 78.
da venda : na ma da Penha n. 23, segundo
andar.
-- Venpe-se um sitio, com casa deviven-
da e com bstanles commodos, copia,^es-
tribarla, boa cacimba, varios i>s do laran-
geiras, cafezoiros, grande Cananeiral, terre-
no com mais de 11.il palmos de fundo o do
muito boa producto, e perto do no : a tra-
tar com Nicolao Gadault na ra de Apollo
n .20, segundo andar, ou na praga da Boa-
Vista na casa que se esla edificando.
Vende-se uma das melhores tavernas
da freguezia de S. Jos, o que o comprador
pode examinar, com desobriga a pra^a e o
resto a dioheiro, ou letras com boas fir-
mas : na ra dos Marlyrios n. 36.
Vendem-so dous quartos ja feitos ao
pasto, proprios para o irabalho : na ra da
Cadeia do Recife n. 9.
Vende-se uma escrava moga de boa
conducta, ptima ccrzinhelra e lavadeira :
atrs da maliiz da Boa Vista n. 21, se dir
quem vende.
_ Vonde-se uma escrava creouia, ae ex-
cellenteconducta,engomma, lava e cose: na
ra do Vigario n. 13, terceiro andar.
__Vende-se, por preco commo-
do farinha de mandioca muito
superior, a bordo do patacho Ale-
gra, chegado de Santa Cathariua,
oqual se acha fundeado ao p do
caes do Collegio: a tratar a bordo
do mesmo, ou com Novaes& C'om-
panhia, na ra do Trapiche n. 34.
vende-se champagne da marca amiga
e bem conhecida, Comel, em casa de Deano
Vule & companhia : na ra da Cadeia.
-B'g,a'o:;ls = -3;'S-,S*3-c
b&;iuiM>!i!h!
Ucf!H}i-i3>3ii,f!?
lfliSiilKsnthli:
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DA
SALSA PARRILHA DEBRISTOL
A salsa parrilha deBristol daia desde S3i, e leni conslanlemenle mantido sua reputa-
co, sem necessidade de recorrer a pomposos annuncios de que as preparares de me-
rito podem despeusarse. sucesso do l>r. Brislol tem provocado infinitas invejas, e
entre outras, as dos Srs. A. R. I). Sands, de New-York, preparadores e proprielanos da
salsa parrilha condecida pelo no'iie de Sands.
Estes senhores solicitarlo em 1842 a agencia de Salsa parrilha deBristol, e como nSo
o pudessem .obter, fabricarlo una imita^So de Brislol.
Eis-aqui a caria que os Srs. A. H. 11 Sands escreveram ao Dr. Bristoi, no dia 20 de abril
de 1842, e que seacha em nosso poder :
Sr. Dr. C. C Brislol.
Bfalo, etc.
Viss 1 apreciavel sonhor.
Em lodo o anno passado temos vendido quantidades coisideraveis do extracto de
salsaparrilha de vm. e pelo que ouvimos dizer de suas virtudes quelles que a tem usa-
do, julgamos que a venda da dita medicinase augmentar muitissimo. Se Vm. quizer
fazer um convenio comnosco eremos que nos resultarla multa vantagem, tanto a nos
como a Vm. Temos muito prazer que Vm. nos resoonda sobreest assumpto, e se Vm.
vier a esta cidade daqui a um mez, ou cousa semelUame, loriamos muito prazer em o
ver em nossa botica, ra do Fulton n. 79.
i'icao asrdeos de Vm. seus seguros servidores.
(Assignados) A. R. D. Sands.
Vinho de Champagne,
1 superior qualidade : vende-se no arma-
em Kalkmanu IrmSos Rus da Cruz, n. 10
30OO000OO000000Q
3 Vende-se um grande sitio no lo- O
,> gardo Manguinho, que (lea defronte Q
3 dos aillos dos Srs. Carneiros, com q
grande casa de vivenda, de quatro q
3 agoas, grande senzalla, cocheira, m
^ estribara, baixadecapim que sus- p
? tenia 3 a 4 cavallos, grande cacim-
^ ba, com bomba e tanque coberto J?
B para banho bastantes arvoredos de ^
* fructo : na ra do Collegion. 16, se- jj
3 gundo andar. 9
3OOOOC oooooooooo
Antigo deposito de cal
virgem.
Na ra do Trapiche, n. 17, ha
muito superior cal nova em pedia,
chegada ltimamente de Lisboa:
tambern se vende potassa da lius
sia, nova e de superior qualidade.
Tnlxas para ciiuciiIiii.
FARINHA DR S. CATAHI1S4.
A melhor farinha de mandioca
e nnis recenternenle chegada ao
mercado, vende-se por preco nnis
commodo do que em outra qual-
quer parle, a bordo do brigue Al.
mirante fundeado confronte ao
caes do Ramos : trata-se a bordo
do dito brigue, ou no escriptorio
dos consignatarios Machado & |'.
nheiro, na ra do Vigario n. k,
A bordo do patacho nacional u(rpe
ha superior farinha deS. Camarina, ctipga-
da ltimamente : trata-se a bordo do mes-
mo patacho fundiado defronte do trapicha
do algodSo, ou na ruado Apollo armazem
n. 15, e na ra da Cruz n. 33, armazem de
S Araoio.
Vende-se chapeos de palba americam
mu superiores, e relogios americanos pin
cima de meza, bons reguladores : na ra do
Trapiche n. 8.
Vende-so urna morada de Casa terrea
na ra Augusta, muito bem construida e li-
Na fundic.o de ferro da ra do Brum, Vre de qualquer duvida, como se mo-trm
acaba-se de receberum completo sortlmen- comprador: a tratar na ra do Cresso
to de taixas de 3 a 8 palmos de bocea, as n. 10.
acham-se a venda por preco com-
quaas
modo, e com promptido embarcam-se,ou
carrogam-se em carros sem despezas ao
comprador.
-- Vendem-se cera em velas ,
labricadas em Lisboa e no Rio de
Janeiro, em caixas de 100 libras
Sebolas.
Na travessa da Madre de Dos, armasen
n. 19 vendem-se muito boas sebolas a 320o
cento.
Faneiros com sal.
Vende-se saldo MaranhSo em paneiros,
de supenurqualidado : no armazem doSr.
nrlidnv de i n t fi pm lilir,i etam- *n,onio Annes, ou a tratar com J B. di
sortiaas, ae 1 a 10 em nura,eiam- Fonseca Juulor, na ra do Vigario n. 23.
bem de um o tamaito, por me- Salsa parrilha.
nos preco do que em outra qual- A melhor salsa parrilha que ha, chegada
quer parte: trata-se no escripto-" uJ"m*"Por- existe muito peqaem
1 u 1 j o ii- i_ [porcHo: no armazem do Sr. Antonio Vnnes,
rio de Alachado s 1 inneiro, na ^na escadinba da Alfandega, vende-se a cora-
ra do Vigario O. 10 segundo modo preco, a tratar com J. B. da Fonseci
, & & o Jnior, na ruado Vigario n. 23
andar.
Noinhos de vento
eom bombas de repucho para regar hnrtas
iga
Farellos de arroz.
Esta to conhecida e p'oveitos substm.
cia alimentaria para cavallos, recentemente
I bailas de capim : vendem-se na fundieflo chegada: vende-seno armazem do Sr. An-
de Bowman & Me. Callum, na ra do Brum
ns. 6,8 e 10.
lie psito de cal e potassa.
No armazem da ra da Cadeia
lo Recife n. ia, ha muito supe-
tonio Annes, em saccas, a commodo prego.
- Vendem-se duas pretas creoulss, mo-
Cs, uma cose muito bem, engomma, faz li.
varnto, cozinha, ludo com muita perfeico,
o a outra tem as mesmas habilidades, me-
nos lavarinto, porm vende fazendas e miu-
dezas na ra : a tratar na ra larga do Ro-
tor cal de Lisboa, em pedra, as- zario, loja n 35.
s.m como potassa chegada ultima-.tfffMfffff fffrffffft
mente, a precos muilo rasoaveis- 3
ca de Todos os Santos,
na Baha.

Deposito de cal virgem. ^.
Cunha & Amorim, vendem barris com Cal
em pedra, chegada ltimamente de Lisboa, 9- Vende-se em casa de Domingos Al- '<*
na barca Margarida, por menos preco do ves Matheus, na ra da Cruz do Re- 4
queem outra qualquer parte: na ra da Ca- cifen.52, primeiro andar, algodSo <
deia do Recife n. 50. transadodaquellafabrica, muilopro- *
AGENCIA S prio para saceos e roupa de escra-2
a f..nA,n5n i nr \l,rir vos, assim como lio proprio para re- 3
da (undicao Low-flloor. ; desjepe8Car e aT0s para vellas, S
RA DA SE.NZALLA NOVA N. 42. ^ por pre?o muito commodo. <
Reste estaheleeimento conti- AAA44t4rJiAliAOflAtl*A******
la ahaverum completo sorti- l'AhlNafA DE i:\l.lliMOHi;
nento de moendas o meias moen- muito nova e de superior qualida-
las para engenho, machinas de de : a tratar com Manoel da Silva
vapor, c taixas de ferro batido e Santos, na ra do Amorim n 56
coado, de todos os tamanhos, pa- e 58, ou no armazem do Aines no
ra dito. caes da Alfandega.
Agencia de Edwin Maw. MUBILlAS UE FERRO.
N ra -le Apollo n. 6, armazem de Me. Cal-. Vrinlem-SC ricas llldlli I las de fer-
iiiniii.v Coiunanhia, acha-ae conslanlemenle .
Dona aortimentoa de ulia de ferro coado e ro, Como Canaps, mesas, cadeiras
Dalldo, lano rasa como fundas, moendas In- rom hraen o ....1 ol,, r. m.lu ..
eiraslodaade ferro para anhnaea, agoa, le, COm Draco e MI elle, e mUllOS OU-
lilas para armar em madclra de todos os ta- tros oblCCtOS de ferro : 110 irilKl-
manhoa e madellos o mais moderno, machina -_, J_ 1/ 11 1 -
norliontal para vapor, com forca de 4 caval- zcm ue ValKmann trillaos, na ra
los, coucos, pasaadeiras de ferro eslanliado para casa de pulgar, por menos preco que os
de cobre, eacovens para unios, ferro ioglez
linio .-ni barras como em arcos folbas, e ludo
tor barato preco.
Ven lem-se velas deespermacete, em
caixas, de superior qualidade : em casa de
I Keller & Companhia: na ra da Cruz nu-
mero 55.
frincipios geras de economa pu-
blica e industrial.
Vende-se vinho de champa-
nhe legitimo e de superior quali-
dade : em casa de J. Keller a
Companhia, na ra da Cruz n. 55.
Escravos fgidos.
Estam lugidos da fabrica de caldrrei
Vendo-so esto compendio, approvado para ro da ra do Brum n. 28, os dous escravos
II aulas de primeiras letras, a 480rs. : na seguinles: Felippe de naijflo Mocambiiue,
.raga da Independencia, livraria n. 6 o 8. representa ter 35 annos de idade, estalun
i^asa de commissao de escravus. regular, cheio do corpo.e costumaembrii-
V, gar-so pertencente ao casal de Jos Mara
endem-se escravos e recebem- dB jess Muuiz,; e Alexandre de naciio s.
____ ..________c j.ii. rada; que foi do Meliquer, francez mora-
/meia como para fora della, para dor n'o Rio-Doce, e ltimamente foi doSr.
i que se olerece muitas garantas Eduardo Bolli : ambos fugiramsem oulro
sr ns .i mins n.i ini Aa l'-irincl.i mtiv("nais do que vadiaejao e sahiram.o
iseusuonos narua aa cacimba pri.neiro desde 25 do crrante, e o segundo
il. ti, primeiro andar. desde 26 ; roga-se a quem os pegar de os
Vendem-se relogios de ou- levarnid''fbrica quesera recompensad
Na noite do da 5 do corrente, desappi-
COlTCLUSAb.
l.'Aanliguidade da salsa parrilha de Brislol, ha claramente provada, pois que ella
data desde 1832, e que a de Sands so appareceu em 1842, poca na qual esto droguis-
ta nSo ple obtor a agencia do Dr. Brislol.
2.* A suporioridade da salsa parrilha de Brislol he incontestavel, pois que nSo obs-
tante a concurrencia da de Sands, e de uma porc.So de outras preparares, ella tem man-
tido a sua reputacoem quasi toda a America.
As numerosas experiencias feitas com o uso da salsa parilha em todas as informida-
des originadas pela impuroza do sangue, e o bom exilo oblido nesta corle pelo lllm. Sr.
Dr. Sigaud, presidente da academia imperial de modicina, pelo lllustrado Sr. Dr. An-
tonio Jos l'eixoto oa sua clnica, o em sua afamada casa desaudena Cambn,pelo lllm.
Sr. Dr. Saturnino de oliven-a, medico do exercilo, e por varios oulros mdicos, per-[
mittom hoje de proclamar altamente as virtudes etllcazes da salsaparrilha de Bristoi. I
Ven i.---. a 5,000 rs. o vi.iro; na botica de Sr. Jos Mara Connives Ramos, ra
dos QuarUis pegado ao Quartel de Polica.
ro eprata, patente inglcz : na ra receuo escravo Joo, mulato aca'bocoiacio.
da Senzalla Nova n. 4a. id"le ,8 annos. altura regular, cabellos
. an lados, olhos pequeos, denles limados,
Arados de ierro. nanz um pouco chato, levou vestido cale
Vendem-se arados de diversos de br,m pardo, jaqueta branca, camisa de
,1.1 ,;.., > _..!.. riscado encarnado,chapeo de palha amarel-
modelos, assim como americanos loe uma troucha de roupa quemo pegar
com cambSo de sicupira e bracos lave-o ao engonho PombaldeJos Cavsl-
la ferro ; na fundicao da ra do Z^^%!fZSu' que ""*
liriira ns, 6, 8 e 10. Desappareceram no dia 26 do passado
Bombas de ierro roez de dezembro, do e'ngennoPau Sangus
,r, os escravos seguinles : Onofre, creoulo, car-
Vendem-se bombas de repuxo, reiro, idade de 30 annos, lio, grosso do
pndulas e picota para cacimba: MfPO, cor fula, falla vagaroa.. t oompri-
r I r dos e chatos, manco de uma tnlhadura de
na ra do .brum ns. O, 8 e io, carro j levou vestido camisa e cal^a de azu-
lundicao de ierro. i'1"' I'""1 ""' fH(''1" ''" terrl "" aintura,s
.i ., chapeo de palha ja uzado. Euzebio creoulo,
rarintia fontana, carreiro, idade ce 25 annos, estatura regular
ehogada ltimamente: em casa do J, J. Tas- olhos bem rasgados e vivos, dents podres,
so Jnior, na iub do Amorim n. 35. cor bem preta e pouca barba, ps peque-
i >< jio-ii i> da liiiiiieii ili- Todos OS nos e apalhetados de bichos, que teve em
Santos na Balita. pequeo, levou camisa, e calca de algodSo
Vende-se, em casa deN. O. Bieber&C., trancado, e chapeo velhode couro. Marti-
na rus da Cruz n. 4, algodSo transado da- nho, creoulo, carreiro, idade de 60 a n-
luella fabrica, muilo proprio para saceos de nos, alto grosso do corpo com urna .las
assucar e roupa de escravos, por prec. o com- pernas bastantemente enchadas de irisipe-
ociiu. la, o com algumas cicatnzes de ferida na
rBS!9l#'>q>j.ca>iaMiXH>>^^ mesma perna levou veslido camisa de al-
t; Vendem-se ealugam-se bichas, che- godao transado com outra de baela verJe
(1 gadas ltimamente de Hamburgo, por 9 por cima, e ciroula do mesmo algodSo. Es-
preco commodo: na ra de S. Amaro 9 lesescravosforamdo QnadoLuizJos.senbor
do engenho dous bracos em Seriubfiem, a
por execufo de sentenfa passaram a sor da
Albino Jos Ferreirs da Cunha do engenbo
Cuiaciibuca : quem os pegar.ou der nolicus
delles, dinja-se ao mencionado eogenlio
entender-se com seu sentior Francisco Jso
de Medeiros, que pagara geoerosament.
-- No dia I." do corrate mez auzeniou-
86 um preto padeiro e cauoeiro por nomo
Jos,de nacSo benguella,idade 25anuos pou-
co mais ou menos, de estatura regular.cars
um pouco comprlda, pouca barba, sobran-
celhas grojas e um pouco bizonho ; etex
dias que bebe at calor, tem os ps um pou-
co grossos levou caifa e camisa de
algodSo transado americano e chapeo de
palha roga-se a todas asauthoridades po-
liciaca e capitSes de campo o facam apre-
hender e entregar na ra do Hozario larga
padaria n. 18 que ser gratificado com gene-
rosidade.
n. 28.
Vendem-8 selins e silhoes
inglezcs, de couro de porco, da
primeira qualidade: em casa de A -
damson llowie & Companhia, na
ra do Trapiche 11./,>..
-- Vende-se superior cal virgem de Lis-
boa vinda pelo brigue Novo Vencedor no
passeio publico loja de fazendas n. 15, pre-
co muito commodo.
--Veodem-se amarras de rerro: na ra
da Senzalla nova n. 42.
Vende-se em casa de A-
damson Howie & Companhia, na
ua do Trapiche n. 4a panno de
algodo para saceos de assucar ,
muito superior e bjrato.
"ii'V vjTv!'.'ir M r.Tirry,


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