Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04582


This item is only available as the following downloads:


Full Text
<^
-Anno fie QU.
Sexta Feira 16
O DiABiO|.ublici-e todos o il.as que n.:o forern ssatificafas : o meco da ..ssSn.lura
he le tres m,l rs. por quarle) pagos sdianlailos. Os nnunciosrfos assi-rn'.nies siio Inseridos
gfMU, e US Jos que nao forem r.io de SU re, por lmha A. m-lima. oes deTem aer uiri-
6"'" a "" l*V l rl" i" t-ru") i uraga oa Independencia luja de Um .n. 6 e S
PARTIDA DOS COBREKN? TERttESTREsT
GOURM, e Fmyba leralH Mtlai reir*. Bio Grande do Nono, quinl.a feira, _
Cabo, hennhaem Rio rnrmoso, Torio Calvo, Maccy
de cada met Garinliuna e honito a -10 e '_'! de cadi
e 2S dito.Cidadeda Victoria, qui||i feira. Olinda lodos oa das.
... .. das da semana.
4 i Se, s. Eulalia Aud. do J. de D. da .'. v.
\\ Teres a. Gregorio Re. aud. do de D da 3. r.
il Qusrls a Valeniim Aud do J de I). da 3.
4> Quinta s. Faustino. Aud.do J. de 1) da 9
4ti teita I'orlirio. Aud. du J. de D. Oa 2.
J7 Sab. a Silvia o. Bel. aud. do J. de D. da i. r.
JS Uoin. a. Iheotonio riur
fc*a#l....... --. "* ^~ifTfT'aUfTarTT'iB'T
e Al.gnas : no 1. o 41 e '.'1
mci Boa-vista e Flore a 13
r.
na t.
de Fevereiro
Auno XX. IV. 38.
Tudo a?ora depende de nos mesmos; da nossi uraae icis. iror!erag40- e energa: con-
tinenlos como principiamos < ssie^es apunta los ooi sduiirajio entre as nagnes man
sobas. (Proclamajas di jtsseablea (eral do srtiil.)
CiMBIos \o mt 1) D VVESBJtO.
' Cambios sobre l.ondn-a 88 J.
n Fan* 310 rcis por franco
u Lisboa II por IU0 de premio
Moedade cobre 5 por rento,
dem de leirs Je boas liru is 1 i I i\\ g
Ouro-Moedade <,iO V. 17,500
N. J7.3U0
,. de 4.0U J.iU
PraU-rataeSes M*0
Tesos culummnares tflW
u Ditos mexicanos -,-l
.5
B
o
PHASES DA'LA NO HEZ DE FEVEREIRO.
La cheia a i ai 8-butsi a gl min. da ni. iLvisTS IS ni (i horas c II min.da m.
MinRuanle a H as 6 liorai e.tt mil da ni |ClSC00la a >l\ ss 7 h. 0 Slim. da nianhua
Pleamar de kqji.
Primeira as (J llorase Is min da manli.i.i. I Segunda as'J horas e 4j minutos da larde
PORTUGAL.
Oracdo fnebre, que as exequias anniversarias
pela infausta mor te de S. M. I., o Scnhor D.
Pedro, recitou na real capclla de Nossa Se-
nhora da L'ipa em '23 d" setembro de 1841)
Domingos da Solidade Sillos, prior da ma-
triz collegiada de S. Jodo faptistada Villa-
do-conde, e arcipreste na mesma e seu districto
teelesiattteo.
Ego dormio, el cor meum vigilat.
Anda depois do morto, meu co-
t raejio est vigilante.
Cant. Cap. 5, f. 2.
A saudade.ta rara no coragao ingrato, sem-
pro firme nocoragvS amante. Filha do ceo, com-
panheira predilecta do Homom Dos nos lti-
mos momentos da sua vida mortal, o imperio
della o universo, o todo o mundo moral llie
rende vassallagem. Ella briiha lauto no escarpa-
do cerro da maisalta jerarchia, como no som-
bro vale da mais humilde condico: sempre 6
a mesma, ou na misora choca ou no adamasca-
do leito; no estpido selvagom, assim como no
homem civilisado; no serto inculto, assim co-
mo na cidade policiada. ..eu a vejo, Senhores,
avassallando tudo.corno arbitra do.universo. El-
la transrma a fereza do leao na mansidao do
cordeirinho: parece mesmo que at as p|antas
lite rendem seu tributo... emflm na ausencia do
bem, que possuimos, a saudade oceupa de
promptoo coracao amante.
Mas quando tudo isto nao osse pela experi-
encia demonstrado, la esteva o criterio infalli-
wel, attestando pela bocea do rei mais sabio es-
ta verdade. Sulomao, querendo exprimir a sau-
dade na ausencia do bem, que tonto amava, e
latentcar os altelos do que su coracao irbun-
dava, diiem sentido figurado as palavras do
meu Ihema; queseas potencias de sua alma
cedessem languidez do seu crpo, a saudade,
eompanlieira fiel do seu coracao, com elle esta-
ra vigilanteEgo dormio, el cor meum vigilat.
Ah Senhores, eno temos nos urna copia fi-
el do re sapientissimo na pessoa do muito alto
c muito poderoso Sr. D. Pedro (.'Alcntara du
Braganca e Bourbon?... nao loi seu coracao a-
companhado da saudade, quando deixou os
bens que mais amava sobre a trraa filhaa
esposaa patriae o Porto ?... Ah! com quan-
ta maior rasao podia olio repetir as palavras do
meu thema !!!Embora eu durma osomno da
morte, no leu seio, Porto, meo coracao est
vigilanteEgo dormio, el cor meum^vigilat.
Ei-io... Ei-io.
silana alcanr;ar-me os dons celestes, para que
iiiflammado com o estro divino eu possa recon-
tar meus ouvintes as accoes heroicas do prin-
cipe, do soldado, e do homom.
Senhores, nao o amor da gloria que hojo me
(ai subir ao alio desta cadeira; circumstancias
particularissimas submetlCrao meus hombros
urna empresa, que muito excede as minhas Cor-
eas: a lembranca porrn de que sou Porluguez,
a memoria do homem que hojo choramos, a
quem sempre dediquei alTectos particulares, tu-
do me Taz extrahir da fraquosa Torgas, (oreas,
quesuecumberia, se a vossa benignidade as
nao coadjuvasse: e quem, quem me negar este
auxilio nesta cidade... ueste dia... neste tem-
plo... ninguem por certo. NaO desemnenharei
(eu o conlesso) o meu ministerio, como bom -
rador; port-m ao menos farei muito pordesem-
pcnhal-o como verdadeiro Porluguoi.
PK1MG1UA PARTE.
Nem sempre o explendor do throno exalta os
principas: os seus actos, e somente estos os tor-
no verdaderamente grandes. Os eros, os Ca-
ligulas, os Maxencios teriao escapado posle-
ridade, se a sua crueldade nao manohasse as
paginas da historia. Uaquelles quem a grati-
dao levantou padrees o monumentos de gloria,
uns fundra cidades; outros conquistaras rei-
nos u imperios; alguns civilisnrad barbaras na-
coes a travs d'imiueDsos perigos: porm des-
pojar-so da propria grandesaperder os seus
direitos,deixar do ser monarcha,dar aos po-
vos aquillo que os povos teem dado aos res...
somonte o Sr. D. Pedro... eis o acto que s de
per si o torna verdadeiramente grande.
Quando no-2t-de agosto de 1820 esta cidade
heroica soltou o grito da liberdade, eseus echos
atravessando a linhu, chegrao ao Rio-de-Janei-
ro, bem quiserao os ulicos insensatos sulTocar
na sua origem este grito nacional : mas l esla-
va o principe liberal: lembra-se, quoera Porlu-
guoz, e nada mais preciso para que desde logo
proteste garantir aos Portuguczcs a sua liberda-
de. O decreto de-2i-de (evereiro de 1821, jongo
de impedir, antes accclerou o grito do da 2(5;
e esse grito, revogando aquello decreto, couie-
cou immortalisar o Sr. I) Pedro. Ellesecons-
titue chele daqticlle povo amotinado, para man-
ter o soreg da capilal do imperio. Consulta o
voto do rei bondoso, e da varanda do theatro,
dro, Ihe dissera elle, se o Brasil se separar, an-
tes seja para ti, que me has de respeitar, d que
para alguns desses aeentureiros.Assim Coi; ar-
vorou-seein centro de todas as faccOes, para
salvar o imperio o a mai patria: ludo accei-
lou, e tudo reparti: deo ao pai o titulo de im-
perador, e ao fillio a coros oflertada... Zoilos,
eminudecei!... so o amor de reinar o lev< independencia; como ta espontneamente se
lospojou da sua gloria?.. Os Brasileiros que-
riao sor livres, o quando os povos conhecom os
seus direitos nao ha froi que possa escrav-
sal-os.
Verificada a independencia, os espiritos fogo-
sos nao acalmra: sopitados na capital do Im-
perio pela intrepidez do grande Pedro, minrao
surdamente os alicorees de-se niagestoso edifi-
cio, e quando menos so pensava, fizer.o a sua ex-
plosaoem Pernambuco. O Brasilia subinergir-
so no horroroso sorvedouro da anarchia, se o
braco de lordCochrano nao decepasso a cabe-
ca hydra destruidora dos reinos edos imperi-
os... O Brasil anda nao tinlia a civilisagao ne-
cessaria para ser livre, eesta eircumstancia tor-
nava mais espinhosa a carreira do principe...
nem todas as consttuig^es Ihe agradavao, c
nenhuma Ihe servia... fascinado com o falso
brilhoda mal entendida liberdade, methamor-
Ibseado qua6i por um sonho d'escravo em li-
vre, quera lucrar em poucos dias, oque s na-
co.js mais cultas e civilisadascuslou longos an-
nos, e muitos ros de sangue.
No meio destas revolucoes vulcanico-politicas,
quolheroubavao todo o tempo, e que tudo Ihe
era preciso para caracterisar um povo que era
livre, sem dar apreco aos bens da liberdade; po-
vo que na sua infancia queria exceder naedes
decrepitas, principiando vaidoso por onde mili-
tas teem acabado entre mil vicissitudes... O Sr.
I). Pedro nao so esquocc da mai patria. O gol-
pe que a ceifadOra parca ioexoravel inimiga dos
vvenles, descarregou em 10 de margo de 1826,
repercuti no Uiu-de-Janoiro... Podro IV o sen-
te... o-chora... o lamenta... o em quanto com
tima miio limpava as lagrimas que a naturesa
verta, fi.mavacom a outra esso cdigo iininor-
(il para Carros Stuard condusir a f.isbila... o
nao satisfeito com isto, entrega sua augusta
illi.i o sceptro do primeiro Allomo, e com olio
o Ihiono :juo na igrejad'Almacavetevo origem...
Trzr>:.-Enmuii.imiiiiiiiii ii iiaiHPsiln:rjzwnB^^:xsarvx-iitTimmrwmr*amm
xa perde a honra : se deixa o Brasil in-
grato ; se o nao deixa 6 inhumano : so deixa
o Brasil perde a corda be o nao deixa, per-
de a patria.. .. O Brasil e a patria leem direitos
adquiridos a gralidao e a nocessnlade comba-
ten! sou peito: asta vence, [iriineiro est a hon-
ra do que as rJtgnidadea : todas despre/a to-
das abandona SO para si reserva o titulo
ile duque: corta os lagos que o prondio aos
raros fillios : entrega-os generosidade dos
Brazileiros : abdica a coroa ofertada : re-
roinmenda a Jos Bonifacio a tutella dos pupil-
los : lito ultimo adeos aos Americanos, e
protesta por Deosvingara filha.
J a crvela Volage fluctuara merco dos
ventoso das ondas... j pouco o pouco seapar-
tava dessas praias outr'ora descohertas p do
grande Pedro Alvos Cabra I : em seus penedos
anda hojo retumufio as ultimas palavras do
principe, quando disse na sua cartaadeot
patria] adeos amigos e adeos para semprel...
Instado pelos coosellios doJlQfl virtuosa esposa, a
imperatriz Amelia que Ihe propunha como
maior gloria sustentar a palavra e a honra do
que as dignidades. lllle deixa o Janeiro.
entra no Tamisa,visita o Sena rene os li-
beraes protesta ao Vatico manifesta a
Europa,despede-so das costas de Franca e
demanda as do Archipolago Aeoriano... E por
urna fatalidade imprevista salta em trra no
22 do levi roiro de 32 no mesmissimo dia, em
que U. Miguel 4annos antes, tinha entrado
em Lisboa ... Odia 22 de fevereiro tu sers
gravado as paginas da historia com urna pen-
na do forro o com urna penna d'ouro ; porque
trouceste a Portugal a escravidao e a liberda-
de.... Cruel destino que difieren tes pensa-
mentos nao occupro no mesmo dia dous prin-
cipes irmaos!...
Assim acabou o principe de ser grande na
verdade o oi, a.posteridade lar-lbe ha justica,
em quanto os prsenles admirarn suas virtu-
como d'qm novo capitolio, elle diz aos Brasilei acl "agnauimo que de per si bastante para
ros:Sois livres: quanto decrcturem as corles
portuguezas ser por nos abracado:eis o noto
de meu pai, do meu e vosso rei. Principo phllo-
sopho, nada mais era preciso para ser verda-
deiramente grande
Contra este voto popular reage oconselho do
el-rei: j o mesmo principo liberal nomeado
novo Gedeao contra, as Median i tas Portuguezes.
Qunse :::i! Aibiuncac Sp destinados, quainlo a
vossos oihos, Porlucnses, presengadi) principo nao baste: maso principe
companheiios leis de suas batalhas e generosos
interpretes de seus puros sentimentos .. O ho-
mem j nao existe... expirou... morreo... Ego
dormio.Has o seu coracao anda hoje faz sen-
tinella ao Porto, ao baluarte da liberdadoet
cor meum vigilat...
Que mcllior thema, Srs.,escomera eu na sa-
cra biblia, tendo de faliar-vos do homem gran-
de, quedorme o somno da eternidade?... Ego
dormiodo homem, que anda depois do mor-
to deo vida seu coracao, nao consontiitdo, que
baixasse coro elle aos horrores do tmulo?...
et cor meum vigilato homem aoqual instan-
do o momento de ser arrncalo d'entre os vivos,
esse mesmo aproveitou para decretar que seu co-
racao fizesse perpetua sontinella ao castello da
liberdade, ao terror do despotismo, cidade in-
victa et cor meum vigilat. Sim, collocado nes-
te real templo, qual ataluia vigilante, d'aqui ao-
rnina o Porto, e de vez em quando avisa seus
camaradas para dizer-lhes, que est alerta, in-
somne, vigilanteef cor tneum vigilatEis a-
qui o suprasummo das aeges do principe do
soldadoe do homem.Dola Srs., vou fallar-
vos debaixo destas tres qualidades.
Oividirei por tanto o meu discurso em tres
partes. Mostrarei ua 1.que o Sr. Pedro
oi grande:mostrarei na 2.*que o Sr. D. Pts-
dro foi maior:mostrarei na 3.*que o Sr. D.
Pedro foi mximo;. ..grandecorno prln-j
cpeI. pontomaiorcomo soldado2. pon-
\uthujiuncomo noiuem3. e ultimo pon-
to.
Anjo Custodio que presides aos destinos de
Portugal, envia meus rogos atao seio do Eter-
no;a ti compete como salva-guarda da gloria lu,7
firme nos seus principios, protesta deixar o Bra-
cieruisar a memoria d'um principe que foi ver-
dadeiramente grande.
O tratado do Vienna d'Austria, tao solemne-
mente jurado, e tao atrozmente despresado, foi
um punhalquedo peitoatravessou ocoragao do
grande Pedro. Abandonada a filha merce das
vagas empolladas, quando domandava um thro-
no que era proprtamente seu, acha-o oceupa-
do por uina iraiga inaudita, e forgada se v a
mendigar em paiz cstranho aquella hospitalida-
de que o seu Iheuoga... Knta quando o prin-
il. declara mesmo. que ir collocar-se frente^'P" sperava que o marquez de Barbacena he
da liberdade patrio, ou para arreigal-a, ou pa-1 annunciasse a recepgao da lllha do solo portu-
ra morrer po ella... Que principe! que here! gJ% do ovo Ih a entrega, e com ella a cortesa
era j enta o terror do despotismo, conselho | da usurpagao.
d'el-rci hesita; muda de rumo; e consegue do [ -oracao magnnimo! s o teu incomparavel
pai oque nunca poderia obter do coragao do fi'genio tornar-te podo superior a tantas v.c.ssi-
tudes: mas msso mesmo, em que consiste a
o. Faz que el-rei deue o novo.e retorne ao ve-
lhomundo;.e por urna concalenagao de factos,
d'alguns sentidos, e de todos presenciados, va-
cilla essa arvore, pouco plantada, sent mes-
mo um golpe mortal; no entanto ella tinha do
rebentar vigosa, quando o orvalho americano,
atravessando o Alhlantico, influisse na patria
dos Viriatos.
Princine maananimo, vais encelar a carreira
verdadeira grandesa... Combalido pelas guer-
ras civisdistrahido pelas intrigas intestinas
abalado pelo choque do perjuro-qualquer ou-
tro que t mesmo nao fosses, suecumbiria
frga do sentimento. Animo forte, principe,
des,maiar nao deves... novos flagicios te perso-
guem... ouve... escuta... l do altodessa rocha
que o mar dos Acores arrojou lora do seu ni-
vel... do cimo dos cadafalsos... do fundo das

_ volubilidade
Tora nesse momento em quo o dictador da Eu-
ropa l de Milo disse *s nag5es-a casa de Bra-
ganca deixou de reinar.-Vo colonia portugue-
sa o Brasil tornou-so metropole de Portugal.
Ufano do que era, aviltado pelo quo lora; luc-
tava a grandesa de senhor com a pequenhez de
(scravo, e o desejo de rscar esta nodoa foi lan-
cahdfl os rJ.umo.ios revoiuga que loigosa-
mente havia de rebentar. Esorgos hqmanos em
vao tentaras sufocar um grito, tantos annqs
iiri'niprjii 'o, c qus z esperava ccsio w^pot-
una para"com mais frga ostentar seu echo...
Ento que oSr. D. Pedro foi grande.-Vnsci-
ente do genio brasileiro, antspoz um barreira
aos furores populares, ecumprio desle modo
risca as ultimas detenninagSes de seu paiPe-,
os puntos do reino soa um grito... olha princi-
pe, o grito da liberdade que, espesinhada pe-
la lyrannia, j nao pode vt>r mais sangue-mais
horroresmais barbaridades. Tu s o nico
santelmo que pode acalmar a tempestado pol-
tica; a coroa herdada nao merece o teu despreso
oh grande Pedroe se tudo isto te nao nove,
mova-ie a honrao pundonore a palavra que
dsteatua filha...
Que lance para um coragao agradecido, leal.
v adiciono :-
O Brasil demandava a sua presenga; Portu-
gal o seu braco:O Brasil reclama os seus di-
reitos; Portugal a sua palavra:--0 Brasil preci-
sa do seu defensor; Portugal do seu principo...
Se deixa o Brasil, perde os filhos; se o nao dei-
Jus... Porrn Senhores. so ate aqui tendes
visto o snr. I). Podro, grandecomo prin-
cipeides agora vfil-o maior como sol-
dado: objocto que promelti para a segunda
parte
SEGUNDA PAUTE
Ser grande pelo nascimento, ser maior pelas
accoes, eis o carcter d'um horoo eis a divi-
sa do rei soldado. Nasccr de sangue real e
nao confirmar com as aegoes o seu Ilustro nas-
cimento aviltar com um enxerto cstranho o
Qiimoi tronco da sua ascendencia. Vezes mui-
tas a ociosidade -r~ o deslexo e a oppressao
do povo teem derribado testas coroadas, que
na>ror;i i para reinar; em quanto a fortuna, ou
o acaso tem depositado o sceptro em mos, que
frao creadas para o arado o quando muito
para a espada; porm nascer grande, tendo por
horco, e estrado o throno ombalar-se junto
das coritas e dos sceplros e trocar a mollo-
sa dos sofs pela dureza da t,nimba renunciar
o descanco do palacio pela vigilancia da sonti-
nella; as lautas e exquisitas iguarias pelo ran-
cho insulso, e grosseiro ; esquecer-se (nal-
monto, do que era, para tornar-so, o que podia
deixar de ser... nenhum jamis apontou a his-
toria pretrita ; e se a fortuna indigitar algum,
esse podera sim imitar, mas nunca exceder o
sr. D. Pedro IV. Esse flho de res neto de
cezares Cezar, e rei ao mesmo tempo. Fallo
assim, porque fallo no Porto e .1 frente dos
esfrcados militares, que tantas vezes ouvlro
a sua voz; que elle tantas vezes conduzio i glo-
ria: fiis sectarios do seu valor, e esforro, sup-
pri agora minha deficiencia vos militares,
seris o melhor orador desta segunda parte : e
com especialidado tu, here de Campanudo. a
qucrn o desuno permittio, que viesse boje aug-
mentar o prestito dovido homenagem desse
coracao, quo outr'ora conduziste cidadn h_
""tii sim, o nclito barSo tua gloria riva-
lisa, com este real temph; se elle aqui est de-
positado primeiro ti foi confiado... porm o
vosso marcial aspecto bravos militares, que
nunca sucumbi no campo da guerra est a-
batido sombra desse panthoon da morte...
1


^
I

descancai eu serei o interprete de vossos co-
races agradecidos.
So Plnio quando immortalisou a Trajano,
COnfossou, que a grandeza de liere exceda a
sublimidad; do discurso ; eu boje senhore ,
imitando aquello pensa ment digo que o sr.
D. Pedro, como soldado eclypson a gloria de
principo. Ser generoso na abundancia virtu-
de d'atmas nohres: mas oxtruhir abundancia da
escacoz t >rnar grande o que e pequeo, re-
duzir fraco forte o pouco muilo a d-
visai unidade o limitado infinito s v8
enrielo primeiro sem segundo... Fallo Se-
nsores, da intrepidez com que rene um pu-
nhado do bravos para combater um exercito :
co:n que anima urna i I ha para assaltar um rei-
no : e em lim, com que arrosta cssas vagas fu-
riosis, quesemprc movedicas em circumfcren-
cia do aloar da liberdude frmava urna trin-
cbeira immensa, que rctinha os (ilhos de Lisia,
e com atieso primeiro soldado, que oseculolO,
depoistle Napoleao,vio: admirou: e per-
deo:...
Alistado primeiro soldado desse exercito a-
venluroso que as escalvadas eminencias da
villa da Praia tinha ostentado a Europa, como
pelejao peitos I i v res : exerceo as funecoes do
simples recruta at as fadigas de providente ge-
neral. Itaiou em lioi o dia22 de junbo de
l832,e a aurora risonba prognosticou Portu
gal que no relogio iufallivel bateo a hora da
sua folicidade. O rei soldado era o rei chris-
to ; da purtanto principio sua lucta por um
acto religioso. O" vos, pregoeiros (gmente)
da santa religio voltai-vos para o archpela-
go dos Acores vede, la esta erecto um altar
;s ordens desse Josu que antes de ir ao com-
bte, vai, qual outro Moyss, ao alto do monte
aplacar a ira do Senhor o os guerreiros que
elle assislem ario pelo Dos dos exercitos
defen ler a constluicao a rainha e a lber
dade, Perjuros, tremei-a espada que sobre
vossa cabera vai alear se nao circuncisa ido-
latra ou agarena sim a espada do Dos das
vingancas ; elle est invocado suas promessas
nao lallao, notai, que um Dos nao prejuro,
um Uros nao mente.. .
Com efinito no mostrador dos tempos appa-
receoo dia 27 de junbo ; tinha a sol descripto
nielado do seu circulo, quando o rei soldado lez
signal da partida : o estridor das correntes le-
vantando os ferros em Ponta-delgada annun-
cia a ilba de S. Miguel que a frota se despe-
da: geme o embravecido mar debaixo dos vel-
lvolos baixeis, e, sulcando as proas as ondas es-
pumantes, rasgao, arfando, as aguas ocoanas :
trmula a discripeo dos ventos o pendi bico-
lor; mais sympathico para os bravos do que
a bandeira do profeta para os filhosd' \gar : os
elementos se interessao na gloria portuguesa ;
a victoria precede a bclligera phalange com
ella veem os destinos da patria: e assim como a
agulba da bussula procura o polo aretico as-
sim as flammulas da esquiadra aventareira pro-
curan as pretal lusitanas: dez dias em vio se
cancao at que na manhaa do dia 8 de julho
ao descobrirein essa villa, que o filbo d'el-rei
Diniz abrilhantsra a confusa vozeria soou
Ierra t rra, e ao som da trra responden)
todas as emharcaces feste|ando com a salva
real o triumpbantc pavilho icado na fragata
Rainha de Portugal. Aqui o rei soldado
(alia aos 7,500 combatentes, mostra-lbcs
as praias da malfadada patria, fazendo suas pa-
lavras naquelles neto beicOSOS milito maior
impressiio do que fizro outr'ora as do ven-
cedor de Lgypto uuando ao encarar os mo-
numentos dos Pharas disse aos Franceses:
Soldados I do alto daquellas pirmides qua-
renta scalos nos contemplad.
L cuegado, Portugal o seis annos de-
sejado. as praias do Mindello sallao os pros-
criptos esses para quem a patria era urna tr-
ra estranha : vacilla a prepotencia cntronisada,
em quanlo na prolunda masmorra se oseado
ais saudosos a tantos annos suflocados.., os
que soll'riao o ostracismo sohem aos pincaros
dos montes como duvidosos de tanto bem ,
mirando com o telescopio para o ocano, sobre
o qual a (orle esquadra represen te va una gran-
de cidade. os omisiados, possuidos de gosto,
abren) da janella estreita (enda, espretando te-
merosos para confirmar com a vista a noticia ,
que nao acreditavao.. Alfim o dia 9 de julho
raiou e com elle os suspirados nomes de
Pedro da rainha da constituicao, e da
liberdade .. e no rneio de tanto jubilo gra-
tulares, e bymnos entra o rei soldado nessa
praca, que pouco tinha sido o theatro da mor-
te... aonde as cabetes dos doze marlyres da pa-
tria tiu bao rolado entre o solo o p do ver-
dugo... das7 de maio o9 de ou-
tubro vossa memoria ser abolida nosseculos
'uturos para nio serdes contados eaire os an-
naos da monarebia! a luz nao descubra jamis
o vosso opprobno para que sepultados flquets
na obscuridde ditsilla verlatur in tinebrm
el non iilustrelur lamine vista do rei sol-
dado os patibulos desappareceai, e a traca, que
- ft
dos liberaos foi tao odeada ( perdendo o ne-
me) recuperou n"este dia a sua gloria ; gloria,
que suas podras conservao nos quatro ngulos
em leltras d'ouro para dizer ao oacional e
ao cstrangeiro : Aqui veto Pedro...
Senhores. bem quera agora subtrahir-mc
narracao de factos que por muito bem que
sejo descrif tos, attingir nio pdijm i rcalida-
de...... a eloquencia do pulpito nio propria
para a narracao dos combates ; mas eu faltaria
ao meu dever, se fiel nao contasse, o que v
presenciasles. A gloria de julho foi moment-
nea...... o mesmo julho vio a trra dos Portu -
guezos regada com o sangue portuguez. A ne-
cessidade obrigou o rei soldado a formar tres l-
nbas, todas tres fortes todas tres invenciveis;
e dentro da Praca-nOva que era a terceira ,
(ortifica-a com estas palavras : Aqui solda-
dos, ou vencemos, ou todos morremos aut
rincendum aut moriendutn milites tst
Reconcentrado dentro desses muros reor-
cadoa, com os peitos liberaes o rei soldado s
com sua presenca dava-lhcs um carcter d'in-
venciveis o mostrava aos aggressores que a
cdade do Porto era a Sagunto, a Varzovia, a
tos... Senhores, bom seria, que as aguas do Lt- I que para enlao reservava os excessos do eu a-
thes fabuloso lavassem as paredes de S. Car- mor... Toma a augusta mao da esposa amada,
los !!'.... Ser victorioso e humilde o mais dif-
Saragoea dos nossos dias... O rei soldado era
ludo para todos o s nada para si mesmo. Si-
milhante alma dos Estoicos que, espalhada
por toda a materia, aagita.move.elhe dvida...
assim Pedro est todo em toda a parte, em que a
neerssidade o demanda. Voava da secretaria s
trin< heiras destasao templo desle aoshospi-
taes j nos fortps j aos reductos j....
dizer-so pode, que, sendo mortal,possuia da Di-
vndade um attributo ; era a sua immensidade:
nunca foi desojado que prompto nio appare-
cesse e onde o perigo fosse imminento la es-
lava o rei soldado ou para o evitar ou para
o pnrlilhar.
historia, como archivista do pretrito, per-
terice oommemorar as aeces do grande Pedro:
querer recontnl-as um orador em pequeo dis-
curso, tentar um impossivel. Com tudo imi-
tarei o geograpbo que resume em pequea
carta todas as partes do globo assim eu irei
descreyendo as arcos que tornrSo o immor-
tal Pedro maior soldado do que grande
principe O reo parece que de todo o de-
samparou era mais um inimigo que elle ti-
nha a vencer. A peste e a fomo viro re-
crear o terceiro fiagello... Crebros chuveiros
do lerrcos globos ernsao, sibilando esses, magos-
tosos edificios: tolda-se a atmosphera de negro
fumo, e o rebombo d'ncos canhOes multpli-
ces, troando fazem ocho nos borisontes, que
abaio o gemer. o o suspirar da desgraea: tras-
lada-se o inferno para sobre o Prt",e este, ar-
quojando com o peso de suas furias, solTro ,
mas nao desanima : geme, porm niosuocum-
be : peleja mas nao canea : estimula-se....
irrila-se.... cxnspera-se___ e insulta osescra-
vos do vencedor d'Arizel.....: nquelle tinha a
multido, e o Porto tinha o valor; at que pre-
valeeendo o valor ao numero Bonrmont per-
de junto ao prto o filho, o laurel argelino ,
e a gloria hereditaria do mareclial de Franca ..
As victorias contio se pelos combates tantos
estes, aquellas tantas..... e a quem Por-
tuenses a quem deveis tanto?...... aquelle n
quem muitas ve/os mandasteis retirar do peri-
go : quelle, que muitas ve/es trabulhou com
vos outros as trincheiras : aquello que nos
lortes fazia a pontaria das pecas: quelle, para
quem o dia comecava antes d'alvorada e fin-
davd, quando a noute tinha corrido metadeda
sua carreira aquello finalmente rujo nome
passou alm da meta que a fortuna Ihe havia
marcado,merecendo ateo louvordescusproprios
nimigos, que nos seculos da idolatra sem du-
vida lograria o titulo do Dos das batalhas......
Ab! nem tu, Santa e real Casa-da Misericor-
dia nem tu escapaste solicitude do rei solda-
do : os poucos momentos, quo Ihe reslavo do
tumulto da guerra, l. os emprogava no thesou-
ro dos pobres, mostrando desta sorte que o
seu coraco, alm de guerreiro era sentimen-
tal e religioso.....
T mesma Lisboa, admiraste o seu he-
rosmo no dia 28 de julho de 33 quan-
do viste desembarcar como soldado aquelle ,
que a sete lustros nascra em Quelu/ como
principe. Nao desiste do plano muros def-
fendero o Porto muros deffenderao Lisboa;
muros se levanlao que os inimigos respeitao,
pela experiencia amestrados ; pois que os scus
defensores era o povo da Lisboa livre c nao o
povo da Lisboa escrava. O rei soldado, aecu-
mulado de victorias caminha avante sobre
os muros de Santarcm faz tremular a bandeira
bicolor, que. Tarta de tanta goria, e rodeada de
tropheos... ovante... na Assciceira disse
basta.....
Lnto rei soldado nao cancou ; r desde a infancia desprezar a brandura do ocio,
nao estranhou as fadigas da guerra. .Desde logo
sollicita para osPortuguezesodouradoseculo de
Amisto, e os tempos mais policios de Roma o de
Alhenas: mas ah ... vio... (como dr)... qual
outro Tiro, suas beneliecncias pruduir ingra-
ficil de xecutar vencer e perdoar attributo
do Divindade : venturoso sem soberba e in-
feliz com paciencia s t grande Pedro....
Em fim senhores, o que tinha sido grande
principe, deixou de ser maior soldado por-
que era necessario ser mximo como homem ;
objeclo que prometti para a ultima e
TERCEIRA PARTE.
Acabou de ser grande : deixa o soldado de
ser maior, e eil-o mximo nesse momento, em
que o homem vai reverter ao nada... A morte ,
que tanto assusta a humanidade foi encarada
sangue fri pelo homem portuguez. igual
rosto igual semblante Ihe mostra no leito da
dor como outr'ora no campo da honra e no
momento, em que nada valio grandezas ou he-
rosmos. no momento, em quo o homem se
mostra tal, qual sempre foi...\..e ser...esse
o momena, emque o Senhor D. Pedro foi m-
ximo. A verdade, tSo rara junto ao throno ,
sempre firme junto do tmulo. Ecclpsada a
gloria mundana que tanto fez grande o prin-
cipo : defecadas as frcas torna rao tanto maior
o soldado: l apparece a verdade daquillo que
o homem quando com um braco se despede
e no meio do solucos entrecortados do suspi-
ros... com as faces lvidas, erogadas pelo
pranto, dispe o ultimo legado Querida Ame-
lia, quando o meu corago fr arrancado do
meu pcilo mandil!, princeza, cidade do
Porto; eu Iho lego como um penhor eterno da
minha gratido ti seu filhos .. Disse, e no
mesmo instante j nao era o que foi, despede-
so da trra, o faz quartel na mansao celeste...
Kcce quomodo muritur justus...
Morte !!! morte!!! foi prematuro o heu
golpe!! !...
Com elle oeslrondo dos canlioes, misturado
com o lgubre som dos sinos annunciao ca-
pital, queoSnr. D Pedro j nao existe..."Entio
os Lisbonenses, maneira dos lmanos, quan-
do eborario a morte de Numa Pompilio, co-
brem-se de lucto ; um choro geral e involunta-
rio rompe de todos os ngulos, e em poucos
momentos se difunde em todo o reino... Por-
tugal, Senhores, era o protolypo do lucto da
tristeza o da dflr... e S. Vicente era o foco,
para onde convergiio tantos ais dolorosos, tris-
tes, e melanclicos... L est o boincm dizen-
do aos Lisbonenses hgo dormio 8qui es-
tou morto... e de l sa um echo (nebro, que
diz aos l'ortuenses et cor meum vigilat mas
entre vos meo coracao est vigilante...
Olvidemos estedia, que, lembrado, para
do mundo e com outro bate ao portao da e- semPro chorado...
Sim grande Pedro! tu dste ao Porto lu-
ternidade !!!... Aqui onde tudo suecumbe, aqui
foi mximo o snr. D. Pedro.
A' maneira do sol que brilha no oriente ,
que resplandece no zenith e que reverbera no
occidente ; assim o grande Pedro, tendo brilha-
do como principe na sua infancia resplande-
cido como soldado na sua juventude reverbe-
rou como homem no occaso da vida. Sim
astro luminoso da naci portugueza a tua r-
bita foi brlhantc : como principe dste ao
throno o esplendor que Ihe competa : como
soldado dste patria o sangue que Ihe per-
tencia : e como homem dste ao Porto o me-
Ihos thesouro que possuias.
O Porto, que foi sempre o baluarte da liber-
dade, suecumbio falta do homem portuguez.
('orno satlite daquelle astro luminnso.com elle
seguio o seu destino : morreo o homem e o
Porto desanima... este corpo inanimado fal-
tava-lhe um coracio para vivifica!o, o snr. D.
Pedro legou-llfo e em que instante !!!... no
momento em que elle foi mximo. ..Antes de
sondar as trovas da morte volve os olhos pela
ultima veza cara patria,fita-osnacidade do Por-
to ,e suspira por nio terdadoa ultima de mi i
grande obra que encetou ; obra que sendo
maior do que o throno, era igual ao ceu cora-
cio... Entio n'um pequeo testamento abrange
tudo, quanto poda concehpr a sua alma atri-
buladadeixa a saudade filhaa viuvez h es
posaa espada ao genro a liberdade patria
e o coracio ao Porto... Porto foste o me-
Ihor legatario mas perdesta o homem que
te deo do homem a parte mais nobro e senti-
mental.. ..
Recordando Srs., as regras da physica, ahi
veremos que no desenvolvimento de gormen o
coracao o primeiro orgio, que principia a ter
vida e o ultimo, a quem esta desampara :
onnobrecido desde a sua origem sempre a
parte mais distincta do corpo humano : o de-
posito das paixoes: o foco que rene e o
centro donde dimana esse labyrinto immenso de
veas, earteras em que tanto abunda a com-
poticlo orgnica do homem. Este deposito
sagrado meos senhores, nio devia dizer com
o corpo Ego dormiodevia ficar vigilante
para reanimar a estatua colossal da liberdade
et cor meum vigilat.
O grande Pedro, quemis podia dar-vos
Portuenses?.. deo-vospatriarainha
constituicao e liberdade: que mais po-
dia fazer que nio fizesse ? ... quid ultra debui
(acere vinece mece, et non fec ? ..' Se como
diz Xenophonte ; se niodeve medir um bene-
ficio pelo que elle em si mesmo mas sim
pela dignidade daquelle de quem elle dima-
na ; devo particularmente asseverar-te
Porto : que nio s a grandeza do doador, po-
rm mesmoosobjectos offertados excedem quan-
to cabe na hyperbole, passb muito alm da ad-
miraran. Em seu peito ainda reslao lacos muito
mais fortes, quo o prendem felicidade de teus
lilhos, cidade invicta. No leito da dor faz
scintilar a sua huiuilhaco muilo mais do que
havia feito brilhar a sua grandeza nos dourados
dias da sua gloria all ja nao di ttulos,
condecoraces, ou riquezas, alli d so-
mente desengaos. A religao e a patria oceu-
pio sua alma atribulada... ora pede os sacra-
mentos, ora d documentos A fllha, como no
futuro deve reinar... LUctando com a morte ,
l entrega seu espirito aos actos da relign
a Tenencia ao corpo legislativo ao R h la-
cadores a saudade historia o seu nome
aos marechaes, ministros e ajudantes de cam-
po o sentimento fillia e esposa o ultimo
adeos... E quando pareca j nao existir... no
ultimo arfar do seu peito... Porto... quasi
sem falla... ainda d alguns symptomas de vi-
da no meio dos paroxismos da morte... parece
do quanto possuias; e o Porto, agradecido a
estaolTerta, d-le tudo quanto pode. Desde o
primeiro dos Alfonsos nenhum rei jamis foi to
chorado como Pedro IV. O anniversario da
tua morte ser commemorado, em quanto esse
coraco existir entre os Portuenses; e quem ,
quem ousar roubal-o? Se foste generoso em
dar-Ibes tal prenda ellcs nao sao menos, retri-
buindo-te com esta gratido anniversaria : co-
mo dizia (anganelli ndo ha maiores benefi-
cios do que a affeigo d'um principe, que s pro-
cura manifestar as suas liberalidades. .. um
poto que sabe ser at/radecido. E quem
grande Pedro, quem, que os Portuenses nao
fossein merecera guardar o deposito do teu
coracao ?... A dor que senro 9 an-
nos ainda boje se renova ; a mesmissima quo
produzioesse choque sentimental, quando ines-
peradamente o primeiro tiro de peca e o sino
da cathcdral annunciou cidade invicta, que o
homem morrra... Cyroi, Alexandres, Ceza-
res, tambem morrrio e a par da sua rnorto
respirou a humanidade: com a morte de Pe-
dro chora Portugal inteiro, chorrao seus pro-
prios inimigos, e a perda desle homem re-
putada una calamidadc pblica.
0' Porto, que difiranle nao hojo o som do
bronze, desse, que outr'ora com igual estam-
pido vomitiva raiosdefgo, c pelouros enor-
mes de coado ferio... entao perdio-se vidas t
desmoronavo-so edificios e no meio desta
ruinas nao te sensibilisavas tanto, Porto, co-
mo ao som desse mesmo brome quo hojel
do alto de tu'as magestosas torres est dizendo
teus habitantes: chorai, ... mas o homem j
ndo existe,..
J nao existe o que foi grande principe,
motor soldado, e homem mximo ... Gra-
dualmente desde o berco at ao tmulo progre-
dio em accoes heroicas, classidcal-ai. seria im-
possivel urnas com outras se conlundem e,
aglomeradas, lrmao este todo admiravel
esse homem que a natureza produzo o tro-
no admirou a America respeitou, e Por-
tugal perdeo...
Mas cuja saudade ser eterna. ..
E vos summo sacerdote ungidn do Se-
nhor pontfice do Porto ; no u acaso pei-
mitlo que pela vez primeira em que sub-
mettido ao peso das sagradas vestes, as conde-
corasse a milra simples; ainda bem que foi
neste santo c real templo da Lapa para lancar
a ultima bencio esse coracio que dominou
outr'ora o homem mximo o grande prin-
cipe o maior soldado-... Aquelle, que en-
sinou os reis abdicar pelejar vencer
e perdoar.. O sacrificio da lei nova vo-
ando entre nubladas partculas do Tbimiama ,
j rompeo os espacos alhmosphericos, c, ultra-
passando os cos descriptos por S. Paulo, la cho-
gou ao seio da Divindade. .. unidos aos vossos
vorao igualmente os nossos votos pelo eterno
descanso do orand* Pedro.. Ah 8 gloria o
possa ja que nos o perdemos. ..
A trra nao era digna delle... Disse.
[D'um impresso.)
(Correo Mercantil.)
FRANCA.
( Continuacao da noticias exlrahidas dosjor-
naes franeeces, e inglezes. )
Reunida a cam ira dos deputados em Franca,
na quinta-eira ( 28 de Vembro) sob a
presidencia de M. Lalitle seu membro mais
velho tratou ella de eleger os seus presidente,
iifid-pfkdiita, esecrelarioa. lodosos mem-
bros principes Borryer, Odillon Rarrot, Du-
pin Thiers, Dufaure &c. eatavJJo nos seus
postos ; e a asscmbl^a aprescniava um aspecto
mu animado Antes da abertura das urnas ,
tendo o presidente extrahido, os nomes dos de-
pulados que devio constituir as nove com-



7
\
misscs permanentes em que se divide a casa,
relirrao-so os membros para as suas respecti-
vas commissoes Iim do nomearcm os seus
presidentes o secretarios pira o me* seguinte.
Dqs 18 empreados reeloilos 10 erao ministe-
riaes e os 8 restantes porlencio a opposicao.
Depois tornrao os deputados entrar na sala ,
e tendo-se procedido ao escrutinio para a presi-
dencia deo o seguinte resultado :
Numero de votantes 326
Maioria precisa 105
Votos
Mr. Sauzet oblevo 157
M. Dupin 05
M. Udillon Borrot 91
M. I) ufa uro 1
Dupont Nao tendo algum dos candidatos olitido mai-
oria absoluta abrio-se oulro escrutinio o
qual produzio a eleicao de M. Sauzet para a
presidencia da cmara dos deputados; o que
tem dado largo assumptu imprensa parizicnse,
a por quasi toda ella olliado nao s como um
triumaho para os ministros, senaocomoum
penhor de bom xito ni mor p irte das suas
medidas por toda a sesso. Todava a im -
prosso produzida na Bolsa por este successo
nao foi favoravel.
Na sexta-feira ( 29 de dezembro ) reunio-se
a cmara dos deputados para eleger os seus vice-
presidentes o secretarios. O ministerio anda
continuava ganbar vantagein tendo os seus
candidatos sido reeleitos a saber, .Mr. Bignou,
por 251 votos ; M. Lepellelier d'Aul-
iiay por 253 ; M. >ulvand o M. de Bolley-
nu, por 150 cada um. M. Billault, candi-
dato da opposicao s obtuvo 99 votos.
<( Nao ha dvida diz urna carta do Pariz ,
quo as recentes eleices de presidente e vice-
presidentes para a cmara dos deputados oro
todas no sentido conservador. Com tudo nao
monos verdade que ellas nao tranquillis-
rao iii'in a corte nem o ministerio nem o
pblico ; porquo veris, quo nem mesmo a con-
sideravcl subida dos cambios, que appareceo
na praca de Londres quiuta-leira passada ,
devida eleicao de 4 conservadores para a vico-
presidencia da cmara dos deputados elevou
os fundos ao preco, a quo chegrSo bontem. O
caso que j tacterao o pulso cmara re-
lativamente a questo da dotaeao eacharfio-
n'o doslavoravel Se a medida fr proposta ,
ser regeitada menos quo nao se opere algu-
ma mudanca nasdisposiccies e sentimentos dos
deputados Urna derrota seria perigosa para o
ministerio mas se elle deixjr de propr a do-
tacao sofrcr quasi ig jal desar por ter eito
cir quo bavia de propr urna le para esse
Jim.
U Moniteur publica urna ordonanca regia
demiltindo di posto de major o condede Mont-
Breton e o marquez Anjorrant, por terom
ido :'i Londres fazer corte ao duque do Bordeus.
Dizia-86 quo o governo tencionava inetter
em pncessoos olliciacs ,que forjo, ha pouco, a
Londres para o mesmo hu por torem infrin-
gido um artigo dar leis do exordio que pro-
hibe aos militares sahirom do reino sem licen-
ca especial sob pona de perderem os seus pos-
tos.
O Juurnal des Debuts auuunciando a parti-
da para Madrid dossenhores Donoso Cortes,
e Ros de Ulano enviados que levarao
rainha ox-rogente o convite da rainha I) Isa-
bel para voltar cpital da Hospanba affirma,
que S. M. ,a rainha Christina.tinha mudado de
resolucao i esse respeito que partira do Pa-
riz para Madrid no principio do me/, seguinte,
e queso encarregaria da educaco e tutelia da
sua lilil segunda a infanta I). Luiza.
As ultimas noticias de Madrid datadas de
26 de dezembro dizem que Uvera lugar u-
ma reconciliadlo, operada pela camarilba, en-
tre a rainha o o infante D. Francisco de Paula,
que t;nba sido revocado do seu desterro de Ca-
ravonchel. Pareco que principe prometie-
ra cscrever ao seu antigo ajudante de campo A-
iiiciIiit, a pedir-lbe, que entregue o caslcllo de
Pignoras. Tinha ficado adiada a questao do
'Casamento da joven rainha al a volta da ex-
regente D. Mara Christina.
COMWERCIQ.
Alfandcga.
Uendimento do da 15.......... 8:739S897
Deicnrrego hoje 16.
Polaca sarda B. Inteligencia diversos
gneros.
Brigue iogloiMtum carvSo.
Polaca austraca IPladislaw larnha.
Bri'uo fraoe2 Adolfo diversos ge-
ne ros.
ultimo porto 40 dias; brigue bespanhol
Dous-Amigos, de 110 toneladas; capilao
Jaime; equipagem 11; carga vinbo e
mais gneros; o consignadlo deJoo Pinto
do Lemos & Filho.
Navios saludos no mesmo dia.
Canal; galiola belga Mtttalr ; capito Cop-
ponollo ; carga assucar.
Cotinguiba ; hiate nacional Especulador ; ca-
pilao Jos Mauricio da Silva ; carga varios
gneros.
Parabiba; lancha nacional Conceico-Flor-
das-virtudes; capitao Victorino Jos Po-
reira ; carga varios gneros.
Erital.
Miguel Archanjo Monteiro d'Andrade, ca-
valleiro da ordem de Ckristo,e inspector d al-
fandega de Pernambuco por S. M. 1. e
e C. que Dos guarde fc.
Faco saber que no dia 17 do corrente, em
conformidado do 4 do artigo 263 do regula-
mento das alfandegas se b3ode arrematar em
hasta publica,ao meio dia,na porta d'alfandega,
por conti de Alexandre Jos Correa, vinto trez
caixasde massas arruinadas, e por isso avaha-
das a mil reis a arroba nao sendo o arrema-
t nto sugeito ao pagamento dos oVeitos e ex-
pediente. Alfaadega 14 de fevereiro de 1844.
Miguel Archanjo Monteiro d'Andrade.
ileclaracoes.
o patacho Emilia capitao Joaquim Gonralvcs
Mava ; (|uem no mesmo quiser carregar. ou
ir de passagein dirija-se o Manuel Jos Ma-
chado Malbeiro na ra daCadoia n. 47 1."
andar ou ao capilao.
A barca francesa Came/m.tendo urna parlo
da carga prompta eexcellenles commodos para
passageiros, seguir infallivelmenle para o Ha-
vre no dia 4 de marco : para carga o passagein
lalle-se com o capitao Guilbert, ou aos consig-
natarios Bolli & Chavannes.
= Para Loanda segu viagem impreterivel-
mente no dia 29 do corrente o brigue nacional
Albanez : para o reslo da garga e passageiros
tratar com Jos Francisco Collares na Rua-di-
reita ou com o capilao na Praca-do-com-
mercio.
% Para o Bio-de-janeiro segu no dia 17
do corrente a barca Firmeza ; recebe nica-
mente passageiros, e escravos l'rete : quem
pretender dirija se Caudino Agostinho de
Marros, Pracinha-do-Corpo-Santo casa nu-
mero 66.
Leudes.
Joiio Keller far leilao por intervenco
docorretor Oliveira, de grande sortimento de
fa/endas de seda la, lindo e d'alg>do, as
mais proprias d'este mercado o algumas das
quaesserao vendidas por todo preco; hoje, 16
do corrente s 10 horas da manhaa no seu ar-
uiazem na ra da Cruz.
Pela administrarlo da meza do consula-
do se ha de arrematar no dia 20 do corrente ,
na porta da mesma administradlo, 47 botijas de
genebra e 22 garrafas de licor apprehendi-
das pelo coiiiinandante da primeira barca de vi-
ga por torem embarcado sem despacho sen-
do a arrematayao livro de direitos ao arrema-
tante. Meza do consulado de Pernambuco 15
de fovereiro de 1844 Pelo administrador
Francisco de Paula Lopes Reis.
= A administradlo dos estabeleciinentos de
caridade avisa a todas as pessoas que tiverem
expostos em seu poder, quo osdever pre-
sentar na revista geral do dia 1." do prximo
futuro me/ pelas 3 horas da tarde na casa dos
mesmos expostos Hccifeem asalta das ses-
ses d'ad i.inistradodosestabelecimenlosdu ca-
ridade H de fevereiro de 1844.
O escriplurario ,
F. A. CavalcantiCousseiro.
Avisos diversos.
ttoviftiento do Porto.
Navio entrado no da 15.
Barcelona e Malaga ; 66 dias, trayendo d o
THEATRU PUBLICO.
HOJE 16 DE FEVEREIKO
DE 1844.
( ULTIMA rr.ICQA )
da
Companhia Rtvel..
O ospe taculo comeiar s8 horas em ponto
por urna
Grande overtura ,
executada por toda a orcbeslra, seguida da
pantomima.
Almaro e Nochinto ,
ou
Os dous limpadores de chamins.
Grande slo do violino ,
execulado por Mr. Eugenio Fnlon.
Os exercicios humanos,
por Mr. J. Marcetti denominado
O HOMEM PRODIGIO.
Intervallode 15 minutos.
Segunda parte.
Grande overtura ,
por toda a orchestra seguida da pantomima
intitulada
A TR0MBF.TA ENCAUTADA ,
OU
O Poder mgico.
Com novas decoraces, transformares &c.
Distributco.
D Cassandro, rico pro-
prietario. Mrs. L. Frin.
Arlequn Francisco Ravc!.
Pierrot, criado de D.
Cassandro Carlos Winther
O Monstro Lon Gavelly.
O Mgico M. Gavelly.
Charo filho dePierrot O pequeo amor.
Calombina M." Mart.nG.avelly.
Fadas demonios &c.
O espectculo terminar por um grande di-
rtimento do fgo d'arlificio.
por Snr. Martin Gavelly.
vert
Avisos martimos.
Para o Coar sabir o patacho 5. Jos
Vencedor; quem quizer carregar ou ir de pas-
sagein dirija-se ao Forte do-Mattos a fallar
com Manoel de Sousa Couto ou com o mes-
tre do mesmo Manoel Jos Bbeiro.
Para o Ass sabir no dia 18 do corrente ,
= Hontem 15 do corrente, mandando se um
preto ganhador levar da ra da Cadeia do Beci-,
fe para o guindaste da escadinha urna gamel-
la de cera branca, com 102 libras e marcada
comJ.C, sumio-se o dito negro com a ga-
mella; roga-io pois, so a alguem for olferecida
dita gamella baja de aprehender o avisar na
ra da Conceico na loja de Jos Gomes Leal ,
pelo que so ficar obrigado.
Troca-se o Universo Pitoresco do anuo
de 1841 pelo Panorama do I anno ; quem
Ibe convior, annunco: adverte-se, que o Pi-
toresco novo o encadernado e tambem se
quer quo o Panorama seja da mesma forma.
= Contina-se a tirar lolhas corridas, o
passaportes para dentro o fura do imperio ,
por preco muito commodo e com muita bro
vidade ; na ra do Bangel n. 34.
Pede-se encarecidamente a quem tenba
alguma pon.ao de raiz de marapuama do a
vender pois nao se olha a preco visto ser
para um remedio ; oulro sim cuso alguma pes-
soa se queira incubir de a mandar buscar da-
se de espera al o vapor Pernambticaua passar
do corle para o ul ; na Ru-nova loja n. 63.
^ Um homeinsoll i SO olWece para ensi-
nar em algum engenlio ou fa*enda as pri-
meiras lellras e principios de lalim, e francez,
ou para oulra qualqui i oceupayao nosta cida-
de, ou para fra da provincia; a quem convier
annuncie.
Quem precisar de um homem bom mar-
cineiro para trabalbar em obras novas ou
colicortos para aqui ou fru da trra por
dia ou empleitada ; diri|a-se & ra da Soli-
dad" casa n. 70, que achara com quem
tratar.
Oflerece-se urna ama para todo o servico
de casa : quem a pretender, dirija-so ao paleo
da Bibeira n. 19.
=s Tirao-se passaportes para fra e dentro
do imperio folhas corridas com toda a prste-
la o commodidade ; na ra do Rangel
n. 34.
= Perdoo-sedo Recifo at a Boa-v'.sta urna
relagao contendo a estraeco de urna rifa, eo
nomo das pessoas, que nella entrrao, e como
tal papel a ninguem interessa roga-se quem
a tiver acbado o obzequio de entregar na ra do
Encantamento n. 4. ou na ra do Livramcnto
n. 40, pelo que se ficar agradecido.
Antonio Feliciano Bodrigues Sette, exami-
nado e plenamente aprovado as materias
do primeiro c segundo anno de mathematica ,
annuncia ao respeitavel publico, queensina
particularmente as materias do primeiro anno ,
em sua casa na ra do Mondego n. 44.
=Offerece-se um moco portuguez de idade
de 18 annos para caixeiro de venda da qual tem
bastante pratica para dentro desta praca ou
para o mallo sendo perto da mesma e d fian -
ca sua condneta ; quem do seu nrPimn<
quizer utilisar dirija-se a ra cstreita do Roza-
rio venda n. 8.
D-sedinhuiro n nromir nlir nenhnrn* il
ouro e prata ou mesmo sobre boas firmas e
d-se at a quantia que o pretendente qui/.er :
na ra estreita do Rozario no segundo andar
da casa aonde mora g l)r. Baptisto.
Quem perdeo urna toalba dirija-se ao Cor-
redor-do-bispo casa terrea nova que se est
fazendo que dando os signaes se Ibe entre-
gar.
Precisa-se do ollidacs de alfaiate no beco
da Lingoeta n. 8.
= Aluga-se nina grande casa terrea nacidade
do 'linda, sita na ra do Mathias Ferreira ;
quem a pretender diri|a-se a ra larga do Bo-
zario botica n. 42 de Manoel Felippe da Fonso-
ca Cande.
Francisco Eduardo Alves Vianna mudou
a sua residencia para o primeiro anar da casa
n. 9 d.i ra d'Apollo.
Aluga-se um armazem com quatro portas
na ra do Apolo confronte o thealrinbo ; quem
pretender dnija-se a ra da Madre-de-l)cos
confronte a igreja, no segundo andar, qua
achuru com quem tratar das 7 as S horas da ma-
nhaa e das 3 as 5 da larde.
O abaixo asignado Jeclura que (ica do
nenbum efleilo a procurada, passada no Kio-
formoso pelo annuncianle ao ad\ogudo Ma-
noel Jos de Sousa Luna e outros em 1842 ;
e bem assim declara que a procura o que
outorgra .i sua mulher 1). Theresa Florentina
Leite fra to somento para promover o in-
ventario e parlilba do casal de sua fallecida
sogra ; e que para tudo mais que nao for isto,
o annuncianle a considera de nenhum vigor ,
e como revogada se tanto o preciso.
/iHonio Machado da Silva S.-Tiago.
Joao Jos Fernandos de Carvalho em-
barca para o Bio de-janeiro o seu escravo de
nome Jos.
Francisco Senaco Pereira Bastos em-
barca para o Bio-do-janeim.
Perdeo-se na noute de 13 do corrente,
da ra do Rozario da l5oa-visla at o meio do
Atierro, urna caixa de tartaruga com aros no
lundo e lampa d ouro e nesla urna chapa
com as leltras A lili; a pessoa, que a achou,
querendo-a restituir pude entregar na boina
do snr. Victorino Ferreira de Carvalho que
ser recompensada.
= Aluga-se um armazem, na ra da Praia,
o qual tem servido de urmazem de vender car -
nc secca : na Praca da-independencia livra-
ria ns. 6 e8.
3= Joo Vammeyl e sua familia relirao-se
para fra da provincia.
A pessoa quoannunciou querer arren-
dar um sitio com baixas para capim casa de
vivenda e plantucoes dirija-se ra do Cal-
deireiro n. 2 ou annuncie a sua morada.
= A commissao administrativa da sociedado
ApolUnia tem marcado o dia 16 do corrente
pelas 6 horas da tarde para se tratar da eleicao
da administracao que tem de servir no pre-
sento anno e por isso convida aos senhores
socios em geral hajo de comparecer na casa do
suas sessoes no dia e hora referida para o dito
Iim ; o bem assim adverte que nessa mesma
occasiao bao de ser recebidas as propostas de
convidados para a partida de 4 do margo proxi
mo.
= O coronel Francisco Jos Martins pro-
pietario da fabrica de sabo sita na casa n. 116
da Bua-imperial declara que Manoel Jos
de A/evcdo Maya deixou desde 3 do corrente do
ler qualquer ingerencia na dita fabrica tendo
sido at ontao mero fabricador do referido ge-
nero mediante um interesse nos lucros. Os
recibos d'aquelle dia em diante sement ser5
validos sendo firmados pelo dito coronel.
Matheus Auslin -.S C. niiidArao o seu es
criptorio para a ra d'Alfandega-velha casa n.
36 ondo foi o antigo escriptorio do fallecido
Antonio Marques da Costa Soares,
=Na fabrica de sabao da Bua-imperial n 116
existe soffrivel pon o do dito genero cuja
qualidade igual ao anteriormente fabricado ,
sendo foito pelos mesmos trabalhadores com
excepcao de um : o coronel proprietario da fa-
brica afijanca a qualidade mclhorque o es-
trangeiro ; o preco o mesmo de onze patacas
por arroba quer preto ou amarcllo e sen-
do do quatro arrobas para mais se mandar
levarao porto prximo casa do comprador.
Aluga-se um sobrado de um andar em
Fra-de-portas ra do Pillar com commo-
dos para una familia e com seu terrado,
quintal cacimba sabida para a ra de de-
traz e com sotao ; a tratar na venda do mes-
mo sobrado n. 82.
Precisa-se arrendar um sitio perto da
praca que tenba casa baixa para capim pa-
ra um ou dous cavallos cujo pluguel nao ex-
ceda de cen mil rs. por anno ; quem tiver an-
nuncie.
Precisa-se de um rapaz Portuguez de 18
20 ;r:r;es que tenha bastante pKti Je ne-
gocio e d fiador a sua conducta para ir to-
mar conta da melbor venda que ha na cidade
.Im Qoianna ; r.a ra larga do Rczaiu veuda
da esquina n. 39.
Precisa-se de urna mulher de cor que
represento ter 40 annos, que seja sadia li-
vre, desimpedida deludo a ti t lia da praca,
para ama de urna casa de pequea familia -, na
ra do Nogueira n. 13.


4
"*'

UNTURA DELOSNY
De Vicente Saiilini.
- As propriedades thcraupcuticas da los-
drhgado do primeiro districto da cidade da
Victoria vai ser arrematada ( como bem de
ausentes ) pelo juiso competente visto nao ter
na sao conhecidas desde muitos seculos pelos apparecido dono della por mais annuncios,
facultativos; 6 lti tnico, que facilita sin-, que e tem fcito eapesarde i rem varias pes
gularmentc a degcstlo quando por fraque/.a ,
ou falta de rerelo se acha alterada. Tambem
proluz ptimos effeitos as diarrheaschroncas,
n basta e:n muitos casos para expulsar as lom-
brigai. Asscnhoras, que nos primeiros lem-
pos da gravidez lelo qnanto comem ou to-
m;io Bverslo aos alimentos, alliviao geralmen-
te como uso (leste remedio.
A melhor lo^na e a que nasce as visinhancas
de Roma. O snr. Saulini, pharmnceulico na-
quclla cidade, compo/. una tintura sern espirito
algum que se conserva perleramente e tem
as virtudes da losna sein os inconvenientes do
alcohol. Esta prepararlo recommendada ao go-
vrno Pontificio pelo collegio-medico-cirurgi-
co de Roma ol-teve privilegio de fabricaclo ao
scu autor.
A dose urna collier das de soupa, pura, ou
cin vinho pela manhia em jejum e deve-se
continuar oito ou 10 dias; vende-se na bo-
tica do Victorino Ferreira de Carvalho na
Praca-da-Roa-vista n, 32 ; preco do cada vi-
dro2000rs.
PLANO.
Para as meias loteras concedidas a favor das
obras da igreja de N. S. doRozario da fregut-m
do SS. Sacramento da Roa-vista.
4000 bilhetes a 8,000.....32:000,000
Beneficio de 12 o, 3:840,000\
Imposto de 8 na for- j
ma da le. 2:560,000* 6:928.000
Valor de 6600 verbas de i
.... 528,000/
sellos
Liquido.......... 25:072,000
1 premio de....... 6:000,000
3 ditos.....1:000,000 3:000,000
4 ditos. .... 500 000 2:000,000
6 ditos.....200,000 1:200,000
10 ditos.....100,000 1:000,000
20 ditos..... 40,000 800,000
50 ditos. ... 20.000 1:000,000
98i ditos. ... 10.000 9:840,000
2 ditosl'eult. B. 160,000 232,000
1080 Premiados.....R. 25:072 000
2920 Rrancos. ---------------------
soas ver a dita preta naquella cidade que ape-
nas a conhecom e dizer ser do Recife mas
nao sabem de quemseja.
- Um rapaz Rrasilciro que escreve bem ,
tendo muita pratica de escrever processos sen-
tencas e todo papel judicial se offerece a
qualquer advogado o escrivao para o dito fim,
prometiendo muita actividado e por preco
mais commodo que outro qualquer fizer;
assim como escrevera mesmo em sua casa; quem
o pretender annuncie.
- Precisa-se de um homem para vender po
com um preto : na ra da Solidado n. 22.
= A companhia Ravel retira-se para a pro-
vincia da Rabia.
= Volta para o Aracaty no hiate Flor-de-
larangeiras a viuva I) Francisca Joaquina
Pamplona levando em sua companhia tres fi-
Ihos umsohrinho, e 3 escravos, Antonio,
Sivirina e Mara.
LOTERA do gu/lde-
LUPE.
Xo dia *4 do correnle
mez de fevereiro corre-
r impreterivelmeote as
rodas dcsta lotera. Os bi-
lhetes achao-se venda ,
nos lugares do eos tu me
casa terrea na ra do
La-
12, com Jos Joaquim da Silva = Vendo-so
= Permuta-se urna
Aragao por
outra as seguinles ras ,
s pateos do Carm
quem este negocio qui-
das Cruzes pateos do Carmo, S.
Crespo n. 12, com Jos Joaquim da Silva = venoo-so urna armarlo para qualquer
yjaa estabelecimento em urna casa terrea na Ra
=r Vende-se lapim preto de superior quali- direita que tem commodos para urna familia;
dade, merino, princeza, franklim duraque, na ra do Livramento loja de couros n. 13.
o lila preta de todas as qualidades, sarja larga, = Vende-se, oualuga-seum sitio na es-
e estreita panno fino preto superior lencos, Irada que vai da Magdalena para o Remedio ,
e meias pretas as melhores chitas pretas que com casa de pedra e cal duas salas, 6 quartos,
ha, para luto c todas as qualidades de fa- cozinha fra e mais arranjos para estribaiia,
zen'das pretas para a quaresma, por preco mui- duas cacimbas um viveiro e baixa para ca-
to commodo ; na ra do Quemado n. 25,1o- pim urna olaria coberta de tclbas, com dous
ja de Guilberme Sote. tornos a margen de um braco do rio Capibari-
Vendom-se os instrumentos seguintes, que, be, livre deinundacao de cheias com alguns
ainda que servidos estao em muito bom uso arvoredos e mais vantagens que se faro ver
o por preco muito commodo; urna arvore de ao comprador; assim como tres canoas sendo
campas, nova, duas cornetas de chaves, um urna de carga do um milheiro de lijlos, outra
clarm, dous flautins, urna requinta, um bai- de conduzir barro do um s po e a outra
xo de armona pequeo; os pretendenlesdiri- de carreira na ruado Mondego n. 25, casa
jPo-se ao primeiro tenente quartel mestre do defronte do nicho.
segundo batalhlo do ortilharia a p no Hos- = Vendem-se ricas manta, chales de seda,
picio das 10 horas as duas da tarde. chapeos de seda o palha para senhora c me-
= Vende-se urna cama de Jacaranda no- ninas, ricas sedas pretas, e brancas para ves-
va, e de bom goslo, propria para noivado, um tidos sarja preta hespanhola setim prelo
locador de oleo cora gaveta por 7000 rs um para collete luvas de seda preta compridas,
violo pequeo de jacarandl por 5000 rs., urna sem dedos, ricas fitas de setim lavrado cor-
cama de condur usada porm composla de tes de colletcs de veludo lavrado do melhor gos-
novo por 16000 rs.; na ra estreita do Ro- to que tem apparecido ditos de seda meas
zario armazem n. 32. de seda preta para senhora ditas para padre ,
Vcndem-sesemcntes de hortalica de lo- ricas bengalas do cana merino prelo o mais
das as qualidades, chegadas prximamente superior, que ha riscadinhosde muito lin-
lelhasde vidro cestos para meninos aprende- dos padroes, ricos cortes do cassa bordada,
rema andar, tudo por preco commodo; na lencos de setim preto para gravata aventaes
ra da Cruz armazem de louca n. 48. pretos e de cores para senhora borzeguins
Vende-se em casa de Hcnry Forster & para homem e senbora um completo sor-
Compauhia na ra do Trapicho, barris de timento de calcado de todas as qualidades, cba-
carne salgada de vacca barricas abatidas, e pcos pretos para homem bons bezerros de lus
pregos americanos proprios para fechos. (tro o outras muitas fazendas de gosto ludo
Vendem-sc chapeos de palha; em casa por preco commodo ; na Rua-nova loja frau-
do Henry Forster & Companhia ra do Tra- ceza n. 8 de Amaral & Pinheiro.
4000 Total.
Approvo palacio de Pernambuco em 14
de novembro de 1843. = farUo da Boa-vista.
== Est conforme. = O oficial-maior Anto-
nio Jos d'iiveira.
Embarca Manocl Jos Machado para o
Rio-de-janeiro as suas escravas, Roza, de na-
ci e Mara crioula com urna cria.
SOCIEDADE PHILO-THALIA.
= 0 primeiro secretario avisa a lodos os
socios que os bilhetes para a recita de sabba-
do 17 do correnle se acblo em casa do res-
pectivo thesoureiro na ra do Gdlegio n. 5,
que sero distribuidos nos dias 16 o 17 das 9
horas da manhaa as 5 da trarde.
Roga-so a pessoa que no dia 8 para S
do corrente levou um toldo grande da quarta
porta da casa nova do snr. Angelo, na ruado
Trapiche, o obsequio de o mandar entregar na
inesma casa a Lttfz Antonio Rarboza de Brrto ,
o contrario se pubiieara o seu nome pois que
nao se ignora quem se acha de posse delle.
=esappareceo da ra do Quemado no dia
8 do corrente um quarto magro ruco, com
o.ferro LOA ; quem o tiver adiado e quizer
restituir, dirija-sca ra do Quemado n. 7,
ou na ra do Crespo n. 2.
Pela terceira vez roga se aos snrs. Fran-
cisco Pereira Pinto de Menezes Antonio J>,s
Duarte Rraga e Jos Pereira Coelho ou a
quem delles soubcr o obsequio do compare-
cerem na ruado Apollo n. 6, casa de Joaquim
Baplista Moreira.
Aluga-se urna casa de sobrado de 4 an-
dares na ra do Trapiche-novo e urna dita na
ra da Solidade ; a tratar na ra da Aurora
n. 58.
Quem precisar do urna ama crioula com
bastante le te o novo dirija-se a ra da
Moeda sobrado de dous andares n. 11.
Coutinho & Lopes continan a ter addi
do a sua livrarii da ra do Collegio n. 20 o
estabelecimento de encademacao ,'onde tra-
balhao ofliciaes de profissao que poem todo o
cuidado e esmero em desempenhar as encom-
mendas segundo o gosto dos pretendentcs: alm
ue tuo que se pude desejar em materia de
encadernacao ; os annunciantes penslo nao ser
intil declarar a vista da nao consist*nr:i Hn
geral das encadernaces francezas, que as dcs-
te estabelecimento se distinguen) principalmen -
te pela sua seguranca e flcxibilidade.
- A preta que se achaem poder do sub-
Pedro e Hospital
zer fazer annuncie.
= D-se por 3008 rs. urna lettra saccada
pelo genrodosnr. Agostinho Henriquesda Sil-
va Jlo Antonio de Souza Vieira acceita
por Vlanoel Pinto de Souza Leite da quan-
lia de 340,000 rs. fra os juros que anda-
rlo por 100,000 rs. pouco mais, ou mejios;
na ra do Quemado loja n. 5.
Precisa-sede um rapaz Portugutz, de
16a20annos, que qneira servir de criado a
um proprietario morador fra desla praca ; no
Aterro-da-Roa-vista n. 6 terceiro andar.
= Pela segunda vez roga-se ao snr. cirur-
gio Francisco Jos Rodrigues do dirigir-se ao
pateo do Hospital, indo para a ra da Flo-
rentina loja do sobrado n. 18 que so Ihe
deseja fallar.
Engomma-so com todo aceio prompti-
dio, e por preco mais commodo do que em
outra qualquer parte ; e tambem se acceitao
costuras de alfaiate ; na ra de Aguas-verdes
n. 100.
= Aluga-se o primeiro andar e fojas da caso
da ra da Anrora n. 10 muito fresco aceia-
do boa vista e commodos para urna grande
familia; a tratar no segundo andar da mesma
cosa ou na ra do Trapiche n. 44.
= Manoel Jos Vianna retira-se para o Rio-
de-jaero.
Compras
= Comprao-so elTectivarnore para fr js
provincia mulatas negras e moleques do 12
a 20 annos pagao-sc bem ; na Rua-nova ,
loja de erragens n. 16.
Compro-se urnas ordenarles novas, ou
mesmo com algum uso; na lua-imperial n. 9.
Vendas
NOVA CASTRO.
Tragedia de Joan Raplista Gomes Jnior ,
nova ed cao 1 v. com duas lindas estampas,
por 1280 rs.
Para ajuntarao merecimentointrnseco d es-
la bellissima tragedia basta lembrar ao res-
peitavel publico que a presente nova ediclo
ntidamente impressaem bom [papel, ornada de
duas finissimas estampas coloridas e augmen-
tada com nina collecclo das melhores poesias
sobre o mesmo nleressante assumpto entre as
quaes se notao composices de alguns estima-
dos poetas Rrasileirns.
Vende-se na Praca-da-imlcpendencia li-
vraria ns. 6 e 8.
Vendm-se panno verde largo propro
pera reposeiro ; na ra do Trapiche n. i.
- Vendcm-sc, ou trocao-so por predios nes
ta praca 4 moradas de casas terreas de pedra
ees! feas 2 sr.r.c e hio mu bem cons-
truidas e a moderna, sitas na cidade da Vic-
toria outr'ora villa de S. Ailo, sendo duas
na ra dos Quarleis ao p da feira e duas na
Rua-direila da dita cidade ; a tratar na ra do
piche-novo n. 8.
= Vende-se sevadinha de Franca a 280 rs.
a libra chalalas da melhor qualidade possi-
vel a 60 rs. a libra ; na ra do Aragao venda
da esquina que volta para a S. Cruz n. 43.
Vendem-sc abotuaduras amarellas para
casaca de muilo bom gosto ditas de dura-
que de novo padrao bicos largos c estrei-
tos, oculos de armario de muito boa graduacao,
meias pretas para padre ; na ra do Cahug ,
loja n. 1 C de Francisco Joamquim Duarte.
Vende-se um sobrado em chaos proprios,
na ra de S. Rente ao p do S. Pedro velho;
a tratar no mesmo.
- Vende se um relogio sabonete de prata,
do machina coberta por 16,000 rs.; na ra
do Mundo-novo n 17
Vende-se urna loalSia de bretanha com
lavarinto na beira ; na ra do Cabug loja
de meudezas n. 9.
Vendem-se 4 escravas, sendo 3 mocas
com boas habilidades e de bonitas, figuras c
urna de 35 annos boa quitandeira e lavadeira,
por240rs ; na Rua-velha n, 111.
Vende-se urna porcao de covados de la-
fet rouxo escuro vndo do Porto, muito en-
corpado que serve para capa dos Passos e
mesmo para cobrir chapeos do sol; na ra do
Livramento n. 14.
= Vende-se um bote em bom uso com
remos e vellas, propro para qualquer navio;
na ra da Cruz n. 51.
= Vendem-se 300 e (antas barricas vasias ,
que forlo de farii)ha,de trigo.; as, Cinco-pon
tas, padaria n. 63.
Vende-se um negro de naci para todo
o servico ; no Atierro da-Roa-vista n 3.
'- Vende-se um sobrado de dous andares ,
corrido de ra I ra sito em um dos melhores
lugares do Pernambuco para pagamento de
urna hypotheca ; q,uem o pretender annuncie.
Vendem-se limas do choiro do muito
bom gosto proprias para presentes de dille
rentes qualidades, jarros com p de frutas plan-
tadas, e outros com flores cavallinhos arrea
dos ananazes, caixos de uvas pencas de
bananas caixos de pinba limas de vapor, e
todas as mais diversidades do frutas; no pateo
do Terco n. 26 casa do Amorim.
= Vende-se um terreno na ra do Sebo cora
62 palmos de frente e 150 de fundo; e um
sitio na estrada do Arraial com casa de taipa ,
e bastantes ns de arvoredos ; a tiaiur rom Jos
Antonio Bastos, na ra da Cadeia do Recife.
= Venderse um cxcclleqte terreno na Rua-
impertal do Atierro-dos-AfTogados com 34
palmos de lente e fundo at a baixa mar do
rio Capibaribe o qual terreno estrema cora
trras de Francisco, Ribeiro Pavlo e a casa
edificaba de Siuu'^o Correia Macamhirfl com
todas as propon des para edificarse uin ptimo
predio ; a tratar, na ra direita o. 4j0 segundo
andar.
=s vende-so um preto de 22 annos, de bo-
nita figura e de lodo o servico ; urna parda
de 18 annos de bonita figura lava Iwm ; <>
engomma ; na ra da Cadeia de S. Antonio
n. 25.
< Vende-se urna carroca de carregar pipas,
porbaixo quasi nova e por preco commodo;
na Ra-imperial n. 116.
= Vende-se Jacaranda superior chegadda o
Rio de Janeiro pedras de marmore redondos
para mezas de meio de sala, de muito bom gos-
to ditas para commodas cadeiras america-
nas com assento de palhinha camas do vento
com armaco marquezas sofs, mezas de
jantar camas de vento mui bem feitas a 4500,
ditas de pinho a 3500, assim como outros mui-
tos trastes ; pinh* da Suecia com 3 pollegadas
de grossura dito serrado dito americano de
dillerenles larguras e comprimentos ; assim
como travs de pinho e barrotes ; na ra de
Florentina em casa de J. Heranger.
= Vendem-se uns lerrenosem Fra-de-portas,
da parte da mar pequea promptos para so
edificar, estao em boa posicao c por preco
commodo por isso se far todo o negocio com
ellos ; na Rua-direila n. 4. ,
= Vende-se um sobrado na principal ra de
Olinda com 6 quartos, duas salas chios
proprios, o bom quintal ; na ruada S. truz,
venda n. 60.
=Vendem-se superiores caivetes finos, que
em se metiendo a penna sai esta perfeilamen
te aparada ; na ra do Calinga loja de meu-
dezas junto do Randeira.
= Vendem-se velas de espermacete em ca-
xas do 25 libras ; e farello novo omsaccasde
3 arrobas chegado de Hamburgo ; em casa
de H. Mehrtens na ra da Cruz n. 46.
= Vendc-sea fazenda Sorra-branca, do ca-
sal do finado Francisco Xavier ('.arnoirr. di
Albuquerquc situada no Rio-do-peixc nos
limites da provincia da Parahiba-do-norte ,
com a do Rio-grande-do-norte com 3 leguas
de comprido e urna de largo com sua de-
marcarlo julgoda por sentenca e urna das
melhores lazondas deste lugar ; a tratar nos
engeridos de Una e Tibiri na provincia da
Parahiba.
Escravos fgidos
= Fugiouma es_ravu cabra fula, ebria
docorpo, rosto bechigoso com falta-de um
dente na frento da parte superior cazada
comum pardo que loi vendido para a comar-
ca de Nazarelb lugar de Japaranduba ; quem
a pegar, leve a ra das Cruzes n. 22.
= Do engenho Linda-flor, freguezia de
3- Migue! dos Barrcrc>, I^o no da 3 u u-
zembro p. p. um preto de nome Jos, de na-
ci Calabar de 20 annos anda bucal cor
fula olhos grandes, alto, bom corpo pou-
ca barba sein aleijlo algum tem em cima do
peito esquerdo urna lettra da forma de um
P. as maraes do rosto tem dous riscos em
cada lado a perna direita um tanto mais gros
sa do que a outra, levou um Ierro pequeo
de tres ponas no p esquerdo camisa e ce-
roulas dealgodlozinho grosso americano: quem
o pegar, leve ao dito engenho a seu snr. Pedro
Miiianno da Silvcira que pagar todas as
despezas e gratificar ou nesta praca a Joa-
quim Antonio de h. Tiago Lessa na ra de
S. Rita-nova n. 91.
Rbcifb ha Ttp. m M. F db Faiua.1844.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EK6T2P5SZ_I2KXPD INGEST_TIME 2013-04-12T22:18:59Z PACKAGE AA00011611_04582
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES