Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04585


This item is only available as the following downloads:


Full Text
i


Anuo de iM.
Terca Feira 20
de Feverero
f
0 Diario|>oblic-e i lie .le IKI mil rs |.or qunrlel pagos adianladns. Os an nuncios dos lUairnantea 10 hlMt.doe
K,.l,., e os dos que n.. loiem .'. nto de SU rail por liafc*. As reclame oes derein ser diri-
gido a esla 1 jp ra das Cruies n. .'4 ou i praga da Independencia lja a |iroen 6 e S
S /JV/f\\ / Tudo ajora depende de aa meeoioi; .1. nana prule'cia, oieragio1 ener;ia
W // if'i ? Z'1 i'1" linurmru rom prtucipi'fnos ,e vienes auinulus n lili ira J.'lo entre as 11151 *
V vi/'feC4-' '-' tulU'- (Proclamaoao di tseemolea Geral d kraiu.]
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
COUNBA, e rarabyna. sejiind.s sexia. feiras._Ro (rinde do Norle, quintas feira, _
Lab... V-nn.uem lt,o lormoso, Torio Calvo, Macey e Al.go.s no 1 o U 04
de cada mei Gannliuns e lionilo 10 r Ql (!e ,, rMl _Bu.1.,,s 1 F|orM _
e 20 cl.to. Utdadedi Victorn, quintas leira __Olindi lodo
, DAS DA SI,MAi\A.
VJ Se;, s, onrado Aud.do J. de 1). da '.'. v.
'.'0 Terra s. Kleu h. rio Re, aud. do de D da 3. T.
il Quatla cima s Maximiano Aud do J. de I). da 3. t.
12 Quinta s. Margarida. Aud.do J. de l).da _'. \.
li Soila s. I.aiaro Aud do J de 1). oa _'. t.
'_' Snl>. s Pretxtalo. Bel. aud. do J. de >. da i. v.
2> Dom 1. c da quartsma s. Mullas
eriaWMC"".. 'jsiaaai
I >MblUs \u D|i I1.' ni- 11 1 u.i 1 t.u.
' Cimliios solite 1 nu.'res a J.
ji Tan* 3"/0 rea por franco
,1 Lisboa 118 por 1U de premi
ga --^..
.
PASrs ^FF"5^
Auno XX. I. 41.
atssnrwr-naarewrrrai
a: rnn-
s inai*
Moeda de cobre fi por remo.
dem de letras Je linas Imi.is 1 pul 2
i'iivsi-.s da LIJA no mi:/. i>: i r.\ 1:111.1110.
Oura Ntaadade , .\. 12.500
, da 4.00J
Pralafalaedea
., Peaos 1 iluittranarea
,1 Ditos meaicauoa
'... dO
I.9MJ
1 tfoO
K
II. ji n. na a IS as li luirs e 2'1 nnn.da m.
Ciea tle 1 .'< as '/ h a SO*, 'la miuli.ia
Lita clieia a -i as S li.ias e 5I 111111, da 111.
Miaguanle al] is 3 lloras e ,'il) mu ili 111
Pamar de hojl.
l'rimein as (i lloras e O inin di mauli.i.v, I Segunda as tioverno da Provincia.
EXPEDIENTE DO DA 9 DO COBR'.otb,
Oflicio -Ao inspector da lliesou faria da fa-
2cnda remetiendo o roquerime1 jt ,|(, a I Teres
reformado da l.'linha iSlanoe1, Leocadio de
Mira Wanderley para que vi cumprimento
do aviso da secretaria da guer ra de 29 de de-
xembro ultimo, caso naoJi8jio fundos pan
pagamento do sold do ro crido alferes cor-
respondente ao mez de jul'rto do anuo prximo
passado Taca incluir o i',H0 sold no quadro da
divida, que tem de ser enviado mesma se-
cretaria no lim do c urcicio de 1842 43 ; e
deteminando qu e d as precisas ordens
lim de que como ,,,, caso em questao, 6 d 60-
contro com o dis^iosto no artigo :i do regula-
ment, mandat'.o observar por decreto de 10 de
abril de 1832 se nao oxpeclo recibos de sol-
dos anda r,o pagos com os notas que se
observao no ,|Ue ora so Iho transmitte.
Ditos Ao mesmo e ao presidenie da rela-
cao re metiendo copia do aviso da secretaria
da jus'.ica de 22 de Janeiro ultimo que tracta
vi'jos de urnas para outras comarcas devem sol-
licitar o novo titulo e designa a quem devem
jiassar a vara aindi mesmo que se llie nao
presente osuccessor.
DitoAo presidente ds relacao remellen-
do copias do aviso da secretaria da jofttea de
17 dejaneiro ultimo e do parecer do conselho
d'estado approvado por >. M. o Imperador,
sobre os privilegios que em virtud do artigo
Lr, tnicos.
DitosAo inspector do arsenal de marinba,
aocommandanto do brigue-cscuna Garara-
pes envivn io copia do aviso ta secretaria da
marinba de 15 de janeirodo anno lindo que
ordena o que na armada se de.e praticar com as
pracas de pret ou marinbagem quando no
loro civil forcni condemnadas a penas tempo-
rarias.
DitoDo secretario da provincia aojuize
mezarios da irmandade de N. S. do Guadalupe,
transmittindo un olTicio dq.Iixm. consolheiro
portoiro da imperial cmara em que Ibes
communica, quoS. M. o Imperador dignou-
sede acceitar o juuado perpetuo da mesma ir-
mandade.
Dit.iAo ies.T.G ao inspccoi da tliuouiaria
da Tazenda transmiltindo para terem exe-
cucao as ordens do tribunal do tbesouro de
ns. 2 10, el3 a 17.
DitoDo mesmo ao tbesoureiro da lotera
de N. S. do Guadelupo approvando a desig-
nacaodotiia 2id'esti; mez para o andamento
(as rodas da dita lotera ; tj intelligenciando-o
do haver-se nomeado para presidir aquelle acto
ao juiz municipal da 2 a vara.Communicou-
seao referido jui/. municipal.
IIIKM DO DA 10.
OTncioAo commandanle superior da guar-
l.: : ......
da nacional deslc municipio communicando
ter concedido reforma ao capitao da 3.' com-
panliin do 5. balalhao da mesma guarda na-
cional Antonio Francisco Xavier de \ ascon-
cellos quo a requereo allegando molestias ,
que o impossibilito de continuar a servir; e
determinando que especa suas ordens, para
que seja preenebida essa vaga.
DitoAo engenheiro em cbeTo das obras
publicas determinando que organise e
remella ao inspecior da thesouraria das rendas
provinciaes, as clausulas especiaes para a arre-
matacao dos reparos da ponte dos Carvallios.
PortaraKncarregando em consequenca
d'autorisaciio imperial ao engenbeiro I.ouis
l-eger Vaulhier a direct o da obra uo caes pro-
jectado no Tundendro d'esla cidao cujopla-
no e planta forao appiovados ; e ordenando
Ibo (|iio d eomeco obra entendendo-se
para esse lim com o inspector do arsenal de
marinba. OTieiou-sc a respeitn ao inspector
da lliesouraiia da Tazenda e ao do arsenal de
marinba.
II I M DO DA 12.
Oflicio Ao inspector da thesouraria da
Tazenda, transmittindo, para ser pontual, e
immediatamente executada, a ordem do tribu-
nal do thesouro sob o n. 18.
Dito Ao commandanle das armas, signifi-
cando, que vista do resultado da inspeccao de
saide, a que so procedeo no 2. tenente da
companha d'artifices Joiio Marinho l'aes
Rarruto, e na forma do regulamento de 8 de
Maio do anno passado concede ao rcTerido
2. tenento tres mezes de licenca.
Dito Ao engenheiro em chefo das obras
pblicas, ordenando, que proceda novo or-
cament, e plano para a obra da ponte da cam-
boa da Tacaruna, de maneira que li(|ue ella
menos despendiosa demais fcil execucao ,
e ao alcance dos emprehondores particulares,
os quaes se nao teem apresentado, nao obstante
ter a mencionada obra ido du.is ve/es a prava.
Dito Ao inspector da thesouraria da Ta-
zenda, determinando, que mande satisazer
Manuel Bezerra Cavalcante de Albuqu'rque.
procurador do delegado do Brejo, a qtianlia de
12*600 reis, que dwpendeo auuelle delegado
com o sustento de recrutas. Communicou-se
ao delegado do termo do Brejo.
Portara Dcmittindo a Manoel Rodrigues
Mari/, do posto de capitao da 1.* companhia do
batalhao da guarda nacional de Flores por
assnn convir ao servico pblico. Participou-
se ao respectivo commandanle superior.
Dita Do Secretario da irovincia acamara
municipal laminas de pu/. vaccinieo.
a .rv a a a n- "a"
ruLini. i
a ma
I IVI.
ADHMAR.(*;
Hortensia curiosa, e at inquieta, havia-se
tliri.'i.lo para o quarto de sua tia, e altraliida pe-
la bulha das vozes, apresentou-se porta do
quarto, onde se passava esta scena violenta. Ad-
hmar, vendo-a chegar, correo para ella como
.,..r.i iim unir nr,l...|ir *e-!he SrSS&tw-
mente:
__ Vindo. Hortensia, oco vos envia para
trazer aqui a boa intelligencia. Se soubesseis de
que me aecusa vossa tia!
Eu nao o aecuso, Sr., replicou M.me Val-
Jeray... dou crdito aos meus olhos.
Ainda!... Chara Hortensia, sedo nosso
f) Vide Diario n. 40.

devia ter licenca para se tratar a lim de que
S. Kx. a respeito resolvesse de conformidade
com o regulamento de 8de marco leste anno.
DitoAo mesmo Exm. snr., significando-
Ihe que no lia o lo correle forao inspeccio-
nados pela junta tle sado e julgados incapa
/es do servico militar o l. cadete Antonio
Ciarlos Paos Brrelo, particular Antonio Fran-
cisco Baptista do Almeida, esoldados l'rancis-
co Joiio Pacheco Ramos Jos Goncalves, An-
tonio,los do Santa Auna Joao Nepomucono
da Silva e Ouintiliano Jos do Moura este
tlccavailaria e os tnais le artilharia a lim
tle que fossem propostos ao governo imperial
para lemissao ponderando, queoj.0, na-
tural de S. Paulo o 6. do Rio-grande e
que o 5. ja havia sido proposlo para baixa por
duas vozes.
DtioAomosmoExm. snr, enviando-lhe,
[tara que fossem transmitalos & secretaria l'es-
tatid los negocios da guerra ipiatro inapnas ,
e relaiao anexa ao 3. pertencentes a li'irea
de Imita e a guarda nacional destacada no
me/, de Janeiro ultimo.
DitoAo Esm. tenente-general c comman-
danle das armas la curte aecusando recebido
o seu oflicio de8de Janeiro, o o balil perten-
cente ao fallecido cadete Amaro Jos dos Pas-
sos.
Dito Ao lente-coronel do 4. batalhao
le artilharia a p n-sponilendo o seu oflicio
de 22 de Janeiro fazendo remessa do balil
mencionado no ollicio a cima.
.DitoAo commandanle interino do forte do
Huraco para que com urgencia Iho informasse
por que reparliciio e maneira erao fomecidos
os calclas empregados DO servico do mesmo
forte.
l),toAo commandanle do corpo de guar-
da nacional destacado dando-lite os esclare-
c montos que pedir a cerca das pracas man-
dadas demittir, e queestavilo a dever farda-
mentos.
Portara Mandando dar baixa ao 2.a cadete
Thomaz Antonio dos Anjos e soltlado Joao
Cypriano Gomes da Luz por terem findado
Sem nota o lempo de servico o primeiro como
\oiuniario e o segundo como recrutado.
Commandodas Armas.
KXPKDIENTE DK 8 DO C0RKENTE.
OfficioAo Exm. presidente, enviando-lhe
o parecer da junta de sailo que no da o ns-
pecionou ao 2 a tenente da companhia de art-
fices, Joao Marinho l'aes Barreto, pelo qual
niz. Asc.ontas do Sr. Mnarri naonarecem bem
claras Sra. Valleray. Nisto se basa urna sus-
peita do connivencia... do que e promet! ao
vosso tutor ser indultante, se elle me concedesse
a vossa mo... de que fui cmplice do urna fal-
ta de delicadesa... que emim, unindo-me com
vosco, s liveem vista a vossa fortuna! Isto
liorrivel! Nao pensis como eu ?
Por favor, Sr.. disse Hortensia embaraga-
da, ecommovida, dispense-me de sor a arbitra
em tao triste questao.
Ella nao est acostumada, acudi M.
S*..ll..
UIIVIUJ)
.1.. .. ....r.
rr-'
. I. .
vio de mai.
__ Uso razao, replicou o conde, para que
ge mostr ella injusta para com o homem; que
recebeo o titulo sagrado de seu esposo?... E eo-
lio, Hortensia, vos nao tallis, consents, que
vos ultranem na pessoa daquelle.que vos ama?...
AH ludo teria supportado; mas para isto ral-'
tat-nie as torcas!
Voltou-se, e eiicostaido-se ao fugao, curvou
A IXSTAftII.IDADE DOS MINISTERIOS.
Interpreten! nsnossos adversarios como Mies
parecer os nossos arligos, respondao, quandao
lembrarmos os inconvenientes da multiplicida-
uo !: DurCe* e a yaiitaKeiii du cmara COiii
longo periodo de duragao, attribuindo-nos mes-
quinhas vistas, sempre diremos que nada pude
haver de mais Tunesto do que a instabilidade doi
gabinetes. Ainda mesmo quando um ministe-
rio representa urna poltica que nos nao apra/.,
cunlra a qual estamos em opposicao auerta,
nao nos persuadimos, quo conveniente seja a
sua queda, antes dessa poltica se ter completa-
mente desenvolvido, antes de ter feito calar em
posicSo estril, impotente ... nao somos do
que gosted" (le'colher a (rucia antes de ter che-
gado ao ponto de perfeila maduresa.
Sabemos que rusta, quando se est convenci-
do de que um ministerio compromette o paiz,
arruina-o, o estraga as molas la autnridade,
lera paciencia de o ver desenvolver a sua ooll-
lua de unirte, a sua acc&u devastadora; mas o
poltico devo saber, quo esse mal muito me-
nor do que 0 do baque repentino le-se gabine-
te; porque a opiniai), o partido que leve Torca
ou babilidade para urna ve/, ganhar o po-
der, se cabo antes do ter exliaurido toda essa
Torga, antes de ter posto patente a osterilida-
de dessa lialiilitlade, dar una opposicefl for
midavel, capa/ de inutilisaro prematuro ttium-
pho de scus adversarios, ede approveltar qual-
quer clrcumstancia para subir de novo ao poder;
por ii 0 lia em que a opiniad bem Arme, bem esclare-
cida, e experimentada, toque-lhe o dobre da a-
gonia.
Se ainda com um ministerio mo a cstabili-
dade tuna vantageni, o que nafi sera com um
bom ministerio, cuja poltica encontra a adhe-
sad nacional? A mudanca nesse caso, dirao, 6
apenas mudanca de nomos, a poltica ha de
continuar a mesma. Ainda, porm, admlttlndo
a possibilidade de una mudanca desta ordem
sem inlluencia para modilicar a poltica, ainda
assim um mal: os nomes tem um valor, urna
signifleaca; os individuos nao teem todos as
mesmas qualidades, nem todos as mesmas sym-
palhias: assim se este quera uctividade, e a un-
punlia aos seus agentes, accommoda-so muito
bem est'outro com a inercia, e deixa que tudo
caa em desleixo. E ainda com a mesma poli-
tica, que mudnncas no pessoal da administra-
(8o, que guerras deempregos nao se multipli-
cao Quantas exigencias cercao sempre um
novo ministro, quantas deve dealtender para a-
char esse apoio pessoal sem o qual o apoio me-
i amento poltico esmorece, o podo na occasia
em que mais necessario ,desapparecer! Cum-
pre lambem advertir, que os mais habis do nos-
sos estadistas nao eslSo inteirados sonao de par-
tid multo insignificante de nossos negocios, por
mais que ostejaoem contacto com a adminis-
tracSo, achao-se em perfeila ignorancia mui-
tos respeitos. Ainda pois queem tudo e por tu-
do queira os chamados para lormarem o novo
ministerio constituirem-se os continuadores
dos seus predecessores, ainda mesmo que assim
renuncien) todo o amor proprio, sempre cor-
to que muito lempo ser perdido, em quanlo
seinteira ellos dos pblicos negocios.
E possivel essa perfeila homogeneidade do
vistas, de pensamentos? Nao por certo: s
O diiiicil adiar seis homens polticos, que
componhao um ministerio solidario, se quasi
sempro tres ou quatro nomos polticos ac-
crescenlao-so dous ou tros nomes complemen-
tares, de meros administradores, como adiar
dous ministerios succossivos, quo se identifi-
quen) e contine um em tudo o por tudo o
quo fez o outro ? E so ha urna Bodificaclo,
cm qualquer ponto, em quo ella recaa, nao te-
mos em balanco o pensamento govornativo,
nao temos mccssaiamonte o incremento desse
todos, at pelo proprio stntimenlo, os males
dola; enta eaia; porque cntao a experiencia de I desrespeito jue acompanlu as autoridades cm
todos j a tora condemnado; sua rehabilitago I continua oscilagao ; nao temos este mo habito,
impossivel, nunca mais poder ella resuscitar; que vai adquirindo o povo de ver tudo como
ir f'jrmar-seem opposicao, sun; mas em op-
nr.ahpra. M:m Valleray, 'riumpbantc, paiea-
va largos passos, sem importar-se com o ar
supplicanlo de Hortensia, o soltando pahuas
destruncadas, que lao, como agudas sellas ferir
o coracao do Sr. do Mane.
que constituido em triste provisorio?
na !,ni consurada. Desde este dia, o primeiro do
nosso casamento, Hortensia, renuncio formal-
mente todas as vossas rondas, vosso luxo, vos-
sos prazeres. A vossa sala nao sera a minha, os
vossos criados nao mo servirn, vossa carrua-
Emfimesto, tirando da sua humilhacao ede- geni conduzir-vos-ha s,e sem mim, ao passeio,
sespero urna resolucad enrgica, veio pr-se an-
te a tia, de bracos crusados, sobr'olhos frangi-
dos, labios aperlados, e olhar scintillante.
Ouca-me, Sra., disse elle, evos lambem,
Hortensia, de quem me julguei amado, c cujas
sentimentos aprend avaliar. Ambas as se-
r.horas .t.c juiga aogdu as regras vulgares.
>s seus pensamentos forao os mesinos; pare-
ci-lbes um homem interessado, vido de praze-
res,ede uxc'.quc pota pouir tudo isio.subscro-
vi urna negociacao vergonhosa. Uinam'o docla-
rou, e a outra nao dosmentio a aecusagao. Meus
protestos forao inuteis. So um meio me resta,
nao dme justificar aus olhos das Snras., porque
urna justilicaca Indigna do mim, mas do
ao theatro, ao baile. Habitarei um quarto na
vossa casa, para que a decencia social seja ros-
peitada; porm nenhuma relaga mus haver
entro nos. A senhora vossa tia dispor de todas
as vossas rendas, dirigir os vossos negocios,
cobrir-vos-ha com a sua nr uiante somos estranhos um para o outro...
Sr... balbuciou Hortensia.
Deixa-o, diz com violencia a Me, deixa n
Sr. co'mprazer-so boje no seu orgulho... Este
juramento do comedia, elle o nad guardar.
Provar-lho-hei o contrario, minha senho-
ra; c se algum dia sua sobrinha se achar pen-
sativa, abandonada, triste em seu vasto salad;
se vm. viro desgosto empalledecer-mea fronte,
Ibes provarque nao tinha a mira nessa fortu-, altribua siso a nossa mutua desgraca, de que
J



O reinado do Snr. D. Pedro l, por si mesmo,
apenas tem durado tres annos c meio, e tem j ti-
do tres ministerios, c o segundo delles durou 21
mezos: durou 2t mezes! pdeconsiderar-se o
Nstor dos ministerios do Brasil, e para que
tamanho phonomeno so produzisse que tristes
circunstancias nao fro precisas, que im-
mensos servicos nao leve de prestar! O regen-
te Araujo Lima em dous annos e nove mozes ,
que teveein mo as redeas da governanca no-
nieiou quatro ministerios, e ussim mesmo o pri-
meiro durou-lhe 19 mezes..... Se vamos nes-
go andar, prximo estar o dia em que dure
um ministerio o lempo necessario para recebe-
rem os ministros as felicitaces do seus ami-
gos Cumpre que isto cesse : modiliquem-se
embora os ministerios pela excluso de um ou
deoutro de seus membros, especialmente dos
complementares, quando assim fr preciso ;
mas tenhao elles, no menos quanto ao pensa-
mento poltico a duraco de urna legislatura.
Quatro annos! Nao somos dos mais exigentes,
e largas deixamos aos amigos de novidade. li-
ma cmara nova se nao gostar da politica do
ministerio que acha, d contra elle maioria e
traga o seu novo gabinete ; mas, de accordo
com ello, desenvolva auxilie sua aeco, e
assim tanto ella como o governo, em vanta-
' gemdopaiz, poder fazer alguma cousa.
CU TERCEIRO PARTIDO.
Desde que a opposicao do regente Feij
opiniao pblica c ao voto da maioria parla-
mentar obrigou as cmaras esludarem os meios
de accao o de inlluencia no governo, que Mies
assegura o rgimen representativo dous par
tidos tecm at boje oceupado a arena poltica ,
dous partidos exclusivos inconciliaveis; por-
que o pensamento de ambos em tudo hostil,
nao podia adiar intermediario quo osvincu-
lasse. Em varas phases tem se produ/.do esse
pensamento ; regresso democracia re -
organisaeao franquezas provineaes ordem,
resistencia teem sido as bandeiras desses par-
tidos diversas na apparencia mas semprc as
mes mas.
No antagonismo dessas lulas, inevitaves ero
algumas exageraces mpossivel, que nao ap-
parecessem dissidencias de opiniao a cerca dos
meios de combate desgostos rivalidades, e
competencias. At junho de 181-2, porm, lu-
do isso eslava suffocado as circunstancias uro
to graves que bastava a menor relcxo. pa-
ra que ninguem se atrovesse lembrar-se de
bastear outras bandeiras, de apresentar diver-
sas pretences : apenas, em 1838 o sr. Ra-
miro tentou, com alguns deputados formar
um terceiro partido c em abril de 1812 na
presenca da camara-cacte renovou osr. Al
ves Branco a mesma tentativa.
Foro ambas malogradas. A scsso de 185--1
pareca a mais propria para renovarse essa ten-
tativa: o partido da antiga opposicao eslava der-
rotado o condemnado morte politica, o mi-
nisterio que delle bavia salvado a patria es-
lava dissolvido : faltro por6m homens As cir-
cunstancias. O ministerio que succedeo ao
de marco vio a lula contra elle continuar a mes-
ma que contra os seus predecessores havia si-
do ; na imprensa no senado os vencidos de
Santa Lu/.ia persuuiliro-se que poderio re-
ganhar o terreno perdido, e to desageitados
se houvrao os dissidentes do partido da ordem,
que, em vez de pararcm no ponto fixo de um
terceiro partido noviro, que nao so apa-
drinhavao esses eslorcos dos do Santa I.uzia e
Ibes davao alent como quo io ratemisar
com eiies.
Hoje apresenta-se de novo a mesma ideia de
um terceiro partido. A frca immensa de opi-
niao de que gosa o ministerio na provincia
do Rio-de-janeiro manifestada as eleices ,
a que se acaba de proceder, fe/ com que mui-
tossentissem a necessidade de grandes esforcos.
desumma actividade para despertar urna oppo-
sicao esse ministerio urna opposicao com
elementos do vida ; e (alla-se que perona-
gens importantes Irato de organisal-a.
Nao sabemos, que consistencia tenha esse
boato mas e elle de sufficicnte importancia
para que o acolhamos, c com elle nos ocupe-
mos. Di/.em, que alguns senadores, e cida-
daos influentes prctendem organisar uma socie-
esse terceiro partido e promoverem uma op-
posicao constitucional o como toda a opiniao,
que surde carece do organ na imprensa, di/.em,
quo montano uma folho, que om fim nossa at-
titudo esporaro que o mez de abril v tra-
yendo os deputados, e senadores das provincias
para os ir filiando arregimentando, e prepa-
rando contra os chefes actuaos decisiva lula par-
lamentar.
Eis os boatos, quecorrem; que fundamen-
to teem que possibilidade que perigos?
o que pretendemos examinar ueste artigo
Quanto ao fundamento parece vidente,
que os resentimentos da derrota eleitoral sao
mais que sufficientos para fazer que todos
prosinto que o malogro de um tentativa, que
a demonstracao da frca inesperada dos seus ad-
versariosdevo excitar as porsonagens polticas ,
quo sustentavao a candidatura do sr. Saturnino,
tentarem todos os meios lcitos de contrastar a
accao dos ministros, de derrocar a sua influen-
cia. Ora, osso presen limen lo de todos pode
muito bem ser a orgem do boato, que no re-
velaco alguma imprudente.
E tanto mais disso nos convencemos, que na
quadra actual a lemhranca de um terceiro par-
tido promovido por associagao politica, c por
um peridico tanto tem de impossivel que
nenhum homem quo pense poder lludir-se
com ella o acoeita-a sem ver que o mais ,
que pode dar om resultado o ridiculo de uma
entremezada.
Os ministros nao sao anjos; como homens ,
como polticos bao de ter despertado odios, re-
sontimontos o hostilidades. Mas por maior ,
quo soja o numero desses, que se arredo dos
ministerios, basta isso para constituir um par-
tido poltico? O vinculo do resentmenlo todo
pessoal ser assas forte para formar um partido,
sol-o-ha o desojo de mndar, e de substituir in-
fluencias? Nao de certo a alma dos partidos
a conviccao positiva de um principio disputado.
Qual ser essa conviccao no terceiro partido ?
Nonhuma a nao ser o desojo de mudanca s
pelo amor da mudanca.
Ao lado das convieces entrao, como ele-
mentos indispensaveisdos partidos, homens de
oonsideraco de prestigio homens de acti
vidade c dedicaclo que o dirijan c capi-
taneiem. One liomens desses acho-o para o
terceiro partido ? Nenhum ; em geral sSo des-
ses acostumados achara comida eita desses,
que se persuadem que fazem muita honra a
quem por elles trabalha desses em fim que
forao subindo sem esforco sem diligencia ,
por um desses caprichos da fortuna politica em
nossa trra sem nem ao menos lorem a con-
ciencia de si o maravilhados, elles os primei-
ros das circunstancias, que os elevarn e
da eminencia em que so achilo. Como bao
de ser capazes do um esforco aturado qual o
necessario para reunir os elementos de um ter-
ceiro partido?
E onde esto esses elementos ? Na provincia
do Rio-de-janeiro? A eleicao responde. Na
capital ? Sabemos todos que se ha, quem se
desgoste do ministerio nao ha concordancia
no motivo desse desgosto nao ha pois possibi-
lidade de comhinaco. as provincias de Mi-
nas, e do S Fauio ? A questo anda de le-
galistas com rebeldes, ese o governo nao acha
aquella adheso que devia esperar Jo partido
ordeiro nao quo este incline-so ideias de
tempornea o de moderaran quaes as de um
terceiro partido pelo contrario que a ac-
cao govornativa nao tem sido fiel ao pensamen-
to enrgico da populacao. as provincias do
norte? \ emol-as todas, ou quasi todas, di-
vididas retalbadns nao em principios, se-
an em quesles de influencia local de pre-
dominio deste ou daquelle circulo. Onde em
tudo isso os elementos de um terceiro partido ?
tora sido a autora!Mas esta longa ausencia
deve ter posto em grande adrniraca os nossos
amigos... Eu procurarei mostrar-lhes boa ca-
ra... Assim necessario para nossa honra.
O Sr. de Manesoubo com effeito tomar certo
ar de tranquillidade, em quanto o coracao Ihe
nadava ern amargura; e dcsta sorte aquella sce-
na ficou ignorada.
O resto do dia, c a noule passara bem ln-
guidamente.
Acabava de dar onze horas; o palacio esla-
va sombro c em silencio; em baixo urna ber-
linda de viagem prompta, o de cavallos postos,
c-Suerava os noivoV M.'"e Valleray nao quizera,
que os seus projectos parecessem mudados.
|(Um criado entrou no sala e annunciou, que
iudo eslava preste* paia a partida.
escusado, disse M.'ne Valleray... minhn so-
brinha est incommodada... esta viagem a fa-
tigara.
A habitaca d'Adhmar ficava unida de
Hortensia por uma galera looga eestreita que
servia de biblioteca, e era ornada de bustos de
marmorc.O moco pegou n'um castical. acom-
panhou ceremoniosamente sua mulherata sua
cmara, fez-lhe em alia voz as recommenda-
coes sobre a sua sade, edisse-lhe baixinho:
Vos vos arrependereis algum dia de rne nao ha-
verdesconbecido.
Depois retirou-se pela galera para o seu
quarto, fechou-se; e enta s, e em presenca de
sua consciencia, lancou-se sobro uma cadeira
para dar livre curso sua dr, e s suas la-
grimas.
O o
w
A parlida dos noivos, demorada por alguns
das, teve lugar no principio da semana seguin-
te, Hortensia, conhocenrlo sua extraordinaria
posicao, tinha a maior pressa de subtrahir-so
curiosidade do mundo. Sua serenidadese havia
mudado em agitacao; seu rosto,tao Irescose tor-
nara paludo; descontento do tudo quanto a ro-
deava, senta profundo aborrecimento, que nao
ousava conessar sua ta; porque a Sra. Val-
S se elle fr buscar a parte menos enrgica ,
menos pronunciada do partido ordeiro e, fo-
mentando algumas preoecupaces individuaes,
com as illuses da esparanca qui/er sobre ella
hasear-se. Vas o que frmao os partidos, no
s3o os individuos sao as massas e as massas
nem acceitao as illuses da esperanca ; nem
com gente balda de energa e de resolucao ,
gente do fro calculo que se pode contar. Es-
perard quo se aggroguem os grupos de op-
posicionistas menos comprometlidos, que, mais
prudentes, reconheeerem a necessidade de adiar
seus projectos, al fazerem esquecidas suas ten-
tativas a necessidade de se rehabilitaren! na
opiniao para depois reassumirem o mando ?
Sim, com esses contao os projectadores do ter-
ceiro partido e ahi est o pongo.
No estado dos espiritos entro nos, os parti-
dos medios o de combinaedes nao sao possi-
vois s5o logo absorvidos pelas extremas opi-
nides de seus adiados o terceiro partido de-
pois de uma existencia de dous ou tres das,
achar-se-ha identificado com os facciosos : nao
vimos nos na sessao do anno passado o sr. Alves
Branco no senado, ser o echo do sr. Hollan-
da e na cmara temporaria ser o sr. Galvao ,
comum gru maior do insolencia, esem a mes-
ma desculpa da idado, o repetidor do sr. Otton?
Qualquor terceiro partido ser a ponte de passa-
gem dos homens da ordem para os da anarchia.
Costuma-sedizer, e com isso poder alguem
pensar que refuta as nossas observaces.
Entre nos nao ha partidos politices ; ha pandi-
Iha- individuaes, o governo nao composto dos
chefes de uma opiniao mas dos membros de
uma olygarchia de facto. O terceiro partido ,
esposando alias todas as ideias de ordem de
consolidacao das instituiedes que sao as da
mxima parte dos Brasileiros vira diminuir a
influencia de uma panflilha destruir a pre-
ponderancia dessa olygarchia! Ideia absurda,
e que nao sabemos, como pode ser acolhida por
homens, quo pensao, sem verem, que j reve-
la triste tendencia para aceeitar as declamacSes
Jos anarchistas !
Poisom um paiz, tantas vezesconflagrado po-
las dissonses civis, nao ha partidos ? nao ha
principios em antagonismo? Pois em um paz
de eleices, edemaiorias parlamentares pode
erguer-se uma pandilha manter-se uma ol
garchia, amenos, que essa pandilha. que essa
oligarchiaseja composta da maioria do paizof-
ficial e do paiz real ? O governo nao se
compoe dos cheles de uma opiniao: e o que
entendis por chefes de opiniao n8o lio os que
as descnvolvom asapplicao, assustonto? Se
sao esses, entSo o governo delles so compSo ,
ou moslrai, como poden ser melhor desenvol-
vidas melhor applicadas as ideias de ordem ,
e de consolidacao das instituiedes e esperai ,
quo a confianca pblica venha apoiar-vos en-
tiio seris vos os chefes.
Entendamo-nos: essa explicaran manifesta
mais do quo se pensa o pensamento occu'.to ,
dos que projectSo tereciros partidos. No sym-
pathiso elles, com os homens que esto no
poder quercm-no para si oslan cansados de
verem as pastas as mesmas mtios, querem-nas
as mil os de outros. Bem; mas o que lucra o
paiz com isso? As grandes vantagens da ins-
tabilidado ministerial e nada mais. Ora ,
cssas vantagens o paiz j as conhecc e nao as
quer mais : talvez soja esse o segredo da vota-
cao do sr. Sutnrnino nos coegios da provincia.
Estamos, que ninguem mais do que os pro
prios ministros desojara uma mudanca de mi-
nisterio; o leito, em que elles se echSo, mais
de espinhos, do que de rosas, as delicias do po-
der sao s para os que as nao conhecem ou
para os que, dcscuidosos do desempenho dos
seus deveres, nao so emharaco com as com-
plicacoes dos pblicos negocios, o confio c
soluco do todas ellas ao desvelo da providencia.
Mas, no meio dosembaracos pecuniarios do um
thesouro exhausto, no meio da actividade crea-
dora que o dever impSe ao ministro da mari-
nha no meio das insolentes exigencias ingle-
leray armava-se do urna palavra, de um bocejo,
ao menor indicio de tristesa, que ella presenta
as fecoes de Hortensia para aecusar o Sr. de
Mane; suas queixas exageradas nao tinhao
mais limites; pareca que ella tinha prazer em
tirar sua sobrinha todas as suas illuses, uma
por uma, em atormentar poralToicao esso cora-
cao to penivelmen'e agitado, em predizer-lhe
desgravas, como ordinariamente se prognostico
as alegras e venturas.
Da sua parte Adhmar havia recebido uma
dessas feridas, que nunca se fechad completa-
mente. Conhecer-se homem do honra, ser sus-
peto de (alto dola, e nao poder por dignidade
descer a IffVar-se de semelhante nodo, / uma
posicao irritante, que alias o Sr. de Mane de-
via sotl'rer. Sabia ello, que o lempo se encarro-
ara de absolvcl-o; mas restituir-lbe-hia o
tetnpo as espeancas malogradas, o amor inge-
nuo e a confidiica de Hortensia? Alm do quo
uma s lembranca amarga basta para tornar in-
completa a lelicidade do homem.
zas que para man ter a dgndade e promo-
ver os interesses do paiz deven ser ropo Midas ,
se ha posicao invejavcl nao do certo a da
ministro lrasiloiro.
A FREQCENCIA DAS E.EIQOES.
Urna das causas, que mais activamente con-
corren para os males-do pai/ c que anda nao
tem excitado o reparo de nossos estadistas do
certo a frequencia das eleices. De quatro em
quatro annos toda a sociedade brasileira soflro
um estremecimento geral todas as classes de
cidados sao chamados a arena do combatle,!
nem seinpre insangiento da eleicao primaria.
Juizesde paz cmaras municipaes corpo e-
leitoral tudo ento se remove e j se v ,
que actividade de vida desenvolvem todas as
paixdes, boas ou ms, quede manejos, c de
intrigas, que de adulacdes, quo de baxe;as ,
que de provocaces ento se apresento ; a fe-
bre pestilencial acommette de prximo em pr-
ximo todos os individuos o como todos sentem
que do xito dessa luta vai depender o seu pre-
dominio o do suas ideias o de seus interes-
ses nem sempre licao os contendores na linlia
des meios da seduco e dos manejos da habi-
lidad a violencia o cacte, s vezes in-
lerveem ecom elles toda a casta de violaces
das leis loda a especie de profanaedes.
E anda so concluida a lula os involvidos
nollase amnistiassem ou ao menos fizessein
tregoas at dahi a quatro annos at novas e-
leicdes primarias mas nao ; os odios eleito-
raes nao se extinguen! ; o vencido conserva
seus rancores, seu desojo de vinganca e mui-
ta vez o assassinato competa o drama romnti-
co freneti-burlesco das eleices.
Formado o corpo eleitoral nao 6 s para a
eleicao dos membros da candara temporaria ,
que elle tem de ser sollicitado nao; de dous
om dous annos tem de eleger os membros das
assemblas provinciacs c toda a vez que fal-
lece um senador, elo que de novo se agita
para formar lista triplico de que tem a co-
ra do tirar o novo legislador victalicio ; raro
pois o anno, em que o corpo eleitoral nao le-
nha de ser sollicitado annos ha, em que o
duas vezes. Ora quem nao sabe do calor, da
vehemencia que ento se desonvolve ; qusn-
tas inimizades quantos odios, quantas m-
moracs alliancas marco esses dias do febre e-
letoral ? lembremo-nos do que ellas sao nao
as provincias como Alagas Pernambuco ,
Maranho Sergype mas mesmo aqu no
Ptio-dc-jai.eiio onde um s partido senipro
tem dominado onde ha maior concentraco
da populacao quem a sua maior riqueza o
illustraco do certo grao do mais subida mo-
ralidade e diga-se-nos o que pode ser de um
corpo social acommetlido por lao terrivcl fer-
mentacao, o que pode ser de uma sociedade,em
que to tristes saturnacs se multiplico ?
Sabemos quo o principio democrtico da
eleicao quer para ser lgico a necessidade
desses curtos periodos, pois que, presumindo-
se que a eleicao exprime o voto de confianca
do eleitor no eleto deve o eloitor ser consul-
tado em pocas mui prximas para declarai.se
essa confianca contina ou se o eleito desme-
receu della : mas isso, quo nao senao uma
liccao, compensar por algum modo o mal im-
menso da agitacao constante da flagrante un-
moralidade que acompanho essas eleices?
Anda mus quando iodos os interesses to-
das as paixes todos os principios polticos sao
postos em pleito quando o erro podo ser to
funesto absurdo querer que o governo
cruse impassivel os bracos e veja elle que
tem por dever salvar a sociedade decidir-se
da sorte della sem nossa dociso ingerir-so
Pretendl-o seria pretender um absurdo j fe-
lizmente to demonstrado quo at as menos
rogradas opposices o reconhecem e abando-
no as queixas da ingerencia do poder om elei-
ces aos declamadores mais chochos que lr-
moscinpre a bagagem dolas. Mas, se o go-
verno deseo arena das eleices nao evi-
Hortcnsia mais leviana,poda adiar no mundo
urna poderosa distraeco. A companhia eos
discursos de M.me Valleray sustentavao sua fir-
meza, c a obrigavao a observar-so, o a guardar
o seu papel do mullier offendida. Quanto a Mr.
Mane, nao quera elle nem consolaco nemdi-
verlmento seus crueis pensamentos; anda
menos teria assignado um tratado de paz. Fiel
seu juramento, julgava-se o guarda, o protec-
tor d'Hortensia;s tinha com ella esuatia as
retacos exigidas pela estricta civilidade e decen-
cia. Se M visinhos lazian a sua visita, elle ti-
nha o cuidado de mandar-lhes dizer, quetraba-
Ibos de grave importancia o obrigavao nao
Slrdo seu quarto. Todos so accommodo ia
depressa com essas excentricidades, que essa
especio de inania foi em poueo tempo aeccita, e,
limitando-seos visitantes appelidal-oo invisi-
ve|, c contcntava-so do procurar a encantadora
Hortonci.queM."10 Valleray exhortava acollier
favoravelmente todos os convites, para nao l'a/cr
descontentes. [Continuar-st-ha )


1
I
M*niU> M nMUMM
dente que ha de conlrahir obrigaces, que
talvez compromcttcm-nu atristes injusticas.nao
lia tle ncssa incessante lutta gastar as molas da
6ua accao legitima arriscar e ir de continuo
penlendo a sua frca moral e o scu presti-
gio
llovimento do Porto
Navios sahidos no dia 17.
Liverpool ; barca inglesa Columbos; capitao
Daniel Green ; carga assucar o algodao.
b anda a accao do governo deve, para ser Trieste; barca austraca Venezia; capitao L.
legitima ter limites : a fraude a violencia F. Joanch carga assucar
oempregode torpes seduceos so-lhe veda- Listma. ,)rigue portuguez Amflia ca.)la
dos ;_e todava quantos clamores depois de urna Jofl() ,,.; de Meno/w mmf
eleicaoso nao crguoint lodos os vencido* que-
5 ,;---------------------;----=
= Para Loanda segu viagem impreterivel-
mente no dia 29 do crrente o brigue nacional
.4lhanez : para o resto da garga e passageiro< ;i
tratar com Jos Francisco Collares na Bua-di-
reita ou com o capitao na Praga-do-com-
mcrcio.
rem desabafar-se ; a maispequenina irregulari-
dade convertida em altcntado airo/ abre
campo incessantes queixas, e quando irre-
gularidade nao ha, fcil invental-a : o go-
vern ) -; responsabilisado pelos artos maispeque-
ninosda mais pequenina e remota autoridade,
actos que elle ignora, fossem praticados que
o fossem com as odiosas circunstancias, com
que representado nos quaes n3o leve inge-
rencia e que todavia servem de thema de-
clamacoes contra elle dirigidas Boa terca parle,
senao melado da l.Vscssao da legislatura, se-
nao toda ella vai-se nessesdesabafos. Ora,
alem da perda do tempo nao evidente que
csses desabafos fomentan a febril fermentacao ,
os odios e a immoralidade, que a cima indica-
mos ? nao evidente que elles alluem a base
de respeito e de venera;ao,sobre a qual deve as-
sentar o governo ? K nao paremos nesses ma-
les: haver entre nos quem desconbeca que
cssa soffreguidao dos prelendentes, essas pre-
dicas subversivas multiplicadas pela impren-
sa, nao teem oulra origem senao a esperance de
conservarem cm certo grao de vehemencia as
pcixes polticas de as nao deixar arrelecer ,
para que no dia sempre prximo de (uturas
eleicoes possao ellas transpor leis c dar-lhes o
triumpho embora cusa de crimes? Para
nos isso cousa que nao soflre a menor do-
vida: essa inslabilidadede nossas cousas,essa fro-
quencia de eleicoes,sao a causa prxima dos mo-
vimentosgenerosos de algunsSrs parlamentares.
Se soubessem os facciosos, que a sociedade
eslava assentada por longo periodo quepois
seus eslorcos n8o poderiao do modo nonhum
ser do prximo coroados, desistiran da emprc-
za ; pois o queso os atonta a ambicio pessoal,
sao os votos do interesso e esses nao teem a
pertinacia de trabalharem para remoto futuro ;
so as convieces profundas s as virtudes ins-
piradas pelo pblico intoresse so compadecen)
com os longos, e regulares eslorcos nocessa
rios a realisaco de longinqua esperanca. Ora ,
ja no seria pequea vantagem arredar da are-
na das discussoes e polumicas dos partidos os
inleresses mesquinhos ea soffreguidao para
dar campo inteiro e vasto as convieces sin-
ceras.
Bem sabemos, que a Ircquencia das eleicoes
llia de nossa constituico e tal o respei-
to que I he consagramos tanto receiamos ,
que seja ella modificada, ainda em urna de suas
virgulas que se apresentamos o mal dossa Irc-
quencia nio O (atemos com todas as negras
cores, com que o vernos revestido nao o
quzcramos remediado senao indirectamente.
Dia porm vira.em que os Brasileiros reconhe-
cao. que a cleiciiodc dous graos sempre funes
ta o inslituao pelo base do imposto, um
corpo eleilor.il permanente ; dia vira, em que
elles reconheco que menos numerosas em
seu pessofd.as assemblas provinciaes e tor-
nando-se jraluitas as suas unecoes pdem
ellas ser continuadas pelo menos cinco annos
com vantagem das provincias; da vira, em que
reconhecera que a eleicao nao deve inlervir
na esculla dos Miembros do corpo conservador ,
0 que em dm cmaras mais numerosas que
se prolonauem por selle annos sao as que p-
dem conciliar as vanlagens do systema repre-
sentativo com a estabilidad* de vistas, e de po-
ltica que fazem a ventura das naeos e que
so achao ligada monarchia. Quando entaoj
a nacao brasileira reconbecer todas essas venia-|
des as eleicoes naoserao mais tiio frequentes ,
nem tao funestas e a grande obra da reorga-
nisacao do imperio, e da sociedade estar quasi
concluida. (O Brasil.)
liCes.
Parahiba ; hiato nacional 5ana Cruz; capi-
tao Joaqun) d'Oliveira ; carga varios g-
neros : passageiros 4.
Navio entrado no dia 18.
Lisboa; 33 das ; escuna portugueza Tarujo e
filhos de 140 toneladas; capitao Fran-
cisco Antonio de Alnieida ; oquipagem 8 ;
carga varios gneros : passageiro 1.
Aavios sahidos no mesmo dia.
Aracalv; hiato nacional ltnda ; capitao An-
tonio Jos \ i.iiin.i ; carga varios gneros :
passageiros 3
Dilo ; hiate nacional Flor-de-laranjeiras ; ca-
pitao Berm.rdo de Souza ; carga varios gene
ros : passageiros 5.
Hio-de-janeiro ; hiate nacional S Jos ; ca-
pilao Jos Goncalvcs Beis; carga varios g-
neros.
Navios entrados no dia 19.
Babia ; 10 dias; patacho nacional Minerva ,
de 12~> toneladas; capitao Francisco Jos
d Araujo ; oquipagem ll ; carga varios g-
neros: passageiros 2.
O corretor Oliveira far leilao de gran-
de sortimento de fazendas as mais propnasd'cs-
te mercado e que continuar a vender sen li-
mites; quarta feira, 21 do corrente, ;is 10 horas
da manhaa no primeiro andar da sua casa na
ra da Cadeia.
Jamo Crabtree & Companhia far o lei-
lao por intervencSo do Corrclor Oliveira de
grande poreiio de lateadas inglezas avariadas ,
e militas outras em perlcilo estad), asmis
proprias desto mercado : quinta (eir, 22 do
corrente as 10 horas da manhaa em ponto no
seu armazem da ra da Cruz.
._ i -i.
Avisos diversos.
lotera do gu\di:
UPE.
i\o dia AVt do crreme
mez de feverciro corre-
F"nlres;38 das; brigue in^xAnJoknston y.^ mi)re.Cr VellOCUlC aS
de lila toneladas; capitao James Manen ;, .
rodas desla lotera. Os ni
Ihctes achao-se venda ,
nos lugare.s.do costil me
O padre Concalo Victorino Borges perdeo
oquipagem 13; carga bacalho.
Navios sahidos no mesmo dia.
Lameirao ; polaca sarda Anntla ; capitao
Paulo \ illas ; carga assucar.
Falmout; polaca franceza Adolfo 1."; capillo
Pierre Lacroy ; carga lastro.
Bio-de-janeiro ; barca nacional Firmeza ;
no dia 17 do corrente mei. nesta cidade urna
lettra da (juantia de rs 679$000, passada pelo
apitao Narcizo Jos deSanta-Anna ; carga snr. Antonio Bracellinod'llollanda Cavalcante,
assucar : passageiros 6.
Obser vacuo.
O hiato nacional 5. Jos conduz 11 escra-
vos a entregar.
Edita!.
Dr. Jos Nicolao figueira Costa juiz
municipal da segunda vara do termo do He-
cife por S. M. I. e C, que Dos guarde,
I* ac saber aos habitantes desle tormo, em
virtudo de ordom que para isso recebi do
bxm. presidente da provincia, que pela or-
dem do tribunal do thesouro pblico nacional
de 19 de Janeiro ultimo foi marcado o praso do
seis mozos para lindar a substiluicao das notas
e endossada pelo snr. Jos Igino de Miranda ,
na dala de 20 de junlio do anuo p. p. : quem a
tiver achado, dino-se de a entregar na Bua-
nova casa n. 19, primeiro andar, quesera
gratificado.
Aspessoas, que lrao para alugar o so-
brado de Fra-de-portas n. 82 sendo que a-
inda queirao, dirijao-se a venda da mesma casa,
que so far todo o ajuste.
U bilhete n. 10D, da segunda parte da se-
gunda lotera favor das obras da groja de \.
S. deGuadelupe, da cidade d'Olinda pertence
a Francisco Jos da Costa do Ico.
A pessoa, quem lho faltar um cavallo ,
dirija-so ao inspector do quarteirao n. 21 do
bairroda Boa-vista.
s (uiliierme Augusto Rodrigues Selto ten-
do acabado de pairar todo o debito da es ti neta
firma Curiara V Selle de que foi socio ge-
rento ; o corto por isso na final liquidacao pas-
siva dessa entnela firma de que flcou en-
de 5,000, 10,000. e 20.000 rs da primeira
estampa, determinado pelas ordens de 11 do I i-arropado: roga comilo quem por acaso se
marco do 1840, e 12 de feverciro e 24 de 'julguo ainda crdor mesma por qualquor
dezernbro de 1841 o qual dever expirar seis
me/es.depois q' por edilaes da thesouraria d'es-
ta provincia fr publicada esta detorminacao ,
licando as notas,que nao forem apresentadas ao
troco at o fim dclle, sugeitas d'alii em dianle
ao descont successivo de des porcento em ca-
da mez na (rma do artigo o. da lei numero
53 de 6 de outubro de 18 la E para que che-
aue a noticia do todos mandoi lavraro presen-
te que son publicado pela imprsnsa o affi-
xado nos lugares mais pblicos do termo Dado
o passado nesta cidade do llecie sol) o meo
signal c sello desto juizo ou vallia sem sello
ex-causa aos 8 de fevereiro de 1844. Fu Fran
cisco Ignacio de Alhahyde escrivo a escrevi.
Jos Nicolao figueira Costa.
Declara ao.
COMMERC8Q.
A Han dea; a.
Rendimento do dia 19.......... 1:379^896
DescarregSo hoje 20
Brigue inglez Jany bacalho.
Brigue suco Julia taboudo.
Brigue inglezMdium carvao.
Escuna portugueza Tarujo & Filhoe diver-
sos gneros.
Barca ingleza fVm. Russel diversos g-
neros.
Polaca Boa-intelligencia diversos g-
neros.
= Pela suhdelcgatura de polica dos AlToga-
dos se faz publico que foi achado em mao de
Carlos Jos Malaquias pessoa indigente um
relogio de ouro : a quem pertencer este traste
pode requerer a entrega a qual se efectuar
depois de procedidas as mesmas declaraces.
Subdelegalura de polica dos Affogados 16 de
fovereiro de 1844.
Avisos mar i timos.
A barca franceza Came/i'a.tendo urna parte
da carga prompta o excellentes commodos para
passageiros, seguir infallivelmente para o Ha-
vre no dia 4 de marco : para carga e passagem
lallc-se com o capitao Guilbert, ou aos consig-
natarios Bull &. Chavannes.
=t- Para o Vlaranhao esta a sair com brevidade o
bem conhecido brigue escuna Laura de pri-
meira marcha : quem no mesmo quizer qarre-
titulo de lettra obrgacio, ou conta dolivro,
o favor de ir receber, no prelixo pra/o de tres
dias, cm casa do infrascripto, ra do Quei-
mado n. 25, ou annunciar por esta folba.
(iuilherme Augusto Rodrigues Selle.
em Na noute do dia 16 do corrente pelas 7
horas,desappareceo do porto das canoas do bair-
ro de Santo Antonio cm oceusio de desem-
barque, um bauzinhode pao, pintado do azul ,
com os pos pintados de encarnado; o qua!
eslava fechado, e tinha dentro diversascal-
sas carnizas jaquetas, meias bolins ,
grvalas de seda, 1 bon, ic. ; tudo pertencen-
le a Jos Gomes do Bogo Calumba : roga-se a
quem achou dito bauzmbo, ir ou mandar le-
var 80 mesmo na ra do Livramento n. 22 ,
segundo andar, quesera recompensado.
bbs A commisso administrativa da sociedade
Apollinea segunda vez convida aos snrs. so-
cios para se reunirem na casa da mesma so-
ciedade no dia 21 do corrente, pelas 6 horas
da larde, para se eleger a commisso, que tem
do servir no prsenle anno ; advertindo que se
proceder a eleico com o numero de socios,
que comparccerem : no mesmo dia se bao de
receber as propostas para convidados partida
rtn 4 de marco prximo.
Sociedade Philo-Thalia.
= O primeiro secretario por ordem da
direccao, avisa aos snrs. socios que nao frao
buscar os bilheles da recita di dia 17 do cor-
rente e se acbao dever as respectivas mensa-
h,lacle-., queirao satisfazel-as aos procurado-
res os snrs. Candido Jos da Fonseca e Re-
zende Alves da Silva que Ihes apresenlar o
compptente recibo do Iheseureiro quando nao
queirao que se lho imponha a pona do artigo
93 dos estatutos; e nao ter mais parte como
socios na pessa mgica o Mauro de Ormuz ,
que ten do subir scena em o mez de marco
vindouro.
Antonio Feliciano Rodrigues Selle, exami-
nado e plenamente aprovado nu materias
le malhematica ,
ar ou ir de passagem para o que tem ex- do primeiro e segundo anno de mathe
filenles commodos dirija se ao capilao Luiz annuncia ao respeitavel publico, qu
Bergantn) Dous-amigos diversos gc-!Ferreira da Silva Santos, na Praca-do-com- particularmente as materias do primeiro anno ,
6 nprns | mercio. em sua casa na ra do Mondcgo n. 44.
eros.
1 = Aluga-se o primeiro andar e lojas da casa
da ra da Anrora n. 10 muito fresco aceia-
do boa vista e commodos para urna grande
familia; a tratar no segundo andar da mesma
. cosa ou na ra do Trapiche n. 44.
=A' Joao.Manoel Pinto Chaves constando,
que Josu de Jezus Jardiui pretende vender uns
terrenos n'estu cidade, em Fra-de-portas o
outros bens fa/ sciente ao respeitavel pblico ,
que ninguom contraje com o mesmo Josu so-
bro bens que lho pertencSo ; porque conlra o
annunciado tem o anuuncianlo propsto urna
accSo de pretexto por perdas, o damnos pelo
juizo do direito da 2.* vara do civel, escrivao
MagalhSes, e slm d'isso tem de haver do mes-
| mu Josu o alcance em que est para com o
annuncianle, como ca i xa da sociedade extincta;
pois tacilamonte est8o bypolbecados lodosos
bens pertencentes ao mesmo Josu para satisfa-
rn dos dainos que tem o annuncianle sof-
i frido.
Precisa sedeum homem j idoso an-
da mesmo cazado para estar em um pequeo
sitio porto desta praea para o que se far al-
tama conveniencia ; a tratar na ra do Colle-
gio n. 8.
Multo importante aos doentes a medicina po-
pular americana.
= Acaba do chegar una grande quantida-
de deslas pilulas ( remedio com posto inleira-
mentedo vegetaes) conhecidas na America e
na Fu ropa desde 0 anno de 1790 e das quacs
iso tem vendido ja no Brasil ( aondo conbeci-
Ido apenas 3 annos ) mais de quarenlu mil eai-
jxinhas, em que teem provado sua superior ida-
; de de lodos os remedios em numerosas curas
as molestias do ligado lebres rheuniatis-
mo lombrigas [ particularmente a solitaria 1
ihisica, ulceras, inflammacesnosolbos, es-
crfulas e risipellas &C.
Boga-se aos padecentes para provarem osle
infalivel remedio. Vende-se com seu com-
petente reeeituario em casa do seu nico agente
Joao Keller rae da Cruz n. 11 o para maior
commodidade dos compradores na ra da Ca-
deia emeasa de Joao Cardozo Ayres, Bua-nova
Guerra Silva & C Allerro-da-l5oa-visla Salles
& Chaves.
Quem precisar de um caixeiro Portu-
guez ebegado a pouco lempo, de 14 a 15
annos, com alguma pralica de venda diri-
ja sea ra das Cinco pontas n. 27.
Precisa se alugar urna casa terrea, quo
seja grande e que tenha quintal no bair-
ro de S. Antonio preferindo-so para a parte
do Mundo-novo; quem tiver annuncie.
= O abaixo assignado, subdito Brasileiro ,
relira-so para fra do imperio a tratar de sua
saide (cando a sua casa de negocio no mes-
mo giro, entregue ao sur. Custodio Joaquim
da Silva Braga e girando d'ora em (liante de-
baixo da firma de Arantes & Braga cuja firma
(ca responsavel por todas as Iransaccs, tanto
a liquidar com conlrahir.
Antonio Jos (ornes de Arantes.
=s O abaixo assignado, tendo se dirigido no
dia 14 do corrente a venda do snr. Jacinto na
ra doCollegio para rocar um sedula grando
por outras pequeas e tendo depositado no
baldo a carteira que tra/ia em quanto o
mesmo vendelhao se desoecupava das encom-
mendas de outras pessoas que alli se achavao,
aconleceo quo urna dellas j sem duvida com o
bote preparado, aproveitando-se do mais pe-
queo descuido do abaixo assignado lho fui-
lasse a sobredila carteira com tamanba subtile-
za que nao podo ser persentido se nao pe-
la falta do objecto niio obstante oslar muito
contiguo a si; sendo frusladas todas as diligen-
cias empregadas para scobler o furto em ra-
xflo ds rapidez, com que se evadir o ladro ; o
qual, segundo corlas suspeitas e informaces
do vendelho julga-se ter sido umalmocreve ,
que conduzira assucar do engenho Garap do
Cabo com um cargueiro do mesmo engenho,
de nome Miguel, nao lendo todavia este parte,
por nao oslar ahi mas sim o outro cujo no-
me se ignora; a carteira era de marroquim pre-
o, e dentro existia urna sedula de 200,000 rs.,
duas de 100,000 rs. seis de 20,000 rs. oito
de 5000 rs. alm de outros papis de pouca
importancia, e dous bilheles da lotera do thea-
Iro que a poucos dias ac bou de correr, sen-
do um delles inteiro de n. 8fi0, premiado com
10,000 rs. e assignado com a firma do an-
nuncianle as costas; roga-se pois a todas as
pessoas que forem de consciencia, e especial-
mente ao proprieLirio do indicado engenho o
obseauio de fa/er nlnimns nesnii7 n o3(g res-
peito ver 16podara colligir indicios vehementes
do similhantc Tacto podendo qualquer que
nclle tomar parle como interesado pelo b^m
commum dirigir-se a mesma ra do Colle-
gio terceiro andar do sobrado n. 18, que,
dando favoraveis c legitimas noticias ao abai-
xo assigado receber, se Ibe convier 200,000
rs. de gratifica o e ii-to no mesmo momento,
em quo se verificar o facto. Francisco Xa~
vier Carneiro da Cnnha Compeli.
ecnsina


y *
4
AMmam-*^- -:'.-*
*f/"*C*r?jv.w>*;cn*Mt-'T^r>^viuntL-. v,'
= Quem quizer dar 500 a 600,000 rs. a
juros, por espaco de uin anno, com segran-
os ein 4 u t cscravus, os quacs so acho
desembarazados como se mostrar ; annun-
cie
Quem precisar de nina crioula para ama
de casa de liomcm solteiro ou de pouca la-
iii i lia dirija-so a ra da Penha n. 9.
Roga-se aos snrs. I". C. P. G. M. G.
S. F. 15. C. D. A. V. o J. T. queirao
ir salisfazer o que devem na venda da Rua-
no va n. 50, pois sao dividas antigs, e j se
est enfado de de mandar se em suas casas re-
celar, e se fu/, este annuncio para nao usar dos
ineios competentes o-que a contecer no caso
que nao tenhao contemplacao declarando de-
pois os seus nomes por extenso.
= Precisa-se de um criado branco ou de
or queentendade tratamento de cavallos,
e carro e apto para outro qualquei servico ,
que se Ihe mande fazer; na ra do Ainorim
n. 15
Precisa-sc de um caixeiro PortOgQes.de
12 a 14annos, para una loja de fazendas ein
Nazareth; no Atterro-da-Boa-vista n. 55.
Precisa-se de um feilor para um enge-
nho distante desta praca ; na ra da Cruz n.
49, primeiro andar.
= Boga-se aosnr. Joao Baptista Neto, que
voio de Cnlinguiba villa das Larai>f;eiras de
dirigir-se a ra do Livramento loja do cou-
ros n. 11 a negocio de seu interesse.
Precisa-so de um feitor quo nao s
trabalhede enxada mas entenda de planta-
cao de todas as qualidades ; na ra do Amorim
n. 15.
Na padaria da Bua-direita n. 38 d-se
pao de vendagem a pretas pretos e mesmo
a homens lira neos que tenhao reguezias,
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n.
36 da Bua-direita com muitos commodos ;
a tratar no terceiro andar do mesmo sobrado.
= A professora particular quo mora no
segundo andar do sobrado n. 16, defronto do
(boatro vclho avisa aos pas de suas alumnas,
o a quem convier, que abre a sua aula no da
22 do corrente mez
l)-so 100,000 rs. a premio com (ir
mas ou penhores; na ra do Nogueira n 27.
Pedro Antonio Lino, subdito Portuguez,
retira-sc para a Baha.
Achando-sc trabalhando na Boa-vista um
escravo oqual declarava pertencer-me, e di-
rigindo me ao lugar, liz-lhc algumas pergun-
Ijs o, respondendo-me algumas certas, ocon-
duzi para a minha casa a lim de ver se nimba
mulher o conhecia e se era pertencente a fa-
zenda do meo finado sogro por isso que del-
la se achao alguns ausentes, e porque nao nos
pertence pul-o em conissao declarou que se
= Compra-se urna negrinha de 10 a 14 an
nos ; no convento da Gloria a tratar com a re-
gento do mesmo.
Compraose300 tijolos do tapamento,
da marca aritiga do 5 a 6 dedos de largura ,
200doalvenaria batida 500telhas posto til-
do na obra ou no porto mais prximo ao pa-
teo de S. Pedro sendo novos, ou velbos ditos
tijolos e telhas, com tanto quo inteiros; no
segundo andar do sobrado do pateo de S. Pe-
dro.
Vendas
se cbamava Joao
Cacange
e fugio antes de
festa e qne seu snr. mora no Orub junto do
Brejo-da-Madre-do-Dcos, queso chamava Jo-
s Corroa cazado com Dona Auna que
tem4lillios 6 j velbo e tem os psencha-
dos. O abaixo assignado declara que nao se
responsabilisa por cousa alguma ainda mes-
mo a fuga. Raimundo Jos Pereira Bello.
- Aluga-se urna preta captiva com mmlo
bom leite para criar ; na travessa do Pornbal
n. 3.
= O coronel Jos de Barros Faicao de La-
cerda, tendo obtdo a seu favor no foro de Goi-
anna sentenca, que passou em julgado e vai
ser executada. contra n snr Manee! Gomos do
Albuquerquo Maranhao pela parte que tem
no engenho Boa-vista ; ussim o communica a
quem queira comprar o sobredito engenho.
D-se dinlieiro a premio, mesmo em
pequeas quantias, com penboresde ouro ; na
Kua-nova n. 55.
Olferece-se um moco Portuguez de 17
annos, para caixeiro de venda do que tem
prntica, ou para oulra qualqucr oceupaffio. por
saber bem 1er escrevir, e contar e d fia-
dor a sua conducta; quem o precisar, diri-
ja -se ao pateo de S. Pedro n. 5.
AS MEMORIAS
Histricas, polticas e philosopbicas, da his-
toria moderna Portugeza 2 v. por 6000 rs.
( Tomo 1 conlendo a historia da revolucao
do Porto em 1828. )
( Tomo 2. conlendo a historia da restaura-
cao do Portugal porS. M. I. o Duquo de Bra-
ganca.)
\ e.nde-se na Praca-da-indopendencia li-
vraria ns. 6e8.
= \ endem-se taxas para engenho trave-
jarnentos de 30 a 40 palmos, o um prelo de
Angola ; na ra do Vigario n. 3.
Vendo-so um escravo ainda moco pro-
prio para todo o servico ; na ra do Livramen-
to sobrado n. 18.
Vendem-se duas escravas mocas com
boas figuras, com algumas habilidades; e urna
preta de 35 annos, lavadeira por 240,000
rs. ; na Bua-velha n. 111.
Vende-se urna preta do nacao de 20 a
25 annos, paga 400 rs. diarios o ptima pa
ra todo o servico; no A tterro-da Boa-vista n. 3.
= Vende-se farinba da trra mui boa, tan
to em porcao como a rctalho por preco com-
modo ; na ra da Praia n. 20.
Vende-se urna escrava crioula de 21 an-
nos cozinha, cose engomma lava o faz
snalos do senhora o motivo da venda se
dir ao comprador ; nu ra dos Acouguinhos
n. 8.
Vende-se urna vacca parida boa lei
teira ; com urna cria muito luzida ; na ra de
S. Rita nova n. 40.
Vende-se arroz de casca vermelho; na
ra larga do Bozario n. 39.
Vende-se urna aqueta de mirin prelo ,
oita a moda, vende-se por nao servir ao dono;
na ra estrella do Rozario oja do rnaruiueiro
n. 32.
Vondc-se um piano inglez j' usado, bom
para qualqucr pessoa aprender a tocar, por
preco commodo; na venda da esquina, que
vai para o quarlel de policia.
= Vende-se vinho de Lisboa de PRR, dito
mais do 40 annos ; no Allerro-dos-ATogados meninas, ditos de clcheles e do fitas para me-
casa terrea envidracada n. 171, do lado da nios de 8 a 12 annos sapatos do una e duas
rnar grande, lampiao na squina. palas para bomem, e meninos ditos do urna
Vonde-seuma bonita preta do nacao, e duas solas de entrada baixa para bomem bo-
boa cozinheira e bocelera de 24 annos; na tins c meios ditos de bezerro francez inglez ,
ra do Encantamento venda n. 11. e de Lisboa para bomem e meninos sapatos
Vende-se um cavallo de estribara, com de marroquim com clchelo o corn franja,
todos os andares, mas, como se acha magro outras muitas qualidades de calcados porpre-
alguma cousa seda por preco commodo ; na cocommodo ; no Atterro da-Boa-visla n. 4.
ra da ConceicSo da Boa-vista n. 26. =Vendc-se um terreno no lugar dos Reme-
Vendem-se os seguintes livros, na ra dios, com o fundo para a parto do nascente ,
do Crespo loja do Jos dos Santos Neves. n o a frente para a estrada que vai para os Affo-
17: Chateaubriand, oeuvres completes; Tbiors, gados, lem de frenc 150 palmos o do fun-
revolution francaise ; Albert, phvsologic des do 500 a 600 ; a tratar na Bua-nova loja do
passions; ordenaedes do reino; Pereira e Sou- Antonio Fcrreira da Cosa Braga.
za primeras linias; statuts do l'ordro ma- = Vendem-se caixas do charo para o jogo
coniquo, Florian oeuvres, listoire desj/.ui- devoltarete; na ra da Cadeia-velia n. 24.
tos, Lafontaine, fables, tala, Robinson. ma- = Vende-so sarja hespanhola larga niui-
damodelaFite, entretionset drames l->di- to encorpada para vestido, dita estreita, los
nand Denis, Bresil; Fredinand Denis, Baenos- pretos, o brancos muito finos o bem borda-
Ayres Biblioteca Maconica, diccionnaire bis- dos, meiasdeseda ingleza muito elsticas,
tonque; Bodn oeuvres, Vatel, droit des gens; chapeos pretos de castor e de masa franceza ,
Vosgien, diccionaire geograiquo, David Ricar- de forma mui moderna pannos pretos, o de
do, economie politique ; Vieira. diccionnaire cores de lodos os procos, e qualidades, mante-
port inglez inglcz-port, Marmontel, Les In- lotes de filo preto e branco para senhora que
cas ; La Harpo, cours de literature ; Picard le muito em moda estao sedas escocezas para
exali, Millot, elemens d'hislone genrale, vestidos, cortes de chitas Irancezas largase
Kollin, traite des estudes; Contes Moraux, Les de lindos padroes a 4000 rs. mantas de seda
cinq codesde l'empire francais Digesto Por- matizadas, o de cores escuras, ditas escoce-
tuguez, por Correia Telles ; Beccaria; Peines zas, cortes de tartalana para vestidos, ditos
etdelicts; Gmeneri, institutionos juris ecclcsias- de cassa pintada mantas de gaica lencos, o
tici Pereira e Souza, tratado sobre a aposen- chales do seda, e outras muitas fazendas do
tadoria colleccaodas leis do Brasil de 1824 a gosto por preco commodo; na Ra nova n. 35.
1841 ; Guisot.civilisation en Europe ; Melliri, = Vende-se sarja preta hespanhola, delar-
opera Lobao, acones sumarias; Ricat voca- gura de quasi urna vara a melhor, que pode
bularium juris, Pereira o Souza elasse dos haver a 1600, 2000, o 2400 rs. ; na ra do
crimes, Lobao processo executivo ; Borges Car- Cabug lojas novas de lazendas inglezas, e
neiro extractos das leis avisos, &c. ; Gou francezas n. 4 e 6 de Pereira & Guedes.
de segunda qualidade dilodo Porto, engar-
rafado, dito da Madeira dito Muscatel, o
Champanhe frascos de licor de marrasquinho
e garrafas do dito de Hamburgo ; difTerentes
qualidades de dito francez, e outros muitos g-
neros por preco muito commodo por ser para
iquidacao deste negocio; na ra da Cadeia-ve
Ihban. 17.
Vendem-se os objectos seguintes per
tencentes ao trafico de aceite de carrapato ; 4
meias pipas com dous cvateles urna bandeja
grande de madeira edous (landres com suas
competentes medidas; na ra de Hortas n. 130.
Vendem-se bichas de Hamburgo mas-
so? de me:2S de Itabo gaioes de palheta bran-
co camarello, pilulas de familia, retroz de
primeira e segunda sorte de difTerentes cores
temos de condeces, balaios grandes e peque-
fechaduras grandes para portas de arma-
vea Pinto, testamentos esucessoes, cdigo do
commercio hespanhol ; Bocha Penis, pralica
formularia; Lobao, dizimascccleciasticas, com-
pendio histrico do estado da universidade de
Coimbra na invasao dos jesuistas; Fenelon, vic
des Pbilosophes Gil-Mas Murray Englisb
Grammar, Gothorcdi corpus juris civilis, Ca-
sado Giraldes, geographia ; AlexPope, ensaio
sobre o bomem Casado Giraldes, compendio
degeographia Q. Gurtic Rufi, legislacao bra-
silera ; Pufendorf, Droit de la nation et des
gens ; Pizarro, memorias histricas do Rio-de-
janeiro e provincias annexas reportorio das
ordnaefles, ordenacoes de D. Alfonso 5.*, idem
do I). Manuel colleccSo cbronologica das leis
extravagantes, coileceo da legislacao portu-
geza reportorio das leis extravagantes, Lo-
bao tratado encyc'opedico, les huit codcs de
France Silva Lisboa dircito mercantil Pe-
reira e Souza primeiras linbas leis c provises
de D. Sebastiao Souza eS. Paio dircito pa-
trio memorias econmicas da academia J.
P. Ribciro indico cbronologico J. Accur-
sio das Neves economa poltica Caelano Go
mes, manual pratico assentos da supplicacSo ,
Montesqueu oeuvres Waldect juris civilis ,
Couveia Pinto appellacao e agravos leis pro-
vinciaes de Pernambuco de 1835 a 1839, Walf
droit de la na tu re e des gens, Fenelon exis-
tcnce de Dieu Marline ordo historia juris
civilis osi,linios da universidade de Coimbra,
Felice, Droit de la naluro Lippe regulamcn-
to Martini juris natura Castcllo-branco fo-
ro militar. Depuis diccionaire des cuites, Por-
dessus droit commercial.
= O abaixo asssfasdo
= Vende-se um moleque do 15 annos, pti-
mo para qualquer offcio ; um escravo do na-
cao bom trabalhador de enxada ; urna parda
de 18 annos, engomma bem, coso cozinha ,
erecolhida ; 4escravas, mocas, boas qui-
landciras c lavudeiras todas se do a cu-
tenlo ; na Bua-direita n 3.
= Vendem-se 3 caixes envidracados pro-
prios para vender fazendas na ra ou para
amostras de venda todos por 6000 rs. e 3
garrafes por 1600 rs. ; na ra do Queimado
n 8 terceiro andar.
as Vende-se vinho do Porto do superior
qualidade, emburrisde8, e 10em pipa, e
ladrilbo de marmoro ; na rlia do Vigario n. 19.
Compras
= Compra-se electivamente nesta Typogra-
pbia toda a qualidade de pannos cortados ou
velhos de lindo o algodo toda a especie
de fibra linbeza algodao, de refugo om ra-
ma papel e papelao velbo.
= Compra-sc um relogio, jabonete de pra
ta ou de ouro, ingle/, de fabrica coberta ,
porm com a condicao de dar a conten! por
alguns dias para se ver se regula cerlo; quem
tv#*r Bii,*,inc.c
Compra-se moeda de cobre a o por con-
t para troco de quem vier fa/er despeza de
compra no boteqtRi da riiu uiga uo Rozmio
n. 34.
nos
zens peneiras de arae de latao loalhas
guardanapos de linbo do (iuimar5es, cordio
de retroz para roupa barricas e meias ditas
com farinba americana e de SSS nova e de
superior qualidade por preco commodo; na
ra estreita do Rozario n. 13 casado Fran-
cisco Alvesda Cunha.
A endem-sc 3 moleques de bonitas figuras,
de 16 a 18 annos, proprios para pagens e de
todo o servico ; urna preta de 20 annos, en-
gomma. cose. eMftinha, tti'do com pen'ei-
cao; duas ditas de 18a 20 annos, de todo o
servico eso quitandeiras ; urna dita que
cozinha e engomma c 6 muito boa quitandei-
ra ; urna parda de 20 annos, engommadeira,
ecostureira, sem vicio algum ; urna mulati
nba de 12annos muito bonita
350 000 rs.
um preto por
proprio para o servico de campo ,
por estar a isto acostumado ; na ra do Fogo
ao p do Rozario n. 8.
Vende-so um piano de boas voz.es forte
consirucco e novo ; encerados de cobrir
carga; macacos de estirar carga; e urna rica
cadeira de arruar, lorrada do soda ; na ra do
Vigario n. 13.
Vende-se um escravo de naco ainda
Compra-se urna carteira pequea com! moco, muito sadio quo nunca fugio, toda
duas faces, e os competentes dous mochos, ou pratici tem do engenho o sitio, sabe mogir
sem el le ludo em bom uso ; na ra da Ca i leite, e cargueiro ; tabem se troca por urna
dcia do Recite loja n. 57. | negra robusta e corpulenta, que nao teuba
MmC u ['"i". t UUU
Ihe locou por heranca de sua fallecida sogra, em
um sitio no Pflco-da-panella com boa casa de
vivenda colocada no melhor lugar daquella
reguezia : quem protender dirija-se a pra-
cinha do Livramento, sobrado n. 24, das duas
horas da tarde em diante.
Pedro ialbino Jos da Molla.
Vendem-so pentesde tartaruga moder-
nos chogados de Pariz como tambern inar-
lim preparado para retratos, eso concorta toda
obra do tartaruga ; na loja de tartarugueiro n.
2 que volta para o pateo do Carino.
= Vende-se urna negra crioula de 20 an-
nos cozinha cose o engomma soflrivel ,
sem vicios nom achaques e se d a contento ,
ou iroca-se por um negro moco ; na Rua-ve-
Iba n. 57.
- Vende-se por barato proco cabaia azul-
ferrote escuro atirando a preto de superior
qualidade, vende-se pelo custo a quem com-
prar toda a porcSo pois fazenda fabricada
na fabrica portugeza, e n8o resta duvida ,
que, as melbores seda sao as quo so (abricao
as ditas, a qual serve para vestidos de senhora,
e cobrir chapeos de sol o motivo de se vender
por barato preco se dir ao comprador ; & ra
do Livramento loja n. 14.
= Vende-se um cavallo ruco pedrez car-
nudo muito novo passoiro, e carrega, pro-
prio para carro; no Alterro-da-Boa-vista ,
loja n. 25.
Vendem-se borzeguins aspeados para
bomem senhora e meninas ditos de una ,
e duas solas, pretos, e de cores para bomem,
sapatos do lustro para bomem senhorr
Escravos fgidos
Em a noute do dia sexta feira 16 docor-
renlo fugirao dous escravos; urna preta de na-
cao Mina baixa rosto comprido, de 25 a
27 anuos; levou camisa csaiade algodo do
Minas sem signaes visiveis da nacao levou
com sigo urna lilha de 3 annos. de nomo
Cjuerina barriga grande pernas finas nao
anda ainda a preta chama-se Emilia. E um
preto de nome Aurelio de nacao Mina com
os signaes da nacao no rosto urnas riscas, bar-
Paso alto reprsenla 50 anuos pes gran-
des e mettidos para dentro; levou camisa, e cal-
cas de algodao de Minas e a camisa ja rota
atraz ; quem os pegar, leve a ra do Amorim
5.15, ou no sitio do sou snr Nuno Maria do
Seixas na estrada do Cnrdeiro quo ser "ra-
tificado.
= D-se 50ji rs. do gratificacao a quem pe-
gar, e levar a ra da Florentina n. 14 o prelo
Jos Pnchete de naco Mocambique de 20
annos, altura mais quo regular, secco do cor-
po com dous denles de menos na frente da
parte superior' rosto redondo, bastante re-
tinto quando falla gagueja alguma cousa ,
ter do costumo tor sempre fumo na bocea ;
levou camisa de riscado a/ul calcas de panno
preto ja velbo ; este preto empalbador de
obras de marcineiro ; lugio no dia 24 do p. p.
= NodiaISde dezembro fugio o escravo
Balthazar crioulo de 50 a 60 annos, alio ,
secco tem na canella da perna eseiuerd iim.i
grande cbaga a ponto de quando anda puchar
pela mesma e o pdireito tem o dedo mni-
mo de menos o ambos os pps pequeos, e mal
feitos; suppoe se andar a titulo de forro, como
ja lez pedindo esn.olas ; foi esrravo de Lou-
renco de Bruno Bodrigues Luna ( por alcunha
Calenca ) quo foi lavrador do engenho S.
Cosme da Varzea edepois mudou-so para o
engenho Poeta, onde ahi falleceo, vindo o
escravo para a praca por dividas ; por isso se
snnne m.l.r por estes ugare, onde tem mui-
tos conhecimenlos e talviz tenbu ido em pro-
cura dos snrs. mocos, que moran no engenho
de Una perio de S. Aniao que foi do uut-
lor Dantas; levou vestido camisa de chilla azul,
e calcas de brim trancado branco ; quem o pe-
gar leve a Rua-nova n 67, quo ser recom-
pensado.
Rkifi ha Tip. dbM, FdbFauia. 1844.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E8V60GF3Z_JGXUWT INGEST_TIME 2013-04-13T02:36:00Z PACKAGE AA00011611_04585
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES