Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04583


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Full Text
^
/
Anuo de f 84ML
Sabbado 17
. J. nniiuni'ius dos .Mtgn.nle s;in inserid
K...,eoi Jo que nao (oren, d n.o de SU reil por linfa*. A. ltol.ja.CO>. devea. MI d..,-
idas a 0.1. lyp rti. da Irme, n. 34 ou i otaya ..a Independencia loj. de Um sn ti r 8
PARTIDA DOS CORR-IOS TKRRESTRKS.
GUNN, e Ja.ahvba sejund.. e,exi feiras. lUo Grande do Nnr.e, quii. feira, __a
Cabo .Ser.naaeu, ll10 lamoso, l'ono Calvo, JUcey e Alago. no 1 o H .^
iT'i^' t'"""' a JOe -4 ,le mei -*>-*. e Flore.. i3
e JS d.to. Cd.ideda Wtoria, quima leir,._Olinda lodos oa das.
' .... WAS DA SEMANA.
i Seg. s, l.iiuha Aud. do J. de 1). da J. v.
43 ierra Gregorio Re, ud. do de 1) da 3. t.
i> l.luarla s Veintin Aud do J. de 1). da 3. .
i (.liiinla s. I'ausllno. Aud. do J. de 1). da g, .
Jli .Seita s. Porfirio, Aud. do J. de 1). da _'. v.
17 Sab. a. Silvio o. Re. aud. do J. de I), da }. t.
48 Dora s. Theoli nio l'riir,
i *- ..... m --. -.- ;-m- i-mm imiiiii vt^ioBuaarj.
PARTS f}FFIBi
de Fcvcrciro
Auno XX. IV. 59.
-ajRU0&ax'zP*jirxi!iS!zus^a vaaaBVBaaHaMMBailB^BVMBlM -
Tildo .gort depende de ni raewnoi; di rio.si |imle ria, n oderae-io* e enerjia: eon-
linuemo. corao principifarao* e icum n,. i ,u'.,..> n alrairajio' enire i najiw. m.ll
i'uliaa. (Proclamaba di kssembl. G.r.1 do .r.nl.)
i \ tf.IOS Mi DI 1 !li DI 1 II I 1.1 I MI.
Camino* olne Londrea 25 |,
>i l'ans 87 re. por franco
ii ii Lisboa 11 por 1U do prtmi
UlIM i LN. 1 1 |M"' 17.:w
PriU- ,sU ..' iiiii C 's o
>i 1'ectM eolummnarefl 2, 111 o <".
) 1'los Qiexicanoi 2,040
Moed. de cobre 5 por renlO.
dem de letra. -V boa. finen I a I 4(1 J
PHASES DA LA NO Mi:/. DE FEVERE1RO.
La ebei i.a 8 borat .,1 rain. d.m, [Liunut* IS. 6 hor.. eS4 min.d. m.
Minguanle a ll as a horas e.'iJ rain la m | Crescenle a Jii a 7 be 3ui. da niaub.i*
Preamar de hoje.
Primeira a* .' lloras e -'mu. d-. m.vili.n. I Seguid. .* 4 hor.. C minuto, da tarde
-
usocra
. ,' > .
.
r:;ausaB
Governo da Provincia
dem do da 8.
OlTicioAo juiz municipal supplentc da pri-
meira vara, communicundo ter 5. M. o Impe-
rador mandado declarar pela secretaria d'csta-
do dos negocios da Justina, que, fleando do nen-
huin oll'eitoo aviso do 1. dejulhodo anno fin-
do, sejo conservados os escrivaes criminaos do
EXPEDIENTE DO DA 3 Do COMIENTE.
OllicioAo inspector da Ihesouraria das ren-
das provinciaes, declarando, que, na conformi- juiso municipal d'esta cidade.que se achavao em
dado do parecer do respectivo procurador-fiscal, exercicio antes da rocepgao do dito aviso;e orde-
devo mandar por em praca a renda das casas, nando em cumpriinonto d'esta imperial deter-
silas em lloianna, que na pnilillia, que se pro-; minacao, que laca entrar quanto antes em ex-
cedoo nos bons do fallecido Domingos Rodri-' ercieio o individuo, que poranto aquello juizo
guesdoPasso, forad aquinhoadas a fazenda pro- servia un similhanle ollicio.Offlciou-se i res-
vincial; visto nao terom apparecido licitantes paito ao juiz municipal da segunda vara, ao
arromatacao das mesmas casas. | presidente interino da relacao, e aos juizes de
DitoAo mosmo, ordenando, que por conta direilo do crime, o civel da capital,
da quota, consignada para as despezas aven- Circular Ao presidente interino da rela-
tuaes, laca comprar, c reinetter ao juiz munici- cao, ao inspector da thescuraria da fazenda, e
pal ed'orfaos do termo de Flores, fim de ser aos juizes de dimito da capital, participan-
distribuida pelos Indios da Missao do Choc, a do tor Sua Magestade o Imperador suppri-
ferramenta, constante da nota, que so llie en- mido o lugar de juiz municipal da tercei-
viava.Coinmunicou-se ao juiz municipal e de ra vara d'esta cidade e removido o bacha-
oil'aos do termo do Flores. re Vicente Forreira (lomes do referido lugar pa-
DitoAo commantlanto do brigue-escuna ra o de juiz municipal, o d'orlaos do termo da
Gararapts determinando, em consequencia villa do l'oty na provincia do Piauliy--Tamhem
se communicou ao bacharel supramencionado,
detcrminando-se-lhe, que sollicitasse o novo ti-
tulo.
DitoAocommandante das armas, determi-
nando emeumprimento d'ordem imperial, que
faca sobr'estarna execuc do aviso da secreta-
ria da guerra, de 7 de novembro do anno passa-
do, acerca do systema do receituario dos hospi-
taes regimentaes.
IiitoAo inesmo, communicando' para sua
por ella una! iulgado. inlelligencia, e para que o faca constar aocom-
mandante da fortalcsa do Brum, e ao do forte
de requisicao do commanJanto da divisao nava
do centro que faca quanto antes seguir
para a Babia o brigue-escuna Leopoldina sol)
o commando do oflicial que immediato for ao
respectivo commandanto ; visto ter este se^ui
do para a corle no vapor Imperatriz.Part
cipou-se ao commandanle da divisao naval do
ceatro.
DitoAojui/. relator da junta de justica
remeltendo
o processo verbar que se fez ao soldado do
2." balalbao d'artilharia p l.uiz Pedro de
Mello Seabra em consequencia de ter deser-
tado do mosmo corpo.
PortaraNometmlo aocidatlaoJoao do Re-
participando terS. M. o Imperador nomcado se-
gundo escriplurario dacontadoria d'aquella tbe-
souraria i Anselmo Jos Pinto de Sousa, e para
lerceiro Jos Innocencio da Costa; e transmit-
tindo-lhe as ordens do tribunal do thesouro pu-
blico nacional sob os nmeros 2, 11, 12, e 19.
Commando das Armas
do Buraco, que S. M. o Imperador liouve por
bem determinar, que fosse reconhecida como
transporte, e Isenta dos regulamentos, que es-
tad sugeitos os navios mercantes, a barca ingle-
sa Lancathirc. Wilch, fretada por conta do go-
go 'aciel '2. supplentc do delegado do termo verr.o britnico para conduzir Alricanos livres
do lirejo.Conimunicou-se ao chefo de poli- lha-da-Trindade. Participou-so ao inspector
cia interino. da Ihesouraria da lasenda, para communicar ao
DitaConcedendo Jos Rodrigues de Sena administrador da mesado consulado, e ao ins-
0 demlssSo, que pedio, do cargo de subdelegado pector d'Ailandega; e bem assim ao inspector
do Districto-do-sul da cidade da Victoria.(if- do arsenal de marinha.
liciou-se respeito ao demillido, o ao diere de DitoAo agente da companhia das barcas de
polica interino. vapor, autorisando-o fazer setiuir para o norte
OdeloDo secretario da provincia ao inspec- o vapor Pernambucana, cltegado hontem (7) do
torda Ihesouraria da fasenda, declarando, que sul, depois que sehouver demorado nestu pdr-
deve entregar aocommandante da primeira bar- to as 48 horas marcadas no respectivo re^u la-
ca, que por aqu passar para o norte, os dez ment.Expedirao-se as precisas ordens, para
coritos de reis, que teern de ser remeltidos para que o commandanle do mencionado vapor fos-
a Parahyba, e que participa acharem-su promp- se receber Ihesouraria a quantia de 20 coritos
tos. do reis, que devia ser remetlida para a Parahi-
DiloDo mesmo aocirurgiao encarregadoda ba, e Rio-grande-do-norte, a lim de ser alli ap-
vaccina, aecusando recebidas seis laminas de plicada substituica de notas, e communicou-
puz vaccinieo.Forao enviadas a cmara muni- se ao inspector da Ihesouraria da lasenda.
cipal do Brejo. I DitoAo director do arsenal de guerra, de-
DitoDo mesmo ao thesoureiro da loteria de terminandoem cumprimento d'ordem imperial,
N. S.' do Ciiiddelupe, significando, que pode a ti- que mande d3r baixa da companhia de apren-
nu ociara venda dos respectivos bilbetes.e indi- dizes menores Joo Jos de Souza Botelho.ilho
car o dia provavel do andamento das rodas, pa- de Rita Mar ia do sacramento,
ra ser approvado. I Dito-Ao inspector da thosourar.a da fasen-
idem no DIA 6. da, intelligenciando-o d haver b. M. o Impera-
Officio-Ao inspector da Ihesouraria das ron- dor determinado em deferimento^aisuoplica^ do
d as
la
ciclo de 1842 a 1843, para q_.
i fim de ser presento assembla legislativa contine aquella Ihesouraria, a vista da cerii-
d'esla provincia na sua prxima sessao. dan de vida, que om os devidos lempos apre-
DitoAo mesmo, ordenando, que faca por sentar o seu procurador, pagar ao lilho do sup-
cm arremataco os reparos da ponle dos Carva- plicanto o sido, que eiio deixara a sua latm-
Ihos. sobre o rio J.irwmtxo.Coininiinicou-.su o lia; e sr.ientilic.ndo-o. de que. somonte compe-
Officio-Ao inspector da Ihesouraria das ron- dor determinado em delerimenio a suopnca no
las provinciaes, devolvendo, approvado, o ba- major reformado de primeira linha Manoel Ma-
anco da receita. e despesa provincial no exer- chado da Silva Santiago, que, nao obstante es-
icio de 1842 1843. para que o laca imprimir tar o dito major residindo na provincia do I ara,
EXPEDIENTE DO DI A O DO COMIENTE
OllicioAo Exm. presidente, para que hou-
vesse de mandar, que os presos de justica, e da
zuarda nacional do municipio de Iguarass dei-
xassern de ser recolhidos a fortalosa de Itamara-
c, por nao haverem alli prisoes sulTicientes, e
estar presentemente o callabouco servindo de
quarlel do destacamento, pelo estado de ruina
em queso aclia o respectivo quartel, de sorte
que quando para a fortalesa enviadoqualqucr
preso, o destacamento passa a orcupar n crpo
da guarda do portan, o queassaz incomniodo,
c prejudicial aos soldados.
DitoAo mesmo Kxrn. Sr., informando o rc-
queriinento do guarda nacional Manoel Antonio
da Paixao, que pedia ser excluido do corpo des-
tacado, por ser casado coin tilhos, e servir des-
de setembro de 1812.
DitoAo Exm. tenente-general commandan-
le das armas da corte, enviando-lhc as guias de
varias pracas do Para, que tendo outr'ora par-
tencido ao batalhao provisorio de linha desta
provincia, devia fazer hoje parte doquarto ba-
talhao de fusileiros, a fim de que S. Ex. dolas
lzesse conveniente remessa.
DitoAo comm.indanto interino do batalha0
de artilharia, rcmetlendo-lhe tres guias parteo*
centes ao capitao Pedro Ivo Velloso da Silveira
passndas pelos corpos onde sorvio na provincia
do Para, alim de que com os assentamentos des-
te olTicial lizesse inscrever as oceurrencias mi-
litares, que anda se nao acliassem inscriptas.
PortaraMandando dar baixa ao segando
cadete addido ao deposito, Francisco Thomaz
Bandeira de Mello, portar linalisado o seu se-
gundo engajamento.
DitaMandando assentar praca ao paisano
Manoel Simos Alvos da Silva, para servir por
lempo de onze metes o tres dias, para comple-
tar o tempo que lhe faltava a 17 de Janeiro do
18*3, diaem que leve baixa por doente, achan-
do-se na actualdade reslabelecido.
DitaMandando excluir com guia de passa-
gem para o batalhao de artilharia o cano da
companliiu de cavallaria Manoel Daniel d'Alen-
cai Araripe, o soldados Noberto Jos Vianna, e
Ivo Antonio do Rosario, e receber ao mesmo
tempo com passagem do dito batalhao para a
referida companhia, o soldado Manoel (lomes do
Amorim.
DitaAutorisando a exclusad das tres pracas
de cavallaria, e o recebimento da do artilharia.
.
5,000 rs. para cada urna das provincias da Pa-
rabiba, e Rio-grande-do-norte.
Dito4o mesmo Kxm. sor. informando o
requerimento de Antonio Manoel Bstevlo em
que pedio 0 lugar de oscrivo do alrnoxarifado
da liba de Fernando-de-Norotiha, com o von-
cirnenio que j: levo de iOO.000 rs. annuaes.
DitoAo mesmo Exm. snr. idem de Braz
.Marcellino do Sacramento dem do boticario,
comos encimontos, que lhe competissem.
DitoAo mesmo Kxni. snr. informando
sobre a I cenca que pedio 0 regente do hos-
pital do paraio para tapar urna varanda o
porta do quartel do corpo de polica, quedei-
lava para 0 terreno, nulo tinba do edificar duas
moradas de casas terreas. ,
DitoAo inspector da lliesourara da fazen-
da da provincia da Parahiha.com oconhecimen-
to de 10:000,000 rs. em notas do B.OOO rs. da
3." estampa para ser applioada substituidlo
das notas do 5,000, 10.000, e 20,000 rs.
Ja l.1 estampa e o.OOO is. da 2.a deter-
minada | el.i ordem do tribunal do thesouro
pblico nacional.
DiloAo do Bio-grande do norte dem.
DitoAo do Cear idem de 5:913.000 rs.
em notas das prestacoes devidas at o ultimo do
crrente e em couformidado das ordei.s do
tribunal do thesouro pblico nacional.
DitoAo do Para dem de 4:092,000 rs.,
em cumprimento da ordem do thesouro pbli-
co nacional de 2 i- de Janeiro lindo para ser
appcada s despezas do ministerio da marinha,
naquella provincia.
EXTEilDf..
m
mus. suureu rio j.uinaiaii.i.oiiiiiiiiiiikiiij-.v in, .............-- i -a -----
engenhdro em chefe.o ao inspector-fiscal das o- tindo-lho desde a data do decreto, que o refor- gasse conven.ente.
ihesouraria da Fazenda.
1-.XPKD1ENTE DE G DO COMIENTE.
OfficioAoExm. presidente da provincia ,
informando o requerimento de AntonioFrancis-
co, em que pedio o pagamento do pao que
vencer como praca de indio da 11 lia de Fernando-
de Noronha.
DitoAo mesmo Exm. snr., suhmettendo
a duvida, posta pelo commissario fiscal do mi-
nisterio da guorra na folha dos vencimentos
dos ullicics do corpo de infantaria da guarda
nacional destacada a fim de decidir o que ju! -
bras pblicas. mou, o sold da tabella de 28 do marco de 1825,
DitoAo director do arsenal de guerra, sig- deve restituir pela quinta parte |do vencimento
nilicando, em resposta ao seu officio de 11 deja- o que de mais houver recebido.
neiro ultimo, que, visto nao haver declarado o DitoAo mesmo, participando, que S. M. o
aviso da secretaria da guerra de 6 de outubro do Imperador bouve por bem augmentar com res
anno prximo passado, nern o ofllcio da presi- i 19:7218636 o crdito aborto para as despesas
denciade 17 de novembro do inesmo anno, da repailicao da guerra nesta provincia, sondo
quaes as porgaes, cin que devia ser vendida a 7:2208864 rs. para a rubrica do reformados, e
plvora da fabrica nacional, pdeS. 8.a vendel- \ 12:500S772 rs. para a da guarda nacional dos-
a as quantidades, que forero procuradas, e ir tacada.
a_,itono lucauaw, .-^..-..v.--------"X"~i ---
do imperial aviso de 22 de Janeiro lindo, que
faca substituir por ou'ro de major porto o es-
dn fl

fres da Ihesouraria da fasenda.Participnu-se
ao inspector ..a thesouria.
DitoAo engenheiro emchefe das obras p- caller das visitas de sade; e exigindo, para ser
enviada a secretaria do imperio, urna corita es-
pecificad* das despesas dos correios no actual
marcido. com demonstraca da desposa abso-
lutamente indispeusavel para esto ramo do ser-
vico publico.
DitosDo secretario da provincia ao mesmo,
blicas, autorisando-o a contractar com algum
dos moradores as immcdiaces da ponto do
Anjo a lin.pesa o consorvacao da dita ponte, e
dos atierros, t empedramientos respectivos; vis-
to que, segundo informa, nao so pode com isto
despender mais quo cinco mil reis mensaes.
IDEM do da 7.
OfficioAo mesmo Exm. snr rogando,
expeJisse as suas ordens ao commandante da
barca de vapor que acahava de chegar do
Sul para receber na tbesouraria as sommas
que estavao destinadas para as provincias da
Parahiba Ilio-grande-do-norte o Cear
DitoAo mesmo Exm. snr. informando o
requerimento do Henrique Jorge em que pe-
dio o Ululo de aforuiuiiu u terreno,ja medido,
ao lado da ra da Concordia do bairro do
Santo Antonio desta cidade.
A^a.dl t><>
CilicioAo mesmo Exm. snr. participando,
que o commandante da barca de vapor Per-
nambucana linha recebido alem das quantias
destinadas para as provincias de Cear, e Pa-
ra as de 10:000,000 rs. em notas novps de
FRANCA.
Cmara dos deputados.
A cmara dos deputados completou a sua or-
ganisaco no sabbado :o de dezembro) pela e-
leica dos seus quatro secretarios saber,
MM. De l.espee, Lascases, l.acrosse, e Roissy
D'Anglas.
Depois de encerrado o escrutinio, lovantou-
lou-se o presidente interino, M. Laffitto, e diri-
gi cmara aseguinte
Ai.i.ocig.vo.
a Senbores,chamado pela segunda vez a
honra de presidir-vos, nio abusarei do privile-
gio da minha idade e das minlias funecoes. As
tristes recordares, que experimento neste lu-
gar, tal vez me levassem fallar-vos das m-
nhas apprebensoes respeito do futuro, ao pas-
80, que sn dejara n'estc momento expressarvos
os rneus agradecimentos pela benevolencia, do
que me haveis dado nova prova; mas vista de
urna situaco, quo nao parece sem perigo, obri-
ga- me a consciencia a dizer-vos o que de vos es-
pera a Franca.
No decurso da vossa sessao, alm do pro-
gramma oflicial dos vossos trabalhos, se vos of-
ferecer occasioes de examinardes, so as nos-
sas recentes illuses, e fortunas sero engolfa-
das no abysmo, que se abre s nossas mesmas
portas (interrupcao)se a lucia, travadaem va-
rias localidades (Oh, oh ) entre o governo e as
potencias eleitoraos, nao contem em si os ger-
mens de urna lucta, anda mais grave, entre os
dous principios, que por espago do 14 annos te-
mos Irabalhado por conciliar grandes exclama-
cees do centro)se a artificiosa calma, produci-
da sobre a superficie do paiz [Ah, ah !, sufB-
cienle para a nossa dignidado (Oh, oh!)se a
desordem e a anarchia nao estad na base da
nossa situaca (susurro de difTerentes partes da
cmara)e se a boa f^ e rectidao na administra-
gao do negocios pblicos nao sao prefer veis aos
recursos da venalidade, um trafico de corrup-
t; i", i .r.mile interrupgo do centro; c urna voz
bradou lortemente Urdem, ordem. )
M. LaflittePens, que a minha idade, o meu
carcter, a minha posiga, dao-mc direilo a d-
tef a veidude, quando o juigo til, (signaes do
approvagao da esquerda.)
M. I.ailiiieNao levarei mais longe as mi-
rillas investigaees.
Urna voz do centro exclamou, Nao se perdo
nada com isso ; e outra voz da esquerda im-
poz silencio ao interlocutor.
M. LaffitleNao levarei mais adiante as mi-
rillas in vestigagoes; porm lembrai-vos de que as
faegoes acabo, os ministerios mudo-se, os
.
i


^
V
"V
a
systemns anniquila-sc, e nos senhores, nos fi-
camos responsaveis pelos obstculos, quoo paiz
enronlra no desenvolvimento d'aquelles recur-
sos de poder e de prosperidade que se dcvia es-
perar da revolucao de julho. (Grande susurro do
centro, e exclamaces approbatorias da esquer-
ra- '
M. LnTlttc dissc cntao. Agora convido os
Srs. presidente, e secretarios eTectivos toma-
fatn os seus lugares; e voltou aoseu costuma-
do assento na cmara.
lina urna voz do centro. A labonne hturc.
M. Sauzet, presidente eleito, dirigio-se entao
a cmara, no meto do mais profundo silencio; e
depois de ngradecer-lhe a honra, que lhe havia
feito, de elegl-o outra vez para oceupar o hon-
roso cargo de presidente da cmara, concluio
aisim:
>c A primeira sessaii cumprio oseu dever, la-
ca a segunda o mesmo; coopere a cmara para
isso cora as commissoos (Burcaux! pela boa or-
dem das suas deliberares, pela prompta e sa-
bia distribuicao dos seus trabalhos, para que
nao se perca do vista ideia alguma salutar, nem
su desperdice momento algum; saibamos mos-
trar o que se pode esperar d'uma naca intelli-
gente e poderosa, e merecamos assim a gratidao
do paiz. O presidente declarou entao consti-
tuida a cmara, e propoz a votaca das costu-
madas gratas ao deputado que pela sua provec-
ta idade, tinha interinamente presidido.
Algumas vo^.es do centro exclamarais aqui,
Uh, oh, e Nao, nao ; e outras da es^uerda,
Consulte a cmara.
O presidentePeco a cmara, que vote os a-
gradecimentos do costume aos mombros da me-
za provisoria. 'Oh, oh. Creio, que nao haver
opposicao esse voto degragas.
Urna vozdaesquerdaIlaopposicao, sim sc-
nhor. Consulte a cmara.
O presidentePeco outra vez, que se vote
gracas mesa provisoria. ;Gritosdesim, sim )
Nao ha opposica5. Gritos de Nao, nao. As
iracas sao votadas. Grande susurro e excla-
maces da esquerda.)
Lo8 depois levantou-se a sessao.
[Evening-Mail.)
K*-r
Correspondencia.
Srs. Redactores. No seu Diario n.* 27 de
sabbado 3 do corrente fevereiro, anno 20, vem
um artigo extrahido, ao que me parece, do Dia-
rio do Itio, sob o titulo Religiao, que me
suscitou bem melanclicas ideias vendo como
o erro, e a mentira vem manliosamenle er-
guendo a cabera hedionda c sacodindo ame-
acadoras as desgrcn'nadas viperinas madeixns:
E urna reaccao do espirito lunesto da supcrsli-
CAO e fanatismo contra alguns excessos do s-
culo 18 em materias religiosas; mas o secuto
19 vai tamhcrn trilhando o caminho de excessos
contrarios Quando, srs. Redactores, quere-
ra o espirito humano fugir de perniciosos extre-
mos e seguir a justa mediana cm que ni-
camente existe a verdade e a virtude ? Po-
demos muito bem admittir e reconhecer o
primado de honra e |urisdiccao do pontifice
romano, sem com ludo attribuir urna sobera-
na absoluta que lhe nao compete nem urna
infallibilidade que nunca teve, nem pode ter.
Deixemos de parte a pretencao de ser o papa
o nico representante de Christo na trra, com
excluso dos bispos no uso do ministerio sagra-
do e do poder das chaves, e na gerencia do
rebanho que o Espirito Santo, como diz S
Paulo, Ibes tem confiado e tratemos dessa n-
falibillidadc do papa que j i alguem chegou a
dizer que asi attributo essencia! da schers-
nia. Kgo pro le rogavi ut non de/iciat fides la
o lugar ideolgico, donde o autor do arti-
go pertende deduzir como outros muilos a
nfullibidade do papa em materias de ( ; mas
eu com outros muitos neg aconsequencia (por
que direi de caminho 6 este um ponto indefi-
nido e de pura controversia) e. admillindo
que aquella declarado de Divino Mestre era
urna promessa elTectiva feita S. Pedro, nunca lhe faltara a f nem a verdade por-
que em fin er se que os apostlos, depois da
vinda do Espirito Santo erao cada um divi-
namente inspirados resta anda provar que
essa inpiracao era extensiva a todos os succes-
sores exclusivamente de S. Pedro <> tanto se
faz necessario para se poder sustentar, que to-
dos os bispos do Roma, e nao os succossoros dos
outros apostlos sao divinamente inspirados ,
e. portanto infalliveis, opiniao, que com razo
deixou de ter voga c que agora se forceja para
faicr reviver. Ouanto mais que o mesmo S.
Pedro, depois daquella oracao, que havia feito
o Divino Mestre, ainda o negou tres vejes ,
queda que contestamos ter sido mui til igre-
ja pela razo do Sed tu aliquando conversns
confirma ialies luos; mas que serve tarnhem
para provar, que S. Pedro nao era ainda infal-
livel, apesar da oracao de N. S. J. C. Alm dis-
to sabem todos, que 5. Pauto argulo com mui-
ta severidade a S. Pedro de judaizar c nao
quiz que se eslendessem aos convertidos por
elle S. Paulos principios seguidos por S. Pe-
dro os christaos convertidos do judaismo per-
teodiao, que lodos os aeopnitos dayiao ser pri-
meiro circoncizados porque J. C. nao havia
vindo dissolver essa lei; mas cumpril-a : S.Pe-
dro condescenda com ellos S. Pauto porm
oppunha-se e venceo; porque o concilio, ou
a igreja de entao decidi,como entenda o apos-
tlo das gentes, que trabalhou na vinha do Se-
nhor, mais que S. Pedro, e que todos os apos-
tlos individualmente fallando. E so so quizer
dizer, que era esse um ponto de disciplina, e
nao do fe ao menos serve elle para enfermar
a opiniao do autor do artigo que combalo ,
que sustenta a soberana absoluta do bispo do
Roma.
Ora se tal aconteca S. Pedro mosmo o
que deveremoscrOr de seus successores? Os mo-
numentos da historia esto attestando os mui-
tos casos de papas, quoerrrao mesmo em ma-
terias de f e assombroso ver, que aquel-
les mesmos que mais fogosamente sustentSo
essa infallibilidade, e soberana absoluta do pa-
pa, s-vozes se contradi/.etn grosse ira mente. Te-
mos disto um exemplo bem recento no bispo ,
parece-me, quede Rordeaux, Blanchard, que
queria denunciar o papa igreja aecusando-o
de herege por haver feito a concordata com Na-
pnleo de mancira, que devendo um conci-
lio ecumnico julgar e sentenciar opapa.fi-
cava estabelecida por ello mesmo a autoridade
dos bispos. como representantes da igreja uni-
versal sobre a soberana do papa alias o ca-
so teria lugar por meto de urna revoluco na
igreja, eJ C nao quer. que a sua esposa en-
tre em revoluies, para nao romper a sua t-
nica inconstil. Para nao tomar muito lugar
no seu estimavel Diario deixarei, srs. Redac-
tores, os muitos casos, que disso, formigao nos
monumentos ecclesiasticos, e contentar-mo-hei
com o do S. Cyprianno : sabem Vi.mi que
elle morreo em graca, e amizade de Dos; por-
que delle resa a igreja universal e temeridade
seria negar que elle seja um santo e santo
padre da igreja. Pois saihao mais que elle
morreo resistindo s decisoes do papa oque
equivale desconhecer a sua infallibilidade,o a
sua soberania. S. Cyprianno negava a vali-
dado do baptismo administrado por hereges o
papa dizia que era valido e que nao tinha
lugar a rebaptisacao : so o ponto de f, como
parece, S Cyprianno desconheca a infallibili-
dade do papa ; se de mera disciplina e a re-
baptisacao era mera ceremonia dereconciliaco,
a autoridade soberana do papa era desconcei-
tuada, o que se nao pdesuppr em S Cypri-
anno. O papa tinha razao e um concilio de
cidio a queslao contra S. Cyprianno; maso
caso que a infallibilidade, o soberania do pa-
pa nao era reconhecida pelos santos padres e
entao S. Agostinho procurava persuadir os bis-
pos d'Africa dizendo-lhes que em quanto um
ponto era controvertido, e a verdade eslava oc-
culta podia cada um seguir a opiniao, que
melhor I lie parecesse ; mas depois della deseo-
berta, depois da definirlo do concilio, nin-
guein era licito disputal-a que S. Cyprianno
mesmo se fsse vivo, leria abjurado a sua opi-
niao.
J. Christo havia perguntado aos seus discpu-
los Vs porm quem diris que eu tou? Si-
mao Barjona, como mais velho e quem o a-
mor para com o Divino Mestre, levava semprc
tomar a palavra. respondeo em nome de iodos
Tu s Christo filho de Deas vivo E e te di-
go replicou J. C., que tu es Pedro e sobre
esta pedra edificarei eu a minha igreja e as
portas do inferna r,5a prevahcrS coni' ello
Ora, havendo J. C. feito a pergunta todos
os seus discpulos, e tendo S.Pedro respondido
por lo los, claro que todos, na pessoa de Pe-
dro, fez elle aquella promessa, porque nao era
sobre a mortal pessoa de Simo Barjona, nem
de nenhum de seus outros discpulos nem de
todos juntos ; mas sobre a f por elles profes-
sada e que deviAo ir pregar por todo o mun-
do que J. C. promella fundar a sua igreja.
Por isso dizcm os santos padres mxime S.
Joao Chrisostomo que mui frgil seria a base
da igreja de Dos se ella fsse fundada sobre
a pessoa de S. Pedro nem a sabedoria do Di-
vino Fundador pndil admittirsimilhantecousa.
Era ao apostlo, que J. C. faava : oevange-
Iho a f, que ellos tinhao de pregar, que
era a base o fundamento nico da igreja de
Dos : esta f e nao S. Pedro que ha de
durar at a consummacao dos secuios, contra
ella que se tem de quebrar os furores do in-
ferno.
Ja la vai o tempo. em que se acreditava, que
o pontifice romano, decidindo ex-cathedra, nao
poda errar e essa crema foi origem de todos ,
ou do grande parto dos males que aflligirao
o mundo catholico, desuardo a espoza de J. C.,
e rasgaro a sua tnica inconstil. Tenho, co-
mo todos devem ter que o papa deve ser obe-
decido as materias da sua competencia as
ergotista, quede logo, em logo pertendem ti-
rar as mais exageradas, e sopbslicas conclusocs:
Lamcnas achava. que a torca da lgica irres-
tivel favor do papa; mas eu digo, como Santo
Ambrosio quo om suas ladainhas dizia Da
lgica de Agostinho livrai-nos senhor Era
contra a frca argumentativa de S. Agostinho ,
quando Momicheo quo ello pedia o auxilio do
Ceo. Nos lempos mais prximos aos apostlos,
nos mclhores dias da igreja esse primado essa
jurisdicc5o noero, nem a quinta parte t3o
extensa como hoje o assim mesmo nao ella
agora nem a quinta parte do que foi nos
lempos anarchicos da idade media.
Se na minha pequenhe/. srs. Redactores ,
eu me abalanco estas consideracoes porque
me horroriso do ver, com que afinco urna cons-
pirado que marcha com ps do la...... nao,
com muita ousadia, pertende fazer reviver boje
ideias justamente proscriptas, doutrinas que,
se as deixarcm, com mais algunsdias fara5 es-
tremecer sobre seus thronos os rcis, e impera-
dores trari a ruina dos governos, e as ca-
lamidades dos povos. O'inquisicao inquisi-
eioll pareco-mo que t nos bates porta
com todo o horroroso apparato de pols,potros,
fritadas do pos das tuas victima? em azeite fer-
vondo com os teus sambenitos, mordacas ,
carochas, e fogueiras! A mutua confidencia
ser desterrada d'entro os esposos os pais to-
mer-se-hSodeseus flhos, cada familia ser um
pequeo inferno ; porque nos collegios nos
cathecismos, nos......os inquisidores, e seus
numerosos espides arrancaro aos innocentes
filhos declaracoes equivocas o mesmo indiffe-
rentes, que, interpretadas por elles a seu geito,
dar-lhes hao diroito vida honra e fa-
zenda de suas marcadas victimas. E nao me ta-
xem de visionario as cousas assim comeco.
Varicela de.
O CARAPUCEIRO.
A C0N.-C1ENC1A.
A consiencia um tribunal,erecto em o nosso
proprio coracao ; tribunal que mede os nos-
sos pensamenlos e as nossas accoes com a re
gra da lei natural impressa pelo Creador no
fundo da nossa alma.Esta lei.sempre presente
a nos mesmos, lrma om nossos coracoes aquelle
grito, que chamamos consciencia, grito, que
se nao pode calarainda nomeio dos nossos mai-
ores desregramentos. E' urna voz que grita
continuamente para fazer-rios tornar ordem,
que essa lei nos prescreve. Ella sim nos pres-
creve o amor do Dos e amor de nos mesmos,
e o amor dos nossos similhantes. Ella igual
em todos os homens nao havendo nenhum ,
que seja isento della, ou que lhe nao esteja
sujeito.
A ccnsciencia tarnhem um tribunal que
julga das nossas acedes tanto na ordem das
que sao proscriptas pelo cdigo da religio ,
quanto das que sao mandadas ou prohibidas
peto estado ou pela nacao. A lei natural ,
que a loi do Creador e bem assim a lei da re-
ligiao que a lei do Redemptor sao inva-
riaveis, sao communs a todos : ninguem ha .
quo a possa variar que lhe possa acrescentar,
ou diminuir alguma cousa. D'aqui sosegu ,
quo a consciencia no se pode dizer pessoal :
ella a consciencia do todos; porque a lei
i. ual e commum a lodos.
Bem pide qualquer uiTiciTi taimientos
particulares, e por elles regular o seu proce-
der : mas esses sentimentos nao frmao a sua
consciencia a qual propriamente obra da
mo do Creador, que lhe imprime no coracao
o sentimento de deveres communs, e geraes
para todos; que faz conhecer a todos os ho-
mens estes mesmos deveres sem particularidade,
ou distinecao de qualidade gerarchia ou
sexo. D'aqui se segu, que, se a nossa conduc-
ta guiada pelos nossos particulares sentimen-
tos fr conforme consciencia ou ao tribu-
nal que Dos ha eregido em o nosso coracao,
neste caso a nossa conducta ser regular: mas,
se esta e os nossos sentimentos forem discor-
des desse intimo tribuna! cnt3o a nossa mes-
illa conducta ser singular e assim descanea-
da nao podera servir de norma, e de guia
ninguem. A consciencia pessoal, quo vai d'en-
contro s leis do Creador, um delirio que
nao pode produzir senao fanticos na religiao.
e malvados no estado.
E' por tanto urna proposicSo inepta e ri-
dicula o dizer : a minha consciencia assim
m'o dita, se esta consciencia contraria cons-
ciencia commum. Isto seria o mesmo. que
se em pleno dia alguem quizesse trazer na mao
urna lanterna, edissesse: tenho o meu lampio,
a minha luz : e recusasse caminhar lia do
sol que commum todos. Logo so as pes-
Toda vez que a consciencia nos acensa dc-
haver.nos feito alguma aocSo contraria ordem,
esse interno reproche produz em nos a vergo-
nha osromorsos, e o arrependimento : isto
; experimentamos dentro de nos um senti-
mento doloroso excitado pela ideia de sermos
merecedores de desprezo : excita-se em nosso
coracao o temor das penas e castigos que
merecem as nossas ms accoes ; e sentimos urna
dr intima de havermos praticado actos cujas
funestas consequencias nao deixamos de prever.
A consciencia porm nao falla senao aquel-
los que entrao muitas vezes em si mesmos ,
o examinao as suas accoes. Por este examo
nos nos julgamos com regras immutaveis, e
com deveres, que a moral nos prescrove ; ex-
perimentamos a vergonlia os remorsos, e o
arrependimento, toda vez que temos obrado
mal; observamo-nos, corrigimo-nos, e con-
demnamos os nossos erros com a mesma impar-
cinlidadc, com que condemnamos os dos ou-
tros.
Pelo contrario a consciencia bem pouco ou
nadase faz sentir ao homem leviano e frivo-
lo que nunca se julga a si mesmo ; porque
nao reflecte na qualidade das suas accoes. A-
rivolidade a liviandade e a distraceao tor-
nao muitas vezes o homem tao perigoso co-
mo a mais negra perversidade. A sua consci-
encia nada lhe reprocha ou ao menos a sua
voz immediatamente suffocada ; e j se v ,
quao difllcil seja quo so possa com tal carc-
ter ser homem de bem.
A boa consciencia ou urna interna tran-
quillidade o salisacao a recompensa, que
SO cabe virtude. Esta satisfacao consiste na
seguridade de que as nossas accoes nos devem
grangear n3o s os applausos e a estima dos
nossos s:milhantes como tarnhem a eterna re-
compensa do Creador. Eis o que constite a
verdadeira ventura a tranquilizado d'alma ,
a duradoura felicidade que o homem inces-
santemente desoja c para a qual o deve enca-
minhar a moral.
Nao assim o homem d'uma consciencia cor-
rompida e malvada ; que nunca pode ser fe-
liz e por urna lei constante do Creador ainda
mesmo nesto mundo nao pode gosar d'uma pu-
ra e constante lecidade. Seu poder, suas
riquezas nao o sustenlao contra si mesmo; nos
lucidos intervallos, que lhe deixao as paixoes,
se se recolhe ao seu coracao ahi sent os re-
proches d'uma consciencia perturbada pela as-
sustadora memoria dos seusdelictos. Por s$
, que o assassino, dispertando noute er \er
a sombra dolorosa d'aquclles quem tem
cruelmente arrancado a vida : v os olhos do
pblico cheios de horror; e parcce-lbe, que.
irritado, grita vinganca contra elle : v juizes
severos, qne pronunciao a sua sentenca : \$
finalmente o apparato do suplicio que reco-
nhece merecer comjustioa. Este espectculo
imaginario algumas vezes to cruel para os
gitimos?
nina
materias de religiao ; porque ello exerce na I soas singulares em seu procedimento que
igreja urna primazia de honra e jurisdieco j preferem a sua consciencia ou anterna das
|ue preciso respailar para a boa ordem eco- suas paixoes ao so'
i da Divindade que ;i todos
nomia administrativa c unidade. da igreja
mas tenho ta.in.beui, que preciso dosprezar os
aluma ; e tal singularidadeem substancia nao
outra cousa, senao urna verdadeira impiedade.
que sao lodos de imaginaco mu viva que
tem-se visto criminosos irem-se o florecer per
si mesmos aos golpes da justica o buscar nos
tormentos e na morte um refugio contra os
remorsos, dos quaes se viao inetssantemente
agitados.
Se o vicio nao senao urna consequen-
cio phisica da nossa organisaro ( diz Cha-
teaubriand ) d'onde vem esse horror que per-
turba os dias d'uma prosperidade criminosa .
Porque o remorso tao terrivel que muitas
vezes ha quem protira submetter-so a pobrezn ,
e lodo o rigor dn virtude adquirir bens ille-
Porque ha urna voz no sangue o
palavra napdra? O tigre despedace I
sua preza e dorme ; o homem faz-se homi-
cida o vella. Elle procura os lugares deser-
tos, e todava a solidao o assusta : elle se ar-
rastra em torno dos tmulos, e estes lhe me-
tem medo. Seu olhar inqueto e vacilante :
ello nao ousa olhar do fito para a parede da sa-
la do festim com receio de nella ver caracte-
res lunestos. Todos os seus sentidos parecen
apurar-se para o atormentar : pela calada da
noute elle \ luzeiros ameacadores;est sempre
cercado do cheiro da carnagem: elle descobre o
gusto do veneno at as comidas que tem^"
duhado por suas proprias nios : seu ouvido,
dotado de extraordinaria subtilera.acha cstron-
do, onde todo o mundo encontra silencio e ,
abracando o seu amigo, elle er sentir dehaixo
das suas vestes um punhal escondido D aqu
exclamavaJ. J. Rousseau; Consciencia. cons-
ciencia Inslinclo divino voz inmortal e
celeste guia segura d'um ente ignorante
limitado ; mas intelligente e livre ; juiz m
fallivel do bem o d< mal que tornas o ho-
mem limilhante Dos Tu que consti-
tues a excellencia da sua natureza e a niora-
lidade das suas accoes. Sem ti eu nada IIB
em mim, queme eleve cima dos brutos se-
nao o triste privilegio do desvairar-mo de err
em erro por meio d'um entendimento sem re-
gra e d'uma razao sem principio.
E' mistar porm advertir que a consciencia
nao obra com igual poder sobre lodos os culpa-



.. BMW
s5
. .. -- aMp.....'
dos. Ella como j disso nao falla genio
fugitivamente, espirites frivolos o dissipa los,
c quisi nada aos quctoem como que catejado no
mal; e em toce inteiramente ni tempestado
das paixes ou em vio se oppo ao pondor
do matis hbitos. Nao 6 pois para admirar o
ver tantas pessoas no mundo fazer mal sem o
pensar persistir at a morte no vicios, c as
desordena sem nunca oscxpnbrar a si mes-
mos o sem nunca Ihe viro pensamento de re-
parar as injusticia que contra o scu prximo
tecm cqmettido.
Vicios e deudos lia que polom rcpa'ar-
so : urna njuslica, foita alguem, repara-se
restiluimio-lha a ustica, e resarcindo -o do
damno, quo se Ihe tom causado. Arostituico
repira o delicio do furto ; Uina declaraco so-
lemne p le reparar o damno, foito reputaeo
de outrum. Sinaes de submisso earrepen-
dimonto pJem desarmar o odio, produzido por
urna olTensa. O coracao do bomem parece alar-
gar'-SO todas as ve/es que ha reparado o mal ,
cuja ideia o comprime e atormenta.
Todava nada ha mais raro, do |ueuma re-
paragao completa capa de lechar em mis s
feridas da consciencia, o nos mais a memoria
do mal, que Ihos havemos foito soffrer. O ho-
mem -ompro obrigado sentir um interno
desprazer, e um secreto sentimento do dospre-
zo de si mesmo, quando se recorda que se ha
Jeito odioso, e dospro'ivel aos olhos de seus
somelhantes ; e estes da sua parto com muita
diinculdade se esquecem totalmente dos ultra-
jes que bao recebido.
Por outra parle a reparado dos damnos cau-
sados a oulrem sempre custa muito a cubica ,
e vaidade dos homens. Ella suppic urna gran-
deza d'animo, umacoragem, doquesopou-
co capazes os malvados, nao se dar nelles
urna mudanca total. Eis porque, havendo
muitos culpados, que se arrependein da sua
conducta e parece mudio de vida comtudo
raramento se determinan reparar o mal, de
que sao autores. Os homens pela mor parte ,
quando nao estao .ubilados nos vicios o nos
delictos, passao a vida i lutar contra si moa-
mol, a fazer-se reproches -, c depois buscar
sofismas para adormentar a consciencia lo la
mi que os atormenta com os seus remorsos.
Todos devramos tremer, se pensassemos as
inevitavois consequoncias das nossas paltes ,
que nos arrastrao a coinmettr delictos, que,
nao podendo reparar-so deixao perpetuos re-
morsos em nossos coraces. Em verdade como
restituir a vida a um amigo fiel, que o delirio
da colera ha foito perecer em um duello ? Co-
mo podar reconciliar-se comsigo mesmo u;n
tyranno, cujos despotismos teem inlelicitado
por seculos um povo inteiro? Como acalmar
os remorsos d'um conquistador quando a sua
imaginacao Ihe fazouvir os ritos das naces
assoladas, e destruidas? Como tranquillisar
a conscijiicia d'um ministro, cujos prfidos
consolhos toem anniquilado a felieidado de seus
oneladaos? llavera meio de restituir a pal
ao coracao d'um ui/., cuja iniquidade, ou
ignorancia ha felo perecer o innocente 1 Em
(imcomo aocegar o espirito d'aquello, que se
tcm locupletado da substancia do pobre da
viuva, o do orphSo?
Conformo a crenca assim a consciencia de
cada um, feralmente fallando Logo, quaI ser
a consciencia de um materialista, e d'um alheo?
Qual ser a consciencia d'aquelle, que c indi-
erente toda e qualquer crenca religiosa? O
tiouiem qun com a morte so iulga reduzido ao
nada; 0 liomem, quo nada espera, e nada
teme alcm desta vida do maravilha encher
outra regra d proceder. que nao sojao as suas
DalxSes. Podar sim ser cautelosa at ccrli
ponto, por motivos de honra, ou por modo
das leiscivis; pormtoda vez, que poder 1-
ludir a sociedade respeito d'aquella, e escapar
pena destas, nada ser capaz de oconter e
proseguir impertrrito no curso de suas mal-
dades. Em todos os coraces existe sem dvi-
da gravada a le natural: mas o acleo dos re-
morsos choga despuntar-so de todo, j pela in-
credulidade, j pelo habito dos vicios, edos
crimes. ,
E que consciencia pode haver onde predomi-
nan as doutrinas do puro sensualismo ? I)o que
servom as cnais sabias instituicoes que apro-
voilao as melhores leis em um paz. em que a
gente, que se diz mais grada o instruida olna
para a religio, como um mero espantalho da
Licbe, e nao tea otttco aenUmento, Moto o
individualismo? Em quanto os homens olha-
rem para este mundo, nao como um lugar de
peregrinacao, mas como o nico theatro de
seus prazeres, de sua grandeza &c. &c. nao
se espere inoralidade pblica nem que hajao
lrmas de governo nem legislaces, quo os
lelicitem.
\ estas ra/es nao faltar quem contrapo-
nte que muitos socrentes e todava rela-
xadas em seus costumes : mas isto fcilmente
so responde, que tal fenmeno se observa n a-
uuelles, cuja ermea e taouraca que pouco
d.sta da incredulidado porque aquello cu|a
f e viva o profundamente arreigada_ no co-
ve/.es caiiii por fragiiieado e
neira do febricitante que citi lastimoso deli-
rio considera-so na melhor sa lo !
K sem dvida mui errnea a consciencia d a
quflles, quo, obrando mal contra seu prximo,
imaginan escapar ao castigo celeste por sb vale-
rem do santimonas, e praticas de devocao ,
boas certamenlo quando ausentan sobro a s-
lida piedade ; mas que sao obras moras ,
quando se falta aos artigos capitaes da religio.
Furta o laverneiro todo o mundo furta o
logsta rouba desapiedadamento oescrivao &c.
iic. : o como para apaziguar a divindade, eae-
clamar a consciencia mettem-se em irmanda-
des eordens 3.**, ro/ao contas., o hentinhos,
accompanliao procisses o enterres-, dodi-
nheirospara festivi iades, &c. : c continuando
a lesar ao scu prximo Que boa consciencia!
Outros largao as redeas aos vicios durante to-
da a vida e prximos aos ltimos momentos
julgo-se quites para com Dos, e para com os
seus somelhantes. alistando-se em contrarias,
cobrindo o pescoco de vernicas, o reliquias ,
e podindo os amortalhem com este ou a-
quelle habito de trade &c. &c. ^ Quanto se
enganio todos esses misera veis S lous ua-
naes existem para a salvacao eterna isto 6; o
bautismo, ou a penitencia. Pranos, quej
fomos baptizados, e que inlelizmente havomos
perdido a graca por nossos peccados nao ha
nutro meio de recobrar, senao a penitencia.
Sem dor dos peccados, o firmo proposito de
emenda, sem verdadeira contrieao ou sem a
alricao no Sacramento da penitencia nonhum
peccador se salva anda que rezo todos os ro-
zarlos do mundo ainda quo tenha todas as
devoros imaginavois.
Esta 6 a verdadeira doutrina que muito
lovmenlo do Porto.
comprrao aos rrcdoresdosr. Francisco Caval-
canti do Alhuquerque a sua toja na ra do
Queimado n. 53 com as fazendas, dividas, e
mais perlenccs da mesma ; por isso os abaixo
assignadoa previnem a todos os srs. devedores
do dito sr. Cavalcanti quo do dia lo do cor-
iVaoo entrado no dia 10.
Rio-grande do-sul; :tt das; brigue nacional
Encantador, de 100 toneladas; capitao UKJ (lllu .-,..................
Joo Francisco Fernandos; equipagem 13 ; rento em vante ficao sendo devedorea aos abaixo
carga carne. assignadoa, e nfto ao dito sr. Cavalcanti; por-
Xavios sahidos no mesmo dia. tanto roga-so a todos os srs. devedores quo
Porto; brigue portuguez Primavera; capitao nftopagucm senao aos abaixo assignadoa,
Jos Carlos Ferreira Soares; carga varios
gneros : pissageiros \
Liverpool; brigue ingles Bratian; capito
Willian Cunningtan carga algodao, e
assucar.
contrario ser5o obrigados pagar segunda \cv.
Recife Kide l'evoreiro de 18.
Ferreira V Oliveira,
Se a pessoa que a lempos ofiereceo 2
tontos de reis pela casa", csilio. que se tem an-
nunciado a ra Imperial do Atterro-dos-Af-
togados, ainda a quixer por a dita quantia; di-
rija-se a Ra-nova n. "20, ou a ra da l'raia do
-Pela subdelegaturade polica da fregu- !Santa Hita armazn, n.25
,. de Santo Antonm loi aprehendida urna co- | ~ Perdeo-se na quinta fe.ra; ^corren-
i., .. i o,da ra da Santa-i ruz at a C.apunga no sitio
icrdeprata a um preto que a andava ven- '"ua u ,
Ida senhora I). Flonnda, una corrente de relo-
gio franceza, de curo, muito bem feita e bo-
>oclaracoes.
dondo dizeiido a ler adiado ; quem se julgar
rom direito ella comparegapara Ihe ser entre-
gue. Subdelegada do polica ila freguozia de
Santo Antonio l de fevereiro de 1814.
= Pola subdelegatura de polica dos A Roga-
dos se faz publico que foi adiado em inao de
nita; quem a tiver adiado, querendo restituir ,
dirija-se ao mesmo sitio ou annuncie, quo
sera recompensado.
. l .na senhora de l.ons costumes se encar-
Carlos Jos Malaquias pessoa indigente um rega da criaefio de meninos de peito impedidos,
e dempedidos e lambem recebe meninos
desmamados para curar da sua educago no
relogio de ouro : a quem pertencer este traste
pode re<|uerer a entrega a qual se ellectuara
depois de procedidas as niesmas declaracoes.
Subdelegatura de polica dos Allogados 10 do
fevereiro de 18 Vi-.
Avisos maritimos.
lisia e i veroaueiia uuuiiinu tju; inu
convm fazer catar no espirito do povo mor- Para o (.cara satura o patacho .S. Jos
i .-. i_..:______ V..,lr. nnam niu/nr e.irrei'.ir OU irde 1)1S-
mente por esses sertoes ondo 6 to lastimosa a
Vencedor; quem quizor carregar ou rdepaa-
menie por esses senoes uuuo c um ii.....m i ....... i------ i-----, ..
.gnorancia, que sicarios de profissao nao sao sagem dirija-se ao lorio do-Mattos a lanar
com Manoel de Sousa CoutO ou com o mos-
tr do mesmo Manoel Jos Ribeiro.
capaxos de commetter dos seus costumados as-
sissnios sem rezarem primoiro as suas contas .
o sem ouvirem a sua Missa Outros uso de
breves oompostOS do oragoes escripias de reli-
quias &c. &c. e atlribuom a essos breves vir-
tude preservativo contra os efleitos da faca do
hacamarle ^e.
(^uio til fora desterrar taes prejuizos fa-
zendo ver a esiOI homens que urna oraciio es-
cripta nenhuma virtudetem; e que a religiSo
nao pode apadrinhar o vicio e o crime !
A barca franceza Camc/iu.tendo urna parto
da carga prompta oexcellentes commodos para
passageiros, seguir infallivelmente para o Ha-
vre no dia i de marco : para carga e passagem
fallo-so com o capito Guilbert, ou aos consig-
natarios Rolli & Chavannes. .
r= Para o Porto unir no dia 5 de margo a
barca portugueza Bella l'crnambucana ; quem
uizer carregar, ou ir de passagem trato com
nao p iue apaorinnar o vicio euuiiiic. ,......--------0--. .
muito preciso fa/er ver essa gente por ahi o capitao na Praca-do-coinmcrc.o ou com o
que o cristianismo um culto lodo de amor consignatario l homaz de quino t onseca na
.'raternidade : que Je/.us Cbristo vco ini.a-
nar todos os homens, pelo quo fundou toda a
sua doutrina om a caridade. Se guardamos
ra do Vigario n. 10.
=Para oMaranho est a saircom brevidade o
bem conhecido briguo escuna Laura de pn-
Ferreira da Silva Santos, na lra<;a-do-com-
niercio.
Avisos i! i versos.
COMERCIO.
lotera do gabe-
LUPE.
flo dia toez de fevereiro corre-
ro impreleriveloiente as
-odas desia lotera

K
odio ao no.so prximo, se Iho negociamos meira marcha : quem no mesmo quizo carre-
desgostos, e ruina nossas rezas nossas de- I gar ou ir de passagem para o que tcm ex-
vocoes nossas praticas de devocao sao o callentes commodos dirija se a o cap. ao Lu.z
Cl c i i J I_ -1- o:i_. C...t... nn l'rnra-ilii-rnin-
mosnio que as do larizeo : finalmente nada ha
mais necessario do que Ilustrar o mais que
fi'ir possvel a consciencia do povo. Rssas ora-
cdi'S essas beticos pouco ou nada cuslo :
pessoas lia quo a ellas so babiluao como pa-
ra matar lempo : mas retorcer as paixdes cri-
minosas, nao s perdoar as oflensas senao
pagar com o bem o mal que se nos tcm foito.
isso custoso isso demanda sacrificios, e nisso
que est iodo o metilo do chrisiao.
A raridade dos trocos no nosso mercado.
Uni dos nossos maioros males foi a necessi-
dadu da introduccao da moeda papel cujo va-
lor meramente fiducial; e urna vez perdido
este deixa inteiramente de ser moeda com
Tavissimo damno das fortunas do commer-
cio, odotudo. Por mais perfeitas quo sejao
as nossas sedulas impossivel lora que a in-
dustria humana nao as procurasse imitar met-
iendo na circuladlo innmeras sedulas falsas :
ea tal ponto ha chegado a nossa miseria a esso
respeito que na cidade do Porto dizem que
existo urna companhia cuja especulaco com-
mercial mandar para o Brasil sedulas falsas :
all com um cont de reis compro-sc 10 cori-
tos dess sedulas!
E qual o resultado disto ? Plantida a des-
confianza todos entrao a desconfiar das sedu-
as maiores, o a guardar as pequeas que
anda se nao sappoe falsificadas, e a dar maior
valor .i moeda rdo cobro: e d'ahi queemba-
raco no trafico da vida Permita o co que
a assembloa geral legislativa attentando para
as funestas consequencias doste mal nos aecu-
da de prompto com o romedio ainda que nos
custo grandes sacrificios
que prometi esmerar so: quem do seu presu-
mo se qui/er ulilisar. diri|a-se ao pateo do Car-
ino n. 24.
Francisco Tarault participa aorespeita-
vel publico e com mais parricularidade aos
amigos dos bous bocados que de boje em di-
ante olios adiarn a toda e qualquer hora na
sua casa de pasto franceza da ra da Lingueta
n. -2, toda a qualidade de comida franceza;
assim como vinhos e Inores de todas asquali-
dades caf com Icite e sem elle ; pastis .
lastele.s empadas da diversas sortes sala-
das presantes, linguicas. &c ; e que se-
rn servidos com o maior aceio limpesa, e por
preco commodo. O mesmo Tarault ollereco so
para mandar levar em as casas as comidas a
aquellas pessoas, que com elle se ajustaren ,
diaria ou mcnsalmente ou por urna vez s-
menlo : paiticipa-sc mais que todos osdias
do manhaa um scu agente levar a casa de seus
reguezes pastis, pastelees empadas, lin-
guicas e chouricas francezas proprias para
a I moco.
O agrimensor, abaixo assignado, offerece
os seus servicos s pessoas que tverem proprie-
dades demarcar a afianca a mais escrupulo-
sa exactido e o maior zolo no desempenho da
sua irte ; devendo todos os que do seu presu-
mo se quizerem utilisar,drigirem-se (porcarta)
ao mesmo abaixo assignado na Rua-direita ,
sobrado n 121.
Joaquim da Fonseca Soares de Figuei/edo.
Precisa-so de um sacerdote para capellao
de um engenho distanto desta praca 12 leguas,
e adverte-se que a capellana 6 bastante ren-
dse ; na ra da Cadeia-velha loja n. 50.
- D-sedinheiro a premio sobre penhores de
ouro o preda ou mesmo sobre bas innas, e
d-se al a quantia que o pretendente qui/er:
na ra estrella do Rozado no segundo andar
da casa sonde mora o Dr. Raptista.
__ Aluga-se um sobrado de um andar em
Fura- de-portas ra do Pillar com comino-
dos para una familia o com seu terrado,
quintal cacimba sabida para o ra de de-
traz u com sotao ; a tratar na venda do mes-
mo sobrado n. 82.
- Procisa-se arrendar um sitio porto da
praca que tenha casa baixa para capin pa-
ra um ou dous cavallos, cujo aluguel nao ex-
ceda de com mil rs. por auno ; quem tiver an-
nuncie.
= Joo Yanimeyl c sua familia relirao-se
para fra da provincia.
Let him who arko aiks lolielhcr divi-
sions, can exist in a Christian Church. refer to
1 Corintbians 3 chap : 3 verse also 11 chap :
18 verse.
sOflerccc-se um moco portuguez u iuauc
de 18 annos para caixeiro de venda da qual tem
bastante pratica para dentro desta praca ou
para o mallo sendo porto da mesma e d fian-
Ihctes achao-se venda ,
nos lugares do costume
se A co npanhia Ravel relira-so para a pro-
vincia da Raliia.
=Aluga-se, por proco muito commodo, o so-
brado n. luda ruado Vigario, do tres andares,
o soto com commodos para urna grande fa-
milia cem lugar mui proprio para escripto-
rio, e residencia de qualquer negociante; quem
precisar, dirija-se ao Atterro-da-Roa-vista n
12, segundo andar.
= Aluga-sc o primeiro andar da casa n.
42 do Atierro da-Roa-vista com bons com-
modos e ptima vista por proco multo cem
modo ; quem o pertonder, dirija-se ao segun-
do andar da mesma casa.
=A' Joao Manoel Pinto Chaves constando, r------------
que Josu do Jczus Jardim pretende vender uns' ca a sua conducta ; quem do seu presiono se
terrenos n'esta cidade, em Fra-do-portas e quizor ulilisar dirija-se a ra estrella do Roza-
outros bens faz scienle ao respeitavel pblico rio venda n. 8.
que ninguem contrate com o.mesmo Josu so
bre bons que Ihe pertencao ; porque contra o
annunciado tem o annunciante propsto urna
ss Aluga-se um armazem, na ra da Praia,
o qual tcm servido de armazem de vender car-
ne secca : na Praca da-independencia livra-
Alaodega.
llendimenlo do dia 16..........
Descarrego koje 17.
o:
4908808
raco raras .----- .
quando caa, a consciencia o aquilnoa e a|U- rrOT ^ flUSf/- diversas mor
Lio atW-l^^f^^l^J^ cadorias
Rrigue inglezMdium carvao.
Polaca Bea-intclligencia potes vidrados
.Mal por aquella que nenhuma f conserva ;
porque esse nao soalura por urna vez senao,
que blgar do seu proprio abalimento a ma-
OMIlUnviwMv non --- ------------------ I n f\
accao de protexto por perdas, e damnos pelo | na ns. b c8.
uiso do di,dio da 2.' vara do c.vei. esenvao j = Hontem 15 do corrente. mandando se um
Magalhes, e alm d'isso tem do haver do mes- preto ganhador levar da ra da Cadea do Recl-
ino Josu o alcance cmquo est para com o fe para o guindaste da cscadmba urna Ramel-
annuncianto, comocaixa da sociedadoextincta; la de cera branca, com 102 libras e marcada
pois tcitamente esto hvpolhecados todos os com J. C., sumio-se o dito negro com a ga-
bens pertencentesao mesmo Josu para satisfa- \ molla; roga-io pois, se a alguem fflr onerecida
cao dos damnos que lem o annunciante sof- dita gamella baja de aprehender e avisar na
rrjj0 ra da Conceicao na loja de Jos Gomes Leal,
= Os abaixo assignados fazem pblico, que pelo que se ficar obrigado.


*S
*N,

'V

A porgunta ein ingle/ se responde assim
ein porlugue/. = Igreja christa s aquella,
que foi estabelecida por J. C. ,o pelosseusjApos-
tolos. I na das olas essenciaes desta greja a
unidade que exelue qualqucr divisao na IV ,
de modo que a communhao ou seita que
profcssealgum artigo contrario, ou diferen-
te dos que ella esnina 6 por isso mesmo re-
geitada o expulsa do seu gremio. Tal o caso
em que se aclia cssa infinidade de scitas, que
impropriamente se arrogao o nome dechristaas,
e queem verdade sao oliras dos homens.
D-sc dinheiro a juros cora penhores de
ouro.ou prata; na ruada Praia n 22.
Precisa -se alugar urna casa terrea no bair-
ro da Moa-vista as seguintes ras; Rozario,
Gloria, e velha ; na ra do Queimado n. 4.
A luga se o segundo andar da casa da ra
larga do Rozario n. 35 com muitos com-
niodos, por 15. rs mensaes ; a fallar na lo-
ja de meudezas por baixo da mesma casa
Quem precisar de um caixeiro Porlu-
gue/, chegadoa pouco tompo,do 14 a 15
annos, comalguma pratica de venda, diri-
ja-sea ra das (lineo pontas n. 27.
= Aluga-se a loja da casa do Alterro-da-
Boa-vista n. 38, para fazendas ou outro
qualqucr cstabelecimento; a tratar na mesma
cisa.
Precisase alugar urna casa terrea, que
seja grande e que tenha quintal no bair-
ro de S. Antonio preferindo-se para a parte
do Mundo novo; quem livor annuncie.
= Achouso um embrulbo do dinbeiro ;
quem or seu dono dirija se a ra do Crespo ,
loja n. 12, que, dando os signaos, I he ser en
Comprao-se garrafas vasias ; na ra de
S. Rita-nova restilaco n. 85.

Vendas
HISTORIA DE NAPOLEO
Imperador dos Francezes, desde o seu nasci-
mento at a sua morte ; contendo a completa
e exacta narracao das suas guerras, batalbas
e victorias acedes de valor, de generosidade)
de clemencia de magnanimidade, coragem,
bondade; sua vida privada carcter, admi-
nistrado, e conducta com as naeoes estrangei-
ras ; traducida do original francez composlo
por A. Hugo, e augmentada com a minuciosa
relaco do funeral do Napoleao desde Santa He-
lena at a igreja dos invlidos.
Vende-se na Praca-da-indopendencia |-
vraria ns. 6 e 8.
= Vcndem se meias de linho du Escocia
para senhora a 1000 rs. ditas pretas para ho-
rnera a 1000 rs., leos de seda superior a 800
rs. ; lucos pretos a 160, e2i0 rs. a vara chi-
tas encarnadas mui finas a 180 rs. o covado
ditas de assento escuro a 180 rs. cassas d
istras de cores a 200 rs. o covado, cambraias
com vara de largura a 4S rs. a peca com 8 va-
is eoutras muitas fa/.endas por preco com
compraJores se faro patentes ; na Rua-nova c estreita panno fino preto superior lencos
armazem n. 67. e meias pretas as melhores chitas pretas que
Vendem-se6 costados de pao carga de ha para luto e todas as qualidades da |a-
30 palmos de comprido e dous e meio de lar- zendas pretas para a quaresma, por preco mui-
go ; cuma canoa pequea nova, por preco to commodo ; na ra do Queimado n. 25 |0.
commodo ; na ra de Apollo n. 32. ja de Guilherme Seto.
Vende-seo tratado de economa poltica, = Vende-se urna cama do Jacaranda, no-
primeiro .segundo e terceiro volumes, por va o do bom gosto, propra p&Ta noivad, un
Jo3o Baptista Say por preco commodo; na locador de oleo com gaveta po,"7000rs ,'um
ra larga do Rozario loja de meudezas n. 35. violo pequeo de Jacaranda por 5000 rs., uma
Vende-se um relogio de prata, patente cama de condur usada porm composta de
inglez dos mais modernos, edo melhor au- novo por 16000 rs. ; na ra cstr eita do l{0.
tor com pouco uso e rruito bom regulador,
por 80,000 rs. ; na ra do Crespo, loja n 23?
,Vende-se um refe muitoem conta; na
ra de Manoel-coco n. 62.
modo, na ra do Cabuga loja de Antonio Cabug* loja de meudezas junto da do Ban-
Koiinsuesda Cruz [Amirm '
treguo.
Precisa-se de uma ama para casa de pe-
quena familia, que saiba cozinbar, lavar, e
eogommar, que tenha boa conducta, preferin-
do-se escrava; na ra da Cadeia do Recito,
loja de chapeos n 46; na mesma loja vcndem-
su dous terrenos, ou afariio-sc sendo um na
estrada do Mangoinbo, pouco aleen da ponte,
com 120 palmos de frente e o outro de 60
ditos, defronte da Estrada-velha da Capunga ,
com alguns arvoredos, que daolructo, os quaes
se vendem em menor porcao.
Da se dinheiro a premio, mesmo em
pequeas quantias, com penhores de ouro ; na
Kua-nova n. 55.
SOC1EDADE PHII.O-THALU.
= 0 primeiro secretario avisa a todos os
socios, que os bi I heles para a recita de sabba-
do 17 do crranle se achao em casa do res-
pectivo thesoureiro na ra do Cdlcgio n. 5.
que ser distribuidos nos dias 16 o 17 das 9
horas da manhaa as 5 da trarde.
Roga-se a pessoa que no da 8 para 3
do corrento levou um toldo grande da quarta
porta da casa nova do snr. Angelo, na ruado
Trapiche, o obsequio de o mandar entregar na
mesma casa a Luiz Antonio Barboza de Brilo ,
ao contrario se publicar o seu nome pois que
nao se ignora quem se acha de posse delle.
=l)esappareceo da ra do Queimado no dia
8 do torrente um quarto magro ruco, com
o ferro LOA ; quem o livor adiado, c qui/er
restituir, dirija-se a ra do Queimado n. 7,
ou na ra do Crespo n. 2.
= Aluga-se urna casa de sobrado de 4 an-
dares na ra do Trapiche-novo e uma dita na
ra da Solidade ; a tratar na ra da Aurora
. 58.
- Um rapaz Brasileiro que escreve bem ,
tendo muita pratica de escrever processos sen-
tencas p todo papd judicial se ollerece a
qualqucr advogado e escrivao para o dito fim,
prometiendo muita actividade e por preco
mais commodo, que outro qualquer i/er;
assim como escrever mesmo em sua casa; quem
o pretender annuncie.
a: Engomma-se com todo accio prompti-
dao, e por prego mais commodo do quo em
outra qualquer parte ; e tambem se acceitao
costuras de alfaiate ; na ra de Aguas-verdes
n. 100.
= Volta para o Aracaty no hiate Flor-de-
larangeiras a viuva I) Francisca Joaquina
Pamplona levando em sua companhia tres li-
Ihos, umsobrinho, o 3 escravos Antonio,
Sivirina e Maria.
=s Precisa-sede um rapaz Porlugue/, de
16 a 20 annos queqneira servir de criado a
um propietario morador fara desta praca ; no
Aterro-da-Boa-vista n. 6 terceiro andar.
Rodrigues da Cruz.
Vende-se um completo sortimento de
franja para vestido pentes dourados de pren-
der cabello, abotuaduras douradas para casa-
cas ccolletes meias de seda preta, caivetes
de mola para pennas, e de duas c tres fallas ,
mui finos medidas para alfaiate estojos de
navalhas, de uma s mui fina, dando-se a
contento papel almaco a 2400 rs. a resma ,
ligas de seda para meias e outras muitas meu-
, ,---------. .., ,,,- ...-..... ^ut, [nticiiuer uiri a-se a pra-
ie/as por preco commodo; na ra do Cabug.-i cinha do Livramento, sobrado n. 24, das duas
Compras
= Compra-se eflecti va mente nesta Typogra-
phia toda a qualidade de pannos cortados ou
velhos de linho e algodiio toda a especie
de fibra iinheza algodSo, de refago am ra-
ma papel e papelo velho.
Compra-se um sellim usado com te fas
os pertences ; na Rua-imperial n. 2.
Compra-se uma porcao de espanadores,
sortidos ; na ra da Palma a primeira casa do
Jado esquerdo das 6 as 8 boras da inanha.
n. 1.
Vende-se uma bonita escrava do 20 an-
nos de boa figura perfeita engommadeira ,
e costureira duas ditas de 18 annos de to-
do oservico, e sao quitandeiras duas ditas
engommadeiras, e cozinheiras; uma elegante
parda de 20 annos, engommadeira, e costu-
reira ; 3 molequesde 16 a 18 annos para todo
o servico ; um mulatinha de 12 annos, muito
bonita ; uma escrava da Costa com muito bom
leite para ama com um filhode 15 dias; um
cavallo com todos os andares, ede bonita (igu
a ; na ra do Fogo ao p do Rosario n. 8.
- Vende-se uma balanca de signal chega-
da a pouco de Franca de farpa do 1000 li-
bras ; na ra da Cruz n. 48, p.imoiro andar
Vende-se um piano de construccao in-
gleza, de excellentes vozes por preco com-
modo, affianca-scaafinacodelle por 5 mo-
zos ; na ra da Cruz n. 48, primeiro andar.
= \endem-se pedias de amolar, do Rio-
de-S.-Francisco, em porcocs grandes e a reta-
Iho ; na ra da Praia armazem n. 18.
= Vendem-se 3 caixoes envidracados pro-
prios para vender fazendas na ra ou para
amostras de venda todos por 6000 rs. e 3
garrafoespor 1600rs. ; na ra do Queimado
n 8 terceiro andar.
== Vende-se uma cama com colclfaes um
lavatorio uma gamela grande para banho e
algumas mezas ordinarias, ludo por preco rom-
modo ; na ra do Queimado o. 8 tercoiro
andar.
Contina-se a vender caf em grao a
140 rs .... rr.oido a 200 is., sevada nova a 80 rs.,
letria a 240 rs. bolaxinha ingieza a 240 rs. ,
dita mcuda a 280 rs.. dita de limo a 320 rs! ,'
velas de carnauba de 7 em libra a 440 rs., pas-
sas a 200 rs., chocolate a 320 rs., manteiga in-
gieza a 720 rs., e franceza a 480 rs.. toucinhode
Santos a 200 rs. nozes e avelaesa 120 rs. ,
queijos novos a 1000 rs., cha hisson a 2400 rs..'
arroz de casca a 4000 rs. o alqueire da me-
dida velha; no pateo do Carmo esquina
da ra de Hortas, venda n. 2.
Vende-se uma preta de 22 annos mui-
to sadia engomma cozinha e costureira,
e rendeira ; na ra da Madre de Dos n. 7.
Vendem-se pentes de tartaruga moder-
nos, chegados de Pariz, como tambem mar-
im preparado para retratos, ese concerta toda
obra do tartaruga ; na fajado tartarugueiro n.
2 que volta para o pateo do Carmo.
Vcnde-se uma casa de podra e cal em
Olinda na ra do Amparo do lado que vai
para a Misericordia muito fresca com duas
salas 3 quartos, qnintal cercado; a tratar
na ruada Guia com Manoel Antero de Souza
Reis e para ver entendao-se com Felippe
Marinho, geral de Olinda.
= Vendem-se por preco uuunodo carleiras
zario armazem n. 32.
== \ ende-se sevadinha de Franct' a 280 rs.
a libra e batatas da melhor qualid de possi-
-..... vel a 60 rs. a libra ; na ra do Aragat' venda
\ende-seuina porcao de pipas vasias, em da esquina que volta para a S. Cruz n. 43
bom estado; as Cinco pontas n 39. = Vende-se um bote em bom use con,
,Vendem-se chapeos pretos francezes.de remos, e vellos, proprio para qualquer navio-
formas modernas ditos de sol com barra e na r"a da Cruz n. 51.
sem ella duraque francklim e princeza = Vendem-se 300 e tantas barricas vacias,
preta, cambraias adamascadas de todas as qua- que for5o de farinha de trigo ; as Cinco-non^
idades riscadinhos francezes, de quadros, e tas, padaria n. 63.
muito bons padrees los de linho muito finos,! Vende-se um negro do nacao para todo
e outras muitas fazendas de gosto ; na ra do oservico; no Atierro da-Boa-vista n 3
Queimado loja n. 11 de A L. G Vianna. Vende-se um sobrado de dous andares
- Vendo se uma vacca parida, j apartan- corrido de ra ra silo em um dos melhores
do, filha do pasto, muito boa leiteira e 4 lugares de Pernambuco para pagamento de
cabras ( bichosj de boa qualidade ; na ra do urna hypotheca ; quem o pretender annuncie
= Vende-se um terreno na ra do Sebo com
62 palmos de frente e 150 de fundo ; o um
sitio na estrada do Arraial com casa de taipa ,
e bastantes ps de arvoredos ; a tratar com Jos
Antonio Bastos, na ra da Cadeia do Recife.
= Vende-se um cxccllente terreno na Ru-
imperial do Atierro dos-A (Togados, com 34
palmos de frente o fundo at a baixa-mar do
rio Capibaribe o qual terreno estrema com
trras de Francisco Ribeiro Pavao o a casa
edificada de Simiao Correia Macambira com
todas as proponoes para edificar-se um ptimo
predio ; a tratar na ra direita n. 40 segundo
andar.
deira.
~ Vondem-se pilulas de familia diadas
prximamente do Porto do verdadoiro autor ;
na ra da Cadeia do Recife loja de ferraaens
n. 44. 6
= Oabaixo assignado vende a parte, que
Ihe tocou por heranea de sua fallecida sogra, em
um sitio no Poco-da-panella com boa casa de
vivenda colocada no melhor lugar daquella
freguezia ; quem pretender dirija-se a pra-
'inl.., ln I !m>-----------1. A.
zendas
horas da tarde em diante.
Pedro falbino Jos da Mola.
Vende-se urna armario para loja de fa-
ndus, em bom lugar, e afteguezada di-
zendo-se o motivo da venda ao comprador ; na
Bua-nova loja n. 52.
Vende-se cera de carnauba couros de
cabra penas do guaras para flores. e um
palanquim em bom uso ludo por preco com-
modo ; na ra da Cruz n. 33.
=s Vende-so vinho do Porto do superior
?!i j' em bu"'sde8, e 10em pipa e
tomillo de marmora ; na ra do Vigario n. 19,
Vende-se uma negra crioula ', de 20 an-
nos cozinha cose e engomma soffrivel,
sem vicios nem achaques e se d a contento ,
ou troca-se por um negro moco; na Rua-ve-
Iha n. 57.
Vende-so milho em saccas cha superior
a 2560 rs. a libra manteiga a 640 rs vinho
de Lisboa a 1760 rs. a caada, e a garrafa a
220 rs. chocolato novo a 360 rs. a libra se-
vadinha de Franca a 280 rs. dita do Porto a
100 rs. farinha do Maranhao a 120 rs. e
todos os mais gneros muito em conta ; na ra
larga do Rozario n. 39.
= Vende-se uma rabeca de muito bom au-
tor e uma colleceao de muzicas escolhidas
para rabeca e piano por commodo preco
na ra da Cruz n. 21.
Vendem-se 4 escravas mofas de boas
figuras, e com boas habilidades uma boa
cozinheira engommadeira, e costureira; uma
parda de meia idde, por 3*0,000 rs. boa
para ama de uma casa cozinha e lava ; 4
escravos para todo o servico; um pa.do de boa
figura de 20 annos optimnspara pagem ; 2
ditos de 10 annos; na ra larga do Rozario
sobrado n. 48.
= Vende-se um moleque do 14 annos ; 1
escravo trabalhador de enxada ; o 4 escravas
qnitandeiras ; na Rua-direita n. 3.
= Manoel Antonio Pontes da Silva conti-
na a vender, por barato preco trastes de to-
das as qualidades, no seu armazem da ra da
Cruz n. 63.
= Vende-se um fardamento em meio uso
contendo as peras seguintes barretina cbo-
rao camina, banda, talim, pasta e uma es-
pada do roca iudo por preco commodo; na
Bua-nova n. 43 faja de seleiro de Ferreira &
Braga.
= Vendem-se 3 duzias do amarello em 11
prancbes, um dito de cedro ludo de muito
boa qualidade c por commodo preco ; na ra
do Vigario armazem n. 24.
= Vendem-se, ou trocad-se por predios nes
ta praca 4 moradas de casas terreas de pedra
ocal feitasaanno e meio, mui bem cons-
truidas c s moderna, sitas r.a ciJade da Vic-
toria oulr'ora villa de 5. Antao sendo duas
Escravos fgidos.
O abaixo assignado ofierece 20S rs. de
gratificafao a quem pegar, o levar a sua es-
crava crioula, de nomo Joaquina fgida no
da 2 de dezembro p. p. a qual esteve occul-
ta em casa de uma prostituta na ra das l.aran-
reiras, e d'ahi arribou por ter mito um roubo
a mesma esuspeita-se ter do acoilar-se em
outra parte por ser a isto acoslumada de duas
vezes que tern fgido ; tem a dita escrava os
signaesseguintes; estatura regular, secca do
corpo, rosto comprido, cabeca puchada para
traz com dous dedos da mao direita alejados,
e urna marca de talho na testa e outra no co-
tovello dircito; quema pegar, leve a estrada
de Joao de Barros. defronte do Exm. viscon-
de do Goianna, que receber o promeltido.
JoaoNepomuceno Ferreira de Mello.
Fugio no dia 15 do corrente o preto Vi-
cente crioulo natural do Porto-dos-touros,
provincia do Bio-grande-do-norte represen-
ta o annos, alto, secco com todos os don-
tes da renlo, e limados olhos avcrmelhados,
6 um tanto carrancudo que parece ser falto
de vista com urna costura do queimadura no
pescoco dolado esquerdo, bem fallante e de
boa pronuncia ; levou chapeo de seda com 4
molas .fa rame camisa Je madapolao e cal-
cas de algodo tinto e mais roupa que se
nao sabe da qual usar; quem o pegar, levo
a seu snr. Domingos da Silva Campos, na ra
das Cruzes n. 40 que ser generosamente re-
compensado.
= Nodial5de dezembro fugio o escravo
Balthazar, crioulo, de 50 a 60 annos alto,
secco tem na canella da perna esquerda urna
grande chaga a ponto de quando anda puchar
pela mesma e o pdireito tem o dedo mni-
mo de menos e ambos os p.s pequeos, e mal
leitos; suppoe-sc andar a titulo de farro, como
ja tez peduido esmolas ; foi escravo de Lou-
renco de Bruno Rodrigues Luna ( por alcunha
Malenca ) que foi lavrador do engenho S.
Losu.edaVarzea edepois mudou-sc para o
engenho Poeta onde ah falleceo, virido o
escravo para a praca por dividas; por isso so
suppoe andar por estes lugares, onde tem mui-
tos conhecimcntos etalvez tenha do em pro-
cura dos snrs. mocos, que.noro no engenho
de Una perto de S. Antao que foi do dou-
lor Dantas; levou vestido camisa de chilla azul,
e calcas de br.m trancado branco ; quem o pe-
gar leve a Rua-nova n 67, que sera recom-
Anda esta fgido o moleque Julio, que
dev.agem, enycrnisadas, com estojos, e mais na ra dos Quarleis ao pe da feira o duas na 'e"a'a cangca secco do corpo meio fallo,
pertences, camnhas de estojos a 1440 r* : K,.-direta da dita cidade a tratar na ra do ,dcl*""-. m o embigo muito .-rande. un.
.spc,uuSUe!,a,aa^oou,.iU, e4000rs., fea Crespo n. 12, com Jos Joaquim da Silva la?uln,, tiraJo ponta de urna orelha tem
quciras toucadoures do mogno com lavatorios Maia. do visto em Olinda ; quemo pegar, leve a
porcelana, camast> angico bancas, me- = Vende-so lapim preto de superior qual- rua da Gui'a a .Manoel Antero do Souza Res.
zas, commodas, cadt.ras de vanas qualida-, dade, merino, princeza, franklim duraque
des, e outros muitos objectos, r4ue a vista dos a lija preta de todas as qualidades sarja larga,'
Rcifb na Tip. dk M. F db Fabu.1844.


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