Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04588


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Full Text

So\!a Fcira 25
r
nio de 18441.
i.Po, ln,ha. Am,,,,.,.....,,,;,.
"''.....' i Indaycndcnc.al ,,,!,. I,vr, sn 6r8
partida nos C(ii:ii:!os kbkksthks
M .Imhybt|. legond.. ,exi.. f.r.._ R Grande do 1M| quii., bit.. -,
1 -''........ n..... ''"!. Parta Cito, Maccvc AUmm:! 14 Si
-';";|I,;"S e.,on'".a > cid. .,, _.0..tirt. fotm. 13
,. i8 d.io. Lida.lc.da Victoria, quinta, h,ra,._0.ioda lodoi o. din
DAS 1\ seaba. '
i......do \m 1. do .1. de I). da .. v
1 l'erf* I u h rio Re, and. do de lt .1 3. ,.
\ Quarli cian a Maiimiano Auil do J. V 1). da 3 v.
1 i.i inli i. Margarida. And.do J. de D. da 2. t.
2', Se i- i, Ltrn Aujj do J. de D da-2. -,
. i i re vmio. Bel. and do .1 de II. da I. v.
2) 1 i-.rn I. e il.n (iurmn a Malina,
de Fcvcrciro
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_____Anuo XX N. 4*.

, y. .-. .,.,':
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^yT_3r./' j&jfca*--./ | Mor-.laile.M.lir-/.' i-i > mmnarc
gW^-^^y^S/V^..^": IiIbi ,:'-' lr ::,,s i "
S^.^^r^uSs' PUASES DAL \ NO MKZ Di: t'KM.....I i
La chai* a4ae8h,.raae 54 min. dam al.-ianuta a IS
Minguanle a U as Itaraa e 30 mu ilaiu, |lV ''
Pvt?^ siwa Precintar di '
I'rimera as 8 horas O 30 min da manh.'ia, | Segunda 1, Slioras
b&bw
susa*
esaetsaaanasa
re s. jiAA-.':x-. aw .,-- -
. j
s
s filhos prestem porfeila obediencia seus
pais, qual estes gosiio lodo o direito. Estes,
como responsaveis por aquellos os nstruo
na pratic-'i do seus devares religiosos ecivs,
persuadidos, que somonte do cumnri ment
d'esto rigoroso dever Ibes pode resallar slida
gloria.
Mortifiquemos as paixocs, rofremos os vi-
cios reprimamos as ms inclina(9es, para que.
RISPADO Ol PEUNAMBCO.
Dow Jdu da Purificando Marques PerdigSo,
conego rujiante ca de Deas c da Sania S apostlica Rispo
de Irniamlmco, do comelho de S. M. 1. t
C. $C, $C. \r.
Instruidos pela leilura das sagradas letlras .
que asss nos demonstra a urgente necawida- na ullima hora de nossa existencia, esleimos
de da sincera e veniadeira penitencia, para re- constituidos taes, quaes devenios comparecer no
paraclo da Culpa dopois da qual perdemos a pavoroso o formidvel tribunal, l'inalisada
innocencia mister, dileclissimus lilhos, que j osla succinta exhoilacao pola qual nos propo-
de boarr.ente nos determinemos satisfdzer a mos manifestar quanto nos interessainos no
divina ustica pelas proprias faltan, reconcill- kem espiritual, e temporal dos filaos cir-
ando-nos com Jezus Christo, polo Sacramento' 5os U a providencia confiou nossa as
da peniteneta queelie se digno., instituir pa- ; ,(|ra, ilancja /(,|o (, aii(|a(lo lerna| .
ra este lim corto da Iragilidade humana. So- 1' ,
mente d'este modo pederemos gosar o satlslac- re-n publicar as segu ote dispensas. que
lorio accesso que est promettido aos quo o I Ju|Kamo8 necessanas, atientas as urgentes
aprecio pela r.traelavau dos mos hbitos, pe- eautn que existen para as concedermos, per-
la resipiscenca do crloie, pela deposicao da sadidos, que os nossosdiocesanos compreben-
iniquidado, e pela cessaco da immoralidade \ derO, quanta soja a benigoidade da santa igreja
que manifestamente indica existir no perverso em occorrer ao detrimento, que seus lilhos
coraco ludo o genero de corrupta o que o do
mina.
vordade, que todo o tempo propiio para
a crcatura cumprir seu dever para com o Crea-
dor ; propriissimo porom 6 aquello om que a
-unta igreja Iluminada pelo Espirito Santo ,
tem determinado o jejum do 40 dias e mais
assiduas oacoes convencida de que Oi'te foi
o espirito dos apostlas, edos primeiros cliris-
tos que iustituirao a sacratssima quarosma ,
coaduzfdos 11 luZ evanglica que nos pres-
creve a frequencia do jejum e da oracao fa-
tendo-nos \r a importancia d'cstes dous ejer-
cicios pelos i|uaes podemos com maior lacili-
dade obler triumpho e reportar victoria con-
tra os inimigos d'alma.
Jezus Christo, consagrando estes misteriosos
iS pulo rigoroso jejum de 40 dias, no deserto,
nos exhorta a seguir o seu exemplo sendo jus-
to, oracionavel que o peccador siga fielmen-
te a conducta d'aquijlle, que por naturezaa
Mnima innoceneia.
Propomo-nos demonstrar suave, u,agra-
dare! a observancia quaresmal, olTeroceftdo
consderag3o de nossos diocesanos o jejum de 40
(lias, que .Moiss, e Billas pralicrao, para
()ue,animados pela recordacao das virtudes des-
:.; i;::;tres varos c d'outros que seguir
cus exemplos no t'jmpo da lei antiga o nova ,
manifestemos puiesmozolo, que os caracte-
nsnii, adherindo, quanto nos soja possivel, aos
vestigios d'estes santos varos, aosquaesoio
seremos inlerlores na virludu, se quzermosser
,.........ii n--
-/ i(uv "i lea iui i'.
K nao ser consenlaneo com a razao humana,
que na prsenle quaresma nos violentemos
lser serias reflexdes sobre a nossa conducta,
para reformar nossos costumos, e proceder d*o-
i.i em diante conloiuies com os preceitus da lei
de Dos o com a doutrina evanglica que nos
manda obedecer aquellos preceitus, e aos da
santa igreja nossa mi ?
Ah Dcponhamos a repugnancia, que sen-
timos na exaccao dos proprios devores. (Jue-
bremos os lacos, que nos prendera illicilas
alTeicdes. esafTeicoemos nosso corpcio dos
objectos terrenos detestando aquellas que us
conduzem ao precipicio. Promovamos a pat,
BAOacordia, que reciprocamonle de\e reinar
eatre os filhos do gruido pai de familias. Des-
pulpemos as faltas d uosso prximo i assi
como queremos Bdescolpem as noss.is.
SulToquemos a detestavel intriga e o maldi-
to enredo dilaceradores da caridade chrislaa.
Pratiqueinos benignamente com os que nos
f'rem desaffecto. Quanto fr possivel, falle-
mos bem dos iue vociferaren! contra nos. Soc-
corrmos a indigencia por todos os meios ao
nosso alcance. Purdumos aoS nossos loimi^ps
quando existan ;, como desojamos ser peidoa-
dos. Suppliqucinos pelos que rfecess&rla-
mento fiupportftmos, relevando suas faltas,
conloan nossas u rulevaaia pcu2 .iciencid uc
un Dos indulgente., o, o misericordioso.
Inlercssemo-nos na salvagao de nossos irmaos,
.......... i nn'je do A as ri\;i
. !*>. lili j..... .
contundas, o dlssensoes. A mutua QdaUdade
do esposo pura com a esposa sea o prlmeiro
alvo, a que tendSfl aquellos, (pie, pela valida
du Saeramonto do matrimoni
consiluem um so corpo pot determinacSo
divina.
supportao pela carencia do viveros indispensa-
veis su", subsistencia e pela necessidade do
trabalbo nos dias, at agora prohibidos, para,
munidos com esta consideracao se esforea-
rem a sor exactos as observancias ebristaes ,
como nos operamos, e s quaes os adnioes-
lanuis.
Concedemos por tanto que durante a
presente quarosma. posso os nossos diocesa-
nos usar da comida de carne somonte no jaa-
tar exceptuadas as sextas feras sal.hados o
os dias 19 e 2o de marco e a semana santa ,
observada om ludo o mais a lrma do jejum,
No nosjo Seminario o nos collegios destina-
dos educ8cSo da mocidade d'um o nutro
sexo se recitars, em conimuui, todos os dias da
quaresma sette Ave Maras por nossa tcncao
em memoria las sette dores de Maria San lis-
si roa. Tambcm concedemos q'bo nos dias da
comida di^ peixe so possa usar dos lacticinios ,
sern que baja abuso.
Concedemos igualmente, que nos dias san-
tos, abaixo mencionados so possa tralialbar ,
dopois da audiencia da Missa para cujo fim
licao por nos dispensados os dias do S. Mathias.a
>\ de fevoroiro ; a segunda oitava dopois de
Domingo de Pascboa ; dovS. l'elippe no pri-
meiro de maio ; a segunda oitava dopois do Do-
mingo do Espirito Santo ; de S. Lourcnco, a 10
d'agosto ; de S. Barlbolomoo 6 24 dito ; de
i *.!.:!.....; < """'"i de S Mimiol
r. II.Mili i" U Mi .... i-..-........ O
29 dito ; de S. Simao A 28 de outubro ; do
S. Andr a 30 do novembro ; de S. Thom ,
i 21 do dezembro; o os dias 27e28dede-
zombro.
Palacio da -olidado 21 de fevereiro de 18'i-i.
Joo Hispo Diocesano,
Comiminrlo das Armas.
KXPKDIESTE DE 10 1)0 CBRENTE.
OflicioAo Illm. brigadeiro J. J. ('oolhO, pre-
sidente do conselho do guerra do coronel Bur-
lamaquoe outros, communicando-lhe, que pas-
tara exercer as funcedes d'auditor do guerra
o l)r. J. N Machado, por so adiar officiando na
primeira vara oo crfm" dasn hnnlem 19] de
vendo-o por tanto avisal-o para comparecer no
consolho.
DitoAo l)r. J. N. Machado, respondendo o
seu ollicio.peta qual Ihe eOMinunicava adiar so
no axcrolco da primeira vara do crime, o por
eon-eguinte no d'auditor de guerra
Dito Aomajor graduado S. T. Cnstollo-bran-
co, presidente do-.onsolbo de guerra dos deser-
tores do batalhao de inlantaria de guardas na-
cionaes. disendo-lho, que no impedim mo do
alleies vogal 1'. J. G. Alcanforado, havia no-
i .-...:. .,lf.... ,1o r Di
niouiio paia u -iii'-ii....., ^ ui.o.v.^ ^. ^- ...
zorra.
i) taleza do Brum, communicando-lhe, que a bar-
ca inglesa Lancashirt-witch, frotada pelo gover-
nu brilaiiuicoparu condusir Ahicanos libertos
llha-da-Trindade, davia ser recoahecida como
iiansporte.e nesla qualidade, em quanto empro-
gada neste servido, isenta da observancia dos
morcantis, conformo determinou S. M. o Impe-
rador om aviso de 27 do dezembro ultimo, ex-
pedido pela secretaria de estado dos negocios da
marinba.
DitoAo mejor commandanteinterino do so-
(tundo batalhao de artilharia p, scientifican-
do-o, que o alferes addido I., da C. Bizorra ha-
via sido nomeadovogal do consolho de guerra
dos desertores do batalliaule inlantaria de guar-
das nacionaes. em lugar do alleies Alcanforado,
i|uo se achava doonle.
EXTERIOR.
Correspondencia dirigida aos editores do l.u-cr-
pool Mercuiy sobr o commercio do Brasil.
Senbores Eu ora do numero d'aquelles, que
seguan a opiniaS, que mus lao claramente ex-
pressraS n'oih dos seus ltimos nmeros, di-
que o proposto tratado ctm aquello palz tinha-
se Inleiramente mallogrado, a que eslava per-
dido Um seu contemporneo parecen incli-
nado duvldarda exactldaSda sua opfnio; mas
o afaco ha pouco annunciado pelas folhas de
Londres, de que S. Ex. o Sr. Aruiijo Ribairo,
ministro brasileiro, que liara sido enca rogado
da missao especial do negociar um tal tratado
com o govemo ingloz, j._se.prtz do partida pa-
ra Pars, sem duvida a fim do reassumirs suas
funrefips como cmbaixador do Brasil na corte
de Franca, nao deixa no meu espirito dvida al-
guma respailo da exacta vordade da sua as-
serco.
; um pnuco notavel, que entre todos os ne-
gociantes inleressados no commercio brasileiro,
com quem eu tinha anteriormente conversado
sobre tal assumplo, nao encontroi um sii que
parecesse entretor dguma viva esperanca de
que a missa do Sr. Ribciro esto pal/, sortis-
se melhor efTeito do que a de Mr. Ellisao Rio.
Certos, sem dvida, dos poderosos inloresses,
r intu ps quaes tei i i do lular o ministril brasi-
leiro durante os iiegociaeoes, elles parcoiao ge-
ramente deposilar poma, ou antes nenhuma
confianza nos seus resultados, e dahl parece
nao haver causado surpresa alguma a sua mal-
ograQafi.
f; ni.iis do que provavtl, que a naluresa dos
obstculos, que o Sr. Itibeiro adiou impossivel
superar, nao tardara a palentear-se as cma-
ras legislativas de ambos os paizos, mas ontre-
ianlu julgo, que son conveniente, co<" fim do
obler esclarecimentos dooutras partos, indagar,
quaes sao ,.s causas, que se julgaS ao podero-
sas, que amoacao um divorcio commeroial en-
tro os dous paizes? Na minha humilde opiniaQ
ha diias causas [porque eu nao Ibes chamare)
l'/T? II- l>f ......o en ...i.li. -i l I i 'lilil (| mi i,.
ui//itiuu successodo tratado, urna dallas i: ostensiva, ea
outra real.
A causa ostensiva 6,sem dvida, a questao da
escravaria ; quero di/er, a abolicSo interna
da escravatura no Brasil porque a importaran
de escravos n'aquelle p.iiz j est prohibida
por lei. Mo pode baver dvida alguma de
(|ue a conservadlo do escravos ma e uestes
lempos civilisados olbada com merecida in-
dignaco o considerada como realmente 6 ,
nina grave injuria :i lei moral se bem que
rtssim nao fosse considerada,ainda nao lia nimio
lempo mesino n'esto paiz ; porm ainda oslou
por saber que a conservaelo do escravos se
leva julgur oll'ensiva ;.s leisdas naeoes ; se as-
sim fosse enlao parecera baver alguma razao
para a inlerveiieao da parted'esl paiz ou do
outra qualquer oacao para promover a sua
aliocao interna no Brasil c faz.er d'essa abo-
lieao u sine aua non do molhoramontos ben-
ficos as relaedes commerciaes existentes entre
os dous paizes aindi mesmo com mnnifesla
vantagem do ambos ; mas com lodo o meu hor-
ror i lei que legalisa a escravidlo interna no
Brasil sustento a opiniao de que nenhuma
iv e
em
i.
.. ilir.iil
rcgulamentos
irip-cn rnm .*is
ntornos de outras naedes
quanto o sou efTeito ^ e operacfto se limitoao
interior do nai/ iiuo os decretou. O U aue
( "} Tenho razo para crr, quo lord Aber-
ileen expresSOU ha bem punen tempo, esta mes-
iiio oinniao n'uma entrevista que leve com
regulamentos a que eslo sugeitos os navios, umdeputa{5o dos negociantes de Liverpool, a
se ilna n'estc paiz, se o govemo brasileiro
bouvesso de exigir como preliminar para a
negociaco de um tratado eommercial, que
primeiramento se abolissem as leis ceroacs'.'
Nin se ulgaria sor essa ingerencia a mais inex-
cusavel |quixotada ? Com ludo hatera na mi-
nha opiniao tanta razao n esto caso cuino no
oulro, a que alindo com esta diflcrenca em
favor dos Bra-ileiros, que ellos p'lem sujeitar
ao elleilo d'aqucllas leis o exclusao do seu as
sucar [cal, te do consumo ingle/., ain-
da que com grave prejui/o do seu proprio com-
mercio.
Todava, 6 disparate dizer-se que os g-
neros, assim excluidos, devem-n'o, a seram ol-
ios produeco de escravos. Como podemos nos
esperar, que os Brasleiros sejo induzidos i
acreditar islo em quanto admittimos n'esto
pai/ o Seu assucar cultivado por escravos, 88-
-iii) como o de Cuba, para reexportal-o, depoii
de refinado, o veiidel-o f ra com grande lucro
dos nossos refinadores e n.ereienos ain la
que lleguemos o sen uso ao nosso povo ; e em
quanto admittimos algodSo tabaco, cacao,
couros, madeiras e una infinrdado di; ou
tros gneros cultivados e preparados por es-
cravos tanto no lirasl como nos Eslados-I -
nidos ? Ssr provavcl mi poder so-lia ratoa-
velmente esperar que os Brasileiros nos acro-
diteiii de sinceros quando ellos vcem quo
os nossos fados csl.lo em lao manifesta contra-
liceao com os nossos preceitus .' Esto paiz tem
dado um rrinde pxempln moral s outras naeoes
com a abo licao da esclava lia ns Indias! linden -
taes tem plantado urna sement que em s"u
ilevido lempo ha de produzir bom fructo; mas
antevojo, que s a civilisaco pode faicl-o
amadurecer. (.'om ludo melhor sera a civ-
io promovida por aquella dual.na ena
lural communicaco entre us na oes que os
i Teitos benficos de urna poltica eommercial
Ilustrada, e sem r< sin co .. na i p lem deixar
de produzir. Entretanto con ton temo-nos de
baver dado um tal exemplo c procuremos,
smente por mcioa brandos. o persuasivos, fa-
zer com que as outras naceos o sigo. Lima
naci assim como um individuo su pudo
ser responsavel pelo seus proprios actos e nao
icios
,io.-
Brasil seguir effectiva
mente o nosso exemplo quando livor ebegado
um grao do civilisaco, que a habilite olbar
para a conservacao do escravos com o mesmo
horror philantrophico, que, comparativamente
ao lempo,foi, lia bem pouco,manifestado por este
paiz ; mas o lirasl anda est muito novo para
ser por elle tOo pro/undameR/eimprcssioaado.
Os Estados-Unidos i quo, .i todos osrospeitos,
eslao n'uma condico superior aquello paiz ,
ainda lulao com a inesuia onfermidado da
qual de esperar i quo posso livrar-se pida
applicaeao voluntaria dos *>us proprios meios.
A outra causa real tenho para miro ser o
interesse individua! dos pro rietarios da India
Occidental. IS' bem sabido o recelo que
ontretem aquella corporaco de ter de sujoi-
lar-se a urna compolieao com os asqueares do
Brasil o outros eslrangoiros ; assim como
tambero o o a influencia que om consoquen-
cia d'i.'so emprogo alies para impedir a admis-
sao daquolles no consumo interno. Jul-
go serom oslas circumstancias urna axplieaclo
suflicienle dos difficuldadei que, segundo pa-
rece achou o sur Araujo Ribeiro impossivel
superar o como ollas sao por si inesmas evi-
dentes, presumo, que nao requorem mais
commentario. Por tanto, a questao da ad-
missao ou nao adniissao d estes assucares re-
duz-se a esta saber se o interesse dos pro-
pietarios da India Occidental a quem o povo
d este par/ paga flln son nssiicar i>> "re::!
muito considcravelmentc mais subido do quo
aquello, pelo qual pedera elle ser obtido de
qual loi represenlar-lbe contra a exocueao da
nova tarifa mexicana ; ento S. Ex. respondoo
proposito, que esto pai/ nao poda tentar
ingerir-so com as leis internas o regulamen-
tos Rscaes do governo mexicano.
N


y
2
outras partos ao mcsmo lempo que os da
Iiiili Occidental comprio smenlu pelos mes-
mus piceas que ^o pagos pelos eslrangciros,
todas as surtes Je manufactura* piodu/idns
n esto paiz; se digo o interesse dos pro-
prictarjos da India Occ dental conseguir ef-
ectivamente impedir os consumidores d este
paiz de oliterem a vnntagem de comprar assu-
cas mais barato c o thezouro de tirar provei-
Jo do augmento de rendas que infallivelmen-
4e produzir o consummo do assucares estran-
^'eiros ? Ha de o povo d'esto paiz ficar privado
d'estej lienelicios e perder, de maisa mais, o
commercio com o Brasil ou em todo o caso
tl-0 materialmente ecrceado ? K ha do a reo-
da pblica perder igualmente o que alias po
deria ganhar ? Assim o temo tanto mais
manto os infructferos resultados das missoes
especiaos inglesa e brasiteira me nduzem a
crr que aj vanlagens referidas nao so jul-
gao do tao alta importancia como o interesse
real ou ficticio dos propietarios da Intlia
Occidental, comparativamente poucos, em nu-
mero.
Tcnho a honra de sordo Vm.M servo muito
obediente fm commercumte inglez ,
Para o Brasil.
Liverpool 23 dedezembro de 183.
reclamis os incensos, o o culto do povo : quei- I ruina por scmelhanlo allucinacao. Seo que
xai-vos, sim. de quem o comprcmetteo nos cri- sobre isto tenho de c escripto lia 3 annos quasi
mes, de quem o incitou a conspirar contra a sem cancar, nao foi publicado l nao foi por
tranquilizado do paiz K ficai cortos, de quo o minha falta, pois sempro remetti as minbas
governo supremo da nacao, suas instituices j observadlos a pessas quo devio ter interesse ,
INTERIOR.
baha.
Em um paiz, novamente constituido; em
um paiz, ainda de todo nao constituido, mas
que trahalhn incesantemente por dar toda a so-
lidez possivel as suas instituices polticas; em
um pai/, de quasi 300,000 leguas quadradas de
extenslo, onde o braco do governo, por mais
enrgico, que elle seja. e por mais recursos,
que ten ha asua disposidio. s lentamente, e As
ve/es tarJe pido fazer efectiva a accao das leis,
nos lugares, quo mais distilo de seu centro ;
em um paiz, como o nosso Brasil, cujo gover-
no, nico em su* lrma, se cha rodeado de
mijitos outros de diverso genero, que lormao a
integridade do grande continente americano,
onde elle seacha collocado; em um paiz, em
fien, que deye seus maiores atrazos ao espirito
do turbulencia, quo desgraciadamente o lem in-
vailido, debaixo do especioso titulo de amor da
hberdade, e dos direitos do poco ; que, apenas
acaba de subcar em um lugar os esforcos da
hvdra revolucionaria, vr>-se, logo, bracos com
novas tentativas de desordom, novos ameacos
de destruiclo ; onde a ordem sociai existe em
perenne vacillacao, e tudo concorre para tornar
precaria, e melindrosa a posico de seu gover-
no ; neste paiz, dizemos nos. a rebellifto deve
ser considerada o maior dos flagellos, e o maior
dos crimea ; e. da mesma forma, deve ser repu
tadoo maior dos delirios, a mais imperdoavel fal-
ta, um attenlado enorme contra asua felicidade,
o canonisal-a publicamente, apre-enlel -n ao po-
vo, como um recurso licito, e necessario, como
urna medida salvadora, capaz de regeneral-o,
capaz do producir mil resultados lelizes Mais
que em qualquer outro, esta doutrina, diab-
licamente solistica, echeia de tantos encantos,
para a porcao de ambiciosos descontentes, de
que impossivel alimnar jamasum grande im-
perio, ou urna pequea repblica, tem sido fa-
fundamentaes, nao sao a obra de meia duzia de
tbeoricos exaltados, e sim a grande obra de sua
totalidade, esobro a qual, depois de consuma-
da, profanadlo, sacrilegio, levantar maos
criminosas, o destruidoras. Em quanto vos nao
convencerdes desta verdado pratica, e nlo tra-
balhardes por incutil-a, o apregoal-a a povo,
que vos tendes attrahido para um pelago inson-
davel de incertezas, o desordens; em quanto
nao proscrevordes a rebelliao de todos os vossos
planos de reforma, de interesse, oude domina-
cao, submoltei-vos s suas terriveis consc-
quoncias, c a final chorareis comnosco sobre as
ruinas da patria, de que seris reo.
Nao obstante porm toda esta serie de verda-
des, aqui apreseiitadas, nao obstante toda cssa
grande serie do factos desastrosos, quesotcem
pasudo a nossa vista, e todos consequencias do
espirito do rebelliao ; ha aind escriptores p-
blicos, que, as columnas de seus jomaos, ou-
sao pregal-a face do um paiz culto, como
urna necessidade, e como um fenmeno ordina-
rio, e licito na vida dos povos Ha escriptores
pblicos, que justifieo seus horroros, e que
autoris3o suas pretencoes! .Ainda aschammas
revolucionarias fumeg5o as ruinas das cidades
rebeldes, ainda o sangue brasile'.ro, que ahi
correo, ensopa os campos de batalba, ej no-
vos apostlos da rebelliao a canonisao, o, em
presenta mesmo do governo, que ha de punil-
a, e desarmal-a, desaliso a justica das leis, o a
indignacaodo pblico! Mas sera talvezem v3o:
a experiencia dolorosn, por que temos passado,
nos garantir de escutar doutrinas perigosas,
subversivas, o anarchicas. (Do Rab.)
tcl ao Brasil ; ella tem sido o germen de todas
as suas desgracas
que elle lamenta
e da falta de melhoramentos,
ella tem sido o sorvedouro
pumo m mmwM,
Por urna embarcarao de guerra dinamarque-
sa vinda do Rio-do-janeiro e entrada neste
porto boje 22, tivemos Jornaes do Commercio
at 3 do correle : a noticia importante que
adiamos nestas folhas a demissao que pedio o
ministerio no dia 30 do passado e que foi ac-
ceita. A causa deste acontecimento diz o Jor-
nal, foi nao ter Sua Magestade annuido a de-
missao do snr. Saturnino de Sonsa e Oliveira
do lugar de inspector da alandega da corte.
Parece que o snr. viscondo de Mont'Alegre a
quomS. M. encarresera primeirameoteda for-
madlo do novo gallineto se recusou a isso ;
por quanto no dia 2 s trez pastas estavao pre-
encir'das e os encarregados dellas croo
OsSrs. Jos Carlos Pereira d'Almeida Tor-
resdo imperio.
.Ernesto Ferrcira Franca de estrangeiros.
Manoel A Ivs Branco da farenda.
Urna carta do Rio que vimos accrescenta ,
quo o snr. Ramiro eslava com a pasta da justi-
ca e o sur. Manoel da Fonseca Lima e Silva
com as da guerra c marinha.
MISCELLANEA.
L in coinmerciante Inglez, que nos mimosea
frequentes vetes com artigos a cerca de diver-
sos objectos, especialmente respeito daquelles
de sua profissaS, nos enviou ltimamente urnas
notas estatisticas sobre o movimento commer-
cial da ilha de Cuba, pedindo-nos a sua publi-
e at dever, em procurar a publicidade de ob-
jectos, que pdom tornar-so uteis ao -paiz, ain-
da que nao soem sempre agradaveis ao cuvi-
do, pois nao com recoitas de tinturas de
belleza, e de posdintifrices, quoalgunsre-
meltem de c semi-officialmente quo liave-
mos de melhorar, mas sim com remedios so-
lidos e duraveis; por isto passarei ainda
hoje a chamar mu seriamente a attenclo
pblica a duas oceurrencias da mais re-
cente dota que me parecem destinadas a pro-
duzii urna revolucao total n'uiii dos ramos de
agricultura mais importantes do Brasil, o do
assucar e reduzil-o a urna absoluta insig-
nificancia pelo nenhum proveito que dei
xar esta industria em qualquer paiz que
nSo se appressar em aproveitar-sc dos melho-
ramentos, que ton indicar ch poueas pala-
vras.
Ter-soha visto das muitas folhas, e obser-
vaces que para l remetti que sempredei
grande peso s experiencias feitas, ha um
anno em varias partes das Indias occiden-
taes no emprego da imprensa hydraulica para
a pressao da ca.na. As primeiras tentativas
nao forao completamente satisfactorias mor-
mente por causa da difficultado do communicar
rapidez sufliciento ao piocesso. J hoje esto
obstculo est vencido ; e urna machina de cus-
i primario de 400/. .movida por um homem ,
espremeem 15 minutos ISOgaloes do caldo ,
licitando a canna tao secca que logo se pode
queimar, como lenha, para o conmento de seu
proprio caldo. O movimento continuo e re-
gular, e sem saltos, no altera de nodo algum
a posifo relativa das materias lignosas, fi-
bras e polpa da canna nem mesmo extrahe
a resina que ha no exterior e mrmente
nosanneis ou nos da mesma e a qual sobre
tudo emharaca a sua refinaciio e o caldo pro-
duzido quasi lmpido, e em todo o caso
livre de mudos ingredientes estranbos, o
mesmo nocivos materia sacharina, que resul-
tan de outro qualquer modo de presslo ;
por tanto muito mais fcil mais rpida c
menos despendiosa a sua transmudadlo em as-
sucar refinado por um nico processo.
Convem notar aqui que a canna se depo-
sita em feixes grandes c porces de toneladas
de urna vez horizontalmente no caixao que
se vai serrando durante o tempo citado, e que
poucos minutos baslao pr.ra carregar e despe-
jar o caixao sahindo cada canna tao chata co-
mo urna folba de espada e privada de toda a
humidade, signal bastante, de quo alm de dar
o caldo mais puro, da todoo canteado da canna
e que est obtida completamente a perfeicao
rollar ao Brasil tambem algumas das Ilhas in-
glesas e sobretodo a Guiana Ingleza rela-
tando fielmente o que ellos virem ; e persuado-
me plenamente, 'que bao de voltar lao enrique-
cidos do experiencias uteis que hao de tornar-
se-de maior valor para o paiz do que mudos
quo fossem fazer estudos de qualquer outra 'nia
tona em i .ii i ou ein ulras partes do
mundo.
Nao posso deixar sabir das minbas maos es-
te pequeo rascunhoscm ao mesmo tempo emit-
id urna ideia que, tivo ha annos, quo me
vexa continuamente quando reflicto sobre o
modo de se melhorarcm as qualidades dos pro-
ductos do Brasil c quo de novo meaccompa-
nha.como urna sombra fiel, em cada urna das
contempladles a cima sobro a producao do
assucar cal ,- fumo cola de peixe e at
de piafaba em qualidade melhor. V. esta a
espantosa incoherencia que me parece haver
em exigir-so os direitos de exportadlo cuja
ncccssdiic ja por s assis lasurnve em
propon/o d qualidade do um genero qual-
quer taxando-so assim a intelligencia e in-
dustria o multando-a quando era a ne-
gligencia e incuria que devia ser punida e
aquella premiada. Nao isto animar a pregui-
ca e reprimir o zlo o os talentos ? Km
o jiros paizes pagao-sc premios de expor-
tadlo ; os Hollande/es pagao cousa de 3,000
sobre cada quintal do assucar refinado que se
exporta Se nao possivel passar-se sem direi-
tos de exportacao, entiio pelo menos nao se car-
reguem mais os productos do homem diligente,
e intelligente quo os leva a maior perfeicao,
do que os do homem descuidado o preguicoso.
Nao isto ir de encontr aosyslema de premiar
a exportacao de gneros aperfeicoados? Poder
rivaiisar um paiz, seguindo este methodo, com
outro que no mesmo genero segu o methodo
opposto? K impossivel. Quanto mim at
o systema de premios de exportacao impoli-
tico, sendo unoa fomentacao contra a natu-
reza das cousas, cujo sacrificio a final leca-
he sobre a nacao que a alimenta distra-
bindo o trabadlo do seu emprego natural ;
mas de certo n3o lao impoltico e des-
propositado como o do multar a perfeicao
pondo peas o froio ao talento ; o chegue a
persuadir-mc que este sysltma da orrecada-
cao vexatoria presentados direitos de exporta-
cao graduados, que tem nao pequea parte na
inferioridade das quididades dn producios do
Brasil em compara rao aos de outros pai/es Du-
vida nao pode haver alguma dequeo empregodo
escravatura, sem quasi mistura alguma com bra-
cos livres, a causa principal, pois que ella des-
terra a intelligencia do trabaIho, fazendo mover
o amo sempro no mesmo circulo da velba ro-
nba despre7ando conselhos exemplos, ma-
chinas a chymca oo braco livre, porque
na pressao Bastara talvez j isto para justi-1 Iho parecem caros a primeira vista mas a se-
licar que assim se eflecta urna completa revo-
lucao neste ramo d'industra ; mas anda nestes
ltimos dias se fez outra deseo berta pouco
menos importante na parte do tratamento
chymico do caldo e esta quo vou men-
cionando, descamando na honra do governo
I iinnpri;
profundo, e insaciavel, do milhares, o milha- |cac3 em nossas columnas; "0
res seus preciosos bos, e da melhor, e
mais consideravel parte do suas rendas; ella
tem arredado da direccSo de seus negocios, do
lado de seu joven Monarcha, onde tudo podifio
azor, em pro! de sun prosperidad, cidados
eminentes, sabios, e honrados, mtigos servi-
dores do estado, mas que infelizmente cons-
purcarao sua carreira de gloria, e de servicos,
mancharlo o ultimo quartel de sua vida com
abracar, com proteger, com executar essa dou-
trina monslro, quo endeosa a rebelliao, e que
preglo ao povo, como um grande /actosocial,
esseocial a vida, e aos progressos da humanida-
dc K nao ha. queestranhar nisso. nSo ha
aqui nada, de que argir ao governo alo es-
tas as consaquencias naturaes das rcvoluvoes,
quo sao o vosso dolo Desde que um cida-
dlo por mais graduado, que seja, se torna re-
belde ; desde que elle se revolta contra a exe-
cucao das leis, que partera directamente de seu
legitimo foco do promulgacao, o de sanelo,
elle porde a conlianca de seu Soberano, e da
nielo inteira, e, ainda mais, elle reo, e
deve ser punido. So. pois, a nacao. em cuja
glora tom elle ja outr'ora trabalhado, toma
urna parte sensivel em sua sorte ; se ella rsen-
le quaiquer prejui/o, por causa de sua pros-
cripelo, nao vos queiseis do governo do paiz;
elle cumpre os deveres de sua delicada misso :
eiie deve arredar de >:. e aniquilar at a menor
faisca de influencia de um espirilo perturbador,
pois que elle sabe avahar os sacrificios, que cus-
.5o ao estado, cssas rebeliioes, para quem vos

Ha loTIclof Mrn
.- .vp.-.y.n.U
naci
rm possivel satisfazer-mol-o completamente,
pelo que o opsculo tem de longo e grande nu-
mero de mappas, aqui transcrevemos sement
alguns periodos,que mais interessantes nos pa-
recrao.enosquaeslomamos a liberdadedo lozer
algumas alteratoes de lnguagem, de que pedi-
mos desculpa ao nosso correspondente, se bem
que deixassemos ainda algumas expressoes me-
nos correctas, masquesosuflicientemente in-
telligveis, o tambem perdoaves, alienta a cir-
cumstancia de ser a obra escripia por um estran-
gerro, alias digno de louvores pelotrabalho, que
toma de escrever em lingua portugueza artigos,
que revelao o interesse que tem na prosperi-
dade do nosso paiz.
Sendo a minha principal intencao lazen-
do estes extractos do algumas publcacoes ame-
ricanas e cubanas, dar ao depois iguaes ex
Irados de outros paizes,
hollandezas inglezas da
que
nao se recuso ao inventor o premio das suas
adigas, e indagaces na forma de um pri-
vilegio ou carta de patente que requerer ,
se outros paizes Ihe concederem igual privi-
legio apezar de ainda na Inglaterra se nao
achar publicada esta descoberta pela qual se
conheceo que certo carvio de pedra o
chamado Anthracite que nao o ordinario
bituminoso mas que abunda na Europa ,
nos Estados-Unidos ( nao sei se tambem no
gunda causa creio firmemente ser o dito erio
crasso fiscal. Abalanco-me portanto a propr,
quesomudem as escalas de direitos do exporta-
cao, fazendo-se pagar, os menores aos artigos do
qualidade superior, eos maiores aosdequalidade
inferior ou que pelo menos se estabcleca urna
nica lua /ira,media,para todas as qualidades;
seja del 50 ou do 200 rs. porcada arroba d'assu-
car.e 300rs. por cadauma decaf,&c. quando o
cambio estiver entre 20 al 25 com mais 5 reis
porcada penique que for a cima ou menos 5
res nue for ahaio do ci!?do cambio ou como
for visto que seja uniforme e fixa e logo se
ver como todos os productos do paiz irao
melhorando o como o paiz tornar a ganhar
10 em direitos de importacao em lugar de 1
que recebesso de menos em direitos de exporta-
Brasil mas pelo menos muito provavel ) cao ficando ao mcsmo tempo livres o agricul-
exerec a mesma accao na refinacao do assucar, e
devariasoutrasmaterias,quecarvaoanimal, cujo
custo 15 vezes maior do que o do dito carvao.
Kis aqui por tanto o moio de reduzir o custo de
producao presente de 20 al 25 por / ao mes-
mo tempo que se augmenta muito a quanti-
dade produzida, abrindo umaoarrtira de me-
Ihoramcnto. que esmagar/i inteiramenlc o paiz,
que nao entrar n'ella prompta e energica-
mpnli'
N'csta occasiao observarei, que mudo pro-
veitoso seria haver na Havanna dous agentes
v. g. das colonias! inlelligentes e escrupulosamente honrados,
marinha &c so-1 representan les do interesse agricultor do Brasil,
bre as quaes j se acho em meu poder as pre-! accompanhados por 4 ou 6 mocos, senhores dos
cisas olas para por comparaedes re- eludos preparatorios da cbymicae mechanica ,
petidas, poder tirar conclusoes e experien- e que se tenhao dado por algum tempo a obser-
cias sem duvida uteis ao Brasil e s falta de j vacio da presento pratica da agricultura brasi-
tempo por ora me obriga a desistir d'esto po- I leira. Eu quizera, quo os senhores fazendr0c
nn ou pcw ".-... proerssiinar a sua exe-
cucio. Nao posso porm deixar de admoestar
que querem permiltir-me
qpe nlo deixem devs-
elo novo a todos
semelban liherdadi
entro si subscrevessem um fundo 20 contos pora este fim o que os mocos
fossem filhos dos mais abastados d'entre elle? ,
e que se destinassem algum dia agri-
ta por mais lempo a qualidade dos productos cultores. Estes agentes iievenao indagar por
pensando nicamente em obter grandes quan- lodosos modos, eobjectos deagricultura em que
tidades, pois nlo smente os individuos mas | a Havanna difere do Brasil nao somonte mas
aleo mesmo paiz podein ainda ser levados a i ainda visitar os Estados-1'nidos, e antes de
tor, e o mesmo fisco da complexidado dos des-
pachos que desperdicio o temiio e nao roras
ve/es expoem avario o mesmo genero (creando
ao mesmo tempo urna mullidlo de empregados
menores ncapa/cs para outra cousa que nao
seja augmentar os cmhararns e a conluso ;
tanto peiores porque sao improductivos.)
Seria isto introduzir nos despachos de expor-
tacao a mesma simpliadade que boje se vai
tornando geral nos correios de lodo o mundo
pelo uniformidade dos portes das cartas. Te-
mos naverdadej o exemplo desta uniformida-
de de direitos de exportacao na Havanna e na
mesma China paizes que produ/cm efleitos
excedentes. Trata-se de animar a fabricacao
das materias primas do nosso paiz em objectos
do consumo; mas para mim nao ha emprego
de trabadlo mais proprio mais natural, e
vantajoso para um paiz novo como o de
!! "5 CtSfii ijoiiuiiut's ue piOUCOS uo a^i i-
cultura, enlo posso de iudo algum percebei
como quo, ha lanas queixas do falla de bra-
nne o lint n..:^ .1.. Ui- .1.. I..I :i:
C"s e Mr.!.", q,,, ,au ..v ,,...! Os uaiii
geilo n estej bracos ( a nlo fallar de
gencia industrial e de mechanica que mu-
guen! dir que existe em pordio alguma da
nossa populacao se alias souber o que por isto
ai entende hojo na Kuropa ) e que ao mes-
ut o
intelli-


I
.?
,o tempo haja quem proponha distrahir .inda curar abolir ou simplificar mullo; ncm sellan, finho ed'algndo'o, proprias i* N __ Manoe| ,,. Sou/a Guimaraes, por esl
algunad'estes bracos para occupacSesestranbasa pode encarar seno como oppressiva lo egri-1 algumas das quaesserio vendulas Pr 1 ^^ ^.^ fl (o |? ^ pessoa9f u0 teem pinhores e
agricultura. Quanto mim estas sSoaaideiaa per- cultor pequeo, e cm goral como injuriosa preco; sexta leira, 23 dooorronio, ^ ^ DOder do annuncianto-com os pra*os vencido
fritamente incongruentes. A grande o nica, ao paiz a arrecadacao do imposto rediculo so- da raanfala no ara ""fj* "BJU titnica a declaracoes nos papis, de que, nao tirando
r.u.. J Ur.>;t >,,..,......... ,........u k. n.,n;i.., k.i- k.......... uinc n.ra = Por ordein i (i cnsul de o ll'lJ"""',' *" "> '. _.......ia e,.
te,
ni
lloS,
..Aposto rememo ,- ,.,,m...,. .... ,.-., --. ---- no9papes( ,le que. nao tirando os
fabrica do Brasil que ou quero que lenha bre gallinhas. bodes bezerros. e lo.toos para = Por orden, do cnsul de S K. wn ,, ^ J i fi j.. ^ (,onos
ern quanto no tiver 10 vezes maior populacao o consumo dos navios, causando estes direito. operante um delegaflo ao TWmo na direito elles, o annuncianto, por contempla
<|n presente a da tUTUREZA ( o que eu; e
consumo dos navios, causando estes diroito. e perante um detenido do mwmu ,
os despachos precisos muitos inconveni- | did- s era leilao pblico, no lugar onde estao, na direito ><
' ._. i.u.:....__i. .i i\.i.n .....:i .o\i coi i eao. (lie
aiisse cm 1:J2 na Aurora ; ) mas quero I entes, ( porque se bao de fazer no din previo* a praia de Poiva perto do Cabo urna |an*a com
que esta seja guiada pela intelligencia empre- sahida ), que muitos navios preferem passar mastros i
caila no n.clhoramonto dos productos quasi es- j sem taes objectos cm troco dos quaes alias dci-
ponlaneos de urna trra frtil e quasi vir.cm. xariao muito dinheiro no paiz.
A produceaO mala intetessante para o paiz se-
d,
Aiiamlcga.
endimento do dia 22.......... 4:729#i03
Ueicarrego hoje 23.
Brigue /olla plvora.
Burea ingleza IP~m.-Hussel diverso* g-
neros.
Bergantim Dous-amigos vinhos, eazei-
tonas.
Escuna porlugueza Tarujo tf Ftlhos diver-
sos gneros
Brigue tipsy bacalho
Barca James Stuart lucalhao.
Patacho Harte-ley farinha ,
xinhas.
Dito Minerva fumo.
Brigue sueco Julia taboado.
mos, cinco babus dos marojos os quaes per-
tenciao ao brigue ingle/. Finnes que loi a
fundo ; sexta feira, 23 do corrente ao meio da.
bola--
alovuienlo do Por lo.
Navios entrados no dia 22.
Alexandria ; 51 dias ; escuna americana Har-
tley de 133 toneladas ; capitao Gcorge &
Dearborn ; cquipagem 6 ; carga farinha.
Londres; 51 dias; brigue inguez R< lia de
1GV toneladas: capitao George Miller; cqui-
pagem 8 ; carga varios gneros.
Bio de-janeiro ; 18 dias ; brigue dinamarqus
L'./igle Uzsen; capitao Polder.
Ubservafo.
Fundiou no lameirao urna galera ameri-
oana.
Declaraco.
Nasdomingas da presento cuaresma por
ordem e com assistencia de S. F.x. Bm. ba
de celebrar-se missa solemne com sermao ,
na igreja de S. Pedro desta cidade princi- | j.in'(os1 107,.Si (M,e se '"pera, do contrario nao
piando a missa pelas dez horas. Recife21.de M queixem do que possa acontecer.
<_____I... .! 11.''.'. i,___I. J. r,,l,ri,l,, rl i na
ria a de homens, mas como esla parece ser li-
mitada, por ora, no Brasil por obstculos cuja
extensad cu nem adevinhava antes da assombro-
gu declaracoS, a mais authunlica, que pode ha-
ter, no Bio-Ue-Janeiro, (anda que sempre me
persuadase que no liavia systema sufticiente,
$o ha o menor, na diffusa peridica do puz vac-
cinieo pnra garantir a sua existencia em todas
as povoacoes do imperio,e a conservacaode vidas
preciosas) dever ser ajudadaporuma Maigra-
ca6 systemalica, (na5 por colonisaca homeopa-
iluta dirigida por ctiarlalaos, ) que nao podera
medrar, se na6 prosperar a agricultura, que
tambem nao prosperara sem serlivrada do to-
das as especies do em peculios e de tributos im-
proflcuosao estado, sem se fazerem muitos e
bons caminhos para carros, e estabelecer-se
muita navegacaS por vapor, etc.; planos estos
todos inoxequiveis ao mesmo tempo com fabri-
cas, que na5 pdem ter nem mesmo a existencia
a mais ephemera que por frca seria, sem um
eacrifteio enorme que recahiria final na a-
gricultura, que a baso das propriedades do
paiz, porque s por direitos de importacao, e de
exporta?a5 se podercontrabalancar este sacrifi-
cio, e dia5 outros o que queizerem, estes direitos
todos, n'um paizconstituido como o nosso, pesa
multo mais sobro os agricultores de que sobre o
outro povo, pois i a quanlidade das impon
aQes, que determina o valor dos producto-
exportaveis; grande arcano da Setnela mer-
cantil, a pedra dos sabios do fisco, da cscriva-
ninha c do arado, liojo uchada, consiste na con-
viccao, de que tudo o que mister, fomentar a
mpor/acrZo,Unto quanto orpossivel, sem seein-
baracar nunca com a exportacao, quercm gene-
ros, quer em especie, pois quanto mais um paiz
importar tanto mais ganhar; porque seus pro-
ductos, quaesquer quo seja, ha5 de dar um
equivalente suficiente para contrabalancar qual-
quor excesso de importacao pela demanda
que para elles tem lugar como nico meio de
pagamento, e subida proporcionada no seu pre-
co Se nao fosse assim.como o Brasil,ji por urna
serie de anno.obteria precos maiores pelos seus
producios.de que elles dao na mosma fcttropa ? E
lato at umaprova certa de queproduslraO bom
cllcito os direitos de importacao mdicos, que ahi
Mrevalecerao at boje, e creta al, quo para o Bra-
sil seria mclhor, abolirem-se todos os Seus di-
yeitos rie importado, triplicando ou qnadrupli-
camlo do unta vez, e simplificando do modo ci-
ma indiado, os seus direitos da exportacao, o
que nao alterarla as poaicSea relativas de ou-
tros paires para com elle, nem prejudicana os
agricultores, mas antes Ihes seria multo favora-
vel; estou mui peisuadido que a sua re-
ceita, nos portos, seria multo maior e ira cres-
cendo de continuo, cessando ao mesmo lempo
todos e quaesquer vetamos ao commercio", e
podendo-se dispensar, pelo menos, quinien-
tas empregados os quaes com alguina in-
demnisacao, a que alguns lenao direito, em-
pregar-se-hiao muito mais vantajosamente pa-
ra si mesmo, e para o paiz c mais independen-
teniente na agricultura, e em mil outras oceu-
pacoes, que haviao de prosperar de um modo
incrivel sob a influencia do um movimcnlo inter-
no, todo ture. Bem sei, que propondo estas mu-
dancas vou em directa opposicao .1 opinlao publi-
ca caos supposlos inleresses dos agricultores,
mas sempre bavc. algumas possoas que d.g-
nar-se-bao reflectir sobre ellas e acharafl cor-
rectas as minhas proposlcflea, e talvez bem
den.essa as adopten.. t"erto 6 queocommer-
cio e agricultura do Brasil solTrem, r,o tantodo
semina dos impastos como da multiplicidade
d'elles edo vagai vexatorloda sua arrecadacao.
As idas e voltas, os vais-vems as rcpartiCoes, a
caca aira/. dVstc ou d'aqueile oicial ou guarda
que nao tem lugar corto em que se acbe, a co-
pia bonita mas vagWdsissima nalgum livnido
um despacho, o calculo vagaroso da- rae
coes de imposto d'esle ou de outro nomo, a mar-
cha adircita a esquerda, para dianto 6 para Ira?,
rom o naoel e o chapeo na mo sao peiores mil
ve/es,que a mesma somma de mpostos. porque
fazeen com queso homens familiarisados com
estas materias, (quaes Bramins das alfandegas e
consulados, c urna especie de Hongs.) monopoli
/ao estos ala/eres introdu/inilo n'elles anda
quanto mistiforios o mechas podem, pa-
ra espantar os tolos de cuidarem elles meswos
nos seus proprios negocios. Sobre tudo era
para desojar que se procurasse livrar o po-
bre roceiro que traz para a ci.lade urna pe-
___- ,|c boi.c nrnilnrlft Ha enriuln (lo
despachos em que fica preso as ve/es ,.. ,1.a m-
teiro, talvez s por amor de urna ou duas caixus
de assucar '"'p '"m no,n vento ,rouco nn suu
caia na metade d'eslo tempo. Bscmptea dis-
lo tenl.o presenciado en. vanos portos do norte | ntcrvenclo
enft0 ,;, u.mbro ter vlsl en. ,. algum, = Jo.< K ^ J1^1 ^ / sortimentode
exigencia lao oppressra da agricultor pe- o corretor^0^r8;ud^r" IUIMS do inda,
ueno, que por todo o modo devia-se pro-, fazendas francas, allemats,
Avisos diversos.
-nfc'auUBM
KStvisva.rt'
cao, que tem tido com algumas pessoas,
mais o prazo de oito dias para seus donos OS vi-
rem tirar, o. nlro o faiendo, o annuncianto se
regulara pelos papis, quoem sua maoexistem.
-'-_ Pede-se a sendera I). Anua Joaquina
Bezerrao favor de annunciar por esto jornal esua
residencia a lim de se Ihe communicar um
negocio que Ihe diz respeilo.
Iml.omem propoe-se a ser snebnstao de
qualquer matriz fra da praca o qual tem
bastante pratica esabelfir, escrever con-
tar o ajudar missa o tem exercido esla oc-
cupacao a seis anuos : quem precisar annuncm
a sua morada.
LOTERA M) <;iJ/\B>5>
- hi'VE.
Tom-so espalbado falsamente, que j em
primeiras maos nao exislem moios-bilhetes des- wi ". R.
L lotera, o que nao 6 exacto, pois nimia restan Manoel Pereir. de S >AM JJ
alguna as io as de camino no Hec.e. o espera | grando-dosul as suasoscravas Cosnu. tr ou a.
othesouroiro! que correr nodiaannunciado, Joaqu.na de nacao Angola, Mana, cr.oula,
e Joanna mulata.
O-se a premio .00,000 r>. anda mesmo
em pequeas quantias d( 50.000 rs. para cima,
sobre penhores de ouro ou prata ou qualquer
oa ; na ra da Cadoia n. 16 loj de cha-
peos.
2\ do corrente.
Quem precisar comprar um oratorio o
qual esta pintado de novo e tem qualro mal-
inos de altura, dirija-se a ra dos Aeoguinhos
casa n. 8.
Csar Kruger retira-se para a Kuropa.
= Joo Borges Carreiro retira se para fra
doimperio.
= Quem annuncieu no Diario de qunrta-
feira. 21 do corrente, precisar de 500o, ou
GOOoOOOrs., sob liypotheca de cscravos, nn-
n une ir.
__A professora particular da rua-direita, n.
36, inudou a Ma aula, c residencia, para o 1."
andar do sobrado da Bua-larga-do-rozario n. 30.
o ahi contina a receber discpulos, e a se en-
carregar de fa/er costuras, e bordados de todas
as quididades, c lindissimas bonecas, por proco
eommodo.
Aluga-sc urna preta, que sabe lavar, e
faz todo o servico do urna casa, a exceptu de
cmgommar, quem pretender dirija-sc a Bua-do
ro/.ario-larga, 2. andar do sobrado por cima
da botica dosr. Bartholomo
__Contina-se a tirar folhas corridas, e pas-
saportes para dentro, e fra do imperio, com
muita brevidade, e preco eommodo ; na ra
do Bangel, n. 3*. .',
__Boga-se aos srs. Francisco do llego liar-
reto, ajudanlo que l'oi do batalhao provisorio,
e Joio d!Allemo Cisnoiro, que ven bao ra
Nova, loja de alfuiale n. 32, ultimar o nego-
cio, que nao ignoro, pois ha dous annos, e
feveieiro de 1844-
O padre Francisco Jos Tavares da Gama,
Secretario de S. lx. Bm.ma
Avisos maritimos.
__Para o Bio-de-janeiro pretende sahir oes-
tes 8 dia- o patacho Minerva concluindo o
frete do seu carregamento do contrario segu
para o norte ; os senhores que quizerem
car/egnr ou frotar dirija-se a Manoel Joa-
quini Pedro da Costa.
'Para a Babia segu no dia 25 do corrente
impreterivelmcnte a somaca Estrella-do-Ca-
bo no cato de poder adquirir 300.000 rs. de
r......
ITIC
.1. ..,.,...>....."..'."><, ".>
UU l.UMl.JJUIHttl*'^.-.
por isso os pretendentc's pdem entender-so
com o proprietario da mesma na ra da Cadea
n. 51.
= James Crabtree & C. teem a frotar para
qualquer porto da Kuropa os seguintos navios
todos da primeira classe, de superior construc-
co c muito velloiros : o brigue ingler Mary
Hon'nsell de 184 toneladas; o brigue inglez
Jte do 170 toneladas ; a barca ingleza Ja-
mes Sleicart de 214 toneladas.
= Para o Porto sahir no da 5 de marco a
barca porlugueza Helia Pernambucana ; quem
quizar carregar, ou ir de passagem trate com
o capitao na Praca-do-commercio ou con. o
consignatario 'l homaz de -quino lonseca na
ra do Vigario n. 19.
.- A barca francozn Cameia.tendo urna parle
da carga prompta oexcellcnles commodos para
passageiros, seguir infallivelmenle para o Ha-
Ire no dia k de marco : para carga e passagem
fallc-sc com o capitao Guilbert. ou aos consig-
natarios Bolli & Chavannes.
- Para qualquer porto tem de sabir da fcu-
ropa o superior brigue inglez Medum de 1.'
classe, forrado, eencavilhado de cobro; os pre-
. j:.::s- -- -'" nncinnalnriOS JOIMM
iciiuemc uir.jnw-ou
Pulen & Com .a r.bia.
'o sobrado da ra
tCU3.
Osnr. P. A. I., empregado no Iheatro ,
queannunciou no Diario n. 41 rct.rar-se
para a Bahia nao 0 podera fa/or legalmente ,
sem primoiro pagar na loja dasra. viuva Cunlia
Guimaraes a quantia de 11.420 rs. abonada
em ti de Janeiro de 1SV3 como consta do li-
tro competente da mesma loja, eonlender-so
com o seu abonador para afuste de contas.
es Arrenda so um grande sitio logo no prin-
cipioda estrada do Arra.al com casa de podra
Ocal para grande familia cacimba con. es-
colente agua riacho corrente no fundo com
banfao; a tratar na ra d'Alegria casa n M,
com Marcelino Jos Lopes.
= Luiz de Carvalho, subdito portuguiv, ret-
ra-se para fi'.ra da provincia.
- Precisa-se de una ama do leite captiva ,
ou forra ; a lallar na ra da Madre de Dos
loja de fazendas n. 12.
CAUTELLA CONTRA AS
FABRICA^ES.
Constando Mouron & C, que em algu-
mas vendas e lojas desta cidade se vende un. ra-
p com a luisa denominado de rap. arte-preta.
0 com astuciosa imita ao dos botes rtulos ,
e sellos da sua labnca fa/.em sc.ente aos seus
froguezei e ao publico que cm resguardo da
sua propriedade e .los seos direitosaccroscen-
. ..i I...,,..I, .1. ln_
JX/rf w----D-

K lnr.a-e o l aiular eo sonrauo ou iuai>uii mum..<.." ...... .
L Um rapaz Brasileiro, que escreve bem. o mesmo lugar, ra da Cruz do he. ib l
tem muita pralica de escrever processos, sen-
tencas, o todo o papel judicial, se ollorece
qualquer advogado, ou eserivao para o dito lim,
prometiendo muita actividade, e lazer por me-
nos, que outro qualquer. asseverando. que es-
crover mesmo em sua casa; quem pretender
annuncie. cu dirija ao principio da ra do Ban-
gel, loja n. 3.
Boga-so a pessoa, que achou urna cartel-
ra defronte da casa, onde mora o sr. Bernardi-
no Jos Monteiro. contendo varios assentos de
dividas, 103)000 rs. em sedlas, sendo duas
de 508 encarnadas, e urna azul de 5J. perne-
se naoccasio, que o abaixo assignado loi es-
pancado, as 4 horas da tarde, puuco mais ou
menos, do dia 19 do corrente. querondo resti-
tuir, leve na Iravessa das Cruzes, sobiado n.
11, 1." andar.
Manoel Joaquim da Silra Bello-monte.
= A commissiio administrativa da sociedade
Apollinca declara aos srs. socios, que cstive-
rem em atrazo, at o im do anno prximo lin-
do, de suas mensalidades, e que nao realisa-
rem o respectivo pagamento at o ultimo do
corrento me/, de levereiro.se Ihes negar ingres-
so na partida da abertura, e mesmo serocon-
sidoiados voluntariamente despedidos, em face
1 ... W .... "" .los tcfatnlnc
uu u. .. u w ^.U|. ----- --------
= Os srs., que forao approvados para socios
da sociedade Apollinea, e que receberao cartas
nesse sentido, sao convidados para viren, tomar
assento na partida de 4 de marco prximo.
__ A professora particular, que mora no 2.
andar do sobrado n. l, defronte do iheatro
velho, avisa aos pais de suas alumnns, e quem f)Si camZas jaquecas mw. .....,
convier. que seacha no exercicio do seu ma- ,rav,itasde seda, t bon, &.c. ; tudo pertencen-
S5 te a Jos Gomes do Bogo Cazumba : roga-se n
O tintureiro da Ba direita n. 91, cm' qUem achou dito bauznho, \r ou mandar ic-
cu,a casa tem um re.anuio na porta, esta promp. var meM.it. na 'tfgf '
J. ungir todas asquai.dades de M-M. ^C u IZ^om'commo-
je todas as cores, tudo por preco eommodo. j n,ua s Jo$ n. 20.
do Pillar n. 82 ; na ra da Cruz, armazem de; o das duas as 4 da tarde,
mesmo .-.., --
Por tanto qualquer outro rap, que se in-
culque debaixo desta denominac.o urna
(alsiieeeao dos productos da fabrica de Meuron
& C. inventores c nicos propriclarios das
fabricas do rap aria- preta tanto na Baha .
no Bio-de-janeiro e Maranbao como em
Pernambuco roga-se aos senhores compra-
dores de acautellarom-secontra as fraudes.
\ luga-se, por preco muito eommodo. o so-
brado n.15da ra do Vigario, d tres rodares.
0 sotao com commodos para una grande fa-
milia c em lugar mui proprio para escrito-
rio, e residencia de qualquer negociante; quem
precisar dirija so ao Alterro-da-Boa-vista n
42, segundo andar.
Aluga-se um sitio no lugar de liebinbo ,
com casa e quarto torra sufliciente baixa
paracapim, earvoredos de fruto; quemoqui-
zor comprar, ou alugar dirija-se a Bua-ve-
Ihan. 113.
__ lrecisa-se de urna ama para acabar do
criar um menino ; na ra do Bozario larga
n. 17. ___. .
Precisa so alugar urna casa terrea no Mir-
ra da Boa-vista as seguintcs ras; Bozario,
Gloria, e velha ; na ra do Queimado n. 4.
= Precisa-se de um caixoiro portuguoz de
ida:! de 12" 14 annni; nn ruada Penhn
n 4.
' = Na noute do dia 16 do corrente pelas 7
horas.desapparecco do porto das canoas do bair-
ro do Santo Antonio em oceusiao de desem-
barque, um bauznho de pao, pintado de azul.
com os pos pintados de encarnado; o qual
1 estiva (cebado, e linha dentro diversas cal-
cas carnizas, jaquetas. mcias botins ,


: 4
MIJSEU PITTORESCO.
O rnelhor dos jornaes que at o presente
teem sabido a luz cortamente o Museu Pitto-
reseo publicado em Lisboa por urna soeiedade
de Iliteratos portugueses.
As materias do que o Museu se occupa sao:
religiSo historia aotiga e moderna, pbilo-
sophia geographia, viagens, ciencias, o bai-
la* artes, agricultura, novellaaoscolhidaa,es-
tu ios moraes o biografieos ( ollerecendo nes-
ta classe a doscripgao da vida e acedes de to-
doa os res de Portugal, edos hroes, quo mais
floreeerSo em cada um dos reinados dando se
o- a !US respe t i vos retratos) pensamentos ane-
doelas, mximas moraes e missellanoa. To-
(I h estes ohjnetas tratados com o esmero de
<|iii! sao credores ormo urna blibliotecn va-
riada e instructiva um alimento para a ro
II 'xfio um recreio depois dos trabalbos do da.
O volurne consta de 10 cadernos, ou nme-
ros, orneada um dos quaes lia duas luidas del
impressao de 17 pollegadas de comprido e 11
de lari-o ; duas magnificas estampas ( de for-
mato igual ao da impresso para a final se en-
cudern'ir o volunte ) lythograladas ein papel ve-
lim (de 40,000 is.'fortes cada resma) com
tal perfeicao, que, mettidasein quadro?, pdern
servir para ornamento das melliores salas e
(inalrnerite om cada numero impar so v urna
exacta descripvao das modas sendo esta acompa
nbada de figurinos e colleccoes de lindissimos
dohuxos para bordar de branco e do matiz ,
o que sei vira de inuitj uti'idade para asscnho-
ras do bom tom
As pessoas, que pretenderen) subscrever para
esta excedente obra pdern dirigir-se a Joaquim
Baptista Moroira agente da soeiedade nesta pro
vincia em casa de quem so acho j patentes
ollecg s do primeiro voIuihh I al 16 o
da primeira serie do segundo volurne.
= D-se dinbeiro a primeiro mesmo em
pequeas qnanUas, com penbores de ouro ;
na Kua-novaSST
Jos Jacinto de Medeiros, subdito Por-
tuguez relira-so para a Ilha-de-S. Miguel
- Precisase de um rapaz Portuguez, que
saiba trabalbar em baliu* ou que a isto se
queira applicar; na ra do Collegin n 15
Aluga so o primeiro andar do sobrado da
ra do Rangel defronte da botica ; a tratar
na ra do Cabug loja de meudezas do Joa-
quim Jos da Costa.
Quem precisar de urna ama para casa
do pouca familia ou de homem solteiro a
qual engomrna e faz todo o mais servico de
urna casa; vi ao beco de S. Pedro n. 6.
Multo importante aos doenles a medicina po-
pular americana.
= Acaba de ebegar urna grande quanlida-
de destas pilulas ( remedio composto inteira-
rnente de vegetaes ) conhecidas na America e.
na Kuropa desde o anno de 1790 o das quaes
se te vendido ji no Brasil ( aonde 6 conheci-
do apenas 3 anuos) mais do quaronta mil cai-
inhas, em que tecm provado sua superiorida-
dc de todos os remedios em numerosas curas
as molestias do ligado obres rheumatis-
nio lombrigas ( particularmente a solitaria )
thisica ulceras, inflammacoes nos olhos es-
crfulas, ersipellas, &c.
Roga-se aos padecentes para provarem este
infulivel remedio. Vende-se com seu com-
petente receituario em casa de seu nico agente
Joao Keller ra da Cruz n. 11 e para maior
commodidade dos compradores na ra daCa-
deia emeasa de Joao Cardozo Ayres, Rua-nova
Guerra Silva Si C, Atterro-da-Boa-vista Salles
& Chaves.
SOCIEDADK THEATRAL MELPOME-
NENLE.
= Vende-se um cavallo alazao, gordo, onti 18 annos, engomrna bem cozinha cose, f.
mo andador de meio para baixo muito novo, renda, e recolbida por isso ptima p,.,
na ra da Cadeia de S. Antonio n. 13, pri- mucama; na Bua-direita n. :!.
meiro andar. Vende-se por prego commodo ou bj
= Vende-se um sobrado em chaos proprios potheca-se urna boa escrava ; na ra das Cru-
aopdeS. Pedro-velbo do lado osquerdo ; zes n. 40.
a tratar no mesmo. = Vendem-se damascos, o lafeles de soda,
= Vendem-se superiores redes brancas, o gales e franjas de retro/., hollandilhas para
pintadas do cores, vindas do norte e cober- intertelas, rues para forro, ludo de diver-
toresdealgodo tambem labricados no no.te, sas cores, e proprio para ornamentos de igr.
por prego commodo ; na ra do Livramcnlo jas, ebegado ltimamente do Lisboa ; um re-
teja de Inzcndas n 5. logio de ouro horisonlal, e corrente com pou-
Vendc-seuma casa de sobrado de um an- co uso e por prego commodo ; na ra da Ca-
dar, osotao, sita na ra do Livramento do deia do Recife n. 57, loja de Seve lrmao.
lado da sombra ; a tratar na mesma ra ven- = Vende-se a barcaca Minerva eita a dous
Ja n> 24. annos, de muilo boa conslrucgao e cscolbi-
Vende-se urna negrinba crioula de 12 das madeiras, do porto de 20 a 22 eaixiis, 0
annos, de bonita ligura muito hbil para o bastante vclleira vende se a dinbeiro avista,
que solbo qui/er applicar; na ra do Livra-| ou o praso e mosmo permuta-se convindo .
Constando, que nesta provincia tecm ja ap- O primeiro secretario scientifica aos so-
parecido venda colleccoes do Musen incul-
cando-se agentes da soeiedade para cr-
dito da empresa e do seu ayente se previne ao
publico, queffliso tudo quanto se disser a
similhantc rospeito. A direccao da soeieda-
de declara ao publico que s reconhece vali-
das as assign lluras sendo os recibos do primei-
ro volume =z i at 16 inclusive impressos
em tinta verde e os da primeira serie do se-
gundo volurne impressos em tinta encarnada.
devendo ser assignados pelo agento supra de-
clarado oqual garante a suhscripco sendo
feita o paga ero sua casa
Primeiro volume do Muieu.
Consta de 6 nmeros I al 16com
32 estampas, frontispicio c ndice &c. por
12,960 rs. (moeda fraca. )
Segundo volurne do Museu.
A direccao dividi este segundo volume em
duas jen'es, a fim do (cuitar mais a extraceao ,
estas series eriio de 9 nmeros, porm a em*
preza resolveo alterar esta ordem estabelecendo
gora o segunte :
A primeira serie sera de 8 nmeros, prin
tipiando em numero 17 e linalisando em nu-
mero 24 inclusive 6720 rs. [moeda fraca.)
A segunda serie lera outros 8 nmeros, co
mocando em numero 23, e terminando em nu-
cios, que o thesoureiro faz a distribuicao dos
bilbetes para a recita extraordinaria do dia 24
do corrente, nos das quinta o sexta feira da
presente semana depois de cujo periodo ,
aquellas, que nao procurarem as partes respecti-
vas nao lero mais juz de reclamaren).
Compra
= Compra-se um8 cadeirinha nova, ou em
born uso ; na ra de Apollo n. 20.
= Compra-se efectivamente nesta Typogra-
pha toda a qualidade de oannos cortados ou
vellios de linho e algodao toda a especie
do libra linheza algodao, de refugo om ra-
ma papel e papelo volho.
- Compra-se um sellim em bom uso se
for pequeo melhor ; quem tiver annuncio.
Compran se cem oitavas de prata de lei ,
ou degalao ; quem tiver annuncio.
Comprao-so para a obra do theatro, tra-
vs de20 palmos de comprido c 6 pollegadas
e rneia em quadro ; a fallar com Manoel Cao-
tano SoaresCarneiro \!onteirt>.
Cornpia se um compendio de historia sa-
grada e ecclesiastica novo ou usado ; na ra
do Cabug loja de meudezas de Francisco
mero 32 inclusive, o mesmo, porm s se paga- Joaquim Duarto n. 1 C.
r '"> iS'il. Compra-se um cavallo que tenha hons
V. i. Dar-se ha com o n. 32 um novo fron-
tispicio e o iniltre eral das materias tratadas
em os 16 nmeros das duas senes =17 at 2o
inclusive=que reunidos formarn o segundo vo
Jume do Musttr,
Manoel Alexandrino do Castro e Luiz
JosNunesde Castro mudaro sua residencia
para a ra da Cadeia-velha n. 46, segundo an-
dar, j-i
= Deseja-sc rccolhcr a urna casa ou au-
la particular, urna menina de 8 annos, a quem
sed boa educagao moral e se ensine com
todas as prendas inherentes ao seu sexo, nao
se duvidando pagar se bem ; para se tratar e
receber 9S necessarias explicages dirijao-se
no sitio grande do Mondego ou na ra da
Cruz n. 16.
OiTorece se um mogo Brasileiro para en-
sinar primeiras leltrascom toda a perfeicjio, que
para islo tern os conhecimentos necessarios, ern
algum enaenbo cu emoutra quntei parie ;
quem de teu prestimo se quizer utilisar an-
nuncie.
= Precisa-so alugar um sobrado de dous
ou 3 andares sendo as ras seguintes ; <'ol-
legio, Livramento larga ou estreita do Ro-
sario : na ra do Gollegio n. 18.
=3 Alugao-se 3 moradas de casas terreas si-
tas no Atierro-dos-A (Togados, a 4000 rs. ca-
da urna ; delronte do vheirodo Muniz n. 67,
primeiro andar.
rwga e iima escrava moga co i
to bom leite ; na Bua-imperial n. 107.
-- (,)ue;n anriunciou uuprer rtomp
ailares, queseja novo; tambem se faz nego-
cio sendo arreado com todos os seus portences ;
na ra de S. Rita-nova n 91, das 6 as 9 ho-
ras da manhaa e dasduss as 5 da tarde.
Vendas
ment venda n 24.
Vende-se sal do Ass muito alvo e Da-
Iba de carnauba para chapeos e esleirs, mui-
to alva por prego commodo ; a bo do do pa-
tacho Laurenlina-Brasileira tandeado dc-
fronte da Linguete ou na ra da Cruz n. 6i.
Vende-se urna escrava moca muito sa
dia propria para todo o servico de urna casa ;
na ra do Queimado n. 19, das 6 horasda ma-
nliaa as 8 odas duas as 4 da tarde.
= Vende-se um terreno na ra do Sebo ,
com 62 palmos de frente e 130 de fundo ; e
um sitio na estrada do Arraial com casa de
laipa e bastantes ps de arvoredos ; a tratar
com Jos Antonio Bastos na ra da Cadeia
do Recife.
= Continase a vender agua de tingir os
cabellos e suissas ; na ra do Ctacimado lo-
ja de chapeos n. 33 ; o mclhodo de applicar a
dita agua acompanha os vidros
= Vende-se urna escrava crioula de 25 an -
nos, sem vicio algum engomrna cozinha ,
e cose ; na Camboa-do-Carmo o. 3.
= Vende-se um terreno com 32 palmos de
frente, e 240 do lundo na ra que vem
la ponte da Boa-vista em alinhamento coma
ra do Fernando; a tratar na Camboa-do-Car-
mo n. 3.
Vende-se um porcao de barricas vasias,
que (oro de familia de trigo por preco com-
modo ; na Camboa do-Carmo n. 3.
= Vende-se um sorlimento de toaihas de
linho adamascadas com comprimento de va-
ra o rneia at 5 varas de qualidade superior ,
com guardanapos ; lonas da Russia primeira
sorte e farello novo em saccas de 3 arrobas ;
em casa de H Mehrtens", na ra ra da Cruz
n. 46.
= Vende-se cha hisson superior a 2400 rs.,
bolaxinha ingleza pequea a 280 rs. dita do
ce a 320 rs. tapioca muito alva a 120 rs. ,
amendoasa 240 rs. passasa 200 rs. figos a
160 rs., ameix8sa 280 rs. chocolate a 320
rs. espermacete de 5 em libra a 800 rs. pa-
pel de machina em meias resmas de 50 cader-
nos a 1800 rs., sevadinha de Franca a 280 rs. ,
sevada o 100 rs. queijos a 1000 o 1120 rs.,
encholre a lOOrs.; na ra das Larangeiras n. 16
Vende-se urna gargantilha do ouro de
ei um allinete com diamantes, um dito de
molde de jacar com diamantes e topazios, um
arrelicario de prata para pescogo pares de
brincos de diflerentes modelos, anneloes la-
vrados, todas as qualidades de enfeites para
meninos, duas vollas de cordao duas ditas
de colar. nonteiros do nrta para
vtanos, II-
= Vendem-se 4 pipas de agu'arJente ca-
chaga de 21 graos muito clara, e em bons
cascos de Lisboa por preco commodo ; na ra
de S. Rita n. 91 das 6 as 9 da manhaa, e das
duas as 5 da tarde.
= Vende-se um cavallo rugo-pedrez, muito
novo passeiro, e carregador; no Atterro-da-
Boa-vista loja n. 24.
= Vendem-se meias barricas de familia da
marca galcgo muito nova e superior em
qualidade ; defronte da escadinba da alfande-
ga arrnazem de Dias Ferreira Compendia.
- ^ endem-so obras completas de Jos Fer-
reira Borges; tambem se vendem em separa-
do ; na liviana da ra do Collcgio n. 20.
~ Vendem-se saccas com fannha muito al-
va, por prego commodo; na ra da Cruz n. 64
= Vende-se Jacaranda superior chegado do
Rio de Janeiro pedras de marmore redondos
para mezas de meio de sala, de muito bom gos-
to ditas para commodas cadeiras america-
nas com assento do palbinba camas de vento
c;;:; nnayo iii KOfM mw Hp
mu- jantar camas de vento mui bem ferias a 4500,
I ditas de pinho a M500, assim como outros mui-
P tifia. toa traste!) ; pinito ua Succia com 3 pollegadas
relogio sabonolede prata fabrica eobertajde grossura dito serrado dito americano de
ede patente, dirija-so a ra de Apollo n. 6. diflerenlefl larguras e comprimentos ; assim
D-se dinbeiro a premio sobre penhores como travs de pinho e barrotes; na ra de
de ouro ou prata ; nu ra da Praia n, 22. I Florentina em casa de J. Beranger.
velas de dita para sapatos, c suspensorios, ar-
macoes de prata para oculos; as Cinco-pontas
n. 45.
Vende-se ladrilho de pedra marmore ,
branca? e azues por preco commodo ; na ra
da Cadeia do Recife ns. 12 e 14.
Vende-se urna negra de nacSo de 20
annos, que ganha por dia 400 rs. e pti-
ma para todo o servico; no Atterro-da-Boa-
vista n. 3.
Vonde-se um escravo de 20 annos, de
bonita ligura qu serve para carregar cadeira,
dous cazaes de ponidos batidores, do Rio-de-
Janeiro, por prego commodo; na la de Aguas-
verdes sobrado n. 70.
Vimwui-m iraves de 30 a 35 palmos de
comprimento o de boas qualidades por pre-
co commodo ; na ra do Caldereiro n. 6, ou
na travessa do Qucimado n. 3.
Vendem-se 3 escravas mocas com al-
gumas habilidades ede !>oas figuras; um di-
la de 35 annos, por 220.000rs. boa lava-
deira ; na Rua-velha n. 111.
Vendem-se as obras completas de Bocage,
8v ricamenteencadernados; os Lu/iadus de i
Camoes com estampas rnWifl! 2 t:;.TG3 r-'
ramente er.cadcrnadosen um s volume, or-
thograpbia da lingua porlugueza por Tristao
da < unlia Porhiga!; 2 rroute do essteo por
Castilbo ; na ra do Livramento n. 18.
=. Vende-se um moleque crioulo de 14 an-
nos ; um escravo de nacao ptimo para to-
do o servico ; 3 escravas mocas de naco, la-
vo bem e sao quitandeiras; urna parda de
por alguma inorada de casa nesta praga vol-
tando-se ou recebendo-se o excedente; na
ra da Moeda n. 9 segundo andar; u na
venda da ra du Cruz n. 51.
s= \ endem-se los pretos c broncos de su-
perior qualidade, sarja prela hespanhola, meias
de seda brancas e prelas para homem e senho
ra cortes do chitas hamburguesas linas, me-
rino prelo panno prelo lino casimiras Iran-
ce/assem pello e oulras muitas fazendas por
prego commodo; na loja do Manoel JosGon-
ealves Braga junto ao arco de S. Antonio
n. 2.
= Vendem-se arithmeticas, algebras, e geo-
metra de Lacrox para uso do Lyceo e do
Collegio das artes na ra da Cadeia do Re-
cito loja de livros de Caldoso Ayres.
=r \vndeiii-sc ricos cortes de seda pretc
para vestidos. sarja prcta larga e estreita ,
luvas de seda sem dedos curtas e compridas ,
sortimento de calgado para sen hora cheos
pretos da ultima moda para homem e outras
umitas fazendas por preco commodo ; na Rua-
nova, loja franceza n. 17, de F. Rcgod & Corn-
panhia.
Vendem-se uns terrenos em Fora-de-
portas da parte da mar pequea promptos
para se edificar eslao em boa posicSo por
preco commodo por isso se farfio com ellos
todo o negocio ; na Rua-direila n. 4.
^:Vende-so um relogio do prata patente
ingle dos mais modernos com pouco usu ,
e muito bom regulador o que se aflianga, por
prego de 80j rs.i na ra do Crespo, loja n. 2;j.
Vendem-se luvas do pellivu e de algo-
dao muito finas para homem a 320 rs. ditas
sem dedos de diilerentes qualidades para senta-
ra meias de algodao pretas e brancas para lio
mem c senhora suspensorios de burracha a
320 rs. ditos ngindo a 2i0 rs. .ditos de se-
da a 1280 e 1000 rs. bons de palhinha piu-
lados a 240 rs. chapeos da mesma a 300 rs ,
ditos com pala de lustro a 960 rs. lacas e gar-
ios de cabo branco a 3300 rs. lilas de seda lu-
vradas e lisas, papel de peso azul a 3000 r?. a
resma dito almaeo n 2400 rs. a resma e de
rneia hollanda a 3800 re. rap Meuron &
Comdanhia a 1040a libra ede 5 libras para
cima a 1000 rs. lencos de seda para algibei-
raa2240rs. bo, s manlinhas para grvala a
2000 rs. lengos de cores para dita a 3300 rs. ,
o pretos a 3500 rs. penles de prende cabello,
ditos virados ditos imitando a tartaruga, fran-
ja prela mui bem feita pura vestido a 4.00 rs. a
vara, um completo sortimento de catangas por
barato pieco, papei do peso de cores, locos lar-
gos eestreitos, flores para cabeca boas pen-
nasdo ac c canelas douradas com cabo de
marfim um grande sortimento de meudezas
por prego mais commodo do que em oulra
qualqucr parto ; na ra do Qucimado loja do
meudezas n. 24.
Escravos fgidos.
Desapparcceo no dia de enlrudo pelas
7 horas da noule um escravo cabra, alto,
rhciodocorpu bem espadado ps grandes,
chalos com alguma barba, e pequeas suis-
sas natural do serlao e pode ser que le-
nba-se dirigido para essCs lugares ou para
doianna ; quem o pegar, leve a ra da Praia
de S. Rita n. 25 quesera gratificado.
= No dia 15 do corrente desapparecec o
escravo Benedicto crioulo de 25 annos ,
baivo, cheio do corpo ; lovou calcas de brim ,
e calnisa de madapolao e muito ladino; quem
o pegar leve a ra do Amorta) n. 36 a seu sur.
Antonio Va/, de Olivera que sen recompen-
sado,
TV____- .....!.......Tif-ys
ERRATAS.
No plano d lotera do !?oi?ro fs Bo.; vista
os dous bilbetes 1 e ultimo branco em lugar
de 160,000 rs leia-se 116.000 rs.
Recipe ki Typ. m IM F db Faiua. is.


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