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Diario de Pernambuco
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Permanent Link: http://ufdc.ufl.edu/AA00011611/04580
 Material Information
Title: Diario de Pernambuco
Physical Description: Newspaper
Language: Portuguese
Publication Date: Wednesday, February 14, 1844
 Subjects
Genre: newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage: Brazil -- Pernambuco -- Recife
 Notes
Abstract: The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding: Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation: Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities: Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.
 Record Information
Source Institution: University of Florida
Holding Location: UF Latin American Collections
Rights Management: Applicable rights reserved.
Resource Identifier: aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID: AA00011611:04580

Full Text
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Anuo de 18M.
Quarla Fcira 14
a*a\BBlWluejBjjBjjj^
0!>u..op.bl.c.-,r- dos qM.4o forPtu s.n.i.icado, : n oreco d. .a*..*,.
A, de .res milrs. porq,M,lp.8od..l.do.. Os an.ojrolo.dO. .',.-., s.,o 53,
SlUlfll^rLr!: '""!V,eSl) I* ''r ''"l" *' ""'....."'-, deven, rer d,-
g.d.t i e... i,p ra das (.rutes i,. 34 o ;, ,,,,, . ln,le|ndenna lj de li. tn. 6 e 8
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
SouMU,elr.l.jb secundase 5cx,.. feir.s.-R.o Cr.nde do Norte, ,;,.. fcir., -
Cabo. Sartal... fcaW Pono Cairo, Macer Al.go..: u'i H 1
o* r,ri rfr'?1'"'" * HoW,. " 2* * m ~-t e Flore. I l
2S aMo.~Cid.4ad. V .clona, quima-, fi..,. -Oliod. ..do. o. d,.s
*2%...b..u. AUd.doJ.deTdV':VSEMAISA-
II ierra s. Gregorio Ral. *ad. do de U d. 3 t
14 Ruarla s Valentn Aud do J del), da 3. T
ii Quii, s. Faustino. Aud. do J. de l).d 2.T.
46 SeU s. Porfirio. And. do J. del). . t.
J7 Sab. 1 Silvia o. Bel. sud. do J. de D.ila . v.
dS Dom s. Tbeoto.io rior
^mm,^,.,---------.----------------------------- | | mim.....,MMH>J1,,, mu ,,|, |,, i,, "
de Feverciro
Anuo XX. IV. 56.
i s2rrasaCT*^o:rK*xeMT!KieM4MuMM I 'i I
Todo agora depe.de da n.s ne.no. di nona praJrteia, r-oileragio- eneren: con-
minemos como prinoipimoi, a oreaj .postado, coa adunraj.io enire as naques mais
cultas. (Proclamia, j. da V-sembW-a Geral do ar.nl.)
CaMBlOS RO Mi 1.1 HK IHWHIUI.
' Cambio .obie l.onre. 26 j,
ii u Paria 3/0 reta por franco
u i> Lisboa Hu por lOU de premio
Mocda de cobre 5 por cenlo.
dem de letras Je boa firmal I
i*i3
Oar.-Mo.dad. 6,400 V. 17,500
, N. #.300
,:. 4,00. 'J.auo
Prau-rae6ea -'.10
,i Pe0 colummiiares 'J.U4U
a linos mexicano t.040
3
'i

aav:..
PITASES DA UTA NO MK/. DE FEVEREIRO.
La cheia a i as 8 horas e 51 miu. da 111. il.Jau.ua a IS as ti horas e2 min.da m.
Minguantc-a 1J as 5 huras e JO mu da m. I CanMW a 20 as 7 h. c 3um. da m.nh.ia
Pleamar de Iwjt.
Primeir. as i horas a IS mi. da manh.ia. | Segunda as 1 horas e i- minutos d. larde
, 1 '-ar, ...*-' ."iTii' : ~ nilMiMllMIl li v ..n rv vrnmrmrmm
DE PERNAMB
MBBWSZ3ZSKZS
consequencias da sua negativa ;s exigencias do
OFFICUl.
* ......* ~|
Ttiesouraria da Fazcnda.
EXPEDIENTE DO DA 3 DO CoRRENTI?.
OlficioAo Exm. presidente da provincia .
participando, que se achata prompta, como
avia determinado em olTicio do t. docorrente,
41 quantia dodo/. contos de reis que o Exm.
presidente da provincia do Rio-grande-do-nor-
te requisitou em conformidade das ordens do
tribunal do thosouro para a substituido das
iuotas da mesma provincia ; e logo que appa-
recessea primeira barca de vapor com destino
para as provincias do norte, pedira a expodic-
ao das suas ordens, para que a remossa fosse
por ella feita.
DitoAo mesmo Exm. snr. informando ,
que posto por aviso da secretaria de estado dos
negocios da marinlia se mandassj levar o-
bras publicas do mosmo ministerio a despezl
com a barca de escavacuo como ainda nao se
tinha dado consignaco para esta rubrica e
dito aviso nao tinha sido transmitido polo tri-
bunal do thosouro nenhuma quantia podia a
tbesouraria supprir por conta della ; parecendo
com tudo conveniente que se extrahisse pelo
arsenal de marinba urna conta da despeza feita,
o a. fazer no corrento anno fnanceiro com a re-
ferida barca o so levasse tudo ao conhccimcn-
to do govorno imperial.
DitoAo mesmo Exm. snr., informando
o requerimento de D. Francisca de Paula de
Oliveira Pitia em que pedio a S. M. o.,
o pagamento da quantia de 600,613 rs pro-
veniente do meio sold, que deixou de rece-
bar como viuva do 2. lente de artilharia de
primeira linha Joiio Pitia Porto-carreiro de
6 de novembro de 1827 a 30 de junbo de
18U.
EXTEflOR.
ESTADO ORIENTAL.
(Continuando do n. antecedente.)
N 2.
Ministerio das relacSes exteriores.
Montovido, 17 de dezemhro de 1843
O abaixo assignado, ministro das relagoes ex-
teriores, teve a honra de levar ao conhecimento rio
sou governo a nota do Sr. cnsul geral do Fran-
ca do li do correte, em que participando ter
recebido ordens do governo do re respeito do
armamento dos Francezes. para que. ajnilailn
"oSr. vice-almirante commanilanlo das lorias
navaes, pozesso iim termo ao estado de cousas
resultante do dito armamento, reclama do go-
verno da repblica o liecnciamento immediato
do todos os residentes francezes quetomrao as
armas desdo abril ultimo, sem que debaixo de
nenhum protexto Ibes seja permittiilo conser-
val-as, ou tornar a tomal-as, oconclue insistin-
do em que as classes industriosas francezas nao nao offendeoa Fran?a. que Ihe prestou em ou-
com a francesa. Jugando o governo oriental ,
que nao se tratava de um abuso da fdrea, mas
lim de urna pretengadque S. S entabolava por
Julgar quo a isso tinha diroito, respondeo no
dia scguinle detalhando rasos incontestaveis
qi/e deslruiao esta |)retencao; mas, tendo pos-
teriormente manifestado o Sr. cnsul que tam-
ben) tinha ordem de seu governo para nao ou-
vir rasoes, foz-se no mesmo dia e bem publica-
mente tudo quanto se havia exigido, eso com-
municou a S. S." em nota de 13.
Dcve pois altamente sorprender a chegada de
novas ordens do governo francez exigindo ja ou-
tra cousa distincta antes de saber elle se haviao
sido cumpridas ou na<5 as anteriores; pois se
houvcssom sido, so os voluntarios armados em
Montevideo tivessem deixado de ser Francezes
para o seu govorno, e houvessem perdido o di-
reito sua proteccao, parecera urna grande in-
consoquencia qualquor nova pretenca que ten-
desso a continuar a consideral-os como cida-
daos francezes. Julga por isso o meu governo
que a mente doS. M. nao podia ser exigir pre-
cisamente esso licenciatnento, e connrma-se es-
ta opiniao ao observar que com effeitoo Sr. cn-
sul, na nota a quo se responde, nao diz explci-
tamente sonad que se cinge a manifestar que o
seu governo, quer se ponlia tormo ao estado ac-
tual das cousas sem designar nii'in aU'iuii para
este flm, por doixar sem duvida a escolha delle
a prudencia e talento- do Sr. cnsul; c somon-
te em consoqueucia dessa vontade do governo
francez quo o Sr. cnsul pede que o governo o-
riental licencie aos voluntarios
Mas este meio precisamente o menos ade-
quado de quantos podia excogitar S. S.a na ca-
so presente. Este armamento fui o um acto
completamente espontaneo dos voluntarios; o
se, a despeito de tantos successos bem notorios
quo o c improvafi, podesse existir duvida alga-
na a estu respeito, ella dosappareceria vista
do um fado incontestavol como o a oxislensia
material da legiad, depois de tantos mezes de
soffrimentos e ladigas. Todo o mundo porcebe-
ra a impossibidado real de sua existencia a
nao ser ella espontanea; o a completa insensa-
tez quo mostrara este governo em consentir ar-
mado um corpo numoro^o e valento do ostran-
goiros que nao obrassem por urna vontade in-
teiramento livre.
Partindo deste facto indubitavel, conhcccr S.
9.*, porpouco que reflicta, a impropriodade do
seu pedido para que o governo oriental proceda
un McenciamAniii: palsvr que, tanto em ngua-
guem militar como em vulgar, applica-se s-
mente a frtreas engajadas on i>fiperidiadas, e de
nenhuma maneira as que por todos os modos
foro, sao e serio absolutamente livres para
deixaro servico a que lem querido ou nao jul-
garlr H mi inrrpe e 'r'.'.ranf; eOTSSgPBf-se
Mas so o que S. S.* quer explicar com essa
palavra 6 que este governo forc os legionarios
a deixaro servico, o cesse de recober o auxilio
que Ihe querom prestar, seja permettldo ao a-
baixo assignado manifestar ao Sr. cnsul que"
urna pretengo tao exorbitante como inaudita
nos fastos diplomticos seria urna olTensa directa
aos direitos do urna nacao independente, que
upportem para o futuro outros onus alm dos
que existiad no 1. do novembro do 1842, sem
que os novos encargos possao ser substituidos
por outros equivalentes.
O governo da repblica tomou na mais seria
consideradlo os objectos da referida nota, sem
procurar combinal-os nem applicar-lhes a serie
llaiaMHnM ... rn'-nBlnrn^ -* -- ^.< ..II.-
-. .-.n V-I.T.!..,, UUO SUUibllUlUU '" iin l. UO junio
para c, ultima data que pdem referir-so as
communicacoes da Buropa. 0 govorno compro-
hende bem que o d6 S. M. tenha visto com des-
gosto o armamento de voluntarios estrangeiros.
nesta capital; tambom quo desoje fazel-ocossar,
e que encairegue ao Sr. cnsul de o conseguir
por todo o meio rasoavol e compativel com a
boa intclligcncia e amisado que existem entre
ambas as incoes, ecom a restricta neutralidad!)
na guerra pendente: mas no comprehende co-
mo o Sr. cnsul pode pretender cumprir esta
uidutii u ou ttuvcum f' quo presentemente recorre.
Nao pode tor osquecido S. S. que em sua no-
ta de 8 de outubro ultimo exigi deste governo,
em virtude do ordons formaos do seu, que so des-
pojasso aos legionarios estrangeiros do laco
francez, de tdda a denominaca ou emblema re-
lativo nacionalidade francesa, o do toda a
l>andeira que podesso tor a menor similhancaj
tra poca sorvlcos mu i relevantes, e com a qual
a liga um contracto que cumprecom escrpulo.
Nao pode ser alheio ao bom senso o illustra-
cao de S. S.*, quo todo o governo tem o direito
inquestionavel de assalariar, mesmo na quali-
dade de veteranos, individuos nascidos em ou-
tra naco, nao sendo desertores, e muitomais o
)......,...it-i -"* t>n**finno o-*****< *''cs!ntcr"S~
sados quo elles Ihe olTerecao como meros parti-
culares. Se esses estrangeiros quebranto neste
particular as lois de sua patria (questo no ca-
so de havl-a, cujo exame na5 pertence ao meu
governo), ou se, para usar da exprossa do Sr.
cnsul, desprendo conisto os seus deveres, olles
responderlo perante essas leis; mas nada tora
uisto que vfir o governo a quem querem servir,
o qual nao cortamente oxecutor nem instru-
mento dos castigos ^ue essas leis possaS fulmi-
nar contra alies.
Mas so o meu govorno encarou nota meramio-
za a exigencia de S. S.a, soja qual fr o sontido
que d palavra licenciar, augmentou-se ella
r-nm a n..iir! nflVn?9 919 S. S.' '?na **-
Ihe de que S. Ex. o Sr. vico-almirante tambem
recebeo instrueces para ajudal-o a por termo
ao estado actual das cousas: noticia que podo-
ria olhar-ae como urna ameaca, poisqueS. Ex.
o Sr. vice-ahnirante carece do todo o carcter
representativo c diplomtico que possa dar-Ihe
ueste negocio outra intervencao quo nao seja a
da forga; mas quo nao" pode ter rasoavelmenti'
este sentido em um asrampto no qual o gover-
no do estado oriental se acba perfeitamente no
seu direito.
O abaixo assignado tambem esta encarregado
de lembrar a S. S.* que, quanto aos onus sobre
a industria com que termina a sua nota, o que
sem duvida se relere a patente semanal, so
explicou bem claramente o meu governo na no-
ta que por sua ordem escreveo o abaixo aslg-
nadocm 7 do correte; e quo quanto a impos-
tos que depois se estabelecao, tao prompto co-
mo est, o como tem estado sempro o meu go-
verno para dar oxplicaedes e satisfacoes acerca
dos seus actos consummados.da mesma maneira
est longo do reconbecer em ninguom oestranho
direito do dirigir-lho prevenedes anticipadas por
aquillo que ainda nao tenha feito; tanto mais
quanto est seguro de quo miquillo que faz ja-
mis olvidar o que Ihe permittir o seu direito
para concilial-o com aquillo quo sua convenion-
cia exigir.
Por ultimo, recobeo o abaixo assignado ordem
exprossa de prevenir o Sr. cnsul geral de Fran-
ca quo o governo oriental, cuneado j com a se-
rie de reclnmares que elle Ihe dirige, e que,
ainda quo seja sem duvida innocentes e impar-
ciaes om seus objectos e motivos, sao todava
nos seus resultados praticos funestos e hostis,
despeito do Sr. cnsul, marcha do governo e
a defesa dosta capital contra urna horda do lio-
mens feroses, est resolvido, sem prejuiso do
rometter directamente ao governo deS. M. o rei
dos Franceses lodosos documentos concernentos
ao assumpto do armamento dos voluntarios
com as competentes observaces, a enviar todos
estos incidentes aos 9rs. agentes estrangeiros, o
a entregar por meio da impronsaesta questo ao
juiso do mundo imparcial.
O abaixo assignado tem tambem ordem para
manifestar aoSr. cnsul que, em consequencia
le pretender S. Ex. o Si. vico-almirante que
ussem aulorisados os impie-sures para impri-
mir tinas pecas olliciaos, sendo urna deltas co-
pia iio um documento original do chefequocom-
manda as Coreas navaes sitiadoras, em que usa
da (lenoiiiiiiacfu) de presidente da repblica, o
governo declara que no pode consentir nem
autorisar a publicaco de documentos do pre-
tendente nesta forma; mas que nao pora difli-
rtuldadeem que o Sr; viiw-|mirante imprima
debaixo do seu nomo o quo queira fazer saber
aos Francezes residentes, e nao se opponha aos
principios quo o governo sustenta na presente
luta conformo com a neutralidude por sua
parte.
O abaifO assignado osnor nn o Sr. cqrsu!
geral so digne communical-o a S. Ex. oSr. vi-
ce-almirante.O abaixo assignado sauda ao Sr.
cnsul geral com toda a consideraco.Santia-
go Pasques.St. cnsul geral de Franja.
N. 3.
Ministerio de relaces exteriores.
Consulado geral de Franca em Montevideo.
O abaixo assignado cnsul geral de Fran-
ja em Montevideo recebeo a nota, quo, cm
resposta sua de li de de/embro Iho ez a
honra do dirigir-lhe com data de 17 do cor-
rente s. Ex. ,o sr. ministro do negocios estran-
geiros.
O abaixo assignado sent, quo as ordens do
seu governo Ihe nao deixem possibilidadu al-
guma de entrar cm iscussao corr . i,\., u ine
imponhuo o dever de rogar de novo a S. Ex., o
sr. ministro, tenha a bem declarar ao governo
da repblica que a responsabilidade das con-
sequencius do urna mera negativa cahir toda
sobre elle.se nao satisfazer as justas reciamat oes,
que se fazem por ordem expresta do governo do
rei. Montevideo, 20 do dozembro de 18i3.
Tkeodoro Pichn
II.*:
Ministerio de relaces exteriores.
Montevideo 20 de dozembro de 185-3.
O abaixo assignado ministro do estado na
ropartico de rolajes exteriores, recebeo a no-
ta do sr. consui geral do Franca desta data na
qual repetindo, que tem ordens do seu go-
verno para nao entrar cm discussao com o a-
baixo assignado declara, que pesar sobre o
governo da repblica a responsabilidade e as
sr. cnsul.
Ao mesmo lempo recebeo outra nota datada
lioje do sr. vice-almirante na qual declara,
que, se as referidas exigencias nao forem satis
faltas mu inmediatamente, tomar para ob-
ter j US tica medidas conformes com as or-
dens que leein do apoiar ditas exigencias ,
mesmo por meio ila forja.
Justica eso justica o que reclama o gc-
verno da repblica e posto no caso em quo
secolloca, quer quo seja vista por maneira in-
tergiversavel e clara a conducta, dos que o a-
meacSo e a sua propria : para isso sem en-
trar em discussao alguma pede ao sr. cnsul
geral declare terminantemente, o que 6 quo
exige do governo quando pedo o licenciamento
da legiSo de voluntarios que para o serem so
submettOrSo a despojar-se das cores, c bando-i-
ra francezas, e a que pelo mesmo sr. cnsul Ibes
sejSo tiesconhecidos os seus direitos do na-
cionaes.
Ao ponto explicado se refero o governo para
ilar urna resposta definitiva ao sr. cnsul geral.
Xa sua nota anterior nao foi o seu objecto dis-
cutir senao explicar : hojo reclama a declara-
cao positiva das preteneoes do sr. cnsul sobro o
armamento dos voluntarios e protesta, se ella
Iho for negada repellir a responsabilidade .
que se Iho quer attribuir na nota citada por-
que nao sabe a intelligencia, que se d pala-
vra licenciamento abaixo assignado, depois
do haver cumprido as ordens do seu governo ,
&c. Santiago Vasquez.
N5.
Ministerio de relaces exteriores.
Montevideo 20 dp^dezembro de 1843.
O abaixo assignado', vice-almirante, com-
mandante da estacan do Brasil e do Itio-da-
prata cm encoclo dasorJcns quo recoboo
do governo do roi para apoiar por todos os
meios, o mesmo pela frca as justas recla-
mavoes que em sou nomo o por sua ordem
foro dirigidas ao governo da Repblica Ori-
ental do Uruguay pelo sr. cnsul geral de Fran-
ca o por ello mesmo, para o im do fazer ces-
sar o escndalo causado pelo armamento dos
Francezes que desdo o met de abril passado
tem feito causa, o tomado parte favor de um
governo estrangeiro c tambom para insistir,
om quo o exercicio das prolissoes, e industrias ,
a quo so dodicao os Franco/.es, nao solro para
o futuro outros encargos alm dos quo existio
no 1." de nuveuibiu uo 18*2 tem a honra de
communicar ao sr. ministro de relagoes exte-
riores que, so as rcclamacocs citadas nao ti-
verem mui immcdiatamento urna rosolucSo
conforme tao justas exigencias, tomar elle ,
para obter justica medidas conformes com as
ordens quo recebeo do seu governo.
O abaixo assignado cVc. A. S. 3/assieu.
N.6.
Ministerio de retardes exteriores.
Montevideo, 20 do dezembro de 18*3.
O abaixo assignado secretario de estado na
ropartico de relaces exteriores, recebeo a nota
d'osta data do S. Ex., o sr.vice-almirante.com-
mandante das forjas navaes francezas, em que
be faz saber, que, se as exigencias do sr. cnsul
geral de Franca nao frem satisfeitas mui in-
mediatamente, tomar medidas conformes com
as ordens que tem para apoiar ditas exigen-
cias at por meio da frca
Quando recebeo esta nota, o abaixo assigna-
do ja tinba levado ao conhecimento do seu go-
verno a declarajao verbal deS. Ex., em que o
abaixo assignado comprehendeo, que se amea-
cajfajom hostilidades e se ostentava o poder
dos canhoes naiA f segunda fcira seguinte
nao se tivosse dado urna resposta conforme com
as exigencias.
Conscquentemenlo o governo da repblica
ordenou ao abaixo assignado que levasse ao
conhecimento do S. Ex., quo nesto momento se
dirigi ao sr. cnsul geral urna communicapao
a este respeito.
O abaixo assignado,&c.Santiago Vasquezt



N.*7.
Ministerio de relacoes exteriores.
Consulado geral de Franca cm Montevideo.
U abaixo assignado cnsul geral de Franca
em Montevideo ao accusar a recepco a S
Ex., o sr. ministro das relacoes exteriores da
repblica, da nota, que S. Ex. Ihe fe/, a honra
de dirigirIfae do dia 20 do corrente nao po-
de deixar de referir-so s suas notas de 14 e
20 ueste mei c renovar as exigencias que
contm
C) abaixo assignado, &c.Theodoro Pichn.
N.8.
Ministerio de relaces exteriores.
Montevideo, 22 de dezembro de 1843.
abaixo assignado, ministro e secretario de
estado na repartilo de relacoes exteriores, teni
ordem do seu governo para manifestar ao sr.
cnsul geral da Franca quo em consequen-
cia dos ltimos decretos, fro supprimidos os
dirt'iUw, a que se refero em suas reclamacoes ,
ficando estas consequentcmenle rcduzidas ao
licenciamento, que resiste explicar, o que o go-
bern da repblica nao pode comprehender sem
essa e|)!icacao talvez pela dillerenca do idio-
ma. Em tal estado o governo interpella de no-
vo ao sr. cnsul geral de Franca, para que ma-
nifest o sentido da sua pretencao protestan-
do, em caso contrario que ella nao pode en-
tender-se considerada pelo governo e nao por
defeito seu.
O abaixo assignado, &c. Santiago vasquez.
N.9.
Ministerio de relaces exteriores.
Montevideo, 23 de dezembro de 181-3.
O abaixo assignado ministro de relacoes
exteriores, tem ordem do seu governo para di-
rigir-se a S. Ex., o sr. vice-almirante com-
inandante das finas navaes francezas, para ma-
nilostar-lhe ter communicado ao sr. cnsul ge-
ral de Franca nesta data, que, em consequen-
cia de terem-se supprmdo os direitos, a que
se referem as suas reclamacoes, h'co estas por
consequencia reduzidas ao licenciamento cu-
ja intelligencia o sr.consul geral de Tranca con-
tina a nao querer explicar : o governo inter-
pellou de novo ao sr. cnsul geral, para que es-
tabeleca de urna maneira positiva o sentido da
sua pretencao que talvez torna confusa a dif-
ferenca do idioma e protesta que sem essa
explicaco nao pode entender-se considerada
por este governo a exigencia feita e nao por
culpa sua em quanto que comprebendida a
pretencao dar inmediatamente urna respos-
ta definitiva.
O governo, desejoso de nao omillir passo ai-
gum para evitar um conflicto, o manifesta igual-
mente ao sr. vice-almirante a quem se dirige ,
repetindo-lhe, &c. Santiago Vasquez.
N.M0.
Ministerio de relagOes exteriores.
Consulado geral de Franca em Montevideo.
U abaixo assignado cnsul geral, &c, re-
cebeoa nota, que Ihe fez a honia de dirigir no
dia 22 do corrente o sr. ministro de relacoes ex-
teriores Nessa nota annuncia S. Ex. ao abaixo
assignado, que em consequencia dos novos de-
cretos os direitos a que o cnsul geral se re-
feria as suas reclamacoes tinhao sido suppri-
midos c que consequentemenle essas reclama-
coes se achao reduzidas ao licenciamento que
o abaixo assignado n5o quer explicar e que o
governo da repblica nao pode comprehender
6em essa explicaco. Accrescenta S. Ex., que
nesta posicao o governo interpella novamentc
aosr. cnsul geral de Franca para declarar o
eiiuJu da mi.i | reiencao, protestando em ca-
so contrario que nao pode enlender-se consi-
derada pelo governo e por culpa sua.
O abaixo assignado | teve a honra de decla-
rar a S. Ex., que julga ter-se explicado com
bastante clareza sobre as intencoes do governo
do rei pedindo o licenciamento immediato de
todos os residentes francezes que tomro as
armas desde os principios de abril deste anno ,
sem que sol pretexto algum Ihes se ja pe mil ti
do conserval as, ou tornar a tomal-as. (guan-
do esta phrase tao explcita por si mesma occor-
re depois que o abaixo assignado disse que o
governo do rei est decidido a fazer cessar o es-
cndalo do armamento dos Francezes quando
no mez de (tatabro teve s honra de annuncar ,
que o governo do rei no quer que os residentes
francezes se armem^pura a defensa de Montevi-
deo seja por sua plena vontade seja a pedido
do governo orienta!, poderia permittir-se ao a-
baixo assignado que seadmirasse, de que o
governo oriental podesse achar alguma obscu-
ridade as exigencias, que Ihe leem sido diri-
gidas.
Com ludo o abaixo assignado desejoso de
evitar todo o pretexto de equivoco, lera a hon-
ra1 de explicar Je novo aS. Ex. comoentende
estas palavras licenciamento immediato de
todos os residentes francezes que tomrao ar-
mas desde abril passado sem que por pretexto
algum se Ihes permita conserval-as, ou lomal-
s de novo; e espera, quo dcsta \ez nenhum
obstculo de interpretacao se oppor a que o go-
verno da repblica prove o seu vivo desejo do
qual o abaixo assignado nunca duvidou de
manifestar os sentimentos que o animao para
com o governo do rei.
O abaixo assignado entende pois pela phrase
cima exprimida que o governo oriental ex-
pedir um decreto,ordenando a todosos residen-
tes francezes, que tomrao armas desde o pri-
meiro de abril que as entreguem ae governo :
quesetomar as medidas necessarias para a
execucao desse decreto o que o governo ori-
ental se abster de acceitar os sen iros oflere-
cidos voluntariamente por esses mesmos Fran-
cezes.
O abaixo assignado declara que nao acce-
der a nenhuma combinaco tendente a fazer
participar por qualquer titulo que seja a
esses mesmos residentes na delensa da cidade ,
seja collectiva ou individualmente, porque o
governo do rei nao quer, que ellos peguem em
armas para a defensa de Montevideo seja por
sua vontade seja por pedido do governo da
repblica e tem dado a este respeito as or-
densmais lormaes e positivos ao sr. vice-al-
mirante.
Esta deve tambem fazer as reservas conveni-
entes da declaradlo de S. Ex., o sr. ministro de
relacoes exteriores sobre a suppressao das pa-
tentes hebdomadarias que, na opinio de S.
El., reduzem as reclamacoes do cnsul geral da
Franca ao licenciamento.
O abaixo assignado nao poderia considerar
completamente satisleitas as reclamacoes acerca
dos encargos que peso sobre o commercio, e
industria franceza desde o 1 de novembrode
1842 senao no caso, de que as patentes hebdo-
madarias tivessem sido o nico imposto excep~
cional estabelecido desde essa poca sobre os re-
sidentes francezes, e contra o qual teria pro-
testado.
O abaixo assignado aproveita &c. Theo-
doro Pichn.
Assembla geral.
A honrada assembla geral, depois de ins-
truida na sessao de boje da mensagem, que
Ihe foi apresentada pelo poder executivo e dos
documentos a respeito das pretences dossrs.
cnsul geral de Franca e vico-almirante da
estadio naval da mesma naci declara desde
ja que est conforme com a marcha seguida
pelo poder executivo e que approva o carcter
de dignidado e do firmeza que manifeslou
na sustentaco dos direitos da repblica.
Dos guarde a V Ex. muitos anuos. Mon-
tevideo 2 de Janeiro de 1844. Lorenzo J.
Prez presidente. Juan A. Lavandera ,
secretario.
Ao poder executivo da repblica.
{Nacional.)
[Jornal do Commercio.)
ra que nao se enganasse em cousa tao trivial,
que sem dvida nao exige a alta capacidade que
inculca. O certo quo nao se enganou elle
para menos.
Nao ha muitos dias, que esse jornal deo a
noticia de seis assassinatos em Pedras-de-fgo,
e entretanto sabe-so que taes assassinatos s
tiverao lugar na imaginacao do jornalista. Sao
descuidos e bagatellas I E quercm ossessnrs.
que nos deseamos todos os dias a infame arena,
para que elles nos desaio quando nos mos-
tro tao traicoeiras armas, e Ibes conhecemos
o ardento desejo de embrulhar e intrigar tudo.
O contemporneo ba de suster-se como poder;
mas nao inteiramente nossa custa. Temos
um sangue Irio que todas as suas furias to-
dos os seus insultos nao o pdem exhaurir.
Variedades.
O CARAPUCEIRO.
Os nossos devaneios do carnaval.
Nada ha que tanta frca tenha sobre nos,
como os hbitos, ou costumes inveterados.
Transmittirao-nos os nossos maiores as follas ,
extravagancias, e rematadas loucuras do car-
naval ; e eis, que anda hoje no seculo 19 ,
nos, que alias tanto nos apavonamos dos pro-
gressos da civilisaco e das luzes, parece,
perdemos de todo o siso nos tres dias chama-
dos do entrudo. Homens, e mulheres ando
de mistura atirando-se reciprocamente agua ,
barro, lama, e toda a laia de porcaria. Su-
nhoras to delicadas, edivinaes, senhoras tao
impressionaveis, que o mais leve trabalho as
cansa, c afadiga nesses das tornao-se urnas
bacantes, do cabellos soltos, e tao furiosas,
quo parecem completamente loucas. Nao ha
respeito, nao ha consideracao, nao ha moti-
vo, a qu se atienda : o quo se quer, mu-
lla r, e emporcalhar uns oos outros, para o
que muitas vezes preciso arcarem homens com
mulheres, e ja bem pode ser, que com bastan-
te indecencia.
Dizem que estes devaneios do entrudo nos
veem das Testas saturnaes dos Romanos, tempo,
em que esses povos para celebraren a memo-
ria da fabulosa poca do reinado de Saturno ,
e Rhca em que se afrmava ter havido entre
os homens urna completa igualdade, transtor-
navao toda a ordem da sociedado, commetten-
do toda a laia de desatino e invertendo as re-
lacoes, eos usos da vida. Porexemplo.se
no nosso Brasil se celebrassem as legitimas sa-
turnaes veramos por tres dias haver
Nos partidos boa f ,
Na curte sinceridade,
Palavras as eleices ,
Verdadeira liberdade.
Os nossos bonscamponezes, que veem a esta
capital trazer-nos os seus gneros, prover-se
do necessario, ou tratar d'algum outro nego-
cio importante sao nesses dias fataes saltea-
dos de todas asparles al por escravos, que
Ibes fazem toda a laia de insultos. E guan-
tas desgracas nao tem produzido o enlrudo!
Quantas victimas nao ha feito esse divertimento
brbaro! Pessoas, alias sisudas, e honestas
em todo o decurso do anno em chegando os
dias do carnaval, perdem o juizo o louqueiao
pasmosamente.^ MSo satisfeitos alguns de mo-
Ihar os que transitao, ajunto-se em bandos ,
e armados de seringas, &c. &c invadem as
casa, i; procuran molhar, e emporcalhar a
quantos nellas se achao recolhidos. De balde
supplico estes vndalos entrudadoret, os que
se nao pdem molhar, requerendo-lhes que
se achao doentes cm uso de remedios &c. :
os barbaros aada altendem, e tudo molhao
iiisiinciamenie. l) aqu muitas ve/es a or-
gem da morle de muitos, e de muitas. D'a-
qui desconfianzas, rixas, alteracoes, ho-
micidios.
Que pelo tempo do carnaval hajo dilTerentes
folgares, hajo farcas, e bailes de mascarados,
como na Italia como em Pariz, &c &c., a-
inda bem : sao divertimentos, sao passa-tem-
pos que pdem ter graca e realmente causar
muito prazer: mas, que recreio, que gosto
pode haver em molharem-se, e emporcalha-
rem-se uns aos outros ? Ha cousa mais desa-
grada vel mais barbara, e indecente, do que
homens alias bem educados, e honestos todos
sujos, e tunosos, lutando com todo o mundo ;
e senhoras du mesma ordem desgrenhadas, co-
mo furias, com as roupas pegarla* aocorpo ,
e gotejando aguas, e mil porcadas ? He raro
o combate de entrudo, que, comecando por
limas de cheiro nao acabe em lama em tis-
na, em toda a laia de porcaria : assim como de
maravilha passar um entrudo, que nao seja
motivo, ou pelo menos occasio de molestias
graves, de odios, de inimizades, e de as-
sassinios.
E muito para notar o quanto devemos pre-
zar a liberdade, o quanto alardeamos de povo
livro, conservando vicio, guardando prejui-
zcs, praticuo cas, qu a provo, que
entre nos ha mais pretumpeo que realidade.
il ha de dizer que isto um encano, que 8r? mim Pvo ,,%re e Povo |>alhBdor, in-
nlnU! , BA. mlsanuir duslrioso e candemente rpn>ii?(!or h b|j.
e a mesma cousa : mas entre
que vemos ? Urna grande parte
PERNAMBUCQ.
Tribunal da Helaran.
SESSAO PE 13 DEFEVEREIRO DE 1844.
Ao aggravo de petico de Antonio Jos da
Costa contra Herculano Jos de Freitas do
juizo da 1.* vara do civel desla cidade : senao
deo provimento.
DIARIO E PERNAMBUCO~
D. novo tao acil em accusar de menti-
roso a todo o mundo que nao seja do seu a-
canhado circulo como em se deixar cahir
nesse peccado para o qual tem tanta propen-
sio como vontade na lista que apresentou
dos cidados, que frao excluidos do jurados
pela junta revisra incluio
Os Snn.
Antonio Ferreira Bailar.
Antonio Felis dos Santos.
Francisco Rodrigues Xanda.
Francisco de Paula e Silva.
Ignacio Alves Monleiro.
Jos Jernimo Monteiro.
Joo Nepomuceno Barrozo.
Joo Vaz d'Oliveira.
joao Pires Ferreira.
Joo Ribeiro de Vasconcellos Pessoa.
Manuel Paulo Quintella.
Sevcrino Henrique de Castro Pimentel.
Vicente Antonio do Espirito Santo.
Ora estes snrs. esto na lista que se publicou
em nosso n. 279 do anno passado ese o D.
novo percorrer essa lista os achara por sua or-
dem as lir.has 21 28 99 109 135 ,
159, 222, 227, 235, 291, 345, 377,
" 3S ; logo D. novo rnentio o ciuu de
falso. Bem vemos, que o muito acreditado
;i c f i ;t r:i mtulii Hpcrujnavol
iui0..., Ka0 gao urna
que, quando um jornalista tem odespejo desahir nog 0 que
acampo, fazendo censuras no estilo em que da nossa popuTacao aborrece o trabalho rea
feita a de que se trata nao meiece desculpa mana geral viver a custa dos mores da min-
] alguma. Devia fazer o seu came de manei-: guada agricultura, e do commercio, cmpol-
gando empregos pblicos, ou das intermina-
veis espeeulacoes do foro. pasmoso o nu-
mero de juizes de advogados, de procuradores,
&c. &c. que ba entre nos: e todos subsis-
lem : e j cousa sabida que o numero des-
tes nao est na razo dos pleitos que ha em
um paiz : pelo contrario os pleitos de qual-
quer paiz qu esto na razo da gente da
justica quero dizer ; quantos mais advoga-
dos procuradores escrives &c. houve-r,
mais se multiplicarse as demandas. Por outra
parle j o menos preco em que temos as s-
lidas platicas da religio ej a nossa escan-
dalosa prolecco ao crime c a acilidade com
que postergamos as leis, exuberantemente
provo que apenas somos macacos da li-
berdade.
Para teste munho irrelragavel da nossa m
criaco basta entrar ahi por qualquer igreja em
dias de festividades e principalmente em no-
venas. Que susurro que irreverencia que
desacato E note-se que to escandaloso
proceder nao du gente da nfima classe nao
vem da canalha senao da gente que se diz
limpa e muitas vezes principal. E bo-me
de encasquetar quo tal povo seja realmente
livre ecvilisado? Nao seguramente; por-
que em meu fraco entender a verdadeira liber-
dade inseparavel dos bons costumes; eestes
em um povo ando de parceria com a pratica da
religio. Fura disto onde nao predomino o
trabalho e a industria quo liberdade pode
haver ? (guando muito s escripia em papel.
Se me perguntarcs.qual dosdouspvos c mais
livre ou mais feliz ( que o essencial ) se o
povo d'Allemanha ou se o povo de nosso Bra-
sil ; direi so m hesitar quo e prinneiro : e
porque ? Porque al I i reina a industria todo
o mundo trabalba, todos teem mais ou menos
de que viver ; e nos pela mor parte queremos
subsistir de espeeulacoes polticas ou custa
do fisco. Entretanto naAllemanha o governo
dizem, que absoluto : e c no nosso Brasil
possuimosa constitnico monarchicarepresenta-
tiva com todas as suas franjas, e baramba/es.
Tanto verdade que a verdadeira constitu-
cao a quo est nos hbitos e costumes, e
nao em papis!
A' estas raze* talvez me opponha alguem ,
que a forma do governo pode mudar os hbitos
c costumes : mas com o devido respeito eu en-
tendo que a forma de govemo mais propria-
paraassegurar os foros.e liberdades ja existentes
no coraco do povo de que para osgerar, e
sustentar onde os nao ha. A felicidade de urna
naco consiste tanto no goso dos direitos polti-
cos quanto no dos direitos civis ; porque seja
qual fr a sua organisaco social sempieos
direitos polticos sero partilha de poucos: mas
urna naco, onde os direitos civis sao sagrados ,
e inviolaveis um paiz onde todrs trabalho,
e vivem oceupados da sua industria esse que
quanto a mim, o paiz real, e eflcclivamen-
te livre; porque feliz. Logo o que se deve
cuidar muito de incutir no espirito do povo
o amor ao trabalho ludo quanto so endere-
car a tornal-o industrios.
Eu poilra sustentara minha proposicao com
muitos exemplos do nosso mesmo Brasil, para
o que hastar-me-hia passar urna revista pe!
mor parle d'aquelles que outr'ora se apregoa-
vo e chamavao pais da patria. Em quanto
esses cidados se mcltio nos vrtices da polti-
ca em quanto andavo enfrascados em sedi-
coes, e revolucoes vivio miseravelmente ,
nao tinhao onde cahir mortos, nada os conten-
taba, &c. &c. : mas depois que pescro algu-
ma cousa depois que urna caloada por ex.
tirou-08 da indigencia logo mudro de ln-
guagem logo se foro retirando do theatro po-
ltico e cada um foi cuidando em estabalccer-
se de modo que podesse substituir indepen-
dente. Tanto verdade que a tendencia no-
tural do povo possuir bens, adquirir, e
conservar rditos com que possa manter-se
nao s commoda seno regaladamente. Em
fim sccompararmos o homem que vive do seu
trabalho o homem activo e industrioso com
o empregado pblico e com o que s subsiste1
de espeeulacoes polticas chegaremos a con-
vencer-nos que a verdadeira felicidade esta
n'aquelle e nao neste ; que o primeiro vive
tranquillo, vive independentc e adquire certa
nobreza de carcter, que o torna um cidado
realmente estimavel no passo que o segundoan-
da sempre assustado da instabilidade da sua sor-
te ; e como a sua fortuna depende toda dos ou-
tros e nao de si propriu forcoso Ihe muitas
vezes lancar mao d'artimanhas, d intrigas de
caballas maravilha o ver- niqtlsdo da r:cute psrs
o dia.
Do que levo dito nao infira algum poltico
ajzastadico que renrnvo nnnnslrn -m ">* 2o*
vernos representativos : pelo contrario eu a
julgo precisa e at indispensavel: mas quan-
do e como? Quando a administraco se des-
vair e posterga a le : e assim mesmo cum-
pre que a opposicio seja sincera e respeito-


-f
h
J
*a como dequem deseja quo ha emenda e
que as cousas caminliem rectamente: mas
a cxcpoao de um ou do outro individuo coos-
ciencioso, e de boa f as oppo.sic.oes do
nosso Brasil nao teoin nascido de verdadeiras
conviccoos, nao teom vindo de um pensamento
momontoso o benelico que se queira ver
roalisado: nada disto: as opposicoes c no
nosso Brasil sao pola mor parte pessoacs, todos
aspiro ao poder o so cuido de o conquistar,
seja por quo meio fr: c assim vivem desplan-
tando-so unsaosoulros e os negocios pbli-
cos na mesma o muitas ve/.es de mal a pcior.
Ainda quando urna administraclo se]a domina-
da dos molimos desojos ainda quando baja
conceb lo os irais acortados designios de re-
formas &c. nada p le levar a ofTeito ; por-
que a sua duracao no poder 6 urna somlira, (|uo
pasta c nos breves dias de sua existencia ve-se
de continuo ferropeada por urna opposico a-
cintosa que a empeceem tolo e qualquer
passo que queira dar. Entre nos ja mui
consideravel o numero dos individuos, que
nao teem outra industria, nutro ofTicio outro
modo de vida senao a poltica : e d'aqui, a
meu ver, una grande parto dos nossos reales;
porquo cidados desta nalurea pouco distao de
proletarios e vadios ; o como nada possuem,
seno assuas agencias, e pescaras sao por
va de regra intrigantes agitadores descon-
tentadlos, o tuibulentos.
Basta desta digresso que inscnsivclmente
me foi sabindo da ponna : tornemos ao nosso
entrudo. Impossivel me parece que a actual
geraeao se abstenba das barbaridades e porca-
rias dessos das do devassidao e do loucura.
Hbitos tao inveterados nao so largao senao
vagarosamente no decurso do longos annos. To-
dava parece-mo que a polica ulguma cousa
pude fazer obstando que pelas ras se atire
com lama e com immundicos nos que passao,
c queso commetto violencias e insultos.
E' tal a miseria do espirito humano que
sujoitos pobres e quo Doos sabe como subsis-
te.a mettidos as folgancas do carnaval, des-
pndela 30 e 40 mil rcis de limas do choiro !
Estas tambem servem inuito para namoros.
Qual am inte quo podendo nao se es-
forc por molhar e por como um piato a sua
predilecta? Muitas vozesastaes limas do chai-
ro toom urna casca que parece de madoira : o
coaitaes balas um marmano atira com toda a
fi^rca do seu braco em urna senhora mimosa ,
o delicada objocto de suas ternuras no risco
de va/.ar-llie um olho de molestar ilio urna
costella <&c. &c Que amante brusco E
quanto nao liado quanto nao civil e
decoroso homens, e senhoras lutando como
para reciprocamente atirarem uns aos outios em
gamellas, om tanques d'agua em lameiros ,
&c. &. d'onde muitas vozes saem as taes se-
nhoras ensopadas com as roupas pegadas no
orpo mostrando assim as formas deste sem o
mnimo pudor! Praticar-se-ha isto em Fran-
ca ? Nao cortamente. E por que iaoxplicavol
oxtravagaaciao praticamos nos nos queem
tudo e por tudo folgamos do arremedar o que
illi so faz?
Hoje tudo entre ns francez inclusive a
linguagern,indigesto sauaiiuluo de vozes i-uso -
Gallicas, quo so ao sabe a que edioma per-
toaca. Muitas ve/es vemos passear ahi por es-
sasruasum bugiaieo que parece nascido e
criado na gema nos cals do Pariz: o seu
trajar o d'um completo figuriao : mas em -
brindo a bocea em fallando oh! que tatam-
ba D ) maneira quo o tal Franccz um Pari-
siense da roja. E' tal a nossa miseria a esse
respeito que, tendo o nosso vocabulo sarao ,
que significa passa-tempo recroio diverti-
mento nocturno, proscrevemol-o e aao se
ouve fallar, senao nos soires de tal e de tal !
E porque, sendo nos tao afrancezados em tudo ,
so a respeito das loucuras e brutalidades do
carnaval nao deixamos de ser Portuguezos ?
Essas saturnaes nao se compadecen) certameate
com a aossa presumpcao de povo civilisado.
= 5
Dialogo entre Sinhrana e sua sobrinha
D. Bllljl I.Ml.V.
Sinhrana.
Pasmada estou do que vejo ;
E teni-me causado abalo
Tanto afn tanto fervor
Por fostas de S. Goncalo.
Neste Poco-da-panella ,
Des queaqui mocriro ,
A' Senhora da Sade ,
Que fastas se celebra rao !
a novena ein cada nouto
Al havia sermo ,
Tudo em lim s'encaminhava
Para aquella devoco. <
Devoco bem entendida ,
E da maior prima/.ia ;
Pois aao ha Santo que teaha
Os poderes de Maria.
Mas hoje aao assim ,
E taes cousas teem hvido ,
Que o culto da Ma de Daos
Vejo quasi decahido.
Essa festa da Sade
Outr'ora to celebrada ,
Hoje quasi se reduz
A simples aiissa caatada.
Tudo agora 6 S. Goncalo ,
Nao se quer outro louvor ;
E seus festejos so fazem
Com toda a pompa e primor.
D. Alariquinha,
Quero tem culpa a irmandade ,
Que voio a desconcordar,
Que a bandeira da Senhora
Saliis.sc para passear.
A novena sem bandeira
E' a panella sem sal;
A bandeira 6 que Ihed
U mrito principal.
A bandeira p'ra sor boa ,
Ha do levar madamismo ,
Ha de correr seca e meca ,
Tudo mais bigotismo.
Sinhrana.
Quo bonita piedade !
Que boa religiao !
sobjectosdo culto
Beduzidos a unecao!
I). Mariquinha.
Deixedisso tiazinha ,
E crea que urna bandeira
E patuscada ao Divino ,
E' devota hrincadeira.
Quando a gente vem p'ra o campo
Nao vom fazer penitencia ,
Novenas o festas sao
Pretextos para convivencia.
O culto da Mi do Dos
K mui louvavol e bom ;
Mas festejar S. Goncalo
E' agora o grande tofll.
Nos-a Senhora 6 mui seria ,
E's p'ra se venerar .
Com S. Goncalo porm
Mais podo a gente brincar.
Do mais disto S. Goncalo
Tem grande morecimento
Para nos, que suspiramos
Polo santo cazamento.

COMMERCIO.
Alfandega.
Kendimentododia 13.......... 8:3208618
DescarregUo hoje 14.
Briguo escocez Cumberland farinha e bo-
laxinha.
Briguo escuna Laura diversas merca-
dtias.
Briguo inglezMdium carvao e ferro.
Patacho Hamhurguoz Fortuna carvao.
Mov ment do Porto.
Navio entrado nodia\'2.
Torra-nova ; 52 dias; briguo inglez Jane de
170 toneladas; capitao Goorge Martel; e-
quipagem 12 ; carga bacalhao ; a consigna-
ran H Jnmns Cr-^btrcc & C. *
Entrados no dia 13.
Nice ; 50 dias ; polaca sarda Boa~inteigen-
cia do 191 toneladas; capito Joo Hap-
tista Gorlero ; equipagem 2 : carga vina-
gre azeite &c. ; a consignado de Joao
Pinto de Lomos & Filho.
Acarac ; 1*9 dias; patacho nacioaal Emula
filo de 122 toneladas; capitao Antonio
Comes Pereira ; equipagem 9; carga cou-
ros : paisageiros, Jos Goncalves da Silva ;
Bernardo Januario Luiz Soares d'Azevedo,
JoaauimJos deSanta-Anna hrasileiros ;
Francisco cscravo de Jos Ignacio Gomes
Prente ; a consignacao de Manoel Gon-
calves da Silva.
.Viih'i/s taidos nu mesmodia.
Genova ; barca sarda Maria Eugenia ; capi-
tao Lazzoln ; carga assucar.
Gottemburg ; briguo sueco Augusto; capito
J. J. Rubarth ; carga assucar.
ObservacSo.
A barca sarda Maria Eugenia conduz os
mesmos passageiros que trouce do Monte-
Video.
rJ.'i. i
UUIIC1I
=Olllm. sr. nspoctordalaesouraria dest pro-
vincia manda fazer pblico, que pela mesma the-
souraria contina a substituicao das notas de
5#000 lOgOOO e 208000 rs., da I.1 estam-
pa e 5g000 da 2., mas que, haveado presea-
temente grande falta de notas de pequeos va-
lores, em quanto nao se obtem os recursos,
que se tem pedido, s se ir fazendo a substi- 'completo sortimento de fazendas bem conheci-
das de seus fregue/es tanto em quanto s suas
qualidades como aos baixos prcoos por quo
teem do sor vendidas ; hoje, 14 do correte, as
10 horas da manhiia no primeiro andar da
sua casa.
tuicao por meio das arre adaces, que so fi-
zcrem as estacos pblicas, em ootas do pe-
queos valores, conforme o p-rmitlirem as
circunstancias ; eem antas de 100S000-200S000
e 500S000 rs. francamente quom apresentar
sommas correspondentes estas quantias. No
impedimento do ollicial maior.
Emilio Xavier Sobreira de Mello,
Declaracoes.
= Convida-se as pessoas quo se|ulgarem
credorasdo rolojoeiro Fatton outr'ora estabe-
lecido na Ilua-nova, ou proprietarias de alguns
objectosachados em casa d'ello o aprosenta-
rem assuascontas sous ttulos e suas recia-
maces at o lim do corronlc moz no consulado
Suisso na ra da Cruz n. 40.
Roga-se tambem aos devedores do mesmo ,
de virom pagar as suas dividas no mesmo con-
sulado aondo se Ibes dar valido recibo.
THRATRO PUBLICO.
QUINTA-FEIRA 15 DE FEVEREIRO
DE 18U.
Grande e extraordinaria funecao pela
ultima vez.
Beneficio di Mr. Francisco favel.
O espectculo comecar as 8 horas em ponto
por urna
Grande overtura ,
executada por grando orchestra seguida da
pantomima cmica.
O YO AO VENTO ,
ou
A noute das aventuras.
Distribuicao.
Vo ao vento rapaz molero Mr. Fran-
cisco Bavcl, o qual introduzir na pantomima
o perigoso exerccio da
B.arra Crica.
Cruzando o thoalro sobre urna barra de 15
ps, exercicio que nunca foi executado por
outrem.
Germano rendeiro ricoM. L. Frin.
Bra, amante de Annica M. Carlos Winther.
Annca, filhadoGormano-M.,ne VtartinCiavelly
Durante a pantomima muitos papos c-
micos a de carador sern execulados pela
companhia e fndar a peca com a scena c-
mica do
Guarda-ckuva,
que tem obtido em toda a parte o maior ap-
plauso, e que ser representada pelo snr.
Francisco Ravel.
Dansas de corda ,
por toda a companhia.
A Ra.
pelo snr. Francisco Ravel.
Intervallo de 15 minutos.
Segunda parle.
Grande overtura ,
por toda a orchestra soguida da pantomima
intitulada
As pululas mgicas.
Grande espectculo com transformaces ,
mudancas &c.
Distribuicao.
D. Francisco, rico pro-
pietario. Mrs. L. Frin.
Carlos Winther.
Francisco Ravel.
l.l J. Marcetti.
Ocavalloiro Grinaldo
Claudio, rivaldeGrinaldo-
Poltro, criado de Crina!Jo-
Dentista
Elena fllha de D. Fran-
cisco M.m-E. Fnlon.
Arsenia fada M. Giavelly.
Escrivo notario estalajadeiru O baile terminar pelo
Grande quadro oriental,
Iluminado por fugo d'artifcio.
Avisos martimos.
Para o Ccar sahira o patacho S. Jos
Vencedor; quem quizer car regar ou irdepas-
sagem dirija-so ao Forte do-Matlos a fallar
com Mauoei de Sousa Couto ou com o mes-
tro do mesmo Manoel Jos Ribeiro.
= Para o Aracaty o hiale Flor-de-laran-
jeiras segu viagem impreterivelmente no dia
18 do corrente por ter parte do sou campa-
mento prompto : quem quizer carregar ou ir
de passagom dirija-se ra da Cadeia do Re-
cife, loja de fazendas n. 37.
Leiloes.
Kalkmann & Rosenmund farao leilao, por
intervencao do corretor Oliveira, de um grande
soiiimenio di- la/ondas Irance/as, esuissas.de
seda, laa linho ealgodo as mais proprias
d'este mercado; quinta feira, 15 do corrente as
10 horas da manhaa no seu armazem na ra da
Cruzn.MO.
O corretor Oliveira far leilao do mais
\visos diversos.
=s Faz-se todo negocio com urna lettrinha ,
que se est a vencer, acceita por pessoa segura,
e com duas firmas de umita consideracaojquem
quizer esto negocio annuncie : adverte-se ,
que se faz este negocio por a pessoa ter de fazer
urna viagem ao Rio.
- Offerece-so um moco portuguez de 18 an-
nos de idade para caixoiro de venda ou mes-
mo para padaria dentro desta praca ou mesmo
para o matto sendo perto desta praca ; quem
de seu prestimo se qui er utilisar dirija-se a
ra estreita do Roiano randa n. 8.
= Perdoo-se do llecife at a Boa-vista urna
rela^'o coatendo a eslraccao do urna rifa, eo
nome das possoas, que nella entrrao, ecomo
tal papel a ninguem inleressa roga-so a quem
a tiver adiado o obzequio de entregar na ra do
Encantamento n. 4, ou na ra do Livramento
n. 40 pelo que se ficar agradecido.
Francisco Eduardo Alves Vianna mudou
a sua residencia para o primeiro andar da [casa
n. Oda ra d'Apollo.
Na ra da Aurora n. 2 precisa-so de um
jardineiro que scj.i bom.
- No pateo de N. S. do Ter?o loja de alfaiate
n. 67 faz-so batinas, capas, barretes para
padres. e hbitos para frades do Carino com
promptido o aceio possivel, e mais em conta
que em outra qualquer parto.
Jos Valentim da Silva avisa a quem con-
vicr que tem a aula de grammatica aborta
desde o dia 15 do passado na ra da Alegra
( bairro da Boa-vista ) casa envidracada n. 42.
Quenj.
Can divsions exst in a Christian Church ?
Multo importante aos doentes a medicina po-
pular americana.
= Acaba de chegar ama grande quantda-
do destas pilulas ( remedio composto inteira-
mente de vegetaes ) condecidas na America e
na Europa desde o anno de 1790 e das quaes
se tem vendido j no Brasil ( aonde condeci-
do apenas 6 3 annos ) mais de quarenta mil cai-
xinhas em quo teem provado sua superiorida-
de do todos os remedios em numerosas curas
as molestias do ligado febres rheumatis-
mo lomhrigas ( particularmente a solitaria )
thisica ulceras, inflammacoes nos olhos, es-
crfulas c risipellas &c.
Roga-se aos padecentes para provarem este
infalivel remedio. Vende-so com seu com-
petente receiluario em casa do seu nico agente
Joao Keller ra da Cruz a. 11 c para maior
commodidade dos compradores na ra da Ca-
deia emeasa de Joao Cardozo A y res, Rua-nova
Guerra Silva & C., Atterro-da-Boa-vista Salles
& Chaves.
FABRICA DE RAPE
PRINCEZA
GASSE fabricante e legitimo inventor do
bem acreditado rap princeza do Rio-de-Ja-
neiro com sea deposito coral na :ua da Cruz
do Recife n. 38 e outro na ra do Livramen-
to n. 13, avisa, que as muito boas qualidades,
que possue o seu rap as quaes, pela grande
estima e crdito que progressivamento do dia
cm dia teem obtido n'esta c as mais partes ;
bem condecido por um consideravel numero de
tomantes, c nao consta ter mofado urna s li-
bra por isso faz publico, que toda e qualquer
pessoa que queira especular com o seu rap,
atteadendo as superiores qualidades, elle fabri-
cante adverte, que se responsabilisa pelo seu
rap por qualquer forma o com condiccoes,
que o mesmo comprador pode apresental-as.
Quem annunciou querer umsellim usado,
dirija-se a Rua-velba em urna casa terrea pa-
cue-ineia da auia do padre Manoel Thomaz ,
que achara somonte com o uso da festa, e em-
conta.
Quem quizer dar costuras 6 fazer, de
toda a qualidade de homem e de senhora e
tambem flores, tudo com perfeicao e aceio ,
assim como engommados de todasasqualidades;
dirija- se ra do Falco n. 1 quo achara com
quem tratar ; adverte-se, que a pessoa tambem
se propOe coser em casas particulares ou
francezas por j ipr nrvidn.
= Na ra de S. Bom Jezus das crioulas,
casa n. 2 acha-so um homem pobre caza-
do o com 5 filhos menon** c qua! tendo
padecido em 4 annos urna forte tosse hoje
chegou n (car ceg ; e como necessitado, e
amante de sua infeliz familia com ella roga
aos devotos o compadecidos dos pobres que
se dignem favorecer-lho com alguma esmolla ,
para bem de sua familia,


4
so Je espora al o vapor Pernambttcaua passar
do norte para osul; na Ra-nova loja n. 63.
= Alugo-se o primeiro e segundo anda-
res da casa Ja ra de Appollo n. 20 por ve-
tes j annunciados, alugao-se juntos, ou se-
Precisa-so de um forneiro que enten-{parados por terem amboscozinba e todos os
= Aluga-se o primeiro andar e lojas da casa
da ra da Anrora n. 10 muito fresco accia-
do boa vista ecommodos para) urna grande
familia; a tratar no segundo andar da inesma
cosa ou ni ra do Trapiche n. 44.
da bcm do mcsmo offcio ; na Rua-direita, pa-
daria n. 82.
= Precisa-se de um preto para o servico de
urna pequea familia ; qucm o tiver, dirija-so
a Rua-nova loja n. 21.
= Prccisa-so de urna ama para casa de urna
pequea familia quosaiba co/.inhar, lavar e
engommar sendo do boa conducta ; na ra
da Cadcia de S. Antonio deposito de arinba
n. 19.
O antigoencadornador, que tinha loja
de cncadcrnacao na Praca-da-independencia ,
participa ao publico quetem sua encaderna-
cl no segundo andar do sobrado da esquina da
ra das Cruces o beco da Polo, junto a mes
ma praca com os arranjos precisos para fa-
zer toda e qualquer encadernacao segundo
o gosto exigido 8 que para mais commodi-
dade dos pretendentos que so qui/erem uti-
sar do sou prestimo podera levar os seus li-
vros, na loja de meudezas da Prara-da-inde-
pendencia n. 36, com as expcacoes escripias, e
receberem na mesma loja quando estiverem
promptos.
Qucm annunciou querer ensinar em al-
gum ongenho ou fazenda as primeiras let
tras, principios de latim e francez dirja-
se a ra da Praia de S. Rita n. 3.
Aluga-se a loja de um sobradinho si-
to no largo do Collegio com a frente para pi-
lado ; qucm a pretender, dirija-se a ra do
(Queimado, loja >-le ferragens n. 10.
Quem precisar de um criado ainda mes-
mo para fra da praca dirija sea ra do Li-
vramento n. 22.
= Precisa-sede um homem official decha-
ruteiro ao qual se dar um interesse favora-
ravel ; no Porto-das-canoas fabrica de Mes-
quita & Dutra,
= Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra da Roda n. 42 com commodos para urna
familia ; a tratar na Rua-nova n. 32.
Quem annunciou querer alugar metade
de urna casi terrea dirija-se a ra da Concei-
cao n. 33.
Precisa-se do um amassador para urna
padaria perto da praca ; na ruu larga do Roza-
rio n. 48, a fallar com Joao Manoel Rodri
gues Vallenca.
Um homem boticario so oferece par* cai-
xciro de urna botica ; quem delle precisar an-
nuncio.
mais arranjos nara duas grandes familias, e
gosao de boa vista sendo para pessoa capaz se
far todo o commodo possivel na renda ; a tra-
tar no sotao da mesma casa com Jos Antonio
de Souza Machado.
Com |) ras
com 12000 rs. coeiros do merino, de todas as
cores bordados de retroz o mais rico pos-
= Compra-se efectivamente nesta Typogra-
pha toda a qualidade de pannos cortados ou
velhos de linho, e algodao toda a especie
de fibra linbeza algodao, de refugo om ra-
ma papel, e papelo volho.
s= Compra-se um alambique servido ; na
ra do Rangel n. 54, a fallar com Victorino
Francisco dos Santos.
Compra-se urna casa terrea cm Olinda ,
nao sendo em Roa -hora Bom-sucesso Jogo-
da-bolla; na mesma cidade nos Quatro-can-
tos sobrado da esquina que volta para a ra
de Coto.
= Compra-se 30 a 40 oitavas de cordo de
ouro de lei usado ; quem tiver annuncie.
Compra-so urna casa terrea sendo no-
va e em qualquer ra desta cidado ; na ra
do Crespo n. 17.
Compra-se um cavado russo que seja
na ra da Cruz n. 7.
grande
Vendas
LOTERA DO GUADA-
LUPE.
O thesoureiro desta lotera pode affancar,
que, se dora em vante os bilhetes forem tendo
a mesma extraco, que teem tido at o presen-
te do suppor, que muito antes do da 24 ,
oni que devem correr as rodas nao exista um
so bilheto ; por esta razao avisa a aquelles, que
ainda nao comprarao que n3o devem per-
der a opportunidade. O restante dos bilhetcs
achao-se distribuido* pelas lujas seguintes :
na* de cambio na ra da Cadeia do Recife ;
na de fazendas do Cunha Guimaraes na ra
do Crespo ; na de meude.-.as do Fortunato ,
na Praca-da-independencia ; na botica de Mo-
rena Marques ao podo Sacramento ; na bo-
tica de Ignacio Jos de Couto largo da Boa-
viita ; o om Olinda botica do Raposo ra
do Amparo; nos Quatro-cantos, loja do Do-
mingos ; e Varadouro loja do Amorim.
Embarca Joao Pires Ferreira a sua es-
crava do nome Tbomazia de nacao Costa ,
magra com lalhos no rosto.
Fazem-se bons ornamentos, cazulas, es-
tolas, e mais paramentos, tanto de galao, como
de fita por preco muito mais commodo do
n,\ie em oulra qualquer parto; na ra de Ag'uas-
verdos n. 42.
= Manoel Jos Vianna retira-so para o Rio-
de-janoiro.
De boje em diante continua a havur sor-
vete nobotequimda Estrella.
Pede-se ao dono da cu terrea em Olin-
da que mora na ra do Dique n. ) segundo
andar baja do declarar por osta f dha o lugar
da ra, em que existo a casa terrea cima, para
"se ir ver porque, sendo que agrade ento
ir se tratar do ajuste no lugar ja annunciado.
= Alugao seo primeiroe segundo andares
da casa da Praca-da-l5oa-vista n. 22 ; a tra-
tar na ra da Alegra n. 38 das 3 as 6 horas
da tarde.
= Jorge Deane. subdito Britnico rei.
ra-se para Europa.
Pede-se encarecidamente a quem tenha
alguma porcao de ra/ H<- marapuauja u'e a
vender pois nao se olha a preco visto ser
para um remedio ; oulro sim caso alguma pes-
soa se queira incubir de a mandar buscar, d-
BERTOLDO, BERTOLDINHO, E CA-
CASSENO.
Contendo suas astucias, vidas, e simplici-
dades com seus fiis retratos coloridos ; 1 v.
por 2500 rs.
Nao precisa de recommendacoes este livri-
nho... todo o mundoconhece o seu henie e
suasgalantarias ; o que nicamente necessita-
va era urna edicao ntida e impressa em Lom
papel, e esta que mandamos imprimir, of-
ferecendo-a boje aos nossos freguezes.
Vende-so na Praca-da-independencia, li-
vraria ns. 6e8.
- Vende-se cerveja branca em barricas de
i duzias em grandes, e pequeas porcoes ;
em casa do J. O. Elster na ra do Trapiche
n. 13.
Vende-se urna armacao de loja sita na
Rua-nova n. 52 ; a tratar na mesma loja.
Vendem-se duas pretas mocas de bo-
nitas figuras e com boas habilidades; urna
dita de 35 annos por 2508 rs. ; na Rua-vc-
Ihan. 111.
Vendemse nvelos grandes de linha mui
fina propria para lavarinto e para allaiate ,
por ser forte boas manlinhas e lencos para
grvala, ditos para algiboira luvas de algo-
dao, ditas sem dedos para sen hora ditas de
pellica para homem suspensorios de burra-
cha eseda flores para cabeca e guami-
coes do vestidos bicos largos ,' estreitos, tudo
por preco mais commodo do que em outra
qualquer parte ; na ra do Queimado n 24.
= Acha-sea venda na loja do bom bara-
teiro, de Guerra Silva & Companhia, na Ruar
nova n. 11 cortes de chitas francezas, de
cores finas imitando perfeitamente lanzinhas.
Vende-so um bonito cavallo mellado ,
declinas pretas, bastante gordo, e novo, mui-
to bom carregador baixo at meio ptimo
para a praca ; na ra do Queimado loja de
ferragens n. 10.
Vende-se urna escrava de20annos, en-
gomma cozinha, e cose perleramente ; duas
ditas de 18 a 20 annos, lavadoiras quitan-
deiras, e de todo o servico ; urna dita parida
de poucosdias, com muito bom leite para ama;
urna elegante parda do 20 annos, engomma-
deira e coslureira ; urna dita de 12 annos ,
propria para mucama de alguma menina ; 3
moleques de 15 a 18 annos proprios para pa-
gens o para todo o servico ; um bonito ca-
vallo com lodos nnn.j3rcs- na ra do Fogo
ao p do Rozario n. 8.
= Vende-se o muito veleiro patacho ame-
ricano Cumberland de lote de 164 toneladas,
forrado, e encavilhadode cobro, promplo a
seguir viagorn para qualquer porto ; a tratar
com os seus consignatarios Matheua Austin <&
Companhia.
= Vende-se a metade do sobrado de dous
andares na ra da Guia n. 29 por preco com-
modo ; a tratar na ra das Trincheiros n 3.
=a Vei.Je-se um molcquede 15 annos, mui
lindo e ptimo para pagem ou outro qual-
quer oficio ; um cscravo de narSn mece bom
irabaJhadordo cnxada ; urna parda de 18 an-
nos engomma bem cose e faz renda ; 4
escravas boas quitandeiras o lavadeiras to-
das do-se a contento ; na Rua-direita n. 3.
Vende-se um cavallo russo podroz ,
boas carnes, passeiro carregador baixo e cores bordados de retroz o mais rico pos-
proprio para carro ; no Atterro-da-Boa-vista sivel a 5000 rs. ; na ra do Cabug lojas no-
loja n. 24. vas de fazendas francezas c inglezas de Perei-
Vende-so um pardo de 22 annos, co- ra&Gucdes, ns. 4e6.
zinhasofTrivelmente ; as Cinco-pontas n. 71. = Vende-se Jacaranda superior chegadda o
= Vende-se um cavallo mellado de muito Rio de Janeiro pedras de marmore redondos
bonita figura carregador e esquipador ; na para mezas de meio de sala, de muito bom gos.
jua do Queimado n 45. to ditas para commodas cadeiras amcrica-
Vendem-se 18 a 20 saccas de milho mui- as com assento de palhinha camas de vento
to bom cha o melhor que ha a 2560 rs. a com armacao marquezas sofs mezas do
libra a/cite doce do Lisboa a 3500 rs. a cana- jan tur camas de vento mui bem foitas a 4500
da, e a garrafa a 480 rs. manteiga inglezaa ditas de pinho a 3500, assim como outros niui-
640 rs vinho de Lisboa a 1760 rs. a caada, tos trastes ; pinho da Suecia com 3 pollegadas
o a garrafa a 220 rs. vinagre muito forte a degrossura, dito serrado dito americano de
160 rs. agarrafa, e a caada a 1120 rs., oto- diflerentes larguras e comprimentos ; assim
dos os mais gneros de venda por preco com- como travs de pinho e barrotes ; na ra do
modo ; na ra larga do Rozario n. 39. Florentina em casa de J. Beranger.
Vende-se um transelim de ouro de mo- Vendem-se 3 ca/aes de rolas de Ham-
derno modelo para rologio um bonito alfine- burgo, um doliese mstico e estao nos ovos-
te de ouro de lei com diamantes, um dito com na ra do Aguas-verdes n. 36.
topazio e diamantes, de ouro, do modelo de Vende-se um sitio na Varzea, com casa ,
jarro, urna gargantilha de ouro superior, pa- chaos proprios muitas arvores do (ruto, ps
res de brincos de difieren tes modelos, ditos de cal, e baixa para capim; na ra de Aguas-
para meninas, veronieasde S. Jo3o. c S. Rraz, verdes n. 36.
e varios eufeites para ditas ouro e prata de Vende-se um relogio sabonete de pra-
lei em barra para obras, diamantes, e robins *a de machina coberta por preco commo-
descravados bonitos botes para abertura, um do ; na ra do Mundo-novo n. 17.
rologio inglez, caixa de prata um par de fi- Vende-se urna obra de breviarios, novos*
velas de prata para padre um rozario de ou- '
rod lei, uns coraes com roquififes de ouro ;
as Cinco-pontas n. 45.
- Vendem-se duas escravas de nacSo de
bonitas figuras de 24 annos, engommSo, co-
zinhao lavo e cosem urna crioulo de 15
na ra das Cruzcs, loja do livros n. 56.
Escravos fgidos
annos. cozinba, lava, e servo bem a urna casa; s m r LAS W? .*
duas ditas de nacao, de 22 a 24 annos, co S' ^l-d^-Bunim fug.o no,d,a 9 do de-
zinhao. e lavao. e sao ontimas .SEL\r?. lC.mbJP- P-Plo de nomo Jos de na-
zinho e lavao e sao ptimas quitandeiras ;
e um moleque de nacao Angola de 18 annos,
proprio para todo o servico ; na ra das Cru-
zes n. 4l, segundo andar.
Vende-se por preco commodo urna ba-
tanea completa do pesos, e com bom braco ,
propria para armazem ; na ra dos Tanoeiros,
armazem de porta larga das nove horas at as
duas da tarde.
= Vende-se salca-parrilha muito barata ;
no armazem do Braguez ao p do arco da Con-
ceicao.
Vende-se um lambique continuo com
pouco uso de dimencSo grande muito bom
para engenho por barato preco; na Praca-
da-independencia n. 28.
= Vende-se um cavallo rudado muito no-
vo carregador baixo c meio, urna pipa com
agu'ardente 60garraloes vasios, urna garra-
fa com essencia do aniz tudo muito barato ,
na Praca-da-independencia n. 28.
= No deposito de larinha de mandioca, na
ra da Cadeia deS. Antonio n. 19 e no pa-
leo do Carmo sobrado novo junto a Ordem
terceira vende-se farinha a 640 rs. o alquei-
re da medida nova eda medida velha a 1600
rs. milho a 1280 o alqueire da medida nova,
e a 3200 rs. da medida velha, e4 alqueiresde
gorama de engomrnar ; e um escravo robusto
para o servico de campo.
Vemhj-sB um cabra de boa figura offi
cialde sapateiro; na ra da Cadeia-nova n. 19.
Vende-se urna porcSo de prata fina e
outra dita de frascos pretos, quadrados e pe-
queos telbas lijlos do ladrilho de tapa-
mento, e de lornalha cal superior de caiar e
preta caibros de 30 tudo da melhor quali-
dade que pode haver ; om Olinda ra do
Balde r. 24.
=Vende-se um moleque de 16-annos, mui-
to ladino e tem j estado 4 annos a aprender
o officio da carpina ; na ra da Cruz n. 23.
= Chegou ltimamente em casa de Fernan-
do de Luccas na ra da Cadeia n. 16 um
sortimento do vinhos de Bordeaux das melho-
res qualidades dito em caixas de urna duzias,
de 5000rs. at 12000 rs. agu'ardente de
Franca, em Larris, cognac superior em cai
xas ; ameixas massaes; sereja sevadinha ,
queijos, vinagre braneo em quartolas e a re-
talho estes e outros muitos gonerosse vendem
por preco muito commodo.
=Vendem-se terrenos com 156 palmos de
fundo com as frentes
na ra da Concordia
prures
tra-
quizerem na ra oa concordia e as
vessas do Monteiro e Caldeireiro os quaes
sao do 60 palmos para onde ditos terrenos
tambem lazem frente em direego ao rio Ca-
pibaribe : estes terrenos achao-se parte a (ter-
rados e parte beneficiados., e tambem teem
alagados para a parte do rio o todos ollero-
cem grande commodidade para a sua edifica-
cao por preco commodo ; na ra dos Quar-
teis, boje larga do Rozario n. 18.
- Vs&uo e cera retinada para limas de chei-
ro e cha' hisson ; na ra do Cabug loja de
cera.
Vendem-se cortes de chita larga france-
za de muito ricos padres a 4500 rs ditos
decambraiasde cores transparentes do ultimo
gosto a 5500 rs., chales de seda padres es-
curos, de superior qualidade e grandes a
cao Calabar de 20 annos ainda bucal ,
fula olhos grandes, alto, bom corpo pou-
ca barba sem aleijo algum, lem em cima do
peito esquerdo urna lettra da forma de um
P. as maraes do rosto tem dous riscos em
cada lado a perna direita um tanlo maisgros-
sa do que a outra levou um Ierro poqueno
de tres pontas no p esquerdo camisa e ce-
roulas de algodozinho grosso americano; quem
o pegar, leve ao dito engenho a seu snr. Pedro
Milianno da Silvcira que pagar todas as
despozas e gratificar ou nesta praca a Joa-
quim Antonio de S. Tiago Lessa na ra de
S. Rita-nova n. 91.
= Fugio no dia primeiro do corrente a pre-
la Joaquina de nacao Songo cor fula es-
tatura baixa corpo regular ps onchados;
quem a pegar leve a ra da Cadeia do Reci,
loja do fazendas n. 57, que ser recompen-
sado.
- No dia 11 do corrente fugio o escravo Da-
niel, de 17 annos, de boa estatura, beifos
grossos olhos amarellados e sobrecarregados,
cabellos vermelhos, grosso do corpo ps gran-
des, levou camisa e calcas de algodao grosso
americano gosta muito de andar sem camisa e
chapeo ; quem o pegar, leve a Fra-de-por-
tas venda n. 92, quesera recompensado.
= Fugio no dia 18 do abril de 1843 do en-
genho Mamucaba um escravo com os signaes
seguintes: baixo, grosso barbado, denles da
frente podres r>< grossos tem marcas de
assoutes as costas, e as nadegas levou ca-
misa eceroulas de estopa, novas consta an-
dar pelos arrebaldes desta cidade; quem 9 pe-
gar, leve ao mesmo engenho a Francisco Jos
de Pinbo ou no Recile na ra da Cadeia a
Mar.oel Goncaives da Silva que ser recom-
pensado ; e sendo que o queira comprar, tam-
bem se vende.
== Fugio no dia 5 do corrente a preta Ca-
tharina de 22 annos de nacao Cacange, ps
grandes, e grossos tem um dedo da mo di-
reita arqueado com marcas de eridas pelas
pernas; levou orna trouxa de roupa ; quem a
pegar leve a ra da Guia sobrado n. 42 ou
no beco do Goncaives armazem de assucar n.
6, quesera gratificado.
aa D-se 50j rs. de grotificaco a quem pe-
gar, e levar a ra da Florentina 11. 14 o preto
Jos Pnchete de nacao Mocambique do 20
annos, altura mais que regular, secco do cor-
po com dous denles de rriia na frente da
parte superior rosto redondo bastante re-
tinto quando falla gagueja alguma cousa ,
leYi de costume ter semprc fumo na bocea ;
levou camisa do riscadoa/ul calcas de panno
prelo ja velho ; este preto empalbador do
obras de inarcineiro ; lugio no dia 24 do p. p.
= Fugio no dia 8 do corrento o preto Joa-
quina crioulo, de 30 annos alto bstanlo ,
bonita figura bem preto rosto descarnado ,
olhos fundse bastantes brancos narizdn n-
uugaio ps largas, cintura estreita ps glan-
des chatos e apalhetado ; levou surrao de
couro de carnciro braneo com l>str!e rea
pa tina o grosso calcas de algodo transado
azul chapeo fino de massa ; quem o pegar,
leve a ra do Crespo n. 16 que receber 50,
rs. de gratilicacao
Rbcipb wa Ttp. D8 M. F db Fabia.1844.