Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04577


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Full Text
f
Anno de 1844.
Sabbado 10
I
O Uuniopublica-ie lodoios diasque n.io forera santilliados : o freg da .lasignalura
|,e de Iros mil 11. uor qunrlel uascis ailinnlailo*. Os annuncios nics s;io inscritlns
gr.li, e ai desque nao forem i raan de 80 res por linh. A reclamare,,leven, er diri-
gidas i esta lyp na das (.rutes n. .'(4 ou k proeja PARTIDA DOS CORIIEIOS TERRESTRES.
GoMKNA,e rarahyba. segundas a sextai feiras.Rio Grande do Norte, quintas feira,
Cabo, Serinhaem Hio Formoso, Fono Calvo, Macej e Alagoas : no d. 41 e 21
de cid mei Garanbuns e Bonito a 1U e ->\ de cada mei Boa-?ista e Flores a d3
28 dito. Cidadeda Victoria, quintas fe ira, Olinda lodos os das
DAS DA SEMA1NA.
5 Seg. a. Gueda Aud. do J. de da r.
6 Tere* s. Doroltea Re. aud. dude D.da 3. r. r
7 Quarla s Romualdo Aud do J. deR. da 3. v.
S Quiis s. Cnr.ntinha. Aud. do J. de D,da 2. Y.
9 Stita s, Ajiollom. Aud. do J. de D. da 2. t.
1 i Sab. i. Fscolaslca. Bel. aud. do J. de D. da d, T.
di Dom. s. Lzaro s. Daiivo.
de Fcverciro
Anno XX. LV. 55.
aVajMBH>G9EBHHHMBnK'
ludo a^ora dependo de n, nMHMMJ i' nns<, prai le fia, rroderac/o- e energa: c-on-
Jf linuemoi como priucipimoi e ':.'"< |> mu i.is com admira jo entre as nigoes mata
VE rul'"- CProolamaja di itftaoblea eral i* Braul.)
--------------------------------------------------------
cambios M> mi Jim-, iim.uui.o.
Cambios sobre Londres 25 |.
l'aris .170 T.'is poi
fian*'.
ii Lisboa II |nr I.I de premii
Moedade cubr- 5 por rento.
dem de letras de boas firmal I I 1|1
Ouro-Modade S,MO v 17",
i, N. I-/::"<>
, de 4.01 y.SUO
1'rata-r.lanV, ",010
, Pe0 roliimmnare *.,4U
,. Hilos .vranos '.',040
B
l'IIASI'.S DA LA NO MI./. DE FEVERE1RO.
La elieia a i as 8 huras e I an. dam. iLianora a Is as (i noru 24 m.n.da m.
Minguante a 11 as a hura, e SU min .la m I C-evenie a 6 7 li. e 3< m. da m.iili.ca
Preamar oY luye,
Frimeira as 10 boras e ti mo da manli.ia. | Seguida as lll horas e :0 minutos da tardo
DIARIO DE PERNAMBUCO.
PARTE QrriClaL.
MINISTERIO DA FAZ EN DA.
llltn Exm. sr. Dirigindo thesouraria
d'ossa provincia a ordom inclusa (Testa data ,
sobn.ll, que V. Exc. Iliu transmittiri, mar-
cando o praso para a substituidlo das olas do
58 108i e Wl rois da 1.'estampa recom-
mendo V. Etc., que pola sua parte Iho faca
dar pontual.e inmediato cumprimcnto.E por-
que conven quo a relerida ordem tcnlia toda
a publicidado, ordeno V. Exc todas as auto-
ridades da provincia nos sous respectivos dis-
trictos, que facao constar a disposico d'ella
por editaes repolidos aineudadas vezes, fim
de quo os possuidores dos referidas notas tenlio
d'ella conhecimento. Dos guardo a V. Exc.
Palacio do Rio-de-|aneiro em 19 do janoiro de
18V4- Joiquim Francisco ViannaSr pro-
idento da provincia de l'ornainbuco.
N. lt. Joaquim Francisco Vianna pre-
sidente do tribunal do thesouro pblico nacio-
nal, declara aosr. inspector da thesouraria da
provincia do Pernambuco, que, conformndo-
se com os pareceres do consolhoiro inspector go-
ral da caixa da amortisaco e dosmembros do
tribunal do thesouro rnarcou o praso do seis
mezes para lindar a substituicn das notas de
ai, 10j, e 20S reisda 1.*estampa determi-
nada polas ordens de 11 do marco de 18i0 12
de fevereiro, e 2i de dezembro de 1811, o qual
praso dever lindar seis mozos tlepois, quo fr
publicada por editaes ou annuncios as folhas
publicas da capital da provincia esla determina-
cao do governo imperial ; mas porque cumpro,
que so tenha d'ella conhecimento nos lugares
mais longinquos da provincia com a devida
antocipaco, de manoira quo o praso marca-
do seja o musino para todos os sous habitantes ,
;i fim do que tenhao o lempo nocessario para as
presentar na thesouraria ordena ao sr. ins-
pector que immediamente que receber esta
ordem, a transmit a todas as estacos de fa-
zenda para fazeroin os competentes annuncios
pelas folhas publicas, onde as houver, e por
editaes niquelles lugares em que so no pu-
blicaren folhas peridicas e que um moz
depois mande faier igual publicaco na capi-
tal da provincia para d'essa data contar-seo
praso do seis mees, devendo nos annuncios ,
ou editaes que devorad sor repetidos difieren -
tn ymai declsrar-se "'JO ?* no'*-. fWio
frem apresentadas ao troco aW o fim d'elle .
iearad d'ahi em diante sugeitas ao descont
do 10 por"/. em cada mez na forma do artigo
5 da lei n.53 defideoutubro de 1835. E
linalmente ordona ao sr. inspector que in-
firmo ao thosouto o dia em que receber esta
ordem a dato em que a expedir As estacoes
de fazonda e o dia. em que se publicaren os
annuncios, ou editaes na capital da provincia.
Thosouro pblico om 19 do Janeiro de 1814.
Joaquim Francisco Vianna.
Tlusouraria da Fazcnda.
EXPEDIENTE DO DIA 29 D0PASSADO.
i )fficioAo Exm. presidente da provincia,
participando que se achava disponivel, e
protnpta a ser roinottida a thesouraria da 1 ra-
nilla em virtude das ordens do tribunal do
thesouro pblico nacional a quantia do
10:000.000 reis em notas novas para a substi-
tuicao das notas da dita provincia logo que
S, Ex podusse providenciar sobre os meios de
transporte e communicasse a quem devia ser
entregue.
DEM do ca o'J.
OITicio-Ao inspector do arsenal do man-
nha comooliciodo Exm. presidente do Ma-
raklo m que BpbitM o pauamento do
pratico que foi engajado para conduzr a es e
porto o brigue do guerra Captante, a fim de
informar se esta despea eslava incluida da con-
signado marcada para esta provincia ou per-
tencia aquella.
DitoAochefe interino da policia remet-
iendo a exposicao das diflerencas mais salien-
tes quo so enconlravo as notas falsas de
5,000 reis da 2.1 estampa, que ltimamente
IpparecdriO na circulagao.
dem do da 31.
OfficioAo Exm. presidente da provincia ;
com o requerimonto do Joaquim Canuto do Fi-
I guairedo om que pedio thesouraria opa
I gamonto de seis mezes do aluguel da casa em
i que se achava a guarda da cadoia quo, pare-
cendo que esta despeza devia ser paga pela the-
souraria provincial como a d'agua e lu/. ,
por nao pertoncor mais ao ministerio da guerra,
e nao tor rubrica pelo ministerio da jtistica ,
a que podesso ser levada rogava sedignasse
expedir as suas ordens para que pela dita the-
souraria provincial se lizesse o continuasse a
fazor este pagamento.
DitoAo inspector do arsenal de marinha ,
com o requerimento de Manoel Francisco dos
Santos em quo pedio o pagamento dos ser-
vicos, quo prestou com o practico na provincia
das Alagoas aturdo do briguo-oicuna Cupi-
baribe a fim de que satisfuesso pela sua parte
ao despacho do Exm. presidente da provincia
exarado no dito requerimento.
'MK3'" iWii--ZZS^:T&SXZ


EXTERIOR.
CORTE3 DE PORTUGAL.
Cmara dos Srs. diputados.
Senhores:A commlssaooncarregada por vos
de examinar a proposta presentada a esta c-
mara pelo Roverno de S. M. para tornar ell'ec-
tivas e impedir que continen a ser, como at
agora, Ilusorias as ponas de reprossSo dos di-
mes por abuso de imprensa que mais directa-
mente atacao as bases fundamentaos em quo so
(Irma a ordem poltica, e os mais altos interes-
ses do estado, sendo pesado este negocio com
toda a circumspoccaode que, pela suu grandosa
e importancia, elle digno, vem boje apresen-
tar-vos o resultado do sou trabalho.
De certo nao 6 sem defeitos a obro que con-
feccionamos; porm consequencia esta da in-
ferioridadede nossas (oreas em relacito ao peso
da tarefa que nos incombisteis: no entretanto se
no trabalho nio temos satisfeito os vossos deso-
jas, ao nonos t&VeMM ooiehpondido vossa
conllanca nio trabindo as nossas conscioncias.
So no relatorio, senhores, com que u governo
irstruio a sua proposta, nao so encontrassem
largamente desenvolvidos, como demanda o as-
sumpto, os ponderosos motivos que o teem de-
tcrmiaiauO qU6 jiicu 9 ss prvitSfttaH
mais importantes, a commisso julgaria do ssu
dever entrar desde j no desenvolvimento ojus-
tilicacao do plano que lem adoptado por conve-
niente, necessario, e indlspensavel: mas na pre-
senta daquella exposico, e na esperanza de um
largo debate em que devero ter lugar com mais
vantagom e proveito da discussao todos os pre-
cisososclarocimentos, entendequeofazol-o ago-
ra seria trabalho seno perdido e inteiramente
intil, ao monos superfluo e ainda escusado.
No entretanto a commisso tendo examinado
a esUtistica, que Ihe foi presente, das baldadas
aecusacoes decrimes por buso de imorensa,
nao pode deixar de vos dizer que se ainda algu-
ma duvid restasse do excesso a que tem chega-
dosimilhantes abusos, e da impunidade que os
mesmos constantemente enconira no jury, eiia
do todo desapparecra na presencu daquelle im-
portantissireo documooto.
A commisso vio, senhoros: a commisso pas-
mou I e bem a seu pesar so convencao de que
nada existe respeitavel o sagrado no nosso paiz
que a iroprensa peridica nao tenha impune-
mente violado. Com um licenca espantosa ei-
ia proclama a anarchia; insulta todas as eren-
cas ; desconhece todas as lois: e nao recuando
diante de meio algum, nao enconlra cousa que
nao ultraje. Ella quobra todos os vnculos so-
ciaes, e desmoralisaa sociedade: ataca violen-
tamente todos os poderes do estado, e basta ser
depositario da lei, ou autoridade publica paja
Aciiai o luiiar mais furiosa a sua raiva. .m
fim ella est n'uma conspiraco constante contra
a ordem publica, e contra as inslituicoes dopau:
e quanto maior o poder e a posico mais eleva-
da, mais frenticos o desesperados sao os seus a-
taques!
A propria rainha nao devo a elovaco do seu
throno senao a triste honra de ser mais vista, o
mais indianamente ultrajada! o cu direito
eora, cuja reivindicacao tantas lulas, tantos
rios de sangue custou aos portugueses, 6 boje
contestado e combatido por urna parte da im-
prensa a mais brutaleIngrata, como se em Por-
tugal dominasse ainda o usurpador do execra-
vel memoria Urna guerra de norte c sustenta-
da por outra parto contra a constituicao que nos
foi outorgada polo immortal l). Pedro IV; e o
chamamento revolta e anarchia e diario com
escarneo o despreso escandaloso do todas as leis,
sem o menor pudor, sem o menor disforc Se
urna similhante audacia nao de prompto re-
primida, senhores, esperara coulinuacao do ro-
pouso publico, e a conservaco do estado ser
urna illusao manifest. O paiz lodo o procla-
ma, e nao ha homem honesto em partido Igum
quo deixe de pedir remedio tamanho mal. A
commisso por tanto nao podo deixar de vOr e
de sentir o que todos sontom o vcem; o de reco-
nbecor que o governo apresontando ao parla-
mento a sua proposta nao fez spno sor o orgo
dos sentimenlos e desejos da nacao.
Mas se a continuacodo mal est na impuni-
dade escandalosa de similhantes attentados, que
revoltad a raso, a moral, e ajustica; impuni-
dade filha ou da incapacidade ou da impotencia
do tribunal que os devia reprimir com a puni-
co, o nao na falta de penas, quo bastantes as
temos nos na lei vigente, que recurso resta se-
nao o do nos recorrormos outro tribunal, quo
pelo suu amor o intoresso pela ordem pblica,
ilO seguras garantas do cumprimnnto do seus
devores? Aoominissi vio tamben, como o
governo, na cmara dos pares osse tribunal quo
o estado das cousas reclama; e por isso nao he-
sita em adoptar o remedio por ello proposto.
Comtudo as disposicocs rogulamentares do
plano do governo, a commisso entendeo quo
poda fazor alguns mclhoranientos; eem sua o-
bra procurou alcancar a perfeco possivel, al-
terando algumas. e addiconando-lbe outras,
como vos fcilmente conliecerois combinando
um com outo trabalho. U governo convenceo-
so da conveniencia destas alteracoes; e a vossa
commisso est persuadida do que vos farois um
servico importante ao paiz e propria causa da
liberdade da imprensa, approvando o seguinto
Proferto de lei.
Artigo t. A cmara dos pares conhece, func-
cionando como tribunal de justica, alm dos
uoiicioscujo conheciiiioiio oda sua exciusiva
attribuico, na (rma da carta constitucional da
inoiaichiu, dos chines por abuso de impronsa,
comprehendidos io princ. e $i. i., 3., e 4.
do artigo 14. da loi de 11 de dosembro de 1834,
e dos de injuria ou oflensa algum membro da
familia redi.
Art. 2. A cmara dos paros conheco voh}a! e
summarlamente dos deudos por abuso de im-
prensa, de publicaco com dolo o m fe das
suas sesses, de injuria ou offensa ao crpo col-
lectivo da mesma cmara a qualquer par ou
deputado nessa qualidade pelo que disser ou
pralicar no exercicio das suas funecoes.
Art. 3. Coutinoa ser applicaveis aos ch-
ines por abuso de imprensa de que trata o arti-
go 1. as penas que para ellos se achao estable-
cidas na lei de 21 de desenibro de 1834, eaos
espocionados no artigo 2. as do ^ 5. do artigo
14 da mesma lei.
Art. 4. Quando se tiver perpetrado alguns
dos crimes mencionados no artigo 1. desta lei,
o ministerio publico devora querelar at ao ter-
ceirodiada sua publicaco, eo |uiz inquorir
al seis testemnnhas dentro do praso estabelcci-
do no artigo 17 da lei de 19 deoutubrode 1840,
para os (ios ah declarados, devendo em igual
tormo langar o despacho de pronuncia.
1. A preterico dos prasos marcados neste
artigo nao irroga nullidade no processo.
2. Quando o despacho de pronuncia fr o-
brigatorio, o eschvio respectivo, dentro de 48
horas, depois de satisfeitas as diligencias orde-
nadas no artigo 17 da lei del! de outubro de
1840, remetiera, com cilaco tanto do ministe-
rio publico como do querelado, o processo fe-
chado e lacrado ao otlicial-maior da secretaria
da cmara dos pares.
5 3. So o qnereiado nao apparecer paia ser
citado, a citaca seciTectuar do modo proscrip-
to no artigo 202 da novissima reforma judici-
aria.
$ 4. Ojuis ou delegado, ou o escrivao quo
deixar de satisfazer a alguma das obhgat.es
que lhesao impostas pelo prsenlo artigo, in-
curre na pena de tres a seis imv.es de suspen-
so, que por esse mesrno Tacto, e vista dos au-
tos, a cmara dos pares lhe poder impr.
Art. 5. O olTical-maior da secretaria da c-
mara dos pares logo que receber qualquer pro-
cesso de abuso do impronsa lancar.i nelle o ter-
mo do receblmento, eo far coucloso ao presi-
dente dn cmara, ou a quem suas vezes (izer, o
qual, por seu despacho, mandar continuar
vista por tres diasao procurador eral da coroa,
ou ao commissarioquoo governo tenha nomea-
do, para examinar os autos, o (indo aquello
termo o olTlcial-maior os cobrar, dando imme-
diatamente ronta ao presidente da cmara.
Art. G. Se acamara dos pares estiver abor-
ta, o seu presidente Iho dar conhecimento da
existencia do processo na primeira sesso depois
do rocebimento; e, logo que os autos forem co-
brados do procurador geral da cora, asignara
um dia, que nao passe do stimo, para pue nel-
le a cmara seconstita em tribunal de justica.
1. Se o rocebimento do processo tiver lu-
gar no intervallodas sesses, o presidente, ou
quem suas vezes fizar, convocar os membros
da cmara para se reunirom em tribunal de jus-
tica dentro em vinte dias.
$ 2 Em ambos os casos o presidente man-
dar noticiar o dia da spsso tanto ao procura-
dor geral da cora ou couimissaro do governo,
como ao querelado, so se adiar na capital e na
secretaria da cmara tiver declarado a sua resi-
dencia.
3. Na sessao que houver sido assignada,
nos termos doste artigo, I ido o processo pelo o(1-
cial-maior ouvido o procurador goral da cora
ou o commissario do governo, e, em ultimo lu-
gar, o reo, se flr presente, a cmara 'decidir,
por escrutinio secreto maioria do votos, se ten
ou nao lugar a aecusaco.
Art. 7. A decisa negativa perime a aecusa-
co, mas sendo aflirmativa ser intimada ao reo
para se preparar, e ao ministerio publico para
no termo de cinco dias apresontar o libello c-
cusatoriocom o rol das testemunhas, tendo-as.
S 1. reo lem seguidamente o termo de oilo
dias improrogaveis para dedusira sua defesa, o
ajuntaro rol de testemunas e documentos, ten-
do-os, para n que so Iho dar o libello p >r
copia.
$ 2. Nao presentando o reo a contrarieda-
do no termo do $ i., entende-se ter renunciado
defeza escripta, e smente poder doduzil-a
verbal no tompo e pola forma declarada no $ 3. do
artigo seguinte:
Art. 8. At oito dias depois de expirar o ter-
mo proscripto para a apresontagaS da contrario-
dado, a cmara dos pares se constituir nova-
monte em tribunal de justica para abrir os de-
batos e deciUir (iciniiivamentc o processo. A
discussao da causa, urna vez comecada, ser
continua ate a sentenca inclusive, e somonte so
poder interromper nos casos e termos dos arti-
gos 1086. o 1147. da novissima reforma judi-
ciaria.
$ 1. O procurador geral da cora, eo reo
devem ler sido intimados, com a anticipaco
conveniente, do dia que se (ixar, assim como no-
tificadas as testemunhas par comparecerem com
acea da lei.
$ 2. Nesta sesso dover comparecer o pro-
curador geral da cora, ou o commissario do
governo, e bem assim o reo, assistido de seu ad-
vogado, tendo-o.
I 3 Quando o reo nao tiver offerecido defe-
sa escripta, nos termos do artigo antecedente,
poder deduzil-a verbal por si ou seu advogado
na sesso do julgamento. Neste caso o oficial-
in,mira lngara por eschpto nos autos, e por
ella se poder inquirir at quatro testemunhas
sondo apresentadas incontinente.
Art. \ Findo que seja o inquehto das teste-
munhas. o reo ser interrogado pelo presiden-
te; mas tanto a elle, como aquellas, poder os
pares, o procurador geral da cora, ou o com-
missario do governo dirigir convenientemente
as perguntas, que condusirem ao conhecimento
da vordadw. n xiuir n acareagao das testemu-
nhas tanto entre si, como com o reo.
$. 1. Ao ro permittida lamben a faculda-
de de fazer perguntas s testemunhas produsi-
das)peio ministerio publico, e de requerer a sua
acareaco.
2. Satisfeito o disposto neste artigo, e ou-
vid'as as allegages oraes tanto d'uma como de
outra parte, fallando sempre em ultimo lugar o
reo, ou seu advogado, o presidente da cmara.


I'-
9
declarar Techados os debates, e, mandando,
retirar o mesmo reo a outra sala, onde Acara em
custodia, a sessSo ser declarada secreta.
Art. 10. Retirados que sejao os espectado-
res, e o reo,- annuneiar o presidente da ca ma-
mara que val procodor-se votacao dos quesi-
tos seguintes. que successivamento propora:
1. O reo V... ( criminoso por abuso de im-
Drensa contra N..., do que accusado no li-
bello?
2. Em que grao elle criminoso?
Art. 11. A votaca ser j por espheras brancas
e pretas: as primeiras absolutas, e as segundas
condemnt'io,
$.1.0 secundo quesito ser feito comecando
sempre pelo terceiro (rao, descendo-se depois
aos outros segundo houver ou nao vencmento.
2." A votaaio ser tomada em todos os
casos por maioria devendo repetir-se, at quo
esta se consiga.
3. O reo ser. immedatamente mandado
em paz sendo a deciso seu favor; se po-
rm fr contra elle, o presidente da cmara (li-
tar a sentones ; a qual ser escripia pelo offi-
cial-maiqr, o assignada por todos os pares pre-
sento* sem a declaracao de vencido.
4 Em seguimonto o presidente man-
dar intimar, pelo oflkial maior, a sentenca ao
reo; depois do (|ue o mesmo reo ser conduzido
cadeia que Ibe fr designada para cumpri-
mento da pena de prisao.
Art. 12. (guando no despacho de pronun-
cia o juiz da querela dada por algum doscri-
mes, de que trata o artigo 1, desta lei nao obri-
gar o querlado ; ou, obrigando-o classificar o
abuso em crime nao comprehendido nesta mes-
ma lei a cmara dos pares sobre requerimen-
to do procurador geral da cora, a quem o res-
pectivo delegado immediatamente o communi-
car, mandar subir o processo a sua presenca,
e depois de, em sesso do tribunal para isso
assignada ouvido o mesmo procurador geral
da corda ou o commissario do governo, deci-
dir, que se instaure a aecusacao. Neste caso se
proseguir pelo modo, que fiea determinado no
artigo 6., e seguintes.
nico. Se a querla, que se tiverdado nos
termos da presento lei contiver tambem crime
por abuso de imprensa nao cspecificaJo no ar-
tigo 1. della quer n'um, e n'outro nao, quer
em ambos, tenha ou nao havido despacho de
pronuncia obrigatoria, a jurisicco da cmara
dos pares exclue a de outro qualquer juizo, ou
tribunal, e affecta todos os crimes, que tiverem
sido objecto de pronuncia devendo seguir-se
conforme esta fr.ou nao obrigatoria, o que vai
prescripto na presente lei : com tudo se na c-
mara dos pares lr decidido, que nao tem lugar
a aecusacao ou que o corpo de delicio nao
procedo pelo crime especificado no artigo 1.',
de que se tiver querlado o conhecimenlo de
outro qualquer involvido na querla se devol-
ver aos tribunaes ordinarios.
Art. 13. Nos deudos por abuso de imprensa
especificados no artigo 2.' da presente lei a
cmara dos pare a requerimento de qualquer
dos seus membros, ou do oflendido e ainda
do procurador geral da cora poder sem
Ollil lormaiidade chamar barra o oflondi-
do e ahi, ouvid-a a sua defeza verbal impr-
Iho a pena da lei
1. Se o reo nao comparecer no dia que
lho fr assignado ser julgado revelia.
2." A disposico deste artigo nao iinpcde ,
quo no intervallo das sesses o par, ou deputado
injuriado, ou oflendido nessa qualidade possa
intentar sua niii'r'n "O \fylQ OSHR!,
Art. IV. A cmara dos deputados conhccc ,
do modo prescripto no artigo antecedente, sum-
maria. e verbalmente dos deudos por abuso de
imprensa de injuria, ou ofcnsa ao corpo col-
ledivo da mesma cmara, o de puhlicacao com
dolo e m f das suas sesses.
nico. As penas applicadas estes delic-
tos sao as declaradas no 5." do artigo 14." (Ja
lei de 22 de dezembro de 1834.
Art. lo.* Das deciscs da cmara dos pares ,
e bem assim da dos deputados nao competo
recurso algum; e tanto em urna como em outra
nao tem lugar, nein serao admittidas recusa-
rles cu suspeicoes, lora dos casos da ordena-
cao livro 3." titulo 24 :r. princ.
Art. 16."Todos os termos marcados por esta
lei sao improrogaveis. (guando porm os dias
marcados para a confccco dos actos ou exp-
rac5o dos termos, de que ella trata, frem san-
tificados ou de gala ou por qualquer modo
legalmente impedidos vntendem-se determi-
nados esses actos para o dia immediato desem-
pedido.
Art. 17. Se os reos indicados frem de f-
ra de Lisboa, ou sua come rea. deveri assignar-
se-lhcs sem prejuizo do termo para a apre-
sentacao do libello na forma do artigo 7.,
um termo razoavel conforme a distanciado
lugar, em que residir, para comparecer no lo
cal das sesses das cmaras e assistir aos ter-
mos do processo al final.
1. O termo para a contestaco smente
principiar a correr desde o dia immediato -
qucllo, em quo expirar o termo assignado pa-
ra o comparocimonto do reo.
2 Se o reo so nao apresentar no termo ,
que lho fr assignado para comparecer o offi-
cial-maior, ou quem suas vezes fizer portar
osta contumacia por f nos autos, os quaes de-
ver immediatamente fa/.er conclusos ao presi-
dente para mandar passar ordem de captura
contra o reo. A captura tem tambem lugar con-
tra o reo residente om Lisboa ou na sua co-
marca quando nao comparecer nos termos do
processo marcados no artigo 8.'
3. Tres dias depois do entrar oreo, nos
casos do 2 deste artigo as cadeias dosta
cidade se proseguir nos mais termos pres-
critos no artigo 8 desla lei.
4. No caso previsto neste artigo, seas
testemunhas que o roo tiver a produzir frem
de f'>ra da comarca, se observar, o que se acha
determinado na actual reforma judiciaria de-
vendo os termos declarado no citado artigo 8.'
da presento lei principiar a correr depois de
lindo o praso assignado para a apresentaco do
instrumento tostemv.nhal.
Providencias geraes.
Art. 18. Sempre na forma do artigo 6.*, e
seguintes fr decidido quo tem lugar a aecu-
sacao na cmara dos pares o editor fica obri-
gado proceder novas ha bi I i taces, sem o que
nao poder continuar a impresso do peridico,
litographia escripto ou estampa que fizer
objecto da aecusacao.
Art. 19. A disposico do artigo antecedente
tambem applicavel aos reos que frem ac-
cusados peranto os tribunaes, quando o des-
pacho de pronuncia sendo obrigatoria pas-
sarem julgado ou fr confirmado na relacao
lendo-se delle recorrido.
Artigo 20. Todo o editor alm das obri-
gacoes, a quo em virtude da lei de 19 de outu-
biode 1840 se sujeita obrigar-se-ha tambem
no competente termo de responsabilidade a
comparecer om juizo sempro que para isso fr
citado dentro de trez dias da citacao sob
pena do que, faltando se suspender por isso
mesmo a puhlicacao.
Artigo 21. Todos os tribunaes e autori-
dades do qualquer natureza ejerarchia, sao
obrigados cumprir as ordens e requisices ,
que polos presidentes das cmaras dos pares e
deputados Ihcs frem transmitidas em objec-
tos tocantes presente lei.
1. Os que recusarem cumprir, poder
ser suspensos, e chamados barra de cada urna
das cmaras para responderem pela sua deso-
bediencia podendo ser cor rgidos ou condem-
nados conforme a gravidade do caso at seis
mezes de suspenso e trezentos mil res de
multa.
2." Quando os refractarios, ou desobedi-
entes de que trata o antecedente forem
daquelles de cujos delirios, e erros de olicio
compete conhecimenlo ao supremo tribunal de
I usina, na forma da carta constitucional da
monarchia o fado ser communicado ao pro-
curador geral da cora por via do governo ,
para requerer a inslauraco do competente pro-
cesso.
Artigo 22. Em todos os casos omissos nesta
lei so recorrer legislaran em vigor.
Artigo 23. Fico por esta forma declaradas,
alteradas e derogadas as leis de 22 de dezem-
bro de 1834 10 de novembro de 1837, o 19
de outubro do 1480 o toda a mais legislacao
em contrario.
Saia das sesses da commisso em 12 de
dezembro de 1843. Silvestre Pinheiro Fer-
reira (com declaraio) Jos Bernardo da
Silva Cabral Marcos Pinto Soares Vaz Pre-
to Jos AJaria Grande sfgosttnho Ai-
bano da Silveira Pinto Jos Feliciano de
Caslilho Jos Joaquim de Almeida Maura
Coutinho relator.
Declarac&o do deputado Silvestre Pinheiro
Ferreira.
Nao posso conformar-me com a proposta do
governo nem com o projedo da illustre com-
misso na sua generalidade por me parece-
rem contrarios s positivas disposices dos arti-
go i S e 119 e do 16 do artigo 145 da
carta edo syslema constitucional.
expresso nos artigos 118 e 119 "tjueo
poder judicial deve ser composto de juizes e |U-
rados tendo estes de pronunciar sobre o fado ,
c aquelles sobre o direito. Tendo porm mos-
trado a experiencia que a intervencao dos ju-
rados incompativel com a boa administrado
da justica em razode ser irremediavelmante
viciosa a actual organisacao do jury suppri-
mio-M e;te em um grande numero u causas ,
na novissima reforma judiciaria commetten-
do-se aos juizes a atlrihuico de pronunciaren!,
ao mesmo lempo sobre c fado sobre o
direito.
No presente projecto porm nao s se sup-
prime a intervencao dos jurados as causas ahi
mencionadas mas esbulha-te os juizes da
competencia que antes tinbo para conhe- I de maioria ba de sempre constar de pessoas des-
ceren) dellas, e teansfore-se para o tribunal dos
dignos pares.
As cortes teem som duvida o poder de
suspenderen) o jury mas nao de supprimil-o ;
j porque urna creacSo da carta constitucio-
nal ; ja porque sem esta instituirn devida-
mente organisada o governo cessaria de ser
representativo ; e nao s se tornara absoluto ,
mas contradictorio.
Tanto o governo como a Ilustro commis-
so pertendem que os tribunaes nao possucm o
necessario grao da independencia para conhe-
cerem das causas de alta poltica como os que
fazem objecto da presente lei; e portanto do
para isso commisso ao tribunal dos dignos
pares.
Este motivo nao s me parece destituido
de fundamento mas at que involve urna ma-
n festa conlradiccao. Por quanto a seduc-
cao que se receia ou ha do provir dos par-
tidos ou do governo. Se dos partidos, per-
gunto : onde que se encontra maior diver-
gencia de opinies polticas ; discursos mais a-
paixonados; ataques mais virulentos mais a-
nimosidades, odios e intrigas polticas : nos
tribunaes da justica ou as cmaras legis-
lativas?
Se da parle do governo que se teme a se-
dueco pergunto : onde de presumir, que
o governo exerca mais influoncia ? Nos tribu-
naes cujos membros sao inamoviveis ; e cuja
composico s pude variar pelos modos legaes;
ou as cmaras cujas maiorias o governo po-
de reduzr a serem minoras ; j pela nomea-
cao de rovos pares, n'uma ; j pela dissolu-
co o subsequentes operares eleitoraes, na
outra ?
A consclencia pblica responder ambas
estas perguntas. Passo a mostrar, como a me-
dida que esbulha os tribunaes ordinarios em
favor do dos dignos pares involve conlra-
diccao.
Todos os possiveis de lutas por abuso da li-
berdade da imprensa reduzem-se aos dous ni-
cos captulos: de injuria ou de prorocaedo
revolta. Supponhmos pois que vem a juizo
urna causa de injuria ou de revolta dirigidas
contra as personagens ou as instituir/des men-
cionadas no presente projecto. inquesliona-
vel, que o seu conhecimenlo competir aos tri-
bunaes ordinarios. Supponhmos mais, que
com esta causa principal se acha ligada outra
de complicidade por provocacao quelle crime,
mediante a imprensa : sabido que o tribu-
nal quem competir o conhecimenlo da causa
principal, quem ha deconhecer do inciden-
te. Pois ento possue asss independencia pa-
ra conhecer dessas causas de alta poltica,
quando a provocacao produtio o seu elTeito, e
nao a possue quando tiver havido a simples
provocacao sem effeito ? Pode haver urna mais
flagrante conlradiccao ?
Mas o fado de se destacaren) do foro com-
mum as causas mencionadas no projecto, para
se Ihes dar um loro privilegiado ; quer seja o
tribunal dos dignos pares, quer seja qualquer
outro, urna evidente iufracco do $ 16 do
artigo 145. Diz elle: Que ndo hovera foro
privilegiado, nem commissoes especiaes para
nenhumas causas citis ou crimes; salvo as que
por sua natureza pedem juizes particulares;
quer dizer: salvo as causas queasleisreconhe-
cerem, que. por sua natureza pedem juizes parti-
culares.
As leis sim do a competencia mas nao a
devem dar segundo o bel praser do legislador.
Este deve ter em vista, na distnbuicio das com-
petencias, as diversas naturetas das causas
Todas ss causas puiu cuja deciso so nao re-
queren) outros conhecimentos, seno os da
sciencla do direito, e da legislacao patria ,
competem aos tribunaes ordinarios ou o que
val o mesmo, ao foro commum ; e portanto,
s pertencem a foros privilegiados aquelles que,
alm daquelles conhecimentos jurdicos exi-
gen) nos juizes conhecimentos especeos de al-
guma profisso; laes como as commerciaes,
as militares, as da marinba &c. Ora nin-
guem dir que as causas de injuria ou de
provocacao revolta, exigem por sua nature-
za, nos juizes, conhecimentos especiaes de
alguma determinada proisso.
Nem se diga que a carta admitte tribunaes
especiaes em razo da importancia das causas;
pois que a creaco do tribunal dos digno* pares
nao tem outro nenhum fundamento. A isto
respondera eu com o sabido axioma jurdico:
Que o mundo deve govrnar-se pelas regras, e
nao pelos exemplos : alm de que ninguem ig-
nora que o tribunal dos lords naGram-Breta-
nha e, a seuexemplo, o dos pares n'outros
paizes est demonstrado serem urna aberra-
cao dos principios do systema constitucional:
e postp que seja urna daquellas leis a que se de-
ve obedecer em quanto nao lorem regularmente
abrogadas, nao se segu que deve ser conser-
vada, e men ainda que as suas attnbuices
possao ser ampliadas.
Cumpre outro sim notar, que o principal ar-
gumento com que se ataca actual organisacao
do jury milita contra a ereccao das cmaras
legislativas em tribunaes de justica. Estas c-
maras posssuem actualmente, e ho de sempre
possuir um numero mais ou menos conside-
rare! de distindos jurisconsultos; mas a gran-
tituidas do indisprnsavel conhecimenlo da |u*
risprudencia, e da legislacao, isto inhabeis
para administrar justica.
A honestidade pblica repello com indignacao
a prerogativa mais que immoral, odiosa e in-
til que neste projecto se concede s cmaras
de serem juiz e parte nos casos em que so lhcs
figure haver-so-lhes feito affronta, isto nos
casos em que as palxes costumao cegar n en-
tendimcnto dos homens os mais probos e il-
luslrados. E em que se funda esta revoltanto
disposico? N'um principio metaphysico mal
enunciado, a saber ; que todo o corpo deve te r
em si mesmo os meios da sua propria conserva-
cdo e defeza. E nao se sabe que esta these
geral ainda annexa a seguinte exccpco Ja/_
o se fazendo>esse corpo parte de um todo, na.
organisacao deste existem meios de provr
conservagdo e defeza de cada urna das suas par-
tes?
Porque cada individuo physico ou moral
cada um dos corpos da administraco pblica
so acho garantidos pela justica do paiz assis-
tida de frca pblica que prohibido
que immoral o fazer-se cada um juslica asi
mesmo pelas suas proprias maos O tribunal
offenddo por mais elevada que seja sua
catbegoria entrega o olensor ao julgumento
de outro tribunal, quem este fogosamente
subordinado. As cmaras legislativas nao de-
rogao da sua dignidade remetiendo para os
tribunaes do justica as pessoas que tilas jul-
garem haverem attentado ao respeito que Ihes
devido. Desautorisar-se-bao se encarre-
gando- so dessa odiosa tarefa se despojassem
do pejo natural que nao permitle a nenhum
bomem honesto o expr-so inevitavelsuspei-
la do um ignobil desejo Je vinganca.
Nao podendo por todos estes motivos, con-
formar-me com a proposta do governo nem
com o projecto da Ilustre commisso tenhoa
honra de mandar para a meza a seguinte
ubsliluicQo.
Artigo l.* Tendo mostrando a experiencia
que a intervencao dos jurados tanto as cau-
sas civeis como as criminaes na forma da
actual organisacao do jury incompativel com
a boa administraco da justica fico suspensas
as disposices do artigo 119 da carta constitu-
cional bem como as da novissima reforma ju-
diciaria relativamente funecoesdos jurys,
em quanto se nao ultimara reforma desta ins-
tituicSo a que as cortes geraes proceder in-
mediata e incessantcmente.
Artigo 2. Durante a suspenso ordenada
no artigo precedente os juizes pronunciarn
sobre o fado, esobre o direito ; procedendo
na maneira que na sobredta novissima refor-
ma judiciaria se acha determinado a respeito
das causas exceptuadas.
Silvestre Pinheiro Ferreira.
(Diario do governo.)
IMTERJOR.
am
S. PEDRO DO SUL.
Quartel general na Cruz de S. Pedro 7 de
dezemembro de 1843.
ordem no da n. 99.
S. Ex. o snr. general baro do Casias pre-
sidente desta provincia e commandante em
chele tendo desprendido do exercito nos l-
timos dias do mez psssado das confluencias
do Jaguary duas partidas com o lim de reunir
csvscs CiTiiiaiittuab peius capiies Maii'wi
Jos Alhema/ do 3.corpo decavallara deguar-
das nacionaes, e Vasco Guedes do 7* das
mesmas guardas estes ofliciacs to bem de-
sempenbro a diligencia, de que foro incum-
bidos que o primeiro debandando peque-
nos grupos rebeldes caplurou um eremet-
teu 350 cavallos em duas datas tirados das
invernadas do inimigo e o segundo 317. S.
Ex. conseguindo por este meio elevar a ca-
va.ll.iria um estado de ser empregada com van-
tagem fez marchar sobocommaodo do snr.
coronel Manoel Marques de Sousa, na nnute
de 2 do corrente, do ponto da Guarda-velha ,
parte do 3. corpo de cavallaria de guardas na-
cionaes ao mando uc seu commandante o sur.
tenente-coronel Joao Propicio Meryfa Brrelo,
e o 8.c batalho de catadores de linha com-
mandado pelo respeclvo tenente-coronel,
snr Luiz Jos Ferreira, com o projecto de
hostilisar o inimigo continuar na acqusico
do cavallos c bem assim apoiar o dilo capilo
Albernaz.quecom 80 cavalleirosbaviasidoman-
dado por S. Ex. com o titulo de bater urna
partida capitaneada pelo rebelde Barbosa,
apoderar-se da invernara re ma de RO)i ca-
vallos que elle guardava prximo da linba
divisoria abaixo do Jaguary. Esta empreza teyo
o mais feliz resultado : porque o referido capi-
to nos levantou os mencionados cavallos ,
como derrotou aquella forte partida na qual
licrao sobre o campo do ataque 7 morios '
prisioneiros e despersos os queescapro.
Outras pequeas partidas desprendidas da
predita frca nos dias 4, 5 e 6 com o lm


^v
Bfi **u

de observar o inimigo dirigidas pelo alferes
Militao do terceiro corpo e Silverio do s-
timo conseguirao oste dar umn corrida em
o collector rebelde Alexandre de Gusmao ,
que sendo gravemente ferido na fuga foi
deixado em sua casa e aquella aprisionar so-
bre a linha dous anarchistasquo andavo por
ordem de Canavarro rcunindo carallos e
(omar-lhe 10 <|ue levavo por diante.
S. Ex. mandando dar publicidade ao que
fjca relatado dirige aos snrs. oficiaes cima
orneados os louvoros que morocom pelo bom
que dosempcnhirao as importantes commisses
do que foro encarroados. No impedimonto
do ajudante geral Casimiro Jos d< Cmara
t S touonto coronel deputado ajudante-
general,
Acampamento no Passo de D. Pedrio, na mar-
gem direita de Santa Mana 18 de dezem
brode 18i3.
No dia 8 do corrento amanhecflmos em Po-
morotim quasi em cima da divisao ou Corea
rebelde commandada pelo Canabarro o com
a sua retaguarda leve a Dona vanguarda um
pequeo tirotoio ; porm infelizmente nao pu-
deinos obrigal -os ao combate por ter bavido
um forte engao da parte do capiliio de ca-
valaria Vasco GueJes quo sendo mandado
pelo general na noute anterior bombear onde
ge acliava com certeza acampada a forra inimi-
ga, entranbou se pelo acampamento della sem
o saber, e sendo presentido foi por ella bati-
do e preso dando assiin signal e noticia
de que o exercito imperial all se aproximava ,
noticia que at entao era ignorada por toda a
rebelda que nos nao esporava. Tralou logo
David Canavarro de levantar o campo o fugia
to precipitadamente quo apezar de ter' o
goneral logo de inanha parto do aconteci-
da o marchado com a maior volocidade ps-
sivel ja nao os pode piihar seno vista de
urna legua de distancia tcndo ellos deixado
urna peqnena retaguarda quo fugia sempre a
uitu certa distancia de nossa approximacao ,
para fingirem inolboro seu papel de precipitada
fuga : porm nesso mesmo dia continuamos a
perseguil-os sem perda do lempo mais que o
necessario para comer pela extensao de mais
de 40 leguas por cuja perseguicao e scien-
cia que tivero que a 2.* divisao os deveria en-
contrar pela frente tratarao de voar ao
Passo do D. Pedrito para o lado esquerdo do
Kio Santa Mara antes quoalli podessem ser
aperlados por olla e por nos pela retaguarda ;
tendo conseguido dividirao-se em peque-
as partidas e vagao boje em differcntes pon-
oi.
Continua osla divisan o a outra o mais li-
gero possivcl perseguir Canavarro pelo rato,
o diversas partidas que tambem fez sahir o ge-
neral a perseguir essas que olies izerao
Calcula-se que a perda que tovo Canavar-
ro nessa marcha frcada foi de 150 homens
extraviados que tem deixado espnlhados pelo
caminho, dos quaes alguns leem sido presos por
nos na passagem ooulro se teem apronta-
do assim como urna immensidadede cavallos,
(|ue teem perdido pela obscuridade da noute,
que aprovoitaro para marchas alm do man
de mil cavallos, que Ibes lorao tomados as in-
\ernadas, que tinho, por differentes partidas
r.GSSas urna das qua coniiiwnua peio
capitao Albernaz persoguio urna dalles da
qual aprisionou 7 homens e matou outros
tantos com cujos cavallos se montou toda a
sua divisao, e muito concorreo isso para essa
perseguicao que Ihe fizemos entao; entre-
tanto que nos n5o temos tido o menor desagui-
sado em consequencia da ordem que tem
havido as nossas marchas a nao ser esse en-
gao ja dito do capitao Guedcs cuja partida
de 30 homens sondo derrotada por el les a-
nonas aprisionro o mesmo capitao e 11 solda-
dos e matro 3 que so rndenlo depois de
perseguidos por 300 a 400 homens na exten-
sao de duas leguas, e quan.lojaellemea.no
capitio tinrttO su cavallc cansado. Continua
a"dreierco da parte delles, inclusive officiaes.
nte-hontem tivemos aqui a noticia por
pronrios vindos da 2 divisSo que o vclho co-
ronel Medeiros fallecer repentinamente do
urna pontada quo Ihe deu depois de se achar
melhor de um pequeo incommodo que o per-
seauio lista morte tem sido sentida por todos,
por ser este hornero um velho honrado que .
apezar de ser quasi octogenario servia anda
com a maior firmeza e vontade a causa legal
desde seu comeco o como uditil uuc su.
infancia. .. ___
Temos certeza de ter do morto por ama
rm naoaffirmo que elle o Bento Gancalves
ja levaro terceiracoca.
( Carta particular. )
Rio-grande, 5 do Janeiro de ISM;
Ha noticias officiaes do barao at 19 de dc-
zombro. Depois de 40dias de perseguicao activa
obre Canavarro voio parar s costas de San-1
ta Mara, deixando a tarofa do seguir as pisa-
das daquelle caudilho a Bento Manoel que
pela vigsima vez la foi em seu seguimento
para Algrete Destas marchas o contramar-
chas resultou tomarem-se aos rebeldes tres mil
cavallos o serem aprisionados viole homens,
cahindo tambem presos do/e dos nossos, que
por um engao se forao mclter entre lorca de
Canavarro.
O exercito est bom montado diz o barao ,
e de esperar que as operantes se tornem d ora
em diante mais activas.
A frca do rebelde Teixeira veio a Jaguaro ,
o levou7 mil patacoes e 3 carretas de lazendas.
Um alferes nosso que ahi commandava um
destacamento de 30 homens portou-se galhar-
damente. Foi esperar os rebeldes a meia le-
gua do distancia da povoacao rechacou a sua
vanguarda o s depois do perseguido por toda
a Corea inimiga em numero de 200 homens ,
que se retirou tendo a lortuna de salvar to-
da a sua gente chegando apenas com um ho-
me:n ferido. Di/.ia se que Chico Pedro ia
sobre aquella partida o tera em Candiota
urna conferencia com o barao Bento Gon-
calves, depois da escaramuca da Cncruzilhada,
em que pordeo o Agostinho de Mello reti-
rc-u-so para o districto das Dores, e por la se
conserva.
Temos de lamentar a perda do bravo coronel
Medeiros, que, carregado de annos, e de
sorvicos, acabou victima de urna apoplexia.
Emquanto70 annos de dada nao o afugenti-
vodas fadigas do campo outros polo contra-
rio como Silva Tavares estilo vivondo em
santo ocio, comendo o sold da naci, o aug-
mentando a sua fortuna por todos os mo-
dos.
O rendimento mensal da alfandega tem che-
g ido nos ltimos mezes a 100 conlos. E' es-
pantosa a afiluencia do commercio : nestes l-
timos quatro dias teem entrado 23 embarcaces
de barra fra. Concorre muilo para oste aug-
mento o estado de Montevideo, Todo porm
puuco para as harpas que inundao a provin-
cia em quasi todos os ramos da administra 'fio.
O ministro da guerra tem tomado para aqui
oxeellentes modidas econmicas ; mas consta,
que nao tem sido fielmente cumpridas, o o
mais que o insulso Commercio do Prto-
alegro que mais as ataca jornal pago pelo
governo provincial, ou ao menos assoldadado
com 200 assignaturas!
Corre que as frcas de Fortunato Silva dei-
xrao o nosso territorio e lizero no dia 2
ou 3 junecao com as de Fruto qje, avan-
cando por urna mtreba rpida sobra Chuy o-
brigou Servando que estava de obsorvacao a
Silva a rotirar-se para nao ser mettido en-
tre dous fogos.
carga varios
= lm liomem solteiro so offerece para enn-
capitao Florianno Jos Pereira
"eneros < *p* -**o----- *
Portos do norte ; vapor brasileiro Pernambu- \ meiras lettras. e principios de WhP, MJJ.
cana, commandanle Joo Melil3o Henriques: ou para outra qualquer oceupacao nesla
passageiros, l-r Joao de >. Lhristina .
Dar cin algum engenho ou fazenda as pri-
a quem convier
Joao da Mercas Paim, Jos da Coala Ale-
crim Joao Jos Pacheco Francisco Ma-
riannoBibeiro, Manoel Antonio do Je/us
Jnior, mejor Antonio de Sousa Mendos ,
lirasi Iciros.
Edita es.
--Olllm. sr. inspector da thesourariadosta pro-
vincia manda fazer pblico, que pela mesma the-
souraria contina a substituicao das notas do
5^000 108000 e 208000 rs., da 1.* estam-
pa e 58000 da 2.", mus que, havendo presen-
temente grande falta de notas de pequeos va-
lores, em quanto nao so obtm os recursos ,
que se tem pedido s se ir fazendo a substi-
tuicao por malo das arre-adaces, que se fi-
zerem as estacSes pblicas, em notas de pe-
queos valores, conforme o p Tiniltirem as
circunstancias ; eem notas de 100$0&0-200S000
e 500$000 rs. francamente quem apresentar
sommas correspondentes a estas quanti&s. No
impedimento do oflicial maior.
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
) Dr. Jos Nicolao Rigueira Coita juii
municipal da segunda vara do termt do Re-
cife e preparador dos processoe que teem de
entrar em julgameneo peranleo jury por S.
Faco saber quo a primoira sessao ordina-
ria dos jurados dcste anno que bavia sido
convocada para odia 13 do corrente mez foi
transferida para o da 20 do mesmo segundo
acaba de communicar-mo o doutor juiz dedi-
reitoda 2.* vara Manoel Mendos da Cunha A-
zeVedo E para constar mandei lavrar o pro-
sete que ser publicado pela imprensa c
afilado nos lugares mais pblicos do termo.
Dado e passado nesta cidade do Rccife sobo
eu signal e sello desto UI0 ou valha sem
sollo ex-causa aos 8 de feverero de 1844
Eu Jos Alonso Guodes Alcanforado cscriviio
o rscrevi. Jos Nicolao Rigueira Costa.
Declaracoes.

lirdorn paa uo |issr uiiuuin
gado de Estado Oriental para esta provincia.
Este agento do dictador Rosas nao perde occa-
siao de nos mostrar a /a amiade que seu se-
nhor nos tem !
Acaba de chogar do Montevideo o vapor na-
cional Thtis com conlo e tantos emigrados.
( dem. )
[Jornal do Commercio.)
COMMERCIO.
Alfandega.
Bendiraento de dia 9.......... 8:5098493
DescarregSo hoje 10
Rrigue inglezMedumfazendas.
Brigue americanoSilphbreo, barricas com
lampas, e abatidas.
Brigue portuguezRobimvinho.
..-:!- *
ui i CO
Hoviitienlo do Porto.
partida nossa pelaooeruzmaaa ,
ronol Agostinho. um dos farrapos mais acr-
rimos da tal repblica po'm nao se. os por-
menores desse encontr.
P S Contina a ser troteado, por Chico
Pedro o general rebelde Neto ; e julgo po-
Navio entrado no dia 8.
Cutinguiba; 8dias, hiate brasileiro Especu-
lador de 38 toneladas, capitao Jos Mau-
ricio da Silva equipagem 6, carga aasucar;
a consignaco do capitao.
Navio salado no mesmo dia.
Stoiiingion ; galera amancaaa Xvsgk CSP-
to B. F. Pendliton com a mesma carga ,
que trouce da pesca.
Navio tnlrmdo no da ;/.
Havre ; 104 dias polaca franceza Adolfe, de
192 toneladas, capitao Pierro Mane Lacroy,
equipagem 9 carga varios gneros.
Navios sahidos no mesmo da.
Parahiba; hiato nacional S. Joao Baptista ,
A thosouraria das rendas provinciaos com-
pra por ordem do Exm. snr. presidente da
provincia osobjectos ahai\<> descriptos para
serem enviados aos Indios da misso do Choc ,
no termo de Flores:
Enxadas 30 machados 30 foucos 30 ,
(echaduras de | orlas 90 pares do dobradicas
120 (errolhos 30.
As pessoas, a quem convier vender os referi-
dos objectos,comparecio com as amostras driles,
o com as propostas dos procos, na salla das ses-
ses da mesma Ihesouraria no dia 12 do cor-
rente ao mi'iii dia.
Secretaria da thesouraria das rendas provin-
ciaesdo PcrnambucoG de levereiro de 1844.
O secretario ,
Luiz da Costa Porto carreiro.
COMPANHIA DE BEBIRIBE.
= Os snrs. assionistas da companhia do Be-
biribe sao convidados entrarem com urna no-
va prestacao de 4 por ( ou 2,000 rs. por cada
CvvSa ) no praso deste. Escriptorio da companhia 5 de fevereiro
de 1844. O secretario B. J. Fernandes Barros.
= O Dr. Joaquim Nunes Machado juiz
do crime da 1.' vara est exercendo as func-
edes de seu cargo e reside na ra do Colle-
gio.
Avisos martimos.
= Para Lisboa pretende sair no dia 20 do
corrente o bem construido e velleiro brigue
portuguez liobim forrado e cncavilbado de
cobre de que capitao Alexandre Jos Cor-
reia : quem quizer carregar ou ir de p8ssa-
gnm pura o que tem muito Uo uummodot ,
dirija-se ao seu consignatario Francisco Seve-
rianno Babello ou ao capit&o na Praca do
commercio.
de, ou para fra da provincia;
annuncie.
= Tiro-so passaportes para fra e dentro
do imperio folbas corridas com toda a preste-
za, e commodidade; na ra do Rangel
n. 34.
= Aluga-se urna casa terrea novamente
edilicada na ra da Solidade muito larga,
com quartos, duas salas corredor ao lado ,
cozinha fra com um graude quintal mura-
do cacimba com muito boa agua de /beber ,
por proco commodo ; na ra da Aurora n 08.
Deseja-se (aliar com o snr. Jos B a pozo
Maracbo a negocio de seu inleresse ; as Cin-
co-pontas em casa de Manoel Bapozo Mara-
cho ; na mesma casa se eflorece um hornero
para feitor do sitio.
Aluga-se o sobrado da ra da Praia n.
37 com 3 andares sotao e armazem, com
commodos para grande familia e tambem se
aluga por andares ; a tratar na ra da Cadeia-
velha loja n. 60 por prego commodo.
O agrimensor, abaixo assignado, oflerece
os seus sorvicos s pestoai que tiverem propie-
dades demarcar, e alianca a mais escrupulo-
sa exactidao e o maior zelo no desempenho da
sua arto ; devendo todos os que do seu presti-
mose quizorem utiliaar.dirigirero-se (porcarta)
ao mesmo abaixo assignado na Bua-direita ,
sobrado n. 121.
Joaquim da lomera Soares de Vigueiredo.
= Precisa-se d'um menino portuguez,
idade de 12 a 14 annos .para caixeiro de loja
em urna villa na provincia do Puo-grande-
do-norte ; devendo para isso dar informaces
do si por pessoa de boa f : no bairro do Re-
cito porto do Corpo Santo hotel commer-
cial, nestes dias, sempre s 7 horas da ma-
nla.
Jernimo l.uiz Bibeiro embarca para
o Bio-de-janeiro o seo molcquo Thom,
crilo.
Perdco-se no dia 4 do corrente no acom-
panbamento da bandeira de S. Goncallo des-
de o Monteiro at o Poco-da panella, um bo-
llo de ouro de abertura : quem o achou e li-
vor consciencia, leve-o a ra doQueimado, loja
de ferragen n. 13 ou no Monteiro casa
que lica pordetrazda igreja quesera recom-
pensado.
ss Por esquecimento (icou, cm urna das va-
randas do beco do thealro um oculo grande,
envernisado de preto e dous canos ; roga-se
a pessoa que o tiver adiado ou Ihe for ofle-
reeido baja de o entregar na loja do Mero/. ,
na Praca-da-independencia que ser gene-
ros*mente recompensado.
s= Aluga-se o primeiro andar da casa junto
a do snr. Bellem no Forte-do-Mattos ; e na
mesma um pequeo armazem ; a (aliar com
Jos Bibeiro de Brito na sua prensa no mes-
mo lugar.
FABRICA DE RAPE
Avisos diversos.
PR1NCEZA,
GASSE fabricante e legitimo inventor do
bem acreditado rap princeza do Bio-de-Ja-
neiro com seu deposito geral na ra da Cruz
do Becife n. 38 c oulro na ra do Livramen-
to n. 13, avisa, qu" m mntn bosssualidadiii
que possue o seu rap as quaes, pela grande
eslima o crdito que progressivamentc de dia
em dia leem obtido n'esta o as mais parles;
bem conhecido por um consideravel numero de
tomantes e nao consta ter mofado urna s li-
bra : por isso faz publico, que toda e qualquer
pessoa que queira especular com o seu rap ,
attendendo as superiores qualidades, elle fabri-
cante adverte que se responsabilisa pelo seu
rap, por qualquer forma e com condieces,
que o mesmo comprador pode apresental-as.
(,)ucm quizer dar costuras fazer, de
toda a qualidade de homem e de senhora e
tambem (lores tudo com perfeicao e aceio ;
dirija- se h ra do Falcao n. i quo achara com
quem tratar ; adverte-se, que a pessoa tambem
se propue coser em casas particulares ou
Irancezas por j ter servido.
= Oferece-se um Portuguez que afliansa
a sua conducta para caixeiro de casa ingle/a ,
ou para qualquer escriptorio : a tratar na Pra-
ca-da-independencia n. 34.
O reverendo Tiago de Pinna Cabral reti-
raso para fra desta provincia.
= A requerimento dos administradores da
liquidaco dn fiinHo da companhia gersi
extincta e por ojuizo da l.1 vara do civel
desta e.idado acha-se em praca para ser ar-
rematnda de venda '' tinrlr>? OS dias ua ic
LOTERA DO GUADA-
LUPE.
o dia *4 do con eaie
mez de fevereiro corre-
I Diiininiii lie TCIJUS *" ii'"'V3 *JO uiiis van
I'cO lllUreieriveimeilte a.S nina morada de casas de dous andares, e sotao,
d. il l-At..! iv. K! Io- *7, sita na Bua-nova com 36 palmosde
as desta lotera. < fs bi-frent(J; e98de(undo, quntai murado, M-
cimba propria porto em chaos foreiros ,
avaliada em 9:000,000 rs. penhoradas aos
. herdeiros de Joaquim de Almetda Catanho.
Hieles acho-se venda
nos lugares do costurae
J


A


Aluga-se o primeiro andar da ra da Ro-
da n. 42 com uommodos para familia; a tra-
tar na Rua-nova n. 32.
Aluga-se um proto bom serrador; quem
opretendor dirija-so a ra larga do Rozario,
venda n. Vi.
Aluga-se ums casa terrea na ra de S.
Jos n 43 ; a tratar no Atterro-da-Boa-vista
n. 2 primeiro andar.
= Na na do Crespo n. 11, existo urna car-
ta para Alcxandrc Ferraira dos Martirios, ja
morador na povoaco de Una com botica.
Quem precisar de um moco para admi-
nistrador de urna olaria dando fiador a sua
conducta dirija-se a ra das Cinco-pontas
n. 156.
Na loja do Guilherme Sete na ra do
(toriondo n. 23 existe urna carta para o sr.
Jos Joaquimde Faria Machado.
Aluga-se o segundo andar da casa n. 60
do lado da sombra da ra de Aguas-verdes ;
a tratar na ra do Crespo n. 15.
A senhora Candida Ribeira queira man-
dar receber urna carta vinda do Rio-de-janei-
ro, na roa larga do Rozario n 30; primeiro
> andar.
Ha precisode trabalhadores c serven
tes para as obras da caixa d'agua da Boa-vista ;
os pretenderles dirijo-se ac director-fiscal das
obras do encanamonto o snr. Angelo Fran-
cisco Carneiro.
Leonor Carolina Catanho de Yascon-
cellos, professora de primeiras lettrasda cadei-
ra do bairro da Boa-vista avisa a suas alum-
nos, que ja abri a aula ; o snrs. pais do fa-
milia que quizerem matricular suas filbas ,
podem dirigir-se a Praca-da-Boa-vista pri-
meiro andar do sobrado que fica delronte da
botica do \ ictorino.
= Na porta do doutor juiz de orfos no dia
12 do corrente as 4 horas da tarde, vae em
praca em arrendamento urna casa dous an-
dares e solio, sita na na ra do Vigario n. 17.
Prccisa-se de um homem para andar
com urna corraea; na Praca-da-Boa-vista
o. 32.
Luiz da Silva faz ver ao publico, quedo
hojeem diante se chama Luiz Ferroira da
Silva.
Precisa-se alugar urna preta para o ser-
vico de urna casa de pouca familia, Jorra, ou
captiva ; na Rua-bella n. 2S.
Aluga-se urna casa terrea com duas
salas, 3 quartos quintal, e cacimba, na ra
da Concordia n. 12 ; a tratar na ra do Quei-
mado n. 4.
Jacinto Antonio Aflonso embarca para
o Rio-de-janeiro oseuescravo pardo, de no-
me Anacleto.
tempo cuidar, em que os alumnos adquiri
um bom carcter de lettra.
Os pais que quizerem confiar a educacio
de seus tilhos aoabaixo assignado se digna-
r.'i procural-o em sua casa, de duas at as 5
horas da tarda. Jote da Maya.
Compras
= Compra-se efectivamente nesta Typogra-
plii i toda a qualidade de pannos cortados ou
velhos de linbo, e algodao toda a especie
de fibra linheza algodio, de refugo om ra-
ma papel e papelio velho.
= Comprio-so eiTcclivamcnte para fra da
provincia mulatas, negras, e moleques de 12
a 20 annos pagao-se bem ; na Rua-nova ,
loja de ferragens n. 16.
Compra-se um sellim usado com todos
os pertences ; na Rua-imperial n. 2.
as
Vendas
Muito tmportante aos doentes a medicina po-
pular americana.
as Acaba de chegar urna grande quantida-
de destas pilulas ( remedio composto inteira-
mente de vegetaes ) conhecidas na America e
na Europa desde o anno de 1790 e das quaes
se tem vendido a no Brasil ( aonde condeci-
do apenas 3 annos ) mais do quarenta mil cai-
xinhas em que teem provado sua superiorida
de de todos os remedios em numerosas curas
as molestias do ligado ebres rheumatis-
mo lombrigas { particularmente a solitaria )
thisica ulceras, inflammsces nosolhos, es-
crfulas e risipellas &c.
Roga-se aos padecentes para provarem este
infalivel remedio. Vende-se com seu com-
petente receituario em casa do seu nico agente
Joio Keller ra da Cruz n. 11, e para maior
commodidade dos compradores na ra da Ca-
deia emeasa de Joio Cardozo Ayres, Rua-nova
Guerra Silva & C., Atterro-da-Boa-vista Salles
& Chaves.
Precisa-se de urna pessoa para tnsinar
a arte de piloto ( em trra ) ; a quem convier
annuncie.
Precise-sa alugar um sitio perto desta
praca, que tenha baixa para capim para dous
cavallos cujo aluguel nao exceda de 100$ rs ;
quem tiver annuncie.
= Deseja-se fallar a Jos Mendes de Arau
jo ; na ra do Crespo n. 4.
= Aluga-se o primerio andar e ojos da
cosa nova da ra da Aurora n. 10 muito
aceiado frescos boa vista e com commo-
dos para urna grande familia ; a tratar no se-
gundo andar da mesma casa ou na ra do
Trapiche n. 3.
Para maior commodidade dos seus alum-
nos o abaixo assignado tem mudado a sua
Vende-se na Praca-da-independeneia ,
livraria ns. 6 e 8 os I.lisiadas, poema pico
de Lufa de Camoes, correcto c emendado po-
lo cuidado e diligencia de J. G. Brrelo Feio ,
e J. S. .Monteiro; 2 vol. ornados com 12
grav. color. representando o retrato do autor,
e os principaes sucessos por 4000 rs.
Nao existindo at hoje nenhuma edicio per-
feitamente correcta de tn sublime poema, em-
prehenderem dous celebres litteratos os snrs.
Marrlo Feio o Monteiro a sua revisio na
edicio a cima annunciada que passa hoje no
mundo litterato pela melhor o mais correcta ,
dando a vardadeira lidio do poeta, e tornando
mais intelligivela leitura do poema pela expur-
gacao dos erros assim como pela reforma e
correccao da pontuacao.
As lindas estampas que Ibes ajuntamos ,
desenliadas por mao de mestre nao deixaro
de rea loar o merecimento intrnseco da obra ,
representndoos seguinles objectos : primeiro
retrato de Camoes ; segundo cooselho dos deo-
ses ; terceiro visitado Rei de Melinde a Gama;
quarta assassinio de Ignez do Castro ; quinto
sonho d'el-rei D. Manoel no qual Ibe eppa-
recem os rios Indo Ganges ; sexto appari-
c5o do gigante Adamastor na passagem do Ca
bo-da-Boa-Espcranea ; stimo Venus aplaca os
ventos e a tormenta ; oitavo desembarque de
Gama em Calecut; 9.' segunda audiencia de
Samorim a Gama ; 10." Iba de Venus ; 11,
audiencia d'el-rei D. Manoel a Gama ; 12.* Ca-
moes na gruta em Macao.
Vendem-se bules e cafe trras de metal ,
para cha ; bacas de rame ; candieiros, e per-
fumadores ; escrivaninhas de lati ; e fgo do
ar por preco commodo ; na Rua-nova nu-
mero 41.
Vndese urna obra do breviario nova :
na ra dos Pescadores casa n. 21 achara
com quem tratar.
Vendem-se superiores charutos regalas
da Babia por precos commodos : na ra do
Trapiche n. 19 e na ra da Cadeia loja de
chapeos n. 29.
= Vendem-se botins e moios ditos de be-
zerro francez, inglez, e de Lisboa sapatos
de urna c duas pallas, ditos de tres solas ,
tudo para homem e menino, borzeguins gas-
peados para homem, senhora e meninos, sa-
patos de couro de lustro para homem e me-
ninos de 8 a 12anno ditos de cordavao pa-
ra homem ditos de couro de lustro para se-
nhora o meninos, ditos de lustro, e marro-
qum com clcheteles sapatos de marroquim,
duraque selim e cordavao, tanto de Lisboa
como francez sapatos de franja para meninos,
e outras muitas qualidades de calcados por
preco commodo; no Atierro-a-Boa-vista n 24.
Na livraria de Coutinho & Lopes na
ra do Collegio n. 20 acha-se a venda ebe-
gada recentemente de Portugal, e publicada no
(im do anno de 1843, a segundo edieao do
reporloro da legislaco extravagante, compos-
ta pelo desembargador Manoel Fernu rules Tho-
maz ; esta segunda ediro que o Ilustro ju-
risconsulto preparava temos antes de fallecer,
tem sobre a precedente que se acha extincta
eotre outros predicados que a tornOo reeom-
mendavel, e Ihe do maior valor, o de ser mus
correcta e estar acrescentada ainda por elle ,
de muitos artigos de legislaco e addieces ,
que Ibe escapara na prirr.eira os quaes se
achao nesta com numeradlo repetida ; taivez
desnecessario senao superfluo insistir so-
e serve particularmente ao julgador o Vendem-so 5 escravas, sondo 3 do 21 a
aoadvogado, como de fio conductor para guiar 25 annos engommao cosem e cozmhao
seus passos com seguranca e promptidao, pelo urna do 30 annos boa figura quitandeira '
intrincado labyrinto legislativo, onde correm o lavadeira ; e urna de 40 annos, que lava-
risco do perde-se sem este subsidio luminoso; deira por260,000; na Rua-velha n. ff ]
preco 16,000 rs 2 v. em folio. = Vende-se superior farinha do milbo
- Vende-se um engenho distante desta pra- muito nova a 80 rs. a libra ; na ra da F|0.'
ca 3 legoas, prompto de bemfeitorias, e uton- rentina junto ao circo dos cavallinhos.
silios, me com agua, e ptimo de assucar, Vende-se urna balanca grande, propria
tem mattas, cercado bem tratado o boas padaria ou armazem de carne secca; na ra
trras; a tratar no Engenho-velho de Jaboatao. larga do Rozario n. 44.
Cootina-se a vonder caf em grao a Vende-se um lindo annolocom um dia-
140rs.,e moido a200rs., sevadanovaa80 rs., manto esmaltado, um punhal pequeo todo
velos de carnauba de 7 em libra a 440 rs., pas- apparelhado de prata com dous coraces de
sas a 200 rs., chocolate a 320 rs., manteiga in- ouro, um jogo do pistolas de algibeira tudo
gleza a 720 rs., eranceza a 480rs.. toucinhode por preco commodo ; na travessa das Crines
Santos a 200 rs. nozes, e aveles a 120 rs. n 14 primeiro andar
rap Mearon e de Gassea 1000 rs. queijos = Vende-se vinho de feitoria em barris
novos a 1000 rs. e affianca-se a quaiidadu equartolasde 5 em pipa, chegado proxima-
ch bisson a 2400 rs. lianba de porco a 280 mente do Porto e proprio para se engarrafar
rs. arroz de casca a 4000 rs. o alqueire da na ra da Cadeia loja de ferragens n. 44.
medida velha; no pateo do Carmo, esquina = Vende-se um sortimento de toalhas de
da ra de Hortai, venda n. 2. linho adamascadas de comprimento de vara
Vendem-se cortes de chitas finas de assen- e meia at 5 varas com gurdanapos de qua
lo escuro a 3* rs. ditas francesas de lindos ldade superior ; velas de espermacele em cai-
padres a 200 rs. o covado ditas escuras fi- xas de 25 libras ; farello novo em saccas de 3
as a 180 rs. ditas encarnadas com flores
amarellas a 180 rs. o covado, meias de linho
da Escocia para senhora a 1000 rs. o par di-
tas de seda preta para homem a 1000 rs. len
eos de seda encarnados superios a 800 rs. di-
tos de lia para peecoco de senhora a 640 rs. ,
bicos pretos estreitos a 160 rs. a vara, ditos gundo andar,
largos a 280 cassas de quadrinhos amarellos = Vende-se um jogo de banquinhas de
a 180 rs. ol covado, ditas de quadros e lis- Jacaranda em bom uso; c bichas de Ham-
tra de cores a 200 rs. cambraias de quadros burgo; tambem se alugio c vao-se applicar,
com flores de cor a 640 rs. a vara, e a peca tudo por preco commodo ; na Rua-direita loja
a 'io rs. com 8 varas c meia, mursulina mui-
arrobas, chegado de Hamburgo ; em casa de
H. Mehrtens ra da Cruz n. 46.
=Vende-se urna grande morada de casa
terrea em Olinda com grande quintal pro-
prio para plantar capim por ter una baixa
o com bom poco ; na ra do Dique n. 9 se-
residencia para a ra do Atterro-da-Boa-vista, bre o merecimenlo desta obra sobre tudo de-
aonde contina a ensinar na sua aula das 6 as I pois que habis jurisconsultos Brasileiros, cons-
8 horas da noute as ppssoas nn w empre^ie-i, tos de sua cenuuca e utilidadc se derao
no commercio a fallar, e escrever a lingual ao trabalho de a continuar, compondo para
ingle/a. Tambem recebe na sua aula das duas / Ihc servir de serie o repertorio da legislarn
as 5 fe o ras '' tote* meninos que m desiinao a brasiieira que loi impresso e publicado no
vida commercial ens mando-ibes a fallar, o | Rio-de-janeiro; estas oliras reunidas forman
escrever o inglez, e francez arithmetica co- urna como grande taboa synoptica de toda a le-
nbecimento dos cambios, escripturaeio por gislacao nacional existente magna indiyettaqut
partidas dobladas e geographia. Ao metmo | mole publicada depois das ordenacoes philipi-
to fina a 700 rs. a vara e outras muitas fa-
zendas por preco commodo ; na ra do Cahu-
g loja de Antonio Rodrigues da Cruz.
Vende-se sarja preta larga muito fina ,
dita estreita setim de todas as cores meias
pretas superiores e chitas francezas muito fi-
nas e largas; na ra do Queimado n. 25 loja
de Guilherme Sette.
= Vende-se urna mulatinha de 18 annos ,
boa engornmadeira cozinba e cose muilo
bem ; duas escravas boas quitandeiras, e la-
vadeirus ; um excravo ptimo para todo o ser-
vico ; na Rua-direita n. 3.
= Vende se superior rap hamburguez ,
chegado ltimamente, em garrafas grandes e
pequeas; na ra larga do Rozario n. 22 e
na Praca-da-independencia n. 39.
Vende-se um escravo de naci Costa de
20 annos boa figura perfeito cozinheiro de
um tudo ; 4 ditos bons para todo o trabalho ;
um mulatinho muito lindo para pagem ; um
molequede 12 annos ; 4 escravas mocas com
boas habilidades urna boa engornmadeira e
costuroira e faz doces de todas as qualidades ;
um cabra de idade por preco commodo ; na
ra larga do Rozario sobrado n. 48.
= Vende-se um engenho moente e corren-
te com boas trras de producao 10 leguas
distanto dista praca por preco commodo; a
tartar na ra do Queimado n. 37 primeiro
andar
Vende-se um negro moco de bonita
figura trabaihador de carpina e com mais
habilidades ; na ra do Queimado n. 4.
Vendem-se 4 pipas de agu'ardcnte da do
Fabiio ; na ruado Crespo n. 15.
- Vende se urna porcia d cera de csrna -
ba por preco commodo; na ra do Colle-
gio n. 8.
Vende-se miJho muito bom em saccas,
e medido; na ra larga do Rozario, venda
da esquina n. 39
Vendem-se por preco muito commodo ,
duas canoas, urna de milheiro de lijlo, con
corlada de novo, e bem construida outra
meia tambem quasi nova ; atraz do Carmo ,
no porto dos Martirios a tratar com Jos An-
tonio de Moraes.
= Vende-se na principal ra de Olinda ,
um grande sobrado de um andar, com gran-
des comnidos, muito fresco, excellente vis-
ta o grande quintal murado ; na ra das
Flores n. 7.
Vendem-se 2 cavallos mui carregadores,
e novos ; a padaria n. 154 na ra das Cinco-
ponias com todos os seus pertences, um cai-
xio grande de louro dous pares de esporas de
latao urna canoa fechada com mais de 60
palmos de comprido e urna porcio de caixas
vasias do Porto, todo negocio se faz ; na Rua-
imperial n. 2.
= Vende-se a historia do conde Bomalino ,
em dous vnnjmes e o Archive Popular orna-
do eom estampas tudo em bom estado por
preco commodo ; na ra do Queimado n. 18.
ac Vende se com ..mu da uieihor quaiidade,
que ba ; na ra doCabug n. 16.
= Vende-se um bonito mofeque de 18 an-
aos oprimo para pagem ; o um exceHente
cavavallo com andares ; na ra da Conceicio
da Boa-vista n. 26.
de barbeiro n. 123.
= Vendem-se os seguintes livros em bom
uso ; carias interessantes do papa Ganganelle ,
6 v. ; Luziadas de Cam5es 1 v. ; segredos nc-
cessarios 2v ; diccionario de portuguez para
francez por Roquete 1 v. ; tratado de geo-
graphia universal, de phisica historia e po-
ltica por Balbi 2 v. ; galaria pitloresca da
historia Portugueza 1 v. ; oeuvrcs complete
de Chateaubriand 5 v. ; na ra da Cadeia do
Recife loja de ferragens n. 48.
~ Vende-se superior cha hisson a 2400 rs.,
sevadinba de Franca a 320 rs. sevada a 100
rs. tapioca muito alva a 120 rs. velas de
carnauba de 8 em libra a 400 rs. queijos a
1000 e 1120 rs. ditos de prato a 400 rs. a li-
bra bolaxinha pequea a 320 rs. bolinhos
doces de limao a 320 rs. letria fina a 240 rs.,
hanfaa de porco a 240 e 400 rs. batatas in-
glezas 2# rs. o gigo c 60 rs. a libra, enrbo-
fre a 100 rs. passas novas a 200 rs. milho
alpista a 320 rs. o quarteirao painco a 240
rs. papel de machina muito bom em meias
resmas de 50 cadernos a 1800 rs. garraes
que levio de 6 a 8 garrafas a 900 rs. ; na ra
das Larangeirns, venda n. 16.
S3 Na ra larga do Ro/ario, botica de Bar-
tbolomeo & Ramos, se vende um excellente
remedio para lombrigas, o mais eficaz possivel,
vindo ltimamente de Franca.
= Acha-se um completo sortimento de ta-
boasdepinho americano, largas, e reforca-
das em grossura e sem nos ; dito da Suecia ,
costado, costadinho, assoalho, e forro para
fundos de barricas de 20 a 30 palmos de com-
prido por barato preco ; alraz do theatro ,
armazem de Joaquim Lopes de Almeida ca-
i*rn H Jo*o Malheos.
= Vende-se sal de Lisboa em grandes, e
pequeas porces por oreco mais commodo ,
do que em outra qualquer parte ; na ra di
Moeda n. 9.
Escravos fgidos
Fugio um preto de nomo Miguel, de na-
ci Cacange estatura baixa muito ladino ,
com alguns signaes de fogo na testa ; levou
calcas de brim escuro e camisa do brim bran-
co sem chapeo anda sempre pelo bairro de
S. Antonio sabio no dia 3 do corrente; quem
0 pegar, leve a ra do Queimado, botica n. 15,
que ser gratificado.
= No dia 7 do corrente fugio um preto do
nome Izidro, de naco Quingolo, meio bucal,
de 18 annos, de 7 palmos do altura, bem
leito de corpo olhos regulares e muito vi-
vos nariz chato rosto descarnado tem o
beico inlerior cahido debaixo do queixo lem
urna cicatriz pequea com um monte de ca-
bellos na mesma sem ponta de barba ncm
signaes de becbjgas ps grandes e chatos,
esem defeitos lem de costume fugir; levou
camisa de estopa de mangas curtas e calcas de
algodiozlohQ de frangir no u ; quem o pegar,
leve a ra da Cruz venda do Lofler que re-
compensar.
Ricifb na Ttp. db M. F db Fabta. 1844.


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