Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04593


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Full Text
1
y
Armo de 18M.
Quinta Feira 29
-s^3KWiMiiiHmagKigaaEMBag
Knl .... X, ra d, ',l?/' 'SU :e* P*r B^* A" *-?" .er di.-
S,,|M A LS" '"" ""' d" '"'""' '* "" pr.fi. lnd.pei.denr-.. I ,ji ,lc hvr, ,n 6 r S
r -*r.P PARTIDA DOS CORREIOSTERRESTAES.
%fc?u M %" C'5C.V'" hrM W 6*Nl.f quinlaseir.,-
Cabo. Srr.n-.ea. K. ['orn.oso I'or, .1,o, >,., A, ^4. 0 H ^
d. o.d, inez. feria, B0.II0 ID 24 de o. I. -e, l^im e Flores S
e 88 d.lo. Cld.de da Victoria, qun..s feir.,._Olid. iodos o dUl
- ... DAS DA 8EMAKA.
SU Sop. '. Jrralo Aud.doJ. de 1>. dn 2. ,
97 Terco s. Leen'ro. Bel, |. do de D di 3 t
S Quera K-mporaas P..,,ulo And do J, del), da 3 t
1) Quinta s. llom.iu And.do J. de D da 2. t.
i. Seiia Tmporas s. Adrio Aud. do J. de I). da 2 v.
2 Sab. 'lcmp. Simplicio. Bel. aud. do J. de D. d. i r.
'' 1J'"" 'I*"-' (l",rrBI"" Ufmtlerio.
BIARIO DE P
"H^^SSSBSHiHHErKPm^
" l"Z rt E* !i" !fl P V !:
de Fevcrcro
Anuo XX. IV. 49,
madmOBnuaer..' :BmSMp/imssas&szriaMcasnsxixvr*
y TikIo agora depende de ni mennoi; di no**, prode-ea, iroilerac'io- e enerRia: rnn-
'?*,&'r- Unueaioi como principitaoe, e leienoi aponalos com admira jilo """' ** "" '*
, i-.ili.K. (l'ro.-1-.in.i.j.m di AlMaVl. <''' d" ir.iil.)
<; ,-------------------------------------------------------------------------------------.--------------------------------------------------------------------------------
\\T 'Cfjnbo.oobi.Londroi 25 J,
L M'u. 3.0 rei por fre.ro
'/' i) Lisboa H8 por 100 de pren
Mnedade sobre 5 por pe.lo e nao ha,
dem de lelrss Je boai lii I a l|i
CiMUios no un .S DE FEVBREl.O.
Oara-Moedade ti.Klo V. 17.20.'
N. 17.00
i'c l.l) i
PralaI alacei
. Pea iv o lunaanaree
a I tiloa ii -muios
y.i oj
1,820
1 ,K'i"
l.'JV
a
PHASES IHI.l A. NO m:/, di: FEVEREIRO.
Lu*e!"eia a i as S horas e 5l mi., da m, iLuanora a ia
MiocaaUe a 1| as o boraa e i) mm Ja ni I Craacenlo a ~2li
Lua.ova IS m (i horas e ?4 niin da m.
as 7 Ir e jiim. da uianliia
Preamar de hoje.
I'rimaira a 1 hora e 16 mil di aaa.baa. | Segunda a 1 liara e 42 minutos da larde
rTtaec.
c.-isaraBBBOoi
11 ..... '---------~m, -. i ii
Commandf) das Armas.
KXPKDIENTE BE 17 rt COREXTE.
OrticioAo inspector ila tlicsouraria(em Jala
de 16 ) para, <|iie segundo asordens da pre-
sidencia houvesse de mandar entregar ao 2
cadete Herculano Cernido do Sousa Mngalhacs
a (juantiu de 377,600 rs. oreada para o con-
cert da coberta da casa de residencia do cam-
inando da fortaleza de Itamurac que se aclia
arruinada.
DitoAocommandante interino da fortaleza
de Itamarac fa/endo-llio remessa da quantia
mencionada no olficio cima o renovando-lho
as rocommendacoes de econoniia que devia
de empregar no concerta da co!)erta da casa
DitoAo major S. T. Castello-branco ,
presidente do concilio de guerra dos desertores
do hatalhao de infanlaria de guarda nacional ,
lixendo-lhe que poda chamar, como vogal
do consulho o 1. lente Antonio Mara de
Castro Delgado ein substiluicao ao 1. l-
ente Marinho quo se achava impedido.
Dito\o major commandante interino do
hatalhao de artiiharia communicando-lhe a
tiomoacao do 1. lente Castro Delgado.
PortaraMandando excluir.com passagem
da companbia de cavallaria para o batalhao
do artiiharia a p o soldado Jernimo Alvos
Uizcrra.
Dito Autorisando o recobimonto do soldado,
cima designado, no batalhao de artiiharia
a p.
Miscellanea.
O GENIO DAS ARTES.
Oual o (im das artes? o bello. Solucao ele-
mentar cm demasa (dir alguern) esobre
ludo muito a antiga. Facamos todava por se-
guil-a que mas longo nos podo levar, do que
I arece. E com efeito o bello onde est ?
n'uma flor (dires), n'um raio de sol no sor-
riso d'uma crealura mortal. Sim, cortamente,
eslftetU todasestsacomas, mas quo incom-
pleto, e caduco Que seria se em vez dostes
objectos, que nial viven un .a ; om vez .es-
te claro que s tem um rcsplendor empresta-
do se encontrasse em alguma parte a flor, que
nunca murcha o perfume, que nunca se dis-
sipa osorrisoque nunca se converto em la-
grimas? lnlosiiii, e s entao tocaramos a
belleza principio o lim de lodas as oulras.
Ora esta belleza, que se communica sem se ex-
haurir este soberano resplendor sem oriente,
nem occaso sem mocidade. nem velhicc, que
nutra cousa pode ser senao aquella mesma ma-
gem que ligurais da perfeieit) a qual na-
ruuwuuaoa
FOLHET
ADHMAU.IM
7."
Havia muito tempo, que os dous esposos se
nao achavuo a sos, l'm nao eslava menos em-
barazado do que o outro. Adhmar repellio a
poltrona, onde estivera a snra. Valleray pu-
chou urna cadeira, e sentou-se ao canto do fo-
gao em face de Hortensia, que, do olhos baixos,
emaos cruzadas, tinha urna cxpresso virgi-
nal e urna attitude meditativa. O conde pa-
ra poupar a mulher a perturbado, que seu
olbar poderia causar-lhe, Hxou-o_ no relogio.
Fui ee quem comecou a cuversado .
Sinto infinitamente, disse, ter-lhe cau-
sado um desgosto. Sem dvida ter-lhe-ha si-
do muito desagradavel a conlestagao, um pouco
viva, quetivecom a snra. sua lia e cstou
certo que est anciosa por tornar vel-a ...
mas locegue quo a nossa entrevista sera em
breve terminada.
C) Vide Diario n. 40, 41, M, 46, 47 o 48.
da podo ullrapassar nem alterar nem eclip-
sar; isto a idea, pela, qual vos representis
o,proprio Dos? Sim, senbores, nao vamos
mais longo. O Deos-espirto, cis-ahi o eterno
modelo, que debaixo d'uma ou d'outra forma
se (xa eternamente parante o pensamento de to-
do o artista digno dcste nomo ; que vale o
mesmo quo der, que a arte tem por lim re-
presentar por formas a belleza infinita com-
prehender o immudavel no ephemero abracar
a eternidado no lempo, pintar o nvisivel peln
visivel. Paremos nesla ideia, e veremos quan-
tas consequenoias reflectem della como se fo-
rn um foco ardente.
I1] primeiramente a arr;, para existir, nao ca-
rece do homem. Anles da appaKcao o genero
humano sobre a Ierra,o universo era urna ran-
da obra da arle que publirava a gloria de seu
autor. bello havia sido realisado, e como incar
nado na nalureza nasiente. Longo de vos o pen-
sardes.que os primeiros poemas fnssemos de Ho-
mero ou de Moiss ; nem to pouco vos pa-
reen que as prmeirasesculpluras fossem lei
tas por urna mo mortal O mtfis anligo cons-
tructor de templo aquello que edilicou o
mundo : e se vos move a curiosidade de saber-
des quaes frao o primeiro poema o a prmoi-
ra pintura ; fcil 6 di/er-vol-o : forao o pri-
meiro nascer do sol ao sahir do chaos ; o pri-
meiro murmurio do mar.explorandosuaspraias;
o primeiro tremor das florestas ao toque da luz
inmaculada ; foi tamboril o echo anda vibran-
te da palavra da crcaeo. Kis-ahi a primera
poesa o primeiro painel em que foi pinta-
o Eterno.Nao havia anda povo algum no mun-
do, e j a idoia da arte era completa. A obra,
e o obreiro estavao em presenca um do outro ;
o poderiamos at accrescentar (se eslas sortes de
parallelos nao lssem as mas das ve/os arbitra-
rias ) quo j existia urna especio de imagem
antecipada das artes ; que oeste sentido as ra-
deias de montanhas erao a nrchitectura -ila na-
to reza ; os cabecoi, eos picos esculpidos pelo
raio, erao a sua estatuaria ; as sombras, ea
uz o da, e a noute sua pintura ; a bulla da
creacao inleira sua harmona ; e-a unio do
ludo isto sua poesa.
Do que tica dito resulta que nem a nalu-
reza nem a arte so copias urna da outra; por
quanto urna, e oulra se derivdo do mesmo.ori-
ginal quo Dos. Soja qual for o objecto ,
que a arte quera representar, o quo (a? erial-
o. or nssim dizer nma segunda VCX. Nema
architccturo nem a csculplura nem a pin-
tura copiSo servilmente urna parto do mundo
exlerior: nem ISo pouco reproduzem a imagem
do um homem em particular. Qual pois o
modelo de sua mtacao? j fica dito ; o bello
em s mesmo o verdadero por cxcellencia.
Continuemos, so nos apraz a chamar-Ibes
artes de imitafo ; mas accrescentemos quo
I iinitao O Eterno. Donde se ve quo so devom (caqui, que eu quera cliegar. Ora dizei-me.
distribuir os artistas om duas familias distinctas.
uns, feilos para a escravidan, quo copino as for-
mas do universo sem nada Ibes accrescenlar ,
nem cercear : outros, livres, e soberanos, que
milito, nao smente o semblante eocrpo
da nature/.a nas os seus processos de rma-
co, esua intolligoncia para melhor rvalsa-
rom com ella. Pcrgunta do Kaphael, omle acha-
ra elle o modelo de suas virgens ; responda
c n'uma certa ideia : e esta ideia era o di-
vina, que elle entrevia atreven das feicocs mor-
aos das mulheresde Peruza o do l'oligno.
Concluiremos dosto principio quo a arte se
confunde com a philosophia ? Por nenhum
modo. Esta pode esquecer as formas dos ob-
jectos para se oceupar smente das ideias: o
artista polo contrario tem dous mundos rogar,
o real, o o ideial. Nao pude, nem deslruil-os
um pelo outro nem resolvel-os um no outro;
ciimpre que os deixo subsislii igualmente, e
que faca sahir a harmona de suas apparentcs
contradiccocs. Eis-Jihi o milagro, que elle
deve constantemente rcali/ar o que o proco
da glora. Elle aspira ao infinito ; mas cum-
pro-lhe desde o principio conter-so em limites
determinados, e a primeira cousa que apren-
de quo sua fflfca s so augmenta sob a con-
dico de so limitar s mesma. Nao jiatsars
daqui, a primeira lic5o dada pelo Creador a
sua creatura. Se acaso o artista possuido
desta necessidade de se circumscrever se ap-
plica exclusivamente ao sentimento do finito,
conservar apenas a forma, ca mascara ; odo-
baixo desta mascara est o nada : se polo con-
trario abandona o real para se entregar sem re-
serva ao ideial, la vai cabir no vacuo. Entre
o-les dous extremos so ada um grande numero
de pontos intermedios quo constituem os dif-
erentes graos do verdadeiro, do falso, do mo,
o do peior. Toda a obra bella & verdadera-
menle moral porque exprime o harmona do
mundo, e de seu autor; est no equilibrio das
musas; esta no plano da providencia; as con-
dices da justica eterna ; ou para melhor dzer,
um compendio da ordem geral.
Segue-so tamboril daqui quo as artes na
sao como frequentementose repele objectos
de capricho o de fantesia ; antes pelo contra-
rio teem mas realidade, do quo outra qualqucr
das oceupaces do mundo; porque eu para miin
tenho como real ludo o quo verdadeiro e
orno chiiViuiico ludo, o que e falso. Vos iam
bem provavelmcnte Don viris que positivo
aquilln, (|ue nao desfallece que nao morro :
e debaixo desta consideradlo nada conheco me-
nos chimerico, do que o immortal nem mais
posilivo, do quo o Eterno Mas o immortal,
isso quo esta grande palavra exprime ser por
ventura feilo para esta creatura que se chama
homem ? sim por certo para elle loto; e
mu jpajjMaMaa^Wl_llL.llJI|.lll I MMMMgppBB |
Falle, snr., diz Hortensia; pois que
mostrou desejo de flcar aqui scomigo, dovo
crer, quo se trata do um negocio importante ;
do contrario admirar-me-hia muito a sua visita
esta hora.
__ \ nfs. tem razn de me fsier 'embrar,
quo urna pessoa estranha nao seapresonta em
casa* de urna mulher quando a noute vai to
avancadn... mas espero que o motivo da mi-
nha visita far.que ella pareca perdoavel. Lem-
bra-se da assignatura, quo Ihe pedi, ha um
mez pouco mais ou menos?
Perfeitamente.
Era urna autorisacao, que prccfsava pa-
ra tirar das nios do banquelro Fargean os du-
zentos mil francos, que imprudentemente a se-
nhora Ihe confiara... ^ o^
Foi o sin. uiusroii sa escorn.arica no
snr. Fargean !
E me felicito de o haver fcito ; porque m
poucos das eslo homem que enriqucela de
repente por especulares vis fura banca-rota.
Ku nao ignorava, quanto a fortuna desse ban-
queiro estova ameaenda por informacoes se-
guras, quesemohaviodado. A presen tei-me
em sua casa, repetidas veres, reclamando o
capital da snra., e ello,para nao adlantar a des-,
-ujaaij i.ijil!.
coberta do segredo da m'o em flu, nao sem me oppor dilculdades ,
de quo Iriumphou a iniwlia persoveranca.
Eisaqui os duzentos mil francos.
E aprcscnlou a Hortensia una carteira que
esta pez sobre o fogSo.
N5o soi, como Ihe agradeca disse ella ;
esto dinheiro teriamais valor meus olhos, se
nao gosasse eu s dclle.
U senlimento, que parece dictar as suas
palavras, ino lisonjeara, snra., se me fosse
permittido ver nellas mais alguma cousa do quo
civilidad.
Pelo que dit, o snr. nao me suppoo a me-
nor franqueza ?
Dcos me defenda massei, que na lin-
guagem da gente da alta sociedado ha certas
ni ni ui i- ue puio iii-i mi ih.
Hortensia pousou um braco sobre o fogao, e
inclinou a cabeca como para esconder a sua
confusao; o conde continuou :
i'ermilta-me que Ihe d umconselho ,
que julgo bom : compre com este dinheiro a
propriedade do marquoz doltosnay, que est
venda e cuja renda excellenle.
i\ao poderia o snr. ter a bondado do se
encarregar desto negocio ? J
nao vos aconteceo nunca (cardes maravilhados
de pensar, que este frgil ente produz com suas
l'rageis nios colisas, que nao se extingucm ;
que elle vai sim morreramanla, mas que ap>
si dcixar um livro escripto na casca d una ar-
vore, urna estatua, ou anda menos, quo isso,
um panno opliemero; o que nem os annos, nem
os sceulos apagar as letlras desle lvro; os im-
jierios passaro por junto deste pedestal, o esta
estatua iicar inabalvel; ou so por ventura
derribada, atraz vira logo quem a torno le-
vantar; e finalmente que esse mesmo panno,
que um SOpro pude rasgar, sobrevivir mais de
urna raca de homens ? Pon|ue ser esta m-
mutabilidade ? nao ser porque entre lodosos
pensamentos epheineros do seu tempo o artista
se applicou a urna idoia inmortal sobre todo
o enearecimonto positiva, quero dzer, algu-
ma cousa divina que, bem como um pedestal
indestrui livel, sustenta a sua obra, e a eleva a-
cima dos ataques da durav o ? 'Pudo se Itera ,
ludoSUecumbe ludo perece, menos ella, que,
ainda mesmo sepultada, permanece bella com
urna belleza incorruptivel assim como as ma-
Ibomalicas permanecom verdadeiras com urna
verdad* eternamente immudavel, que pode sim
serencoberta, ou nlluscada mas nunca enve-
Ihecer nem mudar. U espectador movcl do-
sapparece ; a arlo fundada sobro o Etorno ,
subsisto e se necessarios sao exemplos em
toda a paito so nos deparao. A Grecia antiga
despedafada o a ostatua da sua Niob anda
esta hora est de p bem como urna vuva
sobre um sepulchro. O imperio romano onde
esta ? na pot-ira da campanha de lumia : e a
estatua do gladiador moribundo Ihe sobrevive ,
e com seus labios de marmore parece anda sor-
rir-so desta desapparieao de todos os espectado-
res do circo.
Se a arte tem por fin a belleza suprema, deve
mos ainda admittir, quo, nad obstante a contra-
riedado dostempos das civisacocs.das relii-
es, o naosmo ideial paira sombranceiro sobre
luda a humanidade. Eis-ahi, com efeito, o
que explica como o paganismo nos indigna por
suas doctrinas, o ao mesmo lempo nos subju-
ga por suas obras. As divindades do tempo
passado nos mettoin compaixao, seus templos
nos encantan: contradiccao esta, que mais
sencivol so torna, se accrescentar-mos, que os
artistas da idado media, isto os homens, os
mais piedosos, os mais crdulos, os mais en-
sopados na ciuisiaa, bem longe do sentirem
alguma repugnancia pelas estatuas, e imagens
paguas, (Iterad dolas o objecto do um assiduo
es ludo. Pois que! christos do 14. seculo
estudrao, palprao, imitrao dolos achados
em Florenca, ou em Pisa, venerra-nos como
obras sagradas, e inauguria-os no fundo dos
templos do (nvisivel! Sim, sem dvida ; por-
que ellos acharad nestas formas exquisitas
da antiguidade os raios perdidos da eterna bel-
impossivel, senhora.
Impossivel! o porque ? perguntou ella
com a voz um pouco alterada.
Brevemente estaei unge d'aqui...
O snr. parte... para alguma viagem ?
sim, snra e nao ouso esperar tor-
nar vl-a.
E nao se dignar communicar-me,em que
paiz pretendo viajar ?
Ser-me-bia impossivel... Nenhum ho-
mem foi menos snr. do seu destino, do que cu
o sou do meo neste momento.
Mas urna vez quo o snr. lem projectos...
Tenho presentimentos. A viagem que
vouemprchender ser longa.. eu Ihe escreverei.
Nao sei porque, diz Hortensia mas o
snr. gela-me do wMn.
E com olhar perturbado passou rpidamente
a vista pela sala nial Iluminada.
Com efeito, snra., diz Adhmar com
amargura tal o nico sentimento, que ihe
soube inspirar.
Meu Dos o snr. sempre se engaa no
sentido das minhas palavras.
Nao, mas por generosidade, a snra. sem
pre tenia explicar, altenuar os pensamentos,
que Ihe escapao do coraco.


-
loza, em cala da qua'l ellas mesmos andavao,
guiados pelo luzcir. da revelaca. Em ver-
dade, us esc >la> gregas, e as da idade media ,
nunca estivera em< guerra sena na mente
dos thcoricos de nossos das: antes pefo con-
trario para ver por quantos sentimentos se
prendiaf, e quanto se entendas mutuamente.
Us artistas gregos havia-se elevado cima do
seu ruin: das alturas do paganis no tinhao
entrevisto o luzeiio nascente do cliristianismo;
i; mcsmo no meio da sensualidade pagia ,ha-
viafi annunciado com anticipacao o milagro da
belleza espiritual. Assim estendiao alies os
Liugos para ( punir, e estes prophetas de ci-
vilisaces lora os mediadores naturaes dos
povos, e dos cultos. Nao verdade, que Vir-
gilio, apenas paga, da a ma a Dante, e que
Sophoclfls conduz a Racine? nao verdade,
que Phidias, e Plata se encontrad, debaixo de
uutros nomes, as obras de Raphucl, e de Mi-
guel-Angelo? E nao obstante a diflerenca dos tem-
posedos lugares, nao obstantoa contrariedade
das religies, que parece devera romper ludo;
d'onde vem que longo de se excluirem,
de se repel ir, de so renegaren), estes
homens pelo contrario se atlraheui, se cliaum,
se abracad a travs da extensa dos seculos ?
a laza, bem a sabis : porque todos va bus-
car seu brilbantismo a urna rnesma fontc de luz,
suas bellezas particulares urna meme bel-
leza suprema, seus poemas a urna mesma ori-
gen) de poesa : porque, separados, o ini-
inigos em tudo o mais, dera entrada no mcsmo
imperio do intimidare!, aonde se sentia todos
lilhos do mesmo pai, quoro diier do mesmo
dos da orle, da belleza, e da harmona.
Conti/iuaar-se-ha.)
COMMERCIO.
Alfandega.
Uendimento do da 28.......... 5:8*0*774
Descarregao hoje 29.
Brigue Armorique azendas, e man-
teiga.
Barca Elisa Johnslon fazenda loui.a e
serveja. *
Brigue /(olla canoas de ferro.
Barca si bina Clara diversos gneros.
Brigue inglez Mdium carvao.
Brigue sueco Julia taboado.
l'atacho especulador (umo.
Brigue Carolina barreas vasias e es
permacete.
Barca Espirito-Santo cebollas,
Brigue Cieely carvao.
Hovimeuto do Porto,
Xavios entrados no dia 28.
Parahiba ; 1 dia ; lancha brasileira S. Joo
Baptista de 30 toneladas ; capito Floria-
no Jos Pereira; equipagem o ; carga
lenha : passageiros 3 bri-sileiros.
Rio-grande-do-norte ; 2 dias ; barcaca brasi-
leira Conceico de 10 toneladas ; capitao
Antonio Jos de Araujo ; equipagem 4;
carga assucar.
Navios tahidos no mesmo da.
Un na ; hiato brasileiro .Aovo-destino ; capitao
Estevao Ribeiro ; carga varios gneros.
rafa Cru>ar;!irgue escuna do guerra brasiioiro
Ciatarapes ; commandante o primeiro l-
ente Jos Segundino Gomcnsoso
Rio-de-janeiro ; brigue de guerra brasileiro
Capibanbe ; commandante o capito-tenen-
tc 1' rancisco Xavier d'Almeida.
Kd i til es.
O Illm. Sr. inspector da thesourariadas
rendas provinciaes manda fazer bblico que ,
imm
De sorle que por minha causa, que o
snr. cuida em retirar-se... E gosarei eu dos
prazeres de Parl, quando o snr. estar delle
desterrado I
A snra. continuar a vida que at hoje
tem levado. Nao ba nada nnais natural. ()n
eu habite a sua casa ou procure um retiro a
Ma posteo nao muda. Precisa de mais algu-
nia cousa. ?
Nao, senhor.
S me resta rogar-lho, que me perde os
pozares, que Ihe possa tercausado involunta-
riamente.
Nao tenho nada que Ihe perdoar.
Adeos, snra., a conversa durou mais
do que eu quizeru. Receba os votos, que taco
pela sua ventura.
O conde dec s.guns passos pora a i>uin.
Hortensia fez signa! de demorar se, e pergun-
tou-lhe.
s isto o que tem a dizer-mo?
Elle encarou-a; a moca envergonhou-se.
Depois do um momento de reflexo :
Sim, Sra., era s>> isto.
M**. Valleray, que estar com o ouvido a
|erta, nao sentiodo mais lallarem, e vendo.
em cumprimento da orJem do Exm. Snr.
presidente da provincia do 1. do correle
se arremataros perante a mesma tbesouraria,
no dia 8 do marco prximo futuro ao meio
dia as obras da ponte de Pirauira as imme-
diacoes di villa do Limoeiro avaliadas em
500,000 rs. ; as quaes dever ser executa-
dos sob as clausulas especiaos abaixo transcrip-
tas.
Secretaria da tbesouraria das rondas provin-
ciaes de Pernambuco 27 do fovereiro de 1811.
O secretario
Luis da Cosa Portocurrtiro.
CLAUSULAS ESPECIAES
Para a arrematacSo dos reparos da
Ponte de Pirauira.
l. Ostrabalhos cobras da ponte de Pi-
rauira serio oilos pela lrma sobre as
condices c do modo indicado no orcamento,
approvado pelo Exm. Sur. presidente da pro-
vincia nol.'dc fovereiro do 1814 e impor-
tando em quinbentos mil rs.
2.* O arrematante comecr as obras no pra-
so de dous mozas, contado em conformidade
do artigo 10 do regulamento para as arremata-
res de 11 de julho de 1844.
fimde quo se digno mandar fazer pblico
para conhecimento dos navegantes, que du-
rante os me/.es do julho o agosto do corrento an-
n estar apagado nesta provincia para se
fazerern as obras nocessarias, o pharol edifica-
do na Ilha-de-Santa-Anna,situada em 2., 10'
e 18" de latitudo Sul, e 334 10' e 40" de lon-
gitud do merididiano da margen) occidental
da Ilha-do-Ferro, comforme a carta do coronel
Antonio Bernardino Percira do Lago. Ueos
guarde a V. Ex. Palacio do governo do Ma-
ranhao cm26 de aneiro de 18IVIllm. o
xm. Snr. barao da Boa-vista presidente
da provincia de Pernambuco.Jernimo Mar-
liniano Pigueira de Mello.
__ A administradlo dos estabelecimentos de
caridade avisa as pessoas que tiverem expos-
tos em sua companhia hajao de osapresentar
na revista geral do dial." do prximo futuro
mez na casa dos mesmos pelas 3 horas da tardo.
Sala das sesses da administraco dos estabele-
cimentos de caridade 24 de fevereiro de 1844.
O escripturario ,
F. A. Cavalcanti Cousseiro.
__ \ mesma administraco manda fazer p-
blico que no referido dia 1. conservar-sc-ha
aberta a mencionada casa at as 9 horas da nou-
te cuja entrada ser franca s familias que
muitas azendas inglesas avariadas e outra
limpas; quinta feira 29 do correntc, os 10
horas da manha em ponto no seu armazcm
na ra da Cadeia.
A visos diversos.
3.* As obras dever sor conecluidas no a qUzerem vesitar. Sala das sesses da admi-
nistraco dos estabelccimontos do caridade 24
de fevereiro de 1844. O escripturario,
Francisca A. Cavalcanti Cousseiro.
= A administrador da mez de rendase geraes
internas avisa aos devedores dos impostos do
banco seges da decima do mao morta e
taxa de escravos dos tres bairros de Santo Anto-
nio Boa-vista e Affogados quo venhao
pagar at o fim do corrente mez, o que devem,
visto j estar prompla a relacao para jui/.o. Re-
cebedoria 23 de fevereiro de 1844.
Francisco Xavier Cavalcanti de /Jlbuyuerque.
COMPANHIA DO BEBIRIBE.
O caixa da companhia do Bebiribe faz scien-
te ana senhores accionistas, quo no dia 6 de
marco prximo vindouro so fiada o praso mar-
cado para se recolher a prestacao do 4 por o/o
ltimamente exigida.
praso decinco me/.es, contados da mesma poca
como a precedente.
4. O pjgamcnto d'arremataco realisar-se-
ha em quatro prestaces do modo o as pocas
determinadas no artigo 15 do precitado regu-
lamento para as arrematarles, de 11 de julho de
1843.
5.* Para ludo o mais que nao est determi-
nado pelas presentes clausulas seguir-se-ha in-
teiramente o que dispe o regulamento men-
cionado de 11 de julho do 1844.
Repartido das obras pblicas 21 de feverei-
ro de 1844. O engenheiro em chefe ,
L. L. Vauthier.
O l)r. Francisco Rodrigues Selle, juiz munici-
pal da primeira rara do termo do Recife, por
5. .V. I. e C, que Dos guarde, etc.
Paco saber aos habitantes desto termo, em
virtudedo ordem.q' para isso recebi doExm.sr.
presidente da provincia, que pela ordem do tri-
bunal d thesouro publico nacional de 19 do Ja-
neiro ultimo foi marcado o praso de seis mezes
para lindar a substituica das notas de 5S000,
108000, e 208000 rs. da primeira estampa, de-
terminado pelas ordensde tt de marco de 1840,
o 12 de fevereiro, e 24 de dezembro do 1841, o
qualdever expirar seis meses, depois que por
editaes da thesouraria d'esta provincia 6r pu-
blicada esta determinaca, Meando as notas, que
nao forom apresentadas ao troco at o flm del-
le, sugeitas d'ahi em diante ao descont succes-
sivo de dex por cento em cada mez na forma do
artigo 5. da loi numero 53 de 6 do outubro de
1835. K para que chegue noticia do todos
mandei lavrar o presente, quo ser publicado
pela imprensa, e alTxado nos lugares mais p-
blicos do termo. Dado e passado nesta cidade
do Recilesobo meu signal e sello deste julzo,
ou valha sem sello ex-causa aos 8 de fevereiro
de t844. Eu Luiz Francisco Correia de Brlto,
escriva o escrevi.
Francisco Rodrigues Sette.
Deca racoes.
Sua Ex. oSr. presidente da provincia man-
da (azer pblico para conhecimento dos nave-
gantes oollicio abaixo transcripto que Ihe
loi dirigido pelo Exm. Sr. presidente da "pro-
vincia do Maranhao.
Secretaria da provincia de Pernambuco em
26 de fevereiro de 1840.
Casimiro de Sena Madureira.
Avisos martimos.
= Para o Rio-de-janeiro sahir com a maior
brevidade possivel o patacho Laurentina-bra-
tileira capitao Antonio Germano das Neves :
anula recebe algma carga escravos a Irete ,
o passageiros : traa-se com Nasciment Scha-
efler&C., ou com Joaquim Jos de Amorim
na ra da Cruz n. 45.
= Para o Rio-de-janeiro sai impreterivel-
mente o patacho Minerva no dia 5 de marco,
recebe passageiros e escravos: tata-se com Ma4
noel Joaquim Pedro da Costa na ra da Cruz
n. 51.
Para qualquer porto tem de sahir da Eu-
ropa o superior brigue inglez flledum del.*
classe, forrado, e encavilhado de cobro; os pre-
tndanles dirijao-se aos consignatarios Jones
Paln & Companhia.
Para o Maranhao pretende sahir no dia 1.
de marco o brige-escuna Laura recebe pas-
sageiros e os senhores que quizerem ir de
passagem puWi fallar com O capilao tds us
dias na Praca-do-commercio.
Freta-se para qualquer porto do Medeter-
raneo o n.uito superior e veleiro brigue sardo
i Lolombo Capita Vicente Qombardo de lote
de 140 toneladas, os pretendentes dirija-se
a Mendes i> liveira, ra doVigario n. 21.
Leiles.
Illm. e Exm.
orncio.
5nr. Participo a V. Ex.,
certa, cxclKiou eiia em
Russell Mellors & Companhia fro lei-
lo, por intervenco do corretor Oliveira de
Precisa-se d'um primeiro andar quo
nao seja pequeo para c estaboleciment do
um cosmorama por dous ou tr<-s inezes o
nana-so rnais do que o preco ordinario cora
tanto que seja as ras do Collcgio S. Fran-
cisco Queimado Cruzes, Rozario larga o
Nova ; dirija-se na Praca-da-independencia ,
livraria ns. 6 e8*
= Antonio do Amaral Botelho retira-se para
fra da provincia.
O senhor, que annunciou querer comprar
umacrioula de 4 annos dirija-so a ruado
Collegio armazem n. 19.
Aluga-se melado de urna excedente casa ,
e n ma i>m conta possivel ; quem quizer di-
rija-fe a Bua-velha casa terrea n. 93.
' =. Aluga-sc os altos e baixos da casa do so-
brado da ra do Crespo n. 8: a tratar com Jos
AI ves Lima na Praca-da-Boa-vista.
Precisa-so de urna lavadeira ,que v buscar
a roupa no domingo, o v levar dahi a 15 das
sem falta ; a quom Ihe convier dirija-so a ra
do Livramcntocasa n. 1 primeiro andar.
Precisa-se de um rapaz Portuguez que
queira ir para caixeiro de urna loja em urna
villa perto desta praca dirija-se a ra larga
do Bocario n. l8
Quem quizer comprar urna canoa de car-
reira aberta em bom uzo e bem construida,
propria para carregar familias para sitio di-
rija-se ao Forte do Mullos na serrara de Joo
Machado.
Jos Joaquim de Costra annuncia aos seus
freguezes quo tem mudado seu estabeleci-
mento de alfaiato da ra da .Cruz para a ra
da Cadeia do Rocife n. 49 e na mesma se a-
luga o segundo andar e um sotao com muitos
commodos e por commodo preco.
= O snr. F. A. da S. C baja de vir tirar os seus
penhores que lem enpenhado pela quantia do
cem mil rs. na mao de Margarida Roza de Lima
no praso de 15 das do contrario se vendero
para pagamento do principal e juros c nao
Ihe ficar direito algum a legar.
= actual chefe interino da polica desta
provincia Caetano Jos da Silva Santiago em-
barca para o Rio-grande-do-sul seu escravo
Frederico de naco Angola.
= Urna mulher branca o de hons costumens
se o florece para ama de casa de bomem soltcro;
quem precisar dirija-se a ra da Gloria casa
n. 110.
,=Um moco Brasileiro, lido as sciencias pre-
paratorias do que mostra documentos, su
propoe a ensina'r em casas particulares primei-
ras lellras os elementos preliminare> da ln-
gua nacional e arithir.etica com mu la assi-
duidade e eslorcos para adiantamento de seu
alumnos ; quem de seus prestimos quizer uti-
lisar-se annuncie ou dirija-se a Praca-da-n-
denendencia n. 27 que se d;r quem en-
sna.
= No dia 24 do corren le as 4 para as 5 hora s
da larde, vindo do Recite para Santo Antonio
uns poneos de negros ganhadores cada
umeomuns embrulhos de 10 meios desolla.
e como Jaltou um dos ditos embrulhos,
rogo por favor a quem fr ofTerecido ou livor
noticia, tomal-o e lvalo a Rua-direita n.
66, quesera pago o seu trubalho.
Precisa-se do um rapaz Portuguez, que
lenha alguma pratica de negocio para r ser
eaixeiro de venda em N'azareth ; quem se qui-
zer sugeilar e d fiador a sua conducta di-
rija se a ra larga do Rozario n. 39.
.que sua sobrinha nao a procurava, rezolvco-se
entrar na sala. O seu espanto foi grande
quando vio Hortensia paluda, e toda chorosa ;
o seu primeiro pensamento foi attribuir Ad-
hmar cssa pallidez, essas lagrimas.
DlSSO r-!;;;
torn de indignacao. Esse homem oflendeo-te ;
so veio aqui para fazer escndalo... Agora
me peza do ter cedido aos teus dezejos, de me
ter reinado. Diante de mim talvez se tivesse
cohibido.
Vm. engana-se, minha tia, disse Hor-
tensia ; elle portou-secom toda a civilidade...
Nenhuma censura'tenho fazer-lhe.
Enta explica-me a cauza do estado em
que te vejo, eque tanto me admira, e inquieta.
Ser-me-hia diflicil. Eu rellectia... a
minha posicao ta extraordinaria... Menos
bastera para aigir-me.
S urna cou/.a faltara na vefdade:
que n Sr. teu marido voltasse a gora aqui.
Seu triumpho seria completo.
Socegue minha tia, quo elle nao ha de
voltar.
Tanto melhor.
Nem agora, nem nunca mais I
Pois bem, tanto melhor anda. Elle
disso-o ?
Jurou-m'o.
Assim guardo elle o juramento. Vamos,
acabars de chorar? pobre pequea !... Ha de
maiar-se... laiui cazamento!... olha para
mim... Tcns as palpebras enchadas... Quo
loucura Irs retirar-te do mundo, renunciar
suas homenagens! Pelo contrario procura
attrahir todas as vistas, e o importuno se
damnar. Espero que irs ao grande baile de
lady Horwoold...
Na6 sei na verdade se devo...
Tu nao sabes... Ora que fraqueza!...
serta para ver, so nao fossemos h esse baile!
Asseguro-lhe, minha lia, que, se for se-
r para dar-lhn trnstn.
Para me dar gosto, pae; mas tambem
no inleresso da tua reputaca. Que dira o
mundo, se te nao apresentasses no meio da
tua pequea corte ? Supporia, que liavias
cedido s tyranicas exigencias do Sr. de Ma-
ne... ora, tom mais orgulho!
Meu Dos! pensa Vm que o meu com-
portamento por todos approvado, e que esta
singular maneira de viver nao serve de thema
para muitos epigramas ? Esse mundo, que
me acolhe, e lisonga, por detraz ataca-me, e
me atassalha.
Tu nao o tens sempre julgado com a
mesma everidade.
Concordo, minha chara tia ; honve um
tempo, em que me eu lancei aos prazeres, s
agtaces de urna vida brilhante; mas esto movi-
mente, esse barulho come^a fatiuar-mc... sin-
to urna vertigem... andar-me acubeca roda...
snto-me catiir... o nao vejo urna ma que me
sustenha.
Essas bellas phrases nao me ha de im-
pedir de insistir. Amanhaa vamos ao baile;
que di7es?
Consinto nisso. pois que assim lho agrada;
...55 de liiu liii fau a miiguir., pOt ijUC cavOii
muit fdligada, muito incommodada.
Chara menina!... Essa ladiga bem na-
tural depois do urna scena ta violenta.
Minha tia, asseguro-lhe...
Tu procuras illudir-me, mas isso seria
diflicil. Pois que cu te achei chorando... Boa
noute, H< rtcnsia, ate amanhaa.
[Continuarse-ha)


T
i
Aluga-sc um armazom com X portas na
fronte na ra de Apollo confronte ao Iheatri-
n|iO ; a tratar na ruu da Madre >le Dos con-
frontes groja segundo andar, das 7 as 8
horas da manhaa o das 3 as 3 da tarde.
Arronda-se um grande sitio com casa e
arvorodos e com bastante paito para urna
duzia do vaccas do leite ; na Rua-bella so-
brado novo prximo a maro ou nos Remedios
a fallir com Jofio Aanslacio.
-j=z Manoel Jos de Magilhiies Basto faz cor-
to ao publico que se aclia desligado do socio
da firma de Novaes & Basto e se algucm se
ulgar scu credor por qualquer titulo queira
dirigir so ao anuunciantc no praso do 3 dias
jura ser irh mediata mente cmbolcado.
= Precisa-sc de um mostr cozinheiro, que
entenda bem deseu u lile i o ; na ra da Cadeia
n. 52.
Precisa-so de o00 rs a premio sobro
hypotheca em escravos ; no Alterro dos Alio -
gados n 7, primeiro andar.
F. N. Colaco propoe-se a dar lices de
geometra philosophia inglez e francez ,
eattendendo que muilop senbores, por nao
poderem pagar duas mensalidades. deixao de
mandar snus ilhos ostudarem duas disciplinas,
tem resolvido nao receber dos quo so achao nes-
te caso mais que uma s mensa'idade, embo-
ara seus filhos frc(|uenlem duas aulas. O annun-
eiante, lamentando que nao baja nesta cidade
urna cadeira de phisica o que por isso vvo os
Pernambucanos.pcla maior parto,em plena ig-
norancia dos atientes da natureza e Icis do
mundo pretende lr essa sciencia seus a-
lumnos se nisso convierem urna vei na se-
mana indnpendento de gratifica cao, e do
incsmo modo so offereco para dar lices do geo-
metra trancendente, e do calcuos dilTcrencial,
e integral 6 aquellos senbores que ja Iho
fizerao a honra de ouvil-ona geometra elemen-
tar. As lices devem ter principio em o dia 18
de marco prximo futuro em o bairro de S.
Antonio : entretanto o annunciante pode ser
procurado em a ra da Santa Cruz na Boa-vista
n. 38.
= Fornecem se para as obras lijlos de alve-
naria tapamento ladribo canoas de are i,
ditas de barro, tudo mais em conta que em ou-
tro qualquor, e com alguma preoa : na Rua-
imperial n 67.
= Aluga-se
ra da Moda
familia decent : a tratar na ra do Ouoimado
loja n 44.
n- Na ra de Hortas n. 130 ensina se meni-
nas a lr, escrover contar, elementos do ari-
S ctica cozer bordar e lazer lavarintos ,
j mdico proco de 1,000 rs. mensaes e
meltc-sa todo o eslorco no adiantamento
das discipulas
Aluga-se o segundo ailar do sobrado da
ruada Cru* por cima di botica de Antonio
.Mara Magalhcs Ferreira ; quem o pretender
intenda-se na loja da ruada Cadeia n. 40.
= Ainda esta por alugar a casa n. 82 sita em
Fra-de-pttas ; os pretendentes dirijao-so a
ru-i da Cru?. n 63 a fallar com Manoel An-
tnniA Pif>tO '-2 Silva.
Tendo-so por ve/es rogado por esta folha
aossenhores, quo devem importes de buhles
de loteras na casa de cambio do Vieira bon-
dade de irem ou mandarem pagar os seus d-
bitos e como at o presente poucos forao os
que cumprirao um dever tao sagrado de novo
roga-se aos mesnaos queirao ir pagar oque
devem do contrario lerao de ver publica-
dos po: esta folha urna lista com os seus nomes,
quantiasque devem e a que lempo.
Precisa se de urna mulher de meia idade ,
sem filhos que saiba cozer e fazer o mais
orranjo de urna casa para ama de casa e fa-
zer companhia a urna senhora casada ; dirja-
se ao Atterro-da-Boa-vista sobrado n. 36, se-
gundo ailar.
Precisa-se de um rapaz para criado, e bo-
lioiro &c. : na ra do Amorim no Recife
n. 18.
Aluga-se urna grande casa {terrea sita na
Rua-nova nue vni para Tremne construida
moderna, pintada de novo, com ptimoscom-
modos nara urna numerosa familia
fresca
ntregir urna loja
'e de 36 anuos
o 1. andar da casa n. 15 da
pintado e limpo para qualquer
muito
A pessoa que conver r
ou tavorna a um homem de da
com um filho de idade de 12 anuos, o d I se-
guranza deste fim hypotheca 0 escravos. urna
casa de sobrado no matto o urna fazdQ a do
gado com trras proprias e curraos ; quem
qui/.cr annuncie pelo Otaria para ser procurado.
No dia 21 do corrente desappareceo do
porto, atraz do theatro velho uina canoa de
carreira meia aborta com os signaos soguin-
tes: tcm urn rombo no enculamento hem no
meio tcm a bacarda da proa emendada tem
falta de urna a duas taboas no panoro tem
banco de vella d'amarelio e tem um pedaco
de corrente na poupa ; d-se urna generoza
gralificacao quem a descobrir: na ra do
lio/ario larga padaria n. 18.
Pretendc-se arranjar do citor do qual-
quer sitio um rapaz Portugucz chegado
prximamente do Porto: quem o pretender,
dirija-se ao botequim da Cova-da-onca na
roa do Rozarlo larga n. 34 ou annuncie no
rnesmo botequim : e bem assim se offereco
um rapaz dude 24 annos, sabe ler, cscre-
vor. e contar, e se pretende arranjar de cai-
xeiro de qualquer casa de negocio : fallar
no referido botequim.
O snr. L. C. P. C. queira pagar a quan-
tia de 10^000 rcis, importe d'uma obrgacao,
que passou ao snr. \. T. dos Santos, e mais
14400 que o mesmo snr. Santos despendeo
em Lisboa por sua ordem para justificac/m
de sua morgadia em Portugal ; cuja quantia
o senhor C, n5o pagou quando so fez o pri-
meiro annuncio por sua pouca honra e por
nao poder cumprir seu intento que nao igno-
ra qual era.
O abuixo assignado procurador e en-
carregado, nesta praoa dos berdeirosdo falle-
cido commendador Joaquina Jos d'Oliveira ,
C* urna acrao de libello, pelo juizo do c-
vel da primeira vara em que Ihe pedom a
quantia liquida e saldo que dito Silva & C."
confessa em sua conta corrente de 20:669.004
res alm de rs. 4:191j456 constantes do
urna lista quo aprsenla de devedoros e faz
mema na mesma conta : como porm, pode
acontecer que dilo Silva & C* se proponha i
vender hypolhecar ou alienar de qualquer
forma alguns de seus bens, que Ihe rcslao ,
malogrando assim este pagamento ; por isso faz
pblico o exposto para que ninguem contrate
sobre semelhantes bens polo que desde ja pro-
testa. Fevereiro28del844.
Joo Marinho Pires.
Na ra das Flores n. 21, precisa-sede duas
criadas para engommarem, ecosinharem.
FABIUCA DE RAFE
PR1JVCEZA
GASSE fabricante e legtimo inventor do
bem acreditado rap prineeza ; do Rio-de-Ja-
neiro com seu deposito gcral na ra da Cruz
do Recife n. 38 o outro na la do Livramen
Ion. 13, avisa, que as muito boas qualidades,
que possue o seu rap as quaes pela grande
estima o crdito que progressivamente do dia
em dia ieess ebido r.'csta c as mais partes ;
bemeonbecido por um consideravcl numero de
tomantes e nao consta ter mofado urna s li-
bra : por isso faz publico, que toda e qualquer
possoa que queira especular com osou rap ,
attendendo as superiores qualidades, elle fabri-
cante adverte que se responsabilisa pelo seu
rap por qualquer forma ecom condiccoes,
quo o mesmo comprador pode upresenlal-as.
Mutto importante aos doentes a medicina po-
pular americana.
= Acaba do chegar urna grande quantida-
de destas pilulas ( remedio composto inteira-
mente de vegetaes ) conhecidas na America c
na Europa desdo o anno de 1790 e das quaes
se tem vendido j no Brasil ( aonde 6 conheci-
do apenas a 3 annos ) mais de quarenta mil cai-
xinhas em que teem provado suu superorida-
de de todos os remedios em numerosas curas
as molestias do ligado fbres rheumatis-
mo lumlirigas { particularmente a solitaria )
thisicn ulcera : inflnmmnrps nn olhos es-
crfulas e risipellas &c.
Roga-se aos padecentes para provarem este
infalivol remedio. Vende-se com scu com-
, quintal grande e cacimba com boa a-
Kua para beber se ; quem a quizer alugar, di-] ptenle receiluar.o em casa do seu un.co agente
nia-se ao pateo de Santo Cruz a tratar com o JoaoKellerruadaCruzn.il, e para maior
commedidade dos compradores na na da Ca-
ja-se ao p
seu proprielario Joio Sebastiao Piretle.
- Um homem que tem a nocessara ins- deia emeasa de Joao Cardozo Ayres, Rua-nova
trueco se offerece para cnsinar lora desta j Guerra Silva & C, Atterro-da-Roa-v.sla Salles
praca nrimeiras lettras. e grammatica latina : j & Chaves.
quem precisar annuncie = Precsa-se de um sacerdote para ensmor
Um muitmi oo*0 propC-is c.suar ...ln.uus em um euKe..uu uisiame aesta cida-
primeras lettras o grammatica latina satis- dade 10 leguas ; e tambom de un rapaz de
factoriamente lora desta praca e sua mulher 10 a 12 annos para ca.xe.ro do um ongenho
tambem se encarregar de ensi..ar com perfei- distante desta cidade 14 leguas; a tratar na ra
cao cozer, bordar, lavarinto marcar. &c. da Cadeia do Recife loja n ;7 ou no pn-
A familia lacil de condu/ir-se por constar do ; meiro andar da casa n 51 da mesma ra.
annuucianto, sua senhora, um filho pequeo. Ainda est por alugar o segundo andar
edous escravos; que... se quizer utilizar de do sobrado da ra larga do Rozar.o n. 40 ; a
seu presUiuo annuncie. i lra' na ra do Crespo n. 14.
=r. O encadernadorF. A. Bastos, morador
na ra de S. Rita-nova n. 88, avisa a todos
os seus freguezes, que se acha prompto a oxer-
cer toda a qualidade de obra por prero com-
mo"do e apara papel de '0 resmas para cima
a 120 rs. a resma com a mesma promplidao;
e tambem vende tinta preta para escrever j
omito acreditada livros em branco e papel
al maco.
^= Francisco Tarault participa ao respeita-
vel publico c com mais particularidade aos
amigos dos bons bocados que de hoje em di-
ante ellos acharad a toda e qualquer hora na
sua casa de pasto francoza da ra da Lingueta
n. 2, toda a qualidade de comida franco/a ;
assim Como vinhos e licores de todas as quali-
dades caf com Icite o sem elle ; pastis ,
pasteles empadas de diversas sortes sala-
das presuntos linguicas, Ote. ; o que se-
ra servidos com o maior aceo limpesa, e por
proco commodo. O mesmo Tirault ollerece-se
para mandar levar em as casas as comidas a
aquellas pessoas que com elle se ajustaren) ,
diaria ou monsalmente ou por urna vez s-
menle : participa-sc mais, que todos os dias
de manhaa um seu agente levar a casa de seus
freguezes, pastis, pasteles, empadas, lin-
guicas, o chouricas francezas proprias para
al moco.
Alug5o-se duss casas torreas urna na ra
do Hospicio n. 46 com bons commodos ,
quintal e cacimba e a outra na ra de S.
Goncallo com quintal ; na ra da Cadeia-velha
n. 36.
=s Aluga-so o terceiro andar do sobrado da
ra do Qucimado n. 32 ; a tratar na loja do
mesmo: na mesma vendem-so redes pintadas,rin-
das do norte por proco commodo.
= O cmbrulho dodinheiro quese achou,
e se tcm annunciado nao na loja n. 12 e
sim na de n. 2 junto ao arco de S. A ntonio.
Aluga se o segundo indar do sobrado da
esquina do boro do Peixe-frilo que vira para
a ra do Queimado ; a tratar na loja do mes-
mo sobrado.
=: Continao-so tirar folhas corridas e
passaportes para dentro e fra do imperio ,
com muita brevidade o preco commodo ; na
ra do Rangcl n 34.
= Abrao Crablreo, morador no sitio da Pas-
sagcm-da-Magdalcna n. 17 da cem mil rs
de gratificarlo a quem descobrir um roubo ,
constando de 3garfos grandes de meza dous
ditos do sobre-moza uma colher grande de
meza uma dita de sobre-meza, tudo de prala,
marca, umamSosegurando 1 punhal no cabo,
em toda ella ; igualmente 250,000 rs. em so-
dulas ; sendo uma de 100.000 rs. o 3 de
50,000 rs. a prala tem faltado por diversas
vetea e assedulas foi em um dos dias da se-
mana passada.
O agrimensor, abaixo assignado, offerece
os seus serviros s pesoas que liverem propric-
! dados a demarcar e ulianca a mais escrpulo
I sa eiactidlo e o maior telo no desempenbo da
sua arlo ; devendo todos os que do seu presu-
mo se quizirem utilisar,dirigirem-se (porcaria)
ao mesmo abaixo assignado na Rua-direila ,
sobrado n l2i.
Joaquim da Fonseca Soares de Figueiredo.
z= Constantino Jos Feiippe S. Tiago abri
um novo deposito de farinha de mandioca para
vender a retalho por preco commodo, o boa
medida, c nromette sempre ter familia fresca
o boa ; os freguezes, une quizerem dirijao-se
a Fra-de-portas, na ra nova de S. Amaro ,
casa n. 16.
RAPE FINO PRINCEZA
DA BARIA E RIO-E-JANEIRO.
= Acha-se venda o mu i cxcellento ra-
p da nova fabrica deGodinhoda Rahia, e do
Rio-de-Janeiro polo mdico proco de 1:000 rs.
cada libra : osle rap chegado ltimamente ,
e torna-so muito rccommendavel pelo scu bom
aroma : roga-se aos compradores, dosediri-
girem ao nico deposito existente n esta pro-
vincia na ra da Cruz n. 16, que nimia
encentrars meias libras, e levando porcao se
u T. prCCC Mii'.O raooVci.
= a-se 150,000 rs. a premio sobre pe-
nhores de ouro e mesmo em quantias de 50
rs. ; naPraca-da independencia n. 21.
A pessoa, que annunciou querer recolher
em uma casa ou aula particular uma menina
de 8 apnos para ser educada ; dirija-se aula
da ra da Conceicao da Boa-vista n. 8 que
encontrar o que deseja em beneficio d8 tal
menina.
Aluga-se um sitio no lugar de Bebiribe,
com casa e quarlo Ierra sufficiente baixa
para cnpim e arvoredos de fruto; quem o qui-
zer comprar, ou alugar dirija-se a Rua-ve-
Ihan. 113.
Alugflo-so 3 moleques para vendorem
pao com um caixeiro valtando no meio dia,
ou no fim da venda para casa de scu snr. c
lambem se alugao por dia; na Rua-imperial
n. 25.
,k .~r.> .--
)|is em tjue sao
da lotera do
LOTEKM
DAS
.Hemoras Histoncas,
PREMIO GRAKDE S:000.s000 RS. !
As rodas desta lotera an-
do mpretirivelmente no da
12 de marco p. e os bi-
Ihetes acho-se a venda as
Imesmas loia
vendidos os
theatro.
Alaga-ce metade de uma casa em uma
das principacs ras, a uma senhora capaz, com
pouca familia ; no paleo do Carino n. 2'k
=ar No dia 20 para 21 do corrente furtarao
da casado Jos .Mara Palmcira na ra do Vi-
gario n. 1, um sacco eslreito de brini velho ,
contend) urna pon.ao de mappas, pouco usa-
dos; roga-se a pessoa a quem forem oflerecdos
ou delles tiver noticias de os mandar entre-"'
gar na uu-sma casa, que sera recompensada.
= Offerece se um rapaz Portuguoz de 16
annos, para caixeiro de qualquer arrumaco ,
ou de ra ou para caixeiro de algum enge-
dando fiador a sua conducta ; quem de
nno
seu [irestimo se qui/cr utilisar annuncie.
I m rapaz Brasileiro que escreve bem,
e (em pralica de escrover processos, senten
as e todo e quab|uer papel judicial, se 000-
rece a qualquer sr.r. advogfldo, e escrivao para
oditolim, promeltendo muita actividade e
por menos que outro qualquer e que mes-
mo escrevor em sua casa ; quem o pretender,
dirija se ao principio da ra do Rangel loja
n,3.
= Quem precisar de um caixeiro Portugucz,
que sabe ler o escrover, para tomar corita do uni
venda dirija-se a ra do l.ivramenlo n. 13.
Oa-sc dinhriro a juros com ponhores de
ouro ou prata ; na ra da Praia armazem
n. 22.
= Joaquim Ignacio, subdito Portuguez.,
relira-se para a llha-de-S.-Miguel.
= Aluga-sc o primeiro andar da casa junto
a do snr. Bellem no I'orte-do-Mattos ; a
fallar com Jos Ribero de Brito, na sua pren-
sa no mesmo lugar.
A pessoa quo annunciou precisar do
500 a OOOj rs. a juros sobre hypotheca em es-
cravos mora na ra das Trncbeiras casa
lerrea n. 18. em que se alugao cavallos.
= Quem tiver um bom escravo bonita fi-
gura e sadio que o venda para pagamento
de debito va na Praca-da-independencia, lo-
ja de Antonio Feiippe da Silva n. 21 ; tam-
bem se precisa de uma ama para casa do pouca
I; mil ia nao'sendo moca, na mesma casa
n. 21
= Joao .Marinho Pires, subdito Porluguez
vai para a Rahia com um criado Antonio Nu-
nes Ponteado tambem Porluguez.
=r Na ra da Praia de S. Rita, n. 5 preci-
sa-se de uma ama para o servico interno de
uma casa.
= Prccisa-sc de uma ama que seja forra ,
c que lenba muito bom leitc ; na ra das Gra-
tes sobrado da esquina que volta para o
Hospital n. 20.
CJuem precisar de uma ama para casa de
um homem solleiro ou do pouca familia a
qual engomma e cozinha dirija-so a ra
dos Acouguinhos n. 2.
O sr. F. J. S. queira, no praso de 3 dias,
contados da data deste, mandar pegar a pessoa,
que nao ignora (iS,S0O rs. saldo da quantia
de 136,800 rs., que. ha bastante tempo, deve a
essa pessoa de quem se dizia amigo ; mas que,
ape ar dessa amizade apezar dos continuados
pedidos o instancias d essa pessoa apezar
mesmo de saber, ever, que ella vive sobro
uma cama sem meios de tratar -v nao tem
al boje cumprido o spii dever, e palavra, lan-
as ve/es dadas fazendo esse pagamento. Se,
porm o nao fizer no prazo cima marcado ,
nfiosequoixc de ver seu nome publicado por
extenso, com todas as circumstancias, quo
dra lugar a essa divida um pouco desairo-
sas ao Sr. S.
O annunciante previne a aquellas pessoas ,
que por ventura tenbo no seu nome iguaes
lettras iniciaes, e que houverem de Ihe dirigir
perguntas que, nao podendo responder a to-
das o seu silencio importa negativa pois s
responder a pessoa quem se djrigo > e ec;.
fr tno inconsiderada que Ihe faca alguma
pergunta i respe to.
= Feiippe Santiago Colmenero retira-se
para fra da provincia.
=s Mara Joaquina, Portugueza retira-se
para Portugal.
as*Victorino do Souza Travasso embarca
para o Rio-de-janeiro a sua escrava Joaquina ,
de nago Angola.


*?A
=Os abaixo assignados, socios du firma com-
tnercial de Novaos & Basto partcipaoao res-
peitavel publico, quedecommum accnrdo, c na
mafl perfeita amizade se acha desssolvida a
fucsina sociedade em consequencia da escrp-
tura celebrada no carlorio do tabellio lie/erra
Cavalcanti com data de 2- to corrento, fi-
jando pertoncendu o mesmo estabelecimento ao
x-socio Jlo Antonio Martina Novaos; assim
corno u liquidadlo do activo e passivo da mes-
ma (irina. Manoel Jos de Magathes Basto,
e Joao Antonio.Vartins Vovaes.
- O abaixo ossigoado, em quaiidade de
teslamentciru do finado Jos Antonio Falco ,
previne a todas as pessoas que se conslilucm
i-redoras do dito finado hajao no praso de 8
(Ji's de apresentai suas coritas justificadas, a
fimde se concluir o inventario; J. J. R.
Lofler.
Aluga-se um segundo andar c sotao
bastante grande por 16000 rs. inensaes sito
no Recife na ra do Codorniz n. 18 ; a tratar
na Praca-da-independencia n. 28.
Compras
Compra-scum Tito Livio que lenba
algum uso : quem tiver annuncio.
= Compra-se urna casa terrea em a cicla-
de de Olinda ; quem tiver annuncie.
Compro-so duas mulatinhas e duas
negrinhas de 12 a 16 annos e alguns molo-
ques de 12 a 18 annos pagao-se bem sendo
de bonitas figuras, e que agradem ; na ra da
Cadeia do Recife n. 47, primeiro andar a fallar
com Manoel Jos Macbado Malheiro.
Compra-se urna geographia de J. P. C.
Casado Giraldes em 4 v. em quarlo em
qualquer estado; na loja de livros da ra do
Collegio, esquina n. 20.
= Compro-se efTectivamcnte para fra da
provincia mulatas, negras, c moloques de 12
a 20 annos pagao-se bem ; na Rua-nova ,
loja de l'crragens n. 1(5.
escravos bons para o Irabalho de campo por
estarem a islo acosturnados; 4 escravas com ha-
bilidades ; duas ditas boas quitanduiras ; urna
molcca de 14 annos, tnuito linda, boa para
se educar ; na ra larga do Rozario, sobrado
n. 48.
= Vendo-se um cazal do rolas msticas, fi-
Ibas de um pardo com urna branca e estao
com um filho de 8 das muito lindo ; na ra
de Aguas-verdes n. 36.
Vcnde-seum pardo do 30 annos, com
oflicio de sapateiro. e com corpo para qualquor
servico bom para bolioiro capaz de ir a
qualquer viagern por nao ter vicio de fugir,
o nein beber; na Praca da-Boa-vista n. 2-.
= Vendcm-se para liquidacao de contas 3
casas pequeas de pedra o cal, sitas na Ra
imperial ns. 221, 223, e 225 ; a tratar as
inco-pontas armazem de sal n. 57.
Antonio Domingos Pinto tcm para ven-
der no seu armazem de taboado defronto de S.
Frapcisco um completo sortimento do taboa-
do do louro, e amarrcllo serrado em todas
as grossuras, e com toda a perfeicao por ser
serrado na serrara d'agua do Montciro ; e tam-
ben) tem urna porco de taboado de refugo de
amarello e louro proprio para estacadas e
atierros ou cercas de quintaes, que vende
por barato proco.
Vende-so urna casa terrea mui grande ,
com sotao por preco commodo sita na ra
dos Copiares n. 5 ; trata-se na travessa da ra
da Gloria para a da Alegra n. 7, ou na ra da
Praia com Joao Thomaz Pereira.
=s Ycnde-sc urna propriedade com dous an -
pares, o dous grandes sotiios em chaos pro-
prios, livre e desembarazada sendo a dita
prodriedade na ra da Mocda n. 9 ; a tratar na
= VenJem-se ps do milagroso angco ,' policiaes ou oulra qualquer pessoa ~ue do
proprios para mudar-so e que lodos os sitios mesmo tenha noticias o faca conduz.r, e en-
devem possuir por sua conhecida virtude ; na Iregar a seu snr. na Rua-nova n 20 qUe
ra da Florentina n. 16. sera generosamente recompensada.
si Vende-se um terreno na ra do Sebo,! == No da 25 do correte miz ao meio dia
com 62 palmos de frente e 150 de fundo; e 1 f"g10 da casa (, abaix0 asignado urna escra-
sitio na estrada do Arraial com casa do taipa. -va parda de nome Marganda que represen-
o bastantes ps do arvorodos; a tratar com Jos ta ter 45 annos bastante amarella do frialda-
Compra-se urna negra moca de nacao,
sem vicios nem achaques que saiba cozinbar,
engommar, coser, equeseja recolhida pa-
ga-se bem agradando ; quem tiver annuncio.
"s Compra se um escravo do nacao, de 18a
20, annos sem vicios nern achaques; quem tiver
annuncio.
Vendas.
Vende-sc exceilente papel pautado para
msica por preco commodo : na Praca da
independencia livraria ns. 6 8.
= Vendem-se os principios elementares de
botnica ; na Praca-da-independencia livra
ria ns. 6, e 8, por 3Q00 rs.
- Vende-se urna casa terrea em Olinda; na
ra larga do Ro/ario n. 20.
=s Francisco de Freitas Gamboa vende a
dinheiro ou a troco de lijlo posto na cam-
boa da Capunga os seguintes objectos : um
sellm em meio uso estribos de lato brida,
e eoldres de couro de lustroaparelhados de cas-
quinha por 8000 rs. dous abedarios de
cobre de preco do 6000 rs. proprios para
pintor, ou armazem de assucar, por 12000
rs. o que so poda ver e ajustar na ra do Vi-
gario armazem do snr. Antonio Jos de Oli-
veira Braga ; um armario, que servio de ar-
chivar os dramas do theatro c que pudo con-
ter para maisdedez mil pecas dramticas em
divisos alpbabelicas de augmentar ou di-
minuir os vaos conforme a grandeza dos vo-
luntes; muito bem construido de madeira do
amarello almofadado moderno e como os
repartimentos sao portateis, pode servir para
archivo de qualquer tribunal, cartorio, cscrip-
torio de casa de coinmercio e mesmo para
guarda-roupa porte.- 9 palmos do largo, 12
ditos de alto, e douse meio de fundo, 4 portas,
e chaves seu preco 50,000 rs. pode so ver
na escada junto da guarda da cadeia e
tratar com Jos Fernandes Carlos, com loja
de calcado junto a mesuia ; um bomba de pa-
tente com 33 ps de comprimento, saca-nabos
ub io/C v que repucha agua em grande
abundancia seu proco 120,000 rs. pode se
ver e ajustar em casa do snr. Silvestre no At-
terro-dos-Aflogados.
Vende-so na ra das Larangeiras, deposi-
to de licores finos espirito de vinho agur-
dente do reino genebra vinhoj de C8Ju em
garrafas ou caadas.
Vende-se um escravo para fra da pro-
vincia de 25 annos bom co/.inheiro e ou-
fras habilidades nmn fl ,. diUgsstC para
todo o servico de urna casa o motivo por que
se vende se dir ao comprador afliancando
o mesmo, o dito escravo nao ficar na trra;
quem o pretender annuncie para ser procurado.
Vendem-se 4 moloques pecas, de 20 an-
nos ; 3 ditos do 12 a 10 annos, ptimos para
todo o servico e Para Page"s ; um cazal de.
ra da Cadeia n. 57 ou no primeiro andar da
casa n. 51 da mosma ra.
Na livraria da ra do Collegio n. 20
vendem-se os livros seguintes; Horas Marianas,
Dos puro amor Manual da Missa o da
confisso Visitas do Santissimo Relicario
anglico e alguns mais deste genero com
'ncadernacoes ricas em rnarroquim e doma-
das por preco commodo.
Vende-se urna bonita preta de nacao ,
do 30 annos, sem vicios nem achaques, boa
cozinheira e boceteira ; na ra da Madre de
Dos, loja n. 7.
Vende-se urh escravo de nacao Congo ,
de bonita figura ; e urna escrava de nacao An-
gola cozinheira ; no Beco-largo venda de
Manoel da Silva Lopes.
Y"endem-se chapeos para senhora mui-
to ricos, com ponacho o sem elle lencos
de setim com franja (ambern de muitos ricos
padrdes vosde linho brancos o mais bonito
possivel ; na ra do Cabug loja de fazeodas
francezas e inglezas de Pereira & Guedes ns.
4e6
Vende-se o brigue Patios e Victoria ,
com todos os utencilios, inclusivamente 4
amarras de ferro ; na ra da Cadeia do Recife,
casa n. 38.
Vende-se rap Meuron & Companhia a
1020 rs. a libra luvusde pellica para sonbora
a 320 rs. o par ditas de algodao brancas cur-
tas, o compridas para senhora meias para ho
mem e senhora linos de palhinba pintados a
240 rs. cada um phosphoros em caixinbas de
superior quaiidade a 320 rs. a duzia, e a 30
rs. cada urna suspensorios de burracha su-
periores ditos fingindo dito? de fita bo
toes de metal furados para calcas, ditos gran-
des de duraque fitas de seda lisas e lavra-
das bicos de linho superiores papel de peso,
dito meia hollanda iinba de carretel branca e
de cor dita branca de 200 jardas a 1000 rs. a
duzia c 90 rs. cada carretel, facas e garfos de
cabo de oeo pentes para prender cabello ,
lisos, c dourados, ditos volteados, e um com-
pleto sortimento de calungas, o meude/as por
proco mais barato do que em oulra qualquer
parte; na ra do Quoimado, loja nova n. 53,
de I-'orreira & Oliveira.
\ onde-se panno pretode superior qua-
iidade a 6400 rs o covado sarja larga preta a
2200 rs. o covado ; na ra do Livramenlo, lo-
ia lio f.i7P.nitas ni 2.
= Y'endc-sejacarand superior ebegado do
Rio de Janeiro pedras de marmore redondos
para mezas de meio de sala, de muito bom gos-
to ditas para eommodas cadeiras america-
nas com assento de palhinba camas de vento
com armacao ni8rquezas gofas mezas de
jantar camas de vento mui bom feitas a 4500,
ditas de pinbo a 3500, assim como outros mui-
tos trastes ; pinbo da Suecia com 3 pollegadas
degrossura, dito serrado dito americano de
iierenies larguras e comprimentoa ; assim
como travs de pinbo e barrulcs ; na ra de
Florentina em casa de J. eranger.
Antonio Basto na ra da Cadeia do Recife.
- Vendem-se duas pretas urna de 28 an-
nos saliendo coser o cozinbar, o a oulra
boa lavadeira de sab5o, e varrcla, por 200,000
rs. ; na Rua-velha n 111.
Na ra da Conceico da Boa-vista n. 17,
fabrica de chapeos contina-so a vender ca-
xas para chapeos de todas as qualidades pelo
mesrno preco j annuncado e juntamente se
faz de feitio qualquer obra pertenconte ao
oflicio de chapeleiro ; tambem so fazem caxas
para chapelinas de loja franceza com tornos a
4000 rs osomellesa 3000 rs. caxinhas de
toucas a 800 rs. a duzia ; qualquer pessoa, que
precisar, pder dirigr-se a mosma fabrica a
cima declarada.
= Vendem-se charutos regaba em caixi-
nhasdelOO, 200 o 250, por preco commodo;
na ra da Cruz n. 37.
= Vendem-se ricas commendas das ordens
do Christo Boza e Cruzeiro assim como
hbitos das mesmas ordens por preco com-
modo ; na ra da Senzalla-velha n. 138.
= Vende-se um cavallo mellado de muito
bonita figura com tnuito bons andares, e po-
de servir para carro por ser grande; na ra
do Qucimado n. 41.
= Vende-so urna negra de nacSo do 18
annos boa cozinheira e sem defeito; pa ra,
da Cruz n. 26
= Vende-se na loja de Joao Cardozo Aires,
na ra da Cadeia-velha urna obra publicada
no Rio-do-janciro no anno de 1843, intitula-
da Diccionario de medicina popular pelo dou-
lor Chernoviz em que se descrevem segundo
a ordem alphabetica eem linguagem vulgar ,
oa symptomas, as causaste o tratamento as mo
lestias os soccorros que se devem prestar nos
accidentes sbitos os contravenenos de to-
dos os venenos conhecidos, os preccilos para
a conservacao da sade as plantas, a prepa-
laiao dos remedios caseiros &c. dous volu-
ntes om quarto, contendo 950 paginas, por
10,000 rs.
= Y'ende-se um negro de 22 annos, do boa
figura e de lodo o servico ; um moleqtio de
17 annos com principios de sapateiro, que
ptimo pagem e (em bonita figura; urna par-
da de 18 annos, de boa figura cose, engom-
rna e lava bem ; na ra da Cadeia d S. An-
tonio n. 25.
= Vende-se a posse de um terreno junto a
ponte do Manguind, do lado esquerdo, o qual
j tem um tolheiro, e diversos materiaes, assim
como alicorees para propriedade ; na ra da
Cadeia do Recife n. 4, terceiro andar.
de,
nho
rugas pelo rosto muito feia
com falta de dentes na frente
Escravos fgidos
= No dia 15 de fevoreirodo corrente anno
fugio um escravo crioulo, de nome Y cenle ,
do 25 a 30 annos bem preto barbado bai
xo ebeio do corpo pernas um tanto finas ,
olhos grandes enhoc redonda cara larga ,
temo ar em um braco do que tem una mao
esquecda o andar canguciro, levou um cha-
peo velho de couro e um surro do couro de
ovelha camisa o coroulas do algodao bata
verde ja velha eumeadello vermelbo ; quem
o pegar leve a villa Federal de cabeceiras da
comarca do Brejo-de areia provincia da Pa-
rahiha-do-norte que fiel, e promplamentc
se recompensar o irabalho e satisfazendo-se
toda o qualquer despeza relativa por Thomaz
da Costa Ramos Pimenteira.
= l-'ugio no dia 15 do corrente um negro
de Angola de nome Bento de 25 annos ,
pouco mais ou menos, altura regular, feia
figura pernas bambas tem os ps com algu-
11185 Tachaduras de calor de ligado bastante a
travessado no fallar; levou calcas de brirn tran-
cado siijas, c rotas, camisa de algodaozinho
tambem suja; e mesmo pelo corpo tem signaos
do calor de ligado ; quem o pegar levo a seu
senhor Valeriano Jos Ribeiro na villa do
Limoeiro o no Recife na foja de Albino Jos
Ferreira da Cunha.
= Fugio no dia de entrudo 20 de fevoreiro
de 1844 um escravo cabra de nome Kmidio ,
do 25 annos alio, bem grosso do corpo, bs-
tanlo espadado com pouca barba a peque-
as siissi uios alguma consa nardo* e fun -
dos cabellos nao muito pichaim cor meia
alatoada ps grandes, o chatos com signaes
que mostrad ter tido bichos, (em oflicio de
Vende-se urna preta perfeita lavadeira 'serrar madeira natural de Goianna aon
do tem prenles e julga-se ter ido para ene
lugar ou para a villa do Pombal onde foi
escravo do jiferos Manoel Pedro de Souza Bar-
boza ; recoiomcncja-sea todas as autoridades
cozinheira com urna filha mulatinha de 8
anuos, vende-se por seu dono retirar-se para
o Rio grande-do-sul ;
n. 18.
na ra das Trincheiras
ar tristo-
o quei-
xo superior, um tanto rhetorica andar va-
garoso levando todo o seu lato em um sacco
de algodao da trra e no corpo levou vestido
de chita preta j bastante ruca chale de nictim
de assento escuro com ramagem amarella,
costuma tambem usar de vestido de cassa bran*
co com vivos encarnados. foi vista no mesmo
dia nos AfTogados seguindo a estrada do sul
de onde ella tinlia vindoa 17 de de/embro do
anno p. p. valendo-se doannuncianle para
a comprar a qual escrava de Joaquim Jos
Jacobina morador em Porto-calvo devedor
do mesmo annunciante, de que j fez parti-
cipar por diversas cartas, nao so ao snr. da
mosma escrava como aos procuradores bas-
tantes do annunciante os snrs. Angelo Jos
da Silva morador em Porto-calvo Manoel i-'.
delis do Almeida morador em Queimadas,
em que fazia ver ao snr. da mesma escrava, que
so nao respunsabilisava pela luga della visto
que lem coslumo andar fgida: roga-so por-
lano a quem della d'or noticias, ou a pegar,
baja do dirigir se ao annunciante ou a seus
baslanlss procuradores a cima mencionados ,
quesera gratificado seu Irabalho. Joaquim
Gongalvcs Vieira Guimares.
De (erras do engenta Salgao'o ao p do
N. S do O' fugo no dia 13 do corrente urna
cabrinha de nome l-'elippa de 17 annos, bti-
xa ciicia do corpo lem um brinco de carne
em urna orelha mal feita de ps, levando 2
vestidos um encamado e oulro do riscad-
nho j desbotado, camisa de madapolo; quem
a pegar leve a seu senbor Felis Jos de Can-
talice no :nesmo engenho Salgado no sitio
Franco, ou as Cinco pontas, orn casa do sur.
Joao Paulo dos Santos., alfaiate que ser
recompensado.
Jos Francisco da Silva Penna d cen
mil rs. de graficacao a quem approhender,
e Ihe entregar um escravo pcrtencenle ao snr.
^ cenle Thomaz dos Sanios o qual escravo
tem os signaes seguintes: do nome Joao, de
nacao Quilhimane alto socco do corpo, bo-
nita figura muito retinto fallas mancas, e-
pelo corpo algumas cicatri/es de castigo; le-
vou calcas, e camisa de algodao americano e
ferro de gancho no pescoco ; consta que andou
no lugar dos Remedios quando fugio e agora
suppe-se estar furtado para as bandas de Ma-
cei ; quem o pegar, entregue na Ra-imperi-
al n. 67, que l ser salisfeilo pelo snr. San-
io.
No dia 16 deselembro do anno passado
fugio a negra Thereza de nacao Bcnguella ,
de 38 annos tem um M no peito e una
marca de fogo pequea no rosto dentes b m
alvos psapalhetados de meia eslalura, bem
parecida anda sempre de cabeco e saia, e
quando traz vestido com as mangas cabidas
para haiio bem conhecida por ter andado al-
1842 vendendo louca fina em taboleiro nesta
i-idodo eem Olinda lavadeira consta ter an-
dado no Arraial, ou Bebiribe; quem a pegar,
leve a Ruu-nova armazem de louca fina, que
sera recompensado.
= Do engenho Linda-flor, fregue/ia de
S. Miguel-dos-Barreiros, fugio no dia 9 de
dezembro p p o prelo Jos de nacao Cala-
bar de 20 annos, anda bucal, cor fula,
olhos grandes alto de bom corpo pouca
barba sem alejo algum tem em cima do
peto esquerdo urna letlra da forma de um P ,
as macaos do rosto tem dous riscos-em cada la-
do a perna dirota um (anto mais grossa.do
que a oulra ;-levou um ferro pequeo do tres
pontas no p esquerdo camisa, e ceroulas de
algodaozinho grosso americano ; quem o pe-
gar leve a seu snr. Pedro Milianno da Silvei-
ra ou nesta praca na ra do S. Bita-nova
n. 91, casa de Joaquim Antonio de S. Tiago
Lcssa que recompensar.
Fugio no dia 15 do corrente o prelo Vi-
cente crioul natural do Porlo-dos-touros,
provincia do Hio-grande-do-norto de 25 an-
nos alto, socco, com todos os dentes da fren-
te, e limados, olhos avernielhados, um tan-
to carrancudo que parece ser falto de vista,
com urna costura do queimadura no pescoco do
lado estllenla I <>< fnMortl ., A.. k ps
nuncia ; levou chapeo de seda com 4 molas de
rame, camisa de madapolo e calcas de al-
godao tinto e mais roupa que se nao sabe
da qual usara ; quem o pegar, leve a seu snr.
Domingos da Silva Campos na run das Cru-
zes n 40 que ser generosamente recom-
pensado.
Rbcifbna Ttp. dbM Fdb Fauta.1844


Full Text
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