Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04587


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Full Text
V
> '
.
uno de HM.
Quinta Fcira 22
IIIIIMIIHIIIIBIIIUf.,tmmiPI
oiHu,,uM,n-.,.,l---------..qoeno foro ,..,.*., ; o ptco d, m*,
mil .v | ..i e | So, .dunuJo,. 0, annuncio.do. .w, s.,, e,l,
n e m di que nao .<,,, ;, ,,, so por ,innll A, .,.,,-,,silein dir.
' '-" '>'' """"'"""" <,: !;;.. i Independencia l..j. de litro 6eS
PARTIDA DOS C'ORREIOS TERRESTRES.
GUN!U, el anj I,.-U-M .XI.. feir....-Rio Gr.Bd. do Norte, quinl.. feir. -
(.l>... Sennbeem Rio l-ormoso, l'orio Calvo, Macey e Alago* n ) o 04
*"* .....' T.'1"'?1";"8 ". ,!""" l -4 de ''"'- -Boa-vis. i Flore .-i
, .1 d.to. Ud.ae da Victoria, quinla. feir.-.,. Olind iodos os das
1)1 \S DA SEMAHA.
; Seg. *. Mirado Aud, do .). (!. I). da j. ,-,
I Jrre.i s. II.u h ,,,, H > 1. ,ai ,1o de 1) da 3. v,
I Quarla cin.a. Maximiano Aud do J. de 1. da 3. r.
12 Qoiala s. Margarina. Aud.dod.de l).d j. t.
*.'. Seita s. Laxara. Aud do J. de D. da 2. v,
. 1 Sab. s fre, \uilo. Bel. aud. do J de 1). da i. v,
2o D'.m 1. c da qu-.rrsina s. .Mallii.-s
ilc Fcvcreiro
Anuo XX. V.
- -,i s^r'SWianweMimfl
rudo agora dep ii nw nos; da arfes* roderaglo- energa: e.
ligucmoi como priacipimoa e lore-n! aponta.ios com ad ra lo enlra "s "'i'"'' ""',
culiu !'> -Iv,',, ,.. :, \ n| Garal du ratil.J
C (MUIOS M> 1)1% .i l'l. DMi.m O,
CamliioMolne 1 "i'rc, 25 {.
)i i) Taris 37U rea por franco
Lisboa K8 por lUJ de premio
Mordade cobre > i"'r cenlo.
dem de letra, de bou finia* I pur J
o M le H.iU N 17,/Od
, Y 17.501)
. da .UU.' 'J'-''1
PraW-PalaciVi .iHl
, Pesui. iluiumnarea
Ihios ine*i .in >a I-.BWI
s.
PHA.SES DA LA SO HEZ DE FEVEKE1R.
La cheia a 4aa 8 hora e >t min. dam al/ianuT. a I.S ai 6 horae 14 iniu.da m.
Miiiguanle a I) ai a lloras e ..I miu dam I'-'- -'. >a_7 ii. d'"'. 'Ij anh.lt
Prtamar d< hojt.
Vrimeira as 7 lior.is e \' inin dananh.lt. ISngnnda as S doras e'i mininos da larde
... .-itSJ
DIARI
INTR'Oi
UTO DE JANEIRO.
Do peridico Brasil, do 4 do passado, trans-
crevemos o soguinte artigo, que multo interes-
sanlc nos parecco, por, com toda a precsSo, de-
monstrar a verdadera origcm do actual engran-
decimento da Inglaterra, e qual o peso, que me-
recen) os sentimentos de philanlropia, do que
tanto ella se ufana.
o BRASIL E A INGLATERRA.
Ligao-see oncadeiao-se os Tactos na historia
da humanidade por modo t5o portentoso, que
querendo-ae determinar um acontecimento con-
temporneo, explicar um estado de colisas, tor-
ca "remontar lempos remotos, o expor-se as-
sim ao risco do aborrecer a esses leitores, que
fogem diante de um e^irado artigo do mais de
duas columnas. Su'.,jeilemo-nos esse inconve-
niente, pois do contrario como fazer entender a
preponderanc'.a quasi exclusiva da Inglaterra, a
especia de t.utella por ella exercida sobre as na-
cesda America ca nenliuma influencia, o nen-
lium piedominio, que n lies exercem os outros
es'.ados europeos, quo as quesldes da Europa
cd'Asia, eat da frica a contrastad e equili-
brafl? O assuuipto de bastante gravidade pa-
ra quo nao receiemos quo o leilur impaciente
nos deixe do lr, e o frivolo nos despreze.
A dynastia dos liourbons depois de ler balda-
do as intrigas, e manejos dos Phlippus de ha-
ver-80 consolidado nollirono da Franca, dirigi
todos os esorcqs de sua hbil poltica para o
enlraquecimento da casa d'Austria que, senho-
ra da Flandres, a ameacava pelo norte, sentada
no throno da llespanha, a ameacava pelo sul.
Esse duplicado perigo, que cumpria evitar, o
segredo de lodo o reinado de Luiz XIV. Na exe-
cucao dos seus planos, foi esse grande rei adi-
anto do que era necessario, o um dos Hourbons
i'oi reinar cm Madrid, e o Luiz, no cumulo de
sous votos, pode exclamarnao ha mais Py-
HIM'US.
i'orcm com esse tamanho accrescimo, a dy-
nastia dos liourbons rompa todo o equilibrio
das oacoes europeas; o pacto de familia armou
a Europa inteira, e, eterna adversaria da Fran-
ca, a Inglaterra, em quanto sua rival extenda
sou poder e sua influencia na llespanha, tratou
de ir contrastal-a, estendendo o seu poder o sua
iiiuUouoia na fo do Tejo, mi reino vlntiu, ello
j rival e inimigo da Hespanha.
A Inglaterra, iihaatirada a um cauto da Eu-
ropa, tao Iraca cm sua organisacao interna, que
sempre foi (acil conquista dos invasores, desde
os Romanos, al os Saxonios, atos Anglos, a-
i, depois (estes, o bastardo da Noniunniia; tao
rida e coberta docharnecas, que mal podia a-
lnnentar exigua populacao, sentio desde logo,
que Iho cumpria approveitar sua posico para
arredar de si as guerras quo ensanguentara a
Europa, e, longo do foco dos interesses euro-
1 ns, podo ella conseguir: sentio mais quo
liara defTender-sedeinvases, cao Dtesmo lem-
po ganhar a preponderancia que nao linha no
continente, era no mar, era pela navi'gacao, que
I he cumpria dominar: todos os eslorcos de seus
estadistas j6 desde Cromvvol.j desde Elisabeth,
ja mesmo, em pocas muito anteriores, desde
Alfredo uara ahi convergirao: sentio emfim que
a ni divisao da propriedado territorial, ilha
das successivas conquistas, obrigando a mxi-
ma parte de sua populacao renunciar aos tra-
baibos do campo, a compel i ao buscar na in-
dustria a satisfaco desuas necessidades, e com
perseverante o conseguio.
brilhanto docerto, admiravel esse espec-
tculo a humanidade inteira se ensoborbeco,
ao ver como com tao Traeos meios, ta5 destitui-
dos de auxilio, podra alguns homens s pela
perseverante intelligencia chegar lmannos re-
sultados, tianfrmarem magestosas cidades, em
feriis campos essas ridas charnocas !... mas,
como se nada do magestoso ede magnifico ko
podosse obter sem a intervencode meios india-
nos, nao poucas vetea'a indignacao, o odio aba-
lao o sentimento do adutiraco em que rocorda
a historia da grandesa britannica.
iSa poca a que nos icIcimuuj, a nespauMe
toda ocio.ia la com as iiitrigascoiilinentai's, ha-
via perdido a siu preponderancia n mar; se-
nhora de tantas colonias, tinlia j ento urna
maiuln inferior a da Inglaterra; Portugal, de -
pois da loucura do D. Sebastiio e da domina-
do dos I'hiiippes, ja noin-oia a sombra do que
oulr'ora Tora: fcilmente conseguio a Inglater-
ra monopolisar o seu commercio, e assiin ali-
mentar a sua marinha. as lutas contra a lles-
panha, e na paz que Ihe sueceda, havia ella
alcancodo, pelo assiento, duasestipulaces, que
entregavaQ i sua mere as colonias hespanhnlas:
havia obtido o exclusivo monopolio de fornecer
escravos africanos s colonias hespanholas; ha-
via mais alcalizado o dircito de mandar um na-
vio de consideravel lonelagem, carregado de fa-
zendas de sua produccao, essas colonias. Ex-
tendondoe ampliando com a f pnica, que an-
da nao desapprendeo, esa concessao, a Ingla-
terra estabeleceo fixo no porto da colonia hes-
panhola um navio da tonelagem estipulada, pa-
ra servir de constante deposito suas mercado-
ras, e mandava do continuo a esse navio, cm
barcos de menor importancia, novos e novos
canegamentos, que d'ahi erao cspalhados pelo
contrabando. Assiin desenvolveo a sua marinha
e a sua industria, assiin anniquilou a industria
o restringi a navegacao das mais nacoesaquein
se ligou: forao seus meioso monopolio do tra-
fico de Africanos, a fraude, e o contrabando.
Com o lempo, suas visitas continuando as
mesiiias, seus meios forao outros. A lo rea de sua
marinha Ihe havia dado extensos, e opulsntissi-
mos dominios na Asia; para que mais impor-
tantes fossem ellos, cumpria, quenenhuma na-
cao mais tivesso colonias, e el-a a poltica in-
glesa ajudando a em.mcipacao da America, ap-
plaudindo nos indepondontes e logo emmara-
nhando-os em tratados de commercio. as suas
possossoesda Asia tinha ella com quo abastecer
todas as nacfles dos productos chamados tropi-
caes, eil-a que, ao passo que nada poupa para
auxiliar e desenvolver a produccao das suas,co-
lonias asiticas, nada tambem poupa para ani-
quilar os paizes, que em iguaes produccocs as
excluiad. Como Ibes servio o monopolio de A-
fricanos quando j Ihes nao foi elle til, to-
inou-se toda de remorsos da atroz barbarldade,
captiveirocommercial, era evidente, que a In-
glaterra isso nos procurara compellir, multi-
plicando vexacoes e exigencias. Quas as que tem
foito, ignoramos; mas impossivel que nao te-
nha multiplicado roclamaciies injustas, chica-
neiras, destituidas do todo o Tundamento, como
j anteriormente, no seu parlamento, nos havia
ameacado o famoso Welllngton.
E se nao podemos adevinhar quaes essas re-
damaedes, cuja existencia prevemos, ao menos
sabemos,que no tratado a cerca do trafico tem a
Inglaterra mil meios de que lance mSo para a-
vexar-nos; e defacto j a pretexto delle, em
Macah, em Cabo-fro, tem sido o nosso terri-
torio invadido, desrespeitadas as autoridades e
as his brasileiras, sem que saibnmos onde irao
parar esses attentades
O tratado da extincco do trafico d larga
margem s nossas observaees; resumil-as-he-
inos porm tanto quanto nol-o impoo os limi-
li's (leste artigo.
Qbrigmo-nos para com a Inglaterra a fazer
cossar o trafico do Africanos; as exigencias des-
sa naci, o a illusao de humanidade, que che-
gou fascinar a muilos dos nossos, fiserao que
losso estipulado esse tratado,quo mattava a nos-
sa lavoura, e a nossa novegacafi.OU pelo menos
nos impuuha a necessidade de una rpida,
completa, o quasi revolucionaria mudanca no
systema do nossa industria agrcola, edepro-
priedade territorial. Entretanto o contrabando
vcio continuare) trafico, e a voz da necessidade
pblica, sem embargo da vontade das autorida-
des superiores, o da disposicao das leis, o veio
proteger. Os escravos era precisos, o o contra-
bando, quo as propras pi ssessoos inglesas
continuou a fornecel-os, cm quanto nao foi ex-
tincto o capliveiro, attrahio grande numero de
especuladores; raros Itrasileiros, porm nao
poucos l'ortuguezes empenharao nelle capitaes
OU proprios oa, as mais (las ve/os, oblidos por
em prestimos. Os Ingleses, depois de tanto sa-
crificio, nao havio do recuardianto do einpre<
que a tinha opulentadoe engradecido, epor e\-
pinciio proclamou-se zeladra da libordade a- go violento o despendise da mais severa re
Tncana.e principiou Tazer tratados para a ees-; press5o. Dessa lula as mais tristes calamidades:
sacao do trafico. Duns vistas tinha, anni piilara o trafico tornon-se jogo de azar, onde
produccao dos gneros (repicaos para assegu-
rar-M o monopolio delles, restringir at anii|ui-
lar a navegaco das nacoes com quem traa va,
para ter ella permanente o seu dominio. Oh! a
Inglaterra tem ptimos enlhusiasmos do phi-
lanlropia quando Ihoscrvem aos sous fins.
_ J- ,.l. :!-.
I I i / imiiic iuSd lSCiniiora u.i pMii.iil-
tropia dlsspou-se, ernbera tarde; a poltica in-
glesa est descoberla e patente, historiadores de
pulso, escriptores de alta intelligencia, na Eu-
ropa, em Franca, a (em rovelado, o nos que so-
mos urna das primeiras vctimas della, n:;, que
r 11 i i.uii"- a jp,inr> CiiisuOS seunOS os pi'i -
meiros, que a apresuntassemos na s maldi-
goes d humanidade, o quo havemos Toito?
Entretanto, com nosco conseguio a Inglaterra
todas as suas vistas: intromelteo-se olciosa no
reconhecimento de nossa independencia, o cm
troco desse beneficio, quo bem dispensaramos,
obleve de nos esse triste tratado, quo anda bo-
je dura, e no qual se continurao todos os odio-
sos privilegios, que Ihe heviao dado os descui-
dososreis de Portugal; obtuve igualmente o tra-
tado da cessacaodo trafico Oque dahi se se-
guio todos sabemos; um tratado do commercio
sem reciprocidade, que nos peavaem todo o de-
senvolvimonlooa nossa industria, e que collo-
cava o Inglez no Drasil em posicao mais vanta-
jada doque o proprio Brasilero, Toi despertan-
do a repugnancia nacional; chegadoo prazodel-
lo, a opinio publica pronunciou-se contra a
sua continuado, e o ministerio, conhecendo os
legtimos interessos do paiz, para entrar em no-
vas estipulacocs exigi, como primeira base, a
admisso dos nossos productos nos mercados in-
glezes, senao no mesmo p, que o das suas co-
lonias, ao menos com onus, que os nao excluis-
se de todo. Lima misaao extraordinaria inglesa
nada podo conseguir, porque a nada qull atten-
der; urna missao extraordinaria brasileira foi a
Londres sustentar, demonstrar, o que era evi-
dente, a justica da base pelo ministerio brasi-
lero proposta, o nada conseguio.
Assim ora do prever:'a triste posicao da In-
> inincf, h nr hurhara:
os lucros
do alguns erao comprados com a ruina comple-
ta de muilos, onde os capitaes brasiloiros lorao
opuleiitar as colonias inglesas, o onde emfim pe-
receo a nossa navegaco.' Sim.embora nunca a-
vultasse a nossa navegaco, lempo houve em
que olla prosperava, o promettia brilhanto de-
sonvolvimosto; boje menos slguna vasos Insig
ficantes do commercio costeiro, quantos do pro-
priolado brasileira, o dcbaixo da bandeara au-
ri-verde navegan em alto mar? Teremos urna
duza'.' Tal vez nem tantos.
.... ...
c8o Todava essas oscillaces deraS esperan -
cas aos Ingleses: virad olles, que o sentimento
Ja nacionalidade naO era tao lorie entre nos quo
nao losse possivol adiar, mais da menos (lia,
ministros de estado, que Ibes dessem as nios, e
firmesnisso, puzerao em pratica, de motu-pio-
prio, sem acquiesconcia do governo brasilero,
essas mesmas condiedes; que anteriormente lia
,vio ellos reconliociiio carocerem de ser pelo go-
verno imperial acivilas para poilerom vigorar.
Bis O estailo de nossas re icoes com a Ingla-
terra; tmlo Iho liom para avexar OS lrasilei-
ros e olirigal-os acceitar suas morcadoras, re-
pellimlo elles os nos,os gneros; tudo Ihe
liom para trazer a ruina de nossa industria, de
nossa navegaeSo, a perda do nossos capitaes
F. no meiode todas essas injustas exigencias,
de todas as atrozes violencias desses projectos,
quo apoio acha o governo no paiz ou Tora do
paiz para baldal-as? As nossas observaedes do
numero anterior tfao a resposla.
(Do Rraiil.)
Estretanto esse estado do cousas nao podia
agradar aos Ingleses; o tratado dava largas ao
contrabando exigindo a presenca do escravos
bordo para poder um navio ser julgadoboa pre-
za, o tratadogarantia.com tribunaes mixtos, os
direitos brasiloiros. e emlim Tazendo, quo os
Africanos aprehendidos ficassem no paiz, onde
houvcssem sido ulgados boa presa, nao priva-
va de todo a industria brasileira dos capitaes a-
prehendidos eda activiiiaJe por elles fomenta
da; por quanto se perda o especulador, que
mandara vr esses Africanos, licavao elles no
paiz; sua condico era livro, mas seu trab^lho
(e isso era o principal) seu Irabalho era por nos
approutado. Forao esses os tres obstculos
seus pianos, quo a Inglaterra tentou remover;
KIO U A 17 DE JANEIRO DE 18H.
O Publicador Minriro.
Ja em outro n. demos conla d'eslenovoa-
thleta das nstiloicSes livres, e do throno bra-
silero que surgi no Ouro-prelo em da
de Anno-liom : publicamos ento o prospecto ,
e liojo copiamos por amostra o soguinte arti-
go;
A rcLellio de 10 dejunho de 1842.
Escriptor pblico em urna quadra que tan
toseansinha d'aquella que (ca notada na
epigraphe dosle artigo sentimos a necessida-
de do manifestar com franqueza, e verdade
nosso pensamento sobre um fado social quo
lanto e ISo seiisivelmento agitou a provincia
de "vlinns goraos no anno de 18V2.
Nao considerando virtudo o conspirar contra
as instituidos juradas, robellar-se contra el-
las nossa linguagem nossas ideias acbaro
entre apaixonados alguns desapprovadores; nao
nos importa isso sao pres o precalsos do of-
licio. 0> factosoccorridos cm 18V2 este a-
indi tao porto do nos cada Mineiro os
tem registrado na memoria de sorte que nos
adiamos desoln gados do os relatar. N'em es-
so o intorosse, com que lancamos estas linlias ;
IjUl/. .na, >J>'
_,.K i. i I O U SJM
a consequencia da sua politica: pareco que cas-
tigo da violencia eda justica, nunca poder pa-
rar, e ler do proseguir na violencia e na njust-
( a at desperihar-se no abysmo.
Nao podendo alcancar de nosso governo, que
cedesse sua vontade, e perpetuasso o nosso
iiUi."tllt'3 U UUVi 'j'iiini II
(icio de trafico illicito acbado bordo bastaste
para condemnar o navio; quizmais que as com-
missoes mixtas fossem supprimidas, e declara-
dos competentes os tribunaes ingleses para jul-
gar os Brasiloiros, e as suas propriedades, quiz
emlim, que os Africanos aprehendidos, em ve/
do seren entregues ao governo brasilero, fos
sem para Demorara. Nao sabemos se qu/. mais
alguma cousa; mas s isso que podia bastava pa
ra anniquilar-nos.para fazer nos perder todos os
nossos uireilos, toda a nossa dignidade de na-
cao.
E, desgraca de nossa torra as oscillaces
minisieriaes, que temos so&Vido, miniatros bou-
ve, que cstiverao prestes a acceitar essas con-
dicoes, ministros houve, que, so I lies nao tives-
sem faltado o lempo, se nao tivx-ssem sido lo
dearetsa apeados do poder, terio sollado com
os seus nomos tamanba e tao funesta degrada-
nosso !i:n considerar as vantagens c os re-
sultados, que para os principios que ostenta
dolender ganhu a opposicao boje conhecida
por opposifo Sancla-Luiia.
Libertar o povo do jugo do despotismo soh
que gomia acurvado ; restituir-lbe seus foros ,
e liberdades sao as causas, que na plirasu
dos rebeldes, os leviro empunhar as ar-
mas.
N'cssc manifest fofo c vao n essas pro-
clamacdes, n'esses gritos, outro nao o pre-
texto da revolta ; mas que actos que medidas
tomrao para realisar lo solemnes promessas os
chelea rebeldes ? GritrSoem llarbacena A-
baixo a lei da reforma ubaixo o consellio do
estado A provincia de Minas cuja lealda-
de e sentimentot heroicos nao podem ser pos-
tos em dvida nao acode a esse grito crimino-
so ; um ou outro municipio certo o e-
ebaj mas Ouro-preto, ularianoa Sabara ,
Caeth S. Joao d'EI rei te. se armo
para resistir maneira estranha, com quo os
legisladores da Barbarcena quizero ditar a lei
provincia ; e os rebeldes, que em sous pri-
meiros escriptos declarro que o movimento
ora espontaneo correm s povoarocs que
se conservarn leacs e obrigao-as, com as
armas, adherir espontneamente revol-
ta ; e alumiados ao claiao do incendio ,
que devorara as propriedades pblicas e par-
ticulares, precedendo sua entrada triumphal do
cortejo fnebre das victimas que com tanta
gloria se scrilicro pola causa da legalidade
[irociainrao teure, quo os governasse; tent-
ro por meio das armas tirar o Monarcba
da coaiv.lo em i|ueo apregoavao existir, e an-
da aoestrondo dolas querem que se manifest-
I.1VI.E E MAGKSTOSV A IMPERIAL VONTAEE
((|ue coherencia! ) Estes insultos alta n-



*
telligencin ilo Imperador, estas morles, estes
incendios tildo islo se la/.ia em nome da liber-
dade! erp necessidadcs impostas por ella !
Un recrutamento liarbaro que nao poupava
nonliii'na das condicdes sociaes, aberto;
castigos atrozcs sao dados aos quo nao qoe-
rem urna liberdade em tanta abundancia ,
qual a que offereciito os chefes da rovolta ,
os cofres pblicos glo cscanearados i sua
vo/,. a perseguido mais borrivel se desenvolv'
contra cidadios, que, indignados por tal proco-
dimento permanecem no seu posto ; as suas
casas saquead is e roubadas suas familias ex-
postas aos ultragos da populara, cujas virtudes
exaltarlo os rebeldes ; a dor confusao la-
grimas por toda a parte : e assim que mar-
clo logo no comeen da revolta os homens que
nos querio mudar a comlii ao : que de escra-
ros, forcejav3o por nos tornar ridados li-
ar* !
.\.io ontendem os oclocratas, que a liberdade
se possa arraigar, senao regando nossos campos
de sangue brasileiro forcjio por planlal-a
baioncla calada nao comprebendem ou lin-
gem nao comprehender que a educacio moral
religiosa que as luzes a experiencia siio
condicdes indispnsavois para progredir o povo
na carreira dos melhoramentos sociaes; per-
turbio cerebros Traeos dando-Ibes dses im-
moderadas do generoso licor liherdade ;
estrrvm nos ouvidos, e desentoados nos grit.io:
!>.Jo libernes como nos quando nao ,
morto Kstabelecem como theoria in-
nocente sustenliio como dogma de seu evan-
gelbo poltico o principio da revolta Que
futuro, que governo promellem taes bo-
mens!!!...
Para julgar a faccao basta o estudo ilestes
factus. K perguntamos : sao liberaos taes
homens ? Nao ; nao sao liberaes os que n i
destruigSo do governo querem nao um mel
de eslabelecer umnovo desejado peta naci;
mas o direito de destruir em todos os lempos
tudo o que embaracar possa sua ambicio indi-
vidual ; os que pnsao que fundar sempre
indignidade, o destruir sempre gloria; que,
nimigos declarados de tudo o que ordem ,
querem governar por gritos, desprezando as
leis ; aquellos, que derribariao o governo, que
com suas propriaa mos houvessem fundado ,
por nao gatisfazer todos os projectosde sua avi-
dez lodosos delirios de seu furor. Nao nao
sao liberaesaquclles, que nao sabem seno criar,
aquecer e sublevar descontentamentos contra
a ordem esiabelecida; aquelles, para quem a paz
eumadesgraca ; que, confiando as dissenedes
interiores so se nutrem de odios ; que. pelo
delirio de suas provocacSes espalhao o terror
na casa do eidadao pacifico seccao as fontes da
riqueza pblica tocao de morte o crdito ,
deslroem o commercio paralisao todos os tra-
balhos ; quo fallo incessanlemento dos des-
gracados dizom-se amigos do poto o nao
sabem senao exasperal-o em lugar de servil-
0 : seu lim nao e a justira; o que elles querem
embriagar o povo na desconlianra levar a
confusao e o desanimo aos espirilos o povo
i desesperarao toda a narao desordem, go-
vernar n'uma palavra ;i todo o custo E* assim,
que os descrevemos servindo nos de alheio
pensamento Saudando todos os movimentos
revolucionarios, aireando de girndolas os ou-
vidos do povo a noticia das calamidades, que
furiio derramar o sangue brasileiro em afu-
mas provincias do imperto bem edoscnhavSo
os agitadores de Minas, e S. Paulo. Illudin-
doopovo, que tantas considerar/oes Ihes de-
vra merecer ; este povo mineiro quem tu-
do devem os furiosos marcharo a sua frente,
at que u hora do perigo a hora derradeira
nao sou ; mas apenas amoacados em sua
existencia onde se achrao os tcticos, on-
de os chufa do partido ? Uns tinbao j abon
donado as victimas de sua credulidade antes
do combate; outros em segura posicSo, com
sor riso satnico sahorcavo a.s vistas desoladoras
das morles dos seus proprios companbeiros ,
d'aquulles, que, combatendocontra a lugalida-
de, entendio servir urna causa sancta, e justa:
assim Jos Felicianno, e outros desapparccf>riio
das vistas da seu* soldados ; Marinho e ou-
tros contemplado a prazer, e commodo o ex-
terminio da grande familia mineira que Ira-
vara a lucia em Santa Luzia do Sabara: aceres-
ce, que, pela inefficacu de nossas leis esses
rebeldes, processados, e livres pela omnipo-
tencia dos jralos eslao em suas casas saos ,
e salvos e os soldados da rebclliao l passao em
S. Pedro do Rio-grande por todas as privaces,
l eslao exposlos s balas dos republicanos de
Piralinim.
Acredita a lacciio que os Mineiros siio co-
gos, que o povo nao se demora comnosco n'cs-
tas eogitacSes, do de melancolas. Oala, que a licSoapro-
veite e que, quando um dia novos Ottonis, e
Marinhos'agitom a provincia, os Mineiros Ihes
respondo : Nao nos nos lemhramos ainda
opanno de 18't-'; libamos paz, nossas cida-
des a sombra d'ella prosperavao nossos ilhos
recobiao a educacSo moral o religiosa compa-
livel com nossas lrcas; por vosso convite mar-
chamos ao anniquillamento de nossas povoa-
coes, mendigamos pao que misturamos com
as lagrimas que nos fizestos derramar na per-
da de nossos pais, o maridos na de nossos ir-
maos, e amigos ; nos no empunharemos ou-
tra ve/, as armas para saciar vingangas, que erao
vossas para promover interosses que ero
smente vossos ; lombro-nos ainda os luctuo-
sos das de Quelu do Arach de Caelh ,
de Sabara, do Santa Luzia ; basta de embus-
tes nao nos Iludiris jamis Nunca a his-
toria dos alhoios malos approveita a povos que
comedio na vida das instituicoes liberaes : a
natureza humana tal, que, para nos recordar
bem vivo o quadro melanclico do passado ,
exifje provas dos sofTrimentos pessoaes no pre-
sento para governo e direccao no futuro; ahi
esti para altestal-o nao diremos o Brasil, que
conta poucos annos de existencia ; ahi est a
! i,inca desde 1789 que percorreo um circulo
do logo o hojo, candada, repousa a sombra de
um governo Ilustrado que par do todas as
vantagens sociaes Ihe d preponderancia na Eu
ropa: o Brasil, se novo tem j experimen-
tado os horrores da guerra civil ; repetil-os
perpetuar nossas desgtacas e certo nos prepa-
riio diasaziagos do despotismo aquclles que
80 grilao liberdade pois fim da excessiva
liberdade a excessiva escravido.
Temos ditoquanto nos parece necessario pa-
ra nos tornar conhocidos, e nao foramos Mi-
neiro], se nutrissornos sentimentos contrarios.
[Sentinella da Monarchia.)
Correspondencia.
9
Snrs. Redactores Mal havia saludo de mi-
nhas mos para a typographia a minha corres-
pon lencia respeito da inallibilidade e so-
berana do Papa inserta no seu Diario de sab-
bado 17do correntefeveroiro, quando tive occa-
siao de loro Jornal do Commercio de 8 dejanoiro
do correte anno o vi confirmados os mous
receios expressados no ultimo paragrapho da-
quella correspondencia. Com elTaito o dis-
curso do Cardeal Pacca traduzido naquelle
jornal, o testcmunho mais aulhenticoda verda-
de e justeza dos meus receios, e mirem-se nesse
espelho os soberanos e os governos em cujos
territorios seja reconhecida a primaria de hon-
ra e jurisdicao do Papa porque della preten-
de abusar OMsa academia da reliRiao catholica ,
esiabelecida em Roma e ramificada segundo
mepareco, em outros pontos do mundo chris-
tao. Quanto rnlm estou persuadido, que
na frrea de J C., os nicos instrumentos da
sua Providencia, e Sabedoria sao aquelles, que
o Espirito Santo, como diz S. Paulo, collocou
para inspeccionar o rebanho esperituul e re-
dera reja de Dos; tudo o mais s5o institui-
coes humanas que comecao por escusadas e
acabo por perigosas, e abusivas. J Pernain-
buco vai vendo o principio de urna intriga, de
quo vai sendo victima o respeitabilissimo Pre-
lado Diocesano e causa necasional, postoque
involuntaria o Exm. e Ueverendissimo Snr.
lispo resinatario d'Olinda ; e permitta-mo S.
Ex. Reverendissima quo ou chamo a sua at-
tencao sobre esto ponto
Vamos ao discurso do Cardeal Pacca. Diz
elle no primeiro paragrapho desse discurso, di-
rigido /i essa academia, que os Papas trem sido
os rerdadeiros autores das instituir/'' tanto
religiosas, comociris, egue eslrange.iros teem
ousado attribuir-se a honra, como se fossem
obra delles : e como o mesmo poder, que faz ,
podo deslazer, claro que, se fosse verdadei-
ia a assersao do Cardeal Pacca, pode o Papa
crear, e anniquilar, por e tirar rois e quaes
quer "vernos cstabelecidos. Destacadamen-
te um lempo houvo, em uue isso ssim foi !
E quem ha que ignoro os argum :ntos do maior
para menor, isto 6 ; do espiritual para o cor-
poral, que nesse lempo se jogavao? Quem
ha, que ignore ossophismas, e falsas deduc-
COea lgicas, e o mansinho mansinho. com que se
chegOU aos mais horriveis resultados nosta ma-
teria e que mettrao as mos dos Papas a
sorle, o o destino dos imperios? Quem nao
sabe a rciaxacao do juramento de obediencia
aos res? Tem o Cardeal Pacca muita saudade
desses lempos, e deseja voltar a elles! Oh!
regressO, reresso Possa eu, diz elle, ins-
pirar a vossa corugem, novo ardor nesta gloriosa
empieza. E torna elle para sioditodo prophe-
ta Joel Sniores restri somnia sommabunt ,
e como 6 elle ornis vclho do sacro collegio ,
est sonbando : mas eu muito receio que taes
sonhos se reasem.
Vastas poredes da Allemanha as mais bel-
las e productivas pertencio ao clero com di-
reito de soberana temporal, que se extendi so-
bre mv.it'>* milhr* de. subdito; f diz elle o la-
menta que esteja hojo o clero reduzido '
urna mediocridade. Seria isso muito bom aos i
olhos do Cardeal Pacca m mlm parece
muito estrangeiro ao reino dej. C. eso |>ro- I
prio do reino de satanaz, que, carregandooj
Senhor sobro o pinculo do templo, emos-!
trand'lhe todos os reinos do mundo e a sua
pompa disso, tudo islo te. darei se me adorares.
E concle o sou paragrapho quioto, dizendo
tanta opulencia, esplendor, e poder desappart-
ci'rdo diante do demonio injusto e d'i rapaci-
dade sacrilega do 18 e 19 secuto. Ahi quo
Ihe de bem o sei. Porm prouvra a Dos ,
que a isto se reduzisse a impiedade do seculo
18 Seja porm o que fr alienten) nisso os
governos: se deixarem medrar a falsa doutri-
rid da infallibilidade, e soberana absoluta do
Papa esperen) pela pancada.
Koro-lhes, senhores Redactores, a condes-
cendencia de inserirem ainda esta correspon-
dencia. < t
ju____J--------1
Variedade.
O CARAPUCEIRO.
BOA LGICA NAO PARA TODOS.
De baldo estudar todos os livros de lgica,
desde Aristteles at hoje, aquello, que nao ti-
ver a capacidade do pensar rectamente. Todo
o mundo presumo raciocinar bem : mas donde
veem tantos erros, e prejui/.os, tantas falsas con-
sequencias senao da m lgica ? O primei-
ro phizico, que, comprimindo a agua em una
grossa esfera de ferro e vendo-a sahir em fi-
nissimas gotas dedu/io que a agua nao po-
de ser sonsivelmonte comprimida discorreo
bom o com acert. Pelo contrario, quando
os criminalistas submettiao os presos "tortura.
e de suas respostas tiravao argumento do ver-
dade ou de innocencia erao pessimos lgi-
cos ; porque estas respostas provavao a (Arca ,
ou a fraqueza dos msculos c nada mais: o
reo robusto resistindo dor, presistia em dc-
clarar-se innocente e o innocente fraco e
pusilnime, sucumbindo ador, confessava-
se reo do imaginario delicto.
Na meia idade, por exemplo, julgava-se in-
nocente aquello quo por seis horas conserva-
va-se de joelhos, com os bracos abertos, ou que
engolia ama onca do pao ou de queijosem se
engasgar. Bemsev, que a frca dos bracos,e
a capacidade do esophago nao sao provas de in-
nocencia ; porque taes qualidades tanto es po-
llo ter o culpado como o innocente. Muitos
povos estultamente se gloriro de possuir a-
guas provoctorias que, scodo doces, o inof-
fensivai ao go>to tornavo-so cm veneno para
o homem que havia faltado sua promessa ,
ou violado a sua f. Se as chegava aos labios,
no mesmo instante por menos, que bebesse ,
devia cobrir se inteiramente de pstulas e ul-
ceras e padecer em todo o corpo, mormente
nos olhos o nos ps dores intoleravcis e
taes quo nopodesse dar um passo nem fa-
zcroutra eousa mais do que soltar horriveis
gritos, confessando o seu delicto. Todos bem
conhecem a agua duciume, que os Hebreos
costumavo fa/.er beber h mulher suspeita doa-
dulterio a fim de reconhecororn a verdade.
No reino do Thibet, quando entre dous c-
d,nlaos se levantao contestares cerca d'algum
direito usanca mui vulgar o lancarem-se em
umacaldeira d'agua (ervendo dous pedacosde
metal ou docousa similhante um branco ,
outro preto. Os dous litigantes mettom simul-
tneamente o braco n'agua e o que acorta do
colher o pedaco branco o que tem razao: or-
dinariamente ficao ambos alejados. Quo des-
gracada lgica !
Nao menos dosarrazoado procodimento
d'aquelles que remoltom para a ponta da es-
pada a decisao de suas contendas. Em Ingla-
terra a gente do mecaiho termina as suas con-
testacoes por sylogismos de socos. Mas quem
sae vencedor d'um duello o que prova mais
destreza e mais coragem quo o sou compe-
tidor ficando como dantos indeciso de
que parte osteja a razao. Entretanto aquella
foi a lgica da maior parle da Europa em ose-
culo da cavallaria. Battiao-se os homens furio-
samente por causa de contcstaees sobre a bel-
leza desta ou d'aquella dama!
A publicidad dos debates em as causas cri-
minaos pode apresentar, algumas ve/.es, indicios
duvidosos de criminalidado ou de innocencia.
O homom cauteloso avezado a dissimulacSo ,
e ao delicio, locundo em Iracas e recursos,
pede at certo ponto esconder o interior do a-
nimo o homem porm irretlectido ignoran-
te, mais infeliz que culpado, o sexo fraco ,
pdem perturbar-se ainda sem culpa. N3o
sero pois s por si seguros indicios de crime a
pallidez do rosto, a desordem das ideias pro-
ducto da presenca dos jui/es, das testomunhas,
edaseveridade do ministerio pblico; e bem
assim o rubor do pejo offendido os gestos de
indignaco provocados pela vista e discurso
odioso d'um denunciante as respostas inter-
rumpidas dadas perguntas capciosas c im-
previstas por um aecusado cujo discernimento
ainda nao foi amadrucido nem pela educaco,
nem pela idado, eve &c.
Os exames c concursos pblicos tendentes
a descobrir as qualidades inlollectuaes dos can-
didatos nao sao provas inleiramcuto seguras e
taes, que nellas se possa firmar inteiramente o
boina sensato, O extraordinario apparalo da
sala a presenca dos prolessores, a concurren-
cia dos espectadores, pdem intimidar ao ho-
mem ile maior talento. E em verdade, quem
nao tremer ( diz Vicq d'Azyr ) tendo de a-
presentar-se em pblico para responder todas
as questes, que se pdem fazer sobro urna sci-
encia tao extensa como a medecina por
exemplo ? E o homem mais instruido conhe-
cendo mellior que nenhum oulro toda a dif-
liculdado desta ompre/.a, nao devora ser as mais
dasve/.es, o qumenos desembarazo mostr
na execucao ? Dous posos carregados ou
tiratas por dous individuos pdem repre/.enlar
exactamente as suas frcas corpreas : porm
dous diversos discursos mais, ou menos promp-
tos nao pdem reprezentaras suas frcas inteU
lectuaes ; mas s a coragem a presenca d"es-
pirito ou a memoria. Na Polonia em o se-
culo 14 era tal a harbaridade, quo urn dos mo-
dos usados para decidir os pleitos era fazer ler
em alta voz a ambos os litigantes urna lormula
escripta : e aquelle que nao a pronunciava
com voz firme que gaguejava, ou parava, jul-
gava-se ter perdido a causa.
Eschinos fallou largamente e com muito
sonso na presenca de Felippe; Dmostenos pe-
lo contrario perdeo a coragem conundio-se ,
edisse poucas cousas, indignas do to abalizado
orador. A timidez de Nicole (alias agudissimo
tbeologo e moralista ) em muilas occasioos
Iho foi funesta. Quando seapresenlou a exa-
me para obler o subdiaconato como quer que
os examinadores Ihe perguntassem quantas su'i-
plicas continha o Padre nosso licou tao en-
leiado e confundido qucojulgrao iucapaz
de receber ordens sacras Destes, e d'outros
innumeraveis factos bem se concle, que o con-
curso nao o molhor meio de obterem-se bons
mostrea ; porque muitas veie acontece que o
homem de sabor e de talentos por pusilnime
soacanho, e pouco ou nada usa em tanto
que o outro de muito menor capacidade co-
rajoso e despejado c a tudo responde, com
promptido cvc. Alm disto qua! ser entro
nos a pretcncao que as mais das vozes se nao
decida por patronato ?
Em todos os casos, em que sao necessarios a
ohscrvaco e o juizo diz Edgeworlh sea
esperanca da recompensa so aprsenla viva-
mente ao espirito, a agitaeao desconcert otra-
balho intellectual e quasi se torna incapaz do
merecer o alias tao desejado premio. O acad-
mico france/. quo fra mandado Sibcria pa-
ra observara passagem do Venus pintou com
as mais vivas cores o estado do seu animo no
momento decisivo dessa inleressanle observa-
cao. Algumas horas antes desse momento, pre-
cedido de tantas adigas inquietacoes, c po-
rigos urna nuvem escureceo o horizonte. A
ideia de haver foito urna viagem intil de ter
de voltar Pariz sem ter visto cousa alguma, do
Iludir asesperancas de todos os doutos da Eu-
ropa que com inquieta impacioncia aguarda-
vao o resultado produzio no animo do philo-
sopho urna agitaeao, que para bem conceber-se
fora mister experimentar. Mas pouco, e pouco
a nuvem se dissipa eentao a esperanza lancou
o observador em um estado quasi tao violento ,
quanto aquelle em que o precipitara o temor.
Ello lixa o seu telescopio e v o planeta avan-
car sobre o disco solar. O seu secretario ica-
Ibo direita com a penna na miio o o seu a-
judante esquerda, com os olhos pregados na
pndola. Choga o instante da mmersao total ,
e o acadmico, todo tromulo, apenas tem forca
sufficienle para concluir a observacao.
Na indagarlo das causas e efleitos que
mais se v, que isso do lgica nao para lodos.
Eu nao posso duvidar da roalidade das ir.inhas
proprias accoes: sinto intimamente que pos-
so mover e aovo o meu corpo ou difieren les
Darles deste : que posso transportar-mo o me
transporto de um para outro lugar : que posso
superar, e supero a resistencia dos differentes
corpos, &c. Uestas diversas acedes, que sinto.
ou de que sou conscio ou de que ha em mim
consciencia, deduzo a noco geral de causa e
de efleito, ("hamo causa ao que (em em si o
principio da accao : chamo effoilo ao que re-
sulta inmediatamente da accao. Este efleito
urna mudanca que produzo sobre o meu cor-
po ou sobre di flore rites partes do meu corpo,
o pelo meu corpo sobre corpos, a que se applica,
e por estes sobre outros, &c.
Esta mudanca devida actividadc.ou frca
molxi.deque dotado o animo.Coloco pois na
frya motriz do animooprincipio de todas asrnu-
dancas.que elle produz em mim,o fra de mim,
o a este principio dou o nomo geral do causa.
O efleito. nijo rezuUs do eiercicio triz diverso della ; porque, o que produz nao
o mesmo que o que produzido. A minha
torca motriz um ente ditincto do sujeito a
que ella se applica ou que a modifica e mu-
da. Nao direi pois, que o efleito esta na causa;
porque lora buscar, o que ella em si mesma ,
ao passo que nao a posso reconhecer, senao
pelo seu efleito ou pelas mudancas que ve-
jo produzidas por ella cut tal ou tal objecto.


\,n
r\
Assim como do exercicio da minho propria vcem os Paladinos om lonnas espadas, e fazcm
forra doduzo a noglo refleja da causa c do! saltar pelos ares pedacos de montanhas : OU-
cfleilo do mesmo modo das continuas mu-i *ro* lancao-sc aos rios o os dispersao como
dantas, que observo na naturo/a deduzoa, are'as : este va pelos ares, o vai bater-se com
dstencia;dedifTerentes forcas capazes de pro-jos ventos '< a(Juel,e persegueoseu inimigopo
u/ir essas mudencas c de fado as produzco.. I e,nl slh?sda trra o o agarra dbala
l>'aqui, quando vejo a madeira exposta ao fogo|d throno ,l Plulao-
ex
KO
reduzir-se cin/.as, o ferro vi/inho aoima cor-
ror i elle o utiir-se-lhc ; julgo que estas
mudancas devem attribuir-so forcas diversas.
E como muitas vezos tonho visto succeder estes
cffeitos as mnsmas circumstancias, por isso os
considero como leis da nature/.a.
D'aqui a boa lgica estabelece certas regras ,
queso (ievein seguir na indagaco das causas.
Um cavallcirode industria do'soculo 17 discor-
ria pelas cidados, mostrando um menino que
elle dizia ter um denle de ouro. Logo os phi-
iosophos d'aquello lempo darlo tractos ao jui/.o,
e fizarlo muitas dissertacoos para provar, que a
materia urea podia ter-so disposto e combi-
nado no dente como se dispoe as minas. Mas
um cirurgiao mais esperto descobrio que o tal
dente era urna simples foi ha de ouro, que, des-
trmenle cravada na gengiva, o lorrava e es-
conda do todas as partes. Este exemplo pro-
va que antes de nosoecuparmos cm invest
gnr urna causa, devomos examinar, so existe
efleito.
Segunda regra. Nao se devem admittir mais
causas do que as que basto para explicar
qualquer fenmeno A raifio desta regra ,
porque as operacoes da nature/a vemos com -
mummente andar unida a mxima energia.no
efcito, ao minino consumo de forcas, de lem-
po, o de materia.
Ha nada mais ordinario do que attribuir
urna s causa accidental oque e resultado de
outras muitas ? Talvo/. que a violaeo de Lu-
crecia, por exemplo nao osso bastante para
indu/.ir os Humanos a laucar fura os reis se os
delicio antecedentes dos Tarqun tos Ibes au
bouvesse disposto os nimos. A morle do Vir-
ginia foi urna centelha quo accendeo os Ra-
manos j i mais que muito indispostos contra
os decemviros &c., &c.
Muitos, quando ignorao as causas, cm vez de
confesjar a sua ignorancia criao na mente en
tes imaginarios designados com palavras vasias
de sentido e estes attribuem os elTeitos, que
nao sabem explicar ora pondo em scena as
qualidailes oceulfas ora as nalurezas plsticas,
as formas substanciaes o horror do vacuo a
furnia morbfica o acaso &c., &c No en
fermo imaginario de Moliri urna personagom
pergunta poique motivo o opio faz dormir :
outro respondo : porque tem virlude dor-
mitiva.
Nao fallao tambem jogadoresdo pessima lgi-
ca, que, prefuiindoo absurdo a indecisao, pa-
ra sabir da sua perplexidado e adiar a causa
das suas perdas, avezo-se a realizar chimeras,
como por exemplo os dias asiagos, as posiedes
sinistras os visinbos de mao agouro, o pode-
ro de fortuna, Seo., &c. Todas as vates que
osr. F. corta asearlas ( dizia um celebre joga-
dor) estou certo de perder: u islo nao provm,
sorio delle partil-as sem reflexao. Outro di-
zia um sujeito que Ibe (cava ao p sr. F ,
eu naosou tao rico que o possa ter aqu ao
meu lado.
Muitas pessoas,quando ignoran a causa d'um
fenmeno que os espanta ou que cieem su-
perior as suas forcas, recorren! ao sobre-natural,
o muitas vozes o attribuem a mgica vocahu-
lo que verdaderamente nada significa Pe-
trarca incorreo na suspeita de mgico ; porque
Ao toque d'uma vara
mgica os seixos se trocao em ouro e podras
preciosas. No anno de G!(8 um exorcito de
feiticeiros poe em cerco e devora Utlon de
Magonca ; em 1059 duas armadas de serpontes
combatem junto a Tornei em batalba regular, i
Finalmente o seguinte fado seriamente refe-
r lo por Obsern cscriptor alias estimavcl ,
attenta a poca em que viveo bastar para
nos fazer conhecer a quanto pude ebegar a cre-
dulidade popular, e o modo, por quo so escrevia
a historia nos lempos da mcia idade. O cele-
bre unstah s vozes se diverta em fabricar.de
ferro, ou de aro, muitos objedos utos. Una
tarde em que eslava muito oceupado om a sua
oflicina o diabo tomando a forma do ho-
mein metteo a cabeca pela anella do labora-
torio e llio pedio bouvesso de fazer alguma
cousa para ello. O bom do artifico eslava tao
atiento ao seu traballio que nao Ihe deo res-
posta. Entiio o diabo comec.ou a praguejar ,
<} a exprimir-so com modos obcenos : esta ma-
neira do portar se trabio o tal diabretc o ser-
vio para o fazer conhecido apezar da sua
transformacao. En tao o douto ferreiro trou
da forja urna tenaz em braza agarrou com el-
la o diabo pelo nariz e com lal frca o aper-
t u que os gritos rao ouvdos om grande
distancia e po/rao em constornaeo os habi-
tantes na circunferencia de muitas leguas.
Das da Silva ; eserivao extranumerario, Jo-' = O abaixo assignado, subdito J^
se da Silva Guimarios; escrivo Antonio rtira-se para fra do imperio a tratar ae sus
Mara da Co Juse Alves Pacheco; commisaario Semio mo giro entregue ao sor. <"A',,"*[i
Estelita do \ alie e Silva sua senhora _> da Silva Braga b g.rando d ora om diaote, de-
escravos. e 1 criado ; boticario d'armada Ber- Iwno da firma de Arantes & braga tuja
nardo Jos de Souza o Silva ; cncarregado fica responsavel por todas as transacoes
Francisco Jos.'- dAlcantara ; dito Antonio a liquidar com contrahir.
Antonio Jos Gmenle Araen.
tanto
Joaquim Moreira Telesbro da Silva Borges, ^
lg lio Joaquim de Rezende ; cabo do arli-
Diaria do marinha Fernando Jos de Faria ,
Joao Ignacio Cerdoso ; guardiao extranu-
merario Francisco Xavier*
Navios saltillos no mesmo dia.
Parabiba ; patacho hamhurguez Fortuna ; ca-
|)ilaj M. hlurg ; carga assucar.
Buenos-Ayres; brigue americano Sylph ', ca-
pilao George Follares ; carga assucar.
Edita!.
O l)r. Jos Nicolao /{gneira Costa t'us
municipal da segunda vara do termo do lie-
cife por S. M. I. e C, que Deo guarde,
Ve
Faco saber aos habitantes deste tormo, em
virtude de ordem que para isso recebi do
Exm. presidente da provincia que pela or-
dem do tribunal do thesouro pblico nacional
de 19 de Janeiro ultimo foi marcado o praso de
seis mezes para lindar a substiluicao das notas
de 3,000 10,000 e 20.000 rs da primeira
estampa, determinado pelas ordens de 11 de
mano de 18'0 a 12 de fevereiro o 2ide
deiemhrode 18il o qual dever expirar seis
Nao loi senao o amor do maravilboso. que I mezes.depois q' por editaos da thesouraria d'os-
em temposbarbaros attribuio Alborto Magna ta provincia Or publicada esta determinacao ,
a conslruccSo d'um authomato que ia abrir a |can()0 ,s notas.que nao forem apresentadas ao
lia
porta quando algucm battia ; a Bogero 15a-
con a fabrica d'uma cabeca de hronze quo
responda is perguntas que se Ihe faziao ;
Montano a invencao d'uma aguia que voava.
As nurracoes de cousas extraordinarias de que
sao tao vidos os ignorantes, as mulheres o
os meninos excita no animo urna commoeao,
quo paraliza todas as faculdades intellectuaes ,
excepto a fanta/ia de maneira que pdo-se
dizer que o espirito acha-ie entao como cm
estado desonho.
Em conclusao nada mais ordinario do que
gibar se qualquer de discorrer bem entre
tanlo que boa lgica nao tao commum ,
como geralmcnto so crfi. Alguna imagnio ,
que basta cursar as aulas de phlosnphia para
discorrer com lgica : mas a experiencia sobe-
amente nos mostra, que mal por aquelle
quom a natureza livor denegado esse talento, ao
mesmo passo que muitas ve/es pessoas rusti-
cas o sem nenhuma cultura litteraria discur-
re m com muito acert, e tirio exactas conclu-
ses dos principios que Ihes s5o conhecidos.
a-1- '.....~~**'
troco at o lim delle, sugeitas d abi eni (liante
ao descont successivo do dez por cento cm ca-
lla mez na forma do artigo 5. da lei numero
5:1 de (i do outubro de 1835 V. para que che-
gue noticia do todos mandei lavrar o presen-
te que ser i publicado pela imprsnsa e afli-
xado nos lugares mais pblicos do termo. Dado
e passado nesla cidade do Recite so! o meo
signal c sello deste juizo ou valha sem sello
ex-causa aos 8 de fevereiro de 18Vi. Eu l'ran
cisco Ignacio de Athabyde eserivao a cscrevi.
Jos Nicolao figueira Costa.
r\VS(H friiiS.
= Precisa-se de um eaixeiro porluRuei de
ida.le de 12a li anuos ; 08 ruada IVnha
n. 4.
agrimensor, abaixo assignado, oflerece
os seus serviros as pessoas que tiverem pronrie-
dades demarcar e alianca a mais escrupulo-
j sa exactidSo e <> maior zelo no desempenho da
;sua arte ; devendo lodos os que do seu presu-
mo se quizerem utilisar.dirigrem-se aporcarla)
ao mesmo abaixo assignado na llua-dreita ,
1 sobrado n 121.
Joaquim da Fonseca Soare de Figueiredo.
IGATElLA COflTKA AS
FAB811CACES.
Constando a Meuron & G.*, que em algu-
mas vendas e lojas desta cidade se vende um ra-
p com a falsa denominarlo de rap ara-preta,
e com astuciosa imtacao dos botes rtulos .
e sellos da sua labrica fazem sciente aos seos
freguezei e ao pblico que em resguardo da
sua propredade e dos seus direilos accrescen-
tao sua lirma ao sello do nico deposito do le-
gitimo rap arfia-preta, que permanece no
mesmo logar, ra da Cruz do l.ecife n. 26.
Por tanto qualquer outrp rap, que se in-
culque debaixo desta denominacto urna
lalsihc.ico dos productos da fabrica de Meuron
& ('.. inventores o nicos propietarios das
fabricas do rap ara-preta tanto na Babia,
no Rio-de-Janeiro e Maranhao como em
Pernambuco e roga-se aos senbores compra-
dores de BCBuiellarem-se contra as fraudes.
= No botequm ao p do theatro continua a
haver sorvetes de frutas muito bem feitos.ecom
muita limpe/a das.' horas e meia em diante;
assim como bom cafe tanto com Icile como
sem elle muito bons charopes de diversas
Alfandega.
Uendimento da dia 21.......... 5:605/948
DescarregSo hoje 22
Brigue sueco Julia taboado.
Escuna portogunza Tarujo jf Pilhot diver-
sos gneros
Briguo austriaco Wiadisiaw arinha.
Barca ingleza IVm.-Russel diversos g-
neros.
eexplicava correntemente a Virgilio. O
povo da Escocia tilo persuadido eslava de que
a sciencia do Miguel Scoto era efleito da mgi-
ca qao noousava, nem tocar as suas obras.
IMinio conta que o liberto C. Furio Clesino,
que om sua pequea fazenda tinha maioresce-
Iheitas que os visinbos em as suas grandes ,
excitava a inveja do todos a ponto de uuo o
aecusaro de espancar dos contiguos campos a
ferlilidade por meio de mgicas c feiticarias.
Vendo se levado ajuizo.e teniendo osresultadoJ,
conduzio ao foro sua filha robusta e bem ves
tida scus tencilis agrarios oo Ierro uom
construidos scus arados bem feitos, seus bois
bem tratados e vigorosos ; e voltando-se para
o povo disse Eisaqui. Romanos em
que consistem as minhas feiticarias: ainda aqui
l'altao as minhas meditacoes, os meus suores,
as minhas Iidigas que nao posso reproduzir
em vossa presenca. O povo absolveo-o.
A* respeito de cousas extraordinarias esuc-
cessos espantosos, a nossa imaginacSo apodra-
se inteiramente denos; o entao discorremos
v.Mii menos ukcu do que qualquer menino :
do que OStio chelos os fastos da bumanidade.
Ora san os gansos, que, acordando a Manlio ,
salvan do furor dos (Jallos o cniiitolin Ru-
ma : ora Scavola que queima urna mao pa- |
ra sustentar urna mentira. D'aqui o Auguro
Nevio corta com urna navalba una pedra ,
como se lra una pada de pao d'alli abie-so
umavoragem, eCurcio a cavallo arremossa-
se u ella e a voragein desapparece, Ao depois
Sloviiiieuto do Porto,
Navios entrados no dia 21.
Terra-nova ; 36 dias; brigue ngloz//wwe.
de 272 toneladas ; capilao Wm. Taylor ; e-
quipagem 10; carga baca I bao : a consigna
0o de Me. Calmont & C *
Nova-Escocia ; 40 lias ; brigue ingle/. Jnn ,
de 156 toneladas ; capilao James BerureL ;
equipagern 10 ; carga bacalhao
Havre ; 31 dias; brigue frauecz .4nr.or.ique,
de 223 toneladas; capilao Norlet; equipa-
geni 12 ; carga varios gneros.
Hamburgo ; 43 dias; barca dinamarqueza Al-
vina e Clara de 200 toneladas ; capiao H.
Scbmidt; equipagern 11; carga varios ge-
neros- i r> i
Maranhao ; 40 dias; brigue nacional Lupiba-
ribe ; commandante o capilao lente Fran-
cisco Xaver de Alcntara : passageiros o
capilao reformado Vicente de Moraes e
Mello sua senhora 2 tiihos. e -criados;
cx-soldados do exercito. Jos Antonio do E-
gypto Jos Simao da Costa Paulo Jos das
Virgens ; o preto liberto Ignacio Ferreira
da Costa; capitao-lenente Miguel Cardia
lleitor e 2criados ; lente Antonio
Lopes de Mosquita e 1 criado ; 2." len-
te llenrique Pires Brauco e 1 ctiado ; es-
erivao de numero, Francisco Bcrnardino
= Para o Porto sahir no dia 5 de marco a
barca portugueza Helia Pernamhucam ; queiii
qui/er carregar, ou ir de passagem trate com
0 capilao na Prae i-do-commercio ou com o
consignatario I bomaz de quino Fonseca na
roa do \ igario n. 19.
A barca francesa Camelia,tendo urna parte
da carga prompta oexcelIcnleS commodos para
passageiros, seguir infallivelmente para o Ha-
vre no dia 4 de marco : para carga e passagem
alle-se com o eapitSo Guilbert, ou aos consig-
natarios Bolli & Chavannes.
= Para qualquer porto tem de sabir da Eu-
ropa o superior briguo inglez Medum de I."
classe, forrado, e encavilhado de cobre; os pro-
tendentes dirijo-se aos consignatarios Jones
Paln dcCompanhia.


James Crablree & C.ompanhia frao lei-
IftO por intervencao do Corretor Oliveira de
grande porcSo de fazendas ingle/as averiadas ,
e muitas outras cm perleito estado, asmis
proprias deste mercado : quinta feira 22 do
corrento s 10 horas da manhaa em ponto no
seu armazem da ra da Cruz.
= Joao Keller far leilao por intervencao
do corretor Oliveira, de variado sortimento do
fa/endas france/as, allemacs, e suissas de seda,
la, linho e d'algodao, proprias da estaefio ,
algumas das quaes serao vendidas por qualquer
proco; sexta feira, 23 do correntc, s 10 horas
da manhaa no seu armazein na ra da Cruz
ss Por ordem do cnsul de S M. Britnica,
e perante um delegado do mesmo serao ven-
didos cm leilao pblico, no lugar onde estao, na
praia de Paiva perto do Cabo urna lanxa com
mastros vellas e remos, um escaler com re-
mos cinco bahus dos marujos os quacs par-
teadlo o brigue inglez Finnes que foi
fundo ; sexta feira, 23 do correnle ao meio dia.
re
Avisos diversos.
Aluga-se um sitio no lugar de Bebiribe ,
com casa e quarlo Ierra sufficiente baixa
para capim e arvoredos de fruto; quem o qui-
/er comprar, ou alugar dirija se a Rua-\e-
Ihan. 113.
Precisa se alugar urna casa terrea no hair-
ro da Boa-vista 'as seguintes ras; Rozario,
Gloria, e vclha ; na ra do Queimado n. 4.
qualidades ejuntamente licores, serveja e
chapangne.
Em casa de Avrial tk Irmos, na ra da
Cruz n. SO.recebem se assignaluras para oJor-
nal do Commercio do Rio de Janeiro : assim
como na mosma casa tambem se vendemcollec-
< oes das leis e direitos do imperio do Brasil
desde 1822 at o presente o Museu-univer-
sal a historia de Napoleo dita da revoluco
Iranceza tahuas de juros, corretagens, e a p-
lices o Agricultor brasileiro, a outras muitas
obras de grando utilidade nao fallando cm
um sem numero de folhotos, e novel las as mais
bem escolbidas, o sendo muito bem impressas
no Rio-de-janeiru em casa de J. Villeneuve.
fC,
(Js Srs. Sebasliao Jos de Oliveira Macedo,
SebastiSo Jos da Silva a Barros, queirao man-
dar recebar urnas cartas na ra da Cruz n. 26 ,
na venda de Si Araujo& lrmo.
Pedro Antonio lino subdito Portuguez,
retira-se para a Babia.
Urna senhora de bons costumes seencar-
regada criaeo de meninos de peito impedidos,
e desimpedidos c tambem recebe meninos
desmamados para curar da sua edcacjio no
que prometi asiiieai ^t, quem do seu presti-
mo se qui/er utilisar, dirija-se ao pateo do Cer-
ni n. 24.
Aluga-se a loja da casa do Atterro-da-
Boa-vista n. 38 para fazendas ou outro
qualquer estabelecimento; a tratar na misma
casa.
Aluga-se, por preco muito commodo, o so-
brado n. 15 da ra do Vigario, de tres andares,
a sotau com commodos para urna grande fa-
milia a em lugar mui proprio para escripto-
rio. e residencia de qualquer negociante; quem
precisar dirija-seao Altcrro-da-Boa-vista n."
42, segundo andar.
Aluga-se o primeiro andar da casa n.*
42 do Alterro-da-Boa-vista com bons com-
| modos e ptima vista por preco muito com-
modo ; quem o pertender, dirija-se ao segun-
do andar da mesma casa.
Ouem precisar de dinheiro a premio so-
bre escravos ; pude fallar com Guimaraes l er-
reira.
Precisa-sc de urna ama secca sem vicios,
para casa de urna pequea familia; na ra da
Scnzalla-vclha n. 132.
= Na nouto do dia 16 do corrente pelas 7
horas.desannareepo iln porto ^s canoas de bair-
ro de Santo' Antonio em occasiao de desem-
barque, um bauzinbo de pao, pintado de azul,
com os pos pintados de pnearnartn: o qual
eslava fechado, e tinha dentro diversas cai-
fas carnizas, jaquetas meias botins ,
gravatasde seda, 1 bon, cc. ; tudo pertencen-
te a Jos Gomes do Reg Cazumb : roga-se 4
quem acbou dito bauzinbo ir ou mandar le-
var ao mesmo na ra do Livramento n. 22 ,
segundo andar, que sera, recompensado,



4
lmCi VSi k J
' .i'at>raH|
: Embarca Manoel Jos Machado Malhei- juro* por espero deum anno, com seguran -
ro para o Rio-de Janeiro as suas escravas Ro- eaem i ou 0 escravos, os quaes so acb5o
ta de nacSo o Maria, crioula. com una desee 11 trabados como se mostrar; annun-
lilba. cic
- Aluga-se o (erceiro andar da casa da rna J ni I |f I n fil HITA 111?
do Queimadu n. 32 confronte ao beco da, LiIftl/I U UU<1IJJL-
CongregacSo ; a tratar na mesma casa. L 3 l'JE.
O sor. Miente Ferreira l'ontes qucira _, fc
annunciar a sua morada. NO (lia '24(10 COrreilte
No Atierro-da-Boa-vista n \\ pre.i- ^ (]c fCVCrCr COrre-
sa-se tallar ao s;ir. Mamad Jos.) da.Silva Grillo,
Aflojados, com bastantes arvores de fruto I verdes, com i portas de frente, cuma para o
. ,n.n..i_..j.i._i. i____ .,ii i,<.m ..i:......r_________I- ...
a negocio de seu inleresse.
A sen hora i). Leocadia viuva do major
Fernando da Costa, queira annunciar sua mo-
rada ou procurar urna carta que existe oin
maodejoaoda Costa Lima Jnior, na ra
do Vigario.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra estreita do Hozario n. 18 ; a tratar na ra
do Nogueira n. 27.
Precisa-se do un cai.tciro que tenha
pratica de loja de loma e quo d fiador a sua
conducta ; a tratar no Atterro-da-Boa vista n.
2, primeiro andar.
Aluga-se melado de una casa, em urna
das principaes ras a urna senhora capaz ,
com pouca familia; no pateo do Carmo n. 24.
= Joao Jos Ribeiro embarca para o Rio-
de-janeiro o seu moleque de nomo Joao.
rao impreterivelmente as
rodas (esta lotera. Os 1>
llictcs achao-se venda ,
nos lugares do costume
beco, esl bem sorlida, o afreguezada ; a tra-
tar com Joao da Costa Lima Jnior.
=Vcnde-se una negra crioula de 20 an-
annos, cose, e engomma ; na Rua-velha
n. 57.
= Vende-se um escravo ainda moco, pro-
prio para qualquer servico ; na ra do J-vra
ment sobrado n. 18.
= Vendem-se apparelhos para cha, do por-
celana de muitos gostos ditos azues e de
Compras
*= Compra se um jogo de breviarios Sara-
icos Romano, ainda mesmo em meio uso,
quera tiver annuncie.
- Comprao-so mulatinhas, moleques, ne-
grinhas, e mais escravos do 12 a 20 annos ,
pagio-se bem, agradando ; na ra do F'ogo ao
p ilo Hozario n. 8.
tuguez retirase para a lllin-do-S. -.Miguel
a tratar de sua sade.
= O oncadernador l\ A. Bastos, morador
na ra de S. Rita-nova n. 88, avisa a todos
os seus freguezes, que se acha prompto a exer-
COf toda a qualidade de obra por preco com-
modo e apara papel de JO resmas para cima
a 120 rs. a resma com a mesma prornplio;
o tamben! vende tinta prela para escrever, ja
omito acreditada livros em branco e papel
almaco.
Constantino Jos I'elippeS Tiago abri
um novo deposito de farinbade mandioca para
vender a retalbo por preco commodo c boa
medida e prometi sempre ter farinba Iresca
e boa ; os freguezes, que quizerem dirijo-se
a Fora-de-porlas, na ra nova de S. Amaro ,
casa n. 10.
SOCIEDADE THEATRAL MELPOME-
NEME.
O primeiro secretario scientifica aos so-
cios, quoo thesoureiro faz a dislribuicao dos
bilhetes para a recita extraordinaria do dia 24
do correle nos dias quinta esoxta feira da
presente semana denois de cujo periodo ,
aquello, que nao procurarera as partes respecti-
vas nao tero mais juz de reclamaren).
Na ra da Cruz, n. 20, existem duas car-
tas urna para Geraldo Nunes Ferreira eou
tra para Vicente Pedro da Cunha.
=. Aluga-se urna casa terrea com commo-
dosjtara urna familia, na roa deS. Jos n. 20,
-mesmo pegada ao muro da igreja a qual est
renovada toda ; a tratar na ra das Cruzes n.
13, terreiro andar das 6 as 9 da manha ,
c das duas as 4 da tarde.
= Um engenheiro francez, recentemento
chegado de F'ranea que foi de urna compa-
= Compra-so urna cadeirinha nova, ou em
: Manoel Francisco do Reg, subdito Por-1 >>'" "so ; na ra de Apollo n. 20.
Co.npra-se urna colher de boa prata de
tirar soupa usada e sem leitio; no arma-
zem de assucar n. 15 r bem defronto da igreja
do Corpo-Santo.
Vendas
'.
engenbo S. /
nhia lirasileira de paquetes de vapor do Rio de*
Janeiro offerece ao respeitavel publico seus
servieos para engenhos do todas as qualida-
des de vapor, e outras obras por preco coni-
inudo ; ijuem do mesmo engenheiro precisur ,
dirija-80 ao hotel do beco da LinguCta.
Precisa-se de um feitor para um sitio ,
distante dests praea legoa e meia; a pessoa, que
estiver nestas circumstaneias dirija-se ao ar-
mazem na ra da Senzalla-volba n. 100, ou no
Paulo freguezia dos Aflogados.
KA PE II NO l'i;iiN( EZA
A BAHA e BIO-E-JANEIRO.
ss Acha-se venda o mui excediente ra-
p da nova fabrica deGodinhoda Baha, e do
Rio-de Janeiro pelo mdico preco de 1:000 rs
cada libra : este rap chegado ltimamente ,
e torna-se muito recommendavel pelo seu bom
aroma : roga-se aos compradores, desediri-
gireruao nico deposito existente n'esta pro-
vincia, na ra da Cruz n. 10, que ainda
en unii meias libras, e levando porco se-
ra um preco muito rasoavel.
= Ueseja-se fallar ao snr. Manoel Joaquim
Pinto Machado Guimares para negocio de
seu interesse ; na ra do Encantamento ar-
iiiazeiii de molhados n. 11.
= Malbeus Austin & Companhia mudaro
o seu eicript.rio para a ra da Alfandcgavclba
MEMORIA
Sobro as minas da capitana de Minas geraes,
suas descripcoes, ensaios e domicilio pro
prio ; maneira de ilenerario ; com um ap-
paodice sobre a Nova-lorena-diamantina sua
descripcao suas producces mineralgicas e
utilidades, quedestepaiz posso resultar ao
estado ; pelo doutor Jos Vieira Couto ; 1 vo-
lumc por 2000 rs..
O instituto histrico e geographico brasi-
lero, possuindo o manuscripto da precedente
obra, achou-a to interessante c sua vulga
risaco to til c proveilosa ao Brasil, que
ordenou a sua impressao. As pessoas, que se
interessSo pelas cousas da patria acharan neste
volunte a descripcao de thesouros ainda nlo
aproveitadoi e mesmo quasi gcralmcnto ig-
norados o dos quaes sem duvida nascero im-
mensas vantagens o riquezas ao paiz que os
encerra.
\ende-sc na Praca-da-independencia l-
vraria ns. 0e8.
Vende-se cerveja branca em barricas de
4 duzias, em grandes e pequeas porcoes ; em
casa de J. O. Elster, na ruado Trapiche n. 19.
Vende-se urna escrava do nacao de 24
annos engomma, cose, cozinlia, c lava, duas
ditas ile naco cozinhao lavao e sao pti-
mas quitandeiras; urna crioula do 18 annos ,
cozinba lava, e serve bem a urna casa; um
moleque de nacao de 18 annos proprio pa-
ra todo o servico todos de bonitas figuras ; na
ra das Cruzes n, 41 segundo andar.
= Vende-se um molequeciioulode 14 an-
nos ; um escravo de nacao ptimo para to-
do o servico ; 3 escravas mocas de nacao, la-
vao bem e sao quitandeiras: urna parda de
18 annos, engomma bern cozinba, cose, faz
renda e recolhida por isso ptima para
mucama ; na Rua-direita n. 3.
Vende-se por prego commodo, ou hy-
potheca se urna boa escrava ; na ra das Cru-
zes n. 40.
= Veudem-se damascos, e ta felaes de seda,
galoes e Iranjas de retroz bollandilbas para
murtelas, rucies para forro, ludo de diver-
sas corea e proprio para ornamentos do igre-
jas chegado ltimamente do Lisboa ; umre-
Ingio de miro borisontal, e correte com pou-
co uso o por preco commodo ; na ra da Ca-
deia do Rccife n. 57, loja de Seve & Irmao.
Vende-se urna escrava de 20 annos de
boa figura perfeita engommadeira costure-
la ccozinheira; duas ditas de 20 annos, la-
vadeiras quitandeiras o de todo o servico ;
3 moleques de 15 a 18 annos, proprios para
pagens c todo o servico ; um preto de 20 an-
nos do muito boa figura proprio pan. anna-
zern de assucar e para todo o servico ; um
parda de 20 annos de elegante figura en-
gommadoira e costureira ; na ra do Fogoao
baixa para capim com 1040 palmos de fundo,
e mais de 200 do largura ; na ra da Praia do
S. Rita serrara n. 25.
- Vendem-se somentcs de todas as quali-
dades de hortaliza, cestos para meninos apren-
deremaandar, e toldan de vidro tudo por
preco commodo ; na ra da Cruz armazcm do
louea n. 48.
=|Vende-sea harcaca Minerva feita a dous
annos de muito boa conslrucco e escollu-
das madeiraa de porto de 20 a 22 caixas e outras cores, ditos esmaltados, apparelhos pa-
bastanto velleira vende so a dinheiro a vista ra meza de jantar de mu i tas cores e gostos ,
ou a praso e mesmo permuta-se convindo mangas de vidro lapidadas e lisas ingieras ,
por alguma morada de casa nesta prava vol- frascos de bocea larga garrafas lapidadas e de
tando-se ou recebendo-se o excedente; na cristal, campoteras para doce, copos para
ra da Moeda n. 9, segundo andar; ou na agoa clices para vinho ditos paru^tbampa-
veoda da ra da Cruz n. 51. "he c cerveja, chicaras finas de porcelana em
= Vendem-se los protos e brancos de su- du/.ias e outras muitas azendas por preco
perior qualidade, sarja preta hespanhola, meias commodo ; na ra doLivrarncnlo n. 10.
do sedalirancas e pretas para hornem e senho I Vende-se urna balanca grande com um
ra cortes de chitas hamburguezas finas, me- terno de pesos de duas arrobas ; na ra dos Ta-
ri preto, panno preto fino casimiras ira n- noeiros ormazcm do porta-larga,
cezas sem pello e outras muitas fazendas por =Vende-se um terreno no lugar dos Reme-
preco commodo; na loja de Manoel JosGon- dios, com o fundo para a parto do nascente ,
calves Braga junto ao arco de S. Antonio ea frente para a estrada quevai paraos Affo-
n.2. gados, tem de frenfe 150 palmos e do fun-
= Vendem-se arithmeticas, algebras, e geo- do 500 a 600 ; a tratar na Rua-nova loja do
metria de Lacroix para uso do Lyceo c do Antonio Ferreira da Costa Braga.
Collegio das artes na ra da Cadeia do Re- = Vende-se vinho de Lisbou de PRR, dito
cile loja de livros de Cerdoso Ayres. de segunda qualidade dilodo Porto, engar-
rafado, dito da Madeira dito Muscalel e
Champanhe Irascos de licor de marrasquinho
o garrafas do dito de Hamburgo ; diflercnlcs
= Vendem-se ricos cortes de seda preta
para vestidos, sarja preta larga e estreita ,
luvas de seda sem dedos curtas e compridas ,
sortiniento de calcado para senhora, cheos qualidades de dito francez, e outros muitos gc-
pretos da ultima moda paro hornem, e outras eros por preco muito commodo por ser paia
n. 36 aonde loi o antigo cscriptorio do fal-
lecido Antonio Marques da Costa Soares.
=z Lina pessoa queda fiador a sua con-'pedo Rozariu ti. 8.
ducta e que por ella se esponsabilisa pro-1 Vendem-se 4 escravas mocas, mm hn
le-se a sch decfsdc c:r. qualquer casa ca-j habilidades urna boa costureira engolli-
pa?. ou a administrar qualquer obra, assim ) madeira ccozinheira; 3 escravos bons para
corno tratar de cavallos e dirigir qualquer ca-i todo o trabalho decampo: um motarue de
viiiiaiice, vifit* indiligencia que tem para' 12 annos ; um pardo de 20 de muito boa f-
eSM fim ; quem o pretender, dinja-se ac lu- n'ir.i para pagem ; na ra larga do Rozario ,
gardo ( orlume ilo- Coelhos na loja da ca>a, sobrado n. 48.
q te foi de Antonio Coelho da Silva. l Vndese, ou aluga-se urna casa terrea
s= CJueui quizer dar 500 a 600,000 rs. a com um sitio na Rua-imperial do Atterro-dos-
muitas fazendas por proco commodo ; na Rua-
nova, loja franceza n. 17, de F. Regod & Com-
panhia.
Vendem-se uns terronos em Fra-de-
portas, da parte da mar pequea promptos
para se edificar esto em boa posicao por
preco commodo por isso so faro com elles
todo o negocio ; na Rua-direita n. 4.
=^Vende-so um relogio de prata, patente
inglez dos mais modernos com pouco uso ,
e muito bom regulador o que soafianca, por
preco de 80 rs. ; na ra do Crespo, loja n. 23.
= Vendem-se luvas de pellica o de algo-
dao muito finas para hornem a 320 rs. ditas
soin dedos de dillerontes qualidades para senio-
ra meias de algodao pretas e brancas para bo
mem e senhora suspensorios de burracha a
320 rs. ditos finginHn e 2i0 rs. ditos de se-
da a 1280 o 1600 rs. bons de palhinha pin-
tados a 240 rs. chapeos da mesma a 360 rs ,
ditos com pala do lustro a 960 rs. lacas e gar-
los de cabo branco a 3500 rs. fitas de seda la-
vradas o lisas papel do peso azul a 3000 rs. a
resma dito almaco a 2400 rs. a resma e de
meia bollanda a 3800 rs. rap Meuron &
Comdanbia a 1040 a libra e do 5 libras para
cima a 1000 rs. lencos de seda para algibei-
ra a 2240 rs. boas manlinhas para gravata a
2000 rs. lencos de cores para dita a 3300 rs. ,
e pretos a 3500 rs. pentes de prende cabello,
ditos virados, ditos imitando a tartaruga, fran-
ja preta mui bem feita para vestido a 400 rs. a
vara, um completo sorlimento de calungas por
barato proco, papel de peso de cores, bicos lar-
gos cestreitos, flores para c3beca boaspen-
nasde ac e caetas douradas com cabo de
marfim um grande sortimento de meudezas
por preco mais commodo do que em mitra
qualauct parte ; na ua do Queimado loja de
meudezas n. 24.
Vende-se urna casa de pedra o cal em
Olinda na ra do Amparo dolado que vai
para a Misericordia muito Iresca com duas
salas, 3 quartos, quintal cercado ; o tratar
na ra da Guia com Manoel Antero do Souza
Reis e para ver enlendo so com Felippe ,
meirinlio-geral de Olinda.
= Vcndem-so as msicas seguintes dos
autores mais celebres e modernos; as operas
inteiras para cantar com acompanhamento de
fortepiano, Norma, Parisina, Caritea ,
Matilde Ottello La Grisclda italiana, Edu-
ardo e Cristina ; para tocar s no piano ; D.
Ignez de Castro ; II Bravo Assedio deCnlaU f
Eicna de F'eltre Esmeralda lllemplarro, os
dous F'igaros Domino negro Roberto de
Vereaux c mais outras muitas obras do mo-
Ihor gusto metliodos os mais modernos de
cantar e tocar de todos os conservatorios sol-
fjos de urna dificuldade progressiva,';uadri-
Ihas modernas para piano, e valias, concert*,
variacoes, sonatas caprichos, sinfonas, me-
tbodos para rabeca com quartettos, fros
dos; um pianinho em figura de banquinba ,
bom paro prender urna itmiu ou menino
de 8 para 10 annos, o qual tem 3 oitavas e
meia e se d> em conta ; urna espingarda de
iiitc alcance cun iodos os preparos para
ca^a e de espoleta ; na ra da Aurora, casa
ao pA da igreja dos inglezes onde mora o pro-
feasor Antonio Wenceslao Chaves rnestre da
msica de arlilbaria.
=: Vendo-sc urna venda na ra de Aguas-
liquidacao deste negocio; na ra da Cadeia-ve-
Ibhan. 17.
Escravos fgidos
Fugio no dia 20 do correnle o moleque
Paulo de 14 annos, rosto bastante preto o
branco dos olbos amarcllados; levou ca.'cas do
algodao trancado azul c camisa branca; quem
o pegar leve a ra da Senzala-velba n. 144 a seu
snr. Joao Vazdc Oliveira, que gratificara.
No dia 14 do correte fugio do abaixo
assignado um escravo de nacao, de nome Jos,
alto sem barba c tem um signal do lado es
querdo do rosto no lugar da suissa que pare-
ce queimadura do tamanbu de meia poiega-
da, tem nos denles da frente pela parto de cima
una ubertinha no meio isto por ter s dous
denles largos porm nao tem lalla de denles,
por ser muito moco, tem no peito dircitoa
marcalC, pese maos bem feitos bem pa-
recido de figura e a cor nao muito preta e
bebado ; quem o pegar leve ao abaixo as-
signado na ra do Queimado que ser pago
do seu trabalbo. Antonio da Silva Gmmo.
Ainda est fgido o moleque Julio que
venda cangica secco do corpo meio fulo, de
14 annos, tem o embigo muito grande um
taquinho tirado na pona da orelha tem sido
visto em Olinda ; quem o pegar leva a ra
da Guia a Manoel Antero de Souza Reis.
Ainda est fgido ou furtado o escra-
vo Jacinto, de nacao Rebollo, de 22 annos,
bonita figuia bem preto tem urna marca no
peito esquerdo a imitacao de urna ancora, falla
meia descantada loma bastante tabaco des-
apparecco nodia20deMaio do 1841; quem
o pegar leve a ra da Guia n. 53 casa de 3
andares que recebera 100,000 rs. de gratili-
caco.descu snr. Manoel Antero de Souza
Reis.
= Fugio no dia 12 do correnle a preta Mi-
cbaella, crioula de 22 annos estatura re-
gular, olbos grandes denles alvos e limados,
rosto meio aboceitado, nariz regular, cor pre-
ta peitos moles pemas linas a proporefio do
corpo ps apalhelados e compridos sendo
mais o esquerdo bonita figura levou urna
trouxa de sua roupa,.corriendo dous vestidos de
chita dous ditos brancos sendo um de cas-
sa um chales branco de dito um par de sa-
patos de marroquim amarello um Dar de so-
litarios de pedras brancas as orclbas ; fugio
do lugar Gamella-da-barra grande de casa
de Pedro Nolasco de Albuquerque estando
a embarcar para trazer a seu snr. Manoel Buar-
que de Macedo na ra do Queimado n. 19, ha
noticias de ter sido encontrada chegando a
comarca do Cabo ; quem a pegar levo a ra
do Queimado n. 19 ou no engenho Samba e
Gamela-de-barra-grande, quesera gratificado.
= NTt 15 do correnle desappareceo o
eserav.j Benedicto criouio, do 25 annos.
baixo.cbeio do corpo ; levou calcas de brim ,
c camisa de madapolo muito ladino; quem
o psgai uve a ra do Amorim n. 36 a seu snr.
Antonio Vaz de Oliveira quesera recompen-
sado.
Rbcipi ha Typ. dkM F db Faru.1844-


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