Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04592


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Full Text
I I," avvjw
Anuo de 1844.
Quarla Fera 28
0 I) itlOpubU.H. todos o d.aaqoenao fon ininlnA : o preco d. oaainatora
ha da IfU ni i. por qu.rie papo adiani.do,. Ofwiwncioffai ..,r.le. ,1o inserido,
gran, a ai Jos que .,o io.cm raido de SU i. ,,r linfa. A. recl.m.roe. deven, aer diri-
gida! eala 1 v,. r. da lru,e n. S4 ou a pr.cjn d Independen foja de linea.. 6 e 8
PARTIDA DOS CORRBIOS TERRESTRES.
GouKrU, e I ral,jb. segundas o aexia. feir.s. Rio Gr.nde do Norte, qulnt. feir, _
Cabo. Sermonen l(, Formoso, I'orio Calvo, Maceyo e Al.eoas no 1 o U e oj
*f"f n'ei r,0^'?1";"8 H0n, Ue 'i4 de c",a m"1 -. e Florea 13
20 lio. Cidaieda Victon, quimas feira,._01inda lodo o dia.
- e ,. 1>IAS DA SEMANA.
'-'(> Seg. s. rorcalo Aud. do J. dn II. da _>. r.
27 Tarea i. Leu ro. Re. and. do de D d 3. T.
2.S (nafta Tmpora Populo And do J. de]), da 3 t.
-l gomia s. RomJu. Aud. do J. de 1) da 2. T.
. c Sait Tmpora s. Adrio Aud. do .1. de da 2. t.
2 Sab. Temp. Simplicio. Re. aud. do J. del). d 1. t.
:i Dom 2. = da quarras i Hemelerio.
de Fevcrciro
Anuo XX. M. 418.
Todo agora depende de no mesmni; di no< prole ci, oderqjo- e energa: e>n-
tinuemo como priaoipaoi < lerevo ponalo con admirajio euire as aooe mais
culi. (Proclamaaoo di Ufaeaabla Geral rfo traiil.)
Cambio ohie Londres j.
ti I'ms 3.0 rcis por franco
a Liaboa 118 por 100 de premio
.ocdade cobrp por canto B nafi ba.
dem de letras e boas firu.as I a !| *
ClMBIOS RO l)U -7 DI IIVM'.UHO.
Oura-Moadada li.Wo V.
a is.
,. de 4,U.i
I'rata--lnlaii'.i s
,i PoaO c<:lummiin'a
i> Ditos nieiicauo
17. W
17.U0D
lJ,l 0(1
1,980
1 ,'J4o
1,810
s
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PITASES DALUA NO MEZ DE FEVEREIRO.
.ua cSeia a i a 8 horas > ;>l miu. da m. al.-i ora a !S a 6 horas c ? i min da m.
Minguante 11 S > horas e .'id nun itain. | t'.-e*. carota a tt as 7 ii e 3' Preamar de hnje.
I'rimera ai 0 hons e 30 min di manilla. | Secunda s0 horas e 54 minlos da Urde
:>KI
DIARIO DE PERNAMB
r- pwm. --itut^-t-t

Tribunal da Relaco.
SESSAO DE 27 DE FEVEREIRO DE 18H.
Na appellacao rivel delta cidade appellante
Manoel Luiz da Voiga appellado Joao Narci-
zo da Fonscca e outros, escrivao Postbumo ;
foi continuada a sentenca.
Na appellscao civel desta cidade appellante
Jos Marques da Costa Soares e outros ap-
pellado Jos Gomes 'lavares escrivao Reg
Rangel; se mandou ouvir o doutor curador
geral.
Na appellacao civel desta cidade appellante
Felippe Anselmo de l'aria, appellada a irman-
dade de N. S. do Livramento escrivao Pos-
thumo ; se mandou averhar a diz.ima.
Ao aggravo de peticao de Antonio Jos Pe-
res contra a commisso administradora dos
cstabelecimentos doeariilade do juizo da t.*
vara do civel tiesta cidade deo-so provimento.
Na appellacao civel desta cidade appellante
Manoel Ferreira Antunes Villaca appellada
Anna Micbaelia dos Anjos escrivao Jacomo ;
se mandou averbar a dizima.
Ao aggravo de pelit,ao do jui/o da 1.a vara
do civel desta cidade, de Silvestre Joa<|0Jn os
dantos, contra Josu de Jezus Jardiin ; se deo
provimento.
Na appellacao civel do juizo municipal e
oifos da villa da Campia, amellante l). Lr-
cula dus Virgens l'cssoa appellado Manoel
Carlos de Ai ello esua mulbor, escrivao Jaco-
mo ; foi conlirmada a sentema.
Na appellacao civel da provincia das Alagoas,
appellante Joa<|uim Lopes Chaves appellado
Antonio Tolledo .Machado, escrivao liego llan-
gel ; loi julgado nullo o processo.
Na appellacao civel da comarca da Princeza ,
appellante Joao I.uiz de Araujo Picado ap-
flores da viuva, e herdeiros de Estevao Marinho
uo Fonscca com Manoel Antonio Baplista ,
e outros, escrivao Reg Itangcl ; foi julgado*
improcedente.
Na appellai;ao civel desta cidade, appellantes
Manoel Teixcira liacellar appellado Manoel
Jos de Sousa Carneiro escrivao Jacomo, foi
conlirmada a sentcnca*
Na appel'ac*o civel desta cidade, appellantes
a viuva o herdeiros de Joao Carlos Pereira de
Burgos, appellado Joao Loite Ferreira escri-
vao Reg Rangel ; se mandou descer ao juizo a
quo para se proceder as diligencias de que
trata o decreto de 9 de abril.
Na appellacao civel desta cidade appellan-
te Senhoiinha Joaquina de Almeida eappel
lado Antonio Carduzo de CJueiroz Fonscca; es-
crivao Jacomo ; foi a senlenca confirmada.
Na appellacao crime to juizo de (aranhuns,
appellante o juizo appellado o preto Matheo,
escrivao llego Rangel ; niandrao remetter a
novo jury.
Na appellacao civel da comarca das Alagas,
appellante Manoel Pereira Barbozn (iraca e
appellados Antonio da Rocha Liuz, csuamu-
llier escrivao Bandeira ; n3o se lomou co-
nliecimento da appellacao.
Na causa de revista crime,recorrentejosjoa-
quim doCarmo curador do escravo Jos, re-
corrido o juizo; se julgou a lavor do recur-
rente.
Na appellar-So civel desta cidade appellante
Joao Anatacio da Cunha appellado Ber-
nardo DamiSo Franco, escrivao Jacomo ; se
mandou descer ao juizo a quo para se julgarem
i\ final os embargos.
Na appellacao crime desta cidade appellan-
te Jos Ignacio de Arruda appellado Francis-
co Martins da Luz ; foi julgado inprocedente
o recurso.
Na apppllaco civel desta cidade appellante
Gabriel Antonio appellado Vicente Ferreira
pelladoJoao M*ria Ponrhet, escrivao Poslhu- (|a Silva escrivao Reg Rangel; foi confir-
mo ; foi a sentenca conlirmada.
Os embargos remedidos do juizo municipal
da vara da Maioridade da provincia do Rio- i
^rande-do-norte embargante Antonio Luiz
de Sousa e sua rnuluer, embargado Felis Ma-
nen-I il "*lorae! Reg escrivao Buidcra ; se
ruada a sentenca.
POLICA.
llm. e Exm. Snr. Das partes dirigidas
esta secretaria por nigumas tlelerjacias depois
mandou descer o processo ao juizo a quo para l \ da minha ultima V. Ex. de 14 do corrente,
ser de novamente ordenado. consta da de Naareth que no districlo de
Na appellacao civel desta cidade appellante Tracunhaem forao assassinados por Antonio
Pedro Francisco de Mello appellada a faz.enda Mendes os pardos Francisco Romo e Igna-
pblica escrivao Reg Rangel; se mandou ci da Silva, vindo a ser tnnil>?m ssss?in.-.do
pagar o imposto dos 2 por /a. o referido Mendes por um filho do dito Silva,
Na tnpolUeiO civel da comarca deGoianna, que na mesma orcasio acuilira em soccorro h
appellante Silvano Jos le Brito appellado seu pai; preso* os pardos Felippe (.ornes da
Francisco das Chagas Vilguelto, escrivao Ban- Silva por estar armado de urna faca de ponta,
deira ; foi a sentenca conlirmada. disputando com Vicente Pereira dentro da
O dia de apparecer da comarca de Puja-de- respectiva feira ; e cm flagrante no districto
FOLHETiM.
indilTerente: ha muito lempo, quo me retirei
do mundo, desprezo a sua opinio, e esjtou
cima das suas censuras. Mas o snr. calumn-
ou a mulher, que usa do meu nome, e e?le
ultrage naodeve ficar impune. O snr. ha de
sem, dvida manejar tobem a espada como
8 iTioudi't enda; acbar-me-ha portento amanha,
Arabava-se de representar o primeiro acto de pelas 8 horas do dia na entrada do bosque de
abeio, e a duque/a de Mzires racebia au- M'endon onde o esperare) com as mmlias tes-
mas visitas no seu camarote, quandoAmedeo temunhas c*c. &c.
deSaintenac, aproveitando-se desta diverso, A carta um pouco secca diz de Bois-
conduzio os seusamigos ao salo. AlIi,Si-nla rieber.
dos em um canap Que quer voc O estylo o l.omem ;
I'reciso, disse ello ento que me facao mas nos ensinaremos esse urso a
um importante servico. Batto-me amanha...
ADHMAR.
C*
epr
iqi
de Capoeiras Antonio .los de Santa Anua por
lh ter sidoapprehendido um cavallo furlado :
de tuda licava procedendo nos competentes ter-
mos o respectivo delegado.
Das de Olinda cidade da Victoria e2."
districto desta cidade nada lem occorrido. ex-
cepeo d'algumas prisoes policiaes corpos de
deudos por leves lerimentos, &c. &c. Con-
servando-se inaltcravel em em toda a provincia
o socego publico. Dos guarde a V. Ex. Se-
cretaria da polica de Pcrnamhuco 27 do leve-
reiro de 18i. lllm. e Exm. Sr. barao da
Boa-vista presidente da provincia.
Caetano Jos da Silva Santiago, cltefo inte-
rino da polica.
Illm. e Exm. Snr.Tendo em virtude
de ordens do V. Ex. e de meu dever recom-
mendado ao delegado do l.d.tricto desta cilia-
da que (izesse mu minuciosa averiguacSo
para descobrir-se qual o assassino que projec-
tava assassinar o dnutor Urbano '-abino Pessoa
de Mello, juiz do civel da 1.a vara desta cidade,
que o Diario novo de 2 iledezembro do anuo
passado disse fOra procurado em sua casa para
serassassinado e qual a pessoa, que deter-
minara semelhante assassinato passou tlito de-
legado mui escrupulosamente i proceder suas
indagaces em quanto o Diario novo esme-
rava-so em repetir a noticia de tal projetto ,
di nulo at que a polica nenhum caso faza
tic seus avisos proseguia a polica em suas
indagaces com o preciso segredo apezar de
ter a opiniao pblica manifestado, queaquillo
era plano di opposicao para constituir na pes-
soa do doutor Urbano um martyr lo seu parti-
do eatsim collocal-o na obrigafao de mas
se decidir por elle, e ser o partido do ro-
verno tachado de perseguidor do referido dou-
tor e de onde partiao as ordens para lal as-
sassinato Km resultado tas averiguaces
oflcrco i V. Ex. a exposico que araba de
enviar-me o referido delegado por onde ver
V. Ex. que o tal assassino nunca procurou a
casa do douter Urbano o tanto assim que
o nico indigitado por elles, como oque an-
dou de embuscada nunca foi visto no lugar
indicado pelo Diario novo o sendo apresen-
tado ( a mostra ) dos quo os tinhao visto, e
eonhecido declarrao urna voz que era
sim o, quarteleiro por elles indigitado como as-
sassino queandou de embuscada mas quo
estavo convencidos de que nao era o que se ha-
va encontrado; e com ilu crssou logo o iyano
noto de fallar em semelhante assassinato que
desde o l.annuncio eu o considerei como
urna patacuada c como tatica da opposicao
para detrahir ao partido do governo oeste
mesmo juizo (izero todas as pessoas a quem
incumb de averiguar, por quanto a ser exac-
m
Querem voces ser meus padrinhos ?
Do ba vontade, dissro elles.
Mas contra quem se batte voc? perguntou
Enguerrand.
Ha necessidado do nomear o meu adver-
sario.-'
Seria o sehagem ?
Tome-lbe sentido as unhas, diz Enguer-
rand.; esses animaes teem fingimentos muito
perigosos.
__Ora adeos estou no meu sexto duello.
Porque seria eu mais infelif amanha, do que
o tenho sido at o presente. Deseancem voces:
urna s cousa me desgosta ; a hora indicada
por esse extravagante. Como poderc eu er-
Eisaqui obilhetedoconde uer-me ta<> cedo !... eu que por costume dur-
de Mane, que me foi entregue na volta do ni o at o meio dia? O meu adversario tcm
uasseia muila pressa de receber a sua licao.
Sehor meu. Se os seus insultos s P.ta este esr,.rc.., diz Hoisrirher; se yor
mim se houvrao dirigido, ser-lhes-hia muito tardasse, poderla Hle suppor, que t.nha mdo.
B Med,,! eu !... Oh! levantar-me-hia con
i o sol. Tudo ser regulado, partiremos s seis
H Vide Diario n. 40, 41, H 46e47.
horas e meia em carruagem sem armas... O
meu medico nos acnrr.panhar. Tenho volita-
do de corrigir este Mane', mas nao de matal-o
A' proposito a mulher est hoje no theatro...
crelo, que a vi sem importunos, occorre-mo
a ideia do urna boa peca. Em quanto espero
batter-me com o marido, vu namorar a mu-
lher. Depois do terceiro acto procurare! es-
capar-me, e voces me observars j se sabe ,
com o devido recato.
Nisto tocou a sincta para erguer-se o panno ,
e os tres amigos voltro ao camarote.
Como o havia promettido, o baro deixan-
do a ta no meio dos seus oflkiosos cortezos,
parti intrpidamente para o camarote da con-
dessa que s e meditabunda eslava entregue
fristes reflexes. Ao vl-o ella n3o pode re-
primir um momento de espanto, do qual elle
tirou bom agouro ; mas, tomando logo algum
imperio sohrp s Hortcnsfs sssdcu o** a iviao
e sorriso o adamado visitante.
Ah disse ella, o snr. de Saintenac!
Custou-me conhecel-o.
I)igne-se V. Ex. desculpara minha indis-
cripcSo ; au pudo resistir ao desejo de vir ren
der-lhi' as minhas hoinenagens.
O snr. nao acertou com a occasio por-
que advirto-o que estou em um dos meus
mos momentos.
C^-SCOTBSJ
(o elles tendo rondas pelas ras e mesmo
unecionanos do polica a cada canto, por as-
sim dizer teriao muito depressa recorrido
elles; mas isso nao Ibes convinha esimlan-
car o odioso sobre o partido do governo e da
polica.
Isto posto fica desvanecida e destruida
mesmo semelhante larca.
E' quanto se mo oflercce dzcr V. Ex.
quem eos guarde mui felizmente. Secreta-
ria da polica de Pernambuco l) de fevereiro
del SU.
lllm. Exm. Snr. barao da Boa-vista pre-
sidente ta provincia.
O chefe interino da polica Caetano Jos
da Silva Santiago.
Illm, Sf. Cumprc-me participar V.
S. o resultado das indagaces |ue proced
para descubrir o assassino que se disse ter
apparecido cm casa do doutor Urbano Sabino
Pessoa de Mello juiz. do civel tiesta cidade,
no dia quarta-feira 20 de novembro as seis ho-
ras da tarde, aconlecimenlo que chegou
minha noticia nodiadous de dezembro prxi-
mo passado pelo Diario novo desse dia. Com
ossignats, e mais circumstancias apresen-
tadas por cssa folba e pela* informaces ,
que tomci de algumas pessoas, como dos cida-
daos Antonio das Costa llego Monteiro, e Jos
Migiiio do Miranda tratei do fazer minhas a-
veriguaces com a cautela e segrdo que a
polica demanda tomando no entretanto al-
gumas medidas, para impedir nova aggrcsso,
quando houvesse de repetir-se caso fosse
exacto o que se refera. Nada porm me foi
possivel descubrir, apezar dos esforcos que
empreguei em cumprimento nao s de meus
deveres como das recomincndaces mui posi-
tivas qne recebi do Exm. Snr. presidente ,
e de V. S. para que cuidasse d'esse objecto
com toda a editada .ecorn preferencia qual-
quer oulro. Continuando so porm pela im-
prensa a insistir na existencia do faci expon-
se novas circumstancias e dando-se enten-
der quo cousas haviao que nao podio ser
publicadas e quo se nao ignorava quem fos-
se o encarregado d'esse assassinato resolvi-
le ir casa do referido doutor, o quo tam-
hem me loi determinado por sua Ex. e V.
S. Essa minha resalucao todava nao pode
ter cITeito seno das depois em conse|uen-
cia de tercm 8pparecido n'esta cidade no ama-
rillecer do dia doze do mesmo mez dous indi
viduos assassinados, c outros dous feridos;
pelo que tive d'occupar-me na descoberta dos
assassinos, em cuja diligencia me no restava
lempo,por ser com eiTeilo trabalhoso lescobrir
os autores do tluas morios leitas quando as
ruasestavo solitarias, e nao hava quemas
-1-"1.'. iaijjaaa
V. Ex. se calumnia... Quantas senhoras
trocario os seus triumphos pela sua potica
solido seus prazeres pela sua melancola !
Nunca a vi mais digna do admiraran.
Essa a linguagem da moda... palavras
estudadas o depois repetidas por cem TOZOS,
l'ciisa o snr. urna s das cousas, que me dis-
se? nao; o snr. ama ve!, pulido porque
de uso.
Julga-me com severidade, Exm.a Senho-
ra; e porque nao habitara a franqueza no meu
coracao? Estou prohibido de admirar, nao
sou acccssivel um sentimento verdadeiro, na-
tural ?
Dos me deenda de pretender o contra-
rio, snr.; masjulgo, que os seus louvores sao
prodigalisados, e por isso perdem muito do seu
valor. *
Senhora se eu ousasie emprehender tra-
e-o uieiiior opiniuo meu respeito, respoo-
der-lhe-hia que anda nao pude achar urna
palavra de louvor, quando este me nao dic-
tado pelo coracao... pelo amor.
Hortensia ergueo ligeiramente os hombros ,
e disse, movendo o leque : Amor!... urna
chimra um sonho ligeiro... N3o creio nelle!
Nao er nelle, e possue tudo que o inspi-
ra e elle a circula nesses sales, onde todos
correm a vtM-a !... Ah I Excellenlissima nao
-^



'.."
podesso presenciar,fallando todos os dados para
chegar-se ao oonheoimento de quero el lea los-
se.n. Tendo descoberto feli/.mente esses as-
sjssinos consegu fallar ao doutor Urbano ;
fez~me esle una evposicao circurnstanciada de
todooacontecimenlo e me disse quo pelas
indagacoes, quesetinho feto j sabia o
ti n lia certeza deque fosse o assassino. Achei-
o bastante tomado de susto e terror e mili-
to persuadido do que o tinbao com efleilo
querido assassinar ; principio recusou-se afin-
cadamente declarar sobre quem recahao suas
suscitas,dizendo-me,que receiava aindamis o
resultado d'essa maniostaco. Fiz-lhe ver ,
que nao devia negar a polica o meio do descu-
brir, a fin de que fosse punido, um assassino ;
disse-me entao elle, que, quando mesmo dis-
sesso a polica nada obraria ; ficaria embara-
cada em suas pesquisas porque se descobri-
riio cousas que convera muitooceultar ; e
olio ento ficaria mas em perigo. Assegurei-
llie que. dcscobrindo-me elle o assassino, eu
prosegueria as minhas averiguaces, ficando
mu cerlo deque losse quem quer quo fosso .
seria preso e punido, por quanto ncnbuma
I consideracio eu tinba no desempenbo de meus
deveres. Conlnuou em sua repugnancia e
8o depois de muitas instancias, e seguranzas de
minha parte foi que me disse, que quem
fura secundo eslava elle convencido ;i sua
casa na mencionada noute com o fim dt- assas-
sinal-o, era o quarleleiro Felippe do corpo
de polica. Ento disso-llie eu que ia man-
dar immediatamente chamar ese individuo a
minha casa para principiar as indagacoes c
que necessario era que a prota a ama o
menino e mas pessoas que conheciio o as-
sassino, comparecessem ou entio que eu
mandara com cautela sua casa ondedeviao
na occasiao estar presentes todas aquellas pes-
soas. Elle entao concordou em que eu man-
dasse-o vir minha casa ; collocasse-o em una
das anellas do meu escriptorio das quaes dis-
tinguem-se perfeitamente as feicoes de qual-
quer pessua (juo esteja na varanda dos fundos
da sua casa e vice-versa e avisasse-o, por-
que elle fara ebegar na varanda as pessoas ,
que tinbao visto o assassino. Veio com effeito
minha casa o referido quartelero nao obs-
tante haver-mc dito o doutor Urbano que re-
cusava ir as casas do ex-capitao Miguel Alfonso
Forreira c tenonte Pessoa a quem era alias
subordinado, desconfiando do motivo porque o
chamavao. Colloquei-o na jonella determi-
nando ao meu ordonanca.que o cnlretivesse de-
mancira qu'elle estivesse com a frente para a
casa do mesmo doutor e a este mandei avisar,
de que o homem era o que se achava ao lado
do ordenanca. Chegrao as janellas do seu ter-
ceiro andar urna preta urna parda um pe-
queo e outras pessoas c depois de o terem
attentamente considerado mandou-me dizer
o doutor Urbano quo nao era aquelle o as-
sassino. Nao obstante isso mandei-lhc dizer
pelo doutor Antonio d'Assumpcao Cabial que
achava melhor enviar o mesmo individuo sua
casa para o que Iho dara eu um papel fecha-
do como officio para nao causar-lbo desconfan -
ca. Respondeo-me que nao era necessario ,
porque tinba sido examinado attentamente.
Em um outro din porm mandou-me pedir,pa-
ra que viesso novamente o homem, e eu pozes-
se-o no mesmo lugar, porque o lente Pefsoa
quera vel-o. Mandei-o buscar irnmedialanitTi-
le e estando elle na janella do meu escripto-
rio appareco na varanda o tenente Pessoa ,
quo loi do corpo de polica o depois de o
observar, mandou-me dizer, que nao era
preciso vel-o mais. Mandei perguntar por
escripia se era oque fora a casa do doutor
negu o amor, confesse antes, que nunca o
sentio.
Para que o amor existisse.tal como o teem
os poetas, pintado seria preciso, que su en-
contrassem duas almas igualmente nobres,
syiiipathicas, capazes dos mesmos sacrificios ,
chelas da mesma obrigaco Mas ha em ros
tanto individualismo qu esla troca de ternu-
ra quasi Impossivel. De dous amantes, um
d sempre mais do que o outro; sempre ha urna
victima.
Demasiadamente o sei, murmurou o ba-
rio com um suspiro.
A condessa deixou vagar nos labios um sor-
riso d'ironia, e voltou-se para a plateia. Depois
de um momento de sinlencio, continuou :
Decididamente, a indifferenca o pri-
meiro dos bens.
De sorte, que V. Ex. nunca amara ?
__ Niinrn .
Nem mesmo o sur. seu marido?
Porque nao ?
Entao ser V Ex. a victima... de que, ha
pouco fallava ; porque nada induz crer, que
o snr. de Mane saiba apreciaro Ihesouro com
que o ceo o favoreceo.
O Sr. engana-se. O Sr de Mane um
homem de carcter nobre e nenhuina censura
;anho lazer-lbe.
Urbano, rospondeo-me o dito Pessoa que
nio., Per^untei-llie mas se o individuo ,
quo acabava de ver era o quarleleiro Felippe
lo corpo de polica respondeo-me quo era
o proprio. Desappareceo deste modo a corteza,
em que estavao de ser reconhecido o suppos-
to assassino. Conlnuei ento em minhas in-
dogacoes, a ver se podera descubrir esse ho-
mem encapotado, que tinba apparecido em
casa do doutor Urbano as seis horas da tarde
do da 29 de novembro mas nada pude co-
ln-r.
Matbeusde Sousa Texeira sollicitador ,
pessoa de confianca affirma que oesso mes-
mo dia 29 estivera porta do doutor Urbano
desde as quatro emeia horas da tarde at de-
pos das ave-marias, nao se affaslando um so
instante d'ella e que durante e-.se tempo vira
nicamente entrar, e sabir sem que podes -
sem (aliar ao referid? doutor, Rodolpho Joao
Karata deAlmeida o doutor Peixoto de Bri-
to JoSo Nepomuceno Ferreira, Amaro Fran-
cisco d'Oliveira Moura um Portuguezinbo ,
o portocolista doescrvo Magalhies, e o offi-
cialde justica Josa Folis do tal este ultimo
estove com o dito Matheus quas toda tardo e
que nao vira entrar individuo algum com os
signaes dcscriptos em o Diario novo. E' o que
tenlio a dizer V. S. a quem Dos guarde.
Delegada do primeiro districlo do termo des-
ta cidade 17 de fevereiro de 18W. Illm. Snr.
doutor Caetano Jos da Silva Santiago, .
chefe de polica interino da provincia. O de-
legado do polica Joaquim Jos da Fonseca.
Secretara da policia de Pernambuco 21 do fe-
vereiro de 1814. Conforme.
Cavalcani de <1lbuquerqxie.
.M. J...--------
Varicdadc.
O systema frenolgico.
Se o systema de Gail, e seus continuadores
tivesse a exactidao e infallibilidade que es-
tes lite attribuem nada seria mais fcil do
que terem os homens cabal conbecimento uns
dos outro;, sem mais trabalho do que anda-
rem-so tacteando as cabecas mutuamente e
observando as bossas da estupidez da malicia,
ila ingralidao da velbacaria da inconstancia,
do amor, do odio &c. &c.
Se tal systema fosse certo que excellente
meio de azer boas eleees Chegado o tem-
po destas, esurgndo do todas as parles oen-
xame dos candidatos, os eleitores, para votar
com acert, nada mais teriio que fazer do
que apalpar as cabecas dos quo Ihes fossem pe-
dir votos, e decidirem-se segundo as bottat.
De balde um dos prelendentesdiria ao eleitor
Eu sou Humado em sciencias jurdicas, eso-
ciaes, e por tanto pertence-me ser depulado.
O medico dira Frmei-mc em medicina :
sei receitar sangras, bichas, charopes opi-
llas e conseguinlemente estou no caso de ser
representante da naci que nunca deixa de
andar doente O padre ( vio tambem os pa-
dres para naojiaver razio dequeixa ) diria
Esludei theologia sou instruido no Larraga ,
&c. c por consequencia devo ser depulado.
Ojuiz de direilo dira A mm, exclusiva-
mente compele representar a naci ; porque
ja lenho um p no poder judicial: agora'pre-
tendo por o outro no legislativo, e d'ahi entra-
rei fcilmente no executivo e tudo me Reara
em casa com grande honra minha e proveto
dos povos. De balde se alegariio milhares
de raides : o eleitor ( que devia ser versado na
frenologa ), apalpando as cabecas responde-
ra Nao, meu bacharel jurista eu encontr
de baixo do seu occipital um tuberculosinho ,
que signal phisiologico e pathognomonico
Amedeo mordeo os beicos ; mas o que elle
tinha sabido de manhia Ihe forneceo o meio de
tirar a sua desforra.
Estou longe, disse elle, torcendo osblgo-
des, de por em dvida as altas qualidades do
Sr. seu marido ; mas poderia dizer-lhealguma
cousa sobre o seu amor. .
niffa meu Sr.; disse framente Hortensia.
Ou eu me engao ou o Sr. de Mane nao
Ihe communicou um requerimento que fez ao
ministro da guerra meu prente. .-
Que requerimento ?
O Sr. do Mane deseja entrar outra vez
em servico activo o ser enviado para a frica...
Hortensia a perln vivamente o leque, e levou
um rainalhete de rosas ao nariz. Amedeo tri-
umphava inteiramente. Elle se despedio da
condessa ; esla havia recobrado toda a sua so-
renidade, e disse-lhe com voi carinhosa :
O Si. ii amanhaa ao baile de lady Har-
wood?
V. Ex. vai ?
Sim, senhor ; nao posso faltar essa boa
lady.
Entao nao faltarei essa funecio.
Pois alamanhi.
Sim, minha Sra. ; amanhaa paza V. Ex.
o triumpho, para mim o exlase.
O Bario sabio. Alguns momentos depois a
de indigencia de ideias ; e i vista desta prova
infallivel nao serve S. S. para depulado : tai-
vez fosso excellente bolieiro senio errasse a
sua vocaco. Ao medico diria Snr. Dr. ,
as suas tmporas o seu sinciput, o seu sphc -
noide ectbmoide indicio evidentemente, que
ha no snr. leve/a de sciencia abundancia
de vaidade e ausencia de talentos por tan-
to cuide em outra cousa v despachando os
seus doentes e deixe-se de querer ser deputa-
do &c &c.
Que grande criterio para o acert dos caza
mentos! Os nubentes, bem instruidos naslheo
ras ile Gall, devoriio apalpar-se reciprocamen-
te as cabecas para conhecerem-se de parte a par-
te os seus genios e propensoes. Em vio o
noivo se inculcara por fino amante e de urna
fidelid ide inconcursa ; porque a noiva, tacte-
ando-lbe por entre a gadelha us bossas do cr-
neo dir-lhe hia Va-se d'aqui ; quo V. um
refinado impostor, e lio voluvel como urna
borboleta. Por de mais tambem a nova se
mostrara urna pombinha sem fel: pois o noivo,
apalpando-lhe a cabecnha, dir-lhe-hia Nao
me serve a senhora para esposa : descobrl-lbe
as bossas da malicia do genio ardenlc edo
ciume : nada nio estou para viver no inferno
desde esle mundo.
Tambem o governo nio devora despachar
nnguem sem que previamente Ihe fosse exa-
minada a ca liega por urna junta de frenologis-
tas abalizados, pelos quaes urna vez observa-
das e conhecidas as bossas da estupidez., ou
da velhacaria do genio anarchico ou dela-
pidador, fosse lavrado termo de incapacidade
dos pretendentes, e estes mandados lava sem
mas cerimonia. Em todos os negocios, em
(odas as relaces sociaes de quanta vanlagcm
nio seria a verificacio previa do svstema de
Gall!
pezar do muto que se ha dito e escrpto
contra a sciencia frenolgica, indubtsvel ,.
qu existe um natural, que nio pode ser intei
ramente apagado nem pelos acoites, nem pe-
lo patbulo nem por meio algum que per-
lenca s forcas humanas. Cada individuo, ca-
da naci tem sua parte desse natural teimoso ,
e refractario. Um Atheniense vivo levano ,
bravo amigo dos prazeres o das boas artes ,
nunca podera submetter-se ao jugo austero, e
vigoroso das leis de Lycurgo ; um Lacedemonio
triste severo, inimigo das gracas, e recreios
do espirito, rr orreria de ndignacao, ou de zan-
ga no meio das testas de Alhenas. O Bcocio era
um pouco lerdo, o Sibarita indolente, e a-
feminado. Que differenca nao vai d'um Ca-
raiba, comendo carne humana, e um habitante
das margens do Ganges com um cestinho na
mi tirando do caminho os mais humildes in-
sectos com receio de os esmagar! Mas d'onde
provem essas diversidades de humor e como
que homens, cuja cabeca corpo e ex-
tremidades sio feitos da mesma maneira que
todos possuem os mesmos sentidos o a mesma
organisacio, eaprcscntao tantas desigualdades,
e opposicoes em seus caracteres, em seus gos-
tos, e propensSes ?
Se consltennos o legislador, elle nos dir ,
que tudo provm das inslituices sociaes que
forma-se um povo por meio da religo da
educacio e das leis como se modela um
vaso na roda: e assim, mudando de escola, con-
verter-se-ia um Atheniense em um Espartano,o
vice-versa. Se nos dirigirmos um pbilosopho,
este recorrer ao inlluxo dos climas di/endo ,
que elle quo faz os homens pesados ou
levianos, engenhosos, ou estupidos, benignos,
nu ferozes assim como o mesmo clima que
os faz negros, brancos, bronzeados barbu-
dos ou imberbes.
condessa levantou-sede repente, desappareceo
como urna sombra c em pouco tempo se poz
em casa. Appareceo-lhe logo a sua criada," que
toda admirada Ihe disse;
' Que Sra. j de volta!
Sim, eslava um pouco fatigada ; minha
lia ja chegou ?
Acaba de entrar.
Bem.
Hortensia alravessava a antecmara, quando
vio sua tia quo inquieta Ihe vinha ao en-
contr.
Que foi isso, minha chara menina? diz
Mme Valleray, mostravas tanta vontade de as-
sistir essa reprosentacio, e voltas no meio
dellal
Que quer Vm., minha lia ?... come-
cei a aborrecer-me.
Aborreceres-te. n (ha i verdade tu me das grande inquetacio.
Nio tenha cuidado, diz Hortensia, desa-
tacando ao p do fugio os braceletes, que a
criada recebia. Isto nio mal que ature.
D'oulra vez estarc alegre... Amanhaa mesmo
quero ir ao bailo de lady Horwood, o dansar
i sem descanso.
Anda bem dverte-le, gosa da tua mu-
cidade, da la belleza, da tua fortuna ...
(t urna asneira condemnar-se a gente so-
0 Dr. em medicina e phisiologisla ser
d'outro parecer : elle admillir o systema dos
temperamentos: elle nos provar, que todas as
nossas inclinacoes defeitos, ou boas qualida-
des vecm da combinacio dos nossos humores.
So somos tristes, fracos, e pregucosos por
causa da predominancia muscosa : se somos
sombros atrabilarios o hypocondriacos,
provm isto da predominancia biliosa : se gos-
tamos de beber de cantar do fazer repetidas
sades no meio de um alegre fcslim ; temos a
predominancia sangunea.
Veio depois desles o sr. Gall, e disse : o ho-
mem ainda nio est suficienlemente estudado.
Nao nem a influencia das leis nem a dos
climas, nem a dos temperamentos, que produza
diversidado dos gostos.das propensoes,e das a-
culdadns; sim a disposicio dosorgios.eacons-
tituicio do cerebro. As primeiraa invesligacoes
desse doutor lorio sobre os animaos, e d'ahi ex-
plicou as do homem. Vio, por exemplc.que os a-
nimacs.que se reproduzem sem a uniio dos dous
sexos,nio teem cerebcllo;edepois tambem reco-
nheceo, que os que possuio maior porcio deste
crio os mais apios para o culto do Cythera.
Fa'cndo deste descobrimenloapplcacio ao ho-
mem oblevo os mesmos resultados, e d'ahi
concluio que o cerebello era o orgo deslina-
do presidir aos prazeres amorosos Em o re-
no animal examinou as cabecas de aves mais
eminentemente dotadas da faculdado de enn-
lar; e reconheceo em seu cerebro um orgio ,
que jamis nunca se encontra nos animaes mu-
dos ; dondo concluio que esse orgo era o da
muzica. Passou-so cabegas humanas; c quan-
do achou o tal orgio mais extenso, e mais bem
constituido, quenosoutros individuos, per-
suadio-se que esses entes privilegiados devio
ser Mozarts, Cmarosas, Paers, Glucks, M-
hus Gretrys Barllis Calalanis, ic., &c:
e suas observaedes nio se desmentirao.
Os mesmos esludos fez nos animaes, dotados
de faculdades differentes como os quo vivem
de rapia os que se distinguem pela malicia ,
&c.; e em cada esludo reconheceo, que a or-
gani/aco do cerebro variava, segundo estas di-
versas inclinacoes. Quando Gall appareco ,
mu i los imaginario que elle vinha ler a buena
dicha na cabeca de todo o mundo. Esta ideia
derramou o susto por nnumeraveis familias;
porque lodos lemiio, que a mao dodoulorche-
gasse revcllar indiscretamente muitas fraque-
zas. Um, elevado alto cargo, receiava que
Ihe prov issem a sua incapacidade : outro, pre-
sumido de grande sabio, trema de que Ihe
descobrissem o orgio da nullidade. Receiava-
se urna reforma geral: s as boas cabecas aguar-
davao o exame impertrritas, e socegadas
Su as senhoras nao se assustrio; porque qual
seria, a que recebendo em sua casa o doutor
Gall, nao se lisonjeasse, de que Ihe tirasse o
horscopo, cachasse em as rotundidadosda
sua fronte das suas tmporas do seu occipi-
tal o signal evidente da graca, do gosto, do es-
pirito e do todos os talentos? Mas o nosso
phlosopho era cauteloso e reservado e com
muito lento e prudencia manfestava os re-
sultados dos seus esludos. Elle descobro, que
a amplidio do occipital que inclina paraos
lo illiiinii". favores do amor, mam Cesta se muto
mais na classe masculina quo na femnina :
e d'ahi inferi que o pudor nao urna virtu-
de da sociedade urna palavra d'invencio hu-
mana : pelo contrario a nature/a oulorgou-a
lodos os entes da especie Cernea, como urna pre-
rogativa que augmenta e d novo realce
seus atrativos: por isso conservava muilos cr-
neos de mulheics que confirman a sua obser-
vado e cujas formas dio um teslemunbo edi-
ficante da sua modestia e castidade.
lidio. Ninguem agradece esses sacrificios muito
louvaveis, mais desennhecidos.
Vm. estava oceupada, minha tia?
Lia urna novclla.que muito mo interessa.
Estou n'uma passagem, quo parece ter si-
do escripia a leu respeito : truta-so do um ma-
rido injusto suspsitos^, ingrato em fim,
da especie geral; mas esso l nem trata ao
menos de encapar os vicios. Queros tu ouvir
algumas paginas?
Obrigada, minha boa tia ; isso a fatigara.
Engaas te ...
A condessa havia-sc chegado para urna janel-
la, e tinha levantado um lado da coitina.
Oh! disse ella entre os denles, nio ha luz
no quarto de ...
E parou. A tia fez um gesto de desen-
tentamento, e disso com certo azedume:Que
te iii|jnii.i Esse iiomam un esiianho
para ti. Na da tua conta, se elle escreve,
passeia, ou dorme.
Tem razio, respondeo Hortensia, com
urna toz, que indicava a mais perfeila Indif-
ferenca. Estou prompta ouvil-a.
A tia pegou no livro, e chegou-so para o fi-
go. A criada appareco, e disse tmidamente.
Sra. condessa. .
Que isso! gritou a Sra. Valleray, vol-
tando um pouco o rosto para a criada,


ToJavia como nao lia regra som cxcepces ,
ambom achou crneos lemininos que oxce-
diio muito as proporcei quo a decencia tem
marcado. O mesmo Gall conh.-cco urna mu
IIiit cu|o occipital era do urna dimonsao es-
pantosa ; e esta mesma mullier tinha em grao
supremo o orgao da llicosophia ; c fdrea do
religio e pieade vencia as propenses d'a-
quelle orgao. Qual nao seria a nuca de urna
Pasipho que nao lomeo expr-se as dores de
lar luz o minotanro ? Da celebro Phedra, e
da famossima esposa do estupido Claudio, cu
jos'cxcesso pintou Juvenal. com tanta energa ?
O doutor Gall em suas primeiras investiga-
rlos notou duna cousas: 1 *, que a cabeca das
mullieres distingua so da dc.s homens por urna
sabida notavel na parte posterior ; 2.*, que ti-
nha urna serne'hanca singular com a cabeca do
macaco. O que pretendeo ello tirar desta ana
logia ? SuppV. que essa prominencia do oc-
cipital colina o orgao da malicia, c que as mu-
llieres a esso rospeito tinho alguma cousa de
rom mu m com os macaco*,. Estas indueces
nao erao de certo, nem g< .Untes nem respei-
tosas. Gall como hon.iem polido c corlez ,
ro|oitou-as, e dec-se a novas investigacocs.
Kilo reconheceo qrj8 muitos homens aprc-
sonto como as muMieres, a cabeca sabida pa-
ra traz ; e osses hoi nens sao pela mor parte os
melhores do mun.b j t os maridos mais benig-
nos, eos pas m ,s ternos. Alcm disto sa-
bido que os m;,cacos, que parecen, tao pou-
co susceptiveis Je sontimentos tornos aflectu-
osos, e melan1 jJlicos, frmao todava a especie
mais sentimer ,ta| de todos os anmaes. A ma-
caca antes se deixaria fazer om pedacos. do que
trabir osde eres do amor maternal. Eis por-
tanto um Jescobrimento seguro honroso para
o bello s exo o defendido de todos os epi-
grarnmr .s.
Mas este proposito eleva-se urna terrvel
objec jao e vem a ser : todos sabem u facili-
dad*' com que se converte um gallo em car, ao,
e C,;,!! nos assegura, que nos gallos mui pon
C'j notavel a protuberancia da philogenesia
Entretanto se llie arrancao as pennas do papo ,
e o acoitao com ortigas de ropente descnvol-
ve-se-lhc o orgo da tal philogenesia. O ca-
pao choca ovos, fa sahir os pintsinhos co-
bre-os com as azas, defende-os das aggresses
do inimigo prehenchc (inalmente todos os de-
veres de urna mai terna generosa, e eheia de
extremos : e tanto 6 isto verdade, que taes ca-
pes sao denominados cm alguns lugares dos
nossos mattos por capes creadores D'onde pro-
vem esta nova dhposicao? Outra objeceo.
Tem urna mai dous filbos; ama a um e\tremo-
samcnle e tem horror ao oulro. O que vem
a ser neste caso o sou orgao phii gensico ? Se
r elle susceptvel de adoieoes oppostas c con -
tradictoras ? Podera estar ao mesmo lempo
em exercicio e em repouso ?
O doutor Gall.nfatigavcl apalpador de cavei-
rasdeanimaes e do homens em tudo des-
cobrio bossas e as bossas achou a razo suf-
ficiente dos talentos, das propenses, &c. ,&c;
at achou a bossa do furto! Mas que argumen-
to irresislivel se nao podo oppr a esta parte do
seu systema! Tendo sido todos os bens origina-
riamente communs entre os homens parece
evidente, que pela natureza nao existe furto, o
qual resulta de urna instituicao puramente so-
cial ou depo do estahelecimento do direito
de pr'opriedade : logo parece impossivel reco
nhecer a cansa phisicaile umoTeito demora con
venciio. Que existo em alguns homens urna
grande c decidida tendencia para o furto
um facto que so nao pode negar. Ja o sa-
bio havia dito Aquce fartive dulciores et
pamt absconditus suavior que corresponde
pouco mais, ou menos ao proverbio: pSo fur-
tado mais saboreado. Santo Agostinho hu-
! mildemento confessa havor tido urna lerrivel
; propenso para o furto o que furtava macaos
s pelo prazer de (urtar ; porque nao gostava
dolas, e n as comia. O ritesmo Gall fa/.
mensao do una senhora alias mui honesta,
que, em estando grvida, os entojos que sen-
ta erao um desojo irresislivel de furtar; tan
to que, visitando urna sua amiga nao encon-
trando outra cousa, que furtar, agarrou a pres-
sa uma compoteira de doce de calda, c despejou
parte della no seio.
E o que diremos da bossa da crueldade ? O
nosso doutor conta entre outros muitos actos ,
que um boticario de Vicnna d'Austria tinha tao
sanguinaria nelinacao, que, largando o almo -
Cariz, e os outros innocentes exercios da sua
profissao, foi olorecer-se para ajudantedo car-
rasco I', sabido que ero desd'a menenice
mostrou grande propenso para a crueldade, a-
pezar dos excellentes mestros, que tevo. Fi-
nalmenie soja, oque fr nao me metterei nos
dobuxos de sustentar nem condemnar adou-
trna frenolgica saliendo alias quo muito
se tem escripto pro o contra. Mas so lsse
exacta e ao alcance de todos mutas duvidas
se tirariao c andariao os homens apalpando as
cubecasuns de outros para se conhecerem. o
que mudancas nao haveriao no mundo !
Copia de uns versos de despedida de um
mar ujo
Rou-me embora desta trra ,
Fallo corn quem me merece :
Se me nao faltar a Inda ,
Quem bibe sempre apparece.
G L o z A
1.*
A bida de passarinho
mui boa na bordado ,
Boando bai cdade ,
Tat toni sou buraquinbo :
Quando te dorem o pori|uinho ,
Agarra-o nao facas guerra :
A pior bolha 6 a (|ue verra ,
Muitos c.....o nao se sonto ;
E eu por nao sofrer tal gente ,
Bou-tnc embora desta torra.
a.
De dia fogo a coruja ,
Oque doudo nunca para ,
O que ama nao repara ,
Se a mullier tem cara suja :
Quem tem muito leite muja ,
E d a quem o merece ,
O quo nao come enfraquece ,
Da sustancia o pao de 16 ,
Do femeas nao se tem d ,
Fallo com quem me merece.
3.1
O que lioni partidario
A pelmtras nao di cabo ,
.Manda todas ao diaho ,
Que as excommunguo o bigario.
E tambem ocompadrario
Tem uma continua lida ;
Muito de uma ferida ,
Que I he dei tao pos dobrados ;
Brr-te-hei por meis neceados ,
So me nao faltar a bida.
Disse-ma um grande expericnte .
Que o muito toucinho enfra ;
O marujo tem mi cara ,
O balento mata a gente ;
O amante, oslando auzente
Muita gonia padece,
O Irovo grande entristece ,
De cana se faz melado ,
Inda qu'eu b degradado ,
Quem bibe sempre apparece.
'"^10,
Querem fallar minha ama.
EentSo quem? pergunlou Hortensia.
E o Sr. ... .,'],,
M. Valleray deixou cahir o livro, c disse
....... -!<><<- -e
"~. T UlliUMUtl-U
A est hora!. .. que endeeencia!... nos
nao podemos recebel-o.
Porm, mint.a ta, recusar abrir-lho a
porta seria urna incivllidado .
Monos grosseira do quo a sua .
Creio, que Vm. se engaa. Elle sabe,
que eu ostou em cusa. .. Quero sabe, se
tern alguma cousa importante communicar-
me?
Crianca! Deo-lhe na cabeca fnzer-to pas-
sar mal a noute. o sem dvida imaninou al-
guma siena de repreriences o injuna-.
__AUnal, se a ua visita a ucuimiiuda, vou
mandar-lhe dizer, quo aguarde para amanba.
Vai. Eliza, dise ao Sr. que amanhaa, polo
moio dia, Ihe poderei fallar.
A criada tomou apparecer no flm do trez
minutos, e disso:
O Sr. desojo (insolutamente cotrar.
Ora esta! oxelamou a lia, 6 grande obs-
tinaran. Que decides tu ?
Hortensia, toda cummovida, e abaixaudo o
rosto coberto de ruber, murmurou:
Eliza, dizc ao Sr. conde, quo pode entrar.
Adhcmar appareceo na porta; eslava de
casaca preta e do chapeo na mo, como quem
Inhfl de fra. Saudou res'^iloswmente a
condiss, e com freisa a tia. Esta, quo mal
se conlinha, disso toda expivitada:
Quo motivo nos da a honra do sua vtsita,
meu Sr. ?
Antes do me explicar, devo dar as m-
nhas escusas Sra. Muito receio de parecer
indiscreto.
ComeTeito... diz a tia.
Dirijo-me Sra. de Mane. Sfl tanto
insist, porque soube, que tinha voltado do
tbeatro, e quera approvcitar a accasiao, que
nunca filil: se uTeicceid.
Eulao mo me en*anr3o, Sr. diz Hor-
tencia... Intenta ir-se embora, e entrar no-
, vamentu eu ervico? ...
Ignorava, Sra., que so llie houvessem
communicado as minhas aeces... Isto a in-
4eressa tao pouco!
Na verdade, interrompeo Mra*. V alleray,
ella nao tern ra3o para se oceupar do uma
pessoa, que tanto desdern Ihe mostra.
, A Sra. labora em erro, diz Abhemar com
Hendimento do din 27.......... 8:563tf339
!>rsrrri'gtjo hoje 28
Hrigue H'l'ididno ac.
Brigue /tolla diversos gneros.
Barca Albina Clara diversos gneros
Barca Espirito-Santo diversos g-
neros.
Barca ingleza (/'m.-Russel diversos g-
neros.
Brigue suoco Julia taboado.
Brigue Colombo sal.
Barca James Stuart bicalhao.
Brigue inglez Mdium carvao de pe-
dra.
Brigue Cicely manteiga e carvao.
Slovimcnio do Porto.
Navio entrado no dia 27.
Nova-Hollanda ; 07 dias ; galera americana
Montyuem>', do 42i toneladas; capitao
Wm Babor ; equipagem 31 ; carga a-
zeito.
Navio saltillo no mesmo dia.
Maranhao ; patacho americano Hastleij ; ca-
pto Goorgo \V. Bearbor; carga farinha
I gantes o oflicio abaixo transcripto que Ihe
ioi dirigido pelo Exrn. Sr. presidente da pro-
vincia do Maranhao.
Secretaria da provincia de Pernambuco em
26de fevereirode 1840.
Casimiro de Sena Madureira.
OPPICtO.
Illm. t Exm. Snr. Participo a V. Ex. ,
fimde que se digno mandar fazer pblico
para conhecimento dos navegantes, que du-
rante os me/os de jutlio e agosto docorrento an-
\ no estar apagado nesta provincia para so
fazerem as obras necessarias o pharol edifica-
do na llha-de-Santa-Anna,situada em 2.a, 10'
o 18" de latitude Sul,e334 10' e 40" de lon-
gitudedo morididiario da margem occidental
da [Iba-do-Ferro, comformo a carta do coronel
Antonio Barnardioo Poreira dol.ago. Dos
guardo a V. Ex. Palacio do governo do Ma-
ranhao om 20 de Janeiro do 1814. lllm. e
! Exm. Snr. barao da Boa-vista presidente
i da provincia de Pernambuco,Jernimo Mar-
tiniano Figueira de Mello.
Le i lo es.
EIj'Cs.
-O Hlm. Snr. Antonio Pedro do Sa Bar -
roto, tonentc-roronel do estado-mainr do excr-
cito ecommandante das armas desta provin-
cia manda fazer pblico que no dia 7 de
marco prximo vindouro, pelas 10 horas da
mandila na secretaria militar, ter lugar po-
rante oconselho extraordinario, designado no
artigo 22 do regulronlo de 17 do fevereiro
de 1832 a arrenialacao dos medicamentos
precisos ao doentos do hospital regimonlal no
anno corrento segundo o formulario compe-
tentemente organismo ; e manda outro sim
convidar aos senhoros pharmacoulicos,estalicle
cidos nesta capital comparocerem no indi-
cado dia hora e lugar para o lim de offe-
rocerom os seus leos. P.ecife 27 de fevereiro
de 1844. O secretario militar.
Faancisco Camello Pessoa de I.acerda.
q Dr. Francisco Rodrigues Sette, juiz munici'
pal da primeira rara do termo do llecife, po
S. M. I. e C, que Dos guarde, etc.
Faco saber aos habitantes desto termo, em
virtud do ordem.q' para isso recebi rio Exm.sr.
presidente da provincia, que pola ordem do tri-
bunal do tbesouro publico nacional de 19 do Ja-
neiro ultimo ro marcado opraso de seis mezos
para findar a substituido das notas do 5S000,
IOSO0O, e 208000 rs. da primeira estampa, de-
terminado p.las ordena do 11 da marco de 1850,
o 12 de fevereiro e > de de/embro do 1841, 0
qual de?er expirar seis meses, depoisquopor
editaos da thesouraru d'csta provincia Or pu-
blicada esta determinacJ, flcando as notas, que
nao torera apresentadas ao troco al o flm dal-
le, suRoitas d'abi om (liante ao descont succes-
sivo do des por cento em cada mez na forma do
artigo 5. da Ioi numero 53 de 6 de oulubro de
1835. E pera que chegue a noticia de todos
mandei lavrar o presente, que ser publicado
pela imprensa, e alRxado nos lugares mais p-
blicos do termo. Dado o passado nesta cdade
do ltccifesobo meu sinnal e sello deste jalao,
ou valha sem sollo ex-causa aos 8 do fevereiro
de 18H. Eu Luiz Francisco Corroa de Brito,
escriva o escrovi.
Francisco Rodrigues elle.
Declaradlo.
Sua Ex o Sr. presidente da provincia man-
da fazer pblico para conhecimento dos nave-
energa .. eu consagro muita estima Sra.
condessa. Ella merece ser feliz : e a lasti-
mo por nao hayer encontrado o homem, que
ella poda amar.
__Sr... disse cm voz baixa Hortensia :
deixernos o passado ... nao recordemos lem-
brancas tristes. Que tinha a communicar-me?
Adhmar callou-sc por um momento, e
olhou paro a Sra. Valleray. Esta entendeo.
Sou talvoz aqu do mais? pergunlou ella
irronicamente.
Nao Ihe occultaroi, disse o conde, que
desojo estar a sos corn a condessa.
Sinto muito; mais nao devo deixar minha
sobrinha no momento, em quo ella est expos-
ta as suas amargas palavras.
w,--. *n ni rftmfl ainurrru nalawrn en ln
escapado da minha bocea, imputo-a a Vm.
,\ mim! engracado!
Sim, Vm. minha Sra,, que se collo-
cou entre nos, como uma conselheira, sempre
pestes a soprar discordia.
ileconheco nisto as suas civilidades or-
dinarias. Mas perde o seu trabalho, porque
nao me rotirarei.
Sra., disse Adhmar com o mai..r san-
guu fri, nao me laca lembrar, quo, estando
eorretor Olivcira (ara leilo de grande
sorlimento de lazondas. as mais proprias desto
morcado e que continuar vender sem li-
mites; quarta foira, 28 do corrento, s 10 ho-
ras da manha em ponto, no primeiro andar da
sua casa na ra da Cadeia.
Russell Mellors & Conipanhia frao lei-
lo. por intervenco do eorretor Olivcira de
muitas fa/endas ingle/as avariadas e oulras
limpas ; quinta foira -2) do correntc. s 10
horas da manha em ponto, no sou armazem
na ra da ("adeia.
\visos diversos.
= U sr, F. .1. S. nocir, no praso do 3 dias,
contados da data desto, man.lar pagar a pesso,
que nao ignara, 68,800rs. saldo da quantia
(le 138,800 rs que, ha bastante lempo, deve a
essa pessoa de quorn se dizia amigo ; mas que,
ape ar dessa amizado apezar dos continuados
pedidos e instancias d essa pessoa ape/or
mesmo de saber, o ver que olla vive sobre
uma cama, sem meios de tratarse nao tem
at hoje curnprido o seu dever o palavra, tan-
tas ve/es dadas fazendo esse pagamento. Se,
porm o nao li/er no prazo cima marcado ,
naosequeixe do ver seu nomo publicado por
extenso com todas as circunstancias quo
dero lugar a essa divida um pouco desairo-
sas ao Sr. S
O annuncianto previne aquellas pessoas ,
que por ventura tenho no seu nomo iguaes
lettras iniciaes, e que houvcrcm de Ihe dirigir
perguntas que, nao podendo responder a to-
das o seu silencio importa negativa pois s
responder a pessoa quem se dirige se esta
fr tao inconsiderada quo Ihe faca alguma
pergunla i respeto.
= Felippe Santiago Colmenero retira-so
para fra da provincia.
=a Maria Joaquina, Portugueza rctira-se
para Portugal.
= Jacinto Ignacio de Almeida Jnior, che-
gado, ha pouco, do Rio-de-janeiro retira-se
para fra do imperio.
Perdeo-sc uma chavinha de ouro de
relngio na casa dojury no dia 24 dn cor-
rente ; quem a achou querendo restituir ,
dirija-sc ao paleo do Carino na venda por
baixo do sobrado do doutor Ibiapina.
= \ ictorino do Souza Travasso embarca
para o Rio-de-janoiro a sua escrava Joaquina ,
de nar'i Angola.
Arrenda-sc o primeiro andaa da casa n.
18 da ra do Fogo: a tratar no sobrado n.
44 da ra do Queimado.
em casa do minha mulher, estou na minha
casa.
Sua mulher!... S o no nome. ..
Minha tia! disse Hortensia agoniada.
Moito hom. minhn sobrinha ; queris
par acaso defendel-o ? Seria bem extraordi-
nario depois do quo delle me tendes dito.
A condessa pode ter-lhe confiado todo o
mal, que pensa do mim: mas isso nao razo
para que eu renuncie ao nico diroito, de que
nunca prescind, o de fallar Sra. dos seus into-
resses. Kopito-o, preciso ter com ella uma con-
versaco, que ser provavelmente a ultima.
Se Vm. pozesso por mais lempo obstculo aos
meus desojos, seria provar sua sobrinha,
que a nao ama o quo escrava do sous ro-
|nnavvj
Hortensia luncou um olbar supplicanto
sua tia. Esta levantou-so e disse cm tom ce-
rimonioso:
Eu me retiro. .. pois que assim no-
cessario para satisfazer a minh chara sobri-
nha... H Ttensia, esperar-vos-hei aqui per-
to no meu quorto.
E saino com um castical n'uma m5o, e
sua novella na outra.
{Continuar'$t-ha.)


t -'
=s No da 20 para 2i do corrente fuitariio
da casa de Jos Mara l'almeira na ra do Vi-
duo n. 1, um sacco cslrcito do brim velho ,
contendo uina ponao do mappas pouco usa-
dos; roga-se a pessoa a qucm forem n Acrecidos
ou dolles livor noticias do os mandar entre-
gar na nv'sma casa que ser recompensada.
s OITcrccc-sc um rapaz Portugue/. de 16
annos, para caixero de qualquer arrumaco,
ou de ra ou para caixciro do algum enge-
nlio dando fiador a sua conducta; quem de
seo prestmo se quizcr utilisar, annuncie.
Um rapa/: Brasileiro que escrevc l>em,
e tem pratica de escrcver processos senten-
cias c todo e qualquer papel judicial, se o flo-
rece .a qualquer snr. advogado, e cscrivao para
odilofim, promettcndo muita actividade e
por menos que outro qualquer e que mes-
mo escrever em sua casa ; quem o pretender,
dirija se ao principio da ra do Rangel, loja
n,3.
Quem annunciou querer fallar com a
senhora D. Marianna vitiva do fallecido Joo
Goncalves de Faria dirija-so a ra da Cadeia
do Recife loja n. 43.
= Quem precisar de um caixeiro Portuguez,
que sabe ler.e escrever, para tomar conta deum
venda dirija-sc a ra do l.ivramento n. 13.
U-se dinheiro a juros con) penhores de
ouro ou prata ; na ra da Praia armazem
n. 22.
= Joaquim Ignacio subdito Portuguez,
retira-se para a llha-de-S.-Miguel.
A
de sedss para cobrir chapeos de sol; o tambem
se concertao com toda a perfeicSo e por m-
dico preco.
Quem precisar do urna ama com muito
boa) leite dirija-se ao Atterro-doj-Aflbzados
n. 37.
LOTERA
DAS
Memorias Histor'cas,
Bernardo Fernandos Vianna comprou por
<*onta do snr. Joaquim Fiuza Lima da cidade
gunda lotera de N. S. de Guadelupe, n. 2872.
Aluga-so metade de urna casa em urna
das principis ras, a urna senhora capaz, com
pouca familia ; no pateo do Carino n. 2V.
= Aluga-sc o primeiro andar da casa junto
a do snr. Bellem no Forte-do-Mattos; a
fiMar.com Jos Itibeiro de Brito, na sua pren-
sa no mesmo lugar.
Quem precisar de urna ama para casa de
um homcm solteiro ou de pouca familia a
qual engomma c co/inha dirija-sc a ra
dos Aeouguinhos n. 2.
O snr. Antonio Jore Marques Guima-
raes queira procurar urna carta vinda do Porto,
na ra do Quemado n. 42.
A pessoa que annunciou precisar de
500 a GOOj rs. a juros sobre bvpotheca em cs-
cravos mora na ra das Trincheiras casa
terrea n. 18 em que se alugao cavados.
Quem precisar de urna ama do leite for-
ra dirija-se a ra do Aragao n. 1 segun-
do andar.
O abaixo assignsdo por esta folha avisa a
tolas as pessoas, que delle precisarem o p-
dem procurar na Capunga no sitio do snr
Joao Cancio, ou no Hospital de polica ; o mes-
mo abaixo assignado roga ao snr Reg, que
tev loja de calcado no Atierro da-Boa-vista ,
que por obsequio annuncie sua morada, que
se Ihe deseja muito fallar a negocio de seu in-
teresse. iManoel Jos da Silva Relio-monte
Mara Joaquina de S. Thom substi-
tuta dascadeiras deprimeiras letlras de meni
as participa a todos os pas de meninas, que
pretende abrir a sua aula a 4 de marco ; quem
de seu prestimose quizer utilisar, dirija-se a
Rua-dreita n. 64
= Quem tiverum bom escravo bonita fi-
gura e sadio que o venda para pagamento
de debito v na l'raca-da-indonendencia, lo-
ja de Antonio Felippe da Silva n. 21 ; tam-
bem se precisa de urna ama para casa do pouca
familia nao sendo moca na mesma casa
n. 21
A pessoa que tiver urna crioula de ida-
de de 3 para 4 annos que a queira vender ,
annuncie por este Diario a sua morada.
Quem annunciou querer comprar urna
negrinha de 10 a 12 annos, sem vicios nem
achaques merend urna crioula, de 10 a
12 annos, sem vicios nem achaques, a qual
sa vende para se comprar urna negra quesir
va para trabalhar de enxada que para ir pa-
ra o matto dirija-se a ra do Livramento ,
venda n. 24.
= Joao Marinbo Pires, subdito Portuguez,
vai para a Haba com um criado Antonio Nu-
nes Penteado tambem Portugue/.
Quem annunciou que.cr comprar pra-
ta em barra ou em obras, dirija-se as Cin-
co-pontas n. 4o
O snr. Antonio de Albuquerque Mara-
nhao queira por favor annunciar a sua morada,
que se Ihe deseja fallar.
=s Na ra da Praia de S. Rita, n. 5 preci-
sa-se de urna ama pan o servico interno de
urna caso.
:= Precisa-sede urna ama que soja forra ,
e que lenha muito bom Jeito ; na ra das Cru
es sobrado da esquina que volta para o
Hospital n. 20.
A loja de chapeos de sol defronte do
Passeio-publico, recebeo um novo sortimento
PREMIO GRANDE 8: 000$000 RS. !
As rodas tiesta lotera an-
dio impretirivelmente no dia
1-2 de marco p. f. e os bi-
Iheles acho-se a venda as
mesmas lojas, em que sao
vendidos os da lotera do
iheatro.
=0s abaixo assignados, socios da firma com-
mercial de Novaes & Basto participio ao res-
oeitavel publico, quedecommum accordo, e na
inais perfeita amizade so acha desssolvida a
mesma sociedade em consequencia da escrip-
lura celebrada no cartorio do tabellao Bezerra
Cavalcanti com data de 2i do corrente, 11-
cando pertencendo o mesmo estabolecimento ao
ex-socio Joao Antonio Martins Novaes: assim
como a liqudaciio do activo e passivo da mes-
ma firma. Manoel Jos de Magalkaes Basto,
e Joao Antonio Martins Novaes.
= Ninguem compre a Antonio Clemente
Estvesele Larras os escravosseguintes: Vicen-
te pardo com officio de pedreiro Sancha,
cabra Jorge, da Costa canociro, Joao, An-
gola c Jacob crioulo por pertencerem es-
ses escravos aos orphaos ilhos do fallecido sar-
ento-mor Ignacio Joaquim Correira Gomes ,
de quem 6 tutor o mesmo Larras visto que ,
consta quereros ir vendendo.
Com|>
ras
se Compra-se efectivamente nesta Typogra-
pbia toda a qualidade de pannos cortados ou
velhos de linho e algodSo toda a especie
de fibra lindeza algodao, de refugo em ra
ma papel e papelo velho.
Compr5o-se garrolinhas de boa raca ,
para criar so ou mesmo vaccas sem estarem
paridas, que sejao boas dj leite. e de pasto
perlo desta praca ; na ra de S. Rita nova n
10, primeiro andar.
*a Compra-se um escravo de nacao, de 18 a
20, annos sem vicios nem achaques; quem tiver
annuncie.
Compra-se urna arte italiana ; na ra
da Cruz n. 8.
Compra-se urna negra moca de nagSo,
sem vicios nem achaques quesaiba cozinhor]
engommar. coser e que soja recolhida pa-
ga-se bem agradando ; quem livor annuncie.
Compra-se urna ou duas pretas, de
idade que sejao por preco commodo o urna
negrinha ou moleque doente ; quem tiver
annuncie.
Vendas
= Vendem-se os principios elementara de
botnica ; na Praca-da-indepeudenca Jivra
na ns. 6, e 8, por 3000 rs.
Vcnde-se urna jaqueta de merino prelo ,
mu bem fcita por preco commodo vnde-
se por nao servir ao dono ; um tocador do oleo
com 3 gavetas. o com vidro por 7000 rs.; na
ra estrella do Hozarlo loja de marcinei-
ro n. 32.
Vendem-se sapatos lo burracha gran-
des o pequeos, em porefies e a retalho, por
preco commodo : na ra da Cadeia-velha n.
2 venda de Jos Goncalves da Fonle
= Vcnde-se um terreno na ra do Sebo ,
com 62 palmos de frente e 150 de fundo; e
sitio na estrada do Arraial com casa de taip.
e bastantes ps do orvoredos; a tratar com Jos
Antonio Basto, na ra da Cadeia do Recife.
== Vende-se urna preta perfeita lavadeira o
cozinheira com urna filha mulatinba do'8
annos, vendo-se por seu dono retirar-se para
o Rio grande-do-sul ; na ra das Trincheiras
n. 18.
Vende-se urna armaeo para loja de fa-
zendas; na Rua-nova n. 52.
Vendem-se 5 pipas com agurdente
branca, e 12 tsJMMi do iouro ; na ra do Li-
vramenlo armazem de louca e molhados
n. 26.
Vcnde-se o livro de novellas e contos,
2 v. contendo 13 historias, e ornado com 8
estampas ; c urna flauta de bano ; na ra es-
treita do Hozario loja de cera n. 3.
V ende-se um relogo saboneta inglez ,
de caixa de prata um dito para meza uina
caixa de muzica um transelim e corrente para
relogio annelSes lavradosde diflerentes mo-
delos pares de brincos ditos enfeitcs de ou-
ro para meninas, um cordo grosso com 35
oitavas, dito e colar para meninos, urna gar-
gantilla de ouro superior, urna corrente de
Com gosto obra do Porto fivelas para sus-
pensorios, e sapatos; as Cinco pontas n. 45.
Na loja nova aborta na ra larga do Ro-
zarlo n. 32 defronto da travessa do Qucima-
do vende-se cera em obra e juntamente a
relalbo bichas hamburguesas e do Lisboa
charutos da Baha e rap aroia preta de su-
perior qualidade.
Vendo-se urna canoa aberla em bom
estado, queearrega 1200 lijlos de alvena-
ria ; na ra da Praia do Fagundes serrara
n. 27.
= VenJem-se ps do milagroso angico ,
proprios para mudar -se e que todos os sitios
devem possuir por sua conbecida virtude ; na
ra da Florentina n. 16.
- Vendem-se duas pretas urna de 28 an-
nos saliendo coser e cozinhar, e* a outra
boa lavadeira de sabio, e varrcla, por 200,000
rs. ; na Rua-velba n 111. -
ss Na ra da Conceieo da Boa-vista n. 17,
fabrica de chapeos contina-so a vender ca-
xas para chapeos de todas as qualidades pelo
mesmo preco j annunciado e juntamente se
faz de foilo qualquer obra pertencente ao
olico dechapeleiro ; tambem so fazem caixas
para chapelinas de loja franceza com tornos a
4000 rs. o sem elles a 3000 rs. caixnhas de
toucas a 800 rs. a duzia ; qualquer pessoa, que
precisar pder dirigir-se a mesma fabrica a
cima declarada.
- Vende se erva-doco muito nova em por-
ces de 8 libras para cima a 7000 rs. cada ar
roba, e de 8 libras para baixo a 210 rs. cada
libra ; na ra do Rangel n. 81.
= Vendem-se charutos regala cm caix-
nhas de 100 200 o 250, por preco commodo;
na ra da Cruz n. 37.
= Vendem-se ricas commendas das ordens
de Christo Roza e Cruzeiro assim como
hbitos das mesmas ordens por preco com-
modo ; na ra da Senzalla-velha n. 138.
= Vende se urn cavallo mellado de muito
bonita figura com muito bons andares, e po-
de servir para carro por ser grande; na ra
do Qucimado n. 41.
Vende-se urna escrava de nacao, de 24
a 26 annos que paga 400 rs. diarios e pro-
pria para todo o mais servico ; no Atterro-da-
Boa-vsta n. 3.
Vende-se urna canoa para conduzir agua,
anda nova e muito bem construida carrega
de 4 a 5000 rs. d'agua ; por preco commodo ;
na ra da Praia de S. Rita serrara n. 25.
Vende-se urna commoda e urna secre-
taria de jacarando em muito bom uso, por
proco commodo; na tua do Queimado.loja n. 6.
= Vende-se urna negra de naco de 18
annos boa cozinheira e sem deleito; na ra
da Cruz n. 26
= Vende-se na loja de JoSo Cardozo Aires,
na ra da Cadeia-velha urna obra publicada
no Rio-de-janeiro no anno do 1843, intitula-
da Diccionario de medicina popular pelo dou-
tor Chernoviz cm que se descrevem segundo
a orden alphabetica e em nguagem vulgar ,
os symptomas, as causasy|e o tratamento as mo
lestias os soccorros que so dev#rn prestar nes
accidentes sbitos os contia-venenos de to-
dos os venenos conhecidos, os preeolos para
a conservacao da sade as plantas, a prepa-
rarao dos remedios caseiros drc. dous volu-
mes em quarto contendo 950 paginas, or
10.000 rs. '
Vcnde-se unta casa lerroa n. 2, cm
chaos proprios sita na ra do Padre Florian -
no ; a tratar na Rua-direila n. 83.
Vende-se cera de carnauba em pipas ,
o barris por preco commodo ; na ra da Ca-
deia do Recife n. 43.
Vendem-se dous mil chifres de boi, por
proco commodo ; defronte da rbera da Boa-
vista n. 56.
Vende-se urna casa de sobrado de um an-
dar esotao, em ch5os proprios; na ra do
Livramento venda n. 24.
Vendc-seuma negrinha crioula de 12
annos, ptima para se educar; na ra do
Livramento n. 24.
= Vende-se um negro de 22 annos, de boa
figura e de todo o servico ; um moleque de
17 annos com principios de sapatero, que 6
ptimo pagem e lem bonita figura; uina par-
da de 18 annos de boa Sgrs oose, engom-
ma e lava bem ; na ra da Cadeia de S. An-
tonio n. 25.
= Vendem-se duas escravas da Costa co-
znhao lavao e s3o quitandeiras; duas di-
tos de naco Benguella com as mesmas ha-
bilidades ; um moleque de 14 annos ; um es-
cravo de nacao ptimo para todo o servico ;
na Ra dreita o. 3,
= Vende-se um braco do batanea grande ,
de boa qualidade um torno do pesos do duas
arrobas at urna libra meiasde algodao para
bomem feitas em Portugal, babados de l
nho para toalbaselenc'es o primeiro volume
do Mustu Pittorisco corn 32 estampas em
formato grande lytographadas mu rica* di-
versas obras em bespanhol, ludo por preco
commodo ; na ra da Praia armaren) n 37.
= Vende-se a posse de um terreno junto a
ponte do Manguinho, do lado esquerdo, o qual
j tom um telheiro, o diversos materiacs, assim
como alicrces para propriedade ; na ra da
Cadeia do Recife n. 4, terceiro andar.
= Vendem-se saccas com muito bom milho
com alqueiro da medida velha por preco com-
modo ; na ra da Praia de S Ritan. 37.
= Vende-se urna linda mulatinba de 16 an-
nos sem vicios ecom todas as habilidades;
e um cavallo com todos os andares, porm
como se acha magro, d-se por preco commodo;
na ra da Conceieo da Boa vista n 26.
= Vendem-se os livros seguntes ; um di-
ccionario Magnum Lexicn Selecta ; diccio-
nario portuguez por Fonccca ; Cornelio ; Ho-
racio em portuguez com dous tornes ; geome-
tra por Kucli les; e um compendio de arithme-
tica por Lacroix ; na ra de Aguas-verdes
n. 42.
= Vcnde-se farinba de boa qualidade, tan-
to em porgo como a retalho a 9 patacas o al-
quere da medida velba; na ra da Praia n. 20
Vende-se um pardo de 30 e tantos an-
nos com oflicio de sapatero bom criado
e ptimo para todo o mais servico; na Rua-
nova loja de trastes.
= Vcnde-se sarja preta encorpada a 2240 o
2400 rs. cortes de chaly de listras assetinadas
le novos e bellos padrocs ; na ra do Cabug ,
loja n. 10 defronte do ceriero.
Vcndem-sc, na fundicao de ferro da ra da
Aurora machinas de vapor da mais appro-
vada construccao moendas de cana de va-
rias qualidades muito fornidas o com todos
aquellea melboramentos que a longa pratica
lem mostrado serem necessarios ludo feito na>
mesma fabrica e garantido, taixas de ferro de
fundo chato as mais approvadas em toda a
parte ondo sao usadas carros de mao e ara-
dos do ferro, machinas de moer mandioca,
(juealm do pouco espaco, que oceupao, fazem
bom efleito ditas para espremer a massa de
nova invencao e muito compactas ; assim co-
mo muitos outrosobjectos da mesma naluroza.
fes Vende-se ou aluga-se um sitio no la-
gar da matriz dos Aflbgados com casa mo-
derna envidracada com duas alcovas, 4 quar-
tos, sala na frente e outra para jantar co-
linda fura bastantes arvores de fruto com
banbo no fundo e chaos livres ; na ra do
Vigario n. 18.
= V endem-se arithmeticas, algebras, e geo-
metra de Lacroix para uso do Lyceo e do
Collegio das artes na ra da Cadeia do Re-
Icile loja de livros de Cardoso Ayres.
Escravos fgidos
=: Do engenho Linda-flor, freguezia de
S. Migiiftl-dos-Barreiros, fugio no dia 9 de
dezembro p p o preto Jos de nacao Cala-
bar, de 20 anuos, anda bucai cor fula r
olbos grandes, alto, de bom corpo pouca
barba sem alejo algum tem em cima do
peito esquerdo urna lettra da forma de um P ,
as mac8es do rosto tem dous riscos em cada la-
do a nema direta um tanto mais grossa do
que a outra ;-|evou um ferro pequeo de tres
pontas no p esquerdo camisa, e ceroulas de
algodaozinho grosso americano ; quem o po-
gar leve a seu snr. Pedro Milianno da >ilvei-
ra ou nesta praca na ra de S. Rita-nova
n. 91, casa do Joaquim Antonio de S. Tiago
Lessa que recompensar.
Fugio no dia 24 do corrente o moleque Jor-
ge de 15 annos, com principios de sapatero,
refeto do corpo cor n&o muito preta. lem
a cabeca mais alta aiguma cousa de um lado ,
de formas que um tanto pensa ; quem o ne-
gar, leve a ruado Aragao da Boa-vista casa
do vigario da mesma freguezia que recom-
pensar.
Fugio no dia 10 do corrente o escravo
Manoel crioulo de 40 nnnos pintando de
b.anco tanto na cabeca como na barba de
estatura regular; levou camisa de brim e ce-
roulas compridas de algodaozinho ; quem o
pegar, levo a Olinda na ra de Malinas Fer-
ris! sobrado n. 7 que recompensar.
Fugio no dia 23 do corrente um mole-
que de nomo Antonio de 18 20 annos, bai-
la seceo do corpo cara descarnada cabeca
pontuda para traz tendo cm um dos la-
dos do pescoco algumas costuras ; levou ca-
misa de cfaila azul e calcas de brim bramo li-
so ; quem o pegar, leve a Ra direita sobra-
do n. 12!, quesera gratificado.
B.SC1FB NA TlP. 1)8 M. F de Faka.1844


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