Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04576


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Full Text
Auno de i8M.
Sexta Feira O
>-augagmii!^ifilrri-------------nTWm 111 lilil II ISSSj^^S
O DlAMOpoMicMe t.doso, dial quenco fo.cm san! lirados o ieco da luZaZ.
|1C de tro. ...I ri por quart.1 pago, di.n.ados. Os annuDcloU. utmm Jo hMrida
K,.,.eo,dsque nuolorem raaao de 80 rei, por linfa*. A. reclama^, deven, ,er di,i-
e,dMc5l. Irp nu oas Iruies n. 34 ou i, pr.g, a Independencia lj. de ljvr. an 6eS
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES
GOUOT. eP.fayb. aegund.e sexta. eir.s.-Kio Grande do .Norte, qulnt.s feiras _
Cab... Sermiiaem 11,o turnios, Pono Cal.o, Macero e Al.goas no i U i
de ctd met Garanl.una e Bonito *() e 24 de cada mer io-TM. i Flore -i
,28 d.lo.-Cd.id. Victoria, piola. fei,._OJUJ. iodos 01 d,
DAS DA SEMANA.
5 5eg. a. Gueda Aud.do J. de I), da '.'. r.
6 le re a a. Dorotlea Hel, and. do de 1) da 3. ,.
7 Qnarta s Romualdo Aud do J. del), da i\ v".
S QninU s. (Jor.ntinlia. And. do J. de D.da 2. r.
9 Sent s. Ajiuonaa. Aud. do .1 de D. da 2. v.
4l) Sab. s. Eacola.lifla, Bel. aud. do J de U. da i. t.
41 lloru. I. Lzaro S. Doiivo,
de Fcvereiro
Anno XX. N. M f
y l'udo a^ora depende de n'13 mes:nns; di notfll pin le'ra, n odoraq.io* a energa: eon-
[s\i'. Iknuemoa como priacipiaiooa le.'Cnni .punalo) .- .i aduiirijao cutre aa nagSes fcfl
*0i// culta.. fPrOctamagae di \>seml>li'-a Geral Ao araiil.)
I CAMBIOS MI ll| KOI 1H1HHHI.
\y Cambioa aobie l.ondrea 'J5 l. 1 Onro-Moada de fi.iOO V. 17,600
f i> 11 Paria 370 rea por fianco .1 11 a N. 17,800 '
,1 u Lisboa 11 por lUJ do premio I 1 i 4.00U '' "i;" .5
Ii'rala-inlaaVs 3.040
.i Pe.OI i-idiimmnarri i,04u
11 Ditos au-\ican09 8,040
PHASES DA LA NO HEZ DE FEVEREIRO.
I.ua cheia a as S bnrai e i! ma, dar, iLuanuia a iS as (i horai a24 min.da m.
Minguaate a 11 ai o linr.11 e :J mm i'aiu. | CtCtCente 1 .ti is 7 li e 3'im. da maiih.ia
Preamar de hoje.
Primera as i) lloras e IS min da nianli.'t.v | Segunda as (i luirs e _' minutos da tarde
5
o
Y.
DIARI
fMRTE OFFICIAL
Commandodas Armas.
EXPKDIENTE DO DI A 29 DOPASSADO.
OficioAo Exm. presidente para orde-
nar o concert de 13 espingardas do adarme
17. pertenecntos a fortaleza do Rram e
a satisacao de varios ohjectos in lspensaveis ao
snico da mesma fortaleza.
dem do da 23.
OfficioAo commandante do corpo de guar-
da nacional destacado providenciando sobre a
entrega que deve la/er o alferes Mondes Guima-
res dos objectos que eslo a seu cargo per-
tencentos a 5 companbia do redu/ido batalhio
do infantaria quecommandra
DitoAo major graduado Sergio Fortunato
Castello-branco enviando-lbo a portara de
nomeaoo e mais papis do conselho de guer-
ra, a que vo responderos soldados desertores
do batalbao de infantaria do guarda nacional
destacado Bernardo Jos Alvos Jos Anto-
nio di; Jess Antonio Barbosa Campello ,
Jos Ignacio Tavares, .Manool Marques do
Nascimunlo Manoel Duarte Borba Joaquim
c Joao (laymundo Kodrigues, para que con -
vocasse o conselho e I he d>se prompto anda-
mento.
l'ortaria Nomeando o consolho de guorra
da pracas cima losignadas.
Dito \o capito Afonso Honorato BaUos .
ria do nomeaco e mais pap is do consolho de
guerra a que va i responder o soldado desertor
da coinpannia do cavallaria Honoro de S Cam-
pello.
Portar.*. Nomeando o consolho de guerra
do su I Lid.) designado no olficio cima.
Dita. Nomeando o conselho dodireccaoquo
tem de tomar conhecimonto da ustilcacao, que
para l.* cadete doo opaisano ChristovaoGu-
Iherme Brenkfcld Jnior o qual aspira servir
no batalbao de artilharia a p.
Dita Nomeando igual conseibo para tomar
conhecimento da justilicacao do soldado do ba-
talbao de artilharia a pe Jos de Oliveira Ma-
DE PERMA
tos Sazes Cadet, que a S. M. o I. impetrava
a grara d'o promover a2.tenento secretario
para o mesmo batalbao.
Dito Ao inpoctor da thesouraria ponde-
rando-lho a dilculdade quo se encontrava nos
corpos om cffectuar os pagamentos da tropa
com o recebimenlo das notas do 100 200 e
500,000 rs. e rogando-lhe bouvesse do dar
a respeito alguina providoncia para seren os
prets pagos om notas do menores valores e
se osse possivel.
aaMaMHMMBMlaHaaM
mesmo com algum cobre
DEM do da 2o.
OIioAo Evh Presidente, remetten-
do-lho para ser presento a junta dojustica, e
nolla obter final sentonca o processo verbal
feito id reo soldado desertor do artilharia d
p, Francisco Jos Clemente.
REPBLICA ORIENTAL.
Montevideo, 8 do desembro de 1813.
Hontem -21 de Janeiro tarde embarcou para
bordo da nao Columbas u Sr. Duarte da i'onte
Kiboiro, ministro de S. M. o Imperador do Bra-
sil na Conlederacao Argentina, que, depofg de
urna larga e graveenermida.le, se tinba retira-
do de Buonos-Ayros para aqui na corveta fer-
tiof/a, o melhorou nestacidade, sahio da lega-
cao imperial acompanbado do cncarregado de
nogouios, cnsul, connnandante.se numerosa of-
(icialldade da esquadra brasileira e do comm -
dore norte-americano; embarcando todos no va-
por Thelis, que os esperava para conduzil-os
atea na >, fundeada grande distancia deste
porto. Ao passar o vapor junto do navio chele
toi o Sr. ministro Ponto Riboiro saudade com a
salva correspondente ao seu elevado posto, o
quanrto chogou a bordo da mo foi recebido com
os marinheiros as vergas, guarda forma la, to-
da a oIRcialidado sobre a tolda e urna salva do
17 tiros, tocando em seguida a bandado msica
o hymno nacional brasileiro.
Era constante que o commodore Turner ape-
nas chegara a Buenos-Ayres tinha ido logo le-
gacaodo Brasil visitaro ministro, e olmrecer-
Iheem nomo do seu governo os bons servlcos,
que podesse prestar-lho as circumstancias em
que so acbava o Sr. Ponte Riboiro, o oulro tan-
to lisera nesta capital desde que aqui chegou c
foi hospedar-sena legacao imperial; assim co-
mo tambem era geralmente sabido o empenho
do commodore para levar seu bordo o rclerido
ministro, om vez de ir em um dos dous brigues
de guerra que partira antes: empenho que se
attribuia a obsequio pessoal para proporcionar-
Iho maisco.'ididadcs o os soucorros mdicos
de que necessitava; porm a re.'epcSo quo Iho
fez a bordo urna prova inequvoca de que as
attencesdo commodore urner nao proven, o-
nicamonte de alTocto pessoal; sao categricas de-
monstracoes do que se augmentad diariamente
as sympathias entro os oidadaos dos Estados-u-
nidos e os do Brasil, ede que os respectivos go-
verno, avallando dovidamento as suas mutuas
nss.-g.-agBP-jnsaa
terprete dos quo animao toda a nacao cada
da mais resolvida velar incessantemente em
dcfea do tbrono constitucional e da sagrada
pessoa de V. M.
S. M dignou-so responder :
Recebo com gratidao as expressoes dos
sentimentos de respeito e Icaldade quo por
causa do recentes o deploraveis successos me
manifesta a cmara dos dcpulados.
Cont com a sua patritica cooperacao pa
ra manter Ilesa a dignidade do tbrono segundo
a constituicao que juramos, assim como as
curtes ndem contar comigo para conservar
intacto o deposito das leis o instiltiicois do
pai/..
Tanto no senado como na cmara dos depu-
tados nada liavia occorrido
tado.
digno de ser rea-
DitoAo inspector da thesouraria respon- re|a?oCs, nao esquecem os meios urbanos que
tiendo ao seo ollicio que tratava da remessa da [ tender a eslreitar os lacos de boa intclligencia
relaco dos reerutidos em cada mez e outra eamisadeque conservad entre si estasduas pri-
das escoltas que conduziao os rocrutas, a fim meiras nacoes do continente americano,
de que o commissario-fiscal podesse entrar na
moralidado das contas apresentadas.
dem do da 29.
Officio Ao tonento-coronel commandante
da Ilha-de-Fernando-de-Noronba ordenan-
do-lho que os requorimentos para pagamen-
tos dos officiaos, e empregados militaros da
Ubi dovio sor encaminhados ao Exm. snr.
presidente por seu intermedio, einlormaco do
commandante das armas, e prevenindo-o, que
(Carla particular.)
[J. do Com.)
IIESPANHA.
No da 20 apresoutou-se no paco a com-
missao oncarregada de submetter a S. M. a
mensagem votada pela cmara dos depulados.
Os membros da commissao erao os senhores
Martinez do la Rosa presidente marquez de
Casa-Irujo, Bahamonde Lopes Pinto, Bravo
para se cobrar a etape so devia juntar certili- uuniio
cado do almoxarifado do que receuero ou
nao alguma farinha por conta da mesma e-
tape. ,
Portara o commandante do corpo de
guarda nacional destacado mandando sus-
pender a nota dede/.orc3o do soldado Manool
Jos tle Santa Anna por ter provado com au-
thentico documento quo estivn doento em
estado de se noo poder recolbor a sua corpora-
i iin m lnmrin deviilo.
IDE.M DO DA 31.
OfficioAo Exm Presidente, informando
o ronuenment noln niial o capitao M. F. da
Cruz supplicava a S. M. o I. a merc do ha-
bito da ordem de S. Bento do Aviz
DitoAo mesmo exm. snr. informando o
requerimenio dopaiticular l.sargento do 2.
(ptalhio de artilharia a pe Guilherme dos han-,
eriran de Lis general Serrano ,
Armero ( D. Joaquim ) Somosa Saavedra. Lo-
pes Grado Garriquiri, Rosales Nandim ,
Lionentc Burgos duque de branles, Pas-
tor Diaz Roca de Togores, Vilcbes Cerio-
ia Escosura, Sabater Castro e rasco, e
os secretarios da cmara Nocedal e Posada.
O presidente dirigi a palavra a S. M. nos
seguintes termos :
Senhora ; A cmara dos deputados
confiou-nos o honroso encargo de manifastar n
V. M. os seus sentimentos de respeito o Ical-
dade em virtude da commnnicacao que por or-
dem reaia fz o ministro do* negocios os!run-
geiros do auto em que so referem os deploraveis
acontecimentosdo pacona noutede 28 de no-
vembro passado.
A cmara dos deputados, manifestando
V. M. estes sentimentos, nao seno fiel n-
O Echo del Com-ncrcio depois de teraffirma-
do que S. M. a rainha Christina regressava
Hespioha com a formal intontao de proteger
os sectarios da parcialidade progressista mu-
dou de acconio e insultou a augusta rniii do
D. Izabel 2.* provocando em consequencia ,
urna solemne decLiracao do snr. infante I).
Franciscode Paula em quo desmonte a ideia de
ter a menor connexao com a redaccao do 'cao
del Commercio o em que slygmatisa lormal-
menle as grosseiras calumnias propaladas con-
tra a possoa deS. M. a rainha Christina.
Alguns individuos invadro pouco depois a
oflicina dosse jornal e n3o encontrando os
redactores praticro scenas de violencia ,
dando causa a que a imprensado diversas co-
ros polticas exija das autoridades a manuten-
cao das garantas que offereci) a lei funda-
mental do estado ao. que divuUao os seus pen-
samentos por via da impronsa o a punicao
dos que aticrio o domicilio do eidadao para
so desaffrontarem por suas proprias mos tos
ultrages, que s aos tribunaes compete verificar
e reprimir.
Na cmara dos deputado* proeguia o deba-
te sobre a aecusavao do ex-ministro Olosaga ,
distinguindo-so o snr. Posada n'um extenso c
caloroso discurso em favor da mocao. O snr.
Olosaga reclamou a palavra para csclarecimen-
iS a i uiii.i i'.i fo50iV6G cgi-lll a por 81 VO-
tos contra C. O snr. Bravo Morillo propoz
quo houvessem sessocs extraordinarias al a
decisao da questo pendonto. Nota-se no par-
lamento o inponho de desalfrontar a cora do
desastre quo solTrco. Na capital o provincias
min* traiquiidsdc.
Por decreto de 10 foi nomeado ministro da
fasonda o senador I). Joao Jos Garca Car-
rasco.
No dia II, a tima hora c meia da tarde o
conde de Bresson levo a honra do ontregar a S"
M. a rainha as credenciaos, na quaiidado do
cmbaixadordo ro dos francozes, dirigindo S.
M. oseguinto discurso:
Senhora:El-rei meu augusto soberano, pe-
netrado do mais sincero allecto para com V. M.,
e desejoso do eslreitar as mais amigavois rela-
coos, dignou-so escolher-me para sou interprete,
a fim do expor ante V. M. os sentimentos do
que ello so acha animado, o accrcditou-mc jun-
to a V. M. como embaixador extraordinario.
Procurarci tornarme digno desta honra. A
Francae a Hespanha cslo unidas por vnculos
naluraes, e estao interessadas em robustccl-os
e garantil-os, repulando-me por mu ditoso se
ara isso podrc iiuorrar, 'lurecanJo a confian-
za e benevolencia do V. M.
S. M. dignou-so responder:
Recebo com o maior praser as cartas creden-
ciaos com que S. M. o re dos franceses, meu
augusto tio, resolveoautorisar-vos. Espero quo
em futuro os interesses dos dous paizes figura-
r*} unidos com a dignidade, quo ambos con-
vm. Os nobros antecedentes o a alta capacda-
do da pessoa escolhida nesta "'casias so .*n-
garanta segura da boa harmona que d'ora em
diante existir entre ambos os governos
Noda 12 partiro do Madrid para Par:: os
deputados Donoso Corte/, e Ros de Ola no encar-
regados do aprescutar a S. M. a rainha Christi-
na urna exposicao do governo, supplicando-lho
de voltar ao lado de sua augusta lilha a rainha
de Hespanha, a qual dirige por esta occasia
sua augusta mai urna carta no mesmo sentido.
i Afflrma-se que o regresso de S. M, a rainha mil
a Madrid ter Ingar brevemente
Na sessao de 13 foi approvado pela c-
mara dos deputados o parecer da respectiva
commissao, que (acuita a requisicao pfcra pro-
ceder contra odeputado Calvo e Maleo, implica-
do na tentativa de ussassinato contra o general
Narvaez. Ha quatro testeiiuiitlias que depoem
contiao Sr. Mateo, e pelo que referem teve es-
so individuo urna parto mui activa naquellesuc-
cosso, tendo manifestado aos declarantes em sua
casa, que se tratava tle operar urna revolucao
em Madrid, e que por isso convinha em pri-
meiro lugar desl'aser-so dos generaos Narvaez o
Serrano.
Proseguindo a discussao pendente acerca da
mensagem, orou o Sr. Cortina, que se oceupou
em responders allcgacoes dos seus contraros.
Na sessao de H terminou o Sr. Cortina o seu
discurso, t USOU da palavra o Sr. Goncalves Bra-
vo, presidente do consolho. Durante a sua ex-
posicao houve por vezes signaes de desagrado
nos bancos da esquerda. O ministro demonstrou
a exactido das palavras de S. M., mostrou quo
o partido progresista era impotente para go-
vernarexclusivamente; loz vera legalidade com
que troucera o auto ao parlamento; erespondeo
detidamenle s aecusacoes do Sr. Cortina sobre
a poltica ministerial.
L-se no Internacional, peridico alhcio
poltica, o seguinto trecho :
Hojo annuncia-se que S. M. a rainha Chris-
tina regressa Hespanha. Esta noticia foi aco-
Ibida com vivo enthusasmo, o ninguem ha que
deixo de fazer justica ao sentimento da nobro
generosidade com quo a augusta mai de Isabel
II acceitou voluntariamente o exilio para nao
expr o povo hespanhol contigencia dos com-
bates, e da cffusao do sangue pela ambicao do
soldado, que abusando de sua fatal estrella nao
receiou provocar a guerra civil para se sustentar
no posto que adquerio.
O Echo del Commercio tornou a publicar-
se e mostra-se indignado pela publicaco do
periodo em que insultou S. M. a rainha Chris-
tina allegando que havia sido surprchendi-
tla a boa l e con (anca da redaccao por um es-
criptor accidental da lolha o qual intercalara
as expressoos de cobarde injuria contra S. M.
Rcferc-se s qualidades da rainha mi con-
fessandoos immensos beneficios que lite devem
os hespanboes liberad ; concliudu que o re-
gresso de S. M um successo nevilavel, e
que doseja se realse.
Decidio-se finalmente na cmara dos depu-
tados a importante questo da mensagem ao
throno reprovando o desacato de Olosaga o
apresentano os protestos de adheso e Icalda-
de dos representantes do paiz, por urna maio-
ra de 53 votos 101 contra 48.
O Heraldo publica urna carta de Talavcra, om
data de 18 dando conta da fuga do ex-minis-
tro Olosaga. Certos negociantes de Madrid,
voltando da Extremadura entrrao em Tala-
vera ato, 8 dissrao, que a 14 encontrado
na estrada de Portugal I). Salustiano Olosaga ,
que bem conhecrao, apesar do ter elle baila-
do a cabeca c oceultado o rosto quando pas-
sro perto. Hia emsua companbia nutro su-
joito, quo Ibes parecco Sjornau e um criado ,
escoltados por uns vinte contrabandistas dividi-
dos em grupos e armados do carabinas to-
dos a cavallo, que reconheciao os casaes, per-
guntaudo so liavia tropa perto. Esta caravana
dizia que id comprar porcosa Extremadura ,
e consta, que nao entrou em povoaco alguma
importante. Olosrga mostiava-se mui fatiga-
do e doente.
Na sessao da cmara dos deputados em 1.
dedezembro compareceo o ministro Gomales
Bravo e leo o seguinte importante docu-
mento :
Auto solemne do atienlado commetlido pelo ir.
Olosaga contra a rainha de Hespanha.
D. Luiz Gonzalos Bravo ministro dos nego-
cios tirangeiros e tabellio mor interino
do reino :
Certifico e dou f que, tendo lido citado
por ordem de S. M. a rainha nosso senhora ,
pra me apresentar neste dia em a real cmara ,
sendo admittido real presenca s onze horas e
moia ta manba concorrrao comigo cita-
das tambem por ordem da rainha as seguin-
tes pessoas: D. Mauricio Carlos de Onii,
i
1
i


T
2
presidente do senado ; o duque do Rivas o o
conde de Espeleta vice-presidentos da mesrtia
cmara; I). Salvador Calvet, D. Miguel
Gollanguer o marquez de Pena-florida o o
marque? de S. Felices secretarios do senado ;
D. Pedro Jos Pidal presidente da cmara dos
deputados; D. Andr Alcon D. Manoel Ma-
zarrelo, e D. Javier de Quinto vice-presi-
dentes do mesmo ; D. Mariano Rosa do Togo-
res, IX Candido Manoel de Nocedal D. A-
gustin Salido e D. Jos Posada Herrora se-
cretarios da cmara dos deputados; D. llamn
Mara l.leopart, presidente do tribunal supre-
mo dejustica; D. Francisco Ferraz presi-
dente do supremo triliunal de_guerra o mari-
nhu ; duque de Fras, presidente da junta
consultiva de estado ; duque do Castro-terreno,
presidente da deputacao da nolireza de Hespa-
rjlia ; D. Francisco Serrano lenle general
dos nacionaes exordios; D. Ramn Maria
Narvaez capito-gencral do primeiro distrcto
militar; D. Jos Maria Nocedal, decano da
deputacao provisional ; ). Manoel de Larrain ,
alcaide primeiro constitucional ; duque de Hi-
jar, sumilber de corps; marquez de Santa
Coloma mordomo mor de S. M. ; marquez
do Malpica estrilieiro mor de S M. ; mar-
quez de S. Adrio ; gcntil-homem de semana ;
duque do Sara^oca capitao de alabardeiros ;
marque/, de Palacios, mordomo de semana ;
D. Domingos Dulco gentil-homem de sema-
na ; marqueza de S. Cruz camarnira mor ;
D. Joao Jos Ronel e Orlie patriarcha das
Indias; e l). Felis l.uiz do Quintana secre-
tario de S. M. com exercicio de decretos e
chancellar do ministerio de graca e justica om
presenta do infrascripto taliellio mnrdo reino,
fez S. M. a seguinte declaracSo :
Na noute de 28 do mez prximo passado ,
apresentou-se-me Olosaga e me propoz ,
que assignasse o decreto de dissoluco das
cortes. Respond que nao queria assig-
nal-o tendo para isso entre outras ra/.oes a
de que as cortes haviao declarado a minha
maioridade. Insisti Olosaga e eu resist
novamente assignar o decreto. Levantei-me,
dirigindo-me porta que se acha es-
querda da minha meza de despacho. Olosa-
ga atravessou-se no camnho e correo o
echo da porta. Djrigi-me aquella que osla
em frento e tamliem Olosaga so atravessou
no caminho e llie correo o fecho. Depois
agarrou-me no vestido e obrigou me a
sentar-me. Travou-me Ja mao e obri-
a gou-me a rubricar. Em seguida foi-se 0-
losaga e retirei-me ao meo aposento.
Tendo eu feito leitura da precedcnle mani-
fustat;ao S. M. dignou-se accrescentar :
Antes de retirar-se Olosaga me perguntou,
se Ihe dava a minha palavra de nao dar parte
a pessoa alguma do que occorrra ; e eu res-
poodi que tal promessa Ihe nao fa/.ia.
Acto continuo convidou S. M. ; que entras
sem na casa do despacho lodos os presentes, e
exammassem o lugar em que succetleo o que a
cabava de referir-lhcs e assim se fez com
efleilo entrando todos no real gabinete.
Em seguida depositei a declaraio as reaes
maos de S. M. a qual assegurando que era
aquella a sua verdadeira e li\re vontade af-
frmoii p rubricou em presonca das referidas
lestcmunhas, depois de haver eu perguntado
aos que presentes se achavao se ficavo intei-
rados do seu contetio o tendo lodos respon-
dido que sim e se achavao inteirados dei
por inalisado esteuulo mandando S. M. que
so relirassem os individuos presentes o que se
depositaste esta sua real (Wlaracao na secreta-
ria do ministerio a meo cargo onde fca ar-
chivada.
E para que em lodo o lempo conste e pro-
duz.i os effeitos necessanos dou o presente
testemunho em Madrid ao 1. de dezembro
de 1813.
O Echo del Commercio diz, sobre o testemu-
nho de pessoas bem informadas que a rainha
Christina vem decidida a proteger os progre-
sistas, e a nao fazer causa commumeomos
moderados. Observa, que a imprensa dance
za corrobora esta ideia porque se tem iro-
nunciado contra o escndalo da publicar/So do
desacato de Olosaga.
Tinhio cliegado l'ariz os senhores Do-
nozo Crtrtes e los de Ol.ino que ia<> convidar
a rainha Christina vollar a llespanha. J ti-
nhao sido apresentados Ilustre princeza e
Ihe tinhio representado a rcacciio que na pe-
nnsula ha a favor da autoridade real. A rainha
recebcu-os com grande aflabilidade mas nao
deo inmediatamente resnosta firando de re-
solver tinhao Umbsm j sido apresentados ao
presidente do conselho o marcchal Soult
[Diario du Guverno. )
Noticia extrahida das fulhas inglesas at 20 de
dezembro.
O conselheiro Araujo Ilibeiro, que foi de Pa-
rlz a Londres com a missao especial de con-
cluir um tratado de commercio entre o iirasil,
o a (ram-Rrelanha fundado em bases diver-
sas d'aquellas que propoz Mr. El lis nasuacm-
baixada ao Rio-de-janeiro, j tinha partido
para esta corto. depois do troi mozos de resi-
dencia em Londres, sem obter resultado al-
gn) ; pois quo as ncgociacSes para aquello
tratado estavao definitivamente rotas.
( dem. )
SECRETARIA DE ESTADO DOS NEGOCIOS DA
MARIXIIA, E ULTRAMAR.
SeccSo de marinha.
Aviso aos navegantes.
A administradlo da marinha real annuncia ,
para conhecimentodos navegantes quo a tor-
re do Canil de Kullen em virtude dasordens
da mcsina administradlo, de 15 de abril e 10
dejunhodo anno prximo lindo, devora ser
reedificada mudando-se o farol de corvo em
farol circulante, com reverberos, e bem assim,
que o fogo, em quanto durar o reparo ser
acceso n'um farol do carvao de pedra postado
sobro a montanha prxima torro. O novo fa-
rol circulante se formar do doze roverberos, ou
espelhos polidos, distribuidos em quadrado cir-
cula nto, tros de cada lado, movendo-se por meio
de urna machina de relogio, e a sua rotacao nao
exceder oito minutos, em cujo lempo se mos-
trarais quatro claros, com a duraco de trinta
segundos, e intervallos de um c meio minutos.
Esto farol nao se equivocar com o de Anholdls
(Rlink-fyr), por isso que o rodeio deste (como
annunc.iou a direceo dos faroes dinamarquozes
em 2- do marco de 18-2) apenas do tres e
meio minutos cada um, em cujo tempo appare-
cem oito eclipses com a duraco de seis se-
gundos cada um. Stockolmo, em 17 de mar-
co de 18i3.
O mais pequono dos dous faroes existentes no
porto de Danzic em Neufahrwasser que at
agora foi enlretido n'uma baliza muito perlo do
grande farol sera accezo pela ultima vez no
dia 15 de abril do corrento anno, e arder des-
de o dia seguinte n'um pequeo farol do ferro
novamente construido na ponta oriental do
porto Moole urna luz fixa da invencao de Fres-
nel a qual bem como a do grande farol, se
conservar acceza todas as noules desde o por
at o nascer do sol. O novo larol fica pela agu-
Iha 4:800 ps du Rheno distante para a banda
do norte do grande farol. Eleva-so 43 ps a-
cima do nivel do mar as mares ordinarias e
avisa-se em tempo claro deste O S. O. at S. .
em todos os rumos da agulha, e do lado do
mar na distancia de mais de 2 1/2 leguas allo-
mas, estando o observador pouco mais ou me-
nos tO ps cima da superficie das aguas. Os na-
vios que demando a enseada de Danzic.de noute,
depois de terem ganho a altura da antiga em-
bocadura do Vstula devem tomar sentido de
nao passar a respeito do larol mais alto, ou
meridional alm do rumo de L. O. para o qua-
dranlu do Oeste, neni a respeito do farol do
Moole oriental alm do rumo de O. para o qua-
drbnte do norte, aflm de nao chegar perlo dos
baixos que esto em distancia lora da antiga
embocadura do Vstula De Sul para l'Este ou
S. S. E. do larol do Moole oriental ha 5 bracas
de agua de profuodidade o que olTerece bom
ancoradouro na enseada. Ambos estes faroes ,
que quando se deixo ao S. se torno n'um & moslro-se cnto consideravelinente separados ,
e a luz do grur.dj farol, ou do alto ao Oeste da
do Moole.
As sondas mencionadas sao todas conforme o
compasso de variacao.
Danzic aos 21 de ievereiro de 1843. leal
goterno du Prussia.
A'oroi faroes de Dunkerque e de Gravelints,
( Reparticao do norte.)
Previnem-se os navegantes, que do 1. de
maio de 1843 em diante haver dous novos fa-
roes que estaro accesos todas as noutes sobre
o litoral da reparticao do norte um em Dun-
kerque e outro em Granvclincs.
As seguinles explicaces dao a conbecera
posicao a natureza e o alcance distes dous
fogos.
Novo farol de Dunkerque.
Fogo de rotacao, com eclipses successivos de
minuto em minuto. Do 1. de maio prximo
futuro em diante o antigo larol de logo lixo
da torre do Hugucnar ser supprimido, e sub-
stituido por um farol, com eclipses de minuto
em minuto que ser acceso na torre ltima-
mente construida entre o grande dique e o
forte Risban que fica 1,400 metros ao N. O.
da torro do Hugucnar, 51" 3' de latitudo e
0o 1" 41" de longtude E.
A torre do novo farol de Dunkerque tem 55
muiros de altera scien o terreno e o foco do
appareiho luminoso eleva-se 59 metros cima
do nivel das mares mais altas.
Fin borr. lempo os ciaros do novo farol po-
dero ser vistos na distancia de 24 milbas na-
ntimas(44 a 45 kylometros),estando o observa-
torio 10, ou 12 ps cima da superficie do mar.
essencial notar-se, que em tempo ordina-
rio os eclipses s parecero totaes alm de urna
distancia (le 12 a 15 milbas martimas.
quem dessa distancia se avistar, nos inter-
vallos dos grandes claros, um pequeo fogo
Ro.
Farol de Gravelines [fogo (ixo.)
Esto farol ser acceso sobre a torre ultima-
mente construida a Testo da entrada de Grave-
lines 51 O' 17" de latitude e 0o 13' 38" de
longitude O.
A torre do farol de Gravelines tem 2E V* me-
tros de altura cima do terreno e o foco do
appareiho luminoso eleva-se 29 metros cima
do nivel das mares mais altas.
Em bom temp o novo fogo poder-se-ha ver
na distancia de 15 milhas martimas.
IllumimacSo do porto de aples.
AVISO AOS NAVEGANTES.
1 az-se pblico aos navegantes que a co-
mecar do 1. de abril de 1843, o farol actual-
mente estabelecido na grande torro do caes
(Molo) latitude 4% 50'15",longitudodo meri-
diano de Pariz 11 55' 18", ser substituido
por um larol lenticular do mesmo genero dos
que presentemente se usao na costa de Franca.
O novo farol ser da terceira ordem da especie
chamada a breves eclipses e dar urna luz
intermitente a dous periodos um constante,
e o outro variavel : o primeiro durar aproxi-
madamente setenta minutos segundos, e ser
logo seguido do segundo periodo que ter a
duraco de cincoenta minutos segundos apro-
ximamente o ser composto de um vivo es-
plendor precedido e seguido de urna commu-
nicaco gradual muito notavcl pela energa
da luz constante. Para um observador sufli-
cientemente distante estas duas depressoes do
lu entre as quaes brilha o mximo expen -
dor do farol se mudarn em eclipses totaes.
O intervallo comprchendido entre duas succes-
sivas exaltacfes de luz compondo-se da som-
ma dos dous periodos ser de dous minutos
primeiros.
O fogo deste novo appareiho do Iluminadlo
se levantar 184 palmos (pouco mais ou menos
49 metros) sobre o nivel medio do mar.
A luz constante poder divisar-se at da em-
bocadura de Capri em tempo suficiente cla-
ro e sereno: o raio do mximo explendor se
ver distinctamente a esta distancia anda a
travs do urna atmosphera algum tanto vapo-
rosa ; a meio golfo o farol ser visivel dehaixo
do qualqucr constituidlo atmospherica, ao me-
nos nos periodos do seu mximo desenvolvi-
mento luminoso. ( Diario do Governo.)
INTEROR.
0*
DIVERSAS NOTICIAS.
As noticias do Ouro-preto chegaa a 15 do
frrenle : dizem-nos d'alli que a provincia vai
em paz; que os Snelas Luzias porcm, bus-
cao como sempre todos os meios de perturbar
ordem pblica engaando a credulidade do
povo com mentiras que a cada patso criSo
no que sao grandes e feriis I O jury tem cahi-
do no ultimo grao de descooceilo porque tem
ebegado ae ponto denegar a verdade conhe-
cida por talnao temendo incorrer as ponas
fulminadas contra aquellos que commettem
peccados que hradao ao co.
De S Paulo temos carta de 20 de de-
zembro.A provincia continuaba em socego ;
4 abrio-so a sesso do jury; mas' at 20 nao se
havia tratado de nenhum processo poltico.
Lem so na parte policial do Covernista, quasi
coustantemente, noticias de varios assassinatos,
lerimenlos e outros crimes grsves,que tem sido
commettidos nos diversos pontos da provincia ,
entre outros o docidadao Joaquim Gomes de
Sequeira 1. supplente do subdelegado da
villa de Cunha morto no dia 22 deoutubro
prximo passado s 8 hora da noute.
Forao absolvidos pelo jurv do S. Paulo
os presos que se achavao comprometidos na re-
bellio de torocaha.
(Sentinella da Monarchia.)
S. PEDRO DO SUL. ^~
O rio-grandense seu amigo no Uio-de-ja-
neiro.
Rio-pardo, 20 de novembro de 1843.
Apenas te havia enderocado pelo correio a
exigida resposta s quesles que me lazias, eis
que vem s minhas maos a tua carta de 30 de
outubro, impondo-me o dever de continuar a
transmittlr-te quantas noticias me (osse po-si-
j vel cslher da actual campanha; noticias que cm
verdade as minhas circunstancias mepocm em
estado de obter do tonto limpa; man iia bcuiiv
ce o mesmo com a segunda tarefa que commet-
tes ao meu cuidado, a de dar-te urna ideia exac-
ta do estado em que fh5 as grandes povoa-
coes ueste paiz, etc., visto que minha posica es-
tacionaria priva-me do praser de visital-as, e
sou forcado pedir instrucces outros que
nem sempre teem os quisitos necessarios para
dal-as com precisad; e a mim muito me custa
sacrificara verdade em minhas nanaces; por-
que, segundos meus principios, o\escriptor
anda o mais obscuro, ou dve ser seuiWc ver-
dico e circumspccto, ou deve largar a penna da
mao. Algumas omissoes notars por esto mol,
vo, satisfasendo a tua segunda exigencia; mas
bom cuidado porci em nao uvancar cousa qU
possa ser tachada de menos verdadeira.
Escapou-me fallar-lena minha anterior do
encontr que levo lugar na Cruz-alta da Serra
entro urna partida do coronel Jeronymo Jacin-
tho o outra de mais do cem rebeldes comman-
dados pelo Portinho, em quo esto foi batlido o
pordeo um prisioneiro, doze morios, toda a ca-
valhada e gado de munido que condusia. Porti-
nho tratou de pr-se salvo com toda a sua
gente desde os primeiros tiros.
Outra frca legal bateo as Palombas ao titu-
lado lente rebelde Rento Correa, que, posto
em desordenada fuga, cahe prisioneiro em um
banhado com tres individuos seus.
O tenento do crpo provisorio de voluntarios
Joaquim de Vargas, destacado com 40 eavailei-
ros da segunda diviso para explorar o inimigo,
acaba de encontrar duas legoas da estancia de
Alexandro Ribeiro, junto conlluencia do Ta-
cuaremb com o Jaguary, urna partida rebelde
oceupada em dar pasto aos seus cavailos, ecar-
regaiido-a, a dispersou e a meltco pelos mattus
que borda aquellearroio, licando em seu po-
der 5 prisioneiros, 1 morto na carga, 96 cval-
os, porco de arreamento, dous cunbetes com
caituxosc urna importante correspondencia via-
da do Estado Oriental para David Canavarro, a
quale o cartuxame era condusidos por um te-
nente-coronel do mesmo estado, quo se escapou
a poccultando-se no mato. Ncsto encontr ti-
vero os legaes um morto e outro IVridu grave-
mente. Mais tarde volverci tratar da corres-
pondencia interceptada
Marchando o tenonte-coronel Demetrio cm
busca de Guedes, conseguio encontral-o, pon-
do-so este ultimo em accelerada luga, e enca-
inmliando-se por diversas direccoes s cabecei-
ras do Ouarahy, Rinco da Sepultura e Mscen-
les de Taquaremb-grande; deo coinsigo naso-
lita guarida do Estado-Oriental. Quatro prisio-
neiros rebeldes e cerca de 300 cavailos cahra
em poder dos legaes durante a perseguico que
lizeruo aquello caudilho desde odial.cal o
nono deste me/.
No dia 16 do corrente se opresentrao, esca-
pados da lori/ii de Canario ondo se consen-
ao prisineiros os alferes Digo Alcal, do
3. regiment (cavallaria ligeira;; Joaquim Le-
ntos do Prado, o Eleulherio Lentos do Prado,
do 3." torpo (cavallaria de guardas nacionaes);
e com files Manoel Jos da Silva, commandan-
te da guarda que os custodiava e intitulado
tcnente da rebelliu.
Em um dos dias passados o sargento-mr
Jardim, do3.corpo (guardas nacionaes), mar-
cha com 100 hoinens ao encontr de Portinho,
que sabedor deste inovimenlo reno-se aa
(oreas do Carvalho Fructuoso e Sczelredo ,
e, lorie de 160 homens dirige-se entao so-
bre Jardim. Uuareniu boiiiens que levava
sua frente, empenho por duas horas urna forte
guerrilha, contra 20 exploradores do primeiro,
concluindo os de Portinho com abandonar o
terreno, que dispulvo, levando 7 bomenslo-
ra ae combate. Jardim levo 5 feridos.
No dia 6 de novembro mais de 600 homens,
com um can bao cominandados por Rento Gon-
Vahes Neto e Lucas atacaro o 5corpo
(cvallariada guarda nacional)asordensdeFran-
cisco Pedro eo batalbo n. 11 as do lente-
coronel Francisco Felis postados 400 tuezas
da eapella de Canguss ; o depois de rcnbido
combate que durou mais de hora retiraro-
se os rebeldes com perds de 3 cjtfciaes, e 27 sol-
dados morios 2 prisioneiros e outros tantos
apn sentados a columna vencedora e bem as-
sim grande quanlidade de armamento. Muilas
carretas, cheias de feridos robeldes, frao dirigi-
das sobre Pratinm, onde nem lempo Ibes da-
r para atar as feridas. Em consequencia Jes-
la jornada to latal para ellos tem sido conside-
ravel a desercao de sua infantario ; que con-
tando antes da accao para cima de 300 bomens,
apenas ter boje se nao me engano as mi-
nhas conjeeturs, de 90 a 100. Assim condujo
o Rento com a nica frca desta aima que ti-
nhao os rebeldes a sua disposicao. Mui obriga-
do Ihe deve estar Canavarro que dtlla se des-
prenaeo c que demasiado condn as fallazcs
promessas e son hados triumphos, com que
soube ascinal-o o seu invejoso rival. E de no-
tar que s tres companhlas do n. II entrarlo
em aclo conservando-so a restante forca le-
gal alguma distancia do campo disputado e
de observucao a Canavarro que se suppunba
em marcha, c nao longe daquelle ponto. Mor-
rrao dos legaes 1 primeiro cadete segundo sar-
gento 1 anspecada e 2 soldadosdo n H.j
sargento do 5." O mesmo batulhon. 11 levo 1
c:bc o 11 soidados feridos.
Tenho nesto momento junto mim e n0
mesmo gabinete, em que estou escrevendo o
aieres Fidelis Paesda Silva, do 5.. enviado ao
grande quartel-general, com as respectivas par-
tes ofliciaes. Estehomeffi, bastante conbcci-
do por sua bravura esanguo fri introduz-
seenlre a infantaria inimiga em um momento
de confusao e cm que esta principiava a va-
cillar ; faz-sc pa sar por um dos seus ofliciaes,
ordena un* de fazer fogo, reprehendo outro
i


5 ^
a hesilacao que moslravo, o nao perdo occa- tolida administracSo goncalvina acinto ,
3o de despertal-os grandes golpes do espada; de seus primeiros passos tinha torpemente a
jssim as a disimando (uando um ofTicial re-1 gentado ; ja all se oceupao na reedificarlo do
beld i desconfiado de tanto zlo poe-lhea theatro.
e des-
afu-
do Rio-grande
Deves saber que a cidade
tviiuu-iiic uu gjiuMUj que apenas! conta actualmente mais crescide numero de
legrao. Fidelis lanca promptamonte mO' edificios, doque em 183a ; quo o numerario
i faca quelevava, mata 5 punhaladaso la corre em abundancia e que o seu commer-
i
beld esconliauo oe lano zeio poe .
mo a urna aba do ponxc d com elle em tr-
ra corrcndo-lhe duas estocadas
Ihc chegrao. Fid
urna
, o rctira-se do meiodaquella gen-
te seguido de um inferior, quo o acompanbava.
Deixo de lazer reflexcs sobre os feitos de ar-
mas quo le relaciona esta carta. Ellos (allao
por si mesmos, e altamente, dopoem contra o
desanimo falta de energa e do ordem as
lucirs revolucionarias Quizara portn quo
contigo vissos.neslelaelo acontecido com Fidelis,
at que ponto tem chegado a reiaxaeao e a
indisciplina na frca rebelde que tao triste fi-
gura acaba do fazer em Canguss Mas nao est
alli liento Gonealves? listo homom, mais con-
tagioso que a cholera-morbns, o capaz de in-
festar em um so da o maior e mais bom dis-
ciplinado exercito do mundo.
liento Goncalvos antes quo be chegasse a
infantaria mandou promptificar em Piratinim
grande quantidade de saceos, que distribuio por
ella para carregar com os despojos de Cangus-
s cujo sai|ue por tres lias llio prometteo E'
um genio esto Bonto! E teimSo os rebeldes om
obedecer a oslo esturdio, que tanto sangue Ibes
tem (eito derramar intilmente ? b demen-
cia......! Desta cor 6 a desgraca entre aquel-
los mais, que hallucinados Bio-grandenses.
Foi morto no dia 7 escapando-se do sar-
gento Emilio Rodrigues da Silva que o que-
ra capturar o titulado tenento-coronel rebol
de Firmiano portador de officios de Canavar-
ro para Bonto Goncalves, Neto, &c.
Esquecia-me dizer-le, que, ja do marcha
para o exercito o alferes Fidelis encontrou em
una estancia como cousa de tres leguas para c
do Ganguss 11 infantes do inimigo quo alli
virao dar mui maltratados, o feridos.
Consta pela correspondencia apanbada a Fir-
miano, quo Canavarro inlentava atacar a co-
lumna immediatamente conducida pelo general
em chele logo, que a inlantara Iho (osse devol-
vida. Parece incrivel, que tal projocto tivesse
entrada em cabeca bem organsada. Certa-
mente engana-se Canavarro, se pensaachar in-
teiramenle p a cavallaria dessa columna. Es-
te engao Ihe podoria ser funesto. Dado po-
rm o caso o nao concedido de que fosse
verdadeira a hvpolhese, em quo t5o mal se fir-
ma ignora elle accaso, que urna boa infanta
ria sabe supprir-se si mesma mrmente
quando ella combina seus fogos e manobras
com bocas de fogo bem executadas? Tao
prompto se Ihe foi da memoria a batalha de
Vtusaings o combate ompenhado por todas as
forcas revolucionarias a urna legua do passo do
Cameiro em Santa Mara contra a colum-
na menos do motado inferior em numero do bri
gadeiro liento Manocl ; todos os c jmbates, c
cedes parciaes, que depois disto teem occorrido
entre os rebeldes e as lrr.as da logal.dade ,
ondemuias vczes,a infantaria, rcdu/ida a seus
nicos rocuros tem brilhantemente trium-
phado de todos os seus imm.gos ? Eslepro-
jeclo de Canavarro a meu ver, lilho aborti-
vo de urna causa desesperada e mte.ramente
excntrico aos'fundamentos, e bases em quo se
apoia a razao ou se firma o calculo.
i-aremos aqu cora < .u..-v-,-----j..- >"
bre, e affligente da guerra e seus horrores.
para dar lugar exposicao do scenas mais agra-
daveis, e lisongeras .
O est.angeiro. que desembarcasse boje em
Pilo-alegie Ihe cuslaria a crer queseacha-
va na capital do urna provincia despedazada pola
medonba guerra civil. S de lempos a lempos ,
e quando la chego os correos do exercito. se
ouve fallar dos seus mov.mentos e diversos
fetos de arn.as, com aquella seguranca, e falta
de receto, iue nspirio estes successos a quera
esta delles consideravelmente arredado. Ve-
ras se alli fosses ocommerc.o tao animado,
o activo como antes de ter a guerra comecado ;
a, chcaras ou casas de campo adecentes res a-
beleciJas e revi vendo a agricultura que tao
rendosas as tornovao a colon.a de S. Leoopol-
do ergue..do-se brilhante do me.o de suas rui-
nas econcorrendo poderosamente para mul-
tiplicar os rosos c fruices da vida aos volup*
tuosos habitantes da c qntal.
Rio-pardo menos distante do theatro da
guerra nao deixa de ser um grande deposito
dearti-oscommorciaes. que so derramao pelo
ceir da campanha ou sao levados aos.ponto.
am ci de nenhum modo inferior, nem menos
prospero que o da capital.
Algrete, sombra da guarnicao, que o co-
bro vi? ahrir-se diante de si urna nova scena do
prosperidades o do commodos quo eslava
longe do esperar.
S. Gabriel mesmo que por vezes e como
a furto se ser visitado por algumas partidas re-
beldes abunda de todos os artigos mercantis
necessarios ao seu consumo o ao da sua cam-
panha.
Em melhor estado estiio a Cacboeira o S.
Bor|a em MissSes.
liag enllocada sobro a linha, aborta como
toda ella o exposta qualquer genero de in-
cursoes est com tudo supprida de gneros
commorciaes, que excedom em quantidade s
suas precisos.
Nao sei o que rae por Santa Mara do Monte,
Cruz Alta da Serra e Encruzilhada. Em
qualquer desles povos deve ter cessado a extro-
ma carestia que os atormentava do todos os
artigos, at os do primeira necessidade al-
guns lempos atraz.
Serrito na confluencia do Jaguarao com a
Logda Mirim dove estar boje drente e mui
habitado : negocia com o estado vizinho .
suppre a campanha immediata o coberto do
um golpe de mao, conserva cominunicacoos fa-
cis o seguras com a capital e a cidado de
S. Pedro.
Escusado era tratar de Muslardas, e S.
Jos do Norte : as mesmas circunstancias da
cidade visiaha, devem gosar, como ella, do pro-
porcionaos vantagens.
Por consequoncia necessaria e immediata do
melboramento adquirido pelas povoacoes, e
homom do campo as familias espalhadas pelas
estancias, viro, como por milagro, desappare-
ccra hedionda misoria e a indecente nudez,
nue pela maior parte a guerra civil as tinha con-
domnado. Familias inteiras ( eu mesmo as vi']
lovavo duas horas a trocar os andrajos que as
cobriao por outros menos despedazados para
roceberem a quern as visitava.
A guerra tem perdido muitos graos de sua
ferocidade. Urna poltica humana generosa,
e Ilustrada oporou este prodigio e a sabe-
dona Ihe garante continuaco eestabildade.
A amnista que dexou deserleltra mora,
boje urna realidado. O espirito do equidado,
de moderarlo e do justica que nunca se dea-
mentem honro e acreditao nesta poca a le-
galidade que muito e muito com isto tem
ganhado.
A confianca renasce todos os dias e o Rio-
grando se cncamioha lentamente mas com
passo firme e seguro ao suspirado termo do
seus longos soUrimentos e horriveis calami-
dades.
Ah tens. nessas ultimas linhas quo prece-
den! a explicaco concisa da enorme mudan-
cade cousas que toras notado com admiraco
nesta provincia de poucostempos paraca,
esejas ver mais ? Espera que eu tam-
bein sei esperar. t
[Jornal do Commercio.)
Navio entrado no dia 8.
Philadelphiaf 45 dias, patacho americano
Gallio de 14i toneladas capitao Eaward,
equipagem 7, carga farinha de trigo, o
fazendas: a consignado de Matheus Austin
4C ..
lucios tahidos no mesmo da.
Rio-de-janeiro patacho americano Gallio .
capitao Edward Kueeland : com a mesma
carga que trouce do lMiiladelphia.
IMiiladelphia ; barca americana Rio, capitao
J. Yonng : carga assucar.
Amsterdam ; escuna hollande/a Anlje capi-
tao Kloin': carga assucar.
Now-York ; brigue inglez Diana, capitao
Walter Groig : carga assucar. _.....
Rio-de-janeiro ; escuna-americana Eltiabetk;
capitao WilliamsGoogins; carga farinha de
UrigO ,. .,
Livorpool ; barca ingleza Thomas MtUor ;
capitao James Palelhosjie ; carga assucar
Parahiba ; hiato nacional S. Cric ; capitao
Joaquim d'Olivoira ; carga plvora da na-
cSo e varios.gneros.
Edilal.
(C.JWMIKEW
= i) illm. sr. inspector da thesouraria des-
ta provincia manda fazer pblica a exposicSo,
abaixo transcripta das dilTorencas que so en-
contro as notas do 5SO00 rs. da .1 estam-
pa quo ltimamente teem apparecido na cir-
culaCO comparando-se com as verdadeiras. ]
Secretaria da thesouraria do fa/.emla 30 de Ja-
neiro do 18H. No impedimento do ollicial
maior. Emilia Xavier Sobrara de Mello.
Exi'osigAO.
DifTerencas mais salientes, quo seencontrao
as notas falsas de 5?()00 rs., da 2.' estampa ,
que ltimamente teem apparecido na circulacao,
comparando-as com as verdadeiras.
O pape! do um azulado, sem realce do su-
perficie muito lizi. contendo om seu fabrico
grande parto d'aljiodao. A estampa tem a cor
amortecida e todos os seus ornatos confundi-
dos, principalmente na facha, onde se acha
escripto o relatorio da nota; porque devendo
conler por estonco a ropeticao do seu valor,
nao p.idem conhecer-se as letlrascoino as ver-
dadeiras ; a numoracao acha-se Impresas algu-
ma cousa verticalmei.le, o as lettras cortadas
dotalao achao-so com o centro branco quando
as verdadeiras o teem assombrado. Thesoura-
ria de Pernambuco 30 de Janeiro de 1844.
O thesoureiro Domingos Affonso Ven Ferrara-
Est conforme. No impedimento do olficial
maior 'Emilio Xavier Sobreira de Mello.
3>eclaracoes.
DIARIO liTaBNAlBl'CO.
Consta-nos, que o snr. Dr. Francisco Joa-
quim das Chagas fura nomeado por S. M. o
Imperador Deo da calhedral de Olmda.
da iiiiiiiC-ui"
l..,..!,.ir i
c Ulvez mais peto crei-.uu r.u...w-
Alfan ciega.
Rendimiento do dia 8-----....... 8:4278892
DetcarregUo koje 9.
Brigue/{oiimdifferenles gneros.
Brigue -;Wory-Wau/bacalho.
Brigue americano-Si7/A-barricos abat.das,
e com larinha.
Brioue-JIfednm-carvao He pedra queimado.
Brigue fVadiilolarinha de trigo
Brgue-Com6er/anrf-diflerentes gneros.
-O vapor Pernambueana recebe as malas
para os portos do norte hoje ( 9 ) as i horas da
tarde.
__ Cartas seguras para os snrs. Jos Antonio
Bastos, e Jos Ignacio Ferroira Rahello.
__A thesouraria das ronda provinciaes com-
pra por ordem do Exm. snr. prosidente da
provincia osobjectos abaixo doscriptos para
serem enviados aos Indios da uiissao do Choc ,
no termo de Flores :
Enxadas 30 machados 30 fouecs 30 ,
fechaduras de tortas90 pares de dobradicas
120 lerrolhos 30.
As possoas, a quern convior venderos referi-
dos nl.ier.tos.comnarecocom asamnsfrns delles.
e com as propostas dos procos. na salla das ses-
s5es da mesma thesouraria no dia 12 do cor-
rente ao meio dia.
Secretaria da thesouraria das rendas provin-
ciaes de Pernambuco 6 de levereiro do 1844.
O secretario ,
Luit da Cotia Porto carreiro.
__ O agrimensor, abaixo assignado, oflerece
os seus serviros s pessoas quo tiverem propie-
dades a demarcar, e alianca a mais escrpulo
sa exactidao e o maior zelo no desempenho da
sua arte ; devendo todos os que do seu presti-
mose quizerem utilisar,dirgirem-se (porcarta)
ao mesmo abaixo assignado na Rua-direita ,
sobrado n. 121.
joaquim da Funstca Soares de Figueiredo.
COMPANHIA DE BEIRIBE.
= Os snrs. assionistas da companhia do Be-
biribesao convidados entrarem com urna no-
va prestacao de 4 por"/. ( ou 2,000 rs. por cada
accao ) no praso de 30 dias contados da data
deste. Escnptorio da companhia 5 de fevereiro
de 184*. O secretario B. J. Fernandes Barrot.
Mcmiiieiiio do Porlo.
Nn fin M
hidn to dia 7.
anBa,rnU, -;;;;; fiJ *?*$ I P. om.. o v.por "d. .. t> 6*' .
Avisos martimos.
? = Para o Aracaty o hiate Flor de-laran-
ieiras setrue viaizem imnrpliuivelmenle no dia
18 do correte ,* por ter parte de seu carrega-
ment prompto : quein quizer carregar ou ir
de passagem dirija-sea ra Ja Cadeia do Re-
cife, loja de fazendas n. 37.
= Para Hamburgo Marcelha Genova ,
ou Trieste freta-se a muito veleira polaca
franceza Petras capitao F. Maflre forrada e
cncavilbada do cobre : os pretendentes dirqao-
,0 aos consignatarios J. P. Adour & Com-
P'L"?ara Lisboa pretendo sair no dia 20 do
corrento o bem construido c Puro bngje
portugus llobim forrado e encachado de
obre de que capitao Alexandre Jos Cr-
rela : quen! qui/er carregar ou .r de passa-
gem para o que tora muito bons commodos .
dirija-se ao sea consignatario Francisco Scve-
rianno Rabel!., ou ao capitao na 1 raes do
commercio.
Avisos diversos.
= Precisa-se d'um menino portuguez .
idade de 12 a 14 annos. para caixeiro de loja
entuma villa, na provincia do Rio-grande-
' do-norte ; devendo para isso dar mformacoes
: de si por pessoa de boa fe : no bairro do Ke- ^
cifo,' porto do Corpo Santo hotel cornmer-
cial.' nevtos dias, sompre as 7 horas da ma-
LOTEBIA HO LUPE.
No dia M do corrcnle
mez ro mpretepivelmente as
vhUs desla lotera. Os W-
Ihctes aeliao-se venda ,
nos lui;are> do cosame
Ouoin precisar de um caixeiro portuguez,
do boa conducta para venda o qual ja tem
pratica da mesma o com idade de 16 annos:
dirija-se a lora-de-portas n. 92 ou annuncio
para s-r procurado.
s= Offerece-se um Portuguez que affiansa
a sua conducta para caixeiro de casa ingle/a ,
ou para qualquer escriptorio : a tratar na Pra-
ca-da-independencia n. 34.
ss A requorimento dos administradores da
liquidaco dos fundos da companhia geral
extincta o por o juizo da 1.a vara do civel
desta. idade, acha-se em prava para ser ar-
rematada de venda e lindos os das da le ,
una morada de casas de dous andares, o sotao,
n. 47 sita na Bua-nova com 36 palmos de
frente! e98dclundo, quintal murado ca-
cimba propria portao cm chaos loreiros ,
avahada em 9:000,000 rs. penhoradas aos
herdeiros de Joaquim de Almeida Catanho.
es l.ava-se e eogoinma-so com todo areio,
perfeicao e promptido, por preco mais com-
moilo que possivel ; assim como so acceito
costuras, tanto de alaiute, como outra qual-
quer que se offereca ; na ra de Aguas-ver-
des n. 100.
= O 1." secretario da sociedade Apollinea,
convida aos membros da commissao adminis-
trativa para se reunirem na casa de suas ses-
s5es, terca leira 13 do corrente pelas 6 ho-
ras da tarde.
__O reverendo Tiago do Pinna Cabral reti-
ra-se para fra desta provincia.
s= Na ra de S. Bom Jezus das crioulas,
casa n. 2 acha-se um bomem pobre caza-
do e com 5 filhos menores, o qual tendo
i,:.il.>.-iii.. em 4 annos MSJ tore ios? BOM
chegou a ficar ceg ; e como necessitado e
amanto de sua infeliz iamilia com ella roga
aos devotos e compadecidos dos pobres, que
se dignem lavorecer-lhe com alguma esmolla ,
para bem de sua familia.^
__ Antonio Loiz de Freitas roga todas as
pessoas, que vendro efleitos ao fallecido
Felis Concalves Pirette por seu abono hajao
de apresentar suas conlas no praso de 4 dias,
na Rua-impcrialdo Alterro-dos-Aflogados.
Manoel Gomes Viegas pede ao snr. JoSo
Rodrigues de Moura o favor de ir ultimar o
negocio que tem com o annunciante visto
nunca o encontrar as vezes quo o tem procu-
rado em sua casa.
Aluga-se urna casa terrea nuvamente
edificada na ra da Solidado muito larga,
com 6 quartos, duas salas corredor ao lado ,
cozinha fra com um graude quintal mura-
do cacimba com muito boa agua de beber,
por preco commodo ; na ra da Aurora n 58.
= O bacharel formado Joao Floripes Dias
Barrete mudou a sua residencia para a ra
das Cruzes sobrado n. 22 : ahi contina
;i advogar no civel o crime.
No dia 5 do corrente, pelas 5 horse da tarde,
cahio urna jaqueta de panno fino preto da va-
randa do sobrado da viuva Joanna Francisca da
Silva, na ra da Conceigao du Boa-vista: a
pessoa que apanhou-a ou dclla tiver noticia ,
querendo entregar podo dirijir-se ao mesmo
sobrado, que ser gratificada.
Alugao-so duas casas terreas ns. 46 e 48 ,
na ra do Hospicio, com bons commodos, a
quintaes murados: na ra da Cadeia-velho
u. 38.
L J>



t
4
"i
= Precisa-se alugar urna preta para oscrvico
do urna casa do pouca ramilia ; quom livor d-
rija-se a Rua-imperial n. 39 ou annun-
ie.
OITerecc-sc um mono Portuguez para
criado de qualquer casa ingleza por ter al-
guma pratica da lingua ingle/a ; quem o pre-
cisar dirija-lo a ra estreita do Rozario n. 8.
= Alexandrina de Lima e Albuquerque ,
proessora publica da primeira cadeira do bair-
ro/lo S. Antonio, faz publico que tem sua
aula aborta, na ra por detraz. do theatro so-
brado n. 20, segundo andar.
= A pessoa quoahnunciou no Diario de
6 o 7 do corrente querer tratar com o dono da
casa terrea em Olinda que a quer vender ,
dirija-sea ra do Dique n. 9, segundo an-
dar.
= Existe no sertao fgido um preto de na-
ci Mocambiquc de nomo Pedro o qual
fugio desta praca a 4 para 5 annos c diz ser
escravo de urna senhora de nomc Rita a qual
era viuva de um Joaquim de tal ; este escravo
tem bonita ligura e lera do idade prescote-
I mente 30 annos pouco mais, ou menos; a
., pessoa, que se julgar com direito ao roferido
escravo dirija-se a Praga da-independencia ,
livraria ns. 6 e8 que se daro outras infor-
maces.
= Precisa-se alugar urna escrava para o ser-
vico de urna casa de pouca familia que
saiba cozinhar, comprar e lavar dando-se
o sustento, e 12,000 rs. mensaes ; na Soli-
dado indo pela Trompe, ladoosquerdo n. 42.
= Na ra atraz da matriz da Roa-vista ,
as lojas do subrado aonde mora o coronel Mar-
ros engomma-se toda a qualidade de engom-
mado liso tanto para homem como para se-
nbora anda rnesmo de filo do lnbo com
toda a promptidlo aceio o por proco rom-
modo.
== Rodolpbo Joao Barata de Almeida trans-
ferio a sua morada para a ra da Cadcia de S.
Antonio, sobrado n 16, primeiro andar.
Precisa-se alugar um sitio perto desta
praca que tenlia casa baixa para plantar ca-
pim para um ou dous cavallos ; quem tiver an-
nuncie.
O snr. Luiz Jos do S Araujo queira
mandar procurar urna carta vinda do Aracatv ;
na Rua-velha n. 111.
Aluga-se um sobrado de um andar.com
commodo para urna grande familia com ter-
rado e sot5o quintal murado e cacimba ,
em Fra de-portas ra do Pillar n. 82; a
tratar na mesma casa ; assim como vende-se
urna porcao de lijlos quebrados e pedras ,
proprios para aliceres por proco commodo.
== O sor. Antonio Augusto da Fonccca
dirija-se a ra da Cadeia do Recife n. 40 pa-
ra receber urna caria vinda do Para.
Teiido so por vezes rogado aos snrs.
que devem importes de bilhetes de lotera na
casa de cambio do \ ieira a bondade de irein ,
ou mandarem pagar os seus dbitos, e como al
o presente poucos lorio os que satisizerao; ro-
ga-so aos mcsmossnrs., queir5osatisazer o
que estao a dever do contrario ternd de ver
os seus nomesemuma lista, que ser publica-
da com declaracio das quantias, assim co-
mo a que tempos devem.
Precisa-sc afforar 50 a 60 palmos de ter
reno que no fundo tenha fruteiras que nao
exceda da Estrada-nova S. Anna S. Ama-
ro Capunga e Solidado ; no Alterro-da-
Boa-vista, loja n. 51.
Qci niiiunciou querer comprar a his-
toria sagrada dirija-se a Rua-nova casa de
Silva & Guerra
= Por esquecimento ficou, em urna das va-
randas do beco do theatro um oculo grande,
envernisado de preto e dous canos ; roa-se
a pessoa que o tiver adiado ou ihe for oe-
recido haja de o entregar na loja do Mero/ ,
na Praca-da-ndependcncia que ser gene-
rosamente recompensado.
Aluga-se urna loja na travessa do Roza-
ro defronte da igreja ; a tratar na ra do
Queimado loja de lerragens n. 30
Aluga-se o primeiro andar da casa da
esquina da ra larga do Rozario n. 39 ; a tra-
tar na ra do Quemado loja de ferragens
n. 30.
Precisa-so alugar um prolo, que entenda
de masseira ; na ra da Senzalla-velba n. 98.
A abaixo assignada faz scicnte ao res-
peitavel publico, que, tendo constituido por seu
bastante procurador e com poderes ilimita-
dos ao snr. lenlo Joao Marinho Paes Brre-
lo para tratar dos termos e do todos os nego-
cios judiciaes tendentes ao divorcio de seu ma-
rido Carlos Frederico da Silva Pinin t As prc_
senle tendo-se ultimado similhanto negocio
pelo presente cassa todos os poderes daquella
procuracao, que desde ja fr sem eeito para
contrato algum, e corno se nunca existisse.
Josepha Joaquina da Conctifo Brilo.
Aluga-se um armazcm com 4 portas, na
ra do Apollo confronte ao thealrinho; quem
o'pretender dirija-se a ra da Madre de Dos,
conlronte a igreja segundo andar das 7 as
8 horas da manhia e das 3 as 5 da tarde.
J. M. Soares desde o da 7 do corrente
declsra que deixou de ser caxeiro de
Nuno Marade Sexas.
Quem quizer dar 2S0* rs. a premio de
dous por cento com boas firmas dirija-se a
ra dos Pires n. 30.
Luiza da EncarnacSo partera exami-
nada e approvada dispoe-se a exercer a ar-
te de seu ministerio ; quem se quizer atilisar
de seu prestimo dirija-se ao pateo de S Jos
n. 33.
Joaquim Jos de S. Anna, chegado pr-
ximamente de Maranguape dirija-se a venda
da esquina do beco do Peixe-frito, que vira
para o Rozario n. 9 a negocio de soa in
teresse.
O snr. tcstamonteiro do finado P. An-
tonio Dias Pereira queira annunciar a sua mo-
rada afim dse tratar negocio de seu inte-
rosse.
as Aluga-se o primeiro andar da casa junto
a do snr. Bcllem no Forte-do-Matlos ; e na
mesma um pequeo armazem ; a fallar com
Jos Ribeiro do Brito na sua prensa no rnes-
mo lu^ar
= Aluga-se o primeiro andar, e lojas da
casa nova da ra da Aurora n. 10 muito
aceiado, frescos boa vista e com commo-
dos para urna grande familia ; a tratar no se-
gundo andar da mesma casa, ou na ra do
Trapiche n. 3.
= Para maior con.modidadc dos seus alum-
nos o abaixo assignudo tem mudado a sua
residencia para a ra do Alterro-da-Boa-vista,
aonde contina a ensinar na sua aula das 6 as
8 horas da noute as pessoas que se empregao
no comniercio a fallar e escrever a lingua
ingleza. Tambem recebe na sua aula das duas
as 5 \ioras da tard meninos que so destinao a
vida commercial ensnando-lhes a fallar e
escrever o inglez, e francez arithmetica co-
nhecimento dos cambios, escripturacio por
partidas dobradas e geographia. Ao mesmo
lempo cuidar, em que os alumnos adquiri
um bom carcter de lettra.
Os pais que quizerem confiar a educacio
de seus filhos ao abaixo assignado se digna-
rs procural-o em sua casa, de duas at as 5
horas da tarde. Jos da M ya.
Compras
= Comprao-so eITcctivamcnte para fra da
provincia mulatas negras e moleqqes do 12
a 20 annos, pagiose bem ; na Rua-nova ,
loja de ferragens n. 16.
= Comprao-se dous cavallos, que andem
de baixo at meio; na Rua-nova b. 44, se-
gundo andar.
Vendas
Vende-se na Praca-da-indepen dencia,
livraria ns. 6 e 8, as amorosas paixoes do jo-
ven Werther. Historio verdadeira publicada
em allcmo pelo celebro Goethe, e ofierecida
as almas sensiveis pelo traductor portuguez ; 2
vuls. com os retratos de Werlher e de Carlo-
ta 3000 rs.
Goethe o principe dos escriptores allcmiies
cuja fama ehche c mundo inieiro c Werlbcr
a primeira e a mais celebre das suas bellas
obras Su lucientes recommendao por cer-
to esta para o livro que aqui apresentamos
em urna traducao elegante e digna do origi-
nal e debidamente a sabero eslimar os ama-
dores dos bons livros, que ignorarem o alle-
mao e desejarom formar urna ideia da tor-
ca do estilo, da originalidadedo pensamen-
to da fecundidade da imaginacio e da su-
blime pintura das paixoes pelo autor do tio in-
teressante como infeliz Werther.
Vende-se um moleque de 14 annos,
bonita figura faz todo oservico de urna casa ,
vende na ra e muito esperto ; no beco do
Veras n. 12.
= Vende-se um sortimento de teafbas de
linho adamascadas de comprimento de vara
e moia at 5 varas com gurdanapos de qua-
lidade superior; velas de espermacete em eai-
xas de 25 libras ; farello novoem saccas de 3
arrobas, chegado de Hamhurgo ; em casa de
H. Mehrtens ra da Cruz n. 46.
\ende-seuma carteira de duas faces,
com os seus competentes mochos tudo em
bom estado ; na ra da Cruz n. 46 primeiro
andar. 4
Vende-se cerveja branca em barricas de
Iduzias, em grandes, e pequeas noreoo ;
emeasadej. O. Elster, na ra do Trapich
n 19. r
Vendcm-so 400 a 500 barricas vasias ,
que foro de farinha de trigo em muito bom
estado proprias para embarrilar assucar, por
preco commodo ; dofronte do viveiro do Mu-
niz padaria n. 43.
Vendem-so calcas feitas, proprias para
martimos; emeasadej. O. Elster, na ra
do Trapiche n. 19.
=Vende-se urna grande morada de casa
terrea em Olinda com grande quintal pro-
prio para plantar capim por ter urna baixa ,
e com bom poco ; na na do Dique n. 9 se-
gundo andar.
ao Vende-se um jogo do banquinhas de
Jacaranda em bom uso ; o bichas de Ham-
hurgo ; tambem se alugao e v3o-so applicar ,
tudo porpreco commodo ; na Rua-direita loja
de barbeiro n. 123.
= Vendem-se os soguintes livros em bom
uso ; cartas interessantes do papa Ganganelle ,
6 v. : LuziadasdeCamSes 1 v. ; segredos no-
cessarios 2 v ; diccionario de portuguez para
frapcez por Roquete 1 v. ; tratado de geo-
graphia universal, dephisica historia c po-
ltica por Balbi 2 v. ; galana pittoresca da
historia Portugueza 1 v. ; oeuvres completes
de Chateaubriand 8 v. ;*na ra da Cadeia do
Recifo loja de ferragens n. '48
Vendem-se casacas de panno fino de to-
das as cores, e sobro-casseas de ditos e de
merino duraque e de brim do di Aeren tes
qualidades jaquetas de panno fino de todas as
cores ditas de duraque brim bretanha e
riscadinhos, col lotes desetm pretos, e de co-
res ditos de sarja, e do fustao chape" fran-
cezes muito modernos camisas de madapolao
fino mui bem feitas gravatas 'pretas mo-
dernas lencos de gorgurSo preto, mantas pre-
tas e de cores, botins francezes, ditos gas-
peados ditos de couro de lustro, sapatos de
palla e de orelha decouro de lustro, ditos de
panno para andar em casa, ditos de todas as
qualidades para senhora luvas de pellica tan-
to para homem como para senhora e ditas de
algodio finas, casimira branca, merino de lia
de difidentes padroes bros de todas as qua-
lidades sedas e veludos para collctes, tudo por
preco commodo ; na Rua-nova o. 32, loja de
Mnocl do Amparo Caj.
= Vende-se superior cha hisson a 2400 rs.,
sevadnha d Franca a 320 rs. sevada a 100
rs. tapioca muito alva a 120 rs. velas de
carnauba de 8 em libra a 400 rs. queijos a
1000 c 1120 rs ditos de prato a 400 rs. a li-
bra bolaxinha pequea a 320 rs bolinhos
doces de limio a 320 rs. letria fina a 240 rs.,
banha de porco a 240 e 400 rs. batatas in-
glesas 2* rs. o gigo e 60 rs. a libra, encho-
fre a 100 rs. passas novas a 200 rs. milho
alpista a 320 rs. o quarteirao painco a 240
rs. papel de machina muito bom em meias
resmas de 50 cadernos a 1800 rs. garrafoes
que levao de 6 a 8 garrafas a 900 rs. ; na ra
dasLarangeiras, venda o. 16.
Vendem-se bolihs e meios ditos de bezer-
ro francez borzeguins gaspeados para homem,
ditos depona borzeguins para senhora sa-
patos de couro de lustro para homem e senhora,
ditos de marroquim e de tpete sapatos in-
gle/es e francezes do urna e duas pallas e
ontras muitas qualidades por preco commodo ;
na loja nova de calcado na ra da Cadeia-
velha o. 35 deironto do cambio.
= Na ra larga do Rozario, botica de Bar-
(holomeo & Ramos, se vende um oxcellente
remedio para loihbrigas, o mais eficaz pssive!,
vindo ultimameote de Franca.
= Vende-sn vinlin de feiteris c?r. barr
oquartolasde 5 em pipa, chegado prxima-
mente do Porto e proprio para se engarrafar ;
na ra da Cadeia loja de ferragens n. 44.
Vende-se urna meia-agua de podra e cal,
com soAriveis commodos, na campia da ra
da Alegra; a tratar no beco do Veras n. 12.
Vendem-se duas escravas de naci, de
bonitas figuras, de 24 annos, engommao, co-
znhfio e lavSo, o urna cose ; urna crioula de
15 anoos cozinha lava e serve bem a urna
casa ; urna dita de nacao de 25 annos, co-
zinha lava e ptima quitandeira ; um
moleque de naci de 18 annos, proprio para
todo o servico ; um pardo de bonita figura, de
20 annos ptimo para pagem por saber bem
mont.ir a cavallo ; na ra das Cruzcs n. 41 .
segundo andar.
Vendem-se 3 escravas mocas
habilidades e de bonitas figuras ;
alazao carnudo bom enrregador
ro ; na Rua-velha n. 111.
- Vende-se um bom quarto do ambas as
sellas, bem mantedo eem boas earnes : na
Rua-velha n. 72.
=Vendem-so luvas de pellicaa 1000 c 1280
rs. o par ditas de seda brancas e prelas ,
chapeos francezes finos da ultima moda ditos
deso platilhas.de 30 varas bretanhas finas
de !::;hr,, uuinua viiits hainhurguezas, me-
rino preto meias para meninos e meninas c
outras muitas fazendas por preco commodo ; na
loja de Manoel Jos Goncalvcs Braga junto
ao arco de S. Antonio n 2
Vende-se oxcellente farello em barricas I
a3200rs. ; na padaria de Joao Manoel R0,
drlguesVallenca na ra larga do Rozario e
no armazcm que foi de Joaquim Goncaes
Vieira Gaimarfes, unto ao arco da Concei-
co.
= Vendem-se lencos e mantinhas para
gravatas. pretos, o de cores ditos para al>?i_
beira bicos largos o estreitos luvas do co-
res para senhora ditas de pellica de cores para
homem canelas para peonas de ac cabo de
marim e de outras qualidades bons de pa-
Ihinha a 280 rs. ditos do phlla de lustro a
1000 rs chapeos de dilo a 400 rs. appare-
lijos de porcelana para cha em ponto peque-
no para nonecas a 1000 rs. Aores finas para
caheca suspensorios a 20 rs. ditos do bur-
racha a 320 rs ditos de seda a 1440 e 1700
pentes de tartaruga para marrafas ditos para
prender os cabellos imitando a tartaruga di-
reilos, c virados ditos de marfim de tirar
piolhos, filas Javradas largas e estreitas um
glande sortimento de calungas, carteiras de
varias qualidades para algibeira esteirinhas
pintadas a 720 rs., papel de peso azula 5200 rs.
c almaco a 3800 e 200 rs. navalhas finas,
garfos e facas de cabo rolico a 3500 rs. ditas
de cabo de metal a 6400 rs. c um grande sor-
timento de meudezas de todas as qualidades,
com amostras a contento dos compradores; na
ra do Queimado loja de meudezas n. 24.
= Vende-se a praso ou a dinheiro urna
loja de 3 portas", sita na ra do Queimado des-
la cidade a qutd paga um mdico aluguel, e
lem quatro a 5 coi.1 tos de rs. em um genero ,
que por ter sido toJ comprado a dinheiro ,
oAcrece algumii vanta^cm ao comprador; quem
a pretender annuncie.
= Vendem-se terreno.." com 156 palmos de
fundo com as frentes, ^ue es compradores
quizerem na ra da Conceda o as tra-
vessas do Monteiro e Cuide re'ro os quacs
sao do 60 palmos para onde ditos terrenos
tambem fazcm frente em direcc,.'0 ao rio Ca-
pibaribe : estes terrenos achao-se p arte atter-
rados, e parte beneficiados, e tambv0m teem
alagados para a parte do rio c lodos offere
cem grande commodidade para a sua ed.fica-
co por preco commodo ; na ra dos Quvr-
lois, boje larga do Rozario n. 18.
=7 Acha-seum completo sortimento de ta-
boasdepinho americano, largas, e reforca-
das em grossura esem nos; dito da Suecia ,
costado costadinho, assoalho, e forro para
fundos de barricas do 20 a 30 palmos de com-
prido, por barato preco ; atraz do theatro r
armazem de Joaquim Lopes de Almeida ca-
xeiro de Joao Matheos.
.= Vende-se milho em saccas de tres quar-
tas e meia a 2600 rs. ; no armazem que loi
de Joaquim Goncalves Vieira GuimarSes; as-
sim como farinba a 1600 rs.
= Vende-sosal de Lisboa em grandes, e
pequeas porcoesi por oreco mais commodo,
do que em outra qualquer parte; na ma da
Moeda n. 9.
= O deposito de gelo acba-se na ra da
Senzalla-velha junto ao Beco-largo n. 110 ,
aondo contina a vender-se a 2560 rs. a arro-
ba ea libra a 100 rs.
= Vendem-se os seguintes livros; geome-
tra de Euclides, arithmetica de Lacroix, gram-
matica franceza de Sevene diccionario fran-
cez por Fonceca Horacio em latim o portu-
guez Prozodia, e Cornelio; na ra de Aguas-
VITiJoc n tO
= Vende-sn Jacaranda superior chegado do
Rio de Janeiro pedras de marmore redondas
para mezas de meio de sala, de muito bom gos-
to ditas para commodas cadeiras america-
nas comassento de palbinha camas de vento
com armaco marquezas sofs mezas de
jantar camas de vento mui bem feitas a 4500,
ditas de pinho a 3500, assim como outros mui-
tos trastes; pinho da Suecia com 3 pollcgadas
de grossura, dito serrado, dito americano de
difierentes larguras e comprimentos ; assim
como troves de pinho e barrotes ; na ra de
Florentina em casa de J. Beranger.
Escravos iigirios
, com boas
um cavallo
, e passei-
= Nodia 7 do co.-rento fugio um preto de
nomo Izidro, de nacao Quingolo, meio bucal,
de 18 annos, de 7 palmos de altura bem
leitode corpo olhns regulares, o muito vi-
vos nariz chato rosto descarnado tem o
lieico inferior cabido debaixo do queixo tem
urna cicatriz pequea com um monte de ca-
bellos na mesma sem ponta de barba nem
signaes de bec higas ps grandes, c chatos,
e sem defeilos tem de costumo fugir; levou
camisa de estopa de mangas curtas e calcas de
igouaoznito iie frangir nocs ; quem o pegar,
leve a ra da Cruz venda do Lofler que re-
compensar.
Rcire WA Tvp. drM, F de Fawa.1844.


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