Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04584


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Full Text
>'
Anuo de 1044. Segunda Feira 10
m0VriV5SSSX.,: .V; I ni llm..... j^mi-'.:ii^mr.rtrr^n^,nn-r~lfrifUX:._:=J^^
O Diario |>ul>1ici-rr i, dos os d>as que n.io f, rem san- li.adcs OfUQO da eigaaiora
lie Je tres mil rs l'or qunrtel pagoi adianladoa. Os anuiinrios dos assignrnies s.io inseridiil
gratis, e ns tos que nao loiem raz..o de SO res por linh a A reclemarfiea deven ser diri-
gidas Ti esta 'iyji na du Cruzes n. 54 ou ii oraga i>a lndroendcmia luja de livrun (ir 8
PARTIDA DOS CRRELOS TERRESTRES.
Goi*KH4| e Paralaba segundaa c MXItl (eiras. Hio Grande do Norte, quintas feiras__,
Clbu, Serinliaeiii RioiFortBOto, Pono ('.alvo, Macer e Alagoas : no 1. 11 e 21
de i'aJa mci Garaifliuna e HoBlO i 1Ue '2i de caila mei Boa-vista e Flores a l.'i
e 26 dito. Cnlaicda Viclori, quimas leiraa. Oliuda lodos os das.
6 das da semana.
19 Se, s, < onrado Aud. do J. de D. da '.'. v.
_'l> Terca a. Eleuhmo ilel. aud. do de D da 3. r.
21 Quaila ciuaa s .Maiimiann Aud do J. de I), da 3. r.
22 Quima s. Margarida. Aud. do J. de D. da '2. r.
23 Setta a. Latan Aud do .1 de D. ca 'i. *.
'2k Sai. s Pretxtalo. Bel. aud do J. de D.da i. t.
i, Doni. 1. s da quinsuia s. Malliirs
de Fevcreiro
Anuo XX. IV. 40,
rudo agora den ada loa meemos; da nonas prole !. irodragao- energa: con-
1 ........i.. .. na >i>e mlK
^ A%l>'^. />%IW y T"'1" W" ka** *> '' ieo; i"''- 'i ""!" '"' e ': c,,n-
A\W ^M' i', i'.,,;-.,, s ,: ,.,,.,-,,,. r sonu spiuti i. com .ilmra.M eulr. as naouee mal
W '/'", i-uli". cProclainajJo d> Aasembla Geral do eranl.)
t mnoa Mi Dlt lo' DI FKVKIEI SO,
17,700
un
JV ii-iBiiM nv i > i's r i i. ii v
f?"*Caml.ioi.obieLondres -. aOor.-Moedade 6,50o > J7.7
Paria rO rris por franco ..>.!/.:
" V Lisboa! 8 or JIM de premio I .J
Moedede cobre o ["r cenio.
I.lem de letra* le boas linas I por j
, -I ais MS
I .o ei lummnarea 2,112o
Diloi ni ucenos 1,090
s
o
PHASES DA LA NO MEZ OS FEVRE1RO.
La ebeia a 4 as 8 boras e ;l min. da m a La nova a 18 aa6 horas e!4 min.da m
Mingeme alias borato 31) min Ja ni. |C:escenle a j.i as 7 h. e join. da inauli.ta
'reamar uY iVy.
Primeira as llorase 1S min dimauli.n. I Segunda as j horas e'l- minutos da larde
rasiaiii^iaL'.^aasaBsarx^ -.vA^;.^ -. ^M.T.^r:5anra'^yva* '
5C
ti
Commandotlds Armas.
KXPKDIENTE HE G DO COUHEXTE.
OlTicio Au Exm. presidente communi-
cando-llic que ern consequencia de molcsliiis,
verificadas em iisiit-cci da jimia de laudo de
5 do corrente nuadra desligar do corpo de
guarda nacional destacado com guias para os
corpos, ;< que dtiles porteadlo os guardus
Manoel l/idono dos Passos Manou! Gabriel ,
Jos Antonio Guedes da Trimlade, Luiz Xi-
niendes e Manoel Coc lio d'Apresentaiao.
DitoAo cliee de polica a cerca do lor-
necimento d'agua e luz a os presos de justicia e
calcetas onipregdos no snico da fortaleza do
Brua
DitoAo commandante interino da fortale-
za do Urum dizendo-lhc que so expedir
ordem para o concert dos toneis jarras de
madeira e recoiiiiiicndarido-lia todo o cuida-
do, para que taes ohjectos que sao facis de
se arruinaren!, nao estivessem expostos ao
icaipo.
PortariaMandando dar baixa ao 2.' sar-
gento Luiz Francisco de Mello e cali Jos
He/erra ainlios do 2." Iiatulhao de arlilharia a
p por tercm concluido os seus engajamen-
los.
DitaMandando excluir do corpo de guar-
da nacional destacado com guias para os ba-
talhoes, a que pertencio os guardas Manool
Izidorio dos Passos, Manoel dabriel Jos An-
tonio Guedes da Trindade I.uiz Ximondes ,
e Manoel Coelho d'Aprescntaco j(ligados in-
capazes do servico pela junta de sade, cm
sessao de 5 do corrente.
I OEM do da 7.
OTicio Ao lixni. presidente enviando-
Ibc ;i relacfio nominal dos individuos quo no
mez prximo pausado assenlrSo praca volun-
tarios e recrutados.
DitoAo inspector da tliesouiaria com-
Hiuriiciindo-lhe 0 fallonmciito do major gra-
duado Jos Joaquim da Costa o capitao An-
tonio Leocadio Paes Brrelo, ambos refor-
mados.
Dito Ao capitao A. H liastos presidente
do COnselbo de guerra do soldado de cavallana
Honorato da Silva Cpinpcllo intcligenciando-
o, que nomo ra para auditor do mesmocon-
solgn o r.nnitSo Francisco Ignacio Pemirn Dn-
tra em lugar do capitao M. S. de Sousa, que
so aclMva oceupado com o auditorio do outro
conselho em andamento.
Dito Ao commandante do (orlo do Huraco,
aulorisando-o :i fazer na folba as altomcoes
exigidas pelo commissario-liscal
Dito- *o cotnmandanie do batalhao d'arti-
Iliara communicando Ihea nomeacBo do ca-
pitao Putra para auditor do conselho de guer-
ra do soldado Campello e a dispensa dada ao
capitao Son res.
Portaria Mandando excluir do corpo de
guarda nacional destacado, por ordem do Kxm
snr. presidente, o soldado Manoel Antonio da
Paix'io, por ter servido bom desde setembro
de 18V2 ser carregado de familia e B-
chnr-se em avancada idade.
DitaMandando, iFordem do mesmo Exm.
snr. presidente, excluir do corpo destacado o
tambor Faustino Marques da Penba.
EXTE
(r
C
v
Q
kaafi
ESTADOS-UNIDOS.
O vapor Independence que, tendo sabid0
de New-York a 8 de de/embro cliegou "
Liverpool a 26 rom 18 das o meio de viagem,
trouxe a mensagem do presidente dos Estados-
Unidos a qual oi recitada no dia 5 d'aquel-
le mesmo mez. O presidente declara, quecon-
tinuavao as nogociacoesem Londres, tenden-
romover a fixacao dos limites do territo-
tes a p
rio Orcgon ; mas que todavia ellas tinhao sido ^m n0 ,,rmeiro dia quo Iho losse possivel ,
quasi inuteis O congresso aconselhado es- pe(jjra permisso' para apresentar um bil, al-
o
i.GOO.OOO pozos. Oemprestimo de 1841 .
de mais de 5.500,000 pozos vence-se no 1. de
Janeiro de 1815 ; > no augmentarem os re-
cursos.ti rne-se um dficit de mais de \ milhes
de pozos no llm do an.no de 1815. A niensa-
gem diz que o estado (inanceiro e commer-
cial do paiz tem melliorado muito.
O presidente considera as trras publicas co-
mo fontes do crdito publico ; e pensa que,
conservando Ileso o crdito do governo geral ,
melhor se sustentar o dos Estados. A respei-
to do pauta inculca a mensagem que em as-
suinpto, que tanto nexo tem com todos os
grandes interesses do paiz muito sao para de-
sojar a permanencia e eslabilidade da legis-
lacao. Mr. Tyler repete a sua rocomincndat ao
de emiltir-se rilas da thesouro que nao se-
jao de valores inferiores aSpezos, nem supe-
riores a 100 para so darem em pagamento
das obrigacSes do governo em lugar do ouro
ou prata escolbi do credor publico al
uina soturna quo nao exceda 15 milbocs.
As despezas da guerra tinhao sido iodo/idas ,
o chama-so sobre a armada a allencao do con-
gresso o qual aconselhado indemnisar as
perdas solTridas pelos ofDciaes e tripolaco do
vapor MeMourt*. A mensagem concle enlao
expressando o desojo de deixar o paiz prospe-
ro o assuas nstituic illesas.
A eleicao do presidente recahio em Mr. J. 11.
Jones Menn de Virginia o a de impressor
em Garles Leader. Mr. Merrick annuntiwu u 5 ,
quo
do Mxico duas fragatas
Julgava-se ,
pedira permisso' para ar
(erando e reduzindo os portes do correo
regulando as malas.
As noticias do Vera-Cruz chegao a 16 do
novernbro ultimo. Annunciou-so que Santa
<*
q
talielecer postos militares sobre a linha percor-
rida pelos refugiados, para extender as les do
paiz sobre elles e 0 direito dos Kstado dos a todo o paiz adjaecnte ao mar Pacifico ,
al8i..e40'de lalitude septentrional Es- novcmi.ro un.mu. ".....- i
tavaoembom pe de ajuste os'casos de deten- AtM teh. "'''toP^^r
co de navios americanos na nosta d'Africa por, N. As o bes travao calorosa d. o M
cruzeiros inglezes. Refere que vai em progrs- 1-"^ "'' '"' 1" *** a /' M*
so a negoeieclO do m tratado oommercial com ron.muarem a rommen-mr re -^< -
a OniaodOH estados allemes, que con.eem bem cm quant.. a pol.Hca V^**"
27 000 000 de almas. A mensagem descreve adoptado, de mandar estrange ros para o inte-
SKI de oito annos. e o Mxico rior. Temi elle em v,sl,s a colon.sacao da pro-
a itiK.ii/. rumiu uo i 'inri-i de Tamau ras tem concedido as ter-
tem sustentado contra Texas e procura pro- vimia se iameuiip ,
\ HIlllC IIC IIIUl ,
D. Ignacio Alas, ministro do thesouro ge-
ral morreo 10 de novernbro.
Refore-se as (olbas de Campeacby .
se virio ir na direccao
ingle/as o Uttl vapor do guerra.
que tinhao sido destinadas para a estaco naval
das Indias-Occidentoes. <) boato relativo a ter
0 governo britannico reclamado Ierras em Te-
xas na extendi do 20 milhesde geiras n8o
verdadeiro ou antes muito exagarado.
As folhas de Nova-Orleans conteern datas
nais recentes do Yucatn : Irazom copias da
correspondencia bavida entro os conimissarios
d'aquelle Estado e os do Mxico. l'om sido
evidentemente o fim de Santa Auna ganhar
tempo para mail eflicaxes hostilidades, ilizem,
que nao faltava muiio para apparecer a guerra
civil ntreos Vricalanos em consequencia do
desunido que ha entro as duas raeas que
forman a sua populacSo.
( lvenin-Mail. )
var.que talves seja necessaria aos Estados-Unr- ; ras vtrgens a um ., ... "
dos acabar com essa guerra dalguma tnaneira cond.ello de que elle ^oduM.11, dentro u
effirax A receita do thesouro no anno finan- I '^. annos pelo menos 10.000 lamillas, ou
ceiro ." que linda no l.'dc julho calculada Uemaes ou belgas, .
as torras do-
em 18 milhoes de pozos, c a despeza .,,, 2:5 mi- I ven." sor distribuirlas pelos colonos que so hio
,!-, .....1-.:-- ~ a;;a nl,i;<>n Esfeteh. na de dediear A sua cultura .
oes excnu i--.....- .
circulado notas do thesouro que montao '" tavoura.
aaaakaaaaaaaaal
e ao anerfeicoamen-
FOLHE
ADHMAR.
1.
Ao Sr. Arthur de Mane, alferes destacado
em Consluntina.
Se ou quizesse," imitando os plagiarios ua e-
poca, copiar M.mt deSvign. principiara, caro
mano, duendo: Vou communicar-te a cousa
mais espantosa, mais admiravel. mais maravi-
lliosa, mais milagrosa, mais triumfante, etc.
_ Mas limilar-ine-hei annutvciar-te, que
estou para casar.
J d'aqui te vejo dar um salto, e arretralar os
olhos, veo encrespar-se o leu louro bigode. Ai-
guina's palavras porrn bastaro para justificar-
me com um oslurdio como tu. quo sabes toda-
via alliar a rasocom a loucura.
Nunca eu gostei da vida nissipaua, que leva a
mocidade na capital. Sondando esses prazeres
de brilhante superficie, conheci que elles enco-
bnao utu aoysmo. Fnuci v:ctor:sr., arr.orc cui
mysterio, lux o crivadode dividas, tal en. re-
sumo a existencia dos insensatos.que andaojun-
gidos ao carr.. da moda; o nao somento persis-
tem cm procurar a felicidado, onde so ha abor-
recimenlo, fadiga o ruina, como tamben, appli-
cao-sc cobrir do rediculo os mais prudoutes es-
,i i
BBIB73
s rami- Hordeaux. Pelo contrario, a lia do Hortencia
Sho^ono a ^0 mu^ S o^eS, M.- Val.eray, viuva pobre, em outro lempo
,nde o! rucios obsou fresco involtorios6con- professora oe colleg.o, o que ha dez annos vive
i.nne os nutius suu nvu com gua Sbrmhai Cllja educacao dirigir, M.
Alm disto o meo justo orgulho me tem poslo N allcray, digo, n.ostrou-se extremamente op-
emguTrda contra a socierladede opulentos per- posta ao mcu casamento. A antypa.hia que a
aularioNossoveneravelpa,omdal superior, Snra Valleray me l.av.a mostrado, devo .,.-
son dVixouoe emplodoPseu nobre proceder <^aI-o, fundava-secn. un. motivo bem plau-
Fm 183>e a eu capilao... Hetirei-me I- Como mulher asluta, providente e expe-
les bons amigos me haviao proposto vantajosos, ^ g ^ ^^ ^^ ^ Sr ^^ ^
C.ZrsoCe,,rtonta5com a Snra. Hortensia M.-Valleray me hav.a ao principio mal ava-
Dermmot' porque a amo. Porque me con- liado: recordando-so da poca en, que ella mes-
sendo ta nioca, dotada ma, simples professora, s liav.a encontrado no
ttE&SSSUStt*
utor do Hortensia, o antigo amigo sar na fortuna dlloitensia, o que aioda me nao
do pat qu !oi un, dos mais ricos negociantes de j havia lombrado. Mas tantos testemunhos favo-
Nos artigos, que abaixo tra.iscrevemos, re-
conheceraO os Pernambucanos justos, e im-
parciaes qu" mesmo na Corto onde as nao
vulgares qualldades do Sur liaran da lina vis-
ta Un' teem grangeado sinceras sympalhias,
e cujos eteriptores nao pdem ser tachados ,
como ardilosa B ca\illosamente sao os d esta
cidade de sugeitarem as penas influencia
presidencial victoriosa e completamente sao
derrotados os zoilos, que do fiable procurao
deprimil-o : e qual ojuzo quo merecida-
mente alli se faz da opposicao quo tao
bem ostahelccida so suppoe.
A pedido de um dos nossos mais fiis co-reli-
gionarios polticos aqui transcrevemos do Jor-
nal do Commercio o seguinte artigo communi-
cado em resposta s publicacoes que na Sen/t-
rulla o no mesmo Jornal tem sido feitas con-
tra a administracao do sur. bario da Boa-vista.
llouvo tempo, em que os amigos da ordem
podiSo estar em dvida oscillar entro os es-
criptores do partido chimango o u nobre pre-
sidente do Pernambuco. As alliancas do sangue
de'SO snr. com o liomem que proclamava a
sanlidade das a i taces, o patriotismo das mi-
onas turbulentas, a magnanirnidade dos re-
beldes facilitavao muito as sympathias, que
un aos cliimangos. (I anuo do 1843 porm
mudou todo isso : vimos cntao na tribuna da
cmara temporaria o snr. Lbano mover ao mi-
nisterio essa guerra de declamatorias arguiedes ,
que tanto tem abalado o edificio social, o frisar
to de parto a doutrlna da nnarnliia, que, bo-
qui-abortos, babando-so de goslo oouvjos
BMSiaaaaaataiflsaMaaaaaBasasaBaaBaaaBaB^aaBcraaaHatBRa^aaaBe^^
raveis & minlia roputacao recolheo, quo foi o-
briKada renunciar opposicao sorda, que mu
fazia. Em fim osta dissolvidas todas as dillicul-
dades. Atnanhaa ser o casamento celebrado: a
Snra. Villeraytudo arranjou; govornar a casa
a sua bemaventuranca, o eu protnotti-lhenao
alterar os seus hbitos.
j tu faltars feata, mas espero quo em bre-
ve blelas urna licenca, o viras passar um mez
com nosco. Km vez de soITreres a eterna coin-
panliia do um irmao moralista, sers rocobido
p ir urna encantadora irmaa olers um lindo
quarto, urna bibliolheca escolhida, e duzeulas
geiras de torra para cascar !...
At logo, mcu charo Arthur; possas tu ser ta
feliz como Tea allectuoso irmao
Adlimar de Mentir.
-.
J sabem os nossos leitores a longa resisten-
cia que a Snra. Valleray havia oppnsto aos de-
sejos d'Adhcinar. Kis-aqui a causa principal:
umitas vozes, anda que tmidamente, havia el-
la pensado em outro arranjo.que lisongcasse es-
sa ambiciosa amisade Hortencia. Este prefe-
rido ora o barao de Saminiar. A um bello rime
luniavu u ii.nao consideravel fortuna; sou genio
vivo o leviano derramava a alegra em torno de
si; a osli-ntacao dossas liberalidades, feitas
proponte, C iiicii'n ,u COSO hOuiCTi ^cocio-o.
elle profossava a arto de ser feliz. Sua tia, a du-
quesa de Mzire. tnha sido educada no con-
vento com M.m0 Valleray, quem continuara a
Irequentar, anda que se achassein em ta dif-
l'ercntus posices. Esta amisade da grande da-
ma, chamando Hortensia ao mundo, havia de-


^_
'-
T
a
snrs. Paula Sousa e Costa Forreira vimos a
im prensa chimanga, mais adiantada doquc o
seu proprio orador, unir sua causa causados
anarchistas, endeosar os hroes da faceto, nao
poupar ale a S. M. I. Coino nao reconhecer
vista disto que nao se traa inas, entre o no-
bre bario, eos chimangos, de uma questao
de influencia provincial, sendo os obimangos
os ordeirosi1 Como nao reconhecer, que ein
Pernaiiibuco, como cin .Minas, como ein S.
Paulo lrata-se do um pleito nico, o da cau-
sa da orden das saas doutiinas, contra os
seus adversarios ? A questio generalisou-se ,
esc paoturin entre si os chimangos o os /dcl-
li$$MOi, cumpre que igualmente se uno ein
Pernambuco, comoaqui, corno ein toda.parte,
os sustentadores da autoridade, que e a liadora
da paz pblica os inimigos de desordens, os
adversarios da anarebia.
Todas s vezes, que se estuda com frieza
c imparcialidade a historia da opposicfn per-
nanibucana e se procura caracterisar-lbo os
actos, e culcular-lbc as (oreas, necessariamun-
mais valioso titulo de gloria do baranda Hoa-
vista ; cem verdade, quando seriamente se re-
flecte na susceptibilidadeiuasi electrica.com que
os ospiritoscosluma vio inflammar-se na provin-
cia do Pernambuco, logoque se agitavo quaos-
quer questes de politice ainda que abstractas
o mal comprehendidas, o se atiendo hojo para
a madrese o rellexo, com que a populacao
encara taes assumptos, que considera acces-
sorios, e nao essonciaes para felioidadu pbli-
ca necossariamente se deve reconbecer, que
una tal mutaco nos hbitos as crencas o
as opin fias, 6 o mais bello servido, que se
podia fazer a causa intuir do imperio. E ver-
dade que a opposicao considera estas felizes
disposiefies da provincia como o mais unesto
dol males o o mais deploravel dos desservi-
cos: assim deve ser ein consideracao da bar'
reir insuperavel quo um tal estado de cousas
o Tereco aos planos tumultuarios de uns aos
clculos de elevadlo de oulros, e, om fim s
tentativas reaccionarias o colricas de alguns ,
te sechega urna conclusa importante e pal- pois que est3S tres ordon9 (Jo elemento diver-
iU0-?!!,aCld^^ e. .VdH sa ?s sos se |) le suppr (orinada a opposicao pernam -
>u.;ana: verdade que a direccao, .|ue a po-
pulacho lia adoptado depoisdeuma amarga ,
instrumentos favoritos, com que ella pretende
oceultar a falsidade das suas hnputacoes o
(raqueza dos seus meios. A demonstraco des-
tas duas propositos, ost na obstinacio cega e
fnfatigavel com que ella allirma assorcos mil
veres refutadas, e reproduz fados mil vezes
desmentidas.
Desarmada de todos os meios necessarios pa-
ra entrar com vantagem ein urna discussaodusa-
paixonada racional e interessante a cerca
da administracSo do bar&O da Hoa-vista a op-
posicao entendeo, que podia ainda espacar as
agonas do passamento, dando os ares da no-
vidado a una eterna hyriela de arguicoes, que
por militas vezes teem sido victoriosamente res-
pondidas e seno um s iiem accresoentar-lho,
que mereca serio exame, cuida ella ainda po-
der manter-se como partido poltico, smente
porque vocifera com petulancia e declama com
furor.
NOS deploramos porm a funesta decepcau ,
de que 6 victima a opposicao de Pernambuco ;
porquanto, depois das assignaladas derrotas ,
que ho sempre acnmpanhadoseus osforcos as
lulas, em que se tem empenbado ; depois que a
provincia proferio suacondemnaco no voto,que
llie negou para sua assembla legislativa na
qual, alias nem assento coubu ao sen conspi-
cuo tlice, osnr. Urbano, l'rca conessal-o ,
a opposicao nao mais um partido poltico ,
um aggregado do individuos descontentes ,
agaslados violentos, e boslis ao baro da Boa-
vista que os venceo que os derrotou e que
continuar triumpbar dos seus esforcos, das
saas aggrcssoes, em quanto. firme no posto, que
Hiefoi confiado pelo Imperador, souber impar
silencio s faeces, e desconcertaros planos tene-
brosos e dos inimigos da prosperidade do impe-
rio. Nem outro podia serotestemunhoda provin-
cia de Pernambuco,tao Ilustrada,e to recta para
comoliomem das suas sympathias.as mais sin-
ceras, para com o presidente popular, queem
cada ponto da provincia ha assi-znalado sua sa-
bia administracSo por im portantissimos melho-
ramantos materaes, que, bom-grado ou mo-
grado da opposicao sao outros tantos padres
de gloria para aquello digno administrador; ao
mesmo passo que, considerando, acreditando,
ennobrecendo o trabalho das massas, dco nova
direccao aos espiritos, innoculou-lhes novas
tendencias mais amenas, e mais sociaes o,
em fim conseguio com admiravel tacto e fe-
licidade, temperar na populacao esse calor,
rsse azedume deopinies deque outr'ora to
fcilmente se aproveitavo os turbulentos de of-
licio para tra-er sempre em permanente vacil-
laco a ordem pblica, a monarebia e as ins-
titiiires do pal*. I'.ste arando resultado o
senvolvido na rapariga a necossidado dos pra-
zeres, do luxoedodesejo de possuir um titulo
de nobresa; ultima circunstancia, que favoreceo
os pretences de Adhmar.
O bara de Saintenac nao deixou de dar logo
atteocao A encantadora lierdeira; mas tres ou
qtiatro raides se oppunba a aue seelleasso-
ciasse s combinacos secretas de M.n'c Valleray.
llavia o barao chegado a essa idado, em que u
homem quer refaier urna segunda juventude,
em que se augmcnlaode proposito as rapasiadas
paraensobrir os Irinla e dous annos, quo tem
soado no relogio do lempo; demais eile quizera
ligar-sel uma familia aristocrtica, eo seu ca-
mento o malquistara necessaridiuente com a
nobfeta, tanto antiga como moderna, e ellegos-
tava de ir a casa dos membrosde urna e nutra,
quando dava as suas festas.Em lim prezava
mudo a alfeicodo sna tia, a duquesa de M-
zieres, cujo lilboea secretario daembaixadada
Itussia, e a quul por conseguinte exiga do so-
brinbo mil attences, e cuidados.
A duquesa, dispondo de numerosos favores
por ser prima do ministro da guerra, que gos-
tava dos seus conselhos, tinba muitas vezes rie-
cessidadede con-ultar o barao acerca das pw-
soas, que eslava disposta a proteger. Casando o
bara.nao poderia prestar-se este constante ser-
vico de chichisbeo, ou soflreriio os seus interes-
st-s. Puf todos lwi motivos havia abafado, ao
menos em apparencia.o gosto.que Hortensia Ibo
iuspirava. Todava o imperio que Saintenac
exercicia sobro si mesmo nfio eia tal que ibe
nao jscapassem excessivos louvores Sra. Lier-
miliot; mas a duquesa bavia-lhe manifestado
o mesmo serodia experiencia habituando-se
s docuras da pa s vantagens do trabalho ,
o ao quietismo da industria nao pode deixar
de molestar profundamento quelles quo con-
tavo com sua mllammabilidadc em todas as
suas combinacos polticas, uma vez que, pro-
feridlo a? palavras mui sonoras e outr'ora
mgicas de liberdado garanlia loros ,
4c, ss tinhao por certo agital a, enthusias-
rnal-a o fazel-a assim prestar-se realisacaoe
complemento de suas vistas. Mas o que 6 in-
dubitavel e incontrovertivcl 6 quo a causa p-
blica o imperio a provincia inteira o aci-
vilisacao em geral milito tem ganho com esta
feliz melamorphoso o que a autoridade quo,
pela sabedoria das suas medidas soube enca-
minharpara til ponto as ampias (acuidades da-
quelle povo brioso altamente digna dos ap-
plausos le todos os bons Brasiloiros. E de fac
to tal o snntir de todos .i excepcio dos an-
tagonistas pessoaes do barao da Boa-vista a
quoin corlo nunca se poder arrancar sincera
conlissao de taesservicos, porque em fim ella
importara o suicidio poltico do partido, que
pertencem. Como porm quer quo seja lon-
go nao pode estar a poca em que um desen-
gao supremo o altamente eloquente, lera de
produzir a conversao de muitos, nao obstante
sua tenacidade e enfozamenlo ; e novos cate*
chmenos da nossa fe ellcs procurarlo ainda
servir as bandeiras, que hojo aggridem e
combatem mas cujas victorias se conto pelas
aggrcssoes, e os combates.
J vimos, quo os servicos do barao da Boa-
vista em prol da ordem pblica das institu-
(oes o da prosperidade geral nao pdem ser
rectamente reconhecidos nem devidamente a-
quilatados pola opposicao ctijos intoresses el-
los oflendem c conlrario : natural tambem ,
que os triumphos do barao as lides pelejadas
com os seus antagonistas na imprensa ou
na urna sejao tambem qualificados de derrotas
lamenlaveis e vergonhosas ou ao menos ex-
plicados de maneira tirar-llips todo n mrito e
valia : esta uma das astucias de todas as op-
posices, quando sao Tracas e nao se arri-
man na estima pblica o as sympathias na-
cionaes; um expediente infructuoso e inof-
fensivo que por usado nao produz um
oovencitnento nem mesmo abala urna con-
grande descontentamento, isto desdenhosa
sorpresa. Saintenac sentio pois a necessidade de
callar-se, deixar Hortencia dispr da sua sorte,
e por at entao o seu amorem quarentena.
Quando M.'Valleray vio, que a civilidadee
intencoet do Sr. de Saintenac se nao tornuvo
em ardente paixao, resignou-se conceder a
mao de Hortensia ao conde deMane.
Celebrra-se a missa do casamento na igreja
da Assumpco em presenga de numerosa alllu-
encia, qual sfaltrao a duquesa e o barao,
entao nos banhos do Nris. Tudo se havia (cito
multo simplesmenle. Pelas ti horas da noule
deviio os nofves partir para Val-Fleury, peque-
no castello moderno, que Hortencia possuia
quinzo leguas da capital. No principio do hin-
vernodovi haver urna grande func?ao, du-
rante a ausencia do novo par, a casa de Pariz
seria reparada completamente. Esto program-
ma havia sido suflicientemente debatido.
vcco. Fados! fados.' eis o brado da po-
pulacao em taescircumstancias; e os fados so
olTerecem em cardumo para attestar que Per-
nambuco intoiro repelle asdoutrinas, as ten-
dencias e as vistas da opposicao. Tambem
nao maravillia quo no conceito da opposicao ,
seja o barao da Boa-vista o cidado menos apto
para administrar Pernambuco e sua presiden-
cia inloleravcl e perigosa : a opposicao tem
muita agudeza o solercia para nao ver, que esta
linguagem a que Ibe quadra milito emhora
laes assevoraeoes pelejom claramente com a no-
iwnedade dos fados e com a opinio do Brasil
inteiro. Todava sobre este ponto submet-
temos ao criterio da opposicao as seguinles
questes, e desojamos, que ella nos responda
sem excitar o riso dos imparciaes: como o pos -
sivel, que sendo o barao da Boa-vista um
presidente tao oppressor, e to despota tcnlia
podido sem embargo administrar a provin-
cia do Pernambuco por espaco de mais de 5
annos, sem haver algum (acto extraordinario ,
alguma demonstraco pblica de desgosto ou
de averso da parte da provincia contra sua
administracio ? Como possivel, que, sendo
tao inhbil como a opposicao o proclama, ten ha
elle podido manter a tranquillidade pblica ,
sem a menor quebra em todos os pontos da
provincia e isso em pocas rnui criticas co-
mo fosse durante a rebelliiio da Bahia e par-
ticularmente na ultima conflagracao.que amea-
cou de nevo o imperio inteiro.Comopossivel,
que, sendo urna autoridade incapaz como a
opposicao affirma tcnba elle podido mudar a
face material da provincia ernprehendendo, e
ementando obras gigantescas d'antes nunca
concebidas, nem mesmo sonhadas! Como tem
elle podido obter tantos lestemunhos da consi-
deracao imperial o da sympathia de provincias
estranhas, nunca prodigalisadas outros pre-
sidentes? Como tem elle alcancado os enco-
mios e applausos de tantos membros do corpo
legislativo om diversas sessoes sendo apenas
censurado por dous membros nnr'cos da opposi-
cao que sao seus inimigos pessoaes e que
tambem j o elogirao ? Porque arte tem elle
sido sempre coaHjuvado pelas assemblas pro-
vinciaei, que se teem succedido em Pernambu-
co as quaes ha sempre contado crescidas e
numerosas maiorias? Porque motivo tem elle
sempre recehido de taes corpos importantissi-
mas autorisacoes e largas provas de confianca ?
Por que geito t8o odiado como a opposicao o
inculca pode elle y lea ruar lao numerosa vo-
tacao para membro da assembla geral ao
passo que a provincia recusou seus snffragios
muitos dos seus antagonistas? Emfim, por
que maravilha, ricos da estima dosPernombu-
canos, com as sympathias, e o concurso Ja
provincia fostes todos excluidos ltimamente
da assembla provincial vos, membros da
opposicao e o vosso chefe ?
Eis o problema, cuja resolucao entregamos
opposicao, e cuja incgnita ella mui fcilmente
achara. O que duvidamos que ella convenca
ao Brasil, que em taes materias est hoje mui
severo, eexigenlo, e nao se contenta com de-
clamages nem sophismas tendo sempre em
vista os (actos avcfigdun e irrecusaveis, co-
mo nico padrao, por que deve avahar a capa-
cidade e o servico dos unecionarios pblicos,
c dos seus homens de estado. este ponto ,
que felizmente ba chegado o criterio pblico,
deoois aue funestas dusflvpnnac a os encen-
trados empuxes dos partidos bao procurado tu-
relrou-so para o seu quarto, separado da sala
principal smente por outra cmara.
Passada meia hora, M.me Valleray tocou a
campainba, emandou por um criado pedir ao
conde, que llie fallasse no seu quarto. Adiv-
inar muito admirado, achou-a debruca la sobro
muitos papois espalhados, com uma penna na
mao, e sommando algarismos.
Meu senhor, diz ella com asperesa, o seu
Mnard,oseu amigo urn velliaco, um tratante.
Oque Snra.!... exclamou Adhcmar ad-
mirado e enfadado ao mesmo lempo desta bius-
ca maneira de encelar a conversacad.
Oh.! se eu soubesse, que homem era esse,
nunca Ihe bou vera permettido que se envolves-
se nos negocios de tninha sobrinha.
Posto que acostumado conter os seus asso-
mos, Adhemar nao pode reprimir um gesto du
amor proprio offeiidido:
Snra., disse elle, nunca ignoroi o obstcu-
lo, que os meus votos encontravad em vm. Mas
suppuz, quo com meus bons termos triumpharia
das suas injustas prevencoes, e por certo nao es-
pera va roceber de vm. um insulto no mesmo dia,
quo eu contava ntreos mais bellos da minh
viaa.
Eu nao o insultei, Sr... queixei-mo da
do confundir, o falsificar. E assim, sem duv'-
da.que terao sido apreciadas as publicaces, (|uc
nesles ltimos dias teem sido feilas nos peridi-
cos desta capital ; publicaces em verdade, que
dvvem do ser qualiucadas como o symptoina
palhognomico da gravo enfermidade da oppo-
sicao pernambucana ; pois que devendo ella
circumscrover-se ao theatro natural da polmi-
ca que a provincia de Pernambuco onde
alias ella constantemente debcllada, e vcnciJa
pelas folhas da ordem pelo contrario veio col-
locar-so cm um campo, em que nao tem o ini-
migo vista e no qual com leros embustes
pretendo nao combaler mas ameacar ; nao
convencer, mas Iludir. Um tal ardil ainda
inefTicaz. quando tem por fim fazer acreditar
sympathias na imprensn ilumnense pelas opi-
nioes da opposicao de Pernambuco t por quan-
to beffl manifest que taes publicaces nao
sao senaoirradiacoes do mesmo foco, e la I vez
escripias pela mesma penna, que naquella pro-
vincia enche as columnas do Diario-novo, e do
Indgena com seus iuminosos e patriticos
artigos. filialmente, se taes publicaces aqu
teem por (im convencer de perlo o governo de
que deve quanto antes demittir o barao da Boa-
visla.e suhstituil-o por algum distincto membro
da opposicao, devemos conessar, que mui est-
lida e a opposicao em seus intentos ; pois que
antes de tudo devia ella saber que a missao do
actual gabinete consolidar a ordem em todo o
imperio promover o engrandecimento do paiz
em tedos os pontos ecm fim lavonenr os pro-
gressos da industria e da opulencia nacional.
Ora um lal programma, no que se refere a
Pernambuco, o governo est bem corto, de que
nao pode ser satisfactoriamente desempenha-
ilo pela opposicao pernambucana quo demais
professa doutrinas lao incoherentes o contra-
dictorias corita em suas fileiras rarefeitas, e
apoucadas elementos tao discordes ,,e variados,
que de baldepodera ella apresenlar-se como um
partido polticos;com principios seus com mxi-
mas suas, e at com aspiracoes cornmuns, e uni-
formes, lm (im, as formas representativas, 8 in-
fluencia, e o governo pertencem & maioria: este
dogma o actual gabinete o professa e procla-
ma em toda sua extenso ; nem podia deixar de
o fazer, por isso que elle a mais pura ex-
pressao pratica da regra em questao.
Deo lugar o boato que qui se espalhnu -
cerca deum rnnvimento em Pernambuco,
duas correspondencias insertas no mesmo n.*
do Jornal do Commercio, uma a favor, ourai
contra osr. Bario da Boa-vista. Nada de no-
vo encerra, quer uma, quer outra dessas cor-
respondencias* depois da luz que sobre os ne-
gocios de Pernambuco derramaro os longos,
e tantas vezes repetidos debales da cmara tem-
poraria intil tudo quanto nesse sentido se
poderia dizer : smente observamos, que de-
pois que o partido da opposicao pernambuca-
na fe/, causa commum com os rebeldes delu-
das as provincias, endeosou os seus homens ,
esposou seus principios, depois que implorou
a penna de um fepublico, as immundas acliin-
caihat'cs de um Guarda nacional, de um C-
mela e as decamacoes de um Indgena nao
sabemos como ha quem se anime a fallarnos
precedentes de ordem desse partido preceden-
tes que boje to escandalosamente sao por elle
J .i r.w... I .1 I ... (u,rf!J. _.:~.. fi. ...Lm III...
.^NivutHiuii kj i,. puinuuaiiMKi'ijii uiuciii (in-
dicado s intituices patrias, se victima de um
Pelo moio dia, e quando sob os olhos do fe-
liz Adhmar, Hortensia, ainda mais bella pela
sua emocao, recebia a visita de parentas e ami-
gas intimas, M.me Valleray pedio ao condo que
ilMffnnAaaM as cor-tas do lutella, que recenera
donotafio do sua muiher. Adhemar entregou-
Iho promptamente os papis, dizendo-lhe gra- falta de delicadesa do Sr.'Mnard.
ciosamente:-Minha tia; <*><>< Hnrijmanine nnr I __ jnio o que fez elie ?
tencem-lhe mais do que mis, porque espero : O que fez elle! Veja estas contas... como
que vm. lera a bondade de continuar a zolar a de proposito eslao embrulhadasl So eu as le-
lorluna de Hortensia. vasse julso, o Sr. Mnard ficaria bem arran-
A Snra. Valleray respondeo com ernbaracado jado... Eslou cerla, que em dez annos tem esse
agradecimento; mostrando quanto estava dis- Mnard roubado minha sobrinha mais de cen-
trauida e preocupada. Por isso, logo que pode, 1 to e cipcoenta milcrusados.
sjsj
Boubadol... Antes de lancar ta infa-
mante impulaca, Decenario examinar as cou-
sas sangue fri.
O Sr. est bem disposto defender esse
homem.
E a Snra. a accusal-o.
O Sr. Mnard (ez-lhe tao grandes servi-
cos.que por frca ha de o Sr. lechar os olhos so-
bre o seu procedimento.
Na verdade, Snra., as suas palavras teem
grande azedume! So cu ouzasse exprimir meu
pensamenlo, dira...
O une dira o Sr. ?
Dira, minha senhora, que vm. mostra
uma exaltacao injuriosa para a minha honra, e
que nao tem o menor comedimento; diria, quo
o meu titulo de esposo d'flortencia me d direi-
to mais attenco.
Como vm. so mostra franco, mostrar-me-
hei tambem por minha parte, se o permitle...
Oh meu Dos, a minha consciencia me
poe fra do alcance do toda a censura; posso
mostrar a descoberlo a minha vida aos meus i-
nimigos como aos meus amigos.
'os uum, seniior, a suu intimidadecoin o
Sr. Mnard para mim est dora em diante ex-
plicada. O Snr. tirilla necessidade de fazer um
hnin arranjn; niWii-Moa H<_> na hsrdsraj 'n"
fiel tutor Ihe facilitou o resultado sob condico
sem duvida de ser o Sr. indulgente respe:to da
sua gerencia.
Senhora disse Adhmar com indignacao,
nunca esqueceroi este insulto.
{ConUnuar-se-ha.)



!-



erro lo governo do um modo inexacto de en-
carar as cousas procura por todos os meios cs-
clarecel-o insisto podo mesmo co istituir-se
cm opposicao ; mas nunca desmentir nunca
procurar alliancas contrarias suas perconisa-
das conviccoes, sol) pena de ver conclur-se mui
lgicamente que conviccoes nao tom ello.
( U Brasil.)
tE
lysiriu. '~".::r-.:::?--xvz>~r:.*."<
PENM1BUCO
Tribunal *da Uclacao.
3
SESSAO I>E 17 DEFEVBREIBO RE 18H.
Na tppellacSo civel desta cidade appellante
Joa<|uim do Sousa Pinto appellada 1). Mara
de Froitus Barbota oscrivSo Jacorn; se man-
dou pagar os 2 por >.
Na appellaco civel da cidade da Fortaleza do
Cear appellante a (azenda pblica appella-
do Antonio Nunes da .Mello Jnior escrivao
Jaconio ; se mandou ouvir o desembargador
procurador da corrta, o la/.cnda.
Ao aggravo de pelicao de Pedro Antonio A -
pert, contra o Dr Joaqun de Aquino I'onse-
ca do juizo da 2.* vara do civel tiesta ; se nao
dco provimento.
Variecladc.
A ESPERTEZA PUNIDA.
( Ancdota histrica. )
Muitase umitas vezes se tom cstigmatisado a
fraudo desses avenlureiros,(|ue so orniio coin um
mime litterario para attrahirem a altencao ou
para IJudi'em algaem. O meio e arriscado,
algumas vezes perigoso ; mas que querem, se
lia nesso mundo de Cbristo tanta gente Odiada ,
emprehendedora e disposta a expr-so toda
a casta do riscos para enfoilar sua vaidade sua
loucura, ou seus miios designios lie por isso
que a despeito do lirado di puldicidade, con-
tinio os emprestimos.
Um dos nossos mais distinctos escriptores ,
que nos designronlos pela ultima lettra do al-
pliabeto o snr. Z embarcou ltimamente
om Coblenlz em um paquete de vapor.que des-
da o Rheno. Os passageiros erao numerosos,
e debaixo do toldo, que assombavao navio, a-
cbava-se reunida a mais brilhante sociedado
Havia muitos Inglezes algumas Inglezas bo-
nitas Russos, que vinhao do Bade Prussia-
nos Hollandezes e Belgas que regressavao
seus penates. Estabeleceo-se urna talouqual
familiaridado entro os viajantes,quedesdo a ves-
pera navegavao juntos. Dotado de carcter
pouco communicitivo nao procurou oescrip-
tortravar relavos com os seus c.ompanheiros ;
collocorj-se em um canto, abri um livro o
par militas lioras se enlregou ao isolamento de
urna leitora allractiva.
De reponte ouvo o seu nomo ; levanta a ca
boca o fica maravilbado do ver um moco, que
nao onliecc responder ao apello.
E'sem duvida um bomonyino disse com-
sigo mesmo o escriptor.
Este incidente tinbao arrancado ?ua le"
tura o retiro ; chegou-so ao circulo ondoso
convenava com muita energa ealegria.l allava-
secm titleratura; o liomonymo era consultado
cada instante ; eseutaviio-no com curiosidade .
com deferencia o exprimia-se elle com a pre-
tenciosa solemnidadede um orculo.
Fallou-se de urna das obras do sr. Z, e cir-
cuanlo os elogios mais delicados. O autora-
baixou os olbos para oceultara satisfacao que
Ihc causavao essas violencias feitas sua mo-
destia
E um dos circunstantes disse : ob sr. Z ,
em que poca compoz essa interesante obra?
autor abri a boca para responder mas
o moco que usurpara o seu nome, prevenin-
do responden com umita seguranca :
Escrevi-a no hiiiverno pastado,e publiquei-a
no principio da primavera.
So a caldeira do vapor tivesse feito cxplosao,
nao seria por certo mais forte a emoeao do au-
tor. Eslava contuso, consternado anniquiia-
do. A primeira ideia que o assaltou foi a de
que queriao divertir-se sua custa. I inliao-no
seguramente reconhecido o queriao punil-o
do seu desdenboso isolamento e da sua leitu-
ra incivil.
Mas esta supposico caritativa e consolado-
ra nao durou milito tempo. A attitude c as
palavrasdo falso Z nao podiao deixar a menor
dvida oste respeito. Nao era urna graca ,
era urna usuri acao seria, o ousada. Um aven-
turero tinba tomado o nome do autor e on-
feitava-so com os seus ttulos para brilbar pc-
rante os seus companhoiros de viagem, e sobre-
tudopara sodu/ir a imaginaco de urna Ingle-
sa, moca, e bonita que pareca sympathisar
muito com a lilteratura francert', em geral, e
em particular com as obras de Z.
Una nalavra poda desmascarar o embuste, o
aprosentar urna scena interessanto; mas os bons
escriptores nao sao implacaveis muitos exem-
ploso provao eo verdadeiro Z deixou conti-
nuar a comedia, que o floree i a lio picantes por-
menores ao seu genio observador c na qunl
represntala um dos principies papis, igno-
rado dos actores o do pblico. Quera impro-
visar opportunamente um desfecho, segundo os
incidentes e as peripecias motivadas pelas di-
versas scenas da peca.
Durante a tarde recebeo o vapor alguns pas-
sageiros no caes do Bonn cidade celebro pela
sua universidade. No numero destes novos via-
jantes vinha um moco alto louro, notavel pe-
los immensos bigodes que Ihecohriao a mor
parte do rosto o pelo seu ar militar. Conhe-
cia Z, o ia saudal-o pelo nome ao apertar-lbe
a mao o homem do lettras cortou-lhe a pala-
vra para contar-lhe o que tinha passado.
ptimo! disse o recem-chegado, (lave-
mos do rir a estalar; deixai o negocio por mi-
nlia corita.
Entrego vos o desfecho, meu charo Frc- '
derico com a nica condicao de que nao fa-
reis muita bulla porque como sabis a-
horroco as scenas estrepitosas.
Tranquillisai-vos que nao lia de havor
novidade.
A nouto comeoava a cobrir com seu manto
as margena do rio ; os passageiros achaviio-so
reunidos na cmara e conversavao cm derre-
dor de una meza algumas senhoras bordavao
tapetes ; o falso Z eslava ao lado da linda In-
gleza ; l'rederico aguardava occasiao do inter-
vir na conversa.
Pronuneiou-sc o nome do autor. I.evan-
lou-so l'rederico, e ebegando-se ao usurpa-
dor, disse-llie :
O sonbor 6 o sr. Z ?
Sim senhor.
O sr. Z escriptor pblico ?
O mcstnissimo.
Ah senhor, muito estimo encontrar-vos.
Obrigado, senhor.
Olhai, nqui tenho um dos vossos ltimos
folbetins que l ainda esta manhaa.
Muito mo lisonga, senhor, a honra de
contar-vos no numero dos meus Icitores.
Esto artigo vosso ? accrescentou Fre-
derico, abrindo o jornal e mostrando a assigna-
tura.
E' sim senhor ; nao vedes o meu nomo
no fin da sexta columna ?
Ha neste artigo urna passagem, que exci-
tou toda a minha attencao
Que honra, senhor.para o meu folhctim!
Concedis-me, que Icia esso paragrapho?
Pois nao com muito gosto.
Eslreitou se o circulo ; prestarao todos a
maior attencao, o Frederico loo com voz grave,
e retumbante algumas linhas que continhao
espirituosos gracejos o ataques virulentos con-
tra as rapias litterarias da Blgica.
Parou no (ni do periodo dobrou .o |ornal,
v disse :
Agora, senhor devo explicar-vos o ef-
feito que cm mim produzio esta passagem.
Cnamo-me Jeremas Nickaelschootz ; son na-
tural d'Antuerpia ex-capitao de cavallaria e
lioic psciinlnr nhlion ini Rrutellas" son il , r i
mero desses escriptores belgas que vosaccu-
sais ; os vossos epigrammas oflendrao-mc pro-
fundamente ; tinha tencao de ir Pariz pedir-
vos urna satis(aciio ; mas como um feliz acaso
me fez encontrar-vos canto, que tere'.s a bon-
dade do poupar-me essa viegem. Sei, quo sois
homem do honra e (ico. que me daris ama-
nilaa, na cidade de Cologne, a satisfacao que
exijo. Esto senhor, queum dos meus ami-
gos, accrescentou Frederico, apontando para Z,
sera o meu padrinho c se encarregari de ar-
ranjarcom o vosso as condices do combato.
Deixo-vos a escollia das armas.
Nao havia meio de recuar ; a provocacao era
apresentada em termos, que nao admittia con-
eiliacSo. Entre as numerosas testemunhas
desta scena, ninguem se quiz intrometter no as-
sumpto para arranjal-o amigavelmente ; os ho-
mens diziao em voz alta, para que todos ouvis-
sem, que o Belda eslava no seu direito defen-
dendo a honra naciuua!, 8st QtSieeres eaeja-
vao ver a manoira.por queum escriptor tao dis
tinelo como Z se portara em um duello. A
linda Ingleza animava com seu olhar temo o
seu espirituoso adorador, que s enlao pode
comprehender, que na celebridade nem tudo
sao rosas. .
No entretanto chegava o vapor a Cologne ;
quasi todos os passageiros tnhio de desembar-
car naquella cidade, e de passaralli alguns dias.
A1A amanhla senhor disse Frederico
ao seu adversario
__ Atamanbaa, respondeo este com voz
pouco firme. ,
O caso que o tal mequelrele nao tiniia o
menor desejo de brigar. A necesaria ousadia
para usurpar um nome e um ttulo rarissimas
vezes acompanha a verdadeira coragem.
Com tudo Z, eo seu amigo nao queriao a
morte do peccador, Informarao-se do caso, e
soubrao, que o roo tinba sido arrastado at
certo ponto a couimettcr a sua m acco. Era
um moco de boa familia, estouvado leviano,'
que tinba usurpado um nome e urna reputa-,
cao, com o nico tim de agradar a urna moca
bonita. O amor faz desculpar muitos erros. Na
iHiihaa seguntelomou a queslo um ur gas-
tronmico ; concertou-se que o (also Z dara
lima satisfacao com a faca, c gario na mo e
em presentados principaes viajantes queso-1
riao por elle convidados para um almoco. A
mesa erado vinte (alborea, e oppara; os vinhos
de Mosellc, e de Johannisbtrg correrlo em on- j
das; a alegria animava o banquete.Na sbreme- j
xaabdieot Frederico o nome de Nckalschootz,
e a presen toil aos convidados o verdadeiro Z. O
ainphitrvon ouvio um bonisermo ; promet-
te que a licao Iho nao esquecerin o pagou
a despe/a do almoco que montou u nada mo-
nos de 800 francos. (Atona de Pariz.)
(Jornal do Coinmercio )
Eclital.
Miguel Archanjo Monleiro d'Jndrade, ca-
valleiro ia ordem deChrixto,e inspector d'al-
fandegn de Pcrnambuco por S. M. I. o
senhor P. Pedro l!.. que Peosguarde, ><.
Faz saber que no dia 21 do crrente ao
meio da e na porta d'alfandega, se b&o do ar-
rematar :i commodas de Jacaranda,!tocadores,
e 272 puxad-.res, no valor de ItiSi reis im-
pugnados pelo leitoreconlerenle Joao l'rancisco
Duarte, no despacho por lactura dejos.1 Anto-
nio de Carvalho sendo dita arrematavao s.u-
jata ao pagamento dos diretos e expediente.
Alaudega 19 de feverciro de 1S.
Miguel Archanjo Monleiro dVAndrade.
Avisos martimos.
Alfanricga.
Rendimento do dia 17.......... 2:4099j7
Pescarrego hoje 19.
Brigue sueco Julia taboado.
Barca ingleza IVm. Itussel diversos g-
neros.
Barca Globe = chumbo drogas e fa-
rnha.
Brigue inglezMdium carvao.
Polaca fioa-intelligencia diversos g-
neros.
Bcrgantim Pous-amigos diversos g-
neros.
Hiato S.-Jos Flor-do-mar diversos gneros.
pra<;a no recipe 17 ie feveueiuo de 1841.
Revista mercantil.
Cambio Houverao tran/acoes importantes
pela Columbus a 25 ','* d. p. i 3 reis.
Algodao As entradas teem continuado dimi-
nutas, e as vendas teem regulado a 5
reis a a.
Assucar As entradas fro regulares, e hou-
verao vendas a 1 reis por g) sobre o
ferro dobranco e de 900 a 9o0 reis
do mascavado.
Couros salgados Sao oflerecidos a 135 reis
a Ib.
Azeitedoco \ ondeo se a 1 600 reis o galao.
Bacalho Entrou um carregamento do Ter-
ra-Nova, com 2.000 barricas, o qual
se diz fura vendido a HjOOO reis a
barrica.
fir(.,i Vondeo-sea V>f>0)reis o barril.
Carne-secca Na presento semana entrirao
ilous carregamentos um do Buenos-
Ayres mitro do l!io-grando-do-sul,
e inclusivo estes o depozito o de
30,000 arrobas: os procos regulao de
2>350 2*700 reis a de Buenos-
Ayres. e 3tf.')60 3#*00 reis a do
Cha bysson Vendeo-se a 15900 reis a Ib.
Faiinlia de trigo Nao houverao entradas e
o depozito de 13:000 barricas, ten-
do-sc vendido a da America delii
\8.1 reis e a do Trieste de 1G 4
18j reis.
Massas Vendro-se a 4j200 reis a g.
Passas dem a 3*000 reis a caita.
Sal estrangeiro dem a l reis o alqucire.
Vinho de Catalunha dem a 758 reis a pipa.
Embarcucocs existentes no porto.
Austracas..........4
Americanas..........*
... ... 17
......c2
.......?
.......1
.......2
....... >
j
.......1
.......1
~
.......3
......4
= Part Lisboa pretende sair no dia 20 do
corrento o bem construido e velleiro brigue
portogoez fobim forrado e oncavlhado do
cobre de que c capitao Alexandro Jos Cor-
roa : quoni qui/.er carregar ou ir de passa-
gem pura o que tom muito bons commodos ;
dirija-se ao sen consignatario Francisco Sevo-
rianro Rabello ou ao capitao na Fraca do
commercio.
Brasileiras .
Dinamarquezas.
Francezas .
Hamburgucza .
Hespanholas ,
Inglezas
Napolitana. .
'iiiemiiui guc/.
Oriental. .
Portuguezas .
Sardas .
Suecas .
50
Ifovimcnto do Porto
./Vacio entrado no dia 17.
Assu : 10 dias ; patacho brasileiro Laurenti-
na, de 110 toneladas; capto Antonio
Ge.mano das Neves ; equipagem i2", carga
sal.
Navio sahido no mesmo dia.
Ass ; hiato nacional Mariquinha ; capitao
Manoel Francisco" do Nascimento ; carga
lastro.
5.MOCS.
r- O corretor Oliveira fura leilSo de gran-
de sortmento de fatendasas mais propnasd os-
te mercado e que continuar a vender sein li-
mites; quarta feira, 21 do corrente, is 10 horas
da manliaa no primeiro andar da sua casa na
ra da Cadeia.
O leilfio das tres caixa- com massas arrui-
nadas (ca transferida para boje (19 do cor-
rente. )
Avisos diversos.
LOTERA IIO GUABE-
LUPE.
JXo da 4 do corrente
cz de feverciro eorre-
ro imprelerivelmenlc as
rodas desta lotera. Os b-
llictcs achao-se venda ,
nos lugares do costmne
= A companhia liavel retira-se para a pro-
vincia da Haba.
=s Joao Nanimeyl e sua familia retirao-se
para fra da provincia.
= Contina-se a tirai lolhas corridas. e
passaportes para dentro, o fura do imperio,
por proco muito commoilo e com muita bre-
vidade ; na ra do Bangel 11. 34.
Quem precisar de una ama crioula com
bastan te leits e novo dirija-sc a ra .i
Moeda sobrado de dous andares n. 11.
s= D-se por 300j rs. urna lettra saccada
pelo genro do snr. Agostinlio Henriques da Sil-
va Joao Antonio de Souza Vieira acceita
por Manoel Pinto de Souza Lcite da quan-
lia de 340,000 rs. fra os juros que anda-
r;i por 100,000 rs. pouco mais, ou monos;
na ra do Quemado toja n. a.
=. Aluga-so urna grande casa terrea na cidade
de1 linda, sita na ra do Mathias I'erreira ;
quem a pretender diri)a-se a ra larga do Ro-
sario botica n. 42 de Manoel Folippe da F'onse-
ca Cande.
RAPE PINO PRICN EZA
DA BAHA E RIO-DE-JANE1RO.
= Acha-se venda o mui cxcellente ra-
pe da nova fabrica deGodinhoda Babia, e do
Rio-de-Janeiro pelo mdico proco de 1:000 rs.
cada libra : esto rap i chegado ltimamente ,
mito rcccrr.'"--1"-
UltlIUU ,
pCiO su iiuiii
aroma : roga-se aos compradores, desediri-
girem ao nico deposito existente n'esta pro-
vincia na ra da Cruz n. 16, que ainda
encontraro meias libras e levando poreao s.e
ara um proco muitorasoavel. ,
= Os abaixo assignados fazem pblico que
comprriio aos credoresdo sr. Francisco Caval-
canti de Albu<|uerquc a sua loja na ra do
CJueimado n. 53 com as fazendas, dividas, e
mais pertences da mesma ; por isso os abaixo
assignados previnem a todos os srs. devedores
do dito sr. Cavalcanli que do dia 15 do cor-
rente em vante ficao sendo devedores aos abaixo
' assignados c nao ao dito sr. Cavricanli ; por-
tento roga-so a todos os srs. devedores que
nao pagucm senao aos abaixo assignados do
contrario seriio obrigados pagar segunda vez.
Recife 16 de fevereiro de 184.
Ferreira 8j Oliveira.


^

e=
4
Prcvino-se ao snr. Candido Peroira Mon-
teiro, morador na cidado do Olinda para seu
governo que existe por Iransago urna latir,
firmada por elle, de 140,000 rs. na ra do
Calrug tojas novas do fazendas inglezas, e
franovias ns. 4 e 6, do Peroira & Guodes, a
vencer-se no dia 28 do corrente.
Offerece-se um moco Portugucz do 17
annos, para caixoiro do venda do que toin
pratica, ou para outra qualquer occupac.lo, por
saber bem l"r escrever, e contar e la fia-
dor a sua conducta; quem o precisar, diri-
ja-so ao pateo de S. Pedro n. 5.
= O abaixo assignado, subdito Brasileiro ,
retira-so para fra do imperio a tratar de sua
sade, (cando a sua casa de negocio no mes-
mo giro entregue ao snr. (Custodio Joaquim
da Silva Braga o girando dora oni diante de-
baixo da firma de Arantes & Braga cuja firma
licj responsavel por todas as transayoes tanto
a liquidar com & contrahir.
Antonio Jos domes de Arantes.
=s O coronel Jos do Barros Fa lefio do La-
eerda, tendo obtido a seu favor no foro do Goi-
onna sentenea, que passou om julgado e vai
ser executada, contra o snr. Manocl Gomos de
Albuquerque Maranbao pela parte que tem
no engenho Boa-vista ; assim o commonca a
(juem queira comprar osobredito engcnbo.
Precisa so de um homem ja idoso an-
da rnesrno cazado para estar em um pequeo
Sitio perlo desla praca para o que so far al-
guma conveniencia ; a tratar na ra do Colle-
gio n. 8.
= O abaixo assignado, tendo se dirigido no
dia 14 do corrente a venda do snr. Jacinto nd
ra do Collegio para trocar um sedla grande
por outras pequeas o tendo depositado no
balcSo a carteira que trazia em quanto o
mesmo vcndelbao so desoecupava das encom-
mendas de outras pessoas que alli se aihavao,
aconteceo que urna dolas j sem duvida com o
bote preparado* aproveitando-so d > mais pe-
queo descuido do abaixo assignado Ihe fur-
tasse a sobredi la carteira Com tamanba subtilc-
7a que nao pode sor persontido se nao pe-
la falta do objecto nao obstante estar muilo
contiguo a si; sendo frusladas todas as diligen-
cias ompregadas para se obter o furto em ra-
/ao ila rapidez, com que so evadir o ladriio ; o
qual segundo cortas suspeitas, e informacoes
do vendelhao julga-se ter sido umalmocreve ,
que conduzira assucar do engenho Garap do
Cabo com um carguoiro do mesmo engenho,
de n o me .Miguel, nao tendo todava esto parto,
por nao estar abi massim o outro cujo no-
nio se ignora; a carteira era de marroquim pre-
to, e dentro existia urna sedula de 200,000 rs.,
duas de 100,000 rs. seis de 20,000 rs. oito
do 3000 rs. alm de outros papis de pouca
importancia, e dous bilbotesda lotera do thea-
tro que a poneos dias acabou de correr sen-
do um delles inteiro de n. 80, premiado com
10,000 rs. e assignado com a firma do an-
nunciante as costas; roga-se pois a todas as
pessoas que forem de consciencia, e especial-
mente ao propriotario do indicado engenho o
obsequio de fazer algumas posquizas a fete res-
poilo ver sepder colligir indicios vehementes
de similbanlo fado pudendo qualquer que
nelle tomar parle como intorossado rolo bem
commum dirigir-se a mesma ra do Colle-
gio lerceiro andar do sobrado n, 18, que,
dando favoraveis, e legitimas noticias ao abai-
xo anisado roceber, se Ihe convier 200,000
a aquello snr. estesim a dovedor ao annun
ciante de. nao pequea somma proveniente da
sociedade, em que falla, oque se discutir,
e Jjulgar competentemente no juizo.
Na nouto do dia 14 do corrento furia-
rao ao aluixo assignado um cavallo ruco com
4 mjlhas vermolhas, urna om cada quarto o
qual foi visto no dia 17 na cidade de Olinda ;
quem o apprebeoder, dirija sn a Solidade a
casa do abaixo assignado, quo ser recompen-
sado. Jos Xavier da Maia.
Alugao-se 3 moloques a 10,000 rs. men
saos, dormindo e comendo a custa da pessoa,
queosalugar; na Bua-imporial do Attorro-
dos-Aflogados n. 2a.
Alugao-se duas casas terreas acabadas de
novo, urna na ra do Padre Fiorianno e a
outra no liceo do Serigado, com soto coriido,
muito fresco por ter 6 janellas envidragadas;
quem as pretender dirija-se a ra da Cadeia
do Rccife n. 25.
= Aluga-se a loja da casa do Atterro-da-
Boa-vista n. 38, para fa/.ondas ou outro
qualquer estabelecimento; a tratar na mesma
casa.
_= Acbouso um embrulbo do dinheiro ;
quem lor seu dono dirija se a ra do Crespo ,
loja n. 12, que, dando os signaes, Ihe ser en-
FABRICA DE RAPE
PRINCEZA
GASSE fabricante o legitimo inventor do
bem acreditado rap princeza do Rio-de-Ja-
neiro com seu deposito geral na ra da Cruz
do Bocife n. 38 e outro na la do Livramen-
to n. 13 avisa, que as muito boas qualidades,
que possue o seu rap as quaes, pela grande
estima o crdito que progressivamentc de dia
m dia tecm obtido n'csta, c as mais partes;
nios de 8 a 12 annos sapatos do urna eduas Rio de Janeiro podras de marmorc redondos
palas para homem, o meninos ditos de urna para mezas do mcio de sala, de muito bom gos-
e duas solas de entrada baixa para homem bo- to ditas para com modas cadeiras america-
tins e meios ditos de bezerro francez inglcz as com assento de palhinha camas de vento
e de Lisboa para homem e meninos sapatos com armacao marquezas sofas mezas do
de marroquim com clchete e com franja, o jantar camas de vento mui bem foitas a 4500,
outras muitas qualidades do calcados. porpre- ditas de pinho a 3500, assim como outros mui-
go commodo ; no Atterro da-Boa-vista n. 24. tos trastes ; pinho da Suecia com 3 pollegadas
__ Vende-se urna escrava de nagao de 24 de grossura dito serrado dito americano de
annos de bonita figura engomma, cozinba, diflerentes larguras e comprimentos ; assim
e lava ; urna crioula de 16 annos, bonita fi- como travs de pinho c barrotes ; na ra de
gura cozinba, lava e serve bem a urna casa, Florentina em casa de J. Bcranger.
duas ditas de nagSo de 22 a 24 annos = Vende-so vinho do Porto do superior
cozinho lavo, o sao ptimas quitandeiras; qualidade, em barrisde8, e 10 em pipa o
na ra das Cruzes n. 41, segundo andar. ladrilbo de marmoro ; na ra do Vigario n. 19.
Vndese urna grande porcao de papel = Vende-se urna negra crioula de 20 an-
sujo sendo a maior parte Diarios e outros nos cozinha cose o engomma soffrivel ,
impressos, assim como um armario com por- sem vicios nem achaques e se d a contonto ,
tasdovidro, o pintado de azul, ptimo para ou troca-se por um negro moco; na Rua-ve-
guardar louea ou papis; nos Quatro-cantos Iba n. 57.
em Olinda, sobrado da esquina, que volta = Vende-se urna rabeca do muito bom au-
esquina que
para a ra do Coxo.
Vende-so arithmotica algebra e geo-
metria de Lacrois para uso do lyceo e do
collegio das artes ; na ra da Cadeia do Rcci-
fe loja do livros de Cardezo Ayros.
- Vende-se por barato proco cabaiu azul-
ferrete escuro atirando a preto de superior
qualidade, vende-se pelo custo a quem com-
prar toda a porcao pois fazenda fabricada
na fabrica portugueza, o nao resta duvida ,
que, as melhorcs seda sao as quo se abricao
as ditas, a qual serve para vestidos de senhora,
e cobrir chapeos de sol o motivo de so vender
por barato proco se dir ao com irador; na ra
do Livramcnto loja n. 11.
s Vende-se sarja hespanhola larga mui-^
to encorpada para vestido, dita estrella, los
pretos, ebrancos, muito finos e bem borda-
dos, meiasde seda ingleza muito clsticas ,
bem conhecido por um considoravcl numero de chapeos pretos de castor e de massa francoza
tomantes, e nao consta ter mofado urna so li-
bra : por isso laz publico, que toda e qualquer
pessoa que queira especular com o seu rap,
attendendo as superiores qualidades elle fabri-
cante adverte, que se responsabilisa pelo seu
rap por qualquer forma e com condiceoes,
que o mesmo comprador pode upresental-as.
Compras
= Compra-se urna negrinha de 10 a 14 an
nos ; no convento da Gloria a tratar com a re-
gente do mesmo.
Vendas
a familia e a festadaroca
Comedia em um acto pelo autor do juiz de
paz da roQa ; 1 v. por 560 rs.
A fiel pintura do costumes nacionaes a es-
pirituosa critica de outros eo intrincado en-
redo desta jocosa comedia torneo sua leilura
tao nteressantc, como a representaco applau-
didacada vez, que vai ascena nos theatros da
corte. Esta peca ainda excede em graea ao fa-
moso juiz de paz di roca, e o successo quo
obteve deve animar seu author a aparar a pen-
na fiara outras composices theatraes.
Vende-se na Praca-da-independencia li-
vraria ns. 6 c 8.
=Vende-se um terreno no lugar dos Reme-
dios com o fundo para a parto do nascente ,
e a frente para a estrada nn v?j rn 5S \trQ_
gados, tem de fren le 150 palmos e de fun-
do 500 a 600 ; a tratar na Ra-nova loja de
Antonio Fcrreira da Costa Braga.
= Vendem-secaixasde charao para o jogo
de voltarcte ; na ra da Cadeia-velha n. 24.
- Vende-se uns enfeites de ouro para cin
to de menino um buzio encastoadoem ouro,
um cascavel de prata um transelim de ouro
de moderno modelo para relogio, urna corren-
tinha para dito um alfinelede diamantes em
ouro de lei, um dito de modelo de jacar, pa-
res de brincos de diflerentes modelos anne-
les lavrados, urna gargantilha de ouro supe-
ber a importancia da mesma ordejn, que dei- rior urn ro/.ario deouro de lei fivelias para
xou de sor paga no mencionado durpor um en- sapatos de padre, boles para abertura, S. Bra:,
rs. de gratificaeo e i>to no mesmo momento.
em que so venticar o lado. Francisco Xa-
vier Carnetro da Cnnha Compeli.
AlugSo se 3 casas terreas em Fra-de-
portas duas do lado da mar grande ns. 4 ,
e 6 e a outra do lado da ra n. 5 ; o um so-
bradinho na ra do Bom-lim em Olinda ; a
tratar com Manoel da Silva Xeves em Fora-
do-portas.
O snr. que no dia 17 do corrente apro-
sentou urna oidem do sr. Manocl Buarquo de
Macedo morador no engenho Japaratuba da
provincia das adaguas a Francisco Bezerra
do Vasconcellos, nesta praca pode ir reco-
da da mesma orden qu
no mencionado durnor u
di._.
dinheiro a premio mesmo em
pequeas quantias com penhores de ouro ; na
Rua-nova n. 55.
Josu de Jess Jardim, om resposta ao
annuncio de Joao Manoel Pinto Chaves no
Diarion. 39 de 17 do corrente, declara, que os
seus bens estao livres de hypotheca quer le-
gal quer convencional de penhoras ou
embargos e que portanto pode dispr delles,
dispr livromente como Ihe purmiUem Si
lea o que uina acgo de ( pretexto ) pro
testo j contraprotostado, como o tem foitoo
annunciante respndante s vder tolbcr o
uso do dominio, e posto dos seus bens a aquel -
le contra quem se protestou no entender da
ignorancia, ou da malicia, quo entendo des-
acreditar a alguem. O respondente nada deve
de forma mui moderna pannos pretos o do
cores de lodosos procos, o qualidades, mante-
lotes de filo preto e branco para senhora que
muito em moda estao sedas escocezas para
vestidos cortes de chitas Irancczas, largas e
de lindos padros a 4000 rs. mantas de seda
matizadas, e de cores oscuras, ditas escoce-
zas cortes de tartalana para vestidos ditos
decassa pintada mantas de gana lencos, e
i hales de seda e outras muitas fazendas de
!osto por preco commodo; na Rua-nova n. 35.
Vendem-se pentes de tartaruga moder-
nos chegados de Pariz como tambero mar-
fim preparado para retratos, c so concerta toda
obra do tartaruga ; na loja do tartarugueiro n.
2 que volta para o pateo do Carino.
Vendem-se superiores pannos finos de c-
rese pretos, merinos de todas as cores de
urna largura dito preto muito fino de duas
larguras sarja preta muito fina longos de se-
da preta fina ditos de gorguro cortes de
lanzinha de bom gosto cobertores pintados,
casinetas de todas as cores madapoles muito
finos e outras muitas fazendas por preco com-
modo ; na ra do Queimado esquina que
vira para o Coilegio n. 27 loja de Manoel Jo-
s Goncalvos.
=. Vende-se sarja preta hespanhola de lar-
gura de quasi urna vara a melhor. que pode
haver a 1600. 2000. e 2400 rs. ; na ra do
Calug lujas novas de fa/enda inglezas e
francezas n. 4 o 6 de Peroira & Guedes.
= Vende-se um moleque de 15 annos, pti-
mo para qualquer officio ; um escravo de na-
ganc "!
Da-se
traUiudui (ie ornara ; urna parda
de 18 annos engomma bem, cose cozinha ,
e recolhida ; 4escravas mocas boas qui-
tndolas e iavadeiras todas se dao a con-
tento ; na Rua-direita n 3.
Vende-se cera de carnauba por proco
commodo ; na ra da Madre de Dos loja de
Jos Antonio da Gunha.
Vende-se urna vacca parida, boa leiteira,
com urna cria mui luzida por preco commo-
do ; na ruadoS. Ritan. 40, primeiro andar.
Antonio Domingos Pinto tem paro ven-
der no seu irn.azom de taboado defronte de
S. Francisco um completo sortimento de ta-
boado de louro e ama rollo serrado na sua ser-
rr'2 de agua no .tcro, ouue Icm um por-
cao de casquoiras de louro c de amarello ,
proprias paro estacadas de trras ou cercas de
quintaos por prego commodo.
= Vende-se, ou aluga-se um sitio na es-
trada que vai da Magdalena para o Remedio ,
com casa de pedra ecal, duas salas, 6quartos,
cozinha fra e mais arranjos para estribara ,
duas cacimbas um viveiro e baixa para ca-
pim urna (dara coberta de telhas, com dous
= Vende-se um cavallo rugo pedrez car- fornos a margen de um braco do rio CapharJ.
nudo muiio iiunu i pMMMN), e carrega, pro- be livredeinundaca de cheias com algun
prio pura carro; no Aorro-da-Bua-visla f arvoredos e mais vantagens que sefar ver
loja n. 25. aocomprador ; assim como tres canoas sendo
Vuiiein-se bbrzeguns gaspeados para urna do carga de um mlheiro do lijlos, outra
homem senhora e meninas ditos de urna I de eonduzir barro do um s peo e a outra
eduas solas, pretos, o de cores paru homem ,! do carreira na ruado Mondego n. 25, casa
sapatos do lustro para homem, 6enhora o j defronte do nicho,
meninas, ditos de clcheles e de litas para me- i = Vende-se Jacaranda superior cbegadda o
cabega de S. Jlo Espirito Santo figuinhas,
colares, e cordes para meninos ; as Cinco-
pontas n. 45.
Vende-se urna casa com quintal com 9
ps de coqueiros a qual se acha alguma cou-
sa arruinada e chaos foreiros a cmara na
Praia de S. Francisco em Olinda ; a tratar na
ra de S. Pedro novo com Joao Tiburcio
Lopes.
tor, e urna colleccao de muzicas oscolhidas
para rabeca o piano por commodo proco ;
na ra da Cruz n. 21.
= Vende-se um moleque do 14 annos; 1
escravo trabalhador de enxada ; o 4 cscravas
qnitandeiras; na Rua-direita n. 3.
Vendem-se chapeos pretos franceses, de
formas modernas ditos de sol com barra o
sem ella duraque francklim e princeza
preta, cambraias adamascadas do todas as qua-
lidades rscadinhos rancezes de quadros, e
muito bons padroos los do linho muito finos
o outras muitas fa-rondas de gosto ; na ra do
Ouoimado loja n. 11 de A. L. G. Vianna.
- Vende so urna vacca parida, j apartan-
do ilba do pasto muito boa leiteira e 4
cabras ( bichos ) do boa qualidade ; na ra do
Cabug' loja de mcudezas junio da do Ban-
deira.
.= Vendem-se pilulas de familia diadas
prximamente do Porto do vordadoiro autor ;
na ra da Cadeia do Recife loja do lerragens
n. 44.
= O abaixo assignado vende a parte, quo
Ihe tocou por heranca de sua fallecida sogra, em
um sitio no Pgo-da-panella com boa casa de
vvenda colocada no melhor lugar daquclla
Ireguezia ; quem pretender drija-so a pra-
cinha do Livramcnto, sobrado n. 24, das duas
horas da tarde em diante.
Pedro talbinoJos da Motta.
= Vendem-se por preco commodo carteiras
deviagem, envernisadas, com estojos, e mais
pertonecs caixinhas de estojos a 1440 rs. ,
espclhos'dc sala a 2560, 3000, e 4000 rs., Hvs
queiras toucadouresdo mogno com lavatorios'
de porcelana camas do angico bancas, me-
zas, commodas, cadeiras de varias qualida-
des e outros muitos objectos ;ue i vista dos
compradores se farao patentes ; na Rua-nova ,
armazem n. 67.
= Vendem-se meias de linho du Escocia ,
para senhora a 1000 rs. ditas pretas para ho-
mem a 1000 rs. lencos de seda superior a 8j0
rs. ; bicos pretos a 160, e 240 rs a vara chi-
tas encamadas mui finas a 180 rs. o covado ,
ditas do assento escuro a 180 rs. cassas de
listrasde cores a 200 rs. o covado, cambraias
com vara do largura a 4S t$ a poca com 8 va-
ras e outras murtas fazendas por proco com-
modo; na ra do Cabug loja de Antonio
Rodrigues da Cruz.
= Vendem-se pedias de amolar, do Rio-
de-S.-Francisco, cni porcoes grandes e a rela-
mo ; na ra da Praia ,. armazem n. 18.
= Vende-se urna cama com colchos u:n
lavatorio, urna gamela grande para banbo, e
algumas mezas ordinarias, tudo por prego com-
modo ; na ra do Queimado n. 8 tercoiro
andar.
Escravos fgidos
= No dia 15 de dezembro fugio o escravo
Balthazar crioulo de 50 o 60 annos alto,
seceo tem na canda da porna esquerda urna
grande chaga a ponto de quando anda puchar
i,/. MrtUsi
pela mesma h ... .;t; s-tckj icrr. o ueo mni-
mo do menos e ambos os ps pequeos, e mal
loitos; suppo se andar a titulo de forro, corno
ja fez pediiidoesmolas ; foi escravo de Lou-
rengo do Bruno Rodrigues Luna ( por alcunlia
Calenca ) quo foi lavrador do engenho S.
Cosn.e da Varzoa edepois mudou-se para o
engenho Poeta, onde ahi falleceo, vindo o
escravo para a praca por dividas; por isSo so
suppe andar por estes lugares, ondo tem mui-
tos conhecimentos o talvez tenha ido em pro-
cura dos snrs. mocos, que moro no engenho
de Una perlo de S. Antao que foi do dou-
lor Dantas; levou vestido camisa de chilla azul,
c uaiyas do brim trancado branco ; quem o pe-
gar leve a Ba-nova n 67, quo sera recom-
pensado.
RtciFB va Ttp. m M F ob Fa.i'A. 1844.


Full Text
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