Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04579


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Full Text
1
*
Anno de IM.
Terea Fera 15
O Diariopublica-re ludoioi diiiqnaaao forea ssafieifes : o-pwco .!. assicnstori
|,e .le tres mil rs. por quauel pagos .Hi.n.a.lo,. Os anm.nciosdos-ass.gn'an.e. sao interid...
palia, e os Jos que nao {orea a raiao He SO reit por linh. A rcclaaatoei desea ser di,i-
pidas a MU lyp na das Innes n. 34 ou 4 uraga di Independencia luja de litros a. 6 e S
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
das da semana.
42 Se. s. Luialia Au.l.do J. de 1). da J. v.
43 Ierra s. (ir.gorio Re. aad. do de I) da 3. T.
-I; Ruarla s Valenta Aod do J. de I). da 3^ v".
J > Unala s. Faustino. Aud. do J. de I). da 2. v.
45 Seiia s. Porfirio. Aud. .lo J. ,:.. n _>. T.
47 Sab. s Silvia o. Bel. nuH. Ho .1. de I), da i, v.
4S lloni. s. 'i'lieolunio Irior
de Fevereiro
Anno XX. W. 5i>.
Tu lo agoa depende He na aattsoaj di no< linueaos como principiaos a wiem apmialos i-oni luir : n> entre llinagnes mais
culua. Procleaaoil di rtliaaMal C.eral do Branl.)
, C\ MUIOS SO UH 12 DB IHHIllllO.
Cambios sobre Londres 25 {.
a u Vari 7U ral por franca
u 11 Lisboa II- por iU He premio
MeadlHe cobre R pnreento.
dem de letras .!> boas lira I a I '|i ?
Ours-Moeda.le rUOO V.
, .. N.
, .V 4,00.1
!'ratt-r.ilariVs
.i rClOI 'nlumiu"rP*
.1 Hitos Biexicanoi
47,0 J7.M00 '
y.uo a
3,040 a O
2,04.1 ss
'2,0'lO
PHASES DA LA \<> MKZ DE FEVEREIRO.
I.ua oheia a 4 a, S horai < 5I rain. Ha m.
Minguanle a H as > huras e iW mu da m
ILmnoTl a |S as f> horas | ?i min.Hl m.
Craicerjte a Jli as he 34 m. Ha msnlt.ia
Premiar de hnjt.
Primera a, 0 horas e .'10 min di manh.H. | Segunda as 0 hora, e 5'' minuto da tarde
i'. .
I .;_^.o?: KM '-.-'.... -: ;*.
DIARIO DE PERNAMBUGO.
CI'I'JIH
"i lilHB"^'IJ^"- cs.--
".n^-,
EXTERIOR.
ESTADO ORIENTAL
Montevideo, 18 do dezembro
NOVO PBOSCNCIAMENTO DOS VOLUNTARIOS.
Nao cessao do nos hostilisar o snr. cnsul e
o snr. almiranto do. Franca. O seu governo
comludo ordenou-lhes que guardussem a mais
restricta neutralidude Empenhro-se em
quo os voluntarios nao se chamassem Francezes,
nein usassem das cores do seu paiz ; desnacio-
nalisrao-os e negrao-lhes toda a casta de pro-
teceo ; fcchro os olhos pira nao verem a
degollacAo perpetrada por Orilio sobro os vo-
luntarios que cahirao prisionoiros. Segundo
ellos, essas victimas nao cro Francezes. As-
sim o declarrao o cnsul, o o almiranto por
edictos que affixro na porta do consulado
francez desta cidade o que publicaran nos jor-
naes de Rosas. Os voluntarios para perma-
necerem as lucirs .la bonra e da libcrdado ,
submettro-se todas estas violentas exigen-
cias renunciaro a toda a proteccao dos agen-
tes Francezes ; confiro smente em Dos, as
suas espadas as suas armas; ficrao desdo
enlo confundidos com a multidao do indivi-
duos que posto nascessem na Franca ser-
vem a nacoesestrangeiras por interesse, ou por
convceo ; como os que militro na Grecia ,
na llespanha e como outros indignos do
nome francez, que servem no exercito e na
esquadra de Rosas. Mas por um abuso da
forra por um insulto atroz todos os princi-
pios os homens, que nao sao reputados Fran-
cezes para receberem alimentos para screm
protegidos para serem preservadosdo assassi-
natos contra o direito das gentes, so Francezes
p'ara receberem intimaces offensivas ordens
obre a sua sorte e sobro seus actos independen-
tes como so eslivessem bordo do vasos de
guerra francozes, o com mais dospotismo do
que em prega um boyardo com os servos russia-
nos. Quando urna porcao de homens. emigra-
dos do seu paiz natal, so armo em paiz cstran-
geiro em favor do urna causa que merece as
suas sympathias sob sua responsabilidado o
governo do seu paiz natal nenhuma acejio tom
sobre elles porque nao estao debaixo do seu
dominio nem Has nos Seis.
Seo ministro hespanhol em Pariz se diri-
gisse a Abdol Kader para ohter um indulto em
lavor dos batalhoes bespanhos que defendio
FOLHETIWI.
GENOVEVA, A LOURA. (*)
Nao se pode imaginar um interior mais feliz,
do que o da casa da Sra. Darcy dopois da volta
do viajanto. Entre essas tres pessoas, tao simi-
Ihantes nos sent mentos, passava-so rpida-
mente o tempo Em a Snra. Darcy j ido-
sa, e anda enferma, nao obstante a grande me-
llioru, quohavia exporimentado, depois que le-
vo a dita de ver seu filho, dominava a unecao
das maneiras, e las exprosses; urna suavo e
constante brandura era a parlilha de Genoveva;
o Emmanuel sob urna serena reserva oceultava
a f.'irca do suas impressoes.
Em quanto nao foi possivel a sua mai sup-
portaro cheiroda pintura. Darcy nao pegou no
pincel. Assentado junto-d'ella, lia em alta voz,
ou contava-lho os pormenores da viagem, no
entretanto quo Genoveva, postada alguns pas-
sos, doixava multas vozescahir a agullia los de-
dos, para melhoracompanhar a leilura nos lu-
naresmi e inscrinces Ihe oareciao mais in-
terouanm. Apenas a Sra. D rey sentio-se me-
nos Iraca, foi um cavallete collocado no salao, e
transformra-se em liis, e bellos quadros as
numerosas randides, que tmmanueinavia tra-
sido da Italia.
(') Vide Diario a." 26, 27, 28,29, 30, 31, e
3*.
D. Carlos, e que depoisdaexpolsao desto prin-
cipo tomarlo partido pela Franca para comba-
ter em Argel contra o poder dos rabes o
governo da Franca como considerara e quo
(aria a esse ministro ? Responda por nos to-
do o leilor imparcial a quem riao cegu a pi-
xao ; responda e deploro comnosco o abuso
escandaloso da frca que fa/.em os agentes Iran-
cezes contra osle paiz anligo alhado da Fran
ga que entrou na guerra contra Rosas em uni-
iio com a Franca que vio correr o sanguo de
seus Millos misturados com o dos soldadas da
Franca que recebeo subsidios do governo
francez para esta mesma guerra o quo em le-
gado e por gralido de tao generosa fratorni-
dado lein de tolerar um cnsul o um almiran-
te de Franca que estorvao os seus meios de de
fensa c que o bostilisao com tanto empenho
como o niesmo Rosas Nao s nos abandona-
rlo senao queso unem e trabalhao em favor
do nossos inimigos dos implacaveis inimigos
da Franca e da civilisaco.
A legi5o pelos motivos que exprime a pro-
clamacao, que abaixo transcrevemos. reunio-se
na praca da Constituico e cantou com o ac-
cento do mais puro patriotismo a Marselhesa ,
esse grandioso hymno da Franca. Os seuse-
chos erao como um protesto firme porante a
justica do re dos Francezes como urna ora-
cao melanclica ao seu paiz longinquo sua
bella Franca. Marcharao depois para a pra<-a
deCagancha, e alli o valenlee virtuoso coro-
nel Thiebrut pronunciou estas palavras:
('.amaradas.Nao ousando j dirigir-se a
nos, o snr. Pichn reclama boje do governo
oriental o licenciamento da legio.
Hoje como no da 18 de outubro so-
mos os mesmos bomens nada mudou para
ns.
Um almirante de Franca nao torneo ir im-
plorar de Oribe urna amnista para nos. Repel-
limol-a porque indignado nos.
.Mais altivos e mais consequentes do que
ello, nao aceitis seno os riscos de um com-
bato ou urna proteccao honrosa forte que
mande c nao peca.
Essa tarda proteccao nao a podamos mis
aceitar nem do almirante nem do cnsul. [Jm
deiie foi demasiado hosiii, outro demasiada-
mente dbil para nelles nos conliarmos.
Espera-se um almiranto. Talvo* esse nos
saba comprehender. Esperemos.
Os dias, passados entre os affectuosos cuida-
dos, o o estudo, terminava habitualmentepula
visita dos Srs. Corvan, e de La Tour. Enta re-
apparecia a mesa de wisth, e Darcy, que nao jo-
gava. sabia, e ia dar grandes passeios na flores-
ta doSenlis, onde o arv os perfumes, c a som-
bra, inherentes s grandes arvores, davao nova
energa s faculdades do coraco, e imaginado
do amante, e do pintor.
Havia tres mezos, que Emmanuel tinha deixa-
do a Italia, o passava urna vida, em quo, grapas
ternura filial, a cultura d'arte, que amava, o
a presenga d'uma encantadora rapariga, cada
vez ochava mais prazer, quando urna manhaa,
diriindo-seaoquartodesua mi, vio Genoveva
de l sair, paluda, e com os olhos banhad.is em
liurTii K
- o-
Minha mi est peior ? Porguntou-lhe elle
com inquietac.no.
__ Nao, gragasaoscos. respondeo Genove-
va, voltando-so para oceultar o estado de per-
turbado, em que se achava.
Donde vos provm enta a dOr, que as
vossas feices se ve estampada ?
Esta dr inteiramente pessoal; eu vol-o
asseguro.
Bem Conflai-m'a para modifical-a.L
Emmariuel acompanhou Genoveva, que se en-
caminhava para o jardim.
Depois de, silenciosos, andarem alguns ins-
tantes por urna alameda solitaria, disse Darcy
aliectuosamente:
Nao crdes, Genoveva, que os nossos pe-
zares alliviao, quando os cummunicamos um
amigo?
Genoveva, n5osem hesitacaS, respondeo:
('amaradas calma perseverancia e so-
bretu.loconfianra e a legiao do voluntarios
tora adquirido um novo direito estima dos a-
inigosda liberdade
A legiao respondeo com immenso applauso
a esta sngela e nobre allocucao. Depois os
roinmandantes annuncrao aos legionarios que
aquelles quo quizesiem acolber-se ao indulto
que tinha obtido de Oribe o snr1. almirante,
largassom as anuas ose retirassom das filci-
ras cortos do quesera rcpetada a sua re-
solucao. Um nao universal o rdante resoou
em todas as hlers. Nao bouve um so quo qui-
zesso aceitar o aviltante indulto o degradante
perdo do Oribo.
Nem outra coufa poda acontecer. Os le-
ionarios nas.-Arao todos em Franca e um
Francez prelere a morte ao aviltamento. Os
legionarios sao todos homens intelligentes. De-
pois de novo mezes de ladigas de porigos de
ver correr o sanguo de seus companheiros do
receberem leridas e perderom mcmhrns dos BOUfl
corpos nao pdem atraifoar o juramento de
vinganca que prostro sobre os tmulos de
seus irmaos rnortos na luta nem pdem re-
nunciar s esplendidas a honrosas recompensas
que Ibes Ira/ j a victoria quo por toda o par-
to cora do huiros as nossas armas. Seria um
indulto o fructo de tantos trabalbos Nao ;
necessario quo o sejaoa gloria c a fortuna,
o o sero valontes legionarios!
A legiao fortalecida e alegre pelo cumpri-
mento de um grande dever de honra pelo ter
repellido urna proposta ingnominiosa percor-
reo cantando a Marselhese, as prncipaes ras
desta cidade e ao passar pela frente da casa
da legaro do S. M. 0 Imperador do Brasil ,
tanto os ofliciaes como os soldados saudrao
espontneamente com as armas o escudo do im-
perio e as pessoas da legacao quo estavo a
janella presenciando o ar marcial, o enthusias-
mo dos leaos voluntarios sem duvida como
urna homenagom nova allianc.a que estreitou
os vnculos das amilias reaes do Brasil oda
Franca como um voto pela ventura do S. A.
o snr. principo do Joinvillc e do sua augusta
esposa a joven e bella prnceza D. F'rancisca.
( Nacional. )
Montevideo 22 de dezembro de 184-3.
Agora mesmo sei que ha navio para essa e
nao quoro perdor a occasio de escrever-lhe.
Desejava dar-lhe mu detalbada noticia dos
'-JJJ!
E se por ventura apoiareis a opinla do
vossa mi ?
Logo, ha alguma dissidencia, entre vos,
replicou Emmanuel surprehendido.
Si ni, pela primera vez, depois que a Sra.
Darcy dignou-se salvar-mo da dr, da ignoran-
cia, e da pobresa. pede-mo urna cousa, que
mu nao 6 possivel azer, urna cousa, que tornar-
me-hia mais dignado lastima, talvez, do que
ontr'orao fui: prop5o-me deixar a sua compa-
nhia...
Isto impossivel, exclamou Emmanuel;
nao ha (lia, em que minha mi me nao falle da
satislaco, quo tem, de vr^os junto si.
Pola bem ella quer sacrificar essa satis-
faced, que faz toda a minha alegra, e orgulho,
ao que chama 0 estabelecime.ito do m*Q fu-
turo.
Quem melhor do que eu, e ella se pode
oceupar de vosso futuro?
Ninguem, disse Genoveva, com esse tom,
que parlo do corocao;E, lanzando sobre o jo-
ven pintor um olhardo supplicante, continuou:
7 Fareis com que a Sra. Darcy negu mi-
nha na o ao Sr. de La Tour; nao 6 assim ?
Emmanuel flcou pensativo. Essas poucas pa-
lavras acabavao de esclarccer-lhe o espilito.
Comprehendia, pelos sentimentos, que Genove-
va inspiro*! so visir.ho, o quo olio mai mu-
lla pela rapariga, e nao foi sem esfrco, que com
umapparente sanxue-frio respondeo:
Su minha mai> CUJ2 QeBetrSgSC gfsr.dc,
vos propOe esta uniao, porque sern duvida
julga, quo o Sr. de La Tour mereceo as vossas
sympathias; e que, se o recusis, mais por um
reconhecimento exaltado para com ella, do que
por indillerenca ao cavalheiro.
1 .rasJSv53u: *
t.iuros que nqui se corrom o que eu vejo de
palanque ; mas o lempo urge o barco vai sa-
bir o nao ha romedio senao referir resumi-
damente e ao correrrer da penna os succossos
mais importantes
Principiemos pelos [ogleiei, que, sendo a
ente do met peito as questes de comer e
beber, nos a meado agora com urna invasao
de carne fresca, ovos, c gallinhas que nos fara
quebrar a dieta.
Estes meas genbores teem em Maldonado
cousa de onze mil couros que querem embar-
car para a Europa, i commodore Purvis of-
ficiou a Oribo no (lia 1 do correle, recla-
mando urna ordem para quo o commandanto
do bloqueio perinittisse a sabida dos taes cou-
ros. O amigo Oribe que nao morro dea-
mores pelo commodore, nem ao menos Ibe res-
pondeo ZangOtt-dO esto com a sem ceremo-
nia do gaucho, o no da 19 desandou-lho urna
nota clieia de amabilidades exgindo urna
resposta peromptora dentro de 21 horas A
nada o bruto se moveo, mas o commodore,-quo
nao 6 para gracas tornou o freo nos denles ,
c hontem s 2 horas da tarde declarou suspenso
o bloq icio do todos os portos da repblica, at6
quo Oribe satisfar a sua requisico e in-
demnise alguns subditos inglczes dos prejuzos
causados pelas frcas sitiadoras. Nao fcil
antever em que isto parar ; mas o que certo,
que ja muitos subditos britannicos pediro
despacho ao seu cnsul para irem buscar gado a
Maldonado que j por l se expediro alguns
bureos, o que seja qual fr o resultado a
suspensao do bloqueio trar infallivclmente a
suspensao por alguns dias da nossa quaresma
temporaa porque anda que o negocio se
arranje os barcos que sabro bao do entrar
por frca queira ou nao quera Rosas.
Basta de Inglczes porque, so me deten bo
mais com elles terei do dar de mao aos Fran-
cezes e com estes o caso mais serio.
Chegou do Franca a corveta Coque!te, e cor-
reo logo que trazia cousas importantes. Es-
palhro-se mil boatos o ficou tudo deorelha
em pe. Eis que rebenta a noticia de que o
cnsul francez Pichn e o almirante Cleval
exigio o immedialo desarmamonto da legio
voluntaria !
Ficoutudo de queixo cabido 1 ... O desar-
mamento da legio! Mas isso importa a re-
dieco da iraca e depois com que direito exi-
Estimo o Sr. de la Tour; porm no mea
coraco tem elle um lugar inferior ao da Sra.
Darcy, ao do Prudencia, o ao do bom Corvan.
E eu nao lenho a felicidade d'entrar nessa
classificacao? porguntou Emmanuel, procuran-
! do rir-so.
Em meu cora^ao nao vos separo de vossa
' mi, disse Genoveva com simplicidade.
Se assim exclamou ojoven pintor, tra-
i vando da mao do Genoveva, nao vos separis
I jumis de nos, e, todos juntos, passaremos urna
1 vida aprazivel.
Sinto, que a minha se extinguira, se me
vlsse 1'ou-a.la a passal-a longo d'aqui! Quando
! me recnllii- este tecto hnspitaleiro, tudo em
minha oxtstincia ora opprobrio, do, miseria:
rustes lugares vi rnc cercada do uences, con-
solacees, o commodidades; urna voz alToctuosa
chamou-me s veredas, em que vegetad as mais
bellas flores do espirito humano; respiroi os
perfumes da caridade, da medilagao, e da poe-
sa.Como, sem morrer, serme-hia possivel
| voltar para esse mundo cruel, onde j urna vez
fui victima do orgulho, e egosmo ?
Entretanto que Genoveva assim (allava, Em-
manuel a contemplava, e a memoria nao lhe of-
ferecia, quer no dominio do ideial, quer no da
realidade, nada que se comparar podesse com
esse rosto animado de ternura, e gratida. e ao
mesmo tempo coberto com o veo da melanco-
la.Muito durara essa contemplaca, se Ge-
noveva IIo au poicase termo, implorando de
novo a inteicessa do joven pintor. Este volun-
tariamente prestou-se advogar urna causa, de
que dependa a sua felicidade, e drigio-se im-
mediatamente Sra. Darcy, perante quem com
j muita cloquencia fallou sobre o principal objec-


ge o governo franccz que so desarmen) homens ,
que ja nao sao considerados subditos seus?
Tudo erao duvidas ( reccios, al que se sou-
bo ouluialinentc, que os taes meus senhores fa-
ziao com efleito essa inslita exigencia. Re-
dobrrao os terrores ; mas como vivemos em
um mundo de compensaeoos veio logo a rc-
percussao tranquilizar um pouco estes pobres
alflictos. Correo, que os legionarios estallo
decididos a nao entregar as armas que nao
haveria meios de os obrigar nao s porque o
governo oriental se opporia senilo tamben), o
principalmente porque nao havia ordens do go-
verno rancez para tanto.
Nesto cmenos principiou o tiroteio das no-
tas. Digo eu. dirs t quero o licenciamen-
to que > liecnciamento nao admilto dis-
cussao &C., &C; gastrao-se muitas folhas de
papel, deitou-se a livraria abaixo, e nada se
adiantava.atque o almirante veio mclteroseu
bcdelbo, amcacando de levar tudo ferro, e lo-
go, sa logo, logo nao fssem satisfeitas as recia-
macos do sr. cnsul! E o melbor meio de cor-
tar as questes. Por este lado lica o assumpto
ncsle ponto DO momento em que escrevo ; mas
poucoreceioba.de quesejo levadas efleito
as ameacas do almirante Iranccz.
A conducta das autoridades francezas in-
concebivel.
O governo oriental est muito animado re-
sistencia e estao inflammados os voluntarios ;
mas o que corou o seu ardor Coi o comporta-
ment do sr. Massicu do Cierva!. Este almi-
rante contando com o desarmamento dos le-
gionarios, loi ao campo de Oribe pedir-lhe um
indulto para esses desinteresados deensores da
causa oriental e alcancando-o, apresentou-se
com a tal amnista e em nome de Oribe oDo-
receo aos seus patricios o pordao dos crimes por
elles perpetrados !
Como Vine sabe, nao sou eu dos mais affei-
coado este governo; mas o procedimento das
duas autoridades francezas nao pode deixar de
ser estigmatisado por todo o hornem, que tem
coraca. E depois, a constancia destes pobres
diabos da prnca desperta tambem assympalhias
das almas generosas. (Caria particular.)
O poder executivo da repblica honrada
assembla geral.
Acaba de consummar-se um acontecimento
grave e inesperado : os scus^antecedentes g-
rrao na esphora diplomtica e o governo ti-
nha nelles urna senda conhecida e fixa : sus-
tentar inclume a independencia c soberana
nacional. Hojeo negocio inteiro csuaap-
plicacao ao estado da guerra pertencem ao do-
minio do pblico quem se deve averdade*
Poranto o poder executivo vem perante vos
para informar especialmente a honrada assem-
bla geral de tudo o que ba relativo ao indicado
acontecimento, e tambem para illustial-o e
submetter sua conducta ao vosso juizo provo-
cando a resolacio ou o pronunciamento, que
vos inspire a sabedoria dos constlhos e a Torca
do patriotismo,
Mas antes cumpre ao poder executivo con-
gratularle com vosco pela feliz conclusao do ar-
riscado anno de 43 e pelos auspicios, sob que
principia o de 44. Tendes seguido, sonhores,
as inspiracoes do povo e do patriotismo eo
povo e o patriotismo correspondern vossa
firmeza e decisao.
2
to do pleito, e com mais ainda acerca do inci-
dente, queooriginou.
A Sra. Darcy havia previsto este incidente, e
por mais de urna vez linha mostrado seu fl-
Iho com a indulgente, e sabia ternura, que aca-
racterisava.que nao desaprovava, que elle amas-
se a victima de urna paixao brutal, que se ha-
via tornado urna das mais distinctas mulheres,
que a educado maternal pode formar.
Ser-me-ha mais fcil redigir urna carta para
o Sr. de La Tour communicando urna recusa,
do que scientificando-o d'um assenso. Nao me
verei obrigada a tratar do passadode Genoveva:
passado, que, cstou certa, seria acceito pelo a-
mor do nossohara, mas que me nao agradava
muito deve' submetter seus prejuisos.
Quando Genoveva sssbs, que a ser filh.i da
Sra. Darcy, c esposa d'Emmanuel, mostrou por
um ar enternecido, mas choiode modesta digni-
dade, que nao via nesses ttulos um testemunho
de benelicencia, porm sim a prova d'uma alta
estima, e d'uma profunda afTeico.
Julgar-me digna de pertencer-vos, disse
ella, reunindo entre as suus delicadas maos as
de Emmanuel, e as da mi, provar-vos, que o
sou.Conceder-me odireitodo vosdevotar m-
nha existencia, autorisar-mo crr, que esse
dovotamento vos charo.
E smente urn mudo aporto de mSos, acom-
panhado de hmidos eeloquentes olhares, sel-
Jou esse acto, que para sempre Ii.mvj n destino
da ttlha dovovoao de seus generosos orotec-
tores.
ETeituado o casamento de Emmanuel com
Genoveva, decidi o doutor Cervan, que para
completar o restabelecimento da Sra. Darcy,
dreciso era, que toda a familia osse passar o
Est escripia em um tratado a nossa amizada
com a Franca. Cultivamol-a sempre com es-
mero; mas o seu cnsul geral, em consequencia
de nos nao termos submeltido cegamenteuma
reclamacao, injusta,e mal conduzida, de termos
resistido a ropellir aos nossos bons amigos, que
nosauxiliao na dofensa commum violentan-
do-os e arrojando'-os miseria ou morte,
acaba do cortar as suas relacSes, com o gover-
no ernbarcando-se com a comitiva e archi-
vos consulares.
Nada ha nesto negocio que n5o seja digno
do illustraco assim que o poder executivo
vos envia senhores, copias de todos os docu-
mentos ; mas, sendo especialmente luminosos,
os que se refercm poca posteriora 14de de-
zembro prefere, quo oceupem a attencSo da
honrada assembla nesto momento ao fri re-
sumo do urna informadlo (*).
Eis-aqui sonhores o estado do negocio .
que faz o objecto especial desta reuni3o. O
executivo espera que vos veris na sua con-
ducta urna resistencia nocessaria 6 pretencoes
irregulares, e injustas, conduzidas de msneira
inslita e degradante ; que a essa resistencia
veris vinculadas a justica a honra e a fama
da repblica eque a todo transo ser prefe-
rido o cemiterio a urna vida infamo.
Veris tambem, senhores, que, par da fir-
meza que o seu dever Ihe impe o executi-
vo abri urna porta franca 6 prudencia e ra-
zo Ilustrada e que boje mesmo no trepida-
ra em concorrer para o objecto solicitado se
podaste fazel-osem mingoa do seu decoro e
sobre bases de cquidade.
Ameacado o poder executivo com o ompre-
go da frca france/.a e comprehendendo, que
esse meio seria urna infraccio escandalosa da
restricta nculralidade que os ministros pleni-
potenciarios da Inglaterra e Franca, residen-
tes em Buenos-Ayres, adoptrao como base dos
seus governos na luta actual interpellou a la
justica communicando-lhes todos os antece-
dentes afim de ser ouvida a razao e conservar-
se a neutralidade e tom direito esperar ,
que este appcllo nao ser intil.
Nao ser intil porque moralmento im-
possivel, porque seria urna anomalia monstru-
osa que ao mostno tempo que quatro mil
estrangeiros dos residentes em Montevideo com-
prehendraoa questaodedia esustentao com
as armas na nio a causa da humanidade e da
civilisacao defendendo as suas pretorial vidas,
a rca do governo da Franca se converta contra
a prara bloqueada por mar, e trra dando ao
mundo um testemunho, de que intentava ven-
rl-a e prostral-a ante o tyranno de Buenos-
Ayres.
O executivo nao manchar a honra franeera
suppondo que tal possa ser o objecto do vice-
almirante da Franca o dir mesmo, que, ni
ponto a que chegou esta questao, entregue ho-
je ao arbitrio daquelle chefe muito esperada
sua prudencia ; mas, se fsse baldada a sua es-
perance so urna conducta hostil tornasse equ-
vocos os principios, que a diriaem cntoo
executivo submetter vossa consideracao, so-
nhores documentos convincentes, que pro-
varo o manejo do sr. cnsul em do evidente-
mente favoraveis ao inimigo sitiador.
Elle est vossa frente e conhecido o ca<
Vo no fim da mensagem. JV. da f.
minho para encontral-o j que n5o pode es-
perar-so que venha medir o seu poder com o
das nossas trincheiras. Hojc occorrem em n.io
grande distancia successos que pdem ser de-
cisivos na guorra e tudo presagia o favor da
victoria; mas, quer a alcancemos nos campos
de Maldonado, quer a vamos procurar naqucl-
Ics que nos circundao o poder executivo ,
apoiado pola assembla geral, e sustentado pe-
lo bravo exercito da guarnicao e pelos gene-
rosos estrangeiros que o acompanhao nada
poupar para manter a independencia o so-
berana nacional offerccendo-lhe em holo-
causto novos estorbos novos sacrificios e, se
fosse necessario senhores tambem o de suas
cinzas.
Montevideo, l.4 de Janeiro de 1844. Joa-
quim Soares, Santiago Vasquez. Mel-
chor Pacheco Yohez Jos de Bejar.
N. 1.
Ministerio de relapoes exteriores.
Consulado geral de Franca em Montevideo.
O governo do rei rocebeo, com vivo desgosto
a noticia, do quo occorreo em Montevideo, so-
bre o armamento dos Francezes, que, osqueci-
dos dos seus deveres, comprometieran o no-
mo da Franca, ea sua propria posico, toman-
do parte e fazendo causa commum com um
governo eslrangeiro.
Resolvido ; fazercessar smil liante escndalo,
expedioao abaixo assignado cnsul geral do
Franca em Montevideo ordem a respeito ; c
o sr. vice-almirante, commandante das frcas
navaes francezas, recebeo tambem inslrucces
para ajudarao cnsul geral a por termo este
estado de cousas.
Em consequencia o abaixo assignado tem a
honra de dirigir-so a S. Ex., o sr. ministro das
relacOes exteriores, para exigir do governo da
repblica o licenciamento immediato do todos
os residentes francezes que tomrao as armas
desde principio do mez de abril desto anno,
sem que por nenhum pretexto Ibes seja permit-
(ido conserval-as,ou tornar a tomal-as.
O abaixo assignado insiste tambem, para que
o exercicio das profisses, e industria que se
dedicao os Francezes nao tenba para o futuro
oulros encargos almdosquo existio no l.'de
novembro de 1842 eque os novos mpostos
excepcionaes estabelecidos desde essa poca se
supprimo sem poder-so substituir por oulros
equivalentes.
O abaixo assignado tem a honra de olereccr
a S. Ex., o sr. ministro de relavos exteriores, a
segu renca de sua mui alta consideraban.
Montevideo, 14 de dezemhrode 1843. Theo-
doro Pichn AS. Ex. o sr. ministro secre-
tario de estado das relacOes exteriores.
(Continuar-se-ha.)
3 de Janeiro?
O ministro do interior aos Francezes residen-
tes na fe publica.
O cnsul geral de S. M. o rei dos Francezes
pedio passaporte que Ihe foi expedido imme-
diatamente e retira-se -levando comsigo to
dos os empregados do consulado. O governo
deve suppr que nao lica agenle algum fran-
cez que se entenda com o governo cerca dos
Francezes residentes em territorio da rep-
blica nos casos em que seja necessaria a nter
veneao de um agente pblico.
O governo julga achar-se no caso o no de-
ver de declarar o fazer saber ;i todos os France-
zes, residentes no territorio de sua jorisdicclo
que considera a retirada do cnsul geral da
Franca como um acto puramente pessoal desto
funecionario o qual em nada diminue a alta
estima em que o governo tem as eminentes,
qualidades deS. M. o re dos Francozes, netn
altera na menor cousa a ami/ado e boa dispnsi-
cao que nutre o governo para com a Franca
e para com os Francezes.
Consequentemente os Francezes continuars
a gozar, como at aqu da mesma cordial a-
mizade bom acolhimento e Irato que o go-
verno e o povo oriental sempre Ibes teem mos-
trado. Podero dirigir-se por si mesmo e di-
rectamente ao governo seguros de que encon-
trarn urna proteccao mais especial, se fosse pre-
cisa e prompta justica. O cnsul (rancez re-
tira-se porque o governo nem podia nem
devia acceder urna pretenco injusta des-
honrosa e entabolada do modo mais irritante,
ameacando com a fdrea e negando-se toda
adiscussao. O governo nao pdecrer, que
similbante procedimento tenha origem senao
no mesmo cnsul. O governo de S. M. Luii
Filippe demasiado justo para desconhecer
tudo o que tem fcilo o governo da repblica do
Uruguay pela Franca e pelos Francezes, e
demasiado nohro o generoso para querer ein-
pregar a frca contra um governo e um povo
nos momentos em que luta com um inimigo
quo nada tem feito senao prodigalisar insultos,
e ultrajes ao rei, ; Franca u aos Francezes.
INTERIOR.
hinverno em um clima mais brando, que o de
Senlis.Forenca, onde o joven pintor tinha al-
gumas relaces de amisade, o cujas galeras tan-
tos chefes d'obra oflerecem, Florenca, a cidade
das flores, foi o lugar, de com mu m accordo es-
colindo; e urna das mais bellas casas das mar-
gens do Amo recebeo, durante alguns mezes, as
mais distinctas pessoas da Toscana, que l iao.
attrahidos pela disc ica, gracia, e agudesa dos
seus hospedes
A casta, e recolhida bellesa de Genoveva, em
pereito contraste com os mais sensuaes encan-
tos das Florentinas, fez urna viva impressao as
imagtnaces italianas. Diversos jovens tentrad
desviar essa rapaiiga, a quem chamava a tna-
done.da vereda das puras, esantas affeicoes, per
onde, com pesara viao marchar com um passo
impvido, e seguro. Genoveva nao se queixou
com estrondo de suas tentativas; mas por sua
tranquilla reserva soubeevital-as. Nasfestas.em
quo acompanhava seu marido, a candura de
suas maneiras. a decencia de sua linguagem, e
a rara perfeica de suas feices grangeava-lhe
inmensos suffragios.
N'uma noute, em que, na casa do marquezde
llavennes, Emmanuel, alegre, e extasiado, a
contemplava no meio de um circulo de homens
espirituosos, cujssbomeatgem eila, sem afTec-
taco, sabia repellir, urna voz de mulher lirn o
joven pintor d'essa agradavel contemplaco,
flijpnHn;
Recordar-se-ha o Sr. Darcy d'um antigo
conhecimento ?
Emmanuel reconheceo Clotilde, que seapoi-
ava ao braco d'um rapaz alto, bastante mal fei-
to, e barbado. Saudou-a framente, perguntan-
do-lhe pelo marido.
OSr. Raimbaut, respondeo Clotilde, adoe-
ceo em consequencia do tercabido d'um cavallo,
e em consequencia d'isso veio respirar o ard'este
paiz. O mo humor, que conserva, depois que se
vobrigado estar constantemente em repouso,
Ihe nao permittio acompanhar-me esta noute;
mas felizmente o Sr. deTavenel podesubstituil-
o. O cavalleiro de Clotilde inclinou-se, e lem-
brou Sra. Raimbaut, que ella pretenda wal-
sar.
Mudei de parecer, respondeo ella; procure
outropar; esperal-o-hei a qui.
O Sr. de Tavenel, submisso, retirou-se; e Clo-
tilde assentou-se ao lado do Emmanuel.
A Sra. Darcy estava ainda mu bonita, mus o
rellexo d'um carcter altivo, u d'uma alma en-
tregue ms i riel inaces, lancava sobre sua pes-
soa urna tintura de ousadia provocante, que
produsia em tudo um efleito bem contrario da-
quelle que ella provocava.
Para fallar Emmanuel, servio-sedo tom fa-
miliar, queemoutra poca j havia recorrido;
censurou-o pela precipitacSo, com quo tinha-
se retirado de M*"; pintou-lhe calorosamente o
vasio, que all deixara; queixou-se dos enojos,
que Ihe causava yHn je er.fcrmcrs, que ua>-
sava no campo, cercada de humens vulgares;
em fin, em poucos instantes, mostrou ao que a
ouvia, quanto se havia nplla mnl!n!c de-
senvolvido os defeitos, de que n visto senao
o germen; e, com quanto Emmanuel nao to-
rnasse interesse algum na sortu de Raimbaut,
julgou-o desgracado, so respondeo Clotilde
por monoyllabos, e olhou para Genoveva com
respeito.
'leudo a Sra. Darcy acompanhado este olhar,
BABIA.
Na villa de Pillo-arcado, na < omarca de S.
Francisco, duas la mi lias influentes, que j du
muito se odeiava, hostilisa se desabridamen-
te, dislinguindo se mais que lodos nos ataques
recprocos um su|eilo uc nome Mililo que
nao contente com os crimes, de queja se havia
constituido reo, commelleo o de atacara frca
que por ordem do governo para all marchou,
obrigando-a a retirar-so para Sento-S, e indo
ainda all perseguil-a.
ALAGOAS.
O Sr. desenbargador Caetano Silvestre da
Silva acaba de entregar a presidencia daquella
provincia ao Sr. Dr. Claudio, chefe de polica,
por ordem do governo imperial, c ficava a par-
t: para a sua provincia.
Pede-senos d'alli a publicado da seguinte:
HKI'KKSK.NTAJAO.
Illm e Exm. Sr. Os abaixo assignaJos,
cidados pacficos e propietarios da Ribeira
do Santo Antonio-grande, que laz periodo
municipio do Prto-do podras, veem comode-
vido respeito expr a V. Exc. as bem fundadas
suspeitas do desastroso futuro que os aguarda.
Exm sr., nao estranbo V. Exc. que
as mallas, contiguas esta Ribeira existe, nao
pequeo numero de sceleratos, que outr'ora l-
ro o verdugo esU provincia, e da de Pernam-
buco con heridos com o vergonlioso ferrete de
calanos, e os quacs vivem aregimentados sob
o mando de seu antigo chelo Vicente Ferreira
de Paula, que, apesar de ter-se conservado to-
do esse tempo em silencio, agora asirn n?o 'en1
attingio com a rasSo da brevidade das resprstas.
Vim incommodal-o, disse ella com acri-
mouia, estava em adoracao; mas quem aquel-
la dama ta5 festejada, e cujos encantos o Sr. se
nad arta de admirar de longe?
De longe nao, replicn Emmanuel com
um sorriso, que dava bem conhecer, quanto o
julgava (eliz, porque aquella dama minha es-
posa.
Est casado, exclamou Clotilde, o nao so
dignot de nos dar parte d'isso?
A senhora havia-me prohibido fallar-lhe
em Genoveva-a-loura...
Clotilde lancou sobre elle um olhar. m nuo
se manilestavaa maior surpre?a, e malicia, e
disse:Suppo oSr., que me hei de persuadir,
de que vm. deoo seu nome essa marafoninha,
que foi amasia do Sr. Raimbaut?
Senhora, respondeo Emmanuel, descan-
sando em cada urna de suas pala vras, para com-
pletar a vinganca do Genoveva, e ac mesmo
tempo a punicad de Clotilde; sempre fui d'o-
pinia, de que, no caso d'escoliia, um hornem
de bem obra mus d'accordo com os seus senti-
nientos, tomando outro a amasia, do que rou-
*>ndo he a muier.
A Sra. Raimbaut curvou-se por um momon-
to sob o peso da humilhacao: e, quando levan-
iou a canev, vio Emmanuel junto do Genoveva,
prodigalisando-lhe esses respeitosos cuidados,
que smente se tribula urna amavel, e casta
esposa.
N Madame Adle Desloge.
FIM.



asgiim i ni.!.iiTn u7.ir;r
acontecido, depois que chegou da enropa o le-
nunte-coronel Bernardo Antonio de Mendonca,
com (|iiem, segundo a voz pblica, tem intima
ami/ado o que so faz acreditavel por ter sido
correo do tnesmo crimo naquolla poca, e como
tal processado : ostes fados, Exm. sr tem sem
din ida sido occultos a V. Exc pois so por essa
forma faria entrega da sortu de dous munici-
pios eonforindo o emprego do delegado a um
jiomem cujos precedentes horrorisiio e o facto
l>em rcenlo do mandar, a meia noute do dia 7
leste me. poreao de gente armada capita-
neada por seu (iIho Jacintlio Paes de .Mendon-
ca destruir o engenho Santi Cruz o que se
roalisou com inutilisar parto di safra, tem mos-
tra o animo deliberado, cm <|ue esta de abusar
a todo o momento do emprego que incliz-
mento occupa. Seria um nunca acabar se pro-
tendessemos levar ao conhccimento de V. Exc.
todas as causas que nos moveo a dirigir a V.
Exc,( como principal garante da pblica segu-
ranza, o nos limitamos apenas di;er a V Exc.,
o que ha de mais importancia, lia milito, que
aparecem noticias do que o malvado Vicente
pretende dar um assalto por esta liibciro.e teem
esses boatos crescido a ponto de sealfirmar, que
para esse fim existe entre elle o o a citado te-
nento-coronel um plano concertado esto com
o fim de exercer viugancas particulares, esc
descartar de pessoas cuja posicSo podo fazer
barreira ao seu desmedido orgulho c aquello
para saciar a sede de sangue, c reehear o colre,
que devo sustentar a calila de bandidos que o
ccrcao.e tanto mais so nao pude duvid r, quan-
to por all se afirma, que tem bavido correspon-
dencia official entro ambos e at urna entre-
vista precedendo nolilicacoes pelo centro da
Rilieira por ordem do delegado. Exm. sr., tao
atterradoras noticias exigem prompto remedio ,
porque,depois do realisadas.s nos resto tristes
recordares; porcujo motivo os abaixo assig-
nad >s ciosos do suas vidas familias e fa/cn-
das, (Icio em activa vigilia, e promptos a obs-
tar com as armas, qualquer tentativa, queap-
pireoer possa da parte dos salteadores, protes-
tando a V. Exc., que dessas cautellas, nenhum
resultado apparecer a naosercm aggrodidos,
cuja temporaria medida cossar, apenas appare-
ca, como de esperar, quaesquer providencias
por V. Exc. dadas. Pessoas intimas amigas do
tenenle-coronel talvez procurem persuadir a V.
Exc,que a fundada queixa quofazemos, tenha
por bassola principios polticos ou outras
quaesquer causas, quo inventar possao, como
fim de nao virrecahir sobre elle a odiosidad
das pessoas mais gradas ; porm os abaixo as-
signados esperto, que V. Exc. como respon-
sivo! pela provincia que Ihe foi confiada, Ibe
dar o devido peso e enrgicas providencias .
pelo que pedem a V. Exc.se sirva diflcrir-lhesrom
jiistica E. K M e Ribeira de Santo Antonio-
grande 16 do dezembro de 1843. Vigario
JosTavares daCunlia Ucha coronel Jos
Paulino de Albuquerque Sarniento tenente-
coronel Joao Marinho FalolO m rjor Pedro
da Cunha Carneiro de Albuquerque tenente
coronel Paulo Cao tao de Mello e Albuquer-
que capitao Francisco Jos Correa, lente
Jos \polinario de L-Vias Dr Manoel Adn-
anno da Silva Ponles tenento-coronel Joo
Carlos Barbalho da Cunba Ucha, capitao Am-
brosio Machado da Cunha propnetano Ma-
noel Xavier Carneiro o Albuquerque pro-
pietario Jos Pedro CurueifOde Albuquerquo.
Francisco de Paula Wanderley capitao Joa-
quim Mauricio Accioles Canavarro, alferos
Gonsalo Rodrigues Marinho
PUMO iik
1 O novo d"n""o crrente quiz como pas
sar em resenta a.marcba do governo provincial,
desdo que rompeo a opposicdo em Pernambu-
co at hoje, a respeilo della ; porm o seu ver-
dadero intento foi vomitar mais meia duna de
insultos contra o Exm. Presidente, e inculcar,
como factos sabidos pela opposicao, ralsidadcs
na ni testas.
Deixando de parte a primeira assercao que
revela, que o U. novo algumas vzes se deixa a-
tordoarpelo grito da consciencia notaremos
as outras, que todas sao mais ou menos ca unt-
uosas. Crescia a opposicao, o o Presidente
diiia para a corte, dii o D. novo, que isto era de-
vido a esperanca de sua demissao por interven-
cao dos representantes da opposicao, que o ac-
cusavo na cmara ; mas que tinha o Presiden-
te que dar os motivos, por que te Ihe razia op-
Dosicao? nao sabia o ministerio esses motivos !
nao ouvia na cmara as vociferacOes desses re-
.,r,.n.nl.. O iiib resta. ao Pres>H.-nlP er
mostrar a falsdad'e dessas aecusacoes, e para
isso linlia elle a metade do scrvico leito pelo 00,
nbeciinenlo. nuedelles tinha o ministerio, pelas
incoherencias contradicees e manifest des-
uello o raiva, com que fallavao os seus abusa-
dores que comecavio & aecusar tamben o
ministerio que bein contiena a semrazao com
que o lazio : seria preciso ter o sonso dos re-
dactores do D novo. para obrar da maneira
que elle inculca ; mas anda quando isso assim
houvesse acontecido, era por ventura a 1 cenca
da cmara, que devia tirar a esperanca da mu-
danca do ('residente? Se alguma verdado nes-
so monlao de mentiras escapou ao D. novo foi
a assercao do que por essa I cenca redobrou a
opposicao de frc-as, se todava substtuisse
elle esta ultima palavra por est'outra grita-
ra; porque sem dvida todos contaran com
isso, e nada havia mais natural, pois que se
a exasperacao no homem prudente e virtuoso
o arrasta muitas vezes oxcessos, o que so de-
ve espjrar da parto de perturbadores o mal-
vados?
Nao (ca ah o D. novo, e desta mentira pas-
sa a urna calumnia atroz, asseverando que o
sr. Barao, illudindo o ministerio, Iho dizia, que,
sendo a opposicao de descontentes, dando-se
tal emprego a um e tal outro, ella desappare-
ceria ; e cntao o ministerio ( eremos que o
ministerio que o D. novo di aqui fallar) diz
facao-so pois as transaccoes : entra-se cm
negociacao, e todas as olleras sao regeitadas.
Nao ha muito tempo, que com igual protervia
disso o D. novo, que o Exm. Presidente propo-
zera essas transaccoes por sua conta, o para
levantar aqui urna opposicao do que ello seria
chote; agora era por ordem do ministerio a
quem illudia, dizendo que a opposicao era
formada de descontentes: ora, qual das duas quer
o I), novo que Iho acreditem ? Est visto ,
que, nem umanemoutra, porquo urna o ou-
tra sao lalsidades revoltantes e indignas que
os sentimentos generosos do homem respoitavel,
contra quem sao langadas, nao comportao.
Erro esse em que mullos governos teem ca-
bido e do que sempre Ihes tem resultado ar-
repondlmonto; quanto porm aos opposioio-
nistas do D. novo, se ha algum que losso capaz
do resistir transaccao raridado, que l foi
ler por descuido, e de cuja existencia elles ms-
enos duvidao.
A historia da eleico provincial um em-
brulho, que so o I), novo poder desembara-
zar, mas fossecomo losse, produzio ella, diz o
echo da opposicao, continuar esta com mais
energa. So energa so pude chamar o cinismo
o mais revoltante, o a insolencia a mais brutal,
na verdade os homens sao de urna energa es-
pantosa.
Depois, o I) novo falla em medidas violen-
tas, adoptadas para aterrar a opposicao, e es-
tas medidas sao a demissao do grande numero
de olliciaes de polica, e a reforma de outros da
guarda nacional Nao podemos descobrir onde
esteja a violencia dessas medidas, quando o
Kxm. Presidente nao sahio dos limites de suas
attribuicoes. Mas em que podiao essas medi-
das dar incremento opposicao? Quasi todos
os officiaes deiitlidos erao oppostcio.iistas e
a demissao so (ez releval-os da feia pecha de
trahidores: quasi que o mesmo se podo dizer
dos reformados, para os quaes todava nao
militou a razao de seguranca pblica mas sim
a da b>a disciplina dos corpos a que perten-
cio : se elles nao estavao com effeito doenti-s ,
como bavio participado havia tanto lempo ,
nao o sabemos; o D. novo se o sabe que os
aecuse de darem partes falsas; o dever do go-
verno era prehencher os lugares por gente, que
nao losse valetudinaria e pndesse lazer o ser-
vico que della se exiga.
Finalmente a opposigao s um recurso con-
sento ao Barao ; porque a imprensa j Ihe nao
prejta e o silencio que Ihe poderia aprovei-
tar, esse regeita-o ella : mas esse nico re-
curso nao o diz a opposicao o seu segredo ;
quer ver, se o emprega ; mas a retorna pode Ihe
ler fatal. Quem nai ficara transido do ter-
ror em presenca do tantas e tao repetidas amea-
cas, que a/eni o fina! ludas as iijfer.gas do
I) novo ? Conheccm porm todos o qutxo-
ti'smo e j nao ha quem nao entregue ao
dtsprezo tantas bravatas como as calumnias
da pandilia.
CORISSEPCiO.
A liandega.
endimento do dia 12......... 11:5818797
Descarregio hoje 13
Brigue escuna Laura barricas vazias.
Brigue Feliz-Destino lamo, e volumes
com barricas internadas.
Brigue inglezMdium carvao e ferro.
Brigue inglez Mary-UounseU baca-
Iho.
Brigue escocez Cumberland farinba e bo-
laxinha.
lovimenlo do Porto.
Navio entrado no dia 10.
Falmouth por Madeira o Canarias; 36 das ;
paquete inglez l'enguin; commandante
it ese: passsgesros F. Eote, in-
gle/ ; Augusto d'Oliveira brasileiro ; P.
Lusipsom M. Grceneoay sua senbora, e
urna prima ; Gem sua senhora e duas fi-
Ihas ingle/.cs; senhora Barros, brasilei-
ra o urna crea.la ; Mr. Daval francs.
Gothenburg; 38dias; brigue sueco Julg do
140 toneladas; capitao Bildet; equipagem
15 ; carga varios gneros.
Cabo-Breton ; 52 dias ; brigue ingle/. Jany
de 170 toneladas; capitao Mastell; equ-|
pagem U ; carga peixe.
.Vttiio sahido no mesmo dia.
Canal ; patacho sueco Agnes ; capitao \\ iks-
trom : com a inesma carga que trouce de
Maca .
Oherva^Ho.
Fundiou no lameirao um brigue inglez ,
quo nao deo ainda o registo. Vae cima men-
cionado o registo do brigue inglez por ter da-
do j depois de prouipta a parte.
Heclaracoes.
ANNNCIO.
Os srs. assignanles da his-
toria do Brasjl pelo general
Abuo e Lima ([ueiro man-
dar receber, e pagarosexem-
plares, porque subscrevro,
na I'raca-da-indcpendencia,
livraria ns. 6 c 8.
O paquete inglez l'enguin recebe as ma-
las para a Bahia, e Rio-de-janeiro quarta fei-
ra, 1 ido corrento !) horas da manhaa infal-
livelmcnte.
- O abaixo assignode.inspoctor do quarteirao
n. 21 da freguezia de Santo Antonio o qual
quarteirao comprehende pateo da Penha ra
do Range! liceo do Carcereiro e principio
da ra do Oueimado at a esquina que volta
para a ra do Rozario pelo presento faz cons-
tar a todos os estrangeiros, que morao no seu
quarteirao quo deverao apresentar quanto
antes os seus ttulos de residencia para o abaixo
assignado Ihe por o oslo de conlormidade com
o artigo 108 do rcgulamento n. 120 do 31 de
Janeiro do 1812, pois do contrario soffrerao
a multa que o mesmo artigo determina.
Manoel Joaquim da Silva Ilibeiro.
= Convida-se as pessoas que se ulgarem
credorasdo relojoeiro Fatton outr'ora estabe-
b'cido na Rua-nova, ou propietarias de alguns
objectos adiados em casa d'ello o presenta-
rom assuasconlas seus ttulos c suas recia-
maces at o fin do corrontc mez no consulado
Suisso na ra da Cruz n. iO.
THEATHU PUBLICO.
HOJE 13 DE FEVEREIRO
DE 184*-.
DECIMA-SGXTA, REPRESENTACA
da
COMPANHIA RAVEL.
Rene/icio do Snr. Eugenio Fenrlon.
espectculo comecar as 8 horas cm ponto
por urna
Grande overtura.
Zampa
por grande orquestra e dirigida por Mr. Eu-
genio Fnlon seguida da pantomima c-
mica
As modistas ,
ou
O Remlrz vous hngaro.
DitribuifSo.
Vernis, pintor Mrs. Len Giavelly.
Simn, criado Francisco Ravel.
iZT s*dos "uns'ros (1-m-':
Lor.gitudc, joven eatudante
amante de madama Ver-
nis __ Charles Wintlier.
Madama Vernis M.mM E. Fnlon.
Piara l ( '-on Giavelly.
Jonnv Mod,stas- ( Martin Giavelly.
Dansa do espelho por Mr. L. Frin ; Alle-
mande passo de tres por Mr. Charles Win-
tlier madama E. Fnlon c Martin Giavel-
ly ; Passo do tres hngaro por Mr. Francois
Ravel L. Ferin e J. Marcetti.
Grande solo
por vioiino executado por Mr. Eugenio F-
nlon.
O sonho de Hercules
ou
A noute dos morios
executado por Mr. Mathevet ,
primeiro athleta da Europa.
Intervallo de 15 minutos.
Segunda parte
Grande overtura
por toda a orebrestra, seguida da pantomima in-
titulada
A* Pillulas Mgicas.
Grande espectculo com transormacoes, mu-
dancas, &c.
DistribuicHo.
D. Francisco rico pro-
pietario Mrs. L. Frin.
O Cvalleiro Grinaldo Charles Winther.
flu.,i:~ ri2! dcGrinaldr
v____: n...~i
lltUV 1/
Poltro criado de Grinaldo Lon Giavelly.
Dentista J. Marcetty.
E!ina,f:!ha deD. FranciscoM.m" E.Fnlon.
Arcenia, Fada M. Giavelly.
Escrivo notario estalajadeiro &c.
O baile terminal pelo
Grande quadro oriental
Iluminado por fogo d'artificio.
Avisos martimos.
Para o Ass sahir no dia 18 do corrente ,
o patacho Emilia, capitao Joaquim Gom/alvcs
Mava ; quem no mesmo quiser carregar ou
ir de passagem dirija-se a Manoel Jos Ma-
chado Malheiro na ra daCadeia n. V7 1."
andar ou ao capitao.
Para o Rio-de-janeiro deve largar infal-
lifelmente no dia quinta-leira 15 do corrento
o hiato Silo Jos ; as pessoas que teem tratado
escravos a frete devem pl-03 a bordo no mesmo
dia do manhaa: a tratar com G. A. de Barros.
Le loes.
Kalkmann & Ilosenmund farao leilao, por
intervencaodo corretor Oliveira, do um grande
sortimento de fa/endas francesas, esuissas.de
seda loa linho ealgodfio ns mais proprias
d'este mercado : quinta feira, 13 do corrento s
10 horas da manhaa no seu armazem na ra da
Cruz n.10.
Joao Keller far leilao por intervencao
do corretor Oliveira, de grande sortimento de
fa/endas de seda lia, linho e d'algodao as
mais proprias d este mercado e algumas das
quaes serao vendidas por todo proco; hoje, 13
di correte s 10 horas da uiunhaa no seu ar-
mazem na ra da Cruz.
0 corretor OtfveTra far leilao do mais
completo sortimento de fazendas bem conheci-
da> de seus freguc/es tanto em quanto as suas
qualidados, como ao baixos prcos porque
teem de ser vendidas ; quarta leira 14do cor-
rente s 10 horas da manhaa no primeiro
andar da sua casa.
Por ordem do consulado de Franca o
peranteochancelleirodo mesmo, ser vendida,
em leilao, urna caixa de camhraia adamascada
vinda com algum toque de avaria pelo navio
france/. Casimir-Delarigne; hoje, 13 do cor-
rente as 10 horas da manlia em ponto no
armazem de J. Keller na ra da Cruz n. 18.
u-------------------------i ee-gggMgB
Avisos diversos.
- Alugo-se duas moradas de casas terreas
no sitio da Capellinha, cada urna independen-
te muito frescas, commodas o com suas
arcadas ; quem d"ellas liver precisao falle com
seu proprietario no dito sitio : o mesmo tem
urna escrava fgida a qual tem na perna di-
reita urna sicatriz do ferida afoverada venda
(rudas em urna gamelinha pagava semana ao
dito snr. cima a qual est fgida a 7 so-
manas e nao ha quem a pegue ; quem a pe-
gar IcTC-a a seu SBC. no dito sio que ser
recompensado.
Perdeo-se no dia 10 do correte, desde a
ra larga do Rozario at o quartel de polica ,
urna carteira contendo varios papis e entro
os quaes duas letlras, urna no valor de 125,000
rs. saccada no dia 20 do passado a quatro
mc/.es e acceita por o snr. Henrique Jorgo ,
e outra saccada por o snr. JosClaudino e
aceita por o snr. Cansansao das Alagas, o j
vencida : quem a tiver achado e quizer res-
tituir poder levar ra larga do Rozario
botica de Harlholomeo & liamos, quesera re-
compensado certifica-so quo os acceitantes
das iettras ja se achao prevenidos.
Aluga-se urna casa terrea rom eommodos
para pequea familia sita na Rua-impeiial,
no principio do Atterro-dos-affogados : os pro-
tendente dirijao-se a Rua-nova loja n. 21.
Mara Jacinta Guilhermina embarca para
o Rio-de-janeiro urna sua escrava de nomo
Florinda mulata.
Aluga-se um armazem com quatro portas
na ra de Apolo confronte o theatrinho ; quem
pretender dirija-se a ra da Madre-de-Deos
confronte a igreja no segundo andar, que
vMfa com quem iraiar uas 7 as o horas da ma-
nhaa t> das 3 as 5 da larde.
O snr. Manoel Francisco Rodrigues queira
mandar buscar una caita na casa de Gaudino
Agostinho de Barros na praca do Corpo Santo
n. 66.
OTerece-se um moco para caixeiro de ven-
da o qual da mesma tem bastante pratica ; ou
mesmo para outra qualquer oceupacao : a tra-
tar na ra do Amorim venda n. 17.


*r
?r
4
Pede-se ao dono da casa terrea em Olin-
da que mora na ra Jo Dique n. 9 segundo
andar baja de declarar por esta folba o lugar
da ra, em que existe a casa terrea cima, para
se ir ver porque sendo que agrade entao
ir se tratar do ajuste no lugar ja annunciado.
Precisa-se de pretas, quesaibao vender
po-do-l ; no pateo de S Jos n. 68.
Quem annunciou querer um menino
Portuguez para caixeiro no Rio-grande-do
norte de 12 a 14 annos querendo um Bra-
silero que da fiador a sua conducta ,' com
principios do ler, e escrever nao se exigindo
ordenado dirija se a ra da Praia arma-
zn n. 19.
Precisa-se de um rapa/. Portuguez de 18
a 20 annos que tenba bastante pratica de ne-
gocio e do fiador a sua conducta para ir to-
mar conta da melhor venda que ha na cidado
deGoianna; na ra larga do Rozarlo venda
da esquina n. 39.
Precisa-se de urna mulhcr de cor, que
represente ter 40 annos, que seja sadia li-
vre, desimpedida do tudo i liIba da praca,
para ama de urna casa de pequea familia ; na
ra do Nogueira n. 13.
Da-se 800,000 rs a premio com hy-
potheca ou penhores de ouro ; na Rua-di-
reita n. 55.
= Alugao-se o primeiro e segundo andares
da casa da Praca-da-Koa-vista n. 22 ; a tra-
tar na ra da Alegra n. 38 das 3 as 6 horas
da tarde.
Quem precisar de 500,000 rs. a juros de
um o meio porcentoao mez sobre penhores
de ouro annuncie.
Quem annunciou querer compraros
Luziadas de Camoes ea vida de D. Joo de
Castro dirija-sea ruado Bangui toja n. 7.
Offerece-se um rapaz Brasileito de 15
annos, para caixeiro de ra ou outra qual-
quer oceupacao e d fiadora sua conducta ;
quem o precisar annuncie.
= Jorge Dcanc, subdito Britnico, reti-
rase para Europa.
O abaixo assignado faz scienteao respei-
tavel publico que por causa de apparecer
muitos nomes iguaes aoseu dora em diante
se assignar .Manuel Jos da Silva Bellomonte.
Manoel Jo$ da Silva.
D-se 100,000 rs a premio sobre pe-
nhores de ouro ; no beco do Veras n. 11.
Precisa se arrendar um sitio perto desta
praca que tenba casa c baixa para plantar
capim para um ou dous cavallos, cujo alugucl
nao exceda de cem mil rs. ; quem tiver an-
nuncie.
Rogase ao snr. Jos Rodrigues da Cruz
que tenba a bondade de ir a ra do Fogo n 29,
para receber urna carta vinda do Ponta-de-pe-
dras.
Aluga-seuma ou duas canoas de car-
regar agua pagando-se mensalmente o alu-
gucl; quem tiver annuncie.
Pede-se < merecidamente a quem tenha
algurna porcao de raz de marapuama de a
vender pois-nao se olha a preco visto ser
para um remedio ; oulro sim cuso algurna pes-
soa se queira incubir de a mandar buscar d-
se de espera at o vapor Pernambucaua passar
do norte para osul ; na Rua-nova loj n. 63.
O snr Joao Baptista Pereira de villa
Nova da Cerveira, e qne tem urna irmii cazada,
na villa de Viannado Minho em Portugal te-
nha a bondade de dirigir-se a ra do Vigario
n. 5 a negocio de seu inleresse ; para igual fim
iamein >e conviud ao sin jus Antonio La-
minha ou quem suas vezes fizer da freguezia
do Moledo e villa de Caminha ; e bem assim
se deseja fallar na mesma casa com o snr. Ma-
noel Jos do Nascimento natural dos recon-
cavos, ou villa do Vianna do Minbo o quan-
do nao qucirf'o teresse incommodo sirvo-se
se declarar por este jornal suas moradas aim
de se Ibes communicar objectos que so c
imii positivamente dizem respeito aos mismos
senhores
= Alugao-se o primeiro e segundo anda-
res da casa da ra de Appollo n. 20 por ve-
zes j annunciados, alugo-se juntos ou se-
parados por terem ambos cozinha e todos os
partilha dos bens que ficarao por fallecimcn-
to desu sogaa D. l/.abel Francisca de Torres;
e outra ao advogado Manoel Jos de Luna Frei-
r para questes no foro do Rio-formoso e
como se acbem lindos os motivos que dero
lugar aquellas procuracesa mais de dous an-
nos faz publico que nenhum vigor tcem
os referidos poderes alm dos ja mencio-
nados e que menos aquellos se achilo ex-
tinctos e isto avisa para prevenir qualquer
dolo ou traicao que Ihe queirao lazer.
O bilhetc da segunda parle da segunda
loteria a favor das obras de N. S. de Guadelupe,
de n. 75 pertence ao snr. Francisco Joaquim
Fiusa da Cunha da cidade do Par* assim
como o meio dito da mesma loteria n. 23 14,
pertence ao snr Melquades Jos dos Santos ,
da Babia cujos bilbetes licao em poder de
Novaes & Companhia.
=s Troca-se urna escrava crioula boa cozi-
nheira engommadeira por um escravo ,
menos crioulo ; quem Ihe convier este nego-
cio procure no primeiro andar da casa n. 56 ,
ao p do arco de N. S. da Conceico a qual-
quer hora do da.
= Offerece-so um rapaz brasileiro de 16
annos, para caixeiro de cobrancas de qual-
quer casa de commercio nesla praga que para
isso bastante diligente ; o se quizer nanea da
conducta, dar-se-ha : quem quizer annuncie,
ou dirija-se ra do Pillar n 118.
= O abaixo assignado vende a sua casa ,
sita na ra da Praia n. 15, travejada e bem
edificada com oitoes dobrados, 102 palmos
de fundo e 27 e '/ de largo livres de pare-
des com poco d'agua e um grande telheiro
no fundo onde tem serrara a qual tambem
se vende com todos os pertences e madeira
serrada e por serrar : trata-se na mesma ;
adverte-se, que o loro 870 por anno toda
a largura. Antonio Dias da Stlva Cardeal.
LOTEItll DO GUADE;
LUPE.
No da 24 do comente
mez de fevereiro corre-
r imprelerivelmente as
rodas desta loteria. Os bi-
llictcs aeho-se venda ,
nos tugare* do costume
= Francisco Tarault participa ao respeita-
vel publico, e com mais parlicularidade aos
amigos dos bons bocados, que de hoje em di-
ante olles acharo a toda e qualquer hora na
sua casa de pasto franceza da ra da Linguete
n. 2 toda a qualidade de comida franceza ;
assim como vinhose licores de todas asquali-
dades, caf com leite, esemelle; pastis,
pasteloes empadas de diversas sortes sala-
das presuntos linguicas &c. ; e que se-
ro servidos com o maior aceio limpesa, e por
preco commodo. O mesmo Tarault oflerece o
para mandar levar em as casas as comidas
aquellas pessoas que com elle se ajustarem ,
diaria ou mensalmente ou por urna vez s-
menle : parlicipa-se mais, que todos os dias
d manbaa um seu agente levar a casa de seu
freguezes, pastis, pasteloes, empadas, lin-
guicas, e chouricas francezas proprias para
a I moco.
Oconthedo do presente ntido volume com superior qualidade, setim [de Maco sarj'aa
que o Ilustre e bem conhecido autor V. de P. e Dannos finos relos por barato preco ; na rus
li. adornou novamento o Parnaso Brasileiro ,
consta das seguintes poesas : resposta carta
de urna senhora ; a ella voltando Suissa ; a
primeira vista ; a urna menina ; a urna velha
namoradeira ; o despeito ; A. P. J. de Mello;
a volta ; conselho ; para um lbum ; o'cravo
do Crespo ns. Oe 15 lojas da viuva Cunha
Guimaraes
Vende-se um relogio sabonete de pra-
ta de machina coberta por preco commo-
do ; na ra do Mundo-novo n. 17.
Vende-se um lindo annelo com diaman-
branco; inspiraco; o adeos ; a estrella; im- te esmaltado eumjogo de pistolas de algi-
proviso ; no dia de annos de minha lilba so- beira tudo por preco commodo ; na travessa
neto ; epstola ; a urna borboleta ; a raiva a- das Cruzes n. 14, primeiro andar,
morosa ;
ridas;
motte ; o sonho ; ao pensomento ; Vendem-se duas vaccas mu boas de lei-
o juramento; odes ; o par feitode te, e com crias pequeas, por commodo pre-
molde ; o bom marido ; a recahida .
dos globos ; o desengao; os infelizes o MI-
JO Sc.
Vende-se na Praca-da-independencia li-
vraria ns. 6 e 8.
na esquina
id ; na Solidado venda n. 20
da estrada, que vai para Bellem.
Vendem-se 3 cazaes de rulas de Ham-
burgo um delles mUtico e estao nos ovos;
na ra de Aguas-verdes n. 36.
Vende-se um sitio na Varzea, com casa,
Vende-se ama porco de prata fina, e cbaos proprios, muitas arvores de fruto, ps
outra dita de irascos pretos, quadrados e pe- de cal, e baixa para capim; na ra de Aguas-
quenos, telbas lijlos de ladrilho de tapa- verdes n. 36.
ment, e de lornalha cal superior de caiar e = Vendem-se 3 caixSes envidracados pro-
preta, caibros de 30, tudo da melhor quali- pr;os nara vender fazendas na rus cu para
fado, que pode haver ; om Olinda ra do amostras de venda todos por 6000 rs. e 3
Balde n. 24. garrafoes por 1600 rs. ; na ra do Queimado
- Vende-se um relogio de prata, patente n 8, terceiro andar.
ingle*, com muito pouco uso e muito bom Vende-se urna cama de angco com
regulador por 80 rs. ; na ra de Crespo Colcbes um relogio de parede, um lavatorio;
luja n. algumas mezas ordinarias e mais oulros tras-
=Vende-se um moleque de 16 annos, mu- tes, por preco commodo ; na ra do Quci-
to ladino e tem j estado 4 annos a aprender mado n 8 terceiro andar,
o offico da carpina ; na ra da Cruz n. 23. | Vende-se urna parda muito robusta e
Vende-se panno fino preto a 3000 rs. o de bonita figura de 18 annos, lava bem, e
covado, modernas cassas pintadas de lindos pa- engomma ; um preto de 24 annos, do boa fi-
droes a 2 0 rs. o covado chitas pretas o de gura c de todo o servico ; um moleque de
Comoras
man arranjos
lime frramlpc
es .'am
ilias
goso de boa vista sendo para pessoa capaz se
Jar todo o commodo possivel na renda ; a tra-
tar no sotao da mesma casa com Jos Antonio
de Souza Machado.
Da-se por 300j rs. urna lettra saccada
pelo genro do snr. Agostinho Henriques da
Silva, Joo Antonio de Souza Vieira accei
ta por Manoel Pinto de Souza Leite da quon-
tia de 340,000 r. fra os juros que anda-
r por 100,000 rs. pouco mais, ou monos:
na ra do Oueimado lojo n. 5.
Precisa-se de um caixeiro que entenda
de venda ; na ra da Senzalla-dova n. 7.
Antonio Machado da Silva S. Tiago de-
clara que s tem passado duas procurarles
bastantes, urna sua mulher I). Theresa Flo-
rentina Leite Torres, para lazer suas vezes na
= Compra-se um alambique j servido ; na
ra do Raogel n. 54 a fallar com Victorino
Francisco dos Santos.
= Compra-se o guarda-livros moderno
quem o tiver annuncie para ser procurado :
ou leve na ra da Cadeia do Recife n. 37 ( da.
10 horas do dia s duas da tarde.) s
Compra-se urna casa terrea cm Olinda ,
nao sendo cm Boa hora Bom-sucesso Jogo-
da-bolla; na mesma cidade nos Quatro-can-
tos sobrado da esquina que volta para a ra
de Cxo.
Compra-se urna escrava que seja mo-
ca, vistoza, e que sirva para trabalhar no cam-
po ; na ra do Trapiche n. 19.
Compra-se um negro cozinheiro, dous
ditos marinheiros e 3 ou 4 moloques de 16
a 20 annos pagao-se bem agradando ; na
ra da Cruz n. 47 primeiro andar a fallar com
Manoel Jos Machado Malheiros.
= Compra-se 30 a 40 oitavas de cordio de
ouro de lei usado ; quem tiver annuncie.
Compra-se umsellim usado com to^os
os pertences ; na Rua-imperial n. 2.
Vendas
AS NOVAS POESAS
OFFF.RECIDAS AS SENHORAS BRASILEIRAS POR CU
BAUIANO.
1 Vol. de 131 paginas broch..... Rs. 800.
assento brancoa 120 rs., ditas assento escu-
ro a 160 rs. golas de cambraia para senhora e
meninas a 640 rs. atualbado de algodo a
300 rs. avara, e do mesmo atualbado duzias
deguardanapos a 2400 rs., franja de linho
para guarnecer os mesmos a 1'20 rsa vara, brim
trancado escuro de puro linho a 480 rs a vara ,
cortes de collete de fustao a 400 rs. veludo
preto de superior qualidade, sarja de seda pre-
ta bespanhola para vestido lencos de seda
do cores, tanto para senhora como para do-
men ricos tapetes para meio de sala a 4500
rs. as verdadeiras bretanhas de rolo a 2000
rs. a peca com 10 varas pecas de algodo com
vara de largura, de 20 jardas a 3800 rs. alm
destas outras muitas fazendas baratas, dan-
do-se de tudo amostras aos compradores ; na
ra do Crespo n. 15.
- Vendem-se os seguintes livros novns
obras completas de Bocage 8 v. ; advertindo-se
que o oitavo volume em nenhuma das outras
edif,0ess encontra estando ricamente enca-
dernadas; os Luziadas de Camoes, 2 v. tam-
bem ricamente encadernados, e um com es-
tampas coloridas ; o Feliz independente do
mundo e da fortuna 3 v. ; a noute do castello
por Castilho 1 v. ; orthographia da lingua
portugueza por Tristo da Cunha Portugal a
melhor que al hoje so conbece tudo por pre-
co commodo ; na ra do Livramento n. 18.
- Vende-se um escravo de 20 annos per-
foito cozinheiro de soupas, assados e massas, e
de muito boa conducta 4 ditos bons para lodo
o trabalho ; um casal de ditos para o trabalbo
decampo; um imtela de 20 annos, ptimo
para pagem ; um dito de 10 annos, muito lin-
do para pagem ; um moleque de 12 annos ; 4
escravas mocas de boas figuras com boas
habilidades, e urna dellas costureira en-
gommadeirA myinheire ; i
meia idade cozinha e lava
do Rozario sobrado n. 48.
= Chegou ltimamente em casa de Fernan-
do de Luccas na ra da Cadeia n. 16 um
sorlimento do vinbos de Bordeaux das melho-
res qualidades dito em caixas de urna duzias
de 5000rs. at 12000 rs. agu'ardentc de
Franca em barris, cognac superior em cai
xas ; ameixas, masses ; seroja sevadinha ,
queijos vinagre braneo em quartolas e a re-
ledo estes o outros muitos gneros so vendem
por preco muito commodo.
- Vendem se queijos londrinos ditos de
prato da Hollanda presuntos para fiambre ,
conservas inglezas e franceza rin hprvbss, e
sardinhas vinho do Porto velho dito parti-
cular muscatel de Setubal Madeira-secca ,
Malvasia e Bordeaux, marmelada em Irascos
de 8 libras ecm caixas de 4 ditas jaleia de
marmelo, resina de angico figos de coma-
dre tudo por preco commodo; na ra da
Cadeia n. 2, venda de Jos Goncalvesda Fonte
Vonde-se um cavallo russo muito man-
co carrega baixo at meio e bom passero;
na ra do Livramento n. 2.
- Yndem-se cassas pintadas finas c mo-1
dernas a 200 e 240 rs. o covado corles de
vestidos de di las a 2400 rs. e de outras a
600 rs. peitilhos para enfeitar vestidos de
senhora a 1200 rs. a duzia vestidinhos de cas-
sa para rriancas a 800 rs., saias do fust3o bran-
eo aicochoado a 1600 rs. golas de fil de li-
na ra
18 annos, com principios de sapalciro, e pti-
mo para pagem ; na ra do Qucimado, loja
n. 5.
Vendem-se 2 cavallos mui carregadores,
e novos ; a padaria n. 164 na ra das Cinco-
pon las com lodos os seus pertences, um cai-
xao grande de louro dous pares de esporas de
lato urna canoa (echada com mais de 60
palmos de compridu e urna porco de caixas
vasias do Porto, todo negocio se faz ; na Rua-
imperial n. 2.
= Vendo-se um negro proprio para tra-
balho do campo ou praca : na ra do \ igt-
no n. 3.
= Vende-se um terreno na ra do Sebo ,
com 62 palmos de frente e 150 de fundo ; e
sitio na estrada do Arraial com casa de taipa;
a tratar com Jos Antonio Bastos na ra da Ca-
deia do Recie.
Vendem-se 1500 cbifres de boi por
preco commodo ; em Olinda ra da Bica de
S. Pedro n. 46.
- Vende-se cera refinada para limas de ebei-
ro e cha' hisson ; na ra do Cabug loja do
cera.
= Vendem-se urnas bandas de urna barca-
caj servidas, algumas cavernas, o maisalguns
pertences ; na venda da esquina da travessa da
Concordia.
= Vende-se na principal ra de Olinda ,
um grande sobrado de um andar, com gran-
des commdos muito fresco, excellente vis-
ta c grande quintal murado ; na ra das
Flores n. 7.
larga
Ese r a vos fgidos.
SS Fusio no din K iIm rnrrpntn o nrpfn Jo*
quim crioulo, de 30 annos alto bastante ,
bonita figura bem preto rosto descarnado ,
olhos fundos e bstanles brancos nariz de pa-
pagaio ps largas, cintura estreita ps gran-
des chatos e apalhetados ; levou surrao de
couro de carneiro braneo com bastante rou-
pa fina e grosso calcas do algod o transado
azul chapeo fino do massa ; quem o pegar,
leve a ra de Crespo n. 16 que receber 50.
rs. de gratificaco
== Fugio no dia 18 de abril de 1843 do en-
genho Mamucaba um escravo com os signaes
seguintes: baixo, grosso barbado, denles da
frente podres ps grossos tem marcas de
assoutes as costas e as naHpone leveu ca-
misa e ceroulas de estopa, novas consta an-
dar pelos arrebaldes desta cidade; quemo pe-
gar, levo ao mesmo engenho a Francisco Jos
de Pinho ou no Recile na ra da Cadeia a
ManoelGoncaives da Silva, que ser recom-
pensado ; e sendo que o queira comprar, tam-
bem se vende.
Fugio no dia 5 do correnle a preta Ca-
Iharina de 22 annos de naco Cacange, ps
grandes, e grossos tem um dedo da modi-
eiia arqueado com marcas (le leridas pilas
pernas; levou urna trouxa de roupa ; quem a
pegar leve a ra da Guia sobrado n. 42, ou
DO beco .o uucaives armazem to assucar n.
6, que ser gratificado.
nbo para meninas a 1000 rs. veludo preto de| Ricin'iu Ttp. DEM. Fdb Paria.184*.


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