Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04589


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Full Text
Anuo de I84ML
Sabbado 24
de Fevcrciro
Atino XX. L\T. 43
4 rr.3r3U
. |mbtca-e i Jos o, diaaqoeno forern lanhbcadot ; o meco di aaaignatura
he da lte '",l" I" nuartel pagoa adianladoa. Osaniuinpioadot a.igrianieeio in.erdoi
.,..!,...<- d< aque iiaoloiem o ra.....leSreii ,..., linio. A rvclametoee deveni ver diri-
gidaaieela lyp roa daa Crniei n. i ou :. praga a Independencia lojde liman 6 c S
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
Gousis-, e Parahjba, tegundae e aextaa fem.Rio Grande do Norte, qaintaa fcira,
(.Mm., Sennbaem, Rio L-ornoeo, Pono Cal.,,, M.cev e Alagoaa: no d. H t ii
de oadi net -Garanhnna e Bonito a le '.'4 .le o.,l mea aoa-via c llores l:i
e 28 dito. Cidaieda \ ictoria, qmntm (eir,, Olinda unios os .lias
DAS da semana.
10 Seg, ^. i onrado Aud.doJ. de 1). da v.
2(1 lerea *. Eleuli un Re, and. do de i) da .'!. t.
_'I Quaila cinaa a Maximiano And do J. del), da 3. v.
12 Quinta -i. Mar-anda. Aud.doJ. de D. da '.'. T.
2 1 Seeit e. Laiaro. And. do J de D. da 2. v.
24 Sab. s Pretxtalo. Re. and. do .1. de D.da I. r.
2j Dom, I. e da qu irona a Mailiias
oair^uuiuiMiiuiiii'i
...n con
.s mait
tW JefHiflN* '/V~, ,- Tml ._-..r.i .1 ,,.-.,.- .....;... I. .,.... ,:>'. .....!'!:"> ?"':'1/1
t,\^A\ V^=^ t.!i-.-i..s como ,., .im, Se-cni
1>X-n\ ..nlt... I're ..*..!. A,,embl. Ger.l do ar.t.l.)

f
1 malos ko uta 23 i iRO.
, .i.lii-i V. 17.200
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Yj Mocdsdc cobre 5 pin .-.miIo na la.
$!Fj dem de leiras de boas Urnas I a lis
PULSES D.VL1 v NO MEZ DK l'K\ BHElllO.
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Loa obela a i as N horas c lit min, da ni
Uiacnaate a H ai > boni e I min .'a m
. I ra a IS as 6 h. ras '. i min da m.
, ., 7 I. > 5'' m. Ja manh.ia
'amar dr Imjc.
^R.-.??[*<' Primeira as 9 horae 48 min da manlija. | Segunda as 9 hora e 42 minutos da I
______-.. .- .. .
<5
I na
OFFI .
Commando das .Irmas.
EXPEDIENTE I)E 12 1)0 CORRBRTn.
OflicioA o Exrn. presidente, informando o
requerimenlo do soldado voluntario Cetario M.
d'A. Cavaleanie, quo pedia dispensa do servico,
em quanto frecuenta va os estudos no lyco, on-
de se uchava matriculado.
Dito Ao mestno Exrn. Sr., informando o re-
querimento do boticario Benlo Luiz de Carva-
Iho, que pedia noinoacfio para render e substi-
tuir ao boticario existente no presidio demer-
itando.
DitoAo mosmo Exrn. Sr., informando o ro-
querimento de Simplicio Jos Cavaleanie, que
pedia demissa para seu lillio Antonio b'elippe
do Santiago, que serve, como soldado, no bata-
lhao de artilharia.
DitoAo mesmo Exrn. Sr., informando o ro-
quorfmento do soldado docipo de guardas na-
cionaes destacado Vicente llodrigues Seixas, qtlO
pedia a sua excluso, allegando ser casado com
Albos, e haver servido bein por espaco de 21
inezes.
DitoAo mcsino xm. Sr., informando a cer-
ca do lornecimento d'a^oa, e luz aos calcetas da
ortalesa do lirum, dando assim cumprimunto
ao seu despacho de 31 de Janeiro ultimo.
DitoAo mesmo Exrn. Sr., disendo-llie, que
o soldado do corpo de guardas nacionaes desta-
cado Jos Antonio de JezOS, para quem seu pal
pedia exclusao, eslava respondendo a conselho
de guerra por desertor.
DitoAo inajor commandanto do cflrpo do
guardas nacionaes destacado, procurando saber,
se a descrca dos soldados E. J. Fernandes, o
J. r\ de i'reitas, era agravada, o se existio os
conselliiis de disciplina-
PortaraMandando reconhecer pi-imciro ca-
dete ao soldado de artilharia Joao Jos'; do Oli-
veira Maciel, por haver em conselho de direccao
provado a sua nobresa, de coniornifda.de como
disposlo no alvar de 1( de marco de 1757.
DEM DO DA IS.
OflicioAo commandanle do crpo de guar-
das nacionaes destacado, ordenando lho, que
inandasse render com urgencia o destacamento
da cidade da Victoria, quedeviaser commanda-
do pelo alfares M. da S. Vasconcellos; por isso
quo achando-se preso o sargento commandanto,
o destacamento sob a direccad do cabo, quo
nao tem precisa capacidade para manter a
tropa no verdadeiro estado de subordinacao e
disciplina, nao convinha mais, quo all yerma-
H6C6SSfi
DitoAomajor commandanto interino do3.
batalhaO da guarda nacional do municipio do
Recife,duendo-lhe em ros posta ao seu oflicio dos-
ta.data que mandara excluir do c6rpo destacado
o guarda Manuel Jos de Sant'Anna.e alistar pa-
ra servir em seu lugar o de nomo Bellaimino
LinsUxa.
DitoAo delegado do termo da cidade da Vic-
toria, rospondondo os seus oflVeios de 10, ell
do corrento, relatando a prisao do sargento com-
mandanle do destacamento, edeum soldado,
e o estado da relaxacao, em que so achava o
mesmo destacamento sob o com mando do cabo,
edizendo-lhc, que, de conlormidade com as or-
dens recebidas do Exm. Sr. presidente, seguia
outro destacamento oommandado'-pejo alferes
Vasconcellos, render q que ai existia. e fa-
zendo-llie algumas reflexes a cerca da Inge-
rencia, quo a autoridado policial tinha com o
destacamento em virttdo do regulameiito pro-
vincial do -2 do junho de 1842, dado ao crpo de
polica. .
DitoAo subdelegado da rreguesia dos Arro-
gados, aecusandoo rocebimentode un desertor,
ao qual su dora conveniente destino.
PortarlaMandando dar baixa ao soldado do
batalha d'artilhana Narcis.) Correia por ter (i-
nalisado a sontenca. que lho lora imposta pela
junio tie Justina por o crime du dcsc^sS, c ha-
ver dado un liomcni para servir ..... seu lu^ar
DitaMandando excluir do crpo de guardas
,,.,,.;___.j estacado O gUNla Manoel Jos de
SafAnna, e ligar ao mesmo o do nomo lel-
lar'mlno Lins x6 para servir oi seu lugar,
conformo requisitara o commaodante do tercei-
r> batalha da guarda nacional do municipio do
Recile. .
DitaAo major oommandante do corpo do
guardas nacionaes destacado, ,em data do 1*)
exigindo as fes d'offlcio jos desertores Esterad
Jos Fernandes, e Jos Filippe de Freilas, para
gerem cncorporadas aos papis do conselho do
guerra que ia responder.
r.omimii.icados.
JURY I) ) RECIPE 1.' sesido.
O dia 20 do corrento foi o designado para ter
principio a primeira sessao do jury, esto unno,
na capital, s^b a presidencia do Sr. Dr. juiz de
direito da segunda vara, Manoel Mendos da Cu-
nba Azevedo, que a tinha transferido do dia 13,
para que lora primeiramente marcada, sem ma-
uifcstaco de motivo algum.
N.nhum dia eia mais proprio, quo o de ter-
ca-l'eira d'entrudo, para que, nacomparocendo
muitos dos jurados sorteados, se procodesso a
designacSo de outros, que fossem da eonfianca
dos protectores do responsavel do Indgena, que
sugeitou-so prisa, o tem de ser julgado nesta
sessao. Com effeito, s comparecrao vinto e
dous jurados dos sorteados, e nao bastando este
numero para abrir-se a sessao, um dos juizos
de facto presentes, pertencente ao circulo ntc-
russado nessa absolvicao, convidado pelo presi-
dente do jury, apoltroneou-se logo no banco,
junto mesa, em que se achava o livro da lista
dos jurados, e com espantosa som-cerimnnia
formou urna numerosa relacao do pessoas, que
devia ser chamadas para compr o jury, quo
foi mandada lOr pelo presidente, e approvada do
ontuviada, sendo um dos chamados n procura-
dor-fiscal da thosouraria geral, o Sr. Antonio
Joaquim de Mello, que ja ostava com assento
dentro do circulo, em quanto polos corredores,
e salas contiguas do jury, os Srs. Dr. Urbano,
Sousa Teixeira, e outros, com ardor s'esforcava
com todos os meios, e influencias, fim de pre-
pararen! o preconisado triumpho da opposicaS,
o livrarom quem ta levianimente sacrlflcou-
se responder por o que nao sabia o que qun-
ria dizer. No dia "21 abrio-se a sessao. depois de
despedidos muitos dos jurados presentes, por
sor o numero d'ellos muito superior ao d 'termi-
nado porloi; lez-se ontao a necossarla solee-
cao, e nao podemos deixar do sentir toda a In-
dignacaao manifestar o escndalo, com queso
procedoo.
Como su pouco fosso o queja su havifl felti,
vimos pela primeira vezo juiz do direito, pre-
sidente do jury, offerocer dispensa aos jura los
sorteados, declarando, que havia genlede mais,
instando, para queso letirassom, o quasi for-
cando-osi isso, para que ficassem substituidos
pelos chamados dedo; assim aconteceo com o
Sr. Dr. Mavignier, i quem foi mettida cara,
por tres vezes, a dispensa, para que fosso ver os
seus doentes, at que elle retirou-se; o mesmo
levo lugar com o Sr. Manoel Antonio da Silva
Antunes, o major Campos Cosdem, quo nem ti-
vera teinpo de sentar-so; o Sr. coronel Mar-
tina, quasi que sahe forca; o Sr sogundo-
commandanteBlzerra, apenas sentou-se, pro-
clamou-lheo juiz.acooselhando-^, que.como el-
le tivesse muito que fazer, so retirasse, que n
dispensava; o mosmo se praticou com outros.
Os Srs. Dr*. Urbano, que deixra a vara de juir
do civel por duenle, e Nunes Machado, juiz de
direito da primeira vara do crime, das galeras,
viacom sorriso, no meio das testomunhas, o
da plebe, desenvolver-sn o plano, quo ellos ha-
via delineado, e por quo tanto so alanavao. Nao
e por este modo, quo costuma procoder 03 que
poi si teem a raza, e a opiniao pblica; nem
ellas podem sor manilestadas entre tanto veli-
pendio, edissoluca.
Um espectador.
dude da imprensaassim como gritomnrro
todas as vboras, e cobras cascareisE com ef-
feito,se os inimigOS dessa instiluicao celeste qui-
zessem jogar as mais fortes bateras contra ella,
cdestruil-a, nenhumas achariao mais vigorosas,
eeffectivas, do que as torpesasda imprenso op-
poscionista de Pernambuco, o nao digo so de
Pornambuco, porque na5 esta bella, o heroica
provincia o azilo exclusivo do genio do mal.
Mas nao; a liberdade da imprensa o direi-
to, que tocm todos os cfdad&os brasileiros de fa-
zer publicar seus pensamentos sem necossidade
de previa censura, (cando porm sugeitos
responder, ante o tribunal competente, pelosa-
busos, que cotnmeltrem no exercicio desse di-
reito. positivamente nessa IsencSo da censu-
ra pievia.que principalmente consisto a liber-
dade da imprensa, porque antea do estabeleci-
mentodo systema, quo felizmente nos rege,
nda se podia imprimir sem o previo exame, e
Miscellanea.
auosi

dos enfermos do mil dr S. 'azaro
.litigamos fazer un servieo liumanidade ,
trasladando da Revista Universal tbomse de
21 de setembro a segunto carta de cujo con-
ledoo redactor d'aquolla folha afianca o vera-
cdade o ao dosso governo rogamos igual-
mente a sua leitura que nraza i eos, appro-
ve te.
CORA DA LEPRA.
Com a maior satisfacSo annuncio a V,, quo
a horrivel molestia da elepbancio tida por in-
curavel 6 boje pelo ilescobrimento de una
Portugueza das que sedevem considerar de
fcil o completa cura.
O snr. Jos da Silva morador na ra Bella
Ja Princoza no Porto est tratando em sua
licenca do santo olllcio, e de outros r.bunaes. c,sn umm|(. ,,,,, de pessoas atacadas,le
Assim .quea entendem a nossa constitoicao, e r .. ..i,.,!,,,.;
'', ......,, .,,,,, e epliancia ; teniio vi.sitado o seu est.inele i-
as nossas leis; assim quo a quero eu, oa que-1 I"
rom todas as gentes de bam: mas a actual op-1 ment fallado com os doentes, e sabido d e -
poscaoentendeoutracousa; ella acredita que a les mesmos quo os medicamentos sao milito
liberdade de imprensa deve ser una boceante,
louca, e furibunda que tenha o direito de ir
rota, o descomposta por essas ras, duendo pa-
I
le
enercigos e que sao tratados com lodo o des-
velo caridadee intelligencia.
Por muifaa observacoos que liz, julgo con-
E VIVA A LIBERDADE DA IMPRENSA.
Assim concluo o offensivo artigo do Diario-
nova de quarta-fera 21 do corrento evere.ro-
o Indgena a o jury-E eu repito-viva a liber-
dade da imprensa.Mas entendamo-nos: o quo
fc bordado da Imprnsa? Sr por ventura
eaa continua enfiada de provocacoes sangren-
tas essemonturodetorpesas, e infamias, esse
diluvio rl injurias, e afrontas, essa soltura de
lingua da (tois relaxada prostituta de Babilonia,
com que a actual opposicao pornambucana pro-
cura desacreditar, 0 infamar, tornar aborrccivel,
o odiosa a imprnsa, cuja conquista tantos sa-
crificios, tanto sanguo custou philosophta, o
ao patriotismo dos seculos modernos .' so tal
fosse, eu francamente gritaramorra a liber-
avra las, c obcenidades, insultando toda a aen- veniente declarar que : Seja qual lr o BU-
o boa, e atirando lama, o podras quem pas- ^ ,( |(,n|1H chegado a elepliancia ; enra-
sa, e mesmo a quem esta em suas casas, sem y|i| ^^ .-,. )p:irm.(,u um CM0 (|0 ro|K.|.
quenenbumaautorldade,nenhumr,gulamoi,to (,Ueo doentesuecumbisse.
policial a possa mandar para a casa de orates, '
ao menos. Ella entende anda mais, quo este j Qunndo nao tem havido perda dealguma
nossn Pernambuco ou a sua grande maioria narte d membros ou le orgio fica o doen-
inesmo urna grande casa de orates, cujos mora- j [Q Mm gjgnal algum de ter padecido esta moles-
dores ella intima i comparecerem, em grande u- tjr f n V0J iorna em muito poucosdias ao
niformo da casa, as prximas sessoes do jury, M|J n!ltura| ap0na8 Tica por algum tempo a
quel na sua desvairada fantasa entende ella .,, r,- nos sjli(), Cm que liouNer feridas o
ser,,, urna celobracao das rand.s bacca- J Mcmpo necessario para
naos. Sim e a est.'i persuadida que lodo-. o ir
os Pernambucanos, quecomo eu, lee* os seus o curativo de 30 a 60 d.as, conforme o es-
escrlptos, para andarem em dia com ella, o ta.lo a que chegou a molestia. Nos prime.ros
com as suas miras, s3o opposleIoHistas da sua das da cura a moloslia desenvolve-so com urna
la, o |uo eslSo promptos para Irem para as frca espantosa quo assusta os doentes nio
.-llenas darem apelados, o vivas aos devnelos obstante terem sido prevenidos ; mas depois as
do spus odvogados, a tierra r a timidez dos juizes mlhoras sao visivei* do dia para dia. Mais do
de fado, o animarem algum juiz opposicionis- ; gQ queseteem subeitado aotormentoso curativo
ta, masque por ventura sinta h consolencia L m ,(.1(|() compietamonte curados. Ha um
das do ferro das monarchias absolutas, o d0
despotismo. Mas emim creio, que a opposicao
se engaa do meio a meio; oexcesso mesmo do
mal traz immeiiiatamento atraz de s o remedio
alies. J os Pernambucanos sontem a iiuihjs-
sidadodc por um dique torrente de males, e
a moral, e a virtude comecao por fim a surgir de
seu lolhargo, o i laucar suas vistas bomfa/.ejas
sobro esse mar immenso do de-ordem, o calami-
uso do bebidas espirituosas &c. Iloje mesmo
fallei com urna son hora da l'igueira, que com-
pletou hontom O seu curativo: havia mais de
quatro annos que padeca esta molestia ; tinha
ja sollrido grandes estragos, e licou completa-
mente boa em 50 dias e com muito bella ap-
parencla e ato nutrida; lallou-mc do sua
cura com tao grande alegra que muito me
dadM^Vafiigemi"pas. commoveo. Sea no Uvesse. visto anda ba
15 a quem que pretende Iludir osse artigo bom poucos das, coberta de frulas, talvoz nao
do Diario-novo, que, sacrileg-), se quer abrigar! acreditasse que ella tivesse padecido esta mo-
ilebaixo do estrellado manto imperial, quo se | lestia.
O snr. Jos da Silva recebe de cala doonto,
depois de porfeitariiente curado, modas e
tem procurado romper, carrastarna lama? Co-
mo so atrovem a chamar em seu favor a pessoa
do Imperador, quo se procurou fazer jogar com
ellesoentrudo.entrudode lama, entrudo delles ?
Quem accredita'/i, quo ao ministerio e nao
ao Imperador, que o indgena injuriou? O ad-
vogado do reo poder, quanto lho der ns ven-
talle, afflrmal-o; mas o caso quo nem o mes-
mo jujz municipal, cujojuiso tanto lavoreceo
ao rosponsavel, achou caminho por esse lado,
por mais, que Ufo quizessom mostrar. Quem
que teii) acreditado, quo a carranca do Iloly
Rnod.e Santa Elena era feita, nao ao Impera-
dor, mas aos seus ministros ? Parece, que a op-
posicao nao falla sena em oslado de delirio, o
que em molhores momentos desoja corrigir.
Confesse ella isso, o nos lho perdoaromos. Mas
qual! Pegada com o furto na mao, nega h ps
juntos ter commettido o dolido. Todos porm
sabem. "nuo quem estevo em Santa Elena, e la
morreo, foi o imperador Napolea; o quo quem
estove em Iloly Rod, foi Carlos X. o nao seus
meia como paga do seu traballio remedios,
casa et'do o mais tratamnto excepto comi-
da quo a vontnde do doente e que podo
regular do 120 a 200 rs. por dia. Ouandoos
doentessSo pobres faz Ibes o abatimento, que
ibe poaivel 6 t iovi curauo aigUua gratui-
tamente.
Converse! com o snr. Jos da Silva o fiz-lbo
as reflexes, t|uo me lombrrao cerca da
grando utilidade pblica que resultara da
vulgarisacfio do sou curativo c sobro o direito,
que elle tem do ser do algum modo recompen-
sado. Disse-me que tirava bostanto intesse
com estos curativos e que era n nico modo
de subsistencia quo boje possuia J porm, quo
eslava prompto nao tanto por nteresse como
por caridade ensinal-o, e al .i pratical-o di-
anto das pessoas que so lho designassom com
ninistros.quellcrao na torre de Ham, me pa- iarii0 qUe |he assegurassem a ello o sua fa-
' milia a sua subsistencia ou dando-ihe urna
quantia que convencionassom ou urna pen-
sao ou mesmo um emprego no hospital aonde
so tratassem estas molestias ou outro qual-
roce.
Quizera dirigir algumas palavras aos juizes,
e nos Pernambucanos em geral, mas nao pre-
ciso, e me contento, Srs. redactores, con. pedir
Ihesum cantinho para estas toscas linhas no
seu muito eslimavel DIARIO.
Um l'ernambucano.
quer
As santascasas de misericordia lucrario mu-
;


v/-
i-r
--:. --r -> m.i ...
.5-
S
to fin lite dar esta pensSo \ isto que ficao livrcs
da grande despeza que Ibes causao oshosp-
taot Jos lazaros.
O sur. Jos .la Silva est prompto entrar
em qualqiuTconvenco, c |ulgo que os mcios
li! u levar a efleito a ninguem mclbor que a
Vr poiloro lemhrar. Muito desejo que V.
obre este objecto escrovoMO um artigo como
jtllg'ir irais conveniente (Stntinella di Monarchia.)
Variecladc.

O CARAPICEIRO.
AS MININAS NOS BAILES PARTIDAS &C
Antes que entre na materia, queirao os meus
Ilustres leitores permittir-me um desalafo so-
bre o vocabulo soire, de que se usa por ahi, e
com que muito embirro. Nao sou eu tao idolatra
da minba lingua,que nBoquoira absolutamente,
se adoptem vocabulos de hnguas estrangerai ,
que ruis analoga tiverem com a nossa e nem
tao ignorante dessas cousas, que nao saiba, que
desde o comeco da monarebia portugueza mui-
tos vocabulos ranec/es passro para o nosso
udioma : porm tal adopcao nao dove ser arbi
traria e de mero capricho senao exigida pe-
la necossidade na fallencia de vocabulo que
orresponda A ideia que queremos exprimir
Mas, quando para isto temos de nossa casa vo-
cabulos nativos ou derivados de boas fontes ,
e ] i encorporados aos nossos diccionarios por-
que Ibes bavemos de dar injuriosa baila para
recrutar estrangeiros que nao sao, nem mais
expresivos nem mais eufnicos?
IVmos.hamuitos seculos, ovocabulo serdo do
Italiano sera que ao dopois passou a di/cr-se
sarao, significando passa-tempo nocturno. En
tro os Francezas, $oirie quer dzer reunan de
pessoas convidadas para jogos, e divertimentos
noute : exprimo a mesmissima ideia, que o
nosso sardo : logo porque se ha de desprezar
este n .cional para adoptar aquello estrangeiro
no som e em ludo ? Nao parece isto urna
extravagancia una verdadeira mania ? Que
denominadlo merece um bomem queem tra-
ji's, em ii'aneiras em pronuncia em gestos,
om ludo procura arremedar outro senao a de
palhaco, de Lobo, de caturra de. ,&c? Tal
o triste papel que hoje faz a rica a mu
nobre lingua de Camcs, e Vieira. Urna du-
zia de tarecos a tem sevandijndo a ponto de
que na bocea, e na penna tollos j se nao sabe,
que edioma pcrlenca. E d'onde provem esta
miseria, se nodo desprezo, em que tem ca-
bido a nossa litteratura, e de se nao lr ecs-
tudar, senao por livros rance/.es? Mas dos
lassicos portuguezes ( dizem os nossos afran-
cesados ) s ha para ler historias fastidiosas c
chronicas de frades. Muito engenhosa 6 a pre-
guica. .Ser falto de interesse e enladonho
um Joao de Barros, tido entre os mesmos Fran-
cezea pelo Tito Livio l'ortuguez ? Onde me
mostrars entre os modernos estilo histrico
para comparar-se ao do nosso Fernao Mendos
Pinto ? (^uo noticias inlcressantcs que bel-
las descripces da Asia se nao encontrao em
Castanbeda e I.ucena! Que pura moral e que
brilhante locucSo so nSoacba om os dilogos
le Ir. Amador Arraes, e na imagem da vida
ehristaa por Fr. Ueitor Pinto Cjue noti-
cias curiosas respeito do nosso Brasil,e que es-
tilo desempeado e agradavel nao conteem as
epanaphorasde D. Francisco Manoel Oue 0-
nergicas pinturas quo bellas descripces que
aticismo nos nao aprsenla a vida de D. Fr.
Bartholomeo dos Maityres, Arcebispo de Braga,
pelo nimitavel Fr. Luizde Sousa! Tambem se-
r chronica de frades a vida de D. Joao de Cas-
tro pelo lacundo Jacinto Freir de Andrade?
CJue mina preciosa de bellas metforas de re-
quissimas imagens, le sublimes pensamentos
nao cncerrao os sermes e quasi todos os nu-
merosos escriptos do grandiloquo Padre Anto-
nio Vieira!
E o que direi dos nossos grandes poetas, co-
mo sejao Ferreira, Bernardos, Cambes, no
Pastoril, o Fernio Alvos do Oriento Rodri-
gues Lobo, &o., &c. I Que direi d'um Diniz
gua materna do que o usual, e do gasto rom -
mum miseravelmente amalgamado com in-
nmeros barbaramos, solecismos e galicis-
mos passa logo a estudar mui superficialmen-
te o la ti 111, e d'alli francez, e mais francez. O
joven i.ao le por outros livros; e o resultado de
ludo isto licar fallando urna gerigonea ridi-
cula que nem francez nem portugus
Ja nao estranho tanto a indiscreta adopcao de
vocabulos francezes, muilas vezes sem a mnima
precisao : com que mais embirro o quo acho
mtolerave! arremdennos a mesma svntaxc, o
mesmo andamento o mesmissimo torneio da
lingua franceza. Os que teem ostudado esta
lingua sabem, que on urt pronome impessoal
indefinido e rigorosamente urna contracao do
substantivo hommt. Que fazem os nossos ma-
caquinhos francezes? Adopto a frase franceza,
e com disconcordancia nojenlissima a cada pas-
so dizem eescrevem por exemplo tuga-
se casas, comprase telhas, &c.,&c. ; porque
em francez o verbo esta no singular ignoran-
do que nessa mesma lingua nSo ha disconcor-
dancia ; porque o on enlende-se por bomem ,
o quer dizer &c.. Sic. Em portuguez sempre
se disse Alugao-se casas comprao-se tc-
llias, &c.
Bem como toda a pessoa tem sua phisiono-
mia seus modos suas maneiras, que a dis-
coracao sentimentos contrarios ao pudor,
honestidade, ao recato d'uma virgein ? Por
mais que me exaltem os milagres, e maravillas
da civilisacoo moderna com o devido respeito
a todos os peraltas de Paril, e do globo inteiro,
eu contino pensar, queu natureza humana,
sendo sempre a mesma, sempre frao, sao, s
ser occasionados mil pengos a nimia com-
municafo, e o frequente contacto dos dous
sexos. J me disse as barbas certo buginico ,
recem-ebegado do Franca, que all.nao lia o
ii.eiioi risco em se deixar a sos em um ttte-a-
ttet mais vicosa donzella com um homem d:
educacao. Mas o que vem ser esse bomem
de educaejio no sentir dos mesmos francatripas,
que nos atordo os ouvidos com esta, o outras
expressoes tabticas ? Homem de educacao se-
r algum anacoreta macerado de jejuns, ate-
nuado de cilicios, de disciplinas, o de toda a
laia de penitencia ? Homem de educacao ser
algum sujeito octuogenario decrepito, o ca-
duco, em cujo corceo, resfriado pelo rgelo dos
annosj nao circula o flogisticodeamor? Nada
disto. Ilunicrn de educacao, segundo o voca-
bulario do bom tom aquelle, que solta suas
rajadas do francez, que cursa, ou cursou taes,
o taes aulas; que nunca entra em igrejas, que
frequenta oslheatros, os bailes, &c. que
sabe de cor, o argumentadas todas as marcas
das quadrilhas; que traja ecasquilha confor-
me os melhores fgurinos de Pariz; quo traz
tinguen) de outra, assim as linguas igualmente, urnas barbas, como qualquer Mouro, e que
A nossa muito mais transpositiva que a raras vezes lira da boca um charuto do tama-
france/.a e porque atiende muito eufona ,
sou bel prazer dcixem de infiltrar-Iho no sentadas nem urna hora c andao sempre em
passeos, nao urnas com as outras ; senao cada
urna com um cavalheiro. Dar-se-ha caso
que assim o pratiquem por incommodos he-
morroidaes ? Nao allirmo nem neg.
Bem sc que este meu Carapucciro va i ser
anathematizado por muita gente e que sobro
mira cbover os apodos e pragas. Pacien-
cia : eu digo o quo entendo assim como ellas
azem o que bem Ihes parece. Fica urna cou-
sa pela outra.
nho d'um archotc. Homem de educacao a-
Alfandega.
Bendimento do dia 23......... 11:800*618
DescarregSo hoje 24
Barca nglcza P'm.-Russel diversos ge-
nnrnc
Bcrgantim Dous-amigosvinhos.
Brigue Cicely diversos gneros.
Escuna portuguo/.a Tarujo S( l'*tlhot diver-
sos gneros
Patacho Minerva fazenda e fumo.
Brigue sueco Julia taboado.
Briguo inglezMdium carvao.
Barca albina Clara garrafoes va/ios.
Brigue Gipsy bacalbo.
monos afrancesados nada attendem e nao s' homem de educacao ao atheo pratico, e mate-
agarro alto, e malo em innumeraveis palavras rialisla professional.
francezas escusadas. senao uue at Ihearre- Eisaqui os sujeitinhos ,
medio a marcha o theor o molde sem a m-
nima alteracau ou mudanca. O que sao pela
recelo, pdeum pai deixar conversar purida-
de ou estar sos com sua fi 1 lia bella e vico-
mor parte as nossas IraducSes do francez? Nada i sa muchachinha. e inexperta das cousas do
ha mais fcil. pegar do nomo', do verbo, do j mundo! So (al se pratica em Pariz, ( do que
adverbio, da preposicao, do pronome, do arti-1 ">uto duvido) destas cousas urna ou os Fran-
ge &c.,taes e quaes esto no francez, e ce/es sao mais Irios, que urna gia, emaisa-
quaes
passal-os na mesma ordem, ecollocafao para o
portuguez : e o que sabe d'alii ? Um sarrabu-
Iho indigesto urna porcara.
As escolas e mestres de francez e inglez
andao por ahi a granel s ninguem cuida de
aprender lingua materna ; porque? Ta'vez
por entenderem que nao preciso aprender;
que basta o portuguez que nosfinsinro nos-
sas amas, nossos escravos nossos mestres ca-
padocios (muitos dos quaes escrevem saptisfei-
lo e pregunta), e o sarapatel gallo-luso, que
geralmentc se falla por ahi: mas se nos nao sa-
hornos preceitoa nossa propria lingua ; como
aprenderemos capa/mente as estranhas ? Com-
pare-se a bella e magestosa elocueo dos nos-
sos classicos com a mor parle dosescriplos de
hoje e ver-se-ba que diflercm/a. Final-
mente apezar da torrente que tudo arrastra ,
eu continuare estimar em muito a linguagem
pura dos nossos classcos.
Basta de digressao e passemos ao nosso as-
sumpto, que vem ser As meninas nos bai-
les partidas, c.Nao imagine alguem ,
que, cerrando-mc banda, reprovo cegamente
lodos os recroios c divertimentos modernos.
Nao, ; tanto nao ebega a minba chavasquice ,
nao obstante j haver entrado na restea dos ve-
Ihos. Mas com quanto baja de desagradar
muita penio o'jso sustente
u'uin CaryQo, d'um l'oicniino, d'um (Juila ,
d'um Bocage, d'um Padre Caldas d'um J. B.
Garret, e d'um Custilbo! Em nossa propria casa
nos nao faltao minas d'ondo poderamos tirar
inuitas rique/.as de elocucao, &c &c : o que
nos falla melhor juizo para sabermos apreciar,
o que nosso e nao querermos em tudo e
por ludo ser caturras dos Francezes. O que
nos falta haver, quem faca instruir, antes de
tudo, a nossa mocidade em a lingua nacional;
poniue aquello, que ignora intoiramente a Rita
propria lingua quem dcsconliece o sou carc-
ter sua ndole, suas propiedades seus idio-
tismos nem sabe capazmente as enlranhas .
nm sabe cousa que preste. Qual ordina-
riamente a nossa educacao este respeito ? O
menino apenas le na*escla (|uatro regrinhas,
qC a nequen-
cia dos bailes, das partidas, dos saraos nocon-
vm,principalmente at> menH)astat certa idade.
Ninguem ignora a frca quo sobre nos tem a
imagiinciio, mormente na juventude ; pois >' a
mesma imaginacao a fonte das nossas paixoes.
Todos sabemos, por propria experiencia quao
vidos somos de prazeres apenas se vai desa-
bocando em nos a flor da puberdade. Logo
nesse lempo que, mais que muito, importa
regular os movimentos do coraco, e mais, se
o de urna menina cujo sexo se faz mais m-
pressionavel ao prazer.
Tanto verdade, que urna joven cm quem
omecao despontar as grecas e altractivos ,
mais fcilmente sedeixa engolozinar de quanto
podeiisongear as paixoes, que a lei obriga a
cazar o seductor com a donzella at a idade dos
17 annos. O que se pode pois razoavelmente
esperar de urna menina que no perde sarao,
e que como peca obrigada de todos os bailes ?
Urna menina, assim dirigida, ordinariamente se
torna fatua distrabida, vaidosa to funco-
nista que nao traz o sentido em outra cousa ,
paleos, que o nosso animal preguica, ou sao
todos uns servos de Dos mais fortes, que o
apostlo S. Paulo que so queixava dos assal-
tos da concupiscencia, ou por l as nocesde
honra sao mui diversas das nossas.
Que homem de educafo nao oi o sabio A-
beilurd ? Entretanto, encarregado de instruir a
bella Heloisa, achando-se quotidianamente ao
p Bella, la! paiiSo roncebeo, e iuspirou que
os seus amores drao brado o mundo, o ainda
hoje excito a compaixao dos coraces bem for-
mados. Desdo que o mundo mundo, existe
a mlua inclinacao dos dous sexos; desde a
mais remota anliguidade so reeonhece, que o
amor urna das mais violentas, e tempestuo-
sas paixoes do espirito humano e com tal
pujanea, que, no sentir de todos os moralistas,
s se vence, fugindo do objeto, que a oxcita.
Como pois pode ser sem perigo a frequente com-
municacao de urna mulher na primavera do sua
idade com um homem estranho, e de ordinario
avezado liberlinagem? E ser de presumir,
que desfechem em vao as expressoes lisonjei-
ras, as palavras amorosas, os ternssimns pro-
testos, que um magano dirige urna joven
iiexperienie o tudo isto no meio de diverti-
mentos de dansas e de cousas todas provo-
cadoras do prazer ? Cjue homem ha abi, a
nao ser j nlgum Santo canonizado que pro-
curando nsinuar-se no coracao d'uma menina
vicosa e abeja de OMWStes, fique co, ao p
della, em materia de finezas, e requebros ama-
torios ? S se fr algum estuporado e este
nao vai bailes.
Nada ha mais precioso nada mais estima-
vel, do que a candura e innocencia d'uma
virgem cujo brilho qualquer spro, menos
honesto, pode cmbaeiar. Logo nao entendo ,
soja indiflerentc qu? urna menina passeio pe-
lo brago e converse a sos com qualquer dos
chamados cavalheiros de quaJrilhas, e que bem
pdem ser cavalheiros de industria e cava-
lheiros d'encamizadas amatorias. Alm disto ,
a menina que se habita nao perder sarao ,
baile <&c. ; torna-se preguicosa e aborrida
para ludo mn, mormente para ccsas soiias.
o que deinando reflexao e estudo. De or-
dinario s cuida as galas e lou^anhas com
que se ha de apresentar na partida tal na so-
ciedadequal, no baile &c. 5c
Nao digo que urna joven nunca v um s
desses divertimentos. V sim na companhia
de sua mi. de sua lia Aic.
Alovimento do Porto
Navios entrados no dia 23.
libas de-Sandwich tendo sabido do New-
London ha 1G mezes; galera americana
Imitan Cheif, de 404 toneladas; capitao
James T. Skniners; equipagem 30 ; carga
azeite do peixe : consignafo do capitao.
Babia ; 9 dias; hiato de guerra brasileiro C'ai-
sador ; commandante o capito-tenente Er-
nesto Alves Branco Muniz Brrelo.
Teto-Fulklaend ; 40 dias ; barca americana
Norte America ; de 387 toneladas ; capitao
Deitin ; equipagem 26 ; carga azeite.
Navio sahido no mesmo dia.
Parabiba ; hiate nacional Pureza de Maria ;
capitao Jos Maria ; carga varios gneros.
Observac&o.
O hiate nacional Cassador
il arh flinrifl Je maair;!'-" n
Gararapes.
"II u
traz 4 soldados
o i'i ifur CaCfia
Edita!.
O Illm. Sr. inspector da thosouraria das
rendas provinciaes, em cumprimento da ordem
do Exm. Snr. presidento da provincia de 6
do correnle, manda fazer pblico que no dia
4 do mano prximo vindouro se arrematars ,
perante a mesma thosouraria conforme o re-
gulamcnto de 11 de julho de 1843 os repa-
ros da ponte dos Carvalhos avahados na quantia
de 430,000 rs., os quaes devero sor oxecuta-
dos sob as clausulas especiaos abaixo transcrip-
tas.
As pessoas,a quem convier n enipreza,compa-
recao na sala das sessoes da roparticao no men-
cionado dia 4 de marco ao meio dia.
Secretaria da thosouraria das rendas proin-
cscs uC Oiiuiiiiiueo 22 de fevereiro do ioi i.
O secretario ,
Luiz da Costa Portocarreiro.
AP.COS E PONTES.
Reparos da ponto dos Carvalhos.
Clausulas especiaes.
Os trabalhos e obras dos reparos da pon-
Ci
mas peucas ve-
senao nessas lolgangas. Ahi tudo, que ella ve, Izes e como por fruta e nao quantos hajao
tudo, que ouve, tudo, que a rodeia deve em urna cidade e assim por modo de funeco-
nista de profissao. V embora unta ou outra
agitar-lho a imaginacao, edispol-a para a mais
poderosa, o arriscada das paixSes, qiia!
amor.
ouio ; mas nao ha precisan de conversar em
A' essas reunioes concorrem homens de toda Z'Trlle1C0,r(>nllUn?Uer, """T q"C Pr a'"
laia; ese este, ou aquelle gravo, sisudo. "'parec,a estropeada quo para an-
iionesio, naolallao por alljovensempreen- 1"*" "",?? 0 ba"e care-a do encos'o Jos
dedores, e habilsimos generaos do exercito de snrs' caval'ie"'os. Observo que as mulheres.
Tupido, que se nao oceupao senao om azer 1ue /re<|uento as igrejas esto all sentadas
conquistas. Esercrivel, que taes maganos j '10ras esquecidas sem precisaren! de passear :
que dio o Dome de grammattea portuguesa e gosando do privilegio de passear embrafados entretanto que as que vao aos bailes, e sa-
seui mais neubum outro cjnhecimento da lin-j com qualquer menina, e de cochichar com ella ros pela mor parte nao pdem conservar-so
te dos Carvalhos sero leitos pela lrma sob
as condicoes e modo indicados no orcamento .
apresentado approvacao do Exm. Snr. presi-
dente da provincia no 1. de fevereiro de 1844,
pelo proco de quatroeentos o trinta mil rs.
2.* O arrematante comecra as obras no pra-
zo de um mez, contado em conformidade do
arlisio 10 do nuu\inn*tiU para as arremstiySes
de 11 de julho de 1S43.
3.a As obras devero ser conecluidas no
praio de tres mozos contados da mesma poca
do que a precedente.
4. O pagamento d'arremataciio realisar-se-
ha cm quatro prestaces do modo e as pocas
determinadas no artigo 15 do regulamento pa-
ra as arrernataces, de 11 de julho de 1843.
5.a Para tudo o mais que nao est determi-
nado pelas presentes clausulas soguir-se-ha in-
uiiaiiicnltj o que (iispo o regulamento para
as arrematadles, de 11 de julho do 1843.
Reparti'cao das obras pblicas 13 de feverei-
ro de 1844. O engenheiro em Chela ,
L. L. Vautkiir.
p taracoes.
= A il 11 ni strador da meza
de rendas gerael


3
internas avisa aos devedores dos impostosdo
banco seges da decima do mo mora e
taxa de escravos dos tros bairros de Sanio Anto-
nio Boa-vista e Affogados que venhao
pagar al o "un do corrento mez, o que devem,
visto ja estar prompta a relaciio para juizo. Re-
cebedoria 23 de evereiro de 184i.
Francisco Xavier Cavalcanti de //Ibuyuerque.
Convida-se aos credores do delunlo Georg
Anglin subdito iogloz de comparccercm
no consulado britannico hoja 2i docorrente
meio da.
hospital du:abidade.
Observado de um cancro do globo do olho ,
curado pela extirpado doollio, pralicada pe-
lo snr. Jos Francisco Pinto Guimaraes 1."
cirurgiao dos hospital da Caridad o desta ci-
dade.
Nos fins do anno prximo passado cntrou
no hospital da Caridade um homem branco ,
obrenoineado Jarreto de 49 anuos de idade,
com o olhodireitodegenerado n'umconsideravel
tumorcancroso ; o o snr. Pinto Guituaraes em
cuja cinfermaria fui elle admettido vendo que
nao exislia duathcso ou cachexia cancrosa e
a viva instancia com que o enfermo implorava
qualquer soccorro que o lisesse escopar da
alTrontosa morte que do pcrto o ameac.ava ,
decedio se a operal-o apesar da facilidade
com que esta molestia se rep'oduz ; mas antes
disto, consultou a esto respeito os senho-
res doutores Felippe Nery Pinto Ferreira ,
o Dorncllas os quaes vota rao todos nnanimi-
mente pela operuciio.
Em seguida depois de preparado o enfer-
mo, o ajudado dos senhores doutores Pinto, e
Ferreira, o snr. Pinto Guimaraes praticou a
extirpacodo olho,pelo procosso de Uupuytren,
sem que resultasse accidentu algum triste; ape-
nas diasdcpoisda operadlo, appareceu.na pare-
de inferior da rbita um ponto fungoso que
destruido com a pasta de Vienna nao repu-
lulou mais tea saida do enfermo do hospital,
que leve lugar no t.de Janeiro deste corrente
anno. O olho achava se inteiramente cancroso:
o tessido cellutar da rbita ervo ptico ,
msculos o parte posterior do olho estavao com
plutamentu scirrhosos ; e a parto anterior des-
te apresentava urna mistura de scirrho e fu-
i hematoides.
A glndula lacrimal nao foi extirpada por
se achar em bom estado nao obstante a maior
parte dos praticos recomendaren) sempre a ex-
tirpadlo della o queelTectivamentc se torna
indispensavel quandoella aflectada. Mas,
quando esliver saa deve ser sacrificada? Sim ,
se fosso verdade que ella secreta lagrimas ,
que humedecern continuamente a rbita ; mas,
se he verdade como alirina o snr. Nidal de
Cassis, e se observou neste enfermo que
ella so alrophia cessa suas funecocs logo que
o olho deixa do existir que necessidade ha de
Bggravat a operario, extirpando-a, (|uando
ella esliver saa ? Esta operaco, senoapri-
meira desta especie que aqu se la/, secundo
pareco 6 ao menos bastante grave para me-
recer toda publicidade.
A barca francesa Came/i'a.tendo Bina parto
da carga prompta o excedentes com modos para
pasSajjeiros, seguir infalliveliiicnte para o Ha-
vre no dia i de marco para carga o passagem
lalle-se com o capilao Guilhert, ou aos coixig -
natarios liolli & Chavannes,
Leudes.
Kalkmann & Bosemund farao leilo, por
interveneao do correlor Oliveira do variado
sortimentode fazendas inglezas francezas, al-
lemiies, csuissas de seda 18a, linho, o algo-
dio clgumas das quaes serao vendidas por
precos muito commodos: terca feira 27 do
corrente, as 10 horas da manhaa, om seu ar-
ma;cm da ra da Cruz.
Terca feira, 27 do corrente, se ar leiliio
de urna porciio de fumo por conta de quem
pertencer, no armazem de Fernando Jos Bra-
guezjunto ao arco da Conceco.
modo ; quem do mesmo engenheiro precisar ,
dirija-se ao hotel do beco da l.inguta.
Precisa-se de um letor para um sillo ,
distante desta praca legoa e meia; a pessoa, que
estiver nestas circumstaneias, dirija-sc ao ar-
mazem na ra da Scnzalla-velba n. 100, ou no
engenho S. i'aulo freguez-ia dos Aflogados
RAPE FINO i'IUN K/\
DA BAHA E RIO-DE-JANEIRO.
= Acha-se venda o mui excdeme ra-
p da o va fabrica de Godinho da Babia,-e do
Bio-de-Janciro pelo mdico preco de 1:000 rs
cada libra : este rape chegado ltimamente ,
e lorna-se muito recommendavel pelo seu bom
aroma : roga-se aos compradores, dosedin-
girem ao nico deposito existente n esta pro-
vincia na ra da Cruz n. 16 que anda
encontrarn meias libras e levando porcSo se-
r um preco muito rasovel.
= Matbeus Austio & Companhia mudaro
o seu cscripturio para a roa daAlfandoga velha
n. 36 aonde loi oantigo escriptorio do lal-
Segunda feira, 26 do corrente, a 10 horas locdo An((H11) Marqae*~da Costa Soares
do da, se f.ir leilo de duas excedentes carrosas
com caixiO o com os pertences proprios para
vender agua na rui,estas carroecs cada urna com
o seu competente cavado, c estes muito bem en-
sillados ; os pretendentes, dirijo-se confronte
o Passeio-pblico casa n. 12.
Avisos diversos.
*<
Avisos martimos.
Pura o Cear sai nesles 8 dias, por lera
"MWI < ll'l l lllp'l
sp=

Fiordo Mar; quem no mesino quwercarre-
gar ou ir de passagem dirija-sc a bordo do
mesmo hiate ou a ra da Cruz n. 26 venda
do S Araujo & Irmo.
Para o Maranhao pretende sahir no dia 1."
de marco o brigue-escuna Laura recebe pas-
sageiros, eos senhores, que quizerem ir de
passagem pdem fallar com o capitao lodos os
dias na Praca-do-commercio.
Para o Bio-de-janeiro pretende sabir nes
tos 8 dia- o patacho Alinerva concluindo o
freto do seu carregamento do contrario seguo
para o norte ; os senhores que quizerem
carregnr ou fretai dirijao-sc a Manod Joa-
quim Pedro da Costa.
Para a Babia segu no dia 25 to corrente
impreterivelmente a somaca Estrella-do-Ca-
bo no caso de poder adquirir 300,000 rs. do
l'relc alm do corregamentoque tem a bordo,
por isso os pretendentes pdem entender-se
com o proprietario da mesina na ra da Cadeia
n. 51.
= James Crabtree & C.'teem a fretar para
qualquer porto da Europa os seguintes navios
todos da
LOTERA DO GUADK*
LUPE.
W Corrctn hje as rodas
(Pesia lotera
zerem approveitar
lante dos hilhetes, cllcs se
vender at esse momento.
= Na Rua-augusta outr'ora Palacete, so-
brado n. 9, tem p.ra nlugar, por mez para al-
gum sitio perto da praca, um escravo moco ,
fiel i robusto, e sem vicio de qualidade algu-
ma eafianca-se ser ptimo trabalhador de
enxada,
= A pessoa, queannunciou querer recolher
em urna casa ou aula particular urna menina
de 8 annos para sor educada ; dirija-se aula
da ra daConceicao da Boa-vista n. 8, que
encontrar o que deseja em beneficio da tal
menina.
O agrimensor, abaixoassignado, oflerecc
os seus serviros s pessoas que tiverem proprie-
dades demarcar e afianca a mais. escrpulo
sa exactidao e o maior zelo no desempenbo da
sua arto ; devendo todos os que do seu prest-
alo 86 quizerem utIisar,dirigrem-se (porcarta)
ao mesmo ahaixo assignado, na Bua-direita ,
sobrado n 121. '
Joaquim da Fut teca Soaret de Figvei>edo.
= No botequim ao pe do theatro continua a
haver sorvetcs de frutas muito beni feitos.ocom
muita limpeza das 5 horas e meia em diante:
assiin como bom cafe tanto com leite como
sem elle muito bons charopes de diversas
qualidades ejuntamente licores, serveja e
chapangne.
=: Embarca Manoel Jos Machado Malhei-
ro (i.ii.i > !i-u:|iu:iia u Mas esclavas no-
za de naeao c Alaria crioula com urna
rUba.
= Aluga-se o terceiro andar da casa da ra
do CJueimadu n. 32 confronte ao beco da
Congregacao ; a tratar na mesma casa.
Aluga-so melado de urna casa, em urna
das principaes ras a urna senbora capaz ,
com pouca familia; no pateo do Carmo n. 24.
= Joao Jos Bibciro embarca para o Rio-
de-janeiro o seu moleque de nomn Joo.
_-. Manoel Francisco do Reg, subdito Por-
tuguez retirase para a Ilba-do-S. -Miguel
a tratar de sua sade.
=r O encadernadorF. A. Bastos, morador
na ra do S. Rita-nova n. 88. avisa a todos
os seus freguezes, que se acha prompto a exer-
cer toda a qualidade de obra por preco com-
modo e apara papel de '0 resmas para cima
a 120 rs. a resma coma mesma promptidao;
e tambem vende tinta prela para escrever, j
muito acreditada livros em branco e papel
a I maco.
sss Constantino Jos Felippe S. Tiago abri
um novo deposito de farinha de mandioca para
commodo e boa
\j
a primeira classe, de superior construc-j vender a retalho por preco commodo, e bi
. muito oiiiGS : O brigO ingle* Muty i liiudiua v pioiiictc seipr td" tmiiui hcS
Hontuell, do 18V toneladas; o brigue ingle/. boa ; os freguezes, uue quizerem (UrijSOrM
Jave de 170 toneladas ; a barca ingle/a Ja- 'a Fra-de-portas na ra nova deS. Amaro ,
mes Stasart do 214 toneladas. casa n. 16.
= Para o Porto salur no dia 5 de marco a = m engenheiro rancez, recentementc
barca portugueta BUa Pernambucana ; quem'chegadod Franca que foi de urna compa-
quzercarregar, ou ir de passagem trate com nbia brasilcirade paquetes de vapor do Bio de-
o capitSo na Praca-do-commercio oncoino janeiro offerece ao respeitavd publico seus
consignatario rlhomaz de quinoFonseca na servicoa para engenho de todas as qualnla
ra do \ gario n. 19. del de vapor, c outros obras, por preco com-
= Fina pessoa queda liador a sua con-
ducta e que por ella se esponsabilisa pro-
poe-se a servir de criado em qualquer casa ca-
paz ou a administrar qualquer obra, assim
como tratar de cavados e dirigir qualquer ca-
vallaricc visto a in elligencia que tem para
esse fim ; quem o pretender dirija-se BC lu-
gar do Corlume dos Coelhos na loja da casa,
que foi de Antonio Coelho da Silva.
Aluga-se um sitio no lugar de Bebiri be,
com casa equarto, trra sufficiente baixa
para capim e arvoredos de fruto; quem o qui-
zer comprar, ou alugar dirija-se a Rua-ve-
Ihan. 113.
Contina-se a tirar folhas corridas, e pas-
OS (jlie S (|U1- aportes para dentro, e lora do imperio, com
do res- muita ,,rev'(ln,l('1 e Preco commoi, > na rua
do Rangel, n. 3.
=. \ luga-se, por preco muito commodo, o so-
brado n. I? da rua do Vigario, de tres andares,
e sotao com urna (rente para a mesma rua e
outra para a do Burgos com commodos para
urna grande familia e em lugar mui proprio
para escriptorio, o residencia do qualquer nego-
ciante; quem precisar, dirija-se ao Alterro-da-
Boa-vista n i2 segundo andar.
Manoel Goncalvcs Guimaraes pela segnda
vez avisa a todas as pessoas, que teem penhores
em poder do annunciante com os prazos venci-
dos, e declaraces nos papis de que,nao tiran-
do os ditos penhores no prazo ficaro seus do-
nos sem direilo a elles, o annunciante por
contcmplacao que tem tido com algumas pes-
soas da mais o prazo da 8 dias para seus do-
nos os virem tirar, e nSo o fazendo o annun-
ciante se regular pelo papis, quecm sua mfio
existem.
Na ruado Sebo .casa n. 22. ha para alu-
gar urna pieta de naeo.e na mesma casa lazem-
se todas as qualidades da doces para enemnen-
das e tem j promplos quatro barra de famo-
sos tamarindos, o alguns barrizinhos de varios
doces.
- Boga-86 ao snr. thesoureiro da lotera de
N. S. do Guadclupo que, no caso de sabir
premiado o bilhete inteiro n. 1338, assignado
no verso por Jos Joaquim de Faria Maxado e
Jos Martins da Cruz niio o pagem se nao
aos ahaixo nssignados por screm os seus legti-
mos donos o estes o terem perdido. Jos
Joaquim de Faria Maxado, e Jet Miif tito
da Cruz.
= James D. Pennell retira-se para fra da
provincia.
Precisa-sede urna pessoa capaz que se
queira engarregar de ir cobrar dividas no mat-
to e quo d fiador a sua conducta ; quem es-
tiver nestas circumstaneias, dirija-se a rua do
Oueimado loja de meude/as n. 53.
Aluga-so o segundo andar do sobrado da
rua estreita do Bozario n 18 : a tratar na rua
do Nogueira n. 27.
= Aluga-se urna casa terrea na rua do Mon-
dego n. 99 com duas salas 4 quartos co-
zinliafra, duas cacimbas um grande quin-
f ,1 /nrn vnrinc ^rvOTCloS de eS^flfiOS C O
fundo at a baixa-mar; a tratar na mesma
casa.
Alugao-se duas casas terreas urna na rua
do Hospicio n. 46 com bons commodos ,
quintal e cacimba e a outra na rua de S.
Goncallo com quintal; na rua da Cadeia-velha
n. 36.
D-se a premio 500,000rs. ainda mesmo
em pequeas quantias de 50.000 rs. para cima,
sobre penhores dcouroou prata ou qualque
joia ; na rua da Cadeia n. 46 ioja de cha-
peca.
CAUTELLA CONTRA AS
PALC1FICACKS j
Constando Meuron & C.*, que ora algu-
mas vendas e tojas desta oidade se rende um ra-'
P com a falsadeoominacao dQapArta-prcta
e com astuciosa imitacio dos botes rtulos ,
e sellos da sua fabrica fazem scienle aos seus
freguezes, o aopblico que em resguardo da
sua propric lade o dos seos direitos accrescen-
tao sua firma an sello do muco deposito do le-
gitimo Rap Area-preta, que permanece no
mesmo lugar, rua da Crua do Becife n. 26.
Por tanto qualquer outro rap, que se in-
culque dcbaixo desta donominacao <; urna
lalsificecSo dos produi tos da fabrica de Meuron
C. inventores, o nicos proprictaros das
,abricas de Rafe Area~pretatanto na Babia ,
' no Bio-de-janeiro e MaranbSo como em
I Pernambuco e roga-so aos senhores compra-
dores de acautellarem-se contra u> fraudes.
- Precisa-se de una ama de leite captiva ,
'ou forra; a billar na rua da Madre de Dos
loja de fazendas n. 12.
Perdeo-se desde o Monleiro at Pon-
te-d'Fchoa, um relogiod'ouro sendo urna
das faces de vidro, com mostrador e ponteiros
d ac e prezo no me d ouro : roga-se quem o liver adiado do
levar Praca-da-indcpendencia loja de livros
I na, 6o 8, quo sera generosamente recom-
pt usado.
Na DOUto de 22 do torrente enlrrao
pelo tediado ila casa da preta Romana,daCosla,
situada na estrada que vai da Ponte d'Ucboa
para a Cruz d'Almas e sabendo que ella nao
costumava dormir em casa Ihe roubarao um
taboleiro com meudezas, urna lata com litas ,
urna caixa de papelio com bicos o pontea; t
pessa de algodozinho 2 de madapolo e va-
rios oulros objectos : roga-se |tieni soubei
aonde existem algumas destas cousas de par-
ticipar no sitio da capella da Ponte d'Ucboa ,
aonde receber trinta mil rs. de gratificado,
prometiendo se guardar todo osegredo.
Felis Francisco de Sousa Magalhes mu-
dou-seda rua do Oueimado para a das Frin-
cheiras n. 8.
Ainda que laca voto alguem, e effectiva-
menlo se resol va, depois de concertado, plano
regular as suas acedes com as normas do do-
ver e todo devotado ao rumprimento das suas
ohrigaces c aos seus negocios domsticos ,
indiflerente seja vida e aeces albeias, urna
vez que o nao offendao ; nao pode contar-so
livre de trabadlos intrigas, o calumnias quo
com venenoso fe I amargrao e corrompen! a
docura da sua vida perturban a sua tranquilli-
dade e paz e allligem o seu espirito. Em
pregado, ha / anuos,na alfandega d esta provin-
cia de Pernambuco sem em lempo algum abi
me ler oceupado senao do comprimento das
obrigacoes annexas ao lugar: tenbo por infeli-
cida ie sido victima do odio e aversao de pessoas,
i quem junis de modo algum tenho oflendido,
eresignado,silencioso metenhoconservadotran-
quillo em minlia conscieucia, que se nao re-
umrde porque nao tenbo oflendido a alguem.
Agora porm, por fatalidade inexplicavel, o ge-
nio do mal, desenvolvendo maior energia as
senlou persogur-mo o tem segundo me af-
lirino, feito correr o boato, de ler l'eito e man-
dado por oulrem escrever denuncias contra o
empregados da alfandega c que, ficando o
confidente com os autbographos, que di/.em
terem sido leitos por minha lettra os entregou
ao empregados ; e bem assim uns lnHieles, em
que se diz ler eu oflerecido SOOjOOO rs. para
me restituir os autbographos. Oh maldade
inaudita Tranquillo em minha consciencia
( oUrmn perante Dos c os bofliS&S ) quo
nunca escrevi nem mandei escrever taes pa-
pis e menos denuncias dei de alguem em
lempo algum ; o assevero ser falsissima essa
imputacao que dizem se me ter feito o fal-
ssima afirma que do mcu nomo dizem estar
em taes documentos: pois nunca escrevi o
nem mandei fazer tucs papis, e nem nunca os
vi c sao ( ser verdade o que dizem ) in-
vento excogitado para indispr me, c salisfa-
zer odios e paixoes injustas,
Appareca perante rnim esse sugeito quem
dizem, dei os autbographos para copiar apre-
senlc-sc quem quer, que assim me molesta,
exhiba esses documentos, o ser descoberla a
falsidade se existem taes papis dpsrobor-
to ficar o engenhoso autor da falsificagao. Se-
guro da minha innocencia escudado na minha
consciencia convencido que a verdade nao
se pdesuflocar, nao temo. Appareca quem
quer, que tanto me detesta e procura arrui-
nar e a verdade apparecer.
Rogo-Bies, snrs. Redactores, que tenho a
liondade de publicar estas linhas com o que
Ibes ficar ugradecido Seu venerador
Jtnuino Jos Tavaret.
Jos Jacinto de Medeiros, subdito Por-
luguez retira-se para a llha-de-S. Miguel
= Csar Kruger retira-se para a Europa.
= Joo Borges Carrero retira se para lora
do imperio.
. = Luiz de Carvalho, subdito portuguez, reti-
ra-se para bra da provincia.
= Quem annunciou no Diario de quarta-
feira, 21 do corrente, precisar de 500j, ou
600i) is., sob bypothecado escravos, annuncie.


V
D-se' dinhero i premio sobre penhores eugomma ecosc, por preco commodo, ven-
1
do miro ou prah ; na na da Praia n. 22.
Osnr. A Joaquim l'ereira quena diri-
gir-so a ra do Cahug Ioja n. 16, a nego-
cio de s<'u interesse.
Qaem precisar de um caixeiro para ven-
da, ou outra qualquer occupaeao dirija-se a
roa do A mor i m venda n. 17.
s 1". J d'Arien retira-so para fra do im-
perio.
Osnr. Joan da Rocha Cavalcanli queira
annunciar a sua morada, que se he desoja tal-
lar a negocio de sen interesse.
Pedro Dias dos Santos embarca para o
Rio-grande do sul os seus escravos de nome
Luis e SebastiSo.
Aluga-se urna casa com armacao para
qualquer estabeloeimonto, sita as Cinco-pon-
tas o outra no fundo com (rente para os Bair-
roshaixos; a tratar as Cinco pontas n. 45.
Alugo-se 3 moloques para venderern
pao rom um caixeiro vallando ao meio dia ,
ou no frn da venda para a casa de seu snr. e
tambem se alugao por dia ; na Roa-imperial
n. 25.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
esquina do liceo do Poixe-rito que vira para
a ra do Qoeimado ; a tratar na Ioja do mes-
rno sobrado.
D-se cem mil rs. a premio sobre penho-
res ile ouro ; no beco do Veras n. 11.
- CJuem perdeo no dia 22 do corrente, um
lenco de cassa com estas lettras C. S. D. B ,
dirija-se a Rua-velha n. ICO que, dando os
signaes, llie ser entregue.
Furtaro no dia dia 21 do corrente, da
capella-mor da matriz de S. Antonio do Reci-
fe, um purifcadorcom seu prato e lampa
'lora tudo de prata dourada ; roga-se a qaem
or ofTerecido ou souber de tal furto de le-
var ao guarda da mesma matriz que sera re-
compensado
Precisa-se de 200,000 rs. a juros de 2
por cento ao mez dando-se por seguranca um
bom escravo official de carniceiro ; quem qui-
zer dar annuncie.
Precisa se de urna preta forra de 40 an-
nos que se qiicira sugeitar a ser ama de urna
casa de um lomem solteiro somonte para fa-
rer as compras diarias; as Cinco-pontas, ven-
da! ns. 1 e 7.
= Manoel Francisco do Rogo, subdito Por-
tuguez, rerira se para a llha-de-S.-.Miguel a
tratar de sua sade.
Deseja-se recolhcr a urna casa, ou au-
la particular, urna menina de 8 annos, a quem
se d loa cducacio moral e se ensine com
todas as prendas inherentes ao seu sexo, nao
se duvidando pagar se bem ; para se tratar c
roceber os necessarias explicacoes dirijao-se
ao sitio grande do Mondego ou na ra da
Cruz n. 16.
= flerece se um moco Brasileiro para en-
sinnr primeiras lettras com toda aperfeigao, que
para isto tem os conbecinientos necessarios, em
algum engenho ou i m outra qualquer parte;
quem de seu prestimo se quizer utilisar an-
nuncie.
= Precisa-se alugar um sobrado de dous
ou 3 andares sendo as ras seguintcs ; Col-
legio, I.ivramento larga ou estreita do Ro-
j-ario : na ra doCoiiegion. S.
= Alugao-se o moradas de casas terreas si-
tas no Atierro-des-AITogados, a 1000 rs. ca-
da urna ; deronu u muiruuo Muniz n. 67,
primeiro andar.
= D-se dinbeiro a primeiro mesmo em
pequeas qnantias, com penhores de ouro ;
na Rua-nova 55.
dse por motivos particulares e nao por de-
feitos; na ruadas f.arangeirasn. 5.
Vende-se urna ptima escrava crioula ,
engomma cozinha cose alguma cousa e
tem outras habilidades; umeabrinha do 14 an-
nos muito esperto ; na ra da Cadcia do Re-
cie n. 26.
= Ycndem-se 23 bestasde roda, todas no-
vas cem boas carnes 11 bois mancos, gor-
dos dous carros um rodete de engenho ,
dous atacadores de Ierro e mais alguns uten-
cilios de engenho ; em Goianna no engenho
Pitu-ass.
Yendem-se diversas qualidades de pas-
saros muitn bons cantadores; na ra do nicho
do muro da Penha n. 12.
Vendem-se 24 cadeiras com assento de
palbinba ; na Rua-bella n 26
= Vendem-se ricos chales c mantas de se-
da matizadas sedas de -todas as qualidades ,
sar|a prota hespanliola dita preta e branca ,
dita preta de loa cambraias adamascadas, sa-
pato de marroquim couro de lustro setim,
e borzeguins gaspeados para senhora-, ditos
para homem luyas de seda preta curta e
compridas meias de seda de todas as coros pa-
ra senhora, lencos de grvala cscocezes do ul-
timo goslo ditos de seda de diversas cores,
ditos pretos de gorguro com flores assilinadas,
ricas abottiaduras para colletes ricas mantas
de setim maco matizadas, para grvala, len-
cos de dito pannos finos de todas as qualida-
des ; merino preto enfestado dito mais or-
dinario duraque preto, laa dequadros, brins
de listras de muito bom gosto para calcas, cortos
de la e de chita para vestido, riscadinhos mu i
tinos e de cores (xas, chapeos pretos de mas-
sa Lo-Roy opodeldoc chegado recente-
mente de Franca assim como diversas fa/.en-
novos a 1000 rs. arroz de casca a 4000 rs. o
alqueire da medida velha ; no pateo do Carino,
esquina da ra de Hortas n. 2.
Vende-se urna escrava de nacao Ango-
a de 24 annos, engomma cose cozinha,
linho adamascadas com comprimento de va-
ra e meia al 5 varas de qualidade superior.
com guardanapos ; lonas da Russia primeira
sortc e farello novo em saccas de 3 arrobes;
em casa de H Vlehrtcns na ra ra da Cru
e lava ; urna crioula de 15 annos, cozinha n. 46.
lava serve bem a urna casa ; duas ditas de = Vende-se cha lnsson siiper.orn 2100 is.,
nacao boas lavadeiras, cozinheiras, e quitan- bolaxinha ingle/a pequea a 280 rs. dita do
deiras na ra das Cruzes n. 41 2." andar. ce a 320 rs. tapioca mu.to alva a 120 rs ,
= Vende-se um diccionario francez o por- amondoas a 240 rs. passasa 200 rs. figos a
tuguez, por o capitao Manoel de Souza, cor- 160 rs. amenas a 280 rs chocolate a -v.
recto, e augmentado por Costa e S* 2 v rs. espermacete de 6 em libra a 800 rs. pa-
em folio, bom encadernados ; na ra do Col- pe de machina em meias resmas de BQ cader-
leio n. 16. nos a ^00 rs., sevadinha de Franca a 280 rs. ,
Vende-se um sellim inglez em bom uso ; sevada o 100 rs. queijos a 1000 e 1120 rs..
na ra do Oucirnado Ioja n 25. ciichofre a 100 rs.; na ra das Larangeiras n. ||
Vende-se lapim preto de superior qua- = Vendem-se ricos cortes de seda preta
lidade, para vestidos ejaquetas; na ra do para vestidos, sarja preta larga, e estrella,
Queimado n. 25 Ioja de Guilherme Sete. luvas de seda sem dedos curias e cmpralas .
= Vende-so doce de caj de calda por sortimento de calcado para senhora cheos
preco commodo ; na ra por detraz do llica- pretos da ultima moda para homem, e outras
tro o. 20 segundo andar. '"uitas fazendas por preco commodo ; na Ra-
Vende-se erva-docc, muito nova, a 7000 nova, Ioja franceza n. 17, de F. Regod & Com-
rs. a arroba e do oito libras para baixo a 240 panhia.
rs. a libra ; na ra do Rangel n. 81.
= Vendem-se arithmeticas, algebras, e geo
Compras
Compra-so um cavado, que tenha bons
andares, que soja novo ; tambem se faz nego-
cie sendo arreado com todos os-seus pertences ;
na ra de S- Rita-nova n 91 das 6 as 9 ho-
ras da manhaa e das duas as 5 da tarde.
Compra-so urna negra moca sem vi-
cios nem achaques que saiba cozinhar, en-
gommar cuuser; na ra do Vigario n. 23,
primeiro andar.
Compra-se urna lileira em bom estado ;
na ra do nicho do muro da Penha n. 12.
Compra-se um sellim inglez em bom es-
tallo ; na ra do Oueimado n. 4.
Compro-se urnas ordenaces novas ,
ou mesmo com algum uso; na Rua-imperial
n. 9.
__ Compra-se urna escrava parda, ou pre (
ta que seja moca e boa engommadeirs, e
costureira ; na ra iarga do llozario sobrado
n. 48.
Vendas
das inglezas, e um completo sortimento de
obras leitas corno sao casacas, aquetas, calcas ,
e colletes de seda tudo da ultima moda por
proco commodo ; na Ra-novan. 29, Ioja de
Riogo Jos da Costa.
Vendcm-sc 22 milheiros de lijlos e
travs de pinho recenlemente chegadas de
Goltemburgo ; em casa de Me. Calmont & C. ,
no largo do Corpo Santo.
= Vehdem-se meias de linho da Escocia ,
para senhora a 1000 rs. ditas pretas de seda
para homem a 1000 rs. lencosde seda supe-
riores a 800 rr ditos de la adamascados pa-
ra Si-iiiioru a 640 rs bicos pretos finos a 160
e240a vara chitas encarnadas a 180 rs. o
tovado, ditas de assento escuro finas a 180 rs.,
cassas de listras de cores a 200 rs. o covado ,
ditas de quadros 180 rs. corles de chitas fi-
nas com 13 covados a 3000 rs. chitas rance-
zas a a 200 rs. e outras muitas fazendas por
preco commodo ; na ra do Cabug Ioja de
Antonio Rodrigues da Cruz.
Vendem-se casacas e sobre-casacas de
panno fino dilasde merino, duraque, brim,
e riscadinhos, aquetas o colletes de todas as
qualidades, calcas de panno fino de la, e de
brim chapeos francezes modernos ditos de
sol com barra botins francezes de bezerro ,
rucios ditos de couro de lustro ditos gaspea-
dos, sapatos de pala deorelha e couro de
lustro, ditos de panno para andar em casa ,
ditos de todas as qualidades para senhora lu-
vas de pellica e algodao para homem e senhora,
mantas e gravatas de cores lencos de gorgu-
ro, dito de seda para algibeira p9nno fino
preto superior de rela branca ditos do cores,
brins de difforcntes qualidades laa merino
preto e verde superior setim preto de ma-
co ditos de edres para collete sarja rnuilo
larga para vestido camisas braneas medidas
para alfaiate com sua competente caixa e
outras muitas fazendas ; na Rua-nova, n. 32,
Ioja do Manoel do Amparo Caj.
Vende-se por 80,000 rs. um piano do
construccao ingleza em meio uso proprio
para se aprender a locar ; na venda da esquina
da ra que vai para o quartcl de polica.
\ ende-se urna negra ptima cozinbeira,
cnirommadeira e costureira vende-se por seu
snr. relirar-sc par silbas; na ma iarga do
Rozario, Ioja de meudezas n. 35.
= Vende-se urna venda na ra do Rangel
n. 5, a dinbeiro ou a praso corn firmas; a
tratar namosma.
Yendem-se superiores charutos de rega-
la chegados ltimamente da Babia em ra-
xas de 100 200 e 250 por prege commodo;
na ra da Cruz n. 37.
Vende-se salca-parrilho de superior qua-
lidade ebegada ltimamente do Para nnr
preyu cummodo ; no arina/em de Fernando
Jos Braguez ao p do arco da ConceicSo.
Contina-so n vendar cafe cn gro ..
140 rs., e moido a 200 rs., sevada nova a 80 rs.,
pacas a 200 rs. letra a 240 rs. nozes e ave-
ies a 120 rs. cha hisson a 2400 rs. bola-
Vcndc-se urna balance grande com pe- metria de Lacroix para uso do Lyceo o ,1,
sos ou sem el les, propria para armazem de Collegio das artes na ra da Cadea do Re-
assucar ou para outro qualquer estaboleci- cite Ioja de livros de Cerdoso Ayres.
lento; na ra da Cadeia do Recife Ioja de Vende-se um refe novo, c em conla
jrragens n. 48, de Jos Pires de Moraes. na ra da Calcada n. 62.
m
ferragen
Yende-sc um armacao de Ioja, em mui-
to bom lugar, c nova; na Rua-nova, Ioja n. 52.
Vendem-se dous moloques de bonitas
figuras, de 12 a 14 annos: na Rua-nova n. 21.
*a Vendem-se duas casas terreas e urna
meia-agua sendo urna na ra da Conceicao
da Boa-vista n. 15 ea oulra na Camboa-do-
Carmo n. 40 e a meia-gua no lundo desta ,
n. 11 ; a tratar na ra estreita do Rozario, bo-
tica de Joo l'ereira da SiIveir.a.
Vende-se ou troca se nm moleque, sem
vicios nem achaques, e muito sadio por
urna negra que tenba principios de engom-
mar ; na ra do Amorim venda n. 17.
Vendem-se dous moloques de 13 a 18 an-
nos sendo um para fra da provincia; duas
pretas engommadeiras o cozinheiras; duas
ditas de todo o servico ; urna parda de 20 an-
nos de elegante figura engommadeira e
costureira; um preto de 18 annos, proprio
para armazem de assucar ou outro qualquer
servico ; urna mulatinha de 12 annos rnuilo
bonita ; na ra do Fogo 20 p do Rozario n. 8.
= Vendem-se 4 pipas do agu'arJenle ca-
chaca de 21 graos, muito clara, e em bons
cascos de Lisboa por preco commodo ; na ra
de S. Rita n. 91 das 6 as 9 da manhaa, e das
duas as 5 da tarde.
= Vende-se um cavallo ruco-pedrez, muito
novo, passeiro, ecarregador; no Atierro-da-
Roa-vista Ioja n. 24.
= Vcndcm so meias barricas de farinha da
marca galego muito nova e superior em
qualidade ; defronte da escadinha da alfande-
ga armazem de Dias Ferreira & Companhia.
Y'endem se obras completas de Jos Fer-
reira Borges; tambem se vendem em separa-
do ; na livraria da ra do Collegio n. 20.
ae Vendem-se saccas com farinha muito al-
va. por preco commodo; na ruad:: Cruz n. 64.
Escravos fgidos
= Vende-se um cavallo alazo, gordo, oot-.
, p ., I em qualquer das referidas parles sera
mo andador de meio para bnixo muito novo,
na roa da Cadeia de S. Antonio n. 13 pr-
I xinha ingleza meuda a 280 rs dita doce a 320
Vende-ee umffrioulade 25 annos, com'rs. azeite doce de Lisboa a 440 a garrafa, ra-
de 3 inezes boa cozinbeira lava [p de Meuron o deGasse a 1000 rs. queijos
urna cria
Vende-se um sobrado em chaos proprios
ao pe de S. Pedro-velho do lado esquerdo ;
o tratar no mesmo.
= Vendem-se superiores redes brancas, e
pintadas de cores, vindas do norte e cober-
tores de algodao tambem fabricados no no.te,
por prego commodo ; na ra do Livramento ,
ioja de fazendas n 5.
Vende-se sal do Ass muito alvo e na-
llia de carnauba para chapeos e esteiras, mui-
to alva por preco commodo ; a bodo do pa-
tacho I.aurenlina-frasileira, tundeado de-
fronte da Linguela ou na ruada Cruz n. 64.
= Vende-se um terreno na rua~-da_Sebo ,
com 62 palmos de frente e 150 de fundo ; s
um sitio na estrada do Arraial com casa de
taipa e bastantes ps de arvoredos ; a tratar
com Jos Antonio Bastos, na ra da Cadeia
do Recife.
= Contina-so a vender agua de tingir os
cabellos e suissas ; na ra do (Queimado Io-
ja de chapeos n. 33 ; o methodo de applicar a
dito agua acompanba os vidros
= Vende-se urna escrava crioula de 25 an -
nos sem vicio algum engomma cozinha ,
ros ; ns Camlioa-do-Carmo n. 3.
= Vendo-se um terreno com 32 palmos de
frente e 240 do fundo na ra que vem
da plilo da Boa-fiata em alinhamento coma
ra do Fernando; a tratar na Camboa-do-Car-
11111 n. 3.
: Vende-se um porco de barricas vasias,
que forfio de farinha de trigo por preco com-
modo ; na Gamboa do Carmo n. 3.
= Yende-sc um sortimento de toaihas de
= No dia 15 do corrente desnpparecec o
esciavo Benedicto crioulo de 25 annos ,
baixo, chcio do corpo ; levou calcas de brim ,
e camisa de madapolao muito ladino; quem
o pegar leve a ra do Amorim n. 36 a seu snr,
Antonio Yaz. de liveira quesera recompen-
sado.
No dia 13 do corrente fugio do engenho
Oiteirao, fregueziadeS. Anlao, o escravo Joo,
conhecido por Joozinbo ; veio pequeo do
Angola boje representa ter 24 annos falla
bastante desembarazada baixo corpo medio,
cor um tanto fula tem un ou dous denles
de menos na frente urna pinito de cabellos no
queixo peritas finas e lorias leve umo fe-
rida em urna das cunellas que lem a cicatriz
bem visivel levou camisa e ceroulas de al-
godao da trra e rarapoca branca a mar.eira
de barretina foi encontrado no da seguinlo
noenjgcnho Socorro com um cesto na cabe-
ca dizendo ue vinba para o Recile, aonde
se suppoe estar talvez se olTereccndo para ser
furtado : quem o pegar leve ao dito engenho ,
ou nesta praca no Alterro-da-Iioa vista n. 4 ,
terceiro andar que ser recompensado.
= Fugio no dia 17 do corrente o escravo
Luiz crioulo official de sapateiro de 20
anuos baixo secco falla I lie um, ou dous
dentes da (rente cabello grande e embaraza-
do, levou camisa de madapolao suja caigas
de merino preto usadas, e chapeo de seda !a:n-
bem usado : quem o pegar leve a ra da Praia
a Joaquim Pereira de Mendonca ou na ra
larga do Rozario a Joao Manoel Rodrigues
Ve I tenca o na villa do Rio-formoso a seu sr.
o hachare! Fernando AlTonso de Mello que
bem
recompensado.
= Nodia 16 do coirenie oro seduziiios,
on furtados por pessoas que segundo as in-
formacqcs, os levarao para as bandas ou do
engenho Agua-fria ou Rio-formoso os es-
cravos seguintes; Emilia, de nacao Alina,
baixa rosto comprido de 25 a 27 annos, le-
vou diversos vestidos de chita brancos, e de
riscado e urna cria de 3 annos, barriga gran-
de pernas finas e nao anda ainda a negra
nao tem signal nenhum da nacao. Aurelio de
nacao Mina com riscas perpendiculares no
roslo muito barbado de 48 a 50 annos, ps
grandes e mettidos para dentro ; levou ca-
misa, e calcas de algodao de Minas, o a camisa
j& rota'atraz ; quem os pegar, leve a ra do
Amorim sobrado n 15 ou no sitio 'le ou r.
INuno Maria de Seixas que recompensara e
protesta perseguiros ladros,jconbecidos, com
todo o rigor da le.
Fugio a 28 de Janeiro do corrente anno
o preto Jos de nacao Angola de 40 annos,
rosto largo e descarnado olbos pequeos .
cabellos compridos por detraz meio calvo na
frente suissas ja pintando reforcado do cor-
po bocea larga be i eos recolbidos queixo
comprido ventas rombas quando ande dei-
r 2 eshCyS para iraz. levou aqueta cor de ca-
f e caicas de brim escuro; este prelo an-
dava vondendo agua em urna carroca. e foi es-
cravo do coronel Joaquim Bernardo de Figuoi-
do ; quem o pegar levo a Praca-da-indepen-
dencia Ioja de llenrique Jorge que soia re-
compensado.
Rkcifb ka Tvh. m M. F t>R Kaki a. IS .


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